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Hoje Macau 29 OUT 2013 #2963

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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MOP$10

• CONSELHO EXECUTIVO

Chui Sai On escolhe Peter Lam PÁGINA 3

LOU REED

Ter para ler

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • TERÇA-FEIRA 29 DE OUTUBRO DE 2013 • ANO XIII • Nº 2963

• MEDICINA CHINESA

OMS de visita à Ilha da Montanha PÁGINA 6

MORREU UMA DAS MAIORES ESTRELAS DO ROCK DE TODOS OS TEMPOS

CENTRAIS

• CASO LA SCALA

Pai de jovem em estado vegetativo ainda à procura justiça

“Um pedido de desculpas” O caso remonta a 2001, quando a filha de Chan Kuok Sam soube que padecia de uma doença que diminui o número de plaquetas no sangue. Três anos depois, tudo piorou. A doente teve uma hemorragia cerebral e foi operada, alegadamente sem autorização, uma vez que o pai acusa

agora o médico do Hospital Conde de São Januário de “assinatura falsa na declaração de consentimento”. Do erro médico até à falsificação de documentos foi um ápice. Chan Kuok Sam não quer que a filha morra sem considerar que não lhe foi feita justiça. PÁGINA 5

Não foi Ao Man Long que jantou com Steven Lo PÁGINA 4

IPM CHOI WAI HAO PEDE MAIS ESPAÇO AO GOVERNO PARA RECEBER ALUNOS PÁGINA 7

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POLÍTICA

hoje macau terça-feira 29.10.2013

CHAN MENG KAM DEFENDE GARANTIA DE EMPREGO A PORTADORES DE DEFICIÊNCIA

Quota para deficientes é uma imposição cecilia.lin@hojemacau.com.mo

C

HAN Meng Kam quer que o Governo regule uma quota obrigatória e definida nas empresas para recrutamento de deficientes. O deputado recomenda que os departamentos públicos e as empresas grandes, nomeadamente do sector do jogo, ofereçam uma proporção certa de vagas para portadores de deficiência. “Em Cantão, desde 2000, já existe um regulamento para que as empresas recrutem não menos de 1,5% de empregados deficientes para os quadros de funcionários das empresas. Em Taiwan, cada organização pública tem que recrutar um funcionário deficiente por cada 50. A proporção para as empresas privadas é de 100 para 1”, explicou. O deputado considera que o Governo deve apoiar os deficientes a participar

mais na vida social, além de lhes garantir subsídios, incluindo para educação, emprego e habitação. “Muitos deficientes têm capacidade para trabalhar, se puderem garantir o seu direito de trabalho, isto não apenas reduz a procura como também diminuiu a sua insatisfação e ajuda-os a participar nos assuntos sociais”, evidenciou Chan. O deputado referiu ainda a atribuição dos subsídios. “Desde 17 de Outubro, o subsídio normal e subsídio especial de invalidez já subiu para 6600 e 13200 patacas, respectivamente. Mas os familiares dos deficientes fizeram-me saber que com a inflação, o subsídio que é atribuído por ano não pode resolver todos os problemas. Até porque a qualificação para vários subsídios também tem algumas regras irracionais.” Chan Meng Kam deu até um exemplo referente aos

TIAGO ALCÂNTARA

CECÍLIA LIN

FUNÇÃO PÚBLICA EXIGIDAS MELHORIAS NAS COMPENSAÇÕES

requisitos de candidatura para pensões de invalidez, que excluem muitos deficientes que já nascem com a doença. “Não terá o Governo de fazer algumas revisões?”, questionou. Além disso, lembrou ainda os deficientes mentais, que querem levantar as pensões mais cedo porque “envelhecem” mais facilmente. “Agora as pensões podem ser levantadas antecipadamente a partir dos 60 até aos 65 anos. E, no caso das contas de previdência, o Governo já decidiu que os deficientes intelectuais graves e muito graves e os ligeiros e moderados, a partir dos 40 e 50 anos, respectivamente, o Governo pode aprovar os pedidos e estes podem levantar em antecipado. O Governo vai alterar igualmente o limite de idade para levantamento de pensões dos deficientes mentais?”, questionou o deputado.

NG KUOK CHEONG CONTRA TROCA DE CARTAS DE CONDUÇÃO

Tudo a que se tem direito Caminhadas e autocarros O O

TIAGO ALCÂNTARA

deputado José Pereira Coutinho e o seu número dois, Leong Veng Chai, entregaram uma interpelação escrita ao Executivo onde acusam os Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) de não actualizarem o sistema de compensações

financeiras dos trabalhadores há cerca de 25 anos. “Quando é que o Governo vai actualizar os subsídios de turnos e outros subsídios de trabalhadores da Administração Pública que não são revistos há quase um quarto de século?” Coutinho e Leong Veng

Chai querem ainda saber se o Governo “vai modernizar a actual legislação e uniformizar o sistema de compensação dos trabalhadores que são obrigados a trabalhar nos dias de feriados obrigatórios sem qualquer tipo de compensação nos moldes previstos da actual lei geral do trabalho”. Os deputados à Assembleia Legislativa (AL) falam da existência de situações irregulares em dias de tufão e de situações “arbitrárias e ilegais” com trabalhadores que alegadamente têm de trabalhar horas extraordinárias sem receberem mais por isso. “O Governo não tem deixado de referir que os trabalhadores da Administração são os seus recursos mais valiosos. Contudo, este discurso não passa de mero slogan, quando na prática os trabalhadores são explorados dos seus direitos”, acusam. - A.S.S.

deputado Ng Kuok Cheong entregou ontem uma interpelação escrita ao Executivo onde questiona se a medida da reciprocidade das cartas de condução entre Macau e o continente não será apenas mais uma politica virada para o turismo. Contudo, Ng Kuok Cheong defende que para atrair os turistas nada melhor do que apostar nas caminhadas a pé ou nos autocarros. “Macau tem um limite de utilização de automóveis, mas o continente não tem este problema”, lembra. O deputado considera que o sistema de reciprocidade é melhor apenas quando existirem residente que utilizem o transporte de carro entre Guangdong e a Ilha

da Montanha, algo que poderá ajudar ao “desenvolvimento do sector automóvel”. “O Governo revelou que está a analisar o reconhecimento das cartas de condução entre Macau e o continente, mas a sociedade está preocupada que isso possa vir a piorar a situação do tráfego, bem como resultar na existência de mais condutores ilegais. Muitos empresários defendem que a politica pode aliviar a pressão dos recursos humanos, mas os trabalhadores acreditam que essa politica possa vir a baixar os salários. Na minha opinião o objectivo da política é para facilitar os turistas, não é para aumentar os recursos humanos do sector de transportes de Macau.” - C.L.


política 3

hoje macau terça-feira 29.10.2013

CHEFE DO EXECUTIVO FAZ NAIPE DE ONZE COM INTEGRAÇÃO DE PETER LAM NO CONSELHO EXECUTIVO

Fachada de equilíbrio, diz Larry So RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

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ETER Kam Seng Lam junta-se ao elenco de 10 elementos do Conselho Executivo (CE), escolhidos em 2009. O vice-presidente do Conselho de Administração da Universidade de Macau (UMAC) e membro da direcção da International School of Macau entra em novas funções na terça-feira, segundo Ordem Executiva, assinada por Chefe do Executivo, ontem publicada em Boletim Oficial (BO). O mais recente elemento do CE é ainda membro do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e, em Macau, foi membro da comissão que escolheu o primeiro Governo da Região Administrativa Especial de Macau, bem como fez parte da Comissão Eleitoral do segundo e terceiro Chefes do Executivo. Hoje, Peter Lam é vice-presidente do Conselho de Administração da Fundação Macau, vice-presidente da direcção da Associação Comercial de Macau e dirige a empresa New City Investment and Construction. Anteriormente assumiu também a presidência do World Trade Center de Macau, depois da ex-presidente da Assembleia Legislativa, Susana Chou. Em teoria, devido às funções académicas que desempenha, poderia haver alguma margem para a nova cara trazer um certo balanço ao CE mas, na prática, tal não se deverá traduzir. Larry So explica ao HM porquê. “Pode tornar as decisões da Administração mais eficientes porque não será orientada por uma posição mais comercial ou de Governo. Estará mais no meio-termo. E também as pessoas em instituições académicas podem providenciar uma certa imagem de que não será uma pessoa ligada aos interesses empresariais porque não está, por exemplo, associada à indústria do jogo. Por isso, será, à partida, uma posição mais neutral e objectiva”, analisa Larry So, académico do Instituto Politécnico de Macau (IPM). Mas o problema é que tudo não passa de uma “questão de imagem”. “Porque poderá garantir informações académicas e de conhecimento [...] Vai providenciar uma imagem de que serão mais transparentes perante a sociedade civil, em vez de terem apenas um pendor comercial nas decisões a tomar”, considera o especialista. Até porque, na realidade, “vêm todos do mesmo background” embora, agora, com um académico na

O ESSENCIAL O papel académico do novo elemento do Conselho Executivo, Peter Lam, não abafa os cargos políticos que desempenhou e algumas das actuais funções, como o facto de ser vice-presidente da direcção da Associação Comercial de Macau. A opinião é de Larry So. O politólogo acredita que é apenas uma “questão de imagem” de “conhecimento” mais científico e ideia de “transparência”

para a população, em oposição aos favorecimentos para o sector comercial e industrial. Nesse caso, não haverá muita mudança no CE com o reforço da nova presença mas poderá demonstrar alguma transparência para o público e nas informações que pode providenciar ao Conselho. Não acredito que vá fazer grande diferença mas espero que possa fazer a diferença.”

COMPOSIÇÃO DOS 11 MEMBROS DO CE

Peter Lam

composição do organismo possam-se desvanecer as “críticas” sobre o facto da tomada de decisões relativas à Administração não terem um “cunho científico”.

ENTRE MACAU E HONG KONG

Eric Sautedé preferiu não se alongar em comentários sobre a nova nomeação porque, diz, não

conheceu o seu desempenho em últimos papéis. Mas, entende, que em matéria do funcionamento do CE e do papel desempenhado pelos seus membros, a distância é tremenda face ao da região vizinha. “Em Hong Kong, há casos em que os pareceres do Conselho Executivo não foram seguidos pelo Chefe do Executivo

FUNÇÕES E MÉRITOS DE PETER LAM • Membro do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês • Vice-presidente do Conselho de Administração da Fundação Macau • Vice-presidente da direcção da Associação Comercial de Macau • Presidente da empresa New City Investment and Construction • Medalha de Mérito Industrial e Comercial, em 2002, • Medalha de Honra Lótus de Prata, em 2010 • Doutoramento honoris causa em Gestão de Empresas, pela MUST

e estas decisões foram tornadas públicas”, explica o politólogo e académico da Universidade de São José (USJ). “Aqui nunca é tornado público porque há esta ideia de que os debates sejam privados, o que até é lógico, mas nunca ouvimos em Macau falta de acordo ou divergências. É um Conselho feito a favor do Chefe do Executivo. E não muito é decidido”, frisa, sobretudo pela presença de “empresários” que não estão habituados a tornar “as coisas públicas”. Para o especialista, é aqui que reside o “papel de reconhecido valor do CE de Hong Kong” em oposição ao de Macau. Nesta matéria, a opinião de Larry So não difere muito. “A forma como têm feito o seu trabalho não sei porque é confidencial mas a política que foi implementada na comunidade tem evidenciado muitas queixas, de que não é muito claro no que toca aos benefícios

Peter Lam junta-se agora a Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, Leong Heng Teng, porta-voz do CE e presidente honorário da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), Liu Chak Wan, membro da direcção da Universidade de Ciências e Tecnologia (MUST, na sigla inglesa), o presidente da Associação Comercial de Macau e empresário Alexandre Ma, os deputados Leonel Alves, Cheang Chi Keong e Chan Meng Kam, o delegado de Macau à Assembleia Popular Nacional (APN), Lionel Leong Vai Tac, a presidente da Associação Geral dos Operários de Macau (AGOM), Ho Sut Heng, e o arquitecto Eddie Wong. Os membros do Conselho Executivo são designados pelo Chefe do Executivo de entre os titulares dos principais cargos do Governo, os deputados à Assembleia Legislativa (AL) e as figuras públicas, sendo por ele determinadas a nomeação e exoneração. O número de membros, nomeados em Dezembro de 2009, deixava ainda a possibilidade de um lugar aberto já que, de acordo com a Lei Básica, podem existir entre sete a onze elementos na composição do Conselho do Executivo. A cerimónia de juramento e tomada de posse do novo membro do Conselho Executivo terá lugar a 31 de Outubro e será presidida e testemunhada por Chui Sai On.


4 política

JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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LA SCALA CCAC APRESENTA DOCUMENTO QUE MOSTRA JANTAR DE LO COM SECRETÁRIO, MAS TAPA NOME DO RESPONSÁVEL

Secretário? Qual secretário? O CCAC forneceu um documento ao tribunal onde refere que Steven Lo, um dos empresários a ser julgado por corrupção no TJB, terá oferecido um jantar a um secretário de Macau. O papel não permitia identificar quem era o secretário, mas a defesa mostrou ontem - através do acesso a originais – que esse jantar não teria sido com Ao Man Long - quem, alegadamente, Lo teria subornado. A defesa mostrouse indignada, já que entende que o CCAC teve intenção de que se presumisse que o secretário era o da tutela das Obras Públicas TIAGO ALCÂNTARA

Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) forneceu um documento à defesa de Steven Lo - um dos empresários de Hong Kong a ser julgado por corrupção no Tribunal Judicial de Base (TJB) – que mostrava o que teria sido um jantar oferecido pelo arguido a um secretário de Macau. No entanto, o secretário não era Ao Man Long – quem, alegadamente, os empresários responsáveis pelo empreendimento La Scala terão subornado para ficar com os terrenos em frente ao aeroporto -, como ontem demonstrou a defesa de Lo. Em mais uma audiência do chamado Caso La Scala, os ânimos voltaram a aquecer na bancada dos advogados da defesa: a acusação, dizem, não se sustenta com factos ou provas, mas meras deduções. As indignações dos advogados nestes sentido têm sido uma constante, mas ontem voltaram em força. É que, de acordo com a defesa de Steven Lo – o director da empresa Moon Ocean, responsável pelo empreendimento que estava a ser construído em frente ao aeroporto - o CCAC juntou aos autos do processo um documento que mostrava um jantar oferecido por Lo a um secretário, a 21 de Novembro de 2005. O nome do secretário, porém, foi tapado pelo próprio Comissariado. Foi com base nos originais a que a defesa teve acesso, que os advogados Rui Sousa e Jorge Neto Valente mostraram que quem jantou com Lo não foi Ao Man Long, o ex-secretário para as Obras Públicas e Transportes. “Está um jantar com um secretário, mas esse secretário era Chui Sai On [na altura, da tutela dos Assuntos Sociais e Cultura, agora Chefe do Executivo]. Foi um jantar que o CCAC diz que foi oferecido pelo Lo, onde o nome de Chui [Sai On] está tapado, mas que foi apresentado como prova pelo CCAC, não se percebe porquê”, referiu Neto Valente. Ao colega da defesa juntou-se Rui Sousa. “Indica que [Steven] Lo ofereceu um jantar a um secretário que não o Ao Man Long, numa das datas que o CCAC indica como sendo importante.” As datas importantes realçadas pelo CCAC dizem respeito a alegados encontros que Lo terá tido com o

hoje macau terça-feira 29.10.2013

DISCORDÂNCIAS ENTRE DEFESA E CCAC A sessão de ontem contou novamente com pedidos de explicação a Iu Fu Chun sobre telefonemas que o CCAC assegura que existiram entre Lo, Ho Meng Fai e Ao Man Long, bem como a pedidos de esclarecimento sobre nomes que aparecem nas agendas do ex-secretário. A acusação assume que os encontros registados nessas agendas com o nome de “Lo” dizem respeito ao empresário de Hong Kong. Ainda que haja mais pessoas de apelido “Lo” envolvidas, como é o caso do nome em chinês do engenheiro Castanheira Lourenço, na altura responsável pelas sociedades detentoras dos terrenos em frente ao aeroporto -, o CCAC garante que é Steven Lo. Iu Fu Chun assume que não tem provas “preto no branco”, mas explica que, conjugando estes factos com registos de entradas e saídas das fronteiras e registos telefónicos, é de Steven Lo que se trata. Apesar de dizer que os nomes nas agendas não podem ser considerados

como associados a actos ilícitos – tendo em conta que “há muitos nomes nas agendas” -, Neto Valente não ficou satisfeito com o depoimento do inspector do CCAC. “Ando nisto há 40 anos e nunca vi isto, a testemunha não pode continuar a responder nos termos em que tem feito. Não pode fazer interpretações de telefonemas. É que isto não é uma questão da defesa, é uma manipulação total, nunca vi umas coisa destas.” Também Pedro Redinha, advogado do lado da bancada respeitante ao chamado caso das ETAR – que é julgado ao mesmo tempo que este – pediu a palavra. “Estou em estado de choque com admissibilidade destas respostas.” O Ministério Público interveio pela primeira vez neste sentido, afirmando que “há coisas que a testemunha diz que não podem ser aproveitadas”, mas que cabe aos advogados de defesa e ao tribunal validá-las ou não. “Não se pode forçar a testemunha a dizer o que ele não quer”, defendeu o procurador-adjunto do MP, Paulo Chan.

ex-secretário para as Obras Públicas e Ho Meng Fai, um empresário de Macau já condenado noutros processos conexos, que, segundo a acusação, terá servido de intermediário entre Ao e o empresário de Hong Kong. “Afinal, o que se vê é que Lo veio a Macau jantar com outro secretário”, atirou Rui Sousa. Iu Fu Chun, o inspector do CCAC que continuou a depor como testemunha já pela sexta vez seguida, foi interrogado pelo presidente do colectivo de juízes, Mário Silvestre, sobre porque decidiu o Comissariado tapar o nome do documento. A pergunta tem sido levantada muitas vezes por todos os advogados de defesa do caso, que se queixam sobre o facto de esta não ser a primeira vez que existem no processo documentos truncados. Iu Fu Chun explicou ao juiz o que tem vindo a ser dito pelos inspectores do CCAC: “os [dados] que são relevantes mostramos, os que não consideramos importantes não mostramos”, explicou. Adefesa acusa o CCAC de estar permanentemente a “retirar” e “descontextualizar” fragmentos de documentos apresentados como prova e ontem não foi excepção. “A testemunha é que determina o que é importante? Assim não pode ser”, disse Neto Valente.

“INDÍCIOS FORTES”

A sessão de ontem mostrou ainda uma outra incongruência entre o que diz a acusação e o que diz a defesa. Desta vez, a situação relaciona-se com um fax que o CCAC assegura ter sido enviado por Ao Man Long, manuscrito e com informação sobre o número da conta da Ecoli-

ne – a empresa ‘off-shore’ controlada por Ao Man Long, que o ex-secretário utilizaria para receber os subornos de que foi acusado. Enquanto a testemunha do CCAC assegura que a letra do fax é de Ao e que este teria enviado o fax do aparelho de sua casa, a defesa apresenta um registo dos serviços de migração que indica que o ex-secretário não estava em Macau quando o documento foi enviado. “Diz o relatório final do CCAC que há indícios fortes de que Ao enviou este fax do seu número e que está escrito à mão ‘Banco da China’, o que mostra que foi o próprio Ao Man Long a escrever”, começou Neto Valente. “Mas, na data do fax, a 20 de Outubro, ele não estava cá. Saiu de Macau a dia 17 e chegou a 26. Como é que pode ser?” Iu Fu Chun respondeu, mas deixou dúvidas perante o tribunal. “O fax pode ter sido enviado indirectamente, se não fosse o Ao, ninguém iria saber do número da conta. Não sabemos como ele enviou o fax, mas de qualquer maneira foi ele e o dinheiro foi parar à conta. Eu ouvi de outra pessoa que foi Ho Meng Fai que enviou o fax”, rematou o inspector do CCAC. Já antes, Iu Fu Chun tinha dito que, mal Ao Man Long chegou a Macau, “já tinha o depósito” do que seria o suborno pago pelos empresários de Hong Kong na conta. Esse dinheiro teria vindo da conta bancária da Eastern Base, uma empresa que o CCAC garante ser de Steven Lo – apesar de nada constar que o ligue à empresa. Além de não aceitarem o depoimento do inspector, os advogados de defesa criticam o facto de a acusação garantir que a conta da Eastern Base servia apenas para “transferência de fundos” e que nem sequer estava activa, explicando que há diversos registos de transferências e depósitos de dinheiro dessa empresa “com muitos empresários de renome e acima de qualquer suspeita”. Neto Valente deu mesmo o exemplo de um pagamento de Chui Sai Cheong, deputado da Assembleia Legislativa e empresário, a quem o presidente do hemiciclo não deixou testemunhar no caso. A sessão continua amanhã, onde vai ser interrogada a mesma testemunha, um guarda-costas de Ao Man Long e ainda onde vai ser ouvido o depoimento de Castanheira Lourenço, que testemunhou em Portugal.


SOCIEDADE

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PAI DE JOVEM EM ESTADO VEGETATIVO ACUSA MÉDICO E ANTIGA PROCURADORA-ADJUNTA

De erro médico a falsificação de documentos Os Serviços de Saúde (SS) já negaram que isto tenha sido um caso de erro médico, mas o pai insiste no argumento e apresenta o que diz serem novos factos: quando procurava por documentos do hospital, “descobriu que o médico do Hospital Conde de São Januário” terá feito uma “assinatura falsa na declaração de consentimento” à cirurgia CECÍLIA LIN*

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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HAN Kok Sam, pai da jovem que se encontra em estado vegetativo no Hospital Conde de São Januário há cerca de dez anos, apresentou ontem mais uma carta ao Ministério Público (MP), onde acusa o hospital público de falsificação de documentos. Na carta dirigida ao procurador Ho Chio Meng, o homem questiona ainda a atitude que a antiga procuradora-adjunta, Song Man Lei - agora juiz do Tribunal de Última Instância (TUI) – teve perante o caso. O caso remonta a 2001, quando foi diagnosticado à filha de Chan Kuok Sam uma doença chamada púrpura trombocitogénica idiopática, que diminui o número de plaquetas no sangue. Em 2004, a adolescente, então com 15 anos, deu entrada no hospital Conde de São Januário, tendo alta três dias depois. Mas uma hemorragia cerebral voltou a levá-la ao hospital, tendo sido operada. Ainda assim, a rapariga entrou em estado vegetativo. Segundo o pai, o primeiro diagnóstico médico terá sido errado. O homem interpôs um processo por negligência médica, mas em

Junho de 2010 o tribunal deu o caso como encerrado por falta de provas. Os Serviços de Saúde (SS) já negaram que isto tenha sido um caso de erro médico, mas o pai insiste no argumento e apresenta o que diz serem novos factos: quando procurava por documentos do hospital, “descobriu que o médico do Hospital Conde de São Januário” terá, alegadamente, feito uma “assinatura falsa na declaração de consentimento” à cirurgia. O pai diz que não concordou com a operação e assegura que já fez queixa à Polícia Judiciária, uma vez que acusa também Song Man Lei “de ter falsificado o documento da declaração de objecção” a essa operação. Chan Kok Sam diz que fez pedidos ao MP para consultar esta declaração de objecção, mas, até ontem, o MP ainda não deu nenhuma resposta. “O MP está a ignorar o meu direito de informação”.

“JUSTIÇA”

Em 2011, pela sexta vez, e depois de todas as queixas terem sido permanentemente arquivadas, o homem ainda pediu ajuda ao Chefe do Executivo, Chui Sai On. Chan Kuok Sam dizia ter relatórios médicos que mostram que o Hospital Conde São Januário alterou os factos médicos e, na altura, chegou a dizer aos jornalistas estar apenas à procura de justiça para a filha e para demonstrar o quão mau era o Governo de Macau, já que, acusou, estaria a proteger os erros dos médicos. Chan Kuok Sam frisou mesmo que não pretendia qualquer indemnização.

Ontem, o homem revelou ainda que a sua filha teve com febre estes últimos dias e que ele teve de “ir para hospital aplicar gelo no corpo da filha”, actualmente com 23 anos. “Os médicos já me disseram que ela não vai ter muito tempo de vida, até porque o erro médico já foi há dez anos. Agora, não estou à espera que a minha filha acorde, mas quero que a verdade seja apurada. Os SS lançaram comunicados a dizer que o caso da minha filha não foi de erro médico, que fui eu que recusei uma cirurgia, mas muitas provas mostram que foi realmente um erro médico. Os SS e o hospital têm que pedir desculpa.” O homem diz que a jovem deveria ter sido operada mal se descobriu a doença, mas os médicos só fizeram a cirurgia 27 meses depois. Ontem, Chan mostrou as

declarações de consentimento, uma com a assinatura que diz ser falsa e outra [na esquerda na foto], que diz ser verdadeira. “Tudo aconteceu tão rápido, assinei muitos nomes e apenas depois quando vi os documentos com o meu advogado, descobri que o médico assinou de forma falsa. Foi o hospital a dizer que era melhor fazer a operação de-

pois das férias de Páscoa [meses depois], lembro-me muito bem.” O homem, funcionário público, diz mesmo que o caso o levou a divorciar-se e que os vizinhos o consideram maluco, “porque os SS já disseram que a culpa” é sua. “Agora, apenas queria que a minha filha não morresse considerando que não lhe consegui fazer justiça.” - *com Joana Freitas

Casinos batem recorde de receitas a quatro dias do final do mês

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S casinos de Macau vão fechar Outubro com um novo recorde de receitas brutas com 31.336 milhões de patacas, disse hoje à agência Lusa fonte da Sociedade de Jogos de Macau. Em Março deste ano, os casinos de Macau estabeleceram um novo recorde de receitas brutas com 31.336 milhões de patacas, mas a quatro dias do final de Outu-

bro, garantiu a fonte da empresa fundada por Stanley Ho, este valor já foi ultrapassado. “Os casinos de Macau já ultrapassaram o recorde de Março e podemos estimar que o novo recorde de Outubro será fixado num valor entre os 35.000 milhões de patacas e os 37.000 milhões de patacas”, disse a fonte contactada pela Lusa. Pela primeira na his-

tória das contas dos casinos de Macau, a Sociedade de Jogos de Macau ultrapassa também este mês os 8.000 milhões de patacas de receitas. Um analista do mercado dos casinos de Macau disse também à agência Lusa que, em Outubro, o grupo Galaxy, que em alguns meses tem conseguido atingir o segundo lugar do ranking das receitas de

jogo em Macau, regressa em Outubro àquele posto depois da Sands China se ter imposto durante alguns meses. O mês de Outubro é, habitualmente, muito forte em termos de receitas dos casinos de Macau pois coincide com os feriados da implantação da República Popular da China e com um período de férias da população local.


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hoje macau terça-feira 29.10.2013

Margaret Chan veio DIRECTORA-GERAL ESTEVE NA CIMEIRA SOBRE MEDICINA TRADICIONAL a Macau apresentar as estratégias da Organização Mundial para a área da que providenciar uma plataforma bros do Governo, estiveram no O Governo da RAEM está a cooperar com para apoiar o desenvolvimento da medicina tradicional Parque Industrial e de Tecnologia de a OMS para criar este centro de cooperação indústria gradualmente.” Medicina Tradicional Chinesa em chinesa até 2023. A Lei Chi Ion, director dos SerHengqin. “O Governo da RAEM em medicina tradicional. A OMS vai ajudar viços de Saúde de Macau (SSM), está a cooperar com a OMS para Organização Mundial criar este centro de cooperação a criar os padrões de qualidade e o processo disse que o importante é garantir a qualidade dos serviços nos próem medicina tradicional. A OMS de Saúde vai ajudar vai ajudar a criar os padrões de de produção, mas ainda está tudo numa fase ximos passos do projecto. “Muitas pessoas consideram que a medicina preparatória na criação de padrões qualidade e o processo de produção, tradicional chinesa é muito boa. mas ainda está tudo numa fase preMARGARET CHAN Directora-geral da Organização Mundial de Saúde e regulamentos para paratória”, disse aos jornalistas no No futuro pode complementar as práticas médicas. A qualidade deve final da cimeira de apresentação dos o novo parque na objectivos da OMS para esta área. sam estar de acordo com os padrões, Questionada sobre as criticas ser reforçada e deve-se verificar a “Está planeado o convite para para promover as vendas (de medi- recentes de que o parque industrial segurança das práticas da medicina Ilha da Montanha que empresas farmacêuticas de camentos) não apenas em Macau de medicina chinesa iria apenas tradicional chinesa, para fortalecer

OMS foi à Ilha da Montanha

ANDREIA SOFIA SILVA* andreia.silva@hojemacau.com.mo

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tido como o grande projecto para a expansão da medicina tradicional chinesa na Ilha da Montanha e contou ontem com a visita de responsáveis da Organização Mundial de Saúde (OMS). Margaret Chan, directora-geral da entidade, juntamente com mem-

Macau e da China possam entrar no parque e criar os seus espaços de produção de medicamentos, em conformidade com os padrões da OMS. Espero que nos próximos anos o parque possam realmente entrar em operação para que se possam produzir medicamentos de alta qualidade.” Margaret Chan disse ainda que a visita se fez com “representantes” de diversos países, “que estão muito interessados em ver um bom modelo de promoção e que os produtos pos-

mas nas regiões vizinhas. Esta ideia está numa fase inicial e sei que duas universidades estão envolvidas, em conjunto com a China.”

“GOVERNO” TEM GASTO RECURSOS

A directora-geral da OMS disse que o Executivo de Chui Sai On “tem vindo a trabalhar com a OMS para este evento e tem gastos recursos para providenciar formação não apenas aos locais mas também para partilhar essa experiência que estão no mesmo caminho”. PUB

favorecer os grandes empresários, Margaret Chan disse desconhecer as críticas. “Para estabilizar uma produção são precisas empresas privadas, mas é necessários que esses produtos correspondam aos padrões da segurança. Não quero estar envolvida nas criticas porque não as li. Nesta espécie de colaboração entre o público e o privado cabe ao Governo manter os padrões da segurança e da qualidade. Não deve ser feito o papel de indústria, mas o Governo tem

a gestão e a segurança das pessoas na venda de medicamentos.” Chui Sai On, Chefe do Executivo, discursou na abertura da cimeira, lembrando o acordo assinado com a OMS em Julho de 2011, com o objectivo de providenciar programas de formação a especialistas e médicos da área. Nas suas palavras, não esquece a oportunidade que a medicina tradicional chinesa possui como plataforma com a China e regiões vizinhas. - *com Cecília Lin

PUI CHING TUDO NÃO PASSOU DE UM “MAL ENTENDIDO”

DSEJ resolve falta de professores de português A

Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) emitiu ontem um comunicado oficial onde afirma que o problema de falta de docentes de português na escola Pui Ching já está resolvido e que tudo não passou de um “mal entendido”. A notícia, avançada pelo Jornal Tribuna de Macau na sua edição de quarta-feira, 23 de Outubro, apontava para a falta de disponibilidade do Executivo em fornecer docentes. “Uma reportagem referiu que a DSEJ iria deixar, no próximo ano lectivo, de enviar professor de português para uma escola. Entretanto, esta direcção de serviços já esclareceu a situação que resultou, afinal, de um mal-entendido da escola quanto à disponibilização de docentes de língua portuguesa. A DSEJ compreende a preocupação da escola no que respeita aos referidos

docentes e realça que, até hoje, não houve escolas que não conseguissem ministrar cursos de português e actividades de aprendizagem da língua portuguesa, por questões relacionadas com os recursos humanos.” A DSEJ explica que antes das aulas começarem “comunica com as escolas para saber das suas necessidades relativas aos professores de língua portuguesa, e proporciona os respectivos acompanhamentos e apoios.” E lembra que “exis-

tem escolas que contratam docentes de português por sua iniciativa”, recebendo também “os respectivos docentes enviados pela DSEJ”, criando-se uma cooperação “estreita e harmónica” entre os professores. O comunicado aponta ainda para a aposta contínua na língua portuguesa por parte do Governo, sendo que nos últimos anos “registou-se um aumento contínuo do número de escolas que implementa o ensino da língua portuguesa e melhora continuamente a sua qualidade.” No ano lectivo de 2013/2014 foram enviados pela DSEJ nove professores para 17 escolas, num total de 1658 alunos. Há ainda quatro escolas que ministram cursos de português “por elas próprias”, e que têm 915 alunos. Outras cinco escolas contaram com apoios na organização dos planos e actividades ligadas ao idioma.


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hoje macau terça-feira 29.10.2013

CHOI WAI HAO APELA AO GOVERNO POR MAIS ESPAÇO PARA RECEBER ALUNOS

Espaço para residências no antigo campus da UMAC na Taipa, lugares para mais docentes e a rápida concretização da revisão à lei do ensino superior. Estes são os apelos do IPM ao Governo, nas palavras de Choi Wai Hao, director da Escola de Línguas e Tradução RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

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A escola de Línguas e Tradução, do Instituto Politécnico de Macau (IPM), há lugar para cerca de 60 alunos nas licenciaturas de tradução e interpretação de chinês-português e vice-versa. O número mantém-se idêntico ao ano anterior, o que perfaz um total de 200 estudantes nesta área. Mas poderia haver mais alunos. Choi Wai Hao, director da escola de Línguas e Tradução, explica ao HM como. “Para ter mais alunos é preciso recrutar mais professores e, nesse aspecto, precisaríamos de contar com mais apoio do Governo para termos mais recursos humanos. Se queremos alargar o

recrutamento de estudantes de português, temos de ter mais professores mas, por enquanto, não temos docentes suficientes para alargar o nosso campo de acção.” O problema, evidencia, são as vagas limitadas num quadro docente que é fixo. “Não podemos aumentar à vontade, temos de seguir o número definido superiormente. Se queremos mais, temos de pedir. Estamos a aguardar que a lei do ensino superior saia o quanto antes senão o IPM, com os regulamentes velhos, de antes de 1999, não consegue.” Actualmente, existem 16 professores na escola de Línguas e Tradução e o recrutamento de novos só é possível no caso de sair alguém. Ou, contornado a questão, por meio do recém-formado Cen-

GONÇALO LOBO PINHEIRO

IPM a rebentar pelas costuras

tro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa, que já começou a recrutar académicos num total de “cerca de três a quatro docentes”, além do dirigente Carlos André, ex-director da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. “Sou membro do júri desse recrutamento, por isso, já fizemos duas entrevistas, com uma local e outra que veio de Portugal. E podemos aproveitar estes docentes para o ensino de língua portuguesa”, explicou Choi.

ALOJAMENTO NO VELHO CAMPUS DA UMAC

Mas há um segundo obstáculo ao recrutamento de estudantes. “Por exemplo, se queremos alargar estas

Não podemos aumentar à vontade, temos de seguir o número definido superiormente. Se queremos mais, temos de pedir. Estamos a aguardar que a lei do ensino superior saia o quanto antes senão o IPM, com os regulamentes velhos, de antes de 1999, não consegue CHOI WAI HÃO Docente do IPM

vagas que vêm da China, também não é possível porque não temos alojamento suficiente”, esclarece. “Queremos receber mais estudantes que vêm de Portugal porque temos também

uma turma de 3.º ano dos portugueses que estudam língua e cultura chinesa. E até agora só pudemos receber 16 [do Instituto Politécnico de Leiria] porque não temos acomodações suficientes para

mais”, frisou o responsável, avançando que mais politécnicos de Portugal querem enviar estudantes para o IPM. “Este ano só mandaram um estudante de intercâmbio cada um [dos 10 institutos] para as várias escolas do IPM, portanto, também esperamos que o Governo possa ajudar a resolver nessa questão”, apelou, embora sem avançar números concretos que só a presidência do IPM está apta a dá-los. E a nível de residências, há uma solução em aberto mas sem resposta do Executivo. “A Universidade de Macau (UMAC) vai ser transferida para a Ilha da Montanha e o IPM já pediu para o Governo conceder algum edifício ou mesmo a velha sede para recrutar mais estudantes de fora e receber mais estudantes portugueses que vêm a Macau fazer intercâmbios porque precisamos, primeiro, de ter alojamento [...] Muitas instituições superiores de fora querem cooperar com o IPM em termos de mobilização de estudantes mas agora não temos lugares para eles”, destacou o académico. Ou seja, não há necessidade de uma mudança com malas e bagagens, até porque não seria “justo”, há que “ter em consideração as outras universidades” mas, pelo menos, “uma parte, uns edifícios”. E, por outro lado, reforça Choi, é melhor o IPM “continuar nesta sede [no NAPE] porque a península de Macau dá mais facilidade aos estudantes para se movimentarem”.

MESTRADO EM TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE CONFERÊNCIAS ARRANCA NO IPM

mais uma aposta conjunta num segundo ciclo de estudos por parte do Instituto Politécnico de Macau, em co-organização com a Universidade de Lisboa, que irá ministrar o Mestrado em Tradução e Interpretação de Conferências. A ideia é qualificar e elevar a qualidade dos novos tradutores e intérpretes de língua portuguesa que trabalham para a Administração. O anúncio, assinado pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, foi ontem publicado em Boletim Oficial. “É preciso qualificar melhor os mais jovens tradutores que estão no Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) mas é preciso aprofundar mais não só

ANTÓNIO FALCÃO

Elevar competências dos tradutores É as técnicas e métodos de tradução e interpretação mas também alargar os seus conhecimentos da cultura geral, sobretudo, num momento de globalização económica, política e cultural [...] Macau precisa de formar tradutores-intérpretes mais qualificados, não só de licenciatura”, explica Choi Wai Hao, director da Escola de Línguas e Tradução do IPM, que já em Maio tinha avançado o novo programa curricular ao HM. “Macau tem de desenvolver o seu multiculturalismo porque é importante o Governo da RAEM funcionar em duas línguas, em chinesa e portuguesa.” A iniciativa deste curso parte da instituição superior portu-

guesa mas conta, por isso, com o apoio dos SAFP, do IPM e, nomeadamente, com o apoio da Direcção Geral de Interpretação da Comissão Europeia (DGICE) que tem “peritos formadores com muita experiência na área da interpretação”. Neste curso de mestrado, com duração de dois anos, haverá entre 20 a 25 estudantes, espera o responsável, porque “será uma oportunidade muito rara para a formação de tradução e interpretação. “Os SAFP já tiveram quatro cursos, no últimos anos, que têm formado 40 a 50 novos tradutores-intérpretes da língua chinesa e portuguesa, e acho que [este mestrado] é mais para estes jovens”, explica Choi. - R.M.R.

Universidade Cidade de Macau procura terrenos

A Universidade Cidade de Macau, de Chan Meng Kam, está à procura de terrenos para construir mais instalações que possam dar resposta ao desenvolvimento da instituição. De acordo com um comunicado do gabinete do Chefe do Executivo, Chan Meng Kam, presidente da assembleia da universidade, e o reitor, Pang Su-Seng, disseram a Chui Sai On que os cursos oferecidos na universidade têm em conta o eixo de desenvolvimento de Macau. O número de estudantes da Universidade Cidade de Macau passou de 300 para 3400 nos últimos dois anos.


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CHINA

MARIA JOÃO BELCHIOR Em Pequim

A

contrariar receios dos efeitos do aumento da procura de petróleo por parte da China, e respectivas consequências no mercado de preços mundial, a República Popular teve mais um ano de subida nas reservas de que dispõe. Para o Ministério da Terra e dos Recursos, que divulgou oficialmente os números, esta é uma boa notícia para a segurança energética do país.

hoje macau terça-feira 29.10.2013

PEQUIM AUMENTA RESERVAS DE CRUDE

Segurança energética Em 2012 registou-se um aumento de 13 por cento em relação ao ano anterior na descoberta de novas reservas de crude. A isto, junta-se a exploração do gás natural que entre 2011 e 2012 aumentou igualmente com uma subida de 33 por cento. À frente do Qatar

De acordo com a lista mundial da OPEP, Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a descoberta de novas reservas na China levou a que o país subisse para a 11ª posição da lista mundial, posicionando-se à frente do Qatar. A China não integra a lista dos doze

AUTOMÓVEL INCENDIOU-SE NA PRAÇA TIANANMEN

Cinco mortos confirmados U

M automóvel incendiou-se ontem na Praça Tiananmen, no centro de Pequim, causando a morte de cinco pessoas, disse a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. O automóvel, descrito como um jeep, colidiu com a multidão que se encontrava junto à tribuna onde está afixado o retrato do antigo presidente Mao Zedong, e incendiou-se, informou a Xinhua. Perto de 40 turistas e agentes da polícia ficaram feridos, indicou a mesma fonte. A Praça Tiananmen, situada no centro de Pequim, é um dos locais politicamente mais sensíveis - e mais vigiados - da capital chinesa. O incidente ocorreu cerca das 13h. Fotografias divulgadas no Sina Weibo, mostram um veículo a arder e uma nuvem de fumo preto a sair das chamas, com a famosa Tiananmen (Porta da Paz Celestial) em fundo, sob os olhares de dezenas de pessoas. Um turista citado por uma agência noticiosa ocidental disse ter ouvido uma explosão antes de o veículo se ter incendiado. O incidente está a ser investigado e os feridos foram conduzidos para os hospitais das imediações, disse também a Xinhua. A Praça Tiananmen, com uma área de cerca de 40 hectares, foi o palco das manifestações pro-democracia de 1989, esmagadas pelo exército. Iniciadas por estudantes de Pequim, aquelas manifestações são consideradas ainda hoje pelas autoridades como uma “rebelião contra-revolucionária”.

países membros da OPEP que se dividem entre o Médio Oriente, África e América do Sul. As novas descobertas, apesar de representarem um aumento notável, não chegam para as necessidades internas do país que continua a importar metade do que consome. De momento, a China está a investir num plano, iniciado em 2004, para aumentar a capacidade de reserva de abastecimento interno de forma a evitar possíveis interrupções no mercado da procura externa. Consciente da dependência que enfrenta, o governo tem vindo a assinar contratos em todo o mundo desde a América do Sul, África, Médio Oriente e Rússia, juntando um grupo cada vez maior de parceiros que trocam recursos por empréstimos. No mais recente, em Junho passado, a CNPC China National Petroleum Corporation assinou com a russa Rosneft um acordo de abastecimento que vai estender-se durante os próximos 25 anos.

Actualmente, a Rússia abastece 15 milhões de toneladas por ano à China e este número deve, no futuro, chegar aos 30 milhões de toneladas por ano. Aumento do consumo Mas apesar da informação da maior capacidade interna estar associada a uma maior segurança energética do país, este ano em Setembro registou-se mais uma subida do consumo, retrato do crescimento económico a recuperar. No total, no mês de Setembro, foram importadas 256 milhões de toneladas métricas de crude, um aumento de 25 por cento em relação ao mês de Agosto e que significa uma média de 6.26 milhões de barris por dia. Sobre o futuro não são feitas previsões sobre quanto mais pode vir a China a necessitar para dar resposta à crescente procura interna. Dependente da macroeconomia, todos os dados apontam para um aumento da procura. Desde 1993 que a China deixou de ter capacidade para a auto-suficiência. Vinte anos mais tarde, em 2013, o país já ultrapassou os Estados Unidos como o maior importador mundial. Uma tendência que deve vir a manter-se e que vai continuar a reformular o equilíbrio de relações entre os países envolvidos.

Incêndio no aeroporto de Cantão paralisou tráfego aéreo por várias horas

Um incêndio no aeroporto internacional de Cantão, no sul da China, forçou o atraso de 25 voos, o que afectou cerca de 4.000 passageiros, informou ontem a imprensa oficial chinesa. O incidente ocorreu na manhã de domingo, quando um curto-circuito num painel de partidas e chegadas de voos na entrada de um terminal provocou um incêndio. Esta situação não causou feridos, mas alguns passageiros sofreram problemas respiratórios pela inalação de fumo. O aeroporto recuperou a normalidade seis horas depois, na tarde de domingo, e as autoridades estão a investigar o sucedido.


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COMO OS MEDIA MOLDAM A OPINIÃO PÚBLICA

MARIA JOÃO BELCHIOR Em Pequim

NOVO PAPEL DA INTERNET

Na linha do partido

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UDANÇAS são poucas, diz Doug Young, norte-americano e professor de jornalismo na Universidade de Fudan em Xangai. A forma como os meios de comunicação tentam hoje, na era da informação, moldar a opinião pública chinesa, continua a seguir o mesmo modelo que há uns anos atrás. “A liberalização apenas significa que o número de temas permitidos aumentou”. Mas, tentando ver um pouco para além disto, é ser muito positivo. Doug Young diz que “tudo tem de seguir a mesma agenda política”, como um meio para atingir um fim. Autor de um livro agora publicado sobre a influência dos meios de comunicação sobre a opinião pública chinesa, Doug Young acompanha a realidade chinesa desde a década de 80, primeiro como jornalista e depois como investigador e professor. “The Party Line; how the media dictates public opinion in modern China” é uma investigação agora publicada que analisa as tendências desde os tempos de Mao Zedong na forma como os meios de comunicação influenciaram a opinião pública no país.

Os rivais do partido são frequentemente desacreditados nas notícias. A mensagem da harmonia social continua a ser a mais importante. Em 2009 a China bloqueou oficialmente twitter e o facebook. Entre 2010 e 2011 começaram a popularizarse as redes sociais. Foram anos em que se encorajava a abertura de contas nas redes e de blogues. Desde 2012 que se institui o regulamento que exige que as pessoas assumam a sua real identidade para abrir um blogue. Mas como em tudo, de cada vez que sai uma lei ou um regulamento, inventa-se uma forma de o romper e uma grande maioria dos utilizadores continua a usar identidades com nomes falsos na Internet.

CUIDADO COM A DOUTRINA

Dificilmente se poderia ter imaginado há uma década a dimensão que as redes sociais iam ter na vida dos chineses de classe média. Hoje, à semelhança de outros países, na China comunica-se sobretudo em rede. Amigos, encontros, mensagens de todos os tipos, circulam a uma velocidade impressionante pela quantidade de vezes que são publicadas de novo. Um universo de mais de 500 milhões de utilizadores tem a vantagem de poder ser altamente lucrativo como negócio mas potencialmente perigoso como meio de divulgação. E aqui entra o compromisso que permite que as redes sociais se tornem

nas maiores e mais lucrativas empresas do país, sem constituir uma ameaça. Os novos meios são privados mas continuam a seguir uma linha de orientação política que lhes permite continuar a crescer. Doug Young explicou na apresentação do livro em Pequim que nos últimos anos muitos chineses começaram a dar mais crédito aos meios privados e inclusive ao que sai nas redes sociais, do que aos meios tradicionais como o “Diário do povo”. A maioria reconhece que os meios de comunicação estão, na maioria, censurados. Nos cursos

universitários, as classes de ideologia continuam a ser obrigatórias. Porém, ao contrário de outros tempos, já não são vividas com a mesma intensidade e embora todos tenham que aprender o mesmo, ninguém é obrigado a espalhar a palavra. Na China um dos papéis dos jornais é mostrar as conquistas do partido e promover a imagem de liderança dos seus líderes. Naturalmente, seguir a agenda política do partido é outro dos papéis importantes dos media nacionais. Desde que Xi Jinping assumiu o poder, vários jornalistas foram chamados a rever as classes de política marxista numa

manobra imaginada para refrescar os princípios base do sistema.

ADIVINHAR O FUTURO

O jornalismo de investigação está a ter cada vez mais um papel importante na China. Algumas notícias nos jornais acabam por fazer pressão sobre os governos locais como aconteceu recentemente em Changsha com a história da detenção de um jornalista. Doug Young faz uma reflexão moderada sobre estes eventos. “Há casos destes a acontecer mas continuam a definir-se sempre num nível local e com acesso a redes de influências que

MERCADO AUTOMOBILÍSTICO DEVE CRESCER 10% ESTE ANO

Tudo a andar sobre rodas D E acordo com os dados divulgados pela Associação da Indústria Automobilística da China, o consumo de automóveis está em expansão no país. Porém, o número de viaturas ‘per capita’ainda é inferior ao nível médio mundial e como tal o mercado automobilístico chinês ainda tem um grande potencial de crescimento. Segundo a previsão da entidade automobilística, este ano, o volume de venda de automóveis deve ultrapassar as 21 milhões de unidades, um aumento

de 10% em relação ao ano anterior. Os dados revelam que em Setembro de 2013, o mercado automobilístico cresceu tanto na produção como no volume de vendas. Nos primeiros nove meses do ano, o índice de crescimento das vendas de carros manteve um nível superior a 10%. Os dados do Ministério da Indústria e Informatização da China mostram que, até Setembro, a produção de automóveis do país ultrapassou as 15 milhões de unidades, número equivalente ao volume de

vendas. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a subida foi de 13% tanto na produção como nas vendas. Segundo a Associação da Indústria Automobilística da China, o volume de produção vai ultrapassar as 19 milhões de unidades pelo terceiro ano consecutivo. A entidade destaca ainda que a indústria automobilística chinesa está com os volumes de produção e de vendas mais altos da sua história e já entrou numa etapa de desenvolvimento estável.

nunca se espalham ao nível nacional”, disse em Pequim. Sobre o futuro dos meios de comunicação na China é difícil fazer previsões. Será sempre o partido a definir o que vai ser publicado. As redes sociais vão continuar a ter um papel fundamental mas, mais uma vez, estão circunscritas a certos temas e assuntos, politicamente inofensivos ou não. Desde este ano que se definiu o crime de espalhar rumores online. Perante a descrença pública sobre o que constituía esse crime, Pequim definiu em Setembro que um rumor online que é visitado por mais de 5 mil utilizadores ou que foi mais reenviado por mais de 500 pessoas, constitui um crime. O primeiro caso de alguém ter sido julgado por rumores aconteceu a 21 de Setembro quando um jovem foi detido por ter colocado online informação sobre um suicídio que no fim se registou como sendo um assassinato. Apelidado Yang, tem 16 anos e foi acusado de “provocar problemas”. O caso criou uma nova tensão na internet com vários cibernautas a pedir a libertação do rapaz. Como jovem, foi libertado depois de ter assumido o arrependimento pelas suas acções.

Quatro navios chineses avistados junto a ilhas disputadas pela China e Japão

Quatro navios chineses entraram ontem nas águas junto às ilhas disputadas pela China e pelo Japão, informou a guarda costeira japonesa. De acordo com as autoridades nipónicas, os navios chineses entraram nas águas das ilhas Diaoyu, controladas pelo Japão e reivindicadas por Pequim às 10h. Esta nova incursão, a 68.ª desde que o Japão adquiriu, em Setembro de 2012, três das ilhas a um particular japonês por cerca de 150 milhões de patacas, surge um dia depois do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ter afirmado que o seu Governo não irá tolerar “qualquer mudança pela força do ‘status quo’” do arquipélago. As Diaoyu estão localizadas a 200 quilómetros a nordeste da costa de Taiwan, que também as reivindica, e a 400 quilómetros a oeste da ilha japonesa de Okinawa, suspeitando-se que o fundo marinho na região contenha importantes recursos energéticos.


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MÚSICA

ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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universo das canções que se trauteiam facilmente, porque não saem da nossa cabeça, nunca mais seria o mesmo. O “Doo de doo de doo de doo” de “Take a walk on the wild side” nasceu no ano de 1972 e fazia parte do álbum “Transformer”, o segundo na carreira a solo de Lou Reed. Esta música, como tantas outras escritas pelo artista norte-americano, fizeram dele uma lenda da música rock da segunda metade do século XX. A sua morte, aos 71 anos, alegadamente por complicações originadas por um transplante de fígado feito em Maio, deixou o mundo da música mais pobre. Fãs e colegas da mítica banda da década de 60 inundaram a página oficial do artista no Facebook de mensagens. “Descansa em paz, perdemos uma lenda”. “Descansa em paz no lado selvagem. Lou para sempre” (Rest in Peac in wild side). “Obrigado por toda a alegria que trouxeste à minha vida.” John Cale, que com ele partilhou sessões de estúdio e emoções em palco com os Velvet Underground, escreveu no seu blogue pessoal: “O mundo perdeu um excelente compositor e poeta... perdi um companheiro de escola.” “Poeta do rock” foi aliás a expressão utilizada no

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LOU REED FALECEU AOS 71 ANOS EM LONG ISLAND, NOVA IORQUE

Sem ele, o rock’n roll não seria o m

Passavam poucos minutos das três da madrugada em Macau quando o mundo soube que Lou Reed mo aparentemente devido ao transplante de fígado feito este ano. A morte do ex-vocalista dos Velvet Und falada nas redes sociais e na imprensa como o desaparecimento de uma das maiores estrelas de rock d

Mais do que produzir o trabalho discográfico, Andy Wharol fez a capa do álbum, com uma banana, que ainda hoje é considerada como uma das mais influentes do panorama musical

obituário escrito pela revista de música Rolling Stone. “Casou beleza e barulho, ao mesmo que trazia toda uma nova honestidade lírica ao rock’n roll.” Sobre esse mesmo rock’n roll Lou Reed falou, em Setembro, quando ganhou o prémio “Men of the Year” pela revista masculina britânica GQ. “Só há uma verdadeira ocupação que pode mudar o mundo, que é o rock’n roll. Acredito do fundo do meu coração que o rock’n and roll pode mudar tudo.”

LOU E ANDY WHAROL

O caminho para a poesia do rock começou a traçar-se ainda no liceu. Lou Reed nasceu em Brookly, em 1942, e na escola secundária começou a compor as primeiras canções. Mas quando conheceu John Cale tudo mudou. Britânico, Cale juntou-se a Lou Reed e assim nascia os “The Primitives”, que depois se transformariam em “The Warlocks”.

O verdadeiro sucesso ganha novos contornos quando o guitarrista Sterling Morrison e o percussionista Angus Maclise se juntam ao grupo. Nascia os Velvet Underground, apontada por muitos como a melhor banda de rock de sempre. Em 1967, explodia nas lojas de música o mítico trabalho de estreia, intitulado “The Velvet Underground &

Nico”. E tornou-se mítico não apenas pelas suas canções (I’m waiting for the man, Venus in furs, All tomorrow’s parties) mas pela junção perfeita com o mundo da Pop Art e de Andy Wharol, o artista de cabelo loiro platinado e óculos escuros. Mais do que produzir o trabalho discográfico, Andy Wharol fez a capa do álbum, com uma banana, que ainda

hoje é considerada como uma das mais influentes do panorama musical.

O FIM DOS VELVET

Os Velvet Underground marcaram gerações para morrerem em 1970, depois da saída de John Cale do grupo, em 1968. Mas Lou Reed continuou o seu caminho. No Reino Unido grava “Transformer”, produzido por outro grande nome do meio musical, o camaleão David Bowie. Ao lado de “Walk on the wild side” surgiram também “Perfect day” ou “Vicious”. Os álbuns que se seguiram não ficaram parados no

O verdadeiro sucesso contornos quando o g Morrison e o percussi Maclise se juntam ao Velvet Underground, como a melhor banda


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O QUE DISSERAM NO TWITTER

(COMPILAÇÃO DA REVISTA ROLLING STONE E DA BILLBOARD)

“R.I.P Lou Reed...A legend” Pixies “Lou Reed, R.I.P. I did the Jools Holland show with him last year and we yucked it up. I didn’t know he was ill...” Nile Rodgers, ex-Chic “Lou Reed has died. That’s terrible news. A huge part of my younger years revolved around him and his music. GN” Gary Numan “R.I.P. Lou Reed. Walk on the peaceful side.” The Who “RIP Lou Reed. New York lost one of our greatest gifts today...” Russell Simmons “R.I.P Lou Reed” Justin Timberlake

mesmo

orreu, derground está a ser de todos os tempos tempo, nem no estilo. As inovações estiveram sempre lá e muitas vezes foram surpreendendo os fãs. No ano seguinte a “Transformer” saiu “Berlin”, depois “Metal Machine Music” dois anos depois. A década de 80 viria nascer “New Sensations”, em 1984 e New York (1989). Em 2007, saiu para o mercado o “Hudson River Wind Meditations”. Ao jornal britânico “The Guardian”, em 2003, Lou Reed disse que não conseguia ter uma canção preferida de todas aquelas que tinha feito. Nem mesmo um álbum. “Gosto de todos eles”.

ganha novos guitarrista Sterling ionista Angus grupo. Nascia os apontada por muitos a de rock de sempre

Na morte de Lou Reed CARLOS MORAIS JOSÉ

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QUELA fria e lúcida tarde, em que um sol magro, quase transparente, me aquecia ao de leve os ombros, passara demasiado depressa. As ruas estreitas, que ladeiam a Praça do Senado, escoavam gentes, de olhos dormentes, sob o efeito da luz. Ponto de fuga, essa tarde brilhante e sedenta, sem amargura visível: apenas o mesmo entrelaçar de pessoas pela calçada negra e branca. Ponto de cruz, de gente tricotada, à maneira da amável tecedeira. Sentada, não olhava as mãos febris. Tricotava a vida alheia e ninguém reparava na sua febre óptica, nessa tarde, no Senado. Viria sozinha, talvez da China, de onde vem tudo, de onde sopra o vento Norte, onde é deitada a nossa sorte nos balcões de pedra de Tai Shan. Aquela fria e lúcida tarde subitamente terminava e o sol descia ruborizado, oculto por um telhado, desdenhosa menina que espreita, ainda assim curiosa, por detrás de uma cortina. E nesse terno rubor, só os seus olhos desvendam a réstia de um amor, que o corpo já nada diz. É verdade que algo se passa em Pequim, que alguém faz um negócio em Xangai. Que em Hong Kong

se depena uma galinha, que em Cantão desagua um comboio a abarrotar. Mas aqui no Senado apenas brilha o sol vespertino, à medida da tecedeira, a que nos afaga a vida ao ritmo veloz de olhos ágeis, evitando as miragens e só nos interessa a realidade desta rua. E o frio envergonhado que aguça lascas na pedra bárbara, a mesma pedra que transporto oculta no coração. Maquínica condição... Ah! Finalmente o frio... escultor de gente, de posturas, de frases interrompidas num gemido surdo e contido. Chega-te a mim — poderia sussurrar — se falar baixo tivesse mais sentido que um grito ou um suspiro ecoasse mais alto que o tufão. Mas não. Reina o silêncio na praça plena de gente. Passamos só como se não passássemos. Que é isso o frio: uma canção que ecoa para dentro, um estremecer sem sentimento, um lugar despovoado. — Tenho frio, mãe, dizia como se falasse com a morte. Estou ferido e estou sozinho. Bem sei: não há via nem transporte... e a viagem, para esse lado selvagem, não é mais que uma espera por esse homem de negro que teima em fazer esperar. Saíste, finalmente, da Praça do Senado como quem sai do meu peito. Era o fim... de um dia tão perfeito...


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VIDA

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DSPA TRAÇA BALANÇO DO PROGRAMA DE RECICLAGEM

Genética Descobertos genes que ajudam a construir a cara que temos Olhos grandes, queixo proeminente, rosto redondo: podem haver caras semelhantes mas não existem duas caras iguais. Os cientistas têm procurado compreender como é que a forma da cara e do crânio são definidas. Algures no genoma está a chave para descobrir este enigma: avós, filhos e netos com caras semelhantes demonstram que tem de haver um esboço do desenho facial dentro dos genes que passa de geração para geração. Agora, foram descobertos centenas de reguladores genéticos que são activadores dos genes que vão definindo a cara e o crânio de ratinhos durante o seu desenvolvimento embrionário. O estudo foi feito por uma equipa de investigadores do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos, que publicou o trabalho na edição impressa da última sexta-feira da revista Science. Apesar destes reguladores genéticos fazerem parte do ADN de ratinhos, muitos deles foram mantidos ao longo da evolução e também existem no genoma humano. Para os investigadores, estes reguladores podem ser importantes para compreender o aparecimento de defeitos faciais como a fissura labiopalatal, mais conhecido por lábio leporino.

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Toneladas de papel recolhidas em três anos C

RIADO em 2011, o “Programa de Pontos Verdes – Efectuar a separação de resíduos pode ser divertido”, parece estar a ter boa adesão. Segundo um comunicado oficial da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), já foram recolhidas até Setembro deste ano cerca de 419 toneladas de papel, 208 toneladas de plástico e mais de um milhão de latas de alumínio e metal, tendo participado ainda cerca de 5600 pessoas. Estes números significam, segundo a DSPA, que se evitou o corte de cerca de 5600 árvores. O organismo considera, assim, que o programa “tem o apoio do público para a recuperação e separação de resíduos recicláveis e para pôr em prática as ideias a favor do ambiente”. “Verifica-se uma preocupação cada vez maior com a protecção do ambiente pela comunidade

de Macau” a atender ao nível de participação activa no «Programa de Pontos “Verdes” – Efectuar a separação de resíduos pode ser divertido», fazendo a recuperação e separação de resíduos recicláveis e pondo

em prática as ideias a favor do ambiente.”

EXPANDIR O PROJECTO

A DSPA promete continuar a colaborar com a União Geral das Associações de Moradores de Macau (UGAMM) para

a instalação de ecopontos e para “encorajar os residentes a praticar actos ambientais e a incutir o hábito de viver uma vida ecológica”. Na primeira fase o programa teve cerca de dez pontos de recolha, tendo sido escolhidos os edifícios residenciais Nga Lim e Yue Xiu Gardens para a instalação de “dois postos de recolha experimentais para a selecção e recolha periódica dos três tipos de resíduos recicláveis, nomeadamente: papéis, plásticos e latas de alumínio/ferro”. A partir de Setembro passa a funcionar um posto para a recolha de resíduos recicláveis localizado na Associação de Mútuo Auxílio dos Moradores do Sam Pa Mun de Macau, sita Rua da Rosa, n.º 6, rés-do-chão, junto ao Jardim de Luís de Camões, no horário compreendido entre as 14h30 e 16h30, às quartas-feiras. O Governo vai continuar o programa de pontos até Dezembro e pretende “ampliar gradualmente a plataforma mediante o modelo de cooperação entre as autoridades e a população, a formação de hábitos ambientais, a fim de concretizar a visão de vida ecológica e de baixo nível de carbono”.


CULTURA

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presidente do Instituto Camões (IC) está confiante de que o Acordo Ortográfico (AO), que ainda motiva polémica, será aplicado em Portugal e Brasil em 2015 e acabará por entrar em vigor nos restantes países lusófonos. “Não é uma confiança de fé, é uma confiança alicerçada no trabalho que tenho visto fazer pelo IILP [Instituto Internacional de Língua Portuguesa] com todos os países”, disse Ana Paula Laborinho, em entrevista à Lusa, a propósito da II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que decorre hoje e amanhã em Lisboa. O AO começou a ser negociado em 1975 e foi assinado em 1990 pelos oito países de língua oficial portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. No espaço público, continuam a proliferar opiniões críticas ao AO e são várias as petições contra a sua adopção que circulam na internet. Uma delas, defendendo que Portugal se desvincule do AO de 1990, conseguiu reunir mais de seis mil assinaturas e foi entregue na Assembleia da República (AR), que criou uma comissão para debater o assunto. Depois de efectuar perto de três dezenas de pedidos de informação, entre governantes (ministros da Educação e dos Negócios Estrangeiros e secretário de Estado da Cultura), instituições universitárias e vários especialistas, a comissão parlamentar da AR redigiu um relatório. Segundo disse à Lusa o deputado Michel Seufert (CDS-PP), relator da comissão, a petição aguarda agora o agendamento da discussão em plenário, cuja marcação cabe à conferência de líderes, o que poderá acontecer ainda durante o mês de Novembro. Ana Paula Laborinho lembrou que, em Portugal por exemplo, o AO já está a ser aplicado em pleno no sistema de ensino, onde as autoridades têm maiores responsabilidades, e é cada vez mais utilizado pela comunicação social. Mesmo em relação a Angola, um dos dois países que ainda não ratificou o acordo, a presidente do Camões nega existir renitência. “Angola tem suportado financeiramente um projecto no âmbito do vocabulário ortográfico nacional, mas também do vocabulário ortográfico comum”, frisou, estimando que este possa vir a ser apresentado na cimeira lusófona em Díli, agendada para Julho de 2014.

ESPECIALISTAS DIVIDIDOS

Do lado dos linguistas as divisões quanto ao novo AO mantém-se: uns criticam a “inércia política” que explica a demora na aplicação, outros acreditam que esta acabará por não acontecer.

ACORDO ORTOGRÁFICO LABORINHO DIZ QUE CHEGA A PORTUGAL EM 2015

Ainda não existem consensos O linguista Malaca Casteleiro atribui à “inércia política” à demora na aplicação do Acordo Ortográfico (AO) aprovado em 1990. “O acordo tem duas componentes, uma é linguística e a outra é política, e a componente política falhou, porque não houve vontade de levar o AO por diante, houve desinteresse, não houve empenhamento, em todos os países”, disse à Lusa. Porém tal não impedirá que o AO venha, efectivamente, a ser

aplicado, porque “é bom para a promoção da língua portuguesa no mundo”. Já o classicista Rui Miguel Duarte, primeiro signatário de uma carta aberta contra o AO enviada ao ministro da Educação no início do ano, não duvida do “recuo” brasileiro. Os políticos brasileiros revelam uma “atitude mais sensata e sensível” do que os políticos portugueses, que “estão numa

torre de marfim”, compara. “Se Portugal avançar e o Brasil não, não faz nenhum sentido”, sustenta. Angola “tem manifestado desinteresse” em relação ao AO e os outros países africanos “não têm muita disponibilidade para o aplicar, porque chegaram à conclusão de que custaria muito dinheiro”, observa o investigador. Se “já é difícil dominar o português como está”, num contexto em que é a segunda língua “para muita

gente”, mais será se tal implicar a adaptação a um novo formato, constata. “Espero sinceramente (…) que Portugal se desvincule completamente de tudo isto. Parece-me possível, basta que haja vontade e que os políticos deixem de acreditar em quimeras lusofónicas, ou que isso permite vender mais livros no estrangeiro, ou que isso permite que o português seja uma língua oficial”, desvaloriza Rui Miguel Duarte.


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JOSÉ SIMÕES MORAIS

hoje macau terça-feira 29.10.2013

JOSÉ SIMÕES MORAIS info@hojemacau.com.mo

R

EALIZOU-SE no último domingo, no recinto do templo de Lin Fong, a celebração do Aniversário de Lin Zexu, apesar de ter nascido a 30 de Agosto de 1785. Para além de se comemorar os 228 anos do seu nascimento, os festejos ocorrem também pelos 174 anos da sua passagem por Macau e os 16 anos de existência do Museu Memorial Lin Zexu. As festividades contaram com a presença de alunos das escolas locais, representantes do Governo e individualidades de Macau, tal como muitos habitantes que vieram assistir às cerimónias em honra de Lin Zexu. Lin Zexu (1785-1850), na sua qualidade de Qin Chai Da Chen, magistrado especial da Corte imperial e representante directo do imperador, ficou conhecido por ter mandado queimar em Humen, na província de Guangdong, uma

CONHECIDO POR MANDAR QUEIMAR ÓPIO EXPROPRIADO AOS COMERCIANTES INGLESES

Homenagem a Lin Zexu grande quantidade de ópio expropriado aos comerciantes ingleses, que deu início à Guerra do Ópio. Mas este herói nacional foi antes de tudo um cidadão exemplar e ficou conhecido como o primeiro chinês na História Moderna da China “a abrir os seus olhos para ver o mundo”. Dando o melhor nos muitos altos cargos que exerceu, não se aproveitou deles para tirar partido disso e enriquecer. Vivendo com o espírito de abnegação, tentou disciplinar os seus subordinados contra a corrupção, que nessa altura já grassava pela China da dinastia Qing. Nascido em Houguan (actual Fuzhou, capital da província de Fujian) de

uma família sem muitos recursos, já que o seu pai como professor não ganhava o suficiente para dar uma vida desafogada aos 11 filhos, mostrou desde criança grande talento. Se aos 10 anos, Lin Zexu escrevia poemas, aos 13 entrou na escola e no ano seguinte, em 1799, com a tese “Lealdade ao País, orientar o povo e obediência aos pais”, foi o primeiro nos exames preparatórios denominados Tongshi, tomando assim o título de Xiucai, dando-lhe entrada nos Exames Imperiais na categoria Gongju. Cinco anos depois, em 1804, após estudar na Academia Aofeng, foi realizar os exames de província, Xiangshi e com 19

anos, ficou com o título oficial de Juren. Casou-se com Zheng Shuqing, filha do magistrado do distrito de Yongcheng, na província de Henan e em 1807 era seleccionado para assistente de Zhang Shicheng, o Governador da província de Fujian. Em 1811, após fazer os exames do Palácio (Dianshi), obteve o título de Jinshi. Trabalhou sete anos na Academia Hanlin em Beijing preparando-se em diferentes áreas para os futuros desafios que tinha pela frente. Em 1820 foi apontado Supervisor do Controlo de Cheias do Lago Hangjia, na província de Zhejiang. Em 1821, devido à sua

intransigência contra os oficiais corruptos, o que lhe trouxe bastantes inimizades no seio dos oficiais civis, deixou o cargo e regressou à terra natal. Alguns oficiais seus amigos reportaram ao imperador Dauguang a sua situação e este, apontou-o como Ancha da província de Jiangsu. Na sua brilhante carreira de Oficial Civil, que durou 30 anos, passou pelo governo de 14 províncias. Foi Vice-rei, de Hugang (Hunan e Hubei) entre 1837 e 1839, de Liangguang (Guangdong e Guangxi) entre 21 de Janeiro e 3 de Outubro de 1840, de Shaan-Gan (Shaanxi e Gansu) em 1845 e de YunGui (Yunnan-Guizhou) em 1848, quando invocando estar doente, deixou o cargo e regressou à sua terra natal. Nessa viagem, convidou Zuo Zongtang para o acompanhar no trajecto de barco até Changsha. Encontro que ficou mais tarde conhecido pela “Conversa da Meia-Noite no Rio Xiang” e no qual Lin Zexu explicou o seu pensamento a Zuo Zongtang, exercendo grande influência neste.


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cultura 15

林则徐 Lin Zexu

Foi um dos primeiros a opor-se à política de fechar a China em si mesmo. Durante a campanha para acabar com o consumo recreativo de ópio, único produto que os britânicos desde 1781 traziam para os portos chineses, substituindo-o à prata como pagamento do chá, seda, laca e porcelana adquiridas na China, procurou conhecer o pensamento e as tecnologias Ocidentais. Para tal mandou traduzir os tratados estrangeiros sobre a produção de armas e barcos e para melhor resistir às incursões britânicas, saber o que eles pensavam e o que escreviam nos jornais tanto de Londres, como da Austrália, de Singapura, da Índia, assim como os de Macau.

A GUERRA DO ÓPIO

Nos princípios do século XIX, a Companhia Inglesa das Índias Orientais colocava na China largas quantidades de ópio trazido da Índia e mais tarde do Vietname, onde se preparava um ópio que queimava muito mais rapidamente. Para pagar as inúmera mercadorias adquiridas, o tesouro britânico esvaia-se rapidamente, já que poucos produtos tinham para trocar com os chineses, a solução encontrada foi a de exportar cada vez mais ópio. Era agora a China que via sair grandes somas de dinheiro para pagar o ópio, assim como assistia-se à degradação da saúde moral e física da população chinesa, cada vez mais dependente desta droga. Se no ano de 1800, a importação de ópio era de 2 mil chests (variando cada chest entre os 63 kg e os 71 kg), já em 1838 ultrapassava os 40 mil chests. Os governantes Qing, apercebendo-se de tal perigo, nomearam Lin Zexu em 1838 para acabar com tal comércio, que se fazia maioritariamente pelo porto de Cantão. Mas, pela intervenção secreta de Illiot, chefe superintendente do comércio britânico na China, que aconselhava os mercadores a não levarem a sério tal proibição, o comércio continuou a fazer-se. Chegado a Cantão no princípio do ano seguinte, o mandarim Lin Zexu tomou medidas para terminar com tal, ordenando aos comerciantes britânicos a entrega de todo o ópio, num total de 22 mil chests de ópio, para ser queimado em Humen, próximo de Cantão. Tal aconteceu entre 3 e 25 de Junho de 1839. Mil chests eram de origem turca e pertenciam aos mercadores americanos. O governo britânico, incitado pelos grupos de comerciantes ligados a este lucrativo negócio, em Abril de 1840 enviou para o mar da China 38 navios de guerra com 4 mil tropas e assim ocorreu a I Guerra do Ópio, tendo começado em 1839 e terminado em 1842. Lin Zexu, que tinha tomado medidas de preparação contra a

Lin Zexu (1785-1850), na sua qualidade de Qin Chai Da Chen, magistrado especial da Corte imperial e representante directo do imperador, ficou conhecido por ter mandado queimar em Humen, na província de Guangdong, uma grande quantidade de ópio expropriado aos comerciantes ingleses, que deu início à Guerra do Ópio

chegada da armada britânica, dispondo de um exército conjugado com a população de Cantão, repeliu os ingleses que navegaram para Norte e ocuparam Dinghai. Depois, entre 1840 e 1842 foram atacando importantes cidades, como Xiamen, Ningbo e Xangai, nas respectivas províncias de Fujian, Zhejiang e Jiangsu, que se encontravam pobremente defendidas. Entrando pelo Rio Yangtsé chegaram até Nanjing, cortando os transportes entre o Norte e o Sul. O governo Qing, assustado com o superior armamento dos britânicos, que iam causando grande quantidade de mortos (mais de 20 mil soldados chineses contra os 500 britânicos) e pela devastação na costa da China, começou por culpar Lin Zexu, despromovendo-o e mandou-o exilado para Xinjiang. Para o seu lugar nomeou Qi Shan (conhecido pelo ocidente como Kishen), que aceitou o que o governo britânico lhes impôs para terminar com a guerra. Desmantelar todas as guarnições militares de Cantão, ceder Hong Kong e pagar uma indemnização de 6 milhões de dólares em prata. O imperador Qing Dao Guang rejeitou as propostas e enviou um outro oficial, Yi Shan para defender Cantão, mas rapidamente este se rendeu, quando avistou a armada britânica. Assim o imperador teve que aceder, sendo assinado o Tratado de Nanjing em Agosto de 1842, a bordo de um navio britânico ancorado próximo dessa cidade. Constava este acordo desigual, ter a China que pagar 21 milhões de dólares em prata, como indemnização de guerra e ceder Hong Kong aos ingleses, abrindo cinco portos (Cantão, Xiamen, Fuzhou, Ningbo e Xangai) ao comércio estrangeiro e as tarifas sobre as mercadorias inglesas deviam ser estipuladas sobre mútuo acordo. A indemnização muito avultada em prata recaiu sobre os camponeses na forma de impostos e estes já muito pobres, não aguentaram e sem outra via tornaram-se mendigos, outros bandidos e muitos formaram sociedades secretas, que numa atitude revolucionária começaram uma oposição ao governo da dinastia Qing. Assim começaram a ruir as estruturas sociais na China. No ano de 1843 os britânicos forçaram a China a assinar dois novos acordos, que estipulavam que todo o inglês que tivesse cometido algum crime na China fosse julgado pela lei inglesa e por juízes ingleses, que a China desse aos ingleses locais para se fixarem nos 5 portos abertos e a Grã-Bretanha fosse considerada como nação favorecida e com os mesmos privilégios comerciais concedidos a outros países.

O MUSEU MEMORIAL LIN ZEXU

Nos primeiros anos do século XIX, o ópio passou a fazer parte

do comércio de Macau, transportados nos barcos de comerciantes portugueses e da Companhia Inglesa das Índias Orientais. Os protugueses traziam-no em bolas da zona de Gujerate, na Índia, e algumas eram por aqui consumidas, enquanto a maioria, depois de tratadas na fábrica de ópio situada na Praça Ponte e Horta, eram vendidas na China.

Lin Zexu, que tinha tomado medidas de preparação contra a chegada da armada britânica, dispondo de um exército conjugado com a população de Cantão, repeliu os ingleses que navegaram para Norte e ocuparam Dinghai Após mandar queimar as caixas de ópio em Humen, actualmente em Dongguan, província de Guangdong, o Comissário Imperial Lin Zexu veio fazer uma viagem de inspecção a Macau, acompanhado por Deng Tingzhen, Vice-rei de Guangdong e Guangxi. Chegou a 3 de Setembro de 1839 e no Templo de Lianfeng, em cantonense Lin Fong, construído entre 1722 e 1732, recebeu os oficiais portugueses de Macau, declarando-lhes a proibição do comércio de ópio. Estes concordaram em cooperar com o governo chinês na proibição e aceitaram ficar neutrais no conflito Sino-britânico, não permitindo que as forças invasoras inglesas usassem durante o conflito Macau como base. Lembrava que os portugueses estavam em território chinês, pois tinham alugado Macau aos governos imperiais Ming e Qing. No pátio do Templo de Lin Fong encontra-se a estátua do mandarim Lin Zexu erguida em 1989 e a parede memorial foi construída em 2008, junto ao Museu Memorial Lin Zexu inaugurado em 1997. De lamentar não haver no museu nada escrito em português, nem mesmo um folheto. O realizador de cinema Zheng Junli fez em 1959 o filme com o título “Lin Zexu”. As festividades decorreram durante uma hora no pátio do templo, onde foi prestada homenagem ao grande herói chinês Lin Zexu, o fundador da primeira armada moderna na China.


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DESPORTO

O

surfista brasileiro Carlos Burle poderá ter batido nesta segunda-feira o recorde de Garrett Mcnamara (30 metros), ao surfar uma onda gigante na Praia do Norte, na Nazaré, após ter ajudado no salvamento da compatriota Maya Gabeira. “Foi sorte. Uma pessoa nunca sabe quando vai pegar a onda. Ainda não tinha surfado nenhuma e toda a equipa já tinha apanhado onda, a Maya também que quase morreu. Para mim foi uma adrenalina muito grande ter voltado lá para dentro depois dessa situação toda”, afirmou Carlos Burle à agência Lusa. O surfista brasileiro, de 46 anos, ainda não sabe se bateu o recorde do havaiano Garrett Mcnamara, que em Janeiro deste ano surfou uma onda de 30 metros. Em 2011, Garrett McNamara bateu pela primeira vez o recorde da maior onda surfada, com um registo certificado pelo livro dos recordes do Guiness. Esta mesma onda valeu-lhe o prémio de maior onda da competição Billabong XXL Global BigWave Awards.

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BRASILEIRO PODE TER BATIDO RECORDE DE MCNAMARA

Carlos Burle surfou onda gigante na Nazaré O havaiano continuou a tentar a sorte na Nazaré, tendo surfado, em Janeiro de 2013, uma onda que se acredita possa ter chegado aos 30 metros. No entanto, McNamara retirou-a do concurso da Billabong por ser “fortemente contra” o consumo de álcool, e este ser patrocinado pela cerveja mexicana Pacífico. Na altura, McNamara realçou o seu gosto pelo surf, considerando que não necessitava que um painel da Billabong medisse a dimensão da onda. “Sei que foi uma onda muito grande, segundo o que vejo nas fotos e nas imagens. Dizem que foi igual à do Garrett mas esta não quebrou, então há uma boa possibilidade de ter batido o recorde”, disse.

Carlos Burle surfou a onda gigante depois de ter ajudado a socorrer a compatriota Maya Gabeira, de 26 anos, que foi hospitalizada após surfar uma onda gigante que a deixou inconsciente. “A situação da Maya foi horrível. É uma amiga de anos. Trabalhamos o ano todo a preparar-nos para estes momentos e sabemos que o risco de vida é iminente, mas estou feliz por ela estar viva. Tê-la visto sem respirar foi horrível”, contou. Apesar dos momentos de terror com a vida da amiga em perigo, o surfista brasileiro não desistiu. “Todo o momento pensamos em desistir, mas ao mesmo tempo queremos ajudar e surfar estas ondas. O medo,

Sebastian Vettel conquista quarto campeonato consecutivo na Fórmula 1

O

piloto alemão Sebastian Vettel (Red Bull-Renault) tornou-se este domingo, aos 26 anos, o mais jovem tetracampeão do Mundo de Fórmula 1, ao vencer o Grande Prémio da Índia, 16.ª das 19 provas do calendário. Para conquistar o seu quarto título consecutivo, Vettel precisava de terminar apenas no quinto posto no circuito de Buddh, em Nova Deli, mas alcançou a décima vitória da temporada, sexta seguida e 36.ª da carreira. O alemão, que partiu da “pole position”, dominou a prova do início ao fim e completou as 60 voltas ao circuito em 1h31m12,187s, terminando à frente do seu compatriota Nico Rosberg (Mercedes) e do francês Romain Grosjean (Lotus). O espanhol Fernando Alonso (Ferrari), único piloto que poderia impedir Vettel de chegar ao título, terminou em 11.º e ficou fora dos pontos. A três provas do final, ou seja, com 75 pontos por disputar, Vettel lidera o Mundial com 322 pontos, mais 115

do que Alonso, segundo classificado. O germânico, nascido em Heppenheim a 3 de Julho de 1987, que bateu recordes de precocidade na conquista de todos os seus títulos, igualou o registo do francês Alain Prost, também campeão por quatro vezes, em 1985, 1986, 1989 e 1993. Depois de, no ano passado, ter entrado para a restrita lista dos tricampeões, juntando-se ao australiano Jack Brabham, ao britânico Jackie Stewart, ao austríaco Niki Lauda e aos brasileiros Nelson Piquet e Ayrton

Senna, Vettel está somente atrás do argentino Juan Manuel Fangio, cinco vezes campeão nos primórdios da F1, e do seu compatriota Michael Schumacher, que ostenta sete títulos, cinco dos quais consecutivos (2000-2004). O germânico pode ainda tornar-se o primeiro piloto a ganhar nove corridas consecutivas numa época, se vencer as três provas que restam, em Abu Dhabi, nos Estados Unidos e no Brasil. Esse feito colocá-lo-ia também ao nível de Schumacher, com 13 triunfos num ano.

adrenalina, felicidade, é tudo muito forte. Para mim foi muita adrenalina voltar lá para dentro depois desta situação toda”, frisou. Passava pouco das 6h30 quando um grupo de surfistas brasileiros foi para o mar na Praia do Norte acompanhados de ‘jet-skis’ de apoio. No farol e na praia, dezenas de pessoas assistiam, debaixo de chuva intensa, às tentativas do grupo de apanhar a maior onda. Garrett Mcnamara tentou também a sua sorte, mas acabou por ficar a dar apoio ao grupo de brasileiros no ‘jet-ski’. O surfista havaiano está ligado à Nazaré no âmbito da Zon North Canyon Show, um projecto de três anos, iniciado em 2010, protagonizado pelo surfista e desenvolvido pela Nazaré Qualifica com o objectivo de promover a Nazaré internacionalmente como destino turístico de referência para a prática dos desportos de ondas grandes e de filmar três documentários que registam a actividade desportiva de McNamara e o quotidiano da vila.

Tiger Woods em Macau para clínica e jogo nos greens da ilha de Coloane

O

norte-americano Tiger Woods é a estrela de uma clínica de golfe e de um jogo, a decorrer quarta-feira, nos greens do Macau Golf and Country Club, na ilha de Coloane, em Macau, numa acção promovida pela Sands China. Fonte da Sands China contactada pela agência Lusa explicou que Tiger Woods vai disputar vários buracos no campo da ilha de Coloane com jogadores convidados pela operadora de jogo de Macau. “Não são apenas pessoas ligadas aos casinos, mas também outros representantes da sociedade de Macau”, disse a mesma fonte, que garantiu “serem razões de segurança” o motivo pelo qual todo o programa de Tiger Woods

não foi divulgado em Macau. Oficialmente, a Sands China apenas divulgou que Tiger Woods estará terça-feira no centro comercial do Venetian, o complexo de hotelaria e jogo que alberga o maior casino do mundo. Além desta acção de promoção, Tiger Woods, que participará em meia hora de conversa com cinco convidados, desloca-se depois a um dos restaurantes do complexo para contactar com a equipa de jogadores de golfe dos Special Olympics locais. O golfista norte-americano é actualmente o número um mundial da modalidade e está até terça-feira em Haikou, capital da ilha chinesa de Hainão, a participar num evento promocional com Rory McIlroy.


FUTILIDADES

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TEMPO

POUCO

NUBLADO

[TELE]VISÃO TDM 13:00 13:30 14:30 17:30 18:30 19:30 20:30 21:00 21:30 22:15 23:00 23:30 00:30 01:00

TDM News - Repetição Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Caminho das Índias (Repetição) TDM Desporto (Repetição) Vingança Telejornal TDM Entrevista Irmãos e Irmãs Sr.A Caminho das Índias TDM News Portugal Água Tão Perto Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO

RTPi 82 15:00 15:35 15:50 16:20 16:30 17:00 18:00 18:30 19:15 20:05 21:00 22:15 23:05 23:30

Telejornal Madeira A Estrela Lá de Casa Iniciativa Ler +, Ler Melhor O Nosso Tempo Bom Dia Portugal Grande Reportagem-Sic 2012 Portugueses pelo Mundo O Teu Olhar (Telenovela) Viva Música Jornal da Tarde O Preço Certo Profissões Portugal no Coração

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] C I N E M A SALA 1

CAPTAIN PHILLIPS [C] Um filme de: Paul Greengrass Com: Tom Hanks 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2

CAPTAIN PHILLIPS

THE SECOND SIGHT [3D] [C]

(FALADO EM TAILANDÊS LEGENDADO EM

EURO

Justin Cheung, Hanjin Tan, Shiga Lin 14.30, 16.30, 21.30

SALA 3

Um filme de: Richard Curtis Com: Rachel McAdams, Domhnall Gleeson, Bill Nighy 19.15

Um filme de: Patrick Kong Com: Sammy Sum,

Foto: Facebook

• Macau, entre outras coisas, tem disto. Botões de campainha em prédios podres na zona velha da cidade. A questão é que, quando vamos visitar um amigo qualquer, temos sempre de confirmar o andar que mora e mesmo assim...

30 - FOX Sports 13:00 Liga Bbva 2013/14 Villarreal CF vs. Valencia CF 14:30 Beijing Triathlon 15:30 NASCAR Sprint Cup Series 2013 - Highlights 16:30 World Series 2013 Game #5 (If Nec) Boston Red Sox vs. St. Louis Cardinals 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:00 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Dutch Eredivisie 2013/14 Highlights 21:00 Singha Football Crazy 21:30 Liga Bbva 2013/14 Highlights 22:00 The Ultimate Fighter 23:00 (LIVE) FOX SPORTS Central 31 - STAR Sports 13:00 49er & 49erfx World Championships 13:30 Motorsports@ Petronas 14:00 MotoGP World Championship 2013 - Main Races Grand Prix of Japan 17:30 Liga Bbva 2013/14 Atletico de Madrid vs. Real Betis 19:00 Asia-Pacific Amateur Championship 2013 - Event Highlights 19:30 FIA F1 World Championship 2013 - Highlights Indian Grand Prix 21:00 Golf Focus 2013 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Singha Football Crazy 22:30 Golf Focus 2013 23:00 La Liga 2013/14 FC Barcelona vs. Real Madrid CF 00:00 Score Tonight 2013 00:30 Golf Focus 2013 01:00 Liga Bbva 2013/14 Villarreal CF vs. Valencia CF 02:30 49er & 49erfx World Championships 02:55 (LIVE) Liga Bbva 2013/14 RCD Espanyol vs. Malaga CF 04:55 (LIVE) Liga Bbva 2013/14 Celta de Vigo vs. FC Barcelona 40 - FOX Movies 12:40 Bait 14:15 Prometheus 16:20 Ultraviolet 17:50 Mr. Bean’S Holiday 19:25 Silent Hill: Revelation 21:00 The Cabin In The Woods 22:35 The Walking Dead 00:10 The Avengers 41 - HBO 12:00 Serenity 14:00 Salmon Fishing In The Yemen 15:45 Clueless 17:25 A Monster In Paris 18:55 Snow White And The Huntsman 21:00 Hanna 23:00 Serangoon Road 00:00 Young Adult 42 - Cinemax 11:45 Unbreakable 13:45 Hart’S War 16:00 Samson And Delilah 18:20 Dragon Dynasty 20:15 One In The Chamber 22:00 Critters 4 23:35 Devour

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YUAN

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ABOUT TIME [B]

M A C A U [ S Ã ] A S S A D O MORAS EM QUE ANDAR?

BAHT

Cineteatro

CHINÊS E INGLÊS) Com: Nawat Kulratanarak, Rhatha Phongam, Jirawetsuntorakul 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

THE BEST PLAN IS NO PLAN [C]

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À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA CURSO DE ESCRITA CRIATIVA I • Pedro Sena-Lino Tem ideias mas não sabe como passá-las ao papel? Sente-se a bloquear sempre que tenta iniciar um texto? Saiba que está a um passo de se libertar destas inquietações! Alicerçado em dez anos de experiência do autor, em que mais de cinco centenas de alunos frequentaram os seus cursos, este livro divide-se em dezoito ferramentas, exemplos literários, exercícios simples testados por quem já os realizou e conclusões assentes na prática da escrita. Cativante e criativo, este livro surpreendente ajudá-lo-á a soltar as amarras da sua criatividade e a estimular o grande escritor que há em si! CURSO DE ESCRITA CRIATIVA II • Pedro Sena-Lino Sente que há outras vozes a falar dentro de si? Precisa urgentemente de lhes dar vida, densidade, um lugar no mundo? Só tem de ter presente que as personagens são “tão naturais como uma árvore, um parlamento ou uma biblioteca” (parafraseando Álvaro de Campos). E, depois, é só exalar o sopro vital! Organizado entre perigos (as nossas formas de prender personagens) e estratégias (para as libertarmos), este curso assenta em teoria, prática, exercícios e exemplos; e vem acompanhado de um breve capítulo extra para poder escrever as suas personagens em formato de conto ou romance. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

POR MIM FALO

Pu Yi

Línguas, fóruns e afins O facto de eu viver numa redacção faz com que eu vá percebendo muitos dos costumes dos seres humanos. Trabalham, vão beber café, almoçam juntos em amena cavaqueira. Alguns gostam de ler. E depois há outros que gostam de organizar seminários, convenções e exposições várias para debater questões que interessam a muitos. Ouvi dizer que este ano o Fórum Macau celebra dez anos de existência. Eu acho que dez anos não é a mesma coisa que fazer 18, quando finalmente podemos conduzir um carro. Mas é uma data importante. Sendo importante, vamos lá ver: o que é que o Fórum Macau já fez em dez anos? Será que a máquina da cooperação e da tão falada plataforma está mesmo a funcionar? Não serão demasiados encontros, palavras repetidas, viagens aos países que falam português para, no fundo, não haver nada de novo e de concreto. E o tão esperado fundo financeiro de Pequim, onde está? Corremos cada vez mais o risco, nesta diplomacia económico-linguística, de andarmos à volta do mesmo sem evoluir, habitando lugares comuns. Penso nisto depois de ter lido no JTM que Lígia Liu, fundadora do Clube do Livro Brasil-China, comparou a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa a frutas e legumes que podem fazer uma salada. É esta a forma profissional de falar destes assuntos? E já agora que falo da lusofonia, há que estar atento à reunião que acontece hoje e amanhã sobre o futuro da língua portuguesa. Estamos a falar tanto e, final, o que é que já se fez? Há um conhecimento entre a CPLP e a China, como tanto se apregoa por aí? Há, de facto, um trabalho conjunto, ou é só para inglês ver?


OPINIÃO

P

António Marinho e Pinto in Jornal de Notícias

ARECE que a única coisa que o candidato a bastonário Vasco Marques Correia (VMC) tem a dizer aos advogados, durante a campanha eleitoral em curso, é que me vai instaurar um processo por eu, num artigo aqui publicado, no passado dia 7, ter revelado o tipo de candidato que ele é. No meu artigo eu respondia à acusação que ele me fizera em vários órgãos de informação, segundo a qual a hipótese de um adiamento das eleições era “a primeira de muitas manobras desesperadas de uma nomenclatura que se pretende perpetuar no poder”. O que o enfureceu na minha resposta foi a revelação de que ele é um dos patrões da maior empresa de advogados de Portugal (a PLMJ), onde trabalham mais de 160 proletários da advocacia remunerados com salários muito inferiores ao valor económico que produzem, e, sobretudo, o facto de eu ter afirmado que o Jaguar e o Mercedes em que ele se passeia resultam, pelo menos parcialmente, da apropriação imoral que ele faz de uma parte significativa do produto do trabalho de outros advogados empregados na sua empresa. Num indigente naco de prosa, publicado neste jornal ao abrigo do direito de resposta, VMC não respondeu a nada do que eu escrevera e, claro, não disse uma palavra sobre o ataque traiçoeiro me desferira na Comunicação Social sem que eu tivesse feito ou dito qualquer coisa a seu respeito. Incapaz de debater abertamente os seus pontos de vista, pois não tem uma cultura de verdadeiro advogado, ele tenta, com o seu oportunismo primário, levar o debate para os tribunais, onde espera beneficiar da tradicional hostilidade dos magistrados contra mim. Lá o enfrentarei. Se VMC fosse um verdadeiro advogado (e não um patrão de advogados) compreenderia o significado da palavra lealdade e diria aos membros do Conselho Superior que são candidatos nas suas listas que não deviam tentar afastar outros candidatos através de julgamentos em plena campanha eleitoral. Dir-lhes-ia que quem é candidato deveria suspender as funções jurisdicionais durante a campanha eleitoral para não beneficiar eleitoralmente das suas próprias decisões. Se prezasse a lealdade entre colegas saberia (ele e outros candidatos) quão repugnante é tentar aproveitar-se, numas eleições, da perseguição que os membros do CS e seus parceiros de candidatura estão a fazer à sua principal opositora e recusaria essas benesses eleitoralistas em vez de tentar beneficiar delas. Mas VMC é um advogado de virtudes públicas e vícios privados. Ele, que atacou

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HENRY FUSELI, ÉDIPO MALDIZENDO O SEU FILHO

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RIP Se Vasco Marques Correia conhecesse os advogados portugueses saberia que nunca será eleito bastonário um candidato que, em campanha eleitoral, ameaça colegas com processos judiciais e que tenta aproveitarse eleitoralmente do achincalhamento público que membros da sua própria candidatura fazem contra uma colega candidata a bastonária publicamente advogados como Nuno Godinho de Matos por falarem à Comunicação Social (em defesa, aliás, da dignidade dos seus constituintes ferida por violações do segredo de justiça), tem uma postura diferente quanto a si próprio. Basta ver o

espectáculo mediático que a sua empresa de advogados (a PLMJ) está constantemente a dar na Comunicação Social. Ele, que quis aplicar a lei da rolha aos colegas, contratou este ano (ano de eleições), enquanto presidente do CDL, por milhares de euros mensais, uma das mais poderosas e caras agência de comunicação do país, a LPM, pertencente, aliás, ao mesmo proprietário da revista (e do site) Advoctus. Ele e o actual presidente do Conselho de Deontologia de Lisboa e seu candidato ao mesmo cargo, Rui Santos, já pagaram a essa agência, só este ano, quase 30 mil euros de honorários com o dinheiro das quotizações dos advogados portugueses, sem que se perceba para que é que o CDL e um órgão de deontologia precisam de uma agência de comunicação em ano de eleições. VMC pensa que, pelo facto de o actual bastonário dos advogados de Moçambique ser um sócio da PLMJ, o mesmo irá acontecer consigo em Portugal. Mas engana-se, pois os advogados portugueses já ficaram vacinados contra essa maleita, precisamente desde o mandato do seu sócio José Miguel Júdice. Se VMC conhecesse os advogados portugueses saberia que nunca será eleito bastonário um candidato que, em campanha eleitoral, ameaça colegas com processos judiciais e que tenta aproveitar-se eleitoralmente do achincalhamento público que membros da sua própria candidatura fazem contra uma colega candidata a bastonária. Por isso, eleitoralmente, ele suicidou-se logo no início da campanha. Que a sua candidatura Requiescat In Pace!


opinião 19

hoje macau terça-feira 29.10.2013

Ricardo Pinho

disse-me um passarinho...

twitter.com/ricardo

Haverá poucos outros momentos que nos façam sentir tão profundamente humanos como o de escolher, esteticamente, uma sanita nova.

HELDER FERNANDO

à flor da pele

Que mal fez a população de Macau?

II O que está acontecendo em Portugal, à grande maioria dos cidadãos, é a agonia a caminho do extermínio. Se não surgirem factores ou pessoas que ponham fim àquele cadafalso com os carrascos de cutelo afiado e em punho. Não sendo por maldade nem ignorância, o que leva os governantes e outras estruturas influentes, incluindo privados sanguessugas, a imporem autênticos saques sobre as pessoas, gravosa e progressivamente incomportáveis? Talvez o lucro rápido e gigantesco dos que mais lucram. III Ao longo de alguns séculos, Macau foi adquirindo identidade própria. Se o prezado leitor preferir, adquiriu o princípio da razão suficiente. Porque tudo o que existe ou acontece tem uma

razão para existir. Seja formalmente, seja no abstracto - lógica ou ontologicamente. IV Ainda estão a ser celebrados os 100 anos do nascimento de Vinicius de Moraes e já um mito da música rock, Lou Reed, suspira finalmente em paz. Personagem inesquecível, possivelmente no mesmo plano alto que, ainda antes da consagração chamada Velvet Underground, se emparceirou com Andy Warhol aparentemente no campo das artes visuais, mas logo a seguir para venderem ao melhor ou pior comprador, normalmente laboratórios, os próprios sangues. Heoína era, então, a palavra de ordem: “Heroin it´s my wife and it´s my life”, cantava com desplante

óbvio Lou Reed. Depois foi em frente no caminho: “Walk on the Wild Side”, “Sweet Jane”, já fora dos Velvet Underground. Amou a vida em diferentes sabores e estilos. Viveu com um famoso travesti, contrariando o sofrimento sofrido na infância com choques eléctricos por a família ter descoberto a sua bissexualidade. Os excessos repetidos como rotina feriram de morte. Domingo passado aos 71 anos, apagou-se a luz do seu olhar de espanto. Pensa-se que por causa de complicações relacionadas com o transplante de fígado a que foi submetido em Abril deste ano. Visivelmente debilitado há pelo menos 2 anos - basta pesquisar visionando imagens dos últimos aparecimentos -

Lou Reed sempre mostrou aquele ar de aparente arrogância. Porventura imaginou conceber e realizar o seu rock, a partir de Nova Iorque, como se nada mais houvesse musicalmente para o mundo escutar. Talvez se sentisse eterno. Mas qual de nós, por uma vez, não se sentiu inalterável para todo o sempre? Utilizar aquele velho chavão “uma lenda do rock”, ou mesmo da pop, é redundante e aplicável a tantos outros nomes como Rolling Stones, Eric Clapton, David Bowie, Bob Dylan, uma longa lista de figuras inesquecíveis. Uma vida de muitas sombras e raras claridades. Sempre imaginando e criando o património musical que nos deixou.

EUGÈNE DELACROIX, A BARCA DE DANTE

I Nesta RAEM onde sobrevive, nos momentos quase finais, a população chinesa natural de Macau, que mal fizeram os residentes para em cada mês terem de pagar por um, duas ou três assoalhadas, quantias mensais próximas de um salário de trabalho? Que mal fez a população de Macau, e a quem, para que uns descendentes de milionários condecorados e apaparicados, num passado recente, pela administração portuguesa na região e ainda pelo governo de Lisboa, depois colocados no poder pela habitual lógica, protectora entre eles, concebam e estimulem incondicionalmente a inexistência de medidas que travem a medonha especulação imobiliária, e outras, sempre a subirem? Que mal fizeram os residentes para que não apareça ninguém com peso político inatacável, a influenciar o contrário desta escandaleira que fere a alma das pessoas? Sem qualquer necessidade, apoiam-se todas as medidas ou a inexistência de outras, para que uma minoria financeiramente nas alturas olha cá muito para o fundo sem sentir vertigens com o despenhadeiro. A RAEM, os seus simpáticos, laboriosos e fiéis residentes, pode viver um bocadinho melhor, não pode? Já agora... População feliz é aquela que sente os seus dirigentes interessados na sua felicidade. Ou isto são tudo balelas e os discursos oficiais também?

Que mal fizeram os residentes para que não apareça ninguém com peso político inatacável, a influenciar o contrário desta escandaleira que fere a alma das pessoas? Sem qualquer necessidade, apoiam-se todas as medidas ou a inexistência de outras, para que uma minoria financeiramente nas alturas olha cá muito para o fundo sem sentir vertigens com o despenhadeiro

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei [estagiária] Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Tiago Alcântara; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


hoje macau terça-feira 29.10.2013

Instituto do Desporto galardoado com prémio internacional

Macau Seminário sobre Monção arrancou ontem

O Instituto do Desporto de Macau foi galardoado com o prémio “The Triple AC Pioneer Award”, da TAFISA, Associação Internacional do Desporto Para Todos, revelou o presidente do organismo ao salientar a importância da promoção da prática desportiva na sociedade. “Macau, como cidade cada vez mais cosmopolita, não pode descurar a prática desportiva e cabe-nos a nós, como entidade promotora do desporto, criar, numa conjugação de esforços com outros organismos da administração, as oportunidades para que a população tenha hábitos saudáveis de prática desportiva e que as instalações desportivas estejam acessíveis a todos”, disse José Tavares à agência Lusa.

cartoon por Stephff

CONVERSA

Espanha NSA espiou 60 milhões de telefonemas

A Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos espiou 60 milhões de chamadas em Espanha num único mês, entre 10 de Dezembro de 2012 e 8 de Janeiro deste ano. Mais uma vez, a informação recolhida não inclui conteúdos, mas números de telefones de receptor e emissor, localizações, duração e número de série dos aparelhos. O jornal El Mundo cita esta segunda-feira parte documentos revelados pelo ex-analista da NSA, Edward Snowden. O período abrangido é o mesmo a que dizem respeito anteriores revelações sobre espionagem da NSA em França, com o mesmo método de vigilância de chamadas. Um documento intitulado «Spain, last 30 days», detalha o fluxo de chamadas, os telefones contactados, o local onde se encontravam e a duração das chamadas, segundo informação assinada pelo americano Glenn Greenwald que ontem, no Twitter, prometia que «mais um país ia descobrir quantos milhões dos seus cidadãos tiveram os seus dados de comunicação interceptados pela NSA.» Greenwald foi um dos jornalistas do The Guardian que publicou primeiro dados relativos aos programas de espionagem dos serviços secretos norte-americanos. A NSA teve acesso também a informação pessoal de cibernautas ao controlar contas de e-mail e redes sociais como o Facebook e o Twitter.

VICE-PRESIDENTE BRASILEIRO DESTACA “ABERTURA” PARA INVESTIMENTOS CHINESES

Portas abertas O

vice-presidente brasileiro Michel Temer afirmou que a participação de duas empresas chinesas no consórcio vencedor da exploração do campo de Libra, a maior jazida de petróleo já encontrada no Brasil, representa uma “grande abertura” para o investimento de outras empresas do país asiático. “O simples facto de que duas empresas chinesas tenham entrado no campo de petróleo, significa uma abertura muito grande para que outras empresas venham para o país”, disse Temer em entrevista publicada domingo pela Agência Brasil. O país sul-americano concedeu em 21 de Outubro a exploração do campo Libra ao consórcio integrado pela francesa Total (20%), a anglo-holandesa Shell (20%), as chinesas China National Corporation (10%) e China National Offshore Oil Corporation (10%), para além da Petrobras (40%), cuja participação estava garantida por lei. Para o vice-presidente, a preocupação das empresas chinesas quando investem no Brasil é motivada pela “burocracia interna” do país, embora tenha precisado que a “desburocratização está a acentuar-se cada vez

mais, na procura do investimento estrangeiro”. Temer lembrou que o Governo endereçou um convite público às empresas chinesas para que participassem no leilão do campo de Libra, que foi considerado um “êxito”. O consórcio vencedor foi o único que apresentou uma oferta, já que as outras seis empresas que tinham se inscrito no leilão, retiraram-se à última hora. Sobre a descoberta de petróleo em Sergipe, anunciada esta semana, Temer apontou que “vai abrir um novo campo para que as empresas chinesas, que já têm esta entrada no Brasil, possam participar num novo acontecimento em

relação à exploração de petróleo e de gás”. Para além dos campos de petróleo, Temer falou de outros “projectos de infra-estrutura extraordinários”. “Basta dizer que vamos ter 7.500 quilómetros de estradas que queremos duplicar e linhas de caminho de ferro, especialmente no que se refere a comboios de alta velocidade. Sabemos que a China é um dos principais países onde se desenvolve a tecnologia de comboios velocidade”, disse. Segundo o vice-presidente, o Governo tem “muito interesse” na participação de empresas chinesas na concessão dos aeroportos internacionais do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, cuja licitação está prevista para 22 de Novembro. Temer prestou estas declarações dias antes de viajar para a China, onde participará de 4 a 9 de Novembro em diferentes eventos, entre os quais uma reunião com o presidente Xi Jinping, que assumiu o cargo a 14 de Março. Temer afirmou ainda que aproveitará a viagem ao país asiático para angariar apoio para conseguir uma vaga como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU.

São cerca de 140 os peritos e meteorologistas, vindos de 20 regiões e países, que participam no “5o Seminário Internacional sobre Monção da Organização Meteorológica Mundial”, que arrancou ontem e se estende até 31 de Outubro. Organizado conjuntamente com os Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau (SMG), o certame pretende “fomentar o intercâmbio e cooperação do assunto científico sobre monção”, explicou Fung Soi Kun. O director dos SMG espera que “através de organização deste tipo de intercâmbio poderia melhorar técnica da previsão da monção de meteorologistas”. A Organização Meteorológica Mundial seleccionou Macau para realizar este seminário que também foi um reconhecimento no aspecto de trabalho da previsão da monção.

Caso Maddie Polícia segue pista de grupo cigano na Grécia

A investigação no caso do desaparecimento de Maddie McCann parece agora virada para um grupo cigano. Na mira das autoridades estarão três homens vistos a rondar o apartamento dos McCann dias antes do desaparecimento e que serão suspeitos de uma onda de assaltos na zona, nas semanas anteriores. O «Daily Mirror» escreve que a polícia vai ouvir funcionários do Ocean Club, o resort da Praia da Luz onde os McCann passavam férias em Maio de 2007, que acusaram esses três suspeitos de estarem envolvidos em assaltos. Os dois funcionários terão referido três homens de etnia cigana vistos na zona, ligados a assaltos na região. A polícia deve ainda reexaminar as declarações de uma testemunha que, na altura, disse ter visto uma menina muito parecida com Maddie dentro de uma carrinha branca conduzida por duas pessoas de etnia cigana, no dia seguinte ao desaparecimento. Descartadas inicialmente pela polícia, essas pistas ganharam agora novo fôlego, depois do caso de «Maria», uma menina búlgara encontrada num acampamento cigano na Grécia.

Iraque Mais de 60 mortos em atentados

Sessenta e uma pessoas morreram este domingo no Iraque, nas cidade de Bagdade e de Mossul. Os alvos foram um mercado de rua, uma estação de autocarros e bairros de maioria árabe xiita. Cerca de 20 carros armadilhados explodiram nas duas cidades, a maioria nos arredores da capital. O país atravessa nova vaga de atentados à bomba e só em outubro morreram mais de 640 pessoas neste tipo de ataques.


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Hoje Macau 29 OUT 2013 #2963 by Jornal Hoje Macau - Issuu