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Director carlos morais josé • quinta-feira 27 de junho de 2013 • ANO XII • Nº 2880
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Ter para ler Venham mais cinco (séculos)
eleições Bruce Kwong, especialista em processos eleitorais
Nomeados devem acabar página 3
ténis
Michelle Brito derrota Maria Sharapova em Wimbledon
prémio
Melinda chan no top 10 das mulheres solidárias da China última
Lei Básica
Académica chinesa defende alterações página 3
“Espantoso” Foi assim que a tenista portuguesa classificou, ainda a quente, a sua vitória sobre a número 3 do ranking mundial, Maria Sharapova. O feito de Michelle Brito está ter repercussões. O ano de 2013 revela-se promissor. Lá dentro, as histórias do jogo e da vida. Centrais
Julgamento etar / la scala
Testemunha confusa irrita defesa de Pedro Chiang Em mais uma sessão, os advogados do empresário tentaram confrontar uma testemunha que dizem ter depoimentos contraditórios e que prejudicam o seu cliente. Mas o juiz não deixou. Por motivos. Página 4
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política
quinta-feira 27.6.2013
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Bruce Kwong, especialista em eleições
“O sistema eleitoral de Macau é anormal” e preocupam-se. Estes sentem a influência de Hong Kong, querem uma reforma eleitoral como se deseja em Hong Kong. O que acha destas duas vias para eleger os deputados? Como já disse publicamente, os deputados nomeados deveriam acabar. Os indirectos ainda têm alguma influência nas decisões do Governo, mas essa é uma resistência que existe na AL. A reforma eleitoral é passiva em Macau, porque as decisões finais são feitas pelo Governo Central. Para mudar a forma das eleições é preciso mudar a Lei Básica e isso vai influenciar a distribuição dos poderes, e isso é a última coisa que o Governo quer. A situação pode mudar no futuro? Se Hong Kong mudar, Macau tem a possibilidade de mudar também.
Natural de Hong Kong, Bruce Kwong imigrou para Macau em 1988. Hoje é coordenador do curso de Administração Pública na Universidade de Macau e não deixa de apontar falhas ao sistema eleitoral da região que o recebeu. Diz que Macau pode mudar se Hong Kong o fizer e mostra-se optimista face aos jovens Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
Quais as principais características que aponta na cultura das eleições em Macau? São os jantares gratuitos, os votos de uma família para um candidato ou os benefícios para os eleitores? O sistema eleitoral em Macau é
anormal, nomeadamente no que diz respeito à liberdade de eleição. Mas a existência desta cultura tem uma explicação, porque há dois grupos de eleitores em Macau. Um está ligado a uma certa ideologia e essas pessoas apoiam os candidatos democratas. Identificam-se com os que têm as mesmas opiniões ou posições, com os que não têm medo de falar. E os outros? São os que só querem benefícios e interesses e, na sua maioria, são os que têm dificuldades financeiras. É aquilo a que se pode chamar “compra de votos”. Para este grupo, as eleições são uma boa oportunidade para fazer pequenos negócios, para ganhar 500 ou mil patacas, e os votos são conseguidos por essa via. São os imigrantes dos anos 80 e 90 que não consideram Macau a sua terra natal e que a encaram apenas como um lugar de trabalho. É como os turistas do continente que fazem asneiras nos monumentos. Fazem-no porque não se importam. Os residentes têm vontade de participar na política? Nas eleições de 2009 houve 40% dos eleitores que não votaram.
As eleições são uma boa oportunidade para fazer pequenos negócios, para ganhar 500 ou mil patacas, e os votos são conseguidos por essa via. São os imigrantes dos anos 80 e 90 que não consideram Macau a sua terra natal e que a encaram apenas como um lugar de trabalho. É como os turistas do continente que fazem asneiras nos monumentos. Fazem-no porque não se importam Uma vez fiz um inquérito junto dos eleitores e os resultados mostraram que aqueles que participam fazem-no por causa da obrigação cívica. Os que não votam são os que pensam que a sua participação política não vai influenciar as decisões do Governo nem mudar os problemas sociais. Vai haver mais participação este ano? Isto porque o número de eleitores aumentou, e há mais imigrantes. Sim, nomeadamente junto dos jovens que nasceram em Macau. Os seus pais não encaram Macau como sendo a sua terra natal e recusam participar no sistema político, mas os jovens já têm um sentimento de pertença e querem mudar a situação actual. Antes os jovens só se preocupavam com a
pressão da família e do trabalho, não queriam perder esse suporte. Mas agora os jovens têm mais vias para participar nos assuntos políticos, como o Facebook. Se as empresas chinesas não gostarem que os seus empregados participem na política, eles podem escolher trabalhar nas empresas estrangeiras. Agora não há problemas para a participação pública.
“Nomeados deveriam acabar” As pessoas estão de facto preocupadas com a existência de deputados indirectos e nomeados na Assembleia Legislativa (AL)? Esta situação ainda se verifica com os eleitores que só querem saber dos seus benefícios nas eleições. As novas gerações sabem
Se houver sufrágio universal e directo para eleger o Chefe do Executivo, pode haver mais casos de corrupção? É algo que vai causar conflitos, sem dúvida. A corrupção não é algo fácil de evitar no início, mas esse seria sempre um desenvolvimento saudável, porque qualquer sociedade em mudança passa sempre por este tipo de problemas. As associações tradicionais e os cargos indirectos conseguem votos indirectos e não precisam de assumir responsabilidades para com os eleitores. O Chefe do Executivo é eleito por uma comissão. Para mim existir conflitos é sempre melhor do que não haver possibilidade deles existirem, o que algo que acontece actualmente no continente. As pessoas não podem ter opiniões diferentes e quem tiver vai para a prisão. Que diferenças aponta entre a cultura eleitoral entre Hong Kong e Macau? As pessoas de Hong Kong começaram a sua luta em 1970 e naquela época já havia a questão das ilhas Diaoyu. Em Hong Kong começou-se a lutar pelos direitos e interesses porque o Governo inglês não ajudava à protecção das terras dos chineses. Até à discussão das condições da transição de Hong Kong para a China, os residentes estavam sempre a pensar nos seus direitos. Em Macau as pessoas só tiveram a sua primeira grande manifestação em Maio de 2007, quando houve disparos da polícia. Antes disto Macau era o bom exemplo da política “Um país, dois sistemas”. Mas aí a harmonia foi quebrada.
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política
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Eleições 2013 Observatório Cívico entregou ontem o pedido de reconhecimento de candidatura
Jovens são principal alvo de Agnes Lam
A lista encabeçada por Agnes Lam entregou ontem o seu pedido de reconhecimento de candidatura. Classe médica, desfavorecidos mas também os jovens são o público-alvo do grupo de cinco candidatos que acredita ter respostas para assuntos diversificados afectos a estas classes. Para os mais novos, a garantia de um “política de desenvolvimento a longoprazo” com cunho democrático Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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inda não revela “estratégias” para não alimentar ideias dos adversários. Mas a diversificação temática que vai garantir no seu programa político, apresentado na próxima semana, dão-lhe alguma confiança. Para já, aguça o apetite dos apoiantes que deverão estar não só inseridos na “ampla classe média” e no público desfavorecido como também nos jovens. Ontem, na apresentação do pedido de reconhecimento da candidatura à Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL), a 19º pela via directa, mostrou-se democrática nas interpelações dos jornalistas. “Também nos viramos para os jovens, já que nos preocupamos com o desenvolvimento a longo-prazo em Macau, é isso que queremos dizer-lhes ao falar dos nossos planos”, garantiu, antes de dizer que não poderia avançar medidas concretas, sob pena de
“Desistência não influenciou a nossa decisão”
cometer irregularidades face à lei eleitoral. No entanto, fez questão de mais uma vez salientar as questões de interesse público em que se centrará na campanha política, que passam pela diversificação económica, poluição, meios de transporte, habitação, e a violência doméstica, cuja forma de o resolver “está nestas eleições”, garantiu. Os temas sob os quais tem vindo a analisar nos últimos quatro anos, desde as últimas eleições em que participou, e a ganhar mais bagagem política para os combater. O desenvolvimento democrático e o sufrágio universal, bem como votos directos para eleger o Chefe do Executivo, continuarão a ser propostas apresentadas, à semelhança do que fez na consulta pública sobre a reforma política em 2012, mas descarta rótulos de que a sua lista seja “pró-democrata”. “Concorremos porque acreditamos na democracia. E já estamos a exercê-la ao candidatarmo-nos (...) Estamos sempre a promover a democracia mas não gosto desse tipo de rótulos em Macau”, deixou claro.
Os meios de comunicação chineses insistem em explicações a Agnes Lam sobre a desistência de Carlos Morais José, director do Hoje Macau. Apesar de admitir que o processo “afectou a agenda e calendários” e, nesse sentido, “ter adiado ligeiramente a candidatura”, nunca condicionou a vontade de a lista Observatório Cívico concorrer às eleições. E, por outro lado, diz também, não acredita que vá afectar a decisão de eleitores. “Não afecta a confiança, ainda a temos. E o Carlos [Morais José] endereçou-nos alguns dados e informações para a nossa plataforma política. Percebo a sua situação e sempre apoiámos a sua decisão e seguimos em frente (...) Todos temos os mesmos direitos e cada um tem a sua posição política mas o mais importante é tratar todas as listas de forma igual durante as eleições. Esta é a ética jornalística. A decisão de concorrer é uma decisão civil”, explicou, encerrando o assunto.
tiago alcântara
IPM vai lançar livro sobre sistema jurídico de Macau
Académica chinesa defende “modificação” da Lei Básica Chan Chak Mo
Vítor Cheong e Chan Chak Mo candidatam-se à AL
A lista da Associação União Cultural e Desportiva Excelente entregou ontem o pedido de reconhecimento de candidatura às eleições legislativas pela via indirecta. Os nomes que compõem a lista são Vítor Cheong e Chan Chak Mo, os dois candidatos (e actuais deputados) concorrem nas eleições aos únicos dois lugares do sector cutural e desportivo. Chan Chak Mo sublinha que vão dar mais importância à falta de espaço cultural e desportivo em Macau.
ealizou-se ontem no Instituto Politécnico de Macau (IPM) mais uma conferência promovida pelo centro de estudos “Um país, dois sistemas”, cujo tema central versou sobre o “aperfeiçoamento do sistema jurídico de Macau”. Qin Qian Hong, professora da universidade de Wuhan, do continente, chamou a atenção para o facto de, em Macau, estar “incompleto” o sistema jurídico de “impugnação de mandato”, que determina que pode ser exigida a saída de um alto cargo do Governo. Segundo a académica, que participou na conferência na qualidade de convidada, deve ser melhorado este sistema, mas que tal só
poderá acontecer se for “modificada a Lei Básica”. Já Ji Chao Yuan, investigador do centro de estudos do IPM, apontou que o facto de existitiago alcântara
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rem duas línguas diferentes no processo legislativo e a falta de apoio e de consenso social constituem “os dois problemas principais que impedem a mo-
dernização do sistema judicial de Macau”. Além disso, foram ainda debatidas questões como o sistema de financiamento das eleições, a prestação de juramento por parte do Chefe do Executivo ou a administração segundo a lei. Em relação ao princípio “Um país, dois sistemas” os académicos fizeram várias comparações entre o sistema jurídico de Macau e da China, tendo explorado novas vias de melhoramento e desenvolvimento do país. Estas são algumas ideias que servem de base a artigos académicos que estarão disponíveis na forma de livro, a ser publicado em breve pelo centro de estudos do IPM.
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política
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tiago alcântara
Uma testemunha contraditória foi como a defesa de Pedro Chiang apresentou Ronny Gerards. O responsável da Waterleau assegura que Chiang era pago como consultor, mas não sabe de quê ao certo Joana Freitas
ETAR Testemunha da Waterleou confirma Chiang como parceiro que recebia dinheiro
joana.freitas@hojemacau.com.mo
U
ma testemunha confirmou ontem que Pedro Chiang recebeu pagamentos como “recompensa” da parte da Waterleou, no caso que envolve a concessão da construção, operação e manutenção das ETAR do Parque Industrial Transfronteiriço e de Coloane. O dia foi agitado para a defesa de Chiang - acusado de corrupção em mais um caso conexo ao do escândalo Ao Man Long - que se queixa de um testemunho “contraditório”. João Miguel Barros e Joana Teixeira chegaram a pedir ao tribunal para confrontar Ronny Gerards com o que o responsável disse ao Juiz de Instrução Criminal (JIC) na fase de recolha de depoimentos e o que disse ontem na audiência. O pedido foi negado
O cravo e a ferradura pelo presidente do colectivo de juízes, Mário Silvestre. O Tribunal Judicial de Base (TJB) chamou Gerards – gerente da Waterleou Global Water Technology – a testemunhar, questionando-o sobre o funcionamento da alegada parceria que Pedro Chiang teria com a Waterleou. De acordo com Ronny Gerards, a empresa Best Choice era controlada por Pedro Chiang e passou a deter 20% da Waterleau Macau - a empresa subsidiária da Waterleou Global, da Bélgica, constituída no território para participar no concurso
público da ETAR – como “recompensa”. De quê especificamente, Gerards não disse, explicando que “ficou acordado que o parceiro [Pedro Chiang] receberia 20% da Waterleau Macau se a empresa ganhasse o concurso”, para pagamento de consultadoria. “Eu sabia que Pedro Chiang era da Best Choice e que essa empresa era a nova sócia da Waterleau Macau. Sabíamos que as taxas de consultadoria tinham de ser pagas a ele, que era o nosso parceiro em Macau. Ouvi dizer isso e vi documentos”, disse em tribunal Ronny
Gerards. Mas não só. “Havia ainda comissão de 3% do total dos projectos e [cada empresa] do consórcio tinha de pagar 3% a este parceiro.” O consórcio era composto pela Waterleu, a ATAL Engineering e à Companhia de Engenharia e Construção Civil China (CCEC).
Barros vs. Redinha
Após muita insistência, Gerards explicou em tribunal que a parceria com Chiang era necessária para saber sobre impostos em Macau, leis e tradução. Mas, a expressão “ouvi dizer” irritou a defesa de Chiang, que acusou Ge-
rards de estar a contradizer o que disse anteriormente. “Ao JIC a testemunha disse que desconhecia quem era a Best Choice e os seus sócios, sabendo apenas que Chiang detinha bens imóveis em Macau”, atirou Joana Teixeira, na esperança de poder confrontar Gerards com o depoimento anexo aos autos. A advogada de Chiang não teve, contudo, hipótese já que, tanto Mário Silvestre, como a defesa de Luc Vriens, o director-executivo da Waterleou, – composta por Pedro Redinha e Inês Lei – consideraram ilegal o confronto por o documento não se encaixar nas hipóteses permitidas por lei. João Miguel Barros – outro dos advogados de Chiang - ainda tentou insistir no confronto, mas a única coisa que conseguiu foi um fazer com que o colega Pedro Redinha o interrompesse. “Eu compreendo o desespero, podia trazer o seu cliente para ele expor...”, ironizou o advogado de Vriens, referindo-se a Chiang, em parte incerta. Barros não se acanhou e respondeu: “O seu cliente Luc também vem cá imensas vezes a Macau”, atirou. Luc Vriens está na Bélgica e não tem comparecido nas audiências de julgamento.
Perfil histórico
Ao responder às perguntas da defesa de Vriens, Gerards traçou o perfil do director-executivo da Waterleou. Luc Vriens, diz, foi o inventor de uma tecnologia nova para o tratamento das águas e chegou a trabalhar numa empresa, a Sagars, a quem
foram adjudicados projectos de construção, manutenção e gestão da ETAR de Coloane, ainda nos anos 90. O facto de Ronny ter traçado um historial completo da empresa que mostrava competência e reconhecimento tanto de Luc Vriens – que mais tarde abriu a Waterleou Global -, como das suas invenções tecnológicas, levou a defesa de Chiang a questionar mais uma vez a testemunha. “Se ele conhecia o mercado de Macau e se era tão reconhecido, porque precisava de Chiang? E que tipo de informações é que Chiang lhe dava concretamente?” À primeira, Gerards respondeu que era normal em países estrangeiros para a empresa belga pedir-se consultadoria a locais, à segunda, não respondeu. O responsável afirmou, contudo, que nunca falou directamente com Chiang. Na audiência de ontem, não foi só a defesa de Chiang que se irritou com a testemunha. Também Alexandre Correia, advogado de outro dos arguidos, acusou Gerards de estar a prestar declarações falsas. Com as questões de background da ex-empresa de Luc Vriens, a defesa do director-executivo da Waterleou pretendia demonstrar em tribunal que haveria uma conexão entre as empresas que permitiu à Waterleou receber a concessão das ETAR nos anos 2000, devido à experiência profissional. Luc Vriens também trabalhou com Ao Man Long na central de incineração, nos anos 90.
La Scala Testemunhas derrotam tese de tempo insuficiente para propostas
Stanley Ho “sabia tudo” e mais ianda O
facto da STDM ter participado nas reuniões que serviram para avaliar o preço dos terrenos em frente ao aeroporto voltou a levantar dúvidas no Tribunal Judicial de Base (TJB). Na terceira audiência do chamado Caso La Scala, quem tem como principais arguidos Joseph Lau – director-executivo da Chinese Estates Holdings – e Steven Lo – responsável da Moon Ocean, voltou-se a fazer menção ao facto de a STDM ter participado em reuniões como accionista da CAM – Sociedade do Aeroporto e ser detentora dos cinco lotes que seriam para venda e, posteriormente, ter participado
no concurso por convite para a obtenção dos terrenos. A ideia da defesa é provar que a Moon Ocean – a empresa que venceu o concurso – não podia ter sido beneficiada com informações para apresentar uma proposta melhor dos que as outras. Jorge Neto Valente e Rui Sousa – defensores do empresário Steven Lo, acusado de ter subornado Ao Man Long em 20 milhões de dólares de Hong Kong – questionaram Patrick Huen, representante da STDM nas reuniões com a CAM, que disse claramente nunca ter precisado de dar informações a Stanley Ho
sobre o concurso a convite porque o patrão não precisava. “Ele sabia das coisas antecipadamente, eu não precisei de lhe dar informações porque ele tinha meios para as obter.” A testemunha disse ainda que Stanley Ho chegou a pedir – não directamente - a Castanheira Lourenço, na altura coordenador do Gabinete de Desenvolvimento de Infra-Estruturas, para que o prazo
da entrega das propostas – de dez dias – fosse alargado, porque não haveria tempo suficiente para apresentar algo bem estruturado. A apresentação da proposta tão detalhada da Moon Ocean é precisamente uma das armas da acusação, que diz que a empresa sabia de antemão que iria ser aberto um concurso. Ora, as testemunhas ouvidas ontem dizem que foram apenas feitos
“Ele (Stanley Ho) sabia das coisas antecipadamente, eu não precisei de lhe dar informações porque ele tinha meios para as obter” Patrick Huen, representante da STDM
projectos prévios “normais” quando há possibilidades de negócio – os chamados projectos de viabilidade – e que esses foram melhorados aquando da abertura do concurso a convite. As testemunhas dizem que seriam apenas necessários três dias para fazer a proposta detalhada da Moon Ocean, incluindo as imagens em 3D que, num processo anterior, serviram de base para sustentar a tese do Ministério Público de que a Moon Ocean saberia do concurso. Testemunhos que derrotam a tese da acusação de que dez dias era pouco tempo para elaborar os documentos. - J.F.
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m finais de Abril, foi amplamente noticiado o caso de cinco jovens apreendidos pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de consumo e venda de droga nas escolas. A matéria chocou a sociedade e a Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) na altura prometeu entrar em diálogo com as direcções escolares. Agora, garante, não há motivos de preocupação, pelo menos no interior das escolas. Até porque, explica Leong Vai Kei, chefe do departamento de ensino da DSEJ, os casos não são expressivos e recorrentes. “Não é vulgar. Estes casos não são abundantes nas escolas”, garante Leong Vai Kei, salvaguardando também que há agentes de controlo e prevenção a actuar nas escolas. Mas ao ser inquirida sobre a cooperação com as autoridades policiais, naquilo que poderia ser entendido como o programa português, da década de 90, “Escola Segura”, a resposta não se mostrou clara. “Criámos já um mecanismo de troca de informações. Sempre que detectamos um caso suspeito, os agentes prestam apoio aos próprios bem como aos amigos, colegas e familiares”, explica, referindo-se à “Equipa de Gestão de Risco nas Escolas”. Profissionais especializados, nas áreas de acção social, psicologia educativa, aconselhamento psicológico, direccionada pela DSEJ às escolas, que lidam com todo o tipo de problemas dos jo-
Mundo além do conhecido
Os casos de drogas não são “abundantes” nas escolas e, por isso, não há motivos para alarmes. A DSEJ garante que destaca equipas de agentes de aconselhamento que dão o apoio necessário aos alunos, docentes, escolas e encarregados de educação. O problema, explicam também, é o que fazem no período extracurricular, “quando estão sozinhos em casa”. Nessa altura, sai fora da competência das escolas vens - aconselhamento profissional, gestão emocional, apoio familiar. A DSEJ indica que há 160 agentes de aconselhamento, que dão apoio ao alunos, docentes, responsáveis das escolas e encarregados de educação, numa intervenção pontual e prioritária - mas também por meio de palestras e actividades escolares - havendo uma proporção de um para 500 alunos. Número que, admite, pode não ser suficiente. “ Percebemos que há escolas que têm apenas um agente e a necessidade é maior. Vamos considerar as quantidades nas diferentes escolas. Não é fácil porque não há tantos profissionais nesta área.”
Controlo ou prevenção?
Além deste trabalho nas escolas, evidencia trabalhos com o Instituto de Acção Social (IAS) e com a Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ), a intervenção do primeiro organismo é feita por meio
Jovens não estão longe do perigo O risco de abuso de drogas por parte dos jovens de Macau mantém-se num nível “moderado”, segundo indicou ontem o Instituto de Acção Social (IAS), numa conferência dedicada à “Tendência de Drogas”, onde também esteve presente a Direcção dos Serviços dos Assuntos de Justiça e a Polícia Judiciária. E um alerta foi dado para esta classe social. As idades compreendidas entre os 16 e os 18 anos são as que enfrentam o risco mais elevado.
“de palestras nas escolas sobre os efeitos malignos das drogas” e o segundo “sobre a responsabilização jurídica em relação à criminalidade respeitantes à droga”. No entender de Leong Vai Kei, o mundo das drogas é dado a conhecer aos alunos fora das
Toxicodependência não se resolve com penas
o Dia Internacional contra as Drogas, assinalado pelas Nações Unidas desde 1987, a Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM), que ontem desenvolveu uma acção de distribuição de panfletos sob o mote “Apoio, não castigue”, acredita que a solução para o problema da toxicodependência não está no aumento de penas. “Queremos evitar que as penas sejam aumentadas, porque não faz sentido. Não é isso que vai fazer com que a droga vá deixar de existir em Macau ou em qualquer parte do mundo”, revelou Augusto Nogueira, presidente da ARTM, à Rádio Macau. “Muitas vezes, aqui em Macau, miúdos muito
jovens apanham seis, oito anos de prisão, por quantidades ridículas. Achamos que seria preferível arranjar outras formas de ajudar as pessoas”, acrescenta, mencionando o tratamento e o apoio como métodos preferenciais. Acampanha de prevenção teve ontem lugar nas Portas do Certo, já que “muitas pessoas que consomem drogas vão para o lado de lá da fronteira. A nossa ideia é estarmos onde a nossa mensagem pode chegar muito melhor”, explica Nogueira. Em seu entender, há também mais consumidores de drogas do que os mil registados. “São números fictícios, relativos às pessoas que pediram apoio ou que foram
presas, e que acabam por ficar no registo central. Acreditamos que o número é muito maior.” A associação apoia neste momento 24 pessoas – 18 homens e seis mulheres – que estão internadas no centro de Coloane.AARTM desenvolve ainda o programa de troca de seringas, com cerca de 300 toxicodependentes registados. Por mês, são entregues entre cinco mil a seis mil seringas, numa iniciativa que ainda não é bem acolhida por alguns sectores da sociedade, lamenta Augusto Nogueira. Fazer com que estes sectores percebam o sucesso da troca de seringas na luta contra as doenças transmissíveis continua a ser um dos principais desafios da ARTM, explica o responsável.
instalações e horário escolares. “A vida extracurricular dos jovens não sabemos. Porque o problema é quando estão sozinhos em casa, sem adultos, aí os problemas podem surgir. Não basta os agentes, a escola, associações, sociedade e encarregados de educação têm
de estar atentos”, observa Leong Vai Kei. Recorde-se que a ideia de colaboração com a polícia judiciária, através de uma rede de informações, foi defendida na altura do caso por assistente social da organização Sheng Kung Hui, Harmony Wong, que lida directamente com problemas de drogas nas escolas, tendo admitido ao Ponto Final que há muitos estudantes e traficantes a vender drogas nas escolas. O mesmo indicou ainda que as escolas são sítios seguros para os traficantes porque não há polícias. No entanto, Augusto Nogueira, presidente da Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM), defendeu na altura que os assistentes sociais estão a actuar como denunciantes e agentes de controlo social em vez de agentes de mudança social. Por sua vez, indicou também, não acreditar que o acesso às drogas não seja assim tão fácil nas escolas.
Números Mais detidos este ano
Mais ajuda, menos punição
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Droga Casos de consumo e tráfico não são abundantes nas escolas, diz DSEJ
Rita Marques Ramos
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O mundo feroz dos estupefacientes E
mbora haja menos consumidores, registaram-se este ano mais crimes relacionados com as drogas. Até Maio, houve 194 pessoas detidas enquanto que, nos primeiros cinco meses do ano passado, o número ficava-se pelas 113, ou seja, registaram-se mais 81 casos. Os números foram divulgados numa conferência dedicada à “Tendência de Drogas”, em que participaram responsáveis do Instituto deAcção Social (IAS), da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ) e da Polícia Judiciária (PJ). Além dos novos números do crime, o chefe da Divisão de Investigação e Combate ao Tráfico de Estupefacientes
da força policia, Iu Kong Fai, revelou que, de acordo com o número de inscritos no Sistema de Registo Central de Toxicodependentes no ano passado, o número de toxicodependentes desceu para 584, uma redução de 7,7 por cento em relação a 2011. Os números de desintoxicação, por sua vez, mostram que há mais pessoas a procurar ajuda, segundo o IAS. Até Maio deste ano eram 434, enquanto que, ao longo de todo o ano passado, foram 548. O IAS explicou ainda que há cada vez mais por problemas ligados ao consumo de “ketamina”. Nesta conferência foi ainda deixado um alerta sobre as chamadas “novas drogas”,
estupefacientes que não estão, ainda, tipificadas na legislação, o que leva Iu Kong Fai a defender que a lei seja “actualizada”. Hoi Va Pou, chefe substituta do Departamento de Prevenção e Tratamento da Toxicodependênciado IAS, considera que o nível de consciencialização para perigos que representam é ainda “demasiado baixo”. No capítulo da prevenção, a Polícia Judiciária promete mais acções periódicas e surpresas, com mais rusgas em bares de “karaoke” e em salões de jogos electrónicos, e também uma presença mais efectiva nas fronteiras, através da instalação de máquinas de “raio X”.
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Moradores entregam carta no gabinete do Governo Central na RAEM
Tecto a cair chega a Pequim
O casal Lo, que o ano passado acusou as Obras Públicas de falhar a fiscalização de obras que estavam a danificar o tecto da sua casa, entregou uma carta junto do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM a protestar pelo que consideram falta de soluções Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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oi em Julho do ano passado que o casal Lo, residente num 18º andar na zona do Fai Chi Kei, notou ameaças de queda do tecto da sua sala devido às obras que estavam a ser feitas no soalho da casa de cima. O Hoje Macau sabe, segundo fonte próxima do processo, que o casal regressou ao apartamento, recusou a ajuda das Obras Públicas por não a considerar suficiente e dirigiu-se ao Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM a entregar uma carta de protesto. “O casal decidiu entregar uma carta para o Governo chinês e foi entregue no inicio deste mês”, confirmou a mesma fonte. O casal decidiu tomar esta decisão depois das Obras Públicas terem avançado com uma proposta. “Enviaram uma carta registada ao casal a dizer que iriam reparar o tecto, mas o casal
Caso chegou à ATFPM
Esta queixa remonta a Julho do ano passado, quando o casal Lo decidiu ir queixar-se à Associação dos Trabalhadores da Função Pública (ATFPM) e ao deputado José Pereira Coutinho. Na altura, as Obras Públicas já tinham visitado a casa e já tinha sido emitido um relatório da parte do Laboratório de Engenharia Civil de Macau (LECM). O documento apontava para o facto de serem necessárias reparações às fendas e fiscalização da estrutura. Actualmente, as Obras Públicas continuam à procura do antigo proprietário do apartamento que originou o problema e que, entretanto, foi colocado à venda.
Nova alfândega nas Portas do Cerco este mês
Com a aproximação das férias de verão e com a existência do grande fluxo de turistas, é prevista uma maior pressão sobre as fronteiras. Segundo o jornal Ou Mun, vai abrir no final do mês um novo edifício dos serviços de alfândega. Lao Ngai Leong, representante de Macau junto do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, disse ao jornal que a novo edifício já está completamente construído. O Ou Mun diz ainda que a alfândega actual vai servir de base às novas instalações, apontadas como sendo “limpas, amplas e confortáveis”. Quando estiver disponível, o novo edifício promete ter espaço para um fluxo de 350 mil pessoas. Lao Ngai Leong afirma ainda que o novo edifício vai “sem dúvida” aliviar a pressão na fronteira. Contudo, confessa que a escassez de funcionários é a principal preocupação da câmara municipal de Zhuhai, referindo que vai solicitar ao Governo Central para fazer uma investigação no local a adicionar mais lugares de trabalho. Quanto ao alargamento do horário de trabalho, o representante disse não ter informações devido à falta de funcionários. No que diz respeito à Ilha da Montanha, Lao Ngai Leong salientou que o alargamento do horário já está na agenda. “Segundo o plano, a partir do fim deste ano a alfândega de Hengqin vai funcionar mais duas horas por dia, das 8h às 22h.”
não aceitou porque eles queriam um tecto construído de raiz e não apenas arranjado. Então, como condição, as Obras Públicas disseram que futuramente já não podiam queixar-se mais.” De acordo com a mesma fonte, a carta terá sido entregue ao gabinete de Pequim durante a manhã, e a visita das Obras Públicas terá acontecido durante a tarde. O Hoje Macau entrou ainda em contacto com o advogado do casal, que confirmou que já não está a acompanhar o caso. A mesma fonte explica que tal se deve por falta de concordância. “O advogado aconselhou-os a concordar com as Obras Públicas e a aceitarem a reparação do tecto, mas eles não quiseram e não foram para tribunal. Voltaram para casa e não tencionam sair.”
Habitação económica IH recebeu mais de 15 mil candidaturas
Corrida ao andar barato
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erminou ontem o prazo de candidatura ao concurso para ter acesso às casas económicas de tipologia T1 no edifício Ip Heng. Segundo o Instituto da Habitação (IH), de um total de 50 mil boletins distribuídos, foram apenas recebidas 15.083 candidaturas. Dessas, mais de três mil dizem respeito às candidaturas feitas pelos agregados familiares, o que representa 22% do bolo, e enquanto que 11.737 foram candidaturas individuais, o que representa 78% do total. Contas do IH feitas em jeito de balanço mostram que há 7500 boletins de candidatura que já foram “tratados preliminarmente e que reúnem condições para efeitos de estatística”, sendo que desses 29% são beneficiários da habitação económica, e apenas 6% beneficiam de uma
habitação social. O IH promete “atempadamente” divulgar os dados globais. Depois da abertura do concurso para as fracções
económicas de tipologia T1 no primeiro trimestre deste ano, bem como do concurso para a habitação social no segundo trimestre, o IH compromete-se
a “desenvolver os trabalhos de candidatura da habitação económica de outras tipologias no quarto trimestre do corrente ano”.
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Cecília Lin
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huhai aproxima-se a passos largos de Macau no que toca aos estabelecimentos de con-
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Estudo MUST Consumidores estão cada vez menos satisfeitos
Macau perde terreno para Zhuhai sumo. Esta é a conclusão a que chegou o último estudo da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) sobre o índice de satisfação dos consumidores de Macau. O estudo, mais uma vez, mostra que os consumidores preferem comprar no território, em vez de na cidade vizinha, mas a margem parece estreitar-se. Por essa razão, a instituição de ensino considera, por inquérito populacional a 927 residentes, que se não se sujeitar a certas transformações, Zhuhai tem tendência a ultrapassar Macau. Os entrevistados disseram ficar mais satisfeitos em comprar roupa em Macau e nos restaurantes de Macau, atribuindo 70 pontos a esta categoria (de um total de 100). Por outro lado, a satisfação em comprar roupa em Zhuhai tem aumentado significativamente, tendo subido para 64 pontos, o que competi-
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As marcas do território já não estão a ganhar clientes, pelo contrário, segundo um estudo realizado pela MUST, sobre o índice de satisfação dos consumidores em Macau, estes começam a ficar mais satisfeitos com compras em Zhuhai. Ainda assim, apesar da pequena margem, Macau mantém-se na frente
sociedade
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tivamente coloca os dois territórios mais próximos ao nível do consumo. Embora os índices de qualidade de produto, serviço e valor - no que toca ao têxtil - sejam mais altos em Macau, comparativamente a Zhuhai, no entanto, olhando para os valores do ano passado, os índices da
relação qualidade-preço da roupa em Macau diminuíram. Em contraposição, as índices de Zhuhai sobem. Chen Naijiu, director do estudo, revela que nos últimos anos Zhuhai tem vindo a sofrer transformações positivas na qualidade, ao contrário de Macau cuja qualidade dos produtos de
marca estão a baixar, algo que os residentes procuram. Sobre os estabelecimentos de comida, pertencentes na sua maioria a pequenas e médias empresas, nomeadamente, negócios familiares, e de carácter mais tradicional, com é o caso das vendas gastronómicas ambulantes,
explica Chen Naiju. No entanto, repara, as empresas devem dar mais atenção aos recursos humanos, pelo que precisam de procurar maneira para atrair e manter os funcionários de serviço com alta qualidade, nomeadamente, sob a perspectiva de um mecanismo de incentivo.
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Saúde 90% dos subsídios distribuídos pelo Governo foram para o hospital privado
Kiang Wu continua no topo
Rita Marques Ramos
rita.ramos@hojemacau.com.mo
O
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s Serviços de Saúde (SS) atribuíram mais de 67 milhões de patacas nos três primeiros meses deste ano a vinte entidades privadas, entre as quais se destaca novamente o Hospital Kiang Wu – e suas entidades associadas – como o que mais recebeu. A lista de apoios foi ontem publicada em Boletim Oficial. De Janeiro a Março, os SS abriram os cordões à bolsa em exactamente 67,142,771 patacas. Deste total, 54,429,770 patacas foram dirigidas ao hospital privado de Macau e ao Instituto de Enfermagem do hospital privado. Desta vez, a Associação de Bene-
ficência do Kiang Wu - presidida pelo deputado Fong Chi Keong - não foi contemplada. O hospital privado auferiu de cerca de 46 milhões de patacas em apenas dois dias. A 26 de Fevereiro foram transferidos 22
milhões de patacas para “subsídios protocolares”, um dos quais para “financiamento das despesas médicas dos doentes do foro cardíaco não transferidos pelo Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ) no mês de Janeiro” (no valor de 2,7 milhões de patacas) e a 19 de Janeiro, o Hospital Kiang Wu recebeu mais de 24 milhões, valor quase integralmente dirigido a um “subsídio de investimento e desenvolvimento relativo à primeira prestação”. Ao Instituto de Enfermagem do Hospital Kiang Wu, o maior montante atribuído (8 milhões de patacas) foi directo para “custear parcialmente as despesas com a remodelação do Campus de Mong Há”.
Na lista destas duas dezenas de associações beneficiárias, está a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), outra entidade que tem também uma deputada à dar a cara – Kwan Tsui Hang, enquanto vice-presidente. A FAOM foi a terceira entidade privada mais beneficiada com cerca de 4,6 milhões de patacas, mais de três milhões a serem alocados para apoio financeiro ao “centro de recuperação”. AAssociação de Beneficência Tung Sin Tong, conhecida do território por apoiar os mais carenciados, não foi esquecida, tendo recebido cerca de 4,2 milhões de patacas para “serviços de consulta de externa e estomatologia das crianças”.
Lucros da TV Cabo além do dobro
A Macau Cable TV (TV Cabo) registou lucros na ordem dos 13,3 mil milhões de patacas em 2012, o que representa um aumento de 129% em termos anuais, revela o relatório e contas da empresa publicado ontem em Boletim Oficial e citado pela revista Macau Business, na sua edição online. Segundo a publicação, trata-se do terceiro ano consecutivo que a empresa regista lucros recorde. Os primeiros lucros tiveram inicio em 2010, sendo que a empresa começou a operar em 2000. O relatório afirma que a Macau Cable TV ainda está a sofrer os efeitos dos anteneiros, o que levou a perdas na ordem das 18 milhões de patacas.
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nacional
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Siderúrgica chinesa fecha as portas
Uma siderúrgica na província chinesa de Jiangxi, no leste da China, foi declarada insolvente e fechou depois de não pagar as suas dívidas, elevando a tensão num sector que enfrenta excesso de capacidade produtiva e preços fracos. Siderúrgicas chinesas têm produzido num ritmo recorde nos últimos meses apesar da redução na demanda e um longo declínio nos preços diante do enorme excesso de capacidade. As dívidas totais do sector são estimadas em cerca de 400 mil milhões de dólares e especialistas alertaram que o fecho de empresas são inevitáveis. Analistas estimam que a preços atuais, as siderúrgicas da China estejam a sofrer prejuízo de cerca de 100 a 300 yuans (16 a 49 dólares) por cada tonelada de aço que vendem, mas as empresas estão a manter a produção em níveis elevados para convencer os bancos a continuar a emprestar dinheiro..
Diaoyu Governo Japonês perplexo com gafe de antigo PM
Nipónicos de boca bem aberta
O Governante chinês chefia de agência da ONU
O vice-ministro chinês das Finanças, Li Yong, foi eleito directorgeral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), tornandose o primeiro cidadão da China continental a chefiar uma agência da ONU, anunciou ontem a imprensa oficial chinesa. Li Yong, 61 anos, obteve uma maioria de 37 votos logo na primeira ronda da votação, sucedendo a Kamdeh Yumkella, da Serra Leoa, que completou o seu mandato no cargo. “A eleição reflecte a crescente influência internacional da China”, comentou um jornal chinês. Li Yong venceu cinco outros candidatos, oriundos do Afeganistão, Camboja, Itália, Polónia e Tailândia. A UNIDO, com sede em Viena, é constituída por representantes de 172 Estados membros. A chinesa Margaret Chan, da Região Administrativa Especial de Hong Kong, também dirige uma importante agência da ONU (a Organização Mundial de Saúde), mas, até agora, poucos chineses têm ocupado posições de destaque em organismos internacionais.
porta-voz do Governo do Japão declarou-se ontem perplexo depois de um antigo primeiro-ministro nipónico ter dito que entendia a reivindicação da China sobre as ilhas no centro de uma disputa entre Tóquio e Pequim. Yukio Hatoyama, cujo curto mandato de primeiro-ministro foi marcado por vários episódios, disse ao canal de televisão Phoenix Television, sedeado em Hong Kong, que era “inevitável” que a China acreditasse que o Japão “roubou” as ilhas Diaoyu. Durante a entrevista, que foi difundida na China na terça-feira, Hatoyama disse: “Era inevitável que o lado chinês pense que o Japão roubou” as ilhas. Mais tarde, em declarações aos jornalistas japoneses disse
que queria dizer que havia “a possibilidade” de a China pensar dessa forma. Um porta-voz do Governo nipónico, Yoshihide Suga, disse que os comentários de Hatoyama foram “ultrajantes”. “É ultrajante e imperdoável que um antigo primeiro-ministro diga coisas que firam os nossos interesses nacionais”, disse Suga numa conferência de imprensa na terça-feira. Novamente questionado a propósito do episódio, Suga disse ontem que ainda não tinha recuperado a língua. “Eu ontem disse que estava de boca-aberta. Ainda continuo, a minha boca continua aberta”, afirmou. Apesar do habitual envio de navios para junto das ilhas,
a posição declarada do Japão é a de que não há disputa sobre o arquipélago. As declarações do antigo governante do Japão mereceram comentários entusiastas por parte de cibernautas na China. “Yukio Hatoyama é um político honesto enquanto (o primeiro-ministro Shinzo) Abe é um político mentiroso, um vigarista que nega houver qualquer disputa sobre as ilhas Diaoyu”, disse um utilizador do microblogue Weibo. Hatoyama, que liderou o Partido Democrata, agora na oposição, e serviu como primeiro-ministro entre Setembro de 2009 e Junho de 2010, deixou a política, mas, enquanto herdeiro do império dos pneus Bridgestone, continua activo no mundo dos negócios. O seu mandato foi marcado
por alguns episódios, incluindo a presença militar dos Estados Unidos em Okinawa, que levou ao descontentamento dos eleitores nipónicos. Apelidado de “O Estrangeiro”, em parte por causa de sua expressão de olhos arregalados, Hatoyama proferiu, por vezes, comentários excêntricos que dificultaram a acção do seu partido. Hatoyama é o segundo na família a tornar-se primeiro-ministro, depois do seu avô, que foi o fundador da Bridgestone. A esposa de Yukio Hatoyama é uma ex-actriz que se tornou numa guru de ‘lifestyle” com interesse na espiritualidade. Ficou famosa por ter dito que a sua alma uma vez visitou Vénus numa nave espacial triangular e que conheceu o actor Tom Cruise numa vida anterior.
China-UE Diálogo sobre Direitos Humanos em Guiyang
O
Conversa realmente madura
32º Diálogo China-UE sobre Direitos Humanos teve lugar segunda e terça-feira, em Guiyang, capital da província de Guizhou, no sudoeste da China. O director do Departamento Internacional do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Li Junhua, e o director para a região do Leste Asiático do Serviço Europeu para a Acção Externa, Gerhard
Sabathil, presidiram conjuntamente ao evento. As duas partes apresentaram os progressos obtidos no âmbito de direitos humanos e trocaram opiniões sobre as questões de minorias étnicas, punição penal e cooperação na área. Li Junhua disse que a China dialoga com cerca de 20 países e instituições internacionais sobre direitos humanos. Segundo Li, a China e a Europa devem
seguir três princípios nesta questão: tratamento com igualdade e respeito mútuo; esclarecimento de objectivos e êxitos; solução de divergências através meios construtivos. A parte europeia disse que o diálogo com a China sobre direitos humanos já entrou num período maduro e espera realizar a próxima ronda de diálogos em Bruxelas até ao final deste ano.
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Taiwan Vale tudo no parlamento de Taipé
Depois de um impasse de quase seis horas e de confrontos físicos intermitentes os deputados acabaram por chegar a acordo sobre os controversos projectos de lei em discussão na Assembleia Legislativa de Taipé
Seis horas de combates listas à saída do parlamento, que nem queria acreditar que o deputado do DPP, Pasuya Yao, lhe tinha agarrado as mãos e empurrado para fora da tribuna. “ É o último dia da sessão extra. Estava a pedir para começarmos a rever os projectos de lei. Porque é que ele atacou uma mulher?” perguntava Wang. Yao respondeu que estava a tentar dizer a Wang para não disputar o espaço do pódio com o deputado do DPP, Hsu Chih-chieh, que já estava a começar a falar. O deputado do KMT, Wu Yu-jen, mostrou aos jornalistas a marca de uma dentada no braço, acusando a deputada do DPP, Lin Shu-fen, de o ter mordido quando entrou no recinto e o viu na tribuna.
O
s confrontos no parlamento, entre deputados do partido do governo e da oposição, rebentaram no último dia da sessão legislativa extra. Os deputados empurram-se e agrediram-se para tentar ocupar a tribuna e tomar a palavra. Um deputado do sexo masculino queixou-se de ter sido mordido por uma colega do sexo feminino, enquanto outra deputada gritava que tinha sido atirada da tribuna. Durante a refrega vários deputados foram atingidos com café na cara. A tribuna foi inicialmente ocupado por mem-
Seios e dentes
bros do Partido Nacionalista Chinês (KMT), que receberam instruções para estarem à porta da câmara legislativa antes
das 6:30am. Pouco depois chegaram os deputados do Partido Democrático Progressivo (DPP) e da União Solidária de Taiwan
(TSU) e os confrontos começaram. Encharcada em lágrimas, a deputada do KMT, Wang Huei-mei, disse aos jorna-
“ Ao princípio não senti dores, mas uma ou duas horas depois começou a doer-me muito. Acho que ela me mordeu com muita força,” disse Wu. Mais tarde Wu pôs uma mensagem no facebook declarando que a conselho do médico tinha ido tomar uma
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vacina contra o tétano para prevenir infecções. Em resposta, Li acusou Wu de a ter esmagado com o corpo e de a ter arranhado freneticamente. “Mordi-o porque ele me tocou nos seios,” disse Lin. A deputada pediu desculpas a vários colegas por acidentalmente lhes ter despejado café na cara durante os confrontos, mas recusou-se a desculpar-se perante Wu. “Porque é que havia de pedir desculpas a alguém que me tocou no peito?” justificou Lin. Vários deputados do DPP também afirmaram que Wu devia pedir desculpa a Lin. Mais tarde, Wu negou que tivesse deliberadamente tocado nos seios de Lin, mas que se esta se sentisse desconfortável com o incidente, estava disposto a pedir desculpa. Em resultado de um outro “combate”, a deputada do KMT, Huang Chao-shun, deu entrada no hospital queixando-se de ter sido atirada ao chão e de estar magoada nas costas, mal se podendo mexer. O KMT ocupou a tribuna para assegurar a passagem de vários projectos de lei controversos. Os deputados acabaram por chegar a um consenso sobre como resolver os assuntos mais polémicos às 12:45pm, pondo fim a quase seis horas de confrontos.
Nave chinesa Shenzhou-10 regressou à Terra
A
nave espacial chinesa Shenzhou-10 regressou ontem à Terra com três astronautas a bordo, após duas semanas em órbita do planeta. A nave, lançada no dia 11 de Junho, aterrou cerca das 08:00 na Mongólia Interior, uma das regiões autónomas da China, no norte do país. Foi a mais prolongada missão do programa espacial chinês,
Missão cumprida
e incluiu a acoplagem manual e automática com o módulo Tiangong-1, o embrião da futura estação espacial da China. O vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Gaoli, leu uma mensagem escrita pelo Comité Central do Partido Comunista da China, o Conselho de Estado e a Comissão Militar Central para felicitar e cumprimentar os astronautas e
os membros que participaram na missão espacial. No texto, Zhang afirma que o sucesso da missão Shenzhou-10 consolida a tecnologia de acoplamento espacial do país e marca uma vitória para a segunda etapa do programa espacial tripulado da China. A China poderá avançar agora para a construção de uma estação espacial, disse Zhang Gaoli.
A tripulação era constituída por três astronautas, entre as quais a professora Wang Yaping, a segunda chinesa a viajar no espaço. Durante a missão, Wang Yaping deu uma aula de física transmitida em directo pela televisão para cerca de 60 milhões de estudantes na China. A China lançou o seu primeiro astronauta há apenas dez anos e em 2020 a sua primeira estação espacial deverá estar operacional. Na segunda-feira passada, o presidente Xi Jinping descreveu a exploração espacial como “uma parte do sonho de tornar a China mais forte”. “Com o desenvolvimento de programas espaciais, o povo chinês alcançará avanços ainda maiores”, disse Xi Jinping numa conversa telefónica com os tripulantes da Shenzhou-10 que, na altura, se encontravam no interior do módulo Tiangong-1.
Xinjiang Pelo menos 27 mortos em tumultos
Pelo menos 27 pessoas morreram e três ficaram feridas durante a manhã de ontem em tumultos registados numa cidade remota na Região Autónoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, informaram as autoridades locais, citadas pela Xinhua. “Dezassete pessoas foram mortas (...) antes de a polícia abrir fogo e atingir mortalmente dez manifestantes”, indicou um responsável sob a condição de anonimato à agência oficial chinesa Xinhua. Em Abril, 21 pessoas morreram em tumultos registados na mesma região, de maioria muçulmana.
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ténis
Wimbledon Michelle de Brito bate russa Sharapova
“É inacreditável” A
tenista portuguesa Michelle Larcher de Brito qualificou-se ontem para a terceira eliminatória do torneio de ténis de Wimbledon, ao vencer a russa Maria Sharapova, terceira cabeça de série e campeã em 2004. Michelle Brito, 131.ª do “ranking” mundial, bateu a terceira da hierarquia em dois “sets”, pelos parciais de 6-3. Foi a maior vitória da sua carreira. A portuguesa surpreendeu os espectadores presentes no court 2 logo no início do primeiro set, adiantando-se para 4-1 e acabando por vencer o set por 6-3. No segundo set, Sharapova
quinta-feira
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foi assistida fora do court e Michelle capitalizou, vencendo por 6-4 após vários match-points. A tenista portuguesa qualificou como “inacreditável” o triunfo. “Fiquei muito contente por ter passado a qualificação, por isso estar na terceira ronda é inacreditável”, disse a tenista lusa. Depois, Michelle Brito reconheceu que a vitória frente à russa Maria Sharapova, terceira do «ranking» mundial, em Wimbledon, foi a mais importante da sua carreira. «Foi a maior vitória da minha carreira. É algo inacreditável. Consegui manter a calma e nos últimos pon-
«Vi que ela caiu forte e foi uma situação perigosa, mas tentei manter a concentração. Sabia que ela não ia desistir. Tentei ficar focada e aquecer. Ela é uma lutadora e não desiste de nada” tos dei tudo pela vitória», afirmou Michelle Brito. A tenista portuguesa assistiu à queda da adversária: «Vi que ela caiu forte e foi uma situação perigosa, mas
tentei manter a concentração. Sabia que ela não ia desistir. Tentei ficar focada e aquecer. Ela é uma lutadora e não desiste de nada”. Após este resultado Michelle Brito está apurada para a terceira ronda de Wimbledon: «É espantoso e agora vou tentar continuar a dar melhor». Na terceira ronda, Michelle Brito vai defrontar a italiana Karin Knapp, número 104 do ranking, que eliminou duas checas nas duas primeiras rondas. Primeiro Lucie Hradecka por 6-3 e 6-4 e depois Lucie Safarova por 4-6 6-4 e 6-4. Michelle de Brito revelou ainda que foi “cautelosa” a jogar no “court” número 2, afirmando que “havia relva solta”, que tornava o campo “mais escorregadio”, o que acabou por provocar mais do que uma queda de Sharapova. Actual 131.ª da hierarquia, a jogadora portuguesa já esteve classificada no 76.º lugar, a 6 de Julho de 2009.
a 27.6.2013
ténis
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De Lisboa a Wimbeldon
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ichelle, que foi baptizada Micaela, nasceu em Lisboa. Era Janeiro de 1993. Aos nove anos estava a caminho dos Estados Unidos, com a família, para se tornar uma tenista profissional. Michelle Larcher de Brito voltou hoje ao topo do ténis mundial, quatro temporadas depois de se afirmar no circuito feminino e de se tornar na primeira portuguesa a entrar no quadro principal de um Grand Slam. Nascida Micaela Carolina Larcher de Brito, a 29 de janeiro de 1993, cedo fez do ténis a sua vida. Filha de António Larcher de Brito, um português de Angola, e de Caroline, uma sul-africana, Michelle ainda mal andava quando o pai a levou a dar os primeiros toques de uma carreira que teria o seu momento mais decisivo aos nove anos, quando toda a sua família se mudou para a Florida para que a pequena menina-prodígio pudesse frequentar a famosa academia de Nick Bollettieri, onde despontaram muitos talentos, como Andre Agassi e Maria Sharapova, que hoje eliminou na segunda ronda de Wimbledon. O “guru” do ténis norte-americano orientou os seus passos até 2007, altura em que trocou o circuito ITF junior, em que conquistou três torneios, pelo circuito júnior da WTA, já depois de ser a mais nova de sempre a vencer
o Eddie Herr Championship de sub-16 aos 12 anos. Com meros 14 anos, chegou aos quartos de final de singulares de Roland Garros e aos de pares em Wimbledon, antes de tornar-se na segunda jogadora mais jovem de sempre a vencer o Orange Bowl. Em 2007, tornou-se na primeira portuguesa a jogar uma meia-final de um torneio ITF de 75.000 dólares, em Albuquerque, nos Estados Unidos, mas foi a temporada seguinte que a trouxe para a ribalta do ténis mundial. A 28 de março de 2008, derrotou a número 16 mundial, Agnieszka Radwanska, na segunda ronda do torneio de Miami, naquela que foi a sua primeira vitória de projeção global. Com o mundo
a conhecer finalmente o seu nome, Michelle Larcher de Brito enfrentou a poderosa Serena Williams, saindo derrotada, não sem antes dar luta, por 4–6, 6-3 e 6-2. O ano de 2009 foi o da afirmação da fã de Martina Hingis, Monica Seles e Rafael Nadal: em Roland Garros, tornou-se a primeira portuguesa a conseguir aceder ao quadro principal de um Grand Slam, facto que adquiriu ainda mais significado com a caminhada até à terceira ronda do torneio francês e com a ascensão ao 76.º lugar da hierarquia mundial. A sua performance valeu-lhe um “wild card” para Wimbledon, onde não foi além da segunda ronda, tal como no Open dos Estados Unidos, e vários artigos na comunicação social, devido aos seus gritos estridentes, que valeram, inclusive, o estatuto de mais barulhenta do circuito feminino, assim como críticas das suas adversárias. Tidas como decisivas para a sua definitiva afirmação no circuito, as temporadas seguintes representaram um retrocesso na carreira da portuguesa, treinada desde 2007 pelo pai, que caiu nos rankings e voltou aos torneios ITF. Até hoje, dia em que derrotou a número três mundial, a russa Maria Sharapova, outra das famosas “gritadoras” do circuito WTA, naquela que é a sua superfície favorita, a relva.
2013, ano promissor
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ichelle de Brito começou o ano de 2013 na fase de qualificação do Open da Austrália, ganhando na primeira ronda de qualificação por 6-1, 6-1 contra a australiana Azra Hadzic, de 18 anos, num encontro sem história. Na 2ª ronda, voltou a ganhar ao derrotar, num encontro marcado por muito calor e vento, a romena Cristina Mitu. Na 3ª ronda, Larcher de Brito derrotou a sul-africana Chanel Simmons , num encontro longo e repleto de altos e baixos. Na 1ª ronda do quadro principal, Larcher de Brito cedeu diante da mais cotada russa Ekaterina Makarova, número 19 do ranking mundial. Em Fevereiro, na Fed Cup, Michelle foi derrotada pela número um hungara Timea Babos, 79ª colocada WTA, por 3-6, 7-5, 7-5, num encontro com a duração de 2h20m. A lisboeta esteve muito perto da vitória, tanto no segundo como no terceiro set, lutou bastante e mostrou que a adversária estava ao seu alcance, mas Babos foi mentalmente mais resistente na ponta final dos dois últimos sets. Na 2ª jornada, com uma exibição quase perfeita, a portuguesa derrotou a britânica Heather Watson, num embate que comandou desde o começo Na última jornada do grupo, Michelle derrotou Jelena Simic. No jogo decisivo, Michelle Larcher de Brito e Bárbara Luz conquistaram
um triunfo muito importante sofre a Bósnia & Herzegovina no jogo de pares, que permite assim a Portugal terminar a Pool B no terceiro lugar e evitar o play-off de relegação para o Grupo II da Zona Euro-Africana da Fed Cup 2013. Em Março, Michelle Larcher de Brito, venceu na 1ª ronda da fase de qualificação do torneio de Indian Wells, a japonesa Misaki Doi. Na 2ª ronda, afastou da competição a australiana Anastasia Rodionova. Na 2ª ronda, foi eliminada pela norte-americana Jessica Pegula. Em Maio, Michelle Larcher de Brito, venceu na 1ª ronda da fase de qualificação do torneio de Bruxelas, a polaca Alicja Rosolska . Na 2ª ronda, foi eliminada pela cazaque Yulia Putintseva . Não conseguiu classificar-se para o quadro principal de Roland-Garros no regresso à terra batida parisiense e foi derrotada pela ucraniana Maryna Zanevska. Depois veio a fase de qualificação do torneio de Wimbledon. Michelle derrotou a sul-africana no. 166 Chanel Simmonds . Na 2ª ronda, Michelle venceu a francesa Claire Feuerstein,. Ao derrotar, na 3ª ronda, a israelita Shahar Peer, ex-número 11 WTA e actual 171ª classificada, por esmagadores 6-3, 6-0 em apenas 59m, Michelle apurou-se para o quadro principal de Wimbledon.
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vida
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DSPA fala em “resultados notáveis” em seis anos de concurso
Nove hotéis verdes em Macau Sands Macao, Grand Lisboa e Hotel Guia são as unidades hoteleiras que surgem nos primeiros lugares na edição 2012 do Prémio Hotel Verde, promovido pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental. As candidaturas para este ano já estão disponíveis Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
A
Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) divulgou ontem os vencedores da edição 2012 do concurso Prémio Hotel Verde, tendo sido distinguidas nove unidades hoteleiras. Sands Macao, o Grand Lisboa e o Hotel Guia surgem no topo com o prémio da Categoria I. Já o MGM Macau, o Grand Waldo, Riviera
O hotel East Asia ganhou o prémio na Categoria II, tendo sido a segunda vez que um hotel de duas estrelas é galardoado Macau, Dragão Dourado e Rossio da Taipa foram distinguidos com o prémio de bronze da Categoria I. Já o hotel East Asia ganhou o prémio na Categoria II, tendo sido
Acumulação de lixo na Taipa
a segunda vez que um hotel de duas estrelas é galardoado. Segundo um comunicado da DSPA, o objectivo deste concurso é “elogiar os hotéis premiados por terem contribuído para a preservação do ambiente e para impulsionar o melhoramento continuo dos comportamentos ambientais dos hotéis”. Pretende-se ainda que “o sector hoteleiro conheça melhor a importância da gestão ambiental para a elevação da sua competitividade e das suas vantagens”.
Com a chegada das altas temperaturas e de maior humidade, há cada vez mais pessoas a preocuparem-se com a higiene ambiental e saúde pública. A montanha de lixo ao lado do Edifício do Lago, na Taipa, apresenta efeitos nocivos à saúde. O director do Posto das Ilhas da União geral das Associações dos Moradores de Macau, Chiang Iok, explicou ao jornal Ou Mun que a acumulação de lixo é viveiro de ratos e mosquitos, o que representa «uma ameaça para a saúde dos moradores da zona”, para mais considerando o aumento do fluxo de pessoas na zona. Chiang Iok aponta ainda que o volume de lixo está a ficar cada vez maior e mais alto, o que pode causar acidentes caso haja um tufão. “O Governo tem que parar de fugir das suas responsabilidades e tratar da montanha de lixo e dos consequentes problemas de saúde e ambientais”, frisou. - Hoje Macau
Tendo sido criado em 2007, o Prémio Hotel Verde já premiou um total de 24 hotéis, o que representa 24% da totalidade dos hotéis de Macau e 40% de todos os quartos de hotel existentes. A DSPA garante que a iniciativa “tem sido muito aplaudida” e com o “número de hotéis candidatos a subir anualmente”. Para este ano, as candidaturas podem ser feitas entre 1 de Julho até 16 de Agosto.
Gastos reduzidos desde 2007
A DSPA traça um retrato favorável da redução dos gastos em termos de água, electricidade e outro tipo de resíduos desde 2007, apenas nos hotéis premiados. “No que se refere à diminuição do consumo de energia, foram poupadas cumulativamente cerca de trinta mil patacas nos custos de electricidade e reduziram-se as emissões de carbono em mais de dez toneladas”, frisa o comunicado. Quanto ao consumo de água nas unidades hoteleiras com quatro estrelas, ou de categorias inferio-
res, a redução foi de 4,7%, o que se traduz numa redução anual de 156 mil patacas e seis quilos de emissões de carbono. Nos hotéis de cinco estrelas premiados o consumo de água em cada quarto reduziu, segundo a DSPA, cerca de 12,1%. No que diz respeito à redução dos resíduos sólidos, houve uma redução, por quarto, de 35%, enquanto que nos hotéis de cinco estrelas houve uma quebra de 28%. Segundo a DSPA, o Prémio Hotel Verde “contribuiu para estimular a conservação energética e redução de emissões, o aumento da competitividade e a concretização do desenvolvimento sustentável do sector”.
Normas do concurso revistas A DSPA vai mudar as regras do concurso por forma a “optimizar as normas de avaliação” e “aumentar a imparcialidade e a operacionalidade”. Foi cancelada a divisão de categorias dos hotéis, para que todos os hotéis e pensões com licença de operação e legais possam candidatar-se. Há ainda mudanças ao nível dos indicadores de avaliação, para “garantir que o hotel candidato corresponde aos requisitos ambientais mínimos do Prémio”. Houve ainda alterações no sentido de “encorajar a candidatura dos hotéis económicos”, como unidades de duas ou três estrelas e pensões.
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Primeiro académico de Macau a ser distinguido
Ben U nomeado Cientista Chinês do ano 2012
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oi no passado dia 22 de Junho que foram conhecidos, em Pequim, os vencedores do “Cientista Chinês do ano 2012”, onde o académico Ben U, da Universidade de Macau (UMAC), foi o grande vencedor. Segundo um comunicado divulgado por esta instituição académica, é a primeira vez que um investigador da RAEM obtém esta distinção. No total, 400 pessoas foram nomeadas, e 136 acabaram por ser nomeadas em outras categorias. Ben U Seng Pan foi distinguido pelo “reconhecimento das suas contribuições na área da micro tecnologia”. “Os critérios de selecção incluem a influência, a criatividade, o potencial da tecnologia criada e o sentido de responsabilidade”, aponta o comunicado.
Docente no departamento de computação e ciências informáticas na UMAC, Ben U é ainda director de um laboratório que se dedica ao estudo dos circuitos electrónicos e, nos últimos 20 anos, tem tido “sucessos frutíferos tanto no ensino como na investigação”. Além disso, “supervisionou muitos trabalhos de licenciatura na área da micro-electrónica, tendo recebido muitas distinções pelos resultados obtidos pelas suas investigações”. “O professor U sempre colocou esforços na promoção da industrialização dos seus resultados de pesquisa. Em 2001 co-criou a Chipidea Microelectronics, conhecida como a Synopsys Macau, a única empresa em Macau que cria circuitos integrados na tec-
nologia inovadora”, acrescenta o comunicado.
Prémio desde 2002
O prémio “Cientista Chinês do ano” foi lançado em 2002 e, até ao momento, já distinguiu cerca de 200 figuras da área da tecnologia, tais como Yuan Longping, Yang Zhenning ou Bai Chunli, entre outros. Segundo o comunicado, este é um título “prestigiante concedido aos cientistas que se dedicam à investigação cientifica e que trouxeram avanços com os seus trabalhos”. É importante que esses trabalhos “tenham um impacto significativo no avanço da ciência e tecnologia” e com “contribuições marcantes para o fomento da tecnologia na China”. - A.S.S.
Ben U Seng Pan
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ANÚNCIO [N.º107/2013] Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar os representantes dos agregados familiares da lista de candidatos a habitação social abaixo indicados, no uso da competência delegada pela alínea 3) do n.º 2 do Despacho n.º 34/IH/2013, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 22, II Série, de 29 de Maio de 2013 e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro:
Nome N.º do boletim de candidatura CHAN FAI WONG 5042261 TAI CHIN HONG 5040585 NG CHI HOU* 5003736* Por causa dos representantes dos agregados familiares acima mencionados não apresentarem os documentos mencionados no prazo fixado, pelo que, estes não reúnem os requisitos exigidos para a candidatura, nos termos dos n.º 3 do artigo 9.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 296/2009. Este Instituto informouos por meio de ofícios, com os nos 1212120157/DAH, 1212120095/DAH, datada de 17 de Dezembro de 2012 e 1301140068/DAH, datada de 16 de Janeiro de 2013, a solicitar aos interessados acima mencionados para apresentarem por escrito as suas contestações pelos factos acima referidos no prazo de 10 (dez) dias a contar da data de recepção dos referidos ofícios, entretanto não os fizeram dentro do prazo indicado. Nos termos dos n.º 1 do artigo 46.º do Regulamento Administrativo n.º 25/2009(Atribuição, Arrendamento e Administração de Habitação Social), artigo 5.º, n.º 3 do artigo 9.º e alínea 1) do artigo 11.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 296/2009, assim como da decisão do despacho do signatário, exarado na Informação n.º 0437/ DAHP/DAH/2013, as respectivas candidaturas serão excluídas da lista geral de espera por IH. *Simultaneamente, foi cessado a concessão de abono de residência por o agregado familiar beneficiário ter sido excluido da lista geral de espera, de acordo com os termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 8.º do Regulamento Administrativo n.º 23/2008(Plano Provisório de Atribuição de Abono de Residência a Agregados Familiares da Lista de Candidatos a Habitação Social) e a decisão do despacho do signatário, exarado na informação acima mencionada. E de acordo com o disposto no n.º 9 do Despacho n.º 34/IH/2013, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 22, II Série, de 29 de Maio de 2013 e no artigo 155.º do Código do Procedimento Administrativo, cabem recurso hierárquico necessário da respectiva decisão adminstrativa, ao Presidente deste Instituto, no prazo de 30(trinta) dias a contar da data de publicação do presente anúncio, o recurso hierárquico tem efeito suspensivo. O Chefe do Departamento de Assuntos de Habitação Pública, subst.º Chan Wa Keong 24 de Junho de 2013
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Cinema Local Docu Power no Centro Cultural
No próximo Domingo, dia 30 de Junho, pelas 14:00 no Centro Cultural de Macau, terá lugar mais uma sessão do ciclo de cinema Local Docu Power. Desta feita serão projectados dois filmes. Crossing the Bridge of Macao, [Cruzando as pontes de Macau], com realização de Ho Wai e Ho Kim Man / 40’. Neste filme, Macau é visto através do olhar de três pessoas diferentes e o tema encontra nos vestígios da miscelânea cultural, entre chineses e portugueses, o seu centro. Na mesma tarde será projectado Anachronic [Anacrónico] da autoria de Chan Chi Ieong / 15’. Em Anachronic somos confrontados com a noite em Macau. E com o silêncio, as luzes, o céu, os néons e os topos dos edicícios. A última sessão, deste ano, do Local Docu Power acontece no dia 14 de Julho. Para mais informações consultar http://www.ccm.gov.mo/ programme/prog13/LVP/TDM.htm
Arte Retrospectiva de Wang Xingwei no UCCA
Inaugurou, no passado dia 19 de Maio, uma exposição retrospectiva de Wang Xingwei no Ullens Center for Contemporary Art (UCCA), em Pequim. Philip Tinari, o director do UCCA, há muito que queria fazer a curadoria de uma exposição de Wang Xingwei, considerado um dos pintores contemporâneos chineses mais maduros, sensíveis e consistentes da actualidade. A retrospectiva que pode agora ser visitada não se encontra dividida cronologicamente, nem tão pouco por tema, mas antes por tipo pictórico. Foram definidas quatro secções dedicadas a pinturas realizadas de frente, de trás, de perfil e de escorço. No UCCA está presente um terço do trabalho do pintor chinês, desde que começou a pintar em 1991. A exposição estará patente ao público até ao dia 18 de Agosto. Para mais informações consultar http://ucca.org.cn/en/exhibition/wang-xingwei/
História Islão, Comércio e Política no Oceano Índico
No âmbito do programa do ICAS8, o Instituto Internacional para os Estudos Asiáticos e a Universidade de Macau promovem, até amanhã, dia 27 de Junho, uma exposição com o título Islão, Comércio e Política no Oceano Índico. Esta exposição, de fotografias absolutamente únicas, apresenta as ligações entre os territórios do Império Otomano e da Primeira República Turca, e os povos muçulmanos do Sudeste Asiático do séculos XVI ao século XX. Imagens, textos e mapas provenientes de arquivos, estão em exibição. A exposição é produzida pela Biblioteca Inglesa do Instituto Britânico de Ancara (BIAA) e pela Associação de estudos do Sudeste Asiático no Reino Unido (ASEASUK), e apoiada pela Academia Britânica. A exposição decorre no Cotai Expo Hall D (Piso 3). O acesso é livre.
HK Writings Without Borders na Lehmann Maupin
Escritas sem fronteiras Tiago Quadros
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ritings Without Borders inaugurou recentemente na Lehmann Maupin em Hong Kong. A exposição colectiva, que estará patente ao público até 20 de Julho, reúne um conjunto substancial de obras de arte que abordam a questão da letra, da palavra e da construção frásica. Muitos são os exemplos, a ocidente e oriente, de experiências no campo artístico evocando a importância da escrita. As primeiras formulações poéticas de índole experimental artística adoptam a denominação comum de poesia concreta, apresentando-se em duas frentes. Por um lado, Eugen Gomringer publica na Suíça, em 1953, as suas primeiras Constelações e, no ano seguinte, o manifesto Do Verso à Constelação; por outro, o grupo Noigandres, formado no Brasil, em 1952, por Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos, publica, em 1958, o plano-pilôto para poesia concreta, onde se define a nova poesia como “tensão de palavras-coisas no espaço-tempo”. O Experimentalismo Poético é um modo de criação estética, inserido no contexto das vanguardas artístico-literárias da segunda metade do século XX, que surge em Portugal no início da década de 60. Poesia Experimental é a designação genérica desse fenómeno transdisciplinar que engloba diferentes manifestações individuais e colectivas, bem como uma grande diversidade de objectos, práticas
e programas poéticos. Ao posicionar-se à margem do sistema literário convencional, a poesia experimental interprela outras áreas do experimentalismo estético – particularmente as artes plásticas, a música, as artes performativas e o cinema –, participando assim da tendência de supressão de fronteiras disciplinares, que as vanguardas, de uma maneira geral, prefiguram. Depois de terem apresentado uma exposição individual de Lee Bul, a segunda exposição apresentada pela Lehmann Maupin em Hong Kong explora os diversos modos de escrita que artistas ocidentais e asiáticos utilizam no seu trabalho – traços, impressões, gravuras, signos e caligrafias. Com curadoria de Herve Mikaeloff, Writings Without Borders aborda a questão de como a linguagem escrita pode ser uma questão central nas relações entre diferentes culturas e civilizações, e ainda como é que os artistas, em todo o mundo, jogam com alfabetos, caracteres, palavras e frases. A mostra integra trabalhos de artistas como Tracey Emin, Teresita Fernandez, Shirazeh Houshiary, Robin Rhode, Eko Nugroho, Idris Khan, Barbara Kruger, HeAn, Zheng Guogu, bem como os artistas de Hong Kong, Pak Sheung Chuen e Tsang Kin-Wah. Durante diversos séculos, a arte viveu no estatuto de representação. Isto é, considerava-se que a sua função era transpor para o espaço das formas conteúdos do mundo: os anjos, as paisagens, os interiores, os milagres, a anunciação. Era no modo belo como essa transposição se fazia, na forma como reproduzia com exactidão um manto ou a ruga de um rosto, que a representação
se consagrava ou considerava falhada. Depois, a era da representação começa a recuar. Nesse movimento, o que se representa tem sempre a sua importância, mas no fundo não é disso que se trata. O que importa é sempre a interrogação: o que é pintar? O que é dançar? O que é esculpir? O que é escrever? Por outras palavras, que materiais estão implicados num processo deste tipo? E com que gestos alguém os trabalha. O que hoje se verifica é que a arte existe sem fronteiras. Tudo desliza. Tudo flui. O modernismo implicava distância – uma distância que era sempre uma distância crítica, resultante do exercício indeciso de uma metalinguagem. O pós-modernismo tende a abolir essa distância crítica. E é precisamente isso que se observa em Writings Without Borders. Entre os trabalhos de Tracey Emin, Teresita Fernandez, Barbara Kruger, He An e Zheng Guogu, estamos sujeitos a um envolvimento em todos os tipos de sensação, em que o aspecto gradual é essencial. Em And I Said I Love You! (2011, néon, 57x160cm Ó the artist. Courtesy Lehmann Maupin, Nova Iorque & Hong Kong), Tracey Emin diz-nos que a arte hoje é arte e não é arte, é tecnologia e não é tecnologia, é vida e não é vida. É deste modo que surge a problemática do híbrido. No plano da cultura, claro, mas também no domínio dos afectos. Em Hong Kong a Lehmann Maupin fica em Central, no Pedder Building, o n. 12 de Pedder Street. Para mais informações consultar http://www.lehmannmaupin. com/exhibitions/2013-05-01_writings-without-borders
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IIM Prémio Identidade atribuído ao Dóci Papiaçam
“Só nos dá mais alento”
É
assim que Miguel de Senna Fernandes, director do grupo de teatro maquista Dóci Papiaçam di Macau, encara o Prémio Identidade, atribuído ontem pelo Insituto Internacional. A distinção, entregue todos os anos a personalidades ou instituições, é vista ainda como um incentivo para “continuar a fazer as coisas, cada vez melhor”. Os Doci Papiaçam de Macau são vencedores do Prémio Identidade deste ano, atribuído pelo Instituto Internacional. O anúncio foi feito ontem, durante a Conferência Internacional de Académicos da Ásia que hoje termina no Venetian, e trata-se
de um reconhecimento entregue aos Doci Papiaçam pelo trabalho continuado na defesa da identidade de Macau, afirmou o presidente do Instituto Internacional de Macau. Não foi por unanimidade porque apareceram várias propostas, começou por explicar Jorge Rangel à Rádio Macau. É um prémio que foi criado para todos os anos reconhecer uma personalidade, ou uma instituição, que tenha trabalhado de forma continuada para reforçar a identidade de Macau. Ao lado de Rangel, Miguel Senna Fernandes, o director do grupo, já sabia desta distinção que considera ser um incentivo da comunidade ao grupo. Só nos dá mais alento para continuar a fazer
as coisas, cada vez melhor. Acho importante que a comunidade reconheça o objectivo do grupo que é fundamental para, pelo menos, levar o patuá ao palco. Tem sido uma tarefa árdua, reconhece o advogado, mas agora é o público através do Instituto Internacional que reconhece este trabalho que temos feito todos estes anos. Em edições anteriores, o Prémio Identidade já distinguiu o Clube Lusitano de Hong Kong, a arquidiocese ou Henrique Senna Fernandes, entre outras figuras. A cerimónia de atribuição do prémio Identidade 2013 vai acontecer durante o Encontro de Macaenses deste ano que, soube-se hoje, decorre entre 30 de Novembro e sete de Dezembro.
Português nomeado Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras
Investigação Cresce interesse em Macau sobre os cristãos-novos
Como Dylan e Eliot M
anuel Célio Conceição, professor e investigador da Universidade do Algarve, vai ser condecorado com o título de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, pelo Ministério da Cultura e Comunicação de França. A mesma comenda já foi concedida a nomes como Clint Eastwood, Bob Dylan e T.S. Eliot. A atribuição do grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras visa distinguir aqueles que se distinguem pelas suas criações no domínio artístico ou literário e pela sua contribuição ao desenvolvimento das artes e das letras, não só na França como em todo o Mundo. De acordo com o comunicado da universidade, o português sente-se muito honrado com a notícia desta distinção, que diz representar “um incentivo e uma motivação acrescida para continuar a trabalhar neste quadro de globalização, de necessária afirmação cultural e mútuo respeito”. “Creio que esta condecoração se deve ao meu trabalho em prol do respeito e da promoção pela diversidade cultural e linguística que, sem falsas modéstias, nunca pensei que pudesse vir a ser reconhecido a tão alto nível”, diz. Nos últimos dez anos, Manuel Célio Conceição tem participado em vários projectos nacionais e internacionais de docência, de extensão e de investigação relativos à definição e promoção de políticas de línguas que promovam a diversidade e a verbalização própria das culturas. “No actual contexto de mundialização/ globalização em que estamos não se pode anular diferenças culturais e linguísticas. Elas representam a essência das diferentes comunidades e nem o pretexto da
O “paraíso” dos judeus I
resolução da crise pode justificar a aculturação imposta pela redução de uma língua com estatuto próximo ao de “língua franca”, defende o professor. Manuel Célio Conceição é doutorado pela Universidade Nova de Lisboa. Actualmente dirige o 3º ciclo de Ciências da Linguagem na Universidade do Algarve e integra o Conselho Científico desde 2010. É ainda membro da direcção do European Council for Languages/ Conseil Européen pour les Langues, da Comissão Científica da Rede Panlatina de Terminologia – REALITER.
sabel Morais, docente da Universidade de São José, defendeu hoje que a investigação sobre os judeus no território está a ser alvo de um interesse renovado no século XXI, numa intervenção na Convenção Internacional de Estudiosos da Ásia. “Durante muito tempo a historiografia sobre Macau não se debruçou sobre a presença dos chamados cristãos-novos. Só muito recentemente é que tem havido mais interesse, sobretudo agora no século XXI, porque durante muito tempo criou-se a ideia de que (...) Macau seria um paraíso, um refúgio para os cristãos-novos, e que, contrariamente ao que passava noutros locais, não havia tantas perseguições”, disse a investigadora à agência Lusa, oradora no painel “Estrangeiros no Extremo Oriente: árabes, brasileiros e judeus”, na conferência ICAS 8. A docente justificou a profusão da investigação produzida recentemente com “um interesse renovado sobre a inquisição de Goa e as suas ligações a Macau”. Isso “é muito interessante e penso que no futuro vão surgir, com certeza mais trabalhos, que nos vão alertar para outros aspetos da
presença dos cristãos-novos em Macau”, observou.
Olhares mundiais
A investigadora notou também os muitos estudos sobre o papel dos judeus em várias partes do mundo, desde a sua a ligação a África, ao Atlântico, ao papel da inquisição no Brasil. “Penso que Macau começou também a despertar o interesse porque outras áreas do antigo império português começaram a chamar a atenção mesmo em África”, salientou, ao dar o exemplo de que na Guiné “havia casos de cristãos-novos que estavam envolvidos no tráfico de escravos”. Isabel Morais faz parte do lote de autores, como Miguel Lourenço, Lúcio Sousa e Elsa Penalva, que na última década se debruçaram sobre o tema. A docente da Universidade de São José, que tem um protocolo de cooperação com a Universidade Católica Portuguesa, desenvolveu um trabalho sobre a história de Leonor da Fonseca - uma cristã-nova macaense que viveu no século XVI e que foi julgada pelo Santo Ofício de Goa - o qual apresentou numa conferência em Macau em Abril de 2010. “Comecei a ficar interessada sobre as ligações, através de um estudo comparativo
dos processos inquisicionais de Goa e do México, e a ver as coincidências, porque há coincidências de nomes e de cristãos-novos que vinham do México através de Manila para Macau”, explicou. Isabel Morais recordou a particularidade do caso de Leonor da Fonseca, - processo que está na Torre do Tombo -, como “o único caso de uma mulher de Macau julgada em Goa que sobreviveu”. A investigadora destacou, por um lado, que se interessou no caso de Leonor da Fonseca pelo “estudo do género”, e por outro, “pela adaptação aos novos costumes, e a uma realidade de Macau, que mesmo para aquele tempo, no final do século XVI, já era muito cosmopolita e multicultural”. “Porque estes homens e mulheres cristãos-novos tinham um grande poder de adaptação. Podiam ou não continuar a respeitar certos rituais religiosos, mas ao mesmo tempo conseguiam assimilar toda uma realidade que já naquela época era muito cosmopolita - com escravos de várias origens, mercadores que vinham de outras paragens -, e tudo isso é muito interessante, porque dá uma ideia de Macau com uma população muito reduzida, mas muito variada”, concluiu.
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desporto
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Futsal Koweit goleeou Hong Kong na outra partida do Grupo A
Macau entrou a perder em Incheon Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo
A
selecção de futsal de Macau foi ao final da tarde de ontem goleada pela congénere sul-coreana na partida que pautou a estreia do cinco do território na edição de 2013 dos Jogos Asiáticos em Recinto Coberto. A competição, que serve de antecâmara aos Jogos Asiáticos do próximo ano, disputa-se em Incheon, cidade localizada nas imediações de Seul e a jogar perante o seu próprio público, a anfitriã Coreia do Sul não perdoou. O grupo de trabalho sul-coreano atropelou a formação do território por nove bolas a uma, numa partida assimétrica, com duas metades totalmente distintas. Se na primeira parte, Macau resistiu com garbo e com brio ao assédio do adversário, na etapa
complementar o caos imperou. O golo apontado por Kim Ho-jin aos 24 minutos teve o condão de destroçar a barragem defensiva montada pelo cinco do território e abriu uma “caixa de Pandora” com consequências devastadoras para o grupo de trabalho do Lótus. Dois minutos depois de ter inaugurado o marcador, a Coreia
do Sul reforçou a vantagem de que dispunha, numa jogada de ataque concluída por Kim Gyeong-geun. A selecção do território ainda conseguiu reduzir aos 28 minutos numa iniciativa com a chancela de Paulo Cheang Cheng Ieong, mas o tento do jogador do Monte Carlo acabou por se revelar pouco relevante face à amplitude do
descalabro sofrido pelo grupo de trabalho da RAEM. Aos 33 minutos, Kim Gyeong-guen marcou o terceiro da Coreia do Sul e o segundo da conta pessoal e a partir de então o conjunto anfitrião massacrou. No espaço de um fatídico minuto – o minuto 36 – o cinco sul-coreano alargou a vantagem das três para as seis bolas a uma, com Seo Dae-yun a marcar por duas ocasiões, antes de Chan Pak Chun ajudar à festa do adversário, com um golo na própria baliza. No minuto seguinte foi a vez de Leong Chong In também acrescentar o nome aos anais do desafio pelas piores razões, ao enganar Liu Kin Chou no último reduto do território. A Coreia do Sul agradeceu a condescendência dos atletas do território e marcou por duas novas ocasiões, com Lee Jeong-jin a facturar aos 38 minutos, antes de Lee Min-young encerrar a contagem nos instantes finais da partida.
No outro encontro do grupo A do torneio de futsal dos Jogos Asiáticos em Recinto Coberto, o Koweit derrotou a selecção da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong por quatro bolas a duas. A formação da antiga colónia britânica foi, ainda assim, a primeira a marcar no ginásio da Universidade Global de Songdo. So Sheung Kwai inaugurou o marcador para a selecção de Hong Kong logo aos três minutos e acrescentou a vantagem do cinco da bauhínia nove minutos depois. A reacção do cinco koweitiano surgiu apenas na segunda parte, mas dificilmente se poderia ter revelado mais convincente. Alwadi reduziu aos 22 minutos e no minuto seguinte Almosabehi repôs o equílibrio no placard. A reviravolta no marcador materializou-se aos 32 minutos, com dois golos no espaço de apenas 60 segundos. Marcaram Hayat e Alawadhi.
Futebol Internacional do território vai alinhar no BSV Rehden
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Ricardo Torrão a caminho da Alemanha
icardo Torrão, jogador que nas três últimas temporadas vestiu a camisola do Windsor Arch Ka I, vai jogar na próxima temporada na Regionalliga Nord, campeonato integrado no quarto escalão do futebol germânico disputado por clubes das cidades-estado de Hamburgo e de Bremen e dos estados da Baixa Saxónia e do Schleswig-Holstein. O jovem defesa, de 22 anos, assinou um contrato vá-
lido por uma temporada com o BSV Rehden, formação fundada em 1954 e orientada pelo sérvio Predrag Uzelac. Nascido na África do Sul e formado nas camadas jovens do extinto Estrela da Amadora, Ricardo Torrão vestiu por várias ocasiões a camisola da principal selecção de Macau e vê agora cumprir um objectivo antigo, o de alinhar num país que apresenta níveis de futebol dos mais competitivos do mundo.
O antigo defesa direito do Ka I despediu-se em grande do território, ao apontar de grande penalidade um dos três golos com que a formação orientada por Joseclér derrotou o Kuan Tai. Para o jovem internacional do território, a aventura alemã pauta a terceira experiência fora das fronteiras do território. Torrão já defendeu em Portugal as cores do Pêro Pinheiro e do Mafra, tendo actuado também com as ca-
misolas da sucursal chinesa do Sheffield Wednesday e do Chengdu Blades. O antigo atleta do Ka I, que também já alinhou com a camisola do Lam Pak, não é de resto o único reforço “oriental” do BSV Rehden. A formação orientada pelo sérvio Predrag Uzelac anunciou esta terça-feira a contratação do japonês de Taiki Hirooka, jogador formado nas camadas jovens do Gamba Osaka.
O BSV Rehden garantiu pela primeira vez a presença no quarto escalão do futebol germânico em 2011-2012, ao terminar a Oberliga Niedersachsen na quarta posição. A 2 de Agosto, o novo clube de Ricardo Torrão vai experienciar outro grande momento, ao defrontar o campeão europeu Bayern de Munique na primeira ronda da edição de 2013-2014 da Taça da Alemanha. -M.C.
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Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental do Governo da Região Administrativa Especial de Macau
AVISO Recrutamento de motorista de ligeiros, 1.º escalão com vista ao preenchimento de 4 vagas (N.° de referência: MOT-L-002-DAF-DSPA/2013) Faz-se público que se acha aberto o concurso comum, de ingresso externo, de prestação de provas, para o preenchimento de quatro lugares de motorista de ligeiros, 1.º escalão, da carreira de motorista de ligeiros, em regime de contrato por assalariamento, da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental. Para mais informações, pode ser consultado o aviso da abertura do concurso, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.º 26, II Série, de 26 de Junho de 2013, na sede da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, sita na Alameda Dr. Carlos D’Assumpção, n.os 393 a 437, Edifício Dynasty Plaza, 10.º andar, Macau, durante o horário de expediente, e na página electrónica www.dspa.gov.mo. O Director,
Cheong Sio Ke Aos 26 de Junho de 2013
Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental do Governo da Região Administrativa Especial de Macau
AVISO Recrutamento de motorista de pesados, 1.º escalão com vista ao preenchimento de 2 vagas (N.° de referência: MOT-P-002-CGIA-DSPA/2013) Faz-se público que se acha aberto o concurso comum, de ingresso externo, de prestação de provas, para o preenchimento de dois lugares de motorista de pesados, 1.º escalão, da carreira de motorista de pesados, em regime de contrato por assalariamento, da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental. Para mais informações, pode ser consultado o aviso da abertura do concurso, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.º 26, II Série, de 26 de Junho de 2013, na sede da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, sita na Alameda Dr. Carlos D’Assumpção, n.os 393 a 437, Edifício Dynasty Plaza, 10.º andar, Macau, durante o horário de expediente, e na página electrónica www.dspa.gov.mo. O Director, Cheong Sio Ke Aos 26 de Junho de 2013
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[ ] Cinema
Sala 3
Um filme de: Zack Snyder Com: Henry Cavill, Russel Crowe, Amy Adams, Kevin Costner 14.30, 19.00
(Falado em cantonês) Um filme de: Lee Hwan-gyeong Com: Shin Chinawut, Namcha Sheranat, Sean Jindachote 14.30, 18.00
World war z [c]
Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 17.00, 21.30 Sala 2
World war z [3d] [c]
Um filme de: Marc Forster Com: Brad Pitt, Marc Forster, Mireille Enos 14.30, 19.30
man of steel [3d] [b]
Um filme de: Zack Snyder Com: Henry Cavill, Russel Crowe, Amy Adams, Kevin Costner 16.30, 21:30
epic [3d] [A]
epic [A]
(Falado em cantonês) Um filme de: Lee Hwan-gyeong Com: Shin Chinawut, Namcha Sheranat, Sean Jindachote 16.15, 19.45
now you see me [b]
Um filme de: Louis Leterrier Com: Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Mélanie Laurent 21.30
Soluções do problema
Aqui há gato Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1 – Que tem suspeitas; contemplei. 2 – Tornar seco (fig.); irmão dos pais ou dos avós. 3 – Pedra circular e rotativa de moinho ou de lagar; casta de uvo branca e muito doce. 4 – Sétima nota da escala musical; medida itinerária chinesa; discurso laudatório. 5 – Que não está cozido; que tem de facto existência. 6 – Que tem amizade; acontecimentos. 7 – Instrumento de suplício em forma de X, ou cruz de Santo André; ave pernalta corredora que se assemelha à avestruz. 8 – Curso de água natural, mais ou menos caudaloso, que desagua em outro curso de água, num lago ou no mar; graceja; grito aflitivo. 9 – Descarga eléctrica entre uma nuvem e o solo ou entre duas nuvens; prep. designa diferentes relações, como posse, matéria, lugar, providência, etc. 10 – Geme (fig.); a seguir. 11 – Contr. da prep. a com o art. def.o; retribuição paga pelo comitente ao comissionado. VERTICAIS: 1- Engodo que se põe no anzol para pescar; qualquer instrumento de ataque ou defesa. 2 – A unidade; freira que não exerce cargos superiores; antigo preceptor de príncipes. 3 – Anuência; interj. que designa dor, admiração, repugnância; esteiro de rio ou braço de mar, geralmente navegável e que se ramifica pela terra. 4 – Proveito; jovial. 5 – Mover-se de um sítio para o outro; irascível; contr. da prep. de com o art. def. o. 6 – Nome vulgar do óxido de cálcio; tudo o que é bom, justo, agradável e conforme à moral. 7 – O espaço aéreo; revestir de laca; nome da letra grega que corresponde ao P latino. 8 – Qualquer corpo esférico; o dia 15 de Março, Maio, Julho e Outubro, ou o dia 13 dos outros meses, no antigo calendário romano. 9 – Corda de reboque; a si mesmo; aqui está. 10 – Estrada que estabelece a ligação de um lugar para o outro; substância pegajosa, translúcida, que corre ou exsuda de certos vegetais; curada. 11 – Pequeno barco de recreio ou de formas finas e adelgaçadas; deslocar-se para fora.
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:40 18:40 19:00 19:30 20:30 21:00 21:30 22:10 23:00 23:30 00:30 01:00
31 - STAR Sports 09:00 The Championships, Wimbledon 2013 2nd Round 17:30 The Championships, Wimbledon 2013 Daily Highlights Day #3 18:30 (LIVE) The Championships, Wimbledon 2013 2nd Round
TDM News - Repetição Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Cougar Town - Sr.1 Montra do Lilau (Repetição) Vingança Telejornal TDM Talk Show Castle Sr.4 Escrito nas Estrelas TDM News Herman 2013 Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO
40 - FOX Movies 12:30 Planet Of The Apes 14:30 This Means War 16:10 Bad Ass 17:40 Alvin And The Chipmunks: Chipwrecked 19:10 21 Jump Street 21:00 Prometheus
informação tdm RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Poplusa 15:30 Moda Portugal 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Anticrise 17:20 Portugal Aqui Tão Perto 18:20 O Teu Olhar (Telenovela) 19:05 SEGREDO DE JUSTIÇA 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:10 A Hora de Baco 22:35 Vida Animal em Portugal e no Mundo 22:45 Sociedade Civil 30 - FOX Sports 13:00 The Football Review 2012-2013 13:30 Smash 2013 14:00 Sports Max 2012/13 15:00 MLB Regular Season 2013 Texas Rangers vs. New York Yankees 18:00 Inside Grand Prix 2013 18:30 2 Wheels 19:00 Total Rugby 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 (LIVE) The Championships, Wimbledon 2013 2nd Round
23:05 Warrior 41 - HBO 11:30 The Rock 13:45 The Amazing Spider-Man 16:00 Blues Brothers 2000 18:00 Ferris Bueller’S Day Off 19:45 Bad Boys Ii 22:00 Game Of Thrones 23:00 Ironclad 42 - Cinemax 12:30 Cops And Robbersons 14:00 Victory 16:00 Tarzan And The Great River 17:30 Hollywood On Set 18:15 Days Of Thunder 20:10 The Hard Corps 22:00 Sucker Punch 23:50 Spartacus: Vengeance 00:45 Barricade
HORIZONTAIS: 1-SUSPICAZ. VI. 2 – MIRRAR. TIO. 3-MO. BOAL. 4-SI. LI. 5-CRU. REAL. 6-AMIGO. CASOS. 7-ASPA. EMA. 8-RIO. RI. AI. 9-RAIO. DE. 10-MIA. DEPOIS. 11-AO. COMISSÃO. VERTICAIS: 1-ISCA. ARMA. 2-UM. IRMÃ. AIO. 3-SIM. UI. RIA. 4-PROL. GAIO 5-IR. IROSO. DO. 6-CAL. BEM. 7-AR. LACAR. PI. 8-BOLA. IDOS. 9-TOA. SE. EIS. 10-VIA. GOMA. SÃ. 11-IOLE. SAIR.
À venda na Livraria Portuguesa Sacanas com Lei • Rosa Ramos, Sílvia Caneco
Todos os dias, de segunda a sexta-feira, a partir das dez da manhã, vagas de pequenos criminosos acorrem à zona Oriental de Lisboa. Não para praticar delitos, mas para responder por eles. É aí que fica o Tribunal de Pequena Instância Criminal, onde as jornalistas do i Rosa Ramos e Sílvia Caneco testemunharam, ao longo de vários meses, dezenas de histórias mirabolantes do pequeno crime à portuguesa. Com protagonistas reais de uma imaginação ilimitada, tanto na hora do crime como perante a justiça, este é um livro onde o humor e a desgraça entram em choque – mas o humor acabar por vencer.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
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Cineteatro | PUB
Sala 1
Man of steel [b]
futilidades
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Tintin no Tibete • Hergé
Em férias numa estação alpina, Tintin lê num jornal que um avião caiu no Nepal. Nessa noite, Tintin sonha com Tchang, um grande amigo, que pedia socorro. Logo depois, descobre que naquele avião que se dirigia à Europa se encontrava o jovem chinês Tchang. Tintin, convencido pelo seu sonho que o amigo sobreviveu ao acidente aéreo, parte à sua procura, acompanhado pelo Capitão Haddock. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
A chuva Nesta cidade a chuva lambe gulosamente o asfalto, o empedrado, as esquinas angulosas; devora as paredes rasas dos grandes prédios. Os olhos dos homens, refractários, por detrás de grandes janelas de vidro, usufruindo da tormenta; aparentemente protegidos mas sufocados por uma ideia vaga de sublime que teima em lhes queimar o peito e a garganta. Calam-se as conversas de ocasião nos passeios. Nos rastos da chuva que deslizam pelos vidros dos automóveis sorriem sorrateiros os néons, ofuscando condutores embevecidos de escovas negras, pendulares, rentes aos olhos, a estrada transformada num sonho apático. A água amolece as almas e afasta o mundo. Toda a água converge para um único rio e seguidos e honrados serão os seus caminhos. Chovia. As gotas grossas amavam o chão e os zincos. Choverão três dias, sem que ocorra o Dilúvio e se altere o curso das coisas. Fiel à neblina e à água, suspeitando da existência de prados verdes e felizes, quedar-me-ei encolhido à porta de uma casa qualquer, aproveitando o telheiro, enquanto espero o fim da chuva. Detesto sentir as roupas molhadas mesmo quando faz calor. Trepida no zinco quente e depois escorre, mesmo à frente dos meus olhos, esfumando a rua, os chapéus que passam. A chuva suaviza a urbe, dulcifica os metais. “Estranha... a condição do estrangeiro...”, penso... enquanto sinto um fio de suor, a descer, fervente, pelo pescoço.
Pu Yi
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opinião
quinta-feira 27.6.2013
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Carlos Morais José
Fazer esquecer
F
azer esquecer é uma arte em democracia. Uma arte maléfica, mas das mais exercitadas pelos políticos, sobretudo quando ocupam a cadeira do poder. E é maléfica porque, na realidade, visa a negação de alguns dos princípios fundamentais que permitem e dão consistência à existência de um regime democrático: a consciência cívica dos cidadãos, a participação nas decisões, a capacidade fiscalizadora da acção do governo, a emergência popular de criatividade. Em democracia, os políticos são mestres na construção do esquecimento dos outros. Eles sabem que, na maior parte dos casos, a memória joga contra eles, contra as promessas não cumpridas, contra a ineficácia das estratégias explanadas. Compreendo George W. Bush quando afirmou que é muito mais fácil ser um “presidente de guerra” quando se é um ditador do que quando se dirige um regime democrático. No seu caso, a “sua guerra” seria bem mais fácil se o povo americano tivesse perdido a memória da sua História. Os descuidos fatais, a desatenção à segurança da população, o escândalo pessoal, uma política económica desastrosa em termos sociais — tudo isto são exemplos de factos para
Também em Macau o governo deve reflectir muito bem se está a resolver problemas no curto prazo ou se quer deixar algo de duradouro na História. Dando passos certeiros, também pelo seu exemplo de transparência, justiça e equidade, estimulando uma sociedade mais aberta e participativa, que só poderá ampliar a todos os benefícios que hoje insistem em ser só de alguns. esquecer. E para que a população o esqueça recorrem-se aos mais diversos truques de comunicação. A sociedade moderna procura acima de tudo consumidores e não cidadãos. Ao proceder-se deste modo inculca-se no cidadão o vírus da desmotivação e do desinteresse. Na realidade, os políticos têm ainda todos as concepções de Platão e de Confúcio, segundo a qual só uma mão-cheia de homens superiores devem
decidir pelos outros o destino dos povos. Ou seja, uma visão extremamente anti-democrática e que, por mais comum e natural que pareça, tem transformado a História num desfile de crimes e de miséria. Se estes vírus podem parecer mais inofensivos numa democracia estabelecida e com raízes nas consciências, podem ser bem mais perniciosos em regimes democráticos em construção. Daí que os detentores do poder nestes regimes — se estiverem verdadeiramente animados de um espírito democrático, na medida em que compreendem a sua actual necessidade para o bem estar geral e o desenvolvimento — devam estimular particularmente a participação dos cidadãos. Deixar cair os assuntos desagradáveis no esquecimento pode parecer uma solução fácil no imediato mas, no longo prazo, revelar-se-á contraproducente. Também em Macau o governo deve reflectir muito bem se está a resolver problemas no curto prazo ou se quer deixar algo de duradouro na História. Dando passos certeiros, também pelo seu exemplo de transparência, justiça e equidade, estimulando uma sociedade mais aberta e participativa, que só poderá ampliar a todos os benefícios que hoje insistem em ser só de alguns.
editorial
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Leocardo
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bairro do oriente
A diferença é Macau Parte I: O luxo
impiedoso ou da chuva torrencial seguem a mesma direcção de sempre, atravessando as ruas velhas, os prédios antigos e decadentes, os toldos improvisados, dos latões de lixo fétidos. Desviam-se dos vendilhões, dos carrinhos de mão, dos baldes de flores, das tendinhas de massa frita, os caixotes de fruta no caminho, das obras que se vão fazendo aqui e ali, cuja banda sonora de britadeiras e betoneiras são o ruído de fundo matinal a que já se vão habituando, mesmo contrafeitos. Vastas vezes atravessam a estrada à margem das regras para cortar caminho. Ouve-se a buzina de um carro. Mais à frente outra obra, mais buracos abertos no chão. A meio metro dos ombros passa um autocarro, roncando e fumegando libertino e imperial. Os motociclos tentam imitá-los, e em nada lhes ficam a dever em termos de poluição sonora e ambiental. O ar que se respira não é o dos hotéis de cinco estrelas do outro lado da batalha, “smoke-free” e cheirando a novo. Não é com os novos-ricos que se cruzam, mas com os velhos pobres; gente magra e cansada, roupa coçada, chinelos de plástico, toalha a sair da camisa para suportar o calor, homens sem camisa, mulheres bronzeadas, chapéu de palha, ar cansado do peso da rotina do pátio, do beco, da rua, do bairro. A horas certas as ruas são invadidas por centenas de estudantes, grandes grupos de uniformes previsíveis, batas brancas encardidas, sapatos pretos enrugados e gastos. É o lixo no seu esplendor, o mundo do povo miúdo com olhos que brilham com a perspectiva do cheque anual que os generosos senhores do Governo começam a distribuir este mês.
Macau, Região Administrativa Especial da República Popular da China, ano de 2013. Milhares de turistas atravessam todos os meses as Portas do Cerco, chegam ao Terminal Marítimo do Porto Exterior, aterram no Aeroporto Internacional na Ponta da Cabrita, na Taipa. Nos aterros do NAPE brilham os neons dos casinos, os letreiros luminosos das lojas de penhores e das casas de câmbio. Dentro dos hotéis de cinco estrelas proliferam os espaços comerciais das mais conhecidas multinacionais, onde se encontram roupas, malas, relógios, joalharia e outros adereços a preços proibitivos para o cidadão médio local. Milhares de trabalhadores residentes e outros tantos não-residentes ganham a vida nos restaurantes, bares, saunas, clubes nocturnos e outros locais elegantemente exclusivos, ou atrás da mesa da roleta e do Bacará. Pelos passeios largos pontuados por praças ajardinadas circulam os visitantes, os jogadores e alguns poucos curiosos. Os novos ricos topam-se à distância: sacos de compras, vestuário primando pelo ostensível, pautado por combinações aberrantes e traços de ruralidade que nem a pilhéria do neo-capitalismo conseguem disfarçar. Pelas horas do lobo atacam as mulheres da vida e espreitam os agiotas; horas antes alguém havia furtivamente espalhado pelo chão panfletos que publicitam favores sexuais. Na Taipa, na “strip” do COTAI, mais do mesmo. Autocarros a rodos depositam mais turistas que contemplam o triunfo do luxo e da abastança onde em tempos só existia mar, e que as mãos dos pobres ergueram por ordem dos ricos, para que estes ficassem agora ainda mais ricos. Estupidamente ricos. Uma pedra da calçada vale mais do que muitos ganham num mês com o suor do seu rosto. Investiram-se e investem-se milhares de milhões para se obter um retorno de milhões de milhões. A dança do cifrão é executada a um ritmo alucinante. Batem-se recordes de receitas, mesmo contra as previsões dos mais pessimistas. Aposta-se para ganhar, e as “odds” são de muitos contra um. O luxo está bem e recomenda-se. Que se acendam os “robusto” com notas de mil.
Parte III: Cruzam-se os mundos
Parte II: O lixo
Macau, Região Administrativa Especial da República Popular da China, ano de 2013. Milhares de cidadãos tomam de assalto a cidade dos homens cedo pela manhã, longe dos néons, das lojas com nomes italianos e franceses, das fontes luminosas e musicadas. Os passeios que calcorreiam a caminho do trabalho são estreitos, e nem uma palmeira à vista. Debaixo do calor tórrido, do sol
De vez em quando cruzam-se os dois mundos, um lado e o outro, quando aos fins-de-semana e dias feriados se veste uma fatiota mais catita e se faz um faustoso repasto nos amplos “buffets” da Disneylândia casineira, e a comida a granel por centena e meia de paus “com direito a uma bebida” dá a sensação que se “pertence” à elite. Afinal foi pela porta da frente que se entrou, como gente grande, e não pelas traseiras como os serviçais
Graças a Deus ou ao Buda pelos “tai-lous” americanos e pelos oligarcas do burgo que embelezaram grande parte da nossa Macau – mesmo que essa parte tivesse sido na sua maioria “inventada”, roubada ao mar – e ainda nos disponibilizam uma raspa do limão dos milhões de milhões que vão facturando. De vez em quando cruzam-se os dois mundos, um lado e o outro, quando aos fins-de-semana e dias feriados se veste uma fatiota mais catita e se faz um faustoso repasto nos amplos “buffets” da Disneylândia casineira, e a comida a granel por centena e meia de paus “com direito a uma bebida” dá a sensação que se “pertence” à elite. Afinal foi pela porta da frente que se entrou, como gente grande, e não pelas traseiras como os serviçais. Se estes fossem dois desenhos daqueles que encontramos na página dos passatempos dos jornais que nos desafiam a procurar as diferenças, bastava desenhar um grande círculo à volta de um deles. É esta a grande diferença. A diferença é Macau.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Soraia Zhou[estagiária] Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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ca rtoon por Steff
dicurso de obama sobre o ambiente
Lista de Coutinho já está completa
Chui saúda sucesso da missão espacial chinesa
O líder do Governo de Macau, Fernando Chui Sai On, felicitou ontem o Governo Popular Central pelo sucesso da missão da nave espacial chinesa Shenzhou-10, que regressou hoje à Terra. Na mensagem enviada a Pequim e divulgada pelo Gabinete de Comunicação Social do Governo de Macau, Chui Sai On congratulouse pelo “sucesso da missão” que incluiu a acoplagem ao laboratório espacial Tiangong-1 e saudou os três astronautas e todas as pessoas envolvidas no programa espacial chinês. “Durante as mais de duas semanas que o Shenzhou-10 esteve em órbita, a população de Macau prestou grande atenção e partilhou do regozijo e entusiasmo pelo êxito alcançado no sector aeroespacial da Pátria”, refere a nota, salientando que “muitos estudantes de Macau assistiram a aulas dadas pelos astronautas, permitindo aos alunos aprofundar e incentivar o conhecimento no âmbito da tecnologia espacial”. Fernando Chui Sai On considerou ainda que o “sucesso” da missão “significa mais um grande progresso no âmbito da ciência aeroespacial” da China e permite “mais sonhos e desafios na exploração aeroespacial para o povo chinês”. “O Governo de Macau irá, juntamente com a população de Macau, continuar a apoiar e dar os seus maiores contributos ao desenvolvimento do sector aeroespacial da Pátria”, concluiu o líder do Governo.
O Governo da Birmânia proibiu a publicação da edição de Julho da revista Time, em cuja capa figura o monge budista Wirathu, acusado de alimentar a violência sectária no país, sob o título “A cara do terror budista”, foi ontem anunciado. O Governo declarou que a censura visa “evitar o recrudescer de distúrbios raciais e religiosos” no país. Segundo a revista, Wirathu lidera um movimento radical de monges budistas que advoga que a minoria muçulmana do país ameaça a pureza racial e a segurança nacional. Este grupo pediu restrições aos casamentos entre budistas e muçulmanos e apelou ao boicote dos negócios de muçulmanos. A Birmânia têm cerca de 60 milhões de habitantes, dos quais 89 % são budistas, 4 % muçulmanos e o resto de outras religiões.
Trabalho reconhecido
A
cerimónia de entrega do Prémio Mulheres Solidárias da China foi realizado em Pequim na passada terça-feira. A deputada de Macau, presidente da Associação de Beneficência Sin Meng, Melinda Chan, entrou para o TOP 10. No discurso justificativo foi referido pela organização do prémio que Melinda Chan considera ser a solidariedade a parte mais importante da sua vida e que também apela aos residentes de Macau a participar nas acções solidárias. “O seu exemplo é António Falcão
Birmânia proíbe revista Time
Melinda Chan no TOP 10 da solidariedade chinesa
enriquecedor”, foi afirmado. Mas sua actividade solidária não se limita Macau, também abrange o continente chinês, com doações às regiões mais pobres da China. A verdade é que todos os anos Melinda Chan tem patrocinado a construção de uma escola para crianças carenciadas. Em 2008, a sua associação doou 50 milhões a Wenchuan, na província de Sichuan, uma região seriamente afectada por um gigantesco terramoto. Melinda Chan disse, no seu discurso de aceitação do prémio,
que o trabalho de solidariedade fortalece a sua responsabilidade perante a sociedade e que no futuro pretende fazer cada vez mais nesta área. O Hoje Macau apurou que Angela Ho, também deputada e considerada a quarta mulher de Stanley Ho, também tinha pretensões em relação a este prémio mas que não conseguiu impor-se. “Melinda Chan tem realmente um trabalho sério nesta área. Não se trata apenas de dar dinheiro, mas de realmente existir uma preocupação genuína com as pessoas”, garantiram ao nosso jornal.
Depois de José Pereira Coutinho e de Leong Veng Chai, só restam sete: Melina Tam, Lídia Ieong, Wang Che, Man Lam, Ricardo da Luz, António Armando Teixeira e Cartar Singh Mann. É assim a lista da Nova Esperança candidata às eleições deste ano. Os nove nomes foram ontem apresentados junto dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) e revelam um “grupo independente, como no ano passado, que não tem profissão, porque é necessário tempo para os cidadãos”, explicou Coutinho ao Hoje Macau. A lista também não tem “conflito de interesses nem está relacionado com qualquer bloco empresarial, o que permite uma margem de actuação mais profunda e eficaz”, acrescenta. Coutinho diz que a Nova Esperança “marca sempre a diferença” e que está “confiante” para este ano. Contudo, a principal preocupação é criar um programa político que “abarque o número máximo de ideias”. Esse é o projecto ao qual Coutinho se vai dedicar nas próximas semanas, não tendo ainda uma data concreta para o apresentar publicamente. “Estamos a recolher opiniões e ideias, na zona norte, junto dos funcionários públicos, de muita gente. As opiniões e ideias chegam todos os dias e estamos sempre a alterar para tentar incluir uma maior diversidade de opiniões dentro do programa político.”
Pedido debate sobre TV Cabo no plenário
Au Kam San apresentou uma proposta de debate ao plenário sobre a TV Cabo. A ideia do deputado democrata é que a concessão da transmissão de sinais televisivos deve ser extinta. Au Kam San quer, por isso, que o plenário se pronuncie sobre esta ideia e pede a Lau Cheok Va, presidente da Assembleia Legislativa, que aceite a proposta de isto se debater entre deputados e Governo. O democrata diz que o assunto é de interesse público e refere que só o Executivo pode acabar com o problema. Au não deixa de lado o pagamento de uma indemnização à Tv Cabo.
Lusófona julgada por causa de Relvas
O Ministério Público instaurou um processo no Tribunal Administrativo de Lisboa contra a Universidade Lusófona, por causa da licenciatura do ex-ministro Miguel Relvas, disse à Lusa fonte do Tribunal Administrativo de Lisboa. Miguel Relvas não é réu nesta ação administrativa, mas figura como contra-interessado, podendo ser envolvido em função da relação com os factos aludidos na queixa, de acordo com o código administrativo.