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Hoje Macau 29 ABRIL 2021 #4758

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hoje macau

Nº 4758 QUINTA-FEIRA 29-4-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

O DESIGN É UMA POÉTICA

FAREWELL, MY DEAR ANTÓNIO CABRITA

GONÇALO WADDINGTON

AFP

LUÍS CARMELO

NADA ESTÁ PERDIDO

PALAVRAS CRUZADAS Carrie Lam afirmou ontem estar a negociar com Macau um corredor de viagem sem quarentena, assunto que diz ter discutido com Ho Iat Seng no Fórum Boao. As autoridades de Macau já tinham sublinhado não estar em equação qualquer bolha de viagem, além da estabelecida com o Interior da China. PÁGINA 6

PATUÁ

CENAS PARA LIVRO GRANDE PLANO

CLASSE SANDUÍCHE

TUDO DE ACORDO PÁGINA 5

FUNDAÇÃO MACAU

DE CINTO APERTADO PÁGINA 7

CHINA

COCKTAIL DE VACINAS PÁGINA 10


2 grande plano

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29.4.2021 quinta-feira

PATUÁ MIGUEL DE SENNA FERNANDES QUER PASSAR PEÇAS DOS DÓCI PAPIAÇAM PARA LIVRO

Miguel de Senna Fernandes quer editar em livro as quase 30 peças levadas à cena pelos Dóci Papiaçam di Macau. Por ocasião da palestra online “Os Crioulos de Origem Portuguesa na Ásia”, o advogado afirmou que o idioma continua vivo e a evoluir, por exemplo, na forma de falar português dos macaenses. Os académicos Mário Pinharanda Nunes e Raúl Gaião apresentaram estudos sobre o crioulo e discorreram sobre a sua evolução

M

IGUEL de Senna Fernandes, advogado e director do grupo teatral Dóci Papiaçam di Macau revelou ter planos para publicar em livro, pelo menos em patuá, português e chinês, os textos que estiveram na base das peças levadas à cena pelo grupo. O projecto, contou ao HM, está a ser delineado com a investigadora académica macaense, Elisabela Larrea. “Ainda vou publicar as peças de teatro [em

livro]. Já lá vão 28 ou 29 peças. Seriam vários volumes. Tenho um projecto pensado para isto com a Elisabela Larrea. É fundamental. O trabalho dos Dóci Papiaçám tem de ser convertido em obra escrita. Suspendemos este trabalho, mas temos mais ou menos uma ideia de como fazer a coisa. Não nos interessa ter um livro só em patuá, isso ninguém vai ler, mas, naturalmente, uma edição também em português e em chinês”,

TIAGO ALCÂNTARA

Do palco para Miguel de Senna Fernandes, advogado “Ainda vou publicar as peças de teatro [em livro]. Já lá vão 28 ou 29 peças. Seriam vários volumes. Tenho um projecto pensado para isto com a Elisabela Larrea. É fundamental. O trabalho dos Dóci Papiaçám tem de ser convertido em obra escrita”

partilhou. O director dos Dóci Papiaçam vinca ainda que, por isso mesmo, “é muito importante definir bem uma estratégia”, considerando ser uma obra “sobre o património intangível de Macau”, que poderá ser apoiada pelo Instituto Cultural (IC)

As várias vidas do patuá

O Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) realizou ontem a sessão “Os Crioulos de Origem Portuguesa na Ásia”. Con-

tando com presença de vários linguistas e académicos especializados na área, a sessão abordou temáticas como as “ecologias endógenas e diaspóricas do patuá”, o português de Malaca e iniciativas de revitalização destes crioulos luso-asiáticos. Miguel de Senna Fernandes, que também participou na sessão “Resgate do Patuá”, considera que, apesar de o idioma já não ter expressão prática, é necessário “olhar para o

fenómeno linguístico do patuá de uma perspectiva actual e compreender o seu estado, onde é que se utiliza e porque é que se utiliza”. Isto porque continua a ser usado, de forma mais ou menos inconsciente, por muitos macaenses quando se exprimem em português. “O patuá não morreu, há é várias formas de o falar. Muitos dos macaenses, quando se exprimem em português, falam a partir do patuá e, essa forma de falar

e mesmo como constroem as frases, misturada com o português e o cantonês, por exemplo, tem muito de patuá. São registos e padrões de linguagem que denunciam uma sub-língua”, partilhou Miguel de Senna Fernandes, ainda antes do início da sessão de ontem. Quando questionado sobre se é efectivamente possível resgatar o patuá, sublinha que um “resgate” não pode ser entendido com a finalidade de “pôr as


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grande plano 3

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as páginas pessoas a falar patuá outra vez”, pois é uma língua que já não tem razão prática para existir. “As condições do aparecimento da língua já não existem. O patuá formou-se há mais de 200 anos, num contexto social muito próprio da altura. Hoje em dia, este contexto não existe e, se existisse, teria que ter características muito especial e uma função para que as pessoas voltassem a utilizar com frequência o patuá como veículo de comunicação”, acrescentou. No entanto, aponta que o patuá enquanto língua “veiculadora de cultura” tem também o condão de transmitir aquilo que é a maneira de ser da comunidade macaense e que, por isso, deve ser preservada. “Através desta língua é possível descobrir aspectos inerentes à comunidade macaense como, por exemplo, o seu próprio humor, a forma como se olha para as coisas da vida e o olhar crítico sobre as questões do seu dia a dia”, aponta. Sublinhando que “o palco tem sido o local onde o patuá sobreviveu”, Miguel de Senna Fernandes lembra que é a língua do povo macaense, da “comicidade”, que representa “crítica e sátira” e que e que tem evoluído “em muitos sentidos” “Quando falamos do patuá, muitas pessoas esquecem-se que o próprio patuá evoluiu em muitos sentidos, por exemplo em termos lexicais. Não se pode pensar que o patuá que se utiliza agora, que usamos no palco, é a mesma língua que se falava há 200 anos. Há outros elementos lexicais que foram importados no início do século XX, que vêm directamente do cantonês, mas traduzindo para português,

“No fundo, o patuá, como outras línguas crioulas, viveu e vive esse contínuo crioulo. É uma língua, como outra qualquer, em contínua evolução.” MÁRIO PINHARANDA NUNES PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE MACAU

que é a base linguística do patuá”, acrescentou.

Um crioulo em evolução

A ideia de evolução do patuá esteve patente em toda a palestra. Ana Cristina Alves, académica do CCCM, falou de “um crioulo moderno trilingue, que já não é tradicional, mas que se baseia no português, chinês e inglês”. “O crioulo do patuá começou quando os portugueses foram para Macau e depois foi-se desenvolvendo a partir do século XX. O que estes macaenses podem

O patuá “teve provavelmente a sua formação em finais do século XVI, sendo falado pela comunidade macaense até às primeiras décadas do século XX, tornando-se num elemento característico da comunidade.” RAÚL GAIÃO PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE MACAU

fazer? As elites têm-no feito com muita consistência e podem reavivar este crioulo para funcionar como um marcador sociocultural”, acrescentou. Mário Pinharanda Nunes, professor da Universidade de Macau (UM), focou a sua intervenção nas “Ecologias endógenas e diaspóricas do patuá”, lembrando que o crioulo “existe hoje na diáspora, que não é sequer do século XX”, tendo começado “no século XIX com as concessões europeias nos portos da China e sobretudo com a criação de Hong Kong”. Autor da primeira tese de doutoramento sobre a parte gramatical do patuá, nomeadamente o tempo, o modo e o aspecto, Mário Pinharanda Nunes disse que “quando analisamos textos escritos em patuá, e os mais antigos são do século XIX, vemos que não há uma grande regularidade nas formas”. “Quando falamos na ausência de marcação de género ou do plural, não podemos afirmar que o patuá não tem marcação de género, porque mesmo em textos do século XIX ocasionalmente essa marcação ocorre”, explicou. O académico disse que o facto de ser o primeiro a fazer um doutoramento nesta área não é mais do que um “reflexo da ostracização e do esquecimento a que estiveram devotadas as línguas crioulas de base lexical portuguesa”. “Portugal, de todos os países colonizadores, foi dos últimos a reconhecer o valor dessas línguas.”

A importância do contexto

Mário Pinharanda Nunes referiu que, para analisar o

patuá, temos de olhar para a sociedade de Macau na época e as suas gentes. “Na comunidade inicial não havia em Macau apenas portugueses e chineses. Havia indianos e escravos africanos, pois em 1555 não seriam os portugueses da chamada metrópole, mas sim euroasiáticos. Isto porque quando os portugueses chegaram a Macau já Vasco da Gama tinha chegado a Goa há 150 anos, e havia comunidades euroasiáticas.” PUB.

O docente da UM lembrou que é necessário "olhar para as diferentes línguas de substracto do patuá e daí ser complexo nesse sentido, porque surge num território onde os falantes de português não são em maioria, mas sim os que falam os crioulos portugueses asiáticos. Daí a influência de palavras indianas, do Sri Lanka, do Japão”. “No fundo, o patuá, como outras línguas crioulas, viveu e vive esse contínuo crioulo. É uma língua,

como outra qualquer, em contínua evolução”, frisou Mário Pinharanda Nunes, que destacou o facto de hoje “existir uma realidade animadora de jovens que aprendem o patuá por interesse, e essa é uma outra realidade que seria interessante estudar”. Raúl Gaião, também docente da UM, fez uma intervenção sobre os Dóci Papiaçam di Macau com base nos textos do macaense Adé dos Santos Ferreira e no Dicionário do Crioulo de Macau, publicado pelo académico em 2019. Este abordou as influências indianas, malaias e japonesas na formação do Patuá. Este crioulo “teve provavelmente a sua formação em finais do século XVI, sendo falado pela comunidade macaense até às primeiras décadas do século XX, tornando-se num elemento característico da comunidade” e uma das formas de identificação dos macaenses. Andreia Sofia Silva com Pedro Arede


4 política

O Governo lançou uma consulta pública sobre o “Regime Jurídico dos Ascensores”, que decorre até dia 15 de Junho. Estão previstas multas entre 10.000 e 400.000 patacas para violações à lei e inspecções anuais a ascensores

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RRANCA hoje a consulta pública sobre o “Regime Jurídico dos Ascensores”. O documento de consulta, revelado ontem pela Direc-

DSSOPT GOVERNO PROPÕE INSPECÇÃO ANUAL A ASCENSORES

e reparação deve suspender imediatamente o funcionamento e alertar o responsável e a DSSOPT num prazo de 48 horas. Além disso, o documento de consulta inclui a possibilidade de aplicar multas entre as 10.000 e as 400.000 patacas, caso o responsável permita o funcionamento do ascensor sem declaração válida de inspecção, ou a lei seja infringida pela entidade de inspecção e a entidade de manutenção e reparação. A consulta decorre até 15 de Junho e conta com cinco sessões de esclarecimento.

A subir e a descer ção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transporte (DSSOPT), prevê que os ascensores sejam inspecionados anualmente. Caso não passe na inspecção anual a utilização fica imediatamente suspensa. O Governo pretende regular diferentes tipos de ascensores, como elevadores para transporte de pessoas, plataformas elevatórias e tapetes rolantes. “Os ascensores são amplamente utilizados, deste modo, a garantia da sua operação efectiva e da sua segurança também são determinantes para o bem-estar da população que lhes atribui grande importância”, explica o documento de consulta. É proposto que o responsável seja o proprietário, locatário, condomínio ou entidade administrativa, fi-

Pouca gravidade

cando a cargo do registo dos ascensores. Além disso, tem de contratar duas entidades distintas: uma para fazer a manutenção e reparação, e PUB.

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.º 12/P/21 Empreitada de concepção e construção de tanque de armazenamento de água no terraço do Edifício da Clínica Obstétrica e Pediátrica 1. Entidade que põe a obra a concurso: Serviços de Saúde. 2. Modalidade de concurso: Concurso Público. 3. Local de execução da obra: Centro Hospitalar Conde de São Januário. 4. Objecto da Empreitada: Empreitada de concepção e construção de tanque de armazenamento de água no terraço do Edifício da Clínica Obstétrica e Pediátrica. 5. Prazo de desenho dos projectos e prazo de execução: O prazo máximo para o desenho dos projectos da presente empreitada é de 30 (trinta) dias, e o prazo máximo para execução das obras de 180 (cento e oitenta) dias. 6. Prazo de validade das propostas: O prazo de validade das propostas é de 90 dias (noventa dias), a contar da data do Acto Público do Concurso, prorrogável, nos termos previstos no Programa de Concurso. 7. Tipo de empreitada: A empreitada é por preço global. 8. Caução provisória: MOP 108 000,00 (cento e oito mil patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária ou seguro-caução, aprovada nos termos legais. 9. Caução definitiva: 5% (cinco por cento) do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais são deduzidos 5% (cinco por cento) para garantia do contrato, para reforço da caução definitiva a prestar). 10. Preço Base: Não há. 11. Condições de Admissão: Serão admitidos como concorrentes as entidades inscritas na DSSOPT para execução de obras, bem como as que à data do concurso, tenham requerido a sua inscrição ou renovação, neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição ou renovação. 12. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Expediente Geral dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário; Dia e hora limite: Dia 15 de Junho de 2021 (Terça-feira), até às 17:45 horas. Em caso de encerramento dos Serviços de Saúde, em virtude de tempestade ou motivo de força maior, a data e a hora do termo da recepção das propostas dos concorrentes, será adiada para o primeiro dia útil seguinte, à mesma hora. 13. Local, dia e hora do acto público: Local: Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau - «Sala de Reunião». Dia e hora: Dia 16 de Junho de 2021 (Quarta -feira), às 10:00 horas. Em caso de encerramento dos Serviços de Saúde, em virtude de tempestade ou motivo de força maior, a data do acto público de abertura das propostas dos concorrentes, será adiada para o primeiro dia útil seguinte, à mesma hora. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público de abertura de propostas para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, de 8 de Novembro, e para esclarecer as eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados no concurso. 14. Visita às instalações: Os concorrentes deverão comparecer no Departamento de Instalações e Equipamentos do Centro Hospitalar Conde de São Januário, no dia 4 de Maio de 2021 (Terça-feira), às 10:00 horas, para visita ao local da obra a que se destina o objecto deste concurso. 15. Local, hora e preço para consulta do processo e obtenção da cópia: Local: Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau. Hora: Horário de expediente (das 9:00 às 13:00 horas e das 14:30 às 17:30 horas). Preço: MOP92,00 (noventa e duas patacas), local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário. 16. Critérios de apreciação de propostas e respectivos factores de ponderação: A

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Preço razoável 50% Programa de concepção B1 Projecto de concepção com instruções B - Racionalidade de Layout (5%) 20% - Utilização eficaz do espaço (5%) B2 Experiência em concepção e construção (10%) Programa de execução da obra - Plano de trabalho de execução das obras (10%) C - Técnicas de execução das obras (5%) 25% - Objectivos de execução das obras (5%) - Investimento em recursos de execução das obras (5%) Prazo global de execução da obra D D1 Prazo de desenho dos projectos (2%) 5% D2 Prazo de execução da obra (3%) 17. Junção de esclarecimentos: Os concorrentes poderão comparecer na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau, a partir de 28 de Abril de 2021 (Quarta-feira) até à data limite para a entrega das propostas, a fim de tomar conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Serviços de Saúde, aos 21 de Abril de 2021 O Director Lo Iek Long

outra para a inspecção. O Governo estima que haja 40 empresas de reparação no território e apenas uma entidade inspectora. A competência de fiscalização fica a cargo da DSSOPT, à qual se atribui o direito de fazer exames aleatórios aos equipamentos. “Os funcionários da DSSOPT, no exercício das funções de fiscalização, podem entrar, sem mandato judicial ou aviso prévio, nas áreas de ascensores previstas na presente lei, e os respectivos responsáveis devem prestar colaboração para o efeito”, pode ler-se no documento. Além da regularidade das inspecções, outras situações podem motivar a suspensão dos ascensores, nomeadamente acidentes

que “resultem em morte ou ferimentos graves”. Se for detectada “uma situação de grave risco para o funcionamento do ascensor”, a entidade de manutenção

“Os ascensores são amplamente utilizados, deste modo, a garantia da sua operação efectiva e segurança também são determinantes para o bem-estar da população que lhes atribui grande importância.”

Salomé Fernandes

DOCUMENTO DE CONSULTA

Contabilistas Código deontológico entra em vigor em Agosto O Código Deontológico dos Contabilistas Habilitados a Exercer a Profissão entra em vigor no próximo dia 1 de Agosto. É o que aponta um aviso publicado ontem em Boletim Oficial e que surge depois da aprovação do referido documento por parte da Comissão Profissional dos Contabilistas, que reuniu em plenário no passado dia 16. O objectivo do código é “regular o exercício” desta actividade, “elevar o nível da deontologia profissional e de salvaguardar a imagem dos contabilistas”,

Em 2013, o Governo deu instruções para a apreciação, aprovação, vistoria e operação de elevadores, mas o cumprimento era voluntário. “Mais ou menos 60 ou 70 por cento dos proprietários privados aderiram ao cumprimento dessa instrução. Ou seja, actualmente mais de cinco mil elevadores de Macau aderiram a essas instruções para cumprir as regras, mesmo que não sejam obrigatórias ou vinculativas, por isso essa situação é satisfatória”, disse Chan Pou Ha, directora da DSSOPT. Im Hok Meng, técnico superior do Departamento de Urbanização, esclareceu que ao longo dos últimos anos houve apenas um acidente grave a envolver ascensores, com a maioria dos incidentes a tratar-se apenas de casos ligeiros “por uma manobra errada dos aparelhos”. Os dados da DSSOPT indicam que existem mais de 9.200 ascensores em Macau. Mais de metade estão sujeitos a licença administrativa.

que são, assim, instados a “cumprir com a inerente responsabilidade social e salvaguardar o interesse público”, mantendo “um elevado nível de desempenho profissional”, actuando com “integridade e honestidade”.

Fórum Macau Delegação deslocou-se a Qingdao

Uma delegação do Fórum Macau participou esta semana, entre domingo e terça-feira, na “2021 Exposição Internacional de Investimento e Comércio da Organização para Cooperação de Xangai da China e Fórum para a Cooperação Económica e Comercial a Nível Local (Qingdao)”. A viagem à cidade de Jiaozhou, município de Qingdao, serviu também para a realização do Encontro de Intercâmbio para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. A delegação foi chefiada pelo secretário-geral adjunto do Fórum Macau, Ding Tian. O programa incluiu ainda uma visita à Zona de Demonstração Local da Organização para Cooperação de Xangai da China e a empresas locais.


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política 5

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CLASSE SANDUÍCHE MAIS DE 90% CONCORDA COM POLÍTICA DE HABITAÇÃO

As casas das sandes

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OI ontem publicado o relatório final relativo à consulta pública sobre o “Plano de habitação para a classe sanduíche”, e que confirma que 92,6 por cento dos participantes concorda com a política do Governo. E fazem-no porque acreditam que “pode resolver eficazmente o problema habitacional em Macau e ajudar os residentes na aquisição de uma habitação, respondendo às solicitações da sociedade”. Os que estão contra, apenas 3,3 por cento, dizem que a habitação para a classe sanduíche será uma medida “inútil, irrelevante e desnecessária”, defendendo que existem melhores alternativas, como “aperfeiçoar a habitação económica, lançar medidas benéficas à ‘classe sanduíche’ apoiando-a na aquisição de habitação privada ou ainda e fixando taxas sobre propriedades devolutas”. A consulta pública decorreu entre 19 de Outubro e 5 de Dezembro, e reuniu 28 mil opiniões. O Governo organizou um total de dez sessões destinadas a entidades e ao público em geral. No documento, o Executivo assume que existe “um outro grupo de residentes cujo rendimento é superior ao limite máximo do rendimento fixado para candidatura à habitação económica”, e que é “incapaz de acompanhar as subidas do preço do imobiliário no mercado privado”. No que diz respeito à lei da habitação económica, revista e publicada em 2020, “é inalterável a natureza pública das fracções económicas, colocando assim limitações às mesmas de servirem de investimento posterior, o que irá aumentar as necessidades reais no que concerne à nova tipologia de habitação”. O Governo esclarece também que “no momento actual a reserva dos recursos de solos é suficiente, pelo que a habitação

TIAGO ALCÂNTARA

Mais de 90 por cento dos participantes na consulta pública sobre o “Plano de habitação para a classe sanduíche” concorda com as propostas do Executivo. A maioria concorda com o Governo no ponto que define que apenas residentes permanentes, maiores de 23 anos, podem ser candidatos

Pagamentos electrónicos Pedida prudência na escolha de apps O deputado Joey Lao avisou a população para não ser imprudente na escolha das várias aplicações que permitem pagamentos electrónicos. Segundo o jornal Ou Mun, o deputado defende que a população deve conhecer bem as políticas e os benefícios lançados pelas oito instituições com plataformas de pagamento electrónico, antes de decidir qual usar. Joey Lao elogiou o plano

de benefícios do consumo por ter um montante inicial e descontos imediatos, bem como a competição de boa-fé entre as instituições financeiras e plataformas de pagamento electrónicos. O deputado explicou que os residentes poderão gozar de benefícios sobrepostos, algo que pode impulsionar o consumo e ter um papel positivo na recuperação económica.

Consumidor Online Wong Kit Cheng quer maior divulgação

A deputada Wong Kit Cheng sugeriu que o Governo reforce a divulgação da aplicação “Consumidor Online”, do Conselho de Consumidores (CC), para que os residentes possam supervisionar preços. Segundo noticiou o jornal Cidadão, Wong Kit Cheng apontou que desde o lançamento da segunda ronda do cartão do consumo há menos casos de aumento dos preços, mostrando que o CC actuou bem.

No entanto, a deputada afirmou que depois do lançamento do “Consumidor Online”, os residentes não conhecem o resultado sobre as queixas de variação dos preços e têm dúvidas sobre o efeito das denúncias. Por isso, Wong Kit Cheng pede às autoridades para divulgar as informações sobre o mecanismo de supervisão, bem como dar resposta sobre o andamento das denúncias.

PUB.

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 13/P/21

para a classe sanduíche não irá disputar os recursos já destinados à habitação pública”.

Condições de acesso

Na proposta, é sugerido que os candidatos individuais a uma habitação destinada à classe sanduíche devem ser maiores de 23 anos, posição também defendida pela maioria, ou seja, 89,4 por cento dos participantes. A proposta sugere que, no caso de o candidato concorrer com o agregado familiar, deve ser residente permanente e ter completado 18 anos. Sobre o estatuto de residente, um total de 60,8 por cento defende que os candidatos e o agregado familiar devem ser todos residentes permanentes

para concorrerem a uma casa deste tipo. Em segundo lugar, com 34,6 por cento, surgem os candidatos que concordam com a ideia de que o candidato deve ser residente permanente e mais de metade de agregado familiar deve ser residente permanente. A consulta pública incidiu também sobre o património dos candidatos. Cerca de 37 por cento concorda com a posição do Governo, que aponta para o facto de os candidatos e respectivo agregado familiar não poderem ser proprietários de imóveis nos últimos cinco anos. Cerca de 33 por cento das opiniões são favoráveis à ideia de que o candidato e os elementos do agregado familiar não podem ser ou ter sido pro-

92,6 por cento dos participantes acredita que a proposta pode resolver eficazmente o problema habitacional em Macau e ajudar os residentes a adquirir habitação

prietários de qualquer imóvel em Macau. Relativamente aos rendimentos mensais, 35,1 por cento defende que devem ser inferiores em 50 por cento ao limite máximo para a candidatura à habitação económica. Quanto à área da habitação para a classe sanduíche, 74,7 por cento dos participantes pede que a “área seja superior à da habitação económica, com uma qualidade próxima à da habitação privada”, enquanto que 21,4 por cento pede que a “área e a qualidade sejam semelhantes às da habitação económica”. O Governo promete agora “proceder à integração da análise quantitativa e qualitativa, efectuando uma avaliação prudente e procurando equilibrar os interesses das diversas partes da sociedade, bem como assegurar o desenvolvimento saudável e estável do mercado imobiliário”. Andreia Sofia Silva

Faz-se público que, por deliberação do Conselho Administrativo, de 8 de Abril de 2021, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Equipamentos Laboratoriais Cedidos como Contrapartida e Fornecimento de Reagentes para os Testes de Ácido Nucleico de Chlamydia Trachomatis / Neisseria Gonorrhoeae ao Laboratório de Saúde Pública dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 28 de Abril de 2021, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 42,00 (quarenta e duas patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde, que se situa no r/c do Edifício do Centro Hospitalar Conde de São Januário) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm. gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 25 de Maio de 2021. O acto público deste concurso terá lugar no dia 26 de Maio de 2021, pelas 10,00 horas, na “Sala de Reunião”, sita na Rua do Campo, n.º 258, Edifício Broadway Center, 3.º andar C, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP16.800,00 (dezasseis mil e oitocentas patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 22 de Abril de 2021 O Director dos Serviços Lo Iek Long


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Jogo Citibank elevou previsão de receitas dos casinos em Abril

COVID-19 CARRIE LAM ANUNCIA NEGOCIAÇÃO COM HO IAT SENG SOBRE CORREDOR DE VIAGEM

(Quase) No segredo dos deuses A Chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, afirmou ontem ter reunido com Ho Iat Seng, durante o Fórum de Boao, para negociar a possibilidade de as duas regiões voltarem a ter um corredor exclusivo de viagem sem quarentena obrigatória. Porém, o Governo de Macau nada mencionou sobre o assunto

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S líderes de Hong Kong e Macau estão a negociar um corredor de viagem sem a necessidade de quarentena, disse ontem a Chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam. Ambas as regiões administrativas especiais continuam com fortes restrições fronteiriças, limitando entradas e com quarentenas

obrigatórias, que podem ir de 14 a 28 dias, em locais designados pelas autoridades. No Conselho Legislativo de Hong Kong, Carrie Lam disse que discutiu este tema com o Chefe do Executivo de Macau, Ho Iat Seng, durante o Fórum Boao, realizado na província de Hainão, no sul da China entre 18 e 21 de Abril.

“Sobre o corredor exclusivo entre Hong Kong e Macau, na semana passada, quando assisti ao Fórum de Boao para a Ásia, em Hainão, reuni-me com o Chefe do Executivo de Macau. Discuti a questão com Ho Iat Seng. Estamos a trabalhar nesse sentido. Pelo menos, para encontrar medidas de facilitação de viagem entre os dois lugares. Macau retomou a abertura com o Continente. Por isso, temos de garantir que quem não seja elegível não entra no interior do país através de Macau”. Carrie Lam lembrou que “o maior problema é que Macau tem a passagem fronteiriça praticamente aberta com o Interior da China”, sendo necessário evitar que os residentes de Hong Kong possam ir ao interior da China através de Macau.

Macau nada disse

Estas afirmações surgem no sentido oposto às declarações proferidas na segunda-feira pelo Centro de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus em Macau, os responsáveis indicaram que o Governo não equaciona, para já, qualquer ‘bolha’ de viagem a não ser a que está em vigor com

TAXA DE OCUPAÇÃO HOTELEIRA NO MÊS DE MARÇO

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O passado mês de Março a taxa de ocupação hoteleira média foi de 55,3 por cento, o que representou uma subida de 16,9 por cento em termos mensais e 32,1 por cento comparado com Março de 2020. Dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que em Março os hotéis e pensões de Macau hospedaram 622 mil

pessoas, o que representou um aumento de 160,2 por cento em relação ao período homólogo do ano anterior. A discrepância para a taxa de ocupação hoteleira é explicada pelo número de unidades em funcionamento em Março de 2021 face ao mesmo mês do ano transacto. Do total de hóspedes registados em Março, 539 mil vieram do Interior da China, proveniência que aumentou 216,5 por cento

em relação ao mesmo período de 2020. Quando ao período médio de permanência situou-se em 1,7 noites, menos 0,1 noites, face a Março de 2020. Considerando o primeiro trimestre do ano, a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes dos hotéis e pensões foi de 44,9 por cento, o significa uma subida de 3,6 pontos percentuais, relativamente ao mesmo trimestre de

a China. “A situação epidémica em Hong Kong está atenuada, mas ainda tem casos esporádicos, daí ser necessária a observação médica de 14 dias. Vamos continuar a acompanhar a situação para saber se são necessárias novas medidas. Macau e o Interior da China já voltaram à normalidade quanto à circulação de pessoas, mas para outros países não temos ainda planos para o estabelecimento de bolhas de viagem”, referiu Leong Iek Hou, coordenadora do Centro. Os dois territórios têm sido considerados casos de sucesso no combate à covid-19, contudo Macau tem conseguido controlar a propagação do vírus de forma mais eficaz. O território diagnosticou o primeiro caso de covid-19 no final de Janeiro de 2020, contabilizando até agora apenas 49 casos, nenhum dos quais activo, não tendo registado nenhuma morte provocada pela covid-19. Já em Hong Kong foram contabilizados 11.748 casos, com 11.379 recuperados, e 209 mortos. Nos últimos sete dias a antiga colónia britânica registou 34 casos, mas destes apenas quatro locais. Andreia Sofia Silva

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2020. No total, os primeiros três meses do ano o sector da hotelaria contou com 1.454.000 hóspedes, menos 1,2 por cento em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Importa referir que estas estatísticas a DSEC não considerou os hotéis e pensões designados para observação médica.

O banco de investimento Citibank publicou um relatório em que aumenta o valor da sua previsão das receitas do jogo em Abril, de 8 mil milhões de patacas para 8,25 mil milhões. Segundo o jornal Ou Mun, a mudança deveu-se ao banco ter recebido informação de que as receitas do jogo nos primeiros nos primeiros 25 dias do mês foram de 7,1 mil milhões de patacas. Ou seja, a média das receitas diárias foi de 292 mil patacas. Por sua vez, o relatório do HSBC Global Research apontou que depois do ano novo chinês, os pedidos de emissões de vistos turísticos aumentaram, recuperando cerca de 40 por cento face aos níveis de 2019, excluindo o número de excursões. Apesar disso, diminuiu a previsão para 45 por cento quanto às receitas das Salas VIP e 65 por cento das receitas das massas.

MELCO PERDAS LÍQUIDAS DE 232,9 MILHÕES DE DÓLARES NO 1.º TRIMESTRE

A

operadora de jogo Melco Resorts & Entertainment, com quatro casinos em Macau, anunciou ontem perdas líquidas de 232,9 milhões de dólares no primeiro trimestre do ano. Ainda assim, a perda líquida foi menor do que a registada no mesmo período homólogo de 2020, período em que a pandemia atingiu a capital mundial dos casinos. O presidente da empresa, Lawrence Ho, um dos filhos do falecido magnata do jogo Stanley Ho, justificou o resultado negativo com o impacto da pandemia de covid-19 e consequentes restrições nas viagens, que afastaram os turistas da capital mundial do jogo. “A covid-19 e as subsequentes restrições de viagem continuam a ter um impacto negativo significativo no nosso desempenho operacional e financeiro. Apesar destes desafios, as nossas estâncias integradas registaram uma recuperação moderada nos níveis de negócios durante o primeiro trimestre”, apontou, de acordo com o comunicado do grupo. As receitas operacionais no primeiro trimestre de 2021 foram de 520 milhões de dólares, uma diminuição de aproximadamente 36 por cento, em comparação com os primeiros três meses de 2021, uma quebra que a empresa justifica com a diminuição do turismo no território. No primeiro trimestre de 2021, o grupo apresentou EBITDA ajustado positivo de 30,1 milhões de dólares, ainda assim uma diminuição quando comparado com os 75,3 milhões de dólares registados em 2020.


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FUNDAÇÃO MACAU APOIOS NO PRIMEIRO TRIMESTRE DIMINUÍRAM QUASE 44%

Segurança Guarda suspenso por passar comida a um recluso

Um guarda prisional é suspeito da prática de crime de abuso de poder. A Direcção dos Serviços Correccionais (DSC) comunicou que, através do mecanismo de fiscalização de segurança interna, o Estabelecimento Prisional de Coloane detectou na terça-feira que um guarda poderia “ter aproveitado as suas funções para passar comida não previamente autorizada a um recluso, durante o serviço”. A DSC comunicou o caso à Polícia Judiciária (PJ) para a investigação e acompanhamento. A nota indica que a investigação aponta para “fortes indícios” de que o indivíduo cometeu o crime de “abuso de poder”. A DSC instaurou um processo disciplinar contra o guarda, que foi preventivamente suspenso das suas funções. “A DSC nunca irá tolerar qualquer infracção ou ilicitude, uma vez descoberta, vai ser tratada com seriedade de acordo com a lei”, observou.

IC Funcionário detido por revelar informações confidenciais

Segundo o canal chinês da Rádio Macau, um técnico superior do Instituto Cultural (IC) foi detido por alegadamente ter revelado informações confidenciais sobre uma construção a um meio de comunicação chinês. Na seqüência de uma busca domiciliárias, a Polícia Judiciária (PJ) encontrou informações confidenciais no computador do suspeito. O indivíduo, que não terá cooperado no processo, foi encaminhado para o Ministério Público. O suspeito tem 36 anos e trabalhava no IC desde 2011. As autoridades suspeitam também que o técnico superior terá publicado as informações na página de comentários do Gabinete do Chefe do Executivo. Em reacção, o IC emitiu um comunicado a lamentar a situação. “O IC está muito atento ao caso de um trabalhador suspeito de violar o sigilo e divulgar informações confidenciais do Instituto, o que lamenta profundamente, e irá cooperar plenamente com os trabalhos das autoridades da justiça”, lê-se na nota. Além disso, o IC frisou que “atribui grande importância à conduta pessoal e à ética profissional dos trabalhadores”.

O

Governo criou 17 grupos para responder às dificuldades provocadas pela pandemia a alunos de Macau que estudam fora. Para já, mais de 2100 estudantes e encarregados de comunicação fizeram uso do apoio do Executivo. “A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) recebeu, entre Janeiro e Março de 2021, um total de 141 consultas, através dos referidos grupos, por telefone e por email, das quais 15 estavam relacionadas com o regresso

Fio que corre na torneira Os subsídios da Fundação Macau referentes ao primeiro trimestre deste ano ficaram muito abaixo dos valores do início de 2020, com uma quebra de quase 44 por cento. O montante mais elevado foi para o Centro de Ciência

O

S apoios concedidos pela Fundação Macau (FM) a particulares e instituições privadas entre Janeiro e Março fixaram-se em 107,6 milhões de patacas. A lista de apoios atribuídos no primeiro trimestre do ano mostra que os fundos despendidos diminuíram 43,6 por cento comparativamente ao mesmo período de 2020. O Centro de Ciência de Macau foi a entidade que mais recebeu, com um apoio financeiro de 44,7 milhões de patacas correspondente à primeira prestação para despesas com o funcionamento deste ano. Entre os apoios de maior volume seguiu-se a segunda prestação para 153 bolsas de mérito especial, referentes ao ano lectivo 2020/2021, num valor de 18 milhões. Entre a lista de entidades beneficiárias, destaque também para os 4 milhões de patacas atribuídos à Fundação da Escola Portuguesa de Macau, valor referente à primeira prestação para “custear as despesas com o plano anual da Escola Portuguesa de Macau” referente ao ano lectivo 2020/2021. Outro elemento que envolveu montantes mais avultados foi o subsídio para a participação de pilotos nas corridas no exterior, que chegou aos 8,2 milhões de patacas, para apoiar a partici-

pação em 36 provas. No âmbito desportivo, a FM atribuiu 1,4 milhões para 43 pilotos locais que participaram no 67º Grande Prémio de Macau.

Múltiplas instituições

O Centro de Ciência de Macau foi a entidade que mais recebeu, com um apoio financeiro de 44,7 milhões de patacas que representa a primeira prestação para despesas com o funcionamento deste ano

Há ir e voltar

DSEDJ aprovou 30 transferências de alunos que estudavam no exterior

ao local de prosseguimento de estudos”, indicou Teng Sio Hong, subdirector da DSEDJ. A informação foi avançada em resposta a uma interpelação escrita de Zheng Anting. O deputado alertava que alguns dos estudantes que regressaram a Macau no ano passado esperam ajuda do Governo para retomar os estudos no exterior.

Entre outros mecanismos de apoio, a DSEDJ disse que as instituições de Macau disponibilizaram recursos de aprendizagem online para quem estudava em Taiwan e foi afectado pela impossibilidade temporária de frequentar as aulas devido a restrições fronteiriças. “Além disso, as sete instituições de ensino superior de Macau providenciaram

um serviço de facilitação de pedidos de transferência de estudos, para os estudantes afectados, tendo sido aprovados mais de 30 pedidos”, respondeu Teng Sio Hong. O subdirector recordou também como no Verão passado o Gabinete de Gestão de Crises do Turismo lançou duas prestações de serviços de veículos e embarcações especiais para ir buscar residentes que regressavam ao território através do aeroporto internacional de Hong Kong. Sem afastar directamente este cenário, Teng Sio Hong observa que os residentes “já podem

Numa perspectiva de acção social, a FM atribuiu 2,6 milhões de patacas à Cáritas de Macau para “custear as despesas com o plano de actividades de 2020 da associação e das suas 11 unidades subordinadas”. A instituição de cariz social recebeu também 1,3 milhões para a distribuição de sobrescritos auspiciosos no Ano Novo Chinês. Já a Cruz Vermelha de Macau teve direito a 465 mil patacas para pagar o plano anual deste ano e do próximo. Na lista de atribuição dos apoios do primeiro trimestre consta o Instituto Português do Oriente, que conta com 52 mil patacas para financiar despesas de 2020. Por sua vez, o plano de actividades do ano passado do Conselho das Comunidades Macaenses motivou um apoio no valor de 344 mil patacas. Finalmente, a ANIMA – Sociedade Protectora dos Animais de Macau também foi contemplada pelos apoios da Fundação Macau no valor de 2,5 milhões de patacas, referente à primeira prestação para despesas com o funcionamento deste ano. Salomé Fernandes

optar por regressar a Macau ou se deslocar ao estrangeiro através de vários voos comerciais, nomeadamente voos de ligação via Taipei ou voos com partida ou chegada dos principais aeroportos do Interior da China”.

Lugares de sobra

Em resposta a uma outra interpelação escrita, de Lam Lon Wai, o representante da DSEDJ assegurou também que não faltam alternativas à continuidade dos estudos no território para quem terminou o secundário. “Mesmo que, em resulta-

do da epidemia, haja um aumento de alunos a optar pelos estudos em Macau, as dez instituições de ensino superior de Macau, especialmente as públicas, têm vagas suficientes para os estudantes locais poderem frequentar, com prioridade, os seus cursos”, afirmou. Além disso, foram organizadas sessões de esclarecimento sobre estudar no exterior e no Interior da China para quem terminou o ensino secundário complementar, que entre Janeiro e Março tiveram mais de 3.800 participantes. S.F.


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Ninguém leva MUSEUS ACTIVIDADES

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ponto de encontro está marcado para o dia 9 de Maio, no Centro de Ciências de Macau. A propósito da celebração do Dia Internacional dos Museus a 18 de Maio, e depois do interregno do ano passado devido à pandemia, 14 museus de Macau vão voltar a participar no “Carnaval do Dia dos Museus de Macau”, ao organizar uma série de actividades, que incluem workshops de pintura de azulejos, experiências fotográficas e uma palestra com o vice-curador do Museu de Guangdong, Chen Shaofeng. Para Sam Hou In, Chefe do Departamento de museus do Instituto Cultural (IC), para além de estimular o sector museológico, fortemente afectado pela pandemia, o objectivo da edição deste ano, orçamentada em 250 mil patacas, passa por acolher o mesmo número de visitantes de 2019. “O orçamento da edição deste ano é de 250 mil patacas e prevemos que cerca de 1.000 pessoas participem na iniciativa. Mesmo com a situação estável da pandemia em Macau, esperamos mais ou menos o mesmo número de pessoas de 2019”, partilhou ontem Sam Hou In, por ocasião da conferência de imprensa de apresentação do evento. No dia do Carnaval propriamente dito, ou seja, no próximo domingo,

serão vários os museus que irão, desde logo, marcar presença no Centro de Convenções do Museu de Ciências de Macau, através de iniciativas disponíveis gratuitamente ao público como as “Visitas de Experiências Tácteis”, “Experiência Fotográfica 3D”, workshop de Pintura de Azulejos, workshop de caixas de música e uma visita guiada encenada, sob o tema do mar profundo. Além disso, o vice-curador do Museu de Guangdong, Chen Shaofeng, apresentará uma palestra intitulada “Museus em Tempo de Pandemia”. A mostra conta ainda com a participação, através de stands no local, do Museu de Guangdong, Guangzhou e Shenzhen e ainda do Departamento de Lazer e Serviços Culturais do Governo de Hong Kong. Ao longo do mês de Maio, os museus participantes realizarão ainda outras actividades comemorativas. Exemplo disso, é o Dia aberto do Salão de Exposição de Relíquias Culturais e o workshop de enfeites de vime, que terão lugar no dia 16 de Maio na Galeria de Arquivo Histórico de Tung Sin Ton. Nos dias 15 e 16 de Maio, também o Museu Marítimo irá acolher actividades como uma exposição fotográfica sobre o Delta do Rio das Pérolas ou o controlo de barcos por controle remoto. Já no dia 22 de Maio, o Museu das

Ofertas sobre a Transferência de Soberania promove uma palestra com Noah Ng, Fong Chao, curador da exposição “Deambulações pela Paisagem: Colecção do Museu de Arte de Macau”.

Acelerar com prudência

O Museu do Grande Prémio de Macau irá também fazer parte da iniciativa, sendo que no dia do Carnaval serão realizados, sob a sua alçada, workshops de pintura de modelos de carros de corrida em gesso e de criação de porta-chaves com base em motas de corrida. Cada workshop terá quatro sessões, decorrendo entre as 14h e as 17h. Questionada sobre se está a ser ponderado um alargamento do número de visitantes diários permitidos no espaço que reabriu ao público, de forma experimental, a 2 de Abril, Vivian Lei, Chefe substituta do Departamento do Produto Turístico e Eventos da DST, apontou que esse é o objectivo, mas que para já as medidas de prevenção da pandemia não o permitem. “Por enquanto, não temos margem para aumentar o número limite de visitantes, mas vamos gradualmente aumentá-lo de acordo com o desenvolvimento da situação da pandemia”, afirmou ontem à margem da apresentação da iniciativa.

CHIM HOI KIT, COLÉGIO PERPÉTUO SOCORRO CHAN SUI KI

Ao todo, 14 museus de Macau promovem a partir de 9 de Maio o chamado “Carnaval do Dia Internacional dos Museus de Macau”. Do programa fazem parte uma série de actividades de participação gratuita que incluem workshops, palestras, jogos e visitas guiadas. A iniciativa está orçamentada em 250 mil patacas

Pedro Arede

Concurso para Jovens Músicos Candidaturas quase duplicaram A edição deste ano do Concurso para Jovens Músicos, dedicada à categoria de piano, contou com mais de 1300 candidaturas, um número que, de acordo com o Instituto Cultural, quase duplicou em relação a anos anteriores. A 39ª edição do evento que arranca a 11 de Julho e termina a 28 de Julho no no Instituto de Formação Turística (campus principal). A Grande

Final Especial está marcada para 1 de Agosto e ainda não tem lugar definido. A ordem de actuação dos participantes será decidida através de sorteio electrónico. Os concorrentes deverão registar-se no Balcão de Registo do Concurso à hora indicada, apresentar o seu BIR de Macau válido e actuar segundo a ordem definida.

Sam Hou In, IC “O orçamento da edição deste ano é de 250 mil patacas e prevemos que


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a a mal

Para matar saudades

E WORKSHOPS EM 14 ESPAÇOS A PARTIR DE 9 DE MAIO

31.º Festival de Artes de Macau arranca amanhã depois de pausa de um ano

V LEONG IM SEONG CHAO KIN HONG

INTE programas de teatro, dança, música e artes visuais integram o programa do 31.º Festival de Artes de Macau (FAM), que arranca amanhã, depois de uma pausa de um ano, devido à pandemia da covid-19. Com o tema “Reiniciar” e até 29 de Maio, o festival também vai apresentar cerca de 100 actuações e actividades do Festival Extra, uma extensão da iniciativa principal, através do qual se procura levar a arte à comunidade, dividindo-se em 18 atividades em 24 sessões. Para o Instituto Cultural (IC), que organiza o evento, o objectivo do FAM é “construir uma plataforma de intercâmbio artístico internacional e para os artistas locais apresentarem as suas obras, oferecendo uma variedade de programas locais e estrangeiros”. No entanto, o atual momento pandémico obrigou a organização a “privilegiar as produções do interior da China e de Macau”, disse a presidente do IC, Mok Ian Ian, em Março, na apresentação da 31.ª edição do FAM. A abertura “Cobra Branca” está a cargo do Estúdio de Teatro Lin Zhaohua, de Pequim, com um espectáculo que redesenha os personagens “do popular conto chinês ‘A Lenda da Cobra Branca’ de forma artística e imaginativa, combinando teatro, música, dança e arte multimédia”, indicou o IC. O espectáculo de encerramento “Tirando Licença” é uma produção adaptada da peça homónima do dramaturgo norte-americano Nagle Jackson, apresentada pelo Teatro Nacional da China e encenada por Wang Xiaoying, e conta “a história de um experiente actor, outrora aclamado pelas interpretações do Rei Lear, que se aproxima do fim da

Prata da casa

O programa inclui o Teatro de Ópera Huangmei da província chinesa de Anhui (leste), que apresenta uma nova produção da peça clássica “O Sonho da Câmara Vermelha”, representada “pela nova geração de actores (...), transmitindo tradição e inovação”. A ópera Huangmei faz parte do Património Cultural Intangível Nacional chinês. Do Grupo de Dança e Teatro Jin Xing de Xangai, “uma das principais companhias de dança moderna da China”, às crianças da Escola de Teatro do Conservatório de Macau e jovens alunos do curso de Representação de Ópera Cantonense, a fusão das artes que integram o festival oferece ainda ao público espetáculos como “a singular produção de teatro em patuá”, uma língua crioula de base portuguesa, pela mão do grupo de Teatro Dóci Papiaaçám di Macau. Plataforma de desenvolvimento profissional de vários grupos artísticos locais, o FAM apresenta, entre outros, a Dança do Dragão Embriagado, pelo grupo Four Dimension Spatial na forma de um teatro de dança que alia uma actividade tradicional do festival à dança contemporânea, enquanto o teatro documentário “Vejo-te através de Memórias da Associação de Workshops de Arte Experimental Soda-City” explora o passado e o presente deste bairro intimamente ligado ao mar, passando também em revista as transformações da cidade. A maioria das actividades do FAM, que conta um orçamento de 21 milhões de patacas, são gratuitas.

RÓMULO SANTOS

ORIENTES DO PORTUGUÊS LANÇADO 2º VOL.

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cerca de 1.000 pessoas participem na iniciativa.”

sua vida, vagueando frequentemente entre o mundo real e o delírio, a fim de testemunhar com o público a fragilidade e a eternidade da vida”.

DITADO pelo Instituto Politécnico de Macau (IPM) e pela Universidade do Porto (U.Porto), o segundo volume da revista académica em português, Orientes do Português, já se encontra disponível online (http://orientes-do-portugues.ipm.edu.mo). A versão digital da revista pode ser obtida gratuitamente por especialistas, académicos, docentes, alunos da China e dos países lusófonos e demais interessados. Este volume é composto por artigos de investigadores de instituições como a Universidade do Porto, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, a Universidade de

Estudos Estrangeiros de Pequim, a Universidade Sun Yat-Sem, o IPM e a Universidade de Oxford. Segundo o IPM, este volume é uma edição especial que presta uma homenagem ao Professor João Malaca Casteleiro (1936-2020), uma das ilustres figuras da linguística portuguesa. O Professor Malaca foi membro da Academia das Ciências de Lisboa e Director do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (ICLP) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Assumiu também o cargo de conselheiro académico do IPM, tenho mantido uma longa colaboração académica com o Instituto.


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Os fabricantes chineses de vacinas contra a covid-19 estão a considerar misturar as suas doses com as inoculações desenvolvidas por outras empresas, visando aumentar a eficácia

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COVID-19 PONDERADA MISTURA DE VACINAS PARA MAIS EFICÁCIA

Vai tudo ao molho

12 CASOS EM 24 HORAS

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S farmacêuticas Sinovac e Sinopharm, os dois fabricantes chineses que exportaram centenas de milhões de doses para todo o mundo, afirmaram que estão a considerar combinar as suas vacinas com as de outras empresas. Numa rara admissão da fraqueza das vacinas chinesas contra o novo coronavírus, Gao Fu, o chefe do Centro Chinês para o Controlo e Prevenção de Doenças, afirmou este mês que as autoridades estão a considerar misturar vacinas, como forma de lidar com a sua "eficácia não elevada". O grupo China National Biotech Group tem um plano para "uso sequencial" das vacinas produzidas pelo país, disse ontem Li Meng, chefe de cooperação internacional da empresa, que é subsidiária da estatal Sinopharm, durante uma conferência internacional. A Sinopharm produziu duas vacinas contra a covid-19 e tem uma terceira em ensaios clínicos. A Sinovac, empresa privada com sede em Pequim, também disse que está em discussões preliminares com investigadores, incluindo o Centro de Controlo de Doenças da China, sobre a combinação das doses da sua vacina, a CoronaVac, com outras inoculações.

Hong Kong Victoria Park sem vigília de Tiananmen

Hong Kong proibiu a utilização do espaço onde habitualmente se realiza a vigília em memória dos protestos de Tiananmen devido às medidas de prevenção da pandemia da covid-19, noticiou a emissora pública local RTHK. De acordo com a estação, que citou na terça-feira um porta-voz do Departamento de Lazer e Serviços Culturais do território, já foi comunicado aos organizadores que a realização da vigília de 4 de junho, data em que se assinalam os protestos em Tiananmen, não será permitida em Victoria Park, "tendo em conta a última situação do coronavírus". Nos últimos sete dias, a região administrativa especial chinesa registou 34 casos, mas destes apenas quatro locais. Desde o início da pandemia foram contabilizados 11.748 casos, com 11.379 recuperados, e 209 mortos.

de Wuhan, têm uma eficácia de entre 79% e 72%, respectivamente, segundo a empresa, que não revelou publicamente mais dados sobre a fase final dos ensaios clínicos. Esta prática também está a ser considerada em outros países. Cientistas britânicos estão a estudar uma combinação entre as vacinas das farmacêuticas AstraZeneca e Pfizer. O estudo também procura testar diferentes intervalos entre as doses, com períodos de quatro e 12 semanas.

A China detectou 12 casos de covid-19, nas últimas 24 horas, todos oriundos do estrangeiro, anunciaram ontem as autoridades de saúde do país. Os casos foram diagnosticados em viajantes provenientes do estrangeiro nas cidades de Xangai (leste), Tianjin (norte) e Chongqing (centro) e nas províncias de Sichuan (centro), Guangdong (sudeste), Shaanxi (noroeste) e Yunnan (sul). A Comissão de Saúde da China adiantou que o número total de casos ativos é de 317, incluindo dois em estado grave.

A imunização sequencial significa misturar vacinas diferentes e é uma estratégia que pode aumentar as taxas de eficácia, segundo imunologistas.

As taxas de eficácia da vacina para o coronavírus do fabricante chinês Sinovac na prevenção de sintomas infecciosos foi estimada em 50,4% por investiga-

dores no Brasil. As vacinas da Sinopharm, desenvolvidas em conjunto pelo Instituto de Produtos Biológicos de Pequim e o Instituto de Produtos Biológicos

Os resultados podem ter implicações para a saúde pública em todo o mundo, já que os governos enfrentam atrasos na obtenção de vacinas em tempo útil e obstáculos logísticos na implementação das inoculações. As vacinas da China usam uma tecnologia tradicional, que consiste em injectar um vírus quimicamente inativado para provocar uma resposta imunológica. Os fabricantes ocidentais têm recorrido ao uso de tecnologia RNA mensageiro (mRNA), uma tecnologia nova e que tem, nalguns casos, apresentado níveis mais elevados de eficácia.

FÓRUM BOAO HK E MACAU QUEREM DESENVOLVIMENTO INOVADOR NA GRANDE BAÍA

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S participantes de Hong Kong e Macau na conferência anual do Fórum de Boao para a Ásia, apelaram, na terça-feira, à inovação tecnológica para estimular o desenvolvimento de alta qualidade no aglomerado de cidades na área da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau. "Sendo uma das principais cidades da Grande Baía, Hong Kong tem fortes capacidades de

pesquisa científica básica e serviços financeiros sólidos", disse Carrie Lam, a chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Hong Kong, num sub-fórum da reunião anual. Depois de se integrar no desenvolvimento da Grande Baía, "Hong Kong pode promover o desenvolvimento de alta qualidade de toda a região, contribuindo para a competitividade de manu-

factura e para o enorme potencial de mercado local", disse Lam. "Para alcançar o desenvolvimento impulsionado pela inovação tecnológica, a Grande Baía precisa acelerar o fluxo de factores de produção e atrair mais pesquisadores científicos", afirmou a chefe do Executivo de HK. Por seu lado, Edmund Ho, ex-Chefe do Executivo de Macau e vice-presidente do Comité Nacional da Conferência

Consultiva Política do Povo Chinês, afirmou que "cada cidade deve ter uma divisão de trabalho eficiente e planear o seu próprio desenvolvimento complementar". Edmund Ho exortou a promoção da inovação industrial com a inovação tecnológica, actualização da cadeia industrial e exploração de novos modelos de cooperação entre Guangdong, Hong Kong e Macau visando promover

o desenvolvimento integrado da Grande Baía a um nível superior. Já Lei Wai Nong, secretário para a Economia e Finanças do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, disse que "a RAEM pode prestar serviços jurídicos e comerciais no sector do comércio de mercadorias, têxteis e produtos mecânicos e eléctricos entre a China e os países de língua portuguesa".


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retrovisor

LUÍS CARMELO

Antibody

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O design é uma poética do corpo

Hayón

Olhavas para o piso de baixo e vias as cadeiras brancas, branquíssimas, com aquele rasgo iluminado que a penumbra empresta à semi-escuridão. Haveria, a par da certeza íntima de partilha, a distância como modo de conformação. O fascínio nasceu-te, a pouco e pouco, a teia levitou nos alicerces do estético e muito mais perto da aventura literária do que se possa pensar. Percebeste que a poética em estado de bruto – mesmo se criada pelos jogos do design – é sempre um movimento em que as conotações bloqueiam outras conotações. A certa altura já não há denotação: apenas conotações que não conseguem multiplicar-se de modo a expressarem uma mensagem que fosse final. O que a conotação propõe, nestes casos, é simplesmente o adiar de todas as conotações. Uma poética em estado bruto, portanto. Os objectos de design dispõem-se, nesta óptica de simplicidade, a tentar atingir o que eles mesmo são. Um desejo que visa tão-só um desejo. E foi esta adulação criativa que te inundou paixões várias. Algumas verdadeiramente inesperadas. Por exemplo, o candeeiro Sputnik de Marco Macura que, com a leveza da sua haste tripla, evoca os sonhos de superação da era moderna. Uma peça nada orgânica, embora sugira a ideia de corpo. Mas um corpo em plena evasão, como se desejasse escapar-se à matéria que a originou. Algumas peças dos ‘fifties’, de que a Sputnik é pura paródia, já haviam mostrado empatia com as morfologias do foguetão soviético. Foi o caso dos candeeiros Luminator de Pier Giacomo e Lívio Castiglioni de 1955. De qualquer modo, na tensão entre ‘pertença’ e ‘não pertença’ a um tempo, Sputnik joga toda a sua atracção na intemporalidade.

Panton

Entre outros exemplos poéticos, lembraste da poltrona Showtime do catalão Jaime Hayón, uma peça com cordas vocais e de concepção maleável (alimentada pelo teor almofadado e pelo ritmo das pregas a partir de uma pele em polietileno rotomoldado) ou do Antibodi de Patrícia Orquila que recusava ser chaise longue ou divã para se afirmar como um esteio de lazer à base de alegorias florais (a lã e o cabedal davam corpo às pétalas que dominavam o assento reversível). O Antibodi foi e é um objecto de que Freud teria fugido a sete pés. Para lucubrar sobre a psicanálise, bastaria a sua presença deslumbrante. Também não resististe ao banco Spun de Thomas Heatherwick, uma recriação da espiral da vida que acumulava a função de um inesperado cadeirão (dirias tratar-se de uma metáfora das utopias que ainda hoje subsistem, muitíssimo discretas, nas letras pequenas do dia-a-dia). Por fim, as laranjas que se querem tocadas como as estrelas. Corpo de casca e magma suave, as laranjas são personagens doces, lânguidas por natureza e foram baptizadas para fazer parte de uma gramática do júbilo. Tudo isto se respirava no candeeiro FlowerPot-Orange de Verner Panton. A peça sugeria uma esfera, um aflorado de gomos e uma pressentida liquidez. Adivinhaste neste candeeiro um ponto de encontro e uma grelha de partida para poder pensar sem metas, sem objectivos, sem pressas. Uma laranja é um projecto de vida realmente. Tal como escreveu Ibn Sâra de Santarém (1043-1123), um poeta que traduziste do Árabe: “Com a sua beleza/ não permite aos olhos que vejam outra coisa:/ parece-me, às vezes, uma chama ardente/ e, outras vezes, o crepúsculo dourado”. Sabias perfeitamente que o design somos

Sputnik

nós próprios, revisitados. Percebeste a tempo que certas formas e acenos estéticos acasalam, na casa do design, com uma democracia quase intuitiva que todos partilhamos. É por isso que o design não é apenas uma espécie de revestimento dos objectos culturais. Ele é sobretudo a dança que percorre o modo com que nos olhamos ao espelho, numa sociedade em que o corpo já não é apenas um organismo. O corpo passou a projectar-se para muito longe de si mesmo. Dizes uma palavra em Singapura ao mesmo tempo que o ipad te dá ao dedo a simulação de uma viagem celeste. E, no entanto, continuas serenamente em Portugal sentado numa cadeira que não é apenas uma cadeira. O som da palavra, o dedo, a viagem e o objecto ambíguo onde te sentas são partes de um polvo lúdico que nada tem de orgânico. Trata-se antes de uma construção bem mais vasta de que fazes parte e em que interferes. O design cresce nesse tipo de territórios férteis onde nos revisitamos sempre que agimos. O design quase não necessita de reflexão, por isso mesmo: ele impõe-se ao declarar-se. É por isso que escolhes este site e não aquele, é por isso que escolhes esta camisola e não aquela, é por isso que escolhes esta palavra ou esta metáfora e não aquela (o design também se gera por dentro da literatura, é verdade). E o mais curioso é que a repetição criada pelo design não parece cansar, nem perturbar. Por vezes, cativa, hipnotiza e toca liturgicamente no fundo da alma. E porquê? Justamente, porque o design possibilita a repetição sem niilismo, ou seja: sem negatividade, sem fardo, sem peso. É essa a sua função primordial: permitir incessantemente, e sem limites, o fluxo do desejo.


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diário de próspero

ANTÓNIO CABRITA 18/04/21 Completei hoje o segundo livro de poemas depois de Tristia. É curioso pensar que, antes do Valter o ter levado para a Porto editora este livro esteve em duas editoras renomadas, que não me deram sequer sinal de o terem lido. Eu sentia, há anos, que depois deste volume pouco tinha a acrescentar na poesia. Não foi assim e fixei dois livros novos nestes últimos três meses, nos quais mudei absolutamente de processos e cheguei a uma simplicidade discursiva surpreendente em relação aos meus livros anteriores, como será patente na antologia Uma Ostra Questão, que sairá daqui a uns meses. Estes dois livros abrem um novo veio, depurado (com alguns curto-circuitos), mas escorreram-me com uma facilidade que se por um lado me agrada por outro me parece maculada pela competência. Creio que a competência é inimiga da poesia e que a técnica não é suficiente. Há um episódio curioso de Mallarmé. Um dia foi-lhe pedido um poema para ser recitado no casamento da filha de um amigo. Mallarmé cumpriu a encomenda. E felicita-o o amigo: “O poema é muito bonito e não é hermético, como te é habitual”. E responde o poeta: “Não tive tempo para o obscurecer”. Sinto o mesmo: o desafio da poesia exige tempo, e não que cedamos “ao natural”. É preciso ser desconfiado, que lhe digamos que não. Só assim nos salvaguarda do aviso do René Char: pobre do poeta a quem a poesia não ensina o que ele não sabia de antemão. “Como um esquife, morto de cansaço,/ o verso que me habilita à proporção.”, leio em Tristia, e fico espantado, só agora descubro a força da tensão que aqui se declara, é um dístico que como um pé-de-cabra abre uma poética, mas a proporção que nele se mete em movimento já está para além do apego aos géneros. Imaginar é-me preciso, mais do que a poesia. Agora que tecnicamente faço o que quero, chegou como o Miró a hora de mudar de mão, de retomar a boa via de conduzir contra o trânsito. Continua a haver em mim uma criança que prefere assustar-se a confirmar-se. Gosto dos dois livros que acabei, não é essa a questão.

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29.4.2021 quinta-feira

Farewell, my dear MATTA, CHILDRENS FEAR OF IDOLS, 1943

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Mas depois deles já não me surpreenderia o que pudesse escrever, estaria a imitar-me, em modo de ronron. Eles estão no limite e funcionam muito bem; não lhes falta ritmo, sangue, humor, algum atrevimento, boas soluções, e mantêm uma vibrátil plasticidade verbal, mas detesto conhecer o terreno que piso. Caos precisa-se, que as palavras cheguem ventiladas da esfera do indescernível, de lugares sem raízes, desorbitados, insusceptíveis de serem plintos para exercícios onde a medula estará para além de mudar-se o lugar das mobílias. Cheguei ao brando conforto da “forma”, há agora que readquirir a potência do desiquilíbrio. Já estive quase dez anos sem escrever poesia, o jejum não me fez mal. 20/04/21 Reler Bandeira faz-nos sempre descobrir alguma coisa que nunca tínhamos visto antes, tão certo como os versos de Hafiz que o poeta recupera: “Amarei constante/ Aquela que não me quis”. Desta vez, entrevi a poética, patente em Saudação a Murilo

Mendes e em Nova Poética, a que o poeta foi fiel. O primeiro destes dois poemas fecha assim: «Saudemos o grande poeta/ Permanentemente em pânico/ E em flor.» ( - que aliás é uma variante dos versos de Dante: “o artista/ a quem, no hábito d’arte/treme a mão”). O oximoro não só é exacto em relação ao Murilo como me parece definir o estro da poesia: dar flor no manto sacudido por um sismo de grau oito. No mesmo impulso bolçavam os samurais um haiku celebratório da vida durante o seu harakiri. Essa suspensão face ao desequilíbrio, seja o do interior, seja o do meio ambiente, resume o único tipo de “sageza” (intransmissível, que tem de se experimentar) a que o poeta pode aspirar. Paralelamente, em Nova Poética, dum modo divertido, Bandeira prevê três géneros para a poesia: a do “poeta sórdido” (“Aquele em cujo poesia há a marca da vida”), a da “nódoa no brim” (um tecido forte de linho) – “O poema deve ser como a nódoa no brim:/ Fazer o leitor satisfeito de si dar o desespero” -, e o da “poesia é também orvalho” – com a ressalva que se

segue: «Mas este fica para as menininhas, as estrelas alfas, as virgens cem por cento e as amadas que envelheceram sem piedade.» Paródia à parte, estes três géneros correspondem ao lírico (o orvalho), ao trágico (o brim), e ao dramático/ realista (o poeta sórdido). Porém, a lição que se tira do exercício da poesia em Bandeira é que não nos devemos ater a um género ou tema em exclusividade e antes planar no reconhecimento da topografia vária de todos os continentes. Por isso ele escreve em Arte de Amar: «(…) As almas são incomunicáveis/ Deixa o teu corpo estenderse com outro corpo./Porque os corpos se estendem mas as almas não.» sem temer contradizer-se depois, no poema Seio: «O teu seio que em minha mão/ Tive uma vez, que vez aquela!/ Sinto-o ainda, e ele é dentro dela/ O seio-idéia de Platão.» E assina rondós, ou redondilhas, ao mesmo tempo em que fazia poemas concretistas. Esta liberdade, aliada à sua plena consciência da transitoriedade de tudo, levava-o a não se levar demasiado a sério (ainda que seja um poeta eminentemente sério) nem a deixar-se aprisionar por uma imagem, refém de si mesmo – capaz em páginas contíguas de ser cruel, amargo, cínico, terno, romântico, ou subversivo, e de de transmitir a lucidez da cal. Tão diferente de alguns poetas que só querem ser um, o mesmo, de risca ao meio, mesmo que com vento. Daí que o velhinho e modernista Manuel Bandeira me seja dilecto e que a sua lição me faça abraçar um interregno.


quinta-feira 29.4.2021

GONÇALO WADDINGTON

SEGUNDO ACTO CENA 5 O Capitão aquiesce, enternecido. O Major já recuperou totalmente do engasgo de há pouco e volta a reacender o seu Cubano. Os dois ficam em silêncio durante algum tempo, olhando para Gonçalo que continua a balbuciar sem se fazer ouvir. Estão os três sozinhos nesta sala subterrânea de alta segurança. Major [indicando Gonçalo] O que é que vamos fazer com aquele peixe-bolha? Capitão [hesitante] Pois… estava à espera das ordens do meu Major? Major [surpreendido] Qual Major?! Capitão Do senhor! Major Qual senhor?! O Major desata a rir às gargalhadas, mas desta vez não se engasga. E ainda consegue baforar pelo meio. O Capitão está mais perdido que uma carta sem remetente numa saca de carteiro dos CTT. Major Ou o Capitão endurece a espinha, ou toda a gente o vai pisar como se fosse relva num parque municipal. Capitão [esforçando-se] Sou da opinião de que o devemos deixar ali ficar. Ele há-de ter um plano. Se for inimigo, há-de ter ordens. Se foi um erro de cálculo, ele dará pelo erro e saberá melhor do que nós o que fazer. Se tem uma missão específica e não nos quer mal, não tardará a partilhar connosco o seu propósito. Major E nós, nada? Capitão [inseguro] Não percebo… Major E nós, não fazemos nada? Capitão Propus que esperássemos, meu Major. Major [desagradado] Eu percebi… acha que sou estúpido? Capitão [medroso] Claro que não, meu Major! Major [irado] E esperar é o quê, meu merdas?! Capitão Eh… neste caso é aguardar activamente… Major [explodindo] AGUARDAR ACTIVAMENTE É PARA OS PANILAS E AS PUTAS! Uma pequena poça de urina começa a formar-se ao lado da bota esquerda do Capitão. Ele sua por todos os poros e faz um grande esforço para não olhar para ela. O Major

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Nada está perdido repara e resolve fingir que não se deu conta da fraqueza do seu subordinado. Major [acalmando] Aguardar activamente…? Puta que o pariu mais as suas curiosidades semânticas! Capitão [aniquilado] Perdão, meu Major. Major [apaziguador] Acalme-se, vá… [pausa] É desesperante, sabe… de cada vez que temos oportunidade para ombrearmos com as maiores potências mundiais… acontece o mesmo. [pausa] Aguardamos… aguardar é um acto passivo, Capitão. Deveríamos esquartejar o corpo dessa gelatina humana que está para ali a borbulhar um discurso inaudível e aguardar que viessem reclamar o corpo ou a vingança… e deveríamos estar armados até aos dentes. E quando aqui chegassem, nem lhes daríamos tempo para dizer um boa tarde… descarregávamos o arsenal todo em cima deles, fossem homens, ratos ou bonequinhos verdes com antenas. Porque é assim que um povo orgulhoso e com eles no sítio faria… é assim que D. João II quereria que o fizéssemos. E também é assim que o nosso presidente do conselho de ministros quereria que o fizéssemos. Mas estamos condenados a esperar… e a aguardar activamente… que nem cadelas no cio. Capitão Quais são as suas ordens, meu Major?

[ CONTINUA ]

Major Ordens? Capitão Sim, meu Major? Major Em relação a…? Capitão Ao homem ali deitado. Major Pois… Capitão Então, parece-me que o melhor é mesmo aguardarmos activamente, meu Major. Major [corando de vergonha] Como disse!? Capitão O meu Major ladra, ladra, ladra… diz que faz e acontece… faz-me lembrar um rafeiro que os meus avós tinham em Figueira de Castelo Rodrigo… quando estava preso ladrava até ficar rouco e saltava e esperneava… quando o soltavam, encolhia-se a um canto… Major [irado] COMO TE ATREVES, LEGUME!? Capitão Eu mijei-me pelas pernas abaixo… sabemo-lo. Mas se o meu Major dissesse mata, eu matava. Se dissesse beija, eu beijava… mas o meu Major só fala do que nunca acontece e vive lá nas suas fantasias do quinto império bélico-lusitano… e tudo o que imagina mete picha, já reparou, meu Major? Ele é bazucas e espingardas e balas grandes e gordas… tudo picha. Como essa que tem na boca, agora… mas tomar uma decisão é que nada… Major [humilhado] Meu cabrão, Hades apodrecer numa cela! Capitão Hades!? Como é que chegaste a Major, minha borboleta de cativeiro. O Major engasga-se outra vez e é dominado por um violento ataque de tosse que o obriga a sentar-se na sua cadeira. Pousa as mãos abertas no tampo da secretária e espera que o ataque de tosse passe, mas não tira o charuto da boca. Este continua a fumegar entredentes. O Capitão tira uma faca de mato que tinha escondida nas costas. Capitão [possuído] DIE WELT BRAUCHT KEINE FEIGLINGE! O Capitão avança para o Major, empunhado o facalhão. Espeta-o com toda a força nas costas da mão direita do Major. Este grita, sem deixar de morder o charuto, e com a mão esquerda abre uma gaveta e tira de lá um revólver. O Capitão agarra na mão esquerda do Major e torce-a até a arma estar apontada a ele. O Major, aplicando toda a sua força, solta a mão direita e levanta-a à altura da cara do Capitão, ainda com a faca espetada nas costas da mão e com a lâmina a sair pela palma ensanguentada, e espeta-a no olho esquerdo do Capitão. Este ainda tem tempo de disparar a arma e os miolos do Major explodem e pingam um pouco por todos os lados. O Capitão cai com as ventas no tampo da mesa, inanimado.


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22 ANATOLE FRANCE | THAÏS 7 7 4 3 5 8 2 1 2Baseado no mito 5 da9 Santa 6 4Taís3de Ale1 8 xandria, que conta a lenda da conversão 1de uma sedutora 1 cortesã, 8 2 nascida 7 9 numa 6 3 5 8abastada família9egípcia, 7 1que3se 5converte 4 2 ao cristianismo. Anatole France transfor3mou o mito numa 6 2tese 5de sensualidade, 9 1 8 7 9culpa, arrependimento, 8 3 4obsessão 2 6e amor 7 9 que extravasa a carnalidade. O homem 5cuja influência 3intelectual 1 7 muda 8 4a vida 5 a6 61espirituosa libertina, 2 5ao ponto 8 6de Thaïs 7 9lar-4 gar tudo para servir num convento, acaba 4por confessar o4seu 6amor9à antiga 1 2cortesã 3 5 quando esta está às portas da morte. Existiram até hoje poucos génios literários capazes contar24 uma história de queda em desgraça com a 1 3elevação 9 2e o6humanismo 5 8 7 da escrita de Anatole France. João Luz

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CINETEATRO

C I N E M A

6 ONCE 9 UPON A TIME IN HONG KONG [C] 2 7 5 4 8 STAND 6 BY ME DORAEMON 2 [B] 4 3 1 5 9 CHAOS 2 WALKING [B] 3 1 7 8 SALA 1

FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Wong Jing, Woody Hui Com: Louis Koo, Tony Leung, Francis Ng, Lam Ka Tung 14.30, 19.30, 21.30 FALADO EM CANTONÊS Um filme de: Ryuichi Yagi, Takashi Yamazaki 16.45, 19.30 SALA 2

Um filme de: Doug Liman

Com: Tom Holland, Daisey Ridley, Mads Mikkelsen 14.30, 19.30, 21.30

DETECTIVE CONAN: THE SCARLET BULLET [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Chika Nagaoka 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 3

DYNASTY WARRIORS [C]

FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Roy Chow Com: Louis Koo, Han Geng, Wang Kai 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

7 9 5 3 8 4 1 4 2 1 9 56 6 1 5 7 4 2 9 8 6 3 9 8 63 31 7 4 2 6 4 8 7 3 1 9 5 2 DYNASTY WARRIORS 4 57 4 9 8 3 7 7 1 9 5 8 2 6 3 4 2 1 8 52 6 4 4 3 5 9 6 7 2 1 8 6 3 7Fábrica27de Notícias, 14 9Lda Director Carlos Morais 2 8José Editores 6 1João4Luz; 3 9 Redacção 7 Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Propriedade José C.5Mendes Salomé6 Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 3 7M.Tavares; 6 4Gonçalo 9 Waddington; 8 6Morais; 3 Luis7Carmelo; 5 Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Gonçalo Inês Oliveira;9 João 2 Paulo 4 Cotrim;8José1 Simões Carmo;4 Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 6 9 2 1 Rasquinho; 8 2 Paul 6 Chan 7 Wai5Chi; Paula Bicho; Tânia 5 dos7Santos3 Grafismo 2 9Paulo4Borges,1 Rómulo 8 Santos 6 Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; Olavo GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 9 5Morada 4 Pátio 1 da 2Sé, n.º22, 3 Edf. Tak Fok, R/C-B,8Macau; 6 Telefone 1 328752401 7 Fax 5 28752405; 4 2e-mail 9 info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo Welfare 1

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quinta-feira 29.4.2021

opinião 15

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in esquerda net

Leonor Rosas

NOS DIAS que correm, ouvimos falar muito de liberdade. Discute-se a liberdade do indivíduo face ao Estado que lhe impõe medidas restritivas para conter a pandemia ou da liberdade das mercadorias e dos capitais que não devem conhecer fronteiras, mesmo quando o mundo enfrenta uma crise terrível. Nas vésperas do 25 de Abril de 2021, estará (uma vez mais) na hora de refletir: afinal, o que é a liberdade? Nos dias que se seguiram à queda da ditadura fascista do Estado Novo, centenas de presos políticos foram libertos das prisões políticas da ditadura: Caxias e Peniche. Ao vermos as suas imagens sorridentes e ouvirmos os seus testemunhos, as palavras “libertação”, “livre” e “liberdade” repetem-se. Após 48 longos anos de tortura e repressão, havia chegado essa tal liberdade. A democracia portuguesa é filha do período revolucionário que se seguiu. De acordo com a Constituição de 1976: “Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa”. Este não foi um período de devaneio juvenil ou utopia, é a fundação do que somos ainda hoje. Garantiram-se as liberdades de expressão, associação, imprensa e o sufrágio universal. No entanto, encetou-se num projeto emancipatório que queria muito mais que isso: o seu propósito era o da liberdade para todos e todas, de viver com dignidade e de quebrar com a opressão. Deparamo-nos, então, com a questão: do que falamos quando falamos desta liberdade saída do 25 de Abril? Nas décadas que se seguiram à Revolução, insistiu-se na narrativa da Evolução (sem R): o 25 de Abril, seguido de um período de alegada turbulência social, foi um caminho a direito até a uma “normalização democrática”, até à adesão à CEE, até às privatizações. A ideia de liberdade, modificada e com um novo embrulho, foi mobilizada para este projeto revisionista. Existe, assim, uma direita que fala da liberdade como algo que os indivíduos ganham mediante a diminuição da força do Estado, tentando apropriar-se da palavra e ressignificá-la. “Liberdade” para pagar menos impostos, salários baixos, para cobrar mais rendas e cortar apoios sociais. Liberdade para o capital, injustiça para quem vive dos rendimentos do seu trabalho. A liberdade do 25 de Abril era a de viver dignamente, da saúde para toda a gente, da educação para todas as crianças e de tomar nas mãos o destino das nossas vidas. A liberdade de romper com praticamente meio século de fascismo que nos havia trazido até à década de 1970 com cerca de 30% da

EZEQUIEL SANTOS

25 DE ABRIL: A LIBERDADE QUE TEMOS E A QUE NOS FALTA

“Nos dias que se seguiram à queda da ditadura fascista do Estado Novo, centenas de presos políticos foram libertos das prisões políticas da ditadura: Caxias e Peniche. Ao vermos as suas imagens sorridentes e ouvirmos os seus testemunhos, as palavras “libertação”, “livre” e “liberdade” repetem-se.”

população a viver na pobreza e sem habitação digna e 25% sem saber ler nem escrever. Foi esse projeto de construção do Estado Social e de democratização da economia que nos deu, por um lado, a Constituição de 1976, mas também a massificação da Escola Pública que efetivou o combate ao analfabetismo e à iliteracia, direitos para quem trabalha, como o Salário Mínimo Nacional e o Serviço Nacional de Saúde que permitiu a Portugal

reduzir drasticamente a mortalidade infantil e hoje responder eficazmente à pandemia de COVID-19. Chegados a 2021, ainda temos muito caminho para andar na senda do que se sonhou há 47 anos. Por todo o lado, essa nova-velha direita radical que tem ensaiado uma ofensiva revisionista procura reabilitar a memória de uma ditadura fascista que matou e torturou milhares, tanto em Portugal como nas ex-colónias. Simultaneamente, vivemos ainda num país que, tendo descolonizado em 1975, nunca se descolonizou a si próprio, à sua narrativa oficial e à sua memória. Portugal tem um longo passado de colonialismo: de seis milhões de pessoas escravizadas traficadas entre África e o Brasil, de expedições punitivas, de trabalho forçado até à segunda metade do século XX. Assim, somos herdeiros de uma sociedade estruturalmente racista e lusotropicalista que continua a oprimir, violentar e excluir milhares de pessoas racializadas. A liberdade pela qual lutam é também a de poder existir, a de viver em paz. Durante os longos anos do Estado Novo, as mulheres tiveram sempre um papel central na luta antifascista. Centenas foram presas e torturadas pelo seu papel de resistentes, organizando-se nos seus locais de trabalho, liceus e faculdades ou vivendo na clandestinidade. Estas mulheres lutavam pelo fim da ditadura e da repressão e, ao mesmo tempo, contra uma sociedade profundamente patriarcal que lhes impunha um rígido pa-

pel de mães e esposas obedientes. O 25 de Abril marcou um tempo novo, permitindo que florescesse em Portugal a luta por uma sociedade onde as mulheres não são mais atores secundários. Nos anos seguintes, elas arregaçaram as mangas para construir a revolução e o sonho de uma sociedade mais justa. No entanto, ainda há muito por fazer. Desde 2004, 564 mulheres foram mortas em contexto de violência doméstica. Das mulheres assassinadas em 2020, em 63% dos casos já havia violência prévia e em 40% até ameaças de morte. A diferença salarial entre homens e mulheres continua a rondar os 15% e, com a pandemia, vimos que fomos mais afetadas pela perda de rendimentos e despedimentos. A liberdade a sério só existe quando todas formos livres para existir sem pedir licença e viver uma vida igual à dos nossos companheiros homens. O neoliberalismo, com um Estado reduzido, privatizações dos setores chave da economia e desregulação das relações laborais, não poderia estar mais distante da liberdade que se conquistou a partir daquele dia 25 de Abril. Se o Estado não se impuser às desigualdades, elas impõem-se a todas e todos nós. Em 2021, queremos aprofundar essas liberdades: viver num país onde não temos que temer a discriminação e a violência e no qual o acesso à saúde, educação, habitação e trabalho com direitos são garantias inalienáveis. Só assim se é livre.


quinta-feira

“É acreditando nas rosas que as fazemos desabrochar.” PALAVRA DO DIA

TATIANA LAGES

Água Tanque não era limpo há 20 anos

No programa Fórum Macau da Rádio Macau, Chu Wai Man, director-geral adjunto da Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau, indicou que no passado se registou um caso de um edifício que nunca limpou o tanque de água durante mais de 20 anos. O responsável afirmou que o ambiente do armazenamento de água era pior e acumulou imensos sedimentos. Apesar de não ter causado problemas de saúde aos moradores, identificou-se um excesso de bactérias e escherichia coli na água, que só diminuiu depois do tanque de água ser limpo. Por sua vez, Chan Hou Wo, chefe da Divisão de Planeamento e Desenvolvimento da Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água, referiu que as empresas de administração dos condomínios têm a responsabilidade de garantir a qualidade de água. Assim, explicou que os proprietários de edifícios podem pedir à empresa de administração para participar no programa de garantia de qualidade de água em edifícios e limpar o armazenamento de água segundo as orientações do programa. Chan Hou Wo também indicou que 80 habitações económicas e 14 habitações sociais participam no programa.

Europa Ameaças à liberdade de imprensa aumentaram 40% no ano passado

A

S ameaças à liberdade de informação aumentaram 40 por cento em 2020, nos 47 países do Conselho da Europa, com 201 casos graves, de acordo com um relatório ontem divulgado pela Plataforma para a Proteção do Jornalismo e Segurança dos Jornalistas. O mais recente relatório anual da organização destaca como ameaças específicas à liberdade dos ‘media’ as restrições extraordinárias impostas às actividades dos jornalistas por leis e regulamentos que deram resposta à pandemia de covid-19. O documento mostra um aumento de 40 por cento de casos de ameaças à liberdade de informação, em 2020, comparando com o ano anterior, realçando um número recorde de ataques físicos a jornalistas (52 casos) e de assédio ou intimidação (70 casos). Os alertas de casos mais frequentes, recebidos pela Plataforma para a Proteção do Jornalismo e Segurança dos Jornalistas, são os de ataques à integridade física (24 por cento), assédio e intimidação (24 por cento) e detenção de jornalistas (16 por cento). Num comunicado divulgado antes do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que se celebra a 3 de Maio, a secretária-geral do Conselho da Europa, Marija Buric, pediu aos governos europeus para mostrarem vontade política para proteger os jornalistas e o jornalismo independente. “A liberdade dos ‘media’ é um pilar essencial das nossas democracias, que muitas vezes é tomada por garantida. O respeito pela liberdade dos ‘media’ está em declínio em muitos países. Nos últimos anos, assistimos a um aumento do número de casos de violência e intimidação contra jornalistas”, denunciou Buric.

Huawei Receitas caem 16,5% no primeiro trimestre

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As receitas do grupo chinês Huawei caíram 16,5 por cento, no primeiro trimestre, para cerca de 19,4 mil milhões de euros, depois da venda da sua marca de telemóveis de baixo custo Honor, foi ontem anunciado. As vendas da Huawei caíram 16,5 por cento, em termos homólogos, para 152,2 mil milhões de yuans, devido, em parte, à queda das receitas da sua unidade de consumo, indicou a empresa. Sem detalhar os lucros alcançados, o grupo revelou que a margem melhorou em 3,8 por cento, para 11,1 por cento das receitas obtidas.

29.4.2021

Anatole France

NAPE Marginal abre hoje

A A comissão acredita que poderá haver no futuro maior procura pela resolução extrajudicial de conflitos, já que as trocas comerciais e investimentos que ligam a China aos mercados lusófonos são cada vez mais intensos, nomeadamente com o Brasil, Angola e Moçambique

A abrir caminho Frederico Rato integra Comissão de Arbitragem de Guangzhou

O

português Frederico Rato tornou-se o primeiro advogado de Macau a integrar a Comissão de Arbitragem de Guangzhou, cidade do sul da China, que quer apostar na mediação de conflitos comerciais com os países lusófonos. Frederico Rato disse à Lusa que a comissão sediada na capital de Guangdong quer integrar peritos legais que dominem a língua portuguesa e conheçam os mercados lusófonos. O objectivo da comissão é estar preparada para oferecer serviços jurídicos de arbitragem e mediação com que as empresas dos países de expressão portuguesa “se sintam também à vontade para recorrer”, explicou o advogado. A comissão acredita

que poderá haver no futuro maior procura pela resolução extrajudicial de conflitos, uma vez que as trocas comerciais e investimentos que ligam a China aos mercados lusófonos “são cada vez mais intensos, nomeadamente com o Brasil, Angola e Moçambique”, disse Frederico Rato. As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa caíram 3 por cento em 2020, mas subiram 19,6 por cento com Angola e 3,5 por cento com Moçambique, segundo estatísticas dos Serviços de Alfândega chineses.

A plataforma de facto

A nomeação de Frederico Rato aconteceu a 30 de Março, mas só foi revelada pela comissão à imprensa chinesa na segunda-feira. Mas em Fevereiro o advogado já tinha ajudado a

comissão a estreitar ligações com centros de arbitragem no Brasil, incluindo a Câmara de Mediação de Conflitos da Associação de Comércio Exterior do Brasil. O objectivo era lançar as bases para o estabelecimento de uma plataforma online de resolução de disputas comerciais que envolvam empresas chinesas e brasileiras, referiu Frederico Rato. O advogado acredita que a nomeação do primeiro membro de Macau para a comissão reflecte o papel da cidade como plataforma de ligação com os países de língua portuguesa. A firma de advocacia Lektou, da qual Frederico Rato é fundador, abriu em Março um escritório em Shenzhen após receber autorização do Departamento de Justiça da Província de Guangdong.

BRE hoje ao público a Zona de Lazer da Marginal da Estátua de Kun Iam. O espaço, que atravessa a área marginal entre o Centro de Ciência de Macau e o Centro Ecuménico Kun Iam, dispõe de uma área de 15 mil metros quadrados, onde foram instalados equipamentos recreativos de manutenção física como um trilho junto à água, campo polivalente, campo de gateball e um rinque de patinagem. Por seu turno, a área de diversão infantil, de 2.700 metros quadrados inclui equipamentos para pais e filhos, que incluem “conjuntos de diversão com elementos de escalda” destinadas a crianças dos 5 aos 12 anos, informa um comunicado divulgado ontem pelo Instituto para os Assuntos municipais (IAM). Segundo o IAM, no local, há ainda conjuntos de grande dimensão com elementos desafiantes que permitem “dotar as crianças de diferentes apetências” e “proporcionar-lhes treino físico enquanto se divertem”. Na mesma nota, o organismo aponta ainda esperar que, durante o período de abertura, sobretudo a área de diversão infantil “vá atrair um grande número de cidadãos” e até “uma maré de gente” em alguns períodos.


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Hoje Macau 29 ABRIL 2021 #4758 by Jornal Hoje Macau - Issuu