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Nº 4918 TERÇA-FEIRA 28-12-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
LEI DO JOGO
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João Paulo Cotrim 1965-2021
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JOGO VIP
ÓMICRON
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ÚLTIMA
NATAL EM PROMESSAS PRIMEIRO COLOANE VAZIAS EPISÓDIO
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O HM ERROU
LI CANFENG
2 política
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JOGO CONSULTA PÚBLICA REVELA VONTADE DE ATRIBUIR SEIS CONCESSÕES
Meia dúzia de licenças A maioria das opiniões expressas na consulta pública sobre a revisão do jogo foi a favor do estabelecimento de seis concessões e do fim das subconcessões. Por outro lado, os participantes na consulta mostraram-se contra o mecanismo de controlo da distribuição de lucros
A
maioria das opiniões expressas na consulta pública sobre a revisão da lei do jogo defende um total de seis concessões, o fim das subconcessões, e contratos com duração inferior a 20 anos. Foram estas algumas das principais conclusões publicadas pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, sobre a consulta que decorreu entre 15 de Setembro e 29 de Outubro. Actualmente, há um limite de três concessões para a exploração de jogos em casino, mas são permitidas subconcessões. A maioria dos participantes na consulta quer o fim do sistema: “Constata-se, a partir das opiniões recolhidas, que
a sociedade se manifesta em geral a favor da proposta do Governo da RAEM, apresentada no documento de consulta, sobre a proibição da exploração sob a forma de subconcessões”, indica o relatório sobre a consulta. “A maioria das opiniões entende que o número de concessões deve ser de seis, com a estipulação expressa da proibição da subconcessão”, foi sublinhado. Quanto ao prazo de concessão, a maioria foi favorável a um período inferior a 20 anos, contra o regime em vigor que não pode ser superior a 20 anos, mas pode ser prolongado, uma ou mais vezes, sem exceder, no total, cinco anos. Por outro lado, a maioria apontou a necessidade de aumentar o
Grande Baía Auditoria critica Macau Investimento A empresa de capitais públicos Macau Investimento e Desenvolvimento arrendou quatro andares no Centro Internacional de Conferências Torch, em Zhongshan, apesar de o prédio não ter certificado predial, o que impediu a sua rentabilização. O caso foi relatado
pelo Comissariado de Auditoria, que explicou que face à falta de certificado predial, não foi possível arrendar os espaços e gerar rendimentos, nem garantir um seguro, porque, por motivos legais, os bombeiros recusaram fazer uma análise dos riscos contra incêndio.
capital social, actualmente em 200 milhões de patacas, das operadoras para que disponham de “fundos suficientes para o funcionamento e desenvolvimento saudável e estável do sector”, sobretudo em relação “à garantia dos trabalhadores, da capacidade financeira” para
A maioria considerou [a distribuição dos lucros] uma decisão comercial, e que as autoridades não devem “intervir directamente na decisão”
O Comissariado de Auditoria deixou também críticas ao investimento de 8.074 milhões de patacas no Parque Industrial em Hengqin, por considerar que o montante foi investido sem análises de riscos, o que levou a que nenhum dos objectivos fosse concretizado.
responder “a situações imprevistas, reduzindo riscos indeterminados”, de acordo com o documento. Todavia, o aumento do capital foi divergente, e o Governo diz que vai ponderar como “vai ser decidido de acordo com o “ambiente socioeconómico de Macau, a situação real” e “as necessidades do futuro desenvolvimento do sector do jogo”.
Contra controlo dos lucros
Uma das propostas que não reúne o apoio da maioria das opiniões recolhidas é o controlo da distribuição dos dividendos pelo Governo. A maioria considerou tratar-se de uma decisão comercial, que deve ter autonomia relativa, defendendo que as autoridades devem desem-
penhar um “papel de fiscalização e não intervir directamente na decisão”. Quanto à introdução de um representante do Governo nos corpos gerentes da administração das concessionárias, não houve uma maioria clara. Cerca de 28,4 por cento das opiniões foi contra a proposta e 29,1 por cento foram classificadas pelo Governo como opiniões “neutras/pouco claras”, ou seja 57,5 por cento. Neste sentido, a proposta foi apoiada por 42,5 por cento, o que levou a DICJ a considerar “a maioria”. A consulta pública contou com 359 participantes, entre cidadãos, representantes das operadoras e trabalhadores do sector, que emprega mais de 80 mil pessoas. A DICJ indicou que, ao longo do período de consulta de 45 dias, “foram realizadas uma sessão de consulta para sectores e oito sessões de consulta pública, com um total de 359 participações”, tendo usado da palavra “73 pessoas individuais e representantes de associações”. As actuais licenças em vigor terminam a 26 de Junho do próximo ano, mas podem ser renovadas, a tempo de ser feita a nova lei e um novo concurso.
Escolas Governo promete melhorar concessão de apoios Melhorar a fiscalização e optimizar as candidaturas a apoios são duas das promessas feitas pela Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) após a divulgação de um relatório do Comissariado contra a Corrupção (CCAC) sobre subsídios do Fundo
de Desenvolvimento Educativo no âmbito do Plano de Desenvolvimento das Escolas. Em resposta ao documento, a DSEDJ assegura que dá “importância e aceita as opiniões emitidas”, prometendo também "rever com humildade [as medidas] e empenhar-se no aperfeiçoamento
dos trabalhos de atribuição de subsídios”. Fica a promessa de adopção de “um conjunto de medidas para colmatar as lacunas e melhorar os diversos procedimentos” na atribuição dos apoios financeiros às escolas, para que o dinheiro “seja utilizado de forma razoável e eficaz no futuro”.
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JOGO SEM SURTOS, HO IAT SENG MANTÉM ESTIMATIVA DE 130 MIL MILHÕES DE RECEITAS BRUTAS
Cálculos feitos com cautela
ções públicas e fundações e que “no futuro, serão geridas de forma unificada”. Sobre o “Relatório de sindicância sobre a concessão de subsídios do Plano de Desenvolvimento das Escolas pelo Fundo de Desenvolvimento Educativo”, divulgado pelo Comissariado contra a Corrupção, apenas referiu que irá aguardar que o Ministério Público termine a investigação, garantindo que o Executivo “efectivará as eventuais responsabilidades nos âmbitos administrativos”. Sobre a visita oficial a Pequim, Ho Iat Seng adiantou que serviu para reportar a Xi Jinping e Li Keqiang “a actualidade e desenvolvimento social e económico” do território. Nas reuniões, foi destacado “o problema do ‘predomínio de um único sector’ em Macau”. Mais uma vez os dirigentes mostraram todo o apoio às políticas de diversificação económica e “concordado com as acções governativas da RAEM”. A agenda de Ho Iat Seng em Pequim incluiu ainda a visita a vários ministérios e comissões ligadas ao projecto da zona de cooperação aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin.
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Ho Iat Seng mantém a estimativa para as receitas brutas do jogo de 2022, 130 mil milhões de patacas, se não forem detectados novos casos de covid-19 no território. Quanto ao fecho das salasVIP, o governante diz que o impacto ainda não foi avaliado
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E regresso a Macau depois de uma visita oficial a Pequim, o Chefe do Executivo assegurou que o Governo continua a estimar que as receitas brutas da indústria do jogo se fixe em 130 mil milhões de patacas em 2022, panorama que pode ser afectado caso surjam novos surtos de covid-19 no território. Em declarações à comunicação social no Aeroporto Internacional de Macau, Ho Iat Seng explicou que se não tivessem surgido “as três vagas da epidemia, em Agosto, Setembro e Outubro, a receita do jogo estaria próxima da previsão inicial”. Como “não sabe a situação da pandemia para 2022, o Governo mantém a sua estimativa em 130 mil milhões de patacas, mas se surgir qualquer surto pandémico, esta meta não será atingida”, adiantou. Sobre o fecho das salas VIP dos casinos, na sequência da detenção de Alvin Chau, CEO do grupo Suncity, Ho Iat Seng adiantou que “não foi avaliado o impacto do encerramento” e sublinhou que, “nos últimos cinco anos, houve uma redução nos negócios deste sector”. O governante frisou que “as relações contratuais entre as concessionárias e as salas VIP não estão relacionadas com o Governo” e acrescentou que “as autoridades não exigem que as concessionárias explorem salas VIP”. O Chefe do Executivo comentou ainda o apoio que a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais tem dado aos desempregados na busca por um novo emprego e formação profissional.
FALECIMENTO Sobre a possível isenção de quarentena nas viagens entre Hong Kong e Macau, não foi adiantada qualquer novidade. O responsável disse que “será necessário esperar a concordância do Governo Central para as disposições da reabertura das fronteiras com Hong Kong”, e que “Macau será sincronizado com o Interior da China”. “Caso
“Será necessário esperar a concordância do Governo Central para as disposições da reabertura das fronteiras com Hong Kong.” HO IAT SENG
haja qualquer novidade será divulgada de imediato”, referiu apenas.
Alerta relatório
Ho Iat Seng foi ainda convidado a comentar o relatório divulgado nos últimos dias pelo Comissariado de Auditoria (CA) relativo à gestão da empresa de capitais públicos Macau Investimento e Desenvolvimento SA. O Chefe do Executivo afirmou estar “atento” aos problemas denunciados no documento, lembrando que foi criado o Gabinete para o Planeamento da Supervisão dos Activos Públicos, liderado por Sónia Chan, com objectivos de reorganização e fiscalização dessas empresas. Além disso, Ho Iat Seng adiantou que foram extintas ou fundidas algumas institui-
Habitação económica Au Kam San pede preços mais baixos A associação Iniciativa de Desenvolvimento Comunitário entregou uma carta ao Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, a pedir a redução dos preços das habitações económicas. Segundo um comunicado publicado pelo ex-deputado e fundador da associação Au Kam San, a lei de habitação eco-
nómica estipula que cabe ao Chefe do Executivo a definição dos montantes a cobrar pelos apartamentos. A associação alerta para a necessidade de baixar os preços em prol do desenvolvimento habitacional, exigindo explicações para o valor de 5 mil patacas por pé quadrado. “O maior impacto no preço
das casas é o custo de construção. No entanto, ainda não foi feita consulta pública para a concepção do projecto e construção [para as casas do último concurso], e o custo de construção é desconhecido, então como é que as autoridades definiram esse valor?”, questiona Au Kam San.
FERNANDO AUGUSTO DE JESUS NASCIMENTO A família enlutada de FERNANDO AUGUSTO DE JESUS NASCIMENTO, vem comunicar o falecimento do seu marido e pai querido aos 92 anos, deixando viúva, Rosita Eulalia Maria Velex Xavier Nascimento, filha, Rosita X. Nascimento Gaspar, casada com Alexandre Osorio Gaspar, filho, Fernando Augusto de Jesus Nascimento, casado com Madalena Augusto Monteiro Nascimento e, Felipe Xavier Nascimento, netos e bisneta. No dia 28 de Dezembro de 2021 pelas 20H00 horas, será rezada uma missa pela sua alma na Casa Mortuária Diocesano. No dia seguinte, a 29 de Dezembro de 2021 pelas 10H00 horas, será realizado o funeral e uma missa na Casa Mortuária Diocesano, a que se seguirá a ida para o Cemitério da Nª Srª da Piedade. Antecipadamente se agradece a todos quantos queiram participar no piedoso acto.
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CRIME LI CANFENG DETIDO NA VÉSPERA DE NATAL POR SUSPEITAS DE CORRUPÇÃO
Consoada em Coloane
O CCAC acusa o ex-director da DSSOPT de estar em fuga “há longo tempo” no Interior da China. O caso que levou à detenção de Li Canfeng envolve dois empresários locais, terrenos, licenças de construção e “avultadas vantagens” trocadas por favores o respectivo projecto de arquitectura violou instruções administrativas no âmbito da construção, terá ainda dado ordens aos seus subordinados para aprovar o referido projecto de arquitectura, o que levou ao deferimento do pedido”, foi acrescentado. Li Canfeng terá sido igualmente o responsável por instruções que alargaram ilegalmente a área de um terreno, na posse de uma empresa privada, para “que o promotor pudesse vender o terreno com preço elevado, ganhando assim grandes lucros”. Segundo o CCAC, a detenção contou com a ajuda das autoridades chinesas, uma vez que o ex-director “se encontrava em fuga” no Interior da China, onde vivia há “um logo período de tempo”.
Empresários Kuan e Sio
O
ex-director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Li Canfeng, foi detido no Interior da China e está indiciado pela prática dos crimes de corrupção passiva, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. Cada um dos três delitos imputados a Li tem uma moldura penal máxima de oito anos.
A operação foi revelada na manhã de 24 de Dezembro e, de acordo com o Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), Li terá “recebido, pessoalmente e através de familiares seus, avultadas vantagens por parte de empresários, abusando dos seus poderes e aprovando, ilegalmente, vários pedidos de projecto de construção no período de exercício das suas funções”.
RELAÇÃO ATRIBULADA COM RAIMUNDO Li Canfeng deixou o cargo de director da DSSOPT em Janeiro de 2020, no início do segundo mandato de Raimundo do Rosário como secretário para os Transportes e Obras Públicas. A relação
entre os dois nunca foi saudável e o ex-deputado Mak Soi Kun, ligado à associação de Jiangmen, da qual também faz parte o empresário Sio Tak Hong, chegou a afirmar na Assembleia Legis-
lativa que Li fazia tudo para bloquear as obras tidas como fundamentais pela tutela. Em público, Raimundo Rosário, em Janeiro de 2020, negou existir “mal-estar” na relação com Li.
A investigação tem por base um relatório de 2018 do CCAC e o papel de Li na aprovação de uma planta de alinhamento. Os detalhes sobre o terreno e a planta em causa não foram publicados, mas nesse ano foi divulgada a investigação ao terreno do Alto de Coloane. “O referido ex-dirigente da DSSOPT, no período de exercício das suas funções, mesmo sabendo que a planta de alinhamento de um projecto de construção já tinha caducado, autorizou, ainda assim, a aplicação da antiga planta de alinhamento no respectivo projecto de construção, fazendo com que o respectivo projecto de construção não necessitasse de submeter à discussão do Conselho do Planeamento Urbanístico”, revelou o CCAC. “Mesmo sabendo que
MP Ex-funcionária do Gabinete Procurador entregue a Macau Lam I Na, antiga trabalhadora do Gabinete do Procurador e próxima de Ho Chio Meng, foi entregue pelas autoridades do Interior à RAEM. A informação foi divulgada pelo Ministério Público a 23 de Dezembro. Lam I Na tinha sido condenada pelo Tribunal de Segunda Instância (TSI),
em Maio deste ano, a dois anos de prisão, com pena efectiva, por se ter apropriado “sem autorização da aquilária apreendida num inquérito”. Antes, Lam tinha sido condenada pelo Tribunal Judicial de Base com uma pena de prisão de 2 anos, que tinha sido suspensa por 3
anos. Após recurso do Ministério Público, o TSI decidiu aplicar uma pena efectiva à ex-trabalhadora do MP para “para aperfeiçoar a sua personalidade e produzir efeito dissuasor, a demais indivíduos, designadamente os trabalhadores dos serviços públicos”.
Além de Li, a investigação envolve outros sete arguidos, entre os quais dois empresários locais, identificados com os apelidos Kuan e Sio, que terão ficado em prisão preventiva. Um dos empresários terá ajudado um familiar de Li Canfeng
HO IAT SENG INFORMADO À chegada de Pequim, o Chefe do Executivo comentou a investigação e sublinhou ter sido informado quando estava na capital. “Claro que fui informado, não posso diz que não sabia, porque é um caso muito grande. Tomei conhecimento em Pequim”, afirmou Ho Iat Seng. “É um acto independente do CCAC e fui informado”, acrescentou. O líder do Governo recusou ainda comentar a possibilidade de detenção de outros altos quadros públicos, mas deixou uma garantia: “agimos de acordo com as irregularidades detectadas”, destacou.
a obter residência em Macau, através de um investimento fictício. “Um empresário envolvido terá prestado apoio a um familiar do referido ex-dirigente para aquisição fictícia de quotas da empresa do seu grupo a título do investimento”, adiantou o CCAC. “O referido familiar do ex-dirigente aproveitou a oportunidade e através da forma de imigração por investimento relevante, para requerer, junto do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, a fixação de residência por investimento relevante e o respectivo pedido foi autorizado”, foi revelado.
Cada um dos três crimes imputados a Li tem uma moldura penal máxima de oito anos Os casos que envolvem o ex-director da DSSOPT não terminam aqui, sendo também suspeito de ter aceite um suborno de um empresário para garantir a licença de utilização de um edifício. “O referido ex-dirigente terá recebido vantagens de valor elevado oferecidos por um outro empresário e que, quase antes do termo da expiração do prazo de aproveitamento do terreno, contornou os procedimentos legais no sentido de acelerar os trabalhos de vistoria e recepção das obras, emitindo assim a respectiva licença de utilização”, foi também divulgado. À excepção de Li Canfeng, todos os outros arguidos estão indiciados pelos crimes de corrupção activa, punido com pena até três anos de prisão, branqueamento de capitais, pena de oito anos de prisão, e falsificação de documentos, pena de oito anos de prisão. João Santos Filipe
DSC Recluso morre depois de ataque cardíaco Um recluso do Estabelecimento Prisional de Coloane morreu após ter sofrido um ataque cardíaco na noite de 25 de Dezembro, de acordo com um comunicado da Direcção dos Serviços Correccionais (DSC). O homem de 52 anos foi transportado para o Centro Hospitalar Conde S. Januário, onde foi tratado de emergência e declarado morto. O ataque foi antecedido por uma discussão que não envolveu o sinistrado: “Por volta das 19h10 do dia
25 de Dezembro, dois reclusos companheiros da cela entraram em discussão e o recluso Chan aproximou-se deles para os dissuadir e, de repente, desmaiou”, foi relatado. “A equipa médica da prisão chegou imediatamente ao local para aplicar as manobras de reanimação e chamou a ambulância para levá-lo ao CHCSJ, onde foi confirmada a morte às 20h24, após os infrutíferos tratamentos de emergência”, foi acrescentado.
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TAK CHUN EX-TRABALHADOR QUEIXA-SE DE “PROMESSA FALSA”
O número de visitantes subiu 144,1 por cento em Novembro, comparativamente ao mês anterior, devido à realização do Grande Prémio e do Festival de Gastronomia, afirmou a Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC). Ao longo do mês de Novembro, 801.300 pessoas entraram RAEM, o que representou um aumento de 25,9 por cento em relação a igual mês do ano passado. O volume de turistas chineses fixou-se em 741.226, mais 25,9 por cento, em termos anuais. Quanto ao número de visitantes de Hong Kong e de Taiwan corresponderam a 54.655 e 5.297, respectivamente, indicou a DSEC. Nos 11 primeiros meses deste ano entraram em Macau 6.885.073 visitantes, mais 31,5 por cento, relativamente ao período homólogo do ano passado, tendo os excursionistas (3.582.584) e os turistas (3.302.489) aumentado 27,7 por cento e 35,8 por cento, respectivamente.
Economia Macau regista deflação de 0,13%
Macau registou deflação de 0,13 por cento nos 12 meses terminados em Novembro, em relação em igual período imediatamente anterior, foi anunciado pela Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC). As secções da recreação e cultura (menos 6,76 por cento) e das comunicações (menos 6,36 por cento) tiveram os maiores decréscimos, indicou a DSEC em comunicado. O índice de preços no consumidor (IPC) geral do mês passado aumentou 1,21 por cento comparativamente ao mesmo mês do ano passado, sobretudo devido à subida dos preços da gasolina, dos bilhetes de avião, das refeições adquiridas fora de casa, do gás de petróleo liquefeito e dos salários dos empregados domésticos. Os aumentos foram atenuados pela diminuição das rendas de casa e do preço da carne de porco, indicou. Nos 11 primeiros meses deste ano, o IPC geral médio decresceu 0,06 por cento, em relação ao mesmo período de 2020.
O canto da sereia O diferendo entre o empregado e o grupo Tak Chun surgiu na sequência de uma promessa de compensação por despedimento acima dos valores legalmente previstos
TIAGO ALCÂNTARA
Turismo Visitantes aumentaram 144% em Novembro
Hipoteca para pagar
O denunciante admitiu ainda estar desesperado, uma vez que precisa pagar os empréstimos da casa e do carro, além de sustentar a família. Além disso, confessou ter receio de ficar lesado nos seus direitos laborais.
“O grupo tomou as medidas necessárias para assegurar os interesses dos funcionários conforme a lei laboral.” TAK CHUN
U
M funcionário do Grupo Tak Chun apresentou queixa na Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) por se sentir enganado. Apesar da promessa assumida pela companhia junket de que as saídas voluntárias dos trabalhadores iam ser pagas acima do custo legalmente previsto, na altura da rescisão, o valor ficou aquém do prometido. O relato foi feito por um trabalhador do grupo ao portal All In, que revelou que a 10 de Dezembro a empresa publicou um aviso interno a anunciar que ia fechar as salas de jogo VIP. Os trabalhadores que saíssem voluntariamente da companhia receberiam uma compensação acima do legalmente previsto. Contudo, quando o funcionário em causa se apresentou para assinar a rescisão e receber a respectiva compensação, reparou que o valor não correspondia ao que lhe tinha
recebido qualquer resposta da DSAL, que também não tinha sido publicada ontem.
sido prometido. Além disso, foi informado que caso não assinasse um acordo de confidencialidade, não receberia o respectivo salário, indemnização nem sequer o comprovativo de demissão. Ao portal, o queixoso mostrou-se muito preocupado com o facto de ver a emissão do certificado de demissão recusada. O documento
é uma exigência da própria DSAL para que as pessoas demitidas possam aceder à formação subsidiada publicamente e para poderem recorrer à DSAL para procurar novo emprego. Perante a conduta do empregador, o funcionário fez queixa à DSAL. No dia 24 de Dezembro, o portal All In ainda não tinha
Por sua vez, o grupo Tak Chun considera estar a cumprir a legislação vigente. “O grupo foi forçado a demitir os funcionários devido ao impacto de factores exteriores. Lamentamos toda a situação”, respondeu, ao portal All In. “O grupo tomou as medidas necessárias para assegurar os interesses dos funcionários conforme a lei laboral. Agradecemos o apoios e contributo dos nossos funcionários ao longo dos tempos. Se tiverem quaisquer consultas, podem ligar ao nosso departamento dos recursos humanos,” lê-se igualmente resposta. O encerramento das salas VIP do grupo Tak Chun foi anunciado internamente após as operações policias no Interior e em Macau contra o grupo Suncity, o maior junket do território, que resultaram na detenção do empresário Alvin Chau. Apesar do caso ainda não ter sido julgado, vários casinos anunciaram o fim das parcerias com empresas promotoras de jogo. Nunu Wu
e João Santos Filipe
INSTITUTO CULTURAL AINDA NÃO FOI CRIADA EMPRESA QUE VAI GERIR ORQUESTRAS
D
ECORRE ainda o processo de alteração do modelo de gestão da Orquestra de Macau e da Orquestra Chinesa de Macau, que vão deixar de ser geridas pelo Instituto Cultural (IC) para passar a ser geridas por uma empresa com capitais públicos. Segundo o All About Macau, a presidente do IC, Mok Ian Ian, garantiu que esse trabalho deverá estar concluído a 1 de Fevereiro do próximo ano. Em finais de Novembro foi anunciado
que a partir do dia 1 de Janeiro as orquestras deixarão de estar sob alçada do IC. O IC promete ainda manter a comunicação com as orquestras após a transferência de gestão para uma empresa de capitais públicos. Por outro lado, os músicos vão estar habilitados a dar aulas no Conservatório de Macau, conforme as necessidades. A mesma publicação adianta que alguns músicos se queixam do facto de faltar apenas um
mês para a alteração e terem poucas informações sobre salários e outras questões contratuais com o novo modelo de gestão. Além disso, pretendem saber se as questões disciplinares serão tratadas segundo o sistema da Função Pública, existindo também a preocupação sobre eventuais despedimentos. Dados divulgados pelo IC revelam que 66 professores dão aulas no Conservatório de Macau, dos quais 52 são provenientes das orquestras.
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Uma irrepará Aos 56 anos, cala-se uma das vozes mais importantes da cultura portuguesa contemporânea. Mas as suas palavras e os seus actos ficarão para sempre
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OME incontornável do panorama editorial português, João Paulo Cotrim – jornalista, poeta, escritor e editor, fundador da editora Abysmo e diretor da Bedeteca de Lisboa – morreu este domingo com covid-19, enfraquecido que estava depois de um período de intensa quimioterapia com que tentava superar um linfoma. Tinha 56 anos. Natural de Lisboa, João Paulo Cotrim começou a trabalhar como jornalista aos 20 anos, na ANOP. Depois, passou pelo Expresso, O Independente, a Cosmopolitan, a Revista Ler, a Elle, a Máxima, a Marie Claire, a Oceanos, a Visão, a Grande Reportagem, a Colóquio-Letras, o diário alemão "Der Spiegel",
o "Le Monde" e o suplemento "DNA". Colaborou também com a RTP, a SIC e a TSF. Fundou a revista Lua Cheia e as editoras Abysmo, com quase cem livros publicados (com autores como Valério Romão, Sérgio Godinho, António Araújo, Ferreira Fernandes ou Adolfo Luxúria Canibal), e Arranha-Céus, mais dedicada às artes visuais e à banda desenhada. "Temos uma tradição muito forte, com nomes como Stuart de Carvalhais, Almada Negreiros e Bordallo Pinheiro, que em determinada altura não era valorizada. Depois houve uma geração que se afirmou nos anos 1960 e 1970, na era dourada dos quadradinhos. Mas deparei-me com uma
ENRIC VIVES RUBIO
FALECEU JOÃO PAULO COTRIM, ESCRITOR, EDITOR, COLABORADOR DO HOJE M
nova geração de autores que não tinha onde publicar e foi aí que comecei a sonhar em montar uma editora", afirmou, em 2018, à "Notícias Magazine", para justificar o impulso definitivo que deu a uma nova geração de autores. Dirigiu a Bedeteca de Lisboa desde a sua abertura, em 1996 - o mesmo ano em que criou a revista LX Comics - , até 2002. Durante esse período organizou várias iniciativas e exposições. Foi diretor do Salão Lisboa de Ilustração e Banda Desenhada durante
quatro edições e responsável pela sua programação e os catálogos Geral e da mostra Ilustração Portuguesa. Guionista para filmes de animação («Algo importante», com João Fazenda; «Um degrau pode ser um mundo», com Daniel Lima; «Diário de Uma Inspetora do Livro dos Recordes», com Tiago Albuquerque), escreveu novelas gráficas ("Salazar - Agora, na Hora da Sua Morte"), ensaios ("O Branco das Sombras Chinesas", com António Cabrita), poesia ("Má Raça", com Alex
Gozblau) e histórias para crianças ("Querer Muito", com André da Loba) e adultos ("O Branco das Sombras Chinesas", com António Cabrita). João Paulo Cotrim foi ainda professor no Ar Co, no departamento de Ilustração e BD, bem como no IADE - Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação, e colaborou no Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB). No seguimento do confinamento imposto pela pandemia de covid-19, João Paulo Cotrim criou, em 2020, "Torpor. Pas-
sos de voluptuosa dança na travagem brusca", uma revista digital gratuita criada e disponibilizada pela editora Abysmo. A edição procura captar o efeito que a crise pandémica e o confinamento tiveram "tanto nas artes como na vida", uma iniciativa que não foi planeada previamente, "resultou de sucessivos diletantes passeios pelas redes", nas quais João Paulo Cotrim descobriu um mundo que palpitava criação artística, contou o editor à Lusa, em Maio do ano passado. O romance "O Plantador de Abóboras", do escritor timorense Luís Cardoso, que venceu o Prémio Oceanos 2021, que anualmente destaca as melhores obras publicadas em língua portuguesa, foi um dos livros editados pela Abismo. A 8 de dezembro, o escritor, que reside em Lisboa, dedicou o galardão ao seu editor, João Paulo Cotrim, assinalando já então que se encontrava doente. A despedida será na quarta-feira, dia 29 de Dezembro, na Igreja S. João de Deus, na Praça de Londres. Velório a partir das 10h, missa de corpo presente às 14h30 e partida para o cemitério do Alto de S. João às 15h30 e cremação às 16h.
ALFREDO CUNHA
REACÇÕES MARCELO REBELO DE SOUSA • Presidente da República A morte precoce de João Paulo Cotrim é uma notícia triste para a cultura portuguesa, e antes de mais para as artes das quais foi durante décadas um activíssimo criativo e um incansável dinamizador. (...) Era uma daquelas figuras sem as quais nenhuma cultura saudável vive: o fazedor talentoso que cuida da sua obra mas promove sobretudo a obra dos outros. (...) GRAÇA FONSECA • Ministra da Cultura "Joãso Paulo Cotrim era figura emblemática da edição independente e da divulgação de banda desenhada em Portugal. A cultura portuguesa perde, hoje, um editor exemplar e modelar, que com rigor, profissionalismo e uma boa disposição permanente, deixou uma marca inapagável na edição independente
em Portugal e na divulgação da banda desenhada e da ilustração entre nós. (...) Numa carreira multifacetada, (...) importa também realçar o seu compromisso profundo com a programação literária e com a promoção da leitura". (...) ANDRÉ CARRILHO • Cartunista e ilustrador Até à vista João Paulo. Olhando outra vez para a caricatura que te fiz, reparo que te desenhei quase como coruja sábia. Não foi intencional, mas acho bem. A minha filha ainda tem o urso gigante que lhe ofereceste quando nasceu. Foi das primeiras prendas que recebeu, e há-de sempre estar connosco. Quanto a mim, foste um dos que criaste uma geração inteira de pelintras artistas como eu. Editaste-me os livros mais pessoais e expuseste os meus desenhos desde tenra idade, assim como de tantos outros que
só em ti encontravam interlocutor atento e curioso. Em almoços falámos dos cartoons do futuro, em conversas que deram origem ao Spam Cartoon. Por vezes, com sorriso malandro, brincavas que querias comer até te tornares incontornável. Já o eras há muito tempo, basta encarar o vazio que nos deixas. Só mesmo tu para nos deixares obra feita em forma de Abysmo. Obrigado por tudo, mestre. ANTÓNIO CABRITA Fomos amigos muito próximos cerca de quinze anos e encetámos inúmeros projectos juntos. Devo-lhe vários dos livros que a Íman editou e que a Bedeteca apoiou. Escrevemos a meias um folhetim policial para o Diário de Notícias, “O Branco das Sombras Chinesas”, que seria depois o primeiro livro da Abysmo, onde publiquei mais três livros. Tentámos vender, como dupla, vários projectos às televisões e até na Bola, a cuja reunião com
o atónito director chegámos tão magnificamente alterados pelo scotch que começámos a discutir se haveria mais vantagem em a bola ser quadrada ou triangular, encontro que se tornou uma das tardes mais divertidas da minha vida. (...) Deus não joga aos dados mas é cego, a única merda que a Covid nos ensina. NUNO MIGUEL GUEDES Já te estás a rir, não é, miserável? Das minhas certezas, "não, o luto pede pudor e silêncio e não o ruído das redes" e mais não sei quê. E olha o que me obrigaste a fazer, meu amado sacana. E logo contigo, irmão desde o acne mais impetuoso. Já irei chorar, já estou a chorar. Tanto que um gajo brinca com a Ceifeira e depois... De tanto levar frechada do teu olhar, este hino com que nos saudávamos será sempre nosso. Eu preferia ter-te por aqui mais uns tempitos. Agora não sei
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ável perda
MACAU
o que fazer de mim. O meu Bushmills sem gelo que já aí vou, irmão grande. INÊS FONSECA SANTOS Todas as pessoas são insubstituíveis, mas umas são mais insubstituíveis do que outras. O João é um universo inteiro de amor, amizade, humor, inteligência, sensibilidade, companheirismo. É o meu amigo precioso, o meu amigo de todas as horas, de todas as conversas, de todos os poemas, de todos os livros, de todos os gatos, de todos os lugares onde pouso a cabeça. Multiplicou-me a imaginação, a bondade, a alegria, as palavras. (...) Amo-o como se ama um irmão. Falo com ele sem precisarmos de estar juntos. Fotografei todos os céus desde que foi internado. Guardei-os para ele, para lhos poder mostrar e contar que naquele dia estava assim e eu disse-lhe isto e aquilo e
que no outro dia fazia sol e eu pensei nos abraços dele, nos disparates dele, naquele ouvido sábio que me escutava em silêncio e me amparava e me desafiava e me dizia sempre a verdade, a nossa verdade. (...) ANABELA CANAS Morreu João Paulo Cotrim, (...) camarada de armas por momentos neste grande vazio cósmico, senão com a espada, seguramente com a pena, no Jornal Hoje Macau. Gostava de o ler. 56 anos. Pois. Não devia ser idade para isso... FERNANDO PINTO AMARAL Ainda não acredito, João Paulo. Até já JOÃO ROMÃO (...) Fomo-nos encontrando nas margens da política possível, na margem esquerda, aliás, nesses terrenos mais férteis onde
as utopias sempre prevalecem. A primeira vez que trabalhei com o João Paulo foi no início dos anos 1990, quando co-editámos o Combate, o jornal do PSR. A última foi 30 anos depois, quando participei no ano passado na revista digital "Torpor, Passos de voluptuosa dança na travagem brusca", editado pela Abysmo. Pelo meio ficaram repastos muitos, desencontros vários, garrafas vazias e projectos por fazer. JOÃO SOARES Morreu hoje o meu querido amigo João Paulo Cotrim. (...) Homem bom, de carácter, bem com os outros e a vida. Culto, inteligente, de bom humor. Um dos grandes conhecedores e apaixonados de BD. Foi o grande obreiro e director da BDeteca de Lisboa. A sua editora, a Abysmo, deixa em poucos anos uma marca impressiva. Estivemos juntos em muitos combates, foi sempre um privilégio e
também um prazer. (...) Honra à memória de João Paulo Cotrim. JOSÉ TEÓFILO DUARTE Ainda me parece mentira. Ainda não me imagino sem o ter por perto. Qualquer encontro com o João Paulo Cotrim era um acontecimento. As ideias fervilhavam. Inesperadas. Brilhantes. O humor e a cultura tropeçavam em alegre convívio. Tanto projecto interrompido. Tanta conversa por continuar. Tanto livro por fazer. Tanto trabalho por encetar. Somos gente de palavra e de palavras. Continuaremos a conversar recordando o João Paulo. Uma vida assim não acaba assim. Não tenho irmãos biológicos. Mas tenho irmãos. O João Paulo é meu irmão. Faltam-me as palavras para descrever o que sinto, mas sei que vamos recordá-lo como ele gostaria. Com muitas palavras. Muita conversa saborosa. Tenho a certeza. Estas palavras saem-me em lágrimas.
Raiva R
AIVA. É o que me invade e coloniza ao saber da morte do João Paulo. Como se não fosse possível o desaparecimento do seu olhar pleno de doçura, da sua voz fremente de ideias, do seu sempre renovado abraço solidário e cúmplice. Tínhamos ainda tanto para fazer, João Paulo. Como é possível que nos deixes assim, de projectos nas mãos que nunca apertámos porque o nosso ritual era sempre um fraternal abraço? Raramente encontrei alguém com quem tivesse tantas coisas em comum, tantas paixões para partilhar, tantos sonhos para realizar. Raiva. Vêm-me à ponta dos dedos palavras feias com que solitário agrido os céus. Não as quero deixar aqui, não as quero partilhar com ninguém. Ficam entre mim e Deus, cuja única desculpa é não existir. Graças a ti, João Paulo, o Hoje Macau cresceu no mundo da lusofonia. Graças a ti, João Paulo, voltei a acreditar que este país ainda era possível. Apresentaste-me o Paulo José Miranda, o António de Castro Caeiro, o António Cabrita, o Luís Carmelo, o Valério Romão, a Rita Taborda Duarte, a Gisela Casimiro, o José Navarro de Andrade, o José Luís Tavares, o José Anjos, o Bernardo Trindade e muitos outros, que agora creio órfãos, como eu, da tua partida, mas que me fizeram acreditar que Portugal ainda era possível. Sobretudo, porque a tua capacidade de acreditar me motivava e me arrancava ao diletantismo que marca as minhas breves passagens pelo país que me viu nascer. Já não vamos fazer o jornal de esquerda que tanta falta faz a Portugal e ao seu povo. Já não vais publicar os meus pobres livros. Mas, sobretudo, já não me vou sentar contigo, horas sem princípio nem fim, refém das tuas palavras e, sobretudo, do teu olhar. Sobre mim e sobre as coisas. Eras um imane, um aglutinador de escritores, de artistas, de pensadores. E fazias isso sem esforço e sem tretas. E não digo que o fazias unicamente pelas letras, mas porque eras um ser humano excepcional, que sem ignorar a maldade dos homens a remetia para o seu devido lugar: o caixote do lixo do esquecimento. Raiva. Expludo de raiva. Esvaem-se-me as palavras, impotentes para exprimir a dor. Até sempre. Carlos Morais José
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28.12.2021 terça-feira
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UMA FAIXA, UMA ROTA PEQUIM E HAVANA ASSINAM PLANO DE COOPERAÇÃO
Aliança nas Caraíbas China e Cuba assinaram um plano de expansão da cooperação bilateral para o desenvolvimento da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” que pode também ajudar à recuperação económica da ilha. Cuba atravessa a pior crise em quase três décadas
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iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” serviu de pano de fundo para a assinatura de um plano de cooperação bilateral entre a China e Cuba, aliança que poderá ser determinante para Havana numa altura em que a ilha atravessa uma severa crise económica.
O acordo foi assinado pelo director da Comissão de Desenvolvimento e Reforma, principal órgão de planeamento económico chinês, He Lifeng, e pelo vice-primeiro-ministro cubano, Ricardo Cabrisas, de acordo com a imprensa oficial. Embora Cuba tenha aderido à iniciativa “Uma
Relação enérgica
A China e Cuba já têm projectos energéticos em curso na ilha, incluindo vários relacionados com a utilização de energias eólicas e fotovoltaicas renováveis, uma vez que Havana pretende que 24 por cento do fornecimento de energia provenha destas fontes até 2030
Faixa, Uma Rota”, em 2018, através de um memorando, trata-se agora de concretizar um calendário e um roteiro PUB.
EDITAL
EDITAL
Edital n.º: 108/E-BC/2021 Processo n.º: 385/BC/2021/F Assunto: Início de audiência pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local: Rua Nova à Guia n.º 163, Edf. “CHUN TAI”, escada comum e partes do terraço sobrejacente às fracções 4.º andar E (CRP: E4) e 4.º andar F (CRP: F4), Macau. Lai Weng Leong, Director Substituto da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber que ficam notificados os donos das obras e os proprietários dos locais acima indicados, cujas identidades se desconhecem, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que nos locais acima indicados realizaram-se as seguintes obras não autorizadas: Obra 1.1 Instalação de gradeamento metálico na parte do terraço sobrejacente à fracção 4.º andar E (CRP: E4). 1.2 Construção de um compartimento com cobertura metálica, gradeamento metálico e chapas metálicas na parte do terraço sobrejacente à fracção 4.º andar F (CRP: F4) 1.3 Instalação de um portão metálico e gradeamento metálico na escada comum entre os 3.º e 4.º andares.
Infracção ao RSCI e motivo da demolição Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação. Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação. Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação.
2. Sendo as escadas comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M de 9 de Junho. As alterações introduzidas pelos infractores nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto caminhos de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, as obras executadas não são susceptíveis de legalização pelo que a DSSOPT terá necessariamente de determinar a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada. 3. Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de 4 000,00 a 40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou de segurança do edifício. 4. Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data da publicação do presente edital, assim como requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI. 5. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227). RAEM, 14 de Dezembro de 2021 O Director de Serviços, Subst.º Lai Weng Leong
assinatura do plano ilustra o novo impulso nas relações entre os dois países comunistas. Para Zhou, o acordo vai ajudar a economia cubana a recuperar e a melhorar as condições de vida da população local, e, ao mesmo tempo, promover a cooperação entre a China e a América Latina nos domínios do turismo e da energia.
para projectos bilaterais, como iniciativas em infraestruturas, tecnologia, cultura, educação, turismo, energia, comunicações e biotecnologia. Um investigador na área dos estudos latino-americanos na Academia Chinesa de Ciências Sociais Zhou Zhiwei disse ao jornal estatal Global Times que a
Edital n.º: 112/E-BC/2021 Processo n.º: 493/BC/2013/F Assunto: Início de audiência pela infracção às disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local: Rua do Bispo Medeiros n.º 13, Edf. Ka Lon, escada comum entre os 4.º e 5.º andares, Macau. Lai Weng Leong, Director substituto da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber que ficam notificados o dono da obra e o proprietário local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, do seguinte: 1. Na sequência da fiscalização realizada pela DSSOPT, apurou-se que no local acima indicado realizou-se a seguinte obra não autorizada: Infracção ao RSCI e motivo da Obra demolição 1.1 Instalação de portão de um Infracção ao n.º 4 do artigo gradeamento metálicos. 10.º, obstrução do caminho de evacuação. 2. Sendo as escadas, corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservarse permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI, aprovado pelo DecretoLei n.º 24/95/M de 9 de Junho. As alterações introduzidas pelos infractores no referido espaço, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desse espaço enquanto caminho de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, a obra executada não é susceptível de legalização pelo que a DSSOPT terá necessariamente de determinar a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada. 3. Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de 4 000,00 a 40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou de segurança do edifício. 4. Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data da publicação do presente edital, assim como requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI. 5. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, em Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227). RAEM, 14 de Dezembro de 2021 O Director de Serviços, subst.º Lai Weng Leong
O perito da Academia Chinesa de Ciências Sociais salientou o potencial desta aliança na área da energia, uma das adversidades mais prementes do país das Caraíbas, que tem registado problemas de abastecimento nos últimos dois anos, agravados pelas sanções dos Estados Unidos e pela redução dos carregamentos de petróleo bruto subsidiado da Venezuela. A China e Cuba já têm projectos energéticos em curso na ilha, incluindo vários relacionados com a utilização de energias eólicas e fotovoltaicas renováveis, uma vez que Havana pretende que 24 por cento do fornecimento de energia provenha destas fontes até 2030. O país asiático é actualmente um dos principais aliados políticos da ilha das Caraíbas e o seu segundo maior parceiro comercial.
Covid-19 Detectados 200 casos em 24 horas
A China detectou 200 casos de covid-19 em 24 horas, 162 dos quais por contágio local, anunciaram ontem as autoridades de saúde do país. Os casos locais foram diagnosticados nas províncias de Shaanxi (152), Guangxi (sete), Guangdong (um), Zhejiang (um) e Sichuan (um). Entre os casos registados na província de Shaanxi, 150 foram detectados na capital, Xian, que se encontra em confinamento desde a passada semana devido a um surto. Os restantes 38 casos foram diagnosticados em viajantes provenientes do estrangeiro nos municípios de Pequim, Xangai e Tianjin e nas províncias de Guangxi, Guangdong, Hunan, Zhejiang, Sichuan e Henan. A Comissão de Saúde da China disse que o número total de casos activos é de 2.158, incluindo 13 doentes em estado grave.
Região SUDESTE ASIÁTICO PERITOS ALERTAM PARA FALTA DE PREPARAÇÃO PARA TSUNAMI
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M grupo de especialistas em prevenção de desastres naturais alertou para a falta de preparação para lidar com catástrofes naturais em alguns países do sudeste asiático, quando se assinalam 17 anos do tsunami que afectou esta região. Num simpósio, o professor Pennueng Wanichchai, chefe do departamento de mitigação do Ministério da Ciência da Tailândia, afirmou que existe a possibilidade de outro tsunami acontecer na região devido à carga acumulada nas placas tectónicas do Mar de Andaman, na costa da Tailândia. Perante um novo tsnunami, o especialista sublinhou ter dúvidas se toda a população que vive na zona costeira
possa ser retirada a tempo devido à falta de planos de emergência e poucos exercícios de preparação para outro desastre natural. Há alguns anos, um alerta de tsunami na ilha tailandesa de Phuket, que foi posteriormente desactivado, mostrou que muitas boias de alerta pararam de funcionar tal como aconteceu no tsunami de 26 de Dezembro de 2004, quando uma onda gigante varreu a costa leste da Tailândia e provocou mais de 8.000 mortos. O tsunami causou cerca de 230.000 mortes numa dúzia de países no Oceano Índico, sendo a maioria deles na parte norte da ilha indonésia de Sumatra, onde cerca de 170.000 pessoas morreram.
Os habitantes da província de Aceh, a mais afectada pelo tsunami de 2004, realizaram no sábado uma cerimónia religiosa em memória das vítimas. O especialista tailandês frisou também que 17 anos depois da tragédia, que praticamente apagou as populações da costa tailandesa, hotéis e cidades densamente habitadas recuperaram o seu espaço original. No entanto, o professor tailandês Pasakorn Panon, da Universidade de Kasetsart, destacou que a não detecção de um hipotético tsunami na Tailândia ou em outro país da região colocaria em risco toda a zona.
terça-feira 28.12.2021
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A Senhora Ban e a Nobreza da Brisa Leve Num Leque PAULO MAIA E CARMO texto e ilustração
«O rugido da trovoada primaveril desperta o bambuzal verde como jade,/ Que vai varrendo a terra como os bigodes de um dragão ou uma cauda de fênix alongada./ Olhando para cima a partir do toldo da embarcação, vou tocando a flauta "chiba" de oito tons,/ Enchendo o céu: a lua brilhante, em baixo a região dos rios Xiao e Xiang, enluarada.»
Zhao Feiyan (45-1 a. C.) a «andorinha esvoaçante», uma bailarina da dinastia Han, dançava com tal imponderável leveza, como se embalada numa ventania outonal que quando Liu Ao, o imperador Cheng dos Han (r.33-7 a. C.) a conheceu, pareceu esquecer tudo à sua volta. Foi nessa altura que repudiou a sua consorte principal, a imperatriz Xu e uma outra sua concubina, Tian, que possuia o terceiro grau das senhoras do palácio: Jieyu «beleza elegante», e que seria conhecida como Senhora Ban (486 a.C.) cuja virtude jamais seria esquecida. Dessa quebra da relação com o imperador, a Senhora Ban escreveu um inesquecível poema de lamento, onde se compara a um leque: «Seda branca recém-cortada do reino de Qi, Clara e pura como a geada ou a neve, Tornada um leque, redondo como a lua brilhante, Feita só para os alegres encontros. Dentro ou fora da manga do meu amado Senhor, Ondulando para trás e para a frente, animando uma brisa leve, Tantas vezes receei a chegada do Outono; Os ventos frios vencendo o calor do Verão, E eu atirada para uma caixa, O afecto ceifado ainda antes de se cumprir.» Numa das mais acarinhadas pinturas da colecção imperial, actualmente no Museu Britânico, conhecida como «Advertências para as senhoras da corte» (Nushi zhentu, rolo horizontal, 24,37 x 343,75 cm) atribuída a Gu Kaizhi (c.345-c. 406) que ilustram um texto poético de Zhang Hua (232300) escrito em 292, entendido como
reprimenda ao comportamento da imperatriz Jia (257-300) a senhora Ban está representada. Na quinta cena do rolo ela vem com as suas vestes enfunadas pelo vento, uma aragem que só parece soprar sobre ela e não sobre os outros elementos à sua volta. Assim vai caminhando atrás do palanquim onde está sentado o imperador que vira a cabeça para ela e é como se fora o seu olhar a provocar o vento que a envolve. Uma inscrição acompanha a pintura, esclarecendo o cuidado que ela teve na apresentação pública do soberano: «A senhora Ban exprimiu a sua recusa, eximindo-se às alegrias de viajar acompanhada no palanquim. Como poderia não se ter importado? Mas para evitar a mais pequena suspeita, manteve-se à distância.» Ban Jieyu surge figurada numa representação quase idêntica, num biombo de laca da dinastia Wei do Norte (386-535) com 81,5 cm de altura encontrado no túmulo do nobre Sima Jinlong (?-484) em Datong (Shanxi) e que está no Museu da mesma cidade. E o seu nome exemplar perduraria. Zou Yigui, o pintor da corte de Qianlong, já no século dezoito, é possível que meditando sobre o sentido lamento da Senhora Ban, criou para o imperador uma espécie de prefácio pintado para o célebre rolo onde figurou três elementos da natureza: um pinheiro, a persistência, o bambu que dobra sem quebrar e a pedra que se formou com o próprio tempo, que por conviveram firmes com as forças dos ventos, simbolizam a virtude.
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THE TUDORS | MICHAEL HIRST | 2007
“The Tudors” é uma série que acompanha o reinado do Rei Henry VIII de Inglaterra. Conhecido por ter casado seis vezes, e mandado matar duas esposas, a série perde-se durante a primeira temporada em demasiadas cenas de sexo. Contudo, na segunda e terceira temporadas ganha ritmo e torna-se bastante mais interessante. Apesar de salpicada por alguma ficção, dá a conhecer algumas das personagens históricas da altura. João Santos Filipe
C I N E M A
SALA 1
SPIDER-MAN: NO WAY HOME [B] Um filme de: Jon Watts Com: Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch 14.00, 18.45, 21.30
SALA 3
TILL WE MEET AGAIN [C]
CLIFFORD THE BIG RED DOG [B] Um filme de: Walter Beeker Com: Jack Whitehall, Darby Camp, Tony Hale, Sienna Guillory 16.45 SALA 2
TILL WE MEET AGAIN [C]
FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS
FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Giddens Ko Com: Kai Ko, Sung Yu-Hua, Gingle Wang 14.00, 21.45
SPIDER-MAN: NO WAY HOME [B]
THE MATRIX RESURRECTIONS [C] Um filme de: Lana Wachowski Com: Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss 14.00, 16.45, 21.45
Um filme de: Giddens Ko Com: Kai Ko, Sung Yu-Hua, Gingle Wang 19.30
Um filme de: Jon Watts Com: Tom Holland, Zendaya, Benedict Cumberbatch 16.15
THE MATRIX RESURRECTIONS [C] Um filme de: Lana Wachowski Com: Keanu Reeves, Carrie-Anne Moss 19.00
7 5 3 4 6 1 8 2 1 7 9 0 2 8 9 3 4 7 4 0 8 2 5 6 THE MATRIX RESURRECTIONS 0 6 5 8 1 9 6 7 4 0 2 3 Propriedade 3 9 2Fábrica 5 de8Notícias, 4 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; Gonçalo Waddington; Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais, Julie Oyang; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; 1 3M.Tavares; 0 6Gonçalo 7 2 Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo 5 1 Paul 7 Chan 9 Wai 3 Chi; 8 Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Rasquinho; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 9 4Morada 6 Pátio 1 da0Sé,5n.º22, Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo Welfare 5 7 3 6 4 2 0 9 8 1
8 9 7 5 2 3 1 4 6 0
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4 5 9 2 6 1 7 3 0 8
0 1 8 9 3 4 5 7 2 6
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 1021/AI/2021
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 1058/AI/2021
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LEI MAN FAI, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.° 51326xx(x), que na sequência do Auto de Notícia n.° 307/DI-AI/2019 levantado pela DST a 10.11.2019, e por despacho do signatário de 02.12.2021, exarado no Relatório n.° 1116/ DI/2021, de 26.11.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $250.000,00 (duzentas e cinquenta mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Taipa, Avenida Olimpica, n.° 635, Kings Ville, 20.° andar E onde se prestava alojamento ilegal.--------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto no n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.---------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme o disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 30 dias, conforme o disposto na alínea a) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.-------------------------------Desta decisão pode o infractor, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.----------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line”(Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.-------------------------------------------------------------------
-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora WU CHAOKUN, portadora do Passaporte da RPC n.° E12369xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 44.1/DI-AI/2020, levantado pela DST a 28.01.2020, e por despacho da Directora dos Serviços de Turismo de 19.10.2021, exarado no Relatório n.° 887/DI/2021, de 18.08.2021, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de prestação de alojamento ilegal na fracção autónoma situada na Avenida da Amizade n.° 1321, Hung On Center, Bloco 3, 11.° andar U.----------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito, não sendo admitida a apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010.--------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau. ---------------------------------------------------
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 2 de Dezembro de 2021. O Director dos Serviços, Subst.°, Hoi Io Meng
-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 17 de Dezembro de 2021. O Director dos Serviços, Subst.°, Hoi Io Meng
terça-feira 28.12.2021
opinião 11
www.hojemacau.com.mo
Rui Lourido*
MACAU ESTÁ de parabéns pelos 21 anos de criação da sua Região Administrativa especial (RAEM). Este regresso de Macau à administração chinesa concluiu um intenso processo negocial, que decorreu de forma empenhada e responsável entre o governo de Portugal e o governo da República Popular da China (RPC), no quadro constitucional de “Um País Dois Sistemas”. O espírito de confiança de ambas as partes, alicerçado no decorrer dos mais de quatro séculos de coexistência pacifica e de respeito de Portugal para com a China, permitiu uma transição pacífica exemplar e a concentração de energias das diferentes comunidades no desenvolvimento de Macau. O Governo do Partido Comunista da China quis privilegiar o desenvolvimento de Macau, e também de Hong Kong, ao integrá-las no projeto da Grande Baia de Guangdong, com mais 9 cidades. Esta é a maior oportunidade deste século para estas duas regiões especiais potenciarem um desenvolvimento sustentável. Macau foi homenageada na III Conferência de Cooperação Portugal China, organizada pelo Observatório da China, com a Câmara de Cooperação e Desenvolvimento Portugal-China, em parceira com a União das Associações de Cooperação e Amizade Portugal-China. A conferência decorreu nos dias 14 e 15 deste mês de dezembro de 2021, em Lisboa, nas instalações da UCCLA. Gostaria de destacar algumas intervenções desta conferência que analisaram o papel de Macau: O Secretário-Geral da UCCLA, Dr. Vítor Ramalho, na sua intervenção de boas vindas destacou o facto de a Cidade de Macau, para além de ter sido uma das 8 cidades fundadoras da UCCLA, preside, atualmente, à Comissão Administrativa da UCCLA (eleita em 2019). Macau designou a sua Delegação Económica e Comercial em Lisboa (DECMACAU), para ser a sua representante na UCCLA. O Doutor Alexis Tam, atual Chefe da DECMACAU, afirmou que o Governo da RAEM continuará empenhado em contribuir para a cooperação bilateral e multilateral entre a China, Portugal e os países lusófonos, em especial, nas áreas do turismo, comércio, investimento e educação (no âmbito do ensino do português). O Diretor do grupo de média Macau Business, José Carlos Matias, referiu que o Projeto da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em Hengqin, vai permitir a médio prazo (2035) a diversificação económica: a cooperação científica e tecnológica, o investimento em indústrias de valor acrescentado, desenvol-
TIAGO ALCÂNTARA
MACAU É CENTRAL NO DIÁLOGO ENTRE PORTUGAL E A CHINA E OS PAÍSES LUSÓFONOS
“O Governo do Partido Comunista da China quis privilegiar o desenvolvimento de Macau, e também de Hong Kong, ao integrá-las no projeto da Grande Baia de Guangdong, com mais 9 cidades. Esta é a maior oportunidade deste século para estas duas regiões especiais potenciarem um desenvolvimento sustentável.”
ver a Marca industrial de Macau, e o setor de serviços financeiros, turismo e medicina tradicional chinesa. O Presidente da Associação dos Comerciantes e Industriais Chineses em Portugal e representante da RAEM no Conselho de Estado, Dr. Choi Manhin, bem como o Eng. Ilídio Serôdio, Vice-Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, consideraram Macau como porta fundamental e facilitadora da entrada das pequenas e médias empresas Portuguesas e dos Países de Língua Portuguesa na China. O Diretor do Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa, Prof. João Barreiros, recorda que, “para quem teve o privilégio de conhecer Macau”, era previsível a “sábia suavidade” com que se deu a sua integração na RPC. Já a Presidente da Associação Amigos da Nova Rota da Seda, Profª. Maria Fernanda Ilhéu, sugeriu que Macau poderia ter um papel mais ativo na Cooperação científica Portugal-China-Países de Língua Portuguesa e alargá-la a instituições homólogas na China Continental, com uma coordenação em rede de programas de mestrados e doutoramentos e de linhas de financiamento para projetos de investigação conjunta, mobilidade de investigadores e bolsas para alunos de mestrado e doutoramento. O CEO do Bison Bank referiu que Macau será central no mercado offshore de compensação em RMB – o que implicará
grande desenvolvimento dos serviços financeiros em Macau. A Diretora da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto, a Profª Manuela Pintado, destacou alguns projetos levados a cabo com Macau nas áreas da biotecnologia (“Research Program Portugal-Macau” desde 2017), que considera ser uma oportunidade não só para o desenvolvimento da cooperação do conhecimento científico entre os estados, mas também uma oportunidade económica. O Presidente do Observatório da China dedicou a sua comunicação às relações de Macau/China com os países de Língua Portuguesa, no âmbito da iniciativa Uma Faixa e Uma Rota. Tendo destacado a urgência de Portugal modernizar a ligação ferroviária transeuropeia, de forma a ligar, por um lado, o porto de águas profundas de Sines à Rota Marítima da seda que atravessa o Atlântico e, por outro lado, a ligar à rede ferroviária Madrid-China. A III Conferência de Cooperação Portugal China foi encerrada pelo Secretário de Estado da Internacionalização, do governo de Portugal, Eurico Brilhante Dias, o qual destacou o importante papel de Macau nas relações presentes e futuras entre Portugal e a China. A centralidade de Macau/China no diálogo com Portugal e os outros países lusófonos vem-se fortalecendo ao longo dos 21 anos de criação da RAEM. *Historiador
“É o desejo que cria o desejável e o projecto que lhe põe fim.” PALAVRA DO DIA
Tufão Rai Novo balanço aponta para 388 mortos
Pelo menos 388 pessoas morreram e 60 continuam desaparecidas nas Filipinas, na sequência da passagem do tufão Rai pelo arquipélago há 15 dias, de acordo com dados oficiais actualizados ontem. O conselho de gestão e redução de risco de desastres filipino, que verifica e confirma dados de diferentes agências no terreno, indicou que 1.146 pessoas ficaram feridas e cerca de 542 mil deslocadas. O Rai, que tocou terra no dia 16 com rajadas de vento até 240 quilómetros por hora, atravessou de leste a oeste cerca de nove ilhas no país e afectou mais de quatro de pessoas, de acordo com números oficiais. O tufão deixou um rasto de destruição na passagem pelas Filipinas e causou danos em habitações, infraestruturas e culturas agrícolas avaliados em 20,54 mil milhões de pesos filipinos (mais de 362 milhões de euros).
28.12.2021
A chegada da Ómicron Primeiro caso da nova variante detectado na RAEM em residente vindo dos Estados Unidos
F
OI ontem diagnosticado o primeiro caso da variante Ómicron do novo coronavírus num residente de 23 anos regressado dos Estados Unidos da América. Este é o 78.º caso confirmado de covid-19 registado no território desde o início da pandemia, indicou o Centro de Coordenação e de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus. "O caso foi diagnosticado num homem de 23 anos, residente de Macau, que partiu dos Estados Unidos no dia 23 de Dezembro e chegou a Macau via Singapura" no dia de Natal, indicaram os serviços, em comunicado. O Laboratório de Saúde Pública "sequenciou o genoma do vírus, cujo resultado mostrou que o doente foi infectado com a variante Ómicron do vírus", esclareceram.
Só viagens necessárias
À chegada ao território o jovem testou positivo, mas não PUB.
Simone de Beauvoir
terça-feira
“A variante Ómicron é mais infecciosa do que a variante Delta. Apelamos aos residentes de Macau no exterior para seguirem o princípio de ‘viajar só se for estritamente necessário’, e minimizar as viagens desnecessárias.” CENTRO DE CONTINGÊNCIA
tinha sintomas de covid-19, tendo sido classificado como um caso assintomático. No entanto, ontem o doente começou a manifestar os primeiros sintomas da doença, como tosse e expectoração. Neste momento, o paciente encontra-se no Centro Clínico de Saúde Pública no Alto de Coloane. No mesmo comunicado, o Centro de Coordenação e de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus adiantou que “a variante Ómicron do novo tipo de coronavírus é mais infecciosa do que a variante Delta e apelou aos residentes de Macau no exterior para seguirem o princípio de 'viajar só se for estritamente necessário', de forma a minimizar as viagens desnecessárias".