Director carlos morais josé
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O corpo da tinta
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jing hao
lai man wa
“Estranho” suicídio página 7
opinião
Casual
tânia dos santos
morte cerebral
As regras da vida Página 4
pedofilia
Molestados em Coloane página 9
óbito
O bom da fita pub
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o regresso ˜ do campeao andré couto vencedor do campeonato gt300 no japão grande plano
grande plano
André Couto tornou-se campeão da prova nipónica GT 300 no circuito Autopolis. Foi no passado domingo que a equipa do piloto português de Macau recebeu a taça. Mesmo arrancando em 14º lugar e com 74 kg em cima
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lusa
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O
piloto de Macau, André Couto sagrou-se campeão da prova mundial de GT300 no passado domingo. Em parelha com o seu colega de equipa japonês Katsumasa Chiyo, completou o circuito Autopolis em segundo, mesmo tendo arrancado em 14º lugar da grelha de partida. Foi na sexta posição que passou o carro para Chiyo, que continuou a recuperar até chegar ao segundo lugar. A corrida, que se prolonga por mais de 300 quilómetros, foi dividida pelos dois atletas, que conseguiram uma recuperação notável com Nissan GT-R da Gainer. Além de partir bem atrás, ao carro de Couto foram ainda adicionados 74 kg, como obstáculo (handicap, em inglês). A corrida de domingo foi a sétima ronda das oito que completam o circuito de GT 300. Esta prova acontece a par com a GT 500, na qual os automobilistas têm que percorrer 500 quilómetros em vez de 300. A sétima ronda teve lugar em Autopolis, circuito localizado na Prefeitura de Oita. Segue-se agora a última ronda da prova, mas na qual André Couto não precisa de vencer, uma vez que já reuniu pontos suficientes para a sua equipa se sagrar campeã. Esta acontece em meados deste mês, em Motegi. Durante os treinos de sábado, o atleta confessou que o carro não era dos melhores da sua categoria e os pneus não eram “exactamente iguais”, mas tudo correu pelo melhor. “O que está feito, está feito e está para trás, portanto agora o nosso foco mental está na corrida de amanhã. Vamos fazer de tudo para recuperar da 14ª posição”, disse o automobilista no sábado passado.
Uma ultrapassagem de cada vez
A partir da sétima fila no início da corrida, a bandeira desceu e André Couto conseguiu ultrapassar quase todos os seus adversários. Durante a
nona volta, já o atleta estava em 12º lugar. A 17ª volta serviu para ultrapassar outros três atletas, ficando na 10ª posição. Foi ao final de 35 voltas que André Couto passou o comando para as mãos de Katsumasa Chiyo, com a equipa já em quinto lugar. O japonês continuou a corrida até chegar, na 51ª volta, ao segundo lugar. Ao HM, o campeão garante a parte mais difícil da corrida de domingo foi ultrapassar os rivais que estavam na casa das dezenas. “Não me estavam a facilitar a vida. Estavam a ser um pouco agressivos a guiar e eu tinha que ter mais cautela para não bater, pelo que demorei um bocado mais a desembaraçar-me deste pelotão, mas consegui”, afirmou orgulhosamente. A pista de Autopolis “desgasta muito os pneus”, mas Couto justificou que tanto a maquinaria do automóvel
Automobilismo André Couto sagra-se campeão de GT300 no Japão
Um prémio com como os pneus usados fizeram jus ao esforço que esta sétima ronda exigia. O regulamento do presente campeonato responde a uma série de exigência para tornar as provas mais competitivas. Uma das normas é que as equipas com mais pontos devem partir em desvantagem. Esta premissa somou ao carro de Couto uns notáveis 74 kg numa posição quase final. E mesmo assim conseguiu alcançar o pódio. Faltam agora
duas semanas para a última corrida deste campeonato de GT 300. Desta vez, todos os carros estarão ao mesmo nível. “Na próxima, todos os carros tiram os pesos todos, portanto ficamos todos com zero [quilos], de forma que também vai ser melhor para nós”, disse.
“Atacar ao máximo”
O português garantiu ainda que a oitava e última corrida “não vai ser diferente das outras”, pelo que a
equipa vai empenhar-se da mesma forma. “Vou para lá atacar ao máximo, só não tenho é a pressão de ter que me chegar à frente de um ou outro adversário, vamos estar mais calmos”, explicou o atleta. Em entrevista aos media, o automobilista dedicou a vitória a “várias pessoas”, afirmando que “todas elas sabem quem são”. No entanto, foi o seu filho Afonso – que faleceu vítima de um linfoma há cinco anos – que mereceu lugar de
Biografia de uma carreira 1991 – Campeonato de Macau – Fórmula Intercontinental A – 3º Lugar no Grande Prémio da Tailândia de Karts 1992 – 2º Lugar no campeonato Internacional de Karts de Hong Kong, taça juniores no GP de Victoria Park 1993 – Campeonato Mundial, Europeu de formula A 1994 – Desafio CIK/FIA, formula. Karting da zona Asiática nas Filipinas e Campeonato Mundial de formula A em Córdoba. 14º Lugar na Taça do Mundo em Suzuka, formula A. 6º Lugar em formula A em Charlotte, EUA. 1995 – 9º Lugar no Campeonato Internacional da Austrália, formula Super A. Formula Opel Euroseries, 5º Lugar, 6º Lugar no 42º Grande Prémio de Macau 1996 – Duas vitórias nos campeonatos de F3 da Alemanha e Itália. 8º Lugar no 43º Grande Prémio de Macau 1997 – Vice-campeão no Campeonato italiano de F3. 5º Lugar no 44º GP de Macau
1998 – Entre os seis melhores do Campeonato FIA de F3. 7º Lugar no 45º GP de Macau 1999 – 3º Lugar no Campeonato FIA F3 de Barcelona 2000 – 3º Lugar no Campeonato FIA F3 em Nurbrugring, Vencedor do 47º GP de Macau 2001 – 4º e 5º Lugares no Campeonato japonês de Fórmula Nippon 2002 – 2º e 3º Lugares na Formula Super Nissan em Espanha 2003 – Participação no campeonato europeu ETCC FIA 2004 – Vice-campeão em campeonatos japoneses com equipa SARD 2006 – SUPER GT GT500 com equipa SARD 2012 – 2º Lugar em Campeonato de SUPER GT 500, na equipa Lexus. Participação em FIA WTCC no GP de Macau com Seat Sport 2014 – Vice-campeão em SUPER GT 300, Audi R8 LMS Cup 2015 – Campeão de SUPER GT 300 pela equipa Gainer
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édito por carlos morais josé
Obrigado, campeão
sabor especial destaque: “agradeço às várias pessoas que me acompanharam desde criança, mas só há uma pessoa em quem penso quando estou dentro do carro e quando venci o campeonato. E essa pessoa é o Afonso”, confessou ao HM. É a primeira vez, desde há 11 anos, que André Couto chega ao pódio. Em 2004, sagrou-se vice-campeão ao volante de um Toyota Supra. No entanto, a prata foi conquistada na prova de GT 500, na qual o atleta correu
“Agradeço às várias pessoas que me acompanharam desde criança, mas só há uma pessoa em quem penso quando estou dentro do carro e quando venci o campeonato. E essa pessoa é o Afonso” durante 11 anos. Couto estreou-se no GT 300 do Japão em 2014.
A coleccionar feitos
André Couto foi mundialmente reconhecido depois de ter vencido o Grande Prémio (GP) de Macau em 2000, na categoria de Fórmula 3 (F3). Tendo começado jovem nas lides dos karts no território, Couto não demorou a entrar em competições por esse mundo fora. Em 1995 venceu uma ronda do Circuito do Estoril do campeonato europeu
Fórmula Opel Lotus, ano em que também deu início à sua carreira na F3. Entre 1996 e 1997, o atleta viveu competiu na mesma categoria na Alemanha e Itália. Foi ao final de seis anos no GP que finalmente venceu em 2000. Nessa altura, Macau inteiro ficou ao rubro: não só um atleta local venceu a prova mundial, como o território voltava a ser colocado no mapa internacional do desporto. A 20 de Novembro de 2000, o jornalista John Carney escrevia que
“Não me estavam a facilitar a vida. Estavam a ser um pouco agressivos a guiar e eu tinha que ter mais cautela para não bater, pelo que demorei um bocado mais a desembaraçar-me deste pelotão, mas consegui”
o dia se assemelhava ao de uma “novela televisiva”. É que a mesma corrida que deu a vitória a Couto, vitimou dois turistas que estavam na assistência. O piloto holandês Franz Verschuur estava ao volante de um Renault quando falhou a curva do Hotel Lisboa e saiu sem conseguir travar, atingindo os turistas mortalmente. De acordo com Carney, Couto “teve que concluir um jogo de gato e rato com o italiano Paulo Montin antes de vencer”, mas o repórter garante que os fãs celebraram. “As pessoas ficaram loucas; homens feitos desfizeram-se em lágrimas e o champanhe fluía”. Um clima de festa, leia-se.
Lar doce lar
Questionado pelo HM sobre a diferença que é vencer o GP da sua terra-natal e um campeonato de GP internacionalmente renomado, André Couto não tem dúvidas: “são duas coisas completamente diferentes, até porque um é uma corrida só e outro são várias, mas o sentimento de vitória acaba por ser o mesmo”. O presente campeonato é mais como uma prova de esforço a longo prazo, enquanto o GP de Macau prima por ser competição onde tudo tem que ser dado de uma vez só. Ainda assim e embora o pisar de um pódio é sempre um momento inesquecível, Couto admite que “Macau será sempre Macau”. Afinal, a vitória no lar é sempre a mais doce de todas. Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
Não tem sido fácil a carreira de André Couto, nem a sua vida pessoal, marcada pela trágica perda de um filho. Mas o piloto de Macau reuniu sempre forças, nas curvas mais difíceis, nas paragens mais complicadas de engolir, nos momentos mais delicados de viver, para tudo ultrapassar. Essa é a fibra de campeão que nele existe e que nos faz sentir orgulho dele nos representar. André Couto é, antes de mais, um exemplo de perseverança e coragem. De alguém que transformou a dor numa causa, numa missão, levando-o a viver ainda mais intensamente a sua vida. Um piloto cuja excelência só a má sorte (e talvez a falta de apoios em momentos cruciais) terá impedido de chegar à provarainha do automobilismo. Macau tem de lhe agradecer o facto de ter conseguido levar o seu nome a um pódio internacional, como o pode homenagear pelo conjunto da sua carreira, durante a qual representou a cidade com dignidade e valor. Ser um campeão é muito mais do que ganhar provas. É ter uma alma enorme e um coração incansável; é conseguir juntar a humildade a uma vontade irreprimível de vencer. E André Couto não precisaria de ter vencido este campeonato para nos dar conta da sua estirpe. Aqui em Macau, conhecemo-lo deste e doutros circos. Vimo-lo crescer, tornar-se adulto, maturar. Quando demos por ele, ganhava o Grande Prémio. Sempre capaz de surpreender quem não está habituado à sua capacidade quase constante de regeneração. E assim tem sido ao longo dos anos. Por isso sabemos poder ainda esperar por mais desse olhar, que espelha loucura e determinação. Obrigado, campeão.
política
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Definidos conceitos e critérios sobre morte cerebral Depois de anos de quase inactividade, a Comissão de Ética para muito delicadas que nem “não estarem preparados” Segundo o Governo, tal sempre são respeitadas, e para dar este passo. passo “significa um novo as Ciências da até a própria doação dos “A legislação de Macau marco histórico em Macau Vida já decidiu sobre o conceito de morte órgãos. Penso que é bom que que se encontra em vigor se venha pôr umas regras su- regula que a morte cerebral cerebral e a promoção do as directrizes ficientemente equilibradas é a condição relevante da transplante de órgãos”. e com bom senso”, disse ao doação de órgãos de oria tomar em HM. O HM tentou contactar gem humana. No entanto, a No bom caminho o advogado Vong Hin Fai, definição de morte cerebral Apesar de desconhecer caso de morte um dos membros actuais da é um processo rigoroso. a decisão da Comissão, cerebral dos Comissão, mas até ao fecho Considerando não haver o jurista Paulo Cardinal desta edição não foi possível nenhum mecanismo e concongratulou-se com a iniciadoentes, as quais tiva, depois de, em 2011, ter estabelecer contacto. dição que evite eventuais e No discurso proferido no desnecessárias controvérnuma entrevista serão aprovadas declarado âmbito da reunião da Comis- sias relativas à doação, os SS que era necessário reactivar “É um passo são, Alexis Tam considerou ainda não efectuam este tipo por Chui Sai On. o organismo. “É um passo ser necessário “elaborar cri- de procedimentos”, disse o claramente positivo e no claramente Um jurista e um bom caminho, que não será térios e regras de certificação organismo ao HM. positivo e no da morte cerebral, assim como Lei Chin Ion, director dos com certeza suficiente, mas antigo membro é o primeiro passo depois emitir recomendações sobre SS, explicou que o grande bom caminho, questões éticas suscitadas obstáculo era, precisamente, de uma ausência de muitos da comissão que não será pelo progresso científico a definição de morte cereanos”, disse ao HM. nos domínios da biologia, bral. “É um tema rigoroso e O padre Luís Sequeira, aplaudem a com certeza da medicina ou da saúde” altamente científico, cheio de director do Colégio Mateus decisão suficiente, mas tratando-se de “matérias de controvérsia e [que conta] com Ricci, e que há dez anos gonçalo lobo pinheiro
Passos para a História
gonçalo lobo pinheiro
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Comissão de Ética para as Ciências da Vida, um órgão consultivo presidido por Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, decidiu o conceito e critérios a adoptar em casos de morte cerebral de doentes. A decisão foi ontem anunciada através de um comunicado oficial, e tomada no âmbito da segunda sessão ordinária deste ano, ocorrida no passado sábado. “Durante a sessão, a Comissão apreciou os critérios e as normas para a determinação da morte cerebral, assim como apresentou opiniões relativas à legislação sobre o transplante de órgãos e sobre a procriação medicamente assistida”, pode ler-se. O comunicado não faz, contudo, qualquer referência a detalhes dessas directrizes, as quais já foram submetidas para apreciação do Chefe do Executivo, Chui Sai On. “Os membros da Comissão são unânimes de que os critérios e as directrizes que determinam a morte cerebral são rigorosos e prudentes e atendem aos procedimentos científicos”, para além de “responderem à necessidade do desenvolvimento da medicina actual”.
era um dos membros da Comissão, também aplaude este avanço. “Não estando a morte cerebral regulamentada, é sempre algo necessário numa sociedade. Nos transplantes há situações
é o primeiro passo depois de uma ausência de muitos anos” Paulo Cardinal Jurista
grande importância”.
Não estavam preparados
Esta decisão vem dar algum avanço a esta matéria depois de, em Junho, os Serviços de Saúde (SS) terem frisado
os impactos de vários factores, como ciência, tecnologia, religião, cultura e região. Em Macau, presentemente, ainda não há nenhuns critérios e regras a respeito da morte cerebral. Quer dizer, na prática,
“Nos transplantes há situações muito delicadas que nem sempre são respeitadas, e até a própria doação dos órgãos. Penso que é bom que se venha pôr umas regras suficientemente equilibradas e com bom senso” Padre Luís Sequeira Director do Colégio Mateus Ricci
ainda não existiu qualquer autorização para a colheita de órgãos em cadáver”, explicou Lei Chin Ion. Em cinco anos, o serviço público de saúde enviou 23 pessoas para o exterior para serem submetidas a transplantes de órgãos, sendo que o transplante de fígado é a cirurgia que surge no topo da lista. Na última sessão ordinária a Comissão discutiu ainda a “elaboração de leis sobre o transplante de órgãos e a procriação medicamente assistida, sendo que unanimemente expressou que os dois temas envolvem questões de ética e moral”. Os membros defenderam ser “necessário submeter a sua regulação através da lei, para que os procedimentos na execução de transplante de órgãos e da procriação medicamente assistida fiquem sujeitos à regulação, supervisão e gestão, eliminando deste modo a ocorrência de actos imorais e infracções”. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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Associação quer coordenação para leis desfasadas
Os diplomas ignorados O subdirector do Centro de Política da Sabedoria Colectiva, Loi Man Keong, apela a que o Governo crie um mecanismo de coordenação centralizada de legislação para alistar leis e regulamentos desfasados. O mais recente relatório do Comissariado contra a Corrupção (CCAC) indica que a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e o Instituto paraAssuntos Cívicos e Municipais (IACM) têm regulamentos e regimes caducados e desfasados da realidade actual mas que continuam a ser usados como formas de multar infracções. Loi Man Keong apontou que existem muitas leis atrasadas em Macau, exemplificando com o regime de responsabilização dos titulares dos cargos do Governo. “Embora o Chefe do Executivo tivesse mencionado a implementação do regime para aumentar a eficácia administrativa e o nível de transparência de governação, esse trabalho está ainda parado no âmbito de “slogan”, desfasado da realidade que a população espera”, indicou. O responsável recordou ainda que o Chefe do Executivo apontou nas Linhas de Acção Governativa (LAG), em Março deste ano, que o Governo está “a observar claramente que a criação do sistema jurídico não consegue coordenar e adequar o desenvolvimento da sociedade e da economia”. “O Governo vai melhorar as leis essenciais, sobretudo as sobre assuntos da vida da população”, terá dito na altura.
Para ver melhor
No entanto, Loi Man Keong duvida da capacidade do
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Aviso Candidatura dos Prémios de Ciências e da Tecnologia da RAEM para 2016 Nos termo do Regulamento Administrativo n.º 6/2011 que aprova o Regulamento dos Prémios para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia, ficando assim, notificados os candidatos de que poderão candidatarse através da seguinte forma: (1.) Objectivo Premiar as personalidades que contribuam para as actividades no âmbito da ciência e tecnologia em Macau, no sentido de estimular o espírito de iniciativa e criatividade dos investigadores científicos e tecnológicos locais, em benefício de um desenvolvimento científico e tecnológico mais acelerado em Macau. (2.) Categoria São criados na RAEM os seguintes prémios: (i) Prémios de ciência e tecnologia, que compreendem: Prémio de Ciências da Natureza, Prémio de Invenção Tecnológica, Prémio de Progresso Científico e Tecnológico; (ii) Prémio de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico para Pós-Graduados; (iii) Prémio Especial. (3.) Montante dos Prémios (Unidade: Dez milhares de patacas) Montante a atribuir pela recepção dos prémios de ciência e tecnologia e prémios especiais
Prémio de Ciências da Natureza Prémio de Invenção Tecnológica Prémio de Progresso Científico e Tecnológico
Executivo em “observar claramente”, por isso, propõe a criação, o mais rápido possível, de um mecanismo de coordenação unificada de legislação,
“Embora o Chefe do Executivo tivesse mencionado a implementação do regime para aumentar a eficácia administrativa e o nível de transparência de governação, esse trabalho está ainda parado no âmbito de “slogan”, desfasado da realidade que a população espera” Loi Man Keong Subdirector do Centro de Política da Sabedoria Colectiva
alistando todas as leis ou regulamentos desfasados. É ainda sugerido que esta coordenação possa fazer sugestões de revisão para os organismos competentes, de forma rigorosa. Além disso, o subdirector sugere que o Executivo aumente as funções do CCAC e do Comissariado de Auditoria (CA), para que se possam dar notas aos serviços. Notas estas que deverão ser publicadas nos relatórios de investigação, incluindo a avaliação aos Secretários, sendo que estas irão fazer parte das suas pastas. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
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Montante a atribuir pela recepção do Prémio de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico para Pós-Graduados Doutorandos
Mestrandos
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(4.) Qualificação da candidatura Prémios de ciência e tecnologia; (I) Os residentes de Macau ou aqueles que obtenham autorização de trabalho ou que estejam a frequentar cursos em Macau podem candidatar-se aos prémios de ciência e tecnologia, desde que estejam preenchidas as seguintes condições: (i) Tenham prestado serviço a tempo inteiro ou frequentado cursos em instituição local por período igual ou superior a um ano; (ii) Parte essencial do projecto de investigação científica ou desenvolvimento tecnológico tenha tido lugar e sido concluído na RAEM, com resultados relevantes; e (iii) Caso se trate de projectos de investigação científica ou desenvolvimento tecnológico realizados em conjunto com académicos do exterior da RAEM, o candidato deve ser o agente principal do projecto em causa. (II) Os mestrandos ou doutorandos que estejam a frequentar as instituições locais de ensino superior ou os que obtenham o seu grau académico no período de um ano até à data da publicação do aviso do concurso para os prémios podem, sob recomendação da instituição de ensino superior a que pertencem, candidatar-se ao Prémio de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico para Pós-Graduados, desde que durante a frequência de cursos, tenham participado continuamente em actividades de investigação científica no âmbito das ciências da Natureza, tecnologia ou engenharia por período igual ou superior a um ano. (III) A atribuir pela RAEM a personalidades ou instituições locais que recebam o Prémio Nacional de Ciências da Natureza, o Prémio Nacional de Invenção Tecnológica ou o Prémio Nacional de Progresso Científico e Tecnológico. As condições específicas de cada prémio podem ser consultadas no website do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia. (http://www.fdct.gov.mo/tc/award.asp) (5.) Forma da candidatura Os interessados deverão solicitar pessoalmente a respectivo numero de registo junto do FDCT, enviar o pedido pela via electrónica após o devido preenchimento conforme o definido nas instruções e ainda entregar o pedido, após imprimido, ao FDCT para efeitos de confirmação. (6.) Critérios de Avaliação Por Regulamento Administrativo n.º 6/2011, processa o Regulamento dos Prémios para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia. (7.) Data do requerimento Entrega o pedido através da via electrónica do FDCT: De 3/Nov./2015 até 29/Jan./2016 para Prémios de Ciência e Tecnologia; Todos os documentos papeis do pedido devem ser entregar ao FDCT antes do dia de 19/Fev./2016. De 3/Nov./2015 até 5/Fev./2016 para Prémio de Investigacão Científica e Desenvolvimento Tecnológico para Pós-Graduados. (8.) Consulta Endereço: Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.os 411-417, edifício Dynasty Plaza, 9.º andar. Telefone: 28788777; Fax: 28722681 Correio electrónico: sedc@fdct.gov.mo O Presidente do Conselho de Administração do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia Ma Chi Ngai, Frederico 29 de 10 de 2015
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A
gcs
ex-presidente daAssembleia Legislativa (AL), Susana Chou, diz sentir-se responsável por hoje em dia não existir um regime legislativo que regulamente a conduta e o comportamento dos funcionários públicos de Macau. A ex-chefia apela a que estes serviram a população “de verdade”. O sentimento foi exortado no mais recente artigo de Susana Chou no seu blogue pessoal, onde citou várias notícias que faziam menção a casos de abuso de poder e conduta indevida de pessoal de cargos superiores do Governo da RAEHK. A título de exemplo, ilustra com o caso do director dos Serviços de Aviação Civil, que aprovou a construção de uma sala de dança para a sua mulher, cheia de equipamentos luxuosos de áudio e vídeo, ou da acusação do antigo Chefe do Executivo Donald Tsang Yam Kuen por suspeita de violação da lei por má conduta. “Sendo residente das duas regiões [Hong Kong e Macau], elogio
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Susana Chou Pesar de não ter legislado conduta de funcionários públicos
Memórias daquilo que não fiz em especial as notícias que denunciaram os maus comportamentos dos oficiais públicos”, escreve a antiga responsável.
Fraquezas e lamentos
Susana Chou disse, na pele de residente de Macau, que sente alguma inquietação: “Comparando com Hong Kong, a AL e as notícias dos média de Macau trabalham pouco na supervisão dos oficiais públicos. Arrependi-me de nunca, em dez anos de liderança da AL, ter sido capaz de elaborar um regime completo contra este tipo de condutas”. A ex-líder do hemiciclo lamenta que “a capacidade de supervisão da AL sobre o Governo não seja suficiente”.
A ex-presidente avançou que ouve críticas frequentas, por parte da população de Macau em relação a má conduta dos governantes. “Houve um oficial que usou grandes montantes dos cofres públicos para decorar o seu escritório e um outro até tem um bar dentro do gabinete”, exemplificou Susana
“Comparando com Hong Kong, a AL e as notícias dos média de Macau trabalham pouco na supervisão dos oficiais públicos. Arrependime de nunca, em dez anos de liderança da AL, ter sido capaz de elaborar um regime completo contra este tipo de condutas”
Lionel Leong pede evolução do sector junket
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Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, encontrou-se na semana passada com o deputado Zheng Anting e representantes da Associação de Mediadores de Jogos e Entretenimento de Macau, tendo defendido que os junkets devem actualizar-se. “Apesar do sector do Jogo ter entrado numa fase de ajustamento profundo, crê-se que poderão (os junkets) continuar a desempenhar a função de promoção do desenvolvimento saudável do sector de jogo, desde que o sector dos promotores de jogo venha progredir com a evolução dos tempos, envidando esforços para fomentar o funcionamento sectorial em
Chou. “Lembro-me de uma vez termos apanhado o ferry de Macau para Hong Kong que se atrasou porque estávamos à espera que fosse entregue uma comida especial a um dos cargos superiores que viajava connosco e isto tornou-se conversa entre a população”, denunciou a também ex-deputada.
conformidade com as normas legais, dotando o sector da honestidade e da qualidade, dando continuidade à elevação da sua competitividade a nível internacional”, pode ler-se num comunicado oficial. O Secretário reafirmou que os promotores de jogo devem colaborar activamente com a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) nos seus trabalhos de fiscalização, seguindo rigorosamente as leis e diplomas legais e directivas internas respeitantes, melhorando a imagem e elevando a competitividade do sector, mediante a optimização da gestão interna”, acrescentou ainda Lionel Leong. A.S.S.
Susana Chou mostrou-se entristecida com a falta de eficácia na Função Pública. Esta, argumenta, não aumenta, mesmo com um acréscimo no número de trabalhadores e de consultas públicas realizadas. “Muitos serviços até utilizam dinheiros do cofre público para viajar, a julgar pela aparência das visitas”, acrescentou. A ex-líder do hemiciclo considera que embora a má conduta possa não representar um acto ilegal, é definitivamente antiética, pelo que apela os oficiais para que criem uma boa imagem cá para fora, servindo bem a população de Macau. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Governo estuda solução para caso Pearl Horizon
Cerca de mil pessoas voltaram a manifestar-se na passada sexta-feira no âmbito do caso Pearl Horizon, tendo caminhado até à sede do Governo em prol de uma solução para o seu caso. Em comunicado, as Secretarias para a Administração e Justiça, Economia e Finanças e Transportes e Obras Públicas afirmam estar “empenhadas nos estudos da questão em causa de acordo com a lei”, sendo que “o resultado será divulgado atempadamente”. Contudo, o Governo esclarece que o mercado imobiliário é livre. “Por ser uma economia de livre mercado, a compra e venda dos prédios privados em Macau é um acto comercial entre um incorporador e um proprietário; porém, o Governo continua a acompanhar a reivindicação desses residentes, e fará todo o esforço para proteger os direitos e interesses sob o princípio da legalidade”, pode ler-se no comunicado emitido. Recorde-se que os proprietários de casas do edifício Pearl Horizon há muito que pedem ao Executivo para prolongar a concessão do terreno em causa, uma vez que as obras estão atrasadas e correm o risco de perder o investimento realizado.
SOCIEDADE
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“E
s tou absolutamente chocado”, começa por dizer o deputado José Pereira Coutinho, em reacção à morte, na sexta-feira passada, da Directora dos Serviços de Alfândega, Lai Man Wa. Lai Man Wa, com 57 anos e dois filhos, foi encontrada sem vida numa casa de banho pública no empreendimento Ocean Garden, na Taipa. Na autópsia, realizada no início da tarde de sábado, a tese final indica suicídio, tendo o médico legista descartado a hipótese de crime. “Os investigadores forenses fizeram a autópsia ao corpo à uma da tarde de hoje [sábado]. Confirma-se que a causa de morte é asfixia. Os contornos das feridas no corpo coincidem com a faca encontrada no local. A posição e o ângulo dos cortes também se coadunam com suicídio”, indicou Chan Cho Man, porta-voz da Polícia Judiciária (PJ), em declarações à TDM. “Conhecia a directora há 20 anos, tive na minha vida profissional como presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM) e deputado vários encontros de trabalho. Conheço-a como uma senhora de armas. Uma pessoa de personalidade forte. Era uma pessoa dura com as decisões, em termos profissionais”, relembra o deputado. De personalidade decidida e responsável, a directora em nada combina com o tipo de morte agora defendido pelas autoridades. “Isto é um choque. O choque de toda esta situação é que está a ser divulgado pelos meios de comunicação, a tese de suicídio. Tenho muitas reservas, muitas, mas mesmo muitas reservas”, defendeu Coutinho.
Lai Man Wa Deputados duvidam de tese de suicídio apresentada por PJ
“Uma senhora de armas” Tese apresentada pela PJ indica que Lai Man Wa cometeu suicídio. Um saco, cortes nos pulsos, soporífero e sinais de ausência de resistência são as provas apresentadas. Deputados não se mostram convencidos que uma mulher de personalidade forte tenha posto termo à vida
Um lado estranho
A PJ indicou que o corpo foi encontrado com a cabeça coberta por um saco, com cortes nos pulsos, sendo que a faca estaria dentro da carteira da vítima. O espaço apresentava muito sangue e foi encontrada embalagem de um soporífero. “Quando o corpo foi examinado no hospital, encontrámos cortes em ambos os pulsos e do lado direito do pescoço, feitos por uma faca. Não encontrámos sinais
“Os contornos das feridas no corpo coincidem com a faca encontrada no local. A posição e o ângulo dos cortes também se coadunam com suicídio” Chan Cho Man Porta-voz da Polícia Judiciária
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de resistência. Depois de falarmos com várias testemunhas, confirmámos que as roupas estavam intactas quando foi encontrada. (...) O cadáver tinha a cabeça coberta por um saco plástico e o medicamento encontrado era um soporífero”, explicou o porta-voz. Também o deputado Au Kam San, considera a tese de suicídio “muito estranha”. “Não tenho informações pormenorizadas, mas parece-me que a possibilidade de suicídio não faz sentido, a começar pelas próprias causas de morte. É impossível uma pessoa que se quer suicidar cortar os pulsos e o pescoço e colocar a faca na carteira. Estranho acho ainda a escolha do local para a prática do suicídio. É um sítio sujo, não combina com a mulher. Como é que ela ainda tomou ainda um medicamento se supostamente tapou a cabeça com um saco?”, argumenta o deputado.
Para o deputado as pessoas com o nível de instrução da directora definem um método de suicídio e não uma aglomerado de tentativas e formas. “Só pessoas com nível baixo de conhecimento, ou até jovens, é que se tentam matar de diversas formas, a directora era bem formada, ainda por cima, pelas Forças de Segurança, saberia como ter uma morte imediata e simples, não se iria suicidar com cortes, remédios e asfixia”, reforça.
“O choque de toda esta situação é que está a ser divulgado pelos meios de comunicação, a tese de suicídio. Tenho muitas reservas, muitas, mas mesmo muitas reservas” Pereira Coutinho Deputado
Apesar de respeitar a análise dos peritos, Au Kam San, acho que muitas pessoas pensam em “morte anormal”, e por isso, espera que o Governo “não esconda a verdade, garantindo a justiça para a funcionária falecida”.
Momento infeliz
Pereira Coutinho caracterizou ainda o discurso de Wong Sio Chak, Secretário para a Segurança, durante a conferência de imprensa, na sexta-feira passada na Sede do Governo, de “momento infeliz”, quando o próprio faz uma referência ao Comissariado Contra a Corrupção (CCAC). “Rejeito e acho que foi um momento infeliz que se tenha, na conferência de imprensa, dito que não havia nenhum processo do CCAC contra a directora. Acho que no momento em que se divulga uma notícia deste cariz, pessoas com responsabilidade como o Chefe do Executivo e o Secretário da Segurança devem limitar-se à questão que é a morte, neste caso”, argumenta. Para o deputado foi
prematuro ter-se mencionado qualquer assunto para além da possível investigação a acontecer, até por “respeito à família”. “Uma situação que poderia nunca surgir na cabeça das pessoas, de existir um processo de investigação, ficou imediatamente suscitado. Posso dizer que recebi de várias pessoas, por mensagem ou contacto directo, questões sobre a personalidade da directora”, remata.
“É impossível uma pessoa que se quer suicidar cortar os pulsos e o pescoço e colocar a faca na carteira. Estranho acho ainda a escolha do local para a prática do suicídio. É um sítio sujo, não combina com a mulher. Como é que ela ainda tomou ainda um medicamento se supostamente tapou a cabeça com um saco?” Au Kam San Deputado
Lai Man Wa entrou nas Forças de Segurança em 1984, começando a trabalhar na Polícia Marítima e Fiscal. Em 1999 assumiu funções de segundo comandante da mesma entidade e de subdirectora-geral dos Serviços de Alfândega. Assumiu o cargo de directora-geral dos Serviços de Alfândega há menos de um ano, em Dezembro de 2014, altura em que o novo Governo tomou posse. Wong Sio Chak reuniu no Sábado, com a direcção dos Serviços de Alfândega, e, de acordo com um comunicado do próprio Secretário, foram implementadas “medidas de emergência quanto aos trabalhos em curso, nomeadamente, relacionados com a preparação da expansão das águas que vão passa para jurisdição de Macau, e no âmbito do combate contra a imigração ilegal”. Filipa Araújo (com F.F.)
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
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Detidas 37 pessoas em “festa da droga”
Tudo em andamento
A partir do dia 1 de Dezembro os valores para os passes mensais e lugares de estacionamento em 11 auto-silos vão ser mais elevados, mas Associação Choi In Tong Sam diz que não basta aumentar os preços para libertar mais lugares hoje macau
A noite terminou mal para 37 pessoas, que na semana passada, foram detidas por consumo de droga. Os jovens, de Hong Kong, China Continental, Macau e Indonésia encontravam-se numa sala de karaoke quando a Policia de Segurança Pública (PSP), após uma denúncia, tentou entrar na sala. Apresentando resistência, o grupo de amigos demorou a abrir as portas. Lá dentro estavam 37 pessoas, das quais 31 estavam sob o efeito de drogas. “Encontrámos uma pequena quantidade de drogas e utensílios. No total, onze sacos de plástico transparente e vinte palhinhas. Encontrámos restos do que achamos ser droga queimada”, explicou o porta-voz da PSP. O caso segue agora para o Ministério Público.
Parques de estacionamento mais caros em Dezembro
PSP e DSAT querem aumentar multas A Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Direcção dos Serviços para Assuntos de Tráfego (DSAT) vão estudar a hipótese de revisão da Lei do Trânsito Rodoviário, por forma a aumentar as multas. Foram registados 620 mil casos de infracções de trânsito dos primeiros nove meses deste ano. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, o chefe do Departamento de Trânsito da PSP, Che Wai, disse que a revisão pretende ajustar as infracções e aumentar as respectivas multas, incluindo os preços pagos nos parquímetros. O responsável acha que a multa é demasiado baixa, actualmente nas 70 patacas.
cabalmente os recursos públicos”, algo feito com a aplicação de tarifas diurnas e nocturnas.
Associação discorda
Visão Médico desaconselha uso de livros electrónicos antes dos oito anos
O sector médico de Macau desaconselha o uso de livros electrónicos por crianças com menos de oito anos de idade, em prol da saúde ocular dos mais novos. Segundo o Jornal do Cidadão, o subdirector do Hospital Kiang Wu, Cheong Chun Wing, referiu numa exposição de saúde realizada na Escola Pui Ching na semana passada, que os globos oculares de crianças são suaves e a sua função de ajustamento ainda não está desenvolvida. Por essa mesma razão, justifica que os produtos electrónicos podem obrigar ao uso prematura de óculos graduados na escola primária. “Isto é um alerta. A protecção visual deve começar na infância, os pais não devem usar os produtos electrónicos como ferramenta para acalmar os filhos”, começou por dizer. O especialista refere mesmo que a melhor forma de proteger a visão é “ter hábitos de leitura saudáveis e usar produtos electrónicos de forma apropriada”. Cheong Chun Wing sugere que as escolas permitam o uso de livros pedagógicos electrónicos apenas por alunos acima dos oito anos de idade, aconselhando ainda a pausas obrigatórias de meia em meia hora.
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Governo decidiu aumentar os preços dos passes mensais e lugares em 11 auto-silos por forma a disponibilizar mais espaço nos parques de estacionamento. A medida, publicada em Boletim Oficial (BO) na passada sexta-feira, determina que o passe mensal vai passar a custar 2300 patacas, enquanto que um lugar reservado custará 1600 patacas. Já o lugar reservado para motociclos e ciclomotores passa a custar 400 patacas mensais. Em relação às tarifas normais, o Governo também introduziu modalidades de pagamento. Um lugar no período diurno, entre as 8h00 e
20h00, passa a custar seis patacas por hora, enquanto que um lugar entre as 20h00 e 8h00 do dia seguinte custará três patacas. Já as tarifas para motociclos e ciclomotores vão custar entre uma e duas patacas. Para o próximo ano, o Governo deverá actualizar as tarifas dos restantes parques de estacionamento públicos. Ao canal chinês da Rádio Macau, Lam Hin San, director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) disse que as tarifas em Macau são quatro a onze vezes mais baratas face a Hong Kong ou Singapura. O organismo prevê que uma parte dos parques veja as tarifas aumentadas entre o início de
2016 e até final desse ano terminar o processo de aumento das tarifas em todos os parques, para que os preços se aproximem dos que vigoram nos parques privados, confirmou Lam Hin San. Em comunicado, a DSAT explica que “já não se vislumbra, desde há muitos anos, a actualização das tarifas devidas pela utilização dos lugares de estacionamento público”, sendo que “as mesmas tarifas encontram-se desfasadas do desenvolvimento do mercado, devido à subida crescente dos custos de exploração”. O objectivo é ainda “aumentar a rotatividade na ocupação dos lugares de estacionamento, rentabilizando
Proposta fim de morte de aves em mercado
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Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) avançou com a proposta de substituir as aves de capoeira vivas por aves congeladas. A proposta que segue agora para consulta pública tem como objectivo evitar, ou pelo menos ter maior controlo, sobre os surtos de gripe aviária. “A inspecção de aves vivas é feita de forma aleatória. É impossível analisar todas as aves vivas. No modo de venda que temos em Macau é impossível evitar tocar nas aves. Assim, não podemos
garantir que não haja um surto de gripe aviária”, afirmou o IACM, citado pela TDM. Com a nova proposta a matança e o processamento das aves é feito na China Continental, sendo que depois de congeladas são trazidas para o território. O IACM admite que esta proposta vem trazer uma mudança ao mercado actual, e por isso, avança com uma sugestão de subsídio para os vendedores, diminuindo os efeitos negativos que a mudança trará aos seus negócios.
“Na verdade não pode haver um impacto negativo no sector, porque eles podem apenas ter em conta o lado deles [vendedores de aves vivas]- mas o Governo esta aberto à opinião pública e ainda não há decisão final”, explicou Ng Sio Hong, do IACM, ao canal televisivo. As aves de capoeira vivas em mercados têm sido um assunto bastante polémico em Macau. A consulta já está a decorrer e terminará a 30 de Dezembro deste ano. F.A.
Lam U Tou, vice-presidente da Associação Choi In Tong Sam, o aumento das tarifas em todos os auto-silos não ajuda a aliviar a pressão da falta de estacionamento no território, apontando que os passes mensais são a principal origem do problema. “O aumento das tarifas só aumenta o custo do estacionamento, mas não ajuda na distribuição de veículos nem a aliviar a pressão dos parques de estacionamento. Seria melhor ajustar as tarifas de acordo com a situação de utilização de cada parque e do período de tempo”, disse ao Jornal do Cidadão. Lam U Tou é da opinião que o Governo acabe com os passes mensais e reveja todo o regime dos parques de estacionamento públicos, por forma a trazer justiça à utilização dos parques de estacionamento e a flexibilizar a ocupação de veículos. No comunicado emitido, a DSAT garante ainda dispor de mais medidas para lidar com o excesso de trânsito, que não passam apenas por novas tarifas nos auto-silos. “Para além da actualização do tarifário do estacionamento, na vertente da política de controlo do crescimento do número de veículos, o Governo recorrerá também à actualização dos impostos e taxas relativos aos veículos, em conjugação de outras medidas inibidoras para o controlo dos veículos, no sentido de implementar gradualmente o plano de acção de gestão racional dos veículos particulares”, pode ler-se. Andreia Sofia Silva
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Flora Fong
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M
ais organização dos serviços e um melhor aproveitamento dos recursos existentes é o que Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, pede. O Secretário referia-se ao estado do ensino especial no território. Numa visita, durante a semana passada, à escola Kai Chi e ao Centro de Educação para Crianças com Problemas Auditivos, Alexis Tam e a equipa da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) constataram que, apesar das melhorias e da aposta do Governo neste tipo de ensino, ainda muito se pode fazer, a começar pelo aproveitamento de organização dos próprios serviços.
Ensino Especial Organização é necessária, diz Alexis Tam
Fazer mais por eles tiago alcântara
Assim, o Secretário garantiu que “será reforçada a coordenação entre os Serviços de Saúde (SS), o Instituto de Acção Social (IAS) e a DSEJ, a fim de melhorar e fomentar o desenvolvimento da educação especial”. Durante a visita à Escola Kai Chi, gerida pela Associação de Apoio aos Deficientes Mentais de Macau, que actualmente acolhe 103 estudantes no ensino especial, Alexis Tam, sublinhando o apoio que o Governo tem atribuído aos grupos em situação vulnerável, admitiu que ainda “se verifica margem para melhorar o investimento de recursos para a educação especial”. O Governo indicou ainda que para uma melhor interligação entre tratamento e ensino precoces, destinados às crianças com necessidades especiais, está a decorrer uma coordenação entre os SS e o IAS.
GCS
O ensino especial continua a ser uma pedra no sapato do Governo. Mesmo depois de alguma medidas de apoio, Alexis Tam assume que é preciso mais. Mais cooperação, coordenação e organização
bebés recém-nascidos a partir de Janeiro. O objectivo, diz Alexis Tam, é prevenir e não perder a oportunidade no que diz respeito ao desenvolvimento auditivo e de fala com a intervenção, “sem demora”, através de treinos destinados às crianças com deficiência auditiva. Relativamente à intenção sobre a criação do um centro de formação para os encarregados apresentada pela Associação de Surdos de Macau com o objectivo de ajudar aos mesmos no desenvolvimento auditivo, linguístico, físico e mental das crianças, o Secretário manifestou o seu total apoio.
Ouvir melhor
Na visita ao Centro de Educação para Crianças com Problemas Auditivos, o grupo de trabalho frisou o rastreio auditivo, avançado pelo Governo, a todos os
Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
Pedofilia adolescentes molestados em campo militar de Coloane
Águia ferida na asa F oi durante a estadia num campo militar que seis adolescentes locais foram alegadamente molestados por um dos instrutores. O homem, natural do continente, já confessou o crime, depois de um dos jovens ter denunciado os actos de abuso junto da Direcção para os Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) e das autoridades. De acordo com declarações do jovem, o acto terá sido cometido durante a madrugada de quinta para sexta-feira, no campo militar das Águias Voadoras de Macau, em Coloane. Este era o primeiro de três dias de actividades no campo. De acordo com a Polícia Judiciária (PJ), o instrutor terá tocado nos pénis dos rapazes e feito sexo oral a dois deles. Os seis têm entre 12 e 14 anos de idade. Contactada pelo HM, a Associação organizadora do campo não quis comentar o caso, alegando que se trata de um “assunto muito sensível” e que “envolve várias premissas”. Deixou, no entanto, a promessa de falar publicamente sobre o
sucedido “em breve”. É também a associação que se responsabiliza pela contratação do corpo docente, de acordo com a DSEJ.
Pés de lã
“No dia 30, por volta das três [horas] da madrugada, o suspeito entrou no dormitório onde os rapazes estavam a dormir, tirou as calças e roupa interior a dois deles e fez-lhes sexo oral”, explicou Chan Cho Man, porta-voz da PJ. “Depois disso, o suspeito tocou no pénis de outros quatro alunos”, continuou o responsável. O instrutor trabalha na Associação Águias Voadoras desde Junho passado e é proveniente do continente. De acordo com esclarecimento da DSEJ, podem ser empregados naquela associação profissionais não residentes que reúnam as qualificações exigidas pelo organismo. Está em Macau com Bluecard e a DSEJ assegura que já está a tratar do caso e a investigar o passado de todos os outros profissionais. “Basicamente, a associação é que tem que garantir [a qualificação] dos
Alexis Tam, sublinhando o apoio que o Governo tem atribuído aos grupos em situação vulnerável, admitiu que ainda “se verifica margem para melhorar o investimento de recursos para a educação especial”
professores, instrutores e outros funcionários, mas o normal é que, em questões de comportamento, cada um assuma a responsabilidade por aquilo que faz”, começou a directora da DSEJ, Leong Lai, por dizer.
Raiva acumulada
“Estou enraivecido com este caso”, adiantou o subdirector da Associação Geral de Estudantes Chong Wa de Macau, Fong Kam Hoi. O responsável disse estar “desapontado com a negligência da associação”, considerando que o caso vai trazer prejuízos para as vítimas. Actualmente, defende, o importante é proteger os adolescentes lesados e as suas famílias, através de acções de aconselhamento. “É preciso ajudá-los a sair da sombra o mais rápido possível”, reiterou. Fong Kam Hoi instou a DSEJ a resolver o assunto rapidamente e a promover mais acções de sensibilização e educação sexual e de auto-defesa. Leonor Sá Machado (com Flora Fong) leonor.machado@hojemacau.com.mo
Caso Dore Empresa fecha sala VIP. Vítimas dizem-se preocupadas
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ma das salas VIP da empresa de junkets Dore – do casino Wynn – já fechou portas, mas a empresa afirmou que deverá manter-se activa até que todos os problemas financeiras dos investidores estejam solucionados. Segundo uma mensagem do grupo Forefront of the Macau Gaming, enviada aos média, a empresa ponderou encerrar as suas duas salas VIP que tem no Wynn, mas acabou por fechar apenas uma no final do mês passado. A decisão tem em conta o alegado desvio de mais de mil milhões de dólares de Hong Kong por uma contabilista e o facto dos investidores ainda não terem conseguido reaver o seu dinheiro. A Dore deve manter-se assim em funcionamento até resolver os problemas.
Contactado pelo HM, Wong Wai Man, presidente da Associação dos Armadores de Ferro e Aço, que ajudou os lesados, afirmou que “ainda não têm comentários a fazer, pelo que vão avaliar os acontecimento para decidir o que fazer”. Apesar de tudo, Wong confessou não estar confiante com o retorno do dinheiro aos investidores da empresa. Recorde-se que a Polícia Judiciária (PJ) afirmou já ter recebido 49 queixas sobre o caso, estando ainda a investigar pelos ângulos de burla, de abuso de confiança e emissão de cheque sem provisão. A PJ vai pedir ajuda extra à Organização Internacional da Polícia Criminal, caso esta se revele necessária. F.F.
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Artistas pintam mural no Lar São Luíz Gonzaga
Até ao dia 20 de Novembro decorre no Lar São Luíz Gonzaga a iniciativa “Abraço D’Arte”, com organização do Albergue SCM e da Caritas de Macau. Com a participação de diversos artistas e individualidades locais, o evento “visa humanizar através das artes plásticas uma ala do Lar São Luíz Gonzaga, uma instituição que acolhe doentes com distúrbios psíquicos”. Vários nomes ligados à arte, como Mio Pang Fei, Carlos Marreiros, Konstantin Bessmertny ou Ung Vai Meng vão ajudar a pintar um mural, que também terá a ajuda de doentes e outros voluntários. “Com esta acção queremos provar que as artes e a acção dos artistas servem também causas sociais. É, por conseguinte, uma operação de humanização através da pintura mural e de interiores, tomando aquele espaço, hoje cinzento e tristonho, num espaço alegre e colorido onde a existência quotidiana se tornará mais agradável”, aponta o Albergue SCM.
hoje macau terça
José Fonseca e Costa morre aos 82 anos de idade
O realizador que quase film Grande nome do chamado “Cinema Novo” em Portugal, José Fonseca e Costa deixou o projecto “O Senhor Ventura” por realizar, o qual seria rodado na China. Ivo Ferreira recorda esse momento e a retrospectiva feita pelo IPOR em 1995
“O
filme da minha vida será um que nunca fiz. Tive um grande projecto do qual lamento não ter concretizado: a adaptação ao cinema de um livro do Miguel Torga; ‘O Sr. Ventura.” A grande carreira do realizador português José Fonseca e Costa não pode, afinal, deixar para trás uma película que esteve quase para ser rodada na China, com a
ajuda de uma produtora de Macau. Fonseca e Costa, falecido este domingo aos 82 anos vítima de uma pneumonia, antecedida de uma leucemia, falou daquele que seria o filme da sua vida numa entrevista concedida em 2003. Mas o realizador Ivo Ferreira recorda o momento em que foi convidado a participar no “Sr. Ventura”. “Conhecia-o desde muito miúdo, e ele convidou-me pub
para trabalhar num filme que ele queria fazer na China. Era o projecto do ‘Sr.Ventura”, e durante muitos anos manteve essa luz acesa. Tentou, de alguma forma, erguer (o projecto) quando houve uma retrospectiva do José Fonseca e Costa em Macau, em 1995, realizada pelo Instituto Português do Oriente (IPOR”)”, contou ao HM. Ivo Ferreira recorda um realizador com uma “atitude menos radical e com uma maior comunicação com o público”, que pertence a uma “segunda geração do cinema português”. No início da década de 70 Fonseca e Costa fazia a sua primeira longa-metragem de ficção, intitulada “O Recado”. A derradeira película ganhou o nome “Axilas”. “Era um cineasta que tinha um feitio muito especial, era muito amado por uns e menos amado por outros. Trabalhou com os actores mais importantes da sua geração. Sei que este último filme foi adiado várias vezes pelo Paulo Branco (produtor) porque ele já estava muito fraco para preparar o filme, sobretudo, e queria manter esta vontade meio louca de querer filmar”, disse Ivo Ferreira. Já Pedro Cardeira, também realizador radicado em Macau, diz não ter conhecido pessoalmente Fonseca e Costa, mas destaca os filmes feitos no período compreendido entre a década de 70 e 80. “É triste ver morrer mais um realizador português do Cinema Novo. Há uma época do cinema dele que gostei muito, que foi a época que vem do final dos anos 70, anos 80, mais rica do cinema de José Fonseca e Costa. Depois caiu um pouco, mas acho que esses filmes eram muito interessantes. Conseguiu um
equilíbrio muito interessante entre as origens dele, que vem do Cinema Novo, e o cinema de grande público”, defendeu ao HM.
Nova retrospectiva
Ivo Ferreira salienta o facto de Fonseca e Costa nunca ter deixado de trabalhar com Paulo Branco. “É curioso, apesar de tudo, ele fazer parte de uma orientação do
cinema português, não diria mais comercial mas mais próximo do público, e ter estado com o Paulo Branco em vez de outros produtores que teriam à partida mais apetência para esse cinema”, frisou. O realizador teve vários sucessos de bilheteira e grandes adaptações de romances, como “Kilas, o mau da fita” ou a “A Balada da Praia
À venda na Livraria Portuguesa Mudar o Mundo • Noam Chomsky Mudar o Mundo reúne as conversas entre Noam Chomsky e David Barsamian sobre as grandes questões que se impõem no despontar do século XXI, ao nível político, social e do indivíduo como parte da sociedade, explorando as preocupações mais urgentes e imediatas: o futuro da democracia no mundo árabe, as implicações do desastre nuclear de Fukushima, a «luta de classes» entre os interesses económicos dos EUA e os trabalhadores e classes menos favorecidas, o desmoronamento das instituições políticas mais populares e o aumento de poder da extrema-direita.Um olhar lúcido e atento sobre o mundo, por uma das figuras de maior relevo do século XX.
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mou na China
hoje na chávena Paula Bicho
Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com
Malva Nome botânico: Malva sylvestris L. Família: Malvaceae. Nomes populares: MALVA-COMUM; MALVA-DAS-BOTICAS; MALVA-MAIOR; MALVAS; MALVA-SELVAGEM; MALVA-SILVESTRE. Originária da Europa e Ásia e naturalizada na América e Austrália, a Malva é uma planta que se encontra com facilidade à beira dos caminhos, campos húmidos, terrenos baldios e, em geral, em solos azotados. Pode crescer até cerca de um metro de altura, nos seus caules erectos, lenhosos e pubescentes; as folhas são palmatilobadas, com longos pecíolos e pêlos ásperos, e as flores, vistosas, de cor rosa-púrpura, têm 5 pétalas com faixas escuras longitudinais. É considerada uma erva daninha, mas só por quem desconhece as suas propriedades medicinais. Símbolo do sossego e da doçura, a Malva é apreciada como alimento e remédio desde o século VIII a.C. Foi utilizada pelos médicos Gregos e Romanos da Antiguidade, tanto em uso interno como em uso externo, e recomendada por Hipócrates como emoliente (suavizante) e laxante. Como planta ornamental encontrava-se nos jardins imperiais de Carlos Magno. No século XVI, o médico e botânico alemão Tabernaemontanus dizia sobre a Malva que «alivia a tosse seca e aclara a voz». Integra ainda a tradicional Tisana das Quatro Flores, uma famosa infusão peitoral. Em fitoterapia são usadas as flores e as folhas, tradicionalmente também as raízes.
dos Cães”, do escritor José Cardoso Pires, ou obras de David Mourão-Ferreira. Para Ivo Ferreira, seria bom se Macau voltasse a receber uma retrospectiva dos trabalhos de Fonseca e Costa. “Seria sempre bom, embora fosse triste ser pela sua morte, voltar a ver os filmes deste cineasta”, concluiu. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Cristo Clonado • J. R. Lankford Cristo Clonado é um policial fantástico sobre uma investigação secreta que pode mudar o mundo: a tentativa de clonar Jesus Cristo a partir do Santo Sudário. A chefiar a investigação está o Dr. Félix Rossi, um conceituado cientista obcecado com duas perguntas: será que o tecido do Sudário contém mesmo o sangue de Cristo? E estará o ADN ainda intacto?
Composição Mucilagens em abundância; antocianósidos (malvina), flavonóides (hiperósido, rutina), ácidos fenólicos, taninos, vitaminas (C, E, betacaroteno), minerais, ácidos gordos insaturados e óleo essencial. Quase desprovida de sabor. Acção terapêutica Em virtude do seu conteúdo em mucilagens, a Malva reveste a pele e as mucosas digestiva e respiratória com uma camada viscosa, suavizando-as, desinflamando-as e protegendo-as de agentes irritantes. A presença de taninos confere um efeito adstringente e regenerador dos tecidos. Esta planta é igualmente um laxante suave, lubrificando as paredes dos intestinos e emulsionando as fezes. É indicada na azia, gastrite, úlcera gastroduodenal, colite, gastrenterite, obstipação e diarreia, sendo especialmente indicada para crianças e idosos. Além das propriedades referidas, a Malva acalma a tosse, dissolve as mucosidades facilitando a expectoração, é antibiótica, antioxidante e favorece as defesas. É muito recomendada no
catarro, tosse produtiva, tosse seca e irritativa, constipação e gripe, faringite, laringite, bronquite e asma. Tradicionalmente, é usada para aumentar o leite às lactantes. Outras propriedades Externamente, pela actividade anti-séptica, anti-inflamatória, suavizante e protectora dos tecidos, a Malva pode ser usada nas aftas, úlceras na boca ou gengivas, dores de garganta e rouquidão, eczemas, acne, abcessos, furúnculos, picadas de insectos, mamilos gretados, feridas, infecções cutâneas, vaginites, hemorróidas, dermatite das fraldas, otites, para lavar os olhos e embelezar a pele. Em cosmética beneficia peles secas, inflamadas e sensíveis. Como tomar • Uso interno Infusão das flores e/ou folhas: 1 colher de sobremesa por chávena de água fervente, 10 minutos de infusão. Tomar 3 ou 4 chávenas por dia. Em xarope, gotas, cápsulas e rebuçados, a Malva integra várias fórmulas de plantas para a tosse e obstipação e afecções respiratórias e digestivas em geral. As folhas podem ser adicionadas a sopas e saladas. As flores, comestíveis, podem ser usadas para ornamentar pratos. • Uso externo Decocção das flores e/ou folhas: 50 gramas por litro de água. Em bochechos e gargarejos, lavagens, compressas e irrigações vaginais. Clisteres: adicionar à decocção já preparada um fio de azeite. Aplicar morno. Em cataplasmas: nas otites. Em sabonete, gel de banho, creme e leite corporal e, ainda, micro-clister. Receita – Caldo de Malvas Lavar e partir as folhas frescas de Malva, como se de outra verdura se tratasse. Cozer as folhas em água, com um pouco de Batata e Cebola, temperadas com azeite. Tomar quente. O prato pode ser enfeitado com algumas flores. Este caldo é um tratamento tradicional para a obstipação, sendo ideal para as crianças e idosos. Precauções Não são conhecidas contra-indicações, efeitos secundários ou toxicidade. Devido ao teor em mucilagens, a infusão pode reduzir a absorção de medicamentos quando tomados em concomitância – tomar os medicamentos uma hora após a infusão de Malva. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.
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Presidente francês, Francois Hollande, disse ontem que o apoio chinês “é essencial” para um acordo efectivo nas conversas climáticas das Nações Unidas (COP21), a serem realizadas no final deste mês, em Paris. No arranque de uma visita de Estado de dois dias à China, Hollande afirmou que deseja “um acordo global e ambicioso, que limite o aquecimento global a um máximo de dois graus centígrados”. “O apoio chinês é essencial”, disse Holland, no município de Chongqing, no centro do país, acrescentando que “a luta contra o aquecimento global é uma questão humanitária como poderá o planeta ser preservado - e um assunto de considerável importância económica, o chamado crescimento ‘verde’”. A China, o maior emissor de gases poluentes do mundo, será um elemento chave nas negociações que arrancam a 30 de Novembro, numa altura em
hoje macau terça-feira 3.11.2015
Hollande Apoio da China “é essencial” para um acordo na conferência de Paris
Compromisso para o sucesso
“A luta contra o aquecimento global é uma questão humanitária como poderá o planeta ser preservado - e um assunto de considerável importância económica, o chamado crescimento ‘verde’”
que países desenvolvidos e em desenvolvimento discutem qual das partes deverá assumir maior responsabilidade na redução das emissões. As conversas terão paralisado em torno do mecanismo que acompanhará os compromissos dos 195 países envolvidos: a França defende um vínculo jurídico, revisto a cada cinco anos, (ver caixa) enquanto a China excluiu qualquer tipo de sistema punitivo. Pequim, que terá alegadamente dificultado as negociações durante a conferência de Copenhaga em 2009, já prometeu que as suas emissões de carbono vão atingir o pico máximo “por volta de 2030”.
François Hollande Presidente francês
Mais uma viagem
Esta é a segunda visita de um chefe de Estado europeu
Acordo vincul ativo A China e a França concordaram “estabelecer um acordo ambicioso e juridicamente vinculativo” na conferência de Paris sobre o clima, acompanhado de mecanismos de verificação dos compromissos esperados, indica uma declaração conjunta dos presidentes chinês e francês. Estes compromissos deverão ser alvo de uma “revisão completa todos os cinco anos”, refere a declaração conjunta divulgada à imprensa, em Pequim, por Xi Jinping e François Hollande, que sublinharam a sua “determinação em trabalhar em conjunto” para o êxito da conferência. Pequim e Paris declaram-se “favoráveis à realização de uma revisão completa todos os cinco anos sobre os progressos alcançados” e sublinham a necessidade de um “sistema de transparência melhorado para reforçar a confiança mútua”. O Presidente chinês considerou que esta declaração comum, composta por 21 pontos, demonstra “o compromisso comum de tornar a conferência de Paris um êxito”. François Hollande afirmou tratar-se de “um passo maior” para um acordo na COP21. “Com esta declaração, estabelecemos as condições que nos permitem antever um êxito”, disse Hollande, sublinhando que “a partir de agora é possível um acordo” em Paris.
à China no espaço de uma semana, depois de a chanceler alemã, Angela Markel, ter concluído na sexta-feira passada uma deslocação de quatro dias ao país. No mês passado, China e Reino Unido firmaram acordos no valor de 40 mil milhões de libras, durante a primeira visita de Estado pub
do Presidente chinês, Xi Jinping, a Londres. O segundo e último dia da visita será dedicado à cooperação entre as empresas dos dois países, com um fórum inaugurado pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang. A China é o segundo maior parceiro comercial da França. Em média, as tran-
sacções comerciais diárias entre as duas nações somam 160 milhões de euros. A França é o terceiro destino do investimento chinês na Europa, a seguir ao Reino Unido e Alemanha. Portugal disputa o quarto lugar com a Itália. “Comparando com a recepção dos líderes da
Alemanha e França ao Dalai Lama, apesar dos protestos chineses, em 2007 e 2008, as coisas mudaram dramaticamente, já que a China agora tem a iniciativa nas relações sino-europeias”, escreveu um jornal do Partido Comunista Chinês (PCC) na semana passada. Em editorial, o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo do Diário do Povo, o órgão central do PCC, defende que “a China devia procurar uma interacção mais benéfica com a Europa”, argumentando que os laços com o continente europeu podem “contrabalançar as restrições impostas pela aliança EUA-Japão”.
Níveis de poluição em Pequim caíram mais de 20%
Os níveis de poluição em Pequim caíram mais de 20% nos primeiros dez meses de 2015, em termos homólogos, avançou ontem a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. A densidade de PM 2.5 - as partículas mais pequenas e susceptíveis de se infiltrarem nos pulmões - diminuiu 21,8%, enquanto a densidade de PM 10 - dióxido de enxofre e dióxido de nitrogénio - caiu 21%, escreve a Xinhua, citando o Gabinete Municipal de Protecção Ambiental. Segundo a mesma fonte, comparando com os primeiros nove meses do ano passado, houve mais 31 dias com boa qualidade do ar e menos 16 dias com níveis de poluição graves. O gabinete atribuiu as melhorias às medidas de controlo da poluição adoptadas pelo Governo chinês e condições climatéricas favoráveis. No ano passado, foram encerradas na capital chinesa duas centrais eléctricas a carvão e 315 empresas consideradas poluidoras, indica a Xinhua.
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China insistiu domingo na sua posição de que “uma solução política” é a única saída para o conflito na Síria que dura há quatro anos e que já causou mais de 250 mil mortos. “A China sempre esteve comprometida com uma solução política para a questão síria”, afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Hua Chunying, em comunicado. O Governo de Pequim “continua disposto para continuar a trabalhar com a comunidade internacional em busca de consenso”, e mais ainda depois da reunião
Síria em Busca de uma solução política
Labirintos da guerra que decorreu na capital austríaca a qual na perspectiva da China teve resultados positivos, refere a nota. No encontro em Viena estiveram presentes os actores internacionais envolvidos no conflito, como os principais aliados do Presidente sírio, Bashar al-Assad, Rússia e Irão, e os seus principais adversários, Estados Unidos, Arábia Saudita e Turquia.
Cerca de vinte países fizeram representar-se na reunião, assim como a União Europeia e a ONU, com o desafio de formular um plano aceitável tanto para o Governo sírio
como para as milícias opositoras apoiadas pelos Estados Unidos e seus aliados árabes. Os grandes ausentes na reunião são as próprias partes que se enfrentam na guerra
Síria, tanto Al-Assad como as diferentes facções opositoras.
Nova fase
Ao fim de oito horas de intensos debates, em que a China também participou, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, declarou aos jornalistas o “começo de um novo processo diplomático”. O chefe da diplomacia norte-americana disse que Washington continua a acre-
(O Governo de Pequim) “continua disposto para continuar a trabalhar com a comunidade internacional em busca de consenso” Hua Chunying Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Hua Chunying
ditar que a saída do poder de Assad irá facilitar o caminho para um acordo que determine o fim da guerra civil na Síria, bem como irá ajudar na luta contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI). As 19 delegações estrangeiras presentes em Viena acordaram voltar a reunir-se daqui a duas semanas para uma nova ronda de conversações. O conflito na Síria teve início em Março de 2011 e já deixou mais de 250 mil mortos e 13 milhões de refugiados, numa onda de deslocados sem precedentes desde a II Guerra Mundial, segundo dados da ONU.
Conselheiro de Estado diz que país assumirá maior responsabilidade global
Pequim quer crescimento económico médio anual de “pelo menos 6,5%”
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A
conselheiro de Estado chinês, Yang Jiechi, o responsável máximo pelos Negócios Estrangeiros da China, disse ontem que o “gigante asiático” assumirá maiores responsabilidades políticas globais à medida que se desenvolve. Yang, que falava num fórum com ex-líderes oriundos de vários países, sublinhou que a China trabalhará em conjunto com a comunidade internacional em questões como a luta contra o terrorismo, as alterações climáticas, ou epidemias globais. “Também colaboraremos na resolução de assuntos pendentes como os da península Coreana, onde a China
defende a desnuclearização”, afirmou o ex-ministro, que desde a ascensão ao poder do actual Presidente chinês Xi Jinping, em 2013, foi promovido a Conselheiro de Estado. “A China procura uma relação estável e equilibrada com as grandes potências”, acrescentou, citado pela agência EFE, vincando os esforços em prol de uma nova relação mais cooperante com os Estados Unidos e parceiras estratégias com a Rússia e a União Europeia. Segundo Yang, a ascensão da China na política e economia internacionais, “trará novas possibilidades a estes e outros actores”.
“Nos próximos cinco anos, e ao abrigo do 13.º plano quinquenal (2016-2020), a China fará transacções comerciais com outros países do mundo no valor total de dois biliões de dólares, investirá 500.000 milhões no exterior e 500 milhões de chineses farão turismo fora do país”, disse. Políticos e economistas de todo o mundo reúnem até hoje na II conferência para a compreensão da China, com que Pequim procura divulgar a sua visão sobre o seu próprio desenvolvimento político e económico e o seu impacto global.
China espera atingir um crescimento económico médio anual de “pelo menos 6,5%”, até 2020, disse o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, na primeira alusão do género desde que a liderança do país se reuniu na semana passada. “Propomos uma meta que permita criar uma sociedade moderadamente próspera até 2020, o que exige um crescimento médio anual de pelo menos 6,5% ao longo dos próximos cinco anos”, afirmou Li, citado pela imprensa estatal. A liderança chinesa está a encetar uma transição no
modelo de crescimento do país, visando maior ênfase no consumo doméstico, em detrimento das exportações e investimento, que asseguraram três décadas de trepidante, mas “insustentável”, crescimento económico. Na semana passada, o Comité Central do Partido Comunista Chinês, a cúpula do poder na China, definiu um “crescimento económico médio alto” como a meta para os próximos cinco anos e a partir de 2016. O mesmo documento aponta como objectivo dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) e o PIB ‘per capita’ de ambos os resi-
dentes urbanos e rurais até 2020, face a 2010. As decisões foram anunciadas após uma reunião de quatro dias à porta fechada, que serviu também para vaticinar o fim da política “um casal, um filho”, abolindo um rígido controlo da natalidade que durava desde 1980. Em 2014, a economia chinesa cresceu 7,4%, o nível mais baixo das últimas duas décadas, enquanto no terceiro trimestre deste ano avançou 6,9%, o ritmo mais baixo desde o pico da crise financeira internacional, em 2009.
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artes, letras e ideias
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ing Hao “Bifa Ji”
Notas Sobre o Método do Pincel
O pintor divino (ou inspirado) não faz nenhum esforço mas alcança as formas espontaneamente ao seguir as transformações da natureza1. O pintor maravilhoso penetra com o seu pensamento a natureza de tudo no céu e na terra; e assim as coisas escorrem do seu pincel de acordo com a verdade do motivo. O pintor original (ou espantoso) desenha vastas linhas que não estão de acordo com a verdade do motivo; as coisas que ele faz são estranhas e fantásticas e bastante desajustadas. Este é o resultado de trabalhar com o pincel sem pensar. O pintor hábil esculpe e reúne pedaços de beleza que, cada um, parece estar de acordo com os grandes princípios. Ele força o desenho e trabalha de uma maneira extremamente exagerada. Deve ser dito que a realidade não
é suficiente para ele, de tal modo faz alarde de tantos floreados2. Há quatro aspectos no trabalho do pincel, são os chamados; músculos, carne, ossos e espírito. As pinceladas curtas e cortadas são chamadas músculos; as pinceladas que sobem e descem e compõem a realidade são designadas de carne; as que são firmes e directas do princípio ao fim, são chamadas de ossos, enquanto as linhas que são invencíveis (nunca se partem) podem ser chamadas de espírito vital. Daqui pode deduzir-se que a tinta é um assunto fundamental; se se perde o corpo da tinta (i. e. se o tom é demasiado leve), o espírito é derrotado, os músculos morrem e não há carne. Quando as linhas são cortadas, não há músculos, apenas uma aparência descuidada e nada de ossos.
1 - Zhuangzi: «Se a mente está clara, a acção apropriada aparece naturalmente.» (Cap. VII); ou ainda: «Aqueles que vivem no Dao fazem sem fazer, e assim a sua natureza se realiza.» (Cap. VI), etc. 2 - A classificação dos pintores em categorias tornar-seia recorrente em muitos tratados de pintura. Dos mais antigos a fazê-lo será o Tang Chao Minghua Lu (c. a. D.
840) de Zhu Jingxuan, que distingue três graus: o inspirado (shen), o excelente (xiu) e o competente (neng). Todos estão ainda subordinados a três níveis: superior, médio e inferior. No entanto ele admite excepções para três mestres não ortodoxos, esses trabalham o Yi, a «ideia», um conceito complexo e fundamental só acessível quando o espírito está completamente desimpedido e sem entraves.
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artes, letras e ideias 15
Paulo Maia e Carmo tradução e ilustração
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luz de inverno
Boi Luxo
Valerie a Tyden divu, Jaromil Jires, 1970
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alerie… é um filme que permanecerá sempre como algo de íntimo. Pode pensar-se que mais ninguém viu este filme e que aquilo que pensamos que ele é não passa, afinal, de um grande engano ou de algo que nos aconteceu na florescência da adolescência. Housu, de Nobuhiko Obayashi, também é assim - partindo do princípio que existe e que não é apenas uma alucinação. Valerie… é a prova de que existem vampiros - e não apenas no cinema - e de que os padres e a religião são uma influência perniciosa para o crescimento. Assim, é um filme que sublinha um tipo de credibilidade. No que diz respeito ao crescimento e à função mágica da inocência estou preparado para acreditar mais neste filme que em qualquer outra fonte. Seria tentador repetir algum texto que aqui já se ofereceu sobre a Nova Vaga checoslovaca mas não seria mais do que isso, uma repetição. Chegue recordar que na Checoslováquia se fizeram alguns dos mais interessantes filmes europeus dos anos 60 e 70. Parte dos nomes mais conhecidos deste saboroso cinema já por aqui passaram, Jan Svankmajer (a propósito de um filme de 1994, Fausto), Vera Chytilová (o delicioso, voluptuoso, surrealista Sedmikrásky/Daisies, 1966) e Juraj Herz (o inquietantemente actual Spalovac mtrvol/The Cremator, 1969).
Lembrar que, para além dos filmes em cima indicados, o hilariante The Firemen’s Ball, de Milos Forman, o intrigante Closely Watched Trains, de Jiri Menzel e o extraordinário Marketa Lazarová, de Frantisek Vlacil (talvez o filme cujo desconhecimento geral mais me espanta) são dos anos 60, serve como alerta suficiente para a riqueza do cinema checoslovaco desta época de aberturas e repressões. Jan Svankmajer estava ainda a fazer apenas as muitas curtas metragens que o tornaram famoso e que não terão deixado de marcar toda esta geração. A sua primeira longa metragem, Alice, é de 1988.* Valerie é a rapariga de 13 anos a cujo crescimento assistimos. O aparecimento da sua primeira menstruação marca o início de uma viagem em que ela se vê assaltada pelo mundo, num ambiente pagão e surrealista onde o sangue que os vampiros desejam tem uma marca central para além da marca da sua entrada no mundo adulto. A jovem pende mais para a chegada de um grupo de actores que para a chegada (ansiosamente esperada pela erótica avó, fria como a neve) de um grupo de missionários. Esta avó, atraente lúbrica penitente, faz a ponte entre o universo virginal da jovem Valerie e o interesse material, sexual e monstruoso da classe clerical que invade a aldeia e a assedia constantemente. Muitos dos mistérios que se tecem ao longo do filme não alcançam resolução e esta fragmentação narrativa é uma das suas atracções. Aparentemen-
te, os saltos e desvios que no filme se notam reproduzem os que se lêem no livro de Vitezslav Nezval em que aquele se inspirou. De que serve saber quem é o verdadeiro pai de Valerie ou como é que esta sobrevive à fogueira a que o padre que a tenta molestar a condena, quando o que verdadeiramente desejamos é que Valerie olhe para nós de frente e nos assegure de que para lá do mal está a sua inviolável donzelice. No fim, a figura da pequena jovem sai vencedora de todas as ameaças vampíricas e clericais à sua integridade. A opção onírico-vampírica que anima o filme de Jaromil Jires - seguindo uma tradição narrativa popular estabelecida no cinema da Europa de Leste que os vários regimes comunistas não viam como ofensiva – torna-se mais dolorosa se a virmos como um desesperado escape à repressão e ao obscurantismo que se seguiu às aberturas da Primavera de Praga. Explica Jana Prikril (autora do texto que acompanha uma edição recente do filme) num artigo constante de uma edição de início de Outubro de 2015 da NYRB, que esta é uma altura em que as autoridades checoslovacas baniram os filmes de alguns dos autores mais famosos mas se esforçaram, também, por manter a ilusão de uma cinematografia continuada e de sucesso. Ironicamente (veio a descobrir-se mais tarde), o poder via Menzel e Jires como dois realizadores capazes de fazer, com sucesso, filmes acessíveis ao
público. Não foi isso que aconteceu com este filme que aqui se distingue.** Com o onirismo e o cliché do filme de vampiros mistura Jires uma outra face pagã e lírica, e desta ousada fusão resulta um filme que os censores inexplicavelmente não proibiram - como acontecera com a sua longa metragem anterior, The Joke (1969), muito mais abertamente crítica e de um nihilismo mole humoristicamente contrário ao optimismo oficial dos inícios do comunismo da era do pós-guerra. O absurdo de algumas das demonstrações de Valerie age eficazmente como exibição dos absurdos do regime mas os seus censores parece não terem entendido a sua mecânica. Passados quase 50 anos, Valerie a Týden divu torna-se cada vez mais delicioso e cada vez mais improvável. Ao contrário de Krik/The Joke ou Zerk/The Cry, a passagem do tempo tem-lhe trazido favores inesperados. * ver as cerca de 15 curtas-metragens que Jan Svankmajer realizou nos anos 60 e 70 é um inestimável avanço no conhecimento do cinema checoslovaco destas duas décadas. Svankmajer continua em actividade e espera-se com ansiedade a conclusão de The Insects. ** O regime queria “filmes para o público, filmes para hoje, filmes para socialistas”. Quase 50 anos depois é espantoso e doloroso verificar que há países em que esta prática totalitária persiste e que filmes que deveriam ser orgulhosamente celebrados como exemplos de criatividade são, ao invés, escondidos da população ao mesmo tempo que os seus autores são perseguidos.
( F ) utilidades
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Cineteatro
O que fazer esta semana
Bridge of spies Sala 1
14.15, 16.45,19.15, 21.45
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Jill wong Com: Nina Paw, Helena Law, Susan Shaw, Jacquelin Chong 14.30, 21.45
Sala 3
Are you here [c]
Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Ding Sheng Com: Andy Lau, Liu Ye, Wu Roufu, Wang Qianyuan 16.30, 19.15
Hoje
Sala 2
Bridge of spies [B]
Filme de: Steven Spielberg Com: Tom Hanks, Mark Rylance, Amy Ryan, Alan Alda
Espectáculo de marionetas e projecção “Pássaro”, da Companhia Les Rémouleurs Ruínas de S. Paulo, das 20h00 às 21h30 Entrada livre
Amanhã Espectáculo “Dançando até ao fim”, de Nir de Volff e Total Brutal Edifício do Antigo Tribunal, das 20h00 às 21h00 Entrada a 50 patacas
Quinta-feira Espectáculo “Rotular sem rótulos”, do Grupo Ergao Dance (Guangzhou) Largo do Senado, das 17h00 às 17h30 e das 20h00 às 20h30 Entrada livre
Sexta-feira
Exposição “Aguadas da Cidade Proibida”, de Charles Chauderlot (até 07/2016) Museu de Arte de Macau Entrada a cinco patacas
Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Tony Chan Com:Angelababy, Ni Ni, Chen Xiao 14.15,17.45, 21.30
Are you here [c]
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Jill wong Com: Nina Paw, Helena Law, Susan Shaw, Jacquelin Chong 14.30, 21.45
Goosebumps [b]
Filme de: Rob Letterman Com: Jack Black, Dylan Minnette, Odeya Rush 16.45, 19.30
3 de Novembro
Morre Henri Matisse
Espectáculo “Dançando até ao fim”, de Nir de Volff e Total Brutal Edifício do Antigo Tribunal, das 20h00 às 21h00 Entrada a 50 patacas
World Press Photo Casa Garden Entrada livre
Bridge wars
Aconteceu Hoje
Documentário “Praias de Plástico”, de Edward Scott-Clarke Vários locais (até quinta-feira), das 19h30 às 21h00 Entrada livre
Diariamente
1.25
Cinema
Our times [b]
Peça “Era sem conflitos 2.0”, de Teatro Heavy Makeup Light Dressup Teatro Hiu Kok, das 20h00 às 21h00 e das 15h00 às 16h00 (até domingo) Entrada a 50 patacas
yuan
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U m d i sco ho j e Cupid Deluxe, de Blood Orange (2014) Sangue britânico a viver em NY, dedica-se a espalhar aquilo que faz melhor: música. Electrónica e R&B são a especialidade da casa. Nas folgas de Blood Orange, Dev Hynes escreve letras para Florence, FKA Twigs e Chemical Brothers. Além deste sólido álbum, recomenda-se uma passagem por Sandra’s Smile, novo single do artista, trazido a público em final de Outubro. De Cupid Love, recomendam-se You’re Not Good Enough e Time Will Tell. O instrumental electrónico e de mistura enquadram-se na perfeição com as participações femininas e de hip hop pelas quais Hynes optou. Leonor Sá Machado
fonte da inveja
• Henri Matisse (1869-1954) foi um pintor, e escultor francês. A sua obra é considerada uma das expressões mais significativa da arte de vanguarda, ao lado de van Gogh, Gauguin, Cézanne e Picasso. Henri Matisse (1869-1950) nasceu em Cateau-Cambrésis, no Norte da França, no dia 31 de Dezembro de 1869. Era filho de próspero comerciante de cereais que achava que os artistas não passavam de boémios. Incentivou o filho a ingressar na Faculdade de Direito em Paris, em 1887. Durante algum tempo, exerceu advocacia e nas horas vagas tinha aulas de desenho. O conflito não passa despercebido à mãe que o presenteia com um estojo completo de pintura, enquanto convalescia de uma cirurgia de apendicite. Com esse material realiza seu primeiro quadro – “Natureza-Morta com Livros”. Em 1896, produz “Natureza-Morta com Pêssegos” e “Natureza-Morta com Faca Negra”. Tem quatro trabalhos aceitos na Sociedade Nacional de Belas Artes. Consegue vender um dos quadros para o governo francês – “Leitora” – dentro de um programa de incentivo ao jovem artista. Em 1897 vende a tela Faca Negra, por 120 francos, e confiante que a fama está perto, casa-se com Amélie Parayre. Em 1899 deixa a Escola de Belas Artes. Compra a tela “Três Banhistas”, de Cézanne e “Henri Rochefort”, um busto de Rodin. Em 1901, Henri Matisse expõe no Salão dos Independentes. Em 1904 realiza a primeira exposição individual na Galeria Vollard. Em 1995, no Salão de Outono expõe uma obra-prima “Luxo, Calma e Volúpia” que é logo comprada. No ano seguinte encabeça a rebelião dos “fauvistas” – pintores que trabalham com cores puras e de alto contraste. Em 1908 abre sua academia, e começa a ganhar fama no exterior. Nesse mesmo ano faz exposição em Nova York, Londres e Moscovo. Em 1911, Henri Matisse pinta “Natureza-Morta com Peixes Vermelhos”, considerada sua obra de transição, onde as pinceladas claramente visíveis são o que resta do passado, enquanto uma série de planos sem volumes, sugerindo o espaço pela diagonal e pela variação de cor, dá a ideia dos seus trabalhos futuros. Em 1947 recebe a Legião de Honra e em 1950 recebe o grande prémio na XXV Bienal de Veneza. Em 1952 é inaugurado o Museu Henri Matisse em Cateau-Cambrésis.
João Corvo
A Festa da Lusofonia depois das dez não pia.
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opinião
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Mariana Mortágua in Esquerda.net
Tachos de lata
E
Martin Scorsese, Goodfellas
m2011,PassosCoelhoprometia não levar para o Governo “amigos, colegas ou parentes, mas sim os mais competentes”. Já depois de convocadas as eleições de 2015, o Governo PSD/CDS contornou as suas próprias regras e nomeou centenas de dirigentes para a Função Pública. Em 2011, Passos Coelho prometia não levar para o Governo “amigos, colegas ou parentes, mas sim os mais competentes”. Para isso até criou a Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CReSAP). O leitor pode espantar-se, mas é esse mesmo Governo que acaba por fazer 14 nomeações definitivas para os Centros Distritais da Segurança Social, todas atribuídas a quadros do PSD e do CDS. E logo no Ministério de Mota Soares, campeão da demagogia anti-tacho. O que é que aconteceu? Ao que parece, a incapacidade da CReSAP para realizar todos os concursos bastou para que fossem feitas várias nomeações de substituição, livres de quaisquer regras. Chegado o momento do concurso, esse tempo de substituição exercido nos cargos da Administração Pública contou como “experiência” no currículo destes militantes. Os cargos intermédios também estão fora do crivo da CReSAP. E por isso foi possível ao Governo, já depois de convocadas as eleições, contornar a suas próprias regras e nomear centenas de dirigentes para a Função Pública. Segundo consta, no Ministério da Defesa até foram criados novos cargos na semana anterior às legislativas. Apesar de todo o seu moralismo e arrogância, Passos Coelho não cumpriu nada do que prometeu. Só a hipocrisia do discurso se tornou mais sofisticada.
cartoon china extingue política do filho único...
Anomeação de fiéis do partido para lugares no Estado é uma forma de recompensa às tropas, mas não é só isso. Em áreas tão delicadas como a Segurança Social, o assalto às esferas de direcção possibilita a concretização de uma visão ideológica, sem escrutínio ou contestação. Por isso ninguém desafia ou denuncia, e por isso é tão difícil travar o desmantelamento dos serviços de protecção social ou a sua entrega a instituições privadas (também elas, muitas vezes, controladas pela Direita).
Em 2011, Passos Coelho prometia não levar para o Governo “amigos, colegas ou parentes, mas sim os mais competentes”. Já depois de convocadas as eleições de 2015, o Governo PSD/CDS contornou as suas próprias regras e nomeou centenas de dirigentes para a Função Pública. Saibamos separar o trigo do joio. A Administração Pública não se confunde com os “boys”, muitas vezes incompetentes, colocados pelos partidos nos cargos dirigentes. Além deles, existe o esforço dos seus trabalhadores. Funcionários e quadros que o Governo prometeu proteger para acabar com os tachos, vindo a fazer exactamente o contrário.
por Stephff
opinião 19
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Tânia dos Santos
Casual
O
sexo casual define-se pela inexistência de sentimentos românticos pelo parceiro, que pode ser de curto ou de longo-prazo. Quando é de curto-prazo, i.e., uma única noite de loucura com alguém que acabámos de conhecer, é mais vulgarmente e internacionalmente conhecido como ‘one night stand’. O sexo casual de longo-prazo, refere-se a um relacionamento que pressupõem encontros sexuais regulares mas que não pressupõem qualquer actividade romântica, ou amor entre os envolvidos. O sexo casual parece ser uma prática comum no século em que vivemos, com alguns fervorosos adeptos e outros menos. Diz a Psicologia Evolutiva que os homens têm mais queda para estas coisas casuais, especialmente as de uma noite, porque, assim, podem plantar a sua semente por um maior número de corpos, ou seja, aumentar a sua possibilidade de transmissão genética. As mulheres, por seu turno, irão preferir estratégias de acasalamento de longo prazo porque, pronto, se de facto quiserem deixar parte da sua carga genética ao mundo, implica um investimento de pelo menos 9 meses e não é um decisão que se tome de ânimo leve. Por isso, de uma forma muito geral, isto vem justificar as nossas escolhas relativamente à natureza dos encontros sexuais que pretendemos com base no nosso passado animalesco que era, de facto, muito orientado para a procriação. Diria eu que agora, a dinâmica não segue tão estrita explicação porque, bem, acho que não víamos sexo a acontecer de todo. Há homens que escolhem ter mais encontros casuais porque há mulheres que os querem, e vice-versa. Diz a minha ingenuidade que há de haver gostos para tudo, entre homens e mulheres, para satisfazer a diversidade sexual de cada um. Sócio-sexualidade é o conceito desenvolvido na comunidade científica para descrever uma maior queda para sexo casual regular. Não sei o porquê da escolha de vocábulo, talvez porque é preciso ser-se sociável, um ser extrovertido, para o sexo. Por isso, o sexo casual é para quem é socialmente aberto, e diga-se que é preciso muita lábia e técnica de engate para conseguir chegar à loucura que uma noite pode proporcionar. Percebemos, por isso, que sexo casual de curto-prazo é o resultado de uma atracção estritamente física que se quer ver satisfeita - na hora. Entende-se de forma diferente os amigos coloridos, amigos com benefícios ou os ‘fuck buddies’, neste caso tratam-se de encontros entre dois conhecidos, amigos ou não, com o único propósito aliviar as góna-
sexanálise
Edward Zwick, About last night
taniarsdossantos@gmail.com
das, desenferrujar as dobradiças, lubrificar a máquina sexual. Trata-se de não só satisfazer desejo mas de manter a sexualidade aberta em actividade. Esta é a visão puramente instrumental do sexo, i.e., eu quero, tu queres e por isso devemos aliviarmo-nos juntos. Sem complicações e sem o problemático amor envolvido, sexo parece ser muito simples
de ser solucionado. As complicações que aparecem são de outra natureza, caem nos mal-afamados estereótipos e expectativas que põem os homens numa categoria de reis e as mulheres em categorias várias (mas que não são de rainha). O cliché avisa-nos, contudo, que relações que duram no tempo e que se descrevem como exclusivamente sexuais são impossí-
“O cliché avisa-nos, contudo, que relações que duram no tempo e que se descrevem como exclusivamente sexuais são impossíveis de ser alcançáveis. Acabarão quando um dos dois se apaixonar”
veis de ser alcançáveis. Acabarão quando um dos dois se apaixonar. Alcançando, assim, o prólogo que eu pretendia com a reflexão que se impõe: como é que o amor se relaciona com sexo ou de que forma podem ser tratadas como exclusivas ou emparelhadas? A casualidade, muitas vezes entendida como aleatória, oferece ao imaginário sexual uma novidade, uma excitação que depende do desconhecido e do desejo em alcançar mares nunca dantes navegados (apelando ao português que há em nós). Numa noite explora-se o que se pode, em encontros que se repetem no tempo talvez se explore um pouquinho mais, até porque o gradual à vontade vai permitir formas de comunicação sexuais cada vez mais sofisticadas.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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Ténis João Sousa campeão em Valência
Mais uma página de história. João Sousa conquistou este domingo em Valência o segundo título ATP da carreira, ao derrotar na final o espanhol Roberto Bautista Agut, número 24 ATP, por 3-6, 6-3 e 6-4, numa final em que chegou a estar em desvantagem por 3-6 e 1-3. Com uma exibição na garra, em que foi subindo de nível ao longo do encontro, João Sousa deitou para trás das costas as recentes finais perdidas e conseguiu finalmente agarrar o tão desejado segundo título de carreira, em condições de jogo (piso rápido coberto) muito semelhantes às do anterior, em Kuala Lumpur. Com este triunfo, Sousa vai subir ao 34.º lugar do ranking mundial, o mais alto de sempre de um tenista português na hierarquia ATP.
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Cigarros electrónicos SS mantêm posição e alertam população
Verdades enganosas O s Serviços de Saúde (SS) reafirmam a sua posição relativamente aos cigarros electrónicos e reagem às declarações de uma associação local que indica que os fumadores “esperam usufruir do direito de utilização” do aparelho em causa: os SS estão contra. “Os SS alertam que a investigação apresentada contém elementos enganosos e neste contexto critica de forma rigo-
rosa, afirmando que estão contra a posição que foi assumida, e ao mesmo tempo salientam que a posição e as opiniões emanadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é que são válidas e orientadoras”, indica um comunicado das autoridades. No mesmo documento, os SS indicam que em Setembro de 2008 a OMS publicou um estudo em que afirmava “que o cigarro electrónico não era adequado para a cessação tabagista, salientando,
ainda, que não existem provas científicas que confirmem que o cigarro electrónico é seguro e eficaz, além de que as pesquisas rigorosas efectuadas pelo sector não evidenciam que o cigarro electrónico constitua uma terapia de reposição de nicotina segura e eficaz”.
Engana-me que eu gosto
“Promover o cigarro electrónico como forma eficaz de cessação tabagista dos fumadores é enganar
o público”, reforçam os SS. O ano passado, o relatório de sistema electrónico de entrega de nicotina, também da responsabilidade da OMS, indica que “não foi confirmada a eficácia do cigarro electrónico como uma ajuda aos fumadores na cessação tabagista para terminar a dependência da nicotina”, antes pelo contrário, o relatório indica que “quanto mais as pessoas aumentarem o uso do cigarro electrónico mais vontade têm de passar a utilizar o tabaco”. Ainda este ano, reforçam os SS, a OMS afirmou “que os ingredientes do cigarro electrónico para além da nicotina ainda contêm propilenoglicol, podendo ou não conter glicerina e odornantes. Os líquidos usados no cigarro electrónico e as substâncias lideradas contêm, ainda, outras substâncias químicas, das quais uma parte é até considerada tóxica”. Assim, escrevem as autoridades o cigarro electrónico “apresenta perigos consideráveis para a saúde do ser humano”, justificando o introdução destes cigarros na proposta da lei à revisão da Lei sobre o Tabagismo, aprovada na generalidade na Assembleia Legislativa. Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo