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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • QUARTA-FEIRA 28 DE DEZEMBRO DE 2011 • ANO XI • Nº 2519
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Senegalês diz-se perseguido por ex-agente da polícia
“Temo pela minha vida” A história saiu na imprensa: um polícia reformado, na rua com a namorada, teve uma altercação com um senegalês. Chama-se Massamba, é pai do filho dela e relatou ao Hoje Macau que sofre ameaças de morte por querer ver a criança. “Ele apontou-me a arma à cabeça.” > PÁGINA 6
Contratos de telemóveis
CONSUMIDORES ENGANADOS POR OPERADORAS • Página 7
Táxis e tufões
NOVAS MEDIDAS COM EFEITOS SECUNDÁRIOS • Página 7
Negócios chineses em Portugal
PRESIDENTE DA THREE GORGES ANTEVÊ MAIS COMPRAS • Última
QUARTA-FEIRA 28.12.2011 www.hojemacau.com.mo
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ACTUAL
A grande questão da China está em cima da mesa
Quem vai mandar?
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E
M 2012, a China decidirá quem serão os novos líderes para a próxima década. O momento decisivo será o Congresso do Partido - a ter lugar em Outubro ou Novembro – e em que a ordem de subida ao palco dos dirigentes será significativa quanto ao papel que ocuparão no novo regime. A transição vai ocorrer num momento crítico para a segunda maior economia mundial, segundo o economista e analista político Tom Orlik, num artigo de opinião publicado ontem no The Wall Street Journal. Muitos economistas crêem que o actual modelo de investimento chinês e de crescimento das exportações está a chegar ao fim. Mas outras ameaças pairam sobre esta economia. Um cocktail volátil, composto pela dívida do governo, abrandamento no sector imobiliário e um frágil sistema bancário. Podem vir aí grandes danos, defende o colunista. No entanto, nos meses que se seguem, nenhuns dos actuais ou futuros líderes estarão muito interessados em provocar grandes mudanças. O cessante Secretário do Partido Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao não quererão arriscar as suas reputações em reformas que causariam problemas a curto prazo e cujos benefícios seriam colhidos pelos sucessores.
TRANSIÇÕES
SEUL E PEQUIM ANALISAM FUTURO DA COREIA DO NORTE
Seul e Pequim analisam futuro da Coreia do Norte Os vice-ministros dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul e da China estiveram ontem reunidos em Seul para analisar as consequências da morte do líder norte-coreano Kim Jongil e as medidas a adoptar de modo a interditar o uso de armamento nuclear por parte de Pyongyang. Manter a paz e a estabilidade na península é do “interesse comum” da Coreia do Sul e da China, afirmou hoje um dos vice-ministros sulcoreanos, em declarações divulgadas pela agência noticiosa Yonhap, antes do encontro com o homólogo chinês. O mesmo responsável manifestou o desejo de que Seul e Pequim alcancem “consenso para o objectivo estratégico” no diálogo, que qualificou de “oportuno” e “significativo”. Isto num momento, apontou, em que as condições de segurança na península coreana após a morte de Kim Jong-il são foco de atenção internacional. O vice-ministro chinês, que não teceu comentários sobre a morte de Kim Jong-il, declarou apenas que a Coreia do Sul e a China estão “perante um novo e histórico ponto de partida”. Antes do início do encontro com o homólogo sul-coreano, Zhang reuniu-se com o ministro sul-coreano dos Negócios Estrangeiros, Kim Sung-hwan.
Durante a transição, a posição dos possíveis herdeiros, Xi Jinping e Li Keqiang, também parece ser a de seguir a linha do partido, de modo a não criar qualquer desestabilização. Enquanto a quinta geração de dirigentes chineses toma decisões consensuais, abrigada por detrás da grande secretária em Zhongnanhai - equivalente chinês à Casa Branca - as opções políticas vão sendo cada vez mais limitadas. Os novos líderes terão de estabelecer compromissos com as empresas estatais, com os governos locais e as empresas exportadoras, todos beneficiários do actual estatuto da economia, diz
Xi Jinping
ainda Tom Orlik, numa referência ao futuro do país. Compromissos, no entanto, não devem significar estagnação. “Novos líderes quer dizer nova politica”, afirma, por sua vez, Cheng Li, especialista em assuntos ligados à liderança chinesa no Instituto Brooking. Hu e Wen marcaram o seu primeiro ano de governação com as mudanças significativas que implementaram, como resposta a uma crise de saúde pública. Mais tarde focaram as suas iniciativas naqueles que estavam a ficar para trás, com o rápido crescimento chinês. Os senhores Xi e Li têm a oportunidade de demonstrar a mesma capacidade de acção em resposta aos efeitos negativos de 2009-2010 nos sectores bancário e imobiliário. Um desafio maior será o de reorientar o modelo de crescimento, de forma a que as famílias desempenhem um papel predominante no desenvolvimento da procura, afirma Cheng Li. Segundo este especialista, os novos dirigentes terão dois anos de boa vontade para aplicar as suas ideias no sistema politico e económico chinês. Parece também ser esse o prazo que muitos analistas dão ao actual modelo de crescimento da segunda maior economia mundial. Embora estreita, os novos líderes parecem ter uma janela de oportunidade para aplicar as suas políticas. Irão aproveitá-la?
FANTASIAS POÉTICAS EM TEMPO DE LUTO
QUARTA-FEIRA 28.12.2011
A imprensa da Coreia do Norte dá hoje conta de uma nova homenagem da natureza ao ditador Kim Jong-il, morto a 17 de dezembro, garantindo que um pássaro branco limpa a neve de uma estátua do defunto “Querido Líder”. Por seu lado, o Rodong Sinmun, jornal do Partido dos Trabalhadores, o partido único na Coreia do Norte, garantiu que os mochos também partilham do luto nacional. “Os mochos passaram pelas janelas de um local onde Kim Jong-il estava a ser homenageado, intensificando a atmosfera de recolhimento do povo entristecido.” As aves nunca tiveram tanta pena...
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China lançou no fim de semana um comboio de teste de alta velocidade capaz de viajar a 500 quilómetros por hora, informou a imprensa estatal, numa demonstração de que o país avança com as suas ambições ferroviárias, apesar dos problemas sérios que enfrenta na rede de alta velocidade. O comboio, que será um dos mais rápidos do mundo, foi construído por uma subsidiária da CSR Corp Ltd, o maior fabricante de comboios da China, e usa materiais como plástico reforçado com fibra de carbono. Segundo a agência de notícias Xinhua, foi projectado para se assemelhar a uma antiga espada chinesa. Os futuros comboios chineses, porém, não vão necessariamente operar com velocidades tão altas, disse o presidente da CSR, Zhao Xiaogang. “Visamos garantir a segurança da operação ferroviária.” A indústria chinesa de transporte ferroviário teve um ano difícil, com destaque para uma colisão entre dois comboios de alta velocidade, em Julho, que causou a morte a mais de 40 pessoas. Em Fevereiro, o ministro dos Caminhos de Ferro, Liu Zhijun, uma figura-chave por trás da explosão no sector, foi demitido por acusações de corrupção que ainda não foram julgadas em tribunal.
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China testa comboio que atinge 500Km/h
Alta velocidade está de volta
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Policia tailandês mata seis colegas e suicida-se S EIS polícias de fronteira tailandeses foram mortos e outro ferido com gravidade quando um dos seus companheiros abriu fogo sobre eles, antes de se suicidar num quartel no
sul da Tailândia, informaram as autoridades locais. O incidente ocorreu na madrugada de segunda-feira, na província de Phatthalung, quando um grupo de polícias da patrulha
fronteiriça celebrava a promoção de um deles, afirmou à imprensa o porta-voz da polícia, Yongsak Rattanadilok. O sargento Jaras Surasak, que se encontrava de guarda, acercou-se do local da celebração e abriu fogo sobre os seus companheiros, matando seis e deixando um outro ferido com gravidade, tendo-se suicidado de seguida. O chefe da polícia local informou que as causas para o sucedido são ainda desconhecidas, sabendo-se apenas que os homens tinham estado a beber juntos na cantina, onde os corpos foram encontrados. Está aberto um inquérito para tentar apurar os factos.
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4 ANÚNCIO [N.º do processo: 3/CDH-DAG/2011]
Vimos por esta via notificar o Sr. Lin Jianfeng e a Srª. Lin Lili, proprietários da fracção C do 7.º andar do Bloco C do Edifício Macau, no uso das competências delegadas pelo n.º 11 do Despacho n.º 15/ IH/2010, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 14, II Série, de 7 de Abril de 2010, e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, do seguinte: Conforme as averiguações feitas por este Instituto, verificou-se que foram construídas as armações fixas metálicas ilegalmente nas paredes exteriores da fracção pelos Sr. Lin Jianfeng e a Sr.ª Lin Lili, proprietários da fracção C do 7.º andar do Bloco C do Edifício Macau, com prova pelas fotografias. Este Instituto notificou, através do ofício registado, em 30 de Maio de 2011, e dos anúncios e edital de 18 de Agosto de 2011, nos termos do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, os interessados acima mencionados que deviam ter apresentado, por escrito, as suas contestações, no prazo de dez dias, para justificar a construção ilegal das armações fixas metálicas nas paredes exteriores da fracção, mas estes não as apresentaram, no prazo indicado, o acto referido constitui uma infracção, nos termos da alínea g) do n.º 2 do artigo 16.º do Decreto-Lei n.º 41/95/M. De acordo com as competências delegadas na alínea 5) do n.º 1 do Despacho n.º 15/ IH/2010 e o Despacho da Vice-Presidente do Instituto de Habitação n.º 37/IH/2011, de 28 de Setembro de 2011, foi decidida a aplicação de uma multa de mil patacas (MOP 1 000,00). Pelo que, deve dirigir-se ao IH, sito na Travessa Norte do Patane, n.º 102, Ilha Verde, Macau, para pagar a multa, no prazo de dez dias, a contar do dia da publicação do presente anúncio, sob pena de a mesma ser executada coercivamente em processo civil. Ao mesmo tempo, estão obrigados a repor a sua situação original, no prazo de trinta dias, a contar do dia da publicação do presente anúncio. Se o não fizerem, a multa diária é de mil patacas (MOP 1.000,00), até ser reposta a situação original, nos termos do n.º 3 do artigo 18.º do mesmo decreto-lei. Nos termos do artigo 155.º do Código do Procedimento Administrativo, e do n.º 17 do Despacho n.º 15/IH/2010, podem interpor recurso hierárquico necessário, ao Presidente do IH, no prazo de trinta dias, a contar do dia da publicação do presente anúncio, tendo este efeito suspensivo. Aos 19 de Dezembro de 2011. Pela Vice-Presidente,
Wu Lai Fong A Chefe da Divisão de Assuntos Jurídicos Substª
AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 40/P/2011 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 28 de Novembro de 2011, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Material de Consumo Clínico para o Centro de Transfusões de Sangue dos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos encontram à disposição dos interessados desde o dia 28 de Dezembro de 2011, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato sita na Cave 1 do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento do custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www. ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar
AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 41/P/2011
Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega das propostas termina às 17,45 horas do dia 30 de Janeiro de 2012. O acto público deste concurso terá lugar no dia 31 de Janeiro de 2012, pelas 10,00 horas, na sala do «Museu» situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto do C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $ 54, 000,00 (cinquenta e quatro mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ Seguro-Caução de valor equivalente.
Serviços de Saúde, aos 16 de Dezembro de 2011 O Director dos Serviços, Lei Chin Ion
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 15 de Dezembro de 2011, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e Instalação de Onze Camas de Parto aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos encontram à disposição dos interessados desde o dia 28 de Dezembro de 2011, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato sita na Cave 1 do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento do custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov. mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar
Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega das propostas termina às 17,45 horas do dia 31 de Janeiro de 2012. O acto público deste concurso terá lugar no dia 1 de Fevereiro de 2012, pelas 10,00 horas, na sala do «Auditório» situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto do C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $ 44, 000,00 (quarenta e quatro mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ Seguro-Caução de valor equivalente.
Serviços de Saúde, aos 21 de Dezembro de 2011 O Director dos Serviços, Substº Chan Wai Sin
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POLÍTICA
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Pró-democratas alertam para problemas da nova lei dos direitos de autor
É preciso separar piratinhas de piratões Virginia Leung
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Virginia.leung@hojemacau.com.mo
proposta de alteração à lei dos direitos de autor e relacionados pode levar à criminalização da criação em segunda instância, com prejuízo para a liberdade de expressão e ao direito à informação da população. O alerta foi dado ontem pela Associação Novo Macau Democrático (ANMD), que teme também que a nova lei pode abrir caminho à penalização das pessoas que realizem cópias de material protegido para uso pessoal e sem fins lucrativos, quando os verdadeiros criminosos são os “piratas” de larga escala. A ANMD apresentou ontem
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ACAU quer reforçar a cooperação económica e comercial, cultural e turística com Tianjin, assinalaram ontem o líder do Governo da Região Administrativa Especial chinesa e um responsável do Partido Comunista de Tianjin. O Chefe do Executivo, Chui Sai On, esteve reunido com Zhang Gaoli, membro do Bureau Político do Comité Central e secretário do Comité Municipal de Tianjin do Partido Comunista chinês no âmbito de
na Assembleia Legislativa (AL) uma petição sobre o tema, que considera ter implicações graves sobre a democracia. Scott Chiang, vice-presidente da associação pró-democrata, até concorda com a importância de proteger totalmente os detentores dos direitos de cópia. No entanto, deixou bem claro considerar que o uso de alguns materiais sem fins comerciais, nomeadamente no âmbito da segunda criação, com propósitos de monitoração do Governo, não deveria ser considerado ilegal. O responsável apelou ao Governo para que clarificasse os termos da proposta e que tivesse cuidado para não criminalizar os actos de criação em segunda instância e sem fins lucrativos.
A 3ª. Comissão Permanente da AL encontra-se actualmente a discutir a proposta de lei intitulada “Alteração ao regime jurídico do direito de autor e dos direitos conexos”. Scott Chiang alertou com preocupação para a parte relacionada com o “uploading da peça em causa na internet sem o consentimento dos detentores dos direitos de cópia” e com os precedentes que poderá abrir, com prejuízo da liberdade de expressão. “O grau da proposta é mais draconiano do que o que o Governo tinha proposto anteriormente”, afirmou Scott Chiang, manifestando o seu total desacordo. A ANMD está também contra a recente atmosfera adoptada na
AL de controlo e limitação absolutos, com manipulação das liberdades dos cidadãos, incluindo a liberdade de imprensa. “O ambiente em Macau está a ficar cada vez mais apertado para a liberdade de imprensa, liberdade de expressão e divulgação de opinião ‘online’”, afirmou Chiang. “Estamos surpreendidos que o problema principal não venha do Governo, mas do interior da própria AL.” “Ter uma boa sociedade não é só ter uma boa e efectiva fiscalização, mas sim permitir que os cidadãos tenham uma boa qualidade de autonomia”, defende Scott Chiang. “No trabalho dos jornalistas, não existe um comité efectivo que
acompanhe e garanta que façam um bom trabalho. Este é garantido, isso sim, pela compreensão dos seus direitos e responsabilidades por parte de todos e do empenho pela melhor realização do trabalho.” Uma sociedade madura, considera Chiang, deveria basear-se num mecanismo de confiança mútua e não na limitação das liberdades dos cidadãos. “Nós raramente concordamos com o Governo, mas desta vez, a respeito da questão dos direitos de autor, concordamos com a sugestão do Governo para combater a violação dos direitos de autor, mas com a condição de se centrar em três vertentes: exibição pública não autorizada, intenção de obter lucro ilegal e cópia ilícita com fins comerciais.”
MACAU E TIANJIN APOSTAM JUNTOS NO TURISMO
Cultura e arquitectura em destaque uma visita oficial que uma delegação de Macau está a efectuar à cidade a norte de Pequim. Durante a deslocação, a delegação de Macau visitou o Pavilhão do Planeamento Urbanístico e a zona da cidade com traça italiana, tendo ainda mantido encontros com outros altos responsáveis locais.
Tanto Fernando Chui Sai On como Zhang Gaoli salientaram a vontade de reforçar a cooperação bilateral, com o líder do Governo de Macau a destacar os “resultados positivos” da Semana de Macau, organizada naquela cidade chinesa. Durante o encontro, Chui Sai On aproveitou
para apelar a Zhang Gaoli para visitar Macau e organizar uma Semana de Tianjin na RAEM para dar a conhecer a realidade económica, cultural e turística de duas cidades com influência ocidental na sua arquitectura e intensificar as relações bilaterais nas áreas do comércio, economia, cultura e turismo. - Lusa
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SOCIEDADE
Senegalês envolvido em conflito com ex-polícia por causa de ex-mulher
O caso envolveu Massamba Ba e Lao, um polícia reformado, no início de Dezembro. Quase um mês depois, o senegalês confessa temer pela vida - o que começou por ser um “desentendimento” tem contornos mais complicados Joana Freitas
M
joana.freitas@hojemacau.com.mo
ASSAMBA Ba - Max, como lhe chamam - é o cidadão senegalês que, no início do mês, se envolveu em confrontos com um polícia reformado. O Ministério Público emitiu um comunicado onde diz ter tirado a identificação do alegado agressor, mas Max conta outra versão dos factos ao Hoje Macau. Atribui a culpa dos desacatos a Vitoria Aguillar, namorada de Lao – o polícia reformado – e ex-“mulher” de Max. “Não somos casados, mas sempre nos tratámos como tal. Ela é a minha mulher e a mãe do meu filho. O primeiro que tenho!” O problema reside, contudo, não em Vitoria, mas no facto de a mulher filipina não deixar Max ver o filho de ambos. Foi por este motivo, alega, que acabou atingido de raspão por uma bala no dia 5 de Dezembro. Conforme nota do Ministério Público (MP), Lao terá disparado a arma, ainda que o organismo não refira em que direcção. Alguns jornais chineses avançaram que a arma foi disparada para o ar, mas Max tem outra versão. “É mentira! Ele não utilizou a arma em legítima defesa, eu nem falei com ele. Pedi à Vitoria para me deixar pegar
no meu filho, o homem meteu-se e disse-me palavras más. Disse para eu me ir embora antes que me matasse.” Max conta que, nessa altura, Lao disparou contra a sua perna, ainda que a bala tenha passado de raspão (mostra a perna ligeiramente esfolada, as calças com uma mancha que diz ser marca da bala e os papéis do hospital, onde foi devido «às dores»). O ataque terá continuado. “O homem disse para me deitar no chão. Eu neguei, porque tenho o direito de ver o meu filho, e ele apontou-me a arma à cabeça.” O cidadão senegalês, legal no território, garante ter sido ele a chamar a Polícia de Segurança Pública (PSP). “Dei-lhes a bala e eles tiraram fotografias do local e das minhas calças. Eu não tinha nada para atacar o homem. Se estiver a mentir que Deus me castigue!” A PSP registou a ocorrência depois de Max ter apresentado queixa, mas, segundo nota do MP, o suspeito foi apenas identificado.
HOJE MACAU
“Se não fosse pelo meu filho já tinha voltado ao meu país”
Max foi tratado à perna no São Januário
PASSADO CONTURBADO
Max foi condenado a três anos de prisão em Coloane, depois de ter “tirado dinheiro” a uma ex-namorada, como admite. Os problemas, explica, começaram depois de Vitoria Aguillar ter engravidado. “Estava grávida e eu roubei o dinheiro para poder tomar conta dela e do meu filho. A mulher com quem estava fez queixa à polícia e acabei preso.” Conheceu Vitoria na China, em 2008, onde trabalhava como revendedor de roupa. Na altura dos Jogos Olímpicos, o continente não renovava vistos a estrangeiros cuja autorização de permanência fosse de menos um ano. Max decidiu então vir para Macau, de férias, “até que os jogos terminassem, para regressar à China”.
tenho medo de morrer pelo meu filho... mas se morrer, perco!”
PAI DESESPERADO
Max é muito preciso quando questionado sobre a idade do filho. “Tem dois anos e dez meses, nasceu a 22 de Março de 2009.” Da carteira tira uma fotografia. Adianta que a criança sabe quem é o pai e diz mesmo que Vitoria sempre o visitou na cadeia com o filho.
CHANTAGENS E MENTIRAS
O envolvimento de Vitoria com Lao, o ex-agente da polícia, pode ter sido originado pelo excesso de permanência no território da mulher filipina. Segundo o senegalês, o reformado sabe da situação e “utiliza” isso como forma de estar com Vitoria. Diz que ela não faz queixa à polícia precisamente por estar em situação ilegal. Mas afirma que as autoridades sabem e nada fazem porque protegem o amigo ex-polícia. “Ela não quer estar com ele. Só não quer ser deportada.” Confrontado com o facto de terem tomado conta de uma ocorrência onde estava uma mulher ilegal sem nada lhe ter acontecido, o comissário da PSP Wong Chiu Man diz ter de verificar essa situação. Mas sublinha que por estar com um ex-polícia não terá benefício para se manter em Macau.
CASO EM PAUSA
MEDO DE ANDAR NA RUA
Presentes à justiça, Max queixa-se de terem deixado Lao sair em liberdade e afirma que os agentes apenas falaram com o ex-polícia. “Quando lhes disse que ele me queria matar e perguntei porque o deixaram sair, mandaram-me basicamente calar. Disseram ‘tens muita sorte em não teres morrido’!” Dentro da sala, durante a audição, Max assegura não ter sido maltratado pelos juízes, mas mostra-se revoltado porque o caso está a demorar tanto tempo a ser resolvido, depois de todas as provas terem sido recolhidas. E diz temer pela vida. “Tenho muito, muito medo, porque ele ameaçou que me ia matar. Não quero problemas, nem quero saber o que fazem ele e a Vitoria. Só quero que me deixem ver o meu filho.” A alegada ameaça de Lao a Max terá sido simples: se não deixar de tentar ver o filho, o ex-polícia mata-o. “Só quero o meu filho e tenho esse direito. Temo pela minha vida, mas farei tudo – menos algo criminoso ou ilegal – para tê-lo de volta. Não
Vitoria que não queria causar-lhe problemas. «Ela está com o visto caducado há mais de três anos.»
“Sempre cuidei dela e do meu filho. Quando não era eu, a minha família mandava dinheiro para ela. Até que, quando ainda estava na prisão, disseram-me que ela estava com um chinês. Confrontei-a, ela sempre disse que não era verdade. No dia em que saí vimo-nos e ela fugiu com o homem. Não fiz nada. Nunca mais a vi até dia 5 de Dezembro, o dia do incidente.” Nesse dia, Max terá dito a
Segundo Wong Chiu Man, o caso está em fase de processo jurídico, pelo que “é difícil e desaconselhável fazer comentários”. Max queixa-se de não ter recebido qualquer informação sobre o decorrer do caso desde o início do mês e volta a frisar o medo que sente em andar na rua. Para o comissário da PSP, essa questão deve ser resolvida por ele. “Sugiro que vá à polícia e apresente a queixa”, diz Wong Chiu Man. À questão colocada por Max – como pode um homem andar de arma em Macau, não trabalhando mais na polícia -, o comissário responde que Lao é um cidadão com licença de porte de arma e que todo o procedimento está a ser tratado de forma igual a qualquer outro caso do género. Para o cidadão senegalês, a questão centra-se apenas à volta do filho de dois anos. E em querer dizer toda a verdade e ter documentos que provam as afirmações que faz. Por isso, recusa-se a sair de Macau até ter o direito a estar com a criança. “Por causa do meu filho, estou à espera. Se não fosse este problema, já tinha voltado para o meu país, mas antes de ir tenho de resolver isto.” Max afirma querer explicar a verdade. “No dia do incidente, se quisesse problemas, se fosse estúpido, eu lutava com o homem. Não quero problemas, só o meu filho.” O filho do senegalês nasceu no território, mas devido a nenhum dos pais ser residente, a criança não tem nacionalidade. O Hoje Macau não conseguiu localizar Lao e Vitoria para ouvir a sua versão da história.
NOVO ESPAÇO PARA APRENDER A CONDUZIR
O Centro de Aprendizagem e Exame de Condução permanente, que se localiza ao lado da Oficina do Metro Ligeiro no COTAI, já funciona a título experimental, mas só será inaugurado oficialmente em Fevereiro. Para satisfazer as necessidades de transporte dos aprendizes e dos examinandos, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) tem à disposição as carreiras 50X e 35, que ligam Macau e Taipa ao local. O antigo centro e o novo vão estar a funcionar ao mesmo tempo até à inauguração das novas instalações. Alterações vão também ser feitas aos itinerários de aprendizagem e dos exames.
Virginia Leung Lia Coelho
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UITOs assinantes dos serviços de telemóveis das operadoras existentes em Macau apenas se apercebem de todas as implicações dos contratos que assinaram quando os problemas aparecem. A Associação dos Consumidores das Companhias de Utilidade Pública de Macau (ACCUPM) defende a clarificação urgente dos contratos que as operadoras apresentam aos clientes, com a eliminação dos termos abusivos, e a concertação com a sociedade dos modelos de tarifa para a rede de terceira geração (3G), que em breve passará a ser a única disponível. O Governo prepara-se para suspender a rede móvel 2G em Julho do próximo ano, devendo promover gradualmente os serviços da rede 3G. Todas as operadoras a actuarem no mercado de Macau já lançaram campanhas para atrair assinantes, mas os contratos que têm apresentado aos clientes não são suficientemente claros a ponto de evitar equívocos, observou Chan Weng Un, presidente da ACCUPM, citado pelo jornal “Ou Mun”. O responsável apelou ao Governo para que actue em conformidade, para evitar que as pessoas continuem a “cair em armadilhas” jurídicas e a contratar serviços sem perceber exactamente quais. As “armadilhas” muitas vezes resultam de os assinantes dos serviços da rede 2G não estarem familiarizados com o funcionamento da rede 3G, ficando numa posição vulnerável a tudo o que lhes é proposto na assinatura do contrato. Chan Weng Un propõe, por isso, que devem ser as operadoras a assumir a responsabilidade de importar a educação do mercado e permitir que o público fique mais esclarecido sobre o funcionamento da rede, as tarifas em modo “roaming”, etc.. Para os idosos e grupos sociais menos abastados, Chan Weng Un observa que essas pessoas geralmente não pedem mais do que serviços simples de chamadas de voz, e defende que o Governo deveria ter em atenção as necessidades de cada grupo social relevante quando se puser a promover, junto com as operadoras, a rede de 3G. O responsável sugeriu ainda que as operadoras deveriam estudar a inclusão nos contratos de uma cláusula sobre um “período de teste” para determinados serviços – assim, se os consumidores considerarem que um determinado
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Consumidores enganados por operadoras de telemóveis
Nas teias dos telecontratos
serviço não tem utilidade podem sempre cancelá-lo posteriormente. Essa prática, defende, viria reduzir grandemente as queixas e conflitos. Quanto à passagem dos utilizadores da rede 2G para a 3G, durante um período de transição os consumidores deveriam ser preparados e as operadoras deveriam prestar serviços de aviso aos
grupos de menor utilização e aos grupos de necessidades simples, para proporcionar-lhes um maior entendimento da sua própria situação, defendeu Chan.
FIM DO MONOPÓLIO COM NOVIDADE
A partir de um de Janeiro de 2012 a CTM vai ter concorrência, crian-
do condições para a liberalização plena do mercado de telecomunicações. São mais duas as empresas, que no primeiro semestre do próximo ano, podem ir a concurso público para entrar no mercado. Os nomes só irão ser avançados após finalização do concurso, referiu Leong Heng Teng, porta-voz do Conselho Executivo.
Ontem foi apresentado o regulamento administrativo “Regime de Instalação e Operação de Redes Públicas de Telecomunicações Fixas”. O projecto visa regular a instalação e a operação públicas de telecomunicações fixas e contém as condições para operar no território. As novas entidades, sujeitas a licenciamento por parte do Chefe do Executivo, estarão constrangidas às condições de partilha das infra-estruturas e ao pagamento de uma taxa à CTM. A companhia vai assumir o papel de administradora e de competidora, como tinha já notado o deputado Ung Choi Kun. “Vai ser uma concorrência difícil”, comenta Tou Veng Keong, director dos Serviços de Regulação de Telecomunicações (DSRT). “Talvez para 2013 se pense na construção de infra-estruturas. Mas essa parte é com as empresas, que têm de ver quais as melhores condições.” Relativamente aos tarifários, Keong afirma que ainda está em estudo e que não podem ser feitos ajustamentos de uma dia para o outro. “Temos que depois ver com as operadoras, para já não há valores em cima da mesa”.
CONSULTA AO SECTOR REVELA PESSIMISMO DOS OPERADORES
Táxis vão ficar na mesma P
OUCA coisa irá mudar com o novo “Regulamento do Transporte de Passageiros em Automóveis Ligeiros de Aluguer ou Táxis”. Pelo menos é isso que temem os representantes do sector, chamados a pronunciarem-se sobre a proposta do Governo, numa operação de consulta em que não faltaram críticas às políticas em estudo. Mas também houve algumas sugestões. Segundo as novas regras, o Governo requer aos proprietários de táxis que apresentem os contratos de operação com cada motorista num prazo de cinco dias, sempre que houver alterações nos alugueres. No entanto, Leng Sai Hou, presidente da Associação dos Comerciantes e Operários de Automóveis de Macau, assinalou haver no sector dos táxis em Macau diferentes tipos de contratos, e que essa inexistência de um modelo unificado poderia originar problemas. Assim, sugeriu ao Executivo que estabelecesse um documento ou formulário unificado, cujo conteúdo poderia ser concertado com os operadores, e que viria facilitar o trabalho administrativo do próprio Governo.
Para a conduta dos taxistas em situação de tufão de sinal 8, Leng Sai Hou nota que o Governo se pôs do lado da protecção do direito dos passageiros, mas acaba por desmotivar assim os taxistas de trabalharem de todo perante más condições meteorológicas. O efeito directo previsível será que, quando houver um tufão mais forte, torna-se literalmente impossível encontrar um táxi disponível. Os problemas de operação durante os tufões deveriam assim estar declarados no “Regulamento do Transporte de Passageiros em Automóveis Ligeiros de Aluguer ou Táxis”, defende o responsável, aconselhando os taxistas: não trabalhem de todo sempre que haja tufão e não estejam reunidas as condições de protecção à sua segurança. Leng sugere ainda que seja suspenso o pagamento do aluguer dos táxis sempre que haja um tufão de sinal 8, e espera que os taxistas estejam dispostos a cooperar.
CASTIGAR OS QUE MERECESSEM
Quanto a penalizações, a Associação dos Comerciantes e Operários de Automóveis de
Macau defendeu que o Governo decretasse a suspensão das licenças para obter um efeito verdadeiramente dissuasor sobre os taxistas que pratiquem irregularidades ou sejam alvo de um maior número de queixas. Além disso, a associação apelou à definição clara de atitudes ilegais – como a rejeição de passageiros ou a condução por caminhos mais longos do que o necessário para encarecer o custo da viagem – tanto para alertar os taxistas como para proteger os passageiros. Para combater a escassez de táxis em Macau, o Governo prepara-se para emitir mais 200 novas licenças, medida que recolhe o apoio das associações de táxis em geral. Mas Leng Sai Hou observou, no entanto, que a emissão de mais 200 licenças de uma só vez poderia causar alguma instabilidade nos recursos humanos, fazendo com que alguns proprietários de táxis tivessem dificuldades em alugar as suas viaturas. Assim, para proteger os interesses dos proprietários, o responsável sugeriu ao Governo que emitisse as novas licenças gradualmente, em lotes. - V.L.
vida
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Leitores da National Geographic derretem o gelo
O Inverno do nosso contentamento As fotografias da National Geographic são famosas pela sua qualidade ora arrebatadora, ora poética, mas esta instituição tem entre os seus fãs talentos que nada devem aos profissionais da câmara. Numa selecção de imagens de Inverno, feita exclusivamente de contribuições dos leitores da revista, sucederam-se este ano exemplo fantásticos. Depois de ver os exemplos aqui publicados, dá mesmo vontade de ver mais, não dá? Pode sempre fazê-lo a partir do site mãe da National Geographic, em www.nationalgeographic.com.
GANSOS E PATOS-REAIS, EUA Fotografia de Noel Sutherland
ESQUILO VERMELHO, POLÓNIA Fotografia de Dorota Walczak
CAVALO NA NEVE, PAÍS NÃO IDENTIFICADO
Fotografia de Mike Quinn
WEST HIGHLAND TE
Fotografia de S
ERRIER, EUA
Sam Friedman
CÃES DE TRENÓ, CANADÁ
Fotografia de Michelle Valberg
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PÁSSAROS NÃO INDENTIFICADOS, EUA
Fotografia de Ed Sheahin
BODE DA MONTANHA, EUA Fotografia de Mark Genito PUB
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CULTURA
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11 Inverno em Harbin atrai turistas e curiosos
A cidade do gelo P
Um passeio na neve com esculturas a deslumbrar.
A noite traz luz aos castelos de gelo.
ARA quem gosta de neve e de frio, há uma cidade entre a China e a Rússia que convida à peregrinação. Em Harbin, capital da província de Heilongjiang, a estadia não é só frio e neve - há todo um mundo de gelo para descobrir e desfrutar. E é com segurança que se usa o adjectivo gelado. Afinal, durante os longos meses de Inverno as temperaturas podem chegar aos -30o C. Esculturas e lanternas de gelo, fogo de artificio e actividades na neve são algumas das ofertas que fazem desta cidade uma das maiores atracções na época de frio. Para os mais desportistas, há ainda esqui e os mais corajosos até podem dar um mergulho no rio Shonghua. Todos os anos, do dia 5 de Janeiro até Fevereiro - ou melhor dizendo, até que a temperatura o permita - Harbin enche-se de arte e turistas para receber o Festival Internacional de Gelo e Neve. Em dimensão, a quarta maior exposição do género no mundo. A 28a edição, em 2012, está à porta e promete superar a de 2011, cujo impacto, como se vê nas imagens, foi grande.
Turistas enfrentam o frio e visitam as construções.
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Anúncio CENTRO DE ACTIVIDADES JUVENIS DO PORTO EXTERIOR - AVISO DE MUDANÇA De modo a prestar melhores e mais diversificados serviços aos jovens, as obras de remodelação do Centro foram já concluídas. De acordo com o calendário de mudança, o gabinete temporário localizado na zona da Barra estará encerrado no período entre 27 e 31 de Dezembro de 2011, de forma a concluir a mudança para o seu local de origem. O Centro de Actividades Juvenis do Porto Exterior, situado na Avenida Marciano Baptista, Fórum de Macau, Bloco II, 1º andar, voltará a abrir ao público a partir de 3 de Janeiro de 2012, com um horário de funcionamento de 2ª a 6ª feira, das 15:30 às 22:00 horas, aos sábados das 14:00 às 22:00 horas e aos domingos das 10:00 às 22:00 horas.
Concurso Público para a Empreitada de Concepção e Obras de Remodelação da Instalação Educativa do Lote TN27 da Taipa 1. Entidade promotora do concurso: Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ). 2. Modalidade do concurso: Concurso público. 3. Local de execução da obra: Complexo de Habitação Económica, no lote TN27 da Taipa, Área A, 2.º andar 4. Objecto da empreitada: Concepção e Obras de Remodelação da Instalação Educativa da Habitação Económica no Lote TN27 da Taipa 5. Prazo de validade das propostas: É de noventa dias, a contar da data do acto público do concurso, prorrogável, nos termos previstos no programa do concurso. 6. Tipo de empreitada: Por preço global.
Para mais informações ligue, por favor, para os telefones 2870 1385 e 2870 1386.
7. Caução provisória: MOP 500 000,00 (quinhentas mil patacas), a prestar mediante depósito em numerário, garantia bancária ou seguro de caução aprovado nos termos legais.
Aos 21 de Dezembro de 2011,
8. Caução definitiva: É de 5% do preço total da adjudicação (das importâncias que o empreiteiro tiver a receber, em cada um dos pagamentos parciais, serão deduzidos 5% para garantia do contrato, e reforço da caução definitiva prestada).
O Director, Subst.º Lou Pak Sang
9. Preço base: Não há. 10. Condições de admissão: Os concorrentes têm de estar inscritos, na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, na modalidade de execução de obras. 11. Local, dia e hora limite para entrega das propostas: Local: Secção de Arquivo e Expediente Geral da DSEJ, Avenida de D. João IV, n.os 7-9, 1º andar. Dia e hora limite: às 17:30 horas do dia 30 de Janeiro de 2012. 12. Local, dia e hora limite do acto público do concurso: Local: Sala de reuniões, no Edifício Sede da DSEJ, Avenida de D. João IV, n.os 7-9, 1º andar. Dia e hora limite: às 10:00 horas do dia 31 de Janeiro de 2012.
De acordo com o disposto no artigo 80.º, do Decreto-Lei n.º 74/99/M, de 8 de Novembro, os concorrentes ou os seus representantes devem estar presentes no acto público de abertura das propostas para esclarecer as dúvidas que, eventualmente, surjam relativas aos documentos constantes nas suas propostas.
13. Local, dia e hora para exame do processo e obtenção da cópia: Local: Secção de Arquivo e Expediente Geral da DSEJ, Avenida de D. João IV, n.os 7-9, 1º andar. Dia e hora: Dentro das horas de expediente, a partir da publicação do respectivo anúncio até ao dia e hora do acto público do concurso. 14. Critérios de apreciação das propostas e respectivos factores de ponderação:
Projecto de concepção: 35% Preço razoável: 25% Qualidade dos materiais propostos: 15% Prazo de execução: 10% Plano dos trabalhos: 5% Perfil da empresa e técnico: 5% Experiência em obras semelhantes: 5%
15. Junção de esclarecimentos:
Os concorrentes devem comparecer no Edifício Sede da DSEJ, na Avenida de D. João IV, n.os 7-9, 1º andar, a partir da publicação do presente anúncio até ao prazo para entrega das propostas do concurso público, para tomarem conhecimento de eventuais esclarecimentos adicionais.
Aos 19 de Dezembro de 2011. O Director, substituto Lou Pak Sang (Subdirector)
Cineteatro | PUB SALA 1
THE TWILIGHT SAGA BREAKING DAWN PART1[C]
Um filme de: Bill Condon Com: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner 13.45, 17.45, 21.45, 00.00
ALVIN AND THE CHIPMUNKS [A] (Falado em Cantonese) Um filme de: Mike Mitchell Com: Jason Lee, Jenny Slate 16.00, 20.00
[ ] Cinema
[f]utilidades QUARTA-FEIRA 28.12.2011 www.hojemacau.com.mo
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Com: Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace 13.30, 21.45, 00.00
HAPPY FEET 2 [A] (Falado em Cantonese) Um filme de: George Miller SALA 3
MISSION: IMPOSSIBLE GHOST PROTOCOL [C]
Um filme de: Brad Bird Com: Tom Cruise, Jeremy Renner, Simon Pegg 16.15, 18.45, 21.15, 23:45
SALA 2
SHERLOCK HOLMES A GAME OF SHADOWS [B] SRD DOBLY SURROUND SOUND SYDTEM Um filme de: Guy Ritche
ALVIN AND THE CHIPMUNKS [A]
Aqui há gato
(Falado em Cantonese) Um filme de: Mike Mitchell Com: Jason Lee, Jenny Slate 14.30
VERTICAIS: 1-Andavam. Espalhar-se. 2-Ninho (Prov.). Átomo (abrev.). Precepctor nas casas nobres. 3-Bocados, buchas. Referi-me indirecta ou vagamente. 4-Que não contém água. 5-O m. q. gaseiforme. 6-Ruténio (s.q.). 101-(Rom.). Apartamento (abrev.). Consoantes iguais. 7-Licitar de novo. 8-Analogia. 9-Que tem competência. O m. q. porcas (Prov.). 10-Sem miolo, vã. Antes-de-Cirsto (abrev.). Trata com zelo. 11-Chefe de aldeia em Ceilão. Grande extensão de água salgada.
SOLUÇÕES DO PROBLEMA
Su doku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Contexto completo. Comando (abrev.). 2-Camareira. Outo (s.q.). Árvore da antiga India Portuguesa. 3-Camas de lona. Desgastai cortando. 4-Género da família das Caprifoliáceas (Bot.). 5-Transmitir sífilis. 6-Regimento de Artilharia (abrev.). Pesar 499 (Rom.). Nesta terra. 7-Apertar com perguntas, atrapalhar. 8-Qualidade do que é límpido. 9-Bom estado do invidíduo, cujas funções orgâncias, físicas e mentais se acham em situação normal. Entrelaçam. 10-O m. q. eido. Bário (s.q.). Flanco. 11-Corroi. Queimar.
[Tele]visão TDM 13:01 13:30 14:30 18:30 19:00 19:30 20:30 21:00 21:30 22:15 23:00 23:35 01:15 01:45
TDM News - Repetição Jornal das 24h RTPi DIRECTO That 70\’s Show (Que Loucura de Família) TDM Entrevista Amanhecer Telejornal Olhar Macau Brothers and Sisters (Irmãos e Irmãs) Passione TDM News Fado - Património da Humanidade Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 A Hora de Baco 15:00 Magazine Venezuela Contacto 15:30 30 Minutos 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Elo Mais Fraco 17:45 Resistirei 18:45 Inesquecível 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Magazine Brasil Contacto 23:00 Portugal no Coração ESPN 30 12:00 2011 Remax World Long Drive Championship 13:30 Stihl Timbersports Series 14:00 Tour Down Under Classic Highlights 14:30 Big Ten Conference Basketball Wisconsin vs. Nebraska 16:30 Euro Asia Allstars Cup 2011 Day 2 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 Global Football 2011 20:30 Bupa Great South Run 21:00 Stihl Timbersports Series 21:30 The Football Review 22:00 Sportscenter Asia 22:30 AFC Asian Cup 2011 Quarterfinal Australia vs. Iraq
STAR SPORTS 31 13:00 Hyundai Hopman Cup Xxiii Italy vs. France 14:30 Gucci Masters 2011 15:30 Ace 2011 Year In Review 16:00 Game - Christmas Special 16:30 FIA F1 World Championship Highlights 2011 German Grand Prix 18:00 Rolex FEI World Cup Jumping 2011/12 19:00 Sea Master Sailing 2011 19:30 Guinness World Series Of Pool 2011 H/L 20:30 Vip Formula Drift Singapore 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 F1 Classics - 2002 Australian Grand Prix 23:00 FIA F1 World Championship Highlights 2011 Hungarian Grand Prix
STAR MOVIES 40 12:45 A Few Good Men 15:05 The 6Th Day 17:15 Inhale 18:45 Last Action Hero 21:00 Law Abiding Citizen 22:55 The New Daughter HBO 41 12:00 14:30 16:15 18:00 19:30 20:00 22:00 00:00
Eat Pray Love Arthur 3: The War Of The Two Worlds The Secret Garden Airplane Ii: The Sequel Hbo Central The Book Of Eli The King’S Speech The Wolfman
CINEMAX 42 12:45 14:15 16:00 17:30 19:45 22:00 23:35
Deep Red Dante’S Peak The Beast From 20,000 Fathoms Ocean’S 11 (1960) Waterworld The Last Boyscout Snow Beast
HORIZONTAIS: 1-INTEGRA. COM. 2-AIA. AU. PACA. 3-MACAS. RAPAI. 4-LONICERA.O. 5-G. SIFILIZAR. 6-RA. DO. ID. CA. 7-ATARRACAR. L. 8-S. LIMPIDEZ. SAUDE. TECEM. 10-AIDO. BA. ALA. 11-ROI. ABRASAR. VERTICAIS: 1-IAM. GRASSAR. 2-NIAL. AT. AIO. 3-TACOS. ALUDI. 4-E. ANIDRIDO. 5-GASIFORME. A. 6-RU. CI. AP. BB. 7-A. RELICITAR. 8-PARIDADE. A. 9-CAPAZ. RECAS. 10-OCA. AC. ZELA. 11-MAIORAL. MAR.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA RECEITAS DE FADO • Diana Mendonça
Vencedor do Prémio Gourmand na categoria de melhor livro de gastronomia atribuído pelo júri internacional do concurso Gourmand World Cookbook Awards, Receitas de Fado é o mais recente livro de Diana Mendonça. Integradas na colecção Literatura no Estômago, as Receitas de Fado reúnem letras de conhecidos fados lisboetas assinados pelos mais prestigiados letristas e interpretados por nomes como Amália Rodrigues, Dulce Pontes, Maria Amélia Proença ou Carlos do Carmo. Sublinhando a importância da gastronomia na cultura popular e, em particular, no fado castiço, este livro oferece-nos um conjunto de receitas tipicamente portuguesas. Redescubra alguns dos fados mais famosos da nossa história e deleite-se com os pratos típicos da nossa cozinha tradicional.
CAMÕES - DE VÓS NÃO CONHECIDO NEM SONHADO? • Jorge Miguel
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
Um livro em Banda Desenhada sobre a vida e obra de Luís Vaz de Camões. «Foi o nosso poeta de meã estatura, grosso e cheio de rosto e algum tanto carregado da fonte. Tinha o nariz comprido, levantado no meio e grosso na ponta. Afeava-o notavelmente a falha do olho direito. Sendo mancebo, tinha o cabelo tão louro que tirava a açafroado. Ainda que não era gracioso na aparência, era na conversação muito fácil, alegre, e dizedor, como se vê em seus motes e esparsas, posto que, já sobre a idade, deu algum tanto em melancólico.»
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
AM I? Este ano, na normal mensagem de Natal que o senhor Papa envia às pessoas, apanhei em dois telejornais um excerto que me eriçou o pêlo. Era algo que pode reproduzir-se mais ou menos assim: irmãos e irmãs (ele diz sempre isto), nesta altura de Natal, apelo a que não se deixem seduzir pelo consumismo (esta também já é típica) e não se deixem encantar pelas luzes reluzentes... A partir daqui deixei de ouvir. É que todo o Papa me encantava, já que também ele reluzia, como os produtos que tentava que as pessoas não comprassem. Da cabeça aos pés, o sumo pontífice está debruado a ouro. Às vezes, a batina faz-se acompanhar de sapatos Prada – essa até já foi uma polémica na imprensa. Ainda que tenham sido uma oferta, há determinadas coisas na igreja católica que me baralham o cérebro de gatito pequenino. Se há quem mereça ser criticado pela utilização do eterno lema “olha para o que eu digo, não para o que eu faço”, é o Papa. Sei que é tradição e essas coisas todas. É o meu primeiro natal, mas aqui na redacção explicamme como funciona. Só não me disseram que o senhor que pede que ajudemos os pobres poderia alimentar umas quantas pessoas se prescindisse de alguns valores, digamos, materiais? Já sei o que vão dizer. É a igreja uma das principais fontes de ajuda para os mais desfavorecidos. Não nego isso. Mas atrás de uma peça de dominó que cai, vem sempre outra e outra. Na igreja é igual: depois do ouro e da riqueza, as sistemáticas descobertas de pedofilia, as eternas contradições com o que é apregoado. Miau, isto cansa. Eu, que até sou poliglota, começo a pensar: “am I a catholic?” Pu-Yi
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OPINIÃO
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Presente na criação da Ásia Jaswant Singh* in Público
O
dinamismo económico da Ásia está a começar a encontrar um paralelo na diplomacia da região, especialmente no que diz respeito à segurança. Na verdade, podemos agora estar “presentes na criação”, título que o ex-secretário de Estado dos EUA, Dean Acheson, escolheu para o seu livro de memórias, que descreve a construção da segurança mundial da era pós Segunda Grande Guerra. O que está a ser criado desta vez é uma ordem de segurança para a Ásia, que reflecte sua recém-adquirida primazia nos assuntos mundiais, embora ainda não se consiga determinar que forma tomará essa ordem, no futuro. A segurança passou a ser a primeira prioridade da agenda regional, não só em resposta à ascensão da China, mas também porque a América e o Ocidente deixarão uma brecha enorme na arquitectura da segurança da Ásia, quando removerem as suas tropas do Afeganistão, sem primeiramente aí terem estabelecido a paz. Talvez de maior importância para a segurança a longo prazo, o relacionamento EUA-Paquistão continua a viver níveis extremos, enquanto as relações do Irão com o Ocidente vão de mal a pior, comprometidas mais recentemente, em Novembro, quando dezenas de manifestantes invadiram a embaixada britânica em Teerão. Pouco a pouco, de iniciativa em iniciativa, muitos dos poderes da região estão a esforçar-se por criar uma estrutura cooperativa coerente para reforçar a sua segurança. Por exemplo, o governo trabalhista da Austrália acordou vender urânio natural à Índia, invertendo uma política que estava em vigor desde que a Índia expandiu a sua capacidade de desenvolver armas nucleares. Quase simultaneamente, o presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou a colocação de Marines dos EUA a norte da Austrália. Ninguém fez a ligação explícita destas duas acções, mas provavelmente ambas estão estrategicamente relacionadas, dado que a Austrália procura impulsionar os seus laços com os EUA e com o outro gigante da Ásia, a Índia. A Índia e os Estados Unidos também têm estado a fortalecer as suas ligações estratégicas com o Japão, não só de forma bilateral, como também de uma forma única trilateral, que o secretário de Estado norte-americano William Burns tem sugerido poder “remodelar o sistema internacional. Burns, bem como grande parte do estabelecimento da política externa da América, agora pensa que a influência
“O Oceano Índico”, de acordo com o autor norte-americano Robert Kaplan, “é o local onde a rivalidade entre os Estados Unidos e a China se cruza com a rivalidade regional entre a China e a Índia, e também com a luta da América contra o terrorismo islâmico no Médio Oriente, que inclui a tentativa da América de conter o Irão.” regional que a Índia exerce se tem tornado abrangente; a sua estratégia de “Olhar a Leste”, anunciada no início deste ano, traduziu-se em políticas de “Agir a Leste”. Actualmente, as relações de segurança com o Japão e a Coreia do Sul encontram-se de certa forma subestimadas. Mas isto está a mudar. Durante a recente visita do ministro da Defesa da Índia, A. K. Antony, a Tóquio, ficou acordado que Japão e Índia participariam no seu primeiro exercício naval e aéreo conjunto em 2012. Este acontecimento promove o estatuto da cooperação bilateral entre os dois países a ferramenta principal de segurança nacional, um passo importante para o Japão que aumenta o seu horizonte estratégico para além da sua zona de influência e da aliança de longa data com os EUA. De facto, o Japão e a Índia acordaram em cooperar mutuamente no que respeita a “assuntos de segurança marítima, incluindo medidas contra-pirataria, liberdade de nave-
c a rtoon
por Steff
gação” e “a manutenção da segurança das vias marítimas de comunicação, de forma a facilitar um comércio sem obstáculos, bilateral e também multilateral com vizinhos da região” – isto significando, claro, a China. Um “Diálogo de Políticas para a Defesa Japão-Índia” irá decorrer em Tóquio, durante a fase inicial de 2012, bem como conversações a nível dos estados maior da Força Terrestre de Autodefesa Japonesa e o Exército Indiano e um intercâmbio de pessoal entre a Força Aérea de Autodefesa Japonesa a Força Aérea Indiana. De facto, Japão e Índia começam a construir um tipo de cooperação militar abrangente que até agora caracterizou as relações entre o Japão e os EUA. Estes desenvolvimentos irão, sem sombra de dúvida, preocupar a China, que tem desenvolvido esforços no sentido de afirmar uma suserania regional. A assertividade chinesa, actualmente focada na sua reclamação sobre os seus directos ao Mar da China Meridional,
OBSERVADORES NA SÍRIA
tem sido um alerta sobre o tipo de hierarquia regional que a China iria implementar se tivesse o poder de o fazer. Os receios atingiram um nível tal que 15 dos 18 países presentes no recente encontro de Cooperação do Leste Asiático em Bali classificaram o comportamento da China, relativamente ao Mar da China Meridional, como ameaçador. O assunto fulcral é a segurança marítima – e não só no Mar da China Meridional. “O Oceano Índico”, de acordo com o autor norte-americano Robert Kaplan, “é o local onde a rivalidade entre os Estados Unidos e a China se cruza com a rivalidade regional entre a China e a Índia, e também com a luta da América contra o terrorismo islâmico no Médio Oriente, que inclui a tentativa da América de conter o Irão.”As aspirações rivais da Índia e da China de serem reconhecidas como grandes potências regionais, bem como a sua busca pela independência energética, obrigam-nas a procurar maior segurança marítima. A Índia, contudo, detém uma clara vantagem, como o demonstram as suas políticas recentes de Olhar a Leste, de poder forjar ligações de segurança melhoradas, não só com os EUA, mas também com outras potências regionais – até a Indonésia. Stephen P. Cohen, um reconhecido analista da Índia, tem argumentado que, desde que o país obteve a sua independência, os seus “oficiais implantaram os preceitos de George Washington no seu Discurso de Despedida (Farewell Address) de 1796: que a Índia, tal como os Estados Unidos, ocupa o seu próprio espaço geográfico, no caso da Índia entre os Himalaias e o vasto Oceano Índico, e assim preenche uma posição de domínio e distanciamento. Durante a Guerra Fria isto significava a não intervenção; hoje significa que os indianos consideram ter o seu próprio estatuto de potência emergente”. O problema, claro, é que a China se vê da mesma forma. Então, como irão coexistir estes dois gigantes asiáticos sem invadir o espaço um do outro? Até agora a resposta tem sido a de construir uma estrutura de segurança regional sem participação chinesa. Este não tem forçosamente que ser o caso, mas o impulso por trás da diplomacia de segurança Asiática actual não irá mudar, a não ser que a China repense a sua atitude para com os seus vizinhos. De outra forma, os seus líderes estarão presentes na criação de uma hierarquia regional que pouco lhes interessa. * Ex-ministro das finanças, dos negócios estrangeiros e da defesa indianos
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PRESIDENTE DA THREE GORGES ANTEVÊ MAIS NEGÓCIOS EM PORTUGAL
China promete compras “A
Three Gorges é uma empresa muito conhecida na China, os bancos e outras empresas chinesas irão seguir-nos.” Palavras de Cao Guangjing, presidente da gigantesca companhia chinesa, antevendo mais aquisições por parte conglomerados da China em relação a empresas portuguesas, num futuro próximo. Cao Guangjing mostra-se, aliás, muito confiante com toda a parceria. “Escolhemos um parceiro muito bom. Com a ajuda da EDP, que é uma empresa muito competitiva, podemos desenvolver a nossa actividade na Europa e noutras partes do mundo. Este é o primeiro passo.” Segundo o responsável da Three Gorges, a Ásia tem grande procura de electricidade, o que proporciona uma boa oportuni-
dade para as duas empresas. A aquisição de 21% do capital da EDP foi o primeiro investimento da empresa chinesa – agora maior accionista - na Europa.
DIRECÇÃO MANTÉM-SE
A China Three Gorges deverá manter a equipa executiva da empresa, segundo Cao Guangjing. O presidente da empresa chinesa disse que “a equipa executiva da EDP é uma equipa muito boa” e deseja mantê-la “para assegurar a estabilidade” da empresa. Na sexta-feira, em Lisboa, é assinado o contrato para a compra do capital da EDP, no valor de quase 2,7 mil milhões de euros. “O processo foi muito justo, objectivo e transparente (...). A decisão do governo português criou um bom exemplo e estabeleceu um bom precedente.” - Lusa