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Hoje Macau 28 FEV 2011 #2318

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Agência Comercial Pico • 28721006

hojemacau Mop$10

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Director carlos morais josé • segunda-feira 28 de fevereiro de 2011 • ANO X • Nº 2318

tempo com abertas min 17 max 23 humidade 65-95% • câmbios euro 11.16 baht 0.26 yuan 1.23

Uma suspensão gozada e cancelada

Cá já não haverá mais corrupção

O Tribunal de Segunda Instância deu razão à Orieta Lau, antiga directora das Finanças, e anulou a pena de 90 dias de suspensão determinado pelo secretário para a Economia e Finanças, após Lau ter sido acusada de fazer actas de reunião para ganhar mais senhas de presença. > Página 6

Depois de quatro auxiliares de saúde do São Januário terem sido acusados de corrupção em negócios a envolver agências funerárias, o Governo promete mão firme em investigações e punições. Os Serviços de Saúde até já fizeram reuniões com trabalhadores do hospital. > Página 5

Democratas organizam protesto de apoio a activistas chineses

Jasmim fica fora do chá

Com flores de jasmim em punho e a boca cheia de palavras de ordem, os democratas saíram ontem à rua para manifestar apoio aos protestos da “Revolução de Jasmim”, que foram reprimidas em várias cidades da China. Os turistas chineses que passavam pelo Largo do Senado aceitavam as flores, mas não faziam ideia do que se estava a passar ou o que significava os movimentos que têm abalado o Médio Oriente. > Página 4

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Prédios antigos

Paródia à solta na internet • página 4

vida

DSAT reconhece problemas

investimento nos transportes não trava mais carros • centrais


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2 Roubou o segundo lugar do ranking ao Japão e agora só tem os EUA pela frente, mas os desequilíbrios internos ameaçam o “milagre” do crescimento

actual China pode tornar-se a maior economia do mundo já em 2020

Apostas lançadas

A

té há pouco tempo, era conhecida como a fábrica do mundo, de onde saíam milhões de brinquedos e têxteis baratos sob o signo ‘made in China’. Mas o gigante asiático mudou de feição. Comprou marcas globais como a IBM e a Volvo, tornou-se o maior fabricante mundial de telemóveis, computadores e carros, e estendeu os seus investimentos à América Latina e a África. A sua voz entre as grandes potências mundiais ganhou estatuto e a economia, que já convivia entre os grandes, tornou-se ainda maior. Na semana passada confirmouse o que já era esperado: em 2010, a China roubou ao Japão o título de segunda maior economia mundial. À frente só já estão os EUA e as previsões apontam para que, em menos de uma década, o dragão asiático passe a liderar a economia mundial. Mas nem mesmo o fulminante crescimento chinês está isento de riscos. A China precisa de energia suficiente para abastecer um território enorme onde cabem 104 países da dimensão de Portugal. Precisa de resolver os problemas decorrentes das migrações do campo para a cidade, criar um sistema de protecção social, tirar milhões de pessoas da pobreza e resolver o problema da poluição. Apesar de deter 2,6 mil milhões de dólares em reservas monetárias de outros países, sobretudo dos EUA, o PIB per capita chinês é seis vezes inferior ao norte-americano (ver texto ao lado). E a China precisa de afinar o seu modelo de crescimento, que continua demasiado dependente das exportações e do investimento público. A evolução daquela que é hoje a segunda maior economia mundial foi, no mínimo, surpreendente. Em 30 anos, o PIB chinês passou de 202 mil milhões de dólares para 5,7 biliões, um aumento de 2700%. O primeiro passo deu-se em 1978, com a mudança de política económica do regime. Com Deng Xiaoping na liderança, o país orientou-se para o mercado, abrindo-se ao investimento e ao comércio internacional.

Na última década, a China cresceu mais de dez por cento ao ano. Ultrapassou a Alemanha como maior exportadora, tornou-se a segunda maior importadora (apenas atrás dos EUA) e também a maior consumidora de energia do planeta. Agora é a segunda maior potência mundial. Mas a história de sucesso pode não ficar por aqui.

Previsões

Várias previsões - da consultora PricewaterhouseCoopers ao grupo bancário Standard Chartered, passando pela revista Economist - apostam que, em 2020, a China já

terá ultrapassado os EUA, tornando-se a maior economia mundial (actualmente, o PIB da economia chinesa é menos de metade do dos EUA). Aliás, olhando para uma evolução do PIB em termos de paridade do poder de compra (que ajusta o PIB ao poder de compra de cada país, corrigindo diferenças de preços), a China já ultrapassou o Japão em 2001 e está a uma distância bem menor dos EUA. Mas há cada vez mais especialistas a falar dos riscos da previsão que coloca a China na liderança mundial. Michael Pettis, professor de Finanças na Universidade de

Desaceleração à vista

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou ontem que o crescimento anual da economia chinesa deverá abrandar para 7% durante os próximos cinco anos. “Nunca procuraremos obter um alto índice de crescimento económico à custa do ambiente, porque isso resultaria num desenvolvimento insustentável com sobre capacidade industrial e intenso consumo de recursos”, disse Wen Jiabao, num debate na Internet. O índice de crescimento apontado pelo primeiro-ministro chinês representa um abrandamento de quase 3% em relação à média anual registada na primeira década do século XXI. O abrandamento do crescimento económico é uma das novidades do Plano Quinquenal 2011-15 que o governo chinês vai apresentar na próxima semana à Assembleia Nacional Popular.

Pequim, lembra que já houve, no passado, muitas projecções que eram dadas como quase certas: nos anos 50, previa-se que a União Soviética ultrapassasse os EUA nos anos 90 e, mais tarde, apostou-se que seriam a Alemanha e o Japão a liderar a economia mundial. Segundo Michael Pettis, o raciocínio de que a China ficará acima dos EUA dentro de dez anos só é possível se partirmos do pressuposto de que a sua taxa de crescimento de dez por cento é sustentável. O problema, defende, é que não é. Os especialistas têm enumerado vários riscos para o crescimento chinês: envelhecimento da população e falta de população activa (devido à política do filho único), bolhas de crédito, fortes subidas de preços, dívidas incobráveis, capacidade produtiva em excesso e crescimento monetário rápido. Na raiz do problema está um modelo económico que tem privilegiado as exportações e o investimento, e só nos últimos anos começou a olhar com mais atenção para o consumo privado. Entre 1997 e 2009, o investimento bruto passou de 32 para 46% do PIB,

enquanto o consumo das famílias caiu de 45 para 36%, o nível mais baixo de sempre registado numa das principais economias mundiais. Mais do que das exportações de baixo custo, o crescimento chinês tem vivido à custa da expansão contínua do investimento, sobretudo público. De acordo com o Standard Chartered, bastaria um corte de dez por cento no investimento para a economia já não conseguir crescer. O Estado e os Governos locais têm, por isso, continuado a investir maciçamente, mesmo correndo o risco de gerar sobrecapacidade. Esta semana, por exemplo, o Governo anunciou que iriam ser construídos mais 45 aeroportos nos próximos cinco anos, elevando o número total destas infraestruturas para 220. O problema é que boa parte dos aeroportos existentes estão já a apresentar perdas, ao mesmo tempo que se prossegue com a expansão de uma linha ferroviária de alta velocidade. A alternativa - e a aposta que o Governo elegeu para este ano - é fazer aumentar o consumo privado. Com uma população de 1,3 mil milhões de pessoas, a China tem um potencial de procura interna muito elevado que pode alimentar não só as suas indústrias, mas também as de outros países. Mas há um dilema: para aumentar o consumo, o rendimento das famílias teria de crescer. Só que isso implica menos lucros para as empresas e, portanto, o risco de colapso no investimento. Ou, pior, o risco de perder competitividade num mercado mundial onde triunfou graças aos baixos custos. Somando a isso a disparidade de rendimentos dentro das suas próprias fronteiras, a falta de um sistema de protecção social e as pressões americanas para valorizar a sua moeda, a China parece ter pela frente um longo caminho até destronar os EUA do pódio mundial.


Não faz sentido colocar a hipótese de afastar a ANA - sócia da CNAC, Aviação Civil Nacional da China, na ADA - de Macau. O trabalho desenvolvido desde 1995 no aeroporto aconselha que se renove o contrato. Não há críticas à sua gestão, portanto, não se deve colocar em causa o que tem sido feito pela ADA. Gilberto Lopes, P.15

A

descoberta de uma criatura extinta e inusitada, feita no sudoeste China, é o destaque da revista Nature. Apelidado de “cacto ambulante”, o animal amplia o conhecimento sobre a evolução dos artrópodes, filo do qual fazem parte os insectos, as aranhas e os crustáceos. A descoberta também reacende a questão de se o desenvolvimento do característico esqueleto externo duro dos artrópodes começou ou não com a aquisição de pernas robustas. A maior parte dos grupos de animais vivos actualmente apareceu primeiramente no registo fóssil durante a chamada explosão do Câmbrico, um período de rápida evolução ocorrido há cerca de 500 milhões de anos. Jianni Liu, do Departamento

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Cacto que viveu há 500 milhões de anos é descoberto na China

Uma terra cheia de raridades

trado pode representar o organismo mais próximo dos artrópodes modernos de que se tem notícia. Embora o “cacto ambulante” não seja exactamente o ancestral comum dos artrópodes actuais, ele tem os membros mais robustos e parecidos com os de um artrópode dos lobopodios conhecidos. Segundo Liu e colegas, isso pode indicar que esse ramo dos lobopodios evoluiu para ter pernas duras antes mesmo que seus corpos endurecessem. Mas não se sabe se essa característica pode se aplicar aos artrópodes em geral.

de Geologia da Universidade Northwest, nos Estados Unidos, e colegas descrevem no artigo agora publicado a descoberta de uma outra espécie no pouco conhecido grupo dos lobopodios (Lobopodia). O exemplar tinha cerca de 6 centímetros de comprimento e lembra um verme com corpo mole e estreito, mas com dez pares de pernas robustas e cheias de formações que lembram espinhos. A espécie foi classificada como Diania cactiformis, por lembrar um cacto. Os cientistas responsáveis pelo estudo sugerem que o fóssil encon-

Pequim quer criar destino de luxo para iates

Após bloqueio, LinkedIn volta a funcionar na China

Hainão para ricos

A censura do comunismo

ilha de Hainão, na província mais meridional da China, foi escolhida pelo Governo chinês para concentrar a grande fatia do turismo de luxo no país e, especialmente, o dos proprietários de iates, anunciou a agência oficial chinesa, a Xinhua. “A indústria de iates pode atrair muito turismo, fazer da ilha um ícone a nível mundial e dar um grande impulso à economia local, mas sempre de forma sustentada e sustentável”, disse o director da Comissão para o Desenvolvimento do Turismo em Hainão, Lu Zhiyuan, citado pela Lusa. O governo chinês quer, desta forma, que a ilha de Hainão contribua para o crescimento da indústria naval e de recreio de luxo, com o objectivo de que esta mantenha o mesmo crescimento de 2009, na ordem dos 10 por cento, com um nível de facturação de

3,5 biliões de patacas pelo que o executivo regional optou por desenvolver este tipo de turismo. Contudo, algumas vozes já advertiram para que a “guinada rumo ao luxo” pode ser contraproducente para os interesses da China na ilha, uma vez que poderá romper a harmonia social e aumentar o fosso entre os ricos e os pobres. No ano passado foram registados mais de mil iates na China, dos quais cerca de 400 estão ancorados nas marinas de Hainão, uma ilha que é um pouco maior do que a Bélgica e é habitada por oito milhões de pessoas. O executivo regional de Hainão espera quintuplicar o número dos iates até 2015 e consolidar a ilha como destino luxo internacional em 2020.

O

acesso à rede de contactos profissionais LinkedIn foi restabelecido na China, um dia depois de ser bloqueado no país após convocações para manifestações inspiradas nas lutas do Oriente Médio. Um porta-voz do LinkedIn nos Estados Unidos afirmou: “Estamos vendo indicadores de que o acesso ao LinkedIn está sendo restabelecido na China. Continuaremos a monitorar a situação”. Na quinta-feira (24), internautas da China não conseguiam visitar o site da rede social. Embora não esteja claro se o site foi bloqueado pela censura do governo, a interrupção no acesso se seguiu a detenções na China, depois que

um site internacional chinês, o Boxun, espalhou um chamado para manifestações para protestar contra o Partido Comunista Chinês. O LinkedIn, com sua base de usuários relativamente pequena composta por profissionais adultos, estava acessível pelo serviço de Internet local da China, diferente do Facebook e outras redes sociais com um número de usuários muito maior. Recentemente, a rede de contactos profissionais ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários na China. O LinkedIn está se planejando para uma oferta pública inicial de acções nos Estados Unidos, com a qual pretende levantar até 175 milhões de dólares.

Chinesa filma filha nua para arranjar genro

Onde chega o desespero U

ma mãe chinesa, desesperada para casar a filha, de 26 anos, pegou numa câmara de vídeo e filmou-a a tomar duche, num vídeo que se tornou um dos maiores fenómenos recentes na Internet na China. Segundo o site China Smack, o vídeo foi colocado em sites de relacionamentos e visto por 1,5 milhões de internautas, embora muitos estejam a questionar a veracidade das imagens, desconfiando que tudo não passa de uma encenação interpretada por duas actrizes.

A jovem, que se apresenta como Gan Lulu, confessa que “nunca tive um namorado mas não é por ser feia”. “Não sou assim tão irritante, pelo que não acredito que não haja alguém que me queira”, acrescenta a jovem. Num segundo vídeo, as duas mulheres assumem que Gan Lulu é mesmo uma modelo que já fez alguns papéis em filmes, e confirmam que são mãe e filha, voltando a progenitora a garantir que gravou as imagens para que a jovem possa finalmente encontrar um marido.


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política Democratas de Macau apoiam “Revolução de Jasmim” na China

Kahon Chan

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kahon.chan@hojemacau.com.mo

Kahon Chan

kahon.chan@hojemacau.com.mo

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esmo antes de o Governo lançar aos deputados o projecto de lei, vídeos sarcásticos no YouTube apontavam para o facto de um projecto de reconstrução de edifícios antigos requerer o acordo de apenas 70% dos proprietários do condomínio, um limite mais baixo do que o presente em legislação semelhante em Hong Kong. O deputado da Assembleia Legislativa (AL) Au Kam San prevê que o actual projecto de lei não irá elevar a qualidade de vida dos moradores e pode permitir que dramas

“Big Brother” policial kahon chan

e m b r o s - c hav e da Associação Novo Macau Democrático auto-aclamados “Internautas” organizaram uma manifestação no Largo do Senado ontem em resposta à chamada para a repetição na China Continental de um “Movimento de Jasmim” - revolução que fez cair no mês passado a ditadura de BenAli, na Tunísia. Embora o largo tenha permanecido aberto aos turistas como em qualquer domingo, agentes da polícia à paisana mantiveram-se a vigiar de perto tudo o que se passava, e a gravar tudo com câmaras de vídeo, tal como costumam fazer noutras acções de protesto. Au Kam San, deputado democrata da Assembleia Legislativa (AL), e Jason Chao, director-geral da associação, estiveram presentes no “Passeio da Tribuna de Jasmim” ontem para fazer eco e manifestar apoio aos apelos que tiveram início na China por um movimento semelhante ao da Tunísia, em defesa das condições de vida, liberdade e democracia. No entanto, essas caras familiares que participaram na organização do evento, optaram por participar na marcha na condição de “vulgares internautas”, em vez de assumirem-se como membros de qualquer associação. Flores de peónia branca, em vez das de jasmim (que estão fora de época), foram entregues pela meia dúzia de activistas aos transeuntes e as pessoas eram convidadas a depositar os seus desejos numa urna envolvida num cartaz a apelar à participação. A manifestação despertou curiosidade no movimentado largo e muitos turistas e empregadas domésticas aceitaram as flores sem

hesitação, mas muitos turistas chineses que aceitaram as flores disseram ao Hoje Macau não saber nada acerca dos propósitos da oferta. Uma mulher vinda dos arredores de Zhuhai com o seu carrinho de feira mostrou-se confusa e referiu que a sua casa podia estar demasiado longe para que soubesse alguma coisa sobre a iniciativa do “Jasmim”, e resolveu voltar atrás para averiguar os “slogans” da campanha. Um casal da República Checa apercebeu-se de que as flores defendiam a liberdade na China e

aproximaram-se voluntariamente a elas, enquanto um turista de Taiwan mostrou-se muito bem informado acerca do apelo por um “Movimento de Jasmim” na China, graças aos noticiários em Taiwan, e pegou uma das flores enquanto prosseguia a sua visita ao centro histórico de Macau. No centro da manifestação, Au Kam San disse ao microfone que os povos da Tunísia, Egipto e Líbia estavam frustrados com as suas condições de vida e a situação económica quando as revoluções nas-

ceram naqueles países e, uma vez que a China vive indiscutivelmente o melhor momento económico da sua história, o deputado apelou ao regime comunista para que agisse antes que a prosperidade levasse o Governo a sair da linha. E sublinhou que a “chamada de Jasmim” era apenas um “lembrete” por parte do povo. “Os que estão no poder deviam ter a ousadia de devolver ao povo os seus direitos e o poder de decisão, ou a China pode transformar-se num estado como a Líbia, em que a revolução

apareceu num mau momento económico.” Poucos locais foram vistos a permanecerem muito tempo para o “passeio”. Um homem com a pequena filha ao colo disse ao canal chinês de televisão da TDM que “a vida irá melhorar quando houver mais liberdade”, enquanto outro homem com um ramo de flores brancas disse acreditar que a sua participação ajudaria a reforçar o apelo por reformas democráticas em Macau e, posteriormente na China, onde a mensagem é rigorosamente afastada de todos os meios de comunicação. Quando este homem se afastou dos jornalistas, um homem com uma câmara amadora aproximou-se do círculo de jornalistas e perguntou o nome e residência daquele – esta figura pareceu desconhecida de todos os repórteres, apesar de afirmar-se repórter do “Jornal de Macau”. No entanto, essa publicação encerrou em 1998. A segurança no largo pareceu estar dentro do normal, a não ser por um punhado de rostos desconhecidos trajados à civil a gravarem com câmaras de vídeo tudas ou quase todas as actividades durante a marcha e as entrevistas que iam sendo feitas pelos jornalistas, situação já verificada anteriormente noutras manifestações em Macau. Normalmente, chega-se à conclusão de que esses homens eram agentes policiais à paisana.

Projecto de lei de reconstrução de edifícios antigos parodiado no YouTube

Bastam 70% para mandar prédio abaixo como o vivido na recente demolição de barracas na Ilha Verde possam voltar a ocorrer. A música foi adaptada de um antigo hino chinês pelos jovens membros da associação Dinâmica da Juventude de Macau e o criador identificou-a como “Coro do povo de Macau na fila para as casas”. Enquanto a maior parte da letra revisita a preocupação com a espiral imobiliária e os negócios de

terras, uma parte era nova para a maioria dos residentes: “A requalificação dos bairros antigos é uma bela mentira, edifícios podem vir abaixo com apenas 70% de acordo […] os residentes dos bairros antigos vão-se ‘pirar’ em breve!” De acordo com os artigos 24, 30 e 31 da proposta de lei “Regime Jurídico do Reordenamento dos Bairros Antigos”, um projecto de reconversão apenas requer a

aprovação de 70% de todos os titulares de propriedade (em termos de área) num edifício que esteja dentro de uma zona designada pelo Governo para requalificação, a par de outros requisitos técnicos. Os restantes 30% não serão levados em conta se os outros já tiverem concordado com as condições do projecto. O limite mínimo de 70%, como observa o deputado Au Kam San, dificilmente

será popular entre o povo de Macau depois da controvérsia em Hong Kong quanto à redução dos anteriores 90% para 80%. Mas o democrata mostrou-se mais preocupado com a nova lei permitir aos empreendimentos imobiliários converterem os bairros antigos em apartamentos luxuosos fora do alcance do bolso dos compradores locais. Au disse que um veto era inevitável caso a abordagem

ao reordenamento urbano não seja corrigida. O projecto de lei vai ser apresentado, mas não submetido a votação, hoje na reunião geral da AL, mesmo antes de uma parte dos deputados viajar para norte, para os encontros nacionais. Kwan Tsui Hang, deputada da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), recusou-se a comentar o projecto antes da sua apresentação.


Mulheres vão ter mais oportunidades de emprego

Num discurso a antecipar o Dia Mundial da Mulher, assinalado a 8 de Março, o Chefe do Executivo garantiu que na nova fase de desenvolvimento do território “todas as mulheres vão ter mais possibilidades de emprego e excelentes oportunidades para potenciar as suas competências e talentos”. Fernando Chui Sai esteve presente numa cerimónia organizada pela Associação das Mulheres de Macau e assinalou que com a concretização da cooperação regional com a província de Guangdong será sentido em Macau um novo impulso à economia, qualidade de vida, educação, cultura, saúde e protecção ambiental.

São Januário | Governo diz que não irá perdoar casos de corrupção

Para que não se repita Vanessa Amaro

vanessa.amaro@hojemacau.com.mo

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s quatro auxiliares de saúde do Centro Hospitalar Conde de São Januário suspeitos de corrupção passiva e activa não vão ter os dias fáceis. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, que tutela a pasta da saúde, afirmou publicamente que “não se admite qualquer situação de corrupção nos serviços públicos”. Na semana passada, o Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) divulgou que encaminhou para o Ministério Público acusações contra quatro auxiliares do hospital público, que agiam em conluio com agência funerárias e ganhavam 2500 patacas por cada “cliente” que conseguissem arranjar. O secretário afirmou que, assim que tomou conhecimento do caso, os Serviços de Saúde (SS) “procederam de imediato às medidas necessárias e ajustamento dos trabalhos”. O organismo terá convocado pub

reuniões internas com os seus trabalhadores, durante as quais “foi frisado o dever de cumprimento da lei”. Mais investigações continuam em andamento e, para apertar o cerco às ilegalidades dentro do hospital, Cheong U garantiu que os administradores da instituição “têm convidado representantes de serviços competentes para colaboração e cooperação na verificação da possibilidade de existirem zonas cinzentas na lei ou infracções”. O que o Governo quer é criar mecanismos de aperfeiçoamento dos procedimentos e emissão de orientações para elevar a qualidade do serviço prestado à população. O responsável pela pasta da saúde alertou ainda que a corrupção pode trazer dinheiro rápido, mas jamais duradouro. “A sua actuação [do corrupto] terá impacto na sociedade, mas acabará sempre por ser punida”, apontou, acrescentando que o combate à corrupção é um investimento a longo prazo.

Os SS também anunciaram que irão colaborar “activamente” na investigação dos CCAC e que não será benevolente com mais situações similares que possam vir a ser descobertas. “Não seremos indulgentes com o pessoal que viola a lei”, destacam, garantindo que já tomaram medidas “para evitar a repetição dos actos corruptos pelo pessoal envolvido”.

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Lei do Tabaco será progressiva Não será de um dia para o outro que Macau verá os cigarros apagados nos espaços públicos. O Executivo afirmou que a Lei do Tabaco, que está agora em discussão na especialidade da Assembleia Legislativa, será implementada de forma progressiva até que “a população possa usufruir de espaços públicos sem fumo”, como explicou Cheong U, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. O Governo e os membros da 2.ª Comissão Permanente continuam a “trocar opiniões” sobre as questões técnicas do diploma, mas prevê-se que o diploma seja aprovado este ano, depois de mais de dois anos de indecisões e falta de consenso. O secretário apontou que o Executivo está a agir com “firmeza” para a implementação da lei e assinalou acreditar que a maioria da população concorda que o fumo deva ser banido dos espaços públicos. Apesar da vontade ser grande, Cheong U diz que Macau está agora a dar os primeiros passos no âmbito da proibiao e que é necessário ir com calma. “Entretanto, o Governo e a sociedade irão caminhar no sentido de alcançar o controlo de tabagismo a nível geral”, afirmou no fim-de-semana. Não está afastada a hipótese de um aumento dos impostos sobre o tabaco, de forma a desincentivar o seu consumo. Mas, para tal, será necessário ainda – e mais uma vez – “ouvir a opinião dos diferentes sectores da sociedade e depois obter uma consideração a nível geral”. – V.A.


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sociedade Tribunal de 2.ª Instância anula pena de ex-directora das Finanças

Orieta sem suspensão

O Aumento dos empréstimos para casa De acordo com as estatísticas divulgadas pela Autoridade Monetária de Macau, os empréstimos hipotecários para habitação aumentaram 58% em relação ao mesmo período em 2009, e 58,6% em relação ao trimestre anterior atingindo os 10,4 mil milhões de patacas. A grande maioria foi concedida a residentes locais. Já os novos empréstimos comerciais para as actividades imobiliárias continuaram a diminuir, decrescendo 24,8% e atingindo as 7,6% mil milhões de patacas, mas verificou-se uma subida de 19,4% se foram comparados os valores com os do ano passado. Em termos de montantes aprovados aos residentes houve uma diminuição de 33,4%, quanto aos não-residentes o aumento foi de 487,7%. Segundo a AMM, o saldo bruto dos dois tipos de empréstimo aumentou, o primeiro atingiu as 61,2 mil milhões de patacas no final de Dezembro de 2010, mais 11% desde Setembro de 2010, ou 38,5% desde o ano anterior. Por outro lado, o saldo bruto dos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias aumentou 10,9% desde final de Setembro de 2010 ou 32,4% desde final de Dezembro de 2009, atingindo 48,9 mil milhões de patacas. Os residentes beneficiaram de 89,5% destes empréstimos. A AMM fez ainda saber que no final do ano passado o rácio das dívidas não pagas aos empréstimos hipotecários para habitação manteve-se nos 0,10%, decrescendo 0,01% relativamente ao trimestre anterior, ou 0,09% no período homólogo. O rácio dos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias em dívida diminuiu 0,03% trimestralmente e 0,06% ao período homólogo, para 0,17%.

Tribunal de Segunda Instância anulou a pena de suspensão de 90 dias que tinha sido aplicada a Orieta Lau, antiga directora dos Serviços de Finanças (DSF). De acordo com a Rádio Macau, o tribunal julgou procedente o recurso apresentado pela defesa de Orieta Lau mas o Governo já recorreu da decisão para o Tribunal de Última Instância. O caso remonta a 2009 quando Orieta Lau, juntamente com Carlos Ávila e o jurista João Janela da Silva, se viram envolvidos em processos disciplinares por ilegalidades decorridas, no período entre 2006 e 2008, no âmbito da Comissão de Avaliação de Veículos Motorizados. Do relatório do Comissariado de Auditoria conclui-se que a comissão, que integra ainda outros funcionários públicos e representantes do sector privado, elaborava mais do que uma acta por cada reunião realizada, chegando num caso a elaborar oito actas num só dia, com os seus membros a receberem a

remuneração correspondente ao número de actas feitas. Por isso, diz o Comissariado de Auditoria, “com o funcionamento das reuniões da comissão dentro da legalidade e razoabilidade, o resultado seria uma economia de cerca de 80 por cento das despesas efectivamente incorridas, ou seja, uma poupança de 3.421.270,00 patacas no erário público”. Além dos pagamentos excessivos derivados do desdobramento das actas das reuniões, o Comissariado identificou também pagamentos excessivos aos membros da comissão que eram funcionários públicos, ou seja, recebiam anualmente em remuneração de trabalho e de comissões oficiais mais do que a lei permite a qualquer trabalhador da administração - cerca de um milhão de patacas, tendo em conta a tabela de pagamentos actual. A defesa de Carlos Ávila também entrepôs um recurso no Tribunal de Segunda Instância mas este ainda não de pronunciou.

Governo calmo em relação ao caso Stanley Ho

323 mil pessoas têm trabalho em Macau

Sem interferências

Desemprego imóvel

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director dos serviços de Inspecção e Coordenação de Jogos de Macau, Manuel Neves, disse à Dow Jones Newswires que não está preocupado com as alterações na participação dos elementos da família de Stanley Ho no império do magnata dos casinos. Um sinal de que o Governo não pretende interferir no processo que tem feito correr muita tinta nas últimas semanas e já está nos tribunais de Hong Kong. No início deste mês, o magnata reactivou uma acção contra duas das filhas por causa da participação na empresa que controla a SJM Holdings Ltd. Manuel Neves disse que a entidade reguladora abordou a empresa sobre as mudanças e ficou a saber que a companhia aguarda os resultados da contenda. Qualquer alteração implicará a aprovação do Governo, mas o director dos serviços de Inspecção e Coordenação de Jogos garante que a

partir do momento em que a empresa clarifique a situação “isso resolverá tudo”. “Vai ser um processo muito simples o da aprovação uma vez que são todos membros da mesma família. Não precisamos de verificar antecedentes”, justificou. Em relação à joint-venture de Pansy Ho com o casino MGM de Macau, e da sua nomeação e da irmã Daisy para o Conselho da empresa, Manuel Neves fez saber que, de acordo com a jointventure, Daisy abandonou o Conselho no final do ano. Já a MGM escusou-se a comentar a situação e tanto Pansy como Daisy Ho encontram-se incontactáveis. Especulações levam a crer que Daisy Ho se está a tentar distanciar da MGM para poder ter um lugar no conselho de SJM, aumentando a influência da família na empresa, enquanto que Pansy permaneceria como o rosto da parceria com a MGM.

T

anto a taxa de desemprego como a taxa de sub-emprego foram consideradas idênticas ao período de Outubro a Dezembro de 2010, o que representou valores de 2,7% e 1,7%, respectivamente. Com base nos resultados do Inquérito ao Emprego, a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos divulgou que no período de Novembro de 2010 a Janeiro de 2011, a população activa totalizou 332 milhares de pessoas e a taxa de actividade cifrou-se em 71,4%. No período de referência, a população desempregada atingiu 8,9 mil de indivíduos significando uma baixa ligeira de 100 pessoas, face ao período transacto. O número de desempregados à procura

do primeiro emprego foi de 7,5% do total da população desempregada, ou seja, houve uma queda de 3% em relação ao período anterior. Se analisar-mos por ramos de actividade, verificou-se um acréscimo da população empregada no ramo da indústria do vestuário, mas decréscimos nos ramos da construção e do comércio por grosso. Em comparação com o período de Novembro de 2009 a Janeiro de 2010, a taxa de actividade cresceu 0,6% no período em análise, enquanto que a taxa de desemprego caiu 0,3 pontos percentuais e a taxa de sub-emprego manteve-se no nível registado no período de Novembro de 2009 a Janeiro de 2010.


novo secretário-geral Adjunto no Fórum Macau

segunda-feira 28.2.2011

O guineense Marcelo Almeida vai assumir o cargo de secretário-geral adjunto do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. De acordo com a agência Lusa, o novo secretáriogeral adjunto vai ser nomeado em Março, durante a sexta reunião ordinária do Secretariado Permanente, que terá lugar em Macau, e substitui no cargo Manuel Amante da Rosa, representante de Cabo Verde, que regressa ao seu país. Apesar de ser nomeado em Março, Marcelo Almeida só vai assumir o cargo em meados do ano, depois da saída de Manuel Amante da Rosa no final de Junho.

Escola Portuguesa reafirma objectivo de formar jovens trilingues

directora da Escola Portuguesa de Macau reafirmou no sábado o objectivo da instituição de formar jovens trilingues que possam entrar em “qualquer universidade do mundo”, mas reconheceu que há ainda muito trabalho a fazer no ensino da língua chinesa. “O grande objectivo da escola desde o início é formar alunos trilingues. Neste momento, em relação ao português e ao inglês eu não tenho dúvidas, e em relação ao mandarim, claro que ainda estamos a dar os primeiros passos”, disse. Edith Silva explicou que a escola está a trabalhar “muito de perto” com o Instituto Politécnico de Macau e que existe um acordo para a “formação de professores, programas e avaliação”, tudo com o objectivo de conseguir que dentro de

alguns anos os alunos que saiam da escola portuguesa de Macau sejam trilingues. A directora da escola falava à agência Lusa à margem do programa da “escola aberta”, a terceira vez que a escola abriu as portas à comunidade, mostrando o que se faz lá dentro,

um conjunto de actividades que juntou professores, funcionários, alunos e direcção ao longo do dia. “É o terceiro ano em que a escola está aberta e os objectivos são sempre os mesmos: tentar mostrar o trabalho desenvolvido ao longo do ano, abrir a escola à comunidade para os encarre-

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Gestão do aeroporto sobre a mesa A Companhia do Aeroporto de Macau (CAM) enviou uma carta à Administração de Aeroportos (ADA) dando como excluída a renovação do contrato, quando este acabar em Setembro deste ano. Desde 1995 que a ADA tem vindo a fornecer serviços de gestão global e operacional ao Aeroporto Internacional de Macau. Deng Jun, presidente da CAM, subscreve o comunicado, alegando não ter intenção de renovar os serviços. Responsáveis da ADA, que é uma empresa sino-portuguesa que conjuga a Corporação de Aviação Nacional da China (CNAC) e a ANA - Aeroportos de Portugal SA, disseram estar surpresos com a decisão, já que “não vêem qualquer razão para tal”, devido a “não ter havido nenhuma diminuição na qualidade dos serviços prestados ao aeroporto ou à região nos últimos 15 anos”. A mesma fonte acrescentou ainda que “todos os orçamentos aprovados foram rigorosamente seguidas.” O contracto inicial de 15 anos com a CAM foi renovado em 2009 e termina este ano. O Governo da RAEM é o principal accionista da CAM, com uma participação de 55,24% na empresa. Já a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) tem uma quota de 33,03% e as restantes acções são detidas por empresas e instituições locais e do continente, menciona ainda a publicação. Representantes da ANA e CNAC vão-se reunir em breve em Macau para discutir o assunto.

Uma escola, três línguas A

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gados de educação que estejam interessados em conhecer melhor a escola e mostrar os resultados obtidos”, afirmou. Aberta há 12 anos, a Escola Portuguesa de Macau tem vindo gradualmente a perder alunos, embora no actual ano lectivo tenha conseguido mais inscrições em relação a anos anteriores. “Se nós conseguirmos manter os 500 alunos, penso que é uma vitória”, considerou Edith Silva que gostaria de voltar ao milhar de estudantes, mas salienta que o actual número é muito positivo para o meio envolvente da escola. Com 32 milhões de patacas de orçamento, a instituição tem uma direcção de dois elementos, um quadro docente de 45 professores a tempo inteiro e 25 funcionários para um total de 462 alunos.

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Aviso Devido a obras em três elevadores e de reparação do pavimento do r/c do Mercado de Iao Hon, uma parte das bancas terão de suspender a sua actividade durante alguns dias, de acordo com o seguinte plano: Data

28 de Fevereiro (2ª feira) ~ 9 de Março (4ª feira)

12 de Março (Sábado) ~ 21 de Março (2ª feira)

Tipo de venda

Andar

Peixe e artigos diversos

Peixe e artigos diversos

No da banca e instalações encerradas

r/c

No.1 ~ No.7, No.27 ~ No.41 & No.45 ~ No.50 Será encerrado o sanitário público para senhoras e o elevador nº 3

r/c

No.8 ~ No.26, No.42 ~ No.46 & No.51 ~ No.56 Será encerrado o sanitário público para homens e o elevador nº 1

22 de Março (3ª feira) ~ 2 de Abril (Sábado)

Será encerrado o elevador nº 2

Pelo incómodo causado, pedimos sinceras desculpas. Aos 2 de Fevereiro de 2011. O Vice-Presidente do Conselho de Administração Lei Wai Nong www. iacm.gov.mo


vida

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L

joana.freitas@hojemacau.com.mo

uís Correia Gageiro é chefe do Departamento de Assuntos de Veículos e Condutores da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). Em entrevista ao Hoje Macau, Luís Gageiro fala das leis limitativas à emissão de gases, dos projectos futuros para melhorar o ambiente, da falta de ciclovias no território e do impacto da nova ponte ZhuhaiMacau-Hong Kong O crescente aumento do número de veículos em Macau tem provocado problemas não só de congestionamento, como de ambiente. Que medidas estão a ser postas em prática para melhorar isso? Estamos atentos a esse aumento, que não considero desenfreado, é gradual. Deve-se ao desenvolvimento da própria cidade, a população cresceu, o número de turistas tem aumentado de ano para ano, portanto para satisfazer a circulação das pessoas é natural esse crescimento. Mas em termos de motociclos, aí sim o crescimento é bastante elevado em relação ao número de automóveis. No entanto, é sinal que este é o meio de transporte com que a população de Macau está mais familiarizada e é o meio de transporte mais adequado para determinadas zonas. Em termos de emissão de gases, é menos poluente o motociclo do que o automóvel? Em termos de emissão, se calhar é melhor sim. Por um lado, tem um regulamento administrativo a regulamentar a entrada desse tipo de veículos (motociclos e ciclomotores) novos, correspondente a determinados parâmetros já internacionalmente aceites. Por outro lado, nós temos ainda em grande número ciclomotores e motociclos a “dois tempos”, que são os mais poluentes e que a Administração está com ideia de fazer com que diminuam. Por que não há da parte da Administração uma metodologia de incentivos, por exemplo, subsídios para trocar os motociclos a combustível por eléctricos? Está na forja um projecto. Vai ser criado um Fundo do Ambiente, [cujo] destino será para reduzir a poluição em Macau de duas maneiras. Uma delas a partir da fonte de poluição, por exemplo, desses motociclos e ciclomotores mais poluentes. E esses subsídios podem sair daí. Eu não estou a

Uma reduç 120 para 1 sobre Ecopoupar 800

Entrevista | Luís Correia Gageiro, chefe do Departamento de Assuntos de

Falta publicidade a veículos amigos “Vai ser criado um Fundo do Ambiente, [cujo] destino será para reduzir a poluição em Macau de duas maneiras”

joana freitas

Joana Freitas

Redu

par desse projecto mas sei que vão existir incentivos para aliciar as pessoas a deixarem os seus veículos antigos para comprar um tecnologicamente avançado, mais amigo do ambiente, como os eléctricos. Quantos veículos eléctricos ou híbridos circulam hoje pela cidade?

Eléctricos neste momento temos dois carros de marca japonesa. E em termos de ciclomotores temos três modelos já homologados e 15 matriculados. São individuais esses veículos matriculados, pertencem aos residentes? Sim, são de residentes. Há uns de companhias também, mas são

poucos relativamente ao número de veículos que existem em Macau. Esses veículos ecológicos são possíveis de adquirir cá ou terão que vir de fora? Vêm de fora, mas vendem-se aqui. Há um dilema: só há uma estação de carregamento para veículos eléctricos, mas não há veículos

para dar-lhe uso, e como não há mais veículos, também não serão construídas mais estações. Como é que esse problema se resolve? Esse problema é [típico] de “quem vem primeiro, a galinha ou o ovo?”. Mas no entanto, não podemos esquecer que nos motociclos o problema é menor. A bateria é mais pequena, pode ser retirada e levada para casa para carregar. E segundo o que sei, uma das companhias que está a vender esses modelos de ciclomotores eléctricos até faz a permuta de baterias. Vende o veículo mas não a bateria. Funciona como se fosse uma estação de carregamento. Evita que a pessoa fique à espera e a bateria é muito mais leve, portanto aqui há uma vantagem para a sua promoção. Então porque não funciona de uma forma mais recorrente? Não está a ser muito bem aceite pela população devido ao custo mais elevado de um ciclomotor convencional. Qual é a diferença de preços? Cerca de 20 a 30%. Embora haja já a isenção do imposto sobre esses veículos eléctricos. Isenção total. E essa lei já é muito avançada e existe desde 1996. Mesmo assim, o preço em si [do veículo eléctrico] é muito mais caro do que o convencional. Mas então, neste caso, retomamos a questão dos incentivos. Se existissem da parte do Governo, mudaria essa atitude? Sim, sim era uma das maneiras de aliciar e encorajar as pessoas a substituírem os seus velhos ciclomotores dando-lhes incentivo ou um benefício. Que poderia passar por quê, por exemplo? Isentá-los da taxa de matrícula ou de benefício fiscal, mais do que o que está previsto neste momento. Sente que da parte dos cidadãos há conhecimento da existência deste tipo de veículos? Creio que sim, mas a publicidade


ução de 10 km/h tem impacto significativo no consumo

ção de 10 quilómetros por hora na velocidade máxima nas auto-estradas, como anunciou recentemente o Governo espanhol, tem impactos significativos no consumo. “Passar de 110 é relevante, porque nas grandes velocidades existe uma grande variação do consumo”, disse Sofia Taborda, uma especialista da empresa OCCAM, que realizou um estudo -Condução para a Associação Automóvel de Portugal (ACAP). Uma condução que reduza as velocidades máximas e, sobretudo, evite travagens e arranques bruscos permitiria 0 milhões de euros em combustíveis e 1,7 mil milhões de toneladas de CO2 por ano, indica o estudo do projecto «Eco Condução Portugal».

e Veículos e Condutores da DSAT

s do ambiente não é assim tanta. No entanto, creio que é mais o sector privado, as companhias, que devem efectuar essa promoção. O facto de existir mais poder financeiro no seio da população chinesa faz com que as pessoas comprem mais carros. Com todas as remodelações que Macau está neste momento a fazer no sistema de meios de transportes públicos (metro e mais autocarros), poderá haver uma tendência para o número de automóveis diminuir? A remodelação da rede pública não vai diminuir o gosto das pessoas em ter o seu próprio veículo. Podem diminuir o uso diário do automóvel, mas essa vontade de ter o transporte privado é algo muito enraizado na população de Macau. Mesmo que, de acordo com dados oficiais, o número de compras de veículos tenha tido um decréscimo, no topo dos mais vendidos mantêm-se os carros de alta gama. Daí pode concluir-se que a população média-alta está mesmo encaminhada para comprar os últimos modelos. Por que não investir em bicicletas e ciclovias? Desde sempre que nunca foi privilegiada a bicicleta como meio de transporte cá no território. E como se sabe, a cidade sempre foi muito pequena, portanto, hoje em dia com o volume de tráfico actual é difícil encontrar uma solução ou uma via própria para bicicletas. Já nas ilhas é possível, e a DSAT também está neste momento a pensar em localizar quais as zonas mais propícias para a sua implementação. Relativamente aos autocarros da nova transportadora que vai chegar a Macau, vão ser veículos iguais aos outros? Sim. Por que não houve uma imposição da parte da Administração em os novos autocarros serem eléctricos, híbridos ou a gás? Não estou a par do concurso, mas creio que prevaleceu o princípio de liberdade de escolha em definirem os autocarros que melhor possam servir os seus fins. O que foi estabelecido na altura [do concurso] foram parâmetros de emissão de

gases. Creio que com o andar do tempo e uma mentalidade mais voltada para a protecção do ambiente, essas companhias vão adaptar autocarros movidos com combustíveis menos poluentes, amigos do ambiente. Em breve haverá alguma substituição dos autocarros da TCM, os mais antigos a circular em Macau e, consequentemente, os mais poluentes? Acredito que vai haver porque uma condição estabelecida pela DSAT é que a idade média da frota das companhias tem um limite de cinco ou seis anos, portanto eles poderão utilizar e aproveitar os actuais mais têm de comprar uns quantos novos também. Em princípio uns quantos vão ser abatidos. Existe algum carro híbrido neste momento a funcionar para os cargos da Administração? O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) há uns anos comprou um híbrido e que eu saiba existe um outro serviço também a negociar um. Depois existem duas companhias que têm dois carros eléctricos. Existe em Macau uma inspecção padrão na quantidade de gases

que podem ser emitidos e há fiscalização dos veículos nesse sentido? De momento temos apenas para os veículos movidos a gasóleo. E o limite [da emissão de gases poluentes] vai até 60 unidades de HSO, que é a opacidade do fumo. E é medido anualmente pela DSAT. Qual é o nível normal de unidade de HSO? Um carro novo emite 20, 20 e poucos. A lei actual permite que vá até 60. Se passar disso, é pior, o fumo é mais negro, logo tem mais gases. De acordo com as normas legislativas, como a maior parte dos veículos são para fins comerciais são obrigados a ser inspeccionados anualmente. Portanto, todos os anos esses carros vão à inspecção e é medida a [quantidade] de gases que emitem, a opacidade do fumo. Existem multas ou penalizações

“A remodelação da rede pública não vai diminuir o gosto das pessoas em ter o seu próprio veículo. Podem diminuir o uso diário do automóvel, mas essa vontade de ter o transporte privado é algo muito enraizado na população de Macau”

para aqueles que ultrapassem o limite? Há, se superar esse número há penalização e reprovam na inspecção. Têm de pedir nova inspecção pagando taxas mais elevadas. E depois, a DSAT também tem uma equipa de fiscais que, com o apoio da polícia, em determinados locais estratégicos fazem operações ‘stop’, para medirem a opacidade dos gases dos veículos. Isso em determinados períodos ou sem datas definidas? Pode calhar fazer, não há períodos certos. A população pede constantemente mais parques de estacionamento. Se a Administração impedisse essas construções e, em alternativa, desse outras opções, como o melhoramento dos transportes ou as tais ciclovias, isso poderia diminuir a vontade das pessoas pegarem nos automóveis e motociclos? São mais as vozes que pedem parques de estacionamento. Portanto, dentro do possível é isso que a Administração vai fazer, criar mais parques. Por outro lado, também vamos trabalhar para que os meios de transportes públicos atinjam níveis satisfatórios e até mais convidativo para que as pessoas os utilizem. A nossa campanha é dar mais ênfase ao transporte público. Como poderão fazer isso? Por exemplo, mesmo com as viaturas particulares, estamos a convidar as pessoas a

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9 Atitude verde Calcule o impacto das suas viagens pela Europa • No site EcoPassenger pode calcular o impacto ambiental das suas viagens através da Europa. Esta ferramenta compara a energia consumida e as emissões de dióxido de carbono de aviões, automóveis e comboios. Ver calculadora em: http://www. ecopassenger.org

compartilharem o transporte. Se há colegas que trabalham no mesmo departamento, companhia ou edifício, ou vivem numa zona próxima, podem utilizar o carro à vez cada um, em dias diferentes. Assim, diminui o número de veículos a circular nas vias públicas e, não só diminui o tráfego, como o consumo de energia, a poluição etc. São todas estas as medidas em que a Administração está a trabalhar no sentido de proteger o ambiente. Quanto tempo poderá demorar para que seja desenvolvido um plano em que haja algo concreto para essa protecção ao ambiente? Isso vai ser um trabalho a longo prazo. E iniciamos já com publicidade na televisão e jornais e depois, quando o metro entrar em funcionamento, haverá mais condições para exigir a colaboração da população. Que impacto a ponte ZhuhaiMacau-Hong Kong vai ter no ambiente? Vão existir limitações ao número de veículos a entrar no território? Macau não está capacitado para receber mais veículos. Se o crescimento natural por ano já é um problema para nós, será mais ainda com a nova ponte. A ideia da Administração é criar um megaparque de estacionamento logo a seguir à ponte. Uma ilha artificial que servirá de aduaneira e os veículos só podem chegar até aí, depois têm os shuttle-bus para trazer as pessoas para a cidade. Ainda não se sabe quantos carros pode albergar o parque. Finalmente, um conselho “amigo do ambiente” de uma membro da DSAT para os condutores de Macau... O que eu posso dizer é que a Administração está a fazer tudo para melhorar os transportes públicos. Posso dizer que deixem mais vezes os veículos privados em casa e utilizem os autocarros ou que invistam em carros mais amigos do ambiente.


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filipa.queiroz@hojemacau.com.mo

e acordo com a secretária-geral da Santa Casa da Misericórdia “deve entrar em funcionamento dentro de duas semanas”. “Resta resolver algumas questões técnicas relacionadas com o alojamento do site no servidor da CTM.” Entretanto, a instituição já tem nova morada: www.scmm.mo. Gisela Nunes é a impulsionadora do portal oficial online da instituição de beneficência, juntamente com o marido Bruno Nunes. “Hoje em dia a Internet está em todo o lado, é a forma mais directa de comunicação não só com a população local como com o mundo e a Santa Casa quer acompanhar esse desenvolvimento”, explica a secretária-geral. Responsável pelos conteúdos, Gisela confessa que “dá muito trabalho” mas garante que o esforço “vai compensar.”

cultura Santa Casa de Macau vai ter morada na Internet

Misericórdia online

Enquanto o museu e a creche são ampliados, a instituição de beneficência de matriz portuguesa prepara-se para imprimir pela primeira vez a sua história na Internet e no papel

Formato papel

Conteúdos

O site da Santa Casa vai ter várias secções, a primeira dedicada à contextualização história da irmandade fundada em 1498 por Frei Miguel de Contreiras, com o apoio da rainha Dona Leonor. A segunda, vai focar-se especialmente na instituição em Macau. De acordo com Gisela Nunes, “terá informação básica sobre a Casa e sobre cada um dos respectivos equipamentos geridos pela instituição”. A Creche, o Lar e o Centro de Reabilitação estarão documentados não só em

formato texto, mas inclusive através de vídeos, por exemplo, das inaugurações dos equipamentos. “Na altura pagámos a pessoas para registarem todos esses momentos, e agora esse material vai ficar à disposição do público.” Os registos incluem variados eventos e visitas de personalidades à Santa Casa, inclusive as dos antigos presidentes da República

Portuguesa Ramalho Eanes e Jorge Sampaio. Gisela Nunes salienta a importância destes testemunhos no caso de algumas personalidades importantes da sociedade local que já morreram, “como o comendador Joaquim Morais Alves [antigo secretário-geral da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Sociedade de Jogos de

Nuno Malo conquista EUA com músicas do filme “Amália”

Composições que dão prémio N

uno Malo foi considerado o compositor revelação do ano em bandas sonoras, nos Estados Unidos. A notícia foi avançada pela Associação Internacional de Críticos de Música para Cinema, criada no final dos anos 1990 e que integra jornalistas de rádio, televisão, imprensa e meios de comunicação online que escrevem sobre composições para cinema e televisão. O músico português competiu com Daft Punk, Óscar Araujo, Arnau Bataller e Herbert Gronemeyer e acabou por ser o favorito, distinguido pela banda sonora de “Amália - O Filme”, de Carlos Coelho da Silva, para a qual compôs vinte temas orquestrais inter-

pela difusão do Cristianismo na Região. “Inicialmente terá apenas informação básica, complementada com antigas newsletters em formato PDF, mas a ideia é mais tarde ter registos mais detalhados e inclusive disponibilizar o texto do Compromisso da irmandade”, nota Gisela, frisando o objectivo de divulgar ao máximo as obras do Museu, tanto localmente como além fronteiras. Como referências, a secretária-geral diz que foram usados os portais da Santa Casa da Misericórdia de Portugal e do Brasil, ressalvando no entanto que o de Macau “terá, tal como os outros, características únicas”.

pretados pela Filarmónica de Budapeste. Do currículo do madeirense de 34 anos, que estudou composição para cinema em Los Angeles, constam as bandas sonoras dos filmes portugueses “O Julgamento” e “A Arte de Roubar”, de Leonel Vieira, “Filme da Treta”, de José Sacramento e o recente “Contraluz”, de Fernando Fragata. Entre os nomeados havia ou-

tro nome português, mas Miguel D’Oliveira, autor da partitura para o documentário “The Batle of Britain”, produzido pela BBC, acabou de sair de mãos vazias da sétima edição dos prémios norteamericanos, O grande vencedor da cerimónia foi o francês Alexandre Desplat, eleito o compositor do ano e distinguido pela música original para os filmes “O Escritor Fantasma” e o grande nomeado aos Óscares deste ano, “O Discurso do Rei”. O parceiro de longa data de Tim Burton, Danny Elfman, também arrecadou um prémio, o de melhor canção com “Alices Theme”, para o filme “Alice no País das Maravilhas”.

Macau e fundador da Companhia de Electricidade de Macau] e o antigo Bispo da Diocese de Macau, D. Domingos Lam”. O portal também vai incluir informação sobre o Núcleo Museológico da Santa Casa da Misericórdia, constituído por peças representativas da história da instituição e objectos de Arte Sacra que ilustram o cruzamento cultural gerado

O primeiro livro sobre a instituição também está para sair. Gisela Nunes não revela o autor mas garante que se trata de alguém “de Macau e que não é chinês”. “É um projecto que não é novo, começou há oito anos só que não decorreu de forma contínua. Quando eu cheguei à Santa Casa [em Setembro de 2010] e soube que existia esse trabalho feito tratei de pôr o processo a mexer de novo”, conta a secretária-geral. A compilação vai incluir “imagens muito antigas e raras” daquela que é uma das mais antigas instituições do território e deve ser publicada já “no final de Março”. E o reforço na comunicação da Santa Casa não se ficará por aqui. Gisela Nunes diz que também pretende retomar o lançamento das newsletters “com a regularidade possível”.

Fadista José Freire morreu aos 65 anos

Uma voz que se perde

Cantava que tinha nascido a ouvir o fado e falava das saudades do tempo em que as iscas eram “o prato de mais consumo e barato na vida dum cidadão”. Natural de Alcochete, foi nas casas de fado lisboetas que José Freire começou a cantar no final da década de 1960. A mesma altura em que entrou para os quadros do Rádio Clube Português como locutor, para passado algum tempo estar também aos microfones da Rádio Difusão Portuguesa e da Rádio Comercial. O fadista morreu na passada sexta-feira, vítima de doença prolongada. Contava 65 anos. A Câmara

Municipal de Alcochete enviou uma nota à comunicação social onde lembra que o criador do “Fado das Iscas” havia recebido a Medalha do Concelho de Alcochete “como reconhecimento do seu valor como artista e pelo seu amor e generosidade a Alcochete e às suas gentes”.“Foi das figuras mais características do meio fadista na década de 1970”, disse à Lusa a presidente da Associação Portuguesa dos Amigos do Fado, Julieta Estrela de Castro, que também salientou “a boa dicção e uma cor de voz muito bonita que facilitou a carreira quer de fadista quer de profissional de rádio”. “Tinha uma voz naturalmente velada, o que se tornava muito agradável ao ouvido, pois era muito musical e facilitava a interpretação”, acrescentou. “As Duas Padroeiras”, “Saudades do Futuro”, “Lágrima Preta” e “Nasci a ouvir o fado” foram outros êxitos do fadista.


300 filmes na 35.ª edição do Festival Internacional de Cinema de HK

A 35.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Hong Kong vai decorrer entre 20 de Abril e 5 de Maio com 300 filmes no cartaz. O festival, que tem início com o filme “Don’t Go Breaking My Heart”, dirigido por Johnnie To e Wai Ka-fai, apresenta cerca de 300 películas de 56 países – dos quais 19 galardoados com prémios internacionais e 35 com prémios asiáticos. “O tema deste ano é ‘vamos encontrar-nos aqui’ – um convite a todos para participarem na maior celebração do cinema em Hong Kong”, disse Wilfred Wong, responsável pela organização do certame ao salientar que o compromisso de levar às telas os principais filmes contemporâneos e clássicos se manteve. O Festival de Cinema de Hong Kong foi lançado em 1977 e é uma das mais reputadas plataformas asiáticas da especialidade.

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Acordo Ortográfico reforça a ideia de uma “pseudo-lusofonia” ao uniformizar a ortografia do português, considerado o elo de ligação e a prova de que existe ou deve existir um espaço lusófono, defendeu o académico Pedro Martins. Ao considerar que a “lusofonia tem uma aplicação prática com um intuito político-diplomático”, Pedro Martins, da Universidade de Siena, Itália, aponta a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA), o Prémio Camões e o Acordo Ortográfico como representações formais e institucionais de uma “pseudolusofonia”. “O Acordo Ortográfico é o exemplo mais claro desta dupla vertente da lusofonia, pub

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Acordo Ortográfico pode criar ilusão de união da Língua Portuguesa

Uma certa pseudo-lusofonia pois os países estão a tomar medidas para o aplicar, mas com uma vertente utópica, já que se pretende nivelar uma ortografia do português que não é igual e não tem de ser igual, porque representa as diferenças de cada um dos países” lusófonos, disse o académico à agência Lusa em Macau. À margem da conferência internacional “A Lusofonia entre Encruzilhadas Culturais”, na Universidade de S. José, na qual participou, Pedro Martins disse que o Acordo Ortográfico “contribuiu para uma utopia ao querer nivelar a ortografia

Pedro Martins

dos oito países de língua portuguesa que são obrigatoriamente diferentes”. “Poderemos até escrever da mesma forma, mas haverão sempre diferenças que nos permitirão identificar cada um dos países”, observou,

considerando que, neste contexto, o que “interessa perceber é se este acordo pretende verdadeiramente unificar esta comunidade ou se está a ser criado para esconder as diferenças que existem e que têm de ser mar-

cadas e estudadas enquanto situações independentes.” Ao observar que se for aceite a tese de que a língua é considerada o elo de ligação entre todos os países e comunidades lusófonas e sobretudo a prova de que existe ou que, pelo menos, deve existir um espaço lusófono, Pedro Martins referiu que “não deixa de ser caricato, e até mesmo contraditório, aquilo a que se tem assistido ao nível da aplicação desta política linguística”. “Seria interessante reflectir sobre se se pode verdadeiramente falar de lusofonia quando um dos seus elementos fundamentais, a língua

não se encontra assegurada enquanto tal e questionarmonos se a nação lusófona existe hoje e tem condições para subsistir ou se tudo não se trata de uma grande utopia e invenção”, defendeu. Os defensores do Acordo Ortográfico realçam os aspectos positivos da uniformização da escrita do português, promoção e internacionalização da língua, enquanto que as vozes críticas apontam interferências no património linguístico de milhões de pessoas que formam a denominada comunidade lusófona e a incoerência da reforma. OAcordo Ortográfico está em vigor em Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e em Timor-Leste, restando a sua implementação efectiva em Angola e Moçambique.


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A

procissão – poder-se-á dizer – ainda vai no adro, mas à quarta jornada da principal competição futebolística do território, a formação do Windsor Arch Ka I deu um passo de gigante para a revalidação do título, ao derrotar o arqui-rival Lam Pak por duas bolas a uma no primeiro grande derby da temporada. O embate entre as duas formações pautou o regresso do Campeonato ao Estádio da Taipa, depois das três primeiras jornadas da competição terem sido disputadas no relvado do Campo da Universidade de Ciência e Tecnologia. O retorno da principal prova do desporto-rei do território à mais cotada arena desportiva da RAEM afigurava-se prometedor e os mais de cem espectadores que acompanharam in loco o encontro dificilmente se poderão dizer desiludidos. À entrada para a quarta ronda, Lam Pak e Ka I seguiam igualados a par e passo na liderança da classificação, sem que nenhuma das formações tivesse desperdiçado qualquer ponto. O equilíbrio que pautou as contas da tabela classificativa na fase de arranque do Campeonato fez-se sentir também dentro das quatro linhas ao início da noite de sextafeira, com o desafio entre os pupilos de Rui Cardoso e os de Chan Man Kin a saldar-se pelo rigor táctico de ambas as formações, no que acabou por ser um grande jogo de futebol. Os campeões do território foram os primeiros a abeirar-se com perigo da baliza adversária, com o brasileiro William Carlos Gomes a fazer a bola passar ao lado do último reduto do Lam Pak na cobrança de um livre directo. Apesar do Ka I ter chamado a si uma maior iniciativa na recta inicial da partida, o Lam Pak acabou por ser a primeira formação a marcar, adiantandose no marcador aos 39 minutos na sequência de um pontapé de canto. Zeng Qi Xiang, reforço da República Popular da China, saltou mais alto que a defesa adversária e cabeceou com um gesto técnico perfeito para o fundo das redes da formação orientada pelo técnico português Rui Cardoso. O golo foi celebrado com efusividade no banco da formação azul e branca, mas a vantagem do Lam Pak acabou por se revelar sol de pouca dura. Dois minutos depois, aos 41, Vernon Wong faz falta sobre o brasileiro Alex no coração da área de William Chu e o árbitro apita para a marca de onze metros. Chamado a cobrar, William Carlos Gomes não se dei-

desporto Futebol | FC Porto e Monte Carlo vencem e mantêm-se na corrida

Ka I destroça rival Lam Pak

xa intimidar e repõe a igualdade no placard. Na segunda metade, o Ka I regressa ao relvado transfigurado, mas o maior ascendente sobre o encontro só aos 69 minutos frutificou, com Chan Pak Chun a garantir na cobrança exímia de um livre directo a vitória dos campeões do território. Com o triunfo obtido frente ao Lam Pak, a formação orientada por Rui Cardoso chamou a si a liderança isolada da Liga de Elite. Com doze pontos em quatro encontros disputados, o Ka I é a única equipa que ainda não conheceu o amargo sabor da derrota, nem perdeu quaisquer pontos na presente edição do Campeonato.

Nova fase

Depois de um arranque tremido de temporada, Futebol Clube do

Porto e Monte Carlo parecem ter reencontrado finalmente a senda dos triunfos, superando com tranquilidade os adversários com quem esgrimiram argumentos no âmbito da quarta ronda do Campeonato. Os dragões do território superiorizaram-se por três bolas a zero ao Hong Ngai, num encontro em que a formação orientada por Dani apenas conseguiu abrir o marcador na recta final da primeira parte. O primeiro golo do encontro foi apontado por Daniel Ferreira aos 45 minutos, num remate potente de fora da área adversária, na resposta a uma primeira tentativa do ataque azul e branco travado pelo ferro da baliza do Hong Ngai. Aos sessenta minutos, o onze azul e branco dilatou a vantagem para as duas bolas a zero, numa altura em que a formação adversária

procurava ainda o golo do empate. O sul-africano Samuel Ramosoeu empurrou para o fundo das redes contrárias depois de um bom trabalho no lado esquerdo do ataque por parte do dianteiro cabo-verdeano Alison Brito. O terceiro e último golo dos dragões do território surgiu aos 77 minutos, num remate oportuno de Francisco Cunha que serviu apenas para confirmar o triunfo da Casa do Futebol Clube do Porto de Macau. Mais convincente ainda foi a vitória do Monte Carlo sobre o Hoi Fan. A formação presidida por Firmino Mendonça voltou novamente a mostrar credenciais, goleando o Clube de Natação Hoi Fan por cinco bolas a uma, num encontro em que o avançado brasileiro Kamilo Oliveira esteve em destaque. O conjunto canarinho inagurou

o marcador aos 34 minutos, com o capitão Geofredo de Sousa a dar o exemplo e a concluir com classe uma boa jogada de ataque do grupo de trabalho orientado esta temporada pelo português Paulo Bento. O Monte Carlo regressou aos golos menos de seis minutos depois, com Kamilo de Oliveira a marcar o primeira da conta pessoal, segunda da equipa. O avançado brasileiro regressou aos golos aos 61 minutos, completando um hat-trick menos de um minuto depois, numa jogada em que senta o guarda-redes da formação adversária antes de disputar para o quarto golo da tarde. Chon Chi Wai saltou do banco para apontar o quinto e último do Monte Carlo aos setenta e cinco minutos. A perder por cinco bolas a zero, o Hoi Fan não conseguiu melhor do que marcar o tento de honra, uma façanha que teve a chancela de Song Kou Hong, dianteiro da vizinha província de Cantão. Para a tarde de domingo ficaram reservados os encontros menos sonantes da quarta jornada, com o Grupo Desportivo da Polícia a levar a melhor sobre o Pau Peng por duas bolas a uma e a Selecção de Sub-23 a superar o Lam Ieng por dois golos sem resposta. No embate entre o onze das forças de segurança do território e o Grupo Desportivo Artilheiros, os homens da PSP não deixaram o embate por menos e já venciam por duas bolas a zero aos 25 minutos, graças aos golos apontados por Cheong Loi aos catorze minutos e por Hoi Wai Tong nove minutos depois. O Pau Peng ainda conseguiu reduzir à passagem da meia hora, mas o golo apontado por Li Zheng acabou por se revelar insuficiente para evitar nova derrota. No desafio que encerrou a jornada quatro da Liga de Elite, o Lam Ieng ainda consegui manter os jovens da Selecção Sub-23 longe do golo durante mais de quarenta e cinco minutos, mas uma segunda metade de grande nível por parte da formação da Associação de Futebol de Macau acabou por condenar a formação satélite do Lam Pak ao desaire. Sio Ka Un adiantou os jovens Sub-23 no marcador aos 49 minutos e Cheong Kin Chong confirmou o triunfo da equipa do Lótus a um minuto do fim do encontro, selando a terceira vitória da selecção jovem na competição.


[f]utilidades Cineteatro | PUB

[ ] Cinema

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Preço: Mop50.00 (Falado em japonês, legendado em chinês) Um filme de: Takashi Yamazaki Com: Takuya Kimura, Meisa Kuroki, Toshiro Yanagiba 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

Preço: Mop50.00 Um filme de: Paul Weitz Com: Robert De Niro, Ben Stiller, Owen Wilson, Blythe Danner 14.30, 16.30, 21.30

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Preço: Mop50.00 Um filme de: Darren Aronofsky Com: Natalie Portman, Vincent Cassel, Winona Ryder 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Preço: Mop50.00 (Falado em cantonense) Um filme de: Chung Shu Kai, Eric Tsang Com: Tony Leung, Sandra Ng, Eric Tsang 19.30

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-ZPE. ETNA. SE. 2-EIXAR. ILEON. 3-NAIS. APARAR. 4-I. CALMA. VOO. 5-REI. OBOLO. L. 6-NANAI. ODIO. 7-MILU. TUBOS. 8-EC. MIOMA. ON. 9-NOVEA. EDULE. 10-OLE. TAROLAR. 11-RAIZEDO. ORO. VERTICAIS: 1-ZENIR. MENOR. 2-PIA. ENICOLA. 3-EXICIAL. VEI. 4-ASA. NUME. Z. 5-ER. LOA. IATE. 6-T. AMNITO. AD. 7-NIPAO. UMERO. 8-ALA. LOBADO. 9-ERVODO. ULO. 10-SOAO. ISOLAR. 11-ENROLO. NERO.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Zona de Protecção Especial. Vulcão. Sueste. 2-Pôr eixo em. Parte do intestino. 3-Género de anelídeos. Fazer corte em penas ou lápis para que escrevam. 4-Em numeração romana, significa um. Calmaria, cessação de agitação no mar. Extensão que uma ave percorre de uma vez, voando. 5-O indivíduo mais notável entre os da sua classe. Pequena moeda grega. Símbolo do ponto cardial Leste. 6-Nada. Horror. 7-Ave galinácea da América. Vasos cilíndricos. 8-Abrev. De Era Cristã. Tumor formado principalmente de tecido muscular. Circuito fechado. 9-Novena. Comestível. 10-Elemento de origem latina que significa óleo. Tarelar. 11-Quandidade de raízes. Pref., montanha. VERTICAIS: 1-Zunir. Que ainda não atingiu a maioridade. 2-Carlinga. Que trata de vinhos. 3-Funesto. Língua da África Setentrional. 4-Apêndice, recurvado em forma de argola. Cada um dos deuses do Paganismo. Símbolo químico de érbio. Composição poética, em Iouvor da Virgem ou dos Santos. Barcos de prazer. 6-Abrev. de tensão e temperatura. Recinto. Prefixo, fim. 7-Japonês. Parte do braço, compreendida entre o cotovelo e a espádua. 8-Parte do campo de jogo que fica junto das linhas laterais. Dividido em lobos ou lóbulos. 9-Medronheiro. Elemento de origem latina com sentido diminutivo. 10-Oriente. Insular. 11-Acto de enrolar. Imperador romano.

[Tele]visão www.macaucabletv.com

TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:30 RTPi Directo 17:30 Liga Sagres: Olhanense vs Porto (Repetição) 19:00 TDM Entrevista (Repetição) 19:30 Ganância 20:25 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde RTPi 22:10 A Muralha 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 TDM Desporto 00:00 Há Conversa 01:00 Telejornal - Repetição 01:30 RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Bravo – Gonçalo Pescada 15:00 Magazine EUA Contacto – N. Jersey 15:30 Viagens Com Um Cómico 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Preço Certo 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 Linha Da Frente 19:00 Voo Directo 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Magazine EUA Contacto – N. Jersey 22:30 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 Charlie Rose 07:00 On the Red Carpet at the Oscars: The Arrivals (Live) 08:00 Oscars Red Carpet Live 09:30 The 83rd Annual Academy Awards (Live) 13:00 CCTV News - Live 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Word World 16:30 ZingZillas 17:00 Scooby-Doo! Mystery Incorporated 17:30 City Of Friends 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 America’s Funniest Home Videos 18:50 6 billion Others 19:00 The Wall Street Journal Report 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 Oscars Red Carpet Live 20:30 The 83rd Annual Academy Awards 00:05 World Market Update 00:10 News Roundup 00:25 Earth Live 00:30 2011 NBA All-Star Game 01:25 The Wall Street Journal Report 01:50 FIFA Football World 02:20 European Art at the MET 02:30 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 2nd Asian Beach Games Muscat 2010 - Beach Handball 15:00 Uca/uda College Cheerleading Championships 16:00 ACC Sunday Night Hoops Maryland vs. North Carolina 18:00 Sportscenter Special: Cricket World Cup Heroes 18:30 Planet Speed 2010/11 19:00 Football Asia 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 The Monday Night Verdict Npl 20:30 Sportscenter Special: Cricket World Cup Heroes 21:00 Energis Masters Group Stage 22:00 Sportscenter Asia 22:30 The Monday Night Verdict Npl

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(MCTV 63) Star World 15:35 Royal pains

Informação Macau Cable TV


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opinião n a m a r g em

Além de uma questão de quotas H

á alguns dias, na rádio local, um porta voz de um dos variados ‘think-tanks’ existentes – e tantos se têm vindo a criar ao longo dos últimos anos! – fez declarações que me parece merecerem alguma atenção. Pois declarava ele - cito de memória, confesso, mas julgo ser fiel à substância das declarações - que haviam concluído que Macau precisava, para o seu desenvolvimento futuro, de importar pessoal do exterior. Até aqui, nada de surpreendente. Não é nada que vários comentadores ou responsáveis económicos não tenham tomado por evidente há bastante tempo. E com alguma pena, pode dizer-se, pois que daí não parecem ter resultado quaisquer efeitos significativos nas práticas e quadros de análise dos responsáveis pelas políticas laborais. Note-se, no entanto, que o facto de um grupo de reflexão ouvido pelo governo o ter concluído e, mais do que isso, explicitado, constitui, em si mesmo, um desenvolvimento positivo. Pena que não tenham avançado com propostas concretas – o que se esperaria de um ‘think-tank’! - sobre como conceber e

ca r t o o n por Steff

levar a cabo uma política de trabalho menos perniciosa para a região, o seu futuro e, em especial, para aqueles que supostamente ele pretende defender - isto é, os seus residentes. Limitaram-se a remeter o assunto para uma futura decisão do governo. Ou seja: as soluções serão para pensar um dia, se e quando este achar por bem. Ora, agora que se admite, mesmo que implicitamente, que a actual política possa não ser a mais adequada, conviria começar a avaliar possíveis rumos de acção e a inscrevê-los um quadro de reflexão mais amplo. Isto porque uma política de atracção e, pelo menos nalguma medida, tida em consideração a dinâmica demográfica da região, de fixação de mão de obra precisa de ter outras dimensões. Não é apenas uma questão de quotas, definidas de forma mais ou menos arbitrária, e de salários. Em primeiro lugar, ela pressupõe uma análise continuada das tendências de evolução da economia – internas e externas - e da demografia. Essa é a única base sólida que pode permitir, com rigor, identificar e antecipar as necessidades de pessoal, em quantidade e

Aumentem a capacidade de atracção da região para perfis de mão de obra que reforcem a composição e a flexibilidade da dotação de trabalhadores da região e, por extensão, contribuam para a vitalidade do seu mercado de trabalho. Este precisa de gente diversificada, não só nos seus perfis de competências técnicas, mas também nos seus perfis de maturidade e experiência qualificações, que de tais tendências possam resultar. Em segundo lugar, na base de tais informações e análises, ela implica a definição de uma política de contratação de mão de obra no exterior que distinga claramente as necessidades transitórias – por definição aquelas às quais se ajusta o estatuto de trabalhador

tempestade no deserto

José I. Duarte

não residente – daquelas de natureza mais permanente e, em regra, associadas com a importação de mão de obra mais qualificada – para a qual pareceria do interesse da região e das suas gentes criar condições de fixação e residência. Sejamos claros: vale mais para todos nós proporcionar condições de atracção e residência a qualquer pessoa possuidora de um qualquer tipo de competência, técnica ou de gestão, e que esteja disponível para aqui residir e desenvolver a sua actividade, do que a um qualquer senhorio absentista que, com meia dúzia de tostões eufemísticamente rotulados de investimento, possa comprar um qualquer apartamento que lhe proporcione o direito de aqui residir. Ora, tomando a argumentação anterior por boa, uma política laboral que vise tais objectivos necessita de ser complementada por outras acções que a fortifiquem, por assim dizer. Isto é, que aumentem a capacidade de atracção da região para perfis de mão de obra que reforcem a composição e a flexibilidade da dotação de trabalhadores da região e, por extensão, contribuam para a vitalidade do seu mercado de trabalho. Este precisa de gente diversificada, não só nos seus perfis de competências técnicas, mas também nos seus perfis de maturidade e experiência. O que significará, seguramente, como alguns têm vindo a fazer, procurar atrair pessoas com larga experiência e em fim de carreira para ajudar a formar os locais. E que não exclui, igualmente, atrair jovens em início de carreira que aqui queiram tentar a sua sorte e ganhar experiência. Mas que deveria, possivelmente, focar as suas prioridades na atracção de pessoal já com alguma experiência mas ainda com perspectivas de uma longa carreira. Para os quais, mais do que para as duas categorias anteriores, outros aspectos da organização social são muito importantes, quando não mesmo críticos. Pois que nesta categoria se incluirão, com grande probabilidade, pessoas que se deslocarão com as suas famílias e que terão, em muitos casos, dependentes, em especial, crianças e jovens. Isso significa, nomeadamente e sem pretensões de análise extensiva, que serão particularmente sensíveis a matérias que dizem respeito às condições da habitação, da saúde, da educação e da segurança social. Às quais julgo que deverão acrescentar-se, diga-se também, ainda que num plano algo diferente, as questões do ambiente. Donde decorre a necessidade de que a definição das políticas naquelas áreas pondere e tome em linha de conta os objectivos da política laboral. E que cada uma delas, à sua maneira, a reforcem. Ora pois aqui um tema que me parece mais que adequado à reflexão dos diversos ‘think-tanks’! O desafio fica feito.


O homem é o eterno

egoista.

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Padre Manuel teixeira [1912-2003]

”

Dito da semana: Sem verbas de funcionamento

ol h a d el a Gilberto Lopes

“Honestamente, quando se cria um órgão (Conselho das Comunidades Portuguesas) sem verbas de funcionamento é patético, é uma iniciativa coxa. Com este orçamento é ridículo trabalhar”. FERNANDO GOMES, PRESIDENTE DO CONSELHO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS, EM ENTREVISTA AO “HOJE MACAU”

ANA deve continuar em Macau 1. Há muitos anos que não percebo qual é a estratégia do Governo para a área da aviação civil. Foi célere na maneira como acabou com a Viva Macau, mas não actua na Air Macau e não explica o que pretende fazer no Aeroporto Internacional de Macau (AIM) – os números mais recentes confirmam que a crise não está debelada. Nos próximos dias, pode ficar resolvido o contrato de concessão da empresa que gere o empreendimento. Apesar de no seio do dono do aeroporto, a CAM - Sociedade do Aeroporto - existirem vozes discordantes, é, muito provável, que a ADA continue a gerir o AIM. Não faz sentido colocar a hipótese de afastar aANA- sócia da CNAC,Aviação Civil Nacional da China, na ADA - de Macau. O trabalho desenvolvido desde 1995 no aeroporto aconselha que se renove o contrato. Não há críticas à sua gestão, portanto, não se deve colocar em causa o que tem sido feito pela ADA. Além disso, não acredito que Pequim aceite grandes alterações, numa fase em que a presença portuguesa e lusófona deve ser reforçada, como defendeu em Novembro o primeiro-ministro chinês. Ir em sentido contrário é não entender os ventos que sopram da capital do regime. Aquestão das concessionárias públicas merece, de resto, uma profunda análise em Macau. Um assunto a analisar na próxima semana.

estão a ser discutidos na Assembleia Legislativa; o regime de ajudas de custo para as deslocações ao exterior dos funcionários públicos - são exemplos de matérias que estão totalmente ultrapassadas. No caso das ajudas de custo, o relatório do Comissariado de Auditoria aponta para números que ultrapassam “toda a razoabilidade”, mas fala na necessidade de rever as normas que regulam a deslocação em serviço, na definição de instruções específicas e pormenorizadas e na criação de um mecanismo de revisão permanente.

Como o que existe está muito desactualizado, a tendência é não respeitar o que está estipulado ou então considerar que a actualização não resolve a questão, como sucede com o subsídio de residência. É necessário adaptar aos tempos que correm o regime das ajudas de custo para depois exigir aos funcionários que cumpram as regras. E, se possível, avançar com as actualizações anualmente ou num curto espaço de tempo, de modo a evitar o “desfasamento da realidade”. O mesmo deve suceder com os vencimentos e outros subsídios.

2. Macau necessita de alterar muita legislação e, sobretudo, de actualizar regulamentação que tem 20 ou mais anos. Os subsídios de residência, de antiguidade e de família que

ACONTECIMENTO DA SEMANA • • Numa terra onde os conselhos e estruturas de análise proliferam a qualquer esquina, merece destaque o que foi dito esta semana no final da reunião do grupo de estudo sobre a política de recursos humanos do Conselho para o Desenvolvimento Económico. O académico Davis Fong foi claro: Macau precisa de recrutar mão-de-obra; os trabalhadores locais têm tendência para ter uma atitude de “deixa andar”, já que

A FIGURA DA SEMANA Os tempos agitados de 74-79 • É hoje colocado à venda em Portugal o livro de Garcia Leandro: “Macau nos anos da Revolução Portuguesa 19741979”. O primeiro governador depois do 25 de Abril explica na obra, que tem a chancela da Gradiva, o que se passou naqueles tempos. Garcia Leandro que em breve regressará a Macau - Fernando Chui Sai On convidou-o e também a Carlos Melancia a visitar em Abril a RAEM – teve um papel importante na criação dos alicerces que contribuíram nas décadas seguintes para o desenvolvimento do território. O Estatuto Orgânico e a revisão do contrato do jogo, o convite a jovens quadros de Macau, formados em Portugal, a trabalhar na sua terra (casos de Ana Maria Perez, Anabela Ritchie ou Jorge Rangel), o fim das Forças Armadas em Macau e a criação das Forças de Segurança - são “dossiers” do trabalho difícil e complexo que aqui fez, numa época em que os ventos da Revolução dos Cravos também atingiram Macau. O conflito com os militares mais revolucionários - alguns acabaram por ser expulsos e regressaram a Lisboa - e as relações com o CDM (Centro Democrático de Macau) e a ADIM (Associação da Defesa dos Interesses de Macau) foram outros dos temas que marcaram o consulado de Garcia Leandro. O balanço do seu mandato é, para os que cá estavam ou já estudaram o que se passou, muito positivo. É por isso que merece nota positiva o convite do Chefe do Executivo. O mesmo penso de Carlos Melancia, que teria sido um excelente Governador se tivesse continuado em Macau.

Mais e menos + A Escola Portuguesa e o Jardim de Infância D.

José da Costa Nunes abriram as suas portas aos residentes nas duas últimas semanas, confirmando que estão apostadas em atrair mais alunos. O que por lá se viu demonstra que são excelentes escolas, onde crianças e jovens de variadas comunidades podem estudar. O sobrevivência desses estabelecimentos de ensino parece estar agora mais assegurado.

Bom diagnóstico, mas...

o emprego está garantido. Os salários têm aumentado, mas a produtividade mantém-se e com facilidade podem mudar de emprego, pois não há dificuldades na mobilidade do trabalho. O modelo de desenvolvimento que Macau está a trilhar, assente na área dos serviços, obriga os trabalhadores locais a apostarem na formação e a serem mais competitivos, para evitar que a região deixe de ter vanta-

gens competitivas em relação a outros territórios ou países desta zona do Globo. Uma tarefa onde as empresas devem ter um papel importante, já que a aposta na formação profissional não tem grande tradições em Macau. O recrutamento no exterior deve ser reforçado, pois além de permitir colmatar algumas carências que agora não é possível resolver - as pequenas e médias empresas são as mais prejudicadas

– contribuirá para acelerar a competição no mercado de trabalho. A concorrência é sempre benéfica. Espero que o Governo perceba o que se disse na reunião do Conselho para o Desenvolvimento Económico e faça uma enorme aposta na formação profissional. E acabe com as dificuldades que uma empresa enfrenta quando quer contratar um trabalhador no exterior. O diagnóstico está feito, agora é preciso agir...

-

As estatísticas mais recentes do HIV devem preocupar as autoridades. Foram detectados 27 casos de infecção por Vírus da Imunodeficiência Humana, o número mais elevado desde 2006. Augusto Nogueira, em declarações ao “Jornal Tribuna de Macau”, disse que faltam verbas para a prevenção e fala de “desinvestimento” por parte dos Serviços de Saúde. Numa terra com tanto dinheiro não se percebe que não haja dinheiro para aplicar nesta área...

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


Será que vai haver remodelação no Governo? Líbia 100 mil refugiados Quase cem mil pessoas, na maioria trabalhadores imigrantes, fugiram já da Líbia para os países vizinhos – sobretudo Egipto e Tunísia –, face à escalada da violência, só na última semana, foi indicado ontem pelo alto comissariado das Nações Unidas para os refugiados. Só na fronteira tunisina de Ras Jedir passaram mais de dez mil pessoas no sábado, precisou o Crescente Vermelho. “É uma crise humanitária e as nossas capacidades estão exaustas. Já há pessoas a dormirem ao relento”, contou o chefe da organização na Tunísia, Monji Slim, apelando a “ajuda urgente de todos para resolver este problema”. Sporting Paulo Sérgio sai triste Paulo Sérgio afirmou que sai triste do comando técnico do Sporting por não ter conseguido ser campeão, mas referiu que outra cara pode trazer “acalmia e tranquilidade” à equipa de futebol. “Saio triste por não ter sido campeão no Sporting, era o meu sonho e a minha ambição. Foi isso que me fez aceitar este projecto, mas a vida continua. Vou descansar, para voltar mais forte, pois confio nas minhas capacidades”, disse o técnico, na despedida, em Alcochete. Paulo Sérgio defendeu que uma outra cara à frente poderá ser importante para que a equipa consiga ter “cabeça fria”, de modo a alcançar vitórias.

... sofás novos

!!!

Proprietários de condomínios pedem revisão da lei

Atolados na burocracia Kahon Chan

O

kahon.chan@hojemacau.com.mo

s proprietários de condomínios exigiram ao Governo que impusesse uma restrição nos prazos para os promotores imobiliários concluírem o processo de escritura, com os promotores do Nova City, na Taipa, a não cumprirem as suas obrigações desde Setembro de 2006 sendo que, sem o estatuto legal de proprietários de condomínio, não podem agir na defesa dos seus interesses. O Nova City foi construído pela Shun Tak Holdings, STDM e pela Hopewell Holdings, de Hong Kong, e apesar da conclusão das obras a mais de quatro anos, os compradores dos apartamentos ainda não têm garantidos os títulos de propriedade e o promotor continua como único proprietário legal do conjunto habitacional privado. Uma recente disputa acerca da administração do edifício levou 43 compradores de apartamentos a tribunal após uma mediação falhada

do Instituto de Habitação (IH), com o promotor a recusar a legitimidade dos compradores para convocar uma assembleia de condóminos. Os proprietários acreditam levar vantagem no processo, de acordo com uma mensagem de e-mail enviada ao Hoje Macau na semana passada. A par dos co-proprietários do edifício U Wa, pediram ao Governo que impusesse prazos para os procedimentos devidos para proteger os interesses dos proprietários. Caruso Fong, secretário de uma comissão provisória formada pelos compradores do Nova City, disse à rádio da TDM que o atraso na conclusão dos procedimentos os tem impedido de intervir na administração do vasto imóvel e que os custos da reserva financeira de 20 milhões estava em questão. Tendo em conta que havia uma empresa de administração que desviou toda a reserva antes de encerrar a empresa, Fong apelou ao Governo para que impusesse regulamentação sobre a administração dos imóveis também.

Novas tarifas de água nas facturas de Março

Aguinha bem repartida E

stá aí o “Novo Mecanismo das Tarifas da Água”. A partir de Março, todos os utentes da água vão receber a factura do primeiro período referente a este novo processo, o que quer dizer que quem gastar mais, vai pagar muito mais do que estava habituado. Se no consumo residencial cerca de 57% das famílias irão

ter uma redução entre 0,04 e 1,12 patacas, para o primeiro escalão, o mesmo não se poderá dizer ao nível do consumo não residencial com os casinos, hotéis ou casas de sauna a serem considerados como consumidores de “água especial”. O mecanismo já tinha sido apresentado pelo Grupo de Traba-

lho para a Construção de uma Sociedade Economizadora de Água que introduziu as informações sobre as mudanças e o cálculo para os cidadãos e responsáveis das associações. O Governo pretende com este novo procedimento impulsionar a poupança de água dos quadrantes sociais de forma mais activa.

Consumo de água residencial

Novo mecanismo regulador de tarifas de água

Consumo de água não residencial

South Park 25 anos de cadeia por ameaças Zachari Adam Chesser, de 21 anos, norte-americano, encorajou à violência contra os argumentistas de South Park por causa de um episódio que retrata o profeta Maomé vestido de urso. O jovem foi condenado a 25 anos de prisão. As ameaças de Cheasser foram feitas online, incluíam a morada dos autores, Matt Stone e Trey Parker, e pediam aos fãs da série animada que “lhes fizessem uma visita” e “que lhes fizessem mal”. O jovem declarou-se culpado em Outubro passado por ter cedido material a terroristas, ter feito ameaças e ter em posse material terrorista. As três acusações resultaram numa pena máxima de 30 anos de prisão. No entanto foi reduzida para 25 anos, depois de ter declarado: “Assumo total responsabilidade por todas as minhas acções e gostaria de aproveitar para expressar os meus remorsos”.

Sim, acho que vão comprar...

Escalão

Volume de água consumida (m3/2 meses)

Oscilações das tarifas de água (patacas/2 meses)

1.º escalão Igual ou inferior a 28

4,35

Cerca de 57% das famílias terão uma redução entre 0,04 e 1,12 patacas

2.º escalão 29 – 56

4,83 (Os primeiros 28m3 são calculados a 4,35)

Cerca de 4% das famílias terão uma redução entre 0.24 e 0.68 patacas; Cerca de 30% das famílias sofrerão um aumento entre 0,2 e 11,2 patacas

3.º escalão Igual ou superior a 57

5,27 (Os primeiros 28m3 são calculados a 4,35; os 29-56 m3 são calculados a 4,83)

Cerca de 9% das famílias sofrerão um aumento superior a 12,08 patacas

Categoria

Tarifas de água (pataca/m3)

Consumo de água especial

Casinos, hotéis, casas de sauna, campos de golfe, construção civil, obras públicas e consumo provisório de água. 5,80

Consumo de água geral não residencial

Sector industrial e comercial, serviços públicos, escolas, hospitais, associações civis e outros. 5,27

segunda-feira 28.2.2011 www.hojemacau.com.mo

Insólito Mais um idoso morto em casa Foi encontrado no sábado mais um idoso morto na casa onde residia sozinho, em Lisboa. O corpo estava já em avançado estado de decomposição. O cadáver do homem de 85 anos, que não era visto há mais de dois meses, foi descoberto em depois que uma chamada deu o alerta para o “odor nauseabundo” que se sentia na porta do andar onde o homem vivia. Agentes da PSP dirigiram-se ao local e, após chegar a devida autorização, abriram a porta do apartamento com a ajuda dos bombeiros. No interior, depararam-se com um corpo em avançado estado de decomposição. Por não haver qualquer indício de crime, e após autorização do Ministério Público, o corpo foi removido para o Instituto de Medicina Legal. Portugal cheio de “brinquedos” inúteis Um telegrama divulgado pela WikiLeaks e enviado para Washington pelo então embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Thomas Stephenson, arrasa os negócios do Ministério da Defesa português. “No que diz respeito a contratos de compras militares, as vontades e acções do Ministério da Defesa parecem ser guiadas pela pressão dos seus pares e pelo desejo de ter brinquedos caros. O ministério compra armamento por uma questão de orgulho, não importa se é útil ou não. Os exemplos mais óbvios são os seus dois submarinos (actualmente atrasados) e 39 caças de combate (apenas 12 em condições de voar)”, lê-se num pequeno parágrafo a meio do telegrama de seis páginas citado pelo Expresso. Itália Berlusconi trava gays O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, garantiu que enquanto estiver no Governo não haverá direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo nem à adopção por casais homossexuais. Num congresso em Roma de cristãos reformistas, o chefe do Executivo italiano reiterou ainda que considera “negativo” para a economia de Itália que se convoquem eleições antecipadas e que a legislatura não acabe como previsto em 2013. “Enquanto governarmos não haverá equiparações entre casais gays e família tradicional, assim como nunca haverá adopções de crianças por parte de casais homossexuais”, disse Berlusconi, numa intervenção transmitida em directo pela televisão. Berlusconi, 74 anos, afirmou ainda que vai pôr em prática “políticas de apoio à natalidade e às mulheres”, face à “crise demográfica” que, segundo disse, leva ao envelhecimento da população italiana.


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Hoje Macau 28 FEV 2011 #2318 by Jornal Hoje Macau - Issuu