Nº 4798 TERÇA-FEIRA 29-6-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
hoje macau
RÓMULO SANTOS
MOP$10
TEMPO INSTÁVEL NA COSTA DE GUANGDONG AFECTA MACAU
RUAS QUE SÃO RIOS PÁGINA 6
SERVIÇOS DE INCÊNDIO JOSÉ SIMÕES MORAIS
MORTE DE UM APICULTOR PAULO JOSÉ MIRANDA
UNIÃO EUROPEIA
SINOPHARM NÃO APROVADA GRANDE PLANO
BIENAL DE MACAU
FOGO DE JOÃO MIGUEL BARROS PUB.
EVENTOS
Cloee vai a jogo A lista “Novos Jogos de Macau”, liderada por Cloee Chao, foi oficializada ontem. Sem estar ligada a qualquer figura proeminente da ala pró-democracia, Cloee Chao considera que as eleições de Se-
tembro serão bem mais competitivas que as de 2017. A candidata teme que no fim do processo de atribuição das concessões, os direitos dos trabalhadores do jogo se degradem.
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COVID-19 PORTUGAL NÃO RECONHECE VACINAS DA SINOPHARM
Aprovação em standby
“A OMS já reconhece a vacina da Sinopharm, por isso acredito que aos poucos os restantes países também vão reconhecê-la.” Tai Wa Hou, coordenador do plano de vacinação contra a Covid-19
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S portugueses que foram inoculados com a vacina da Sinopharm e queiram entrar em Portugal apresentando apenas prova de vacinação estão impedidos de entrar. Segundo a Direcção Geral da Saúde (DGS), num esclarecimento à Agência Lusa, apenas são reconhecidas para efeitos de entrada as vacinas aprovadas pela Comissão Europeia, por sugestão daAgência Europeia de Medicamentos (EMA), ou seja, a BioNTech-Pfizer, que está disponível em Macau, a Moderna, AstraZeneca e Janssen. Segundo a explicação, quem foi vacinado com a BioNTech não encontra problemas à entrada. Contudo, se a inoculação foi através do outro fármaco disponível em Macau, a Sinopharm, ficam impedidas de entrar através do comprovativo de vacinação. Apesar desta nuance, os portugueses não ficam impedidos automaticamente de viajar para Portugal, ou outro país da União Europeia. Para garantir a entrada, existem duas alternativas. A primeira é apresentar um teste de ácido nucleico com resultado negativo. A colheita tem de ser feita nas 72 horas anteriores à entrada em Portugal. Será necessário igualmente fazer um teste rá-
À semelhança da maior parte dos países da União Europeia, Portugal não reconhece a vacina da Sinopharm. Os vacinados com o produto mais popular em Macau têm de apresentar teste de ácido nucleico com validade de 72 horas para poder entrar em território europeu
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pido de antigénio (TRAg), de uso profissional, cuja amostra tenha sido colhida nas 48 horas antes da entrada em Portugal. A outra alternativa é dirigida a quem já foi infectado e recuperou da infecção de covid-19. Nestes casos, avança a Lusa, os portugueses devem entrar mediante a apresentação de um certificado de recuperação, no caso de já ter contraído a infecção. Segundo a DGS, as pessoas recuperadas da covid-19, titulares de certificado válido, emitido entre os 11º e o 180º dia, após a realização de teste laboratorial (positivo), que confirmou o diagnóstico de infecção por SARS-CoV-2, poderão entrar em Portugal.
Pouco a pouco
Segundo Tai Wa Hou, coordenador do plano de vacinação contra a covid-19, o reconhecimento da Sinopharm deverá ser uma questão de tempo, depois da Organização Mundial de Saúde ter aprovado a vacina. “A OMS já reconhece a vacina da Sinopharm, por isso acredito que aos poucos os restantes países também vão reconhecê-la”, disse Tai. “Os dados da Sinopharm estão publicados nos boletins internacionais. Há países do mundo inteiro a usarem as vacinas da Sinopharm”, vincou. Por sua vez, o Conselheiro das Comunidades Portu-
guesas, Gilberto Camacho, considera que o não reconhecimento não deverá ter grande impacto nas restrições do regresso ao país. A posição é justificada não só com o facto de haver alternativas que garantem a entrada, mas também pela preferência pela vacina BioNTech entre a comunidade portuguesa. “O que tenho visto é que em Macau os portugueses preferem de longe a BioNTech. Obviamente que há casos de pessoas que tomaram a Sinopharm, mas, acho que os portugueses escolheram na sua grande maioria a BioNTech”, justificou. Por outro lado, Camacho recusa ver motivos políticos na decisão, por enquanto, e acredita que o reconhecimento é uma questão de tempo. “A União Europeia sabe que a Organização Mundial de Saúde já autorizou a utilização da Sinopharm para a uso de emergência, só que ainda não seguiu o mesmo caminho. Eu acredito que a decisão está dependente dos testes autónomos à vacina”, afirmou. “Acredito que no espaço de um ou dois meses esse reconhecimento seja feito. Ainda há pouco tempo autorizaram as entradas e o levantamento de algumas restrições, por isso acredito que uma leitura política de decisão só pode ser feita daqui a uns meses”, acrescentou. A crença no reconhecimento por parte do conselheiro tem ainda por base as relações entre as partes envolvidas. “Acredito que vai ser reconhecida, até porque países como a Hungria, que faz parte da União Europeia, já utilizou a vacina chinesa e com bons resultados. A Europa também tem boas relações com a China. É uma questão de tempo”, sublinhou.
Preocupação na altura de viajar
Português a residir em Macau, José Esteves é médico e foi inoculado com a vacinação da Sinopharm. No entanto, diz não estar muito preocupado pela vacina ainda não ser reconhecida, até porque só tem planos para viajar em Dezembro. “A minha esperança é que quando tiver necessidade de viajar que a questão esteja resolvida. Por isso, o problema para mim tem a ver com o grau de imunidade que vou ter, quando em Dezembro for visitar a família, uma vez que me vacinei logo no princípio”, admitiu. “A necessidade de reforço é uma questão que já
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“Obviamente que há casos de pessoas que tomaram a Sinopharm, mas, acho que os portugueses escolheram na sua grande maioria a BioNTech.” GILBERTO CAMACHO CONSELHEIRO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS
se discute para as outras vacinas. Começa a haver muita discussão sobre a necessidade de reforço das vacinas”, acrescentou. José Manuel Esteves recordou igualmente que o pedido de reconhecimento da vacina entrou naAgência Europeia de Medicamentos (EMA na sigla em inglês), que já conta com a aprovação para utilização de emergência pela OMS e que é utilizada em países da Europa. “Há países europeus que já utilizam a vacina, por isso espero que a EMA, se não tiver em conta apenas questões políticas, que acabe também por aprovar estas vacinas”, vincou. “A OMS já aprovou a Sinopharm e a Sinovac e as duas estão a ser comercializadas pela China. Por isso, tenho a esperança que a EMAtambém venha aprovar”, concluiu.
Outras vacinas
A Sinopharm não é a única vacina chinesa a não ser reconhecida, o mesmo acontece com a Sinovac, que apesar de não ser administrada em Macau, tem sido utilizada em Hong Kong.Alista de vacinas não reconhecidas inclui ainda a Sputnik (russa), Covaxin (indiana), Epivaccorona (russa) ou a Soberana (cubana), entre outras. Segundo os dados dos Serviços de Saúde (SSM), até ontem domingo havia 98.665 pessoas inoculadas com as duas doses da vacina e 129.455 que já tinham sido vacinadas com a primeira dose. No total foram administradas 325.418 vacinas. Segundo a informação de Abril, quando havia 69.149 pessoas vacinas, a Sinopharm era a mais popular e representava 85,2 por cento das inoculações, o que representava 58.931. A BioNTech tinha sido utilizada em 14,8 por cento das ocasiões, ou seja, em 10.218 inoculações. João Santos Filipe
Sentados à mesa Macau em negociações com Cantão para agilizar circulação
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S autoridades de Macau estão a negociar com a Província de Cantão a possibilidade de facilitar a circulação através da validade dos testes de ácido nucleico. A revelação foi feita ontem por Tai Wa Hou, coordenador do plano de vacinação contra a Covid-19. “A situação em Guangzhou está cada vez mais controlada e estamos em negociações com as autoridades competentes. Estamos a discutir a possibilidade de prolongar a validade dos resultados dos testes para quem tiver uma dose da vacina”, afirmou Tai. “Só que ainda não sabemos quando a medida pode ser implementada e em que moldes vai ser implementada... Falta uma análise técnica”, acrescentou. Tai disse também que a primeira dose da vacina em conjugação com o teste de ácido nucleico é suficiente para garantir “um certo nível de segurança”, que permite reestabelecer a circulação com menos restrições. Todavia, neste momento, ainda não há moldes para essa circulação. O responsável foi igualmente questionado sobre a diferença de restrições entre Hong Kong e Cantão. Segundo, Tai Wa Hou a comunicação com o Interior é chave para haver um tratamento melhor. “Com Hong Kong vamos começar as negociações quando houver 28 dias sem casos locais. Só nessa situação é que podemos começar a negociar com Hong Kong”, afirmou Tai. Contudo, o responsável indicou também que as autoridades vão estar “atentas à situação real” e aos desenvolvimentos da RAEHK. Em comparação, o coordenador do programa de vacinação explicou que “há uma comunicação madura” com as autoridades do Interior, que permite tipo diferente de circulação com menos restrições.
Restrições diferentes
Tai Wa Hou apontou igualmente que há restrições diferenciadas porque as condições nas regiões de
Hong Kong e do Interior são diferentes.Ao mesmo tempo foi afastada qualquer tipo de outra negociação, além das existentes com o Interior. “Só estamos a negociar com o Governo Central porque queremos ver primeiro a circulação com o Interior”, reconheceu Tai acrescentando que este movimento será mais fácil com o continente do que Hong Kong. Quanto aos estudantes no exterior que querem regressar a Macau para passar as férias de Verão, os SSM PUB.
estão a coordenar-se para levarem as pessoas que chegam para o Terminal de Pac On, onde vão ser testados antes de serem levados para os hotéis de quarentena. Os Serviço de Turismo avançaram também que a coordenação está a ser feita para trazer um grupo de 16 residentes retidos na Tailândia. Durante o dia de ontem, o deputado José Pereira Coutinho também chamou à atenção para o assunto. J.S.F.
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SÍMBOLOS NACIONAIS DÚVIDAS DE UTILIZAÇÃO ESCLARECIDAS NO IAM EM CONTACTO
Para ocasiões especiais
Os deputados que analisaram a proposta de alteração à lei de utilização e protecção dos símbolos nacionais elogiaram a postura de cooperação do Governo. Ho Ion Sang indicou também que o Governo pretende que os cidadãos esclareçam dúvidas sobre o uso de bandeira ou emblema nacionais através do ‘IAM em contacto’ e dos Serviços dos Assuntos de Justiça
Regulamentos na calha
A proposta de lei prevê o incentivo do uso dos símbolos nacionais, incluindo a possibilidade de utilização em ocasiões solenes “para expressar sentimentos patrióticos”. Mas não é para ser usado todos os dias. “Na opinião do Governo, não é adequado usar o emblema nacional para tomar refeições em restaurantes ou participar em actividades gerais com bola, mas é adequado nas actividades comemorativas do Estado”, indica o parecer da comissão. Algumas partes da aplicação prática da lei só serão especificadas mais tarde. O Governo explicou que o regulamento administrativo sobre a fiscalização da recolha da bandeira será alterado. Entretanto, o parecer esclarece que os Serviços de Alfândega e o Corpo de Polícia de Segurança Pública terão “o poder de fiscalização sobre as situações em que a bandeira nacional é hasteada ou colocada de forma invertida ou descartada de modo displicente”. Além disso, será criado um novo regulamento sobre as ocasiões para o hastear da bandeira. “Segundo o proponente isto também vai ser regulado por um regulamento administrativo. (...) Vai aditar mais locais, por exemplo museus”, apontou Ho Ion Sang.
GCS
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1ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa assinou ontem o parecer para alterar à lei sobre a utilização e protecção da bandeira, emblema e hino nacionais. “Entendemos que a proposta de lei responde às alterações introduzidas nas leis nacionais”, comentou Ho Ion Sang, deputado que preside à comissão. No parecer, são tecidos elogios à atitude do Executivo. “A postura de cooperação e abertura encontrada nos membros do Governo contribuiu, decisivamente, para o bom resultado e para a análise aprofundada da proposta”, pode ler-se.
De entre as informações prestadas anteriormente pelo Governo, Ho Ion Sang destacou que “no futuro se os residentes tiverem dúvidas na utilização da bandeira ou emblema, podem consultar os Serviços dos Assuntos de Justiça”. “Além disso, considerando que actualmente a maior parte das pessoas utilizam o ‘IAM em contacto’, o Governo irá coordenar os trabalhos da área da Justiça e do IAM (Instituto para os Assuntos Municipais) para que os residentes tirem dúvidas sobre o uso de bandeira ou do emblema através do ‘IAM em contacto’”, acrescentou.
“Na opinião do Governo, não é adequado usar o emblema nacional para tomar refeições em restaurantes ou participar em actividades gerais com bola, mas é adequado nas actividades comemorativas do Estado.”
Salomé Fernandes
1ª COMISSÃO PERMANENTE DA AL
NAPE Operários preocupados com falta de centros de saúde na zona
Os deputados ligados à Federação das Associações dos Operários de Macau querem saber se o Governo considera construir centros de saúde e outras infraestruturas comunitárias nos novos aterros urbanos planeados para junto do NAPE. Em interpelação escrita, os deputados Ella Lei, Leong Sun Iok, Lam Lon Wai e Lei Chan U
demonstraram preocupação por não existirem centros de saúde, nem planos de construção, para fazer face o aumento da população naquela zona da cidade. Para os deputados, a instalação das infraestruturas na zona serviria também para aliviar a pressão do trânsito, visto que contribuiria também para reduzir o número de deslocações da população. “O aperfeiçoamento das instalações de novos serviços sociais nesta zona irá contribuir, não só para a resolução dos problemas da população, mas também para a criação de efeitos sociais positivos”, pode ler-se na interpelação.
ELEIÇÕES ANGELA LEONG EM SUFRÁGIO INDIRECTO COM CHAN CHAK MO
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deputada Angela Leong, que desde 2005 tem concorrido a um assento na Assembleia Legislativa pela via directa, concorre às legislativas de Setembro pela via indirecta ao lado do deputado Chan Chak Mo pelos sectores cultural e desportivo. Alista, denominada União Cultural e Desportiva Sol Nascente, apresentou ontem à Comissão dos Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) os candidatos e programa político. Chan Chak Mo, que tem concorrido pela
via indirecta, disse que pretende continuar a impulsionar o desenvolvimento destas áreas. A lista deseja também que seja feito um investimento na formação de quadros qualifi-
cados nas áreas do desporto e da cultura, esperando que o Governo possa melhorar as infra-estruturas para a prática desportiva, a fim de Macau se tornar num território em
destaque nas competições internacionais. Já Angela Leong, também directora executiva da Sociedade de Jogos de Macau, referiu que, para estas eleições, é apoiada pelos veteranos e associações destas duas áreas, pretendendo dar o seu melhor para incentivar a realização de mais actividades culturais e desportivas. Para a deputada, este tipo de eventos pode levar à diversificação da economia de Macau, além de impulsionar a integração regional.
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ELEIÇÕES CLOEE CHAO PREOCUPADA COM IMPACTO DAS LICENÇAS DE JOGO
A mulher do leme RÓMULO SANTOS
A lista da “Novos Jogos de Macau” foi ontem oficializada e terá Cloee Chao ao comando. Focada na defesa dos trabalhadores dos casinos, a candidata antevê “elevada” competição nas eleições de Setembro e mostrou-se preocupada com o impacto que a renovação das licenças de jogo pode ter nos funcionários do sector. A concretização da Lei Sindical é outra das apostas de Cloee Chao
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rídicos, os trabalhadores do sector do jogo deviam ser enquadrados da mesma forma que os funcionários públicos e que a Lei Sindical, apesar de regulada na Lei Básica, seja concretizada de uma vez por todas. “Acompanhamos a Lei Sindical há vários anos e, apesar de ser regulada na Lei Básica, este ano foi a 11ª vez que foi rejeitada. Queremos que o poder operário esteja plasmado na Lei Sindical. Os candidatos são ou foram funcionários do sector do jogo”, sublinhou a candidata.
Alta pressão
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“N o v o s Jogos de Macau” apresentou ontem a lista para as eleições de Setembro. A encabeçar a candidatura, composta por oito elementos, está Cloee Chao, também ela presidente da Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo. Durante a apresentação da candidatura, Cloee Chao afirmou estar preocupada com a situação laboral dos trabalhadores do sector do jogo, sublinhando que a sua
dizer Cloee Chao. “Algumas empresas do sector do jogo lançaram programas de adesão à reforma voluntária e, ultimamente, recebemos queixas de trabalhadores de Salas VIP que dizem ter sido forçados a reformar-se. Muitas destas salas VIP ameaçam com indemini-
Lei Chan U e Lam Lon Wai oficializam candidatura
SOFIA MARGARIDA MOTA
zações abaixo das 300 mil patacas caso venham a ser despedidos. Temos medo que se torne ainda mais difícil defender os direitos dos trabalhadores após a renovação das licenças de jogo”, concluiu. Cloee Chao defendeu ainda que, em termos ju-
“Nas eleições passadas estávamos mais relaxados porque eramos vistos como uma associação operária com poucas oportunidades de ganhar, mas agora a pressão vem da não participação de Au Kam San e da eventual eleição de Ng Kuok Cheong.” CLOEE CHAO CANDIDATA
Economia no centro
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S actuais deputados Lei Chan U e Lam Lon Wai confirmaram ontem que irão continuar a encabeçar a lista da Comissão Conjunta da Candidatura das Associações de Empregados, integrada no sufrágio indirecto pelo sector do trabalho. Durante a oficialização da candidatura, Lam Lon Wai começou por dizer que o principal foco da lista será a luta pelos direitos laborais e a recuperação da economia de Macau, sobejamente afectada pela pandemia. Para Lam Lon Wai, a formação merece uma aposta forte. “Durante a pandemia, a vida de muitos funcionários foi afectada
situação poderá degradar-se após a renovação das licenças de jogo, temendo a redução do nível da mão-de-obra. “Receamos que as concessionárias cortem nos recursos humanos após as licenças de jogo serem renovadas”, começou por
devido ao aumento dos despedimentos ou a imposição de licenças sem vencimento. Esperamos que o Governo reforce a cooperação com as partes patronais e laborais (…) e lance mais acções de formação (…), não só para elevar a qualidade da população empregada, mas também para ajudar a mudar carreiras”, apontou. O candidato considerou ainda esperar que seja dada maior atenção à entrada no mercado de trabalho por parte de recém-licenciados. Para que isso aconteça, Lam Lon Wai pretende
convencer o Governo a lançar mais programas de formação e estágios destinados aos jovens, esperando que as concessionárias possam contribuir também com mais ofertas de emprego para os recém-licenciados.
Elevar padrões
Por seu turno, Lei Chan U quer que o Governo balize “rapidamente” as normas laborais vigentes de acordo com a Convenção da Organização Internacional do Trabalho, nomeadamente ao nível da segurança laboral e da elevação do número de dias de férias anuais concedidos aos trabalhadores. “As férias anuais não sofrem alterações em Macau há mais
Cloee Chao considerou ainda que, nas eleições deste ano, a competição será mais “elevada”, muito por culpa da redução do número de listas (19) relativamente ao sufrágio anterior. Além disso, para a candidata, o facto de o actual deputado da ala democrática Au Kam San estar fora das próximas eleições e Ng Kuok Cheong não liderar a lista pela qual concorre [número dois da APMD], contribui também para que haja mais “fricção” na corrida aos assentos da Assembleia Legislativa. “Nas eleições passadas estávamos mais relaxados porque eramos vistos como uma associação operária com poucas oportunidades de ganhar, mas agora a pressão vem da não participação de Au Kam San e da eventual eleição de Ng Kuok Cheong”, vincou. O número dois da lista da “Novos Jogos de Macau” é Jeremy Lei Man Chao, seguindo-se Leong Lei Kan como número três e Chau U, como número quatro. Pedro Arede e Nunu Wu
de 37 anos. Isto, quando a nível internacional, a bitola estipula 21 dias de férias anuais remunerados. Além disso, também de acordo com os padrões internacionais, a licença de maternidade em Macau deveria ir além dos 70 dias”, explicou. Lei Chan U considerou ainda não ser “razoável” não existir regulamentação ao nível das licenças sem vencimento. “Não existe regulamentação para enquadrar as licenças sem vencimento. Não é razoável deixar que os funcionários continuem a sofrer juntamente com as suas famílias. Queremos que o Governo preencha esta lacuna legal”, acrescentou. N.W. e P.A
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DSAT Acidentes de viação caíram mais de 40%
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Dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) revelam que entre 2019 e 2020 houve uma quebra de número de acidentes de viação no território de 44.4 por cento, tendo ocorrido em 2020 um total de 409 acidentes. No que diz respeito ao número de sinistros cuja responsabilidade é das operadoras de autocarros, a TCM é a empresa com o maior número de acidentes: 454 em 2019 e 248 no ano passado, o que representa uma quebra de 45.4 por cento. Já a Transmac registou 282 acidentes em 2019 e 161 no ano passado, menos 42.9 por cento. A maior causa para a ocorrência de acidentes é a “falha no controlo de velocidade causando colisão entre veículos e objectos”, que levou, em 2020, à ocorrência de 84 acidentes, menos 26 por cento face a 2019, quando aconteceram 114 acidentes por este motivo. Segundo dados fornecidos pelas operadoras de autocarros, o troço da Rua do Campo em direcção à avenida Horta e Costa lidera a lista dos locais do território mais propícios à ocorrência de acidentes.
Covid-19 Associação das Mulheres pede apoio digital para idosos
Chau Wai I, vice-presidente da Associação Geral das Mulheres, defendeu a implementação de medidas que familiarizem a população idosa com os meios digitais. O exemplo dado foi a necessidade de apresentação do código de saúde electrónico à entrada de vários locais e estabelecimentos devido à pandemia da covid-19. Segundo o Jornal do Cidadão, os locais para a impressão do código de saúde, criados para quem não usa os meios electrónicos, não ficam perto de sítios frequentados pelos idosos. Chau Wai I pede que sejam feitas mais formação nesta área juntamente com escolas, associações e instituições do ensino superior. Citando dados de um estudo, que refere que apenas 50 por cento dos idosos com mais de 60 anos usa a Internet. Chau Wai I adiantou que, nos últimos dias, recebeu muitas queixas de reformados que afirmam não saberem usar a Internet ou a telemóvel para ter acesso ao seu código de saúde.
AMCM Planeados seguros a pensar na CPLP
Chau Sau San, presidente da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM), garantiu, em resposta a interpelação escrita de Song Pek Kei, que existe o objectivo de impulsionar o sector dos seguros a pensar no mercado dos países de língua portuguesa. A ideia é apostar nas seguradoras que disponibilizam planos para créditos de exportação de mercadorias. Chau Sau San disse também que a AMCM vai continuar a negociar com instituições de seguro de crédito da China para rever o desenvolvimento da cooperação comercial e a melhoria do mecanismo de seguros sobre o crédito. O presidente da AMCM adiantou também que, até finais de Maio, o Portal para a Cooperação na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa tinha mais de 35 mil pessoas registadas, incluindo fornecedores de serviços ou agências de produtos alimentares localizadas em países de língua portuguesa. O portal acolheu também 446 projectos de investimento.
Ontem, as chuvas intensas levaram à emissão do sinal preto por volta das 04h50 da manhã
CHUVA SMG ALERTAM PARA POSSIBILIDADE DE INUNDAÇÕES
Sempre a pingar
À semelhança de ontem, os serviços de meteorologia emitiram um alerta para a ocorrência de chuva intensa e inundações durante o dia de hoje. Além do encerramento temporário do posto fronteiriço de Hengqin, várias zonas da cidade ficaram ontem inundadas. O nível de água chegou aos 0,3 metros no Porto Interior
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M aviso publicado na página electrónica dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) indica que no início da manhã de hoje possam ocorrer “aguaceiros fortes acompanhados de trovoadas”, assim como “possibilidade de inundações”. Em causa está uma
corrente de ar sudoeste que vai continuar a trazer instabilidade meteorológica à zona costeira de Guangdong. As torneiras do céu abriram-se sob a cidade durante a noite de domingo para segunda-feira. Ontem, as chuvas intensas levaram à emissão do sinal preto por volta das 04h50 da manhã, com
a forte precipitação a resultar em inundações. A água foi-se acumulando nas zonas baixas da cidade, com o nível a chegar aos 0,3 metros no Porto Interior. Relativamente à frequência das chuvas intensas em Macau nas últimas semanas, um porta-voz dos SMG indicou ao HM que o fenómeno “é normal”, dado que
os meses de Maio e Junho são a época de chuvas de Macau. De acordo com o canal chinês da TDM-Rádio Macau, o posto fronteiriço de Hengqin esteve temporariamente encerrado devido a inundações, voltando a reabrir pelas 9h30. Também segundo a mesma fonte, por volta das 7h30, a forte precipitação esteve na origem de um deslizamento de terras na zona do Pac On. Não foi um caso isolado em Junho. Em resposta a uma interpelação escrita de Sulu Sou sobre os alertas meteorológicos e as infra-estruturas para o tratamento das inundações, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) indicou que “já procedeu à verificação e limpeza da rede de esgotos nos locais que sofrem inundações”. Além disso, foram apontados progressos com as obras recentemente terminadas. “Apesar de o box-culvert e a estação elevatória recém-instalados na zona norte do Porto Interior ainda estarem em funcionamento experimental, o problema das inundações no Norte do Porto Interior foi significativamente mais aliviado, e a nova estação elevatória obteve um efeito positivo no alívio de inundações nessa zona”, refere a resposta, assinada pelo presidente do Conselho de Administração do IAM, José Tavares. É indicado ainda que durante as chuvas intensas do dia 1 de Junho, a maioria dos comerciantes na zona norte do Porto Interior afirmou que “o escoamento das águas pluviais estava a ser mais rápido do que no passado”.
Melhorias no horizonte
Recorde-se que na semana passada, no rescaldo das chuvas intensas registadas no primeiro dia de Junho e que provocaram estragos e apreensão um pouco por toda a cidade, o secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, considerou que uma das medidas mais urgentes a tomar no curto prazo para evitar inundações, seria diminuir o número de descargas ilegais de resíduos para a rede de esgotos de Macau. Além disso, tendo por base um documento de análise apresentado pelo IAM, foram ainda estabelecidas medidas de curto, médio e longo prazo para atacar o problema das inundações, entre as quais o “planeamento global e estudo de todas as redes de esgotos de Macau”, a “revisão dos critérios de dimensionamento hidráulico do Regulamento de Águas e de Drenagem de Águas Residuais de Macau”, reordenamento da rede de drenagem em alguns locais da cidade ou o lançamento contínuo de obras que melhorem a capacidade da rede de esgotos. Salomé Fernandes e Pedro Arede
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RUÍNAS DE SÃO PAULO QUESTÕES DE PROPRIEDADE LIGADAS À CLASSIFICAÇÃO
Um caso com espinhos
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E um total de 308 opiniões recolhidas, quase 83 por cento concorda com a classificação das Ruínas do Colégio de São Paulo, onde se incluem os vestígios do colégio e antigo muro, bem como os dois troços no Pátio do Espinho e o troço no Beco do Craveiro. Esta é uma das conclusões da consulta pública conduzida pelo Instituto Cultural (IC) relativo ao terceiro grupo proposto de classificação de bens imóveis de Macau, que inclui 12 localizações. O relatório, ontem divulgado, dá conta que as principais razões para a concordância com a classificação prendem-se com o facto de as Ruínas do Colégio de São Paulo “terem valor histórico” e serem “portadoras de memórias”. No entanto, há quem esteja contra a classificação de um dos locais mais icónicos de Macau pelo facto de poder levantar questões de propriedade no futuro. “Alguns residentes que vivem nas proximidades disseram que a área do Pátio do Espinho, onde se encontram as ruínas do antigo muro, está ligada a alguns edifícios residenciais. Existe a preocupação de que a reparação futura dos edifícios seja considerada como danos ao património cultural.” Além disso, o relatório dá conta de que “existem também opiniões que consideram que as ruínas não possuem características especiais”. Em termos gerais, o relatório descreve que as opiniões a favor da classificação dos 12 bens imóveis “constituem sempre a maioria”, variando entre 76,1 e 94 por cento. “As principais razões a favor reflectem o desenvolvimento histórico e as características culturais
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A maior parte dos participantes na consulta pública promovida pelo Instituto Cultural concorda com a classificação das Ruínas do Colégio de São Paulo, nomeadamente vestígios do colégio e antigo muro, onde se incluem os troços situados no Pátio do Espinho e Beco do Craveiro. No entanto, temem-se problemas de propriedade caso o processo avance
de Macau, além de [os imóveis] terem valor para a preservação.”
Importância da memória
Os vestígios históricos encontrados em fosso aberto no substrato
As principais razões para a concordância com a classificação prendem-se com o facto de as Ruínas do Colégio de São Paulo “terem valor histórico” e serem “portadoras de memórias”
rochoso na Rua D. Belchior Carneiro são também propostos para classificação. Das 305 opiniões, quase 85 por cento “de todas as opiniões gerais dos três canais estão a favor da classificação”. Os argumentos apresentados a favor da classificação são que os vestígios históricos “têm um significado ou valor históricos e são portadores de memórias”, enquanto que aqueles que estão contra a classificação consideram “que os vestígios históricos não possuem valor cultural nem características especiais”. No documento constam ainda locais como a Ponte Cais nº1, a antiga Ponte Cais da Taipa, a
Ponte Cais de Coloane e a Vila da Nossa Senhora - Antiga Leprosaria de Ka-Hó, entre outros. Sobre este último local, foram recolhidas 302 opiniões, sendo que mais de 92 por cento estão a favor da classificação, por considerarem que o local “tem significado histórico”. Segundo uma nota do IC, o processo de classificação deverá ser concluído até 25 de Novembro deste ano, “sendo que o Instituto Cultural envidará esforços para concluir os trabalhos antes do referido prazo”. Andreia Sofia Silva
MACAU SPECIAL OLYMPICS NEGADO RECURSO A VÍTIMA DE ACIDENTE DE TRABALHO
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Tribunal de Segunda Instância (TSI) rejeitou o recurso apresentado por uma professora da associação Macau Special Olympics que teve um acidente de trabalho e que exigia, da parte da seguradora, pagamentos adicionais de tratamentos médicos. Segundo o acórdão, a docente foi contratada em 2018, tendo o acidente ocorrido quando esta foi com uma utente à casa de banho, onde torceu a cintura e o pulso esquerdo. A mulher acabaria por ser avaliada com “incapacidade permanente parcial”. A seguradora pagou uma parte das despesas médicas no valor de quase 86 milhões de patacas. Ficou por pagar o restante montante superior a 42 mil patacas. A docente recorreu então ao juízo laboral do Tribunal Judicial de Base (TJB), exigindo à seguradora o pagamento de despesas médicas no valor superior a 149 mil patacas, correspondentes ao período entre 10 de Janeiro de 2018 e 17 de Outubro de 2019, ou seja, após a ocorrência do acidente. No entanto, o TJB entendeu que a seguradora deveria pagar apenas o montante de 42 mil patacas. A professora alegou então, junto do TSI, que “embora tivesse regressado ao trabalho a 6 de Agosto de 2018, tal não significava que estava totalmente recuperada e que não necessitava de continuar com tratamento médico”. A mulher argumentou que “continuou a receber tratamento médico após a data de regresso ao trabalho, pelo que o valor ainda devido e não pago devia ser de 149.981 patacas, tal como foi indicado na petição inicial”. O TSI entendeu que houve “insuficiência da matéria de facto provada” e que a seguradora “só devia à autora as despesas médicas decorrentes dos tratamentos médicos recebidos antes de 6 de Agosto de 2018 e que ainda não foram pagas”, pelo que se mantém a decisão do TJB. A.S.S.
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Teremos sempre Pa PORTUGAL É ELIMINADO PELA BÉLGICA NOS OITAVOS DE FINAL
Na incerteza do futuro, Fernando Santos fez algumas mexidas. Por necessidade física ou escolha de quem é o melhor, a selecção lusa entrou com o objectivo de ganhar. Mas no meio de tanto talento português e belga, a equipa de Fernando Santos voltou a ser aquilo que sempre foi. Uma equipa com uma geração de milhões a jogar a nível de tostões
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PORTUNIDADES não faltaram às diversas selecções das quinas de ganharem um, dois ou mais troféus internacionais. Anos como 2000, 2004, 2006 e até 2012 são apenas exemplos recentes. Já para não mencionar as diversas competições onde Portugal nem apareceu, apesar do seu calibre. No jogo de ontem, mais uma equipa se alistou no leque de gerações desperdiçadas devido à mediocridade exibida em campo. Ontem, a Bélgica venceu Portugal por 1-0 a contar para os oitavos de final do Euro 2020. A tarefa parecia mais complicada que em 2016, onde Portugal apanhou pela frente adversários que não eram favoritos a conquistar o troféu de campeão europeu. Em 2018, no Mundial, a tarefa também parecia mais complicada. Mas superar obstáculos faz parte do ADN de Portugal, não só enquanto nação, mas selecção. Contudo, desde esse Mundial e incluindo este Euro 2020,
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S Países Baixos perderam por 2-0 contra a República Checa e as dificuldades que ambas as equipas têm, em vários momentos do jogo, foram expostas de forma clara. No primeiro jogo da noite de ontem, a selecção de Frank de Boer começou o jogo com bola, não sendo capaz de ter uma unidade coesa ofensiva. O único motor de criação laranja era Memphis Depay, jogador que irá representar o Barcelona na próxima época, com Frenkie De Jong como parceiro. Além destes dois, e a capacidade de passe de
Portugal venceu apenas dois jogos. Um frente a Marrocos e outro frente à Hungria. É pouco para uma equipa que tem, dentro da sua convocatória, campeões ingleses, franceses, espanhóis e quatro jogadores que foram vice-campeões europeus. Fernando Santos tarda em colocar esta geração e equipa a jogar o melhor possível. O mesmo se passou em 2014 e noutros anos onde a superstição e as polémicas, como o “caso Paula”, eram o pão nosso de cada dia. Esta geração portuguesa, porém, não encontra muitas equipas melhores. Rui Patrício, guarda-redes da selecção, até teve um serão tranquilo frente aos belgas. Portugal tinha três jogadores no seu meio-campo, João Palhinha, Renato Sanches e João Moutinho. Este trio encaixava em Kevin De Bruyne, que procurava receber a bola numa zona mais adiantada do terreno. Os outros médios belgas, Youri Tielemans e Axel Witsel formavam um par mais recuado.
“Os jogadores estão a chorar, normal, mas há muitas coisas a ganhar no futuro. Em 2018 também fomos eliminados no Mundial e depois ganhámos a Liga das Nações. Temos de olhar para a frente e ganhar o Campeonato do Mundo.” FERNANDO SANTOS SELCECIONADOR PORTUGUÊS
Laranja virou vermelho Expulsão de De Ligt dita apuramento checo
Daley Blind, os Países Baixos pouco fizeram. O ataque à profundidade de Denzel Dumfries, lateral oranje, era perigoso para a defesa
checa, mas em apenas uma ocasião criou algum perigo. No meio-campo laranja, as dificuldades na organização defensiva ficaram patentes quando um dos médios, Marten de Roon e De Jong ,tinha de cobrir o espaço deixado entre lateral e central na linha defensiva de Frank de Boer, deixando o outro colega como o único elemento à frente da defesa. Quanto aos checos, foram incapazes de aproveitar
a fraca organização defensiva dos Países Baixos. O jogo mais directo e longo não assustou as tropas laranjas até ao minuto 55 quando o defesa Matthijs de Ligt em disputa com o avançado checo, Patrik Schick, agarrou a bola com a mão e foi expulso da partida. Os erros do jovem defesa foram-se acumulando e este custou a passagem dos Flying Dutchmen à próxima fase do Euro. Logo aos 60 minutos, os checos che-
garam à vantagem depois de um canto, Tomáš Holeš marcou de cabeça. Aos 80 minutos, Schick marcou o seu 4.º golo da competição. Os checos vão agora defrontar a Dinamarca no dia 3 de Julho. Sobre a expulsão, de Ligt mostrou arrependimento. “Dói e custa muito. Perdemos o jogo e fomos eliminados por minha culpa, não devia ter feito o que fiz naquele lance. Tínhamos o jogo sob controlo, criámos algumas oportunidades e a República Checa não as estava a conseguir ter. Como é óbvio, o cartão vermelho fez toda a diferença”.
INGLATERRA E ALEMA
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URANTE 36 anos (19301966), a Alemanha não venceu nenhum dos oito confrontos que teve com a Inglaterra. A última, e talvez mais importante vitória foi na final do Mundial de 1966, ganho pelos ingleses. Mas desde 1968 até agora, a selecção dos Três Leões só venceu seis dos 24 j ogos disputados por ambos. No fim de um destes jogos, a meia-final do Mundial de 1990, Gary Lineker, na altura avançado da selecção inglesa orientada por Bobby Robson, deixou claro que apesar de todas as contrariedades de um jogo de futebol, no fim ganha sempre a Alemanha.
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aris No esquema de 3-4-3 da Bélgica (5-2-3 a defender), Portugal devia ter explorado mais as combinações em igualdade numérica nas alas belgas, mas onde a largura está bem resguardada, porque tem 5 jogadores a defendê-la, e com Portugal a virar com pouca velocidade o centro do jogo, não houve ataques surpresa. Mesmo quando os três avançados eram batidos quando pressionavam a selecção até à entrada da sua grande área, o que possibilitava à equipa de Fernando Santos jogar contra menos três jogadores, porque Lukaku, De Bruyne e Eden Hazard não têm disciplina defensiva, Portugal foi incapaz de fazer mais nos corredores e no meio do terreno. Mesmo quando Witsel ou Tielemans tentavam colar-se a Renato ou Moutinho para não os deixar virar, deixando espaço no meio, Portugal não ocupou bem estes espaços. Sem grande caudal ofensivo por parte da equipa de Roberto Martínez, a Bélgica chegou ao golo aos 42 minutos, com um grande remate de Thorgan Hazard, à entrada da área.
A resposta lusa
João Félix entrou apenas aos 55 minutos e mexeu imediatamente com o jogo. Ter um jogador com a sua capacidade ofensiva e inteligência em ocupar espaços no banco é sinal de desperdício de mais uma geração. Bruno Fernandes também entrou aos 55 minutos e com mais bola nos pés do que nos jogos anteriores, mostrando o porquê de ser um dos melhores médios a jogar em Inglaterra. Portugal na segunda parte, e com jogadores capazes de fazer estragos
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MELHORES MARCADORES CRISTIANO RONALDO PATRIK SCHICK EMIL FORSBERG ROBERT LEWANDOWSKI
5 golos 4 golos 3 golos 3 golos
ASSISTÊNCIAS PIERRE HÖJBJERG STEVEN ZUBER DEJAN KULUSEVSKI DONYELL MALEN
3 3 2 2
PRÓXIMOS JOGOS 00h- Inglaterra-Alemanha 03h- Suécia-Ucrânia
mais à frente, rematou ao poste da baliza de Thibaut Courtois, que fez algumas defesas, mas nada de impressionante. A equipa lusa sofreu até ao último segundo com a ansiedade da eliminação. O sofrimento deu lugar à eliminação e sobre isto, Fernando Santos disse o seguinte. “Os jogadores tiveram uma atitude forte. Procurámos atacar, criámos condições, defendemos bem também. A equipa belga fez seis remates, mas só por uma vez acertou na baliza e foi golo. Portugal fez 29 remates e não conseguiu fazer golo. A bola foi ao poste, bola aqui, bola acolá, mas os jogadores sempre atrás do resultado.”. Contudo, o treinador português não tem medo de desafios maiores, apontado já para as próximas competições. “Nós acreditávamos que iríamos à final e venceríamos. Vínhamos com esse espírito e vontade. Os jogadores estão a chorar, normal, mas há muitas coisas a ganhar no futuro. Em 2018 também fomos eliminados no Mundial e depois ganhámos a Liga das Nações. Temos de olhar para a frente e ganhar o Campeonato do Mundo.”. Sentenciou Fernando Santos.
ANHA TIRAM TEIMAS EM WEMBLEY Em 2021, a Inglaterra é favorita a vencer a Alemanha no jogo dos oitavos de final do Euro no estádio Wembley, em Londres. O jogo será de terça para quarta-feira às 00h e para os alemães, estarem em território inimigo não assusta. “Eles jogam em casa e querem atacar. Vamos ter um jogo mais aberto. Temos de melhorar algumas coisas, estamos conscientes disso, temos de ter cuidado e prestar atenção às bolas paradas de Inglaterra.” Atirou o treinador alemão, Joachim Löw. Em desvantagem numérica nas bancadas, Wembley vai receber 45 mil adeptos, com apenas 2 mil germânicos. A Federação Alemã não
está muito contente com a distribuição de bilhetes, levando à ilação de que um alemão à procura de vingança é sempre perigoso. No outro embate da noite, 03h de Macau, Suécia e Ucrânia defrontam-se pela segunda vez em competições oficiais. Os suecos procuram dar continuidade a uma fase de grupos sem derrotas e a Ucrânia procura redimir-se da derrota e da fraca exibição frente à Áustria (1-0).Achegada aos oitavos de final é melhor posição dos ucranianos em Euros e continuar em competição é motivação mais do que suficiente.
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Prémio A-Má Fundação Casa de Macau cria prémio literário
A Fundação Casa de Macau (FCM) criou um novo prémio literário virado para a cultura macaense, intitulado “Prémio A-Má”. Segundo o regulamento do concurso, esta iniciativa “tem por objectivo incentivar e premiar a criatividade no âmbito da divulgação e valorização da identidade macaense, em particular a sua expressão literária”. Desta forma, serão atribuídos dois prémios (o primeiro no valor de 500 euros, cerca de 4700 patacas) a dois dos trabalhos apresentados a concurso. O regulamento determina ainda que podem ser admitidas candidaturas de concorrentes que sejam pessoas singulares de qualquer nacionalidade. A temática “deverá ser sobre Macau e ou sobre a cultura macaense, sob qualquer perspectiva ou interpretação do autor”. O júri é composto por Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau, António Aresta e Celina Veiga de Oliveira. As candidaturas devem ser submetidas até 31 de Julho.
Hush! Concertos de Verão cancelados João Miguel Barros “O fogo tem uma força que normalmente é parada pela acção humana, e o vento, outra força muito poderosa, faz com que as chamas tenham representações diferentes. É este movimento que simboliza o avanço e o recuo, e a globalização simbolizada pelas chamas das velas.”
BIENAL QUATRO FOTOS FAZEM “A ALEGORIA DA GLOBALIZAÇÃO” DE JOÃO MIGUEL BARROS
O fogo como expressão
“A Alegoria da Globalização” é o nome do projecto fotográfico de João Miguel Barros seleccionado pelo Instituto Cultural para integrar a “Arte Macau: Bienal Internacional de Macau”, que começa em Agosto. O trabalho feito em Macau, composto por quatro imagens, onde o fogo simboliza um mundo em mudança
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OÃO Miguel Barros, advogado que tem feito carreira na área da fotografia, é um dos 12 nomes participantes na “Arte Macau: Bienal Internacional de Macau”, com o projecto “A Alegoria da Globalização”, que estará patente em Agosto no Antigo Estábulo Municipal de Gado Bovino. Ao HM, o fotógrafo falou um pouco deste projecto, composto “por imagens novas que fiz muito recentemente”, e que são “de uma simplicidade atroz”, mostrando “o pavio de quatro velas e um movimento de chamas”. As fotografias de grande dimensão, que ocupam um espaço de três por 2,5 metros, têm o fogo, importante elemento da cultura chinesa, como símbolo da globalização que vivemos. “Precisava de uma repre-
sentação alegórica relacionada com a globalização. Esta consegue-se representar através de fotografias documentais, mas não através de uma alegoria. O fogo tem uma força que normalmente é parada pela acção humana, e o vento, outra força muito poderosa, faz com que as chamas tenham representações diferentes. É este movimento que simboliza o avanço e o recuo, e a globalização simbolizada pelas chamas das velas.”
Na rota internacional
João Miguel Barros assume que reconhecimento do IC o “responsabiliza”, lamentando, no entanto, que a fotografia nem sempre esteja ao mesmo nível das outras expressões artísticas. “Continuo a pensar que a fotografia está sempre numa escala inferior, porque é sempre difícil competir com trabalhos
de escultura ou pintura, até pelo facto de estas serem sempre peças únicas e a fotografia poder ser reproduzida.” Quanto à bienal, é um evento importante “para internacionalizar a arte em Macau”, defende o fotógrafo. “É importante internacionalizar Macau como um centro de arte e cultura, porque as indústrias criativas, no modelo em que funciona, não estão a potenciar a criação cultural. Temos pequenas exposições, mas não há uma dinâmica cultural em termos de projecção dos artistas. Às vezes, as coisas são todas muito locais, resumem-se a umas inaugurações e mais ninguém vê.” Neste sentido, João Miguel Barros entende que “era importante que o Governo investisse na promoção destas iniciativas a nível internacional, nomeada-
mente apoiando a publicação de artigos promocionais em revistas internacionais”. O projecto fotográfico e os restantes trabalhos seleccionados vão integrar a exposição “Trabalhos Seleccionados de Artistas Locais”. Estão incluídos nomes como “Corpo da Mãe”, de Cheong I Kuan; “Paraíso” de Fok Hoi Seng; “Pássaro Perdido”, de Ho Weng Chi; “Distraído e desorganizado”, de Ieong Man Pan; “League of journeyers to the east”, de Konstantin Bessmertny; “Não é da minha conta” de Kun Wang Tou; “Isolamento. Separação”, de Leong Lam Po, “Paisagem da China, N.º 2021” de Mak Kuong Weng; “Foi um ano pesado”, de Sit Ka Kit; “Evolução” de Wong Soi Lon e “Génesis em 700 ecrãs desconhecido_/_”, de Wong Weng Io. Andreia Sofia Silva
O Instituto Cultural (IC) cancelou o festival “Hush! Concertos de Verão” agendado para Julho devido à pandemia. Segundo uma nota ontem divulgada, a decisão foi tomada “após uma cuidadosa ponderação”, sendo que os detalhes da mesma serão “divulgados posteriormente”. No entanto, o concurso de curtas metragens “Hush! 300 segundos” ainda está a decorrer e os participantes podem enviar um vídeo da sua própria apresentação musical ou interpretação vocal até ao dia 5 de Julho. A mesma nota dá conta que o IC “tem acompanhado de perto a situação epidemiológica, colaborando activamente com as orientações emitidas pelos Serviços de Saúde para a organização adequada das actividades artísticas e culturais”.
Fotografia Casa Memorial Sun Yat-sen acolhe exposição de jovens
Ark-Association of Macau Art recebe a exposição de fotografia “Experimental Images”, sob o programa artístico “Art kaleidoscope – Contact with the Art of Photography”. O programa decorre de 4 a 24 de Julho na casa Memorial Sun Yat-sen. “O evento destina-se a promover o conhecimento de arte fotográfica, providenciando cursos de formação desde as bases até à prática, a jovens locais e quem tem interesse na área”, descreve a Ark-Association of Macau Art em comunicado. A formação abrange três sessões intensivas, ao longo de um mês, que vão abordar várias técnicas, desde composição e captação de imagem, passando por conteúdos de pós-produção como selecção de conteúdo e impressão de fotografia, bem como o processo de curadoria. O programa conta com 13 participantes, com nomes como Chan Sio Fong e Hoi Lai Kei. “Os participantes vão criar trabalhos artísticos próprios para serem expostos” nesta mostra, observou a associação. A entrada é gratuita.
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ENERGIA SEGUNDA MAIOR BARRAGEM HIDROELÉCTRICA COMEÇA A FUNCIONAR
O poder dos elementos UE POSIÇÃO DURA DE BIDEN FACE A PEQUIM ENCONTRA RESISTÊNCIA
Os dois primeiros geradores da segunda maior barragem hidroeléctrica do mundo, construída pelo grupo China Three Gorges (CTG), maior accionista da EDP, foram ontem oficialmente activados no sudoeste da China, informou a empresa
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anúncio surge nas vésperas de o Partido Comunista Chinês celebrar o 100.º aniversário, desde a sua fundação, em 1 de Julho de 1921. A barragem de Baihetan, no rio Jinsha, um afluente do Yangtsé, faz parte dos esforços chineses para conter a crescente procura por combustíveis fósseis, aumentando a capacidade hidroeléctrica numa altura em que as barragens são criticadas, em outros países, devido ao seu impacto ambiental. Os planos preveem que a barragem de Baihetan, com 289 metros de altura, tenha 16 geradores, com capacidade para produzir um milhão de quilowatts cada. Trata-se da segunda maior barragem do mundo, ultrapassada em dimensão pela barragem das Três Gargantas, inaugurada em 2003, no Yangtsé, com 22,5 milhões de quilowatts de capacidade de geração. Ambas as infraestruturas foram construídas pela estatal CTG, o maior investidor mundial em geração hídrica, solar e eólica.
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Presidente dos EUA, Joe Biden, viajou até à Europa para tentar criar uma frente comum contra a China, mas os aliados reagiram de forma pouco entusiasmada a uma posição mais dura face a Pequim, dizem analistas. “Biden conseguiu persuadir os aliados para uma postura mais firme frente a Pequim - nomeadamente no que diz respeito às violações dos direitos humanos em relação à minoria uigur em Xinjiang ou aos movimentos pró-democráticos em Hong Kong mas a linha de condenação termina aí”, disse Ana Isabel Xavier, professora de Relações Internacionais da Universidade Autónoma de Lisboa. Nuno Gouveia, especialista em política norte-americana, concorda com esta perspectiva e sublinhou que, depois da digressão de Biden, “não se pode ter a certeza de que os países europeus vão mudar totalmente a sua posição sobre a China”. Ainda assim, este analista reconhece que “a mensagem que passou depois da cimeira da NATO é a de que, a Aliança, pela primeira vez, assumiu um tom muito duro com a China, sinalizando-a como uma ameaça à segurança global nos próximos anos”. Para estes dois investigadores, o ponto de divergência entre os dois lados do Atlântico pode estar na vertente económica, que os europeus não querem ver prejudicada nas suas relações com Pequim. “Para os Europeus, a China é um parceiro necessário em áreas como o clima que não deve ser confrontado de forma demasiado dura sob pena de se perder a oportunidade de cooperação, mesmo que se trata de um ‘engagement’ pragmático ou oportunista”, explicouAna Isabel Xavier. Mas os Estados Unidos não diferenciam a ameaça militar e ideológica da ameaça económica e comercial que Pequim representa. “O avanço económico chinês e a sua crescente influência no Ocidente é encarado de forma distinta pelos dois lados. Para Biden, Pequim é um rival sistémico e a China o reflexo maior de um choque ideológico entre regimes democráticos e autoritários”, concluiu a professora da Universidade Autónoma de Lisboa.
Água por carvão
Quando estiver totalmente operacional, a Estação Hidroelétrica de Baihetan deve eliminar a necessidade de queimar 20 milhões de toneladas de carvão anualmente, segundo a CTG
A CTG é também o maior accionista da EDP - Energias de Portugal, com 19,03 por cento do capital da empresa, mesmo após ter vendido 100 milhões de acções da eléctrica portuguesa, em Janeiro passado, reduzindo em 2,5 por cento a sua participação.
A energia hidroeléctrica está a perder apoio em outros países, devido às reclamações de que as barragens inundam comunidades e terras agrícolas e interferem na ecologia dos rios, ameaçando peixes e outras espécies. Apesar das críticas dos ambientalistas, os líderes chineses estão a construir mais barragens, num esforço para reduzir a dependência do carvão e conter a crescente procura por petróleo e gás importados. A China é líder no desenvolvimento de tecnologia de transmissão de ultra-alta tensão, que permite mover a energia gerada pelas barragens no sudoeste até Xangai e outras grandes cidades do leste do país. Quando estiver totalmente operacional, a Estação Hidroelétrica de Baihetan deve eliminar a necessidade de queimar 20 milhões de toneladas de carvão anualmente, segundo a CTG. O Presidente chinês, Xi Jinping, prometeu atingir o pico das emissões de carbono da China até 2030 e a neutralidade até 2060, mas a recuperação económica alimentada pela indústria transformadora, depois da pandemia da covid-19, pressionou as ambições ambientais do país. Em 2020, a China produziu quantidades recordes de aço e aumentou as aprovações para novas fábricas a carvão. Novos dados mostraram que as emissões da China aumentaram 15 por cento, no último trimestre de 2020, em termos homólogos.
HENAN INCÊNDIO EM ESCOLA DE ARTES MARCIAIS MATA 18 PESSOAS
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EZOITO pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas na noite de quinta para sexta-feira, durante um incêndio numa escola de artes marciais no centro da China. A maioria das vítimas eram estudantes, com idades entre sete e 16 anos, segundo a imprensa local. O desastre ocorreu quando 34 pessoas estavam a dormir no
primeiro andar da escola, localizada na província de Henan, segundo o portal Beijing Toutiao News. Os feridos, incluindo quatro em estado grave, foram levados para um hospital onde um médico garantiu que “tudo está a ser feito” para salvá-los, informou a mesma fonte. O director da escola foi preso, de acordo com um comunicado da vila
de Zhecheng, onde a escola está localizada, a cerca de 700 quilómetros a sul de Pequim. As autoridades disseram na manhã de sexta-feira que o incêndio foi controlado. A causa do incêndio é ainda desconhecida. Milhares de pessoas, incluindo estrangeiros, viajam todos os anos para Henan para estudar artes marciais chinesas. Muitas
dessas escolas estão localizadas perto do Templo Shaolin, conhecido pelos monges guerreiros. O drama de sexta-feira, no entanto, aconteceu a cerca de 200 quilómetros daquele local. O desastre despertou grande emoção nas redes sociais, onde os internautas exigiam o reforço da segurança contra incêndios.
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JOSÉ SIMÕES MORAIS
Até meados do século XIX, a cargo dos mandarins de Xiangshan estavam as ordens e medidas para evitar incêndios, como a de 7 de Novembro de 1829 onde se ordenava, a demolição de todas as barracas de palha, as lojas serem obrigadas a ter baldes com água à porta e em vez de archotes devia-se andar de noite com lanternas. Contavase com os habitantes da cidade, avisados por o repicar dos sinos dos templos, sobretudo os das igrejas, e mais tarde, em simultâneo com dois tiros de pólvora seca dados a partir das fortalezas, para comparecerem com baldes de água a combater os frequentes incêndios. Após tomar posse da terra de Macau, o Governador João Ferreira do Amaral (18461849) afastou da península os mandarins e para resistir a qualquer ameaça, em 1847 criou o Batalhão Provisório (de segunda linha) destinado a auxiliar o Batalhão de Artilharia de Primeira Linha, como Força mista de 1ª linha. Em 1851 os serviços de incêndio foram atribuídos às forças militares portuguesas e da Fortaleza de Nossa Senhora do Monte dava-se aviso de incêndio à cidade, disparando do canhão dois tiros seguidos de pólvora seca. Os serviços de extinção de fogo eram assegurados por um piquete do Batalhão de Artilharia com a bomba existente, aquartelado no antigo Convento de S. Francisco [demolido em 1864 para ser construído o Quartel] e também por pessoal em serviço para ir atacar os incêndios do Batalhão Provisório, instalado no extinto Convento de S. Domingos. A 4 de Janeiro de 1856 houve um incêndio como nunca se viu em Macau, talvez o mais devastador de sempre na cidade. Refere Luís Gonzaga Gomes, “Teve princípio à 1 h 45 m, numa das boticas chinesas [no centro] do Bazar. Ajudado pelo vento norte, o fogo espalhou-se com grande rapidez, mas às 5.00 horas, mudando para leste, fez avançar o incêndio sobre as boticas do Matapau. Às 6.30 horas, voltando, outra vez, para o norte, fez com que a terrível conflagração seguisse pela Travessa de S. Domingos, Rua do Quintal e Travessa do Tronco, escapando, por pouco, o antigo convento de S. Domingos [que esteve em risco]. O incêndio durou toda a noite, destruindo 420 boticas (lojas) e 400 residências de
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Os serviços de incêndio
famílias chinesas, subindo a mais de meio milhão de patacas o valor de propriedades destruídas. Os cidadãos de Macau auxiliaram, por toda a forma possível, a combater o incêndio, tendo prestado valiosos socorros as guarnições das fragatas francesas Virginie e Constantine.” No Bazar o incêndio só não destruiu algumas lojas dos limites Norte e do Sul, tudo o resto devastou. A COMPANHIA Com a cidade a expandir e cheia de emigrantes chineses, estava na altura de melhorar os serviços e a 30 de Outubro de 1858 foi criada a Companhia de cules chineses para carregos [carga, encargo] para cada um dos bairros de Macau. Em cada bairro existiam três companhias de cules, cada com um chefe, usando chapéus de bambu numerados e de cores diferentes, sendo obrigados a apresentar-se no Largo do Senado para o serviço de bombas sempre que houvesse deflagração de incêndio e os aguadeiros tinham o dever de comparecer no local para acudir, e quem não cumprisse corria o risco de pagar uma pataca de multa. Os aguadeiros passaram assim a fazer parte de um conjunto organizado – a Companhia – deixando de proceder individualmente à
venda de água para passarem a distribui-la segundo normas e princípios estipulados pela Companhia. Deste modo os aguadeiros perderam o seu carácter de vendilhões para se transformarem, sobretudo, em cules distribuidores ou simples carregadores de água ao serviço da Companhia para quem trabalhavam e por quem eram pagos. Se, por um lado, este facto lhes trouxe vantagens no sentido de lhes proporcionar maior segurança, por outro, e a partir daí, passaram a conhecer um certo número de obrigações que, para garantia do seu emprego, deviam cumprir. A mais importante de todas as obrigações foi a prestação de serviço de incêndios, o que veio a constituir um grande apoio para a Administração que, frequentemente, via a cidade ser assolada por fogos e não possuía meios eficientes para os combater. A partir de 13 de Novembro de 1858, a complementar com os dois tiros de pólvora seca de canhão disparados da Fortaleza do Monte, aí se colocava no mastro sinais, à noite por luzes e durante o dia por balões e bandeira vermelha, a dar a conhecer o local do fogo. A cidade estava dividida em sete zonas e por sinalização indicava-se cada uma. Colocado no mastro o anúncio de incêndio, se fosse no Patane, durante o dia hasteava-se uma bola e à noite, duas luzes amarelas. Se ocorria no Bazar, durante o dia duas bolas e à noite, uma luz amarela em cima e por baixo uma vermelha. Em S. Lourenço, durante o dia, no topo uma bola e por baixo a bandeira e à noite, uma luz vermelha e por baixo uma amarela. Se fosse em Santo António, durante o dia, a bandeira e por baixo uma bola e à noite, no mastro duas luzes vermelhas. Sendo o incêndio na freguesia da Sé, durante o dia duas bolas e entre elas a bandeira e à noite duas luzes
“O FOGO PROVEIO D’ UM DESCUIDO NUMA LOJA DE COLCHOEIRO E ARDERAM 57 PRÉDIOS, SENDO DESTRUÍDAS QUATRO CASAS NOS CORTES QUE SE FIZERAM, E VÍTIMAS HOUVE APENAS UMA RAPARIGA DE 10 ANOS E UMA CRIANÇA RECÉM-NASCIDA, SEGUNDO O BOLETIM DO GOVERNO DE 20/12/1862.”
amarelas com uma vermelha entre elas. Já para Mong-Há, duas bolas e por baixo delas a bandeira e à noite, duas luzes vermelhas com uma amarela entre elas. Se o incêndio era na Barra, a bandeira encontrava-se em cima, tendo por baixo duas bolas e à noite apareciam três luzes vermelhas. Na Fortaleza do Monte, a sinalética colocada no mastro, visualizado de toda a cidade, permitia localizar o incêndio. O VENTO AJUDOU A 19 de Dezembro de 1862, pelas 15 horas deu-se sinal de fogo no Bazar. O incêndio manifestou-se com rapidez na Rua da Barca de Lenha, num lugar apertadíssimo, onde só existiam estâncias de lenha, carvão e madeira, e estendeu-se até Pun-Pin-Vai. Como na ocasião o vento soprava fresco de Norte, o incêndio desenvolveuse intenso, apresentando feio aspecto, e, ameaçando consumir as casas das ruas próximas, porém a felicidade de rondar o vento para o nordeste e leste-nordeste, abonançando consideravelmente, e ser quase praia mar, o que forneceu água em abundância, e os socorros prontos que se administraram, com a boa direcção dos trabalhos, cortando-se o incêndio a ponto tal que se isolou o foco das chamas dos prédios e ruas contíguas, fez com que ele não progredisse, ficando extinto pelas 9 horas da noite. O fogo proveio d’ um descuido numa loja de colchoeiro e arderam 57 prédios, sendo destruídas quatro casas nos cortes que se fizeram, e vítimas houve apenas uma rapariga de 10 anos e uma criança recém-nascida, segundo o Boletim do Governo de 20/12/1862. “Depois do grande incêndio do Bazar, em 1856, foi este um dos maiores que se deu na cidade”, refere Gonzaga Gomes, mas o ocorrido em 1860 na Travessa do Armazém Velho causou a morte de 30 trabalhadores chineses. A 31 de Dezembro de 1862 foram isentos do pagamento de décimas e licenças, pelo período de um ano, os donos das propriedades do Bazar, que arderam no dia 19 de Dezembro deste ano, sendo os mesmos obrigados a começar com a reconstrução dentro de três meses.
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PAULO JOSÉ MIRANDA
De um ponto de vista literário, aquilo que fascina no livro é como não conta nenhuma história, propriamente. Conta o modo como um homem enfrenta uma doença e os seus pensamentos, que divide em cadernos. Não há enredo. De algum modo, Gustaffson está a dizer que o enredo é a morte do romance contemporâneo. Enredar, no sentido de tecer um enredo, é tão absurdo hoje no romance, como compor música erudita cheia de compassos sustentados em arpejos ou tríades, ou fazer uma exposição de pintura com retratos ou paisagens naturalistas. Quando alguém no diz que a diferença entre um bom e um mau romance é que no primeiro estamos a ver acontecer e no segundo estão a dizer-nos o que aconteceu, está a defender o ponto de vista naturalista do romance. Também o cinema naturalista nos cria a ilusão de que aquilo a que estamos a assistir está a acontecer. E, deste ponto de vista, este romance de Lars Gustaffson é não apenas um romance contemporâneo, mas um romance contemporâneo que se levanta contra o naturalismo do romance nos nossos dias. É evidente que este romance pode ser considerado pos-modernista, mas há inúmeros romances posmodernistas que têm enredo. Para não irmos mais longe, o excelso romance de Helder Macedo, Tão Longo Amor Tão Curta A Vida. apesar de o enredo neste romance ser auto-destrutivo e não um enredo comum ou naturalista. Mas o romance de Gustaffson despreza o enredo do mesmo modo que despreza a sociedade sueca. E, neste sentido, é também um romance em que forma e conteúdo – distinção ultrapassada, mas que fora dos circuitos literários nos dá muito jeito – se conectam na perfeição. «Até a minha forma de reagir à doença é evidentemente insocial», escreve no capítulo IV. E esta frase atinge o livro todo: o modo de escrever, à revelia do enredo, insocial; o modo como vive, afastado de todos e junto das abelhas, insocial; o modo como lida com a doença, começando por rasgar o envelope do centro de saúde, insocial; o modo como questiona o modo como vivemos, insocial. Mas ao mesmo tempo não é um livro que tenha uma linguagem violenta ou desabrida, não
ARTES, LETRAS E IDEIAS
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«A morte de um apicultor» (4) (Última parte) BILL SHEPPARD JR
uma asa no além
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tem descrições que nos possam magoar, directamente. O pior que nos faz é pôr-nos a pensar. O modo como escreve, tão claro e tão pouco agressivo, parece querer dizer-nos que aquilo que lhe importa é apenas uma coisa: pensar. Pensar é aquilo que configura, no fim, uma vida humana. É este o luxo da existência: poder pensar. Ter o poder de pensar. Ter símbolos
à mão. Ter símbolos na cabeça. Ter uma linguagem que usamos constantemente e desconhecemos. Porquê? Podíamos com toda a segurança apresentar «A Morte de um Apicultor» como um grande livro de porquês. Mesmo quando as frases nos aparecem em forma de sentenças, actuam dentro de nós como perguntas. Veja-se o caso das frases do capítulo V, que tem o título «Quando Deus
“ENREDAR, NO SENTIDO DE TECER UM ENREDO, É TÃO ABSURDO HOJE NO ROMANCE, COMO COMPOR MÚSICA ERUDITA CHEIA DE COMPASSOS SUSTENTADOS EM ARPEJOS OU TRÍADES, OU FAZER UMA EXPOSIÇÃO DE PINTURA COM RETRATOS OU PAISAGENS NATURALISTAS.”
acordou». A primeira diz: «Em vez dele, havia uma mãe.» (165) Em vez dele o pai. A ideia de Deus ser uma mãe põe-nos a pensar. Não é Deus ser uma mulher, pois isso não é nada de novo, é Deus ser uma mãe ao invés de um pai. Se Deus fosse uma mãe, a humanidade estava como estava? A outra frase, e é a que fecha este mesmo capítulo V: «Se Deus existe tudo é permitido.» Frase que inverte a posição de Dostoiévski em Crime e Castigo, se bem a que ele não o diga «ipsis verbis». Mas mais interessante ainda é a frase anterior, que a língua começou a morrer. Num mundo perfeito a linguagem não faria falta. Gustaffson está claramente a dizer-nos que a linguagem é aquilo que mais nos magoa, sendo ao mesmo tempo aquilo que nos define e nos permite a criação de todos os símbolos que nos ajudam na pragmaticidade da vida. E, obviamente, num mundo onde a linguagem desaparece, a última frase teria de ser, sem margem para dúvidas: Se Deus existe tudo é permitido. Esta frase tem de ser lida à luz da esperança. Tudo pode ser, num mundo onde se possa voltar para trás. Onde se consiga inverter o tempo. No fundo, deus é esperança. Aquilo a que chamamos deus poderíamos chamar esperança, e assim passamos a vêlo melhor. E é agora que podemos analisar o estribilho que percorre todo o livro: «Recomeçamos, não nos rendemos.» e ver como se liga à esperança. Recomeçar é um modo de voltar atrás, de inverter o tempo. Só se inverte o tempo com esperança. É este o sentido da não rendição do humano, que se interliga à esperança, que é um nome mais palpável e mais plausível para deus. Recomeçamos, não nos rendemos. E, sem dúvida, não podemos terminar esta leitura sem ligar também esta frase ao facto de estarmos sempre continuamente a ser outros e como isto se reflecte no nosso medo de enlouquecer, como Gustaffson escreve no capítulo VI «Memórias do paraíso»: «O medo de enlouquecer é, na verdade, o medo de nos tornarmos outra pessoa: / mas é isso que nos está constantemente a acontecer.» (Não continua na próxima semana)
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UMA56 SÉRIE HOJE 2 6 3 7 9 1 1 5 8 6 3 4 Esta série documental disponível no 7 Netflix 4 põe 9 a nu 8 as2duas5 camadas do sistema judicial 9 3 1a justiça 4 6para7 norte-americano: o povo4e para os ultra-ricos 7 2 9 5 e8 conectados politicamente. “Jeffrey Epstein: 5 8 Filthy 6 Rich” 2 1é um3 exemplo da imundice moral de 3 1e da 4classe5imune 8 à6 Wall Street justiça,8focado em Epstein, 2 7 3 4um9 charlatão da alta finança que 9 5 1 7nú-2 abusou6sexualmente de um
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PROBLEMA 58
5 8 9 1 7 6 4 3 2 9
SOLUÇÃO DO PROBLEMA 57
mero incontável de menores. O documentário mostra contactos próximos 58 com membros da realeza britânica, Bill Clinton e Donald8Trump. 6 Epstein 3 9acabaria 5 1 por se suicidar na prisão, antes 4 7 e5revelar 2 nomes 6 8 de testemunhar de quem 2 partilhou 1 9 a rede 4 de3trá-7 fico de menores que controlou. João 1Luz8 7 6 9 2
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4 7 2 1 9 3 5 6 8 THE HITMAN´S WIFE´S BODYGUARD 3 5 4 8 1 4 9 2 7 3Propriedade 7 5Fábrica6de Notícias, 8 1Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 5Gonçalo8M.Tavares; 6 2Gonçalo 4 Waddington; 9 Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 7Olavo2Rasquinho; 3 8 1 Wai 6 Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; Paul Chan GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 1Welfare4Morada 9 Pátio 7 da3Sé, n.º22, 5 Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo
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PTB 5. Validity of the Bidders’ Proposals: The validity period of the Bidders’ proposals shall be 180 days counting from the deadline for submission of proposals 6. Minimum Qualification: For details, please refer to Section A.4 (on Page 5) of the RFP document 7. Request for Proposal Documents: The RFP-related document(s) and other pertinent information are available on the following website: www.camacau.com, within the period from 28 June 2021 to 12:00 noon, 1 September 2021 (Macau local time) Please always check the website for additional information, clarifications or modifications, which may be published from time to time, regarding the RFP-related document(s) or any other matters in relation to the RFP 8. Location and Deadline for Submission of Bidders’ Proposals: Macau International Airport Company Limited (CAM) 4th Floor, CAM Office Building, Avenida Wai Long, Taipa, Macau S.A.R. Attention to: Mr. Lei Si Tai, Executive Director Deadline for Submission: 12:00 noon, 1 September 2021 (Macau local time) *Proposals submitted after the stipulated deadline will not be accepted 9. Proposal Evaluation Criteria: Experience and Qualifications 300 points Management and Operation 500 points Financial 200 points --------------------------------------------------------------------------------------------------------Total 1,000 points 10. CAM reserves the right to reject any proposal in full or in part without stating any reasons
Aviso de pedido para junção de restos mortais em sepultura perpétua Eu, Vui Pui Ming (胡沛明), nos termos da alínea 5) do n.º 1 e dos n.ºs 2 e 3 do artigo 26.º -A do Regulamento Administrativo n.º 37/2003, alterado pelo Regulamento Administrativo n.º 22/2019, apresento o pedido relativo à junção das cinzas de Lei Ngan (李銀), que era cônjuge de Vu Kam Chun (胡金泉), inumada na sepultura n.º CT-1-A1-382 do Cemitério Sá Kong da Taipa, nessa sepultura. Venho por este meio informar as pessoas indicadas no n.º 1 do artigo 26.º -A do Regulamento Administrativo acima referido de que podem apresentar objecção por escrito no prazo de 30 dias, contados a partir da data da publicação do aviso, ao IAM. A objecção escrita deve ser entregue no escritório dos assuntos de cemitérios da Divisão de Higiene Ambiental do IAM, sito no 3.º andar do Edifício Comercial Nam Tung, na Avenida da Praia Grande n.º 517. Se o IAM não tiver recebido objecção por escrito dentro do prazo determinado, o pedido de junção pode ser autorizado.
Assine-o TELEFONE 28752401 | FAX 28752405 E-MAIL info@hojemacau.com.mo
Aos 29 de Junho de 2021 Vu Pui Ming
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terça-feira 29.6.2021
opinião 15
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ai, portugal, portugal
André Namora
JÁ IMAGINARAM vocês organizarem uma manifestação contra o ditador Putin e por lei terem de entregar os vossos dados na Câmara Municipal de Lisboa? O que acho um exagero. Agora, a edilidade pegar nos vossos dados, que incluem o nome completo, idade, morada, número de telefone, email e se forem estudantes, o nome da faculdade, e enviar esses dados não para a Polícia de Segurança Pública, como a lei obriga, mas os vossos dados irem parar à embaixada da Rússia e a Moscovo ao Ministério dos Negócios Estrangeiros? Eu penso que nem no Estado Novo isto acontecia. Só para a Rússia foram enviadas 27 vezes os dados dos promotores das manifestações anti-Putin. Os organizadores de manifestações correm risco de vida porque uma auditoria à Câmara Municipal de Lisboa já detectou que em 58 manifestações que se realizaram junto de embaixadas, a Câmara de Lisboa enviou 52 dados pessoais de organizadores para as embaixadas visadas. Isto é um crime contra os direitos humanos e contra a liberdade dos cidadãos. Como se pode dizer que Portugal vive numa democracia se as nossas autoridades, incrivelmente camarárias dão-se à facilidade de colocarem em risco a vida de cidadãos residentes em Portugal? De há nove anos para cá já foram enviadas informações confidenciais para além da Rússia, para o Irão, Arábia Saudita, Israel, China, Venezuela, Turquia e EUA. A Câmara, presidida por Fernando Medina, disse através de um comunicado que “tem cumprido da forma homogénea a Lei portuguesa, aplicando os mesmos procedimentos a todo o tipo de manifestações, independentemente do promotor e do destinatário da mesma”. No entanto, a oposição pela voz do candidato à presidência da Câmara pelo PSD, Carlos Moedas, exige a demissão de Fernando Medina, salientando que o facto é gravíssimo e é um atentado contra a liberdade dos cidadãos. Moedas poderá ter razão se atendermos que Fernando Medina tinha conhecimento desde 2018 que os dados das pessoas eram enviados para diferentes embaixadas. No entanto, soubemos que António Costa quando exercia o cargo de presidente da Câmara de Lisboa tentou três vezes que estes trâmites acabassem de uma vez por todas. Sendo público que a análise feita pelos serviços internos do município lisboeta versou sobre todos os processos levados a cabo desde 2012 até à actualidade, fica agora patente que António Costa tentou travar a divulgação de dados a embaixadas, mas não teve sucesso. Além disso, muito mais tarde, no protocolo elaborado pela autarquia ficava também patente que o Governo, recebia, ao mais alto nível, as comunicações sobre as manifestações. Não só o Ministério da Administração Interna (MAI), mas também o gabinete do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, como também o gabinete do primeiro-ministro. À época Pedro Pas-
MIGUEL A. LOPES
MEDINA, O RUSSO
“Se Medina começou a audiência calmo e sereno, não foi assim que terminou. Muito vermelho, apontou o dedo a quem o acusara, pronunciando que os acusadores apenas estavam a montar uma cabala com vista à sua demissão.”
sos Coelho. Tal procedimento deveria ter acontecido em 2013 quando foram feitos alguns ajustamentos ao procedimento que havia sido estabelecido em 2012, dando origem a novas minutas de articulação com os promotores e com as entidades externas. A partir de então, os dados deveriam ser enviados apenas mara o MAI e para a PSP. Um despacho de António Costa deu origem a uma reformulação dos protestos de procedimento nos quais está implícita a supressão de envio de um conjunto de informações e comunicações, mormente embaixadas. No entanto, tal não aconteceu e não se sabe porquê.
É muito grave não se saber por que razão o despacho de António Costa não foi cumprido e em 2021 o país fica atónito com uma Câmara Municipal que quebra todas as regras da confidencialidade e da liberdade de informação. Fernando Medina foi ouvido na Assembleia da República e admitiu ter induzido os portugueses em erro quando afirmou que “apenas” as embaixadas que recebiam manifestações à sua porta eram notificadas com dados pessoais. A audição ficou marcada por contestação sólida e unânime ao sucedido, excepto o deputado do PS, José Magalhães, que devia ter vergonha da sua posição. Telmo Correia, do CDS, afirmou que Fernando Medina procurou de todas as formas esquivar-se à responsabilidade deitando culpas para os outros. Carlos Peixoto, do PSD, disse a propósito do que a Câmara fez que só faltou ter enviado uma cópia do cartão de cidadão dos manifestantes. Medina respondeu aos deputados que admitia que o assunto era “grave” pois mexia com o direito dos lisboetas se poderem manifestar em liberdade. Acrescentou que, assim que teve conhecimento de tal procedimento que solicitou uma auditoria interna urgente. Todavia, os deputados do CDS e do PSD atacaram novamente Medina e afirmaram que se este caso tivesse acontecido na Alemanha que Medina nunca mais voltaria a ser edil. Se Medina começou a audiência calmo e sereno, não foi assim que terminou. Muito vermelho, apontou o dedo a quem o acusara, pronunciando que os acusadores apenas estavam a montar uma cabala com vista à sua demissão. “O que aqui está, confundido com uma preocupação legítima, é o oportunismo político: não é preciso fazer um boneco para ilustrar o que eu disse”, concluiu Fernando Medina que nunca conseguiu explicar como era possível passar informações confidenciais para as embaixadas. *Texto escrito com a antiga grafia
“A bíblia é um dos livros mais genocidas da história.” PALAVRA DO DIA
Noam Chomsky
Amigos para sempre Putin e Xi Jinping reafirmam parceria com tratado de boa vizinhança
COREIA DO NORTE APARÊNCIA DE KIM JONG-UN NOTADA NA TELEVISÃO ESTATAL
A
televisão da Coreia do Norte transmitiu um comentário fora do comum sobre a aparência “emaciada”, ou magreza relacionada com doença, de Kim Jong-un, uma observação surpreendente num país em que é proibida qualquer menção à privacidade e ao estado de saúde do líder. A vida privada de Kim é tabu para os media norte-coreanos, mas na semana passada a KCTV transmitiu declarações de um habitante da capital afirmando que todo o país fica com “o coração partido” quando vê a sua aparência “emaciada”. “Ver o nosso respeitável secretário-geral emaciado é o que mais magoa o coração do nosso povo”, disse. Segundo analistas, a observação reflecte a vontade das autoridades de aproveitarem a perda de peso do líder norte-coreano para fortalecer a lealdade ao regime em dificuldades. Com uma economia sobrecarregada com as múltiplas sanções internacionais contra os seus programas militares, a Coreia do Norte está cada vez mais isolada após o encerramento das fronteiras para impedir a propagação do novo coronavírus.
O
Presidente chinês, Xi Jinping, e o homólogo russo, Vladimir Putin, enfatizaram ontem a sua aliança, durante uma videoconferência, na qual concordaram prolongar o tratado de boa vizinhança e cooperação amigável. “O tratado de boa vizinhança, amizade e cooperação [assinado há 20 anos] estabeleceu um conceito de amizade, transmitido de geração em geração, que responde aos interesses fundamentais de ambos os países”, apontou Xi. Segundo o chefe de Estado chinês, este acordo “está em linha com as tendências da época, visa a paz e o desenvolvimento e é também um exemplo prático e vivo de um novo tipo de relações internacionais”. Xi indicou na conversa que a “cooperação próxima” entre os dois países representa um “impulso positivo” para a comunidade internacional, num momento em que o “mundo passa por mudanças complexas” e quando “a humanidade enfrenta múltiplas crises”. Putin defendeu que, nas “actuais condições de crescente turbulência geopolítica, quebra de acordos sobre o
controlo de armas, aumento do potencial de conflito em várias partes do planeta, a cooperação russo-chinesa desempenha um papel estabilizador a nível internacional”.
Aliança forte
A conversa ocorre um mês depois de os dois líderes inaugurarem um projecto para construir quatro unidades de geração de energia nuclear, com tecnologia russa, em solo chinês. As relações entre Pequim e Moscovo atravessam um bom momento, ilustrado pela visita à China, em Março deste ano, do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, para discutir
estratégias, numa altura de crescentes tensões mútuas com os Estados Unidos. Segundo o jornal chinês Global Times, ambas as partes foram informadas sobre o estado das suas respectivas relações com Washington, pedindo aos Estados Unidos para “reflectirem sobre os danos que causaram à paz internacional”. O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, anunciou em Março que os laços sino-russos estão coesos “como uma montanha” e que as boas relações entre Pequim e Moscovo são “imperativas nas actuais circunstâncias” e constituem “um pilar para a paz mundial”.
ONU “RISCO DE GENOCÍDIO INDÍGENA” NO BRASIL Hong Kong Proibidos voos oriundos do Reino Unido
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O Governo de Hong Kong anunciou ontem que vai proibir todos os voos de passageiros desde o Reino Unido, a partir de quinta-feira, com o objectivo de conter a disseminação de novas variantes da doença covid-19. Num comunicado, as autoridades de Hong Kong esclarecem que o Reino Unido passa a ser classificado como um país de “risco extremamente elevado”. De acordo com esta classificação, pessoas que permaneceram no Reino Unido por mais de duas horas não poderão embarcar em voos de passageiros para Hong Kong. O comunicado diz ainda que a proibição de voos foi emitida por causa do “agravamento recente da situação epidémica no Reino Unido e da variante Delta que ali se generalizou”.
O
Brasil foi citado pela primeira vez como um caso de risco de genocídio no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), devido a alegados crimes contra indígenas, informou ontem a imprensa. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a menção ao Brasil ocorreu na apresentação de um relatório na 47.ª sessão regular do conselho da ONU durante declarações de Alice Wairimu Nderitu, conselheira especial para prevenção de genocídio. A especialista afirmou que na região das Américas estava “particularmente preo-
cupada” com a situação dos povos indígenas. “No Brasil, Equador e outros países, peço aos Governos que protejam as comunidades em risco e garantam a responsabilização pelos crimes cometidos”, referiu. Segundo o jornal brasileiro, a citação inédita ao país pode reforçar um caso apresentado contra o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, no Tribunal Penal Internacional (TPI) pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns e pelo Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (Cadhu)
O governante, no caso ainda em andamento no TPI, é acusado de promover a destruição do meio ambiente e incitar ataques para fins de genocídio de povos originários e comunidades tradicionais do Brasil. O Cadhu e a Comissão Arns enviaram ao escritório da procuradora do TPI, em Novembro de 2019, uma comunicação sobre supostos indícios de crimes contra a humanidade e incitação ao genocídio de povos indígenas alegadamente praticado pelo chefe de Estado brasileiro.
terça-feira
29.6.2021 episódio 27
O Jogo das Escondidas um folhetim por Fernando
Sobral
Qual era o seu passado? Desde a sua infância, Ding Ling tinha um estranho talento para o silêncio. Mesmo quando ria. - Qual é o teu plano, doce Ling? - A verdadeira informação tem um preço, querido tenente. Mostra-me, primeiro, qual é o teu verdadeiro objectivo. - Isso também tem um preço. - Não é difícil saber, querido tenente. Uma mulher consegue guardar silêncio. Os homens falam como tolos na primeira taverna que encontram. Os olhos dela brilharam intensamente, antes dele dizer: - O que é que tenho de te dar pelo teu silêncio, se te contar os meus segredos? - Eu não digo nada. - Eu também não direi o que seja sobre os teus. - Enquanto me amares guardarás os meus segredos, eu sei. E eu sei que me amas por causa dos meus segredos. Disse tudo isso numa voz doce, como se estivesse a contar uma história idílica muito antiga. E com um sorriso que faria com que alguém, menos apaixonado, perdesse o controle. Amoroso cortou o silêncio: - Só preciso de paz. - Não há paz onde há quem mande e quem obedeça. Onde não há liberdade e há necessidade de a obter. Estou comprometida numa guerra. - Então eu confiarei em ti e nós sempre nos compreenderemos. Mas porque não continuas a dizer mentiras, se não há Inferno para ti, doce Ling? - As mentiras são necessárias, porque as pessoas são tolas. Insensatas. Tu foste soldado. Agora és espião. Que vieste fazer para Macau? Contar baixas, remendar botas, escrever cartas de amor? É isso que os soldados fazem no meio de uma trégua. Em Macau sonhavas encontrar essa paz, essa pausa na tua vida entre o inocente e ingénuo que foste antes da guerra e o que és agora. Sobreviveste e começaste a pensar no que era importante para ti. Precisavas de paz. Cansaste-te. Vieste para Macau ser fiel a ti mesmo, mas ainda não deixaste de estar cansado. - Por amor fazem-se coisas terriveis. Sabes algo sobre isso? Os olhos dela tentaram esconder o que lhe ia na alma. Mas isso era impossível. Depois Ding Ling disse: - Falas como alguém que viveu tudo e não tem medo de nada. - Sobrevivi a uma guerra. - Eu também. E estou no meio de outra.
(continua)