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Hoje Macau 30 JAN 2019 #4221

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QUARTA-FEIRA 30 DE JANEIRO DE 2019 • ANO XVIII • Nº4222

RÓMULO SANTOS

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

METRO LIGEIRO

PERGUNTAS SEM RESPOSTA

À MESA DAS NEGOCIAÇÕES PÁGINA 15

XI JINPING

VISITA A MACAU PÁGINA 7

DE GRITOS JOÃO PAULO COTRIM

AMIZADE PERDIDA

NUNO MIGUEL GUEDES

hojemacau

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TIAGO ALCÂNTARA

PÁGINAS 4-5

CHINA / EUA

h

Mão pesada Está em curso, desde ontem, uma nova consulta pública sobre a lei do trânsito rodoviário. Em cima da mesa está a proposta do Governo que prevê aumentar para o dobro o valor das multas por condução sob o efeito de álcool e drogas ou excesso de velocidade. O aumento das penalizações por estacionamento ilegal é outra das hipóteses colocadas pelo Executivo. GRANDE PLANO

MOP$10


TIAGO ALCÂNTARA

2 grande plano

TRÂNSITO

30.1.2019 quarta-feira

AS CONTAS QUE GOVERNO QUER DUPLICAR VALOR DAS MULTAS POR CONDUÇÃO SOB EFEITO DE ÁLCOOL E EXCESSO DE VELOCIDADE

A lei do trânsito rodoviário está novamente em consulta pública, mas desta vez o Governo decidiu incrementar o valor das multas, para cerca do dobro, em casos de condução sob efeitos de álcool e drogas, ou por excesso de velocidade. Outra das propostas em consideração pelo Executivo é o aumento das multas por estacionamento ilegal

O

S condutores de veículos e motociclos poderão vir a ser alvo de um aumento das multas de trânsito para quase o dobro. Esta é a vontade da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), que iniciou ontem a segunda fase de consulta pública sobre a revisão da lei do trânsito rodoviário. A actual legislação, em vigor desde 2007, prevê que a condução em estado de embriaguez ou sob influência de drogas possa levar à aplicação de uma pena de prisão no máximo de um ano, ou à proibição de condução por um período de três

anos. A DSAT vem agora propor que a moldura penal passe a ser de dois anos de prisão, ou pagamento de multa até 90 mil patacas, ou ainda inibição de condução até quatro anos. Caso o condutor seja reincidente, a pena de prisão pode ir até três anos e a multa até às 150 mil patacas. Quanto à proibição de condução, está a ser equacionada a possibilidade de ir até aos cinco anos. Se o condutor apresentar níveis elevados de álcool no sangue arrisca-se a ter de desembolsar, no máximo, de 60 mil patacas de multa, ao invés das actuais 30 mil. Quanto aos períodos de inibição da condução, aumen-

tam de seis meses para dois anos. Em casos reincidentes, o condutor pode ficar sem conduzir durante quatro anos, ao invés dos actuais três. Em situações de excesso de velocidade o Governo também promete não dar tréguas. Caso as

Se o condutor apresentar apenas níveis elevados de álcool no sangue, poderá ter de pagar um máximo de 60 mil patacas de multa, ao invés das actuais 30 mil

autoridades registem situações de excesso de velocidade nas vias públicas, as multas podem crescer das actuais 10 mil para 30 mil patacas. Já o período de inibição de condução pode subir de um para dois anos. Nos casos condutores reincidentes, as multas podem passar das 20 mil para 60 mil patacas, além disso a proibição de conduzir pode passar dos três aos quatro anos. Nas pontes com “regime especial ou nos viadutos com acesso a estas” são propostas as mesmas sanções. Lam Hin San, director da DSAT, explicou as razões que

estão por detrás das intenções punitivas. “Queremos um ambiente rodoviário mais seguro e saudável. Em 2018, houve 10 mortos, mas quero chamar a atenção da sociedade para o facto de que, em 2018, o número de condutores que morreram ao volante foram seis. Queremos zero casos de acidentes de viação e queremos agravar as sanções para quem não cumpre.”

DÚVIDAS E INCERTEZAS

O Governo mantém-se hesitante face à proposta que prevê que a recusa da realização do exame ao álcool possa dar origem a pena de prisão. “A punição para a recusa


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Ponte HKZM Lam Hin San rejeita que haja aumento de tráfego

O director da DSAT recusou ontem a ideia de que o fluxo do trânsito tenha aumentado com a abertura da nova ponte Hong Kong-ZhuhaiMacau. “Não concordo com isso. Só no ano passado resolvemos a situação em nove pontos negros do trânsito. Pode ser que em certas situações haja acidentes e obras que afectem o trânsito. É um problema que queremos resolver, principalmente no que diz respeito a obras.” Actualmente, existem entre 120 a 150 licenças atribuídas para que veículos privados possam circular na ponte. “Estes carros entram e saem do território, mas não vêm a Macau todos os dias. Não representa uma grande influência para nós.”

A DSAT FEZ dos exames sobre álcool e consumo de estupefacientes ainda não é uma decisão final. Queremos ouvir as pessoas”, revelou Lam Hin San. Em cima da mesa está a possibilidade do actual crime de desobediência e inibição de condução por seis meses passar a ter uma moldura penal de dois anos ou levar ao pagamento de uma multa de 90 mil patacas, no máximo. Outras contravenções que também duplicam de valor são as aplicadas a condutores que não param no vermelho do semáforo ou no sinal stop. O montante actual é de cinco mil patacas, mas pode passar para dez mil patacas. Caso o condutor seja reincidente, o valor passa das dez mil para 30 mil patacas, além de que a proibição de condução passa dos actuais seis meses para um ano. Se o condutor não der passagem aos peões nas passadeiras, a multa passa das 2500 para 5000 patacas. O período temporal de proibição de condução também passa dos seis meses para um ano.

ILEGALIDADES MAIS CARAS

Na visão do Governo, é também necessário aumentar as multas por

estacionamento ilegal, mas, para já, não é proposto qualquer valor. “Há muitos casos de condutores que estacionam ilegalmente nas paragens de autocarros impedindo a sua circulação. Muitas pessoas acabam por sair dos autocarros nas estradas porque as paragens estão ocupadas com carros estacionados”, disse Lam Hin San. A multa actual é de 300 patacas para veículos pesados, 150 patacas para veículos ligeiros e 100 para motociclos e ciclomotores. Contudo, na visão do Executivo, o valor serve para que os condutores ignorem a infracção e mantenham o seu carro estacionado. “O valor da multa aplicada ao estacionamento ilegal no lugar tarifado da via pública é relativamente baixo, razão porque os condutores ocupam por longo tempo os lugares de estacionamento”, lê-se no documento de proposta. Na proposta de revisão ontem apresentada, e que se mantém em consulta pública até ao dia 29 de Março, o Governo mostra vontade de tornar o uso do cinto de segurança obrigatório, incluindo nos carros onde se transportem crianças no banco de trás.Além disso, está a ser equaciona-

da a proibição da captação de imagens na parte da frente do veículo. “Queremos assumir a proibição, e temos como referência o que está em vigor nos territórios vizinhos. Há uma influência negativa destes mecanismos na

“Queremos um ambiente rodoviário mais seguro e saudável. Em 2018, houve 10 mortos, mas quero chamar a atenção da sociedade para o facto de que, em 2018, o número de condutores que morreram ao volante foram seis.” LAM HIN SAN DIRECTOR DA DSAT

capacidade de condução. Mas é uma ideia sobre a qual queremos ouvir a população”, frisou.

CARTAS POR PONTOS

Tal como tinha sido anunciado em Junho, a DSAT deseja também estabelecer o sistema de cartas por pontos, que existe muitos países, tal como Portugal. Esta é ainda uma “hipótese em aberto”, sendo que nem todas as infracções irão dar direito à redução de pontos. “Ainda é uma hipótese em aberto, mas queremos ouvir a população. Acreditamos que há infracções que não deverão contar para a perda de pontos, como o estacionamento ilegal, o não pagamento os parquímetros, entre outras.” A proposta prevê ainda que algumas contra-ordenações sejam transformadas em infracções administrativas, para que não seja necessário recorrer sempre aos tribunais. “Vamos ser mais céleres, uma vez que sem natureza penal não é preciso ir aos tribunais. Mas queremos ouvir a população”, concluiu Lam Hin San. Andreia Sofia Silva (com J.S.F.)

andreia.silva@hojemacau.com.mo

AUTOCARROS ESTIMADA REFORMA DE 20 POR CENTO DOS MOTORISTAS

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AM Hin San, director da DSAT, adiantou ontem que cerca de 20 por cento dos motoristas dos autocarros públicos deverão reformar-se nos próximos cinco anos. Ainda assim, mostrou-se optimista quanto à possibilidade de o sector vir a sofrer com o problema da falta de recursos humanos. “As empresas já estão a tentar contratar mais motoristas e esperamos que haja melhores regalias. Actualmente, contando com todos os bónus ao longo do ano, os motoristas ganham cerca de 29 mil patacas por ano”, explicou. “Os exames de condução são exigentes e entre os candidatos que vão às provas, a taxa de aprovação é de 50 por cento. Estou confiante que, pouco a pouco, vamos resolver o problema dos motoristas que se vão aposentar. Actualmente, a mediana da idade dos condutores é de 52 anos”, acrescentou Lam Hin San. O director da DSAT não deu certezas sobre a possibilidade de virem a circular nas estradas veículos de menor dimensão em relação aos autocarros. “Será que podemos adoptar carrinhas com menor capacidade do que os autocarros? Temos de equacionar.”


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OR cima ou por baixo? A pergunta continua sem resposta. O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, insistiu ontem que o Governo está à espera do estudo (em curso) sobre a viabilidade da linha leste para determinar de que forma vai ser efectuada a ligação por mar entre o Terminal Marítimo do Pac On e as Portas do Cerco. “Não tenho resposta neste momento” sobre se o metro passará pela ponte ou por túnel. “Isso é o que está a ser feito pelo estudo de viabilidade da linha leste, que vai do Pac On pelo mar – por baixo ou por cima – entra na zona A, atravessando-a longitudinalmente, chegando à zona da Rotunda da Amizade até seguir até às Portas do Cerco”, explicou. “Esta linha tem mais ou menos a extensão da linha da Taipa”, ou seja, à volta de nove a dez quilómetros, adiantou Raimundo do

Rosário, aos jornalistas, na Assembleia Legislativa, onde se deslocou para uma ronda de interpelações orais. O metro também foi tema abordado no plenário, durante o qual o secretário para os Transportes e Obras Públicas deixou claro que mantém-se o plano, “de há muito tempo”, de reservar o tabuleiro inferior da Ponte Sai Van para o metro, afastando a possibilidade levantada pelos deputados de o abrir à circulação de motociclos. O tabuleiro inferior da Ponte Sai Van vai servir para fazer a ligação de metro entre os Jardins do Oceano (na Taipa) e a Barra, a qual deve ser concluída, segundo estimativas divulgadas anteriormente, em 2024. Relativamente aos motociclistas – um ponto abordado por diferentes deputados que questionaram inclusive quantas vítimas são precisas para que o Governo tome medidas –, Raimundo do Rosário revelou que a quarta ligação – que vai ligar a zona A e o Pac On – vai estar do-

Em lume METRO FORMA DE LIGAÇÃO DA LINHA LESTE À ESPERA DO ESTUDO DE VIABILIDADE

RÓMULO SANTOS

O Governo continua à espera do estudo de viabilidade da linha leste para determinar como vai ser feita a ligação de metro entre o Terminal Marítimo do Pac On e as Portas do Cerco, afirmou Raimundo do Rosário

tada de uma faixa exclusiva para motociclos. O acto público de abertura de propostas do concurso para a concepção e construção da quarta ponte, que vai ligar Macau à Taipa,

está marcado para o próximo dia 28 de Fevereiro, mas os deputados também insistiram em saber mais informações, como prazos de execução e orçamento. Na réplica, o Governo recordou

que o anúncio do concurso limitado por prévia qualificação define um prazo de execução máximo de 1.440 dias, ou seja, sensivelmente três anos, estimando que a empreitada tenha um orça-

mento na ordem dos “mil milhões”. O forte impacto no trânsito provocado na Rotunda da Amizade devido à abertura da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau foi, de

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AVISO Faz-se saber que em relação ao concurso limitado por prévia qualificação para «Empreitada de concepção e construção da Quarta Ponte Marítima Macau–Taipa», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 49, II Série, de 5 de Dezembro de 2018, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 1.5.1.2 do programa do concurso, e foi feita aclaração complementar conforme necessidades, pela entidade que realiza o concurso e juntos ao processo do concurso. Os referidos esclarecimentos e aclaração complementar encontram-se disponíveis para consulta, durante o horário de expediente, no Gabinete para o Desenvolvimento de Infraestruturas, sito na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10.º andar, Macau. Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, aos 24 de Janeiro de 2019. O Coordenador do Gabinete, substituto Lam Wai Hou


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brando todos os esforços, mas temos de ser pragmáticos [e] com o novo acesso vai haver novos problemas, novos desafios”, reconheceu Raimundo do Rosário, antecipando uma “pressão ainda maior” resultante também dos novos postos fronteiriços.

ESTUDOS SOBRE ESTUDOS

resto, outro dos principais temas abordados no plenário de ontem, com deputados a lamentarem a falta de planeamento. “Sabemos que há muito trânsito na Pérola Oriental, mas como

director dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional, Mi Jian, afirmou ontem que, de momento, não há condições para levar a cabo uma consulta pública sobre a implementação da política “terras de Macau para gentes de Macau”, defendendo “cautela” perante uma eventual colisão com a Lei Básica. Em Novembro, aquando da apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2019, o próprio Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, prometeu não só reponderar a possibilidade de reservar espaço nos novos aterros para habitação

“Acho que o próximo secretário vai ter opiniões diferentes e terá o direito de opinar sobre determinada obra.” RAIMUNDO DO ROSÁRIO

mundo do Rosário. “Acho que o próximo secretário vai ter opiniões diferentes e terá o direito de opinar sobre determinada obra”, observou. “Por exemplo, quando tomei posse como secretário alterei por completo todo o plano da ilha artificial porque, na altura, o silo automóvel era todo subterrâneo. Falei com o Chefe do Executivo e propus a alteração do plano inicial”, exemplificou. “Há opções que têm de ser tomadas e quem as toma tem de assumir responsabilidade e eu assumo”, reiterou. Questionado pelos jornalistas, à saída do plenário, sobre se estará disponível para cumprir um segundo mandato, Raimundo do Rosário foi evasivo. “Não respondo”, gracejou.

Em águas de bacalhau Habitação exclusiva para residentes nos novos aterros na gaveta por eventual colisão com Lei Básica

exclusiva para residentes de Macau, como também submeter o assunto a auscultação pública. “Neste momento, não temos ainda condições para a consulta pública”, disse Mi Jian, na Assembleia Legislativa (AL), em resposta a uma interpelação oral de Ng Kuok Cheong, que voltou a pedir que seja reservado espaço para habitação exclusiva para residentes na zona A dos novos aterros, onde

Diana do Mar

dianadomar@hojemacau.com.mo

vão nascer 32 mil fracções, 28 mil das quais públicas. O ‘número 1’ do ‘think tank’ do Governo justificou as reservas com a necessidade de se determinar, em primeiro lugar, se essa política “se coaduna com o espírito da Lei Básica”. “A Lei Básica tem um sentido muito vasto. Não podemos utilizar meios obrigatórios para intervir no mercado – isto é uma intervenção e pode afectar o princípio da liberdade

O

secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, reconheceu ontem que faltam recursos humanos para aplicar o regime de prevenção e controlo do tabagismo. “Se a fiscalização for feita durante 24 horas por dia temos de ter 1.800 trabalhadores”, afirmou Alexis Tam, na Assembleia Legislativa, dando conta de que actualmente o Gabinete para a Prevenção e Controlo do Tabagismo conta com 67 inspectores. Não obstante, entre 1 e 15 de Janeiro, ou seja, meio mês após a entrada em vigor da proibição total de fumo nos casinos, apenas permitido em salas com novos requisitos e previamente autorizadas, foram realizadas 152 inspecções conjuntas em casinos – o dobro face ao período homólogo do ano passado –, durante as quais foram detectados 105 infractores, ou seja, mais 20 por cento, indicou Alexis Tam, em resposta a uma interpelação oral de Lam Lon Wai em que tecia críticas à ineficácia da fiscalização nos casinos, designadamente nas salas VIP. “A situação nas salas VIP não é a desejada”, complementou Leong Sun Iok, defendendo

como “única solução” o agravamento das multas. A interpelação oral do deputado dos Operários tem lugar depois de os seus colegas de bancada, Ella Lei e Leong Sun Iok, terem denunciado precisamente essa situação num encontro recente com a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), organismo que admitiu dificuldades nos trabalhos de execução da lei, segundo um comunicado dos deputados enviado ontem aos jornalistas. Neste sentido, segundo a mesma nota, representantes dos trabalhadores do jogo, propuseram uma linha aberta para denúncias destinada aos trabalhadores dos casinos, por as operadoras de jogo não permitirem que os funcionários alertem os jogadores de que estão a infringir a lei, indicando haver casos graves em salas VIP. “As salas de fumo são úteis, a questão é que os fiscais nomeadamente das salas VIP não assumem a sua responsabilidade e toleram os actos ilegais”, afirmou a presidente da Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo, Cloee Chao, em declarações ao HM. V.N./ D.M.

económica”, afirmou Mi Jian. “Não estou a ver qualquer violação à Lei Básica”, ripostou Au Kam San.

RÓMULO SANTOS

O

se resolve? O Governo desenvolve trabalhos, mas não com uma visão prospectiva ou pró-activa. Por que não fez trabalhos preparatórios suficientes?”, criticou Kou Hoi In. “Tentamos envidar

O plano geral urbanístico das Portas do Cerco também esteve em foco na ronda de interpelações orais, com Lei Chan U a indagar por que razão foram revistos anteriores estudos, tocando na ferida no desperdício do erário público. Raimundo do Rosário justificou-se com a força das circunstâncias: “Tínhamos feito um plano conceptual que previa um centro modal com 27 metros de profundidade, mas depois da passagem do tufão Hato já não sei se é bom. Acho que citei um exemplo bom para justificar [a mudança]”, afirmou, sustentando que “devido a vários factores” a visão sobre um determinado plano pode alterar-se. Já eventuais mudanças nas políticas decorrentes da mudança de Governo, quando faltam 11 meses para o fim do actual mandato, foram relativizadas por Rai-

TABAGISMO ALEXIS TAM RECONHECE QUE FALTAM INSPECTORES NO TERRENO

MAIS ESTUDOS

Mi Jian afirmou igualmente que, “nesta fase, também não é conveniente discutir essa política no seio do Conselho do Planeamento Urbanístico”. O Executivo ainda “não domina bem o problema”, pelo que são precisos “mais estudos”, até porque os resultados dos anteriores, encomendados a duas instituições em 2013, apresentaram “discrepâncias muito acentuadas”, sustentou. Ella Lei, por seu turno, quis então saber o que foi feito desde os referidos estudos. Na réplica,

Mi Jian garantiu que “o Governo presta atenção” ao tema que “não está a arrastá-lo” no tempo. Já Ma Chi Seng saiu em defesa do Executivo, dado que a matéria em apreço “tem várias implicações jurídicas”. “Concordo que deve ser feito com maior cautela e acho que o Governo deve realizar um estudo muito bem feito para evitar consequências prejudiciais”, afirmou. D.M.


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公開招標公告 Open Tender Notice “澳門國際機場客運大樓南面擴建工程監理及技術諮詢服務(RFQ-248)” 之公開招標 “Supervision and Technical Consultancy Service for Passenger Terminal Building South Extension at MIA (RFQ-248)” 1. 2. 3.

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招標實體: 澳門國際機場專營股份有限公司 Company: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 招標方式: 公開招標 Tendering method: Open tendering 目的: 選擇富有經驗之顧問公司,為澳門國際機場客運大樓南面擴建設計及建造 工程(RFQ-245)提供設計諮詢協調和審查服務以及監理和技術支援服務。 Objective: To seek for a fully experienced Consultant to provide design consultancy coordination and review services, and supervision and technical support services for developing Design & Build of Passenger Terminal Building South Extension at MIA (RFQ-245). 招標文件: 至截止投標日止,有意者可瀏覽CAM 官方網站 www.camacau.com 查閱 招標文件及相關資料。 有意參與投標人士應時常留意上述網站以獲取涉及招標 文件並得隨時公佈的最新附加資訊、說明或修改內容。 Release of tender documents: Tender Documents and other pertinent information are available on www.camacau.com until the deadline for submission of Bidders’ proposals. Please always check the website for additional information, clarification or modification of the Tender Documents that may be published from time to time. 遞交投標書地點、截止日期及時間: 遞交投標書地點:澳門氹仔偉龍馬路機場專營公司辦公大樓四樓接待處 截止日期及時間:2019年3月1日中午12:00前 (澳門時間) 收件人必須註明為: 執行委員會主席 恕不接納截止時間後所收到之投標書 Location and deadline for submission of Bidders’ proposals: Reception on 4th Floor, CAM Office Building, Av. Wai Long, Taipa, Macau Before 12:00 noon on 1st March 2019 (Macau Time) The addressee of the proposal shall be Chairman of the Executive Committee. The proposals received after the stipulated deadline will not be accepted. 澳門國際機場專營股份有限公司保留不表明因由而全部或部份拒絕任何投標書之 權利。 CAM reserves the right to reject any proposals in full or in part without stating any reasons. -完-END-

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ANNOUNCEMENT 1. Objective: 2. Procuring entity: 3. Address of procuring entity: 4. Works, goods and services to be procured: 5. Location of service provision: 6. Conditions of entry: 7. Method for obtaining tender documentation: 8. Tender submission location and deadline: 9. Tender opening location and time:

10. Validity period of the tender: 11. Provisional guarantee: 12. Definitive guarantee:

PRECISA-SE Colaborador/a com interesse pelas notícias de Macau e que domine as línguas portuguesa e cantonesa.

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13. Construction Period: 14. Selection Criteria:

Open invitation to one tender. Macao Science Center Limited. Avenida Dr. Sun Yat-Sen. Lum Sum Works of Repairing the Macau Science Center Seawall PA-19-005 Macao Science Center. Registered supplier under relevant categories of Macao Science Center Limited and Registered contractor in DSSOPT. Registered suppliers can send in your request through email to tender@msc.org.mo. For suppliers not yet registered, please attach with commercial registration documents & contact details. Location: Avenida Dr. Sun Yat-Sen, Macao Science Deadline: Center. 27th February, 2019 (Wednesday) at 5:00pm (Macao time). Location: Avenida Dr. Sun Yat-Sen, Macao Science Center. Time: The first working day after the deadline or 28th February, 2019 (Thursday) at 3:00 pm (Macao time). Bidder or its representative shall be present at the Tender Opening for clarification of possible questions arisen from submitted tenders. 90 days starting from the date of tender opening (the validity period may be extended according to the Tender Procedures). MOP1,500,000.00(Macao Patacas One Million Five Hundred Thousand), by bank guarantee. By bank guarantee: 5% of total contract value of works and an additional 5% from each payment will be deducted to guarantee fulfillment of the contract. Maximum 200 calendar days. After fulfilling the requirement in Chapter IV of the tender document, the awarded tender will be selected based on the following criteria: Price 40% Experience of similar design and construction

20%

Construction drawing design and plans

10%

Quality (material plan, construction plan, construction equipment, etc.)

20%

Construction Period

10%

15. Additional information: All related information will be uploaded to the Macao Science Center website (http://www.msc.org.mo/) from the day following the publication of this announcement until the tender closing date. Bidders are responsible to visit the website for additional information. 16. Base price: No base price. Macao Science Center Limited 30th January, 2019


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quarta-feira 30.1.2019

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Com visita marcada Xi Jinping em Macau pelos 20 anos da transferência de soberania

GCS

C

I N C O ano depois, o Presidente da China, Xi Jinping, regressa a Macau no próximo mês de Dezembro. A informação foi revelada pelo chefe do Departamento de Segurança Pública da província de Guangdong, Li Chunsheng, noticiou o jornal South China Morning Post (SCMP). Xi Jinping vem a Macau para celebrar os 20 anos da transferência do exercício de soberania de Macau, evento durante o qual vai proferir “um importante discurso”, indicou o responsável que falava num encontro em Guangzhou, onde dezenas de funcionários da cidade de Maoming se reuniram para discutir o relatório anual entregue pelo governador da província, Ma Xingrui. À semelhança de 2014, além de assinalar a efeméride, Xi Jinping deverá presidir à cerimónia de tomada de posse do V Governo da RAEM, que será liderado por um novo Chefe do Executivo, dado que Fernando Chui Sai On

Centro de comunicação para as forças policiais da área da Grande Baía vai começar a funcionar em Outubro em Zhuhai termina o segundo e último mandato a 20 de Dezembro.

NOVA UNIDADE

Segundo o SCMP, Li Chunsheng revelou ainda que vai ser instalado, em Zhuhai,

“um centro de comunicação para as forças policiais” da área da Grande Baía. A unidade, que deve entrar em funcionamento em Outubro, será responsável por tratar dos detalhes de

segurança e do comando operacional da viagem de Xi Jinping. Durante o encontro, o chefe do Departamento de Segurança Pública da província de Guangdong dei-

xou um alerta relativamente a ameaças à segurança da China em 2019, ano que descreveu como “politicamente importante”. “É o 70.º aniversário da implantação da República Popular da China, o 20.º aniversário da transferência de Macau e, claro, o aniversário de uma série de incidentes, que tiveram lugar há 10, 20 ou 30 anos”, afirmou Li, sem citar os eventos em causa. Das palavras de Li Chunsheng retira-se uma referência indirecta ao massacre de Tiananmen, dado que no próximo dia 4 de Junho celebram-se os 30 anos da sangrenta repressão do movimento estudantil pró-democracia. Já em Abril, como recorda o SCMP, assinalam-se os 20 anos do protesto contra a violência policial levado a cabo pela Falun Gong no exterior da sede do Partido Comunista em Pequim que levou o então Presidente da China, Jiang Zemin, a banir o grupo e perseguir e punir os seus seguidores. Diana do Mar

dianadomar@hojemcau.com.mo

Grande Baía Anexo ao Plano Quinquenal ainda em elaboração A Comissão de Trabalho para a Construção da Grande Baía GuangdongHong Kong-Macau reuniu ontem pela primeira vez. O encontro presidido por Chui Sai On serviu para divulgar que a elaboração do anexo ao Plano Quinquenal de Desenvolvimento da RAEM dedicado à Grande Baía está em curso. Foi igualmente prometida a realização do “Fórum da Juventude sobre a Construção Conjunta da Grande Baía Guangdong – Hong Kong – Macau”, ainda sem data definida. De acordo com um comunicado do Gabinete do Porta-voz do Governo, Chui Sai On considera que os trabalhos da comissão lançam “bases sólidas para a participação activa de Macau” no projecto de cooperação.


8 sociedade

Droga PSP descobre venda de ice em apartamento no bairro de Toi San

As autoridades policiais detectaram um caso de venda de ice num apartamento localizado no bairro de Toi San, na zona norte. Na sequência da apreensão foram detidos dois homens e uma mulher, de apelido Lei, todos residentes de Macau. De acordo com o jornal Ou Mun, no apartamento foram encontradas 60 gramas de ice e instrumentos utilizados no consumo de estupefacientes. A droga apreendida tem um valor de mercado de 190 mil patacas. A descoberta começou no passado dia 26, quando a Polícia de Segurança Pública (PSP) detectou, numa acção de fiscalização comum, um homem, de apelido Ng, na posse de cerca de seis gramas de ice, no valor de seis mil patacas. Foi a partir de Ng que a polícia conseguiu ter acesso ao apartamento. No dia seguinte, os agentes testemunharam que um outro indivíduo, de apelido Ao Ieong, comprou droga na fracção em questão. Porém, o suspeito em questão rejeitou cooperar com a polícia. Mais tarde, as autoridades conseguiram entrar na casa e chegar à fala com a suspeita.

CRECHES IAS PREVÊ ABERTURA DE MAIS DOIS ESPAÇOS AINDA ESTE ANO

O

Instituto de Acção Social (IAS) garantiu, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Ho Ion Sang, que duas novas creches deverão abrir este ano, sendo que o terceiro espaço deve abrir também nos próximos meses, ainda que não tenha sido avançada uma data oficial. “Está prevista a entrada em funcionamento de três creches num futuro próximo, uma das quais tem a obra de construção concluída e o apetrechamento em custo, estando previsto para breve a admissão de crianças. Quanto às restantes duas creches, as obras de construção já estão em curso,

prevendo-se a sua conclusão para o primeiro semestre de 2019”, escreveu a presidente substituta do IAS, Hoi Va Pou. Além disso, a partir do ano lectivo 2019/2020, “algumas turmas de meio dia passarão a ser turmas de dia inteiro”. Esta medida está de acordo com o Plano de Desenvolvimento dos Serviços das Creches, que tem vindo a ser aplicado desde 2018 e que termina em 2020. Desta forma, “em 2020 o Governo irá ajustar a percentagem das vagas de turmas de dia inteiro e de meio dia das creches para 85 e 15 por cento, respectivamente”. A.S.S.

RÓMULO SANTOS

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ESCOLAS PRIVADAS AL QUESTIONA RESPONSABILIDADE CIVIL E PENAL DE FINANCIADORES

Dúvidas existenciais

Devem as entidades particulares ou colectivas que financiam escolas privadas assumir responsabilidade na ocorrência de casos civis ou penais, além da entidade tutelar? Deputados vão colocar esta questão ao Executivo. Chan Chak Mo lembrou o caso de alegados abusos sexuais ocorridos no jardim de infância Costa Nunes

Q

UEM financia uma escola privada em Macau deve resp o n s a b i l i z a r- s e , caso haja alguma ocorrência civil ou penal? A pergunta vai ser colocada pelos deputados da 2ª comissão permanente da Assembleia Legislativa (AL), que ontem debate pela primeira vez, na especialidade, a proposta de lei relativa ao “Estatuto das escolas particulares do ensino não superior”. O diploma, votado na generalidade na semana passada, determina que “a entidade titular está sujeita a eventual responsabilidade civil, penal e administrativa em que haja incorrido pelo funcionamento da escola e por actos praticados pelos órgãos da escola no exercício das suas funções”. E é aqui que reside a dúvida dos deputados. “Quem é que vai ser punido? A proposta de lei diz que será apenas a entidade titular [da escola] a ser punida. A pessoa ou entidade que financia a escola se calhar não sabe o que se passa no quotidiano.

Será justo sancionar apenas a entidade tutelar? Algumas pessoas só pagam, mas nada sabem sobre o funcionamento da escola, não se falou sobre isto”, adiantou Chan Chak Mo. Apesar de existirem vários estabelecimentos de ensino financiados por entidades privadas ou patronos, é o próprio Executivo que acaba por contribuir, graças à atribuição de montantes pela via do Fundo de Desenvolvimento Educativo, da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). É assim com a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), entidade tutelar do jardim de infância D. José da Costa Nunes, cujo

caso de alegado abuso sexual perpetrado por um funcionário foi recordado por Chan Chak Mo, como exemplo de um caso de responsabilidade penal. “Esse tipo de casos entra no âmbito da responsabilidade penal, e há depois um mecanismo de notificação [junto da DSEJ]. Neste caso a DSEJ não foi notificada, pelo que foram violadas as instruções. Além de se notificar a DSEJ, há que notificar também a polícia”, referiu.

POR ESCLARECER

Numa primeira reunião que não contou com a presença de membros do Executivo, os deputados levantaram ainda questões sobre pontos que

“Quem é que vai ser punido? A proposta de lei diz que será apenas a entidade titular [da escola] a ser punida. A pessoa ou entidade que financia a escola se calhar não sabe o que se passa no quotidiano. Será justo sancionar apenas a entidade tutelar?” CHAN CHAK MO DEPUTADO

necessitam de maior esclarecimento. “Os colegas perguntaram sobre o conselho de administração [da escola], a sua composição e as formas de contratação, pois a proposta de lei não aborda em pormenor essas questões e nós vamos perguntar isso ao Governo.” Além disso, a proposta de lei “também não se debruça muito sobre os representantes dos docentes e dos encarregados de educação”. “Como é que isso se vai adequar com as instruções dadas pela DSEJ?”, questionou Chan Chak Mo. A comissão quer também questionar o Governo sobre os casos em que as escolas tenham de ser encerradas, quer por falta de alvará, quer por falência ou falta de instalações de qualidade. “A proposta de lei não diz quais serão as consequências para os alunos [no caso de encerramento]. Será que o Governo vai intervir até que haja uma nova entidade para tomar conta da escola”, apontou o presidente da comissão. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


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Iao Hon IAM instala ar-condicionado no mercado municipal

O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) adiantou, em comunicado, que estão a ser instalados equipamentos de ar-condicionado no mercado municipal do Iao Hon, na zona norte da península de Macau, medida que tem como objectivo melhorar as condições de funcionamento do espaço e proporcionar um ambiente mais confortável para comerciantes e clientes. Os trabalhos abrangem a reorganização de todos os equipamentos electrónicos e o ajustamento das instalações aos novos aparelhos. O IAM pretende também melhorar as condições de mais mercados municipais, como tal, está a ser planeada a instalação de ar-condicionado no mercado de Tamagnini Barbosa depois do Ano Novo Chinês.

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Autoridade de Aviação Civil de Macau aprovou ontem mais 198 voos, até 28 de Fevereiro. A medida procura satisfazer a procura durante o Ano Novo Lunar e representa um aumento de 150 por cento em relação ao período homólogo do ano passado. A maioria dos voos, 151, será de e para o interior da China, seguindo-se Taiwan com 25. Este ano quase que triplica o número de voos de e para o interior da China,

Mais ases pelos ares Aumento de 198 voos de e para Macau durante o Ano Novo chinês

em relação ao ano passado (51). Os restantes cinco estão repartidos entre o Vietname (10), o Japão (4) e a Tailândia (8), indicou em comunicado. Air Macau, Juneyao Airlines, China Eastern Airlines e East Asia Airlines são as companhias aéreas que vão assegurar estes voos extra. De acordo com as estimativas da directora dos

Serviços de Turismo, Helena de Senna Fernandes, o número de visitantes que vão passar por Macau durante a semana do Ano Novo Chinês deverá crescer entre 8 e 10 por cento em relação ao que se verificou no ano passado. Em 2018, a semana dourada do Ano Novo Lunar trouxe a Macau mais de 960 mil visitantes

durante os muito ocupados sete dias de festividades. Nessa altura, o aumento de turistas foi de 6,5 por cento, em comparação com igual período de 2017. Tendo em consideração o inteiro mês de Fevereiro do ano passado, chegaram a Macau 3.070.937 visitantes, o que já representava um crescimento empurrado pelos bons

resultados registados durante o Ano Novo Chinês. A tendência de subida manteve-se na mesma ordem de valor em 2017, quando mais de 930 mil turistas entraram em Macau durante a semana do Ano Novo chinês, mais 9,9 por cento do que em igual período do ano passado. Deste universo, 660 mil turistas eram provenientes do interior da China, o que representou 70,9 por cento do total de visitantes, um aumento de 13,8 por cento em relação a 2016. PUB


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Gramsc penal de G

CINEMA DOCUMENTÁRIO SOBRE DETENÇÃO D

Gastronomia Fado celebra Ano Novo Chinês à portuguesa

O Ano Novo Chinês está à porta e o restaurante Fado, no Hotel Royal, vai celebrar a época à sua maneira: com um menu repleto de sabores portugueses. No que a entradas diz respeito, destaque para bobó de caranguejo acompanhado por carpaccio de polvo com pimentos. A outra proposta no capítulo das entradas é alheira envolta numa casca crocante, servida com pudim de nabo verde. De forma a receber o Ano do Porco, a ementa do Fado apresenta como prato principal leitão assado com batata frita e salada de laranja. Outro dos destaques de pratos principais é o tradicional bacalhau à Brás, que será frito à frente dos clientes. Ainda nos pratos de peixe, destaque para a garoupa com estufado de milho e camarão, servido com salsicha fumada e coentros.

RAMSCI 44, um docudrama realizado em 2017 por Emiliano Barbucci, está agora disponível online gratuitamente. Aborda o período de detenção do dirigente do PCI em Ustica e a criação pelos detidos de uma escola. Não se pode dizer que traga informação nova sobre uma vida já muito escrutinada. E a disparidade da mistura entre dramatização e testemunhos talvez não beneficie o resultado final. Mas não deixa de ser um pedaço interessante da vida de Antonio Gramsci que merece ser lembrado. Este filme é a história da breve estadia, 44 dias entre 1926 e 1927, do dirigente comunista italiano Antonio Gramsci na colónia penal de Ustica, uma ilha isolada na costa da Sicília. Momento inicial da sua passagem pelo sistema prisional italiano, falado na primeira pessoa através da leitura das cartas à sua cunhada Tatiana, este é um tempo marcado pelo optimismo e pela saúde relativa. E é a história da experiência de uma escola que os prisioneiros políticos aí fundam. Um espaço precário de liberdade no exílio, aberto a todas as idades e formações, uma comuna de aprendizagens. Além disso, há as memórias transmitidas pelas testemunhas da época. Lembra-se a fome e a miséria dos tempos do fascismo. E lembra-se a curtíssima passagem do revolucionário sardo pela ilha. Ainda hoje, o mito da estatura moral e carisma de Gramsci persiste por aquelas paragens.

USTICA: UMA ESCOLA PARA FAZER DA PRISÃO LIBERDADE

Dezembro de 1926. Depois de várias tentativas frustradas devido à agitação do mar, um grupo de prisioneiros políticos agrilhoados consegue chegar de barco à ilha de

Ustica. Ao desembarcar vão entrar num regime de semi-liberdade na Colónia Penal, em contacto com os presos de delito comum e com a população local. Não se pode dizer que sejam mal recebidos pelo ilhéus que viam com distância a ideia de crime político à moda de Mussolini. Privilégio de classe de alguns deles também, os novos presos estão melhor vestidos, são bem educados, trazem algum dinheiro à economia local, com eles acabará até por chegar a electricidade. Os recém-chegados rapidamente se organizam. Partilham alojamentos, Gramsci fica com o seu rival Bordiga e mais quatro companheiros, e tarefas igualitariamente. Criam uma cantina comum. Antonio Gramsci descreve os seus planos para lidar com a situação: antes de tudo “estar bem” (e as condições da ilha, diz, afectam positivamente a sua saúde), depois estudar: línguas, economia… Ainda estamos longe dos cadernos de 1929 que lhe asseguraram um lugar de destaque no pensamento marxista do século XX. Mas Antonio Gramsci já pensa em aproveitar o


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ci na colónia e Ustica

DO DIRIGENTE DO PCI DISPONÍVEL ONLINE GRATUITAMENTE

tempo para fazer “ginástica racional”. Daí também o seu contentamento por Piero Sraffa lhe ter facultado uma conta sem limites numa livraria em Milão que lhe permitirá, assim passem o crivo dos censores, ter acesso a revistas e livros. Dada a importância que Gramsci atribuía à educação e às condições de detenção, é fácil de compreender que tenha rapidamente surgido a ideia de fazer uma escola. Os prisioneiros políticos, de

vários estratos sociais, formações e correntes políticas, alternam no papel de alunos e professores. Pretende-se dissolver barreiras entre dirigentes e dirigidos, aproveitar a diferença para permitir a todos o “desenvolvimento intelectual e moral integral” de que falará Gramsci. A escola torna-se um sucesso que levanta suspeitas nos fascistas locais. Pede-se inclusive que se enviem para a ilha soldados inteligentes

Gramsci 44 foi uma breve lufada de ar fresco numa ilha pobre e que deixou uma memória já quase centenária. Seguir-se-lhe-à o arrastar de um Gramsci 7047, o número de preso de Turi, aquele que é mais conhecido e que encheu uns cadernos preciosos com a sua resistência ao cárcere, ao fascismo, ao capitalismo

porque não conseguem acompanhar o que dizem nos cursos e desconfiam do carácter subversivo do projecto. E o sucesso é uma memória que o documentário aproveita para esboçar uma linha narrativa paralela sobre as condições educativas na Ustica contemporânea que parecia ser interessante mas acaba por morrer na praia... Sobre Gramsci, recordam-se ainda outras coisas: a abertura para com a população e a vontade de contactar presos comuns. E a prisão do porco. É uma história que já se conhecia das suas cartas e que Gramsci contou como uma anedota: os fascistas encontram um porco à solta na vila e prendem-no como se fora uma pessoa por estar a infringir a lei. Essa história ganha aqui uma nova luz: afinal não é só o porco foragido que é preso, também a dona dele o foi, deixando para trás uma criança aflita. O testemunho é dado aqui na primeira pessoa dessa criança agora envelhecida. Comovido, recorda que foi Gramsci quem o consolou num abraço que dura até hoje. A desumanidade dos fascistas que prendem porcos e a humanidade de Gramsci. Podia ser uma metáfora mas não é. Gramsci 44 foi uma breve lufada de ar fresco numa ilha pobre e que deixou uma memória já quase centenária. Seguir-se-lhe-à o arrastar de um Gramsci 7047, o número de preso de Turi, aquele que é mais conhecido e que encheu uns cadernos preciosos com a sua resistência ao cárcere, ao fascismo, ao capitalismo. Para quem conheça apenas o Gramsci 7047, talvez valha a pena espreitar o Gramsci 44, nem que seja como aperitivo para outras pesquisas, apesar de apenas estar disponível em italiano com legendas em inglês. Carlos Carujo in Esquerda. Net

HOJE NA CHÁVENA Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

Laminária Nome botânico: Laminaria spp. Família: Laminariaceae. Nomes populares: As várias espécies de Laminárias são genericamente conhecidas pelo nome de Kelp. Também por Kombu. A Laminária é uma alga castanha que se encontra ao longo das costas do Atlântico, sendo muito abundante no mar do Norte, canal da Mancha e Báltico. Cresce fixada às rochas, às quais adere através de uma espécie de raízes (rizóides), ficando, por vezes, a descoberto na maré baixa. Apresenta o talo (pseudocaule) dividido em diversos fragmentos semelhantes a fitas (frondes), variando de forma e tamanho consoante as diferentes espécies; pode atingir 2 a 3 metros de comprimento. O nome do género botânico, Laminaria, provém do latim científico (lâmina) e alude ao formato das suas frondes. Juntamente com outras algas, a Laminária é um ingrediente fundamental da cozinha macrobiótica. Com uma mistura de várias espécies de Laminárias, prensadas e secas, prepara-se o Kombu, designação pela qual é mais conhecida. Pela sua riqueza nutritiva e acções no organismo, é actualmente considerada um superalimento. Em fitoterapia é usado o pseudocaule e as frondes. Composição Alto teor em mucilagens (ácido algínico e alginatos, fucoidina, laminarina), proteínas, vitaminas (A, B1, B2, B3, ácido fólico, B12, C, D, E, K) e minerais (cálcio, ferro, iodo, magnésio, potássio, silício, sódio); contém ainda manitol, fibras (celulose), aminoácidos (arginina), ácidos gordos ómega-3, polifenóis (floroglucinol), fitosteróis e pigmentos (clorofila e carotenóides, incluindo a fucoxantina). Cheiro a mar, sabor salgado. Acção terapêutica Por ser uma fonte de iodo orgânico, a Laminária estimula e tonifica a glândula tiróide, favorecendo a sua normal produção de hormonas e aumentando o metabolismo. Além disso, as mucilagens aumentam de volume quando absorvem água, originando no estômago uma sensação de saciedade e reduzindo o apetite. Tem sido por isso recomendada no tratamento do hipotiroidismo, bócio, obesidade e celulite. Esta alga é igualmente utilizada nas inflamações gastrintestinais e colites, pela sua acção suavizante sobre as mucosas digestivas, e na obstipação ou diarreia pelos efeitos laxantes e simultaneamente reguladores. É tónica e remineralizante, estando indicada em situações de fadiga e raquitismo. Pode ainda ser útil nas dores articulares, psoríase e dermatoses em geral pelas propriedades

diuréticas, depurativas e desintoxicantes. Limpa o corpo de radiações e previne o crescimento de tumores. Outro dos benefícios da Laminária é o seu contributo na prevenção das doenças cardiovasculares e AVC’s, uma vez que reduz os factores de risco.Assim, esta alga diminui os níveis de colesterol e triglicéridos, combate a agregação das plaquetas e evita a elevação da homocisteína; além disso, mantém a elasticidade e flexibilidade das artérias, mantendo a saúde dos vasos sanguíneos. Outras propriedades Usada externamente, a Laminária suaviza, remineraliza e tonifica a pele, favorecendo o adelgaçamento, sendo empregue em caso de envelhecimento prematuro, rugas, pele seca e frágil, inflamações da pele, prurido e celulite; é igualmente indicada na limpeza da pele. Tradicionalmente é utilizada em feridas, úlceras cutâneas e hemorragias superficiais. Como tomar • Uso interno: Decocção: 100 gramas por litro de água; deixar primeiro a macerar e depois ferver. Tomar uma chávena antes das refeições. A Kelp encontra-se em xarope, cápsulas e comprimidos, em simples ou fórmulas, para o hipotiroidismo, emagrecimento, celulite e reforço da imunidade, entre inúmeras outras indicações. Em pó, pode ser tomada com água ou sumo, ou adicionada a iogurtes, sopas ou saladas de frutas. Constitui uma excelente alternativa ao sal. O Kombu é muito utilizado na cozedura das leguminosas, pois evita a formação de gases intestinais ao mesmo tempo que as torna mais macias e digeríveis. Pode ainda ser adicionado na confecção de cereais e pratos de vegetais. • Uso externo: Em gel, para o emagrecimento e celulite. Também pode ser utilizada em envolvimentos. Precauções A Laminária está contra-indicada em caso de hipertiroidismo, hipertensão arterial, desidratação e em concomitância com cardiotónicos. Doses superiores a 150 µg de iodo podem desencadear um quadro de hipertiroidismo – fazer tratamentos curtos. Externamente, não são conhecidos efeitos adversos. Devido à possível contaminação com metais pesados, só devem ser usadas preparações devidamente controladas. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.


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visita do vice-primeiro-ministro da China, Liu He, a Washington, dá início esta quarta-feira a uma nova ronda de negociações para tentar evitar mais uma escalada na dura guerra comercial entre a China e os Estados Unidos. Se os negociadores chineses e norte-americanos, que esta semana se reúnem em Washington, nada acordarem, a partir do próximo dia 2 de Março os EUA imporão um aumento de tarifas, de 10 por cento para 25 por cento, em cerca de 200 mil milhões de dólares de produtos importados da China. O vice-primeiro-ministro da China vai sentar-se à mesa com o representante do Departamento de Estado do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e com o secretário de Estado do Tesouro, Steven Mnuchin, durante uma ronda de negociações que durará apenas dois dias, mas que tem uma muito preenchida agenda de trabalhos. A ronda de negociações que começa esta quarta-feira procura evitar que se concretize a ameaça dos EUA de aumentar significativamente as tarifas das importações vindas da China, em resposta a um aumento de impostos decretada pelo Governo chinês, no final de 2018, para as importações vindas dos EUA.

EUA/CHINA NEGOCIAÇÕES PARA TRAVAR ESCALADA DE TAXAS COMERCIAIS

Água na fervura

A ronda de negociações que começa esta quarta-feira procura evitar que se concretize a ameaça dos EUA de aumentar significativamente as tarifas das importações vindas da China

À margem da cimeira do G20 na Argentina, em Dezembro passado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o Presidente da China, Xi Jinping, concordaram avançar nas negociações sobre as questões estruturais desta disputa comercial, incluindo “transferências tecnológicas, protecção da propriedade intelectual,

ciber intrusão, serviços e agricultura”, como ficou estipulado num comunicado após esse encontro informal. Nas últimas semanas, Donald Trump tem manifestado optimismo relativamente ao desenlace desta nova ronda de negociações. “Eu conheço bem o Presidente Xi e estou certo de que nos vamos

entender muito bem, nesta questão”, afirmou Trump, aos jornalistas, na semana passada.

EM BUSCA DE EQUILÍBRIOS

Mas os analistas são muito mais cépticos, sobretudo tendo em conta a posição dura adoptada pelo negociador norte-ameri-

cano, Robert Lighthizer, que dificilmente cederá em algumas áreas sensíveis, nomeadamente no que diz respeito às questões de patentes e de propriedade intelectual, onde os chineses se queixam de intransigência por parte dos EUA. Do lado dos EUA, Lighthizer levará um pedido para que a China se comprometa a aumentar o volume de compras aos EUA, para equilibrar uma balança comercial que Donald Trump já considerou “demasiado inclinada” para o lado chinês. Do lado da China, o vice-primeiro-ministro deverá insistir numa posição mais flexível por parte dos norte-americanos relativamente às acusações sistemáticas de roubo de patentes. Para o final destas negociações, não é esperado nenhuma declaração conjunta, mas espera-se que os negociadores consigam chegar a acordo sobre um pacote de propostas que serão depois apresentadas aos dois presidentes. No final de uma ronda de negociações em Maio passado, mesmo com uma declaração conjunta, o Presidente Donald Trump acabou por rejeitar as conclusões do entendimento, levando a guerra comercial para o ponto inicial de divergências.

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DIREITOS HUMANOS ACTIVISTA FUNDADOR DE PORTAL CONDENADO A CINCO ANOS DE PRISÃO

HUAWEI PEQUIM EXIGE RETIRADA DE PEDIDO DE EXTRADIÇÃO DE EXECUTIVA

M tribunal chinês condenou ontem a cinco anos de prisão o activista Liu Feiyue, fundador de um portal de notícias sobre direitos humanos, por “subversão contra o Estado”, informou a organização Human Rights Watch (HRW). Em comunicado, a HRW pediu às autoridades do país asiático que anulem a sentença e libertem Liu, “sem condições”. A acusação de “subversão contra o poder do Estado” é frequentemente usada pelas autoridades chinesas contra activistas e dissidentes. Liu fundou o portal Civil Rights & Livelihood Watch (CRLW) em 2006 e foi detido no final de 2016, na sua casa em Suizhou, centro da China, acusado de “receber ajudas do exterior” para “incitar à subversão”. Além dos artigos que publicou naquele portal, Liu produziu relatórios anuais sobre violações dos direitos humanos na China, desde 2014 até ser preso. “Perseguir o editor de um portal de defesa dos direitos humanos mostra como o Governo chinês teme que se denunciem

China pediu aos EUA que retire o pedido de extradição da directora financeira do grupo chinês de telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou, que permanece sob fiança no Canadá, por ter alegadamente violado sanções contra o Irão. Geng Shuang, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, afirmou que Washington “mostrou desrespeito pelos graves protestos” de Pequim no caso de Meng. A directora financeira da Huawei foi detida, no início de Dezembro passado, em Vancouver, a pedido dos EUA, por suspeita de que o grupo chinês tenha exportado produtos de origem norte-americana para o Irão, violando as sanções impostas por Washington. Os EUA formalizaram, entretanto, o pedido de extradição de Meng, alegando que a Huawei fez negócios com o Irão através de uma empresa de Hong Kong, e que assim enganou os bancos dos EUA,

U

abusos dentro da China”, afirmou, em comunicado, Wang Yaqiu, pesquisador da HRW. Wang classificou a decisão de “paródia judicial”, que visa “assustar outras pessoas”. “Liu Feiyue e outros deram voz a muitas pessoas alvos de abusos pelas autoridades chinesas, o que revela que o Governo chinês ainda tem muito a esconder quando se trata de violações dos direitos humanos”, acrescentou. A mesma nota denunciou que foi negado a Liu o direito à assistência jurídica e outras infrações. As autoridades retiraram mesmo a licença de um dos advogados de Liu, Weng Donghai.

A

fazendo-os acreditar que as duas empresas não estavam relacionadas. “Pedimos aos EUA que retirem imediatamente o mandado de prisão contra Meng Wanzhou, e que parem com o pedido de extradição”, disse. O caso suscitou já uma crise diplomática entre Pequim e Otava. Após terem ameaçado o Canadá com “graves consequências” caso não libertasse Meng, as autoridades chinesas detiveram Michael Kovrig, antigo diplomata do Canadá, e Michael Spavor, empresário que organiza viagens turísticas e eventos desportivos na Coreia do Norte. Um tribunal no norte da China anunciou ainda a repetição do julgamento do canadiano Robert Lloyd Schellenberg, condenado, em 2016, a 15 anos de prisão, por tráfico de droga, mas cujo último veredicto, na semana passada, ditou a sua condenação à pena de morte.

AVISO REGIME PARA A SISTEMATIZAÇÃO DO PROCESSO DE CONSULTA DAS EMPREITADAS DE OBRAS PÚBLICAS RENOVAÇÃO DE INSCRIÇÃO NA D.S.S.O.P.T.

Nos termos do disposto no nº 1.8 da Descrição do Funcionamento do Regime para a Sistematização do Processo de Consulta das Empreitadas de Obras Públicas (2011), avisa-se, por este meio, a todos os construtores civis e empresas que aderiram ao aludido Regime para procederem, no período compreendido entre 1 à 28 de Fevereiro de 2019, durante as horas de expediente, na Secção de Atendimento e Expediente Geral da DSSOPT, a renovação da respectiva inscrição, caducando findo este prazo. O impresso para o pedido de renovação poderá ser pessoalmente levantado na DSSOPT, encontrando-se também disponível para download no portal electrónico desta DSSOPT (www.dssopt.gov.mo), sendo ainda aceite fotocópia do aludido impresso. Assim sendo, ficam desde já notificados os construtores civis e empresas sobre a renovação da respectiva inscrição, pelo que não serão individualmente notificados quanto a este assunto. Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, aos 28 de Janeiro de 2019. O Director dos Serviços,Substituto SHIN CHUNG LOW KAM HONG


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Não te fies do tempo nem da eternidade

De gritos

diário de um editor

João Paulo Cotrim

plementares», que acaba perguntando se a ilha bárbara de Cervantes, nesta novela póstuma, não será «o reverso infernal da iniciática “ilha angélica, pintada” n’ Os Lusíadas». Mas a correspondência conceptual entre Os Lusíadas e Don Quixote encontra-a, está bem de ver, na utopia. «A épica – ou anti-épica – camoniana remete para o seu oposto arcádico numa idealizada Idade de Ouro recuperável num imaginado futuro. A anti-épica – ou épica – cervantina deriva de uma idealizada ética cavaleiresca que recuperasse valores equivalentes aos arcádicos num presente imaginado.» Apesar destas leituras refrescantes, até em ambiente institucional, cada 10 de Junho parece afastar-nos mais da Ilha dos Amores.

HORTA SECA, LISBOA, 20 JANEIRO Chegou há dias, mas só agora consigo lamber a cria: «Desenhos em Volta de Os Passos de Herberto Helder», que reúne os desenhos da Mariana [Viana] feitos a partir do célebre livro «em contramão», na feliz expressão da posfaciadora, Diana Pimentel (capa algures na página). Neste volume, o primeiro em parceria com a Imprensa Nacional, incluímos ainda frases soltas, deliciosamente manuscritas pelo Luis [Manuel Gaspar], e carta de HH acerca do trabalho, com que se maravilhou, e na qual confessa o desagrado com «Os Passos em Volta», afinal, com a sua obra, «que, se me ponho a perscrutar, me vai cada vez menos satisfazendo.» Alguns dos bichos da Mariana esticam os pescoços à maneira retrátil dos velhos telescópios. Ora este seu livro resulta do mesmo expediente, estica para surrealizantes imagens o texto incandescente de HH. Apesar dos espelhos aqui e ali, não procura tanto reflectir o texto, mas interpretá-lo. À maneira de uma encenação, que inclui cenários, falas, gestos e luz. Levou ao limite a animalidade que os contos – ou capítulos de romance, segundo alguns – contêm e escolheu o corpo como matéria. O cão virou marinheiro, mas não se deixou ficar na mera antropomorfização. A genética visual permite as mais díspares combinações e o geneticista enlouqueceu. A copa da árvore pode agitar cabeças de cão, com elegância. Mas os passos da aranha perturbam na sua semelhante com um bebé. De um mamífero pode sair simplesmente um peixe, mas logo dar-se uma obscura transmutação em ser do indizível. Corpos cruzam corpos, mergulham uns nos outros, voam como se se atravessassem, abolindo as matérias, as diferenças entre carne e céu, entre água e exosqueleto, entre ramos e pele. As cenas, apesar de soltas, estão prenhes de energia, movimento e som. Impossível ser assim no silêncio. Nem nos sonhos. Ecoa a frase, que naquela grafia de minúcias parece agora locomover-se: «Serei um colecionador de gritos?» INSTITUTO CAMÕES, LISBOA, 21 JANEIRO Chego atrasado à sessão dobrada em C, de Camões e Cervantes, mas ainda a tempo de ouvir o Luis [García Montero], director do Instituto Cervantes, primeiro, e logo depois o Helder [Macedo] fazerem o elogio do mau comportamento. Mais: reclamando a sua urgência. As figuras maiores de ambas as culturas foram brigões, sofreram no corpo os combates, enfrentaram as leis, civil e religiosa, experimentaram a prisão, viveram aventurosamente, conheceram a miséria. Opinaram e escreveram, se não contra, apesar da maioria e do seu tempo. Camões anunciou o direito à felicidade na terra. Para desenhar o humano, Cervantes

fez da escrita o que lhe deu na gana. A assembleia nem pestanejou, as afirmações não fizeram risco na solenidade. O pretexto eram dois volumes, «Cervantes Y Portugal – Historia, Arte y Literatura», sob organização de Aurelio Vargas Díaz-Toledo, José Manuel Lucia Megías (Ed. Estratégias Criativas), compilando as actas de colóquio de 2016, e «Camões e Cervantes – Contrastes e Convergências» (ed. Institutos Cervantes e Camões), com dois ensaios de Helder Macedo e Carlos Alvar. Do lado castelhano, Alvar recolhe os indícios da relação de Cervantes com Lisboa, sobretudo a partir do seu póstumo

«Os Trabalhos de Persiles e Sigismunda. História Setentrional», relato de uma peregrinação, que começa em mortífera ilha, no Círculo Ártico, e se insere em tradição peculiar e com ecos em certo trabalho que estamos prestes a editar, por coincidência. Não se alonga, Cervantes, mas basta para apresentar os portugueses como grandes na escrita de epitáfios e na morte por amor. Sobra ainda extraordinário pintor capaz de em um dia compor tela… épica. Faz-se hábito, o brilhantismo do Helder nas sínteses, somando como poucos a erudição e o pensamento desafiante. Volta a acontecer neste «Luís de Camões: os opostos com-

MYMOSA, LISBOA, 22 JANEIRO Algumas desatenções podem resultar em explosiva surpresa. Trazendo o assunto Antero para a mesa dos projectos, imaginado futuro que nos dai hoje, sou apresentado pela Manuela [Rêgo] ao Andrea Ragusa. Não tinha dado pelo lançamento destes «Pensamentos», do Giacomo Leopardi (ed. Edições do Saguão), e inopinadamente recebo-os da mão do tradutor (com Ana Cláudia Santos). Folheio-o e logo ressalta que «o mundo é uma liga de malandros contra os homens de bem, e de vis contra os generosos». Apoiados nestas reflexões curtas, entramos, qual caminhantes, em plena natureza humana. Descrição de costumes, observação aguda, digestão da experiência, reflexão livre, eis perfume do que se encontra nestas páginas bilingues e tratadas que nem jardim barroco. Contrariando alguma filosofia, tropeçamos no tédio, apresentado como «o mais sublime dos sentimentos humanos», já que «o não poder contentar-se com nenhuma coisa terrena, nem, por assim dizer, a terra inteira; considerar a amplidão inestimável do espaço, o número e a mole maravilhosa dos mundos, e achar que tudo é pouco e pequeno para a capacidade do próprio espírito […] – parece-me a mim o maior sinal de grandeza e de nobreza que se possa ver na natureza humana.» Chega o Carlos [Morais José] e evoca, de imediato, a cena do «Amarcord» onde a comparação de Leopardi com Dante se faz frase de engate. Valha-nos S. Fellini, padroeiro das grandes verdades! E depois encontram-se pérolas de auto-ajuda (editorial). «Diz la Bruyére uma grande verdade: que é mais fácil um livro medíocre ganhar fama em virtude de uma reputação já adquirida pelo autor, do que um autor ganhar reputação por meio de um livro excelente. A isto pode acrescentar-se que talvez a via mais directa para adquirir fama é afirmar com segurança e pertinácia, e de todas as maneiras possíveis, tê-la adquirido.»


ARTES, LETRAS E IDEIAS 17

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DIVINA COMÉDIA Nuno Miguel Guedes

A amizade que se perde

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RA um daqueles dias que Lisboa costuma oferecer em Janeiro: um sol de Inverno esplêndido, um azul límpido e com um gume doce que contraria qualquer assomo de tristeza. Estava sentado na esplanada do café do costume com um velho amigo, observando em silêncio quem passa. A amizade antiga tem esta coisa maravilhosa: não se inquieta com o silêncio do outro; compreende-o e partilha-o sem questões ou ansiedades. E assim nos mantínhamos, resistindo ao frio que se fazia sentir até a menina Marina – a sábia do bairro – disparar de forma inatacável: «Está frio». Pois estava, concordámos nós de forma estremunhada, o silêncio quebrado. Mas o meu amigo pareceu aproveitar a boleia das palavras da menina Marina e sem aviso perguntou-me: - Conheces alguma canção sobre a perda de um amigo? - Sobre a morte de um amigo?, indaguei surpreendido. - Não. Sobre o fim da amizade. Sobre a morte de um amigo mas em vida, amigos que deixam de o ser, que se zangam. Conheces? Aqui tenho de fazer uma pausa para explicar o porquê do enunciado da pergunta. Gosto e conheço muitas canções devido a, entre outras coisas, ter o inócuo defeito de ver a vida também como um musical – cada emoção, cada situação que enfrento é passível de ter banda sonora apropriada. Esta convicção já me levou a ter de suportar olhares reprovadores em lugares públicos quando começo a trautear baixinho, sobretudo em repartições de Finanças. Enfim, mais uma vez divago. Adiante. De forma apressada respondi com duas canções, uma mais conhecida do que outra: o auto-explicativo We Used To Be Friends, dos Dandy Warhol; e o famoso canto de separação de Lennon e McCartney, Two Of Us. Em ambos os casos são expressões dolorosas, a primeira mediana e a outra genial – mas ambas com um fundo negro de dor por sarar. E foi só depois de exibir mais uma vez o breviário de conhecimentos inúteis que me habita que percebi: o meu amigo estava a sofrer. Tinha perdido uma amizade que julgava – como tantas vezes julgamos – ser para a vida. Uma zanga por motivos que para aqui não interessam deitou fora um património acumulado de anos, que nada nem ninguém podem substituir. Sei do que escrevo, sei como o olhei porque me reconheci: a perda de uma amizade – essa flor de cristal que exige uma terna vigilância – pode ser e muitas vezes é mais sentida do que qualquer amor. Já me aconteceu, infelizmente, e mesmo enquanto escrevo esta

crónica tenho de enfrentar demónios que julgava desfeitos. A perda de uma amizade não é fácil justamente pela raridade que é tê-la e mantê-la. Muitas vezes dói mais do que a separação amorosa. Num texto magnífico, escrito no século XVII, D. Francisco de Portugal explica a diferença entre amizade e amor: «O amigo pretende para o que sempre ama, e o amante para o que pode deixar de amar. Um cuida de si, outro descuida-se de si». E deixa esta verdade bela como a neve: « (…) a amizade é uma afeição reverente, ou um amor envergonhado, que tem mais de prazer do que

desejo.». Isto, quando se vai em vida, é insubstituível. Para os amigos que partem deste mundo teremos sempre a saudade e o fraco consolo de termos sido vítimas de uma lei que um dia também nos irá condenar. Mas a amizade que se perde

Despedimo-nos com um abraço que dizia sem o dizer: Não me deixes que a vida já é o que é

por afastamento intencional não dói pela distância: magoa pela proximidade, pela impossibilidade de chegarmos ao que já esteve em nós e está agora tão perto. E fica sempre um grão de culpa – improvável, rasteira, insidiosa culpa. O dia pareceu ficar mais frio. Ouvi os lamentos do meu amigo sem saber o que responder pela simples razão de que nenhuma resposta iria servir. Ao despedirmo-nos, abraçámo-nos sem uma palavra embora ao mesmo tempo estivéssemos a dizer “não me deixes, que a vida já é o que é”. Sim, deveria haver mais canções sobre isto.


18 (f)utilidades TEMPO

POUCO

?

NUBLADO

O QUE FAZER ESTA SEMANA Diariamente 49 | PAISAGEM MUTANTE EXPOSIÇÃO

Museu 7 de4Arte0de Macau 5 8| Até 10/02 3 2

6 9 EXPOSIÇÃO 3 9 | JARDIM 1 2BRILHANTE 6 8 0 7 4 Museu de Arte de Macau | Até 24/02 2 5 9 8 7 6 1 0 3 EXPOSIÇÃO WONG7 0 3 | “REENCARNAÇÃO” 4 6 1 2DE ALLEN 8 5 Creative Macau 6 7 2 4 5 0 9 1 8 EXPOSIÇÃO | “REENCARNAÇÃO” DE ALLEN WONG 9 0Macau8 1 3 5 7 4 2 Creative 8 6 3 9 4 7 5 2 1 EXPOSIÇÃO | OBRAS PRIMAS DE ARTE RUSSA 5| Até122/47 0 2 9 4 3 6 MAM 4 8 6 7 0 1 3 9 5 1 2 5 3 9 4 6 8 0

1 5 4 9 3 6 0 8 2 7

1 7 9 6 2 5 3 8 8 3 5 9 7 2 4 0 4 0 2 5 9 6 7 1 5 1 0 7 Cineteatro 3 8 6 4 0 9 8 3 6 4 1 2

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SECOND ACT SALA 1

GLASS [C] Um filme de: M.Night Shyamalan Com: Bruce Willis, James McAvoy, Samuel L.Jackson 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2

SECOND ACT [B] Um filme de: Peter Segal Com: Jennifer Lopez, Vanessa Hudgens, Leah Remini, Milo Ventimiglia 14.30, 19.30, 21.30

MORE THAN BLUE [B] FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS

Um filme de: Gavin Lin Com: Jasper Liu, Ivy Chen 16.30 SALA 3

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6 5 - 9 0 % 4•

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O CARTOON STEPH 52

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 52

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8 1 FILME 7 5 4 HOJE 3 6 0 UM 3 2 6 9 0 1 8 7 5 3 4 6 1 2 7 9

Já fui da opinião de que alguém 9 8acabar 2 com 0 7o sofrimento 4 1 3 devia de6M.7 Night 3 Shyamalan 2 8 0e abatê9 5 -lo a tiro. Depois de ver “Glass” 1 5de opinião. 0 4 Alguém 9 8 devia 3 2 mudei submeter o realizador a sessões 2 0 9 8 5 6 4 1 de vendas agressivas de colchões 7 4 1 ao 3 som 6 de 5 Maria 2 8 ortopédicos, Leal, durante 2 semanas 4 9 5 1 3 7 0sem6 dormir. No final, a sua vida seria 0 6 “Glass” 8 7 não 2 é9terrível 5 e4 poupada. isso é uma vitória para o cineasta que realizou “Sexto Sentido”. O filme junta as personagens de “O Protegido” e “Split” e vive da brilhante interpretação de James McAvoy, mas perde-se na mania do realizador de imprimir “twists” no argumento. Tenho calafrios só de pensar que houve quem comparasse Shyamalan a Hitchcock. João Luz

3 4 7 2 9 1 0 6 5 8 2 5 0 6 4 7 3 9 8 1

0 5 3 9 7 8 1 2 6 4 9 4 8 5 1 6 7 0 2 3

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PROBLEMA 53

59 7 8 0 4 2 1 6 9 5 3

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61 80 5 4 57 3 79 48 32 26 4 13 0 26 7 9 61 2 5 38 9 4 5 2 6 0 3 8 7 1

3 6 9 2 84 8 0 97 5 1 0 85 59 3 2 6 4 8 71 27 3 1 6 8 4 7 0 5 9 2

4 06 8 50 22 2 41 3 7 15 8 7 42 14 06 7 5 9 63 0 71 93 0 9 8 6 2 1 5 84 5 68 36 2 7 13 20 4 1 59 9 14 67 6 1 0 89 5 08 3

19 56 8 5 71 28 9 0 2 7 5 3 91 37 22 7 45 9 74 0 4 1 53 69 6 1 2 4 10 38 6 78 2 3 95 60 7 16 1 4 43 60 37 8 9 2 4 75 6 13 0 2 9 3 5 8 1 7 6 4

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30.1.2019 quarta-feira

3 4 8 7 5 9 3 6 3 9 1 4 2 0 4 9 8 3 B A H T 00 .42 5 Y U A N 1 . 1 97 3 7 5 6 8 0 5 6 7 1 8 VIDA DE CÃO 8 2 4 0 4 5 0 8 2 3 RACHAR LENHA 1 7 9 4 1 8 6 7 3 5 0 2

S U D O K U

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No céu está sempre tudo bem. Esta frase parece ser o mantra do Governo 52Macau, imune a qualquer crítica, de em especial vinda do exterior. Quando 7 54 26a RAEM 95 8na 9 7 12colocou a União3Europeia lista 9 de3paraísos 20 9não-cooperantes, 8 5 fiscais 1 87 4 42 os governantes bateram o pé e culparam 64 3o Ben5 8os deuses, 1 22o tempo, 6 0 os8critérios, fica, por aí fora. O mesmo acontece, 70 9 7 16 43 8 5 21 anualmente, com relatórios que incidem 2 6 liberdades 8 63 39e garantias. 0 1 4 sobre direitos, Esta semana foi a queda no índice 21 0 4 47 55 6 3de18 integridade da Heritage Foundation a 5 64o cepticismo 1 6 85das72autoridades 9 7 03 merecer locais. 7 Podia 3 escrever 9 8 uma 0 tese 1 sobre 2 6 esta instituição, com ligações umbilicais 86 Republicano, 4 03 0 7 ao Partido mas12 isso 9 são55 contas 1 para 31 08Hoje,4o tema 20 7 9 92outro5rosário. desta coluna é a desresponsabilização. O Governo de Macau ficou atrás da China no 54índice de integridade governativa. Prontamente, André Cheong sacudiu a água ao justificar 8 do7capote 72 54 03 0 8 1 a65posição da RAEM com alteração de critérios na 0 nível 3 de9desresponsabili5 2 1 54 26 Este avaliação. zação torna-se ainda mais 4 43 65 6 7preocupante 79 92 8 quando usado pelo Comissário contra a 1 8está 9 não 4 racha 7 5 9 2 Quem 70de4fora Corrupção. mesmo9lenha em Macau. Assim se 36 2 3 8 1 55faz 7 a integração “internacional” no Centro 0 5e Lazer, 4 de 3 costas 8 6 1 1de7Turismo Mundial totalmente 9 6 para 0 e4de33 08 viradas 57 o62mundo braços abertos apenas para o norte. A 5 31 em 4 parte, 0 pela 7 43 1afere-se, 26 capa89 92 maturidade cidade9 de 5 responsabilização, 8 60 89 54 7 31 76 assumindo culpas para corrigir o que está errado 0 88 9de que 2 a perfeição 3 7 46não 1 0 consciência com existe. João Luz

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7GLASS 6 | M. 4 NIGHT 9 0SHYAMALAN 3 8 1 5 3 8 1 2 6 7 0 3 4 6 0 5 1 9 2 2 8 9 7 1 5 3 6 1 0 5 6 4 9 2 7 8 7 2 3 9 0 4 5 0 2 1 4 6 8 5 3 9 5 3 8 7 2 1 4 4 1 0 2 8 7 6 9 6 9 7 5 3 4 0 8

TAKE POINT [C] FALADO EM COREANO LEGENDADO EM CHINÊS/INGLÊS Um filme de: Kim- Byung-Woo Com: Ha Jung-Woo, Lee Sun-Kyun 14.30, 16.45, 21.30

MORE THAN BLUE [B] FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Gavin Lin Com: Jasper Liu, Ivy Chen 19.30

www. hojemacau. com.mo

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida Mota; Vitor Ng Colaboradores Amélia Vieira; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Navarro de Andrade; José Simões Morais; Luis Carmelo; Michel Reis; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; João Romão; Jorge Morbey; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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opinião 19

quarta-feira 30.1.2019

RUI TAVARES in Público

OMEÇO por uma confissão desconfortável: até tenho amigos racistas. Você provavelmente também. Não ideólogos do racismo, que acordam, comem e respiram pensando como fomentar o ódio racial — esses, felizmente, são raros — mas vizinhos, conhecidos ou parentes que já vimos ter discurso ou atitude racista. Começando por dizer “Não sou racista, mas”. “Não tenho problemas com raça nenhuma, à excepção de.” “Eles também são racistas.” “Nós somos menos racistas do que.” E por aí afora. Vocês já ouviram, e eu já ouvi, racismo casual na rua, nas lojas, nos táxis e até nas universidades. É possível que se decidirem confrontar o facto, ouçam a resposta “racista, eu?! Eu até tenho amigos negros!”. Por isso comecei como comecei: talvez seja altura de deixar de usar os amigos negros como ás de trunfo para não se ser considerado racista, e começar a responder mais a quem evita admitir que o racismo é um problema pernicioso e permanente — e com impacto muito real e muito negativo sobre as vidas dos nossos concidadãos que não são brancos. A tréplica poderia ser: tens amigos negros? Então pergunta-lhes. Em vez de te apressares a dar a tua resposta por eles, explicando do alto da tua experiência por que achas que em Portugal “não há racismo” ou que ele “não é estrutural” ou que é “uma pauta da esquerda politicamente correcta”, inicia uma conversa. Tira tempo para ouvir, tempo para pensar, e depois pergunta outra vez. Talvez te surpreenda. Que te responderão? Não faço ideia. Os negros e todos os seres de gloriosas cores que não são a maioria na nossa sociedade têm — pasme-se — opiniões e experiências muito diversas. Talvez te contem muitas histórias como me contaram a mim. Como o amigo que recebeu uma chamada telefónica involuntária do agente imobiliário com quem era suposto encontrar-se dali a cinco minutos e o ouviu partilhar com outra pessoa um chorrilho de insultos cruéis e humilhantes sobre os negros. A maioria de nós não teve de passar por esta experiência. Mas o meu amigo ouviu também outra coisa: que o agente imobiliário estava exasperado porque de qualquer forma era muito difícil arranjar quem arrendasse casas a negros. E o mesmo poderíamos dizer sobre empregos, e transportes, e empréstimos no banco e inúmeros outros aspectos que — há estudos e estatísticas que o provam — tingem de preconceito racial e prejudicam a vida dos nossos concidadãos, pelo mero facto de terem a pele de outra cor. E sem sequer termos começado a falar do Bairro da Jamaica ou da Cova da Moura — onde dei aulas — e do estigma e da violência e da guetização que desses bairros fazemos. Como disse, as respostas são múltiplas. Já me aconteceu repetir perguntas sobre o racismo à mesma amiga e ouvir respostas diferentes com dez anos de diferença. Da mesma forma, as respostas tendem a

BARKLEY L. HENDRICKS, ICON FOR MY MAN SUPERMAN

C

Se “até tens amigos negros”, pergunta-lhes

ser diferentes dependendo das circunstâncias ou da geração de quem responde. E é aí que há agora uma diferença sensível que vale a pena salientar. Há agora uma geração de jovens negros e afrodescendentes em Portugal que não aceita reduzir-se — e ainda bem — à experiência colonial e exige apenas aquilo que lhes é devido: cidadania plena. E essa é uma excelente notícia, uma chamada à qual não podemos falhar. Nos dias a seguir à questão da violência policial no bairro da Jamaica o que mais ouvi foi homens brancos e de meia idade a pontificarem sobre como há ou não há racismo em Portugal, e até sobre como os negros devem ou não ser anti-racistas. Acho ótimo — é aliás o meu caso neste preciso momento. Mas por que não temos negros e negras (como Joacine Katar Moreira, ou Inocência Mata, ou Djaimilia Pereira, ou Regina Queiroz, ou Solange Salvaterra, ou Beatriz Gomes Dias, ou Cristina Roldão, para

Há agora uma geração de jovens negros e afrodescendentes em Portugal que não aceita reduzir-se — e ainda bem — à experiência colonial e exige apenas aquilo que lhes é devido: cidadania plena

citar só mulheres) com uma coluna permanente na imprensa, para escreverem não só sobre racismo mas sobre o que lhes der na gana? Se os negros estão na rua e nos nossos locais de trabalho, porque é que eles não estão nos jornais e nas televisões e na política? Em grande medida porque editores e líderes políticos se habituaram a pegar no telefone para ter opiniões de esquerda e de direita, do norte e do sul, e até do Benfica do Porto e do Sporting, mas acham que pegar no telefone para convidar um negro ou negra a escreverem ou virem ao programa ou serem candidatos nas eleições é “politicamente correto” (eu já peguei no telefone para fazer esses convites e não tenho vergonha de o dizer; é uma das coisas de que mais me orgulho na vida e tenciono fazer muito mais no futuro). Cidadania plena é mais do que ter o cartão de cidadão. É não ter de se provar que se é cidadão para se ser tratado como tal. É ver que se é incluído na vida do país onde se faz vida. É não aceitar ser objecto de suspeição. É estar no espaço público com a mesma dignidade da presença de quaisquer outros. Não é apenas andar nas ruas das nossas maiores cidades e cada vez mais pelo país todo. É estar nas televisões, e nos jornais, e na política, e no parlamento. Abram-lhes as portas. Não para lhes “dar” lugar ou dar “voz” — mas para fazer justiça ao lugar e à voz a que eles já têm direito.


A vaidade entre os vícios é o pescador mais astuto, e que mais facilmente engana os homens PALAVRA DO DIA

Padre António Vieira

quarta-feira 30.1.2019

TAILÂNDIA CAMPANHA PARA LIBERTAR FUTEBOLISTA DETIDO

A

Jornalistas com fronteiras Inquérito revela que condições de trabalho de correspondentes na China deterioraram-se em 2018

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E CE IO de ter o telefone sob escuta, atraso na emissão do visto, vigilância ou detenções durante reportagens: as condições de trabalho dos jornalistas estrangeiros na China deterioraram-se ainda mais, em 2018, segundo um relatório divulgado ontem. Um inquérito elaborado pelo Clube dos Correspondentes Estrangeiros da China (FCCC, na sigla em inglês), e a que responderam 109 jornalistas, “relata as piores condições para trabalhar na história recente da China”. No total, 55% dos jornalistas inquiridos acreditam que as suas condições de trabalho se deterioraram, em 2018 - contra 40%, no ano anterior.

O receio de estar a ser monitorizado foi uma preocupação para quase metade dos que responderam à pesquisa, enquanto 91% estavam preocupados de que os seus telefones estivessem sob escuta pelas autoridades.

ZONA DURA

Na região do Xinjiang, onde se estima que cerca de um milhão de membros de minorias étnicas chinesas de origem muçulmana estejam detidos em campos de doutrinação política, 24 dos 27 jornalistas que viajaram até à região afirmam terem sido perturbados no seu trabalho. Inicialmente, a China negou a existência daqueles centros, mas alega agora que estes visam combater o extremismo, oferecendo

“treino vocacional” aos detidos. Jornalistas estrangeiros que realizaram reportagens na região tiveram de apagar fotos ou gravações, interromper entrevistas e alguns foram detidos, segundo o inquérito.

Um inquérito elaborado pelo Clube dos Correspondentes Estrangeiros da China, e a que responderam 109 jornalistas, “relata as piores condições para trabalhar na história recente da China”

“Fui seguido ao longo de quase 1.600 quilómetros, por pelo menos nove carros e 20 pessoas”, relatou Nathan VanderKlippe, correspondente do jornal canadiano Globe and Mail. A China diz que os jornalistas estrangeiros têm o direito de entrevistar pessoas à sua escolha, desde que os entrevistados concordem, mas correspondentes denunciam a crescente pressão das autoridades. Muitos dizem que tiveram dificuldades em renovar os seus vistos, segundo a investigação da FCCC, uma organização que Pequim considera “ilegal”. Segundo a pesquisa, os jornalistas chineses em órgãos estrangeiros também foram perseguidos ou intimidados.

FILIPINAS POLÍCIA MATA SUSPEITO DA AUTORIA DO ATENTADO DE DOMINGO

A

PUB

polícia das Filipinas abateu a tiro um membro do grupo extremista Abu Sayyaf e está a investigar as suas possíveis ligações com os autores do atentado de domingo na catedral de Jolo, segundo a imprensa local. Adman Asilon, de 35 anos, morreu na segunda-feira num tiroteio com a polícia perto de sua casa, em Zamboanga, no sul das Filipinas, onde foram encontrados explosivos,

uma granada de mão e um litro de um produto químico que ainda está a ser analisado. Segundo a polícia, Asilon era um membro conhecido do Abu Sayyaf, que jurou lealdade ao grupo extremista Estado Islâmico, que reivindicou o ataque no domingo na província de Sulu, no sul, num território das Filipinas de maioria muçulmana. Duas bombas explodiram com quinze segundos

de diferença na catedral de Jolo, capital de Sulu, ataque em que morreram mais de 20 pessoas e 100 ficaram feridas, segundo o último balanço das autoridades. A polícia está a investigar o possível envolvimento de Asilon com a milícia Ajang-Ajang, a facção de Abu Sayyaf em Sulu que cometeu o ataque reivindicado pelo Estado Islâmico. “É muito cedo para dizer qualquer coisa. Zam-

boanga e Jolo estão longe, mas vamos investigar todas as hipóteses”, disse o porta-voz da Polícia Nacional, Bernard Banac, à CNN Filipinas. Duas explosões destruíram no domingo durante a missa a catedral situada na ilha de Jolo, bastião do grupo extremista Abu Sayyaf que não está ligado ao processo de paz em curso. Especializado em sequestros, o Abu Sayyaf também é acusado dos

piores atentados no arquipélago, em particular o realizado contra um ‘ferry’ que causou mais de 100 mortos em 2004. Os especialistas consideram que este ataque, um dos mais sangrentos dos últimos anos nas Filipinas, pode contrariar anos de esforços de paz que resultaram no referendo local da semana passada. O referendo validou a criação de uma nova região autónoma denominada Bangsamoro.

organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) lançou ontem uma campanha internacional para a imediata libertação do futebolista do Bahrein, Hakeem al-Araibi, com estatuto de refugiado na Austrália e que está detido pelas autoridades tailandesas. A campanha online #SaveHakeem quer conquistar o apoio de atletas e personalidades do mundo do desporto para pressionar as autoridades tailandesas a libertarem Al-Araibi e permitir o regresso à Austrália. Um responsável da HRW, Minky Worden, lamentou que a Tailândia mantenha o processo de extradição de Al-Araibi para o Bahrein, “onde enfrenta tortura ou pior”. As autoridades australianas concederam, em 2017, o estatuto de refugiado ao futebolista, que chegou ao país em 2014, em fuga do Bahrein após ter sido condenado à revelia a dez anos de prisão por danos causados numa esquadra de polícia. “Vários atletas, o Governo australiano, a FIFA e o Comité Olímpico Internacional pediram a libertação e a Tailândia deve permitir o regresso imediato” de Hakeem al-Araibi, indicou Worden, em comunicado. A iniciativa surgiu depois de as autoridades do Bahrein terem descrito como inaceitáveis os pedidos de libertação por parte da FIFA, ou do ex-capitão da selecção australiana de futebol Craig Foster. Hakeem chegou a Banguecoque, a 27 de Novembro, acompanhado pela mulher, vindo de Melbourne, para passar alguns dias de férias, quando foi detido no aeroporto tailandês, na sequência de uma notificação da Interpol. Embora a Interpol tenha retirado a notificação a 4 de Dezembro, o jogador continua detido num centro de imigração na capital tailandesa. A Tailândia não é signatária da Convenção das Nações Unidas sobre Refugiados, de 1951, e tem sido criticada por extraditar refugiados e requerentes de asilo para países onde são alvo de perseguição e de tortura.


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Hoje Macau 30 JAN 2019 #4221 by Jornal Hoje Macau - Issuu