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Hoje Macau 29 OUT 2014 #3203

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MOP$10

Q U A R TA - F E I R A 2 9 D E O U T U B R O D E 2 0 1 4 • A N O X I V • N º 3 2 0 3

AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

hojemacau

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

BAMBU TRADIÇÃO MILENAR AMEAÇADA

NA CANA BAMBA O bambu é usado na construção civil há mais de cinco mil anos, mas há quem defenda que estas construções sejam substituidas por outras de ferro. Os mestres do bambu pedem respeito pela tradição mas deixam um alerta: são cada vez menos aqueles que dominam esta arte.

URBANISMO

PLANEAR ˆ O QUE?

A deputada Kwan Tsui Hang acusa o Governo de não dar informações sobre as orientações básicas dos planos urbanísticos para a cidade e pede uma consulta pública para o plano de pormenor.

POLÍTICA PÁGINA

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ENSINO SUPERIOR

O futuro em jogo numa prova única SOCIEDADE PÁGINA

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PANSY HO

Diversificar sim mas não para já

SOCIEDADE PÁGINA

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JAIME CARION

Saída de cena ao fim de 36 anos

POLÍTICA PÁGINA PUB

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PÁGINAS 2-3

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REPORTAGEM

É utilizado para construir os arranha-céus que tornam brilhante o ‘skyline’ de Macau, mas há quem defenda que o bambu deveria ser substituído por ferro nas estruturas usadas na construção civil, ainda que não totalmente. Quem constrói estas estruturas durante toda a vida pede que se deixe fazer o trabalho conforme foi ensinado pelas gerações anteriores e deixa um alerta: estão a desaparecer os mestres do bambu FLORA FONG

flora.fong@hojemacau.com.mo

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UEM chega a Macau, de fora, pode ficar facilmente impressionado com os ‘andaimes’ que, por cá, se utilizam para construir prédios, casinos e arranha-céus. Mas o bambu, uma matéria natural, é usado na construção civil da China há mais de cinco mil anos. Entre a tradição e

SABIA QUE...

O bambu é uma planta da família Gramineae, a mesma da cana-deaçúcar, que possui mais de mil espécies distribuídas em cerca de 70 géneros diferentes? E sabia que se pode encontrar bambu em todos os continentes, com excepção da Europa? E sabia que esta planta cresce nas mais diversas condições de clima e altitude? Sabia ainda que, em certas regiões, o bambu é considerado uma planta sagrada devido aos benefícios que proporciona?

a modernização, pode dizer-se que as opiniões divergem: há quem defenda que o bambu é perigoso. Há quem diga que não é só pela história que este material se deve manter na indústria. O bambu nunca foi oficialmente aceite pelo país como o material mais indicado para se construir prédios. Na China continental, inclusive, o país tenta adequar-se ao desenvolvimento tecnológico e económico, fazendo com que cada vez mais as estruturas desta planta – cujo nome original é Bambusoideae – sejam substituídas pelo ferro ou metal. Apesar disso, é ainda muito fácil encontrar andaimes de bambu na construção ou restauração de edifícios, casinos e passagens superiores pedonais em Macau. Mas, porque é que, em pleno século XXI, ainda se utiliza o bambu, quando o uso do aço na urbanização é tão popular? E será o bambu seguro e prático o suficiente para este tipo de obras? O HM foi tentar perceber o que pensa quem trabalha na construção civil e tirar uma conclusão não é fácil: uma empresa que usa principalmente estruturas de ferro para a construção diz-nos que o bambu está fora de moda. Já uma associação mais tradicional, que se dedica ao fabrico destas estruturas, defende que a segurança é garantida.

hoje macau quarta-feira 29.10.2014

BAMBU DA ARTE E TRADIÇÃO À MODERNIZAÇÃO

A RESISTIR HA MAIS ´

HOJE MACAU

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FERRO VS. BAMBU

Para os responsáveis da Sociedade Unipessoal Limitada de Engenharia de Andaimes Wuyi, o ferro deve ser o material a escolher quando o assunto é construção civil. A responsável da sociedade, de apelido Leong, explica porquê. “Achamos que bambu não é muito seguro, mesmo que seja mais barato do que o ferro. Podemos ver no caso recente da queda de um andaime no edifício da Direcção dos Serviços de Finanças, que causou ferimentos a uma menina”, começa por apontar. “O material era bambu. Quando fixamos o ferro num sítio, há menos probabilidade de este cair. Já ouviu falar de algum acidente com quedas de andaimes de ferro? Só acontece com bambus”, diz-nos assertivamente. A opinião difere, contudo, quando entramos em conversa com cinco membros da Associação dos Barraqueiros de Macau. São “mestres” na arte de fazer estruturas de bambu e, alguns deles, trabalham há 50 anos nesta área. Chiu Tak Sio, director da Associação, não tem dúvidas: a segurança existe, porque as técnicas utilizadas são herdadas de “mestres ancestrais”, que, garante-nos, “são as mais autênticas”.

Com orgulho, Chiu Tak Sio e os restantes membros da Associação dos Barraqueiros de Macau mostram-nos fotografias de andaimes de bambu montados em água. Arcos de bambu decorados para celebrar o Dia Nacional da China. Palcos de bambu para ópera cantonesa junto ao Templo de À-Ma. E até palcos para as corridas do Grande Prémio. Embora já seja difícil encontrar hoje em dia bambu – e quem o construa - em Macau, os membros da Associação defendem que o sector da construção não pode simplesmente eliminar esta planta do seu quotidiano.

“Se em todos os tipos de construção civil for utilizado ferro, vai haver um desequilíbrio, porque a vantagem no uso do bambu é a leveza e conveniência”, começa por explicar ao HM Kuang Weng Wong. “Por exemplo, quando precisamos de uma plataforma para colocar cimento [em algum sítio alto], utilizamos os andaimes de bambu, porque é impossível [conseguir] levantar um andaime de ferro com cimento.”

INSUBSTITUÍVEL?

Enquanto o braço de ferro entre a tradição e a modernização se

mantém, há quem se comece a interessar pela utilidade do bambu. Nos últimos anos, foram levados a cabo estudos para avaliar a sua resistência e durabilidade e arquitectos de todo o mundo redescobriram o bambu tendo passado a usá-lo em obras públicas modernas. Se, do ponto de vista ambiental, a utilização do bambu diz-se que seja mais sustentável, a aposta no uso deste material para decoração é outro dos pontos fortes, quando o que está na moda são símbolos orientais. Mas não só: o crescimento rápido - em três anos, o bambu está pronto para o corte,

Quando fixamos o ferro num sítio, há menos probabilidade de este cair. Já ouviu falar de algum acidente com quedas de andaimes de ferro? Só acontece com bambus” LEONG Responsável da Sociedade Unipessoal Limitada de Engenharia de Andaimes Wuyi


reportagem 3

hoje macau quarta-feira 29.10.2014

HOJE MACAU

DE CINCO MIL ANOS

SABIA QUE...

Uma construção de bambu pode apresentar durabilidade superior a 25 anos? E sabia que, no que diz respeito à resistência, o bambu é comparado tanto com o aço, como com a madeira, apesar de entre os três apresentar o menor peso específico?

“Se em todos os tipos de construção civil for utilizado ferro, vai haver um desequilíbrio, porque a vantagem no uso do bambu é a leveza e conveniência” CHIU TAK SIO Director da Associação dos Barraqueiros de Macau

de acordo com estudos disponíveis na internet – e a sua resistência também surpreendem. É que, diz quem sabe, de frágil, o bambu não tem nada. “A sua compressão, a forma como é flexível e a capacidade de tracção já foram amplamente testadas e aprovadas em laboratório”, salienta Marco António Pereira, professor do Departamento de

Engenharia Mecânica da Unesp, em Bauru, no Brasil, citado pelo site ‘ebah’. Os povos asiáticos mantêm uma tradição milenar na utilização do bambu e há estudos que afirmam que “grande parte dos monumentos e edifícios que hoje são símbolos da arquitectura hindu, como o Taj Mahal, utilizaram o bambu nas suas estruturas”.

Por cá, na China continental, a História diz que o bambu foi utilizado para a construção dos primeiros pórticos e também para pontes. Então, poderá ser o bambu substituído? Para a senhora Leong, responsável da Sociedade Unipessoal Limitada de Engenharia de Andaimes Wuyi, é pouco provável que este

material possa ser completamente substituído. “No topo ou tecto de uma construção, deve-se usar bambu porque é mais leve, enquanto o ferro ou o aço são demasiado pesados para suportar a carga”, refere. Leong acrescenta que é possível integrar os dois materiais, mas afirma veemente que o ferro deveria ser a tendência, até porque “quando há tufões, deve-se evitar

o bambu e utilizar o ferro por ser mais seguro”. A ideia defendida por Leong tem alguns pontos com que os mestres do bambu não concordam. (ver segundo texto). Para eles, este material – tal como a arte – será sempre insubstituível e seguro, mas é preciso deixar que seja construído da forma como foi ensinado por gerações anteriores.

INDÚSTRIA ESTÁ A DESAPARECER. MESTRES PEDEM À DSAL RESPEITO PELA TRADIÇÃO

O norte da China, ninguém sabia usar bambu. Só os trabalhadores da zona sul é que conhecem bem as técnicas dos andaimes de bambu”, diz-nos entusiasmado Kuang Weng Wong, um dos mestres da Associação dos Barraqueiros de Macau. Quando nos sentámos para ouvir as histórias de quem anda nisto há meio século, as críticas não passam despercebidas. A modernização está não só a matar a indústria aos poucos, como não permite que os conhecimentos sejam passados da forma que deveriam ser. Prova disso, explica Kuang, são regras da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), que, segundo os mestres, não aceitaram instruções de segurança elaboradas por eles. Da mesma forma, nem engenheiros, nem empresas de construção quiseram acatar as recomendações dos mestres. “A DSAL e os engenheiros têm as seus próprias instruções e obrigam-nos a cumpri-las e impedem-nos de usar maneiras tradicionais [na feitura das estruturas]. Isso é de doidos, então nós, mestres, vamos ouvir pessoas que não sabem bem as técnicas? Quem deveria dar a formação deveríamos ser nós, os mestres experientes”, reclama Kuang. O mestre acrescenta que a própria Associação tentou perceber como é que são feitas estas instruções, uma vez que, atira, as autoridades “sentam-se num escritório e não sabem qual é a sensação de usar calçados e cintos de segurança”.

HOJE MACAU

“Vamos ouvir pessoas que não sabem as técnicas?” “N

“Quem trabalha em andaimes, sabe que [os sapatos de segurança] não são convenientes, porque a base desses sapatos é demasiado grossa e não conseguimos sentir nada, o que torna o trabalho mais perigoso”, dá como exemplo Kuang Weng Wong. “Actualmente engenheiros com mais qualificação, pedem mais segurança, promovendo a substituição [dos bambus] por ferro, porque dizem que, assim, não é preciso temer que haja acidentes. No entanto, não encontramos acidentes de quedas de bambu ao longo de dezenas de anos.

A utilização correcta do bambu é segura e até pode durar um ano”, defendeu outro membro da Associação e mestre, Lou Kam Pang.

JUNTOS MAIS FORTES

A ouvir a conversa, Lou Kam Pang não quer deixar de falar e responde às acusações de que os andaimes de bambu podem cair mais facilmente do que os de ferro. “O Governo obriga-nos a usar panos de nylon para cobrir os andaimes. Mas, quando há tufão ou vento forte, com este nylon é ainda maior a possibilidade

“A DSAL e os engenheiros têm as seus próprias instruções e obrigam-nos a cumpri-las.[...] Isso é de doidos, então nós, mestres, vamos ouvir pessoas que não sabem bem as técnicas?” KUANG WENG WONG Mestre de construção em bambu

de que o pano voe e arraste consigo os andaimes. É que o uso de nylon é uma utilização inapropriada. O que deve ser usado é rede de pesca, como anteriormente nós usávamos, que é muito mais persistente.” Também o director daAssociação, Chiu Tak Sio, se junta à conversa para dizer que quem diz que o bambu é inseguro “é porque não sabe usá-lo”. Chiu Tak Sio dá como exemplo sociedades que são do interior da China, onde “se usa o ferro porque há mais espaço” e que não sabem que o mais adequado em Macau é o uso de bambu, “porque as ruas são estreitas” e as obras mais pequenas. “Como na construção do metro ligeiro, como usamos bambu não é preciso ocupar a avenida toda para construir.” Como também a Sociedade Unipessoal Limitada de Engenharia de Andaimes Wuyi defendeu, apesar de ser contra a utilização deste material, também Chiu Tak Sio defende que deve haver integração entre o uso de ferro e bambu. “As empresas da construção civil devem pensar em combinar os trabalhos connosco, não eliminar-nos.”

ESPERAR PARA VER

Quando questionados se devemos proteger esta técnica tradicional, os mestres não têm dúvidas: as estruturas de bambu são insubstituíveis. “Esperamos que o Governo proteja esta cultura, porque somos mais autênticos e não existe nada que possa substituir bambu em alguns tipos de andaimes, sobretudo em Macau, onde as ruas são estreitas.

Mas, e mesmo que o bambu tenha vantagens? E mesmo que o Governo decida proteger esta ‘cultura’? A extinção do bambu está iminente? “A extinção acontecerá não [na necessidade] de haver estruturas de andaime de bambu, mas sim devido à falta de talentos”, começa por apontar Chiu Tak Sio. “Quase nenhum jovem quer aprender estas técnicas, porque são educados e qualificados. Dizem que ‘a sua inteligência é tão alta, que é melhor agarrar numa caneta do que num bambu’”. Segundo a Associação, existem cerca de 20 empresas que ainda constroem estruturas de bambu em Macau, sendo que – como são poucos os jovens que se interessam por esta arte – são os trabalhadores não-residentes (TNR) quem presta a maior ajuda. “Existem cerca de 200 TNR e 120 trabalhadores locais, mas como os locais já são bem velhos vão aposentar-se em breve. Como no meu caso, até eu me vou afastar! Já tenho 65 anos e os meus filhos não querem aprender as técnicas”, diz, acrescentando que o sector espera que o Governo atraia mais talentos para Macau e autorize os pedidos de TNR para que possa haver mais pessoas a transferir estas técnicas. Chiu Tak Sio diz ainda que o “sector foi ignorado pelo Governo”. Segundo o director, a Associação tentou abrir um curso para ensinar a montagem de andaimes de bambu na DSAL, mas foi rejeitado porque o organismo governamental referiu que há poucos trabalhadores no sector. - F.F.


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POLÍTICA

O deputado Mak Soi Kun entregou uma interpelação escrita ao Governo onde chama a atenção para o facto de muitos departamentos criarem as suas próprias instruções internas ou de as alterarem quando é aberto um concurso público, criando “fenómenos irracionais”

GOVERNO MAK SOI KUN CRITICA REGRAS DE DEPARTAMENTOS PÚBLICOS

TIAGO ALCÂNTARA

gue ao Executivo. Mak Soi Kun garante que recebeu mesmo um pedido de esclarecimento por parte de “especialistas, académicos e residentes”. “São diversos os serviços públicos que tomam a iniciativa de emitir instruções internas e de as alterarem, o que origina fenómenos irracionais. As autoridades da área consideram que isto é actuar de acordo com a lei?”, aponta ainda o deputado.

S serviços públicos estarão a criar as suas próprias instruções internas, ou a alterar as que já existem, e o deputado Mak Soi Kun, eleito pela via directa para a Assembleia

Legislativa (AL), pretende saber se a Administração tem de fazer algum tipo de aprovação a eventuais alterações. “Os serviços públicos, que são os executores da lei, alteram e criam instruções internas para a execução das leis definidas pela Administração. Quando o fazem, têm de solicitar a apreciação e

autorização das autoridades da Administração e Justiça? Ou será que cada um deles pode emitir as instruções

internas que bem entende e aplicar as diversas leis?”, questiona o deputado numa interpelação escrita entre-

“São diversos os serviços públicos que tomam a iniciativa de emitir instruções internas e de as alterarem, o que origina fenómenos irracionais”

Mais de três décadas ao serviço da RAEM Segundo as informações prestadas aos média, Jaime Carion pediu “voluntariamente” a sua aposentação, sendo que não há detalhes sobre os motivos. “Jaime Roberto Carion perfez 36 anos de serviço como funcionário público, reunindo as condições para aposentação, de acordo com a lei”, indica o comunicado. O Governo elogia o trabalho de Carion que, salienta o Executivo, “durante o desempenho das suas funções de di-

rector, sempre mostrou capacidade profissional e liderança no desenrolar dos trabalhos da área das obras públicas, merecendo o reconhecimento do Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io”. Chan Pou Ha passa, então, a exercer as funções de directora substituta, com o Governo a garantir que “os mecanismos e procedimentos entretanto estabelecidos na área das Obras Públicas vão permitir continuar a

TIAGO ALCÂNTARA

DSSOPT JAIME CARION FAZ PEDIDO DE APOSENTAÇÃO E ESTÁ DE SAÍDA

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O deputado Mak Soi Kun, juntamente com o seu braço direito no hemiciclo Zheng Anting, inaugurou ontem mais um escritório de atendimento à população na Taipa. Em Agosto os dois deputados, eleitos para a Assembleia Legislativa pela via directa, tinham inaugurado um escritório na Areia Preta. Mak Soi Kun disse esperar que o escritório na Taipa possa ajudar os deputados a ouvir de perto as queixas dos residentes. Antes do arranque da V Legislatura, Mak Soi Kun apenas possuía um escritório na Avenida Coronel Mesquita.

LEIS CADUCAS

andreia.silva@hojemacau.com.mo

director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Jaime Carion, vai aposentar-se no próximo mês. De acordo com um comunicado enviado aos jornalistas, o actual responsável da DSSOPT cessa funções já a partir de sábado, depois de 36 anos ao serviço do Governo. Jaime Carion vai ser substituído pela subdirectora actual, Chan Pou Ha, que vai, contudo, apenas exercer o cargo de “directora substituta”.

NOVO ESCRITÓRIO NA TAIPA

À vontade do freguês

ANDREIA SOFIA SILVA

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hoje macau quarta-feira 29.10.2014

execução dos trabalhos conforme os projectos já definidos”. O Secretário para os Transportes e Obras Públicas diz ainda confiar que, no futuro, os líderes e restante pessoal da DSSOPT continuem a “demonstrar um grande espírito de equipa no desempenho das respectivas tarefas”.

O deputado fala da existência de diversas leis desactualizadas, nomeadamente os decretos-lei referentes ao Regime de Aquisição de Bens e Serviços, ou ainda sobre os contratos de fornecimento de bens e serviços nas antigas câmaras municipais. Mak Soi Kun dá o exemplo do preço de cálculo para as propostas apresentadas a concursos públicos. “A definição do preço racional para as propostas de concurso que chegam aos diversos serviços e entidades públicas – o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, o Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes, a Direcção dos

Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, entre outros – não está totalmente de acordo com o Regime de Aquisição de Bens e Serviços e os concursos também não seguem as instruções internas emitidas pelo Governo. Isto é que é actuar de acordo com a lei?”, acusa o deputado. Mak Soi Kun alerta para o facto de certas leis estarem “gravemente desactualizados face às necessidades decorrentes do desenvolvimento socioeconómico de Macau”. Algo que, diz, “pode facilmente constituir um berço para a corrupção”.

Autocarros Au Kam San elogia Governo mas pede mais medidas

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deputado Au Kam San quer saber quais os próximos passos que o Governo vai tomar para resolver a questão - que o próprio intitula de “doença” - dos autocarros de Macau. Apesar de apresentar um comentário positivo ao trabalho que o Executivo tem realizado até à data sobre este assunto, o deputado pede mais medidas. “É evidente que o Governo, está, de facto, a envidar grandes esforços para melhorar os serviços de autocarros, no entanto, estes continuam a ser, diariamente, alvo das críticas dos residentes”, afirma Au Kam San, explicando que apesar dos esforços, e da mobilização dos “enormes recursos”, a verdade é que “os serviços de autocarros ainda não conseguem satisfazer as necessidades da população”. Na mesma interpelação, o deputado reflecte ainda sobre a alteração do modelo de exploração

dos serviços em causa, uma vez que os contratos actuais que o Executivo tem com a Transmac e TCM são considerados ilegais pelo Comissariado contra a Corrupção, por não darem poder ao Governo. Au Kam San pede ao Executivo que, tendo em conta que “o seu domínio não tem qualquer força”, reveja o tipo de exploração. “Este modelo de exploração do tipo socialista deve ser revisto, deve retomar-se o modelo capitalista e deixar que seja novamente o mercado a assumir o papel dominante”, diz. Como último ponto, Au Kam San, pergunta ao Governo se existem planos para ajustar os itinerários dos autocarros em circulação e se o Executivo irá criar novas carreiras. Algo que iria, segundo o deputado, permitir uma melhor resposta às necessidades da população. - F.A.


política 5

hoje macau quarta-feira 29.10.2014

URBANISMO PEDIDA CONSULTA PÚBLICA PARA PLANO DE PORMENOR

JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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WAN Tsui Hang teceu duras críticas ao Governo por este não informar o público sobre os planos urbanísticos que tem para a cidade, tal como prometido aquando da entrada em vigor da Lei do Planeamento Urbanístico. Numa interpelação escrita, a deputada pede ao Executivo que responda se vai divulgar não só junto do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU), mas também do público, os planos que tem para algumas zonas de Macau. Kwan Tsui Hang salienta que só assim a população pode estar “a par da situação real do planeamento urbanístico” e pode emitir pareceres “totalmente objectivos” sobre as plantas de condições urbanísticas. A deputada frisa que, agora, a falta destas informações leva a que o CPU não consiga fazer bem o seu trabalho. “Segundo alguns membros do CPU, este é chamado para emitir pareceres pontuais sobre plantas de condições urbanísticas e, uma vez que se desconhecem pormenores do conceito original do planeamento urbanístico e da actual situação de zonamento, dificilmente se consegue assumir uma posição totalmente objectiva, sendo ainda mais difícil desenvolver o seu papel de analisador crítico do planeamento urbanístico”, frisa a deputada.

Sentados à espera mas, ao mesmo tempo, pede pareceres ao CPU e opiniões à população. A deputada não poupa nas palavras. “Nem as orientações básicas

dos planos [foram divulgadas]. Quantas zonas estão ainda por planear? Ninguém sabe”, critica, alegando até que, esta falta de divulgação, é vista por “alguns

KWAN TSUI HANG Deputada

Kwan faz questão de frisar que o plano director é “a base e o quadro para o futuro planeamento urbanístico de Macau”, pelo que tem de ter reconhecimento e apoio da população. “Na sua elaboração, há que submetê-lo a uma ampla e profunda auscultação pública. O Governo deve dar oportunidades ao Conselho e ao público para conhecerem a fundo a matéria e pronunciarem-se sobre ela. De que planos e calendarização dispõe o Governo para o efeito?”, questiona.

Kwan Tsui Hang pergunta ainda ao Governo se a questão da chamada Lei da Sombra, que diz respeito à quantidade de sombra que cada edifício pode projectar, vai ser discutida pelo CPU, uma vez que, diz, é “importante para a sociedade”. Kwan relembra que o director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, Jaime Carion, prometeu que iria divulgar a lista dos projectos de construção isentos de cumprir esta regra, mas nada ainda foi divulgado. A deputada pergunta se o CPU também vai discutir isto.

Comissão de Talentos 4700 dos inscritos são residentes e licenciados

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Foi em Março deste ano que a Lei do Planeamento Urbanístico entrou em vigor, algo que fez com que, consequentemente, o CPU fosse criado. Na interpelação enviada ao Governo, Kwan Tsui Hang tece críticas também ao Conselho que, diz, já realizou mais de dez reuniões e emitiu pareceres, mas “nunca procedeu a qualquer discussão sobre a estratégia de desenvolvimento urbanístico, o plano director e os planos de pormenor” de Macau. Contudo, as acusações estão mais apontadas para o Governo. Na interpelação, a deputada não esquece que o plano director do território está a cabo do Governo – que não tem de ouvir os deputados para aprovar este plano, já que isto será feito por regulamento administrativo – e pede, por isso, que seja feita uma “ampla e profunda consulta pública”.

“Nem as orientações básicas dos planos [foram divulgadas]. Quantas zonas estão ainda por planear? Ninguém sabe”

E A LEI DA SOMBRA?

EPOIS da abertura do Registo de Informações de Talentos, em Julho deste ano, a Comissão de Desenvolvimento de Talentos conta já com 4700 inscrições, a maioria de residentes locais e licenciados. Os dados são da passada segunda-feira. Num comunicado publicado ontem pela Comissão, entre os 4700 inscritos, 80% são residentes de Macau,

OUVIR O POVO

Kwan Tsui Hang pede uma consulta pública ampla quando tiver lugar a elaboração do plano pormenor, mas vai mais longe e critica o Governo por não dar todas as informações necessárias sobre os planos urbanísticos da cidade, não só ao público, como ao próprio CPU Kwan Tsui Hang relembra que, além dos planos para a zona norte da Taipa, o Governo não divulgou ainda quaisquer outros planos urbanísticos para Macau,

membros do Conselho” como algo que não faz sentido se o Governo quisesse, realmente, saber dos pareceres do CPU.

os restantes 20% são de Hong Kong, interior da China, Taiwan, Austrália, Portugal e outros locais. No que toca à faixa etária, um terço dos inscritos tem idades compreendidas entre os 21 e 25 anos. Os mesmos dados mostram que outro terço compreendia pessoas entre os 26 e 30 anos, sendo que a faixa etária dos 31 aos 35 anos perfaz um quinto dos indivíduos na base de

dados. Além de referir que é o sector do Jogo quem mais residentes emprega, o comunicado mostra que a Educação, Administração Pública e serviços da Segurança Social, indústria hoteleira e sector financeiro são outras áreas que empregam outra grande fatia de trabalhadores locais. Em relação à formação, 67% dos inscritos residentes de Macau são

licenciados, enquanto 19% completaram o grau de mestrado. Apenas 2% dos inscritos residentes têm doutoramentos. O registo compreende também a acreditação de profissionais. No topo desta lista estão os profissionais das áreas de Gestão de Empresas, Finanças, Línguas, Informática, Engenharia e Reparação, Turismo, Hoteleira e Exposições. – F.F.

Académico apela a recrutamento de locais

Sem alterações dignas de registo, a taxa de desemprego de Macau, durante Julho e Setembro, manteve-se nos 1,7%. Perante isto, o director da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Macau (UM), Yufan Hao, afirmou que o Governo deve promover ao movimento ascendente dos residentes de Macau, permitindo um aumento na competitividade internacional. Em declarações ao Jornal Ou Mun, o académico defende que, apesar do Executivo ter resolvido o problema da empregabilidade com a abertura de diversos cursos de formação, sobra a falta de incentivo às promoções dos trabalhadores locais. Na visão de Yufan, os residentes têm interesse em subir na carreira e, defendem as empresas internacionais devem escolher locais para cargos. “Actualmente, o pessoal dirigente das empresas internacionais de Macau é recrutado do mercado estrangeiro. Sugiro que as operadoras assumam como prioridade o recrutamento de residentes do território, oferecendo mais oportunidades e competitividade aos trabalhadores locais”, concluiu.


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SOCIEDADE

hoje macau quarta-feira 29.10.2014

FILIPA ARAÚJO*

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

A

medida já está decidida: em 2017 todos os alunos que se queiram candidatar ao ensino superior terão que se submeter a um exame único. O ‘Exame Unificado de Acesso das Quatro Instituições de Ensino Superior de Macau’ é uma medida implementada pelo Governo que envolve quatro instituições de ensino superior do território - a Universidade de Macau (UM), o Instituto Politécnico (IPM), o Instituto de Formação Turística (IFT) e a Universidade de Ciência e Tecnologia (MUST). A ideia é terminar, assim, com os vários exames de acesso ao ensino superior para reunir os conhecimentos em apenas um, dividido em quatro disciplinas: Português, Chinês, Matemática e Inglês. A partir de 2017, os alunos terão que fazer um exame, escolhendo as disciplinas, para se candidatarem a qualquer uma destas quatro instituições.

ENSINO SUPERIOR ALUNOS RETICENTES QUANTO A EXAME ÚNICO DE ACESSO

Canetas em punho

A implementação de um exame único de acesso a quatro instituições de ensino superior de Macau está a assustar alguns alunos, que dizem que esta medida vai trazer mais pressão aos estudantes. Apesar de haver quem concorde, há um problema comum a todos: se falharem no exame, não entram em nenhuma destas universidades

Mas, se segundo o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, este exame único irá trazer “alívio” para os estudantes que, diz, não iriam sofrer tanto com os exames de admissão ao ensino superior, já alunos ouvidos pelo HM não pensam da mesma forma. Jonny Tu, que frequenta o último ano do ensino secundário, está aliviado, sim, mas por não ter que fazer o exame. “Não concordo com esta medida, prefiro a forma antiga dos exames de acesso. Pensava que já tinha que fazer o exame este ano, mas ainda bem que não é preciso”, disse prontamente. O finalista explica que fazer um só exame irá condicionar os alunos. “Por mim, deveria continuar como está – e sei que muitos colegas meus concordam comigo, bem como professores. Deveria continuar com os vários exames. Neste momento se eu tentar entrar na UM e não conseguir, posso candidatar-me à MUST ou ao IFT. Depois de 2017 isso já não vai acontecer, porque se eu chumbar não me posso candidatar a mais nenhuma”, argumenta. O futuro candidato avan-

forma de entrada no ensino superior. É que, segundo o gabinete, cada instituição tem os seus critérios de admissão, sendo que se mantém a possibilidade de entrar como aluno recomendado ou com dispensa de exame. “Não discordo disso e por isso admito que a pressão só será sentida por alunos como eu, de nível médio”, diz-nos Cheang Hio Man face a esta possibilidade, adiantando que “os alunos que têm qualificações para entrar nas universidades sem fazer o exame não sentem qualquer preocupação”. Cheang mostra-se contente por não ter que realizar o exame único, mas está preocupado com a irmã mais nova, que pertence ao grupo de alunos que fará a prova pela primeira vez. “Ela já fica nervosa quando falamos do exame, também não gosta da ideia, porque pensa que se falhar não tem mais oportunidades, ao contrário de mim que, se não passar num, tenho mais três instituições para tentar”, explica.

NEM TUDO É MAU

ALÍVIO OU CASTIGO

ça ainda que, ao contrário do que previa Cheong U, esta medida “só vem trazer mais pressão” ao alunos.

MENOS CARGA

Da mesma opinião de Jonny, é o seu colega de turma Cheang Hio Man, que considera que “a competição entre os alunos será muito maior” devido a este exame. “Quando essa medida for implementada os alunos terão que lutar muito mais. É que se pensarmos, todos os alunos de todas as escolas que querem ir para instituições diferentes terão de fazer o mesmo exame”, argumenta o aluno, que considera ainda que isso aumentará a pressão entre os colegas. “Para não falar do estatuto das escolas. Nós [alunos] classificamos a qualidade da escola consoante o grau de dificuldade dos exames de acesso. Se todas tiverem o mesmo, todas são iguais e isso não é verdade”, disse. Contudo, um outro argumento utilizado pelo Secretário Cheong U me-

rece a concordância de alguns alunos. Cheong U disse que como vantagem, o exame único de acesso traz ainda “poupança” de trabalhos administrativos nas instituições de ensino. Esse argumento parece não ser apenas aplicável às instituições, já que há alunos que consideram que vão ter menos carga por só terem de fazer um exame de acesso. É o caso de Suki Chang, aluna do primeiro ano do ensino secundário, que discorda de Jonny Tu e diz que “depois das sessões de esclarecimento” levadas a cabo pelo Governo tudo ficou melhor. A aluna alega que não há grandes “diferenças entre o método actual e o futuro”, porque para os alunos, serão requeridos “menos conhecimentos” por ser apenas um exame e não vários. “Antes, os alunos precisavam de estudar diferentes matérias para os diversos exames, agora é tudo mais simples”, defende a aluna, que faz parte dos primeiros alunos a realizar o exame em

2017. “Não estou nervosa com essa ideia, acho que vamos ter menos pressão assim”, conclui. O Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) realizou várias sessões de esclarecimento nas escolas sobre o exame único de acesso, com o intuito de “esclarecer, de forma detalhada e clara, os docentes, alunos e pais, sobre o conceito,

“Nós [alunos] classificamos a qualidade da escola consoante o grau de dificuldade dos exames de acesso. Se todas tiverem o mesmo, todas são iguais e isso não é verdade” CHEANG HIO MAN

a concepção e o plano do Exame”, conforme explica o gabinete. Segundo o GAES, até ao mês passado foram realizadas 27 sessões de esclarecimento, que contaram com a presença de mais de sete mil docentes, alunos e pais. Para o próximo ano estão agendadas mais 13 sessões, perfazendo um total de 40 escolas abrangidas por esta actividade. Em comunicado, o gabinete indicava que o ‘feedback’dos participantes tem sido muito positivo. “Os presentes nas sessões afirmaram que o Exame pode aliviar a pressão dos estudantes resultante dos exames de admissão, realizados por diferentes instituições de ensino superior”, afirmava o GAES.

NO MEIO ESTÁ A PRESSÃO

Tendo como base as quatro disciplinas - Chinês, Português, Inglês e Matemática - os estudantes poderão escolher os exames a que se candidatam, segundo a área que pretendem ingressar. Mas esta não será a única

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Contudo, nem tudo é mau. Para o estudante Wong Li, este exame tem “um lado bom e um mau” mas, de forma geral, diz, é uma “medida mais positiva do que negativa”. Para o aluno a frequentar o segundo ano do ensino secundário, a língua portuguesa como opção é um aspecto positivo. “Actualmente, nem todas as escolas têm conteúdos em português e este exame vai incluir a língua portuguesa, obrigando os alunos, a pelo menos, ter contacto com este idioma”, argumenta o aluno. A parte negativa é, de facto, o “corte nas oportunidades de acesso”. Tal como os seus colegas, Wong acredita que assim está a condicionar-se a oportunidade dos alunos entrarem no ensino superior. “Se falharmos não conseguimos entrar”, sublinhou. Em declarações à imprensa, a vice-presidente da Associação Geral de Estudante Chong Wa de Macau, Lei Un Man, apontou que esta forma de acesso poderá ajudar a aumentar o nível integral dos estudantes. À semelhança do que acontece no continente e em Hong Kong, Macau irá unir-se à lista de países em que os alunos finalistas do ensino secundário só realizam um exame de acesso à universidade. - * com Cecília Lin


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OMS DIRECTOR REGIONAL ELOGIA MACAU COMO “CIDADE SAUDÁVEL” Shin YoungSou esteve em Macau para analisar os dez anos de trabalho e a China tem noção que à margem de uma conferência de vida que as pessoas vivem de imprensa de apresentação mais tempo. Então, os tipos precisa deste conceito de da Comissão dos trabalhos da Comissão de serviços que as pessoas cidade saudável. Em breve para a Cidade para a Cidade Saudável. vinham necessitando até vão haver mil cidades saudáaqui já não são os mesmos. veis que serão desenvolvidas Saudável e ficou e vai ser feita uma grande Penso que o Governo tem NA SAÚDE, TUDO OK de trabalhar arduamente campanha. Talvez os resO director da OMS foi tamencantado com ponsáveis por essas cidades bém confrontado com o atra- nessa área, investindo em possam vir aqui e aprender sos de dez anos da construção cuidados domiciliários para o que viu GCS

“Um exemplo para a China”

ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

H

Á dez anos, o Governo criou a Comissão para a Cidade Saudável para mostrar à população quais as melhores formas para manter um ambiente melhor. Vários encontros e acções promocionais depois, a Organização Mundial de Saúde (OMS) está satisfeita e garante que Macau pode ser um exemplo, nomeadamente para a China. “Trabalho de forma próxima com o Governo Central

muito com a experiência de Macau”, disse o director da OMS para a zona do Pacífico Ocidental, Shin Young-Soo. Confrontado com as queixas sobre a poluição existirem em Macau, Shin Young-Sou falou da localização geográfica da RAEM, para atribuir responsabilidades aos vizinhos da RAEM. “Macau é uma cidade pequena e claro que a poluição vem das muitas construções que aqui se fazem, mas também temos de compreender que a poluição do ar vem de outros lugares. Macau está rodeada de cidades com muitas indústrias, então é uma poluição que não vem do seu

próprio território”, começa por apontar. “Mas esta é uma das questões que mais preocupa a OMS. É algo que temos de trabalhar em conjunto e especialmente na China. O Governo chinês tem vindo a trabalhar arduamente nesse ponto, há pessoas a sofrer muito com esse problema em muitas cidades, tal como Pequim”, disse aos jornalistas

do novo hospital ou a falta de recursos humanos e de camas no São Januário, mas desvalorizou esses factos. Shin Young-Sou garante que já visitou Macau cinco vezes e que já viu de perto hospitais e centros de saúde, conhecendo, assim, o sistema. Falando de uma elevada esperança média de vida, de 82 anos, e de uma baixa taxa de mortalidade infantil, Shin Young-Sou destacou ainda a existência de serviços de saúde gratuitos para a população. Mas deixou uma sugestão ao Governo. “A sociedade está a desenvolver-se rapidamente e vemos pela esperança média

a população mais idosa. Macau está a tornar-se uma sociedade envelhecida e vão ter de existir mais serviços providenciados pela comunidade ou mais apoios

domiciliários”, apontou o director da OMS. “Independentemente do tipo de serviços que são providenciados, o Governo quer sempre manter os níveis de qualidade de vida elevados com uma baixa taxa de mortalidade. As estatísticas mostram isso. Mas claro que o sistema precisa sempre de ser melhorado. O sistema hospitalar precisa de mudar e ser melhorado, sendo que os serviços precisam de se focar nos apoios domiciliários. Não digo que o sistema de Macau é perfeito, mas também temos de ver que as expectativas da população estão sempre a aumentar e a mudar. Isso acontece em qualquer país”, concluiu Shin Young-sou.

IDAS A HONG KONG DESVALORIZADAS Shin Young-sou disse ontem que os habitantes da RAEM têm sorte por estar num território que paga tratamentos de saúde a uma grande maioria. Questionado sobre o facto de muitas pessoas terem de recorrer aos serviços médicos em Hong Kong, o director da OMS desvalorizou a situação. “Estamos num mundo livre, as fronteiras são próximas e podemos ir a qualquer lado para ter melhores tratamentos médicos. Não apenas em Hong Kong, mas em Singapura está a desenvolverse também o turismo de saúde. Na Malásia, e mesmo nas Filipinas e Coreia do Sul há uma competição nessa área e as pessoas podem tomar decisões”, frisou.

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AUTORIDADE DE AVIAÇÃO CIVIL Notificação Edital Chan Weng Hong, Presidente da Autoridade de Aviação Civil, faz saber que, tendo-se esgotado todas as tentativas de notificação pessoal, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n. º 57/99/M de 11 de Outubro, procede-se à notificação edital de (i) Ma Qishun, portador do Passaporte n. º G60159xxx, emitido na República Popular da China, residente em ( 中國浙江省寧波市賣魚路), (ii) Ye Wenyu portador do Passaporte n. º G61138xxx, emitido na República Popular da China, residente em (中國 成都市金牛區西體路), (iii) Zeng Xiangchun portador do Passaporte n. º E15055xxx, emitido na República Popular da China, residente em (中 國南京市高新技術開發區星火南路), (iv) Gao Jie portador do Salvo Conduto para deslocação a Hong Kong e Macau n. º W48752xxx, emitido na República Popular da China, residente em (中國南京市秦淮區殷高巷) e (v) Gao Jianhui portador do Passaporte n. º E30681xxx, emitido na República Popular da China, residente em (中國湖南省常德市武陵區城西新西街) nos seguintes termos: Por decisão do Presidente da Autoridade de Aviação Civil, datada de 24 de Janeiro de 2013, foi instaurado procedimento administrativo a Ma Qishun, para averiguação dos factos ocorridos no dia 12 de Janeiro de 2013, a bordo da aeronave da companhia aérea Air Asia, com a matrícula FD2540, objecto do relatório da Polícia de Segurança Pública Ref. 106/SEADPI/2013P, datado de 17 de Janeiro de 2013, contendo em anexo o relatório da Polícia de Segurança Pública (Divisão do Aeroporto) Ref. 53/2013/DPA, datado de 12 de Janeiro de 2013, que são susceptíveis de constiuir infracção administrativa prevista e punida na alínea 4 do n.º 1 do artigo 4. º do Regulamento Administrativo n. º 31/2003. Por decisão do Presidente da Autoridade de Aviação Civil, datada de 7 de Julho de 2013, foi instaurado procedimento administrativo a Ye Wenyu, para averiguação dos factos ocorridos no dia 28 de Março de 2013, a bordo da aeronave da companhia aérea Air Macau, com a matrícula NX198, objecto do relatório da Polícia de Segurança Pública Ref. 458/SEADPI/2013P, datado de 2 de Abril de 2013, contendo em anexo o relatório da Polícia de Segurança Pública (Divisão do Aeroporto) Ref. 439/2013/DPA, datado de 28 de Março de 2013, que são susceptíveis de constiuir infracção administrativa prevista e punida na alínea 2 do n.º 1 do artigo 4. º do Regulamento Administrativo n. º 31/2003. Por decisão do Presidente da Autoridade de Aviação Civil, datada de 5 de Augusto de 2013, foi instaurado procedimento administrativo a Zeng Xiangchun, para averiguação dos factos ocorridos no dia 25 de Junlho de 2013, a bordo da aeronave da companhia aérea Air Asia, com a matrícula FD2546, objecto do relatório da Polícia de Segurança Pública Ref. 1077/SEADPI/2013P, datado de 29 de Julho de 2013, contendo em anexo o relatório da Polícia de Segurança Pública (Divisão do Aeroporto) Ref. 1074/2013/DPA, datado de 25 de Julho de 2013, que são susceptíveis de constiuir infracção administrativa prevista e punida na alínea 2 do n.º 1 do artigo 4. º do Regulamento Administrativo n. º 31/2003. Por decisão do Presidente da Autoridade de Aviação Civil, datada de 31 de Outubro de 2013, foi instaurado procedimento administrativo a Gao Jie, para averiguação dos factos ocorridos no dia 25 de Outubro de 2013, a bordo da aeronave da companhia aérea Air Macau, com a matrícula NX127, objecto do relatório da Polícia de Segurança Pública Ref. 1557/SEADPI/2013P, datado de 28 de Outubro de 2013, contendo em anexo o relatório da Polícia de Segurança Pública (Divisão do Aeroporto) Ref. 1691/2013/DPA, datado de 25 de Outubro de 2013, que são susceptíveis de constiuir infracção administrativa prevista e punida na alínea 2 do n.º 1 do artigo 4. º do Regulamento Administrativo n. º 31/2003. Por decisão do Presidente da Autoridade de Aviação Civil, datada de 13 de Dezembro de 2013, foi instaurado procedimento administrativo a Gao Jianhui, para averiguação dos factos ocorridos no dia 28 de Novembro de 2013, a bordo da aeronave da companhia aérea Air Macau, com a matrícula NX879, objecto do relatório da Polícia de Segurança Pública Ref. 1732/SEADPI/2013P, datado de 3 de Dezembro de 2013, contendo em anexo o relatório da Polícia de Segurança Pública (Divisão do Aeroporto) Ref. 1882/2013/DPA, datado de 28 de Novembro de 2013, que são susceptíveis de constiuir infracção administrativa prevista e punida na alínea 4 do n.º 1 do artigo 4. º do Regulamento Administrativo n. º 31/2003. Mais se notifica que os processos podem ser consultados nas instalações da Autoridade de Aviação civil, sitas na Alameda Dr. Carlos D’Assumpção, 336-342, Centro Comercial Cheng Feng, 18º andar, em Macau, durante as horas normais de expediente. Notifica-se ainda, que nos termos do n.º 2 do artigo 87.º e do n.º 1 do artigo 93.º do CPA, os interessados dispõem de 25 dias a contar do dia seguinte ao dia da fixação do presente edital, para juntar documentos e pareceres ou requerer diligências de prova úteis para o esclarecimento dos factos com interesse para a decisão e para se pronunciarem sobre o conteúdo dos respectivos processos em audiência de interessados. E para constar, se lavrou o presente edital que vai se fixado nos lugares de estilo e publicado em dois jornais mais lidos da Região Administrativa Especial de Macau, um em língua chinesa, outro em língua portuguesa. Autoridade de Aviação Civil de Macau, aos 29 de Outubro de 2014 O Presidente, Chan Weng Hong


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LEONOR SÁ MACHADO

leonor.machado@hojemacau.com.mo

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ANSY Ho considera que “ainda não é a altura certa” para investir no sector das actividades de entretenimento. Numa conversa com os jornalistas, durante o Fórum Económico de Turismo Global, a empresária disse que o período entre 2017 e 2020 será o momento adequado para que as actividades extra-Jogo sejam bem sucedidas. “As condições ainda não são as melhores e, embora já consigamos ver tudo isso no horizonte, vamos estar a perder oportunidades se nos precipitarmos”, continuou, falando pelo sector do Jogo em geral. “A ideia é que [os turistas] entrem pelas nossas portas, ao invés de simplesmente passarem à nossa porta”, elucida a directora-executiva do MGM. É preciso tempo para avaliar o mercado e prever quais serão as vontades e exigências dos consumidores, disse Ho, que acrescentou que, embora o investimento financeiro seja crucial, tem que ser medido de várias perspectivas. “No futuro, Macau vai beneficiar do factor de proximidade com grandes aeroportos [como] Guangzhou e Hong Kong”, referiu. “O mais importante é mostrarmos que não estamos a manter o nosso próprio passo e que somos capazes de competir com os grandes”, disse, referindo-se aos demais mercados de Jogo mundiais. “As pessoas questionam-se porque é que não há mais concertos ou exposições... É que se o fizermos agora, não vamos ser bem sucedidos”, revela Pansy Ho, referindo-se à aposta no sector de actividades de entretenimento. Para a empresária, o sucesso de tudo isso passa por investir no momento certo.

PANSY HO NÃO É ALTURA PARA APOSTAR EM SECTORES EXTRA-JOGO

Tudo a seu tempo

Pansy Ho considera que este não é ainda o momento certo para apostar no sector de actividades não relacionadas com o Jogo, sendo que daqui a dois anos será, sim, o momento certo. A directora-executiva do MGM fala também em falta de mão-de-obra local, mas descarta necessidade de mais TNR

des do mercado” de Macau e, para a líder da MGM, isso é um dos principais desafios da indústria do Jogo neste momento. “Até os próprios funcionários admitem sentir a pressão de estarem a trabalhar mais do que devem”, justifica. No entanto, Pansy Ho descarta a contratação de TNR como a melhor solução para este problema, uma vez que pode vir a causar o aumento da taxa de desemprego em termos locais, não dando espaço para os residentes. A empresária acrescenta, no entanto, que as operadoras estão “do lado” dos trabalhadores e não contra eles porque, diz, a solução é a mesma para as duas facções. “Vamos precisar de estender o nosso leque de trabalhadores”, mesmo que tal implique contratar mão-de-obra estrangeira para formar as gentes locais.

“As condições ainda não são as melhores e, embora já consigamos ver tudo isso no horizonte, vamos estar a perder oportunidades se nos precipitarmos” Ho descarta o facto da diminuição do número de excursionistas poder vir a afectar, em grande medida, a economia local e as receitas das operadoras. “Julgo que, a longo prazo, Macau vai precisar de trabalhar não só com o vizinho [Hong Kong], mas com quase todos, assim nutrindo a relação com as regiões circundantes para obter melhores resultados”.

TRABALHADORES EM FALTA

“Não há mão-de-obra suficiente para suprir as futuras necessida-

CULTURA E PATRIMÓNIO

EXIGÊNCIA DE TURISTA

O CALCANHAR DO MGM

Para Pansy Ho, há que ter em conta que os turistas estão também a diversificar. “Os turistas estão a ficar cada vez mais sofisticados e é preciso dar-lhe mais rede de escolhas e ofertas”, começa por apontar. “Estabelecemos um padrão muito elevado para nós mesmos e começámos já a um grande nível. Em países desenvolvidos, existe normalmente uma escala de crescimento e o apogeu disso mesmo, mas Macau começou já nesse pico”, explica a empresária. “Precisamos de continuar a mostrar aquilo que somos e a superar-nos a nós mesmos, já que temos a coragem para isso”. Macau é, para a filha do magnata do Jogo, Stanley Ho, um espaço confortável, onde “mesmo que não façamos nada nesse sentido, as coisas vão continuar a correr bem e as pessoas vão querer continuar a vir”.

A maior fraqueza do grupo MGM é, para a directora executiva, o facto de ser uma das operadoras mais pequenas em termos de receitas e propriedades. “A nossa pegada é das mais pequenas, comparando com alguns dos nossos concorrentes”, apontou Pansy, no Fórum de Turismo Global. A construção de grandes empreendimentos – como um parque de diversões – está colocada de parte, mas nem por isso a empresária deixa de querer investir no sector do entretenimento. “Como simplesmente não temos espaço para albergar algo grande, temos que ser ágeis e pensar de que forma é possível criar algo versátil e mutável”, revela. Quanto ao MGM Cotai, a ideia passa por abrir um espaço relacionado com arte e que possa ser facilmente reinventado.

Questionada sobre a necessidade de Macau investir na herança e património cultural, Pansy Ho respondeu afirmativamente. “Acredito e apoio completamente essa ideia e o tema deste ano tem precisamente que ver com isso e com o facto de Macau poder estar no centro da Rota Marítima da Seda”. Tudo passa, apontou, por recriar o mesmo caminho feito há milhares de anos e no qual o território se inscrevia enquanto epicentro multicultural e de comércio.


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EVENTOS

UNESCO CANTE ALENTEJANO PERTO DE SER PATRIMÓNIO DA H

HOJE NA CHÁVENA Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

Bolsa-de-pastor Nome botânico: Capsella bursa-pastoris (L.) Medikus Família: Brassicaceae (Cruciferae). Nomes populares: Capsela; Erva-do-bom-pastor; Mandioquinha-do-campo.

aumenta o peristaltismo intestinal sendo útil na obstipação; porém, é igualmente um adstringente muito eficaz em caso de diarreia; é ainda utilizada na inflamação e úlcera gastroduodenal e nas hemorroidas.

A Bolsa-de-pastor é uma planta herbácea originária dos países mediterrânicos que pode crescer até meio metro de altura. Apresenta folhas em roseta basal e pequenas flores brancas; os frutos, triangulares e finos, assemelham-se às antigas bolsas dos pastores. Devido à facilidade que as suas sementes têm em viajar e adaptar-se a qualquer tipo de clima ou terreno, é uma das plantas mais disseminadas pelo mundo. Conhecida desde a Antiguidade Clássica e muito usada na Idade Média, a sua principal utilização actual, já validada pela ciência, é referida no século XVI por Mattioli como um bom hemostático. No entanto, as suas aplicações são muito mais vastas sendo ainda empregue em veterinária. Talvez pelas suas virtudes medicinais, tenha sido batizada com o nome de Capsella que, em latim, significa pequeno cofre. Em fitoterapia são usadas as partes aéreas da planta quando começam a florir.

OUTRAS PROPRIEDADES Com acção sobre o coração, esta planta regulariza a frequência cardíaca e aumenta a força de contracção, sendo útil no coração debilitado dos idosos, arritmias e hipotensão arterial. Diurética, depurativa e anti-séptica urinária, a Bolsa-de-pastor tem sido usada na retenção de líquidos, inflamação da bexiga, cálculos urinários, presença de sangue na urina, gota e reumatismo e nas curas de Primavera. Externamente, é muito útil para deter as hemorragias nasais, desinfectar a boca e garganta, limpar feridas, úlceras e queimaduras, sangrantes ou infectadas, e favorecer a cura de contusões.

COMPOSIÇÃO Aminas (colina, acetilcolina, histamina, tiramina), flavonoides, saponósidos, taninos, ácidos orgânicos, alcaloides e vestígios de óleo essencial; contém ainda fibras, vitaminas e sais minerais. Praticamente inodora; sabor ligeiramente salgado. ACÇÃO TERAPÊUTICA A Bolsa-de-pastor é uma planta muito apreciada pela sua acção hemostática (detém hemorragias); esta propriedade advém do seu conteúdo em aminas que, actuando sobre o sistema neurovegetativo, provocam a contracção dos vasos sanguíneos, do útero, intestino e outros órgãos ocos. É uma planta muito eficaz em vários tipos de hemorragias, tanto em uso interno como externo; no entanto, o diagnóstico prévio é fundamental de forma a identificar a sua causa e proceder ao seu tratamento. Muito utilizada pelas mulheres, a Bolsa-de-pastor previne as hemorragias uterinas da pré-menopausa, regulariza o fluxo menstrual abundante ou prolongado e acalma as dores associadas. Com propriedades tónicas sobre o tubo digestivo, esta planta

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COMO TOMAR • Uso interno Infusão: 1 a 2 colheres de sobremesa por chávena de água fervente, 10 minutos de infusão. Tomar 3 a 5 chávenas por dia, fora das refeições. Em tintura; em ampolas, xaropes e cápsulas com fórmulas de plantas para diversas afecções. As folhas tenras, colhidas antes da floração, têm um sabor semelhante ao do Agrião e podem ser usadas em saladas, sopas, molhos, omeletes ou sandes. As raízes, frescas ou secas, podem substituir o Gengibre. • Uso externo A mesma infusão, o suco ou a tintura diluída em água: em tampões nasais, bochechos e gargarejos, lavagens e compressas. A planta fresca esmagada em cataplasmas. PRECAUÇÕES Respeitar as doses indicadas e fazer tratamentos descontínuos. Em doses elevadas, devido à presença de tiramina, pode provocar aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca e contracções uterinas. Contra-indicada durante a gravidez. Os hipertensos devem medir a tensão arterial diariamente durante o tratamento. Não tomar em concomitância com anti-depressivos IMAO – a associação pode provocar grave crise hipertensiva. Em caso de dúvida, consulte o seu profissional de saúde.

Uma prenda d

O

“

parecer diz que a candidatura reúne todas as condições”, pelo que “temos fundadas esperanças de que o cante alentejano seja inscrito na lista

representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade” pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), declarou o responsável do processo.

Segundo revelou à agência Lusa, Paulo Lima, também director da Casa do Cante, em Serpa, o parecer deste grupo de especialistas costuma ser “bastante vinculativo para a decisão final” do Comité Internacional

Cinema Vítor Gonçalves vai representar Portugal em Festiva

O

filme de Vítor Gonçalves “A Vida Invisível” representará Portugal na 7.ª edição do Festival de Cinema da União Europeia na China, que decorrerá a partir de domingo em várias salas de Pequim. O programa, destinado a mostrar ao público chinês a “grande diversidade”

do cinema europeu, reúne filmes de quinze países da União Europeia (Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Irlanda, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido e Suécia). “Devido ao domínio

das grandes produções de Hollywood, tornou-se quase impossível descobrir a qualidade dos filmes europeus nas salas de cinema da China”, afirmam os organizadores do certame. “A Vida Invisível”, filme estreado o ano passado, com Filipe Duarte, Maria

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA GRAÇAS E DESGRAÇAS DA CORTE DE EL-REI TADINHO • Alice Vieira

“Não se trata do retrato de mais um rei de Portugal. El-Rei Tadinho, sua futura mulher (uma fada desempregada, que entretanto se fizera passar por bruxa) e restante família vivem algumas desgraças ora do campo do quotidiano ora do fantástico. O rei oferece a filha (que não tem! — só mais tarde dá pelo engano) em casamento a um dragão; a única bruxa do reino, embora contrariada, decide ajudá-lo; o dragão engana-se e casa com esta última... É impossível não se achar graça, tal a ironia, a prodigiosa imaginação e o alucinante desenvolvimento. (A partir dos 8/9 anos).”


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HUMANIDADE

dela

A candidatura do cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade recebeu um parecer positivo de uma comissão internacional de especialistas da UNESCO.

Cotai Feira Automóvel em Novembro

O

Venetian vai receber, entre os dias 7 e 9 de Novembro, a quarta edição da Feira Automóvel de Macau. A mostra vai compreender vários tipos de produtos relacionados com o mundo do automobilismo, bem como de mecanismos eléctricos do sector industrial. O evento, patrocinado pela Associação de Convenções e Exposições de Macau, pelo grupo Nam Kwong e outras organizações, vai

contar com a participação de empresas internacionalmente conhecidas, a grande maioria proveniente da China. Presentes estarão a CSR Zhuzhou Times ElectricCo., a International Automobile Co., a Aerospace Power Tecnology Co., a China Aviation Lithium Battery Co., entre várias outras. Os visitantes terão ainda oportunidade de ver carros modificados, a energia eléctrica e de competição e de

MAM Heidi Lau expõe cerâmicas e gravuras

assistir aos fóruns de Internacionalização de Manufactura da China e de Evolução de Interiores Automóveis Ecológicos 2014.

A artista de Macau Heidi Lau vai expor os seus trabalhos de cerâmica e gravura no Museu de Arte de Macau (MAM) a partir de amanhã, estreando-se assim a solo no território. Lau, de apenas 27 anos, estudou em Nova Iorque, tendo já feito várias exposições nesta cidade, seja a título colectivo, ou a solo. “A Região Obscura” estará patente na Galeria C do MAM diariamente, das 10 às 19 horas, até dia 7 de Dezembro.

Música Venetian apresenta concerto colectivo

A arena do Cotai, no Venetian, vai acolher um concerto colectivo no próximo dia 8 que conta com várias celebridades do mundo da música da China e não só. Às 20 horas sobem ao palco cantores e grupos musicais de Taiwan, Hong Kong e do continente para o concerto The Starry Night, que custa entre 280 e 980 patacas. No Venetian, os fãs poderão ver estrelas como Jimmy Lin, Chyi Chin, Valen Hsu e o grupo feminino Sparkling Girls.

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da UNESCO, que se reúne entre os dias 24 e 28 de Novembro, em Paris (França). “É uma boa notícia para o cante e para o Alentejo”, realçou Paulo Lima, lembrando que o processo percorreu

“várias as etapas” e que, em Fevereiro último, foi entregue um conjunto de novas informações sobre este bem cultural imaterial. Acandidatura do cante alentejano foi entregue à UNESCO

em Março do ano passado, depois de, em 2012, o Ministério dos Negócios Estrangeiros ter decidido adiar a sua apresentação, por considerar que o processo não reunia condições para ser aceite.

al na China João Pinho e João Perry nos principais papéis, será exibido em duas sessões, com legendas em chinês e em inglês. Trata-se da terceira longa-metragem de Vítor Gonçalves, cineasta de 64 anos que é também argumentista e produtor.

RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

CRÍTICA DA RAZÃO CÍNICA • Peter Sloterdijk

Crítica da Razão Cínica, publicado por ocasião do bicentenário da Crítica da Razão Pura de Kant, é, antes de mais, uma crítica da modernidade. Para Peter Sloterdijk, o actual cinismo resulta da perda das ilusões iluministas. No nosso tempo, enquanto «falsa consciência», é um fenómeno generalizado que Sloterdijk detecta nos mais diversos campos, da vida privada à religião. Como resposta a este cinismo moderno, e para que ele possa ser ultrapassado, o autor sugere a redescoberta das virtudes do antigo cinismo ou, mais exactamente, do kinismo, que passa pelo riso, a insolência e a invectiva. Surgida na Alemanha em 1983 e considerada então por Habermas como a principal obra filosófica das últimas décadas, Crítica da Razão Cínica permite-nos também entender melhor o trajecto intelectual de Sloterdijk e as polémicas suscitadas pelos seus livros mais recentes.


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hoje macau quarta-feira 29.10.2014

Notificação no 012/NOEP-L/GJN/2014 Considerando que não se revela possível notificar os interessados, pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra forma, para o efeito do regime procedimental nos respectivos processos administrativos sancionatórios, nos termos do artigo 14º do Decreto-Lei nº 52/99/M, de 4 de Outubro, do artigo 68º e do nº 1 do artigo 72º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, o signatário notifica, pela presente, nos termos do nº 2 do artigo 72º do Código do Procedimento Administrativo e no uso das competências conferidas pelo Conselho de Administração do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e constantes da Proposta de Deliberação nº 01/PDCA/2014, de 9 de Maio, publicada na Série II do Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau nº 20, de 15 de Maio de 2014 e pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 83/2014, publicado na Série II do Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau nº 19, de 7 de Maio de 2014, os infractores, constantes das tabelas desta notificação, do conteúdo das respectivas decisões sancionatórias: Nos termos do nº 4 do artigo 36º, nº 1 do artigo 37º, artigos 38º e 39º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, aprovado pelo Regulamento Administrativo nº 28/2004, o Presidente do Conselho de Administração, ou seus substitutos, exararam despachos nas respectivas informações, tendo em consideração as infracções administrativas comprovadas e a existência de culpa confirmada. Assim: 1. Foram aplicadas aos infractores, constantes das Tabelas I a VII, as multas previstas no nº 2 do artigo 45º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e no artigo 2º do Catálogo das Infracções, no valor de MOP600,00 (cada infracção): Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto no nº 1 do artigo 13º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no nº 7 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resultam da prática de actos de “Nos espaços públicos, abandonar resíduos sólidos fora dos locais e recipientes especificamente destinados à sua deposição”, tendo sido os infractores notificados do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela I) O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto na alínea 3) do nº 1 do artigo 9º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no nº 30 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resulta da prática do acto de “Permitir a circulação de animal nos espaços públicos sem que ele esteja preso em gaiola, jaula, por trela ou aparelho similar ou sem que ele use os aparelhos de identificação e de segurança estabelecidos na licença”, tendo sido o infractor notificado do conteúdo da acusação. (cfr.: Tabela II) O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto na alínea 1) do nº 1 do Artigo 14º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no nº 3 do Artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resulta da prática do acto de “Despejar, derramar ou deixar correr águas poluídas em espaços públicos”, tendo sido o infractor notificado do conteúdo da acusação. (cfr.: Tabela III) Os factos ilícitos exarados nas acusações, provados testemunhalmente, constituem infracções administrativas ao disposto no nº 2 do artigo 9º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previstos no nº 12 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resultam da prática de actos de “Não limpar de imediato o espaço público poluído com dejectos de animais de estimação que se está a acompanhar”, tendo sido os infractores notificados do conteúdo das acusações. (cfr.: Tabela IV) O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto no nº 1 do artigo 4º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no nº 23 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resulta da prática do acto de “Colocar ou abandonar no espaço público quaisquer materiais ou objectos”, tendo sido o infractor notificado do conteúdo da acusação. (cfr.: Tabela V) O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto na alínea 1) do nº 1 do artigo 2º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no nº 13 do artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resulta da prática do acto de “Cuspir escarro ou lançar muco nasal para qualquer superfície do espaço público, de instalações públicas ou de equipamento público”, tendo sido o infractor notificado do conteúdo da acusação. (cfr.: Tabela VI) O facto ilícito exarado na acusação, provado testemunhalmente, constitui infracção administrativa ao disposto na alínea 1) do nº 1 do Artigo 2º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos e previsto no nº 18 do Artigo 2º do Catálogo das Infracções, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº 106/2005, porquanto resulta da prática do acto de “Remover, remexer ou escolher resíduos contidos nos equipamentos de deposição”, tendo sido o infractor notificado do conteúdo da acusação. (cfr.: Tabela VII). 2. Além disso, os infractores podem ainda apresentar reclamação contra os actos sancionatórios ao autor do acto, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data da publicação da notificação, nos termos dos artigos 145º, 148º e 149º do Código do Procedimento Administrativo, sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 123º do referido código. Para efeitos do disposto no nº 2 do artigo 150º do mesmo diploma, a reclamação não tem efeito suspensivo sobre o acto. 3. Quanto aos actos sancionatórios, os infractores podem apresentar recurso contencioso no prazo estipulado nos artigos 25º e 26º do Código de Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei nº 110/99/M, de 13 de Dezembro, ao Tribunal Administrativo da Região Administrativa Especial de Macau. 4. Sem prejuízo da aplicação do disposto no artigo 75º do Código do Procedimento Administrativo, para efeitos do disposto nº 4 do artigo 55º do Regulamento Geral dos Espaços Públicos, os infractores deverão efectuar a liquidação de todo o valor das multas aplicadas, dentro do prazo de 30 (trinta) dias, a partir da data da publicação da presente notificação, no Gabinete Jurídico e Notariado do IACM (Núcleo Operativo do IACM para a Execução do Regulamento Geral dos Espaços Públicos), sito na Avenida da Praia Grande, nos 762-804, Edf. China Plaza, 5º andar, Macau ou através do acesso ao endereço electrónico http://www.iacm.gov.mo/rgep. Caso contrário, o IACM submeterá os processos à Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças para a cobrança coerciva, nos termos do artigo 17º do Decreto-Lei nº 52/99/M e do artigo 29º do Decreto-Lei no 30/99/M. 5. Não é de atender a esta notificação, caso os infractores constantes das tabelas anexas tenham já saldado, aquando da presente publicação, as respectivas multas, resultantes da acusação. Para informações mais pormenorizadas, os interessados poderão ligar para o telefone nº 8295 6868 ou dirigir-se pessoalmente ao referido Núcleo Operativo deste Instituto.

陳自楦 CHAN CHI HUN

M

(*1)

74158**(*)

A0014246/2010

10/12/2010

30/07/2012

陳祖民 CHAN CHOU MAN

M

(*1)

73740**(*)

A0012132/2010

27/12/2010

17/03/2011

阮伯群 IUN PAK KUAN

M

(*1)

50811**(*)

A0012292/2011

01/01/2011

17/03/2011

劉偉嵐 LAO WAI LAM

M

(*1)

12887**(*)

A024011/2011

24/10/2011

26/01/2012

馮彩蓮 FONG CHOI LIN

F

(*1)

50728**(*)

A024417/2011

04/11/2011

26/01/2012

蒙大福 MONG DAI PHUC

M

(*1)

13383**(*)

A0012598/2011

16/01/2011

21/04/2011

曾宛雯 CHANG UN MAN

F

(*1)

51282**(*)

A030262/2012

19/03/2012

30/07/2012

蔡發達 CHOI FAT TAT

M

(*1)

52004**(*)

A035452/2012

09/04/2012

30/07/2012

張耀明 CHEONG IO MENG

M

(*1)

74312**(*)

A035536/2012

11/04/2012

08/07/2013

陸志豪 LOK CHI HOU

M

(*1)

12496**(*)

A034149/2012

23/04/2012

30/07/2013

何少興

F

(*1)

12858**(*)

A019468/2012

10/05/2012

08/07/2013

郭耀成 KOK IU SENG

M

(*1)

70328**(*)

A036305/2012

11/05/2012

08/07/2013

謝興得 CHE HENG TAK

M

(*1)

12839**(*)

A034341/2012

15/05/2012

08/07/2013

梁偉棋 LEONG WAI KEI

M

(*1)

51712**(*)

A036527/2012

24/05/2012

21/11/2013

關志偉 KWAN CHI WAI

M

(*1)

12526**(*)

A038756/2012

30/05/2012

08/07/2013

譚家豪 TAM KA HO

M

(*1)

12330**(*)

A038586/2012

12/06/2012

21/11/2013

馬昆朋 MA KUAN PANG

M

(*1)

12941**(*)

A039170/2012

14/06/2012

21/11/2013

李嘉俊 LEI KA CHON

M

(*1)

51941**(*)

A039986/2012

02/10/2012

19/07/2013

盧慧珈 LOU WAI KA

F

(*1)

74360**(*)

A047749/2013

17/01/2013

22/10/2013

楊家豪 YEUNG KA HOU

M

(*1)

52031**(*)

A048437/2013

18/01/2013

22/10/2013

黃曉晴 WONG HIO CHENG

F

(*1)

12574**(*)

A044216/2013

02/02/2013

22/08/2013

冼月玲 SIN UT LENG

F

(*1)

51605**(*)

A048201/2013

27/02/2013

22/10/2013

李倩晴 LEI SIN CHENG

F

(*2)

164***

A034761/2012

18/07/2012

26/09/2013

張伯麒 CHEUNG HENRYBA KEI

M

(*2)

233***

A052755/2013

22/05/2013

21/11/2013

卓添從 ZHUO TIANCONG

M

(*2)

193***

A054463/2013

30/06/2013

08/11/2013

蔡勤飞 CHOI KAN FEI

M

(*3)

M0896142***

A044059/2012

11/12/2012

28/05/2013

A016664/2011

03/04/2011

30/07/2012

Tabela II 鄭丞晃 CHEANG SENGFONG 黎材水 LAI CHOI SOI

M 男

(*1) (*3)

A020935/2011

25/09/2014

Tabela III 何麗霞 HO LAI HA

F

(*1)

O Presidente do Conselho de Administração Vong Iao Lek

74081**(*)

A039959/2012

09/07/2012

09/07/2012

陳沛英 CHAN PUI IENG

F

(*1)

12661**(*)

A000145/2013

17/01/2013

22/10/2013

楊文偉

M

(*1)

13498**(*)

A000209/2012

10/02/2012

07/06/2013

A0008084/2011

27/04/2011

17/05/2011

A0005596/2011

04/03/2011

23/05/2011

A0001855/2011

18/02/2011

23/05/2011

Tabela I

Sexo

M0670078***

15/08/2011

Tabela IV

Aos 15 de Outubro de 2014.

Nome

50531**(*)

Tipo e nº do documento de identificação

Nº da acusação

Data da infracção

Data em que foi exarado o despacho de aplicação da multa

王桂芳

F

(*1)

50364**(*)

A0011618/2010

10/01/2010

24/02/2011

李兆明 LEE SIO MENG

M

(*1)

51670**(*)

A0010513/2010

03/09/2010

04/01/2011

Tabela V 澳門威尼斯人 Tabela VI 楊金耀 IEONG KAM IO

M

(*1)

12722**(*) Tabela VII

楊繼新 IEONG KAI SAN

吳澤強 NG CHAK KEONG

M

(*1)

13210**(*)

A0000365/2010

30/10/2010

23/02/2011

MAHER DE OLIVEIRA CARDOSO, DAVID

M

(*1)

51515**(*)

A002214/2010

20/11/2010

23/02/2011

ANTUNES DOS SANTOS, BRUNO E MANUEL

M

(*1)

12184**(*)

A0014274/2010

29/11/2010

23/02/2011

Nota: (*1) Bilhete de Identidade de Residente da Região Administrativa Especial de Macau

陳佳平 CHAN, KAI PENG

M

(*1)

13231**(*)

A0014218/2010

30/11/2010

17/03/2011

(*2) Carta de Condução de Macau

馬志良 MA CHI LEONG

M

(*1)

51568**(*)

A0003143/2010

03/12/2010

17/03/2011

(*3) Salvo-conduto de residente de Hong Kong e Macau para deslocação à República Popular da China (salvo-conduto de residente para deslocação à RPC)

WWW. IACM.GOV.MO

M

(*1)

50226**(*)


CHINA

hoje macau quarta-feira 29.10.2014

O líder do Governo da ex-colónia britânica tenta emendar a mão assumindo erros nas recentes declarações sobre as eleições e os mais desfavorecidos

O

chefe do Executivo de Hong Kong, Leung Chun-ying, pediu ontem desculpas pelo comentário em que sugeriu que uma eleição aberta a todos não seria permitida porque levaria a que as políticas fossem definidas para agradar aos pobres. CY Leung disse ainda que os sectores do desporto e da religião não contribuíam para a economia da cidade. “Percebo agora que devia ter sido mais claro nalguns pontos. Peço desculpas por ter causado mal-entendidos e preocupações entre as camadas de base, no sector religioso e no sector desportivo”, disse o líder do Go-

HONG KONG CY LEUNG PEDE PERDÃO

Mea culpa

TIROS NO PÉ

“Percebo agora que devia ter sido mais claro nalguns pontos. Peço desculpas por ter causado mal-entendidos e preocupações entre as camadas de base, no sector religioso e no sector desportivo” verno antes de uma reunião com o Conselho Executivo, citado pelo South China Morning Post. As declarações de CY Leung foram feitas quando este tentava explicar a meios

Hong Kong Gastos de 1.700 ME em armas do Reino Unido

A

suspeita de que foi usado gás lacrimogéneo importado do Reino Unido sobre os manifestantes pró-democracia em Hong Kong revelou uma ampla venda de armas para “repressão interna” vindas deste país. Segundo o jornal South China Morning Post, o Comité de Controlo de Expor-

Neste contexto, Leung explicou que se o público fosse autorizado a votar nos candidatos que queria, esses candidatos teriam de se focar em ganhar o apoio dos eleitores com baixos rendimentos. “Se fosse apenas um jogo de números e uma representação numérica, então obviamente que estaríamos a falar com metade da população de Hong Kong que ganha menos de 1.800 dólares por mês “, disse o chefe do Executivo de Hong Kong, em declarações aos jornais Financial Times, Wall Street Journal e Internacional New York Times.

tações de Armas britânico, presidido pelo político conservador John Stanley, revelou que desde 2012 o Reino Unido vendeu a Hong Kong lança-granadas, morteiros, espingardas, metralhadoras e silenciadores de armas. Desde 2008, aprovaram-se licenças de venda de

de comunicação internacionais porque é necessário que os potenciais candidatos às eleições para chefe do Executivo em 2017 sejam seleccionados por um comité.

armas a Hong Kong por 17.400 milhões de dólares de Hong Kong, segundo dados oficiais do Governo britânico, o que levou o comité a pedir explicações ao ministro dos Negócios e da Inovação do Reino Unido, Vince Cable. As vendas chamaram a atenção do jornal, que destaca que, desde a transferência de poderes para a China, a defesa da cidade passou a ser competência do Exército de Libertação Popular. Tudo indica que o gás lacrimogéneo usado contra os manifestantes a 28 de Setembro fazia parte desses materiais importados do Reino Unido, o que já levou Londres a dizer que vai rever a venda de armamento para Hong Kong. Em declarações ao jornal, Regina Ip, secretária para a Segurança entre 1998 e 2003, justificou as aquisições devido às necessidades das forças de segurança, principalmente depois dos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington em 2001, que obrigaram a um reforço da segurança das zonas diplomáticas e consulares.

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No passado passado, CY Leung disse também que ter representantes de “alguns sectores que não contribuem para a economia, como o religioso ou o desportivo” no comité que vai seleccionar os candidatos, mostra que o sistema abraça uma “representação equilibrada”. Hong Kong vive há um mês com protestos em alguns dos pontos principais da cidade com milhares de pessoas a reclamarem, já para 2017, a possibilidade de eleger o líder do Governo directamente e não à condição de escolherem após uma pré-selecção.

13

Ébola Cientista diz que vírus vai chegar à China

Um dos cientistas que descobriu o vírus do Ébola acredita que a China está sob ameaça devido ao elevado número de trabalhadores chineses em África.”[A situação geral] vai piorar durante algum tempo e depois esperemos que comece a melhorar quando as pessoas estiverem isoladas”, disse Peter Piot, citado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post. O cientista esteve na região administrativa especial chinesa para um simpósio durante dois dias. Piot, que prevê que a epidemia dure ainda entre seis a 12 meses, lembrou que “em África há muitos chineses a trabalhar”. “Isso pode representar um risco para a China em geral, e assumo que um dia [um surto de Ébola na China] vai acontecer, disse o director da London School of Hygiene and Tropical Medicine. Piot alertou que as medidas de segurança aplicadas no aeroporto Chek Lap Kok, em Hong Kong, são insuficientes. “Rastreio generalizado [à chegada] não é eficaz, para ser honesto. O método mais eficaz é verificar as pessoas antes de entrarem no avião”, afirmou.

Forbes Fundador da Alibaba é o mais rico

O empresário Jack Ma, fundador do gigante do comércio online Alibaba, é a pessoa mais rica da China, com uma fortuna de quase 20 mil milhões de dólares, diz a revista Forbes. O número de bilionários chineses subiu este ano de 168 para 242, indica a revista no seu número anual dedicado aos mais ricos do país. A fortuna pessoal de Ma insuflou de 7,1 mil milhões para 19,5 no ano passado, depois de a sua empresa ter quebrado recordes na bolsa de Nova Iorque, em Setembro. A Alibaba foi fundada há 15 anos, com um capital inicial de 60.000 dólares, valendo hoje mais de 240 mil milhões, depois de entrar no mercado dos Estados Unidos.


h

hoje macau quarta-feira 29.10.2014

ARTES, LETRAS E IDEIAS

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WANG CHONG

王充

OS DISCURSOS PONDERADOS DE WANG CHONG

Sobre a morte – 8 Quem tenha sido vítima de golpes e feridas, pode dirigir-se aos magistrados para se queixar. E fá-lo porque é dotado de consciência, Em caso de homicídio, acontece com frequência não se conhecer o nome do homicida, nem a localização do cadáver. Se os mortos fossem dotados de consciência, deveriam, cheios de ressentimento contra quem os matou, procurar os magistrados para dar o nome do seu agressor ou, ao menos, buscar os seus familiares para os informar do local onde encontrar o cadáver! Contudo, são incapazes de o fazer, o que prova à saciedade que os mortos não são dotados de consciência. Os mortos são supostamente capazes de mergulhar os vivos num estado de inconsciência e de falar em seu lugar; os médiuns, nas suas vestes rituais, são supostamente capazes de fazer descer as almas dos mortos e fazê-los falar pelas suas bocas. Tudo isto é absurdo. Ou então, trata-se simplesmente da manifestação dos fluidos subtis de qualquer outro ser [vivo, mas nunca dos fluidos de um morto]. Segundo alguns, os mortos [seriam dotados de consciência, mas] incapazes de falar. Todavia, se são incapazes de falar, são também privados de consciência, pois a consciência, tal como a fala, requer fluidos. Antes de adoecer, a inteligência e os fluidos subtis encontram-se bem equilibrados, mas a doença engendra problemas [da inteligência] e do espírito. A morte é o estado mais extremo da doença. Se a doença, que é muito menos grave do que a morte, basta para criar tais problemas, imagine-se o caso de estados extremos [como a morte]! Afectados, os fluidos subtis já não são dotados de consciência, mais ainda quando se dissipam por completo. Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho

Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.


artes, letras e ideias 15

hoje macau quarta-feira 29.10.2014

A consciĂŞncia, tal como a fala, requer fluidos.


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DESPORTO

MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo

I

NTEGRA a santíssima trindade das modalidades que mais medalhas ofereceram a Macau no principal certame desportivo do continente asiático e volta a concentrar atenções já a partir da próxima semana. A cidade alemã de Bremen acolhe a partir da próxima quarta-feira a vigésima segunda edição do Campeonato do Mundo de Karaté e a representação da RAEM na principal montra mundial da modalidade estará a cargo de oito atletas. Depois do brilharete alcançado no início do mês nos Jogos Asiáticos de Incheon, com a conquista de duas medalhas de bronze, os atletas que representam o território nas andanças internacionais de karaté voltam a pisar o tatami no âmbito de uma grande competição, ainda que com objectivos bem mais moderados. Entre os oito desportistas encarregues de representar

CARION ESPERA MILAGRE

Macau na Alemanha entre 5 e 9 de Novembro estão

hoje macau quarta-feira 29.10.2014

KARATÉ PROVA DECORRE NA ALEMANHA ENTRE 5 E 9 DE NOVEMBRO

Macau leva oito ao Mundial

seis atletas que marcaram presença na 17ª edição dos Jogos Asiáticos. Vencedora de uma medalha de bronze

em Incheon, Paula Carion é a figura de proa da delegação que vai competir em Bremen com as cores do território, PUB

“No Campeonato do Mundo o nível de exigência é outro. Os meus objectivos passam por disputar os quartos-de-final. Se lá conseguir chegar fico muito feliz” PAULA CARION

mas a atleta macaense parte para a competição ciente de que seria necessário um pequeno milagre para garantir uma medalha no Mundial: “É verdade que conquistei uma medalha de ouro nos Jogos da Ásia Oriental e que fui por várias vezes ao pódio nos Jogos Asiáticos, mas não podemos comparar estas competições com o Campeonato do Mundo. O

Mundial é uma prova com uma escala muito maior. Os Jogos da Ásia Oriental são disputados por nove países e territórios, os Jogos Asiáticos por quarenta e poucos e na Alemanha, no Campeonato do Mundo estarão atletas de bem mais de uma centena de países”, esclarece Paula Carion. Aestreia da atleta macaense na competição está agen-

dada para 5 de Novembro, o primeiro dia de hostilidades no âmbito da competição. Consciente das dificuldades que vai encontrar pelo caminho, Carion reconhece que a presença no pódio não será fácil, mas vai ainda assim tentar chegar aos quartos-de-final da categoria em que compete: “Como dizia, no Campeonato do Mundo o nível de exigência é outro. Os meus objectivos passam por disputar os quartos-de-final. Se lá conseguir chegar fico muito feliz”, garante. Na comitiva da RAEM que vai marcar presença na prova de maior montra do karaté-do mundial seguem também atletas como Kuok Kin Hang e Pang Iat Long. Kuok brilhou no ano passado na sexta edição dos Jogos da Ásia Oriental, ao conquistar uma das três medalhas de ouro alcançadas por Macau na competição. O atleta partia para Incheon como um dos favoritos à conquista de uma medalha, mas uma derrota frente a um adversário japonês logo no primeiro duelo em que combateu acabou por constituir um rude golpe às aspirações que levou na bagagem para a Coreia do Sul. Pang Iat Long esteve ligeiramente melhor no torneio de karaté dos Jogos Asiáticos, deixando fugir uma medalha de bronze por muito pouco. De fora do Campeonato do Mundo da Alemanha está Cheung Pui Si. A atleta, que conquistou quatro medalhas de bronze noutras tantas edições dos Jogos Asiáticos, despediu-se da alta competição em Incheon e só não pendurou o kimono porque vai trabalhar com os responsáveis pela Associação de Karaté-do de Macau na formação de uma nova geração de atletas.

SIT REIS, ANA MARIA MEI LAN Agradecimento A família enlutada de Ana Maria Sit Reis, falecida no passado dia 21 do corrente mês, vem por este meio agradecer a todos os que se dignaram tomar parte das cerimónias fúnebres, ou que de outra forma se associaram ao doloroso acto.


( F ) UTILIDADES

hoje macau quarta-feira 29.10.2014

TEMPO

MUITO

NUBLADO

Cineteatro

CINEMA

MIN

24

MAX

28

HUM

60-85%

•

EURO

10.1

BAHT

0.2

17

?

YUAN

1.3

O QUE FAZER ESTA SEMANA • Hoje

QUARTETO XANGAI (FIMM) Teatro D. Pedro V, 20h00 200 a 250 patacas FURY SALA 1

FURY [C]

Um filme de: David Ayer Com: Brad Pitt, Shia LaBeouf, Logan Lerman 14.00, 16.30, 19.00, 21.30

ALEXANDER AND THE TERRIBLE, HORRIBLE, NO GOOD, VERY BAD DAY [B]

HAIRSPRAY – O MUSICAL (FIMM) Centro Cultural de Macau, 20h00 200 a 500 patacas

Com: Jake Johnson, Damon Wayans Jr. 19.30 SALA 3

THE GIVER [C]

• Quinta-feira

Um filme de: Phillip Noyce Com: BrentonThwaites, Odeya Rush, Jeff Bridges 14.30, 16.30, 19.3, 21.30

Um filme de: Miguel Arteta Com: Steve Carell, Jennider Garner 14.30, 16.00, 17.45, 21.30

RECITAL DE PIANO POR ZYGMUNT KRAUZE (FIMM) Teatro D. Pedro V, 20h00 200 a 250 patacas

WHIPLASH [C]

Um filme de: Damien Chazelle Com: Miles Teller, J.K.Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist 19.30

SALA 2

LET’S BE COPS [C]

Um filme de: Luke Greenfield

ACONTECEU HOJE

CANADIAN BRASS (FIMM) Centro Cultural de Macau, 20h00 200 a 250 patacas

29 DE OUTUBRO

HAIRSPRAY – O MUSICAL (FIMM) Centro Cultural de Macau, 20h00 200 a 500 patacas

• Sexta-feira HAIRSPRAY – O MUSICAL (FIMM) Centro Cultural de Macau, 20h00 200 a 500 patacas

• Sábado HAIRSPRAY – O MUSICAL (FIMM) Centro Cultural de Macau, 20h00 200 a 500 patacas

Morre d’Alembert, co-autor da primeira enciclopédia europeia • Hoje é dia de recordar Jean le Rond d’Alembert, filósofo, matemático e físico francês, que participou na edição da Encyclopédie, a primeira enciclopédia publicada na Europa. Jean le Rond d’Alembert nasceu em Paris, a 16 de Novembro de 1717. Estudou teologia no Collège des Quates Nations e formou-se em Direito, mas só depois mais tarde viria a descobrir a sua vocação para a Matemática e Física. Durante a sua vida, d’Alembert participou de forma activa em duas academias, contribuindo com diversas descobertas. Estabelece contactos com alguns dos nomes mais notáveis da época, como Voltaire, Rousseau e Euler... Destacou-se no campo da astronomia e na matemática, com estudos que tiveram aplicação prática na física. Avançou nestas ciências, com descobertas que estavam para além do seu tempo. Tornou-se, porém, mais conhecido pelo seu trabalho, em parceria com Diderot, reunindo todas as descobertas científicas da época num livro chamado ‘Encyclopèdie’, no qual foi responsável pela redacção de vários artigos e pela elaboração do prefácio. Jean le Rond d’Alembert morreu na cidade luz, no dia 29 de Outubro de 1783. Hoje é lembrado, no dia em que se assinala o seu nascimento. Nasceram a 29 de Outubro de Edmond Halley, astrónomo e matemático inglês (1656), Marcellin Berthelot, químico francês (1827), Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler (1897), Niki de Saint Phalle, pintora, escultora e cineasta francesa (1930), Richard Dreyfuss, actor norte-americano (1947) e Nei Duclós, jornalista, poeta e escritor brasileiro (1948). Hoje, assinala-se o Dia Mundial da Psoríase.

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• Diariamente FESTIVAL DE GASTRONOMIA MACAENSE (ATÉ 5 DE NOVEMBRO) Hotel Four Seasons, Cotai 18h00 às 22h00 498 patacas por adulto, 249 para crianças até aos 12 anos EXPOSIÇÃO “BEYOND PIXELS” DE VICTOR MARREIROS (ATÉ DIA 31/12) Signum Living Store, Rua Almirante Sérgio Entrada livre

H O J E H Á F I L M E “NOVE SEMANAS E MEIA” (ADRIAN LYNE, 1986) Um drama erótico que consagrou Kim Basinger e Mikey Rourke como sex-symbols de Hollywood na época. Uma mulher divorciada conhece um homem na rua e rapidamente iniciam um relacionamento marcado pela descoberta e pelo desejo, até que a necessidade de confiança vem ao de cima... - Andreia Sofia Silva

João Corvo

fonte da inveja

Quem vê lençóis, não vê colchões.

“VIAGEM À TERRA DOS SONHOS” DE SU JIAN LIANG (ATÉ DIA 23/10) Galeria da Fundação Rui Cunha Entrada livre WORLD PRESS PHOTO (ATÉ 2 DE NOVEMBRO) Casa Garden Entrada Livre “SABORES DO MUNDO”, MOSTRA DE CULINÁRIA DOS PLP (ATÉ DIA 7 DE NOVEMBRO) Restaurante Feast, Sheraton Macau, 12h00 – 15h00 e 18h00 – 22h00 FEIRA DE ARTESANATO DA CHINA E DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Feira do Carmo, Taipa, 16h00 às 21h00 Entrada livre EXPOSIÇÃO DE ARQUITECTURA “MAKING OF”, DE MARIA JOSÉ DE FREITAS E AETEC-MO Creative Macau, 18h30 Entrada livre


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ócios / negócios

A Bad Bad Maria nasceu para mimar. Isso mesmo diz Cátia Silva, fundadora da empresa e responsável por toda a organização das festas que abraça. Dos pormenores ao geral, festas ou produtos, tudo é idealizado pela empresária. O objectivo final? Um momento feliz para o cliente FILIPA ARAÚJO

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

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‘Bad Bad Maria’ nasceu com a minha loucura por coisas ‘handmade’ – que eu sempre fui fazendo como professora – e em 2012 tomei coragem e pedi a uns amigos meus para fazer a festa de aniversário da filha deles”, começa por contar Cátia Silva ao HM. Este primeiro passo levou a empresária a dedicar-se a tempo inteiro à sua verdadeira paixão: criar.

A festa, ou o produto, é desenvolvida em volta de uma ideia mas sempre relacionada com o que o cliente quer

BAD BAD MARIA, ORGANIZAÇÃO DE FESTAS CÁTIA SILVA, FUNDADORA

“QUEREMOS MIMAR OS NOSSOS CLIENTES” Inspirada pela vida e seus pormenores, a empresária cria um produto exclusivo para os seus clientes, sejam eles pequenos ou graúdos.

O QUE É?

“O conceito que a ‘Bad Bad Maria’ traz a Macau é algo pouco explorado no território. O produto da minha empresa é um produto personalizado, é uma coisa muito personalizada [face] ao que o cliente quer e gosta”, explica. Com uma equipa de fornecedores, Cátia Silva oferece a quem a procura um produto e/ou serviço que “vá ao encontro” dos gostos da pessoa em causa. “Usamos e brincamos com temas, cores, formas, ou até com uma música ou palavra. A festa, ou o produto, é desenvolvida em volta de uma ideia mas sempre relacionada com o que o cliente quer”, garante. Apesar de ainda ser um projecto recente, muitas são as festas assinadas pela ‘Bad Bad Maria’. Aniversários de crianças, festas temáticas, pequenos-almoços e despedidas de solteiro são alguns dos momentos que levaram o carimbo da marca. “Fazemos todo o tipo de festas e produtos”, conta. “Este tipo de produto vem também vender muito a minha pessoa, ou seja, o indivíduo, a pessoa que faz o produto. A ‘Bad Bad Maria’ quer partir do pressuposto ‘stop made in China’ e entra assim no mundo do toque pessoal, da criação original, personalizada, ao pormenor. Queremos mimar os nossos clientes”, esclarece.

NÃO É SÓ UMA FESTA

“Um dia, já em 2013, um amigo meu chegou ao pé de mim e disse ‘toma lá 1500 patacas e organiza a minha festa de aniversário’”, partilha a fundadora, adiantando que foi aí que a organização de festas se tornou, de facto, um negócio. “Foi a loucura”, brinca Cátia Silva, contando que a partir desse aniversário foi sempre organizando festas para amigos e família, sem nunca abandonar a carreira de docente. Algo que deixou de ser possível durante o ano passado, altura em que Cátia se dedicou de corpo e alma ao negócio.

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Mas, a ‘Bad Bad Maria’ não se dedica apenas à organização de festas, tal como nos indica Cátia Silva. “A organização de festas não é o único trabalho da minha empresa, temos também a vertente do ‘handmade’ – a minha paixão. Faço álbuns de casamento personalizados, embrulhos. Já cheguei a fazer molduras também. Há uma série de coisas que é possível de se fazer”, partilha. Exemplo disso são as “cestinhas de pequenos-almoços”. Um produto que vem, mais uma vez, “mimar” os clientes. Este produto reúne num cesto um pequeno-almoço ocidental, “o chamado brunch” e, conforme a opção do cliente, pode ser levado a casa de alguém como surpresa. A fundadora conta que uma das festas que tem agora em mãos é um pequeno-almoço para mais de 40 pessoas, para marcar uma data importante de um cliente. “Temos também as cestas românticas para casais que queiram fazer um dia especial, ou apenas para oferecer. Há uma variedade de produtos que se podem

fazer nesta área”, conta Cátia Silva, que sublinha que a adesão tem sido muito boa. “Macau tem sido surpreendente – a verdade é que me tornei ‘full-time’ – tem sido mesmo muito bom”, conta a empresária, reforçando que talvez seja a “ausência deste tipo de produtos no território” que tenha despertado o interesse da comunidade, principalmente a portuguesa.

TRABALHO EM EQUIPA

Apesar de ser a única fundadora da empresa, Cátia Silva não trabalha sozinha. “É impossível fazer tudo sozinha, por isso, trabalho com fornecedores. Uma festa tem imensos factores a tratar e por isso que

é preciso sempre mais pessoas”, conta, explicando que da sua inteira responsabilidade, é o plano e a decoração. “As festas são planeadas no seu todo por mim, todos os pormenores são idealizados por mim, desde o mais pequeno ao maior. A maneira como os bolos são feitos, os pormenores dos copos, tudo. Em relação ao resto, por exemplo, o catering, a maquilhagem, as roupas, às vezes o design – quando estou com muito trabalho – conto sempre com fornecedores”. A empresária conta-nos ainda que toda a equipa preocupa-se em que tudo, ou pelo menos grande parte, seja feito à mão. “Só se o cliente, por exemplo, me pedir para ir a determinada pastelaria escolher um determinado bolo é que eu faço. De resto é tudo feito à mão, por mim e por eles”, esclarece.

NOME POR BRINCADEIRA

Na sua tradução ‘Bad Bad Maria’ remete-nos para a tão comum expressão portuguesa ‘Mau, Mau Maria’ e esta é, de facto, a fonte do seu nascimento. “Em 2005, quando vim para Macau comecei a falar muito em inglês e com os meus alunos chineses da disciplina de Português como língua estrangeira, um dia, escapou-me o ditado ‘Mau, Mau Maria, que o Gato Já Mia’, mas traduzi-o”, conta, divertida, a empresária. Depois de muita risada, Cátia Silva contou o episódio aos amigos, que lhe disseram, caso ela tivesse um negócio no futuro, esse deveria ser o nome utilizado. “Quando foi para dar o nome à empresa lembrei-me deste momento e aqui está: a ‘Bad Bad Maria’”, conclui. As encomendas à ‘Bad Bad Maria’ podem ser feitas através da página do Facebook da empresa.


DIÁRIO DE BORDO

hoje macau quarta-feira 29.10.2014

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POR CARLOS MORAIS JOSÉ

EPA/STR

ontem macau

APOIANTES DO líder da oposição malaio, Anwar Ibrahu, num confronto com a polícia em Putrajayar, na Malásia. O Tribunal Federal vai ouvir o recurso de Anwar contra a decisão do Tribunal de Recurso, que o condenou por sodomizar o seu ex-assessor, Mohd Saiful Bukhari Azlan, em Junho de 2008. O crime de sodomia dá direito a uma pena de prisão que pode ir até 20 anos.

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“Na China, não existe este tipo de nicho de mercado e não há muitas pessoas a providenciar serviços de ‘luva branca’. Há um crescimento explosivo de hotéis cinco estrelas, mas admito que o pessoal destes estabelecimentos de luxo não é capaz de atribuir os serviços básicos mínimos” XU JING • Director regional para a Ásia-Pacífico da Organização Mundial de Turismo

“Um centro de documentação é fundamental para fazer uma investigação sólida e séria sobre a arquitectura e o urbanismo de Macau. [A falta dele] é uma lacuna” NUNO SOARES • Arquitecto, sobre a recente criação do Centro de Arquitectura e Urbanismo

“Na política não há neutralidade. Não ter opinião é uma opinião. E, frequentemente, não ter opinião é visto como apoio ao grupo de poder” REVERENDO YUEN TIN-YAU • Presidente da igreja metodista e do Conselho Cristão de Hong Kong, sobre os protestos na região vizinha

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“A DSAL e os engenheiros têm as seus próprias instruções e obrigam-nos a cumpri-las e impedem-nos de usar maneiras tradicionais [na feitura das estruturas]. Isso é de doidos, então nós, mestres, vamos ouvir pessoas que não sabem bem as técnicas? Quem deveria dar a formação deveríamos ser nós, os mestres experientes” Kuang Weng Wong, mestre de construção em bambu | P. 2-3

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Cecília Lin; Flora Fong (estagiária); Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau. com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

L I G U E - S E • PA R T I L H E • V I C I E - S E

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édito

O bom exemplo A DECISÃO de Chui Sai On de anunciar os novos secretários na segunda metade de Novembro faz algum sentido mas, sobretudo, mostra uma grande vontade de lidar todos os assuntos com pinças, o que talvez indicie o ambiente dos próximos cinco anos. Correcção, parece ser a palavra de ordem vigente neste final de mandato. Fazer as coisas como deve ser, sem pressas e sem atropelos, por mais que isso custe a alguém ou a muitos, na medida em que conhecer a composição do novo Governo serviria para alinhar as espingardas. Contudo, Chui entendeu (de algum modo bem) que não deveria atrapalhar a vida aos actuais secretários e por isso adia até ao limite a divulgação do novo elenco. Assim, tudo permanecerá no segredo dos deuses (incluindo os do Norte) até que o Chefe do Executivo entenda ser o momento seguro para fazer a necessária divulgação. Ora este facto poderá deixar alguns nervosos, ansiosos e etc., mas atendendo ao delicado momento da situação que a RAEM atravessa torna-se uma opção compreensível. Quanto aos actuais assessores, ao que parece, Chui prepara-se igualmente para optar por uma solução correcta. Isto é, todos serão renovados, caso assim o desejem, por mais um ano, a partir de 20 de Dezembro de 2014, cabendo aos futuros secretários uma posterior renovação. Tal parece-nos correcto porque ao mesmo tempo que assegura tempo aos assessores para decidir a sua vida, concomitantemente, coloca nas mãos dos secretários, no prazo de um ano, a escolha total da sua equipa. Assim, realmente, ninguém sai verdadeiramente prejudicado e toda a gente é tratada com consideração. A ser assim, tudo será com extrema correcção. E ainda bem porque o exemplo vem de cima.


hoje macau quarta-feira 29.10.2014

Corrupção Mahjong ameaçado

FAOM acusa Melco Crown de violar Lei do Tabaco

O por Stephff

Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) criticou ontem a concessionária Melco Crown Entertainment, cujo CEO é Lawrence Ho, de violar a lei no que diz respeito ao fumo de tabaco nas salas comuns dos casinos. Recorde-se que desde o dia 6 de Outubro é proibido fumar nestes espaços. Segundo a FAOM, houve funcionários dos casinos do City of Dreams e do Altira que fizeram queixas à associação de que as zonas de elevadas apostas nas salas comuns tornaram-se “de repente” em zonas de fumadores. Contudo, como há mais pessoas nessas zonas de apostas de valor mais alto, os trabalhadores queixaram-se que essas zonas de trabalho ficaram com um ambiente pior.

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CPU RUI LEÃO DEFENDE CLASSIFICAÇÃO DE EDIFÍCIOS ISOLADOS

Património único

Em mais uma sessão pública do Conselho do Planeamento Urbanístico, o arquitecto Rui Leão disse haver necessidade de se colocar na lista do património a proteger edifícios que estão fora das zonas históricas convencionais. Ung Vai Meng prometeu pensar em novas sinalizações para estes espaços ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

A Melco Crown já veio entretanto a público negar as acusações. Os SS garantiram ao HM que não foram aprovadas mais zonas para fumadores, portanto, se a acusação da FAOM for verdadeira, a Melco Crown já terá violado a lei. O caso já passou entretanto para a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), mas não foi possível contactar este serviço até ao fecho da edição. As acusações chegaram às redes sociais na semana passada, tendo o HM enviado questões à operadora do filho de Stanley Ho. Contudo, nenhuma resposta foi enviada ao nosso jornal. Ao canal chinês da Rádio Macau, a Melco Crown garantiu que todas as zonas de fumadores nos casinos estão de acordo com a lei e que as mesmas foram aprovadas pelo Governo. Contudo, a concessionária não explicou porque é que surgiram zonas para fumadores nos espaços de elevadas apostas nos casinos. - C.L.

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debate sobre a possível preservação de um edifício na rua Ferreira do Amaral, localizado nas imediações do Farol da Guia e perto da Rua do Campo, levou ontem o arquitecto português Rui Leão a pedir ao Governo para ponderar a classificação de prédios antigos que estão isolados em diversas ruas do território. “Este edifício tinha uma importância urbana extrema e todo o quarteirão deveria ter sido objecto de preservação. Teria ficado uma memória do que era a cidade histórica. É importante avançar para a classificação dos edifícios isolados e criar mais zonas tampão, o que vai permitir que se corrija e mantenha um compromisso com o que deve ser preservado. Há o risco de ficarem pedaços do património perdidos na cidade”, apontou Rui Leão, no âmbito de uma reunião do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU).

É importante avançar para a classificação dos edifícios isolados e criar mais zonas tampão, o que vai permitir que se corrija e mantenha um compromisso com o que deve ser preservado

Guilherme Ung Vai Meng, presidente do Instituto Cultural (IC), concordou na manutenção histórica de lugares fora da classificação da UNESCO. E avançou mesmo com uma ideia para a sinalização desses espaços. “Não queremos construir uma cidade apenas para os turistas, mas queremos ter também uma cidade para os moradores. Já existem placas informativas que estão nas zonas históricas, onde há património. Mas podemos avançar com o projecto de sinalização de algum património local que não é considerado património mundial”, defendeu também na reunião do CPU.

‘ART DÉCO’

Segundo a apresentação de Guilherme Ung Vai Meng, o edifício em questão data de 1905, sendo um exemplo da chamada ‘art déco’. Chegou a estar classificado como edifício histórico a preservar, mas isso mudou com a alteração de um decreto-lei. Apesar disso, o Governo considera o edifício como “um caso isolado e de vestígio com valor arquitectónico”. Apesar disso, o Executivo ainda não sabe se a fachada será ou não preservada, algo que foi sugerido por um membro do CPU. Lao Iong, secretário-geral do Conselho, lembrou que neste momento não há “a fachada original” e não pode ser garantida a sua autenticidade. “Podemos preparar um plano para que o IC tenha mais tempo para fazer uma análise no local”, diz. Já Ung Vai Meng chamou a atenção para o facto de o Governo poder ter de indemnizar o proprietário, caso seja feito algum plano de renovação.

Turismo em Macau Mais portos para recriar Rota Marítima da Seda Anthony Wong, professor do Instituto de Formação Turística (IFT), explicou que Macau ainda não está “preparada para a ideia [de ter uma Rota Marítima da Seda] por não existirem equipamentos de transporte marítimos suficientes”. O professor comentava declarações

feitas pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On, que afirmou durante a 3ª Edição do Fórum da Economia do Turismo Global que a “Rota Marítima da Seda” deve ser uma oportunidade agarrada pelo próprio Governo em conjunto com a população. “Os portos [marítimos]

são parte imprescindível para a ideia de se criar uma Rota Marítima da Seda, em pleno no século XXI. No entanto, hoje em dia, o território, comparado com as regiões vizinhas, tem falta de portos para atracar barcos de grande dimensão”, diz o professor ao

jornal oficial do Partido Comunista Chinês criticou ontem os políticos que jogam ‘mahjong’, considerando que “o fenómeno de as elites comunistas irem para retiros rurais para se divertirem, jogar ‘mahjong’ e póquer tem mesmo de acabar”. Os chineses jogam este jogo há séculos, havendo até relatos de que o popular jogo foi inventado pelo filósofo Confúcio, mas alguns membros dirigentes comunistas estão a levar o jogo demasiado longe, lê-se num comentário feito ontem no Diário do Povo, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês. Jogado normalmente entre quatro pessoas, o ‘mahjong’ é um dos passatempos mais habituais entre a população chinesa, sendo jogado com fichas que se assemelham a um dominó em espaços privados ou públicos - a imagem de um jogo em plena rua é, aliás, uma imagem clássica na China. No artigo, em que se criticam as apostas feitas em nome de “acrescentar um bocadinho de entusiasmo”, defende-se também o fim dos gastos estatais “em visitas históricas a sítios sob o nome de ‘estudo’, quando vão simplesmente a um sítio qualquer antigo divertir-se”. O comentário publicado no jornal foi o último de uma série de artigos contra a extravagância dos responsáveis governamentais, numa altura em que o Presidente, Xi Jinping, tenta melhorar a imagem do Partido comunista, em resposta às críticas generalizadas sobre a corrupção endémica.

Jornal Exmoo. O académico sugeriu como primeira medida, expandir os portos existentes, assim como construir ainda mais portos. Acção, que segundo o professor, poderá tornar Macau como um ponto de transbordo da Rota Marítima da Seda, por ser a única cidade da China capaz de comunicar com os países de língua portuguesa.


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Hoje Macau 29 OUT 2014 #3203 by Jornal Hoje Macau - Issuu