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Hoje Macau • 2010.10.27 #2238

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José Bento dos Santos encerra em Macau périplo repleto de música e vinhos pelo Oriente CENTRAIS

Selecção sofreu a primeira derrota no Mundial B de hóquei em patins. entusiasmo mantém-se Página 10

tempo pouco nublado min 17 max 23 humidade 40-75% câmbios euro 11.2 baht 0.26 yuan 1.21 pub

Agência Comercial Pico • 28721006

hojemacau

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Director carlos morais josé • quarta-feira 27 de outubro de 2010 • ANO X • Nº 2238

Mop$10

Relatório internacional atira Macau para baixo No ranking da corrupção

Funcionários públicos

Subida do subsídio de casa não agrada • P.5

Corruptos ganham gás

A organização não-governamental Transparência Internacional divulgou ontem o índice mundial de percepção da corrupção, que faz a RAEM cair três posições em relação ao ano passado. Elio Yu, professor da Universidade de Macau, considera a “desclassificação” e o distanciamento de Hong Kong, no 13º lugar, injustos. Os estrangeiros não estão bem a ver a transparência que há agora por cá, aponta o académico. >página 4

Galaxy

• P.7

Património

Macau de fora da rede portuguesa

António Falcão | bloomland.cn

Chefes batem com a porta

Universidade Chinesa de HK cria projecto pioneiro para o Porto Interior

Ver com óculos 3D

Página 6

• Última

Gastronomia

Restaurante local entre os melhores da Ásia • P.7

Obras

Governo apoia remodelação de edifícios • Última

os nossos contactos mudaram

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quarta-feira 27.10.2010 www.hojemacau.com.mo

2 Tecnologia Intel produz na China

O gigante informático Intel iniciou ontem a sua primeira produção de chips na Ásia numa unidade fabril situada na província chinesa de Liaoning, revelou a agência oficial chinesa, Xinhua. Na cerimónia de abertura da fábrica esteve presente Paul Otellini, presidente da Intel e director executivo da empresa americana. A fábrica da Intel obrigou a um investimento de 2500 milhões de dólares, está localizada na zona de Desenvolvimento Tecnológico e Económico da cidade portuária de Dalian e tem uma superfície de 163.000 metros quadrados. De acordo com a imprensa da região, a construção da unidade de produção teve início em Setembro de 2007 e irá produzir discos integrados para computadores pessoais, telefones móveis e outros produtos de alta tecnologia. A fábrica da Intel deverá gerar cerca de 1700 novos postos de trabalho na cidade.

Algodão Preço sobe em flecha

O algodão para entrega em Dezembro subiu um máximo de 4,2% (subida máxima permitida pelo ICE Futures em Nova Iorque) e atingiu os 1,2471 dólares por quilo, o valor mais elevado desde que o algodão começou a ser transaccionado há 140 anos. O preço do algodão está a ser penalizado por uma frente fria que afecta a China desde anteontem e que deverá prolongar-se até amanhã, de acordo com as previsões do Centro de Meteorologia chinês. O mau tempo poderá afectar as colheitas do maior utilizador de algodão do mundo, à semelhança do que aconteceu no Estado norte-americano do Texas na semana passada. Diversas tempestades no Texas, o Estado com maior produção de algodão dos Estados Unidos, afectaram as colheitas e provocaram uma subida semanal de 9% no preço do algodão. "O mercado está a reagir às notícias que chegam da China e ao que aconteceu no Texas. Mas mesmo a estes preços antecipamos uma forte procura", afirma uma analista contactado pela agência Bloomberg.

Internet Fim de sites pornográficos

A Administração Geral da Imprensa e Publicação da China advertiu ontem que fechará 47 sites de da Internet caso recusarem-se a retirar do ar conteúdos pornográficos. O organismo apontou que páginas populares como junzitang.com ou docin.com, disponibilizam sobretudo textos com teor de pornografia, num total de 38. Como parte da campanha nacional contra a pornografia lançada em Dezembro de 2009, a administração periodicamente lança uma lista dos sites que divulgam materiais obscenos. Em Julho, o governo chinês publicou uma lista de 122 sites domésticos que oferecem materiais pornográficos. Até Agosto deste ano, a China encerrou ou bloqueou 19 mil sites de conteúdo nocivos e pornográfico.

actual receita para acabar com atritos entre yuan e dólar

Como parar a guerra Nas últimas semanas a economia mundial tem estado em pé de guerra, pelo menos em termos retóricos. Desde que o ministro das Finanças do Brasil, Guido Mantega, declarou, no dia 27 de Setembro, ter rebentado uma "guerra cambial internacional" entre a China e os Estados Unidos que as linhas do debate sobre a economia global foram reformuladas para léxico de campo de batalha, não só pelos emotivos escritores das manchetes como também pelas próprias autoridades. A retórica vaga sobre a cooperação para aumentar o crescimento global já lá vai, instalando-se no seu lugar um tom muito mais combativo. Os países culpam-se mutuamente pela procura global distorcida, com armas que variam da melhoria quantitativa (imprimindo numerário para comprar obrigações) à intervenção cambial e controlos de capitais. Por detrás de todo o fumo e fúria ocorrem de facto três batalhas. A maior é relativa à relutância da China em permitir que o yuan suba mais rapidamente. As vozes das autoridades americanas e europeias têm sido mais duras no que se refere à "dinâmica prejudicial" causada pela moeda subvalorizada da China. No mês passado, a Câmara dos Representantes fez passar uma lei que permite que as empresas procurem protecção tarifária contra países com moedas subvalorizadas, com uma enorme maioria bipartidária, tendo-se tornado as práticas comerciais "injustas" da China num tópico quente das eleições intercalares. Uma segunda área problemática é a política monetária do mundo rico, em particular a perspectiva de os bancos centrais poderem em breve recomeçar a imprimir moeda para comprar obrigações do Tesouro. O dólar caiu, uma vez que os mercados financeiros esperam que a Reserva Federal seja a primeira e a mais ousada na execução desta estratégia, e o euro subiu em flecha, devido ao pouco entusiasmo mostrado pelas autoridades do Banco Central Europeu por esta mudança. Aos olhos da China, a melhoria quantitativa cria uma distorção grave na economia mundial, precipitando-se os investidores para outras áreas, especialmente para economias emergentes, em busca de rendimentos mais elevados.

um impacto desconfortável sobre economias emergentes pequenas e abertas sob a forma de entradas de capital indesejadas. Estas entradas de capital serão menos devastadoras para eles do que os danos que sofreriam se o Ocidente caísse para deflação e estagnação, mas não obstante pode causar problemas. Introspecção colectiva

A terceira área de contenção vem de como os países em desenvolvimento reagem a estes fluxos de capital. Para não deixar que as suas taxas de câmbio disparem, muitos governos intervieram na compra de divisas estrangeiras ou aplicaram impostos à entrada de capitais estrangeiros. O Brasil recentemente dobrou um imposto sobre aquisições estrangeiras da sua dívida interna, e esta semana a Tailândia anunciou uma nova retenção na fonte para investidores estrangeiros sobre as suas obrigações. Conversa em saco roto

Por agora, estes conflitos estão longe de uma guerra cambial real. Depois de bem analisadas, muitas das 'armas' são menos ameaçadoras do que parece. Os controlos de entradas de capital são modestos. No mundo rico, apenas o Japão recorreu recentemente a uma intervenção cambial, e apenas uma vez, até hoje. Também não há grande risco de uma descida iminente para retaliação comercial. Mesmo nos Estados Unidos, as tarifas contra a China, por sorte, ainda estão muito longe - tanto devido à conta cambial ser mais suave do que parece, como porque tem ainda que ser aprovada pelo Senado ou assinada por Barack Obama. O que é facto é que não se pode ser complacente. A guerra dissimulada de hoje pode tornarse rapidamente uma verdadeira batalha campal. As condições que fazem mexer a divergência entre as políticas económicas - em particular o crescimento vagaroso no mundo rico - provavelmente prevalecerão

durante anos. À medida que a austeridade fiscal se vai instalando, a atracção para usar uma moeda mais barata como fonte da procura irá aumentar e a pressão sobre os políticos para tratarem a China como bode expiatório crescerá. E se a inundação de capital estrangeiro se intensificar, os países em desenvolvimento podem ver-se obrigados a optar entre perder competitividade, controlos de capitais verdadeiramente draconianos, ou permitir que as suas economias aqueçam excessivamente. É bastante claro o que deve acontecer. A procura global necessita de reequilíbrio, afastando-se das economias ricas endividadas e aproximando-se de maiores gastos no mundo em vias de desenvolvimento. As reformas estruturais para fazer subir os gastos nessas economias excedentárias ajudarão, mas as suas taxas de câmbio reais também têm de se valorizar. E sim, o yuan chinês está demasiado baixo, o que está a afectar não só o Ocidente mas também outros países em desenvolvimento (especialmente aqueles que têm taxas de câmbio flutuantes) e, de facto, também a própria China, que tem necessidade de conseguir mais do seu crescimento a partir do consumo interno. É também claro que este não será um processo sem dor. A China tem razão em preocupar-se com a instabilidade se os trabalhadores das empresas exportadoras perderem o emprego. E até escolhas razoáveis - como o mix no mundo rico da austeridade fiscal e a política monetária pouco firme - terão

Tudo isto pede uma abordagem multilateral, em que instituições como o FMI e o G-20 estabelecem um consenso entre as grandes economias. O senão é que o caminho multilateral, até aqui, conseguiu pouco. Daí o coro a pedir uma abordagem diferente concentrada em apertar com a China, ou através de controlos de capital retaliatórios (por exemplo, não permitindo à China comprar obrigações do Tesouro norte-americano) ou através de sanções comerciais. E não são apenas os suspeitos proteccionistas do costume: até alguns defensores do comércio livre consideram que a violência económica é a única via para chocar a China e tirá-la da sua teimosia autodestruidora (e impedir mais tarde uma reacção proteccionista mais alargada). Este semanário não está convencido. As ameaças parecem impraticáveis (como pode a China ser impedida de comprar bilhetes do Tesouro, o activo mais amplamente transaccionado nos mercados financeiros mundiais?) ou provocações perigosas. Confrontado com um ultimato comercial, o regime de Pequim, inchado na sua arrogância G-2, pode considerar que é politicamente mais barato retaliar perante os Estados Unidos em espécie. É assim que rebentam as guerras comerciais. Em todo o caso, concentrar a atenção nos Estados Unidos e na China é não compreender a natureza do problema. As guerras cambiais implicam mais do que um vilão e uma vítima. Mais propriamente, redobram os esforços multilaterais fora de cena, especialmente fazendo entrar os países emergentes atingidos pela política da China. O Brasil e outros apenas começaram a dizer o que pensam. A Coreia do Sul recebe o G-20 no próximo mês. Usem a cimeira de Seul como sinal do ponto, não para criar qualquer novo Acordo de Plaza (as tensões actuais são demasiado complexas para se resolver num tratado de paz notável do género daquele que foi conquistado a pulso por apenas cinco países, em Nova Iorque, em 1985) mas como forma de clarificar o debate e manter a pressão. Terá menos destaque nas manchetes; mas esta é uma guerra que é melhor evitar, não combater. – The Economist


Deparo com a notícia das declarações do senhor Steve Jacobs, ex-homem-de-mão do «tai-pan» Sheldon Adelson na Sands China, no processo judicial que contra este terá intentado nos EUA, em virtude do seu despedimento. Não sei se são verídicas ou não as acusações do primeiro de que o segundo lhe ordenou que realizasse «investigações secretas» sobre a vida privada dos titulares de altos cargos públicos da RAEM, para eventualmente serem usadas nas negociações e «impedir o Governo local de avançar com regulamentações e iniciativas adversas aos interesses da Las Vegas Sands». Correia Marques, P.15

Wen Jiabao prova pela primeira vez o néctar das oliveiras

Rendido ao azeite O azeite não faz parte dos hábitos alimentares da China, mas os produtores europeus já conquistaram um precioso apoio para cativar o paladar dos chineses. “Ontem à noite, pela primeira vez na minha vida, molhei um pedaço de pão em azeite. O sabor é muito bom”, disse este mês em Atenas o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. A frase, que veio condimentar da melhor maneira um acordo celebrado alguns meses antes para a exportação de 290 mil litros de azeite grego para a China, pode ser aproveitada por qualquer outra potência do sector. “É uma boa frase, sem dúvida. Temos de integrála no nosso marketing”, disse um dos produtores que acompanhou o ministro da Agricultura, António Manuel Serrano, à primeira Semana Agro-Gourmet portuguesa em Xangai. Portugal é o 10.º produtor mundial de vinho e o 8.º produtor mundial de azeite, dois produtos que exporta

para dezenas de países, incluindo a China. “Nas nossas exportações para a China, o vinho e o azeite são os produtos que mais crescem, acima dos dois dígitos”, afirmou António Manuel Serrano em Xangai, há uma semana. Nos supermercados de Pequim, onde até há pouco tempo só se encontravam marcas italianas e espanholas, já se vende também azeite Gallo, ou “Gan Lu”, em chinês, nome que evoca a expressão chinesa para azeitona (“Gan Lan”). Vende-se igualmente uma “mistura de óleos com sabor a azeite” produzida

em Tianjin, norte da China, e comercializada em garrafões de plástico de cinco litros por 107 yuan, mas a verdadeira concorrência vem de Itália, de Espanha e agora da Grécia. As empresas concorrentes “estão cá todas”, disse o representante da Gallo na China, António Sousa Guerreiro, no início da Expo 2010, em Xangai. Como os pastéis de nata ou o vinho, o azeite Gallo é um dos produtos à venda no pavilhão de Portugal na Expo2010, um edifício de 2.000 metros quadrados, revestido de cortiça, que já foi visitado por mais de 4,5 milhões de pessoas. Radicado há três anos em Xangai, António Guerreiro considera a China “um mercado com grande potencial”. “Vamos tentar entrar pela porta da saúde e da comida saudável, que é uma grande preocupação dos chineses”, disse. O ministro português da Agricultura também exortou ao chineses a consumirem mais vinho e azeite, enal-

Dissidentes querem criar WikiLeaks chinês

Segredos à solta na muralha O sucesso do site WikiLeaks está a levar um grupo de dissidentes chineses a tentar criar uma página semelhante, destinada a divulgar documentos secretos do regime de Pequim. A informação foi avançada pelo diário independente South China Morning Post, que refere que os responsáveis pelo projecto acreditam que o site estará on-line em 1 de Junho de 2011. De acordo com os dissidentes, o objectivo do site será «revelar segredos do governo central e promover a democracia». O projecto foi promovido através das re-

des sociais e terá como nome Goverment Leaks. Nas suas mensagens os dissidentes pedem aos cibernautas que lhes enviem informações confidenciais para integrarem nas suas bases de dados. Citado pelo jornal baseado em Hong Kong, o autor do site afirma que com o site pretendem “lutar contra a ditadura e dar ao povo o direito a informar-se”. O responsável admitiu ainda que o projecto vai contar com o apoio de vários profissionais para os ajudar a evitar possíveis ciberataques.

tecendo os seus “inúmeros benefícios para a saúde”. A gastronomia mediterrânica é das “mais saudáveis do mundo”, afirmou António Manuel Serrano na abertura da referida Semana AgroGourmet, que decorreu até domingo num hotel de Xangai sob a orientação do ‘chefe’ Luís Baena. Luís Baena admitiu que o azeite será “difícil” para o paladar local, mas salientou que “os chineses têm algum culto gourmet e gostam de comer bem”. Se 10% dos chineses repetirem o gesto do primeiro-ministro e se metade deles tiver a reacção de Wen Jiabao, isso significará mais 65 milhões de apreciadores de azeite.

quarta-feira 27.10.2010 www.hojemacau.com.mo

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Concurso Enxurrada de candidatos

Mais de 1,3 milhão de pessoas foram seleccionadas para participar no exame nacional de recrutamento de funcionários públicos da China. Cerca de 327 mil candidataram-se para vagas no governo central e nas divisões provinciais, enquanto que a maioria, 794 mil, apostou em candidaturas para postos municipais. Mais da metade dos candidatos é recém-licenciada. Outras 168 mil pessoas estão ainda em lista de espera e devem receber hoje uma resposta das autoridades se podem fazer o exame. A prova escrita acontece a 5 de Dezembro em todas as grandes cidades chinesas. No ano passado, 927 mil pessoas tentaram a sua sorte, mas só 15 mil conseguiram tornar-se funcionários públicos. Para o próximo ano, o governo chinês pretende contratar 16 mil trabalhadores.

Visita França antes de Portugal

O presidente chinês, Hu Jintao, vai realizar uma visita de Estado a França entre 4 e 6 de Novembro, estando previsto um encontro com o seu homólogo francês, Nicolas Sarkozy. A visita do chefe de Estado chinês é uma resposta à deslocação em Abril passado de Sarkozy ao território chinês, que terminou com um período de vários meses de distanciamento entre os dois países, provocado por assuntos relacionados com o Tibete. A deslocação de Hu Jintao acontece poucos dias antes da França assumir a presidência do G20 (grupo que reúne os países mais ricos e as principais economias emergentes), a 12 de Novembro. Uma das prioridades assumidas pela futura presidência francesa será uma reforma do sistema monetário internacional, num momento em que a China é acusada pelos países ocidentais de manter a sua moeda num nível subvalorizado, que faz aumentar ainda mais a competitividade dos seus produtos. Depois do território francês, o presidente chinês desloca-se a Portugal.

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CONVOCATÓRIA Por iniciativa da Presidente da Mesa da Assembleia Geral, é convocada uma Assembleia Geral Extraordinária da associação denominada “AIPIM – ASSOCIAÇÃO DE IMPRENSA EM PORTUGUÊS E INGLÊS DE MACAU (anteriormente denominada “AJRAEM ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS DA REGIÃO ADMINISTRATIVA ESPECIAL DE MACAU”), com sede em Macau, na Avenida Dr. Rodrigo Rodrigues, n.o 600E, Centro Comercial First National, 14º andar, sala 1407, registada na Direcção dos Serviços de Identificação de Macau sob o n.º 3585, a realizar, em primeira convocatória, no dia 29 de Outubro do corrente ano, sexta-feira, pelas 14h30, no auditório da Casa Garden, Praça Luís de Camões, Macau, ou, não se encontrando presente ou devidamente representada a maioria dos associados efectivos à data aprazada, em segunda convocatória, pelas 15h00 horas do mesmo dia, no mesmo local, caso em que se realizará independentemente do número de associados efectivos presentes ou devidamente representados, a fim de tratar da seguinte: ORDEM DE TRABALHOS 1. Apresentação e Votação do Relatório Anual da Direcção referente ao exercício de 2009; 2. Apresentação e Votação do Relatório de Contas e Balanço referente ao exercício de 2009; 3. Apresentação e Votação do Orçamento Ordinário referente ao exercício de 2010; 4. Apresentação e Votação do Plano de Actividades referente ao exercício de 2010; e 5. Revisão dos Estatutos da AIPIM 6. Outros assuntos. A Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Isabel Correia de Castro Macau, aos 6 de Outubro de 2010


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política

Relatório diz que Macau está mais corrupto. Académico considera injusto

A cair na tabela da corrupção Vanessa Amaro

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Macau está mais no fundo da tabela de corrupção, distanciando-se do modelo da transparência. Um relatório ontem divulgado pela organização não-governamental Transparência Internacional põe o território no 46.º lugar do ranking mundial, com a mesma pontuação da Lituânia – cinco -, e três posições abaixo em relação ao ano passado. O professor da Universidade de Macau Elio Yu considera a descida injusta. “Há uma percepção incorrecta por parte dos países estrangeiros em relação a Macau. Como temos mais barreiras

em relação a grandes investimentos externos, há a tendência a considerarem-nos um território pouco aberto. A Administração Pública é bastante mais transparente actualmente do que antes da transferência e tem havido

um esforço constante no combate à corrupção. Macau deveria ter subido na tabela e não descido”, aponta o académico especialista em gestão pública. O relatório é elaborado por um conjunto de sábios pub

independentes, tem diversas fontes e corresponde em 60% a visões externas sobre os países e em 40% a opiniões manifestadas internamente. No documento, intitulado “Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2010”, Macau encontra-se na 10.ª posição para a região ÁsiaPacífico. À sua frente está Hong Kong (4.º no regional e 13.º no mundial), Butão (7.º/36.º) ou Brunei (8.º/38.º). A região vizinha soma 8,4 pontos e teve melhor nota que no ano anterior (8,2). Comparativamente a 2008, quando obteve 5,4 pontos, Macau manteve a mesma posição enquanto a antiga colónia britânica estava em 12.º lugar. Elio Yu considera que há uma década Macau esteve “sobrecotado” – “a transparência antes da transferência não era tão elevada”, justifica -, mas que agora a situação é outra e deveria haver um maior reconhecimento aos progressos. “Estamos claramente melhor, apesar do caso do ex-secretário Ao Man Long”, aponta. Enquanto Hong Kong tem vindo a subir no ranking, o que traduz uma melhoria da sua transparência, Macau tem piorado, já que em 2007 se encontrava no 34.º lugar ao passo que Hong Kong estava na 14.ª posição. Neste duelo, Elio Yu também não considera justo o posicionamento da RAEM. Para o académico, as duas regiões administrativas especiais da China têm envidado os mesmos esforços em prol da transparência e contra actividades ilícitas. “O nosso único ponto desfavorável em relação a Hong Kong é o Comissariado Contra a Corrupção (CCAC). Aqui ao lado, o organismo está bastante mais desenvolvido e tem um papel mais determinante na sociedade. Ainda temos muito que melhorar neste campo”, aponta Elio Yu. AChina Continental surge na 78.ª posição mundial, o que representa uma subida

Os 10 mais

Mundo 1 Dinamarca 1 Nova Zelândia 1 Singapura 4 Finlândia 4 Suécia 6 Canadá 7 Holanda 8 Austrália 8 Suíça 10 Noruega (8,6) Ásia-Pacífico 1 Nova Zelândia 1 Singapura 3 Austrália 4 Hong Kong 5 Japão 6 Taiwan 7 Butão 8 Brunei 9 Coreia do Sul 10 Macau

(9,3pts) (9,3) (9,3) (9,2) (9,2) (8,9) (8,8) (8,7) (8,7)

(9,3) (9,3) (8,7) (8,4) (7,8) (5,8) (5,7) (5,5) (5,4) (5,0)

de um lugar em relação ao ano passado. O Índice de Percepção da Corrupção, que a Transparência Internacional publica anualmente desde 1995, é calculado a partir de 13 inquéritos diferentes, conduzidos por diversas organizações internacionais que avaliaram, este ano, 178 países e regiões. O índice vai de “10”, para um país percebido como “transparente”, a “0”, para um visto como “corrupto”. Em 2010, os cinco países mais bem colocados a nível mundial são a Dinamarca (9,3 pontos), Nova Zelândia (9,3), Singapura (9,3), Finlândia (9,2) e Suécia (9,2). Na cauda da lista estão a Somália (1,1), a Birmânia (1,4), o Afeganistão (1,4) e o Iraque (1,5). O documento afirma que a corrupção que grassa na grande maioria dos países do mundo atrapalha a luta

Lusofonia

1 Portugal (6,0) 2 Cabo Verde (5,1) 3 Macau (5,0) 4 Brasil (3,7) 5 S. Tomé e Príncipe (3,0) 6 Moçambique (2,7) 7 Timor-Leste (2,5) 8 Guiné-Bissau (2,1) 9 Angola (1,9)

contra a instabilidade financeira, o combate à pobreza e os esforços para reverter as mudanças climáticas. “Num momento em que os governos dedicam importantes somas de dinheiro para enfrentar os problemas mundiais mais urgentes, como a instabilidade dos mercados financeiros, as mudanças climáticas e a pobreza, a corrupção continua a ser um obstáculo”, escreve a organização. Na cauda da Europa

Embora Portugal tenha subido em relação a 2009, mantém um dos piores índices de percepção da corrupção da Europa ocupando o 19.º lugar entre 30 países europeus apenas à frente de Itália, Grécia, Malta e nações do antigo Bloco do Leste. No ranking mundial, Portugal aparece na 32.ª posição, tendo subido três degraus em relação a 2009, ano que representou o pior ranking de sempre para o país desde 2000. No início da década, a percepção da corrupção em Portugal ocupava o 23.º lugar na tabela. Desde então, o país nunca igualou tal classificação, apesar de ter melhorado o “score” de percepção da corrupção nalguns anos. Leis “herméticas”, um aparelho de Justiça que “não funciona” e resultados “nulos” no combate à corrupção são as razões apontadas pela organização para explicar a má posição de Portugal no ranking anual sobre percepção da corrupção. Lusofonia

Angola está entre os 11 países com pior pontuação no ranking, descendo seis posições na tabela em relação ao ano passado. Angola obteve 1,9 pontos, a mesma pontuação obtida no relatório em 2009, mas a prestação de alguns países foi considerada melhor que a sua neste último documento, levando o país africano a cair no ranking (do 162.º lugar para o 168.º). O Brasil ocupa a 69.ª posição, tendo melhorado seis posições em relação ao ano passado. A seguir a Portugal, o país lusófono melhor cotado é Cabo Verde, na 45.ª posição, com 5,1 pontos – apenas 0,1 acima de Macau.


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EDITAL NOTIFICAÇÃO DA DECISÃO FINAL

aumento de 50% do subsídio de residência não agrada

Umas quantas patacazinhas Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo

O deputado José Pereira Coutinho mostra-se apreensivo e considera “manifestamente pouco” o aumento de 500 patacas no valor do subsídio de residência para os funcionários públicos que, de acordo com o que o Governo pretende, irá passar de 1000 para 1500 patacas. “Mais 500 patacas por mês a dividir por 20 anos dá duas ou três patacas por dia o que me parece muito pouco para os trabalhadores que lutam contra sérias dificuldades”, disse o presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM). Na semana passada, o Conselho Executivo anunciou que havia concluído o debate da proposta sobre o Regime do prémio de antiguidade e dos subsídios de residência e de família dos trabalhadores dos serviços públicos. O subsídio de residência é o que sofre a maior revisão, aumentando 50%. O diploma sugere que o montante pago aos funcionários seja actualizado de mil para 1.500 patacas. Este benefício passa ainda a abranger todos os trabalhadores dos serviços públicos, com exclusão dos que habitem em moradia do património da RAEM ou de qualquer outra pessoa colectiva de direito público ou daqueles que recebam mensalmente subsídio para arrendamento a partir do mês seguinte ao do início de funções. São, assim, eliminadas a norma que exige aos trabalhadores residência em Macau e a que atribui subsídio de residência aos assalariados apenas a partir do momento em que estes tenham efectivamente prestado seis meses de serviço

ininterrupto. O montante passa a ser pago a partir do mês seguinte ao do início de funções. Além disso, são eliminadas as formalidades exigidas anualmente aos trabalhadores para a manutenção do subsídio. Contactado pelo Hoje Macau, o deputado da Assembleia Legislativa defendeu que a sua proposta, à qual denominou de “subsídio de sobrevivência”, deve ter o valor de 3000 patacas por mês. “Sinceramente, se o Governo continuar a levar isso para a frente, a moral dos trabalhadores vai ficar muito em baixo porque o dia-a-dia é mesmo difícil e com a inflação a subir, torna-se ainda mais complicado.” Cheio de expectativas

A par disso, o representante da associação da função pública fez saber que têm muitas expectativas para o ano legislativo que agora começou. “Há muitos pontos que merecem a minha atenção. Um deles é a alteração da lei eleitoral com vista ao aumento de mais lugares na Assembleia por via do sufrágio directo”, explicou. Para Pereira Coutinho,

não pode cair em saco roto o facto de que o “Governo tem de apresentar regulamentação que institua a liberdade sindical senão os trabalhadores serão constantemente prejudicados”. O projecto de lei de regulamentação da habitação que visa restringir os empréstimos bancários para habitação, abolir o imposto de transmissões intercalares de bens, criar novas leis e lançar terrenos em hasta pública é muito importante para Pereira Coutinho, que acredita ser um documento capaz de combater “a especulação imobiliária”. “É premente que o preço do metro quadrado continue na mão do Governo”, afirmou. O deputado também não esqueceu o sector da saúde. “É necessária a contratação de médicos qualificados. A abertura do hospital público nas ilhas é uma questão essencial e urgente.” Pereira Coutinho diz que outra expectativa sua é a “criação de um regime de previdência social obrigatória para todos no sentido de salvaguardar os descontos obrigatórios de patrões e trabalhadores”.

Dinheiro do Governo chega a mais de 500 mil Terminou a distribuição aos residentes do dinheiro do Plano de Comparticipação Pecuniária no Desenvolvimento Económico referente ao ano de 2010. Foram emitidos 487.297 cheques cruzados – num montante total de mais de 2,75 mil milhões de patacas – dos quais 423 022 foram já depositados (representando 86,8 por cento do número total dos cheques emitidos, e 377 foram anulados), enquanto 87 442 beneficiários receberam o montante por transferência automática – acrescendo ao valor englobado pelo plano mais 522 milhões de patacas. Os cheques que ainda não foram levantados têm até ao dia 31 de Dezembro de 2013 para serem depositados em qualquer conta bancária.

Edital n.º 264/E/2010 Processo n.º 29/2006/D Assunto: Determinação da desocupação do terreno e da demolição da construção ilegal. Local: Terreno situado a sudeste da Pedreira Fong I, na Estrada do Altinho de Ká Hó, na ilha de Coloane (parcelas demarcadas a tracejado com letra “A” e a cinzento com letra “B” na planta em anexo). Jaime Roberto Carion, Director da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), faz saber por este meio à Companhia de Desenvolvimento e Investimento Jin Yuan Jin Guo, Limitada e Tak Ying – Sociedade de Desenvolvimento e Fomento Predial, Limitada e aos demais ocupantes desconhecidos, o seguinte: 1. A DSSOPT, no exercício dos poderes de fiscalização conferidos pela alínea b) do n.º 3 do artigo 8.º do Decreto-Lei n.º 29/97/M, de 7 de Julho, verificou que no terreno situado a sudeste da Pedreira Fong I, na ilha de Coloane, foram construídas muitas barracas em chapa de zinco, bem como foram depositados muitos materiais de construção e estacionados veículos de vários tipos de obras, etc., sem que tenha sido atribuída ao(s) ocupante(s) licença de ocupação temporária, nos termos dos artigos 69.º a 75.º da Lei n.º 6/80/M, de 5 de Julho (Lei de Terras). Por isso, foi instaurado o procedimento administrativo n.º 29/2006/D, de desocupação e restituição do terreno à posse da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM). 2. De acordo com a certidão da Conservatória do Registo Predial (CRP), de 31/03/2010, sobre a parcela demarcada a tracejado com letra “A” na planta em anexo, não se encontra registado a favor de particular (pessoa singular ou pessoa colectiva), direito de propriedade ou qualquer outro direito real, nomeadamente de concessão, por aforamento ou por arrendamento, pelo que o mesmo considera-se propriedade do Estado, nos termos do artigo 7.º da Lei Básica da RAEM. 3. De acordo com a mesma certidão da CRP, a parcela demarcada a cinzento com letra “B” na planta em anexo e descrita na CRP sob o n.º 23050, reverteu ao Governo da RAEM através do Despacho do Secretário para os Transportes e Obras Públicas n.º 13/2001, publicado no Boletim Oficial n.º 12, II Série, de 31 de Março de 2001, pelo que a mesma considera-se do domínio do Estado, nos termos do artigo 7.º da Lei Básica da RAEM. 4. A ocupação de terreno do Estado por ocupantes que não disponham de título formal – contrato de concessão ou licença de ocupação temporária – que autorize a sua posse determina que o mesmo (terreno) seja entregue, livre e desocupado ao Governo da RAEM, órgão responsável pela gestão, uso e desenvolvimento dos solos e recursos naturais, nos termos do artigo 7.º da Lei Básica da RAEM, cabendo ao Chefe do Executivo praticar o respectivo acto, ordem de desocupação e restituição do terreno, ao abrigo do disposto na alínea o) do artigo 41.º da Lei de Terras. 5. Tendo sido realizada, no seguimento de notificação por edital, assinado pelo Director da DSSOPT e publicado nos jornais (Diário de Macau e Ponto Final) em línguas chinesa e portuguesa de 23/04/2010, a audiência escrita dos interessados, prevista nos artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, não foram carreados para o procedimento elementos ou argumentos de facto e de direito que pudessem conduzir à alteração do sentido da decisão de ordenar a desocupação do aludido terreno. 6. Com efeito, os interessados não dispõem de título formal de aquisição de qualquer direito, de propriedade perfeita ou outro, que confira poderes de gozo e de disposição sobre a totalidade ou parte da referida parcela, nem mesmo de um título jurídico precário - licença de ocupação temporária – que legitime a posse da mesma. 7. Nos termos da legislação em vigor, o documento particular (escritura de papel de seda ou “sá chi kai”) que o interessado alegou possuir não constitui, nos termos da lei, título formal de aquisição da propriedade privada do terreno em causa. 8. Assim, ficam os interessados e os ocupantes desconhecidos notificados de que S. Ex.ª o Chefe do Executivo, por despacho de 28/09/2010, exarado sobre a informação n.º 6525/DURDEP/2010, de 14/09/2010, constante do processo n.º 29/2006/D, foi ordenado que todos os ocupantes procedam, no prazo de 30 (trinta) dias a contar a partir da data de publicação do presente edital, à desocupação do identificado terreno, à demolição e ao despejo da construção ilegal, removendo os materiais e equipamentos nele depositados, bem como procederem à entrega do terreno ao Governo da RAEM, sem direito de indemnização. 9. Antes de execução da obra de demolição acima referida, os ocupantes deverão apresentar previamente nestes Serviços a declaração de responsabilidade do construtor incumbido da obra de demolição e apólice de seguro contra acidentes de trabalho e doenças profissionais. Após a conclusão da desocupação, os ocupantes deverão comunicar tal facto à DSSOPT para efeitos de vistoria. 10. Nos termos do artigo 139.º do CPA, notifica-se ainda que se findo o prazo acima referido não derem cumprimento à ordem indicada no ponto 8, a DSSOPT, em conjunto com outros serviços públicos e com a colaboração do Corpo de Polícia de Segurança Pública, procederá, a partir do termo do prazo acima referido, à execução da referida ordem, a expensas dos interessados, sem prejuízo de aplicação de multa prevista no artigo 191.º da Lei de Terras. 11. Os materiais e equipamentos eventualmente deixados no terreno serão depositados no respectivo local, à guarda de um depositário a nomear pela Administração. As construções ilegais no referido terreno serão demolidas pela Administração. 12. Findo o prazo de 15 (quinze) dias a contar a partir da data do depósito e caso os bens não tenham sido reclamados, consideram-se os mesmos abandonados e perdidos a favor do Governo da RAEM, por força da aplicação analógica do artigo 30.º do DecretoLei n.º 6/93/M, de 15 de Fevereiro. 13. Nos termos dos artigos 145.º e 149.º do CPA, os interessados podem apresentar reclamação ao Chefe do Executivo no prazo de 15 (quinze) dias, a contar a partir da data de publicação do presente edital. 14. Do despacho do Chefe do Executivo de 28/09/2010 referido no ponto 8, cabe recurso contencioso a interpor no prazo de 30 (trinta) dias, a contar a partir da data de publicação do presente edital, para o Tribunal de Segunda Instância da RAEM, nos termos da alínea a) do n.º 2 do artigo 25.º do Código de Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 110/99/M, de 13 de Dezembro, e da subalínea (1) da alínea 8), do artigo 36.º da Lei n.º 9/1999, republicada no Boletim Oficial da RAEM, n.º 44, I Série, de 1 de Novembro de 2004. RAEM, aos 22 de Outubro de 2010. O Director dos Serviços Jaime Roberto Carion Processo n.º 29/2006/D Local: Terreno situado a sudeste da Pedreira Fong I, na Estrada do Altinho de Ká Hó, na ilha de Coloane (parcelas demarcadas a tracejado com letra “A” e a cinzento com letra “B” na planta em anexo). Planta em anexo:


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Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo

O Porto Interior de Macau está a ser alvo de um estudo da Faculdade de Arquitectura da Universidade Chinesa de Hong Kong. O objectivo é abrir um debate público com todos os interessados sobre visões positivas sobre o futuro de Macau. “O estudo vai definir visões pró-activas para o desenvolvimento, identificando a localização de potenciais projectos, definindo eixos de ventilação, propondo tipos de construção e densidades e fazer propostas para novos e melhorados espaços abertos na região costeira de Macau”, disse ao Hoje Macau Hendrik Tieben, professor responsável pelo ‘Master Design Studio’. Desde há vários anos que a Universidade Chinesa de Hong Kong organiza este tipo de estudos urbanísticos, em cooperação com o Instituto de Formação Turística (IFT), a Associação de Arquitectos de Macau (AMM) e outras instituições locais. “Em 2009, por exemplo, a universidade publicou duas edições especiais sobre arquitectura e urbanismo de Macau, dez anos após a transferência, na revista World Architecture”, apontou Tieben. O estudo sobre o Porto Interior pretende resultar num plano estratégico de acção volumétrica em 3D e vem no seguimento do anúncio de Macau como cidade Património Mundial da UNESCO, em 2005. Depois da inscrição na lista, novos desafios apareceram. “Em 2008 e 2009, fora da zona tampão da UNESCO, foram construídos edifícios muito altos na

sociedade

Universidade chinesa de Hong Kong estuda o Porto Interior

Visão de futuro para o ‘skyline’ de Macau zona do Porto Interior. Os prédios acabaram por bloquear a visão daquilo que a UNESCO defende como sendo o património rico da cidade. No entanto, devido à sua condição de fronteira, a maioria das pessoas não percebe o impacto que estes empreendimentos têm na cidade quando são vistos a partir de Zhuhai ou da água”, indica o professor. O problema é que o Porto Inte-

rior não foi inicialmente incluído na lista de áreas protegidas, apesar da sua importância para o património de Macau e para as suas tradições vivas. Outra questão importante é a revitalização da zona à beira-mar, já que não há acesso público à água. “O estudo visa projectar a revitalização na zona costeira da RAEM e promover o crescimento com regra, mas não inclui apenas esse espaço. Temos também

projectada a margem oposta de Zhuhai. O espaço de água entre as duas cidades é visto como um bem comum importante e com muito potencial para o futuro”, afirmou o académico. Malha urbana dinâmica

Para o arquitecto Rui Leão, esta abordagem é muito importante e vem na melhor altura. “É acima de tudo um exercício de cidadania. O

estudo procura encontrar, dentro da malha urbana, dinâmicas e linhas de projecto que contenham a ideia de conjunto”, disse ao Hoje Macau. De modo a desenvolver o aspecto da zona do Porto Interior de forma consistente, o arquitecto anseia que o Governo olhe para este projecto como uma proposta de muito valor para o território. “Aqui em Macau ou é tudo ou é nada. É necessário fomentar uma lógica de desenvolvimento e o Governo está claramente interessado em perceber o património. Não basta apenas recorrer às auscultações públicas que a meu ver se tornaram estéreis”, acrescentou o arquitecto. Rui Leão, que tem sido um facilitador das relações entre a Universidade Chinesa de Hong Kong e as instituições de Macau, acredita neste projecto e está de acordo com Hendrik Tieben num ponto fulcral. “A análise tem de ser muito bem feita. É preciso perceber, dentro das linhas de planeamento, a maneira como a zona se pode desenvolver, porque apesar de possíveis diferenças culturais, a densidade urbana é igual nas duas margens.” No entanto, o arquitecto defende que cada parte de Macau e cada cidadão macaense tem a sua visão muito própria da cidade. “Cada cidade são mil cidades”, enfatiza. No pensamento do arquitecto, a Universidade Chinesa de Hong Kong tem feito a abordagem extensiva e corajosa de ir aos sítios onde há as questões mais “pulsantes” de Hong Kong e tentar reinterpretar. “Agradame a ideia de eles quererem intervir e transformar o Porto Interior.” O projecto vai, ao que tudo indica, ser apresentado em Macau no final deste ano.


Mais de quatro milhões de vales de saúde utilizados Um total de mais de 4,1 milhões de vales de saúde foram utilizados por 457 895 utentes dos serviços de saúde. Os números foram apurados após o trabalho de liquidação da fase final dos vales de saúde do ano de 2009, que terminou no dia 30 de Setembro, e significam uma taxa de utilização de 90 por cento, e uma comparticipação total de cerca de 206 milhões patacas. De acordo com os dados dos Serviços de Saúde, relativamente ao hábito de consumo dos cidadãos, quase metade dos vales (48,92%) foram utilizados na assistência médica tradicional chinesa e os restantes foram aplicados na realização de exames físicos ou no tratamento de doenças não graves em consultórios de médicos ocidentais, dentistas ou policlínicas.

O grupo Galaxy Entertainment anunciou que Steve Wolstenholme, director de operações da Galaxy Macau, renunciou ao cargo alegadamente por “razões pessoais”; e que King, vice-presidente sénior para a área do marketing da Galaxy Macau, também apresentou a sua demissão. Embora fiquem a ser substituídos interinamente por outros funcionários do grupo, as saídas dos responsáveis levantam preocupações quanto a atrasos na grande obra da Galaxy em andamento no Cotai. A notícia, avançada num comunicado de imprensa publicado no site oficial da Galaxy, dá conta de que Michael Mecca, director de operações da empresa-mãe, irá assumir o cargo deixado vago por Wolstenholme “de forma interina” até se encontrar um substituto definitivo. Por seu turno, o vice-

O restaurante Robuchon a Galera, do Hotel Lisboa, ocupa a terceira posição no top-20 dos melhores restaurantes de todo o continente asiático incluído na edição 2010/2011 do “The Miele Guide”, o guia internacional que classifica anualmente os melhores cozinheiros e restaurantes da Ásia. O Robuchon a Galera mantém assim o posto que ocupava na edição anterior do guia. Ao primeiro lugar da tabela subiu o restaurante Iggy’s, de Singapura, relegando o anterior líder, o L’Atelier de Joel Robuchon, de Hong Kong, para o segundo posto. O Robuchon a Galera é um dos três restaurantes da cadeia do célebre chef francês Joel Robuchon a figurarem entre os melhores da Ásia – além do L’Atelier de Hong Kong, que ficou com o segundo lugar, há ainda o L’Atelier de Joel Robuchon de Tóquio, que subiu do 20.º para o nono posto. De acordo com o “The Miele Guide”, que cobre 450 restaurantes em 17 países, a cozinha do espaço de Robuchon no Hotel Lisboa, liderada pelo chef Francky Semblat, tem um menu que é um hino à “excelência gastronómica”. Os seus pratos “tendem a ser elegantes, mas também ricos e saborosos, e essas qualidades são resumidas em prazeres consensuais como o mil-folhas de tomate e carne de caranguejo e a lagosta na panela de ferro com com

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Chefes de operações e marketing da Galaxy Macau batem com a porta

Atrasos à vista no Cotai presidente de marketing King é substituído interinamente por Raymond Yap, director de desenvolvimento de mercado internacional do grupo Galaxy. Wolstenholme e King eram dois dos quatro executivos dedicados ao projecto do mega-resort que está a ser construído no Cotai, de acordo com a página sobre a equipa de administração no site da Galaxy. O operador de casinos, cotado na bolsa de Hong Kong e controlado pela família do magnata Lui Che Woo, garante que as mudanças

na direcção não irão afectar o desempenho da empresa no projecto, cuja inauguração está prevista para princípios de 2011. Mas o analista Carlo Santarelli, da Wells Fargo, escreveu num relatório, citado no site do “The Wall Street Journal”, que considerava que o cronograma do projecto era, já de si, “agressivo”, e que com a saída dos executivos seria “ainda menos provável” que o projecto viesse a abrir a tempo. A Wells Fargo acha mais exequível que o resort apenas possa ser inaugurado lá para Maio ou Junho.

“Nunca é bom sinal quando as pessoas se demitem antes de uma inauguração”, acrescenta Aaron Fischer, analista da CLSA. No entanto, uma mudança na administração pouco antes da abertura não significa necessariamente um lançamento a meio gás. “Pessoas saíram da Las Vegas Sands antes da inauguração do Marina Bay Sands e o desempenho inicial foi um sucesso”, lembrou. O casino Marina Bay Sands abriu as portas em Singapura em Abril deste ano.

A Galaxy Entertainment, que deverá divulgar ainda esta semana os números relativos ao terceiro trimestre, anunciou em Agosto que iria gastar 800 milhões de dólares de Hong Kong (815 milhões de patacas) extra para abrir uma porção maior dos 2200 quartos previstos para o projecto do Galaxy Macau no seu lançamento de forma a “tirar o maior partido” do facto de a empresa não esperar a abertura de outros novos casinos em Macau pelo menos até ao próximo ano. – R.M.

Restaurante considerado o terceiro melhor da Ásia

Enchendo o Robuchon

trufas negras e espargos”. O guia refere ainda que um dos pontos fortes do restaurante é a sua “lista de vinhos, com mais de 2800 rótulos”, que valeram ao Galera o Grande Prémio China da revista “Wine Spectator”. Mas o melhor do restaurante é, segundo o guia a sua relação qualidade/preço. “Ao mesmo tempo que serve comida extraordinariamente deliciosa e de alta qualidade, os seus preços mantêm-se acessíveis. De facto, o Robuchon a Galera, por si só, vale uma viagem a Macau”. O restaurante é o único de

Macau com três estrelas da Michelin. De acordo com a lista, Hong Kong é o destino onde se concentram os melhores restaurantes da Ásia, com seis estabelecimentos entre os 20 melhores, incluindo o segundo classificado, o L’Atelier de Joel Robuchon. Singapura tem cinco restaurantes listados, sendo um deles – o Iggy’s – o líder da tabela. No top-20 entram ainda a Indonésia e Índia (com dois restaurantes cada), e Filipinas, Malásia,

Japão e a China Continental, além de Macau (todos com um restaurante). “The Miele Guide” foi criado em 2008 para promover o reconhecimento dos melhores “chefs” e restaurantes do continente asiático. Os 17 países incluídos no guia são Brunei, Camboja, China (incluindo Macau e Hong Kong), Índia, Indonésia, Japão, Coreia do Sul, Laos, Malásia, Myanmar, Nepal, Filipinas, Singapura, Sri Lanka, Taiwan, Tailândia e Vietname. - R.M.

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Os 20 mais 2010-11

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20.

Iggy’s L’Atelier de Joel Robuchon Robuchon a Galera Jaan Antonio’s Mozaic Zuma Cilantro L’Atelier de Joel Robuchon Caprice Les Amis Yung Kee Gunther’s Modern French Cuisine Bukhara Tippling Club Nobu Dum Pukht Ku De Ta Bo Innovation Beijing Da Dong Roast Duck

(Singapura) (Hong Kong) (Macau) (Singapura) (Cavite, Filipinas) (Bali, Indonésia) (Hong Kong) (Kuala Lumpur, Malásia) (Tóquio, Japão) (Hong Kong) (Singapura) (Hong Kong) (Singapura) (Nova Deli, Índia) (Singapura) (Hong Kong) (Bombaim, Índia) (Bali, Indonésia) (Hong Kong) (Pequim, China)

Seminário

Realizar-se-à no dia 29 de Outubro de 2010 pelas 19h00 no anfiteatro n° 1 do Edifício Complexo do Instituto Politécnico de Macau o Seminário sobre “Direcção Estratégica nos Serviços Públicos: Gestão por Objectivos e Avaliação” pelo Professor Doutor Luciano Santos Rodrigues de Almeida do Instituto Politécnico de Macau, ex--Presidente do Instituto Politécnico de Leiria (1999-2009) e do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnico de Portugal (2003-2009). Após o seminário seguir-se-á a sessão de apresentação do Mestrado em Administração Pública, ministrado pelo IPM e IPL, em associação, sendo prestadas todas as informações relevantes sobre as condições de admissão e requisitos de inscrição no curso. O curso é ministrado em língua portuguesa. O Seminário e a sessão de apresentação do Mestrado são abertos ao público, convidando-se para neles participarem todas as pessoas interessadas. Para mais informações é favor contactor com o Sr. Daniel Gomes via telefone 85996403.


Comparações:

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entrevista José Bento dos Santos | Engenheiro, gastrónomo, produtor vinícola

António Falcão

“Criar um vinho é o mesmo

Conhecemo-lo dos ecrãs de televisão onde nos chega com os seus profundos conhecimentos gastronómicos, envoltos numa eloquência nata. Mas José Bento dos Santos não é só isso. Formado em engenharia, cedo partiu à descoberta do sentido do gosto. Homem viajado, apaixonou-se pelo culto aprofundado da gastronomia, aplicando os seus conhecimentos na busca da harmonia perfeita entre o vinho e a comida. Na seu entendimento dos elementos, partiu em 1990 para um projecto vitivinícola ousado, com a sua Quinta do Monte D’Oiro, que logo na primeira colheita, sete anos depois, deu cartas no mercado. Frequentado os mais famosos restaurantes, pelo seu palato passaram os mais distintos vinhos, pelos quais lutou em leilões da especialidade. De entre os seus variados títulos irá envergar a presidência da Academia Internacional de Gastronomia em Janeiro, da qual é actualmente vice-presidente. Foi também um dos incentivadores para que Lisboa passasse a ser designada como região vinícola. Bento dos Santos esteve em Macau ontem, no Instituto de Formação Turística (IFT), onde apresentou os seus vinhos ao som da música. Podia começar por muitos temas, mas falando de Portugal. Algo que podemos dizer que se pode exportar são os seus sabores. Concorda com esta afirmação? Em absoluto. É muito importante. Temos hoje um programa, ainda não está divulgado mas está a ser preparado há cerca de três meses que se chama “Pro-Portugal”. É uma proposta minha, faço a coordenação do programa, com todo o apoio do turismo, do próprio governo, e onde estou voluntariamente numa situação de grande entusiasmo. Nós temos coisas muito boas, por variadíssimas razões. Saiu agora um livro de um autor italiano, o Massimo Montanari, um homem científico, que estudou a diversidade gastronómica dos vários países. E nós somos distinguidos como o quarto país do mundo em termos de diversidade. Uma coisa daquele tamanho. Batemos os Estados Unidos, a Rússia, países grandes, porque de facto aquele cantinho tem centenas, senão milhares de pequenas coisas. Esse é o primeiro factor. Depois fomos atravessados por tudo o que era civilização. Com diferentes cozinhas - dos celtas, dos árabes, dos romanos. Tivemos a participação nas descobertas

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Antigamente as pessoas iam aos países com outro sentido. Eu ia a França, ia a Paris, para ir ao Louvre, mas depois perguntava: “Onde é que há aqui um sítio para comer?” Hoje é ao contrário, as pessoas vão a Paris para comer em determinado restaurante. E depois perguntam: “Já agora há aqui algum museu que eu possa ver até ao jantar?”

onde transportámos tudo o que era especiarias. Portanto, a nossa cozinha andou sempre em reviravoltas e a adaptar-se. Não é uma cozinha como a dos franceses, que fizeram aquilo por razões históricas. De qualquer maneira, há uma coisa que toda a gente sabe mas que não dá conta: nem tudo é imperdível. E há uma série de coisas em Portugal que são imperdíveis. Como o nosso leitão da Bairrada. Não é o exemplo mais flagrante, pois a primeira coisa que eu ponho à frente de tudo é o nosso peixe, porque considero que nós temos o melhor peixe do mundo. E não é por acaso que os maiores restaurantes europeus ou americanos usam o peixe português, como o Thomas Keller e o Bernardin em Nova Iorque. Mas não fica por aí, temos os legumes, o queijo. Só que nós não temos uma marca. Marrocos aproveita-se da tajine e dos couscous, a Espanha da paella, a crema catalana. Nós não temos isso. As pessoas lembram-se do bacalhau e da sardinha. E, por isso, estamos a fazer um esforço para darmos a cozinheiros no estrangeiro a cataplana, para termos um símbolo. Estamos a fazer um esforço para que se conheçam as cabidelas, por exemplo, coisas que não existem em mais lado nenhum. Essas coisas que vêm muito marcadas da tradição. Tal e qual. Temos que ir buscar tudo isso. Fazemos um arroz-doce maravilhoso, mas arroz-doce há em todo o lado. Não estou a dizer que seja mau, mas para competir tem de ser diferente dos outros. E nisto há um papel pedagógico. Passarem a utilizar mais verduras, para sermos conhecidos mais por isso, por uma cozinha saudável, mediterrânica. Para as pessoas irem lá de propósito. Se calhar nunca houve essa intenção de competir. Claro. Mas hoje isto é um Mundial. Antigamente as pessoas iam aos países com outro sentido. Eu ia a França, ia a Paris, para ir ao Louvre, mas depois perguntava: “Onde é que há aqui um sítio para comer?” Hoje é ao contrário, as pessoas vão a Paris para comer em determinado restaurante. E depois perguntam: “Já agora há aqui algum museu que eu possa ver até

ao jantar?” As situações mudaram. Neste meu cargo da Academia Internacional, tenho acompanhado muito todas estas evoluções e fiz esta proposta para todos nós. Não representa um esforço financeiro ou fazer uma marca, mas todos nós temos de ser embaixadores, tentando competir com aquilo em que somos bons, promovendo aquilo que é nosso e que é distinto. Mas essas embaixadas de sabores de Portugal podem ser localizadas pelo mundo fora ou simplesmente para promover o país para que as pessoas o visitem? A promoção, da minha parte e do “Prove/Taste Portugal”, está exclusivamente a pôr os holofotes sobre a comida e vinhos portugueses, e mostrar que vale a pena ir lá para provar isso. Ora isto em termos internacionais é encaixado nas promoções do próprio turismo. “Taste Portugal” acrescenta-se à exposição itinerante e o Turismo deu todo o apoio à ideia. E o que estamos a fazer é chamar a atenção para a gastronomia. Não só isso, vamos também ter um site onde podemos identificar tudo isto mas com todas as informações. Vale a pena comer peixe, temos o melhor peixe do mundo, mas vamos dizer onde estão os mercados, qual o restaurante que faz assim ou assado, ou um chefe que cozinha melhor do que ninguém. É preciso ter lá isso tudo. Senão não vale a pena. Criar uma fórmula onde se mostram todos os elementos.

A polícia no prato e d Na questão da saúde alimentar, com a insurgente polémica da instauração da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) mudou um pouco o rumo de muitos restaurantes de Portugal, perguntámos se essa solução ajudou a definir a gastronomia portuguesa. “Isso são situações típicas do nosso país. O papel de uma ASAE é extremamente importante, porque é a garantia de que temos a sanidade nos restaurantes e é, portanto, fundamental. Isso é uma coisa, outra coisa é a forma como é exercida. A atitude tomada assustou algumas pessoas. Mas há alguns aspectos que me custam mais. Como o exemplo dos franceses que venceram a questão do uso do leite nos seus queijos, vencendo a lei da CEE que obrigava o uso de leite


Extinção dos crioulos ibero-asiáticos discutida na Casa Garden

quarta-feira 27.10.2010

A extinção dos crioulos ibero-asiáticos vão ser o tema de um debate organizado no auditório da Casa Garden, na quinta-feira, pelas 20h30, com a presença de especialistas de Macau, Portugal, Espanha e Estados Unidos. Para o pontapé de saída, a organização vai exibir material multimédia das línguas no presente e vai promover uma interacção com as comunidades crioulófonas residentes em Macau. O evento decorrerá em português, inglês e espanhol e destina-se a todos os que tenham interesse no tema da preservação dos crioulos asiáticos, muito em especial o maquista ou patuá.

que criar um filho”

Como se fosse uma questão de matemática para que as pessoas possam pegar numa coisa e outra e chegarem lá. Claro que sim. Dir-me-á que não é fácil. Agora temos é de construir e de ir construindo, cada dia que passa estamos a atrasar-nos em relação aos outros. Em relação a esta visita a Macau, quais foram os objectivos deste périplo pelo Oriente? Eu já tinha aqui os meus vinhos à venda e com grande sucesso. Vim com o ministro da Agricultura, fomos a Xangai e a Hong Kong, onde viemos apresentar os vinhos portugueses, onde já temos distribuidores e representantes, e reparei numa situação que é distinta daquilo que se passa em todos os outros sítios. Até no Brasil. Tenho um distribuidor no Brasil que diz: “Gosto de vender os vinhos portugueses.” Aqui, eu fui encontrar, quer em Xangai, em Hong Kong ou em Macau, uma situação em que os distribuidores

de conta na mão pasteurizado. Em Portugal, vamos cumprir todas as normas e isso impediu a nossa diferença em áreas onde podemos ser alguém, em coisas desse género, na especialidade. É preciso, e não é fácil, ter neste envolvimento o bom senso e, sobretudo, a sensibilidade de perceber entre aquele que faz mal e que merece sair do circuito e a pessoa que não pode fazer de outra maneira e com a qual tem de se ter alguma consideração e algum cuidado. É um equilíbrio. É essa a questão. Mas, no fundo, houve meia dúzia de coisas que se perderam. Houve também muita coisa má que foi posta no sítio, e é preciso que se diga isso. Pode-se estar em desacordo, a ASAE fez muita coisa bem mas também alguma mal, que podia ter feito de outra maneira.”

como que se personalizam e tomam a figura do produtor, defendendo-o com entusiasmo. Fiquei encantado com isso, ao assumirem a posição do produtor. Há um plano para uma possível expansão dos seus produtos aqui? Há agora uma grande onda de empresários que olham para a China e para o seu mercado com os olhos muito mais abertos. Sim. Levo comigo alguns projectos para falar com entidades governamentais e possibilidades de fazer joint-ventures, por exemplo, para abrir restaurantes na China, porque é um veículo para vendermos os nossos produtos nesse vasto país. Aí, em termos da nossa marca, estamos a fazer ofertas de vinhos muito específicos. Fazendo experiências com comida chinesa e fomentado a produção de vinhos especiais, feitos à medida, só para determinada entidade, o que tem sido um grande sucesso, com um aumento considerável de vendas. Pode falar em valores? Aumentamos o nosso volume de vendas em 20% há dois anos e em 40% este ano, o que é extraordinário. Em Portugal temos mantido a nossa quota e exportamos dois terços da nossa produção. Olhando para a China, para esse grandioso mercado, está focado apenas em pontos específicos? Tenho visão para esse grande mercado, para os milhões, mas não é com o nosso tipo de vinhos. Pode ser que aconteça. Estivemos aqui e tenho algumas ideias. Mas não tem nada a ver connosco, nós não podemos produzir milhões. Produzimos qualidade, por isso não podemos entrar nesse mercado, temos de continuar a

produzir pequenas quantidades, não é possível fazer coisas bem feitas com esta exigência em quantidades industriais. Há alguma ideia para compromissos futuros na China, por exemplo, para ensinar como se faz um bom vinho? O que eu me apercebi é que a China naturalmente quer fazer grandes quantidades e nós não somos especialistas nessa área, é uma tecnologia, é outro vinho. Podemos proporcionar esse tipo de funcionamento através do conhecimento no mundo do vinho. E aí estamos a pensar, tivemos as nossas discussões e vamos levar muito trabalho para casa. Falou na questão dos Vinhos de Lisboa, como designação, foi um objectivo de retomar uma tradição ou pegar na marca de Lisboa como forma de promoção? É tão óbvio. Lisboa é conhecida em todo o mundo. Ter a facilidade de ter e associar um vinho a Lisboa é muito bom. Mas foi com alguma dificuldade que o conseguimos, dado o conservadorismo pela decisão de mudar, muitos não queriam. Agora que já está, ninguém fala nisso. Está aí e vamos usá-la. Um vinho nunca se consegue descrever apenas por palavras, é preciso sempre encontrar alusões noutros termos, como as flores. É uma espécie de poesia? Como tudo na vida. Pode ter uma forma discreta de explicar ou não. O marketing e as necessidades tiveram profundas influências no mundo dos vinhos, que vieram

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9 A melhor refeição portuguesa “Amêijoas cristãs na cataplana. Um grande peixe assado no forno, à nossa boa maneira com o tomate e isso tudo. E terminava com um cabrito. Depois a doçaria... que não há limite, é por aí fora. Os vinhos Monte D’Oiro para acompanhar. Para as amêijoas: O Madrigal. Lybra para o peixe no forno e o Reserva para o cabrito. Água das pedras para a sobremesa, porque já chega de tantos sabores.”

deste conjunto de situações e vivências. Às vezes usa-se essa mesma noção para vender vinhos baratos, o que não faz sentido. Há vinhos que são apenas vinho. E qual a melhor maneira de vender um vinho? Só há uma maneira. É a confiança através do produtor, como o resto. Quando se pensa num filme, sabe-se que esse realizador ou determinado maestro são muito bons. Um produtor é alguém que nos dá confiança ao sabermos que o que faz é bem feito. E em todos os campos. Depois há aqueles que chegam e querem fazer. São essas entidades que baralham este mundo todo. Mas o melhor presente que me poderiam dar era que todos soubessem o que é um bom e um mau vinho. Bastava que me comprassem uma ou duas garrafas por ano. Por isso a fórmula de juntar essa noção da música para explicar o que é um bom vinho, com uma composição com todas as suas notas em sintonia... É a mesma coisa que ouvir uma música. Há a música pop, mas se for a um concerto com uma grande orquestra muito bem dirigida tudo aquilo emociona às lágrimas. Depois de dez anos

ainda conseguimos falar disso como se fosse hoje, é o mesmo com o vinho. O bom vinho cria memórias... Exactamente. Se tiver capacidade para isso, se não tiver é como tudo na vida. Dentro da música pop, há música melhor e há música pior. É também a forma como se encara a bebida. Bebe-se por beber ou escolhe-se de modo preciso. E há ocasiões. Se estiver na banheira, se estiver a ouvir uma coisa ligeira, sabe melhor do que estar ali a ouvir um concerto do qual não percebo metade. Por outro lado, se estou sossegado, apetece-me ouvir música de outra qualidade. Para criar um vinho é preciso uma grande dose de paciência, além da investigação e das experiências? É preciso uma grande paixão. É o mesmo do que criar um filho. É constante, nascemos todos os dias. Temos que quase começar do zero diariamente, aprendendo de novo. É uma aprendizagem permanente e esse é o desafio. Não sou só eu, são também todos os outros que estão neste mundo. É preciso um esforço gigantesco para manter a fasquia. Senão... Voltando de novo à música, é uma questão como se escolhem as notas? Criar a melodia, a sintonia, a afinação? Não quero fazer vinhos que não me agradem profundamente. Preciso de consultores, de enólogos, claro. Mas têm de ser profundos preceptores daquilo que são as minhas intenções. E infelizmente há muita gente que quer fazer um vinho e entrega aquilo a alguém sem mais nem menos. É o mesmo que querer fazer um jornal, dar aquilo a uma pessoa e dizer para escrever o que quiser. Nunca mais é seu, sai uma coisa qualquer, que depois até o envergonha.

O diapasão da identidade e da harmonia Para explicar um vinho que enobrece a alma são precisos todos os sentidos, não chega o que se sente pelo paladar, o olfacto, o tacto e a visão. A eles se junta a audição. Para apresentar a sua selecção de vinhos Syrah, José Bento dos Santos trouxe o compositor italiano Niccolò Paganini para a sala do IFT, que ajudou a orientar o palato, dando-lhe a profundeza de uma sinfonia, unindose numa complexa fórmula de muitos acordes. No pedestal estava o Capriccio Opus 1 nº 24 de Paganini, que abriu a primeira garrafa da colheita de 2006 de Syrah, uma das peças mais difíceis alguma vez escritas para violino. Daí a interpretação em piano de Brahms do mesmo tema para a colheita de 2003. Um vinho de sete anos, com um paladar

mais complexo, formulado na abertura das teclas para uma maior compreensão dos sabores. Same, same but different. Depois o Reserva, um concerto de Rachmaninov para orquestra e piano com todos os instrumentos. Para um vinho de intrincada realização, que passa por muitas fases de concepção. Outros custos de produção, um balanço único, as mesmas castas mas a orquestra completa em reunião com o sabor das flores. Para o Lybra, a finalizar, o sabor leve de Andrew Lloyd Weber na peça “Song and Dance”, retirada do bailado sobre a mesma obra. Uma aposta do produtor, para um gosto suave, que traz toda a frescura da alegria e juventude, que termina com a efusão de um sapateado. Tudo dentro de um copo.


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desporto

Macau perde com África do Sul em Dornbirn

Onde é que eu já vi este filme? Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo

Boa prestação, mas estranhos critérios de arbitragem. O filme não é novo e a selecção do Lótus perdeu ao terceiro embate. A África do Sul levou de vencida Macau por 8-5 num jogo a contar para o grupo B do Mundial B de hóquei em patins a decorrer em Dornbirn, na Áustria. Apesar da derrota, o seleccionador Alberto Lisboa estava contente com a prestação da equipa, deixando reparos à arbitragem. “Fizemos um excelente jogo.

Calendário de jogos

Hoje Hoje

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Macau vs Egipto EUA vs Macau

Jogámos muito bem apesar de uma ou outra falha, mas fomos claramente prejudicados pela equipa de arbitragem, como já vem sendo hábito. É inconcebível esta falta de critério. Como é que só há mostragem de cartões para a nossa equipa? À primeira falta levamos logo cartão amarelo e houve jogadores da África do Sul que até cartão azul mereciam ter visto e isso não aconteceu”, afirmou desolado. Depois de estar a perder por 2-0, a equipa de Macau deu a volta ao marcador e ao intervalo estava a ganhar por 3-2. “A nossa primeira parte foi muito boa. A África do Sul não me convenceu e chegámos ao intervalo com a merecida vantagem.” Mas na segunda metade do encontro as coisas mudaram de figura. A selecção do país africano, mais rápida e efectiva, acabou por

inverter o marcador a seu favor. “A África do Sul é equipa para disputar os ‘A’. Tem mais rotinas que nós, melhor preparação e um melhor banco. Só assim se explica que nos tenha ganho. Pusemos os africanos em sentido. Penso que foi uma vergonha para eles”, constatou. Para as cores do território, marcaram Hélder Ricardo (2 golos) e Ricardo Atraca (3). Mas ainda faltam mais dois jogos do grupo B antes de chegar às eliminatórias. Macau vai ter hoje jornada dupla com o Egipto (16h30 locais) e com os EUA (2h30 locais da madrugada do dia 28). “Vamos tentar ganhar ao Egipto. Eles são muito duros na abordagem ao jogo mas penso que podem estar ao nosso alcance. O importante é elevar a moral aos jogadores. Com os Estados Unidos da América a coisa é di-

ferente. É muito difícil. É selecção para nos dar goleada de caras. São muito rápidos a jogar e só espero que o pessoal não se aleije”, disse Alberto Lisboa. Apesar da derrota, Macau mantém-se em segundo lugar na classificação do grupo B, com o mesmo número de pontos do Egipto e da África do Sul. Depois da dupla jornada de hoje, o seleccionador da RAEM espera continuar na mesma posição ou

Classificação Jogos

Vitórias

não ir abaixo do terceiro lugar. “Vamos fazer o nosso melhor como até aqui. Se ficarmos em terceiro melhor, mas se ficarmos em quarto é igual. A seguir devemos apanhar a Áustria ou a Holanda e essas equipas são de outro campeonato”, concluiu Alberto Lisboa. Nos outros resultados do dia, no grupo B, o Japão venceu a Índia (24-0) e os EUA bateram o Egipto (10-1).

Derrotas

GM-GS

Pontos

EUA

3

3

0

39-8

9

África do Sul

3

2

1

22-14

6

Macau Egipto Japão Índia

3 4 3

4

2 2 1 0

1 2

2 4

34-15 24-21

31-10 4-76

6 6

3

0


Já ninguém quer apitar jogos de futebol em Portugal São vários os árbitros da principal Liga do futebol português e da Liga de Honra que pediram dispensa de dirigir jogos na jornada que irá disputar-se nos próximos dias 6 e 7 de Novembro. A Associação de Árbitros de Futebol (APAF) diz que a medida é uma forma de protesto contra o novo Código Contributivo da Segurança Social. Embora os árbitros do futebol profissional não sejam afectados pelo aumento dos descontos a partir de 2011, os juízes mostram-se solidários com os colegas das provas amadoras e escalões de formação.

Cristiano Ronaldo é um dos 23 futebolistas nomeados e José Mourinho integra a lista dos dez treinadores candidatos ao novo prémio conjunto de melhor do ano, instituído pela FIFA e pela revista “France Football”, que entregava a “Bola de Ouro”. A FIFA e a France Football anunciaram ontem o nome dos nomeados em cada uma das quatro catego-

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Ronaldo e Mourinho nomeados para Bola de Ouro

O professor e o pupilo rias (melhor jogador, melhor jogadora, melhor treinador e melhor treinador/a no futebol feminino). A lista dos 23 candidatos ao prémio FIFA Bola de Ouro não inclui grandes surpresas. Além de Cristiano

Nomeados para o prémio de melhor jogador do ano

• Xabi Alonso (Espanha) • Daniel Alves (Brasil) • Iker Casillas (Espanha) • Cristiano Ronaldo (Portugal) • Didier Drogba (Costa do Marfim) • Samuel Eto’o (Camarões) • Cesc Fabregas (Espanha) • Diego Forlán (Uruguai) • Asamoah Gyan (Gana) • Andrés Iniesta (Espanha) • Júlio César (Brasil) • Miroslav Klose (Alemanha)

quarta-feira 27.10.2010

• Philipp Lahm (Alemanha) • Maicon (Brasil) • Lionel Messi (Argentina) • Thomas Müller (Alemanha) • Mesut Özil (Alemanha) • Carles Puyol (Espanha) • Arjen Robben (Holanda) • Bastian Schweinsteiger (Alemanha) • Wesley Sneijder (Holanda) • David Villa (Espanha) • Xavi (Espanha)

Ronaldo, que teoricamente não é um dos favoritos ao prémio, são candidatos sete jogadores campeões do mundo pela Espanha: Xabi Alonso, Casillas, Fabregas, Iniesta, Puyol, Villa e Xavi. Na lista estão ainda Messi (campeão espanhol pelo Barcelona) e Sneijder (campeão europeu pelo Inter e finalista do Mundial pela Holanda), além do uruguaio Forlán, que foi designado o melhor futebolista no Campeonato do Mundo África do Sul 2010. E há ainda cinco futebolistas alemães: Ozil, Schweinsteiger, Müller, Klose e Lahm. Já no capítulo dos treinadores, José Mourinho é bem mais favorito do que Ronaldo, depois de ter

vencido três títulos pelo Inter de Milão. Vicente del Bosque, campeão mundial pela Espanha, será na teoria o principal rival no técnico português na discussão deste prémio, a que concorrem ainda treinadores como Guardiola (campeão espanhol pelo Barcelona), Carlo Ancelotti (campeão inglês pelo Chelsea) ou Louis van Gaal (campeão alemão e finalista da Champions pelo Bayern de Munique). A lista de nomeados foi elaborada por membros dos comités técnicos da FIFA e por peritos da “France Football”. A 6 de Dezembro, serão divulgadas as listas dos três finalistas em cada uma das categorias, cujos vencedores serão conheci-

Nomeados para prémio de melhor treinador

• Carlo Ancelotti (Itália/ Chelsea FC) • Vicente del Bosque (Espanha/Selecção espanhola) • Alex Ferguson (Escócia/Manchester United) • Pep Guardiola (Espanha/FC Barcelona) • Joachim Löw (Alemanha/Selecção alemã) • José Mourinho (Portugal/Inter e Real Madrid) • Oscar Tabárez (Uruguai/Selecção uruguaia) • Louis Van Gaal (Holanda/Bayern Munique) • Bert Van Marwijk (Holanda/Selecção holandesa) • Arsène Wenger (França/Arsenal)

dos a 10 de Janeiro de 2011, na primeira gala organizada conjuntamente pela FIFA e “France Football”, depois

de terem decidido fundir os prémios que ambos davam, evitando a duplicação de troféus.


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o Hoje [r]ecomenda

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«Olympia», Bryan Ferry

[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1 – Qualquer de entre dois ou mais; manifestar ou emitir riso; laço apertado feito de corda, cordel ou coisa semelhante, cujas extremidades passam uma pela outra, apertando-se. 2 – Germe (fig.); acontecimentos. 3 – A ti; realiza; mulher formosa (fig.). 4 – Dar uma leve fervura; red. de maior. 5 – Nome próprio masculino; criada de quarto; medida itenerária chinesa. 6 – Indivisível; unidade das medidas agrárias. 7 – Prep. que indica lugar, tempo, modo, causa, fim e outras relações; suf. nom. de origem grega que exprime a ideia de filiação, descendência; órgão excretor que tem a seu cargo a formação da urina. 8 – Curso de água natural; meter em vaso ou vasilha. 9 – Engenho para tirar água dos poços, cisternas, etc.; tira de pano que cinge e se aplica em volta de certas peças de vestuário; terceira nota da escala musical. 10 – Parte incorpórea, imaterial do ser humano (pl.); certamente. 11 – Indivíduo do povo; contr. da prep. a com o art. def. o (pl.); nada. VERTICAIS: 1 – Nó falso num cabo de embarcação; solução de resina ou goma resinosa em álcool, empregada para polir móveis e outros objectos ou para os preservar da acção do ar e da humidade. 2 – Antiga flauta pastoril; voz do gato. 3 – Contr. da prep. de com o art. def. o; que não está cozido; além disso. 4 – Azáfama; fachada lateral de um edifício. 5 – Nome vulgar do óxido de cálcio; composição poética de assunto elevado e destinada ao canto; pedra circular e rotativa de moinho ou de lagar. 6 – Saque; parte do corpo humano onde o membro inferior se liga ao tronco (pl.). 7 – Nome da letra I (pl.); espécie de albufeira; as vossas pessoas. 8 – Grande quantidade; bens de natureza dotal assegurados pelo noivo à noiva, por escritura. 9 – Emissão de voz; aqui está; a mim. 10 – Astro considerado como centro de um sistema planetário; sugar (o leite) da mãe ou da ama. 11 – Indústria de oleiro; sorriso.

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-CADA. RIR. NO. 2-OVO. CASOS. 3-TE. FAZ. ROSA. 4-ENCALIR. MOR. 5-ARI. AIA. LI. 6-UNO. ARE. 7-EM. ADA. RIM. 8-RIO. ENVASAR. 9-NORA. COS. MI. 10-ALMAS. MAS. 11-ZE. AOS. ZERO. VERTICAIS: 1-COTE. VERNIZ. 2-AVENA. MIO. 3-DO. CRU. ORA. 4-FAINA. ALA. 5-CAL. ODE. MO. 6-RAZIA. ANCAS. 7-IS. RIR. VOS. 8-ROR. ARRAS. 9-SOM. EIS. ME. 10-SOL. MAMAR. 11-OLARIA. RISO.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Em Bryan Ferry tudo é pose e estilo. «Olympia» não tem um «Slave To Love» mas devolve este Sinatra do rock de vanguarda ao porto seguro do qual o exercício de versões de Bob Dylan, «Dylanesque», ameaçou levar. Um disco intemporal e romântico à sua maneira em que é construída uma metáfora dançável como só Ferry sabe. Aos 65 anos, Ferry já não procura sequer a reinvenção. A comovente adaptação de «Song To The Siren» é uma espécie de passadeira vermelha que define o quão especial pode ser «Olympia».

[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:30 RTPi Directo 19:00 Montra do Lilau (Repetição) 19:30 Olhos de Água 20:28 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde RTPi 22:10 O Clone 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 Donas de Casa Desesperadas Sr.6 00:15 Telejornal - Repetição 00:45 RTPi Directo

www.macaucabletv.com

21:00 Troll 2 22:45 Dancehall Queen 00:30 The Golden Seal DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - Helium Football 14:00 Modern Sniper - Coast Guard 15:00 Raging Planet 2 - Hurricane 16:00 Man Made Marvels - Singapore’s Marina Barrage 17:00 Dirty Jobs - Animal Rendering 18:00 How It’s Made 19:00 Deadliest Catch 20:00 Modern Sniper - Advanced Sniper 21:00 How Stuff Works 22:00 Raging Planet 2 - Sea Storm 23:00 Surviving Disaster - Fire 00:00 How Stuff Works

INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Casas Com História 15:00 Magazine Argentina Contacto 15:30 A Hora De Baco 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Preço Certo 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 Trio D´Ataque 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 Um Lugar Para Viver 21:45 Magazine Argentina Contacto 22:15 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 Bloomberg Rewind 07:30 NBC Nightly News 08:00 CCTV News – LIVE 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Sesame Street 17:00 Taste Buds 17:30 Let’s Get Inventin’ 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 Foot Brazil 19:00 Power Players 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 Glamour Puds 20:30 Dollhouse 21:30 Well Being: Can We Believe The Science? 22:30 Marketplace 22:35 The Mentalist 23:30 World Market Update 23:35 News Roundup 23:50 Earth Live 23:55 Primeval 01:50 Money Magazine 01:15 Sports Woman 01:40 European Art At The MET 02:00 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 AFC Champions League 2010 Seongnam Ilhwa vs. Al Shabab 15:00 WTA - Bgl Luxembourg Open Final 16:30 European Table Tennis Championships Women’s & Men’s Double’s Finals 18:00 Global Football 18:30 Airsports World Series 19:00 (Delay) Baseball Tonight International 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 Sport Express 20:30 Chang World of Football 21:00 Airsports World Series 21:30 Global Football 22:00 Sportscenter Asia 22:30 Sport Express 23:00 Chang World of Football 23:30 Sportscenter Asia STAR SPORTS 31 13:00 Golf Focus 2010 13:30 Glitch 14:00 2010 Alltech World Equestrian Games H/l 15:00 V8 Supercars Championship Series 2010 - Races

NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 13:00 Hiss Of Death 14:00 Pit Bull Killer 15:00 Mystery Files 16:00 When The Earth Stops Spinning 17:00 Photography Month 18:00 I Didn’t Know That 19:00 The Serpent 20:00 Hiss Of Death 21:00 Photography Month 22:00 Jungles 23:00 River Jaws 00:00 The Serpent

(MCTV 51) National Geographic Channel 21:00 photography month

17:30 18:00 19:00 19:30 21:00 21:30 22:00

Fina Aquatics World 2010 Alltech World Equestrian Games H/l Golf Focus 2010 FIA F1 World Championship Highlights 2010 Korean Grand Prix Intercontinental Rally Challenge 2010 - Magazine (LIVE) Score Tonight FA Classics 2006/07 FA Cup Final Chelsea vs. Manchester United 23:00 Resorts World Sentosa Martial Combat 2010 STAR MOVIES 40 11:55 No Bad Days 13:40 There’S Something About Mary 15:45 Snake Eyes 17:30 The Longshots 19:10 Transporter 3 21:00 Never Back Down 23:00 Pandorum 00:55 Snake Eyes HBO 41 13:00 Ironweed 15:20 Jade 16:50 Hook 19:10 The Uninvited 20:35 Hbo Central 21:00 Transformers: Revenge Of The Fallen 23:25 The Cell

ANIMAL PLANET 52 13:00 Mad Mike and Mark - Predator’s Ball 14:00 Chernobyl: Life In The Dead Zone 15:00 Killer Jellyfish 16:00 Austin Steven’s Most Striking Moments 17:00 Predation! - Predator’s Story 18:00 Animal Cops Phoenix - Born In An Alley 19:00 Beverly Hills Groomer 20:00 Mad Mike and Mark - Big Five Big Trouble 21:00 Deep Sea Aliens 22:00 Face To Face With The Polar Bear 23:00 Praying Mantis: An Alien’s World 00:00 Mad Mike and Mark - Big Five Big Trouble HISTORY CHANNEL 54 13:00 Supersonic 14:00 Chemical & Biological Weapons 15:00 The White Tigers 16:00 American Blitzkrieg 17:00 Hidden Cities - Beijing 18:00 Mount St Helens 19:00 Zipline Of Fire 20:00 Islands Of Blood 21:00 Wrath Of The Gods 22:00 Rituals Of Death 23:00 Altered States 00:00 Hypercane STAR WORLD 63 12:50 Ugly Betty 13:35 The King Of Queens 14:00 How I Met Your Mother 14:25 Britain’s Next Top Model 15:15 90210 16:05 Ugly Betty 16:55 Britain’s Next Top Model 17:45 Rules of Engagement 18:10 How I Met Your Mother 18:35 Idol Chat 19:30 Rules of Engagement 20:00 America’s Next Top Model 20:50 GotToDanceUK 21:40 Rules Of Engagement 22:00 How I Met Your Mother 22:25 America’s Next Top Model 00:10 GotToDanceUK

CINEMAX 42 12:00 Double Impact 13:45 The Craft 15:25 The Art Of Action 17:00 The Hanging Tree 18:45 Fatal Woman 20:30 One Missed Call 22:00 Vantage Point 23:25 Tmz 352 23:45 Double Impact MGM 43 12:45 The Taking of Pelham One Two Three 14:30 Cutter’s Way 16:15 Windows 17:45 Brenda Starr 19:15 UHF

Informação Macau Cable TV


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[O]bjectiva Gonçalo Lobo Pinheiro

13 Raio [X]

Rio, da intrepidez à serenidade António MR Martins

Rio de cálidas águas,

O ‘London Eye’ mostra uma vista parcial de Londres (Março, 2010)

que correm rapidamente;

Para[ ]comer • Pérola 3/F, Sands, Largo de Monte Carlo, no.203 8983 82222888 3352 http://www.sands.com.mo • VINHA Alm Dr. Carlos d' Assumpção 393 r/c AC 2875 2599vinha@macau.ctm.net http://www.vinha.com.mo • FAT SIU LAU (SINCE 1903) Av.Dr.Sun Yat-Sen,Edf.Vista Magnifica Court Rua de Felicidade No.64, R/C Macau 2857 3585fsl1903@macau.ctm.net http://www.fatsiulau.com.mo

• Casa Carlos Bispo Medeiros 28D 2852 2027

• HAC SA PARK Hac Sa Park-Hac Sa Beach Coloane 2888 2297 http://www.yp.com.mo/hacsa

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embatendo nas fragas • Galo (Tp) Clérigos 45 2882 7318 http://www.yp.com.mo/domgalo • Riquexó Av Sid Pais 69 2856 5655

• Clube Militar Av Praia Grande 795 2871 4000 cmm@macau.ctm.net • Espaço Lisboa Lda (Col) Gaivotas 8 2888 2226 2888 1850 • Camilo Av Sir Anders Ljungsted 37 2882 5688

• Dom Galo Vista Magnifica Court 2875 1383 domgalo@yp.com.mo http://www.yp.com.mo/domgalo • O Santos (TP) R. do Cunha 28827508 • Porto Exterior Ed Chong U 2870 3276 http://www.portoext.com.mo • Restaurante Fernando (Col) Praia Hác Sá 9 2888 2264

• Ó MANEL (Tp) Fernão M Pinto 90 2882 7571

• Litoral Restaurante Lda Alm Sérgio 261 2896 7878 2896 7996 http://www.yp.com.mo/litoral

• A PETISQUEIRA (TP) S João 15A 2882 5354

• Nga Tim Café (Col) Caetano 8 2888 2086

Banza

(Taipa) Nam San Bl. 5, GH Tel. 2882 1519 • O Porto Interior Alm Sérgio 259B 2896 7770 • A Lorcha Alm Sérgio 289 2831 3195

• Sawasdee Thai Av Sid Pais 43AE 2857 1963 • Aquamarine Thai Café (Tp) Jardm Nova Taipa bl 21 2883 0010 • Bangkok Pochana Ferrª Amaral 31 2856 1419 • Kruatheque Henrique Macedo 11-13 2835 3555 • Restaurante Thai Abreu Nunes 27E 2855 2255

• Afonso III Central 11A 2858 6272

• LA COMEDIE CHEZ VOUS Ed Zhu Kuan S/N G (Oppsite Cultural Centre) 2875 2021

• Bar Oporto Tv Praia 17 2859 4643 • Maria’s Comida Portuguesa Patane 8A 2823 3221

• LE BISTROT (Tp) Nova Taipa Garden Block 27, G/F 2884 37392884 3994

• Restaurante Pinocchio (Tp) Regedor 181-185 2882 7128 • Canal dos Patos Parque Municipal Sun Yat Seng 2822 8166

• CHURRASCÃO Nova Taipa Garden, Block 27 G/F, Taipa 2884 37392884 3994 • Yin Alª Dr Carlos d’Assumpção 33 2872 2735

frozen Cineteatro | PUB

• Fogo Samba VENETIAN-Grand Canal Shoppes Apt 2412 2882 8499

[ ] Cinema

Sala 1 Perfect Wedding [B] (legendado em inglês) Um filme de: Barbara Wong Com: Miriam Yeung, Raymond Lam 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Sala 3 frozen [C] Um filme de:Adam Green Com: Kevin Zegers, Shawn Ashmore, Emma Bell 14.30, 16.30, 21.30

SALA 2 seven days in heaven [C] (legendado em inglês) Um filme de: Wang Yu-Lin Com: Wu Peng Feng, Wang Li Wen 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

Sala 3 Resident evil afterlife [C] Um filme de: Paul W. S. Anderson Com: Milla Jovovich, Ali Larter, Wentworth Miller 19.30

num fluído insistente. Reforça o seu caudal quando amaina seu leito; sublima-se sem igual na sua força e no jeito. Regozija seu esplendor num majestoso percurso, onde segue seu caminho. Donde vem essa dor?!... que o mar não tem recurso de te receber com carinho!...

[António já foi publicado e este poema foi retirado do seu livro “Quase do Feminino”, quase, quase, mas não exactamente.]

Anúncio: Tem algum Raio X para mostrar ao mundo? O Hoje Macau recicla as suas radiografias, sem custos, sem uso de maquinaria moderna, sem corpo médico. Basta que as envie ao nosso cuidado para raiox@hojemacau.com.mo e nós tratamos das suas maleitas. Mostre-nos o que os outros não vêem. Sem medo. Ficamos à sua espera. Obrigado.


quarta-feira 27.10.2010 www.hojemacau.com.mo

14

opinião

China, uma superpotência económica pária

E

Paul Krugman* In i/The New York Times

m violação das leis internacionais, a China tem usado politicamente o monopólio das terras raras, numa demonstração de que não está preparada para as responsabilidades de superpotência O mês passado uma traineira chinesa colidiu com duas embarcações da guarda costeira do Japão em águas territoriais japonesas. O Japão deteve o capitão da traineira e a China respondeu cortando-lhe o acesso a matérias-primas cruciais. Não havia outro modo de as obter: a China domina 97% da produção de terras raras, minérios com um papel essencial em muitos produtos de alta tecnologia, incluindo equipamento militar. Como é bom de ver, o Japão depressa libertou o capitão. Não sei o que pensa o leitor, mas esta história parece-me profundamente perturbadora, tanto pelo que mostra da China como pelo que mostra de nós. Por um lado, o caso mostra a uma luz crua a inaptidão da política externa norte-americana, que nada fez enquanto um regime que não oferece confiança se apropriava de matérias-primas fundamentais. Por outro lado, o incidente

ca r t o o n por Steff

revela uma China perigosamente disposta a recorrer à força e a desencadear uma guerra económica ao menor pretexto. Façamos um parêntesis para uma informação importante. As terras raras são elementos com propriedades únicas, fundamentais em aplicações que vão dos motores híbridos às fibras ópticas. Até meados dos anos 80, os Estados Unidos dominaram a sua produção, mas depois a China avançou e ocupou o lugar. “No Médio Oriente há petróleo, na China há terras raras”, declarou Deng Xiaoping, o arquitecto da transformação económica da China, em 1992. E de facto situam-se na China cerca de um terço dos depósitos de terras raras do planeta. Esta abundância relativa, somada aos baixos custos de extracção e processamento - um reflexo tanto dos baixos salários como do baixo nível de respeito pelo ambiente -, permitiram que os produtores chineses torpedeassem a indústria norte-americana rival. É impossível não ficarmos intrigados com as razões por que ninguém fez soar o alarme, quanto mais não fosse com base em questões de segurança nacional. A verdade é que os responsáveis políticos ficaram simplesmente a ver enquanto a indústria americana de terras raras fechava. Pelo menos num caso, em 2003 - portanto numa altura em que, a acreditar na administração Bush, a segurança nacional

As grandes potências económicas, apercebendo-se do seu peso no sistema internacional, costumam hesitar em recorrer à guerra económica, mesmo quando seriamente provocadas - basta ver a indecisão dos responsáveis políticos americanos sobre as medidas contra a política cambial grosseiramente proteccionista da China.

Tariq Aziz condenado à morte

dominava a política externa americana -, os chineses empacotaram literalmente todo o equipamento de uma fábrica e meteram-no num barco para a China. O resultado de tudo isto foi um monopólio que excede de longe as mais desvairadas expectativas dos maiores tiranos do petróleo do Médio Oriente. Mesmo antes do episódio da traineira, a China sempre mostrou predisposição para explorar ao máximo esta vantagem. A United Steelworkers apresentou recentemente uma queixa contra as práticas comerciais chinesas, uma matéria em que as empresas americanas têm receio das retaliações da China. À cabeça da lista o sindicato pôs as restrições às exportações e os impostos sobre terras raras - que dão à produção do país numa série de indústrias uma importante vantagem competitiva. Depois veio o caso da traineira. As restrições da China às exportações de terras raras já violavam os acordos assinados antes da entrada do país na Organização Mundial do Comércio, mas o embargo ao Japão foi uma violação ainda mais flagrante da lei internacional. Ah, e os responsáveis chineses não melhoraram as coisas ao insultar a nossa inteligência dizendo que não havia nenhum embargo. O que aconteceu foi apenas que todas as fábricas de terras raras da China - algumas pertença de outros países - decidiram ao mesmo tempo suspender as exportações para o Japão devido à sua indignação com o país. Quais são então as conclusões a tirar deste caso? A primeira e mais óbvia é que o mundo precisa de fontes não chinesas destes produtos. Há depósitos consideráveis de terras raras nos Estados Unidos e noutros países, embora para os explorar e tratar seja preciso tempo e apoio financeiro. O mesmo se passa com uma importante alternativa, a mineração urbana, isto é, a reciclagem de aparelhos electrónicos usados. Em segundo lugar, a resposta da China ao incidente, lamento dizê-lo, é mais uma prova de que a nova superpotência económica não está preparada para assumir a responsabilidade associada ao estatuto. As grandes potências económicas, apercebendo-se do seu peso no sistema internacional, costumam hesitar em recorrer à guerra económica, mesmo quando seriamente provocadas - basta ver a indecisão dos responsáveis políticos americanos sobre as medidas contra a política cambial grosseiramente proteccionista da China. Não foi essa a atitude da China no caso. Junte-se isto ao comportamento do país noutras frentes, acima de tudo na política cambial, e desenha-se o retrato de uma superpotência económica pária, que se nega a obedecer às regras. A questão que se levanta é que medidas vamos tomar em relação a isso. * Economista Nobel 2008


Se a mulher é feia o marido procura outra, se é bonita, cai na Padre Manuel teixeira [1912-2003]

escravatura.

quarta-feira 27.10.2010 www.hojemacau.com.mo

15 a pa l i ça da Correia Marques

Eles não têm emenda Queremos ver sempre à distância o que não está descoberto, sem ligarmos importância ao que está à vista e perto.

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António Aleixo, poeta popular português, «Este livro que vos deixo».

eixa-te de judiarias que já tens idade», era a frase com que minha mãe me admoestava perante as minhas maldades e diabruras de catraio. Assim mesmo, sem qualquer sombra de anti-sionismo, que ela nem sequer sabia o que isso era, mas fruto da entranhada sabedoria popular, de experiência feita. E eu que até nem acredito em bruxas e que não consigo ver o mundo para além da pequenez dos meus olhos (parafraseando o poeta), vou com a experiência da vida enxergando algo do que alguns homens são no fundo, quando se trata de dinheiro. Ou seja, como dizem os nuestros hermanos espanhóis: «yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay». Este fim de semana passei-o em Shangai de visita à Expo 2010. Visita de médico, mas compensadora. E era para escrever sobre esta visita, mas a vida tem destas coisas: não vale a pena fazer grandes planos. É que, de volta a casa, deparo com a notícia das declarações do senhor Steve Jacobs, exhomem-de-mão do «tai-pan» SheldonAdelson na Sands China, no processo judicial que contra este terá intentado nos EUA, em virtude do seu despedimento. Não sei se são verídicas ou não as acusações do primeiro de que o segundo lhe ordenou que realizasse «investigações secretas» sobre a vida privada dos titulares de altos cargos públicos da RAEM, para eventualmente serem usadas nas negociações e «impedir o Governo local de avançar com regulamentações e iniciativas adversas aos interesses da Las Vegas Sands». Sobre isso não me pronunciarei, até porque ele próprio (Steve Jacobs) deixa a ideia de que não cumpriu a ordem – logo não terá havido nenhuma pressão sobre membros do Governo, tendo como base investigações ilegais- e que isso terá sido uma das causas do seu despedimento. Contudo, veio-me à memória, isso sim, um caso a que assisti, nos primórdios da

Outras histórias da noite se contam por aí, nos mentideros, sobre umas arrochadas com que este tipo de alienígenas terão sido por mimoseados. Mas sou em crer que a suprema arrogância e a profunda ignorância sobre as culturas alheias e de geografia – lembram-se do caso da guia de marcha de extradição para Portugal de um tal Caldeira da qual constava Lisboa, Espanha?- os impedem de entender que nestas paragens as coisas não são bem como eles as pensam. arribação dos americanos a Macau, revelador do espírito Cesariano de veni, vidi, vici (cheguei, vi, venci), com que alguns figurões aqui aeroportaram em jatinhos privados. Assim, um belo dia, estávamos nós no saudoso Bar da Guia do então Hotel Mandarim, tidos em sossego, em amena cavaqueira, fumando um cigarro, depenicando uns amendoins e bebendo uns «waissikeis», quando se senta ao nosso lado um figurão e

a sua acompanhante tailandesa munidos de gordurosos hambúrgueres e batatas fritas e o dito nos interpelou para apagarmos os cigarros pois que o nosso fumo os incomodava. Aí, o meu amigo respondeu-lhe, educadamente, que nós já lá estávamos, que o bar se destinava precisamente a beber e a fumar e que o restaurante era em frente. Furibundo, vermelho que nem um tomate podre de maduro, o dito-cujo-cacará-sanguionolento

vociferou que nos partia - com efe, em inglês, isso mesmo- a face ou seja a cara. Não se atreveu porque a resposta que obteve é que estava bem enganado, que «Macau, não é o Iraque». E, a contragosto, lá foi ele nas suas altura e grossura, com o rabo enfiado entre as pernas, comer para outra banda. Nada de heróico, diga-se. Afinal nós éramos mais e estávamos em casa. E como diz o povo, mesmo depois de morto são necessários quatro pessoas para tirarem o morto de casa. Outras histórias da noite se contam por aí, nos mentideros, sobre umas arrochadas com que este tipo de alienígenas terão sido por mimoseados. Mas sou em crer que a suprema arrogância e a profunda ignorância sobre as culturas alheias e de geografia – lembramse do caso da guia de marcha de extradição para Portugal de um tal Caldeira da qual constava Lisboa, Espanha?- os impedem de entender que nestas paragens as coisas não são bem como eles as pensam. Não gosto deles e das suas judiarias e trejeitos de polícias do Mundo, quem me conhece sabe-o bem e por isso desculpa-me este desatino. O resto o tempo o dirá. E, a oriente, o tempo e o modo são muito diferentes.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editorES Paulo Reis; Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Gonçalo Lobo Pinheiro; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; João Carlos Barradas; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges; Catarina Lau Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


a fechar quarta-feira 27.10.2010

Saúde Mutação do vírus da gripe A

Merapi em erupção

O vulcão indonésio Merapi, localizado na ilha de Java, entrou ontem em erupção, emitindo por três ocasiões nuvens e cinzas vulcânicas, indicou um vulcanólogo. “Ouvimos três explosões por volta das 18h00, que lançaram cinzas de até 1,5 quilómetros de altitude e nuvens de vapor ao longo das encostas” do vulcão, afirmou Surono, responsável pela vigilância dos vulcões indonésios. As autoridades indonésias ordenaram na segunda-feira a retirada de cerca de 19 mil pessoas que vivem num raio de 10 quilómetros, depois de terem elevado o nível de alerta para erupção iminente.

Futebol Campeões de 1954 dopados

Vários jogadores da selecção da RFA, campeã mundial em 1954, na Suíça, estavam dopados, já que receberam injecções de pervitina, substância da família das metanfetaminas. Segundo um estudo universitário, os jogadores alemães pensavam que estavam a levar injecções de vitamina C, o que não seria verdade. As injecções de metanfetaminas foram aplicadas às tropas alemãs durante a II Guerra Mundial. A RFA derrotou de forma surpreendente a Hungria de Ferenc Puskas por 3-2. O doping na Alemanha é financiado pelo comité olímpico alemão e os primeiros resultados do estudo serão publicados em 2012. O mesmo demonstra que o doping foi utilizado no desporto de alto nível na RFA desde 1949.

Óbito Morreu Paul, o polvo do Mundial

O polvo Paul, que ganhou reputação mundial ao prever com sucesso os resultados do Mundial de futebol deste ano na África do Sul, disse adeus ontem na Alemanha. “Morreu suavemente de causa natural”, explicou a direcção do aquário de Oberhausen em comunicado. O oráculo fazia os seus veredictos escolhendo alimentos colocados em caixas de acrílicos com as bandeiras das equipas concorrentes. Previu com precisão todos os jogos da Alemanha e a vitória na final por parte da selecção espanhola. Paul, que nasceu na Grã-Bretanha, foi premiado com uma estátua de bronze à sua semelhança na cidade espanhola de Carballiño, e foi declarado como “cidadão honorário” devido às suas habilidades como adivinho. O Centro de Vida Marinha de Oberhausen manifestaram a sua tristeza garantindo que Paul “desfrutou de uma boa vida”. Desde roupas a aplicações para telemóveis, o aquário tem feito grandes lucros com merchandising do polvo.

2.º Encontro Internacional do Património de Origem Portuguesa em Coimbra

Macau não entra na rede Gonçalo Lobo Pinheiro info@hojemacau.com.mo

Ainda não é desta que Macau vai formalizar a sua entrada na rede de cooperação ao nível do património mundial de influência cultural portuguesa. “Não vamos formalizar a entrada na rede. Estamos em Portugal como observadores numa troca de experiências e aprendizagem”, disse a arquitecta Carla Figueiredo, que esteve a participar, com mais dois elementos do Instituto Cultural, no 2º Encontro Internacional – Património de Origem Portuguesa, que começou no sábado e terminou ontem, na Universidade de Coimbra e com o alto patrocínio da UNESCO. O encontro representa já um contributo relevante para a cooperação cultural portuguesa, ao juntar, de forma pioneira, o património cultural de 25 países (Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, GuinéBissau, São Tomé e Príncipe, Senegal, Gana, Quénia, Tanzânia, Benim, Etiópia, Gâmbia, Nigéria, Índia, China, Malásia, Sri Lanka,

Timor Leste, Marrocos, Bahrein, Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai), seja ou não classificado como Património Mundial ou de influência portuguesa. Há monumentos de origem portuguesa em países tão improváveis como o Irão, Quénia ou o México. “Tem sido muito produtivo. Há imensos workshops em simultâneo. Está a ser criada uma plataforma útil que visa a gestão dos

Gonçalo Lobo Pinheiro

A estirpe do vírus da gripe A (H1N1) que predominou no Inverno da Austrália e Nova Zelândia apresentava uma alteração genética, que pode indicar uma mutação. O facto não surpreende os especialistas: “É o que habitualmente acontece com o vírus da gripe”. As novas variantes foram detectadas pela primeira vez no início do ano, em Singapura, de onde se espalharam para a Austrália e a Nova Zelândia. Descritas por cientistas da Universidade de Melbourne, as mutações tornaram-se dominantes na época de gripe do Inverno daquela região, onde começa agora o Verão. Foram identificadas em pessoas que tinham sido vacinadas contra a gripe A e nalguns casos fatais. Mas os investigadores ressalvam que não tiveram informação do estado de saúde dos indivíduos para poder estabelecer uma relação de causa-efeito. E uma das constatações é a de que, nos testes laboratoriais, o vírus mutado revelou uma agressividade idêntica à do vírus original.

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bens de origem portuguesa espalhados pelos diversos continentes”, referiu a representante de Macau. No encontro, onde estiveram cerca de 300 participantes - a maior parte deles investigadores e representantes do respectivo património de 25 países diferentes -, Macau esteve apenas como observador no sentido de aprender mais. “A nossa participação é meramente técnica. Esta é a segunda vez que o fazemos. Para nós é importante a troca de experiências. Mantivemos conversas importantes com as delegações de Goa e Timor-Leste, onde existe património igual ao nosso e a ajuda é mútua em questões técnicas de restauro em construções de terra batida, por exemplo”, disse a arquitecta. Além de questões meramente administrativas sobre a formação da rede, foram discutidos temas como os efeitos da humidade e do clima na estrutura dos monumentos, a influência da literatura no património e o papel do património no estabelecimento de compromissos de paz entre os povos.

Autorizadas 140 milhões de patacas para arranjar prédios de até sete andares

Governo ajuda em obras de reparação Um montante de 140 milhões de patacas foi disponibilizado pelo Governo para ajudar em obras de reparação nas instalações comuns dos edifícios de até sete pisos, anunciou ontem o Instituto de Habitação (IH), durante a conferência de imprensa em que foi apresentado o “Plano Provisório de Apoio Financeiro para Reparação das Instalações Comuns de Edifícios Baixos”.

O programa de apoio visa conceder aos condóminos dos edifícios, que dispõem de sete ou menos pisos e têm 30 ou mais anos de idade, uma ajuda financeira para suportarem despesas com o pagamento de obras de reparação ou substituição efectuadas em instalações comuns do condomínio. O plano de apoio financeiro a reparações entrou em vigor em

Fevereiro de 2009, tendo dado entrada no IH um número de pedidos que ascendeu a um total de 1558, dos quais 1206 foram deferidos até 30 de Setembro deste ano. Fiscalizar para combater abusos

Para evitar os excessos e garantir um uso correcto e racional do erário público, o IH aumentou o grau de fiscalização de obras.

Hotéis empenhados na protecção ambiental

O verde nosso de cada dia Os hotéis de Macau estão empenhados na protecção ambiental com vista à eficiência económica. Quem o diz é o Executivo da RAEM após constatar um aumento nas candidaturas aos prémios “Hotel Verde”, que os Serviços de Protecção Ambiental de Macau (SPAM) promovem pelo quarto ano consecutivo. Os prémios “Hotel Verde”, que já distinguiram, até hoje, um total de 19 unidades hoteleiras, o que corresponde a 40% dos hotéis de três ou mais estrelas no território, foram instituídos em 2007 e entre os vários distinguidos já estão o Westin Resort, a pou-

sada de Mong-Há, o Emperor, o Metrópole, o Wynn, o Grand Waldo, o Golden Dragon, o Sands, o Taipa Square ou o Hotel da Guia. O director dos SPAM, Chiong Sio Kei, defendeu ontem que o “aumento de candidaturas demonstra o interesse da indústria hoteleira local em conhecer a eficiência económica resultante da aplicação de medidas de gestão ambiental concretas e o sucesso daquela acção de sensibilização”. “Uma das principais forças propulsoras do desenvolvimento económico do território é, sem dúvida, o sector do turismo”, cons-

Além disso, procedeu à optimização do “guia de obras”, além de esclarecer os critérios para o representante dos proprietários candidatos e assegurar a qualidade de execução de obras. Por exemplo, as empresas de empreitada passam a ter de indicar claramente o preço unitário e quantidade de cada item de reparação e o prazo de manutenção (um ano) após conclusão de obras. – R.M.

tatou, defendendo que “este é o momento crucial para promover a adopção de medidas eficazes para conservação dos recursos naturais e minimização do impacto ambiental da sua actividade, acompanhando o rápido crescimento do sector hoteleiro”. A organização introduziu ainda os prémios de ouro, prata e bronze para os hotéis de três ou mais estrelas com vista a “contribuírem para a transformação de Macau numa cidade turística amiga do ambiente”, defendeu Chiong Sio Kei. A partir de ontem e até 5 de Novembro, os hotéis da região podem inscrever-se no concurso, cujos prémios serão atribuídos no primeiro trimestre de 2011, e que este ano contam com um reforço das exigências, especialmente nas áreas de conservação de energia, água e redução de resíduos.


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Hoje Macau • 2010.10.27 #2238 by Jornal Hoje Macau - Issuu