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Hoje Macau 28 MAR 2011 #2338

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Agência Comercial Pico • 28721006

hojemacau Mop$10

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Director carlos morais josé • segunda-feira 28 de março de 2011 • ANO X • Nº 2338

tempo muito nublado min 13 max 20 humidade 45-80% • câmbios euro 11.3 baht 0.26 yuan 1.23

Sete absolvidos em processo conexo ao caso Ao Man Long

Pedro Chiang condenado a seis anos Lei Básica para todo o sempre No 18.º aniversário da Lei Básica, os residentes acreditam que a miniconstituição irá ser mantida para além dos 50 anos. As pessoas de cá são diferentes das de HK e não estão tão preocupadas com a liberdade de expressão. >Página 4

Faltaram provas e houve muitas incongruências em mais um processo conexo ao caso Ao Man Long. Pedro Chiang, o principal arguido, foi condenado a seis anos e dez meses de prisão. Outros quatro arguidos tiveram pena suspensa. Advogado de Chiang promete recorrer. > Páginas 6 e 7

Às escuras contra o aquecimento Macau aceitou o desafio da organização WWF para juntar-se a 134 países e regiões que apagaram as luzes no sábado à noite, numa iniciativa pelo bem do Planeta. Até os casinos cortaram a iluminação. >Centrais

Entrevista | Sérgio Paulinho

SEM VONTADE DE PEDALAR EM PORTUGAL • PÁGINAS 10 E 11

Condecoração de Lisboa

edmund ho e rita santos agarram medalhas • última


segunda-feira 28.3.2011 www.hojemacau.com.mo

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actual

Coreia do Norte | ONU estima seis milhões de pessoas em risco

Fome chega a número recorde Maria João Belchior

O

info@hojemacau.com.mo

relatório publicado na sexta-feira passada pela ONU vem confirmar o piorar da situação na Coreia do Norte com milhões de pessoas ameaçadas pela fome. As razões apontadas passam pela diminuição da produção nacional, a contracção da ajuda internacional e das importações pelo regime de Pyongyang. Um país onde poucos estrangeiros entram, a Coreia do Norte continua a lançar ameaças militares dirigidas ao vizinho Coreia do Sul e a falar numa possível guerra.

A população de cerca de 24 milhões de pessoas há mais de 70 anos vive num constante estado de alerta. No relatório publicado em conjunto pela UNICEF, pelo Programa Alimentar Mundial e pela Organização para a Agricultura e a Alimentação deixou o alerta de que a comida pode deixar de chegar à população em Maio. As três agências disseram que será necessário fazer chegar 430 mil toneladas de ajuda alimentar para os seis milhões de pessoas ameaçadas, sendo as crianças, as mulheres e os idosos os grupos mais vulneráveis. Numa visita que du-

rou um mês e passou por 11 províncias, os três organismos internacionais concordaram no relatório que o Estado norte-coreano pensa em diminuir as quan-

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tidades de comida fornecidas – de arroz e milho – para menos de 400 gramas por pessoa. O racionamento alimentar cobre mais de 16 milhões de pessoas que

dependem unicamente do que o Estado fornece. Sempre envolto em secretismo o regime militarizado norte-coreano é desde o ano passado dirigido por um

grupo que se senta à volta de Kim Jong-Il e do seu filho Kim Jong-Un, o novo herdeiro do poder. ACoreia do Norte abandonou as conversações a seis para a desnuclearização da península há mais de três anos e não há de momento nenhum sinal de um possível regresso ao diálogo. Embora Washington e Pyongyang mantenham diálogos a um nível altamente secreto, é da China que o regime dinástico dos Kims continua a receber mais apoio. A informação dada pelo ONU da ameaça da fome ser cada vez mais real veio confirmar um relatório publicado por organizações não governamentais dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, que referia há cerca de um mês a necessidade urgente de ajuda. Agora resta saber se a ajuda alimentar ao país pode, ou não, vir a contribuir para o regresso do regime às conversações a seis.

China | 40 crianças resgatadas de fábrica onde trabalhavam

Pequenos escravos libertados Q

Anúncio HM-1ª VEZ 28-03-2011 Divórcio Litigioso n.º CV1-10-0064-CDL號

1º Juízo Cível

Autora: TSUI HOI FEI, de sexo feminino, filha de CAO ZHISHENG e de XU ZHIFANG, residente na Rua de Inácio Baptista, n.º 4, Edf. Seng Van, 3.º andar A. Réu: FONG SOI WENG, de sexo masculino, filho de FONG CHEONG e CHONG CHOI LIN, com última residência conhecida na Rua de Inácio Baptista, n.º 4, Edf. Seng Van, 3.º andar A. *** Correm éditos de trinta (30) dias, a contar da segunda e última publicação do anúncio, citando o réu FONG SOI WENG, para no prazo de trinta (30) dias, decorrido que seja o dos éditos, contestar, querendo, o pedido feito nos ditos autos, que, resumidamente consiste, em que seja decretado o divórcio entre Autora e Réu, condenando-se este como único e exclusivo culpado, sob pena de, não o fazendo no dito prazo, seguir o processo os ulteriores termos até final à sua revelia, ficando advertido, em qualquer dos casos, de que é obrigatória a constituição de advogado (art.º 74º do C.P.C.M.) caso intervenham. Tudo como melhor consta da petição inicial, cujo duplicado se encontra neste 1º Juízo à sua disposição. R.A.E.M., aos 14 de Março de 2011

uarenta crianças que trabalhavam numa fábrica de componentes electrónicas na cidade chinesas de Shenzhen – centro da indústria tecnológica do país – foram resgatadas pelas autoridades. Os menores, com idades entre os 12 e os 14 anos, eram todos de uma localidade a sudoeste da China (Mianning) e trabalhavam há três meses para a empresa Megatrend Electronics durante 13 horas por dia a troco de cinco yuans por hora. Os responsáveis da fábrica, que produz adaptadores para “bluetooth” e chaves electrónicas, argumentaram que

os menores, contratados através de uma agência, tinham documentos falsos que lhes atribuíam 16 anos (idade legal para se trabalhar na China). Responsáveis do Governo local informaram que as crianças serão enviadas para casa, mas não precisaram possíveis sanções para a empresa que os contratou. Segundo activistas contra a exploração infantil, o uso de menores em fábricas no sul da China é uma prática normal há vários anos, especialmente em sectores como o têxtil, e as autoridades fazem “ouvidos moucos” às denúncias.

Missão empresarial sino-portuguesa lança parque industrial em Guizhou

Empurrão português E

mpresários chineses radicados em Portugal e o Governo de Guizhou, sudoeste da China, vão construir um parque industrial de alta tecnologia naquela província, destinado a “estreitar os laços institucionais, políticos e económicos entre os dois países”. A primeira pedra do parque foi lançada na sexta-feira

em Anshun pelo embaixador de Portugal na China, José Tadeu Soares, e o governador da província de Guizhou, com a presença de representantes da Associação de Pequenas e Médias Empresas de Portugal e responsáveis da Liga dos Chineses em Portugal (LCP). “É um pólo industrial avançado, de alta tecnologia, e já há várias empresas por-

tuguesas interessadas”, disse à agência Lusa o embaixador português. Trata-se também do segundo empreendimento da Liga dos Chineses em Portugal na província de Guizhou, depois do “Portugal China Europe City”, um complexo com 25 edifícios de habitação, com cerca de 2.000 fogos, um centro comercial e um hotel

de cinco estrelas. Esta “city” luso-chinesa, já em construção, fica no centro de Anshun, um município com cerca de 2,6 milhões de habitantes. A missão sino-portuguesa a Guizhou, de 23 a 27 de Março, foi conduzida pelo presidente da Liga dos Chineses em Portugal, Y Ping Chow, empresário radicado há mais de 40 anos no Porto.


O primeiro mandarim da RAEM, para muitos ainda o político com maior peso em Macau, quebrou esta semana o silêncio. É evidente que procurou deixar um aviso, num momento em que se começa a sentir uma certa agitação em torno da integração regional. O que ainda não se percebeu é a maneira e a visão que o Executivo local e os empresários têm para concretizar o que se pretende fazer do outro lado da fronteira de COTAI. Gilberto Lopes, P.15

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Mar junto a Fukushima tem radioactividade 1250 vezes acima do limite

Crise radioactiva do Japão sem fim à vista O nível de radioactividade no mar ao largo da central nuclear de Fukushima Daiichi subiu 1250 vezes acima do limite de segurança, depois de duas semanas de crise naquela central de seis reactores

Macau sem alterações

De acordo com os registos de raios “Gamma” obtidos nas últimas 24 horas (das 16:01 horas de 26 de Março às 16:00 horas de 27 de Março), na Estação de Taipa Grande da Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos, a dose absorvida por minuto de raios “Gamma” foi entre 0,1195 μGy/h a 0,1309 μGy/h estão muito abaixo do nível de alerta 0,35μGy/h. A Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos afirma estar atenta à situação e o seu impacto para Macau. No caso de verificar qualquer situação anormal “irá informar imediatamente o público e serviços governamentais para tomarem as medidas de prevenções adequadas”.

O

s níveis de iodo131 em excesso foram detectados ontem na água do mar, 330 metros a Sul da central, informou a Agência japonesa de Segurança Nuclear, citada pela estação de televisão japonesa NHK. Este é o valor de radioactividade mais elevado detectado no mar junto a Fukushima desde que as medições começaram, esta semana. Na terça-feira, os níveis de iodo radioactivo eram 126 vezes superiores ao limite fixado pelo Governo nipónico no Oceano Pacífico. A Tepco (Tokyo Electric Power Company) ainda mediu a concentração de

césio-137 e encontrou uma concentração quase 80 vezes superior ao limite legal. A central estima que água radioactiva de um dos reactores da central pode estar a infiltrar-se no subsolo e a chegar ao mar. A agência garante que a radioactividade na água do mar não representa uma ameaça imediata para as pessoas que vivem num raio de 20 quilómetros, até por-

Radioactividade na China

As autoridades do nordeste da China detectaram níveis extremamente fracos de iodo radioactivo no ar, proveniente da central nuclear acidentada de Fukushima, no Japão. Os exames efectuados regularmente na província de Heilongjiang encontraram vestígios “infinitesimais” de iodo radioactivo, que não exigem a adopção de “medidas de protecção” pela população, indicou o ministério do Ambiente. Segundo o Comité Nacional de Coordenação de Urgência Nuclear na China, estas substâncias provêm da central nuclear de Fukushima. Mas o Comité considerou que “a saúde pública e o ambiente não foram afectados pela radioactividade”, de acordo com a agência oficial Nova China. Sexta-feira, a China proibiu a importação de legumes, frutos, produtos lácteos e de aquicultura proveniente de várias prefeituras próximas de Fukushima. Vários países, incluindo a Austrália, os Estados Unidos, a Rússia e a Coreia do Sul, proibiram a importação de certos produtos alimentares provenientes das regiões próximas da central.

que as correntes marinhas ajudam a dispersar o iodo e a diminuir os níveis de contaminação. Os materiais radioactivos já terão sido diluídos “significativamente” quando forem ingeridos pelas espécies marinhas, acrescenta a agência. A actividade pesqueira está suspensa naquela zona. Olivier Isnard, especialista do Instituto de Radioprotecção e Segurança Nuclear (IRSN) ouvido pela agência AFP, está preocupado. “A água altamente radioactiva escorre dos edifícios da central e regressa ao mar, o que é preocupante para os peixes e algas”. Ainda assim, a quantidade de radioactividade absorvida pelas algas e animais marinhos pode ser menor se as marés conseguirem diluir o iodo. O porta-voz do Governo, Yukio Edano, disse em conferência de imprensa que é difícil prever quando é que a crise na central de Fukushima vai acabar. “Estamos a tentar evitar que a situação piore”, citou

a agência de notícias japonesa Kyodo.

O que se passa

A corrida contra o tempo continua na central nuclear, onde cerca de 300 engenheiros trabalham em turnos para estabilizar os seis reactores, danificados pelo sismo de magnitude 9,0 e tsunami de 11 de Março. Mas, várias

vezes, as operações na central são interrompidas por picos de radioactividade e dificuldades técnicas. Ontem estava a ser injectada água doce, em vez de água salgada, no edifício do reactor 2. A medida foi tomada para evitar a acumulação de sal no interior do reactor, o que poderia dificultar o arrefecimento da central. Quanto ao reactor 1, a Tepco informou ter encontrado água fortemente radioactiva no subsolo do edifício da turbina. “Pode ser água dos vasos de contenção do reactor que se escapou por túneis ou válvulas danificadas que ligam [o reactor] ao edifício da turbina”, explicou à AFP um responsável da agência de segurança nuclear. Água com uma altura de um metro também foi encontrada no subsolo dos edifícios da turbina dos reactores 2 e 4, impondo a realização de

análises para verificar se está contaminada. Anteontem, três funcionários a trabalhar num dos edifícios da central, ligado ao edifício onde está o núcleo do reactor 3 - que utiliza plutónio, mais tóxico do que o urânio usado nos outros cinco reactores - foram expostos a água, com um nível de 15 centímetros, com materiais radioactivos 10 mil vezes superior aos níveis normais no interior de um reactor nuclear. Isto corresponde a 3,9 milhões de becquerels de substâncias radioactivas por centímetro cúbico, explicou a estação de televisão japonesa NHK. Dois deles foram hospitalizados devido a possíveis queimaduras nos pés causadas pela radiação, informou a operadora da central, Tepco (Tokyo Electric Power Company), citada pela agência de notícias japonesa Kyodo.

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AVISO (Nº 323/2011) Avisam-se os arrendatários e seus herdeiros abaixo mencionados que os objectos existentes nas fracções abaixo mencionadas foram, temporáriamente, guardados pelo Instituto de Habitação: Pang Iao Meng – 2ºandar sala A, do Bloco 2, do Edifício May Fair Garden, sito na Travessa Norte do Patane, em Macau; Sou Pio – 2ºandar sala X, do Edifício Lok Fu Garden, sito na Rua da Tribuna, em Macau; Lei Sin I – 18ºandar sala N, do Bloco 17, do Edifício San Seng Si Fa Un, sito na Avenida Artur Tamagnini Barbosa, em Macau.

Caso queiram reclamar os referidos objectos, deverão dirigir-se à Divisão de Fiscalização Habitacional do IH, sita no nº 102 da Travessa Norte do Patane, no prazo de 30 dias, a contar da publicação do presente aviso. Se não reclamarem os objectos acima mencionados dentro do prazo estabelecido, o IH tratará, como melhor entender, os mesmos. Macau, aos 22 de Março de 2011

O Presidente,

Tam Kuong Man


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18.º Aniversário da Promulgação da Lei Básica da RAEM

Filipa Queiroz

A

filipa.queiroz@hojemacau.com.mo

“Macau vai continuar a ser diferente da China”

Cidadãos dizem que estão tranquilos com o andar da carruagem e até acreditam que a Lei Básica vai manter-se além dos 50 anos de validade previstos após a transferência de soberania para a República Popular da China que Macau vai continuar a ser diferente da China.” Já Cody, 23 anos, acha que “a China vai unir as leis com Macau porque o território faz parte da RPC”. O jovem explicou que no seu entender o objectivo da legislação é “definir os princípios pelos quais a Administração se deve gerir”, de uma forma diferente do que acontece no continente. “É diferente porque é baseado no sistema capitalista português, e não no socialista chinês, porque o Governo quis continuar a utilizar a legislação de Portugal.”

Diferentes, mas nem tanto

O senhor Lam, imigrante da China continental, foi peremptório: “O sistema de Macau é ligeiramente melhor em comparação com o da China continental”. Porquê? “Porque há mais liberdade de expressão.” Questionado sobre o polémico artigo 23, incorporado

Vanessa Amaro

vanessa.amaro@hojemacau.com.mo

A

inflação continua a subir mês após mês, sem previsão de mostrar um alívio no índice de preços ao consumidor, e já por várias vezes o Executivo prometeu um pacote de medidas para reduzir a pressão dos aumentos sobre a população. No entanto, até agora nenhum plano em concreto foi apresentado, o que levou o deputado Paul Chan Wai Chi a enviar uma interpelação escrita do Governo a querer saber todos os detalhes do que vai na cabeça dos altos cargos. O democrata sugere que à semelhança dos vales de saúde, o Governo passe também a distribuir

filipa queiroz

pesar de ter entrado em vigor apenas no dia 20 de Dezembro de 1999, dia da constituição da RAEM, a Lei Básica, documento que define os princípios fundamentais que a RAEM deve seguir e respeitar, bem como o seu estatuto e o seu relacionamento com as Autoridades Centrais da RPC, foi adoptada no dia 31 de Março de 1993. Como vem sendo hábito, a data é assinalada com algumas actividades públicas no território, nomeadamente concursos dedicados aos mais novos, uma feira com actividades lúdicas e oferta de brindes no Tap Seac. À margem da cerimónia de abertura do “Bazar comemorativo do 18.º Aniversário da Promulgação da Lei Básica da Região Administrativa”, o Hoje Macau falou com alguns cidadãos para tentar perceber qual é o seu entendimento a respeito da Lei elaborada conforme a política “um país, dois sistemas”. “É uma lei que permite que Macau seja administrada de forma pacífica, protege a propriedade das pessoas”, respondeu Tommy Lee. O estudante de 17 anos acredita que “as pessoas estão bem informadas, sabem o que se passa e têm tentado cada vez mais discutir os assuntos relacionados com o assunto, para seu próprio benefício”. O jovem confessou que acreditava que a Lei Básica iria perdurar além dos 50 anos estipulados para vigorar na RAEM. “Acho

política

na Lei Básica a 22 de Outubro de 2008, o homem de 50 anos disse que tinha “ouvido falar” mas não sabia exactamente do que se tratava. Mas Cody sabe. “É uma lei que implica controlar o conhecimento e a liberdade das pessoas e da imprensa.” O artigo regulamenta que a RAEM “deve produzir, por si própria, leis que proíbam qualquer acto de traição à Pátria, de secessão, de sedição, de subversão contra o Governo Popular Central e de subtracção de segredos do Estado”, bem como leis que proíbam organiza-

ções ou associações políticas estrangeiras de exercerem actividades políticas. Cody está tranquilo, considera que a população de Macau “não está bem ciente da regra”, nem se interessa. “As pessoas aqui são diferentes das pessoas de Hong Kong, por exemplo. Lá eles preocupamse mais com a liberdade de expressão”, atirou. Tommy Lee também não acha o artigo problemático. “É apenas mais uma forma de manter a cidade pacífica e quem é contra é porque não está dentro do assunto.”

A senhora Wong, 55 anos, está satisfeita. “Conheço a lei e estou contente com o que foi desenvolvido até agora em Macau”, declarou. Wong desconhece a influência portuguesa na legislação local, mas sabe que a Lei Básica tem validade até 2050. Por ela as coisas podem continuar como estão.

Governo optimista

O presidente da direcção da Associação de Divulgação da Lei Básica de Macau, Chui Sai Cheong, disse ao Hoje Macau que as actividades

têm sido “um sucesso”. Há 11 anos que, juntamente com a Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ), o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), a associação promove exposições fotográficas retrospectivas – a deste ano será apresentada em Maio na província de Sichuan -, e seminários sobre os objectivos e as exigências de governação de acordo com a lei na nova conjuntura. Numa vertente mais lúdica, são lançados concursos de desenho e de teste de conhecimentos sobre a legislação nas escolas. Verdade é que, apesar da chuva, muita gente formava filas nas tendinhas da praça Tap Seac, ontem à tarde. Chui Sai Cheong frisou que o trabalho de desenvolvimento do conhecimento da população sobre a Lei Básica “é muito importante”, sobretudo no que toca às novas gerações. A secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, também presente na cerimónia, disse que o Governo está “optimista” e que o trabalho de sensibilização da população é um trabalho que deve ser “contínuo”, assegurando que “vai continuar durante vários anos”. “Estamos na direcção certa em termos da promoção da Lei Básica que, além da função legislativa, também tem a ver com a vida de cada um dos cidadãos do território”, recordou. Admitindo que, mesmo assim, há sempre “espaço para melhoramento”.

Deputado quer saber quais são as medidas do Governo para aliviar inflação

Revele-nos já os planos vales de consumo, que poderiam ser trocados por alimentos nos supermercados locais. “Isso permitiria que fossem os residentes a decidir se querem ou não receber os vales e iria obrigá-los a consumir em Macau, além de aliviar ainda a pressão que a inflação acarreta para os residentes das camadas sociais de base”, explica Chan Wai Chi. O deputado avança que desde Setembro de 2010 a taxa de inflação se tem mantido acima dos 3% - 3,83% em Setembro, 3,95% em Outubro,

3,93% em Novembro, 3,92% em Dezembro e 4,92% em Janeiro – e lembrou a promessa feito por Chui Sai On no ano passado de interferir na economia se o índice chegasse a tal nível. “Tudo aponta para que a taxa de inflação deste ano venha, com certeza, a ultrapassar os 3%. O Governo da RAEM tem o dever de implementar, quanto antes, as medidas necessárias para ajudar os residentes na luta contra a inflação”, refere o democrata no documento. Outra preocupação de Paul

Chan Wai Chi prende-se ao facto da subida dos preços no sector imobiliário, responsável em grande parte pelo aumento da inflação no território. O deputado duvida que o Executivo será capaz de concluir as 19 mil fracções prometidas para habitação pública até 2012 e receia que o incentivo à construção de casas pequenas e médias a baixo custo surta o efeito contrário no mercado. “Segundo as experiências quer das regiões vizinhas quer de Macau, (...), essas medidas não conseguem

nunca surtir os devidos efeitos, antes pelo contrario, só vão contribuir para o aumento dos preços e das rendas dos imóveis”, aponta. O legislador defende que antes da adopção de quaisquer medidas, o Governo deve antes mobilizar terrenos suficientes para a construção de habitações públicas, o que funcionaria em das frentes – a dar casa a quem realmente precisa e a travar o aumento dos preços no sector imobiliário. “O Governo vai fazer isso?”, questiona Chan Wai Chi.


Cibercrime em discussão na RAEM

Hoje terá lugar o Seminário sobre Criminalidade Informática - A resposta de pequenos países ao desafio global, organizado pelo Centro de Formação Jurídica e Judiciária e integrado no 2.º Programa de Cooperação na Área Jurídica entre a União Europeia e Macau. Com o início marcado para as 17h, no Auditório da Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional, o Seminário, que terá como oradores Marco Gercke, docente da Universidade de Colónia e director do Instituto de Estudos sobre o Cibercrime da Alemanha, bem como Anna-Maria Talihärm, docente da Faculdade de Informática da Universidade Técnica de Tallinn, Estónia, será proferido em língua inglesa, com tradução simultânea para cantonense e português.

Guerra entre promotores e proprietários por causa de condomínios

Fiscalização precisa-se

C

han Meng Kam quer que o Instituto de Habitação colmate lacunas existentes no ordenamento jurídico de Macau e proteja os direitos e interesses dos proprietários no território. Em interpelação escrita ao Governo, o deputado eleito por sufrágio directo diz que tem recebido queixas relativamente a casos de fixação de preço abusiva, em que os promotores condicionam a entrega das chaves de uma fracção autónoma à celebração de um contrato de administração de condomínio e fixam, unilateralmente, as despesas acima do previamente previsto. “Há lugar a um hiato entre a ocupação da fracção autónoma e a constituição da assembleia do condomínio, durante a qual não existe, segundo parece, qualquer pub

suporte legal para a administração do edifício”, expõe Chan Meng Kam. O deputado diz que o Código Civil contém “muitas zonas cinzentas e não são suficientes para resolver os inúmeros e sucessivos conflitos nesta matéria” e dá o exemplo de dois casos, no edifício “Grandeur Heights” e “The Bayview”. Também recorda que em Hong Kong existe um organismo específico que não só designa como fiscaliza o desempenho das empresas de administração de condomínio na região. O deputado diz que em Macau existem “deficiências na regulação dos trâmites procedimentais da compra e venda de imóveis, pois ao longo de todo o processo quem decide é o vendedor, quem executa é o mediador imobiliário e quem cumpre é o comprador.”

Chan Meng Kam defende que a situação leva à falta de margem de manobra do comprador para negociar condições contratuais e exige a intervenção do Governo na matéria. No território, faltam critérios para a fixação das despesas de condomínio, definição de serviços a prestar e uma entidade que

supervisione exclusivamente os procedimentos de compra a venda de imóveis. Depois de receber uma resposta negativa do Conselho de Consumidores, que terá afirmado que “não dispõe de competência sobre a matéria”, Chan Meng Kam apela ao Governo que accione procedimentos no sentido de resolver a situação.

segunda-feira 28.3.2011 www.hojemacau.com.mo

5 Onde pára a “ligação perfeita”? Au Kam Sam quer saber como é que o Governo pensa ligar o metro interurbano de Cantão/Zhuhai ao metro ligeiro, como inicialmente previsto. O deputado enviou uma interpelação escrita ao Executivo a pedir satisfações em relação à matéria. Au Kam Sam recorda que quando o metro ligeiro se encontrava em fase de planeamento, o Governo prometeu fazer o possível para estabelecer “uma ligação perfeita entre o metro ligeiro e o metro interurbano de Cantão/ Zhuhai”. Meses depois da entrada em funcionamento do último, o deputado diz que a estação de Gongbei, onde o metro interurbano irá estacionar, situa-se “a centenas de metros a oeste” do Posto Fronteiriço de Zhuhai e portanto “bastante distante” da estação de metro ligeiro de Macau. Au Kam Sam questiona o Governo no sentido de saber se a “promessa da ligação perfeita” ainda continua de pé e quando será concretizada, aproveitando para fazer referencia à respectiva inspecção alfandegária e eventuais negociações com Cantão sobre a matéria.


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sociedade

Chega ao fim terceiro processo conexo ao de Ao Man Long com sete absolvidos

Chiang leva seis anos de prisão

Foram proferidas na sexta-feira as sentenças dos 13 arguidos num processo conexo ao do ex-secretário das Obras Públicas de Macau Ao Man Long. Apenas dois dos réus foram condenados a pena de prisão, ao contrário dos sete absolvidos e dos restantes com pena suspensa. Pedro Chiang viu-se condenado à pena mais alta. Todos os acusados de crimes de branqueamento de capitais foram declarados inocentes devido às provas inconclusivas A “gravidade do ilícito, a razão da acção e o [facto de os crimes serem considerados como] primários”, salientou Mário Silvestre, foram “factores a ponderar” e que levaram à decisão de suspensão da pena de Miguel Wu Ka I e dos três empresários.

Joana Freitas

D

joana.freitas@hojemacau.com.mo

epois de quase um ano, terminou na sexta-feira o terceiro processo conexo ao do ex-secretário das Obras Públicas do território, Ao Man Long, a cumprir 28 anos e meio de prisão, desde 2006. O empresário Pedro Chiang, julgado à revelia por se encontrar em Portugal e principal arguido no processo, foi condenado a seis anos e dez meses de prisão por oito crimes de corrupção activa. Também Chan Lin Ian, empresário actualmente em parte incerta, foi declarado culpado e foi-lhe atribuída uma pena de seis anos e seis meses de prisão pela prática do mesmo número e tipo de crimes que Pedro Chiang. No entanto, o colectivo de juízes do Tribunal Judicial de Base (TJB) ilibou ambos os arguidos dos restantes crimes de que vinham acusados. Pedro Chiang foi absolvido dos quatro crimes de abuso de poder, pelo facto de não ser funcionário público, e ambos ilibados dos crimes de branqueamento de capitais, por “falta de provas suficientes”, como explicou o juiz Mário Silvestre. No caso de Chan Lin Ian, o juiz presidente salientou “não ter ficado provado que as directrizes [para a transferência de dinheiro para as contas de Ao Man Long] teriam sido dadas pelo ex-secretário”. Mário Silvestre disse ainda que a ausência de Chan Lin Ian e de Pedro Chiang no julgamento e a inexistência dos seus depoimentos contribui para dificultar a obtenção de provas. Chan Lin Ian foi ainda declarado inocente do crime de corrupção passiva. Miguel Wu Ka I, sócio de Pedro Chiang, foi outro dos condenados por dois crimes de corrupção activa, que o levaram a um ano e dez meses de cadeia com pena suspensa por dois anos e ao pagamento de 800 mil patacas à RAEM por um período máximo de três meses. Wu Ka I vinha acusado de dois crimes de corrupção activa, pela assinatura de dois compromissos e por, de acordo

Sem conclusões, sem condenações

Pedro Chiang

com testemunhas do processo, estar envolvido no projecto polémico das 17 vivendas. O colectivo de juízes do TJB decidiu aplicar pena de prisão a Miguel Wu Ka I por considerar “[o arguido] um comerciante experiente, activo e conhecedor de Macau” e ainda por conhecer a utilidade do dinheiro e as consequências dos documentos que terá assinado. Outros dos arguidos que também tiveram pena suspensa foram Ng Cheok Kun, Ngai Meng Kuong e Tang Chong Kun. Os três empresários defendidos pelo advogado Leonel Alves, e que confessaram ter entregue dinheiro a Ao Man Long, foram condenados a dez meses de prisão, com pena suspensa por dois anos e ao pagamento de uma multa de 100 mil patacas à RAEM. Os homens, responsáveis pela empreitada do Estádio de Macau, vinham acusados de subornarem Ao Man Long para a adjudicação de obras públicas. Apesar de terem admitido a entrega do dinheiro ao ex-secretário, os empresários alegaram ter sido coagidos a fazê-lo, mas a falta de provas nesse sentido levou Mário Silvestre e o restante colectivo de juízes a declararem os réus culpados.

Todos os crimes de branqueamento de capitais foram dados como improcedentes pelos juízes do TJB encarregues deste caso. A Lam Yim, pai de Pedro Chiang, o colectivo de juízes decidiu excluir a condenação. À semelhança de Miguel Wu Ka I, sócio de Pedro Chiang, Lam Yim terá assinado também um compromisso. Contudo, Mário Silvestre, presidente do colectivo, salientou que o pai de Chiang “não estava ciente do conteúdo ou utilidade dos documentos” que assinava a pedido do filho. “[Lam Yim] estava aposentado, o trabalho dele era assinar os documentos e o filho fazia o resto. Estamos convictos de que Lam Yim não sabia para que serviam [os documentos]”, explicou Mário Silvestre. Também a mulher de Chan Lin Ian, Lam Man I, foi declarada inocente dos cinco crimes de branqueamento de capitais, já que o TJB considerou que esta “não estava ciente” de o dinheiro que depositava a pedido do marido era destinado às contas bancárias de Ao Man Long. “Não há factos conclusivos que provem [isso] e a explicação dada em tribunal é credível”, disse o presidente do colectivo de juízes, acrescentando que “apesar do ilícito”, Lam Man I não poderia saber que se tratavam de “actos de corrupção”, já que “depositar dinheiro não é ilegal”. A mulher de Chan Lin Ian já tinha estado presa preventivamente. A responder pelos crimes de branqueamento de capitais estavam Camila Chan Meng Ieng, mulher de Ao Man Long, e Lei Leong Chi, administrador da Ecoline, uma das empresas off-shore de Ao Man

O bater do martelo • Pedro Chiang Oito crimes de corrupção activa - Condenado a seis anos e dez meses de prisão quatro crimes de abuso de poder e um de branqueamento de capitais - Absolvido • Chan Lin Ian Oito crimes de corrupção activa - Condenado a seis anos e seis meses de prisão crime de branqueamento de capitais e de corrupção passiva - Absolvido • Miguel Wu Ka I Dois crimes de corrupção activa - Condenado a um ano e dez meses de prisão, com pena suspensa de dois anos e multa de 800 mil patacas à RAEM • Ng Cheok Kun, Tang Chong Kun e Ngai Meng Kuong Crime de corrupção activa - Condenados a dez meses de prisão, com pena suspensa por dois anos e multa de 100 mil patacas à RAEM • Lam Yim Um crime de corrupção activa - Absolvido • Lam Man I Cinco crimes de branqueamento de capitais - Absolvida • Omar Yeung Tou Lai Crime de corrupção activa e branqueamento de capitais - Absolvido • Lei Leong Chi Branqueamento de capitais - Absolvido • Camila Cheng Meng Ieng Branqueamento de capitais - Absolvida • Empresas San Ka e Shun Heng Branqueamento de capitais - Absolvidas

Long. Os dois foram absolvidos por provas inconclusivas. Camila Chan Meng Ieng e Lei Leong Chi têm paradeiro desconhecido e fazem parte da lista da Interpol. Omar Yeung Tou Lai, o arquitecto do Edifício La Cité que entrou inicialmente como testemunha no processo e acabou como arguido, também foi absolvido dos crimes de corrupção activa e branqueamento de capitais. Apesar de ser um “forte suspeito”, conforme especificou Mário Silvestre, a falta de provas de que o arguido terá servido como intermediário de Ao Man Long “levantou dúvidas ao tribunal”, que decidiu por declará-lo absolvido. O arquitecto não compareceu à leitura da sentença, já que terá sido hospitalizado de acordo com um telefonema para a sua advogada na manhã de sexta-feira. Absolvidas dos mesmos crimes que não perfizeram qualquer condenação foram também as empresas de construção civil de Chan Lin Ian - a Shun Heng e a San Ka. No total foram sete os arguidos absolvidos, dois condenados a pena efectiva de prisão e quatro condenados a multas à RAEM e a pena de prisão suspensa. Mário Silvestre salientou a importância da ajuda dos funcionários do Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), principalmente no respeitante à tradução de chinês para português dos “cadernos da amizade”, onde Ao Man Long anotava de forma codificada os montantes dos subornos que lhe eram pagos e que foram apreendidos na sua casa, apesar da sua ausência e de qualquer representante, depoimentos, despachos e compromissos - documentos constituídos como meio de prova. Mário Silvestre assegurou que a decisão foi tomada com base numa “análise profunda das provas”, mas não excluiu a hipótese de existirem “deficiências na sentença, quer da parte da defesa, quer da parte acusação”, deixando ao critério de todos a possibilidade de voltarem a analisar o acórdão da sentença.


Discutir bairros antigos em Iao Hon

No sentido de aumentar o conhecimento dos moradores acerca do bairro do Iao Hon sobre o reordenamento dos bairros antigos, o Conselho Consultivo para o Reordenamento dos Bairros Antigos (CCRBAM) realizou um encontro com os moradores dos sete conjuntos de prédios, para esclarecer e discutir o conceito da “unidade de valor” e aproveitou para auscultar as suas opiniões. O Governo da RAEM tem promovido activamente os trabalhos do reordenamento dos bairros antigos, levando a efeito, de forma sistemática, o ordenamento do ambiente comunitário, de acordo com os modelos do reordenamento dos bairros antigos.

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Advogado de Pedro Chiang não exclui possibilidade de recorrer da sentença

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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o final da sessão que ditou a condenação de Pedro Chiang, João Miguel Barros, advogado do empresário, disse aos jornalistas ter de analisar o acórdão do Tribunal Judicial de Base, devido às “questões essenciais que não foram clarificadas”. Na opinião de João Miguel Barros, essas questões passam, por exemplo, pela validade das buscas à casa do exsecretário das Obras Públicas de Macau, Ao Man Long. “A validação destas buscas é algo que me assusta terrivelmente, mas não posso estar a antecipar nada, eu não conheço a sentença nem o acórdão”, sublinhou o advogado. pub

João Miguel Barros já tinha levantado estas questões no julgamento na altura da defesa de Pedro Chiang. Os “cadernos da amizade”, principais provas no tribunal, terão sido apreendidos da casa do ex-secretário sem a sua ou qualquer presença da sua confiança dentro da propriedade. O defensor disse não excluir a hipótese de recorrer da decisão. “Eu tenho sempre todas as hipóteses em aberto, não desisto de lutar pelos direitos quando acredito neles.” No entanto, responder de modo concreto a esta questão é algo “prematuro” nesta altura, quando a sentença não transitou ainda em julgado e Pedro Chiang não foi ainda notificado da decisão do TJB. “Para a sentença ser

eficaz, o Pedro Chiang tem de ser notificado. Depois é preciso esperar pela decisão dele em recorrer ou não”, explica João Miguel Barros, acrescentando que, apesar de as notificações terem de ser feitas presencialmente, o facto de haver precedentes em notificações por carta registada com aviso de recepção, aquando da notificação da data do julgamento, a sentença poder ser efectuada da mesma forma. Quanto ao eventual cumprimento da pena em Portugal, o advogado exclui totalmente essa hipótese, a menos que Pedro Chiang assim o deseje. “Em Macau não cumpre a pena, no caso de se confirmar a decisão, que não tem ainda força plena porque não transitou

António Falcão | bloomland.cn

“Não desisto de lutar pelos direitos quando acredito neles”

em julgado. Mas não há nenhuma viabilidade de ele vir a cumprir pena em Macau, a menos que ele decida” , disse João Miguel Barros. De acordo com a defesa, Pedro Chiang é um “cidadão português a residir em Portugal legalmente” e a coopera-

ção entre Portugal e Macau no que diz respeito a extradição é, na opinião do advogado, fraca. “No caso da sentença ser eficaz, poderia haver um pedido de cooperação nesse sentido, mas há dificuldades nessa possibilidade. Há alguns e sérios obstáculos jurídicos a que as autoridades possam concretizar essa ideia, se é que a têm, parece-me que sim”, salientou João Miguel Barros. Para já, Pedro Chiang terá de ser notificado da sentença pelo tribunal para poder depois interpor recurso e, se assim for, só depois de uma decisão e de não existirem mais recursos é que as autoridades de Macau poderão tomar medidas sobre a sua eficácia. A defesa de Chiang diz

estar “desapontada com a sentença”, mas assegura ter “um pouco de convicção de que ele não venha a cumprir pena”. O advogado salienta, no entanto, que há ainda “muito trabalho para ser feito”. O defensor afirma que existem muitas controvérsias no caso. “Este julgamento coloca questões absolutamente estruturantes para o Estado de Direito e para a garantia da existência de um Estado de Direito saudável em Macau.” No entanto, João Miguel Barros congratulouse com o facto de todos os arguidos imputados pelo crime de branqueamento de capitais terem sido absolvidos: “Nesse aspecto há uma correcção de decisões anteriores cegas na aplicação da lei”, salienta.


vida

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Política de espaços verdes em Macau é para continuar

Transplantação em marcha Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

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esenvolvimento de jardins e espaços verdes urbanos bem como a reabilitação das zonas costeiras com mangais. Essa é a direcção a tomar pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) em termos de política ambiental para os próximos tempos. A novidade foi divulgada durante um seminário sobre a construção de um ambiente habitacional verde nas cidades super-densas, no âmbito da 30.º Semana Verde de Macau. “A política não vem de agora mas terá maior ênfase nos dias que correm. Desde 2007 que começámos o processo de transplantação de mangais maduros de estufas e no final do ano passado atingimos um óptimo resultado”, explicou o presidente do conselho de administração do IACM, Tam Vai Man. As zonas de mangue podem trazer maior equilíbrio para as zonas costeiras da RAEM. “Diminui o risco de inundação e está provado, pelos resultados da Indonésia em 2004, que os mangais reduzem um pouco a destruição causada por um tsunami”, explicou Xu Zheng Chun, reitor da Universidade de Huanan, de Cantão. Para Macau é muito importante a valorização deste tipo de plantas até porque também é um ecossistema que se gera ajudando, por exemplo, à nidificação de aves. “A zona de mangais é o habitat diversos seres vivos e por isso a nossa política é plantar o mangue junto à ponte de Sai Van, no lado da Taipa”, explicou Xu. A fase agora é simples. Os responsáveis vão ter de elevar a qualidade das plantas, escolhendo as melhores e mais resistentes. “O que pretendemos ao fim ao cabo é criar um processo natural acelerado artificialmente. No entanto, a transplantação só pode ser efectuada na Primavera e no Outono. Tudo tem de ser considerado”, disse o académico.

Ecossistema

As florestas de mangal ou mangais, são comunidades dominadas por várias espécies de árvores e arbustos, adaptados a viver em água salgada ou salobra. São habitats influenciados pelas marés, característicos de zonas baixas de rios, estuários, baías e orlas costeiras tropicais e subtropicais. Estima-se que cubram até 75% das costas dos países, onde desempenham um importante papel ecológico.

Click ecológico Salvem os pinguins • Uma equipa de resgate tenta salvar mais de 20 mil pinguins ameaçados por um derramamento de petróleo na ilha britânica de Tristão da Cunha, depois que um cargueiro ficou encalhado. Pinguins penacho-amarelo cobertos de óleo começaram a ser recolhidos e retirados na quinta-feira para um armazém. Lá eles recebem tratamento, limpeza e, posteriormente, voltam ao seu habitat. Mais de mil já foram salvos.

Muitos peixes tropicais, incluindo tubarões, passam os primeiros meses ou anos de vida aqui, protegidos entre as raízes dos mangais. Por exemplo, em Queensland na Austrália, perto de 80% das espécies de peixes e crustáceos comerciais, passam parte das suas vidas em mangais. Por isso, em vários países, são habitats protegidos por lei, de modo a que o seu equilíbrio, e de todas as espécies que deles dependem, não seja perturbado. O processo de transplantação dos cerca de 60 mangais no território obteve um certificado por parte do Governo Central.

Melhorar a vida

“Ficus pumila”, “Bauhinia blakeana” e “Arundina graminifolia” dizem-lhe alguma coisa? Possivelmente não, mas muitos devem conhecer as flores unha-de-gato, bauínia de Hong Kong ou a orquídea-bamboo. Estas são as espécies de flores mais vulgares em Macau e para aproveitar essa abundância, o IACM pretende colocá-las espalhadas pela cidade. “Tudo o que queremos é criar uma arborização tridimensional e vertical como a de Shenzhen. Espaços verdes diminuem o efeito de estufa”, revelou Leong Kun Fung, administrador do IACM. Cerca de 60% das plantas do território são exóticas, e apesar de o Governo querer reduzir o número de pinheiros, é ponto assente que haverá importação de plantas estrangeiras por forma a experimentar e diversificar o mundo botânico do território. “Queremos importar o eucalipto da Austrália bem como outro tipo de plantas que consigam resistir à humidade, ao vento e à água salgada”, afirmou o responsável do IACM. Outra coisa que é preciso ter mão é nas plantas invasoras e daninhas. “Crescem sem qualquer tipo de orientação e aparecem em todo o lado só porque sim. Temos de limpar essas plantas invasoras para dar outro ar aos nossos espaços verdes”, explicou. Macau bebeu influências em muitas outras realidades. Além de Shenzhen ou Hong Kong, Singapura também serviu de referência. “É uma realidade bem parecida com a de Macau, não acham?”, questionou Leong. “Há um contraste muito grande em Macau e nas ilhas que gera uma situação muito desequilibrada. No entanto, em Macau, existem espaços verdes de 200 em 200 metros. Penso que a realidade de espaços verdes no território não é assim tão negativa”, concluiu Leong Kun Fung.

Vanessa Amaro*

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vanessa.amaro@hojemacau.com.mo

acau não ficou de fora do desafio lançado pela organização não governamental WWF para apagar as luzes durante uma hora contra o aquecimento global. A Hora do Planeta pôs os grandes casinos do território às escuras entre às 20h30 e as 21h30 de sábado, mudando por completo a vista panorâmica da cidade. A flor de Lótus do Grand Lisboa e a “bola” do velhinho Lisboa deixaram de piscar, o MGM ficou com a fachada negra, o BNU conheceu uma escuridão estranha e a Torre de Macau deixou de existir no meu do nevoeiro. Também os condomínios residenciais One, próximo ao Lago Nam Van, e o Nova Taipa Garden ficaram com as luzes no mínimo. O terminal marítimo de Macau também esteve às escuras. Todos os seis operadores de casinos desligaram a iluminação externa e fizeram o máximo para gastar menos durante a Hora do Planeta. O MGM, por exemplo, iluminou todo o seu spa com velas. As três pontes que ligam Macau à Taipa ficaram com as luzes de ornamentação apagadas, tendo apenas em funcionamento a iluminação nos tabuleiros das pontes. A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) referiu que o Governo, pelo terceiro ano consecutivo, aceitou o repto a WWF para ajudar na luta contra o aquecimento global. Às 20h30 em ponto de sábado, não se viu uma ponta de luz na Sede do Governo, no Tribunal de Última Instância, na Assembleia Legislativa ou no Ministério Público. Por uma hora, os monumentos históricos e turísticos espalhados por todo o território deixaram de estar iluminados, bem como os edifícios de todos os serviços da Administração Pública. Toda a iluminação decorativa nas ruas da cidade foi também desligada. Não havia, até ontem, dados oficiais do número de aderentes a título individual da iniciativa global no território. Em Hong Kong, a adesão foi recorde, com a baía de Vitória e todos os edifícios da Administração – incluindo escolas - totalmente às escuras. No total, 3200 empresas e edifícios e 320 instituições de ensino apagaram as luzes e mais de dois milhões de pessoas apagaram as luzes em casa.

Austrália na frente

A Ópera de Sydney foi o primeiro local emblemático do planeta a ficar mergulhado na escuridão, às 20h30 locais. A Hora do Planeta foi celebra-

Macau aceita

Às esc

Macau

da por mais de 130 países e cente de milhões de pessoas. A iniciativa, organizada de 2007 pela WWF (Fundo Mun para a Natureza), pretende se bilizar as opiniões para o proble das alterações climáticas. No passado participaram 128 países Austrália à América, passando p Ásia, Europa e África, os edifí mais famosos – como a Ópera de ney, a Torre Eiffel, o Cristo Rede


Na Austrália, mais de 45 espécies podem desaparecer em 20 anos

Mamíferos, pássaros, lagartos e outros animais podem desaparecer nos próximos 20 anos da região de Kimberlye, a noroeste da Austrália. Os animais fazem parte de um grupo com mais de 45 espécies listadas como ameaçadas de extinção. O risco vem da caça de gatos selvagens e da destruição do habitat dos bichos por cabras e burros selvagens, além de incêndios na região. Cerca de 30% das espécies em risco foram identificadas como sendo únicas em Kimberlye e outras já não existem em outros territórios australianos.

a desafio de apagar as luzes contra aquecimento global

curas para salvar o planeta

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esde ndial ensiema ano s. Da pela ícios Sidentor

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e criar um futuro onde as pessoas vivam em harmonia com a natureza”, comentou o director da organização naquele país, Chris Howe.

China colabora

Oitenta e quatro cidades na China desligaram as luzes nos principais pontos dos centros urbanos, incluindo alguns edifícios emblemáticos na Cidade Olímpica, em Pequim. Segundo o site oficial da campanha, a cidade Makati, nas Filipinas, quis ir além dos 60 minutos e anunciou uma moratória aos sacos de plástico nas lojas. Além disso, pretende promover o uso de sacos feitos por artesãos locais. No Japão, abalado a 11 de Março por um sismo e tsunami que fizeram mais de 27 mil mortos e desaparecidos, vários milhares de pessoas e um centro de abrigo para desalojados participaram na iniciativa. “Os japoneses têm um sentimento especial este ano, quando desligarem as luzes”, comentou Hideko Arai, uma porta-voz da WWF. Um minuto de silêncio foi observado em vários países, em homenagem às vítimas da catástrofe no Japão. Nos Estados Unidos, todos os edifícios das Nações Unidas, em Nova Iorque, ficaram às escuras, informou o secretário-geral Ban Kimoon. Ontem, este responsável deu o seu apoio ao evento destinado, disse, a “proteger o planeta e a garantir o bem-estar da humanidade”. “Vamos utilizar estes 60 minutos de escuridão para ajudar o mundo a ver a luz”, disse Ban Ki-moon.

Europa Sidney, Austrália

Atenas, Grécia

e o Empire State Building – estiveram uns após os outros com as luzes apagadas às 20h30 locais. Segundo Andy Ridley, co-fundador e director da operação, um número recorde de 134 países ou territórios participaram na edição de 2011. “A quantidade de energia economizada durante esta hora não é, verdadeiramente, o que importa”, admitiu à AFP, em Sydney. “A intenção é mostrar o que pode acontecer quando

as pessoas actuam juntas”. Este ano, os organizadores apelaram ainda aos participantes para se comprometerem a fazer durante 2011 algo que contribua para salvar o planeta. A Hora do Planeta começou no Pacífico, com as ilhas Fiji, Nova Zelândia e Austrália, seguindo depois para Oeste, seguindo o pôr-do-sol. Na Austrália, os organizadores estimam que tenham participado cerca de dez milhões de pessoas.

Na Nova Zelândia, a chuva perturbou algumas iniciativas, informou Lee Barry, responsável pelas alterações climáticas na WWF neozelandesa, ao jornal “New Zealand Herald”. Em Hamilton, trovoadas enfraqueceram os ânimos num concerto acústico mas a festa continuou com tambores e dançarinos. “Quando tomamos pequenas acções, no âmbito de uma comunidade global, podemos fazer uma grande diferença

Na Grécia, a Acrópole, o Parlamento, o Palácio Presidencial deverão ficar às escuras, disse Georges Vellidis, da WWF-Grécia. Neste país participaram cerca de 300 cidades, centenas de escolas e empresas e 25 mil pessoas a título individual. Na Áustria, todas as maiores cidades foram mobilizadas. O palácio de Schönbrunn – antiga residência da família imperial em Viena – e a estátua de Mozart em Salzburgo fizeram parte dos monumentos que aderiram. A França participou em seguida com as luzes desligadas na catedral de Notre-Dame e nas pontes, fontes e praças de mais de 230 locais em Paris. A Torre Eiffel também participou mas apenas por cinco minutos, por razões de segurança. Para o primeiro-ministro britânico David Cameron, a Hora do Planeta é um “imenso símbolo de solidariedade, uma demonstração encorajadora do compromisso internacional”. * com agências

Urso polar Knut morreu de epilepsia Knut, o urso polar mais famoso do mundo, morreu há uma semana no Zoológico de Berlim, Alemanha, vítima de um ataque de epilepsia, de acordo com neurologistas citados pela revista alemã “Focus”. Uma TAC revelou anomalias no cérebro do urso, de quatro anos de idade, que terá herdado a epilepsia do seu pai Lars. A revista “Focus” adianta que o cérebro do animal está a ser estudado no Leibniz Institute for Zoo and Wild Animal Research (IZW). Knut nasceu em Dezembro de 2006 mas pouco tempo depois foi rejeitado pela mãe Tosca. Seguiu-se um intenso debate sobre se a natureza deveria seguir o seu curso mas decidiu-se intervir e Knut foi criado à mão pelo tratador Thomas Doerflein, que viria a morrer em Setembro de 2008, aos 44 anos. Desde que foi apresentado pela primeira vez ao público, a 23 de Março de 2007, - evento acompanhado de perto por 200 jornalistas de todo o mundo - conquistou o coração dos berlinenses e depois do mundo. O ministro do Ambiente alemão, Sigmar Gabriel, adoptou Knut e aproveitou para apelar ao debate sobre as alterações climáticas, uma vez que esta é uma das espécies mais ameaçadas pelo aquecimento global, devido à destruição dos seus habitats. Milhares de pessoas acompanharam o crescimento de Knut e as suas brincadeiras. A sua morte inesperada entristeceu milhares de fãs que manifestaram o seu pesar nas redes sociais. “Todos nós tínhamos esse urso polar em nossos corações. Ele foi a estrela do zoológico de Berlim”, disse, então, o presidente da Câmara da cidade, Klaus Wowereit.

Atitude verde Reutilizar • Utilize a água acumulada nos equipamentos desumidificadores para regar as plantas ou lavar o chão.


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ícones português do desporto

Entrevista | Sérgio Paulinho, 31 anos, ciclista

“Vencer uma etapa no Tour foi um sonho” Gonçalo Lobo Pinheiro

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glp@hojemacau.com.mo

rubrica Ícones do Desporto Português dedica as suas páginas de hoje ao ciclismo. Filho do exciclista Jacinto Paulinho, Sérgio Paulinho venceu o campeonato do mundo de juniores em 2002. Em 2003 tornou-se ciclista profissional e teve o ponto alto da sua carreira com a conquista da medalha de prata dos Jogos Olímpicos de 2004. Passou por equipas de topo como a Liberty Seguros, Astana, Discovery Channel e actualmente está na RadioShack de Lance Armstrong e José Azevedo. Já venceu uma etapa na Vuelta e outra no Tour. Pretende permanecer em actividade mais cinco ou seis e não vislumbra, para já, voltar a correr por uma equipa portuguesa.

Fez história no ciclismo português ao conquistar um medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas e ao ter vencido uma etapa da Volta à Espanha 2006. O que representou para si estas duas conquistas? A medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas representa para mim muito porque foi uma conquista de que não estava à espera de conseguir e sendo a minha primeira vez numas olimpíadas onde todo o mundo estava atento. A etapa na Volta à Espanha foi outro feito, porque foi a minha primeira vitória numa grande volta por etapas. Em 2002 ganhou a medalha de prata nos mundiais sub-23 de contra-relógio. Era o início de uma carreira recheada de êxitos? Antes da medalha em 2002 já tinha feitos outros grandes

resultados para o ciclismo português e fui campeão mundial de juniores. Mas tenho de ser sincero. Essa medalha começou a ajudar e muito a minha carreira como desportista. Esteve numa equipa com Armstrong e Contador. Qual admira mais? Tanto o Alberto como o Armstrong são dois grandes campeões e foi uma grande honra para mim trabalhar com eles. Como comenta o abandono definitivo do americano e a polémica de doping que envolveu o espanhol? A retirada do Armstrong do ciclismo era uma coisa que já muita gente estava à espera. A idade do Armstrong [quase 40 anos] também já não ajuda muito e vai deixar muitas saudades ao ciclismo. O caso de Contador

“A medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas representa para mim muito porque foi uma conquista de que não estava à espera de conseguir e sendo a minha primeira vez numas olimpíadas onde todo o mundo estava atento” penso que foi mais para tentarem fazer algum tipo de dano ao Alberto que outra coisa, porque ele já pode correr. Conseguiu um 6.º lugar na Volta a Portugal de 2004. Está nos seus horizontes voltar à prova portuguesa para tentar os

primeiros lugares? Neste momento, para ser sincero, não penso voltar ao ciclismo português nem passa pelos meus objectivos voltar tão cedo. Em Junho de 2006, atingiu o melhor momento da sua carreira no estrangeiro na competição Dauphiné Libre, tendo estado durante boa parte da competição no top-10. Contudo, três semanas depois, foi impedido de participar no Tour por alegado envolvimento no escândalo de dopagem Operação Puerto. Poucos dias após o final da competição, essa situação verificou-se ser falsa, podendo assim o corredor poder regressar à competição. O que sentiu? Bem... (pausa). Foi uma situação complicada que não gosto de falar. Em Julho de 2006, foi anunciada


Râguebi | Portugal fica-se pelas meias-finais em Hong Kong A selecção portuguesa de râguebi de sete ficou ontem pelas meias-finais da Taça Plate do torneio de sevens de Hong Kong, prova pontuável para o circuito mundial, ao perder por 28-5 contra a África do Sul. O sete português de Tomaz Morais começou ontem por disputar os quartos de final da Taça Cup, a principal do torneio, com a Nova Zelândia que derrotou o conjunto português por 33-5, tendo perdido no último desafio com a África do Sul o que afastou a equipa das quinas da final da Plate. A África do Sul vai disputar a final da segunda mais importante Taça do Torneio com o vencedor do encontro entre Rússia e Austrália.

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“Tanto o Alberto como o Armstrong são dois grandes campeões e foi uma grande honra para mim trabalhar com eles (...). Neste momento não penso voltar ao ciclismo português” a sua entrada para a equipa norte-americana Discovery Channel. Chegou a correr com o José Azevedo ou foi um a chegar e outro a partir? Quando cheguei à Discovery Channel o Azevedo saiu para o Benfica. Entretanto voltou a encontrá-lo na RadioShack. Para mim é o realizar de um sonho porque sempre tive muita vontade de trabalhar com o Azevedo. É bastante fácil trabalhar com ele porque como já foi ciclista até há pouco tempo tem a noção muito fresca do que é andar em cima de uma bicicleta. Em 2008 voltou a ver a sua equipa impedida de participar no Tour devido a mais um caso de dopagem. Em Junho do mesmo ano sagra-se campeão nacional de contra-relógio. Qual o problema nas equipas a que pertence? É verdade. Em 2008 fomos impedidos de fazer o Tour por causa do caso de dopagem no ano anterior na equipa Astana. Para nós foi difícil aceitar esta decisão, porque não tínhamos qualquer culpa do que tinha acontecido no passado com a equipa e a partir desse momento tivemos de gerir de maneira diferente a época o que me permitiu realizar os campeonatos nacionais e ser campeão português de contra-relógio. Momento alto: conquista uma das maiores vitórias da sua carreira até este momento, vencendo a 14 de Julho a 10.º etapa do Tour, com chegada a Gap. O que sentiu? Espectacular. Acho que é o sonho de qualquer ciclista vencer uma

etapa na Volta à França e para mim foi um dia que nunca mais vou esquecer em toda a minha vida. Quais são as perspectivas para este ano? Para este ano o grande objectivo vai ser o Tour. Neste momento estou no Criterium Internacional, segue-se a Volta ao País Basco, para depois começar a preparação para o Tour. Quais são os seus ídolos do desporto? Lance Armstrong, Alberto Contador, Lewis Hamilton, Valentino Rossi. Quem é o Sérgio Paulinho como pessoa e fora do desporto? Quando não estou a competir ou a treinar gosto de estar em casa com a família ou jogar Play Station. Já esteve em Macau? Nunca estive em Macau mas era uma cidade que gostava de visitar. E o futuro? Neste momento pretendo ficar no ciclismo mais uns cinco ou seis anos e depois gostava de ficar ligado ao ciclismo. Vê-se como um embaixador do desporto português, ao nível de Carlos Lopes, Rosa Mota, Fernando Mamede, Luís Figo ou Eusébio? Gostava de ficar ligado ao desporto mas ao nível desses antigos desportistas não me vejo ainda ligado. Nunca se sabe se no futuro surgir essa oportunidade seria uma situação em que iria ponderar bastante. Uma palavra à comunidade portuguesa de Macau... A todos os portugueses em Macau um grande abraço e espero um dia poder visitar-vos.

Quem é Sérgio Paulinho? • Nome completo • Modalidade de Atletismo • Data de Nascimento • Naturalidade • Nacionalidade • Peso: • Altura: Sérgio Paulinho e Alberto Contador

Sérgio Miguel Moreira Paulinho Ciclismo 26 de Março de 1980 (31 Anos) Oeiras Portugal 64 kg 1,72 m

Palmarés 2002 2002 2004 2006 2008 2010

Medalha de ouro no campeonato do mundo de juniores Medalha de prata nos mundiais de sub-23 no contra-relógio Medalha de prata nos Jogos Olímpicos 2004, em Atenas Vence a 10.ª etapa da Vuelta, em Museo de Altamira Campeão português de contra-relógio Vence a 10.ª etapa do Tour, em Gap


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cultura

joana freitas

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Joana Freitas

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joana.freitas@hojemacau.com.mo

briu ao público, na sexta-feira, o “Rio da Sabedoria”, a versão animada das pinturas alusivas ao Festival Cheng Ming. Pintadas no século XII por Zhang Zeduan, as cenas do pergaminho retratam a vida da cidade de Kaifeng, a capital da dinastia Song, durante o famoso festival do dia de todas as almas. Tradicionalmente, e desde há mais de mil anos, o povo chinês sai à rua no início de Abril, aproveitando o dia para saudar os antepassados falecidos, oferecendo-lhes comida e flores, e para festejar a Primavera. Zhang Zeduan imortalizou o ambiente do quotidiano de uma cidade assente nas margens do Rio Amarelo, de onde provinha o alimento e a riqueza da cidade. Agora, depois de dois anos para ganhar vida, pelas mãos e conhecimentos tecnológicos de Yu Zheng, director da Crystal Computers Graphics Lda., a empresa responsável pela produção, a versão electrónica chega a Macau, 30 vezes maior que a gravura original, com mais de mil personagens e com quase 200 metros de cumprimento. Depois do sucesso na Expo Xangai, a exposição está patente na Nave dos Jogos da Ásia Oriental, até 14 de Abril. Para Chui Sai On, Chefe do Executivo, a abertura ao público da versão animada da pintura representa uma “excelente oportunidade” para dar a conhecer a história

Versão electrónica do Festival Cheng Ming abriu portas com casa cheia

Um quotidiano no correr de um rio e a cultura chinesas, facto também salientado pelo cônsul de Portugal em Macau. Manuel Cansado de Carvalho disse ao Hoje Macau recomendar a visita à exposição, principalmente para os residentes

portugueses. “Não só pelo que representa, da antiguidade clássica chinesa, como pela modernidade da China. Para os portugueses deste lado da China há muitas coisas a aprender”, salientou.

O diplomata já tinha tido a hipótese de ver a versão electrónica da pintura do Rio da Sabedoria em Xangai, mas assegura que em Macau é mais fácil apreciar os detalhes da tela, uma vez que os caminhos

da exposição se afiguram bem mais calmos do os do pavilhão chinês da movimentada Expo 2010.

Falta de bilhetes gera especulação

As entradas, a 10 patacas, foram imediatamente esgotadas para algumas marcações dois dias depois do Instituto do Desporto (ID) as ter posto à venda. No dia da abertura, cerca de mil pessoas esperavam na entrada para a abertura dos portões. Alex Vong, presidente do ID, disse aos jornalistas “não saber o número exacto de bilhetes vendidos”, mas assegurou que eram esperadas mais de 180 mil pessoas. Abordado sobre a questão da especulação na revenda de bilhetes, cujos preços estão actualmente a rondar as 150 a 300 patacas, Alex Vong apelou à população para não aceitar este tipo de comércio ilegal, afirmando que qualquer actividade ilícita detectada iria ser averiguada. O responsável salientou ainda que a venda de bilhetes no local da exposição estava limitada a quatro por residente e que, além das já determinadas 11 horas por dia de exposição, “não há qualquer intenção de prolongar” o período de visita.


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Sala 1

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Preço: Mop50.00 Um filme de: Danny Boyle Com: James Franco, Amber Tamblyn, Kate Mara 14.30, 16.30, 21.30

Preço: Mop50.00 Um filme de: George Wolfi Com: Matt Damon, Emily Blunt 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

127 hours [c]

World Invasion [b]

Preço: Mop50.00 Um filme de: Jonathan Liebesman Com: Aaron Eckhart, Michelle Rodriguez, Ramon Rodriguez 19.30

the rite [c]

Preço: Mop50.00 Um filme de: Mikael Hafstrom Com: Anthony Hopkins, Colin O’Donoghue, 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Su doku [ ] Cruzadas

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-BROMO. REREM. 2-UAVAONA. AXE. 3-AMIR. ASSUAR. 4-M. EITA. ALCE. 5-AAL. ALAR. TM. 6-VATRICOSO. 7-AE. ZOAR. IRA. 8-OLGA. NORA. M. 9-NEARCO. UGRO. 10-DAR. ASPIRAR. 11-ELAFO. OROPA. VERTICAIS: 1-BUAMA. AONDE. 2-RAM. AVELEAL. 3-OVIELA. GARA. 4-MARI. TZAR. F. 5-OO. TARO. CAO. 6-NAALIANOS. 7-RAS. ACRO. PO. 8-E. SARO. RUIR. 9-BAUL. SIAGRO. 10-EXACTOR. RAP. 11-MEREM. AMORA.

solução do problema do dia anterior

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SALA 3

VERTICAIS: 1-Pequeno peixe de água salgada. Onde. 2-Tipo de memória. Rouxinol. 3-Ouviela. Habitação ou bairro pobre em Goa. 4-Árvore frutífera dos sertões do N. do Brasil. Título de imperador. 5-Berço.Vento frio. Constelação austral. 6-Antigos hereges. 7-Chefe etíope. Que estala facilmente. Especiarias, adubos, temperos. 8-Espécie de palmeira africana. Cair com ímpeto rapidamente. 9-Forma antiga de baú. Género de palmeiras da região do Amazonas. 10-Aquele que faz exacções, que cobra impostos, ect. Tipo de música. 11-Subst. Viscosa. Fruto da amoreira e de algumas espécies de silvas.

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição

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the adjustment bureau [b]

HORIZONTAIS: 1-Metalóide líquido, avermelhado e venenoso. Azorrague com que se castigavam os condenados. 2-Árvore frutífera dos sertões. Linha imaginária, que passa pelo centro de um corpo circular. 3-Emir. Amotinar para desordem ou crime. 4-Exclamação de alegria e incitamento. Veado das regiões do norte. 5-Associação Académica de Lisboa. Arrastar ou guiar barcos à sirga. Túlio. 6-Que tem os pés tortos ou defeituosos. 7-Assoc. de Estudantes. Ter som forte e confuso. Mágoa ou paixão que a injúria desperta na pessoa injuriada. 8-Planície entre oiteiros. Poço donde se extrai água por meio de engenho. 9-Espécie de almirante nas antigas armadas gregas. Designativo de úgrico. 10-Manifestar-se, sobrevir. Ter desejo veemente. 11-Designação científica do veado. Traseiro.

REGRAS |

seGUNDa-feira 28.3.2011

[Tele]visão www.macaucabletv.com TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:30 RTPi Directo 19:00 TDM Entrevista (Repetição) 19:30 Ganância 20:25 1 Minuto de Astronomia 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde RTPi 22:10 Viver a Vida 22:58 1 Minuto de Astronomia 23:00 TDM News 23:30 TDM Desporto 00:00 Há Conversa 01:00 Telejornal - Repetição 01:30 RTPi Directo

INFORMAÇÃO TDM

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17:15 Shadow Of A Doubt 19:15 Dracula 20:30 Tales From The Crypt 22:00 Fair Game 23:30 Epad On Max 103 23:45 The Border MGM 43 13:00 Miracle Beach 14:30 California Casanova 16:00 Igby Goes Down 17:30 Still of the Night 19:00 Audrey Rose 21:00 Death Wish V 22:45 Love at Large 00:30 Nothing Personal DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - James Bond Special 14:00 The Sun 15:00 Inside Planet Earth 17:00 Dirty Jobs - Goose Down Plucker 18:00 How It’s Made 18:30 How Do They Do It? 19:00 Extreme Peril 20:00 Dirty Jobs 21:00 Storm Chasers 2010 - Why We Chase 22:00 Swamp Loggers - Return To The Swamp 23:00 Whale Wars - The Unintimidatables 00:00 Storm Chasers 2010 - Why We Chase NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 13:00 ABOUT ASIA - Supercell 14:00 Salvage Code Red - Deep Trouble 15:00 Kissinger: The Power Of History 17:00 Shark Men - Single White Male 18:00 Inside Iraq’s Kill Zone 19:00 True Stories - Chicago Air Crash 20:00 ABOUT ASIA - Supercell 21:00 Shark Men - Single White Male 22:00 Military Monday 23:00 Alaska State Troopers 00:00 The Border - Desert Breakdown ANIMAL PLANET 52 13:00 Austin Stevens Adventures 14:00 Animal Planet Reveals Asia 15:00 Cats 101 16:00 Echo And The Elephants Of Amboseli 17:00 Animal Witness 18:00 Animal Precinct 19:00 The Most Extreme: - Inventors 20:00 Austin Stevens Adventures 21:00 Cats 101 22:00 Echo And The Elephants Of Amboseli 23:00 Animal Witness 00:00 Austin Stevens Adventures HISTORY CHANNEL 54 13:00 WWII Lost Films 15:00 The Universe 16:00 Brad Meltzer’s Decoded 17:00 Pawn Stars 18:00 The Highland Towers Disaster 19:00 Ancient Discoveries 20:00 Shockwave 21:00 Cities Of The Underworld 22:00 Pawn Stars 23:00 American Pickers 00:00 Modern Marvels

(MCTV 40) Star Movies 13:50 From Paris With Love

STAR WORLD 63 12:10 American Idol 15:10 Accidentally On Purpose 15:35 Ugly Betty 16:25 Castle 17:10 Got To Dance UK 18:05 Britain’s Next Top Model 19:05 Masterchef US 20:00 How I Met Your Mother 20:55 Cougar Town 21:50 Castle 22:45 Britain’s Next Top Model 23:40 Masterchef US 00:35 How I Met Your Mother Informação Macau Cable TV


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opinião n a m a r g em José I. Duarte

Impossível passar ao lado

R

aramente me afasto, neste espaço, dos temas que constituem o seu objecto principal, isto é, temas relacionados com a vida política e económica da região. Todavia, a crise em Portugal leva-me a abrir hoje uma excepção: porque os efeitos da crise acabarão por se reflectir sobre a vida de muitos que aqui residem; e porque o debate, também por cá, já anda na rua. É um debate difícil por várias razões. Primeiro, porque a situação é (muito) complicada e os custos humanos, sociais e económicos que lhe vêm associados são elevados – e não há nenhuma solução que os permita ultrapassar ou mitigar rapidamente. Segundo, porque é fácil que este debate seja ensombrado por preconceitos ou afinidades ideológicas ou políticas. E, consequentemente, seja mais movido pelas emoções do que pela reflexão objectiva e informada. O que não facilita a identificação ou avaliação de opções viáveis para a resolução da crise. Não vou, pois, entrar aqui na guerra da atribuição de responsabilidades – que as há, e muitas, e de muitos. É que e começar por aí seria meio caminho andado para acirrar emoções e toldar razões. Mas, sobretudo, porque o crítico agora é perceber onde nos encontramos; e, aí, estabelecer as bases de partida para qualquer discussão que vise seriamente pensar o caminho de saída desta situação. Pelo que, nesse sentido, julgo que se deve começar por limpar o terreno de explicações tão fáceis quanto superficiais; e, depois, concentrar a nossa atenção nas questões nucleares. Assim, desde logo, esqueçamos os bodes expiatórios habituais: os especuladores, as empresas de rating, as agências internacionais, os países mais ricos e outros objectos de animosidade afins. Independentemente das eventuais responsabilidades de outros, que alguns também as terão, as principais, as definitivas, as objectivas, essas responsabilidades são nossas, irremediável e colectivamente nossas. Foram dezenas de anos a adiar problemas que eram (e foram) antecipados; a ignorar os avisos dos muitos que para eles alertaram; a atribuir a estes, e àqueles e mais aos outros, direitos (imediatamente sentidos como adquiridos e irrevogáveis), privilégios, benesses e favores na ilusão (tão intensamente desejada que já se não distinguia da realidade) de que os custos poderiam ser sempre adiados para um qualquer futuro de que já não nos cabia cuidar. Pois é, o futuro chegou. Enquanto a economia mundial crescia e os subsídios europeus entravam, todo o buraco se podia ir tapando; e, costuma dizer-se, quando o vento é forte, até os perus voam. Pois é, logo que os ventos da economia mundial

Dará, talvez, um ar muito viril, impressionando quem se deixe impressionar por este tipo de gestos, proclamar que não queremos ajuda ou intervenção externa porque, sim senhor, nós somos muito bem capazes de resolver os nossos problemas. Seremos: mas poderia um observador menos impressionável indagar-se se melhor não teria sido que os não tivéssemos criado

amainaram, a lei da gravidade voltou a impor-se. As razões próximas das nossas dificuldades creditícias residem nas dúvidas fundadas que existem - e crescem - quanto à capacidade do país para cumprir as suas obrigações financeiras. É esse o ponto de partida, tudo o resto é lateral. Depois, deixemos este faz-de-conta que envolve a questão da ajuda externa. Dará, talvez, um ar muito viril, impressionando quem se deixe impressionar por este tipo de gestos, proclamar que não queremos ajuda ou intervenção externa porque, sim senhor, nós somos muito bem capazes de resolver

ca rtoon por Steff

os nossos problemas. Seremos: mas poderia um observador menos impressionável indagar-se se melhor não teria sido que os não tivéssemos criado. Adiante. Acontece, que também aqui, se parece dispensar a realidade - porque já estamos a ser, de facto, ajudados e condicionados externamente. Se o BCE compra dívida portuguesa ou instituições de crédito, nacionais ou estrangeiras, são incentivadas a comprá-la - com garantias públicas, explícitas ou implícitas - estamos de facto já a ser ajudados. E se a receitas imediatas para a crise – os sucessivos PEC’s - são as do FMI (que, recorde-se a propósito,

raides da Nato na Líbia

é instituição da qual Portugal é parte e que se rege no quadro dos tratados e objectivos definidos e acordados pelos seus membros) então, directa ou indirectamente, o FMI já cá está. E, se e quando entrar formalmente, isso apenas quererá dizer que já mais ninguém nos dá qualquer crédito. O resto, é conversa para nos distrair. Se fossemos capazes, pois, de ignorar estas diversões e de nos concentrar no essencial, as primeiras questões a apurar seriam duas. Primeiro, qual é o estado efectivo das nossas contas? E teme-se só de pensar na resposta, quando se assiste à aliança que veio a terreiro opor-se a que esse apuramento seja feito antes das eleições! O que é extraordinário: pois então vamos votar naqueles que nos vão salvar de uma situação que não se sabe nem quer saber exactamente qual é?! Segundo, que considerações têm impedido (e parecem continuar a impedir) a discussão da opção de renegociação da dívida? Processo que alguns julgam inevitável e defendem que já poderia ou deveria ter sido iniciado há vários meses. E que, pode argumentar-se, contribuiria para clarificar a situação, evitando a arrastar deste quase suplício de sucessivos PEC’s e sacrifícios sem horizonte; reduziria as incertezas, permitindo estabilizar as condições de acesso ao crédito; e, o que não seria de somenos importância, daria alguma espaço de respiração às finanças do país e ao seu povo. Claro, implicaria o reconhecimento de que estamos insolventes – mas isso já toda a gente percebeu. Que outros obstáculos existem? O mais difícil, nesta conjuntura, está em que enquanto se pedem sacrifícios aos portugueses, cada vez maiores e sem fim à vista, muitos parecem mais ocupados em alijar culpas do que em pensar com lucidez e em falar claro. Ora, a evasão permite algum alívio, é certo; mas este será sempre temporário. E, tarde ou cedo, a realidade se imporá com acrescido vigor.


Eu conheço estes heróis: O seu Padre Manuel Teixeira [1912-2003]

segredo é amar.

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”

Dito da semana: Chefe do Executivo off-shore

ol h a d el a Gilberto Lopes

“O nosso Chefe do Executivo off-shore, que passa todo o tempo fora, deve regressar a Macau e sentar-se. Deve actuar em benefício dos residentes”. AU KAM SAN NO PLENÁRIO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA.

as FIGURAS DA SEMANA

A nova patroa • Angela Leong vai reforçando a sua posição na Sociedade de Jogos de Macau. Os que sempre duvidaram do peso que já tem no universo Stanley Ho devem reformular as suas opiniões, pois a também deputada é um nome a ter

Cidade amiga do Ambiente • Macau está a necessitar de inovar, de se renovar, de apostar em novas áreas e sectores. Numa semana em que se vai falar muito de ambiente, pareceme adequado reflectir sobre as chamadas energias alternativas, que segundo os especialistas têm grandes hipóteses de se desenvolver na RAEM. A jovem Direcção de Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), que não merece o aplauso de todos – há deputados que consideram que tem trabalhado pouco –, revelou nos últimos dias que vários diplomas, que podem

mudar muita coisa, estão já do Conselho Executivo. Um sinal positivo, já que há muito a fazer. Os bate-estacas continuam a incomodar muita gente, os veículos poluem em demasia a cidade, etc. Diminuir o número de carros e motos em circulação é uma medida de que se fala, mas não tem existido coragem política para limitar a sua importação. O relatório revelado esta semana é claro: “a posse de veículos por algumas famílias já ultrapassou as necessidades de deslocação”. Ou seja, há famílias que

ACONTECIMENTO DA SEMANA • • O primeiro mandarim da RAEM, para muitos ainda o político com maior peso em Macau, quebrou esta semana o silêncio, ao destacar que a Lei Básica definiu o projecto político para Macau por pelo menos 50 anos. “Devemos agarrar-nos de forma determinada e correcta à essência da Lei Básica. Quando a fricção e os problemas surgirem na sociedade, não podemos confundir os

chegam a ter mais veículos que membros. É claro que para limitar os carros e motos devemos ter mais e melhores transportes públicos. O metro continua a ser uma miragem, os autocarros e táxis estão longe de responder às necessidades de uma cidade desenvolvida. Não é tempo, senhores da DSPA, de avançar para os transportes eléctricos? Dada a sua dimensão, a RAEM tem excelentes condições para avançar nesse sentido. O Governo deve incentivar e apoiar, criando, por exemplo, incentivos a quem usar

carros eléctricos. Podia começar pelos autocarros e táxis. A aplicação de tecnologias verdes passa por outros segmentos, como a possibilidade de cada residente produzir energia, de se utilizar o gás na sua produção, de os edifícios serem construídos tendo em vista a conservação energética. O Fundo para a Protecção Ambiental, anunciado por Fernando Chui Sai On, no montante de 100 milhões de patacas, deve ser lançado ainda no primeiro semestre do ano. Já é tempo!...

Os avisos do primeiro mandarim

nossos próprios passos nem destruir a fortaleza de betão com as nossas próprias mãos”, disse Edmund Ho, num encontro que serviu para analisar as conclusões das reuniões anuais da Assembleia Nacional Popular e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. O antigo Chefe do Executivo não esclareceu o seu pensamento, mas é evidente que

procurou deixar um aviso, num momento em que se começa a sentir uma certa agitação em torno da integração regional. Há já quem pense que a ilha da Montanha é a panaceia para todos os problemas de Macau. O que ainda não se percebeu é a maneira e a visão que o Executivo local e os empresários têm para concretizar o que se pretende fazer do outro lado da fronteira de COTAI.

em conta no futuro. Estamos ainda longe de perceber o que significou o acordo entre as várias famílias do magnata, mas Angela Leong, mercê do conhecimento que tem de Macau e das suas ligações a todos os sectores locais, além de um certo apoio das autoridades centrais, tem confirmado, paulatinamente, o seu poder. A SJM Holdings já reiterou que não vai haver mudanças na gestão ou na direcção estratégica da companhia, o que representa que Ambrose So e os seus mais directos colaboradores vão continuar a dirigir a principal concessionária do jogo. Com bons resultados, como sucedeu nos últimos anos.

Boa escolha • Luciano de Oliveira, que durante anos exerceu em Macau funções de assessor do secretário para a Segurança, é o novo director nacional adjunto do SIS – Serviço de Informação e Segurança. Uma escolha acertada, que premeia a capacidade profissional e humana de um homem que deixou muitos amigos em Macau.

Mais e menos + O que o Governo pretende fazer na zona

do Quartel dos Mouros representa um passo importante na defesa do património. E na promoção de edifícios e locais com história. É pena que não se tenha a mesma ideia para outras partes do território.

-

O cônsul dos Estados Unidos diz que a questão do Delta Ásia foi resolvida com a cooperação de Macau. O que as autoridades norte-americanas nunca revelaram foram as provas das alegadas irregularidades cometidas pelo banco de Stanley Au. O banqueiro tem razões de queixa e motivos para pedir explicações aos EUA e ao Governo de Macau, que não colocou os norteamericanos no devido lugar. Sem provas, não deve haver sanções, mas não foi isso que se verificou.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Rodrigo de Matos; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


Estás comovido? Inglês OMG, LOL e ♥ entram para dicionário As iniciais de Oh My God (OMG), Laughing Out Loud (LOL) e o coraçãozinho digital “to heart” (♥) que quotidianamente vemos no Facebook, por exemplo, já fazem parte do Oxford English Dictionary. Os responsáveis pelo dicionário indicaram que estas palavras estão “fortemente associadas com a linguagem das comunicações electrónicas” e acabaram por entrar na linguagem corrente. Portugal Sócrates reeleito no PS José Sócrates ganhou as eleições do PS com 93,3% dos votos, mais 10,59% do que o resultado obtido na eleição de 2009. O actual líder obteve um total de 26.713 votos, enquanto segundo classificado, Jacinto Serrão, ficou-se pelos 954 votos. Fonseca Ferreira obteve 728 votos (2,54%) e António Brotas 257 votos (0,9%). Os votos brancos foram 390 (1,34%) e os nulos 99 (0,34%). Sporting Impugnação das eleições A lista de Bruno de Carvalho considerou que o processo de contagem de votos “não foi totalmente transparente” e vai pedir a impugnação das eleições no Sporting. Godinho Lopes esteve sempre à frente na contagem do votos para o Conselho Directivo por margem curta sobre Bruno de Carvalho, mas a expectativa de que este poderia ultrapassá-lo começou a pairar depois de a contagem das mesas com os sócios mais antigos, as primeiras a serem apuradas, ter dado uma vantagem não muito significativa do primeiro. A incerteza quanto ao vencedor motivou a recontagem parcial, por solicitação da lista de Bruno de Carvalho, que incidiu em algumas mesas, havendo um ou outro caso em que o número de votos terá não coincidido com a primeira contagem. Líbia Rebeldes somam conquistas Depois de terem reclamado a tomada da cidade de Brega, importante terminal petrolífero, e da cidade de Adjabya, considerada estratégica, os rebeldes líbios ocuparam a cidade de Ben Jawad e a cidade de Ras Lanuf. Ben Jawad fica apenas a cerca de 50 quilómetros a Oeste da cidade petrolífera de Ras Lanuf e já foi a posição mais avançada dos insurgentes líbios quando começaram a avançar pelo Oeste, no início de Março. A cidade foi retomada pelas forças leais ao coronel Khadafi a 6 de Março.

Estou. Há um deputado preocupado com as PMEs...

segunda-feira 28.3.2011 ... Da ilha da Montanha

!!!

Edmund Ho e Rita Santos recebem distinções

Ainda chega a tempo Gonçalo Lobo Pinheiro

M

glp@hojemacau.com.mo

ais um pouco e fazia um ano, mas quem espera sempre alcança. Edmund Ho e Rita Santos vão finalmente receber as distinções com que foram agraciados por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas no ano passado. A cerimónia terá lugar no próximo dia 30, na residência oficial do cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Manuel Cansado de Carvalho. “É uma grande honra receber esta distinção. Fiquei muito surpreendida, pois não estava à espera de receber tamanha honra do Estado português. Se me senti muito contente por ter sido distinguida, agora ainda estou mais, visto que posso receber a condecoração em Macau junto da minha família e

dos meus amigos”, disse ontem Rita Santos ao Hoje Macau. A coordenadora do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum China/PLP, que receberá o título de Comendador da Ordem de Mérito das mãos do cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, bem como do embaixador de Portugal em Pequim, José Tadeu Costa Soares, nunca duvidou que a distinção chegasse até às suas mãos, “nem que fosse um ano depois” porque sempre manteve o contacto com as entidades competentes. “É um dos dias mais felizes da minha vida em 30 anos de função pública. Esta importante distinção atribuída pelo senhor presidente Cavaco Silva representa também muito para Macau, que se afirma cada vez mais como ponte privilegiada de contactos económicos, comerciais e culturais entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Sempre defendi

Portugal e a cultura portuguesa na China. Receber o prémio aqui é um sonho. Era um custo muito elevado ter de me deslocar a Portugal para o receber das mãos do presidente Cavaco Silva, a quem agradeço em particular”, referiu. Para Rita Santos a ocasião ainda se torna mais especial porque vai partilhar o momento com um “grande amigo”. Edmund Ho, agraciado com o título de Grã-Cruz da Ordem de Mérito, também estará presente na cerimónia da próxima quarta-feira. “É um grande privilégio. Temos uma boa amizade e até foi ele que, juntamente com Francis Tam, me propôs para o Fórum. É uma pessoa que sempre me deu grandes ensinamentos e bons conselhos”, disse. Mas quem também vive, por fora, a tamanha distinção de Rita Santos é a sua família e melhores amigos. Com eles quer partilhar o grande momento e até lembra o seu filho. “Ainda estou a ver com a família como vamos comemorar esse dia. O meu filho até chorou. Disseme que tem muito orgulho em mim”, afirmou a coordenadora do Fórum China/PLP, emocionada. As Ordens de Mérito Civil têm o objectivo de galardoar actos ou serviços meritórios, praticados no exercício de quaisquer funções e prestados numa das seguintes áreas: social, educação, agrícola, comercial ou serviços, e industrial, que mereçam ser especialmente distinguidos. Deste agrupamento fazem parte as ordens do Mérito, da Instrução Pública e do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial.

Funcionários corridos de Ká-Hó durante demolição

Recebidos com violência O

s funcionários públicos que estavam a realizar os seus trabalhos no âmbito da acção conjunta realizada na passada terça-feira de reversão dum terreno do Governo, localizado junto da Estrada do Altinho de Ká-Hó, foram insultados e expulsos do local por pessoas com bastões de madeira e barras metálicas. O Executivo da RAEM já veio condenar “fortemente” este acto sublinhando que em nada ajuda para resolver a questão. De acordo com o artigo 7.º da Lei Básica da RAEM, “os solos e os recursos naturais na Região Administrativa Especial de Macau são propriedade do Estado, salvo

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os terrenos que sejam reconhecidos, de acordo com a lei, como propriedade privada, antes do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau”. Segundo as legislações estipuladas antes do estabelecimento da RAEM, o Sá-Chi-Kai não é um documento válido para comprovar a titularidade dos terrenos e por isso é que o Executivo avançou para o processo de reversão. O Governo adiantou também que qualquer possibilidade de recurso para os tribunais não irá afectar a acção de despejo de ocupação clandestina de terras pertencentes à Administração.

F1 Vettel vence GP da Austrália O alemão Sebastian Vettel (Red Bull) ganhou a primeira corrida da temporada de Fórmula 1, o Grande Prémio da Austrália, à frente do britânico Lewis Hamilton (McLaren) e do russo Vitaly Petrov (Renault). O campeão mundial partiu da primeira posição da grelha de partida e dominou completamente a corrida, liderando praticamente de início ao fim. Foi a primeira vitória de Vettel na Austrália, após três abandonos em Melbourne em outras tantas corridas. O russo Petrov subiu pela primeira vez ao pódio, resistindo à pressão final de Fernando Alonso (Ferrari), que terminou em quarto lugar. Londres Meio milhão de manifestantes A polícia britânica informou que 214 pessoas foram detidas e 66 ficaram feridas durante os protestos de sábado em Londres contra as políticas de austeridade de governo. As 214 pessoas foram detidas por distúrbios à ordem pública. Entre os 66 feridos, a maioria com ferimentos ligeiros, 31 eram agentes da polícia, dos quais 11 tiveram de ser hospitalizados. Mais de 500 mil pessoas manifestaramse contra os cortes no sector público anunciados pelo governo de David Cameron, naquela que foi a maior manifestação na capital britânica desde a marcha de 2003 contra a guerra no Iraque.

Itália Papa em minas nazi O papa Bento XVI visitou ontem as Fossas Ardeatinas, as minas abandonadas no sul de Roma onde em 1944 os nazis fuzilaram 335 romanos, grande parte deles judeus, e qualificou o nazismo como “o mal mais horrendo”. “O que aconteceu a 24 de Março de 1944 é uma gravíssima ofensa a Deus, porque é uma violência intencionada do homem contra o homem. É o efeito mais execrável da guerra, de qualquer guerra. Deus é verdade e vida, paz e unidade”, afirmou o Sumo Pontífice, citado pela agência EFE.


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Hoje Macau 28 MAR 2011 #2338 by Jornal Hoje Macau - Issuu