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Hoje Macau 28 AGO 2019 # 4360

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ALFREDO RITCHIE

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HOJE MACAU

(1946-2019)

MICROPLÁSTICOS

A CONTAR PARTÍCULAS

EDMOND-SO-SCMP

MIGUEL SENNA FERNANDES

ÓBITO

MOP$10

QUARTA-FEIRA 28 DE AGOSTO DE 2019 • ANO XVIII • Nº4361

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

PÁGINA 4

HONG KONG

DIÁLOGO DE SURDOS PÁGINA 12

hojemacau

Medicina global O director da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e futuro docente do curso que arranca em Setembro na Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau (MUST, sigla em inglês) aposta forte na internacionalização e na criação de uma rede de faculdades de língua portuguesa, para a qual a MUST está já convidada. Fausto Pinto revela ainda que da parte da Universidade de Macau existe uma aproximação à área da medicina. ENTREVISTA

CINEMATECA

NOVAS FITAS CHINESAS EVENTOS


2 ENTREVISTA

FAUSTO PINTO

O curso de medicina da Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau (MUST, sigla inglesa) arranca a 6 de Setembro. Como está o processo de preparação dos conteúdos pedagógicos? Nós, como Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), estamos a colaborar com a MUST para o curso de medicina que vai ser iniciado este ano. Há uns tempos visitei a universidade e a Faculdade de Ciências da Saúde, e desde há algum tempo que eu e outros docentes da universidade, com a professora Madalena Patrício, temos acompanhado este processo e dado o nosso apoio. A responsabilidade de elaboração dos conteúdos programáticos e do curso em si é da responsabilidade da universidade. Tanto quanto tenho percebido, neste momento o projecto está perfeitamente desenhado e em condições de poder começar. Temos as necessárias autorizações em termos locais. Há cerca de um mês estive em Macau e numa reunião com o professor Manson Fok foi-me dado a conhecer o projecto com mais detalhe. Parece-me um projecto muito interessante, muito bem organizado e estruturado e no qual nós, como FMUL, temos todo o gosto em poder colaborar. Sei que há outras universidades que também estão envolvidas nesse tipo de parceria. Assinámos um memorando de entendimento há dois anos e vamos reforçá-lo agora. Como vai ser feito esse reforço? Fará parte da cerimónia de abertura do curso (a 6 de Setembro) a assinatura desse complemento ao memorando de entendimento que foi assinado. Iremos reforçar alguns dos objectivos que tínhamos estabelecido, tal como a possibilidade de haver um programa de mobilidade de estudantes de Macau para Lisboa e vice-versa, e de docentes e investigadores também, com o potencial de poderem vir a ser desenvolvidos alguns trabalhos de investigação em conjunto. No fundo, é o que temos feito com várias universidades por esse mundo fora. Nós, como faculdade, reconhecemos o potencial deste

SEM RESPOSTA

F

oram feitos contactos, por telefone e email, junto do gabinete do secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, que tem a tutela da saúde, da Universidade de Macau, da Direcção dos Serviços do Ensino Superior e dos Serviços de Saúde. Contudo, até ao fecho desta edição, não foi possível obter mais esclarecimentos.

“Sei que há interesse da UM na medicina”

HOJE MACAU

DIRECTOR DA FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

Está tudo a postos para o arranque do curso de medicina da Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau a 6 de Setembro, garante Fausto Pinto. O director da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que vai ser docente neste curso, adiantou ainda que reuniu com dirigentes da Universidade de Macau e que “há interesse em poder haver uma aproximação na área da medicina” por parte da instituição de ensino superior público curso da MUST, que está muito bem organizado e estruturado. Temos condições para trabalhar em conjunto com o objectivo de colaborar na estruturação e implementação deste novo curso de medicina em Macau. Em termos práticos como será feita esta colaboração da FMUL? Estamos ainda a organizar alguns detalhes, mas teremos a colaboração por parte de alguns docentes que vão leccionar em Macau e também por videoconferência. Também iremos promover a possibilidade de alguns alunos poderem estar connosco em fases mais avançadas do curso, na parte clínica, à semelhança do que fazemos com o programa Erasmus, que já está implementado há algum tempo na Europa. Será mais uma mobilidade com períodos de estágios parcelares em determinadas áreas que se entendam relevantes, até porque temos uma grande experiência

nessa matéria. Já fazemos esse programa há muitos anos com várias universidades. É importante para a FMUL esta parceria, ainda que com uma universidade privada, para que comece a criar raízes no sul da China? Pretendem abrir portas para a China? Um dos objectivos da faculdade e da minha direcção é a internacionalização. Nesse sentido temos estabelecido projectos e protocolos com universidades pelo mundo fora. Na área da ciência e da medicina a globalização é algo que faz parte do nosso código genético. Temos um prazer particular em fazê-lo com determinados países e regiões com os quais temos relações especiais, como é o caso de Macau, Brasil e outros países de língua oficial portuguesa. Posso revelar também que estamos na fase de criação de uma rede de faculdades

de medicina de língua portuguesa. Tenho vindo a liderar esse projecto com colegas de outros países de expressão portuguesa, e nos dias 13 e 14 de Novembro iremos promover um encontro para formalizar essa rede, que tem apoios governamentais e da CPLP. Temos várias faculdades do Brasil, Angola e Moçambique, e gostaria que a faculdade de medicina da MUST pudesse fazer

“Está tudo numa fase muito inicial. Esteve cá o vice-reitor (Ge Wei), estive lá este ano, visitei a UM e sei que há interesse em poder haver uma aproximação na área da medicina.”

parte deste projecto. Aliás, convidei o professor Manson Fok. A FMUL tem recebido muitos alunos de Macau? Em termos do ensino pré-graduado tem sido muito residual. No pós-graduado, na formação médica, temos recebido não só para a nossa faculdade, mas também para outras. Um dos aspectos particulares é que o ensino do pré-graduado em Portugal é feito em português. Temos todas as condições para poder dar os cursos em inglês, mas a medicina é a única área do saber em que não é possível ter o estatuto de estudante internacional. É proibido, em medicina, ter cursos feitos para estrangeiros, ao contrário das outras áreas do saber. É uma discriminação que existe na medicina desde há vários anos e contra a qual tenho lutado e manifestado a minha posição junto da tutela.


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Quais as razões? É uma questão política. Temos de acatar a ordem. Actualmente sou coordenador das escolas médicas portuguesas e há uma posição conjunta sobre o desejo do estatuto de estudante internacional se aplicar à medicina. Não entendemos como é que a medicina é a única área do saber em que isso não é possível. Apenas podemos receber os estudantes para estágios parcelares, no programa de Erasmus ou outro de colaboração. No momento em que todas as universidades portuguesas estão a abrir portas aos alunos chineses, por exemplo, a FMUL não o poder fazer. Seria interessante essa ligação? Seria muito interessante e estamos muito interessados. E falo não apenas como director da FMUL mas como coordenador da rede de escolas médicas portuguesas. Queríamos ter um curso internacional

onde pudéssemos ter estudantes de várias partes do mundo, incluindo da China. Voltando a Macau. Há uma falta de médicos especialistas e de recursos humanos na saúde em geral, mas há vozes que temem um excesso de formandos num curto espaço de tempo. Concorda com esta posição? Tenho muito pouco a dizer porque tem a ver com aquilo que as autoridades locais entendem para o território. O que posso dizer é que havendo um novo curso de medicina legalmente reconhecido e sendo um objectivo estratégico da região, temos todo o interesse na colaboração. Os outros aspectos não nos dizem respeito. Estamos disponíveis para colaborar com estas ou com outras universidades, e devo dizer que temos contactos com a Universidade de Macau. Sei que estão a desenvolver potenciais actividades na área da medicina

Eventualmente, outra licenciatura? Tudo o que sejam actividades de formação médica reconhecidas pelas autoridades competentes teremos todo o gosto em poder colaborar, desde que sejam idóneas, como é o caso. Está tudo numa fase muito inicial. Esteve cá o vice-reitor (Ge Wei), estive lá este ano, visitei a UM e sei que há interesse em poder haver uma aproximação na área da medicina.

Macau tem sido um destino de interesse para muitos médicos portugueses, ou dos licenciados? Sei de alguns casos isolados de médicos que estão em Macau e tem havido sempre algum interesse. Claro que quando falamos de um contingente tão grande, pois formamos à volta de 400 alunos por ano aqui na FMUL, e cerca de 1700 alunos formados em Portugal, presumo que é um número de residual de alunos que mostram interesse em ir para Macau. É uma área interessante de se poder desenvolver.

“Queríamos ter um curso internacional onde pudéssemos ter estudantes de várias partes do mundo, incluindo da China.”

Macau é um dos territórios chave do projecto político da Grande Baía. Pode ser um território muito procurado na área da saúde, por populações vizinhas? Em geral tenho acompanhado o desenvolvimento da medicina na China, e acho que tem sido interessante ver o desenvolvimento científico e médico, quer

com as quais teremos todo o gosto em participar.

com o aumento da participação da China em vários projectos internacionais, quer com o movimento que se tem visto através de novos hospitais e centros de saúde. De uma forma geral a medicina convencional chinesa tem tido um enorme desenvolvimento. O projecto da Grande Baía, que tenho acompanhado, parece-me muito interessante, e sobretudo penso que há uma vontade de desenvolver estruturas ao nível das faculdades e de estruturas médicas, em Zhuhai, Shenzen e Hong Kong, embora este território já tenha o peso que tem ao nível das estruturas médicas. Penso que Macau terá agora um reforço com esta nova faculdade e eventualmente com outra faculdade, e diria que existe claramente um interesse em poder reforçar a medicina na vertente da formação, existencial e da investigação. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo


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MICROPLÁSTICOS GOVERNO QUER CONCLUIR INVESTIGAÇÃO ESTE ANO

Poluição invisível

Susana Wong, directora dos Serviços para os Assuntos Marítimos e da Água, adiantou ao deputado Lei Chan U que até Dezembro será concluída a investigação sobre a quantidade de microplásticos que existem nas águas do território. A responsável assegura que o Governo vai estar atento aos estudos internacionais

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deputado à Assembleia Legislativa (AL) Lei Chan U, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), questionou o Governo sobre a poluição das águas do território. Em resposta, a responsável pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Marítimos e da Água, Susana Wong, garantiu que até final do ano será concluída a investigação feita ao número de microplásticos que aí habitam. A ideia é analisar a situação de emissão de microplásticos nas saídas de colectores pluviais, para

que os resultados possam servir de referência para estudos futuros. Susana Wong citou também informações providenciadas pela concessionária responsável pelo abastecimento de água no território, a Macau Water, que garantiu que nas instalações de abastecimento de água já é possível remover de forma efectiva microplásticos com mais de 0,9 milímetros de diâmetro, e que através de membranas de ultrafiltração é possível remover matérias maiores de 0,1 mícron de diâmetro, garantindo assim a qualidade da água potável que se consome em Macau. PUB

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 32/P/19 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 12 de Agosto de 2019, se encontra aberto o Concurso Público para o «Fornecimento de Fraldas Descartáveis e Pensos Higiénicos aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 28 de Agosto de 2019, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita no 1.º andar, da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 46,00 (quarenta e seis patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet na página electrónica dos S.S. (www.ssm.gov.mo ). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 30 de Setembro de 2019. O acto público deste concurso terá lugar no dia 3 de Outubro de 2019, pelas 10,00 horas, na “Sala Multifuncional”, sita no r/c da Estrada de S. Francisco, n.º 5, Macau. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP 100.000,00 (cem mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 22 de Agosto de 2019 O Director dos Serviços Lei Chin Ion

FALTAM ESTUDOS

A directora da DSAMA adiantou ainda que a própria Organização Mundial de Saúde

não inclui ainda microplásticos e outras substâncias nos parâmetros relacionados com a saúde, os quais precisam ser monitorizados. Neste sentido, a responsável considera que o estudo sobre a toxicidade e o impacto dos microplásticos na água é ainda insuficiente, prometendo o Governo acompanhar o

Susana Wong, garantiu que até final do ano será concluída a investigação feita ao número de microplásticos que habitam nas águas costeiras do território PUB

desenvolvimento de pesquisas a nível internacional. Informações fornecidas pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) à DSAMA garantem que ainda não existe uma vigilância regular quanto à possibilidade de existirem microplásticos nos alimentos consumidos em Macau, uma vez que entidades internacionais, como é o caso da Codex

Alimentarius Commission, ainda não têm directrizes ou normas sobre esta matéria. Um estudo da Universidade de São José, publicado em 2018, concluiu que a zona costeira da marginal da Taipa é a mais poluída com microplásticos, ocupando 41 por cento de todas as zonas analisadas. Andreia Sofia Silva e Juana Ng Cen info@hojemacau.com.mo

RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO OBRAS NO ATERRO DE DEPÓSITOS CONCLUÍDAS

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AYMOND Tam, responsável máximo pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), adiantou, em resposta a uma interpelação da deputada Ella Lei, que as obras do aterro que servirá de depósito a resíduos provenientes da construção civil já estão terminadas. “As obras de melhoria das características geológicas do aterro para resíduos de materiais de construção já foram realizadas, prevendo-se o assentamento dos terrenos após a conclusão destas obras, no sentido de criar mais espaço disponível para o aterro.” Além disso, “o Governo já transportou uma parte dos materiais inertes resultantes de demolições e construções – após a respectiva triagem – para a zona E1 dos novos aterros urbanos e para as obras de

aterro da zona D, onde serão utilizados aqueles que satisfizerem os requisitos”. Raymond Tam prevê que, a longo prazo, “irão reduzir-se os resíduos de materiais de construção a partir da fonte através da cooperação regional e por meios financeiros”. Em matéria legislativa, a DSPA está também a “aperfeiçoar, conforme os pareceres dos serviços envolvidos, os articulados do regime de gestão dos resíduos de materiais de construção”. Contudo, não é apontada nenhuma data para a conclusão do processo. A DSPA promete que “irá concluir, logo que possível, os trabalhos em causa e submeter novamente a respectiva proposta de regulamento administrativo”.


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CHEFE DO EXECUTIVO ASSOCIAÇÕES ANSEIAM POR NOVAS MEDIDAS POLÍTICAS

GCS

quarta-feira 28.8.2019

T

TIAGO ALCÂNTARA

RÊS associações exigem a Ho Iat Seng, eleito no passado domingo o novo Chefe do Executivo de Macau, que adopte novas medidas nas áreas da renovação urbana, habitação, cheias e transportes públicos. Em declarações ao Jornal do Cidadão, Ho Ion Sang, deputado e dirigente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), considerou que o próximo Governo deve melhorar as suas capacidades administrativas. O deputado pensa que o próximo Executivo não deve tratar de forma separada os problemas relacionados com as áreas da habitação, serviços sociais e renovação urbana, devendo relacionar a opinião pública com o programa político, para ir de encontro às expectativas dos residentes. Chan Ka Leong, vice-presidente da UGAMM, pede a apresentação de calendários nas próximas Linhas de Acção Governativas (LAG) sobre as questões mais prementes, pedindo uma nova equipa que realize a simplificação administrativa e delegação de poderes no seio do Governo. Já a vice-presidente da direcção da Associação Geral das Mulheres de Macau, e membro do Conselho para os Assuntos de Habitação Pública,Ao Ieong Ut Seng espera que o novo Chefe do Executivo venha a introduzir em breve um novo planeamento ao nível da renovação urbana, para que se renovem os bairros antigos e para que existam mais terrenos disponíveis para a construção de casas públicas. Lei Leong Wong, presidente da direcção da Aliança de Povo de Instituição de Macau, também acredita que devem ser melhoradas as políticas ligadas à habitação pública, com a adopção de calendários. No que diz respeito à classe média, o responsável defende que se de primazia ao arrendamento ao invés da compra de habitações, disse ao jornal Ou Mun.

Eleições | Última Instância Vitória de Ho Iat Seng confirmada pelo tribunal

O Tribunal de Última Instância (TUI) reconheceu ontem o resultado do apuramento geral das eleições ganhas pelo candidato único Ho Iat Seng. Segundo o comunicado do TUI, o resultado da eleição vai ser publicado na próxima segundafeira, dia 2 de Setembro, no Boletim Oficial.

Ho Iat Seng, Chefe do Executivo eleito “Se for eleito (…) promoverei o desenvolvimento político democrático de forma ordeira.”

SUFRÁGIO UNIVERSAL SULU SOU PEDE A CHUI SAI ON PARA TER EM CONTA REFERENDO

A pergunta seguinte

Depois do inquérito organizado pela Associação Novo Macau, em que mais de 90 cento dos participantes votaram a favor do sufrágio universal para a eleição do Chefe do Executivo, Sulu Sou quer saber se Chui Sai On vai ter isso em conta. Em interpelação escrita, o pró-democrata pergunta se o actual líder do Governo vai passar a questão da reforma política para o Executivo de Ho Iat Seng

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questão não se fez esperar. Irá o Governo ter em conta o referendo organizado pela Associação Novo Macau quanto à possibilidade de eleição do Chefe do Executivo por sufrágio universal? A pergunta é o tema da interpelação escrita de Sulu Sou ao Chefe do Executivo ainda em funções, Chui Sai On. De forma a avançar com a reforma política, o deputado pró-democrata pergunta a Chui Sai On se vai transmitir ao Executivo de Ho Iat Seng o trabalho realizado em prol da reforma política, para que o próximo Governo possa enviar um relatório para Pequim, o mais depressa possível, de forma a calendarizar a implementação do sufrágio universal para escolher o Chefe do Executivo. O deputado refere que “mais de 90 por cento dos participantes no referendo votaram a favor do sufrágio universal”, o que indica que este seja um tema que deve passar para o próximo Governo.

“Na manhã de 25 de Agosto, apenas 400 privilegiados estiveram envolvidos na eleição do Chefe do Executivo, o que é um insulto aos 310 mil eleitores registados em Macau que foram afastados das urnas”, escreveu Sulu Sou na interpelação. “O pequeno círculo participou num processo que demorou pouco mais de uma hora, com a votação a ocorrer em cerca de 10 minutos, e decidiu o destino dos próximos cinco anos”, acrescenta o pró-democrata.

QUESTÃO DIFÍCIL

Recorde-se que a Associação Novo Macau denunciou ataques informáticos à consulta pública sobre o sufrágio universal e ameaças à equipa que promoveu a iniciativa. A consulta pública, que recolheu um total de 5.698 votos, que deveria decorrer de 11 de Agosto até domingo passado, foi cancelada um dia antes porque os organizadores entenderam que as ameaças iriam piorar e que podiam “representar um

risco para a segurança” dos promotores, indicou o movimento pró-democracia em comunicado. Desde 14 de Agosto, os elementos das equipas de rua que promoviam o inquérito “foram interrompidos, insultados ou até atacados fisicamente por pessoas desconhecidas”, acusou aAssociação Novo Macau, acrescentando que comunicou o caso às autoridades. “No dia 22 de Agosto, a Associação Novo Macau recebeu informações específicas indicando que a situação acima (descrita) provavelmente se intensificaria, o que poderia representar um risco para a segurança” Também a página ‘online’ para a consulta pública foi “alvo de ataques cibernéticos”, provenientes principalmente da China continental. A “votação sobre sufrágio universal para a eleição do Chefe do Executivo” organizada pela associação pró-democracia demonstrou que um total de 5.351 participantes votaram a favor, 236 votaram contra (4,1 por cento) e 111

abstiveram-se (2 por cento), anunciou a Associação Novo Macau em comunicado. Embora o resultado da votação “não seja juridicamente vinculativo”, a associação pró-democracia mostrou-se esperançosa que o “resultado sirva como uma importante referência para o próximo Governo de Macau”. Ho Iat Seng afirmou no início da sua campanha eleitoral que ia promover gradualmente a democracia no território. Contudo, não se comprometeu a pedir ao Governo Central chinês que permita Macau avançar para um sistema político assente no sufrágio universal. “Se for eleito (…) promoverei o desenvolvimento político democrático de forma ordeira”, assegurou, considerando ser esta uma matéria que não se resolve “de um dia para o outro” por estar relacionada “com a reforma política de uma região”. João Luz com LUSA

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quarta-feira 28.8.2019

PORTO INTERIOR BARRAGEM DE MARÉS COM IMPACTO AMBIENTAL SEM RELEVÂNCIA

Longa vida aos peixes

O Governo decidiu colocar em consulta pública, até 10 de Setembro, o relatório de impacto ambiental relativo à construção da Barragem de Marés na zona do Porto Interior. O documento aponta para um impacto pouco significativo da obra ao nível de recursos hídricos e ambiente ecológico, mas deixa algumas recomendações

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OMEÇA hoje, e termina a 10 de Setembro, a segunda fase de consulta pública sobre a avaliação do impacto ambiental da construção da Barragem de Marés do Porto Interior de Macau. O relatório está disponível apenas em língua chinesa mas, de acordo com um comunicado oficial, conclui que o impacto ambiental da obra na zona do Porto Interior será reduzido. “Em geral, o relatório considera que a construção da Barragem de Marés do Porto Interior é viável, respeita os diplomas legais e o planeamento em matéria de protecção ambiental”, começa por apontar o comunicado. “Após a construção da Barragem de Marés do Porto Interior de Macau não haverá impactos significativos em termos hidrológicos no curso superior do rio e na área abrangida pela construção. A construção também não irá causar impactos adversos significativos nos sistemas ecológicos aquático e terrestre”, acrescenta o mesmo documento. Ainda assim, aponta-se para o facto de, durante o período de construção da barragem, poder existir “um certo impacto na área abrangida pela construção, nomeadamente no ambiente ecológico, no meio hídrico e na atmosfera”, podendo existir ruído. Desta forma, o relatório de impacto ambiental faz algumas recomendações. “Devem tratar-se devidamente as águas residuais geradas no estaleiro da obra antes de serem escoadas e executar a obra de forma faseada para não afectar a reprodução dos peixes e dos camarões.”

Além disso, é importante “controlar a poluição para evitar sedimentos em suspensão devido às escavações, instalar tapumes para as obras e utilizar caminhões de aspersão para reduzir a poeira que se irá fazer sentir na área”. Ao nível do som, os analistas defendem a instalação de “barreiras acústicas à volta da obra, a limitação da execução da obra apenas ao horário estipulado e um tratamento adequadamente os resíduos de materiais de construção”.

LONGO PROCESSO

“Em geral, o relatório considera que a construção da Barragem de Marés do Porto Interior é viável, respeita os diplomas legais e o planeamento em matéria de protecção ambiental.” COMUNICADO DA DSSOPT

Há muito que a obra que pretende por um travão às cheias que todos os anos se verificam na zona do Porto Interior está a ser alvo de estudos. O processo tem vindo a ser gerido pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), que incumbiu as entidades China Water Resources Pearl River Planning Surveying & Designing Co., Ltd e o Instituto Científico para a Protecção do Delta do Rio das Pérolas para o trabalho de avaliação do impacto ambiental. Em Abril deste ano realizou-se a primeira fase da consulta pública, tendo a DSSOPT recebido apenas quatro opiniões por escrito relativas ao projecto. Em Julho foi elaborado o relatório que será agora sujeito à segunda fase da consulta pública, que tem como objectivos “a salvaguarda, em termos ambientais, dos direitos e interesses do público da área onde a construção irá decorrer”, além de dar a “conhecer melhor a dimensão do impacto ambiental causada pela construção”. A.S.S.

SMG Previstas inundações para quinta-feira e sábado

A depressão tropical “Podul” localizada a leste das Filipinas, entrará amanhã durante o dia no Mar do Sul da China, movendo-se em direcção da Ilha Hainan, segundo informação veiculada pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG). No próximo fimde-semana, o “Podul” terá como consequência chuva frequente, com trovoadas ocasionais, que podem resultar em inundações em zonas baixas no Porto Interior nas manhãs de quinta-feira e sábado. Segundo os SMG, hoje vai-se registar a temperatura mais alta com 35º C.

Emprego Mais 824 trabalhadores não residentes em Julho

Dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), noticiados ontem pela Rádio Macau, dão conta de um aumento do número de trabalhadores não residentes (TNR) no território, relativamente ao mês de Julho. Foi registado um total de 191.191 TNR, ou seja, mais 824 face a Junho. A maior parte destes trabalhadores vem da China, representando 118.883 mil pessoas, estando empregados, na sua maioria, em hotéis e restaurantes. Em segundo lugar encontram-se os trabalhadores filipinos, que, em finais de Julho, eram 32.522. Cerca de metade destes TNR realizam trabalhos domésticos. Segue-se o Vietname, com 14.981 a residir em Macau, e a Indonésia, com 5.668. O sector dos hotéis e restaurantes é o que mais emprega TNR, com um total de 53.623. Um total de 29.548 TNR fazem trabalhos domésticos, enquanto que 28.933 trabalham na área da construção civil.

SERVIÇOS DE ESTATÍSTICA E CENSOS DESEMPREGO CRESCE LIGEIRAMENTE ENTRE MAIO E JULHO

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NTRE Maio e Julho de 2019 as taxas de desemprego (1,8 por cento), de desemprego dos residentes (2,4 por cento) e de subemprego (0,5 por cento) registaram todas acréscimos de 0,1 pontos percentuais, face às do período anterior (Abril

a Junho de 2019), informam os Serviços de Estatística e Censos (DSEC). No período em análise a população activa totalizou 394.100 pessoas e a taxa de actividade foi de 70,3 por cento. A população empregada totalizou 387.100 pessoas

e que o número de residentes empregados atingiu 281.700 pessoas, ou seja, menos 100 e 600, respectivamente, em comparação com o período precedente. Destaque para o decréscimo do segmento da população emprego no sector do jogo, enquanto os

empregados no comércio por grosso e retalho aumentou. Durante Maio e Julho deste ano, os dados da DSEC revelam o registo de 7 mil desempregados, o que representou um aumento de 400 pessoas face ao período homólogo de 2018.

O número de desempregados à procura do primeiro emprego foi de 15,2 por cento do total da população desempregada, ou seja, mais 4,1 pontos percentuais, dado que os novos graduados entraram no mercado de trabalho.

Em comparação com o período de Maio a Julho de 2018, a taxa de desemprego permaneceu no mesmo nível, enquanto a taxa de actividade e a taxa de subemprego decresceram 0,8 e 0,1 pontos percentuais, respectivamente.


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28.8.2019 quarta-feira

2.ª fase da consulta pública sobre a avaliação do impacto ambiental da construção da Barragem de Marés no Porto Interior de Macau No seguimento da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes do Governo da Região Administrativa Especial de Macau ter incumbido a China Water Resources Pearl River Planning Surveying & Designing Co e a Scientific Research Institute of Pearl River Water Resource Protection , de proceder, conjuntamente, ao estudo para avaliação do impacto ambiental da construção da Barragem de Marés no Porto Interior de Macau, foi publicado, em 4 de Abril de 2019, nas páginas electrónicas da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e Serviços para os Assuntos de Água de Zhuhai, o edital relativo a realização da 1.ª consulta pública em torno desta temática. Após a conclusão, em Julho de 2019, do texto para recolha de comentários acerca do Relatório de Avaliação de Impacto Ambiental da construção da Barragem de Marés no Porto Interior de Macau, importa, por força da Law of the People’s Republic of China on Environmental Impact Assessment e da Measures for Public Participation in Environmental Impact Assessment (Ministerial Decree n.º 4 of Ministry of Ecology and Environment of the People´s Republic of China) e dos seus diplomas complementares, proteger os direitos e interesses legais, em matéria de ambiente, da população próxima da área que será intervencionada, e ter uma visão holística do nível de impacto da presente obra no ambiente envolvente e georreferenciada da zona afectada pela obra. Nesta conformidade, entende-se imperativo realizar a 2.ª fase da avaliação do impacto ambiental da presente obra, no sentido de recolher, no contexto da presente obra, a opinião pública em matéria de defesa do ambiente e sobre o impacto que esta obra terá, eventualmente, no ambiente envolvente. 1. Forma e meio de consulta do texto completo para a recolha de comentários acerca do relatório de avaliação do impacto ambiental O texto completo para a recolha de comentários acerca do relatório de avaliação do impacto ambiental encontra-se disponível no seguinte sítio electrónico: https://www.dssopt.gov.mo/uploads/media/tidedam/report-solicit_opinions.pdf 2. Público-alvo a quem se dirige a consulta: A presente consulta dirige-se, com especial enfoque, às pessoas singulares, associações civis, empresas e organizações que se encontram na área de intervenção do estudo de avaliação do impacto ambiental da construção da Barragem de Marés no Porto Interior de Macau, mas também às pessoas singulares, associações civis, empresas e organizações que se encontram fora da área de intervenção do presente estudo. 3. Sítio electrónico onde está disponibilizado o formulário pelo qual a população poderá expressar a sua opinião sobre esta matéria. Sítio electrónico onde está disponibilizado o formulário para o efeito: https://www.dssopt.gov.mo/uploads/media/tidedam/comment_form_pt.pdf 4. Forma e meio de apresentação da opinião pública Os cidadãos poderão, mediante o preenchimento do formulário criado para o efeito, enviar a sua opinião por via postal, fax ou email, para a entidade responsável pela execução da obra ou para a entidade responsável pela realização da avaliação do impacto ambiental. Designação e forma de contacto da entidade responsável pela execução da obra Designação da entidade responsável pela execução da obra: Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes do Governo da Região Administrativa Especial de Macau Endereço: Estrada D. Maria II, n.º 33, Macau Pessoa a contactar: Centro de Contacto da DSSOPT Forma de contacto: Telefone: 8590 3800 (durante as horas de expediente) Fax:28718153 Correio electrónico: Tidedam@dssopt.gov.mo Designação e forma de contacto da entidade responsável pela elaboração do relatório de avaliação do impacto ambiental Designação da entidade: China Water Resources Pearl River Planning Surveying & Designing Co Endereço: N.º 19 Zhan Yi Zhi Jie, Tianhe District, Guangzhou (Cantão), Guangdong Province (Província de Cantão) Pessoa a contactar: Sr.ª Dai Forma de contacto: Telefone: 0086-20-8511 6007 (durante as horas de expediente) Correio electrónico: dxxjixu@163.com Designação da entidade: Scientific Institute of Pearl River Water Resources Protection Endereço: N.º 80 Tianshou Lu, Tianhe District, Guangzhou (Cantão), Guangdong Province (Província de Cantão) Pessoa a contactar: Sr. Hoi Forma de contacto: Telefone: 0086-20-8711 7900 (durante as horas de expediente) Fax:0086-20-8711 7647 Correio electrónico: eia333@163.com 5. Período da consulta pública Os cidadãos poderão, dentro do prazo de 10 dias úteis, contado a partir da data da publicação do presente edital, enviar as suas opiniões para a entidade responsável pela execução da obra ou para a entidade responsável pela realização da avaliação do impacto ambiental. Entidade responsável pela construção: Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes da RAEM Período da consulta pública: A partir de 28 de Agosto de 2019 a 10 de Setembro 2019

ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO PARA “Obra de Pavimentação junto à Avenida Marginal Flor de Lótus na Taipa (Fase I)” 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11.

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Entidade que põe a obra a concurso: Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT). Modalidade do concurso: concurso público. Local de execução da obra: junto à Avenida Marginal Flor de Lótus na Taipa. Objecto da empreitada: construção de via pública e esgotos. Prazo máximo de execução da obra: 300 (Trezentos) dias de trabalho. O prazo de execução da obra a propor pelo concorrente deve obedecer às disposições dos n.os 5.1.2 e 5.2.2 das Cláusulas Gerais do Caderno de Encargos. Prazo de validade das propostas: 90 (noventa) dias, a contar a partir da data de encerramento do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no Programa de Concurso. Tipo de empreitada: por Série de Preços. Caução provisória: MOP 620 000,00 (seiscentos e vinte mil patacas), a prestar mediante depósito em dinheiro, garantia bancária ou seguro-caução aprovado nos termos legais. Caução definitiva: 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o adjudicatário tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais serão deduzidos 5% para garantia do contrato, em reforço da caução definitiva prestada). Preço Base: não há. Condições de admissão: São admitidos como concorrentes as pessoas, singulares ou colectivas, inscritas na DSSOPT para execução de obras, bem como as que à data do concurso tenham requerido ou renovado a sua inscrição, sendo que neste último caso a admissão é condicionada ao deferimento do pedido de inscrição ou renovação. As pessoas, singulares ou colectivas, por si ou em agrupamento, só podem submeter uma única proposta. As sociedades e as suas representações são consideradas como sendo uma única entidade, devendo submeter apenas uma única proposta, por si ou agrupada com outras pessoas. Os agrupamentos, de pessoas singulares ou colectivas, só podem ter no máximo três (3) membros, não sendo necessário que entre os membros exista qualquer modalidade jurídica de associação. Modalidade jurídica da associação que deve adoptar qualquer agrupamento de empresas a quem venha eventualmente a ser adjudicada a empreitada: consórcio externo nos termos previstos no Código Comercial, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 40/99/M, de 3 de Agosto. Local, data e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Atendimento e Expediente Geral da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II n.º 33, R/C, em Macau; Data e hora limite: 18 de Setembro de 2019 (quarta-feira), até às 12:00 horas. Em caso de encerramento desta Direcção de Serviços na hora limite para a entrega de propostas por motivo de tufão ou de força maior, o prazo estabelecido para a entrega das propostas será adiado para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Local, data e hora do acto público do concurso: Local: sala de reunião da DSSOPT, sita no 5.º andar; Data e hora: 19 de Setembro de 2019 (quinta -feira), pelas 9:30 horas. Em caso de encerramento desta Direcção de Serviços na hora estabelecida para o referido acto público por motivo de tufão ou de força maior, a data para o acto público de abertura das propostas será adiada para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes ou seus representantes deverão estar presentes ao acto público do concurso para os efeitos previstos no artigo 80.º do Decreto-Lei n.º 74/99/M, e para esclarecer eventuais dúvidas relativas aos documentos apresentados. Línguas a utilizar na redacção da proposta: Os documentos que instruem a proposta (excepto a descrição ou a especificação de produtos) devem estar redigidos numa das línguas oficiais da R.A.E.M.; quando redigidos noutra língua, devem ser acompanhados de tradução legalizada, a qual prevalece para todos e quaisquer efeitos. Local e hora para consulta do processo e obtenção da versão digital do processo de concurso: Local para consulta: Departamento de Infra-Estruturas da DSSOPT, sito no 16.º andar; Hora: durante os dias úteis, das 9:00 às 12:45 horas e das 14:30 às 17:00 horas; Obtenção da versão digital do processo de concurso: Secção de Contabilidade da DSSOPT, mediante o pagamento de MOP 140,00 (cento e quarenta patacas). Critérios de avaliação e respectiva proporção: Parte relativa ao preço Parte técnica

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Critérios de avaliação Preço da obra Prazo de execução Plano de trabalhos Experiência em obras executadas

Proporção 50 20 10 20

Pontuação final = Pontuação da parte relativa ao preço + Pontuação da parte técnica. Caso o número das propostas admitidas seja inferior a 10 (dez), os 3 (três) primeiros concorrentes que tiverem a pontuação mais alta conforme a indicada no relatório de avaliação das propostas, serão classificados novamente segundo a ordem de preço mais baixo proposto, e o dono da obra procederá à adjudicação conforme esta última lista de classificação. Caso o preço proposto dos 2 (dois) concorrentes que tiverem a classificação final mais alta seja do mesmo valor, a adjudicação será feita ao concorrente que tiver a melhor pontuação. Caso o número das propostas admitidas seja igual ou superior a 10 (dez), os 5 (cinco) primeiros concorrentes que tiverem a pontuação mais alta conforme a indicada no relatório de avaliação das propostas, serão classificados novamente segundo a ordem de preço mais baixo proposto, e o dono da obra procederá à adjudicação conforme esta última lista de classificação. Caso o preço proposto dos 2 (dois) concorrentes que tiverem a classificação final mais alta seja do mesmo valor, a adjudicação será feita ao concorrente que tiver a melhor pontuação. Esclarecimentos adicionais: Os concorrentes poderão comparecer no Departamento de Infra-Estruturas da DSSOPT, sito no 16.º andar, a partir de 05 de Setembro de 2019 e até à data limite para a entrega das propostas, para tomarem conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais. Os concorrentes devem ter em conta do seguinte: A versão digitalizada do processo de concurso e do mapa de quantidades só serve para efeitos de referência, para todos os efeitos prevalece o original do processo de concurso disponível na DSSOPT; Todas as folhas do mapa de quantidades e de preço unitário, de descrição do processo de construção e da memória descritiva e justificativa devem ser impressas na frente e verso; Caso apresentem catálogos e/ou descrição sobre produtos e/ou amostras, os mesmos devem ser em versão digitalizada (por exemplo em DVD). Região Administrativa Especial de Macau, aos 22 de Agosto de 2019. O Director de Serviços Li Canfeng


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quarta-feira 28.8.2019

“Partiu o nosso Fredo” Alfredo Maria Sales Ritchie faleceu ontem após dura luta contra doença prolongada, deixando enlutada a comunidade macaense e família e amigos com quem partilhou a cultura local e a pronúncia do patuá

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“

ARTIU o nosso Fredo” foi a frase com que a comunidade portuguesa local acordou ontem de manhã. A página de Facebook do grupo de teatro macaense Dóci Papiaçám di Macau estava de luto, num texto publicado por Miguel de Senna Fernandes sobre o amigo e colega de palco. “Durante anos lutou com coragem contra a doença que o flagelou, mas agora foi de vez. Ficou o espírito de um lutador, dos mais duros que tive o privilégio de conhecer”, escreveu. Sobre os anos em que participou na cena teatral local, lê-se na mesma publicação que foi o “actor que mais tempo nos honrou com a sua energia, humor, persistência, sentido de dever e acima de tudo, amizade por todos os membros do grupo, com especial realce para todos os novos”. Alfredo Maria Sales Ritchie nasceu em 1946 no seio de uma tradicional família macaense, conhecedora da cultura local e da linguagem crioula do território. “Ele era um cultor do patuá, que também falava como língua de casa, além do português, claro. Mas a mãe, Dona Ester, que ainda é viva, fala bem patuá e esta língua era usada na família”, contou ontem Miguel Senna Fernandes ao HM,

entre as muitas facetas que lembrou do velho amigo.

ACTOR E ENSAÍSTA

“A sua vida não se limitava à profissão de médico, era uma pessoa com interesses muito variados. Era uma pessoa de cultura e de muita diversão. Foi desportista quando era jovem, praticava hóquei, e participou sempre em inúmeras actividades. Era amante do jogos de bridge e de póquer, coleccionador de carros de miniatura. Foi membro destacado do primeiro Rotary Club de Macau, do qual chegou a ser presidente. Era uma pessoa multifacetada”, destacou. Mas acima de tudo, Alfredo Ritchie “era um homem culto que gostava muito de ler”, recordou Senna Fernandes, para quem a falta do amigo será sentida de uma forma muito pessoal. “Nós conversávamos bastante, eu privava muito com ele e com a Anabela [Ritchie], e tínhamos conversas mais profundas, que não eram só de teatro. Discutíamos sobre muitas coisas e durante muito tempo. É com muita pena que o perdemos”. O grupo de teatro também aprendeu a contar com a sua companhia, os ensinamentos, o saber que imprimia nos textos, récitas e monólogos que escrevia para as peças. Entrou no primeiro espectáculo dos Dóçi Papiaçám em 2001, por convite de Miguel Senna Fernandes. “Enderecei o convite para representar um papel, e ele aceitou logo. A peça era a “Siára Zinha” – em patuá siára é mulher já casada, portanto é mulherzinha – e, desde que entrou, nunca mais saiu do grupo. Representou muita coisa, era uma pessoa bastante versátil em palco, fazia desde o herói até ao malvado”. “Ele tinha uma graça muito natural, era muito divertido. Dizia-me ‘apesar da minha cara de carrancudo, eu faço-te rir!’ e fazia gala disso”, acrescentou. “Portanto, acho que esta perda nos atinge a todos. Pela expressão do que tem sido escrito aqui nas redes sociais, podemos ver o quão querido ele era para todos. E como foi marcante para o grupo e para a comunidade”.

MÉDICO E POLÍTICO

Alfredo Ritchie formou-se em Medicina Geral em Portugal e

MIGUEL SENNA FERNANDES

ALFREDO RITCHIE DEIXA SAUDADES ENTRE A COMUNIDADE MACAENSE

de regressar em 1991 e ele já trabalhava no hospital. Antes disso, naturalmente conhecia-o e sabia quem era, porque a sua mulher, a Dra. Anabela, foi minha professora de inglês”. Cruzou-se com ele várias vezes, “era uma pessoa afável, dialogante e também apoiava os colegas mais novos”, e voltou a ter a oportunidade de participar com ele numa iniciativa cívica em 1992, “quando fizemos parte da reconstituição de uma lista, encabeçada pelo Miguel Senna Fernandes, para as eleições em Macau. Tinha acabado de falecer o Dr. Carlos Assunção”. “Nessa altura trabalhámos noite fora na elaboração do programa, na estratégia eleitoral e na campanha. E acabei por conhecer melhor o Dr. Ritchie, nesta faceta que pouca gente conhece, de uma pessoa que colaborou na evolução e no envolvimento político da comunidade macaense, sempre na retaguarda como estratega, porque era muito amigo do Dr. Carlos Assunção, desde a década de 70 e 80. Acompanhou as campanhas eleitorais da ADIM (Associação para a Defesa dos Interesses de Macau), que era a lista do Dr. Assunção, e depois até acabou por ser a Dra. Anabela Ritchie a encabeçar essa lista”, recorda bem Fernando Gomes. Por tudo isso, “é uma notícia muito triste, perdemos uma pessoa que se diferenciou como uma identidade querida da cultura macaense, lamentou o colega.

DOCE LÍNGUA acabaria por regressar ao território para exercer a profissão, ainda antes do 25 de Abril de 1974, como alferes médico miliciano. Começou por se fixar na Taipa, onde

“Acho que esta perda nos atinge a todos. Pela expressão do que tem sido escrito aqui nas redes sociais, podemos ver o quão querido ele era para todos. E como foi marcante para o grupo e para a comunidade.” MIGUEL SENNA FERNANDES

esteve enquanto clínico destacado para as Ilhas. Mais tarde tiraria no estrangeiro uma especialização em Endoscopia Alta, uma novidade técnica na década de 70, em que foi pioneiro no território e a que se dedicou ao longo da profissão. Depois veio a exercer medicina no Hospital Conde de São Januário e abriu consultório próprio. Entre as pessoas há mais anos radicadas em Macau, talvez sejam poucos os que não passaram pelo seu antigo consultório, ali na Rua de Pedro Nolasco da Silva. “Trouxe uma grande mais-valia, em termos de saúde, e durante anos até à sua reforma exerceu sempre nessa área”, explicou o médico e colega macaense Fernando Gomes. “Conheci o Dr. Ritchie sob vários aspectos, mas mais próximo como colega. Eu tinha acabado

Não foi só a página de Facebook dos Dóçi Papiaçám di Macau que se encheu de frases de condolência e amizade durante todo o dia de ontem. Também a Unchinho di Língu Maquista foi recebendo testemunhos e pêsames ao longo do dia, em resposta à publicação sobre o “mentor de muitos macaense mais jovens que se juntaram ao grupo, passando a essência da pronúncia da lingu maquista para a próxima geração”. “Ele sabia quando se divertir e quando ficar sério” e “foi a atmosfera central entre o grupo”, já que “era mais como um ancião generoso levando as crianças para o caminho certo”, pode ler-se no mesmo texto em sua memória. Raquel Moz

raquelmoz.hojemacau@gmail.com


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28.8.2019 quarta-feira

As lentes daqui e CINEMATECA PAIXÃO CICLO DE NOVO CINEMA CHINÊS NO INÍCIO DE SETEMBRO

Girls Always Happy

Jinpa

CINEMA "VARIAÇÕES" FOI O FILME MAIS VISTO NO FIM-DE-SEMANA DE ESTREIA

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filme "Variações", do realizador português João Maia, foi o mais visto no fim-de-semana de estreia, com cerca de 49 mil espectadores, segundo dados do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA). A longa-metragem sobre o músico António Variações, protagonizada por Sérgio Praia, liderou as exibições em sala entre o dia da estreia, quinta-feira, e domingo passado, com 49.005 espectadores e

271 mil euros de receita bruta de bilheteira. Em segundo lugar, também em fim-de-semana de estreia, com 48.530 espectadores, figura "Assalto ao poder", de Ric Roman Waugh, e "Era uma vez em Hollywood", de Quentin Tarantino, que na segunda semana de exibição obteve 24.024 espectadores. "Variações" é inspirado na vida do barbeiro minhotoAntónio Joaquim Rodrigues Ribeiro,

que desejou viver da música e que em Lisboa se transformou emAntónio Variações, marcando a música portuguesa a partir dos anos 1980. Sérgio Praia que, além da interpretação física do músico, também canta todas as canções, recriando as sessões de composição e gravação embrionária dos temas em várias cassetes - sozinho em casa com um gravador e uma caixa de ritmos - até à primeira actuação de Variações, na discoteca Trumps, em Lisboa, em 1981.

O filme foca-se sobretudo na transformação de António Ribeiro em António Variações, num período de vida entre 1977 e 1981. Além de Sérgio Praia, o elenco inclui, entre outros, Filipe Duarte, Victoria Guerra, Augusto Madeira, Filipe Albuquerque, Lúcia Moniz, Afonso Lagarto, Maria José Paschoal, José Raposo e Dinarte Freitas. Arrojado e irreverente, influenciado pelo fado, pela

música popular e pelo pop rock, António Variações morreu aos 39 anos, a 13 de junho de 1984. Deixou apenas dois álbuns editados pouco antes de morrer: "Anjo da guarda" (1983) e "Dar e receber" (1984). Segundo o ICA, dos 27 filmes portugueses ou com coprodução portuguesa que se estrearam este ano em sala, "Variações" foi o primeiro a liderar o 'ranking' de fim-de-semana.


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quarta-feira 28.8.2019

e de agora Entre 1 e 19 de Setembro, o ecrã da Cinemateca Paixão será tomado pelo novo cinema chinês. “Chinese camera, here and now” é o nome do ciclo, composto por quatro filmes, com dois retornos à tela da Travessa da Paixão. Os bilhetes já estão à venda

“Q

UANDO fizemos a selecção para o Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, reunimos uma lista vasta de filmes, mas não tínhamos tempo para os mostrar todos. Então pensámos que deveríamos mostrar os que ficaram de fora. Foi daí que veio a ideia de exibir um pequeno ciclo dedicado ao novo cinema chinês.” As palavras de Rita Wong, directora da Cinemateca Paixão, revelam a génese do ciclo “Chinese camera, here and now”, que estará em exibição entre os dias 1 e 19 de Setembro. Ao longo do evento vão ser mostrados quatro filmes. A película que inaugura o ciclo é “An Elephant Sitting Still”, um épico de 2018 com quase quatro horas de duração, realizado por Bo Hu. A narrativa do filme, que estreou no Festival Internacional de Cinema de

Berlim, centra-se em torno da ideia de fuga e num ditado popular chinês sobre uma cidade do norte da China, Manzhouli, onde se diz que existir um elefante sentado que ignora, ostensivamente, o mundo. A lenda do elefante e a vontade de escapar são os pontos unificadores que juntam num improvável grupo quatro personagens. Visualmente deslumbrante, “An Elephant Sitting Still” desenrola-se ao longo de um só dia convergindo na linha ferroviária que liga a província de Hebei a Manzhouli. O filme será exibido no domingo, dia 1 de Setembro, às 16h e

passado uma semana, a 8 de Setembro às 15h.

PELÍCULA FÊMEA

“Girls Always Happy” é outro dos destaques no ciclo de novo cinema chinês e uma recomendação pessoal de Rita Wong. “Quando seleccionámos filmes para o Festival de Cinema entre a China e os Países de Língua Portuguesa, eu e a curadora, a crítica de cinema Joyce Yang, uma coisa saltou à vista: tínhamos muitos filmes de autoria de mulheres. Foi muito interessante ver a forma como trazem um ponto de vista interessante para o cinema, com uma boa execução, tecnicamente muito boas”, explica a directora da Cinemateca Paixão. Rita Wong destaca “Girls Always Happy” por considerar que “mostra o poder do cinema chinês no feminino”. Realizado pela jovem Yang Mingming, “Girls Always Happy” parte do desespero que é ultrapassado pelo poder do amor. A narrativa gira em torno de duas personagens, mãe e filha, que estão em contantes con-

“Foi muito interessante ver a forma como as mulheres cineastas trazem um ponto de vista interessante para o cinema, com uma boa execução, tecnicamente muito boas.” RITA WONG DIRECTORA DA CINEMATECA PAIXÃO

frontos, num crescendo de repulsa, ódio e dor. O filme será exibido a 3 de Setembro às 19h30, depois no dia 7 às 21h30 e finalmente no dia 11 de Setembro às 19h30. “Jinpa” é o outro regresso, além de “An Elephant Sitting Still”, à Cinemateca Paixão. Vencedor do Melhor Argumento (Prémio Horizontes Veneza), 75º Festival de Cinema de Veneza, o filme do realizador tibetano Pema Tseden foi produzido por Wong Kar-wai. Baseado no conto “Atropelei Um Carneiro” e na obra “O Carrasco”, do escritor tibetano Tsering Norbu, esta película conta a história de dois homens chamados igualmente Jinpa e do seu destino entrelaçado. O road film explora a redenção de quem assassinou. “Jinpa” será exibido no dia 4 de Setembro às 19h30, dois dias depois no 6 de Setembro às 21h30 e no domingo dia 8 de Setembro às 19h30. Finalmente, “Meu Bom Amigo” é o filme restante do ciclo dedicado ao novo cinema chinês. Realizado por Yang Pingdao, o filme conta a história do velho Shuimu que vive com a esposa, Fang, numa aldeia do sul da China. O seu maior amigo, Zhongsheng, é mudo e trabalha como guarda de um reservatório. Quando tinham dez anos, os dois juraram viver e morrer juntos. O velho Zhongsheng sabe que têm os dias contados e recorda uma visita a uma aldeia com Shuimu, onde ouviram o rumor acerca do massacre de uma família e de um rapaz arrastado pelo rio. Vendo a crescente ansiedade do amigo, Shuimu decide levá-lo de volta às suas raízes. Durante a viagem, os dois homens reencontram as suas infâncias e as suas jovens personalidades. “Meu Bom Amigo” será exibido a 5 de Setembro, às 19h30, no dia 7 às 16h30 e no dia 10 de Setembro às 19h30. João Luz

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Acrobacias em aniversário Bilhetes para “A Haste Dourada” estão à venda

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Á se encontram à venda os bilhetes para o espectáculo de acrobacias “A Haste Dourada”, organizado pelo Governo de Macau e pelo Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau. A iniciativa conta também com a coordenação do Instituto Cultural e do Departamento de Propaganda e Cultura do Gabinete de Ligação e com o apoio do Instituto do Desporto. O espectáculo decorre no edifício Fórum de Macau, junto ao Instituto Politécnico, entre os dias 30 de Setembro e 1 de Outubro, pelas 19h30. Os bilhetes, no valor de 100 patacas cada, podem ser adquiridos na Bilheteira Online de Macau. A ideia por detrás do espectáculo “A Haste Dourada” é recordar os 70 anos da implantação da República Popular da China, tendo sido convidada a Companhia de Artes Acrobáticas de Nanjing. O espectáculo de acrobacia “A Haste Dourada” é baseado na Jornada ao Oeste, e usa a haste dourada como um indício. Mostra o desenvolvimento da aprendizagem de Sun Wukong, derrota demónios e monstros, solidifica o rio Pei-Ho para sempre, para além de contar muitas outras lendas. A Haste Dourada é, ao mesmo tempo, um utensílio

e uma arma e um símbolo de justiça, sabedoria e força. É o primeiro drama encenado na China a integrar a tecnologia multimédia 3D com acrobacia tradicional e magia, combinando de forma harmoniosa as cenas do Monte Huaguo em Jiangsu, o Palácio do Dragão do Mar Oriental, a eliminação de espíritos malignos, para além de muitos outras cenas fantásticas. Um comunicado oficial adianta que “a forma inovadora como o espectáculo é apresentado possibilita a utilização de mais meios para mostrar cores mitológicas e qualidades mágicas, podendo o público desfrutar de um espectáculo de acrobacia maravilhoso e incomparável”.

POR TODO O MUNDO

A Companhia de Artes Acrobáticas de Nanjing já deu mais de uma centena de espectáculos por todo o mundo, tendo procurado introduzir várias inovações artísticas em palco. O espectáculo “A Haste Dourada” foi seleccionado como o primeiro projecto financiado pelo Fundo Nacional de Artes da China, tendo obtido a primeira pontuação em acrobacia, tendo sido também escolhido para integrar o 20.º Festival Internacional de Artes de Xangai, China.


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28.8.2019 quarta-feira

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HONG KONG CARRIE LAM DIALOGOU COM JOVENS, MAS RECUSOU EXIGÊNCIAS

À minha maneira

“Não é uma questão de não responder”, mas de “não aceitar essas exigências”, disse Carrie Lam em conferência de imprensa no Conselho Legislativo

EDMOND SO/SCMP

líder de Hong Kong disse ontem que se encontrou com um grupo de jovens, depois de na semana passada ter dito estar a criar uma plataforma de diálogo com a sociedade, mas voltou a rejeitar as exigências dos manifestantes. "Não é uma questão de não responder", mas de “não aceitar essas exigências", disse Carrie Lam em conferência de imprensa no Conselho Legislativo, antes da reunião semanal com o seu conselho executivo. Na segunda-feira, a Chefe do Executivo e os secretários da Educação e Assuntos Internos estiveram reunidos com cerca de 20 pessoas, a maioria entre os 20 e 30 anos, sem ligações partidárias conhecidas, segundo o Jornal South China Morning Post. Esta reunião, à porta fechada e sem aviso prévio, aconteceu dois meses depois de os sindicatos de estudantes universitários terem rejeitado a oferta de Lam para um diálogo. De acordo com o mesmo jornal, que cita fontes que

estiveram na reunião, alguns participantes disseram a Lam que não era necessário que satisfizesse todas as exigências de uma só vez: a retirada definitiva das emendas à lei da extradição, a libertação dos manifestantes detidos, que as acções dos protestos não sejam identificadas como motins,

um inquérito independente à violência policial, a demissão da chefe do Governo, Carrie Lam, e sufrágio universal nas eleições para chefe do Executivo e para o Conselho Legislativo (parlamento local). De acordo com as mesmas fontes, citadas pelo jornal de Hong Kong, os PUB

participantes na reunião disseram a Lam que ela deveria começar por anunciar a retirada definitiva das emendas à lei da extradição e organizar um inquérito independente à violência policial. A Chefe do Executivo terá respondido que seria difícil retirar completamente a lei, mas não chegou a explicar os motivos. Esta reunião aconteceu um dia depois de violentos confrontos nos subúrbios de Tsuen Wan, em que a polícia de Hong Kong recorreu ao uso de canhões de água e de um disparo com arma de fogo para o ar. "Cercados, sob ataque e enfrentando perigo de vida, seis polícias retiraram as suas pistolas (...) A fim de proteger a própria segurança e de outros polícias, um agente disparou um tiro de advertência para o céu", lê-se num comunicado da polícia.

De acordo com o mesmo comunicado, pelo menos quinze agentes da polícia ficaram feridos durante os confrontos de domingo e dezenas de manifestantes, incluindo um menor de 12 anos, foram detidos por reunião ilegal, posse de armas e agressão.

PREPARADOS PARA TUDO

Os protestos maciços de rua, que traduzem a maior crise política em décadas na cidade, acontecem desde o início de Junho, e alguns deles terminaram em confrontos violentos entre a polícia e manifestantes. Ainda na conferência de imprensa de ontem, Lam reiterou que quer estabelecer uma plataforma de diálogo com os manifestantes, mas avisou que se os protestos violentos continuarem vai usar todos os meios legais para os enfrentar. “Devemos estar preparados para comunicar com

diferentes pessoas da sociedade”, afirmou Carrie Lam em conferência de imprensa no Conselho Legislativo, o parlamento de Hong Kong. “Temos de dizer não à violência, queremos pôr um fim a esta situação caótica em Hong Kong”, afirmou, acrescentando que não vai desistir da construção de uma plataforma de diálogo. A líder do executivo da antiga colónia britânica reiterou, contudo, que começar um diálogo não significa desculpar a violência. “Se a violência continuar, a única coisa que devemos fazer é estancar a violência através de acções que imponham a lei”, sublinhou.

EM MARCHA

Para sábado está marcado uma nova manifestação, organizada pelo movimento liderado os grandes protestos em Hong Kong, para assinalar os cinco anos do veto de Pequim à possibilidade de sufrágio universal na ex-colónia britânica, apesar da possibilidade do território poder ser atingido por um tufão. Em declarações ontem à Lusa, a porta-voz da Frente Cívica de Direitos Humanos (FCDH), Bonnie Leung, disse que a convocatória da manifestação se mantém, mas admitiu que o tufão pode ter impacto na capacidade de mobilização do protesto. Numa nota, à qual Lusa teve acesso, a Frente Cívica de Direitos Humanos (FCDH), convocou uma marcha com início em Chater Garden, no centro da cidade, e que termina em frente ao Gabinete de Ligação de Pequim em Hong Kong, que já foi alvo de anteriores protestos.

PUB

Aviso Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Transportes e Obras Públicas, de 19 de Junho de 2019, se encontra aberto o concurso de avaliação de competências profissionais ou funcionais, externo, do regime de gestão uniformizada, para o preenchimento de um lugar vago de intérprete-tradutor de 2.ª classe, 1.º escalão, da carreira de intérprete-tradutor (língua Chinesa e Portuguesa), em regime de contrato administrativo de provimento do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas. Os detalhes e outras informações sobre o concurso podem ser consultados no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.º 35, II Série, de 28 de Agosto de 2019, e na página electrónica da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (https:// www.safp.gov.mo) e deste Gabinete (http://www.gdi.gov.mo). Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, aos 22 de Agosto de 2019. O Coordenador, substituto Luís Madeira de Carvalho


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quarta-feira 28.8.2019

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M documentário sobre o movimento pró-democracia em Hong Kong abre no dia 6 de Setembro a edição deste ano do Festival Internacional de Cinema e Direitos Humanos de Taiwan. Numa altura em que Hong Kong enfrenta protestos regulares desde Junho, a terceira edição do festival arranca com “Umbrella Diaries: The First Umbrela”, do realizador James Leong, de Singapura, que acompanha a “Revolta dos Guarda-Chuvas” em 2014. Segundo um comunicado do Ministério da Cultura de Taiwan divulgado na segunda-feira, o programa do festival inclui ainda “Last Exit to Kai Tak”, um outro documentário, do britânico Matthew Torne, que segue quatro activistas pró-democracia de Hong Kong. “Hoje Hong Kong, Amanhã Taiwan” e “Movimentos Juvenis Contemporâneos” são aliás dois dos três temas do festival organizado pelo Museu Nacional dos Direitos

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Tela democrática Protestos de Hong Kong marcam festival de cinema de Taiwan

Humanos de Taiwan, juntamente com “Destino: Igualdade de Género”. A actual crise política é o maior desafio que Hong Kong já enfrentou, disse o director do Museu, Chen

A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-Wen, recebeu no mês passado activistas pró-democracia de Hong Kong e referiu que a ilha iria seguir “princípios humanitários” para lidar com eventuais pedidos de asilo dos activistas

Jung-hong, durante a apresentação do festival, que vai decorrer entre 6 e 8 de Setembro na capital Taipé e entre 17 e 25 do mesmo mês na cidade de Kaohsiung.

MINAS E ARMADILHAS

O programa do festival inclui “Deslembro”, um filme da realizadora brasileira Flávia Castro sobre os desaparecidos políticos durante a ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985, assim como discussões após as sessões

Indústria Lucros recuam entre Janeiro e Julho e workshops “para explorar os direitos humanos na perspectiva das vítimas políticas”. A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-Wen, recebeu no mês passado cativistas pró-democracia de Hong Kong e referiu que a ilha iria seguir “princípios humanitários” para lidar com eventuais pedidos de asilo dos activistas. Em resposta na semana passada, Ma Xiaoguang, porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Governo chinês, exigiu que o governo de Taiwan “pare de minar o Estado de Direito” e de interferir nos assuntos de Hong Kong.

Os lucros das principais empresas industriais da China caíram 1,7 por cento, em termos homólogos, nos primeiros sete meses de 2019, reflectindo os prejuízos em vários grupos estatais e setor manufactureiro. Segundo o Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) chinês, os lucros fixaram-se em 3,5 biliões de yuan. Para este indicador, as estatísticas chinesas consideram apenas empresas industriais com receitas anuais superiores a 20 milhões de yuan. Em Julho, os lucros aumentaram 2,6 por cento, em relação ao mesmo mês do ano anterior. O GNE divulgou ainda os dados do índice de endividamento das empresas industriais em relação aos activos, que se fixou em 56,8 por cento, uma queda de 0,5 por cento, em relação a Julho de 2018.

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Anúncio Concurso Público N.º 23/ID/2019 « Serviços de decorações nas bancadas e na área do circuito para a 66.ª Edição do Grande Prémio de Macau»

Anúncio Concurso Público N.º 24/ID/2019 « Serviços de decorações no circuito exterior para a 66.ª Edição do Grande Prémio de Macau »

Nos termos previstos no artigo 13. do Decreto-Lei n. 63/85/M, de 6 de Julho, e em conformidade com o despacho do Ex. Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 19 de Agosto de 2019, o Instituto do Desporto vem proceder, em representação do adjudicante, à abertura do concurso público para os serviços de decorações nas bancadas e na área do circuito para a 66.ª Edição do Grande Prémio de Macau. O prazo para a prestação dos serviços é conforme o estipulado no ponto 2 do Anexo V – Normas Técnicas do Índice Geral do Processo de Concurso. A partir da data da publicação do presente anúncio, os interessados podem dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 818, em Macau, no horário de expediente, das 9,00 às 13,00 e das 14,30 às 17,30 horas, para consulta do processo de concurso ou para obtenção da cópia do processo, mediante o pagamento de $500,00 (quinhentas) patacas. Podem ainda ser feita a transferência gratuita de ficheiros pela internet na área de «Informação relativa à aquisição» da página electrónica do Instituto do Desporto: www.sport.gov.mo. Os concorrentes devem comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para a apresentação das propostas para tomarem conhecimento sobre eventuais esclarecimentos adicionais. A sessão de esclarecimento deste concurso público terá lugar no dia 3 de Setembro de 2019, terça-feira, pelas 10,00 horas, na sala de reuniões do Edifício do Grande Prémio, sito na Avenida da Amizade n.º 207, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora da sessão de esclarecimento acima mencionada, por motivos de tufão ou de força maior, a data e hora estabelecidas para a sessão de esclarecimento serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12,00 horas do dia 25 de Setembro de 2019, quarta-feira, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora limites para a apresentação das propostas acima mencionadas, por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a apresentação das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido, na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido, acompanhada de uma caução provisória no valor de $88 000,00 (oitenta e oito mil) patacas. Caso o concorrente opte pela garantia bancária, esta deve ser emitida por um estabelecimento bancário legalmente autorizado a exercer actividade na Região Administrativa e Eespecial de Macau e à ordem do Fundo do Desporto ou efectuar um depósito em numerário ou em cheque (emitido a favor do Fundo do Desporto) na mesma quantia, a entregar na Divisão Financeira e Patrimonial, sita na sede do Instituto do Desporto. O acto público do concurso terá lugar no dia 26 de Setembro de 2019, quinta-feira, pelas 9,30 horas, no auditório da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.o 818, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora para o acto público do concurso, por motivos de tufão ou de força maior, ou em caso de adiamento na data e hora limites para a apresentação das propostas, por motivos de tufão ou de força maior, a data e hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. As propostas são válidas durante 90 dias a contar da data da sua abertura. o

Instituto do Desporto, 28 de Agosto de 2019. O Presidente, Pun Weng Kun

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Nos termos previstos no artigo 13.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho, e em conformidade com o despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 19 de Agosto de 2019, o Instituto do Desporto vem proceder, em representação do adjudicante, à abertura do concurso público para os serviços de decorações no circuito exterior para a 66.ª Edição do Grande Prémio de Macau. O prazo para a prestação dos serviços é conforme o estipulado no ponto 2 do Anexo V – Normas Técnicas do Índice Geral do Processo de Concurso. A partir da data da publicação do presente anúncio, os interessados podem dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.º 818, em Macau, no horário de expediente, das 9,00 às 13,00 e das 14,30 às 17,30 horas, para consulta do processo de concurso ou para obtenção da cópia do processo, mediante o pagamento de $500,00 (quinhentas) patacas. Podem ainda ser feita a transferência gratuita de ficheiros pela internet na área de «Informação relativa à aquisição» da página electrónica do Instituto do Desporto: www.sport.gov.mo. Os concorrentes devem comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para a apresentação das propostas para tomarem conhecimento sobre eventuais esclarecimentos adicionais. A sessão de esclarecimento deste concurso público terá lugar no dia 3 de Setembro de 2019, terça-feira, pelas 12,00 horas, na sala de reuniões do Edifício do Grande Prémio, sito na Avenida da Amizade n.º 207, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora da sessão de esclarecimento acima mencionada, por motivos de tufão ou de força maior, a data e hora estabelecidas para a sessão de esclarecimento serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12,00 horas do dia 26 de Setembro de 2019, quinta-feira, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora limites para a apresentação das propostas acima mencionadas, por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a apresentação das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido, na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido, acompanhada de uma caução provisória no valor de $88 000,00 (oitenta e oito mil) patacas. Caso o concorrente opte pela garantia bancária, esta deve ser emitida por um estabelecimento bancário legalmente autorizado a exercer actividade na Região Administrativa e Eespecial de Macau e à ordem do Fundo do Desporto ou efectuar um depósito em numerário ou em cheque (emitido a favor do Fundo do Desporto) na mesma quantia, a entregar na Divisão Financeira e Patrimonial, sita na sede do Instituto do Desporto. O acto público do concurso terá lugar no dia 27 de Setembro de 2019, sexta-feira, pelas 9,30 horas, no auditório da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, n.o 818, em Macau. Em caso de encerramento do Instituto do Desporto na data e hora para o acto público do concurso, por motivos de tufão ou de força maior, ou em caso de adiamento na data e hora limites para a apresentação das propostas, por motivos de tufão ou de força maior, a data e hora estabelecidas para o acto público do concurso serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. As propostas são válidas durante 90 dias a contar da data da sua abertura. Instituto do Desporto, 28 de Agosto de 2019. O Presidente, Pun Weng Kun


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28.8.2019 quarta-feira

É tão suave ter bons sentimentos

A Poesia Completa de Li He

感 春 日暖自蕭條,花悲北郭騷。 榆穿萊子眼,柳斷舞兒腰。 上幕迎神燕,飛絲送百勞。 胡琴今日恨,急語向檀槽。

Melancolia Primaveril O sol morno deixa-me só e abatido, As flores só fazem entristecer este homem.1 Sementes do olmo com olhos como moedas, Cinturas de dançarinas os delgados salgueiros. Os nossos baldaquinos saúdam as andorinhas sagradas, Com seda esvoaçante nos despedimos do picanço.2 Hoje, o meu alaúde setentrional vai rancoroso, De língua amarga seu corpo de sândalo vermelho.3

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O poema refere-se à história de um tal Bei-guo Sao (lit.: Sao do País do Norte), que sustentava a mãe viúva fazendo redes e sandálias, um trabalho que considerava inferior. O regresso das andorinhas, no segundo mês da primavera, era celebrado com um sacrifício ao espírito tutelar dos nascimentos e casamentos. Ao contrário, o picanço era considerado uma ave de mau agoiro. Referência a um instrumento semelhante à pi-pa, feito em sândalo com apliques de madrepérola.

Tradução de Rui Cascais • Ilustração de Rui Rasquinho Li He (790 a 816) nasceu em Fu-chang durante a Dinastia Tang, pertencendo a um ramo menor da casa imperial. A sua morte prematura aos vinte e sete anos, a par da escassez de pormenores biográficos, deixam-nos apenas com uma espécie de fantasma literário. A Nova História dos Tang (Xin Tang shu) diz-nos que He “nunca escrevia poemas sobre um tópico específico, forçando os seus versos a conformarem-se ao tema, como era prática de outros poetas [...] Tudo quanto escrevia era inquietantemente extraordinário, quebrando com a tradição literária.” Segundo um crítico da Dinastia Song, o alucinátorio idioma poético de Li He é a “linguagem de um imortal demoníaco.” A versão inglesa de referência aqui usada é a tradução clássica da autoria de J.D. Frodsham, intitulada Goddesses, Ghosts, and Demons, publicada em São Francisco, em 1983, pela North Point Press.


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

quarta-feira 28.8.2019

Divina Comédia Nuno Miguel Guedes

Da derrota

F

OI numa daquelas noites em que a conversa deriva, sem tempo nem mapa. O leitor saberá como é: um copo aqui, bons amigos ali e aquela cumplicidade serena que se desprende das melhores amizades. São em momentos como esses que ganhamos coragem até para fazer perguntas menos convenientes mas interessadas, que não faríamos sem o doce embalo destas horas. Uma dessas noites, então. Amigo próximo e com senioridade nesta coisa de afectos diz-me à queima-roupa: “Li o que escreveste sobre o David Berman, que não conhecia e fui ouvir. Gostei mas aquela música é mesmo a tua cara. Só gostas de músicas tristes, de perdedores”. Respondi-lhe vagamente que não era bem assim, que também gosto de outras coisas mais alegres e vitoriosas. Mas no regresso a casa vim a pensar no que me disse e que de certa forma tinha razão. Não concebo a vida sem a derrota. Não quer dizer que esteja obcecado por ela ou não consiga sentir prazer nas minhas insignificantes conquistas ou nas grandes vitórias alheias. Apenas que a minha natureza me aproxima mais dos Píndaros dos perdedores, dos que proclamam a derrota sem auto-piedade: com lucidez, melancolia e se possível um pouco de humor, como de resto é o caso de Berman. O que seria dos dias sem as quedas que damos? O que seria da arte, do que nos toca? Uma das obras-primas da literatura mundial descreve a mais extraordinária e gloriosa das derrotas: o Dom Quixote, de Cervantes. Sinatra tinha um especial carinho pelos que perdiam, especialmente porque foi um deles: quatro tentativas de suicídio, uma carreira arrasada em 1949 e um relacionamento intenso mas tumultuoso com Ava Gardner permitiram que, entre outras coisas, gravasse No One Cares, uma ode superlativa aos que ficam sozinhos. “Este disco deveria vir com uma pistola”, disse ele, que chamou a este e a dois outros monumentos – Only The Lonely e Where Are You? – “álbuns para o suicídio”. Sim, gosto dos que perdem. Até porque nesta corrida já partimos derrotados. Mas até lá cada obstáculo, cada sombra, cada dor podem servir de amparo desde que não os evitemos. Lembro-me, quase de cor e à velocidade com que escrevo, de uma frase de Churchill: “ O sucesso consiste em ir de falhanço em falhanço sem perda de entusiasmo”. É isto. O triunfo fala por si, possui trombetas estridentes e pomposas. Dêem-me a discrição do tipo que não consegue, do atleta que cai em frente à meta. Essa é a minha gente, os que acabam e recomeçam tudo outra vez. Há um pequeno poema de Yeats, What Was Lost, que tem um belíssimo verso inicial que se me cola à pele: « I sing what was lost and dread what was won». E no fundo o que acabei de escrever é a resposta articulada e justa ao que o meu amigo me disse durante um desses belíssimos momentos que parecem ser eternos. O leitor saberá como é.

Sim, gosto dos que perdem. Até porque nesta corrida já partimos derrotados. Mas até lá cada obstáculo, cada sombra, cada dor podem servir de amparo desde que não os evitemos


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28.8.2019 quarta-feira


internacional 17

quarta-feira 28.8.2019

AMAZÓNIA BRASIL REJEITA AJUDA DO G7 PARA COMBATER INCÊNDIOS

Acha para a fogueira

O

Brasil recusou esta segunda-feira a ajuda dos países do G7 para combater os incêndios na Amazónia, informou Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, que aconselhou o Presidente francês, Emmanuel Macron, a cuidar da “sua casa e das suas colónias”. “Agradecemos, mas talvez estes recursos sejam mais relevantes para reflorestar a Europa”, disse Lorenzoni ao portal de notícias G1, em referência ao fundo de 20 milhões de dólares para os países atravessados pela Amazónia anunciado por Macron durante a Cimeira do G7 em Biarritz. “Macron não consegue sequer evitar um previsível incêndio numa igreja que é património da humanidade e quer ensinar o quê ao nosso país?! Ele tem muito o que cuidar em casa e nas colónias francesas”, disparou Onyx. “O Brasil é uma nação democrática, livre e nunca teve práticas colonialistas e imperialistas como talvez seja o objectivo do francês Macron, que coincidentemente está com altas taxas internas de rejeição”, declarou o ministro-chefe da Casa Civil. Onyx Lorenzoni destacou ainda que o Brasil pode ensinar “a qualquer nação” como proteger matas nativas. “Aliás, não existe nenhum país que tenha uma cobertura nativa maior que o nosso”. Durante o dia, o Presidente Jair Bolsonaro já havia questionado “as intenções” de Macron sobre a Amazónia. “Não podemos aceitar que um Presidente, Macron, dispare ataques descabidos e gratuitos à Amazónia, nem que disfarce suas intenções atrás da ideia de uma ‘alian-

ça’ dos países do G-7 para ‘salvar’ a Amazónia, como se fôssemos uma colónia ou uma terra de ninguém”, escreveu no twitwer o Presidente.

EM CHAMAS

Pelo menos mil novos focos de incêndio foram declarados nas últimas horas na Amazónia, enquanto os aviões do exército brasileiro atravessaram na segunda-feira as grandes áreas afectadas para tentar conter as chamas que mobilizaram a atenção dos líderes do G7. Até domingo, 80.626 focos de incêndios foram registrados em todo o Brasil, 1.113 novos focos em relação ao relatório de sábado, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O saldo marca um aumento de 78 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Mas o ministro da Defesa do Brasil, Fernando Azevedo e Silva, garantiu que os incêndios na Amazónia estão sob controle após o envio de mais 2.500 militares e as chuvas que caíram em algumas regiões. “Tem se alardeado um pouco que a situação está fora de controle, mas não

“Macron não consegue sequer evitar um previsível incêndio numa igreja que é património da humanidade e quer ensinar o quê ao nosso país?! Ele tem muito o que cuidar em casa e nas colónias francesas.” ONYX LORENZONI MINISTRO-CHEFE DA CASA CIVIL BRASILEIRA

está. Nós tivemos picos de queimadas em outros anos muito maiores do que neste ano aqui e pela primeira vez foi empregada uma rapidez muito boa”. “É lógico a situação não é simples, mas ela está sob

controle e já arrefecendo bem. Aí, em princípio, até a meteorologia ajudou porque numa parte da Amazônia oeste hoje teve uma situação de chuvas e isso ajuda bastante”. Os incêndios desencadearam um debate de alta tensão entre Bolsonaro e Macron, que levantou a questão da Amazónia à cimeira das maiores potências económicas ocidentais, o G7, em Biarritz (sul da França). O G7 concordou em oferecer 20 milhões de dólares para o combate ao fogo na Amazónia, a fim de aumentar o número de aviões para controlar o fogo. O Brasil apenas aceitou até o momento a ajuda de Israel, que ofereceu enviar um avião.

ESPAÇO SONDA COM ROBÔ HUMANOIDE CHEGOU À ESTAÇÃO INTERNACIONAL

A

sonda Soyuz, com o primeiro robô humanoide russo Fedor a bordo, atracou ontem na Estação Espacial Internacional (ISS), depois de uma tentativa falhada no sábado, informou o Centro de Controlo de Voos Espaciais da Rússia (CCVE). “Contacto confirmado, acoplagem confirmada”, anunciou um comentador da rede de televisão NASA TV, da Agência Espacial Americana, citado por agências internacionais. Fedor é o primeiro robô humanoide a ser enviado

para o espaço pela Rússia e deverá ficar na ISS até 7 de Setembro, para aprender a ajudar os astronautas na estação espacial. Com um corpo antropomórfico prateado, Fedor mede 1,80 metro de altura e pesa 160 quilos. O nome corresponde ao acrónimo “Final Experimental Demonstration Object Research” e refere-se à designação russa Fyodor. O robô tem contas nas redes sociais Instagram e Twitter, que detalham o seu quotidiano, com situações como quando aprende a abrir uma garrafa de água.

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Anúncio Concurso Público n.º 4/2019 Prestação de serviços de segurança

Anúncio Concurso Público n.º 5/2019 Prestação de serviços de condomínio

De acordo com o disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho e, ainda, ao abrigo do despacho da Ex.ma Senhora Secretária para a Administração e Justiça, de 15 de Agosto de 2019, a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública vem, em representação do adjudicante, proceder a concurso público para a «Prestação de serviços de segurança». 1. Adjudicante: Secretária para a Administração e Justiça. 2. Serviço responsável pela realização do processo de concurso: Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP). 3. Modalidade do concurso: concurso público. 4. Objecto do concurso: fornecimento aos SAFP de «Prestação de serviços de segurança». 5. Prazo de validade das propostas: não inferior a noventa dias, a contar da data do acto público do concurso. 6. Caução provisória: a caução provisória é de $ 150.000,00 (cento e cinquenta mil patacas) e deve ser prestada por meio de depósito bancário ou por garantia bancária legal a favor do Governo da Região Administrativa Especial de Macau — Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública. 7. Caução definitiva: valor correspondente a 4% (quatro por cento) do preço global da adjudicação. 8. Condições de admissão: podem concorrer todas as sociedades com sede ou delegação no território de Macau inscritas na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis da RAEM, cujo objectivo social inclua exclusivamente os serviços de segurança, conforme a Lei n.º 4/2007, Lei da Actividade de Segurança Privada, devendo apresentar certificado de que têm as suas obrigações fiscais em dia. 9. Todas as dúvidas sobre o programa do concurso e o caderno de encargos deste concurso público podem ser apresentadas de acordo com o determinado no mesmo programa do concurso, e realizar-se-á uma sessão de esclarecimento sobre o presente concurso público no seguinte local, data e hora: Local: Auditório do Edifício Administração Pública, sito na Rua do Campo, n.º 162, Cave 1, Macau. Data e hora: 11,00 horas do dia 4 de Setembro de 2019. 10. Local, data e hora limite para entrega das propostas: Local: Balcão de atendimento – “expediente” dos SAFP, sito na Rua do Campo n.° 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau. Data e hora limite: até às 17,30 horas do dia 13 de Setembro de 2019 (não serão aceites propostas fora do prazo). 11. Local, data e hora do acto público: Local: Auditório do Edifício Administração Pública, sito na Rua do Campo, n.º 162, Cave 1, Macau. Data e hora: 11,00 horas do dia 17 de Setembro de 2019. 12. Forma de consulta do processo: A partir da data da publicação do anúncio, os interessados poderão obter a cópia do programa do concurso e do caderno de encargos através da página electrónica dos SAFP, em www.safp.gov.mo, ou, durante o horário de expediente, dirigir-se ao balcão de atendimento dos SAFP, sito na Rua do Campo, n.º 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau para a consulta do programa do concurso e do caderno de encargos ou para a obtenção da cópia dos mesmos, mediante o pagamento da importância de $ 100,00 (cem patacas). 13. Critérios de apreciação das propostas e respectivos factores de ponderação: a) Recursos humanos e equipamentos (14 %); b) Experiência e Capacidade (16%); c) Preço (70 %). 14. Esclarecimentos adicionais: A partir da data da publicação do presente anúncio até à data limite para a entrega das propostas, os concorrentes podem, durante o horário de expediente, dirigir-se ao balcão de atendimento – “expediente” do SAFP, sito na Rua do Campo n.° 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau, ou visitar a página electrónica dos SAFP (www.safp.gov.mo) para obterem quaisquer eventuais esclarecimentos adicionais. Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública, aos 21 de Agosto de 2019.

De acordo com o disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho e, ainda, ao abrigo do despacho da Ex.ma Senhora Secretária para a Administração e Justiça, de 20 de Agosto de 2019, a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública vem, em representação do adjudicante, proceder a concurso público para a «Prestação de serviços de condomínio». 1. Adjudicante: Secretária para a Administração e Justiça. 2. Serviço responsável pela realização do processo de concurso: Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP). 3. Modalidade do concurso: concurso público. 4. Objecto do concurso: fornecimento aos SAFP de «Prestação de serviços de condomínio ». 5. Prazo de validade das propostas: não inferior a noventa dias, a contar da data do acto público do concurso. 6. Caução provisória: a caução provisória é de $ 200.000,00 (duzentas mil patacas) e deve ser prestada por meio de depósito bancário ou por garantia bancária legal a favor do Governo da Região Administrativa Especial de Macau — Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública. 7. Caução definitiva: valor correspondente a 4% (quatro por cento) do preço global da adjudicação. 8. Condições de admissão: podem concorrer todas as sociedades com sede ou delegação no território de Macau inscritas na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis da RAEM, cujo objecto social inclua total ou parcialmente os serviços de condomínio de prédios, devendo apresentar certificado de que têm as suas obrigações fiscais em dia, titular da licença ou licença provisória de actividade comercial de administração de condomínios. 9. Todas as dúvidas sobre o programa do concurso e o caderno de encargos deste concurso público podem ser apresentadas de acordo com o determinado no mesmo programa do concurso, e realizar-se-á uma sessão de esclarecimento sobre o presente concurso público no seguinte local, data e hora: Local: Auditório do Edifício Administração Pública, sito na Rua do Campo, n.º 162, Cave 1, Macau. Data e hora: 11,00 horas do dia 5 de Setembro de 2019. 10. Local, data e hora limite para entrega das propostas: Local: Balcão de atendimento – “expediente” dos SAFP, sito na Rua do Campo n.° 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau. Data e hora limite: até às 17,30 horas do dia 17 de Setembro de 2019 (não serão aceites propostas fora do prazo). 11. Local, data e hora do acto público: Local: Auditório do Edifício Administração Pública, sito na Rua do Campo, n.º 162, Cave 1, Macau. Data e hora: 11,00 horas do dia 18 de Setembro de 2019. 12. Forma de consulta do processo: A partir da data da publicação do anúncio, os interessados poderão obter a cópia do programa do concurso e do caderno de encargos através da página electrónica dos SAFP, em www.safp.gov.mo, ou, durante o horário de expediente, dirigir-se ao balcão de atendimento dos SAFP, sito na Rua do Campo, n.º 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau para a consulta do programa do concurso e do caderno de encargos ou para a obtenção da cópia dos mesmos, mediante o pagamento da importância de $ 100,00 (cem patacas). 13. Critérios de apreciação das propostas e respectivos factores de ponderação: a) Qualidade de Serviço (28 %); b) Experiência e Capacidade de Condomínio (22%); c) Preço (50 %). 14. Esclarecimentos adicionais: A partir da data da publicação do presente anúncio até à data limite para a entrega das propostas, os concorrentes podem, durante o horário de expediente, dirigir-se ao balcão de atendimento – “expediente” do SAFP, sito na Rua do Campo n.° 162, Edifício Administração Pública, r/c, Macau, ou visitar a página electrónica dos SAFP (www.safp.gov.mo) para obterem quaisquer eventuais esclarecimentos adicionais. Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública, aos 22 de Agosto de 2019.

O Director Kou Peng Kuan

O Director Kou Peng Kuan


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18 (f)utilidades 0 2 3 4 6 7 5 8

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1 9 1 3 59 5 2 07 0 8 62 76 7 8 9 0 34 13 6 1 7 8 5 9 0 4 3 2 80 8 63 56 45 94 9 71 9 8 5 6 2 3 4 1 0 7 4 4 05 0 81 38 3 67 6 5 3 4 1 8 0 7 9 2 6 TE N U6B L3A D O M 9 I N42 2746 7 M6A 3 X1 533 55 2 M9P O0 7P O1U4C O8 5 4 7 9 2 3 6 1 0 5 8 6 17 41 4 3 58 25 2 8 8 50 5 42 94 9 76 7 3 6 1 5 9 8 2 7 4 0 95 9 38 03 20 12 1 64 5 8 0 FAZER 4 2 3 6 9 1 O7 QUE 13 21 2 9 7 6 08 50 8 4 6SEMANA 3 0 1 9 2 7 5 ESTA 1 0 2 9 7 5 6 3 8 4 7 4 06 0 1 25 2 9

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Diariamente 4 EXPOSIÇÃO | ”CORES DA ÁSIA” | CASAS DA TAIPA Galeria 1 |8Até 22/09 2 5

9 4 6 0 7 3 0 6 | “O4VAGABUNDO” 2 7 8 3 5 1 9 EXPOSIÇÃO Casas da Taipa – Exterior 7 9 6 3 1| Até06/105 8 4 2 EXPOSIÇÃO 3 1 | “JARDIM 5 0DAS2DELÍCIAS 6 TERRENAS” 4 7 9 8 Wynn Macau | Até 6/10 9 4 7 8 5 3 2 1 0 6 EXPOSIÇÃO DA BONDADETERNA” 5 3 | “CONTEMPLAÇÃO 0 7 6 1 9 2 8 4 Museu de Arte de Macau | Até 6/10 4 2 8 1 3 9 7 6 5 0 EXPOSIÇÃO | “QUIETUDE E CLARIDADE: OBRAS 4 8 DO 7 MUSEU 1 3 6 5 DE 2 CHEN0 ZHIFO9DA COLECÇÃO DE NANJING” MAM 8| Até517 /11 1 6 4 2 0 9 3 7 6 7 | “HOT 3 FLOWS 9 0– PEARL 5 RIVER 8 4 2 1 EXPOSIÇÃO DELTA ARTS RETROSPECTIVE” Armazém do Boi | Até 13 de Outubro

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C I N E M A

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A CRISE 11

8 78 7 0 9 3 3 4 85 8 1 2 54 5 06 90 9 47 2 2 6 13 81 7 7 5 08 20 94 69 6 13 9 8 41 4 0 0 1 27 2 5 35PAGAR 3 2 6

5 2 2 4 4 17 8 70 96 03 9 51

3 16 38 1 94 57 9 80 2 75

0 71 3 56 09 5 32 8 14 7

9 07 52 5 0 4 13 96 1 8

SALA 1

ONE PIECE STAMPEDE [B] FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Takashi Otsuka 14.30, 19.30, 21.30

DORAEMON THE MOVIE: NOBITA’S CHRONICLE OF THE MOON EXPLORATION [B] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Shinnosuke Yakuwa 16.30 SALA 2

BODIES AT REST [C] FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Renny Herlin Com: Nick Cheung, Richie Jen, Yang Zi 14.15, 17.50, 21.30

TOY STORY 4 [A] FALADO EM CANTONENSE

Um filme de: Josh Cooley 16.00

LITTLE Q [B] FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Law Wing Cheong Com: Simon Yam, Gigi Leung, Him Law, Charlie Yeung, Angela Yuen 19.30

4 6 1 5 7 2 92 9 H 0 U8M 9 0 13 1 6 7 5 4 8 3

8

5 5 9 3 82 6 6 1 7 98 5 0 - 9 04 0%01 23 35 5 40 0 0 2 8 63 17 7 10

40 2 75 8 •1 5 0 68 3 94

0 8 17 6 4 7 52 23 39 20 06 6 O 39E U95R 5 76 64 4 91 18 8 83 39 95 1 7 0 4 5 20

7 23 3 19 9 0 9 0 84 43 3 5 678 .729 72 81 19 9 36 6 7 5 4 17 25 5 4 0 86 6

28.8.2019 quarta-feira

6 5 4 1 BAHT 0.26 YUAN 1.12 8 0 2 VIDA DE CÃO 7 9 NOTÍCIAS FOFAS 3

10

3 2 5 46 14 1 7 43 32 20 08 86 69 9 1 5 1 19 9 0 7 5 6 8 43 32 2 0 61 6 2 97 9 6 79 7 3 0 8 68 8 95 5 3 24 4 17 7 0 54 5 81 28 2 3 50 04 4 1 7 9 23 36 6 8 78 97 9 0 45 4 8 8 6 2 31 14 4 7 0 59 9 32 43 4 9 61 6 3 2 86 69 91 10 0 5 4 7 01 0 52 85 8 7 2 2 75 5 94 40 0 16 6 83 3 9 9 5 1 4 8 7 3 2 06 6 5 06 0 7 3 2 4 4 3 7 06 65 5 9 8 21 1 9 38 3 4 56 5 Um tribunal condenou segunda-feira o grupo Johnson & Johnson a pagar 572 milhões de dólares ao estado 09 0 pela sua responsabilidade 7norte-americano 4 8 91de Oklahoma 0 1na crise 68 dos 82 opiáceos, 23 35que 5 7 9de mortos 4 fez milhares

por 'overdose'. "A crise dos opiáceos devastou o estado de Oklahoma e deve ser contida de imediato", declarou o juiz Thad Balkman na audiência.

7 0 95 43 2 8 1 79 06 4

SOLUÇÃO DO PROBLEMA 11

6 48 9 24 1 13 75 7 30 2

28 4 10 2 36 91 7 45 73 9

42 5 61 98 73 9 80 4 7 6

UM LIVRO HOJE

BODIES AT REST

8

4 3 6 9 7 2 8 21 85 0

1 9 7 0 5 6 4 2 8 3

12

12

3 30 09 2 74 8 8 5 6 61 1 7 9 42 2 9 9 8 03 3 5 5 42 1 16 6

PROBLEMA 12

9 4 3 5 0 10 6 79 2 87

1 8 40 2 65 0 5 96 3 74

7 9 02 3 51 8 2 65 1 40

8 6 2 4 1 39 7 58 9 02

64 51 1 7 3 9 4 8 07 2

45 1 6 09 8 56 3 24 7 93

52 0 79 98 2 6 10 4 86 35

S U D O K U

2

2 3 9 8 4 7 0 1 6 5

Ontem, por volta das 19h, um gatinho persa foi a coisinha mais fofa que já se viu. Segundo fontes conhecedoras da matéria ouvidas pelo HM, a amorosa bola de pêlo espreguiçou-se e emitiu um miado que derreteu 94 por cento corações na zona da Ilha Verde, infectando de ternura incontrolável toda a zona oeste da península de Macau. As autoridades foram chamadas ao local e, em declarações aos órgãos de comunicação social, o comandante da PSP deixou no ar a questão: “Quem tem o focinho mais querido do mundo?! Quem tem? Quem?”Alarmado pela quantidade de emojis com corações e gatinhos que inundaram as redes sociais, o Gabinete de Ligação do Governo Central alertou para a possibilidade de interferência externa num focinho que dá vontade de comer de tão fofo que é. Por outro lado, o gabinete do secretário para a Segurança advertiu para os níveis perigosos de ternura deste tipo de patinhas que teriam de ser barradas no Terminal Marítimo do Porto Exterior devido a fortes indícios de perturbação da segurança interna de Macau. Um deputado ligado aos Operários interpelou o Executivo questionando se o felino-não-residente iria roubar o protagonismo e as festas na barriga aos talentos de quatro patas locais e pediu uma quota limite de emojis com gatos estrangeiros. Numa toada mais preventiva, um legislador representante da comunidade de Jiangmen sublinhou que é imperativo reforçar o amor à pátria e mostrou-se preocupado com as fezes e a urina produzidas pelo gatinho e pediu o reforço das caixas de areia públicas e subsídios para a compra de Whiskas e novelos de lã. João Luz

MORTE A CRÉDITO | LOUIS-FERDINAND CÉLINE

Um dos maiores marcos na obra literária do escritor maldito francês, “Morte a Crédito” representa a visão existencialista do alter-ego do autor, um médico que dá consultas na periferia pobre de Paris. O afastamento do personagem da comunidade médica, reflecte a ostracização a que Celiné se votou depois ser largamente elogiado por vultos como Jean-Paul Sartre. “Morte a Crédito” tem uma narrativa confusa, com saltos temporais e estilísticos, mas sempre com a prosa ímpar de um dos mais mal amados génios literários do século XX. João Luz

SALA 3

THE ANGRY BIRDS MOVIE 2 [B] FALADO EM CANTONENSE Um filme de: Thurop Van Orman 14.30

DORA AND THE LOST CITY OF GOLD [B] FALADO EM INGLÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Masakazu Hashimoto Com: Isabela Moner, Eugenio Derbez, Michael Peña, Eva Longoria 16.30, 19.30, 21.30

www. hojemacau. com.mo

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Juana Ng Cen; Colaboradores Amélia Vieira; António Cabrita; António Castro Caeiro; António Falcão; Gisela Casimiro; Gonçalo Lobo Pinheiro; João Paulo Cotrim; José Drummond; José Navarro de Andrade; José Simões Morais; Luis Carmelo; Michel Reis; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rita Taborda Duarte; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; Valério Romão Colunistas António Conceição Júnior; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; Olavo Rasquinho; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


opinião 19

quarta-feira 28.8.2019

FRANCISCO LOUÇÃ in Esquerda.net

Voltou o medo da recessão que está para vir

N

países com elevado rácio de dívida soberana. Investimento é que não há.

A CRISE É SEMPRE GERAL

O PERIGO ALEMÃO

Há pelo menos oito grandes economias em recessão ou à beira dela, a Alemanha, Reino Unido, Itália, Brasil, Argentina, México, Rússia e Coreia do Sul. É o suficiente para arrastar a Europa e grande parte dos países emergentes. É sempre assim: a crise é geral ou não é crise. E, neste caso, ela é alimentada pela falta de procura efectiva ou, o que é o mesmo, pela sobreprodução em alguns sectores-chave. Para mais, a escassa procura é artificialmente sustentada por juros baixos (que se podem manter) e por petróleo barato (que é duvidoso que se mantenha). Ou seja, a solução dos últimos anos foi a criação de uma bolha económica, no mercado de acções nos anos 90, no imobiliário entre 2002 e 2007 e agora de novo nos activos financeiros inundados de liquidez gerada pelos bancos centrais. O capitalismo financeiro gera a bolha, vive da bolha e depois tem medo que ela rebente. Numa palavra, nestas economias o que falta são salários e investimentos. Ora, há já indicações de que os gastos com capital estão a reduzir-se a nível global, e os investimentos em capacidade produtiva, geradores de emprego, há muito que estão a cair. A incerteza daqui resultante é mascarada por um efeito positivo deste medo: as aplicações financeiras correm a refugiar-se na dívida pública, que é garantida, e por isso os juros caem, aliviando as pressões orçamentais em

O PESADELO, JOHN HENRY FUSELI

ESTAS coisas de copo cheio e meio vazio temos sempre duas histórias verosímeis: de um lado, nunca a economia norte-americana tinha crescido durante tanto tempo seguido, do outro lado, a queda de encomendas à indústria empurra a economia alemã para uma recessão e a China tem o pior resultado em duas décadas. Mas parece haver uma exuberante confiança, os investidores estão dispostos a pagar por deterem dívida alemã a 30 anos, dívida suíça a 50 anos e mesmo dívida pública portuguesa a médio prazo. São duas histórias que não se parecem conciliar e, no entanto, tudo isto é factual. Resolver o paradoxo dizendo que virá uma crise, só não sabemos quando, é jogar com as palavras, o que muitos economistas preferem a aceitar o risco de se enganarem mais uma vez. Olhemos então para as condições da crise e deixemos o horóscopo aos adivinhadores.

É aqui que entra o “problema alemão”, na expressão de Paul Krugman.A“loucura da austeridade” ou a “ruinosa obsessão alemã contra a dívida pública”, como ele escreve, tem reduzido a capacidade produtiva e a sustentabilidade do emprego, impondo regras estapafúrdias, como a proibição constitucional de aumentar a despesa para financiar um défice estrutural em mais de 0,35% do PIB. A Alemanha tem agora um excedente da conta corrente de 7,4% do PIB e um superavit orçamental de 1,7%, mesmo que com esses esplendorosos números caminhe para uma recessão (ainda ligeira, com uma queda de 0,1% no segundo trimestre), depois de ter aplicado sacrifícios inúteis aos seus parceiros. Desde 2012 que a Alemanha tem um défice zero e nesse momento havia 11% de desemprego registado na zona euro, a que Schäuble e Merkel exigiam uma disciplina draconiana que prolongou a recessão em alguns casos e tornou mais difícil a recuperação noutros. Há mesmo um problema alemão. Esta política de austeridade externa com superavit nacional foi a forma germânica e

Se o risco para a economia europeia é o perigo alemão (e o medo do ‘Brexit’), para a economia mundial é Donald Trump

egoísta de prolongar a restrição da procura agregada, agravando todos os problemas imediatos e futuros: nem se começou a criar uma economia que respondesse ao envelhecimento populacional nem houve o investimento necessário nas infraestruturas para a transição climática. Pelo contrário, foi imposta por toda a Europa uma máquina de austeridade que precipitou privatizações, aumentos de impostos, operações de fusões bancárias e outras aventuras lamentáveis. Mas isso acentuou a compressão da procura e, portanto, ampliou as condições para a crise. É agora, em desespero e já em recessão, que Merkel pondera lançar um programa de despesa de 50 mil milhões de euros.

OS SINAIS DE FUMO

Se o risco para a economia europeia é o perigo alemão (e o medo do ‘Brexit’), para a economia mundial é Trump. Apesar de ter adiado as novas tarifas anunciadas no dia 1 de Agosto, e que penalizariam as exportações chinesas, o Presidente norte-americano vira-se para a Europa e faz novas ameaças. Assim, cria dois focos de incêndio: a guerra comercial com a China (e a Europa, veremos o que acontece às importações de automóveis) e a incerteza no mercado de capitais, que anda assustado com tudo. Um dos perigos é que os spreads aumentem para as obrigações mesmo quando os juros baixam para as dívidas públicas, e algumas empresas muito endividadas comecem a ter dificuldades, precipitando falências — o que a guerra comercial pode agravar. E essa, já a estamos a sofrer.


A inveja que se cala, é a verdadeiramente temível.

Antoine Rivarol

Graffiti Limpeza irá custar mais de 1 milhão

O jornal online Macau Concelears noticiou ontem que a limpeza da parede do edifício do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), onde foi feito um graffiti, vai custar mais de um milhão de patacas aos cofres públicos. O trabalho foi adjudicado à empresa do construtor Leong Kuong Io e inclui um serviço de limpeza de todas as paredes do edifício, uma vez que o mesmo não é limpo há muitos anos e, este ano, celebram-se os 20 anos da transferência de soberania de Macau. O graffiti foi feito na noite de 22 de Maio por um cidadão português, com o objectivo de fazer uma dedicatória à namorada.

IAM Lagarto vai para Parque de Seac Pai Van

O réptil gigante que caiu de um apartamento e aterrou num automóvel na zona de San Kio encontra-se em quarentena à responsabilidade do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM). O animal, um varano-malaio, será transferido para o Parque de Seac Pai Van depois de completo o período de quarentena que, normalmente para estes casos, é de sete dias. Depois da queda, o animal foi analisado por um médico veterinário que concluiu não haver qualquer fractura ou ferimento. Ao abrigo de um despacho assinado pelo Chefe do Executivo, o varano-malaio consta da lista de animais cuja aquisição, criação, reprodução ou importação para Macau é proibida.

PALAVRA DO DIA

Vida suspensa U Antigo diplomata chinês naturalizado australiano acusado de espionagem

M antigo diplomata chinês naturalizado australiano, que foi dado como desaparecido na China no início deste ano, foi formalmente acusado de "espionagem" pelas autoridades chinesas, informou ontem a ministra dos Negócios Estrangeiros australiana, Marise Payne. Yang Hengjun, antigo funcionário do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, de 53 anos, foi detido, em Janeiro passado, na cidade de Cantão, quando fazia escala a caminho da Austrália, e esteve até à data numa espécie de "prisão domiciliária", sem que se soubesse o local ou motivo da de-

tenção. Segundo Payne, Yang foi na semana passada formalmente acusado de "espionagem". "O estado de saúde de Yang preocupa-nos muito, assim como as condições sob as quais está detido", disse a ministra australiana, em comunicado. "Se Yang foi detido apenas devido às suas convicções políticas, ele deve ser libertado", apelou. A ministra disse esperar que "os padrões fundamentais da justiça e equidade processual sejam respeitados".

MAU AMBIENTE

O caso surge numa altura de tensões entre Camberra e Pequim, que se

deteriorou depois de o Governo australiano ter banido a gigante chinesa das telecomunicações Huawei de fornecer equipamento para a construção da rede de Internet 5G na Austrália, no ano passado. A influência chinesa nos assuntos internos da Austrália e o aumento da presença militar da China no Oceano Pacífico têm vindo a aumentar a suspeição face a Pequim. O quase total silêncio da China sobre este caso, apesar dos vários apelos da Austrália, e a recusa em permitir visitas consulares ao detido, serviu para aumentar a tensão. Na segunda-feira, as autoridades australianas revelaram terem

quarta-feira 28.8.2019

apurado que Huang Xiangmo, um empreendedor imobiliário chinês com ligações ao Partido Comunista da China, doou 100.000 dólares australianos (cerca de 61.000 euros) para a sede do Partido Trabalhista Australiano (Oposição), antes das eleições de 2015. Huang foi proibido de regressar à Austrália em Fevereiro passado. A Austrália tem tentado evitar disputas com a China, que é o seu principal parceiro comercial, mas o comunicado de Payne foi particularmente forte. "Yang esteve detido em Pequim sob condições duras e sem acusação formal durante mais de sete meses", escreveu. "Durante este período, a China não explicou as razões da detenção e não permitiu visitas consulares ou de familiares", acusou. O regime chinês tem um longo historial de prisão de dissidentes, alguns deles a residir no exterior, para depois acusá-los de crimes como subversão.

Porcos Abastecimento cai drasticamente

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De acordo com informação do Instituto de Assuntos Municipais (IAM), devido ao fornecimento limitado de porcos vivos do Continente e ao impacto da peste suína africana, o abastecimento a Macau vai continuar a ser afectado. O representante do Grupo Nam Yuen afirmou que nos últimos dias, o número de suínos vivos fornecido a Macau passou de 300 para menos de metade, e que se a situação continuar, é inevitável a variação da oferta e preço. A Companhia de Produtos e Produções Especiais da China disse que devido à redução, será distribuído o volume de acordo com a proporção do mercado ou através de sorteio. A Associação dos Comerciantes de Carne Verde Iong Hap Tong de Macau disse que irá coordenar acções com os patrões de bancas de venda de carne para equilibrar a situação de abastecimento. Cerca de vinte por cento da carne de porco consumida em Macau é de suínos vivos, enquanto a congelada representa 80 por cento, o que faz com que a procura seja satisfeita.

Yang Hengjun, antigo funcionário do MNE chinês, foi detido, em Janeiro passado, na cidade de Cantão, quando fazia escala a caminho da Austrália, e esteve até à data numa espécie de “prisão domiciliária”

G7 PEQUIM “EXTREMAMENTE DESCONTENTE” COM DECLARAÇÃO SOBRE HK

O

Governo chinês disse hoje que está “extremamente descontente” com a declaração do G7 sobre Hong Kong a apelar a que se evite a violência no território, depois de três meses de protestos antigovernamentais. Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério chinês dos

Negócios Estrangeiros Geng Shuang afirmou que a ex-colónia britânica é um “assunto interno” da China e que nenhum “Estado, organização ou indivíduo tem o direito de ingerir”. “Expressamos extrema insatisfação e firme oposição à declaração emitida pelos líderes do G7”, disse Geng. A China apelou ain-

da aos membros do G7 que “parem de agir com más intenções, meter o nariz em assuntos alheios e preparar secretamente actividades ilegais”, acrescentou. A declaração emitida após a cimeira do G7 – grupo informal composto por sete países (Estados Unidos, Canadá,Alemanha, Japão, França, Reino Unido

e Itália) que estão entre as maiores e mais industrializadas economias do mundo - “reafirma a existência e importância da Declaração Conjunta Sino-Britânica de 1984” e pede que “seja evitada a violência”. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse após a cimeira do G7 que todos os líderes expressaram a sua

“profunda preocupação”, sobre a situação que se vive no território. “Todos os países do G7 apoiam uma Hong Kong estável e próspera e estamos comprometidos com o princípio ‘um país, dois sistemas’”, numa referência à autonomia da região em relação à China continental.


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Hoje Macau 28 AGO 2019 # 4360 by Jornal Hoje Macau - Issuu