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TOCA A PAGAR
GÁS PIMENTA
É PRECISO TER LATA PÁGINA 9
CCAC/TERRENOS
DAR A VOLTA AO SISTEMA ÚLTIMA
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hojemacau
Um pouco de fé A norma que permite ao Governo ‘‘solicitar’’ aos orgãos de comunicação social a promoção do hino nacional continua a provocar receios de retaliações contra quem não corresponder às expectativas do Executivo. Juristas temem sanções através de cortes nos subsídios ou na publicidade. Já a Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau descarta quaisquer tipo de punições e diz que a questão não pode ser encarada com má-fé. GRANDE PLANO
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TERÇA-FEIRA 29 DE JANEIRO DE 2019 • ANO XVIII • Nº4221
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
2 grande plano
29.1.2019 terça-feira
ALTA PRESSAO ˜
HINO NACIONAL JURISTAS TEMEM CORTES NOS APOIOS AOS MEDIA COMO RETALIAÇÃO
Na China, a lei do hino nacional obriga os media a “promover” a “Marcha dos Voluntários. Em Macau, o Governo pode “solicitar” tal acção sem que haja sanções explícitas na lei. Juristas temem que quem não cumprir os pedidos venha a sofrer sanções alternativas, como cortes nos subsídios ou publicidade. O presidente da Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau entende que a questão não deve ser tratada com má-fé
O
“
Governo da RAEM pode solicitar aos meios de comunicação social que se adequem ao desenvolvimento das acções de divulgação sobre o hino nacional por si desenvolvidas, com vista à promoção dos conhecimentos alusivos ao cerimonial de execução instrumental e vocal do mesmo.” Esta frase que consta na nova lei do hino, aprovada na especialidade na passada quinta-feira pelos deputados da Assembleia Legislativa (AL), tem gerado reacções negativas por parte da Associação de Jornalistas de Macau, que representa os media de língua chinesa. Aliás, a associação alertou para o facto de na versão chinesa a lei fazer referência a uma exigência e não solicitação. Neste sentido importa contextualizar que na China a lei do hino nacional obriga os media a realizar este tipo de acções a pedido das autoridades. O jurista António Marques da Silva, que trabalhou na elaboração da lei do hino de 1999, referiu ao HM que considera a norma desadequada. “O texto da China obriga, estabelece um dever. O de Macau diz que o Governo pode solicitar, o que é diferente, pois não se estabelece uma sanção para o não cumprimento da solicitação”, frisou. Ainda assim, para Marques da Silva, “na verdade, esta norma condiciona e quase obriga, tendo em conta a realidade de Macau, os meios de comunicação social a realizarem actividades de educação patriótica que são alheias aos fins
dos media”. “Deve ser o Governo a realizar essas tarefas”, apontou.
HONG KONG SEM REFERÊNCIA
Uma consulta ao documento de análise usado pelos membros do grupo de acompanhamento para assuntos constitucionais, do Conselho Legislativo de Hong Kong, permite ver a tradução de alguns artigos da lei chinesa. O artigo 12 do diploma afirma que “os meios de comunicação social devem promover, de forma activa, o hino nacional e promover uma compreensão pública da etiqueta para executar e cantar o hino nacional”.
“Os meios de comunicação social devem promover, de forma activa, o hino nacional e promover uma compreensão pública da etiqueta para executar e cantar o hino nacional.” LEI CHINESA DO HINO
No caso de Hong Kong, que está em pleno processo legislativo sobre a matéria pela primeira vez, não existe qualquer referência ao papel dos media na promoção da “Marcha dos Voluntários”. Há, sim, regulamentação relativa ao licenciamento necessário para a transmissão do hino. “As licenças para os canais de televisão de sinal aberto ou pago, ou serviços de transmissão de som,
devem ser regulados por uma ordenação local, nos termos das suas respectivas condições de licença.” Além disso, “os materiais de transmissão de interesse público providenciais pelo governo (incluindo os anúncios na televisão e rádio de promoção do hino nacional) são livres de quaisquer taxas”. “Caso seja necessário, o Chefe do Executivo deve determinar a celebração de feriados ou dias comemorativos em que o hino nacional deverá ser transmitido”, lê-se ainda no documento. Neste ponto, a lei do hino chinesa é bem mais específica. “Nos dias nacionais, dias internacionais do trabalho, outros feriados e dias comemorativos, as estações de rádio e televisão do Governo Central e restantes províncias, municípios e regiões autónomas devem transmitir o hino nacional o número de vezes determinado pelo departamento de televisão e transmissão do Conselho de Estado.” No caso de Macau, é referido que “nas celebrações importantes e em dias de festa, as estações de televisão e rádio que explorem os serviços de radiodifusão televisiva e sonora da RAEM, mediante contrato de concessão ou alvará, devem reproduzir o hino nacional ou as informações audiovisuais relativas à divulgação sobre o hino nacional fornecidas pelo Governo”. Quanto às “celebrações importantes e dias de festa”, horários e informações sobre a reprodução do hino, serão definidas por regulamento administrativo.
SANÇÕES ALTERNATIVAS
Na última edição do programa Contraponto, da TDM, os
“Não vamos partir do princípio da má-fé. Não me parece nada provável que haja qualquer consequência a esse nível. Os subsídios estão regulamentados.” JOSÉ CARLOS MATIAS PRESIDENTE DA AIPIM
advogados Frederico Rato e Sérgio de Almeida Correia criticaram o facto de a lei do hino recentemente aprovada conter a expressão “pode solicitar” sem que estejam definidas sanções, caso os meios de comunicação decidam não respeitar o pedido do Governo. Importa salientar que a secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, deixou claro que não vão existir sanções, mas tal não está especificado no diploma.
“Ficamos com uma norma sem sanção e amanhã o Governo será outro. [Há o risco de se implementarem] sanções informais, [como a] segregação na colocação de publicidade ou cortes nos subsídios.” FREDERICO RATO ADVOGADO
Sérgio de Almeida Correia disse no programa que houve “excesso de voluntarismo” na inclusão do artigo na lei e que, na prática, “as coisas não serão assim tão simples”. Nesse sentido, “há hipóteses de pressão aos órgãos de comunicação social que não se prestem a fazer esse trabalho”. Para o advogado, existe o risco de se recorrer a formas alternativas de pressão para que os jornalistas respeitem ordens oficiais. “A imprensa em língua portuguesa recebe subsídios e é fácil exercer pressão aos órgãos que não se prestem a fazer esse trabalho”, referiu, pedindo que “não se encontrem caminhos laterais para ir contra a liberdade de imprensa”.
grande plano 3
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Macau e os outros países
“Mais um instrumento de repressão”, diz António Katchi
S
OLHAR SEM MÁ-FÉ
Em declarações ao HM, José Carlos Matias, presidente da Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM), defendeu que será difícil uma eventual pressão
por via dos cortes nos subsídios que são atribuídos à imprensa portuguesa e chinesa, por estarem regulamentados por lei. “Não vamos partir do princípio da má-fé. Não me parece nada provável que haja qualquer consequência a esse nível. Os subsídios estão regulamentados e temos observado que esse tem sido um processo que decorre sem problemas.” Ainda assim, o também director do semanário Plataforma lembrou que as questões relativas ao artigo da lei do hino surgem devido à “falta de clarificação”. Para o jornalista, seria importante a lei contemplar “numa fórmula que tranquilize o sector e a sociedade.
Perante um cenário desses, será um passo a ser dado para dissipar essas dúvidas. As autoridades, a secretária [Sónia Chan] e também o Governo, afirmam que não haverá sanções, mas o que é importante e vai determinar o curso das coisas tem a ver com o bom senso e o sentido de razoabilidade.” José Carlos Matias prefere aguardar pela implementação da lei, esperando que “não se criem instrumentos de algum tipo de sanções informais”. “É muito cedo para tirar qualquer conclusão, a única coisa que podemos fazer é comunicar algumas observações e preocupações”, rematou. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
SOFIA MARGARIDA MOTA
Já Frederico Rato considerou que o Executivo foi “mais papista do que o papa”, e que a expressão acima referida é “infeliz”. “Ficamos com uma norma sem sanção e amanhã o Governo será outro. [Há o risco de se implementarem] sanções informais, [como a] segregação na colocação de publicidade ou cortes nos subsídios. Não tenho dúvidas de que pode haver um atentado à liberdade de imprensa”, frisou.
E Hong Kong só agora está a legislar sobre o hino nacional, Macau fê-lo nas vésperas da transferência de soberania, em 1999, com a lei relativa à “Utilização e protecção da bandeira, emblema e hino nacionais”. A legislação previa uma moldura penal de três anos ou multa até 360 dias, que não sofreu alterações com o novo diploma. Em Portugal, não existe lei do hino, mas o Código Penal prevê uma pena de prisão de dois anos ou pena de multa até 240 dias para quem “publicamente, por palavras, gestos ou divulgação de escrito, ou por outro meio de comunicação com o público”, ultrajar a bandeira ou “faltar ao respeito”. A título de exemplo, em 2014, a polémica em torno do assunto estalou quando um estudante do curso de Artes Visuais, da Universidade do Algarve, foi acusado do crime de ultraje à bandeira nacional por ter exibido a bandeira portuguesa “enforcada”. Na Alemanha também não há uma lei do hino, mas o Código Penal alemão contém uma parte dedicada à difamação do Estado e dos seus símbolos, que prevê pena máxima de prisão até cinco anos. Contudo, não está definido o que constitui o crime de insulto. No caso do Reino Unido e Austrália, há apenas protocolos oficiais sobre o comportamento que se deve ter quando toca o hino nacional, e, em Singapura, quem não respeitar o hino paga apenas uma multa de 5.720 dólares de Hong Kong. Na Malásia, a polícia pode deter de imediato a pessoa em causa, caso considere que houve falta de respeito ao hino ou à bandeira, sendo exigido o pagamento de 184 dólares de Hong Kong de multa. Em declarações ao HM, o jurista António Katchi defende que a nova lei “vem representar mais
um instrumento de repressão ao dispor do regime crescentemente autoritário da RAEM, por sua vez subordinado ao regime totalitário da RPC”. O jurista vais mais longe. “A afinidade textual entre a lei de Macau e leis congéneres de outros países, nomeadamente europeus, não garantiria, por si só, que a sua utilização em Macau fosse análoga.” E dá exemplos. “Lembremo-nos de como tem sido utilizada em Macau, ao longo dos anos, a Lei de Bases da Segurança Interna para fins manifestamente diferentes daqueles que o seu teor literal revela, de como foi usada no ‘Verão Quente’ de 2014 a lei sobre a protecção de dados pessoais contra os organizadores do chamado ‘referendo civil’ (na verdade, uma mera sondagem).”
FORA DO DIREITO
Katchi recorda também o último caso que envolveu o deputado pró-democrata Sulu Sou e o activista Scott Chiang, relativamente à lei reguladora dos direitos de reunião e manifestação. “Refira-se, aliás, que a utilização abusiva desta lei tem sido um problema recorrente, nomeadamente pela forma como a PSP tem exercido o seu poder discricionário de redefinir trajectos”, acrescentou. O jurista e professor universitário defende ainda que “a ofensa a símbolos não deveria constituir crime”, mas sim, “como alternativa menos gravosa”, “constituir uma mera infracção administrativa”. “O problema da ofensa a símbolos deveria mesmo ser excluído do domínio do Direito: a ofensa a um símbolo deveria ficar circunscrita à esfera da ordem do trato social, isto é, ao domínio das regras de cortesia. Seria, portanto, um problema de educação, e não de Direito”, concluiu. A.S.S.
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O
C h e f e do Executivo, Fernando Chui Sai On, afirmou que “a principal prioridade da acção governativa” de 2019 é “trabalhar para garantir o sucesso da mudança e transição do Governo”, bem como da “dupla celebração”, ou seja, dos 70 anos da implantação da República Popular da China (Outubro) e dos 20 anos da RAEM (Dezembro). As prioridades foram traçadas ontem no discurso que proferiu na recepção da Festa da Primavera, oferecida pelo Gabinete de Ligação. “Iremos colaborar activamente com todos os sectores da sociedade para, em conjunto, mantermos a estabilidade da conjuntura global e criarmos um bom ambiente de trabalho para que aquelas tarefas sejam realizadas de forma ordenada, segura e estável”, realçou o Chefe do Executivo. A onze meses de terminar o mandato, Chui Sai On reiterou ainda que o Governo vai continuar “a assumir seriamente a responsabilidade constitucional de defesa da segurança nacional”, bem como a “participar activamente na construção da Grande Baía e aproveitar as oportunidades proporcionadas pela integração [de Macau] no desenvolvimento nacional”. Isto com vista a “criar um maior espaço e novas dinâmicas para o desenvolvimento de Macau, proporcionando, desta forma, mais oportunidades para o desenvolvimento de todos os sectores sociais, e dos jovens, em especial”.
APOIO DO GABINETE
No encontro, que juntou centenas de personalidades, na Torre de Macau, Chui Sai On destacou ainda o “constante empenho e o forte apoio” demonstrados “desde sempre” pelo Gabinete de Ligação. Já o director do Gabinete de Ligação, Fu Ziying, começou por fazer referência ao “inesquecível” 2018 “no progresso do desenvolvimento da China”, mas também aos “novos êxitos em todas as áreas sociais” que Macau, “território intimamente ligado à pátria”, ganhou no ano passado. “Com o apoio do Governo Central e do interior da China , o Chefe do Executivo e o governo da RAEM lideraram todas
CHUI SAI ON GARANTIR “SUCESSO” DA MUDANÇA ENTRE AS PRINCIPAIS PRIORIDADES
Passar o testemunho
Garantir o sucesso da mudança de Governo figura como uma das principais prioridades da acção governativa em 2019. O director do Gabinete de Ligação fala em novas oportunidades as partes sociais a ganhar a solidariedade e o progresso social, promovendo a estabilidade e melhoria da economia, o aperfeiçoamento da segurança social e a harmonia social”, sublinhou Fu Ziying. “Em particular, implementou as obrigações constitucionais”, acrescentou o director do Gabinete de Ligação, no discurso que proferiu.
OLHAR PARA A FRENTE
Fu Ziying também abordou o “ano especial” que Macau tem pela frente. “Celebraremos o 20.º aniversário do regresso de Macau [e] um novo governo entrará em funcionamento, abrindo uma nova fase de desenvolvimento com novas oportunidades”, observou, afirmando que “o Governo Central
Estudos Deputado questiona gastos de 19 milhões
O deputado Lei Chan U exige ao Governo que explique o estudo e a actualização posterior do plano de desenvolvimento da zona das Portas do Cerco. Este vai ser um dos pontos abordados pelo legislador da FAOM, hoje, durante o Plenário da Assembleia Legislativa numa sessão de interpelações orais. Segundo o deputado, é preciso apurar porque se pagou, em
2011, nove milhões de patacas por um estudo que, pouco depois de ter sido terminado, teve imediatamente de ser actualizado. O custo da actualização chegou aos 10 milhões, sendo mais caro do que o estudo inicial, pelo que em sete anos foram gastos 19 milhões de patacas em dois estudos sobre o mesmo assunto. Lei Chan U quer que todo o processo seja explicado.
vai acompanhar, de perto, todos os progressos de Macau”. “Actualmente e no futuro próximo, para concretizar as
“Celebraremos o 20.º aniversário do regresso de Macau [e] um novo governo entrará em funcionamento, abrindo uma nova fase de desenvolvimento com novas oportunidades” FU ZIYING DIRECTOR DO GABINETE DE LIGAÇÃO
expectativas do Presidente Xi Jinping, de promover o melhor desenvolvimento de Macau na integração do desenvolvimento global do país, precisamos de ter uma visão de longo prazo”. Neste sentido, “os planos para o desenvolvimento económico e social, além de baseados na realidade regional de Macau, devem ter em consideração as necessidades de desenvolvimento do país, aproveitando a vantagem de Macau, servindo a necessidade do país, e procurando o desenvolvimento a longo prazo na nova rodada de reforma e abertura do país”, sustentou. Neste sentido, defendeu ser precisa “uma atitude pragmática”, no sentido de “aproveitar bem as
políticas favoráveis do Governo Central para apoiar o desenvolvimento de Macau”. “Precisamos de ter espírito inovador, no aprofundamento de cooperação entre Macau e o Interior da China, especialmente na participação na estratégia nacional de construção da Grande Baía”, apontou. Neste contexto, Fu Ziying destacou que se deve “aproveitar a vantagem inerente da política de ‘Um país, dois sistemas’, experimentar corajosamente do uso do mecanismo institucional para a inovação”, bem como “resolver conjuntamente o problema das diferenças institucionais”. Vitor Ng com Diana do Mar info@hojemacau.com.mo
Ilha Verde Pedida classificação de Convento A deputada Wong Kit Cheng, ligada à Associação Geral das Mulheres de Macau, quer explicações para o facto do Governo ter classificado a Colina da Ilha Verde, mas ter deixado de fora o Convento na zona, com cerca de 200 anos. De acordo com a legisladora, no passado, quando a Colina da Guia e a Colina de Mong Há foram classificadas, o farol e a fortaleza que ficam nos mesmos locais foram igualmente protegidos. Contudo, o mesmo não aconteceu com a Colina da Ilha Verde. Wong alertou ainda para o facto de o Convento estar “rodeado por veículos abatidos” e “haver falta de protecção e manutenção”.
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O
governador da província de Guangdong, Ma Xingrui, pretende aprofundar uma aliança científica com Macau e Hong Kong através da construção de laboratórios de tecnologia de ponta necessárias ao sucesso das indústrias locais. A notícia, publicada pelo South China Morning Post, cita um relatório anual divulgado ontem pelo Governo provincial onde Ma Xingrui categoriza o projecto como uma “oportunidade de importância histórica” e uma prioridade para 2019. A proposta do Governo da província vizinha surge ao abrigo do projecto de cooperação da Grande Baía e tem a ambição tornar a região num hub internacional de inovação e tecnologia. O governador de Guangdong elenca a elevada capacidade de conectividade de transportes como um dos trunfos logísticos, além de se basear num conceito algo polémico: a co-localização, que permite o desenvolvimento de empresas em mais de um país. Para que tal aconteça será necessário promover processos burocráticos dos serviços de imigração nas fronteiras mais suaves. Algo que está em funcionamento na esPUB
A Grande Baía High-Tec Guangdong quer hub tecnológico com Macau e Hong Kong ainda este ano
tação ferroviária de Hung Hom em Kowloon, infra-estrutura que motivou polémica desde que foi anunciada. Durante o discurso perante o órgão legislativa de Guangdong, Ma referiu que pretende “abrir e partilhar com Hong Kong e Macau mais instalações laboratoriais, mecanismos de pesquisa científica
de larga-escala e de tratamento de dados”.
DORES DE CRESCIMENTO
Em contrapartida, as previsões de crescimento económico para Guangdong são de abrandamento, em linha com o que é expectável para a economia chinesa. Ainda assim, a província que é o principal
motor industrial chinês espera um crescimento entre 6 e 6,5 por cento do Produto Interno Bruto em 2019. A tendência de queda verifica-se desde o ano passado, quando o crescimento se cifrou nos 6,8 pontos percentuais, valor abaixo dos 7,5 por cento registados em 2017. Analistas políticos e económicos apontam a guerra comercial com os Estados Unidos.
Obras Públicas ID quer instalações desportivas na Zona A dos aterros
O Instituto do Desporto sugeriu às Obras Públicas que construam três campos de futebol, três piscinas, ginásios e trilhos para ciclismo e corrida na Zona A dos Novos Aterros. A informação foi avançada pelo ID, em resposta a uma interpelação do deputado Sulu Sou, que perguntou sobre os planos para o desenvolvimento do desporto local. “Em relação à Zona A dos aterros, o ID sugeriu às Obras Públicas a construção de pelo menos três campo de futebol com pista de atletismo, três piscinas e três ginásios”, pode ler-se na resposta ao deputado. “Foi também sugerido que deve ser reservado um espaço razoável para a prática de exercício físico nas áreas residenciais, além de trilhos para ciclismo e caminhada. São instalações que vão melhorar a qualidade de vida da população”, é acrescentado.
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terça-feira 29.1.2019
CRIME CANADÁ EM CONTACTO COM MACAU APÓS DETENÇÃO DE CANADIANO
Em cima do acontecimento
“De acordo com as leis de privacidade do Canadá, informações adicionais sobre este assunto não poderão ser reveladas” CONSULADO GERAL DO CANADÁ EM HONG KONG
O Consulado Geral do Canadá em Hong Kong está em contacto com as autoridades de Macau relativamente à detenção do cidadão canadiano, de origem chinesa. O homem, de 61 anos, é suspeito de ter tentado defraudar uma empresa em 249 milhões de euros
F
“
UNCIONÁRIOS consulares estão em contacto com as autoridades locais sobre o assunto”, afirmou o Consulado Geral do Canadá em Hong Kong, em resposta à Lusa, referindo-se ao canadiano detido na sexta-feira em Macau, acrescentando ainda que, “de acordo com as leis de privacidade do Canadá, informações adicionais sobre este assunto não poderão ser reveladas”. O canadiano foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) nas Portas do Cerco, quando se preparava para deixar o território, após ter alegadamente tentado transferir 249 milhões de euros da conta bancária de uma empresa de entretenimento para a de uma empresa em Hong Kong. O homem, de apelido Liao, foi presente ao Ministério Público no dia seguinte, desconhecendo-se eventuais medidas de coacção. O HM contactou o MP, mas até ao fecho da edição não obteve resposta. O caso remonta ao passado dia 21, quando o sino-canadiano se dirigiu a um banco local para transferir os fundos. Uma pretensão que, segundo explicou a PJ, viu ser-lhe negada após a descoberta
A
empresa Jiayuan International, que comprou em Dezembro de 2017 dois lotes de terra na Taipa, tem as acções suspensas na bolsa de Hong Kong, desde 21 de Janeiro. A decisão de suspender a transacção dos títulos foi tomada após o valor ter registado uma quebra de quase 80 por cento, entre 15 e 18 de Janeiro. No momento das primeiras quebras no valor, a administração da Jiayuan International sempre garantiu que não via uma razão
por parte de um funcionário que a assinatura dos documentos de autorização que apresentou não correspondia à da conta bancária da empresa de entretenimento. Na sequência do incidente, o banco contactou a empresa em causa, que garantiu não ter dado luz verde para nenhuma transferência de fundos, e na sexta-feira decidiu reportar o caso à Polícia Judiciária. Na tarde do mesmo dia, o homem acabou então por ser detido na fronteira. Segundo a investigação preliminar da PJ, o sino-canadiano terá utilizado um documento de autorização forjado para tentar defraudar a empresa (cujo nome não foi divulgado pelas autoridades), recaindo sobre ele a suspeita da prática dos crimes de falsificação de documentos e fraude.
SEM LIGAÇÕES
Não há qualquer indício que aponte, de momento, para a possibilidade de o caso estar relacionado com a crescente tensão entre a China e o Canadá. Pequim e Otava vivem uma crise diplomática desde que, em 1 de Dezembro, a directora financeira da Huawei, Meng Wanzhou foi detida em Vancouver, a pedido dos
Estados Unidos, por suspeita de que o grupo chinês das telecomunicações tenha exportado produtos de origem norte-americana para o Irão e outros países visados pelas sanções de Washington, violando as suas leis. Após terem ameaçado o Canadá com “graves consequências” caso não libertasse Meng, as autoridades chinesas detiveram Michael Kovrig, antigo diplomata do Canadá, e Michael Spavor, empresário que organiza viagens turísticas e eventos desportivos na Coreia do Norte. As detenções levaram mais de cem académicos e antigos diplomatas a pedir à China a sua libertação. De acordo com a petição, assinada por especialistas sobre a China e dirigida ao Presidente chinês, as detenções dos dois canadianos, por “prejudicarem a segurança nacional da China”, são um sinal preocupante para aqueles que fazem pesquisa sobre o país. Um tribunal no norte da China anunciou ainda a repetição do julgamento do canadiano Robert Lloyd Schellenberg, condenado, em 2016, a 15 anos de prisão, por tráfico de droga, mas cujo último veredicto, na semana passada, ditou a sua condenação à pena de morte.
Problemas de luxo Empresa que investiu 3,5 mil milhões na Taipa com acções suspensas
para uma desvalorização em ritmo acelerado, ao mesmo tempo que assegurava aos investidores a boa condição da saúde da empresa. Contudo, o caso gerou mais dúvidas quando, no dia 17 de Janeiro, o próprio presidente do grupo, Shum Tin Ching, e a esposa, Wang Xinmei, que foram apanhados a vender parte
das acções da empresa, cortando a participação de 57,65 por cento para 53,92 por cento. A venda foi feita a um valor com 79 por cento de desconto face ao valor dos títulos no dia anterior. Porém, Shum limitou-se a justificar que tinha feito a venda, depois de ter dado a participação como garantia de um outro empréstimo.
Esta foi uma acção que causou estupefacção, mesmo entre os analistas. “O facto de estarem a reduzir a participação na empresa é uma movimentação muito confuso”, disse Castor Pang, líder do departamento de pesquisa do banco de investimento Core Pacific-Yamaichi International Hong Kong, em declarações à Bloomberg. “Normalmente se os directores reduzem as suas participações tem de haver uma razão para isso. Mas quando se registou a quebra maior, a empresa sempre
disse que não havia razão para a quebra”, acrescentou.
ALTAS RESIDÊNCIAS
Apesar da instabilidade vivida em Hong Kong, o negócio de Macau não sofreu quaisquer consequências. A garantia foi dada por Oliver Tong, responsável da JLL, que intermediou o negócio na RAEM. “Tudo está bem com o negócio de Macau. A transacção foi feita há mais de um ano e está tudo dentro do normal. A entrada foi feita a tempo, assim como os pagamentos”, disse Oliver Tong,
ao HM. “Li os jornais e sei que em Hong Kong houve problemas, mas em Macau está tudo bem”, acrescentou. Foi em Dezembro de 2017 que se soube que a Jiayuan International ia pagar 3,51 mil milhões de dólares de Hong Kong à empresa Companhia de Fomento Predial San Kin Tai, detida a 40 por cento por William Kuan. Os dois terrenos ficam na Taipa, na Avenida Dr. Sun Yat-Sen, estão identificados como Lote TN20 e Lote TN24 e vão ser utilizados para a construção de residências de luxo.
8 sociedade
29.1.2019 terça-feira
TV CABO CONTRATO DE CONCESSÃO RENOVADO ATÉ 2024
O
Desde 17 de Agosto, a DSAL recebeu quatro processos de queixas de nadadores-salvadores, envolvendo 28 trabalhadores (incluindo 24 não residentes), dos quais dois foram “resolvidos e arquivados”
SURF HONG MULTA E COMPENSAÇÕES A TRABALHADORES ASCENDEM A MEIO MILHÃO DE PATACAS
Novas ondas
Após ter sido punida com uma multa de 230 mil patacas por ter falhado em proporcionar descanso suficiente aos trabalhadores, a Surf Hong foi obrigada a pagar compensações aos nadadores-salvadores na ordem das 280 mil patacas
A
Surf Hong, empresa que presta serviços de salvamento nas piscinas públicas, já desembolsou mais de meio milhão de patacas devido ao conflito laboral que estalou no Verão passado. Depois de ter sido punida com uma multa de 230 mil patacas por ter falhado em proporcionar tempo de descanso suficiente aos trabalhadores, a empresa foi agora obrigada a pagar aproximadamente 280 mil patacas em compensações, revelou a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) ao HM. A atribuição de compensações foi decidida após terem sido confirmadas “irregularidades no cálculo feito pelo empregador relativamente ao descanso semanal, feriados obrigatórios e férias anuais”, afirmou a DSAL na mesma resposta, dando ainda conta de que procedeu à “respectiva autuação”, mas sem facultar mais detalhes. Desde 17 de Agosto, a DSAL recebeu quatro processos de queixas de nadadores-salvadores, envolvendo 28 trabalhadores (incluindo 24 não residentes), dos quais dois (envolvendo três trabalhadores) foram “resolvidos e arquivados
depois da intervenção da DSAL”, afirmou o organismo. As matérias reclamadas nos restantes dois processos “referem-se principalmente a descanso semanal, compensação do trabalho extraordinário, férias anuais, período de trabalho, princípio de igualdade (remuneração diferente para trabalho igual), entre outros”, adiantou a DSAL, mencionando que “já concluiu basicamente a investigação”. Na mesma resposta, a DSAL não faz referência ao despedimento de “alguns” nadadores-salvadores – que o próprio organismo confirmou anteriormente a este jornal –, após ter dito, no início de Novembro, que iria continuar a dar seguimento ao caso. Na altura, o organismo insistiu que não recebeu qualquer queixa ou pedido de assistência por parte dos nadadores-salvadores sobre a rescisão do contrato de trabalho.
MULTA DO ID
Além da multa e compensações aos trabalhadores devido ao conflito laboral, a Surf Hong vai ser penalizada por incumprimento do contrato
MENOS CONFLITOS EM 2018
A
o longo do ano passado, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) instaurou 1.673 processos, valor que traduz uma descida de 17 por cento face a 2017, indicam dados facultados pelo organismo ao HM. O número de trabalhadores envolvidos também diminuiu – na ordem dos 11 por cento – para 2.914. A maioria dos conflitos laborais foi registada nos sectores da construção civil, hotelaria, restauração e comércio. Segundo a DSAL, do total de processos instaurados em 2018 foram concluídos 1.223 (73 por cento), dos quais 1.166 diziam respeito a créditos laborais, cujo montante ascendeu a 23,4 milhões de patacas. Dos processos concluídos, mais de 90 por cento foram resolvidos pela DSAL, segundo o próprio organismo, o que significa que menos de 10 por cento foram remetidos para os tribunais.
com o Instituto do Desporto (ID). No início de Novembro, o presidente do ID, Pun Weng Kun, revelou que a empresa poderia ter de pagar uma multa de, pelo menos, dez milhões de patacas na sequência de irregularidades contratuais cometidas com os nadadores-salvadores e que levaram ao encerramento das piscinas em Agosto. O presidente do ID estimou então ter resultados finais relativamente ao caso no período de um mês. Contactado pelo HM, o ID afirmou que “no âmbito dos contratos celebrados com a empresa Surf Hong, que sofreram vicissitudes durante a sua execução, foi já concluído processo administrativo de aplicação de multa por violação contratual e a empresa devidamente notificada do valor das multas a pagar”, mas declinou revelar o montante. “A matéria deve continuar a merecer alguma reserva por parte do ID”, dado que “se encontra a decorrer o prazo para a apresentação de eventuais recursos hierárquicos e contenciosos por parte da empresa Surf Hong”, respondeu. Diana do Mar
dianadomar@hojemacau.com.mo
contrato de concessão da TV Cabo vai ser renovado. A informação consta de uma Ordem Executiva, publicada ontem em Boletim Oficial, que delega no secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, os poderes necessários para representar a RAEM, na qualidade de outorgante, na escritura pública do contrato adicional à renovação do contrato de concessão do serviço terrestre de televisão por subscrição. O contrato com a TV Cabo foi firmado em Abril de 1999 por 15 anos e renovado, em 2014, por um período de cinco anos. Segundo a Rádio Macau, que cita a Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações (DSCT), o contrato vai ser prorrogado por mais cinco anos, ou seja, até 2024, e inclui uma nova norma que abre caminho à prestação de serviços integrados de televisão, telefone e internet. “Foi aditado que, após a entrada em vigor do Regime de Convergência de Redes e Serviços de Telecomunicações, a TV Cabo transitará para a licença de convergência. Nessa altura, poderá desenvolver, de acordo com as próprias condições de exploração, outros serviços de telecomunicações”, indicou a DSCT à emissora pública.
Trabalho Taxa de desemprego desceu, mediana salarial subiu em 2018
Macau encerrou 2018 com uma taxa de desemprego de 1,8 por cento, menos 0,2 pontos percentuais face ao ano anterior, indicam dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). A taxa de desemprego dos residentes também recuou (0,3 pontos percentuais), fixando-se em 2,4 por cento. A mediana do rendimento mensal da população empregada cifrou-se em 16.000 patacas, enquanto a dos residentes fixou-se em 20.000 patacas, com ambas a traduzirem um crescimento de 1.000 patacas, em termos anuais. “Em 2018, o mercado de emprego de Macau apresentou um comportamento favorável”, realçou a DSEC.
sociedade 9
terça-feira 29.1.2019
SEGURANÇA GOVERNO VAI GASTAR 652,5 MIL PATACAS EM GÁS PIMENTA
INDÚSTRIAS CULTURAIS CRIADOS DOIS PRÉMIOS DE EXCELÊNCIA ATÉ 500 MIL PATACAS CADA
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Governo decidiu criar dois prémios de excelência na área das indústrias culturais. Segundo o regulamento, publicado ontem em Boletim Oficial, um tipo versa sobre projectos, enquanto outro destina-se a empresas. Ambos têm um valor limite de 500 mil patacas. O primeiro tem como destinatários “as empresas, personalidades ou associações da RAEM que desenvolvem projectos nas áreas das indústrias ou conteúdos culturais e criativos, com maior potencialidade de desenvolvimento comercial, maior impacto ou maior desenvolvimento no mercado”, enquanto o segundo destina-se a empresas do sector que “apresentem comprovadamente melhor desenvolvimento financeiro e industrialização”. À luz das regras, os vencedores dos prémios devem utilizá-los, dentro do prazo de dois anos, para “fins que contribuam para o desenvolvimento de projectos ou para a promoção e divulgação das empresas”. Para o efeito, antes têm de apresentar uma proposta, que carece de prévia autorização do Fundo de Indústrias Culturais (FIC), ficando depois obrigados à apresentação de um relatório “devidamente fundamentado e documentado”. As candidaturas aos prémios na área das indústrias culturais são abertas anualmente, cabendo ao FIC efectuar uma análise preliminar do processo de candidatura que, se estiver em conformidade, segue então para a Comissão de Avaliação. D.M.
Reforço gasoso
Forças de Segurança de Macau encomendaram três tranches de gás pimenta para serem distribuídas pelos agentes da linha da frente. Cada unidade vai ter um preço aproximado de 450 patacas
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Governo tem planeado gastar até 652,5 mil patacas em gás pimenta em cerca de 1.450 latas durante os próximos tempos. A informação foi disponibilizada pela Direcção dos Serviços das Forças de Segurança de Macau (FSM) ao HM. Segundo os dados apresentados pelas autoridades, actualmente já chegaram ao território 300 unidades de gás na primeira encomenda. Estas latas foram entregues ao Corpo de Polícia de Segurança Pública (PSP) e entre elas constam as unidades apresentadas pela Polícia Turística e apresentadas no passado dia 22, quando foi inaugurado a Centro de Apoio a Turistas do departamento Policial de Macau. Segundo o Governo, cada unidade tem um preço unitário de aproximadamente 450 patacas, pelo que na primeira tranche de gás pimenta foi gasta a quantia de 135 mil patacas. No entanto, está prevista uma segunda entrega às FSM, que depois será distribuída pelas diferentes autoridades. A segunda tranche deverá chegar em Março e envolve outras 270 unidades de gás pimenta, que vão ter um custo de 121,5 mil patacas. Além das duas primeiras entregas que totalizam 570 latas de gás pimen-
Actualmente já chegaram ao território 300 unidades de gás na primeira encomenda. Estas latas foram entregues ao Corpo de Polícia de Segurança Pública
Medicina tradicional chinesa Dois lotes de medicamentos retirados do mercado
ta, o Governo tem ainda prevista uma nova aquisição de mais 880 unidades. Também nesta nova encomenda, segundo as Forças de Segurança de Macau, o preço de aquisição por unidade deve rondar as 450 patacas, o que significa que em relação a última entrega deverá ser gasto um montante que roda as 396 mil patacas. As três tranches juntas representam um número de 1.450 latas de spray pimenta e um valor aproximado de 652,5 mil patacas.
NOVA VAGA
A questão do equipamento dos agentes com gás pimenta ganhou uma nova actualidade, depois do caso do agente da PSP que disparou um tiro de alerta num casino do território. Na altura o agente mostrou visíveis dificuldades para controlar três homens, que estariam a fumar num lugar onde era proibido. Após o caso, o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, revelou que até ao final de Janeiro a maior parte dos polícias da linha da frente, ou seja, aqueles que estão frequentemente no terreno, seriam equipados com este tipo de armamento. Neste sentido, a primeira entrega foi feita a tempo da abertura do Centro de Apoio a Turistas do departamento Policial de Macau, no dia 22, altura em que os agentes mostraram à comunicação social o novo equipamento. Na altura, Leong Man Cheong, comandante-geral da Polícia de Segurança Pública (PSP), admitiu ainda a hipótese dos agentes terem os seus meios reforçados com outro tipo de equipamentos, além do gás pimenta. “A polícia vai equacionar introduzir outros meios de dissuasão além do gás pimenta, caso seja necessário no futuro”, apontou o responsável.
Os Serviços de Saúde de Macau (SSM) informaram ontem que retiraram do mercado dois lotes de medicamentos chineses. De acordo com um comunicado oficial, foram detectados nos referidos lotes “uma quantidade total de bactérias que ultrapassa o padrão estabelecido ao da farmacopeia”. No mesmo comunicado, lê-se que os SSM, “além de efectuarem regularmente e aleatoriamente testes laboratoriais às amostras de medicamento existentes no mercado, também criaram um sistema de alerta sobre a qualidade e reacções adversas de medicamentos, em que os médicos, médicos e mestres de medicina tradicional chinesa, farmacêuticos ou outros profissionais de saúde podem notificar os serviços de Saúde sobre os casos detectados”.
João Santos Filipe
joaof@hojemacau.com.mo
10 eventos
PINTURA APANHADO SUSPEITO DE ROUBAR QUADRO EM MOSCOVO
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S autoridades russas detiveram um homem acusado de ter roubado, no domingo, uma pintura do século XIX na Galeria Tretyakov, em Moscovo, em plena luz do dia e disfarçado de segurança. O museu, um dos principais da capital russa, anunciou na noite de domingo, em comunicado, que uma obra do pintor russo Arkhip Kouïndji tinha sido roubada por volta das 18h locais (21h em Macau), quando a galeria estava aberta ao público.
A pintura, que representa o Monte Aï-Petri, na Crimeia, feita entre 1898 e 1908, foi encontrada pela polícia escondida num estaleiro, de acordo com um comunicado do Ministério do Interior da Rússia. O homem, de 31 anos, acusado de estar por detrás do roubo foi preso numa vila nos arredores de Moscovo. “No momento do roubo, a segurança da galeria, garantida por elementos da Guarda Nacional e por funcionários do serviço de segurança do museu, estava
a funcionar normalmente”, relatou a Galeria Tretyakov no domingo, acrescentando que as medidas de controlo foram reforçadas. Na altura, testemunhas disseram ter visto um jovem a remover a pintura da parede e explicaram que apenas depois perceberam que tinham assistido a um roubo. A Galeria Tretyakov tem em exibição até ao final de Fevereiro uma mostra dedicada a Arkhip Kouïndji, com mais de 120 das suas obras. No final de Maio, um homem de 37 anos vandalizou (partindo o vidro de protecção) uma das mais famosas pinturas da galeria, representando Ivan, o Terrível, a matar o filho, da autoria de Ilia Repin. Fundada em 1856, a Galeria Tretyakov tem uma das colecções mais ricas da Rússia. Entre as obras-primas estão algumas de Marc Chagall, Vassily Kandinsky e o famoso “Quadrado Preto sobre um Fundo Branco”, de Kazimir Malevitch. PUB
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NDIGO” é o mais recente disco de Wild Nothing, o projecto musical de Jack Tatum que se apresenta ao vivo em Hong Kong no próximo dia 15 de Abril, às 20h. O concerto está marcado para o espaço This Town Needs, em Yau Tong, no sudeste de Kowloon. “Indigo” dá o mote à digressão que leva a banda norte-americana da Europa à Ásia, que traz também na bagagem três outros registos dignos de atenção, com destaque para a pérola indie, lançada em 2012, “Nocturne”. Os Wild Nothing são o projecto pessoal de Jack Tatum, um músico que enquanto estudava no Virginia Tech explorava criativamente o fascínio com as paisagens sonoras dos Cocteau Twins e The Smiths. Antes do lançamento em 2010 do primeiro disco, “Gemini”, Jack Tatum partiu a internet com a versão de “Cloudbusting” de Kate Bush. Assim nascia, num dormitório universitário, um dos mais interessantes projectos de dream pop do início da segunda década do século XXI.
CARA ROBBINS
29.1.2019 terça-feira
EXPLOSÃO SUAVE
Depois do primeiro disco, Jack Tatum conseguiu aclamação crítica e do público com o lançamento de “Nocturne”, que conseguiu a distinção de “best new music” pelo influente site de música Pitchfork. O segundo disco de Wild Nothing foi um ponto de viragem, não só em termos de visibilidade mas também na sonoridade. Uma das razões, além da composição, foi a possibilidade de Tatum trabalhar com um produtor musical, Nicolas Vernhes, que produziu discos de bandas como Animal Collective, Deerhunter, The Fiery Furnaces, Dirty Projectors e The War on Drugs. Além disso, “Nocturne” é o primeiro registo que Jack Tatum gravou num estúdio, onde teve acesso a um largo leque de instrumentos musicais inacessíveis a quem faz gravações caseiras. O resultado foi um disco que catapultou Wild Nothing para um patamar de banda a seguir no panorama da música alternativa e do dream pop. Hoje em dia, com mais dois EPs e dois álbuns na discografia,
Wild Nothing é o projecto pessoal de Jack Tatum, um músico que enquanto
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CONCERTO WILD NOTHING AO VIVO EM H
Os norte-americanos Wi de tocarem no Japão, Tai discos e uma sonoridade
CRIME OBRA DE BANKSY ROUBADA DA SALA PARISIENS
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MA obra atribuída ao artista de rua britânico Banksy que homenageava as vítimas dos atentados de Novembro de 2015 na sala de espectáculos Le Bataclan, em Paris, foi roubada, anunciou no Twitter a equipa daquele estabelecimento. A obra de arte em que se podia ver uma menina com um véu a cobrir-lhe a cara apareceu, em Junho de 2018, na porta de saída de emergência do Bataclan e foi roubada, anunciou este fim-de-semana a
equipa do Bataclan, que partilhou no Twitter a sua “profunda indignação” sobre o desaparecimento de uma obra que “pertencia a todos, vizinhos, parisienses, cidadãos do mundo”. A pintura foi realizada numa porta de saída de emergência da sala de espectáculos Le Bataclan por onde muitas pessoas escaparam do ataque terrorista realizado por um grupo de terroristas do Estado Islâmico (EI) que atirou indiscriminadamente contra o público
eventos 11
terça-feira 29.1.2019
ENSINO UNIVERSIDADE DE ÉVORA VAI TER INSTITUTO CONFÚCIO
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o estudava no Virginia Tech explorava criativamente o fascínio com as paisagens sonoras deos Cocteau Twins e The Smiths
um sonho pop
HONG KONG DIA 15 DE ABRIL
ild Nothing regressam a Hong Kong em Abril, depois iwan, Pequim e Shenzhen. Na bagagem trazem quatro que apela à nostalgia dos fãs de new wave e dream pop
SE BATACLAN matando 130 pessoas a 13 de Novembro de 2015, durante um concerto da banda norte-americana Eagles of Death Metal. Segundo a agência de notícias francesa AFP, o roubo ocorreu na noite de sexta-feira para sábado e os responsáveis pelo roubo estavam encapuzados e levaram a obra num camião. Em Novembro de 2018, a cidade de Paris prestou homenagem aos 130 mortos e mais de
400 feridos no ataque no dia 13 de Novembro com uma cerimónia e colocando na Torre Eiffel mais de 50 mil cartas de condolência enviadas de todo o mundo, noticiou a Lusa na altura. Em Janeiro de 2016, três porteiros portugueses foram distinguidos, com a Medalha de Bronze da Cidade de Paris por terem ajudado a socorrer as vítimas do ataque terrorista ao Bataclan a 13 de Novembro de 2015.
o projecto de Jack Tatum atingiu maturidade suficiente para passar a fase de ser apenas mais uma banda de abertura que abre o apetite dos adeptos da música alternativa etérea e tocar em nome próprio e para o seu público. O regresso de Wild Nothing a Hong Kong acontece seis anos depois da estreia na região vizinha, depois de abrir para os dinamarqueses Mew. O preço dos bilhetes, comprado com antecedência, é 350 HKD, valor que sofre uma inflação de 100 HKD no dia do concerto. João Luz
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Universidade de Évora (UE) assinou no passado dia 22 um acordo de cooperação com a Universidade de Guangxi, que prevê a criação do Instituto Confúcio na universidade portuguesa. De acordo com um comunicado da própria UE, na cerimónia de assinatura esteve presente Soumodip Sarkar, vice-reitor para a Inovação, Cooperação e Empreendedorismo, que destacou a importância que a UE tem vindo a dar “aos países do leste asiático, nomeadamente a China”, além do facto da universidade “ser líder ibérico da iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’, graças a um memorando assinado em Macau em Novembro último. O mesmo responsável apontou também que “a China representa uma grande oportunidade para os nossos investigadores e estudantes”. “Foi com muito agrado que recebemos a Universidade de Guangxi, uma das melhores universidades da China”, acrescentou, referindo que os objectivos desta parceria passam por “ampliar a ligação com a Universidade de Guangxi e explorar as diferentes formas de colaboração e cooperação, nomeadamente intercâmbios de alunos”. Quanto ao futuro Instituto Confúcio, este vai não apenas ensinar a língua e cultura chinesas a falantes de português como também possibilitar a realização do Exame Oficial de Nível da Língua Chinesa, apresentando critérios uniformizados ao nível mundial. O acordo firmado estabelece, ainda, a possibilidade de cooperação bilateral a vários níveis, nomeadamente, através do intercâmbio de estudantes, da realização de seminários, workshops e programas culturais, entre outras actividades ao nível da investigação.
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29.1.2019 terça-feira
O antigo ministro dos Negócios Estran- PEQUIM XI JINPING REÚNE-SE COM ALTO RESPONSÁVEL NORTE-COREANO geiros norte-coreano esteve na capital chinesa onde assistiu, com o Presidente chinês, a um espectáculo comemorativo do 70.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China Coreia Norte)”, disse Xi, Kim e Trump reuniramcitado pela agência. -se, em Singapura, no ano e a RPDC. A segunda cimeira entre a “A China está disposta a passado, num encontro hisCoreia do Norte e os Estados Unidos trabalhar com a RPDC para tórico que ocorreu depois de, implementar o importante em 2017, as tensões terem tem lugar no mês que vem consenso alcançado pelas atingido níveis inéditos desde
Pôr a escrita em dia
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vice-presidente do Comité Central do Partido dos Trabalhadores norte-coreano, Ri Su-yong, reuniu-se, em Pequim, com o Presidente chinês, Xi Jinping, informou ontem a imprensa estatal, nas vésperas da cimeira entre Estados Unidos e Coreia do Norte. O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano liderou uma delegação de funcionários do Governo e artistas da Coreia do Norte, numa visita à capital chinesa, como parte dos esforços
para fortalecer as relações bilaterais. No domingo, Ri Su-yong e Xi Jinping assistiram a um espectáculo artístico norte-coreano, detalhou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. “Esta visita é uma actividade de intercâmbio cultural importante para implementar o consenso alcançado por ambas as partes, bem como um evento significativo na celebração do 70.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e a RPDC (República Popular Democrática da Coreia, nome oficial da
duas partes, a fim de beneficiar ainda mais os dois povos e contribuir para a paz mundial, estabilidade, desenvolvimento e prosperidade”, acrescentou Xi, que foi acompanhado pela mulher, Peng Liyuan.
AFINADOS
Xi Jinping, Presidente da China “A China está disposta a trabalhar com a RPDC para implementar o importante consenso alcançado pelas duas partes, a fim de beneficiar ainda mais os dois povos e contribuir para a paz mundial, estabilidade, desenvolvimento e prosperidade.” PUB
Aviso Aceitam-se registos para o projecto “Subsídio para aquisição de material escolar a estudantes do ensino superior” Aceitam-se, a partir de hoje e até 15 de Março, registos para o projecto “Subsídio para aquisição de material escolar a estudantes do ensino superior no ano lectivo de 2018/2019”. O montante do subsídio é de 3.300 patacas. Podem registar-se os estudantes, titulares do Bilhete de Identidade de Residente da RAEM, que frequentam, em instituições do ensino superior da RAEM ou do exterior, cursos do ensino superior, conferentes de graus académicos ou com a duração não inferior a dois anos lectivos. Os estudantes qualificados podem aceder à página electrónica do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (www.gaes.gov.mo), dentro do prazo definido, para se registarem on-line, podendo, ainda, pessoalmente ou através de representantes, como familiares e/ ou amigos, dirigir-se ao Centro dos Estudantes do Ensino Superior do GAES (Avenida Conselheiro Ferreira de Almeida, 68-B, Edifício Va Cheong, r/c B, em frente à paragem de autocarros do Jardim Lou Lim Ioc), ao balcão de recepção do GAES (Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues, 614A-640, Edifício Long Cheng, 7.o andar), ao Centro de Prestação de Serviços ao Público do Instituto para os Assuntos Municipais, no Centro de Serviços da RAEM (Rua Nova da Areia Preta, n.º 52), ao Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Norte - Posto de Toi San (Avenida Artur Tamagnini Barbosa, n.º 127, Edifício D.ª Julieta Nobre de Carvalho, Bloco B, r/c), ao Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Norte - Posto de Fai Chi Kei (Rua Nova do Patane, Habitação Social de Fai Chi Kei, Edifício Fai Tat, Bloco II, r/c, Lojas G e H), ao Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Central (Rotunda Carlos da Maia, 5 e 7, Complexo da Rotunda Carlos da Maia, 3.º andar), ao Centro de Prestação de Serviços ao Público da Zona Central - Posto de S. Lourenço (Rua João Lecaros, Complexo Municipal do Mercado de S. Lourenço, 4.˚ andar), ao Centro de Prestação de Serviços ao Público das Ilhas (Rua da Ponte Negra, Bairro Social da Taipa, 75K, Taipa), ou ao Centro de Prestação de Serviços ao Público das Ilhas - Posto de Seac Pai Van (Avenida Vale das Borboletas, Complexo Comunitário de Seac Pai Van, 6.˚ andar, Coloane), para obterem o formulário de registo e apresentarem os respectivos documentos. Mais informações podem ser obtidas através da página electrónica do GAES ou pelo telefone 28571111, com sistema interactivo de resposta de voz. Macau, 29 de Janeiro de 2019. O Presidente do Conselho Administrativo, Substituto Chang Kun Hong
AVISO ISENÇÃO DE IMPOSTO DO SELO SOBRE TRANSMISSÕES DE BENS De acordo com o disposto no artigo 12.º do Orçamento da Região para o ano de 2019, aprovado pela Lei n.º 19/2018, os bens imóveis adquiridos com destino à habitação, no ano de 2019, até ao valor de $3 000 000,00 (três milhões de patacas) encontram-se isentos, no referido ano, de imposto do selo sobre transmissão de bens, pelo que se comunica o seguinte: I. Para beneficiar da isenção do referido imposto do selo, devem os contribuintes apresentar requerimento em conformidade, junto da Direcção dos Serviços de Finanças, desde que preencham os seguintes requisitos: 1. sejam residentes permanentes da Região Administrativa Especial de Macau, maiores de idade, e, 2. não sejam proprietários, na data do primeiro documento ou contrato de compra e venda do ano de 2019, de qualquer bem imóvel (tais como: bens destinados a habitação, a comércio, a escritório, a indústria, a estacionamento de veículos motorizados, etc.), na Região Administrativa Especial de Macau, salvo casos em que se detenha apenas um imóvel destinado ao estacionamento de veículos motorizados. II. Considera-se proprietária a pessoa singular que tenha adquirido bens imóveis por qualquer um dos documentos considerados como fonte de transmissão para efeitos fiscais, independentemente do registo de aquisição na Conservatória do Registo Predial. III. Quando for adquirido por um casal e o regime de bens do casamento adoptado for o da comunhão geral, da comunhão de adquiridos ou da participação nos adquiridos, desde que nenhum deles seja proprietário de qualquer imóvel, é atribuído o direito à isenção atrás mencionada. IV. A transmissão de bens imóveis a terceiro que não seja por motivo de sucessão hereditária, no período de 3 anos contados da data da concessão da isenção, determina a caducidade da mesma, devendo o seu beneficiário, antes daquela ocorrer, proceder ao pagamento do imposto do selo que seria devido nos termos gerais. V. Os contribuintes que obtiveram o benefício fiscal desta natureza em anos anteriores ou no presente ano orçamental, não têm direito à isenção atrás mencionada. Aos 2 de Janeiro de 2019.
O Director da DSF Iong Kong Leong
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, visitou este mês Pequim, num esforço para acertar estratégias com o único grande aliado, antes de uma segunda cimeira com o Presidente norte-americano, Donald Trump, no próximo mês. Kim reafirmou o seu compromisso e disposição em compartilhar com a China a evolução das negociações com os EUA.
o fim da Guerra da Coreia (1950-53), na sequência dos sucessivos testes nucleares de Pyongyang e à retórica beligerante de Washington. No entanto, desde a cimeira em Singapura houve pouco progresso real no desarmamento nuclear. Washington exige que Pyongyang apresente dados detalhados sobre o arsenal nuclear, enquanto Pyongyang diz que já fez o suficiente e que está na altura de os EUA aliviarem as pesadas sanções internacionais que isolaram a economia norte-coreana. A China é o maior aliado diplomático e o principal parceiro comercial da Coreia do Norte.
Uma travagem forçada
Indústria abranda em 2018. Lucros aumentam 10,3 por cento
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S lucros da indústria chinesa registaram um aumento homólogo de 10,3 por cento, em 2018, uma desaceleração significativa, face ao ano anterior, quando cresceram 21 por cento, segundo dados oficiais ontem divulgados, num período de disputas comerciais com Washington. Os lucros alcançaram 6,63 biliões de yuan. Em termos nominais, trata-se de um abrandamento de cerca de 12 por cento, face a 2017, quando os lucros excederam 7,5 biliões de yuan -, embora o GNE afirme que o cálculo foi feito “segundo valores comparáveis, considerando o ajuste e a melhoria do sistema estatístico, a eliminação de dados duplicados e a venda de activos (derivados) da reforma corporativa “. Para este indicador, as estatísticas chinesas consideram apenas empresas industriais com receitas anuais superiores a 20 milhões de yuan.
O GNE revelou ainda os resultados referentes apenas ao mês de Dezembro, que revelam uma queda homóloga de 1,9 por cento, no segundo resultado negativo em três anos, após o registado em Novembro. Em termos anuais, 32 dos 41 sectores listados pelo GNE registaram um aumento nos lucros, incluindo extracção de petróleo e gás natural, indústria dos produtos minerais não metálicos, fundição e laminação de metais ferrosos ou matérias-primas químicas.
EM DECLÍNIO
Em comunicado, o GNE afirma que a reforma da oferta “continuou a avançar, em profundidade”, e que o índice de endividamento das empresas industriais caiu 0,5%, em 2018, para 56,5%. He Ping, estatístico do GNE, apontou que o rácio da dívida das empresas estatais - afectadas pela alavancagem - caiu 1,6 pontos percentuais, para 58,7%.
A economia da China, a segunda maior do mundo, cresceu 6,6 por cento, em 2018, ou seja, ao ritmo mais lento dos últimos 28 anos. Analistas prevêem que a economia chinesa registe um declínio acentuado, ao longo da primeira metade do próximo ano, reflectindo o pleno efeito das taxas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos. A ascensão ao poder de Donald Trump nos EUA ditou o espoletar de disputas comerciais, com os dois países a aumentarem as taxas alfandegárias sobre centenas de milhões de dólares de produtos de cada um. Os EUA temem perder o domínio industrial global, à medida que Pequim tenta transformar as firmas estatais do país em importantes actores em sectores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros eléctricos.
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terça-feira 29.1.2019
Região FILIPINAS ALERTA DE TERRORISMO PARA TODO O PAÍS APÓS ATAQUE EM JOLO
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Polícia Nacional das Filipinas elevou ontem o nível de alerta de terrorismo para todo o país, após o ataque de domingo em Jolo reivindicado pelo grupo Estado Islâmico e que causou 20 mortos e 100 feridos. “A ordem garantirá que planos semelhantes de grupos terroristas não sejam realizados em outras regiões”, disse o director-geral da Polícia Nacional, Oscar Albayalde, numa conferência de imprensa em Jolo. O novo nível de alerta significa que a polícia vai
ADVOGADO CONDENADO A QUATRO ANOS E MEIO DE PRISÃO
Fim da linha
Wang Quanzhang foi condenado por “subversão contra o poder do Estado” e ainda privado de direitos políticos por cinco anos
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M tribunal no nordeste da China condenou ontem a quatro anos e meio de prisão o advogado especializado em casos de direitos humanos Wang Quanzhang, por “subversão contra o poder do Estado”. Wang é um de mais de 250 advogados e activistas que foram detidos, em 2015, parte de uma campanha repressiva lançada pelo Governo chinês contra defensores dos direitos humanos no país. Além de condenado à prisão, Wang foi também privado dos seus direitos políticos, por cinco anos, segundo um comunicado difundido no portal oficial do Tribunal Popular Intermédio de Tianjin. “O veredicto de hoje (ontem) é uma grave injustiça. É escandaloso que Wang Quanzhang seja punido por
defender pacificamente os direitos humanos na China. Ele deve ser libertado imediatamente e de forma incondicional”, afirmou num comunicado a Amnistia Internacional (AI), após ser conhececida a sentença. Wang foi detido, em 2015, mas a sua família só recebeu notícias do seu paradeiro em Julho deste ano, depois de um advogado da sua confiança ter revelado que ele estava vivo e sob custódia da polícia, em Tianjin, a 120 quilómetros de Pequim, e que “provavelmente foi torturado”, segundo a AI. “Até à pouco, a família de Wang, que continua a ser assediada pelas autoridades, nem sabia se ele estava vivo. A sua prisão contínua só prolonga o seu sofrimento”, acrescentou.
ACESSO LIMITADO
Em 26 de Dezembro passado, policias à paisana
impediram familiares e simpatizantes de Wang de acederem ao julgamento, incluindo a sua mulher, Li Wenzu, que foi impedida de se deslocar até Tianjin. O acesso foi também vetado a diplomatas e jornalistas ocidentais. A sociedade de advogados à qual Wang pertence, a Fengrui, esteve envolvida em vários casos politicamente sensíveis e representou críticos do Partido Comunista. Wang representou membros do culto religioso Falun Gong, que o PCC considera um culto maligno, e que baniu do país, em 1999. Líderes daquele culto de prática espiritual foram condenados a longas penas de prisão e vários seguidores detidos, por alegadamente constituírem uma ameaça.
aumentar os pontos de controlo e colocará sob maior vigilância a proibição de usar armas de fogo durante o período eleitoral, que terminará com as eleições legislativas e municipais de 13 de Maio. Albayalde informou ainda que o encerramento de Jolo e a restrição de movimentos no seu interior foram ordenados como estratégia para cercar os responsáveis pelo ataque, ao mesmo tempo que foi reforçado o destacamento de agentes da Polícia, das
Forças Armadas e das Forças Especiais. O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou o duplo atentado de domingo contra a catedral católica de Jolo. O ataque ocorreu uma semana depois de mais de dois milhões de filipinos da comunidade de maioria muçulmana no sul do país, onde se situa a ilha de Jolo, terem sido chamados a participar num referendo para tornar esta região mais autónoma e, assim, acabar com cinco décadas de conflito.
SEUL FALHOU PRIMEIRO TESTE PARA GERAR CHUVA ARTIFICIAL
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primeira experiência na Coreia do Sul para gerar chuva artificial e reduzir a concentração no ar de partículas poluentes da China falhou, anunciou ontem o Governo, que garantiu que vai prosseguir com os testes. A experiência, realizada pela agência meteorológica da Coreia do Sul e pelo do Ministério do Meio Ambiente na sexta-feira, teve lugar sobre o mar Amarelo, com um avião coreano a espalhar iodeto de prata no ar, um composto químico que ajuda a concentrar vapor de água nas nuvens. Registou-se um aumento das partículas de precipitação, mas não o suficiente para gerar chuva, segundo um comunicado do Mi-
nistério do Meio Ambiente. No entanto, a agência indicou que este primeiro teste - cujos dados serão anunciados com detalhe no final de Fevereiro -, permite acumular experiência. As autoridades planeiam realizar outros 14 testes como este ano para ajudar a reduzir a densidade do material particulado fino que afecta cada vez mais a Coreia do Sul. O “pó fino” tem origem nos desertos do norte da China e da Mongólia e mistura-se com a poluição produzida pela actividade industrial. A presença desta poeira na Coreia do Sul aumentou enormemente nos últimos anos e estudos locais suge-
rem que metade da poluição que contém é oriunda de fábricas e de centrais térmicas chinesas. Em 14 de Janeiro, Seul e a sua região vizinha, onde vive metade dos 50 milhões de habitantes do país, registaram um nível recorde quando o índice PM 2,5 atingiu 188 microgramas por metro cúbico, mais de sete vezes o nível de 25 microgramas recomendados pela Organização Mundial da Saúde.
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COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES DOS CONTABILISTAS Aviso Torna-se público que já se encontra finalizada a correcção da segunda prestação das provas para a inscrição inicial e revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas, realizadas no ano de 2018 nos termos do disposto na alínea 3) do artigo 1º do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, pela referida Comissão. Os respectivos resultados serão notificados aos interessados até ao dia 31 de Janeiro, solicitando-se aos mesmos que contactem com a Sra. Wong, através do nº 85995343 ou 85995342, caso não recebam a mencionada notificação. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 15 de Janeiro de 2019. O Presidente do Júri, Iong Kong Leong
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China inaugura com êxito a sua era espacial. O lado oculto da Lua, esse recanto galáctico que alude à sua própria redundância, é no entanto uma expressão inglesa que remonta a 1959 nos anais da expansão espacial e quando a nave Lune 3, “darque side”, uma sonda soviética transmitiu as primeiras imagens de um ângulo lunar nunca visto na Terra. A China chegou agora a esse local ainda não transmitido e levou já peculiares visitantes como sementes de algodão. É efectivamente um momento de relevo pela audácia de pensar um solo plantável, e pela analogia do algodão, algidez, brancura, maciez... É um convite a coisas idênticas e inaugurais estes primeiros flocos de branco lunar. Vivemos hoje um tempo com vias de transporte desconcertantes, pois que é mais barato ir de avião ao norte da Europa em duas horas do que apanhar um comboio para o Porto, ou mesmo apanhar um táxi em Lisboa, ou ir de barco até Cacilhas. Como o dinheiro, e sobretudo o dos jovens, é sempre pouco, eles preferem, e bem, ir para longe. As redes de transporte
29.1.2019 terça-feira
A noite caiu sem manchas e sem culpa.
Amélia Vieira
Algodão na lua
são tentáculos maciços que dão já a volta ao mundo em modo subterrâneo e aéreo e dos excessos acolchoados tão do agrado de uma inativa meia idade, parece também agora esmorecerem neste labirinto onde entre céu e subsolo nos encontramos a preços módicos e até confortáveis. São temas que devem ser concertados com a inaugural viagem da China ao lado oculto da Lua, e o seu talento rápido de colocar em marcha uma fonte produtiva. Ela, que sempre nos pareceu um gigantesco útero sem perfil expansionista, é sem dúvida neste instante o nosso mais for-
A China não tardará a recuperar a marcha destas descobertas com sucessos tão garantidos como as árvores trepadeiras
midável luar de Janeiro. «Minha pequenina décima oitava irmã tu és a chuva no meio do céu», canção popular chinesa; dezoito é mesmo número de Lua e parece-nos já daqui uma vasilha de água cristalina prateada com flocos de algodão no nosso céu de antanho tão parecido com o que está para vir. Voltaremos à parábola do semeador, um roteiro previsto pela voz de Isaías (terceiro de Isaías 10-11): «a palavra do Senhor é semente». Vejo então hoje que a semente morreu. As condições não estão ainda preparadas para a nova seiva e é preciso uma nova componente que prepare estes chãos para lançarmos os bens da Arca. A China não tardará a recuperar a marcha destas descobertas com sucessos tão garantidos como as árvores trepadeiras, e a facultar uma aceleração de acordo com a urgência humana, pois que os desígnios terrenos a prepararam para nobres missões. Juntas, vão outras, para iniciar a do algodão que não resistiu ao frio da noite lunar. A algidez das suas sombras oculta desassossegos, e os seres vivos precisam da sua fonte de calor e alguma travessia
nos levará de ora em diante a outros sóis. Da lã, nem falar por enquanto. A natureza dela exige comunidades agrárias bem mais estruturadas e modelo animal em rebanhos, mas deixemos que se instalem outros frios para que um ovular bicho da seda se misture algures nas dobras planetárias de locais remotos. E que poderemos fazer então num corpo vazio de ocultos labirintos? Ainda não se sabe bem, e o que não se sabe só a ciência dirá como contornar. A Lua, essa, terá sempre no imaginário os dons dos feiticeiros e dos xamãs do mundo que reservam as suas fases para o equilíbrio dos campos energéticos. O país do Sol Nascente estará menos preparado para esta alba onde não nasce a alvorada? Não está. Penso que estará a transformar as condições de uma possível fonte de progresso onde imóvel perante críticas saberá desenvolver os campos futuros a desocultar. Talvez campos de arroz e enxertos de cerejeiras, o que levaria em trafego, anos luz de produção em série para a outrora faminta humanidade escravizada sob o peso da necessidade. As fomes neste estado são outras, e a capacidade de as governar, um trunfo sem igual. Peregrinaremos sempre em torno de qualquer coisa, ora inspecionando, ora tirando dividendos da conquista, e se a Terra já treme é muito bom que se preparem as bases da partida e da escalada mais larga pois que giramos em torno a nós como um mecanismo cego. Sentada numa tartaruga, a China chegou bem mais longe que a Lebre que se vê agora a braços para dar sentido ao movimento de um novíssimo propósito. Enrolada no labirinto dos dogmas e pouco audaz em escalar etapas, começa a soçobrar a um excesso de diálogo de surdos em várias línguas espalhadas, que em coro, produz o ruído que afugentará os fazedores. O futebol é uma missão remissiva nos tempos vindouros, o jogo acabará breve, e os campos vazios falarão de nós bem mais que a política, bem mais que a saturada economia que numa ânsia de fome lunar desertificou o que havia de vida e de doce algodão também aqui na camada terrestre. Por isso a Terra se cobre da sua seiva e nos convida agora a ir deixando de mansinho os seus beirais. Para 2020, a China preparou um satélite de iluminação oito vezes superior ao brilho da Lua e ela sempre estará nestes anos conectada com o satélite que a fará desdobrar-se à sua quimérica natureza de multiplicadora de factos e de condições. Se as alcateias correrem para lá o seu escarlate terá efeitos mais sombrios pois que duas Luas progredirão para um coro demasiado bravio num presente onde se escuta já o ribombar dos tambores.
ARTES, LETRAS E IDEIAS 15
terça-feira 29.1.2019
Antropofobias Carlos Morais José
N
“
ÃO sei. Falta-me um sentido...”. E é com esta frase de Álvaro de Campos a martelar-me as têmporas que me afasto do tempo irreal dos cronómetros insensíveis à real passagem das horas. Tenho para mim que é inútil a reza fria e sem sabor nas papilas gastas e, por isso, pouco temerosas. A língua enrola as palavras, desdobradas em suspiros, sombras destacadas de paredes de quartos interiores. Ajoelho-me, contudo. Não para meditar que sou ossudo e pouco afoito à concentração. Menos ainda em súplicas ou lamentos, estranha disciplina de
A utilidade do min tói
mulheres, arrojadas nos templos mas temíveis nas brigas. Ajoelho-me enquanto me dirijo a um sítio perfeitamente conhecido, não vá o sentido esvair-se também do próprio quotidiano. Faço-o em silêncio, enquanto gracejo para o lado. E reservo para mim, só para mim,
essa “oscura noche”. E com que deleite me repito: “Não sei. Falta-me um sentido...” Pagaria caro, neste momento, a menor ousadia, o corpo calibrado de medo, ajoelhado, vergado, verdascado e — porque não? — sangrento. Rio-me, contudo, dessa minha odisseia de atravessar ruas,
Vagueio e só assim advém o esquecimento, pelo cansaço dos músculos e a acção lenta do frio (“Não sei. Falta-me um sentido...”), até me recolher nos braços tépidos de algum min tói
calcorrear passeios, olhar para dentro de lojas afáveis, servir-me dos gestos alheios para compor um mundo. Só os outros me fazem o sentido, na certeza plena de cada gesto. Não pensam e são belos como os gatos, respiram e são pujantes ainda que a sua respiração seja roufenha, desde que não saibam que respiram e assim escapem à repugnância de duas frases articuladas e com sentido ainda que vago. Vagueio e só assim advém o esquecimento, pelo cansaço dos músculos e a acção lenta do frio (“Não sei. Falta-me um sentido...”), até me recolher nos braços tépidos de algum min tói.
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29.1.2019 terรงa-feira
desporto 17
terça-feira 29.1.2019
BOAVISTA LITO VIDIGAL SUCEDE A JORGE SIMÃO COMO TREINADOR
L
ITO Vidigal é o novo treinador do Boavista, tendo assinado um contrato válido até 2020, anunciou domingo o clube portuense, 15.º classificado da I Liga portuguesa de futebol. O técnico, de 29 anos, orientou o Vitória de Setúbal até sexta-feira passada, dia em que rescindiu por mútuo acordo com o clube sadino, e vai suceder a Jorge Simão, que foi dispensado do comando técnico do Boavista no sábado. “Sempre tive como objectivo, a partir do momento em que iniciei a minha carreira, orientar um clube com a grandeza do Boavista”, disse Lito Vidigal, que encontra o clube ‘axadrezado’no 15.º lugar, o primeiro acima da zona de despromoção. Em declarações publicadas na conta do Boavista na rede social Facebook, Lito Vidigal referiu tratar-se de “um sonho concretizado” e que por isso foi “fácil dizer que sim” ao convite que lhe foi endereçado, lembrando ainda que o Boavista é um clube “campeão nacional e histórico”. Lito Vidigal é o quinto treinador do Boavista desde que a equipa voltou à I Liga, em 2014/15, com Petit no comando técnico. Desde então os boavisteiros mudaram quatro vezes de técnico antes de a época chegar ao fim. Petit foi o único que completou uma temporada inteira no Bessa, precisamente em 2014/15, tendo sido substituído na seguinte por Erwin Sanchez. Seguiram-se Miguel Leal e Jorge Simão, ambos vítimas dos maus resultados, sendo agora a vez de Lito Vidigal tentar manter a equipa no escalão principal. O Boavista ocupa o 15.º lugar, o primeiro acima da zona de despromoção, com 16 pontos, e mede forças com o Benfica no Estádio na Luz, em Lisboa, na próxima terça-feira, em jogo da 19.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.
Shanghai SIPG Espanhol contrata Wu Lei, o Maradona chinês
O futebolista Wu Lei, de 27 anos, conhecido como o Maradona chinês e melhor marcador da Superliga chinesa, assinou contrato com o Espanhol, anunciou ontem o Shanghai SIPG, clube do qual se transfere. Wu Lei apontou 27 golos na Liga e foi peça fundamental na conquista do título pela equipa de Xangai, treinada pelo português Vítor Pereira e na qual jogam os brasileiros Óscar, Elkeson e Hulk, antigo jogador do FC Porto. Os detalhes da transferência de Wu Lei para o 15.º classificado na Liga espanhola ainda não são conhecidos, com o clube catalão a confirmar apenas que o avançado terá a camisola número 24 no plantel comandado por Rubi. “Os responsáveis consideram que é um jogador com um enorme potencial, capaz de se tornar uma das referências no plantel”, indica o clube espanhol na sua página oficial. O avançado chinês é internacional desde 2010, tendo marcado 15 golos em 61 jogos pela China, e fez toda a sua carreira no Shanghai SIPG.
AUTOMOBILISMO BMW MOTORSPORT CONFIRMA REGRESSO À TAÇA GT DE MACAU
Prontos para a caça
A
B M W Motorsport é o primeiro construtor a confirmar a presença na Taça do Mundo FIA de GT – Taça GT Macau da 66ª edição do Grande Prémio de Macau. Os campeões em título vão defender a coroa, depois do ano passado terem sido os últimos confirmar a participação na prova e com uma representação limitada a um carro só. “A Taça do Mundo FIA de GT no Circuito da Guia é sempre uma fantástica conclusão para a nossa temporada internacional de corridas de GT”, disse ao HM Jens Marquardt, o director da BMW Motorsport. “Temos muito boas memórias deste circuito citadino. Temos vindo a celebrar sucessos aqui há várias décadas. Como em 2018, quando o Augusto Farfus e a BMW Team Schnitzer obtiveram a vitória.” Apesar de ter confirmado a participação, a BMW Motorsport ainda não decidiu quantos M6 GT3 enviará à RAEM, com que equipas e com que pilotos. A única certeza, após a dominadora exibição do ano transacto, é mesmo a vontade de triunfar. “Este ano pretendemos regressar e assim que aí estivermos vamos ser caçados. E essa é
precisamente a posição em que queres estar no automobilismo”, afirma Marquardt. A BMW foi uma das marcas que nos últimos anos lamentou o facto do Grande Prémio de Macau coincidir com o fim-de-semana da prova do Campeonato do Mundo FIA de Endurance (WEC) em Xangai, algo que a FIA decidiu mudar para este ano, alterando a data da prova chinesa.
SEM TOQUE LUSÓFONO
Augusto Farfus, o único piloto lusófono a conquistar a Corrida da Guia e a Taça GT Macau, será sem dúvida uma ausência sentida no campo da marca de Munique. O piloto brasileiro, que apesar de
“Este ano pretendemos regressar e assim que aí estivermos vamos ser caçados. E essa é precisamente a posição em que queres estar no automobilismo.” JENS MARQUARDT DIRECTOR DA BMW MOTORSPORT
manter ligações à BMW Motorsport, assinou um contrato para representar a Hyundai na Taça do Mundo FIAde Carros de Turismo (WTCR) em 2019. Nos últimos anos, o regulamento do Grande Prémio de Macau não permite que os pilotos participem em mais de uma corrida do evento e se nada de extraordinário acontecer, a presença de Farfus no Circuito da Guia em 2019 será mesmo para defender as cores do construtor sul-coreano. A BMW Motorsport conta nos seus quadros com outro piloto lusófono com currículo entre nós. Depois de ter vencido o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3, António Félix da Costa afirmou que gostaria de vencer na RAEM, mas desta vez para conduzir na corrida de GT. O piloto português tem estado ao serviço da marca no Campeonato FIA de Fórmula E, de carros eléctricos, sendo por isso pouco provável que seja chamado para conduzir um BMW M6 GT3 oficiais no mês de Novembro.
ADEUS CHARLY
A família da BMW Motorsport sofreu na pretérita semana um rude golpe com o falecimento por doença súbita do lendário
Charly Lamm, aos 63 anos. O Chefe de Equipa da Schnitzer foi o arquitecto de vários triunfos internacionais da BMW nas corridas de Turismos e GT, incluindo treze vitórias na Corrida da Guia e uma na Taça GT Macau. Sem pretensiosismo, sempre disponível para conversar com a imprensa e abraçar o carinho dos fãs, Charly Lamm tinha-se despedido do seu cargo na BMW Team Schnitzer na pretérita edição do Grande Prémio, tendo Farfus e a marca germânica lhe dedicado o triunfo na Taça do Mundo FIA de GT. “A minha história pessoal com o Circuito Guia começou em 1980, quando vencemos Hans-Joachim Stuck num BMW 320 Group 5. Ainda era um estudante na altura”, disse o alemão no passado mês de Novembro. “Esta vitória nos GT foi um sonho tornado realidade. Macau é um local mágico. Ganhar aqui é sempre o momento alto no ano. Experienciei muitos momentos fantásticos na minha carreira e a vitória de hoje foi definitivamente um deles.” Sérgio Fonseca
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NUBLADO
O QUE FAZER ESTA SEMANA Diariamente
EXPOSIÇÃO | PAISAGEM MUTANTE Museu de Arte de Macau | Até 10/02 EXPOSIÇÃO | JARDIM BRILHANTE Museu de Arte de Macau | Até 24/02
EXPOSIÇÃO | “REENCARNAÇÃO” DE ALLEN WONG Creative Macau EXPOSIÇÃO | OBRAS PRIMAS DE ARTE RUSSA MAM | Até 22/4
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O CARTOON STEPH 51
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SECOND ACT SALA 1
GLASS [C] Um filme de: M.Night Shyamalan Com: Bruce Willis, James McAvoy, Samuel L.Jackson 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2
SECOND ACT [B] Um filme de: Peter Segal Com: Jennifer Lopez, Vanessa Hudgens, Leah Remini, Milo Ventimiglia 14.30, 19.30, 21.30
MORE THAN BLUE [B] FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS
Um filme de: Gavin Lin Com: Jasper Liu, Ivy Chen 16.30 SALA 3
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DE
Cineteatro
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3 29 LIVRO 2 4 10 5HOJE 1 5 6 78 UM 5 7 6 1 8 2 3 4 9
6 1 8 2 4 86 8 57 5 0 91 39 23 0 1 23 2 9 45 4 78 7 39 3 7 0 1 8 52 65 6 42 54 5 8 6 7 9 10 31 08 0 61 6 4 73 7 2 95 27 92 9 5 63 6 10 1 4 1 8 0 79 47 64 36 3 2 6 5 34 23 2 9 78 7 10
2 1 0 9 6 8 4 5 7 3 7 0 2 6 4 3 9 8 5 1
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SÃO JANUÁRIO VS SAN MA LO 9 78 97 40 6 3 65 21 54 2
7 7 4 18 9 39 3 26 8 8 9 0 76 7 3 0 1 5 23 2 7 5 65 6 2 4 0 1 82 8 04 1 1 95 9
PROBLEMA 52
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8 8 23 5 9 9 6 1 1 02 7 47 94 0 0
71 2 43 8 37 5 0 14 59 86
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30 57 9 4 8 1 6 2 05 13 51 2 24 15 68 49 83 7 0 36 5 9 6 70 2 4 58 3 31 7
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7 6 42 38 79 64 81 05 3 0 6 47 1 28 4 10 09 5 53 2 0 57 9 3 5 2 31 98 86 4
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S U D O K U
TEMPO
29.1.2019 terça-feira
0 5 3 9 7 8 1 2 6 4 9 4 8 5 1 6 7 0 2 3
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Começo desde já por uma declaração de interesses: sou paciente do Centro 7 5 1 3 4 6 8 0 Hospitalar Conde de São Januário há algum tempo 9 8 e sempre 0 6 fui2bem1tratada 3 7 por médicos, enfermeiros e pessoal 5 9que8fazem 7 o 2que 4 auxiliar.3São0pessoas podem6 e o que não podem para 1 4 2 7 5manter 9 3 o hospital público a funcionar. Não sei 2 7 4 1 3 enge0 9 onde se5tratam os governantes, nheiros0e arquitectos que estão ligados 9 3 8 6 2 1 5 ao projecto do novo hospital público 1 Mas 4 9convido-os 0 5 a 8todos 6 a2 no Cotai. frequentarem 2 6 o hospital, 8 7 seja 3 para 0 fazer 4 1 exames, uma consulta na especialidade 3 umas 2 meras 5 9análises 4 7clí- 6 ou para8fazer nicas. Meus 4 7caros: 6 o 1Centro 0 Hospitalar 9 5 8 Conde de São Januário está igual ao largo do Senado e Almeida Ribeiro em dias feriados e aos fins-de-semana. As pessoas atropelam-se, ficam de pé, a sala é pequena 2 e7esperamos 4 0 horas 9 6para8ser 5 atendidos. Há nitidamente uma falta de 1 que 3 percorre 5 8 o9 0 2 espaço 6 gritante corredor até aos elevadores. São tantas as cadeiras 8 4 0 9 5 3 1 7 de rodas e utentes que mais vale usar as 2 6 3 também 7 5 estão 9 4 escadas.1As salas de espera à pinha0 em todos os andares. A economia 8 7 2 4 1 3 9 pode estar estável e podemos ter um PIB 3 a9qualquer 6 1nação. 2 Mas 4 0 de fazer5inveja olhem:7 o nosso 9 hospital 1 4 está 6 a8rebentar 2 3 pelas costuras, mesmo que tenham sido 3 5 obras 2 de8expansão 0 7na zona 6 1 feitas algumas da farmácia 4 6e na5urgência. 1 3Chui0Sai7On 8 sai do governo sem ter resolvido um dos 0 8 de7 2 de4Macau. 5 6 muitos 9 calcanhares Aquiles Andreia Sofia Silva
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59 7 8 0 4 2 1 6 9 5 3
6 5 1 7 3 9 2 4 0 8
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3 1 6 8 4 7 0 5 9 2
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5 3 2 6 8 4 7 0 1 9
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SONI | IVAN AYR | NETFLIX
Filme indiano lançado em Setembro do ano passado, “Soni” conta a história de uma mulher polícia que lida diariamente com casos de violência e abusos perpetrados contra mulheres. Apesar de pecar pela falta de movimento ou de alguma acção e suspense, “Soni” revela-nos o dia-a-dia de muitas mulheres na Índia, numa altura em que se debate tanto questões como o feminismo e a igualdade de género. Andreia Sofia Silva
TAKE POINT [C] FALADO EM COREANO LEGENDADO EM CHINÊS/INGLÊS Um filme de: Kim- Byung-Woo Com: Ha Jung-Woo, Lee Sun-Kyun 14.30, 16.45, 21.30
MORE THAN BLUE [B] FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Gavin Lin Com: Jasper Liu, Ivy Chen 19.30
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terça-feira 29.1.2019
macau visto de hong kong DAVID CHAN
Senhorio, mas pouco… e outras estórias
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ECENTEMENTE um jornal de Macau divulgou a história de um “negócio de imobiliário” menos transparente, feito por um estudante universitário. O jovem, que está a fazer uma pós-graduação, recebeu alojamento dos Serviços Sociais da Universidade, pelo qual lhe foi cobrada, por um período de seis meses, a quantia de 8.700 patacas. Pois o nosso jovem resolveu fazer negócio e alugar o quarto a 350 patacas por dia. Para o efeito colocou um anúncio no site “Airbnb”. O negócio floresceu entre o passado mês de Outubro e Janeiro deste ano. Claro que ao fim de um mês, o “senhorio” já estava a embolsar uma bela quantia. Como a história foi divulgada na imprensa, a Universidade procedeu a uma investigação detalhada e deu ordem de despejo ao desonesto “senhorio”. O estudante deverá vir a enfrentar um processo disciplinar. Mas já existiram outros problemas relacionados com estudantes alojados na Universidade. No entanto, as histórias vão variando sempre. Em Novembro último, durante uma festa na Baptist University de Hong Kong, alguns estudantes resolveram atirar farinha uns aos outros que, em contacto com as chamas de velas, provocou uma explosão. Do incidente resultaram 12 feridos. A seguir o porta-voz da Unversidade prestou declarações, tendo afirmado que os estudantes são sempre alertados para os comportamentos que devem evitar; mas é natural que ninguém se tivesse lembrado de escrever “não atirem farinha uns aos outros.” Em Setembro, foi a vez de um estudante de Engenharia Mecânica da Universidade Politécnica, irromper pelo dormitório das raparigas, onde a sua namorada pernoitava três dias por semana. O rapaz violou a namorada e as suas duas companheiras de quarto. O homem admitiu ser culpado e foi condenado a 28 meses de prisão. Depois de apelar ao Tribunal de Recurso, a sentença foi reduzida para 18 meses. Veio a apurar-se que é costume nesta Universidade os estudantes deixarem as portas dos quartos abertas, para facilitar a entrada dos amigos. De todos estes casos o primeiro é o mais grave porque implica abuso de confiança e uso, em proveito próprio, de bens que pertecem à Universidade. Além disso, acabou por introduzir no campus pessoas estranhas, aumentando assim a possibilidade da existência de roubos e de violações. Pôs em risco a segurança dos estudantes,
que vivem no campus, e afectou a reputação da Universidade. Consideremos ainda o hábito de os estudantes não trancarem as portas dos quartos, circunstância que aumenta os perigos a que ficam sujeitos. Os pais que ficavam mais descansados quando os filhos se alojam no recinto da Universidade, percebem agora que
estavam equivocados. É obviamente uma ideia ultrapassada nos tempos que correm. Hoje em dia é inquestionável que os estudantes alojados nos campus universitários se comportam das formas mais extravagantes. Antigamente, a farinha era, só e apenas, um ingrediente culinário. Ninguém se lembrava de a usar como brinquedo. Mas, os tempos
Actualmente os jovens universitários parecem comportar-se como crianças da escola primária. É preciso explicar-lhes tudo, mostrar-lhes, a cada passo, que os seus comportamentos podem ter consequências. É preciso explicar-lhes como funciona cada dispositivo, para que o possam usar em segurança. Se esta tendência se mantiver, como será a nossa sociedade dentro de 20 anos?
mudaram, e esta brincadeira teve consequências desastrosas. Por aqui se vê que os tempos estão a mudar e as mentalidades também, e as mudanças sucedem-se diariamente. Será que estes factores se devem à prosperidade económica e às famílias com filhos únicos? Estes jovens mimados parecem não compreender o impacto que os seus comportamentos têm nas outras pessoas. Actualmente os jovens universitários parecem comportar-se como crianças da escola primária. É preciso explicar-lhes tudo, mostrar-lhes, a cada passo, que os seus comportamentos podem ter consequências. É preciso explicar-lhes como funciona cada dispositivo, para que o possam usar em segurança. Se esta tendência se mantiver, como será a nossa sociedade dentro de 20 anos?
Professor Associado do IPM • Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau • legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog
Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado subtil de se deixar distinguir. Paul Ambroise Valery
França Liga encerra estádio do Marselha
A Comissão de Disciplina da Liga francesa de futebol anunciou ontem ter encerrado preventivamente o estádio Velodrome, do Marselha, na sequência dos incidentes de sextafeira na derrota com o Lille (2-1). O estádio está encerrado e foi aberto um inquérito pelos incidentes, que suspenderam o jogo por 38 minutos depois do lançamento de um petardo, sendo que só poderá ser reaberto no final do processo em curso. O petardo caiu perto de jogadores e de um dos árbitros assistentes, sendo que este é mais um contratempo para o oitavo classificado da ‘Ligue 1’, já a nove pontos dos lugares de acesso à Liga dos Campeões.
Baralha e volta a dar Comissário do CCAC defende revisão do sistema de gestão de terrenos
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co mis s ár io do Comissariado contra a Corrupção (CCAC), André Cheong, defende que é necessário melhorar a forma como o Governo lida internamente com as concessões dos terrenos. O responsável espera também que a análise por parte do CCAC dos processos que foram considerados caducados permita uma revisão profunda do sistema André Cheong recordou igualmente as investigações elaborados pelo CCAC sobre a Fábrica de Panchões Iec Long e o Alto de Coloane com os resultados a mostrar que é necessário melhorar os procedimentos administrativos: “Se houver condições devemos fazer esse trabalho (de revisão do sistema da gestão de terrenos)”, disse André Cheong. O líder do CCAC enfatizou ainda que a nova lei de terras tem melhorias face à versão anterior e que deve servir para o Governo gerir estes assuntos. Quanto ao caso da Fábrica de Panchões Iec Long, o comissário explicou que vai acompanhar eventuais ilegalidades por parte de funcionários públicos e que estas vão ser lidadas com base na lei. No entanto, André Cheong deixou uma certeza: se houver indícios e de crimes, haverá uma investigação profunda.
PALAVRA DE SECRETÁRIO
Ainda em relação ao caso da permuta do terreno da Fábrica de Panchões Iec Long, em que o Governo recebeu de privados terrenos que já lhe
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Rali de Portugal de 2019 vai regressar à zona Centro do país, com a partida em Coimbra e passagens por Lousã, Góis e Arganil, anunciou ontem o organizador Automóvel Club de Portugal (ACP). O presidente do ACP, Carlos Barbosa, salientou o regresso a territórios que estavam afastados da prova desde 2001 e vincou a expectativa da organização de este ano “aumentar o retorno” económico de 138 milhões de euros gerados
na anterior edição, apesar de considerar “excepcional” a magnitude dos números do ano passado. “Este ano o Rali vai ser excepcional, pois vamos, finalmente, à zona Centro, que era uma grande ambição do Rali de Portugal há já uma série de anos. Com a saída de três câmaras do Norte – Caminha, Viana do Castelo e Ponte de Lima –, pudemos fazer o troço de Góis, Lousã e Arganil. Estamos muito contentes por poder voltar ao Centro
VENEZUELA PAPA DIZ RECEAR UM “BANHO DE SANGUE” E PEDE SOLUÇÃO JUSTA
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pertenciam legalmente, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário explicou que neste momento não há nenhuma investigação em curso. Contudo, segundo o portal o All About Macau, o governante deixou a garantia de que se receber um despacho do Chefe do Executivo com este objectivo, que iniciará os procedimentos. À margem da recepção de Primavera, do Gabinete de Ligação, o secretário adiantou que a prioridade da sua tutela
passa pela recuperação do terreno da Fábrica, que ainda está em processo judicial. Por este motivo, Raimundo do Rosário disser ser cedo para sequer equacionar o destino para aquelas terras. Apesar de estar dependente do andamento dos tribunais, o secretário para os Transportes e Obras Públicas diz que o trabalho não vai sobrar para o próximo Executivo. O mandato do actual termina em Dezembro. Vitor Ng
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AUTOMOBILISMO RALI DE PORTUGAL REGRESSA À ZONA CENTRO EM 2019
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terça-feira 29.1.2019
PALAVRA DO DIA
e nos aproximarmos do velho figurino do Rali de Portugal”, afirmou. O programa do Rali conta com um percurso de 1.463,55 quilómetros, dos quais 311,59 cronometrados ao longo de 20 especiais de classificação. O ‘shakedown’ tem lugar a 30 de Maio no circuito de Baltar, em Paredes, seguindo-se a partida da porta férrea da Universidade de Coimbra. Para dia 31 estão previstas passagens por Coim-
bra, Lousã, Góis, Arganil e Lousada. No dia seguinte (1), o Rali está já plenamente instalado no Norte, com especiais em Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto, Amarante e Vila Nova de Gaia. Por fim, a 2 de Junho, Montim, Fafe e Luílhas acolhem as derradeiras etapas, antes da consagração dos vencedores em Matosinhos. “O Rali de Portugal tem sido uma etapa essencial do mundial de ralis e é a mais vista no campeonato do
mundo. É sobretudo pela paixão à volta do Rali que o ACP trabalha para levar aos fãs mais espetáculo e mais emoções”, frisou o líder da entidade organizadora, sem deixar de apontar “as dificuldades para obter apoios públicos”. A 53ª edição do Rali de Portugal, sétima etapa do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), decorre entre 30 de Maio e 2 de Junho.
papa Francisco disse ontem recear “um banho de sangue” na Venezuela e acrescentou que “o problema da violência aterroriza-me”, no decurso de uma conferência de imprensa no avião que o transportou para Roma após a visita ao Panamá. “O que me faz medo? Um banho de sangue”, respondeu o papa argentino à pergunta de um jornalista sobre a situação na Venezuela onde, acrescentou, “o problema da violência aterroriza-me”. Jorge Bergoglio também solicitou “elevação para ajudar aqueles que podem ajudar a resolver este problema” nesse país em crise e à beira da guerra civil. “Sofro pelo que neste momento está em vias de acontecer na Venezuela e por isso gostava que eles chegassem a acordo”, apesar de chegar a um acordo nem sempre seja a melhor solução. O necessário seria “uma solução justa e pacífica”, afirmou, prescindindo de mais declarações porque, como sublinhou, seria “uma imprudência” neste contexto explosivo. Na sua missa do Angelus no domingo na Cidade do Panamá, Francisco tinha já reclamado “uma solução justa e pacífica para ultrapassar a crise [na Venezuela] respeitando os direitos humanos”. A Venezuela atravessa uma das mais graves crises políticas, com o Presidente Nicolas Maduro, que recebeu o apoio das Forças Armadas, a acusar os Estados Unidos de incitar o opositor Juan Guaidó, que se autoproclamou Presidente, a efectuar um “golpe de Estado”.