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Hoje Macau 27 OUT 2014 #3201

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

WWW.HOJEMACAU.COM.MO

MOP$10

S E G U N DA - F E I R A 2 7 D E O U T U B R O D E 2 0 1 4 • A N O X I V • N º 3 2 0 1

hojemacau ANIMAIS

MIF SECTOR TÊXTIL DE MACAU À BEIRA DO FIM

Por um fio Em dia de encerramento da 19ª edição da Feira Internacional de Macau outros fins se anunciam. O sector fabril reuniu-se no pavilhão Made in Macao e, segundo um empresário do sector, a indústria têxtil está prestes a morrer, a menos que o Governo ou outros agentes económicos intervenham.

Lei aprovada sem espinhas Depois dos chumbos, a Lei de Protecção dos Animais foi finalmente aprovada sem nenhum voto contra dos deputados que, no entanto, não deixaram de tecer algumas críticas ao diploma.

POLÍTICA PÁGINA

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Guanxi Susana Chou contra o nepotismo POLÍTICA PÁGINA

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ASSÉDIO SEXUAL

Abraços e rumores SOCIEDADE PÁGINA

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BOLINHA

A LETRA ´ DA AGUIA PUB PUB

AGÊNCIA COMERCIAL PICO 28721006

PÁGINAS 2-3

Benfica de Macau sagrou-se campeão com um triunfo suado sobre o Monte Carlo. A vitória só chegou nos penáltis onde o guarda-redes encarnado brilhou ao converter uma penalidade com um remate de letra. PAG. 18


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REPORTAGEM

MADE IN MACAO PRODUTOS LOCAIS DO SECTOR FABRIL EM DESTAQUE

hoje macau segunda-feira 27.10.2014

Quatro associações do sector fabril juntaram-se no pavilhão Made in Macao na 19ª edição da MIF para mostrar que ainda há uma indústria que produz e dá emprego para além do Jogo. José Tang, empresário do sector têxtil, dá o grito de alerta: “as fábricas estão a fechar, estamos a fazer os últimos esforços para continuar”

HOJE MACAU

O suspiro que resta das fábricas

A VISITA DE XI JINPING

Para mostrar o quão importante é a indústria têxtil em Macau, José Tang mostra uma fotografia de 2009. Xi Jinping ainda não comandava os destinos da República Popular da China (RPC) mas visitou Macau aquando da tomada de posse de Chui Sai On como Chefe do Executivo.

ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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INCO mulheres envergam as fardas de trabalho e improvisam o circuito de produção industrial de peças de roupa, que depois são exportadas para grandes marcas do mundo da moda. O processo deixou de ser feito a várias mãos para passar a ser computadorizado. José Tang, ligado a diversas associação do sector manufactureiro, com uma medalha de honra pelo trabalho feito na área têxtil, é um patrão orgulhoso, mas preocupado com o presente e, sobretudo, com o futuro. É no encerramento da 19ª edição da Feira Internacional de Macau (MIF), quando o pavilhão “Made in Macao” está quase a fechar portas, que José Tang fala ao HM de uma indústria a definhar. “As fábricas estão a fechar, estamos a fazer os últimos esforços para continuar”, conta o proprietário de uma fábrica localizada junto à Ilha Verde. “Nos últimos 40 anos Macau tem sido um território muito forte

Se as pessoas e o Governo desistirem a indústria vai desaparecer”, disse José Tang. Como solução, o empresário do têxtil defende que as operadoras de Jogo podiam ter um papel fundamental, comprando os produtos aqui produzidos. “A indústria do Jogo é muito grande mas pode ajudar a indústria manufactureira e os nossos produtos. Se as pessoas do sector do Jogo e os departamentos do Governo pensarem em comprar produtos de Macau e das empresas locais, só essa indústria por si só pode dar-nos uma vida”, defendeu o empresário. “A indústria do Jogo só contrata pessoas de fora, de Hong Kong, Singapura. Não têm sentimentos em relação a Macau, não conhecem. Têm os seus próprios amigos e parceiros de negócio e ignoram as empresas de Macau. Se as seis operadoras de Jogo comprassem produtos locais garanto-lhe que as fábricas de Macau iriam sobreviver. Assim novas fábricas poderiam aparecer da China e Hong Kong e dariam emprego às pessoas”, disse ainda José Tang.

em termos de produção manufactureira, exportando para Portugal, Europa, América. O programa de diversificação do Governo não foi levado a sério por Macau, cada

departamento está a pensar nos seus próprios orçamentos. Mas nada foi dito em relação à melhor forma de promover os produtos. A indústria vai morrer, sem dúvida.

“A indústria do Jogo só contrata pessoas de fora, de Hong Kong, Singapura. Não têm sentimentos em relação a Macau, não conhecem. Têm os seus próprios amigos e parceiros de negócio e ignoram as empresas de Macau” JOSÉ TANG Empresário têxtil


reportagem 3

hoje macau segunda-feira 27.10.2014

“Se as seis operadoras de Jogo comprassem produtos locais garanto-lhe que as fábricas de Macau iriam sobreviver. Assim novas fábricas poderiam aparecer da China e Hong Kong e dariam emprego às pessoas” JOSÉ TANG

“Fez questão de ir à minha fábrica. Isso mostra que o Governo Central dá importância a estas indústrias”, confidenciou. Perante uma indústria a pedir por socorro, José Tang aponta o dedo ao Governo local e não a Pequim. “Os responsáveis do Governo chinês acreditam nisso e tentam mesmo mostrar ao Governo local e aos operadores de Jogo para se fazer algo mais do que o Jogo. Somos 600 mil pessoas em Macau e nem todos querem trabalhar para o Governo ou no Jogo. A maioria dos nossos trabalhadores tem entre 50 e 60 anos, não há jovens nas máquinas. Essas pessoas querem manter os empregos e não querem ir para um casino. Em Pequim querem a diversificação, mas fala-se mais do que se faz”, frisou ao HM.

MOBÍLIAS, TRANSPORTES E COMIDA

Entre quinta-feira e ontem, o pavilhão “Made in Macao” teve uma exposição virada para as coisas que precisamos no dia-a-dia, desde os transportes até aos produtos alimentares, ou mesmo mobílias para a casa. Todos os produtos são feitos em Macau, em fábricas e negócios que também lutam pela sobrevivência. A presença fez-se através da junção de quatro “importantes” associações da área: a Associação Industrial de Macau, Associação de Exportadores e Importadores de Macau, Associação de Comerciantes Têxtil de Macau e Associação de Fretadores de Macau. Apesar disso, José Tang não duvida de que, para o ano, vão regressar à MIF para mais uma tentativa. “Este ano quisemos ter uma presença mais dinâmica para mostrar às pessoas que há mais coisas feitas em Macau para além do Jogo. Por isso é que temos uma linha de produção com tecnologia na área das manufacturas, tudo é feito por computador, até a produção de biscoitos e outros produtos alimentares. Também podemos fazer produtos de assinatura”, concluiu o empresário.

F

OI o ano passado que a assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) determinou que seria o Ano Internacional da Quinoa. Os motivos? Estas sementes, ricas em proteínas e sem glúten, são as armas ideais para quem quer ter uma alimentação saudável. Este ano, a Quinoa foi também a arma utilizada pelo Peru na sua estreia na 19ª Feira Internacional de Macau (MIF). Na feira, que decorreu no Venetian entre quinta-feira e ontem, o país fez-se representar de duas formas, não apenas no pavilhão dos países

19ª MIF POUCOS ACORDOS COM AMÉRICA LATINA

Acto falhado da América Latina, mas também com um pavilhão próprio da Câmara de Comércio do Peru em Macau. “Na Europa e na América as pessoas já conhecem a Quinoa, mas na Ásia só agora é que esse produto está a começar a ser reconhecido. O Peru gostava mesmo de promover mais a Quinoa em Macau”, disse ao HM Sónia Prado Chan, directora executiva da Associação de Macau para a Promoção

MAPEAL QUER TRAZER ESCRITORES L ATINO-AMERICANOS Por forma a mostrar as influências que os escritores da América Latina podem ter na literatura asiática, a MAPEAL pretende organizar um seminário em Macau para promover a literatura latino-americana. “É diferente em relação à Ásia. Mas os escritores têm muita influência nos escritores chineses, por exemplo, Gabriel Garcia Marquez. No próximo ano estamos a planear convidar autores latinoamericanos para dar uma espécie de conferência ou um curso sobre o tema. Queremos encorajar mais as pessoas, e especialmente os estudantes, a conhecer mais sobre a América Latina”, disse Sónia Prado Chan.

de Intercâmbio entre Ásia-Pacífico e América Latina (MAPEAL).

PROTOCOLO ZERO

No contexto dos países latino-americanos, também a Costa Rica fez a sua estreia na MIF. Contudo, na hora de fazer negócio, a Quinoa, o café da Colômbia ou do Equador ou os chocolates não conseguiram conquistar os chineses. Sónia Prado Chan, que organiza o pavilhão dos países da América Latina na MIF com a MAPEAL há sete anos, confirmou ao HM que não foi assinado qualquer protocolo de negócios, à semelhança do que aconteceu o ano passado. Para os vizinhos do poderoso Brasil, no que às relações bilaterais com a China diz respeito, ainda há muito trabalho a fazer. “Até agora estamos satisfeitos com a presença do pavilhão, mas claro que se tivéssemos mais investidores profissionais seria melhor. Gostaríamos de ter mais oportunidades de negócio e aí poderíamos ter mais investidores. Temos de fazer mais promoção e convidar mais importadores locais de produtos alimentares. Penso que há muitos expositores e temos de ter uma promoção mais intensiva”, explicou Sónia Prado Chan ao HM. Apesar disso, do lado da Costa Rica ficou a sensação de

objectivo cumprido, com a promessa de regresso para 2015, com novos produtos. Do lado do pavilhão da Câmara de Comércio do Peru em Macau, foram assinados “menos de dez protocolos”, confirmou ao HM Bonnie Cheong, membro da comissão executiva. “A nossa presença na MIF foi boa, mas pensamos que a feira não se foca muito nos diversos segmentos de clientes. O nosso objectivo principal para vir aqui é encontrar os clientes certos e estabelecer parcerias. Não correspondeu muito às expectativas, apesar das infra-estruturas e do espaço serem bons. Mas a maioria dos visitantes apenas passa junto dos pavilhões, alguns, mas poucos, fazem perguntas sobre os produtos”, explicou Bonnie Cheong. Apesar disso, a responsável garantiu que o Peru vai fazer-se representar para o ano da mesma forma, considerando a presença na MIF “um bom investimento”.

VINHO É O QUE MAIS VENDE EM MACAU

Sónia Prado Chan não tem dúvidas: o produto que mais é exportado para Macau, oriundo deste continente, é o vinho. “As pessoas em Macau gostam muito de vinho, penso que é sem dúvida o produto mais popular”,

disse a responsável da MAPEAL, que destacou ainda a presença do México, Argentina e Chile, este último também devido aos néctares de Baco. Quanto aos números de exportações para Macau e China, a MAPEAL não tem dados concretos, mas Sónia Prado Chan confirma que são pequenos. “É um mercado que ainda está a crescer, não são números muito grandes. Neste momento penso que temos de fazer maior promoção primeiro em Macau, para estarmos mais expostos a potenciais compradores. Isto porque muitos produtos da América Latina não são familiares às pessoas”, admitiu. O foco, não só dos importadores como do próprio Governo, continuam a ser os países onde se fala português. “Claro que estão focados nos países de língua portuguesa. Fazendo uma comparação, a atenção do Governo não é tanta. Penso que têm de dar maior atenção (aos países da América Latina)”, disse Sónia Prado Chan. Caso consigam penetrar mais facilmente no mercado chinês, a ideia é ir para cidades como Zhuhai ou Cantão. Sónia Prado Chan lembra ainda que, para além dos vinhos, há muitos produtos pelos quais os chineses poderiam ficar apaixonados. “Há também o café, e não apenas da Colômbia, posso dizer que os cafés da Costa Rica, Panamá e Equador são muito bons e estão no top dos dez melhores do mundo. - A.S.S.


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POLÍTICA

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ANIMAIS APROVADA PROPOSTA DE LEI DE PROTECÇÃO DO GOVERNO

O passo em frente GCS

O hemiciclo votou na passada sexta-feira a proposta de Lei da Protecção dos Animais sem a presença de José Pereira Coutinho. Deputados falaram de uma proposta “equilibrada”, mas pediram o licenciamento de veterinários e lojas de animais

“Houve vozes no processo de consulta que pediram o licenciamento dos veterinários e lojas, mas parece que o Governo entende que essa será uma matéria a ser tratada através de diplomas complementares”, lembrou o deputado Ng Kuok Cheong. Também o deputado eleito pela via directa Ho Ion Sang falou da questão. “O regime e licenciamento dos veterinários não são falados nesta proposta de lei”, apontou. Do lado do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), a garantia foi que esses trabalhos estão a ser feitos, mas não foi apresentado um calendário. “Temos já projectos definidos e outros diplomas que podem ser melhorados para serem conjugados com esta proposta de lei”, apontou uma responsável do IACM.

SERÁ QUE OS FISCAIS CHEGAM?

Outra das dúvidas levantadas pelos deputados prende-se com o possível aumento de trabalho junto dos funcionários do IACM na fiscalização do cumprimento da lei. “Será que foi feita uma avaliação do trabalho do IACM e o número de fiscais que podem ser destacados?”, questionou Ho Ion Sang. Do lado do Governo ficou garantido que a entrada em vigor do diploma não trará problemas do ponto de vista prático. “Fizemos uma avaliação em relação ao nosso pessoal e cremos que somos capazes de desempenhar essa função. Podemos solicitar a colaboração da polícia e temos um número suficiente de pessoal para a fiscalização”, disse a mesma responsável do IACM.

“O regime e licenciamento dos veterinários não são falados nesta proposta de lei” NG KUOK CHEONG Deputado

ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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HEGOU ao fim um impasse legislativo que já durava desde 2008. A proposta de Lei de Protecção dos Animais foi aprovada na generalidade, sem nenhum voto contra dos deputados. Contudo, o deputado José Pereira Coutinho, autor do projecto de lei sobre o mesmo assunto chumbado duas vezes na Assembleia Legislativa (AL), não esteve presente. O HM tentou saber os motivos da ausência, mas o deputado não se mostrou

disponível para falar até ao fecho desta edição. Apesar da aprovação do hemiciclo, a proposta de lei não deixou de receber algumas críticas por

parte dos deputados. A primeira prendeu-se com a ausência no diploma de normas relativas ao licenciamento para médicos veterinários e lojas de animais.

CHUI SAI CHEONG MAIS REGRAS SOBRE GALGOS Quem também pediu mudanças no diploma aquando da discussão na especialidade foi o deputado indirecto e irmão de Chui Sai On, Chui Sai Cheong. O deputado lembrou que as normas relativas às corridas de galgos precisam de ser aperfeiçoadas. “O conteúdo merece um ajustamento, nomeadamente sobre os galgos e cavalos que entram em corridas. Temos as nossas corridas de galgos e é uma matéria que tem de ser resolvida na especialidade”, apontou.

De frisar que, durante o plenário, não foi feita nenhuma referência à carta enviada pela Sociedade de Protectora dos Animais de Macau (ANIMA), que levantava vários pontos negativos presentes no diploma. Apenas Leong Veng Chai, número dois de Pereira Coutinho, falou dos pontos já descritos por Albano Martins, presidente da ANIMA. “Com tantos anos de estudos e consultas parece que esta proposta foi elaborada de forma pouco cuidada. Os direitos fundamentais dos animais não estão definidos. Espero que na discussão na especialidade essa matéria possa ser introduzida. A definição de abandono é irrazoável. As pessoas criam os animais, mas depois da brincadeira deixam-nos nos canis.

“Com tantos anos de estudos e consultas parece que esta proposta foi elaborada de forma pouco cuidada. Os direitos fundamentais dos animais não estão definidos” LEONG VENG CHAI Deputado

Será que os animais depois vão ser sujeitos a abate? Os donos devem ser responsáveis e não empurrar essa responsabilidade para o Governo”, apontou. Opinião contrária mostrou a Secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan. “Entendemos que é uma proposta equilibrada, porque exige maior responsabilidade dos donos. Mas há espaço para aperfeiçoar o diploma na discussão na especialidade”, concluiu.

TNR Ella Lei denuncia salários em falta

A

deputada indirecta Ella Lei utilizou o período de interpelações orais antes da ordem do dia para falar de casos de Trabalhadores Não Residentes (TNR) que alegadamente não terão recebido qualquer salário. “No passado mês de Maio, houve TNR que se queixaram de não lhes ter sido atribuído trabalho e de não terem recebido pagamento, após a obtenção do cartão azul (blue card). Há dias recebi também algumas queixas com a indicação de que, em meados de Julho, foram os queixosos contratados para vir para Macau exercer tarefas de construção civil, que nunca chegaram a iniciar nem receberam pagamento”, apontou a deputada. Ella Lei pede, por isso, maior fiscalização a este tipo de casos. “Segundo a lei vigente, só podem ser importados trabalhadores desde que a mão-de-obra local seja insuficiente e é por isso que os empregadores importam. Mas se, afinal, não têm trabalho para eles, isto já é ilegal e até pode suscitar situações de falsas declarações. Porque é que as empresas podem ser autorizadas a contratar TNR se não têm trabalho para lhes dar?”, questionou a deputada que representa a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM).


política 5

hoje macau segunda-feira 27.10.2014

‘OCCUPY CENTRAL’ AU KAM SAN PEDE RESPOSTAS ÀS SOLICITAÇÕES DE MACAU

“Uma espada de dois gumes” ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

O

S protestos em Hong Kong voltaram a estar presentes em mais uma sessão plenária da Assembleia Legislativa (AL), mas desta vez apenas com o deputado Au Kam San a referir que não se sabe o caminho que o movimento ‘Occupy Central’ vai tomar daqui adiante. “Temos de admitir que o ‘Occupy Central’ é uma espada com dois gumes e depois de ter começado, ninguém vai sair vencedor. (...) Esta manifestação não tem seguido a rota delineada e transformou-se numa manifestação liderada por jovens estudantes que não se ficou apenas por Central, espalhando-se por outros locais. É como a Caixa de Pandora, depois de aberta não há nada a fazer. Por isso é que a situação está como está”, apontou numa interpelação oral antes da ordem do dia, na sexta-feira. Au Kam San lembrou que este se trata de um “movimento democrático” que vai fazer parte da história da civilização, para o bem e para o mal. “Não me preocupa nada dizer que também está a ter algum impacto negativo para a sociedade, o que aliás está à bem vista de todos”, frisou ainda.

VERDADEIRA REFORMA

Pensando nas possíveis consequências para Macau, o deputado, parceiro de Ng Kuok Cheong no hemiciclo, pede que o Governo faça uma “verdadeira reforma” do sistema político, ao contrário do que aconteceu em

O deputado Au Kam San considera que o movimento ‘Occupy Central’ em Hong Kong se transformou numa “espada com dois gumes” que “não tem seguido a rota delineada”. Para Macau, o pró-democrata pede que o Governo faça uma “verdadeira reforma” e oiça o que a população pede 2012, quando a AL passou a contar com mais dois deputados directos e dois indirectos. “Esperamos que a luta pela democracia não crie qualquer divisão social. Como se pode evitar que situação idêntica aconteça em Macau? O Governo deve responder seriamente às solicitações de democracia por parte da sociedade. Concretizar o quanto antes o sufrágio universal para a eleição do Chefe do Executivo é o caminho que Macau deve seguir. Não se deve descurar a determinação dos residentes de Macau”, considerou Au Kam San. “Que o regime democrático prejudica direitos adquiridos e almoços políticos gratuitos é quase um dado certo, mas será que não podemos pôr de lado os interesses individuais em detrimento dos interesses gerais da sociedade?”, questiona o deputado, que lembra as diferenças da sociedade de Macau em relação a Hong Kong.

“A facção pró-Pequim tem por cá uma força poderosa, os empresários são mais unidos, os média também são auto-disciplinados e a sociedade está totalmente controlada. Mesmo

“Que o regime democrático prejudica direitos adquiridos e almoços políticos gratuitos é quase um dado certo, mas será que não podemos pôr de lado os interesses individuais em detrimento dos interesses gerais da sociedade?”

que em Macau se implemente o sufrágio universal, estamos em crer que serão bem menores as dores de cabeça para o Governo Central”, disse, lembrando que a oposição à democracia vem “do círculo dos que usufruem direitos adquiridos”. Por isso, “os residentes de Macau podem discutir sobre tudo e podem atingir consensos”, sendo que “é sempre possível chegar a um regime democrático que corresponda ao desenvolvimento económico, necessidades sociais e preferências dos residentes”, concluiu Au Kam San.

Engenharia Faltam normas no Regime Jurídico de Acreditação

O

presidente da Associação de Engenharia Geotécnica, Lee Hay Ip, considera que, embora a Assembleia Legislativa (AL) esteja a discutir a proposta do Regime Jurídico de Acreditação, Registo, Inscrição e Qualificação para o Exercício de Funções Profissionais nos Domínios da Construção Civil e do Urbanismo, as responsabilidades dos engenheiros de fiscalização – parte integrante da proposta - não estão muito claras, assim como carece de normas e regulamentação do sector. A proposta da lei regulamenta que os engenheiros de fiscalização acumulem várias funções, incluindo a de fiscalizar se as obras estão de acordo com a legislação e o seu plano. No entanto, o presidente considera que as responsabilidades dos engenheiros de fiscalização, escritas na proposta, são importantes e abrangentes, mas existe pouco esclarecimento quanto às funções do cargo em causa. “Acho que a proposta carece de regulamentação de obras e normas autoritárias. Espero que através do intercâmbio e cooperação entre o sector e o Governo, e até das consultas públicas, seja elaborada uma regulamentação adequada para o território, sendo fundamental para o cargo de engenheiro de fiscalização”, frisou Lee Hay Ip. Ao canal chinês da Rádio Macau, o presidente, quando questionado sobre a razão pela qual as obras do Governo que também são fiscalizadas por engenheiros, continuam a apresentar falta de qualidade, o especialista disse que, para que isso não aconteça, é necessário que os profissionais possam manter-se por mais tempo nos locais de construção, aumentando assim o poder de fiscalização. - F.F.

CHUI SAI ON NOMEAÇÃO DE SECRETÁRIOS DECORRE COM “NORMALIDADE”

Nomes em Pequim C HUI Sai On assegurou que a nomeação dos Secretários está a decorrer com “normalidade”, acrescentando ainda que tem vindo a ser realizada uma avaliação interna como forma de melhorar os trabalhos da Assembleia Legislativa. Em comunicado, o Chefe do Executivo referiu ainda que os procedimentos estão a ser feitos “activamente”, incluindo a entrega de hipotéticos nomes a Pequim e a nomeação e indigitação dos Secretários. Tudo

está a ser feito, disse Chui Sai On no sábado, de acordo com os trâmites da Lei Básica. No mesmo dia, o Chefe do Executivo aproveitou para referir que os trabalhos da AL não deverão ser afectados pelas alterações governativas actualmente em curso, ou seja, pela nomeação de novos Secretários. A confirmação da mudança dos actuais altos cargos foi dada na semana passada, pelo próprio líder governamental, quando

Si Ka Lon Revisão da Lei da Publicidade questionado sobre o atraso na apresentação do documento das Linhas de Acção Governativa (LAG) para este próximo ano. É que desta vez, o relatório será apresentado em Março de 2015 e não em Novembro, como é já hábito. “Espero que a nova equipa do Executivo possa apresentar o relatório das LAG em Março do próximo ano, portanto o relatório só vai ser feito no primeiro trimestre do próximo ano”, disse o Chefe do Executivo, no passado dia 20.

À semelhança da colega Song Pek Kei, também o deputado Si Ka Lon, número dois de Chan Meng Kam, pede que o Governo proceda a uma revisão da Lei da Actividade Publicitária, por forma a evitar casos de burlas protagonizados por falsos casinos online. “Procedam, o quanto antes, a uma investigação a fundo sobre as tais propagandas na internet e apliquem a lei. As autoridades devem desmontar essa publicidade ilegal”, lembra Si Ka Lon, frisando ainda que o Governo deve “rever a lei, agravando as sanções, sobretudo no que diz respeito a situações graves, às quais devem ser imputadas responsabilidades penais”.


6 política

hoje macau segunda-feira 27.10.2014

RECRUTAMENTO CENTRALIZADO SUSANA CHOU SUSPEITA DA EFICÁCIA

CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

A

ex-presidente da Assembleia Legislativa (AL), Susana Chou, tem dúvidas sobre a verdadeira eficácia do Regime de Recrutamento Centralizado. A ex-política diz no seu blogue que não acredita totalmente que esta medida possa evitar o “nepotismo” que se faz sentir no Governo. “Em 2011, já tinha escrito que quando era presidente da AL, já tinha ouvido o Governo dizer que ia criar um sistema de recrutamento centralizado para evitar a cultura do ‘guanxi’ [nepotismo]. Claro não vou contra a ideia, mas sinceramente sempre tive dúvidas sobre se o recrutamento centralizado poderá ser realmente uma solução verdadeira e ideal

A eterna cultura do ‘guanxi’ A ex-presidente da AL critica o facto de ainda haver ‘nepotismo’ no seio do Governo e diz que mudar a forma como se recrutam funcionários não vai alterar nada, a menos que os dirigentes deixem de utilizar o seu direito político para favorecer interesses para resolver [os problemas] de gestão na Função Pública”, escreve Susana Chou. A ex-presidente da AL admite que - fazendo uso da sua experiência como empresária – nem sempre é mau o “nepotismo ou o favoritismo”. O problema, diz, é que não se pensa de forma racional quando, no

“O problema não é promover-se para um cargo um ou outro amigo ou familiar. O problema é que tem que se promover os que têm moral e capacidades”

RESIDENTES PACIENTES PUB

ANÚNCIO

HM - 1ª vez 27-10-14 Execução Ordinária nº

CV1-14-0013-CEO

1º Juízo Cível

Exequente: ENTRETENIMENTO SAI TAI WU LIMITADA, (西太湖娛樂 有限公司), com sede em Macau, na Rua de Nam Keng, Edifício “The Buckingham”, 13º. andar A, Taipa, registada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis sob o nº39102 (SO).--Executado: 周永春(ZHOU YONGCHUN), casado, no regime da separação de bens com ZHANG JING, titular do Bilhete de Identidade Permanente de Macau nº.148XXX(X), com última residência conhecida na Rua de Brás da Rosa, nº.49, 7 andar O , Macau, ora ausente em parte incerta.-------------------------------------------------------------------- FAZ-SE SABER que, pelo 1º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base da R.A.E.M., correm éditos DE TRINTA (30) DIAS, contados a partir da segunda e última publicação do respectivo anúncio, citando o Executado, supra identificado, para, no prazo de VINTE DIAS, findo o dos éditos, pagar a dívida exequenda de HKD$2,000,000.00 equivalentes a MOP$2,058,000.00, ou nomear bens à penhora, ou deduzir oposição, seguindo-se os ulteriores termos até final, com custas, selos e procuradoria a seu cargo, tudo como melhor consta do requerimento inicial e documentos e do despacho de fls. 17, cujos duplicados se encontram nesta secretaria à disposição do citando.------------------------------------------------------ E ainda que é obrigatória a constituição de advogado caso seja deduzida oposição (artº. 74º. do C.P.C.)---------------------------------Na R.A.E.M., 14 de Outubro de 2014 A Juiz,

Executivo, se faz este tipo de escolhas. “O problema não é promover-se para um cargo um ou outro amigo ou familiar. O problema é que tem que se promover os que têm moral e capacidades. Ninguém gosta de trabalhar com um empregador ou empregado que tem um pensamento totalmente diferente do seu, porque assim a eficácia do trabalho vai ser baixa, mas também não se pode apenas abrir a porta a amigos e familiares só porque uma pessoa tem esse direito na mão.” Susana Chou escreve ainda que o recrutamento centralizado não é o suficiente para matar a “má cultura do favoritismo”, pelo que são os dirigentes, diz, quem tem que saber como exercer o seu direito político. “[Os dirigentes] devem entender que o objectivo

começa por dizer. “De facto, penso que os residentes de Macau já são simpáticos e inclusivos. Ouvi muitas críticas a pessoas nomeadas pelo Chefe do Executivo, mas estas são porque lhes falta moral e capacidade para o cargo que ocupam, não são pelo facto de estes cargos terem uma relação próxima com o Chefe do Executivo. Se isto acontecesse em Hong Kong, a reacção iria ser diferente.” [do seu cargo] é para servir bem o povo através do seu direito, não podem abusar e favorecer interesses dos seus amigos e familiares”,

E O FUTURO?

A ex-presidente da AL considera que a existência do ‘guanxi’se deve aos próprios dirigentes – aos “seres huma-

“Nos últimos anos, sempre ouvi uma frase: ‘Macau é tão podre que não tem nada, a não ser dinheiro.’ Sinceramente, não quero que esta frase seja verdadeira”

nos”, como escreve – e não ao mecanismo de recrutamento e alerta para que “mesmo que se mude a forma de recrutar [funcionários públicos], isso não vai resolver todas as desvantagens deste recrutamento da Função Pública” e não vai adiantar se não se mudarem mentalidades. Susana Chou admitiu que, como já saiu da política de Macau, não é bom fazer críticas, mas salienta que, como ama Macau, tem sempre que dar atenção à “felicidade” dos residentes. “Estou contente com o desenvolvimento de Macau nos últimos 15 anos, mas por outro lado, preocupo-me com as políticas do Governo, porque não são correspondentes com o desenvolvimento social e exigências dos cidadãos. Além disso, os departamentos do Governo continuam a expandir-se e a abusar do dinheiro público, a capacidade de administração dos dirigentes do Governo é relativamente baixa e isso resulta em falta de acções e abusos de direitos. Estes fenómenos deixam-me preocupada.” Susana Chou acredita que, se os problemas não se resolverem, no futuro vai haver uma crise no desenvolvimento de Macau. “Nos últimos anos, sempre ouvi uma frase: ‘Macau é tão podre que não tem nada, a não ser dinheiro.’ Sinceramente, não quero que esta frase seja verdadeira”, colmata.

Moçambique Consulado geral inaugurado sexta-feira

A

abertura de um consulado de Moçambique em Macau visa “reforçar ainda mais a cooperação bilateral” do país africano com a China, disse o embaixador António Inácio Júnior, na sexta-feira. O diplomata, que presidiu à cerimónia inaugural do posto consular em Macau, sublinhou que a China já investiu nos últimos anos mais de quatro mil milhões de dólares em Moçambique. Em declarações à agência Lusa à margem da cerimónia inaugural do Consulado-Geral de Moçambique em Macau, António Inácio Júnior destacou que o investimento chinês no seu país é diversificado, sendo que “42% foi feito no sector dos transportes e comunicações, 31% na indústria como a agricultura e 12,5% nos serviços”.

Inácio Júnior lembrou que a China é, actualmente, o segundo maior investidor em Moçambique, mas quer potenciar ainda mais a relação bilateral esperando, ao nível puramente comercial, atingir em 2014 os dois mil milhões de dólares de trocas. “Este Consulado é a concretização de um objectivo que temos vindo a consolidar nos últimos anos para ampliar a nossa presença na Grande China e num quadro de relacionamento privilegiado com este país, aqui formulado e vincado através de Macau, a cidade plataforma da China para os países de língua portuguesa”, disse. O consulado de Moçambique em Macau será liderado pelo diplomata Rafael Custódio Marques.

Lei de Enquadramento Orçamental em 2015

O plenário de sexta-feira ficou também marcado pela discussão na generalidade da execução do Orçamento do Governo em 2013, tendo Ho Veng On, do Comissariado de Auditoria, feito uma apresentação da análise aos gastos públicos. As contas, que serão analisadas pelos deputados da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), chamaram a atenção dos deputados devido à baixa taxa de execução do Plano de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração (PIDDA), que se cifrou nos 39,6%. Francis Tam, Secretário para a Economia e Finanças, adiantou que o documento de consulta pública sobre esta proposta de lei deverá estar pronto no final deste ano, sendo que o diploma em si só deverá ser redigido em 2015, algo que contraria o que foi dito ao HM pela Direcção dos Serviços de Finanças que a revisão da Lei do Enquadramento Orçamental deveria ficar concluída ainda até ao final deste ano. Chan Chak Mo, deputado indirecto, associou os números baixos do PIDDA ao facto de muitas obras estarem atrasadas na sua conclusão, tal como o metro ligeiro ou ao terminal marítimo do Pac On.


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hoje macau segunda-feira 27.10.2014

Wong Kit Cheng Mais cargos para enfermeiros

Austrália Cooperação na imigração

O Governo australiano está a cooperar com as autoridades de imigração locais para apertar o cerco à fraude com passaportes e outros documentos de identidade ilegais. Por um lado, especialistas em documentação forense, líderes na detecção de passaportes fraudulentos, partilharam os seus conhecimentos e técnicas de alta tecnologia de examinação documental com agentes da PSP de Macau. O Cônsul Geral da Austrália em Hong Kong e Macau, Paul Tighe, referiu que a fraude com passaportes e outros documentos de identidade é um “problema sério” que está intimamente relacionado com o combate de crimes internacionais como tráfico humano ou terrorismo. “Ao trabalhar mais proximamente, as autoridades de Macau e da Austrália podem ajudar a reduzir o impacto nefasto destes problemas e que dependem do sucesso do trabalho fronteiriço”, referiu Tighe, em comunicado.

Rui Moreira sem mãos a medir GCS

O director dos Serviços de Saúde (SS), Lei Chin Ion, afirmou que a qualificação de enfermeiro irá ser divida em dois níveis, quando entrar em vigor o novo regime de classificação para os profissionais de saúde, mas Wong Kit Cheng pede que sejam criados mais cargos para os enfermeiros. Depois de Lei Chin Ion ter assegurado que a classificação vai ser dividida em enfermeiros com licenciatura e com curso técnico-profissional, e como os serviços públicos só aceitam os primeiros, a deputada pede que sejam criados empregos suplementares nos serviços públicos, como centros de saúde, para que os profissionais que apenas tenham cursos técnicos possam ter mais oportunidades. Wong concorda com o facto de que apenas licenciados possam entrar nos serviços públicos, mas diz que poderiam ser criados outros cargos, até porque há falta de mão-deobra destes profissionais em Macau. A deputada dá ainda como sugestão que o Executivo importe temporariamente profissionais não-residentes para preencher esta lacuna.

NEGÓCIOS AUTARCA DO PORTO QUER INVESTIDORES CHINESES NA INVICTA

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UI Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, veio à China com o objectivo de captar investimento. Isso mesmo assumiu o autarca, que adiantou que ontem foi dia de assinar em Shenzhen um acordo de geminação entre as duas cidades, com o objectivo de promover o intercâmbio e a cooperação com o Porto. O Chefe do Executivo, Chui Sai On, recebeu o presidente da Câmara do Porto, para um jantar em Santa Sancha, na sexta-feira, onde o autarca convidou o Chefe do Executivo de Macau a conhecer a Invicta. No programa Rádio Macau Entrevista, Rui Moreira disse que sabe que Chui Sai On está a preparar uma viagem a Portugal e que espera que essa viagem permita uma visita ao Porto. “Muitas vezes o problema português é que nós concentramos excessivas atenções na capital (...), nós pretendemos que o Porto, que é a segunda metrópole do país, possa também mostra-se ao mundo e explicar

“Pretendemos que o Porto, que é a segunda metrópole do país, possa também mostra-se ao mundo e explicar aquilo que tem de diferença e de oportunidades, num tempo em que sabemos que o investimento chinês em Portugal tem corrido muito bem” aquilo que tem de diferença e de oportunidades, num tempo em que sabemos que o investimento chinês em Portugal tem corrido muito bem. Tem sido, de facto, um processo de maturação

conjunto e nós esperamos também podermo-nos sentar à mesa e partilhar estas experiências”, frisou aos microfones da rádio.

ATRAIR INVESTIMENTO

Rui Moreira veio a Macau - e a Shenzhen - para chamar investidores chineses. Especificamente, os objectivos são “apresentar o novo conceito da cidade do Porto”, “contactar investidores” privados e governos e “falar das questões do lazer”, já que é “uma das grandes apostas da câmara” que pretende “aumentar a oferta turística”. Além destes temas, o autarca planeia ainda discutir as “iniciativas da universidade” do Porto e os trabalhos na área das indústrias criativas, avança a rádio. De acordo com a agência Lusa, o presidente da Câmara da Invicta teve ainda uma reunião com a Administradora do Instituto de promoção e Investimento de Macau e tem agendada uma visita à companhia de telecomunicações ZTE. Na segunda-feira, o presidente da Câmara do Porto,

FÓR UM SOBRE INVESTIMENTO NO CONSUL ADO O Presidente da Câmara do Porto vai ainda ser a personagem principal num Fórum que terá lugar na próxima quarta-feira, das 10h00 às 12h00 no Consulado Geral de Portugal em Macau. “Estrategicamente localizado no cruzamento entre a Europa, África e as Américas e com excelentes ligações terrestres, aéreas e marítimas, o Porto é uma porta ideal de acesso para estes mercados vastos”, refere a AICEP, em comunicado.

continua em Shenzhen para se encontrar com dirigentes da cidade chinesa e para marcar presença na cerimó-

nia de Assinatura do Acordo de Amizade entre Shenzhen e o Porto. Ainda no mesmo dia, regressa a Macau para jantar com o coordenador do Grande Prémio, Costa Antunes, e visitar o museu da competição. Na terça-feira, Rui Moreira tem uma reunião com o presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e na quarta-feira, o último dia desta visita, participa num seminário sobre investimento no Porto, seguindo-se um almoço com o porta-voz do Governo de Macau, Alexis Tam. Chui Sai On referiu ter em consideração a geminação entre Shenzhen e a cidade do Porto como um bom início para a cooperação e diz que o Governo se sente “muito satisfeito” por ter participado na promoção da geminação destas duas cidades.

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ANÚNCIO

HM- 1.ª vez 27-10-14 Proc. Execução de Por CV3-98-0009-CAO-A 3º Juízo Cível Custas nº. EXEQUENTE: MINISTÉRIO PÚBLICO;---------------------EXECUTADA: SOCIEDADE DE CONSTRUÇÃO E FOMENTO PREDIAL WANG NGAI LIMITADA, ausente em parte incerta, com última sede, no Bairro do Fai Chi Kei, Avenida da Concórdia, nº.71, Bloco II, R/C, Macau.-------------------------------------------------------------------*** FAZ-SE SABER que, pelo Tribunal, Juízo e processo acima referidos, correm ÉDITOS DE TRINTA (30) DIAS, a contar da data da segunda e última publicação dos respectivos anúncios, notificando, a executada acima identificada, para no prazo de UM ANO, decorridos que sejam os éditos, proceder ao levantamento e dar-se por entregue do seu veículo automóvel de matrícula ME88-51, da marca Suzuki, modelo Super Carry STD Roof, o qual se encontra nas instalações do Corpo da Polícia de Segurança Pública da RAEM, sob pena de não o fazer no dito prazo ser o aludido veículo declarado perdido a favor de Região Administrativa Especial de Macau.-----------------------------------------------------------------Macau, 21 de Outubro de 2014 ***


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SOCIEDADE

hoje macau segunda-feira 27.10.2014

UM GOVERNO NÃO INTERVÉM MAS ESTÁ “ATENTO” AO CASO DE ASSÉDIO SEXUAL

Uma questão de confiança O Executivo reage à acusação de assédio sexual na Universidade de Macau afirmando que confia na instituição e não vai intervir na autonomia da universidade FILIPA ARAÚJO

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

T

ARDOU, mas chegou a reacção do Governo ao alegado caso de assédio sexual a uma aluna da Universidade de Macau (UM): o Executivo não vai intervir, nem interferir no caso e “acredita que a UM” está a tratar do assunto de acordo “com os seus regulamentos”. “O Governo reitera ainda que não intervém, nem irá interferir na autonomia académica e na administração dos regulamentos internos das entidades de ensino

superior”, lê-se no comunicado do Governo publicado no Gabinete de Comunicação Social. A mesma nota indica que Chui Sai On, Chefe do Executivo, está atento ao caso e salvaguarda os direitos legítimos dos professores e alunos, “apoiando a administração dos regulamentos internos das entidades de ensino superior do território de acordo com a lei”. O Executivo esclarece ainda que o líder máximo da RAEM tomou conhecimento do caso através dos meios de comunicação locais. A UM desmentiu, na semana passada, que o alegado caso de assédio sexual tenha acontecido da forma como está a ser contado. Num comunicado enviado aos meios de comunicação a instituição diz que “muito do que foi reportado não foi baseado em factos e é altamente enganoso”, mas também não avança quaisquer detalhes sobre o caso que cita.

DOIS EM SEIS

No mesmo documento, a instituição afirma que não tolera casos de assédio sexual e que, nos últimos seis anos, recebeu “dois casos de alegado assédio sexual”. A universidade assegura que “em nenhum dos casos” o professor fez qualquer avanço perante os alunos e que

Reitor assegura que punição foi decisão sua

O

reitor da Universidade de Macau, Wei Zhao, assegurou na sexta-feira que o professor envolvido no alegado caso de assédio sexual a uma aluna da universidade foi punido com 12 dias de suspensão sem salário devido a uma decisão sua. “Posso contar que o que aconteceu é que o professor deu um abraço a uma aluna contra a vontade desta e que a proposta da Comissão de Investigação foi dar um aviso a este professor. Mas, como sou reitor da UM, considero que os professores deveriam ter uma moral mais elevada do que os outros e, por isso, a multa aumentou para a suspensão de 12 dias sem remuneração”, disse o responsável, de acordo com o Jornal do Cidadão. A instituição não re-

vela a identidade do professor, que se sabe ser do continente, mas o reitor revela que o académico apenas “deu um abraço” à aluna, algo que contraria o que vem a ser dito pelos alunos de que o professor convidou a estudante a ter relações sexuais com ele. O reitor Zhao Wei falava numa reunião, na sexta-feira passada, com cerca de 30 alunos da UM, onde disse que o professor envolvido “já foi avisado” e que, como a universidade dá atenção ao caso, decidiu punir este professor. Como não houve convite à imprensa, Wei Zhao foi questionado sobre porque é que não avisou os jornalistas, tendo respondido “se sempre que tem reuniões com os alunos, convidar sempre [jornalistas] vão ficar muito ocupados.” - C.L.

só não revela detalhes sobre os envolvidos no caso “para proteger ambas as partes”. A reacção chega depois de estudantes da UM e a Associação Novo Macau terem publicado na rede social Facebook que uma aluna foi “convidada a ter sexo com um professor do continente” e que este apenas foi suspenso durante 12 dias. Os alunos pediram mais informações à UM, mas esta, com base no princípio de proteger a identidade de quem está envolvido, negou-se a prestar mais declarações. Para a próxima sexta-feira está agendado, com início às 18h30, um protesto no campus da Ilha da Montanha, organizado pelo activista Jason Chao que conta com o apoio da ANM. Jason Chao considera que este é um assunto que deve ser levado para a praça pública e, por isso, diz que faz todo o sentido que o protesto assuma esta temática. O activista diz ainda que apoia a necessidade de existir uma “educação sobre os abusos sexuais”, sejam eles de que tipo forem, nas universidades. Até porque, como referiu anteriormente o activista, não há leis que criminalizem estes actos.

“O Governo reitera ainda que não intervém, nem irá interferir na autonomia académica e na administração dos regulamentos internos das entidades de ensino superior” COMUNICADO DO GOVERNO

CHEFE DE DEPARTAMENTO ATRIBUI CASO A “AGENDA POLÍTICA”

Afinal onde pára a verdade? O Chefe do Departamento de Governação e Administração Pública da Universidade de Macau (UM), atribuiu o que chama de rumores do alegado caso de assédio a pessoas que “têm motivos políticos”. Num email enviado aos alunos da UM um dia depois de Eilo Yu, outro académico, ter oferecido ajuda aos estudantes, Jianwei Wang defende que os alunos se devem concentrar nos estudos e não prestar atenção ao que vem escrito nas redes sociais. “Como chefe do Departamento, quero assegurar-vos que irá ser feito tudo para proteger os nossos estudantes de assédio sexual. Mas, não quero que fiquem com a impressão de que o Departamento é um lugar onde têm de se preocupar com a vossa segurança. Esse não é, de todo, o caso”, começa por escrever, de acordo com a versão

do email publicada na Macau Concelears. “Também sugiro que leiam as informações sobre o caso nas redes sociais com cuidado e que as julguem de forma independente. Muita dessa informação são rumores não comprovados e outros são absolutamente falsos.”

ANSIEDADE

Segundo o jornal do Cidadão, o coordenador do programa de licenciatura de Governação e Administração Pública da UM, Eilo Yu, enviou um e-mail aos seus alunos a dizer que ia proteger os estudantes da universidade ao máximo. De acordo com a carta – publicada no Facebook da Macau Concelears, uma publicação ligada aos activistas da Novo Macau – o também analista político envia uma mensagem aos alunos, que diz que se têm mostrado “ansiosos”.

“Faremos o nosso melhor para proteger os alunos de assédio sexual. Se, infelizmente, forem sexualmente assediados por alguém, por favor informem o departamento ou algum professor em quem confiem. Daremos o máximo de apoio para vos ajudar (...). Também compreendo que alguns de vocês andam distraídos dos vossos estudos [devido a este caso], se precisarem de ajuda ou conselhos, falem com os vossos professores e, certamente, podem falar comigo também”, começa por apontar a carta de Eilu Yu. “Neste departamento, a maioria dos professores preocupa-se com os alunos e fará o melhor para vos proteger.”

OUTRAS MOTIVAÇÕES

Contudo, Jianwei Wang, enviou um email – também

publicado na Macau Concelears, registada no Gabinete de Comunicação Social como publicação legal – realçando que Eilo Yu enviou o email sem autorização do Departamento. “Ele só se representa a ele próprio”, avisa, acrescentado ainda que, por trás deste assunto, há agenda política. “Concordo com o professor Yu numa coisa: que devem concentrar-se nos estudos. Não devem deixar que sejam distraídos pelos rumores espalhados por pessoas com motivos ulteriores [ao caso] e agenda política escondida.” A Macau Concelears diz que este professor – e Chefe do Departamento – “é um dos suspeitos” do caso, mas não foi possível ao HM comprovar que isto seja verdade, até porque a identidade do professor nunca foi revelada. - C.L.


sociedade 9

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Associação do Banco da China prevê queda do PIB

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Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) irá “reforçar a execução da lei nos estabelecimentos, instalações e veículos de transportes na zona de Ká Hó”, permitindo uma diminuição no impacto das fontes de poluição na zona e zonas adjacentes. Num comunicado à imprensa, a DSPA informa ainda que futura-

KÁ HÓ DSPA REFORÇA CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Acerto de contas

mente irá elaborar outros critérios de emissão e “regulamentos de supervisão em relação às fontes fixas de poluição do ar para se garantir, da melhor forma, a qualidade ambiental e a saúde dos cidadãos através de medidas legislativas”.

AMIGOS À FORÇA

Recorde-se que desde Junho deste ano que, segundo a Lei dos Limites de Emissão de Poluentes Atmosféricos e Normas de Gestão de Instalações dos

A DSPA apela à colaboração dos cidadãos para que, caso detectem situações de poluição ou incumprimento, entrem em contacto com a Linha Ambiental disponibilizada pela direcção Estabelecimentos Industriais de Produção de Cimento, as fábricas de cimento foram obrigadas a adaptar várias medidas “amigas do ambiente”.

GCS

Depois do Secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, ter previsto que as receitas do Jogo vão sofrer nova quebra no final deste mês, eis que a Associação de Juventude do Banco da China prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) de Macau possa descer 13,3% no quarto trimestre deste ano. Contudo, segundo o canal chinês da Rádio Macau, a mesma associação prevê que o número de Trabalhadores Não Residentes continue elevado. As previsões da associação falam de uma pressão ao nível dos recursos humanos, com um aumento de TNR na ordem dos 20%. “Com a queda das receitas do Jogo, as operadoras vão começar a desenvolver mais serviços não relacionados directamente com o Jogo, o que vai promover gradualmente o desenvolvimento da economia no futuro”, explicou à Rádio Macau Pang Weng I, responsável da associação, que disse ainda que a dependência económica do território em relação ao Jogo deverá diminuir.

A DSPA vai implementar mais medidas para diminuir as fontes poluidoras

Tabaco Sem decisão para novas salas de fumo

Os Serviços de Saúde informaram, em comunicado à imprensa, que até à data “não aprovaram nenhum requerimento para a criação de novas áreas de fumadores”. No mesmo comunicado, os serviços esclarecem que desde o passado dia 6 de Outubro foram aprovadas, através de vistoria, salas de fumos em 19 casinos. O documento informa ainda que alguns processos dos casinos que submeteram os projectos para a aprovação dessas mesmas salas, ainda se encontram a decorrer.

Aeroporto Mais voos para Macau

A Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) prevê que mais voos e rotas possam começar a vir para Macau. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a CAM afirma que há várias companhias aéreas que têm interesse em abrir rotas com destino a Macau, estando neste momento a coordenar os trabalhos para que a entrada de novas empresas possa ser uma realidade. Eric Fong e Daniel Lam, da CAM, disseram à Rádio Macau que a realização da Cimeira de Transportadoras Aéreas de Baixo Custo em Shenzen, entre os dias 16 e 17 deste mês, ajudou Macau a descobrir novas oportunidades de ligações aéreas. Os dois responsáveis deram mesmo o exemplo da Tiger Airways, de Taiwan, ou a Jeju Air, da Coreia do Sul, que têm planos para abrir rotas em Macau no próximo ano. Voos para Bali, na Indonésia, também poderão ser inaugurados no final deste ano. Apesar dos novos projectos, a CAM lembra que os recursos do Aeroporto Internacional de Macau são limitados, estando a ser coordenados os diversos espaços disponíveis para a chegada de mais aviões.

Dentro de uma lista de obrigações, está a utilização de navios fechados e com correias para o descarregamento de mercadorias, instalações com cobertura de aço colorido para evitar a dissipação de poeira no transporte de matérias-primas, instalações de cobertura nas caixas dos veículos de transporte, utilização do sistema de lavagem automática dos veículos nas entradas e saídas para veículos da fábrica, entre outras. “Desde a entrada em vigor do regulamento, o pessoal da DSPA tem realizado inspecções às emissões de poluentes atmosféricos, instalações e aos equipamentos das fábricas de cimento, e sempre que verifique caso de incumprimento da lei, procede ao início dos procedimentos administrativos e para aplicação de sanções, exigindo o aperfeiçoamento do estabelecimento a curto prazo”, garantem os serviços. No mesmo documento, a DSPA apela à colaboração dos cidadãos para que, caso detectem situações de poluição ou incumprimento, entrem em contacto com a Linha Ambiental disponibilizada pela direcção. - F.A.

Trabalhadores Não Residentes Cancelados 27 pedidos de importação

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Gabinete de Recursos Humanos (GRH) recebeu 27 pedidos de cancelamento para a contratação de trabalhadores domésticos do interior da China, depois de o Governo Central ter dado autorização para a contratação destes trabalhadores em Abril. De acordo com um comunicado do Executivo, os principais motivos para a desistência de contratação destes trabalhadores prendem-se com o facto de “o empregador não ter encontrado o trabalhador adequado” ou “já ter contratado um trabalhador de outro país”.

Em inícios de Abril, o GRH anunciou a lista definitiva relativa aos pedidos de importação de trabalhadores domésticos do interior da China, sendo que 266 empregadores foram autorizados a contratar estes trabalhadores domésticos. Até 30 de Setembro, o GRH recebeu informações que ditavam que “mais de 75% dos empregadores avaliam o desempenho profissional dos trabalhadores domésticos do interior da China como muito bom ou bom e as razões para a sua contratação fundamenta-se principalmente com a necessidade de cuidar de

idosos e trabalhos domésticos e a cuidar de crianças, doentes ou deficientes”. Contudo, alguns deles desistiram. A avaliação recebida pelo Executivo indica ainda que “os trabalhadores domésticos do interior da China necessitam de reforço das suas competências domésticas e técnicas da cozinha”. Até final de Setembro estavam registados em Macau 103 trabalhadores domésticos do continente - 17 eram provenientes da província de Fujian e 86 da província de Guangdong.


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CHINA

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Lançada sonda lunar que deverá regressar à Terra

HONG KONG ACTIVISTAS SUSPENDEM REFERENDO INFORMAL

À procura de um caminho O referendo, que procurava respostas sobre as próximas acções a tomar, foi adiado devido às muitas opiniões em cima da mesa

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CTIVISTAS pró-democracia em Hong Kong suspenderam ontem a consulta sobre as próximas acções a tomar, horas antes do início do referendo informal, devido a diferentes opiniões sobre a forma como o movimento deve prosseguir, disseram organizadores. Uma declaração dos principais grupos envolvidos no protesto

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ÁRIOS jornalistas foram atacados durante a cobertura de uma manifestação contra o movimento pró-democracia que há um mês ocupa várias ruas de Hong Kong, em mais uma noite de desacatos. Os incidentes foram registados na passada madrugada na zona de Tsim Sha Tsui, no extremo sul da península de Kowloon, onde grupos opositores dos protestos tinham organizado uma concentração para pedir o regresso “à normalidade” da antiga co-

informa que foi decidida a suspensão “porque havia muitas opiniões diferentes sobre o formato do voto”, bem como outras questões. Os organizadores anunciaram uma conferência de imprensa para breve. O referendo informal estava programado para decorrer domingo e segunda-feira nos três locais de ocupação: Admiralty (junto à sede do governo), Causeway Bay (zona comercial na ilha de Hong Kong) e Mong Kong (península de Kowloon). A votação deveria realizar-se entre as 19:00 e as 23:00 nos dois dias e ser processada por telemóvel, mediante verificação da identificação pessoal dos votantes. “Sentimos que estávamos a realizar a votação apressadamente”, disse aos jornalistas Benny Tai, co-fundador do movimento ‘Occuppy Central”.

“Decidimos adiar a votação, mas isso não significa que o movimento tenha parado”, salientou Benny Tai.

O QUE FAZER?

A consulta tinha como objectivo avaliar as opiniões sobre como os manifestantes devem responder às propostas do Governo, numa tentativa de acabar com a ocupação das ruas, que paralisa várias artérias principais da cidade.

“Decidimos adiar a votação, mas isso não significa que o movimento tenha parado” BENNY TAI Co-fundador do movimento ‘Occuppy Central’

De acordo com o previamente anunciado, os votantes iriam responder a duas perguntas sobre as propostas apresentadas pelo governo regional durante as conversações na terça-feira com representantes da Federação de Estudantes, um dos três grupos que, a par do movimento Scholarism e ‘Occupy Central’, está envolvido nos protestos. O Governo de Hong Kong sugeriu a apresentação de um relatório a Pequim sobre os recentes acontecimentos e a criação, por ambas as partes, de uma comissão para discutir a reforma política para além de 2017. Os manifestantes exigem o sufrágio universal pleno, contra a decisão de Pequim tomada em Agosto, que prevê o sufrágio universal nas eleições para o chefe do Executivo em 2017, mas só depois de os candidatos à votação serem pré-selecionados por um comité eleitoral. O movimento pró-democracia tem enfrentado crescentes pressões para decidir o seu próximo passo, depois de um mês de protestos, com congestionamentos no tráfico e perturbações à actividade económica na cidade.

‘OCCUPY” JORNALISTAS ATACADOS EM MANIFESTAÇÃO

Contra-ataque feroz lónia britânica, que entra na quinta semana de ocupação das ruas.

ALIANÇA POUCO PACÍFICA

A multidão cercou os jornalistas que cobriam o evento, os quais foram chamados de “traidores”, e vários dos profissionais de comunicação de órgãos locais sofreram ataques físicos, de acordo com a agência de notícias Efe.

Uma jornalista da Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK) foi atirada ao chão e um colega da TVB, canal privado de televisão de Hong Kong, foi alvo de socos, refere a agência espanhola. Segundo a RTHK, quatro jornalistas – da RTHK e da TVB – foram atacados e nenhuma detenção foi realizada até à manhã de domingo.

O protesto foi organizado pela Aliança pela Paz e Democracia, que está contra o movimento pró-democracia iniciado no final de Setembro, e que este sábado iniciou uma campanha de recolha de assinaturas para pedir o fim da ocupação das ruas. A aliança afirma ter recolhido já mais de 300.000 assinaturas e o seu porta-voz, Robert Chow, defendeu que os manifestantes pró-democracia estão a “ignorar o Estado de Direito e a violar a ordem pública”.

A China lançou na madrugada de sexta-feira para o espaço uma sonda lunar, a qual vai testar as tecnologias para uma missão mais ambiciosa que prevê a recolha de amostras lunares em 2017. A sonda, que não tem nome, foi lançada a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, na província de Sichuan (sudoeste), informou a imprensa estatal. Poucos minutos após o lançamento, a sonda separou-se do foguetão e iniciou sem problemas a sua viagem para a lua, precisou a Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria. A sonda experimental é a primeira desenvolvida pela China desenhada para regressar à Terra e o objectivo da missão é testar as tecnologias de regresso, como o controlo do destino, a navegação, ou o escudo de protecção contra o calor gerado pela entrada na atmosfera. A sonda deverá regressar à Terra dentro de oito dias, depois de completar meia órbita em torno da Lua. A aterragem está prevista para a região autónoma da Mongólia Interior.

Dois feridos em ataque com faca em estação de metro Duas pessoas ficaram feridas num ataque perpetrado por um indivíduo com arma branca numa estação de metro na província chinesa de Guangdong, no sábado à noite, informou ontem a polícia. O incidente ocorreu pelas 19:55, quando o indivíduo atacou um homem e uma mulher com uma faca na estação de metro de Wanshengwei, na cidade de Guangzhou, segundo a agência chinesa Xinhua. O homem colocou-se em fuga após o ataque, indicaram testemunhas. De acordo com a investigação, as vítimas, que entretanto foram hospitalizadas, são primos. A mulher disse que o atacante tinha sido seu namorado. As autoridades continuam a investigar o caso.


china 11

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embaixador da República Popular da China em Lisboa afirmou sexta-feira que o mercado chinês “está aberto” aos produtos portugueses e que Portugal é com “certeza absoluta” um parceiro estratégico para aquele país. Em Braga para uma visita integrada no programa “Embaixadorias”, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Huang Songfu salientou que o Norte de Portugal tem “vantagens fortes” a nível empresarial, “preços competitivo e qualidade” e a amizade que une Portugal e a China. A acompanhar a visita, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Campos Ferreira, afirmou que a China é um “país amigo” porque apostou em Portugal quando o país atravessava dificuldades. “O mercado chinês está aberto para todos os produtos portugueses. Quero um dia quando fizer compras encontrar o máximo de produtos portugueses. Tenho a certeza que há um espaço reservado para produtos portugueses na China”, disse o embaixador.

EMBAIXADOR MERCADO CHINÊS “ESTÁ ABERTO” A PRODUTOS PORTUGUESES

Parceiro com história

O diplomata destacou a amizade e as parcerias entre os dois países numa visita a Braga, onde participou no programa “Embaixadorias” que Portugal tem com a China. “É importante a amizade que conta com uma longa história. O povo é simpático, o mercado perfeito, maduro e a gestão das empresas perfeita”, disse. Luís Campos Ferreira indicou que “a China é um país que apostou em Portugal num momento difícil, num momento em que Portugal tinha dificuldades com os mercados. A China é por isso um país amigo, um país que tem trazido valor para Portugal”. “Estamos muito satisfeitos com o investimento da China em Portugal e temos a certeza que os chineses estão também muito satisfeitos”, acrescentou.

DIPLOMACIAS

HISTÓRIA QUE VEM DE LONGE

Aliás, para Huang Songfu a relação entre os dois países é vantajosa. “Tenho certeza absoluta que Portugal é um parceiro estratégico para a China. Portugal é um país muito amigo da China. Em 2005

os dois países estabeleceram uma parceria estratégica global. Portugal é um dos países que mais cedo estabeleceu esta parceria”, referiu.

O embaixador do Governo de Pequim em Portugal apontou ainda vantagens às empresas do Norte de Portugal: “As empresas

portuguesas no Norte tem vantagens fortes, preço competitivo e qualidade”. Além disso, Huanf Songfu referiu a ligação antiga

EDP E CHINA THREE GORGES REFORÇAM COOPERAÇÃO

Novos voos no horizonte A

EDP (Energias de Portugal) e a China Three Gorges (CTG), o maior accionista da eléctrica portuguesa, vão assinar esta segunda-feira um acordo para reforçar a cooperação global entre as duas empresas. Cerca de sete meses depois da inesperada mudança na

direcção da CTG, “a nossa parceria está de boa saúde e prepara-se para novos voos”, disse à agência Lusa um administrador da EDP. O acordo, que prevê investimentos conjuntos em projectos hídricos e eólicos em vários países, será assinado durante a primeira visita a

Portugal do novo presidente da CTG, Lu Chun. Lu Chun assumiu a presidência da CTG em Março passado, depois de inspectores da Comissão Central de Disciplina do Partido Comunista Chinês terem detectado “irregularidades” na gestão da empresa, nomeadamente “abuso de poder em licitações e contratos de projectos”. O anterior presidente da CTG, Cao Guangjing, foi nomeado vice-governador da província de Hubei, onde se situa a Barragem das Três Gargantas do rio Yangtze. Durante a sua estada em Portugal, Li Chun vai encontrar-se com o Presidente da Republica, Aníbal Cavaco

O programa “Embaixadorias” visa “mostrar aquilo que é a diversidade de Portugal, as diversas competências que Portugal tem na área comercial e empresarial mas também na área artística, cultural, desportiva”, indicou. A iniciativa arrancou

“Quero um dia quando fizer compras encontrar o máximo de produtos portugueses. Tenho a certeza que há um espaço reservado para produtos portugueses na China” HUANG SONGFU Embaixador chinês em Portugal

quinta-feira, no Porto, com a visita do Huang Songfu às Caves do Vinho do Porto e ao Museu do F.C.Porto. Os próximos embaixadores a participar naquele programa serão os do Japão e de Angola. “É um pouco fazer diplomacia cá dentro lá para fora”, considerou Luís Campos Ferrira.

Silva, e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, adiantou à Lusa fonte da EDP.

A PRIMEIRA

A China Three Gorges, uma empresa estatal directamente tutelada pelo governo central chinês, tornou-se o maior accionista da EDP em 2012, quando pagou 2,7 mil milhões de euros por 21,3% do capital da eléctrica portuguesa. A participação chinesa foi comprada ao Estado português na sequência de um processo de privatização a que concorreram também duas empresas brasileiras e uma alemã. Foi um dos maiores investimentos chineses na Europa e o início de uma nova era nas relações económicas luso-chinesas. Depois da CTG, mais duas grandes empresas chinesas investiram em Portugal: a China State Grid e a Fosun.

Ébola Mais 65 milhões de euros para países afectados

A China vai doar mais 500 milhões de yuan à Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri, os países mais afectados pelo Ébola, anunciou o Presidente, Xi Jinping, na noite de sexta-feira. O anúncio foi feito durante uma reunião com o Presidente da Tanzânia, Jakaya Mrisho Kikwete, de acordo com a imprensa oficial chinesa citada pela agência Efe. Libéria, Guiné-Conacri e Serra Leoa são os três países mais afectados pela febre hemorrágica viral, que já causou 4.877 mortos entre os 9.936 casos registados, segundo a Organização Mundial de Saúde. Até à data, a China tinha anunciado vários pacotes de ajuda em material e dinheiro no valor de sete milhões de dólares para os três países mais afectados, Organização Mundial de Saúde e União Africana para lutarem contra a epidemia. Além disso, as autoridades de Pequim enviaram cerca de 200 especialistas para as zonas mais afectadas para ajudar no controlo e prevenção do actual surto, iniciado em Fevereiro.


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EVENTOS

hoje macau segund

CINEMA JOVEM DE MACAU VENCE FESTIVAL INDIANO

Do sonho à realidade A 4.ª edição do Festival Internacional de Curtas Metragens de Bangalore, na Índia, premiou uma curta-metragem escrita e realizada por um jovem de Macau que concorria entre 500 obras de 50 países

Armazém do Boi Pintura de Hsiao Mei

A artista de Taiwan, Hsiao Mei, vai expor “Macao in a Gentle Wind” na galeria do Armazém do Boi, no próximo dia 1 de Novembro. A exposição, patente até 7 de Dezembro, das 12h00 às 19h00, pretende ser um retrato de uma Macau em constante mudança. Os quadros da autora taiwanesa caracterizam-se por cores fortes e paisagens típicas do território. É a terceira vez que Mei pisa território macaísta, depois de ter viajado até à Índia, Suíça, Brasil e Espanha e participado num projecto artístico com sete meses de duração no Armazém do Boi. A cerimónia de abertura tem lugar no dia 1 no espaço de arte, às 16 horas e tem entrada gratuita.

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o encoraja a perseguir o seu sonho. De entre mais de 500 concorrentes, de 50 países, a produção de Chao não passou indiferente ao júri e acabou por trazer para casa o primeiro prémio.

ENTUSIASTA DA SÉTIMA ARTE

Chao Koi Wang, bolsista do Plano de Financiamento de Estudos nas Áreas das Artes e Cultura, da responsabilidade do Instituto Cultural (IC), tem-se mostrado um verdadeiro entusiasta do mundo do cinema. Também o seu projecto da licenciatura, de nome “Rapsódia em Março”, marcou presença em vários festivais de cinema, levando para casa alguns prémios. Actualmente, o jovem estudante

O

Prémio Identidade, entregue pelo Instituto Internacional de Macau à Escola Portuguesa, é o “reconhecimento” pelo trabalho da instituição na formação em português na RAEM, disse à agência Lusa Jorge Rangel. “Este é um prémio para a instituição Escola Portuguesa que tem contribuído ao longo de todos estes anos para a formação, em português, de gerações de jovens de Macau e a viverem em Macau”, disse Jorge Rangel, presidente do Instituto Internacional de Macau (IIM). O mesmo responsável lembrou também que a Escola Portuguesa é “herdeira” de legados centenários do

encontra-se a editar a película “Revelação”, uma das histórias da série “Histórias de Macau III”. Este foi o primeiro prémio das várias nomeações que o filme recebeu. “A Oração de Um Rapaz” está na lista dos concorrentes para o 6º Festival Internacional de Televisão para Crianças “Dytiatko” na Ucrânia, o Festival de Curtas Metragens “Access Code”, também na Índia, o 3º Golden Orchid Festival Internacional de Animação, o 8º Festival Internacional de Cinema Independente e Festival de Música, o Festival de Cinema Grace, nos EUA, bem como o 6º Festival de Cinema Kuan-Du, organizado pelo Departamento de Cinema da Universidade Nacional de Belas-Artes de Taipé.

EPM PRÉMIO IDENTIDADE “É UMA HONRA”

“Pelo reconhecime ensino em língua portuguesa na cidade depois de “receber e assumir” o passado da Escola Comercial Pedro Nolasco e do Liceu de Macau, duas instituições que foram extintas com a criação da Escola Portuguesa a partir do ano lectivo 1998/1999.

SINAL DE ENCORAJAMENTO

tem sido desenvolvido” pelo estabelecimento de ensino. “A Escola Portuguesa de Macau tem contribuído para o reforço da identidade macaense e esta distinção deve ser HOJE MACAU

“A

Oração de Um Rapaz”, realizado e escrito por Chao Koi Wang, um cidadão de Macau, foi o filme que conseguiu o primeiro prémio na categoria internacional na 4.ª edição do Festival Internacional de Curtas Metragens de Bangalore, na Índia. O jovem premiado, a estudar em Taiwan, está a frequentar o curso de mestrado no Departamento de Cinema da Universidade Nacional de Belas-Artes de Taipé e já não é a primeira vez que se estreia nos prémios da sétima arte. O filme foi inspirado num camião de lixo amarelo e descreve o encontro casual de um rapaz e uma bonita empregada de limpeza, que

Para Manuel Machado, director da Escola Portuguesa, a atribuição do Prémio do Instituto Internacional “é uma honra” e um “sinal de reconhecimento pelo trabalho que

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA NO PALCO DA MEMÓRIA • Carmen Dolores

“Nunca pensei escrever um segundo livro de memórias, embora o primeiro tivesse como título Retrato inacabado. No entanto, o tempo foi passando e comecei a anotar numa espécie de diário o que me ia acontecendo, o que ia observando, o que me despertava mais interesse… e assim surgiu este No palco da memória, para que fique um registo daquela que ainda sou, uma referência aos trabalhos em que fui participando, e até um recordar do que se escreveu a meu respeito.” Eis uma voz única, a de Carmen Dolores, que nos entrega aqui, desta vez por escrito, um testemunho precioso de uma longa vida em que o Teatro desempenhou um papel decisivo. Cruzamento de passado e presente, de memórias e vida, de vozes e de silêncios, esta é também a história de uma mulher e do seu tempo, história que ela tornou exemplar pelo empenho e sensibilidade com que sempre a viveu.

SOB O SIGNO D

No século VI d.C. recido definitivam o império dos árab não foram meram futuro. Hoje em di Antiguidade. Ora, vivo do impacto a aquilo em que jud impérios veio a id peste, de imperad fervilhantes e des


eventos 13

da-feira 27.10.2014

O filme foi inspirado num camião de lixo amarelo e descreve o encontro casual de um rapaz e uma bonita empregada de limpeza, que o encoraja a perseguir o seu sonho

”, DIZ MANUEL MACHADO

ento do trabalho” encarada também como um motivo de encorajamento ao trabalho que devemos fazer”, sublinhou. O Prémio Identidade é atribuído desde 2003 a insti-

tuições ou personalidades que contribuem para o reforço da identidade singular de Macau tendo sido, pela primeira vez, entregue a Monsenhor Manuel Teixeira. Ao longo das 12 edições do Prémio personalidades como o escritor Henrique de Senna Fernandes, ou Arnaldo de Oliveira Sales, um dos líderes da comunidade portuguesa de Hong Kong e instituições como a Diocese de Macau, Santa Casa da Misericórdia ou o grupo Doci Papiaçam di Macau foram agraciados. - Lusa

Siza Vieira Mais um prémio internacional

O arquitecto Álvaro Siza Vieira foi distinguido pela edição inaugural do prémio Mies Crown Hall para as Américas, no período entre 2000 e 2008, pelo edifício da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, Brasil, anunciou esta sexta-feira a organização. O prémio distingue os melhores trabalhos de arquitectura nas Américas e entrega ao distinguido 50 mil dólares para o “apoio de investigação”. O edifício da Fundação Iberê Camargo, finalizado em Maio de 2008, é descrito na página do prémio como um espaço “estreito e ladeado por uma avenida movimentada”, estando “dependente da forma da encosta contra a qual está construído”.

RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

DA ESPADA • Tom Holland

C., o Médio Oriente era partilhado por dois grandes impérios: a Pérsia e Roma. Cem anos mais tarde, um deles tinha desapamente e o outro estava reduzido a um mero cepo quase sem vida. No lugar de ambos, tinha surgido uma nova superpotência: bes. E esta convulsão foi tão profunda, que veio a pôr fim ao mundo antigo. Mas as alterações que assinalaram este período mente políticas nem sequer culturais; também se verificou uma transformação social de incalculáveis consequências para o dia, mais de metade da população mundial pratica uma das várias religiões que ganharam forma durante os últimos séculos da a, os nossos contemporâneos cujas ideias e cujos comportamentos se fundam na crença num Deus único são um testemunho ainda hoje exercido por esta época extraordinária e prenhe de convulsões. E contudo, como Tom Holland mostra nesta obra, deus, cristãos e muçulmanos acreditam foi tema de acesos debates. Holland analisa a forma como uma sucessão de grandes dentificar-se com uma nova e revolucionária concepção do divino. O que o leitor tem nas mãos é uma história de guerras e dores que viveram em sumptuosos palácios e santos ulcerosos que passaram os seus dias em cima de um pilar, de cidades sertos ermos. “Sob o Signo da Espada” é uma narrativa dramática, pejadas de horrores e de feitos heróicos.

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hoje macau segunda-feira 27.10.2014

As Reformas Jurídicas de Macau no Contexto Global – A política de planeamento urbanístico e o desenvolvimento económico e social de Macau - perspectiva jurídica – 30 e 31 de Outubro de 2014 Língua: Local: Organização:

Língua Portuguesa e Língua Chinesa, com tradução simultânea E4-G062 Auditório do Edifício Anthony Lau da Universidade de Macau Centro de Estudos Jurídicos, Faculdade de Direito da Universidade de Macau

30/10/2014 1a Sessão – Enquadramento do tema – algumas questões controversas Zhou Ke RPC A articulação legislativa do planeamento urbanístico com a gestão de emergência ambiental Yan Yuh Ming Taiwan Problemas do Projecto Final de Planeamento de Infra-estruturas do Tráfego Urbano – o exemplo da Instalação da Oficina de Manutenção da Linha XinZhuang do Metropolitano de Taipei no Local de Sanatório Lo Seng José Eduardo F. Dias Macau O Desenvolvimento Sustentável das Cidades 2a Sessão – Os instrumentos jurídicos da política urbanística em Macau, em Singapura, e em Portugal Fernanda Paula Oliveira Portugal A Nova Lei do Planeamento Urbanístico de Macau – uma perspectiva de direito comparado Teo Keang Sood Singapura Vendas colectivas como um instrumento jurídico da política de urbanismo em Singapura Maria José Castanheira Neves Portugal A Lei de Bases (da política pública de solos de ordenamento do território e de urbanismo) e o Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE) em Portugal 31/10/2014 3a Sessão – A Política de Planeamento Urbanístico, a Arquitectura, a Engenharia e a Técnica Rui Leão Macau Entrelace Regional e o Ponto de Saturação - Práticas do Urbanismo em Macau Lu Jian RPC A situação actual, o dilema e a saída da comercialização de terras colectivas de finalidade económica-construtiva da China Continental Joaquim Adelino Macau O regime jurídico das plantas de condições urbanísticas (Lei do planeamento urbanístico) 4a Sessão – A aplicação e o futuro das políticas de desenvolvimento urbanístico Wang Mengyuan e Zhang Zhenwei RPC Uma análise da aplicação das leis e das políticas de desenvolvimento urbanístico sob uma perspectiva ecológica João Telmo de Oliveira Filho Brasil A aplicação e o futuro das políticas de desenvolvimento urbanístico no Brasil Chen Wei RPC As especificidades da poluição do ar nas cidades chinesas e respectivas soluções legislativas

Registo e informações: 8822 4765 Lili Zhuang - lilizhuang@umac.mo

Eliminação das acções ao portador e alterações ao Código Comercial Consulta Pública 2014.10.10 ─ 2014.11.08 Locais para a obtenção do documento de consulta: 1. Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional 2. Direcção dos Serviços de Finanças 3. Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça 4. Centro de Informações ao Público 5. Centro de Serviços da RAEM 6. Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e respectivos Centros de Prestação de Serviços ao Público e Postos de Atendimento e Informação Consulta e descarregamento do documento de consulta: 1. Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional: http:// www.dsrjdi.ccrj.gov.mo 2. Direcção dos Serviços de Finanças: http://www.dsf.gov.mo Apresentação de opiniões e sugestões: Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional Correio electrónico: consultation@dsrjdi.gov.mo Fax: (853) 2875 0814 Endereço postal: Alameda Dr. Carlos D’Assumpção, n.º 398, Edifício CNAC, 6.º andar, Macau Direcção dos Serviços de Finanças Correio electrónico: dsfinfo@dsf.gov.mo Fax: (853) 2830 0133 Endereço postal: Avenida da Praia Grande, n.ºs 575, 579 e 585


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hoje macau segunda-feira 27.10.2014

Notificação n° 001/DVD-SIS/2014 Com vista a manter, na ordem, a exploração de vendilhões, o Chefe dos Serviços de Inspecção e Sanidade, De Campos Pereira, Albino, decidiu, no uso das competências conferidas pelo Despacho n.° 08/PCA/2013, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.° 30, II Série, de 24 de Julho, e pelo Despacho n.° 05/PCA/2014, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.° 20, II Série, de 15 de Maio, e de acordo com as disposições do n° 4 e do parágrafo único do artigo 10° do “Código de Posturas Municipais do Concelho das Ilhas”, de 6 de Fevereiro de 1974, e dos nos 1 e 7 do artigo 3° da “Postura dos Vendilhões, Artesãos e Adelos da Cidade de Macau”, de 1 de Junho de 1987, aplicar a multa aos infractores, constantes do quadro. O IACM possui provas bastantes sobre a exploração de actividade dos respectivos infractores como vendilhões sem a devida licença. O facto ilícito que a cada qual é imputado consta do respectivo auto de notícia, constituindo as testemunhas e os produtos apreendidos temporariamente provas das suas infracções. Os mesmos infractores não apresentaram defesa escrita após terem sido notificados das acusações pelo IACM. Considerando que não se revela possível comunicar directamente aos interessados, por ofício ou outra forma, as decisões administrativas do IACM, relativas aos assuntos acima referidos, notificam-se, assim, nos termos do n° 2 do artigo 72° do “Código do Procedimento Administrativo”, os infractores que constam do seguinte quadro, para conhecimento das respectivas decisões. 1.

Os infractores necessitam de, no prazo de 15 dias, contados a partir da publicação da presente notificação, dirigir-se ao Centro de Serviços do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, 2° andar, Edifício “China Plaza”, para pagarem as respectivas multas.

2.

Nos termos do artigo 149° e do n° 1 do artigo 155° do Código do Procedimento Administrativo, os infractores podem apresentar, no prazo de 15 dias, a contar da publicação da presente notificação, reclamação ao Chefe dos Serviços de Inspecção e Sanidade e/ou recurso hierárquico necessário para o Conselho de Administração do IACM, no prazo de 30 dias. Caso o infractor não liquide a multa no prazo fixado, nem apresente reclamação ou recurso hierárquico necessário nos períodos atrás referidos, o IACM submeterá o respectivo processo à Repartição das Execuções Fiscais para cobrança coerciva, nos termos da Lei em vigor.

3.

O presente acto é passível de recurso contencioso para o Tribunal Administrativo, no prazo fixado no artigo 25° do Código de Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n° 110/99/M, de 13 de Dezembro, caso os infractores não hajam recebido, no prazo previsto no Código do Procedimento Administrativo, as decisões tomadas sobre o referido recurso, ou não as aceitem, salvo acto nulo. N° do auto de notícia

Data da Infracção

Data em que foram exarados os despachos de decisão final

Valor da multa (Patacas)

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09/DVD/SIS/2014

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CHEONG OI KUAN

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CHEONG OI KUAN

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A001273/DVD/SIS/2013

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DENG JUN WEN

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FONG HOK KUN

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HO TENG HONG

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IEONG KAT SANG

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IP KIN CHONG

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LEI KUAI IENG

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LEONG SAO KENG

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LEONG SAO KENG

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LEONG SAO KENG

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LI SHI KUN

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LIO FONG IENG

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LIU JIAN XING

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Nome

N° do Documento de Identificação

CHEONG OI KUAN CHEONG OI KUAN

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Macau, aos 13 de Outubro de 2014

O Presidente do Conselho de Administração, substo. Lo Veng Tak

WWW. IACM.GOV.MO


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hoje macau segunda-feira 27.10.2014

ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Alexandra Lucas Coelho IN PÚBLICO

A RESISTÊNCIA EM MARROCOS VISTA DE PARIS

P

ERDI por um triz Marrocos Medieval, grande exposição deste Outono no Louvre, porque o meu voo Paris-Lisboa era um dia antes da abertura. Mas consegui ver, a caminho do aeroporto, Marrocos Contemporâneo, grande exposição deste Outono no Instituto do Mundo Árabe, inaugurada na véspera. Ambas resultam da colaboração entre franceses e marroquinos e articulam-se, em contraponto. Megapresença marroquina na rentrée do ex-colonizador. Se traçarmos uma linha de Rabat ao Cairo, Marrocos é o único país do Norte de África que se manteve em relativo sossego desde o início da chamada Primavera Árabe. Digo relativo porque o meu ponto de vista é exterior. Não vou a Marrocos desde 2007.

3. Na abertura de Marrocos Contemporâneo, Jack Lang — que em França foi ministro da Cultura ao longo dos anos 1980, depois ministro da Educação ao longo dos anos 90 e actualmente preside ao Instituto do Mundo

SÓ EM BEIRUTE VI ARTE CONTEMPORÂNEA DE UM PAÍS MUÇULMANO TÃO CONTUNDENTE EM RELAÇÃO A SEXUALIDADE E QUESTÕES DE GÉNERO, E NUNCA VI NADA TÃO OUSADO QUANTO A RELIGIÃO

Árabe — assegurou que Mohammed VI apoiara os organizadores dando-lhes “a mais total liberdade”. Mais, sublinhou: “Quero dizer e repetir a que ponto o Rei de Marrocos, homem esclarecido, apaixonado, profundamente erudito, cultivado, traz ao seu país uma visão, um olhar pleno de esperança neste momento em que os confrontos, as violências, aqui e lá, por vezes levam a duvidar do ser humano.” Demasiado enfático para elogio de circunstância, pareceu-me, para mais vindo de alguém como Lang. Fui conferir com um amigo académico que trabalha com Marrocos há anos, e ele falou-me de outros projectos a que o rei também dera todo o apoio, sem interferências. Mohammed VI não é Hassan II, distinguiu, respira-se uma certa liberdade em Marrocos.

Com três excepções: não se diz mal do rei e não se fala de Ceuta nem do Sara Ocidental, territórios em disputa. 4. Bate certo com o que está exposto nos três pisos do Instituto do Mundo Árabe, entre pintura, escultura, vídeo, fotografia e instalação de 80 artistas contemporâneos marroquinos: não há sinais de rei, Ceuta ou Sara Ocidental. Fora isso, só em Beirute vi arte contemporânea de um país muçulmano tão contundente em relação a sexualidade e questões de género, e nunca vi nada tão ousado quanto a religião. Depois, estão cá as revoltas árabes, estão cá as mortes no Mediterrâneo, e o ex-colonizador não escapa, estraçalhado de forma simbólica. 5. O percurso é descendente, o que corresponde também a uma descida do mais pacífico para o mais polémico, já


artes, letras e ideias 17

hoje macau segunda-feira 27.10.2014

A PULSÃO DOMINANTE PARECE SER A DE LIBERTAÇÃO, A ARTE COMO UM ESPAÇO ALTERNATIVO, SALTANDO NO ESPAÇO, AMPLIANDO O REAL nas caves do instituto. Começa-se pelo segundo piso, com uma panorâmica que cruza cerâmica e tapetes, vídeo e fotografia, maquetes e instalações. A pulsão dominante parece ser a de libertação, a arte como um espaço alternativo, saltando no espaço, ampliando o real. Isso está nas montagens fotográficas de Hicham Benohoud, que subvertem o interior de uma sala de aula, pondo alunos a flutuar, entortando mesas, separando partes dos corpos, como se um pedaço da cena tivesse decidido autonomizar-se no seu sonho. E está nas montagens fotográficas de Merji, que enchem de girassóis a icónica praça Jamma el Fna, em Marraquexe, ou incrustam um par de dinossauros na paisagem. Uma sala interior expõe, em montras, as peças de Khalil El Gherib como “o artista que não vende”. Gherib, que vive em Tânger, não assina nem data as peças, e não as comercializa, ou seja, não participa do mercado. Dentro das montras, como vestígios arqueológicos, as suas peças parecem, de facto, quase fósseis, lâminas de pedras, pedra misturada com tecido, pedra com inscrições. Voltando à sala grande, outra montra desfaz um dos símbolos quotidianos da vida nesta parte do mundo, o bule, de café, de chá, que aqui aparece em versões de cerâmica cubista, quebrando totalmente a forma até à inutilidade. E em frente está a bela série de André Elbaz que estraçalha esse símbolo da cultura do colonizador que é Madame Bovary. Elbaz meteu cópias do romance de Flaubert numa trituradora. Com as tirinhas, constrói telas que são uma espécie de argamassa mais ou menos em relevo, em que ainda distinguimos claramente palavras (“Madame Bovary à letra”), ou põe-nas dentro de uma gaiola (“Será preciso engaiolar Madame Bovary?”). Seria como, digamos, um moçambicano, meter numa gaiola Os Maias. 6. A descida para o piso inferior faz-se através de uma instalação de Faouzi Laatiris, com várias peças políticas. A primeira é uma espécie de pórtico com mosaicos de arte islâmica atravessados por uma daquelas fitas amarelas da polícia, onde se lê em inglês: “Police line do not cross crime scene.” Entrando, há letras prateadas na parede, e as mesmas letras projectadas por cima: “Resistir é criar.” 7. Os visitantes continuam o percurso atravessando zonas de serviço onde há

tapetes pendurados, o que reforça a ideia de a exposição ter tomado conta do instituto. Ao fundo da escada, uma pirâmide branca convida a descalçar para entrar, como numa mesquita, e lá dentro está talvez a peça mais hipnótica da exposição, centenas de candelabros no tecto, multiplicadas ao infinito por espelhos, como um céu nocturno. A ideia da mesquita prossegue noutra instalação de luz, em que os crentes aparecem como uma massa de blocos brancos, todos iguais. Numa instalação vídeo de Leila Alaoui, três painéis alternam imagens do Mediterrâneo e rostos de imigrantes subsarianos, enquanto se ouvem as histórias de quem tentou atravessar para a Europa. 8. Mais uma descida e a exposição desemboca no subterrâneo do instituto, cujos pilares lembram, aliás, a lógica de uma mesquita como a de Córdova. Aqui estão algumas peças de designers de moda, e depois, ao longo de dois salões, as propostas eventualmente mais controversas. Na primeira, uma série fotográfica mostra manchetes de tablóides sobre bombas suicidas entre sacos de lixo ou um homem com uma venda nos olhos que é a bandeira dos Estados Unidos. Noutra série, uma grávida exibe o barrigão nu, lingerie de couro preta, botas de salto alto, numa sequência de poses. Há uma fotografia em que o corpo de uma mulher sai de um colchão esventrado e o que vemos são apenas as suas pernas nuas no ar. Um vídeo mostra uma jovem mulher coberta de negro da cabeça aos joelhos e depois de pernas nuas e saltos altos, andando pelas ruas de Marraquexe. Ao lado uma citação de Rilke: “As obras de arte nascem sempre do que desafia o perigo, do que vai até ao fim de uma experiência, até ao ponto que nenhum humano pode passar. Quanto mais longe vamos, mais própria e pessoal, mais única se torna uma vida.” 9. Então na última sala está o vídeo de Mehdi-Georges Lahlou, que se chama Andando 30 km de Saltos Altos entre dois Espaços Artísticos: o artista, de

collants negros até à cintura e sapatos vermelhos de salto alto vermelho, penosamente caminhando entre os carros. Como disrupção do imaginário macho muçulmano, nunca vi semelhante. O mesmo artista tem uma instalação na sala em que a cabeça de um homem

AO FUNDO DA ESCADA, UMA PIRÂMIDE BRANCA CONVIDA A DESCALÇAR PARA ENTRAR, COMO NUMA MESQUITA, E LÁ DENTRO ESTÁ TALVEZ A PEÇA MAIS HIPNÓTICA DA EXPOSIÇÃO, CENTENAS DE CANDELABROS NO TECTO, MULTIPLICADAS AO INFINITO POR ESPELHOS, COMO UM CÉU NOCTURNO

equilibra o cubo negro que é o edifício-símbolo da peregrinação da Meca, e portanto intocável para milhões de muçulmanos em todo o mundo: a Kaaba, ponto mais sagrado do islão. Outro artista, Said Afifi, também desafia o cubo num díptico de fotomontagens intitulado A Quadratura do Círculo: na primeira imagem, em vez de um cubo, há uma esfera gigante no meio dos peregrinos; na segunda, a esfera está dentro de um quadrado. E há um vídeo em que jovens de calças e lingerie fazem a barba a tapetes de mesquita, literalmente com um barbeador, pacientemente indo e vindo, sentados no chão. Finalmente, na instalação de Batoul S’himi, chamada Mundo Árabe sob Pressão, aparecem panelas de pressão rebentadas, machados com recortes no metal e instrumentos de cozinha que são espelhos. Marrocos Medieval — Um Império de Espanha a África, até 19 de Janeiro 2015; Marrocos Contemporâneo, até 25 de Janeiro


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DESPORTO

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BENFICA JUNTA TÍTULO NA “BOLINHA” AO TRIUNFO NA LIGA DE ELITE

Penálti de letra rendeu vitória histórica info@hojemacau.com.mo

O

coube a Rui Nibra quebrar o enguiço. O titular da baliza das águias do território bateu com um passe de letra o veterano Domingos Chan na baliza do Clube Desportivo Monte Carlo. Afortunado a marcar, Nibra mostrou mestria a defender logo depois, ao travar com uma intervenção elástico o remate de Ho Chi Fong. Encarregue de confirmar o triunfo da Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau, Iuri Capelo não vacilou e desfeiteou Domingos Chan com um remate colocado. A grande penalidade convertida pelo jovem lateral encarnado valeu ao onze orientado por Bruno Álvares um triunfo histórico: depois da Liga de Elite e da Taça da Associação de Futebol de Macau, as águias do território encerraram uma época para mais tarde recordar com a conquista do mais desejado dos troféus do futebol de sete do território.

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MAR CO CARVALHO

duelo não é dos mais antigos do futebol do território, mas já se tornou num dos mais emblemáticos. Um embate entre Benfica de Macau e Monte Carlo é quase sempre sinónimo de espectáculo e de golos e se na sexta-feira os golos não abundaram, não faltou emoção ao desafio que decidiu o nome do novo titular do Campeonato de Futebol de Sete da RAEM. Águias e canários remataram no relvado sintético do campo do Colégio D. Bosco uma caminhada épica para o ataque a um troféu que se revestia de cambiantes muito distintas para ambas as equipas. Segundo na Liga de Elite, o Clube Desportivo Monte Carlo chegou invicto ao encontro decisivo da “Bolinha” e procurava salvar a época com um triunfo frente a um adversário com quem tinha contas para saldar. Campeão nas lides do futebol de onze, a Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau procurava encerrar em glória uma época notável a todos os níveis e perante uma assistência superior a três centenas de espectadores, não deixou créditos por mãos alheias, ainda que a contenda apenas se tenha decidido na lotaria das grandes penalidades.

POR UM LUGAR NO PÓDIO

BOA ENTRADA VERMELHA

Á procura de um triunfo com contornos históricos, o Benfica entrou melhor no desafio e construiu logo nos minutos iniciais da partida uma oportunidade de ouro para inaugurar o marcador. Aos seis minutos, Cuco combinou na perfeição com o brasileiro William Carlos Gomes, entrou a rasgar na área da formação adversária e rematou forte à barra da baliza defendida pelo veterano Domingos Chan. Orientado por Tam Iao San, o sete “canarinho” canalizou uma boa parte das suas respostas pelo lado direito do ataque, colocando Rui Nibra à prova por várias ocasiões. O guarda-redes encarnado defendeu com classe um remate cruzado de Rafael Medeiros e teve

pouco depois a sorte por seu lado, ao ver Rodrigo Carmo rematar ao poste, depois de ter ganho posição à entrada do último reduto encarnado. A resposta da formação orientada por Bruno Álvares revelou-se fulgurante e só não rendeu os resultados desejados porque o experiente Domingos Chan se antecipou a Fabricio Lima e abortou um contra-ataque rápido lançado por William Carlos Gomes.

ATAQUE REFRESCADO

Na segunda parte, o Benfica refrescou a frente de

ataque, com a entrada do macaense Vinício Morais Alves e o jovem dianteiro ainda colocou o guarda-redes do Monte Carlo à prova aos 33 minutos com um remate rasteiro. A aposta em desígnios ofensivos acabaria, no entanto, por não surtir os efeitos desejados: aos 34 minutos, a formação encarnada ficou reduzida a seis elementos, com Fabrício Lima a ver o segundo cartão amarelo e o consequente vermelho. A expulsão obrigou o grupo de trabalho às ordens de Bruno Álvares a abordar

o último quarto de hora do desafio de forma mais ponderada. Com Rui Nibra inspirado no último reduto encarnado, o Benfica conseguiu segurar o nulo até ao final do tempo regulamentar

e o desafio acabou por se decidir na lotaria das grandes penalidades, voltando o guarda-redes encarnado a brilhar. Ao fim de uma série de penáltis desperdiçados,

Depois da Liga de Elite e da Taça da Associação de Futebol de Macau, as águias do território encerraram uma época para mais tarde recordar com a conquista do mais desejado dos troféus do futebol de sete do território

Na discussão do terceiro e quarto lugares, o vencedor da edição de 2013 da “Bolinha” não deixou créditos por mãos alheias. O Windsor Arch Ka I derrotou o Taxi Chi Iao por cinco bolas a uma, num desafio em que Bruno Figueiredo e Paul Olivier Ngue estiveram em evidência. O atleta camaronês inaugurou o marcador aos nove minutos e dois minutos depois, ao onze, Bruno Figueiredo estendeu a vantagem da formação negro-rubra. Paul Oliver Ngue voltou a marcar aos três minutos do segundo tempo, antes de Chan Man reduzir para o Taxi Chi Iao a sete minutos dos cinquenta. Kong Cheng Hou estendeu a vantagem do Ka I três minutos depois, antes de Bruno Figueiredo marcar o segundo da conta pessoal no derradeiro minuto da partida. Chan Kin Seng conseguiu ainda reduzir o impacto da derrota em tempo de descontos, mas o resultado estava feito: o Ka I lutava pela revalidação do título, encerrou a edição de 2014 do Campeonato de Futebol de Sete na terceira posição.


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OPEN DE GOLFE DE MACAU AUSTRALIANO SCOTT HEND QUEDOU-SE NA SEGUNDA POSIÇÃO

Anirban Lahiri vence em Coloane MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo

O

indianoAnirban Lahiri venceu este domingo a edição de 2014 do Open de Golfe de Macau e conquistou a fatia mais significativa dos cerca de 900 mil dólares em prémios pecuniários distribuídos pelos organizadores da competição. Lahiri assinou durante o fim-de-semana uma exibição notável no green do Macau Golf and Country Club, em Coloane. O golfista, de 27 anos, terminou as quatro rondas ao relvado do Grand Coloane Beach Resort com 267 pancadas, 17 abaixo do PAR do mais conceituado green do território. Depois de um início periclintante de torneio, Anirban Lahiri optou por exponenciar o seu melhor jogo no Sábado e no domingo, terminando as duas derradeiras rondas aos dezoito buracos do relvado de Coloane com a soberba combinação de 67 e de 66 pancadas. O atleta indiano, que sucede ao australiano Scott Hend na lista dos vencedores da mais conceituada prova do golfe

do território, encerrou a última ronda ao green do Macau Golf and Country Club com uma prestação brilhante, concluindo o última dia de competição com 66 pancadas, cinco pancadas abaixo do PAR.

SUBIDA NO RANKING

O triunfo no Open de Golfe de Macau é a segunda grande vitória alcançada na presente temporada por Anirban Lahiri. O golfista indiano conquistou por cinco vezes provas que integram o circuito asiático da modalidade, mas o desempenho ontem alcançado por Lahiri poderá ser um dos mais impactantes da carreira do desportista. Antes de competir no território, Anirban Lahiri ocupava a nonagésima posição do ranking mundial e a conquista da edição de 2014 do Open de Ma-

cau poderá fazer com que o atleta galgue posições até à 72ª posição da tabela, aproximando-se de um dos objectivos que delineou para a presente temporada. Lahiri definiu como grande propósito garantir a entrada no lote dos melhores cinquenta golfistas da actualidade e a vitória em Coloane poderá ter facultado ao indiano o empurrão que faltava. Anirban Lahiri partia para a última ronda ao green do Macau Golf and Country Club com uma desvantagem de duas pancadas para o titular da competição, Scott Hend. O australiano não resistiu ao assédio e ao golfe rigoroso praticado pelo adversário, encerrando a participação na prova a uma pancada do vencedor. No derradeiro dia de competição no relvado do Grand Coloane Beach Hotel, Lahiri encontrou em Prom

“É uma vitória muito especial. Eu sabia que o Scott Hend estava a jogar um grande golfe e fiquei de certa forma triste ao vê-lo falhar aquela pancada na recta final da prova” ANIRBAN LAHIRI Vencedor do Open de Golfe de Macau

Meesawat um adversário à altura. O tailandês conclui a última das quatro rondas do torneio do território com as mesmas 66 pancadas do vencedor, terminando o torneio na segunda posição em ex-aequo com Scott Hend. No final da prova, o golfista indiano não escondia a satisfação. Após o segundo lugar alcançado no ano passado, Lahiri subiu por mérito próprio ao topo no Open de Golfe do território, mas louvou ainda assim a combatividade do arqui-rival australiano: “É uma vitória muito especial. Eu sabia que o Scott Hend estava a jogar um grande golfe e fiquei de certa forma triste ao vê-lo falhar aquela pancada na recta final da prova. Procurei dar-lhe réplica durante toda a prova, acho que joguei muito bem e penso por isso que a vitória acaba por ser merecida”, defende. Anirban Lahiri é o segundo golfista indiano a vencer o Open de Golfe de Macau desde que a prova foi criada, em 1998. Gaganjeet Bhullar brilhou há dois anos no green de Coloane ao conquistar a prova com 268 pancadas, dezasseis abaixo do PAR.

Open de Foshan Ricardo Gouveia termina no 12.º lugar

O português Ricardo Gouveia terminou ontem o Open de Foshan de golfe, na China, no 12.º lugar, ao finalizar a prova com um total de 277 pancadas. Ricardo Gouveia concluiu a quarta e última volta com 70 pancadas, duas abaixo do par, baixando três lugares em relação a sábado, altura em que seguia no grupo dos nonos. Vencedor do Open de Roma no início do mês, Ricardo Gouveia liderava em Foshan, em igualdade com o inglês Jason Palmer, após a primeira volta (65 pancadas). Palmer sagrou-se mesmo vencedor da prova, que concluiu com um total de 272 pancadas, menos uma do que o seu compatriota Ben Evans, segundo classificado.


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SQUASH PROVA MASCULINA FOI GANHA POR TARIK MOMEN

Malaia Nicol David firmou credenciais no Open de Macau, depois de ter batido Raneem por três a zero. Os meus agradecimentos à Associação de Squash de Macau e a todos quantos se esforçaram por fazer deste torneio um exemplo de sucesso no âmbito do squash feminino”, escreveu Nicol David na sua página do Facebook.

MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo

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malaia Nicol David não deixou créditos por mãos alheias e conquistou este domingo o torneio feminino da edição de 2014 do Open de Squash de Macau. A líder do ranking mundial era a principal candidata à vitória na competição do território e não defraudou as expectativas de todos quantos acompanharam a prova ao longo dos últimos dias. A atleta malaia brindou a concorrência com várias boas exibições, mas superou-se no encontro decisivo da competição, ao bater Raneem El-Weleily com uma performance estrondosa. Nicol David derrotou a adversária egípcia em três sets, humilhando a número três do ranking mundial no segundo parcial. El-Weleily era a segunda principal cabeça-de-série no Open do território e não defraudou, pontificando no mais importante dos desafios da competição. Na final, a supremacia de Nicol David não

EGÍPCIOS FRENÉTICOS

“Estou muito feliz pelo meu primeiro triunfo no Open de Macau, depois de ter batido Raneem por três a zero. Os meus agradecimentos à Associação de Squash de Macau e a todos quantos se esforçaram por fazer deste torneio um exemplo de sucesso no âmbito do squash feminino” deixou margem a grandes dúvidas, ainda que Raneem El-Weleily tenha discutido com afinco o primeiro parcial. Inflexível, a número um do ranking da Women’s Squash Association encerrou o primeiro set com um triunfo por

11-8. No segundo parcial, a atleta malaia esmagou a adversário, ao derrotar El-Weleily por 11-2. A egípcia ainda tentou recuperar o fio à meada do desafio no último set, mas acabou por perder novamente pelo parcial de 11-8. Nicol David

não demorou a anunciar o triunfo aos muitos fãs que tem na Malásia. Minutos após ter alcançado a sua primeira vitória no território, a atleta malaia partilhou impressões nas redes sociais: “Estou muito feliz pelo meu primeiro triunfo

No quadro masculine, a mais importante das decisões colocou frente a frente dois atletas egípcios que pontificam entre os melhores do planeta. Nono classificado nas lides do ranking mundial e principal candidato à vitória em Macau, Tarek Momen teve de suar as estopinhas para levar a melhor sobre o compatriota Omar Mosaad. O segundo cabeça-de-série da competição defendia o título alcançado há um ano na RAEM e não facilitou a vida a Momen. O nome do novo vencedor do Open de Squash do território decidiu-se em cinco frenéticos sets, com Tarek Momen a vencer pelos parciais de 6-11, 11-5, 11-7, 4-11 e 12-10.

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AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO ESPECIAL 1.

- - - -

Faço saber que, o prazo de concessão por arrendamento dos terrenos da RAEM abaixo indicados, chegou ao seu término, e, que de acordo com o artigo 53º. da Lei nº.10/2013 “Lei de Terras”, de 2 de Setembro, conjugado com os artigos 2º. e 4º. da Portaria nº. 219/93/M, de 2 de Agosto, foi o mesmo automaticamente renovado por um periodo de dez anos a contar da data do seu termo, pelo que devem os interessados proceder ao pagamento da contribuição especial liquidada pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes. Localização dos terrenos: Rua de Luís Gonzaga Gomes, nºs. 40A a 68G e Alameda Dr. Carlos D’Assumpção, nºs. 620F a 620M, em Macau, (Edifício Nam Un); Rua de Pedro Coutinho, nºs. 25B a 27B, em Macau, (Edifício Queen’s Court); Rua de Francisco Xavier Pereira, nºs. 1 a 1E e Estrada do Repouso, nºs. 48 a 48C, em Macau, (Edifício Seng Kong); Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado, nºs. 505 a 567, Rua

dos Pescadores, nºs. 424 a 508, Travessa da Central Térmica, nºs. 4 a 60 e Travessa Marginal da Areia Preta, nºs. 5 a 63, em Macau, (Edifício Hantec). 2. Agradece-se aos contribuintes que, no prazo de 30 dias subsequentes à data da notificação, se dirijam ao Núcleo da Contribuição Predial e Renda, situado no rés-do-chão do Edifício “Finanças”, ao Centro de Serviços da RAEM, ou, ao Centro de Atendimento Taipa, para levantamento da guia de pagamento M/B, destinada ao respectivo pagamento nas Recebedorias dos referidos locais. 3. Na falta de pagamento da contribuição no prazo estipulado, procede-se à cobrança coerciva da dívida, de acordo com o disposto no artigo 6º. da Portaria acima mencionada. Aos, 13 de Outubro de 2014. A Directora dos Serviços de Finanças, Vitória da Conceição

COMISSÃO DE REGISTO DOS AUDITORES E DOS CONTABILISTAS AVISO Torna-se público, de acordo com o nº. 1 do ponto 6º. dos Regulamentos para a prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como auditor de contas, contabilista registado e técnico de contas, elaborados nos termos do artigo 18º. do Estatuto dos Auditores de Contas, aprovado pelo Decreto-Lei nº. 71/99/M, de 1 de Novembro, do artigo 13º. do Estatuto dos Contabilistas, aprovado pelo DecretoLei nº.72/99/M, de 1 de Novembro, e da alínea 3) do artigo 1º. do Regulamento da Comissão de Registo dos Auditores e dos Contabilistas, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo nº.2/2005, de 17 de Janeiro, que se encontra afixada, na sobreloja da Direcção dos Serviços de Finanças, sito na Avenida da Praia Grande nº.575, 579 e 585, e colocado no respectivo “Web-site”, no local relativo à CRAC e para efeitos de consulta, a lista definitiva dos candidatos à prestação de provas para inscrição inicial ou revalidação de registo como Auditor de Contas, Contabilista Registado e Técnico de Contas no ano de 2014, elaborada e homologada por deliberação do

Júri designado para o efeito. Mais se informa que a prestação de provas foi pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude reconhecida como um dos itens subsidiáveis no âmbito do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo”. Os candidatos poderão pois optar por liquidar as taxas devidas deduzindo o respectivo montante da sua conta do “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo” (adverte-se, no entanto, para o facto de que apenas se aceitará o pagamento integral do valor em causa). Em caso de dúvidas, agradecemos que contacte a CRAC, durante as horas de expediente, através dos números de telefone 85995343 ou 85995344. Direcção dos Serviços de Finanças, aos 16 de Outubro de 2014. O Presidente da CRAC Iong Kong Leong


( F ) UTILIDADES

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TEMPO

MUITO

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Cineteatro

CINEMA

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24

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29

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EURO

10.1

BAHT

0.2

21

?

YUAN

1.3

O QUE FAZER ESTA SEMANA • Amanhã

ANONYMOUS 4 APRESENTA “ANTOLOGIA” (FIMM) Centro Cultural de Macau, 20h00 200 a 250 patacas FURY SALA 1

FURY [C]

Um filme de: David Ayer Com: Brad Pitt, Shia LaBeouf, Logan Lerman 14.00, 16.30, 19.00, 21.30

ALEXANDER AND THE TERRIBLE, HORRIBLE, NO GOOD, VERY BAD DAY [B]

“SABORES DO MUNDO”, MOSTRA DE CULINÁRIA DOS PLP (ATÉ DIA 7 DE NOVEMBRO) Restaurante Feast, Sheraton Macau, 12h00 – 15h00 e 18h00 – 22h00

Com: Jake Johnson, Damon Wayans Jr. 19.30 SALA 3

THE GIVER [C]

Um filme de: Phillip Noyce Com: BrentonThwaites, Odeya Rush, Jeff Bridges 14.30, 16.30, 19.3, 21.30

Um filme de: Miguel Arteta Com: Steve Carell, Jennider Garner 14.30, 16.00, 17.45, 21.30

FEIRA DE ARTESANATO DA CHINA E DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Feira do Carmo, Taipa, 16h00 às 21h00 Entrada livre

WHIPLASH [C]

Um filme de: Damien Chazelle Com: Miles Teller, J.K.Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist 19.30

SALA 2

LET’S BE COPS [C]

Um filme de: Luke Greenfield

ACONTECEU HOJE

EXPOSIÇÃO DE ARQUITECTURA “MAKING OF”, DE MARIA JOSÉ DE FREITAS E AETEC-MO Creative Macau, 18h30 Entrada livre

27 DE OUTUBRO

• Quarta-feira

QUARTETO XANGAI (FIMM) Teatro D. Pedro V, 20h00 200 a 250 patacas HAIRSPRAY – O MUSICAL (FIMM) Centro Cultural de Macau, 20h00 200 a 500 patacas

Nasce Erasmo, inspirador do maior programa universitário • A 27 de Outubro de 1466, nasce Erasmo de Roterdão, teólogo, filósofo e humanista holandês, que viajou por toda a Europa, tornando-se num ícone da literatura. Cultivou o conhecimento e inspirou um programa que propaga a cultura. Erasmo de Roterdão nasceu na Holanda mas os principais centros da sua actividade foram Paris, Inglaterra e Basileia, onde, através da literatura, difundiu um pensamento independente. Estudou na Universidade de Cambridge e foi o professor da divindade de Lady Margaret, tendo a opção de passar o resto da vida como professor de Inglês. Foram-lhe oferecidas diversas posições de honra, através do mundo académico, mas Erasmo de Roterdão declinou-as, preferindo a incerteza, levando a cabo uma actividade literária de risco, mas notável. Devoto aos princípios do progresso literário e religioso, foi alvo de hostilidade. Interpretou esse sentimento como perseguição e procurou refúgio em Basileia, onde, debaixo da hospitalidade suíça, pôde expressar-se livremente. Inúmeros devotos da sua obra viajavam ao seu encontro. A popularidade extraordinária dos livros de Erasmo – a sua obra principal foi ‘Elogio da Loucura’ – fica também patente pelo número de edições e traduções que surgiram desde o século XVI, e no interesse permanente a sua personalidade fascinante suscita. Erasmo de Roterdão inspirou ainda o Programa Erasmus, estabelecido em 1987, de apoio universitário de mobilidade de estudantes e docentes do Ensino Superior, entre estados membros da União Europeia. Conhecido opositor do dogmatismo, Erasmo viveu e trabalhou em vários locais da Europa para expandir o seu conhecimento, deixando a sua fortuna à Universidade de Basileia. ERASMUS é também uma sigla para European Region Action Scheme for the Mobility of University Students [Método de Acção Regional Europeia para a Mobilidade de Estudantes Universitários]. Erasmo morreu em Basileia, a 12 de Julho de 1536.

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João Corvo

• Quinta-feira

RECITAL DE PIANO POR ZYGMUNT KRAUZE (FIMM) Teatro D. Pedro V, 20h00 200 a 250 patacas CANADIAN BRASS (FIMM) Centro Cultural de Macau, 20h00 200 a 250 patacas HAIRSPRAY – O MUSICAL (FIMM) Centro Cultural de Macau, 20h00 200 a 500 patacas

• Sexta-feira

HAIRSPRAY – O MUSICAL (FIMM) Centro Cultural de Macau, 20h00 200 a 500 patacas

U M D I S C O H O J E

• Sábado

“MARIA RITA” (MARIA RITA, 2003)

HAIRSPRAY – O MUSICAL (FIMM) Centro Cultural de Macau, 20h00 200 a 500 patacas

Nascida no mundo da música, filha dos músicos Elis Regina e César Camargo Mariano, Maria Rita decidiu, aos 24 anos e depois de muita insistência dos progenitores, que o que queria fazer para o resto da vida era cantar. “Maria Rita” foi o primeiro trabalho da cantora. Lançado em 2003, o disco vendeu mais de um milhão de cópias por todo o mundo e conquistou várias prémios na área da música. Letras de vários poetas e artistas do mundo brasileiro preenchem um disco de 13 faixas perfeitas. “Cara Valente”, “Encontros e Despedidas”, “A Festa” e “Santa Chuva” são alguns dos êxitos disponíveis neste álbum. - Filipa Araújo

fonte da inveja

Para quem vive no campo de nada serve a cidadania.

• Diariamente

FESTIVAL DE GASTRONOMIA MACAENSE (ATÉ 5 DE NOVEMBRO) Hotel Four Seasons, Cotai 18h00 às 22h00 498 patacas por adulto, 249 para crianças até aos 12 anos EXPOSIÇÃO “BEYOND PIXELS” DE VICTOR MARREIROS (ATÉ DIA 31/12) Signum Living Store, Rua Almirante Sérgio Entrada livre “VIAGEM À TERRA DOS SONHOS” DE SU JIAN LIANG (ATÉ DIA 23/10) Galeria da Fundação Rui Cunha Entrada livre WORLD PRESS PHOTO (ATÉ 2 DE NOVEMBRO) Casa Garden Entrada Livre


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OPINIÃO

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DAVID CHAN* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog

macau visto de hong kong

MARTIN SCORSESE, THE WOLF OF WALL STREET

Caça ao tesouro

N

O dia 22 de Outubro, o site da “yahoo” em Hong Kong anunciou que uma série de pessoas em “Kowloon Bay” tinham descoberto “tesouros” nas ruas do território. Estes indivíduos estavam extremamente contentes e ponderavam até se os deuses tinham intercedido em seu favor. Tudo indicava que sim. O caso é simples. No dia 20 de Outubro, uma companhia de serviços logísticos era suposto ter processado os bens em questão. Mas como não tinha ainda completado o serviço até ao dia 21, esta optou por deixar a mercadoria na rua, coberta apenas por sacos de plástico pretos. Ora, no dia 22, pelas 3:00 da manhã, alguns dos moradores da região de “Kowloon Bay” descobriram estes pacotes, que procederam a inspeccionar, pensando tratar-se de lixo. Na verdade, este carregamento era composto por relógios, ecrãs LED e roupa interior. Ainda por cima todos os itens eram novos, não tendo nunca sido utilizados. Através da análise das embalagens, foi possível verificar que a mercadoria era proveniente da China e destinada à Europa, sendo Hong Kong apenas um ponto de trânsito. Além disso, foi descoberto que a carga tinha sido retida na China por dois dias, o que implicaria custos acrescidos para os compradores. Porquê? A razão deve-

-se ao facto de a companhia encarregada da logística ter sido forçada a pagar pelo armazenamento adicional, cujo custo teria agora de ser suportado pelo cliente. Mas quando confrontados com esta situação, os compradores optaram invés por cancelar a encomenda, passando então a propriedade a pertencer à companhia logística. Mas como o caso foi mal gerido, alguns cidadãos de Hong Kong acabaram por “encontrar” estes produtos quando procediam à remoção de lixo na sua localidade. Não querendo acreditar na sua sorte, estas pessoas não hesitaram em partilhar a sua história com a imprensa local. Somente às 8:00 da manhã é que se começou a considerar a hipótese de se estar perante uma situação de apropriação ilegal de bens, e a polícia foi então contactada. Acabou-se então a caça ao tesouro. Porém, quando as autoridades contactaram a companhia de logística, a sua gerência revelou não querer processar ninguém, visto já ter decidido se despojar da mercadoria num aterro sanitário. Apesar de simples, este caso merece uma melhor reflecção. Hoje em dia, é normal fazer-se compras através da internet. Esta prática é cada vez mais frequente, pois permite aos consumidores comparar os preços de diversos “sites” sem necessitar de sair de casa sequer para obter os produtos, que são mandados directamente para sua casa. E prevê-se que esta tendência seja ainda mais comum no futuro.

No mundo empresarial fala-se muito da responsabilidade social das corporações. Já que esta empresa obtém os seus lucros junto da comunidade, qualquer prática que ajude essa mesma comunidade seria benéfica para todos os intervenientes Estas lojas virtuais não se importam com fronteiras e oferecem os seus produtos a clientes de todo o mundo. Mas as companhias encarregadas de fazer a distribuição estão sujeitas às leis específicas dos diferentes países onde operam. No país de origem assim como no de destino as autoridades relevantes vão ter de garantir o cumprimento das normas de importação e exportação, não sendo de estranhar que os bens fiquem retidos na alfândega enquanto se procede à inspecção da mercadoria. Também é normal que o comprador fique sujeite a qualquer custo adicional que possa ocorrer durante

o transporte dos bens, mas em certos casos em que os custos adicionais superam o valor dos próprios produtos, pode acontecer que o comprador cancele o contracto por completo, recusando assim os produtos que se havia comprometido a comprar, visto a sua aquisição já não ser economicamente viável. Nestas situações em que os compradores cancelam a compra, a propriedade dos bens é transferida para aqueles que os tiverem em sua posse nesse determinado momento. Foi assim que a companhia de serviços logísticos antes mencionada acabou por se tornar a proprietária dos bens que havia concordado transportar. Podemos todavia criticar a maneira por si adoptada para gerir esta situação. Sabendo de antemão que todos os produtos eram novos, e que por isso estavam em bom estado de conservação, porque é que a companhia não optou por vende-los em vez de proceder à sua remoção para um aterro sanitário? Por enquanto parece que este caso é insólito e que estas práticas são adoptadas por apenas uma companhia, mas receia-se que os outros operadores do ramo sigam a mesma política. Haviam muitas outras opções disponíveis para estes bens. Podiam, por exemplo, ter sido doados a pessoas carenciadas, como aposentados, órfãos ou indivíduos com deficiências. Ou podia ter-se organizado um leilão para a sua venda. Independentemente dos lucros gerados por esta operação, no mínimo garantia-se que os produtos chegassem aqueles que de si necessitavam. Ou então, os bens podiam ter sido vendidos a retalhistas como forma de minimizar os prejuízos. Mas temos também de reconhecer que a companhia encarregue do transporte da mercadoria viu-se sujeita a encargos não previstos no contrato inicial. Considerando que o nosso meio ambiente já está tão poluído, o melhor seria não gerar mais desperdício. Assim sendo, não deveria esta companhia ter adoptado práticas que ajudassem a comunidade e o planeta? No mundo empresarial fala-se muito da responsabilidade social das corporações. Já que esta empresa obtém os seus lucros junto da comunidade, qualquer prática que ajude essa mesma comunidade seria benéfica para todos os intervenientes. Na verdade, a companhia está no seu direito ao decidir que os bens em questão não são nada mais do que lixo. Mas se esse lixo poder ajudar a comunidade e aliviar o sofrimento de pessoas, porque não optar por essa via? De momento, a lei apenas especifica que nestes casos os bens passam a ser propriedade da companhia encarregue da sua distribuição. Mais uma vez, as leis não podem controlar assuntos de ética ou moral. Se a decisão final for a remoção dos produtos para um aterro sanitário, e o seu eventual desperdício, a lei não os proíbe de o fazer.

*Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau


opinião 23

hoje macau segunda-feira 27.10.2014

Ricardo Araújo Pereira

in Visão

No tempo em que os animais sorriam

H

Á apenas uma diferença entre as fábulas clássicas e as do Presidente da República: as clássicas costumam acabar com uma moral; as de Cavaco, por se debruçarem sobre a nossa economia, terminam quase sempre com uma imoral Quando, cerca de duas semanas antes de as acções do BES passarem a valer zero, o Presidente da República disse que os portugueses podiam confiar no BES, toda a gente ficou mais ou menos convencida de que Cavaco Silva não ganharia o Nobel da Economia deste ano. Confirmou-se: o prémio foi atribuído a um francês que tem optado por fazer declarações relativamente sensatas. Enfim, são estratégias. Neste momento, creio que Cavaco já percebeu que a economia não o

cartoon por Stephff

merece. E parece-me que começou a preparar a candidatura ao Nobel da Literatura. Está com uma capacidade de efabulação prodigiosa e com um estilo muito fresco. Há, em Cavaco Silva, uma disposição para o maravilhamento, um impulso para observar o mundo, para aquela operação poética a queAlberto Caeiro chamava “ver como um danado”. O que é curioso na mundivisão de Cavaco Silva é que somos nós que ficamos danados com aquilo que ele vê. Esta semana, o Presidente quis esclarecer “uma coisa completamente errada”: “Os contribuintes não vão suportar os custos do BES.” É uma declaração do domínio da fábula, que é o mundo no qual Cavaco costuma viver. Para o Presidente que vê vacas a sorrir e segreda palavras meigas ao ouvido de cagarras, o tempo em que os animais falavam é hoje. Ora, vigorando na nossa economia a lei da selva, que perspectiva pode ser mais

Há apenas uma diferença entre as fábulas clássicas e as do Presidente da República: as clássicas costumam acabar com uma moral; as de Cavaco, por se debruçarem sobre a nossa economia, terminam quase sempre com uma imoral

acertada que a de La Fontaine? Que modo de observar a realidade pode produzir melhores efeitos que o da narrativa alegórica repleta de imaginação, fantasia e animais com características humanas? Se Cavaco diz que não vamos pagar os custos do BES, eu acredito assim como acreditei em Esopo. A história da cigarra e da formiga mostra-nos que é importante precaver o futuro. A história da tartaruga e da lebre avisa-nos para os perigos da sobranceria. E a história de Cavaco ensina-nos que os contribuintes não vão pagar o BES. Há apenas uma diferença entre as fábulas clássicas e as do Presidente da República: as clássicas costumam acabar com uma moral; as de Cavaco, por se debruçarem sobre a nossa economia, terminam quase sempre com uma imoral. Também ensinam uma lição, mas é uma lição um pouco mais dolorosa.

IDA À LUA

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hoje macau segunda-feira 27.10.2014

Habitação Taxas de juro aumentam preços na Ilha da Montanha

A

professora da área de Gestão de Indústria e Comércio da Universidade de Macau (UM), Huang Bi Hong, alertou para o facto do pagamento de prestações de fracções na Ilha

da Montanha ainda poder ser elevado. As declarações da académica foram feitas ao canal chinês da Rádio Macau, quando Huang referiu que concorda com o alargamento do horário

da passagem dos postos fronteiriços, uma vez que esta medida traz mais escolhas de aquisição de imóveis, mas chamou a atenção para os valores elevados no que diz respeito ao pagamentos das prestações. “Tendo em conta que a taxa de juro de hipoteca do interior da China é mais alta do que a de Macau – quase o dobro –, o custo mensal de pagamento de prestações de imóveis pode ser até mais alto do que no território” disse a especialista. Huang acrescentou ainda que, caso a taxa de juro dos Estados Unidos aumente, a diferença entre a taxa de juro de Macau e do interior da China pode vir a diminuir.

Sands Protocolo com MACA sobre direitos de autor

A Associação de Compositores, Autores e Editores de Macau (MACA, na sigla inglesa) e a Sands assinaram, na passada quinta-feira, um protocolo relativo a concertos ao vivo. O documento pretende proteger os direitos de autor de todos os músicos locais cujos trabalhos sejam exibidos em qualquer um dos espaços do Sands China, incluindo a Cotai Arena, o Venetian Theatre, os elevadores, as áreas de jogo e restaurantes. Em comunicado, a Sands assegura “perceber a importância de protecção dos direitos”, referindo assim que pretende encorajar a continuação de criação musical. “Além de apoiar o princípio dos direitos de autor para todos os artistas, o acordo é também uma forma benéfica de promover a produção criativa em Macau”, apontou a vice-presidente de Relações Públicas e Assuntos Comunitários da Sands, Melina Leong. A responsável aproveitou ainda para referir que é importante que os visitantes reconheçam que os direitos de autor estão a ser protegidos. PUB

Segundo o vice-presidente da Associação de Construtores Civis e Empresas de Fomento Predial de Macau, Wong Kuok Kei, os compradores de Macau estão a escolher comprar casas na Ilha da Montanha porque esperam que o horário da passagem nos postos fronteiriços seja alargado, bem como pela possibilidade dos automóveis com matrícula de Macau poderem entrar na região vizinha. Wong considera, porém, que os terrenos de imóveis actualmente existentes são escassos, o que acaba por não influenciar o mercado imobiliário do território em grande medida. - F.F.

IAS preocupado com abertura de fronteira 24 horas

O chefe do Departamento de Prevenção e Tratamento Toxicodependência do Instituto de Acção Social (IAS), Han Wai, disse que o consumo de droga entre os menores vai aumentar, caso as fronteiras com Macau fiquem abertas durante 24 horas. Isto porque, de acordo com Han, Zhuhai é um dos locais preferidos pelos residentes jovens para a compra de estupefacientes. “Se o funcionamento das fronteiras passar a ser durante 24 horas, a nossa equipa vai ter que reforçar a prevenção do consumo de droga entre os jovens, quando estes regressem pelas Portas do Cerco, por volta das 23 horas”, começou o presidente do IAS por dizer. Han acrescentou ainda que o Instituto de Acção Social vai continuar a estudar medidas de combate ao consumo de estupefacientes dos jovens de Macau em Zhuhai.

Caso Bill Chou Chan Hong desmente pressões

A deputada e vice-directora da Escola Hou Kong, Chan Hong, disse, na passada sexta-feira na Assembleia Legislativa (AL), nunca ter exercido pressão no caso de Bill Chou. Chan Hong disse ainda que reportou à Universidade de Macau o “comportamento” do ex-professor, porque “a distribuição de folhetos sobre eleições justas” fora da escola, “assustou” parte dos alunos da escola. “Foi um meio normal [de informar], nunca fiz pressões para nada”, defendeu a deputada. Recorde-se que a escola dirigida por Chan Hong enviou uma carta à UM e ao Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, sendo que esta carta foi uma das que serviu para dar o mote para o despedimento do professor da instituição universitária.


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Hoje Macau 27 OUT 2014 #3201 by Jornal Hoje Macau - Issuu