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um sonho americano em macau
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grande plano
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Tratados sobre a Via wang chong
LMA
Um mundo de música eventos
opinião
El Dorado Diabos à solta Aurelio porfiri
hojemacau
fernando eloy
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Páginas 23-26
LAG chui sai on reúne com associações
Ronda dos sete caminhos
Na antecâmara da apresentação das Linhas de Acção Governativa para 2016, o Chefe do Executivo reuniu ontem com sete associações representativas da sociedade
local. Das várias sugestões apresentadas pelas entidades ouvidas o problema da habitação continua a figurar na primeira linha das questões por resolver em Macau.
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grande plano
hoje macau quarta-feira 28.10.2015
Macau com uma cidade O Studio City inaugurou ontem e com ele uma série de novos espaços de entretenimento, restaurantes renomados, salas de espectáculos e conferências. A “Gotham City” dos anos 20, de Ho e Packer, é Nova Iorque pelos corredores e pretende atrair um público a que os empresários chamam “extremamente sofisticado”
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novo complexo do grupo Melco Crown, o Studio City, foi ontem inaugurado e o co-presidente da empresa, Lawrence Ho, descreveu-o como sendo uma “Gotham City” com características do universo cinematográfico das décadas 20 e 30, “como se vê no [filme] Great Gatsby”. Para Ho, o público-alvo será, como tem sido, a população chinesa e asiática. O responsável diz ser preciso “estar sempre a inovar” porque, explica, “os chineses estão a subir a escala de consumo muito rapidamente e são um público extremamente sofisticado”. Os corredores, que deixam espaço para as vitrines de sumptuosas marcas, estão decorados com adereços de filmes de Hollywood. Enfim, podia quase ser Nova Iorque deste lado do mundo. Além do seu casino – dedicado às apostas de massas – estar aberto 24 horas, o resto do complexo emana uma aura escura, mas simultaneamente divertida. Ao lado de uma loja de doces, encontra-se um pátio de restauração num espaço decorado como se de uma nave espacial se tratasse. O “Cosmos” oferece variedade internacional nas comidas que vai de coreana a chinesa, norte-americana a argentina. Nos corredores do Studio City foram instaladas entradas
do metro nova-iorquino para dar a sensação de que os visitantes estão a passear por estúdios de cinema ou pela própria cidade. Nem das tampas de esgoto se esqueceram.
Vendem-se emoções
“Alteramos a forma como as pessoas pensam, porque o mundo do Jogo e a indústria dos casinos não vende produtos, como a maioria das empresas: vende emoções”, afirmou James Packer, co-presidente da empresa. O projecto mental do Studio City começou há cinco anos e nasceu da imaginação dos dois parceiros, que viram em Gotham – cidade fictícia da série de banda desenhada do Batman – muito potencial. “Acho que há aqui muita coisa que vale a pena, incluindo a Roda Gigante, a House of Magic, as estátuas [no exterior], o espectáculo do Batman, a zona da Warner Bros.”, começou Lawrence Ho por dizer, quando questionado sobre aquilo que mais chamava a atenção dentro do espaço. Já James Packer preferiu mostrar-se seguro de que as escolhas da administração tiveram em conta a vontade de “oferecer o melhor”, como é, exemplificou, o espectáculo do City Of Dreams, House Of The Dancing Water. “Tentámos, com muito esforço, cumprir o que o
Scor cese realiza filme sobre novo complexo O realizador norte-americano Martin Scorcese juntou-se aos gigantes do cinema Robert De Niro, Leonardo DiCaprio e Brad Pitt para realizar “The Audition”, uma curta-metragem de 16 minutos inteiramente gravada no novo complexo hoteleiro do território. A ideia surgiu devido à ligação de James Packer ao mundo da sétima arte: o co-presidente da Melco Crown tem também uma produtora, a Rat Pac. Foi a partir daí que entrou em contacto com os actores e produtores para construir um enredo em volta da luta por um papel principal. Todos os actores fazem de si mesmos num filme que se quer animadamente sério e de promoção do novo espaço da Melco. Tanto Scorcese como os actores DiCaprio e DeNiro estiveram no território para apresentar a curta. Para o famoso Jack de Titanic, tratou-se de “uma experiência sem precedentes”. Não só por contracenar com o próprio realizador, mas também por trabalhar com DeNiro e Pitt.
Governo queria e acho que conseguimos”, acrescentou Packer.
lusa
Studio City Novo complexo é “Gotham City” para nova classe de turistas
Nata da nata
Em termos de oferta de entretenimento e restauração, os progenitores do Studio City não fizeram por menos. O espaço – cuja decoração é inteiramente dedicado ao cinema e à art-deco – tem mais de 30 locais de comidas e bebidas espalhados e quatro restaurantes de luxo. O Trattoria Il Mulino voa directamente de Nova Iorque para oferecer a melhor comida italiana da cidade que nunca dorme. A par disso existe o japonês Hide Yamamoto, o Pearl Dragon, do chef Tam Kwok Fung, e o Shanghai Magic.
“Alteramos a forma como as pessoas pensam, porque o mundo do Jogo e a indústria dos casinos não vende produtos, como a maioria das empresas: vende emoções” Além de aquecer o estômago, a clientela pode ficar num dos 1600 quartos disponíveis, passear pelas zonas hollywoodescas e aproveitar os diferentes espaços de entretenimento, quer no exterior como no interior. Em dia de sol, a Roda Gigante pode ser uma boa opção – por 80 ou cem patacas – para ver a cidade de cima e em andamento, enquanto o Simulador do Batman – custa entre 120 e 150 patacas – pode ficar para um dia de chuva ou frio, seguindo de umas horas na Zona da Warner Bros, inteiramente dedicada aos desenhos animados da marca. The House Of Magic oferece shows de magia para crianças e adultos, com preços que vão das 320 às 600 patacas e tem quatro mágicos da casa. Para encerrar a noite, o Studio City criou uma parceria com a gigante de entretenimento nocturno, a discoteca Pacha. Está aberto das 22h00 às 5h00 e será inaugurado este sábado. O Studio City inaugurou oficialmente ao público depois das 20h00, mas às 14h00 já dezenas de pessoas se reuniam frente ao complexo para conhecer o mais recente espaço de entretenimento e casino de massas da região. Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
De Niro considera “fascinante” presença portuguesa em Macau
O
actor norte-americano Robert De Niro considerou ontem “fascinante” a presença histórica dos portugueses em Macau, numa conferência de imprensa com outras estrelas de cinema que participam num filme promocional do novo casino do território. “É fascinante. Os portugueses vieram para cá há 500 anos”, afirmou o actor norte-americano quando questionado sobre o que pensa de Macau. Robert De Niro, que até hoje “só tinha estado um dia em Macau, no empreendimento ‘City Of Dreams’”, também da Melco Crown Crown. Também Martin Scorcese destacou “a arquitectura do Macau antigo” e o papel da cidade como “ponte entre o Oriente e o Ocidente”. “Percebi a dimensão da presença de Portugal e Espanha”, disse Scorcese.
O realizador falou também das filmagens para o novo filme “Silence”, que segundo o Internet Movie Database (IMDB) aborda a missão jesuíta enviada para o Japão no século XVII e é inspirado no romance de ficção histórica do autor japonês Shusaku Endo. A história do filme também está ligada à presença dos jesuítas em Macau: “Começámos a filmar em Taipé em Fevereiro e recreámos o Macau de 1640”, disse Scorcese. Já Leonardo DiCaprio destacou a possibilidade que esta curta-metragem de 16 minutos lhe deu de trabalhar com dois grandes nomes de Hollywood: De Niro e Scorsese. “Estes dois homens são os meus pais no mundo do cinema(...). Contracenar com Bob [De Niro] e ser dirigido por Scorsese foi um pedaço do céu para mim como actor”, afirmou. LUSA/HM
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Uma decisão empresarial
imaginada lusa
A queda das receitas desta indústria parece não preocupar os presidentes da Melco Crown, Lawrence Ho e James Packer, que afirmam terem-se “afastado de uma aposta no sector VIP há já muito tempo” para se dedicaram ao entretenimento e às áreas de jogo de massas. “Foi uma decisão empresarial”, frisou mesmo Lawrence Ho. “Acreditamos veemente que o futuro da China reside na classe média”, justificou o líder. Esta faixa social de que Ho falava investe, na grande maioria, no sector de jogo de massas, pelo que a aposta no VIP foi posta de lado para a inauguração do novo complexo da empresa, no Cotai. O Studio City inaugurou ontem ao público e vai continuar com uma série de eventos pela semana fora.
Lawrence Ho Macau tem capacidade para receber 31 milhões
Jogo “Governo chinês é o melhor”, diz James Packer
Contradições em dia de abertura O co-presidente do grupo Melco Crown Entertainment disse ontem que “o Governo chinês é o melhor” dos governos, justificando a sua escolha com o facto da China estar “atenta aos padrões de vida da população”. A afirmação, proferida ontem durante a inauguração do novo empreendimento da cadeia, o Studio City, vem de certa forma contrariar aquilo que o seu parceiro Lawrence Ho havia dito no dia anterior. “O que tem estado a acontecer com a economia chinesa, especialmente a campanha anti-corrupção, tornou o ambiente no segmento VIP mais desafiante a curto prazo, à medida que o medo tem sido introduzido nos corações de muitos da classe média-alta”, disse o filho do magnata Stanley Ho, numa entrevista à Fairfax media.
O magnata frisou a mesma ideia, quando lhe foi pedida uma previsão para o sector do Jogo nos próximos anos: “Penso que a queda se deve à crise na China, são factores macro (...) e não podemos fazer previsões, apenas esperar que o Studio City ultrapasse tudo isso”. Sobre a alteração do estatutos do hotel de cinco para quatro estrelas, Lawrence Ho afirmou que a opção
foi feita para não colocar “o Governo numa posição difícil”, embora tenha reconhecido que o novo empreendimento está “acima de muitos outros considerados de luxo” no território. Ho não se adiantou em pormenores sobre esta posição difícil.
Duo bem-comportado
Os dois presidentes da Melco estiveram ontem presentes nas
Expansão em acção Os dois responsáveis do Studio City anunciaram que um terço do terreno do empreendimento ainda está por desenvolver, mas Lawrence Ho e James Packer já têm planos para aquela porção. Contudo, a ideia é ir mais longe: “há um projecto de expansão no City Of Dreams, onde está a ser construído um centro comercial do mesmo tamanho do Landmark de Hong Kong”, anunciou Ho ontem. Durante a conferência de inauguração do novo espaço, ambos referiram que há ainda muito para fazer nos próximos cinco anos. “Se em 12 meses ainda não está tudo concluído, em cinco vão-se fazer coisas incríveis”, acrescentou Packer.
conferências de apresentação do complexo, em que responderam às perguntas dos jornalistas. Questionado sobre a abertura de um novo espaço numa altura em que as receitas estão a sofrer um decréscimo, Lawrence Ho e James Packer uniram-se para explicar que estão a “cumprir aquilo que o Executivo pediu”, não fosse essa a razão pela qual investiram cerca de 27,1 mil milhões de patacas na construção de um complexo dedicado à sétima arte. “Penso que somos quem mais apostou no sector não-Jogo (...) percebemos o que o Governo queria”, acrescentou Ho. Packer disse ainda ver o seu sócio como um visionário por ter sido o único, além de Sheldon Adelson, “a acreditar no Cotai” e no potencial daquela zona da cidade. L.S.M.
O magnata da Melco Crown Lawrence Ho, garante que o território consegue acolher o número de turistas que o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, havia anunciado. “Macau tem capacidade para receber 31 milhões”, garantiu o copresidente do grupo, durante a conferência de inauguração do Studio City. Ho acrescentou que a gestão do número de turistas na cidade em dias de feriados é da responsabilidade do Governo, que, diz, deve saber canalizar as pessoas. “Há um estrangulamento nas semanas douradas e no ano novo chinês, mas se o Executivo conseguir resolver isto, Macau tem capacidade para receber milhões”, argumentou. Lawrence Ho diz que esta gestão deve coadunar-se com a finalização de uma série de projectos. Segundo as previsões oficiais, a ponte entre Macau, Zhuhai e Hong Kong e o terminal marítimo do Pac On deverão estar concluídos até 2019. Packer e Ho falavam de planos a médio-prazo.
política
O Governo já começou a ronda de reuniões com associações para preparar as Linhas de Acção Governativa para 2016. Mais habitação, aumentos salariais na Função Pública e legislação na área do jogo VIP foram algumas das solicitações
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LAG Chui Sai On reuniu com sete associações
Habitação na linha da frente Subsídio de residência volta à baila
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A reunião de ontem entre a ATFPM e o Governo serviu ainda para a entrega de uma carta ao Chefe do Executivo, onde se exige novamente o pagamento do subsídio de residência a reformados que, em 1999, decidiram ir para Portugal. “Se formos ver a génese da questão, milhares de pessoas vinham recebendo este subsídio de residência, só que a questão complicou-se pelo facto de uma pequena minoria de cem pessoas, que não o recebiam, terem entendido por bem recorrer da decisão do Governo. Entendemos que em termos jurídicos existe uma solução e é aquela que apresentamos, para que seja revista essa situação. Há soluções administrativas, porque no passado conseguimos foi através de uma medida administrativa com o ministro Sousa Franco que foi permitida a isenção do IRS em Macau”, exemplificou Coutinho.
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ete associações representativas de vários sectores da sociedade, desde a Função Pública ao meio empresarial, reuniram ontem com o Chefe do Executivo, Chui Sai On, no âmbito da preparação das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano, que acontece já em Novembro. O pedido de mais habitação pública foi feito pela maioria das associações. A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) pediu ao Chefe do Executivo que construa 80 mil casas de habitação pública e eleve o limite máximo do rendimento familiar para a candidatura. A lista de sugestões, feita com base em opiniões de 30 mil sócios, chama a atenção para o facto do problema da habitação ter “piorado sem que o Governo consiga encontrar uma solução para esta importante questão, que tem contribuído para a diminuição gradual da qualidade de vida dos residentes e a desmoralização da maioria dos trabalhadores da Função Pública. Aos poucos a classe média vai desaparecendo por perca do poder de compra”, pode ler-se.
“No futuro, se conseguir a recuperação dos terrenos não utilizados, [o Governo] irá fazer os possíveis para dar prioridade à construção de habitação pública”, apontou o Chefe do Executivo, citado num comunicado oficial.
Salários e Dore
A União Geral das Associações de Moradores de Macau (UGAMM, ou Kaifong) defendeu, através do presidente Ng Siu Lai, que o Governo execute “a medida de ‘terra de Macau destinada a residentes de Macau’, salvaguardando a habitação”. Também a Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC), através de Jorge Fão, membro da direcção, falou da “necessidade
Sector jurídico Associações pedem reforma dos Códigos a Sónia Chan
A Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, reuniu com associações de jovens e do sector jurídico, no âmbito da preparação das próximas Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2016. Segundo um comunicado, os representantes das associações jurídicas “esperam que a Secretária possa levar a sua equipa a acelerar os trabalhos de revisão dos Códigos importantes, incentivando a recensão e adaptação da legislação previamente vigente bem como a formação de juristas bilingues para melhorar os trabalhos jurídicos”. Já as associações que representam os jovens “esperam que haja uma maior participação juvenil nos assuntos sociais com sugestões para o desenvolvimento de Macau, a fim de preparar os futuros talentos políticos”. Os seus representantes pediram ainda a Sónia Chan que para haja uma “optimização das funções e operacionalidade dos órgãos consultivos por parte do Governo”.
de se reservarem terrenos para a construção de habitação destinada aos funcionários públicos”. Chui Sai On disse, após o encontro com a Federação das
Associações dos Operários de Macau (FAOM), que “o Governo irá empenhar-se no sentido de reforçar a construção de mais habitação pública e da renovação urbana”.
Sugestões apresentadas • Aumento do valor de vales de saúde de 600 para 1000 patacas (ATFPM) • Revogar lei que impede deficientes de receber pensão de invalidez após aquisição de trabalho (ATFPM) • Aperfeiçoar o regime jurídico-laboral com o objectivo de permitir criar um mecanismo de negociações entre as três partes (FAOM) • Estudar a revisão da Lei de Bases de Política Familiar (Associação Geral das Mulheres) • Acelerar a elaboração da legislação contra os crimes sexuais (AGM) • Cumprir a política de simplificação
do aparelho administrativo (AGM) • Acelerar as obras do Metro Ligeiro, resolvendo o problema do trânsito (UGAMM) • Fim do Metro Ligeiro em Macau (ATFPM) • Eliminar limites à importação de motoristas (Associação Comercial de Macau) • Futura reestruturação do IACM deve garantir e manter os direitos e interesses dos trabalhadores (Associação dos Técnicos de Administração Pública) • Construir com a maior brevidade o novo hospital (ATFPM)
AATFPM voltou a pedir aumentos salariais de 6% na Função Pública, para além de exigir que o cheque pecuniário para residentes permanentes passe de nove para 12 mil patacas. Lembrando o caso Dore, a ATFPM, liderada pelo deputado José Pereira Coutinho, pediu ao Executivo para “alterar leis e regulamentos para considerar infracções criminais os casos que haja de não devolução de empréstimos, a fim de evitar dívidas incobráveis em sala VIP”. A ATFPM exige ainda que seja regulada “a situação de depósitos nas salas VIP e proteger os capitais através dos canais legais”. Ao HM, Pereira Coutinho confirmou que as reuniões com o Chefe do Executivo deverão prolongar-se para o período pós-LAG. “[Chui Sai On] teve uma atitude muito positiva, demonstrou abertura para alterar essas questões, que são muito complexas e demoram o seu tempo. Achou importante ter novas reuniões com ele depois da apresentação das LAG, vamos aproveitar essa oportunidade para continuar a falar das políticas e questões sociais”, rematou. Andreia Sofia Silva
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política 5
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sta semana o Conselho de Ciência e Tecnologia, organismo com carácter consultivo, sofreu a segunda alteração do ano. Depois de ter decidido pela extinção do secretariado, o Governo criou um segundo cargo de vice-presidente, que será ocupado por uma personalidade nomeada por Chui Sai On e remunerado com base em senhas de presença. O primeiro vice-presidente é o Secretário para as Obras Públicas e Transportes e o presidente é o próprio Chefe do Executivo. Ao HM, o Gabinete do Secretário da tutela, Raimundo do Rosário, garantiu que o Conselho só reuniu uma vez este ano e sem a presença do Chefe do Executivo. Confrontado com o assunto, o deputado José Pereira Coutinho prometeu apresentar uma interpelação oral sobre o assunto na Assembleia Legislativa (AL). “Parece esquisito criar mais um cargo elevado com mais um salário, numa altura em que há restrições orçamentais para a
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Conselho de Ciência e Tecnologia reestruturado
De dupla presidência O Governo decidiu criar mais um cargo de vice-presidente no Conselho de Ciência e Tecnologia, remunerado, mas este ano o organismo só reuniu uma vez e sem a presença do seu presidente, Chui Sai On. Pereira Coutinho promete levar o assunto ao hemiciclo contratação de mais trabalhadores”, apontou. E dá o exemplo do Fórum Macau como uma entidade que precisa de mudanças. “Onde era necessário mais um coordenador-adjunto é no Fórum Macau, porque a senhora [Echo Chan], pediu a demissão após sete meses e agora está outra senhora [Cristina Morais]. O Fórum não tem pessoal, as coisas
não estão a funcionar bem por dentro”, apontou.
Sem resposta
Arnaldo Santos, coordenador do Gabinete para o Desenvolvimento do Sector Energético (GDSE), é um dos membros do Conselho e confirmou ao HM que “habitualmente o Conselho reúne uma vez por ano”, mas que “as comissões es-
pecíficas têm reuniões mais frequentemente”. Questionado sobre se é necessário tornar o Conselho mais activo, Arnaldo Santos prefere não responder. “Não sei responder a essa pergunta, porque só sou conselheiro para assuntos técnicos. Isso depende das necessidades, se calhar é necessário criar mais um cargo de vice-presidente. Isso é o Governo que entende que é necessário criar mais postos.” Já Eilo Yu, docente de Ciência Política na Universidade de Macau (UM), defende que tem de ser analisado “se o Conselho pode ter mais reuniões no futuro”, algo que “pode de certa forma provar o valor atribuído a esse Conselho”. “Segundo a estrutura do Governo, quando o Chefe do Executivo é o presidente do Conselho, é porque o
Governo está muito preocupado com as opiniões obtidas nessa área. Significa também que o Conselho tem o seu poder de intervenção em termos de políticas. O problema é que [Chui Sai On] tem uma agenda aper-
tada e não é fácil ir a todas as reuniões. E essa é uma questão fundamental no Governo, de como podemos lidar com essas questões”, rematou o académico. Andreia Sofia Silva
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Sociedade
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Jogo Deputada pede medidas concretas ao Governo
GP Trabalhador ferido depois de queda
Um trabalhador não residente caiu das bancadas em construção do Grande Prémio, junto à zona da recta da meta, avançava ontem a Rádio Macau, que indicava que o homem de 49 anos foi transportado para o hospital. A vítima apresenta lesões na zona inferior das costas. Na altura do acidente, estava a três metros de altura do solo.
Na linha do Executivo Abriu uma leiloeira em Macau e Angela Leong está à frente do negócio. A directora da SJM e deputada faz parte da direcção e prometeu ontem que esta vertente pretende ajudar à diversificação da economia e à transformação da região na “capital oriental da arte” António Falcão
A directora-executiva da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) defendeu ontem que o Governo tem de adoptar mais “medidas concretas” para apoiar a economia da região após 16 meses consecutivos de quebras nas receitas do jogo. “Macau é um sítio muito pequeno e o Governo quer diversificar a economia, mas só falam e não dizem como é que apoiariam”, disse Angela Leong, em declarações à Bloomberg. A SJM, fundada por Stanley Ho, é a operadora com mais licenças de mesas de jogo em Macau. Angela Leong, sempre citada pela Bloomberg, considerou que após anos de forte crescimento em Macau, “ninguém esperava que a economia caísse tão depressa” e deixou críticas ao planeamento. “Macau não tem feito bem o seu planeamento. Quando a economia cai, é preciso fazer melhor nas infra-estruturas, nos transportes”, afirmou, dando como exemplo os atrasos na conclusão da ponte que vai ligar o território a Hong Kong e à cidade de Zhuhai, na China continental.
Arte Leiloeira de Angela Leong abre sucursal em Macau
ajustamento”, aliada a maior oferta turística do território, e as várias parcerias para o desenvolvimento das indústrias culturais e criativas são, para a também deputada, elementos que permitem uma evolução “saudável” do mercado. “Esta série de actividades culturais é apenas o prelúdio, uma vez que estão já pensadas a oferta de elementos culturais e artísticas para a cidade, transformando-a numa plataforma de arte internacional. Este objectivo de desenvolvimento alinha-se precisamente com a política do Governo e, além disso, permite a evolução do mercado além-Jogo”, disse Angela Leong.
Irmã da vizinha
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Poly Auction Hong Kong abriu uma sucursal em Macau e a deputada e empresária Angela Leong faz parte da direcção. De acordo com a responsável, a abertura da nova leiloeira na região vem criar “mais uma plataforma de intercâmbio de arte”, enquadrando-se “perfeitamente na missão do Governo em diversificar a economia” local. O primeiro leilão vai ter lugar no dia 10 de Janeiro do próximo ano e compreende a exposição de cem peças
de arte exclusivas que vão desde joalharia, arte contemporânea, relógios e objectos de luxo a pinturas de Arte Chinesa Moderna, cerâmica e outros tipos de arte.
aplicação móvel “Guia da Cidade”, criada em 2009 com o objectivo de facilitar a estada dos turistas em Macau, foi totalmente reformulada.Anova cara obrigou a uma alteração total do design, permitindo aos utilizadores adequarem a aplicação às suas necessidades e propósitos. Uma novidade é a funcionalidade GPS que disponibiliza informações sobre restaurantes, hotéis, atracções turísticas, actividades a decorrer e as instalações sanitárias públicas mais próximas. Além disso, os utilizadores podem ter um maior conhecimento sobre os locais históricos de referência nas proximidades e descobrir itinerários turísticos de
“Estas foram todas seleccionadas pela equipa da Poly Auction através de um processo rigoroso que assegura que todas as peças são genuínas, originais e exclusivas”, refere a organização.
Para Angela Leong, há uma série de premissas que permitem que a política de aposta em novos negócios tenha sucesso. O facto da indústria do Jogo estar a passar por “uma fase de
“Estão já pensadas a oferta de elementos culturais e artísticas para a cidade, transformando-a numa plataforma de arte internacional. Este objectivo de desenvolvimento alinha-se precisamente com a política do Governo e, além disso, permite a evolução do mercado além-Jogo” Angela Leong Membro da direcção da Poly Auction
“Guia da Cidade” actualizado com uma nova cara
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maior interesse.Anova versão oferece, ainda, uma função com informações sobre autocarros, que sugere rotas através de um mapa, de acordo com a localização real do utilizador. Inclui ainda informações sobre paragens e itinerários destes transportes terrestres, bem como alterações de rotas, o que ajuda, de forma correcta, os utilizadores a chegarem aos seus destinos. Existe também um novo conteúdo: “Uma passeata pelas ruas de Macau”, que guia os utilizadores através das ruas e becos de Macau. Os interessados podem fazer o download da aplicação no site http://m.cityguide.gov. mo/. F.A.
A Poly Auction de Hong Kong é, por sua vez, detida pelas empresas Poly Culture Group Corporation Limited e Chiu Yeng Cultural Limited. “Estamos empenhados em ser a leiloeira e o centro de comunicação de arte e cultura mais reconhecidos de Macau.” A leiloeira do território vizinho facturou, nos leilões da Primavera e Outono passados, um total de dois mil milhões de patacas. A par com a inauguração do leilão, será feita uma exposição, entre os dias 7 e 10 de Janeiro. Nesta participarão 60 artistas de Macau, Taiwan, China e Hong Kong nascidos até à década de 80. Estes vão ainda ter que decorar o quarto do hotel Regency que lhes for dado, imprimindo no espaço a sua própria filosofia de trabalho. Trinta dos quartos vão ser decorados com uma ambiência da China, 15 deles serão decorados de acordo com a arte de Taiwan e da RAEHK e 15 outros de Macau. Leonor Sá Machado
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DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE SOLOS, OBRAS PÚBLICAS E TRANSPORTES Anúncio Faz-se saber que em relação ao concurso público para a execução da “Reordenamento de Drenagem de Avenida de Kwong Tung”, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n° 41, II Série, de 14 de Outubro de 2015, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 2° do programa do concurso, e foi feita aclaração complementar conforme necessidades, pela entidade que realiza o concurso e juntos ao processo do concurso. Os referidos esclarecimentos e aclaração complementar encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente no Departamento de InfraEstruturas da DSSOPT, sita na Estrada de D. Maria II, n° 33, 16° andar, Macau. Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, aos 22 de Outubro de 2015. O Director dos Serviços Li Canfeng
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A DSAT já recebeu 19 propostas para a atribuição de cem licenças de táxis amarelos. Quanto à Uber, o serviço continua a ser analisado pelo Governo, que alerta para eventuais violações de privacidade
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Rádio-Táxis Governo já recebeu 19 propostas
“Não convém acreditar” na Uber Nova lei para o ano O subdirector da DSAT garantiu que a revisão do Regulamento dos Táxis poderá ser lançada em 2016. “Estamos na fase final da revisão da lei e em princípio para o ano vai iniciar-se o processo legislativo”, referiu, lembrando que as multas para os taxistas deverão aumentar. “Temos sempre um mecanismo de contacto com o sector e acreditamos que os taxistas que violam a lei são apenas alguns e não é uma situação geral. A actual multa para a condução sem taxímetro é de mil patacas e vamos aumentar.”
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uase duas dezenas de pessoas ou empresas já apresentaram a sua proposta de candidatura a uma licença para conduzir um táxi amarelo. O concurso público para o regresso do serviço de táxis por chamada abriu no passado dia 15 e parece estar a gerar interesse, apesar das críticas já apresentadas por associações do sector. A informação foi confirmada ontem por Cheang Ngoc Vai, subdirector dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), que não fez qualquer previsão de quantas candidaturas poderão receber até ao final do prazo do concurso. No âmbito de uma conferência de imprensa sobre a edição deste ano da campanha de “Sensibilização da Segurança Rodoviária” (ver caixa)”, o responsável da DSAT
Dados bancários nas mãos de rede criminosa Entre Março e Maio, cinco bancos alertaram a Polícia Judiciária para a existência de microcâmaras e leitores de cartões em caixas ATM. No total, foram roubados dados bancários de mais de mil clientes, avança a Rádio Macau. No decorrer da investigação, a PJ deteve dois homens da Bulgária suspeitos de pertencerem a uma rede criminosa do Leste da Europa. Por cada cartão clonado, ambos recebiam entre dois mil a oito mil dólares norte-americanos. A PJ detectou tentativas de levantamento de dinheiro na Malásia e no Vietname. No entanto, não recebeu qualquer queixa de clientes dos bancos, diz ainda a emissora.
falou ainda do serviço da Uber, que começou a operar no território há cerca de uma semana e que tem gerado polémica. O Governo afirma continuar a estudar o caso da empresa.
Debaixo de olho
“Na nota de imprensa conjunta que o Governo enviou foi referido que o Executivo está atento a este assunto. Estamos a acompanhar o assunto e a polícia está a recolher dados, quando houver mais informações concretas serão
disponibilizadas”, apontou Cheang Ngoc Vai. Sem grandes comentários quanto à entrada deste serviço no mercado ou em relação a uma possível legalização, o subdirector da DSAT preferiu apenas realçar as questões de privacidade ligadas à aplicação da Uber, uma vez que o serviço de transporte é pago com cartão de crédito. “Não convém à população acreditar nesses websites onde podem registar dados privados e que podem invadir a sua privacidade,
porque não há nada que garanta a sua segurança”, disse Cheang Ngoc Vai. Questionado sobre se a Uber pode vir a preencher uma lacuna criada com a falta de táxis, o responsável da DSAT apenas afirmou que o Governo reconhece esta dificuldade e por isso iniciou este concurso para os rádio-táxis. “Estamos empenhados em acelerar o processo e reforçar a fiscalização dos taxistas que circulam nas ruas. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Mortes na estrada aumentaram 0,09% É já no próximo dia 1 de Novembro que decorre mais uma edição do Carnaval de Segurança Rodoviária na Tap Seac, actividade inserida em mais uma edição da campanha “Sensibilização da Segurança Rodoviária”. Dados apresentados pela PSP mostram que este ano já ocorreram 11.747 acidentes de viação, os quais resultaram na morte de dez pessoas. Segundo o comissário Lao, da PSP, os números representam ainda uma “situação grave”, já que não houve redução das ocorrências.
Casino Wynn Associação de Empregados pede punição rigorosa aos casos de fumo
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ma “punição rigorosa” é o que a Associação de Empregados das Empresas de Jogo de Macau e o Grupo de Prestação de Atenção à Proibição de Fumo de Macau exigiram ao Governo durante um encontro, que decorreu na segunda-feira, com os Serviços de Saúde (SS). Depois do protesto dos empregados do casino Wynn, por este ter transformado uma área comum de Jogo em área para fumadores, as associações acreditam que o Governo deve ter uma postura de punição relativamente às infracções nos casinos. Unido a isto, as associações apelaram a Lei Chin Ion, director dos SS, Cheang Seng Ip, subdirec-
tor, e ao Coordenador do Gabinete para a Prevenção e Controlo do Tabagismo, Tang Chi Ho, que o Executivo reforce a fiscalização, bem como acelere o progresso da revisão da nova Lei de Prevenção e Controlo do Tabagismo, aumentando a penalidade às empresas de jogos que violem a lei. O director reforçou que até o início do presente mês não foram autorizados novos pedidos de criação das áreas para fumadores em qualquer casino. “Por isso, caso o casino transforme as áreas para não fumadores em áreas para fumadores, após o dia 6 de Outubro de 2014, isso constitui uma violação da lei”, indica um comunicado dos SS. F.A.
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Ao todo são menos de 50 os grandes mestres, nomeados apenas duas vezes por ano, em toda a China. Macau não conta com nenhum nome na lista
Mestres da Medicina Tradicional em Macau
Grandes vénias
Macau recebe, em Novembro, três grandes mestres da Medicina Tradicional Chinesa para uma partilha de experiência entre profissionais de saúde e residentes. Os SS consideram a visita uma mais valia para todos aqueles que auferem interesse na área. Atingir o grau é “muito difícil” e de Macau ainda não existem grandes mestres
M
acau, através dos Serviços de Saúde, vai receber a visita de três grandes mestres da Medicina Tradicional Chinesa já no próximo mês. A presença dos grandes mestres pretende trazer uma partilha de experiência ao médicos de Macau e a todos os residentes interessados. Cheang Seng Ip, subdirector dos Serviços de Saúde (SS), indicou que, segundo as estatísticas do ano
passado, mais de quatro milhões de utentes usufruíram de cuidados de saúde, dos quais mais de um milhão e meio recorreram a terapias no âmbito da Medicina Tradicional Chinesa. “Isto dá um total de 28% de utentes, uma média de dois tratamentos de Medicina Tradicional por cada utente”, explica.
Só para alguns
Assim, com o intuito de reforçar a educação e aprendizagem do
ramo será organizada a “Palestra de transmissão de experiências clínicas por grandes mestres”, já no próximo dia 8 de Novembro, com vagas até às 300 pessoas. Na semana seguinte, nos dias 14 e 15, decorrerá um workshop de formação, subordinada ao tema “Estudo clínico de medicina tradicional e ortopedia em medicina tradicional chinesa”, com um limite de inscrições até 30 participantes.
Atingir-se o grau de grande mestre é, explica o subdirector, “algo muito difícil”. Com organização conjunta com o Governo Central, Macau receberá o grande mestre Shi Xuemin, da Academia Chinesa de Engenharia e médico no Hospital Filiado da Universidade de Tianjin de Medicina Tradicional Chinesa, Chao Enxiang, médico especialista em Medicina Interna e especialista consultor para o Comité Central de
Cuidados de Saúde, e Xu Jingshi, médico chefe de serviço da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa de Anhui. “É uma honra receber os grandes mestres”, indicou Cheang Seng Ip, reforçando a mais valia na participação de profissionais de saúde e residentes de Macau. Questionado sobre o orçamento para a actividade, o subdirector não indicou qualquer número, alegando que é da responsabilidade do Governo Central, mas, rematou, “não foi muito”. Ao todo são menos de 50 os grandes mestres, nomeados apenas duas vezes por ano, em toda a China. Macau não conta com nenhum nome na lista. Filipa Araújo
Filipa.araujo@hojemacau.com.mo
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ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 40/P/15 Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 15 de Outubro de 2015, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento de Refeições Confeccionadas aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos se encontram à disposição dos interessados desde o dia 28 de Outubro de 2015, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato destes Serviços, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento de MOP 35,00 (trinta e cinco patacas), a título de custo das respectivas fotocópias (local de pagamento: Secção de Tesouraria dos Serviços de Saúde) ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral
destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega termina às 17,45 horas do dia 23 de Novembro de 2015. O acto público deste concurso terá lugar no dia 24 de Novembro de 2015, pelas 10,00 horas, na sala do «Museu» situada junto ao C.H.C.S.J. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de MOP 372.600,00 (trezentas e setenta e duas mil e seiscentas patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/ Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 22 de Outubro de 2015 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
ANÚNCIO CONCURSO PÚBLICO N.o 21/P/15 Faz-se saber que no concurso público n.o 26/P/15 para o «Fornecimento e Instalação do Sistema Informático de Gestão de Sangue ao Centro de Transfusões de Sangue dos Serviços de Saúde», publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 31, II Série, de 5 de Agosto de 2015, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 3.º do programa do concurso público pela entidade que o realiza e que foram juntos ao respectivo processo. Os referidos esclarecimentos encontram-se disponíveis para consulta durante o horário de expediente, na Divisão de Aprovisionamento e Economato dos Serviços de Saúde, sita na Rua Nova à Guia, n.º 335, Edifício da Administração dos Serviços de Saúde, 1.o andar, e também estão disponíveis no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). A reunião de esclarecimentos terá lugar no dia 3 de Novembro de 2015, pelas dez horas (10,00) até doze horas
(12,00), no “Centro de Transfusões de Sangue de Macau” sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.º 335-341, Edifício “Hot Line”, 2.° Andar, Macau. O prazo para entrega das propostas no âmbito deste concurso público, foi alterado das 17,45 horas do dia 5 de Outubro de 2015 para as 17,45 horas do dia 17 de Novembro de 2015. A data de abertura das propostas foi alterada para o dia 18 de Novembro de 2015, pelas 10,00 horas, na sala do «Auditório» situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto ao C.H.C.S.J. Serviços de Saúde, aos 22 de Outubro de 2015 O Director dos Serviços Lei Chin Ion
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IN THE EASTERN CARIBBEAN SUPREME COURT IN THE HIGH COURT OF JUSTICE VIRGIN ISLANDS IN THE COURT OF APPEAL CIVIL APPEAL NO. BVIHCMAP 2013/0026 CLAIM NO: BVIHC 88 OF 2012 13 OCTOBER 2015 BETWEEN: NG MAN SUN
Appellant
and (1) PECKSON LIMITED (2) CHEN MEI HUAN Respondents _________________________ ORDER _________________________
Before: The Hon. Mr. Davidson Kelvin Baptiste Justice of Appeal The Hon. Mr. Paul Webster, Justice of Appeal The Hon. Mrs. Joyce Kentish/Egan, Justice of Appeal
CERTIFIED A TRUE COPY
________________________________ Notary Public Dated: 23 October 2015
Made: 29th September 2015 Entered: 23rd October 2015 UPON the Appellant’s appeal against the Order of the Honourable Mr Justice Edward Bannister QC (Ag.) dated 14 November 2013 (the “Appeal”); AND UPON HEARING Leading Counsel for the Appellant and Leading Counsel for the Second Respondent on 2 October 2014; AND UPON written reasons having been provided to the parties on 22 May 2015 for allowing the Appeal with costs; AND UPON the Court by Order dated 22 May 2015 directing a further hearing of the Appeal for the purpose of re-considering the Court’s written reasons in light of the advice of the Judicial Committee of the Privy Council in Nilon v Royal Westminster Investments [2015] UKPC 2; AND UPON FURTHER HEARING (1) Leading Counsel for the Appellant and Leading Counsel for the Second Respondent on 29 September 2015 and (2) Counsel for the Appellant and, by telephone, Leading and Junior Counsel for the Second Respondent on 2 October 2015 IT IS ORDERED that: 1.
The Appeal is allowed and IT IS DECLARED that the Second Respondent holds the 40,000 shares in Peckson Limited (the Shares) registered in her name on trust for the Appellant; The Second Respondent do forthwith execute a share transfer of the Shares in favour of the Appellant;
3.
Within 7 days the register of members of Peckson Limited be rectified by Peckson Limited to show the Appellant as the registered shareholder of the Shares or, in the event that the register has been lost or destroyed, Peckson Limited shall draw up a new register of members of Peckson Limited reflecting the Appellant’s ownership of the Shares as representing 80% of all the shares issued in Peckson Limited and such register shall stand as the definitive register of members;
4.
In the event of non-compliance with the order in paragraph 2 and/or paragraph 3 the Registrar of Companies is hereby appointed to do the acts therein ordered to be done;
5.
The Respondent do pay the Appellant’s cost of the Appeal and at first instance, such costs to go to detailed assessment if not agreed;
6.
The Appellant shall file written submissions within 14 days in support of his application for interim payment of costs on account and the Respondent shall have 14 days thereafter within which to file her written submissions in response.
7.
The Appellant shall abide by terms equivalent to those expressed in the Stop Notice dated 24th August 2012 and shall not transfer, sell, charge, dispose of or otherwise deal with the Shares as registered in his name until the determination of the Respondent’s application for leave to appeal to the Privy Council.
2.
DATED October 2015 BY THE COURT ___________________________ Deputy Chief Registrar
china
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Desemprego urbano continua nos 4%
O índice de desemprego urbano na China subiu para 4,05% no final de Setembro, ligeiramente acima dos 4,04% registados no mês anterior, anunciou ontem o ministério chinês dos Recursos Humanos e Segurança Social. Entre Janeiro e Setembro, o número de novos postos de trabalho criados nas zonas urbanas da China atingiu 10,66 milhões, indicou a mesma fonte. No programa apresentado em Março passado à Assembleia Nacional Popular chinesa, o primeiro-ministro Li Keqiang indicou que o índice de desemprego urbano não deveria exceder 4,5%.
Presidente francês visita a China na próxima semana O Presidente francês, Francois Hollande, faz uma visita de Estado à China na próxima semana a convite do seu homólogo chinês, Xi Jinping, com as alterações climáticas no topo da agenda, indicou fonte oficial. Hollande anunciou no passado mês que iria visitar a China com vista a promover “o sucesso da conferência climática”, que se realiza entre 30 de Novembro e 11 de Dezembro em Paris. O líder francês irá ainda deslocarse à Coreia do Sul para assinalar o 130.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.
Mar do Sul Pequim adverte Estados unidos
Navio agita águas
O
ministro dos Negócios Estrangeiros chinês advertiu ontem os EUArelativamente ao envio de um navio de guerra para águas territoriais do disputado arquipélago das Spratly, no Mar do Sul da China, cuja soberania é reivindicada por Pequim. Wang Yi afirmou que Washington não deveria “criar problemas do nada”, em referência à presença do contratorpedeiro USS Lassen, escoltado por aviões de reconhecimento da Marinha norte-americana, que navegou ontem dentro do perímetro de 12 milhas náuticas em torno do recife Subi, nas ilhas Spratly. “Estamos a confirmar este assunto. Se é verdade, recomendamos aos Estados
Unidos que pensem duas vezes antes de agir”, disse o chefe da diplomacia chinesa, em resposta a uma pergunta feita durante um seminário realizado em Pequim, citado pela agência oficial Xinhua. Fonte da Defesa norte-americana disse à AFP que um contratorpedeiro da Marinha dos Estados Unidos navegou ontem dentro do limite de 12 milhas náuticas das ilhas artificiais no Mar do Sul da China, entrando nas águas territoriais de pelo menos uma delas.
Ameaças e tensões
A tensão na região tem vindo a aumentar desde que a China transformou recifes da zona - também reivindicados por uma série de países vizinhos - em
“Estamos a confirmar este assunto. Se é verdade, recomendamos aos Estados Unidos que pensem duas vezes antes de agir” Wang Yi Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês
pequenas ilhas capazes de acolher instalações militares, num gesto que os Estados Unidos entendem como uma ameaça à liberdade de navegação. “Estamos a realizar operações de rotina no Mar do Sul da China em conformidade com a lei internacional”, disse a mesma fonte à agência noticiosa francesa, acrescentando que as forças norte-americanas operam na região Ásia-Pacífico numa base diária, incluindo no Mar do Sul da China. O recife Subi, localizado a 26 quilómetros de solo filipino, permaneceu grande parte do tempo submerso até que a China iniciou um projecto de construção, em 2014, e o transformou numa das suas ilhas artificiais, com capacidade para funcionar como pista de aterragem. As Spratly, um arquipélago rico em recursos marinhos e energéticos, são reclamadas total ou parcialmente, além da China, pelas Filipinas, Brunei, Malásia, Vietname e Taiwan.
Importações de ‘tablets’ chineses pela Coreia do Norte disparam
A
s importações de ‘tablets’ chineses pela Coreia do Norte dispararam até mais de 13 mil unidades em Agosto, reflectindo a crescente popularidade dos dispositivos no país. Pyongyang adquiriu em Agosto 13.530 ‘tablets’ chineses por 900 mil dólares, valor que contrasta com os poucos mais de mil comprados em Julho, informou
o jornal especializado NK News, em Seul, citando dados dasAlfândegas da China. O elevado número de Agosto representa três quartos dos 1,2 milhões de dólares gastos em todo o ano passado neste tipo de dispositivos, de acordo com a mesma fonte. Um especialista consultado pelo diário, citado pela agência Efe, atribui a
subida ao facto de a Coreia do Norte, que tem uma economia centralizada, adquirir este tipo de produtos em grandes quantidades e de os distribuir de seguida até esgotar o ‘stock’. Analistas acreditam que a Coreia do Norte importa os ‘tablets’ da China para os comercializar depois localmente como se fossem de origem nacional ou que
adquire os componentes do país vizinho e junta-os de forma a criar os seus próprios aparelhos. O NK News indicou ainda que, entre Janeiro e Agosto, a Coreia do Norte importou mais de 16 mil computadores portáteis, um número que representa o dobro face aos cerca de 7.500 que adquiriu em igual período do ano passado.
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Taiwan diz que a China se está a preparar para possível ataque
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China está a robustecer as suas forças armadas, que poderão ter em 2020 capacidade para atacar Taiwan, segundo o relatório de “Defesa Nacional 2015” publicado ontem pela ilha, onde se refugiou o antigo governo chinês. Apesar do aproximar dos laços políticos entre Taiwan e o continente chinês, a China “continua a acumular capacidade militar em grande escala, fomentando a ameaça de um conflito”, aponta o documento. Na última década, o orçamento militar chinês cresceu a um ritmo de dois dígitos, tornando-se o segundo maior do mundo, superado apenas pelo dos Estados Unidos. O documento sustenta que o reforço das forças navais e aéreas chinesas tem como intuito deter forças estrangeiras de intervirem em caso de invasão. “A China acredita que a interferência estrangeira será o seu grande obstáculo caso atacar Taiwan”, lê-se. pub
O ministério da Defesa considera que existe o risco de Taiwan “baixar a guarda”, devido ao crescente intercâmbio cultural e económico entre os dois lados. A China e Taiwan separaram-se após a guerra civil ter acabado no continente chinês, com a vitória do Partido Comunista e a proclamação da Republica Popular da China, em 1949. As relações entre ambos os lados têm melhorado desde que o atual Presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, ascendeu ao poder em 2008. Ma Ying-jiu, que está a terminar o seu segundo e último mandato como líder de Taiwan, deverá dar lugar à candidata da principal força da oposição, a presidente do Partido Democrático Progressista, Tsai Ing-wen, que é considerada pró independência.
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eventos
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LMA Projecto de Boi Akih apresenta jazz no domingo
De Nova Orleães a África
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Live Music Association (LMA) vai acolher um projecto musical inovador às 20h00 do próximo domingo. A iniciativa é do duo Boi Akih, composto pelo guitarrista
Niels Brouwer e a cantora Monica Akihary. O concerto de domingo integra-se na digressão do colectivo pela China e conta com a participação dos músicos locais Ryoma
Ochiai – que junta música tecno com tribe –, o duo de portugueses Carlos & Beto e Martijn Grootendorst, Yedo Gibson e Vasco Trilla. Os bilhetes custam 150 patacas e podem ser adquiridos no
Centro de Design de Macau e na Livraria Portuguesa.
Caldeirão cultural
O grupo, formado em 1996, desenvolveu um “repertório distinto” através da fusão de várias culturas musicais incluindo jazz das Moluccas, Sunda, Bali e Holanda e música clássica da Índia com um toque de tradicional africana. No website oficial dos Boi Akih, é possível ter acesso a um sem número de vídeos dos seus concertos. Neles impera o improviso e uma mistura de jazz com músicas tradicionais étnicas e texto falada. “Exploração do som, formas de composição, improvisação e performance têm sido facetas essenciais desde o início”, refere a banda no website. A manutenção das tradições surge incorporada em sonoridades contemporâneas, ressuscitando até línguas que hoje em dia são pouco usadas. É o caso da língua materna do pai de Akihary, Moluccan. Dois anos depois da criação, o colectivo tem vindo a desenvolver trabalho com linguistas alemães e australianos. O intuito, dizem, é o de não deixar morrer a língua. Os Boi Akih têm participado numa série de festivais internacionais de jazz, como é o caso do BerlinJazz Fest, do Jazz Sous Les Pommier, European Jazz Nights Oslo, Awesome Africa Music Fest ou o Kilkenny Arts Fest. Em 2007, foi-lhes atribuído o prémio de Melhor Disco de Jazz do Mundo ao CD Yalelol. O duo é fiel à discográfica alemã ENJA. L.S.M.
Poesia Livraria Portuguesa recebe poetas franceses
A Livraria Portuguesa abre as suas portas a um evento promovido pela Alliance Française que pretende unir dois poetas franceses num momento que se espera cultural e poético. Com Philippe Beck e Béatrice Machet, dois poetas franceses, a livraria recebe um ciclo de leitura de poesia, hoje, às 19h00 com entrada livre. Ultrapassando mais de uma dezena de obras publicadas, Philippe Beck é poeta, filósofo e escritor de poesia contemporânea com vários prémios atribuídos. A sua primeira obra surgiu em 1996 e desde então já escreveu mais de 14 livros. Machet é professora na Universidade de Macau.
À venda na Livraria Portuguesa A Última Viagem do Lusitania • Erik Larson
A 1 de maio de 1915, no décimo mês da Primeira Guerra Mundial, um navio de luxo partiu de Nova Iorque rumo a Liverpool, com um número recorde de crianças e bebés a bordo. Os passageiros sentiam-se estranhamente à vontade, mesmo após a Alemanha ter declarado as águas em redor da Grã- Bretanha como zona de guerra. Os navios alemães aterrorizavam, desde há meses, o Atlântico Norte, mas o Lusitania era um dos transatlânticos mais rápidos que existiam, e o seu capitão, William Thomas Turner, depositara toda a sua confiança na conduta de guerra que, durante um século, tinha mantido os civis protegidos de ataques. No entanto, a Alemanha estava determinada a mudar as regras do jogo e Walther Schwieger, capitão do Unterseeboot-20, não tinha quaisquer problemas com isso. Detritos, a possibilidade de nevoeiro e um segredo muito bem guardado, entre outros, convergiram para que se desse um dos maiores desastres de sempre. Entusiasmante e relevante, “A Última Viagem do Lusitania” capta o drama e o poder emocional de um episódio trágico cujos pormenores profundos e o seu real significado foram, durante décadas, obscurecidos pela História.
Dança Projecto Unitygate espalha ac
Unidos é que O projecto Unitygate volta a Macau, desta vez acontecendo também em Taiwan, Hong Kong e Guangdong. Pelas mãos das coreógrafas Sandra Battaglia e Stella Ho, o projecto desdobra-se numa série de actividades como espectáculos, workshops e palestras sobre arte contemporânea
O
projecto Unitygate, que junta as académicas de dança portuguesa Amálgama e a local Stella & Friends, chega novamente ao território. Macau foi, juntamente com Guangdong, Hong Kong e Taiwan, o local escolhido para a realização da segunda fase deste projecto, dedicado a reforçar a ponte entre o Oriente e o Ocidente e que promove o intercâmbio cultural entre artistas e amantes da arte contemporânea. Como? Através da
realização de palestras, cursos e workshops, actividades e espectáculos. O Unitygate é maioritariamente dedicado à dança, uma vez que a organização é especialista no tema, mas foca também outras áreas culturais. A primeira fase do projecto teve lugar em Portugal, até 10 deste mês, e a próxima etapa começa a 6 de Novembro e encerra a 29 do mesmo mês. Algumas das actividades são pagas e os interessados deverão inscrever-se em programas que tenham lugares limitado. É o caso de palestras e workshops.
A dança que nos une
A Unitygate pretende promover trabalho “baseado na convergência das culturas através de um programa anual de intercâmbio artístico e cultural entre o Oriente e o Ocidente”, tendo como lema a unidade na diversidade. “Os objectivos gerais são promover a criatividade, a troca de conhecimentos e competências no desenvolvimento artístico e pessoal, numa aprendizagem continua com e através da Arte”, aponta
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
1975 - O Ano que Terminou em Novembro • António Luís Marinho, Mário Carneiro
1975: O ano de todos os perigos em Portugal.- Revelações dos arquivos de Kissinger!! - Texto inédito do general Ramalho Eanes - Frases e acontecimentos para a História «O voto do Povo Português não vai ser exercido contra a liberdade; tem de ser exercido pela liberdade. Nós não vamos perder, por via eleitoral, aquilo que tanto tem custado aos Portugueses.» Vasco Gonçalves «Tão bom socialista é aquele que vai à Missa como aquele que não vai.»Mário Soares, em campanha «E digo-lhe mais: em Portugal, doravante, não existirá qualquer hipótese para a instauração de uma democracia como as que se conhecem na Europa Ocidental. Nunca mais!»Álvaro Cunhal, entrevista a Oriana Fallaci «É tarefa de génios gizar uma Constituição Revolucionária tão avançada que não seja ultrapassada [...] tão justa que seja digna dos trabalhadores de Portugal.» Costa Gomes, na abertura dos trabalhos da Constituinte.
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ctividades por Macau até fim de Novembro
e nos entendemos
“Os objectivos gerais são promover a criatividade, a troca de conhecimentos e competências no desenvolvimento artístico e pessoal, numa aprendizagem continua com e através da Arte” Para Sandra Battaglia, a coreógrafa e fundadora da companhia Amálgama e deste projecto, a ideia passa muito por relembrar o mundo da ligação centenária que junta Portugal e Macau nos livros de História dos mais novos. Em comunicado, a organização prevê que o projecto chegue até aos EUA, à Suécia e à Índia já em 2016.
Programa pela Ásia
a organização no seu website oficial. À conversa com a fundadora da companhia de dança Stella & Artists, de nome homónimo, é possível perceber
que há uma troca de ganhos com este projecto. “Enquanto colectivo, somos muito pequenos e, sinceramente, não com um nível tão avançado com outras
companhias internacionais. Com esta parceria, o nosso objectivo é melhorar as nossas competências enquanto profissionais e elevar o grau do nosso trabalho”, conta Stella Ho.
CRED-DM Violência doméstica debatida hoje
O
Centro de Reflexão, Estudo e Difusão do Direito de Macau (CRED-DM), da Fundação Rui Cunha, realiza, hoje, uma conferência subordinada ao tema “Violência Doméstica: um desafio para a sociedade de Macau”. A entrada é livre e o momento tem início às 18h30. Na mesa de debate irão estar três académicos de Macau e Portugal. Teresa Magalhães, doutorada da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, acompanha a professora do Instituto Politécnico de Macau (IPM) e activista bem conhecida desta causa Cecília Ho, juntamente com o professor da Faculdade de Direito da Universidade de Macau Teng Pio Iau. Enquanto o Governo prepara a nova Lei da Violência Doméstica, o tema volta a ganhar força, e não apenas pelos
números oficiais terem aumentando em 2014, cerca de 47% relativamente a 2013, mas também pelo atraso da proposta em chegar à Assembleia Legislativa. “Muito embora, ainda, estejamos longe de um consenso relativamente à qualificação de todos os actos de violência doméstica como crimes públicos, uma coisa já foi conseguida: é urgente reforçar as medidas de prevenção, punição e protecção através da acção legislativa, ora em análise. É, pois, por tudo isto que o CRED-DM e a Fundação Rui Cunha voltam a associar-se à discussão, abrindo as suas portas a um debate que se pretende vivo, positivo e acima de tudo frutífero”, pode ler-se na nota da Fundação à comunicação social. A conferência integra o ciclo “Reflexões ao Cair da Tarde”. F.A.
A edição deste ano conta com uma vinda a Macau para um ciclo de conferências, seguido de uma performance do espectáculo “Revival” num dos festivais de danças mais conhecidos do mundo, o Guangdong Dance Festival, mesmo aqui ao lado, a 10 de Novembro. Dia 13 o projecto volta ao território, com uma pub
sessão de artes aberta de música, poesia e dança, das 19h00 às 21h00 na Fundação Rui Cunha. Tal como o HM já havia noticiado, às 16h00 e às 17h00 de dia 14, a Unitygate apresenta os espectáculos OUTSI(T)E nas Ruínas de S. Paulo, englobado no festival Fringe. No dia seguinte, o mesmo projecto estará no Leal Senado. Os debates sobre arte, da Unitygate, acontecem no dia
17, das 19h às 21h00 no Albergue SCM. As conferências discussões sobre Teatro Físico, um show de vídeo dança e a inauguração da mostra Sinergia. O resto do calendário reserva-se a Hong Kong e a Taiwan. O território vizinho vai acolher espectáculos de improviso de dança das 10h00 às 11h30 e das 13h00 às 15h00 de dia 19, no i-Dance HK, teatro Y-Space, em Kwai Chung. O teatro Kwai Tsing acolhe, às 20h00 dos dias 20 e 21, dois espectáculos distintos de improviso. O primeiro é o Land 60 e o segundo chama-se New Dance Platform. No dia 22, o Unitygate apresenta Dancing All Around, em Kam Tin, e Dance Under The Sky, dos Land 61. Ambas as performances acontecem no espaço i-Dance HK. Esta iniciativa conta com o apoio de uma série de empresas e instituições, como são a Fundação Oriente, a Casa de Portugal, a Fundação Rui Cunha, entre várias outras. Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
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WANG CHONG
王充
OS Discursos Ponderados DE WANG CHONG
Erros a respeito da Via – 11 & 12
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ó os dragões podem, sem bater as asas, elevar-se assim nos ares e cavalgar as nuvens. Talvez pudéssemos acreditar naquela história se Lu Ao tivesse mencionado as asas daquele personagem, mas ele nada disse sobre isso: como fez então para se sumir nas nuvens? Para mais, dizem-nos que todos aqueles que se tornam suficientemente ligeiros para desaparecer nas nuvens o fazem graças a uma alimentação que difere da dos humanos. Os dragões não comem o mesmo que as serpentes e, por isso, os seus movimentos ascensionais diferem dos das serpentes. Dizem-nos que aqueles que cultivam a Via consomem as essências do metal e do jade, ou as flores púrpuras dos cogumelos mágicos. Graças a esses alimentos extremamente refinados, os seus corpos aligeiram-se, o que lhes permitira transformar-se em imortais. Mas o nosso personagem consumia ostras, como os homens comuns. Nada indica uma alimentação refinada. Como poderia então, num salto, subir ao Céu? Ouvi dizer que quem se alimenta de qi não come coisas sólidas, e quem come coisas sólidas não se alimenta de qi. Como o nosso personagem consumia coisas sólidas, logo não consumia qi, de tal modo que não poderia aligeirar-se para subir pelos ares. ***
Talvez Lu Ao tenha inventado esta absurda história porque a sua demanda da Via e dos imortais, a despeito da sua viagem nesses longínquos ermos setentrionais, não deu qualquer fruto. Talvez temesse perder a face ao regressar a casa, ou que criticassem o seu inevitável falhanço. Ao contar o seu encontro com aquele personagem, quereria fazer crer que os imortais existiam realmente e que se não tinha ele próprio atingido a Via era por não ter chegado ainda o seu tempo. Liu An, príncipe de Huainan, morreu por se ter revoltado. Nesse caso, tratam-se de eventos conhecidos em todo o Império e que alguns viram mesmo com seus olhos. No entanto, os livros dos letrados dizem sem compunção que teria atingido a Via, transformado em imortal e ascendido ao Céu com os seus cães e galinhas! Quão mais fácil a tarefa de Lu Ao que, estando completamente só, isolado em ermo perdidos, pode forjar sem pejo esta misteriosa história! Como veremos, isto não difere em nada da história de Xiang Mandu, originário de Pufan no comando de Hedong [no sudoeste do actual Shanxi]. Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho
Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.
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Cineteatro
O que fazer esta semana Hoje Conferência sobre violência doméstica Fundação Rui Cunha, 18h30 Entrada livre Conversa “Arquitectura ou Revolução” Centro de Indústrias Criativas, 18h30 Entrada livre
yuan
1.25
Cinema
Bridge of spies Sala 1
Goosebumps [b]
Filme de: Rob Letterman Com: Jack Black, Dylan Minnette, Odeya Rush 14.30
Sala 3
Our times [b]
Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Ding Sheng Com: Andy Lau, Liu Ye, Wu Roufu, Wang Qianyuan 16.30, 19.15, 21.45
Sábado
Filme de: Steven Spielberg Com: Tom Hanks, Mark Rylance, Amy Ryan, Alan Alda 14.30, 16.45, 21.30
Sala 2
Bridge of spies [B]
crimson peak [C]
Filme de: Guillermo Toro Com:Mia Wasikowska, Jessica Chastain, Tom Hiddleston 14.30, 21.30
Goosebumps [b]
Filme de: Rob Letterman Com: Jack Black, Dylan Minnette, Odeya Rush 16.45, 19.30
Aconteceu Hoje
28 de outubro
Começa a Lei Seca
Fado com Denise Mourato e François Girouard Hotel Sheraton, piscinas, 19h00 às 21h00 Entrada livre
Diariamente Exposição de Arte Contemporânea de Alex da Silva (Cabo Verde) Clube Militar (até 31/10) Entrada livre Exposição “Caminhada, Coração, Cidade” Residência Consular (até 8/11) Entrada livre World Press Photo Casa Garden Entrada livre Exposição “Funguli” Casa de exposições temporárias da Taipa (até 8/11) Exposição “Aguadas da Cidade Proibida”, de Charles Chauderlot (até 07/2016) Museu de Arte de Macau Entrada a cinco patacas
h o j e h á f i l m e “Relatos Selvagens” (Damian Szifron, 2014) “Relatos Selvagens” é um filme atípico argentino que não conta só uma história, com um guião e os seus personagens com dramas e comédias. São várias histórias que, de tão diferentes, acabam por ter o factor tragédia a uni-las. Com produção de Pedro Almodôvar, “Relatos Selvagens” representa uma boa forma de fazer cinema. Andreia Sofia Silva
Exposição “Suspensão”, de Hoi Chong (até 31 outubro) Creative Macau Entrada livre
• A 28 de Outubro de 1919 começa a Lei Seca, nos EUA. Esta lei impede a venda de bebidas alcoólicas. Na história dos Estados Unidos, a Lei Seca caracteriza o período de 1920 a 1933 durante o qual a fabricação, transporte e venda de bebidas alcoólicas para consumo foram banidas nacionalmente, como estipulou a 18ª emenda da Constituição dos Estados Unidos. Num primeiro momento, houve um grande apoio à medida, mas, depois, o comércio e consumo ilegal de bebidas tornaram-se corriqueiros, com o governo a fazer vista grossa à questão. Traficantes e comerciantes ilegais, como Al Capone, em Chicago, montaram grandes esquemas que lucravam com o consumo ilegal. A medida só seria revogada no governo de Franklin Roosevelt. Em geral, maneiras informais de controlo do consumo tanto individual quanto na comunidade ajudaram a manter a expectativa de que o abuso de álcool era inaceitável. “A embriaguez era condenada e punida, mas apenas como um abuso de uma bênção divina. A bebida em si não era considerada culpada, da mesma maneira que não se culpa a comida pelo pecado da gula. Excesso fazia parte de uma indiscrição pessoal.” A Lei Seca entrou em vigor em 1920, com o objectivo de salvar o país de problemas relacionados à pobreza e violência. A lei vigorou por 13 anos. O efeito causado pela lei foi totalmente contrário do que era esperado. Ao invés de acabar com o consumo de álcool e com os problemas sociais, entre outros problemas, a lei gerou a desmoralização das autoridades, o aumento da corrupção, explosões da criminalidade em diversos estados e o enriquecimento das máfias que dominavam o contrabando de bebidas alcoólicas. Neste dia, em 1922 Benito Mussolini toma o poder em Itália. Começa a ditadura fascista. O italiano liderou o Partido Nacional Fascista e é creditado como sendo uma das figuras-chave na criação do fascismo. Tornou-se o primeiro-ministro da Itália em 1922 e começou a usar o título Il Duce desde 1925. Após 1936, o seu título oficial era “Sua Excelência Benito Mussolini, Chefe de Governo, Duce do Fascismo e Fundador do Império”. Mussolini também criou e sustentou a patente militar suprema de Primeiro Marechal do Império, tendo controlo supremo sobre as forças armadas da Itália. Mussolini permaneceu no poder até ser substituído em 1943, por um curto período, até a sua morte, foi o líder da República Social Italiana.
fonte da inveja
João Corvo
Aceitar a realidade é um acto bondoso até porque
ela tem imensa dificuldade em nos aceitar a nós.
opinião
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Aurelio Porfiri
Alejandro González Iñárritu, Birdman: Or (The Unexpected Virtue of Ignorance)
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El Dorado
O
facto de estar actualmente longe de Macau dá-me uma certa vantagem, na medida em que me permite ter um distanciamento que acaba por ser saudável. Será que algum dia terei visto Macau como o El Dorado da eterna juventude? Certamente que não, mas um artigo de Kate Springer fez-me pensar sobre o assunto. O artigo publicado a 22 de Outubro, na secção de viagens em bbc.com, intitulava-se “Segredo chinês da longevidade” e, adivinhem só; Macau era o local onde procurar esta misteriosa “poção”. Segundo as mais recentes estatísticas, nas últimas décadas, Macau tem vivido um período de prosperidade sem precedentes, acompanhado por um aumento da esperança de vida, pelo que nos sentimos muito gratos. Mas as estatísticas apenas revelam parte da realidade. O artigo desenvolve-se em torno do Sr. Chan, de 90 anos de idade, habitante de Coloane. Este senhor está, basicamente,
muito agradecido à indústria do jogo por lhe permitir manter o seu estilo de vida. Senão, vejamos: “Passei a maior parte da minha vida fora,” afirmou Chan, que tem oito filhos e dez netos. “Sento-me com a minha mulher no paredão e ficamos a admirar a paisagem. Passamos os nossos dias felizes.” Chan atribui a sua longevidade, a uma vida feliz e rotinas simples (e ainda a uma dieta rigorosa à base de arroz e alho) – e parece que este nonagenário está longe de ser um caso raro”. Assim, a tese da jornalista da BBC é a seguinte: o resultado do desenvolvimento, devido às verbas da indústria do jogo, é ... poder viver uma vida bucólica. Mesmo que implique a degradação total da cidade. Mas,
a imagem do velho Sr. Chan e da sua mulher a admirarem a paisagem, faz-nos esquecer as pessoas que se arruinaram por causa do jogo, uma cidade que para além do jogo não tem outros recursos de valor e, ainda, os jovens que só encontram significado no dinheiro e na ambição material. Claro que a longevidade é um factor positivo e, pessoalmente, desejo que o Sr. Chan e a sua esposa ultrapassem os 100 anos de idade. Mas detecto uma contradição na mensagem que passa no artigo; se uma maior riqueza serve para que tenhamos uma vida bucólica com estilo, não é necessário esforçarmo-nos para fazer evoluir a economia, podemos
“A imagem do velho Sr. Chan e da sua mulher a admirarem a paisagem, faz-nos esquecer as pessoas que se arruinaram por causa do jogo, uma cidade que para além do jogo não tem outros recursos de valor e, ainda, os jovens que só encontram significado no dinheiro e na ambição material”
pura e simplesmente voltar ao campo. Será que o Sr. Chan (e a jornalista) sabe o preço que é preciso pagar para que, ele e a sua mulher, possam ter todos os dias arroz e alho? “Embora esteja actualmente numa curva descendente, o jogo manteve durante anos a economia à tona d’água. Só no ano passado as receitas do jogo representaram 80% do PIB e, os impostos pagos pela indústria, constituíram a grande fatia do bolo fiscal. “Todos os turistas que visitam Macau vão aos Casinos. O que é óptimo,” continua Chan. “É assim que o governo consegue tomar conta de nós”. Parece pois que as vantagens pessoais se sobrepõem às desvantagens colectivas. No artigo são ainda mencionados os netos e os sobrinhos-netos do Sr. Chan. A maior parte deles, se tiverem possibilidade, hão-de querer ir estudar para o estrangeiro e fugir a influências vindas do mesmo meio que permite ao Sr. Chan e à sua esposa continuarem a desfrutar de uma vida singela. Em termos de vida a quantidade é importante, mas a qualidade, não será também?
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“The European Union (EU) is going through hard times. Some would even go so far as to claim that it is in the midst of a serious survival crisis. There has also been growing apprehension regarding whether the euro itself, and the EMU of which it is the jewel in the crown, can survive. Moreover, many people and governments, especially in Germany, the Netherlands and the UK, are unhappy with the increasing number of immigrant workers coming to them from the new Member States.” The European Union Illuminated: Its Nature, Importance and Future Ali El-Agraa
A
Itália, ao contrário de outros países europeus estava dividida em inúmeros Estados independentes. A marcha da História foi no sentido da unificação. Qual teria sido o poder de negociação da República de Veneza contra as potências que representavam nessa altura a França e a Grã-Bretanha? O mundo, presentemente, reduziu-se ainda mais, e põe directamente em relação económica, e concorrência social, grandes países, livres na sua política, e Estados médios, condicionados na sua. O combate é desigual, a não ser que se criem regras de jogo tão claras que o intercâmbio comercial se torne leal. Mas essas regras implicavam uma única moeda ou um sistema de câmbios fixos, em que muitas vezes, com efeito, os desvios permanentes que se observavam nas paridades das moedas vinham confundir os valores relativos do trabalho dos homens. A experiência das décadas de 1980 e 1990 foi a de sobrevalorizações e subvalorizações sistemáticas das moedas nacionais. A mesma exigência que levava à unificação dos países divididos em territórios independentes levou a pretender unir num conjunto homogéneo pequenos e médios Estados, para constituírem um espaço suficientemente poderoso para dispor de todos os atributos de soberania. A dinâmica era clara e foi no sentido da História. Mas o processo tem sido complexo, pois põe em jogo, simultaneamente, o político, o económico e o social. A sua relativa rapidez fez com que a redistribuição dos poderes que implica surgisse à luz do dia. Como é possível imaginar que aqueles que detêm poderes, ou pensam detê-los, fiquem sem reacção? E pouco importa se trate de trocar um poder formal por um poder real. O simbólico é importante, e os atributos do poder contam mais, por vezes, do que o seu exercício real. Certas resistências à Europa explicam-se deste modo. Um segundo elemento, essencial, deve ser tomado em conta. Refere-se à filosofia que preside à unificação europeia. Que esta seja inevitável não significa que as suas modalidades sejam as únicas. A unificação dos Estados foi um processo político, voluntarista, dirigista. A união económica e monetária, pelo contrário, pro-
Frank Capra, It’s a Wonderful Life
Que Europa se pretende?
vém de uma outra concepção. A revolução conservadora que se apoderou da Europa, na viragem da década de 1970 e 1980, levou à afirmação do primado do mercado sobre a vontade política, do liberalismo sobre a democracia. A Europa seria um grande mercado como é; a teoria económica afirmava que dele adviriam grandes vantagens, em termos de eficiência, de factores de progresso e, consequentemente, de produtividade e competitividade. Era preciso organizar esse mercado segundo os cânones da concorrência e deixar à flexibilidade espontânea dos preços e dos salários o cuidado de regular os desequilíbrios. A opção era, pois, a de políticas virtuosas,
não intervencionistas, financeiramente equilibradas. No frontispício de Maastricht encontravam-se abstracções como o mercado, a concorrência, a moeda, e proibições como a inflação e os défices públicos. Tratava-se sem dúvida, de uma magistral falha de comunicação. Os povos esperavam ser aliviados das dificuldades da sua vida quotidiana, da ausência de futuro provocado pelo desemprego maciço. Em vez de lhes falar de melhoria do seu nível de vida, erradicação do desemprego, realização pelo trabalho, anunciava-se-lhes, como solução para os seus males, a moeda única, dizendo-lhes que a porta seria estreita e que haveria muitos candidatos mas poucos eleitos.
A moeda, por essencial que seja, é, como dizia Hegel a “abstracção de uma abstracção”, visto que é um equivalente geral, a abstracção concretizada de todas as necessidades humanas. Evidentemente que estas duas posições não são mutuamente exclusivas mas são complementares. Mas a moeda foi anunciada como algo prévio ao crescimento, a virtude como condição necessária, mas não suficiente, da solução para o problema do emprego. Os mercados financeiros e cambiais, ao mesmo tempo, em busca de lucros fáceis, entregavam-se à especulação, retendo uma parte cada vez maior do esforço dos países. Faziam-se dançar as moedas, desfazendo, num instante, o resultado dos esforços de
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jorge rodrigues simão
anos de rigor. Ao mesmo tempo também, cada um confessava a injustiça que constituía o nível historicamente elevado das taxas de juros: a miséria, o medo do desemprego, a estagnação do nível de vida, o marasmo dos negócios, tudo isso servia para distribuir rendimentos consideráveis aos detentores do capital financeiro. É claro, a Europa era uma moda, uma meta que podia voltar a dar esperança às pessoas; a unificação é portadora de novas solidariedades. Mas poderia e deveria ter-lhe sido dado um rosto mais atraente. A palavra Europa está hoje, mais do que ontem, carregada de múltiplas conotações. Algumas são negativas, pois o período mais recente apresentou a Europa
“A única, a verdadeira justificação económica da construção europeia, é que ela tem por desiderato aumentar o bem-estar dos povos, isto é, o seu nível de vida e as suas oportunidades de emprego. Não é procurar a virtude financeira em detrimento da coesão social”
mais como uma imposição do que como um futuro. Outras são positivas, como a pacificação de uma região turbulenta do mundo, mas pertencem ao passado. Outras continuam a ser interrogativas; a Europa, potência económica, irá deixar que continue a desenvolver-se no seu seio o mais grave dos males e também o mais pernicioso que uma democracia pode conhecer em tempo de paz que é o desemprego maciço? A Europa dos vinte e oito, encerrada nos seus egoísmos mas aspirando ao poder político, irá assistir passivamente à pauperização da Europa do Sul e Oriental, postergar a adesão dos países dos Balcãs, da Turquia e deixar morrer a Ucrânia dividida, à escalada dos nacionalismos, dos conflitos extremistas e étnicos e das divisões entres os seus Estados-membros, que tanto a fizeram sofrer no passado? Hoje, todas estas e outras conotações retiram ao conceito de Europa a sua modernidade. A construção europeia foi fértil nas três décadas que se seguiram à Segunda Guerra Mundial; permitiu aos Estados-membros enfrentar melhor o seu destino, porque era, simultaneamente, um projecto político, económico e social. Em pouco tempo, transformou-se numa das regiões mais ricas do mundo, mas também numa das regiões onde a protecção social estava melhor garantida. Daí em diante, tem vindo a perder fôlego, a cooperação necessária entre os países da Europa diminuiu nos momentos em que a sua necessidade mais se fazia sentir. Perante a adversidade, isto é, face aos choques múltiplos que caracterizaram as últimas décadas, a frente comum esboroou-se. O facto de os países europeus serem concorrentes na competição internacional fez muitas vezes esquecer que eram solidários, pela comunhão dos seus interesses a longo prazo e, .com ou sem razão, a Europa foi vista mais como um projecto financeiro virtuoso do que como um destino mobilizador dos povos. Isso é grave. Mais do que nunca, a Europa é um imperativo essencial. Se nos desviarmos dele, mesmo que, no imediato daí retiremos alguns benefícios, o futuro tornar-se-á mais sombrio, politicamente, mas também economicamente. Porque o mundo em que entrámos é um mundo em que as políticas nacionais têm cada vez menos efeito nos desequilíbrios nacionais. Quando o têm, é, quase sempre, em detrimento de outros países. O remédio é então ilusório, pois cedo ou tarde, os outros países retirarão as suas lições, e as suas reacções restabelecerão a situação, anterior na melhor hipótese e, na pior hipótese, agravá-la-ão. Uma casa só pode permanecer aberta se o ambiente exterior não lhe for hostil. O mesmo sucede com um país. O projecto comunitário convida os Estados-membros a dominarem conjuntamente o seu mundo exterior, dentro
perspectivas
e fora da Europa, a controlá-lo melhor para, em conjunto, tirar dele melhor partido. As tendências do presente que se fazem sentir vão num sentido oposto. Como chegámos aqui? Seria ridículo afirmar que os governos europeus são os únicos do planeta que não são sensíveis ao agravamento do desemprego. Pelo contrário, tudo indica que se trata para eles de uma preocupação constante. Também não se tornaram repentina e dogmaticamente monetaristas. A hipótese a formular é que o cimento da construção europeia, na década de 1980, foi exclusivamente monetário; que a coordenação entre países europeus foi feita apenas em torno da manutenção das paridades fixas; que isso, evidentemente, era desejável mas que, por falta de coordenação dos outros elementos de política económica, só podia ser feita em detrimento do desemprego. É de ter consciência do carácter parcial, e por isso injusto, quiçá desta hipótese, na medida em que nada diz sobre as dificuldades reais das políticas nesse período, nomeadamente em função das estratégias de não cooperação conduzidas nas outras regiões do mundo, sobretudo nos Estados Unidos. Mas ela contém uma parte de verdade, pois no essencial, os países europeus só se puseram de acordo explicitamente e institucionalmente num único objectivo, a desinflação, e a partir daí, a construção europeia foi julgada apenas em função da satisfação desse objectivo. A Europa foi construída a partir do início da década de 1980 sob o signo do dinheiro caro. Há qualquer coisa de estranho, de surrealista mesmo, em pensar que os destinos dos seus povos ficava frequentemente suspenso do anúncio de decisões respeitantes à taxa de juro de uma instituição nacional cuja missão exclusiva era a de zelar pelos interesses nacionais pelos quais era responsável. A lição é dura e só se pode compreender o presente e preparar o futuro relembrando os erros do passado, que infelizmente muitos repetem-se, apesar de circunstancialismos distintos, mas a lição faz lembrar a fábula das abelhas de Mandeville em que a procura sistemática da virtude financeira tem-se revelado contraproducente. O que provocou a explosão do SME foi a obstinação em mantê-lo intacto por razões de credibilidade, muitas vezes contra o bom senso. Querer verdadeiramente a Europa implica que não nos enganemos de objectivo. Caso contrário, os acontecimentos se encarregarão de desfazer os dogmas, de fazer vergar as instituições que abanam, por muito inteligentes que sejam. A única, a verdadeira justificação económica da construção europeia, é que ela tem por desiderato aumentar o bem-estar dos povos, isto é, o seu nível de vida e as suas oportunidades de emprego. Não é procurar a virtude financeira em detrimento da coesão social.
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Fernando Eloy | 义來
chá (muito) verde
F
ui alertado nestes dias, sem dúvida com a melhor das intenções, por alguém dos que têm paciência para ler estes “textículos” que vou publicando nestas páginas, para o tom com que os escrevo. Ou seja, revelam-me como um tipo problemático, destrutivo, pelo que devia moderar, quiçá ser mais positivo, quiçá não falar das coisas que me desagradam mas sim das que me agradam, pois nesta terra a crítica é mal vinda e só me pode trazer problemas. Não devia chamar nomes feios às cadeiras (como fiz na passada semana) e fui mesmo confrontado com o princípio/interrogação “se não gostas, que estás aqui a fazer?” A minha reacção a este tipo de discurso é a seguinte: entre abrir uma ourivesaria para dourar pílulas e continuar a escrever como faço, prefiro a última e apenas faço esta referência por acreditar existirem outros que julgarão que nutro algum ódio de estimação por Macau, pelo governo de Macau ou por quaisquer outras pessoas ou entidades que foram, ou venham a ser, alvos da minha suposta raiva, ou ainda que imaginem que me alimento exclusivamente a sais de fruta, tamanha a acidez que por aqui vai. Pois bem, em relação ao nome chamado às cadeiras reconheço a minha indelicadeza, pois a culpa não foi delas, inanimadas que são não escolhem nem destino nem os rabos que acolhem, ao contrário dos da nossa espécie. Nesse sentido, peço desde já desculpa a todas as cadeiras que estiveram presentes na Fortaleza do Monte, respectivas famílias e móveis amigos. Em relação ao resto, não mudo nem uma vírgula, nem uma nota. Posso ser sarcástico mas não destrutivo ou, pelo menos, não é essa a minha intenção. Critico mas explico porquê. Sou assim, não sou de outra forma nem vou travestir-me de ourives para conseguir abrir putativas portas que, de outra forma, se manterão fechadas. A única coisa que deixamos nesta vida é memória e a escrita é um dos melhores repositórios dela, pelo que há-de fazer-me jus tal como sou, bom ou mau, com mais ou menos chá, sem favores nem salamaleques, sem vénias nem requebros, com pontos de exclamação e muitas interrogações, doa a quem doer. Mesmo que me doa a mim. Entendo também que só critica quem gosta, ou se preocupa, e a ideia do “se não gostas vai-te embora” é a negação de tudo em que eu acredito. É a própria negação de Macau que precisa dos que cá ficam e não dos que a usam como barriga de aluguer. Só criticamos
F. W. Murnau, Nosferatu
Destrutivo, menos destrutivo e os diabos portugueses segundo Barrica
quando nos preocupamos pois não há nada pior do que a indiferença. Macau não me é indiferente, muito pelo contrário. É a minha casa, é onde tento fazer a vida desde há 14 anos, é onde me alimento e durmo, tão bem quanto possível. Macau e a suas gentes, merecem-me o maior respeito e carinho. Para ambos desejo a melhor vida possível, mas rejeito subterfúgios; este mundo já
A única coisa que deixamos nesta vida é memória e a escrita é um dos melhores repositórios dela, pelo que há-de fazer-me jus tal como sou, bom ou mau, com mais ou menos chá, sem favores nem salamaleques, sem vénias nem requebros, com pontos de exclamação e muitas interrogações, doa a quem doer
está impregnado que chegue dessa forma execrável de expressão. Acredito também no princípio de “Um País, Dois Sistemas”, que nestas páginas já tive oportunidade de classificar como uma das ideias políticas mais brilhantes de sempre. Deng Xiao Ping quando a imaginou, com certeza não quereria a lei da rolha para Macau, não pretenderia que olhássemos para o lado quando o rei vai nu, não pretenderia que deixássemos de ser críticos pois a crítica abre as portas à criação, e no dia em que tivermos que deixar de ser nós próprios, no dia em que nos tivermos de calar por receio de eventuais poderes invisíveis que nos aferrolham portas, seja em Macau, ou noutro qualquer lugar, nada mais faz sentido. Pronto. Está dito. Voltando ao Festival de Artes de Macau, ou antes ao que o Festival poderia ser e não é, cabe-me reconhecer, por oposição, a Festa da Lusofonia organizada pelo IACM (entidade que já aqui critiquei fortemente em mais do que uma ocasião) como um dos melhores eventos que por cá vamos tendo. Ao passo que o Festival de Artes carece especialmente dos nomes que escolhe para actuarem, na Festa da Lusofonia é indiferente o elenco porque as pessoas encarregam-se de a fazer, em liberdade e à vontade como deve de ser. Foi um belo fim de semana! Obrigado IACM pela festa mas um pouco mais de tolerância com a hora de fecho não seria mau, pelo menos no sábado. Afinal de contas, andamos a vender a capital mundial do entretenimento ou a do recolhimento?
Os diabos portugueses de barrica
Como ser uma potencial persona non grata em Macau não me chega, para dar vazão à minha hiper-dimensionada bílis vou ter de ser mais ambicioso, chegar mais longe, para lá do mar, ainda para além da Taprobana e pegar nas palavras do Embaixador da República (Im)Popular de Angola em Lisboa, José Marcos Barrica, que disse, e cito: “O problema do cidadão Luaty é apenas um pretexto para fazer ressurgir aquilo que em Portugal sempre se pretendeu: diabolizar Angola”. Caro embaixador Barrica, em primeiro lugar devo dizer-lhe que esqueça o crocodilo Tic Tac porque é pura ficção e pense melhor na imagem que o mundo tem do seu patrão Gancho. Depois, caso não perceba, ou não queira perceber, e pegando no meu discurso anterior, só critica quem gosta ou se preocupa. Não conheço ninguém, ou nenhuma organização em Portugal, que tenha qualquer tipo de animosidade contra Angola, mas conheço muitos que detestam o governo que V.Exa. representa. O governo
de um ditador que se pretende eternizar, o governo de um país que poderia ser grande mas é apenas um pastiche de democracia e um paradigma da desigualdade, um governo que prende músicos (esses grandes terroristas!), um governo que faz do nepotismo uma forma de estado, um governo que não suporta a crítica venha ela de onde vier e nos tons em que se apresentar, um governo que prende sem julgamento e chama diabo aos outros, esse ser mítico que afinal a revolução cultural angolana não apagou das mentes progressistas como a do caro embaixador Barrica. E olhe, caro embaixador, se acredita no diabo então acredite também que ele está em toda a parte e não apenas em Portugal. Está em Angola na pessoa de José Eduardo Agualusa, que afirmou, e bem, “que a tradição do governo português tem sido sempre de colaboração estreita com a repressão em Angola”, o diabo está também no Brasil na pessoa de Chico Buarque que esta semana assinou a petição que pede a intervenção do governo português na libertação de Luaty, o diabo está no mundo inteiro bem presente na agenda da Amnistia Internacional que já exigiu a libertação imediata de Luaty Beirão e em muitos outros lados, se calhar até na sua própria embaixada. É o diabo, senhor Barrica, é o diabo um regime que prefere fincar o pé a respeitar a vida humana. É o diabo, senhor Embaixador, ter um presidente que entende a crítica como a ameaça de um golpe de estado. Quiçá, terá ele alguma razão nos seus medos, pois só em países onde não se é livre se imaginam golpes de estado. Porque em Portugal, mesmo com diabos à solta, um presidente com tiques fascistas e governos incompetentes ainda podemos fazer música, ainda podemos criticar e não somos perseguidos pelas nossas ideias nem pensamos em golpes de estado. “Tic Tac!...”
MÚSICA DA SEMANA
Palavras serão Palavras (com Supremo G) – Ikonoklasta a.k.a. Luaty Beirão Deixem-me falar da minha revolução A minha revolução faz-se com amor Quem não consegue o meu empenho Partilhar com quem não tenho Um pouco daquilo que tenho Revolução não são apenas palavras Por isso a minha são sorrisos, gestos e abraços Esta é a minha crença Isso ninguém me tira Desacredito na política, a ciência da mentira Demasiadas acusações, poucas soluções (...) A vossas revoluções como em tudo são negócio. Por isso a minha revolução é o amor ao próximo.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
ócios / negócios
hoje macau quarta-feira 28.10.2015
É uma clínica para dispositivos tecnológicos. A Macau ItClinic nasceu por necessidade. Quatro sócios, a mesma ideia: trazer ao território aquilo que faltava com qualidade a preços altamente competitivos
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Macau ItClinic, clínica de tecnologia Pascoal Júnior, fundador e sócio
“Somos dos melhores em termos de qualidade”
C
hama-se Pascoal Júnior e é um dos quatro sócios fundadores da Macau ItClinic. “Foi a 15 de Outubro de 2014 que a Macau ItClinic nasceu”, começou por explicar o sócio ao HM, que nos recebeu nas instalações do escritório de advogados C&C, local que acolhe a Macau ItClinic. “A ideia começou porque eu e um dos sócios - somos quatro no total - que trabalhava comigo numa empresa de tecnologia sentimos imensa falta de alguém que nos pudesse ajudar na manutenção e, dessa forma, achamos que fazia muita falta a Macau ter alguém que não só fosse bom naquilo que faz, mas que acima de tudo tivesse algum cuidado com o cliente”, explica. Nasce assim, com pouco dinheiro, a empresa que agora tem mais de quatro mil ‘likes’ na única plataforma online que possui, a sua página no Facebook. “Como é óbvio não havia dinheiro e uma das formas que achamos que seria possível fazer, porque Macau felizmente é um território pequeno e funciona como uma aldeia, era criar uma página no Facebook”, indicou. É por essa página que a equipa faz a sua gestão de clientes, garantindo que 90% dos contactos surgem através desta plataforma e o resto passa de boca-em-boca. “Não existe outra forma de contabilizar os nossos clientes. Felizmente o Facebook funciona muito bem em Macau, mesmo muito bem, o que foi bom para a empresa”, conta. O local, o escritório, foi também uma aposta de muito sucesso. “É importante agradecer a todas as pessoas que aqui trabalham e que nos receberam. Naturalmente aos poucos foram percebendo o nosso trabalho e a sua qualidade e isso também nos ajuda a crescer. Quer se queira, quer não, estarmos neste edifício credibiliza-nos imenso e só podemos estar agradecidos por isso”, anotou, apesar de assumir que devido ao crescimento o dia de mudar para um espaço maior poderá chegar.
Passo a passo
Evitando riscos de maior, os sócios decidiram começar o seu trabalho com
aparelhos mais comummente utilizados: os telemóveis. “Começámos pelos telemóveis porque, sem dúvida nenhuma, era a forma mais fácil de chegar às pessoas e foi assim que começamos a crescer, passando depois para os computadores de todos os tipos”, adianta. Apesar da empresa prestar algum apoio técnico a empresas, não é este o seu objectivo. “Somos só quatro, para assumir a responsabilidade de um bom serviço às empresas é necessário termos alguém sempre disponível para isso e para já não temos. Mas também não é importante, não é o nosso objectivo. Queremos trabalhar neste registo, cliente final que vem até nós, entrega o que tem para reparação - um computador para formatar, um router que deixou de funcionar - e nós resolvermos no menor tempo que nos é possível”, esclarece.
Apoio até ao fim
A garantia é dada pelo próprio Pascoal Júnior: a Macau ItClinic presta um serviço que é difícil de encontrar em Macau por
parte da comunidade estrangeira. Afinal de contas, este grupo é a esmagadora percentagem dos seus clientes. “A nossa lógica é, se vamos cobrar por um serviço, então esse serviço tem de estar resolvido. Nem que o cliente tenha de vir ter connosco mais do que uma vez
“Queremos trabalhar neste registo, cliente final que vem até nós, entrega o que tem para reparação - um computador para formatar, um router que deixou de funcionar - e nós resolvermos no menor tempo que nos é possível”
e nós passarmos a assumir esse custo e prejuízo, mas o resultado será sempre o problema resolvido”, garante, assumindo que só assim se conquista o mercado - com qualidade. Com o slogan “o cliente só paga se conseguirmos resolver o problema a 100%”, a Macau ItClinic promete-lhe qualidade e rapidez. “Não sei se somos os mais baratos do mercado, mas sabemos que somos dos melhores em termos de qualidade daquilo que fazemos relativamente ao preço que cobramos. Se somos os mais baratos só o cliente é que poderá dizer”, remata. Crescer é sempre o caminho, mas esta equipa de quatro sócios quer que essa caminhada se faça com calma e segurança. Começam a receber agora os primeiros clientes de nacionalidade chinesa, o que poderá ser sinal a um novo mercado. “Mas o nosso público alvo será sempre a comunidade estrangeira”, garantiu Pascoal Júnior. Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
hoje macau quarta-feira 28.10.2015
Portugal Novo executivo de Passos Coelho toma posse na sexta-feira
cartoon por Stephff
A
níbal Cavaco Silva deu ontem o seu acordo à proposta de constituição do XX Governo Constitucional apresentada pelo primeiro-ministro indigitado, Passos Coelho, refere uma nota da Presidência da República. A Presidência revelou também a constituição do novo governo. Há oito novos nomes e dois novos ministérios: Modernização Administrativa e Cultura.
três meses e todos acusados de “actos preparatórios para prática de rebelião e atentado contra o Presidente da República”, todos os activistas detidos se encontram, actualmente, no Hospital-Prisão de São Paulo, para onde o activista queria ir. O caso tem dado muito que falar e Luaty Beirão não esquece isso.
“Não vou desistir de lutar, nem abandonar os meus companheiros e todas as pessoas que manifestaram tanto amor e que me encheram o coração” Luaty Beirão Activista, rapper
Angola Luaty Beirão anuncia fim da greve de fome
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• Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho • Vice-Primeiro-Ministro Paulo Portas • Estado e das Finanças Maria Luís Albuquerque • Estado e dos Negócios Estrangeiro Rui Machete • Defesa Nacional José Pedro Aguiar-Branco • Presidência e do Desenvolvimento Regional Luís Marques Guedes • Administração Interna João Calvão da Silva • Justiça Fernando Negrão • Ambiente, Ordenamento do Território e Energia Jorge Moreira da Silva • Agricultura e do Mar Assunção Cristas • Solidariedade, Emprego e Segurança Social Pedro Mota Soares • Economia Luís Miguel Gubert Morais Leitão • Saúde Fernando Serra Leal da Costa • Educação e Ciência Margarida Isabel Mano Tavares Simões Lopes Marques de Almeida • Modernização Administrativa Rui Pedro Costa Melo Medeiros • Cultura, Igualdade e Cidadania Maria Teresa da Silva Morais • Assuntos Parlamentares Carlos Henrique da Costa Neves
“A máscara caiu” O activista e rapper Luaty Beirão anunciou ontem o fim da greve de fome a que se sujeitava há mais de 30 dias. Depois de uma sentida carta da mulher, que apelava ao fim da forma de manifestação que estava a deixar o activista debilitado, Beirão – ou Ikonoklausta, como é conhecido pelo seu nome de rapper – escreveu uma carta à sociedade e aos companheiros também detidos. “Não vou desistir de lutar, nem abandonar os meus companheiros e todas as pessoas que manifestaram tanto amor e que me encheram o coração”, escreve na carta a que o HM teve acesso, enviada à Rede Angola. “Estou inocente do que nos acusam e assumo o fim da minha greve de fome. Sem resposta quanto ao meu pedido de aguardarmos o julgamento em liberdade, só posso esperar que os responsáveis do nosso país também parem a sua greve humanitária e de justiça. De todos os modos, a máscara caiu. E a vitória já aconteceu.” Luaty Beirão escreve que o regime angolano agiu sem conseguir conter os seus instintos repressivos
e foi “obviando a vã promessa de democracia, liberdade de expressão e respeito pelos direitos humanos”. A greve de fome começou como forma de manifestação pelo excesso de prisão preventiva, sendo que os activistas – Beirão e outros 14 – foram detidos em Junho e o julgamento está marcado apenas para 16 de Novembro. De acordo com a Rede Angola, a quem foi entregue a carta pela família do activista, há que contabilizar ainda as activistas Laurinda Alves e Rosa Conde, constituídas arguidas do mesmo processo a 31 de Agosto e a aguardar julgamento em liberdade, e ainda Domingos Magno, detido no dia 15 de Ou-
tubro por “falsa qualidade”, ao ter na sua posse indevidamente um passe de imprensa que lhe daria acesso à Assembleia, onde pretendia assistir ao discurso sobre o Estado da Nação. É também considerado preso político Marcos Mavungo, detido há seis meses e condenado, no dia 14 de Setembro, a seis anos de prisão, acusado do crime de rebelião contra o Estado. E Arão Bula Tempo, acusado formalmente de crime de rebelião e instigação à guerra civil. É sobre todos eles que Luaty fala na carta.
Juntos por uma causa
Detidos em diferentes estabelecimentos prisionais por cerca de
“Conseguimos muita atenção em volta da nossa causa. Muita dela recai agora sobre mim. Por isso, pedi para me juntar a vocês em São Paulo e, assim, podermos falar a uma só voz. Espero que a sociedade civil nacional e internacional e todo este apoio dos média não pare.” Luaty Beirão descreve dias “presos em celas solitárias”, mas também fala em solidariedade de “prisioneiros e funcionários” e explica aos colegas por que decidiu parar a greve de fome, depois do que conseguiu ter acesso enquanto no hospital. “Muita coisa mudou”, diz enquanto descreve os apoios em sua defesa e de acontecimentos que continuam a chocar Angola. “Cada decisão contra [nós], acabou por resultar a favor de mais e maior atenção. Ainda assim, a força parece desproporcional. Não vejo sabedoria do outro lado. Digo-vos o que disse noutras situações semelhantes: vamos dar as costas. E voltar amanhã de novo. Vou parar a greve.” O activista assina, em luta pacífica, por “uma verdadeira transformação social” em Angola. “Já não somos ‘arruaceiros’, já não somos os ‘jovens revús’. Já não estamos sós. Em Angola, somos todos necessários. Somos todos revolucionários. Foi assim que o nosso país nasceu mas, desta vez, lutamos por uma verdadeira transformação social em Angola. Em paz.” Joana Freitas
Joana.freitas@hojemacau.com.mo