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Hoje Macau • 2011.01.28 #2299

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hojemacau Mop$10

Director carlos morais josé • sexta-feira 28 de janeiro de 2011 • ANO X • Nº 2299

Printar, guglar, colapsar. Consegue viver com os novos vocábulos da Língua Portuguesa?

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Mariana Oom, nova delegada da AICEP, chega com vontade de mudar o mundo

página 8

Metro | governo assina às pressas contrato com Mitsubishi

Um comboio a alta velocidade

?

Hóquei em Patins

Macau em torneio dos grandes • P.10

Lei do Tabaco

É já na segunda-feira que o Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT) vai assinar o contrato de concessão da primeira fase do Metro Ligeiro com a Mitsubishi. O deputado José Pereira Coutinho está pelos cabelos com todo o processo do novo transporte de Macau e afirma que nenhum passo deveria ser dado sem antes ser esclarecido se o concurso público foi transparente e justo. “Que fique tudo suspenso”, ordena Coutinho, a questionar se a proposta da empresa japonesa não colocará em risco a segurança na Ponte de Sai Van. >página 4

Finalmente uma nova versão da lei • P.9

Insólito

Tecto desaba, mas avó não se apercebe • Última

Novela Stanley Ho | Filha deixa imprensa pendurada, enquanto pai volta atrás NA decisão

Trocas e baldrocas

Págs. 6 e 7

os nossos contactos mudaram

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centrais

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• Magnata do jogo avança para processo contra duas das suas mulheres e cinco filhos • Angela Ho, filha do primeiro casamento, convoca reunião só com jornalistas portugueses, gera confusão com chineses e, de repente, cancela tudo • SJM anuncia aumentos salariais no auge da disputa pelo império • Acções voltam a cair na Bolsa de Hong Kong. Prejuízos estão a ser calculados

Kwan Tsui Hang

Gases ilegais • P.4

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2 Preso por exportar material de guerra

O Estado de Massachusetts nos EUA condenou um empresário chinês a mais de oito anos de cadeia por conspiração. Zhen, de 46 anos, é acusado de exportar produtos militares sensíveis para agências militares chinesas, mentindo em documentos oficiais acerca das suas transferências. O empresário chinês fazia as exportações para a China através da empresa Chitron Electronics, uma subsidiária norte-americana, cuja empresa mãe, a Shenzhen Chitron Electronics Company Ltd. está baseada em Hong Kong. Durante mais de 10 anos, Zhen encomendava componentes electrónicos utilizados em radares, guerra electrónica e sistemas de mísseis. O empresário vai cumprir a pena numa prisão federal de Massachusetts.

Compras mais caras no continente

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (CDNR) divulgou na passada quarta-feira casos de burla em cadeias de supermercados. Algumas lojas da empresa Carrefour e Wal-Mart vão ser multadas em 500 mil yuans por terem enganado os consumidores. Por exemplo, conforme noticiou a Agência Xinhua, um dos supermercados, na província de Jilin, terá vendido peças de roupa masculinas por 50 yuans, registando no entanto 169 yuans. Contudo o preço original das peças seria de 100 yuans. Num outro caso, um Carrefour de Shanghai foi vendido por 50 RMB, quando o preço real do artigo era de 36 yuans. O CNDR já informou que os violadores não só terão de devolver os ganhos ilegais, como terão de pagar cinco vezes mais o valor dessas receitas. Para aqueles valores cujo ganho não possa ser calculado, será paga uma multa de 500 mil yuans.

Guineenses firmam nova cooperação

O Ministério da Economia da GuinéBissau assinou ontem com um grupo de empresários chineses, um memorando de cooperação para investimentos em projectos nos sectores agroindustriais, das pescas e energia, por um período de dez anos. O acto de assinatura do memorando foi presidido pelo director-geral da Direcção de Promoção do Investimento Privado da Guiné-Bissau, José Carimo Ly, e por Xina Jin, coordenador da missão chinesa, composta por empresários das regiões de Macau e de Liaoning. Na cerimónia, Carimo Ly lembrou que a cooperação entre a Guiné-Bissau e a China tem sido caracterizada por uma “ajuda substancial, ilustrada por obras de infra-estruturas emblemáticas”. Xina Jin afirmou que os empresários irão investir em projectos relacionados com o processamento da castanha de caju, principal produto exportado pela Guiné-Bissau, com o cultivo de arroz, pescas e energia, neste último sector através da “construção de pequenas centrais hidroeléctricas”.

actual Obama compara competição com a China à corrida espacial

Um fantasma oriental No seu discurso ao país, o presidente norteamericano apresentou um ambicioso programa de investimentos. Fê-lo invocando um fantasma: a ascensão da China

Barack Obama entrou na Câmara dos Representantes terça-feira à noite como um pugilista a caminho do ringue. Percorreu o corredor central debaixo de uma ovação, cumprimentando congressistas de um lado e do outro, tal como um lutador de boxe emerge dos bastidores. E a seguir proferiu um discurso dirigido ao país, em que desafiou a nova maioria republicana no Congresso com a sua visão contrastante sobre a recuperação económica dos Estados Unidos e o papel do Governo nessa meta. Não lançou um ataque - o tom foi cordial e de apelo à cooperação partidária. Mas também não esteve à defesa, como se poderia pensar depois da recente derrota nas eleições intercalares de Novembro, que instalou uma nova maioria republicana no Congresso que promete dificultar a agenda do Presidente nos próximos dois anos. Obama apresentou um ambicioso programa de investimentos que considera essenciais para “ganhar o futuro”, centrados em áreas como inovação tecnológica e científica, educação, energias renováveis e infra-estruturas. O Presidente americano defendeu a necessidade

de o Governo investir nessas áreas, argumentando que irão gerar novos empregos e garantir o domínio económico dos EUA. Obama trilhou tópicos fracturantes, ao defender um papel activo do Governo num momento em que a oposição e boa parte da população defendem um governo menos intervencionista, e ao propor investimentos quando a opinião pública prefere discutir cortes na despesa pública para fazer frente ao défice. E é aqui que os analistas prevêem que a Administração de Obama e a maioria republicana no Congresso irão colidir nos próximos meses. Os republicanos defendem uma filosofia de crescimento da economia fundada na redução da despesa pública e consideram que esse foi o principal motivo por que ganharam as eleições de Novembro. Obama disse anteontem que está disposto a fazer cortes no Orçamento federal para atacar o défice, mas defendeu a sua visão de que o país tem de investir para crescer economicamente.

“Reduzir o défice estripando os nossos investimentos em inovação e educação é como aliviar um avião sobrecarregado retirando-lhe o motor”, disse. “A princípio, podemos achar que estamos a voar em velocidade de cruzeiro, mas não demorará muito até sentirmos o impacto.” China, a nova URSS

Antes e depois do discurso sobre o estado da União, congressistas e senadores republicanos criticaram Obama, dizendo que, “quando ele fala em “investimento”, na verdade, isso significa um governo federal maior e aumento de impostos” ou “mais despesa”. Mas Obama falou sobretudo para o país, e a questão é se os seus argumentos terão eco no eleitorado. O Presidente procurou capitalizar a sua visão estratégica visando directamente o receio de muitos americanos de que o país está em risco de perder a sua primazia económica para a China. Os EUA terão de investir em inovação, educação, energias alternativas e transportes modernos, se quiserem manter-se

acima na competição global com a China e Índia, avisou. “Temos de ultrapassar o resto do mundo. Temos de tornar a América o melhor lugar para fazer negócio.” A analogia que ofereceu foi a corrida espacial contra a União Soviética durante a Guerra Fria. Obama lembrou a decepção que foi, para os americanos, terem sido ultrapassados pelos russos no lançamento do primeiro satélite terrestre, Sputnik, em 1957. “Não fazíamos ideia de como iríamos destroná-los na ida à Lua. A ciência ainda não o permitia. A NASA não existia. Mas depois de investirmos em melhor investigação científica e educação, não só ultrapassámos os soviéticos, como lançámos uma onda de inovação que criou novas indústrias e milhões de novos empregos. Este é o momento Sputnik da nossa geração”, disse, sugerindo comparações entre a antiga rivalidade tecnológica com a União Soviética e actual competição económica com a China. Essa não foi a única vez que Obama olhou para a história para invocar uma América confiante (e, estrategicamente, um período em que os americanos não eram cépticos em relação às capacidades de liderança do governo). No discurso, adoptou um tom patriótico, invocando frequentemente a noção da excepcionalidade americana o tipo de retórica optimista que Ronald Reagan adoptou nas suas duas campanhas presidenciais, na década de 80. Não é segredo que Obama leu uma biografia de Reagan nas férias de Natal.

China pode ver crise nos próximos cinco anos

Problemas a caminho Investidores mundiais estão a antecipar que o contínuo crescimento económico chinês vai terminar e 45% dos inquiridos aponta que o gigante asiá-

tico vai enfrentar uma crise financeira nos próximos cinco anos. Um conjunto de mil utilizadores da Bloomberg, entre investidores, trader’s

e analistas, foram inquiridos e apontam para o fim do crescimento económico contínuo da China. Dos inquiridos 45% espera que o país tenha uma crise financeira nos próximos cinco anos e 40% defende que a crise vai chegar ao gigante asiático depois de 2016. Apenas 7% demonstrou estar confiante

de que o país vai conseguir escapar a uma crise, revela a Bloomberg. Stanislav Panis, estratega cambial da TRIM Broker, na Eslováquia e participante na “poll”, referiu à agência de informação norte-americana que “não há dúvidas que a China se encontra no meio de uma bolha especulativa

de crédito que não pode ser mantida”. A 20 de Janeiro o Gabinete Oficial de Estatísticas da China divulgou um relatório que dá conta que o país cresceu, em 2010, 10,3% - o ritmo mais acelerado em três anos. Em 2009, o país cresceu 9,2%, segundo a agência de informação norte-americana.


Um homem poderoso, alquebrado pela idade e por um acidente; esposas lutam por garantir para a sua prole a maior fatia possível do bolo; as filhas e os filhos, os advogados e os gestores; os fiéis servidores; todos estes condimentos existem neste drama, passado nos cenários fantásticos de Macau e Hong Kong, que não deixará no futuro de proporcionar inspiração a vários argumentistas. Carlos Morais José, P.22

O ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, Zacarias da Costa, disse ontem que a Comissão de Verdade e Amizade com a Indonésia tem ajudado a lidar com o passado e pode ser um exemplo para redimir outros conflitos. Zacarias da Costa falava na sessão de abertura da 5.ª Reunião de Peritos e Individualidades do Fórum Regional da Ásia, dedicada à política e segurança, que pela primeira vez se realiza em Timor-Leste. “O que a Indonésia e Timor-Leste conseguiram em conjunto pode ser considerada uma medida bem sucedida de criação de confiança na região”, afirmou, aludindo ao estabelecimento da Comissão de Verdade e Amizade, mecanismo que, considerou, “tem ajudado a lidar com o passado comum de uma forma construtiva”. pub

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Timor-Leste | Comissão de Verdade com a Indonésia pode ser exemplo

Esquecer o passado e ir adiante O ministro timorense dedicou à Indonésia grande parte do seu discurso, felicitando o país vizinho pela presidência da ASEAN, a que Timor-Leste pretende aderir, devendo formalizar a candidatura em finais de Fevereiro. “O facto de este processo se iniciar sob a presidência da Indonésia é prova da força dos nossos laços bilaterais e da profundidade da nossa amizade”, disse. “A normalização das relações com o nosso vizinho mais próximo foi um compromisso de política externa da nossa parte, e muito trabalho tem sido investido com esse fim, a todos os níveis do Governo e do Estado”, acrescentou Zacarias da Costa.

“Temos tido uma abordagem pragmática e próactiva de envolvimento para enfrentar as questões de interesse comum, na convicção de que as nossas relações devem ser aquelas

que conciliam com o passado, olhando para o futuro”, explicou. Ainda sobre a adesão à ASEAN, o chefe da diplomacia realçou que TimorLeste tem levado a cabo o

seu “roteiro para a adesão”, tendo hoje representações diplomáticas na dezena de países que integram aquela organização, além de se ter tornado membro do Fórum Regional da Ásia logo em 2005 e aderido ao Tratado de Amizade e Cooperação do Sudeste Asiático, em 2007. “Foram tomadas medidas concretas que representam o nosso firme compromisso para a integração formal na comunidade de estados da ASEAN”, disse. A Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) é actualmente composta por dez países: Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Birmânia, Filipinas, Singapura, Tailândia

e Vietname, tendo ainda como membro observador a Papua-Nova Guiné. No encontro, em que se discutem caminhos para a diplomacia preventiva e ideias em torno da criação de medidas de confiança, na resolução de diferendos regionais, Zacarias da Costa manifestou-se convicto de que também Timor-Leste pode ajudar à paz e segurança na região com a sua experiência. “Em 2006, o nosso país enfrentou conflitos internos. No entanto, a orientação de nossa liderança nacional e a contribuição dos nossos parceiros permitiu-nos superar esse conflito. Acreditamos que agora podemos usar o nosso conhecimento e experiência adquirida na resolução de conflitos a partir deste período, para ajudar os países na promoção da paz e da estabilidade”, comentou.


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política

Metro Ligeiro | Assinatura do contrato com Mitsubishi já na segunda-feira

Que a pressa se suspenda Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

O Gabinete para as Infraestruturas de Transportes (GIT) e a Mitsubishi vão assinar o contrato de concessão da primeira fase do Metro Ligeiro na próxima segunda-feira. A informação, seguindo fontes da Administração, revela que esta assinatura surge numa altura em que uma das concorrentes, o consórcio BT CRBC LRT, está ainda a realizar a consulta do processo e a Siemens, a outra empresa preterida, não o fez embora já o tenha solicitado. De acordo com a mesma fonte, a assinatura apressada destina-se a dissuadir os outros concorrentes de apresentarem recurso da decisão do concurso nos tribunais. Entretanto, já durante o dia de ontem, o deputado José Pereira Coutinho classificou, em nota de imprensa, de “indirecta e confusa” a resposta da empresa Mitsubishi à última reacção publicada na imprensa pelo deputado. Para Pereira Coutinho, a empresa está a agir “obscuramente” e tem “o claro intuito de fugir às questões principais”. O legislador vê agora necessidade de pedir ao Governo

que suspenda todo o processo do Metro Ligeiro até se confirmar a sua transparência. “É crucial que o Governo suspenda todo este processo até se confirmar de forma independente e inequívoca que a proposta da Mitsubishi não compromete a

segurança da Ponte Sai Van e até se confirmar que os outros concorrentes não tencionam recorrer da adjudicação”, afirmou, em comunicado, o deputado da Assembleia Legislativa (AL). Pereira Coutinho quer esclarecimentos acerca da segurança na

Ponte Sai Van. O deputado voltou a lembrar “extractos do parecer da Ove Arup, que estipula as normas de segurança estrutural da República Popular da China como critérios de segurança que deveriam ter sido seguidos pelos concorrentes nas suas propostas para as obras de melhoramento da Ponte Sai Van”. “Neste parecer é inequivocamente demonstrado que os Cabos da Ponte Sai Van têm de ser mudados por forma a cumprir com as normas desse Regulamento, algo que mais tarde foi igualmente comprovado por especialistas de reputação internacional em análise estrutural de pontes”, disse. Tudo isto porque o deputado defende que as regras do concurso que determinam que os concorrentes deveriam seguir os critérios de segurança estipulados pela consultora internacional independente contratada pelo GIT, a Ove Arup, o que, segundo diz, não aconteceu. “A Ove Arup baseou o seu parecer num sistema e veículo modelo que globalmente é mais leve que o da Mitsubishi, já que, como já referi e é do conhecimento de qualquer especialista do ramo, o sistema de guiamento

kahon.chan@hojemacau.com.mo

Deputada questiona armazenagem de gás de petróleo liquefeito

A deputada da Assembleia Legislativa (AL) Kwan Tsui Hang questionou porque foi que a construção de um novo edifício de armazenagem de gás de petróleo liquefeito (GPL) recebeu a luz verde no início de 2006 se nem sequer uma concessão de terreno para o efeito estava pronta. A Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) explicou que o problema da concessão de terra tem adiado a operação das novas instalações. Reportagens na imprensa dão conta de que o armazém está pronto há muito tempo, mas sem estar a ser utilizado. O armazém complementar de petróleo no parto de Ka Ho, em Coloane, está situado mesmo em frente ao

actual Terminal de Combustíveis e a construção começou em 2006, após aprovação da DSSOPT no início do mesmo ano. As Linhas de Acção Governativa (LAG) desse ano mencionavam que o novo porto teria 25 mil metros quadrados e capacidade para 11 mil metros cúbicos de combustível, permitindo assim “injectar mais sinergia ao desenvolvimento da indústria fornecedora de combustível”. Mas, passados quatro anos, sinergia, nem vê-la. Um artigo do jornal “Ou Mun” abordou o porto vazio na segunda-feira e sugeriu que o espaço adicional de armazenamento iria permi-

Kahon Chan

da Mitsubishi obriga ao uso de pesadíssimas estruturas laterais que aumentam significativamente o peso total do sistema”, realça. O deputado acusa ainda o GIT de fazer tábua rasa das regras do concurso aceitando os estudos dos engenheiros japoneses e ignorando o parecer dos seus próprios consultores internacionais. “Quer o GIT convencer-nos que os engenheiros japoneses são mais capazes e isentos que eles próprios e os seus consultores EFS e Ove Arup? Está o Governo da RAEM pronto para assumir publicamente que confia mais nos concorrentes japoneses, no que respeita à vida e segurança dos cidadãos de Macau?”, questiona. Na sua nota de imprensa, Pereira Coutinho faz ainda alusão ao acto de assinatura do contrato. O deputado afirma ter sido informado da “pressa excessiva do GIT” para a assinatura do mesmo. “Fui informado que o GIT está com muita pressa em assinar o Contrato, antes ainda dos outros dois concorrentes terem consultado todo o processo, algo que acontecerá esta semana e na próxima. Independentemente dos prazos legais aplicáveis, esta conduta é reveladora da intenção do GIT de acelerar a execução deste contrato ilegal o mais possível, na esperança de tornar esta decisão ainda mais irreversível e de tornar potenciais recursos inúteis ou no mínimo incapazes de reverter este processo.”

Kwan abre guerra ao combustível tir que novos concorrentes entrassem no mercado, abrindo também caminho a preços mais competitivos nos produtos derivados de petróleo, como combustíveis para automóveis com valores mais reduzidos em termos de octanas, e ainda que a capacidade de armazenamento adicional permitiria um aumento na importação durante alturas de baixa na cotação do crude. A DSSOPT emitiu uma resposta no dia seguinte, dizendo que a concessão de terras no lote nunca chegou a ser atribuída nos últimos quatro anos porque o requerente da concessão de

terras não tem sido capaz de apresentar documentação a provar que o porto existente não tem capacidade para corresponder à procura. O

Governo tem sido incapaz de continuar a tratar do pedido e, como resultado, o armazém não tem estado operacional.

Kwan escreveu na sua interpelação que era inexplicável que o Governo tenha aprovado a construção das instalações quando requeria, para garantir a concessão de terras, documentação que o requerente não era capaz de apresentar. A deputada questionou se o Governo estava informado sobre a capacidade e outros dados sobre o suprimento de combustíveis de petróleo e de como o porto estava a ser supervisionado. Além disso, Kwan mostrou-se preocupada com o possível destino dos armazéns construídos se a concessão de terras nunca for aprovada. “Não só o projecto está num impasse, como também o Governo tem dificuldade em prestar o acompanhamento devido. Quem é responsável pelas consequências?”


Desemprego | Macau bate novo recorde e continua a melhorar Em 2010, Macau registou nova queda na taxa de desemprego. Comparativamente a período homólogo, o número de desempregados foi de 2,8%, descendo quase 1% face a 2009. O último trimestre do ano passado atingiu um valor recorde desde a transferência portuguesa, diminuindo em 0,1% face ao trimestre anterior. Foram contabilizadas um total de 322 mil pessoas empregadas – perfazendo 71,4% de taxa de actividade. O sector da construção foi o ramo que mais recebeu cidadãos para trabalhar, contrariamente à indústria da restauração e transformadora. A população desempregada situou-se nos 8 mil indivíduos, menos 200 pessoas do que no período passado. Neste total, 10,5% eram cidadãos à procura do primeiro emprego.

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Dissidente impedido de entrar em Hong Kong

Um dos líderes estudantis do movimento de Tiananmen, Wang Dan ficou saber através do Chefe do Executivo de Hong Kong que não lhe seria concedido o acesso ao território chinês para assistir ao funeral de Szeto Wah, um respeitado activista democrata e antigo deputado que morreu de cancro no pulmão no início deste mês. A decisão vem na linha do que tem sido a política de Hong Kong em relação aos dissidentes desde a transferência. O dissidente disse à TVB em Hong Kong que tinha tomado conhecimento da decisão apenas na quartafeira à tarde. Cheung Man Kwong, membro permanente da Aliança de Hong Kong em Apoio a Movimentos Democráticos na China, disse que a decisão foi conhecida

desde a terça-feira à tarde e que os subsequentes esforços de pressão em contrário falharam, levando Wang e a Aliança a divulgar a notícia. Cheung disse que a decisão tinha sido tomada aparentemente para servir interesses políticos. Wang, a par de outros dissidentes, fez eco dos seus pedidos para assistir ao funeral e a outros serviços memoriais em Hong Kong dedicados a Szeto Wah, antigo líder da Aliança que morreu de cancro do pulmão a 2 de Janeiro. Wang prometeu não falar à imprensa em ficar de fora de actividades políticas para que lhe fosse admitida a entrada, tendo descrito Szeto como tendo sido um

Kahon Chan

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É Dan que se recebe

professor para ele. A antiga secretária para a Segurança Regina Ip reconheceu que razões humanas eram um

dos factores a ter em conta para determinar a entrada a qualquer visitante. Wang Dan escreveu no

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seu sítio na Internet que decepção era um eufemismo para descrever o seu sentimento de raiva e tristeza ao tomar conhecimento de que o Governo de Hong Kong insistia em lhe barrar a entrada no território, apesar do apoio activo por parte do povo de Hong Kong. “Essa situação prova uma vez mais que o chamado ‘Um País, Dois Sistemas’ é uma mentira. O Governo de Hong Kong abdicou do seu direito de autonomia e a mentalidade de Pequim se tornou numa maldição crescente. É preocupante que a democracia e o Estado de Direito estejam lentamente a recuar em Hong Kong”, afirmou. O dissidente disse ainda esperar que as pessoas herdassem a vontade de Szeto Wah, a quem espera vir a ter a oportunidade de prestar homenagem de outra forma. Wang Lingyun, mãe

do dissidente, criticou a decisão através do centro de informação sobre os direitos humanos em Hong Kong, dizendo que o filho não era nenhuma bomba atómica e que o Governo não deveria temer a sua presença em território chinês. A decisão provocou indignação em Hong Kong. Lee Cheuk Yan, parlamentar e também um dos principais membros da Aliança, disse que aparentemente o Governo não podia impor a sua própria decisão neste caso. O Partido Cívico também se manifestou contra a decisão ontem à tarde, enquanto o Departamento de Imigração se recusou a comentar o caso. Apenas um punhado de dissidentes notáveis conseguiu entrar em Hong Kong ou Macau desde a transferência de poderes nas antigas colónias, e Wang Dan não está entre eles.


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stanley em capítulos

FILHA DE HO convoca encontro com imprensa portuguesa, mas uma asma trava-a

Muita parra, nenhuma Angela Vanessa Amaro

vanessa.amaro@hojemacau.com.mo

O circo foi armado, mas não houve palhaço. Um encontro com a imprensa portuguesa convocado por Angela Ho, filha de Stanley Ho com Clementina Leitão, acabou por não acontecer na tarde de ontem, depois de uma longa espera e de muitos protestos de jornalistas de meios de comunicação chineses e ingleses, muitos deles vindos de Hong Kong, que não foram convidados para o encontro. Era esperado que a artista esclarecesse as razões que a deixaram de fora da polémica transferência de acções para outras partes da família. A reunião com a imprensa portuguesa foi convocada na quartafeira à noite, depois de Angela Ho ter enviado uma carta à imprensa a narrar o amor que ligava Stanley Ho e Clementina Leitão, a sua infância feliz com um pai extremoso e a acusar as “amantes” de estarem a tomar decisões à revelia do magnata do jogo. Agendado primeiramente para às 15h30 na casa de Stanley Ho, na Colina da Penha, a reunião foi adiada para uma hora depois devido a uma “longa reunião de Angela”, como explicou a sua assistente pessoal ao telefone. Antes das 16h30, um grande aparato jornalístico estava montado à porta da mansão. Jornalistas da imprensa chinesa local e de Hong Kong, bem como correspondentes internacionais acotovelavam-se junto ao portão da mansão e discutiam com os seguranças que impediam a sua entrada. Apenas os jornalistas de língua portuguesa tinham os seus nomes numa reduzida lista. A espera prolongou-se por cerca de duas horas, sem que Angela Ho desse o ar da sua graça. Os jornalistas do lado de fora continuavam munidos das suas câmaras à espera de algum sinal, fotografando todas as movimentações na casa. O marido, o dinamarquês Peter Kjaer, tratava de desculpar-se pelo atraso, referindo que a mulher “estava numa reunião” que se tinha prolongado por mais tempo que o esperado. Num breve discurso dentro da casa, Kjaer afirmou que não se tratava de uma conferência de

imprensa, mas sim um “diálogo entre amigos”, em que Angela Ho responderia a questões ligadas às últimas polémicas envolvendo os seus meios-irmãos e as mulheres do seu pai. “Angela tem estado calada, mas chegou o momento de se pronunciar”, afirmou, prometendo que a mulher chegaria a qualquer instante. Mesa posta, chávenas posicionadas e bolinhos à espera numa mesa na cave da casa e mais espera. “Angela está numa reunião”, reiterava a filha de Angela Faye Ho. De repente, quando tudo fazia crer na aparição, a assistente da família anunciou que Angela Ho

“estava a sofrer um ataque de asma” , o que a impediria de “infelizmente” falar com os “seus amigos”. Faye Ho desculpou-se pelo imbróglio todo, enquanto Peter Kjaer já não mais deu sinal de vida. Loucura e desespero

Apesar de apenas a imprensa portuguesa ter sido convocada para a

conversa, a notícia espalhou-se à velocidade da luz entre os meios de comunicação excluídos. À última da hora, ainda foi admitida a entrada de uma jornalista do jornal Oumun, mas todos os seus colegas dos média chineses locais e de Hong Kong continuaram a ver navios, o que gerou uma onda de protestos pela discriminação.

Boatos do dia • Duas Angelas unidas Várias fontes garantiram que Angela Ho, a filha, e Angela Leong, a quarta mulher, estiveram reunidas na tarde de ontem em Macau a discutir as acções a tomar contra a segunda e a terceira mulheres de Stanley Ho • Angela Leong pronuncia-se Notícias correram ontem pela tarde e apontavam que a quarta mulher do magnata iria convocar uma conferência de imprensa a qualquer momento para desabafar o seu desagrado com a suposta decisão de Ho.

Como forma de protesto, um grupo de jornalistas de Hong Kong decidiu não arredar pé da porta da casa até que alguém emitisse uma declaração do que se estava a passar. Os canais do território vizinho chegaram a fazer directos a frisar que apenas “portugueses tiveram o privilégio de entrar” para a “conferência secreta”. Os noticiários chegaram a filmar os jornalistas a entrar e a sair da casa e citaram que todos entraram mudos e saíram calados. “Os portugueses saíram da mansão sem nada dizerem, provavelmente a pedido da própria Angela. Não foi possível apurar ainda quanto tempo durou o encontro e quais foram os temas tratados”, informou a repórter da TVB. Por volta das 19h, os ânimos acalmaram e os profissionais começaram a abandonar o local, ao ouvirem, na rádio RTHK, que “os portugueses foram enganados, já que permaneceram dentro da casa sem nunca terem visto Angela Ho”. Pedidos de ajuda

Na noite de ontem, a redacção do Hoje Macau recebeu chamadas dos média de Hong Kong a tentar confirmar a participação no “alegado” encontro com a filha do magnata do jogo. “Como ela se portou? O que disse? Demonstrou algum comportamento suspeito?” foram algumas das questões levantadas. Essas e todas as outras continuam sem resposta.

• Reunião secreta Jornalistas de Hong Kong referiram nas suas reportagens televisivas que os jornalistas portugueses de Macau estavam fechados dentro da casa de Stanley Ho para uma reunião ultrasecreta com a filha Angela.

SJM anuncia aumentos salários de 5% e mais um bónus a todos os trabalhadores

Funcionários não se queixam No meio de toda a confusão familiar, a Sociedade de Jogos de Macau (SJM) acalmou ontem, de certo modo, os seus funcionários, ao anunciar aumentos salariais na ordem dos 5% a partir do dia 1 de Fevereiro. Em comunicado, a companhia refere que “todos os trabalhadores terão um aumento de 5% no salário e vão receber o pagamento de um bónus”. A SJM relembra os efeitos da crise que abalaram o seu negocio, em 2008 e 2009, e frisa que foi graças à cooperação dos seus empregados

que conseguiu ultrapassar obstáculos, a apostar na melhoria dos serviços. “A SJM expressou gratidão e não implementou nenhuma política de redução de custos, como férias não remuneradas ou suspensão de salários que afectaria as suas vidas”, aponta. Passado o tsunami financeiro, a empresa afirma que conseguiu, no ano passado, manter-se como líder no sector do jogo, e que era chegada a hora de partilhar os seus frutos. Além do aumento, a SJM promete dar um

salário extra equivalente a 150% do salário mensal dos que recebem 10 mil patacas, ou seja, 15 mil, enquanto que os trabalhadores com salários superiores irão ser presenteados com um salário igual. “Nós reconhecemos e apreciamos a dedicação dos nossos empregados à empresa. Esperamos poder contar com o seu excelente desempenho e assegurar o seu futuro desenvolvimento pessoal conectado ao desenvolvimento da companhia”, disse Louis Ng, director da SJM em comunicado.


Nada faz acções na Bolsa de Hong King subir

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Depois de na quarta-feira as acções da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) em Hong Kong terem encerrado a perder 4,928% para 13,12 dólares de Hong Kong, ontem o cenário repetiu-se. A nova reviravolta na novela pela disputa de poder nas empresas de Stanley Ho reflectiu-se nas negociações da bolsa. As acções da SJM – a empresa com a maior quota de mercado na indústria do jogo de Macau – caíram outros 3%, o que se traduz numa perda semanal de já 11,6% para a companhia.

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Novos desenvolvimentos na polémica Ho geram ainda mais controvérsia

Afinal, já quero tudo de volta Depois de ter dito na quarta-feira à tarde que a saga das suas acções tinha chegado ao fim, Stanley Ho mudou de ideia. O advogado do magnata do jogo foi ao Tribunal Superior de Hong Kong ainda na quarta-feira abrir um processo contra duas mulheres e cinco filhos de Ho por “apropriação fraudulenta” de acções. Um novo capítulo na novela do império do jogo em Macau Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

Depois de aparecer na televisão a dispensar o advogado Gordon Oldham, Stanley Ho terá apresentado queixa no Tribunal Superior de Hong Kong contra a segunda e a terceira mulheres, cinco dos seus filhos e um banqueiro. A queixa de “apropriação fraudulenta”, apresentada na quarta-feira, foi feita pelas mãos do advogado em nome do magnata. Oldham afirmou continuar a ser o representante legal de Ho e disse ter chegado directamente de uma reunião com o magnata. Apesar de, momentos antes, Ho ter feito uma aparição pública através do canal de televisão TVB onde, acompanhado por Ina Chan e pela filha Florinda Ho, anunciava o fim da disputa familiar sobre a fortuna e dizia não ser necessária a intromissão de tribunais, o advogado contrariou as declarações. “Esse testemunho não manifesta a vontade real de Stanley Ho”, referiu Oldham à imprensa de Hong Kong, “e pretende continuar a lutar pela recuperação da sua fortuna”, estimada em cerca de 3 mil milhões de dólares americanos. Oldham foi visto a entrar na casa de Stanley Ho na quarta-feira, depois da presença da cadeia televisiva que filmou o magnata a ler de um cartaz a alegada conclusão das disputas, de onde terá saído 15 minutos depois com um cheque na mão, segundo o South China Morning Post. Nesta altura, Oldham falou aos jornalistas salientando que “iriam haver mudanças surpreendentes” e que “Stanley Ho foi pressionado a fazer aquele discurso”. Depois, o advogado do magnata

dirigiu-se então ao Tribunal Superior de Hong Kong, onde terá feito a queixa contra Lucina Laam, segunda mulher, Ina Chan, a terceira, e cinco dos seus 16 filhos – Daisy, Pancy, Maisy, Josie e Lawrence Ho -, tentando impedir que as transacções da empresa Lanceford sejam completadas. No centro de toda esta disputa está a redução da quota de Stanley Ho na Lanceford, de 100% para 0,02%, e o aumento de 0% para 50,55% para Ina Chan

Lanceford, a empresa-chave de toda a fortuna, e salientou o facto de as cartas da terceira mulher, Ina Chan, “não serem importantes”, na medida em que “ela terá interesses no valor de milhões de dólares” em todo este imbróglio. “Temos instruções directas de Ho para continuar”, referiu o advogado. Ontem, o jornal inglês de Hong Kong South China Morning Post tentou contactar os outros detentores das acções da STDM e a irmã do

dos membros da família não estão ordenados de acordo com a antiguidade. Também a oferta das acções de Ho à quarta mulher,Angela Leong, tornam-na a mais poderosa entre as esposas do magnata, o que poderá, conforme opinião dos analistas, “ter conduzido a toda esta disputa pela rivalidade que isto terá provocado entre as outras mulheres [Ina Chan e Lucina Laam]”. Depois das quedas consecutivas nas acções da SJM na Bolsa de Hong Kong e dos pub

e de mais de 45% para cinco dos seus filhos, alegadamente sem consentimento e conhecimento de Ho. A empresa de Hong Kong passou a deter 31,6% da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), tornando-se maior activista e controlando assim a Sociedade de Jogos de Macau (SJM), que detém mais de 30% do mercado do jogo em Macau. Oldham fez ainda declarações às televisões onde reafirma “que não era intenção dele [Ho] fazer esta distribuição” e, citando o magnata, que menciona “estar magoado e triste” por toda a confusão à volta do império Ho e acusando a família de “roubo”. À imprensa de Hong Kong, Oldham disse ainda estar na posse de um vídeo que comprova o desejo de Ho reaver o controlo da

magnata, Winnie Ho, mas não foram prestadas quaisquer declarações. À luz das análises

Oldham afirmou à agência Reuters que “tudo está em compasso de espera” e que a família está a discutir a matéria. Contudo, os analistas e envolvidos nas empresas chamadas à discussão não aprovam “compassos de espera” e já fazem prognósticos e comentários. Especialistas na área da economia contestam que esta luta pela fortuna da família Ho é uma “manobra” para que todas as distribuições sejam feitas de forma hereditária. Apesar de Ho já ter mencionado que era seu desejo distribuir de maneira igualitária os bens do seu império, nas cartas recentemente publicadas na imprensa os nomes

aumentos nos ordenados dos funcionários dos casinos, os especialistas da economia dizem que ainda se agravam mais as preocupações dos investidores das empresas com todas as reviravoltas na história, que ainda não se definiu por eventos concretos e factuais e que comentam que esta disputa pode prejudicar a empresa em mais de 5 mil milhões de dólares americanos. Ainda assim, analistas disseram à Reuters que a

“gestão sólida da empresa”, onde se inclui Ambrose So, orientará um curso estável e que a “SJM vai continuar a dominar o mercado do jogo” em Macau. “O negócio está a correr como é usual, a SJM está em piloto automático”, frisou Gabriel Chan, analista da Credit Suisse. “A menos que o que está a acontecer vá mudar as coisas ao nível da gestão da SJM, as coisas parecem estar bem a curto prazo. Mas é claro que se houver uma mudança nesse sector, bem, ninguém sabe.” Só para o casal So, jogadores no casino Grand Lisboa, a polémica “não tem realmente qualquer interesse”. “Não queremos saber disso, estamos aqui para ganhar dinheiro”, referiu o casal de 60 anos, citado pela Reuteurs. Segundo a agência, para o mais atractivo casino de Macau o negócio está a correr normalmente e sem grandes alarmismos da parte dos apostadores.


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sociedade

Nova delegada da AICEP recebida ontem na Residência Consular

Novos estagiários

Uma montra para a China Filipa Queiroz

filipa.queiroz@hojemacau.com

“Não são se pode dizer que são novos mas são uma continuidade do trabalho que tem vindo a ser feito.” É fazendo a ressalva que Mariana Oom enumerou as principais directivas da missão que acaba de iniciar em Macau, ontem à noite durante a recepção de boas-vindas, na Residência Consular. A nova delegada da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) para Macau e Hong Kong admite que os projectos são ambiciosos e significam trabalho árduo a exigir “paciência de chinês”, mas que o objectivo de conciliar os interesses e necessidades de Macau e de Portugal “é possível”. Entre eles, está a “visão” de Macau como “um exemplo pioneiro no mundo no desenvolvimento sustentável”. O desenvolvimento dos serviços, incluindo o comércio, foi a primeira ideia apontada por Mariana Oom para cumprir essa meta. “A banca está bem consolidada, com hipóteses de crescer, e em

Portugal a oferta é grande e de qualidade”, refere a conselheira económica e comercial. No que toca a serviços, a tecnologia de informação, as consultorias para engenharia, arquitectura e decoração são alguns exemplos de uma “lista enorme” onde Mariana Oom crê que Portugal pode apoiar Macau no seu desenvolvimento. A sucessora de Miguel Crespo acrescentou ainda que “as marcas com boa relação qualidade/preço e design moderno” são uma das lacunas do comércio local que as empresas portuguesas poderão colmatar. “Portugal tem imensas marcas, muitas não muito conhecidas, mas achamos que Macau nos pode dar essa escala e notoriedade.” A delegada destacou os sectores do calçado, moda, vestuário, imobiliário e decoração e salientou que a Agência está à procura de parceiros em Macau com vontade de investir nas marcas lusas e usar o território como “montra e teste” para o mercado chinês, em particular, e asiático, em geral. A sustentar a teoria está pub

filipa queiroz

Há quase 15 dias no território, Mariana Oom disse que se sente “em casa” e confiante nos projectos que conjugam interesses de Portugal e Macau

Mariana Oom disse ontem, à margem da recepção consular, que ainda não teve oportunidade de se reunir com os estagiários do Programa INOV Contacto 2011 que continuam a chegar a Macau. A nova delegada disse que ia esperar pelo final das festividades do Ano Novo Lunar para não só conhecer os estagiários como visitar pessoalmente as respectivas empresas de acolhimento. A sucessora de Miguel Crespo também exprimiu a vontade de lançar uma nota de imprensa regular de divulgação das actividades desenvolvidas pela Agência no território.

o avolumado número de visitantes que diariamente espreitam as vitrinas do território. Inclusive as dos vinhos. Mariana Oom sugere um ‘upgrade’ na qualidade e na imagem dos produtos portugueses e atira uma ambição arrojada: “No caso de

um chinês que vá à procura de uma garrafa de vinho mais cara para oferecer, queremos que não escolha directamente o francês mas hesite entre o francês e português.” Os produtos ‘gourmet’ são outra aposta sugerida. A delegada recém-che-

gada ao território reforçou a ideia de transformar Macau numa plataforma importante para os países de língua oficial portuguesa e a vontade de angariar parceiros locais e do continente para investir em Portugal. “Temos óptimos projectos e ideias mas muitas

vezes falta o parceiro certo”, sustentou. Mariana Oom, garante que as ideias têm o dedo de Miguel Crespo, com quem garante que tem contactado regularmente e de quem tem recebido um “apoio fantástico”. A curto prazo, a nova delegada da AICEP disse que ia continuar a estudar o território para complementar a análise “possível” que fez em Portugal, e para a qual contou com o “útil” contributo de “inúmeras reuniões com empresas portuguesas que já têm interesses no mercado de Macau”. A adaptação ao território não se adivinha um obstáculo. “Nunca tinha estado cá e o primeiro impacto foi muito bom. Já passaram quase 15 dias e continuo a sentir-me confortável e em casa.”

Novas regras para habitação social anunciadas ontem

Quem tem menos, paga menos Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

Aí está a nova proposta sobre o cálculo das rendas de habitação social. O Governo submeteu à apreciação do Conselho para os Assuntos de Habitação uma fórmula de cálculo que tem em conta a situação actual de rendimento dos arrendatários de habitação social. Basicamente, as rendas da maior parte dos arrendatários vão manter-se ou descer. Por outro lado, a nova proposta não estabelece o limite máximo de renda, a fim de fazer com que os agregados familiares com rendimentos superiores ao limite máximo

de rendimento mensal suportem as rendas mais elevadas. Tendo em conta que a fórmula de cálculo das rendas de habitação social vigente, estabelecida pela Portaria n.º 249/98/M, não faz referência ao mínimo de subsistência podem suceder os aumentos não razoáveis das rendas quando, com o aumento de rendimento, passar do escalão baixo de renda para o mais alto. A título exemplificativo, se o limite máximo vigente do total do rendimento mensal do agregado familiar da dimensão de um elemento for de 6000 patacas e o seu rendimento mensal for de 8999 patacas, como não excede em mais de

50% o limite máximo de rendimento mensal, o indivíduo irá pagar uma renda fixada no primeiro escalão que é de 600 patacas; se o rendimento mensal for de 9001 patacas, como excede em mais de 50% do limite máximo de rendimento mensal, a renda fixada a pagar passará a ser o dobro, ou seja, 1200 patacas. A consulta social sobre a nova fórmula de cálculo das rendas de habitação social foi levada a cabo em 2008 e a sua proposta foi discutida em 2009, juntamente com o Regulamento Administrativo “Atribuição, Arrendamento e Administração de Habitação Social”.


Doenças crónicas em discussão

sexta-feira 28.1.2011

A Comissão de Prevenção e Controlo das Doenças Crónicas reuniu-se ontem para discutir a tendência desse tipo de enfermidades no território, apontando que a constante epidemia provoca um impacto cada vez mais grave para o desenvolvimento da economia social. Foram constituídas equipas de trabalho nos domínios de doenças do foro oncológico, cardiovasculares, diabetes e respiratórias crónicas, para proceder a trabalhos na prevenção dos factores de risco. Foi ainda elaborado um plano de intervenção com a relação custo-benefício, com vista a diminuir a ocorrência de epidemia das doenças crónicas e o seu malefício, assim como elevar a qualidade de saúde dos cidadãos.

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proposta de lei de controlo ao tabagismo enviada para AL

Vanessa Amaro

vanessa.amaro@hojemacau.com

Depois de um ano de discussões e nenhuma evolução, a lei que irá controlar o tabagismo em Macau parece ter entrado na recta final. Os Serviços de Saúde (SS) informaram ontem que o diploma foi novamente remetido à Assembleia Legislativa, com uma série de emendas que tinham sido solicitadas pelos deputados da 2.ª Comissão Permanente. Segundo o organismo, o Governo procedeu a uma série de “revisões do conteúdo”, baseadas numa “ampla recolha de opiniões e em conformidade com a situação real” do território. Espera-se assim que a proposta possa “ser aprovada com a maior brevidade possível, tendo por objectivo regulamentar a proibição de fumar em grande parte dos espaços interiores de uso público e a protecção do público não fumador do fumo passivo”, informam os SS em comunicado. O diploma esteve em banhomaria durante todo o ano passado, já

Que siga para bingo que os deputados da especialidade nunca conseguiram chegar a um consenso sobre todos os artigos. A principal discordância centra-se na autorização de fumar dentro dos casinos. Em Agosto, o Executivo

concordou em criar um artigo especial para os casinos na nova lei de controlo contra o fumo em locais fechados, tendo em conta o contributo do sector para a economia de Macau. A AL, contudo, não tinha

conseguido chegar a consenso sobre os detalhes da regulação para casinos e outras instalações que ficam sujeitas a uma transição gradual antes da proibição total. O Governo havia proposto em reuniões anteriores a implantação da proibição total de fumar três anos mais tarde para os estabelecimentos isentos. Mas uma vez que os deputados da AL não concordaram sobre o prazo para a proibição total e sobre as medidas de transição, os representantes do Governo concordaram em delinear novas condições após consultar a indústria do jogo comercial e outros estabelecimentos de entretenimento. Chan Chak Mo, presidente da comissão, chegou a admitir que a lei não iria satisfazer a todos e que

Assinados acordos de cooperação para cursos de culinária macaense

a atenção especial aos casinos foi concedida tendo em conta uma “consideração especial sobre as receitas fiscais e do turismo” na aplicação da proibição total de fumar em casinos. Um calendário para a entrada em vigor da lei de controlo do tabaco não está ainda disponível e a comissão previa analisar o diploma em Outubro, logo a seguir o interregno das férias de Verão da AL. Tal, contudo, não chegou a acontecer e a nova lei é enviada apenas agora, com quase quatro meses de atraso. Os SS estão confiantes que agora é que a lei tem pernas para andar. “Com a maior consciencialização do conhecimento geral que a exposição ao fumo do tabaco prejudica gravemente a saúde e no contexto da corrente internacional do controlo do tabagismo, após o esforço conjunto dos diversos sectores da sociedade, pode também vir a ser concretizado em Macau a regulamentação da proibição de fumar em todos os espaços interiores de uso público”, apontou o organismo.

pub

À mesa maquista com qualidade A Associação dos Macaenses (ADM) e a Confraria da Gastronomia Macaense assinaram ontem um protocolo que visa levar a gastronomia de Macau mais longe e com símbolo de qualidade. Em entrevista à Televisão de Macau (TDM), Miguel de Senna Fernandes, presidente da ADM, fez questão de defender que “a cultura de

Macau passa pela gastronomia” e, por isso, é necessário que esta seja levada a outros portos através de formandos com credibilidade. Assim, as duas organizações assinaram ontem os acordos que vão possibilitar a “divulgação da cultura macaense”, salienta Luís Machado, presidente da Confraria, comandada por “exímios co-

zinheiros”, menciona Senna Fernandes, que vão transmitir os seus conhecimentos aos interessados em aprender. “Em Macau as pessoas falam de cursos, gostam de comida macaense, há um certo interesse em aprender, mas muitas vezes querem um curso com a mínima credibilidade”, disse ainda o responsável ao Jornal Tribuna

de Macau. Estes cursos vão dar essa certificação. Apesar de ainda não ter monitores, local ou data definidos, as aulas “são para breve”, garante Senna Fernandes. Com as Confraria e a ADM, os segredos da culinária que “demorou séculos a apurar” vão poder ser aprendidos pelo público geral.

DSAL inspeccionou mais de 5000 estabelecimentos em 2010

Saúde e segurança a pente fino O Departamento de Segurança e Saúde Ocupacional da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) fez 6844 visitas de inspecção ao longo do ano passado, abrangendo principalmente estaleiros de construção, fábricas de vestuário, massas alimentícias, supermercados, fornecedores de combustíveis e hotéis e restaurantes. De Janeiro a Dezembro de 2010, foram feitas 2519 recomendações de melhoramento em obras de construção de edifícios e estradas e punidos 29

estabelecimentos onde anteriormente já tinham sido feitos alertas, tendo um deles sido suspenso. As multas deram-se sobretudo por falta de uso de equipamentos de protecção. Nos 65 supermercados também alvos da inspecção dos técnicos da DSAL, foram emitidas mais de uma centena de recomendações na ordem das melhorias da segurança e saúde ocupacional. No sector do alojamento e restauração, foram as cozinhas dos hotéis e a divisão de manutenção dos quartos os principais destinos,

tendo estas sido alertadas com mais de 400 opiniões dos técnicos para eventuais melhorias nas condições de salubridade. Só as fábricas de vestuário e de produção de massas alimentícias passaram na fase de inspecção sem lhes ter sido interposta qualquer medida de revisão. Os estabelecimentos que em 2009 já tinham sido inspeccionados foram tidos ainda mais em conta e revistos novamente o ano passado. Para 2011, a DSAL compromete-se a continuar com estes trabalhos.

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HM-2ª VEZ 28-01-2011 Acção de Interdição n.º

CV2-10-0207-CPE

2º Juízo Cível

Requerente: O MINISTÉRIO PÚBLICO. Requerido: WONG LONG PO. *** O MERETÍSSIMO JUIZ DO 2º JUÍZO CÍVEL DO TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE DA R.A.E.M.: FAZ SABER que foi distribuída ao 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base de R.A.E.M., a Acção acima mencionada, contra WONG LONG PO, solteiro, nascido em 13/07/1992, filho dos Wong Fu Keung e Wong Oi Wan, titular do BIRM nº.1226950(2), residente em Macau, na Avenida do Almirante Lacerda, Edf. Rito Palace, 6º andar B, para o efeito de ser declarada a sua interdição por anomalia psíquica. Para constar se lavrou este e outro de igual teor que vão ser devidamente afixados nos lugares designados por Lei. Macau, aos 13 de Janeiro de 2011. *****


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desporto

Hóquei em patins | Macau no centenário do Montreux Hockey Club

Aprendendo com o prestígio Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo

“É uma grande honra estarmos novamente presentes no principal torneio de hóquei em patins do mundo. Estamos extremamente contentes com o convite”, afirmou o seleccionador da RAEM, Alberto Lisboa. Representantes dos sete cantos do mundo vão estar presentes na Suíça para comemorarem o centenário do Montreux Hockey Club. A 40.ª edição do prestigiado Torneio de Montreux vai receber as selecções de Portugal, Espanha, França, Alemanha, Argentina, Angola, Macau e a equipa da casa durante quatro dias. De 20 a 24 de Abril, a pista

Lista de vencedores (ordem decrescente de ano)

2009 Portugal 2007 Espanha 2005 Espanha 2003 Espanha 2001 Espanha 2000 Espanha 1999 Espanha 1997 Portugal 1995 FC Barcelona 1994 Portugal

Pierrier at Clarens será recheada de estrelas da orla do hóquei mundial e Macau vai estar presente para aprender com os grandes nomes. “Os objectivos passam por participar numa de aprender e alargar o contacto internacional. São quatro dias a jogar hóquei e é isso que nós

1993 Argentina 1991 Espanha 1989 Argentina 1987 Portugal 1982 Itália 1980 Espanha 1978 Espanha 1976 Espanha 1975 Espanha 1973 Portugal

queremos e precisamos”, revelou Alberto Lisboa. Para o treinador-jogador os resultados são o que menos interessa, mas promete tentar diminuir os marcadores desnivelados da edição anterior. “São selecções muito fortes, não são do nosso campeonato.

Macau em 20.º do ranking mundial A selecção da RAEM está classificada no 20.º posto numa lista de 29 países que compõem o ranking mundial da modalidade. Alberto Lisboa considerou que apesar de tudo a classificação é “razoável”. “Claro que podíamos estar em 13.º ou 14.º, mas como participamos em poucos eventos desportivos e não fazemos jogos durante o

ano a coisa torna-se mais difícil. Em todos os aspectos estamos em desvantagem com essas selecções, porque quase todas estão sempre em acção nas diversas competições e têm campeonato interno para promover a prática da modalidade. Bem, pelo menos não estamos em último como noutros desportos”, comentou ao Hoje Macau.

1970 Portugal 1968 Portugal 1965 Portugal 1963 Portugal 1960 Espanha 1959 Espanha 1957 Espanha 1956 Portugal 1955 Portugal 1954 Portugal

1953 Espanha 1952 Espanha 1950 Inglaterra 1949 Portugal 1948 Portugal 1947 Lisboa 1946 HC Monza 1938 Herne Bay 1933 Estugarda 1930 Herne Bay

Argentina e Angola. No grupo um estarão os colossos como a Espanha, campeã da Europa e do mundo, e Portugal, vencedor da última edição e a melhor selecção de todos os tempos, bem como a estreante Alemanha e a equipa da casa, Montreux Hockey Club.

Ainda assim, vamos tentar melhorar a prestação de há dois anos e evitar as goleadas sofridas. Prometemos isso”, afirmou Lisboa. O cenário, contudo, não parece fácil. Macau estará presente no grupo dois, teoricamente mais fácil, com as selecções da França,

Ranking masculino de Selecções

PONTOS

1 Espanha 2 Argentina 3 Portugal 4 Brasil 5 França 6 Itália 7 Angola

2799 2554 2517 2338 2331 2288 2276

“Não nos podemos iludir. Não vamos com outra intenção que não a de aprender. Não temos qualquer hipótese. Macau tem de ver esta participação como um motivo de orgulho. Apesar de o hóquei não estar enraizado na comunidade chinesa, estar em Montreux é algo de muito importante”, disse o seleccionador da RAEM. Contrariando a tradição, este ano as finais terão lugar no dia 24 de Abril, em vez de no tradicional dia de Páscoa. O Torneio de Montreux, ou Copa das Nações, como também é conhecido, é um dos mais antigos e importantes torneios de hóquei em patins no mundo. É disputado de dois em dois anos, sempre na cidade de Montreux, na Suíça. Actualmente, a competição recebe apenas selecções nacionais, mas em edições anteriores também clubes puderam participar.

(actualizado a 31 de Dezembro de 2010) Pontos

8 Chile 9 Moçambique 10 Suíça (...) 20 Macau (...) 29 Índia

2211 2209 2206 1695 1234


Valdano disponível para dar mais autonomia a Mourinho

sexta-feira 28.1.2011

O director geral do Real Madrid, Jorge Valdano, assegurou, esta quarta-feira, que está disponível para dar mais autonomia a José Mourinho. O dirigente «merengue» não quer aumentar a pressão sobre o treinador português. “Se é precisar dar distância a Mourinho para que se sinta melhor e com mais autonomia, então vamos dar-lhe”, assegurou Valdano, em declarações à imprensa espanhola. O dirigente do Real Madrid assegurou que não quer criar nenhum tipo de atrito com o treinador português: “A minha responsabilidade e não aumentar a pressão que já existe. O treinador sente-se mais cómodo nas suas relações com o presidente, pelo que é preciso procurar encontrar as condições de trabalho que ele mais gosta.”

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Alberto Contador com suspensão de um ano

A contar 365 dias para voltar

O jornal espanhol “El Pais” noticiou esta quarta-feira que Alberto Contador terá pela frente um ano de suspensão, imposto pela Federação espanhola de ciclismo, no âmbito do controlo antidoping com valores anormais registado na última edição da Volta a França. Contador está suspenso preventivamente pela União Ciclista Internacional (UCI) desde Setembro do ano passado, altura em que foi tornado público o controlo. Segundo o El País, o Comité de Competições da Federação espanhola já decidiu o castigo a aplicar, prevendo anuncia-lo oficialmente esta quinta-feira. O corredor, que conta com três vitórias finais na Volta a França (2007, 2009 e 2010), terá 10 dias para recorrer da decisão. O ciclista foi suspenso preven-

tivamente devido a ter registado níveis anormais num controlo anti-doping levado a cabo na última edição da Volta a França, o espanhol Alberto Contador admite que poderá abandonar a competição, caso a suspensão de torne definitiva. “Apenas penso que tudo vai solucionar-se de forma favorável, não posso pensar de outra forma. Mas, se fosse suspenso por dois anos, não posso garantir que vá continuar a correr”, afirmou Contador, em entrevista à Teledeporte. O vencedor da Volta a França admitiu que tem passado momentos “muito duros” desde que foi conhecido o processo instaurado pela União Ciclista Internacional (UCI), tendo reiterado ainda a sua inocência: “Dopar-se é tomar uma substância que esteja na lista

de produtos proibidos e isso não fiz.” Mas Contador não vai viver apenas com o afastamento. A Associação espanhola de produtores de carne (Asoprovac) vai avançar com uma queixa junto do Ministério Público, de forma a que instaurado um processo ao ciclista Alberto Contador. O vencedor da Volta a França justificou os resultados “anormais” num controlo anti-doping alegando ter sido vítima de contaminação alimentar, supostamente causada por uma carne que comeu na véspera e no próprio dia do teste a que foi submetido, a 21 de Julho. Através de comunicado, a Asoprovac anuncia agora que pretende que o Ministério Público inicie uma investigação para “clarificar a possível veracidade das declarações feitas por Alberto Contador”.

Hulk bisa na vitória do FC Porto diante do Nacional

Eleições no Sporting | Começam a aparecer candidatos

O avançado brasileiro Hulk esteve em destaque ao bisar e ao fazer a assistência no terceiro na vitória do FC Porto sobre o Nacional (3-0), em jogo antecipado da 20.ª jornada. Após este resultado passa a contar 11 pontos de vantagem para o Benfica, mas tem um jogo a mais. O Nacional tinha infligido a primeira derrota ao FC Porto da temporada, em jogo da Taça da Liga, mas desta vez a resistência da equipa insular apenas durou quatro minutos. Belluschi cruzou e Hulk, de cabeça, inaugurou o marcador. Aos 33 minutos novo golos dos Dragões, James, boa exibição, desmarcou Hulk e o avançado rematou cruzado e sem hipóteses para Bracali. Em cima do intervalo, aos 45

Advogado e empresário atentos à vida do clube. Pretendem reunir maior número de opiniões. Reuniões sucedem-se. Com o objectivo bem definido de, nesta fase, apenas ouvir o que têm para dizer as várias sensibilidades do universo leonino acerca do preocupante momento que o emblema atravessa, Rogério Alves, presidente da Mesa de Assembleia Geral da SAD dos leões, e Paulo Pereira Cristóvão, candidato derrotado nas últimas eleições, têm procurado unir esforços e mantido conversas com muitos adeptos ligados ao Sporting, uns mais mediáticos do que outros, no sentido de perceberem qual será, na opinião deles, o melhor caminho a seguir para ajudar o clube a ultrapassar esta fase mais turbulenta. As reuniões sucedem-se, discutem-se ideias e pontos de vista de forma construtiva, sendo que o objectivo passa por reunir o maior número de sensibilidades e uni-las em prol do Sporting. Entretanto a equipa de futebol treinou em Alcochete. Maniche esteve em campo apenas durante dez minutos no treino de ontem do plantel do Sporting. O médio iniciou a sessão com os restantes companheiros, mas recolheu às

Nunca visto... é mesmo incrível com a bola no pé

minutos, o avançado brasileiro Hulk, de calcanhar, assistiu James e o colombiano fez um “chapéu” ao guarda-redes do Nacional. Na etapa complementar, o FC Porto continuou a criar oportunidades de perigo por Hulk (trave), Sapunaru (trave), Walter, mas o resultado não sofreu mais nenhuma alteração. Com a vitória frente ao Nacional, o FC Porto passa a ter 11 pontos de vantagem sobre o mais directo perseguidor, com mais um jogo, é certo. André Villas Boas diz, por isso, que este triunfo só tem importância se a equipa continuar a ganhar os jogos que tem pela frente. “Este jogo também podia ter efeito contrário. É sempre preciso ganhar os jogos e nenhum campeonato é fácil ganhar. Temos de trabalhar muito, e o talento e a energia são decisivos para chegar ao fim como queremos. Estamos a fazer o nosso percurso e optámos por antecipar este jogo para podermos ter uma semana mais para o jogo com o Sevilha, além de ser a correspondente ao jogo entre Sporting e Benfica. Mas, de qualquer forma, tudo só faz sentido se continuarmos a ganhar até essa jornada”, disse o treinador do FC Porto, na habitual flash interview no final do jogo.

Rogério Alves e Cristóvão auscultam sensibilidades

Rogério Alves

instalações da Academia pouco tempo depois. Desconhece-se por enquanto o que estará na origem da saída precoce do jogador, não havendo qualquer indicação quanto a um eventual problema físico.


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cultura

Jornal Público faz análise das mutações na língua portuguesa

Já se “focalizou” no português que anda a O novo português não precisa de se concentrar - precisa de se “focalizar”. Não tem de ser resistente - tem de ser “resiliente”. Não imprime um texto - “printa”. E não tem esperança - tem “ilusão”

printar

No domingo passado, quando as televisões anunciaram os resultados das sondagens das presidenciais em Portugal, o nome que se ouviu nos vários canais abertos nacionais foi Cavaco Silva. Mas para quem assistiu aos programas de análise do processo eleitoral, o verdadeiro vencedor foi outro: a palavra “focalizar”. Toda a gente “focalizou” na noite de domingo: ministros disseram que era hora de nos “focalizarmos” nos verdadeiros problemas do país, comentadores políticos abriram as suas intervenções assinalando que iam “focalizar-se” no discurso vingativo de Cavaco, membros dos media interromperam-nos para fazer pub

a emissão “focalizar-se” neste ou naquele hotel onde políticos de ar muito - como dizer? - “focalizado” se aprestavam a começar os seus discursos. Foi, sem dúvida, uma vitória estrondosa. Até há uns anos, quando a pessoa A achava que a pessoa B estava desconcentrada dizia: “Tens de te concentrar.” Hoje, se quiser fazer-se entender, terá de dizer: “Foca-te.” O verbo “focalizar” usado como tem sido - no sentido de “concentrar” é um anglicismo e deriva do inglês “to focus”. Por interferência fonética chega-se ao verbo “focar”. A este tem sido recentemente aplicado o sufixo “izar”. O resultado, “focalizar”, é um neologismo semântico, uma palavra que já existia, com um sentido restrito, e que ganhou um novo sentido. Este é apenas um dos muitos casos de deturpações que se têm infiltrado na língua portuguesa, tornando-se de uso corrente. Já tínhamos o “salvar” (no sentido de “gravar”) vindo de “to save”ou “printar” (no sentido de “imprimir”) vindo de “to print”. Mas recentemente há toda uma nova vaga de neologismos semânticos, que vão de “realizar” (no sentido de “aperceber-se de”) a “ilusão” (no sentido de “esperança”). Pergunta fatal: devemos começar a preparar as exéquias à língua portuguesa? Para os três linguistas e um publicitário que o Público consultou a este propósito, é mais ou menos consensual que a língua é um ser mutável, as palavras têm de vir de algum lado e tanto quanto se sabe o português ainda não está ligado à máquina.

Focalizar por aí

Mas nas bocas das gentes pairaum new portuguese que traz aos discursos bastantes - e cómicas - complicações, particularmente a quem conhece a língua. A maior parte destas “novas” palavras é um anglicismo, como no caso de “focar” e “focalizar” no sentido de “concentrar”. O que para o investigador e

colapsar

linguista Malaca Casteleiro “é uma barbaridade”. Outro “anglicismo claríssimo” é o verbo “realizar” usado no sentido de “aperceber-se de” e derivado de “to realize”. O linguista Carlos Gouveia, embora concordando que “este “realizar” é um neologismo semântico”, vê aqui um caso diferente do anterior. É que “há determinadas construções que não são tão naturais na língua portuguesa como noutras línguas”, explica. “Dizer “I realized”em português implica uma paráfrase, uma estrutura mais complexa.” No caso, qualquer coisa como “tomei consciência de”. A questão, para Malaca Casteleiro, é que a língua portuguesa tem dificuldade “em dizer as coisas de uma forma curta”, que é “o que o inglês consegue fazer”. “A nossa língua é analítica e não sintética.” Outro exemplo: há umas semanas, num noticiário, dizia-se que determinado prédio tinha “colapsado”. Há dicionários que registam “colapsar” como “queda súbita”. No Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea elaborado pela Academia de Ciências de Lisboa sob direcção de Malaca Casteleiro não

guglar

existe o verbo “colapsar”, mas existe “colapso”. Os dois primeiros significados são de ordem médica, existindo outra no sentido comercial (imaginemos: “A Bolsa colapsou”). No entanto, diz o professor, este sentido “não [o] repugna”. Tanto não o repugna que do Dicionário Gramatical de Verbos Portugueses consta “colapsar” com o exemplo: “A explosão colapsou a estrutura”, o que, segundo o professor, torna o exemplo relativo ao prédio “aceitável”. “Aparentemente há um anglicismo”, diz Margarita Correia, linguista. Mas, ressalva, “no século XV e XVI usava-se isso: tinha-se o nome e acrescentava-se “ar””.Mais exemplos: “terminar” é hoje usado no sentido de “destruir” (“terminate”), “submeter” no sentido de “entregar” (“to submit”), “deletar” é usado como “apagar” (“to delete”) e “traçar” é usado como “rastrear” (“trace back”). Claro que os neologismos semânticos não são uma novidade e Carlos Gouveia dá mesmo um curioso exemplo do caso: “Os suportes dos carris, que eram barras, tinham como nome inglês “sleepers” (de “to sleep”, dormir). O nome popular em português passou a ser xulipa. Mas a

partir da expressão original criou-se o nome “dormentes”, que é outro neologismo semântico.” A novidade aqui será a quantidade de termos que entraram em pouco tempo no nosso léxico e o facto de algumas destas palavras virem de uma revolução tecnológica - que aliás já nos tinham dado verbos como “printar” e “salvar”, que à primeira vista parecem fazer já parte da linguagem corrente. Carlos Gouveia não concorda. “Este género de fenómenos, como “printar”e “salvar”, ainda não estão fixos na língua portuguesa”, afirma. “As pessoas podemnas dizer assim, mas não as escrevem.” Para o linguista “há uma consciência do que se pode escrever e da diferença face à oralidade”. Já verbos como “mailar” e “googlar” são “casos diferentes dos outros”, que “não vão ficar”. São “muletas de que as pessoas se servem neste momento particular” e das quais “as pessoas têm consciência, ao contrário do “focalizar”, em que provavelmente não há consciência do erro”.

focalizar


Clube Militar recebe concertos de música de câmara Hoje tem início o primeiro de dez concertos da série de 2011 das “Jornadas Musicais do Clube Militar”. Ao final da tarde da última sexta-feira de cada mês, o Salão Stanley Ho recebe dez espectáculos de música de câmara. Com hora marcada para as 19h00, o “Concerto de Ano Novo Chinês” desta sexta-feira conta com a participação da pianista Christine Hong, a soprano Seng Nga Kam, a tocadora de pipa Wong Ling Yan e a violinista Ng Wai-yin, num tema 100% dedicado à música erudita chinesa. Com o apoio de associados e músicos profissionais de Macau e da Associação de Artes & Cultura Yun Yi, os bilhetes encontram-se à venda na recepção do Clube Militar e custam entre 50 e 160 patacas (este com jantar).

a falar?

Malaca Casteleiro concorda com Gouveia, porque estes verbos “dizem respeito a actividades novas”. Na sua opinião podia-se “grafar “googlar” com “u” [ficando “guglar”], mesmo sendo um decalque fonético”. Onde anda o português?

No meio destas confusões o português anda perdido ao ponto de não saber onde anda. Em compensação, o “onde” anda por todo o lado. De repente deixou-se de dizer “em que” para se dizer “onde”. Diz-se que 1974 foi o ano “onde” os portugueses se libertaram de uma ditadura, etc. Fará isto sentido? “O “em que” é mais geral porque tanto localiza no espaço como no tempo”, explica Malaca Casteleiro. “O “onde” é locativo, localiza no espaço.” Pelo que “há um alargamento semântico da palavra” que ao professor parece “um pouco extemporâneo” ou mesmo “pouco razoável”. No entanto, “é possível que [“onde”] acabe por se fixar com os dois sentidos”. Em jeito de conclusão renomeiem-se as causas desta pequena mutação na língua: sobreexposição a uma cultura, permeabilidade, moda, integração social, excesso de informação não filtrada. Mas também “um novo-riquismo linguístico”, como diz Malaca Casteleiro, patente - exemplos nossos - na necessidade de reinventar a roda e que é notória no uso de expressões como “deslocalizar” (que é “deslocar”) ou “inverdade” (que é uma coisa antiga, que já não existe, chamada “mentira”). “Estas expressões tornam-se bordões linguísticos e sociais”, avança o investigador, que deixa um pedido: “Devia haver nos meios de comunicação um provedor da língua portuguesa que passasse em revista a escrita e desse sugestões, porque trata-se de defender um bem que é nosso.” Ou dito de outra forma: no que toca ao português, sejamos “resilientes”. Isto é, “resistentes”.

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Macaense distinguido e premiado no Canadá

Em prol da comunidade José Cordeiro, presidente do Clube “Amigu di Macau”, em Toronto, foi distinguido pelo “Prémio Comunidade” do “Toronto Chinese Media Award” na semana passada. Desde os anos 90, que este “filho de Macau” fomenta as ligações entre a comunidade chinesa de Macau residente no Canadá e o território, primeiramente como membro da direcção do Clube de Macau em Toronto, e desde 2002 com o “Amigu di Macau”. Os objectivos de José Cordeiro passam pela promoção do território e da sua

cultura naquela região norte-americana, por exemplo, incentivando espectáculos de música chinesa. Em 2003, por altura do primeiro aniversário do clube que preside, José Cordeiro assinou protocolos com Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau, com vista a reforçar cooperações entre as instituições académicas e culturais do Canadá e da RAEM. As exposições mundiais “Macau é um espectáculo”, exibida no Consulado Geral de Portugal em Toronto, e

“RAEM – Uma história de sucesso”, exposta na Universidade de Toronto, foram ambas organizadas pelo macaense, na véspera dos 10.º aniversário da transferência do território para a China. Entre as 53 personalidades chinesas residentes e premiadas no Canadá, José Cordeiro, ou Kou Chan Seng, é o único a representar Macau. O premiado fez questão de agradecer à diáspora macaense e à população da RAEM pela “recompensa pela dedicação em prol da comunidade e pelo forte incentivo para continuar o trabalho”. O prémio da imprensa de língua chinesa, iniciativa de 33 jornais chineses, é apoiado pelas mais diversas entidades originárias da China, do Canadá. pub

Menina de 11 anos escreve livro que já se vende em mais de 20 países

A filha da China Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

Tem 11 anos e há um ano atrás escreveu “A filha da Torre Eiffel”. Bethany Huang é uma jovem sino-americana que frequenta o sexto ano numa escola em Nova Iorque e que já viu a sua primeira obra correr o mundo. Distribuído nas Américas do Norte e Latina, Europa, Ásia, África e Ilhas do Pacífico, “A filha da Torre Eiffel” é uma história sobre amor, família e vida. Swanilde é a figura principal que tem de enfrentar o divórcio dos pais e vê a mãe casar uma segunda vez com um espião. A “aventura”, como lhe chama a autora, desenrolase então entre mentiras e

verdades, levando Swanilde a desempenhar papéis de verdadeira coragem. Para Bethany Huang, o livro, que demorou um ano a ser completado, é ideal para todos os adolescentes entre os nove e os 14 anos. A jovem, cuja escritora favorita é J.K. Rowling, autora dos livros de Harry Potter, já começou a escrever o segundo livro – “A família Chang” -, que conta a história de quatro irmãos, mas diz querer continuar a estudar, frequentar a Universidade de Harvard e tirar um curso de moda em Paris. “A filha da Torre Eiffel” está à venda em vários sites da internet, entre eles o próprio da autora (www. bethanyhuang.com) e a Amazon.

Hoi Hoi e Sam Sam em versão 3D em postais São quatro postais com tecnologia de “realidade aumentada” e estão à venda na loja de lembranças do Pavilhão do Panda Gigante. Com o objectivo de dar a conhecer não só a história como o dia-a-dia dos mais recentes habitantes de Seac Pai Van, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) projectou e produziu estes postais que contêm gráficos codificados e uma história ilustrada com imagens 3D. O primeiro modelo dá a conhecer o percurso da deslocação de Hoi Hoi e Sam Sam desde Sichuan até à chegada a Macau e os restantes foram desenhados com base nos hábitos e características do panda gigante, com vista a aumentar o conhecimento dos cidadãos sobre esta espécie animal.


ideias

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l u z de i n ver n o Boi Luxo

Wakamatsu Koji

Shinjuku Mad, 1970

Este será dos filmes em que essa intenção erótica está mais escondida sem, no entanto, esquecer a obrigatoriedade em mostrar a intervalos regulares e precisos, a quantidade de nudez que as regras do género impunham -‘Merda. Agirei só’. (pai de Juro Makita). Para aqueles a quem o recente entusiasmo pelos filmes de Wakamatsu Koji cria uma compreensível irritação peço um pouco mais de paciência. Este filme centra a sua atenção em uma preocupação diferente de algumas das preocupações pop-revolucionárias e eróticas mais persistentes nos seus filmes. É o único filme de Wakamatsu que conheço que gira lentamente em torno de apenas uma figura, a figura de um pai. Este é um pai simples, um pai rural, empregado dos correios numa pequena localidade em Kyushu. No entanto, de um modo tunitruante, este é mais um filme de Tóquio, um filme que se passa, como o título desvenda, em Shinjuku, uma zona da cidade que Wakamatsu conhecia bem e onde, interessantemente, o futuro realizador e produtor pela primeira vez tomou contacto com o mundo do cinema enquanto “funcionário” da mafia local. Há algo que receio nunca ter referido, que é o modo como Wakamatsu Koji usa Tóquio. Em que outro sítio poderia ele filmar ? Porquê afastar-se de Tóquio quando é nas ruas desta cidade ao mesmo tempo imensa e provinciana que o drama japonês se desenrola em todo o seu esplendor e em toda a sua miséria ? É a ausência de uma intenção de mostrar a cidade que a cobre

de uma inevitabilidade inultrapassável. É a ausência de interesse em a tornar interessante que nos permite percorrê-la com uma doce familiaridade. Saberão alguns que um dos seus filmes mais famosos se passa quase na sua totalidade no terraço de um prédio em Tóquio (também em Shinjuku). Enquanto assistimos às últimas horas de vida de uma jovem repetidamente violada a vida da cidade prossegue, ruidosa e indiferente, uns andares em baixo. Também neste filme somos atingidos por essa poesia da inevitabilidade, a inevitabilidade da passagem indiferente do tempo urbano, morno e longo. Já aqui fora lembrado que a opção pelo cinema erótico se prende com um gosto epocal, com um gosto pessoal mas também com uma circunstância prática. Filmar pornografia assegurava a apresentação pública dos filmes através da vasta rede de distribuição/exibição existente para a mostra deste tipo de filmes que, como foi também já recordado, atingiu nos anos 60 e 70, no Japão, níveis elevadíssimos de espectadores. Em certas alturas mais de 50% de toda a produção nacional era de tipo pornográfico. Deste modo se evitava o incómodo de fazer filmes para um número muito reduzido de espectadores frequentadores apenas dos círculos do cinema independente. Este será dos filmes em que essa inten-

ção erótica está mais escondida sem, no entanto, esquecer a obrigatoriedade em mostrar a intervalos regulares e precisos, a quantidade de nudez que as regras do género impunham. Remeto aqueles a quem uma maior erudição pornográfica tentar para o completíssimo livro de Jasper Sharp Behind the Pink Curtain, The Complete History of Japanese Sex Cinema. Aí se dá conta, de modo suficientemente obsceno, das carreiras de, entre outros cineastas da esquerda revolucionária e erótica, Wakamatsu Koji e Masao Adachi. Neste filme um senhor de província percorre Tóquio com a intenção de compreender porque foi o seu filho assassinado. É raro nos filmes de Wakamatsu uma personagem ganhar, ao longo do seu desenrolar, uma modelação tão completa, é raro uma figura crescer enquanto personagem e assumir-se com uma caracterização tão complexa. É igualmente raro que um filme se fixe tão intensamente em apenas uma figura e que em relação a ela se crie uma tão grande simpatia (à excepção dos planos iniciais quer-me parecer que o pai de Juro está presente em todos os outros planos do filme). Esta evolução dá-se tendo como cenário Shinjuku, uma zona de Tóquio cuja atmosfera à altura poderia ser descrita, como explica Jasper Sharp no livro em cima sugerido, “como simultaneamente um carnaval,

uma gigantesca festa e uma zona de guerra, a Art Theatre Guild’s Shinkuku Bunka funcionando como o seu centro cultural”. Na sede desta instituição se juntavam os nomes mais proeminentes da cena do teatro, do cinema e da dança underground da altura. O protagonista de Shinjuku Mad percorre este mundo e este filme serve assim também como colorido documento epocal (como aliás acontece com outros filmes deste autor). Nele vemos hippies locais, hare-khrishnas, membros de bandos revolucionários de motas, uma polícia receosa de se aventurar no sub-mundo e uma maneira desprendida de filmar tudo isto. Não é um exercício totalmente deslocado pensar quão diferente teria sido o resultado se este argumento tivesse sido filmado por Kusosawa. Certamente sem este desprendimento, certamente sem o vento angustiado que percorre alguma destas cenas mas com uma compreensão da inutilidade de perceber. Estas não são as ruas de Kurosawa e este seria olhado de modo desconfiado se as percorresse. No olhar de Wakamatsu este é verdadeiramente um filme de cidade e é esta facilidade que o transforma num objecto sincero, despido da vaidade e da cobardia que atormenta, no fim, as suas figuras mais radicais.


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15 Quando se agita a água surgem ondas. Quando a energia é perturbada, a sabedoria diminui.

Capítulo 134 Lao Tzu disse: Governar as coisas não é feito pelas coisas, mas pela harmonia. Governar a harmonia não é feito pela harmonia, mas pelos homens. Governar as pessoas não é feito por pessoas, mas por líderes. Governar os líderes não é feito pelos líderes, mas pelos desejos. Governar os desejos não é feito pelos desejos, mas pela natureza. Governar a natureza não é feito pela natureza, mas pela virtude. Governar a virtude não é feito pela virtude, mas pela Via. Quando chegas à raiz da natureza humana através da Via, não se verifica perversidade nem poluição. Porém, quando estás mergulhado nas coisas por muito tempo, esqueces essa raiz e te conformas a uma natureza fictícia. Comida, vestes, rituais e usos e costumes não são natureza humana, pois são tomados a partir de fora. Assim, a natureza humana quer equanimidade, mas os desejos habituais a ferem. Apenas aqueles que estão imbuídos de Via se podem desapegar das coisas e regressar a si. Quando dispões de meios para reflectir sobre ti próprio nunca perdes de vista as condições e os sentimentos dos outros. Se não dispões de meios para reflectir sobre ti próprio, a confusão vem à baila quando ages. Enquanto te entregares aos teus desejos, a ponto de perderes de vista a tua natureza essencial, a acção nunca será correcta. Se dessa forma tentares manter a tua saúde, perderás o teu corpo. Se dessa forma tentares governar uma nação, perturbarás o povo. Aqueles que não escutaram a Via não dispõem de meios para regressar à sua natureza essencial. Em tempos longínquos, os sábios atingiram isto em si mesmos, de tal modo que as suas directrizes eram aplicadas e as suas proibições eficazes. Sempre que davam início a projectos, começavam por acalmar suas mentes e purificar seus espíritos. Quando o espírito é puro e a mente calma, é possível ser correcto. Quando perdes teu ouvido, dando-o a repúdio e elogio, e os teus olhos se abandonam a formas coloridas, será impossível regular os teus afazeres por muito que o queiras. É por isto que o vazio é valorizado. Quando se agita a água surgem ondas. Quando a energia é perturbada, a sabedoria diminui. Uma sabedoria diminuída não pode ser usada para determinar o que é correcto, a água agitada não pode servir de nível. Por isso, os reis-sábios se atêm à unidade, por ela trazendo ordem aos sentimentos e naturezas das pessoas. A unidade é preciosa, sem nada que se lhe compare em todo o mundo. Por confiarem no incomparável, os reis-sábios dirigem o mundo.

Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho O texto conhecido por Wen Tzu, ou Wen Zi, tem por subtítulo a expressão “A Compreensão dos Mistérios”. Este subtítulo honorífico teve origem na renascença taoista da Dinastia Tang, embora o texto fosse conhecido e estudado desde pelo menos quatro a três séculos antes da era comum. O Wen Tzu terá sido compilado por um discípulo de Lao Tzu, sendo muito do seu conteúdo atribuído ao próprio Lao Tzu. O historiador Su Ma Qian (145-90 a.C.) dá nota destes factos nos seus “Registos do Grande Historiador” compostos durante a predominantemente confucionista Dinastia Han. A obra parece consistir de um destilar do corpus central da sabedoria Taoista constituído pelo Tao Te Qing, pelo Chuang Tzu e pelo Huainan-zi. Para esta versão portuguesa foi utilizada a primeira e, até à data, única tradução inglesa do texto, da autoria do Professor Thomas Cleary, publicada em Taoist Classics, Volume I, Shambala, Boston 2003. Foi ainda utilizada uma versão do texto chinês editada por Shiung Duen Sheng e publicada online em www.gutenberg.org.


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Ideias

16 per s pecti va s Jorge Rodrigues Simão

O Med Mesign

A

“Without a healthy planet to cleanse our wastes and provide us with resources, we will wither. Unless we can find a way to live in balance with the natural systems that sustain us, our species will ultimately reach a dead end. That’s the bottom line.” The Big Picture David Suzuki and David Robert Taylor

nossa cultura ocidental é abundante de ideias absurdas, nas quais os cientistas e demais pessoas acreditam com uma fé inabalável, e muitas corrompem a nossa preocupação com o planeta. A ciência têm contribuído com análises e estudos muito importantes acerca da vida, mas a nossa cultura impede-nos de aceitar e utilizar tais contributos. Existem muitos exemplos, dos quais podemos destacar o planeta visto do espaço; os povos “Chewong” que vivem nas florestas da Malásia; ou organismos do microcosmos, que na sua maioria são ignorados pelos biólogos e as lições de “Gaia”, a concepção da vida para além da biologia, segundo os professores Vladimir Vernadsky e James Lovelock. O célebre filósofo alemão Friedrich Nietzche considerava que a filosofia era um explosivo que punha tudo em perigo. Os cientistas continuam a amedrontar-se, quer com a filosofia, quer com os filósofos. Tendem a denunciar a suavidade da filosofia ou a negar a sua importância, quando na realidade tem tanto a dizer sobre a actividade dos cientistas. A imagem da Terra vista do espaço transformou todos os astronautas. Tentaram explicar ao mundo a sua mudança de posição em termos filosóficos, mas sentiram que poucos lhes prestaram atenção. O escritor americano Frank White publicou um livro, em 1987, com as entrevistas de todos os astronautas vivos, intitulado “The Overview Effect – Space Exploration and Human Evolution” que nos faz viver essas viagens ao espaço com eles e permitir-mos dar uma espreitadela. O astronauta Eugene Cernan, o último ser humano a caminhar na superfície lunar, como comandante da Apollo 17, afirmou: “Quando estamos na órbita da Terra e olhamos para baixo, vemos lagos, rios e penínsulas, como a Florida. Sobrevoamos rapidamente as alternâncias topográficas, como montanhas cobertas de neve, desertos ou faixas tropicais muito visíveis. Passamos pelo nascer e pelo pôr-do-sol cada noventa minutos. Quando estamos na órbita da Terra, ganhamos uma nova perspectiva. Agora estamos sobre os Estados Unidos, no minuto seguinte estamos sobre outra região do mundo. Abarcamos a distância que vai de um pólo ao outro, de

A ciência têm contribuído com análises e estudos muito importantes acerca da vida, mas a nossa cultura impede-nos de aceitar e utilizar tais contributos um oceano ao outro, sem virarmos a cabeça. Vemos a América do Norte e do Sul a desaparecer, enquanto a Terra gira à volta de um eixo, deixamos de a ver e depois, como por milagre, surge a Austrália, Ásia, e por fim toda a América. Perguntamo-nos: Onde estou verdadeiramente no tempo e no espaço? Não detectamos as barreiras da cor, da religião e da política que dividem o mundo. Se pudéssemos levar toda a população do mundo lá acima, não teriam uma sensação diferente e uma nova perspectiva?” Todos os astronautas tentam transmitir a mesma mensagem. Os cientistas que estudam outros planetas, como Marte, Vénus, Júpiter e Saturno, estudam-nos como um todo, mas nós, que estudamos a Terra, não o fazemos. Porquê? Porque somos filhos de um judaico-cristão, de um muçulmano, de um neodarwinista ou de outra religião qualquer. As religiões são absurdas não só pelo facto de serem confusas, mas também porque são perigosas para a nossa relação para com o planeta e com os nossos parceiros não humanos, que nele igualmente vivem. O ambiente cultural em que fomos criados impede que, na nossa aprendizagem, encaremos a Terra como um planeta total. Quando os resultados científicos colidem com as verdades culturais e religiosas não formuladas, a ciência levanta objecções. A captação de dados por controlo remoto, por exemplo, diz-nos muito acerca da escala do macrocosmo. Imagens extraordinárias captadas pelo satélite “Landsat 7”, de um

rio da Amazónia que corre da direita para a esquerda, nas imediações da Rondónia, no Brasil. Que significam as linhas aí representadas? Uma variante de afloramentos circulares? Um estado onde se vive de uma forma desumana? Ao nível do solo pode-se verificar que essas linhas são na realidade estradas, rodeadas por faixas de floresta destruída. A enorme quantidade de clareiras existentes na floresta faz desta situação um fenómeno global. Não sentimos qualquer dor, como se arranhássemos a cara ou mordêssemos a língua, porque a destruição das árvores é feita em nome do progresso, que consta do escudo da bandeira brasileira, que no caso será não sustentável e sem ordem, em prol dos produtos florestais que concorrem no mercado global e de mais espaço vital para os brasileiros em desespero. Os professores David Suzuki e Peter Knudtson, publicaram em 1992, o livro “Wisdom of the Elders: Sacred Native Stories of Nature”, demonstrando que o modelo vigente em muitas culturas tradicionais é mais favorável à aprendizagem da biologia que o existente. Um dos exemplos apresentados é o de “med mesign” que significa “olho diferente” dos povos “Chewong” da Malásia, em que cada ser vivo vê o mundo através dos seus olhos. O tigre vê-o à sua maneira, assim como o caracol, o lagarto e o homem. O “med mesign” refere-se assim, ao modo como cada

um vê o mundo através da sua percepção. Os povos “Chewong” identificam-se com formas de vida semelhantes, revelando as suas obrigações morais nas suas atitudes e actividades quotidianas. Num conto “Chewong”, uma família é constantemente perseguida por um tigre enfurecido. Bongso é o chefe espiritual e o herói dos “Chewong”. Possui a capacidade de ver no mundo de todos os outros seres, sem perder a perspectiva do seu. Pouco tempo depois, Bongso consegue salvar a família aterrada, empalando o tigre com uma armadilha feita de troncos aguçados bem enterrados na floresta. Na presença dos aldeãos, lança fumo sagrado sobre a cabeça do animal morto e pergunta-lhe: “Porque querias comer-nos?”. O tigre levanta a cabeça e, expelindo o último suspiro, responde: “Eu só via carne”. O tigre via a família em fuga com “med mesign”. Cada ser vivo homem ou tigre, vê a realidade à sua maneira. Os povos “Chewong” vêem carne nos animais selvagens que perseguem na floresta. O tigre devorador de homens olhava para as mães e para os filhos e só via carne. A nossa civilização só vê dinheiro. Tudo o que vemos é dinheiro. Entretanto as florestas são incendiadas, as crianças são maltratadas e as pessoas morrem de fome. Que conclusão podemos tirar da biologia? E da ciência? Quais são as novas conclusões que se retiram depois dos estudos pelos cientistas dos organismos quase invisíveis do microcosmos? Os únicos seres produtivos são as cianobactérias. Esses génios verdes convertem a luz do sol em matéria orgânica e libertam gases para a atmosfera. Muitas delas são apanhadas pelas plantas. A produtividade é um virtuosismo das bactérias, em especial das cianobactérias, de agora e de sempre. Em última análise, o produto nacional bruto (PNB) de um país só poder ser biológico, não industrial. Sabemos que existem limites naturais ao crescimento de todas as populações. Isto não pode ser ensinado nas escolas quiçá, porque a nossa civilização diz-nos que os seres humanos dominam o planeta. E a civilização só vê dinheiro. Sabemos que o sobrepovoamento provoca a destruição. Sabemos que provoca conflitos e outros comportamentos extremados. Sempre que existe um excesso de população entre os mamíferos, surgem comportamentos agressivos; até os herbívoros canibalizam os seus companheiros se forem sujeitos a um forte sobrepovoamento e morrerem de fome. Sabemos estas coisas. Porque nada fazemos? Porque os nossos pressupostos culturais contradizem estes conhecimentos.


gonçalo lobo pinheiro

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Gisela Fernandes Nunes | secretária-geral da Santa Casa da Misericórida

“Estou destinada a sujar os sapatos” Filipa Queiroz

filipa.queiroz@hojemacau.com.mo

Há cerca de uma década, deixou Macau com um sonho e uma missão: estudar planeamento urbanístico e contribuir para o desenvolvimento da terra natal. “Na altura, achei que era uma coisa que faltava no território, uma pessoa olhava à volta, para as zonas residenciais, as lojas, e percebia essa necessidade”, explica Gisela Nunes. “Pensei na altura, ingénua, vou mudar isto tudo!” Não mudou tudo mas meteu, literalmente, mãos à obra. Antes, passou pela Europa. Estudou Urbanismo durante quatro anos na Universidade de Southbank, em Londres, uma experiência que não só alargou horizontes profissionais como pessoais. “Como rapariga e filha única, de pais muito conservadores, nunca tive hipótese de ter uma grande vida social”, conta. Gisela cresceu no seio de uma família descendente de portugueses onde “era proibido falar chinês em casa”. “Só se via televisão em português ou inglês, mas fora do lar e das aulas era tudo em chinês. É confuso mas é por isso que os macaenses falam um pouco de tudo”, defende. Licenciatura concluída, e uma tese de pós graduação na Universidade de Paris sobre o património português em Macau debaixo do braço, Gisela recusou uma oferta de trabalho na capital inglesa e rumou de volta a Macau. Mesmo a tempo de assistir ao nascimento da RAEM. A família foi o

principal motivo, e rapidamente Gisela perceberia que tinha tomado a decisão certa. Depois de bater à porta “das duas entidades minimamente relacionadas o curso”, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e as Obras Públicas, Gisela Nunes percebeu que o planeamento urbano não era o caminho. “Hoje já começa a haver, mas naquela altura era praticamente inexistente, não podia esperar dez anos para ter um emprego.” A oportunidade no Instituto do Desporto foi a tábua de salvação. “Comecei por ser responsável pelo estágio de preparação da Selecção Portuguesa para o Mundial de Futebol de 2002, no Japão e na Coreia”, explica. Gisela era responsável pela gestão das instalações e do pessoal no estádio. Começa a adrenalina. “Houve um grande jogo, o Portugal-China, encheu o estádio. Deu muito trabalho mas valeu a pena!”, recorda. Passou pouco tempo para surgir um “desafio gigante” chamado Comité Organizador dos 4.º Jogos da Ásia Oriental (MEAGOC), em 2005. Gisela foi uma das administradores da organização, acompanhando durante quatro anos as obras dos recintos desportivos que tiveram de ser construídos do zero para corresponder aos padrões internacionais. “Tive a honra de acompanhar de raiz a maior obra pública

da altura”, conta, referindo-se ao Macau Dome, no Cotai. “Naquela altura não havia Venetian nem nada naquela área”, recorda. “Foi uma experiência única”, diz, da qual, aliás, não colheu apenas frutos profissionais. Gisela conheceu o actual marido por causa do MEAGOC. Ele é português e ela era a única na equipa a dominar a língua. “O presidente disse-me para tomar bem conta do seu conselheiro jurídico e eu, como funcionária leal que sou, tomei conta dele... até hoje!”, conta, rindo. Já lá vão oito anos. Depois de quase sete anos carregados de adrenalina, a doença meteu um travão na vida de Gisela Nunes. Foi forçada a abandonar as funções no MEOGOC e passar por um período de repouso que, no entanto, lhe deu a oportunidade para fazer “coisas que há muito tempo queria fazer”, como dedicar-se ao casamento e passar mais tempo com os pais. A mãe viria a falecer pouco tempo depois. “Acredito que tudo na vida tem uma razão de ser, por ter saído da organização dos jogos pude acompanhar os últimos tempos da minha mãe.” Em Setembro de 2010, o desafio número dois. António José de Freitas, provedor da Santa Casa da Misericórdia, convidou-a para exercer o cargo de secretária-geral da instituição mais antiga de Macau. “Disseme que precisava de ajuda e sangue novo.”

Assim, Gisela volta a abraçar a missão favorita: contribuir para a sociedade. Católica, foi catequista quando era jovem e a Santa Casa nunca lhe foi um lugar estranho. Pelo contrário. “Os meus pais trabalhavam no cartório, perto da Santa Casa, por isso passei a infância a brincar às portas da instituição.” Gisela é, desde Setembro do ano passado, o braço direito do provedor e “a ponte entre ele e as várias administrações”. Refere-se à creche da Santa Casa, ao Centro de Reabilitação para Cegos e o Lar de Idosos. “Estou a acompanhar obras outra vez, acho que estou destinada a sujar os sapatos”, atira. Alguns dos projectos já em desenvolvimento são as obras de alargamento da creche, do Museu da Santa Casa e a remodelação do Lar. Na calha também está o site oficial da Santa Casa. “É uma forma de contribuir para a sociedade, mas de uma maneira diferente, cuidando de pessoas carenciadas”. Gisela visita aqueles espaços sempre que pode e gosta especialmente do Lar onde aproveita para “conversar com os velhinhos”. “Às vezes dou-lhes rebuçados sem as enfermeiras verem.” Da ligação ao desporto, restaram grandes recordações e uma nova rotina. “Apesar de gostar de trabalhar na área nunca tinha praticado nada, mas agora que tenho uma vida mais tranquila pratico ioga e natação”.


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entrevista

ANTÓNIO FARIA, REALIZADOR

O realizador faz parte do alargado colectivo que, por iniciativa da Casa de Portugal, levou por diante o projecto “Olhar Macau” que regista em 17 episódios, 25 festividades praticadas em Macau por diferentes comunidades aqui radicadas. Foi multifacetada a sua intervenção nesta série documental... Sim, realização, operação de câmara e edição em vários episódios. Como câmara, estive em quase todos eles, na edição estive em sete ou oito, na realização em cinco filmagens referentes a outras tantas festividades. Falando da sua experiência pessoal, como foi a reacção das pessoas quando se sentiam filmadas para estes documentários “Olhar Macau”? A reacção normal de quem sente uma câmara apontada ao que está a fazer, ou se assusta, ou então acha piada, compreende e adere. Isto é igual para todas as culturas. Com a comunidade chinesa tivemos de ter algumas cautelas redobradas, pois o simples fotografar pode ter significados diferentes na sua cultura. Mas acabou por correr tudo bem, fomos sempre recebidos com paz e com carinho, como se pode ver, por exemplo, no filme sobre o ano novo chinês em que uma família inteira nos recebeu, já estávamos a ir embora dum local de filmagens, e espontaneamente nos abriu as portas para o jantar típico do ano novo e nos explicou com todos os pormenores cada significado. Uma bela experiência! O que de principal lhe transmitiu esta experiência? Para já, uma aprendizagem sobre a cultura chinesa, principalmente, mas também de outras como a filipina. Alguns dos códigos de conduta, de comunicação, de várias comunidades aqui radicadas. Mesmo quanto à comunidade portuguesa, observei que algumas festividades que se realizam em Portugal, nomeadamente de matriz religiosa, aqui ganham um peso

António Falcão | bloomland.cn

“Em Macau há falta de sentido crítico,

muito interessante. A procissão do Senhor dos Passos é um exemplo muito significativo. Como define este grande documentário repartido? Uma Macau que talvez muitas pessoas não conheçam, que tem recantos onde se passam coisas que porventura muitos nunca viram, mesmo aqui estando há dez ou vinte anos. “Olhar Macau” é um objecto intemporal, mostrando raízes culturais destas comunidades que aqui vivem. O Fernando Sales Lopes contava-nos coisas sobre a forma de as comunidades fazerem as suas festas, e nós íamos para o campo filmá-las. Por vezes algumas coisas já não aconteciam bem assim nem naquele local. Foi interessante haver esta ligação e também o processo de busca, falar com os intervenientes de cada festividade diferente. Fala com emoção desses pormenores. Neste género

de documentários, quem os realiza deve colocar um pouco à margem a emoção ou misturá-la com as preocupações eminentemente profissionais?

“Macau é o centro da minha vida neste momento e desejo mais uns tempos. Gosto desta terra, das pessoas desta terra” Um misto de ambas as coisas. Não podemos ser levados completamente pela emoção nem actuarmos meramente com exclusivo sentido técnico e profissional. Mas tudo depende de quem realiza, do seu estilo e personalidade. Embora reconheça que devemos deixarnos penetrar pela emoção, como é óbvio, pois só assim podemos

criar e transmitir emoções aos que vão ver o nosso trabalho. Cinema, televisão, imagem, tudo isso é criar emoções. Deduzo que este trabalho o marcou fortemente. Sem dúvida. Este trabalho no “Olhar Macau” foi o projecto mais longo e mais emotivo que vivi profissionalmente. Foram dois anos e meio de enriquecimento pessoal, trabalhando com muitas pessoas, umas que não conhecia, outras que já conhecia bastante bem e com quem já tinha trabalhado. Estou muito grato à Casa de Portugal por esta oportunidade, por todo o esforço que fizeram connosco, jovens com competência e vontade, para juntos tornarmos realidade este projecto muito importante. Na apresentação pública, esta semana, houve muitos aplausos... Foi bom, claro, mas espero que haja crítica pública sobre os

trabalhos audiovisual feitos em Macau. Sem crítica não evoluímos, ela é importante seja construtiva ou até mesmo destrutiva. É muito útil ouvir toda a gente, os filmes não são para ficar numa gaveta e as pessoas devem ter a clareza de assumirem cara a cara os seus pontos de vista. Macau tem essa falha, não existe sentido crítico nas artes. Talvez por ser uma terra pequena, as pessoas conhecerem-se todas e não quererem ferir susceptibilidades. Nisso, Macau tem realmente que evoluir, de saber viver com a crítica em todos os domínios, com confronto de ideias de modo harmonioso e amigo, claro, designadamente entre a comunidade de língua portuguesa que é aquela onde eu mais directamente circulo. Só dessa forma é que as sociedades verdadeiramente evoluem, caminham para a frente.


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com Helder Fernando

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não se assumem pontos de vista” Já é altura para falarmos do próximo projecto? Já tenho um projecto em mente! Ainda não tenho apoios, mas posso falar um pouco sobre ele. Vamos a isso. É um projecto pessoal? Sim, é pessoal. Vou ausentarme de Macau durante três meses para fazer uma viagem pela América Latina, da Argentina até à Colômbia, a pé, de autocarro, à boleia, das maneiras que se tornarem necessárias. A minha ideia é realizar um documentário sobre

interessante essa abordagem. De modo solitário? Vou levar uma pessoa que já está naquele terreno, na circunstância em Buenos Aires, é português. Mas há outra pessoa, essa sim, latinoamericana que também está trabalhando na organização da nossa viagem a três. Tem custos. Conta com apoios? Não tenho ainda apoios, o que posso dizer é que já existe uma viagem comprada, estou agora a tratar do seguro do material que levarei. Não divulguei

“Com a comunidade chinesa tivemos de ter algumas cautelas redobradas, pois o simples fotografar pode ter significados diferentes na sua cultura. Mas acabou por correr tudo bem, fomos sempre recebidos com paz e com carinho, como se pode ver, por exemplo, no filme sobre o ano novo chinês em que uma família inteira nos recebeu, já estávamos a ir embora dum local de filmagens, e espontaneamente nos abriu as portas para o jantar típico do ano novo e nos explicou com todos os pormenores cada significado. Uma bela experiência!” a geração dos “backpackers”, os viajantes, os de mochila às costas. Gerações anteriores à minha começaram tudo isto, agora eu quero apanhar um pouco esse lado da vida. Uma viagem que projecto com a duração de três meses, para isso saio de Macau no fim da primeira semana de Fevereiro, vou até Portugal e daí a viagem para o continente sulamericano. Falando com as pessoas ou apenas os aspectos paisagísticos ou monumentais? A abordagem vai ser com pessoas e com locais, tentando saber o que pensam quando alguém chega que eles não conhecem. Também querendo saber junto de viajantes, os porquês de optarem por serem mochileiros, porque gostam de viajar dessa forma. Há pessoas cujo modo de vida é viajar assim, andam como um caracol, toda a vida com a casa às costas. Penso que será muito

este projectos, publicamente estou agora a falar dele, nesta entrevista, pela primeira vez. Alguém está a tentar, junto do jornal “Diário de Notícias”, conseguir algum apoio a troco de algumas crónicas e imagens de viagem. As crónicas não serão escritas por mim, mas por um dos outros dois elementos que é arquitecto mas que desempenha bastante bem as coisas da escrita jornalística. Considero com bastante interesse um documentário “low budget” feito por portugueses na América do Sul. Nesse sentido, órgãos de comunicação social ou outras entidades que achem bem apoiar o nosso trabalho, tudo o que vier, financeiramente ou de outras formas, será bem vindo. Nas intenções está a ideia de divulgar o trabalho junto de emissoras de televisão? Sem dúvida! E participar em festivais de cinema, acima de tudo.

Ponto de partida, a publicidade É um dos jovens realizadores que levou por diante o projecto “Olhar Macau”, outra iniciativa da Casa de Portugal destinada a registar em longo documentário dividido por 17 episódios, 25 festividades de diferentes origens que tradicionalmente são assinaladas em público pelas comunidades residentes em Macau. António Faria, quase 30 anos, estudou e fez publicidade, como também televisão e cinema. Em Macau há 3 anos, foi trabalhando no campo da imagem em várias frentes até integrar o grande colectivo de dezenas de pessoas que concebeu e construiu a série documental “Olhar Macau”. Para além de António Faria os outros realizadores foram José Chaves, Sara Pereira, Sérgio Perez, Sebastião Vilela, Tomé Quadros, Joana Couto e João Silva. “Desdobrámo-nos nas tarefas necessárias para dar sequência ao projecto. Sendo realizador, sou operador de câmara também ou, sendo necessário, dar uma mão ao som. Foi assim que crescemos como equipa, é importante salientar esse aspecto humano para além do profissional”, destaca António Faria.O jovem realizador lisboeta com costela alentejana da bela região de Vila Nova de Milfontes, descobriu Macau “por acaso”. Chegou e gostou logo desta terra, “apesar de ao princípio achar o espaço muito pequeno, habituado que estava à minha cidade que é Lisboa”. Na adolescência, entusiasmou-se com aquelas pequenas filmagens inconsequentes nas super8, chegando mesmo a enviar uma curta para um programa de temas radicais no advento da televisão portuguesa por cabo.Terminado o liceu, estudou publicidade e marketing no IADE (Instituto de Artes e Design), ingressando depois na Escola Superior de Comunicação Social onde se licenciou. “Aqui tive uma aprendizagem muito maior

quanto à imagem, havia meios mais actualizados, estúdios de televisão a sério, bem equipados e ao nosso dispor, é uma excelente Escola que faz parte do Politécnico e que eu recomendo a quem esteja interessado em desenvolver conhecimentos técnicos e seguir uma carreira, podendo ir para a vertente publicitária, de marketing, de relações públicas, jornalismo, audiovisual e multimédia, enfim”, comenta António Faria. António Faria optou por concentrarse bastante na publicidade, fazendo algumas cadeiras de realização e imagem - fotografia, iluminação, etc. - “uma base espectacular, até porque a fotografia e a realização são duas vertentes que eu adoro no audiovisual. Nesse sentido, esta Escola abriu as portas a esta paixão que tenho por aquilo que profissionalmente faço”. Foi a partir dali que António, com outros colegas da Escola numa colaboração com a RTP2, construiu um programa sobre música chamado “identidades Sonoras”, “no género do programa “Música Movimento” em Macau”, lembra. Um projecto criado em conjunto com João Chaves, com quem também tem trabalhado em Macau, “onde em cinco ou seis episódios o tema era a música nas suas diversas formas, o punk, o reggae, hardcore music, tudo... isto em 2002”. A partir dali, as portas começaram a abrir-se, embora com alguns percalços próprios do início de vida profissional. Uma produtora, a “ADN Filmes” foi o passo seguinte. Ali trabalhou principalmente em publicidade, mas também documentários, até fazer edição de imagem, dirigir “castings” para anúncios televisivos de publicidade. Em boa e há três anos, Macau é o cenário actual para as imagens observadas atrás das câmaras por António Faria

Além do documentário pela América Latina, algum projecto de filmagens em Macau? Tivemos o privilégio, a Carolina Rodrigues e eu, de sermos seleccionados pelo Centro Cultural de Macau, no âmbito do Docu Power, para darmos seguimento a um projecto que é um documentário de 50 minutos com o tema que nós apresentámos sobre a vida dos Pescadores de Macau. Na realidade é um misto documentário e ficção. Inclusive fomos para o alto mar com eles. Pescador em Macau é uma actividade que está a desaparecer rapidamente, o que é uma lástima. Que tipo de cinema mais aprecia? Do cinema europeu, tem a ver com as minhas raízes. Também gosto do cinema sul-americano de autor, normalmente com poucos meios, mas brutal, não tenho outras palavras. Se eu pudesse seguir uma corrente cinematográfica seria a sul-americana incluindo a brasileira. E Macau, como funciona na sua vida? Macau é o centro da minha vida neste momento e desejo mais uns tempos. Gosto desta terra, das pessoas desta terra. Para quem nasceu e foi criado em Lisboa, uma cidade fortemente multicultural, actualmente já com assinalável densidade de manifestações artísticas, não estranhou? A princípio estranhei um pouco, mas aqui também existe pluralidade cultural, é preciso é conhecer os cantos e recantos. As comunidades em Macau relacionam-se muito bem umas com as outras, apesar de ainda existirem diferenças e algumas dificuldades de entrosamento. Os motivos poderão ser vários, entre eles a barreira das línguas, ou as diferenças culturais muito grandes. Mesmo a comunidade portuguesa ou lusófona se quisermos, com a chinesa, na sua generalidade, podiam estar mais entrosadas. É uma falha grande, pelo menos da nossa parte, não chegarmos mais à cultura chinesa.


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o Hoje [r]ecomenda

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[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1- Relativo a trave. Género de árvore. 2- Dirige. Relativo ao oídio. 3- De modo imundo. 4- Abrev. de potência. Quer muito. Nome de duas peças curtas de madeira que formam ângulo. 5- Exprimir, à maneira de urro. Espécie de gavião, acauã. 6- Leonardo...Vinci, pintor e inventor. Pequeno prédio, pequena herdade. Falando-se de um número ou de um objecto que faz parte de uma série, primeiro. 7- Inda. Exprimir, gritando lamentosamente. 8- Grande formiga. Bombeiros vol. 9- Antílope africano. Roseta que termina as disciplinas para flagelação. 10- Tributar grande respeito ou reverência a. Porção de ovos. 11- Que causa erecção. Dirigir súplicas a Deus ou aos santos. VERTICAIS: 1- Aquele que tripudia. 2- Memória cujo conteúdo não pode ser modificado em uso normal. Pequeno rancho. 3- Tratar por tu. Espécie de melro da Índia. 4- Que se pode vendar. Conjunção latina. 5- Símbolo de argo. Embarcação usada nos navios de pesca do bacalhau. Lodo. 6- Dantes, louvar. Colheu de pau. Abrev. de reprovado, usado nos registos de frequência escolar ou dos exames. 7- Que não tem mácula. 8- Primitivamente, composição poética para ser cantado. Que diz respeito a alguma coisa. 9- Relativo à lingua. Carro, em inglês. 10- Género de plantas borragíneas. Molusco gastrópode. 11- Líquido gorduroso que sai da oliveira. Entontecer.

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-TRAVAL. OLMO. 2-ROTE. OIDIAL. 3-IMUNDAMENTE. 4-P. ADORA. GIO. 5-URRAR. CAUA. 6-DA. VILULA. A. 7-INDE. ULULAR. 8-ACALACAS. BV. 9-NHU. RODICIO. 10-TEMER. OVADA. 11-ELATOR. ORAR. VERTICAIS: 1-TRIPUDIANTE. 2-ROM. RANCHEL. 3-ATUAR. DAUMA. 4-VENDAVEL. ET. 5-A. DORI. ARRO. 6-LOAR. LUCO. R. 7-IMACULADO. 8-ODE. ALUSIVO. 9-LINGUAL. CAR. 10-MATIA. ABIDA. 11-OLEO. ARVOAR.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

«Cannibal», Ke$ha

«Cannibal» confirma Ke$ha como uma voz inteligente da pop laboratorial. Ke$ha é um dos motivos pela qual a pop de laboratório não é o papão que alguma elite quer fazer crer. «Cannibal» é um prolongamento do álbum que há um ano a tornou numa estrela pop facção MTV sustentada por uma colecção de canções muito mais inteligentes que as de uma Katy Perry, por exemplo.

[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 19:00 Ásia Global (Repetição) 19:30 Ganância 20:25 Acontecimentos Históricos 20:35 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde da RTPi 22:00 A Muralha 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 The 25th Hour (A Última Hora) 01:40 Telejornal (Repetição) 02:10 RTPi DIRECTO

23:00 ABL game2 23:30 Sportscenter Asia STAR SPORTS 31 12:00 (LIVE) Australian Open 2011, Women’s Doubles Final/Mixed Doubles Semifinal 16:30 (LIVE) Australian Open 2011, Mens Singles Semifinal 19:00 Glitch 19:30 Game 20:00 Hot Water 2010/11 21:00 Football Asia 21:30 (Delay) Score Tonight 22:00 Sport Express 22:25 Players Lives 22:55 (LIVE) AFC Asian Cup 2011 3rd/4th Placing INFORMAÇÃO TDM

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Nobre Povo 15:00 Magazine Venezuela Contacto 15:30 Com Ciência 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 TDM – Companheiros De Aventura 18:00 Operação Triunfo IV 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 21:45 Magazine Venezuela Contacto 22:15 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 Taking Stocks and Bloomberg First Up 07:30 NBC Nightly News 08:00 Putonghua E-News 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Tinga Tinga Tales 16:30 ZingZillas 17:00 Olivia 17:30 Ben 10 Alien Force 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 Transworld Sport 19:00 Football Asia 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 Money Magazine 20:30 Rhodes Across Italy 21:30 Weekend Blockbuster: The Spongebob Squarepants Movie 22:30 Marketplace 22:35 Weekend Blockbuster: The Spongebob Squarepants Movie 23:20 World Market Update 23:25 News Roundup 23:40 Earth Live 23:45 Dolce Vita 00:10 Late Late Show: Just My Luck 02:10 The Pulse 02:35 European Art At The MET 03:00 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 2011 Winter X Games 15 18:00 Football Asia 18:30 Castrol Football Crazy 19:00 Simply The Best 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 ABL game2 20:30 Players Lives 21:00 2010 Bowling World Cup Women Finals 22:00 Sportscenter Asia 22:30 Planet Speed 2010/11

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Informação Macau Cable TV


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[O]bjectiva Gonçalo Lobo Pinheiro

21 Raio [X] no princípio Xavier Zarco

no princípio era somente um frémito um desejo inexplicável que percorria o sonho habitando o sonho O cão será sempre um fiel amigo (Malásia, 2010)

trepando os mastros da insónia

Para[ ]comer

depois

• Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo

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• CHURRASCÃO Nova Taipa Garden, Block 27 G/F, Taipa 2884 37392884 3994 • Yin Alª Dr Carlos d’Assumpção 33 2872 2735

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contornos concretos

• Bangkok Pochana Ferrª Amaral 31 2856 1419 • Kruatheque Henrique Macedo 11-13 2835 3555

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shaolin

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sentido de uma viagem

ou seria somente a ascensão o movimento rente ao coração da aura iluminada de dentro

[Xavier começou por conquistar o sonho]

[ ] Cinema

Sala 1 shaolin [c] (Falado em putonghua/cantonense, legendado em chinês e inglês) Preço: Mop50.00 Um filme de: Benny Chan Com: Andy Lau, Nicholas Tse, Jackie Chan 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2 karigurashi no arietty [a] (Falado em cantonense) Um filme de: Hiromasa Yonebayashi 14.30, 16.30, 19.30, 20.30

Anúncio: Sala 3 let the bullets fly [C] (Putonghua, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Wen Jiang Com: Yun-fat Chow, Wen Jianf, You Ge 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

Tem algum Raio X para mostrar ao mundo? O Hoje Macau recicla as suas radiografias, sem custos, sem uso de maquinaria moderna, sem corpo médico. Basta que as envie ao nosso cuidado para raiox@hojemacau.com.mo e nós tratamos das suas maleitas. Mostre-nos o que os outros não vêem. Sem medo. Ficamos à sua espera. Obrigado.


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opinião edi tor i a l Carlos Morais José

Shakespeare As histórias que se desenrolaram esta semana à volta de Stanley Ho têm ressonâncias shakepeareanas: um homem poderoso, alquebrado pela idade e por um acidente; esposas lutam por garantir para a sua prole a maior fatia possível do bolo; as filhas e os filhos, os advogados e os gestores; os fiéis servidores; todos estes condimentos existem neste drama, passado nos cenários fantásticos de Macau e Hong Kong, que não deixará no futuro de proporcionar inspiração a vários argumentistas. Stanley Ho – personagem bigger than life – não poderia partir

c a r t o on por Steff

Este capítulo final, em que Stanley Ho se transforma numa espécie de Rei Lear e à sua volta rugem e miam vários felinos, é digno de uma reescrita de onde se espera excluir a tragédia. Quer para a família Ho, quer para Macau com um suspiro, simplesmente sumir-se no tempo e da memória. Dirá adeus com a mesma presença nas manchetes que o caracterizou ao longo da vida. Este capítulo final, em que se transforma numa espécie de Rei Lear e à sua volta rugem e miam vários felinos, é digno de uma reescrita de onde se espera excluir a tragédia. Quer para

a família Ho, quer para Macau. Há muitos anos que se fala da sucessão do rei do jogo, do empresário cujo poder se estende um pouco por toda a cidade porque a fez crescer durante a segunda metade do século XX.. Com cautela e em surdina, até porque “dá azar”. Com a liberalização dos casinos, o seu peso diminuiu nas

contas globais, mas ainda assim seria extremamente negativo para Macau se emergissem problemas nas divisões dos interesses relacionados com o jogo, nomeadamente se tal extrapolasse para para a praça pública, com ou sem violência. Sempre se argumentou que tal disrupção não será possível, depois das más experiência de finais dos

anos 90. Valores demasiado altos em jogo, demasiada exposição internacional, demasiado flanco a Pequim, levariam os senhores locais a deitar água numa eventual fervura. Mas, por vezes, surgem factores inesperados e difíceis de controlar. Poderá um império resistir sem uma cabeça? Noutros tempos certamente que não, na era das corporações tudo é possível. Fica também para cada um de nós decidir se tudo isto é bom ou mau Shakespeare. Uma coisa é certa: no dia em que Stanley Ho desaparecer, Macau ficará muito mais desinteressante.

o cuco de davos


Muitos de nós somos como a andorinha: apegamo-nos ao temporal, ao transitório e Padre Manuel teixeira [1912-2003]

esquecemos o eterno.

sexta-feira 28.1.2011 www.hojemacau.com.mo

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v o lta ao d i a em oi ten ta m u n dos Carlos Picassinos

A vida dos outros 1. Uma palavra para a nova década? Refluxo.

Refluxo de quê? Da democracia, pois claro. Não há dúvida de que a crise económica atrofia a virtude democrática e essa é também a segunda crise que começa a integrar o discurso público ocidental. Não é, exactamente, novidade o afastamento dos representados e representantes, a fraca imagem dos partidos, ou a suspeita ética sobre o exercício dos cargos públicos. O que parece novo e agudizar-se é a impunidade dos titulares de cargos políticos, a ideia de que em nome da sobrevivência é legítimo deitar fora a água e o menino, vender os anéis e os dedos, trocar a consciência pelo estômago e, já agora, por um paraíso fiscal. É mais ou menos este o cenário das democracias mais débeis da Europa em busca de uma folga económico-financeira nesta vertigem dos mercados, e de défices e da conversa económica. A outra face desta moeda é o lento desaparecimento da classe média, a reprodução de uma massa alargada de depauperados paralela à ascensão de uma elite enriquecida e abastada que sente que tudo pode e de nada é responsável. É nesta tenaz que a esfera pública se encontra - uns porque estão excluídos do exercício efectivo

“Os políticos são como as fraldas, de vez em quando têm de ser mudadas” ou “Cavaco ainda é mais sério quando está a dormir”. Enfim, foi um pagode de campanha. Pena ter acabado dos seus direitos, outros porque lhes são indiferentes e deles prescindem. É claro que o papel de bombeiro-sapador que ditaduras como a China ou avatares estão, neste momento, a exercer junto destas democracias em nada as beneficia. Elogiar o prodígio económico de regimes como o chinês e sacudir os direitos humanos do capote significa um tiro no próprio pé e, a longo prazo, a erosão de um património civilizacional de respeito pela radical autonomia e liberdade dos indivíduos que demorou séculos e custou sangue e inteligência a consolidar. Não é que as democracias sejam o sal da terra, e especialmente, a jovem

democracia portuguesa que nunca conseguiu abandonar o estado de menoridade cívica e o concurso de polvos e padrinhos. Nem é preciso ir mais longe. Mas entre uma ordem jurídica de direitos e garantias de boa convivência entre todos e um regime ditatorial em que predomina a lei dos mais forte não há indecisão possível. É claro que para quem o poder e os negócios estão primeiro toda esta conversa significa pouco mais que proselitismo ocidental. Numa cleptocracia, os democratas são sempre os bobos da corte. Mas como dizia o outro, é a vida.

2. Notícias da metrópole: a propósito de de-

mocracia, o povo decidiu, está decidido. Logo à primeira voltou a escolher, para Belém, o contabilista do Poço de Boliqueime. Deu-lhe ouvidos e assim evitou que uma segunda volta provocasse a subida das taxas de juro da dívida externa portuguesa. Alívio generalizado. E pronto, já está. Tudo não passou de um susto. Aníbal António e a sua senhora – sim a dona Maria, basta consultar o sítio da presidência da Republica portuguesa - lá estão. (Dona Maria?? A memória é tramada!)

3. Nasceu um anti-herói: da ilha adjacente da Madeira, José Coelho, filiado no direitista Partido da Nova Democracia, mas comunista por convicção, povoa os talk shows da tarde televisiva e é incensado pela turba de viúvas e domésticas continentais seduzidas pelo elan. Nas presidenciais, Coelho conseguiu mais num mês do que num ano não conseguiram máquinas partidárias e bocas cheias de cidadania. Frases para a eternidade (pronunciar com sotaque devido): “Digo em voz alta o que a maioria pensa em voz baixa. Portugal está cheio de intocáveis”; “Vou ser o José Mourinho da política portuguesa” ; “Cristo fez a multiplicação dos pães e grandes multidões afluíam. Mas as pessoas não iam para ouvir o mestre, vinham era para comer para beber”; “O sr. Dias Loureiro é que devia ser o nosso ministro das Finanças, porque ele sabe como gerar dinheiro facilmente”. “Os políticos são como as fraldas, de vez em quando têm de ser mudadas” ou “Cavaco ainda é mais sério quando está a dormir”. Enfim, foi um pagode de campanha. Pena ter acabado. Já lhe sinto a falta. Suponho que seja isto a que se chama a festa da democracia. Venha outra.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


a fechar

ò pato, Foste à casa da angela HO?

Fui rato, Mas a montanha...

!!!

Ciência UTAD desvenda idade exacta de oliveira

É um dos “ex-libris” da cidade de Évora e tem 1098 anos. Trata-se da histórica oliveira do Convento do Espinheiro, que, através de um método de datação único no mundo desenvolvido pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), ficou a conhecer a sua idade exacta. Esta técnica, já anunciada pelo “Ciência Hoje” em 2009, foi idealizada por José Luís Lousada e Pacheco Marques, investigadores do Departamento Florestal, e permite datar árvores até aos três mil anos, de uma forma “não-destrutiva”.

Tecnologia Sony apresenta nova consola

A Sony anunciou que até ao fim deste ano de 2011 irá lançar uma nova consola, sucessora da PSP, que também será um dispositivo virado para jogos. Das características conhecidas até agora, o nome de código da “nova” PSP é NGP (Next Generation Portable), vêm equipada com um ecrã OLED de cinco polegadas, ligação Wi-Fi e 3G, duas câmaras (uma frontal e outra traseira), e sensor GPS. Para já, a Sony ainda não revelou preço nem data concreta para a saída do novo dispositivo e ainda revelou que vai disponibilizar alguns jogos da Sony para dispositivos de outro fabricante com sistema operativo Android.

África do Sul Nelson Mandela hospitalizado

Segundo a sua Fundação, Nelson Mandela está internado em Joanesburgo para “exames de rotina”. Mas a hospitalização do Nobel da Paz está a provocar uma grande inquietação na África do Sul. O Congresso Nacional Africano (ANC), no poder, pediu calma. “Pedimos à população para não fazer declarações sem fundamento. Há que manter a calma e não espalhar o pânico porque não há razões para isso”, afirmou o partido num comunicado. A partir de Davos, o Presidente Jacob Zuma apelou “à calma e à retenção”. Os rumores cresceram desde que o arcebispo da Cidade do Cabo, e também Prémio Nobel, Desmond Tutu, afirmou que encontrou Mandela “frágil”. “Claro que gostaríamos que ele ficasse eternamente entre nós, mas sabem… tudo pode acontecer”, reconheceu. Segundo a imprensa sul-africana, Mandela, que chegou na quarta-feira à clínica privada de Milpark, foi visto por um pneumologista. A clínica recusa fazer comentários. Entretanto, a polícia controla desde esta quinta-feira os acessos à clínica, diante da qual se juntaram muitos jornalistas. O ex-Presidente já recebeu visitas da sua família, incluindo a mulher Graça Machel ou o neto, Mandla; de ministros e de veteranos do movimento anti-apartheid. A exmulher Winnie Mandela, também passou pela clínica, saindo, segundo a agência de notícias Sapa, “visivelmente emocionada”.

... pariu-te sexta-feira 28.1.2011 www.hojemacau.com.mo

Magnata Run Run Shaw vende parcela na TVB

Corre, corre da televisão

Começou uma nova era para a Television Broadcasts, mais conhecida pela abreviatura TVB, uma das principais estações de televisão de Hong Kong, que conta com uma audiência significativa em Macau. O magnata Run Run Shaw vendeu a sua considerável parcela na empresa a investidores de Hong Kong e Taiwan. De acordo com o anúncio feito na Bolsa de Valores de Hong Kong Stock Exchange às 9h de quarta-feira, um grupo de investimento controlado por Charles Chan, Cher Wang e pela Providence Equity terá fechado um acordo para adquirir cerca de 26% da TVB à Shaw Brothers, sociedade efectivamente controlada por Run Run Shaw e família. O anúncio avança ainda que quando o negócio estiver concluído no final de Março, Shaw e

o grupo de investimento terão juntos menos de 30% da empresa pública. Run Run Shaw, de 103 anos, foi cofundador, em 1930, do predecessor dos célebres Estúdios Shaw, que chegaram a ser considerados uma das mais influentes empresa de filmes nos anos 60. Shaw fundou a TVB em 1967, tendo absorvido muitos dos realizadores durante um período de recessão da indústria, e tem dominado o negócio da teledifusão em Hong Kong desde então. E não só Macau, como toda a província de Guangdong, são fieis seguidores da estação – a migração de Hong Kong de final dos anos 80 a princípios dos 90 também levou a influência da estação para lá das fronteiras da região, com os canais satélite da TVB a serem dos mais vistos entre a comunida-

Patacas para chegar longe O Conselho de Educação para o Ensino Não Superior recomendou um aumento nos subsídios ao ensino gratuito, propinas e manuais escolares, com um orçamento proposto de 1,5 mil milhões de patacas. O porta-voz da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) informou que, dado que o rácio de estudantes por professor era de 1:1,5 e 1:1,8 nos jardins de infância e escolas primárias, respectivamente, há uma necessidade de aumentar os subsídios. O comité também discutiu uma proposta para multar os pais que impedissem os filhos de aceitar educação voluntária em cinco mil patacas por cada 14 dias de ausência. Uma alteração à inspecção da actividade escolar irá também clarificar quais as actividades a serem inspeccionadas, melhoras a verificação das condições financeiras dos escolas e melhorar as condições de emprego dos inspectores escolares. As propostas foram feitas pela DSEJ para consulta com o comité a fim de promover a qualidade da educação através de uma supervisão eficaz das escolas subvencionadas.

de chinesa na diáspora. A empresa opera também um canal de notícias 24 horas em Taiwan chamado TVBS, ao que tudo indica uma das principais e mais lucrativas razões que levaram Cher Wang, do influente grupo Formosa Plastic, de Taiwan, a adquirir uma fatia considerável na empresa-mãe. Para o investidor Charles Chan, o incentivo para comprar uma empresa operacional estava ainda por apurar, já que Chan é mais conhecido por assumir uma estratégia oposta no mercado financeiro: costuma comprar empresas cotadas sem operações significativas, injectar empresas nessa “concha” oca e vendê-la as preços muito mais altos. Chegou a trabalhar para o promotor imobiliário Li Kar-shing antes de se especializar em investimento.

Cai telhado e avó nem se apercebe Uma idosa manteve os olhos colados ao programa de televisão a que assistia na sala, mesmo após o estrondo que julgava ser fogos de artifício, mas o seu vizinho veio depois avisá-la: o telhado da sua casa na Rua do Meio, em Coloane, tinha acabado de ir abaixo. Uma área de 15 metros quadrados de telhado de uma estrutura em pedra de 38 anos desabou sobre o andar de cima depois das 9h de quarta-feira e alguns dos destroços chegaram a cair para a sala através das escadas. A idosa não sofreu qualquer ferimento, nem sequer se apercebeu dos destroços. Quanto ao barulho, apesar de ainda ser cedo para as celebrações do Ano Novo Chinês, julgou tratar-se de um foguete, pelo que nem lhe passou pela cabeça desviar a atenção da telenovela que acompanhava na sua televisão, como habitualmente. Foi através dos vizinhos que ficou a saber do que se tinha passado à sua casa. A idosa mudou-se para a residência do filho antes que a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) desse início ontem às inspecções aos riscos estruturais. O acesso à casa foi vedado pela polícia.

Detenção fatal

cão que ladra e morde

Polícia de Macau está mais apetrechada. Ontem decorreu a apresentação da unidade cinotécnica do Corpo de Polícia de Segurança Pública. Os caninos parecem estar preparados para exercer a sua função.

Um cidadão da China Continental, portador de um visto já vencido, morreu dentro de uma esquadra da PSP onde se encontrava detido para interrogatório. O homem foi levado pelos agentes da PSP nas proximidades do Centro Internacional por volta do meio-dia de quarta-feira e, quando esperava para ser interrogado no Comissariado Policial n°. 3 do CPSP, um agente se deu conta de que o homem tinha perdido a consciência e espumava da boca, após as 21h. Apesar dos esforços para o socorrer, tendo sido transportado de ambulância para o hospital, o indivíduo acabou por ser declarado morto nessa mesma noite. Os meios de comunicação foram informados às 23h35. A PSP não foi capaz de determinar as causas da morte e o caso está a ser investigado pela PJ.


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Hoje Macau • 2011.01.28 #2299 by Jornal Hoje Macau - Issuu