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Hoje Macau 26 AGO 2015 #3402

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q u a r ta - f e i r a 2 6 d e a g o s t o d e 2 0 1 5 • A N O X i v • N º 3 4 0 2

hojemacau quebras da bolsa governo pronto para agir

a parte de leong

Após uma segunda-feira negra, seguida de uma terça-feira também com fortes quebras, o Banco da China injectou 150 mil milhões de yuans para aumentar a liquidez do sistema financeiro do país e voltou a baixar

Agência Comercial Pico • 28721006

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Director carlos morais josé

IAS

A culpa é do sistema grande plano

opinião

Tolerância zero josé rodrigues simão

h

as taxas de juro. Por cá, o Secretário para a Economia e Finanças afirma estar atento às flutuações do mercado e diz que caso seja necessário, irá adoptar medidas para assegurar a estabilidade das finanças de Macau.

Imperador Amarelo

página 5

wang chong

dança

Bollywood ao Centro

Al | comissões

Reuniões em alta política Página

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eventos

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diário de bordo

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ontem macau

“O IAS não definiu instruções por escrito para garantir a uniformidade dos critérios de exclusão dos benefícios sociais (...), o que deu aso a que os Centros [do IAS] adoptassem diferentes critérios de cálculo com consequências na apreciação e autorização de pedidos”

hoje macau quarta-feira 26.8.2015

Um glaciar na Gronelândia perdeu um pedaço gigante em apenas três dias. A ESA calcula que o glaciar tenha perdido 17,5 quilómetros cúbicos, o suficiente para cobrir quase toda a cidade de Lisboa com uma camada de 300 metros de gelo JAKOBSHAVN/facebook

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horah

• Relatório do Comissariado de Auditoria sobre as irregularidades na atribuição de subsídios do IAS

“Não queremos ser conotados como a capital da lavagem do dinheiro. Como tudo na vida, estas medidas podem ter algum efeito nos negócios, naturalmente que sim, mas este efeito não pode ser visto como algo negativo, nunca” Sales Marques • Economista, sobre o acordo de cooperação entre Macau e a China no combate ao branqueamento de capitais

“Não andámos a mendigar. (...) Não quero divulgar absolutamente nada, não quero faltar à verdade ao partido” Pereira Coutinho • Sobre a sua candidatura às Legislativas em Portugal

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“O IAS tem feito a gestão e atribuição de subsídios sempre à luz desses diplomas que já estão fora do tempo. A sociedade evoluiu muito e posso dizer que hoje em dia o IAS nada é comparado com o que era há dez anos” António José de Freitas, provedor da Santa Casa da Misericórdia, sobre a auditoria do CA ao IAS | P. 3

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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grande plano

hoje macau quarta-feira 26.8.2015

Auditoria ao Instituto de Acção Social não surpreende ONG

O velho sistema que atrapalha tem de mudar todo o sistema com novos padrões”, explicou ao HM.

tiago alcântara

Quatro dirigentes de associações de cariz social dizem não estar surpreendidos com as acusações feitas pelo Comissariado de Auditoria ao Instituto de Acção Social. Falam da existência de um sistema desactualizado na atribuição de subsídios, critérios diferenciados e leis desajustadas

Um melhor mecanismo

A

semana começou difícil para o Instituto de Acção Social (IAS), depois de ter visto divulgado um relatório do Comissariado de Auditoria (CA) que traça um cenário negro à forma como os subsídios e apoios sociais têm sido atribuídos aos indivíduos e famílias. Junto das associações que diariamente lidam com aqueles que mais precisam, os avisos do CA não surpreendem. António José de Freitas, provedor da Santa Casa da Misericórdia, fala da realidade que os assistentes sociais enfrentam diariamente, ao trabalharem com diplomas desactualizados. “(As conclusões do CA) não me surpreendem porque há uma série de políticas, decretos-lei ou diplomas que vêm do passado. Isto nunca foi alterado e o IAS tem feito a gestão e atribuição de subsídios sempre à luz desses diplomas que já estão fora do tempo. A sociedade evoluiu muito e posso dizer que hoje em dia o IAS nada é comparado com o que era há dez anos”, explicou ao HM. António José de Freitas acredita que os trabalhadores do IAS não cometeram irregularidades por incompetência. “Acredito que tenham feito tudo de boa-fé, mas o sistema impede-os ou tem sido um grande

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obstáculo para que façam as coisas de forma mais justa e equitativa na atribuição de subsídios”, defendeu o provedor da SCM, frisando que a culpa não deve ser apenas dos assistentes sociais. “Há falta de coordenação da distribuição de tarefas, pelo que é descabido atribuir esta responsabilidade toda aos assistentes sociais. As chefias têm a sua responsabilidade. Ao longo dos anos o IAS limitou-se a aumentar

(os subsídios), mas sempre um bocado afastado da realidade. Quer subsídios pontuais, no caso das famílias que são apoiadas, ou institucionais, como a SCM ou Caritas, isto sempre à luz de um sistema antigo. Os critérios são diferentes consoante o tempo em que os pedidos foram feitos, e daí a grande discrepância dos valores divulgados pelo CA”, disse. Hetzer Siu, presidente da Macau Special Olympics, que trabalha

com atletas portadores de deficiência, diz que há que clarificar os critérios para que uma pessoa, família ou instituição possa ter direito ao subsídio. “Penso que vão melhorar o sistema, mas têm de fazer ver às pessoas quais são os critérios para o serviço social. Há diferentes critérios neste momento para a concessão de apoio social e é muito difícil determinar que tipo de situação tem direito a apoio. O IAS

Em declarações ao jornal Ou Mun, Michi Lam, chefe coordenadora do gabinete dos serviços sociais da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (Kaifong), considera que o IAS precisa de melhorar o seu mecanismo de gestão financeira, implementando instruções mais claras para assegurar a coerência de critérios, por forma a proteger não só os beneficiários dos apoios como os funcionários da linha da frente. “Os assistentes sociais devem ter uma grande pressão na distribuição dos subsídios em dinheiro vivo, porque há riscos se guardarem o dinheiro nos escritórios. Sugiro que o IAS crie uma norma que determine que, perante um pagamento acima de um certo montante, este deve ser feito através da conta bancária ou cheque. Quando os assistentes sociais levarem o dinheiro aos utentes, isso deve ser aprovado pelos seus superiores com um documento assinado”, defendeu Michi Lam. Já o secretário-geral da Caritas, Paul Pun, disse ao Ou Mun que o IAS deve ter critérios mais justos para a aprovação dos apoios económicos, esperando que a entidade possa rever os mecanismos de atribuição dos subsídios para assegurar os interesses de cada candidato. Segundo o CA, o IAS não só não tem critérios distintos para a aprovação de subsídios como não fiscaliza os pagamentos que são feitos aos utentes. Para além disso, o organismo liderado por Ho Veng On diz que muitos dos critérios que constam no guia do IAS “não coincidem com as instruções verbais aos trabalhadores”. O CA analisou dois dos cinco centros que o IAS possui, sendo que dos 20 pedidos, 16 registaram falhas ao nível da verificação de documentos. A auditoria, que remete para o período entre Abril e Novembro de 2014, analisou subsídios no valor de 309,7 milhões de patacas. Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

Flora Fong

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“Acredito que tenham feito tudo de boa-fé, mas o sistema impede-os ou tem sido um grande obstáculo para que façam as coisas de forma mais justa e equitativa na atribuição de subsídios”

“Há diferentes critérios neste momento para a concessão de apoio social e é muito difícil determinar que tipo de situação tem direito a apoio. O IAS tem de mudar todo o sistema com novos padrões”

“Os assistentes sociais devem ter uma grande pressão na distribuição dos subsídios em dinheiro vivo, porque há riscos se guardarem o dinheiro nos escritórios. Sugiro que o IAS crie uma norma que determine que, perante um pagamento acima de um certo montante, este deve ser feito através da conta bancária ou cheque”

António José de Freitas Santa Casa da Misericórdia

Hetzer Siu Macau Special Olympics

Michi Lam União Geral das Associações dos Moradores de Macau


política

Em seis anos o número de reuniões das comissões de acompanhamento da Assembleia Legislativa mais do que duplicou, ao nível dos orçamentos públicos, terrenos ou contratos. Com o aumento da agenda política, o académico Larry So pede que sejam criadas sub-comissões

hoje macau quarta-feira 26.8.2015

AL Encontros de comissões mais do que duplicaram

A grande lupa dos deputados Sai On está a colocar mais questões, sobre o orçamento ou assuntos relacionados com a população, está a tentar criar uma imagem de que o Governo é mais transparente. Os últimos anos não têm sido transparentes, olhando para o baixo número de reuniões”, apontou. Apesar disso, Larry So defende que “o número de reuniões não é assim tanto”. “Estamos a falar de três ou cinco comissões, que fazem todo o trabalho durante todas as sessões e a lidar com todas estas questões. Se compararmos com Hong Kong, temos sub-comissões e mais reuniões a decorrer.”

tiago alcântara

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“Todos os membros da AL estão a tentar mudar a sua imagem (no hemiciclo), a fazer mais perguntas e a levantarem novas questões”

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errapagens orçamentais, Metro Ligeiro, táxis, contratos de fornecimento de gás natural ou o serviço de autocarros públicos. Todos estes assuntos têm sido analisados e questionados pelos deputados da Assembleia Legislativa (AL) não apenas nos debates mas também nas reuniões das comissões de acompanhamento, cujo número mais do que duplicou nos últimos seis anos. Segundo o relatório de balanço da 2ª sessão legislativa da AL, os aumentos são notórios sobretudo na Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Finanças Públicas, que passou de um total de quatro reuniões entre 2009 e 2012 para 16 entre 2013 e Agosto deste ano. Também a Comissão de Acompanhamento para os Assuntos da Administração Pública passou de um irrisório número de três reuniões para um total de 22, entre 2013 e este ano. Quanto à Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas, os números também mostram tendência de subida, com 19 reuniões realizadas

em quatro anos e 16 realizadas em apenas dois.

Prós e contras

Com Macau a registar enormes derrapagens financeiras em muitos dos projectos de obras públicas de grande envergadura, as questões orçamentais passaram a ser analisadas à lupa. Ng Kuok Cheong,

AMCM Memorando de entendimento assinado

Num abrir e fechar de olhos a China e Macau anunciaram e assinaram o “Memorando de Entendimento em Matéria de Prevenção do Branqueamento de Capitais e das Actividades do Financiamento do Terrorismo” . A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) e o Banco Popular da China vêem assim fortalecidas as trocas de informações de supervisão e a cooperação nos respectivos trabalhos, de acordo com as disposições legais de Macau e China, respectivamente, bem como os critérios do FATF – Grupo de Trabalho de Acção Financeira. Em comunicado, o Governo diz que a AMCM tem enviado esforços em relação em prol da abolição do branqueamento de capitais. No mesmo documento o Governo explica que o memorando “irá aperfeiçoar e fortalecer a gestão de mecanismos vigentes”.

deputado e membro da comissão dos assuntos de finanças públicas, diz que há um lado positivo e negativo com o aumento dos encontros. “É positivo porque tanto a AL como o Governo passam a ter um trabalho contínuo, mas, por outro lado, há um efeito negativo porque as reuniões fazem com que os departamentos públicos gastem o dinheiro mais depressa. Os departamentos preferem gastar o dinheiro que está previsto do que gastar menos e explicar isso aos deputados”, explicou ao HM. Ng Kuok Cheong diz que as reuniões servem apenas para a elaboração de “consultas e perguntas de rotina feitas ao Governo”. “Normalmente convidamos os departamentos com previsões de grandes orçamentos e reunimos três vezes num ano, foi por isso que o número de reuniões aumentou.”

Para o deputado directo, a AL obrigou os departamentos públicos a justificarem as suas despesas, que, na sua óptica, não podem ser todos os meses acima da média prevista. Ainda assim, nem tudo é perfeito. “Este problema já foi falado muitas vezes, e a forma de supervisão dos orçamentos não se pode tornar boa só com determinado número de reuniões, mas a AL prefere fazer isso”, defendeu.

Sub-comissões precisam-se

Ao HM, o académico e politólogo Larry So diz que o aumento do número de reuniões é sinal claro que o Governo quer transmitir uma imagem de transparência. “Todos os membros da AL estão a tentar mudar a sua imagem (no hemiciclo), a fazer mais perguntas e a levantarem novas questões. Especialmente no segundo mandato, Chui

“Precisamos de criar (sub-comissões), porque há muitas reuniões, há muitas agendas para serem discutidas. Talvez estas três comissões conseguissem fazer o trabalho no passado, mas não estou a ver que o consigam fazer agora e completar todos os trabalhos até ao termo desta Legislatura Larry So Académico e politólogo

Perante isso, o académico, que já deu aulas no Instituto Politécnico de Macau (IPM), defende uma mudança na actual estrutura do hemiciclo. “Precisamos de criar (sub-comissões), porque há muitas reuniões, há muitas agendas para serem discutidas. Talvez estas três comissões conseguissem fazer o trabalho no passado, mas não estou a ver que o consigam fazer agora e completar todos os trabalhos até ao termo desta Legislatura. Ho Iat Seng (presidente da AL), já mencionou esta questão”, rematou Larry So. Andreia Sofia Silva

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política 5

hoje macau quarta-feira 26.8.2015

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Bolsa Lionel Leong diz-se atento e pronto para agir

Está tudo a postos gcs

Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, afirmou estar atento às quedas na bolsa de Xangai e Hong Kong. Num comunicado à imprensa, o Gabinete do Secretário garante a atenção do Governo para os movimentos das acções assumindo-se ainda como preparado para agir. “O Governo da RAEM presta estreita atenção às flutuações dos mercados financeiros do exterior, nomeadamente aos impactos que poderão causar à economia global de Macau, emergente das flutuações recentes dos mercados bolsistas”, pode ler-se no comunicado. “Caso seja necessário, o Governo da RAEM irá adoptar todas as medidas que se considerem indispensáveis para assegurar a estabilidade do sistema financeiro de Macau, bem como a normalidade do seu funcionamento”, garante. O mesmo documento indica ainda que quebras verificadas nos últimos dois dias manifestaram uma “queda passageira” nos investimentos da reserva financeira da

“Caso seja necessário, o Governo da RAEM irá adoptar todas as medidas que se considerem indispensáveis para assegurar a estabilidade do sistema financeiro de Macau, bem como a normalidade do seu funcionamento” Lionel Leong Secretário para a Economia e Finanças

RAEM em acções financeiras. “No entanto, prevê-se que seja registada uma contrapartida positiva dos investimentos da Reserva Financeira ao longo do ano”, explica.

Das flutuações

Ainda assim o desempenho dependerá sempre da situação dos mercados financeiros até final do ano. “Na carteira de investimentos da reserva financeira da RAEM, as alocações em acções cifram-se em cerca de 41,3 mil milhões de patacas, representando 11,8% do total da carteira de investimentos, enquanto as aplicadas no mercado bolsistaAdo Interior da China e no de Hong Kong rondam os 13,5 mil milhões de patacas, aproximadamente, correspondendo a 32,8% do total investido em acções

financeiras e 3,8 % do total na carteira de investimentos”, explica o gabinete. Segundo os dados disponibilizados pela Autoridade Monetária de Macau, indica, até finais de 2014, o valor dos investimentos em títulos externos, detido pelos residentes, atingiu mais de 200 mil milhões de patacas, sendo esta a forma principal adoptada pelos locais nas suas aplicações financeiras. Abolsa de Xangai voltou a cair, fechando ontem em forte queda de 7,63%, enquanto a bolsa de Shenzhen caiu 7,1%. Para contrariar esta tendência o governo chinês injectou 150 mil milhões de yuan para aumentar a liquidez e cortou novamente nas taxas de juro. Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

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Anúncio Concurso Público « Serviços de manutenção e reparação do sistema de protecção contra incêndio das instalações desportivas afectas ao Instituto do Desporto » Nos termos previstos no artigo 13.o do Decreto-Lei n.o 63/85/M, de 6 de Julho, e em conformidade com o despacho do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 14 de Agosto de 2015, o Instituto do Desporto vem proceder, em representação do adjudicante, à abertura do concurso público para os serviços de manutenção e reparação do sistema de protecção contra incêndio, durante o período de 1 de Novembro de 2015 a 31 de Outubro de 2017, das seguintes instalações desportivas afectas ao Instituto do Desporto: Localização

Zona do Cotai

Zona da Taipa

Zona de Macau

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Designação das instalações desportivas Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau Centro Internacional de Tiro Centro de Bowling Academia de Ténis Centro Náutico de Cheoc-Van Centro Náutico de Hác-Sá Kartódromo de Coloane Centro Desportivo Olímpico – Estádio Centro Desportivo Olímpico – Piscina Centro Desportivo Olímpico – Quintal Desportivo Centro Desportivo Olímpico – Campo de Hóquei Campo de Futebol/Atletismo da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau Centro de Formação Piscinas do Carmo Centro de Medicina Desportiva Centro Desportivo do Nordeste da Taipa Pavilhão Polidesportivo Tap Seac Centro Náutico da Praia Grande Centro Desportivo da Vitória Centro Desportivo Tamagnini Barbosa Centro Desportivo do Colégio D. Bosco Centro Desportivo Lin Fong

A partir da data da publicação do presente anúncio, os interessados poderão dirigir-se ao balcão de atendimento da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, s/n, Fórum de Macau, Bloco 1, 4.o andar, no horário de expediente, das 9,00 às 13,00 e das 14,30 às 17,30 horas, para consulta do processo do concurso ou para obtenção da cópia do processo, mediante o pagamento da importância de $ 1 000,00 (mil) patacas. Os interessados deverão comparecer na sede do Instituto do Desporto até à data limite para tomar conhecimento dos eventuais esclarecimentos adicionais. O prazo para a apresentação das propostas termina às 12,00 horas do dia 16 de Setembro de 2015, quarta-feira, não sendo admitidas propostas fora do prazo. Em caso de encerramento deste Instituto na hora limite para a entrega de propostas acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e a hora limites estabelecidas para a entrega de propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. Os concorrentes devem apresentar a sua proposta dentro do prazo estabelecido, na sede do Instituto do Desporto, no endereço acima referido, acompanhada de uma caução provisória no valor de $ 60 000,00 (sessenta mil) patacas. Caso o concorrente optar pela garantia bancária, esta deve ser emitida por um estabelecimento bancário legalmente autorizado a exercer actividade na RAEM e à ordem do Fundo de Desenvolvimento Desportivo ou efectuar um depósito em numerário ou em cheque na mesma quantia, na Divisão Administrativa e Financeira na sede do Instituto do Desporto. O acto público de abertura das propostas do concurso terá lugar no dia 17 de Setembro de 2015, quinta-feira, pelas 9,30 horas, no auditório da sede do Instituto do Desporto, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, s/n, Fórum de Macau, Bloco 1, 4.o andar. Em caso de adiamento da data limite para a entrega de propostas por motivos de tufão ou de força maior ou em caso de encerramento deste Instituto na hora estabelecida para o acto público de abertura das propostas acima mencionada por motivos de tufão ou de força maior, a data e hora estabelecidas para o acto público de abertura das propostas serão adiadas para a mesma hora do primeiro dia útil seguinte. As propostas são válidas durante 90 dias a contar da data do acto da sua abertura. Instituto do Desporto, 26 de Agosto de 2015. O Presidente, José Tavares

Anúncio Concurso Público n.º 8/2015 Equipamento de Rede destinado ao Centro de Dados do Governo De acordo com o disposto no artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho e, ainda, de acordo com o Despacho da Exma. Senhora Secretária para a Administração e Justiça, de 14 de Agosto de 2015, a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública vem, em representação do adjudicante, proceder a concurso público para o fornecimento de Equipamento de Rede destinado ao Centro de Dados do Governo. 1. Adjudicante: Secretária para a Administração e Justiça. 2. Serviço responsável pela realização do processo de concurso: Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP). Modalidade do concurso: concurso público. 3. 4. Objecto do concurso: fornecimento aos SAFP de “Equipamento de Rede destinado ao Centro de Dados do Governo”. 5. Prazo de validade das propostas: Noventa dias, a contar da data do acto público do concurso. 6. Caução provisória: a caução provisória é de MOP 300 000,00 (trezentas mil patacas), e deve ser prestada por meio de depósito bancário ou por garantia bancária legal a favor do Governo da Região Administrativa Especial de Macau - Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública. 7. Caução definitiva: valor correspondente a 4% (quatro por cento) do preço global da adjudicação. 8. Condições de admissão: podem candidatar-se ao presente concurso as empresas que tenham sede ou escritórios na RAEM, tenham no âmbito das actividades, total ou parcial, o fornecimento de equipamentos de informação, sistemas e serviços e, comprovem ter cumprido as obrigações fiscais. Todas as dúvidas sobre o Programa do Concurso e o Caderno de Encargos deste concurso público podem ser apresentadas de 9. acordo com o determinado no mesmo Programa do Concurso. 10. Local, data e hora limite para entrega das propostas: Local: Balcão de atendimento dos SAFP, sito na Rua do Campo, edifício Administração Pública, n.o 162, r/c, Macau. Data e hora limite: Até às 17:30 horas do dia 18 de Setembro de 2015 (não sendo aceites propostas fora do prazo). 11. Local, data e hora do acto público: Local: Sala Polivalente do 4.o andar do Edifício Vicky Plaza, sito na Rua do Campo, n.ºs 188-198, Macau. Data e hora: 11:00 horas do dia 21 de Setembro de 2015. (De acordo com o disposto no artigo 27.o do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho, os concorrentes ou seus representantes legais devem estar presentes no acto público, munidos do termo de nomeação (vide ponto 8.3 do programa do concurso), para esclarecimento de eventuais dúvidas que venham a surgir nos documentos da proposta entregue). 12. Local, data e hora para consulta do processo e obtenção da cópia do processo: Local: Balcão de atendimento dos SAFP, sito na Rua do Campo, n.o 162, edifício Administração Pública, r/c, Macau. Data e hora: A partir da data da publicação do presente anúncio até à data limite para a entrega das propostas, durante as horas de expediente. Preço da cópia do processo: MOP 200,00 (duzentas patacas). 13. Critérios de apreciação das propostas e respectivos factores de ponderação: a) Preço (40%) b) Exigências técnicas (45%) c) Prazo de entrega (10%) Background e experiências profissionais da empresa (5%) d) 14. Esclarecimentos adicionais: A partir da data da publicação do presente anúncio até à data limite para a entrega das propostas, os concorrentes podem, durante as horas de expediente, dirigir-se ao balcão dos SAFP, sito na Rua do Campo, n.o 162, edifício Administração Pública, r/c, Macau, para obterem quaisq uer eventuais esclarecimentos adicionais. Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública, 20 de Agosto de 2015. O Director, substituto, Kou Peng Kuan


6 política

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uase uma dezena de representantes da Associação Power of the Macao Gambling dirigiu-se ontem à sede do Governo para entregar uma carta a Chui Sai On, Chefe do Executivo. A missiva visa pedir ao Executivo para não suspender o programa de comparticipação pecuniária aquando da apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2016. Stephen Lau, presidente da assembleia-geral da associação disse aos jornalistas querer alertar o Chefe do Executivo para o facto do

hoje macau

A Associação Power of the Macau Gambling entregou ontem uma carta na sede do Governo a pedir a manutenção do programa de comparticipação pecuniária aquando da apresentação das Linhas de Acção Governativa para 2016, com os mesmos valores

hoje macau quarta-feira 26.8.2015

Associação pede a Chui para manter cheques

Cartas na mesa programa de comparticipação pecuniária ser muito importante para os residentes das classes sociais mais baixas. “Falámos com várias famílias de classes sociais

mais baixas, que não conseguem corresponder aos requisitos para ganhar subsídios, então precisam do dinheiro dos cheques para suportar as necessidades básicas”, explicou.

“Os cheques são importantes para pagar as despesas e ajudar na poupança, sobretudo para os idosos e para as crianças. Esperamos que possam manter as 9 mil patacas para residentes permanentes e 5400 para não permanentes” Stephen Lau Presidente da assembleia-geral da Associação Power of the Macao Gambling

Governo gastou 300 milhões em reparação predial

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“Muitos residentes de Macau não podem usufruir dos frutos do desenvolvimento do sector do Jogo. Os cheques são importantes para pagar as despesas e ajudar na poupança, sobre-

Fundo de Reparação Predial, da responsabilidade do Instituto da Habitação (IH), já investiu um total de 290 milhões de patacas desde a sua criação, sendo que a maior parte dos pedidos de apoio foram feitos por proprietários privados de forma voluntária. Na resposta à interpelação escrita do deputado Zheng Anting, Ieong Kam Wa, presidente do IH, explicou que desde 2007, ano em que foi criado o fundo financeiro, foram implementados seis planos de apoio, incluindo empréstimos com juros, subsídios para reparar zonas comuns dos prédios e apoios

para a constituição de condomínios, sem esquecer inspecções gratuitas ou apoios nas demolições. Com um total de 2700 casos aprovados, 84,4% dos pedidos foram feitos de forma voluntária. Questionado sobre a possibilidade de serem implementadas inspecções obrigatórias para edifícios com mais de 30 anos, o presidente do IH afastou essa hipótese, por considerar que, perante a lei, os proprietários têm essa responsabilidade. Ieong Kam Wa afirmou que o Governo vai promover e educar os donos das casas para a necessidade de renovação e manutenção dos edifícios. Em Maio deste ano, o deputado Zheng Anting queixava-se ao Governo da falta de reparação e conservação de muitos edifícios, o que poderia causar ameaças à segurança dos moradores. O número dois de Mak Soi Kun falou da existência de 4342 edifícios com mais de 30 anos de construção. F.F.

tudo para os idosos e para as crianças. Esperamos que possam manter as 9 mil patacas para residentes permanentes e 5400 para não permanentes. Esta é a forma mais justa para todos”, apontou Stephen Lau.

Questão básica

O presidente da assembleia-geral da associação lembrou ainda que “o Governo já afirmou que as medidas que beneficiam a população não serão cortadas”. “Mesmo que as receitas do Jogo estejam a cair, os cheques pecuniários não deve ser eliminados porque é uma das medidas mais básicas. Acho que não há problemas de, pelo menos, distribuir os cheques em 2016.”

Questionado sobre a possibilidade de vir a ser criado um mecanismo regular de comparticipação pecuniária, Stephen Lau disse apenas que a “decisão é do Governo”, esperando que a medida se mantenha todos os anos. Stephen Lau argumentou ainda que existem vários especialistas que defendem que os cheques não deveriam ser distribuídos, por tornarem os residentes “mais preguiçosos”, mas o responsável defende que, caso não precisem do dinheiro, os residentes podem sempre fazer doações aos que mais precisam. Andreia Sofia Silva

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Flora Fong

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Consulta Pública Lei Orçamental agrada. Pode não ser suficiente

A

consulta pública da nova Lei de Enquadramento Orçamental, que decorreu de 7 de Julho a 20 de Agosto, terminou e recolheu cerca de 300 opiniões em sistema online e escrito. Num comunicado à imprensa, o Governo explica que neste

momento se encontra em análise e tratamentos das opiniões, mas que durante o processo de consulta “a comunidade local anuiu, em geral, às orientações da presente revisão de lei, concordando que a revisão pode contribuir para aumentar a transparência

orçamental permitindo que aAssembleia Legislativa possa vir a exercer mais eficazmente as suas competências de fiscalização”. Ainda assim “uma pequena parte dos comentários recolhidos” opina que a nova lei pode “não ser capaz de evitar as situações de derrapagem orçamental e os atrasos nos projectos de obras de grande envergadura, pelo que seria de propor que quando for confirmado o projecto de uma obra com determinado valor, conviria o mesmo ser apresentado com antecedência na Assembleia Legislativa para apreciação e debate”. A Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) irá em “curto espaço de tempo” apresentar o relatório final da consulta pública.


sociedade

hoje macau quarta-feira 26.8.2015

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Turismo “Sentir Macau passo a passo” criticado

Roteiros ignorados

A deputada Angela Leong critica numa carta enviada à imprensa a fraca adesão ao programa promovido pelos Serviços de Turismo, esperando maior promoção por parte do Governo continuam a desconhecer o plano. Muitos continuam sem saber onde comprar os bilhetes ou apanhar o autocarro, escreve Angela Leong. A falta de adesão ao programa já foi noticiada pelos jornais Ponto Final e Tribuna de Macau, que experimentaram as rotas e viram de perto que nenhum visitante quis fazer turismo através de um percurso que custa apenas 100 patacas, com guia incluído. Há oito roteiros turísticos que incluem locais como a praça do Tap Seac, templo de Kun Iam, Taipa e Coloane, entre outros. Ao Jornal Tribuna de Macau, a DST confirmou que em 18 dias, durante este mês, apenas 109 pessoas experimentaram o programa, uma média de seis por dia. A DST disse estar a ponderar fazer alterações ao programa, que custa cerca de 300 mil patacas mensais.

tiago alcântara

facto de poucos turistas utilizarem o programa “Sentir Macau passo a passo” para conhecer o património local levou a deputada Angela Leong a enviar uma carta aos media, onde pede maior acção do Governo e uma maior recolha de opiniões, para que o programa possa atingir o objectivo de distribuir turistas por diferentes zonas do território. Angela Leong considera que, embora o plano tenha sido implementado de forma experimental desde a sua criação, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) deveria ter um planeamento mais completo das excursões com os autocarros turísticos do programa, por forma a complementar-se com os transportes públicos, oferecendo assim um “guia conveniente e confortável” para os turistas. A deputada defende também que deve haver uma maior ligação entre o serviço dos autocarros de turismo e estes roteiros, por forma a “consolidar o plano das excursões em autocarro” e “melhorar o problema de acessibilidade dos pontos turísticos em Macau”.

Falta de informação

A também administradora da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) diz ter reparado que durante o mês de Agosto, devido à falta de uma promoção abrangente e de instruções claras, muitos residentes e turistas

Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo

TSI Recusada diminuição de pena por consumo de droga e fuga

A resistência do culpado fugiu, consistindo estas acções os crimes de resistência e coacção e de evasão. “A, discordando de tal decisão, veio dela recorrer para o TSI. Alegou A que nunca agrediu os guardas policiais, não devendo tiago alcântara

O

Tribunal de Segunda Instância (TSI) recusou a interposição de recurso de um indivíduo apanhado “em flagrante delito” com dois pacotes de metanfetamina que acabou por resistir à captura e fugir à polícia para ser finalmente capturado a metros do seu carro. O TSI condenou-o à pena de dois anos e três meses de prisão efectiva por quatro crimes distintos. O caso teve lugar durante a madrugada de 13 de Novembro de 2013, quando o carro do sujeito A foi interceptado pelas autoridades, cedo descobrindo-se dois pacotes com estupefacientes. Os guardas da PSP detiveram então o homem, que insultou os polícias e se recusou a ir para esquadra. Ao tentarem colocar o alegado criminoso dentro do carro da PSP este “resistiu de repente”, atitude que fez com que os guardas o tentassem algemar. Também neste momento o indivíduo libertou-se e

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o seu comportamento de se livrar das algemas ser qualificado como ‘emprego de violência’, exigido pelo respectivo tipo de crime, e que, antes da fuga, nunca se encontrara privado da liberdade, termos em que não devia ser condenado pela prática do crime de resistência e coacção e do crime de evasão”, refere o documento oficial.

Contraponto

Assim, o indivíduo argumentou não ter exercido violência sobre os guardas, mas o TSI considerou que o facto deste ter fugido constitui uma infracção em si. “O seu comportamento de se ‘livrar com força’ das algemas mostra-se suficiente para preencher o elemento de ‘empregar violência’ (...) pode

concluir-se que não obstante o recorrente não ter agredido os guardas policiais, a sua conduta integra a prática do crime de resistência”, lê-se no acórdão. O Tribunal justifica ainda que o arguido já se encontrava sob custódia da PSP, embora não tivesse havido a notificação formal. Assim, o crime de evasão é validado pelo facto do homem ter fugido depois da polícia ter requerido a sua presença na esquadra. O condenado justificou, na interposição do seu recurso, que as penas aplicadas eram “demasiado pesadas”, mas o TSI concluiu que “já não existe margem para reduzir” o tempo definido. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

Mais de 6500 bolsas de estudo atribuídas

O Governo atribuiu 6571 bolsas de estudo para o ensino superior no presente ano lectivo. O número ultrapassa em largo número as bolsas atribuídas no ano lectivo de 1999/2000 que se fixou nas 2905. O montante global do subsídio também aumentou de 59 milhões de patacas para os 300 milhões totalizados no último ano lectivo, segundo avança a Rádio Macau. Numa cerimónia, realizada ontem, Leong Lai, directora da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude sublinhou que os dados demonstram que tem sido seguida a política governativa de “promover a prosperidade de Macau, através da educação e da formação de talentos”. Um comunicado refere que o aumento “significativo” do número de bolsas de estudo está relacionado com o facto de a taxa de escolarização do ensino superior pelos finalistas do 3.º ano do ensino secundário complementar ter sido superior a 85 por cento, nos últimos anos.

Burla de 350 milhões por cartões de crédito

A Polícia Judiciária (PJ) descobriu cinco lojas comerciais onde 17 pessoas usaram os cartões UnionPay de forma ilegal para ganhar um total de 350 milhões de patacas. Estas pessoas em causa estão agora sujeitas à acusação de crimes da burla informática. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a PJ, investigou cinco joalharias e lojas de telecomunicações na ZAPE, onde prendeu 17 pessoas, incluindo residentes locais e do interior da China, entre elas oito funcionários das lojas responsáveis por passar os cartões no leitor. As restantes pessoas iam buscar os clientes dos casinos para consumir nas lojas. A autoridade descobriu também 11 leitores de cartões que foram modificados, permitindo um ganho de 350 milhões de patacas. O caso já foi entregue ao Ministério Público (MP).


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hoje macau quarta-feira 26.8.2015

Síntese do Relatório de Actividade de 2014 Em virtude da diminuição das receitas do jogo, a economia de Macau do ano 2014 entrou num período de ajustamento, mas em comparação com as actividades de jogo, a taxa de declínio da economia real não é óbvia, além disso, as grandes infra-estruturas em curso e o mercado de seguros não sofreram um impacto directo na recessão económica.

A nossa Companhia mantém sempre o princípio prudente e progressivo, tempestivamente, em resposta à situação económica para ajustar a direcção da actividade. O resultado foi um crescimento significativo no volume de actividade e ganhos positivos para o ano corrente. O movimento comercial de 2014 atingiu um montante de MOP200,000,000.00, um aumento de 17% comparativamen-

te com o ano anterior e o lucro líquido deste ano é de MOP28,000,000.00, um aumento de 19% comparativamente ao ano anterior. A nossa Companhia está muito confiante no crescimento das nossas actividades nos próximos anos, baseando-se no princípio dos serviços prestados, manutenção e promoção de serviços de qualidade.

Relatório de Auditor Independente sobre Demonstrações Financeiras Resumidas Para os administradores da Asia Insurance Company, Limited (sociedade de responsabilidade limitada, registado em Hong Kong) Procedemos à auditoria das demonstrações financeiras da Asia Insurance Company, Limited, Sucursal de Macau relativas ao ano de 2014, nos termos das Normas de Auditoria e Normas Técnicas de Auditoria da Região Administrativa Especial de Macau. No nosso relatório, datado de 29 de Maio de 2015, expressámos uma opinião sem reservas relativamente às demonstrações financeiras das quais as presentes constituem um resumo.

As demonstrações financeiras a que se acima se alude compreendem o balanço, à data de 31 de Dezembro de 2014, a demonstração de resultados, e a demonstração de fluxos de caixa relativas ao ano findo, assim como um resumo das políticas contabilísticas relevantes e outras notas explicativas. As demonstrações financeiras resumidas preparadas pela gerência resultam das demonstrações financeiras anuais auditadas a que acima se faz referência. Em nossa opinião, as demonstrações financeiras resumidas são consistentes, em todos os aspectos materiais, com as demonstrações financeiras auditadas.

Para a melhor compreensão da posição financeira da Asia Insurance Company, Limited, Sucursal de Macau e dos resultados das suas operações, no período e âmbito abrangido pela nossa auditoria, as demonstrações financeiras resumidas devem ser lidas conjuntamente com as demonstrações financeiras das quais as mesmas resultam e com o respective relatório de auditoria. Bao, King To Auditor de Contas Ernst & Young - Auditores Macau, 29 de Maio de 2015


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hoje macau quarta-feira 26.8.2015

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Aposta lusa

“É um curso de quatro anos em que os dois primeiros vamos ensinar em português. Estes dois anos não

“É um curso de quatro anos em que os dois primeiros vamos ensinar em português. Estes dois anos não estão relacionados com relações comerciais. É português puro e duro. Vamos ensinar os alunos a falar português”

IPM Muita procura no novo curso que aposta no português

Um início brilhante tiago alcântara

hama-se “Relações Comerciais China-Países Lusófonos” e é a menina dos olhos do Instituto Politécnico de Macau (IPM). “Não podíamos estar mais satisfeitos com este início de ano lectivo”, começou por afirmar Aurélia Rodrigues de Almeida, docente e coordenadora da Escola de Administração Pública do IPM. A notícia avançada pela Rádio Macau indica que as 25 vagas foram totalmente preenchidas. “Recebemos 98 candidaturas quer de alunos locais quer da China continental”, acrescenta a coordenadora. Mas podiam ter sido muitas mais as candidaturas recebidas. “Apesar de ser um bom número, achamos que está aquém daquilo que poderá ser no próximo ano, porque o curso foi aprovado fora das datas das candidaturas normais e, digamos, que aí a maioria dos alunos já se teria candidatado ao ensino superior quando este curso surgiu”, justifica. Sendo um “modelo piloto” e completamente inovador, a licenciatura de Relações Comerciais China-Países Lusófonos tem dois objectivos “muito concretos”.

estão relacionados com relações comerciais. É português puro e duro. Vamos ensinar os alunos a falar português”, explica a docente. Nos dois últimos anos, sabendo falar português, os alunos vão aprender as matérias ligadas às relações comerciais com os países

lusófonos. “Nesta altura, com a língua mandarim e a nova língua que aprenderam nos últimos dois anos vão aprender os termos técnicos do negócio e vão ficar aptos para um mercado que é imenso, que são as relações comerciais entre a china e os países lusófonos”, esclarece.

Daqui a quatro anos, quando terminarem a licenciatura, os alunos que ficam com conhecimentos mais profundos na área comercial poderão enveredar na função pública. “Onde quer que seja necessário profissionais nas relações comerciais entre estes países”, esclarece. A carga docente é composta por portugueses e bilingues. “Este modelo, que é um modelo piloto, que é o de ensinar português nos dois primeiros anos e depois oferecer as ferramentas técnicas nos dois anos seguintes, se este modelo funcionar, poderá ser estendido, por exemplo, à administração pública e podemos estar a formar técnicos especialistas na área e ao mesmo tempo bilingues”, acrescenta a coordenadora.

Plataforma reforçada

O novo curso surge assim na “sequência da necessidade de Macau se afirmar como plataforma que há muito vem sendo dito que o é”. Reunindo as condições necessárias para criar as formações para as

Aurélia Rodrigues de Almeida Docente e coordenadora da Escola de Administração Pública do IPM

necessidades que possam existir na China e nos países de língua portuguesa, o IPM apostou nesta licenciatura assumindo assim o papel de plataforma. Para o próximo ano, Aurélia Rodrigues de Almeida, prevê a possibilidade de existirem duas turmas correspondendo à procura. No entanto “ainda é cedo para confirmar” essa possibilidade. Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

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DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE TURISMO ANÚNCIO A Direcção dos Serviços de Turismo do Governo da Região Administrativa Especial de Macau, faz público que, de acordo com o Despacho de 7 de Agosto de 2015 do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para adjudicação do serviço de organização da “Parada de Celebração do Ano Novo Chinês do ano 2016”. Desde a data da publicação do presente anúncio, nos dias úteis e durante o horário normal de expediente, os interessados podem examinar o Processo do Concurso na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.ºs 335-341, Edifício “Hotline”, 12.º andar, e ser levantadas cópias, incluindo o Programa do Concurso, o Caderno de Encargos e demais documentos suplementares, mediante o pagamento de duzentas patacas (MOP200,00); ou ainda consultar o website da Direcção dos Serviços de Turismo: http://industry. macautourism.gov.mo, e fazer “download” do mesmo. A sessão de esclarecimento será realizada no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.ºs 335-341, Edifício “Hotline”, 14.º andar pelas 10:00 horas do dia 1 de Setembro de 2015. O limite máximo do valor global da prestação deste serviço é de MOP18.000.000,00 (dezoito milhões de patacas) Critérios de adjudicação e factores de ponderação: Critérios de adjudicação Preço Coordenação do serviço: - Concepção da “design”, tema e programa da Parada - Plano de coordenação - Plano e desenho de organização das actividades - Número de pessoal necessário para a prestação do serviço Maior garantia de segurança e eficiência na prestação do serviço - Informações sobre os equipamentos a serem utilizados - Plantas e desenhos da colocação dos equipamentos e dos materiais de decoração (“design” do padrão e planta das localizações) Plano de produção dos materiais de decoração - - Plano de montagem e desmontagem Experiência e competência técnica do concorrente

Factores de ponderação 20% 30%

30%

20%

Os concorrentes deverão apresentar as propostas na Direcção dos Serviços de Turismo, sita em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.ºs 335-341, Edifício “Hotline”, 12.º andar, durante o horário normal de expediente e até às 17:45 horas do dia 23 de Setembro de 2015, devendo as mesmas ser redigidas numa das línguas oficiais da RAEM ou, alternativamente, em inglês, prestar a caução provisória de MOP360.000,00 (trezentas e sessenta mil patacas), mediante: 1) depósito em numerário à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo no Banco Nacional Ultramarino de Macau 2) garantia bancária 3) depósito nesta Direcção dos Serviços em numerário, em ordem de caixa ou em cheque visado, emitidos à ordem da Direcção dos Serviços de Turismo 4) por transferência bancária na conta do Fundo do Turismo do Banco Nacional Ultramarino de Macau. O acto público do concurso será realizado no Auditório da Direcção dos Serviços de Turismo, sito em Macau, na Alameda Dr. Carlos d´Assumpção, n.ºs 335-341, Edifício “Hotline”, 14.º andar pelas 10:00 horas do dia 24 de Setembro de 2015. Os representantes legais dos concorrentes deverão estar presentes no acto público de abertura das propostas para efeitos de apresentação de eventuais reclamações e/ou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos documentos apresentados ao concurso, nos termos do artigo 27.º do Decreto-Lei n.º 63/85/M, de 6 de Julho. Os representantes legais dos concorrentes poderão fazer-se representar por procurador devendo, neste caso, o procurador apresentar procuração notarial conferindo-lhe poderes para o acto público do concurso. Em caso de encerramento destes Serviços por causa de tempestade ou por motivo de força maior, o termo do prazo de entrega das propostas, a data e hora de sessão de esclarecimento e de abertura das propostas serão adiados para o primeiro dia útil imediatamente seguinte, à mesma hora. Direcção dos Serviços de Turismo, aos 20 de Agosto de 2015.

O Director Substituto Cheng Wai Tong


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eventos

Teatro Realizador local cria revivalismo de Woody Allen

“R

iverside Drive” é uma obra teatral do aclamado escritor e realizador cinematográfico, Woody Allen, que vai ser recriada pelo realizador local Kai Leong. Esta passagem da sétima arte para o teatro vai ser apresentada entre os dias 25 e 27 de Setembro, no Teatro Black Box do edifício do Antigo Tribunal. Os espectáculos têm lugar às 20h00 de cada dia, com uma actuação extra às 15h00 de domingo. “Ser sábio porque se é vulgar e ser amargo devido ao humor” é o slogan desta comédia teatral, que conta a história de um dramaturgo que queria acabar a relação

que mantinha com a sua amante Barbara. Os dois sentam-se então à beira-rio, onde encontra um doente mental chamado Fred. Os três dão então início a um debate sobre loucura, racionalidade, amor e casamento. O trio de actores reside em Macau, com o licenciado em Comunicação da Universidade de Macau (UM), Perry Fok, o realizador de peças infantis, Nip Neng Fong, e a protagonista dos filmes locais, ‘City Maze’ e ‘Fig’, Eliz Lao. Nip produziu a peça “My Little Prince” com a Escola Pui Ching e Fok realizou e protagonizou uma série de curtas-metragens em Macau. A peça é inteiramente falada em cantonês. F.F.

Bilhetes para a Orquestra Chinesa de Macau à venda

O

s bilhetes para a temporada de concertos da Orquestra Chinesa de Macau (OCHM) 2015-2016 já estão disponíveis na Bilheteira Online de Macau. “A rota da sede – Macau e Chang’an” acontece às 20h00 de 11 de Setembro no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau, abrindo assim as hostes da presente temporada do certame. É o maestro Pang Ka Pang quem vai coordenar a OCHM numa produção musical conjunto com a Orquestra Chinesa de Shaanxi, “apresentando as obras A Rota da Seda, Paixão por Qin Chuan, Dança ao Luar, Sombras Dançantes ao Luar, Festival, Quatro Quadros

de Costumes de Yunnan e Música orquestral chinesa Qinquiang, entre outros”, refere a organização. Sob a égide do Instituto Cultural (IC) também se assinala o 110º aniversário de Xian Xinghai, sem esquecer o 120º de Lu Tianhua. “Esta edição conta ainda com a participação dos famosos directores de arte, proporcionando concertos de friccionados, dedilhados, de sopro e percussão”, acrescenta o IC. Há ainda direito a descontos de 50% e 40% para diferentes situações, nomeadamente na compra de oito ou mais bilhetes. A OCHM foi fundada pelo IC em 1987 e é constituída por 34 músicos, tendo feito a sua primeira incursão a Portugal em 1988. Desde então têm vindo a aperfeiçoar o repertório e a qualidade do colectivo e das interpretações, dando especial atenção a artistas chineses com influência no mundo da música clássica. L.S.M.

hoje macau quarta

Brilho, dança e Bollywood e homenagem a Michael Jackson num só palco

S

ão 75 os artistas que vão envergar o maior espectáculo subordinado ao tema: “Bollywood”. O momento vai acontecer já no próximo dia 20 de Setembro, no palco do teatro Brito Clementina Ho, no terceiro andar do Centro Comercial Jardim da Cidade. A organização é da assinatura de Victor Kumar, o responsável pelo centro de dança VStudio, academia de dança profundamente ligada às modalidades de relaxamento, yoga e, por sua vez, à cultura indiana. Apaixonado pela dança e honrando as suas raízes, o dançarino e coreógrafo mistura o que melhor sabe fazer com o que mais gosta de fazer: dançar. No total, os 75 artistas, segundo conta o coreógrafo, são provenientes de Macau, Hong Kong e da Índia, vão apresentar mais de 150 indumentárias tradicionais das cultura de Bollywood num espectáculo que promete ser memorável. O responsável, indica que é através deste tipo de dança que serão demonstrados elementos clássicos e espirituais, em que, diz, os espectadores poderão sentir o esforço dos próprios dançarinos durante os 90 minutos do espectáculo.

Outras danças

Mas não é só de Bollywood que se fala. O espectáculo será ainda marcado com actuações de outros tipos de dança. “Hip Hop, dança chinesa, dança clássica indiana, kathak, bharatnatyam e bhangra”, conta, são outros dos géneros de dança que serão apresentados. Não fique espantado se a meio do espectáculo algo

À venda na Livraria Portuguesa Já Então a Raposa Era o Caçador • Herta Müller

Roménia nos últimos dias do regime de Ceausescu: amigos que se fizeram traidores, outros que desapareceram, provavelmente assassinados; ex-directores tornam-se professores, fiéis de armazém tornam-se directores. Numa atmosfera onde o medo e o horror são omnipresentes, a professora Adina, a operária fabril Clara e o músico Paul tentam sobreviver. Mesmo depois da queda do regime, a ameaça não se dissipa. A raposa continuou a ser o caçador. Herta Müller, uma das mais proeminentes autoras de língua alemã, combina o vigor imagético e a prosa rítmica numa singular abordagem do totalitarismo. Na fundamentação da Academia Sueca de Estocolmo, lê-se sobre a autora galardoada com o Prémio Nobel de Literatura de 2009 que «retrata, através da concentração da poesia e a franqueza da prosa, a paisagem dos desapossados».

Os 75 artistas, segundo conta o coreógrafo, são provenientes de Macau, Hong Kong e da Índia, vão apresentar mais de 150 indumentárias tradicionais das cultura de Bollywood lhe soar ao Michael Jackson. Homenageando aquele que é a sua fonte de inspiração, Victor Kumar irá conduzir uma dança dedicada ao artista

considerado o rei da música pop. “Foi quem inspirou a minha vida profissional de dança ao longo deste tempo”, sublinha o dançarino.

Luzes, cores e brilho é o que o director artístico pretende trazer com a iniciativa “A viagem aos sonhos de Bollywood” no terceiro

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.

Lanterna Mágica • Ingmar Bergman

Nesta sua autobiografia, Ingmar Bergman lança, em 1987, um olhar sobre a sua vida marcada por uma educação rígida, uma imaginação fecunda e uma vida amorosa acidentada. Através da sua leitura vemos como foi um homem do teatro e do cinema, tendo vivido com intensidade os seus momentos de crise e de graça. Bergman avalia sem auto complacência as suas relações familiares, de amizade e amorosas, e fala com lucidez dos seus encontros com actores como Laurence Olivier, Greta Garbo ou Ingrid Bergman. Revela ainda episódios desconhecidos das filmagens de “Morangos Silvestres”, “Mónica e o Desejo” e “Sonata de Outono”. A obra testemunha as suas feridas e crises, mas também os seus momentos de felicidade, iluminados pelo persistente fulgor da infância.


eventos 11

a-feira 26.8.2015

O

e cor

artista de fotografia paquistanês Mo Shah expõe uma série dos seus mais recentes trabalhos na galeria Fabrik de Hong Kong. “Test Pattern” é inaugurada hoje e fecha portas a 21 de Setembro, com oportunidade para conhecer o artista às 18h30 desta tarde. Actualmente a viver na RAE vizinha, tem desenvolvido obras com conceitos alicerçados na adoração, na fé, em fragmentos da cultura pop e simbolismo obscuro. De acordo com a organização, esta trata-se de uma exposição de “composições que consolidam um sem número de interesses do artista nas narrativas que exploram a procura desesperada pela beleza”.

Fotografia Artista paquistanês em galeria de Hong Kong

A fábrica do surreal

Vida errática

Mo Shah nasceu na cidade da Karachi, no Paquistão, mas cedo começou a sua jornada interior e artística, tendo estado na Coreia do Norte, no Bangladesh e vivido em Nova Iorque, Bruxelas, Londres e Hong Kong. O fotógrafo e artista visual licenciou-se na Universidade de Nova Iorque e foi nessa cidade que começou a fazer as suas experiências na área. “O extenso arquivo de viagens de Shah está bastante presente na sua arte, que explora a relação entre indivíduos e instituições enquanto representações da sociedade”, esclarece a organização. Há, ainda, uma clara adoração pelo mundo do cinema nos trabalho do paquistanês, com várias homenagens à sétima arte a tomarem forma junto de locais icónicos. “No seu trabalho prevalecem o fascínio pelo cinema, história, existencialismo, surrealismo, iconografia e o oculto”, frisa. andar do Centro Comercial Jardim da Cidade. Com início marcado para as 19horas, os lugares são limitados, por isso os interessados devem entrar

.net

em contacto com a organização através do número de telemóvel: 63932002. Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

Exposição Takara Leong apresenta “início do caminho” na DSEJ

O “Início do caminho” é o que a jovem local Takara Leong quer mostrar com a sua mais recente exposição no Pavilhão da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude para o efeito. A mostra tem lugar entre 4 e 13 do próximo mês e integra peças de escultura e pintura da recém-licenciada na Escola Superior de Artes do Instituto Politécnico de Macau (IPM). As obras fazem uso de aguarelas, tintas de óleo instalações e desenho digital, de forma a recriar a estrutura criativa da artista. Takara espera com esta mostra conseguir aproximar-se mais dos visitantes.

A mostra que estreia amanhã deve o seu nome a uma técnica utilizada nos primórdios da televisão para testar a qualidade do sinal de transmissão, gra-

Técnicas televisivas

“Transmission Eternal” foi a primeira exposição a solo do artista e teve lugar em 2013 na sua terra-natal, na cidade de Lahore. Foi no mesmo ano que venceu o Prémio de Escolha dos Críticos na Exposição Nacional de Arte Fotográfica. Mais recentemente, Shah esteve presente para integrar a Exposição de Arte Contemporânea da Ásia, incluindo na edição deste ano. Três das suas produções podem ainda ser apreciadas no Museu de Arte Contemporânea de Seul, na Coreia do Sul. O museu adquiriu recentemente estas três peças para a sua exposição permanente.

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ficamente conhecido como uma série de risco paralelos de diferentes cores primárias. “A minha mais recente colecção de trabalhos vai buscar esta relíquia à histó-

ria e transmite um mundo de possibilidades e realidades infinitas”, explica o próprio autor. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo


h

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artes, letras e ideias

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WANG CHONG

王充

OS Discursos Ponderados DE WANG CHONG

Erros a respeito da Via – 1 & 2 Os livros dos letrados dizem: O Imperador Amarelo usou o cobre do Monte Shou e fez fundir vasos em forma de tripé junto ao Monte Jing. Uma vez terminados os vasos, um dragão de longa barba, desceu ao seu encontro. O Imperador Amarelo montou o dragão, seguido da turba dos seus ministros e favoritos, num total de mais de setecentas pessoas, e, depois, o dragão elevou-se nos ares. Os seus mais humildes conselheiros, que não tinham conseguido subir, agarraram-se todos à barba do dragão, acabando por arrancá-la e fazendo com que o Imperador perdesse o seu arco. As pessoas viram o dragão que voava pelo céu e lamentaram-se, segurando o arco do Imperador e os pelos do dragão. Por esta razão, o lugar foi chamado “Lago dos tripés” e o arco foi nomeado “[Arco das] lamentações”. No elogio fúnebre dos Cinco Imperadores, que se encontra nas Mémorias do Grande Historiador, diz-se também que o Imperador Amarelo, tendo concluído os sacrifícios ao Céu e à Terra, se transformou em imortal e desapareceu, tendo os seus súbditos prestado homenagem às suas vestes, enterrando-as de seguida. *** Na minha opinião, tal é inteiramente desprovido de fundamento. O que significa, na verdade, a expressão “Imperador Amarelo”? Tratar-se-á de um cognome honorífico [dado ainda em sua vida] ou de um título póstumo? Tratando-se de um título póstumo atribuído por seus súbditos, deve reflectir uma qualquer vontade de engrandecimento, pois esse é o objectivo dos nomes póstumos. Todavia, nesse caso, se o Imperador Amarelo tivesse efectuado práticas de longevidade

e conseguido ascender ao Céu, os seus súbditos deveriam tê-lo chamado “imortal”. Segundo as regras para os títulos póstumos, chama-se “Amarelo” ao que faz reinar a ordem seguindo as leis: o titulo póstumo “Huang” terá, então, o sentido de “pacificador” em vez de “descobrir a Via”. Ao examinar os título póstumos dos diversos soberanos, constatamos que os reis desejosos de cultura e educação receberam o título póstumo de “culto”, enquanto que aqueles que privilegiaram a guerra receberam o de “marcial”. Tais nomes foram-lhes conferidos em função do que realmente foram e afim de servirem de exemplo. Talvez a época do Imperador Amarelo tenha sido demasiado primitiva para a atribuição de nomes póstumos? Mas, se assim foi, quando terá recebido o seu título? Se foi conferido pelos seus próprios súbditos, então é porque o conheciam; se foi conferido por gerações posteriores, não terá decerto sido sem razão. É difícil determinar se se davam títulos póstumos na época do Imperador Amarelo, mas é certo que “Huang” não pode qualificar um imortal. Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho

Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.


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Transformou-se em imortal e desapareceu.

artes, letras e ideias 13


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Cineteatro

O que fazer esta semana

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Cinema

pixels Sala 1

hitman: agent 47 [c] Filme de: Aleksander Bach Com: Rupert Friend, Hanna Ware, Thomas Kretschmann 14.15, 16.05, 17.55, 21.30

attack on titan [c]

Falado em japonês legendado em chinês e inglês Filme de: Shinji Higuchi Com: Haruma Miura, Kiko Mizuhara 19.45 Sala 2

pixels [3d] [b]

legendado em chinês Filme de: Chris Columbus Com: Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan 19.30 Sala 3

doraemon the movie: nobita and the space heroes [a]

Falado em cantonês legendado em chinês Filme de: Yoshihiro Osugi 14.15

wild city [c]

pixels [b]

legendado em chinês Filme de: Chris Columbus Com: Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan 14.30, 16.30, 21.30

Falado em cantonês e mandarim legendado em chinês e inglês Filme de: Ringo Lam Com: Louis Koo, Shawn Yue, Tong Liya 16.05, 17.55, 19.45, 21.45

Hoje ‘Blademark’, exposição de pintura de Fortes Pakeong Albergue SCM Entrada livre

Aconteceu Hoje

26 de agosto

Sábado Concerto de Jazz de Chakseng & Friends, 21h00 Fundação Rui Cunha Entrada livre

Nascem Madre Teresa de Calcutá e Antoine Lavoisier

Diariamente Exposição de Fotografia de Velhos Templos de Macau Museu de Arte de Macau (até 31/12) Entrada livre Exposição “Artefactos de Excelência – Gravações de Carimbos por Luo Shuzhong” Museu de Arte de Macau, das 10h00 às 19h00 (até 28/2) Entrada livre Exposição “Saudade” (até 30/9) MGM Macau Entrada livre “A Arte de Imprimir” (até Dezembro) Centro de Ciência de Macau Entrada livre Exposição “De Lorient ao Oriente - Cidades Portuárias da China e França na Rota Marítima da Seda” Museu de Macau (até 30/08) Entrada livre Exposição “Valquíria”, de Joana Vasconcelos (até 31 de Outubro) MGM Macau, Grande Praça Entrada livre

h o j e h á f i l m e Batman Forever (Joel Schumacher, 1995) Val Kilmer não é o melhor dos Batman, mas também não é dos piores. Em “Batman Forever”, são Tommy Lee Jones e Jim Carrey quem têm o crédito de tornar esta parte da saga absolutamente fenomenal. Schumacher consegue aliar o herói da DC Comics à comédia (propositadamente) exacerbada de Carrey, conhecido por todos os AceVentura. Lee Jones, que expandiu a sua carreira com papéis de agentes das forças policiais ou justiceiro, cumpre aqui o papel de vilão, traído pelo um atentado que julga ter sido da autoria de Batman. Com metade da sua cara roxa e defeituosa, torna-se uma personagem sinistramente cómica que assusta a cidade de Gotham a cada passo que dá. Entre cenários fantasmagóricos de uma cidade imaginária e personagens sólidas que vão beber à mestria de quem as cria, a película merece a atenção dos apreciadores deste género, mas não só. É que este foi um dos poucos heróis da DC Comics que passou da banda desenhada para a televisão com grande êxito. Este é também o filme que dá vida à personagem do seu ajudante, Robin. Leonor Sá Machado

fonte da inveja

• A 26 de Agosto, recordam-se Madre Teresa de Calcutá, missionária católica, e Antoine Lavoisier, o pai da química moderna. Neste dia, morre Carlos Paião, cantor e compositor português. Madre Teresa nasceu em 1910 na República da Macedónia, naturalizou-se indiana e é considerada a grande missionária do século XX, tendo sido beatificada pela Igreja Católica em 2003. O reconhecimento mundial pela sua obra – da qual se destaca a fundação da congregação ‘Missionárias da Caridade’ – concretizou-se com o Prémio Nobel da Paz, a 17 de Outubro de 1979. Em 1997, aos 87 anos de idade, morreu de ataque cardíaco, quando preparava uma oração em memória da Princesa Diana, que falecera num acidente de automóvel em Paris. E foi precisamente em Paris, também no dia 26 de Agosto, mas em 1743, que nasceu Antoine Lavoisier, um químico francês, considerado o pai da química moderna. Lavoisier foi o primeiro cientista a enunciar o princípio da conservação da matéria. Por outro lado, identificou e baptizou o oxigénio, descobrindo que a água é uma substância composta, formada por dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio: H2O. Este conhecimento que Antoine Lavoisier trouxe ao mundo da química revelou-se extremamente importante para a época, numa altura em que prevalecia a teoria de Tales de Mileto, segundo a qual a água era um dos quatro elementos terrestres primordiais, a partir da qual outros materiais eram formados. O francês Antoine Lavoisier ficou célebre pelas suas pesquisas sobre a conservação da matéria. Ficou ainda mais célebre pela autoria da célebre frase: “Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Morreu na capital francesa, em 1794.

João Corvo

A pegada de um conservador é uma piada no presente.


china

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Xangai cai 7,6%, mas bolsas europeias abrem em alta

Segunda derrocada A bolsa chinesa continua em queda livre. No dia a seguir à desvalorização de 8,46%, Xangai, a principal praça chinesa fechou a perder 7,6%. Shenzen, o segundo maior mercado, também fechou a cair 7,1%. Apesar disso, em Hong Kong, território sob administração chinesa, o Hang Seng registou um ligeiro ganho de 0,7%, interrompendo uma série de sete sessões a fechar em terreno negativo. Depois de a sessão de segunda-feira ter feito recuar a bolsa para níveis do início do ano, esta terça-feira fez Xangai descer abaixo da barreira psicológica dos 3 mil pontos, caindo para 2964.97. Influenciada pelas preocupações sobre o desempenho da economia previsto para 2015, a principal bolsa chinesa está agora a níveis registados pela última vez a meio de Dezembro de 2014.

Sem contágio

Apesar disso, as bolsas europeias, que tinham sido arrastadas pela “segunda-feira negra” chinesa, abriram em alta esta terça-feira. Pouco antes da 9h, Lisboa ganhava 2,45%, depois de uma sessão em todas as cotadas fecharam no vermelho. Na Europa, os principais mercados parecem igualmente recuperar. Em Frankfurt, o Dax subia 1,5% enquanto Londres valorizava 1,66%. No mesmo sentido, Paris ganhava 2,05% e o Ibex, em Madrid, subia 1,12%. Até Atenas, cujo principal índice da bolsa caiu 10,54% na segunda-feira, negociava em terreno positivo, a recuperar 3,36%.

Sentimento de pânico

O Wall Street Journal refere a “aparente falta de apoio

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Prestação dos serviços de limpeza do Instituto Politécnico de Macau (incluindo as instalações da sede e fora do campus do Instituto) CONCURSO PÚBLICO N.º 02/DOA/2015 Faz-se ao público que, de acordo com o despacho de 6 de Agosto de 2015, do Exm.º Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, se encontra aberto concurso público para a “Prestação dos serviços de limpeza do Instituto Politécnico de Macau (incluindo as instalações da sede e fora do campus do Instituto)”. 1.

Entidade que põe o serviço a concurso: Instituto Politécnico de Macau.

2.

Modalidade de concurso: Concurso Público.

3. Objecto do Concurso: Prestação dos serviços de limpeza do Instituto Politécnico de Macau (incluindo as instalações da sede e fora do campus do Instituto) (01/01/2016 31/12/2017). 4. Período: 1 de Janeiro de 2016 a 31 de Dezembro de 2017.

governamental” chinês, que tinha vindo a intervir no mercado para amparar as quedas verificadas entre Junho e Julho. A última medida de Pequim para tentar inverter a tendência negativa foi anunciada no fim-de-semana. Pela primeira vez, o governo permitiu que os fundos de pensões

“O sentimento de pânico está a dominar o mercado e não vejo quaisquer sinais de que haja intervenção governamental significativa” Analista chinês

adquirissem até 30% do seu portfólio em acções. Ainda assim, a medida foi vista como insuficiente pelos analistas, sucedendo-lhe a “segunda-feira negra”. Um analista citado pelo jornal norte-americano diz que “a este ponto, não há fundo para o mercado. A venda [de acções] vai terminar assim que toda a gente que queira sair do mercado tenha uma hipótese de o fazer”. No mesmo sentido, um analista chinês disse à Reuters que “chamar-lhe um desastre não é exagero”. “O sentimento de pânico está a dominar o mercado e não vejo quaisquer sinais de que haja intervenção governamental significativa”, avalia. No entanto, ainda ontem o governo chinês injectou 150 mil yuan para aumentar a liquidez e cortou as taxas juro.

Ex-vice-ministro das Finanças assume presidência do BAII

O ex-vice-ministro das Finanças chinês Jin Liqun foi nomeado para a presidência do Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII), a nova instituição financeira internacional proposta por Pequim, informou a entidade no seu portal na Internet. Jin Liqun, de 66 anos, já dirigiu o fundo soberano chinês (China Investment Corporation) e desde Outubro chefiava o secretariado interino do BAII. Proposto pelo presidente chinês em 2013 e visto inicialmente em Washington como um desafio à ordem financeira internacional, o BAII acabou por suscitar a adesão de mais de vinte países exteriores à Ásia, entre os quais a África do Sul, Alemanha, Austrália, Brasil, França, Espanha, Noruega, Portugal, Reino Unido e Suíça.

5.

Prazo de validade das propostas do concurso: As propostas do concurso são válidas até 90 dias contados da data de abertura das mesmas.

6.

Garantia provisória: $480 000,00 (quatrocentas e oitenta mil patacas), através de depósito no Serviço de Contabilidade e Tesouraria do Instituto Politécnico de Macau ou mediante garantia bancária a favor do Instituto Politécnico de Macau, em Macau.

7.

Garantia definitiva: 4% do preço global da adjudicação (para garantia do contrato).

8.

Condições de admissão: Entidades com sede ou delegação na RAEM cuja actividade total ou parcial se inscreva na área objecto deste concurso.

9. Local, data e hora de explicação: Local: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 31 de Agosto de 2015, pelas 10H00. 10: Local, data e hora do limite da apresentação das propostas: Local: Divisão de Obras de Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 15 de Setembro de 2015, antes das 17H45. 11: Local, data e hora da abertura do concurso: Local: Anfiteatro II, 1.º andar do Edifício Wui Chi do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Data e Hora: 16 de Setembro de 2015, pelas 10H00. 12. Local, preço e hora para exame do processo e obtenção da cópia do processo: Local de exame: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua de Luís Gonzaga Gomes, em Macau. Local de obtenção: Divisão de Obras e Aquisições do Instituto Politécnico de Macau, sita na Rua Luís Gonzaga Gomes, em Macau, mediante o pagamento de MOP$100,00 (cem patacas). Hora: de 2ª feira a 5ª feira das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H45. 6ª feira das 09H00 às 13H00 e das 14H30 às 17H30. A avaliação das propostas do concurso será feita de acordo com os seguintes 13. critérios: - Preço Razoável (50%) - Qualidade do Serviço (50%): (a) Propostas pormenorizadas para a execução dos serviços de limpeza ao Instituto Politécnico de Macau (por exemplo: sugestões favoráveis ao mapa de caracterização) (20%); (b) Equipamentos e produtos de limpeza (8%); (c) Curriculum Vitae e competências do concorrente (10%); (d) Experiência e declarações abonatórias prestadas pelas entidades utilizadoras dos serviços de limpeza do concorrente (só dados dos anos 2013 e 2014) (5%); (e) Esclarecimentos na reunião (as questões profissionais levantadas por Instituto Politécnico de Macau sobre a prestação do serviço da limpeza) (7%).

Macau, aos 17 de Agosto de 2015 Presidente do Instituto, Lei Heong Iok

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opinião

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“Poorly equipped schools, counterfeit medicine and elections decided by money are just some of the consequences of public sector corruption. Bribes and backroom deals don’t just steal resources from the most vulnerable - they undermine justice and economic development, and destroy public trust in government and leaders.” Corruption Perceptions Index 2014 Transparency International

A

luta contra a corrupção é o terceiro desafio que os países devem enfrentar. A democracia é uma experiência compartilhada por centenas de milhões de pessoas e não se reduz ao acto de votar, consistindo no debate público que decorre antes e depois das eleições, no qual os cidadãos vão aprendendo uns com os outros. É pelas características desta aprendizagem que reside a diferença fundamental entre democracia e autocracia. Num governo autoritário aqueles que aprendem são uns quantos e que têm acesso aos problemas públicos. A experiência do poder está interditada à maioria e, quando o sistema se abre subitamente, a população irrompe sem saber do que se trata. Ainda que, um governo autoritário apresente a aparente vantagem de poder tomar decisões mais eficazes a curto prazo, o que nunca conseguirá é preparar a maioria dos cidadãos que pretensamente governa a tomarem um dia as suas próprias decisões. O sistema democrático, por seu lado, requer maior tempo para realizar as transformações desejadas, mas quando chegam, são sólidas porque resultaram de uma aprendizagem colectiva. Se sob o impulso do consenso público fosse empreendido amanhã o combate contra a corrupção, os frutos seriam duradouros. Se, pelo contrário, um messiânico general tomasse o poder num país, e pendurasse segundo o seu arbitrário critério, uma dúzia de pessoas numa praça, a corrupção continuaria estruturalmente instalada no sistema, com a agravante da falta de controlo. O longo processo de aprendizagem que é a experiência democrática tem etapas sucessivas e cada uma delas representa um desafio que a comunidade no seu conjunto deve resolver. Existem duas estações nesse percurso que é o de aprender a respeitar as instituições e a recusar o populismo em matéria económica. A “Cimeira de Brisbane” do G-20, que se realizou a 15 e 16 de Novembro de 2014, na qual os líderes mundiais reafirmaram o compromisso que fizeram em 2010, de fazer face aos efeitos negativos da corrupção sobre o crescimento económico, comércio e desenvolvimento. Estiveram de acordo em tomar medidas sobre o suborno público e a transparência no sector privado, integridade e cooperação internacional na luta contra a corrupção.

Martin Scorsese, goodfellas

A cultura de tolerância zero

A corrupção, no final de 2014, continuava a ser uma importante ameaça ao crescimento global e à estabilidade financeira, destruindo a confiança dos cidadãos, rompendo o estado de direito, distorcendo a concorrência, impedindo os investimentos transfronteiriços e o comércio, e distorcendo a atribuição de recursos.

O G-20, como grupo das maiores economias do mundo, mantém o seu compromisso de reduzir a incidência da corrupção e a construção de uma cultura mundial da intolerância à corrupção. A “Grant Thornton”, multinacional consultora de negócios a nível mundial, representada

A corrupção, no final de 2014, continuava a ser uma importante ameaça ao crescimento global e à estabilidade financeira, destruindo a confiança dos cidadãos, rompendo o estado de direito, distorcendo a concorrência, impedindo os investimentos transfronteiriços e o comércio, e distorcendo a atribuição de recursos

em cento e trinta países, realizou um estudo sobre o Brasil e a Índia, economias- chave do grupo G-20 que não são alheias às práticas corruptas, no sentido de entender como podem as empresas crescer eticamente num ambiente onde a corrupção é moeda corrente. A “Percepção da Corrupção” da “Transparency International” revela o índice de 2014 de países sobre o nível de corrupção no sector público, em que a qualificação zero é considerada de altamente corrupto e a de 100 corresponde a muito limpo. O Brasil teve um índice de 43, Rússia 27, Índia 38, China 36 e África do Sul 44. O índice reflecte a percepção da corrupção e é exacto se for vinculado à facilidade de fazer negócios. O proprietário de uma


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jorge rodrigues simão

pequena, média, grande empresa ou de uma multinacional, debate-se com a complexidade para iniciar a actividade na Índia, por exemplo, sendo um verdadeiro desafio, cada fase do processo, pela existência de obstáculos burocráticos, havendo o pedido para a realização de pagamentos ilegais, ou dinheiro a ser oferecido para ocupar uma posição melhor na longa lista de espera de pedidos que aguardam decisão. O Brasil, nos últimos anos tem vindo a confrontar-se com vários escândalos de corrupção de grandes dimensões, como o “Mensalão”, “Petrolão” e “Operação Lava Jato” que envolvem quer os trabalhadores públicos, como os do sector privado, não tendo o índice de percepção da corrupção no Brasil, no entanto, sofrido alteração.

A discrepância entre a realidade e a percepção deve-se principalmente ao facto dos cidadãos se habituarem a esse tipo de situação e crerem que sempre existiu. O impacto dos casos mediáticos sobretudo, no crescimento económico, dá-se por se criar um custo adicional para a realização de negócios, não existindo a garantia nunca de que um pagamento que configura o crime de corrupção produzirá o resultado desejado, aumentando os custos enormemente, sem qualquer benefício, sendo de extrema gravidade nos grandes contratos governamentais. Os custos não são legítimos por força da legislação do local, conduzindo a uma economia paralela de pagamentos na sombra. Um estudo recente da OCDE mostra que o PIB da Índia aumentaria significativamente, se todos esses pagamentos ilícitos fossem carreados para a economia real. O Brasil vive o momento mais oportuno da sua história para debater sobre o cancro da corrupção. O país está no meio da investigação do maior escândalo de corrupção de que há memória e que envolve a Petrobras, a empresa estatal de petróleo e várias outras empresas. A investigação pode levar à falência de muitas empresas e travar grandes projectos de infra-estrutura, o que implicaria o despedimento de milhares de trabalhadores. O escândalo causa prejuízo significativo à reputação da economia brasileira e aumenta o risco da realização de negócios no país, bem como afecta as empresas que tentam entrar no mercado pela primeira vez, ou que conquistaram um segmento de mercado e tentam alargar. As empresas brasileiras que não têm nenhuma operação no estrangeiro é muito possível que considerem esta situação como um custo normal da realização de negócios. As empresas indianas que realizam operações no estrangeiro, em geral, nos Estados Unidos e na Europa, estão sujeitos às estritas normas desses países, tal como as multinacionais estrangeiras que investem na Índia. As empresas não se podem dar ao luxo de serem condescendentes porque teriam de se expor a uma possível prática de infracções graves e serem punidas com sanções de milhares de milhões de dólares, pena de prisão e inclusive perder os clientes. As empresas não só poderiam perder os contratos com o governo, no qual não estão interessadas, porque os riscos são maiores que os benefícios. O novo governo da Índia chegou ao poder em 2014, e a percepção sobre a realidade levou-o a tomar medidas para travar a corrupção transnacional e institucional, mas tem um longo caminho por percorrer. A Índia é um país muito descentralizado pelos seus trinta estados e cada um tem um peso significativo, e nem sempre estão em sintonia com o que ocorre no centro, mas o governo central enviou a mensagem clara de

concentração no crescimento e governança, e implementação de e-governo, em particular, o que significa que não tem de interagir com os trabalhadores públicos, onde a incidência da corrupção é mais alta. O governo brasileiro aprovou a legislação contra o branqueamento de capitais, no inicio de 2014, tendo as acusações quadruplicado. O acordo social na luta contra a corrupção está a crescer, mas existe um longo caminho por transitar, sobretudo devido à aceitação da cultura da corrupção, o que torna a situação mais difícil de mudar. A introdução de legislação contra a corrupção pela primeira vez na história brasileira, faz que as empresas tenham medo, acrescido do facto de personalidades proeminentes terem sido detidas, pelo que o Brasil se encontra numa situação melhor no combate à corrupção. A comunidade empresarial tem um papel importante e pode exigir maior transparência nos negócios de Estado. As empresas devem adoptar em todo o mundo a regra do acordo de integridade que a “Transparency International” criou há muitos anos. Se uma empresa estiver

perspectivas

em fase de negociação pré-contratual com um Serviço do governo ou uma empresa estatal, as duas partes devem assinar um acordo de integridade e comprometerem-se a não incorrer em práticas corruptas durante a vida do contrato, devendo concordar na inclusão de um monitor independente que assegure o cumprimento das cláusulas do acordo de integridade. As empresas no Brasil, por exemplo, estão obrigados a investir mais nas mudanças no suporte lógico para se adaptarem aos requisitos do sistema de informação do Serviço de Impostos Internos, que vigiarão as conversas entre clientes, fornecedores e autoridades tributárias. Existe uma melhoria na formação dos funcionários públicos brasileiros na luta contra a corrupção e cumprimento da lei. A comunidade empresarial internacional está a fazer um esforço para terem boas práticas no que respeita à luta contra a corrupção. Se os dirigentes empresariais não forem obrigados a fazer face a práticas de corrupção as perspectivas de crescimento dos negócios serão maiores e os riscos menores.

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EDITAL Edital nº Processo nº Assunto Local

: 22/E-OI/2015 : 447/OI/2015/F :Início do procedimento de audiência pela infracção às respectivas disposições do Regulamento Geral da Construção Urbana (RGCU) :Rua Dois do Bairro Iao Hon n.º 33 e Rua Cinco do Bairro Iao Hon n.º 38, Edf. Mau Tan, Macau.

Cheong Ion Man, subdirector da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no uso das competências delegadas pelo Despacho n.º 04/SOTDIR/2015, publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) n.º 25, II Série, de 24 de Junho de 2015, faz saber por este meio ao(s) dono(s) da obra e ao(s) proprietário(s), cujas identidades se desconhecem, o seguinte: 1.

O agente de fiscalização desta DSSOPT deslocou-se ao local acima indicado e verificou a realização da obra abaixa indicada que infringiu o disposto no n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 79/85/M (RGCU) de 21 de Agosto, alterado pela Lei n.º 6/99/M de 17 de Dezembro e pelo Regulamento Administrativo n.º 24/2009 de 3 de Agosto, pelo que a obra é considerada ilegal:

1.1

Obra Construção de um compartimento não autorizado composto por pala metálica, suporte metálico e chapa metálica na parede exterior junto à entrada e saída do edifício situado no n.º 33 da Rua Dois do Bairro Iao Hon.

2.

Nestas circunstâncias e nos termos dos artigos 52.º e 65.º do RGCU, pode ser ordenado que os infractores procedam à demolição da obra ilegal referida no ponto 1, e à reposição da parte afectada de acordo com o projecto aprovado por esta Direcção de Serviços, pelo que, são sancionáveis com multa de $1 000,00 a $20 000,00 patacas.

3.

Nos termos dos artigos 93.º e 94.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo DecretoLei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, os interessados podem apresentar a sua defesa por escrito e as demais provas para se pronunciar sobre as questões que constituem objecto do procedimento, bem como requerer diligências complementares, no prazo de 10 (dez) dias contados a partir da data de publicação do presente edital.

4.

O processo pode ser consultado durante as horas de expediente nas instalações da Divisão de Fiscalização do Departamento de Urbanização desta DSSOPT, situadas na Estrada de D. Maria II, n.º 33, 15.º andar, Macau. (telefones nos 85977154 e 85977227) Aos 21 de Agosto de 2015 Pelo Director dos Serviços O Subdirector Cheong Ion Man


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Pedro Ferreira

in Esquerda.net

N

o início deste Verão, um conhecido comentador político de fim-de-semana e ex-Presidente do PSD afirmou a propósito das eleições legislativas de 4 de Outubro que aos portugueses não restava outra solução senão a de terem “juizinho” no momento do voto. Este “aviso” queria dizer, de forma subliminar, que é preciso evitar as tentações que muitos eleitores poderão ter de testar novas soluções políticas fora do quadro dos partidos do chamado “arco do poder” e que dominam a política portuguesa desde o fim da ditadura. O Presidente da República, Cavaco Silva, tem sido um dos mais acérrimos defensores deste status quo, através da insistência na materialização de consensos entre PSD, PS e CDS-PP visando assegurar por “décadas a estabilidade governativa”. A tentativa de condicionar as opções dos eleitores traçando cenários mais ou menos catastrofistas se os resultados das eleições não gerarem maiorias absolutas, revela que Cavaco Silva não compreendeu as funções que, no actual quadro constitucional, competem ao Presidente da República, esvaziando desta forma a sua função enquanto órgão suprapartidário e que por isso não deve manifestar preferências de natureza partidária ou interferir na luta democrática entre as diferentes forças políticas. Cavaco Silva acabou por ignorar o crescente descontentamento dos eleitores optando por ser um pilar em que o governo se apoiou nos momentos mais críticos. Perante este quadro, podemos concluir que para muitos é apenas legítimo mudar de nomes e adoptar uma nova semântica mas não de desígnio, ou seja, uma governação que afronte de forma corajosa e determinada os interesses há muito instalados, a corrupção, o nepotismo, numa palavra a decadência do próprio regime.

Jay Roach, The Campaign

A política não é um jogo semântico

Portugal - bem como os restantes países europeus- vive um momento particularmente delicado necessitando por isso de inverter o ciclo descendente em matéria de direitos fundamentais seja no campo da saúde, do ensino ou das políticas sociais. Por estas razões, as próximas eleições legislativas têm uma importância vital porque a correlação de forças que delas sair determinará por muitas décadas o nosso futuro colectivo. A descrença nas instituições somada à desvalorização dos partidos enquanto representantes da vontade popular deve (ou devia) ser objecto de uma profunda reflexão pois só desta forma será possível evitar a entrada no “buraco negro” do populismo e da demagogia. Há que aprender com a História o que uma vez mais não parece estar a acontecer. pub

AVISO Faz-se saber que, em relação ao concurso público para « Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Empreitada de construção das fundações por estacas do Edifício de Administração e Multi-Serviços », publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 32, II Série, de 12 de Agosto de 2015, foram prestados esclarecimentos, nos termos do artigo 2.2 do programa do concurso, e foi feita aclaração complementar conforme necessidades, pela entidade que realiza o concurso e juntos ao processo do concurso. Os referidos esclarecimentos e aclaração complementar encontram-se disponíveis para consulta, durante o horário de expediente, no Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, sito na Av. do Dr. Rodrigo Rodrigues, Edifício Nam Kwong, 10º andar, Macau. Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas, aos 19 de Agosto de 2015. O Coordenador, Substituto Luís Madeira de Carvalho

A descrença nas instituições somada à desvalorização dos partidos enquanto representantes da vontade popular deve (ou devia) ser objecto de uma profunda reflexão pois só desta forma será possível evitar a entrada no “buraco negro” do populismo e da demagogia A coligação PSD/CDS, rebaptizada com o curioso nome de Portugal à Frente (PàF), promete reverter as políticas que ao longo da legislatura e com a cobertura da troika, arruinaram o país atirando para a pobreza ou indigência milhares de portugueses. O pior governo dos últimos 40 anos diz agora que se encarregará de corrigir as desigualdades prometendo-nos assim um ciclo de crescimento económico e consequente prosperidade. Se nos lembrarmos do que Passos Coelho disse na última campanha eleitoral não será difícil imaginar quais são as suas reais intenções. A máquina de propaganda do governo está, no entanto, montada. E o seu guião fala-nos de um país cuja cicatrização das feridas segue a um ritmo invulgarmente rápido. No crescimento económico e no emprego, responsáveis pela retoma da confiança dos portugueses e que a ministra da Finanças vê cada vez mais “sorridentes”. O futuro (?) segue dentro de momentos.

Por outro lado, o PS vai tropeçando nas suas próprias contradições e promete colocar um ponto final nas políticas de austeridade através de uma atitude menos diligente em relação às imposições da UE. Hollande não fez melhor e hoje está remetido ao papel de “ idiota útil” dos interesses da Alemanha e da chanceler Merkel. Os números são importantes desde que verdadeiros. E não têm sido. Os cartazes também desde que espelhem a realidade. Se assim não for (como não foi) são apenas a revelação de quem quer iludir a realidade. Sem ética, a política fica reduzida à opacidade, espécie de espaço privilegiado onde nidificam todos os oportunismos. Entendamo-nos. A coligação quer prosseguir o caminho iniciado há 4 anos, ou seja, a austeridade a que chama reformas. E o PS fala-nos em rigor apenas para contornar a aspereza do ‘austeritarismo’ que já poucos suportam. Até lá importa, no entanto, falar pouco, deixar a clareza de lado e debitar sound-bites para disputar as manchetes dos jornais ou a abertura dos telejornais. Pouco, muito pouco mesmo, para quem disse rejeitar a política de casos ou proclamou que os interesses do país estavam à frente dos resultados eleitorais (que se lixem as eleições, não é?). Recentemente, o ex-coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, recordou uma entrevista da escritora Marguerite Duras ao jornal francês Nouvel Observateur em 1992. Respondendo à pergunta sobre qual o valor que a esquerda teria de promover urgentemente, Duras afirmou: “a luta de classes”. Ante a perplexidade do jornalista acrescentou: “ À parte restabelecer a luta de classes, não vejo outro valor.” Um anacronismo absoluto? Ou apenas a tentativa de ressuscitar um jargão revolucionário em que ninguém já se reconhece, excepto alguns teorizadores parados no tempo? Pelo contrário, este é o caminho que a esquerda não poderá abandonar porque o seu combate passa também por contrariar a despolitização que há década impregna alguns discursos que nos falam do esbatimento ou mesmo do fim das fronteiras entre a esquerda e a direita. Sobra apenas o pragmatismo a que muitos recorrem com inusitada frequência para afirmar que os problemas com que se debatem as sociedades em que vivemos não têm uma relação directa com opções de natureza ideológica. Como sabemos, a crise não é apenas financeira. A sua raiz é ideológica e por isso é necessário reafirmar os valores que as elites económicas temem. A exploração e as desigualdades agravaram-se significativamente nos últimos anos. E porque não são naturais nem inevitáveis têm de ser contrariadas. A democracia supõe escolhas e por isso não se pode compadecer com o pensamento daqueles que cinicamente apelam ao nosso “juizinho” algo que só pode ser interpretado como um convite à inacção.


ócios / negócios

hoje macau quarta-feira 26.8.2015

Barbearia 2Legit Sara K, Rocklee e Fernando Lourenço, fundadores e co-fundador

Cabeças falantes hoje macau

Sara K, Rocklee e Fernando Lourenço decidiram aliar-se para criar um novo conceito de barbearia inspirado naquelas que ainda existem por essa Macau. A ideia voou dos EUA e estabeleceu-se perto de S. Lázaro, com ênfase na imersão comunitária

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A

2Legit nasceu há meio ano mas já está a ferver, mais que não seja pela paixão cega dos seus dois fundadores e co-fundador, Rocklee, Sara K e Fernando Lourenço. O projecto sobrevive pela paixão e talento de ajudar os outros. Rocklee, agora com 30 anos descobriu a sua vocação pelo conceito de ser barbeiro a milhares de quilómetros de distância, nos Estados Unidos. Participa, desde novo, numa série de competições e ‘battles’ de breakdance – estilo que nasceu nos EUA e foi popularizado pelos afro-americanos, com recurso ao hip-hop – pelo mundo. “Tudo começou quando fui aos EUA para uma competição, uma coisa que faço há mais de 20 anos. Punha-me a pensar nos cortes fantásticos daqueles b-boys, mas com linhas [de corte] realmente bem feitas, sem defeitos e em como eu nunca conseguia fazê-lo”, conta. As experiências iniciais, confessa, levaram a uma série de “desastres” capilares, o que o obrigou a um pente zero permanente, numa tentativa de esconder as avarias. Anos depois, foi convidado para um evento como DJ no Michigan, altura em que aproveitou para ir a Chicago. Foi numa festa nesta cidade que conheceu uma rapariga sino-americana, “das poucas que falava cantonês” por lá. A história acaba com Rocklee a conhecer o seu mentor por via da sua amiga. “Foi nesse dia que conheci o meu mentor, que me cortou o cabelo como eu sempre quis”. A paixão nasceu assim, como todas: inesperada e repentinamente. De volta a Macau, o barbeiro empenhou-se como nunca, fez várias perguntas e outras tantas experiências, até que começou a cortar cabelos “em casa, numa cadeira do Ikea”. Decidir-se por ‘2Legit’ foi, de certa forma, fácil. “Para o nome, lembrei-me dos primórdios da cultura pop e da minha

infância, quando ouvia MC Hammer e ele tinha a ‘2Legit2Quit’”, conta. Entre um trabalho a tempo inteiro num grupo hoteleiro local e a vontade insaciável de criar, Rocklee foi singrando, até abrir a barbearia em Abril.

Aliar a arte à vontade de contribuir

Para Rocklee, o conceito é sólido e imutável: uma hora na 2Legit pode ajudar qualquer um. “É uma sessão terapêutica”, exclama, com o aval de Fernando. “Sinto que ao tornar-me barbeiro, estou a ajudar os outros”, traça Rocklee. Entre risos, explicam que se trata de um momento quase catártico. Curiosamente, os cortes não são efectuado de frente para o espelho, mas sim para dentro da loja. “Dá aso à criação de conversas entre nós e a clientela, troca de experiências, de histórias e desabafos”, revelam. Várias são as histórias que têm

para contar: umas mais felizes que outras, mas todas se concentram da comunidade. “As pessoas não devem seguir o rebanho, fazer o que a sociedade lhes impõe, mas sim o que realmente querem”, frisa o proprietário. Entre palavras, confessa ter sido uma dessas crianças, até finalmente perceber que só assim seria feliz. “Há dificuldade em ver o valor além do dinheiro, mas é preciso promover isso”, disse. Além das marcações diárias, os dois barbeiros ajudam muita gente. É que a estabilidade do exterior engrandece o interior. Na calha da 2Legit estão outros projectos. Entre eles, parcerias com associações solidárias de pessoas com deficiência e ex-toxicodependentes no sentido de formar quem queira seguir a actividade. Fernando fala também na colaboração com estes grupos vulneráveis e artistas locais na criação de outros produtos.

Muito mais do que um corte

“As pessoas não devem seguir o rebanho, fazer o que a sociedade lhes impõe, mas sim o que realmente querem” Rocklee

A Rocklee juntaram-se o seu primo Fernando Lourenço e Sara K, uma jovem residente que adquiriu os seus conhecimentos com um curso em Portugal. No entanto, a paixão de cortar cabelos não previa um molde tão “tradicional” como aquele a que um salão comum obriga. Entre aquelas quatro paredes, Sara sente-se a dar asas à sua imaginação. O aparar de pontas, permanentes e madeixas foram trocados pelo cavalheirismo capilar. Anteriormente,

Sara trabalhou num salão local e depois como freelancer, a partir de casa. Fernando esforça-se todos os dias para manter a casa em ordem, mas não só. Neste momento, delineia um plano de longo prazo para a marca. “Não queremos só ter produtos à venda na loja, queremos criá-los para que sejam vendidos lá fora”, conta. Na 2Legit vai vender-se uma série de produtos, o mais original sendo uma pasta capilar orgânica semelhante à cera. Há, ainda este ano, espaço para a venda de roupa. Além de cadeiras de barbeiro, o espaço está decorado com espelhos, um balcão para tatuagens, estação de lavagem e uma cabine de música, com vinis e um amplificador à mistura. É que não só há música a tocar, como artistas em ascensão podem lá actuar para mostrar do que são feitos. A 2Legit não se encara como mais um cabeleireiro. Pode dizer-se que é o barbeiro de antigamente, mas de cara lavada. Errada é a ideia de que uma barbearia dos tempos modernos obriga à criação de looks tresloucados ou cristas pontiagudas. Ali usa-se uma espécie de cera própria, fazem-se desenhos artísticos, mas principalmente, cortes clássicos e modernos. A atirar para um homem de negócios orgulhoso do que a sua cabeça veste. A equipa vai marcar presença no Flea Market, uma feira que tem lugar este fim de semana, na Estrada Marginal da Areia Preta. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo


hoje macau quarta-feira 26.8.2015

Inflação em Macau atingiu 5,33% em Julho

A

cartoon por Stephff

A taxa de inflação em Macau nos 12 meses terminados em Julho face ao período homólogo anterior foi de 5,33%, indicam dados revelados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos. De acordo com a informação estatística, a inflação foi potenciada por crescimentos nos preços das secções “habitação e combustíveis”, em 10,86%, “produtos alimentares e bebidas não alcoólicas”, em 5,43%, e “saúde”, em 5,28%. Em Julho e face ao mês anterior, os preços aumentaram 0,22% com subidas nas “bebidas alcoólicas e tabaco” (32%) devido à subida do preço do tabaco, e na secção de “recreação e cultura” (1,49%), por causa do aumento dos preços das excursões. Já o índice de preços do “vestuário e calçado” diminuiu 3,35%, numa tendência justificada com os saldos de verão. Comparativamente a Julho de 2014, os preços em Macau cresceram 4,76%, refere ainda a nota oficial dos Serviços de Estatística.

Desporto Maratona de Macau vai passar por A-Má

Receitas Quebras de Agosto podem trazer austeridade

Fantasma está de volta O Homem mais rico da China perdeu 3,6 mil milhões de dólares

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Wang Jianlin, o homem mais rico da China, perdeu 3,6 mil milhões de dólares na segunda-feira, na derrocada das bolsas mundiais.O presidente e fundador do grupo Dalian Wanda, especializado no mercado imobiliário e no sector do entretenimento, perdeu mais de 10% da sua fortuna, segundo o índice de milionários da Bloomberg, que segue as fortunas das pessoas mais ricas do mundo. Wang Jianlin terá sido o maior perdedor na segunda-feira, segundo o índice Bloomberg, actualizado no fim de cada dia. Apesar das pesadas perdas registadas na segunda-feira, a fortuna de Wang registou este ano um aumento de seis mil milhões de dólares. Jack Ma, detentor da segunda maior fortuna chinesa e fundador do gigante de comércio electrónico Alibaba, perdeu “apenas” 545 milhões de dólares, segundo o índice.

s casinos de Macau deverão fechar Agosto com receitas brutas de cerca de 18.500 milhões de patacas, o que poderá colocar as receitas abaixo da média estabelecida pelo executivo para impor “medidas de austeridade”. Dados dos operadores a que a Agência Lusa teve acesso indicam que as receitas de presente mês deverão fixar-se num intervalo entre os 18.300 e os 18.800 milhões de patacas. A confirmar-se o intervalo, o mês de Agosto, outrora um mês forte nas receitas dos casinos locais, figuraria como o segundo ou terceiro pior mês desde que em Junho de 2014 os casinos começaram a registar quebras homólogas das receitas. Os dados são oriundos das empresas Sands China e MGM China e permitem também concluir, por projecções anteriores, que a Sands China e a Galaxy Resorts deverão manter-se, respectivamente, no primeiro e segundo lugares do ranking de operadores, remetendo para o terceiro posto a Sociedade de Jogos de Macau, fundada por Stanley Ho e que mais de dez

anos após a entrada de novos operadores continua a manter-se como uma das principais companhias em funcionamento.

Tecto baixo

O cenário das projecções coloca, no entanto, a média mensal das receitas brutas dos casinos abaixo dos 20.000 milhões de patacas, o tecto que o Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, estabeleceu para que o Executivo local assuma “medidas de austeridade”, apesar da execução orçamental local ser superavitária e do saldo positivo acumulado até Julho ser já superior ao previsto para os 12 meses do ano.

Com 140.259 milhões de patacas de receita até Julho, uma média de 20.037 milhões de patacas, a média mensal no patamar mais alto de receita prevista ficaria em quase 19.900 milhões de patacas, abaixo do ‘limite’ estabelecido. A economia de Macau está assente nos serviços com o sector do turismo, especialmente o jogo em casino, a afirmar-se como a principal fonte de receita pública devido aos impostos directos de 35% cobrados sobre as receitas brutas apuradas nos espaços de jogo e de 4% de indirectos canalizados para fins diversos como a promoção turística.

maratona de Macau apresenta este ano um novo percurso, que passa pelo Templo de A-Má, para assinalar o 10.º aniversário da classificação do património pela UNESCO, e mais 2.000 vagas, revelou ontem o Instituto do Desporto (ID). As inscrições para a 34.ª edição, que se disputa no dia 6 de Dezembro, abrem no sábado e acomodam agora 8.000 atletas, mais 30% que os 6.000 de 2014, em três provas: maratona (42 km), meia-maratona (21 km) mini-maratona (4,2 km). José Tavares, presidente do ID, apontou que as principais alterações ao percurso implicam uma “extensão para o Templo A-Má, para celebrar os dez anos da nossa conquista pelo reconhecimento pela UNESCO”, já que em 2015 se assinala uma década de inscrição do centro histórico como património mundial, e uma “nova travessia para a universidade de Macau”. A passagem pelo novo campus da universidade, na Ilha da Montanha, um território adjacente a Macau, “é preferível do que passar duas vezes na ponte [como acontecia em edições anteriores], porque na ponte pode-se apanhar muito vento forte e poderá perturbar um pouco tempo em si, os resultados”, explica. As vagas (1.200 para a maratona, 2.600 para a meia e 4.200 para a mini) aumentaram como forma de dar resposta “às necessidades que têm vindo a ser notadas nos últimos anos”, já que habitualmente as vagas esgotam pouco tempo depois de as inscrições abrirem. A organização da maratona está a convidar os atletas que fizeram os melhores tempos no ano passado e também outros que apresentam bons resultados no estrangeiro, mas não quis revelar ainda nomes. Em particular em relação aos atletas dos países lusófonos, José Tavares lembra que foi a Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP) que endereçou os convites, mas até agora não recebeu quaisquer respostas. HM/LUSA


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