Q U A R TA - F E I R A 2 7 D E N O V E M B R O D E 2 0 1 3 • A N O X I I I • N º 2 9 8 3
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hojemacau
ENTREVISTA
MOP$10
AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
HOJE MACAU
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
MACAENSES • Roy Eric Xavier afirma que comunidade está fragmentada
PÁGS. 2 E 3
FUTURO DA RAEM Um Gabinete misterioso
Mais transparência ADEUS BRIAN
Quem o pede é Bill Chou. O académico da UMAC coloca interrogações acerca do papel do Gabinete de Estudo das Políticas da RAEM que pouco se sabe. “A população não sabe quais as pesquisas nem que relatórios estão a ser produzidos.” A opinião é compartilhada por Jorge Godinho, que defende mais clareza sobre as directrizes aconselhadas ao Governo. “Há tanta coisa que é preciso definir a longo prazo...”
ÚLTIMA
• ANÁLISE AO JOGO CHEGA EM 2015
Pereira Coutinho sugere dormitórios, creches e pagamento de impostos PÁGINA 4 PUB
CENTRAIS
• RESTAURO ESTUDO DE VIZEU PINHEIRO
GOVERNO OPTA POR MANTER APENAS A FACHADA NOS EDIFÍCIOS PORTUGUESES PÁGINA 7
• DEPENDENDO DAS NECESSIDADES
Francis Tam promete melhorar mecanismos de apoio às PME PÁGINA 5
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ENTREVISTA
hoje macau quarta-feira 27.11.2013
ROY ERIC XAVIER, ACADÉMICO, SOBRE A COMUNIDADE MACAENSE
Roy Eric Xavier, autor da contagem dos macaenses espalhados pelo mundo, está em Macau para participar no Encontro das Comunidades Macaenses. Nascido em Hong Kong, e com ligações a Portugal, o professor da Universidade de Berkeley afirma que as novas gerações querem ligar-se mais à China e a Macau. E avisa que a RAEM corre o risco de não ser compreendida pelas comunidades que a compõem ANDREIA SOFIA SILVA
o que é ser macaense, não só na China mas como em todo o mundo.
Este ano faz a sua estreia no Encontro das Comunidades Macaenses. Que projectos concretos traz? Tenho vindo a fazer investigação sobre as comunidades macaenses há alguns anos, na Universidade de Berkeley, na Califórnia, e durante esse processo tenho apresentados os macaenses em todo o mundo. Esta é uma boa oportunidade porque os macaenses vão chegar de várias partes do mundo, e é a melhor altura para vir. Vou aproveitar para renovar alguns contactos para a minha investigação, muitas associações e universidades convidaram-me a vir a Macau, na área dos negócios e até departamentos governamentais. Também vou ser orador em duas palestras, durante o encontro.
Porque é que essa separação existe, para além da óbvia distância entre regiões? Há muitas razões. Tradicionalmente os macaenses sempre viajaram em todo o mundo, fora da Ásia, em busca de oportunidades. Sempre fomos capazes de ser especialistas ou de procurar negócios, e explorar o que está a acontecer. Mas recentemente essa ligação com a terra natal tem aparecido. Agora temos de ter a certeza de quem somos, e quando descobrirmos a história, descobrimo-nos a nós próprios e o que podemos ser no futuro. Penso que o futuro é muito promissor para os macaenses, tanto em Macau como em Hong Kong.
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Qual vai ser a próxima fase da sua investigação? O meu projecto centra-se na história dos macaenses desde os século XVI até ao presente, porque isso nunca foi feito. O meu objectivo principal é criar uma ligação entre os macaenses na Ásia e os que estão em outras partes do mundo, porque há uma grande separação entre eles. A comunidade tem estado fragmentada desde a II Guerra Mundial. A minha investigação não serve apenas para falar ao mundo sobre os macaenses, a sua história e cultura, mas também para atrair as gerações mais jovens. As pessoas da minha geração e os mais jovens não tem muitos laços com Macau. Muitas vezes tentamos reatar laços antigos, mas o significado da ligação cultural perdeu-se. Estou a tentar restabelecer isso para os mais jovens, para que eles entendam
Porquê? Porque temos a oportunidade não só em descobrimo-nos a nós próprios mas também como podemos participar como cidadãos do mundo, num novo desenvolvimento económico e cultural. Nos Estados Unidos há muitos macaenses profissionalizados, falo da segunda ou da terceira geração, que vieram muito jovens e que são netos de macaenses da Ásia. Estabeleceram redes profissionais e agora estão muito interessados em restabelecer essas ligações com a China, ao nível dos negócios, das trocas culturais. Na minha investigação descobri que a cultura é de facto o caminho. E a cultura de Macau é uma combinação entre compreender o passado e olhar para o futuro. É nisso que estou interessado. Será fácil estabelecer essa ligação com Macau e com a China? É mais fácil agora, mas não tanto ainda. Temos essa facilidade de
HOJE MACAU
“Tem estado fragmentada desde a
ligação à China mas a segunda ou a terceira geração de macaenses não falam a língua. Só falamos a língua do país que adoptámos. Conheço algumas palavras em chinês, e em português, e aprendi espanhol na escola, mas a minha herança cultural está aqui em Macau. Então, estou
Penso que o futuro é muito promissor para os macaenses, tanto em Macau como em Hong Kong
a perder alguma coisa. Conheço muitas pessoas da minha geração que querem fazer essa ligação. E uma das coisas importantes é a ligação que está a ser feita em todo o mundo através da Internet, com os meios de comunicação, vídeo-conferências. Por isso é que criei o
entrevista 3
hoje macau quarta-feira 27.11.2013
II Guerra Mundial” essas trocas de experiências e de como podem ser desenvolvidas. Há muitas oportunidades de negócio e também académicas.
PAPÉIS DE COUTINHO E RITA SANTOS As universidades locais, e o Governo, deveriam prestar mais atenção à comunidade e estão atrasados no estudo desta comunidade? Não os posso culpar por nada terem feito no passado, mas esta é a altura certa para começar a fazer alguma coisa. Francamente muitos macaenses não sabiam o que esperar, e só queriam ligar-se ao passado. Penso que agora é uma boa oportunidades e temos caminhos. Com a nova liderança na China, temos uma nova perspectiva para os macaenses de todo o mundo. Muitas coisas já deveriam e podiam ter sido feitas, mas é boa altura para começar.
A cultura de Macau é uma combinação entre compreender o passado e olhar para o futuro. É nisso que estou interessado O encontro das comunidades macaenses também é importante para ligar a comunidade? Miguel de Senna Fernandes falou da necessidade de uma maior consciência. Concordo. Esse é o primeiro passo: ter consciência de que se é macaense e também um membro da comunidade em termos globais. Não apenas de Macau. E uma das razões pelas quais venho ao território é para encorajar os macaenses daqui a ligarem-se mais aos que estão lá fora. Não temos muitos contactos com os macaenses de Macau.
FarEastCurrents.com, onde publico um estudo sobre quantos macaenses há no mundo. Hoje somos uma comunidade que tem substância. Mas acredita que esse estudo que realizou necessita de ser melhorado e até expandido?
Sim. Esta é apenas a ponta do iceberg. Há muitas coisas ligadas à comunidade macaense que precisam de ser exploradas. Trocas culturais, negócios. Estou em conversações com pessoas da Universidade de Macau e da Universidade de Hong Kong para criar
Disse que o futuro da comunidade é promissor. Depois de 2049, a comunidade vai manter a cultura, sem esquecer a presença da língua portuguesa? Há bons sinais para isso. Mas ainda estamos muito distantes, faltam três décadas. Espero que nessa altura possamos manter essas ligações. Daí dizer que o futuro é promissor. Como olha para o papel da comunidade em Macau nos dias de hoje,
em relação às diversas personalidades que aqui vivem. Têm um papel importante na China actual? Definitivamente sim. Especialmente os papeis de José Pereira Coutinho e Rita Santos, que nos dão esperança de que as ligações podem ser feitas e de que se pode ter uma maior consciência. Muitas vezes vão sentir que se podem ligar porque vêm uma ligação. Muitos dos macaenses das segundas e terceiras gerações não falam português. Como se pode ultrapassar isso? Essa é uma pergunta difícil, porque muitos macaenses compreendem algum português e estão a aprender umas palavras de chinês. Há muitos macaenses em Macau que falam inglês. É importante manter, ou pelo menos compreender, a língua e a cultura, e não encarar como sendo coisas separadas. A comunidade sabe que a cultura é comum, mas a língua torna-se algo secundário.
RIQUEZA NÃO CHEGA A TODOS Muitas das Casas de Macau espalhadas pelo mundo queixam-se que os jovens não se interessam pelas actividades. Como se pode aumentar esse interesse? Já escrevi e comuniquei com muitos presidentes, e também com José Pereira Coutinho, sobre esse assunto. Temos de os incorporar no processo de desenvolverem a sua própria cultura e ter acesso aos arquivos das suas famílias, às suas histórias. Muitos dos que pertencem às novas gerações querem saber de onde os pais vieram, e pedem aos pais para lhes contar histórias. Sentem essa necessidade. É uma ferramenta para os envolver neste processo. A chave é compreender a ligação, e quando isso acontece, envolvem-se nas actividades. Conheço muitos que quando compreenderam, começaram a participar. Sentem que não pertencem a nenhum lugar? Sim. E sinto o mesmo. Nasci em Hong Kong, os meus pais são de Macau, e fui para os Estados Unidos, e
Uma das razões pelas quais venho ao território é para encorajar os macaenses daqui a ligarem-se mais aos que estão lá fora. Não temos muitos contactos com os macaenses de Macau
sempre quis ligar-me à comunidade. Mas a questão esteve sempre lá: “de onde é que venho?” Não sabia quem eram as minhas pessoas. Hoje, Macau está muito ligada ao jogo... De momento, sim.
[Macau] Quer ser uma forma de entrada na China, mas está numa posição muito crítica. Tem a oportunidade de fazer isso, mas não sabe como fazer Acredita que isso pode significar uma perda da identidade cultural? Não acredito que seja culpa do jogo em si, mas sim da dependência do jogo por si só. Se uma economia está tão dependente do jogo, e não desenvolve outras indústrias... Existe uma ligação entre Macau, China e outras regiões que permite o desenvolvimento dessas indústrias, e que não estão ligadas ao jogo. Hong Kong é um bom exemplo disso. Deveriam usar parte das receitas do jogo para ajudar a desenvolver outras indústrias e outros contextos para a diáspora. Espero que o Governo se sinta encorajado a investir neste tipo de projectos e no seu próprio futuro. E não é o futuro da diáspora, mas o futuro de Macau que importa. Quer ser uma forma de entrada na China, mas está numa posição muito crítica. Tem a oportunidade de fazer isso, mas não sabe como fazer. Que tipos de investimentos poderiam ser feitos pelo Governo? É importante ajudar a desenvolver Macau internamente, tanto como externamente. Tive a oportunidade de ver a velha Macau, e as pessoas não estão propriamente a beneficiar da riqueza. É altura de partilhar mais. E o turismo cultural é uma área interessante, mas não é a única a desenvolver. A educação, por exemplo. Sei que o Governo quer contribuir com a educação, tenho falado com a Universidade de Macau e vou visitar o novo campus na Ilha da Montanha. Esse é o verdadeiro começo. Macau corre o risco de ser um sítio de muitas comunidades, que não entendem Macau como ela é? Sim. Há esse perigo, mas não conheço muito sobre as políticas de Macau sobre isso. Não é bom ter esse tipo de separação. Os laços podem ser artificiais, mas devemos ver como é que as barreiras podem ser quebradas.
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POLÍTICA
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JOGO COUTINHO SUGERE QUE OPERADORAS CONSTRUAM DORMITÓRIOS, CRECHES E PAGUEM IMPOSTOS APÓS 2020
Análise à indústria chega em 2015
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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M 2015 e 2016, o Governo vai dedicar-se a analisar o que pode mudar no sector do jogo em Macau. O anúncio foi feito por Francis Tam, quando o secretário se deslocou segunda e terça-feira à Assembleia Legislativa (AL), para apresentar as LAG para a Economia e Finanças. É a partir de 2020 que terminam as actuais concessões das operadoras de jogo e Chan Meng Kam foi um dos deputados que se mostrou preocupado sobre o futuro da indústria motor da economia da RAEM e frisou ser necessário mudar as políticas nesta área. “Quando acabarem as licenças vamos estudar o próximo passo do desenvolvimento do sector”, começou por dizer Francis Tam. “Vamos ouvir opiniões e vamos ver como poderemos elevar a diversidade de Macau e as diversas indústrias. As próprias exigências dos trabalhadores são outro ponto para analisarmos, quando forem feitas as próximas concessões.”
Francis Tam não deu mais pormenores, mas também José Pereira Coutinho quis saber mais sobre o que vai mudar no sector do jogo. O deputado questionou o secretário para a Economia e
Deputado acusa Governo de ter dados desadequados com a realidade
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Rendimentos – não foi deixada de lado. “As seis operadoras têm grandes lucros, mas será que têm responsabilidade social? Na revisão dos contratos, devia-se exigir o pagamento de impostos, a criação de dormitórios para os funcionários e creches.” Como resposta, o secretário disse apenas considerar que as empresas locais já assumem as responsabilidades sociais, mas que podem ser pedidas ainda mais que elas vão compreender. “Pode ser que elas queiram assumir essas responsabilidades em 2015 [de construir creches e dormitórios]. Precisaremos de mais opiniões da vossa parte, porque temos que ver que papel vai esta indústria desempenhar em Macau.” Sobre o jogo, duas outras vozes fizeram-se ainda ouvir. Enquanto Melinda Chan pediu que se fossem diminuindo os trabalhadores não-residentes nos casinos e se formasse mais locais, Angela Leong – número um da Sociedade de Jogos de Macau – disse ser muito difícil formar as pessoas de
Macau, por estas não terem muitas capacidades, e ser complicado que estas consigam lugares mais altos. O debate sobre jogo não ditou muitos pormenores sobre o que vai acontecer exactamente à indústria de jogo, mas uma coisa Francis Tam deixou garantida: a quota limite de 3% no crescimento das mesas de jogo anualmente foi apenas desenhada para o período actual. O secretário não referiu se esta limitação vai acabar depois das renovações das licenças de jogo, mas frisou por duas vezes que a limitação das mesas “é para agora”. No final do debate no plenário, contudo, o secretário ainda acrescentou que uma das medidas para que haja mais diversidade na indústria de jogo pode ser a exigência de mais actividades extra-jogo para que as empresas consigam mais mesas de jogo. “Quem quer ter mais mesas de jogo, tem de elevar a sua diversidade. Pode ser feita uma medida, no sentido de obrigar a que desempenhem outras actividades para terem mais mesas de jogo.”
SUBSÍDIOS PARA TRABALHADORES DO JOGO
AU Veng Seng chamou ontem a atenção de Francis Tam sobre a inexactidão dos dados por vezes apresentados pelo Governo. O deputado falava na apresentação das Linhas de Acção Governativa para o próximo ano da tutela da Economia e Finanças e disse ao secretário que “há falta de igualdade perante os dados dos Censos e a realidade de Macau”. Lau Veng Seng instou o Executivo a verificar o problema e a ter informações mais exactas nos estudos que leva a cabo, frisando que o problema se vê mais na área da saúde e habitação. Recorde-se que, recentemente, o Governo apresentou dados que mostravam que 80% da população tinha casa própria – algo que levou os deputados a desconfiar – e, esta semana, ficou a saber-se que o Governo fez as contas com base nas famílias e não nos indivíduos. Em resposta a Lau Veng Seng, Francis Tam limitou-se a dizer que concorda com a opinião sobre os censos e que “vai utilizar melhor esses dados”. - J.F.
Finanças sobre eventuais mudanças nos contratos de renovação. A questão dos impostos – recorde-se que as empresas de jogo estão isentas do pagamento do Imposto Complementar de
Depois de, na segunda-feira, Francis Tam ter referido que a Lei das Relações Laborais vai ser revista em 2014, Pereira Coutinho questionou ainda o secretário sobre uma questão que considera injusta, relacionado com a indústria do jogo. “Será que podemos ter um conteúdo mais justo, tendo em conta que os trabalhadores dos casinos são os únicos que não têm subsídios de turno?” Francis Tam assumiu que é verdade que “quem trabalha por turnos nocturnos previstos no contrato de trabalho não tem direito ao subsídio”, mas disse apenas que iria ouvir opiniões sobre a possibilidade de modificar a lei neste sentido.
DEFICIENTES FRANCIS TAM ASSEGURA QUE HÁ MAIS EMPRESAS A RECRUTAR
Melinda pede mais terapeutas A
PESAR de se ter demonstrado contra a importação de trabalhadores não-residentes (TNR), Melinda Chan pediu ontem que fosse aberta uma excepção para profissionais de terapias para deficientes. A deputada pediu que se diferenciassem técnicos e não-técnicos entre os TNR, de forma a que fosse possível dar assistência a crianças que precisam de terapeutas. “Não há profissionais para isso e, daí, têm de ser de fora de Macau, mas não há quotas suficientes, por isso é difícil de recrutar.” Francis Tam disse apenas
TIAGO ALCÂNTARA
JOANA FREITAS
TIAGO ALCÂNTARA
As licenças de jogo começam a expirar a partir de 2020 e Francis Tam já disse que 2015 e 2016 serão anos cruciais para analisar o que pode mudar na indústria motor de Macau. Para já o secretário só quer ouvir opiniões e Pereira Coutinho já deu a sua: as operadoras devem construir dormitórios e creches e pagar os impostos de que estão isentas actualmente
que seria analisado o que poderia ser feito para que haja mais terapeutas e optou por apresentar dados sobre a contratação de deficientes, assunto também puxado a debate. “Em 2012, havia 210 deficientes a trabalhar e o recrutamento tem aumentado desde 2006. [Nesse ano], 56 empresas contrataram 180 portadores de deficiência e, desde aí, nem todas, mas muitas empresas estão a contratar.” Francis Tam acrescentou ainda que, actualmente, as empresas que contratam deficientes não recebem quaisquer benefícios. - J.F.
política 5
hoje macau quarta-feira 27.11.2013
PME FRANCIS TAM PROMETE ACELERAR PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS
Cartas na manga para todas as situações O secretário para a Economia e Finanças prometeu ontem na AL que irá melhorar os mecanismos que permite maior apoio às PME. No entanto, uma ajuda de cariz monetário “depende das necessidades” das empresas
FONG CHI KEONG CONTRA TUDO E CONTRA TODOS Fong Chi Keong foi ontem, mais uma vez, uma voz destoante de todas as outras no plenário. O deputado – nomeado pelo Governo – diz não perceber porque é que o Governo dá tanta importância às pequenas e médias empresas de Macau. “Porque é que continua um tão grande apoio às PME, anos e anos depois? Todos só querem beneficiar do apoio do Governo.” Francis Tam respondeu apenas que o Governo vai continuar a apoiar as PME, numa medida que chega para cumprir o objectivo de diversificar a economia. “Se o senhor Fong acha que não existe problema em termos uma indústria apenas, nós achamos que no futuro pode vir a haver, daí que consideramos que devemos diversificar a indústria, para enfrentar eventuais crises económicas. Devemos ponderar a longo-prazo uma maior diversidade. É mais seguro. Mas Fong Chi Keong não se ficou por aqui e mostrou-se contra a intenção do Governo em promover os produtos ‘made in Macau’, inseridos na marca Macau Ideas. “Tenho pena do senhor secretário, que tem de se deslocar [a países e regiões] para apresentar produtos de Macau. Quantos produtos é que podemos divulgar? Tem tanto orgulho na Macau Ideas não sei porquê. Não temos quase produtos de Macau.” O secretário não baixou a guarda e disse apenas que “não fazia mal termos poucos produtos”, porque o importante era oferecer às PME a oportunidade de divulgar produtos feitos no território. “Continuaremos sempre a fazer isso.”
JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
O
apoio às pequenas e médias empresas de Macau foi um dos temas quentes no debate com o secretário para a Economia e Finanças. Francis Tam foi à Assembleia Legislativa (AL) apresentar as LAG da sua tutela para o próximo ano e ouviu criticas da maioria dos deputados sobre o que consideram ser falta de apoio às PME do território. O secretário disse concordar que cabe ao Governo fornecer
apoio às empresas e deixou no ar uma possibilidade há muito pedida pelos membros do hemiciclo. “Acelerar os procedimentos administrativos é um
dever e comprometemo-nos que, na nossa tutela, vamos estudar mais possibilidades de aperfeiçoamento desse procedimento administrativo.”
Os procedimentos administrativos referidos ontem no plenário dizem respeito, por exemplo, à emissão de licenças para a abertura de espaços de negócios. Chan Chan Mo diz que um ano é o mínimo do tempo que os serviços do Governo estão agora a precisar para emitir licenças. No âmbito dos apoios às PME, Francis Tam deixou nas LAG a promessa de que iria ajudar no seu desenvolvimento, com especial enfoque na elevação da competitividade. O secretário tem ainda na manga planos de apoio e de
SALÁRIO MÍNIMO FRANCIS TAM DIZ QUE RESTANTES PROFISSÕES VÃO TER DE ESPERAR
Cada coisa a seu tempo, se faz favor N ÃO vai ser para breve a implementação de um salário mínimo para as profissões que não se incluam na área de segurança de edifícios e limpeza. De acordo com Francis Tam, secretário para a Economia e Finanças, é preciso experiência antes de se avançar com a legislação para todas as profissões. Em resposta a Ng Kuok Cheong, Francis Tam assegurou que no próximo ano iria entrar em processo legislativo a lei de implementação do salário mínimo para as áreas agora estudadas, mas diz não haver datas para que este diploma abranja mais profissões. “Esta é uma discussão de há anos. A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais está a
analisar as opiniões da consulta pública e esperamos, no final de Dezembro, publicar [o texto] e, no próximo ano começar com o procedimento legislativo”, começou por responder ao deputado da bancada democrata. “Mas são apenas os dois sectores [segurança e limpeza] que vão ser legislados, porque dentro do CPCS achou-se que é possível implementar o salário mínimo passo-a-passo em Macau.” O secretário diz que Macau “tem um singularidade” que lhe permite isto e dá como justificação o facto de 99% das empresas do território serem pequenas e médias - o que, de acordo com o que tem vindo a ser dito, pode levar a que estas tenham de suportar custos
muito altos. “Por isso, é de fácil aceitação que se comece com estes dois sectores.” Para Francis Tam, acima de tudo está o impacto que a implementação de um salário como este possa ter na sociedade. “O
que nos preocupa é a legislação para todos. Precisamos primeiro de mais experiência, de ver o impacto que um salário mínimo tem nestes sectores e nas PME e depois, passo-a-passo, podemos recolher opiniões e, passo-a-passo, pensar noutros sectores.” A implementação de um salário mínimo está a ser pensada mais a sério desde 2011, altura em que o Governo encomendou um estudo à Universidade de Macau sobre a necessidade de se introduzir ou não este esquema. Entre diversos estudos, reuniões do CPCS e recolha de opiniões, o salário mínimo para os trabalhadores da área da segurança de prédios e limpeza deverá ficar fixado abaixo das 30 patacas por hora. - J.F.
garantia de créditos, políticas sobre bonificação de juros de créditos e incentivos fiscais e ainda a tentativa de aceleração do processo de apreciação dos pedidos apresentados pelas PME relativamente à contratação de trabalhadores não residentes, um tema que não agrada muito aos deputados. Actualmente, o apoio às PME está nas 600 mil patacas, mas Francis Tam diz que subidas neste apoio dependem muito da situação. “Se o apoio vai subir? Depende. Temos de estar atentos e ver as necessidades das empresas.”
GIF pode vir a ter estrutura permanente
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OI Leonel Alves quem quis saber se há intenção do Governo em transformar o Gabinete de Informação Financeira (GIF) numa estrutura autónoma e Francis Tam afirmou que pode haver essa hipótese. O secretário para a Economia e Finanças, que ontem esteve na Assembleia Legislativa para apresentar as LAG para a sua tutela, afirmou no plenário que o Governo chegou a ponderar “diferentes possibilidades” para este gabinete, mas que “em 2014 haverá uma posição clara, que será divulgada” oportunamente. Ainda assim, frisou, “já foi iniciado um projecto para que tenha carácter permanente”. Leonel Alves questionou o secretário sobre o assunto, chamando a atenção para o facto de que o GIF foi criado em 2006 como uma estrutura provisória, tendo sido o ano passado prorrogado o prazo de funcionamento até 2015. “Este gabinete tem um impacto muito importante [em Macau], por isso a estrutura autónoma deste gabinete tem de ser garantido e ajuda à sua credibilização.” A resposta deverá chegar no próximo ano. - J.F.
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hoje macau quarta-feira 27.11.2013
DOMÉSTICAS AGÊNCIAS DE RECRUTAMENTO QUEIXAM-SE DE “MAU NEGÓCIO”
Sector aponta o dedo ao monopólio chinês CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
No passado domingo, o Governo emitiu um comunicado onde afirma que “a Administração tem tolerância zero quanto à ocupação de terrenos já revertidos”. Mas o deputado Mak Soi Kun disse à TDM que grande parte das terras estão ocupadas com grandes máquinas do sector da construção, porque não há outros locais para as colocar. Por isso, o deputado pede que o Governo crie mais espaços temporários para a área da construção civil, por forma a combater a ocupação ilegal dos terrenos que já estão na posse do Executivo.
SJM disponibiliza autocarros para idosos
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Os espaços de ‘slot-machines’ nos bairros residenciais tinham o seu último dia de abertura ontem. Contudo, ainda assim junto do Canídromo havia autocarros para os idosos poderem jogar nos casinos mais próximos. Ao canal chinês da Rádio Macau, alguns idosos admitiram que usaram o serviço de autocarro gratuito para irem jogar no Ponte 16. A associação de moradores do Fai Chi Kei espera que o Governo possa criar mais centros comunitários nos bairros para que os idosos possam ocupar os tempos livres.
Susana Chou refere influência negativa do ‘smartphone’
SECRETÁRIO DEFENDE QUE DUAS AGÊNCIAS SÃO SUFICIENTES Francis Tam considera, contudo, que estas duas agências são suficientes para a importação inicial destas 300 empregadas. Respondendo aos deputados no dia em que apresentou as LAG para a sua tutela, o secretário para a Economia e Finanças não descartou que, no futuro, as agências locais possam trabalhar com estas trabalhadoras, mas deixa o alerta. “É mais fácil para as agências do continente, porque estando TIAGO ALCÂNTARA
S 300 vagas para empregadas domésticas que o Governo Central autorizou levou a que 40 trabalhadores de agências de emprego convocassem, ontem, uma conferência de imprensa para pedir a participação no negócio. Apenas duas agências de recrutamento do continente vão ter permissão para negociar os serviços prestados pelas empregadas domésticas para Macau, o que deixa as empresas de recrutamento locais insatisfeitas. Ao Ieong Kuong Kao, presidente da Associação da Agência de Trabalhador Estrangeiro de Macau (AATEM), considera que a política do Governo não é “racional”. Em seu entender, as agências locais também podem participar no processo de importação das empregadas domésticas que vêm da China continental. Além disso, no sector, também se reflecte o fraco ambiente de negócio. O presidente da AATEM diz que para além das empresas chinesas terem o monopólio, o mercado das empregadas domésticas estrangeiras abriu um precedente que gerou o “caos”. O responsável acrescentou que “algumas empregadas domésticas do sudeste asiático procuram trabalho em Macau através de um visto de turismo, apresentado por uma agência ilegal” ou “pedem o despedimento ao patrão para arranjarem emprego noutro sector”. Actualmente, Macau tem 22 empresas chinesas de recrutamento de trabalhadores do continente para outras áreas. AAATEM lembrou que na RAEM existem 84 agências de emprego para arranjar emprego a 20 mil estrangeiros e algumas agências têm que fazer outro tipo de negócios.
Mak Soi Kun quer terras para sector da construção
lá conhecem melhor a situação do terreno. Nós temos tido contacto com o interior da China para saber como fazer a importação através do Ministério do Comércio chinês, onde essas agências estão inscritas. Por isso, elas sabem o desenvolvimento de ambas as partes [China e Macau], pelo que concordo com o Ministério do Comércio de que esta importação seja feita através destas duas agências.” - J.F.
No post mais recente no seu blogue, Susana Chou, antiga presidente da Assembleia Legislativa (AL), entende que são intermináveis as más influências do telefone inteligente. “Quando vi uma foto da família de Obama, quatro pessoas estavam a olhar para o telefone enquanto assistiam a uma actividade. Acho que um governante do país não pode dar este mau exemplo para o população porque isto é uma falta de respeito.” Chou recordou que também lhe tiraram uma foto a usar um ‘smartphone’ numa reunião na Assembleia Popular Nacional, em Pequim. “Estava a responder a um e-mail muito urgente. Quando vi a minha foto na Internet, senti-me muito envergonha e inquieta. Desde esse momento, nunca mais utilizei a tecnologia sempre que assisto a reuniões. Mesmo que a reunião esteja a ser muito aborrecida, não uso.”
Macau alarga pontos de acesso a serviço gratuito de Internet sem fios
O serviço gratuito de Internet de banda larga sem fios de Macau, fruto de um investimento do Executivo, vai ser alargado, contando, a partir de domingo, com um total de 147 pontos de acesso, foi ontem anunciado. De acordo com a Direção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações (DSRT), o “WiFi GO” vai estender-se a 15 novos pontos de acesso, a partir do próximo dia 1. Lançada em setembro de 2010, a rede entrou em funcionamento com uma cobertura inicial de 34 locais. Segundo dados do órgão regulador de telecomunicações registaram-se, até outubro, mais de 8,8 milhões de acessos à Internet através da plataforma do “WiFi GO”.
SOCIEDADE
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PATRIMÓNIO ESTUDO DE FRANCISCO VIZEU PINHEIRO DIVULGADO HOJE
Nos edifícios lusos só a fachada conta O arquitecto conclui dentro de meses uma análise que revela uma tendência crescente das políticas do Governo que optam por manter apenas a fachada dos edifícios de raiz portuguesa, enquanto que os de origem chinesa são totalmente restaurados
Instituto Mateus Ricci. Apesar do trabalho ser apenas da autoria de Vizeu Pinheiro, será ainda apresentado pelo docente e arquitecto Diogo Teixeira. Segue-se depois a entrega das conclusões finais ao Instituto Cultural (IC). Vizeu Pinheiro acredita numa mudança no sentido de que mais edifícios portugueses possam ser recuperados na totalidade. “Tenho esperança no bom senso e apreço que o doutor Ung Vai Meng (director do IC) tem pela cultura portuguesa.” “Não devo julgar, mas quem está no IC aplica a tradição chinesa no património que é chinês (manter o tradicional) e quanto ao restante património aplica os conceitos tradicionais (de manter a fachada). Não são alguns casos, são muitíssimos.”
ANDREIA SOFIA SILVA
PADRÕES “TÊM DE SER CRIADOS”
andreia.silva@hojemacau.com.mo
V
AI ser hoje divulgado, no Instituto Mateus Ricci, um estudo do arquitecto português Francisco Vizeu Pinheiro sobre os critérios de preservação dos edifícios de matriz ocidental, portuguesa e chinesa. O tra-
balho de análise, que está a ser desenvolvido há cerca de quatro ou cinco anos, mostra que “há padrões diferentes para o património de origem portuguesa e de origem chinesa”, situação verificada “num número significativo
de edifícios”, disse Vizeu Pinheiro ao HM. “Notou-se que a decisão do processo (de preservação) é decidida caso a caso e que o critério não é uniforme. Existe uma tendência forte para que se mantenha só a fachada nos
edifícios de carácter ocidental e que os outros edifícios com uma tradição mais chinesa sejam preservados mais integralmente.” Estas são algumas das conclusões que serão hoje divulgadas num seminário do
O estudo abrange uma lista de 50 edifícios situados em zonas protegidas ou com classificação histórica, sendo que nenhum deles é um monumento. Vizeu Pinheiro conta que muitos dos edifícios portugueses que constavam nos documentos de
consulta pública, aquando da discussão da lei de salvaguarda do património, já foram demolidos. Se por um lado há projectos de recuperação total de edifícios, como é o caso da Casa do Mandarim, ou do Pátio das Seis Casas, há também casos de edifícios portugueses que não tiveram a mesma sorte, recorda o arquitecto. Caso da escola Sir Robert Ho Tung, que deu lugar ao pavilhão polidesportivo do Tap Seac, ou da desclassificação histórica da Escola Portuguesa de Macau. “Também proponho que as casas de estilo português que estão no Largo do Lilau, abandonadas, e que pertencem ao IC, sejam preservadas”, diz Vizeu Pinheiro, que desconhece se o Governo tem algum projecto concreto nesse sentido. “Sabemos que o IC é muito famoso por divulgar estes projectos e as consultas que faz”, ironiza. “Este estudo tem um apelo para que haja um critério idêntico em preservar as fachadas e o seu interior. Estes padrões têm de ser criados porque Macau resulta desta presença das fachadas portuguesas e de manter a tradição interior e exterior dos edifícios.”
CIDADANIA MUST REALIZOU INQUÉRITO SOBRE CONSCIÊNCIA E SUPERSTIÇÃO
CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) lançou ontem os resultados de um estudo sobre superstições e consciência científica dos cidadãos. Realizado entre Maio e Junho, este estudo é o primeiro feito a residentes que aborda este tipo de temas. Com financiamento do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia, o estudo teve como base a realização de 1200 inquéritos. Uma das conclusões é que 87,6% das pessoas prefere recorrer a um médico ocidental quando tem um problema de saúde, enquanto que 74,4% escolhe a medicina tradicional chinesa. Mais de um terço dos entrevistados acredita em
três formas de superstição, como a adivinha e a astrologia, sendo que 10% acredita na análise dos sonhos. Apenas 8% das pessoas rezam, e 34,6% dos residentes conseguem compreender a relação entre ciência e sociedade e terem ideias ligadas à superstição. Em 2010, essa característica notava-se em 64,9% da população do continente, pelo que, no geral, considera-se que “os residentes da RAEM têm um elevado nível de superstição”. 49,2% dos entrevistados pensam que a ciência e a tecnologia não conseguem resolver todos os problemas, sendo que 27,5% pensam que, se dependermos totalmente da ciência, ignoramos a nossa fé. 60,2% dos entrevistados consideram que a ciência tem mais vantagens do que desvantagens, enquanto que 64,4% dos residentes
TIAGO ALCÂNTARA
Grande maioria opta pela medicina ocidental inquiridos pretendem respeitar as regras da natureza. Os meios mais procurados para obter conhecimentos científicos são a televisão e os jornais, ocupando 73,1% e 71,5%, respectivamente. 47,8% das pessoas preferem consultar a Internet. Contudo, apenas 55,4% das pessoas acreditam no que lêem nos jornais, e 22,8% vai depois confirmar o que leu ou viu na Internet. Durante este ano, 34,1% dos residentes inquiridos estiveram presentes nas palestras de ciência e tecnologia, enquanto que apenas 18,3% participaram realmente nos encontros. Mas menos de 10% fazem formação nesta área. 22,9% não sabem onde existem museus de arte ou galerias, e 37,2% não sabem onde ficam os laboratórios de análise cientifica nas universidades.
CHINA
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hoje macau quarta-feira 27.11.2013
LI KEQIANG PUBLICA ARTIGO EM AGÊNCIAS ESTATAIS DE PAÍSES EUROPEUS
Amigos para todo o sempre O
primeiro-ministro chinês Li Keqiang assinou esta segunda-feira um artigo de opinião que viria a ser publicado nos órgãos de comunicação estatais dos países da Europa Central e Oriental com o título Cumprimentos que Atravessam Milhares de Quilómetros, na Véspera do 2º Encontro com os Líderes da Europa Central e Oriental, noticia a rádio China. O texto assinala que apesar da distância, a China e as nações europeias do Centro e do Oriente estão interligadas. Foram estes países que reconheceram primeiramente a Nova China quando ela foi fundada há 60 anos, inaugurando uma nova página na cooperação amistosa, lembrou o líder chinês. Seja nos momentos de catástrofes naturais, seja enfrentando as dificuldades económicas, a China e estas nações não pouparam esforços para se ajudar mutuamente. A amizade está gravada eternamente no coração dos povos, frisou Li Keqiang. No século XXI, as reformas na China entraram numa nova etapa, e a
transformação do modelo económico tem conseguido resultados positivos, permitindo que as relações recíprocas ganhem novo vigor num outro contexto, acrescenta o texto. PUB
AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL 1.
2.
3.
Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, encontra-se terminado, e, que de acordo com o artigo 3.º da Lei n.º 8/91/M, de 29 de Julho, conjugado com os artigos 2.º e 4.º da Portaria n.º 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um período de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que deverão os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: - Avenida de Artur Tamagnini Barbosa, n.º 422, Rua Va Tai, n.º 3, Rua Dois do Bairro Va Tai, n.ºs 3 a 15 e Rua Três do Bairro Va Tai, n.ºs 10 a 16, em Macau, (Edifício Wa Fu Lau); - Rua Va Tai, n.º 6, Istmo de Ferreira do Amaral, n.ºs 127 a 131, Rua Dois do Bairro Va Tai, n.ºs 17 a 37 e Rua Três do Bairro Va Tai, n.ºs 18 a 38, em Macau, (Ediício Wa Keong Lau); - Rua Um do Bairro Va Tai, n.ºs 17 a 31, Rua Dois do Bairro Va Tai, n.ºs 22 a 40, Rua Va Tai, n.ºs 4 a 4A e Istmo de Ferreira do Amaral, n.ºs 121 a 125, em Macau, (Edifício Wa On Lau); - Avenida de Artur Tamagnini Barbosa, n.ºs 394 a 402, Rua Dois do Bairro Va Tai, n.ºs 2 a 20, Rua Um do Bairro Va Tai, n.ºs 1 a 15 e Rua Va Tai, n.ºs 1B a 1C, em Macau, (Edifício Wa Hong Lau); - Rua Marginal do Canal das Hortas, n.ºs 58 a 90, Avenida de Artur Tamagnini Barbosa, n.ºs 364 a 378, Rua Um do Bairro Va Tai, n.ºs 6 a 42 e Rua Va Tai, n.ºs 1 a 1AD, em Macau, (Edifício Ling Nam); - Istmo de Ferreira do Amaral, nºs 113 a 119, Rua Marginal do Canal das Hortas, n.ºs 18 a 44, Rua Va Tai, n.ºs 2 a 2D e Rua Um do Bairro Va Tai, n.ºs 54 a 98, em Macau, (Edifício San Nam); - Istmo de Ferreira do Amaral, n.ºs 66 a 72 e Estrada dos Cavaleiros, n.ºs 73 a 99, em Macau, (Edifício Kong Nam); - Avenida do Almirante Lacerda, n.ºs 129H a 129HA, em Macau, (Edifício Hon Kuan); - Estrada dos Cavaleiros, n.ºs 1 a 19, em Macau, (Edifício Iao Wa). Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam ao Núcleo da Contribuição Predial e Renda, situado no résdo-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento Taipa, para levantamento da guia de pagamento M/B, destinada ao respectivo pagamento nas Recebedorias dos referidos locais. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, proceder-se-á à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6.º da Portaria acima mencionada. Aos, 9 de Outubro de 2013. A Directora dos Serviços de Finanças, Vitória da Conceição
Li Keqiang recordou que o comércio entre a China e o bloco europeu movimentou cerca de 400 mil milhões de patacas em 2012. A China assinou acordos de troca de moeda com a Hungria e com
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China Mobile, a maior operadora do mundo em número de clientes, vai disponibilizar serviços de rede de quarta geração (4G) a 18 de Dezembro. O lançamento da nova tecnologia coincide no tempo com o lançamento pela Apple, e depois de meses de negociações, do seu último modelo do iPhone compatível com a tecnologia. A China Mobile tem cerca de 700 milhões de clientes e será a primeira operadora chinesa a oferecer o novo sistema de comunicações que será comercializado sob a marca “he” que significa harmonia em mandarim. Citado pela Xinhua, o presidente da China Mobile, Li Yue, disse prever uma grande procura de telefones que disponibilizem a tecnologia 4G a baixo custo, os quais estarão no mercado na segunda metade de 2014, segundo aquele responsável.
a Albânia para facilitar às empresas locais o financiamento e a liquidação de contas. Foram também alcançados êxitos nos intercâmbios entre a China e a Roménia no cultivo e na criação de sementes de plantação agrícola. A ponte que cruza o rio Danúbio de Belgrado, Sérvia, tornou-se um símbolo da amizade dos dois países. O valor comercial entre a China e o bloco representa apenas um décimo do valor total sino-europeu, deixando um grande espaço para futuras cooperações, recordou o primeiro-ministro chinês. Actualmente, a China está a planear estabelecer uma confederação turística conjunta com os 16 países que compõem as regiões centro e leste da Europa, para promover o turismo das nações envolvidas. Li Keqiang reforçou o apoio chinês ao processo de integração europeia. A China apoia a participação dos países da Europa Central e Oriental na União Europeia e acredita que a cooperação com estas nações favorecerá o desenvolvimento equilibrado e sustentável do relacionamento sino-europeu, finalizou.
Quatro mortos em acidente com comboio de alta velocidade
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M comboio chinês de alta velocidade matou quatro funcionários dos serviços de manutenção das linhas depois de uma falha de comunicação, revelou ontem a imprensa estatal naquele que é o mais recente acidente dos caminhos-de-ferro do país. O comboio D28 estava adiantado cerca de 11 minutos quando atingiu cinco funcionários dos serviços de manutenção das linhas quando, supostamente, estes deveriam estar em tempo de descanso, revelou o 21st Century Business Herald, citado pela AFP. Quatro dos trabalhadores, todos eles com menos de 30 anos e
dois deles recentemente licenciados, morreram e um quinto ficou ferido, refere a publicação que cita uma circular interna da empresa de comboios. As linhas de alta velocidade da China são as mais extensas do mundo e são vistas por Pequim como um símbolo do desenvolvimento do país. O acidente aconteceu na sexta-feira entre Taian e Panjin Norte, na província de Liaoning e é o mais recente conhecido envolvendo comboios de alta velocidade na China. O mais grave aconteceu em Julho de 2011, na província de Zheijiang, quando um choque entre duas composições provocou a morte de, pelo menos, 40 pessoas.
CHINA MOBILE LANÇA SERVIÇO 4G A 18 DE DEZEMBRO
Uma nova “harmonia” Os subscritores da China Mobile em Pequim, Cantão e Chongqing serão os primeiros a poder aceder à tecnologia 4G e poderão ter o novo serviço sem alterar
os números que possuem actualmente. No final de Outubro, segundo os dados oficiais, a China tinha 1.220 milhões de utilizadores de telefo-
nes móveis, dos quais 817 milhões já subscreviam serviços de Internet através do telefone e 282 milhões eram utilizadores da tecnologia 3G.
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hoje macau quarta-feira 27.11.2013
COMPANHIAS AÉREAS DO JAPÃO ACEITAM ZONA DE CONTROLO CHINÊS
Em nome da segurança C OMPANHIAS japonesas de aviação anunciaram ontem que vão seguir as regras impostas pela China na Zona de Controlo Aéreo estabelecida por Pequim no Mar da China Oriental apesar de Tóquio defender que as medidas devem ser ignoradas. A China estabeleceu, no sábado, uma zona de controlo aéreo que inclui as ilhas Diaoyu, formalmente administradas pelo Japão, mas que a Pequim reclama como parte do seu território. Agora, apesar das autoridades japonesas terem indicado que as regras da China na zona devem ser ignoradas, a All Nippon Airways (ANA) revelou que desde domingo tem apresentado os planos de voo às autoridades chinesas sempre que cruza a zona definida pelas autoridades de Pequim, procedimento que é também seguido pela Peach Aviation, filial da ANA. “Tomámos medidas de acordo com as normas internacionais”, disse um porta-voz da ANA ao salientar que a “segurança é prioridade” da empresa e que há que “evitar qualquer possibilidade” de um cenário negativo.
Por sua vez, o ministro dos Transportes japonês, Akihiro Ota, insistiu que a decisão chinesa “não era válida” e exortou as companhias aéreas a ignorar as exigências de Pequim. A revelação da ANA e da sua filial surge depois da Japan Airlines que já estará a seguir as orientações chinesas na zona que obriga os aviões a seguirem as orientações das autoridades de Pequim.
Na segunda-feira, as autoridades japonesas chamaram o embaixador chinês no Japão exigindo que Pequim abandonasse a ideia de uma zona de controlo, o que foi rejeitado pelo embaixador. A zona estabelecida por Pequim inclui ainda águas internacionais que são também reclamadas por Taiwan e pela Coreia do Sul, que também já manifestaram desagrado face à decisão chinesa.
Abençoada pelos deuses A lançamento “Longa Marcha 3B” estão já na cidade de Xichang, na província de Sichuan, centro do país, estando o lançamento previsto para os primeiros 10 dias de Dezembro.
A sonda, que está equipada com um dispositivo de aterragem e um robô de exploração lunar faz parte da segunda fase do programa chinês de exploração do satélite terrestre.
O programa inclui a circulação na órbita da Lua, aterragem e regresso à Terra. A primeira missão lunar da China aconteceu em Outubro de 2007 e a segunda no mesmo mês, mas no ano 2010. Em ambos os casos, as sondas orbitaram vários meses em volta da Lua recolhendo imagens e informação antes de caírem no solo lunar como previsto no programa. A China denomina o seu programa lunar de “Chang E” em honra de uma deusa com esse nome que habitava na Lua.
Nove detidos após explosão de oleoduto que provocou a morte a 55 pessoas
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polícia chinesa deteve nove pessoas alegadamente responsáveis pela explosão de oleoduto na cidade costeira de Qingdao, este do país, que provocou a morte a 55 pessoas, nove desaparecidos e cerca de 145 feridos. De acordo com o diário “South China Morning Post”, que se publica
Coreia do Norte Recusado pedido do Sul para libertar alegado espião
A Coreia do Norte recusou aceitar um pedido formal escrito da Coreia do Sul para a libertação de um cidadão do sul da península detido por alegada espionagem pelas autoridades de Pyongyang. O Ministério da Unificação de Seul explicou que foram encetadas várias tentativas de entregar a carta às autoridades da Coreia do Norte em que se faz um apelo à rápida libertação do alegado espião e se solicita a confirmação da sua identidade. A Coreia do Norte anunciou no início de Novembro a detenção do alegado espião, mas recusou fornecer a sua identidade. No entanto, recentemente um activista cristão da Coreia do Sul identificou o alegado espião como sendo Kim Jeong-Wook, de 50 anos, um evangelista Baptista que terá fornecido abrigo e alimentos a refugiados da Coreia do Norte que se escondiam na China. Kim Jeong-Wook terá entrado na Coreia do Norte para localizar alguns refugiados repatriados pela China.
Tailândia Ruas de Banguecoque ‘acordaram’ com mais polícias
PEQUIM LANÇA TERCEIRA MISSÃO LUNAR NO INÍCIO DE DEZEMBRO
China vai lançar a sua terceira missão lunar não tripulada, denominada “Chang E III”, no início de Dezembro, anunciou o porta-voz da Administração Estatal para a Ciência, Tecnologia e Indústria da Defesa Nacional, Wu Zhijian. Se o lançamento decorrer com êxito, a sonda chinesa aterrará na Lua em meados de Dezembro, acrescentou o mesmo responsável ao salientar que será a primeira vez que um veículo espacial da China aterrará numa superfície celeste fora da Terra. A sonda e o foguete de
REGIÃO
em Hong Kong, sete das nove pessoas detidas estão ligadas à Sinopec, a companhia proprietária do oleoduto e a maior empresa petrolífera da China. Os outros dois detidos estão vinculados à zona de desenvolvimento económico de Qingdao onde ocorreu a catástrofe. O Governo municipal de Qingdao revelou também ontem as
detenções na sua conta do Weibo, o Twitter chinês, mas não identificou os detidos. Uma investigação preliminar do Conselho de Estado considerou que a explosão aconteceu por erro humano e citou como possíveis causas uma “errada planificação urbana, uma manutenção deficiente do oleoduto e uma resposta inadequada”.
As ruas do centro de Banguecoque ‘acordaram’ ontem com a presença de mais elementos da polícia e efectivos das forças de segurança face aos protestos “pacíficos” que pretendem derrubar o Governo de Yingluck Shinawatra. A primeira-ministra, que na segunda-feira anunciou a aplicação da Lei de Segurança Interna em Banguecoque, assegurou que as forças de segurança irão fazer cumprir a lei, mas “sem utilizar a força” e respeitando padrões internacionais. Na sua mensagem emitida pela televisão local, Yingluck Shinawatra salientou que os protestos passaram de “pacíficos” à ocupação de edifícios públicos, destruindo portas e cortando o fornecimento de energia e água em vários departamentos do Governo.
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HM - 2ª vez - 27.11.2013
ANÚNCIO
EXECUÇÃO ORDINÁRIA
CV1-12-0030-CEO
1º Juízo Cível
-----EXEQUENTE: MELCO CROWN (MACAU), S.A., com sede em Macau na Avª Dr. Mário Soares, nº 25, Edf. Montepio, 1º andar Comp. 13.----------------------------EXECUTADOS: 1. GAN JINPING, solteiro, de nacionalidade chinesa, titular do Salvo-Conduto de deslocação de Hong Kong para Macau n.º W34xx87xx, com última residência conhecida na China Província de Hubei, no Escritório de Fushan, ora ausente em parte incerta.------------------------------------------------- 2. WONG PUI FONG, divorciada, de nacionalidade chinesa, titular do BIR n.º 12xx7xx(0), residente em Macau, Taipa, na Rua de Évora n.º 455, Edifício Lai Chun Hin, 17.º andar B.-----FAZ-SE SABER que nos autos supra referenciados, pendentes no 1º Juízo Cível deste Tribunal, foi decretada a venda por meio de propostas em carta fechada, do seguinte:-Imóvel -----Denominação da fracção autónoma: “B17” do 17º andar “B”.---------------------Situação: na Taipa, Rua de Évora, n.ºs 435-475 e Avenida Dr. Sun Yat Sen n.ºs 191-227. -----Fim: Habitação.------------------------------------------------------------------------------------Número de matriz: 40822.------------------------------------------------------------------------Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: N.º 22803 de fls. 120 do Livro B110K.---------------------------------------------------------------------------------------O valor base da venda é de : Sete Milhões, Setecentas e Vinte e Cinco Mil Patacas (MOP7.725.000,00).----------------------------------------------------------------------------São convidados todos os interessados na compra daquele bem a entregarem na Secretaria deste Tribunal as suas propostas até ao dia 11 de Dezembro de 2013, pelas 14:30 horas, devendo o envelope da proposta conter a indicação “Proposta em Carta Fechada”, bem como o número do respectivo processo.----------------------------------------A abertura das propostas realizar-se-á neste Tribunal na data e hora acima mencionadas, podendo os proponentes assistir ao acto.----------------------------------------É fiel depositária do imóvel a Sra. Jolly, Kylie Stewart, com domicílio profissional em Macau na Avª Dr. Mário Soares, nº 25, Edf. Montepio, 1º andar Comp. 13, que está obrigado, durante o prazo dos editais e anúncios, a mostrar o bem a quem pretenda examiná-lo, podendo fixar as horas em que, durante o dia, facultará a inspecção.--------Quaisquer titulares de direito de preferência na alienação dos bens supra referidos, podem, querendo, exercerem o seu direito no próprio acto da abertura das propostas, se alguma for aceite, nos termos do art. 787º do Código de Processo Civil.-----------------------Tribunal Judicial de Base da R.A.E.M., aos 19 de Novembro de 2013.------------***
O FUTURO DA RAEM
RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com
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ÃO muitas as interrogações que se colocam sobre o papel do Gabinete de Estudo das Políticas (GEP), cujo prazo de funcionamento foi prorrogado por Chui Sai On por mais três anos. O “think-thank” do Governo, nas palavras de Bill Chou, “não é transparente” uma vez que “a população não sabe quais as pesquisas que se encontram a fazer nem os relatórios que estão a ser produzidos”.
Todos os Governos precisam de um “think-thank” mas o importante é a qualidade deste grupo. Não temos ideia. Mas, claro, terão de continuar a desempenhar o seu papel. Mas quanto à especialidade dos investigadores, será boa o suficiente? BILL CHOU Professor da Universidade de Macau
Falta também saber o ADN deste grupo de especialistas. “Agora só dão sugestões para o Chefe do Executivo considerar mas a questão é saber se essa informação é rigorosa, correcta, apropriada e se representa a opinião da população. O público tem o direito de saber que políticas estão a ser aconselhadas”, defende o académico. “Todos os Governos precisam de um “think-thank” mas o importante é a qualidade deste grupo. Não temos ideia. Mas, claro, terão de continuar a desempenhar o seu papel. Mas quanto à especialidade dos investigadores, será boa o suficiente? Estão bem equipados? São sociólogos, no caso da definição de política demográfica? Serão eles a levar a cabo as políticas ou contratam outras instituições daqui ou de fora?”
DEMOGRAFIA SEM ESTRATÉGIA
As dúvidas são muitas. E, até agora, em três anos de traba-
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GONÇALO LOBO PINHEIRO
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BILL CHOU AFIRMA QUE GEP NÃO É “TRANSPARENTE” NEM ABRE JOGO SOBRE ESTRATÉGIA DE ACTUA
“Think-thank” à porta fecha
O Gabinete de Estudo das Políticas tem muito para planear e deve considerar uma mudança de p defende é o académico Bill Chou ao salientar que a população está mal informada, não é levada sabe sobre as políticas aconselhadas ao Executivo lho “mal apresentado” parecem não se esbater. Entre as suas competências, cabe-lhes a definição de uma política demográfica que puseram à consideração do público. Até 2036, inquiriram, a população de Macau pode crescer até 754 mil, 802 mil ou 852 mil residentes. Lao Pun Lap disse então que é preciso garantir resposta às necessidades do desenvolvimento social, mas no entender de Chou as matérias postas à consideração da população escasseiam. “De onde vem população? É migrante ou nasceram em Macau? Se a maior parte da nova população é migrante, por que temos de atrair tantos imigrantes? Será que teremos mais
oportunidades de trabalho? Ou está relacionado apenas com a política do Governo de aceitar mais pessoas e, dessa forma, apoiar o aumento da pobreza? Consultaram a população para saber se acha bem que venham tantas pessoas para Macau? Não há explicação sobre o aumento da população.” “Não se explica em que áreas fazem falta. E quantos fazem falta. Não dizem nada sobre as novas oportunidades de trabalho. Também não explicam se serão necessários mais estudantes ou trabalhadores. Precisamos de pessoas para serem croupiers? Precisamos de pessoas que se reformem e gastem aqui dinheiro?”, questiona o
professor de ciência política da Universidade de Macau. Até ao momento, entende, tudo o que defenderam publicamente é que “Macau se deve tornar uma cidade liberal” e num “centro mundial de turismo e lazer”. Mas, por outro lado, o Governo insiste na aposta em determinadas
indústrias. “O Governo diz que quer desenvolver as indústrias criativas. Mas porquê? Há uma estratégia? Eles têm de desenvolver indústrias baseados numa estratégia e estas devem ter o aval dos cidadãos de Macau. Neste momento, não vejo uma missão e que esta esteja
Acho excelente que esse trabalho se faça porque Macau se está a tornar numa cidade onde é difícil viver, com um caos urbano tremendo, muita poluição e precisamos de definir os limites da cidade JORGE GODINHO Professor da Universidade de Macau
de acordo com a opinião das pessoas”, afirma o analista político. A opinião de Bill Chou é completada pelo seu colega do departamento de Direito, Jorge Godinho. “Se for uma rampa de lançamento de definição de todo o futuro da cidade seria óptimo. É urgente que se faça esse esclarecimento de ‘para onde caminhamos’ porque a qualidade de vida está a diminuir a olhos vistos.” Godinho gostaria de ouvir, por exemplo, quantos mais residentes aguenta a cidade, quantos carros nas estradas, quantos mais casinos, e por aí fora. O académico acredita que estas LAG para 2014 talvez tragam uma “plani-
o futuro da raem 11
TALENTOS MI JIAN REFERE PLANO A LONGO PRAZO. JORGE GODINHO FALA EM “ABSTRACÇÕES”
Até daqui a 100 anos M
AÇÃO
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postura. Quem o a em conta e nada ficação a longo prazo” mas será preciso clareza. “Somos já o sítio do mundo com a maior densidade populacional. Onde é que isto pára? Qual a projecção para daqui a 10, 15 ou 20 anos? Quanto ao futuro das concessões de jogo, o que vai acontecer depois de 2020 e 2022? Mais concessionárias a construir? Onde está a terra? Onde está o novo hospital e os novos edifícios de que se falam há 10 anos? Há tanta coisa que é preciso definir a longo prazo. [...] Acho excelente que esse trabalho se faça porque Macau se está a tornar numa cidade onde é difícil viver, com um caos urbano tremendo, muita poluição e precisamos de definir os limites da cidade.”
I Jian, consultor principal do Gabinete de Estudo das Políticas (GEP), escreveu sobre a perspectiva de formação de quadros qualificados. O especialista entende que o “mecanismo eficiente e de longo prazo”, anunciado para 2014 pelo Chefe do Executivo no âmbito das LAG, deve ser planeado no espaço de um século por meio da constituição de cinco mecanismos e seis medidas. “Não é uma medida provisória actual, mas sim um plano de cem anos direccionado ao futuro de Macau e relacionado com o bem-estar das nossas futuras gerações”, entende Mi, em nome do gabinete. O responsável antevê que esta é uma aposta do Governo que necessita do apoio e da colaboração da sociedade. “Por isso, é necessária a constituição do sistema, começando do ensino primário, secundário, passando pelo ensino profissional, educação técnico-profissional até ao ensino superior; através da combinação entre o Governo e associações, educação e prática, e interacção das empresas e a sociedade.” Jorge Godinho, académico de direito na Universidade de Macau (UMAC), interroga se não se estará a passar uma mensagem subliminar de que “é preciso fazer melhor”, a nível qualitativo e não quantitativo, no actual sistema de ensino.
Mi Jian
No caso universitário, nota, há necessidade de criar uma faculdade de medicina e de arquitectura, por exemplo, mas ainda assim existem outras apostas especializadas no ensino superior. O problema, entende, é maior a nível secundário, onde há falta de “exigência”. “Infelizmente, o programa de educação em língua chinesa é muito pouco criativo, apela demasiado à memorização e os alunos na universidade não têm um espírito crítico, não estão muito alerta e são muito passivos. Isso não serve para o mundo em que vivemos, queremos pessoas com grande capacidade de análise, que resolvam problemas e decidam com capacidade”, avalia. O especialista em direito civil, comercial, criminal mas, sobretudo, em jogo, considera, no entanto, o discurso “bastante abstracto” porque precisa de “ser confrontado com a realidade no terreno para que se possa perceber o que está em causa”. Ainda assim, “faz todo o sentido apostar na educação e na formação de quadros qualificados porque Macau precisa de ter massa crítica para estarem à altura dos mais elevados quadros e terem maior poder de decisão tanto no sector privado como no público”. Para isso, avalia, “não há propriamente um prazo porque se trata de uma tarefa permanente.” - R.M.R.
GONÇALO LOBO PINHEIRO
a-feira 27.11.2013
Faz todo o sentido apostar na educação e na formação de quadros qualificados porque Macau precisa de ter massa crítica para estarem à altura dos mais elevados quadros e terem maior poder de decisão tanto no sector privado como no público JORGE GODINHO Professor da Universidade de Macau
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Jorge Godinho
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EVENTOS
hoje macau quarta-feira 27.11.2013
DANÇA-TEATRO NORUEGUESA APRESENTA “A FRONTEIRA” NO CCM
No limite da privacidade O
KNUT BRY
Centro Cultural de Macau apresenta no próximo dia 4 de Janeiro de 2014 a peça de dança teatro, vinda da Escandinávia, “A Fronteira”. Segundo o comunicado de imprensa da organização, o espectáculo da companhia norueguesa Jo Stromgren introduz a relação árdua entre duas pessoas de diferentes nacionalidades encurraladas num escritório. A produção mostra, com humor e sensualidade, a rotina de um homem e de uma mulher que partilham o local de trabalho. Os protagonistas desenvolvem o que começa por ser uma relação de mútuo respeito e acaba numa guerra territorial, exprimindo a universalidade de conflitos a diversos níveis. Explorando a dinâmica do comportamento irracional através de um embate entre sexos, “A Fronteira” faz um retrato pluridimensional, tanto do homem como da mulher, numa história imprevisível, repleta de tensão e confronto, acrescenta a nota de imprensa. A companhia norueguesa Jo Stromgren é um grupo de teatro que já levou a mistura de dança, teatro, marionetas e cinema da Escandinávia a inúmeros países em mais de 150 espectáculos anuais, finaliza a nota. “A Fronteira” será apresentado a 4 de Janeiro no Pequeno Auditório. – J.C.M.
Bruce Springsteen edita novo álbum em Janeiro
O músico norte-americano Bruce Springsteen anunciou, na segunda-feira, que editará em Janeiro um novo álbum, intitulado “High Hopes”. Este será o 18.º álbum do músico. Conta com a participação da E Street Band e do guitarrista Tom Morello e foi gravado nos Estados Unidos e na Austrália. Segundo Bruce Springsteen, “High Hopes” reúne alguns dos melhores temas antigos nunca antes editados, mas já tocados ao vivo. “Algumas das canções, como ‘American Skin’ e ‘Ghost of Tom Joad’, são familiares pelas versões ao vivo. Senti que estavam entre as minhas melhores composições e que mereciam uma gravação decente em estúdio”, afirmou. “High Hopes” sairá a 14 de Janeiro.
Pagou mais de dois milhões de patacas U M coleccionador português disputou esta segunda-feira num leilão uma secção da escadaria original do monumento parisiense, com 750 quilos e 19 degraus, com outros sete interessados. Pagou mais de dois milhões patacas. A casa de leilões Artcurial anunciou esta segunda-feira que a secção da escadaria da Torre Eiffel foi arrematada por um coleccionador português num leilão em que outros sete licitadores (europeus, americanos e sul americanos) manifestaram interesse na aquisição. A peça, que pesa 750 quilos e tem uma altura de três metros e meio,
estava avaliada entre cerca de 200 mil e 300 mil patacas. O coleccionador português - cujo nome não foi divulgado – pagou cerca de dois milhões. Esta secção fazia parte da escadaria que ligava o primeiro e o segundo andares da torre, de onde foi retirada em 1983 por razões de segurança. A escadaria foi então dividida em 24 partes: uma delas foi mantida no primeiro andar; três foram oferecidas a museus; as restantes 20 ficaram dispersas na sequência de uma venda realizada no primeiro andar do monumento. Esta secção em particular veio de uma colecção particular da Suíça.
Fotografias de Inês Leong na Fundação Rui Cunha
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Fundação Rui Cunha e a Associação Yunyi and Cultural Communications apresentam a partir de hoje, pelas 18h30, e até ao próximo dia 14 de Dezembro, a exposição de fotografias de arquitectura de Inês Leong, subordinada ao tema “Pontos de Vista”. Durante a inauguração será realizada uma conversa, abrangendo a história da fotografia de arquitectura e a sua importância na construção de projectos, informa o comunicado de imprensa da organização. Inês Leong acredita que os arquitectos tendem a fazer do mundo um lugar melhor e a sua missão é capturar esse esforço, acrescenta a nota de imprensa.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA EXPLORADORES PORTUGUESES E REIS AFRICANOS • Frederico Delgado Rosa, Filipe Verde
LEILÃO PORTUGUÊS LEVA ESCADAS DA TORRE EIFFEL
Nas faustosas capitais dos poderosos reinos africanos, cujos soberanos detinham um estatuto sagrado e um poder de vida e morte sobre os seus súbditos, há muito tempo que se ouvia falar do longínquo Muene Puto, o rei de Portugal.Ao chegarem a estes impérios, os exploradores portugueses despertaram enorme curiosidade. Mas rapidamente se viam envolvidos numa teia de exigências, caprichos régios e intrigas palacianas das quais se libertavam com muita dificuldade. Frederico Delgado Rosa e Filipe Verde trazem-nos um livro original sobre a extraordinária história da exploração de África no século XIX. Amplamente ilustrado, esta obra recupera os relatos empolgantes destas viagens, que são hoje uma janela sobre um mundo desaparecido, em prelúdio da partilha de África pelas potências europeias.
Nascida em Macau e tendo crescido na baía da Califórnia, Inês Leong estudou no Brooks Institute of Photography em Santa Bárbara, Califórnia, para seguir fotografia de Arquitectura. Após a sua graduação, mudou-se para a cidade de Nova Iorque e entrou para a archphoto em 2005. Inês tem trabalhado com muitos jovens arquitectos em Nova Iorque e viajado para o estrangeiro. O seu trabalho tem sido publicado em revistas como A+U, Architectural Record,e Architekur Aktuell. O evento é apoiado pelo IC de Macau, o IACM e a Fundação Rui Cunha.
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ESPIÕES EM PORTUGAL DURANTE A II GUERRA MUNDIAL • Irene Flunser Pimentel
Entre Lisboa e o Estoril, nos lobbies de entrada e nos bares dos hotéis como o faustoso Hotel Palácio ou o Hotel Atlântico, circulavam, durante a II Guerra Mundial, espiões dos principais campos beligerantes, Alemanha e Grã-Bretanha, mas não só. Também os serviços secretos italianos, franceses, norteamericanos, e ainda polacos, checos e romenos, e até soviéticos, atuaram em Portugal, e nas suas Ilhas atlânticas e nas suas colónias de África, na Índia e em Timor. Enquanto o resto da Europa estava a ferro e fogo, Portugal, durante a II Guerra Mundial, foi «terra franca» para os serviços de propaganda e espionagem e palco de alguns episódios verdadeiramente novelescos como a tentativa de rapto dos duques de Windsor pelo SS Walter Schellenberg, dos serviços secretos alemães. A historiadora Irene Flunser Pimentel, autora do livro “Os Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial”, traz-nos uma investigação única, baseada em documentos inéditos até agora mantidos em segredo, que nos revelam como o nosso país foi, graças à sua neutralidade e situação geográfica, um local importante de plataforma de negociações políticas, bem como de trocas de informações, comerciais, económicas e financeiras, entre os dois lados beligerantes.
José Castello IN GAZETA DO POVO
RÉGIS EM HONG KONG
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M poema é uma selva. Atravesso um poema, faço minha expedição. Sou um leitor. Não há um destino certo, tampouco existem placas de sinalização, acostamentos, ou mirantes. É tudo disperso e indefinido: a poesia não é o lugar da explicação. O poema que hoje percorro é “Hong Kong”, de Régis Bonvicino, que colhi em Estado Crítico (editora Hedra). Trafegava pelo livro em intensa conexão, arrastado pelos versos tentadores de Régis. Uma poesia que nos coloca frente a frente ao contemporâneo, que o esfrega em nossa cara. “Isto é o mundo!”, ela nos diz. “Não desviem os olhos!” E eis que esbarrei em “Hong Kong”, poema emblemático, em cujas vigas eu permaneço, como que alçado numa plataforma. Nela levanto meu precário acampamento de leitor. Sobre este poema que se ergue à minha frente, ponho-me a pensar. Na Hong Kong de Régis Bonvicino (como nas metrópoles de nosso tempo), o mundo se descortina em uma atitude inóspita. Estarei no terraço do antigo edifício do Bank of China, “à noite”? Sim, estamos na noite profunda, noite clara, porém, devastada pelas luzes do império e dos negócios. Contudo, a indefinição permanece: “É uma cortina de fog/ É o novo Bank of China/ acima da linha de luzes, pontiagudo/ É um míssil de Beijing”. Acima do amparo das luzes, a ameaça. O poder que se ostenta e se impõe. E sob esse poder, por ele dominado, o mundo se embaralha. “É o monge taoísta a caráter pisando firme/ no tapete vermelho do Regency Hyatt”. Dissolvido na grande cadeia, o monge perde o espírito harmônico que define o Tao. A busca de uma energia que sustente o equilíbrio (Tao) se esparrama sobre os tapetes do grande hall da banalidade. Não adianta pisar firme: ali embaixo borbulha um pântano: o do contemporâneo, com seus vazamentos, suas poças superficiais, suas luzes enganosas. O poeta vê “um mendigo que se automutila”, “um garoto mordendo um cigarro”, “uma gravata pendurada num cabide”. Sangue e clichê se misturam. Ao fundo, para tornar a atmosfera ainda mais enigmática, “Jobim e Astrud Gilberto num alto-falante”. O mundo desordenado e incongruente: um mundo (o nosso) em que tudo resvala, como um menino em sua prancha de skate. Ao poeta, cabe pisar esse chão, sem fugir, sem se esquivar e sem negar. É o
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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que faz Régis, escrevendo uma poesia movida, antes de tudo, pela coragem. Um mundo duro de aceitar. Cenas, como navalhadas, rasgam o caminho à sua frente – e também meu percurso solitário de leitor. “É uma droga que emagrece macacos obesos/ É o design vanguardista da garrafa de Jasmine tea/ Cai o prédio velho do mercado de Tung Choi/ Street, espinafre d’água”. No bojo do grande navio do contemporâneo, guarda-se a loucura dos elementos; e eles se misturam, se anulam, se substituem de maneira fácil e enganadora. Design e despojos: tudo igual. Ao poeta (a Régis) cabe pisar este solo deslizante, amparando-se como pode na delicadeza das palavras. E é o que Régis – exímio manobrista – faz. Ali, em torno do grande caos, onde o Tao já não pode se impor, ele escreve. A agitação das imagens que trans-
passam a alma do poeta não cessa. “É um chinês desdentado numa aquarela/ é a careca do poeta Yu Jian produzindo energia limpa e renovável/ no saguão de um hotel/ É o ataque dos Budas de neon”. O chinês sem dentes exibe sua feiúra. Novamente o saguão de um hotel – marca do transitório – para acolher (ou matar?) a diferença da poesia que um poeta (Yu Jian) escreve. Budas de néon: pode haver imagem mais devastadora do mundo precocemente senil em que vivemos? Senil porque, antes de apresentar, antes de dar a ver, ele já mata. Porque tira do mundo o seu espírito e exige as ossadas como troféu. A imagem talvez mais terrível vem em seguida: “É um túmulo com terraço e vista para o mar”. Régis nos fala, assim, das inutilidades que, na barafunda do néon, parecem tão úteis. O que a morte pode ver? O que pode divisar? Sobra a
paisagem (mundo), inútil - embora vivo e forte - para o dragão que o devora. Assim vai a poesia cumprindo seu papel de investigação do ser. Conectar imagens, colar o impossível, ligar discrepâncias: eis o que faz o poeta quando ele tem – como Régis – a coragem extrema de meter as mãos no caldeirão do real. Ali onde o presente ferve, ele mergulha. Ali onde o sentido se dissolve, ele se agarra às palavras. Ali onde o mundo se perde de si mesmo, ele, poeta, aponta caminhos, rascunha um futuro ou, pelo menos, amansa o presente. Um mundo no qual o sagrado e o banal se misturam. “É Tin Chan Temple/ um Buda gigante/ geladeira de coca-colas no abdome”. Espírito e publicidade misturados. A publicidade, é claro, vence, isto é, vende. Com o avançar do poema, a realidade se torna cada vez mais embaralhada e mais indecifrável. Mais ligeira e trapaceira. Falta uma parte do mundo. Uma metade – o que deixa o real oco. Há um vazio, que nada representa além do vazio mesmo. Escreve Régis: “A lua cheia, pela metade/ É uma nuvem sobre o mar/ uma pantera/ O sol mais tarde”. O sol – a claridade – só virá depois: mas quando? O poema de Régis abre uma visão frontal, e sem curativos, da realidade contemporânea. Pessimista? Eu não sei. Como se ele nos dissesse: “O mundo é assim, então nos viremos com isso”. A poesia serve como lupa, que aumenta a realidade a um ponto extremo, no qual ela quase explode. O poema se torna um voo supersônico através do presente. Poema inútil? Será mesmo a poesia inútil, como tantos hoje repetem? Sempre suspeito disso. De fato, a poesia não faz parte da cadeia produtiva, não gera efeitos práticos, não fertiliza a produção de bens de consumo, nem tem veleidades políticas. Mas para muitas coisas a poesia ainda serve sim. A principal – e o poema de Régis nos deixa cara a cara com isso: ela nos acorda. Como o título do livro já anuncia, é um mundo em “estado crítico”, no qual a realidade parece ter se expandido muito além do que somos capazes de suportar. O mundo cresceu demais – é um bolo inchado e confeitado, prestes a explodir. Não damos conta dele e, por isso, precisamos dos poetas para trabalhar em nosso lugar. Não é exagero dizer que, com seu poema, Régis Bonvicino nos salva um pouco. Estado Crítico - Régis Bonvicino. Hedra, 114 págs.
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José Simões Morais
西王母 XI WANG MU JOSÉ SIMÕES MORAIS
RAINHA MÃE DO OESTE
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O dia 3 do terceiro mês lunar é celebrado o aniversário da Rainha-Mãe do Oeste, conhecida em mandarim por Xi Wang Mu. Xi Wang Mu é a mais alta divindade feminina do Daoísmo e é a esposa do Imperador de Jade. Para o comum dos mortais é conhecida por Rainha-Mãe, ou Wang Mu Liang Liang e é a essência do Grande Yin (feminino, Lua), que tem a cargo todas as divindades femininas do Céu. Segundo E. T. C. Werner, Xi Wang Mu é a quinta-essência do Ar do Oeste, no lendário continente de Shen Zhou (China). Também conhecida por Mãe Ouro da Tartaruga, o seu apelido ou era Hou, ou Yang, ou He e o nome próprio era Hui, sendo o seu primeiro nome Wan-Jin. Teve nove filhos e vinte e quatro filhas. Quando uma pessoa realiza com sucesso o Dao e chega a Imortal, deverá fazer-lhe uma visita antes de realizar uma peregrinação ao Sábio Céu da Pré-existência. No entanto, outras fontes, daoistas, referem que, quando um mortal atinge o Dao, primeiro visita Dong Wang Gong e apenas depois vai ter com Xi Wang Mu. Só após ser aceite por estas duas divindades pode seguir para os Nove Céus (Jiu Tian) e entrar nos Três Puros Unos (San Qing). Em tempos muito antigos, a sua imagem humana tinha uma aparência medonha, sendo representada com cauda de pantera, dentes de tigre e cabelos desgrenhados. Mas depois, a Rainha-Mãe do Oeste com os cabelos brancos transfigurou-se numa senhora de uma beleza deslumbrante e carinhosa. O seu palácio está situado nas altas montanhas cobertas de neve de Kun Lun, ou Montanha da Tartaruga situada no Oeste da China, entre as províncias do Tibete, Qinghai, Xinjiang e Sichuan, que marca o final Norte do Planalto Qinghai-Tibetano. Alguns estudiosos dizem que Xi Wang Mu teve existência real neste mundo e era chefe de uma tribo matriarcal que se encontrava na parte Oeste do lago Qinghai. Xi Wang Mu pode ser o nome do reino onde vivia a tribo, ou o título de Rainha. Os arqueólogos descobriram numa gruta situada em Tianjun, na parte Oeste da província de Qinghai, pedras pintadas e potes coloridos, que teriam mais de cinco mil anos, com a representação de cinco
mulheres a dançar. Interessante é terem todas caudas de pantera e dentes de tigre, o que significaria ser este o totem da tribo.
PELA HISTÓRIA DA CHINA Xi Wang Mu aparece descrita na História chinesa durante o período do Rei Mu da dinastia Zhou do Oeste, quatro séculos depois, no reino Yue e de novo, quatrocentos anos mais tarde, na dinastia Han do Oeste, numa história com o imperador Wu. No livro “Mu Tian Zi Zhuan” o Rei Mu, o quinto da dinastia Zhou que reinou entre 1001 e 947 a.n.e., fez uma visita para Oeste do seu reino, Shi Xia, como por essa altura era denominado o território Zhou e significava terra dos Xia, já que se consideravam descendentes da dinastia Xia. Como conta a história, o Rei Mu, no décimo sétimo ano da sua governação, atravessou pelos oásis a Sul de Tianshan e ao passar junto às montanhas de Kun Lun visitou Xi Wang Mu, que aí vivia. Tiveram um encontro nas margens do lago Jaspe e depois o rei continuou viagem. Seguiu para a cadeia montanhosa dos Pamir, ultrapassando todos os obstáculos, assim como se livrou dos inimigos que encontrou pelo caminho. As suas carruagens eram puxadas por oito cavalos e ao passar pela Bacia de Tarim, carregou três dos seus carros com muito, mas muito jade. Continuando para Oeste, chegou junto ao Rio Amu Dária, território da tribo dos xiang-nu, povo que por essa altura ainda não era bárbaro, mas civilizado. Aí deu uma magnífica festa e regressando pelas estepes, passou pelo Norte de Tianshan para chegar de novo ao seu reino. Relato de uma das primeiras viagens chinesas para Oeste. Ainda na dinastia Zhou, existia o reino Yue, situado na actual província de Zhejiang e o reino de Wu, em Jiangsu. Ambos tentavam a hegemonia de Jiangnan (zona a Sul do Rio Yangtzé) e por isso, ocorreu em 494 a.n.e. uma grande batalha entre ambos os reinos. Os Yue foram derrotados e o seu governante, Gou Jian (497-465 a.n.e.), acompanhado da sua esposa e um dos seus ministros, Fan Li, foram forçados a deixar o seu reino e como humilhação, irem para o reino de Wu, trabalhar durante três anos no campo. O duque de Yue, Gou Jian colocou outro dos seus ministros,
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JOSÉ SIMÕES MORAIS
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Wen Zhong a tomar conta do território Yue durante o seu exílio. Gou Jian, com a finalidade de ganhar a confiança do duque de Wu, Fu Chai, um dia, quando este se encontrava doente, foi oferecer os seus préstimos. Provando as fezes deste predisse que brevemente ele estaria curado. Fu Chai, vendo a lealdade de Gou Jian, libertou-o, oferecendo-lhe na despedida um banquete. Sabendo que Fu Chai era um governante extravagante e amigo de luxos, Fan Li percorreu o reino de Yue à procura de jovens bonitas, tendo numa aldeia remota encontrado Xi Shi. Levando-a para a corte Yue, instruiu-a no cerimonial, ensinando-a a ler e escrever e na arte de seduzir os homens. Diz-se que Fan Li e Xi Shi se apaixonaram um pelo outro, mas em primeiro lugar estava o dever e assim, quando Wen Zhong foi enviado à corte Wu com presentes para Fu Chai, Xi Shi fazia parte destes. Esta, rapidamente conquistou o amor de Fu Chai e os dias passaram longe dos assuntos do reino. Astuta, Xi Shi conseguiu afastar o primeiro-ministro Wu, Zi Xu, que se opunha à relação amorosa, sobre o pretexto de este se ter recusado a assistir à cerimónia de recepção de um barco com presentes do reino Yue. Xi Shi persuadiu Fu Chai a executar Zi Xu, para que isso servisse como exemplo aos outros e promover para o lugar de primeiro-ministro Bo Pi, aliado de Yue. Quando em 482 a.n.e., Fu Chai se encontrava numa cimeira de duques, o reino Yue atacou de surpresa o reino Wu, fazendo-lhe grandes baixas e nove anos mais tarde, em 473 a.n.e., o reino Yue derrotou definitivamente os Wu, exilando Fu Chai numa ilha, acabando este por se suicidar. O duque Gou Jian voltou a restaurar o reino de Yue e fez a sua capital em Shaoxing, então com o nome de Guiji. Nos subúrbios da parte Oeste da sua capital,
ACONTECEU A 22 DE NOVEMBRO: • De 1497, Vasco da Gama dobrou o Cabo de Boa Esperança. • De 1963, presidente norte-americano John F. Kennedy é morto num atentado em Dallas, Texas. (50 anos) • De 1968, é editado o “álbum branco” dos Beatles, primeiro LP duplo da história da música popular. • De 1990, Margaret Thatcher demitiu-se da chefia do Governo como primeira-ministra britânica e da liderança do Partido Conservador, após de 17 anos no poder. • De 2004, José Manuel Durão Barroso iniciou funções como presidente da Comissão Europeia.
EM MACAU: • 1838 – Nasceu o grande compositor macaense José Augusto Ferreira da Veiga, Conde de Arneiro, que faleceu em San Remo, a 7 de Junho de 1903.
Gou Jian mandou Wen Zhong erigir um altar a Xi Wang Mu, onde depois passou a ir fazer sacrifícios à Rainha-Mãe, orando para ter uma feliz e longa vida. Tal prática tornou-se corrente e foi seguida pela população, transformando-se a imagem da deusa numa idosa senhora. Já durante a dinastia Han do Oeste, o imperador Wu enviou para Oeste uma expedição diplomática com cem homens e capitaneada por Zhang Qian. Este, acompanhado apenas com um homem, regressou após 13 anos à capital, Chang’an (Xian) e relatou ao imperador o mundo que viu para lá do deserto e das altas montanhas. Esta viagem abriu os Caminhos do Oeste da Seda e para Leste, veio o culto da deusa Mãe do Oeste. Segundo uma lenda, em 110 a.n.e., Xi Wang Mu veio em pessoa ao palácio de Wu Di, em Chang’an, no aniversário do imperador e como presente trouxe-lhe sete pêssegos da imortalidade. No tempo de Wu Di da dinastia Han do Oeste, a Rainha-Mãe do Oeste era
esposa do imperador de Jade e ambos presidiam à corte Celeste.
O BANQUETE DOS PÊSSEGOS O livro “Clássico das Montanhas e Rios” (Shan Hai Jing) faz várias vezes referências a Xi Wang Mu. Na parte sobre a montanha do Oeste diz que Xi Wang Mu parece ser humana, mas com dentes de tigre, cauda de leopardo e ruge como um animal. Com cabelos desgrenhados usava um toucado, sendo descrita como um monstro ligado à pestilência e à punição. Mas na “Biografia do Rei Mu” já é descrita como uma elegante senhora, com uma excelente voz para cantar os seus poemas. Já no livro “Han Wu Di Nei Zhuan” refere Xi Wang Mu como uma senhora nos trinta anos, extremamente bonita e acompanhada por milhares de Imortais e quando Wu Di a foi visitar, ajoelhou-se perante ela, tendo ela lhe oferecido um pêssego do seu jardim, entregando-lhe assim a imortalidade. Nos finais da dinastia Han do Leste,
quando o Daoísmo religioso teve um grande incremento, Xi Wang Mu tornou-se deusa. O seu aniversário é celebrado por todas as divindades e Imortais que vêm ao Palácio em Kun Lun para o Banquete dos Pêssegos (蟠桃会 Pan Tao Hui). Tal acontece de seis em seis mil anos quando os pêssegos ficam maduros, pois é necessário esperar três mil anos para as flores abrirem e outros três mil anos até os pêssegos ficarem prontos para serem comidos. O Palácio, morada de Xi Wang Mu, está situado no pico Leste da cadeia montanhosa de Kun Lun, que conta com outros três altos picos, estando protegido por dois obstáculos intransponíveis. Um abismo com 700 metros de profundidade, que circunda toda a montanha num perímetro de mil li (500 km) e o Ruo Shui, actualmente conhecido por Hei Shui, Rio Preto, cuja margem é habitáculo dos Imortais. Há um fontanário feito de pedras preciosas junto ao qual se realiza o Banquete dos Pêssegos. Qualquer mortal que coma um dos pêssegos da mesa da Rainha-Mãe viverá para sempre e por isso, Xi Wang Mu é considerada como a Deusa da Longevidade. Por tal razão, o costume chinês de oferecer pêssegos nos aniversários, sendo também usual como sobremesa nessas festas aparecerem os pães com a forma de pêssego, conhecidos por shou pao em mandarim e em cantonense sau pau. Nos papéis cavalo (zhi ma), que se queimam para comunicar com os espíritos do outro mundo, a Rainha-Mãe do Oeste (Xi Wang Mu) é representada acompanhada pelo Senhor Rei de Leste (Dong Wang Gong), sendo os nomes impressos, Mãe de Ouro (Jin Mu) e Senhor Madeira (Mu Gong). Xi Wang Mu é conhecida em cantonense por Sâi Wóng Mou, encontrando-se a sua imagem em Macau no templo de Lin Fong.
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DESPORTO
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FUTEBOL PORTUGUÊS GRANDES DEVEM MAIS DE 660 MILHÕES DE EUROS
Águias e leões responsáveis por 80% N EM a crise económica, nem as restrições ao crédito bancário, nem as novas regras impostas pela UEFA (fair-play financeiro). Nada parece incentivar uma mudança profunda na estratégia de endividamento dos principais clubes de futebol portugueses. A dívida financeira das sociedades anónimas desportivas (SAD) de Benfica, Sporting e FC Porto atingia os 663,3 milhões de euros no final da época 201213, mais 54,9 milhões do que na temporada anterior. O FC Porto foi a excepção, ao reduzir a dívida em 15 milhões de euros. Ainda assim a SAD portista soma 131,1 milhões de euros em empréstimos, um valor significativo, embora bem menor do que os montantes de endividamento das SAD de Benfica (283,3 milhões) e Sporting (248,9). Juntas, as duas sociedades dos clubes lisboetas representam cerca de 80% destes 663 milhões de euros (ME). Estes dados foram recolhidos pelo jornal Público e por António Samagaio, professor do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) de Lisboa, com base nos relatórios e contas anuais enviados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A dívida financeira (que inclui os empréstimos bancários e obrigacionistas contraídos para a gestão do futebol e também os que foram pedidos para pagar os estádios – à excepção do Sporting, cujo
valor não está disponível) é particularmente relevante, não só porque é a parte mais significativa dos passivos, mas também porque é o chamado passivo remunerado - implica um custo. Basta dizer que, no ano passado, a SAD do Benfica pagou 17,6 ME em juros, a do FC Porto 10,2 e a do Sporting 7,7. No caso dos três “grandes”, o passivo exclusivamente relacionado com o futebol é de 836,6 ME e o passivo consolidado (inclui todas as sociedades participadas pelas SAD) é de 919,6 ME.
O endividamento do Benfica é o mais elevado, com forte peso do financiamento bancário para as actividades do futebol (121,6 milhões) e os empréstimos obrigacionistas (93,2 ME). Os empréstimos para a construção do estádio surgem em terceiro lugar (63,6 ME). No caso do Sporting, a maior parcela é igualmente o financiamento para as actividades da equipa de futebol (137,6 ME), seguido das VMOC (Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis), que fazem parte do plano de reestruturação financeira da SAD (47,9 ME). O FC Porto é o menos endividado dos três “grandes”, mas segue a regra
de a maior parcela da dívida ser para o financiamento do futebol (56,2 ME). Longe desta realidade está o Sp. Braga, cujo passivo bancário é de quatro milhões de euros, menos 46% do que na época anterior. “As contas de 2012-13 revelam que a Benfica SAD e a Sporting SAD continuaram a calcorrear caminhos que estão a deixar as respectivas sociedades numa situação financeira insustentável”, diz António Samagaio, referindo-se aos prejuízos benfiquistas (10,4 milhões nas contas consolidadas, que integram todas as sociedades participadas pela SAD) e dos sportinguistas (43,8 milhões). “O problema central da Benfica SAD e Sporting SAD é terem desenvolvido um modelo de negócio que criou necessidades de financiamento que foram suprimidas pelas instituições de crédito e outros credores”, aponta António Samagaio, sublinhando que nas últimas quatro épocas as necessidades de financiamento acumuladas de Benfica e Sporting “foram de 86,2 milhões euros e 158,9 milhões euros, respectivamente”, enquanto no FC Porto foram somente de 4,2 milhões, fruto das receitas obtidas nas vendas de jogadores. Apesar de ter um nível de endividamento inferior e de ter reduzido a dívida, a SAD do FC Porto também está pressionada pela banca. “A taxa média de financiamento [do FC Porto] passou de 7,62% em 2011-12 para
8,51% em 2012-13, reflectindo assim um agravamento de 2,2 milhões de euros nos juros suportados”, destacaAntónio Samagaio, acrescentando que o FC Porto emitiu um empréstimo obrigacionista em Dezembro de 2012 com uma taxa de juro de 8,25%, mais alta do que a do Benfica, que colocou no mercado, em Abril deste ano, 45 milhões de obrigações, a uma taxa de 7,25%.
A “BONDADE” DA BANCA
E a situação do Sporting só não é pior, graças ao que António Samagaio qualifica como a “bondade de algumas instituições financeiras portuguesas que dificilmente encontra paralelo em outras empresas portuguesas que apresentem dificuldades financeiras”. O professor do ISEG destaca que, ao abrigo do plano de reestruturação, o Sporting só pagará juros (de 4%) sobre 80 milhões de euros quando distribuir dividendos. “Atendendo ao valor acumulado das perdas de 207,7ME, não é expectável que nos próximos anos a Sporting SAD pague qualquer juro referente a 80ME. É pena que este modelo de financiamento não tenha sido adoptado pelo Governo português nas negociações
com a troika em 2011”, diz Samagaio. Mas será este endividamento uma surpresa? Paulo Reis Mourão, professor de Economia na Universidade do Minho, diz que não. “O ciclo económico tende a traduzir-se em mudanças mais rápidas nas receitas e nos gastos operacionais e não tanto nos valores relacionados com o endividamento – há aliás, uma certa tendência para recorrer à entrada de fluxos por via do endividamento quando a crise económica é mais acentuada”, diz este especialista, afirmando, porém, que para “os três grandes impera a regra de ouro das finanças, obrigando-os a aumentar proveitos significativamente nos tempos próximos (maior pressão nos mercados de Inverno e de Verão) sob o risco de a estratégia falhar e os clubes entrarem em várias formas de incumprimento para com terceiros.”
FAIR PLAY FINANCEIRO
O endividamento e os prejuízos dos clubes colocam dificuldades de médio prazo à sustentabilidade destas sociedades, mas no imediato podem também trazer-lhes dificuldades-extra. É que a UEFA apertou as regras de controlo financeiro, com o objectivo de garantir que os clubes não têm despesas superiores às receitas. Trata-se do chamado fair play financeiro e quem não cumprir ficará sujeito a sanções – em último caso, não poderá participar nas competições europeias, que são hoje uma importante
fonte de receitas e também uma montra para os jogadores (as transferências são outra parcela fundamental das receitas das SAD). Os peritos da UEFA não vão olhar de forma simplista para as contas (os gastos com os estádios e o futebol de formação, por exemplo, não serão contabilizados), o que dificulta uma conclusão cabal a quem está de fora. Mas ainda assim, é fácil perceber que os clubes portugueses estão sob pressão. “As contas de 201112 e 2012-13 são relevantes para efeitos do licenciamento dos clubes que poderão competir nas provas da UEFA na época de 2014-15”, explica António Samagaio, lembrando que no acumulado destes dois exercícios o FC Porto soma prejuízos de 15 milhões, o Benfica de 22 milhões e o Sporting de 89 milhões – a UEFA monitoriza todos os clubes com prejuízos superiores a cinco milhões e pode aplicar sanções a quem ultrapassar os 45 ME. Nos vários factores que são tidos em conta nesta avaliação da UEFA, vale a pena também referir que Benfica (23,8) e Sporting (119,4) têm capitais próprios negativos, ou seja, o passivo é superior ao activo, o que se costuma designar como falência técnica. E mesmo a SAD do FC Porto só tem capitais próprios positivos de 9,9ME, o que a deixa ao abrigo do artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais – obriga a medidas quando os capitais próprios são inferiores a metade do capital social.
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EXTRACTO DE AVISO
Informa-se que, nos termos definidos no n.º 2 do artigo 19.º do Regulamento Administrativo n.º 23/2011 (Recrutamento, selecção e formação para efeitos de acesso dos trabalhadores dos serviços públicos), será afixada, a partir da data da publicação do presente anúncio, no quadro de anúncio do Centro de Atendimento e Informação do EPM, sito na Avenida da Praia Grande, China Plaza, 8.º andar “A”, Macau e no Website deste Estabelecimento Prisional www.epm.gov.mo, a lista definitiva do concurso comum, de ingresso externo, de prestação de provas, para o preenchimento, em regime de assalariamento, de dois lugares na categoria de auxiliar, 1.º escalão (área de servente), do Estabelecimento Prisional de Macau, aberto por aviso publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial Macau n.º 34, II Série, de 21 de Agosto de 2013. Estabelecimento Prisional de Macau, aos 7 de Novembro de 2013 A Presidente do Júri Ho Kit Lai
Faz-se público que, de harmonia com o despacho do Secretário para a Segurança, de 30 de Setembro de 2013, se acha aberto o concurso comum, de ingresso externo, de prestação de provas, com destino à frequência do curso de formação e estágio, para a admissão de 55 candidatos do sexo masculino e 20 candidatos do sexo feminino considerados aptos e melhores classificados. Após a conclusão do curso, os candidatos com aproveitamento preencherão, segundo a ordenação classificativa, os 75 lugares vagos (55 candidatos do sexo masculino e 20 candidatos do sexo feminino) de guarda, 1.º escalão, do quadro de pessoal da carreira do Corpo de Guardas Prisionais do Estabelecimento Prisional de Macau. O aviso de abertura do concurso encontra-se publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 48 , II Série, de 27 de Novembro de 2013, com o prazo de inscrição entre 28 de Novembro e 17 de Dezembro do corrente ano. Os interessados podem consultar o referido aviso, dentro das horas de expediente, no Centro de Atendimento e Informação do Estabelecimento Prisional de Macau (endereço: Avenida da Praia Grande, China Plaza, 8.º andar “A”, Macau) ou no Website deste Estabelecimento Prisional: www.epm.gov.mo. Para qualquer esclarecimento, é favor contactar, durante as horas de expediente, através do tel. n.º 28881211, com os trabalhadores da Divisão de Recursos Humanos. O Director do EPM Lee Kam Cheong 14/11/2013
FUTILIDADES
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TEMPO PERÍODOS DE CHUVA FRACA MIN 15 MAX 21 HUM 60-95% • EURO 10.8 BAHT 0.2 YUAN 1.3
Cineteatro
CINEMA
POR MIM FALO
SALA 2
LIBRARY WARS [C]
(FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Shinsuke Sato Com: Junichi Okada, Fukushi Sota, Eikura Nana 14.30, 19.15 SALA 1
SALA 3
Um filme de: Gavin Hood Com: Hailee Steinfeld, Ben Kingsley, Viola Davis, Abigail Breslin 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Um filme de: Kees van Oostrum Com: Patrick Wilson, Rose Byrne, Barbara Hershey, Lin Shaye 16.45, 21.30
ENDER’S GAME [B]
Pu Yi
INSIDIOUS CHAPTER 2 [C]
O racismo é feio Anda uma revolução no plenário que mostra que a maioria dos senhores deputados estão contra a importação de TNR. Ora, eu deixo aqui um desafio: contratem lá pessoas locais para vos limpar a casa. Contratem lá pessoas locais para construírem os prédios de luxo que as vossas empresas de construção civil andam para aí a construir. Façam-no. Desafio-vos a manterem as vossas empresas abertas só com pessoas locais. Fiquei triste. E os gatos raramente são tristes. É triste ver as cabecinhas brilhantes que temos no plenário. Não acreditam? Ora vejamos. A deputada Song Pek Kei é filha de chineses (do continente). Mak Soi Kun faz parte da Associação de Conterrâneos de Jiangmen (na China) e Chan Meng Kam... bem, esse todos sabem a sua história. Ora, sabendo isto, como é possível termos estes senhores a dizerem que não querem TNR – que inclui
Professor é demitido por levar alunos a clube de striptease • Travis Lechien foi acusado de levar vários dos seus alunos do ensino médio a um clube de striptease no estado de Indiana, nos EUA, para comemorar o aniversário de um estudante, segundo a imprensa americana. Após o incidente, o professor de 31 anos de idade foi despedido pela escola localizada na cidade de Hanover. Além de dar aulas de química na Central High School desde há nove anos, Lechien era treinador da equipe masculina de voleibol da escola e era responsável por várias actividades estudantis extracurriculares. Além da demissão, ele vai responder por três acusações de contribuir para a delinquência de menores. Nenhum aluno foi suspenso ou punido.
Qual é a melhor hora para tomar café? • À pergunta/título uns responderiam: de manhã para acordar, outros depois do almoço para não dormir, outros ainda para dar uma energia extra no fim do trabalho. Ou até apenas café por café. De certeza que outros foram ainda mais longe e para eles(as): toda a hora é hora de café! Errado! A maioria dos animais (onde os humanos se incluem) são guiados por ciclos circadianos, que funcionam como um relógio biológico que nos diz quando devemos comer ou dormir, por exemplo. É capaz de alterar nosso humor e comportamento do organismo. E também o modo como as drogas, tipo o café, entram no nosso corpo. A culpa é das hormonas, regulados por estes ciclos.
A FRESCURA DEPOIS DOS 40 Christy Chung é uma famosa actriz canadiana, filha de pai chinês e mãe vietnamita. Em 1993, com 23 anos, venceu o concurso “Miss Chinese International Pageant”, em Hong Kong, sem saber falar uma única palavra de chinês. Na verdade, Christy cresceu a falar francês e vietnamita. Contudo, hoje já fala também inglês, mandarim e cantonês. A FHM de Singapura considerou-a, em 2000, a mulher mais sexy da Ásia. Actualmente vive em Pequim, onde abriu um restaurante.
fonte da inveja
Não faças hoje nem amanhã o que não precisa de ser feito.
João Corvo
não só filipinos e indonésios, como chineses do continente, australianos, americanos, etc., etc. – em Macau? Quando eles próprios são descendentes de pessoas que, como diz Ng Kuok Cheong, “invadiram” Macau. Como é que é possível culpabilizar os TNR pelo aumento das rendas e pela pressão “sentida nos parques” (boa, Song Pek Kei!)? Como é possível que estes senhores pensem que o trabalho dos locais está sob ameaça quando os jovens de Macau só querem trabalhar nos casinos ou esperar pelo cheque do Governo? Não deve haver espelhos em Macau. Chan Meng Kam – que é de Fujian e que chegou, ele próprio, a Macau ilegalmente - contra os TNR? Quantas meninas será que existem com BlueCard lá no Golden Dragon? Mak Soi Kun contra os TNR? Quantos chineses do continente com a característica de TNR tem a trabalhar para si na empresa de construção civil Nam Kwong?
MACAU[SÃ]ASSADO ENFIAR A MOTA A MARTELO
Foto: Facebook
• Custe o que custar, o que importa é estacionar a mota. Seja a riscar as outras, seja em cima do passeio, seja onde for, e agora também na vertical. A questão coloca-se: como conseguirá o seu dono retirá-la.
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hoje macau quarta-feira 27.11.2013
OPINIÃO
hoje macau quarta-feira 27.11.2013
CORREIA MARQUES
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a paliçada
E
M 1975, Portugal vivia intensamente a liberdade conquistada no dia 25 de Abril de 1974 e o Brasil vivia em ditadura. Por isso, Chico Buarque escreveu, solidário e acreditando no futuro da sua pátria irmã, a primeira versão de «Tanto Mar», uma canção que foi censurada pela ditadura brasileira e gravada e editada apenas em Portugal.
NYOMAN MASRIADI, FUTEBOL
Cheirinho a alecrim
«Sei que estás em festa, pá Fico contente E enquanto estou ausente Guarda um cravo para mim. Eu queria estar na festa, pá Com a tua gente E colher pessoalmente Uma flor do teu jardim. Sei que há léguas a nos separar Tanto mar, tanto mar Sei também quanto é preciso, pá Navegar, navegar. Lá faz primavera, pá Cá estou doente Manda urgentemente Algum cheirinho de alecrim». Chico Buarque, «Tanto mar», 1975
Em 1978, Chico Buarque escreveu uma segunda versão onde se sente já alguma amargura e desilusão: «Já murcharam tua festa, pá/Mas certamente/Esqueceram uma semente/Nalgum canto do jardim». Hoje os tempos são bem diferentes, a situação inverteu-se. Portugal, com o Governo mais insensível e desumano que conheci (sim, até Marcello Caetano, em 1969, cuidou de alargar a escolaridade obrigatória, de criar as raízes de um sistema de segurança social e de aprovar a Lei do Contrato Individual de Trabalho, que consagrava direitos básicos dos trabalhadores, parte considerada mais frágil nas relações laborais), vai empobrecendo e arrastando para o desemprego e para a pobreza extrema um contingente de pessoas até há bem pouco tempo remediadas. Contrariamente, o Brasil de Lula e de Dilma, apesar de todos os problemas, descontentamentos e manifestações contra as carências que persistem, em contraponto dos gastos excessivos com a realização do Campeonato do Mundo de Futebol no próximo ano e dos Jogos Olímpicos em 2018, segue na sua caminhada de tirar milhões de pessoas da pobreza extrema, na senda do progresso humano e social.
Mas Portugal, pá, não podia ficar de fora da festa. Por isso os nossos jogadores se agigantaram contra a Suécia. Sem Portugal a «Copa» realizar-se-ia na mesma, mas não seria a mesma coisa Mas Portugal, pá, não podia ficar de fora da festa. Por isso os nossos jogadores se agigantaram contra a Suécia. Sem Portugal a «Copa» realizar-se-ia na mesma, mas não seria a mesma coisa. Sofremos até ao fim, sem necessidade. É esta a nossa saga: descansar à sombra da bananeira, balada e forró em tempo de vacas gordas, mas depois, quando nos abeiramos do abismo, é o fazer das fraquezas forças e vir de novo à tona. Por isso somos a mais velha nação da Europa com fronteiras estáveis e, «se mais mundo houvera lá chegara», como escreveu nos Lusíadas o nosso poeta maior. Para o ano lá estaremos abraçando o Cristo Rei. E, agora somos nós que queremos trazer daí algum cheirinho de alecrim. Sei que os brasileiros estão contentes,
pá. E D. Pedro (o quarto para nós e o primeiro para o Brasil), que acreditava na igualdade entre os povos, no fim da escravatura, na liberdade e no constitucionalismo, ele que no dia 7 de setembro de 1822, próximo do rio Ipiranga, soltou o grito de “Independência ou morte”, garantindo até hoje um país unido, também, lá na galáxia onde se encontre, gostará de nos ver lá. Sim, a vida é muito mais do que futebol, mas o futebol mostra a raça do povo que somos. E, tenho esperança, um dia destes havemos de encontrar, algures no nosso jardim, a semente que o povo esqueceu.
Este artigo é escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau quarta-feira 27.11.2013
Roubou iPhone e enviou contactos escritos à mão
Eram cerca de mil os contactos que um homem tinha num iPhone que lhe foi roubado, na província de Hunan, na China. O ladrão ficou com o telemóvel mas escreveu, à mão, todos os contactos e enviouos ao dono. Segundo a agência noticiosa Xinhua, o larápio, que tinha partilhado um táxi com Zou Bin, que conheceria, deu-se ao trabalho de escrever à mão todos os contactos, no total de 11 páginas. Zou Bin estava decidido a reaver o telefone e terá enviado mensagens em tom de ameaça ao criminoso. “Sei que estavas sentado ao meu lado. Fica a saber que vou encontrar-te. Olha para os contactos no telefone e vê com quem estás a lidar... Se és minimamente sensato, envia o telefone para o seguinte endereço.” Esta foi uma das mensagens enviadas, escreve a agência AFP. O dono do telemóvel não obteve o telefone, mas dias depois recebeu uma encomenda na morada indicada com o cartão SIM e 11 folhas com os contactos que estavam gravado no telefone, escritos à mão. Zou Bin mostrouse incrédulo com o sucedido, em declarações à agência Xinhua: “Ele deve ter perdido um monte de tempo para escrever um por um os mil contactos, nomes e números. Imagino que a sua mão deva estar inchada.”
Iémen Raide aéreo matou 12 alegados membros da Al-Qaeda
Um ataque aéreo no Iémen matou 12 pessoas alegadamente ligadas à Al-Qaeda na província de Abyan, segundo revelou o Ministério do Interior. Os 12 indivíduos foram abatidos quando viajavam num veículo na região de Mehfed. As autoridades iniciaram, entretanto, uma investigação para apurar as identidades das vítimas que morreram no início da semana, sem que o dia tenha sido especificado.
México Descobertos 42 corpos em valas comuns
As autoridades mexicanas anunciaram a descoberta de 42 corpos enterrados em valas comuns no oeste do país. Muitos dos corpos tinham ferimentos de bala e apresentavam sinais de tortura. As 22 valas, na cidade de La Barca, Estado de Jalisco, foram descobertas durante a investigação do desaparecimento de dois agentes federais, segundo o procurador-geral Jesus Murillo Karam. Os cartéis de droga da região têm promovido uma batalha sangrenta e violenta pelo controle do tráfico no país.
cartoon
TIROS NO PÉ
por Stephff
França Mais soldados para a República Centro-Africana
O ministros dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius, confirmou esta terça-feira que a França vai enviar cerca de mil soldados para a República CentroAfricana, que vive momentos de tensão. Fabius adiantou ao Le Monde que deveriam ser mais de 800, e a decisão foi confirmada depois pelo ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian à rádio Europe 1: “A França vai apoiar esta missão africana na ordem do milhar de soldados. Vamos em apoio, e não entrar primeiro, como aconteceu no Mali. Será por um período breve, cerca de seis meses.”
Sapatos portugueses vencem prémio europeu
FAMILY GUY CONTINUA SEM O CÃO INTELECTUAL DOS GRIFFIN
A morte de Brian O
Brian morreu. O cão falante da série de animação Family Guy apareceu pela última vez com vida no episódio que neste domingo passou na Fox norte-americana. Foi atropelado, violentamente, quando se preparava para jogar hóquei na estrada com o companheiro de muitas aventuras, Stewie, à frente da casa dos Griffin, em Quahog. Stewie saiu ileso. Brian era uma das personagens principais da série criada por Seth McFarlane, popular pelo humor negro, que está no ar desde 1999 e vai na 12.ª temporada. O próprio McFarlane dava voz a Brian (e continua a dar a Peter, Stewie, Quagmire, Tucker e Pewterschmidt). “Deram-me
uma vida maravilhosa. Amo-vos a todos.” Estas foram as últimas palavras de Brian, o cão que se comportava como um homem — um homem educado, ponderado e apaixonado (inclusive por Lois, a mãe da família Griffin), mas complexo, azedo, por vezes desequilibrado e cúmplice das mais torcidas brincadeiras de Stewie, o bebé psicopata. Os Griffin estavam junto dele, a chorar uma perda que apanhou os fãs completamente de surpresa. Numa entrevista ao E!, o produtor executivo Steve Callaghan disse que a ideia surgiu na “sala dos argumentistas” e que “pegou fogo” logo ali — “pensámos que seria uma forma divertida de agitar as coisas”. “Parecia mais real que um cão fosse atropelado
por um carro do que se uma das crianças morresse.” Pelo que diz Callaghan, a morte de Brian é só a morte de Brian. O rol de personagens não ficará mais curto, nem o agregado familiar dos Griffin será menor: no mesmo episódio em que a série perdeu Brian, surgiu Vinny, uma nova personagem, também um cão falante, que ocupará o lugar de Brian. Não será McFarlane a dar-lhe voz, mas um estreante no elenco: Tony Sirico, o Paulie ‘Walnuts’ Gualtieri de Os Sopranos. Vinny será uma personagem mais dura, mais rude, adianta Steve Callaghan. Brian era um tipo inteligente. O que não impediu alguma violência e episódicas obscenidades ao longo dos seus oito anos humanos (55 anos de cão). A Fox fez um vídeo-elegia de Brian (ver acima). Um in memoriam que não faz jus à década de gargalhadas que esta personagem proporcionou. Brian entrou em todos os episódios da série desde o piloto. O último, exibido neste domingo, dava no título uma pista sobre o que estaria para acontecer, ao mesmo tempo que piscava o olho aos regressados Monty Python: A vida de Brian. A ressurreição de Brian também seria possível, não tivesse Stewie destruído a sua máquina do tempo neste mesmo episódio.
O calçado português, através da campanha ´Portuguese Shoes: The sexiest industry in Europe´, ganhou o prémio europeu de promoção empresarial na categoria de apoio à internacionalização das empresas. Para trás ficou o champanhe francês, representado pela International Relays da região de Champanhe-Ardenne. Os prémios, uma iniciativa da Comissão Europeia que pretende incentivar o empreendedorismo, foram ontem entregues em Vilnius, na capital da Lituânia, uma cerimónia integrada na Assembleia Geral para as Pequenas e Médias Empresas promovida pela presidência lituana da UE. A campanha tem por rostos os manequins portugueses Sara Sampaio e Gonçalo Teixeira.
NBA Bicampeões Heat continuam de vento em popa
Mais um jogo, mais uma vitória. Os bicampeões Miami Heat continuam de vento em popa neste início de época da NBA. Na madrugada desta terça-feira, a formação treinada por Erik Spolestra venceu os Phoenix Suns por 107-92. LeBron James – 35 pontos, cinco ressaltos e quatros assistências – esteve em destaque. Realce ainda para as mãos quentes de Dwayne Wade, autor de 21 pontos, e do suplente Ray Allen, que fez 17 pontos. Do lado dos visitantes, Channing Frye – 16 pontos – e do base Goran Dragic, com 14 pontos, foram as unidades em maior evidência. Em 14 jogos, os Heat venceram 11 partidas.