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Hoje Macau 03 NOVEMBRO 2021 #4883

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LAG | PEREIRA COUTINHO

DESEJOS GORDOS PÁGINA 2

Nº 4884 QUARTA-FEIRA 3-11-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

hoje macau

As medidas impostas por Macau a quem quer entrar no território não têm paralelo em nenhum outro lugar do mundo. “Nem agora, nem nos piores momentos da pandemia”, diz o investigador e epidemiologista da Faculdade de Ciências da UL, Manuel Carmo Gomes, que não vê qualquer base científica para a imposição de quarentenas de 21 dias, no mínimo, a quem vem do estrangeiro. PÁGINA 5

PONTE HKZM

O FANTASMA DA OBRA PÁGINA 3

JOGO

OUTUBRO NEGRO PÁGINA 4

COP26

ESCRITOS PRESIDENCIAIS INSTITUTO DO DESPORTO

PÁGINA 8

GP MOTOS

SEM GRELHA DE PARTIDA ÚLTIMA

KINO

A VEZ DO EXPRESSIONISMO EVENTOS

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Ciência morta


2 política

3.11.2021 quarta-feira

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LAG COUTINHO QUER MAIS APOIOS E CASINOS A PAGAR “DESPESAS GORDAS” RÓMULO SANTOS

Toca a desembolsar

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deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), José Pereira Coutinho, defendeu na segunda-feira, perante o Chefe do Executivo o aumento da comparticipação pecuniária para 12 mil patacas e uma nova ronda de cartões de consumo no valor de 10 mil patacas. Além disso, num encontro que serviu para apresentar sugestões acerca das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano, Pereira Coutinho considerou que o Governo deve reforçar o apoio à população. Nomeadamente, atribuindo 10 mil patacas para quem foi forçado a terminar o vínculo laboral devido à crise gerada pela pandemia, a retoma do apoio de 7 mil patacas anuais aos idosos com mais de 65 anos por parte do Fundo de Previdência Central e o suporte aos grupos mais vulneráveis. “Solicitamos a comparticipação pecuniária de 12 mil patacas para o próximo ano, 10 mil patacas para o cartão de consumo e 7 mil patacas que têm de ser devolvidas aos idosos, porque deixaram de receber este apoio do FSS desde 2020. [Neste último caso], tudo somado são 21 mil patacas”, disse à saída da reunião, de acordo com a TDM-Canal Macau. “Todo o tipo de apoio (…) deve ser para os mais desfavorecidos e os que mais precisam.

RÓMULO SANTOS

Durante a reunião com Ho Iat Seng sobre as LAG do próximo ano, a ATFPM defendeu o aumento da comparticipação pecuniária para 12 mil patacas e nova ronda de cartões de consumo de 10 mil patacas. Pereira Coutinho defende ainda que as concessionárias do jogo devem pagar a manutenção do Metro Ligeiro e o novo Hospital das Ilhas

Pereira Coutinho, ATFPM “Todo o tipo de apoio (…) deve ser para os mais desfavorecidos e os que mais precisam. Nomeadamente, os acamados, doentes crónicos, idosos, famílias monoparentais e cuidadores informais.”

Nomeadamente, os acamados, doentes crónicos, idosos, famílias monoparentais e cuidadores informais. Ou seja, uma série de sectores que, com esta pandemia, estão a sofrer muito”, acrescentou. O deputado pediu ainda que o limite de 144 mil patacas de rendimentos em 2020 previsto para atribuir 10 mil patacas de apoio, seja alargado para 240 mil patacas, de forma a abranger mais trabalhadores do sector privado, profissões liberais e desempregados.

Face às dificuldades colocadas pela pandemia, a ATFPM defendeu também o prolongamento do subsídio de desemprego de três meses para um ano, aumentando o valor diário para 200 patacas, a penalização dos despedimentos sem justa causa e a entrada de jovens licenciados nos quadros dos serviços públicos.

Assumir responsabilidades

Pereira Coutinho apontou ainda o caminho da maior responsabiliza-

ção das operadoras de jogo para diminuir as despesas do Governo e canalizar verbas para apoiar a população. Segundo o presidente da ATFPM, as concessionárias devem ser incumbidas de pagar a factura de 900 milhões de patacas relativas à manutenção do Metro Ligeiro e ainda do futuro Hospital das Ilhas. “O Governo deve cortar nas despesas gordas, nomeadamente no Metro Ligeiro. Sugerimos, por exemplo, que as seis concessionárias sejam responsabilizadas pelo pagamento da manutenção do Metro Ligeiro (…) e pela manutenção do novo Hospital das Ilhas, no âmbito da parceria público-privada”, começou por explicar. “Nos últimos cinco anos, só em relatórios de consultoria foram quase 10 mil milhões de patacas. Não é melhor cortar aqui e manter todos os apoios sociais aos residentes de Macau? Sugerimos também que 3,0 por cento das receitas de jogo sejam atribuídas directamente a todos os residentes de Macau”, concluiu. Por sua vez, Ho Iat Seng prometeu fazer “o seu melhor” para promover medidas em prol do bem-estar, “quando as condições financeiras forem possíveis”. Já o secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, revelou que o Governo deu início à criação de uma plataforma de contratação pública para “simplificar procedimentos administrativos”. Pedro Arede

ELEIÇÕES NEGADA LIGAÇÃO ENTRE DESQUALIFICAÇÃO E ABSTENÇÃO

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M resposta a interpelação de Sulu Sou, o director dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP), Kou Peng Kuan reiterou que os desafios colocados pela pandemia e as condições meteorológicas adversas motivaram “em certa medida”, a vontade de voto de alguns cidadãos.

Sem estabelecer correlações entre a exclusão de candidatos por não serem fiéis a Macau e não defenderem a Lei Básica e aquela que foi a mais baixa taxa de participação desde a transição (42,38 por cento), os SAFP apontam apenas que as eleições para a Assembleia Legislativa (AL) aconteceram

de acordo com a lei. “As eleições (…) decorreram no cumprimento rigoroso das disposições da Lei Básica e da Lei Eleitoral (…), tendo a CAEAL exercido as suas competências de acordo com a lei, incluindo a apreciação da elegibilidade dos candidatos para assegurar a implementação do princípio ‘Macau

governado por patriotas’”, pode ler-se na resposta. É acrescentado ainda que, após rever todo o processo, a CAEAL vai apresentar um relatório final sobre as actividades eleitorais ao Chefe do Executivo, para “referência e estudo”. Recorde-se que Sulu Sou questionou se o Governo iria reconhecer que o

incidente da desqualificação foi das principais causas da “frieza” eleitoral registada e que garantias podem ser dadas para que a apreciação da CAEAL não seja “abusivamente utilizada” futuramente para excluir vozes críticas da AL. P. A.

AL VICTOR CHEUNG LAP KWAN FOI O QUE MAIS FALTOU

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ex-deputado Victor Cheung Lap Kwan foi o que mais faltou na última sessão legislativa, ao participar em apenas 16 dos 35 plenários da Assembleia Legislativa (AL). Este dado consta do último relatório relativo à quarta sessão legislativa da VI Legislatura da AL, que durou entre 16 de Outubro de 2020 e 15 de Outubro deste ano. Por sua vez, Ho Ion Sang, Vong Hin Fai, Ma Chi Seng, bem como os ex-deputados Ng Kuok Cheong e Au Kam San foram alguns dos que estiveram presentes em todos os plenários. Num total de 35 sessões plenárias, a taxa média de assiduidade dos deputados foi de 96 por cento, tendo-se realizado também 142 reuniões de comissões, com uma taxa média de assiduidade de 93 por cento. Nesta quarta sessão legislativa foram admitidas 15 propostas de lei. Uma vez que relatório foi produzido antes das eleições legislativas, mas só recentemente foi tornado público, o presidente da AL, Kou Hoi In, cujo mandato foi renovado, disse estar convicto que os deputados eleitos “vão cumprir a sua missão, não vão deixar de assumir a pesada responsabilidade que lhes compete, vão concentrar o espírito de solidariedade e a força de coesão sob a bandeira do amor pela pátria e por Macau”. Kou Hoi In acredita também que os membros da AL recentemente eleitos vão defender “com firmeza a ordem constitucional estabelecida pela Constituição e pela Lei Básica”, apresentando “um espírito mais empreendedor e vigoroso” e “abrir um novo capítulo nos trabalhos” da AL.


quarta-feira 3.11.2021

Crime Detido por fotografar por baixo de saias Um trabalhador não residente do Interior da China foi detido na sexta-feira por fotografar por baixo da saia de uma mulher num autocarro de transporte público. Tudo começou na quarta-feira, quando as autoridades receberam a queixa da mulher que afirmou ter sido fotografada nas pernas e no rosto e pedido ao homem para apagar as fotografias. Dois dias depois, com a ajuda da videovigilância,

O Comissariado contra a Corrupção revelou um caso suspeito de falsificação de documentos na contratação de trabalhadores locais. A empresa em questão é responsável pela manutenção e reparação do Edifício do Posto Fronteiriço da Ponte do Delta e tinha nos quadros um trabalhador local que saiu de Macau em 2015 e nunca mais voltou a entrar na região

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ALSIFICAÇÃO de documentos, “trabalhadores-fantasma” e apropriação de fundos de apoio no combate à crise provocada pela pandemia são alguns dos ingredientes do mais recente escândalo revelado na segunda-feira pelo

TOLERÂNCIA ZERO “O Governo da RAEM não tolera os infractores, uma vez verificada a existência de contratação ilegal ou irregular, será aplicada multa e revogada a autorização de contratação, acompanhada da privação do direito de pedir novas autorizações, por um período até dois anos”, respondeu ontem o gabinete do secretário para a Economia e Finanças. O Governo indica que atribui “grande importância ao caso suspeito”, descoberto pelo CCAC, de prestação de declarações falsas sobre dados de trabalhadores locais. A tutela de Lei Wai Nong anunciou que foram dadas instruções à DSAL para apreciar e aprovar, “de forma mais rigorosa”, os pedidos de importação e renovação de contratos de trabalhadores não residentes.

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as autoridades detiveram o homem que tinha no telemóvel mais de 30 mil fotografias do mesmo género. Interrogado pela Polícia Judiciária, o suspeito afirmou que não se lembrava onde e quando tirou as restantes fotografias. Segundo o jornal Ou Mun, o caso foi encaminhado para o Ministério Público e o indivíduo, com 47 anos de idade, é suspeito do crime de devassa da vida privada.

Burla Mãe e filha desfalcam jogador VIP em dois milhões A Polícia Judiciária (PJ) deteve na quinta-feira uma mulher de 25 anos por suspeitas de envolvimento, juntamente com a mãe, num esquema de burla perpetrado numa sala VIP localizada no NAPE. De acordo com o jornal Ou Mun, a vítima é um jogador que foi levado a fazer um depósito de dois milhões de dólares de Hong Kong (HKD) em troca de fichas de jogo no valor de quatro milhões. Após apostar, a vítima viria a ganhar quatro milhões de

HKD em dinheiro. Contudo, assim que pretendeu levantar o depósito de dois milhões que tinha feito, foi incapaz de o fazer, perante vários argumentos apresentados pela mãe da detida, que continua a monte. Por seu turno, ficou provado que a filha foi responsável por levantar o dinheiro da vítima da sala VIP, acabando por ser detida ao tentar sair de Macau através do posto fronteiriço das Portas do Cerco.

PONTE HKZM EMPRESA DE MANUTENÇÃO EMPREGOU “TRABALHADORES-FANTASMA”

Vão mas é trabalhar

Comissariado contra a Corrupção (CCAC). O organismo liderado pelo comissário Chan Tsz King anunciou ter encontrado indícios fortes de várias irregularidades na empresa responsável pela manutenção e reparação do edifício do Posto

Fronteiriço da Ponte Hong Kong – Zhuhai – Macau. Para começar, a empresa é suspeita de fornecer dados falsos sobre trabalhadores locais à Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) e ao Fundo de Segurança Social, assim como para solicitar importação de trabalhado-

res não residentes à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais. Aempresa, que não é identificada pelo CCAC, declarou aos serviços a contratação de 24 trabalhadores locais, seis destes que apresentaram “registos de movimentos fronteiriços anormais e raramente permaneciam em Macau durante o período de pagamento de contribuições da segurança social”. O CCAC descreve ter descoberto o caso de “alguém que saiu de Macau em 2015 e nunca mais voltou a entrar na RAEM” nos quadros da empresa. No decurso da investigação, alguns trabalhadores “confessaram que nunca tinham trabalhado na empresa” ou recebido salário, afirmando que o pagamento de contribuições à Segurança Social “era apenas para receber a pensão para idosos concedida pelo Governo no futuro”.

Labores fictícios

“Há fortes indícios de que os trabalhadores em causa são trabalhadores simulados”, aponta o organismo liderado por Chan Tsz King, acrescentando estar a ave-

Alguns trabalhadores “confessaram que nunca tinham trabalhado na empresa” ou que “recebido nenhum salário”, e que as contribuições à Segurança Social “eram apenas para receber a pensão para idosos” riguar a veracidade dos restantes empregados locais. O caso foi denunciado ao Ministério Público, pela suspeita do crime de falsificação de documentos. Acresce ainda que no ano passado cada trabalhador, dito local, da empresa em questão recebeu 15 mil patacas “de apoio pecuniário ao combate à epidemia”. Facto que levou o CCAC a comunicar à DSF o recebimento de montantes indevidos. João Luz


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Com os novos surtos de covid-19 a deitar por terra a Semana Dourada, as receitas brutas dos casinos registaram em Outubro o pior resultado do ano. As receitas fixaram-se em 4,3 mil milhões de patacas, uma queda anual de 40 por cento. Ben Lee acredita que as receitas totais de 2021 serão de 80 mil milhões de patacas

3.11.2021 quarta-feira

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JOGO OUTUBRO FOI O PIOR MÊS DO ANO E REGISTA QUEDA INÉDITA

De tombo em tombo

Talvez um dia

Citado pela TDM - Rádio Macau, o consultor de jogo e sócio-gerente da IgamiX Ben Lee não se mostrou surpreendido com os resultados alcançados em Outubro, apesar de terem ficado ligeiramente abaixo da estimativa fixada entre 4,5 a 5 mil milhões de patacas.

O pior resultado do ano acontece num mês que costuma ser tradicionalmente forte, devido ao período de feriados da Semana Dourada, quando Macau recebe um grande número de turistas

É

o pior resultado do ano e a primeira vez desde o início da pandemia que as receitas brutas dos casinos de Macau registam quebras anuais. Contrariando a progressiva recuperação dos últimos meses, em Outubro de 2021 as receitas dos casinos caíram para 4,3 mil milhões de patacas, ou seja, menos 40 por cento (2,9 mil milhões) em relação ao Outubro de 2020, quando as receitas se fixaram em 7,2 mil milhões de patacas. De acordo com a Direcção de Inspecção e Coorde-

fronteiriças, à testagem em massa de toda a população e à quebra do número de turistas provenientes do Interior da China, com reflexos quase imediatos nos casinos.

nação de Jogos (DICJ), em termos mensais as receitas brutas dos casinos em Macau desceram 25,7 por cento em Outubro, para o pior resultado de 2021. Isto, tendo em conta que em Setembro, as receitas fixaram-se em 5,8 mil milhões de patacas e que a facturação de Outubro ficou abaixo dos resultados

Construção Salários médios subiram 2,7%

O salário diário médio dos trabalhadores da construção subiu, em termos trimestrais, 2,7 por cento durante o período entre Julho e Setembro. O vencimento diário médio de um residente foi 973 patacas, enquanto o não-residente recebeu 699 patacas por dia no terceiro trimestre de 2021, valores que representaram subidas de 1,1 por cento e 5,1 por cento respectivamente. Detalhando por profissão, a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos revelou que a remuneração diária de um instalador de alumínio/vidro foi de 729 patacas, um técnico de sistema de ar condicionado auferiu por dia em média 822 patacas, enquanto quem monta equipamento para combate a incêndio ganhou 837 patacas. Estas foram as profissões que tiveram maiores aumentos ao longo do terceiro trimestre do ano, entre 12,4 e 7,8 por cento. No fundo da escala, os armadores de ferro e os carpinteiros de acabamento ou cofragem tiveram redução de salários, entre 2,8 e 1,6 por cento.

de Agosto (4,4 mil milhões de patacas), o pior resultado do ano até então. Quanto à receita bruta acumulada desde o início do ano, registaram-se ganhos de 57,3 por cento, dado que o montante total gerado entre Janeiro e Outubro de 2021 foi de 72,15 mil milhões de patacas, mais 26,28 mil

milhões de patacas do total acumulado nos primeiros dez meses de 2020 (45,85 mil milhões). Na projecção inicial para 2021, o Governo tinha previsto receitas no valor de 130 mil milhões de patacas. Recorde-se que o pior resultado do ano acontece num mês que costuma ser

Turismo Visitantes chegam aos 30 mil

Na passada sexta-feira, o número de turistas a entrar em Macau voltou a atingir o patamar dos 30 mil visitantes. De acordo com a Direcção dos Serviços de Turismo (DST), o número de turistas que entram no território tem aumentado, devido à estabilização da pandemia e “ao efeito gradual das promoções”. “Mediante as fortes ofensivas de divulgação, o número de visitantes chegados a Macau nos últimos dias voltou a subir. Na sexta-feira passada (dia 29) entraram em Macau 30.512 visitantes, e no sábado (dia 30) registaram-se perto de 30 mil visitantes (29.990)”, pode ler-se no mesmo comunicado. Para o futuro próximo, a DST está apostada na promoção de eventos como o Grande Prémio de Macau e o Festival de Gastronomia em Novembro, e ainda o Festival de Luz e a Gala de Drones, agendadas para Dezembro.

tradicionalmente forte, devido ao período de feriados da Semana Dourada, que traz a Macau um grande número de turistas. Além disso, o estado de emergência decretado no território no final de Setembro na sequência dos surtos de covid-19 levou à imposição de restrições

Sobre as receitas de 130 mil milhões de patacas previstas pelo Governo, Ben Lee considerou as projecções “muito optimistas”, prevendo que, numa altura que faltam dois meses para o final do ano e com as receitas mensais a manter-se abaixo das 10 mil milhões de patacas, “chegaremos às 80 mil milhões de patacas” no final de 2021. Para o especialista, a normalização do sector do jogo apenas será alcançada em 2024, com a retoma do número de visitantes, acreditando, contudo, que as receitas brutas de jogo não voltarão a alcançar os valores de 2019. Pedro Arede

Lei do jogo Consulta pública teve 359 participações A consulta pública sobre a revisão da lei do jogo contou com 359 participantes, incluindo cidadãos, representantes das operadoras e trabalhadores do sector. Em comunicado, a Direção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) informou que, no período de consulta de 45 dias, que terminou na sexta-feira, foram realizadas oito ses-

sões de consulta pública e uma sessão de consulta dedicada a sectores específicos, tendo usado da palavra "73 pessoas individuais e representantes de associações". Na consulta participaram "cidadãos, representantes das operadoras do jogo, representantes dos promotores do jogo [e] trabalhadores do sector", além de associações e

membros dos serviços sociais e dos sectores jurídico e educacional, que apresentaram "opiniões e sugestões" sobre os "nove pontos principais" do documento de consulta e temas relacionados. O relatório final será divulgado "após o tratamento e a análise sintética de todas as opiniões e sugestões recolhidas", informou ainda a DICJ.


quarta-feira 3.11.2021

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Á-ME ideia de que essas medidas são mais para desencorajar as entradas em Macau do que propriamente por terem sustentação científica”, afirmou à Lusa o professor, investigador e epidemiologista da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. O investigador, figura frequente nas reuniões do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde), vai mais longe e diz não conhecer mais nenhum local do mundo que tenha utilizado medidas dessa natureza. “Nem agora, nem mesmo nos piores momentos da pandemia”, frisou. No melhor dos cenários, um residente, ao entrar em Macau, com um teste negativo à covid-19 ao embarcar, tem de fazer 21 dias de quarentena dentro de um quarto de hotel, mesmo estando inoculado com as duas doses da vacina. Durante esses 21 dias, são feitos vários testes à covid-19. Depois ainda tem de passar por um período de sete dias de autogestão em que está impossibilitado de ir a restaurantes, serviços públicos, entre outras restrições. Para que a sua vida possa regressar ao ‘normal’, tem ainda de fazer um último teste à covid-19. “Não vejo a lógica nisso”, disse o investigador, que foi um dos peritos ouvidos pelo Governo de Portugal. “Acho isso tudo muito exagerado, nomeadamente para pessoas que estão completamente vacinadas. Não percebo a lógica dos 21 dias”, frisou Manuel Carmo Gomes, recordando que Portugal teve sempre 14 dias para quarentenas, período que, na sua opinião, “já está no limite, porque é isso que se sabe acerca da duração máxima do período de incubação”. “Não vejo bases científicas para restrições tão fortes. Acho que há aí uma componente de querer ter certezas absolutíssimas de

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COVID-19 QUARENTENA E RESTRIÇÕES DE VIAGEM SEM BASE CIENTÍFICA

Orgulhosamente fechados O epidemiologista Manuel Carmo Gomes disse à Lusa que não vislumbra bases científicas para restrições de viagens e quarentenas, no mínimo de 21 dias, impostas a pessoas provenientes do estrangeiro. Além disso, considera que a insistência na política de zero casos “atrasa o inadiável” que a pessoa não vai transmitir”, afirmou.

Anticorpos não são vírus

Há também a possibilidade de a quarentena no quarto de hotel ser de 28 dias, caso a análise de sangue feita pelas autoridades já em Macau mostrar que a pessoa possui anticorpos para a infecção, ou seja, que já teve covid-19. Esta diferenciação do número de dias de quarentena devido aos anticorpos é também, na opinião do investigador, injustificada. “Estar a usar ter ou não ter anticorpos como critério, acho que as bases científicas para isso são muito ténues. Por isso também não percebo”, justificou o epidemiologista, reforçando: “Não vejo qual é a fundamentação sólida para esse tipo de restrições”. A acrescentar a estas regras, existe ainda mais uma restrição: as pessoas que tenham tido covid-19 e pretendam regressar ao território só o podem fazer dois meses depois da manifestação da doença ou da data do primeiro teste positivo, sendo que, antes do embarque, têm de mostrar um certificado de recuperação da doença, além de um teste com resultado negativo. Em conferência de imprensa, as autoridades de saúde justificaram a medida afirmando que, "segundo a experiência de Macau, um paciente, depois de ter [tido a] infecção, até passar a ser negativo, leva dois meses ou mais (…), e durante esse período pode ter situações de recaída".

"Aqui em Macau, um doente da primeira vez que deu positivo até desaparecer o vírus, ou seja, [até] ter resultado negativo (...), demorou cerca de um a dois meses. Por isso, durante esse período, há um certo risco de infectar outras pessoas", explicaram. Questionado pela Lusa, Manuel Carmo Gomes detalhou as razões científicas que demonstram que esta medida é injustificada. “Nós sabemos que com

a covid-19, e não só com a covid-19, depois de as pessoas recuperarem da infecção, durante muito tempo continuam a excretar RNA do vírus”, começou por explicar. “Mas isso não significa de maneira nenhuma que estejam infecciosas. A partir do momento em que somos infectados, o vírus multiplica-se e faz biliões de cópias. Entretanto, o nosso sistema imunitário responde e nós acabamos por controlar a infeção,

O epidemiologista Manuel Carmo Gomes diz não conhecer mais nenhum local do mundo que tenha utilizado medidas semelhantes às aplicadas por Macau, “nem agora, nem mesmo nos piores momentos da pandemia”

recuperamos, mas ainda ficamos com muitas cópias do RNA do vírus, que vão sendo excretadas ao longo do tempo”, prosseguiu. Contudo, frisou, “esse tipo de excreção do RNA não é infeccioso". “Se eu agarrar nos vestígios de RNA do vírus passado um mês e meio, dois meses, e tentar fazer uma cultura do vírus em laboratório, ele não é viável, portanto ele não é infeccioso”, justificou o investigador português.

Vacinas e o zero absoluto

O epidemiologista considerou que territórios como Macau que insistiram na política de zero casos de covid-19 não provocaram a necessidade às pessoas de se

vacinarem e “estão apenas a atrasar o inadiável”. “É muito difícil sem ter uma vacinação muito alta conseguir aguentar com medidas dessas. Estão apenas a atrasar o inadiável”, afirmou. Passado mais de um ano e meio desde o início da pandemia, a ‘receita’ do território permanece quase inalterada. Macau continua praticamente fechado ao mundo, proibindo a entrada a estrangeiros não residentes, e as novas medidas epidémicas vão no sentido contrário à esmagadora maioria de outros países e territórios. Esta receita, na opinião de Manuel Carmo Gomes, é contraproducente, porque apesar de ser possível controlar a propagação de casos através de fortes confinamentos, esta política provoca uma sensação de segurança, que pode desincentivar a população de se vacinar. “Países que apostaram na política de zero casos rapidamente perceberam que a população não adere à vacinação, porque não sente que existe um perigo real. É o caso da Nova Zelândia e da Austrália, que já abandonaram a política de casos zero e estão a apostar na vacinação”, detalhou. Segundo os últimos dados divulgados na passada quinta-feira, a taxa de vacinação em Macau situava-se em menos de 51 por cento da população.


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3.11.2021 quarta-feira

Lugar ao E

KINO FESTIVAL COMEÇA AMANHÃ E TRAZ O CLÁSSICO “METROPOLIS”, D

IFFAM Proibição de entrada de estrangeiros justifica cancelamento A Directora dos Serviços de Turismo (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, confirmou ontem que a organização do Festival Internacional de Cinema de Macau (IFFAM na sigla inglesa), não faz parte dos planos para este ano. De acordo com o canal chinês da TDM-Rádio Macau,

a responsável justificou o cancelamento da edição de 2021 com as medidas anti-epidémicas em vigor, que continuam a impedir a entrada de estrangeiros no território. “A falta de um ambiente internacional, faria com que o festival perdesse interesse”, apontou a direc-

tora da DST. Por seu turno, Chong Cho Kio, presidente da Associação da Indústria de Cinema de Macau lamentou o cancelamento do festival, que tem contribuído para o desenvolvimento da indústria cinematográfica de Macau e o intercâmbio entre produtores internacionais e locais.

IPIM ABERTAS INSCRIÇÕES PARA FEIRA DE PRODUTOS DE MACAU - GUANGZHOU

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Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) anunciou que estão abertas as inscrições, até 12 de Novembro, para a “Feira de Produtos de Macau - Guangzhou 2022”, que terá lugar entre 7 e 9 de Janeiro de 2022, no Poly World Trade Expo Center, em Guangzhou. As empresas interessadas no evento podem descarregar o formulário de inscrição na página do IPIM. A inscrição custa 2.000 patacas, mas são disponibilizados “benefícios de stands de exposição padronizados, alojamento, transporte para pessoal e carga, armazenamento e contratação de trabalhadores temporários”.

Podem ser expostos produtos fabricados em Macau, produtos de marca de Macau e produtos de marcas estrangeiras agenciados por empresas de Macau (os produtos oriundos dos Países de Língua Portuguesa serão ponderados com prioridade). A feira de produtos é um evento de cariz económico e comercial que materializa o estreitar de relações económicas entre a capital de Guangdong e Macau. O próximo certame terá na agenda actividades como bolsas de contacto e negociações de compras para servir de plataforma de cooperação entre as empresas de Macau e de Guangzhou.

KA-HÓ DOCUMENTOS HISTÓRICOS DAS LEPROSARIAS DE MACAU EM EXPOSIÇÃO

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OI inaugurada no sábado a exposição “Lugar de Esperança - Exposição de Documentos Históricos das Leprosarias de Macau”, que terá um carácter permanente e visa contar ao público a história da antiga leprosaria situada na vila de Ka-Hó, em Coloane. Além da exposição, abriu também portas a Vila de Nossa Senhora de Ka-Hó, após concluído um trabalho de restauro iniciado em 2013. Antes deste processo “as cinco casas e o antigo espaço recreativo

encontravam-se em diferentes graus de degradação e envelhecimento”, adianta o Instituto Cultural (IC), que decidiu realizar o restauro de cada edifício “de acordo com os seus materiais e a configuração arquitectónica original”. A Vila de Nossa Senhora de Ka-Hó foi, entretanto, incluída no terceiro grupo dos bens imóveis, incluindo a Vila de Nossa Senhora (Antiga Leprosaria de Ká-Hó) e a Igreja de Nossa Senhora das Dores. A exposição, que pode ser visitada

no antigo centro de actividades e casa adjacente, apresenta quase uma centena de arquivos e materiais seleccionados das colecções guardadas pelo Arquivo de Macau. É também apresentado um estudo sobre o desenvolvimento das instalações para o tratamento da lepra no território. Além disto, a mostra “procura ainda evidenciar o papel pioneiro assumido pela sociedade na promoção de acções de assistência a pacientes leprosos e na difusão do humanitarismo em Macau”. Está também disponível para visita uma segunda exposição que fecha portas a 6 de Maio do próximo ano. O IC promove ainda várias palestras temáticas sobre este capítulo da história de Macau.

Pela sexta vez, o festival de cinema alemão chega a Macau fruto da parceria entre a associação CUT e o Instituto Goethe de Hong Kong. O KINO destaca o movimento expressionista do cinema alemão e traz ao território o clássico “Metropolis”, de Fritz Lang. As exibições têm lugar no Cinema Alegria e na Casa Garden

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associação CUT, que geriu anteriormente a Cinemateca Paixão, traz de volta a Macau o festival de cinema alemão KINO. A sexta edição arranca amanhã e apresenta cinco novos filmes além de clássicos do Expressionismo alemão, como “Metropolis”, de Fritz

Lang. As exibições acontecem entre esta sexta-feira e domingo, e ainda entre os dias 12 a 14 de Novembro, no Cinema Alegria e na Casa Garden. Os cinco novos filmes apresentados são a expressão de vários géneros cinematográficos e temas, como ficção científica, comédia, amor ou história. O cartaz inclui também

quatro clássicos do Expressionismo alemão, onde, além de “Metropolis”, figuram “The Cabinet of Dr. Caligari”, “Nosferatu” e “The Golem: How He Came into the World”, títulos que acabaram por influenciar realizadores contemporâneos como David Lynch e Tim Burton. Estes clássicos alemães deixaram também a sua marca no clássico de Ridley Scott “Blade Runner”, por exemplo. Os bilhetes estão à venda desde o dia 25 de Outubro e podem ser


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eventos 7

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Expressionismo

DE FRITZ LANG

O KINO volta a acontecer no sábado dia 13, na Casa Garden, com a

BERLIN

Metropolis no Alegria

THE GERMAN LESSON

adquiridos online, tendo um custo de 70 patacas. O cartaz começa esta sexta-feira, às 19h30, com a exibição de “Kiss me Before it Blows Up!”, um filme de 2020 de Gershon Klein. Este filme retrata uma história de amor que ultrapassa fronteiras e culturas, com a história de amor de duas mulheres israelitas que se apaixonam por uma mulher alemã e um homem da Palestina. Depressa as diferenças sócio-culturais entre famílias se tornam demasiado evidentes, gerando situações de tensão. No domingo é dia de exibir, também no CinemaAlegria, às 16h30, o filme “The Kangaroo Chronicles”. Ainda neste dia, o público poderá ver, às 19h30 na Casa Garden, o clássico “Nosferatu”, que inspirou muitos outros filme de terror. “Nosferatu” conta a história de um vampiro que vive luxuosamente no seu castelo e que procura o sangue de uma bela mulher, enquanto espera uma oportunidade para regressar ao mundo. Já “The Cabinet of Dr. Caligari” é exibido no sábado, às 19h30, também na Casa Garden, retrata a vida de um homem sonâmbulo que hipnotizado comete uma série de crimes. Este filme é visto como uma metáfora do crescimento do Nazismo naAlemanha nos anos 30 e sobre os acontecimentos que antecederam a II Guerra Mundial uma submissão quase irracional a uma nova autoridade fascista. O KINO prossegue no fim-de-semana seguinte com a exibição, dia 12, de “The German Lesson”, que se baseia num dos mais famosos romances alemães da literatura do pós-II Guerra Mundial. A história passa-se, portanto, no período pós-1945, quando Siggi Jepsen, um jovem detido, tem de escrever um ensaio, que só consegue ver a luz do dia quando o seu autor se encontra preso. Depressa vêm ao de cima as memórias do seu pai, polícia, que teve de banir uma pintura do artista expressionista Max Ludwig Nansen para responder aos desígnios nazis. Siggi, então com 11 anos de idade, depressa se vê envolvido num conflito que lhe traz as tristes memórias do passado. “The German Lesson” venceu dois prémios e recebeu três nomeações em festivais.

Além de “Metropolis”, figuram no cartaz “The Cabinet of Dr. Caligari”, “Nosferatu” e “The Golem: How He Came into the World”, títulos que acabaram por influenciar realizadores contemporâneos como David Lynch e Tim Burton

exibição, às 15h, do filme “Berlin Alexanderplatz”, seguindo-se, no domingo, “Tides”, exibido no Cinema Alegria às 16h30. Este é um filme que explora a temática actual do abuso de recursos naturais e da necessidade de protecção do meio ambiente, decorrendo numa altura em que o planeta Terra é afectado por uma catástrofe global. É então que a colónia espacial Kepler resolve organizar uma missão para analisar em que condições se encontra o planeta, onde a vida humana se tornou impossível. Também no dia 13, é exibido “Metropolis”, às 21h30, à volta do qual foi construída toda a imagem

gráfica do KINO. Nesta obra-prima do cinema, Fritz Lang experimenta, pela primeira vez, efeitos especiais que mais tarde se tornariam comuns para muitos realizadores. “Metropolis” é um filme distópico e futurista que conta a história de um mundo que se divide em duas classes sociais: os que se divertem e bebem a toda a hora, e os restantes que trabalham até à morte. Em “Metropolis”, Fritz Lang imagina um mundo com robots sem pensamento próprio, que se limitam a cumprir as regras impostas por um regime. Mesmo aqueles que outrora se rebelavam contra o sistema.

Domingo, dia 14, é exibido, na Casa Garden e às 19h30, mais um clássico: “The Golem: How he came into the world”, filmado em Praga. Esta obra foi realizada

Em “Metropolis”, Fritz Lang imagina um mundo com robots sem pensamento próprio, que se limitam a cumprir as regras impostas por um regime

por Karl Freund e traz novamente para o ecrã leituras sobre o período político da Alemanha à época, marcado pelo anti-semitismo e pelo nazismo. Além da exibição dos filmes, o KINO apresenta também uma palestra, protagonizada por Derek Lam, onde os amantes do cinema poderão aprender mais sobre o movimento expressionista alemão. Esta palestra será transmitida online e está agendada para sábado, dia 19h, entre as 18h e as 19h. A.S.S.


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COP26 XI JINPING PEDE MAIOR APOIO AOS PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO

Tem de tocar a todos Covid-19 Detectados 71 casos nas últimas 24 horas A China detectou 71 casos de covid-19, nas últimas 24 horas, 54 por contágio local e os restantes oriundos do estrangeiro, anunciaram ontem as autoridades de saúde do país. Os casos locais foram detectados no município de Pequim (um), nas regiões autónomas da Mongólia Interior (dois) e Ningxia (um) e nas províncias de Heilongjiang (27), Gansu (oito), Hebei (oito), Jiangxi (dois), Shandong (três) e Qinghai (dois). Os restantes 17 casos

foram diagnosticados em viajantes provenientes do estrangeiro, nos municípios de Xangai (leste), Pequim (norte) e Tianjin (norte) e nas províncias de Zhejiang (leste), Yunnan (sul), Fujian (sudeste), Guangdong (sudeste) e Guangxi (sul). A Comissão de Saúde da China adiantou que o número total de casos ativos é de 912, entre os quais 35 graves. Desde o início da pandemia da covid-19, o país registou 97.314 casos da doença e 4.636 mortos. PUB.

EDITAL Edital n.º: 75/E-BC/2021 Processo n.º: 245/BC/2021/F Assunto: Início de audiência pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local: Rua do General Rodrigues n.º 9, Edf. Tak Va, escada comum do edifício e parte do terraço sobrejacente à fracção 5.º andar A, Macau. Lai Weng Leong, Subdirector da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pelo Despacho n.º 04/SOTDIR/2021, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 33, II Série, de 18 de Agosto de 2021, faz saber que ficam notificados o dono das obras e o proprietário dos locais acima indicados, cujas identidades se desconhecem, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que nos locais acima indicados realizaram-se as seguintes obras não autorizadas: Obra 1.1 Construção de um compartimento com cobertura metálica, tubos metálicos de abastecimento de água e paredes em alvenaria de tijolo na parte do terraço sobrejacente à fracção 5.º andar A.

Infracção ao RSCI e motivo da demolição Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação.

O Presidente chinês enviou uma mensagem escrita à 26.ª conferência do clima das Nações Unidas (COP26), que reúne em Glasgow, até 12 de Novembro, mais de 120 líderes políticos. Xi Jinping apelou ao sentido de responsabilidade dos países mais ricos para apoiarem os países em desenvolvimento na luta contra as alterações climáticas e comprometeu-se a promover uma “economia verde”

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I Jinping, destacou segunda-feira a responsabilidade dos países mais ricos no combate às mudanças climáticas, defendendo mais apoio aos países em desenvolvimento. A observação, citada pela agência de notícias chinesa Xinhua, é feita numa declaração escrita submetida à 26.ª conferência do clima das Nações Unidas (COP26), em Glasgow, da qual está ausente. Na mesma declaração, o Presidente disse que a China pretende dar prioridade a uma "economia verde", com grande investimento em energia solar e eólica, mas sem adiantar detalhes. “Vamos promover um sistema económico verde, de baixo carbono e circular a um ritmo mais rápido, avançar com o ajuste da estrutura industrial e controlar o desenvolvimento irracional de projetos de uso intensivo de energia e emissões elevadas”, afirmou. Xi revelou pretender publicar planos de implementação específicos com calendários mais precisos para áreas-chave como a energia, indústria,

aceleração da transição verde. “Quando se trata de desafios globais como as mudanças climáticas, o multilateralismo é a receita certa”, vincou.

Últimas oportunidades

construção e transporte, e para sectores-chave como o carvão, electricidade, ferro e aço e cimento, bem como medidas de apoio em termos de ciên-

“Quando se trata de desafios globais como as mudanças climáticas, o multilateralismo é a receita certa.” XI JINPING PRESIDENTE DA CHINA

cia e tecnologia, captura de carbono e incentivos fiscais e financeiros. A China tem como meta atingir o pico das emissões de gases com efeito de estufa em 2030 e a neutralidade carbónica em 2060, 10 anos mais tarde do que a maioria das grandes economias mundiais. Na declaração, citada pela Xinhua, o chefe de Estado chinês apela ainda a todos os países para tomarem "acções mais firmes”, defendendo um consenso multilateral, uma aposta em acções concretas e a

Região

1.2 Instalação de um portão metálico na Infracção ao n.º 4 do escada comum entre os 4.º e 5.º andares. artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação. 2. Sendo as escadas comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M de 9 de Junho. As alterações introduzidas pelos infractores nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto caminhos de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, as obras executadas não são susceptíveis de legalização pelo que a DSSOPT terá necessariamente de determinar a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada. 3. Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de 4 000,00 a 40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração e/ou de segurança do edifício. 4. Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data da publicação do presente edital, assim como requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI. 5. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadasosna Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau (telefones n. 85977154 e 85977227). RAEM, 27 de Outubro de 2021 Pela Directora de Serviços O Subdirector, Subst.º Lau Koc Kun

Mais de 120 líderes políticos e milhares de especialistas, activistas e decisores públicos reúnem-se até 12 de Novembro, em Glasgow, na Escócia, na 26.ª Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre alterações climáticas (COP26) para actualizar os contributos dos países para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030. A COP26 decorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial. Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que, ao actual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC.

JAPÃO LÍDER DO PRINCIPAL PARTIDO DA OPOSIÇÃO ANUNCIA DEMISSÃO

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UKIO Edano, o líder do principal partido da oposição do Japão, anunciou ontem a sua demissão após os resultados decepcionantes das eleições gerais de domingo, em que o partido no poder venceu. O Partido da Constituição Democrática do Japão (CDPJ) ganhou 96 lugares na Câmara Baixa

do Parlamento japonês nas eleições, contra 110 na legislatura anterior, apesar de concorrer como bloco com quatro outras forças progressistas da oposição. "Eu estava a trabalhar para formar um Governo, mas o que obtivemos foi um resultado decepcionante", disse Edano numa reunião do comité executivo do seu partido, que

foi noticiado nos meios de comunicação locais. "Peço desculpa pela minha incapacidade de liderar o partido", acrescentou o político, que disse que assumiria a sua responsabilidade ao renunciar à sua posição à frente do PCDJ, partido que liderava desde 2017. Edano era conhecido e respeitado pelos

japoneses por ser o rosto e porta-voz mais visível do governo durante a crise nuclear de Fukushima 2011 sob o agora extinto executivo do Partido Democrático do Japão. O LDP do primeiro-ministro Fumio Kishida ganhou 261 lugares em 465 na Câmara Baixa nas eleições de domingo,

ganhando uma confortável maioria com o seu parceiro no poder, o Partido Budista Komeito, e o quarto mandato consecutivo do partido conservador. O partido tem governado o Japão quase ininterruptamente desde 1955, sendo as únicas excepções os períodos 19931996 e 2009-2012.


quarta-feira 3.11.2021

divina comédia

NUNO MIGUEL GUEDES

Por estes últimos tempos os respigadores dos absurdos do quotidiano estão de barriga cheia, tal a carga que os dias lhes têm generosamente oferecido. Basta assistir a um noticiário ou apenas olhar à sua volta para poderem voltar para a casa com a sensação de dever cumprido. Obrigado que estou a atravessar o que o mundo me está a oferecer tendo a esconderme em trivialidades ou aparentes fogosfátuos, bolas de sabão luzidias que rebentam sem fazer mal a ninguém. E por isso foi sem surpresa que a notícia em que mais me detive foi a da proibição dada à rainha Isabel II, em convalescença de uma pequena cirurgia, de poder beber o seu Dry Martini diário. Isto tem mais do que se lhe diga. Por um lado, aproxima o comum dos mortais de um ser humano que parece levitar sobre os demais; e para mim, que sou desde sempre um indefectível admirador da monarca e eu próprio apreciador dos doces prazeres do álcool, veio despertar um forte sentimento de solidariedade. A rainha, que assistiu a imensos grandes e pequenos estadistas da história da Humanidade irem e virem e que detém um dos mais exigentes empregos do mundo, bem precisa de um copo ao final do dia. Merece, diria. Como de resto todos nós, há tanto tempo. Talvez quase desde o início. No admirável Drink: a social history, de Andrew Barr (1995), lê-se logo na introdução que o álcool desempenhou um papel fundamental nas sociedades humanas desde o sedentarismo, assumindo variadíssimas formas, desde lubrificante social a instrumento para rituais religiosos passando por meios de matar a sede sem contrair doenças, auxílio

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Elogio da embriaguez O CÉLEBRE APELO DE BAUDELAIRE À EMBRIAGUEZ RECONHECIA TRÊS MODOS DE O FAZER, DE FORMA ADVERSATIVA ENTRE ELES: DE VINHO, POESIA OU VIRTUDE. POR MIM FICO COM OS DOIS PRIMEIROS à digestão ou um alimento no sentido mais literal do termo. Mas, como lembrou um amigo há algumas noites e no lugar mais apropriado – um bar – existe outra pergunta que, aqui chegados, urge fazer: porque bebemos? Porque bebemos tanto? A resposta a esta pergunta teve na devida altura o tom adequado: teorias fantásticas, risos e mais encomendas de rodadas. Só que analisada a frio e a sóbrio vemos que não se trata de questão despicienda. A verdade, receio, é esta: precisamos da embriaguez. Não serei o primeiro nem o último a escrevê-

lo, estou certo. Mas as verdades atravessam o tempo e os pobres coleccionadores de palavras como eu. Bebemos para nos transcendermos e para nos salvarmos uns dos outros. O famoso aforismo nietzcheano de que o homem é algo que tem de ser superado encontra aqui o seu verdadeiro sentido. A realidade é demasiado lúcida. Temos necessidade dessa imperfeição que nos oferece a ilusão de que por breves instantes somos perfeitos. A alma e o corpo nunca irão entender-se já que a primeira pensa na imortalidade enquanto o segundo faz questão de nos atirar com a finitude. E é do corpo que nos escondemos nessas alturas, por mais que ele nos faça lembrar da sua existência no dia seguinte. Bogart dizia, e com alguma razão, que o mundo estava sempre com dois whiskies de atraso. Nós bebemos para empatar a partida, não para ganhála. Isso, já sabemos, é tarefa inútil. Mas andar em busca do empate mesmo por alguns momentos compensará. Mas atenção: o álcool é apenas a forma mais primária de embriaguez, já que o ser humano a procura desesperadamente noutras formas – poder, riqueza, luxúria. Assim foi, assim é, assim será. Mas quem a quiser que a tome. Prefiro voltar aos conceitos primordiais da coisa. E tenho como respaldo o velho Chesterton que perorava que não é o álcool que degrada o homem mas sim o contrário. Por isso escolhei o vosso excesso com moderação e consciência, amigos. O célebre apelo de Baudelaire à embriaguez reconhecia três modos de o fazer, de forma adversativa entre eles: de vinho, poesia ou virtude. Por mim fico com os dois primeiros. E alguém devolva o Dry Martini à rainha.


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ELAS ESTIVERAM NAS PRISÕES DO FASCISMO | UARP | 2021

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Nem sempre a história do Estado Novo em Portugal se conta no feminino, mas este livro visa colmatar parte dessa lacuna ao contar histórias de mulheres presas no tempo da ditadura em Portugal. O regime de Salazar e Marcelo Caetano durou entre 1933 e 1974 e nesse período foram muitas as mulheres resistentes, sendo que algumas tiveram os seus filhos na prisão. Esta obra, editada pela União de Resistentes Anti-Fascistas Portugueses, conta a história que faltava e inclui ainda uma análise da legislação que, à época, descriminava bastante as mulheres. Andreia Sofia Silva

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C I N E M A

De forma a melhorar a qualidade de exibição nas salas, os nossos serviços estarão suspensos de 28 de OUTUBRO a 3 de NOVEMBRO. Pedimos desculpa por qualquer inconveniente causado. Obrigado pela vossa compreensão. Com os melhores

cumprimentos, 6 5 3 1 0 9 0 2 7 8 6 4 Cineteatro Macau 1 6 4 3 2 7 8 9 0 5 1 2 5 1 8 0 9 6 9 7 5 4 8 3 Propriedade 4 3 6Fábrica 7 de5Notícias, 8 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo 7 8M.Tavares; 9 2 Gonçalo 4 0Waddington; Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo 2 0 Paul 1 Chan 6 Wai 3 Chi; 5 Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Rasquinho; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 3 4 2 9 7 1 Welfare Morada Pátio da Sé, n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo

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macau visto de hong kong

opinião 11

David Chan

QUANDO ABRIMOS os jornais, vemos diversas notícias sobre os encontros do Chefe do Executivo com vários grupos, representantes de outros tantos sectores da sociedade. Os encontros destinam-se a auscultar a opinião destes representantes, a propósito da definição das estratégias do Governo para o próximo ano. Uma delas diz respeito à questão da terceira idade. Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos indicam que em 2020 Macau tinha 683.100 habitantes, dos quais 12.9 por cento com idades superiores a 65 anos. Depois de 2036, os idosos irão representar 20 por cento a 25 por cento da população. Faltam 15 anos para chegarmos a 2036, pelo que temos muito tempo para aperfeiçoar as políticas direccionadas para a terceira idade. Actualmente, o Governo de Macau atribui aos idosos o “Subsídio para Cidadãos Séniores”, (anual) no valor de 9.000 patacas e uma reforma mensal de 3.740 patacas, o que perfaz um total mensal de 4.500 patacas. O apoio financeiro que o Governo garante aos idosos é bastante bom. A comunicação social também noticiou que o Governo encomendou às Universidades um estudo sobre a possibilidade de implementação de um “plano de amortização reembolsável”. Este plano funciona como uma anuidade vitalícia. As pessoas entregam os seus bens como garantia (à partida propriedades) e recebem mensalmente um valor proporcional, até ao final das suas vidas. Aqui a diferença é que as pessoas não precisam de depositar grandes somas para terem direito à mensalidade. Esta modalidade é mais conveniente para aqueles que investiram em bens imóveis, mas que têm pouco dinheiro. É uma forma de aumentar o rendimento mensal dos pensionistas. A divida contraída nunca será paga em vida. Depois da morte do pensionista, os herdeiros podem pagá-la, ou caso contrário, a empresa financiadora toma posse da propriedade e vende-a em leilão. O estudo feito pela Universidade indica que actualmente a procura por este produto é baixa e, como tal, o plano, por enquanto, não vai para a frente. Grande parte dos serviços de saúde proporcionados pelo Governo de Macau são grátis ou de baixo custo, o que é bom para os idosos. Em termos de habitação, se uma família que se quer candidatar a uma habitação social tiver no seu seio um idoso, tem mais hipóteses de a obter do que se não tiver. A habitação social é uma política implementada pelo Governo para ajudar a resolver o problema da habitação em Macau, e não uma política especialmente concebida para a terceira idade. Nesse âmbito, o que existe actualmente são os “Apartamentos para Idosos”. Estes apartamentos proporcionam aos idosos serviços semelhantes aos de um

RÓMULO SANTOS

HABITAÇÃO SÉNIOR

hotel. A gestão destes apartamentos é semi-privada e como tal é necessário pagar uma renda, apenas acessível a pessoas com uma boa situação financeira. Assim sendo, o Governo poderia considerar a implementação de uma política de habitação social exclusivamente dedicada aos mais velhos. Pessoas que vivam sozinhas, casais idosos, ou irmãos que possam co-habitar. Esta medida evitaria que os pensionistas tivessem que esperar pela sua vez juntamente com todos os outros candidatos e permitiria que conseguissem uma casa mais rapidamente. Pode beneficiar não só os idosos, como também toda a sociedade; porque as

“O Governo poderia considerar a implementação de uma política de habitação social exclusivamente dedicada aos mais velhos.”

pessoas vão sentir que Macau é uma cidade onde podemos viver e trabalhar em paz. Se começarmos agora a pesquisar, a procurar terrenos e a construir, 15 anos vai ser o tempo à justa até o projecto estar concluído. No quadro da actual pandemia e da recessão económica que provocou, o Governo pode apostar na construção de infra-estruturas para estimular a economia e reduzir o desemprego; a criação de habitação social para os mais idosos também pode fazer as pessoas sentirem que Macau é um local para viver e trabalhar em paz e com alegria, o que fará aumentar o sentimento de pertença à cidade.

Professor Associado da Escola Superior de Ciências de Gestão/ Instituto Politécnico de Macau • Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau • legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog


“Uma perda pode converter-se num benefício e um benefício, numa perda.” PALAVRA DO DIA

Tau-te-King

quarta-feira

3.11.2021

GP MACAU DÚVIDAS E CERTEZAS DOS PILOTOS SOBRE A CORRIDA DE MOTOS

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Grande Prémio de Motos de Macau disputou-se ininterruptamente de 1967 a 2019, mas este ano será o segundo consecutivo sem a maior prova de motociclismo de estrada do Extremo-Oriente. Contudo, os pilotos esperam que a prova passe incólume aos efeitos da pandemia e que volte depressa, já em 2022. Mesmo antes da interdição da participação de concorrentes estrangeiros na 68.ª edição do Grande Prémio de Macau, a Associação Geral Automóvel Macau-China terá tentado novamente persuadir um grupo de concorrentes a realizar a prova este ano. Todavia, a quarentena obrigatória imposta a pilotos e técnicos das equipas terá inviabilizado quase imediatamente a ideia, dado que não haveria quórum para formar uma grelha de partida minimamente aceitável para os padrões exigidos. “Devido à situação que estamos ainda a passar e toda a incerteza, acho que se percebe o cancelamento”, afirmou ao HM o piloto português André Pires. “Vi que a opinião generalizada no meio foi de tristeza, pois todos os pilotos e mecânicos, como também o público, gostaria que fossemos [correr a Macau].” O motociclista de Vila Pouca de Aguiar, que este ano está a disputar o mundial de MotoE, para motos eléctricas, acrescenta que "sendo uma prova com grande prestígio, concordo que seja feito com todas as condições, como tem sido feito até aqui e sem restrições para não perder o prestígio e a magia que tem”.

Medos e receios

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Os adeptos das provas de “road racing” viram a pandemia fazer as suas vítimas. Tal como o Grande Prémio de Motos de Macau, a North West 200 ou a Ilha de Man TT também não se realizaram nos dois últimos anos. Pior, o Grande Prémio de Ulster, que também não se disputou, e até pode nem voltar. “Tivemos o Grande Prémio de Macau cancelado de novo este ano,

O HM ERROU

INSTITUTO DO DESPORTO

Olhar para o amanhã

SMG Temperatura desce a partir de domingo

Em menos de uma semana, a temperatura mínima em Macau vai baixar para 15°C. De acordo com a previsão dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, as temperaturas máximas e mínimas vão-se manter entre os 29°C e 24°C até sábado. No domingo, os termómetros vão baixar para uma amplitude térmica entre os 18°C e 27°C, e na segunda-feira baixam ainda mais, com a temperatura máxima a fixar-se nos 20°C e a mínima nos 15°C.

Combustível Pedida venda de gasolina sem chumbo 95

O deputado Ron Lam quer que, o Governo obrigue todos os novos postos de abastecimento a fornecer gasolina sem chumbo 95. Isto, quando as gasolineiras do território apenas disponibilizam combustível sem chumbo 98, um produto mais caro em cerca de 15 por cento e que, segundo Ron Lam, 99 por cento dos automobilistas de Macau são obrigados a comprar. Através de uma interpelação escrita, o deputado recém-eleito lembra que a lei que permite a distribuição deste tipo de gasolina mais barata em Macau foi criada em 2016, mas que, passados cinco anos, “ainda não está disponível nos postos”. Por escrito, Ron Lam quer ainda saber que medidas vão ser tomadas pelo Executivo para garantir a utilização justa e igualitária do Depósito Provisório de Distribuição dos Combustíveis da Ilha Verde, uma vez que “apenas cinco empresas” podem usar o equipamento sem pagar renda.

COP26 Japão promete forte redução das emissões de carbono o que sabíamos que ia ser o caso, é outra grande corrida de estrada que já não acontece há dois anos e não nos podemos dar ao luxo de ver mais nenhum importante evento cair do calendário”, disse o irlandês John Burrows, proprietário da equipa Burrows Engineering/ RK Racing, ao Belfast Telegraph. Raul Torras, que se estreou em Macau em 2018 com um aci-

“Estamos todos ansiosos para que possamos ir a uma grande prova como o Grande Prémio de Macau.” ANDRÉ PIRES PILOTO

dente nos treinos-livres, também espera que a prova da RAEM se aguente, mas partilhou com o HM os seus receios. “Quando o público não recebe o que espera, termina procurando alternativas”, teme o piloto espanhol, cuja mota desconstruída é uma das atracções do Museu do Grande Prémio de Macau. “Pode ser que esta ‘falta’ faça com que os fãs ou os espectadores procurem outras diversões e, consequentemente, no futuro, coloquem essa outra diversão à frente do Grande Prémio. Para os verdadeiros fãs e para os pilotos que querem correr em Macau; o interesse permanece intacto.”

Vontade de voltar

Com a temporada de 2021 a caminhar para o seu término, os pilotos

e as equipas começam a delinear 2022. Com a incerteza em redor do desenvolvimento da pandemia e as dúvidas legitimas sobre o futuro da corrida das motos em Macau, é difícil de antever o futuro. Porém, os intervenientes parecem seguros do que ambicionam. André Pires não esconde a vontade de regressar: “Estamos todos ansiosos para que possamos ir a uma grande prova como o Grande Prémio de Macau”. Raul Torras também tem nos planos da Toll Racing Team voltar ao Circuito da Guia: “espero poder estar em Macau no ano que vem. Com mais ‘ganas’ que nunca e poder agradecer aos fãs a sua fidelidade”. Sérgio Fonseca

O novo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, afirmou que o país vai insistir fortemente na redução das emissões de carbono. Falando aos jornalistas ontem antes de partir para Glasgow para a cimeira das Nações Unidas sobre o clima, Fumio Kishida garantiu: “Espero mostrar à comunidade internacional a forte determinação do Japão em alcançar a neutralidade de carbono até 2050” A viagem ao estrangeiro é a primeira de Kishida desde a sua tomada de posse há um mês. Tóquio anunciou em Abril uma meta de 46 por cento de redução até 2030, em relação a 2013, para atingir zero emissões de carbono até 2050. Espera-se também que Kishida mantenha conversações com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e alguns outros líderes durante a sua visita. A sua viagem acontece após uma eleição parlamentar fundamental na qual o seu partido no governo e o seu parceiro de coligação asseguraram a liderança (ver pág.8).


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Hoje Macau 03 NOVEMBRO 2021 #4883 by Jornal Hoje Macau - Issuu