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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
CPLP
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MOP$10
Ter para ler
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • QUARTA-FEIRA 30 DE OUTUBRO DE 2013 • ANO XIII • Nº 2964
COMEÇOU A DISCUSSÃO SOBRE O FUTURO DA LÍNGUA PORTUGUESA
CENTRAIS
IACM acusado de cobrar dinheiro por adopção de animais
• CHINA IMOBILIÁRIO
Especulação a fazer subir preço das casas PÁGINA 8
“Inadmissível” A denúncia surge pela boca da portuguesa Cláudia Ferreira, ligada ao grupo de apoio aos animais “SOS Animals in Macau”. Ao que tudo indica, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais estará a tentar cobrar mais de nove mil patacas pela adopção de três cães que se encontravam abandonados na rotunda dos Ocean Gardens e foram recolhidos
pela entidade. Na verdade, a adopção é gratuita mas é um processo que demora quatro meses, pelo que se os novos donos quiserem os animais no imediato a coisa pia de forma diferente: cada animal custa 3120 patacas, algo que não está consagrado na lei. Albano Martins, da ANIMA, já tinha chamado a atenção para a cobrança ilegal destas taxas. PÁGINA 5
GOLFE CAMPEÃO TIGER WOODS PODERÁ VOLTAR NO PRÓXIMO ANO PÁGINA 16
• ERRO MÉDICO NO SÃO JANUÁRIO
MP diz que procedimento criminal já terminou PÁGINA 7
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• ASSEMBLEIA LEGISLATIVA REGRESSOU
Arranque marcado por croupiers e “Fundo do Povo” PÁGINAS 2 E 3
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POLÍTICA
hoje macau quarta-feira 30.10.2013
AL POLÍTICA DE CROUPIERS MARCOU ARRANQUE DA LEGISLATURA
Discriminações e “mau exemplo” ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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ANIFESTAÇÕES e muitas petições depois, permanece a discussão em torno da política de contratação de não-residentes para o lugar de croupiers.Apesar do Governo já ter dito que não vão haver mudanças na matéria e que os residentes vão continuar a ter acesso exclusivo a essa profissão, vários deputados abordaram o assunto no primeiro plenário da V Legislatura da Assembleia Legislativa (AL). Contudo, o consenso continua a não morar no hemiciclo: se os deputados directos pedem uma nova legislação com critérios definidos, os indirectos e nomeados falam em prudência. O indirecto e empresário Chan Chak Mo disse mesmo que uma nova legislação
A polémica sobre a contratação de croupiers continua a marcar a agenda política. No arranque de mais uma legislatura no hemiciclo, cinco deputados mostraram-se contra a criação de uma nova lei sobre a matéria. Chan Chak Mo disse mesmo que um novo diploma seria “um mau exemplo”. Angela Leong também é contra “vai abrir um precedente e constituir um mau exemplo”, porque “os requisitos para o ingresso na profissão são baixos e os salários são altos”. Com isso, “as outras profissões, como os motoristas de autocarros, vão querer
o mesmo, e isso vai criar uma distorção no mercado laboral”. Para além disso, o deputado acredita que “as concessionárias vão deixar os cargos de gestão para os trabalhadores importados, o que pode constituir um
Tsui Wai Kwan eleito para Conselho Administrativo Um dos pontos na agenda de ontem foi a eleição de um deputado para integrar o Conselho Administrativo, órgão responsável pela elaboração de relatórios e gestão financeira da AL. O deputado indirecto Tsui Wai Kwan venceu com 26 votos, tendo “agradecido o apoio dispensado pelos colegas”. Chan Meng Kam ganhou dois votos.
obstáculo para a promoção dos trabalhadores locais”, frisando que já existem três diplomas na área laboral. Já os deputados nomeados Vong Hin Fai e Gabriel Tong, assinaram uma interpelação antes da ordem do dia em conjunto que fala da possibilidade de “discriminação” com uma nova lei. “Se uma lei que proíba o exercício de funções de croupier e supervisor-chefe por TNR (Trabalhadores Não-Residentes) for feita sem preparação, não só irá levar ao aparecimento de conjecturas no palco mundial, considerando que em Macau os estrangeiros ou as gentes de fora são discriminados, mas também poderá levar os trabalhadores de outros sectores importantes a sentir que isto não é nada justo. O Governo recorreu sempre a medidas administrativas para proibir que os TNR exerçam as funções de croupier.” “Uma produção legislativa sem preparação poderá ser associada a fenómenos de bloqueio e discriminação, o que não só em nada favorece a imagem de Macau, como também vai divulgar
de forma errada os valores assumidos pelas suas gentes”, lembram os deputados.
“PROTESTOS IRRACIONAIS”
Por sua vez, o indirecto Sio Chi Wai defendeu a mão do Governo esta actividade económica. “O Governo deve continuar a desempenhar o seu papel de regulador da economia, assumindo a responsabilidade do desenvolvimento económico e ainda do aumento da qualidade de vida da população.” Por essa razão, “não deve desistir tão facilmente dessa política, que é viável e reconhecida pela maioria da sociedade. A população deve continuar a apoiar e a confiar na legalidade e na continuidade da politica económica do Governo”.
O ESSENCIAL O consenso continua a não morar no hemiciclo: se os deputados directos pedem uma nova legislação com critérios definidos, os indirectos e nomeados falam em prudência
O empresário disse que “é mais adequado e rápido que as actividades económicas serem reguladas por medidas administrativas do que através dos meios legislativo e judicial. Será que a legislação não vai afectar a promoção na carreira de croupiers? Não vai enfraquecer a sua competitividade?” Sio Chi Wai diz que os recentes protestos nas ruas e entregas de petições a Chui Sai On não passam de “protestos irracionais” e de “pedidos ocos sem correspondência à realidade”, que “afectam a harmonia social e o desenvolvimento estável da economia”. Angela Leong, deputada e directora-executiva da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), também pediu “ponderação sob várias perspectivas” sobre a eventual necessidade de legislar para proibir a importação de mão-de-obra”. Garantindo que se “opõe à importação”, afirma que “os direitos e interesses dos residentes já estão garantidos” e que legislar “não é o método ideal”. Também Chan Chak Mo acredita que é preferível “exortar o Governo a reforçar a fiscalização do sector do jogo e impulsionar, através de políticas e de recursos, o apoio à promoção na carreira dos trabalhadores das empresas de jogo, em vez de gastar tempo na discussão de leis”.
política 3
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AL NOVOS DEPUTADOS ESTREARAM-SE NO ARRANQUE
Si Ka Lon quer “Fundo do Povo” Na mesma bancada, mas do sector dos nomeados, Ma Chi Seng optou por também abordar a questão dos jovens, uma área que lhe é conhecida. “Já há muito tempo que colaboro com associações que desenvolvem actividades para os jovens e verifiquei que alguns têm uma perspectiva muito cinzenta e sem objectivos de vida, porque não conseguem acompanhar o passo do desenvolvimento nem enfrentar a pressão e os desafios da vida.” Por isso, Ma Chi Seng pediu que o Governo “dê mais atenção aos assuntos da juventude”, criando “condições para que tenham mais oportunidades”.
TIAGO ALCÂNTARA
O número dois de Chan Meng Kam pede que Macau aproveite a bonança económica para criar um fundo financeiro virado para o jogo e turismo, com gestão da população. Como ele, os estreantes na AL apresentaram as primeiras sugestões ao Executivo
CRIMINALIZAR O ASSÉDIO
ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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Si Ka Lon propôs ainda a criação do “Fundo do Povo para o jogo”, “voltado para o investimento no jogo e do turismo”. Este mecanismo poderia ainda servir de investimento a áreas como a medicina chinesa, exposições e industrias culturais e criativas”. Até porque “se este Fundo per-
tence à população, é esta que deve beneficiar dos respectivos lucros”.
JUVENTUDE EM DESTAQUE
A também deputada Song Pek Kei, número três de Chan Meng Kam, fez a sua estreia na AL a falar sobre os jovens e a habitação. “Dados recentes que indicam que nos pró-
Pedidas mudanças no regulamento de comissões
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TIAGO ALCÂNTARA
plenário de ontem serviu ainda para os deputados votarem a nova composição da Comissão de Regimento e Mandatos e das três Comissões Permanentes, responsá-
Ho Iat Seng
veis pela análise das leis, e ainda as Comissões de Acompanhamento. Apesar da aprovação ter decorrido sem votos contra, Gabriel Tong não deixou de questionar o presidente da AL, Ho Iat Seng, quanto à possibilidade da mesma personalidade poder presidir a duas comissões. Já Cheang Chi Keong pediu a inserção de “regras uniformes” nos regulamentos, pois cada comissão define as suas regras de funcionamento. Tal “dificulta o trabalho dos deputados e do Governo”. Contudo, Ho Iat Seng falou das boas experiências na 4ª Legislatura e diz que “não vale a pena” inserir mudanças. - A.S.S
TIAGO ALCÂNTARA
O arranque das sessões plenárias da 5ª Legislatura da Assembleia Legislativa (AL), Si Ka Lon iniciou a sua posição como deputado estreante com uma proposta: a criação de um fundo financeiro gerido pelos cidadãos para investir nas áreas do jogo e do turismo. “Deve considerar-se a criação de uma dotação por meio de transferências anuais, a partir da actual reserva financeira, com o objectivo de criar um fundo da população de Macau com a participação de todos os residentes no seu capital social e nos respectivos rendimentos.” Tal iria chamar-se de “Fundo do Povo”, que iria beneficiar da “onda de desenvolvimento da cooperação regional” para “investir em planos com potencialidade de gerar grandes lucros”. Tudo para que Macau “possa ganhar maior importância no delta do rio das pérolas e entre os países de língua portuguesa”.
ximos anos Macau vai ter 70 mil jovens em idade de casar, por isso é forte a necessidade de habitação. O Governo realizou algum estudo de avaliação das necessidades de habitação dos jovens em idade de casar, assim como a sua capacidade para adquirir uma habitação no mercado privado?”
Sem José Pereira Coutinho ao seu lado, Leong Veng Chai voltou a abordar a falta de apoios do Executivo aos funcionários públicos das carreiras mais baixas, tema que já foi bastante abordado por Coutinho. Do lado da ex-enfermeira Wong Kit Cheng, número dois de Ho Ion Sang, os crimes sexuais fizeram parte da sua agenda para o arranque da AL. Para a deputada, deve-se “legislar o quanto antes os crimes de atentado ao pudor e assédio sexual, por forma a que a instauração do processo dependa do Ministério Público”. Deve-se ainda “aperfeiçoar o processo de apresentação da queixa e os respectivos procedimentos judiciais”. Se Lei Cheng I pediu “cautela” ao Executivo na importação de mão-de-obra, Chan Hong quis saber quais os projectos concretos que o Governo tem em relação à nova lei do ensino superior. Já Zheng Anting, número dois de Mak Soi Kun, falou das necessidades de infra-estruturas e de apoios financeiros na área social.
Procedimentos para PME criticados
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UMA interpelação assinada em conjunto pelos deputados Kou Hoi In, Cheang Chi Keong e Chui Sai Peng, são criticados os actuais procedimentos administrativos usados nos serviços públicos para as Pequenas e Médias Empresas (PME). Os deputados dizem ter visitado algumas associações que frisaram que existe “uma baixa eficiência em algumas etapas dos procedimentos administrativos, a falta de coordenação entre os serviços públicos e
a ineficácia na colaboração inter-serviços”, sem esquecer a “desactualização das leis e regulamentos”. “O desenvolvimento das PME tem vindo a ser asfixiado por esses problemas, afectando o crescimento da economia e da sociedade em geral”, apontam os deputados. Para as próximas Linhas de Acção Governativa (LAG), os deputados acreditam que “o Governo vai continuar, como nos anos anteriores, a apoiar, a incentivar e ajudar as PME”. - A.S.S.
4 política
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INTERESSE PÚBLICO ESTARÁ SALVAGUARDADO, DEFENDE PETER LAM
Com e por Macau
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recém-eleito membro do Conselho Executivo (CE), Peter Lam, não vê no seu papel de empresário um conflito face aos pareceres que terá de dar ao Chefe do Executivo na tomada de decisões.
Em declarações ao canal chinês da Rádio Macau, Lam, de 64 anos, diz que “há diferentes papéis na sociedade” e que trabalha “para diferentes instituições”. O presidente da empresa New City Investments and Construction
e vice-presidente da direcção da Associação Comercial de Macau, desvaloriza assim a sua posição na área dos negócios e explica que “nunca haverá qualquer conflito de interesses” só porque é empresário, até porque os membros do CE são obrigados a seguir “regras bastante restritas”. O também vice-presidente do Conselho de Administração da Fundação Macau assegurou ainda que os interesses gerais da população serão privilegiados. As declarações foram feitas depois de ser pública a nomeação de Lam pelo Chefe do Executivo, na segunda-feira, que amanhã empossará o novo elemento do CE. De acordo com a agência Lusa, a Ordem Executiva de Chui Sai On foi emitida depois de o gabinete do líder do Governo ter consultado Pequim sobre se o número de membros do Conselho Executivo incluía, ou não, a figura do Chefe do Executivo. Ao abrigo da Lei Básica, o CE pode ter até onze membros, sendo esta a primeira vez que o órgão é composto pelo número máximo de elementos desde o estabelecimento da RAEM. - R.M.R.
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COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES E DOS CONTABILISTAS Aviso Torna-se público, de acordo com o nº. 1 do ponto 6º. dos Regulamentos para a prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas, elaborados nos termos do artigo 18º do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei nº. 71/99/M, de 1 de Novembro, do artigo 13º. do Estatuto dos Contabilistas, aprovado pelo Decreto-Lei nº. 72/99/M, de 1 de Novembro e da alínea 3) do artigo 1º. do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº. 2/2005, de 17 de Janeiro, que se encontra afixada, na sobreloja da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande nºs. 575, 579 e 585, e colocado no respectivo “Web-site”, no local relativo à CRAC e para efeitos de consulta, a lista definitiva dos candidatos à prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como Auditor de Contas, Contabilista Registado e Técnico de Contas no ano de 2013, elaborada e homologada por deliberação do Júri designado para o efeito. Mais se informa que a prestação de provas foi pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude reconhecida como um dos itens subsidiáveis no âmbito do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo”. Os candidatos poderão pois optar por liquidar as taxas devidas deduzindo o respectivo montante da sua conta do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo” (adverte-se, no entanto, para o facto de que apenas se aceitará o pagamento integral do valor em causa). Em caso de dúvidas, agradecemos que contacte a CRAC, durante as horas de expediente, através dos números de telefone 85990168 ou 85990549. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 22 de Outubro de 2013. O Presidente da CRAC, Iong Kong Leong
CHUI SAI ON RECEBE WANG GUOQIANG
Medicina tradicional chinesa à mesa O Chefe do Executivo, Chui Sai On, teve, ontem, um encontro com o vice-ministro da Comissão Nacional de Planeamento Familiar e Saúde e director da Administração Estatal de Medicina Tradicional Chinesa, Wang Guoqiang, durante o qual trocaram impressões sobre o desenvolvimento da medicina tradicional chinesa, bem como da construção de um parque industrial e de tecnologia de medicina tradicional chinesa em Macau. Chui Sai On começou por agradecer o apoio prestado pelos serviços sob a tutela deste responsável a Macau na área da saúde e da medicina e aproveitou para fazer uma breve apresentação sobre
a situação da medicina tradicional chinesa em Macau e evolução progressiva, nomeadamente na formação de pessoal na área pela Universidade de Ciência e Tecnologia e na investigação realizada pela Universidade de Macau. O Chefe do Executivo recordou que ambas as universidades criaram o Laboratório Chave Estatal para a Investigação de Qualidade em Medicina Chinesa. Sublinhou que o governo dá elevada importância a esta matéria, particularmente á formação de pessoal e desenvolvimento diversificado da RAEM. Por sua vez, Wang Guoqiang revelou ter sido convidado, pela Organização Mundial da Saúde, para a cimeira sobre o implemento global
de estratégias da medicina tradicional 2014-2023. Relativamente ao desenvolvimento da medicina tradicional chinesa e à construção do Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa, o mesmo responsável manifestou o apoio do continente quanto a esta matéria e afirmou dar atenção ao estabelecimento do Laboratório Chave Estatal para a Investigação de Qualidade em Medicina Chinesa, o qual irá melhorar o apoio ao desenvolvimento e industrialização da medicina chinesa, bem como reforçar a potencialidade desta área no ensino académico.
SOCIEDADE
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IACM VOLTA A SER ALVO DE QUEIXAS SOBRE COBRANÇA EXCESSIVA PARA ADOPÇÃO DE ANIMAIS
“Promover a adopção e não a compra”
JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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intenção era a melhor. Depois de, no dia 21 de Outubro, ter sido feito um apelo na página do Facebook para arranjar donos para uma cadela e dois cães bebés, apareceram interessados em adoptar os animais. Os cães estavam na “rotunda” próxima dos edifícios Ocean Garden, mas, “quando se iniciaram os preparativos para a recolha dos animais , constatou-se que estes já não se encontravam no local”. Segundo relata Cláudia Ferreira ao HM, os animais teriam, então, sido recolhidos pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), estando sob a guarda do organismo sob os números 12451, 12452 e 12453 e estando registados como tendo sido capturados no dia 24 deste mês. “Uma vez que houve conhecimento, foram tomadas medidas no sentido de recolher os cães do canil e levá-los para quem os pretende acolher”, explica Cláudia Ferreira. Os problemas começaram aqui. A adopção no IACM é gratuita, mas é um processo demasiado longo. “A adopção é de graça, mas demora quatro meses, porque [os funcionários do
IACM] dizem que estão cheios, que têm muito trabalho, que têm de fazer análises e que esterilizar as cadelas e que é um processo longo.” Mas, há mais. “Questionados sobre a opção de adopção, que no fundo é o que se pretende, a reposta foi de que a cadela adulta poderá não aguentar o tempo que é necessário para o efeito e que os cachorros poderão apanhar outras doenças ou não estarem em grandes condições no futuro”, explica Cláudia, acrescentando que isto pode acontecer uma vez que os animais são colocados em jaulas conjuntas com outros que podem estar doentes.
PASSAR-SE PELA DONA
Depois de travar conversações com funcionários do organismo, de forma a tentar perceber o porquê da demora, Cláudia foi informada que, para ter os três cães de imediato, teria de pagar mais de nove mil patacas. Isto, porque o custo por cada animal será de 3120 patacas. “São 80 patacas por dia para a estadia – foram sete dias –, mais 500 patacas de licença e mais 2060 patacas para algo que não percebi muito bem, mas que a funcionária disse estar ao abrigo da Regulamentação do Espaço Público”, frisa ao HM, explicando que não
conseguiu encontrar na lei a cobrança desta taxa. A cobrança pelos três animais tem uma explicação. Cláudia Ferreira, ou os eventuais interessados, teriam de se fazer passar pelos donos dos cães. “Se assumisse que era a dona dos cachorros, então passariam essa multa. Isto é uma coação, disse que os animais não eram meus.” O mesmo acontece, por exemplo, a quem perder um cão. Para o ir buscar ao canil, terá de pagar os dias de estadia do animal e a taxa relacionada com o Regulamento do
TIAGO ALCÂNTARA
“É uma situação completamente inadmissível”, nas palavras de Cláudia Ferreira: o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais está a tentar cobrar mais de nove mil patacas pelo que seria a adopção de três cães por residentes de Macau. A denúncia foi feita ontem por Cláudia Ferreira, portuguesa a viver no território que, recentemente, tem estado ligada ao grupo de apoio a animais “SOS Animals in Macau”, no Facebook. Não é a primeira vez que isto acontece
Espaço Público, que o HM não conseguiu também encontrar. Questionada sobre os eventuais adoptantes estariam interessados em pagar pelos animais, Cláudia Ferreira afirma que não. “Estamos a tentar promover a adopção dos animais de Macau e não a compra, e depois cobram-nos? Isto é completamente fora de comum, nunca vi nada assim. É completamente inadmissível e já me disseram que não é a primeira vez.” A portuguesa é peremptória: não se importaria de
pagar pela estadia dos três cães, mas, quanto às outras taxas “teria de explicar às pessoas” interessadas na adopção o que são. Cláudia, que diz ainda ter tentado negociar o preço, pediu que lhe fosse enviado um e-mail com a informação das taxas aplicadas, mas o IACM não atendeu, até ontem, ao pedido.
OUTRAS QUEIXAS
As queixas relacionadas com a cobrança de taxas ilegais não é nova. Em Março deste ano, a Sociedade Protectora dos Animais – ANIMA ga-
rantiu ao HM estar a receber queixas de cidadãos sobre o facto de o IACM estar a tentar “apanhar animais em propriedades privadas” e ainda com a quantidade de taxas que o canil municipal – dirigido pelo IACM – estava a tentar cobrar às pessoas que pretendiam adoptar um animal no canil. “O IACM está agora a dizer às pessoas que vão ao canil para adoptar um cão que têm de pagar, além da licença, outras taxas, como a acomodação do animal desde que este foi apanhado [na rua] e os custos da apreensão do animal”, explicou, na altura, Albano Martins. O presidente da ANIMA disse que a associação consultou advogados que explicam que obrigar os cidadãos a pagar estas taxas é ilegal. Até porque, quando o canil apanha cães na rua, não sabe se estes serão ou não adoptados. “Em vez de ser parte da solução, o IACM parece querer tornar as adopções mais difíceis”, queixava-se a ANIMA. Recorde-se que esta não é a primeira vez que a sociedade envia cartas ao IACM com queixas sobre o comportamento face aos animais abandonados, que vão desde a quantidade de animais mortos no canil, às dificuldades colocadas no processo de adopção. Cláudia Ferreira vai hoje, pelas 16 horas, pedir mais informação ao IACM. O HM tentou contactar com o instituto, mas dada a hora tardia não foi possível obter qualquer reacção.
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hoje macau quarta-feira 30.10.2013
MP REAGE A CARTA DE PAI DA JOVEM EM ESTADO VEGETATIVO E NEGA QUALQUER IRREGULARIDADE
“Procedimento criminal terminou por aqui” JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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EGUNDO o Ministério Público (MP), nenhuma das queixas feitas pelo pai da jovem que se encontra em estado vegetativo no Hospital Conde de São Januário há cerca de dez anos tem fundamento. Chan Kok Sam, recorde-se, apresentou na segunda-feira uma carta ao procurador da RAEM onde acusava o hospital público de falsificação de documentos, bem como Song Man Lei, ex-procuradora adjunta por esta ter, “deliberadamente “falsificado o relatório do hospital, para que o processo fosse arquivado”. Processo que dizia respeito a um alegado erro médico de que teria sido alvo a sua filha, em coma desde 2004 depois de uma cirurgia que Chan Kok Sam assegura que não autorizou. Na carta entregue no MP, Chan assegurava que o médico falsificou a sua assinatura para autorizar a cirurgia e pedia, por isso, que fosse tratado o caso novamente. O processo já foi arquivado tanto pelo organismo, como pelos tribunais, que consideram que não houve negligência nem erro médico.
O MP reagiu no próprio dia à carta de Chan Kok Sam, apesar de não ter comunicado essa reacção aos meios de comunicação social portugueses. Apenas ontem – a pedido do HM – o comunicado foi tornado público. Na resposta do organismo, enviada a este jornal, pode ler-se que todos os possíveis procedimentos criminais terminaram. “É de salientar que não se verificou nenhuma ilegalidade ou irregularidade na tramitação do referido processo pelo magistrado em causa do MP. Também não se verificou nenhuma das situações referidas pelo senhor Chan aos órgãos de comunicação social.” O MP assegura que lamenta a situação e que está disponível a dar todo o apoio possível a Chan Kok Sam, mas, salienta, “apenas quando a lei o permite”. No comunicado, o organismo dirigido por Ho Chio Meng explica que Chan já tinha apresentado queixa ao Centro de Avaliação de Queixas sobre as Actividades Médicas, mas não teve resultados. “Em 2006, por suspeita de falsificação do relatório médico da sua filha pelo médico responsável, o senhor Chan apresentou
É de salientar que não se verificou nenhuma ilegalidade ou irregularidade na tramitação do referido processo pelo magistrado em causa do MP. Também não se verificou nenhuma das situações referidas pelo senhor Chan aos órgãos de comunicação social MINISTÉRIO PÚBLICO
uma queixa-crime. Em 2007, o Ministério Público abriu um inquérito criminal para investigar sobre o caso. Dada a insuficiência das provas que indiciem a prática do crime, o delegado titular do processo decidiu o arquivamento do processo em 2008. Inconformado, o senhor Chan apresentou a reclamação de acordo com os procedimentos legais. Depois da apreciação da reclamação, devido à falta dos requisitos legais para uma acusação penal, o Ministério Público manteve em Julho de 2009 a decisão de arquivamento do processo. O senhor Chan requereu a instrução criminal junto do Tribunal de Instrução Criminal. O juiz, depois da devida apreciação, emanou o despacho de não pronúncia e arquivou o processo no Tribunal de Instrução Criminal”, relata o MP. O homem chegou inclusive a pedir ajuda a Chui Sai On, Chefe do Executivo, mas não obteve respostas. Chan Kok Sam exige um pedido de desculpas tanto dos Serviços de Saúde, como do Conde de São Januário, mas para o MP não restam dúvidas: “todo o procedimento criminal terminou por aqui”.
ESPECIALISTAS DIZEM QUE AUMENTO DO RENDIMENTO DE TRABALHADORES DEVE-SE À ADMINISTRAÇÃO E AOS CASINOS
Salário mínimo reivindica-se para camadas baixas CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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S Serviços de Estatística e Censos (DSEC), nesta segunda-feira, fez saber a mediana do rendimento mensal dos residentes empregados no terceiro trimestre. Os valores equilibram-se nas 15 mil patacas, ou seja, mais de mil patacas face ao último trimestre. Especialistas consideram, no entanto, que o aumento deve-se apenas à subida do rendimento mensal da função pública e casinos, pelo que esta subida de salários não reflecte as necessidades reais das camadas baixas. Lao Chi Ngai, presidente da Associação Económica de Macau considera que no terceiro trimestre os sectores do jogo e do turismo obtiveram uma boa receita, o que
resultou num aumento de rendimentos. O presidente da Associação para a Promoção dos Direitos dos Assuntos Sociais, Ao Ieong Ying Kwong, concorda, e acrescenta, que a causa principal do aumento de salários deve-se ao aumento geral do sector do jogo e da função pública. No entanto, os trabalhadores das camadas baixas precisam de salário mínimo, porque este aumento não se reflecte nos seus bolsos e, neste caso, não é visível um aumento significativo do rendimento. Neste sentido, a presidência da associação dos operários pede às autoridades para fazerem legislação respeitante ao salário mínimo o mais rápido possível, a fim de garantir os direitos e interesses dos empregados não qualificados. O jornal chinês Exmoo News saiu à rua para inquirir alguns
destes trabalhadores. Segundo informa, muitos entrevistados disseram que não foram beneficiados pelo desenvolvimento económico. Wong, um segurança que já trabalha há mais de dez anos disse que, embora a empresa aumente o salário anualmente em 5%, esse aumento ainda é inferior para fazer face aos aumentos da inflação. Chan, secretária de uma construtora civil, referiu ao mesmo jornal que durante dois anos o aumento foi menos de mil patacas. Entre Julho e Setembro, a taxa de desemprego geral foi de 1,9%. Contudo, a taxa de desemprego dos residentes locais atingiu os 2,5%, tendo aumentado 0,2% face ao trimestre anterior devido, sobretudo, a recém-formados que integraram o mercado de trabalho.
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CHINA
MARIA JOÃO BELCHIOR Em Pequim
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OMPRAR casa não é para todos. Há anos que se ouve a mesma queixa entre uma camada da população que vê o país a afirmar-se economicamente sem que isso se reflicta visivelmente na sua própria de forma de vida. E há anos que as queixas sobre o preço da habitação aparecem no topo da lista das preocupações dos chineses. Até 2008 Pequim era a cidade onde mais especulação existia, favorecida pela realização dos Jogos Olímpicos. Com o lugar de capital a cidade não consegue, contudo, equiparar o charme de Xangai onde por mais anos ou Expos que passem , os preços também não param de subir. E a Pequim e Xangai, junta-se Shenzhen como outro dos centros da maior especulação imobiliária. Este ano os preços da habitação subiram em 70 cidades chinesas, com um aumento anual de 9.1 por cento. Em Xangai o valor das casas aumentou em mais de 20 por cento este ano. A recuperação económica lê-se em vários sinais e um deles está assente neste mercado assente num equilíbrio frágil.
hoje macau quarta-feira 30.10.2013
HABITAÇÃO É CADA VEZ MAIS UM LUXO
Casas continuam a subir
PRIORIDADE À URBANIZAÇÃO
MAIS DO MESMO
O governo central continua a implementar medidas que controlem esta subida vertiginosa do valor do metro quadrado. Empréstimos mais dificilmente concedidos, com menos anos de crédito, assim como garantias maiores como exigência, tornam difícil o acesso ao mercado por
nuar sem que a chamada bolha de especulação rebente, colocando em risco a própria economia. Muitos dos que compram casa, aguardam que os preços subam até que as consigam vender novamente. Mas quando se trata de milhões de renminbis de investimento, fala-se ainda de um pequeno número de pessoas.
grande parte da população. Mas se por um lado, a economia continua muito assente nos investimentos na construção, por outro, em muitas pequenas e médias cidades, há cada vez mais
casas por vender. E o mercado da oferta pode vir a tornar-se maior que a procura. O anúncio da criação de uma zona especial em Xangai contribuiu para o aumento dos preços
das casas. Mas esta não parece ser a única razão. Para quem tem capital disponível para investir, o mercado imobiliário chinês torna-se uma opção de investimento seguro. E existe uma tendência para conti-
As chamadas cidades fantasma, com Ordos na Mongólia como o exemplo mais conhecido, leva os mais cépticos a levantarem dúvidas sobre o bom fim que tanto investimento pode vir a ter. Porém, o plano de criar novas cidades nas províncias mais interiores, de tamanho médio para a escala chinesa, torna difícil imaginar o fim deste modelo de desenvolvimento assente na urbanização. Há vários anos que o governo central insiste na necessidade de construir habitações para a classe média, evitando luxos desnecessários. A necessidade continua a existir mas os preços praticados estão a afastar muitos que não têm poder de compra para o mercado. Uma das medidas que está em cima da mesa passa por subir o imposto sobre os imóveis para evitar a acumulação de vários apartamentos vazios só numa mão. Mas, uma vez mais, este imposto tem de ser imaginado para quem está a investir na área do imobiliário, sem que funcione como uma factor desfavorável à classe média que pensa em adquirir a primeira casa. E até quando os preços vão continuar a subir é a pergunta que vale milhões de renminbi.
POLÍCIA SUSPEITA DO ENVOLVIMENTO DE PESSOAS DE XINJIANG NO INCIDENTE DE TIANANMEN
Possíveis ligações à Al-Qaeda A
polícia chinesa suspeita que pessoas oriundas do Xinjiang, região de maioria muçulmana, estarão envolvidas no incidente registado na segunda-feira na Praça Tiananmen, em Pequim, que matou cinco pessoas e feriu 38, disse ontem um jornal oficial. Numa notificação enviada aos hotéis da cidade acerca de um “importante caso ocorrido na segunda-feira”, a polícia identificou como “possíveis suspeitos” dois residentes de Pishan e Shanshan, na Região Autónoma do Xinjiang, noroeste da China, disse o Global Times, publicação do grupo “Diário do Povo”, o órgão central do Partido Comunista Chinês. Ao pedir informações sobre “veículos suspeitos”, a polícia descreveu quatro jipes com matrículas daquela região, indicou o jornal. Na segunda-feira, cerca do meio-dia (hora local), um jipe
colidiu com a multidão que se encontrava junto à tribuna onde está afixado o retrato do antigo presidente Mao Zedong e a seguir incendiou-se. Cinco pessoas morreram, entre as quais os três ocupantes do veículo, e 38 ficaram feridas. Os outros mortos foram uma turista das
Filipinas e um homem da província de Guangdong, no sul da China. A Praça Tiananmen, situada no centro físico e político de Pequim, é uma das principais atracções turísticas da capital chinesa e também o espaço público mais sensível e policiado da China. Há três semanas, a imprensa
chinesa anunciou que 139 pessoas foram detidas no Xinjiang por advogarem a “jihad” (guerra sagrada) através da Internet. Em Junho, um ataque terrorista atribuído a “extremistas religiosos” causou 24 mortos. Foram os mais violentos incidentes registados no Xinjiang desde os tumultos do verão de 2009 em Urumqi, a capital da região, que mataram 197 pessoas. O Xinjiang, um vasto território de maioria islâmica, rico em petróleo e recursos minerais, confina com oAfeganistão, Paquistão e três ex-repúblicas muçulmanas da Ásia Central. Amaior etnia da região são os uigures, que constituem 45% dos cerca de 25 milhões de habitantes do Xinjiang. Algumas organizações que advogam a “jihad” no Xinjiang estão ligadas à Al-Qaeda e os seus membros receberam treino militar no vizinho Afeganistão, afirmam as autoridades chinesas.
Incursões chinesas junto a ilhas Diaoyu podem ameaçar paz
Quem o diz é o ministro da Defesa japonês, Itsunori Onodera. Ontem, afirmou que as incursões marítimas chinesas em águas nipónicas junto ao arquipélago das Diaoyu ameaçam a paz. “Penso que as incursões da China nas águas territoriais das ilhas constituem uma zona cinzenta entre tempos de paz e uma situação de emergência”, declarou o governante aos jornalistas em Tóquio.
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Banco Espírito Santo (BES) é o primeiro banco português a disponibilizar uma oferta integrada de produtos na moeda chinesa, com o objectivo de “facilitar a entrada dos clientes” no gigante asiático, informou a entidade liderada por Ricardo Salgado. “É já hoje possível que as empresas portuguesas paguem ou recebam fundos decorrentes das suas importações ou exportações em renminbis, usufruindo ainda da possibilidade de manutenção de depósitos à ordem e a prazo nesta moeda”, lê-se num comunicado divulgado pelo BES. Actualmente, o número de empresas portuguesas que exportam para a China, incluindo Hong-Kong e Macau, ascende a 2.087 companhias, ao passo que há 7.547 empresas portuguesas que importam daquele mercado asiático, segundo os números avançados à agência Lusa pelo BES. A partir de agora, as empresas que têm relações comerciais com a China podem assegurar os riscos associados às operações de comércio internacional pela utilização de créditos documentários ou cobranças documentárias de importação ou de exportação, “mantendo a
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UANDO a Turquia anunciou, há dois anos atrás, ter planos para construir um sistema de defesa antimísseis de longo alcance, parecia mais que provável que o contrato multi-bilionário fosse entregue a uma empresa americana. Mas a escolha, em Setembro, de uma quase desconhecida empresa chinesa de defesa, a China Precision Machinery Export-Import Corporation, surpreendeu o “establishment” militar-industrial de Washington e de Bruxelas. O contrato, que ainda não foi assinado, foi particularmente raro porque o sistema chinês de defesa antimísseis seria difícil de ser integrado no equipamento da Nato. Para além disto, a China Precision é alvo de sanções dos EUA por vender tecnologia que os americanos consideram que poderiam ajudar o Irão, a Síria e a Coreia do Norte a desenvolver armas não convencionais. Xu Guangyu, general da reserva e director da Associação Chinesa de Controlo de Armas e Desarmamento, disse que a ofensiva para vender armas tecnologicamente mais avançadas é “um fenómeno muito normal”. “Na indústria de armas, a China está a tentar aumen-
BES APOSTA NO RENMINBI PARA IMPULSIONAR COMÉRCIO COM O GIGANTE ASIÁTICO
Com os olhos postos na China
segurança nas suas transacções e oferecendo uma vantagem adicional às suas contrapartes ao negociar na sua moeda”, destacou o banco. O BES realçou ainda que “um importador português, que opte por comprar produtos em renmimbis
terá acesso a um maior número de potenciais fornecedores chineses”, enquanto uma empresa exportadora portuguesa poderá beneficiar “de uma posição negocial reforçada pela disponibilidade de receber fundos decorrentes das suas ope-
rações de comércio internacional em renmimbis”. O BES está presente na Ásia há mais de 16 anos, contando com o BES Oriente, com sede em Macau, e com um escritório de representação em Xangai.
Ao nível das relações comerciais entre os dois países, os números de 2011 colocam Portugal como o 73.º país na tabela das importações chinesas e o 63.º país em termos de exportações para aquele país asiático.
PEQUIM ESTREIA-SE NO MERCADO DE ARMAS DE ALTA TECNOLOGIA
Fenómeno emergente tar a qualidade e reduzir o preço”, afirmou. “Somos guiados pela concorrência.” Os executivos do sector e analistas de vendas de armas dizem que os chineses provavelmente superaram os seus rivais em termos de preço, oferecendo o seu sistema por cerca de 22 mil milhões de patacas. No entanto, a escolha da Turquia de uma fábrica estatal chinesa é um marco. As empresas chinesas eram conhecidas até agora principalmente como fornecedoras de armas de pequeno porte. Agora, estão a disputar aquisições internacionais
de equipamentos de alta tecnologia - de fragatas a drones e caças -, principalmente nos países em desenvolvimento. As empresas russas são as que mais sentem esta pressão, mas as empresas dos EUA e de outros países ocidentais também estão cada vez mais a esbarrar nos chineses. O Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo divulgou este ano um relatório sobre transferências globais de armas, segundo o qual o volume das exportações chinesas de armas convencionais - que inclui os mais sofisticados aviões, mísseis, navios e artilharia - subiu 162% entre 2008 e 2012. O Paquistão é o principal cliente. O instituto estima que actualmente a China seja o quinto maior exportador mundial de armas do mundo, à frente do Reino Unido. Segundo a IHS Jane’s, empresa de consultoria e análise sectorial, as vendas de armas da China para o exterior quase duplicaram nos últimos cinco anos, alcançando cerca de 16 mil milhões de patacas e
fazendo com que a China superasse o Canadá e a Suécia, tornando-se o oitavo maior exportador mundial em termos de valor. O investimento chinês tem sido maior nos caças versões tradicional e “invisível”- e também em motores para jactos, área em que a China até agora dependia de parceiros ocidentais e russos, segundo Guy Anderson, analista sénior da indústria
militar na IHS Jane’s, em Londres. Anderson estimou que a China ainda esteja a uma década de concorrer em condições de igualdade com as nações ocidentais na questão da tecnologia propriamente dita. Mas o equipamento chinês é mais barato e pode-se tornar popular nos mercados emergentes, inclusive em países africanos e latino-americanos.
Um funcionário de defesa do Japão, rival territorial da China que controla de perto o seu comércio de armas, disse que os jactos chineses ainda têm deficiências que podem prejudicar as vendas internacionais. Acima de tudo, a China não é capaz de fabricar motores e componentes de avião confiáveis, segundo o funcionário. O caça JF-17, projecto conjunto sino-paquistanês, utiliza um motor russo. É também comum que os clientes comprem plataformas chinesas e as guarneçam com equipamentos ocidentais de melhor qualidade.
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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 334/AI/2013
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor ZHENG DONGDONG (portador do passaporte da R. P. C. n.° G38674xxx), que na sequência do Auto de Notícia n.° 64/DI-AI/2011, de 22.09.2011, levantado pela DST e por despacho da signatária de 18.10.2013, exarado no Relatório n.° 398/DI/2013, de 10.09. 2013, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório, por controlar a fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.° 1321, Edifíco Hung On Center 6.° andar W, Macau e utilizada para a prestação ilegal de alojamento.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele Auto de Notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito. Nos termos do n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010 não é admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo.------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele Auto de Notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, tal facto é punível nos termos no n.° 1 do artigo 10.° da Lei n.° 3/2010.-----------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d'Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 18 de Outubro de 2013. A Directora dos Serviços, Subst.ª, Tse Heng Sai
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CPLP
Começou ontem na capital portuguesa a II Conferência sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial e até agora os primeiros dados do Instituto Camões mostram que o idioma de Camões tem uma forte expressão: é falado por 244 milhões. Rui Machete falou da descoberta do “valor económico” que o português pode ter
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CONFERÊNCIA SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA JÁ COMEÇOU EM LISBOA
Quase 250 milhões falam portug
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ALADO por 244 milhões de pessoas em todo o mundo, o português é a sexta língua mais falada do globo, mas é a quinta mais usada na Internet e a terceira nas redes sociais Facebook e Twitter. As estatísticas são do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (IC) e foram transmitidas à Lusa pela presidente, Ana Paula Laborinho, a propósito da II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que decorre até hoje em Lisboa. Também o site do Observatório da Língua Portuguesa (OLP), que reúne diversas fontes para construir as suas estatísticas, aponta para 244,392 milhões de falantes de português em todo o mundo, mas coloca o português como a quarta língua mais falada do mundo, atrás do mandarim, do espanhol e do inglês. Com efeito, a posição do português nas listas das línguas com maior número de falantes varia conforme os critérios das organizações que as elaboram. Falado nos cinco continentes, o
português é a língua oficial de oito países: Angola (19,8 milhões de habitantes), Brasil (194,9 milhões), Cabo Verde (496 mil), Guiné-Bissau (1,5 milhões), Moçambique (23,3
milhões), Portugal (10,6 milhões), São Tomé e Príncipe (165 mil) e Timor-Leste (1,1 milhões). Contudo, só nos casos de Portugal e do Brasil é contabilizada toda a população
DÍVIDA A RONDAR OS 500 MIL EUROS A dívida dos países lusófonos ao Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) é de cerca de 500 mil euros, obrigando o organismo a recorrer a financiamento externo para assegurar os projectos, disse à Lusa o director executivo, Gilvan Muller de Oliveira. “Continuamos com o problema da dificuldade que alguns países têm em contribuir”, disse, frisando que a divida dos Estados-membros da CPLP é de 497 mil euros, ou seja, “chega quase a dois orçamentos completos do instituto” – o orçamento anual é de
247 mil euros. A falta de financiamento é um problema antigo do instituto, para os quais a anterior directora executiva, Amélia Mingas, já alertava, lamentando que o IILP não passava de “um espectro”, devido aos problemas financeiros. Entretanto, referiu Muller de Oliveira, o instituto “melhorou a sua capacidade de captar recursos externos, de médio porte, do Brasil, Angola, Guiné Equatorial e Portugal”, nomeadamente com pagamento de bolsas e financiamento de colóquios. O IILP captou “também um recurso
maior”, ligado ao programa de apoio às iniciativas culturais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), um subprograma regional dos fundos África, Caribe e Pacífico, da União Europeia. Sobre os objectivos traçados ao IILP, Gilvan Muller de Oliveira disse esperar que o Plano de Acção de Lisboa, que sairá da 2.ª Conferência sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que decorre a partir de hoje na capital portuguesa, “não descontinue o plano de acção de Brasília”, definido na 1ª conferência, em 2010.
como falante de português. Em Timor-Leste, por exemplo, apenas 20% dos habitantes falam português, enquanto na Guiné-Bissau são 57%, em Moçambique 60%, em Angola
O português já não infe falantes. Pelo contrário usada, é hoje a sexta lín do Mundo e é a terceira todas as condições para uma língua de ciência e RUI MACHETE ministro dos Negócios
70%, em Cabo Verde 87% e em São Tomé e Príncipe 91%, revelam os dados do observatório. Por outro lado, é preciso contabilizar também as diásporas, que, todas juntas, ascendem a quase 10 milhões de falantes de português, incluindo os 4,8 milhões de emigrantes portugueses e três milhões de brasileiros,
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guês no mundo MACAU DEBATIDA EM LISBOA A tarde de ontem ficou marcada pela realização de várias palestras que analisaram o português na China. Ana Paula Laborinho, presidente do IC, moderou o debate que contou com a presença de Ye Zhiliang e figuras de Macau, como Carlos Ascenso André, director do centro de língua portuguesa do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Maria de Lurdes Escaleira, docente no IPM e Fernanda Gil Costa, coordenadora do departamento de língua portuguesa na Universidade de Macau (UMAC).
erioriza os seus o, é uma língua muito ngua mais importante a no Ocidente. Tem a se tornar ainda mais e de cultura Estrangeiros de Portugal
segundo dados de 2010. A língua portuguesa é ainda falada em locais por onde os portugueses passaram ao longo da História como Macau, Goa (Índia) e Malaca (Malásia).
O ESTUDO DA BLOOMBERG
Segundo o OLP, o português é a língua mais falada no hemisfério sul,
com 217 milhões de falantes em Angola, Brasil, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Entre as línguas europeias, o português surge como a terceira mais falada e um estudo da Bloomberg considera-o a sexta língua do mundo mais utilizada nos negócios. Na Internet, a importância do português tem vindo a crescer, sendo hoje o quinto idioma mais utilizado, por 82,5 milhões de cibernautas, segundo o site Internet World Stats. O número de utilizadores da Internet em português aumentou 990% entre 2000 e 2011, mas nesse ano ainda só representava 3,9% do total de cibernautas e 32,5% do total de falantes de português no mundo, o que permite antever que ainda tenha muito por onde aumentar. Já no Facebook, o português é a terceira língua mais usada, por 58,5 milhões de utilizadores, a seguir ao inglês (359 milhões) e ao espanhol (142 milhões). Além disso, a língua portuguesa foi a que mais cresceu naquela rede social, com um aumento de mais de 800% entre 2010 e 2012. Também no Twitter, o português é a terceira língua mais usada, representando 12% do total de tweets enviados, a seguir ao inglês (39%) e ao japonês (14%). Todos estes números tenderão, no entanto, a mudar, à medida que muda o mapa do português no mundo. Segundo estimativas do Governo português, tendo em conta a evolução demográfica, até 2050 o número de pessoas no mundo a falar a língua de Camões deverá aumentar para 335 milhões.
MACHETE E A LÍNGUA
A cerimónia de abertura do evento contou com a presença oficial dos países falantes de português. Rui Machete, ministro do Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, disse à Lusa a utiliza-
ção do Português nos negócios, o que lhe confere”valor económico importante”, salientando ainda as potencialidades do uso da língua na ciência e cultura. “Uma descoberta relativamente recente foi a consciência de que a língua tem um valor económico im-
Falado nos cinco continentes, o português é a língua oficial de oito países: Angola (19,8 milhões de habitantes), Brasil (194,9 milhões), Cabo Verde (496 mil), Guiné-Bissau (1,5 milhões), Moçambique (23,3 milhões), Portugal (10,6 milhões), São Tomé e Príncipe (165 mil) e Timor-Leste (1,1 milhões). Falase ainda em Macau, Goa (Índia) e Malaca (Malásia).
REL AÇÕES ENTRE PORTUGAL E ANGOL A “NORMAIS” À margem da conferência, Rui Machete disse à Lusa que as relações entre Portugal e Angola são normais e defendeu que há “pequenas coisas” que se resolverão “com o tempo e a vontade dos homens”. “As relações nunca deixaram de ser, habitualmente, no quotidiano, normais. Há umas pequenas coisas que o tempo ajudará a resolver e a vontade dos homens”, afirmou o ministro Rui Machete, quando questionado pelos jornalistas sobre a tensão diplomática desencadeada há duas semanas com o anúncio pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, da suspensão da construção da parceria estratégica com Portugal. Questionado sobre se o Governo português já conseguiu falar com o executivo angolano, o ministro dos Negócios Estrangeiros escusou-se a responder. “Não vou prestar declarações sobre isso”, disse. O embaixador de Angola em Portugal não esteve presente, tendo apenas participado o embaixador de Angola junto da CPLP. “Não sei, não sei”, referiu apenas o ministro.
portante. Quando se usa o português para redigir contratos ou fazer negociações, é atribuir-lhe um significado económico que não é despiciendo.” Rui Machete afirmou que é comum usar outras línguas, nomeadamente o inglês, mas a “possibilidade de usar o português é extraordinariamente importante, sobretudo perante um conjunto tão vasto de países que utiliza a mesma língua”. Também os não falantes de português “começam a utilizar a língua portuguesa, e isso é muito importante”, assinalou. “O interesse pelo idioma aumenta a um ritmo que ultrapassa o crescimento demográfico médio da CPLP [Comunidade de Países de Língua Portuguesa], que é de cerca de 1%, revelando que falantes de outros idiomas se interessam pela nossa língua”, afirmou o ministro.
A “ROBUSTEZ” DA CPLP
Para Machete, “uma crescente afirmação mundial da língua portuguesa tem consequências no domínio económico, atraindo negócios e investimentos” e, nesse aspecto, os oito países da CPLP são “um bloco com uma robustez considerável”, representando 4,3% do PIB mundial e dois por cento do comércio mundial.
O ministro dos Negócios Estrangeiros salientou ainda a importância do português também para a ciência e para a cultura, alertando que a língua deve “agilizar-se”. “A nossa língua precisa de agilizar-se para ser um veículo de transmissão da ciência. A língua, para todos nós, é um factor identitário, um factor de capacidade de desenvolvimento da nossa personalidade e dos povos a que pertencemos, mas precisa de ser uma língua moderna, ágil, capaz de não inferiorizar aqueles que a praticam”, referiu aos jornalistas. O português, acrescentou, “já não inferioriza” os seus falantes: “Pelo contrário, é uma língua muito usada, é hoje a sexta língua mais importante do Mundo e é a terceira no Ocidente. Tem todas as condições para se tornar ainda mais uma língua de ciência e de cultura”, salientou. Com 250 milhões de falantes (3,7% da população mundial), a expansão do português, disse o ministro, “deveria merecer particular interesse aos seus falantes e esforços significativos aos governos dos seus Estados para uma política concertada de defesa e de promoção” da língua. - A.S.S. com Lusa
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VIDA
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AMBIENTE MACAU REUNIU-SE PELA TERCEIRA VEZ COM ZHUHAI
Canal dos Patos vai ser alvo de reestruturação O Grupo de Trabalho de Cooperação Ambiental Zhuhai-Macau encontrou-se para mais uma reunião anual, com lugar na passada sexta-feira, na cidade de Zhuhai, e em cima da mesa esteve mais uma vez a questão da poluição conjunta do Canal dos Patos. Na reunião esteve presente o director da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), Cheong Sio Kei, e, segundo um comunicado do organismo, ambas as partes chegaram ao consenso sobre “o ordenamento do mesmo aproveitando a oportunidade da construção da nova via de acesso interterritorial entre Guangdong e Macau, em base das actividades de controlo de poluentes do Canal concretizados”. Neste terceiro encontro, desde que o grupo foi criado em Junho de 2011, foi tam-
bém discutida a cooperação e intercâmbio entre as duas regiões, a nível de sensibilização ambiental, sector da indústria ambiental e na tecnologia e ciências ambientais, assim como comunicação e tratamento de incidentes ambientais contingentes, por forma a melhorar continuamente a qualidade do ambiente. A ideia, explicam, é impulsionar e salvaguardar conjuntamente a qualidade ambiental regional e a saúde dos residentes das duas localidades.
A delegação de Zhuhai, chefiada pelo director da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, Mao Dongxin, efectuaram um balanço sobre a situação e os resultados de cooperação ambiental do ano passado e pesquisaram a futura cooperação no desenvolvimento de diversas actividades de interesse. Da reunião participou uma delegação de Macau composta pela assessora do Gabinete do Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Tang Wai Lin, e representantes do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, da Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água, do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e dos Serviços de Alfândega.
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Concurso Público “Aquisição de Contrato de Seguro de Acidentes para os Participantes das Actividades Desportivas ” Nos termos previstos no artigo 13.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho, e em conformidade com o Despacho do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 16 de Outubro de 2013, o Instituto do Desporto vem proceder, em representação do adjudicante, à abertura do concurso público para a aquisição de contrato de seguro de acidentes para os participantes das actividades desportivas, durante o período de 01 de Janeiro de 2014 a 31 de Dezembro de 2015. A partir da data da publicação do presente anúncio, os interessados poderão dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, s/n, Fórum de Macau, Bloco 1, 4.o andar, no horário de expediente, das 9,00 às 13,00 e das 14,30 às 17,30 horas, para consulta do processo do concurso ou para obtenção da cópia do processo, mediante o pagamento da importância de $ 500,00 (quinhentas) patacas ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no Download ficheiro da página electrónica: www.sport.gov.mo. Os interessados deverão comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para tomar conhecimento dos eventuais esclarecimentos adicionais. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12,00 horas do dia 18 de Novembro de 2013, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido, na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido, acompanhada de uma caução provisória no valor de $ 150.000,00 (cento e cinquenta mil) patacas. Caso o concorrente optar pela garantia bancária, esta deve ser emitida por um estabelecimento bancário legalmente autorizado a exercer actividade na RAEM e à ordem do Fundo de Desenvolvimento Desportivo ou efectuar um depósito em numerário ou em cheque na mesma quantia, na Divisão Administrativa e Financeira na sede do Instituto do Desporto. O acto público de abertura das propostas do concurso terá lugar no dia 19 de Novembro de 2013, pelas 10,00 horas, no auditório da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, s/n, Fórum de Macau, Bloco 1, 4.o andar. As propostas são válidas durante 90 dias a contar da data do acto da sua abertura. Instituto do Desporto, 30 de Outubro de 2013. O Presidente, substituto, José Tavares.
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CULTURA
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5.ª SEMANA CULTURAL DA CHINA E PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA ARRANCOU EM MACAU
Música, gastronomia e artesanato
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5.ª Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa arrancou segunda-feira em Macau com o festival gastronómico “Sabores do Mundo” e com a feira de artesanato. No programa da semana cultural participam os oito países de língua portuguesa, Macau e Goa, Damão e Diu. Enquanto na vila da
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arquitectura portuguesa está em foco desde domingo, e até hoje, na X Bienal de Arquitectura de São Paulo, através de um programa de debates e palestras, no Museu da Casa Brasileira, com curadoria da Estratégia Urbana. De acordo com a programação, após a abertura seguiu-se uma apresentação de ateliers de arquitectura do Brasil e de Portugal, entre os quais os dos arquitectos Carlos Prata, Martim Corullon, Nuno Valentim e Nuno Griff. Depois de vários debates, deu-se a cerimónia oficial de entrega à cidade de São Paulo do Projecto Pavilhão Estratégia Urbana, criado pelos arquitectos portugueses Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de
Taipa os artesãos vão promovendo a arte, escultura, costura, vidraria, têxteis, joalharia e bordados dos países e territórios da língua portuguesa participantes, no restaurante Feast, do hotel Sheraton, dez ‘chefs’ dos mesmos países e territórios divulgam a gastronomia. Segunda-feira, na residência consular de Portugal em Macau foi ainda inaugurada a mostra
fotográfica “Patrimónios Comuns dos Países de Língua Portuguesa”, numa selecção de 65 fotografias de Joaquim Magalhães de Castro sem identificação do lugar que pretendem “destacar a união entre todos os povos” lusófonos e que abrangem, a partir do mar português, a língua, a miscigenação, religião, património edificado e tradições das diferentes culturas.
Na abertura da exposição, que se prolonga até 22 de Novembro, o cônsul de Portugal, Vítor Sereno, salientou que no ano do 10.º aniversário do Fórum Macau, a componente cultural “é, sem dúvida, mais uma forma de reforçar essas relações de cooperação em que todos os intervenientes estão empenhados” e as “relações de amizade” porque “quanto mais e
ARQUITECTURA PORTUGUESA MOSTRA-SE NA X BIENAL DE SÃO PAULO
Discrição é a nova visibilidade Moura, ambos premiados com o Pritzker. O pavilhão temporário tinha sido inicialmente projectado para ser construído no Parque Ibirapuera, para acolher as actividades do projecto de internacionalização da arquitectura portuguesa, durante a Bienal. Em Setembro, porém, o presidente da Estratégia Urbana, Nuno Sampaio, revelou à agência Lusa que não tinham sido conseguidos apoios para a construção, pelo que foi decidido oferecê-lo à cidade, para futura edificação.
Como o Pavilhão Estratégia Urbana acabou por não ser construído, a programação do projecto será apresentada no Museu da Casa Brasileira. Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura os dois únicos arquitectos portugueses galardoados até hoje com um Pritzker, o prémio mais importante para a arquitectura mundial – foram convidados por Nuno Sampaio a desenhar o pavilhão, a par do engenheiro Rui Furtado. O custo do projecto foi patrocinado pela empresa
melhor nos conhecermos, mais eficazes serão as linhas de pensamento e de acção que conseguiremos delinear para os nossos Estados e os nossos povos”. A semana cultural conta ainda com a participação de músicos lusófonos que vão actuar no Largo do Senado e nas Casas Museu da ilha da Taipa, onde entre sexta-feira e domingo decorre a Festa da Lusofonia, em que, além da gastronomia, música e artesanato, são promovidos outros focos de animação como vários jogos tradicionais. A edição 2013 da Semana Cultural está, como salientou Rita Santos, Secretária geral adjunta do Fórum Macau, ainda mais virada para o residente local e para os turistas, já que muitos dos eventos decorrem em pontos de grande afluência turística como o Leal Senado de Macau. Para domingo, 3 de Novembro, está prevista a parada dos artistas de Macau, província chinesa de Anhui e dos países e territórios de língua portuguesa, num passeio entre as Ruínas de São Paulo e o Largo do Senado com muita animação e fantasias. Inserida no 10.º aniversário do estabelecimento do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau), a 5.ª Semana Cultural, que se prolonga até 7 de Novembro, é organizada pelo Secretariado Permanente do Fórum Macau com a colaboração do Instituto dos Assuntos Cívicos e Municipais e da Direcção dos Serviços de Turismo.
portuguesa Mota-Engil, e a Estratégia Urbana procurou apoios para a construção orçamentada em cerca de 2.500 milhões de patacas - mas sem êxito. A programação intitula-se “Arquitectura Portuguesa - Discrição é a nova visibilidade” e visa a internacionalização de Portugal através, entre outras iniciativas, de uma exposição audiovisual, com uma selecção das 100 obras e sete projectos portugueses de referência, dos últimos vinte anos. Para hoje, último dia do programa, está previsto um debate intitulado “Encontro da Profissão” e uma palestra de encerramento com o arquitecto João Luís Carrilho da Graça.
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MARIA JOÃO BELCHIOR Em Pequim
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OMO seria Mao Zedong quando era adolescente se fosse mostrado em formato de filme animado? A pergunta seria descabida para muitos e há uns anos atrás teria de certeza dado direito a prisão. Mas a realizadora Lei Junlin teve a ideia de imaginar a juventude de Mao fora dos chavões habituais da história da formação do partido. E aproveitou a ideia para assinalar o 120.º aniversário do nascimento do Grande timoneiro em 1893. Um pensamento ousado que Lei Junlin reconhecia ter grande probabilidade de não ser aceite mas, que ao contrário das piores expectativas, foi aceite pelo comité central, a última instância de decisão, como um dos três filmes a serem apresentados no aniversário do fundador da República Popular.
O SAGRADO E O PROFANO
Mostrar Mao como um adolescente e numa abordagem que cative os mais pequenos. Aproximar o líder das massas
MAO ZEDONG EM CARTOON
120 anos depois mas numa perspectiva virada para a juventude foi o mote que serviu à realizadora que pretende desmistificar a imagem, de alguma forma pesada, que se associa com as lutas travadas por Mao na fundação do país.
O filme com um orçamento de 30 milhões de renminbis vai apresentar pela primeira vez Mao em formato animado, como um boneco que fala. “Quando Mao era Jovem”, o título do filme, pretende cativar
o público mais jovem para a história recente da China. Com a malícia natural da juventude, o líder chinês vai ser apresentado numa versão mais humana e divertida do que nos tradicionais manuais de escola.
A pesquisa para o argumento do filme passou pelo envio de centenas de voluntários para Shaoshan na província de Hunan para reunir histórias até então não contadas sobre a juventude de Mao. O resultado será apresentado no final do ano, sendo o aniversário marcado a 26 de Dezembro. Lei Junlin disse em entrevista que o filme apresentado não teve de sofrer grandes alterações depois de apresentado ao departamento de propaganda que coordena a aceitação dos projectos e que já existe interesse em passar a obra para inglês. Na primeira apresentação as reacções dos mais jovens, o público alvo do projecto, foram positivas tal como o foi a opinião de Mao Xinyu, o neto de Mao Zedong, o mais jovem general do Exército Popular de Libertação e autor do livro “O meu avô Mao Zedong.” Resta esperar para ver como vão as salas de cinema encher-se de sacos de pipocas enquanto os mais novos riem perante as travessuras de Mao quando era jovem.
“DE LISBOA A MACAU – UMA VIAGEM DE MODA” SÁBADO NA GALERIA DE MODA DE MACAU
Obras de Nuno Baltazar e Clara Brito A «Galeria de Moda de Macau» inaugura no próximo sábado, pelas 15h, a exposição “De Lisboa a Macau – Uma Viagem de Moda”, organizada em conjunto pelo Instituto Cultural da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) e pelo Centro de Produtividade e Transferência de Tecnologia de Macau. Desde a sua criação, a «Galeria de Moda de Macau» já organizou cinco exposições com o objectivo de promover a moda local, tendo para o efeito convidado instituições e estilistas vizinhos para participar nas mostras. Em articulação com a Conferência Ministerial do “Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa” que será realizada pelo Governo da RAEM em Novembro, a Galeria de Moda de Macau organizou a exposição
FILMES ÉPICOS Conhecida pelas produções em grande escala, a indústria cinematográfica da China continua a apostar em filmes históricos sobre a fundação do país, a instituição da República, a vida dos grandes líderes ou como este ano aconteceu, sobre a vida de Lei Feng, o soldado exemplar. Mas se com outros filmes, as mega produções têm conseguido conquistar algum público interessado, este ano a produção sobre Lei Feng na sua curta vida, como jovem e soldado, viu as salas ficarem vazias depois de ninguém ter comprado o bilhete de entrada. Depois de ter sucedido em Nanjing, em algumas outras cidades, o filme acabou por não ser exibido por falta de público. Embora sobre a juventude de Mao Zedong o interesse seja mais relevante, a aposta no formato de animação procura também evitar o fiasco do último mês de Julho quando no dia que se instituiu como a data para “Seguir o Exemplo de Lei Feng”, o filme foi mostrado em salas vazias de gente.
“De Lisboa a Macau - Uma Viagem de Moda”, convidando dois estilistas portugueses, Clara Brito e Nuno Baltazar, para exibir as suas obras, informa o comunicado de imprensa da organização. A exposição conta com 14 obras dos dois estilistas com estilos distintos. Com uma visão única, a estilista Clara Brito adopta as pessoas e os assuntos circunstantes como um elemento criativo. O seu estilo consiste em linhas directas e geometrias simples, acrescenta a nota de imprensa. Nuno Baltazar é um estilista português, influenciado pela moda portuguesa e europeia, possuindo uma sensação táctil muito penetrante. O seu estilo criativo em vestuário consiste em linhas ágeis e contornos modernos. Durante o seu percurso, para além de outros prémios foi várias vezes distinguido como o Melhor Estilista de Moda em Portugal, finaliza a nota. “De Lisboa a Macau – Uma Viagem de Moda” estará patente ao público de 2 de Novembro de 2013 a 5 de Janeiro de 2014, das 10 até 20h.
DESPORTO
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hoje macau quarta-feira 30.10.2013
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Av i s o
Candidatura dos Prémios de Ciências e da Tecnologia da RAEM para 2014
(1.)
(2.)
(3.)
Nos termo do Regulamento Administrativo n.º 6/2011 que aprova o Regulamento dos Prémios para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia, ficando assim, notificados os candidatos de que poderão candidatar-se através da seguinte forma:
Objectivo
Premiar as personalidades que contribuam para as actividades no âmbito da ciência e tecnologia em Macau, no sentido de estimular o espírito de iniciativa e criatividade dos investigadores científicos e tecnológicos locais, em benefício de um desenvolvimento científico e tecnológico mais acelerado em Macau.
Categoria
São criados na RAEM os seguintes prémios: (i) Prémios de ciência e tecnologia, que compreendem: Prémio de Ciências da Natureza, Prémio de Invenção Tecnológica, Prémio de Progresso Científico e Tecnológico; (ii) Prémio de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico para Pós-Graduados; (iii) Prémio Especial.
Montante dos Prémios
(Unidade: Dez milhares de patacas)
Montante a atribuir pela recepção dos prémios de ciência e tecnologia e prémios especiais
Prémio de Ciências da Natureza Prémio de Invenção Tecnológica Prémio de Progresso Científico e Tecnológico
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(5.)
(6.) (7.)
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Primeiro lugar
Segundo lugar
Terceiro lugar
100
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40
100
60
40
50
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Montante a atribuir pela recepção do Prémio de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico para Pós-Graduados Doutorandos
Mestrandos
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Qualificação da candidatura (I) Prémios de ciência e tecnologia;
Os residentes de Macau ou aqueles que obtenham autorização de trabalho ou que estejam a frequentar cursos em Macau podem candidatar-se aos prémios de ciência e tecnologia, desde que estejam preenchidas as seguintes condições: (i) Tenham prestado serviço a tempo inteiro ou frequentado cursos em instituição local por período igual ou superior a um ano; (ii) Parte essencial do projecto de investigação científica ou desenvolvimento tecnológico tenha tido lugar e sido concluído na RAEM, com resultados relevantes; e (iii) Caso se trate de projectos de investigação científica ou desenvolvimento tecnológico realizados em conjunto com académicos do exterior da RAEM, o candidato deve ser o agente principal do projecto em causa. (II) Os mestrandos ou doutorandos que estejam a frequentar as instituições locais de ensino superior ou os que obtenham o seu grau académico no período de um ano até à data da publicação do aviso do concurso para os prémios podem, sob recomendação da instituição de ensino superior a que pertencem, candidatar-se ao Prémio de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico para Pós-Graduados, desde que durante a frequência de cursos, tenham participado continuamente em actividades de investigação científica no âmbito das ciências da Natureza, tecnologia ou engenharia por período igual ou superior a um ano. (III) A atribuir pela RAEM a personalidades ou instituições locais que recebam o Prémio Nacional de Ciências da Natureza, o Prémio Nacional de Invenção Tecnológica ou o Prémio Nacional de Progresso Científico e Tecnológico. As condições específicas de cada prémio podem ser consultadas no website do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia. (http://www.fdct.gov.mo/tc/award.asp)
Forma da candidatura
Quem quiser se candidatar, aplicar pessoalmente em Ciência e Tecnologia conta do Fundo de Desenvolvimento, preencha de acordo com as diretrizes enviar através do formulário de inscrição online e imprimir o formulário impresso entregue a confirmar Ciência e Tecnologia Fundo de Desenvolvimento.
Critérios de Avaliação
Por Regulamento Administrativo n.º 6/2011, processa o Regulamento dos Prémios para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia.
Data do requerimento
Pós-graduação pesquisa on-line aplicação de tecnologia e desenvolvimento prêmio do 01 de novembro de 2013 15 de janeiro de 2014; Ciência e Tecnologia de inscrição online Award pelo 01 de novembro de 2013 a 28 de Janeiro de 2014. Todos os prêmios de papel deve ser assinado em 15 de fevereiro para apresentar.
Consulta
Endereço: Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 411-417, edifício Dynasty Plaza, 9.º andar. Telefone: 28788777; Fax: 28722681 Correio electrónico: sedc@fdct.gov.mo O Presidente do Conselho de Administração do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia Tong Chi Kin 1 de Novembro de 2013
NÚMERO UM DO GOLFE MOSTRA-SE DISPONÍVEL A VIR AO “VENETIAN MACAU OPEN” EM 2014
Tiger Woods pode já ter regresso marcado RITA MARQUES RAMOS
rita.ramos@hojemacau.com.mo
O
“
Venetian tem apoiado um evento de Golf em Macau, considera vir [ao Open] para o ano?”, perguntou a anfitriã de um evento no casino da operadora Sands China, que deu a oportunidade a visitantes de verem ao vivo Tiger Woods. A resposta não se fez tardar. O golfista norte-americano disse que “gostaria muito [de participar]”. “Esta é a minha primeira vez [em Macau] e sinto-me honrado de aqui estar”, garantiu o número um mundial da modalidade. A notícia chegou em primeira mão a umas dezenas de pessoas que circundavam o recinto de minigolfe, especificamente montado para a estrela, para “ensinar” como dar umas tacadas. No entanto, ao estrear o campo improvisado, mostrou-se destreinado. A ideia de que não há truques - “basta meter a bala no buraco” - parece nem sempre resultar para o craque. Em quatro bolas, apenas uma foi ao buraco, a última. E, por isso, não foi difícil para os seis participantes que subiram ao palco na St. Mark’s Square fazerem melhor figura. O jogador mostrou-se tranquilo, não muito à vontade com a exposição pública, mas o
suficiente para superar a “pequena humilhação”. Afinal, também não é todos os dias que dá umas tacadas. “Não treino todos os dias, tenho dois filhos de quatro e seis anos e tempo acompanhá-los. O que acaba por dar também muito trabalho”, respondeu à apresentadora, confirmando que seria este um “exercício físico alternativo”. Tiger Woods apresentou-se ao público apenas por 20 minutos, tempo para que os convidados, aleatoriamente escolhidos do público, conseguissem fazer o seu melhor em cinco tentativas. Na ocasião, foi apenas a estes que, de resto, distribuiu alguns autógrafos. O vencedor, porém, teve direito a receber um taco de golfe das mãos de Wood, enquanto os restantes apenas uns bonés autografados.
JOVENS CHINESES NA TOURNÉE DE WOODS, DIZ ESTRELA Acabado o evento, Tiger Woods foi para um encontro com a equipa de jogadores de golfe do Macau Special Olympics (MSO), segundo comunicado do Venetian. No mesmo, o casino informa aos meios de comunicação que “Woods aprecia os esforços dos atletas da MSO e encoraja-os a continuar a perseguir este desporto altamente competitivo”, diz, sobre a
equipa que nove membros, constituída em 2010. Sobre os jovens golfistas, a estrela entende que “com a inclusão nos Jogos Olímpicos, o panorama mudou e dá para ver a técnica destes jovens ainda em tenra idade. Há muitos com bom ‘swing’ e vai ser interessante ver dentro dos próximos 10, 15 ou 20 anos. Será muito semelhante ao que os coreanos fizeram com o golfe feminino. Vamos ver uma enorme entrada de golfistas chineses na nossa tournée”, explicou, deixando antever a presença em mais campeonatos na Ásia. “Tento jogar todos os anos, seja na China, no Japão, na Tailândia ou em qualquer lado da Ásia. Todos os anos. A minha mãe é tailandesa e cresci com este legado e, por isso, adoro vir cá.” Chegado ontem a Macau, Woods ficará até pelo menos quarta-feira, dia em que estará presente nos greens do Macau Golf and Country Club, em Coloane, numa acção promovida pela Sands China para “passar um bom bocado” na companhia, não apenas de pessoas ligadas aos casinos mas também de representantes da sociedade de Macau, convidados pela operadora, que não quis divulgar o cachet usado para trazer o golfista ao território.
FUTILIDADES
hoje macau quarta-feira 30.10.2013
TEMPO
POUCO
NUBLADO
[TELE]VISÃO TDM 13:00 13:30 14:30 18:20 19:00 19:30 20:30 21:30 21:30 22:00 23:00 23:30 00:30 01:00
TDM News - Repetição Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Caminho das Índias (Repetição) TDM Entrevista (Repetição) Vingança Telejornal Montra do Lilau Dóci Papiaçam di Macau - 20 Anos Caminho das Índias TDM News A Guerra Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO
RTPi 82 15:00 15:35 16:05 16:30 17:00 18:00 18:25 19:10 20:00 21:00 22:15 23:05 23:30
Telejornal Madeira Biosfera Portugal Tal & Qual Correspondentes Bom Dia Portugal Entre Pratos Portugueses pelo Mundo O Teu Olhar (Telenovela) Podium Jornal da Tarde O Preço Certo Correspondentes Portugal no Coração
MIN
[
22
MAX
28
HUM
55-85%
] C I N E M A SALA 1
CAPTAIN PHILLIPS [C] Um filme de: Paul Greengrass Com: Tom Hanks 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2
THE SECOND SIGHT [3D] [C]
CAPTAIN PHILLIPS
(FALADO EM TAILANDÊS LEGENDADO EM
•
EURO
Justin Cheung, Hanjin Tan, Shiga Lin 14.30, 16.30, 21.30
SALA 3
Um filme de: Richard Curtis Com: Rachel McAdams, Domhnall Gleeson, Bill Nighy 19.15
Um filme de: Patrick Kong Com: Sammy Sum,
Foto: Facebook
40 - FOX Movies 11:50 Cheaper By The Dozen 2 13:25 The Chronicles Of Narnia 15:45 Abraham Lincoln 17:30 The Watch 19:10 The Other Guys 21:00 Piranha 3Dd 22:20 Silent Hill: Revelation 23:55 Bait 41 - HBO 12:00 Snow White And The Huntsman 14:10 28 Days 15:55 The Core 18:15 Serangoon Road 19:10 Contraband 21:00 Bad Boys 23:00 True Blood 42 - Cinemax 12:30 Love And A Bullet 14:15 Red Water 16:00 Psycho 18:00 The Finest Hour 20:00 Unknown 22:00 Freddy’S Dead 23:30 Videodrome 00:50 Dead Mine
YUAN
1.3
POR MIM FALO
Pu Yi
As bestas Quem te trata assim, ó besta, que diariamente trabalhas para os outros? Quem te trata assim, ó besta, chamando-te o que é mais visível num espelho?
30 - FOX Sports 13:00 Liga Bbva 2013/14 RCD Espanyol vs. Malaga CF 14:30 Liga Bbva 2013/14 Celta de Vigo vs. FC Barcelona 16:00 CIMB Classic 17:00 Long Course Weekend Triathlon 17:30 Wgc - HSBC Champions 2013 - Preview 18:00 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:00 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 La Liga 2013/14 Celta de Vigo vs. FC Barcelona 21:00 CIMB Classic 22:00 UFC Unleashed 23:00 (LIVE) FOX SPORTS Central 31 - STAR Sports 13:00 Ladies International Polo Tournament 2013 Highlights 13:30 Golf Focus 2013 14:00 V8 Supercars Championship Series - Race 30 16:00 Max Power 2013 17:00 Golf Focus 2013 17:30 Liga Bbva 2013/14 Celta de Vigo vs. FC Barcelona 19:00 V8 Supercars Championship Series - Race 31 21:00 Smash 2013 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Inside European Rally Championship 22:30 Smash 2013 23:00 La Liga 2013/14 Celta de Vigo vs. FC Barcelona 00:00 Score Tonight 2013 00:30 Smash 2013 01:00 FIA F1 World Championship 2013 - Highlights Indian Grand Prix 02:30 Planet Speed 2013/14 02:55 (LIVE) Liga Bbva 2013/14 Valencia CF vs. UD Almeria 04:55 (LIVE) Liga Bbva 2013/14 Real Madrid CF vs. Sevilla FC
0.2
ABOUT TIME [B]
M A C A U [ S Ã ] A S S A D O UM GRANDE BICO DE OBRA(R)
BAHT
Cineteatro
CHINÊS E INGLÊS) Com: Nawat Kulratanarak, Rhatha Phongam, Jirawetsuntorakul 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
THE BEST PLAN IS NO PLAN [C]
11.0
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Edgar Allan Pu Yi – 1852
• Parece que quem mora aqui sofre com um problema, no mínimo, mal-cheiroso. Talvez, por isso, tenha pedido, por favor, para não obrarem à porta. Quer dizer, isto de defecar à porta dos outros, é preciso de muita lata. Será que as pessoas não sabem que existem casas-debanho para o acto de evacuar?
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA O TRAFICANTE • Robert Muchamore Os agentes CHERUB não são o James Bond. Não existem mestres do crime, nem engenhocas de alta tecnologia. São profissionais treinados que escapam ao radar dos adultos. Em O Traficante, James Adams participa numa das missões mais perigosas de sempre da CHERUB: a perseguição de Keith Moore, o maior traficante de cocaína da Europa, que a polícia persegue há mais de vinte anos. Será James capaz de conquistar a confiança do traficante? A aventura continua…
O SONÂMBULO • Robert Muchamore Um avião explode em pleno voo transatlântico, causando a morte a 345 pessoas. Os investigadores suspeitam de um ato terrorista, mas não têm como prová-lo. Entretanto, a polícia recebe um telefonema de um jovem de 12 anos que acusa o pai de envolvimento no acidente. Pode ser uma pista, mas as provas teimam em não aparecer e o rapaz apresenta um historial de violência e problemas emocionais. Os agentes da CHERUB são chamados a intervir em mais uma missão delicada e ultraperigosa! RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
Estamos sempre sujeitos à bestialidade dos dias. Ao impacto que a nossa profissão tem na vida dos outros, à gratuitidade de críticas que chovem sem o mínimo de reflexão. Mas Macau é único. Nesta cidade, vamos de bestiais a bestas mesmo que a culpa para que isso aconteça não seja nossa. E isso acontece de uma hora para a outra, em segundos, de uma forma que só as bestas conseguem fazer. Mas, quem são, afinal, as bestas? Sou eu, caro leitor, que diariamente trabalho para si, me esforço para lhe explicar o que não sabe, o que é mau e feio, o que está errado, o que está correcto, o que está. Sou eu, gato intelectual e uma besta, pois claro, que me preocupo em dar-lhe o melhor de mim, mesmo que não concorde com o que escrevo, só porque esta é a minha triste função. Só, porque, em tempos, fui a besta que escolhi esta profissão. E aí vou, depois de uma noite agarrado à caneta, madrugada fora com sonhos sobre o que escreverei para si no dia seguinte e pufff... acordo de manhã, para perceber que não passo de uma besta. A vida – e os dias – desta pacata cidade seria aborrecida sem os jornais e as bestas que os fazem. Onde as pessoas desta cidade buscam informação para que fossem feitas as mais ridículas críticas diárias? As críticas que tanto as deleitam, porque as faz esquecer o quão bestas são e porque as faz esquecer o quão nada bestial é a sua insignificante vida? Sabe o que lhe digo, leitor? Viva a nós, as bestas dos jornalistas, por continuarmos a ser as bestas que, diariamente, se preocupam em informar da melhor maneira uma cidade que deveria ser, diariamente, esbofeteada pela bestialidade com que trata os outros. E a besta sou eu? Sim. Sou, porque escolhi ser jornalista, o que, aparentemente, me coloca nesta posição. Estamos aqui para o servir, caro leitor, ser o seu saco de pancada. E, claro, para animar a malta.
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OPINIÃO
N
José António Saraiva in Sol
ÃO sou nem nunca fui adepto de teorias da conspiração. Em 99% dos casos não passam de fantasias delirantes. Por isso, o leitor não inclua por favor a história que vou contar nessa categoria. Quando o Governo nacionalizou o BPN, os accionistas da sociedade, por intermédio de Miguel Cadilhe (que não é propriamente uma pessoa sem credibilidade), tinham acabado de apresentar uma proposta de viabilização do banco. O Governo recusou-a e partiu para a nacionalização, com o argumento de estar a defender as poupanças dos pequenos depositantes. Sabe-se no que aquilo deu. Assim, não é correcto atirar todas as culpas para os accionistas. Estes propuseram-se salvar o banco, o Governo é que não os deixou. Claro que podiam não o ter conseguido. Mas, aí, a responsabilidade seria deles – e o Estado não se teria metido naquela alhada. Recorde-se que, na altura em que o BPN foi nacionalizado, o Governo controlava a CGD (que é pública) e já dominava o BCP, através de Santos Ferreira e Armando Vara, ambos socialistas e próximos de Sócrates, que tinham vindo da Caixa para ali. Simultaneamente, Sócrates mantinha óptimas relações com o BES, dada a sua conhecida boa relação com Ricardo Salgado, que sempre o defendeu (quebrando a distância que mantivera no passado em relação à política). O Banif também era muito vulnerável às
cartoon por Stephff
hoje macau quarta-feira 30.10.2013
O poder de Sócrates pressões governamentais, dada a sua precária situação financeira. Pode pois dizer-se que, com a nacionalização do BPN, o primeiro-ministro passou a ‘controlar’ boa parte da banca portuguesa: controlo directo da Caixa e do BPN, ascendente sobre o BCP, grande proximidade com o BES e neutralidade do Banif. Só verdadeiramente o BPI, liderado pelo irreverente Fernando Ulrich, escapava ao controlo do Governo socialista. E, mesmo assim, Sócrates namorou o chairman daquele banco, Artur Santos Silva, convidando-o para elevados cargos. Vejamos, agora, o sector dos media. Sócrates controlava directamente o grupo RTP, que é do Estado (e do qual faz parte a RDP). Tinha também bastante influência na Controlinvest, mercê das dívidas deste grupo à banca, sendo do domínio público os telefonemas cúmplices entre José Sócrates e Joaquim Oliveira. E a Controlinvest inclui meios como o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias, a Máxima e a TSF. Sócrates mantinha também relações estreitas com a Ongoing, de Nuno Vasconcellos e Rafael Mora, detentora do Diário Económico. Entretanto, através da PT, o Governo montou uma operação para comprar o grupo TVI, mandando um emissário a Espanha (Rui Pedro Soares) para tratar do negócio. Este grupo, além da TVI, detém meios como a Lux e a Rádio Comercial.
Só fugiam ao controlo do Governo o grupo Impresa, liderado por Balsemão, e o grupo Cofina, de Paulo Fernandes. Mesmo assim, ainda houve uma tentativa de assalto à Impresa por parte da Ongoing. Quanto à Cofina, o Governo conhecia bem a vocação ‘negociante’de Paulo Fernandes e nunca recearia muitos males vindos daí.
Numa entrevista publicada no fim-de-semana, Sócrates mostrou por que lhe tenho chamado ‘o Vale e Azevedo da política’. Com uma diferença: Vale e Azevedo é mais educado Finalmente, José Sócrates fez uma tentativa para fechar o Sol – através precisamente do BCP, que era accionista do jornal. O Sol era um David ao pé de vários Golias, mas irritaria Sócrates precisamente por ser um dos poucos media que ele não controlava. E – recorde-se – foi este jornal que denunciou o caso Freeport, o caso Face Oculta (compra da TVI e tentativa de controlo de outros media) e o caso Taguspark (apoio eleitoral de Luís Figo).
Fica claro, portanto, que houve um momento em que José Sócrates esteve mesmo à beira de dominar ou ter o apoio de importantes meios de três sectores nevrálgicos: – Banca, com a CGD, o BPN, o BCP e o BES; – Comunicação social, com a RTP, a RDP, o DN, a TSF, o JN e a tentativa de compra da TVI ; – Poder político, através do domínio da máquina do Governo e do aparelho do partido, onde não se ouvia uma única voz dissonante. Só hoje, quando olhamos para essa época, percebemos até que ponto estivemos à beira do abismo. Como foi possível permitir que se concentrasse tanto poder nas mãos de um homem psicologicamente tão instável? E como foi possível derrubá-lo? O que derrotou Sócrates, primeiro, foram as contas públicas – que, contrariamente aos outros sectores, ele se revelou incapaz de controlar. Tentou até à última esticar a corda e evitar um Resgate, mas a corda acabou por partir – e isso foi a sua primeira grande derrota. Depois foi a derrota eleitoral. E esta constitui uma homenagem à democracia. A democracia mostrou a sua força ao conseguir apear um homem que, à escala do país, acumulou um enorme poder ‘de facto’. Ele julgar-se-ia quase invencível, mas as urnas derrubaram-no. Por isso, é muito natural que, embora afirme o contrário, hoje odeie a democracia. P.S. – Numa entrevista publicada no fim-de-semana, Sócrates mostrou por que lhe tenho chamado ‘o Vale e Azevedo da política’. Com uma diferença: Vale e Azevedo é mais educado.
opinião 19
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Ricardo Pinho
disse-me um passarinho...
twitter.com/ricardo
Não se consegue falar de nada sem que se partidarize tudo: até em conversas sobre o clima
há quem milite pelo calor e quem milite pelo frio.
FERNANDO VINHAIS GUEDES
desporto e não só
D
E vez em quando, o desporto Português faz uns brilharetes surpreendendo tudo e todos! Nos anos setenta Portugal partilhava com a Espanha o domínio na modalidade de hóquei em patins. A pouco e pouco foi perdendo essa capacidade. Na década de oitenta foi na modalidade de atletismo, mais precisamente nas provas de maratona, que primeiro Carlos Lopes e depois Rosa Mota conquistaram as medalhas de ouro em Olimpíadas! Depois deles o atletismo português parece ter-se apagado confirmando, que os resultados são muito mais ocasionais do que fruto de uma qualquer política desportiva pensada e programada assente num processo de desenvolvimento, visando a massificação nos escalões jovens, nomeadamente em idades escolares. Recentemente, foi nas modalidades de ciclismo, ténis, motocrosse (enduro) e hóquei em patins, que o País deu nas vistas! Rui Costa sagrou-se campeão do mundo a pedalar em duas rodas, batendo a concorrência espanhola mesmo em cima do risco de chegada! Noutro continente, bem longe da cidade do Porto, onde nasceu, João Sousa foi o primeiro português a vencer um grande prémio ATP de ténis profissional disputado na Malásia, passando a fazer parte dos 50 melhores do mundo! Também Paulo Gonçalves, arrecadou a medalha de ouro no recente campeonato do mundo em motocrosse (enduro) modalidade onde Portugal nunca tinha conseguido grandes feitos! A Selecção de hóquei em patins, no escalão de menos de vinte anos, conseguiu o título de campeã do mundo na prova disputada na Colombia, derrotando a congénere espanhola por quatro a um, facto que no escalão sénior já não acontece há muitos anos! Nesta modalidade onde Portugal já foi rei, e ter um grupo de jovens atletas com esta valia dá esperança para o futuro. Já no futebol as coisas não têm corrido bem. A Selecção Portuguesa, muito embora tenha teoricamente um conjunto de «estrelas”, tem-se mostrado uma equipa
AUTOR DESCONHECIDO, O ATLERA DE PISTA
De vez em quando
Mesmo assim, e porque tem como tarefa eliminar a Selecção da Suécia, vai ter de jogar muito mais, caso contrário, não marcará presença no mundial que tem lugar em 2014 no Brasil sem brilho, vulgar incapaz de ultrapassar adversários menos cotados, pondo em causa a sua qualificação para o mundial do próximo ano a realizar no Brasil! Em função das fracas exibições e de resultados, resta-lhe a possibilidade de apuramento na chamada fase de grupos. Mesmo assim, e porque tem como tarefa eliminar a Selecção da Suécia, vai ter de
jogar muito mais, caso contrário, não marcará presença no mundial que tem lugar em 2014 no Brasil. As fraquíssimas exibições que tem feito, interrogam-me, se merece estar presente em 2014, «nessa grande feira de exposições do mundo da bola» organizada por um País, a braços com profundas convulsões políticas e sociais.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei [estagiária] Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Tiago Alcântara; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau quarta-feira 30.10.2013
PARTILHA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA DE MACAU ESTÁ NA FASE DE ARRANQUE
Acesso possível aos dados espaciais do Governo A “Plataforma de partilha de informação geográfica de Macau” está na fase inicial de desenvolvimento. A informação é dada pela Direcção dos Serviços de Cartografia e Cadastro (DSCC) que, salienta, “trata-se do acesso aos dados espaciais do Governo e que tem por objectivo estabelecer uma plataforma unificada e um mecanismo de divulgação de recursos espaciais, tendo em vista fortalecer a rede da partilha de informação geográfica entre os departamentos do Governo”. Este é um dos temas do workshop, organizado pela DSCC, que teve lugar na passada sexta-feira, destinado a serviços públicos dos quais participaram 100 chefias e técnicos provenientes de mais de 40 departamentos. A actividade “permite os departamentos
públicos a conhecer a aplicação de tecnologia e os programas de apoio aos serviços de informação geográfica”, que engloba outras duas áreas: a “Interface de serviços de informação geográfica” e o “Sistema de Informação da Cidade Digital de Macau 3D”. O primeiro é um programa que disponibiliza o conteúdo de mapas e os endereços locais, com o objectivo de aplicar os dados de informação geográfica na prestação de serviços; o segundo é uma plataforma para a tomada de decisão, o planeamento e a demonstração sobre assuntos urbanos, que serve de base para o desenvolvimento na prestação de serviços de cidades digitais. “Os serviços foram promovidos, a título experimental, em diversos serviços competentes”, explica a DSCC, num comunicado de imprensa. O projecto de digitalização de mapas, criando a base de dados de informação geográfica, foi criado no ano de 1990. Em 2000, foi promovido o desenvolvimento de várias plataformas convenientes de aplicação de informação geográfica, tais como, mapas on-line, a rede de informação cadastral e Macau GeoGuide.
Timor-Leste pede reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas
O
ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, José Luís Guterres, considerou ontem, em comunicado, fundamental uma reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas, apoiando a posição do G4. “É fundamental uma reforma no Conselho de Segurança das Nações Unidas” e Timor-Leste vai apoiar as decisões tomadas pelo G4, uma aliança entre a Alemanha, Japão, Índia e Brasil, refere o documento, citando o chefe da diplomacia timorense. Na semana passada, os embaixadores do Brasil e Japão em Díli entregaram ao ministro timorense um comunicado a insistir na necessidade de reforma daquele órgão da ONU. “As dificuldades do Conselho de Segurança em lidar com os desafios internacionais, incluindo os actuais, evocaram ainda mais a necessidade de uma reforma para reflectir melhor as
realidades geopolíticas do século XXI e fazer o conselho mais representativo, eficiente e transparente e, com isso, melhorar a eficácia, legitimidade e implementação das suas decisões”, acrescenta o documento do Governo timorense. Em Setembro, durante a 68.ª Assembleia-Geral da ONU, a Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, considerou “preocupante” a situação observada no Conselho de Segurança da ONU, destacando a “urgência” de uma reforma com a inclusão de novos membros permanentes. “É preocupante a limitada representação do Conselho de Segurança da ONU face aos novos desafios do século XXI. Exemplos disso são a grande dificuldade de oferecer solução para o conflito sírio e a paralisia no tratamento da questão israelo-palestiniana”, afirmou a Presidente brasileira, que defende uma reforma do organismo até 2015.
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