autocarros Agência Comercial Pico • 28721006
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Auditoria põe a nu falhas no modelo da DSAT
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Director carlos morais josé • terça-feira 28 de maio de 2013 • ANO XII • Nº 2859
aguaceiros ocasionais min 26 max 31 hum 75-95% • euro 10.1 baht 0.2 yuan 1.2
movimento ecológico
Ter para ler Venham mais cinco (séculos)
Marinho e Pinto desagradado com suspensão do protocolo entre advogados de Portugal e de Macau
Triste sina morte de abelhas pode afectar vida no planeta centrais
• caso das campas
Florinda Chan vai ser julgada, diz Pereira Coutinho Página 3 pub
Preocupado, triste e desiludido. É assim que o bastonário da Ordem dos Advogados Portugueses, Marinho e Pinto, se mostra com a recente suspensão do Protocolo sobre Direito de Estabelecimento, assinado em 1994, e que, entre oito princípios, permitia que advogados de Portugal viessem para Macau e vice-versa. A justificação para a suspensão, anteriormente dada por Jorge Neto Valente, prende-se com o aumento excessivo de causídicos portugueses nos últimos meses. Marinho e Pinto compreende e sugere que, apesar de tudo, esta decisão “não é a posição da vontade de Neto Valente”. Paulino Comandante garante que a situação não é definitiva. “É preciso ouvir a classe.” Página 2
porto interior
Arquitecto diz ter projecto guardado na gaveta há 13 anos Página 6
• Escola de gestão
GAES não reconhece estabelecimento ligado a Ung Choi Kun Página 7
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política
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Direito Bastonário da Ordem dos Advogados “triste” com suspensão de protocolo com AAM
“Não é agradável mas compreendo”
E onde está o problema? “Nas universidades. O ensino do Direito é uma fraude em Portugal, onde as universidades – com raras excepções - vendem diplomas em vez de promover a excelência. Agora temos advogados a emigrar em massa, algo que nunca aconteceu, e isso é mau para a Ordem dos Advogados.” Por estas e por outras razões, Marinho Pinto compreende e aceita a decisão daAAM. “O problema está em Portugal. Gostava que a AAM voltasse atrás mas paciência.” O Protocolo sobre Direito de Estabelecimento, assinado em 5 de Novembro de 1994 entre a AAM e a OA, está dividido em oito princípios que contemplavam, entre muitas coisas na “mútua vontade e conveniência que os Advogados de Macau e de Portugal, diplomados por qualquer faculdade de Direito reconhecida em Macau e Portugal como idónea para a concessão do título de licenciado em Direito pelas respectivas Ordem e Associação, de Portugal e de Macau, se possam inscrever nas respectivas Instituições onde pretendem registar e exercer o seu direito de estabelecimento”. Fica suspenso assim o acordo que celebrava “a quota-parte de responsabilidade na tarefa histórica de corporizar o princípio, consagrado na Declaração Conjunta e na Lei Básica da RAEM, de preservar em Macau o sistema jurídico, de matriz portuguesa, que aqui vigora”.
Dar voz à classe
Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
A
suspensão do Protocolo entre a Ordem dos Advogados Portugueses (OA) e a Associação dos Advogados de Macau (AAM) sobre Direito de Estabelecimento já tinha sido anunciada pelo presidente da associação, Jorge Neto Valente, este mês durante a comemoração do Dia do Advogado. O Hoje Macau procurou saber o que vai na alma do bastonário da OA, Marinho e Pinto. Numa conversa sobre o Direito de Macau e o crescente número de advogados portugueses no território, o bastonário mostrou-se triste mas resignado com a decisão
da AAM. “Vejo a situação com preocupação. Não é agradável mas compreendo, até porque Macau é um território muito pequeno para ter tantos advogados.” Recorde-se que Neto Valente afirmou fazerem “sempre falta quadros qualificados, mas [Macau] não pode ser uma porta aberta sem qualquer filtro”. “Desequilibra a situação que existe.” Marinho e Pinto não discorda. Para o bastonário da OA, o importante é não “degradar a profissão”. “Imagine que, assim de repente, vão 200 advogados de Portugal para Macau. É uma situação que não pode acontecer.” Em relação à AAM, o bastonário refere que “tudo é conversado” com Jorge Neto Valente. “Temos
conversado e temos um respeito mútuo. Eu defendo os advogados de cá e ele defende os advogados daí. Existem canais de comunicação e é preciso negociar posições.” Aliás, Marinho e Pinto diz mesmo que esta decisão “não é a posição da vontade de Jorge Neto Valente”. “A sensibilidade dele, acredito, é diferente da medida que foi tomada. Mas as pressões dos advogados de Macau devem ter sido muito grandes.” Portugal conta actualmente com pouco mais de 28 mil advogados, o que para Marinho e Pinto é um “grande problema”. “Se vão 200 ou 300 advogados para Macau isso pode ser um ponto negativo para a advocacia de Macau e eu sou contra a massificação da profis-
são”, começou por explicar. “Mais. É preciso que os advogados tenham um conhecimento específico do ordenamento jurídico do território. Não é qualquer um que pode ir para Macau e ser feliz. Um advogado que eu conheço, por exemplo, já se arrependeu e está a tratar de voltar a Portugal.”
A “selva” lusa
O bastonário da OA diz mesmo que o problema está exclusivamente em Portugal, porque “bastavam 10 mil advogados para prestar serviços de excelência”. “Aqui, estamos numa selva onde se luta pela sobrevivência profissional. Existe um advogado para 300 pessoas, o que é ridículo e não se vê em nenhum país desenvolvido.”
Para Paulino Comandante é preciso não desesperar. Ao Hoje Macau, o vice-presidente da AAM explicou em como a medida não é definitiva e que, para já, é preciso ouvir a classe sobre esta matéria. “Nós não queremos que os advogados de Portugal venham para cá com condições deploráveis, como é o caso de alguns que já foram abusados até por clientes de Hong Kong. Agora iremos ouvir a classe e depois, futuramente, tentar negociar o acordo. Não acabar com ele.” No final de 2012, a AAM recebia já uma média de 5/6 pedidos de inscrição por mês de advogados vindos de Portugal, o que deixou “preocupados” os responsáveis da associação. “Este protocolo já existe há muitos anos e sempre foi alvo de ajustamentos. A suspensão que ocorreu no início do ano é o resultado do aumento do número de advogados portugueses que chegaram a Macau e isso deixou-nos preocupados. Contudo, esta não é uma decisão definitiva.”
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Caso das Campas Deputado avança que Florinda Chan vai ser julgada pelo TUI
Florinda Chan pode sentar-se no banco dos réus em breve. A possibilidade foi avançada por José Pereira Coutinho. O deputado disse aos jornalistas que o Tribunal de Última Instância irá julgar o processo judicial que envolve a Secretária para a Administração e Justiça no Caso das Campas. No entanto, o Gabinete de Florinda Chan, em resposta ao Hoje Macau, não quis comentar “qualquer processo a decorrer nos tribunais, em estrito cumprimento do dever do segredo de justiça” Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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m dia de entrega de comissões de candidatura, José Pereira Coutinho, deputado e número um da lista Nova Esperança, avançou aos jornalistas a possibilidade de Florinda Chan, secretária para a Administração e Justiça, vir a ser constituída arguida no âmbito do Caso das Campas e, por conseguinte, o processo dar entrada no Tribunal de Última Instância (TUI). O Hoje Macau tentou confirmar junto do Gabinete de Florinda
Chan esta possibilidade mas o porta-voz escudou-se em respostas pouco claras. “Este Gabinete deve respeitar a independência dos órgãos judiciais e não comenta qualquer processo a decorrer nos tribunais, em estrito cumprimento do dever do segredo de justiça.” Fonte do Ministério Público (MP) admitiu à Rádio Macau a existência de um processo no TUI, ainda que sem revelar pormenores relativos à identidade dos arguidos e remetendo informações para o TUI, que contactado disse não poder falar sobre o processo no momento. No entanto,
a mesma fonte garante que o MP não deu início a qualquer processo na última instância relacionado com as campas. Pereira Coutinho, por sua vez, mostrava-se convicto do caso, apesar da pouca informação de que dispunha. “Também não tenho muita informação sobre isso, recebi a informação esta manhã, mas é uma informação muito
Listas apresentam-se aos SAFP Foram sete as listas que pediram ontem o reconhecimento de constituição de Comissão de Candidatura para as próximas eleições legislativas, com lugar em Setembro, na Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP). Chan Meng Kam, Pereira Coutinho, pela lista Nova Esperança, Au Kam San, de uma das três listas da Associação Novo Macau Democrático, foram os actuais deputados que ontem de manhã se apresentaram no edifício da Administração Pública, além de um representante de Kwan Tsui Hang e Lam Lun, que concorrem pelos Operários. Mas também Leong Shek, novo candidato pelos Operários, Cheng Lok Sun, da Associação Sonho Macau e o activista Lei Kin Iun marcaram presença.
Chui Sai On diz que estudantes estrangeiros no mercado de trabalho local “só em caso de necessidade”
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
A
BIR como uma miragem
tiago alcântara
inclusão de estudantes estrangeiros que estudem em universidades de Macau no mercado de trabalho do território só será ponderada em caso de necessidade extrema. Quem garante é o próprio Chefe do Executivo, Chui Sai On. “A medida de trabalho para estudantes não residentes das universidades e outros estabelecimento de ensino superior do território só será ponderada se surgirem situações de grande falta de recursos humanos qualificados em alguns sectores”, realça o líder do Governo, citado por um comunicado do Gabinete de Comunicação Social. Chui Sai On diz ainda que, mesmo que sejam recrutados estes estudantes, não significa que todos possam ter acesso a um emprego em Macau. De fora, também a possibilidade de terem BIR. “[Os estudantes vão] servir apenas para colmatar
tiago alcântara
Gabinete da secretária não confirma
necessidades a curto prazo, sem qualquer relação com residência.” O líder do Governo explica que não há decisão final, nem sequer qualquer proposta sobre o assunto. Mas, admite, “apesar de tudo, vale a pena analisar, uma vez que faz parte da política demográfica global”.
Os estudos
Sobre a recente polémica da contratação de estudantes estrangeiros, muito tem sido falado na sociedade. O anúncio desta possibilidade surgiu nas Linhas de Acção Legislativa para este ano, com Chui Sai On a apresentar a política que, diz, ainda está em estudo e numa fase inicial. “O assunto está ainda
importante porque se refere a uma audiência de julgamento de um titular de um principal cargo”, indicou, em declarações veiculadas pela Rádio Macau. “Tive, esta manhã [de ontem], a informação de que o TUI vai julgar o processo da Drª Florinda Chan [secretária para a Administração e Justiça] sobre as dez campas. Portanto, é uma informação que estou a dar aos senhores jornalistas para tentarem saber qual é a hora da audiência de julgamento para estarem lá presentes e reportarem este assunto, que, de alguma forma, não tem sido muito divulgado”, afirmou, acrescentando que “o processo da Drª Florinda Chan” é “separado” do outro processo relacionado com as sepulturas que envolve “quatro funcionários” do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). A possibilidade de Florinda Chan se sentar no banco dos réus, chega depois de em Dezembro o MP ter deduzido acusação num outro processo, em que são arguidos o presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), Raymond Tam, e outros três funcionários do mesmo organismo.
em fase preliminar, sem qualquer plano definido e calendário, fazendo parte, apenas, do estudo das políticas demográficas.” O Chefe do Executivo assegura que tem em conta a “probabilidade de grande carência de quadros qualificados em alguns sectores”, especialmente em 2016, “quando vários grandes projectos estiverem concluídos e entrarem em funcionamento”. A possibilidade deixada em aberto, apesar de Chui Sai On afirmar que o Governo “ não tem poupado esforços para assegurar empregos suficientes para as pessoas do território”. Nomeadamente, acrescenta, defendendo a oportunidade de trabalho para estudantes locais que acabam cursos nas instituições do ensino superior do território. Como sempre é dito pelo Executivo, Chui Sai On assegura que a população tem de ser ouvida. “A definição das políticas depende de um maior consenso social”, diz.
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Tribunais Governo ganha recurso a ordem de demolição de prédio na Taipa
“Perigo iminente para a população” Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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Tribunal de Segunda Instância (TSI) deu razão ao Chefe do Executivo e à Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no que diz respeito a uma ordem de demolição de uma casa. Situada na Rua das Hortas, na Povoação de Cheock Ká, na Taipa, a habitação estaria em ruína, representando “perigo iminente” para o público. Esta foi, pelo menos, a justificação dada pela directora substituta da DSSOPT, Chan Pou Ha, em 2011, para ordenar a demolição da construção. “O prédio tem paredes desabadas, peças de madeira soltas e está desabitada”, pode ler-se no acórdão analisado pelo Hoje Macau. “Este está em ruína e constitui perigo para a segurança pública, pelo
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ais cerca de 388 milhões vão ser dispensados para sete departamentos do Executivo, no formato de orçamentos suplementares. A autorização consta de um anexo ontem publicado em Boletim Oficial, o sexto deste género nos últimos meses. Desta vez é o Instituto de Acção Social (IAS) quem é mais beneficiado, recebendo 196 017 631 patacas. Outras instituições, como os Ser-
que deverá ser demolido no prazo de 20 dias.” O prédio foi fiscalizado em Julho de 2011 pela DSSOPT e os dois cidadãos que recorreram da decisão da directora foram notificados através de edital, casualmente publicado no Hoje Macau. Em Agosto do mesmo ano, os dois cidadãos – não identificados no acórdão, mas tidos como os proprietários da casa – apresentaram recurso hierárquico ao Chefe do Executivo da decisão de Chan Pou Ha. Chui Sai On, contudo, negou também provimento ao esse recurso, o que levou
os proprietários a voltar a interpor recurso, este para tribunal. Os dois cidadãos alegam que o prédio é reparável e é uma “referência cultural e histórica”, digno de “reconhecimento e protecção”. Os proprietários anexaram mesmo fotos para provar o que dizem, mas o TSI não reconheceu os argumentos. “O edifício não está situado em zona protegida”, pode ler-se no acórdão. E não é só o estado de ruína da casa que leva o tribunal a dar razão a Chui Sai On. “Em boa verdade, não será preciso ser-se grande especialista para atingir que um prédio daqueles nas condições que estava, abandonado na referida zona, não deixaria de ser fonte de doenças e refúgio de rataria e outra bicharada.” Chan Pou Ha determinou a desocupação do prédio, a sua demolição e limpeza. Algo que deverá agora vir a acontecer, até porque a DSSOPT não aceitou a apresentação do projecto de reparação. “Há impossibilidade de reparação, logo o projecto apenas poderá ser para construção de [novo] prédio, o que implica necessariamente a sua prévia demolição.”
Orçamento Executivo continua a atribuir dinheiro suplementar a serviços públicos
Sagradas “dotações supervisionais”
viços de Saúde entraram na lista de ontem, estes recebendo cerca de 69 milhões de patacas como orçamento suplementar. O Fundo de Desenvolvimento Desportivo (56 mi-
lhões), a Imprensa Oficial (pouco mais de 41 milhões), o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (19 355 882 patacas) e a Obra Social da Polícia de Segurança Pública, a quem foram atribuídos cinco
Estes orçamentos estão classificados como dotações provisionais, o que significa que podem ser utilizados, por exemplo, como verbas para novas acções de elevada priori-
milhões e meio, foram outros dos departamentos beneficiados. Também a Obra Social da Polícia Judiciária recebeu pouco mais de um milhão como orçamento suplementar do Executivo.
dade e urgência ou como reforço da verba de acções já iniciadas. No total, a atribuição destes orçamentos este ano já ultrapassa os mil milhões de patacas. – J.F.
Aumentos a partir de Junho É já a partir de 1 de Junho que tanto os trabalhadores dos sectores da limpeza e da segurança vão ter aumentos salariais, em três patacas, passando o actual salário mínimo para 26 patacas. De acordo com um despacho ontem publicado em Boletim Oficial, além destes aumentos, também os diversos subsídios vão ser aumentados: • • • • •
Subsídio de desemprego Subsídio de doença
Subsídio de nascimento Subsídio de casamento Subsídio de funeral
- 120 patacas por dia - 90 patacas por dia, sem internamento hospitalar - 120 patacas por dia, com internamento hospitalar - 1700 patacas - 1700 patacas - 2200 patacas
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Autocarros Auditoria aponta falhas na análise do modelo
O Governo é acusado de má gestão no novo modelo de autocarros, estando em causa falhas como viagens pagas pela DSAT às operadoras sem registos fidedignos, falta de fiscalização das tarifas pagas em dinheiro ou menos autocarros nas horas de ponta Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
É
um balde de água fria para a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), meses depois de ter anunciado o aumento de tarifas para duas operadoras por melhoria de serviços. Um relatório do Comissariado da Auditoria (CA) dá conta de falhas a vários níveis no que diz respeito aos horários dos autocarros, ao número de carreiras declaradas ao Governo e até na fiscalização dos bilhetes de autocarro. A análise feita pelo CA diz respeito ao período entre Agosto de 2011 (data em que o novo modelo de autocarros entrou em vigor) e Setembro de 2012. Um dos pontos diz respeito às carreiras que não terão sido totalmente declaradas à DSAT. “A auditoria verificou que as viagens efectuadas pelas operadoras não cumpriam o disposto no Caderno de Encargos (contrato assinado entre operadoras e Governo). Como os trabalhadores da DSAT não executavam todos os procedimentos de verificação estabelecidos, as situações anómalas não eram atempadamente detectadas e, consequentemente, as viagens
tiago alcântara
DSAT acusada de “fiscalização deficiente”
irregulares eram liquidadas e pagas.” O documento diz que no processo de confirmação do Governo “era tido em conta apenas o número total de viagens, não se verificando se as viagens declaradas como realizadas por cada veículos correspondiam aos registos de serviço”. Por isso, “foram pagas viagens sem registo de saída dos respectivos veículos, foram feitos pagamentos sem comprovativos viáveis. O processo de confirmação não era executado com rigor, dando azo a desperdícios do erário público”.
Tarifas à socapa
O CA aponta ainda falhas na recolha de tarifas pagas em dinheiro que revertem para o Governo. “Uma amostragem das receitas provenientes das tarifas referentes a dois dias verificou que determinado veículo não procedeu à entrega da caixa de tarifas em dois dias seguidos, o que acarreta o risco de extravio de receitas em dinheiro.” Este caso diz respeito a um autocarro de uma operadora que viajou durante dez horas, tendo feito 12 viagens, sendo que essas informações diferem do que a DSAT apresentou. “Alertada para a situação a DSAT não procedeu a averiguações junto da operadora em causa,
tendo ainda prestado ao CA informações não correspondentes à realidade.” O relatório diz que as medidas de recolha das tarifas em dinheiro “não são eficazes na verificação de eventual omissão ou negligência e não assegura a recolha da totalidade das receitas”.
A resposta e a multa à China Telecom Ao CA, a DSAT disse que “vai exigir que as operadoras cumpram rigorosamente os termos do contrato” e que “reconhece que o procedimento de confirmação das viagens e os trabalhos de fiscalização associados carecem de melhoramento”. Em comunicado, a entidade liderada por Wong Wan diz que colocou, em 2010, a primeira fase do sistema de informação de localização dos autocarros nas paragens, afirmando que a “taxa de controlo de informação básica de paragens é no mínimo de 80%”. Diz ainda que “decidiu construir um sistema completo de gestão dos autocarros, para exercer uma fiscalização global na RAEM”. O concurso público foi lançado em 2011 e a adjudicação foi feita à China Telecom. Com custos na ordem das 20 milhões de patacas, a empresa levou uma multa de 3,5 milhões de patacas porque, até finais de 2011, ainda não tinha concluído o sistema. “A DSAT vai continuar a pressionar aquela empresa para a construção do sistema de gestão de autocarros e exigiu-lhe que apresente, com a maior brevidade possível, o plano de testes das funcionalidades”, diz o comunicado.
Face a esta situação, a DSAT diz que “a recolha de provas ainda está a decorrer”, e que “as informações preliminares indiciam a entrega de registos de viagens não verdadeiros por parte da operadora.”
Serviço não cumpre regras
O CA analisou ainda o sistema de registo das horas de saída dos autocarros dos terminais (sistema de identificação por radiofrequência, RFID) e verificou a existência de um “défice de saídas dos veículos nas horas de ponta” e “saídas excedentárias durante as horas normais”. Perante isto, “a fiscalização exercida pela DSAT sobre a frequência das carreiras era deficiente e não garantia que as operadoras prestavam o serviço de trans-
porte nos termos previstos no Caderno de Encargos”. Há ainda falhas apontadas no que diz respeito aos requisitos ambientais. Em sete anos, a DSAT apenas pediu que as operadoras respeitassem a norma EURO 3, algo que revela “um anacronismo relativamente às práticas internacionais” e que “a DSAT perdeu a oportunidade oferecida pelo lançamento do novo modelo de serviço de autocarros para poder acompanhar as tendências internacionais no âmbito da protecção ambiental. Quanto às sugestões, são claras. A DSAT “tem de responder empenhadamente à responsabilidade de gestão que lhe foi atribuída e executando os trabalhos de fiscalização de forma apropriada”. Devem ainda
ser revistas “as medidas de gestão de modo articulado com as cláusulas do contrato e, caso necessário, proceder a alterações de fundo”.
Estacionamento ilegal sob controlo A DSAT anunciou ontem que acabam de ser instalados quatro sistemas de detecção de estacionamento ilegal instalados junto da estrada do cemitério e do edifício Pou Long, na Taipa, bem como junto às faixas de rodagem no edifício China Plaza e da escola primária Pui Tou. Os mesmos entram em funcionamento esta quinta-feira. As multas por incumprimento podem ir de 300 a 600 patacas.
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sociedade
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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s soluções para evitar as cheias do Porto Interior foram há muito apresentadas. Na altura em que Sales Marques foi presidente do Leal Senado não havia capacidade financeira mas, já então, nos anos 90, “havia soluções técnicas para resolver o problema”, explicou ao Hoje Macau. Mais tarde, o arquitecto Campina Ferreira, com um projecto de 2002, apresenta a Ao Man Long, então engenheiro responsável pela secretaria de Obras Públicas e Transportes, uma solução comprovadamente viável para a zona. Agora, o projecto que Lau Si Io, o actual responsável da tutela, assegura que será posto em prática ainda este ano, foi adjudicado a uma consultora da China continental “sem experiência comprovada” e que “deve servir os interesses de alguém”, explica Campina Ferreira. Numa altura, insiste, em que se “deviam apostar em quadros locais” que apresentam soluções. O arquitecto, indica ainda, que “não acredita que tenham a capacidade de resolver todos os conflitos”. Mas vamos por partes.
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Reordenamento dado a empresa do continente. Arquitecto afirma ter projecto idêntico há 13 anos
A balada do Porto Interior Na altura da apresentação do projecto, há 13 anos, quando o Governo se mostrou interessado em resolver o problema das cheias recorrentes, teve na sua posse o esboço de infra-estrutura de obra pública que se propunha a criar um dique e tanques de retenção (‘box culvert’) que “têm como função captar temporariamente grandes volumes de água, de acordo com as bacias de retenção - porque a água se distribui conforme a topografia do terreno -, com capacidade de abastecimento para armazenar a quantidade que foi calculada em condições anormais e ficam associados a grandes estações de bombagem, que atiram por cima da margem a água que fica em excesso”, explica. Ou seja, uma espécie de túnel associado a uma estação de bombagem com bombas hidráulicas capazes de movimentar grandes volumes de água. Os cálculos para saber qual a sua potên-
cia, quantos seriam e quanta água podem descarregar por minuto foram todas feitas. Isto, explica o arquitecto, iria impedir que houvesse acumulação de água nas zonas baixas. Tudo isto, assegura, estaria feito em ano e meio a dois anos. No início do mês, Lau Si Io indicou um projecto semelhante dividido em duas fases, para medidas a curto e longo-prazo. Primeiro, serão feitas as fissuras e rombos nos muros ao longo do Porto Interior e a construção de um muro de retenção de água. A longo-prazo, ficam obras mais complicadas que remetem para a ‘box-culvert’, que permite que a água passe por baixa de uma estrada ou ponte o “que poderia drenar as águas pluviais num espaço de tempo curto”, indicou o secretário para os Transportes e Obras Públicas.
Subir as quotas do terreno
O grande problema da zona do porto interior, explica
Campina Ferreira, está relacionado com “as quotas de superfície naquela zona que estão muito próximas da superfície da água”, ou seja, a boca de saída da drenagem pluvial está acima da superfície da água do rio existindo a possibilidade da água escoar. Logo, seria necessário aqui, uma diferença de nível que separe o interior com o exterior.
No passado, Campina Ferreira indicou que “para que se crie a elevação da margem é preciso que haja uma transformação muito profunda nos usos que têm lugar no porto interior ao nível da margem”, ou seja, teria de se afastar o movimento marítimo. “No final dos anos 90 havia a intenção de fazer a mudança destas actividades para o porto
Chefe do Executivo dá instruções Chui Sai On pediu para que os serviços sob a alçada dos dois secretários melhorem os mecanismos de emergência durante as chuvas torrenciais, desde logo no que toca à divulgação de informações à população. Mas quer também que se fiscalize a capacidade de absorção da rede de esgotos na Taipa e que a capacidade de absorção da rede de saneamento seja melhorada. As medidas são avançadas depois de o Chefe do Executivo ter lido o relatório elaborado pelas Obras Públicas. Lau Si Io vai ter agora a tarefa de coordenar os vários serviços responsáveis pela drenagem subterrânea na Taipa, sobretudo nas zonas mais povoadas e com projectos de construção em andamento. Vai ainda ser feito um estudo para aumentar a capacidade de absorção da água da chuva nas zonas mais afectadas. Chui Sai On disse, segundo comunicado divulgado, que considera importante, “na medida do possível”, apoiar as pequenas e médias empresas, bem como os estabelecimentos comerciais afectados pelas inundações.
de Ká-Hó mas mexe com interesses fortíssimos e não havia condições políticas para o fazer como há actualmente para alterações de fundo”, explica. “Era preciso mudar pessoas dali e a maior parte são muito poderosas e têm interesses instalados difíceis de mudar (...) o Governo demonstrou interesse em pôr o projecto em prática mas como seria demasiado longo e complexo em negociações, não avançou.” O arquitecto não está optimista com a adjudicação do projecto. Primeiro, não traz nada de novo. “É uma solução a mais curto-prazo para qual contratam uma empresa em Pequim que se propõe construir uns ‘muretos’ ao longo do Porto Interior com umas comportas para quando a maré subir, fechar e a água deixa de invadir a zona”. Mas antevê um ponto fraco, que poderá ser fatal. “Um problema que acontece frequentemente nos diques e então nessa altura vão ter um gravíssimo problema porque a água vai entrar com uma pressão enorme e de uma forma descontrolada e vai partir tudo no caminho.” Depois, não acredita que tenham capacidade para resolver todos os conflitos. Lau Si Io disse que uma solução radical seria inviável até porque demoraria cerca de oito a dez anos.
Esperança no Metro Ligeiro
Para Sales Marques, defensor de um projecto semelhante ao de Campina Ferreira, o qual apoia, crê que o Metro Ligeiro, uma vez que seja feito em superfície com pilares pode “resolver o problema das cheias” ao mesmo tempo que defende aquele “núcleo económico fundamental que funcionava em simbiose com o comércio marítimo. Mas, Campina Ferreira, explica que agora, afinal, chegaram “à conclusão que afinal era possível enterrar o metropolitano e estão a pensar criar as condições para fazer um túnel que vai permitir alterar a quota de soleira (de topo) da margem para criar a barreira física que é preciso para impedir que as águas em caso de vento e cheia entrem para o Porto Interior mas fica por resolver os ‘box culverts’ e das bombas”, esclarece. Isto porque, não acredita que sejam feitos.
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Educação Deputado Ung Choi Kun é membro desde a sua fundação
GAES não reconhece Escola de Gestão andreia.silva@hojemacau.com.mo
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m comunicado publicado ontem no website oficial do Gabinete de Apoio para o Ensino Superior (GAES) frisa que o Macau Business Management Educational Centre (MEC) não é uma instituição académica de ensino superior. “O MEC nunca teve a aprovação do Governo da RAEM para ministrar cursos do ensino superior em Macau, em colaboração com qualquer instituição do ensino superior do exterior, pelo que não tem competência para o fazer. O MEC não é uma instituição do ensino superior reconhecida em Macau, não tendo, por isso, competência para ministrar cursos do ensino superior em Macau”, pode ler-se no comunicado. Segundo o GAES, já muitos cidadãos apresentaram queixas quanto ao funcionamento da mesma entidade de ensino. “Este gabinete recebeu, recentemente, pedidos de informações apresentados pelos cidadãos sobre o MEC e os cursos ministrados em Macau”, bem como “pelas instituições do ensino superior e exterior e por este mesmo centro”. “Nestes pedidos de informações são manifestadas
O gabinete coordenado por Sou Chio Fai garante que a Macau Business Management Educational Centre “nunca teve a aprovação do Governo da RAEM para ministrar cursos do ensino superior em Macau”. O deputado Ung Choi Kun é conselheiro honorário desta instituição desde 2008 dúvidas quanto à autorização de funcionamento destes mesmos cursos”, refere o documento. Segundo a apresentação oficial desta entidade no seu website, o MEC refere que “foi registado na Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Governo da RAEM”, apresentando o número 362/2008 como sendo o número de registo. Assume-se como “uma instituição especializada em gestão de negócios seniores com distinção profissional para aprendizes adultos”, com a promessa de “providenciar mais do que um ambiente académico de primeira classe e uma memorável experiência educativa”. Diz-se ainda como um “parceiro académico internacional da Central Luzon State University (CLSU)”, bem como da Universidade
Adamson, cujas validações estão no website. Tais indicam que a “qualidade dos cursos do MEC está de acordo com os padrões da UNESCO requisitados para a educação transnacional”. O centro diz ainda que tem colaborações em Hong Kong e China, entre outros, para ministrar cursos da CLSU. O MEC afirma que tem vindo a funcionar sob joint-venture com o Zhuhai Arts College, focado para estudos pós-ensino secundário.
Deputado ligado ao MEC
Olhando para a lista dos presidentes honorários, David Shore surge em primeiro lugar como vice-reitor do MEC e titular de um doutoramento, com ligações à Universidade de Harvard. Mas o nome que mais se destaca é o de Ung Choi Kun, deputado à Assem-
Ensino IFT estabelece cooperação com escola francesa
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Instituto de Formação Turística de Macau (IFT) assinou ontem um protocolo de cooperação com a Escola Hoteleira e de Turismo Paul Augier, da cidade francesa de Nice, que permitirá o intercâmbio de alunos e professores. “Graças a esta colaboração, vamos poder enviar alunos para estagiar em Macau e vamos ajudar o Instituto de Formação Turística a enviar também os seus alunos para estágios em Nice”, disse aos jornalistas o director da escola francesa, Francis Kolb, à margem da
cerimónia de assinatura do protocolo. O responsável salientou a importância deste protocolo, referindo que os “clientes da hotelaria são hoje internacionais, sendo, por isso, necessário oferecer uma componente internacional na formação em hotelaria e restauração”. “Macau é o primeiro destino para os jogadores, é uma região muito turística e é importante para Nice, que também é uma região turística conhecida mundialmente, ter uma ligação com Macau,
uma vez que são duas cidades que vivem do turismo”, acrescentou. A vice-presidente do IFT, Florence Ian, indicou que os primeiros dois alunos de França deverão chegar a Macau em Setembro para um estágio e que também está a ser planeado o envio de “pessoal académico para um intercâmbio em Nice”. O IFT conta com cerca de 1.600 alunos e a Escola Hoteleira e de Turismo Paul Augier tem cerca de 1.200 estudantes. - Lusa
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Ung Choi Kun
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bleia Legislativa (AL) que é conselheiro honorário desde 2008. As razões? “Tem sido bastante respeitado pela sua performance marcante tanto na sociedade como junto do Governo. Da nossa parte é bem recebido tanto por estudantes como por professores pelos seus conselhos profissionais e contribuição”. Outro dos nomes que também consta na lista é o de Fong Kin Fu, vice-presidente da associação dos comerciantes de restauração de Macau. Uma entidade liderada por Chan Chak Mo, deputado indirecto à AL. O MEC disponibiliza os cursos de gestão de empresas, gestão de eventos e finanças. Entre Julho e Dezembro deste ano, vão estar ainda a funcionar cursos subsidiados pelo Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Continuo, iniciativa da DSEJ.
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nacional
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O
s turistas da China continental sobem uma escadaria estreita para chegar a uma pequena sala em Hong Kong repleta de prazeres proibidos: livros que revelam escândalos sobre altos funcionários do Partido Comunista. A livraria Comunidade Recreativa Popular e outras em Hong Kong especializam-se na venda de livros e revistas proibidos pelo governo chinês, na maioria dos casos, por trazerem relatos negativos sobre líderes do passado e do presente do Partido Comunista. Numa época em que muitos cidadãos chineses nutrem uma desconfiança profunda em relação aos seus líderes, os negócios da livraria vão de vento em popa. “Venho cá para comprar livros que não podemos ler na China”, confirmou Huang Tao, vendedor de suplementos nutricionais do sudeste da China. “Fomos enganados em tantas coisas”, prosseguiu, apontando para livros sobre a fome devastadora do final dos anos 1950 e início dos anos 1960, um episódio que a história oficial camuflou com eufemismos. O comércio de livros proibidos revela a sede de informação presente numa sociedade vítima da censura, além das dificuldades que as autoridades enfrentam para sufocar essa sede, especialmente quando, segundo fontes das livrarias, os funcionários governamentais fazem parte dos leitores ávidos dos livros proibidos. “Estes livros têm vindo a exercer um papel importante na consciencialização dos chineses”, comentou um jornalista de Pequim que vai a Hong Kong várias vezes por ano e compra dezenas de textos de carácter delatório. Com medo de represálias, o jornalista pediu que o seu nome não fosse citado. Os livros contêm relatos de escândalos e profecias lúgubres sobre o futuro da China. Um dos livros prevê uma guerra com o Japão em 2014, outro, o derrube
corrupção. O empresário queria mostrá-la aos seus amigos.
Contrabando que vale a pena
Censura Chineses enganam e compram livros em Hong Kong
Prazeres proibidos da actual liderança chinesa no mesmo ano. “Algumas pessoas levam estes livros muito a sério”, comentou Paul Tang, 38, que abriu a livraria em 2002 com três sócios. “De momento, 90% das nossas vendas são feitas a chineses do continente. A pergunta que nos
fazem com mais frequência não diz respeito ao conteúdo dos livros, mas como levá-los de volta para a China.” A antiga colónia britânica, Hong Kong tornou-se uma região autónoma da China em 1997 e, apesar de pressões de Pequim,
permanece livre da censura estatal. Em 2012, a cidade foi visitada por 34,9 milhões de chineses continentais, muitos deles em passeios para fazer compras. De acordo com pessoas do ramo, os funcionários das alfândegas às vezes são instruídos para barrar a
Li Keqiang: Resultado da vitória na Segunda Guerra Mundial não pode ser posto em causa O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, proferiu na manhã de domingo um discurso na cidade alemã de Potsdam, no qual afirmou que qualquer acção ou palavra que procure negar ou atenuar a história da invasão fascista não serão aceites pela força da justiça e que o resultado da vitória na Segunda Guerra
Mundial não pode ser posto em causa. Li Keqiang disse que a reunião em Potsdam carrega um significado histórico, pois foi aí que foi enviado o ultimato aos fascistas japoneses que resultou na aceitação por parte destes das condições estipuladas na Proclamação de Potsdam. Esta é uma vitória não só da China mas de
todo o mundo. Li Keqiang apontou ainda que sendo chinês gostaria de chamar a atenção para a oitava cláusula da Declaração do Cairo, que determina a devolução à China das terras ocupadas pelo Japão, medida importante para a construção da paz após a Segunda Guerra Mundial.
entrada de determinados títulos. Mas, com frequência, qualquer material de teor político que seja encontrado é examinado e as decisões sobre o que confiscar ou não são tomadas por impulso. Em Março, o empresário Zhou Qicai tentou entrar na China com uma mala carregada com 400 exemplares de uma revista de Hong Kong em chinês. Porém, um funcionário da alfândega resolveu examinar a sua bagagem. A revista, “Boxun”, trazia um artigo sobre os funcionários de tribunais na cidade natal de Zhou suspeitos de
O funcionário confiscou as revistas e aconselhou-o a não fazer contrabando novamente. “Mas não desanimei”, contou Zhou. “Voltei para Hong Kong alguns dias depois e tentei novamente. Dessa vez entrei com 93 cópias da revista, sem problemas.” Apesar das apreensões, os casos de viajantes que são levados à justiça são virtualmente inusitados hoje em dia, porque o governo teria dificuldade em explicar as práticas sigilosas de censura mesmo perante tribunais submissos, dominados pelo Partido. A opinião é de Bao Pu, chefe da New Century Press, editora de Hong Kong que publica muitos livros de funcionários governamentais chineses aposentados ou expulsos dos cargos. “O governo não poderia justificar as suas regras abertamente. Não existe nenhuma lista pública de livros proibidos”, disse Bao, filho de um funcionário chinês expulso. “É simples. Haveria gente a mais para processar.” O fluxo de textos ilícitos inclui memórias e estudos de factos e pessoas que o Partido Comunista preferiria esquecer, como a fome decorrente do Grande Salto para a Frente e a brutal Revolução Cultural decretada por Mao Zedong, para além das revoltas que culminaram na repressão da praça Tienanmen em Junho de 1989. Também há relatos apimentados sobre a vida privada de funcionários do Partido. Poucos membros da elite política chinesa escapam de ter um livro, ou pelo menos um capítulo, dedicado às suas actividades suspeitas, amantes ou fortunas obtidas por meios ilícitos. “Não é preciso ler o ‘Diário do Povo’, porque o jornal não conta o que está de facto a acontecer. Mas não se pode deixar de ler estes livros”, comentou Ho Pin, jornalista chinês exilado que dirige a Mirror Books, empresa com sede em Nova York que publica textos de denúncia em livros e revistas em chinês. Segundo Pin, os funcionários governamentais chineses compram com frequência os seus livros para oferecer aos colegas.
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região
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Crise nas Coreias Norte ordena ‘camuflagem’ de navios de guerra para evitar vigilância
Expostos aos olhos dos inimigos
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líder da Coreia do Norte ordenou que fossem camuflados os navios de guerra do exército durante uma inspecção, na tentativa de evitar a constante vigilância por parte dos EUA e da Coreia do Sul, informou ontem a agência estatal KCNA. Kim Jong-un deu a instrução aos soldados depois de verificar, durante a inspecção à unidade 292 da Marinha, que havia navios de guerra atracados em lugares
expostos, considerando que existia necessidade de os camuflar, detalhou a KCNA, mas sem especificar a data da visita. A agência oficial norte-coreana destacou que Kim Jong-un comentou com o soldados que os “inimigos” da Coreia do Norte tentam rastrear constantemente os movimentos dos recursos militares norte-coreanos, sendo, por isso, imperativo que sejam ocultados. O líder norte-coreano referia-se
às amplas e contínuas actividades de vigilância sobre o Exército da Coreia do Norte, por parte de Seul e de Washington, principalmente através de imagens de satélite, a fim de tentar detectar os movimentos das tropas e equipamentos de combate do regime comunista. Os aliados usam a informação para avaliar o nível de ameaça que a Coreia do Norte representa, elevando, normalmente, o seu alerta quando observam um intensificar
da actividade militar do regime ou certos movimentos que indiciam algum tipo de acção extraordinária, como ensaio nuclear ou de mísseis. Kim Jong-un também instou as altas patentes militares do país a melhorarem qualquer tipo de deficiências que possam afectar a sua capacidade de combate, apelando para que realizem rápidas correcções a fim de garantir uma adequada preparação. As novas ordens do líder norte-
Crise nas Coreias Seul recusa aparente proposta de diálogo de Pyongyang sobre programa nuclear
Mais acções, menos palavras A
Coreia do Sul rejeitou ontem uma aparente proposta de diálogo da Coreia do Norte sobre o desarmamento nuclear que foi apresentada, na semana passada, a Pequim, informou o Ministério da Unificação de Seul. “As acções são mais importantes do que as palavras”, declarou o porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano, Kim Hyung-Seok, a propósito de uma carta entregue na sexta-feira por um enviado do líder norte-coreano, Kim Jong-un, ao Presidente chinês, Xi Jinping. Segundo a imprensa oficial chinesa, Kim Jong-un manifesta na carta a sua vontade de retomar as negociações a seis (duas Coreias, Estados Unidos, Rússia, Japão e China) sobre o programa nuclear norte-coreano. A Coreia do Sul considera
este gesto apenas como uma tentativa de Pyongyang de apaziguar Pequim. Washington e Seul exi-
Kim Hyung-Seok
gem um gesto de boa vontade por parte de Pyongyang antes da retoma das negociações.
A imprensa oficial norte-coreana que fez a cobertura da visita à China do director do politburo do Exército Popular da Coreia, Choe Ryong-hae, não deu conta de qualquer proposta de diálogo de Pyongyang. A televisão nacional chinesa CCTV informou que Choe manifestou à China a ambição da Coreia do Norte de “criar um ambiente internacional pacífico” para poder “concentrar a sua energia na melhoria da sua economia e condições de vida” da população. A China é o principal aliado da Coreia do Norte, mas as relações bilaterais enfrentam um clima de tensão depois de Pequim ter votado na ONU a favor do reforço das sanções contra Pyongyang depois do teste nuclear de Fevereiro.
-coreano chegam numa altura de aparente calma, depois de um período de grave tensão – sobretudo entre Março e Abril –, em que Pyongyang lançou uma campanha de ameaças de guerra contra Seul e Washington. O Exército Popular norte-coreano, um dos maiores do mundo (com mais de 1,1 milhões de efectivos), realizou recentemente uma série de exercícios militares durante os quais lançou vários mísseis de curto alcance.
Polícia investiga explosão que causou sete feridos em Banguecoque A polícia tailandesa está a investigar uma explosão que provocou sete feridos em Banguecoque, ponderando a hipótese de que foi causada por um engenho explosivo de fabrico artesanal, noticiou ontem a imprensa local. A explosão ocorreu, ontem à noite, numa movimentada avenida da capital da Tailândia. O chefe da Polícia Metropolitana, Kamrowit Thoopkrachang, informou que as provas apontam para como estando na origem da explosão um dispositivo explosivo improvisado, sendo que, provavelmente, o autor “não tinha intenção de provocar mortos”. Pregos e resíduos de pólvora foram descobertos no local da explosão do artefacto, o qual foi colocado num saco de plástico, segundo a investigação preliminar. Dois dos sete feridos encontram-se em estado grave.
Polícias mortos em emboscada no norte das Filipinas
Pelo menos sete polícias morreram e outros ficaram feridos na sequência de uma emboscada de um grupo armado, ainda não identificado pelas autoridades, no norte das Filipinas, informou ontem a imprensa local. Um engenho explodiu à passagem de uma brigada da Polícia Nacional das Filipinas por uma estrada perto da cidade de Barangay, na província setentrional de Cagayan, na ilha de Luzón. Depois da explosão, um grupo armado, composto por pelo menos 30 indivíduos, abriu fogo contra os polícias matando sete e deixando outros sete feridos, disse o porta-voz da polícia de Cagayan, Cesar Orlanes. As autoridades indicaram ter aberto uma investigação para esclarecer o incidente, sem facultar mais detalhes.
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Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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m ultraje extremo. É desta forma que os dirigentes russos apelidam o facto de Barack Obama, presidente norte-americano, continuar a “proteger” as empresas fabricantes de herbicidas e sementes geneticamente modificadas: a Monsanto e a Syngenta. O Kremlin não poupa nas palavras e alerta mesmo os EUA de que pode estar a caminho “uma guerra mundial”. Mas, vamos por partes. A Monsanto é uma das empresas mais polémicas, não só nos EUA (de onde é originária), mas à volta do mundo, provocando manifestações globais, como as que acontecerem no sábado em Portugal. Isto, porque a multinacional de agricultura e biotecnologia é líder na produção de sementes geneticamente alteradas
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Rússia alerta EUA: utilização de pesticidas, herbicidas e sementes geneticamente modificadas pode levar ao “apocalipse” e a uma “guerra mundial”
O declínio das abelhas (e do planeta) Barack Obama foi duramente criticado pelo Kremlin por “defender” as gigantes produtoras de sementes geneticamente modificadas, herbicidas e pesticidas. O presidente norte-americano assinou mesmo um acto que impede acções contra a Monsanto – uma das maiores empresas dos EUA na área -, o que leva Vladimir Putin a alertar para um futuro apocalíptico. Tudo começa com a morte das abelhas... mas não só e herbicidas que, segundo diversos estudos, prejudicam gravemente a saúde das pessoas. Mas não só. “Está provado que os químicos [utilizados pela empresa] têm o potencial de afectar cadeias alimentares inteiras”, frisa Cynthia Palmer, co-autora de um relatório intitulado ‘American Bird Conservancy’, citado pelo jornal on-line The European
Union Times. “Todo o planeta está em perigo.”
A morte das abelhas
Os herbicidas, pesticidas e insecticidas produzidos pela Monsanto – a par de outras empresas como a Syngenta, a Bayer, a Dow e a DuPont – são responsáveis por doenças como o cancro, Parkinson, Alzheimer, entre outras, de
acordo com estudos citados na imprensa. “Segundo a Natural Health Magazine, o glifosato (herbicida que mata qualquer tipo de plantas por não ser selectivo) pode causar doenças cardiovasculares e gastrointestinais e danos no sistema respiratório e nervosa”, publica na edição de domingo, o jornal russo RT. Contudo, não são só os
humanos que sofrem com o negócio destas empresas. Os animais estão incluídos, desde os pássaros ao gado e... às abelhas. E é neste contexto que Vladimir Putin, presidente russo, bate com o pé. “É um ultraje extremo que Barack Obama continue a proteger estas empresas, quando estamos perante um crescente ‘apocalipse de abelhas’, que
o Kremlin assegura que ‘levará certamente a uma guerra mundial’”, escreve o The European Union Times, citando o Ministro do Ambiente e dos Recursos Naturais da Rússia. O anúncio chegou depois de um encontro entre o secretário de estado norte-americano, John Kerry, e o presidente russo, a 10 de Maio. Vladimir Putin estaria
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tão indignado com o facto de os EUA não quererem discutir esta questão, descreve o European Times, que recusou “durante três horas” encontrar-se com John Kerry, que viajou para Moscovo numa missão diplomática com tempo limitado. No centro da disputa, a “prova indiscutível” de que insecticidas quimicamente ligados à nicotina (os neonicotinóides) estão a destruir a população mundial de abelhas do planeta. Mas não só. “Se isto continuar, o planeta vai perder a capacidade de produzir comida suficiente para alimentar a população mundial”, avança o Kremlin.
Banida, mas defendida por Obama
Este sábado, 400 cidades espalhadas por todo o mundo marcharam contra a Monsanto. De Nova Iorque ao Porto e a Lisboa, milhares de pessoas juntaram-se à iniciativa contra a empresa que já é o símbolo
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de tudo o que está mal na agricultura, no ambiente e no poder político e socioeconómico. “Hoje em dia, a saúde das pessoas é afectada por factores para os quais as pessoas estão completamente alheias”, referiu à agência Lusa um dos organizadores da Marcha Global Contra a Monsanto, no Porto. “O poderio dos grandes grupos financeiros traduz-se em áreas centrais da vida das pessoas. A Monsanto é um desses casos. É uma empresa que produz sementes geneticamente alteradas e herbicidas que prejudicam a saúde das pessoas. Existem estudos independentes que provam que estes produtos afectam a saúde das pessoas, mas existem lobbies financeiros e exercícios de advogados que conseguem impor-se no mercado.” Nos Açores, na Madeira, na Áustria, na Irlanda, na França, na Rússia. Em todos estes locais, os produtos ‘made in Monsanto’ já foram banidos. Não se utilizam as sementes modificadas, os pesticidas ou herbicidas prejudiciais, como os neonicotinóides, que Cytnhia Palmer assegura serem responsáveis pela eliminação de cadeias alimentares. “São letais para os pássaros e para os sistemas aquáticos. Um simples grão de milho com este químico pode matar um pássaro, envenená-lo ou impedir que se reproduza.” A União Europeia votou, em Março, uma interdição de dois anos destes químicos conhecidos como nicotinóides, depois de os ter associado ao colapso das abelhas. Mas, de acordo com o relatório do Kremlin, os EUA rejeitaram as culpas. “A verdadeira razão porque Barack Obama defende estes gigantes que estão a destruir o nosso planeta é que, depois de ter sido eleito, em 2008, Obama encheu cargos-chave com pessoas ligadas à Monsanto”, atira o Ministro do Ambiente e dos Recursos Naturais da Rússia, citando uma reportagem. “O ex-director do Centro Danforth de Monsanto está como director do Instituto Nacional da Alimentação e Agricultura. Como vice-comissário da Food and Drug Administration, está Michael Taylor, o infame ex-vice-presidente das políticas públicas da Monsanto.”
Os pequeninos
Se há um ponto em que a imprensa à volta do mundo está de acordo é o de que as manifestações feitas pelos cidadãos podem não dar em nada:
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Factos • Syngenta, Monsanto, Bayer, Dow e DuPonto controlam quase 100% dos pesticidas, plantas e sementes geneticamente modificadas no mercado • A Syngenta foi considerada culpada, no ano passado na Alemanha, por milho geneticamente modificado ter morto gado. Nos EUA, foi condenada a pagar 105 milhões de dólares por ter contaminado a água potável de cerca de 54 milhões de americanos, em dois mil distritos, devido a um herbicida por si produzido, chamado Atrazine • As sementes geneticamente modificadas levam a que os solos fiquem inférteis devido à utilização de químicos bastante intensivos. O glifosato (de que falamos no texto) é especialmente problemático • O Kremlin diz-se perplexo por Barack Obama ter assinado secretamente um Acto de Protecção a Monsanto, que impede que cidadãos norte-americanos recorram contra a empresa. Os líderes russos dizem que este é o maior apocalipse na agricultura na história da humanidade, já que mais de 90% da população das abelhas selvagens dos EUA morreu, bem como mais de 80% das domésticas. O Acto assinado por Obama protege as sementes geneticamente modificadas de litigações, mesmo em caso de risco para a saúde
os governos são quem opta por acolher ou banir a Monsanto – e empresas semelhantes. De modo semelhante, também os pequenos agricultores – ou os tradicionais, se preferirmos -, sofrem com a existência deste tipo de invenções. Além dos danos aos hu-
manos e ao ambiente, também os pequenos agricultores estão a ser atingidos, sendo como que obrigados a ceder à intromissão da Monsanto na agricultura. Uma forma de manipular estes “pequeninos”, escreve o RT, é monopolizar o fornecimento
das sementes. “Utilizando equipas de advogados, estas corporações conseguiram patentear as sementes e os códigos genéticos dentro destas sementes e, introduzindo-os no fornecimento das sementes, forçam os agricultores a comprar as suas sementes epóca atrás de época. Mais ainda, muitos destes podem estar a infringir as patentes da Monsanto, sem culpa, já que as sementes geneticamente modificadas penetram nos campos onde existem sementes naturais, através do vento, por exemplo.”
Mas, no Brasil, México, Índia e África do Sul, entre outros locais em vias de desenvolvimento, há agricultores que não têm outra hipótese, senão a de fazer parte do mesmo sistema de empresas como a Monsanto. “Sem meios para se defenderem, e com governos que optam muitas vezes pelo lado destas corporações, estes agricultores não têm escolha, a não ser usar estas sementes geneticamente modificadas”, escreve o jornal russo. Uma escolha que, a bem ou a mal, inflige dor nos humanos, nas abelhas e no planeta.
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Barragem de Ká-Hó GDI não confirma que seja feita avaliação ao impacto ambiental
Expansão será executada por empresa local impacto dos projectos na ecologia das zonas. Por outro lado, o arquitecto Vizeu Pinheiro, explicou na altura que também é preciso avaliar o potencial impacto da segurança da
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
A
elaboração do projecto sobre as obras de ampliação da barragem de Ká-Hó foi ontem adjudicada à empresa CCCC - FHDI Macau, Limitada. A obra tem um custo total de 5,42 milhões de patacas, que serão escalonados por dois anos, já que a execução da mesma vai demorar mais de um ano, embora não comece este ano, tal como se previa, apesar da oposição de alguns ambientalistas que indicam, por exemplo, a inevitabilidade da deslocação de animais e plantas tendo em vista a expansão da barragem. O Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI), indicou que seria feito um relatório sobre o impacto ambiental da obra na zona. No entanto, questionado ontem pelo Hoje Macau, não confirmou nem desmentiu. “Discutimos com um colega da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), por isso contacte com o organismo”. O organismo não
central de electricidade e do porto de águas profundas de Ká-Hó. Mas, há vantagens. Ho Wai Tim explicou que pode ajudar a aliviar os riscos de segurança da água no Inverno.
Baratas já não gostam de açúcar e por isso as armadilhas deixam de as matar
conseguiu responder em tempo oportuno às questões deste jornal. O projecto de consolidação e ampliação da capacidade da colecta de água da barragem para que comporte até 788 mil metros cúbicos de água, é iniciativa do Grupo de Trabalho para uma Sociedade Economizadora de Água, que se destina a alargar a segurança do abastecimento do território numa altura em que as reservas
de água locais são apenas suficientes para nove dias de consumo. Ho Wai Tim, presidente da Sociedade Ecológica de Macau (SEM), explicou no ano passado ao Ponto Final que a avaliação do impacto ambiental é indispensável sobretudo pelo facto de se deslocarem animais e plantas devido à ampliação do reservatório. “Quando o nível da água subir, grande parte do habitat original
dos animais e das plantas será inundado. Aqueles que puderem mudar, mudarão. E os que não conseguirem, ficarão debaixo de água”, disse então. Por isso, acredita, é preciso fazer a compensação ecológica da zona quando forem concluídos os trabalhos. Contudo, defendeu, é preciso uma avaliação independente que não envolva especialistas de fora, já que tenderiam a negligenciar o
Guerrilha biológica? Sim, no meio das cozinhas, dentro das canalizações, no órgão do sabor dos insectos. Para nossa infelicidade, as baratas estão a adaptar-se às armadilhas humanas. Neste caso, o doce passou a saber-lhes a amargo e isso salva vidas, as delas, mostra um estudo publicado agora na revista Science. Desde o início da década de 1990 que começou a haver testemunhos de baratas a afastarem-se de açúcar, meia dúzia de anos depois de surgirem as armadilhas venenosas que estão revestidas de açúcar. Agora, uma equipa liderada por Coby Schal, do Centro de Biologia do Comportamento da Universidade Estadual da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, foi tentar compreender as mudanças fisiológicas que estavam a surgir em populações da “Blatella germânica”. Esta espécie, mais conhecida por barata-germânica, mede entre 1,3 e 1,6 centímetros e está espalhada pelas casas de todo o mundo. É surpreendente observar uma barata que não gosta de glucose quando se aproxima de algo com açúcar. “Saltam para trás como se tivessem apanhado um choque eléctrico. É um comportamento muito, muito, mas mesmo muito visível. Recusam-se completamente a ingerir o açúcar”, diz Coby Schal, citado pela agência AFP. “É como se uma pessoa pusesse alguma coisa na boca realmente amarga ou azeda e a quisesse expelir imediatamente.”
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Macau Sã Assado
Negócio à prova de chuva Macau inventou um novo conceito de negócio, para substituir os afamados “negócios da China”. Este é um “negócio à prova de água”, onde os clientes podem comer uma bela refeição, ao som da chuva e enquanto refrescam os pés. Porque Macau sã assi, mas também sã assado Foto: Facebook
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cultura
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Música Dead Combo: Dez anos de aventuras
Em Março de 2003, encontraram-se num concerto na noite lisboeta, e resolveram formar uma banda. Nasciam os Dead Combo, banda que recentemente actuou em Macau. Algumas das histórias que fazem esta banda, estão agora partilhadas num livro de banda desenhada da sua própria autoria (desenhos de Tó Trips e textos de Pedro Gonçalves, publicado pela Chiado Editora), para celebrar o 10.º aniversário dos Dead Combo, que contam com quatro discos de estúdio (Vol. 1, Vol. 2: Quando a Alma Não é Pequena, Lusitânia Playboys e Lisboa Mulata). Em Soundfiles, cabem as ‘homenagens’ a quem os tem acompanhado; as peripécias do dia-a-dia - o cabo que desaparece sempre da sala de ensaios, a correria de um lado para o outro, as entrevistas inoportunas, as ressacas e o seu universo particular. Os gatos pretos, as luas-cheias, os bairros de Lisboa, a música, e os dois a caminhar, lado-a-lado. Leais, mas nem sempre de acordo. – T.Q.
Arte Lover and Artist na Pékin Fine Arts em Hong Kong
Inaugurou no passado dia 23 de Maio, no Pékin Fine Arts em Hong Kong, a exposição Lover and Artist, a primeira exposição individual em Hong Kong de Fang Lu (1981, Guangzhou), artista que reside e trabalha em Pequim. Como o próprio título indica, em Lover and Artist, Fang explora as surpreendentes simetrias que existem entre um indivíduo apaixonado e uma pessoa compelida por impulsos criativos. A instalação multi-media, apresentada em três partes na Pékin Fine Arts, em Wong Chuk Hang, inclui dois trabalhos em video e um instalação realizada com LEDs. Em Automatic Happening (dual-channel video, 29’, 2010) o personagem principal está num espaço meio vazio, a segurar num conjunto de objectos aleatórios, ocupando-se da atribuição de tarefas estranhas. Ao longo do vídeo, o personagem vai derivando entre a preparação de alimentos e a arrumação doméstica, vagueando assimetricamente entre o óbvio e o despropositado. De acordo com o crítico e curador Chen Tong: “Este trabalho não tem a intenção de ridicularizar a natureza entediante do trabalho doméstico, mas antes procurar romper os limites estabelecidos entre o acto de representação e aquilo que está a ser representado. Nesse sentido, a inutilidade da acção torna-se na consciência do artista”. A exposição estará patente até ao dia 28 de Julho. – T.Q.
Museus Projecto da Universidade de Texas
Percorrer uma exposição que foi visitada pela escritora britânica Jane Austen em 1813, num local entretanto desaparecido, e da qual não chegou até nós qualquer imagem, parece uma tarefa completamente impossível. Mas uma equipa da Universidade de Texas em Austin, liderada pela professora Janine Barchas, acreditou que seria possível – e o site What Jane Saw está disponível desde o passado Sábado para que possamos recuar 200 anos no tempo e fazer uma visita virtual pelo espaço que a autora de Orgulho e Preconceito visitou nesse longínquo 24 de Maio de 1813. Austen escreveu sobre a sua visita a essa exposição que, explica Barchas num texto sobre o projecto, valeria a pena reconstituir mesmo que a escritora não tivesse lá estado porque se tratou de um importante acontecimento para a época. Foi, de alguma forma, o primeiro grande blockbuster no universo das exposições de arte, e marcou “um ponto de viragem na história das modernas práticas de exposição”. Nunca até essa data se tinha organizado numa importante instituição uma exposição dedicada ao trabalho de um único artista. Tudo aconteceu numa galeria em Pall Mall, Londres, e as obras expostas, da autoria de Sir Joshua Reynolds (172392), representavam os ricos e famosos, o mundo das celebridades da época. – T.Q.
Arte Jean-Michel Basquiat na Gagosian
Urbanidade e primitivismo Tiago Quadros
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I
naugurou no passado dia 21 de Maio, na Gagosian Gallery em Hong Kong, uma exposição inteiramente dedicada ao trabalho de Jean-Michel Basquiat. Esta é a primeira vez que Hong Kong acolhe uma exposição do artista Nova-Iorquino, passados que estão 25 anos da sua morte. Nascido de pai Haitiano e mãe Porto-Riquenha, aos 15 anos Basquiat saiu de casa da família, em Brooklyn, para ir viver para as ruas. Basquiat tornou-se em pouco tempo num dos principais símbolos da decadência da cena alternativa Nova-Iorquina – um músico ‘barulhento’ que amava o jazz, um poeta das ruas que partilhava os seus sofisticados aforismos sobre as paredes da baixa de Manhattan, assinando sempre com o nome SAMO. Em 1981, Jean-Michel Basquiat matou o seu alter ego e iniciou um percurso dividido entre o desenho e a pintura, inicialmente em suportes ordinários, mais tarde em tela e papel, realizando colagens com materiais provenientes da rua. Basquiat trabalhava de forma obstinada e compulsiva, guiando-se sempre pela sua paixão em torno das palavras e da música. A sua energia intensa e fluida esteve sempre presente na heterogeneidade
dos materiais que usava. Jean-Michel basquiat vendeu a sua primeira obra em 1981, sendo que a partir de 1982, estimulado pelo destaque dado aos neo-expressionistas americanos, o seu trabalho começou a ser muito procurado. Em 1985, Basquiat foi capa da revista The New York Times, num número onde foi publicado um extenso artigo sobre a obra do artista Nova-Iorquino e a sua relação com o mercado internacional da arte. Na fotografia que fazia a capa da revista em questão, Basquiat surgia com um ar muito calmo, recostado numa cadeira, vestido com um fato e gravata, descalço, à frente de uma enorme e arrojada pintura. Basquiat era um jovem talento, absolutamente prodigioso. O seu trabalho nascia de várias intersecções relacionadas com o desenho e a pintura, a história e a poesia, produzindo uma linguagem artística sem precedentes, enunciando histórias alternativas, nascidas antes de todos os tempos, entre artes e entre culturas. Combinando materiais e técnicas desinibidas, ainda desconhecidas e sem intenções precisas, as suas pinturas apresentam uma tensão muito extrema entre forças estéticas opostas – expressão e conhecimento, controlo e espontaneidade, selvajaria e sagacidade, urbanidade e primitivismo, proporcionando comentários mordazes sobre
as duras realidades da espécie humana, da cultura e da sociedade.
Uma questão de composição
Em composições de um cromatismo explosivo, figuras esquemáticas, fortes e ameaçadoras, escondidas por máscaras, surgem inscritas entre campos, disputando imagens, sinais e símbolos. The Thinker (1986), um irónico e inquieto ripostar ao reflexo do tema na reconhecida obra de Rodin, retrata uma figura estranha, quase zombie, cercada por formas que evocam nuvens, pássaros e instrumentos musicais. A tela parece ter sido preparada e usada como uma prancheta de desenho para se formar suporte desse imaginário ambíguo, restando poucas janelas para pensamentos e introspecções do sujeito. Se o espaço em branco, no topo da composição, representa uma ideia de futuro, a clareza mental, ou o subconsciente, é deixado à especulação. Um duplo-retrato, incorporando marcas tribais, com vermelhos e azuis escuros fortes, e um auto-retrato aflitivo, de olhos vermelhos com pormenores gráficos delicados, pintado em 1984, são outros exemplos da linguagem que Basquiat continuou a desenvolver e explorar até 1988, data da sua morte. Aos 27 anos, os efeitos alienantes da fama e da
dependência, determinaram a morte trágica e prematura de Jean-Michel Basquiat. Entre as mais relevantes exposições de Basquiat estão “Jean-Michel Basquiat: Paintings 1981–1984,” Fruitmarket Gallery, em Edimburgo (1984, tendo, no ano seguinte, itinerado para o Institute of Contemporary Arts, em Londres; e para o Museum Boijmans Van Beuningen, em Roterdão); Kestnergesellschaft, Hanover (1987, 1989); Whitney Museum of American Art, Nova Iorque (1993, tendo, no ano seguinte, itinerado para a Menil Collection, em Houston; Des Moines Art Center, no Iowa; e para o Montgomery Museum of Fine Art, no Alabama); “Basquiat,” Brooklyn Museum of Art, em Nova Iorque (2005, tendo, no ano seguinte, itinerado para o Museum of Contemporary Art, em Los Angeles; e Museum of Fine Arts, em Houston); e Fondation Beyeler, em Basileia, na Suíça (2010, tendo, no ano seguinte, itinerado para o Musée d’art Moderne de la Ville de Paris). “Downtown 81”, um filme sobre a vida de Basquiat, onde o artista é filmado enquanto tal, foi escrito por Glenn O’Brien, filmado por Edo Bertoglio e produzido pela Maripol em 1981, tendo sido apresentado ao público, apenas em 2000. A exposição recentemente inaugurada em Hong Kong encerrará no dia 10 de Agosto.
terça-feira 28.5.2013
Cinema Palma de Ouro para actrizes e realizador de La Vie d’Adèle
Chinês Jia Zhangke vence Melhor Argumento
O
filme La Vie d’Adèle Chapitres 1 et 2, recebeu este domingo a Palma de Ouro no 66.º Festival de Cannes. Em palco, as actrizes Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux e o realizador franco-tunisino Abdellatif Kechiche emocionaram-se. As expectativas confirmaram-se e La Vie d’Adèle Chapitres 1 et 2, do franco-tunisino Abdellatif Kechiche, foi o vencedor da Palma de Ouro da 66.ª edição do Festival de Cannes. O júri quis, com este prémio, homenagear não apenas o trabalho do realizador, mas das duas actrizes, Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos, nesta adaptação de uma novela gráfica, Le Bleu est une couleur chaude, de Julie Maroh, que conta a educação sentimental e sexual de uma rapariga, no filme chamada Adèle, a partir do coup de foudre por uma Emma de cabelos azuis. A Palma, frisou Steven Spielberg, o presidente do júri, foi para premiar o trabalho de três artistas. O Grande Prémio foi para Inside Llewyn Davis, dos irmãos Coen, uma recriação da cena folk em Nova Iorque no final dos anos 1950 antes da explosão do fenómeno Bob Dylan. O júri considerou como Melhor Realizador o mexicano Amat Escalante, que em Heli filma a violência extrema num país, o México, consumido pelo medo.
O prémio de Melhor Interpretação Masculina foi para Bruce Dern, um dos tesouros do cinema americano dos anos 1970, que em Nebraska, de Alexander Payne, faz o papel de um homem que acredita que ganhou um milhão de dólares e obriga o filho a levá-lo do Montana ao Nebraska. O prémio de Melhor Interpretação Feminina foi para Bérénice Bejo, pelo seu papel em Le Passé, do iraniano
Ashgar Farhadi – uma mulher envolvida num drama conjugal entre o marido de quem se vai divorciar e a nova relação que iniciou. O chinês Jia Zhangke venceu o Melhor Argumento comATouch of Sin, enquanto o Prémio do Júri distinguiu Tel Père, Tel Fils, de Hirokazu Kore-Eda, que regressa uma vez mais ao universo da infância com a história de um pai que descobre que o filho que pensava ser dele não é.
Pintura Morreu Otto Mühl, polémico pintor austríaco
Odiado por transgressões morais e práticas sexuais
O
cultura
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pintor austríaco Otto Mühl morreu sábado em Portugal, país onde vivia desde 1997 quando foi libertado da prisão, após cumprir pena por pedofilia e atentado contra a moral, noticiou ontem a agência APA, da Áustria. Segundo a directora do Arquivo de Mühl, Daniele Roussel, o artista “morreu em paz, entre os seus amigos, em Portugal”. Mühl foi um dos artistas mais
controversos da Áustria, tendo sido admirado pela sua obra, mas também odiado pelas suas transgressões morais e práticas sexuais, escreve a agência espanhola EFE. Segundo um artigo publicado sobre Otto Mühl na revista francesa Courrier International em 2003, a 19 de Junho de 1991 a polícia austríaca prendeu o pintor, com base em testemunhos de adolescentes da comuna de Frie-
drischof, onde vivia. Foi acusado de pedofilia, abuso de poder e incentivo de uso de drogas, e condenado a oito anos de prisão. Em 1997, quando foi libertado, radicou-se em Portugal, na zona do Algarve. Muehl foi um dos representantes mais conhecidos do movimento “Accionismo Vienense”, no qual o corpo do artista e as suas funções serviam muitas vezes de material à arte.
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Timor-Leste Caravana artística nas ruas de Díli
Independência com arte M
ilhares de timorenses juntaram-se este domingo no centro de Díli para ver e participar na caravana artística promovida pelo Ministério do Turismo de Timor-Leste, no âmbito do 11.º aniversário da Restauração da Independência, celebrado a 20 de Maio. Apadrinhado pela primeira-dama, Isabel Ferreira, a caravana artística juntou dezenas de carros alegóricos, que permitiram aos cidadãos timorenses mostrar a sua cultura, tradição e arte. “Presenciamos um desfile onde os nossos costureiros mostraram que são capazes de criar trajes, roupas e peças de vestuário capazes de nos surpreender”, afirmou Isabel Ferreira. A primeira-dama referia-se a peças de vestuário feitas com material reciclado e também à mistura do tradicional ‘tais’ (tecido tradicional timorense) com materiais mais modernos. Além de Isabel Ferreira, estiveram presentes vários membros do governo e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão. Além dos figurinos, o cortejo ficou marcado pela criatividade dos mais jovens, nomeada-
mente na decoração dos carros, com destaque para robôs feitos a partis de peças de automóveis e de motorizadas e na utilização dos tradicionais cestos timorenses. “O resultado final é esta explosão de cores, de música e danças, com a alegria que hoje aqui se assiste e nos enche de orgulho”, afirmou Isabel Ferreira. Para a primeira-dama timorense, a cultura pode ser uma indústria que o país pode utilizar na promoção do turismo e assim promover a actividade económica necessária para combater o desemprego. “É com enorme alegria que verifico ainda uma grande adesão dos jovens de todos os pontos do país, que assim contribuem com a sua boa vontade para a paz e a unidade nacional”, disse, salientando que esta é uma forma “óptima” de promover a inclusão da juventude no processo de desenvolvimento do país. Participaram no cortejo dezenas de carros alegóricos de vários ministérios, organizações da sociedade civil e institutos nacionais e internacionais.
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desporto
terça-feira 28.5.2013
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Automobilismo Piloto competiu ao lado de Vignesa Moorthy
Ávila triunfa na Malásia Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
C
hegou, viu e venceu. O piloto português Rodolfo Ávila juntou no domingo mais uma vitória a um já vasto palmarés, ao triunfar na segunda ronda da Malaysian Super Series, uma competição de endurance que junta numa mesma prova viaturas de GT e protótipos de carros desportivos. Ávila, que ocupa actualmente a terceira posição no âmbito da Taça Porsche Carrera Ásia, regressou ao Circuito Internacional de Sepang ao volante do Radical SR da ViewQwest, um bólide que conhece bem. Em Dezembro, o piloto – que corre com as cores da Região Administrativa Especial de Macau – con-
quistou a ‘pole-position’ na edição de 2012 dos 500 Quilómetros de Zhuhai ao volante de uma viatura da Radical Sportscar. A prestação de Rodolfo Ávila no vizinho município continental deixou boas impressões junto dos responsáveis pela ViewQwest. A escudaria de Singapura convidou o jovem piloto do território para fazer equipa com Vignesa Moorthy no ataque aos primeiros lugares da classificação da Malaysian Super Series. Depois de terem deixado boas indicações na sessão de qualificação disputada no sábado, Rodolfo Ávila e Vignesa Moorthy deixaram claro nas curvas e contra-curvas de Sepang que a parceria que editaram no fim-de-semana pela primeira vez tem pernas para andar. Ávila assinou uma
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HM 28-5-2013 - 2ª vez
ACÇÃO ORDINÁRIA
Anúncio CV1-13-0026-CAO
1º Juízo Cível
Autor: WAN WAI CHONG, de sexo masculino, da nacionalidade chinesa, casado, cônjuge de Ng Yut Yuen, casamento sob o regime da comunhão de adquiridos, titular do bilhete de identidade de residência de Macau, residente em Macau na Rua do Almirante Costa Cabral, n.º 92, Edf. Hung Hei, 4.ºC. Réus: 1) JI SIU NGANG, Viúva, residente em Hong Kong; ---------------------------------------------2) WAN WAI MAN, de sexo masculino, maior, residente em Hong Kong;----------------------3) WAN WAI HONG, de sexo masculino, maior, residente em Hong Kong; -------------------4) WAN WAI LOI, de sexo masculino, maior, residente em Hong Kong; -----------------------5) WAN WAI TAK, de sexo masculino, maior, residente em Hong Kong;----------------------6) WAN WAI KIT, de sexo feminino, maior, residente em Hong Kong; ------------------------7) HERDEIROS DESCONHECIDOS DE WAN CHEUK WING;--------------------------8) DEMAIS INTERESSADOS INCERTOS.------------------------------------------------------*** -----FAZ-SE SABER que pelo 1º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base da R.A.E.M., correm éditos de TRINTA DIAS, contados da segunda e última publicação este anúncio, citando os HERDEIROS DESCONHECIDOS DE WAN CHEUK WING e os DEMAIS INTERESSADOS INCERTOS acima identificados, para no prazo de TRINTA DIAS, decorrido que sejam os dos éditos, contestarem a Acção Ordinária, cujo pedido resumidamente consiste em: ----------------------------------------------------Ser julgada procedente por provada a presente acção, e declarar-se ser o Autor o proprietário da fracção autónoma “C4”, sito em Macau, do prédio com o n.º92 da Rua do Almirante Costa Cabral, descrito na Conservatória do Registo Predial sob n.º9309.---------------------------------------------------------Tudo como melhor consta da petição inicial, cujo duplicado se encontra nesta secretaria à disposição do citando.------------------------------------------------------------------------------------------------A intervenção do citando nos autos implica a constituição de advogado – art. 74º do C.P.C. de Macau.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Caso o citado pretenda beneficiar do regime geral de apoio judiciário, deverá dirigir-se ao balcão de atendimento da Comissão de Apoio Judiciário, sito na Rua do Campo, n.º 162, Edifício Administração Pública, 1.º andar, Macau, para apresentar o seu pedido, sendo que poderá pedir esclarecimentos através do telefone n.º 2853 3540 ou correio electrónico info@caj.gov.mo. ---------------Para o efeito, terá de comunicar ao processo a apresentação do pedido àquela Comissão para beneficiar da interrupção do prazo processual que estiver em curso, nos termos do n.º 1, do art.º 20.º, da Lei 13/2012, de 10 de Setembro.-----------------------------------------------------------------------------------Tribunal Judicial de Base da R.A.E.M., aos 15 de Maio de 2013.------------------------------------*
estreia de luxo na Malaysian Super Series ao ajudar o campeão em título da competição a manter vivas as aspirações de revalidar o triunfo alcançado na última temporada. Durante os sessenta minutos pelos quais se estende a corrida de resistência, Moorthy e Ávila completaram 25 voltas aos 5543 metros do traçado de Sepang. Natasha e Stewart Seatter – que dão forma à primeira parceria entre pai e filha a tomar parte em grandes provas automobilísticas internacionais – necessitaram de mais um minuto, vinte e nove segundos e quinhentos e sete centésimos para completar as mesmas 25 voltas.
Seatter na liderança
Apesar de não terem conseguido levar a melhor sobre Rodolfo Ávila e sobre Vignesa Moorthy, os pilotos da família Seatter ascenderam
ainda assim à liderança da classificação no âmbito da Malaysian Super Series. Em Março, Natasha e Stewart Seatter brilharam em Sepang, ao garantir dois segundos lugares na ronda inaugural da prova e lideram agora a tabela classificativa com 60 pontos e uma vantagem de 25 pontos para Moorthy. Na primeira jornada da competição, o piloto de Singapura não conseguiu repetir o sucesso que alcançou durante o pretérita temporada, tendo terminado as primeiras corridas da época apenas com dez pontos. Desta feita, foi a vez de Angus Kirkwood desiludir. O piloto, que tinha conquistado a primeira prova da edição de 2013 da Malaysian Super Series não conquistou qualquer ponto no fim-de-semana, depois de um problema mecânico o ter obrigado a abandonar a corrida.
Taça de Portugal Benfica deixa escapar a terceira oportunidade
Vitória fez história
F
oram precisas seis tentativas, mas o Vitória de Guimarães venceu finalmente uma Taça de Portugal, que passa a ser o maior troféu do palmarés deste histórico do futebol nacional. Na final frente ao Benfica, os minhotos estiveram a perder até dez minutos dos 90, quando partiram para uma emocionante reviravolta no marcador, acabando por vencer, por 2-1. Desta vez, o pesadelo “encarnado” não chegou ao segundo minuto dos descontos, como aconteceu frente ao FC Porto, para o campeonato, e diante do Chelsea, na final da Liga Europa, em Amesterdão, mas o desfecho voltou a ser trágico para a equipa orientada por Jorge Jesus. Quando, aos 69’, o técnico benfiquista, a vencer por 1-0 desde os 30’, trocou o ponta-de-lança Óscar Cardozo por Urreta, nem desconfiaria do que ainda estava para vir no vale do Jamor, em Oeiras. Um erro do guarda-redes Artur, aos 80’, resultaria no golo do empate de Soudani (que estaria em fora-de-jogo quando partiu para a bola) e, dois minutos depois, os milhares de adeptos “encarnados” nas bancadas engoliram em seco com o segundo golo dos vitorianos, apontado pelo jovem Ricardo, que irá rumar ao FC Porto na próxima temporada. Ainda sem o seu contrato renovado na Luz, o técnico do Benfica era a imagem do desalento quando soou o apito final do árbitro Jorge Sousa. E como tudo era diferente há apenas algumas semanas... Liderava o campeonato com quatro pontos de
vantagem sobre os “dragões”, estava na final da Liga Europa e a final da Taça de Portugal surgia apenas como um capricho menor, para Jesus cumprir um sonho de criança e conquistar o troféu do Estádio Nacional. Uma época “de sonho” como a apelidou então o treinador. Neste domingo, perdeu a derradeira oportunidade de fazer a festa em 2012-13.
Bom começo do Benfica
O jogo até começou bem para a equipa lisboeta, que, à passagem da meia hora, chegou à vantagem no marcador, de uma forma fortuita. Após um lance de grande perigo na área benfiquista, com um contra-ataque vimaranense a colocar cinco jogadores contra apenas dois do Benfica, acabando a bola desperdiçada na malha lateral, os “encarnados” foram bem mais felizes na área contrária. Um mau alívio de Kanu embateu no pé de Gaitán e entrou na baliza de Douglas. O Benfica descansou em cima desta vantagem mínima, até porque o futebol algo confuso dos minhotos não representava grande ameaça para a área lisboeta, com excepção do já referido lance de contra-ataque. Esta realidade manteve-se na segunda metade, apesar de o Vitória ter reaparecido mais atrevido. Aos 77’, Rui Vitória mexeu na sua equipa, fazendo entrar no encontro Rafael Crivellaro. Uma alteração providencial, já que o médio brasileiro construiu o lance do golo do empate, três minutos depois. Interceptou o alívio rasteiro de Artur e lançou Soudani para o golo.
O empate apanhou totalmente desprevenido o Benfica, que perdeu fatidicamente a concentração nos instantes seguintes. Aos 82’, Ricardo fez uma diagonal e rematou, com a bola ainda a ser desviada por Luisão, traindo Artur. Estava confirmado o golpe de teatro na final.
Descrença total
Seguiu-se a debandada de centenas de adeptos “encarnados” do Jamor, ou não parecesse este um remake de anteriores “filmes de terror”. E um desentendimento no relvado entre Cardozo e André Almeida, com empurrões a Jorge Jesus à mistura. “O Óscar estava de cabeça perdida pela derrota. Foram momentos mais complicados para todos e tivemos de dizer-lhe que quando se perde, perdem todos. O Óscar ficou mais tranquilo e pediu desculpa ao colega”, explicaria o treinador das “águias”, no final da partida. Depois de ter conquistado a Supertaça portuguesa em 1988, ao bater o FC Porto, num agregado de 2-0 (2-0 e 0-0), o Vitória alcançou o mais alto feito do seu historial. E numa temporada em que muito poucos acreditariam, face às dificuldades financeiras que o clube atravessa, tendo baixado significativamente o seu orçamento para o futebol profissional e apostado numa formação muito jovem e inexperiente. Ainda assim, manteve-se sempre no caminho que o levou à conquista da Taça de Portugal.
terça-feira 28.5.2013
[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB Sala 2
star trek: into darkness [b] Um filme de: JJ. Abrams Com: Benetic Cumberbatch, Alice Eve 14.30, 19.15
star trek: into darkness [3D] [b] Um filme de: JJ. Abrams Com: Benetic Cumberbatch, Alice Eve 16.45, 21.30 Sala 3
Fast & furious 6 Sala 1
Fast & Furious 6 [c]
Um filme de: Justin Lin Com: Vin Diesel, Paul Walker, Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
the great gatsby [b]
Um filme de: Baz Luhrmann Com: Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan 14.15, 16.45, 19.45
Aqui há gato
the great gatsby [3d] [b]
Um filme de: Baz Luhrmann Com: Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan 19.15
VERTICAIS: 1-Long-Play (abrev.). Agreguem. O m. q. tris (Pref.). 2-Da Arábia. Agarrei. 3-Acção de talar os campos. Extensão de água salgada que cobre a maior parte da Terra. 4-Pau-fero. Apertas com atilho. Uso (Suf.). 5-Avaliei. Escavam. 6-Contunde, fere. Adorai. 7-Tumor que se forma no peito do cavalo. Margem. 8-Admiração (Interj.). Ilharga, direcção. Departamento de França. 9-Sujo de baba. Protecção. 10-Lavra, suica. Lápide, chapa. 11Ente. Mestre da lei entre os Judeus. Osmio (s.q.).
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: A língua dos antigos Romanos. Malucas. 2-Prato (Ant.). Existe. 3-Série de vasos que encaixam uns nos outros formando tubo. Taberna. 4-Proximidade. Tornar solitário ou incomunicável. 5-Outorge. Nomear abade para. 6-Ouvido (Pref.). Acrescento 7-Má sorte, infelicidade (Pop.). Chumbo (s.q.). 8-Gergelim. Aquele lugar. 9-Irmã da mãe. Mestiço de índio e branco (Bras.). 10-Saliência. Osso par que ocupa as partes laterais da bacia. 11-Objecto de grande paixão (Fig.). Asas.
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:40 18:30 19:30 20:30 21:00 21:30 22:10 23:00 23:30 00:00 01:00 01:30
31 - STAR Sports 11:00 Dubai Darts Masters 2013 14:00 Asean Basketball League 2013 Indonesia Warriors vs. Westports Malaysia Dragons 16:00 FIM Mx1 & Mx2 World Championship 2013 - Highlights Grand Prix of Brazil 16:30 GP2 Series 2013 18:30 FINA Aquatics World 2013 19:00 SBK Superbike World Championship 2013 - Race 1 & 2 Round 5 21:00 Golf Focus 2013 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 HSBC Sevens World Series 2012/13-Highlights 22:30 Golf Focus 2013 23:00 Pgm - Asean A’famosa Masters
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À venda na Livraria Portuguesa Linhagem Sangrenta • James Rollins Galileia, 1025. Um cavaleiro templário infiltra-se numa cidadela antiga e descobre um tesouro sagrado há muito escondido no labirinto do forte: o Bachal Isu, um ícone de valor incalculável que contém um poder misterioso e aterrador que promete mudar a humanidade para sempre. Será possível viver para sempre? E, se fosse, você viveria?
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
Cozinha Sem Limites • Gordon Ramsay “Quero ensiná-lo a cozinhar boa comida em casa. Eliminando todo o trabalho árduo e toda a complexidade, qualquer pessoa pode produzir receitas de fazer crescer água na boca. Vou ajudálo a tornar-se um cozinheiro melhor.” Com mais de 120 receitas modernas, simples e acessíveis, Cozinha Sem Limites dará aos cozinheiros em casa o desejo, a confiança e a inspiração para se lançarem ao trabalho. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Auditoria arrasa, Wong Wan fica O mais recente relatório do Comissariado da Auditoria (CA) sobre a avaliação e gestão do modelo de autocarros por parte da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) mostra muito de como os serviços públicos estão a funcionar em Macau. Há muitos episódios a roçar o cúmulo dos cúmulos. Vou apenas citar alguns. Recentemente os serviços liderados por Wong Wan aumentaram as tarifas concedidas a duas operadoras (Transmac e TCM) por, alegadamente, terem melhorado os seus serviços. Agora vem um relatório de análise independente que a avaliação desses mesmos serviços foi feita de forma defeituosa, pouco rigorosa e outros adjectivos muito pouco recomendáveis. As informações mais detalhadas sobre essa falta de rigor estão presentes nas notícias hoje divulgadas nos meios de comunicação social. Mas para mim a que eu acho mais absurda é o facto da DSAT ter mentido ao CA. Isto porque o CA alertou para o facto de um autocarro de uma operadora (não é referida qual) ter viajado durante horas sem ter apresentado o dinheiro pago pelos cidadãos em bilhetes ou passes de autocarro. O CA diz que andou dez horas, 12 viagens, e a DSAT apresentou outros números. Mais: “não procedeu a averiguações junto da operadora em causa, tendo prestado informações não correspondentes à realidade”. É caso para o cidadão comum perguntar: se a DSAT mente ou fornece informações contrárias a um órgão como o CA, o que não fará com o público, os jornalistas e os deputados? Como vai agora este organismo justificar o dinheiro gasto na actualização de tarifas, quando aparentemente as operadoras não andam a cumprir o contrato, porque a DSAT não consegue ver? Explique-se senhor Wong Wan. Na minha terra criticas como esta poderiam dar direito a uma demissão, retirada do cargo para um de nível inferior, ou algo parecido. Mas aqui cheira-me que isso não vai acontecer.
Pu Yi
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Os velhinhos servos e os outros Fernando Santos in Jornal de Notícias
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sol, o vinho do Porto, as sardinhas assadas ou o fado deviam ser por si só razões bastantes para potenciar no estrangeiro a indústria do turismo portuguesa. São poucas alíneas de atractividade? Junte-se-lhes a riqueza histórica e paisagística, a monumentalidade ou a excelência de certos serviços e um custo de vida relativamente barato, quando comparado com outros destinos. Vender um potencial assim não está ao alcance de todas as nações, mas por cá existe sempre quem tente inovar pela via menos adequada: pôr o país de cócoras. Descontados os muitos vídeos promocionais conhecidos por serem marcados por cenas de puro servilismo nacional, chegou uma nova moda: atrair os cidadãos estrangeiros em idade de reforma para gozarem o fim de linha das suas vidas em território português. Lançado em Janeiro, o programa visa o chamado dois em um. Por um lado, o convencimento de fixação de residência em Portugal de ingleses, franceses, russos ou chineses fará mexer a economia, esteja ela ligada à compra de salsichas ou de remédios para o reumatismo; por outro lado, quem para o Algarve ou o Alto Douro venha viver precisa de dispor de uma habitação e o país está encharcado de imóveis às moscas - no essencial da responsa-
É aconselhável não ultrapassar mínimos de dignidade. Portugal precisa de investimento e de novas fontes geradoras de riqueza. Deve, no entanto, dispensar a aviltação de tornar mais pobres os seus reformados e pensionistas pretendendo colocálos como servos de velhinhos endinheirados a quem o país concede benesses bilidade dos bancos responsáveis pela promoção e concessão de crédito fácil a qualquer bicho-careta ou pato-bravo da construção civil quando ainda se pensava que o Terreiro do Paço dispunha de uma fábrica de fazer notas de euro. A tese da captação de investimento pela fixação de cidadãos estrangeiros em Portugal não contém em si nenhum pecado mortal. Num mundo cada vez mais concorrencial dá-se é o caso de, a páginas tantas, tornar-se desvantajosa a condição de ser português em Portugal. Mais interessado nos vícios e nas guerras de alecrim e manjerona dos protagonistas do Poder, o país prestou pouca atenção, por exemplo, à grande movida de gauleses ao Salão Imobiliário português realizado no último fim de semana em Paris. O objectivo da mostra era, naturalmente, o de divulgar as vantagens da compra de uma casinha em Portugal, obtendo benefícios se cumprido o compromisso de passar a residir fiscalmente por cá e comprovar a presença no país pelo prazo mínimo de 183 dias por ano. Um belo isco!, fundamentado na legislação existente a partir de 1 de Janeiro e segundo a qual os
residentes em Portugal que recebam reformas de fontes estrangeiras estão isentos de impostos sobre as suas pensões privadas. As vantagens do programa para um estrangeiro ficaram bem caracterizadas no jornal “Le Figaro”, classificando a costa portuguesa como o novo eldorado e apelidando Portugal como “o novo paraíso fiscal para os reformados franceses”. Sim, a tese poderia ser só elogiosa, mas não. Quando em Portugal a esmagadora maioria dos pensionistas e reformados recebem menos de 600 euros por mês e os que auferem acima de tal patamar de quase miséria estão sob o cutelo de mais e mais impostos e contribuições extraordinárias, não é nada de louvar os traços gerais do chamariz à terceira idade de outros países para as fronteiras nacionais. É aconselhável não ultrapassar mínimos de dignidade. Portugal precisa de investimento e de novas fontes geradoras de riqueza. Deve, no entanto, dispensar a aviltação de tornar mais pobres os seus reformados e pensionistas pretendendo colocá-los como servos de velhinhos endinheirados a quem o país concede benesses.
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Helder Fernando
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à flor da pele
No futebol a poesia? I Dias atrás, a minha filha, que reside na capital chilena há uns bons anos, enviou-me uma foto, registada por ela, mostrando os toalhetes do café-restaurante que fica bem perto da sua residência. Nos toalhetes podem ler-se pedaços de poemas de Fernando Pessoa enquanto se toma uma bebida. Coloquei essa foto no Facebook que, só na minha página, obteve até agora o assinalável sucesso de cerca de meia centena de “likes”, signifique o que significar. Diz-me publicamente a minha filha que os donos do café não são portugueses nem têm qualquer contacto com Portugal - têm-no com ela que, nascida em Moçambique, é portuguesa. Simplesmente, este simplesmente tem o tamanho das coisas enormes, os donos do café são grandes admiradores da poesia de Pessoa. Já vi semelhante no Brasil, onde a poesia de Fernando Pessoa, toda ela, é amada, e de forma consequente como se sabe. Seria justo que em Macau existissem e crescessem exemplos destes. Como esta região, por várias circunstâncias e razões, já é internacional há muito tempo, deve homenagear os poetas e a poesia universal, logo à partida os poetas de Macau ou que escreveram em Macau, Camilo Pessanha, por exemplo, poetas da China, Li Bai que até está traduzido e publicado localmente, poetas do mundo - porque não, do Chile: Pablo Neruda por exemplo:
destinatários escolhidos. Assim como, também é aconselhável por mensagem privada, solicitar prévia autorização para pedido de amizade. Todos devemos estar atentos a estes criminosos abusos, lutar contra eles e, sempre que possível, denunciá-los sobretudo a quem tiver meios para identificar os criminosos e processá-los. III O futebol de alta competição continua, sem ser por culpa própria - não é essa a sua ideologia matriz - a provocar o adormecimento de muitas pessoas sobre o que realmente tem importância social directa, canalizando as energias desses distraídos militantes para atitudes de rebeldia como insultar jogadores, adeptos e treinadores das equipas rivais, quando poderiam guardar todas essas manifestações de personalidade e preferivelmente outras, para contestarem vivamente o que na verdade está mal, protestarem contra quem na verdade trabalha mal e por isso mesmo provoca vítimas, gerações de pobreza, de ignorância, de sem esperança. O fenómeno não é apenas português, mas em Portugal é descarada e lamentavelmente assim. Os heróis pimba enchem-se de valentia cobarde e, a coberto das multidões, macaqueiam-se de guerreiros revoltados por causa do golo que não aconteceu. Revolto-me quando vejo forças policiais
carregarem brutalmente contra pessoas, mas nessas ocasiões - infelizmente alguns inocentes estão no caminho - desejo que os energúmenos sejam castigados ao seu nível. Já que ninguém os conseguiu ensinar a viver em sociedade, a apoiar os clubes que entenderem com civismo sem retirar alegria, emoção, espectáculo. Não aprenderam nas escolas nem em família, aprendem, talvez, sentindo na carne os bastões policiais. IV Ainda não chegámos às eleições locais para a Assembleia Legislativa e já apareceu pelo menos um “vencedor” antecipado, um candidato a deputado e, entrevistado na Rádio Macau, autor desta interessante frase que é um velho e batido jargão repetido milhares de vezes pelos senhores e senhoras da velha e pouco criativa política: “Qualquer resultado é um bom resultado”. Cá por mim, prefiro o anunciado hino da respectiva candidatura, uma bela canção que vem do final dos anos 60, cantada e tocada pela dupla Simon e Garfunkel, “Bridge Over Troubled Water” que fala da utilidade de uma ponte por cima das águas turbulentas. Boa! V O Benfica do futebol - para não falar de mais algumas modalidades - fecha a época da pior forma. Não por ter perdido as cinco competições onde entrou, mas por ser nítido
“Amé las genitales enramadas y entre sangre y amor cavé mis versos, en tierra dura establecí una rosa disputada entre el fuego y el rocío. Por eso pude caminar cantando”. II Multiplicam-se na rede social Facebook os exemplos de falsos pedidos de amizade utilizando identificações roubadas, portanto usando falsas identidades, o que é crime. Aumenta o número de falsas pessoas a postar em páginas reais, um sem número de falsidades pelos vistos difíceis, por enquanto, de identificar. Desconheço se a administração do Facebook está atenta a este fenómeno ou se tem meios para o anular. Como desconheço a existência de outros serviços, oficiais ou privados que detectem as origens destes crimes. Permita o estimado leitor que deixe aqui o meu pessoal aviso a todos os utilizadores das redes sociais na Internet, neste caso o Facebook: quando alguém pretender colocar determinada matéria de outros utilizadores, deve avisar previamente o destinatário ou
Se Cardozo continuar como jogador do Benfica ou se o treinador continuar no clube com aquele jogador, então o futebol profissional em Portugal - olhando também para o triste espectáculo existente em outros clubes, incluídos os chamados grandes - vai bem pior do que se pensa
que poderia ter evitado perder algumas delas. O futebol praticado pela equipa principal do Sport Lisboa e Benfica, em grande parte dos jogos, empolgou os que acima de tudo gostam de futebol, não propriamente os que resumem os seus apetites desportivos a despejar ódios de estimação contra os outros clubes. O Benfica jogou quase sempre um futebol alegre, solto, habilidoso, meteu muitos golos. Ainda mais: apresentou jogadores que evoluíram principalmente tecnicamente. No entanto, chegou ao fim e foi uma equipa perdedora, deixou fugir tudo. Um clube com a história gloriosa do S.L.B. não pode andar nisto anos seguidos. Tem-lhe faltado cultura, inteligência. Dinheiro é outra coisa, são outros interesses. O Vitória não tem dinheiro, teve um comportamento positivo na Liga, ganhou a Taça de Portugal resolvendo as suas dificuldades quanto à equipa principal, valorizando os seus jovens jogadores e a equipa B. A equipa principal e milionária do Benfica foi nitidamente conduzida com demasiadas lacunas de inteligência. A grande qualidade de alguns jogadores disfarçou, só que não foi tudo como se viu. O seu treinador recusou sempre a humildade inteligente; quando a quis ter, ou atrapalhadamente mostrar, já foi tarde e sem convicção. Desmoralizado pelos falhanços em finais que obviamente previa ganhar, o Benfica acabou sem glória no Estádio Nacional, com alguns dos seus jogadores no relvado e fora dele, em grandes discussões de gritaria, Cardozo, o segundo melhor marcador, empurra e insulta o treinador em público. Nas bancadas e através da televisão, tudo de boca aberta. Com a agravante de o treinador aparecer depois a fingir que desvalorizava o facto, dizendo que Cardozo “pediu desculpas ao colega”. Qual colega, qual carapuça, era só o que faltava, depois dos desgraçados políticos mentirem descaradamente, agora até um treinador de futebol tenta insultar a inteligência das pessoas. Tendo porventura razões, Cardozo deve guardá-las para as reuniões no interior da equipa, a menos que não existam reuniões ou não seja dada plena e aconselhável liberdade interna para expressar pontos de vista. Se Cardozo continuar como jogador do Benfica ou se o treinador continuar no clube com aquele jogador, então o futebol profissional em Portugal - olhando também para o triste espectáculo existente em outros clubes, incluídos os chamados grandes - vai bem pior do que se pensa. Uma lástima, está a perder-se aos poucos, por vontade de clubes e da lógica mercantil que manda no mundo, a poesia do futebol.
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terça-feira 28.5.2013
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Desculpas pelo desastre do Ferry em Lamma
“Apresento as minhas sinceras desculpas” disse, esta segundafeira, o director de Departamento da Marinha, Francis Liu, referindo-se ao desastre do ferry em Lamma, em Outubro passado que vitimou 39 pessoas. Liu afirmou estar muito triste com o trágico acontecimento e apresentou oficialmente pela primeira vez desculpas públicas. “Como chefe do departamento quero apresentar as minhas sinceras desculpas às vitimas, aos feridos, às famílias e à população”, disse. Liu falou durante um encontro da Assembleia Legislativa de assuntos económicos na segunda-feira de manhã. O departamento da marinha tem estado debaixo de fogo desde que uma comissão de investigação encontrou “falhas sistémicas” que terão contribuído para a colisão. Liu já tinha antes exprimido arrependimento, mas as famílias das vitimas não pouparam Liu por este nunca ter pedido desculpas pela tragédia. O pedido de desculpas agora apresentado aparece oito meses depois do trágico acidente que matou 39 pessoas.
Poderá haver petróleo em Portugal
O presidente executivo da Galp Energia defendeu, esta segundafeira, que poderá haver petróleo em Portugal, sendo necessário continuar com o investimento. Na conferência “Indústria Petrolífera: Realidade e Desafios”, Ferreira de Oliveira destacou o papel que os países lusófonos vão ter na geopolítica mundial, com as descobertas no Brasil, Angola e Moçambique, e apontou baterias a Portugal. “Cerca de 50 por cento das maiores descobertas de petróleo no mundo desde 2005 foram no Brasil, Angola e Moçambique. Isto, meus amigos, só falta Portugal encontrar petróleo”, disse o líder da petrolífera, recordando que outros países também só descobriram as suas potencialidades ao fim de vários poços exploratórios. “Verdade, verdadinha, a Noruega teve que fazer 32 poços para conseguir descobrir as suas reservas, tendo em conta que cada um custa entre 100 e 200 milhões de dólares.” Nesse sentido, Ferreira de Oliveira pediu mais um ano ao Governo para poder avançar com o projecto de prospecção de petróleo no País, dado que a concessão obrigava a um investimento de cerca de 152 milhões de euros este ano. Face aos resultados de prospecção iniciais como o mapeamento a 2D e 3D nas concessões no mar de Peniche e Alentejo, o presidente executivo da Galp considerou que era necessário mais tempo para avançar para a próxima fase, a exploração de um poço experimental. “Temos toda a informação necessária mas ainda não está trabalhada, enviámos as nossas razões à direcção geral de Energia e Geologia e estamos à espera de resposta.”
c a r t o on
terrorismo maoista
por Steff
Eurogrupo admite mais tempo para Portugal
Ban Ki-Moon preocupado com a Síria O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, está “profundamente preocupado” com o papel crescente do Hezbollah na guerra civil na Síria, e pediu um aumento dos esforços para impedir que o conflito alcance outros países. Em comunicado, reiterou o pedido a todos os países e organizações para o fim do apoio à violência na Síria. “O secretário-geral está profundamente preocupado com o aumento da participação nos combates na Síria do Hezbollah, assim como pelo risco de contágio ao Líbano, testemunha de uma crescente tensão na última semana”, Martin Nesirky, portavoz do secretário-geral. O apoio militar do Hezbollah, uma milícia xiita libanesa fortemente armada e que recebe apoio do Irão, ajudou as forças do presidente Bashar al-Assad a obter uma vantagem na batalha pelo controle de Al-Quseir, perto da fronteira libanesa, onde hoje foi morta a tiro uma jornalista.
Tudo pelo bem comum
O
presidente do Eurogrupo afirmou ontem que Portugal poderá vir a ter mais tempo para cumprir as metas acordadas caso venha a ser necessário, acrescentando que para já não foi apresentado nenhum pedido pelas autoridades portuguesas nesse sentido. “É muito importante que agora estejamos a trabalhar construtivamente em todo o ajustamento estrutural que é necessário, não só em Portugal, mas em toda a
zona euro (...) Se, com bases nesses esforços (...), mais tempo for necessário, por causa da situação económica, então mais tempo poderá ser considerado nessa altura”, disse Jeroen Dijsselbloem. “Agora é tempo de continuar com o programa [de ajustamento] e cumprir os objectivos estruturais acordados”, reiterou o presidente do Eurogrupo, em conferência de imprensa conjunta com o ministro português das Finanças, Vítor Gaspar, em Lisboa.
Também Vítor Gaspar disse que “não pode excluir-se uma maior flexibilidade” das metas definidas para Portugal “se as circunstancias o tornarem necessário”. “Os resultados que alcançámos são baseados no nosso forte historial. Sem isso, não seria possível. Não podemos excluir que uma maior flexibilidade possa ser usada no futuro (...) se as circunstâncias o tornarem necessário”, afirmou Vítor Gaspar.
França Confrontos contra casamento gay
O protesto que decorreu ontem em Paris contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo terminou com confrontos entre manifestantes e a polícia. Houve 280 detidos. No final da manifestação, que reuniu cerca de 150 mil pessoas, houve incidentes, que obrigaram à intervenção das forças de segurança. O Governo francês já tinha, inclusivamente, alertado para a possibilidade de elementos da extrema-direita se infiltrarem na manifestação com o intuito de provocar incidentes. A lei que permite o casamento gay e a adopção de crianças por casais gay foi promulgada há oito dias, em França.
Euribor a três e seis meses sobem
As taxas Euribor subiam, esta segunda-feira, a três e seis meses. Relativamente a sexta-feira, a Euribor a seis meses, mais utilizada nos créditos à habitação, subiu 0,001 pontos percentuais para os 0,295 por cento, e a taxa a três meses subiu 0,001 pontos percentuais para 0,201 por cento. Já as taxas a nove e doze meses ficaram inalteradas face a sexta-feira.