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Hoje Macau 28 MAR 2013 #2821

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tiago alcântara

Reportagem

Chineses do Continente explicam como Macau é fácil centrais

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Agência Comercial Pico • 28721006

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Mop$10

Ter para ler

Director carlos morais josé • quinta-feira 28 de março de 2013 • ANO XII • Nº 2821

trovoadas min 19 max 22 hum 80-98% • euro 10.1 baht 0.2 yuan 1.2

Macau na II Guerra Mundial

João botas apresenta livro no IIM Página 17

erro médico

Deputada exige novidades sobre proposta de lei Página 3 pub

Coloane Chan Wai Chi acusa Governo de desprezar o ambiente

Portugueses faziam melhor O deputado da Novo Macau não teve papas na língua: os portugueses protegiam melhor Coloane do que a actual administração da RAEM. Os projectos de torres residenciais e a destruição da montanha está a deixar a população “admirada”, referiu Chan Wai Chi. Como é possível que o Governo permita este ataque ao “pulmão” de Macau? Página 2

Venham mais cinco (séculos)

Hutchison

Multa de 370 mil patacas por incidentes Página 5

Efeméride

Joaquim Morais Alves deixou-nos há dez anos Página 7

Consulado de portugal

Novo cônsul promete trabalho Página 4


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política

quinta-feira 28.3.2013

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Coloane Chan Wai Chi critica Executivo por permitir construções

apanhe a última carruagem” para aprovar projectos de construção, antes que a Lei do Planeamento Urbanístico seja aprovada.

“RAEM estima menos a natureza do que Governo português” Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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ntigamente existiam políticas que definiam Coloane como zona natural protegida e, após o retorno à pátria, o Chefe do Executivo deveria estimar ainda mais Macau do que o governo português. Porém a população acusa os membros do Governo de estimarem menos a natureza do que o governo português.” As palavras são de Paul Chan Wai Chi, deputado da bancada democrata, que ontem criticou duramente aAdministração da RAEM por permitir a constru-

ção de prédios até cem metros em Coloane. No período antes da ordem do dia, Paul Chan Wai Chi referiu-se ao recentemente divulgado projecto de construção de várias torres residenciais na ilha, junto ao complexo de habitação pública de Seac Pai Van. O democrata acusa mesmo o Executivo de deixar a população “admirada” com as suas escolhas, ao permitir que empresários “destruam montanhas para a construção de edifícios”. Paul Chan Wai Chi não poupou acusações no hemiciclo, apontado o dedo ao Executivo, considerando que

este descura completamente as opiniões da população. Tudo em nome do poder e da conivência com os empresários, assegurou. “O poder corrompe e a ganância leva ao desnorte. Coloane é a última área verde de Macau. Caso o Governo aja por si próprio, cooperando com as empresas construtoras, autorizando os seus projectos e ainda que destruam as montanhas só levará ao aumento do descontentamento, situação que não será benéfica para Macau.” Recorde-se que, este mês, o director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Jaime Carion, afirmou estar à espera

Caso La Scala Julgamento de empresários de Hong Kong marcado para final de Abril

À terceira é de vez?

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oseph Lau e Steven Lo têm novo julgamento marcado para o dia 29 de Abril. Depois de dois adiamentos, um no ano passado e outro no início deste ano, pode ser desta que o quarto processo conexo ao escândalo de corrupção Ao Man Long comece no Tribunal Judicial de Base (TJB). A nova data foi avançada na edição de ontem do jornal Ou Mun. A ausência do director-executivo da Chinese Estates Holdings, Joseph Lau, ditou o adiamento do início do julgamento, em Janeiro deste ano, depois de, em Setembro, a primeira audiência ter sido adiada por indisponibilidade da juíza Alice Costa – então escolhida para presidir ao colectivo de juízes. Lau e Lo são dois dos oito constituídos arguidos em mais um processo que se liga ao escândalo de corrupção do ex-secretário para as Obras Públicas e Transportes, condenado a 29 anos e meio de cadeia. Joseph Lau é o director-

-executivo da empresa Chinese Estates Holdings, responsável pelo projecto La Scala, que estava a ser construído em oito lotes em frente ao aeroporto. Steven Lo, também empresário de Hong Kong, é director da Moon Ocean, empresa a quem foram adjudicados os lotes. Os dois homens estão acusados de terem subornado Ao Man Long, a quem terão oferecido 20 milhões de patacas para que lhes adjudicasse os terrenos. Na lista dos arguidos está também Luc Vriens, director executivo da Waterleau Group, ligada às ETAR de Macau, e Pedro Chiang, o empresário de Macau anteriormente condenado a seis anos e dez meses de prisão por oito crimes de corrupção activa, que não deu consentimento para que este novo julgamento fosse feito na sua ausência. Depois de ser notificado novamente via edital, caso continue a faltar à audiência, será julgado à revelia. Recorde-se que Chiang se encontra em Portugal. - J.F.

de pareceres técnicos para decidir o futuro do terreno onde está também a casamata portuguesa, depois de ter sido submetido um projecto de arquitectura para erguer habitações de luxo perto da montanha. O empresário responsável pela construção – Sio Tak Hong – é delegado de Macau à Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e dono do Hotel Fortuna e, recentemente, levantou polémica por ter afirmado que não era o único a destruir o ambiente. Ainda sem decisão sobre a construção, o Governo comprometeu-se a “encontrar um equilíbrio” entre a protecção

Manuel Vicente tinha um plano

ambiental e o desenvolvimento. Paul Chan Wai Chi disse ontem esperar que isso seja cumprido. O deputado voltou a dar o exemplo do que se passou nas colinas da Taipa Pequena e Grande – onde, diz, “não houve qualquer consulta pública e tudo foi autorizado à porta fechada” -, para acusar o Executivo de não cumprir as suas promessas. O democrata ironiza mesmo que o Governo está a permitir que “se

Recorde-se que, durante a Administração Portuguesa, o arquitecto Manuel Vicente – recentemente falecido – apresentou ao Governo uma proposta para a implementação de um plano director para Coloane, para evitar eventuais ambições imobiliárias que poderiam vir a atacar aquele que é considerado o pulmão verde de Macau. O plano incluía espaços de lazer, soluções viárias e, sobretudo, a preservação da montanha e dos espaços verdes, como garante de uma melhor qualidade ambiental para o território. Contudo, na altura, a administração portuguesa não sentiu força suficiente para implementar o projecto, uma vez que nos encontrávamos já perto do período da transferência de soberania.

Eleições 2013 Pereira Coutinho acusa Governo de impedir recenseamentos

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“Cidadãos revoltados”

deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM), José Pereira Coutinho, assegurou ontem na Assembleia Legislativa (AL) que alguns cidadãos terão sido impedidos de se recensearem para as eleições deste ano. No período antes da ordem do dia de mais um plenário no hemiciclo, Pereira Coutinho considerou “inexplicável” a forma antecipada como encerrou o processo de recenseamento. “Muitos cidadãos criticaram os Serviços de Administração e Função Pública

por terem sido impedidos de se recensear, alegando que o processo de recenseamento dos novos eleitores com direito a votar nas eleições para a AL de Setembro terminou no dia 31 de Dezembro de 2012, ou seja nove meses antes do acto eleitoral.” Pereira Coutinho assegura que os cidadãos estão “muito revoltados” pelo facto de terem perdido o direito de votar. “E acham muito estranho que o processo de recenseamento tenha terminado com tanta antecedência, injustificável”, acrescenta ainda. O deputado citou

exemplos de “países mais desenvolvidos”, onde o processo termina apenas três meses do dia da votação, para “permitir que mas cidadãos participem no acto eleitoral”. Pereira Couto acusa o Governo de estar a impedir os residentes novos de se registarem, ao invés de fomentar o seu recenseamento. Recorde-se que a criação da Comissão de Assuntos Eleitorais foi feita no dia 26 de Fevereiro, enquanto o montante máximo para as despesas de candidatura foi fixado no dia seguinte. - J.F.

Emprego Governo acusado de dar importância apenas a alguns sectores

Macau está a neglicenciar áreas especificas de emprego. A acusação é feita por Lau Veng Seng, que fez ontem uso do período antes da ordem do dia na Assembleia Legislativa (AL) para apontar o dedo à falta de diversificação na área profissional. “Agora, em Macau, as escolhas não são diversificadas, por isso, alguns jovens locais licenciados ou com mestrados concluídos pretendem com os seus conhecimentos e capacidades dar o seu contributo à sociedade mas não o conseguem fazer e acabam por enveredar por outra carreiras”, frisa Lau Veng Seng. O deputado considera que este é um dos principais factores que impede o desenvolvimento diversificado das indústrias e contribui para a escassez de recursos humanos no território. “Parece que o Governo só dá importância à formação de recursos humanos de determinados sectores prioritários para o desenvolvimento, negligenciando que o mais importante e fundamental é resolver a situação dos jovens que, depois de finalizarem os cursos, dificilmente conseguem encontrar emprego compatível com a sua especialidade.” - J.F.


quinta-feira 28.3.2013

política

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Erro médico Melinda Chan exige esclarecimentos sobre situação da proposta da lei

Sem novidades “há vários meses” Joana Freitas

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elinda Chan exigiu ontem ao Governo que esclarecesse quando vai, afinal, apresentar à Assembleia Legislativa (AL) a proposta de Lei do Erro Médico. A deputada utilizou o período antes da ordem do dia do plenário para criticar o facto de o Executivo estar “há vários meses” a elaborar o projecto de diploma, que estaria na fase fina, mas não anunciar qualquer avanço. “Ainda tinha esperança que o Governo ela-

borasse, o mais depressa possível, a Lei do Erro Médico, que criasse o Conselho para os Assuntos Médicos e promovesse a formação do pessoal de saúde. Afinal quando vai ser criado o Conselho?” Melinda Chan alertou ainda o Executivo de não se poder limitar a ser “uma máquina administrativa de gastar dinheiro”, mas ter de se preocupar com a formação do pessoal médico e de enfermagem que, diz a deputada, é escasso no território. “Macau tem falta de recursos humanos na área da saúde (...) e, no futuro, após a construção e a instalação dos equipamentos no

Complexo de Cuidados de Saúde nas Ilhas, [essa] falta será ainda mais evidente.” A deputada insta o Executivo a fazer os trabalhos com mais antecedência. “Não pode só formar médicos só depois da conclusão das instalações de saúde.” Melinda Chan critica o facto de a Administração ter alocado dez mil milhões de patacas no Projecto de Melhoramento das Infra-Estruturas do Sistema de Saúde”, mas ter-se concentrado apenas na construção de estruturas físicas e não na formação de pessoal. A deputada dá mesmo um exemplo do problema que se vive

Salário mínimo Deputados, na AL, acusam Governo de estar a adiar aumentos

“Frio, passivo e comatitude indesculpável”

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Governo deve aumentar “imediatamente” o montante do salário mínimo dos trabalhadores dos serviços de segurança e limpeza. A exigência foi feita ontem por dois deputados do hemiciclo, antes da ordem do dia. Lam Heong Sang e Au Kam San juntaram esforços para acusar o Governo de estar a descurar os funcionários destas duas áreas que, em doze anos, apenas viram os seus salários subirem duas vezes. “O despacho que determina o salário mínimo para os trabalhadores de limpeza e segurança foi definido em 2007 como 21 patacas à hora”, relembrou Lam Heong Sang. No início de 2011, foi apresentada uma proposta ao Conselho de Concertação Social para aumentar o valor e, em Setembro desse ano, passou para 23 patacas. Mas já se passou quase um ano e meio desde aquele ajustamento.” O Governo tinha-se comprometido a entregar nova proposta

de actualização no primeiro trimestre deste ano. Lam Heong Sang deixou, por isso, um pedido à Administração. “Peço ao Governo que honre o seu compromisso e entregue como previsto a proposta de lei. Tem sempre ignorado os trabalhadores de baixos rendimentos e é muito raro vê-lo prestar apoio para responder às solicitações deste grupo, pois o seu comportamento tem sido extremamente frio e passivo.” Também Au Kam San se junta às acusações do colega, dizendo que o Governo está mesmo a adiar intencionalmente a fixação deste salário por tanto tempo. “Já na administração portuguesa [foi feito um despacho] para uma actualização regular, mas como estava próxima a data do retorno a pátria era compreensível que essa administração não quisesse avançar com o estabelecimento do salário mínimo. Mas, é indesculpá-

Segurança Alimentar Lei foi ontem aprovada na AL

vel que, ao longo dos 13 anos que se seguiram ao estabelecimento da RAEM, o Governo tenha assumido a mesma atitude.” Até agora, apesar de estar a terminar o primeiro trimestre, não há qualquer novidade sobre a fixação deste salário, continuando os trabalhadores desta área a receberem 23 patacas à hora. Em Hong Kong, este valor já vai em 30 dólares por hora. - J.F.

A sobreposição de competências na Lei da Segurança Alimentar continuou a ser o centro da polémica do novo diploma de Macau. Os deputados do hemiciclo aprovaram ontem, a muito custo, a lei que vai determinar novas regras para a confecção e importação de alimentos. Com uma abstenção de José Pereira Coutinho e 26 votos a favor, a proposta obrigou a muitas horas de discussão, sobretudo devido ao facto de diversos organismos do Governo terem competências. As dúvidas surgiram, por isso, entre os membros do hemiciclo, tendo o Governo explicado que apenas o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) será o responsável pela aplicação da lei, ainda que conte com a colaboração dos Serviços de Economia e dos Serviços de Saúde no que toca à atribuição de licenças a estabelecimentos de comidas. A lei prevê novas normas no tratamento de alimentos e estabelece ainda que têm de ser cumpridos requisitos de higiene, a ser definidos por regulamentos administrativos. Sanções e punições que podem ir até à suspensão do negócio são alguns dos artigos previstos para quem não cumpra as regras. No plenário de ontem começou ainda a ser discutida a proposta do aumento dos funcionários da função pública, mas devido à hora tardia, a discussão e aprovação foi adida para hoje, a par da análise de outras três leis. - J.F.

actualmente em Macau: existem 22 166 crianças com menos de quatro anos no território e 65 870 com menos de 14 anos – há apenas 15 médicos pediatras. Em Janeiro deste ano, um comunicado dos Serviços de Saúde dava conta que a Lei do Erro Médico iria entrar na última fase, apesar de não se saber quando seria entregue à AL. O projecto de diploma está parado desde 2002 e já foi alvo de duas auscultações públicas. Em Novembro do ano passado, Cheong U, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, disse na AL que o diploma

poderia ser entregue até ao final de 2012, depois de, em Abril do ano passado, se ter dito que a lei passaria para este ano. De acordo com o secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, em Outubro de 2012 teria sido finalizada a última versão da proposta, que agora parecia precisar de mais duas semanas para estar concluída. Nada mais se soube, contudo. A Lei vai adoptar a responsabilidade médica baseada na culpa, residindo no pagamento de indemnização em caso de erro médico. Este sistema inclui seguros e fundos criados pelos profissionais de saúde.

Crimes sexuais Ho Sio Kam pede revisão integral das leis

“Estes casos continuam a ocorrer”

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evisão integral do sistema jurídico dos crimes sexuais, aumento das penas e tratamento dos casos como públicos. É o que pede a deputada Ho Sio Kam, no que diz respeito aos crimes de violação, abusos sexuais e actos sexualmente explícitos. Utilizando o período antes da ordem do dia, no plenário de ontem, Ho Sio Kam instou o Executivo a alterar a lei de Macau “o quanto antes”, não só porque estes tipos de crimes têm vindo a aumentar no território, mas também porque apenas a violação é tida como crime público. “Os restantes crimes sexuais sao semi-públicos e há a possibilidade da renúncia da queixa a meio do decurso da investigação”, nota. “Por exemplo, nos casos de abuso sexual na família, há a possibilidade de os pais da vítima desistirem da queixa per medo de perderem económico da família.

É difícil para os órgãos judiciais intervirem nos casos, o que leva a que sejam arquivados.” Ho Sio Kam refere ainda que o crime de de atentado ao pudor ainda não está incluído na legislação de Macau como crie autónomo, podendo apenas o agente do crime ser acusado de injúria, que depende da queixa da vítima. “Como os procedimentos são complexos, a ofendida acaba por desistir. Isto não favorece a repressão deste crime e os crimes sexuais continuam a ocorrer em Macau.” De acordo com dados apresentados pela deputada, no ano passado os o número de processos relacionados com crimes sexuais aumentou, sendo que dos 44, cerca de 27 dizem respeito a violações. “Este número é o maior registado nos últimos dez anos.” Ainda assim, apenas 15 tiveram caracterização penal - só quatro estão ligados a violação. - J.F.

Lei de terras Dispensa de concurso público não encontra consenso

Continua forte a polémica em torno de ser o Chefe do Executivo o responsável pela decisão de haver ou não dispensa de concurso público no que diz respeito à concessão de terrenos. De acordo com a Rádio Macau, a Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) encarregue de analisar o diploma continua a contar com elementos que discordam desta situação. De acordo com a proposta apresentada à AL, o Governo pretende que seja o Chefe do Executivo a tomar a decisão, mas alguns deputados pedem maior intervenção do órgão legislativo no processo. De acordo com a presidente da 1ª Comissão Permanente da AL, Kwan Tsui Hang, à pergunta sobre “como reforçar a fiscalização dos processos de dispensa dos concursos públicos”, os deputados dividem-se entre “criar um mecanismo de participação por parte da AL”, e outros que, tal como o Governo, consideram que a solução apresentada na proposta é suficiente para garantir transparência, ou seja, que “a divulgação constante da proposta de lei já é suficiente e que cabe ao Chefe do Executivo decidir todo o processo”, refere a Rádio Macau. A Lei de Terras determina que o concurso público será obrigatório em todas as concessões de terrenos, sendo que podem haver excepções decididas pelo Chefe do Executivo.


política

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Eleições 2013 Ip Son Sang defende acções nas escolas pelo grupo Macau Consciência

Em prol da justiça nas eleições

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p Son Sang, presidente da Comissão de Assuntos Eleitorais (CAE), não se opõe às acções do grupo Macau Consciência nas escolas já que, em seu entender, defendem o mesmo objectivo que a CAE: uma eleição íntegra. No entanto, o magistrado ressalva a necessidade deste tipo de campanhas não alterar o funcionamento normal do estabelecimento escolar bem como a segurança dos alunos e que respeite a legislação em vigor, segundo indica um comunicado divulgado pelo Gabinete de Comunicação Social, depois de um encontro entre a CAE e as forças policiais. Recorde-se que na última sexta-feira, dia 22, o grupo Macau Consciência entregou prospectos com directivas sobre eleições jus-

empresas abertas à sociedade civil que, caso sejam realizadas actividades ou campanhas de educação cívica relativas às eleições, estas respeitem o princípio de igualdade para com todos os grupos candidatos, dando atenção às regulamentações durante o período eleitoral. Na conferência de imprensa de ontem, o comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), Lei Sio Peng, garantiu que durante todo o processo eleitoral a polícia irá manter a ordem pública e eleitoral, coordenando os trabalhos com a CAE. Já Ip Son Sang disse estar confiante de que este apoio das forças policiais irá garantir a normalidade na realização dos procedimentos eleitorais. - R.M.R.

tas e formas de denúncia de actos de corrupção – já que, segundo o porta-voz Bill Chou, a CAE nada tem feito neste sentido. No entanto, foram travados e inquiridos pelas forças de segurança pública. Ontem, o juiz acrescentou que, se necessário, a CAE vai elaborar algumas indicações sobre a matéria em questão. Tal como avançou na terça-feira aos jornalistas, após reunião com o Comissariado contra a Corrupção (CCAC), Ip Son Sang discutiu ontem com as entidades policiais as acções de campanha eleitoral levadas a cabo nas escolas, tais como inquéritos sobre intenção de voto ou angariação de apoiantes e fundos. Sobre a matéria, presidente da CAE apelou às escolas e grandes

Novo cônsul quer “defender interesses dos portugueses”

ONU Chan Wai Chi questiona Governo

De “mangas arregaçadas”

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novo cônsul geral de Portugal em Macau, Vítor Sereno, iniciou ontem funções pronto “para arregaçar as mangas” e trabalhar para fortificar as relações entre Portugal e o território e defender os “interesses dos portugueses acima de qualquer circunstância”. “Quero dizer (aos portugueses) de uma forma muito clara que podem contar com um cônsul geral activo, com um cônsul geral actuante, obviamente acompanhado de toda a sua equipa, que vai defender os interesses dos portugueses acima de qualquer circunstância”, assinalou Vítor Sereno em declarações à agência Lusa à chegada a Macau. O novo cônsul salientou também querer englobar no campo da sua acção o “atendimento consular”, mas também a “promoção económica do país, evidentemente cada vez mais um vector importante para a promoção daquilo que se quer de um Portugal moderno”, não esquecendo ainda o “enfoque” na “promoção da língua portuguesa”. À chegada a Macau, Vítor Sereno quis também vincar o seu relacionamento como cônsul com as autoridades políticas de Macau que o acolhem como representante do Estado português. “Quero dizer-lhes em nome do governo português que estou fortemente empenhado e que

podem contar, aliás, com todo o meu empenho, no sentido de melhorarmos ainda mais este clima de excelência que pauta as relações entre Portugal e Macau”. É que, sublinhou, está “firmemente convicto que no campo comercial, no campo cultural, no campo empresarial e no campo

científico e do ensino da língua portuguesa podemos melhorar ainda mais”. “É esse o meu trabalho que hoje aqui se inicia e que espero que possa potenciar e a partir de agora vou trabalhar e arregaçar as mangas (...) e quem me conhece sabe que é isso mesmo que vai acontecer”, concluiu Vítor Sereno.

CCAC não chega

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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deputado Paul Chan Wai Chi questionou, em interpelação escrita, a reunião do Comité dos Direitos Humanos da Organizações Nações Unidas (ONU), perguntando por que razão os representantes do Governo não responderam directamente às perguntas sobre a censura na comunicação social e o sufrágio universal para eleição do Chefe do Executivo. O deputado também questionou por que razão não foi divulgado ao público que o relatório apresentado estava disponível no site da ONU. “Para além do comité ter dito que o relatório foi entregue muito tarde e os membros não terem tido tempo suficiente para o ler, também questionou os membros do Governo da RAEM, por exemplo, sobre censura aos jornalistas e sobre a proposta 2+2+100 como tendente a aumentar a participação pública na política, bem como quando vai existir um sufrágio universal para a eleição do Chefe do Executivo. Porém, os funcionários públicos não responderam ou não falaram a verdade”, acusou o deputado. O deputado da Novo Macau pediu explicações às autoridades sobre o modo como a proposta 2+2+100 vai ajudar a mais participação pública na política, porque entende que a Secretária para a Administração e Justiça, Florinda

Chan, como chefe da Delegação de Macau, não deu uma reposta correcta. Além disso, a directora dos Serviços de Reforma Jurídica e do Direito Internacional, Chu Lam Lam, disse na reunião da ONU que o relatório estava num site governamental e que a Assembleia Legislativa (AL), as organizações não-governamentais e o público podiam dar opiniões sobre o relatório. Mas o deputado fica surpreendido com esta resposta: “Quando fomos nós avisados que o relatório estava no site? Ninguém sabia.”

CCAC não vincula

Chan Wai Chi disse ainda que o comissário do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), Vasco Fong, referiu uma vez na AL que o CCAC é o departamento que tem “menos poder”, porque as suas propostas não têm poder vinculativo, como Florinda Chan terá dito, segundo o deputado, na reunião da ONU. “Assim, não é preciso criar outro departamento para proteger os direitos humanos”, terá dito a Secretária, segundo Paul Chan Wai Chi. O deputado questionou esta declaração, porque entende que o CCAC não tem poder para resolver as reclamações nos casos de direitos humanos, ou sequer para obrigar o Governo a cumprir as disposições da Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos.


quinta-feira 28.3.2013

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Telecomunicações Hutchison multada em 370 mil patacas

Apagões saem caros teve em conta o conflito entre as configurações acrescentadas e as existentes, causando a ocorrência do incidente” de 15 de Junho, o qual afetou cerca de 33 mil utilizadores do serviço móvel de dados. Já o incidente de 17 de Outubro de 2012 afetou cerca de 57 mil utilizadores do serviço de telecomunicações móveis e ficou a dever-se “à introdução de directivas erradas no Home Location Register (HLR) da rede 3G

da Hutchison, o que provocou a reactivação do HLR no ‘software’ antigo”, refere a DSRT. Dado que os dois incidentes “ocorreram por motivo directamente imputável à Hutchison e causaram impacto à prestação do serviço móvel de telecomunicações foram aplicadas à Hutchison multas no valor de 150.000 e 220.000 patacas, de acordo com os diplomas aplicáveis”, explica a DSRT.

A entidade reguladora fez saber ainda que emitiu directivas endereçadas à empresa para implementação de medidas, tais como “o aumento do investimento em recursos da rede, o estudo da instalação do sistema de suporte de reserva, a melhoria na supervisão da operação da rede, a elevação da capacidade técnica e o aumento da sensibilização da segurança na operação da rede”.

Isto “a fim de reduzir o impacto trazido por algum provável incidente e a possibilidade de ocorrência de incidentes da mesma natureza”, acrescenta a DSRT, informando que a Hutchison iniciou trabalhos nesse sentido no ano passado, tendo concluído a ampliação dos equipamentos da rede, a formação para a segurança na operação da rede, bem como a optimização do processo de aprovação das

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obras de manutenção e do de contingência. “No que diz respeito às medidas de melhoria, a DSRT continuará a avaliar o seu efeito, instando os operadores a terminarem os demais trabalhos o mais rapidamente possível”, conclui o regulador. Em Novembro, a Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) foi multada em 180 mil patacas por uma avaria, ocorrida em Maio, que afectou cerca de 35 mil utilizadores de rede móvel 3G e internet, isto depois de ter sido obrigada a pagar 800 mil patacas pela suspensão do seu serviço de telecomunicações por seis horas a 6 de Fevereiro.

Capitania dos Portos Concluída investigação sobre o incidente marítimo

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Hutchison foi multada em 370 mil patacas por dois incidentes, em 2012, que afectaram, no total, cerca de 90 mil utilizadores, anunciou ontem, em comunicado, a entidade reguladora das telecomunicações de Macau. De acordo com uma nota da Direção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações (DSRT), os resultados da averiguação dos incidentes, ocorridos a 15 de Junho e a 17 de Outubro do ano passado, mostram que na origem esteve erro humano. “Devido a uma omissão e negligência nos trabalhos preparativos da actualização da rede (…), a Hutchison não

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Todos culpados

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Capitania dos Portos (CP) concluiu ontem a investigação sobre o incidente de colisão de embarcações, ocorrido em Setembro do ano passado nas águas entre a Ponte Governador Nobre de Carvalho e a Ponte Sai Van. O resultado da investigação mostra que as duas embarcações envolvidas no acidente não observaram as disposições do Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar, no momento em que se deu a colisão. Na verdade, as duas em-

barcações não respeitaram a obrigatoriedade de manter vigia adequada e uma velocidade de segurança, tendo navegado no meio das outras embarcações sem respeitar as disposições de navegação no canal de acesso ao Porto Interior. Entretanto, e depois de lavrados 20 autos e efectuado uma investigação, a CP apresentou recomendações para evitar a ocorrência de incidentes semelhantes. À operadora e ao capitão dos barcos envolvidos

foi aconselhado o cumprimento da forma como se deve circular normalmente no canal; respeitar a vigia; navegar a uma velocidade de segurança, a fim de tomar medidas eficazes para evitar abalroamentos; observar as disposições constantes na carta náutica, aviso aos navegantes e balizas respeitante à navegação, ancoramento ou amarração; durante a navegação, manter em funcionamento os equipamentos de ajuda à navegação, tais como radar e AIS.


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Sabrina Ho revela que testes de despiste de uso de drogas deram negativos

STDM Advogados de irmã de Stanley Ho voltaram a ficar à porta da Assembleia Geral

Novela interminável

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No passado dia 23 de Março, 15 dias depois da “suspeita de uso de drogas”, Sabrina Ho, filha de Angela Leong, apareceu no 52.º aniversário da sua mãe e revelou que já tinha efectuado um exame de despiste de droga para provar que não tomou qualquer substância estupefaciente. A deputada da Assembleia Legislativa (AL) Angela Leong revelou que tem a maior confiança pela filha e mostrou-se crente no resultado do teste. - C.L.

s advogados de Winnie Ho, irmã de Stanley Ho com quem tem há anos conflitos judiciais, voltaram ontem a ficar à porta da Assembleia Geral da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), antiga concessionária exclusiva dos casinos. Em declarações aos jornalistas, Jonhathan Man, que se apresentou como advogado e representante da Moon Valley Inc., garantiu ter sido convidado para a Assembleia Geral, mas acrescentou que, quando pretendeu entrar, foi impedido de o fazer pelo presidente da reunião. “Fomos convidados, já provamos que somos os representantes legais do accionista Moon Valley Inc. e estamos mandatados para esta reunião, mas sem qualquer explicação, apesar de requerida, fomos impedidos de entrar”, disse. Jonhathan Man voltou a frisar que Winnie Ho transferiu em 1983 as 6.251 acções - “que na altura valiam 7,3% da Sociedade de

Habitação Económica IH emitiu 24 mil formulários de candidatura para T1

Rodopio à volta de uma casa

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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Instituto de Habitação (IH) começou ontem a receber as inscrições para 1.544 unidades de T1 no Edifício Ip Heng, situado no fogo habitacional de Sec Pai Van. Eram oito de manhã e centenas de residentes faziam fila para levantar os formulários de candidatura. Contudo, e possivelmente para desconhecimento de muitos, o formulário também pode ser retirado da página na Internet do IH. Até às cinco à tarde foram emitidos um total de cerca de 24 mil formulários e o IH já recebeu 140 casos de entrega total de documentação. O director do IH, Tam Kuong Man, referiu aos jornalistas que o processo de candidatura destas novas unidades de T1 demorará três meses – até ao dia 26 de Junho – e o IH não

vai ter em conta quem é que entrega primeiro os formulários porque “isto não é uma corrida”. “No quarto trimestre, depois de apurar a necessidade concreta da procura de habitação pública, iremos abrir uma nova janela de candidaturas para outras tipologias. Terei T2 e T3 para oferecer à população nessa altura”, prometeu Tam Kuong Man, recusando fornecer um calendário exacto de quando estarão disponíveis as tipologias T2 e T3. Mas a confiança da população está em baixa. Isso foi

notório ontem nas filas que se encontraram nos 80 postos de levantamento de impressos e entrega de candidaturas. “Há oito anos o IH cancelou a minha candidatura porque a minha sogra, que está desempregada, entregou os impressos com um dia de atraso. Ainda pensei em poupar dinheiro para comprar uma casa no privado mas os preços são tão altos que desisti. Com este cenário, só tenho uma escolha: apresentar uma candidatura a um T1”, desabafou o senhor Ng que vive com três filhos e a sogra.

Turismo e Diversões de Macau” - para a Moon Valley Inc., num “processo transparente e legal”. Mais tarde, “em 2005, a senhora Winnie Ho entregou 6.000 acções à Moon Valley Foundation, retendo apenas 251 acções”, acrescentou. O advogado diz não compreender a recusa de entrada na reunião e escusou-se a explicar quais as medidas que irá tomar, num processo que se arrasta há vários anos. De facto, 12 anos depois do início da “guerra” entre os irmãos Stanley e Winnie devido à concessão de licenças de jogo em Macau, e apesar de já não atrair grandes atenções da imprensa, a família volta a estar no centro das atenções devido a desentendimentos que, normalmente, acabam sempre em Tribunal. Todos os anos, Winnie Ho, outrora inseparável do irmão Stanley na gestão da STDM, envia os seus representantes à Assembleia Geral da sociedade, e todos os anos, tal como aconteceu hoje, são impedidos de entrar na reunião.

A polémica estalou quando Winnie Ho se colocou ao lado de um filho, que concorria a uma licença de jogo, no início da década passada, posição que degeneraria num desentendimento com Stanley e no afastamento entre os dois, agravado ainda pelo extravio do livro de registo de acções e de acusações de dualidade de critérios na validação de transferência de acções. Winnie Ho sempre defendeu que a Fundação Moon Valley deve ser considerada como uma dos accionistas da STDM e já disse em 2011 que, em Novembro de 2007, o Tribunal de Segunda Instância de Macau salientava em sentença que a STDM teria de “respeitar” os direitos da Moon Valley Inc como accionista. Tal como aconteceu no passado, nenhum dos presentes na reunião da STDM esteve disponível para falar aos jornalistas nem para revelar qualquer elemento das contas da empresa. - Lusa

ANIMA destaca apoio de primeiro líder do Governo e de empresário

Protecção animal não tem preço

A

ANIMA, Sociedade Protectora dos Animais de Macau concedeu ontem os títulos de presidentes honorários vitalícios a Edmund Ho, primeiro chefe do executivo de Macau, e ao empresário norte-americano Steve Wynn pelo contributo para o desenvolvimento da associação. “São títulos vitalícios pelo contributo que deram e podem vir a dar à manutenção da nossa actividade que não tem fins lucrativos e pretende apenas proteger os animais de Macau”, disse Albano Martins, presidente da direcção em declarações à agência Lusa. O mesmo responsável explicou que Edmund Ho “foi sempre um apoiante da causa da ANIMA, quer através da concessão de

fundos públicos quer até mesmo do terreno onde a associação está instalada”. Já Steve Wynn concedeu em 2012 um subsídio de 2 milhões de patacas, uma “ajuda muito importante ao funcionamento da associação que tem hoje, dez anos depois da sua fundação, um orçamento de cinco milhões de patacas anuais, contra as 50.000 patacas do orçamento do primeiro ano”, acrescentou. Actualmente a ANIMA tem nas suas instalações 300 cães e 100 gatos e Albano Martins lamenta que o ritmo de entrada de animais seja “muito superior” ao das saídas para adopção. “Por cada três animais que entram sai apenas um e estamos a chegar ao limite da nossa

capacidade o que, lamentavelmente, nos leva a ser selectivos na recolha dos animais pela incapacidade de resposta”, explicou. Apesar das dificuldades, Albano Martins espera que as visitas feitas à associação “possam contribuir para inverter a situação”. “No ano passado registamos 3.000 visitas onde incluímos as escolas e pessoas interessadas em perceber a nossa actividade, mas desde Janeiro e até hoje já recebemos a visita de 1.350 pessoas o que demonstra o interesse pelo nosso trabalho e pelo carinho que dedicamos aos animais”, disse. Com 20 funcionários a tempo inteiro, a ANIMA conta ainda com o apoio dos seus membros, todos voluntários. - Lusa


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sociedade

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EDITAL Edital nº: 18/E/2013 Processo nº: 1075/BC/2012/F Assunto: Notificação do despacho de embargo e início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local: Beco de Tomé Pires nº 9, Edf. Hong Son, fracção 5º andar A, Macau. Chan Pou Ha, Subdirectora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pela alínea 7) do nº 1 do Despacho nº 09/SOTDIR/2009, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), nº 16, II Série, de 22 de Abril de 2009, faz saber por este meio aos dono da obra ou seu mandatário, ao encarregado da obra, aos técnico responsável pela obra e executores da obra existente no local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, o seguinte: 1. Em 26/11/2012, o agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização de obra sem licença cuja descrição e situação é a seguinte: Obra

1.1

1.2

F

(ADIM), encabeçada por Carlos d’Assumpção; e em 1996-1999, nomeado pelo Governador de Macau. A sua acção pública em prol de Macau e das suas gentes, valeu-lhe o título Cidadão Emérito de Macau conferido pelo Leal Senado. Em Portugal foi agraciado com os títulos de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique (1973), Grande Oficial da Ordem do Mérito (1995), Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1999) e, a título póstumo, o de Grã-Cruz da Ordem do Mérito (2005). O Hoje Macau lembra com saudade esta figura singular de português que muito contribuiu para o bem estar da nossa comunidade.

Infracção ao nº 12 do artigo 8º, obstrução do acesso aos pontos de penetração no edifício.

Nestas circunstâncias e em cumprimento do disposto no nº 3 do artigo 88º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei nº 24/95/M, de 9 de Junho, o agente de fiscalização ordenou a imediata suspensão da execução da obra.

3.

Nos termos do nº 1 do artigo 88º do RSCI e no uso das competências delegadas pela alínea 7) do nº 1 do Despacho nº 09/SOTDIR/2009, publicado no Boletim Oficial da RAEM. nº 16, II Série, de 22 de Abril de 2009, por meu despacho de 11/03/2013, exarado sobre a informação nº 732/DURDEP/2013 de 29/01/2013, confirmei a suspensão de trabalhos e determinei o embargo da obra.

4.

O despacho de embargo acima indicado só pode ser levantado depois de cessar o motivo que o determinou, em conformidade com o preceituado no nº 9 do artigo 88º do RSCI.

5.

A continuação dos trabalhos depois do embargo, notificado pelo presente edital, sujeita os donos, responsáveis e executores da obra (quer sejam empreiteiros ou tarefeiros) às penas do crime de desobediência qualificada, nos termos do nº 6 do artigo 88º do RSCI.

6.

Sendo as escadas e corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no nº 4 do artigo 10º do RSCI. Além disso a janela e a varanda acima referidas são consideradas como ponto de penetração para realização de operações de salvamento de pessoas e de combate a incêndios, não podem as mesmas ser dificultadas com elementos fixos ( gaiolas, grelhagens, etc.), de acordo com o disposto no nº 12 do artigo 8º. As alterações introduzidas pelo infractor nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto caminhos de evacuação e ponto(s) de penetração no edifício e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, a obra executada não é susceptível de legalização pelo que terá necessariamente de ser determinada pela DSSOPT a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada.

7.

Nos termos do no 3 do artigo 87o do RSCI, a infracção ao disposto no no 4 do artigo 10o é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas, e nos termos do no 7 do mesmo artigo, a infracção ao disposto no no 12 do artigo 8o, é sancionável com multa de $2 000,00 a $20 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o no 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou segurança do edifício.

8.

Considerando a matéria referida nos pontos 6 e 7 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data de publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no nº 1 do artigo 95º do RSCI.

9.

O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.o 33, 15.º andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227).

10.

Nos termos do artigo 97º do RSCI e das competências delegadas pelos nos 1 e 4 da Ordem Executiva nº 124/2009, publicada no Boletim Oficial da RAEM, Número Extraordinário, I Série, de 20 de Dezembro de 2009, da decisão referida no ponto 3 do presente edital cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 8 (oito) dias contados a partir da data de publicação do presente edital.

11.

O recurso referido no número anterior não tem efeito suspensivo, devendo por isso a obra manter-se embargada.

Uma década de saudade sabilidade, entre outras, as de presidente do Leal Senado de Macau, presidente da Comissão de Implementação da Língua Chinesa na Administração de Macau e membro do Conselho Judiciário de Macau. Foi fundador da Companhia de Electricidade de Macau e ainda presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) , presidente da delegação de Macau da Cruz Vermelha Portuguesa e presidente do Comité Olímpico de Macau. Foi também deputado à Assembleia Legislativa, em duas legislaturas distintas: em 1980-1984, eleito por sufrágio directo pela lista da Associação para a Defesa dos Interesses de Macau

Construção de um Em curso compartimento não autorizado com cobertura metálica, paredes em alvenaria de tijolo e janela no terraço sobrejacente à fracção, bem como execução da obra de renovação do mesmo compartimento. Instalação de gaiola metálica Concluída junto às janela e varanda da fracção na fachada do edifício.

Infracção ao RSCI e motivo da demolição Infracção ao nº 4 do artigo 10º, obstrução do caminho de evacuação.

2.

Joaquim Morais Alves (1923-2003)

ez ontem dez anos que faleceu o comendador Joaquim Morais Alves, distinta figura da comunidade portuguesa local, cuja influência em Macau se fez sentir ao longo de muitas décadas. Joaquim Morais Alves foi secretário-geral da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), sendo um dos colaboradores próximos de Stanley Ho. Natural de Vila Real, veio para Macau com 16 anos e aqui ficou até o último dia da sua vida em 27 de Março de 2003. Os seus amigos chamavam-lhe “Macaense dos Trás-os-Montes”. Sempre dedicado às mais variadas formas a vida pública desempenhou funções de grande respon-

Situação da obra

Aos 11 de Março de 2013 A Subdirectora dos Serviços Engª Chan Pou Ha

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nacional

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Taiwan Sismo de 6,1 causa um morto e 19 feridos

A fatalidade de Nantou

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ma mulher morreu e pelo menos outras 19 pessoas ficaram feridas e inúmeros edifícios sofreram danos na sequência do sismo de 6,1 na escala de Richter, que sacudiu ontem o centro da ilha de Taiwan. O terramoto, que ocorreu a 15,4 quilómetros de profundidade, abalou Taiwan pelas 10:03 locais, tendo o epicentro sido localizado a 38,4 quilómetros a este do distrito central de Nantou, informou o Serviço Meteorológico Central da ilha. A única vítima confirmada é uma mulher de 72 anos que morreu na sequência do desabamento do muro de um templo em Nantou, indicou o Serviço Nacional de Bombeiros de Taiwan. A agência indicou ainda ter recebido cinco informações de pessoas presas em elevadores du-

rante o sismo, mas que entretanto conseguiram pôr-se a salvo. A estação de televisão por cabo SET TV mostrou imagens de uma mulher em Nantou a ser transportada de ambulância depois de ter sido atingida na cabeça por fragmentos do tecto de um edifício. Muitos edifícios abanaram em Taipé, na sequência do abalo sísmico. Imagens de televisão mostraram também crianças numa escola em Nantou a abandonarem as salas de aula durante o terramoto. A empresa do comboio de alta velocidade de Taiwan informou também ter suspendido os comboios até à inspecção da segurança, e o metro na capital, Taipé, esteve temporariamente interrompido. A região de Nantou foi o epicentro de um terramoto de magnitude 7,6 em Setembro de 1999, que ma-

Brics Banco Mundial quer actuar ‘estreitamente’ com novo banco

Pyongyang China planeia aumentar ligações

A atracção dos mais fortes O

Banco Mundial (BM) afirmou nesta quarta-feira que está pronto para trabalhar “estreitamente” com o novo banco de fomento criado pelos emergentes reunidos no Brics, integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “Celebramos a criação por parte dos Brics de um banco de desenvolvimento e estamos prontos para trabalhar estreitamente com esta nova enti-

dade para acabar com a pobreza”, destacou o BM. Nesta terça-feira, na cidade sul-africana de Durban, os países emergentes anunciaram a criação de um banco de desenvolvimento para financiar infraestruturas e que permita ao grupo reduzir a dependência do Banco Mundial. O novo banco contará com um capital inicial de US$ 50 mil milhões, com cada país

contribuindo com cerca de US$ 10 mil milhões. “Colocar em funcionamento um banco de desenvolvimento é uma empresa de grande envergadura. Esperamos ter os detalhes sobre os meios de financiamento deste novo banco, o seu sistema de governação e a sua localização”, acrescentou o BM. “Esperamos poder compartilhar nossa experiência”.

Economia Crescimento pode desacelerar fortemente em 2030

O

Tempo para mudar

crescimento económico da China enfrenta correntes contrárias cada vez mais intensas e pode perder força de forma dramática nos próximos anos devido a um declínio da produtividade e ao envelhecimento da população, de acordo com estudo do Federal Reserve, banco central norte-americano. A tendência de crescimento pode diminuir gradativamente para cerca de 6,5 por cento em 2030, ou poderia cair de forma muito mais acentuada para um ritmo inferior a 1 por cento, se as forças que pesam sobre a

actividade económica actuarem de forma conjunta num “pior cenário possível”, segundo o estudo, publicado na segunda-feira na internet. Ao longo da última década, a economia chinesa cresceu cerca de 10 por cento ao ano em média. “A taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) é a soma do crescimento do emprego e do crescimento da produção por empregado. A China enfrenta desafios em ambas as categorias”, afirmou a autora Jane Haltmaier, conselheira sénior da divisão de Finanças Internacionais do Fed.

tou cerca de 2.400 pessoas, naquele que foi o pior desastre natural da história recente da ilha. Taiwan está localizada perto da junção de duas placas tectónicas e é atingida por terramotos regularmente. Uma pessoa ficou ferida, perto do epicentro do sismo, quando desabou o tecto de um edifício governamental, com o total de feridos a subir para 19, segundo informações mais recentes. A região de Nantou foi também o epicentro de um terramoto de magnitude 7,6, em Setembro de 1999, que matou mais de 2.400 pessoas, naquele que foi o pior desastre natural da história recente da ilha. Taiwan encontra-se localizada perto da junção de duas placas tectónicas, pelo que é atingida por terramotos regularmente.

O outro lado das sanções

O

governo da província chinesa de Jilin anunciou planos para reforçar ligações de transporte e comerciais com a Coreia do Norte, incluindo novos caminhos de ferro para a fronteira, mesmo após as promessas de Pequim de implementar as sanções mais rígidas da ONU contra os norte-coreanos. O plano do governo provincial de Jilin, no nordeste da China, apela para “acelerar a construção de caminhos de ferro de cidades-chave como Changchun até grandes cidades fronteiriças” e melhorar as ligações ferroviárias da cidade fronteiriça de Tumen até Rason e Chongjin na Coreia do Norte. O plano prevê a passagem “desimpedida” por meio de transporte ferroviário e marítimo. Há também uma proposta para abrir uma estrada que liga Tumen e a Coreia do Norte, de acordo com um comunicado publicado no site do governo na segunda-feira. O documento detalha os planos para reforçar os laços com outros países do Nordeste Asiático em 2020. Rason e Chongjin estão na costa nordeste da Coreia do Norte. Changchun, a capital de Jilin, está no centro da província, enquanto Tumen fica no nordeste, numa área étnica coreana autónoma.

No início deste mês, Pequim trabalhou com os EUA para criar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que visava coibir os esforços da Coreia do Norte de levantar fundos para financiar o seu programa nuclear. A cooperação industrial, conforme detalhado no plano de Jilin, não viola as sanções contra Pyongyang e pode desempenhar um papel positivo, afirmou Jin Qiangyi, director do Centro de Pesquisa da Ásia na Universidade de Yanbian, ao jornal estatal Global Times na quarta-feira. “Manter alguma pressão sobre a Coreia do Norte ao recorrer a sanções é necessário para impedir mais testes nucleares e com mísseis, mas a comunidade internacional também deve manter compromisso com Pyongyang e incentivá-la a integrar-se no mundo”, disse ele.


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região

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Coreia do Norte Dirigentes discutem “questões importantes”

Adivinha quem vem jantar? Guerra está a ser equacionada pelos generais, no dia em que foi cortada a linha directa com o Sul

O

s dirigentes da Coreia do Norte vão reunir-se nos próximos dias para decidir questões “importantes”, indicou ontem a agência oficial norte-coreana KCNA, sem precisar a data ou a natureza dos assuntos abordados, num momento de tensão na península. O comité central do partido comunista terá uma sessão plenária

antes do fim do mês para “discutir e decidir questões importantes, para o avanço vitorioso da revolução coreana”, anunciou a agência norte-coreana, citada pela AFP. Esta reunião marcará igualmente “um ponto de viragem” com vista à realização da ideologia norte-coreana, que assenta sobretudo na auto-suficiência económica. Segundo especialistas sul-coreanos, as decisões podem ser submetidas – e aprovadas – no parlamento do país, que se reúne na próxima segunda-feira. “Eles vão discutir a gestão da questão nuclear, as relações entre as duas Coreias e o pedido formulado há longa data pelo Norte para obter um tratado de paz com os

Filipinas Dez mortos e dois desaparecidos em naufrágio

Pelo menos dez pessoas morreram, seis foram resgatadas e outras duas permanecem desaparecidas, na sequência do naufrágio de uma embarcação num pântano no sul das Filipinas ocorrido há três dias, informaram fontes policiais. Os desaparecidos são duas crianças de três e cinco anos e estão a ser procurados pelas equipas de socorro a cerca de 960 quilómetros a sul de Manila, noticiou a televisão GMA, citada pela agência Efe. O naufrágio ocorreu na segunda-feira, quando familiares e amigos regressavam a casa depois de participarem numa festa.

Estados Unidos”, avançou Yang Moo-Jin, professor na universidade dos Estudos norte-coreanos em Seul.

Objecto suspeito cria falso alarme

O exército da Coreia do Sul activou ontem o nível de alerta máximo depois de detectar um objecto não identificado em Hwacheon, perto da fronteira com a Coreia do Norte, e anulou-o horas mais tarde, ao confirmar ser falso alarme. As forças armadas sul-coreanas decretaram à primeira hora do dia o nível de alerta “Jindogae 1” – emitido para fazer frente a uma possível intrusão de guerrilhas da Coreia do Norte – e cancelaram-no

ao descartar a presença de elementos suspeitos, indicou à agência Efe um porta-voz da Defesa de Seul. Um soldado da Coreia do Sul, que vigiava um posto militar em Hwacheon, a 118 quilómetros a nordeste de Seul, lançou uma granada contra o “objecto não identificado” depois de o detectar pelas 02:30 da manhã (15:00 de terça-feira em Lisboa), segundo a fonte. O falso alarme ocorreu num momento de elevada tensão, depois de na terça-feira a Coreia do Norte colocar os seus mísseis e unidades de artilharia em “posição de combate”, com mira apontada aos Estados Unidos e Coreia do Sul, segundo a agência norte-coreana KCNA.

Tailândia Grupo separatista apresenta condições

O

Paz à nossa maneira

grupo Barisan Revolusi Nasional (BRN) apresentou ao governo tailandês nove condições para negociar a paz duradoura no sul da Tailândia, onde já morreram mais de 5.300 pessoas desde o reinício do conflito em 2004, informou ontem a imprensa local. O BRN vai enviar cinco membros para as negociações de paz entre ambas as partes, a iniciar amanhã na capital da Malásia. O grupo rebelde reivindicou, em primeiro lugar, que o governo da Tailândia envie apenas representantes designados às negociações, exigindo que se reconheça a identidade, raça e língua do povo malaio, habitante do sul da Tailândia com raízes malaias. Além disso, pede a retirada

das tropas do exército tailandês da região e a revogação do estado de emergência, para estabelecer forças de paz locais, que assumam tarefas de segurança. Outras condições são que as regiões do sul da Tailândia sejam administradas sob um regime especial e que a Tailândia e Malásia

implementem um órgão estável para continuar com o diálogo para evitar interrupções devidas à mudança de governo. Em sétimo lugar, a Tailândia deve garantir que o diálogo prosseguirá sem a intervenção do organismo dos Países Islâmicos e da União Europeia.

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Pyongyang corta linha directa A Coreia do Norte cortou ontem a linha de comunicação directa com a Coreia do Sul, numa altura de elevada tensão militar entre os dois países. “Na actual situação em que a guerra pode começar a qualquer momento, não há necessidade de manter as comunicações militares Norte-Sul”, disse um oficial citado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA. “A partir de agora, as comunicações militares Norte-Sul serão cortadas”, acrescentou. A Coreia do Norte tinha, há algumas semanas, cortado a linha directa com a Cruz Vermelha, usada por ambos os governos para comunicar na ausência de relações diplomáticas. O corte da linha militar pode afectar as operações no complexo industrial de Kaesong estabelecido por Seul na Coreia do Norte, já que a ligação era usada para organizar o movimento de pessoas e de veículos, reportou a AFP.

O BRN reclama uma amnistia para todos os grupos insurgentes e, por fim, pede um modelo de administração parecido ao de Aceh, na Indonésia. O Barisan Revolusi Nasional é considerado pelos analistas como um entre diversos grupos de rebeldes muçulmanos no sul de Tailândia. Fontes militares tailandesas indicaram que esta organização não controla todos os grupos insurgentes, sobretudo os mais activos nos actos de violência, segundo o diário “Bangkok Post”. Os atentados em Pattani, Narathiwat e Yala, repetem-se a um ritmo quase diário apesar do destacamento de cerca de 40.000 efectivos das forças de segurança. Os rebeldes denunciam a discriminação pela maioria budista do país e exigem a criação de um Estado islâmico que integre as três províncias, que configuram o antigo sultanato de Pattani, anexado pela Tailândia há um século.


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Companhia de Telecomunicações de Macau, S.A.R.L. Relatório da Administração Exercício findo em 31 de Dezembro de 2012 Exmos. Senhores Accionistas Os Administradores têm o prazer de apresentar o Relatório Anual sobre a demonstração da posição financeira da Companhia de Telecomunicações de Macau, S.A.R.L. (“CTM” ou a “Empresa”) e as correspondentes demonstrações de resultados, para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2012.

Ao longo de 2011, a base de clientes de banda larga telemóvel continuou a crescer, alcançando cerca de 34% para 165.512 (2011: 123.079) clientes. Internet A base total de clientes Internet aumentou 5% no ano, para um total de 145.120 (2011: 138.222) subscritores, com 11% dos clientes existentes a optar por melhorar para pacotes de serviços com maior capacidade de banda.

GENERALIDADES

Reserva Legal

A economia de Macau

De acordo com o Artº 432 do Código Comercial, a reserva legal deve corresponder a um quarto do capital social da Empresa. Não houve necessidade de dotações à reserva legal em 2012.

No período de nove meses findo a 30 de Setembro de 2012, o crescimento do PIB de Macau manteve-se nos 10%, representando um decréscimo relativamente ao crescimento de 22% em 2011. As razões principais para o abrandamento podem ser atribuídas ao decrescimento do sector do jogo e ao número de visitantes/turistas, dado o menor crescimento no PIB da China continental e ao ambiente económico turbulento na Europa e nos EUA. O crescimento do PIB em 2012 continuou a ser conduzido principalmente pelas indústrias do jogo e do turismo. PRINCIPAIS ACTIVIDADES E NEGÓCIOS EM REVISTA A CTM continuou a operar os serviços públicos de telecomunicações de Macau, de acordo com o Contrato da Concessão, revisto em Novembro de 2009. De acordo com os termos dessa revisão, a CTM reteve direitos para continuar a prestar os serviços fixos locais e internacionais de troca de voz numa base não exclusiva, sem interrupção, por um período de 5 anos, de 1 de Janeiro de 2012 a 31 de Dezembro de 2016, renovável por outro período de 5 anos, até 31 de Dezembro de 2021. O segundo período de 5 anos será automaticamente concedido no final de 2016 excepto na eventualidade de violação séria pela CTM com as principais leis e regulamentos ou por imperativas razões de interesse público, devidamente justificadas. Na sequência do acto legislativo que conduziu à liberalização das redes de telecomunicações públicas fixas, no início de 2012, o Governo lançou um concurso público para as respectivas licenças de utilização. Como resultado deste processo de licenciamento, o Governo emitirá futuramente uma licença para um novo operador de comunicações fixas, enquanto à CTM será dada automaticamente uma licença similar. As novas licenças serão válidas até 31 de Dezembro de 2021, cobrindo o fornecimento de largura de banda a operadores de telecomunicações, devidamente autorisados, e serviços de circuitos alugados locais e internacionais e de centro de dados. Os restantes serviços da CTM de rede fixa – essencialmente serviços locais e internacionais de voz – continuarão a ser prestados numa base não exclusiva e sob os termos do Acordo de Concessão. A CTM mantém uma licença para prestar serviços de Telemóvel GSM 2G e WCDMA 3G em concorrência com outros três operadores. A licença como operador móvel é válida até Junho de 2015 e renovável. A Empresa mantém também uma licença para operar serviços de Internet, válida até Abril de 2013. A CTM já solicitou renovação da licença, pedido que está a ser avaliado pelas autoridades governamentais. Os rendimentos da Empresa no ano findo em 31 de Dezembro de 2012 alcançaram um máximo recorde, 4.920 milhões de Patacas, representando um aumento de 24% em relação aos equivalentes de 3.981 milhões de Patacas do ano anterior. Este aumento nos rendimentos foi fortemente impulsionado pelas vendas de equipamento de telemóveis, reflectindo um crescimento de 66% face o ano anterior. Excluindo as vendas de equipamento de telemóveis, os rendimentos decresceram em 3% durante 2012, devido principalmente à diminuição das soluções empresariais como resultado da natureza cíclica do desenvolvimento dos negócios de casino/hotelaria. Os rendimentos dos serviços móveis aumentaram 10%, os rendimentos dos circuitos alugados aumentaram 20%, e os rendimentos dos serviços de internet cresceram 4%. Por outro lado, os rendimentos dos serviços internacionais fixos de voz decresceram 17% enquanto os rendimentos dos serviços locais fixos de voz permaneceram estáveis face ao ano anterior. Em virtude do forte crescimento nas vendas de equipamentos de telemóveis, os custos de vendas para a Empresa aumentaram também em cerca de 40% relativamente ao último ano. Em resultado da inflação e da pressão de crescimento nos salários derivada das restrições às condições do mercado de trabalho, as despesas operacionais da Empresa cresceram cerca de 2% face ao ano anterior. Em linha com o acima exposto, o lucro de 2012 foi de 969 milhões de Patacas, reflectindo um aumento de 4%, face ao ano anterior. A Empresa investiu 339 milhões de Patacas em projectos de investimentos de capital durante o ano, o que representa um aumento de 52 milhões de Patacas em comparação com o último ano. Os projectos mais significativos do Grupo durante o ano de 2012 incluíram a expansão da rede móvel WCDMA 3G, a expansão das Redes de Circuitos Alugados, a expansão da Banda Larga da Rede da Internet, e a abertura de novas lojas de atendimento a clientes. Rede fixa Durante o período findo em 31 de Dezembro de 2012, foram recebidos 13.589 (2011: 15.560) pedidos de novas linhas de rede. O número total de instalações durante o ano foi de 13.784 (2011: 15.511), compreendendo 8.367 novas linhas de rede e 5,417 remoções externas. O número de linhas diminuiu em cerca de 3.777 (2011: 2.064) após considerados 17.561 cancelamentos (2011: 17.575). A dimensão total do sistema no fim do ano era de 162.533 (2011: 166.310) linhas. As chamadas telefónicas internacionais com origem em Macau totalizaram 133 milhões de minutos em 2012, representando um aumento de 6% quando comparadas com 2011. As chamadas telefónicas internacionais recebidas, terminadas em Macau, totalizaram 167 milhões de minutos em 2012, representando um decréscimo de 5% em relação com 2011.

Administradores Os Administradores durante o ano e até à data deste relatório são: - - - - - - - - - -

Sr. William Anthony Rice – Presidente Sr. Poon Fuk Hei - Administrador Delegado Sr. Timothy Lincoln Pennington, representante da Sable Holding Limited Sr. Francisco José Azevedo Padinha, representante da PT Comunicações, S.A. até 7 de Março de 2012 Sr. Luis Filipe Saraiva Castel-Branco de Avelar, representante da PT Comunicações, S.A. a partir de 7 de Março de 2012 Sr. Yuen Kee Tong, representante da CITIC Telecom International Holdings Limited Sr. Lau Wai Meng, representante da Direcção dos Serviços de Correios Sr. Carlos Manuel Mendes Fidalgo Moreira da Cruz Sr. Ip Ming Wong Sr. Nicholas Ian Cooper

Conselho de Supervisão Os Membros deste Conselho durante o ano e até à data deste relatório são: - - - - -

Sra. Belinda Holly Yvette Bradberry – Presidente Sra. Maria Teresa Jordão Pereira Neves Sra. Chong Vun Leng Sr. David Chan Tin Wai Sr. Ian James Lawson

Pelo Conselho de Administração

Poon Fuk Hei Administrador Delegado 4 de Fevereiro de 2013

Relatório dos Auditores Independentes sobre Informação Financeiras Resumidas Para os accionistas da Companhia de Telecomunicações de Macau, S.A.R.L. Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras da Companhia de Telecomunicações de Macau, S.A.R.L. (a “Empresa”) relativas ao ano de 2012, nos termos das Normas Internacionais de Auditoria. No nosso relatório, datado de 4 de Fevereiro de 2013, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às demonstrações financeiras. As demonstrações financeiras que auditámos, preparadas de acordo com Normas Internacionais de Relato Financeiro (ou NIRF - International Financial Reporting Standards ou IFRS), integram as demonstrações da posição financeira em 31 de Dezembro de 2012, a demonstração de resultados, a demonstração do rendimento integral, a demonstração das alterações no capital próprio e a demonstração de fluxos de caixa para o ano então findo, bem como um resumo das principais políticas contabilísticas adoptadas e outras notas explicativas. As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras anuais auditadas da Empresa. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas da Empresa. Para a melhor compreensão da posição financeira da Empresa e dos resultados das suas operações, assim como o âmbito abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações financeiras das quais as mesmas resultam e com o respectivo relatório de auditoria.

Telemóveis A penetração no mercado dos telemóveis em Macau chegou a cerca dos 275% nos finais de 2012. Ao mesmo tempo a base de clientes de telemóvel da Empresa aumentou cerca de 18% para 745.460 clientes (2011: 633.936).

KPMG Macau, 4 de Fevereiro de 2013

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Companhia de Telecomunicações de Macau, S.A.R.L. Demonstração de Resultados Para o ano findo em 31 de Dezembro de 2012 (Valores em Patacas de Macau) Rédito

2012 2011 4.920.261.058

3.980.726.680

481.178

375.418

(3.561.251.517)

(2.667.708.508)

1.359.490.719

1.313.393.590

12.134.025

5.953.184

Depreciação e amortização

(270.496.446)

(260.604.080)

Lucro antes de impostos

1.101.128.298

1.058.742.694

Impostos sobre lucros

(131.799.789)

(125.148.206)

969.328.509

933.594.488

Outros rendimentos líquidos Despesas e custos operacionais Resultado antes de juros, impostos e depreciação Receitas financeiras

Lucro líquido do ano

Demonstração da posição financeira) Em 31 de Dezembro de 2012 (Valores em Patacas de Macau)

Activo não-corrente Activos fixos tangíveis Activos intangíveis Investimentos financeiros – afiliadas Activos por impostos diferidos Contas a receber a longo prazo

2012 2011 896.347.043 6.274.317 10.324 10.790.170 750.000 914.171.854

827.226.244 6.871.871 10.324 10.320.526 750.000 845.178.965

124.505.069 243.348.875 45.510.348 838.133.475 18.774.418 14.857.605 86.639.737 557.057.179 1.928.826.706

128.744.321 208.357.332 31.166.196 639.719.180 13.757.761 13.060.516 135.265.928 733.215.206 1.903.286.440

Passivo corrente Adiantamentos de clientes Fornecedores Contas a pagar ao Sector público estatal Partes relacionadas Acréscimos de custos e outras contas a pagar Adiantamentos por conta de vendas Impostos a pagar

5.214.273 268.602.158 22.300.869 12.997.743 338.178.329 193.821.129 135.337.571 976.452.072

8.302.239 241.420.242 20.168.299 12.283.949 326.390.827 177.992.364 130.504.541 917.062.461

Activo corrente líquido

952.374.634

986.223.979

84.760.582

80.846.881

1.781.785.906

1.750.556.063

Activo corrente Inventários Contas a receber de Clientes Gastos adiantados Empréstimos a afiliadas A receber de empresas do Grupo Outras contas a receber Acréscimos de proveitos Caixa e seus equivalentes

Passivo não corrente Responsabilidades líquidas com o plano de reformas com benefícios definidos ACTIVO LÍQUIDO TOTAL

2012 2011

Capital e reservas Capital Reserva legal Reserva de contribuição de capital Lucros retidos

150.000.000 37.500.000 11.224.642 1.583.061.264

150.000.000 37.500.000 11.224.642 1.551.831.421

CAPITAL PRÓPRIO

1.781.785.906

1.750.556.063

Pelo Conselho de Administração

Poon Fuk Hei Administrador Delegado

Ip Ming Wong Administrador

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reportagem

Com o crescimento económico, cada vez mais trabalhadores nãoresidentes vêm da China para Macau procurar emprego. Alguns também foram estudantes nas universidades locais ou em Hong Kong. O Hoje Macau falou com quatro tipos destes trabalhadores e tentou perceber o que pensam da RAEM, talvez agora a sua segunda terra

quinta-feira

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tiago alcântara

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Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

N

atural de Zhu-hai, Melody Cheong é a que tem uma opinião mais negativa sobre a RAEM. Jornalista, dantes trabalhava em Hong Kong mas agora prefere Macau porque o seu actual patrão lhe proporciona melhores condições de trabalho, se comparadas com as que tinha na ex-colónia britânica, onde estudou e já trabalhava há um ano. “No início pensava que Macau era uma sociedade mais simples, se comparada com Hong Kong. Mas, também devido ao seu limite espacial, torna-se num sítio mais familiar”. Mas o que à partida poderia ser um aspecto positivo, para os não-residentes, torna-se negativo. “Os não-residentes como eu não têm sentimento de pertença. Por outro lado, os residentes locais beneficiam do proteccionismo local, não deixam os outros grupos participar, é sempre a mesma comunidade. Parecem pensar que os recursos locais são limitados e que nós estamos aqui para os roubar.” Melody refere que em Hong Kong os profissionais como ela, jornalista, são tratados muito melhor do que em Macau: “Aqui não somos respeitados, tratam-nos como trabalhadores das obras, somos todos iguais e temos o mesmo nome: trabalhadores não-residentes. Para além de me registar na Imigração, em muitos locais como os restaurantes ainda me perguntam: é residente local?

O que pensam os trabalhadores não-residentes chineses de Macau?

Razões que a razão bem conhece Isto raramente me aconteceu em Hong Kong, aqui tratam-nos doutra maneira. Existe alguma xenofobia.” Em Hong Kong, opina, quem tem capacidade pode obter um emprego, para além dos cargos no Governo, “mas em Macau a capacidade de trabalho não tem tanta importância.” Melody comentou também a indústria mais importante da cidade: o jogo. “A indústria do jogo nunca pára de trazer mais lucros para Macau, até um ponto que posso descrever como ‘horrível’. Para mim parece uma bolha, porque a estrutura do merca-

do é muito concentrada e as políticas tendem a protegê-la. Não sei se um dia esta bolha vai explodir, mas como sou não-residente, também não me preocupa muito. Já tenho residência de Hong Kong e, como Macau não tem política que permita aos trabalhadores não-residentes obter residência, não penso ficar aqui. Se as condições de imigração em Macau fosse iguais às de Hong Kong, também não escolheria Macau, devido as razões que mencionei.” Mas Melody não quer, para já, sair de Macau porque a sua família mora ao lado, em Zhuhai, e porque o seu actual

“Os não-residentes como eu não têm sentimento de pertença. Por outro lado, os residentes locais beneficiam do proteccionismo local, não deixam os outros grupos participar, é sempre a mesma comunidade. Parecem pensar que os recursos locais são limitados e que nós estamos aqui para os roubar”

emprego lhe proporciona melhores condições do que as que tinha em Hong Kong.

Fraca ambição dos locais é uma oportunidade

Outro trabalhador não-residente, Jiang Haitao, refere que, como estudou na universidade local, tem relação mais próxima com Macau. “Uma vez que se está nesta na cidade ganha-se com ela uma relação mais emocional. Além disso, penso que Macau proporciona um ambiente onde é mais simples arranjar emprego.” Comparando com o ambiente do Continente, “aqui não preciso de ter guanxi (rede de relações sociais) para procurar um emprego. Ou seja, uma pessoa como eu que não tem guanxi na cidade consegue, ainda assim, arranjar um emprego, sem entrar em áreas cinzentas.” Para Jiang, o mercado de emprego em Macau é relativamente pequeno, mas

suficientemente grande para um início de carreira: “Macau tem um defeito: há muitas pessoas estúpidas mas o Governo tem muito, muito dinheiro. Apesar de gostar da cultura local, a falta de competição no trabalho é também uma razão para eu continuar em Macau.” Com 30 anos, vai abrir uma delegação, com residentes locais e de Hong Kong, de uma empresa de produtos tecnológicos, sediada na China. “Começaremos na segunda metade deste ano, ainda estou na fase de lançamento, mas Macau dá-me esta oportunidade única para realizar o meu sonho. Seria muito mais difícil noutras cidades, porque maioria dos residentes de Macau não tem ambição.” Jiang apontou que outro aspecto que ele não gosta e também não entende bem: “Os residentes locais não têm objectivos na vida, para além de serem funcionários públicos ou trabalharem em casinos. As pessoas aqui pa-

“Aqui não preciso de ter guanxi (rede de relações sociais) para procurar um emprego. Ou seja, uma pessoa como eu que não tem guanxi na cidade consegue, ainda assim, arranjar um emprego, sem entrar em áreas cinzentas” recem estar já satisfeitas com a sua situação, procuram uma vida fácil e sem desafios, e sentem-se felizes com isso. Para nós, não-residentes, como nos chamam, tudo isto é inconcebível.” “A sua visão é limitada”, afirma, mas vê estas limitações dos locais como uma oportunidade: “Se um dia os residentes se tornassem mais positivos, como têm priori-


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“Macau tem um defeito: há muitas pessoas estúpidas mas o Governo tem muito, muito dinheiro. Apesar de gostar da cultura local, a falta de competição no trabalho é também uma razão para eu continuar em Macau”

dade, já não haveriam tantas oportunidades para nós.”

O cheque causa inveja

Alice Yang, funcionária da Air Macau, considera que ficar na RAEM é uma escolha lógica depois de aqui ter estudado. Embora tenha estado um ano em Hong Kong para terminar o mestrado, preferiu trabalhar em Macau, depois da sua graduação. Natural de Hangzhou, uma cidade chinesa a sul de Xangai, revela: “Foi um acaso eu ter encontrado emprego em Macau quando ainda estava a estudar em Hong Kong. Fiquei mais tempo aqui, durante a minha licenciatura e a cidade é-me mais familiar. Também estou a considerar imigrar para aqui definitivamente. A opinião que se tem de Macau depende da cidade donde a pessoa é. Eu sou de Hangzhou, embora seja uma cidade boa na China Continental, Macau é atraente para mim: os serviços sociais são bons, o Governo dá anualmente um cheque para todos os residentes, o que é invejado pelos residentes das outras cidades chinesas.” Além dos aspectos positivos, Alice também apontou algumas desvantagens: “Os sistemas não são desenvolvi-

reportagem

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dos, a cidade é pequena e as casas são muito caras. O preço de habitação não foi sempre tão alto, ao contrário de Hong Kong, só subiu quando a economia cresceu nestes últimos dez anos houve um aumento incrível dos preços da habitação. A minha preocupação é que Macau só tem o sector do jogo e do turismo, sendo o jogo a indústria principal. Se um dia esta indústria sofre uma crise, os outros sectores ficarão muito mal, quase sem negócio.” Além da sociedade, Yang lembra-se ainda dos colegas da faculdade: “Os estudantes de Macau são menos ambiciosos. Na faculdade, embora exista gente local que estuda muito, a grande maioria não estuda, porque as notas para eles não são tão importantes. Macau é uma cidade muito fácil de encontrar um emprego.” Também, na sua opinião, os seus colegas residentes são fiéis aos seus locais de trabalho: “Os residentes locais estão sempre a mudar de emprego. Eles não têm limitações como os trabalhadores não-residentes, não lhes é difícil procurar um emprego com salário mais alto, e esse facto causa um alto nível de fluidez nos cargos. Ouvi dizer que os cargos no Governo e casinos são os que mais os atraem, tanto em termos de salário como de bem-estar.” Em relação ao futuro de Macau, Alice deixa uma preocupação particular: “A falta de tecnologia, finanças e altos estudos torna Macau menos competitivo que Hong Kong. Faltam as indústrias relevantes, não há recursos humanos e espaço para a pesquisa académica. Assim, quando o

desenvolvimento só depende do jogo, é perigoso e fraco.”

Uma sociedade mais harmoniosa

Qin Wen, uma graduada da Universidade de Macau, casou-se com um colega da Faculdade, que é residente, e decidiu continuar aqui a sua vida. Dois anos passaram e ainda não obteve o BIR da RAEM porque quis continuar a ser considerada residente de Xangai. Trabalha num escritório de advogados como uma trabalhadora não-residente. “Como sou de uma super-cidade da China Continental, penso que o sistema jurídico e muitos outros sistemas aqui em Macau são fracos. A eficácia de muitos sectores é baixa mas as pessoas estão satisfeitos com a situação actual.” Qin queixa-se de que não existem locais de lazer em Macau. “Para além da minha família, se calhar a única razão que me faz gostar de estar aqui é ser mais fácil ir a outras cidades como, por exemplo, Hong Kong e Zhuhai. Como sou de Xangai, porque a cidade é muito desenvolvida, não tenho vontade sair da região porque as cidades vizinhas são menos desenvolvidas. Macau é como uma lugar de transferência, sinto mais vontade de visitar as cidades vizinhas, porque têm uma cultura diferente. Não é como Xangai, as regiões à volta têm uma cultura quase igual.” Porque casou e trabalha com residentes de Macau, Qin Wen pensa que as pessoas locais são mais maduros e dão mais atenção à família: “Os jovens aqui são mais bem-educados porque contactam mais cedo com a sociedade do que os do Continente, e porque arranjam sempre um part-time, antes mesmo de acabarem os estudos, são mais independentes.” Isto também é um aspecto contrário ao que se passa com os jovens do Continente. Os que nasceram depois de 1980 são demasiado mimados pelos seus pais porque o Estado não deixa ter mais filhos. Logo, não sabem conviver com as pessoas fora da família, e causam muitos conflitos no trabalho. “Sinto menos pressão no trabalho em Macau. Já trabalhei numa empresa

“A falta de tecnologia, finanças e altos estudos torna Macau menos competitivo que Hong Kong. Faltam as indústrias relevantes, não há recursos humanos e espaço para a pesquisa académica. Assim, quando o desenvolvimento só depende do jogo, é perigoso e fraco”

do Continente nas férias de Verão e o ambiente do trabalho é totalmente diferente. Gosto mais de trabalhar aqui, os colegas são mais próximos, a sociedade é mais harmoniosa. Mesmo no hospital, os médicos e enfermeiras são muito mais humanos.”

Não há escolas boas para as crianças

Contudo, quando olha para a sua vida pessoal no futuro, fica preocupada: “Vou ter um bebé e ele vai estudar aqui em Macau, mas não há nenhuma escola que eu goste. Muitas das boas escolas separam os meninos das meninas. Acho que colegas do mesmo sexo não é bom para o crescimento da criança. Para as escolas internacionais? Tenho medo que os alunos lá cresçam demais cedo, não queria o meu filho a contactar com os assuntos como sexo tão cedo na escola. Isto é uma questão de cultura.” Qin refere que, quando era estudante, deu explicações a alunos de uma importante escola chinesa, e pensa que os alunos ali são mais inteligentes e sabem mais do que os doutras escolas. “Porém, as suas personalidades não são boas, não queria o meu pub

“Os residentes de Hong Kong estão sempre a manifestar-se quando as políticas não lhes trazem benefícios, mas os manifestantes não pensam que se calhar a lei beneficia a maioria dos residentes, só não é tão boa para alguns. Mas estes “alguns” nunca aceitam perder nada. Os residentes de Macau são mais simples e moderados” filho ficasse como eles. É uma educação orientada para os exames. Ou seja, o ensino é mais como o do Continente, os alunos sabem mais mas não são felizes na escola.” Além da preocupação com o sistema de educação, a futura mãe também está preocupada com a pornografia perto das escolas. “Em qualquer cidade do Continente, não se encontra tantas promoções de pornogra-

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fia na rua. Mas aqui em Macau, mesmo ao lado da escola, existem folhetos em todos os lados.”

Futuro optimista?

Qin Wen considera que Macau ainda tem muito espaço para crescer. “A cidade junto ao mar tem mais facilidade para se desenvolver, Hong Kong e Xangai são assim. Embora Macau tenha mais oportunidades do que as cidades interiores em trocas culturais, não as usou bem no passado, talvez por causa do grau de satisfação dos residentes e do Governo. Mesmo assim, acredito que Macau terá um bom futuro. Prefiro viver aqui do que em Hong Kong que é uma sociedade mais realista. Toda a gente se dedica aos seus interesses e é difícil arranjar um amigo real. Os residentes de Hong Kong estão sempre a manifestar-se quando as políticas não lhes trazem benefícios, mas os manifestantes não pensam que se calhar a lei beneficia a maioria dos residentes, só não é tão boa para alguns. Mas estes “alguns” nunca aceitam perder nada. Isto, para mim, é uma falta de espírito de sacrifício no interesse do todo. Só pensam no seu interesse. Os residentes de Macau são mais simples e moderados.”


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Aviso

Pedido de concessão do direito de uso de gavetas-ossário desocupadas, por transferência, nos cemitérios municipais

Tendo em consideração as necessidades apresentadas pela população de Macau, foi determinada a concessão do direito de uso, em segunda mão, de cinquenta e nove (59) gavetas-ossário desocupadas, por transferência, nos Cemitérios de Nossa Senhora da Piedade a partir do dia 15 de Abril do corrente ano.

ANÚNCIO 【N.º 64/2013】

No 1

MH-00990

6

1

2ª

2

3

MH-01265

8

8

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5

MH-01450

8

7

7

MH-01953

8

9

MH-02980

SO HUNG HOI IAM PUI

N.º do boletim de candidatura 5045120 5025825

Nome LEI WENG PAN TAI LONG HAP

N.º do boletim de candidatura 5039405 5005159

11

De acordo com o n.º 2 do artigo 9.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe Executivo n.º 296/2009, para nova verificação, se os candidatos preenchem os requisitos de candidatura ao arrendamento de habitação social, o Instituto de Habitação (IH) informou-os por meio de ofício, para que sejam entregue os documentos indicados no prazo fixado, mas os interessados acima referidos não entregaram os documentos dentro do prazo fixado e não constaram os cônjuges dos mesmos boletins de candidatura, pelo que não reúnem nos termos dos n.º 3 do artigo 9.º do mesmo regulamento e n.º 3 do artigo 3.º do Regulamento Administrativo n.º 25/2009 (Atribuição, Arrendamento e Administração de Habitação Social). Tendo este Instituto publicado um anúncio na imprensa de língua chinesa e língua portuguesa, no dia 28 de Fevereiro de 2013, a solicitar aos interessados acima mencionados para apresentarem por escrito as suas contestações pelos factos acima referidos no prazo de 10 (dez) dias a contar da data de publicação do referido anúncio, mas não fizeram a entrega das suas contestações dentro do prazo indicado. Nos termos dos n.º 1 do artigo 46.º do Regulamento Administrativo n.º 25/2009 (Atribuição, Arrendamento e Administração de Habitação Social), e artigo 5.º, n.º 3 do artigo 9.º, alíneas 1) e 2) do artigo 11.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe Executivo n.º 296/2009 e n.º 2 do artigo 9.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe Executivo n.º 296/2009, revisto pelo Despacho do Chefe Executivo n.º 141/2012, assim como do despacho do signatário, exarado na Informação n.º 0669/DAHP/DAH/2013, as respectivas candidaturas foram excluídas da lista geral de espera. E de acordo com o disposto no n.º 21 do Despacho n.º 09/IH/2012, revisto pelo Despacho n.º 20/IH/2012, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 25, II Série, de 20 de Junho de 2012 e no artigo 155.º do Código do Procedimento Administrativo, cabem recurso hierárquico necessário da respectiva decisão adminstrativa, ao Presidente deste Instituto, no prazo de 30(trinta) dias a contar da data de publicação do presente anúncio, o recurso hierárquico tem efeito suspensivo. O Chefe do Departamento de Assuntos de Habitação Pública, Subst.º

No da No da Posição* Classe gaveta-ossário Camada MH-01161

6

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MH-01328

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MH-01456

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8

2ª

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MH-01954

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2ª

6

3

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MH-03023

6

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MH-03761

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1ª

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MH-04023

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7

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MH-04177

7

7

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MH-04595

8

1

2ª

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MH-04625

6

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MH-04959

8

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MH-05189

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1

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MH-05615

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MH-05646

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MH-05741

8

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MH-05805

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MH-06009

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MH-06047

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MH-06342

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MH-06553

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MH-06669

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MH-06840

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MH-06923

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MH-06931

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MH-07214

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MH-07216

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1ª

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MH-07264

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MH-07290

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MH-07293

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MH-07304

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MH-07342

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MH-07351

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MH-07722

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MH-07774

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MH-07958

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1ª

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MH-07997

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MH-08154

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1ª

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MH-08195

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MH-08333

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MH-08471

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MH-08618

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1ª

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MH-08955

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MH-09094

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MH-09212

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MH-09270

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MH-09293

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MH-09798

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MH-09837

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MH-10012

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MH-12657

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MH-12808

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MH-13366

8

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2ª

Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares da lista de candidatos a habitação social abaixo indicados, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro: Nome

No da No da Posição * Classe No gaveta-ossário Camada

Nota:

1ª

2ª 2ª

2ª

2ª

2ª 2ª 1ª

2ª 2ª

Posição * – O no da posição é contada de baixo para cima

Formalidades:

1.

Após o tratamento das formalidades de exumação, ao requerente é reservada a faculdade de apresentar o pedido de concessão do direito de uso de uma gaveta-ossário por defunto;

2.

Do dia 15 ao dia 19 de Abril do corrente ano, o pedido de compra de gaveta-ossário de segunda mão deverá ser feito, apenas, no Posto de Atendimento e Informação Toi San e posteriormente a essa data, o mesmo poderá ser feito nos seguintes locais: Posto de Atendimento Toi San e Centro de Serviços do I.A.C.M.;

3.

O preço do direito de uso de gavetas-ossário é o estipulado no arto 40, Secção I, Capítulo IV, da Tabela de Taxas, Tarifas e Preços do IACM, aprovado por Despacho do Chefe do Executivo no 268/2003; Assim sendo, a gaveta-ossário de 1ª classe é MOP$5,000.00 e a de 2ª classe é de MOP$3,000.00, acrescido de 10% de taxa. O primeiro período do direito de uso da gaveta-ossário é de 50 anos. Locais de apresentação do pedido: Posto de Atendimento e Informação de Toi San, sito na Avenida de Artur Tamagnini Barbosa, nos 127-129, r/c, Edf. D. Julieta Nobre de Carvalho, Bloco B. Centro de Serviços do IACM, sito na Avenida da Praia Grande, Edf. China Plaza, 2o andar.

Chan Wa Keong 26 de Março de 2013

Telefone n.º: 8988 4764. Macau, aos 8 de Março de 2013.

Vice- Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong www. iacm.gov.mo


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“Companhia de Investimento Comercial e Fomento Predial L & N, Limitada” com sede em Macau, Rua de Santarém, nºs 396 a 470, Edifício Hotline Building, 15º andar K registada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis de Macau sob o nº 5841, a folhas 29 verso, do Livro C15, com capital social de MOP$900.000,00 Nos termos do artigo 222º, nº 4, do Código Comercial de Macau, é por este meio convocada uma assembleia geral extraordinária da sociedade comercial por quotas denominada “Companhia de Investimento Comercial e Fomento Predial L & N, Limitada”, com sede em Macau, Rua de Santarém, nºs 396 a 470, Edifício Hotline Building, 15º andar K, registada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis de Macau sob o nº 5841, a folhas 29 verso, do Livro C15, com o capital social de MOP$900.000,00 (a “Sociedade”), para reunir em Macau, na sua sede social, no 5 de Abril de 2013, pelas 10H00, com a seguinte: ORDEM DO DIA a) renúncia ao direito de preferência nas divisões e cessões das quotas que os sócios Lao Chi Fong e Ng Sao Cheng pretendem efectuar a favor de terceiros; b) exoneração dos actuais administradores da Sociedade; c) nomeação de novos administradores da Sociedade; d) alteração do pacto social, nomeadamente da forma de obrigar; e e) designação de representante da Sociedade para a outorga de toda e qualquer documentação necessária à plena validade e eficácia dos actos jurídicos acima referidos. Nos termos do nº 4 do artigo 222º do Código Comercial, é fixada desde já para 15 de Abril de 2013, pelas 10H00 horas, a data da Assembleia Geral Extraordinária em segunda convocação, a realizar no local acima mencionado, caso não compareça, na primeira reunião convocada, o quórum necessário para deliberar sobre os assuntos da ordem do dia acima mencionada, nos termos do artigo 382º, alínea a),do Código Comercial. Macau, aos 28 de Março de 2013 O sócio _______________________ Lao Chi Fong

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ANÚNCIO N.º 18/2013

ANÚNCIO 【N.º65/2013】

Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares do concurso de habitação económica abaixo indicados, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro: Nome N.º do Boletim de candidatura HOI KA WAI 50360 LOI PAK CHIO 109465

Nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro: Nome

KONG CHI SAM

CHAN CHOI LENG

Após as verificações deste Instituto, notamos que os representantes dos agregados familiares e/ ou os seus cônjuges do concurso de habitação económica acima mencionados são proprietários de fracção autónoma com finalidade habitacional na Região Administrativa Especial de Macau ou concessionários de terreno do domínio privado da Região Administrativa Especial de Macau, desde à data da apresentação da candidatura e até à data de celebração da escritura pública de compra e venda da fracção, pelo que, este não podem candidatar-se à aquisição de fracção, nos termos do n.º 3 do artigo 14.º da Lei n.º 10/2011 (Lei da habitação económica), este Instituto informou-os por meio de ofícios, com os nos 1208030155/DAH, datada de 7 de Agosto de 2012 e 1209110068/DAH, datada de 12 de Setembro de 2012, a solicitar aos interessados acima mencionados para apresentarem por escrito as suas contestações pelos factos acima referidos no prazo de 10 (dez) dias a contar da data de recepção dos referidos ofícios, entretanto não os fizeram dentro do prazo indicado. Nos termos do n.º 5 do artigo 60.º da Lei n.º 10/2011 e n.º 2 do artigo 16.º do Regulamento de acesso à compra de habitações construídas no regime de contrato de desenvolvimento para a habitação, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 26/95/M, de 26 de Junho, revisto pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002, assim como das decisões dos despachos do Chefe do Departamento de Assuntos de Habitação Pública deste Instituto, exarados nas Informações n.ºs 3090/DAHP/DAH/2012 e 3631/DAHP/DAH/2012, os respectivos representantes dos agregados familiares e/ou os seus cônjuges foram retirados dos agregados familiares e excluídos da lista geral, por não reunirem os requisitos para aquisição de habitação económica. E nos termos do artigo 155.º do Código do Procedimento Administrativo, cabem recurso hierárquico necessário da respectiva decisão administrativa, ao Presidente deste Instituto, no prazo de 30 (trinta) dias a contar da data de publicação do presente anúnico, o recurso hierárquico tem efeito suspensivo.

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CHOI CHIO TAT

N.º do boletim de candidatura

Nome

27154

WOO YEE MEI

9078

LEONG SIO IAM

31387

WONG PUI NEI

CHEONG CHON KEI

31925

CHU KA MAN

51746

LAM SEK KUAN

51453

N.º do boletim de candidatura 56075 56658

WONG LONG TONG

CHEONG WENG IAN FONG SIO HONG

58588 66558 71378

126196

Após as verificações deste Instituto, notamos que os representantes dos agregados familiares e/ou os seus cônjuges de candidatos a habitação económica acima mencionados são proprietários de fracções autónomas com finalidade habitacional na Região Administrativa Especial de Macau, desde à data da apresentação da candidatura e até à data de celebração da escritura pública de compra e venda da fracção, pelo que, estes não reúnem os requisitos exigidos para a candidatura, nos termos do n.º 3 do artigo 14.º e n.º 5 do arigo 60.º da Lei n.º 10/2011(Lei da habitação económica). De acordo com os artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, devem apresentar, por escrito, as suas contestações e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou as demais provas, no prazo de 10 dias, a contar da data de publicação do presente anúncio. Se não apresentarem as contestações no prazo fixado ou as mesmas não forem aceites por este Instituto, os representantes dos agregados familiares e/ou os seus cônjuges forem retirados dos agregados familiares e as respectivas candidaturas serão excluídas da lista geral de espera, por não reunirem os requisitos para aquisição de habitação económica, nos termos do n.º 2 do artigo 16.º do Regulamento de acesso à compra de habitações construídas no regime de contrato de desenvolvimento para a habitação, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 26/95/M, de 26 de Junho, revisto pelo Regulamento Administrativo n.º 25/2002. No caso de dúvidas, poderão dirigir-se ao IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar Sr. Wong, através o tel. n.º 2859 4875 (Ext. 586), para consulta do processo.

O Chefe do Departamento de Assuntos de Habitação Pública, Subst.º

O Chefe do Departamento de Assuntos de Habitação Pública, Subst.º

Chan Wa Keong 26 de Março de 2013

Chan Wa Keong 26 de Março de 2013

NOTIFICAÇÃO EDITAL (Solicitação de Comparência do Empregador)

N.º 33/2013

Nos termos das alíneas b) e c) do n.º 1 do artigo 6.º do Regulamento da Inspecção do Trabalho, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 60/89/M, de 18 de Setembro, conjugado com o artigo 58.º e n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifica-se o empregador LEI SENG KAI, residente na Rua de Lei Pou Ch´ôn, edifício Jardim Cidade, bloco 1, “Keng Fok Kok”, 3.º andar “G”, em Macau, para no prazo de quinze (15) dias, a contar do 1.º dia útil seguinte à da publicação dos presentes éditos, comparecer no Departamento de Inspecção do Trabalho, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, n.ºs 221-279, edifício “Advance Plaza”, 1.º andar, Macau, a fim de prestar declarações no processo n.º 7879/2012, proveniente da queixa apresentada nestes Serviços em 24/09/2012, pelo trabalhador LAM SIO ON e relativa à matéria de salário. Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais – Departamento de Inspecção do Trabalho, aos 20 de Março de 2013. A Chefe do Departamento, Lurdes Maria Sales


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cultura

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História João Botas apresenta dia 3 de Abril livro sobre Macau na II Guerra Mundial

“Neutralidade de Portugal foi decisiva” Na próxima quarta-feira, dia 3 de Abril, João Botas apresenta no Instituto Internacional de Macau, a sua obra “Macau (1937-1945) : Os anos da Guerra”. O Hoje Macau levanta uma ponta do véu info@hojemacau.com.mo

Como surgiu a ideia de escrever este livro? Foi uma das muitas ideias que me surgiram na feitura do blog Macau Antigo. É um dos períodos mais importantes da história recente de Macau (infelizmente pelas piores razões) mas sobre o qual ainda nada tinha sido escrito de forma sistemática. Existiam artigos avulso mais ou menos aprofundados e pouco mais. Parte substancial do livro é uma recolha e sistematização do que foi sendo escrito sobre a influência dos dois conflitos, dando especial enfoque aos testemunhos oculares. Ainda consegui obter alguns inéditos, mas não nos podemos esquecer que já passaram cerca de 70 anos... A que tipo de fontes recorreu? Muitas, dentro e fora de Portugal, apesar de nunca ter saído do país para o fazer. Para isso contei com a colaboração de pessoas que me ajudaram de forma desinteressada, nomeadamente nos EUA, Canadá, Austrália, Tailândia e Hong Kong. A bibliografia é extensa. Em termos de arquivos em Portugal recorri sobretudo ao CCCM , AHU e CGD-BNU. Não menos importante foram os artigos de jornalistas como o João Guedes ou o Ricardo Pinto. e claro, os jornais da época, ressalvando que estavam sujeitos a censura prévia. O livro aborda os anos da II Guerra Mundial. Que aspectos destaca? O livro aborda dois conflitos: a guerra sino-japonesa (que antecede o segundo conflito à escala mundial) e a segunda guerra que na Ásia só se fez sentir de forma directa depois dos ataques a Pearl Harbour e da invasão japonesa de Hong Kong. Pelo feedback que tenho tido à edição do livro, julgo (passe a imodéstia) que se trata da obra de referência para entender este período da história de Macau. Talvez por isso tenho recebido muitas mensagens que sugerem que o livro seja traduzido para inglês e chinês. Portugal assumiu uma posição neutral. De que modo isso influenciou Macau? A neutralidade de Portugal face

ao conflito foi decisiva para a sobrevivência de Macau a dois conflitos muito devastadores. Se não fosse o empenho das autoridades locais para lutar todos os dias por conseguir um cate de arroz para a população, o número de mortes teria sido bastante superior. O Padre Manuel Teixeira referiu que a fome em Macau chegou a degenerar em canibalismo. A sua investigação permitiu-lhe confirmar esse facto? Encontrei não só documentos como testemunhos (oculares e indirectos) que provam que o padre Manuel Teixeira tinha razão. Há, por exemplo, um telegrama do governador para Lisboa na Primavera de 1942 que refere “três casos de canibalismo entre os chineses”. Terão sido casos esporádicos, ainda assim. Durante esses anos o território ficou completamente isolado do exterior. O bloqueio comercial imposto pelas forças nipónicas era

joão cortesão

Hoje Macau

bastante rígido e só uma diplomacia de quotidiano fora dos cânones habituais permitiu furar esse bloqueio, umas vezes às escondidas, outras com o consentimento prévio dos japoneses. Especificidades de um território que estrategicamente não interessava aos japoneses do ponto vista militar, caso contrário... Como classificaria a acção dos japoneses em Macau? Por mais absurdo que possa parecer, em rigor não consigo responder a essa pergunta. Para isso, precisava de fazer uma investigação ao lado japonês destes dois conflitos e isso não aconteceu pelas contingências habituais neste tipo de trabalhos. Mas entre fazer alguma coisa mesmo com limitações, ou não fazer nada, optei por avançar, mesmo sabendo que tem falhas. Se me perguntar a razão pela qual os japoneses não invadiram militarmente Macau como fizeram com Hong Kong, diria que estrategicamente não lhes era útil. Depois há a questão de Timor que sendo também administrada por Portugal a neutralidade não foi respeitada... Nessa época que figuras destacaria pela sua acção em Macau? Por quê? Existem sempre figuras que se

destacam, mas diria que no caso em apreço foi o colectivo que se evidenciou. A população de Macau estava à altura dos seus pergaminhos e conseguiu ‘encaixar’ gente de todas as partes do mundo num dos tempos mais difíceis e em condições bastante adversas. Foram anos em que se vivia com senhas de racionamento e um cate de arroz podia valer uma jóia de família. A Igreja também teve um papel decisivo, bem como as diversas associações de cariz humanitário, portuguesas e chinesa. Só para mencionar alguns nomes cuja acção se destacou: o governador Gabriel Maurício Teixeira, pela sua acção durante o conflito mas também pelo que fez ainda antes do início das hostilidades, preparando o território para o pior. Pedro Lobo, funcionário público na época e interlocutor privilegiado com chineses e japoneses. Foi nesta época que Stanley Ho deu os primeiros passos no mundo dos negócios, vindo de Hong Kong. Claro que existem mais pessoas cuja acção foi importante. Os americanos chegaram a bombardear Macau. Refere isso no seu livro? Durante anos sempre se temeu um ataque por parte dos japoneses mas acabou por vir de onde menos se

esperava e por mais do que uma vez. O ataque dos caças norte-americanos ao hangar do Porto Exterior foi apenas um entre vários mas talvez o mais emblemático e numa fase em que a guerra estava quase a acabar. As autoridades de Macau actuavam ‘no fio da navalha’ tentando sempre não ferir demasiado as susceptibilidades nipónicas por forma a garantir pão, água e arroz para a população que passou de 200 para cerca de 800 mil almas no espaço de dois/três anos. Naquele contexto a arte de governar era um equilíbrio precário e muitos episódios contados no livro revelam isso mesmo. Havia muitos espiões em Macau? Sim, é o que se pode concluir de forma indirecta da leitura de alguns documentos. Infelizmente, também a este nível, muita coisa se perdeu. Não nos podemos esquecer que muito antes destes conflitos já existiam muitos americanos, ingleses, russos, holandeses, italianos, franceses e até uma importante comunidade de japoneses. Aliás, ao nível dos estrangeiros em Macau, a comunidade nipónica era bastante significativa e estava bastante envolvida nos negócios locais. Reflectindo essa importância, o Rádio Clube de Macau tinha um noticiário em japonês. Com as devidas distâncias, podemos estabelecer um paralelismo entre Macau e Lisboa nesta época. Duas cidades portuárias, neutrais, portas de entrada para um continente... E Macau reuniam-se todos os lados relacionados directa ou indirectamente com o conflito. E era natural que assim fosse. Era no hotel Central que os oficiais do exército japonês mais evidenciavam toda a sua prepotência. O território era para eles uma colónia de férias para o importante contingente de tropas estacionado não muito longe do território mas do lado da China. Que consequências principais para o futuro de Macau tiveram esses anos? Mesmo não tendo sofrido com a guerra de forma directa, as consequências para vida do território foram devastadoras. Vejam-se os números da mortalidade. Quando a guerra termina, em 1945, o território praticamente tem de se reerguer das cinzas. As estruturas económicas que já eram diminutas antes, foram muito abaladas. Milhares de refugiados regressaram aos seus países de origem. Nesta altura são muitos os macaenses que abandonam Macau, para o EUA, Canadá e Austrália, sobretudo.


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AVISO Faz-se público que a Piscina Estoril, sob a dependência do IACM, estará aberta ao público com o seguinte horário de funcionamento e tabela de preços: Piscina Estoril Aberta entre 1 de Abril e 30 de Novembro 2a feira: das 13:00 – 22:30 3a feira a Domingo: das 7:00 – 12:00 e das 13:00 – 22:30 * Às segundas-feiras, a piscina permanecerá encerrada durante o período da manhã para efeitos de limpeza e manutenção periódica, reabrindo às 13:00 horas. Caso uma segunda-feira coincida com um feriado, a piscina permanecerá aberta, passando os devidos serviços de limpeza e de manutenção para o período da manhã de terça-feira.

Preços, em patacas, dos Bilhetes de Ingresso e Passes da Piscina Estoril Tipo Adultos Portadores de cartão de estudante Crianças com idade inferior a 12 anos Séniores com idade superior a 65 anos

Bilhetes Simples 15.00 7.00 5.00 7.00

Passe Mensal 260.00 150.00 90.00 150.00

Passe Trimestral 610.00 440.00 210.00 440.00

Passe por época balnear 1,230.00 880.00 440.00 880.00

* A aquisição de passes é efectuada na bilheteira da piscina, mediante a apresentação de 2 (duas) fotografias de 1.5” (uma polegada e meia) e uma fotocópia do documento de identifcação válido.

Macau, aos 20 de Março de 2013. O Presidente do Conselho de Administração Tam Vai Man www. iacm.gov.mo


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cultura

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gonçalo lobo pinheiro

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IPOR “Paisagem Urbana e Identidade” inicia série de encontros

IPOR deu ontem, pelas 18h30, o pontapé de saída para uma série de encontros abertos com vista a debater vários temas ligados às dinâmicas da comunidade. O tema escolhido para a abertura dos encontros bimensais que se vão realizar durante o corrente ano, tem como base a arquitectura. A escolha da temática, “Macau, Paisagem Urbana e Identidade”, é justificada pelo director do IPOR, João Laurentino Neves: “É um tema que se encontra definido como prioritário em Portugal pelo ano da arquitectura e nós quisemos

também integrar o IPOR nessa reflexão alargada que se faz nas organizações de matriz portuguesa, um pouco pelo mundo inteiro, sobre as questões da arquitectura. Quisemos também que essa reflexão incidisse sobre Macau e sobre aquilo que aqui, do nosso ponto de vista, configura uma perfeita sintonia entre a tradição, a modernidade, as linguagens com um forte pendor identitário na área da arquitectura e do urbanismo, mas também

José C. Mendes

O

Debates, ideias e vida estas outras linguagens que em Macau surgiram acompanhando aquilo que se vai desenvolvendo no mundo em termos de linguagens arquitectónicas”, explicou ao Hoje Macau o director do IPOR . As questões ligadas ao crescimento urbanístico de Macau, ao pulsar da cidade, que todos os dias cresce e tem de responder a solicitações novas, quer pelo aumento demográfico, quer pelas respostas que todos os dias

a cidade tem fornecer em termos de serviços, foram abordadas por um painel de quatro especialistas da área. Com moderação do engenheiro urbanista Diogo Teixeira a conversa no Café Oriente, teve a participação da arquitecta Carla Figueiredo (Instituto Cultural da RAEM), da arquitecta paisagista Cláudia Taborda (Universidade de Queensland, Austrália), e dos Arquitectos Nuno Soares e Adalberto Tenreiro (Ateliers).

MAM Exposição homenageia Yang Shan Shen

P

Setenta anos a criar

ara comemorar o centenário do nascimento de Yang Shan Shen, Mestre da Escola de Pintura de Lingnan, e o Museu de Arte de Macau exibe desde ontem, “Yang Shan Shen – O Legado: Exposição Comemorativa dos Cem Anos do seu Nascimento”. A exposição conta com o apoio da família de Yang e a curadoria de Yung Shing Cho, antigo discípulo do pintor, e mostra 115 trabalhos realizados durante cerca de setenta anos da

sua carreira criativa, com os mais variados temas e estilos. Yang Shan Shen (19132004) - aliás ‘Liuzhai’nasceu em Taishan, Cantão. Yang mudou-se para Hong Kong em 1930, e começou a pintar aos vinte anos. Gostava especialmente de emular as pinturas e os desenhos antigos, e aprendeu a pintar-se a si próprio. Quando Hong Kong foi invadida pelos Japoneses, em 1941, Yang fugiu para Macau e aí fundou a Asso-

ciação de Pintura Xieshe com Gao Jianfu, Feng Kanghou, etc. Em 1945, após a retirada das tropas Japonesas, Yang regressou a Hong Kong, e dedicou-se à pintura, viajando para diferentes lugares para desenhar, envolvendo-se nos círculos artísticos de Hong Kong e Macau, dando um enorme contributo para o desenvolvimento das artes. Em 1970, Yang fundou a fundação da Associação de Arte Chun Feng, e começou

a ensinar e a produzir obras continuamente. Em 1999, foi agraciado como “Membro por Mérito nas Artes Visuais” pelo Conselho de Desenvolvimento das Artes de Hong Kong. Yang Shan Shen promoveu a pintura Chinesa e o legado da Escola de Pintura de Lingnan, influenciou e inspirou muitos artistas conhecidos. A mostra agora inaugurada estará patente ao público até ao próximo dia 9 de Junho.

Outros temas estão já na calha, nomeadamente assuntos ligados às correntes artísticas do território: “Queremos também trazer para a discussão o que se está a passar, fazer o levantamento do estado da arte ao nível das indústrias criativas. Queremos perceber no que é que estão a apostar as associações e os grupos artísticos. De que maneira é que estão a fazer a ligação entre aquilo que é um património imaterial da RAEM, com todas as

influências que diariamente chegam, produzidas nos mais diversos contextos,” diz João Laurentino Neves. A comunicação social será também tema de outro dos debates bi-mensais promovidos pelo IPOR, para os fins de tarde. “Queremos que o IPOR seja uma plataforma de encontro de pessoas, de especialistas, de investigadores para que partilhem connosco aquilo que muitas vezes se passa no meio mais ou mais académico, ou mais técnico-profissional, e onde o cidadão não tem espaço para colocar as suas perguntas. Queremos que este seja um espaço onde as pessoas possam colocar as suas questões,” conclui o director do IPOR.


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desporto

Moratti tem falado com Mourinho

Vários órgãos de comunicação social asseguram que José Mourinho vai regressar a Inglaterra na próxima temporada. Mas em Itália o destino apontado é outro regresso: Inter de Milão. De acordo com a edição desta quarta-feira do ‘Gazzetta dello Sport’, Massimo Moratti, presidente do clube de Milão, tem conversado pelo telefone com o treinador do Real Madrid nos últimos dias. “Acho que as pessoas têm o direito de sonhar. Ninguém reprova a ideia. É difícil de conseguir, mas tudo é possível na vida”, comentou o dirigente, em entrevista ao jornal italiano. Andrea Stramaccioni é o actual treinador do Inter. Qual será o seu futuro? “Não sei, sinceramente. Mas é muito bom treinador”, respondeu Moratti. Massimo Moratti, e de acordo com o mesmo diário desportivo, estará interessado em vender parte das suas acções do Inter para um investidor árabe, com o objectivo de conseguir mais dinheiro para reforçar a equipa.

Arsenal tentou contratar Rui Patrício

Na última semana chegou a Alvalade uma proposta de um clube inglês no valor de 10 milhões de euros por Rui Patrício que Godinho Lopes diz ter rejeitado. O ex-presidente do Sporting confirmou a recepção da oferta através do empresário do guarda-redes, Jorge Mendes, mas nunca mencionou o nome do clube que pretendia contratar o internacional português. De acordo com o jornal inglês Daily Star, o Arsenal foi o clube interessado nos serviços de Rui Patrício, que vê no guardaredes formado na Academia de Alcochete o sucessor ideal para o polaco Wojciech Szczesny que defende actualmente a baliza dos ‘gunners’. Patrício é titular na Selecção Nacional e é um dos activos mais valiosos em Alvalade sendo expectável que Bruno Carvalho, o novo presidente do Sporting, receba mais propostas para a contratação do guarda-redes.

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Barcos-Dragão Regata Internacional a 8, 9 e 12 de Junho

Mais de dois mil anos de tradição Programa da prova • 8 de Junho

250 metros Pequenas embarcações das entidades públicas de Macau Pequenas embarcações – Categoria Open Pequenas embarcações – Categoria Senhoras Pequenas embarcações – Regata universitária em Categoria Open

2000 metros Grandes embarcações • 9 de Junho

500 metros Grandes embarcações – Categoria Open Grandes embarcações – Categoria Senhoras Grandes embarcações – Regata universitária por convites em Categoria Open Grandes embarcações – Regata universitária por convites em Categoria Senhoras • 12 de Junho

Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojamacau.com.mo

A

s Regatas Internacionais de Barcos-Dragão vão evoluir mais um ano em Macau. O evento, organizado pelo Instituto do Desporto (ID) e pela Associação de Barcos-Dragão de Macau (ABDM), terá lugar no Centro Náutico da Praia Grande, situado no lago Sai Van, nos dias 8, 9 e 12 de Junho. As grandes novidades deste ano é a inexistência de limite de inscrição de equipas participantes e as regatas de 2000 metros estão abertas a todas as equipas interessadas. Na conferência de imprensa de ontem, a chefe do departamento de

Desenvolvimento Desportivo do ID, Christine Lam, deu conta de que os preparativos para o evento estão sobre rodas. “Os diversos trabalhos preparatórios estão a ser levados a cabo activamente e as inscrições terão início a partir de 2 de Abril na sede da Associação de Barcos-Dragão de Macau.” Ainda não existem equipas registadas pelo que Christine Lam apelou aos interessados para “organizar activamente as suas equipas” com vista à disputa sã dos títulos das provas. Para já, várias equipas estrangeiras mostraram interesse em participar na prova deste ano, de onde se destaca a Selecção Nacional da Indonésia, vencedora da categoria Open em 2012, e a equipa da Chi-

500 metros Grandes embarcações – Regata internacional por convites em Categoria Open Grande embarcações – Regata internacional por convites em Categoria Senhoras

na continental Nanhai Jiujiang, igualmente vencedora mas na categoria feminina. “Revelaram à comissão organizadora o interesse de virem defender o título”, referiu Christine Lam. A ABDM já começou a preparar as provas, com enfoque no “aperfeiçoamento dos trabalhos dos juízes, do estabelecimento dos percursos e dos regulamentos das provas. O presidente da direcção da associação, Chung Hon Kun, referiu que “está tudo a decorrer como planeado. Este ano estamos

Futebol Golos só chegaram quando o adversário ficou com 10

Portugal sem Ronaldo sofre mas bate Azerbaijão

D

esde Setembro de 2010 que Cristiano Ronaldo não ficava fora de um jogo da selecção em que o resultado fosse importante - não actuou com o Gabão, em Fevereiro, mas aí tratou-se de um particular. Desta vez, o capitão não jogou por castigo, Portugal esteve longe de ser brilhante, só chegou aos golos após expulsão errada, mas impôs-se (2-0) em Baku, com o Azerbaijão, somando 11 pontos

em seis jogos no Grupo F de apuramento para o Mundial 2014 no Brasil. Como de costume, a selecção construiu oportunidades suficientes para ganhar dois jogos. Como de costume, porém, foi acumulando desperdício e, apesar do domínio, da facilidade com que chegava à baliza ou da enorme diferença de valor para o adversário, complicou a sua própria tarefa com a dimensão dos erros de finaliza-

ção que ia cometendo. Se Danny e Vieirinha interpretaram papéis preponderantes na organização do ataque, Hélder Postiga concentrou atenções pela facilidade com que ficava em condições de marcar e logo falhava as ocasiões. Foi assim por causa do guarda-redes Aghayev, por intervenção de um defesa mais expedito e porque o avançado do Saragoça cabeceou contra a perna esquerda do guardião.

a planear para os três dias um total de 80 provas, distribuídas em 11 modalidades, pelo que estou muito confiante de que vamos registar uma grande animação.” Os interessados podem efectuar a inscrição no período entre as 11h de 2 de Abril até às 19h de 24 de Abril, na sede da Associação ou on-line, acedendo ao website www. cmdragonboat.org.mo. As equipas participantes devem apresentar as listas nominais até ao dia 14 de Maio e fornecer dados de substituição dos atletas até 21 de Maio.


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[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB GI joe retaliation [C]

Um filme de: Jon M. Chu Com: Channing Tantum, Bruce Willis, Dwayne Johnson 16.30, 21.30 Sala 2

GI joe retaliation [3d] [C]

Um filme de: Jon M. Chu Com: Channing Tantum, Bruce Willis, Dwayne Johnson 14.30, 19.30

the croods [a] GI joe retaliation

(FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Chris Sanders, Kirk De Micco 16.30, 21.30

Sala 1

Sala 3

(FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Chris Sanders, Kirk De Micco 14.30, 19.30

Um filme de: Antoine Fuqua Com: Gerard Butler, Morgan Freeman, Aaron Eckhart 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

the croods [a]

Aqui há gato

olympus has fallen [c]

VERTICAIS: 1-Finalize. O m. q. Humo. 2-Variedade de andaluzite. (Minério) caracterizada por apresentar inclusões grafitosas dispostas em cruz (Geol.). 3-Astro-rei. 4-Tresnoutar. 5-Giesta em flor. Incendeiese. 6-Pez Negro. Estimai. 7-Sulcar. Esvaziai. 8-Desprendêsseis. 9-Saia!. 10-Que é amigo de galicismos. 11-Disponho em camadas. Destros, expeditos.

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Da parte de cá. Espécie de punhal. 2-Assento, rabo. Espada curta de um só fio. No corrente ano (abrev. lat.). 3-Grito aflitivo. Extrais, puxas. Naqueles país. 4-Bário (s.q.). Arrastara com o rodo (o sal). Negação (Pref.). 5-Pronome demonstrativo. Pau com que se impelem as bolas do bilhar. 6-Casca de pouca grossura. Daquele sítio. 7-Prefixo de origem grega que significa inteiro. Obra ou trabalho de sapador. 8-Povoação portuguesa (O. Azeméis). Partiamos. Prata (s.q.). 9-Forma antiga de mim. Desenhe traços. Retaguarda. 10-Dó (Ant.). Protelai. Moeda chinesa. 11-Ecoara. Engodos.

[Tele]visão TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Telejornal + 360º (Diferido) 14:45 RTPi DIRECTO 19:00 Montra do Lilau (Repetição) 19:30 Vingança 20:30 Telejornal 21:00 TDM Talk Show 21:30 Perdidos Sr.6 22:10 Escrito nas Estrelas 23:00 TDM News 23:30 Herman 2013 00:30 Telejornal (Repetição) 01:00 RTPi Directo

31 - STAR Sports 12:00 Sports Max 2012/13 13:00 Mobil 1 The Grid 2013 13:30 Smash 2013 14:00 (LIVE) Indonesia PGA Championship Day 1 18:00 Sports Max 2012/13 19:00 Smash 2013 19:30 FIA F1 World Championship 2013 Highlights Malaysia Grand Prix 21:00 2 Wheels 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 (Delay) Indonesia PGA Championship Day 1 Highlights 23:00 2 Wheels 23:30 Mobil 1 The Grid 2013 INFORMAÇÃO TDM

RTPi 82 15:00 Telejornal Madeira 15:30 Poplusa 16:30 AntiCrise 17:00 Bom Dia Portugal 18:00 Portugal Aqui Tão Perto 18:45 O Teu Olhar (Telenovela) 19:30 Grandes Quadros Portugueses 20:00 Maternidade 21:00 Jornal da Tarde 22:15 O Preço Certo 23:00 Tavira em Festa 30 - FOX Sports 13:00 US Open 9-Ball C’ship 2012 15:00 Australian Ironwoman 2012/13 16:00 MLB Spring Training 2013 Philadelphia Phillies vs. Detroit Tigers 19:00 Tour De Taiwan 2013 Highlights 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 ABL Crossover 2013 20:30 Total Rugby 21:00 The Football Review 2012-2013 21:30 Global Football 2012/13 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Thursday Fight Night With UFC

40 - FOX Movies 12:00 The Recruit 13:55 Trespass 15:25 National Treasure 17:30 It’S A Wonderful Afterlife 19:10 Cars 2 21:00 Act Of Valor 22:55 Transporter: The Series 23:45 Secret Window 41 - HBO 11:45 Bad Boys 13:50 The Lady 16:00 Hanging Up 17:45 The Hunt For Red October 20:00 S.W.A.T. 22:00 Enemy Of The State 00:15 Jack And Jill 42 - Cinemax 12:45 The Hard Corps 14:30 K-911 16:00 Winning 18:00 Hollywood On Set 18:30 Kung Fu: The Legend Continues 20:15 The American 22:00 Detention 23:30 Cops And Robbersons

HORIZONTAIS: 1-AQUEM. ADAGA. 2-CU. SABRE. AC. 3-AI. TIRAS. LA. 4-BA. RAERA. IM. 5-ESSE. U. TACO. 6-TONA. DALI. 7-HOLO. A. SAPA. 8-UL. IAMOS. AG. 9-MI. TRACE. RE. 10-UT. ADIAI. LI. 11-SOARA. ISCAS. VERTICAIS: 1-ACABE. HUMUS. 2-QUIASTOLITO. 3-U. SOL. A. 4-ESTRENOITAR. 5-MAIA. A. ARDA. 6-BREU. AMAI. 7-ARAR. D. OCAI. 8-DESATASSEIS. 9-A. ALA. C. 10-GALICIPARLA. 11-ACAMO. AGEIS.

À venda na Livraria Portuguesa Sonatas para Violino nº 1 & 2 • Luís de Freitas Branco, Carlos Damas

Um dos compositores mais talentosos e proeminentes do século XX português, Luís de Freitas Branco escandalizou os mais conservadores com a nova linguagem harmónica desta obra. O tom sonhador da primeira sonata contrasta com a clareza neo-clássica da sonata n º 2. Carlos Damas foi professor no Conservatório de Música de Macau, integrou a Orquestra de Macau e participou no Festival de Música de Macau, no Festival de Artes de Macau e no Quinto Festival de Artes da República Popular da China.

O Homem que Gostava de Cães • Leonardo Padura

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Em 2004, com a morte da mulher, Iván, um aspirante a escritor, relembra um episódio que lhe aconteceu em 1977, quando conheceu um homem enigmático que passeava pela praia acompanhado de dois galgos russos. Após vários encontros, «o homem que gostava de cães» começou a confidenciar-lhe relatos singulares sobre o assassino de Trótski, Ramón Mercader, de quem conhecia pormenores muito íntimos. Graças a essas confidências, Iván irá reconstituir a trajetória de Liev Davídovitch Bronstein, mais conhecido por Trótski, e de Ramón Mercader, e de como se tornaram em vítima e verdugo de um dos crimes mais reveladores do século XX.Através de uma escrita poderosa sobre duas testemunhas ambíguas e convincentes, Leonardo Padura traça um retrato histórico das consequências da mentira ideológica e do seu poder destrutivo sobre a utopia mais importante do século XX. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Os sem-rosto Como gato que sou acordo sempre nas primeiras horas da manhã na redacção, quando a lua se esconde e nasce o sol. Ontem de manhã, reparei numa mensagem deixada pela Policia Judiciária, para me dirigir às suas respectivas instalações a fim de realizar uma reportagem sobre um grupo de detidos que tinham sido capturados na noite anterior. Como tinha andado a vadiar a noite toda, coloquei os meus óculos de sol e saí à rua para me dirigir às instalações da PJ. Quando lá cheguei fiquei um pouco assustado pois parecia que estava a lidar com um grupo de gente sem maneiras que se destacavam pela sua forma bruta de tratar toda a gente (mas como gato que sou, não tenho opinião em relação a esse assunto de animais de outra espécie, que não a minha). Convidaram-me a entrar na sala onde estavam colocados os detidos e aí fui eu todo curioso para saber quem eram os criminosos e quais os respectivos delitos. Quando entrei assustei-me com o cenário quase pré-histórico em que estava inserido - demasiado rudimentar para a minha pequenina cabecinha de gato - que só me fazia lembrar a Idade Média ou um regime ditatorial antigo. Os detidos apresentavam-se com um capuz enfiado na cabeça que apenas continha dois pequenos orifícios como se não tivessem identidade, um nome, uma cara... sentimentos. Fiquei um pouco escandalizado com esta maneira tacanha de tratar o ser humano que comete um crime, seja ele qual for. Mais escandalizado fiquei com a estranha sensação de não conseguir saber como eram os seus rostos. Será que estas pessoas não têm o direito de ter uma expressão facial? Será que eu também não tenho o direito de saber como são os seus rostos? Mas como gato que sou a minha opinião não conta muito em matéria de leis. Digo eu, sei lá. Tirei os meus apontamentos e regressei até à redacção, até porque o sol já estava muito alto e ainda tinha que descansar um pouquinho. Miau...

Pu Yi


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Carlos M. Cordeiro

da estrela

O Zé amado e odiado

A

notícia caiu que nem uma bomba. José Sócrates iria voltar à ribalta política através do comentário na RTP. As reacções foram instantâneas nos mais diversos quadrantes da sociedade e da classe política. Pelos vistos, José Sócrates ainda é o tal “animal feroz” que mete medo a muita gente, incluindo no interior do seu próprio Partido Socialista. Passados dois anos de retirada fantasma em Paris onde, em princípio, terá estado a estudar mais um pouco, eis que o ex-primeiro-ministro mais polémico da democracia portuguesa vai regressar ao contacto directo com os portugueses. Uma atitude que agrada a uns e desagrada radicalmente a outros. Uma das reacções que mais tem dado que falar são as petições públicas que se geraram na internet. Já são cinco. Três contra e duas a favor de Sócrates. Uma das petições a desfavor já recolheu mais de 100 mil assinaturas e anunciou-se salientando que recusa o “branqueamento das acções de José Sócrates” numa RTP que “é paga com dinheiros públicos dos contribuintes”. A polémica é quase um absurdo quando um partido de Governo – o CDS/PP – informou que pretende o director de informação da RTP, Paulo Ferreira, a prestar esclarecimentos no Parlamento. É óbvio o caricato, se atendermos que estão presentes em diferentes canais televisivos comentadores afectos a todos os partidos com assento na Assembleia da República e que só o PSD tem cinco antigos presidentes do partido a fazer comentário – Pedro Santana Lopes, Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes,

Luís Filipe Menezes e Marcelo Rebelo de Sousa. Uma moda sem compreensão com políticos a criticar outros políticos. O pedido do CDS/PP torna-se mais incompreensível quando se sabe que o Parlamento não é uma entidade reguladora da actividade dos media, cabendo essa função a órgãos como a Entidade Reguladora para a Comunicação Social e a Comissão da Carteira Profissional do Jornalista.

José Sócrates vai passar a ser novamente uma figura mediática, desta vez semanalmente na televisão pública. Polémico, com certeza. Mas acima de tudo o que não poderá ser considerado de absurdo é a possibilidade latente de o seu regresso promocional representar implicitamente uma estratégia de comunicação para uma eventual candidatura à Presidência da República. A ver vamos Poderia estar em causa o passado político de José Sócrates e todas as acusações que lhe têm sido feitas na sua acção de primeiro-ministro que terminou com um

pedido de resgate a organismos internacionais. Todavia, não se assistiu a quaisquer processos judiciais condenatórios dos seus actos políticos, seja o caso Freeport ou a adjudicação de auto-estradas. Sócrates foi um mau político?, pois isso, ainda fará parte dos anais da investigação histórica. O que não faz sentido é ainda há dias ter aparecido quem condenasse a proibição de Miguel Relvas em se expressar publicamente e agora, neste caso, aqui del-rei que é um crime o regresso ao direito de expressão por parte de Sócrates. Não deixa de ser ridículo também que alguém tenha alvitrado que a RTP não podia ter contratado o comentário de Sócrates pelo que ele pode implicar nas decisões governamentais e na vida interna do PS. O que se constata é claramente o receio que certas forças mostram por tudo o que Sócrates ainda possa clarificar e que ficou na dúvida sobre a sua acção à frente dos destinos do Executivo português. Certamente que é de interesse público ouvir o que o ex-primeiro-ministro tem a dizer. Será interessante saber o que pensa quem esteve à frente do Governo que negociou com a troika e as razões do país ter chegado quase à bancarrota no seu tempo de governação. José Sócrates vai passar a ser novamente uma figura mediática, desta vez semanalmente na televisão pública. Polémico, com certeza. Mas acima de tudo o que não poderá ser considerado de absurdo é a possibilidade latente de o seu regresso promocional representar implicitamente uma estratégia de comunicação para uma eventual candidatura à Presidência da República. A ver vamos.


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Leocardo

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bairro do oriente

Um cozido a mais, turistas a menos

F

ui aqui há uns tempos jantar num conhecido restaurante português do território, um dos poucos que confio para me aliviar as saudades da nossa deliciosa gastronomia. Deparei com uma situação que pouco dignifica a restauração de Macau em particular, e que encontra paralelo em muitos aspectos do turismo deste território que pretende ser um “centro internacional de turismo e lazer”, como tantos apregoam. Na mesa ao lado da minha estava um jovem casal de turistas de Hong Kong, e que juntos não pesariam cem quilos escorridos. Começaram pelas Amêijoas à Bulhão Pato, um desjejum que sempre se recomenda e que só por si já aconchega parcialmente o estômago, para quem gosta de baptizar o pão no molho dos bivalves. Seguiu-se um prato de camarões cozidos, outro pitéu não despiciendo, e o bacalhau assado como “prato principal”, assim pensei eu. Ainda estava o bacalhau meio comido e eis que entra em cena uma travessa de Cozido à Portuguesa, uma das especialidades da casa, e cuja quantidade seria mais que suficiente para saciar o apetite do jovem casal. Isto é, se estivessem mesmo esfomeados. Não resisti e meti conversa: “Estão mesmo com fome, uh?”. Ainda meio atrapalhados e sem saber muito bem o que fazer perante este autêntico banquete que chegaria para o Obélix, responderam-me que “apenas queriam provar…”. Não sei se estou enganado, mas talvez enquanto faziam o pedido a empregada que os atendeu deveria ter avisado que as porções eram bem guarnecidas, e que se calhar deviam ficar pelo bacalhau. Mas não, prevaleceu a indiferença, trouxe o que os senhores pediram, e se não têm bucho para aquilo tudo, “paciência”. No fim desconfio que acabaram no lixo uns toucinhos e umas morcelas. É pena. Não se espera que uma empregada de mesa ame a sua profissão, mas que pelo menos tenha um pouco de respeito, ou pelo menos empatia com o cliente. É verdade que “o cliente tem sempre razão”, mas nem sempre este sabe muito bem o que faz, e por vezes precisa de um empurrão na direcção certa. Dá gosto ser atendido num restaurante onde o “garçon” recomenda este ou aquele prato que nesse dia estão especialmente “au point”, ou que tenha a honestidade de avisar que o peixe ou a carne que se pediu “não estão muito frescos” e apresente uma alternativa. Mesmo um “barman” que se preze aconselha a um cliente já meio embriagado que pare de beber – é uma função que muitos comparam

Em Macau temos uma escola de hotelaria de qualidade reconhecida, e alguns dos nossos operadores obtiveram as suas qualificações no exterior. Tenho a certeza que não faltará por aí gente que sabe o que faz, que sabe como providenciar um tratamento VIP, de como operar um hotel de cinco ou seis estrelas. Tudo bem, que bom para nós à de um psicólogo. Em Macau vão-se virando os copos até ao ponto do coma alcoólico, e lá vai o desgraçado levado até ao táxi pelos amigos ou pelo porteiro do bar. É uma situação a que assistimos frequentemente em alguns bares de karaoke e afins. O mais importante é que alguém esteja suficiente sóbrio para pagar a conta. É lamentável quando alguns operadores do sector do turismo e outros serviços não se saibam comportar com o profissionalismo que lhes é exigido. Impera a regra do “pagar e calar”, complementada com o respectivo

“receber e não fazer perguntas”. Algumas vezes (mais do que o recomendável) assistimos a desaguisados entre turistas e guias. O mais curioso é que estes guias até não se importam de atender às reclamações dos turistas a seu cargo e levá-los lá onde eles querem e que não está incluído no roteiro, “desde que paguem a mais”. Ou seja, qualquer situação, por mais que gere conflito, nunca é de todo irresolúvel. Basta sacar da carteira. Se é esta a qualidade do serviço, que legitimidade temos para nos queixar da qualidade de alguns turistas?

Em Macau temos uma escola de hotelaria de qualidade reconhecida, e alguns dos nossos operadores obtiveram as suas qualificações no exterior. Tenho a certeza que não faltará por aí gente que sabe o que faz, que sabe como providenciar um tratamento VIP, de como operar um hotel de cinco ou seis estrelas. Tudo bem, que bom para nós. O que falta fazer é “arrumar a casa” e garantir ao turista médio ou ao visitante casual um serviço que o faça ter vontade de regressar, e já agora que nos recomende. É da responsabilidade dos empresários da restauração, da hotelaria e do turismo em geral garantir que as pessoas sejam bem tratadas, mesmo que não venham com centenas de milhar ou milhões para gastar. Senão do que nos vale o património histórico, a fusão das culturas oriental e ocidental e tudo isso que torna Macau único no mundo? O casal de Hong Kong terá saído do restaurante de barriga cheia. Duvido é que tenha saído satisfeito.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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c a r t oon Planeta Tangerina é a melhor editora de livros infantis

A editora portuguesa Planeta Tangerina foi distinguida pela Feira do Livro Infantil de Bolonha, em Itália, como a melhor da Europa na área da literatura para a infância e juventude. O prémio visa homenagear as editoras que “estão na linha da frente da inovação na literatura para a infância” e que se destacaram pelas escolhas editoriais ao longo do ano anterior à feira. Na categoria de literatura infantojuvenil, estavam também indicadas para o prémio, além da Planeta Tangerina, a francesa Editions Thierry Magnier, a checa Baobab, a taliana Edizioni EL e a alemã Beltz & Geldberg. Foram ainda distinguidas editoras da América do Norte, América Central e do Sul, África, Ásia e Oceânia. O prémio pretende homenagear as editoras que “estão na linha da frente da inovação na literatura para a infância” e que se destacaram pelas escolhas editoriais ao longo do ano anterior à feira. A feira de Bolonha é considerada o mais importante espaço internacional de divulgação e negócio na área livro do infantil e juvenil. Portugal foi, este ano, o país homenageado pelos organizadores da Feira de Bolonha.

Príncipe herdeiro do Japão pode visitar Portugal

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, admitiu ontem em Tóquio a possibilidade de o príncipe herdeiro do Japão visitar Portugal ainda durante 2013. “Passam 470 anos da chegada dos portugueses ao Japão, não é frequente dois países poderem celebrar uma amizade de quase cinco séculos, quatro quintos dos países do mundo não tem metade da idade que já tem a amizade tem Portugal e o Japão”, disse Paulo Portas. “Portugal é um país muito bem visto nesta parte do mundo, não é um desconhecido, é um país respeitado e por isso é possível, nomeadamente através de uma sinalização do nosso chefe de Estado que o príncipe herdeiro do Japão possa visitar Portugal ainda este ano, esperemos que sim”, sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Irmão de Pistorius acusado de homicídio

O irmão do atleta Oscar Pistorius, Karl, é esta quarta-feira presente a tribunal para responder a uma acusação de homicídio após ter estado envolvido num acidente de automóvel em 2008. Karl Pistorius, de 28 anos, terá provocado o atropelamento de um ciclista de 36 anos. O irmão Oscar, de 26 anos, será ouvido quinta-feira acusado de assassinar a namorada Reeva Steenkamp no Dia dos Namorados.

o corte dA linha

por Steff

Macau Desemprego mantém-se nos 1,9 %

Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Macau

Com cunho português

T

rês filmes de realizadores portugueses radicados em Macau vão ser exibidos na edição deste ano do Macau Indies, integrado no 7.º Festival Internacional de Cinema e Vídeo do território, que arranca hoje. Entre as 21 produções que formam o cartaz do Macau Indies estão “RUTZ”, de António Caetano Faria - que venceu em 2011 o prémio do júri com o documentário ficcional “Viagem no Tempo”, realizado com Carolina Rodrigues -, “No Vazio”, também de António Caetano Faria e Ruka Borges, e “Zhean e Leon”, de Nuno Viegas. “RUTZ” é um documentário centrado na cultura ‘backpacker’ que retrata uma viagem de mochila às costas entre Buenos Aires (Argentina) e Medellín (Colômbia) ao longo de dois meses e meio. “No Vazio” explora as artes do oculto em Macau, procuradas nos casos em que a “medicina e práticas convencionais não resultam”, enquanto “Zhean e Leon” aborda a situação das empregadas domésticas indonésias e a alteração da sua perceção sobre o género e a sexualidade em comunidades marcadas pela ausência de homens. Estas duas últimas produções contaram com o apoio financeiro

do Centro Cultural de Macau, que organiza o evento, no âmbito do projecto “Macau - O Poder da Imagem”, criado este ano a partir do “Docupower” para apoiar a realização não só de documentários, mas também de curtas-metragens e filmes de animação, disse à agência Lusa a responsável pela programação do festival, Rita Wong. No âmbito do “Docupower”, criado em 2007 com o Macau Indies, o Centro Cultural de Macau já apoiou a produção de 42 documentários sobre Macau, acrescentou. O Macau Indies, disse, surgiu através de uma parceria com a Associação Audiovisual CUT para “encorajar o surgimento de mais produções locais” e este ano candidataram-se “30 filmes, tendo sido seleccionados 13 para serem exibidos”. Segundo Rita Wong, a maior parte das produções locais candidatas ao festival são “do-

O Hoje Macau volta na terça-feira

cumentários, curtas-metragens e filmes de animação, porque são boas plataformas para se ganhar experiência, pois o território está ainda a dar os primeiros passos no cinema e as longas-metragens requerem muitos recursos, e também porque Macau é uma cidade em processo de mudança e tem, por isso, muitos temas a explorar”. Este ano, 20 dos 21 filmes do cartaz do Macau Indies estão em competição para o prémio do júri, formado por elementos de Hong Kong, Taiwan e China continental, de 25 mil patacas, a par de outras distinções. O 7.º Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Macau arranca na hoje com a exibição de 13 filmes estrangeiros realizados em países e territórios como Espanha, França, Bélgica, Canadá, Hong Kong, Sérvia, Reino Unido, Japão, Israel e Taiwan, que foram seleccionados do cartaz do 37.º Festival Internacional de Cinema de Hong Kong, que começou no dia 17. Até 12 de Maio, o evento contará também com exposições, ‘workshops’, tertúlias e palestras com realizadores e com o concurso de vídeo “48 Horas a Abrir”, que passa pela criação de um filme de três minutos em apenas dois dias. O vencedor recebe 5.000 patacas. - Lusa

Devido à quadra pascal que se avizinha, o Hoje Macau só voltará às bancas na próxima terça-feira, dia 2 de Abril. Agradecemos a compreensão dos nossos estimados leitores e desejamos votos de uma Santa Páscoa.

A taxa de desemprego em Macau no trimestre terminado em Fevereiro manteve-se inalterada em 1,9% face aos três meses terminados em Janeiro, mas caiu 0,2 pontos percentuais face ao período homólogo anterior. Dados estatísticos do emprego ontem revelados indicam, no entanto, que a população activa se fixou, no final de Fevereiro em 357.200 pessoas, menos 900 pessoas do que as 358.100 apuradas nos três meses terminados em Janeiro, mas mais 11.200 pessoas do que entre Dezembro de 2011 e Fevereiro de 2012. No período em análise, os serviços de estatística apuraram acréscimos da população empregada no comércio a retalho, hotéis e similares, mas decréscimos no número de empregados no sector da construção. A população desempregada no trimestre terminado em Fevereiro era de 6.700 pessoas, o mesmo do que nos três meses terminados em Janeiro, mas menos 500 pessoas do que entre Dezembro de 2011 e Fevereiro de 2012. Entre a população desempregada, 7% estava à procura do primeiro emprego, o que traduz uma queda de 4,9 pontos percentuais face aos dados apurados no período homólogo anterior.

Taiwan Câmara fotográfica encontrada seis anos depois

Em Agosto de 2007, a turista norte-americana Lindsay Crumbley Scallan foi passar férias no Havai e, enquanto fazia mergulho, perdeu a câmera à prova de água que levava consigo para documentar a paisagem submarina do Oceano Pacífico. Esta terça-feira, quase seis anos depois, a máquina fotográfica foi encontrada numa praia de Taiwan, a quase 10 mil quilómetros de distância. A 13 de Fevereiro deste ano, Douglas Cheng, director da companhia aérea China Airlines encontrou enquanto passeava na praia de Taitung, ao leste de Taiwan, uma máquina fotográfica coberta por algas e corais. O interior do aparelho mantinha-se intacto, o que possibilitou a obtenção de fotografias através da leitura do cartão de memória e, então, a identificação da sua proprietária. As fotografias mostravam uma mulher num cruzeiro no Havai, pelo que foram divulgadas na Hawaii TV, o que tornou possível a identificação de Scallan esta segunda-feira. A companhia aérea ofereceu-lhe, esta terça-feira, um bilhete de ida e volta a Taiwan para recuperar as fotografias e a câmara que perdeu há seis anos. “A senhora Scallan é bem-vinda para visitar Taiwan para que possa levar para casa as memórias inestimáveis da sua viagem para o Havai”, disse Lee Wen-yi, porta-voz da companhia aérea.


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Hoje Macau 28 MAR 2013 #2821 by Jornal Hoje Macau - Issuu