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Director carlos morais josé • quinta-feira 27 de janeiro de 2011 • ANO X • Nº 2298
Stanley Ho diz que passou acções para terceira mulher de livre e espontânea vontade
“Amo a minha família” • Angela Ho, filha do primeiro casamento, envia carta a acusar “amantes” de estarem a agir em desacordo com os desejos do pai • Ina Chan, a terceira mulher, despediu advogado de Ho, mas jurista diz que continua no activo • Magnata prestou ontem declarações a garantir que não tenciona processar ninguém • Acções da SJM despencam na Bolsa de Hong Kong
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Paula Carion
Air Macau
Lei de Terras
Sands
• P.10 e 11
• Última
• P.6
• Última
Apostada na vida política
Avião pega fogo Democratas após manutenção dão respostas
Aumentos salariais de 4,5%
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Árvore Genealógica
stanley em capítulos
• STANLEY HO
1.ª mulher - CLEMENTINA LEITÃO Deborah Angela Jane Roberto (faleceu em 1980) 2.ª mulher – LUCINA LAAM
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
Desde o início da semana que a recente polémica do império de Stanley Ho, o magnata do jogo de 89 anos, tem vindo a aumentar em várias vertentes. A divulgação de cartas assinadas por Ho e familiares, publicadas na imprensa de Hong Kong, vem agora juntar-se a testemunhos enviados directamente às redacções de Macau. Entre todos os documentos apenas as contradições se assumem como elemento comum. Ontem à noite, Stanley Ho e a quarta mulher, Angela Leong, também falaram à televisão.
magnata aparece em público para acabar com polémica
Queridos Ho’s...
Stanley Ho, emitiu um comunicado no nome do magnata onde fala sobre “o fim da discórdia familiar e a dispensa da equipa de advogados chamados a acusar a família de roubo das acções, na semana passada” (ver página 4). A carta, cuja cópia foi enviada por e-mail directamente ao Hoje Macau, foi alegadamente escrita à mão pelo próprio Ho e, apesar do texto e da assinatura aparentemente não coincidirem na forma manuscrita (ver imagem da carta), manifesta os últimos desejos do magnata e revela informações sobre o seu estado de saúde: “É tempo de parar com esta disputa familiar, é uma questão que não tem necessariamente que envolver advogados. Espero que a comunicação social não cometa erros, eu estou de perfeita saúde, não se preocupem! Obrigado pela preocupação, mas isto é para ser resolvido por nós, dentro de casa, não houve qualquer fraude entre os membros da família”.
5 de Janeiro de 2011
De acordo com o jornal de Hong Kong South China Morning Post, Stanley Ho escreve uma carta à filha Daisy Ho, na qual realça que as recentes transferências de acções teriam sido feitas “sem o seu conhecimento e consentimento”.As divisões mencionadas pelo magnata são as que passam o poder da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) para a Lanceford Company Limited, a empresa privada de Hong Kong anteriormente liderada por Ho, que passa agora a ser liderada por Ina Chan, sua terceira mulher e por cinco dos filhos da segunda mulher. A cópia da carta, publicada na edição de ontem do mesmo jornal, surge assinada pelo próprio magnata e menciona o envio de cinco cópias, três das quais para as mulheres vivas de Stanley Ho, uma para a descendente da primeira mulher, a filha Angela Ho, e uma para o conselheiro jurídico, Rui Cunha. Por escrito, o magnata faz referência ao desejo de partilhar os bens de forma igualitária por todos os membros da família e da descoberta de que tal não aconteceu assim, a 27 de Dezembro do ano passado. Ho ameaça ainda Daisy Ho de levar o caso a tribunal caso não sejam devolvidas as acções no prazo de 48 horas e salienta “as várias vezes que tentou contactar os filhos e a terceira mulher sem sucesso”. 7 de Janeiro de 2011
Depois do advogado de Ho, Gordon Oldham, ter dito que não tinha sido obtida qualquer resposta à carta anterior, o South China Morning Post avança com a publicação de um documento assinado por Daisy Ho. Na carta, divulgada pela firma de relações públicas Brunswick Group, a filha começa por pedir desculpa ao pai por não o ter ido visitar e salienta “o mal-entendido” que poderá ter estado na origem de toda esta polémica e refere que “as transferências das acções da Lanceford foram feitas de acordo com as
25 de Janeiro de 2011 (segunda carta):
instruções de Ho”. Na mesma carta, Stanley Ho assina por baixo de duas linhas “para dar conhecimento que reafirmo as minhas anteriores instruções de transferir as acções”. Daisy Ho deixa ainda expressa a vontade de se reunir com o pai e todos os membros da família para “discutir o futuro do negócio que tu [Ho] estabeleceste com sucesso durante os últimos quarenta anos”. Alegadamente, segundo o advogado do magnata, Ho terá assinado as cartas sem saber os seus propósitos. 24 de Janeiro de 2011
Stanley Ho comunicou a transferência da sua participação de 4,8%cento na Sociedade de Turismo e Diversões de Macau SA (STDM) para a empresa da família Lanceford Ltd, uma operação considerada como mais um passo na sua sucessão.
Segundo um comunicado da SJM Holdings enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong, a empresa Lanceford, que detinha 26,8% das acções da STDM, constituindo o maior accionista individual, reforçou a sua participação na empresa, passando a deter 31,6% do capital, ao absorver 4,8% das acções que estavam em nome de Stanley Ho.De acordo com o mesmo comunicado, a Lanceford tem como accionistas as empresas Action Winner Holdings Ltd (com 50,5 por cento do seu capital), e Ranillo Investments Ltd (49,4 por cento), detidas por membros da família Ho. Em resultado da operação, Stanley Ho, presidente e director executivo da STDM, passou a deter apenas 100 acções ordinárias na empresa. 25 de Janeiro de 2011
Ina Chan, a terceira mulher de
Uma outra carta enviada ao Hoje Macau, esta redigida a computador e também assinada por Stanley Ho, o magnata salienta “estar aborrecido pelas recentes acusações da família de apropriações fraudulentas” (Ho atribui estas ao advogado, que terá sido despedido – ver página 4), e reafirma que as distribuições terão sido feitas 100% de acordo com a sua vontade e “ninguém o terá forçado a nenhuma decisão”. Stanley Ho diz ter transferido as acções para as mulheres e filhos esperando que estes “estejam em harmonia entre eles já que as distribuições foram feitas de forma justa e depois de uma profunda análise” – ver “árvore da família”. O magnata diz ainda que “se alguém tiver qualquer documento a sugerir eventuais modificações nestas transferências, mesmo
Chui Sai On manifesta-se acerca da polémica Ho O Chefe do Executivo, Chui Sai On, disse à imprensa não ter conhecimento acerca das mudanças nas cadeiras de comando e das transferências de acções das empresas SJM e STDM. Chui Sai On mencionou ainda que não era “o momento apropriado para se comentar acerca das polémicas da família Ho”. Na origem das declarações do Chefe do Governo da RAEM, conforme menciona a imprensa chinesa, está a importância do sector da indústria do jogo. Chui Sai On faz questão de mencionar o “respeito” que sente pelo magnata, principalmente nas questões relacionadas com acções de caridade. Quase um terço das receitas do jogo dos casinos de Macau pertencentes a Stanley Ho têm sido doadas a instituições de caridade ao longo dos anos.
Pansy 20% na Ranillo Investiments, directora da STDM, Shun Tak (11%) e MGM Macau (50%) Daisy 20% na Rinillo Investiments, directora da STDM, Shun Tak e MGM Macau (50%) Maisy 20% na Ranillo Investiments Josie 20% na Ranillo Investiments Lawrence 20% na Ranillho Investiments, presidente da Melco International Development e co-presidente da Melco Crown
3.ª mulher – INA CHAN (0,235% da STDM e 31,65% da Lanceford) Florinda Laurinda Orlando 4.ª mulher – ANGELA LEONG 8% da SJM Holdings, directora da SJM, STDM e Macau Theme Park Ho Yau-kai Alice Mário Arnaldo Sabrina
assinado por mim [Ho], deve ser ignorado”. Esta segunda carta passa ainda toda a responsabilidade deste assunto a Ina Chan. Declarações de Stanley Ho à TVB:
Sentado numa cadeira ao lado da terceira mulher, Ina Chan, e da filha Florinda Ho, o magnata falou ao público da casa de Ina. Ho leu as declarações de um cartaz, conforme mostram as filmagens. Além das referências à dispensa de Oldham (ver página 4), Stanley Ho voltou a mencionar a forte ligação familiar: “Amo a minha família e nunca nos processaremos uns aos outros”. A imprensa fez, no entanto, questão de salientar o processo onde o magnata esteve envolvido em tribunal com a irmã Winnie Ho. Daisy e Pansy Ho, duas das filhas do magnata, estavam também presentes. Declarações de Angela Leong à TVB:
A quarta mulher do magnata, que partiu ontem para Hong Kong, onde se encontrou pela primeira vez com Ho desde que rebentou a polémica, disse à mesma cadeia de televisão “não saber mais do que a comunicação social”. À questão sobre as possibilidades de Stanley Ho não estar em perfeito estado de saúde, Angela Leong disse “não querer comentar boatos”. Para a também deputada de Macau, toda esta polémica em torno das acções é “lamentável” e deixou claro que fará tudo para devolver o valor real das acções na bolsa, que apresentaram uma queda de 5% ontem.
Muitos prejuízos a contabilizar
quinta-feira 27.1.2011
De acordo com uma análise da agência Reuters, o (ex-)império de Stanley Ho sai desta história com a imagem altamente danificada e possíveis sequelas. Além da volatilidade a curto prazo, analistas falam em potenciais riscos, tal como o efeito prolongado da controvérsia e como isso irá afectar o sentimento de compras das acções da empresa. Se as tensões persistirem, os analistas falam mesmo em minar quaisquer esforços de investimento no Cotai, apesar de poucos danos no dia-a-dia, devido a uma “gestão sólida”.
Vanessa Amaro
vanessa.amaro@hojemacau.com.mo
É assim mesmo, como “amantes”, que Angela Ho, filha de Stanley Ho e Clementina Leitão, define as três companheiras que o pai teve nos últimos anos e que estão agora no centro da polémica na disputa pela acções do magnata do jogo. Angela Ho enviou ontem uma carta emotiva ao Hoje Macau, na qual descreve a relação próxima que sempre manteve com o pai e a acusar Lucina Laam, Ina Chan e Angela Leong e os seus respectivos filhos de estarem a tomar decisões que vão contra os desejos de Stanley Ho. “Falo frequentemente com o meu pai e ele já referiu as suas intenções de como dividir os seus bens por todos os filhos. No entanto, vejo comunicados e acções tomadas pelas suas amantes e pelos seus respectivos filhos que não estão em conformidade com o seu desejo, são altamente desconcertantes e prejudiciais”, escreve a quarta filha, que se dedica à actividade artística. Angela Ho assume que já tentou contactar Pansy, Daisy (filhas de Lupub
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Angela Ho, filha de Stanley Ho e Clementina Leitão, lança acusação a meios-irmãos
À mercê das “amantes” e dos seus filhos cina Lam) e Ina Chan (a terceira mulher) “muitas vezes” para discutir as últimas decisões, mas é “ignorada”. A filha frisa não compreender que o pai exclua da sua divisão de bens a família da única mulher com quem se casou, em Dezembro de 1948, “numa memorável cerimónia”. “Não posso acreditar que o meu pai não nos deixaria nada. Ele sempre
referiu o apoio que a minha mãe lhe prestou para transformar Macau na cidade desenvolvida que é hoje”, aponta. A suposta transferência de acções da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) para a empresa Lanceford acabaria por beneficiar apenas Ina Chan e os seus cinco filhos – Daisy, Maisy,
O que diz a carta aberta de Angela Ho • “O meu pai e a minha mãe continuavam apaixonados quando ela morreu, em 2004. Depois da sua morte, encontrei muitas cartas escritas pelo meu pai em que demonstrava o quanto a queria e de que forma ela se tinha envolvido na sua vida empresarial.” • “Os meus irmãos e eu tivemos uma infância feliz e éramos todos próximos. O meu pai sempre foi muito carinhoso. Viajávamos juntos, ele nos fazia rir ao jantar e jogávamos as cartas após a refeição. Ele era também um disciplinador e ensinou-nos altos padrões morais. Todos os domingos andávamos de barco e ele nos ensinava a nadar.” • “Esta harmonia foi entretanto destruída quando a minha mãe
sofreu um acidente de viação em Portugal, que a deixou em coma por dois meses e com sequelas irreversíveis. A morte do meu irmão num acidente de carro nos anos 70 também muito entristeceu o meu pai.” • “A seguir ao seu acidente, a minha mãe viveu uma vida tranquila entre a nossa casa em Hong Kong e a de Macau. Ela manteve o seu apoio à comunidade de Macau, a fazer doações para várias associações. Ela continuou a acompanhar o meu pai a cerimónias oficiais, abertura de casinos, no dia de Macau, em eventos políticos e na recepção de dignitários estrangeiros. Ela costuma entreter os filhos dos amigos no hotel Lisboa, a jogar majong e póquer com eles aos domingos.”
Josie, Pansy e Lawrence. Em última instância, a família Leitão pode estar salvaguardada, já que Clementina, que morreu em 2004, foi a única que se casou com o magnata do jogo em comunhão de bens. Os três filhos do casal – sem contar Robert, que morreu num acidente de viação na década de 70 e incluindo Angela – gozam do direito de representação na herança. Apesar de Stanley Ho se ter envolvido com outras mulheres enquanto esteve casado com Clementina Leitão, Angela Ho garante que o pai amou a mãe “até ao fim”, mantendo com ela almoços frequentes na casa da família em Repulse Bay, Hong Kong.”O meu pai sempre se gabou de ser uma pessoa justa, ponderada e honesta”, acrescenta a filha, que hoje irá fazer novas declarações sobre esta novela.
stanley em capítulos
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Advogado de Stanley Ho garante continuar em funções, mas magnata nega
O dito pelo não dito Defensores legais de Stanley Ho desencadearam batalha com família do magnata que declarou publicamente estar do lado das ex-mulheres e dos filhos. Gordon Oldham garante que Ho está a ser “roubado” Tudo começou quando o advogado de Stanley Ho, Gordon Oldham, sócio-fundador da firma Oldham, Li & Nie, de Hong Kong, acusou publicamente a família do magnata do jogo de lhe estar “roubar” o império. Oldham disse à imprensa de Hong Kong que a família “se apropriou de forma fraudulenta” das acções do magnata, que recentemente transferiu 31,7% da sua participação na STDM para duas empresas detidas por membros da família. Em declarações ao South China Morning Post, Gordon Oldham sustentou que “o que realmente transtorna [Stanley Ho] é que ele ainda nem sequer está morto, mas a sua família já disputa os bens que ainda são seus” e que Ho queria tomar medidas legais para reverter a transferência, com a qual nunca tinha concordado. O advogado disse que ainda ao jornal Financial Times que tinha em sua posse um vídeo onde se pode ver e ouvir uma conversa entre ele próprio e Ho, na presença da actual mulher do magnata, Angela Leong On Kei. No vídeo será possível ouvir Ho a dizer “recuperem a minha participação”, comprovando ao
mesmo tempo que, tal como Oldham frisa, o magnata “está em plena posse das suas faculdades” mas terá sido enganado pela família. Nomeadamente a beneficiária da transferência, a terceira mulher de Ho, Ina Chan, e cinco dos 16 filhos. Oldham sustentou que o desejo de Ho era, de facto,
dividir a sua herança em partes iguais por toda a família, mas que a segunda e terceira mulheres estariam a “tentar fugir com as jóias da coroa”. Stanley Ho veio a público na ontem desmentir tais afirmações. Numa entrevista concedida à televisão de Hong Kong, Ho
Ontem de manhã, Gary Oldham apressou-se a declarar à imprensa de Hong Kong que as suas funções não estavam oficialmente cessadas como advogado de Stanley Ho. O jurista afirmou ter um encontro marcado com o magnata na mesma tarde e acrescentou que teria sido Ina Chan, a terceira mulher do magnata, a anunciar o seu despedimento
surge na residência de Ina Chan, acompanhado pela terceira mulher e a filha mais velha dos dois, Florinda, lendo de um cartaz um texto em que declara que “o grande problema está resolvido” e que o comunicado emitido pela SJM “terá efeitos e não será alterado”. O magnata disse também que chegou a um acordo sobre a transferência dos seus bens e que não quer que o caso vá a tribunal. “Eu e os meus familiares estamos muito satisfeitos porque tomámos uma decisão”, continuou Ho, acrescentando que já não seria representado pelo mesmo advogado. Na televisão, Stanley Ho, 89 anos, apresentou-se num estado visivelmente débil a falar de uma forma lenta e com a voz arrastada, mas calmo. Recorde-se que o magnata se encontra a em período de convalescença devido a uma queda que sofreu na sua casa de Hong Kong em 2009. Ontem de manhã, Gordon Oldham apressou-se a declarar à imprensa de Hong Kong que as suas funções não estavam oficialmente cessadas como advogado de Stanley Ho. O jurista afirmou ter um encontro marcado com o magnata na mesma tarde e acrescentou que teria sido Ina Chan, a terceira mulher do magnata, a anunciar o seu despedimento. O encontro anunciado confirmou-se horas mais tarde. Angela Leong foi buscar Stanley Ho à residência de Ina Chan por volta das 15h de ontem, levando o marido para a casa de ambos onde pouco tempo depois Gordon Oldham se juntou ao casal. No final da reunião, o advogado de Ho falou com os jornalistas, garantindo que continuava a assumir as mesmas funções, e dali seguindo para o Tribunal de Última Instância de Hong Kong, sem revelar ao que ia.
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Acções da SJM encerram sessão a perder 4,928%
A cair sem travão As acções da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) em Hong Kong encerraram ontem a negociação a perder 4,928% para 13,12 dólares de Hong Kong. Ao longo do dia, as acções da operadora de jogo flutuaram entre os 13,54 dólares de Hong Kong e os 12,58 dólares de Hong Kong, naquele que foi o primeiro dia de negociação após um dia de suspensão depois de serem conhecidas alegadas divergências na divisão do império de Stanley
Ho pelas diversas mulheres e 16 filhos vivos. Perante o “caso familiar”, a Sociedade de Jogos de Macau, empresa cotada em bolsa e que indirectamente estava envolvida na disputa por envolver participações de referência da família Ho em companhias proprietárias da SJM, concessionária de uma licença de jogo em Macau, pediu a suspensão da negociação. A SJM Holdings enviou ainda
na terça-feira um comunicado à Bolsa de Valores de Hong Kong em que salientou ter sido informada da disputa de Stanley relativamente à reestruturação da empresa Lanceford, maior accionista individual da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau e que controla a maior parte da riqueza do magnata. A empresa acrescentou ter tido conhecimento que Stanley Ho estava a procurar formas de resolver o diferendo familiar e que tal não afecta directamente a SJM, tendo, por isso, decidido retomar a negociação em bolsa esta quarta-feira, acrescentando que irá divulgar um novo comunicado quando julgar apropriado.
Notícia da disputa familiar citada nos quatro cantos do mundo
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O diferendo entre Stanley Ho e a família está a rodar o mundo – Estados Unidos, Inglaterra, Portugal, África do Sul, Índia, Espanha... Um pouco por todo o lado a notícia das divergências pelo poder das empresas do magnata do jogo tem recebido destaque. Ontem, o Wall Street Journal fez manchete a narrar as cartas que estão a mudar o rumo da história. Já o The New York Times diz que a novela parece ter chegado ao fim com as declarações proferidas ontem por Stanley Ho, mas não deixa de duvidar que a calma será breve.
Natural de Hong Kong, Ho Hung Sun, mais conhecido por Stanley Ho, nasceu a 25 de Novembro de 1921, é o nono filho de uma família de empresários que perderam o império na segunda Guerra Mundial e que conquistou fortuna em Macau. Ao longo da sua vida de empresário ligado ao seCtor do jogo, Stanley Ho nunca se cansou de explicar as suas origens: um pai bem instalado na vida que perde a fortuna na guerra, um filho ambicioso que troca os estudos pelos negócios, que troca a britânica Hong Kong pela portuguesa Macau e que na cidade faz fortuna ao lado da mulher Clementina. Apesar de ter negado dezenas de vezes seguir orientações de mestres de feng-shui, Stanley Ho é apontado como alguém que não toma uma decisão sem consultar os adivinhos chineses, mas certo é que a vida do magnata está recheada de conceitos e preconceitos que o ligam à geomancia chinesa. Ninguém se lembra de pub
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A história do 13.º homem mais rico de Hong Kong
Stanley Ho, de nono filho de um império perdido a milionário passar no hotel Lisboa sem ver obras e ninguém se recorda de alguma palavra menos carinhosa a Clementina Leitão Ho, a sua “adorada esposa” como mandou escrever nos ramos de flores que levou ao funeral da sua única, pelo menos conhecida, verdadeira mulher, apesar de serem conhecidas outras três mulheres e 13 filhos fora do casamento. Mesmo depois da morte de Clementina, Stanley Ho dizia querer continuar a cumprir os seus desejos de apoio aos mais desfavorecidos e à educação em português na cidade, valorizando a condição de macaense da esposa. Com quatro “famílias” e 16 filhos vivos – Robert, filho de Clemen-
tina, morreu com a mulher num acidente na marginal em Lisboa deixando duas filhas que ficaram a cargo de Stanley Ho – o magnata está ligado ao desenvolvimento de Macau e Macau ao crescimento da sua fortuna. Quando ganhou o contrato de exploração exclusiva do jogo em 1961, Macau era uma cidade adormecida e foi devido às constantes revisões do contrato de concessão e às exigências feitas ao magnata, que Macau é hoje uma cidade desenvolvida. Investimentos em várias áreas foram multiplicando milhares de vezes a fortuna de Stanley: do jogo ao imobiliário, da navegação a companhias de transporte aéreo, da China à Europa e África.
A transformação de Macau desde a década de 1960 tem a assinatura de Stanley Ho, desde a dragagem dos canais de navegação - uma das imposições do contrato de concessão de jogos - à construção do Centro Cultural de Macau, do Aeroporto Internacional e à constituição da Air Macau. Ganhou milhões, mas também investiu milhões e durante anos foi o principal empregador privado da cidade. Os casinos de Stanley Ho continuam a dominar a maior quota de mercado, o magnata tem quase um terço das receitas brutas do jogo e é o maior operador de casinos. De nacionalidade chinesa, britânica e portuguesa, Stanley Ho, de 89 anos, é um produto de Macau, de Hong Kong e da China, um patriota que vai a leilão comprar antiguidades roubadas à mãepátria. A popularidade do magnata é abrangente na Ásia, mas também na Europa, ostentando a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, entregue por Portugal.
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POLítica Petições democratas mostram preocupação com Lei de Terras
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Jaime Carion, chefe da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), desapareceu da ribalta desde que prometeu rever a abordagem da consulta pública sobre a alteração à Lei de Terras. Com o prazo a chegar ao fim dentro de menos de uma semana, a Associação Novo Macau Democrático e a Dinâmica da Juventude resolveram dar aos serviços uma chuva de respostas com petições de rua e questionários online. Os democratas também protestaram junto do Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre o cumprimento em Macau das recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o controlo do tabaco. O deputado Ng Kuok Cheong apresentou uma interpelação na terça-feira a pôr em questão a proposta de consulta sobre a alteração à lei, e disse que a isenção de leilões
O barato sai Carion kahon chan
Kahon Chan
abertos em nome do interesse público e de diversificação económica abriria brechas à corrupção na concessões de terrenos, enquanto a ausência de mecanismos práticos para reaver terras subdesenvolvidas era contraditória com a decisão
do próprio Governo em retomar lotes com determinação quando não utilizados durante três anos por qualquer razão. Tendo em conta as alegadas omissões na proposta de consulta, que se dizia estarem a criar mais
espaço a negócios de terras com favorecimentos injustos e uma negligência do interesse público, a Associação Novo Macau organizou uma petição ontem à tarde na Rua do Campo para recolher opiniões junto do público sobre a alteração à lei de terras que estava a ser submetida a consulta pública. A associação fez um apelo para impedir que as concessões de terra baratas e negócios secretos da última década voltassem a acontecer sob a nova lei revista. Por sua vez, a associação Dinâmica da Juventude de Macau organizou sondagens online sobre a consulta à lei de terras, para perguntar às pessoas se sabiam que havia uma consulta em curso, se
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Contribuição Predial | Revisão geral pronta para breve
Rápido e com fumo branco. Dez por cento foi o valor acordado como máximo a tributar no novo Regulamento da Contribuição Predial Urbana e teve o aval dos deputados na reunião de ontem da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) que durou apenas 30 minutos. Os deputados assinaram um parecer que dá carta branca ao Executivo para fazerem a revisão final do documento. “Assinámos por baixo. Muitas das sugestões que fizemos foram acolhidas pelo Governo o que nos
deixa bastante satisfeitos”, afirmou Chan Chak Mo, presidente da Comissão. De acordo com o deputado a descida do valor tributado, que era ponto assente nas medidas que constam nas Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2011, passará a ser de 6% aplicável aos prédios de uso próprio e de 10% para os prédios arrendados. “Não é uma opinião consensual no seio da Comissão mas a palavra final é do Governo aquando da revisão final do
Gonçalo Lobo Pinheiro
sentiam que a lei era importante para elas e se desejavam saber mais sobre a lei com o alargamento do período de consulta. Jaime Carion, director da DSSOPT, foi confrontado com a negligência do público em geral no processo de consulta numa sessão anterior apenas aberta a representantes convidados, mas argumentou que o público não percebia de leis, pelo que os representantes de associações industriais, câmaras e organizações “Kai Fong” estavam ali para desempenhar o papel de fazer a ponte com o público. Não há confirmação de qualquer alteração na actividade de consulta, prevista para terminar a 31 de Janeiro. Entretanto, a Novo Macau protestou também junto da comissão do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros ontem de manhã, exigindo um relatório honesto à OMS sobre a negligência de Macau em relação à Convenção-Quadro para Controlo do Tabaco.
Consenso em 30 minutos articulado. Penso que vão optar por estes valores”, disse Chan Chak Mo. Além desta questão, o Governo vai proceder a alterações nos artigos 17.º, 18.º e 25.º, segundo indicações prévias sugeridas pelos deputados aquando da última reunião no passado dia 6. “Há questões que não estavam erradas mas mereciam uma maior atenção. É uma questão de justeza e clarividência”, revelou o deputado. Anteriormente, e nova-
mente debatidas, as questões relacionadas com a fiscalização ficaram resolvidas. De acordo com Chan Chak Mo, o Governo informou que a fiscalização só será efectuada quando necessário, deixando de ter um prazo obrigatório. “Na questão da fiscalização, artigo 20.º, temos de concordar que é melhor ficar o termo periodicamente do que mensalmente. O Governo explicou, com razão, que não se pode fazer uma fiscalização a prédios que se encontram estáticos, sem qualquer tipo
de mudança. Os recursos humanos existentes não permitem que isso aconteça por isso concordamos com a intenção do Governo”, explicou o presidente da 2.ª Comissão Permanente da AL.
O Governo não fixou prazos para dar a conhecer a revisão final do articulado mas deixou claro que este é um tema que urge ficar resolvido quanto antes.
Chan Pak Fai nomeado assessor de Cheong U
Por uma questão humanitária O actual coordenador do Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES), Chan Pak Fai, foi nomeado ontem assessor do Gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. O secretário da pasta, Cheong U, referiu ontem que a transferência acontece por razões humanitárias tendo em conta o estado de saúde do visado durante os últimos anos e a necessidade de mais tempo de
recuperação e disposições correspondentes, ajustadas ao trabalho. “Atendendo ao estado de saúde de Chan Pak Fai nos últimos anos, é-lhe muito fatigante desempenhar as funções de direcção, com tarefas cada vez mais pesadas. A nomeação de Chan para o novo cargo justifica-se pela sua larga experiência na área educativa, permitindo que continue a contribuir para o desenvolvimento do ensino
superior na RAEM”, revelou Cheong U. O cargo de coordenador do GAES será exercido interinamente pela actual coordenadora-adjunta, Kuok Sio Lai. Além disso, o mesmo responsável afirmou que a elaboração da revisão da lei do Sistema de Ensino Superior de Macau já está concluída e pode avançar para apresentação à Assembleia Legislativa após a apreciação do Conselho Executivo.
sociedade
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Cartão identificativo para deficientes pode ser pedido a partir de 11 de Março
Subsídios e serviços gratuitos
Filipa Queiroz
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Dentro de dois meses os cidadãos com deficiência do território podem começar a preencher e enviar os impressos para requerer o seu cartão de registo da doença de que padecem. O Regulamento Administrativo para o “Regime de Avaliação do Tipo e Grau da Deficiência, seu registo e emissão de cartão” entra em vigor no dia 11 de Março. Na semana passada, o portavoz do Conselho Executivo, Leong Heng Teng, enumerou as vantagens desta iniciativa, entre elas o facto de o regime dar mais garantias de emprego às pessoas com deficiência em Macau. Ontem, o presidente substituto do Instituto de Acção Social (IAS), Iong Kong Io, disse, em conferência de imprensa, que o objectivo primordial desta iniciativa é “definir com clareza os principais destinatários da política de reabilitação e melhorar o planeamento dos respectivos serviços”. O regime inclui a elaboração de uma base de dados com as informações constantes do relatório de avaliação de todos os inscritos. Iong Kong Io salientou a importância da missão como forma de “promover a reabilitação comunitária” bem como “promover uma sociedade activa e tolerante”. O presidente substituto do IAS explicou que “depois de analisada a situação real no território” vão ser tomadas medidas de forma a assegurar também subsídios de invalidez e serviços médicos e transportes gratuitos. “A proposta já está feita, vai ser discutida e analisada e deve estar pronta ainda na primeira metade deste ano”, assegurou Iong Kong Io.
Os números apontados para os subsídios são de cinco mil patacas anuais para os cidadãos que sofram de deficiências de grau I e II e dez mil para os de grau III e IV. O presidente do IAS explicou ainda que, mesmo sendo já portadores do novo cartão, todas as pessoas interessadas “terão de requerer esses benefícios” que são acumuláveis com outros, como o Subsídio para Idosos. “Estima-se que haja cerca de 30 mil pessoas com deficiência no território”, disse Iong Kong Io. Não há prazos nem encargos para o pedido do cartão, que pode ser feito no Instituto de Acção Social (ou subunidades), no Centro de Apoio Psicopedagógico e Ensino Especial da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, no átrio dos hospitais, nas instituições de reabilitação e de serviços diurnos
para idosos, em vários Centros de Saúde e nas escolas de educação regular (para os estudantes). O pedido implica que o requerente aceite ser submetido a uma avaliação física e psicológica, que visa classificar o tipo e o grau de deficiência de que padece. Sendo
que o requerente pode recorrer a uma reavaliação, caso não concorde com o resultado da primeira. De acordo com o regulamento administrativo nº 3/2011, os tipos de deficiência incluem a deficiência visual, auditiva, verbal, motora, metal e intelectual. Os graus podem
filipa queiroz
O regulamento que visa a identificação dos cidadãos com deficiência no território entra em vigor em Março, mas as medidas de apoio não ficam por aí. O IAS quer subsídios de invalidez e serviços médicos e transportes gratuitos
ir do ligeiro e moderado (I e II) ao grave e profundo (III e IV). Sou Sok Kan, técnica superior do Centro de Avaliação Geral de Reabilitação do IAS, recordou que a Direcção de Serviços de Educação também é responsável por todo o procedimento e que estão previstas medidas de apoio aos jovens com deficiência do território, nomeadamente reuniões de esclarecimento e novos sistemas de avaliação adequados a esses casos. “Estima-se que haja cerca de 100 jovens com deficiência nas escolas privadas e mais ou menos 400 nas escolas públicas”, disse. O regulamento administrativo do “Regime de Avaliação do Tipo e Grau de Deficiência, seu registo e emissão de cartão”, bem como respectivo formulário de inscrição, pode ser descarregado no site do IAS (www.ias.gov.mo).
Ambiente | Energias alternativas analisadas por especialista eólico
Inesgotáveis, alternativas e renováveis Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
“A Praia Grande tem luz, muita luz, luz a mais.” Foi assim que António Correia, empresário no sector da energia eólica, iniciou a temática sobre as energias renováveis. Ontem, o Clube C&C, do qual António Correia foi cofundador, ofereceu à audiência uma hora de reflexão acerca do meio ambiente e das futuras possibilidades em melhorá-lo, hipóteses que passam também pelo território. “Macau tem condições únicas para ser um modelo de cidade limpa no mundo”, salienta o empresário. O consumo excessivo de energia no território é um dos exemplos em que António Correia pega para demonstrar como “a eficiência energética era possível”. O recente adepto deste “mundo em mudança”, como caracteriza, defende a implementação de materiais e equipamentos que produzam energias alternativas – cata-ventos, painéis solares -, alteração das lâmpadas normais dos candeeiros de rua por lâmpadas de baixo consumo (algo que já está em fase de experimentação na Estrada da Vitória), incentivos de abate aos carros velhos e poluentes e a introdução de carros eléctricos, “cujas baterias existentes já são auto-suficientes para 300 quilómetros, algo possível num espaço tão pequeno como Macau”. Baseado em dados da CEM, o também advogado António Correia apresentou as estatísticas “brutais” de Macau – 928,004 megas
watts é a capacidade de produção actual da RAEM, que importa, no entanto, mais de dois milhões de energia para iluminar a cidade. A distribuidora do território consome petróleo para produzir electricidade, contribuindo para acabar com este combustível fóssil, que começa já a tornar-se escasso. “Vivemos em estado de choque”, frisa o empresário, “a qualquer momento o petróleo e carvão (utilizados pela maioria das centrais de produção) podem acabar”. António Correia divulgou as previsões de 75 anos para o fim do petróleo, 100 para o gás natural e 200 para o carvão. O empresário fez, no entanto, questão de mencionar a central de produção da Taipa, “que já aproveita resíduos urbanos para a produção de electricidade”. A 4.ª revolução industrial
O recente adepto das energias alternativas, que diz ter “tropeçado” na indústria eólica, defende “que a energia alternativa tem que ser um negócio”. Caracterizando esta como uma “quarta revolução industrial”, António Correia acredita que esta será a única possibilidade de fazer algo pelo meio ambiente mas diz ter de haver principalmente pela parte dos governos, “preços competitivos” relativamente aos combustíveis fósseis, e maior vontade de utilizar os recursos alternativos, eficazes e inesgotáveis. Apresentando as várias hipóteses de energias renováveis – energia solar, eólica, ge-
otérmica e hidráulica -, o empresário salienta, apesar de tudo, “que o mundo já começa a despertar para esta problemática. Em Portugal, por exemplo, a produção de energias renováveis aumentou 20% de 2009 para o ano passado, “superando as centrais que utilizam o carvão, poupando 520 milhões de euros em combustíveis e reduzindo as emissões de CO2 em 7,2 milhões. Já na China, “o crescimento de produção de energias alternativas surpreendeu”, salienta. Na grande potência asiática, o crescimento económico exige mais consumo energético, que depende na sua maioria do carvão, por ser mais barato e acessível, mas no último ano “houve muitos registos de patentes destas energias”, para além de que 10% da produção energética já é feita com base nas energias alternativas. Hong Kong e Taiwan estão também envolvidos nesta indústria, dominando a produção de materiais alternativos aos actualmente usados nos painéis solares, que, por estarem a terminar, encarecem. Já O Brasil, onde António Correia tem a LusoBrás, uma produtora energética eólica, é “líder na formação dessas alternativas renováveis”. O Parque da Formosa, o primeiro a ser construído pela empresa do advogado, é o maior do Nordeste brasileiro, demorou dez anos a ser construído, e tem capacidade de fornecer energia até 350 mil casas, apenas com 50 geradores que funcionam literalmente ao sabor do vento.
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cultura
Língua Portuguesa e Lusofonia discutidas na Universidade São José
Por caminhos lusófonos Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
“Divulgação da língua portuguesa no mundo” é um dos conceitos do dicionário que define a Lusofonia. Para ajudar a pensar além dos trâmites impostos, a Universidade de São José realiza na última semana de Fevereiro a conferência “A Lusofonia por entre encruzilhadas culturais”. Convidase assim os presentes a percorrerem o caminho que vai muito além do tradicional pensamento político desde os anos 50, quando a designação “lusofonia” era vista apenas como o elo de ligação entre Portugal e os países de língua portuguesa espalhados pelo mundo. “Pretende-se gerar um debate acerca desse conceito, com o intuito pub
de o libertar de uma forma saudável quer das raízes ao passado colonial quer dos fantasmas que ainda sobrevoam a memória histórica comum”, explica o convite. Por isso mesmo, as sessões oferecem perspectivas
sobre a “reinvenção” actual sobre a língua portuguesa, o desamarrar de conceitos antigos e o futuro da lusofonia no mundo. Além destas, a USJ possibilita uma visita ao mundo das línguas crioulas com base portuguesa, um reviver dos percursos e histórias da nossa língua e literatura e as “encruzilhadas culturais”, que permitem uma mistura artística local e global e se expressam tanto na língua de Camões como na dos povos que, de uma forma ou outra, se ligam a Portugal. Por entre tantas outras temáticas, a conferência termina propondo uma reflexão sobre os desafios que os países membros da CPLP enfrentam. Durante 25 minutos, a audiência vai poder assistir à apresentação das sessões de cada
um dos convidados, “na sua maioria académicos”, provenientes dos mais variados locais. “Estamos à espera de cerca de 22 oradores, de Portugal e outros países europeus, África, Brasil, EUA, China e daqui de Macau”, explicou ao Hoje Macau Ana Correia, professora e membro da organização. Apesar de alguns inscritos terem sido “rejeitados pelo facto da temática proposta não se ter enquadrado em nenhum dos painéis”, refere Ana Correia, “e outros terem desistido por falta de condições em suportar as despesas de alojamento e transporte”, a conferência da USJ – de 24 a 26 de Fevereiro – promete trazer convidados e sessões de peso. Na manhã do último dia da conferência está ainda agendada uma visita ao centro histórico de Macau.
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HM-1ª VEZ 27-01-2011 Acção de Interdição n.º
CV2-10-0207-CPE
2º Juízo Cível
Requerente: O MINISTÉRIO PÚBLICO. Requerido: WONG LONG PO. *** O MERETÍSSIMO JUIZ DO 2º JUÍZO CÍVEL DO TRIBUNAL JUDICIAL DE BASE DA R.A.E.M.: FAZ SABER que foi distribuída ao 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Base de R.A.E.M., a Acção acima mencionada, contra WONG LONG PO, solteiro, nascido em 13/07/1992, filho dos Wong Fu Keung e Wong Oi Wan, titular do BIRM nº.1226950(2), residente em Macau, na Avenida do Almirante Lacerda, Edf. Rito Palace, 6º andar B, para o efeito de ser declarada a sua interdição por anomalia psíquica. Para constar se lavrou este e outro de igual teor que vão ser devidamente afixados nos lugares designados por Lei. Macau, aos 13 de Janeiro de 2011. *****
Indústria fonográfica quer direitos autorais de todo o mundo em base de dados única Os principais agentes da indústria da música estão a criar uma base de dados que permita uma cobrança mais eficaz dos direitos de autor, sobretudo na Internet. As editoras EMI e Universal juntaram-se à Amazon e ao iTunes para tentar que o projecto tenha alcance global e que resolva em grande parte o problema. Os responsáveis pelo projecto acreditam que, assim que o portal estiver em marcha, vão poder concentrar o grosso das energias em combater a pirataria. A base de dados está a ser construída pela consultora internacional Deloitte e as previsões apontam para que esteja operacional dentro de dois anos. Uma das dificuldades normalmente veiculadas pelos vários serviços que distribuem música online é a de saber a quem devem pagar os direitos de autor. É por isso que a centralização da informação se apresenta fundamental para o êxito do projecto, na opinião dos seus promotores. O vice-presidente executivo da EMI Music Publishing no Reino Unido, Neil Gaffney, espera que a base de dados permita que cada detentor de direitos possa receber a parte que lhe é devida, mas também que passe a ser mais fácil o licenciamento da música para a Internet (incluindo streaming) e os telemóveis, assim como a entrada de novos serviços no mercado. “Como indústria, houve muitas falsas partidas ao longo dos anos, mas parece que finalmente acordámos para o facto de que temos que mudar”, afirmou Gaffney, em declarações à Reuters. O gestor acredita que a base de dados consubstanciar-se-á numa mudança das regras do jogo – “pela primeira vez teremos uma visão segura, comum, confiável do que nós representamos, possuímos e gerimos”.
Egipto exige à Alemanha a devolução do busto da rainha Nefertiti O Egipto formalizou junto das autoridades alemãs o pedido de devolução do busto da rainha Nefertiti (1370-1330 a.C.), actualmente em exposição no Neues Museum em Berlim, e que foi transportado para a capital alemã em 1913. As autoridades egípcias fundamentam a sua exigência na argumentação de que a peça, com mais de 3300 anos, foi retirada ilegalmente do país pelo professor Ludwig Borchardt, do Instituto Imperial Alemão das Ciências Egípcias da Antiguidade, que a tinha descoberto, a 16 de Dezembro de 1912, em escavações realizadas em Tel el Amarna, no sul do Egipto.
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MAM mostra 60 xilogravuras ilustrativas da festividade chinesa
As cores do Ano Novo Lunar
A exposição “Cores Auspiciosas: Xilogravuras do Ano Novo Lunar” vai exibir um conjunto de 60 xilogravuras da colecção do Museu de Arte de Macau do espólio de Bo Songnian, professor da Academia Central de Belas Artes. Celebrando a Festividade do Ano Novo Lunar Chinês, a exposição – que abrange dois anos do calendário lunar – pretende divulgar esta arte tão característica e celebrar o ano que se aproxima. A exposição será inaugurada hoje, às 18h30, na galeria do primeiro andar do Museu de Arte de Macau. As xilogravuras do Ano Novo Lunar são decorações festivas muito populares, de cariz auspicioso, utilizadas para pedir bênçãos e paz, afastar os maus espíritos e calamidades. Esteticamente muito apelativas, transmitem desejos universais de
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uma forma muito simples. Estas gravuras possuem características e composição muito próprias, cores vibrantes, imagens de sentido bastante codificada e com um forte apelo decorativo. A maioria dos trabalhos exibidos na exposição foi produzida no final do século XX, a partir matrizes originais mas também de réplicas de matrizes da dinastia Qing e do período da República. Estes trabalhos estão divididos em cinco categorias, de acordo com o assunto que abordam: “Divindades Populares”, “Animais Auspiciosos”, “Crianças Ofertando Presentes Auspiciosos”, “Histórias da Ópera Chinesa” e “Cenas do Quotidiano”. A exposição apresenta uma vasta variedade de gravuras do Ano Novo Lunar, incluindo imagens para colar nas portas, janelas, fogareiros e candeeiros, gravuras “Gong Jian”, e
• De 28 de Janeiro a 24 de Abril • Das 10h às 19h
• Museu de Arte Moderna, Galeria do Piso 1, Av. Xian Xing Hai • Entrada livre
ofertas de papel conhecidas como “Cavalo Divino”, etc. Nas obras patentes nesta exposição são utilizadas diversas técnicas, não só as mais tradicionais da xilogravura, como as de registo de tinta de água, mas também a impressão a tinta vermelha, o contorno do bloco da matriz, a impressão e coloração pela metade, e a pintura “Puhui” (também conhecida por “pincelada de mão livre popular”).
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desporto
Política e cultura macaense estão na mente de Paula Carion
Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
Paula Carion, ou Ka Ka Wai em chinês, é uma mulher de “mil ofícios”. Tradutora e estudante de Desporto, dedica-se ainda à política, a eventos culturais e à divulgação da cultura macaense. Ama o karaté mas também vibra com as vitórias no futebol do seu clube de coração, o Real Madrid. Acha que o deporto da RAEM tem sido mal tratado e acredita que a “Voz Plural, gentes de Macau” vai superar os 900 votos conquistados nas últimas eleições para a Assembleia Legislativa. Como surgiu o gosto pelo karaté? Começou por razão nenhuma. Comecei a praticar quando vivia no Canadá, tinha então oito anos. Parei dos 12 aos 14 anos, mas quando voltei para Macau, decidi investir na modalidade. Isto é muito mais do que um simples hobby. Neste momento é uma grande responsabilidade, porque tenho o nome de Macau nas costas e cada vez que vou para fora competir tenho de fazer o meu melhor para tentar ganhar uma medalha. Para algumas pessoas o desporto é um passatempo, mas para mim é uma missão que me foi confiada. O que é que já conquistou com esta arte marcial? Além de medalhas, já conquistei muita honra e a oportunidade de conhecer pessoas por esse mundo. É sempre positivo ir para fora competir e conhecer atletas de outros países com os quais até mantenho relações de amizade. Falamos pelo telefone ou via Internet. Somos muitas vezes opositores no tatâmi, mas fora dele somos confidentes uns dos outros. Macau, no tempo dos portugueses, e Macau agora devolvido à China. Chegou a competir por Portugal? Competi uma vez antes da transição, num evento em 1998 mas eu era muito nova para perceber a diferença de ser portuguesa ou ser chinesa. Apesar disso, acho que o Governo agora permite à população outro tipo de vida que os portugueses não permitiram. Desde 2000 que Macau cresceu
Gonçalo Lobo pinheiro
“Não gosto de ficar parada e ver
“Já tive ouro e prata mas, honestamente falando e devido ao tempo de treino que tenho, os bronzes nos Jogos Asiáticos tiveram um sabor especial. Penso que fiz a minha parte e não guardo ressentimentos de não ter conseguido melhor para Macau. As coisas acontecem e não consegui lá chegar”
muito e o Executivo tem dado muita coisa, apesar de não chegar. Nunca chega, não é? Queremos sempre mais e mais. Voltando à medalhas... Quer a minha lista completa? (risos) Bem, as principais são uma medalha de ouro nos Jogos da Ásia Oriental, duas medalhas de bronze nos Jogos Asiáticos e uma medalha de prata nos Jogos Asiáticos de Artes Marciais, além de outros campeonatos. Que prémio teve melhor sabor? Já tive ouro e prata mas, honestamente falando e devido ao tempo de treino que tenho, os bronzes nos Jogos Asiáticos tiveram um sabor especial. Penso que fiz a minha parte e não guardo ressentimentos de não ter conseguido melhor para Macau. As coisas acontecem e não consegui lá chegar. Qual é o estado da modalidade em Macau? Estamos a crescer bastante, principalmente depois de termos contratado um treinador iraniano, em 2002. Antes disso não tínhamos um treino sistemático, por isso muita coisa mudou para melhor depois desse ano. O Irão é uma boa escola? Sim, porque é uma das mais prestigiadas e fortes da Ásia. Tem um estilo muito mais científico e físico, contrariamente ao Japão ou à China, onde o treino é mais tradicional, concentrado mais na mente e na técnica. É que quando vamos combater lá fora o importante é a disponibilidade física, a força. Já não se luta com aquele pressuposto de Samurai. Pessoalmente, prefiro um treino mais variado do que apenas tratar da técnica. Há dois anos disse que talvez terminasse a sua carreira de atleta em 2010, mas pelos vistos ainda está para as curvas. Pensei nisso sim. Estou a ficar sem tempo para o resto da minha vida. Já estou a competir a sério desde os 15 anos e tenho o corpo muito fustigado de lesões. Esse é o principal problema. Tenho os meus joelhos e ombros no limite das suas capacidades. Foram muitas as lesões que sofri ao longo de 13 anos de competição. Mas este ano há uma competição importante em Março, que
Carion acredita numa voz multicultural e jovem A “Voz Plural, gentes de Macau” reúne figuras que sempre ficaram arredadas da vida política e são oriundas de vários sectores profissionais e naturalidades várias. Destacam-se Jorge Godinho, professor auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade de Macau, Jenny Lao, docente no Instituto Inter-Universitário, Paula Carion, reconhecida pelo seu desempenho na área do desporto, e Mário Évora, fundador da Associação de Amizade Macau/Cabo Verde, director clínico do Hospital Conde São Januário, respectivamente na quarta e quinta posições. Multiculturalismo, lusofonia, juventude, segundo sistema e consequência. São estas as ideias-chave da “Voz Plural, gentes de Macau”, liderada por Casimiro Pinto.
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o tempo passar” vai acontecer em Macau [Campeonato da Ásia Oriental] e é importante para mim e para o karaté de Macau que participe. Depois em Julho também há um Campeonato Asiático que talvez possa participar, mas ainda não decidi. Quais são as suas expectativas para essa competição de Março? Vêm países muito fortes como o Japão, Taiwan e China. De qualquer forma tenho a experiência suficiente para almejar chegar às medalhas. Gosta de outros desportos além do karaté? Eu vejo e gosto de futebol. Durante o Campeonato do Mundo torço por Portugal e pelo Brasil. O ano passado, quando foram eliminados, deixei logo de ver os jogos. Enervei-me com aquilo. Em termos de clubes, adoro o Real Madrid. Gosto também de assistir a combates de K1 e UFC, que são artes marciais feitas em gaiolas. Quando deixar o karaté ao mais alto nível, o que vai fazer? Vou ser treinadora. Desde 2006, que ajudo o meu treinador com os treinos das camadas jovens. É mais fácil para ele ter uma pessoa a auxiliar que fale chinês e inglês. Sou uma ponte entre ele e os atletas. Fora do desporto, como é a Paula Carion? Sou uma pessoa normal (risos). Não gosto de estar parada. Não sou pessoa de ficar sentada em frente à televisão e ver o tempo a passar. Participo em muitos eventos culturais. Faço parte da companhia de teatro em patuá e sou elemento integrante da Associação dos Macaenses. Gosto muito de trabalhar em coisas que preservem a cultura macaense. Além disso, também estuda desporto... Estou quase a acabar. Por causa da falta de tempo vou fazendo sempre que posso. A universidade fica em Zhuhai. Falta pouco... (risos). A par disso já sou licenciada em Tradução pelo Instituto Politécnico de Macau. Acha que o Governo por cá tem feito tudo o que está ao seu alcance? Eu não tenho nenhum subsídio,
como o Jia Rui tem, e não sei porque é que isso acontece. Tentámos obter um subsídio para a equipa de karaté, mas o Instituto do Desporto já nos respondeu que não treinamos o suficiente para ter mais essa ajuda. Eles dizem que o número de horas que dedicamos aos treinos não é suficiente para ter subsídios. Não quero fazer comparações com o wushu. Acho que é melhor perguntarem a Alex Vong o porquê destas discrepâncias. Já tivemos no passado uma ajuda mas foi-nos retirada em 2006. E o profissionalismo prometido pelo Executivo? Eu pessoalmente não vou aceitar essa proposta, porque já estou no fim da minha carreira desportiva. Agora acho que os novos atletas é que devem aceitar. Muitos atletas têm-se queixado que o Governo paga mais dinheiro em prémios às modalidades olímpicas ou que participam nos Jogos Asiáticos e pagam menos a outras modalidades que não estão nesse bolo mas também trazem ouro para o território. Quer comentar? Essa é uma situação regulada por lei, mas penso que a legislação tem de ser revista. É uma lei que vem de 1999 e depois foi ajustada em 2002. Está ultrapassada. Depois há outra questão. Os Jogos Asiáticos têm
muito mais nações a disputar que outras competições. Tem de se ter em consideração essa situação bem como o facto de haver modalidades disputadas singularmente e outras em grupo. Tudo tem de ser pesado correctamente. O nosso Governo tem muito dinheiro e já é altura de reajustar os valores à realidade. A equipa de hóquei em patins tem criticado o Instituto do Desporto por não criar condições para a prática do desporto. O treinador Alberto Lisboa tem dito que o desporto, em geral, e o hóquei, em particular, têm sido esquecidos por parte do Governo. Concorda? Tenho o mesmo sentimento. Tudo se baseia em questões políticas. Nos últimos anos o Governo só se interessou no seu programa de desporto para todos e muitos dos recintos foram canalizados para esse programa, deixando os atletas de alta competição sem condições para fazer o seu trabalho com a tranquilidade necessária. Por exemplo, o karaté treinava no canídromo e agora estamos na Taipa, num local onde só conseguimos chegar de carro e longe das nossas casas. Claro que é novo, é grande, tem óptimo equipamento mas é muito longe. Acho que o Governo
tem de repensar a distribuição das modalidades pelos recintos que existem de modo a criar condições para todos. No caso do hóquei, acho que só o Fórum é que pode dar as verdadeiras condições para a prática da modalidade. Acima de tudo, o Governo restringe muito os desportistas de Macau. Precisamos das melhores condições para ganhar medalhas e aqui não falta dinheiro, se é que me faço entender... É tradutora no Ministério Público e também se interessa política. (Risos) Fui convidada por Casimiro Pinto para fazer parte das listas da “Voz Plural, gentes de Macau” nas eleições para a Assembleia Legislativa de há dois anos, onde arrecadaram cerca de 900 votos. Aceitei porque a maioria das outras listas é de pessoas mais velhas e a “Voz Plural, gentes de Macau” abre as portas aos jovens e traz muita diversidade. Temos
“Eu não tenho nenhum subsídio, como o Jia Rui tem, e não sei porque é que isso acontece. Tentámos obter um subsídio para a equipa de karaté, mas o Instituto do Desporto já nos respondeu que não treinamos o suficiente para ter mais essa ajuda”
portugueses, chineses, macaenses e até filipinos num projecto que assenta no multiculturalismo, pluralismo e singularidade de Macau. Queremos dar voz às novas gerações do território. Lançámos um blogue para discutir os problemas da sociedade. Pensamos que nas próximas eleições as coisas vão correr bem melhor. Se fosse eleita deputada, quais seriam as suas primeiras preocupações? O maior problema é o tráfego. Essa seria uma das primeiras coisas pelas quais me iria bater. Depois ainda há questões relacionadas com as distribuições de dinheiro e fundos feitas pelo Governo. Há muitas pessoas necessitadas em Macau e esses precisam de ajuda. Apesar do crescimento económico do território, há ainda muitas pessoas a viver no limiar da pobreza. Houve recentemente problemas na Ilha Verde... Sim, sim, as demolições das casas. Não estou muito ciente da situação toda, mas a violência não resolve problemas. Ouvi que algumas das pessoas receberam compensação para saírem e isso não aconteceu. As pessoas continuaram indevidamente por lá. Já que se interessa em política, como vê o trabalho de Chui Sai On e do seu Executivo? Numa escala até dez, daria seis ou sete. Acho que não está a fazer um mau trabalho. Macau é um lugar pequeno mas está cheio de gente que vem de todo o lado e não podemos ter apenas uma política única. Temos que nos lembrar que Macau é multicultural. Se a estabilidade for mantida, acho que as coisas podem correr bem. Não existe uma poção mágica de como governar bem.
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o Hoje [r]ecomenda
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«Blue Songs», Hercules & Love Affair
[f]utilidades Su doku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Elemento de origem latina que significa quatro. Patife. 2-É incrivel!! Tonto, perturbado. 3-Símbolo químico de índio. Entupir. Símbolo de alumínio. 4-Planta aromática das regiões do Amazonas. 5-Cidade dos E.U.A.. Pequeno aro com que se enfeita o dedo. 6-Espécie de bananeira. Chumbo. 7-Rio de Portugal. Calmo, tranquilo. 8-Sistema de alternar. 9-Vossa Alteza. Apesar. 4, em romano. 10-Qualidade do que é agudo. Kilovolt-ampere. 11-Ant., seguidamente. Líquido volátil e inflamável. VERTICAIS: 1-Desejei. Levantar. 2-Ave Brasileira, do tamanho de uma pomba e de cor azul-ferrente. Modo de agir. 3-Símbolo químico de ouro. Feixe de palhas para envolver os vidros. Designativa de surpresa, admiração, repugnância ou dor. 4-Polido, brunido. 5-Giesta. Pássaro tanagríneo do Brasil. 6-Fruto silvestre do Brasil. Mesa. 7-Qualquer canal do organismo humano. Pequeno pássaro canirrosto. 8-Espécie de ágata, meio transparente e de cores diferentes. 9-Duas vezes a. Provisão de mantimentos. Knock-out. 10-Acto de ir. Que tem ou revela emoção. 11-Arbustro africano, de casca amarga e medicinal. Curva que tem a forma da secção longitudinal de um ovo.
Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-QUADRU. CAIM. 2-UAU. ERVOADO. 3-IN. ATUIR. AL. 4-SALÇARANA. U. 5-MIAMI. ANEL. 6-ABACA. PLOMO. 7-LEÇA. MAINO. 8-E. ALTERNATO. 9-VA. AINDA. IV. 10-AGUDEZA. KVA. 11-REIO. ALCOOL. VERTICAIS: 1-QUIS. ALEVAR. 2-UANAMBE. AGE. 3-AU. LIACA. UI. 4-D. AÇACALADO 5-RETAMA. TIE. 6-URURI. MENZA. 7-VIA. PARDAL. 8-CORNALINA. C. 9-AA. ANONA. KO. 10-IDA. EMOTIVO. 11-MOLULO. OVAL.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
Agora sem Antony, os Hercules & Love Affair encontram a dinâmica perfeita entre o formato de canção e o tronco rítmico da dança num álbum mais acid house que disco. «Blue Songs» quase dá razão a todos os que se têm vindo a desinteressar do formato longa-duração. Não que se trate de um álbum medíocre - antes pelo contrário - mas simplesmente porque a irregularidade volta a acenar num conjunto de produções de Andy Butler, em que a pulsão rítmica serve uma consistência melódica rara no campeonato da dança.
[ Te l e ] v i s ã o TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 19:00 Música Movimento (Repetição) 19:30 Ganância 20:25 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde da RTPi 22:10 A Muralha 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:35 Ásia Global 00:01 Grande Entrevista 00:50 Telejornal (Repetição) 01:20 RTPi DIRECTO
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[ ] Cinema
Sala 1 shaolin [c] (Falado em putonghua/cantonense, legendado em chinês e inglês) Preço: Mop50.00 Um filme de: Benny Chan Com: Andy Lau, Nicholas Tse, Jackie Chan 14.30, 16.45, 19.15, 21.30 SALA 2 karigurashi no arietty [a] (Falado em cantonense) Um filme de: Hiromasa Yonebayashi 14.30, 16.30, 19.30, 20.30
Onde quer que ponha? Onde quer que ponha o quê, perguntei-me mal acordada, surpresa, a realidade ali, naquele homem fardado, de muitos sacos de plástico nas mãos, tão surpreendido como eu perante a pergunta ou a resposta, enfim. A luz do patamar do prédio, forte, matinal, recortava um vulto alto, já impaciente, repetia a pergunta uma segunda vez, sacudindo os ombros e os sacos. Sim, pouse-os aqui. Enquanto entreabria a porta para o deixar passar, mal refeita do toque da campainha. Ao vulto e à luz. Há mais. Pisco os olhos. O meu colega já os traz. Preciso de uma assinatura e da hora. Sei lá qual é a hora. Sei lá qual é o nome que assino. Onde quer que ponha? Diga, a assinatura, onde quer que ponha? Agora era o vulto que piscava os olhos à minha penumbra e à minha pergunta. Que me olhava expectante. Eu sacudia os ombros e a caneta na mão, apontava os talões. Aí em baixo, onde houver espaço…Obrigada, Obrigado. Passos que descem as escadas sem sacos mas com os talões. Sacos que sobem as escadas, bom dia, bom dia. Obrigado, obrigada. E novamente passos que descem as escadas sem sacos. E sem os talões. Fecho a porta e olho aqueles sacos plásticos todos. E agora, pergunto-me, onde quer que ponha? Congelados no frigorífico, enlatados no armário, o papel higiénico na casa de banho, hortaliças, desodorizantes, comida de gato. E eu? Onde quer que ponha?
[Sofia é arqueogenealogista, faz agora quase todas as compras na mercearia do bairro e leva o saco de pano de casa]
Anúncio: Sala 3 let the bullets fly [C] (Putonghua, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Wen Jiang Com: Yun-fat Chow, Wen Jianf, You Ge 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
Tem algum Raio X para mostrar ao mundo? O Hoje Macau recicla as suas radiografias, sem custos, sem uso de maquinaria moderna, sem corpo médico. Basta que as envie ao nosso cuidado para raiox@hojemacau.com.mo e nós tratamos das suas maleitas. Mostre-nos o que os outros não vêem. Sem medo. Ficamos à sua espera. Obrigado.
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opinião O eterno calvário da cura
Eis aqui a história, senhores e senhoras, cujos maridos tenham idade superior a 50 anos, não podem nem devem ignorar. Passo, pois, a narrá-la: I Após longos anos de sofrimento, causado por HBP (hiperplasia benigna da próstata), de que eu era portador, mas porque pensava que estava entregue em boas mãos de dois médicos que, sucessivamente, me trataram – o primeiro a partir de Abril de 1996 a 2002, e o segundo a partir de Fevereiro deste último ano a Julho de 2006 –, acreditando, porém, na eficácia do tratamento, submeti-me então, por recomendação médica, a duas intervenções cirúrgicas efectuadas pelos ditos profissionais do Hospital (CHCSJ), mal podendo esperar que o estado da minha saúde prostática cedo viria a agravar-se! De resto, nem seria possível contar, pelo menos, com a melhoria da doença, já que antes de a primeira operação me ter sido efectuada em Dezembro de 2000, a minha próstata apresentava um volume superior a 100 cm3, e nesta intervenção cirúrgica, o meu médico assistente excisaria 7 grms (apenas) do tecido; e na operação seguinte, realizada em 24 de Fevereiro de 2004, o segundo médico assistente extrairia 29 grms (somente) da minha glândula prostática, que na altura já tinha um volume de 158.9 cm3. Por regra de equivalência, 1 cm3 corresponde a 1 grm. Imaginem o tamanho que a minha próstata passou a ter, a ponto de algum tempo depois de realizada a última operação no dito Hospital, já estava ela a reclamar novo tratamento, e a nova intervenção cirúrgica ser-me-ia efectuada em 7 de Agosto de 2006, mas, desta vez, em Hong Kong, no Hospital Sanatório, tendo o cirurgião feito a excisão de 60 grms do tecido! Devo dizer que antes da
c a r t o on por Steff
primeira operação me ter sido efectuada em Dezembro de 2000, fizeram-me, quase de seguida, duas dolorosas biópsias (a 2ª. em 6/2000 e a 3ª. em 10/2000, tendo a 1ª. tido lugar em 1998), concluindo assim a Direcção dos Serviços de Saúde de Macau (DSS) na sua Contestação que “conseguiu-se, em Novembro de 2000, um diagnóstico seguro de HBP”, isto é, para se poder realizar seguramente a intervenção cirúrgica que só teria lugar em 12/2000, sem receio da existência concomitante de cancro. Porém, para este efeito, teria o médico assistente de realizar a determinação do PSA e o exame de toque rectal, diligência esta que só tinha sido efectuada, uma única vez, na 1ª. consulta de Abril desse remoto ano de 1996. É que “o toque rectal proporciona valiosa informação sobre o tamanho, consistência e sensibilidade da próstata, assim sobre a presença de nódulos sugestivos de cancro e só em face da sua presença é que o urologista requisita biópsia ao doente”, segundo informam as 100 perguntas sobre a HBP, de autoria do dr. Francisco Rolo, cujo exemplar a Direcção dos Serviços de Saúde (SS) solicitou a apensação no Processo. Deste modo, salvo o devido respeito, não tinha esta entidade podido concluir que foi feito o diagnóstico seguro da HBP! E falando, agora, da segunda operação, há que dizer que ela foi também feita, independentemente, de se saber seguramente se era eu portador da HBP e concomitantemente de cancro, pois nem sequer se fez o indispensável toque rectal para colher a valiosa informação sobre o estado da próstata, mas aceitem-se como verídicos os dados dos dois registos clínicos, em que o médico assistente anota que os DRE (digital rectal examination) me haviam sido feitos logo nas duas primeiras consultas que tive com ele no ano de 2002. E no tocante à 4ª. biópsia teve ela apenas lugar em Novembro de 2002, com
a múmia da democracia
vista a intervenção cirúrgica que só realizarme-ia em Fevereiro de 2004. Tudo isto confirma que as duas operações, anteriormente, efectuadas poderiam terme corrido mal, mesmo muito mal se, porventura, tivesse sido portador de um carcinoma na próstata. Por outro lado, para constar do Processo, a requerimento do meu advogado, foi apensado um email do pesquisador e fundador da “Prostate Help Association in UK”, no qual escreve que a TURP, realizada “Two in two years doen’t sound correct”, and “Two have such treatments and then have a grossely enlarged prostate doens’t sound correct either” and “If it is BPH enlarged prostate, then it seems to me that the turp operation did not remove enough tissue”. TURP é o nome abreviado da intervenção cirúrgica, que significa ressecção transuretral da próstata. Obviamente que, pouco tempo depois de feitas as duas operações no Hospital, voltaram a aparecer-me os sintomas urinários de que sempre me queixei nas consultas, mas agora com maior insistência e intensidade, devido ao tamanho evoluído da minha próstata cf. o relatório do especialista em urologia de Hong Kong assim descrito: “When I saw him [refere-se a mim] on 5 July 2006, he was not able to empty his bladder properly. Rectal examination revealed a grossely enlarged prostate”. “The main problem facing the patient was retention of urine”. “A Turp was done on 7 August and a total of 60 grms of tissue was resected”. Tudo isto já se previa através do elevadíssimo valor do PSA*, que, em Maio de 2005, registou 37.36 ng/ml, (sendo que o índice normal de referência vai de 0 - 4 ng/ml), e em 21/7/2005 fez-se a 5ª. e mais dolorosa biópsia da qual foram retiradas 18 (dezoito) amostras para análise, que deu, felizmente, negativa, e a última urofloxemetria feita em 6/08/06 deu os seguintes sinais: Max. Flow Rate – 10.1ml/s e o Average Flow Rate - 5.1mls, o que denunciava um fluxo urinário muito débil. Não obstante estes dados clínicos, o médico na consulta de 19/6/2006 regista “voided well”, que em português significa urinou bem e na rubrica “Planning” regista “control psa 3 months later”. Portanto, ainda teria de esperar pelo resultado do PSA que só seria realizado três meses depois. Face ao estado precário da minha saúde, o meu médico assistente nessa última consulta que tive no Hospital não se incomoda e passa-me uma guia para voltar na próxima consulta, aprazada para 8 de Setembro próximo, quando estávamos ainda no mês de Junho, e recomenda-me para ingerir menos líquidos, a fim de evitar os sofrimentos relacionados com sintomas urinárias!!! Interrogado no Julgamento, ocorrido em 25 de Novembro do ano findo, se o que havia dito ao paciente correspondia à verdade, responderia, após segundos de silêncio, que não se lembrava deste facto; perguntado ainda se eu lhe havia pedido e insistido para que me propusesse à Junta Médica a fim de poder ser beneficiado pelo tratamento clínico
especializado de Hong Kong, sem perda de tempo responderia que NÃO! E nesta questão, o Colectivo deteve-se não por pouco tempo. Ora, o pedido e insistência em questão não constituem condição necessária e suficiente para o doente poder ser beneficiado desse tratamento especializado! Porém, eram os SS quem no artigo 281 da Contestação viriam a alegar que o doente não fez sequer pedido nenhum ao médico, “…não só porque nunca o Autor [que era eu] o solicitou, como também porque nunca o seu quadro clínico o justificou”, como se os dez anos de tratamento, sem nunca ter eu podido encontrar a cura ou pelo menos uma melhoria para a minha doença, não justificassem, implicitamente, a negligência do médico de não me ter proposto àquela Entidade para os fins convenientes. Quereria isto dizer que o médico nada tinha a ver com esse tratamento especializado no estrangeiro, uma vez que o próprio doente nem sequer havia accionado o expediente e interessado pelo deferimento da sua pretensão?! Ou seja se o doente não lhe pediu para ser tratado no estrangeiro, o que tinha o médico a ver com a sua doença?! II Deste modo, quer o médico quer os SS, mostraram desconhecer o seu dever jurídico, que decorre do Dec. Lei nº. 24/86/M publicado no Suplemento ao Boletim Oficial nº. 11. Aliás, eram eles quem no artigo 355.º da Contestação tinham alegado que “todos os cuidados e medidas foram tidos em conta em todas as decisões e em todos os actos médicos, nada mais havendo a fazer pelos médicos intervenientes em todas as terapêuticas adoptadas”. Isto significava que o tratamento deveria ficar por aqui? Logo, admitiam que as capacidades dos “urologistas” do CHCSJ eram limitadas, por isso, na altura, verificava-se no Hospital a falta de recursos humanos, melhor precisando, lutava-se com carência ou mesmo inexistência de urologistas qualificados, razão pela qual o meu estado clínico caía perfeitamente na tipicidade do n.º 1 do artigo 22 do Dec. Lei n.º 24/86/M, e que vem interpretado no preâmbulo do Dec. Lei nº. 34/90/M, de 16 de Julho, diplomas estes que estão em vigor. Mas, perguntaria se doente algum houve que chegasse a ter dirigido pedido ao médico
Saír, mudar de casa, partir seja lá para onde for, mergulhar no ignoto. Ainda que seja pior que importa? É Padre Manuel teixeira [1912-2003]
novo e isto basta.
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ca r ta a o di r ector assistente com vista a ser tratado na clínica especializada de Hong Kong, e em face do seu requerimento, acompanhado do atestado e do respectivo relatório da doença, teria o expediente, posteriormente, sido submetido à apreciação superior da Junta que o viria a deferir para que fosse tratado no estrangeiro?!A existir um pedido semelhante para idêntico fim, então deverá constar dos arquivos o respectivo boletim!!Aeste propósito, no desenvolvimento da sua longa contestação, os SS tinham alegado que eu era um doente assintomático, adjectivo este utilizado para justificar que nas consultas nunca me tinha queixado do problema de saúde, e consequentemente nunca fiz questão de ser tratado em Hong Kong! Incrível conclusão a que tinha chegado! Questionaria ainda se, na história clínica do Hospital, teria havido doente que se sentasse diante do seu médico nas consultas, e permanecesse calado, sem nada dizer como tinha passado ou reagido com os medicamentos, e não está arredada a hipótese de lhe ter sugerido para o propôr à Junta Médica a fim de poder ser tratado no estrangeiro! É que o médico é considerado pelo doente como alguém que o alivia do mal físico ou que se esforça com consciência, diligência, prontidão e competência para encontrar meios de o curar, do mesmo modo que um pecador que vai à confissão, há-de tornar-se quedo e mudo diante do sacerdote para que este em nome do Altíssimo lhe dê a remissão dos seus pecados? Como se não bastasse o apoio que os SS vinham dando ao referido clínico, chegou ela a alegar que eu sofria apenas de uma próstata dilatada e fazia pretensões de ser submetido à clínica especializada de Hong Kong. Logo, embora não seja uma condição ‘sine qua non’, deve entender-se que houve da minha parte pedido e insistências junto do médico, a fim de poder ser beneficiado de tratamento especializado de Hong Kong!!! III Mas, de facto, a minha história clínica justificava que eu fosse tratado em Hong Kong mas mesmo por um especialista, à semelhança do que resolveu a então presidente da AL a conselho do ex-Chefe do Executivo da RAEM. Deve ler-se o artigo intitulado “Quem arrisca ir ao hospital?”, publicado no Hoje Macau, na sua edição de 10 de Dezembro de 2010. De resto, a gravidade da minha doença além dos dados clínicos comprovativos, que fazem parte do Processo, transparece do relatório elaborado por dois radiologistas do Macau X-Ray Centre, razão por que constituia a melhor prova dessa necessidade que impunha que o meu médico
submetesse, para os fins convenientes, o meu caso à superior apreciação e consideração da Junta de Saúde. Este relatório foi feito com base nas radiografias que me foram cedidas, a título de empréstimo, pelo Laboratório do CHCSJ, uma vez que o original por si elaborado e emitido não constava do meu processo individual clínico. É que as cópias dos documentos arquivados no meu dossier, foram todas enviadas ao Tribunal e ao meu advogado, à excepção da cópia do dito relatório, que se encontrava desaparecido! Por culpa de quem? Não se sabe! Por conveniência decorrente da sua não apreciação?! Com vista a obtê-lo, dirigi três requerimentos ao Director do CHCSJ, que não me respondeu, por isso, não satisfez ao que requeria. Por consentimento do Arquivista do Hospital, tive acesso ao meu processo individual clínico, mas na procura conjunta não achámos o dito relatório! Porém, onde andava o tal documento que, diria, de modo não divergente daquele que ora consta do Processo e que tem a seguinte leitura: “foi
se todo o meu mal de que vinha pacedendo, se relacionava com a retenção urinária, por que é que o referido clínico jamais providenciou semelhante diligência para, posteriormente, me dar o devido tratamento? Mas nos depoimentos dos dois médicos do CHCSJ que me haviam tratado, responderiam eles, no intuito de fazer desacreditar o trabalho do especialista, que “a quantidade do tecido prostático havia sido retirada a mais”, do que resultou ter voltado o problema da próstata, daí que tivesse eu, a dado momento, constante vontade de urinar. Mas nada disso correspondia à verdade, pois o mal só apareceu devido a uma causa estranha, atribuída a uma alergia passageira, mas que me obrigou a ingerir grande quantidade de líquido para matar a sede e nada tinha a ver com os sintomas urinários de que padecia até então, e consoante os respectivos exames clínicos feitos no ano de 2008 a próstata estava no estado normal, como bem confirmou o urologista, que me prescreveu “detrusitol”, medicamento próprio para a
Face ao estado precário da minha saúde, o meu médico assistente nessa última consulta que tive no Hospital não se incomoda e passa-me uma guia para voltar na próxima consulta, aprazada para 8 de Setembro próximo, quando estávamos ainda no mês de Junho, e recomenda-me para ingerir menos líquidos, a fim de evitar os sofrimentos relacionados com sintomas urinários detectada uma obstrução na parte inferior da bexiga, a qual podia dever-se ao aumento do tamanho da próstata”. A este propósito deve ler-se a rubrica 23 das citadas “100 perguntas sobre HBP”, da autoria do Dr. Francisco Rolo, e que tem o seguinte teor: “À medida que a glândula prostática aumenta de tamanho, comprime progressivamente a parte prostática da uretra e interfere na micção normal”. Assim havia, pois, toda a conveniência em achar o documento chamado “uretrocistoscopia” que nunca me foi requisitado pelo meu médico assistente, mas só mais tarde em 2008 viria a fazê-lo um urologista do Hospital (CHCSJ) a quem consultei para saber o estado actual da minha próstada. Feito o exame é que o mesmo urologista em face do relatório que na altura ainda não tinha sido extraviado, me informa que a próstata se encontrava normal, e também quanto à miccção, ao ser interrogado no Julgamento, responderia da mesma maneira que estava perfeita em face das urofloxemetrias que me tinham sido feitas. Mais questionaria
bexiga quando ela está muito activa. Assim, por que é que não haveria de atribuir este mal repentinamente surgido e desparecido à causa da bexiga, que tinha sido afectada na sua parte inferior pelo tamanho volumoso da próstata, conforme se verifica da leitura do relatório acima descrito e que na altura não era capaz de reter grande quantidade de líquidos. Daí que por conveniência tivesse desaparecido o relatório elaborado pelo Laboratório do CHCSJ. Mas se houvesse qualquer defeito, causado pela intervenção cirúrgica efectuada em Hong Kong, como é que se explica que os PSA viriam a descer para 1.64 ng/ml, 1.90 ng/ ml, 1.38 ng/ml e 1.31 ng/ml nos exames feitos respectivamente em 3/4/2008, em 21/10/2008, em 7/10/2009 e em 13/4/2010. E como é que se explica que mesmo depois de a primeira operação me ter sido efectuada no (CHCSJ), os PSA registaram valores que passaram pelos índices 18.56 ng/ml, 14.49 ng/ml, 19.68 ng/ml e em 21/12/2001 chegaria à casa dos 20.02 ng/ ml; e quanto à segunda intervenção cirúrgica
depois de me ter sido efectuada em Fevereiro de 2004, os respectivos PSA mantiveram-se elevados, partindo do valor 12.09 ng/ml, passando pelos valores 13.26 ng/ml, 16.43 ng/ ml, e em 22/5/2005 atingiria o elevadíssimo índice de 37.36 ng/ml. E as urofloxemetrias feitas 02/08/2001, 16/10/2002, 04/10/2003, 24/10/2003, 22/07/2004, 13/01/2005 e 06/08/2006, mostram-se em todas elas uma micção ao nível nada desejável. Falemos, agora, de “cystometrograms” que me foram feitos em Hong Kong: o 1.º, em 5/5/2009, tem a seguinte leitura: Voiding Time - 18 s; Flow Time - 16 s; Time do Max Flow - 4 s; Max Flow Rate - 37.3 ml/s; Average Flow Rate - 19.7 ml/s; Voided Volume - 329 ml; e o 2.º, em 18/1/2010, tem a seguinte leitura: Voiding Time - 21 s; Flow Time - 19 s; Time to Max Flow - 5 s; Max Flow Rate - 43.2 ml/s; Average Flow Rate - 21.8 ml/s; Voided Volume - 425 ml. Num dos relatórios escreve o mesmo especialista, que “His postoperative course is uneventful”, portanto, a minha situação deve ser considerada não reincidente, e nos restantes nunca deixou de anotar que “He has no urinary symtoms. His flow rate is perfect”. Estes e outros documentos que militam a favor do meu estado de saúde pós-operatório, realizado em Hong Kong, constam do Processo. Do exposto, se verifica um rol de violação de deveres que seriam o de prestar cuidados e de esclarecer o motivo do insucesso referido e gravemente lesivo em que redundou o tratamento, e o de que resultou da conduta omissiva do clínico assistente não me ter submetido à Junta Médica, a fim de obter autorização para ser tratado no exterior do Território, sendo que aquela entidade admitia que no Hospital se verificava a falta de recursos humanos para debelar a doença de que estava eu afectado, doença que se prolongou por dez longos anos, sem que tivesse obtido uma solução. O terceiro dever era o de os dois médicos dos serviços urológicos não se encontrarem preparados para enfrentar qualquer tipo de eventualidade, actuando de acordo com perícia e conhecimentos compatíveis com padrões pelos quais se regem os médicos sensatos, razoáveis e competentes, evitando-se só assim os sofrimentos que me foram infligidos durante os anos de tratamento. Todos os actos acima descritos seriam passíveis de procedimentos competentes. * O nível do PSA nem sempre indica cancro, porém, quanto mais elevado, maior a probabillidade de os pacientes da HBP serem, concomitantemente, portadores de carcinoma.
Com os sinceros cumprimentos de Manuel de Senna Fernandes
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros; Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte; Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
a fechar quinta-feira 27.1.2011
Óbito Chui Sai On recorda Peter Pan
Portugal Cavaco prescinde de salário
O presidente da República decidiu prescindir, a partir de 1 de Janeiro de 2011, do seu vencimento. “Nos termos da legislação aprovada pela Assembleia da República, o presidente da República decidiu prescindir, a partir de 1 de Janeiro de 2011, do seu vencimento, no montante ilíquido de 6.523,93 euros”, lê-se num comunicado divulgado no site da Presidência da República. A decisão do Presidente da República surge depois da aprovação da legislação que põe fim à acumulação de pensões com vencimentos do Estado a partir de 1 de Janeiro deste ano. Esta medida abrange todos outros profissionais que estejam a acumular pelo menos uma pensão de reforma e um salário na Função Pública. O presidente da República acumula duas pensões, a de professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e a de reformado do Banco de Portugal, que totalizam cerca de dez mil euros por mês.
Casa Pia Afinal são todos inocentes
Em entrevista à revista Focus, Carlos Silvino, principal arguido no caso Casa Pia, diz que mentiu em tribunal e que não conhecia os outros arguidos. O advogado de defesa de Carlos Cruz, Ricardo Sá Fernandes, considera que as declarações de Silvino, condenado a 18 anos de prisão, são “um facto novo” e, portanto, pretende juntar a entrevista ao processo, agora em fase de recurso no Tribunal da Relação de Lisboa. Carlos Cruz foi condenado “com base em declarações do senhor Carlos Silvino” e, portanto, “não é possível continuar a sustentar” a sua condenação em alguém que “agora diz o contrário do que disse em julgamento”, sustenta Ricardo Sá Fernandes. O procurador-geral da República “vai reunir-se” com o procurador responsável pelo processo Casa Pia “para analisar as declarações” de Carlos Silvino.
EUA Discurso à nação com China incluída
Barack Obama usou a palavra “empregos” 25 vezes. “Futuro”, 15 vezes. “China”, quatro. Eis, muito sucintamente, a mensagem urgente que o presidente americano enviou ao país no seu discurso anual sobre o Estado da União, terça-feira à noite: se quiser continuar a ser a economia mundial número um, apesar da feroz concorrência da China, os Estados Unidos têm de investir em inovação, educação e infra-estruturas. Num momento em que a América atravessa um período de frustração e pessimismo, Obama apontou directamente ao fantasma que a China representa para muitos americanos, e delineou as áreas estratégicas em que o país terá de investir, se quiser manter o seu domínio económico e “ganhar o futuro”, expressão que usou repetidas vezes. “Temos de ultrapassar o resto do mundo em inovação, em educação e em construção. Temos de tornar a América o melhor lugar para fazer negócio.”
Autoridade da Aviação Civil pediu relatório sobre incidente
Presságios confirmados?
A Autoridade da Aviação Civil de Macau solicitou à Air Macau um relatório do incidente da noite de terça-feira em que um motor de um avião da companhia registou um principio de incêndio no aeroporto de Macau. “Solicitámos à Air Macau um relatório completo que depois será analisado pelos nossos técnicos para que possam ser tomados os devidos procedimentos”, disse à agência Lusa Euphemia Lam, porta-voz da Autoridade da Aviação Civil de Macau. Um motor de um avião Airbus A321 da companhia aérea Air Macau teve princípio de incêndio na noite de terça-feira na placa do aeroporto de Macau durante testes efectuados pela
empresa após a manutenção da aeronave. Fonte da companhia aérea disse à agência Lusa que o avião estava na placa do aeroporto apenas com os responsáveis da manutenção e sem passageiros dado que “ainda se encontrava em testes depois das operações de manutenção efectuadas à aeronave”. O incêndio, que obriga à imobilização da aeronave por tempo indeterminado, foi prontamente dominado pelos mecânicos presentes no local antes da intervenção do corpo de bombeiros do aeroporto entretanto chamados e não teve outras consequências além de danificar motor. Contactada, a companhia
“Estou empenhadíssima, dedicadíssima para cumprir e fazer bem este meu actual mandato”, disse à Rádio Macau, a secretária para a Administração e Justiça. Florinda Chan, convidada do programa “Rádio Macau Entrevista”, a ser emitido no sábado, ao meio-dia, diz que nunca pensou em sair do Governo, pois continua “a ter a confiança política do Chefe do Executivo e do Governo Central”. Na conversa, conduzida por Gilberto Lopes, a secretária para a Administração e Justiça aborda temas como a evolução do sistema político, a reforma legislativa e o caso das sepulturas. Florinda Chan diz que o caso Ao Man Long “foi um choque”, mas os maus momentos devem ser aproveitados para reforçar a
Florinda Chan em entrevista à Rádio Macau
ainda não respondeu alegando as relações públicas precisarem de “tempo para ser encontrada a pessoa certa que possa falar à imprensa”. Recentemente, pilotos da Air Macau apontaram falhas graves de segurança nas aeronaves, mas a companhia de bandeira e a Autoridade de Aviação Civil do território garantiram estarem a ser cumpridas todas as normas locais e internacionais. O Hoje Macau tem vindo a acompanhar uma série de problemas relacionados com a Air Macau. Vários pilotos e ex-pilotos têm revelado que “são conhecidos no meio da aviação local problemas de manutenção” e que já levaram a própria construtora
Airbus a efectuar inspecções aos aparelhos. Os pilotos acusam a companhia de promover pilotos sem experiência para o posto de comandante de aeronaves e, pelo menos um caso, em que o piloto é “reprovado no simulador”, mas está aos comandos de um avião. Muitos revelaram ao nosso jornal que perdem “mais tempo a verificar os aviões do que a voar”, realçando que os “equipamentos estão obsoletos e a manutenção tem sido quase nenhuma”, salientando ainda a existência de “graves problemas de ferrugem nas fuselagens, condições deploráveis da cabine e casas de banho presas por fita-cola”.
“Estou empenhadíssima em cumprir o meu actual mandato” rádio Macau
O Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai On, prestou ontem homenagem a Peter Pan, um empresário local que nos últimos anos da administração portuguesa desempenhou várias tarefas associativas e políticas de relevo. “O senhor Peter Pan será sempre recordado por nós”, afirmou Chui Sai On, ao salientar que o empresário teve um contributo e fez um “incessante esforço para a prosperidade, estabilidade e desenvolvimento de Macau, colocando-se, a todo o momento, ao serviço da sociedade, fazendo com que tenha granjeado elevada admiração de todos”. O líder do Governo recordou condecorações ao empresário, filantropo, deputado antes e depois da transição de poderes em Macau, como a Medalha de Mérito Industrial e Comercial, Medalha de Mérito Desportivo e a Medalha de Mérito Filantrópico e, em 2001 e 2007, as Medalhas de Honra Lótus de Prata e a Medalha de Honra Lótus de Ouro.
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coesão da equipa governativa e dos funcionários públicos. “Temos que ser limpos, funcionários honestos e íntegros para o bem da população”, disse, sublinhando que o Governo “deve ser mais aberto e ter maior transparência”, de modo a evitar as oportunidade para a corrupção. A secretária para a Administração e Justiça considera que o português é uma mais-valia, “não pode deixar de ser usado nos serviços públicos”, frisando
Sands China anuncia aumentos salariais de 4,5%
A dividir os bons agouros A Sands China, que tem em Macau os dois maiores casinos do mundo, The Venetian e Sands, anunciou ontem que vai aumentar em 4,5%, a partir de Março, os vencimentos dos seus trabalhadores a tempo inteiro. Através de comunicado, a Sands China, que é o segundo operador de jogo em termos de quota de mercado controlando cerca de 20% das receitas brutas do sector, explica que o aumento salarial é o segundo promovido pela empresa em nove meses, depois de em Julho do ano passado ter
subido os salários dos 14.500 empregados a tempo inteiro em 3,5%. A nota da empresa salienta que em menos de nove meses, os trabalhadores da companhia terão os seus vencimentos reforçados em 8%. O aumento salarial agora anunciado segue-se a outro promovido pela Wynn Resorts, que revelou ter decidido subir os vencimentos dos seus trabalhadores não executivos em 6% a partir de Fevereiro. Os aumentos dos vencimentos dos funcionários dos operado-
que a comunidade portuguesa continua a ser “muito útil”. Florinda Chan reconhece que os elevados montantes vindo dos impostos do jogo não têm chegado a todos os residentes, mas sublinha que “o terceiro Governo da RAEM tem trabalhado muito para que as pessoas necessitadas tenham apoio”. A entrevista com Florinda Chan será emitida sábado ao meio-dia e na segunda-feira às 10h30.
res de jogo – que deverão ser seguidos pelos restantes operadores – traduzem uma vontade manifestada pelo Executivo de Macau de que as empresas com capacidade financeira devem compensar os seus trabalhadores pelos bons resultados e surgem depois de ajustamentos por cortes em horas de trabalho, suspensão de novos empreendimentos e despedimentos durante a crise financeira internacional. Em 2010, os casinos fecharam o ano com um duplo recorde de receitas brutas: em Dezembro com 18.883 milhões de patacas. O novo recorde de Dezembro de 2010 foi ligeiramente superior ao anterior máximo de 18.870 milhões de patacas, apurado em Outubro do mesmo ano, e traduz um crescimento de 66,4% contra Dezembro de 2009.