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Hoje Macau 29 JAN 2021 #4700

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Sands aposta a sério na renovação da licença

Elogios de Xi marcam agenda

hoje macau Nº 4700

SEXTA-FEIRA 29-1-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

PÁGINA 7

MOP$10

TRABALHO DEPUTADOS ACUSAM GOVERNO DE APRESENTAR NÚMEROS IRREALISTAS

A verdade está lá fora

O secretário para a Economia e Finanças disse que o desemprego diminuiu, mas os deputados afirmam que se trata de subemprego, de muitos trabalhadores que estão há meses em lay off sem receberem e que não denunciam o caso com medo de perderem definitivamente os empregos. PÁGINAS 4-5

MULHERES DE ITÁLIA

O VENTURA E NÓS ANTÓNIO CABRITA

O LOCUTOR DE TRAILERS VALÉRIO ROMÃO

BONNIE LEONG

GONÇALO M. TAVARES

ABUSOS DE MENORES

QUE EDUCAÇÃO SEXUAL É ESTA?

Entrevista com Wong Kit Cheng

Arte nómada

Exposição itinerante pela Vila da Taipa

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GRANDE PLANO


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29.1.2021 sexta-feira

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EDUCAÇÃO SEXUAL

Ensino e punicão “A ´ PSICÓLOGO CRITICA ABORDAGEM SEGUIDA NAS ESCOLAS

Com casos de abuso sexual de menores a disparar, as escolas de Macau apostam na educação sexual. Resta saber se os métodos e os conceitos utilizados estão adequados ao problema, na era do Youtube WONG KIT CHENG, DEPUTADA

COM CASOS de abuso sexual de menores a disparar, as escolas de Macau apostam na educação sexual. Resta saber se os métodos e os conceitos utilizados estão adequados ao problema, na era do Youtube No seu entender, quais são as consequências do sexo antes do casamento? Durante aquela palestra quisemos transmitir aos alunos as mensagens correctas. Não, propriamente, especificando se podem ou não fazer sexo antes do casamento. A ideia foi explicar que duas pessoas de sexos diferentes, que tenham curiosidade para iniciar a vida sexual, devem ter vários aspectos em consideração. Por exemplo, de acordo com a lei, ter relações sexuais com menores de 14 anos é crime. Tentei explicar as leis e a

educação sexual nas escolas em Macau falha por completo. A abordagem da educação sexual em Macau é feita com um intuito mais punitivo do que pedagógico e é o primeiro passo para as coisas não correrem tão bem”, comenta ao HM o psicólogo com experiência na área da educação Pedro de Senna Fernandes. O especialista adianta mesmo que não sabe se Macau estará preparado para um tipo de programa

pedagógico caracterizado pela abertura que estes temas exigem. “Se começamos por impor um processo punitivo naturalmente que todas estas questões, quando são dadas, são absorvidas de uma forma mais amedrontada. A Organização Mundial de Saúde define a sexualidade como uma energia que nos motiva. Quando falamos da passagem para a adolescência desenvolve-se de um centro de prazer mais exponencial do que o centro do controlo da razão”, aponta Pedro de Senna Fernandes.

O psicólogo refere que o abuso sexual na China é muito elevado e que o país não tem uma cultura virada para a sexualidade, mas “tem antes uma cultura de muita repressão para aquilo que é a sexualidade”. O especialista considera que Macau pode seguir este modelo por arrasto. Em relação à influência de deputados e outros actores sociais, Pedro de Senna Fernandes alerta para a inevitabilidade de existirem comportamentos sexuais que vão “contra a moral social dos legisladores de Macau”.

“Valores éticos são elementos do amor

responsabilidade penal de quem a violar o respeito numa relação entre pessoas de sexos diferentes. Além disso, procurei passar a mensagem de que um jovem deve respeitar o seu próprio corpo e o corpo de outra pessoa. Por outro lado, também tentei passar o conhecimento sobre formas de fazer sexo seguro, alertando para as consequências

“A relação sexual pode resultar em gravidez, por isso é importante explicar que o aborto em Macau é ilegal, apesar de existirem locais onde se pode interromper a gravidez.”

de doenças sexualmente transmissíveis e para a importância da contracepção. Mas consenso científico indica que o ensino da abstinência é contraproducente na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez adolescente. A educação sexual deve ensinar o que é o sexo, sobre o acto em si, mas também sobre as consequências sociais, judiciais e a responsabilidade que implica, como expliquei na palestra. Quero esclarecer que não quero incentivar nem opor-me ao sexo, que é uma necessidade básica do ser humano. Não incentivamos, nem proibimos. Não faço comentários a estudos sobre abstinência. A ideia que quis passar é que as doenças sexualmente transmissíveis, como a SIDA,

devem ser prevenidas através da prática do sexo seguro Na palestra referiu termos como “correcção nos relacionamentos” e respeito por valores éticos. O que querem dizer, neste contexto? Referimo-nos a materiais didácticos sobre educação sexual, que defende a ideia de amor completo, ou seja, da relação física que é desenvolvida através do carinho, da responsabilidade, respeito e conhecimento. Este amor inclui paixão, intimidade e compromisso que constroem um equilíbrio, só assim podemos expressar o amor real. Os valores éticos são elementos de construção do amor completo ou responsável. Acha apropriado falar de crimes sexuais numa palestra sobre educação sexual?

Não vejo conflito em passar conhecimento sobre leis no contexto de educação sexual, de explicar as penas para quem comete crimes. Claro


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“Mantém-se de forma escondida e a resposta da sociedade em vez de ser pedagógica vai ser fortemente punitiva”. O psicólogo entende que pode ser perigoso equivaler aquilo que deriva da lei, que pode ser muito conservadora e assentar mais em repressão, a algo “que representa uma evolução do ser humano, que é uma boa sexualidade, uma boa aceitação do nosso corpo e do nosso eu”.

Casos de pedofilia em alta

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ano passado. De acordo com os dados mais recentes do gabinete do secretário para a Segurança, recentes aos primeiros nove meses de 2020, registou-se uma subida de 63,6 por cento, a maioria dos casos ocorreram nas escolas ou em ambiente familiar. As autoridades do território registaram também um aumento nos casos referentes a “pornografia de menor”, tendo resolvido cerca de 60 casos através dos mecanismos de cooperação com vários países e regiões. Não é, portanto, que o assunto seja amplamente discutido nas esferas políticas e executiva. Além dos pedidos de vários deputados, incluindo Lei Chan U, para incluir nas aulas de educação sexual informação sobre abusos sexuais, o próprio Governo considera essa uma via para contornar o problema. Na sequência de um caso suspeito de abuso sexual na Escola para Filhos e Irmãos dos Operários, no Fai Chi Kei, o Governo afirmou ser necessário prevenir e educar encarregados de educação, alunos e professores através da promoção da educação sexual a vários níveis. Em resposta ao HM, aquando deste caso em Junho do ano passado, a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) referiu pretender criar um “ambiente de difusão da educação sexual, de forma a promover o desenvolvimento integral das crianças e dos jovens, dos seus conhecimentos e da sua capacidade de autoprotecção neste âmbito.” João Luz com Andreia Sofia Silva

O número de crimes de abuso sexual de crianças disparou no

completo” “Duas pessoas de sexos diferentes, que tenham curiosidade para iniciar a vida sexual, devem ter vários aspectos em consideração. Por exemplo, de acordo com a lei, ter relações sexuais com menores de 14 anos é crime.” que as explicações legais devem ser dadas num capítulo específico, mas na educação sexual é importante para os jovens terem consciência de que se devem proteger, que devem recusar algumas acções e denunciar com coragem actos criminais. Por

exemplo, se um menor for tocado nas partes íntimas ou no órgão sexual, o agressor cometeu importunação sexual. Se os alunos não souberem que isto constitui crime, é difícil alertar as autoridades. Além disso, a relação sexual pode resultar em gravidez, por isso é importante explicar que o aborto em Macau é ilegal, apesar de existirem locais onde se pode interromper a gravidez. Acho importante que os jovens tenham conhecimento das leis e das penalizações e da ilegalidade em que operam estas unidades médicas. Acha que a lei que proíbe o aborto devia ser alterada, ou incluir excepções à ilegalidade? Não sei porque me pergunta isto. Apenas partilhei com os alunos as leis actuais, que estabelecem a ilegalidade do aborto. João Luz e Nuno Wu

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ASSEMBLEIA LEGISLATIVA GOVERNO ANUNCIA DESCIDA DO DESEMPREGO E É CRITICADO

JACK MA FOI EXEMPLO PARA ALTERAR LEI DE CONTRATAÇÃO

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deputado José Chui Sai Peng defendeu a necessidade de alterar o regime para a contratação de quadros qualificados e exemplificou que a necessidade de residir 180 dias por ano em Macau afasta potenciais interessados. “É complicado atrair quadros de grandes empresas quando se exige às pessoas que fiquem 180 dias em Macau para terem residência. Por exemplo, se formos a ver o empresário Jack Ma, eu tenho dúvidas que ele inclusive permaneça 180 dias por ano no Interior da China”, afirmou o deputado, quando abordou a questão. Na resposta a esse assunto, o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, admitiu a possibilidade desse requisito ser alterada. “Espero que possamos criar novas medidas para ajustar a nossa política para quadros qualificados. Temos de pensar sobre essa exigência de 180 dias e se vamos ou não alterar esse aspecto. Creio que a Comissão de Desenvolvimento de Talentos vai estudar a questão”, indicou. Em termos da política fiscal para os quadros qualificados, Lei considerou que a actual é bastante competitiva. “O imposto profissional que os quadros qualificados pagam é relativamente baixo (...). Creio que, se calhar, a política fiscal de Macau é a melhor da Ásia, ou a mais favorável da Ásia”, sustentou.

Saúde Equipamentos inteligentes podem ser alargados a lares

O plano pioneiro de equipamentos electrónicos que o Governo planeia instalar na residência para idosos, para fiscalizar o tratamento dos doentes, pode vir a ser alargado a lares. A informação foi dada ontem pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, que entende que a medida pode contribuir para o pessoal médico acompanhar melhor os idosos e pacientes. A residência vai ter um centro para a recolha de dados de saúde dos idosos e caso haja algum problema, o pessoal médico “pode saber atempadamente”. Em resposta à deputada Ella Lei, a secretária garantiu que o orçamento para este ano destinado às instituições de serviço social permite “manter intactos o número de trabalhadores subsidiados e as respectivas regalias”.

O diabo está nos detalhes

Operários e democratas criticaram a política governativa que aproveitou a aprovação do salário mínimo universal, em Abril do ano passado, para extinguir um mecanismo de compensação por lay-off

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S licenças sem vencimento e a redução dos ordenados dos trabalhadores marcaram o debate de ontem na Assembleia Legislativa. O secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, foi ao hemiciclo anunciar que a taxa de desemprego tinha sido reduzida para 3,8 por cento, mas acabou acusado de ter deixado os trabalhadores desprotegidos. Em causa esteve a eliminação da lei que obrigava os empregadores a compensarem os empregados nas situações de licenças sem vencimento. Foi na segunda intervenção do dia, quando apontou que a recuperação vai demorar mas que há sinais positivos, que o secretário adiantou os números do desemprego, que mostram uma “melhoria”. “Amanhã [hoje] vai ser divulgada a taxa de desemprego. Antes era de 4 por cento, mas baixou para 3,8 por cento, segundo o valor mais actualizado. São menos 0,2 por cento. Claro que o número não é ideal, mas houve uma melhoria e podemos que se estende à situação económica e do emprego”, defendeu Lei Wai Nong. No entanto, houve deputados que se mostraram mais preocupados com os números do subemprego, ou seja dos trabalhadores que estão a gozar de licenças sem vencimento forçadas ou que trabalham com horário reduzido, medidas que resultam em reduções salariais indirectas.

Operários mostram garras

Um dos grupos mais activos nestas críticas foi da Federação das Asso-

ciações dos Operários de Macau, através de intervenções de Ella Lei e de Lei Cheng U.“ADSAL [Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais] apresentou alguns dados que mostram que muitos trabalhadores não estão desempregados. Porém, estão numa situação de subemprego e os seus salários tiveram cortes. É do nosso conhecimento que há muitas situações em que os trabalhadores só podem trabalhar alguns dias por mês e há mesmo quem nem sequer esteja a trabalhar, devido a licenças sem vencimento forçadas”, começou por criticar Ella Lei. Momentos depois, Lei Chan U abriu a caixa de Pandora com críticas ao Executivo por ter revogado a lei de 1995 que exigia que as licenças sem vencimento fossem pagas. Esta protecção foi eliminada em Abril do ano passado, com aval da maioria da Assembleia Legislativa, na ocasião em que o Executivo criou o ordenado mínimo universal.

“A licença sem vencimento não está prevista na lei. Os trabalhadores muitas vezes não tiram as licenças sem vencimento por sua vontade, tiram porque, se recusarem, podem ficar desempregados”, criticou Lei Chan U.

Palavras leva-as o vento

Quando foi questionado sobre os dados das licenças sem vencimento, o secretário remeteu a resposta para o director da DSAL, Wong

“O Governo disse que em caso de suspensão do contrato que os trabalhadores estariam protegidos. Agora vê-se que era apenas um mito.” AU KAM SAN DEPUTADO

VOTAÇÃO SOBRE FIM DO MECANISMO DE PROTECÇÃO CONTRA LAY-OFF A FAVOR Chui Sai Cheong (I*), Chan Hong (I), Ho Ion Sang (D*), Chan Chak Mo (I), Vong Hin Fai (I), José Chui Sai Peng (I), Angela Leong (D), Mak Soi Kun (D), Chan Iek Lap (I), Zheng Anting (D), Si Ka Lon (D), Ma Chi Seng (N*), Wong Kit Cheng (D), Song Pek Kei (D), Ip Sio Kai (I), Iau Teng Pio (N), Wu Chou Kit (N), Davis Fong (N), Pang Chuan (N), Agnes Lam (D), Joey Lao (N), Chan Wa Keong (N), Wang Sai Man (I), CONTRA Ng Kuok Cheong (D), Au Kam San (D), José Pereira Coutinho (D), Ella Lei (D), Lei Chan U (I), Lam Lon Wai (I), Leong Sun Iok (D), Sulu Sou (D) ABSTENÇÃO E AUSÊNCIAS Kou Hoi In (I), Vitor Cheung Lup Kwan (I) *(D) ELEITOS PELA VIA DIRECTA • (I) PELA VIA INDIRECTA • (N) NOMEADOS PELO CHEFE DO EXECUTIVO

Chi Hong. Presente no hemiciclo, o responsável admitiu que o Governo apenas recebeu notificações que envolvem 160 trabalhadores. Por outro lado, a DSAL apenas recebeu uma queixa por suspensão forçada do contrato, que acabou arquivada. Ao mesmo tempo, Wong reconheceu que as empresas não estão obrigadas a comunicar quando o regime é aplicado e que, caso os trabalhadores recusem licenças sem vencimento, podem ser despedidos, desde que sejam compensados por despedimento sem justa causa. Foram estes dados que despoletaram novas críticas devido à eliminação do mecanismo de protecção dos trabalhadores contra licenças sem vencimento forçados. O mote veio de Ella Lei: “Dissemos [em Abril do ano passado] que a situação das licenças sem vencimento ia acontecer e aconteceu. E sabe porque é que a DSAL recebe pouca queixas? Porque os trabalhadores querem ultrapassar o problema com os patrões”, destacou. “Só que passa um mês, dois e três e está quase a fazer um ano que as coisas se arrastam. Os trabalhadores não sabem o que fazer. Será que não está na hora de reverem a lei das relações laborais e tomar a iniciativa de colmatar o mecanismo que foi revogado?”, questionou.

Democratas no mesmo barco

Os democratas Au Kam San e Sulu Sou juntaram-se às críticas


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GCS

PROMOTORES DE JOGO ENTREGUES AO MERCADO

N

Ella Lei, deputada “E sabe porque é que a DSAL recebe pouca queixas [por lay-off forçado]? Porque os trabalhadores querem ultrapassar o problema com os patrões”

e também defenderam a revisão da lei. Au lembrou a discussão na AL da criação de um salário mínimo universal e acusou o Executivo de ter criado um mito, quando defendeu que a revogação do mecanismo de protecção não ia enfraquecer a protecção do sector laboral. “O Governo disse que, em caso de suspensão do contrato, os trabalhadores estariam protegidos. Agora vê-se que era apenas um mito. As licenças sem vencimento vieram mostrar que é evidente que os trabalhadores ficaram menos protegidos”, considerou. “Agora

há trabalhadores que querem trabalhar, mas são forçados a tirar 20 dias de lay-off por mês. É uma situação muito triste”, atirou. Por sua vez Sulu Sou recordou que houve oito votos contra o fim do mecanismo de protecção e criticou os números da DSAL. “Em Abril houve oito votos contra a revogação. Só que o Governo insistiu em revogar o decreto-lei e agora vai ter de tomar medidas para remediar a situação”, afirmou. “A DSAL disse que só houve uma queixa por lay-off forçado... É ridículo. É uma brincadeira”, sublinhou.

Em defesa do Governo interveio o deputado Mak Soi Kun, ligado à comunidade de Jiangmen. “Se ainda houvesse a lei que exigia

“Se ainda houvesse a lei que exigia o pagamento por suspensão do trabalho, muitas Pequenas e Médias Empresas tinham fechado as portas.” MAK SOI KUN DEPUTADO

o pagamento por suspensão do trabalho, muitas pequenas e médias empresas tinham fechado as portas [...] A economia de Macau é constituída em 80 por cento por PMEs que não seriam capazes de sobreviver caso tivessem de pagar aos trabalhadores pela suspensão do contrato”. Apesar das críticas, o debate terminou sem um compromisso do Executivo com a revisão da lei e ainda com Wong Chi Hong a considerar que os trabalhadores estão protegidos, uma vez que há um ordenado mínimo em vigor. João Santos Filipe (com S.F.)

A sessão de ontem, Zheng Anting e Song Pek Kei mostraram-se preocupados com o futuro das empresas promotoras do jogo, também conhecidas como junkets, que trazem grandes apostadores aos casinos de Macau. A deputada ligada à comunidade de Fujian, Song Pek Kei, pediu mesmo ao secretário Lei Wai Nong que indicasse o futuro destas empresas, numa altura em que o continente adopta medidas cada vez mais apertadas para quem joga no exterior. Por sua vez, Zheng Anting, representante da comunidade de Jiangmen, também sublinhou a importância dos promotores de Jogo, e disse ao secretário que estes profissionais foram responsáveis por trazer para Macau jogadores que em muito contribuíram para encher através de impostos os cofres da RAEM. No entanto, o secretário para a Economia afirmou que o Governo não tem qualquer intenção de intervir neste sector. “O mercado é o mercado e como sabemos depende da procura e da oferta. O Governo não pode reforçar a procura”, respondeu. “Há coisas que podemos fazer, mas também há alturas em que não podemos intervir. O essencial é criar oportunidades para que os trabalhadores possam mudar de emprego e encontrarem outras oportunidades profissionais”, acrescentou. Ainda de acordo com os número de Lei Wai Nong, neste momento há 85 empresas de promoção de jogo registadas, que são responsáveis por mais de 1000 mesas de jogo nos casinos locais.

RAEM forma 28 licenciados em terapia da fala

Até ao final do ano vão a cidade vai contar com mais 28 licenciados em terapia da fala. A informação foi avançada ontem pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong U. “Neste momento há 397 pessoas a frequentar o cursos de terapia da fala e de reabilitação. Entre estes 111 são estudantes da licenciatura em terapia da fala e 28 vão ser formados este ano”, explicou a secretária. A necessidade de terapeutas da fala para os próximos três anos foi igualmente abordada e Elsie garantiu que o território está preparado, com uma capacidade para 3 mil crianças.


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XI JINPING DEPUTADOS E ASSOCIAÇÕES REAGEM COM AGRADO AO APOIO DO PRESIDENTE

Orgulho local de patriotas Várias figuras locais reagiram aos elogios do presidente Xi Jinping aos trabalhos desenvolvidos pelo Governo, destacando o apoio prestado pelo país a Macau e comprometendo-se com a defesa da segurança nacional

O

reconhecimento do presidente Xi Jinping ao trabalho desenvolvido pelo Chefe do Executivo e o Governo da RAEM gerou reações positivas junto das associações locais. Em declarações à margem do Plenário na Assembleia Legislativa, Chui Sai Cheong comentou ontem que Xi Jinping apoia Macau. No entanto, acrescentou que o presidente e o Governo Central “querem que Macau faça melhor” em termos económicos, prevenção da pandemia, integração no desenvolvimento do país e a elaboração de leis associadas à segurança nacional. O deputado acredita que haverá mais detalhes no futuro, nomeadamente com o 14º Plano Quinquenal da China e a apresentação do balanço do primeiro-ministro na Assembleia Popular Nacional, em Março.

A

S câmaras que o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) instalou antes da aprovação da proposta de lei do regime de gestão dos mercados públicos não chegaram a entrar em funcionamento. “De acordo com os nossos conhecimentos foram feitos apenas os trabalhos preliminares e creio que ainda não houve captação de imagens. Instalaram-se algumas câmaras mas ainda não estavam em funcionamento”, esclareceu Ho Ion Sang, presidente da 1ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa. De acordo com Ho Ion Sang, não chegou a ser

de prevenção da pandemia e ter uma recuperação económica estável. A presidente da União Geral das Associações de Moradores de Macau (UGAMM), Ng Sio Lai, defendeu que Macau deve ser elogiado pelo combate à pandemia, mas reconheceu que a pandemia motivou uma queda do turismo, levando a comunidade a sofrer de forma inédita. Assim, reflectiu que são necessários mais avanços na diversificação económica. Segundo o Jornal Ou Mun, observou ainda que o presidente Xi Jinping também elogiou a execução da Lei de segurança nacional. Para Ng Sio Lai, a defesa da segurança nacional é uma “responsabilidade” e “obrigação” que a população deve cumprir, bem como o fundamento do bem-estar da RAEM.

Para Ng Sio Lai, a defesa da segurança nacional é uma “responsabilidade” e “obrigação” que a população deve cumprir, bem como o fundamento do bem-estar da RAEM. “Os empresários devem assumir a liderança para fazerem melhor os trabalhos no âmbito económico”, disse Chui Sai Cheong, comentando que a captação de investidores estrangeiros pode apoiar as exportações e que as formas de integração no desenvolvimento nacional são abrangentes. “O país apoia-nos na prevenção da pandemia e estamos a ter um sucesso gradual”, notou. De acordo com um comunicado do Gabinete de Comunicação Social, o presidente chinês descreveu que as medidas adoptadas em Macau perante o novo tipo

de coronavírus foram eficazes e promoveram “harmonia social”. Por outro lado, Xi Jinping mostrou apoio a que Macau “aperfeiçoe o regime jurídico e o mecanismo de execução da lei relativa à defesa da segurança do Estado”. O presidente da Associação Comercial de Macau, Ma Iao Lai, revelou-se “contente” e “inspirado”, por entender que o reconhecimento do presidente reflecte que o país cuida da população, do bem-estar e desenvolvimento a prazo longo de Macau, noticiou o Jornal Ou Mun. Ma Iao Lai disse que a associação vai defender a segurança

Olhos fechados Videovigilância instalada pelo IAM não chegou a captar imagens

discutido se a instalação de câmaras passou previamente pelo Gabinete de Protecção de Dados Pessoais. “Mas claro que a instalação de câmaras de videovigilância tem de cumprir todas as leis, caso contrário o IAM terá as respectivas responsabilidades”, frisou. Também só será discutido no futuro o que levou o IAM a iniciar os trabalhos “de forma tão rápida”.

Para além da suspensão já anunciada do plano de videovigilância, o deputado avançou ontem que muitas das câmaras instaladas foram retiradas, frisando que não se vão estragar por poderem ser armazenadas.

Pequenos ajustes

De acordo com dados apresentados pelo Governo à Comissão, há mais de mil bancas em mercados, para além de licenças de

e soberania nacional e seguir as orientações políticas do país e da RAEM, contribuindo para o impulsionamento da economia de Macau e integração no desenvolvimento nacional.

Impulso à recuperação

Em reacção às palavras de Xi Jinping, a presidente da direcção da Associação Geral das Mulheres, Wong Kit Cheng, agradeceu a valorização de Macau por parte do Governo Central, considerando o seu apoio “um impulso forte” para a população e um “escudo firme” para o território fazer os trabalhos

vendilhões em diferentes zonas da cidade, como por exemplo na Rua da Emenda ou na Rotunda Carlos da Maia. Os vendilhões com presença na rua deverão continuar a ser geridos pelo actual regime. A proposta de lei prevê que os contratos de arrendamento das bancas tenham uma duração de

três anos, renovável por um período igual ou inferior. Ho Ion Sang explicou que no caso de alguns comerciantes terem de entrar para o edifício dos vendilhões, o valor das rendas a pagar será um pouco mais alto por causa dos mercados terem melhores condições, como ar condicionado. Mas deixou uma garantia. “O Governo reforçou a ideia de que a renda não vai ser ajustada de forma muito elevada, porque as bancas também servem para os arrendatários ganharem o seu pão de cada dia. [Serão] só pequenos ajustamentos”, explicou. S.F.

Por sua vez, o presidente da direcção da Federação das Associações dos Operários apontou a prevenção da pandemia como essencial para a estabilidade da sociedade e a manutenção da imagem de Macau como uma cidade segura. Lee Chong Cheng espera que no futuro as vantagens da RAEM – como ser uma zona franca e assumir o papel de plataforma entre China e os países da língua portuguesa – possam ser aproveitadas de forma a que as empresas da China continental exportem para outros mercados. Hoje Macau

Mok Ian Ian Cultura aproxima comunidades

Mok Ian Ian, presidente do Instituto Cultural (IC), defendeu, num discurso proferido nas reuniões do comité nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), da província Jiangsu, que em Macau se promove a cultura no dia-a-dia através da realização de actividades e eventos, tendo dado o exemplo do festival Fringe. Para Mok Ian Ian, a cultura funciona também como um modo de aproximação das várias comunidades. A presidente do IC defende que, em tempos de pandemia, a cultura é uma forma de promover o espírito humanista junto da população e satisfazer as diferentes necessidades dos residentes.


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CASINOS PEQUIM ALARGA ‘LISTA NEGRA’ DE DESTINOS DE JOGO NO ESTRANGEIRO

SANDS CHINA PREJUÍZOS DE 1,52 MIL MILHÕES NÃO AFASTAM INVESTIMENTOS FUTUROS

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A Sands China registou prejuízos de 1,52 mil milhões de dólares em 2020, mas tal não inviabiliza que o novo CEO da Las Vegas Sands, Robert Goldstein, tenha confiança no futuro. Na calha está um investimento entre cinco a dez mil milhões de dólares para Macau. A pensar na renovação das licenças

China vai adicionar novos destinos a uma 'lista negra' criada para dissuadir os chineses de jogarem em casinos no exterior, actividade que custa ao país o equivalente a quase 130 mil milhões de euros anualmente. As novas restrições visam "regular melhor o mercado do turismo" e "salvaguardar a vida e a propriedade dos cidadãos chineses", indicou, em comunicado, o Ministério da Cultura e do Turismo da China. Em Agosto passado, o país tinha anunciado a criação de uma 'lista negra' de destinos turísticos de jogo por perturbarem a "ordem comercial do mercado de turismo no estrangeiro da China", impondo restrições a viagens a lugares onde os chineses frequentemente vão jogar. Embora a lista não tenha sido tornada pública, Filipinas, Myanmar, Malásia, Vietname e Camboja são todos destinos frequentes para os jogadores chineses. "Casas de jogo nas Filipinas, Myanmar e outros países vizinhos têm atraído cidadãos chineses de forma imprudente nos últimos anos", disse o chefe do gabinete de cooperação internacional do Ministério de Segurança Pública chinês, Liao Jinrong, em Setembro passado, durante um fórum, em Pequim. "O jogo transfronteiriço está frequentemente relacionado com o crime organizado, fraude, sequestro e tráfico e imigração ilegal", apontou. O Ministério de Segurança Pública chinês indicou que mais de 600 suspeitos chineses envolvidos em jogos de azar transfronteiriços foram presos, no ano passado, em operações conjuntas com a polícia de vários países do sudeste asiático.

A pensar na renovação

O

ano fechou em baixa para a concessionária de jogo Sands China, que registou prejuízos de 1,52 mil milhões de dólares em 2020, apesar de ter existido uma ligeira recuperação nos últimos meses em relação aos anteriores. As receitas caíram 80,8 por cento para 1,69 mil milhões de dólares em relação aos resultados de 2019. No que diz respeito ao último trimestre do ano, as receitas foram de 672 milhões de dólares mas, contas feitas, houve um prejuízo de 246 milhões de dólares. Um valor muito distante do que se verificou no período homólogo de 2019, quando contabilizou um lucro de 513 milhões de dólares. Apesar dos números, consequência da crise pandémica que levou a uma grande quebra no número de turistas e ao controlo das fronteiras, a operadora está confiante no futuro. O novo CEO da Las Vegas Sands, que detém a subsidiária Sands China, anunciou novos investimentos para o território, segundo o portal Inside Asian Gaming. “Acredito que quando Macau tomar a sua decisão (sobre a renovação das licenças) que haverá o requisito de investir mais em

Macau. Foi isso que Sheldon [Adelson] sentiu, que deveríamos investir mais cinco a dez mil milhões de dólares”, adiantou Robert Goldstein. “Quando o Governo macaense tomar a sua decisão penso que vamos continuar com um sólido

investimento de base para apanharmos esta oportunidade com as duas mãos, e eu sei que era isto que Sheldon sentia. Não há sítio como Macau e ainda não terminámos o nosso trabalho em Macau. Vamos continuar por aqui durante muitos mais anos”, disse. Robert Goldstein falou também de outros investimentos que a operadora está a fazer na Ásia, nomeadamente na expansão do empreendimento Marina Bay Sands, em Singapura, que vai custar 3,3 mil milhões de dólares americanos. “Haverá outros investimentos que não são pequenos, são na ordem dos mil milhões de dólares, então temos de nos preparar para investir nos nossos melhores mercados, que são Macau e Singapura, em prol de um grande crescimento."

Crença na recuperação

No comunicado enviado à bolsa de valores de Hong Kong, o CEO

“Atingimos um positivo EBITDA [lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações] em Macau e Singapura durante o quarto trimestre. Não temos dúvidas de que o nosso negócio vai recuperar para níveis pré-covid no futuro.” CEO DA LAS VEGAS SANDS

da Las Vegas Sands confessou estar “confiante e optimista” em relação ao futuro. “Atingimos um positivo EBITDA [lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações] em Macau e Singapura durante o quarto trimestre. Não temos dúvidas de que o nosso negócio vai recuperar para níveis pré-covid no futuro.” Falando dos empreendimentos que a Sands China tem no território, Robert Goldstein destacou a abertura da quarta fase do The Londoner no próximo mês, no Cotai. “Estamos muito entusiasmados com o progresso que o The Londoner Macao terá ao longo do ano de 2021.” A morte de Sheldon Adelson, vítima de cancro, foi lembrada pelo seu sucessor. “A visão e liderança que Sheldon Adelson criou para a Las Vegas Sands e o modelo de resorts integrados e de convenções tornaram-se nos alicerces do sucesso da nossa empresa. O seu impacto mantém-se vivo em todos os 50 mil funcionários da empresa e nas propriedades icónicas que desenvolveu em todo o mundo”, concluiu. Andreia Sofia Silva

HOTELARIA OCUPAÇÃO DE 28,6% EM 2020, COM MELHORIA EM DEZEMBRO

A

taxa de ocupação média hoteleira em 2020 em Macau foi de 28,6 por cento, menos 62 pontos percentuais em termos anuais, mas os dados de Dezembro mostraram melhorias em relação a Novembro, anunciaram ontem as autoridades.

A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) que no disse ano passado a taxa de ocupação média de quartos de hóspedes dos hotéis e pensões foi de 28,6 por cento. No mesmo período foram contabilizados 3.874.000

hóspedes, menos 72,5 por cento, em comparação a 2019. Em Dezembro, a taxa de ocupação média foi de 53,1 por cento, mais 9,1 pontos percentuais do que em Novembro, mas menos 38,9 pontos percentuais em

relação ao período homólogo de 2019, indicou a DSEC. Após o reinício, em 23 de Setembro, da emissão dos vistos individuais e de grupo da China continental para o território, suspensos desde o início da pandemia de covid-19, o número de

visitantes tem subido gradualmente, ainda que de forma lenta e muito abaixo de uma média de cerca de três milhões de visitantes registada por mês em 2019. Em 2019, quase 40 milhões de pessoas visitaram Macau.


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COVID-19 LEI CHIN ION ANTECIPA QUE PREDISPOSIÇÃO INICIAL PARA A VACINA NÃO SERÁ ALTA

GUIA MICHELIN 18 ESTRELADOS EM MACAU

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ACAU perdeu dois restaurantes com estrelas Michelin, que foram encerrados, totalizando agora 18 estabelecimentos, de acordo com a edição de 2021 do Guia para Macau e Hong Kong. Contudo, os três estabelecimentos a quem fora atribuída a classificação máxima conseguem mantê-la, escreveu a organização do guia gastronómico no ‘site’, na quarta-feira: Robuchon au Dôme e The 8 Restaurant, ambos no hotel-casino Grand Lisboa, e o Jade Dragon, no City of Dreams, mantiveram as classificações de 2020, com três estrelas cada um. Macau conta ainda com seis restaurantes com duas

estrelas e nove estabelecimentos distinguidos com uma estrela Michelin. Além da entrada do Wing Lei Palace para a elite de estabelecimentos com uma estrela Michelin, o destaque vai também para o prémio conquistado pelo Restaurante Educacional do Instituto de Formação Turística, a estrela Verde, uma distinção recentemente lançada que destaca os esforços dos restaurantes que operam na vanguarda do seu campo com práticas sustentáveis. Na distinção “Bib Gourmand”, conferida aos restaurantes que oferecem menus de três pratos por menos de 400 patacas (cerca de 41 euros), mantêm-se

sete estabelecimentos em Macau, entre eles, o português “O Castiço”. “A edição de 2021 é uma celebração da coragem e criatividade da indústria da restauração, e do empenho em servir as comunidades locais, bem como o pessoal médico. 2020 foi um ano cheio de desafios, mas também de oportunidades para a inovação. Apesar dos tempos difíceis, as maravilhosas viagens culinárias e o talento (…) por detrás de cada prato proposto (…) em Hong Kong e Macau têm surpreendido os nossos inspetores”, salientou o diretor Internacional dos Guias Michelin, Gwendal Poullennec. PUB.

Resistência cívica Lei Chin Ion espera que a vontade dos residentes em serem vacinados, numa fase inicial, seja afectada por notícias negativas. Os Serviços de Saúde alertam que é “determinante” a criação de uma barreira imunológica em Macau

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director dos Serviços de Saúde (SS), Lei Chin Ion, não está optimista com a adesão da população na fase inicial da vacinação. Em reunião plenária do Conselho para os Assuntos Médicos, revelou que espera que a disposição dos residentes para a vacinação “possa ser afectada por algumas notícias negativas”, nomeadamente efeitos secundários ou alergias. Assim, antecipa que a predisposição para que lhes seja administrada a vacina “não será elevada”. A informação foi avançada em comunicado dos SS. “Se a taxa geral de vacinação em Macau não for ideal, não será possível criar uma barreira imunológica o que é determinante para o território”, alerta a nota, acrescentando que até ao momento não se registaram alergias ou efeitos negativos graves na vacinação. Lei Chin Ion observou que a pandemia ainda é “muito grave” pelo mundo e que

os serviços médicos “estão a enfrentar testes e desafios sem precedentes”. Além disso, apelou aos membros do Conselho façam uso do seu conhecimento para promoverem a vacinação contra novo tipo de coronavírus. Antes da pandemia, a Organização Mundial de Saúde incluiu a relutância em receber vacinas, independentemente destas estarem disponíveis, como uma das ameaças à saúde global em 2019. Por outro

“Se a taxa geral de vacinação em Macau não for ideal, não será possível criar uma barreira imunológica o que é determinante para o território.” SERVIÇOS DE SAÚDE

lado, com o aparecimento do novo tipo de coronavírus surgiram também preocupações com a propagação de informação falsa.

Redes sociais e notícias falsas

Em Dezembro do ano passado, o Facebook anunciou que ia passar a remover alegações falsas sobre as vacinas contra a covid-19 que sejam identificadas por especialista em saúde pública. A rede social esclareceu que a medida podia abranger declarações sobre segurança, eficácia, segurança ou efeitos secundários. Como exemplo, indicou que iria remover declarações falsas sobre as vacinas conterem microchips. No mesmo mês, o Twitter anunciou que ia passar a remover informação falsa sobre vacinação. Em causa estava informação falsa a sugerir que as vacinas são usadas para causar danos ou controlar a população, que tenham sido amplamente desmentidas em

ESTUDO MAIS DE 40 POR CENTO DAS CRIANÇAS POBRES

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M estudo indica que 43 por cento das crianças de Macau que vivem em condições de pobreza fazem parte de famílias monoparentais, avança o canal chinês da Rádio Macau. A investigação, conduzida pela

Caritas Macau em parceria com a Universidade Normal de Pequim e a Hong Kong Baptist University, concluiu ainda que 35 por cento das crianças em situação de pobreza estão inseridas em agregados familiares que

chegaram há pouco tempo a Macau, ou que permaneçam com salvo-conduto para deslocação a Hong Kong e Macau, o que os obriga a regressar à origem periodicamente. Além disso, crianças que vivam numa família com


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DSEC MAIS DE 10 MIL ACIDENTES REGISTADOS EM 2020

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O ano passado houve 10.194 acidentes de viação, registando-se cinco mortes e mais de três mil feridos, revelam dados dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Apenas no mês de Dezembro, os acidentes superaram os mil casos, verificando-se 352 feridos. No ano passado estiveram menos automóveis ligeiros em circulação, já que registaram uma descida de 7,3 por cento. No entanto, os motociclos sofreram a tendência inversa, tendo aumentado 7,7 por cento para 6.902. Note-se que em

ano de pandemia, 2020, os voos comerciais desceram 81,4 por cento face ao ano anterior, para 13.676 viagens. Por outro lado, as estatísticas dos transportes e comunicações mostram uma redução superior a 60 por cento no número de cartões SIM pré-pagos durante Dezembro. No mês passado, os serviços de internet foram assinados por 632.175 indivíduos, o que representa um crescimento de 7,2 por cento em termos anuais. No total, foram usadas 1,65 mil milhões de horas de internet no ano passado.

IAM Detectado excesso de aditivos alimentares em doces embalados O Conselho dos Consumidores (CC) e o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) detectaram um excesso de aditivos alimentares em cinco marcas de doces embalados e três a granel, nomeadamente dióxido de enxofre. Trata-se de doces habitualmente consumidos no período do Ano

Novo Chinês, tal como fatias de gengibre, castanha de água, semente de lótus e cabaça branca, todos açucarados, de marcas como a Fruit Wonderland e Yuanlai. Em comunicado, as autoridades alertam os comerciantes para retirarem estes produtos de circulação.

Segurança Dois trabalhadores não residentes caíram de alturas elevadas Ontem de manhã registaram-se dois casos de acidentes ocupacionais, de operários não residentes que caíram de uma altura elevada e precisaram de assistência médica, sendo encaminhados para o hospital. Segundo o canal chinês da TDM, o primeiro caso aconteceu numa obra perto do aeroporto, quando um operário de 46 anos

caiu de uma altura de 8 a 10 metros, ferindo o maxilar inferior e com suspeitas de fractura numa mão. O outro caso refere-se à queda de um porteiro da torre de água do Edifício Lai Chun Hin. O homem de 29 anos caiu de uma altura de cerca de cinco metros e ficou com o lado esquerdo do corpo arranhado.

Edmund Ho recebeu Rotary Club relação aos efeitos secundários, ou que apontem que as vacinas sejam desnecessárias por alegarem que o covid-19 não é sério ou real.

Telemedicina em lares

Na reunião do Conselho para os Assuntos Médicos foram abordados outros problemas

que se revelaram durante a pandemia. “Por razões geográficas, o desenvolvimento da telemedicina em Macau encontra-se ainda em fase exploratória”, diz a nota, acrescentando que se prevê a realização de reuniões para analisar como desenvolver este ramo. Alguns membros

do organismo sugeriram que a telemedicina deve ser testada primeiro nos lares de idosos. Por outro lado, vários membros apresentaram opiniões sobre as regras de implementação do desenvolvimento profissional contínuo obrigatório (DPC), incluindo sugestões para a fixação de

limites para os tipos de créditos das actividades, o reconhecimento de cursos online e financiamento na organização de formações e participação em conferências no exterior. Salomé Fernandes

SÃO DE FAMÍLIAS MONOPARENTAIS membros portadores de deficiência têm 17 por cento de probabilidade de enfrentar situações de pobreza. O inquérito, realizado em Julho do ano passado, contou com a participação de 146 menores e 41 crianças acom-

panhadas pelos pais. Os inquiridos recebem assistência do Instituto de Acção Social ou apoio do centro de serviço de fornecimento temporário de alimentos da Caritas. Outro aspecto revelado pelo estudo é o efeito das

relações entre pais e crianças na exclusão social. Mais de 60 por cento dos pais ralham os filhos frequentemente,

enquanto que mais de 40 por cento confessa aplicar castigos corporais ou castigos severos, o que acaba por se reflectir na exclusão social dos filhos, aumentando a probabilidade de sofrerem de bullying na escola.

O Vice-Presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Edmund Ho Hau Wah, recebeu o presidente do Rotary Club of Macau, João Francisco Pinto, e sete outros membros, na tarde do passado dia 15 de Janeiro. João Francisco Pinto começou por expressar gratidão a Edmund Ho pelo apoio que, desde há muito tempo, tem dado ao clube. Foi depois apresentado um relatório sobre os projectos e actividades desenvolvidos pelo Clube desde

o início da sua presidência, em Julho de 2020, com destaque para o trabalho desenvolvido em relação à pandemia do novo tipo de coronavírus, incluindo o projecto nos serviços de apoio materno e a crianças e ao aconselhamento psicológico a residentes. Edmund Ho afirmou que o Rotary Club of Macau deve continuar a desenvolver a sua tradição no serviço social em Macau, especialmente nas áreas da saúde, comunidade, juventude e desenvolvimento profissional.

I.A. Universidade de Macau ganha prémio nacional de ciência Uma equipa de pós-graduados de um laboratório da Universidade de Macau ganhou ontem o segundo prémio do Best Innovation Award, um concurso de nível nacional, com uma aplicação de Inteligência Artificial que controla descargas de

electricidade. O evento foi organizado pela China Southern Power Grid, com a parceria dos dois institutos de pesquisa científica da empresa nacional, pela Alibaba Cloud e pela Associação Chinesa de Engenharia Eléctrica.


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STUDIO CITY FASE DOIS NOMEADA PARA PRÉMIOS DE SUSTENTABILIDADE

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projecto de construção relativo à segunda fase do empreendimento Studio City, da Melco Crown, foi escolhido para a edição deste ano dos prémios BREEAM, dedicados a reconhecer projectos sustentáveis e amigos do ambiente. A nomeação foi feita na categoria “Regional Award Asia” e pretende destacar “a concepção e a implementação de um projecto de expansão de um resort integrado com uma estratégia de sustentabilidade”. O projecto vai de encontro aos objectivos da Melco de atingir “a redução das emissões de carbono e zero desperdício”. Asegunda fase do Studio City irá disponibilizar 900 quartos de hotel e suite tal como atracções não jogo, onde se incluem parques interiores e exteriores, um espaço de cinema e restaurantes. O projecto prevê a construção de duas torres com uma distância suficiente que permita a passagem de aves migratórias. “A concepção teve em consideração o facto de o empreendimento estar próximo da Zona Ecológica do Cotai, que possui 15 hectares de zonas húmidas que servem de lugar para muitas espécies de aves migratórias”, aponta um comunicado.

CCM Bilhetes para teatro infantil “Até à Lua” à venda domingo

Os bilhetes para um novo espectáculo promovido pelo Instituto Cultural (IC), intitulado “Até à Lua”, da companhia Teatro de Arte Infantil de Xangai, estarão à venda a partir deste domingo, dia 31. Este espectáculo está agendado para os dias 2 a 4 de Abril e terá lugar no Centro Cultural de Macau (CCM), contando com a colaboração da companhia espanhola Voilá Producciones. “Até à Lua” oferece “uma intensa combinação de teatro e animação” e conta a história de Tara, uma jovem rapariga que encontra na imaginação e na fantasia uma forma de lidar com a perda do seu querido avô. A versão original espanhola desta aventura passou por inúmeras cidades, incluindo o Festival Off de Avignon e os palcos de Paris e Buenos Aires. O que o público de Macau irá ver é uma adaptação feita pelo Teatro de Arte Infantil de Xangai, o maior produtor artístico de espectáculos infantis na China. Esta peça de teatro será apresentada em mandarim com legendas em chinês e inglês.

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29.1.2021 sexta-feira

EXPOSIÇÃO ASSOCIAÇÃO PROMOVE MOSTRA ITINERANTE PELA VILA DA TAIPA

Colectiva for “Walking Culture – Outdoor and Indoor Collective Exhibition” é o nome da nova mostra itinerante promovida pelo espaço Taipa Village Art Space e que pode ser visitada a partir da próxima quarta-feira, dia 3 de Fevereiro. O público poderá ver cartazes nas ruas da vila da Taipa com obras de arte de artistas como Ana Aragão e Maxim Bessmertny, entre outros

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E VA R uma exposição para fora de portas de uma galeria de arte era um objectivo que João Ó queria atingir há muito. Mas só agora foi possível ao espaço Taipa Village Art Space cumprir esta ideia, que se materializa com a exposição itinerante “Walking Culture – Outdoor and Indoor Collective Exhibition”, inaugurada na próxima quarta-feira, dia 3 de Fevereiro, às 17h30, e que se mantém até ao dia 31 de Março. Naquela que é a primeira exposição colectiva promovida pela galeria, a ideia é também mostrar a génese da vila da Taipa, do ponto de vista cultural e também do património. Desta forma, serão exibidos cartazes em locais como a rua dos mercadores, largo Camões ou rua dos clérigos. “O próprio cartaz terá uma imagem da obra de arte e será maior do que a obra de arte em si”, descreveu João Ó, curador da mostra, ao HM. “A parte interessante desta exposição é a ampliação da obra e a sua exposição pública, o contacto inesperado com o visitante. Há esta ideia de uma vila que é única, a sua dimensão fora da cidade. As pessoas sentem-se à vontade”, apontou. O visitante terá acesso a um mapa itinerante que explica a localização dos cartazes pelas ruas, e que ao mesmo tempo revela os edifícios emblemáticos da vila da Taipa. “Há uma mistura de toda a parte cultural que existe na vila. Estamos muito habituados a ir a uma exposição dentro de um espaço, e eu queria que as pessoas fossem a uma mostra fora, que tivesse uma natureza diferente”, frisou João Ó, que é também arquitecto. Mas esta exposição não se fará apenas fora de portas, uma vez que na galeria Taipa Art Village serão exibidos as obras de arte originais, que passam por expressões artísticas tão diferentes como a impressão, pintura a aguarela, fotografia ou graffiti.

Trabalhos de fora

Nesta exposição colaboram artistas como P.I.B.G, Hugo Teixeira, Fan Sai Hong, Tong Chong, Allen Wong, Ana Aragão, Maxim Bessmertny,


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ra de portas Nesta exposição colaboram artistas como P.I.B.G, Hugo Teixeira, Fan Sai Hong, Tong Chong, Allen Wong, Ana Aragão, Maxim Bessmertny, Lio Man Cheong, Chan Hin Io, Zinecoop (Hong Kong), Un Chi Wai, Bonnie Leong & Kitty Leung. Muitos deles já expuseram em Macau

Lio Man Cheong, Chan Hin Io, Zinecoop (Hong Kong), Un Chi Wai, Bonnie Leong & Kitty Leung. Muitos deles já expuseram em Macau. “Dos três artistas que já expuseram e vão estar na colectiva, alguns não estão cá e consegui pedir algumas obras. A Ana Aragão, que está no Porto, enviou um trabalho inédito para esta exposição, o Hugo Teixeira que foi estudar fotografia para os EUA também enviou um trabalho fotográfico e temos um ilustrador de Macau que foi viver para Taiwan e que enviou uma colagem. Todos eles têm a experiência deste território, mas há alguns artistas que estão a morar fora”, disse o curador. As expectativas de sucesso desta mostra são muitas num território praticamente fechado ao exterior e onde há uma grande vontade de iniciativas culturais. “Estamos todos um pouco confinados e fartos de estar no mesmo sítio, e penso que vai haver bastante aceitação e as visitas vão ser muitas, porque há falta de actividades. Quando tivemos a última exposição em tempos de covid-19 atraímos muita gente”, concluiu João Ó. Andreia Sofia Silva

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Locais de recolha de lixo de grande dimensão antes do Ano Novo Chinês【29/01/2021 - 11/02/2021, 20H00 - 23H00】 M01 M02 M03 M04 M05 M06 M07 M08 M09 M10 M11 M12 M13 M14 M15 M16 M17 M18 M19 M20 M21 M22 M23 M24 M25 M26 M27 M28 M29 M30 M31 M32 M33 M34 M35 M36 M37 M38 M39 M40 M41 M42 M43 M44 M45 M46

Depósito de lixo na Rua do Canal das Hortas n°47 Depósito de lixo na Rua Norte do Canal das Hortas n°235 Depósito de lixo na Alameda da Tranquilidade n°103 Contentor de compressão de lixo, Rua Seis do Bairro Iao Hon nº 18 Depósito de lixo na Av. de Artur Tamagnini Barbosa (perto do auto-silo do edf. Tamagnini Barbosa) Contentor de compressão de lixo, sito na Rua Seis do Bairro Iao Hon (ao lado das zonas de vendilhões) Contentor de compressão de lixo, na Rua Central de T’oi Sán nº 200 Depósito de lixo fechado da Zona de Lazer da Rua Quatro do Bairro Iao Hon Depósito de lixo na Rua Nova de Toi San n°12 Depósito de lixo na Estrada Marginal do Hipódromo Depósito de lixo na Travessa Norte do Patane n°16 Depósito de lixo na Estrada Marginal da Ilha Verde (lado oposto do Matadouro) Depósito de lixo na Rua da Ilha Verde n°51 Depósito de lixo na Rua do General Castelo Branco n°67 Depósito de lixo na Rua do Templo Lin-Fong n°89 Depósito de lixo na Rua Sul do Patane (ao lado do Edf. Fai Tat) Contentor de compressão de lixo, na Rua Sul do Patane n°181 Depósito de lixo na Rua dos Estaleiros Contentor de compressão de lixo, na Avenida de Horta e Costa Depósito de lixo na Rua de Kun Iam Tong n°63 Contentor de compressão de lixo, no Beco do Pagode do Patane n.º 11 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira n.º 131 Depósito de lixo na Rua do Coronel Mesquita, n.º 5 Depósito de lixo na Rua de Entre-Campos Depósito de lixo da Rua de Silva Mendes nº1 (Próximo da Casa Memorial do Dr. Sun Yat-Sen) Depósito de lixo na Rua de Tomás Vieira n°80 Contentor de compressão de lixo, na Rua da Alegria n°11B Contentor de compressão de lixo, na Rua da Doca do Lam Mau n°47 Depósito de lixo na Rua da Esperança Depósito de lixo na Calçada de S. Francisco Xavier n°1 Depósito de lixo na Travessa do Armazém Velho n°1 Depósito de lixo no Largo do Pagode do Bazar Depósito de Lixo na Av. do Coronel Mesquita n°85 Depósito de lixo na Rua de Luís João Baptista n°13 Depósito de lixo na Rua de Henrique de Macedo n° 2 Depósito de lixo na Rua do Pato n°12 Depósito de lixo no Pátio de S. Domingos nº 2 Depósito de lixo no Pátio de Hó Chin Sin Tong n°1 Contentor de compressão de lixo, Rua do Almirante Sérgio n.º 13B Contentor de compressão de lixo, ao lado da Travessa de Má Káu Séak n°15 Contentor de compressão de lixo, na Rua Nova à Guia nº. 276 Contentor de compressão de lixo, Rua do Dr. Lourenço Pereira Marques n.º 49 Depósito de lixo no Miradouro de Henry Dunant Contentor de compressão de lixo, Rua das Alabardas, em frente ao nº 10 D Depósito de lixo fechado na Avenida da Praia Grande nº 291 (Cruzamento com o Pátio do Pagode) Depósito de lixo fechado na Praceta de 1 de Outubro

M47 M48 M49 M50 M51 M52 M53 M54 M55 M56 M57 M58 M59 M60 M61 M62 M63 M64 M65 M66 M67 M68 M69 M70 M71 M72 M73 M74 M75 M76 M77 M78 M79 M80 M81 M82 M83 M84 M85 M86 M87 M88 M89 M90 M91

Posto de recolha de flores e tangerineiras do Ano Novo Chinês【12/02/2021 - 01/03/2021, 20H00 - 23H00】

Depósito de lixo fechado na Rua do Almirante Sérgio nº 209 Depósito de lixo na Calçada da Paz n°4 Contentor de compressão de lixo, Estrada Marginal da Ilha Verde(DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE ASSUNTOS MARÍTIMOS E DE ÁGUA - DOCA DA ILHA VERDE) Depósito de lixo na Travessa da Prosperidade n°26 Depósito de lixo na Av. da República n°2A Depósito de lixo na Rua de S. Tiago da Barra n°15 Depósito de lixo na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n.º 745 (ao lado do Jardim Comendador Ho Yin) Contentor de compressão de lixo, na Travessa da Guelra n.º 7 Depósito de lixo na Rua Seis do Bairro da Areia Preta n°152 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira n.º 61 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira n.º 149 Contentor de compressão de lixo, no exterior do Templo Chok Lam Contentor de compressão de lixo, na Saída do Auto-Silo de Automóveis Pesados da Avenida 1º de Maio Contentor de compressão de lixo, na Estrada Marginal da Areia Preta n.º 87 Contentor de compressão de lixo, na Rua Cidade de Braga Alameda Dr. Carlos d’Assumpção 403 - 439 (Centro Unesco de Macau) Depósito de lixo na Travessa de S. Domingos, n.º 16B Contentor de compressão de lixo, Rua das Estalagens nº. 110A Depósito de lixo na Avenida do Comendador Ho Yin Contentor de compressão de lixo, Estrada de Adolfo Loureiro nº 12J Contentor de compressão de lixo,Rua de Martinho Montenegro nº 13 Contentor de compressão de lixo, na Rua da Harmonia n°129 Depósito de lixo na Rua do Matapau, n.º 83 Depósito de lixo na Rua das Lorchas n°357 Depósito de lixo na Travessa das Hortas n°3 Contentor de compressão de lixo, no local de encontro da Avenida do Ouvidor Arriaga n.º 4 com a Rua de Silva Mendes Contentor de compressão de lixo, no local de encontro da Avenida do Ouvidor Arriaga n.º 41 com a Rua do Almirante Costa Cabral Contentor de compressão de lixo, no local de encontro da Avenida do Ouvidor Arriaga n.º 99 com a Rua da Madre Terezina Contentor de compressão de lixo, na Avenida da Longevidade nº. 49 Contentor de compressão de lixo, na Rua Nova à Guia nº. 119 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Francisco Xavier Pereira, em frente ao nº 19 C Contentor de compressão de lixo, na Rua da Madre Terezina, em frente ao nº 4 A Contentor de compressão de lixo, na Rua do Lu Cao, n.º 68 Contentor de compressão de lixo, Rua do Bispo Medeiros nº. 24 Contentor de compressão de lixo, Estrada Marginal da Ilha Verde nº. 1162 Depósito de lixo na Praça de Luís de Camões Depósito de lixo na Rua de Luís Gonzaga Gomes (Jardim da Rua de Malaca) Contentor de compressão de lixo, Avenida do Almirante Lacerda nº 72 No local de encontro da Rua Central da Areia Preta com a Rua da Pérola Oriental No local de encontro da Rua Rua Central da Areia Preta com a Rua 1º de Maio Contentor de compressão de lixo, Rua do Padre João Clímaco n.º 23 Contentor de compressão de lixo, na Estrada da Vitória, em frente ao n.º18 Contentor de compressão de lixo, na Rua de S. Lourenço nº. 8 Contentor de compressão de lixo, na Rua do Almirante Sérgio n.º 165 Contentor de compressão de lixo, na Travessa dos Bombeiros n.º 3ª

M92 M93 M94 M95 M96 M97 M98 M99 M100 M101 M102 M103 M104 M105 M106 M107 M108

Contentor de compressão de lixo, na Rua da Ribeira do Patane n.º 159 Contentor de compressão de lixo, na Rua do Infante, em frente ao nº 11 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Coelho do Amaral nº 3 Contentor de compressão de lixo, na Rua de Tomás Vieira nº 68B Contentor de compressão de lixo na Rua de João de Araújo nº 68 (Travessa dos Cules) Em frente da Avenida do Nordeste nº 244 (Edf. TONG WA SAN CHUN, bloco X) Em frente da Rua Nova da Areia Preta nº 213 (Edf. U WA, bloco II) Depósito de lixo na, Rua do General Ivens Ferraz Contentor de compressão de lixo, na Avenida do General Castelo Branco(à frente do Edf. Cheng) Contentor de compressão de lixo, na Avenida do Governador Jaime Silvério Marques nº 203 Contentor de compressão de lixo, no lado oposto do Estrada de Coelho do Amaral nº 40 Contentor de compressão de lixo, Travessa dos Calafates Contentor de compressão de lixo, na Rua do Almirante Costa Cabral nº 88 Contentor de compressão de lixo, na Avenida Marginal do Lam Mau (Avenida Marginal do Patane) Contentor de compressão de lixo, na Rua dos Currais Contentor de compressão de lixo, no lado oposto do Rua do Volong nº 36A Contentor de compressão de lixo, rua da Harmonia nº 65

T01 T02 T03 T04 T05 T06 T07 T08 T09 T10 T11 T12 T13 T14 T15

Contentor de compressão de lixo, no Largo dos Bombeiros, Taipa Depósito de lixo fechado na Rua de Évora, Taipa (Jardim da Cidade das Flores) Contentor de compressão de lixo, na Avenida de Kwong Tung, Taipa Depósito de lixo fechado na Rua de Lagos nº 90, Taipa Depósito de lixo fechado na Avenida dos Jardins do Oceano nº 147, Taipa (Ao lado do Centro de Saúde) Avenida Dr. Sun Yat Sen, Taipa (Próximo da estação de autocarros do Edifício Chun Leong) Depósito de lixo na Travessa da Rebeca, Taipa Depósito de lixo fechado na Rotunda do Estádio, Taipa Depósito de lixo fechado no Caminho das Hortas, Taipa Depósito de lixo na Estrada Lou Lim Ieok, Taipa Contentor de compressão de lixo, na Rua de Pequim, Taipa (Edf. Do Lago bloco IV) Depósito de lixo, no Largo da Ponte, Taipa Depósito de lixo na Rua de Viseu, Taipa (ao lado do Edf. De Servicos Socials de Pou Tai) Contentor de compressão de lixo, rua de Choi Long, Taipa Contentor de compressão de lixo, no lado oposto da Avenida Olímpica, n.º 592, Taipa

C01 C02 C03 C04 C05 C06 C07 C08 C09

Depósito de lixo na Rua dos Navegantes, Coloane Depósito de lixo fechado no Largo da Cordoaria, Coloane Depósito de lixo na Avenida da República, Coloane Depósito de lixo na Estrada do Campo, Coloane Depósito de lixo na Estrada de Hac Sá, Coloane Depósito de lixo no Caminho da Povoação de Ká Hó, Coloane Contentor de compressão de lixo, na Alameda da Harmonia, Coloane (Edf. Ip Heng bloco IX) Contentor de compressão de lixo, na Alameda da Harmonia, Coloane (Edf. Lok Kuan bloco III) Contentor de compressão de lixo, na Rua Um de Koi Nga, Coloane (Edf. Koi Nga, entre os blocos III e V)


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29.1.2021 sexta-feira

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WUHAN EQUIPA DA OMS TERMINA PERÍODO DE QUARENTENA OBRIGATÓRIO E INICIA INVESTIGAÇÃO

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SPECIALISTAS da Organização Mundial da Saúde (OMS) terminaram ontem o período de quarentena obrigatório após terem entrado na China, devendo iniciar de seguida a sua investigação no terreno sobre a origem da covid-19. Os investigadores foram vistos a sair do hotel onde cumpriram os 14 dias de quarentena e a entrarem num veículo. Não se sabe qual será o seu primeiro destino. A equipa

de especialistas da OMS viajou para a China, procedente de Singapura, em 14 de janeiro passado, mas desde então observaram duas semanas de quarentena. A missão prolongar-se-á por mais algumas semanas. A investigação no terreno, que a China levou mais de um ano a autorizar, é extremamente sensível para o regime, cujos órgãos oficiais têm promovido

teorias que apontam para que o vírus tenha tido origem em outros países. A visita dos especialistas acontece depois de longas negociações com Pequim, que incluíram uma rara reprimenda por parte da OMS, que afirmou que a China estava a demorar muito para fazer os arranjos finais. Não se sabe com quem é que os especialistas estão auto-

rizados a falar e quais os locais que poderão visitar. Os próprios especialistas do Governo chinês explicaram inicialmente que a doença teve origem num mercado em Wuhan, onde animais selvagens eram vendidos vivos. Mas a imprensa estatal chinesa gradualmente descartou essa teoria por outra, não comprovada, segundo a qual o vírus poderia ter sido importado através de

bens alimentares congelados. A OMS absteve-se de emitir um juízo, até à data. “Todas as suposições estão sobre a mesa. É claramente muito cedo para chegar a uma conclusão sobre a origem do vírus, seja na China ou fora da China”, disse na semana passada Michael Ryan, director para as emergências de saúde na OMS, Michael Ryan.

RELATÓRIO XI JINPING ELOGIOU CARRIE LAM POR TER “CUMPRIDO AS SUAS OBRIGAÇÕES”

Por um governo de patriotas

Pequim pretende Hong Kong governado por patriotas. Por isso, os funcionários públicos têm de jurar lealdade à Lei Básica e o sistema eleitoral vai ser profundamente reformado. Xi expressou ainda a sua simpatia pelos que foram alvo de sanções americanas.

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presidente Xi Jinping escutou nesta quarta-feira um relatório de trabalho entregue por vídeo link pela chefe do Executivo da Região Administrativa Especial de Hong

Kong (RAEHK), Carrie Lam, sobre o trabalho do governo da RAEHK em 2020, a resposta à COVID-19 e outras situações. “Em questões importantes como a segurança nacional, adoptou uma posição

firme e assumiu responsabilidades, demonstrando seu amor e profundo senso de responsabilidade para com a pátria e Hong Kong”, disse Xi a Lam. “As autoridades centrais reconhecem plenamente seu desempenho e o

desempenho do governo da RAEHK no cumprimento de suas obrigações”, comentou Xi. Também o primeiro-ministro chinês Li Keqiang ouviu o relatório de Carrie Lam, sobre o trabalho do seu

governo em 2020. Li referiu que 2020 foi um ano desafiador para Hong Kong, mas que Lam liderou o governo da RAEHK na luta contra a COVID-19, recuperando a economia, abordando as dificuldades da população,

estabilizando a sociedade e procurando activamente o apoio de políticas das autoridades centrais para ajudar Hong Kong a integrar melhor o seu desenvolvimento com o desenvolvimento geral do país. “As autoridades


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COVID 19 TESTES ANAIS SÃO MAIS FIÁVEIS

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China começou a usar teste anais em quem considera estar em alto risco de contrair Covid-19, informou a TV estatal. As autoridades coletaram amostras anais de moradores de bairros com casos confirmados de Covid-19, em Pequim na semana passada, de acordo com a emissora estatal CCTV. Quem se encontra em instalações de quarentena também fizeram os testes.

centrais reconhecem plenamente o seu desempenho e o desempenho do governo da RAEHK no cumprimento dos deveres”, disse Li. O primeiro-ministro expressou a sua esperança de que o governo da RAEHK continue seu trabalho de prevenção e controlo da epidemia, abordando as preocupações mais urgentes da população, entre outros. Por seu lado, Carrie Lam disse que o governo da RAEHK fará esforços contínuos para combater o vírus, restaurar a economia e melhorar o bem-estar da população. Lam também prometeu vincular o desenvolvimento de Hong Kong à estratégia de desenvolvimento nacional, consolidar o estatuto da região como um centro internacional de finanças, comércio e transporte marítimo e desenvolver a RAEHK como um centro internacional de inovação em ciência e tecnologia. Especialistas chineses em assuntos de Hong Kong viram esta reunião virtual como um sinal claro de que o governo de Hong Kong “amadureceu politicamente no ano passado, especialmente perante “a atitude dos EUA em relação à lei de segurança nacional de Hong Kong”. Segundo eles, o encontro virtual também indicou “o caminho futuro das reformas políticas, que ajudarão a continuar o princípio ‘um país, dois sistemas’, de modo mais eficaz e preciso, estabelecendo o objectivo de ver a cidade governada por patriotas”. Xi Jinping, de facto, referiu que Hong Kong “deve ser governado por patriotas, um princípio básico que está relacionado com a soberania do país, a segurança e os interesses de desenvolvimento, bem como a prosperidade e

Surtos pequenos e localizados nas últimas semanas resultaram no isolamento de várias cidades no norte da China e geraram campanhas de testes em massa, que foram conduzidas principalmente com testes na garganta e no nariz. O método de teste anal “pode aumentar a taxa de detecção de pessoas infectadas”, pois os vestígios do vírus permanecem mais tempo no ânus do que no tracto

a estabilidade a longo prazo da cidade”.

Simpatia com os sancionados

O presidente também pediu a Lam que transmitisse a sua simpatia aos funcionários da RAEHK “injustificadamente sancionados pelos EUA”, o que mostra que o governo central reconhece a posição política firme e o desempenho dos funcionários de Hong Kong. “Estas observações enviam um forte sinal de que o governo central apoiará firmemente aqueles que estão com o país na protecção da soberania nacional, segurança e interesse de desenvolvimento para lidar com as sanções dos EUA”, disse Tian Feilong, professor associado da Universidade Beihang em Pequim e membro da a Associação Chinesa de Estudos de Hong Kong e Macau, com sede em Pequim. Pelo menos 11 autoridades locais de Hong Kong foram incluídas na lista de sanções da administração Trump em 2020 como a resposta de Washington à lei de segurança nacional de Hong Kong. A lista de sanções inclui Lam, o Comissário da Polícia de Hong Kong Chris Tang, John Lee, Secretário para a Segurança e Teresa Cheng, Secretária para a Justiça. O

O sistema eleitoral em Hong Kong verá “grandes mudanças” para dar continuidade ao princípio de “ patriotas governam a cidade, separatistas e rebeldes excluídos da eleição.”

respiratório, disse Li Tongzeng, médico sénior do hospital Youan de Pequim, à CCTV. A CCTV disse ainda que os testes anais não seriam usados tão amplamente quanto outros métodos, já que a técnica “não era conveniente”. À medida que os casos aumentam em todo o mundo, a China impõe requisitos mais rígidos às chegadas internacionais num es-

governo dos EUA também sancionou mais seis indivíduos em Janeiro, incluindo Tam Yiu-chung, delegado de Hong Kong ao Comité Permanente do Congresso Nacional Popular, e dois funcionários da divisão de segurança nacional da Polícia.

Acelerar reformas

Reconhecendo o trabalho de Lam e de outros funcionários da RAEHK mostra que “o governo central considera o governo de HK muito mais maduro politicamente no meio da turbulência antigovernamental e das sanções lideradas pelos EUA”, disse Tian disse, acrescentando que mais esforços devem ser feitos para acelerar as reformas na governação local. “As observações de Xi estabeleceram o tom fundamental para os assuntos de Hong Kong, e o elogio ao trabalho de Lam poderá dissipar várias dúvidas desnecessárias e discórdias sobre o governo de Hong Kong, permitindo que o governo ganhe confiança e mantenha a moral para continuar o trabalho futuro”, disse Lawrence Tang Fei, membro da Associação Chinesa de Estudos de Hong Kong e Macau. Durante o encontro, Xi destacou que Hong Kong deve ser governado por patriotas, o que também reflecte o futuro caminho da reforma política na cidade, sob “um país, dois sistemas”, segundo especialistas chineses. Como Xi enfatizou que somente quando a cidade for governada por patriotas a capacidade total do governo central sobre Hong Kong pode ser realizada e implementada de forma eficaz, Tian concordou com esse resultado, sugerindo que “melhorias adicionais em termos de reforma do sistema devem ser baseadas nesta linha, e futuras reformas devem ser feitas em vários aspectos, incluindo legislação e reforma educacional com melhor

forço para manter a transmissão doméstica próxima de zero. O país também elevou o grau de restrições internas, com Pequim a anunciar que pessoas de áreas de

compreensão da Constituição e da Lei Básica, além de maior reconhecimento da política e legislação chinesas “, disse.

Sistema eleitoral na mira

Além disso, a aceleração da reforma no sistema eleitoral de Hong Kong e a correcção de algumas brechas na governação local também é algo altamente esperado, acrescentou o especialista. Os 180.000 funcionários públicos de Hong Kong foram informados recentemente de que tinham quatro semanas para assinar um documento em que prometiam a sua lealdade à Lei Básica e ao princípio “um país, dois sistemas”. O governo da RAEHK deve apresentar um projecto ao Conselho Legislativo após o festival da Primavera para melhorar os regulamentos e prometer lealdade. Consultores políticos e especialistas em assuntos de Hong Kong disseram que a reforma eleitoral de Hong Kong é inevitável, com alguns sugerindo a criação de um mecanismo de escrutínio político para garantir que “aqueles que governam Hong Kong sejam patrióticos”. Lau Siu-kai, vice-presidente da Associação Chinesa de Estudos de Hong Kong e Macau, foi citado como tendo dito numa recente reportagem que o sistema eleitoral em Hong Kong verá “grandes mudanças” para dar continuidade ao princípio de “ patriotas governam a cidade, separatistas e rebeldes excluídos da eleição.” Espera-se que as reformas incluam vários aspectos diferentes, incluindo a qualificação dos candidatos que concorrem às eleições, qualificação dos eleitores, procedimentos eleitorais, actividades de votação, financiamento eleitoral e outros requisitos.

médio ou alto risco serão impedidas de entrar na cidade a partir de quinta-feira para reduzir o risco de transmissão durante o período do ano novo lunar. Quem chega ao país deve fornecer múltiplos resultados de teste negativos e quarentena por pelo menos 14 dias num hotel designado, com muitas cidades e regiões a impor requisitos adicionais de observação domiciliar.

Roubo legitimado EUA prometem ao Japão defesa de ilhas que pertencem à China

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Presidente dos Estados Unidos reiterou ontem, por telefone, ao primeiro-ministro do Japão o “compromisso inabalável” de Washington na defesa do arquipélago nipónico, incluindo umas pequenas ilhas administradas por Tóquio e reclamadas por Pequim. O Japão ocupou as ilhas durante a II Guerra Mundial e nunca mais as devolveu. Joe Biden e Yoshihide Suga concordaram em fortalecer a aliança militar e estratégica bilateral e cooperar para manter a região do Indo-Pacífico “livre e aberta”, de acordo com comunicados divulgados por Washington e Tóquio, numa altura marcada pela crescente presença marítima da China na região. “Os líderes também discutiram o compromisso inabalável na defesa do Japão ao abrigo do artigo 5.º do tratado de segurança conjunto, que inclui as ilhas Senkaku”, acrescentou a declaração conjunta. As Senkaku (chamadas Diaoyu pela China) são um grupo de oito ilhas desabitadas (num total de sete quilómetros quadrados) localizadas no mar do Sul da China, a cerca de 150 quilómetros a nordeste de Taiwan, que também reivindica a soberania sobre as Diaoyu. A conversa telefónica entre Suga e Biden vem depois de Pequim ter autorizado navios da guarda costeira a utilizar armas contra navios estrangeiros

que possam estar a cometer ilegalidades nas águas territoriais chinesas. A China envia frequentemente navios para áreas próximas das Diaoyu e de outros territórios no mar do Sul da China cuja soberania o gigante asiático também disputa com outros países. Neste contexto, Suga e Biden concordaram também em reforçar a cooperação com a Índia e a Austrália, os dois outros membros do chamado grupo de segurança regional Quad. Os dois líderes reafirmaram também a necessidade de alcançar a desnuclearização completa da península coreana em relação ao programa de armas de destruição maciça de Pyongyang e ao impasse desde 2019 nas conversações para tentar alcançar o desarmamento do regime de Kim Jong-un. Suga também saudou as decisões de Biden de regressar ao acordo de Paris e de não retirar os Estados Unidos da Organização Mundial de Saúde (OMS), ao mesmo tempo que se comprometeram a reforçar a cooperação na luta contra a pandemia e as alterações climáticas. Na véspera, o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Toshimitsu Motegi, e o novo secretário de Estado norte-americano, Antony Bliken, tinham concordado reforçar a aliança de segurança dos dois países, também durante uma conversa telefónica.


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O Ventura e nós

diário de Próspero

Há uma histeria colectiva em relação ao André Ventura que só lhe aumenta as metástases e o legitima como um novo David em luta contra os Golias do “sistema”. Não é apenas na comunicação social, esta ecoa o que ocorre nas redes sociais. É preciso desmantelar a pretensão do Ventura em ser “antisistema”, não reforçá-la. Não entender isto pode ser mortal. O calafrio nasce do medo de que o calor não volte. Ora é impossível que o calor não volte pelo motivo mais simples: o sol não se deslocou. Evidencia-se um desejo não formulado nesta obsessão em dar forma ao medo, quando (lembrou muito bem Daniel Oliveira) ele é apenas o senhor doze por cento numa extensão de cem; e metade da fatia que lhe coube não lhe pertence, foi-lhe emprestada por quem votou não exactamente nele mas contra qualquer coisa, e cujo protesto volante, na próxima, recairá noutro oportunista. O Alentejo terá virado o seu sentido de voto? O horror disso prende-se com a ideia arreigada de que “antigamente é que era bom”. Será agora mais útil analisar as causas: que erros se cometeram para que o cansaço face aos vícios com que a “idealidade” se foi inquinando se transformasse em ressentimento e canalizasse as suas parcas energias votando no inimigo? Quem deu os votos ao Ventura? As más políticas da esquerda. O Ventura existe enquanto conseguir manter-se na esfera daquilo que à partida é «desqualificado». A sua força vem-lhe daí. Só se fala do Ventura para o desqualificar à priori: é fascista, o coiso, a besta, o grunho, etc. Talvez, mas é tão caricatural e redutor que o transforma numa vítima. E essa desproporção atrai os que ao intelecto preferem a “acção” e não entendem não se lhe dar uma chance “para mostrar o que é capaz!”. As massas são lerdas, quer se deixem manipular pela esquerda, quer se deixem manipular pela extremadireita. Só muito raramente brilha a inteligência colectiva. Existe, sim, o irracional das emoções, como uma massa de bolo em que os demagogos metem a mão para a conformar. É mais difícil de contrariar aquilo que, na verdade,

é “fabricado” pelos seus detractores, porque se está a combater uma projecção – que tende a tornar-se monstruosa – e não a substância, afinal frágil. O Ventura vive dos medos alheios, o seu centro é oco. Foi o que Marcelo denunciou no debate com ele, ao apontar-lhe a sonsice de oportunista. Ele não existe para além dessa manha. O Ventura desmancha-se com paciência, pedagogia e humor, contrapondo serenamente argumentos, como quem,

E deixemo-nos de ilusões: não haverá sempre, potencialmente, cinco, dez por cento de aprendizes de fascistas em qualquer sociedade democrática? Para que eles não cresçam só há dois caminhos: a educação (e também a política) e a uma regulação quanto à qualidade do fluxo televisivo. Porque é falso que o gosto não se discuta, o gosto tem regras e tradições, aprende-se. Entretanto, leia-se o que Marcio Sotelo Felippe (um antigo procurador geral do estado de

caridosamente, explica algo a um mau aluno, ou com o riso. Tomando tudo o que diz como bravatas. Se ele for tomado a sério mas como palhaço, ele próprio se exasperará e aí cai-lhe a máscara. Desqualificando-o à cabeça, sem lhe dar sequer o crédito de poder ser um bom palhaço, é o único método que lhe dá forças.

S. Paulo), escreveu a favor do impeachment do Bolsonaro: «O fascista busca se legitimar por meio do apelo a certa massa suscetível ao ressentimento social e por meio do apelo à pequena-burguesia, ou classe média, perdida entre o pavor da proletarização (que se torna pavor dos proletários, de seus partidos e de seus movimentos) e

DAMA DA NOITE

ANTÓNIO CABRITA

SERÁ AGORA MAIS ÚTIL ANALISAR AS CAUSAS: QUE ERROS SE COMETERAM PARA QUE O CANSAÇO FACE AOS VÍCIOS COM QUE A “IDEALIDADE” SE FOI INQUINANDO SE TRANSFORMASSE EM RESSENTIMENTO E CANALIZASSE AS SUAS PARCAS ENERGIAS VOTANDO NO INIMIGO? QUEM DEU OS VOTOS AO VENTURA? AS MÁS POLÍTICAS DA ESQUERDA.

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a sua própria representação no imaginário da grande burguesia. O ressentimento transforma-se em ódio. Essa massa cresce com desqualificados, escroques, oportunistas, lúmpens, também amealhados entre os trabalhadores. O discurso de um líder fascista expressa a ideologia que cimenta o irracional dessa massa. Por isso ele precisa dizê-la. Ele nada fará sem essa torpe legitimidade. Após dizêla, tem que cumpri-la para que essa legitimidade se transforme em poderosa força social. A liderança e a massa se nutrem reciprocamente da anomia moral que daí surge. É por isso que o fascismo, em regra, prescinde de golpes dados na calada da noite por tanques que irrompem pelas ruas e tropas que tomam os centros estratégicos do poder. Eles simplesmente chegam ao poder pelo voto, como Hitler e Mussolini, Trump e Bolsonaro. No poder, a sua base de massa paralisa, imobiliza a parcela sadia da sociedade. Uma combinação fatal entre coerção e consenso. O fascismo é sempre possível porque em toda sociedade há uma massa que pode ser galvanizada pelo apelo à irracionalidade, que pode se mover fascinada pela anomia moral que lhe permite dar vazão a impulsos primários,(...) em uma sociedade que não lhe reserva lugar algum e que não consegue construir a racionalidade que lhe aponte caminhos.» Uma «combinação fatal entre coerção e consenso» é o que encontramos hoje nas redes sociais, supostamente contra o Ventura. Fica socialmente tão mal não manifestarmos a nossa indignação imediata contra o Ventura que escolhemos os epítetos mais toscos para o desqualificarmos, competimos com ele na irracionalidade, sem perder tempo a desmancharlhe os argumentos. Juramos: o próprio senso comum se encarregará disso. Ora, o senso comum é uma batata, eisnos na cilada: ele adora que renunciemos a raciocinar. Gostamos tanto de agir em manada que fomos “coactivamente cativados” – passe o óximoro. Dependemos dele para existir, ou, como se diz na economia: estamos a capitalizá-lo. Ele não tem a importância que parece. Em vez do medo, melhoremos a educação, no lugar da ira, o riso. E só às quintasfeiras, entre as 9h45 da manhã e as 10h15. No resto do tempo há coisas extraordinárias a acontecer e que reclamam a nossa atenção.


sexta-feira 29.1.2021

entre oriente e ocidente

GONÇALO M. TAVARES

Espelhos, oxigénio, tornozelos

Ester limpa o espelho mas sabe que isso não adianta. Esterina tem um namorado americano e diz-lhe via skype que se ele não muda de nacionalidade ela começa a namorar com outro. Eufemia está aos gritos ao telefone com o pai. Eufrasia está a ouvir o som da urina a cair na sanita e está a acompanhar esse som com estalidos da boca. Eugenia está a abrir um site pornográfico enquanto diz que já tem dezoito anos. Eulalia dá um beliscão ao filho e diz-lhe ao ouvido como se fosse um segredo para ele nunca mais esquecer: és muito burro, tu és muito burro! Euridice está entediada a ouvir música clássica ao lado do pai que está entediado a ouvir música clássica ao lado de Euridice. Eusebia é enfermeira e diz que nas últimas manhãs têm sido assim, e que é preciso internála rapidamente. Eutalia diz que está a ser perseguida na internet, mas isso não parece ser razão para se fechar à chave no quarto. Eva não sabe onde termina a sua mão e começa a do namorado e está contente com isso. Evangelina está no hospital a receber oxigénio. Evelina é cega mas percebe que quem a conduz pela mão no passeio é um homem bonito. Fabiana está a morder as costas do amante para a mulher dela reparar. Fabiola diz que o filho só vai à escola se antes a professora de inglês for despedida. Fatima diz ao marido que os últimos anos com ele têm sido melhores do que os primeiros. Fausta começa a chorar ao ler uma reportagem no jornal. Federica ajeita as cuecas enquanto ninguém vê. Fedora está a tentar pôr um rádio antigo a funcionar e diverte-se com os sons de rato que saem dali. Felicia estuda a página 456 do Direito administrativo. Felicita acabou de abrir o frigorífico. Fernanda estava com pressa, mas tropeçou e partiu o tornozelo. Fiammetta acabou de morrer, mas no hospital estão a olhar para outro lado.

ILUSTRAÇÃO ANA JACINTO NUNES

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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FICÇÃO, ENSAIO, POESIA, FRAGMENTO, DIÁRIO

Mulheres de Itália (19)


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ofício dos ossos

VALÉRIO ROMÃO

Um sujeito calha a estar num sítio com televisão à hora em que começa o telejornal da noite. Este abre, como não podia deixar de ser, com o resumo diário do estado da pandemia em Portugal. O que não é normal, porém, é a montagem da peça: enquanto o jornalista de Auschwitz relata o quotidiano dos hospitais e os números da pandemia, sucedemse planos rápidos do interior de uma unidade de cuidados intensivos. Os doentes, de bruços sobre a cama e entubados, são filmados em registo de puzzle: enquadra-se um braço inchado e imóvel, um olho fechado e – o preferido de quem filma ou de quem edita – o tubo por onde circula o oxigénio entrando na boca do paciente. Quando não incide sobre os doentes, a câmara mostra os médicos – cujo equipamento faz eco dos filmes apocalípticos tão em voga neste início de século – deambulando pelas camas dos pacientes, os dispositivos que monotonamente oxigenam os pulmões, um enfermeiro a desfraldar a agulha de uma seringa, o pormenor de uma viseira. Tudo isto ao som da máquina que faz bip. Para quem, como eu, não costuma ver televisão, o registo da peça é, no mínimo, desconcertante. Que aconteceu à sobriedade enfadonha com que se costumava abordar os assuntos mais sensíveis? Que é feito da circunspecção e da reserva que os doentes nos cuidados intensivos e os seus familiares em casa merecem e quase certamente apreciariam? A filmagem e edição são muito mais condizentes com um trailer de um telefilme apocalíptico de série B do que com uma peça informativa emitida à hora de jantar. Eu lembro-me de dar conta, há meia dúzia de anos, de que o canal National Geographic – antes uma coisa razoavelmente

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29.1.2021 sexta-feira

Um locutor de trailers soporífera a que se assistia em família, no domingo à tarde, depois de almoço – passara a ser uma espécie de sucedâneo, em registo vida animal, dos piores filmes de acção de Hollywood. “The solitary lion will be confronted with its

worst nightmare in just a couple of hours. Its archenemy, the hyena, is after him and packs a powerful bite, one of the most powerful in the predator world. Let’s compare stats and so we can forecast the outcome of this epic battle!”

QUE É FEITO DA CIRCUNSPECÇÃO E DA RESERVA QUE OS DOENTES NOS CUIDADOS INTENSIVOS E OS SEUS FAMILIARES EM CASA MERECEM E QUASE CERTAMENTE APRECIARIAM? A FILMAGEM E EDIÇÃO SÃO MUITO MAIS CONDIZENTES COM UM TRAILER DE UM TELEFILME APOCALÍPTICO DE SÉRIE B DO QUE COM UMA PEÇA INFORMATIVA EMITIDA À HORA DE JANTAR

Nada disto – deste tom entre o comentário de wrestling e o filme de acção – me interessa. Nem percebo que possa interessar a alguém. A vantagem que eu via nos programas sobre a natureza – além da contemplação na segurança do sofá daquilo que é exótico – era a de oferecem um contraponto em termos de formato e de estilo para a restante programação televisiva. Outrora, cada programa tinha um registo muito próprio. Era impossível confundir o 70 x 7 com a Tieta do agreste ou o Telejornal com o Big Show Sic. Era uma das coisas que apreciava na televisão – enquanto apreciei televisão – havia conteúdos para – mais ou menos – todos os gostos. Lembro-me bem de assistir ao Monty Python Flying Circus na RTP2, já muito a desoras, ou ao Northen Exposure, ou ao Hill Street Blues. A televisão de agora – e posso estar a ser tremendamente injusto nesta generalização, tendo em conta o pouco a que assisto – parece mais ou menos toda criada pela mesma cabeça tentando parecer, em cada um dos seus ângulos, uma coisa diferente. É tudo confrangedoramente épico – tudo o que é e tudo o que não é. Faz lembrar o Manuel Alegre a ler uma ementa de um restaurante armado em cama de espargos. Ora este tipo de registo, num telejornal, só contribui para, em vez de suscitar a reflexão por via da notícia – sóbria, objectiva e ponderada –, amedrontar aqueles que já têm medo e afastar os que passaram a desconfiar do jornalismo convencional, não servindo, portanto, a ninguém. A vida, no que tem de bom e de mau, é desigual, múltipla, dinâmica. Como escrevia Wittgenstein no Tratactus: “O mundo é tudo o que é o caso”. Não me parece que o mundo ou a vida possa ser adequadamente reflectidos, em toda a sua complexidade e beleza, por um locutor de trailers de maus filmes.


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A DEMOCRACIA NÃO PODE ABRIR A PORTA A QUEM A DESEJA DESTRUIR No dia em que no mundo se celebra a memória do Holocausto não consigo deixar de pensar que meio milhão de portugueses votou em André Ventura. 1. No dia em que no mundo se reza – mesmo os que não sabem rezar – pelos milhões de judeus mortos em campos de concentração, mas também pelos ciganos, homossexuais, comunistas e todos os que o III Reich não considerava homens e mulheres de “bem”, não consigo deixar de pensar nos portugueses que votaram num homem que, desta vez, não escondeu ao que vem. No dia em que no mundo se pediu respeito pelo que aconteceu em Auschwitz, Treblinka, Buchenwald, Dachau e tantos outros campos de morte, não consigo engolir que milhares de compatriotas tenham votado em consciência num homem que nos seus comícios tem sempre alguém a fazer a saudação nazi. No dia em que no mundo centenas discursaram sobre a tolerância, sobre a solidariedade, sobre a necessidade de não fecharmos os olhos à barbárie, não consigo esquecer que meio milhão de homens e mulheres do meu país tenham 19 votado em quem abraça Le Pen, Salvini e elogia Bolsonaro ou Trump. 4 9 No dia em que tantos minutos de silêncio fo2 feitos.9 6 4 7 1 3 5 ram Tantas orações. 1 5 9 2 Tantos apelos. 2 7 1 8 4 9 No dia em que tornámos a ver imagens de ca9 dáveres vivos,2homens e mulheres de carne e osso com olhos 1 de fome e0de súplica, fornos crematórios a cuspir o fogo do martírio e as-

1 0 8 2 5 6 5 0 6 9 6 4 7 2 3 5 1 8 0 7

S U D O K U 6 5 2 8 4 2 5 6 7 1

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3 4 4 2 1 9 6 8

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2 0 9 5 8 4 1 3 8 3 6 5 7 9 0 1

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PROBLEMA 21

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sassinos nazis, não consigo expulsar da cabeça que se tenha votado num homem que fala como falavam e falam os saudosistas das cruzes suásticas e dos líderes providenciais. 2. Neste dia em que voltamos a Hitler e a todos os que cospem ressentimento e vivem da violência e do medo, não consigo mesmo perceber o que levou tanta gente a legitimar pelo voto uma dimensão de mal. Dizem-nos que devemos saber compreender. São pessoas que protestam. São pessoas que se cansaram dos partidos e das suas iniquidades. São pessoas que têm as suas razões, que devem ser compreendidas e ajudadas. Dizem-me tudo isso, mas peço desde já desculpa. Eu não consigo aceitar isso. As pessoas que votaram em André Ventura fizeram-no em consciência. E não há qualquer desculpa para o terem feito. Não quero compreender as razões de cada um. Da mesma maneira que não quero saber se Hitler sofreu em criança ou as motivações por detrás de cada canalha transformado em ditador. As pessoas que votaram em André Ventura, 20 meio milhão de portugueses, têm de ser aju1 0 7 4 2 8 dadas, mas não podem ter a possibilidade de 0 a destruição 7 da votar num8partido que6defende Constituição que existe. 9 0 7 5 Ficam sem ter em quem votar? 9 1 3 5 Muito bem. Compro a ideia. 7 3não pode abrir a porta 1a0 A democracia quem a deseja destruir. 0 5 8 9 E foi porque o insistiu em fazer que Mussolini

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FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Yoyo Yao Com: Lee Hongchi, Li Yitong 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

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9 2 FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS 9 7 3 0 2 0 8 0 8 3 7 SALA 2

THE MOVIE DEMON SLAYER: KIMETSU NO YAIBA MUGEN TRAIN [C]

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Um filme de: Sotozaki Haruo 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 3

ME 3 DO 2YOU LOVE 4 AS I LOVE YOU [B] FALADO EM PUTONGHUA 3 LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS 1Xuebin Jian Um filme de: Com: Tsao Yu-Ning, 5 4Chen Yu, 8 Patricia Lin 14.30, 16.30, 819.30,521.30 9 6 7 3 1 2 9 8 6 2

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ou Hitler puderam concorrer a eleições. Haverá sempre pessoas descontentes. Haverá sempre ressentimento. E gente que acha não ter nada a perder – basta andar um bocadinho pelas redes sociais para perceber sem esforço de que matéria se alimentam. O problema principal não está nelas, mas num sistema que permite a existência de partidos que se alimentam do pior que o ser humano tem. É isso que tem de ser resolvido com toda a urgência. Luís Osório PORTO Parabéns à cidade e ao distrito do Porto, que foi onde o candidato da extrema-direita teve menos votos – cerca de 8% contra um resultado nacional de quase 12%. Há no Porto uma consciência democrática pelo menos desde 1820 ou, tal como escreveu Garrett em frases que se tornaram célebres e que os meus primos e amigos portuenses gostam de citar: “Se nessa cidade há muito quem troque o B pelo V, há muito pouco quem troque a honra pela infâmia e a liberdade pela servidão.” Fernando Pinto do Amaral VOTO DO CONTRA As deploráveis intervenções de Carlos César e Rui Rio evidenciam as razões do voto em Ventura. Clubísticas, politiqueiras, tacticistas, zaragateiras, de um triunfalismo tolo e oco, se-

rão óptimas para dar alimento a comentadores e académicos com banca televisiva, além de jornalistas espessos, mas justificam o azedume anti-sistema dos descamisados. Nas duas freguesias rurais que conheço razoavelmente (uma no Ribatejo outra no Alentejo) Ventura ficou destacado em segundo. Até hoje o voto do contra ia nelas para a CDU. É uma gente que se acha abandonada, que ficou para trás e por isso execra e desconfia dos subiram na vida pela escada de serviço à qual não tivera acesso, que ficou sem horizontes nos últimos 10 anos e não os vê para os filhos que acabaram na caixa do Continente apesar da licenciatura do politécnico, que à falta de alternativa se vai conformando a uma cultura de reivindicação e assistência da “cambra” (o poder de Estado mais próximo) segundo o lema “se eles mamam porque não hei-de mamar também eu?” A vitória clara de Marcelo só faz lembrar aquele dito ultra-conservador que reza: “as coisas já estão tão mal e ainda por cima querem mudanças?” É o pântano dos receosos onde mais vale ser sapo do que ficar em seco. E é também a vitória pírrica das brigadas do reumático que o apoiaram por lista. Ponham-se agora com mantras anti-fascistas, a insuflarem-se de indignações purificadoras, a brandir lindas utopias, a verberar de estúpidos os eleitores desaventurados, a consumir quinoa bio para aliviar a boa consciência e a flatulência, e depôs admirem-se que os venturas da vida ganhem tracção.

UM DISCO HOJE Provavelmente, nunca houve uma banda tão perigosa no conceito sonoro e ao vivo como os japoneses Hanatarash. A banda experimental, que levou o noise e o avant-garde para dimensão de guerrilha, permanece ainda hoje objecto de culto. Com poucos anos de actividade, a meio dos anos 1980, os Hanatarash tinham de fazer um seguro para tocar ao vivo, tal era a sua fama destrutiva. Os concertos\performance mais lendários envolvem cortar um gato morto ao meio, usar uma escavadora como instrumento e partir tudo à volta, num perigoso ritual de perigo, alucinação e intensidade. Três discos sobreviveram desses tempos e dos escombros dos Hanatarash nasceram os Boredoms e Zeno Geva. João Luz

José Navarro de Andrade

HANATARASH | 3

6 2 7 5 3 1 3 4 6 0 4 9 7 5 DO YOU LOVE ME AS I LOVE YOU 7 3 5 1 2 0 0 9 6 5 8 4 Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; 8 0 Emanuel Cameira; Gonçalo M.Tavares; Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia 4 Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues www.0 e Carmo; Rosa Coutinho Simão; Olavo Rasquinho; hojemacau. 2 5 7 8 3Paul9Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão com.mo 4 2 Tipografia Welfare 9 1Morada Pátio da Sé, n.º22, r/c, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo


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a outra face

GIRAR M

ACAU pode embandeirar em arco com os elogios de Xi Jinping. Mas a verdade é que há muito trabalho para fazer. E convém não esquecer certas partes do encómio presidencial, nomeadamente as que referem a eterna necessidade de diversificação económica. É que, pés assentes no chão e não a voar nas asas dos elogios, é neste ponto que muito se enraíza a qualidade de vida dos habitantes de Macau. Daí que certas medidas governamentais me surjam algo incompreensíveis. Nomeadamente, a diminuição do investimento público. E não me refiro a grandiosas obras que, em termos financeiros, retiram dinheiro da economia local. Entendo é que haveria uma necessidade óbvia de apoio às pequenas e médias empresas que, além do Jogo, constituem o tecido económico da cidade e são, afinal, a sua economia real e diversificada. É claro que é preciso terminar o Hospital da Taipa. Até porque o São Januário abarrota de gente, em tempos de pandemia, e a população precisa de serviços de saúde pública de irrepreensível qualidade. Esse é um investimento incontornável. Mas existem pequenos negócios, pequenas empresas, que precisam de apoios razoáveis. Repare-se: nas últimas décadas, assistimos a um significativo melhoramento do nível educativo da população. Hoje muito mais gente frequentou o liceu e a universidade, gente que sonha em montar a sua empresa e dela fazer a sua vida. Só que as condições reais para o seu estabelecimento são ainda extremamente difíceis, por causa do elevado preço das rendas e de uma dependência do turismo que, como este ano se viu, nos deixa à mercê da boa ou da má sorte. Não percebo por isso, keynesianamente, porque razão o governo se prepara para reduzir o seu investimento. Nas crises, para isso serve o governo, por mais liberais que sejam as sociedades e os regimes. E esse não seria dinheiro a fugir pelas fronteiras. Pelo contrário, é reinvestido localmente. Faz girar as coisas. E hoje, mais que nunca, as coisas precisam de girar. C.M.J.

29.1.2021 sexta-feira

Carlos Morais José

SÓ RESPIRAR É IMPORTANTE NÃO SEI se algo vos posso dizer que não tenha já sido dito e redito. Ou escrito, ou talvez vomitado em rua escura, por um desses génios das lâmpadas LED que acentuam o negrume de almas chãs. Vagamundamos, as ditas redes, motores de busca, onde tudo e nada persistem, além deste sabor a cal na boca fria dos meus dedos. A importância das coisas finou-se. Era, afinal, orvalho de madrugadas que o sol não devia ter rompido e exposto as coisas vãs, as farmácias sucessivas. Teríamos ficado em noite eterna, ainda com uma possibilidade (a última?) de alinhavar o pesadelo. Aquele que imagináramos eliminar. Hoje o mundo arde. Deixa arder. Visto de relance, não vale nada: não vale o rouxinol que agora se cala para dar lugar ao sol. Faltam-me as nuvens, o céu cobertor, a lua indecisa; sobra o temor de não ser e meramente estar, enquanto algo aqui grita de espanto. Deve ser um disparate, equívoco de formiga, uma idiota briga que transporto até por fim desfalecer, na estação terminal, como se o sono ainda alguma coisa afastasse. Vou dormir, resmungo. E duvido desta verdade de me ver deitado algures. Queria esquecer, é certo, vaguear por um deserto belo e limpo. “It’s clean”, dizia Lawrence no filme. Mas esse deserto não vive em mim: os crepúsculos trazem a noite, como as auroras trarão as madrugadas. E nada, nada, nos salva da notação. Permanecemos, comemos; eventualmente, faríamos amor, se o amor fosse algo para ser feito e não encontrado num acaso. Pois. Não é este o caso. E andamos, porque não há outra saída, não há porta sem ser ferida. Sou cego, surdo e tacteio. E só não sou mudo porque as vozes de permeio não acalmam e se a boca não gritasse com certeza explodia. Volta o dia. Outro dia e outro dia, que sem remissão nos perseguem. Para quê, pergunta a voz malparida, essa infinita voz – doente, obcecada – só lembranças de um passado que teima em não repousar. Já chega, grito p’ra dentro. Mas isso de pouco adianta. Ela persiste, por vezes velha, doutras criança. Ainda um som compulsivo. É a canção que não quero mais ouvir. Rádio Carlos. Desliga-te. Deixa dormir, deixa-me lá existir mas, por uma vez, sossegado. Para quê tanta fanfarra e tanta loiça partida? É a vida, é o fado, dizes tu e deverás ter razão. Mas se é assim, vale a pena, quando a alma não existe e a rua é tão pequena? Cheira a verbena, a banana, a açucena. Mas ainda que o cheiro nos encante e por vezes alucine e atrás de uma cortina algo afinal se exponha, para quê meter travões, se na verdade os dedos se apresentam vazios? Não vejo rios ou sufoco de outra margem. Parece vã qualquer coisa que se assemelhe à coragem. Passa um ribeiro, à porta da minha casa. Em princípio, deslizará até ao mar. É belo o seu deslizar. Os peixes escondem-se, sedentos de água, nas rochas. Chegam as tropas. Roda a girândola no céu, máquina aflita de um universo estrelado. Um joelho no pescoço. Refila o povo

EGON SCHIELE, RAPARIGA AJOELHADA

18 opinião

Para quê tanta fanfarra e tanta loiça partida? É a vida, é o fado, dizes tu e deverás ter razão. Mas se é assim, vale a pena, quando a alma não existe e a rua é tão pequena?

que é feito de refilar. Desfila tudo neste entrudo de hoje sem hortelã. Ergue-se crua a manhã, a tarde sépia, a noite, sempre de ti assombrada. Esta semana morreu um poeta. Ele não vai para lado nenhum. Os poetas morrem todos os dias no meu país. Camilo, Fernando, Herberto. Permanecem insepultos. É esse o destino dos poetas: a vala comum dos dias, a triste morgue das noites. Nem na morte ter alguma utilidade. Eles não se queixam: sabiam que só respirar é importante.


sexta-feira 29.1.2021

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um grito no deserto

opinião 19

Paul Chan Wai Chi

DEVIDO AO aquecimento global, as anormalidades climáticas tornaram-se um fenómeno normal, no entanto não geram condições que não consigamos suportar. Mas as alterações dos fenómenos sociais vão trazer consigo consequências muito graves. Os peritos da Organização Mundial de Saúde só começaram a investigar a origem do vírus que provoca a SARS-CoV-2, quase um ano após o primeiro surto em Wuhan. Este tipo de abordagem arqueológica na procura da origem do vírus é sem dúvida um processo científico anormal. Nos Estados Unidos manifestantes irromperam pelo Capitólio, causando danos materiais e inclusivamente mortes. Vi a polícia e retirar os manifestantes do edifício, através da TV, e constatei que as salas do Congresso não ficaram seriamente danificadas. Se compararmos com a invasão que ocorreu a 1 de Julho de 2019, no Complexo onde funciona o Conselho Legislativo de Hong Kong, esta parece bastante anormal. Existem neste mundo muitas questões sem resposta, tal como o problema do vírus da SARS-CoV-2 que tem vindo a evoluir persistentemente ao longo dos últimos meses. Mas tenhamos ou não respostas a estas questões, as pessoas têm de continuar a viver porque é a única forma de perpetuar a raça humana. No início de 2021, as variantes da SARS-CoV-2 lançaram um ataque à humanidade. Ao constatarmos que certas zonas da China voltaram a declarar “Estado de Sítio” para combater a COVID-19, torna-se evidente que os novos surtos provocados pelas “inteligentes” variantes da SARS-CoV-2 são muito potentes. Se a pandemia não for controlada e as vacinas não forem suficientemente eficazes contras as novas variantes, resultantes das constantes mutações, os seres humanos podem vir a ser varridos da face da Terra, e serão derrotados na guerra biotecnológica que estão a travar contra a SARS-CoV-2. Mesmo que a humanidade tenha a sorte de vir a derrotar a SARS-CoV-2, permanece outro problema. Como diagnosticar e tratar os vírus políticos? Recentemente, Lai Xiaomin, o antigo director da China Huarong Asset Management, na China continental, foi condenado à morte por ter aceitado subornos. Foi anunciado que Lai possuia mais de 100 propriedades, que existiam mais de 100 pessoas envovidas nos subornos, e que o acusado tinha mais de 100 amantes. A Televisão Central da China (CCTV) reportou que foram encontradas em casa de Lai enormes quantidades de dinheiro e de outros valores. Com o contínuo crescimento de casos de corrupção em larga escala na China, estamos sem dúvida perante um atentado à segurança nacional. Para erradicar os vírus políticos, não podemos apenas depender das reformas e da política de abertura. A implementação da democracia e do estado de direito é a melhor cura para as doenças causadas por vírus políticos. No

FOLLOWER OF P. BRUEGHEL THE ELDER, TRIUMPH DES TODES, 1628

GUERRA AOS VÍRUS

entanto, será que o Governo vai conseguir optar por esta via? Andrew Cheung Kui-nung, Meretíssimo Chefe de Justiça do Tribunal de Recurso Final de Hong Kong, foi entrevistado por jornalistas no dia em que tomou posse. Na altura foi interrogado sobre o caso do juiz do Tribunal de Distrito que declarou que um advogado e dois observadores teriam de abandonar a sala a menos que trocassem as máscaras amarelas que estavam a usar por outras pretas, e se portanto, era obrigatório usar preto no Tribunal. Em resposta, Andrew Cheung Kui-nung sublinhou que o que é importante é a independência jurídica e a perservação do estado de direito, e que as cores da indumentária não são relevantes.

O estado de direito tornou-se o derradeiro pilar de Hong Kong. Se puder ser preservado, ainda continua a haver esperança para a cidade; caso contrário, envereda pelo caminho da destruição. A propaganda política tem de ter uma base substantiva para ser convincente. Depois da promulgação da Lei de Segurança Nacional de Hong Kong, iremos avaliar o seu grau de eficácia, considerando o aumento de pessoas que estão a sair de Hong Kong, ou que planeiam vir a sair da cidade. Não existe nenhum problema de segurança nacional em Macau. E isto não acontece por Macau ter promulgado legislação de acordo com a Lei relativa à Defesa da Segurança do Estado em 2009, mas sim porque Macau é uma região dependente, que não tem capacidade de desafiar a China continental, nem

A sociedade de Macau não enfrenta nenhuma crise imediata, mas, a longo prazo, o sentido de auto-complacência dos habitantes de Macau vai fazer com que percam a capacidade de sentir, que também é considerado uma espécie de vírus. Ex-deputado e antigo membro da Associação Novo Macau Democrático

capacidade de ajudar ao seu desenvolvimento. Desde o regresso de Macau à soberania chinesa, todos confiaram nas receitas do jogo para sobreviver. O Governo de Macau apoia as Associações locais e estas Associações dependem do Governo para garantir a sua sobrevivência. Os habitantes de Macau estão acostumados a beneficiar do Plano Anual de Comparticipação Pecuniária no Desenvolvimento Económico, enquanto a prática do clientelismo se tornou uma regra silenciosa e a política apenas um meio para alguns ganharem a vida. A sociedade de Macau não enfrenta nenhuma crise imediata, mas, a longo prazo, o sentido de auto-complacência dos habitantes de Macau vai fazer com que percam a capacidade de sentir, que também é considerado uma espécie de vírus. O flagelo do vírus político está a tornar-se cada vez mais evidente no desenvolvimento das relações entre a China e os Estados Unidos, nas relações China-Taiwan e nas relações do Governo central da China com o Governo de Hong Kong e com o Governo de Macau. Espero que depois de a pandemia ter terminado em 2021, todos possamos aprender com o sofrimento que vivemos e encontrar uma saída para o futuro em conjunto.


sexta-feira

“Por mais que te desdobre encontro sempre o mar.” PALAVRA DO DIA

29.1.2021

Alice Tazem

Covid-19 Pequim critica aviso americano

EPIDEMIA, HENGQIN E IMOBILIÁRIO NA MESA AO MAIS ALTO NÍVEL

Cooperar com Zhuhai O Chefe do Executivo agradeceu o apoio de Zhuhai ao funcionamento do referido mecanismo e frisou que as partes devem consolidá-lo e continuar a proceder aos trabalhos de prevenção e controlo da epidemia, bem como a garantir a troca de informações atempada e a abertura e transparência na divulgação de informações. Ho referiu ainda que os dois territórios irão continuar, conjuntamente, a impulsionar os trabalhos relacionados com Hengqin e que, simultaneamente, o Governo planeia iniciar estudos sobre políticas para quadros qualificados, no sentido de responder às necessidades de desenvolvimento de três indústrias: saúde, financeira, e ciência e tecnologia, que estão a ser planeadas pelo Governo. Na reunião, o Chefe do Executivo também não deixou de mencionar os direitos e interesses dos residentes de Macau na aquisição de imóveis situados no interior da China e a questão em torno dos anúncios publicitários para a sua venda. Nesse sentido, expressou os seus agradecimentos aZhuhai pela

China rejeitou ontem o aviso dos Estados Unidos sobre a missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) no país asiático e acusou Washington de tentar politizar a investigação sobre a origem do novo coronavírus. Especialistas da OMS terminaram ontem o período de quarentena obrigatório após terem entrado na China, devendo iniciar de seguida a sua investigação no terreno sobre a origem da covid-19. A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que Washington vai avaliar a "credibilidade do relatório sobre a investigação uma vez concluído". "É imperativo chegar ao fundo desta questão", avisou. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, rejeitou "pressupostos negativos" e "interferência política" na missão da OMS. Questionado em conferência de imprensa, Zhao considerou que os comentários de Psaki constituem uma "interferência desnecessária" no trabalho dos especialistas, "o que não é propício a resultados científicos sérios". O anterior presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a OMS de estar sob as ordens de Pequim e retirou o seu país da organização internacional. A investigação no terreno, que a China levou mais de um ano a autorizar, é extremamente sensível para o regime chinês, cujos órgãos oficiais têm promovido teorias que apontam para que o vírus tenha tido origem em outros países. A visita dos especialistas acontece depois de longas negociações com Pequim, que incluíram uma rara reprimenda por parte da OMS, que afirmou que a China estava a demorar muito para fazer os arranjos finais. "Cada vez mais estudos, inclusive da OMS, mostram que rastrear a origem da covid-19 é um processo que continuará a ser feito por várias regiões [do mundo] e focos epidémicos", disse Zhao.

GCS

O

Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, teve ontem uma reunião de trabalho com o secretário do Comité Municipal de Zhuhai do Partido Comunista Chinês, Guo Yonghang, com o secretário do Comité do Partido Comunista da cidade e presidente do Município de Zhuhai, Yao Yisheng, e respectiva delegação. As partes trocaram ideias sobre o aperfeiçoamento do mecanismo conjunto de prevenção e controlo estabelecido entre Zhuhai e Macau e aprofundaram o tema da promoção de Hengqin. Ho Iat Seng fez uma retrospectiva sobre o processo de implementação do mecanismo conjunto de prevenção e controlo estabelecido entre Zhuhai e Macau e dos resultados alcançados até agora. E lembrou as palavras do presidente Xi Jinping que afirmou que o governo da RAEM, ao deparar-se com a pneumonia causada pelo covid 19, reagiu com rapidez, adoptando medidas eficazes e num curto espaço de tempo, que permitiram o controlo da epidemia.

A

adopção de medidas para garantir os interesses dos residentes de Macau, que diminuem o risco que enfrentam na aquisição de imóveis. As partes abordaram igualmente a viabilidade de cooperação entre os aeroportos dos dois territórios, e a actual situação da indústria aeronáutica do Delta do Rio das Pérolas. Por seu lado, Guo Yonghang destacou a “grande utilidade” do processo de troca de informações sobre a epidemia e fez ainda vo-

tos para que, no futuro, as partes possam consolidar e aperfeiçoar o mecanismo de análise científica já existente. Quanto à promoção de Hengqin, Guo Yonghang emitiu opiniões sobre a elaboração de um regime jurídico, o apoio à optimização do sistema de gestão industrial, a promoção do desenvolvimento da medicina tradicional chinesa e o apoio aos jovens no domínio da inovação e empreendedorismo.

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A CONFERÊNCIA Episcopal Timorense apelou a toda a comunidade católica em Timor-Leste para que aceite e respeite a decisão do Papa Francisco expulsar do sacerdócio um norte-americano acusado de abuso sexual de crianças no país. “O senhor Richard Daschbach já recebeu a sua sentença pela Doutrina da Fé, com o número 208/2018-67069 de 06 de novembro de 2018 do Papa Francisco: ele já não é padre, agora é leigo”, refere o comunicado da CET, “confirmado pela Arquidiocese de Díli” e dirigido “aos padres, religiosos, diáconos, irmãos, freiras e a todos os batizados em Timor-Leste”. O comunicado, assinado pelo presidente da Conferência Episcopal Timorense (CET), Norberto do Amaral, bispo de Maliana, surge depois de nos últimos dias se terem multiplicado notícias e imagens nas redes sociais timorenses que voltavam a identificar Daschbach como padre, incluindo por alguns religiosos. “A decisão do Papa provém de um processo profundo e moroso para finalmente chegar a esta decisão final. Mais uma vez peço a todos para respeitarem e aceitarem esta decisão do Papa”, escreve Norberto do Amaral. Notícias sobre a acusação do Ministério Público timorense contra Daschbach, que é acusado de abuso sexual de crianças e pornografia, e que já foi condenado por estes crimes pelo Vaticano, têm suscitado críticas a jornalistas, advogados e organizações de apoio às vítimas, em parte feitas por religiosos. O debate em torno ao caso reacendeu-se esta semana depois do ex-Presidente timorense Xanana

Gusmão ter visitado Daschbach na casa onde este está a cumprir prisão domiciliária em Díli, por ocasião do aniversário do acusado. A cobertura noticiosa dessa visita suscitou críticas do presidente do Conselho de Imprensa timorense, Virgílio Guterres, que considerou que as notícias na imprensa nacional tentaram “branquear” Daschbach. “São notícias graves. Isto é uma tentativa de influenciar a opinião pública e até pessoas na justiça para influenciar a decisão. É muito grave porque as notícias não fazem sequer referência às decisões de expulsão do Vaticano ou dados do crime de que é acusado na justiça timorense”, sublinhou. Daschbach, de 84 anos é acusado de abusar de pelo menos duas dezenas de crianças no orfanato onde trabalhava,

o Topu Honis, e dos crimes de pornografia infantil, segundo o Ministério Público timorense. Em outubro do ano passado, o representante da Santa Sé em Díli disse à Lusa que o Vaticano “não tem qualquer dúvida” de que o ex-padre é culpado desses crimes, aplicando-lhe a sentença “inapelável” de expulsão do sacerdócio. “Não há nenhuma dúvida para a Igreja de que ele é culpado de abusos sexuais contra menores, reconhecidos pela Congregação da Doutrina da Fé, com uma sentença inapelável”, disse em entrevista à Lusa Marco Sprizzi, núncio interino e o representante máximo do Papa e do Vaticano em Timor-Leste. “O próprio Richard Daschbach admitiu e reconheceu-se culpado perante a Igreja. Parece que recuou diante da justiça civil, mas diante da igreja nunca recuou. Quero ser claro nisto”, referiu Sprizzi, que é responsável em Timor-Leste pela relação entre a Santa Sé e a Igreja Católica timorense e pela relação da Santa Sé com o Estado timorense. O arcebispo de Díli, Vírgilio do Carmo da Silva, já tinha anteriormente pedido desculpa pelas críticas e acusações a todos os que têm estado envolvidos na investigação ao ex-padre acusado de pedofilia e pornografia infantil em Timor-Leste, reafirmando o apoio total às vítimas. “Em nome da Arquidiocese de Díli quero pedir desculpa pelas acusações e alegações que atingiram as pessoas envolvidas na investigação. A igreja quer dar o seu apoio e ajuda as vítimas declaradas pelas autoridades policiais”, afirmou.

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TIMOR EXPULSÃO DE EX-PADRE PEDÓFILO DEVE SER RESPEITADA


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Hoje Macau 29 JAN 2021 #4700 by Jornal Hoje Macau - Issuu