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Hoje Macau • 2010.08.27 #2198

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O pavilhão de Itália na Expo 2010 é uma cartografia que retrata os valores culturais do país centrais

Os jovens de Macau e a fé religiosa, um encontro difícil explicado em entrevista por Maria José silva páginas 14 e 15

tempo aguaceiros isolados min 26 max 32 humidade 55-90% câmbios euro 10.2 baht 0.25 yuan 1.18 pub

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Director carlos morais josé • sexta-feira 27 de agosto de 2010 • ANO IX • Nº 2197

Deslocação a Taiwan de Alexis Tam divide GCS e central news agency

Uma visita atribulada

O GCS e o seu “homólogo” de Taiwan têm perspectivas diferentes sobre os objectivos e resultados da deslocação do chefe de gabinete e porta-voz de Chui Sai On à ilha nacionalista. A agência noticiosa semi-oficial de Taiwan identifica Alexis Tam como ex-aluno da Universidade de Chengchi e minimiza a importância da visita. O GCS, por seu lado, salienta e destaca o facto de Tam ter abordado assuntos politicamente importantes. >página 3

Assembleia

Comissões sem trabalho não reúnem • P.5

Obras Públicas

josé Pereira Coutinho contra revisão da Lei da Manifestação

Mudar para pior, não! Página 4

Deputadas pedem explicações • P.6

Telecomunicações

TV Cabo preocupa Governo • P.7

Xangai 2010

“Coelhinho” atinge um milhão de visitantes • P.8

Desporto

MTCC de Seul foi cancelada • P.9

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actual

Xinjiang | Quatro uigures presos por suspeita de atentado

Quatro suspeitos foram detidos na região autónoma de Xinjiang por suposto envolvimento no caso de um atentado à bomba que, na semana passada, causou a morte de seis pessoas e deixou outras 15 feridas, informou a imprensa oficial, citando fontes policiais. A Polícia só revelou o nome de um dos detidos, Ehmet Kurban, suposto líder de um grupo do qual faziam parte os outros, bem como os dois autores

do atentado, que faleceram na explosão. O ataque aconteceu no passado dia 19 na cidade de Aksu, no sul de Xinjiang, uma região que em 2009 foi palco de violentos confrontos entre a minoria uigur e a etnia han, maioritária no país asiático. Durante o ataque, um homem de etnia uigur dirigiu um veículo de três rodas, carregado de explosivos, contra uma multidão num subúrbio da cidade de Aksu, junto à fronteira com o Quirguistão. Este foi o pior incidente na região de Xinjiang desde as revoltas étnicas que, em Julho do ano passado, causaram as mortes de pelo menos 198 pessoas e deixaram mais de 1.600 feridos, segundo dados do governo chinês.

“O Capital” de novo na ribalta, em Xangai

A Marx-valia “O Capital”, de Karl Marx, está de novo na ribalta, literalmente, e desta vez ao estilo ‘capitalista’ da Broadway. Concebido como “uma crítica às realidades económicas e sociais do século XXI”, um musical adaptado da mais famosa obra de Marx está em cena até 29 de agosto num teatro de Xangai, costa leste da China. “É uma história de humor negro” com “elementos musicais da Broadway” e que tenta capitalizar a renovada popularidade de Karl Marx. “Desde a crise financeira de 2008, ‘O Capital’, de Marx, esgotou em alguns países ocidentais e uma versão japonesa do livro, em banda desenhada, tornou-se

um ‘best-seller’”, disse o encenador, He Nian. O espectáculo de Xangai, intitulado “O Capital”, conta a história de um ator que deseja angariar dez milhões de yuan para investir numa peça de teatral e cujo sonho se converte numa grande operação financeira quando um magnata do sector imobiliário e uma conhecida estrela decidem juntar-se ao projeto. “A China não se pode desenvolver sem capital. O capital não é bom nem mau, nem santo nem demónio”, disse o autor do guião, Yu Rongjun. O primeiro volume de “O

Capital” saiu em 1867 e os outros dois em 1885 e 1894, já depois da morte de Karl Marx. Na China, o marxismoleninismo continua a ser considerado um “princípio cardeal”, mas o Partido Comunista Chinês já abandonou o sistema de planificação central, típico dos antigos países socialistas, e defende hoje a economia de mercado. Xangai, a maior e mais cosmopolita cidade chinesa, com cerca de 20 milhões de habitantes, é também a sede da primeira Bolsa da República Popular da China, aberta no início da década de 1990.

A revista mais popular da parte continental da China "Duzhe" recebeu recentemente luz verde para o acesso ao mercado de Taiwan, o que significa que se tornará na primeira revista da RPC publicada na ilha. A versão de Duzhe em Taiwan manterá o seu nome original, mas os caracteres chineses tradicionais substituirão os simplificados que são usados na parte continental. A revista será vendida em mercearias, supermercados, centros comerciais e lojas a um preço inferior a 50 dólares de Taiwan (US$ 1,5) por cópia. "Duzhe", ou "Leitores", é uma revista bimensal. As estatísticas publicadas no site da revista mostram que a circulação mensal média chegou a 8,98 milhões em 2006.

Aviso A entidade adjudicante: o Chefe do Executivo. Por onde corre o processo: Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações. Faz-se público que se encontra aberto o Concurso Público n.º 2/2010 para a aquisição das instalações e dos serviços de operação do «Sistema de Gestão e Registo dos Nomes de Domínio da Internet da Região Administrativa Especial de Macau» e os interessados podem solicitar as informações pormenorizadas relativas ao referido concurso, junto da Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações, sita na Avenida da Praia Grande, n.os 789-795, 1.º andar, desde o dia 25 de Agosto de 2010, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas. O programa do concurso e o caderno de encargos do referido concurso podem ser obtidos mediante transferência gratuita de ficheiros pela Internet na página electrónica da DSRT (www.dsrt.gov.mo).

As propostas serão entregues na Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações, sita na Avenida da Praia Grande, n.os 789-795, 1.º andar e o respectivo prazo de entrega das propostas termina às 17,00 horas do dia 24 de Setembro de 2010. O acto público deste concurso terá lugar em 27 de Setembro de 2010, pelas 15,00 horas, no auditório da Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações, sita na Avenida da Praia Grande, n.os 789-795, 1.º andar. A admissão ao concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $450 000,00 (quatrocentas e cinquenta mil patacas) a favor da RAEM, a prestar mediante garantia bancária / seguro-caução. Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações, aos 20 de Agosto de 2010. O Director dos Serviços, Tou Veng Keong

O seu comboio pessoal partiu ontem, dizendo uma das notícias que se encontra acompanhado por um dos filhos, e possível herdeiro, Kim Jong-un.

 O "Querido Líder" visitou uma escola na província chinesa de Jilin, disseram professores e alunos, refere a agência noticiosa sul-coreana Yonhap.

 As autoridades da Coreia do Norte e da China não costumam confirmar estas deslocações de Kim Jong-il antes de ele regressar a Pyongyang.

 O muito discreto dirigente, que raramente se desloca ao estrangeiro, tinha estado pela última vez na China durante o mês de Maio. E esta deslocação de agora e uma reunião a efectuar no próximo mês poderá deixar resolvido o assunto da sucessão, afirmou ontem a agência noticiosa Reuters.

Duzhe à venda em Taiwan

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Os interessados deverão comparecer na Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações, sita na Avenida da Praia Grande, n.os 789-795, 1.º andar, no dia 30 de Agosto de 2010, às 15:00 horas, a fim de visitar a localização do novo Centro de Informação da Internet de Macau.

Kim Jong-il está na China

Inundações | Danos custam 357 milhões de dólares O governo chinês gastou US$ 357 milhões para reparar os danos provocados pelas chuvas e inundações, informou ontem o jornal China Daily. Segundo a publicação, as autoridades explicaram que os esforços para resolver os danos vão continuar. Fontes do Ministério da Economia informaram que o dinheiro desembolsado pelo governo chinês foi destinado a diferentes áreas, como prevenção de inundações, materiais para armazenamento e despesas para o combate das inundações. Segundo Jiao Yong, funcionário do Ministério de Recursos de Água da China, o país

planeia desenvolver um sistema nacional de acompanhamento e prevenção de inundações nos próximos três anos. "Este sistema poderia cobrir 1836 municípios chineses que são frequentemente atingidos por correntes provenientes das montanhas" acrescentou. O país asiático vive sua pior temporada de inundações em 12 anos, com mais de 3.400 mortos e desaparecidos desde Maio. Os danos e o número de vítimas são comparáveis aos causados pelas cheias dos rios Yang Tsé e Songhua em 1998, quando mais de quatro mil pessoas morreram e 140 milhões foram afectadas, nas piores inundações das últimas décadas.


Um governante não deve ocupar a cadeira por mais de dez anos, por várias razões e ainda por outras. Não foi esta a opção de Chui Sai On, quando criou o seu executivo. Errada, a meu ver. Curiosamente, nesse momento pairou um imenso silêncio na cidade. Os actores políticos ficaram na expectativa, a ver o que a coisa ia dar. Pelos vistos, deu pouco e não ficaram satisfeitos, começando agora a berraria. Carlos Morais José P.19

O chefe de gabinete do líder do governo de Macau, Alexis Tam, regressou ontem a Macau, depois de uma quase “secreta” visita de três dias a Taiwan. Em declarações ao canal chinês da TDM/ Rádio, à chegada a Macau, Alexis Tam justificou a ausência de informações prévias à Comunicação Social com o facto a visita se tratar de uma “questão interna”, algo que foi acordado entre ambas as partes. pub

No entanto, uma notícia da Central News Agency, agência noticiosa semi-oficial do governo de Taiwan, revela que o governo de Taipé está a tentar minimizar, o mais possível, a importância da visita de Alexis Tam. Um “alto-funcionário” do Conselho para Assuntos com a China, não identificado, é citado pela agência noticiosa como tendo dito que a deslocação de Alexis Tam teve como objectivo principal promover a “Semana de Macau” que se realiza no princípio do próximo mês, em Taipé.. A mesma fonte adiantou ainda que, uma vez que “determinados procedimentos” são necessários, sempre que um elemento do Governo de Macau visita Taiwan, as autoridades de Taipé optaram por “identificar” Alexis Tam como um “antigo aluno” da Universidade de Chengchi, nas referências públicas

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Porta-voz de Chui Sai On visitou Taiwan

Tam discreto que ele foi

que foram feitas, no decorrer da sua visita e num almoço com responsáveis do Conselho para Assuntos com a China.

O alto funcionário citado pela Central News Agency acrescentou também que, embora as entidades oficiais de Taiwan te-

nham admitido que Alexis Tam manifestou a intenção de avançar com a instalação de um escritório de representação de Macau em Taipé, durante a visita não foram abordadas questões de pormenor relacionadas com esse escritório, nomeadamente o seu estatuto legal, funções e data de abertura. Em contraponto com esta postura das autoridades de Taiwan, o Gabinete de Comunicação Social de Macau deu, ontem à noite, apreciável destaque à visita de Alexis Tam e sobretudo ao almoço com responsáveis do Conselho para os Assuntos com a China, referindo inclusivé que Alexis Tam teve “um encontro com Kao Charng, vice-presidente do

Conselho para os Assuntos com a China (Mainland Affairs Council), que manifestou apoio e votos de êxito para o projecto do Governo da RAEM sobre a criação de uma delegação em Taiwan”. Para além disso, e ainda de acordo com a nota divulgada pelo GCS, “Kao Charng, satisfeito com o projecto do Governo da RAEM sobre a criação de uma delegação em Taiwan, endereçou votos de êxito, em representação do Conselho para os Assuntos com a China”. Na mesma nota, escreve-se que “Alexis Tam referiu que tinha mantido um bom intercâmbio com Lo Mu Kuen, director do Centro Económico e Cultural de Taipei em Macau, depois de o Chefe do Executivo, Dr. Chui Sai On, ter manifestado o seu empenho no impulsionamento das relações entre Macau e Taiwan.”


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Política

Pereira Coutinho dispara em todas as direcções

Para pior já basta assim Paulo Reis

hojemacau@yahoo.com

Embora “oficialmente” não tenha ainda conhecimento do projecto de alteração da chamada Lei da Manifestação, o deputado Pereira Coutinho disse saber que “o Governo pretende alterar essa lei para pior, bem como a lei que regulamenta a entrada, saída e permanência de pessoas de Macau”. Respondendo a uma questão colocada pelo Hoje Macau, sobre este assunto, Pereira Coutinho salientou ainda que a intenção de o Governo rever a lei “levanta enormes preocupações

TDM na baila Pereira Coutinho foi especialmente crítico em relação ao canal português da TDM por este, alegadamente, não ter feito uma única notícia sobre o chamado “caso das sepulturas”. O deputado achou estranho este silêncio e admitiu que os responsáveis pela Informação em Português estariam a seguir ordens superiores, ao ignorar a notícia. No entanto, a direcção de Informação da TDM, numa nota divulgada durante o Telejornal de ontem à noite, contestou estas afirmações se salientou, por seu lado que o canal de televisão em língua portuguesa noticiou a polémica em torno da atribuição de 10 sepultura perpétuas, em 2001, a familiares de pessoas ligadas profissionalmente à secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan. De recordar que a notícia foi primeiro avançada pelo canal chinês da TDM/TV e que Florinda Chan, em carta pessoal enviada à Comunicação Social, esclareceu que nenhum familiar seu estava entre as pessoas a quem foram atribuídas as referidas sepulturas, em 2001, pela Câmara Municipal de Macau Provisória.

e dúvidas” e acrescentou esperar que “a Assembleia Legislativa seja rapidamente consultada”, uma vez que se trata de matéria que diz respeito a Direitos Fundamentais e está “relacionada com a Lei Básica”. Quanto ao balanço dos trabalhos da AL, pereira Coutinho destacou a sua discordância em relação a Lau Cheok Va que, na quarta-feira, considerou que a “herança” deixada pelo governo português era responsável pelo acumular de projectos-lei, entregues à Assembleia pouco antes de esta fechar para férias: “Isso são desculpas de maupagador”, afirmou. “Quem não sabe dançar diz que o chão está torto.”

António Falcão | bloomland.cn

A intenção do Governo de alterar a Lei da Manifestação levanta “enormes preocupações e dúvidas”, afirmou ontem Pereira Coutinho, durante uma conferência de Imprensa onde fez o balanço da sessão legislativa que agora terminou. Para o deputado eleito directamente, a Assembleia Legislativa andou “a reboque” do Governo o qual, por sua vez, se “passeou” à vontade pela AL, dando respostas “vagas” às interpelações dos deputados.

Prioridades

Sobre a próxima sessão legislativa, o deputado e dirigente da ATFPM disse que a revisão das leis eleitorais para a Al e para a eleição do Chefe do Executivo deveriam constituir “uma prioridade”, porque “300 pessoas não representam Macau, na eleição do Chefe do Executivo”. Coutinho criticou ainda a “balbúrdia” nas carreiras da Função Pública, depois da aprovação de uma série de diplomas nessa área e, comparando o actual presidente da AL com a sua antecessora, Susana Chow, disse que Lau Cheok Va é “mais relaxado” do que anterior presidente, deixando os membros do governo “passear” à vontade, enquanto Susana Chow lhes chamava a atenção, quando não respondiam às questões dos deputados. Pereira Coutinho fez um balanço “negativo” da actuação de Lau Cheok Va mas frisou que o seu desempenho “faz parte da personalidade

dele e temos que viver com o que temos”. A hipótese avançada recentemente por Lau Cheok Va de reduzir o tempo de

intervenção disponível para os deputados foi duramente criticado por Coutinho, que salientou ser isso uma forma de “cortar as vias através das

quais a população tem um canal privilegiado para fazer ao governo as suas preocupações”. Para o deputado eleito, desta maneira “vai-se

atrofiando” a Liberdade de Expressão. Tacho

Também crítica foi a opinião de Coutinho quanto às nomeações das mais diversas personalidade para as inúmeras comissões que o Governo tem vindo a criar. No entender do deputado, essas nomeações dizem respeito, frequentemente, a pessoas que nada têm a ver com o assunto “mas conseguiram um ‘tacho”. Sobre a referência a mais um caso “tipo Ao Man Long” que estaria prestes a rebentar, como afirmou recentemente na AL, Pereira Coutinho não adiantou mais pormenores, embora tivesse referido que tem recebido “muitas queixas e documentos”. Como exmplo, referiu o caso da adjudicação do Metro Ligeiro que, como explicou, já foi tema para duas cartas que enviou ao Chefe do Executivo - a segunda, disse, com referências concretas a nomes que se escusou a revelar. O canal português da TDM foi outro alvo de Coutinho, que revelou ter havido jornalistas que se queixaram ao Cônsul de Portugal, por alegadamente terem sido “pressionados” pelo deputado. O deputado salientou ainda que a atitude de Chui Sai On perante a Assembleia Legislativa é “um retrocesso em relação a Edmund Ho”, devido ao facto de o actual Chefe do Executivo apenas pretender deslocar-se à Al uma vez por ano: “Chui Sai On parece mais interessado na política e nos Negócios Estrangeiros, em lugar das tarefas da governação”, disse. Quanto à substituição da secretária para Administração e Justiça, Florinda Chan, que tem vindo a ser exigida por várias associações e forças políticas, Coutinho lembrou que foi o primeiro a pedir a sua demissão, há dois anos e deixou uma recado claro para Chui Sai On: “á devia ter mudado alguns membros do Governo (…) dois ou três que não dão conta do recado”. Se continuar assim e não os substituir, “vai sobrar para ele”, diz Pereira Coutinho.


Falta de magistrados impede instalação de novo tribunal O director dos Serviços de Assuntos de Justiça, Cheong Weng Chon, em resposta à interpelação escrita do deputado José Pereira Coutinho, revelou que, por causa de carência de magistrados judiciais, que ainda se verifica, aliada ao facto de que o novo Palácio da Justiça não ser construído a curto prazo, não há condições para a instalação do Juízo Laboral e do Juízo de Família e de Menores. Cheong Weng Chon também referiu que, estando bem ciente de que a criação dos dois juízos antes referidos contribuirá para melhorar a especialização dos juízes no exercício das suas funções, o Governo da RAEM está determinado a proceder, o quanto antes, à instalação desses juízos especializados, aguardando as condições apropriadas para o efeito.

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Lau Cheok Va e Kwan Tsui Hang com visões diferentes

Comissões sem acompanhamento

Kahon Chan

hojemacau@yahoo.com

O presidente da AL, Lau Cheok Va, omitiu qualquer referência às novas comissões de acompanhamento, quando passou em revista, na quarta-feira, os últimos 10 meses de legislatura e quando foi inquirido sobre a inactividade daquelas comissões, acrescentando que nada havia para acompanhar na ausência de acontecimentos específicos. Kwan Tsui Hang, presidente da única comissão activa, discordou e disse esperar que a assembleia possa fazer um esforço para facilitar o seu trabalho. Muita da atenção de imprensa chinesa esteve concentrada nas queixas de Lau sobre o confuso planeamento de submissão de propostas de lei à legislatura, reiterando também o seu desejo de que os deputados obedecessem melhor às

regras e que se expressassem os seus pontos de vista adequadamente. Porém, o presidente da AL não teve uma palavra sobre as três Comissões de Acompanhamento que foram criadas sob a sua presidência para reforçar a supervisão da AL na administração nas áreas dos "Terrenos e Concessões Públicas", "Finanças Públicas" e "Administração Pública". Provavelmente não havia muito a dizer sobre o assunto. Compostas pelo mesmo conjunto de membros, das três comissões permanentes, duas não haviam sequer reunido. Cheang Chi Keong, Presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos da Administração Pública e da Terceira Comissão Permanente, já havia sugerido que, uma vez que a terceira comissão estava a braços com leis importantes e urgentes, simplesmente era impossível arranjar tempo li-

vre para a outra comissão. A Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terrenos e Concessões Públicas é a única comissão activa e iniciou as reuniões com o caso das concessões do Cotai. A Presidente, Kwan Tsui Hang, fez um claro esforço para estabelecer regras e exigiu respostas da Administração antes do final de Fevereiro, mas o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io, só pôde comparecer a duas das reuniões, respectivamente em Maio e Agosto, sendo que as respostas dadas às perguntas dos deputados foram consideradas como estando mal preparadas ou inadequadamente elaboradas. Em vista do pouco trabalho efectuado, Kwan descartou a ideia de apresentação, durante este mês, de um relatório provisório sobre o progresso dos trabalhos. Quando inquirido sobre as poucas reuniões organizadas pelas três comissões, o Presidente da AL, Lau Cheok Va, defendeu que "eles só reúnem quando algo acontece e se não houver nada, não precisam de o fazer ". Kwan Tsui Hang, que é membro da FAOM, tal como Lau, desta vez não concordou com o veterano legislador. "A gestão de concessão de terras em Macau está cheia de problemas e erros sistemáticos" disse. “Sinto que há inúmeras questões para resolver no sector da construção pública e a volume de trabalho (dessa comissão) até poderia ser superior ao das comissões permanentes. A questão é como reunir os membros da comissão para dar seguimento a estes assuntos ". Durante os últimos 10 meses de existência da comissão, tem sido difícil que os deputados concordem em como interpelar o governo e é chegado o momento de o fazer. Kwan espera vislumbrar um mecanismo eficiente para obter respostas do governo como, por

exemplo, a existência de um secretariado que poderia enviar os pedidos de esclarecimento aos directores dos departamentos, em questões mais simples.

Porém, Kwan tornou claro que não faria qualquer comentário sobre o trabalho das outras duas comissões. Cheang Chi Keong está actualmente fora de Macau e o

Hoje Macau não conseguiu chegar à fala com Chan Chak Mo, Presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas.

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EDITAL Edital n : 236/E/2010 Processo no: 1171/BC/2010/F Assunto: Início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local: Rua do Coronel Ferreira nº 4, Edf. Hong Hei Kok, terraço sobrejacente à fracção 5º andar H. o

Jaime Roberto Carion, director do Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber por este meio aos dono da obra e proprietário, cujas identidades se desconhecem, da obra existente no local acima indicado, o seguinte: 1. O agente de fiscalização desta DSSOPT constatou no local acima identificado a realização de obra sem licença, cuja descrição e situação é a seguinte: Obra

Situação Infracção ao RSCI e da obra motivo da demolição

construção de um Concluída Infracção ao nº 4 do 1.1 compartimento artigo 10º, obstrução não autorizado do caminho de com paredes em evacuação. alvenaria de tijolo, cobertura em chapa de zinco e gradeamento metálico. 2. Sendo as corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no nº 4 do artigo 10º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei nº 24/95/M, de 9 de Junho. As alterações introduzidas pelo infractor nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto

caminhos de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, a obra executada não é susceptível de legalização pelo que terá necessariamente de ser determinada pela DSSOPT a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada. 3. Nos termos do nº 3 do artigo 87º do RSCI, a infracção ao disposto no nº 4 do artigo 10º é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o nº 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou segurança do edifício. 4. Considerando a matéria referida nos pontos 2 e 3 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data de publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no nº 1 do artigo 95º do RSCI. 5. O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, nos 32-36, Edifício CEM, 2º andar, Macau (telefones nos 85977154 e 85977227). Aos 25 de Agosto de 2010 O Director dos Serviços Jaime Roberto Carion


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Kahon Chan

hojemacau@yahoo.com

Melinda Chan e Angela Leong, empresárias e deputadas da AL directamente eleitas, uniram as suas vozes e exigiram que alguém seja responsabilizado no caso recentemente divulgado pelo CCAC do armazém de botijas de gás. Angela Leong quer um sistema de responsabilidade eficaz e Melinda Chan suspeita que a negligência tenha a ver com “negócios ligados ao poder e ao dinheiro.” Ambas as deputadas submeteram esta semana interpelações exigindo que fosse dado seguimento à descoberta feita pelo CCAC. De acordo com o relatório anual publicado pelo CCAC, a DSE autorizou um dos fornecedores de gás doméstico a conduzir o negócio sem licença, entre 2002 e 2007, enquanto que a DSSOPT permitiu que os pub

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O governo vai implementar várias medidas destinadas a melhorar o trânsito da zona das Portas do Cerco, nos quais se integra a alteração do sentido dos acessos de entrada e saída da zona para tomada e largada de passageiros dos autocarros de turismo da Praça das Portas do Cerco, de forma a atenuar assim a situação do trânsito da Avenida de Artur Tamagnini Barbosa e das suas vias envolventes, de acordo com o director da DSSOPT, Jaime Carion. Em resposta a uma interpelação do deputado Ho Ion Sang, Jaime Carion revelou ainda que está prevista a construção de passagens superiores para peões no quadrante leste e oeste da Praça das Portas do Cerco.

Deputadas interpelam governo sobre Ilha Verde

Os negócios do gás António Falcão | bloomland.cn

política

DSSOPT quer melhorar trânsito nas Portas do Cerco

Melinda Chan

distribuidores se estabelecessem num armazém sem a devida concessão, entre 2003 e 2006, sendo que a DSSOPT aprovou as instalações sem que estas estivessem equipadas com extintores automáticos de incêndio. As

Angela Leong

provas mostram que ambas as instituições estavam informadas e conscientes da situação desde o início. Depois de investigações levadas a cabo pela imprensa, a DSE apenas fez uma declaração em que

“aceita” todas as recomendações feitas pelo CCAC, enquanto que o Director da DSSOPT, Jaime Roberto Carion, admitiu ter tratado do caso pessoalmente, tendo defendido que as instalações em causa não tinham

condições para a instalação de extintores automáticos de incêndio. Não explicou, porém, porque razão autorizou, durante três anos, a existência de uma concessão “ilegal”, se bem que o CCAC tenha reconhecido ser rotineiro não seguir de perto as concessões caducadas. As respostas não satisfizeram as duas empresárias com assento na AL. Melinda Chan submeteu uma interpelação escrita no dia 23 Agosto exigindo que o governo tira as ilacções devidas da descoberta feita pelo CCAC, tendo declarado que apesar das duas instituições terem aceite o relatório, a administração deveria ponderar a implementação de uma investigação àqueles que violaram as leis, porque certos funcionários têm que assumir a responsabilidade pelas violações cometidas, quer se trate de um simples erro ou de “negócios ligados ao poder e ao dinheiro”.

Lembrou, ainda, que Chui Sai On havia prometido nas suas primeiras Linhas de Acção Governativa um sistema responsável, norteado por princípios de franqueza e justiça, os quais seriam consagrados num documento regulador, onde estariam claramente explicitadas as responsabilidades políticas, administrativas e legais dos funcionários de de todos os níveis. Melinda Chan pretende que o governo explique quando é que esta medida será implementada. A outra deputada da AL, Angela Leong, acredita que a negligência no caso do armazém do gás foi causada pela falta de um sistema de responsabilidades, tendo exigido, na sua interpelação que o governo implemente, ainda antes do documento definitivo, um regulamento provisório que clarifique as responsabilidades dos funcionários.


Sociedade Concessão da TV Cabo preocupa a DSRT

A Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações (DSRT), através do seu Director, expressou preocupação sobre a questão da concessão da TV Cabo, uma vez que os direitos exclusivos detidos por aquela empresa poderiam ser um obstáculo para os novos operadores de linha fixa, no que se refere à introdução de certos conteúdos na Internet ou noutra plataforma. No entanto, a DSRT afirmou que existem soluções técnicas para contornar a concessão da TV Cabo, tendo, porém, recusado comentar a hipótese da rescisão do contrato. Desde que, no início do mês, foi dado o pontapé de saída à transmissão dos jogos da Primeira Liga Inglesa, os anteneiros cor-

taram o sinal da TDM, pelo menos uma vez, com receio de que houvesse violação dos direitos de transmissão detidos pela TV Cabo. O proprietário dos direitos de autor emitiu um comunicado autorizando os “anteneiros” a retransmitir o sinal distribuído pela TDM, mas a TV Cabo continua a ameaçar agir legalmente porque a transmissão da maioria dos “anteneiros” envolve cabos que atravessam as ruas. Cinco dos seis anteneiros retomaram, entretanto, a transmissão normal. O Director dos Serviços de Regulação de Telecomunicações, Tou Veng Keong, disse não tencionar arrastar o assunto sobre a solução da disputa entre a TV Cabo e os anteneiros, mas que qualquer solução envolveria

Kahon Chan

O cabo dos trabalhos

“dinheiro”, modificações técnicas e uma forma sustentável de transmissão de televisão que satisfizesse todos os interessados, o que seria de difícil negociação. Além disso, o mesmo responsável disse à TDM Rádio que, uma vez que o serviço de telecomunica-

ções de linha fixa iria ser liberalizado em Janeiro de 2012, haveria um período de tempo em que a abertura do mercado poderia estar comprometida pelo

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monopólio da concessão da TV Cabo se não se fizessem quaisquer alterações ao actual contrato, que só expira em 2014. De acordo com citações feitas pela TDM, esta situação foi considerada como uma “perturbação ao desenvolvimento global” e “incompatível com o avanço do mercado de telecomunicações consagrado nas linhas de orientação” para o sector. Seria necessária uma “cuidadosa avaliação” da situação, acrescentou. Já noutra ocasião, as declarações feitas por Tou levaram a TDM tirar a conclusão de que a DSRT havia insinuado um final antecipado ao contrato de concessão da TV Cabo, mas o porta-voz da DSRT rejeitou a ideia depois de, mais uma vez, ter reunido com responsáveis da TDM. Uma vez que o acesso a conteúdos de informação pode ser feito através de diferentes plataformas de telecomunicação,

as chamadas “plataformas de convergência”, Tou mostrou-se preocupado com a concessão da TV Cabo, a qual poderia ser um factor de impedimento a que novos serviços pudessem ser introduzidos por prestadores de serviços de telecomunicações entre 2012 e 2014, tais como a televisão via Internet. Acrescentou, no entanto, que muitas das restrições no âmbito do contrato da TV Cabo poderiam ser ultrapassadas com soluções técnicas, pelo que o impacto não seria significativo. A DSRT recusou confirmar se o final antecipado da concessão seria uma das opções para solucionar o bloqueio das negociações com a TV Cabo, acrescentando que, futuramente, ainda teriam que se sentar à mesa e falar com a TV Cabo. O Hoje Macau não conseguiu obter qualquer comentário da TV Cabo sobre este assunto. - K.C.

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Chefe do Executivo participa em Fórum sobre cooperacão

O Chefe do Executivo, Chui Sai On parte hoje para a província de Fukien, onde irá estar presente no VI Fórum para a Cooperação da Região do Grande-Delta do Rio das Pérolas, que terá lugar na cidade de Fuzhou. O VI Fórum para a Cooperação da Região do Grande-Delta do Rio das Pérolas, com uma duração de três dias, realiza-se nos dias 27 a 29 do corrente mês de Agosto. O Chefe do Executivo estará presente na cerimónia de abertura da bolsa de contactos económico-comerciais do Fórum e sarau cultural, na noite do dia 27. Entretanto, no dia 28, Chui Sai On participará também na inauguração do pavilhão da bolsa de contactos económico-comerciais e na cerimónia de assinatura de protocolos de cooperação, bem como discursará na sessão de altos dirigentes do Fórum. No dia 29, o Chefe do Executivo estará presente na cimeira de líderes e demais actividades, regressando a Macau depois de completar o programa da visita. A delegação da RAEM inclui ainda o secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, director-geral dos Serviços de Alfândega, Choi Lai Hang e o chefe do Gabinete do Chefe do Executivo (GCE) Alexis

Kahon Chan

Chui Sai On visita Fuzhou

EDITAL Edital n.º: 233/E/2010 Processo n.º: 1246/BC/2010/F Assunto: Notificação do despacho de embargo e início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento de Segurança Contra Incêndios (RSCI) Local: Estrada Governador Nobre de Carvalho (sem n.º policial), Edf. Jardim Lameiras, terraço sobrejacente à fracção 5.º andar F(“F5” conforme o registo na CRP), Taipa. Jaime Roberto Carion, Director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber por este meio aos dono da obra ou seu mandatáriuo, ao encarregado da obra, aos técnico responsável pela obra e executores da obra existente no local acima indicado, cujas identidades se desconhecem, o seguinte: 1. Em 06/08/2010, o agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização de obra sem licença cuja descrição e situação é a seguinte: Obra 1.1 Construção de um compartimento não autorizado com cobertura em chapa de zinco, paredes em alvenaria de tijolo no local acima indicado.

Situação da obra

Infracção ao RSCI e motivo da demolição

Em curso

Infracção ao n.º 4 do artigo 10.º, obstrução do caminho de evacuação.

2. Nestas circunstâncias e em cumprimento do disposto no n.º 3 do artigo 88.º do RSCI, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24/95/M, de 9 de Junho, o agente de fiscalização ordenou a imediata suspensão da execução da obra. 3.

Tam, para além de outros responsáveis de departamentos governamentais. O secretário para a Segurança, Cheong Kuok Va, assume interinamente o cargo de Chefe do Executivo durante a ausência de Chui Sai On.

Nos termos do n.º 1 do artigo 88.º do RSCI, por meu despacho de 25/08/2010, exarado sobre a informação n.º 05579/DURDEP/2010 de 12/08/2010, confirmei a suspensão de trabalhos e determinei o embargo da obra.

6.

Sendo as escadas e corredores comuns e terraço do edifício considerados caminhos de evacuação, devem os mesmos conservar-se permanentemente desobstruídos e desimpedidos, de acordo com o disposto no n.º 4 do artigo 10.º do RSCI. As alterações introduzidas pelo infractor nos referidos espaços, descritas no ponto 1 do presente edital, contrariam a função desses espaços enquanto caminhos de evacuação e comprometem a segurança de pessoas e bens em caso de incêndio. Assim, a obra executada não é susceptível de legalização pelo que terá necessariamente de ser determinada pela DSSOPT a sua demolição a fim de ser reintegrada a legalidade urbanística violada.

7.

Nos termos do n.º 3 do artigo 87.º do RSCI, a infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 10.º é sancionável com multa de $4 000,00 a $40 000,00 patacas. Além disso, de acordo com o n.º 4 do mesmo artigo, em caso de pejamento dos caminhos de evacuação, será solidariamente responsável a entidade que presta os serviços de administração ou segurança do edifício.

8.

Considerando a matéria referida nos pontos 6 e 7 do presente edital, podem os interessados, querendo, pronunciar-se por escrito sobre a mesma e demais questões objecto do procedimento, no prazo de 5 (cinco) dias contados a partir da data de publicação do presente edital, podendo requerer diligências complementares e oferecer os respectivos meios de prova, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 95.º do RSCI.

9.

O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.os 32-36, Edifício CEM, 2.º andar, Macau (telefones n.os 85977154 e 85977227).

10.

Nos termos do artigo 97.º do RSCI e das competências delegadas pelos n.os 1 e 4 da Ordem Executiva n.º 124/2009, publicada no Boletim Oficial da RAEM, Número Extraordinário, I Série, de 20 de Dezembro de 2009, da decisão referida no ponto 3 do presente edital cabe recurso hierárquico necessário para o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, a interpor no prazo de 8 (oito) dias contados a partir da data de publicação do presente edital.

4. O despacho de embargo acima indicado só pode ser levantado depois de cessar o motivo que o determinou, em conformidade com o preceituado no n.º 9 do artigo 88.º do RSCI.

11. O recurso referido no número anterior não tem efeito suspensivo, devendo por isso a obra manter-se embargada.

5.

Aos 25 de Agosto de 2010

A continuação dos trabalhos depois do embargo, notificado pelo presente edital, sujeita os donos, responsáveis e executores da obra (quer sejam empreiteiros ou tarafeiros) às penas do crime de desobediência qualificada, nos termos do n.º 6 do artigo 88.º do RSCI.

O Director dos Serviços Jaime Roberto Carion


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sociedade

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Governo prepara lei sobre erros médicos O projecto-lei sonbre indeminizações a atribuir, no caso de erro médico, está quase pronto, revelou a chefe de Gabinete do secretário para os Assunto Sociais. A mesma responsável avançou que o sistema de indemnização por erro médico inclui seguros, fundos criados por iniciativa de profissionais de saúde e outras formas, e que no respectivo projecto, o governo pretende que os mecanismos a adoptar sejam viáveis e eficazes e que neles estejam incluídos tanto fundos como seguros. No entanto, os actuais critérios de licenciamento do exercício da profissão de médico estão abaixo das expectativas dos operadores de seguros, o que origina dificuldades na subscrição de seguros ou valores elevados dos prémios de seguros, não sendo um problema que se possa resolver a curto prazo, referiu Cecília Cheung.

“Coelhinho” faz sucesso em Xangai

Um milhão de visitantes O número dos visitantes do Pavilhão de Macau e da réplica da Casa de Penhores “Tak Seng On” atingiu um novo recorde ao assinalar ontem a entrada do milionésimo visitante. O Gabinete Preparatório para a Participação de Macau na Exposição Mundial de Xangai (GPPMEMS) realizou uma cerimónia de boasvindas ao milionésimo visitante do Pavilhão de Macau, o senhor Zhang, oriundo da cidade anfitriã do grande evento, acompanhado pela mulher e um bebé. A Coordenadora, Christiana Ieong, acompanhada pela Miss Macau de 2009, Sarah Leyshan, deu os parabéns ao visitante e ofereceulhe uma lembrança alusiva ao acontecimento,

O senhor Zhang e família seguiram depois para uma visita ao local, acompanhada por esclarecimentos e informações da cicerone, Christiana Ieong. Pu Chun Yan, responsável da delegação da Air Macau em Xangai, ofereceu dois bilhetes de passagem aérea de ida-e-volta ao senhor Zhang, para utilização entre Macau e qualquer outro

destino da transportadora da Região Administrativa Especial na China. Christiana Ieong referiu que o gabinete decidiu assinalar o milionésimo visitante do Pavilhão de Macau, face à importância da Exposição Mundial como plataforma para a promoção de Macau e para corresponder à sugestão do Chefe do Executivo de que é preciso aproveitar a opor-

tunidade para dar a conhecer Macau ao Mundo. Christiana Ieong afirmou que a actividade promocional, realizada em conjunto com a Air Macau e outras empresas privadas, tem como objectivo atrair mais residentes de Macau a participarem na Expo 2010 em Xangai, fazendo votos de que, por esta via, mais pessoas, nacionais ou estrangeiras, sejam levadas a visitar Macau e conhecer melhor o território. O senhor Zhang disse que o seu filho recémnascido, o “bebé da Expo”, lhe trouxe sorte e que nunca imaginou ser o milionésimo visitante do pavilhão de Macau, adiantando que nunca visitou Macau mas gostaria de fazer e que nutre um sentimento especial pelas duas Regiões Administrativas Especiais. Por isso, quando o filho crescer, gostaria que o primeiro destino de viagem e visita fosse Macau e as Ruínas de São Paulo.

Ministério Público devolve à polícia caso dos ilegais de Coloane O Ministério Público “deu procedimento adequado” ao caso de alegada contratação de um grupo de trabalhadores ilegais numa zona de obras em Coloane, segundo uma nota enviada à Comunicação Social. Em 19 de Agosto, a Polícia de Segurança Pública, numa operação conjunta com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, detectou uma zona de obras ilegal na Estrada do Alto de Coloane, tendo detido 68 trabalhadores ilegais, a maioria dos quais provenientes da China Continental e vários indivíduos de Hong Kong e do Vietname, responsáveis pela desmontagem de ecrãs de televisores e painéis de computadores assim como a operação de guindastes. De entre os indivíduos conduzidos ao Ministério

Público pelos referidos dois serviços, só foi possível a confirmação de suspeitas em relação à contratação ilegal de dois dos indivíduos. “A polícia e a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, por enquanto, não conseguiram apurar a identidade do empregador que teria contratado os restantes 66 trabalhadores ilegais, pelo que se trata de um caso com arguidos desconhecidos”, como refere a nota do MP. “Deste modo, ao abrigo do Código do Processo Penal, depois de se terem aplicado as medidas de coacção adequadas, o caso foi devolvido à polícia e à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais para uma investigação mais aprofundada”, conclui o MP.

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O Pedido do Projecto de Apoio Financeiro do FDCT para à 3ª vez do ano 2010 (1) Fins O FDCT foi estabelecido por Regulamento Administrativo nº14/2004 da RAEM, publicado no B. O. N° 19 de 10 de Maio de 2004, e está sujeito a tutela do Chefe do Executivo. O FDCT visa a concessão de apoio financeiro ao ensino, investigação e a realização de projectos no quadro dos objectivos da política das ciências e da tecnologia da RAEM. (2) Alvos de Patrocínio (i) Universidades, instituições de ensino superior locais, seus institutos e centros de investigação e desenvolvimento (I&D); (ii) Laboratórios e outras entidades da RAEM vocacionados para actividades de I&D científico e tecnológico; (iii) Instituições privadas locais, sem fins lucrativos; (iv) Empresários e empresas comerciais, registadas na RAEM, com actividades de I&D; (v) Investigadores que desenvolvem actividades de I&D na RAEM. (3) Projecto de Apoio Financeiro (i) Que contribuam para a generalização e o aprofundamento do conhecimento científico e tecnológico; (ii) Que contribuam para elevar a produtividade e reforçar a competitividade das empresas; (iii) Que sejam inovadores no âmbito do desenvolvimento industrial; (iv) Que contribuam para fomentar uma cultura e um ambiente propícios à inovação e ao desenvolvimento das ciências e da tecnologia; (v) Que promovam a transferência de ciências e da tecnologia, considerados prioritários para o desenvolvimento social e económico; (vi) Pedidos de patentes.

(4) Valor de Apoio Financeiro (1) Igual ou inferior quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (2) Superior a quinhentos mil patacas. (MOP$500.000,00) (5) Data do Pedido Alínea (1) do número anterior Alínea (2) do número anterior

Todo o ano A partir do dia 1 – Set. – 2010 até 1 –Nov. – 2010 (O próximo pedido será realizado no dia 3 – Jan. – 2011 ao 2 – Mar. – 2011)

(6) Forma do Pedido Devolvido o Boletim de Inscrição e os dados de instrução mencionados no Art° 6 do Chefe do Executivo nº 273 /2004, «Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro», publicado no B. O. N° 47 de 22 de Nov. de 2004, para o FDCT. Endereço do escritória: Alameda Dr. Carlos d’Assumpção, n° 411-417, Edf. “Dynasty Plaza” 9° andar, Macau. Para informações: tel. 28788777; website: www. fdct.gov.mo. (7) Condições de Autorizações Por despacho do Chefe do Executivo nº 273 /2004, processa o «Regulamento da Concessão de Apoio Financeiro». O Presidente do C. A. do FDCT, Tong Chi Kin 26 / 8 / 2010


desporto

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Automobilismo | Macau não substitui prova cancelada na Coreia do Sul

AAMC cancela terceiro “round” Sérgio Fonseca

hojemacau@yahoo.com

A categoria rainha do Campeonato de Macau de Carros de Turismo (MTCC, na sigla inglesa), denominada “AAMC Challenge”, não terá uma prova de substituição para a corrida cancelada na Coreia do Sul, segundo apurou o Hoje Macau. A prova inicialmente prevista para a Coreia do Sul, em meados de Agosto, foi cancelada devido aos sucessivos atrasos na construção do futuro circuito que acolherá a Fórmula 1 ainda este ano. A associação, que gere os desportos motorizados no território, optou por encurtar o campeonato da “classe rainha” às duas jornadas duplas já realizadas na Ma-

lásia, tal como nas categorias irmãs “Roadsport Challenge” e “N2000”, em vez de aceitar a oferta de realizar uma prova de substituição no mês de Outubro. “Durante a última prova foi anunciado aos pilotos da impossibilidade de se realizar a prova inicialmente prevista porque o circuito ainda não estava

pronto, no entanto, foi-nos informado de que a prova poderia ser realizada em Outubro. Ora, Outubro fica muito perto do Grande Prémio de Macau pelo que o risco é muito grande se alguma coisa falhar, nomeadamente, o transporte das viaturas e material da Coreia até Macau e em caso

de acidente”, disse fonte próxima da Associação Geral de Automóvel de Macau-China (AAMC) ao Hoje Macau, explicando ainda: “Quem tivesse um acidente durante a prova de Coreia do Sul não teria tempo suficiente para reparar a viatura a tempo de participar no Grande Prémio de Macau”.

FC Torto | Villas-Boas encosta “histórico” à parede

Apesar da prova da Coreia do Sul em Outubro não contar para o campeonato macaense, alguns pilotos de Macau irão participar no evento, pois estão envolvidos no Challenge Asiático de Carros de Turismo (ATCS) 2010. Sendo assim, contas feitas, Henry Ho, que este ano adquiriu um BMW 320si

iguais aqueles utilizados no WTCC, sagrou-se o campeão da categoria AAMC “Challenge“ do MTCC, mas não deverá defender as cores da RAEM na “Corrida de Carros de Turismo CTM Macau”, à qual as corridas da Malásia da categoria “AAMC Challenge” serviram de base de apuramento, pois optará por repetir a experiência do ano transacto na mais importante Corrida da Guia. Eurico de Jesus, terceiro classificado, e Filipe Clemente de Souza, oitavo da geral, foram os dois únicos nomes portugueses classificados entre os oito primeiros classificados na categoria que junta viaturas de competição que seguem os regulamentos FIA S2000 e Super-Produção.

Braga | Hat-trick dispara cotação de Lima

“Meireles tem de render mais” Momentos para a glória Raul Meireles. O nome não pode ser esquecido assim, de um dia para o outro, pelos portistas, mas é um facto que está a passar por uma fase nada agradável. Não é convocado, logo, não joga, treina com os companheiros, mas Villas Boas entende que nem o profissional nem o homem estão ainda no nível que ele pretende para entrar na «renhida luta» pela convocatória. O bom que tem esta história é que o treinador do FC Porto não se furta a falar da questão, embora ela seja efectivamente um caso. «Os jogadores sabem o que é necessário para fazer parte da lista de convocados, que é uma lista renhida, sem dúvida. Não é fácil para nenhum dos que está de fora, mas ele sabe que para entrar tem de render mais. Isso é uma regra universal e se calhar é até uma mensagem do treinador e dos próprios colegas. Há-de chegar o momento em que todos estarão no máximo nível».

Alguém atirou com uma estranheza, como é que um jogador como Meireles deixa, de repente, de estar nos valores ideais, ele que era um pilar do FC Porto. Villas Boas não estranhou o remoque e avançou: «Nos 15 minutos que vocês têm de treino aberto não podem ter a mesma leitura que eu tenho em hora e meia»... Palavras que deixam per-

ceber a certeza do treinador na análise ao comportamento de Meireles durante os trabalhos. Se vai ou não embora e se a indecisão o afecta é algo que o treinador não valoriza: «Está, contamos com ele, a não ser que aconteça algo até terça-feira próxima, que é quando fecham as transferências. Tenho por experiência, por exemplo, que em Itália o último dia é agitadíssimo»...

Lançado aos 55 minutos no jogo de anteontem, Lima foi o intérprete perfeito da estratégia de Domingos para desferir a estocada de morte no Sevilha. Apenas três minutos depois de ter entrado, o exBelenenses marcou o seu primeiro golo no decisivo encontro. Até pouco antes do apito final, isto é, em 32 minutos, o avançado brasileiro completou o verdadeiro hat trick - três golos consecutivos. Além de decisivo no histórico apuramento do Braga para a fase de grupos da Liga dos Campeões, Lima assinou aquele que foi apenas o terceiro hat trick do guerreiros do Minho nas provas europeias, depois de Meyong, há duas épocas, ter marcado três ao Artmedia, na Taça UEFA, e de, na época 1978/79, Chico Gordo ter feito quatro numa vitória por 5-0 sobre o Hibernians, também na Taça UEFA. De resto, são numerosos os hat tricks (ou mais golos de um só jogador) de equipas portuguesas em provas da UEFA, mas há poucos desta dimensão. Nos últimos 30 anos, a excepção é mesmo o do portista Juary (1985/86) ao Barcelona. A par do fenómeno estatístico surge um outro, que ameaça ser mais um tijolo na construção da imagem de excelente ne-

gociador de António Salvador: o valor de Lima multiplicou-se por bem mais do que três. Dois empresários apontam mesmo um valor próximo dos cinco milhões de euros. Nada mau, tendo em conta os 200 mil euros pagos pelo Braga ao Astral. "Já gostava do Lima no Belenenses. Ao mudar para o Braga, já ficou valorizado. Esta grande actuação valoriza-o ainda mais. Rapidamente o Braga terá possibilidade de fazer um grande negócio. Hoje, para conseguir tirar o Lima ao Braga serão precisos de cinco milhões para cima", aponta Jorge Baidek. O compatriota de Lima alerta, porém, para o lado perverso disto: "Só mais golos noutras provas permitem solidificar esse valor." Ou seja, este momento deve ser confirmado. António Araújo, responsável pela vinda de Lima para Portugal, para o Vizela - "Era muito jovem, e não tiveram paciência com ele" -, também admite que cinco ou seis milhões seriam o valor actual do avançado, mas o cenário de crise obriga a contas de subtrair. "O que determina isso é a lei da oferta e procura, e hoje vemos muitas dificuldades, mas facilmente valeria três milhões de euros", completou.


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cultura

Pavilhão de itália Tiago Quadros* hojemacau@yahoo.com

“A Cidade do Homem”, da autoria do arquitecto Giampaolo Imbrighi, é um bloco regular com uma linguagem formal minimalista, árida, patética e concentrada no típico. Ao ouvir-me dizer o nome atribuído ao pavilhão de Itália, lembro, de um modo instintivo, quase absurdo, o arquitecto Aldo Rossi. Lembro a sua mais importante obra teórica, L’Architettura della Città. Relaciono a cidade, o homem e a arquitectura. Nascido em Milão, em 1931, Rossi disse um dia que a sua formação era “no fundo literária”. Aldo Rossi publicou muito. A primeira edição de L’Architettura della Città surgiu em Pádua no mesmo ano que Complexity and Contradiction in Architecture, de Robert Venturi. Estes dois livros constituem os mais decisivos tratados de arquitectura dos anos pub

Pintura de Van Gogh ainda sem rasto

O bilionário egípcio Naguib Sawiris ofereceu um milhão de libras egípcias (cerca de um milhão e 400 m que levem à recuperação da pintura de Van Gogh, avaliada em 440 milhões de patacas, furtada na manh Uma investigação inicial mostrou que apenas sete das 43 câmaras de segurança estavam a funcionar na al foi a detenção do primeiro subsecretário do Ministério da Cultura, Mohsen Shaalan, junto com outros qu acusado de “negligência e omissão de realizar as funções a que estava incumbido”. Outros nove funcioná

Mapa sem escala

sessenta e aproximam-se nos pontos de vista, motivação e objectivos. Tanto Rossi como Venturi procuraram refutar o funcionalismo na sua forma comercializada, vulgarizada nos anos sessenta (não confundir com a arquitectura moderna em geral) com o apoio de uma argumentação histórica extremamente aprofundada. No seu livro, Rossi analisa a cidade enquanto arquitectura – precisa ele na introdução. Esta premissa, simples na aparência, rompe radicalmente com muitos conceitos urbanísticos do século XX, cujo ponto de partida era a cidade ideal planificável.

Enquanto leitor de Rossi, o que Imbrighi procura fazer no pavilhão de Itália na Exposição Universal de Xangai é voltar a atribuir ao edifício a forma significativa, a mensagem decisiva, a exigência artística e a força ficcional. O pavilhão de Itália surge como um exemplo dos valores culturais contemporâneos italianos, prestando, ao mesmo tempo, homenagem ao país organizador da Exposição Universal de Xangai. Visto de cima, o pavilhão de Itália, sugere o Mikado, também conhecido em Itália como o jogo de Xangai. As diferentes secções do edifício formam uma elaboração geométrica, simbolizando a complexidade de culturas regionais que definem a identidade italiana. O objecto desenhado por Giampaolo Imbrighi representa e sintetiza a proposta italiana para “A Cidade do Homem” num futuro próximo: um modelo urbano que conjuga os requisitos para a renovação das cidades com a preservação da história e da necessidade de se manter uma relação sustentável com o território. O espírito do pavilhão, na verdade, resume os elementos comuns aos antigos chineses e italianos, sugerindo um retorno a uma vida mais simples fundada na melhoria das relaçoes humanas com a contribuição de um ambiente viável e ecologicamente sustentável. O pavilhão de Itália, com uma área de 3.600 m2 e 18 metros de altura, está dividido em secções irregulares de diversas dimensões, ligadas por um passadiço em aço. As diferentes secções do edifício formam um acidental geometrizado que simboliza a tradição e os costumes regionais que definem a identidade italiana: um mosaico cultural em que cada uma das partes se apresenta através de uma única imagem. As formas utilizadas destacam a complexidade topográfica das cidades italianas, com as suas ruelas estreitas e becos que desembocam em praças, características comuns a alguns núcleos urbanos chineses. O pavilhão completa-se com um


mil patacas) de recompensa por informações hã de sábado passado num museu no Cairo. ltura do roubo. A primeira acção do governo uatro funcionários por 19 dias depois de ser ários foram impedidos de viajar.

jardim interno, com a presença da água e da luz natural que se propaga em toda a área entre os pátios e os muros. Giampaolo Imbrighi revestiu três fachadas do pavilhão de Itália com uma película de água, reflectindo, desse modo, a estrutura do edifício, e destacando efeitos de brilho natural. O brilho da estrutura é reproduzido, tanto dentro como através de fendas que evocam as vielas estreitas entre os edifícios da cidade, e também graças à utilização de cimento transparente, um material multifacetado, recentemente criado. Sobre as diferentes fachadas do edifício, o material gera um duplo efeito visual – a partir do exterior, durante o período nocturno, vislumbra-se a animação vivida no interior do edifício; a partir do interior, e durante o período diurno, o edifício adquire uma atmosfera luminosa intensa. Docente desde 1972 na Universidade de Roma, Giampaolo Imbrighi é autor de numerosos livros e artigos científicos. Arquitecto e urbanista, Imbrighi licenciou-se na Universidade de Roma, tendo prosseguido

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estudos na Tanajakademia de Szombathely na Hungria. Projectou e construiu diversas obras públicas, tendo o seu trabalho sido distinguido em Itália e no estrangeiro. Giampaolo Imbrighi é um defensor do projecto enquanto instrumento insubstituível para a conservação e transformação do ambiente. Esta rede de possibilidades, em que o pavilhão de Itália se vai tornando, é também um mapa. Não um mapa seguro e assertivo, mas uma cartografia de possibilidades. Uma cartografia fractal. Isto é, um mapa sem escala. Um mapa que se vai fazendo à medida que o percorremos, como o “caminho que se faz caminhando”. Ou uma arquitectura que sugere a arquitectura. Mais do que gerir uma linguagem, trata-se de sugerir uma expressão. Por isso, estamos perante uma arquitectura abstracta – de um abstraccionismo rarefeito, mas também de natureza profundamente impressionista e romântica. *Arquitecto. Mestre em Cor na Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa

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ideias per s pecti va s Jorge Rodrigues Simão

Biomassa e energia “The world appeared ready to resurrect biomass as a major indigenous energy resource for industrialized nations, as it had been up to the end of the nineteenth century. It now appears that biomass energy will displace increasingly larger amounts of fossil fuels as time passes.” Biomass for Renewable Energy, Fuels and Chemicals Donald L. Klass

A

matéria viva, ou biomassa, contém uma energia renovável e ecológica com variadas aplicações. Os consumidores podem usá-la para climatizar as suas habitações e abastecer-se de electricidade produzida em instalações próprias. Além disso, resolve o problema do tratamento dos resíduos desaproveitados do campo e do mato, reduzindo o risco de incêndios florestais e oferecendo outras possibilidades, como a sua utilização como adubo na agricultura, podendo criar grandes oportunidades de emprego nas zonas rurais e combater as alterações climáticas. A biomassa é o conjunto de matéria orgânica, de origem vegetal ou animal, e as substâncias que resultam da sua transformação natural ou artificial. Neste largo agrupamento inserem-se os resíduos e subprodutos oriundos das actividades agrícolas, da pecuária, florestais, agro-alimentares e de transformação da madeira. A biomassa pode ser aproveitada pela sua energia calorífera nomeadamente no aquecimento e substituir os combustíveis fósseis por fornecimentos derivados da madeira, como os “pellets” (pequenas porções de serradura comprimidas provenientes dos trabalhos de limpeza de florestas e indústrias madeireiras) e os aglomerados. A produção de electricidade a partir da biomassa pode ser aumentada, se os consumidores exigirem dos governos, o apoio a esta espécie de matéria-prima energética. A biomassa cria energia renovável e ecológica, não aumentando o efeito de estufa, gerador de alterações climáticas, nem polui com chuvas ácidas ou gases tóxicos. Foi a principal fonte de energia usada até à revolução industrial, sendo depois substituída pelos combustíveis fósseis. A biomassa pode ser aproveitada duplamente, uma vez que os seus resíduos, podem ser empregues como adubos, aditivos para cimentos ou contra as marés negras. Apresenta vantagens como a limpeza de florestas, que realizada de forma orientada, pode evitar graves prejuízos ambientais e a melhoria da qualidade das árvores a crescer das áreas florestais, diminuindo as pragas e os incêndios que todos os anos têm devastado imenso património florestal dos países, desde Portugal, passando pelo

Brasil e atingindo situações inéditas, como no presente ano na Rússia, pondo em risco igualmente, os bens e a vida de populações e de quem os combate, e beneficiando a reconstituição natural. O sector agrário dos países atingidos por calamidades naturais poderiam alcançar desta forma novos benefícios económicos. O desenvolvimento das actividades de produção de energia eléctrica a partir da biomassa, pode propiciar aos agricultores um rendimento anual expressivo. Outras vantagens associadas seriam o aumento do desenvolvimento tecnológico, menores custos na prevenção e extinção de incêndios, e no combate contra a degradação do solo, quando se introduzem cultivos energéticos em terras abandonadas. A biomassa é a fonte de energia eléctrica renovável que maior contribuição trás à estabilidade da rede de distribuição, porque garante o fornecimento a qualquer hora do dia e com diferentes condições atmosféricas. Para que tal aconteça, terá de dispor de uma fonte próxima a preços racionais e ter consumos energéticos satisfatórios para que a instalação seja rentável. Segundo um relatório da Associação Europeia da Indústria de Biomassa (EBIA) e da organização não governamental World Wildlife Fund –WWF (que tem por principais objectivos a conservação da biodiversidade do planeta; atestar que o uso dos recursos naturais renováveis é sustentável e promover a redução da poluição e da dissipação), a biomassa reduziria as emissões de dióxido de carbono (CO2) em mais de mil milhões de toneladas anuais e poderia satisfazer, dentro de uma década, cerca de 17 por cento da procura de energia eléctrica dos países industrializados. A biomassa em termos de produção de energia eléctrica e térmica é a mais limpa e económica, em termos de eficiência e renovabilidade, ainda que não seja, inesgotável, seguida da energia eólica e da energia hidráulica. Em vários países, nomeadamente europeus, a produção de derivados de madeira decuplicou nos últimos três anos. Foi introduzida em alguns países europeus a tecnologia de gasificação de biomassa, em instalações de cogeneração de menos de dois megawatt (MW). Quanto à co-combustão, existem numerosas centrais eléctricas utilizando biomassa agro-florestal em teste. Os planos de acção nacionais em matéria de energias renováveis, exigido pela União Europeia (EU) aos Estados-membros, propõem para o período 2011-2020 um objectivo ambicioso. A finalidade é de criar parques nacionais de biomassa produtores de energia eléctrica. Tendo em vista desenvolver este sector,

A biomassa em termos de produção de energia eléctrica e térmica é a mais limpa e económica, em termos de eficiência e renovabilidade, ainda que não seja, inesgotável, seguida da energia eólica e da energia hidráulica. Em vários países, nomeadamente europeus, a produção de derivados de madeira decuplicou nos últimos três anos. é fundamental a existência de empresas de serviços energéticos, em especial, as destinadas ao sector doméstico. Em alguns países, a biomassa é o recurso económico mais importante, como no Brasil, onde a cana-de-açúcar é transformada em etanol, ou na província de Sichuan, na China, (atingida pelo catastrófico sismo de 12 de Maio de

2008) onde se obtém gás a partir de resíduos como o esterco de animais. A UE, com uma enorme dependência energética de petróleo, aposta cada vez mais nesta fonte de energia. Os países nórdicos e a Alemanha são os que mais biomassa consomem, utilizando cerca de sete milhões de toneladas de resíduos de madeira para fabricar tabuleiros aglomerados, e para produzir energia. A tecnologia que utiliza a biomassa precisa de um maior desenvolvimento. O seu rendimento é menor que o dos combustíveis fósseis. Um litro de gasolina corresponde a três quilos de biomassa, e são necessários maiores recursos e sistemas mais complexos e dispendiosos de armazenamento e gestão. É de esperar que com o devido suporte por parte dos governos, estes sistemas venham a melhorar nos próximos anos. Os canais de distribuição da biomassa não estão desenvolvidos como os dos combustíveis fósseis, e dá a entender que os principais obstáculos não são de natureza tecnológica, mas de mentalidade e de capacidade de organização. Os responsáveis do sector asseguram que apesar dos esforços dos governos, existe falta de legislação que regule de forma adequada este sector, e que o promova a todos os níveis, desde os produtores destes resíduos até as empresas eléctricas. Existem diversos tipos de biomassa, dando origem a variados sistemas de obtenção de energia, tais como a biomassa natural, que se produz de forma natural, com o material que se recolhe, resultante da limpeza do mato; a biomassa residual seca que é composta de restos derivados da actividade agrícola, florestal ou alimentícia, como a casca de amêndoa e os resíduos de azeite ou a serradura. Este tipo de biomassa é importante para uso industrial. A biomassa residual húmida é resultado dos despejos biodegradáveis, como as águas residuais ou os excrementos de animais. Os cultivos energéticos são plantas, como o cardo ou o girassol, que se utilizam na obtenção de biomassa que se transforma em biocombustível. Quanto aos sistemas, podem empregar-se métodos termoquímicos, como a combustão ou a pirólise (decomposição térmica de uma substância sem existência de oxigénio ou de outro reagente), que utilizam calor, e se aplicam com a biomassa seca. Os métodos biológicos utilizam distintas formas de fermentação para produzir biocarburantes, como o etanol para a propulsão de veículos, ou para a produção de energia, destinada às explorações agrícolas, pelo aproveitamento de excrementos dos animais.


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13 Calamidade é aquilo de que depende a fortuna, fortuna é aquilo que a calamidade ultrapassa; quem pode saber seus fins?

Capítulo 115, parte I Lao Zu disse: Aqueles que ganham injustamente e nada dão serão visitados por problemas. Não podem ajudar os outros e, de igual modo, não têm meios de se ajudarem a si próprios. Podem ser chamados de ignorantes, tais como os pássaros canibais que amam as crianças que os devorarão. Assim, continuar a afiar não é tão bom como parar de o fazer, pois um gume afiado não pode ser mantido para sempre. A Via existe na virtude, a virtude existe na Via; a sua evolução é infinita. O yin existe no yang, o yang existe no yin; assim são todas as coisas e não podem ser compreendidas por completo. Quando a fortuna chega, os sinais manifestam-se; quando a calamidade chega, os sinais a precedem. Se vires os sinais, mas não fizeres o bem, a fortuna não virá; Se fizeres o bem sem veres sinais, a calamidade não chegará. O benefício e o malefício atravessam a mesma porta, calamidade e fortuna são da mesma vizinhança: apenas santos e sábios as sabem distinguir. Por isso se diz: “Calamidade é aquilo de que depende a fortuna, fortuna é aquilo que a calamidade ultrapassa; quem pode saber seus fins?” Quando se está prestes a adoecer surge primeiro um apetite por carne e peixe; quando um país está prestes a perecer, rejeita primeiro as palavras dos ministros fiéis. Quando uma doença vai ser fatal já não pode ser tratada medicamente; quando um país vai perecer, é impossível planear em fidelidade. Cultiva-a [a Via] dentro de ti e só depois poderás governar pessoas; vive em casa de modo ordeiro e civilizado e só depois o poderás por em prática em termos de liderança oficial. Por isso se diz, “Cultiva-a em ti e essa virtude será real; cultiva-a em casa e essa virtude será abundante; cultiva-a no país e essa virtude será rica.” Aquilo que sustenta a vida dos homens é comida e vestuário. Se os negócios resultam em suficiente comida e vestuário, tal significa que são bem sucedidos; caso contrário, diz-se que são mal sucedidos. Quando os negócios são mal sucedidos, o carácter não amadurece. Como tal, quando segues os tempos sem seres bem sucedido, tal não muda o sistema; quando te conformas com o tempo sem teres sucesso, tal não muda a ordem. Um tempo virá de novo, tal é a regra da Via. Reis honrados enriquecem seu povo, reis despóticos enriquecem suas terras, nações em perigo enriquecem seus burocratas. As nações ordeiras parecem estar em falta, mas as nações perdidas têm seus celeiros vazios. Por isso se diz, “Quando os líderes não o explora, o povo enriquece naturalmente; quando os líderes não o manipula, o povo se torna naturalmente civilizado.”

Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho

O texto conhecido por Wen Tzu, ou Wen Zi, tem por subtítulo a expressão “A Compreensão dos Mistérios”. Este subtítulo honorífico teve origem na renascença taoista da Dinastia Tang, embora o texto fosse conhecido e estudado desde pelo menos quatro a três séculos antes da era comum. O Wen Tzu terá sido compilado por um discípulo de Lao Tzu, sendo muito do seu conteúdo atribuído ao próprio Lao Tzu. O historiador Su Ma Qian (145-90 a.C.) dá nota destes factos nos seus “Registos do Grande Historiador” compostos durante a predominantemente confucionista Dinastia Han. A obra parece consistir de um destilar do corpus central da sabedoria Taoista constituído pelo Tao Te Qing, pelo Chuang Tzu e pelo Huainan-zi. Para esta versão portuguesa foi utilizada a primeira e, até à data, única tradução inglesa do texto, da autoria do Professor Thomas Cleary, publicada em Taoist Classics, Volume I, Shambala, Boston 2003. Foi ainda utilizada uma versão do texto chinês editada por Shiung Duen Sheng e publicada online em www.gutenberg.org.


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entrevista

MARIA JOSÉ SILVA (ZEZA), DIACONISA EVANGÉLICA, AUTORA DO LIVRO “É ASSIM QUE DEUS FAZ”

“Os chefes religiosos precisam de ter António Falcão | bloomland.cn

Dezasseis anos de residência em Macau, brasileira da Bahia, Maria José, também chamada entre amigos de Zeza, é diaconisa numa igreja evangélica local, a Assembleia de Deus. É famoso o seu sorriso, a sua disponibilidade em situações que necessitam a sua ajuda, a sua alegre espontaneidade e poder de comunicação, o

está presente. Daí eu sentir muita responsabilidade com aquilo que escrevi. Tem funções de alguma responsabilidade no âmbito da sua igreja Assembleia de Deus. Sim, sou evangélica, na igreja Assembleia de Deus, Emanuel, sou diaconisa. Quando iniciou a escrita deste livro?

“Muitos jovens de Macau têm tudo o que querem, basta pedir aos familiares e aparece. Mais tarde, a vida não é assim. Por isso fica difícil, mas vale a pena ter fé, melhorar a mentalidade desses jovens.” mesmo é dizer de persuasão. Amanhã à tarde, no Espaço Criativo do Albergue da Santa Casa da Misericórdia, apresenta ao público o seu primeiro livro - primeiro, porque já está trabalhando num segundo livro diferente. Mas, por enquanto, falemos deste, e do que levou Zeza a assumir, também através da escrita, a sua fé. O que pretende dizer com este livro, bastante autobiográfico? Realmente o livro é um pouco das minhas experiências pessoais muitas delas relacionados com o poder que Deus tem demonstrado na minha vida. Falo de experiências, de testemunhos de como Ele fala, de como responde e de que, realmente, Ele é vivo. Por isso o título “É Assim que Deus Faz”. Um livro religioso, portanto. De alguma maneira, podemos dizer que sim, mas sobretudo são relatos de momentos muito importantes da minha vida desde a minha infância, a vinda do Brasil até à China, a permanência por Macau com meus filhos. Claro quem em cada capítulo do livro eu mostro como Deus

No ano passado. Mas nestes últimos dois meses, por ter ficado desempregada, tive mais tempo para dar a forma final ao livro. No Brasil, seu país natal, já era crente? Não, não era, aceitei Jesus em Macau. Fui católica mas sem ainda ter estado próxima da fé em Deus como agora estou. Supõe que este seu livro também consiga ser bem recebido pelos leitores que não sejam crentes? Não tenho dúvida que sim. Tive muito cuidado no modo da escrita, pois respeito totalmente as escolhas, as opções religiosas de cada pessoa, neste caso de cada leitor. Tal como eu fiz a minha escolha, todo o mundo tem pleno direito de fazer a sua. Na minha ideia de concepção deste livro esteve sempre presente não entrar nos caminhos da polémica nem sensibilizar ninguém de modo negativo, muito pelo contrário. Jamais iria prejudicar as sensibilidades ou as opiniões de alguém. Se eu tenho direito a exprimir minha fé, os outros também têm de exprimir a sua, mesmo quando possa ser diferente da minha.


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com Helder Fernando

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determinação e sabedoria” O meu livro dirige-se a todos, a todas as formas de pensamento, de jovens a velhinhos. Posso deduzir que a sua principal intenção ao fazer chegar este livro a toda gente, não é converter algum leitor, às suas ideais religiosas? Não, intenção não. O meu desejo é que as pessoas depositem confiança em Deus, esse meu livro é apenas um testemunho de alguma da minha própria experiência. O que desejo é que toque a sensibilidade de quem o ler. Tenciona tentar a possibilidade de editar este seu livro em língua inglesa ou chinesa, ou nas duas? Com o meu editor, o Luis Siva, estamos pensando, para já, numa versão em inglês. Depois em língua chinesa, logo veremos, não colocamos de parte a ideia. E também vamos trabalhar para que o livro, para além de ser vendido em Macau, nas principais livrarias, chegue também ao Brasil e a Portugal. O seu círculo de amizades circunscreve-se às pessoas de sua igreja? Nada disso. Tenho amigos no âmbito da minha igreja, mas também tenho muitos amigos que não pertencem a ela e até são de outras igrejas. O meu editor, por exemplo, é budista! Acreditem os leitores que ao adquirirem este livro, seja qual for a sua opção religiosa, a sua fé, vão sentar-se em casa lendo e irão viver momentos importantes da minha vida que eu ali conto, e, claro, também como Deus se me revelou e como Ele irá falar a cada pessoa que o ler. Os jovens em Macau são sensíveis às questões de fé religiosa, ou é difícil sensibilizá-los nesse sentido? Difícil, eu acho que não é. Na realidade, os jovens são abertos, têm uma

convivência com o mundo, um pouco diferente dos mais velhos. Penso que o maior receio deles é deixar de ter a vida que têm, de frequentar assiduamente lugares de bebida, etc., aqueles que levam esse tipo de vida, naturalmente. No meu ponto de ver, hoje em dia os líderes religiosos actuam com sabedoria, neste caso junto dos jovens, é necessário saber trabalhar muito bem junto deles. Mas muitos deles vão descobrindo que a fé é ter algo de diferente, não é deixar tudo para trás de repente. Aos poucos, sensibilizados para as questões da Fé, muitos jovens reflectem sobre onde está o melhor lados deles próprios e da vida e ficam sabendo que a fé é algo diferente do que imaginavam. Sei do que estou falando, porque também fui jovem e, como tal, também gostava de várias coisas que depois fui ponde de lado. Talvez aos líderes religiosos estejam faltando meios e, por vezes, alguma sabedoria, mas as coisas estão melhorando. Para além da argumentação religiosa, que lhes oferece a sua igreja para

sensibilizar esses jovens? A música, os acampamentos, a nossa forma alegre, tranquila e totalmente amiga de conviver, mostrar a verdade para eles. Os meus filhos também são jovens, conheço como me relacionar, eu própria tenho minha lutas com eles. Muitos jovens de Macau têm tudo o que querem, basta pedir aos familiares e aparece. Mais tarde, a vida não é assim. Por isso fica

“Sou mãe, tenho dois filhos, por mim, voltaria para o Brasil. Só que os meus filhos são bem claros: mãe, não queremos morar no Brasil. Eu compreendoos muito bem, foi em Macau que eles cresceram, fizeram amizades, aprenderam a viver.”

difícil, mas vale a pena ter fé, melhorar a mentalidade desses jovens. Para Deus nada é impossível, e para os líderes religiosos, não sendo tarefa fácil, exige muito tempo, determinação e, como já disse, sabedoria. É diferente o seu trabalho religioso em Macau, comparando com o Brasil? É diferente, eu estou aqui há muitos anos mas vou com alguma frequência ao Brasil e posso dizer que lá é mais quente, não me refiro ao clima ambiente, mas ao clima espiritual, as pessoas se dão mais. Apesar de ter sido em Macau que eu aceitei Jesus, chega a parecer que é no Brasil que Deus se manifesta com mais facilidade. Talvez em Macau, de alguma forma, as pessoas optem por serem muito mais discretas. De que formas a sua igreja tenta chegar às diferentes comunidades de Macau? Por exemplo, a minha igreja, que é a Assembleia de Deus Internacional, temos cultos para filipinos, em tagalo, tal como temos em língua portuguesa, em inglês também. Foi em Macau que sentiu o apelo religioso de que já

falou e que dá testemunho público no livro “É Assim que Deus Faz”. Continua vivendo em Macau por causa da sua religião, por causa da sua igreja? Continuarei a viver em Macau, não sei até quando, o futuro pertence a Deus, não é? Mas, logicamente, eu faço meus planos. Sou mãe, tenho dois filhos, por mim, voltaria para o Brasil. Só que os meus filhos são bem claros: mãe, não queremos morar no Brasil. Eu compreendo-os muito bem, foi em Macau que eles cresceram, fizeram amizades, aprenderam a viver. Talvez eles, como ainda são muito jovens, tenham alguma ilusão de facilidade. Mas chegará uma época em que terão de suar, de mostrar realmente todas as suas capacidades, vamos ver, então, como será. Está muito certa ou menos certa de que Macau é terra de futuro para os seus filhos? Todo o lugar tem futuro, basta que a nossa entrega seja grande e nós sejamos capazes. Futuramente, eles irão dizer o que querem. Por mim, eu penso voltar, nem que seja quando eu tiver uns 50 ou 55 anos. Mas eu não faço praticamente nada sem consultar meu advogado, e meu advogado é Deus. Eu consulto, Ele responde e eu oiço e obedeço. E vai continuar escrevendo? Penso que sim. Tenho um outro livro que estou preparando, pois acho que há mais coisas para revelar, na minha vida de aproximação a Deus, pois Ele tem sempre muito mais para fazer em vada um de nós. O seu próximo livro terá também um forte conteúdo religioso? Não tanto como este primeiro. Não será biográfico, será um romance, estou trabalhando nele.

Extracto inédito Editado por Luis Siva (“Prompt”), será na tarde deste sábado, no Albuergue da Santa Casa, que será apresentado “É Assim que Deus Faz”, escrito por Zeza, Maria José Silva, uma cidadã brasileira residente em Macau há cerca de 16 anos. Por gentileza do editor e da autora, o HOJE publica um pequeno extracto do livro.

“No ano de 1994, quando a minha filha estava com três anos, o Brasil estava passando por uma crise financeira terrível, foi logo na época de criação do real, aliás nem cheguei a conhecer o real pois decidimos viajar para a China para tentar alguma coisa, quem sabe seria melhor, e aí tivémos que vender tudo, a casa de loteria, o carro, desfazer de tudo, e nessa época eu estava grávida do meu segundo filho, com sete meses de gestação, decidimos que seria bom a criança nascer na China, arrumámos as malas, levámos só algumas roupas e eu, meu marido e minha filha e mais uma criança em formação dentro do meu ventre pegámos o avião e lá fomos nós numa nova aventura, e isso sim, foi mesmo uma aventura, pois para mim, deixar o meu Brasil e toda a alegria que irradia dos brasileiros era mesmo uma coisa de loucos, e olha que eu não falava nem um bom dia em inglês e então chinê nem em pensamento, mas eu estava disposta a enfrentar uma nova vida num outro mundo totalmente diferente daquilo que eu vivia no nosso país, inclusivé a comida, enfim, uma outra galáxia!”


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o Hoje [r]ecomenda

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[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Toadas, boatos. Que mia muito. 2-Bruto. Malícia (Fig.). Protecção. 3-Vogais. Iguais. Vaso bojudo, de gargalo estreito, geralmente de barro. Idem (abrev.). 4-Encerrado. 5-Paraíso terreal. Eleve, erga. 6-Comida (Prov.). Instrumento que serve para determinar a direcção vertical. 7-Corrente de água. Segurar-se com as gavinhas. 8-Carboneto de hidrogénio proveniente da destilhação da hulha. 9-Carta de jogar. Importunes, enfades. Consoantes iguais. 10-Faz doação. Combinação, mistura (Prep.). Jogo semelhante ao da paciência. 11-Evitas um mal. Zunir, zumbir. VERTICAIS: 1-Irradiem. Rio que banha o distrito de Beja. 2-É engnado. Entregar, Debaixo de. 3-De outro modo. Ave fabulosa, única no seu género, a qual durava séculos e que, queimada, renascia das próprias cinzas (Mit.). Avenida (abrev.) 4-Espécie de resina perfumada que corre das incisões feitas no tronco do benjoeiro. 5-Tal como foi ditto. Verniz preto ou vermelho. 6-Dá pancada, bate. Vielas. 7-Porção de terra cercada de água por todos os lados. E não. 8-Agregareis. 9-Imprime. Luneta. Cobalto (s.q.). 10-Rio da Rússia. Ave corredora. Doutora (abrev.) 11-Porto abrigado. Declamador.

Soluções do problema

VERTICAIS: 1-EMITEM. SADO. 2-CAI. DAR. SOB. 3-OU. FENIX. AV. 4-S. BENJOIM. I. 5-SIC. A. LACA. 6-MALHA. BECOS. 7-ILHA. P. NEM. 8-A. ADIREIS. Z. 9-DA. OCULO. CO. 10-OBI. EMA. DRA. 11-RADA. ORADOR.

HORIZONTAIS: 1-ECOS. MIADOR. 2-MAU. SAL. ABA. 3-II. BILHA. ID. 4-T. FECHADO. A. 5-EDEN. A. ICE. 6-MANJA. PRUMO. 7-RIO. B. ELAR. 8-S. XILENIO. A. 9-AS. MACES. DD. 10-DOA. COM. CRO. 11-OBVIAS. ZOAR.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

“To Day Tomorrow” no ccm

O Creative Macau faz sete anos de vida e vai fazer uma festa, com uma exposição de vinte artistas locais, conta com um programa variado com a banda Blademark, e grupos de brake-dance e hip-hop. O evento partiu da “ideia aparentemente tangível sobre a estabilidade do presente mas perspectivando a prosperidade do futuro.” Cada um dos artistas criou um objecto que caracterizasse a sua visão de futuro para Macau, numa perspectiva de economia cultural. O evento tem início amanhã por às 17:00.

[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 19:30 Olhos de Água 20:28 1 Minuto de Astronomia 20:35 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde da RTPi 22:00 Novela: O Clone 22:58 1 Minuto de Astronomia 23:00 TDM News 23:30 Cinema: Seven Years in Tibet (Sete anos no Tibet) 01:50 RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM

MGM CHANNEL 43 11:45 Kiss the Sky 13:30 Eureka 15:30 Hidden Agenda 17:15 Arena 19:00 Castaway 21:00 True Confessions 22:45 Youngblood 00:30 Soul Plane DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - Motorcycle Flip 14:00 Fight Quest - Brazil 15:00 Belly Of The Beast - Giant Trucks 16:00 Guge: The Lost Kingdom Of Tibet 17:00 Dirty Jobs - Mule Logger 18:00 Factory Made 19:00 Everything You Need To Know - Supernatural 20:00 Mythbusters 21:00 Inside 22:00 Got Two Homes In Mexico 23:00 Crimes That Shook The World 00:00 Inside

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Eurotwitt 15:00 Concelhos de Portugal 15:45 Magazine Venezuela Contacto 15:15 O Preço Certo 17:00 Notícias 17:30 Sissi – Sissi Uma Imperatriz Na Madeira Romântica 18:15 As Ilhas De Darwin 19:00 Grande Noite Do Fado De Lisboa 2006 20:00 Jornal Da Tarde 21:00 Magazine Venezuela Contacto 21:15 Nobre Povo 22:15 Verão Total TVB PEARL 83 06:00 Bloomberg Rewind 07:30 NBC Nightly News 08:00 CCTV News – LIVE 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 What’s Your News? 16:30 Dennis and Gnasher 17:00 Escape From Scorpion Island 17:30 Ben 10 Alien Force 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 Transworld Sport 19:00 Football Asia 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 Money Magazine 20:30 Feasts 21:30 Hong Kong Squash Open 2010 Express 21:35 Summer Fun: Open Season 22:30 Marketplace 22:35 Summer Fun: Open Season 23:40 World Market Update 23:45 News Roundup 00:00 Earth Live 00:05 Dolce Vita 00:30 America’s Next Top Model 01:20 A House Of Consumers 01:45 European Art At The MET 02:00 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 World Cup Egypt - Womens 14:00 Blenheim Triathlon 14:30 Fina Aquatics World 15:00 MLB Regular Season 2010 St. Louis Cardinals vs. Washington Nationals 18:00 WNBA Action 2010 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 19:00 The Immortals 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 Football Asia 20:30 Total Rugby 21:00 Planet Speed 2010/11 21:30 The Immortals 22:00 Sportscenter Asia 22:30 Football Asia 23:00 Total Rugby 23:30 Sportscenter Asia STAR SPORTS 31 13:00 Thailand Open Day 1 Highlights 14:00 (LIVE) Thailand Open Day 2 18:00 Ace 2010

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Informação Macau Cable TV


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[O]bjectiva Manuel Malzbender

17 Raio [X] O grande retrato Dino Buzzati

Suicídio

Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo

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• Dom Galo Vista Magnifica Court 2875 1383 domgalo@yp.com.mo http://www.yp.com.mo/domgalo

• SOL NASCENTE (TP) Av Dr Sun Yat Sen No.29-37 R/C 2883 6288 http://www.yp.com.mo/solnascente • TENIS CIVIL (LEON) Av.da República N°14 1° Macau 2830 1189 http://www.yp.com.mo/leon

• O Santos (TP) R. do Cunha 28827508 • Porto Exterior Ed Chong U 2870 3276 http://www.portoext.com.mo

• Platão Trav. São Domingos No.3 2833 1818 reservation@plataomacau.com

• Restaurante Fernando (Col) Praia Hác Sá 9 2888 2264

• Banza (Tp) Nam San Bl.5, GH 28821519 • Ó MANEL (Tp) Fernão M Pinto 90 2882 7571

• Litoral Restaurante Lda Alm Sérgio 261 2896 7878 2896 7996 http://www.yp.com.mo/litoral

• A PETISQUEIRA (TP) S João 15A 2882 5354

• Nga Tim Café (Col) Caetano 8 2888 2086

Cineteatro | PUB

Sala 1 The stool pigeon [C] Um filme de: Dante Lam Com: Nick Cheun, Nicholas Tse, Lun-mei Guey 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

• Galo (Tp) Clérigos 45 2882 7318 http://www.yp.com.mo/domgalo • Riquexó Av Sid Pais 69 2856 5655

Banza

(Taipa) Nam San Bl. 5, GH Tel. 2882 1519 • O Porto Interior Alm Sérgio 259B 2896 7770 • A Lorcha Alm Sérgio 289 2831 3195

falado em Cantonês

Um filme de: Akira Shigino 14.30, 16.30, 19.30

Inception [C] Um filme de: Christopher Nolan Com: Leonardo Dicaprio, Ellen Page 21.30

• Bangkok Pochana Ferrª Amaral 31 2856 1419 • Kruatheque Henrique Macedo 11-13 2835 3555 • Restaurante Thai Abreu Nunes 27E 2855 2255

• Afonso III Central 11A 2858 6272

• LA COMEDIE CHEZ VOUS Ed Zhu Kuan S/N G (Oppsite Cultural Centre) 2875 2021

• Bar Oporto Tv Praia 17 2859 4643 • Maria’s Comida Portuguesa Patane 8A 2823 3221

• LE BISTROT (Tp) Nova Taipa Garden Block 27, G/F 2884 37392884 3994

• Restaurante Pinocchio (Tp) Regedor 181-185 2882 7128 • Canal dos Patos Parque Municipal Sun Yat Seng 2822 8166

• CHURRASCÃO Nova Taipa Garden, Block 27 G/F, Taipa 2884 37392884 3994 • Yin Alª Dr Carlos d’Assumpção 33 2872 2735

[ ] Cinema

SALA 2 crayon shin-chan: super-dimmension! the storm called my bride [B]

• Sawasdee Thai Av Sid Pais 43AE 2857 1963 • Aquamarine Thai Café (Tp) Jardm Nova Taipa bl 21 2883 0010

Sala 3 Keroro 5 -the movie [a] falado em Cantonês

Um filme de: Shin Yamaguchi, Junichi Sato 14.30, 16.00, 17.45, 19.30

the sorcerer’s apprentice [B Um filme de: Jon Turteltaub Com: Nicolas Cage, Jay Baruchel 21.30

• Fogo Samba VENETIAN-Grand Canal Shoppes Apt 2412 2882 8499

the sorcerer’s apprentice

Em Abril de 1972 o professor Ermanno Ismani, de 43 anos, catedrático de electrónica na Universidade de X, homem pequeno, gordo, bem-disposto por natureza mas medroso, recebeu uma carta do Ministério da Defesa que lhe pedia que comparecesse diante do coronel Giaquinto, chefe do Gabinete de Estudos. o convite tinha carácter de urgência. Sem remotamente imaginar de que coisa se pudesse tratar, Ismani, que face à autoridade estabelecida sempre tivera um complexo de inferioridade, apressou-se a comparecer no Ministério nesse mesmo dia. Nunca lá tinha estado. Com o seu habitual embaraço entrou na sala de espera. E logo um plantão fardado veio ao seu encontro, perguntando-lhe o que desejava. Mostrou-lhe a carta. Depois de lhe dar uma vista de olhos, o plantão, que o tinha interpelado de modo algo brusco (desleixado no vestir, desajeitado nos movimentos, Ismani parecia um tipo pelo qual não valesse a pena dar dois chavos), transformou-se por encanto. apresentou as suas desculpas, pediu a Ismani que aguardasse um momento e precipitou-se para uma sala adjacente. Veio um alferes que pediu para ver a carta, leu-a, sorriu de modo vagamente embaraçado, e com acentuado obséquio pediu a Ismani que o seguisse. «Mas que haverá de tão estranho nesta carta?», interrogava-se Ismani um pouco intrigado. «Porque é que, depois de olharem para ela, me tratam como uma eminência?» Aos seus olhos não parecera mais do que uma qualquer ordem de serviço. Esta consideração quase temerosa ressurgiu também nos outros oficiais, de patente cada vez mais elevada, nos sucessivos gabinetes por onde conduziram Ismani. tinha até a desagradável sensação de que cada um daqueles oficiais, assim que via a carta, ficava com pressa de se livrar daquele assunto passando-o a outros, mais competentes na matéria: como se ele, Ismani, fosse uma personagem a tratar com toda a consideração, mas incómodo, se não mesmo perigoso. O coronel Giaquinto devia possuir uma extraordinária autoridade, bem superior à que a sua patente deixava adivinhar, tantas foram as barreiras de controlo que Ismani teve de atravessar até chegar a ele.

[Dino nasceu em San Pellegrino há 104 anos]

Anúncio: Tem algum Raio X para mostrar ao mundo? O Hoje Macau recicla as suas radiografias, sem custos, sem uso de maquinaria moderna, sem corpo médico. Basta que as envie ao nosso cuidado para raiox@hojemacau.com.mo e nós tratamos das suas maleitas. Mostre-nos o que os outros não vêem. Sem medo. Ficamos à sua espera. Obrigado.


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18

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opinião

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19 edi tor i a l Carlos Morais José

A época da caça e os tiros no pés Parece instalado o desporto de fim de estação: a caça à Secretária, leia-se Florinda Chan. Mas não só: finalmente, Pereira Coutinho largou o âmbito do cerco e da avalanche de críticas e quer levar na enxurrada outros membros do governo, quiçá do Conselho Executivo ou mesmo do Politburo. Outros seguem o mesmo caminho, dando a ideia que na RAEM existe um grupo de influentes desejosos de ver cair o governo de Chui Sai On. Na minha humilde opinião, um governante não deve ocupar a cadeira por mais de dez anos, por várias razões e ainda por outras. Não foi esta a opção de Chui Sai On, quando criou o seu executivo. Errada, a meu ver. Curiosamente, nesse momento pairou um imenso silêncio na cidade. Os actores políticos ficaram na expectativa, a ver o que a coisa ia dar. Pelos vistos, deu pouco e não ficaram satisfeitos, começando agora a berraria. Em termos estratégicos, parece-me pairar alguma confusão. Não percebo, por exemplo, como a saída de Florinda Chan poderia beneficiar os objectivos dos membros do Novo Macau Democrático. Ou estarão à espera que ponham no seu lugar alguém mais favorável às reformas democráticas e às eleições directas ou com mais respeito pela matriz do direito local? Bem podem esperar sentados... Como não entendo, na mesma linha de raciocínio, as exigências de Pereira Coutinho. Entendo, isso sim, que a pressão sobre o governo interesse a alguns barões locais, na medida em que um executivo debaixo de fogo poderá – pensarão eles – ceder mais facilmente às suas exigências e fome de massa. Hmmm... ou me engano muito ou estarão redondamente enganados... De facto, será que Pequim vai permitir a continuação desbragada dos mandarinatos locais? Ou, pelo contrário, aproveitará cada mudança em Macau para estabilizar o seu poder e levar a água que pretende ao seu moinho? Não será este governo de Chui o último que ainda, de algum modo, favorece os interesses locais? Pelas declarações do putativo candidato Ho Chio Meng, apoiado por Pereira Coutinho, sobre diversos temas estratégicos, pode ser que ande por aí muita gente a dar tiros nos pés. * E por falar em tiros nos pés... Como nos habituou, para nosso gáudio, José Rocha Dinis

Sobre a questão do Navio Escola Sagres, atira-se Rocha Dinis a João Severino atribuindo-lhe “a trapalhada das informações”, como se o ex-director do Macau Hoje fosse o culpado pelo imbróglio. O que se passou, na realidade, é que foi João Severino a dar em primeira mão a “cacha”, no seu blogue, e o resto é conversa. volta sempre de férias afobado, de energias renovadas, com uma vontade exacerbada de escrever sobre o que não escreveu, de reflectir sobre o que não assistiu, de sentenciar sobre este mundo e outro. Até aqui tudo bem. Infelizmente, como também nos vem habituando, não se escusa a comentar o que vai saindo nos outros jornais, com o irritante tique de dar lições de jornalismo a quem não as precisa, não as pediu e – deixe-me que lhe diga – não as aceita.

c arto o n por Steff

A nossa postura é outra. Que se discutam ideias, tudo bem. Nunca teve o director deste jornal qualquer problema em fazêlo – na verdade, o mais difícil, em geral, é encontrá-las. Já comentar os procedimentos profissionais dos colegas nos parece escusado e lamentável. Esteticamente pobre, também. E, como não dizia Confúcio, avant tout, l’esthétique... Adiante. Sobre a questão do Navio Escola Sagres, atira-se Rocha Dinis a João Severino

a china e o mundo

atribuindo-lhe “a trapalhada das informações”, como se o ex-director do Macau Hoje fosse o culpado pelo imbróglio. O que se passou, na realidade, é que foi João Severino a dar em primeira mão a “cacha”, no seu blogue, e o resto é conversa. Aliás, estranha. Como, por exemplo, o facto de Rocha Dinis divulgar um diálogo com Carlos Melancia, no qual alegadamente lhe foi revelado o facto, que lhe pediu “segredo”. Ficamos pois a saber que o ex-governador lhe conta “segredos”... Estranho... Quanto à argumentação que apresenta: é claro que todos aqui comentámos, quando da inauguração da Ponte da Amizade, que o Sagres não voltaria a aportar no mesmo local, como é óbvio que todos sabemos que é um navio que pertence à armada portuguesa. Mas: e o Porto de Ka-Ho e a presença do porta-aviões Nimitz em Hong Kong? Como se explica isto? E, pior que tudo, se o facto era conhecido da Marinha Portuguesa e do governo português porque razão se manteve Macau no programa, até ao fim, como um dos portos a ser visitados pelo Sagres? Esqueceram-se? Não fica por ali a prosa dinísica. Não. Rocha Dinis não tem pejo em criticar editorialmente o Hoje Macau pelo facto de termos publicado dois textos do nosso colaborador semanal Correia Marques, sobre a questão do apoio judiciário aos funcionários públicos, sem referirmos que o autor é “assessor jurídico” do governo. Dois pontos: primeiro; toda a gente sabe na RAEM que Correia Marques, que há muitos anos escreve para o Hoje Macau, é assessor do governo; segundo, se se tivesse dignado ler os referidos artigos, Rocha Dinis teria reparado que o próprio autor esclarece o ponto, logo no primeiro texto, assumindo como suas (enquanto cidadão) as opiniões manifestadas. Não leu. Rocha Dinis fica pelas gordas mas não se coíbe, do alto do seu Cohiba, de desferir o tiro... no próprio pé. Contudo, agradeço-lhe o facto de dar tanta atenção ao Hoje Macau. Já tínhamos reparado que, geralmente, prefere comentar as nossas notícias, ao invés de perorar sobre as que produz o seu próprio jornal, o que só deixa o nosso “balneário” feliz, honrado e divertido.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editor Paulo Reis Redacção António Falcão; Kahon Chan; Rodrigo de Matos; Vanessa Amaro Colaboradores Carlos Picassinos; Francisco Isöo; João Carlos Barradas; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Severo Portela Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Duarte Santos; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia; Zélia Ribeiro Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges; Catarina Lau Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (hojemacau@gmail.com) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail hojemacau@yahoo.com Sítio www.hojemacau.com


a fechar Concessionária sem culpas no desastre da A25

sexta-feira 27.8.2010 www.hojemacau.com

António mil-homens

A administração da Ascendi, empresa concessionária da A25, rejeita qualquer responsabilidade nos acidentes da passada segunda-feira que provocaram cinco mortos e mais 70 feridos. Em declarações à Antena 1, o administrador Fontes Carvalho refere que as condições de sinalização e iluminação da auto-estrada são adequadas às condições que se registavam na altura. Em declarações à Antena 1, Fontes Carvalho, administrador da Ascendi, aponta o mau tempo e o excesso de velocidade como causas dos acidentes da passada segunda-feira na A25, dois choques em cadeia que provocaram cinco mortos e mais de 70 feridos. Fontes Carvalho sublinhou que as condições de sinalização e iluminação da auto-estrada são as adequadas, rejeitando assim quaisquer responsabilidades nos dois choques em cadeia.

Quinze quilos de cocaína apreendidos em Lisboa

Só entre os dias 15 e 22 de Agosto foram apreendidos mais de 15 quilos de cocaína no Aeroporto de Lisboa, suficientes para produzir mais de 150 mil doses individuais. A droga foi encontrada na bagagem de cidadãos vindos do Brasil, Venezuela e República Dominicana. De acordo com informação divulgada pela Direcção Geral das Alfandegas, a droga era transportada por dois homens e duas mulheres com idades entre os 19 e os 54 anos, vindos do Brasil, Venezuela e República Dominicana. Os ‘correios’ de cocaína foram detidos logo no Aeroporto de Lisboa. Dois dos traficantes transportavam a droga junto ao corpo, presa com fita-cola e nos outros dois casos a cocaína encontrava-se na bagagem.

Ramos Horta perdoa rebeldes timorenses

O Presidente de Timor-Leste indultou 23 antigos rebeldes condenados em Março a penas até 16 anos de prisão, por causa dos ataques de Fevereiro de 2008 em que foi gravemente ferido, anunciou o “The Sydney Morning Herald”. Segundo o jornal timorense “Tempo Semanal”, Ramos-Horta explicou ter decidido devolver à liberdade todas aquelas pessoas por entender que “eles também foram vítimas” de alguma conjura não devidamente explicada. Entre os antigos rebeldes que assim poderão retomar normalmente a sua vida encontra-se Marcelo Caetano, condenado em Março a 16 anos de cadeia por alegadamente ter disparado duas vezes contra o Presidente da República, no dia 11 de Fevereiro de 2008.

Restaurante brasileiro promove ementa canibal

Um restaurante brasileiro que vai abrir em breve em Berlim, na Alemanha, está a provocar uma forte polémica, ao pedir doadores para especialidades canibais. A abertura do restaurante está marcada para dia 8 de Setembro e, na capital alemã, há já quem diga que só pode ser uma piada de mau gosto. De acordo com o jornal “Der Spiegel”, a localização do restaurante é ainda mantida em segredo, mas no site oficial do Flimé (assim se chama o restaurante) já se revelam menus e informações sobre os “petiscos” brasileiros e da cozinha Waricaca, uma tribo da Amazónia, que alegadamente comeria partes dos corpos dos inimigos mortos em batalhas, antes de os europeus chegarem às Américas.

Benfica goleia Hong Wai por seis golos sem resposta

Dragões com estreia madrasta Marco Carvalho

hojemacau@yahoo.com

Um português de Macau, um brasileiro, um moçambicano, um cabo-verdeano, um chinês de Macau, um paraguaio e um sulafricano. No terceiro encontro da edição de 2010 do Campeonato de Futebol de Sete da RAEM o Futebol Clube do Porto colocou em campo uma verdadeira brigada internacional, mas o carácter eclético da equipa pouco ou nada valeu frente ao todo poderoso Lam Pak. Num encontro que colocou frente a frente dois dos principais contendores ao título de campeão de futebol do território na última edição do Campeonato de Futebol da 1ª Divisão, os dragões de Macau não conseguiram levar a melhor sobre os rivais azuis e brancos,num desafio em que os comandados de Chan Man Kin marcaram um golo em cada extremo da partida. Sem Jonathan Caunt na baliza, a formação orientada por Daniel Pinto não conseguiu sacudir a pressão inicial do Lam Pak, sofrendo o primeiro golo nos segundos iniciais do desafio. Os vice-campeões do território não conseguiram travar a progressão da linha avançada do adversário e Cheong Cheng – um dos reforços do Lam Pak para a corrente edição da “Bolinha” – não teve dificuldades para bater Bruno Capitulé. A perder pela margem mínima, os dragões do Oriente tentaram puxar pelos galões e responder na mesma moeda ao clube que mais títulos conquistou ao longo das últimas décadas no âmbito do futebol do território, mas a linha avançada do onze azul e branco não conseguiu converter nenhuma das oportunidades de que dispôs. Depois de ter apontado os dois golos com que o FC Porto derrotou a Autoridade Monetários e de ter marcado o tento de honra na derrota frente ao Hong Ngai, o avançado cabo-verdeano Alison Brito voltou a merecer a confiança de Dani para a frente de ataque dos dragões, desta feita

sem resultados evidentes. Bem anulado pela defensiva do Lam Pak, Brito só na segunda parte conseguiu criar algumas dores de cabeça ao último reduto adversário, depois dos dragões do território terem neutralizado o ataque adversário e assumido as despesas ofensivas da equipa. Com o reforço Kuok Siu Tin (ex-Hoi Fan) em bom plano, os azuis e brancos estiveram perto do golo no último minuto, num remate de fora da área do paraguaio Jorge Galeano.Aresposta do Lam Pak não se fez esperar e na jogada imediata a formação orientada por Chan Man Kin não se fez rogada, dilatando a vantagem para as duas bolas a zero na sequência de um contra-ataque. Lam Kin Meng foi o autor da proeza, numa jogada em que o guarda-redes do FC Porto não fica isento de culpas. O golo foi marcado já em período de descontos e confirmou a segunda derrota consecutiva dos dragões do território na presente edição da “Bolinha”, na sequência pub

da derrota por duas bolas a uma frente ao Hong Ngai. Melhor sorte teve a Casa do Sport Lisboa e Benfica em Macau. O núcleo do clube encarnado na antiga cidade do Nome de Deus estreou-se nas lides da segunda divisão do Campeonato de Futebol de Sete com uma vitória determinada frente ao Hong Wai por sete bolas a zero. A grande figura do encontro foi o jovem encarnado Iuri Capelo, que regressou ao clube onde nasceu para o futebol depois de uma temporada de dragão ao peito. O jovem avançado do Benfica apontou três dos seis golos com que a formação orientada por Fernando Margarido (Rui Cardoso, o treinador que levou o Benfica ao segundo escalão, encontra-se de férias em Portugal) derrotou o Hong Wai. O veterano Fernando Silva também fez o gosto ao pé por duas ocasiões e o derradeiro golo teve a chancela de Pedro Domingues, atleta conhecido nos meios futebolísticos do território pela alcunha de “Febras”.


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Hoje Macau • 2010.08.27 #2198 by Jornal Hoje Macau - Issuu