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Hoje Macau 26 JUL 2013 #2901

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ANIMAIS

BOCADOS DE TIGRES E DE URSOS APANHADOS NO TERMINAL DA TAIPA AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006

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MOP$10

• TERRENOS

D I R E C T O R C A R L O S M O R A I S J O S É • S E X TA - F E I R A 2 6 D E J U L H O D E 2 0 1 3 • A N O X I I • N º 2 9 0 1

• CASO PARK’N SHOP

CARTA WAN KUOK KOI ESCREVE AO HOJE MACAU

DSSOPT recusa divulgar números de adjudicações

“Nunca disse que dei dinheiro aos portugueses”

Ter para ler

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Fong Chi Keong afirma que é“um servo do povo” PÁGINA 5

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• HABITAÇÃO

“O problema é a escassez de recursos”

METRO LIGEIRO Lau Si Io justifica atrasos

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Descalço no parque O Secretário ainda acredita que o consórcio cumpra os prazos prometidos. Mas – pelo sim, pelo não – já fala de penalizações. Segundo conta, as empresas zangaram-se e as chuvas também não ajudam. PÁGINA 3

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POLÍTICA

JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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à terceira não foi de vez. O HM tentou, por três vezes, conseguir saber quantos terrenos foram adjudicados desde a transferência de Macau, em 1999, mas as Obras Públicas recusam-se a dar essas informações. “Os dados são complicados e podiam ser mal interpretados, não podemos dar para que anunciem ao público, não pode ser”, disse um porta-voz da Direcção dos Serviços das Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) ao HM. As questões colocadas pelo nosso jornal debruçavam-se sobre a quantidade de terras adjudicadas desde que a soberania de Macau passou para a China e, no total, quantas destas foram atribuídos por concurso público. Depois de receber a primeira resposta da DSSOPT – que disse ao HM para consultar dois sites do Executivo -, tentamos perceber se o número total dos terrenos poderia ser enviado pelo organismo, tendo em conta que, para a pesquisa em “Boletim Oficial” ou “Rede de Informação Cadastral” é necessário

COTAI TOTALMENTE DIRECTO “Não houve qualquer concurso público no Cotai”, frisou ainda o mesmo porta-voz, depois de muita insistência do HM em saber se há algum terreno no Cotai que tenha sido adjudicado através de hasta pública. Na parte de Macau liderada, sobretudo, pelas operadoras de jogo não houve, portanto, qualquer concurso, sendo que todos os terrenos foram concedidos por arrendamento directo. De acordo com a Lei de Terras actualmente em vigor, os meios de atribuição de terrenos têm de ser feitos por concurso público, sendo que este pode ser dispensado em “casos de renovações de contrato, na conversão de concessão gratuita em onerosa, na transmissão de situações resultantes de concessão anterior, na concessão de pequenas parcelas de terreno, insuficientes para construção regular, que confinem com terreno arrendado ao requerente e que não possam aproveitar a qualquer outro proprietário ou concessionário confinante, em caso de empreendimentos de reconhecido interesse para o desenvolvimento do território ou em caso de construção de habitação própria promovida para os respectivos associados por associações de finalidade eminentemente social ou por cooperativas de habitação”. Regras que se mantêm mais ou menos semelhantes na revisão desta lei, aprovada apenas na generalidade e ainda à espera de aprovação na especialidade. A revisão, por exemplo, vai prever obrigatoriedade de concurso público, mas deixa sempre disponível que esta regra passe a excepção.

hoje macau sexta-feira 26.7.2013

TERRENOS DSSOPT RECUSA DIZER QUANTOS FORAM ADJUDICADOS DESDE 1999

O público não pode saber O HM tentou saber, por três vezes, o número total de terrenos adjudicados pelo Governo desde a transferência. Nada feito, a informação não pode passar cá para fora, excepto que só duas concessões foram feitas por concurso público

O ESSENCIAL A DSSOPT recusa fornecer dados sobre a adjudicação de terrenos porque os números poderiam “ser mal interpretados”. O HM conseguiu saber que, de todas as adjudicações, só duas foram efectuadas através de concurso público.

saber exactamente que terreno se procura e em que local fica. Mais uma vez, a DSSOPT descartou-se de dar estas informações, apesar de admitir que o Governo sabe os números. “Há muitos dados sobre as terras, mas ninguém preparou para si. O Governo sabe quantos terrenos foram adjudicados, mas não podemos dar o número só porque foi pedido por um média.” A DSSOPT diz que não pode dar o número total de terrenos para que este “seja publicado” e afirma que “em tempo oportuno” este será lançado.

DOIS CONCURSOS EM 14 ANOS

No entanto, o HM conseguiu receber uma resposta da DSSOPT no que diz respeito aos terrenos. Ao longo de 14 anos – desde 1999 até agora -, apenas dois terrenos em Macau foram adjudicados por concurso público.

“Os dados são complicados e podiam ser mal interpretados, não podemos dar para que anunciem ao público, não pode ser” Porta-voz da DSSOPT Não é possível fazer uma comparação com a quantidade de terrenos adjudicados – sendo que não temos acesso ao total -, mas fica-se com uma ideia. “Após o estabelecimento da RAEM, foram realizados dois concursos públicos para adjudicação da concessão de terrenos”, frisa a resposta do porta-voz da DSSOPT. “O primeiro concurso público foi realizado mediante proposta em carta fechada em 5 de Fevereiro de 2004 e teve por objecto a concessão por arrendamento, precedido de concurso público, de um terreno na Avenida do Lam Mau. O segundo, igualmente mediante proposta em carta fechada, foi realizado em 9 de Janeiro de 2008 e teve por objecto a concessão de dois terrenos localizados na Bacia Norte do Patane. Os procedimentos relativos a concessão destes terrenos serão em breve concluídos”, refere a DSSOPT.


política 3

hoje macau sexta-feira 26.7.2013

info@hojemacau.com.mo

O

Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Lau Si Io, reconheceu à imprensa chinesa na passada quarta-feira os atrasos na construção do metro ligeiro na Taipa, demonstrando a incerteza em conseguir terminar a obra em 2015. Lau explica que os atrasos se devem à estrutura interna das empresas de construção, que são compostas por capitais do continente e de Macau, facto que tem levantado conflitos internos. Mas “no momento, a situação já melhorou”, disse à TDM. «É necessário tempo para que qualquer princípio de cooperação possa ser rentabilizado.» Chuvas frequentes são, segundo o Secretário, outro factor importante de atraso,

O ESSENCIAL O Secretário admite que o consórcio corre o risco de não cumprir os prazos fixados na construção do metro ligeiro, mas ainda tem esperança. Contudo, o Governo tem penalidades na manga. Quanto a comentar as críticas de um relatório do CCAC sobre a obra, Lau Si Io promete fazê-lo ainda este ano.

LAU SI IO RECONHECE ATRASOS. A CULPA É DOS OUTROS MENINOS

Metro descarrila nos ‘timings’ Desentendimentos no seio do consórcio e mau tempo. Eis o que complicou o calendário das obras dado que aumentam a dificuldade da construção. «No âmbito deste projecto não é possível evitar atrasos a vários níveis”, assumiu o responsável. Questionado sobre as medidas para atender aos atrasos, Lau refere que o Governo punirá as empresas de acordo com a solicitação da proposta assinada. “As penalizações não serão aplicadas de uma forma global mas em diferentes fases. Neste momento não

tenho presente de quantas fases se tratam mas, se uma empresa se deparar com penalizações de primeira fase, o normal é que a segunda e a terceira fases se iniciem com atraso”, explicou ainda o Secretário. Todavia, a construção ainda não terminou, salvaguardou, pelo que ainda “existe a possibilidade de cumprir o prazo previsto”. “Faremos o nosso melhor para terminar a construção em 2015”, afiançou, dando

um voto de confiança às empresas envolvidas. As previsões mais seguras, no entanto, envolvem o traçado da Taipa e não de Macau, cujas obras ainda não arrancaram.

RELATÓRIO DO CCAC PARA ANALISAR

Em relação ao relatório do Comissariado contra a Corrupção (CCAC), sobre os problemas existentes no projecto da construção do troço na península, Lau indica que

ainda que necessita de analisar mais profundamente o relatório, prometendo que será publicado o resultado da análise ainda este ano. Recorde-se que o CCAC considera que não foram apresentados «fundamentos convincentes» nem «qualquer suporte científico e técnico» para substituir a Avenida Dr. Sun Yat Sen pela Rua de Londres no traçado que passa pelos Novos Aterros do Porto Exterior (NAPE), depois de o Gabi-

FAOM É A GRANDE TITULAR DO ERÁRIO PÚBLICO ENDEREÇADO PELO IACM

Actividades recreativas ou campanha? RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo

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nete para as Infra-Estruturas e Transportes (GIT) ter optado por este desvio da linha. Ainda assim, o CCAC indicou também que era necessário o aval do Chefe do Executivo, Chui Sai On, para ficarem definidos os traçados, havendo por isso apenas meras propostas em cima da mesa. Os serviços competentes dizem, porém, que o traçado é certo embora o CCAC nunca tenha encontrado documentos oficiais que o comprovassem. - *com R. M. R.

GONÇALO LOBO PINHEIRO

ZHOU XUEFEI*

ORAM mais de cinco milhões os apoios distribuídos no segundo trimestre pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) às diversas associações e organizações da sociedade civil. A Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) garantiu 70% do erário público destinado por este organismo público. A instituição, cuja vice-presidente é Kwan Tsui Hang, actual deputada e candidata pelo grupo União para o Desenvolvimento, somou mais de 3,7 milhões de patacas, segundo uma lista publicada em Boletim Oficial na quarta-feira. Em época de eleições é sempre bem-vindo o apoio financeiro para assegurar uma campanha

profícua. As declarações são de Jason Chao, presidente da Associação Novo Macau, que ao HM afiançou, por diversas vezes, que várias associações se candidatam ao apoio financeiro do Governo para este fim. “O dinheiro que todas as associações recebem, por exemplo, a FAOM e os Kai Fong [moradores], não é utilizado para os objectivos de financiamento a que se propõem. Não o usam todo ou nem o usam de todo e guardam-no para as campanhas”, explica o também candidato da Liberais da Novo Macau. O IACM, embora não garanta nenhum mecanismo de fiscalização sobre os objectivos para os quais o dinheiro foi destinado, assegura que “a actividade de campanha não é uma destas actividades financiadas”. Em resposta, via e-

-mail, um porta-voz do organismo público, afiança que, segundo o despacho 83/2004, as actividades para as quais o organismo tutelado por Vong Iao Lek contribuiu financeiramente destinam-se “à educação civil” ou “actividades que podem aproximar as relações das comunidades”, nomeadamente, em áreas de cultura, arte, académicas e desporto. As actividades a que se candi-

dataram dizem sobretudo respeito às festividades lunares. As “Boas-vindas do Ano Novo Chinês”, o “Concerto, em celebração do Ano Novo Chinês”, as “Actividades em celebração do Ano Novo Chinês e de respeito pelos idosos na despedida do Ano do Dragão e de boas-vindas ao Ano da Serpente” e os “Dísticos reciclados DIY, em celebração do Ano Novo Chinês” são quatro das nove propostas de

O ESSENCIAL A FAOM arrecadou o lugar cimeiro na lista de apoios financeiros atribuídos pelo IACM entre Abril e Junho, seguida da UGAMM. Os cerca de quatro milhões assegurados pelos operários, destinam-se, sobretudo, a celebrações do Ano Novo Chinês. Críticas são levantadas por um dirigente de outra associação sobre o uso de dinheiro público para campanhas eleitorais mas o IACM assegura que não é dado apoio para este fim, embora não garanta nenhum mecanismo de controlo.

financiamento aprovadas. De resto, há também garantias financeiras dadas para a celebração da Páscoa, do 1º de Maio, e de actividades relativas ao “amor às Ilhas e sobre o 12º aniversário da criação do Centro de Prestação de Serviços” e à “Grande campanha de amor e caridade”. No entanto, os valores não são discriminados para cada actividade. No rol de apoios são também cobertas, naturalmente, as despesas de funcionamento do campo dos operários até Maio deste ano. Mas se a FAOM se apoderou de mais de metade deste bolo, os Kai Fong asseguraram praticamente o remanescente. Para a União Geral das Associação dos Moradores de Macau (UGAMM) foram distribuídos apoios na ordem das 800 mil patacas. Ou seja, 15% dos 5,3 milhões destinados a cerca de 100 associações. A candidatura a estes apoios assegura sobretudo a cobertura de despesas sobre o funcionamento e gestão da UGAMM e também festividades do ano novo chinês.


4 política

hoje macau sexta-feira 26.7.2013

A Associação Novo Macau entregou ontem uma carta a pedir à Comissão para os Assuntos Eleitorais para enviar por correio os programas políticos de cada candidato às eleições, a resposta foi um redondo não, em prol da protecção ambiental

NOVO MACAU EXIGIU ENVIO DE PROGRAMAS POLÍTICOS POR CORREIO

CAEAL não quer gastar mais papel

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AVISO COBRANÇA DA CONTRIBUIÇÃO PREDIAL URBANA 1.

A única prestação da Contribuição Predial Urbana referente ao exercício de 2012, será cobrada nos meses de Junho, Julho e Agosto do ano corrente. 2. No mês de pagamento, se os Srs. Contribuintes não tiverem recebido o conhecimento de cobrança, agradece-se que se dirijam ao NÚCLEO DE INFORMAÇÕES FISCAIS, situado no r/c do Edifício “Finanças”, ao Centro de Atendimento Taipa ou ao Centro de Serviços da RAEM, trazendo consigo conhecimento de cobrança ou fotocópia do ano anterior, para efeitos de emissão de 2.ª via do conhecimento de cobrança. 3. O pagamento pode ser efectuado, até ao último dia do mês indicado no conhecimento de cobrança (Junho, Julho ou Agosto), nos seguintes locais: - Nas Recebedorias do Edifício “Finanças”, do Centro de Atendimento Taipa, do Centro de Serviços da RAEM ou do Edifício Long Cheng; Os impostos/contribuições poderão ser pagos por intermédio de cartão de crédito ou de débito emitidos pelo Banco da China ou pelo Banco Nacional Ultramarino (incluindo “Maestro” e “UnionPay”). O montante total de pagamento não pode ser inferior a MOP$200,00 (duzentas patacas), nem superior a MOP$100 000,00 (cem mil patacas). O pagamento, através de cartão de crédito ou de débito, deve ser efectuado pelo montante total da dívida, sendo apenas permitido utilizar na operação um único cartão. - Nos balcões dos Bancos a seguir discriminados: Banco da China; Banco Comercial de Macau; Banco Delta Ásia; Banco Industrial e Comercial da China; Banco Luso Internacional; Banco Nacional Ultramarino; Banco Tai Fung, e, Banco Weng Hang. - Nas máquinas ATM da rede Jecto de Macau, assinaladas com a indicação “Jet payment”; - Por pagamento electrónico “[ “banca-on-line”] , no Banco da China, no Banco Nacional Ultramarino ou no Banco Tai Fung, através dos endereços: www.bocmacau.com, www.bnu.com.mo e www.taifungbank.com, respectivamente; - Por pagamento telefónico “banca por telefone”, no Banco da China ou no Banco Tai Fung. 4. Se o pagamento for efectuado por meio de cheque, a data de emissão não poderá ser anterior, em mais de três dias, à da sua entrega nas Recebedorias da DSF, e deve ser emitido a favor da “Direcção dos Serviços de Finanças”, nos termos das alíneas 2) e 3) do n.º1 do Artigo 4.º do Regulamento Administrativo n.º 22/2008. Se o valor do cheque for igual ou superior a MOP$50 000,00, deverá o mesmo ser visado, nos termos da alínea 4) do Artigo 5.º do Regulamento Administrativo acima mencionado. 5. Os contribuintes podem também efectuar o pagamento através do envio de ordem de caixa, cheque bancário ou cheque por correio registado para a Caixa Postal 3030. Note-se que não se pode enviar dinheiro, mas apenas ordem de caixa, cheque bancário ou cheque, devendo incluir-se um envelope devidamente selado e endereçado ao próprio contribuinte, afim de se enviar posteriormente o respectivo conhecimento, comprovando o pagamento. Lembra-se que devem ser respeitadas as regras descritas no ponto 4, relativamente aos cheques. - O envio para a caixa postal deve ser feito 5 dias úteis antes do termo do prazo de pagamento indicado no conhecimento de cobrança. 6. Nenhum dos métodos acima mencionados acarreta quaisquer encargos adicionais aos contribuintes pela prestação do serviço de cobrança. 7. Para a sua comodidade, evite pagar os impostos nos últimos dias do prazo. Aos 24 de Maio de 2013. A Directora dos Serviços Vitória da Conceição

CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

O

S Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) receberam ontem uma carta dos líderes da Associação Novo Macau (ANM), com um pedido dirigido à Comissão para os Assuntos Eleitorais (CAEAL), para que esta entidade envie os programas políticos via correio a todos os eleitores. Mas a CAEAL negou o pedido uma hora depois do pedido ter sido apresentado, afirmando que as “eleições para a Assembleia Legislativa (AL) promovem a protecção ambiental”. “A CAEAL vai imprimir alguns dados dos programas políticos para os eleitores consultarem, mas não vai enviá-los pelo correio”, acrescentou a entidade, que garantiu ainda que vai disponibilizar todas as informações online para que os interessados possam descarregar os documentos. Vão ainda ser criadas aplicações para consulta nos smartphones. A comissão disse ainda que nas legislativas de 2009 o procedimento foi semelhante.

POUCAS CÓPIAS

Scott Chiang, vice-presidente da ANM e número dois da lista candidata, liderada por Jason Chao, disse que nem todos os eleitores têm acesso à internet e que os mais velhos não sabem como usar um smartphone. Por isso, considera que a CAEAL não apresenta uma “razão justa” para cancelar o envio dos programas políticos por correio. “Nas eleições de 2009 a CAEAL imprimiu poucas cópias dos programas, para além de os ter deixado apenas nas entradas de segurança dos edifícios, nos centros comunitários e alguns departamentos do Governo. O contacto entre as listas candidatas e os eleitores ficou reduzido.”

Ng Kuok Cheong promove salário mínimo

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UMA interpelação escrita, o deputado Ng Kuok Cheong questiona o sistema do salario mínimo e as medidas de apoio, em caso de eventuais problemas sobre este mecanismo. O deputado lamenta que estas tenham sido sugeridas e investigadas já há anos, mas até agora ainda não saiu qualquer projecto detalhado. Ng aconselha que o Governo opte pelas 30 patacas por hora como salário mínimo e exorta à realização de uma consulta pública. Além disso, o deputado questionou ainda qual é a medida para resolver o problema de emprego de deficientes na RAEM, sugerindo que o Governo e os casinos assumam responsabilidade social para a contratação de mais deficientes. Por fim, Ng pede ao Governo que estimule as instituições do ensino superior de Macau a estudarem sobre a economia local para formular planos de apoio às empresas pequenas, que têm mais dificuldades em adaptar-se ao sistema do salário mínimo.

Angela Leong exige estimativas para orçamentos

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deputada e directora-executiva da Sociedade de Jogos de Macau (SJM) questionou as derrapagens no novo terminal da Taipa, apontando que é necessário criar um mecanismo científico para fazer estimativas, por forma a evitar aumentos de orçamentos. Numa reacção ao relatório do Comissariado de Auditoria (CA), publicada na imprensa chinesa, a deputada referiu também as falhas orçamentais no Metro Ligeiro, afirmando que o caso do terminal “não é único”. Angela Leong exige que o Governo reproduza todas as informações relevantes junto do público para que a sociedade possa supervisionar os projectos, inclusivamente para garantir o lado científico na construção de infra-estruturas e a racionalidade no uso de dinheiros públicos.

Scott Chiang disse, contudo, concordar que “enviar cartas para todos os eleitores é um desperdício de recursos”, mas que a situação “não é justa” para os grupos candidatos “com falta de financiamento para fazer a campanha e divulgarem o seu programa político”. A ANM defende que a

CAEAL deveria promover um sistema de registos online, para que cada eleitor pudesse escolher a forma como quer receber o programa dos candidatos. Desta forma ficaria garantido o direito de informação aos eleitores e “a CAEAL não violaria o principio da protecção ambiental”, disse Scott Chiang.


SOCIEDADE

hoje macau sexta-feira 26.7.2013

CASO PARK N’SHOP FONG CHI KEONG PUBLICA CARTA EM JORNAL

“Sou um servo do povo” “Lau, concentra-te em servir os outros e não procures interesses políticos. Pára de levantar discórdias sociais. Macau não é a terra apropriada para fazeres isto.”

TIAGO ALCÂNTARA

Depois do responsável do condomínio do Flower City ter dito ao HM que o deputado se portou como um “líder de seita”, Fong Chi Keong defendese, dizendo que Lau Kam Chio “deu cabo da sua reputação”

Fong Chi Keong

ZHOU XUEFEI

info@hojemacau.com.mo

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ERMANECEM as disputas entre o responsável do condomínio do Flower City, edifício com problemas de segurança alegadamente originados pelo supermercado Park’n Shop, e Fong Chi Keong, dono do edifício e deputado. Por forma a responder às últimas acusações feitas por Lau Kam Chio, Fong Chi Keong mandou publicar ontem uma carta no jornal Ou Mun, onde se defende das acusações de ter um “comportamento de líder de seita”, feitas na semana passada ao HM.

O ESSENCIAL Fong Chi Keong não se conforma pelo seu comportamento ter sido comparado ao de um líder de seita. E aponta o dedo ao líder dos condóminos que acusa de ter se portar como na Revolução Cultural, chamando-lhe “trapaceiro”. Reserva-se ainda o direito de apresentar uma queixa.

Numa declaração de meia página, o deputado indirecto disse que não paga as despesas de condomínio porque os primeiros três pisos do Flower City pertencem à Sociedade de Investimento Taipa, de Fong Chi Keong, enquanto que as restantes partes são separadas, bem como a sua gestão. “Ao longo destes anos a sociedade pagou somente à empresa gestora contratada, e nunca houve ninguém que não concordasse. Convivíamos harmoniosamente”, escreveu. O deputado diz ainda que Lau Kam Chio enviou duas cartas a pedir dinheiro sem qualquer previsão, nos dias 25 e 31 de Maio. Por essa razão, a Sociedade de Investimento Taipa recusou o pedido. O condomínio disse que “não podia esperar” e exigiu então ao supermercado Park n’ Shop que assumisse o pagamento. O deputado diz ainda que como os condóminos não conseguiram esse objectivo, “organizaram logo uma manifestação em frente ao supermercado agindo de forma imprudente, o que representa uma

violação ao direito de propriedade privada e que afectou gravemente o funcionamento do Park’n Shop. Isso fez com que o supermercado pedisse a minha ajuda, porque já não havia outra solução”. Foi então que aconteceu o caso dos papéis retirados das paredes, avançado ao HM por Lau Kam Chio. “Cheguei no passado dia 18 ao Flower City e pedi para me encontrar com Lau, que recusou. Por isso, e com base no meu interesse e no da loja, e também para acabar com a arrogância de Lau, rasguei os cartazes sem hesitar. Até porque a tolerância à violência é

uma crueldade para com a justiça”, escreve Fong Chi Keong.

LAU É “TRAPACEIRO”

O empresário e deputado cita ainda o Código Civil quanto ao conceito de condomínio, por forma a comprovar a “racionalidade” do não pagamento das despesas e o lado “absurdo” do pedido por parte dos condóminos. Por isso, Fong Chi Keong apelida Lau Kam Chio de “trapaceiro”. “A administração do condomínio tem como função melhorar a comunicação entre os proprietários e resolver os conflitos, não é para

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ser usada por Lau para aumentar as contradições.” “Lau tem o estilo da Revolução Cultural, intimidou-me e desacreditou-me, para além de ter dado cabo da boa relação que existe entre mim e os cidadãos. Ele destruiu o meu prestígio como deputado. Desprezo-o e reservo-me no direito de apresentar queixa”, acrescentou.

“UM SERVO DO POVO”

O rol dos argumentos de defesa do deputado continuam, com Fong Chi Keong a dizer que é um “servo do povo”. “Quem tem olhos sabe que eu sou simpático e honesto, tenho o espírito para servir a população. Os truques de Lau não me magoam nem me assustam.” E fica o recado. “Lau, concentra-te em servir os outros e não procures interesses políticos. Pára de levantar discórdias sociais. Macau não é a terra apropriada para fazeres isto.” Na missiva, Fong Chi Keong agradeceu a intervenção do Instituto da Habitação (IH) e garantiu que o supermercado já está a “rever o seu comportamento”. O deputado disse ainda que o edifício se encontra seguro, prometendo regular o comportamento das lojas para evitar riscos futuros.

TV CABO E ANTENEIROS MAIS PERTO DE UM ACORDO

Consenso ganha força O Governo promoveu ontem mais um encontro entre as duas operadoras de sinais televisivos por cabo em Macau. Segundo anuncia em comunicado a Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações(DSRT), a TV Cabo e os dez anteneiros, que participaram na reunião ontem à tarde, chegaram a um “consenso preliminar” sobre a técnica de conexão dos sinais televisivos. A DSRT assegurou a assinatura do “Memorando sobre as

técnicas de conexão dos sinais televisivos” entre as duas partes, embora tivessem faltado à reunião outras companhias de antenas comuns. Por isso, adianta, será feito um “esforço para concretizar o Memorando com a TV com as “demais quatro” empresas. Desta forma, acredita, deverá assegurar as conexões dentro de um prazo concreto, não anunciando datas, sem prejuízo do acesso aos sinais televisivos por parte dos cidadãos. O Governo explicou ainda

que com as obras de conexão os sinais televisivos estão susceptíveis de serem suspensos de forma temporária e quando os sinais forem recuperados, a ordem original dos canais recebidos pode ser alterada. A DSRT procederá à divulgação para este efeito, junto dos cidadãos, em conjunto com a TV Cabo e as companhias de antenas comuns, através de várias vias, prestando-lhes ajuda adequada, a fim de reduzir as inconveniências dos cidadãos.

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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 128/AI/2013

MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 201/AI/2013

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora GAO HONGYAN (portadora do Passaporte da RPC n.° G44332xxx), que na sequência do Auto de Notícia n.º 90/DI-AI/2011, de 10.12.2011, levantado pela DST e por despacho do signatário de 12.07.2013, exarado no Relatório n.° 157/DI/2013, de 01.07.2013, foi desencadeado procedimento sancionatório, por controlar a fracção autónoma situada na Rua Cidade de Coimbra n.° 416, Jardim Brilhantismo 11.° andar AC e utilizada para a prestação ilegal de alojamento.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------No mesmo despacho foi determinado, que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito sobre a matéria constante daquele Auto de Notícia, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito. Nos termos do n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010 não é admitida apresentação de defesa ou de provas fora do prazo.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------A matéria constante daquele Auto de Notícia constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, tal facto é punível nos termos no n.° 1 do artigo 10.° da Lei n.° 3/2010.------------------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d'Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.---------------------------------------------------------------------------------------------------------

-----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora 黃倩(portadora de Hong Kong Permanent Identity Card n.° R4884xxx), que na sequência do Auto de Notícia n.° 61/DI-AI/2011 de 09.09.2011, levantado pela DST, por controlar a fracção autónoma situada na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.° 1142-V, Edf. Centro Internacional de Macau, Bloco 13, 5.° andar E e utilizada para a prestação ilegal de alojamento, bem como por despacho do signatário de 12.07.2013, exarado no Relatório n.° 238/DI/2013, de 28.06.2013, foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas), e ordenada a cessação imediata da prestação ilegal de alojamento no prédio ou da fracção autónoma em causa, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e n.° 1 do artigo 15.°, todos da Lei n.° 3/2010.--------------------------------------------------------------------------------------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o n.° 1 do artigo 16.° dos Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.---------------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo, a interpor no prazo de 60 dias, conforme estipulado na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro e no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.----------------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Centro Hotline”, 18.° andar, Macau.--------------------------

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 12 de Julho de 2013.

-----Direcção dos Serviços de Turismo, aos 12 de Julho de 2013.

O Director dos Serviços, Subst°., Manuel Gonçalves Pires Júnior

O Director dos Serviços, Subst°., Manuel Gonçalves Pires Júnior


6 sociedade

hoje macau sexta-feira 26.7.2013

HABITAÇÃO DIRECTOR DO IH SOBRE PROJECTOS DE HABITAÇÃO PÚBLICA

“Escassez de recursos é dificuldade principal” O discurso de Tam Kuong Man não difere uma linha do que Lau Si Io disse no hemiciclo: não há terrenos suficientes para que todos os cidadãos tenham acesso a uma casa. O director do IH diz que o fomento económico dita o equilíbrio entre construções públicas e privadas CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

O

objectivo inicial do HM era obter uma entrevista de fundo com o director do Instituto da Habitação (IH), mas a falta de tempo foi a razão apresentada por Tam Kuong Man para responder, por escrito, às questões do HM. Numa resposta onde ficaram perguntas por responder, Tam Kuong Man garantiu que a “falta de recursos terrestres em Macau é

a principal dificuldade para construir mais habitações públicas, tão urgentes para os cidadãos”. Questionado sobre o porquê das construções privadas, como apartamentos e casinos, avançarem com maior rapidez do que as casas sociais e económicas, o director do IH falou na necessidade de equilíbrio. “Apesar da construção da habitação servir para satisfazer as necessidades dos cidadãos, também tem outras funções, nomeadamente o desenvolvimento económico. Isso pode ajudar ao

desenvolvimento sustentável da economia e melhorar o ambiente de vida dos residentes de Macau.” Por forma a solucionar as dificuldades dos cidadãos, o IH disse que o Governo “já prometeu reservar uma quantidade de

terrenos nos novos cinco aterros para construir habitação pública”. Mas não avançou os números que muitos deputados já exigiram, muito menos novas informações quanto aos futuros projectos para a habitação pública.

Depois de muitas criticas apontadas à qualidade das habitações, o director do IH garantiu ao HM que não há diferenças entre as casas sociais e económicas. “A construção da habitação económica e social devem estar em conformidade com as disposições do Regulamento Geral da Construção Municipal, pelo que não há diferenças na qualidade dos edifícios. O modelo do projecto de construção deve estar sujeito à forma e localização do terreno, e deve complementar o melhor possível o meio ambiente.” O IH negou ainda que existam candidatos com alguma capacidade económica tenham ficado à frente de outros com menos posses financeiras. “Para a habitação económica o IH está a fazer todos os possíveis para alocar todas as fracções para os candidatos na lista segundo a antiga lei de habitação económica. Como esse diploma não possui o requisito de apresentação do registo de propriedades e rendimentos, caso a família candidata veja aprovada a qualificação para o processo, terá a sua unidade atribuída.” Tam Kuong Man não quis avançar com muitas declarações depois da polémica que sucedeu à aprovação da nova lei de mediação imobiliária, muito menos responder às criticas. Recorde-se que muitas agências falaram de quebras no negócio, tal como a Centaline Property, que falou no aumento de desemprego entre os funcionários desses espaços.

CARION EXPANSÃO DAS INSTALAÇÕES DO EXÉRCITO NÃO AFECTA AS CASAS-MUSEU

Ordem para marchar info@hojemacau.com.mo

Almeida Ribeiro Edifícios vazios põem em risco vidas

O presidente da associação dos moradores da Avenida Almeida Ribeiro (San Ma Lo), Lei Wai Kin, assegurou ao jornal Ou Mun que há na zona muitos prédios vazios que, por falta de gestão, já estão com danos nas estruturas que causam problemas sanitários e de higiene pública graves. “As altas temperaturas e as chuvas frequentes de Verão fazem com que os prédios fiquem em terreno propício a mosquitos, os quais são as principais fontes de infecção da doença de dengue,” frisou, enumerando outros riscos. «Os danos na estrutura fazem com que o telhado caia, o que pode deixar peões que passam por aí feridos. Além disso, as inundações são também uma pedra no sapato para o desenvolvimento da zona», frisou. O responsável pediu ainda que seja dada mais atenção por parte do Governo aos problemas a fim de melhorar o âmbito tanto da habitação como do comércio.

J

AIME Carion, director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes apontou na quarta-feira que a expansão da construção da Guarnição em Macau do Exército de Libertação do Povo Chinês não trará nenhum efeito negativo à paisagem das Casas Museu da Taipa. “A obra já foi aprovada e atende aos regulamentos do planeamento urbanístico, a nível de limites de altitude e de protecção de património. Como é uma instituição militar, não publicámos o alinhamento nem realizámos uma consulta pública. Mas acredito que a altura do edifício não chega a afectar a paisagem das

Casas-Museu”, explicou o responsável das Obras Públicas à imprensa chinesa. Actualmente os militares da República Popular da China possuem uma área de 42.187 metros quadrados na Taipa. Contudo, o Regulamento Administrativo de Constituição de Reserva de Terrenos para Utilização pela Guarnição em Macau do Exército de Libertação do Povo Chinês, que ficou pronto no ano passado, contempla o aumento dessa área para 61.045 metros quadrados. A área de reserva militar passou a assim a somar um acréscimo do seu espaço em cerca de 18 mil metros quadrados. À data, o continente entendia deslocar mais

militares para Macau que, entretanto, viu crescer o seu quadro de efectivos, e por isso o Executivo disponibilizou gratuitaGONÇALO LOBO PINHEIRO

ZHOU XUEFEI

Jaime Carion

mente mais espaço para o organismo, onde haverá também espaço para treinos bem como para material e equipamento.

Isto porque, como foi explicado pelo porta-voz do Conselho Executivo no ano passado, os militares iam treinar para Zhuhai. As instalações recreativas e desportivas no local foram, por isso, deslocadas dali. Em relação às dúvidas sobre os três terrenos ao lado do Jockey Clube de Macau, que estão desocupados há dezenas de anos mas não são considerados pela DSSSOPT como terrenos parados, Carion responde que, segundo a análise de um grupo da direcção, está previsto a construção de um edifício. Contudo, questionado sobre a razão pela qual os terrenos ficaram tantos anos sem ser usados Carion responde ambiguamente. “Por certas causas”, disse.


sociedade 7

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Um ano depois CEM EDP VAI AUMENTAR POSIÇÃO ACCIONISTA? de João Marques da Cruz ter admitido que a EDP Ásia através de uma empresa para que haja um reforço do liários (CMVM), no passado da qual é líder, com outros nosso grupo. É algo que não mês de Junho, e citado pela poderia vir queremos forçar, mas esta- agência Lusa, a empresa parceiros. a controlar a Contudo, um ano depois mos disponíveis. Seria, aliás, liderada por António Mexia vontade expressa, ainda um passo natural e benéfico revelou uma descida nos CEM, a empresa da não há quaisquer informa- para a CEM”, disse, sem lucros para 335 milhões de sobre quando essa acrescentar datas. “O mais euros, face ao igual período de electricidade ções aquisição poderá ser realida- importante é que o nosso de 2012. O ano passado a de. “A CEM não tem, neste grupo possa aumentar a sua empresa já tinha registado de Macau momento, conhecimento de participação, para benefício uma quebra nos lucros na continua sem qualquer intenção por parte da CEM e de Macau.” ordem dos 10% face a 2011. João Marques da Cruz dos accionistas em alterar Quanto ao investimento informações a estrutura do capital”, disse ainda que a EDP estava operacional recuou 25% em o porta-voz da “disponível para colaborar termos homólogos, o que sobre o assunto comunicou com a CEM, para que a reflectiu “um investimento empresa ao HM.

Reforço de capital em banho-maria

ANDREIA SOFIA SILVA

andreia.silva@hojemacau.com.mo

F

OI em Julho do ano passado que a Energias de Portugal (EDP) revelou que poderia vir a reforçar a sua posição na Companhia de Electricidade de Macau (CEM), onde actualmente possui 21% das acções, sem esquecer os 48% detidos

Não se sabe, portanto, quando é que poderá avançar um negócio que foi anunciado em Macau por João Marques da Cruz, um dos membros do Conselho de Administração da EDP, e responsável pela EDP Ásia. Inserido na comitiva da visita de Paulo Portas, à época Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Marques da Cruz também falou ao HM sobre o projecto. “Estamos disponíveis

empresa e Macau possam beneficiar da boa relação entre Portugal e China, e entre a EDP e a China Tree Gorges.”

LUCROS DA EDP CAÍRAM 1%

O silêncio quanto ao reforço do capital não poderá estar dissociado da mais recente quebra de lucros registada pela EDP nos primeiros três meses do ano, na ordem de 1%. Segundo um comunicado enviado à Comissão do Mercado dos Valores Imobi-

em manutenção 15% mais baixo, o encaixe de um cash grant num parque eólico dos Estados Unidos cujas operações arrancaram em 2012 e um maior investimento em nova capacidade hídrica em Portugal e no Brasil.” Ainda segundo a Lusa, António Mexia disse, em Março, que 2012 foi um ano “particularmente exigente” na Europa, devido a mudanças legislativas e regulatórias.

João Marques da Cruz

LAS VEGAS SANDS JACOBS ALEGA QUE OPERADORA DE ADELSON TENTA ATRASAR PROCESSO

“Problemas políticos e legais sérios” JOANA FREITAS

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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TEVEN Jacobs acusa a Las Vegas Sands de estar a atrasar o processo interposto contra Sheldon Adelson, porque este pode “expor a empresa a problemas políticos e legais muito sérios”. De acordo com a agência de notícias Bloomberg, Jacobs – que interpôs um processo contra o magnata da Sands por despedimento sem justa causa entregou esta semana papéis ao Supremo Tribunal do Nevada. Nos documentos, o ex-director executivo da Sands Macau diz ter três relatórios encomendados pela Sands de investigações feitas a “oficiais estrangeiros do Go-

Steven Jacobs

verno” e “indivíduos com quem estariam a fazer negócios, suspeitos de estarem ligados ao crime organizado chinês”. “A Las Vegas Sands e a Sands China acreditam estar acima da lei, demasiado grandes, demasiado importantes e demasiado influentes para jogarem de acordo com as regras”, diz Jacobs citado pela Bloomberg. “É com esta atitude que conseguem manter esta acção estagnada. É o sonho de qualquer réu.” Jacobs diz ter sido despedido depois de entrar em conflitos com Sheldon Adelson. Conflitos estes que incluem, por exemplo, queixas do ex-director executivo de que o magnata estaria a investigar secretamente autoridades do Governo para obter informações que, posteriormente, poderiam ser usadas

como forma de chantagem para conseguir determinados objectivos e de que Sheldon Adelson estaria a autorizar prostituição nos seus casinos. A Sands também já alegou que Jacobs roubou três relatórios “sobre certos oficiais do Governo” e outros, de acordo com cartas que a empresa terá enviado aos advogados do ex-director executivo para que este os devolvesse. A Sands, diz a Bloomberg, ainda pediu que “outros documentos estivessem fora dos limites de Jacobs”, devido a serem confidenciais. Documentos que “incluem um relatório sobre actividades de prostituição no Venetian Macau” e e-mails sobre investigações de alegadas corrupções. Ao tribunal, a Sands disse que um ex-funcionário da empresa não tem o direito de possuir propriedade da operadora. Sobre a alegada protelação do caso, a Sands diz que não há fundamento para as declarações de Jacobs.


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CHINA

Pequim vai isentar de impostos mais de 6 milhões de pequenas empresas

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CHINA ANUNCIA PACOTE DE ESTÍMULO A PMES E EXPORTADORES

Ide e multiplicai-vos

Face à desaceleração da economia, o Governo Central toma medidas de protecção às PMEs e aos exportadores. A constante subida do yuan será travada e o crédito liberalizado. A China tem vacilado entre um arrefecimento da economia, também entendido como necessário, e as suas consequências sociais.

A

China eliminará os impostos para as pequenas empresas, oferecerá mais ajuda aos exportadores e ampliará os canais de financiamento para acelerar o investimento em caminhos de ferro, informou o governo nesta quarta-feira, no esforço mais recentes de Pequim para impulsionar a economia em desaceleração. A segunda maior economia do mundo viu o crescimento diminuir o ritmo em nove dos últimos 10 trimestres. Embora tenha dito que tolerará a expansão mais lenta da actividade para avançar com as reformas, o governo começou a fazer ajustes para impedir um recuo maior da economia. TV e rádio estatais citaram o Governo informando que Pequim vai isentar de impostos mais de 6 milhões de pequenas empresas com vendas mensais de menos que 20 mil yuan. Tais empresas contratam no seu todo dezenas de milhões de trabalhadores. O governo também informou que os bancos devem aumentar o apoio aos exportadores, ao mesmo tempo que simplificará procedimentos alfandegários, cortará taxas administrativas e fornecerá tarifa zero para exportadores no sector de serviços.

ESTABILIZAR O YUAN

O apoio virá, sobretudo, por meio do fim da política de apreciação cambial que Pequim vinha coloca

em prática desde 2011. “O governo manterá o yuan basicamente estável em torno de um nível equilibrado e razoável”, disse o Conselho de Estado, destacando que tanto importações quanto

exportações estão a desacelerar e o governo precisa de controlar o aumento da competitividade das empresas chinesas. A rápida apreciação do yuan tem sido am-

Pequim prometeu enfrentar essa questão. O comércio total da China, incluindo exportações e importações, cresceu 8,6% na primeira metade do ano, mas o número foi inflacio-

ECONOMIA “ATERRAGEM NÃO VAI SER DURA” A Xinhua, agência oficial de notícias da China, afirmou num artigo de análise que existe o risco de o crescimento da economia chinesa desacelerar. No entanto, esta não será uma “aterragem dura”, sublinhou a agência. Citando Chen Hufei, investigador do Banco de Comunicações, no segundo trimestre, o consumo no país apresentou um crescimento acelerado. O consumo no mercado interno

Apple enfrenta desafios devido à concorrência

A

plamente criticada pelos exportadores chineses e pelo Ministério do Comércio como a grande razão para a desaceleração nas exportações e importações no primeiro semestre, e

forte queda nas receitas da Apple na China no período de Abril a Junho expõe os desafios que a empresa enfrenta no seu segundo maior mercado, enquanto as lacunas tecnológicas com as rivais mais baratas diminuem, e a Samsung mantém um fluxo constante de novos modelos para todos os tipos de preço. As acções da Apple subiram depois da empresa vender mais iPhones do que o esperado, mas a subida pode ser curta duração, uma vez que a procura dos seus produtos está a cair na China. Os analistas prevêem

ainda tem grande potencial de crescimento, explicou o investigador, que prevê que a economia chinesa cresça 7,4% e 7,2% no terceiro e quarto trimestre, respectivamente. O crescimento económico deste ano será de 7,5%. O artigo também cita o investigador do Conselho de Estado, Zhang Liqun, que aponta que durante este período são necessários ajustes adequados do governo.

que a Apple vai perder participação de mercado no principal sector de smartphones do mundo. No primeiro trimestre, a Apple ficou em primeiro lugar em Hong Kong, com 46 por cento da participação no mercado em smartphones, mas este resultado revela uma quebra de vendas face ao último trimestre de 2012, que era de 54 por cento. A China foi responsável por 13 por cento das vendas da Apple, ou cerca de 30 mil milhões de patacas, entre Abril e Junho - uma queda de quase 19 por cento em relação ao trimestre.

O ESSENCIAL

Segundo Zhang Liqun, o apoio à construção de infra-estruturas e projectos relacionados com a vida da população clarifica qual é a direcção dos investimentos governamentais. Para além disto, o apoio dado a pequenas empresas, especialmente a microempresas, pretende promover a transformação da micro-economia e criar novas oportunidades de investimento.

nado pelos fluxos de entrada de capital de curto prazo disfarçados de comércio exterior. O governo chinês apertou as regras contra a entrada de capitais em Maio e as exportações caíram 3,1% em bases anuais em Junho, enquanto as importações recuaram 0,7% no mesmo mês. A China também aumentará os descontos de taxas de juros sobre empréstimos para beneficiar os importadores. Numa reunião chefiada pelo primeiro-ministro, Li Keqiang, o gabinete decidiu ainda que a China vai diversificar os canais de financiamento para construir caminhos de ferro, particularmente na região oeste do país. O encontro decidiu ainda estabelecer um fundo de desenvolvimento ferroviário, com dinheiro inicial do governo central, mas também tentando atrair contribuições de investidores privados. Apesar da nova política de estímulo, o governo chinês também anunciou que vai banir a construção de novos prédios públicos pelos próximos cinco anos, sinalizando que pretende usar os recursos para fins mais produtivos do que o aumento do património imobiliário do estado.

Investimento em Angola continua

O

governo chinês vai continuar nos próximos tempos o processo de investimento financeiro em Angola, especialmente nos sectores económico e comercial. A garantia foi dada esta quarta-feira pelo embaixador da China em Angola, Gao Kexiang. O diplomata referiu que a cooperação entre estes dois países tem tido um importante papel na reconstrução nacional de Angola, e revelou que o vice-presidente angolano, Manuel Vicente, tem nas mãos um convite oficial para visitar a China no futuro.«É cada vez mais intensificada a cooperação bilateral nos domínios da economia, comércio, finanças, construção civil, agricultura, justiça e formação de quadros», acrescentou o embaixador. Actualmente, a China é o maior comprador de petróleo angolano, com uma quota de mercado que atinge os 33 por cento.


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CHINESES SUSPEITOS DE CRIMES REGRESSAM DE MADAGÁSCAR

Gente complicada A polícia chinesa escoltou três suspeitos criminosos chineses, incluindo um suspeito de assassinato, de regresso à China desde Madagáscar, esta terça-feira. A segurança local e as autoridades judiciais de Madagáscar têm trabalhado estreitamente com uma equipa do Ministério da Segurança Pública (MSP) da China para tratar dos casos, segundo uma declaração do MSP. Um homem de apelido Liu é suspeito de organizar ex-prisioneiros em Madagáscar para cometer mais de 30 violações legais, incluindo o assassinato de três chineses, desde que entrou no país em 2003. O relatório informa que os assassinatos foram brutais e trouxeram impactos muito negativos para a sociedade local e para a imagem do povo chinês. A polícia local prendeu Liu em Abril por suspeitas de este ser

PUB

responsável por ter abatido a tiro uma mulher chinesa. Num outro caso, dois outros suspeitos de apelidos de Xia e Huang foram presos pela polícia de Madagáscar em Junho. Os dois homens foram presos pela suspeita da realização de operações comerciais ilegais na China, tendo alegado ser uma empresa intermediária qualificada de exportação de trabalhadores e recolhido mais de 2 milhões de patacas em taxas. Os suspeitos fugiram para Madagáscar em 2009 depois de não conseguirem enviar nenhum trabalhador para o exterior ou devolver o dinheiro que tinham recolhido. Uma equipe da polícia chinesa do MSP mandada para Madagascar no início deste mês cooperou com autoridades locais na coleta de evidências e escoltou os suspeitos no retorno à China com sucesso, de acordo com a declaração.

A declaração disse que o tratamento desses casos mostrou a resolução do governo chinês e da polí-

Homem provoca morte de bebé por lugar para estacionar

U

cia de combater os crimes transnacionais e garantir a segurança dos cidadãos chineses no exterior.

M homem causou a morte de um bebé de dois anos durante uma disputa por um lugar de estacionamento esta quinta-feira em Pequim, de acordo com a imprensa local. O chinês, identificado apenas como Han, atirou a menina ao chão depois de discutir com a mãe do bebé, que se teria recusado a abrir caminho para o homem estacionar o seu carro, segundo informações da AFP. De acordo com o Beijing Times, que citou uma testemunha, Han queria estacionar ao lado de uma paragem de autocarro, mas a mulher não se moveu, porque estava a cuidar da filha. Foi então que o homem saiu do carro e agrediu a mãe, antes de tirar o bebé do carrinho e o atirar ao chão. “O bebé não fez barulho depois de cair, nem sequer um grito de dor”, disse o comerciante Zhou, que testemunhou a acção. Um outro homem também saiu do veículo e agrediu a mãe, antes de ambos deixarem o local, acrescentou Zhou. Amãe levou a filha para um hospital próximo, onde foi informada que o bebé estava em condição crítica. A menina acabou por morrer quando estava a ser transferida para outra unidade. A polícia entretanto já deteve Han, que tinha sido libertado da prisão este ano depois de cumprir uma pena por roubo. O chinês deve ser acusado de homicídio, de acordo com fontes jurídicas consultadas pelo Beijing Times, e pode ser condenado à morte.


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CASO

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BO OFICIALMENTE ACUSADO. SUBORNO, CORRUPÇÃO E ABUSO DE PODER

O príncipe que entrou no frio Está para breve o julgamento do homem que queria a China nas suas mãos. A sua queda assustou muita gente

O

ex-secretário do Partido Comunista (PCC) no município de Chongqing (no centro da China), Bo Xilai, protagonista do maior escândalo político dos últimos 30 anos no regime comunista, foi acusado formalmente por suborno, corrupção e abuso de poder, anunciou esta quinta-feira a agência oficial Xinhua. Bo foi acusado pelo Tribunal Popular de Jinan, capital provincial de Shandong, um dia depois da imprensa local assegurar que o julgamento do ex-secretário seria realizado “em breve”.

O ex-dirigente comunista foi “Bo, como funcionário público, informado dos seus direitos pelo aproveitou-se do seu cargo para citado tribunal e entrevistado oferecer benesses a outros e aceitou pelos juízes, informou a agência grandes quantidades de dinheiro e Xinhua, que também informou de propriedades”. O comunicado indica também que que a defesa do acusado emitiu as suas opiniões, segundo os oficiais o mesmo “fez mau uso de uma enorme quantidade de dinheiro público e do tribunal. A acusação formal anunciada abusou do seu poder, prejudicando esta quinta-feira pela Xinhua abre gravemente os interesses do Estado caminho para que o julgamento possa e das pessoas”, crimes qualificados ser realizado a partir de agora. No como “sérios”. Como conclusão, o entanto, uma fonte próxima do caso comunicado apontou que Bo será acusado de assinalou ao “suborno, jornal South desvio e abuChina Morso de poder”. ning Post que Bo, exo julgamende patacas, mais ou menos, é a quantia que -ministro de to deverá Bo Xilai é acusado de ter extorquido à coisa Comércio e ser realizado que, até à pública. O que, em termos da China e do poder em meados explosão do do próximo nele investido, não é muito impressionante escândalo, mês, já que, era um dos segundo o sistema chinês, seriam necessários favoritos para alcançar um dos pelo menos 20 dias para preparar postos mais altos do regime, poderá ser acusado de defraudar este processo. A acusação do Tribunal de Jinan os cofres públicos, mais concreagora anunciada assinalou que tamente em cerca de 30 milhões

“Fez mau uso de uma enorme quantidade de dinheiro público e abusou do seu poder, prejudicando gravemente os interesses do Estado e das pessoas” Acusação oficial

30.000.000

O ESSENCIAL O julgamento de Bo Xilai vai começar. Acusado de suborno, corrupção e abuso de poder, arrisca a pena de morte. Este homem, que foi um dos favoritos do regime, levou longe de mais a sua ambição. A sua esposa está presa, pelo assassinato de um homem de negócios inglês.

de patacas, para além de enfrentar outras acusações, informou o jornal South China Morning Post. Embora os crimes citados possam determinar uma condenação à pena de morte, segundo o sistema legal chinês, os advogados envolvidos no caso disseram que esta possibilidade é quase nula, devido ao alto perfil de Bo e às similaridades ideológicas com o actual presidente da China, Xi Jinping.

O Chefe, o

O

caso Bo Xilai conheceu um dos seus cumes com o julgamento da esposa do ex-dirigente comunista, Gu Kailai, por assassinato. Gu confessou ter matado o empresário britânico Neil Heywood e foi condenada pelo crime. Porém, teve sua pena de morte suspensa por dois anos. A medida arbitrária, que pode provocar surpresa num primeiro momento, é na verdade comum na China - onde é permitido comutar a pena capital por uma de prisão perpétua se, ao longo de determinado período, o réu apresentar bom comportamento. As suspeitas tiveram início quando Wang Lijun, o chefe de polícia da cidade de Bo, Chongqing, se refugiou no consulado dos Estados Unidos em Chengdu. Ele teria pedido asilo político após discutir com Bo a respeito da morte do empresário britânico Neil Heywood. Em 15 de Novembro de 2011, o corpo de Heywood foi encontrado no quarto de um hotel em Chongqing, área administrada por Bo Xilai. O inglês morrera no dia anterior e as autoridades alegaram que a causa de sua morte fora um ataque cardíaco causado por intoxicação etílica. O cadáver foi incinerado poucos dias depois sem uma autópsia prévia. Analistas apontam que Wang temia ser assassinado por agentes do político chinês após ter dito que possuía provas do envolvimento da mulher de Bo no caso. A decisão do chefe de polícia levou a uma investigação oficial que resultou no fim da carreira política de Bo, acusado de corrupção, e na posterior detenção da sua esposa, Gu Kailai, pelo assassinato do britânico. Antes de ser acusado pelas autoridades chinesas de corrupção, em Março de 2012, Bo Xilai, de 63 anos, era considerado uma estrela ascendente no panorama político chinês. Fez parte da Guarda Vermelha - um grupo de estudantes liderado por Mao Zedong entre 1966 e 1968 - e tornou-se uma vítima do regime imposto pela Revolução Cultural, ficando seis anos preso devido à


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Inglês, o Príncipe e a Mulher dele orientação política do seu pai. Bo Yibo foi um herói revolucionário que passou anos na prisão e chegou a ser torturado pelas suas convicções. Após a morte de Mao, Bo Yibo voltou a ser um nome importante no panorama político do país, dando espaço para, anos mais tarde, Bo Xilai fazer parte do Comité do Partido Comunista Chinês (PCC). Bo ocupou o cargo de secretário da em Chongqing, após ter exercido o cargo PUB

de ministro de Comércio da China. Com um alto índice de popularidade, Bo converteu-se no grande nome da ala esquerdista do partido, promovendo campanhas contra a corrupção e o crime organizado. Bo dizia ainda defender os interesses das classes menos favorecidas. Político ambicioso e incómodo para a frente reformista liderada pelo presidente da China, Hu Jintao, e pelo primeiro-ministro Wen Jiabao,

o seu grande desejo era fazer parte do Comité Permanente do Politburo, órgão máximo do poder chinês. O escândalo envolvendo sua mulher, no entanto, acabou com a sua carreira política. Filha de um general do PCC que sofreu represálias durante a Revolução Cultural chinesa, Gu Kailai é uma advogada que, com frequência, foi acusada de tirar proveito das conexões políticas do seu marido.

Em 2007, foi investigada num caso de corrupção que a tornou alvo de desconfiança ainda maior, como relatou Heywood a amigos. Ele chegou a descrevê-la como uma mulher “mentalmente instável” e uma “imperatriz implacável”. Gu Kailai foi acusada de ter assassinado Heywood em Novembro do ano passado por uma disputa de “interesses económicos”. Ela confessou que havia cometido os crimes pelos quais é acusada, mas o facto de não ter sido realizada autópsia no cadáver impede que se saiba como Heywood morreu. Pouco se sabe sobre o motivo de seu assassinato ou quais seriam os ‘interesses económicos’ envolvidos no caso. Segundo a imprensa britânica, Gu teria pedido a Heywood que ajudasse a tirar, de forma ilegal, uma grande soma de dinheiro da China. Quando ela se negou a pagar uma elevada comissão requisitada pelo britânico, ele ameaçou revelar seu plano. Neil Heywood, de 41 anos, era um empresário britânico que se mudou para a China no começo dos anos 1990. Desde que chegou ao país, tentou estabelecer contactos com as autoridades locais com o objectivo de conseguir o apoio necessário para realizar seus negócios. Uma das pessoas com quem entrou em

contacto foi Bo Xilai, então prefeito de Dailan, uma grande cidade portuária da China. Heywood entrou para o círculo de amizades de Bo quando conseguiu uma vaga para o filho do dirigente, Guagua, na universidade britânica de Harrow, onde ele mesmo havia estudado. O carácter reservado do empresário britânico e os poucos dados existentes sobre sua actividade fomentaram boatos sobre qual seria sua verdadeira ocupação. Seu trabalho na Hakluyt & Co, uma firma fundada por ex-membros do MI6, agência de inteligência da Grã-Bretanha, deu início a especulações de que ele seria um espião. As suas relações com a família de Bo esfriaram após a investigação do caso de corrupção que envolvia Gu, em 2007. O caso acelerou o fim da carreira de Bo. Em Março deste ano, o ex-dirigente foi destituído da administração de Chongqing e, em 10 de Abril - o mesmo dia em que sua esposa foi detida por “homicídio doloso” -, ele foi expulso do Politburo do PCC. O ex-dirigente comunista não será sentenciado pelo assassinato de Heywood, embora pudesse ser punido por não ter sido capaz de deter sua mulher. Mas agora tem outros crimes para responder.


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VIDA

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AIS um caso de contrabando em Macau. Desta vez, no passado dia 24, no Terminal Marítimo de Taipa, a polícia encontrou 78 dentes de tigre e 69 patas em quatro pacotes de rolos de bolacha de ovos. Um homem do interior da China trouxe na mala produtos de animais que estão em vias de extinção e que são proibidos. O suspeito terá vindo de Hong Kong, de onde saiu num avião oriundo da Indonésia. Para além de dentes e patas, que foram escondidos para passar pelos funcionários do Serviço de Alfândega, foi descoberto também oito bílis de urso, um quilograma de ninhos de andorinha, 30 pacotes de cigarros não declarados e 7,5 quilogramas de carne de tartaruga. O homem já reconheceu que trouxe estes produtos a pedido de um amigo e tinha como destino o continente

PARTES DE ANIMAIS EM VIAS DE EXTINÇÃO NO TERMINAL DE TAIPA

Tigres e ursos em pedaços chinês. O suspeito violou a Lei de Comércio Exterior e a Convenção sobre Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Selvagens e, por isso, o Serviço de Alfândega já levantou um auto de notícia e a punição, segundo a lei, pode atingir as cem mil patacas.

NEGROS HÁBITOS

O comércio ilegal de bílis de urso já não é novo. A bílis deste animal é cobiçada pelas suas supostas propriedades medicinais. Segundo a Fundação Animals Asia, há cerca de três mil ursos amontoados dentro de exíguas jaulas em dezenas de quintas do país, onde lhes extraem a bílis todos os meses para

fabricar remédios tradicionais contra doenças hepáticas. Já as patas do tigre servem não só para o fabrico de remédios, mas também para bebidas alcoólicas. Os mais supersticiosos, usam

ainda os dentes deste animal como amuleto. A maior organização policial internacional, a Interpol, iniciou uma campanha para salvar os tigres selvagens na Ásia. Agentes internacionais da

organização vão proteger os animais da caça ilegal e do contrabando, comum no continente asiático. De acordo com a Interpol, a destruição do hábitat e a caça ilegal das espécies são o principal motivo da queda

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da população de tigres de 100 mil, em 1900, para 3,5 mil actualmente. A intenção da Interpol é inibir o tráfico de partes do tigre, como pele e dentes, além da redução de crimes ambientais na Ásia. Os activistas da World Wide Fund for Nature (WWF) acreditam que a força de uma agência como a Interpol traz força para a protecção de animal. Há uma divisão da WWF na China, apenas para a protecção dos tigres, chamada de Tigers Alive (Tigres Vivos, na tradução livre), uma das apoiantes dos governos locais para dobrar o número de tigres até 2022. Recorde-se que, ainda na semana passada, foram apreendidos 34 quilogramas de marfim escondidos em pacotes de chocolate, no terminal marítimo do Porto Exterior. O crime foi remido com uma multa de 5000 patacas.

GASES DE ESCAPES CIDADÃOS QUEREM NORMAS

O fumo dos outros N

ACTIVIDADE DE REDUÇÃO DE SACOS DE PLÁSTICO TERMINA A 2 DE AGOSTO

Recibos carimbados, prémios sorteados O Governo está a organizar um concurso para consciencializar os cidadãos a reduzirem o uso de sacos de plástico, material que demora pelo menos mais de três décadas a ser decomposto. A actividade, já em vigor, pretende que os residentes tomem a iniciativa de não pedir sacos de plástico nos mais de 80 estabelecimentos comerciais e lojas sucursais locais habilitando-se assim a receberem vários prémios, até 2 de Agosto. A iniciativa, dirigida pela Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental, o Conselho de Consumidores e a Associação dos Merceeiros e Quinquilheiros de Macau entre outras associações e instituições, permite aos cidadãos, que não peçam sacos de plásticos

nos locais onde efectuem as suas compras, levarem carimbos nos seus recibos sujeitos a prémios, tais como bicicletas ou passes de transporte público. Após preencherem os seus dados pessoas no comprovativo de compra, deverão depositá-lo nos receptáculos das entidades. Com a participação nestas acções ambientais pontuais, a Administração acredita que os cidadãos poderão ficar mais consciencializados para a preservação do ambiente. O Governo adianta ainda que os alunos, pais e encarregados de educação podem ainda adquirir manuais através de feiras de compra e venda de livros usados, numa iniciativa da Associação Geral de Estudantes Chong Wa de Macau, fazendo uso também de sacos ecológicos ou mochilas na aquisição dos livros.

O geral, todos os residentes consideram que o Governo tem de definir normas de emissão de gases de escape dos veículos em circulação e aperfeiçoar o regime de inspecções de Macau. As opiniões foram apresentadas pelos cidadãos na consulta sobre o tema, que esteve em vigor de Dezembro do ano passado a Janeiro. “Preocupam-se com o regime de inspecções e valores-limite de emissão de veículos”, revela um comunicado. O objectivo de limitar a emissão de gases de veículos começou devido ao rápido aumento do

número de veículos motorizados em Macau, dando origem à emissão de gases de escape de veículos, que constitui uma das principais fontes de poluição atmosférica do território. “O Governo definiu o controlo de emissão de gases de escape de veículos motorizados como um importante trabalho no âmbito das acções governativas ao longo dos últimos anos. Considerando o agravamento da emissão de gases poluentes de escape de veículos, originado pelo envelhecimento de componentes à medida do aumento da quilometragem dos veículos em circulação, torna-se

muito importante inspeccionar e controlar a emissão de gases poluentes de escape dos veículos em circulação. No entanto, existem apenas parâmetros de emissão que regulam a emissão de fumo negro de veículos a diesel no Regulamento das Inspecções e da Fixação de Diversas Características dos Veículos Automóveis em vigor, não havendo parâmetros de emissão para os restantes tipos de veículos.” É por isso mesmo que o Executivo diz ser preciso controlar, de modo mais sistemático, a emissão de gases poluente de escape de veículos motorizados.


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CULTURA

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ENCONTROS DE POESIA NO BELA VISTA ARRANCAM ESTA SEXTA-FEIRA

a ser concluído. Só posso adiantar que serão cerca de 15 declamadores. Alguns deles serão os próprios poetas que têm a liberdade de dizer poemas seus ou de outros poetas de Macau à sua escolha”, diz o representante do Albergue. A iniciativa, segundo o comunicado de imprensa da organização, destina-se a realçar o papel que Macau sempre teve, ainda tem, e quer continuar a ter, como ponto de encontro cultural entre o Oriente e o Ocidente. O ciclo de “Encontros de Poesia de Bela Vista” será composto de seis sessões bimestrais, com cada uma delas a ter a duração de hora e meia, dividida em três partes, com dois separadores musicais de três minutos. Para as sessões futuras estão previstas leituras de poetas como Camões, Bocage, Camilo Pessanha, Li Bai, Bai Juyi, e Wu Li, numa sessão dedicada aos clássicos, ou ainda Fernando Pessoa, Miguel Torga, Eugénio de Andrade, Ai Qing e Chong Mok, numa outra dedicada a poetas contemporâneos chineses e portugueses.

A voz dos poetas JOSÉ C. MENDES info@hojemacau.com.mo

C

OM o objectivo de fortalecer os laços entre duas tradições seculares, e de promover poetas locais, poetas que viveram no território e poetas que escreveram sobre Macau, tem início esta sexta-feira, pelas 18:30, na Residência Consular, a primeira, das seis sessões previstas, de “Encontros de Poesia de Bela Vista – Com as palavras amo”. A iniciativa, organizada pelo Albergue SCM e pelo Instituto Cultural, nasceu, segundo o representante do Albergue, João Jerónimo, dum encontro entre Carlos Marreiros e o actual Cônsul, Vítor Sereno. “A ideia partiu do arquitecto Carlos Marreiros e do Cônsul, com o objectivo de

promoverem a poesia, tanto em língua portuguesa, como em chinês”. Embora no futuro também estejam previstas sessões em que será incluída a língua inglesa, esta primeira sessão contará apenas com poetas de Macau, de língua portuguesa e chinesa. “ Esta primeira sessão é apenas dedicada a poetas de Macau de língua portuguesa e chinesa. No futuro serão abordadas outras temáticas, como por exemplo, poetas que viveram em Macau ou poetas que escreveram sobre Macau, entre outros temas”, informa João Jerónimo. Quanto aos poetas e declamadores que participam nesta primeira sessão, ainda pouco se sabe, para além de que serão cerca de 15 convidados locais. “ Tivemos muito pouco tempo para preparar esta primeira sessão, o alinhamento final ainda está

CHINA PROTEGERÁ GRUPOS DE TEATROS TRADICIONAIS

Competição ingrata O governo chinês anunciou esta quarta-feira um programa para ajudar os grupos de teatro tradicionais ameaçados. O Ministério da Cultura irá seleccionar 40 grupos este ano e patrocinar performances e a formação dos seus artistas nos próximos cinco anos, segundo um comunicado do ministério. O programa visa proteger os dramas tradicionais e teatros musicais que estão a lutar para sobreviver face à competição com o entretenimento moderno, informou o ministério.

Uma sondagem feita em 1983 revelou que a China tinha cerca de 370 teatros tradicionais activos, na sua grande maioria com influências regionais. O número caiu para cerca de 280 em 2012, dos quais 74 têm apenas um grupo profissional cada. Para além disto, o número de espectadores diminuiu e é agora, na sua maioria, proveniente de áreas rurais. De acordo com a sondagem do ministério, cerca de 79% do público dos 2.400 grupos de teatros tradicionais eram das zonas rurais em 2011.

“A situação dos teatros tradicionais é preocupante e os grupos precisam de ajuda imediata”, lê-se no comunicado do ministério. O ministério não revelou a quantia exacta de recursos que serão investidos no plano, mas disse que discutirá a questão com o Ministério das Finanças. De acordo com o plano, os fundos e recursos também serão destinados à recolha e investigação de documentos históricos dos teatros tradicionais, bem como à formação de actores, autores, encenadores, músicos e cenógrafos.

FILMES DE MACAU EXIBIDOS EM ESTARREJA

Doze presentes A

apresentadora de televisão Merche Romero apresenta hoje à noite, em Avanca, Estarreja, a 17ª edição do festival de cinema AVANCA, que abre com uma curta-metragem com o actor Gérard Depardieu e inclui uma mostra de Macau. Na cerimónia de abertura do “Avanca 2013 Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, e fora da competição, serão exibidas as primeiras imagens da longa-metragem portuguesa “Famel Top Secret”, em que Merche Romero faz a sua estreia no cinema. “Temos um primeiro filme já em competição, que é uma curta-metragem com Gerard Depardieu, que é a nossa abertura, e depois segue-se uma sessão especial não competitiva, com uma mostra de filmes de Macau, de cerca de uma hora”, destaca Eunice Castro, da organização do festival. Segundo disse à Lusa Eunice Castro, o festival conta pela primeira vez com a presença de uma delegação de 12 cineastas de Macau, entre produtores e realizadores.

“A mostra de Macau é um encontro inédito, e a delegação vai reunir também com a Associação Portuguesa de Cinema (APC) para tratar de projectos futuros e da possibilidade de fazermos parcerias com o cinema de Macau, recuperando alguma ligação entre o cinema de Portugal e de Macau que se perdeu um pouco”, explicou a dirigente do Cineclube de Avanca. O grupo de 12 cineastas presentes no AVANCA 2013 inclui os autores da longa-metragem “Macau Stories, Love in the City”, distinguida com uma Menção Especial na última edição do festival. A delegação de Macau é constituída pelos cineastas e produtores Ao Ieong Weng Fong, Tou Kin Hong, Fernanado

Eloy, Elisabela Larrea, Wong Teng Teng, Chu Iao Ian, Chan Io Wan, Chan Ka Keong, Leung I On, Ho Ka Cheng, Ieong Kun Ieong e Chan Ioc Lin. A mostra de Macau integra filmes como “The best time, the worst time” de Ho Ka Cheng ou “Not to forget 1999/12/20” de Albert Chu Iao Ian, “obras que procuram reflectir as mudanças Reunindo a maior selecção de sempre de filmes que fazem a sua estreia mundial no Avanca 2013, pelos ecrãs do festival irão passar até dia 28 cinco longas-metragens e 12 curtas-metragens. Organizado pelo Cine-Clube de Avanca e Câmara Municipal de Estarreja, o festival tem o apoio d e diversas entidades como a Secretaria de Estado da Cultura, Instituto Português do Desporto e da Juventude, Fundação da Ciência e Tecnologia, Academia Portuguesa de Cinema, Universida des de Aveiro e Coimbra, e várias instituições regionais e locais. - Lusa


DESPORTO

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PRÉ-ÉPOCA BENFICA DOMINA ENCONTRO MAS EMPATA COM PENAROL

Um naipe de génios de vermelho vestidos O em que chegou à baliza uruguaia com perigo, aos 17 minutos. O sérvio ex-Partizan de Belgrado, que depois de ter “bisado” diante do Sion, foi um dos três reforços nas escolhas do técnico “encarnado”, combinou com Gaitán e atirou para a baliza, com o guardião Castillo a tocar a bola sem evitar que entrasse. O lance espevitou um jogo até então aborrecido e as duas equipas “acordaram” também no pior sentido, misturando boas jogadas com algumas picardias, as quais levaram Bruno Paixão a mostrar quatro cartões amarelos até ao intervalo. O Penarol chegou ao empate seis minutos depois (23) do golo dos lisboetas, igualando por intermédio de Jonathan Rodriguez, que rematou cruzado para a baliza de Artur, num lance em que o guarda-redes brasileiro podia ter feito melhor. Com Markovic sempre como uma “seta” apontada à baliza contrária, o Benfica dispôs de boas

Benfica empatou ontem com o Penarol 1-1, no quarto jogo de preparação da equipa da I Liga portuguesa de futebol para a época 2013/14, disputado no Estádio Municipal de Portimão. No primeiro dos três encontros previstos para o Algarve até sábado, Markovic marcou pela segunda partida consecutiva, abrindo o marcador aos 17 minutos, e Jonathan Rodriguez respondeu seis minutos depois, para “selar” o resultado de uma partida dominada pelos “encarnados”. No dia do seu 59.º aniversário, Jorge Jesus fez três alterações ao “onze” que tinha utilizado, na semana passada, diante do Sion (3-2), chamando o lateral direito Sílvio, o central Garay e o avançado Markovic à titularidade. Depois de um início pobre e sem grande chama de parte a parte, o Benfica acabou por adiantar-se no marcador na primeira vez

ATLÉTICO-MG CONQUISTA A TAÇA DOS LIBERTADORES DA AMÉRICA

Galo campeão O Atlético-MG de Ronaldinho conquistou a Taça dos Libertadores da América após derrotar o Olímpia do Paraguai por 4-3 nas grandes penalidades (2-0 após 120 minutos). Este é o primeiro título do Galo na prova. Jô, aos 46 minutos, e Leonardo Silva, aos 86, marcaram os golos do locais, colocando a «torcida» ao rubro no Estádio do Mineirão,

um dos palcos do Mundial 2014, já que, na primeira mão, o Olímpia tinha ganho por 2-0. Nas grandes penalidades, o guarda-redes Victor defendeu o penalty de Ferreyra, enquanto Gimenez rematou ao poste. Com o triunfo, o Galo vai disputar o Mundial de Clubes em Dezembro, que este ano será em Marrocos. Recorde-se que o Bayern Munique representa a Europa na prova.

«É uma alegria muito grande ter o prazer de alcançar tudo isto. Agora, só quero festejar, esta camisola vai para a minha mãe», afirmou Ronaldinho, apenas o quarto brasileiro a conquistar a Libertadores e a Liga dos Campeões. De referir que R10 nunca conquistou o Mundial de Clubes, já que, em 2006, o Barcelona foi derrotado pelo Internacional. Em relação ao emblema paraguaio, vencedor de três títulos na competição (1979, 1990 e 2002), sofreu a sua quarta derrota em finais (além de ontem, perdeu em 1960, 1989 e 1991).

Vitória de Setúbal já pode inscrever equipa

O Vitória de Setúbal entregou as certidões comprovativas de que tem a situação regularizada com as Finanças e Segurança Social, pelo que já pode inscrever a equipa de futebol no campeonato nacional de 2013/2014, anunciou a Liga de Clubes. “Face à apresentação das certidões emitidas pela Segurança Social e pela Administração Fiscal relativas à Vitória Futebol Clube, Futebol SAD, cessa a medida de impedimento da referida Sociedade de registar contratos de trabalho desportivo ou de formação”, refere o comunicado da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP). O documento da LPFP adianta que cessa também a proibição de utilização de jogadores com contratos já registados em épocas anteriores.

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oportunidades para voltar à situação de vencedor, mas o guardião Castillo opôs-se bem às tentativas de Gaitán (32) e Markovic (40). Na segunda parte, o ritmo voltou a baixar, mas o Benfica controlou o encontro a seu bel-prazer, jogando praticamente todo esse período no meio-campo do Penarol, que se mostrou muito acanhado nas intenções ofensivas. Apesar do ascendente, os “encarnados” somaram apenas duas grandes ocasiões, num remate de Enzo Pérez a rasar o poste (51) e num “tiro” forte de Djuricic, parado pelo guardião Lerda (73). Só nos minutos finais é que os uruguaios se aproximaram da baliza de Artur, o único jogador do “onze” inicial que se manteve até ao apito final, que somou uma excelente defesa após remate de Jonathan Rodriguez (89). O Benfica volta hoje à acção, defrontando o Levante (Espanha) no Estádio Algarve, o mesmo palco onde no dia seguinte joga com os franceses do Nice.


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FUTILIDADES

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TEMPO AGUACEIROS OCASIONAIS MIN 24 MAX 28 HUM 80-98% • EURO 10.5 BAHT 0.2 YUAN 1.2

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] C I N E M A

SALA 1

DORAEMON THE MOVIE: NOBITA IN THE SECRET GADGET MUSEUM [A] (FALADO EM CANTONÊS) 14.00, 17.45

MONSTERS UNIVERSITY [A] (FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Dan Scanlon 15.50

POR MIM FALO

Pu Yi

THE WOLVERINE [C] Um filme de: James Mangold com: Hugh Jackman 19.45, 22.00

Um filme de: Guillermo del Toro Com: Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi, Charlie Day 14.30, 19.00

Um filme de: David Soren 14.15, 16.00, 19.30

THE WOLVERINE [3D] [C]

(FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Chris Renaud,Pierre Coffin 17.45

Um filme de: James Mangold com: Hugh Jackman 16.45

PACIFIC RIM [3D] [B]

Um filme de: Guillermo del Toro Com: Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi, Charlie Day 21.45 SALA 3

SALA 2

PACIFIC RIM [B]

Cineteatro

TURBO [A]

(FALADO EM CANTONÊS)

DESPICABLE ME 2 [A]

MONSTERS UNIVERSITY [3D] [A] (FALADO EM CANTONÊS) Um filme de: Dan Scanlon 21.15

THE WOLVERINE [C] Um filme de: James Mangold com: Hugh Jackman 23.15

M A C A U [ S Ã ] A S S A D O BONS EXEMPLOS

A saúde nas mãos de linguistas Quando estamos com falta de enfermeiros em Macau não me parece muito sensato o discurso de que reforços vindos de Portugal, por exemplo, ponham mais em causa a vida dos pacientes do que a inexistência destes técnicos de saúde. Se não vejamos, há áreas em que visivelmente não é necessária a comunicação directa entre paciente e enfermeiro. Por exemplo, neonatologia. Quais os bebés recém-nascidos que só se conseguem entender com pessoas que falem a sua língua mãe? Também gostava de saber qual é exactamente a língua em que à data são fluentes, que não seja a do choro, gemidos e outras expressões faciais? Por outro lado, entendo também, que em áreas como a geriatria, onde muitos são os idosos que não necessitam mais do que atenção e de cuidados clínicos, é necessária uma comunicação fluente. Vejo é que, no geral, é o médico que tem de se entender com o enfermeiro e, antes demais, tornar-se seguro de um diagnóstico junto do paciente. Eu diria que é preciso antes perceber se médicos e enfermeiros se conseguem entender na língua universal. A partir do momento em que se fazem entender para comunicar o quadro clínico do doente, o que mais será preciso? Esta negação de recursos de fora sem uma justificação sólida, nomeadamente, quando também se destacam as graves diferenças culturais, deixa-me com vontade de arranhar qualquer esferovite. Sempre vi que os meus amiguinhos portugueses também nem sempre conseguem uma comunicação de sucesso com os médicos chineses mas nunca vi que a fraca comunicação com enfermeiros estivesse de alguma forma limitado o seu tratamento. O enfermeiro faz o que o médico entende como necessário. E nunca vi que a dificuldade de entendimento entre portugueses e chineses tenha posto em risco a vida de alguém, pelo menos de que tenha conhecimento. É preciso pesar os pratos na balança. Será que uma qualquer justificação xenófoba de uma enfermeira linguista tomou como princípio a sua repercussão em época de eleições? Pensarão muitos eleitores como ela? Isto é que me parece perigoso.

Foto Facebook

• Quando o exemplo vem de cima não podemos deixar de nos regozijar. Mas quem se julgam essas pessoas com deficiências para terem direito a lugares próprios para elas? Se calhar julgavam que ia aparecer um polícia motorizado para passar a respectiva multa. É o passas... a polícia tem muito mais que fazer... como, por exemplo, dar bons exemplos.

[TELE]VISÃO TDM 13:00 13:30 14:40 17:50 18:15 19:00 19:30 20:30 21:20 21:25 21:30 22:00 23:00 23:30 00:20 01:00

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RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Percursos 15:30 Novos Descobrimentos 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Grande Reportagem-Sic 2012 17:40 Fernando Alvim – 55 Anos de Fados e Canções 19:00 Depois do Adeus 20:00 Jornal da Tarde 21:10 O Preço Certo 22:00 Ingrediente Secreto 22:30 Verão Total 30 - FOX Sports 13:00 Total Rugby 13:30 FINA Aquatics World 2013 14:00 Itu Long Distance Triathlon Championships 15:00 MLB Regular Season 2013 Tampa Bay Rays vs. Boston Red Sox 18:00 Tour De Taiwan 2013 Highlights 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Football Asia 2013/14 20:30 Global Football 2012/13 21:00 X Games Barcelona 2013 22:00 (LIVE) Senior Open Championship 2013 Day 2 31 - STAR Sports 13:00 Inside Grand Prix 2013 13:30 2 Wheels 14:00 Accu-Stats One-Pocket Invitational 2013 15:55 (LIVE) FIA F1 World Championship 2013 - Practice Session 1 Hungarian Grand Prix 17:30 2 Wheels 18:00 Wonderful Wimbledon Lisicki V Radwanska 19:00 German Touring Car Masters 2013 - Brands Hatch 19:55 (LIVE) FIA F1 World Championship 2013 - Practice Session 2 Hungarian Grand Prix 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 GTS Series Highlights 2013 22:30 STS Series Highlights 2013 23:00 (LIVE) Formula Friday 23:30 Laureus Spirit Of Sport

À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA FIDEL - UMA VIDA EM IMAGENS • Pilar Huertas Fidel Castro é um dos dirigentes mais importantes da segunda metade do século XX. Não podemos compreender nem a América Latina nem as lutas dos seus povos sem passarmos pela vida de Fidel de Castro e pela luta que desencadeou em todo o processo político cubano. PEREGRINOS • Elizabeth Gilbert Os cowboys, as strippers, os trabalhadores e os ilusionistas de Peregrinos estão todos em movimento para chegarem a algum lado ou para se tornarem alguém. Muitas vezes interpretam mal as coisas, encontram-se nos lugares errados, seguem caminhos que não deviam, mas os heróis e heroínas de Elizabeth Gilbert são calejados pelas suas experiências, lutam pelas suas epifanias. Nunca perdem de vista a esperança e, embora por vezes atuem cegamente, fazem-no sempre com coragem. RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET

40 - FOX Movies 12:45 Paul Blart: Mall Cop 14:15 Once Upon A Time 15:05 Ring Of Fire - Part 2 Of 2 16:40 Abraham Lincoln: Vampire Hunter 18:25 2012 21:00 Seeking A Friend For The End Of The World 22:45 Armageddon 41 - HBO 11:30 Abduction 13:20 Enemy Of The State 15:30 Save The Last Dance 17:30 Moneyball 19:50 Hugo 22:00 The Matrix Reloaded 00:15 The Matrix Revolutions 42 - Cinemax 12:05 John Carpenter’S Escape From L.A 13:45 A Few Good Men 16:00 Jason And The Argonauts 17:45 Invader 19:15 The Scorpion King 3: Battle For Redemption 21:00 Epad On Max 21:15 Xiii 22:00 Spartacus: War Of The Damned 23:00 Blood & Chrome 00:30 One Night Stand: Omid Djalili


OPINIÃO

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ARNALDO GONÇALVES

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crepúsculo dos ídolos

A crise política em Portugal: um balanço

A

O tempo da posse do elenco que resulta da primeira remodelação substancial do governo da coligação PSD-PP será bom fazer-se o balanço desta crise e dos seus protagonistas, extrapolando linhas de reflexão que ajudem a monitorar a situação portuguesa, a partir de agora. Não parece que as comunidades da diáspora devam, por desprendimento, desligar-se do que se passa no país, quer pela simples razão de este ser o nosso destino de retorno, quer pelo facto das novas gerações que por razões circunstanciais se fizeram à emigração um dia retornarão. O seu contributo será, pela primeira vez na nossa recente história, mais qualificado e internacionalizado do que foram as de anteriores gerações, marcadas pelo síndrome do salazarismo e da guerra colonial e pelo sentimento de orfandade para com a Europa e o mundo. A crise começou há cerca de três semanas com a demissão do Ministro das Finanças por divergências para com o Primeiro-Ministro relativamente à condução do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), “buzz-word” que identifica o programa de ajuda internacional a Portugal de três entidades creditícias. Numa iniciativa invulgar, o Ministro Vitor Gaspar decidiu tornar públicas as divergências com Passos Coelho, lançando enorme intranquilidade nas bolsas, as quais interpretaram essa demissão como indicadora da incapacidade de Portugal de cumprir os seus compromissos. Duas semanas depois, o Ministro Paulo Portas anunciou ao país a sua demissão “irrevogável” avocando como razão não aceitar a designação da Ministra das Finanças, Maria Luis Albuquerque, por razões que ao tempo não explicitou. Perante esta situação inusitada, Passos Coelho iniciou negociações com Paulo Portas com vista à reintegração do líder do PP num governo reformulado com a subida de Portas à posição de Vice-Primeiro-Ministro, com as áreas da economia e das relações com a troika, com novos titulares de pastas consideradas essenciais, dando com isso um novo élan ao governo PSD-PP. Não aceitando a proposta de remodelação apresentada pelo Primeiro-Ministro, o Presidente da República Cavaco Silva informou o país que reconhecia uma crise grave no funcionamento do governo por culpa dos partidos da maioria, colocando em perigo o cumprimento das obrigações internacionais de Portugal. Interpelou os dois partidos a iniciarem conversações com o PS, para a assinatura de um compromisso a três que designou de “salvação nacional” e que responderia a três preocupações: o estabelecimento do calendário mais adequado para a realização de eleições antecipadas coincidentes com Junho de 2014; o envolvimento formal dos três partidos garantindo o apoio às medidas necessárias para o regresso de Portugal aos mercados em 2014; um alcance de médio prazo para o acordo, devendo estender-se para além das eleições legislativas (antecipadas), assegurando a governabilidade do país, a sustentabilidade da dívida pública,

o controlo das contas externas, a melhoria da competitividade da economia e a criação de emprego. Iniciando-se, de imediato, negociações entre os três partidos para a redacção das bases de um acordo de médio-prazo, as mesmas redondariam em fracasso com o abandono pelo PS das negociações, na quinta-feira, 18 de Julho, nos termos de declaração lida ao país, pelo líder socialista, onde se dizia que as condições propostas para o acordo eram incompatíveis com o fim da política de austeridade financeira e com o sentir do país. O “não” de Seguro veio na sequência de uma série de declarações públicas dos fundadores do PS, Mário Soares e Manuel Alegre, e do ex-líder do PS e ex-Primeiro-Ministro, José Sócrates, reclamando de Seguro que recusasse liminarmente o acordo. Os três numa evidente combinação consideraram a eventualidade de um acordo do PS uma traição ao partido e ao país. Em resposta ao fracasso das conversações, o Presidente da República lamentou o seu insucesso, recusando a hipótese de eleições antecipadas imediatas, exigidas por toda a esquerda e renovou a sua confiança no Primeiro-Ministro, reiterando a legitimidade do governo para governar até ao fim da legislatura. A 23 de Julho, o Primeiro-Ministro Passos Coelho apresentou, formalmente, ao Presidente a remodelação governamental com a subida de Paulo Portas a Vice-Primeiro-Ministro, a nomeação de Pires de Lima, do PP, para Ministro da Economia, de Moreira da Silva, do PSD, para Ministro do Ambiente e Energia e de Rui Machete, do PSD, para Ministro dos Negócios Estrangeiros. Que leitura é possível fazer desde encadeado de acontecimentos? A crise teve lugar por uma diferença de prioridades na avaliação do caminho percorrido pelo país desde 21 de Junho de 2011. Data em que em sequência da vitória do PSD nas eleições legislativas, os dois partidos assumiram responsabilidades conjuntas de governar o país. Do ponto de vista do Ministro de Finanças, a quem Passos Coelho delegou a condução da política financeira e económica em 2011, tratava-se de cumprir rigorosamente os termos fixados pela “troika” (no PAEF), não abrindo a possibilidade de renegociação de metas e prazos e impondo novos sacrifícios e medidas de redução da despesa pública que finalizassem na meta de “ emagrecimento” de 4.700 mil milhões de euros, nas despesas do Estado para 2014. Para Paulo Portas, a questão passava por debelar a crispação social e o desagrado de faixas do eleitorado que constituíam a base social de apoio ao CDS-PP e por um reposicionamento da posição relativa do partido na coligação. O que a continuidade da antiga Secretária de Estado de Vitor Gaspar (e de forma indirecta das suas políticas) iria problematizar. Para Passos Coelho, o cumprimento dos objectivos do PAEF era possível tal como a manutenção do esforço de contenção orçamental, lado a lado com uma política de crescimento económico. Já para 2014 os indicadores económicos fornecidos pelo Euro-Grupo davam indicações da retoma das economias europeias, o que reforçava a posição

A conclusão final que esta crise induz é que a ideia da soberania nacional na condução da política económica portuguesa é um mito, um mito perigoso negocial de Portugal perante os mercados e os credores internacionais. A demissão dramatizada de Paulo Portas veio a pôr em causa a sintonia destas três “leituras” da situação nacional e abrir em António José Seguro a “miragem” que este era o momento para “empurrar” o governo para fora da carruagem governativa, pressionando Cavaco Silva a convocar a realização de eleições antecipadas. Eleições que Seguro imaginava ganhar, seguindo-se a denúncia do acordo com a Troika e a renegociação global do programa em condições presumivelmente mais favoráveis para Portugal. O fracasso do “acordo de salvação nacional”, cujos “bons ventos” haviam sido congeminados por Cavaco Silva num “flash-back” nostálgico do que não acontecera em 1975 quando em resultado do descalabro económico o país sofreu a primeira intervenção do FMI (pela mão de Mário Soares), deve-se na verdade à falta de interesse socialista na concretização do acordo. O PS em circunstância alguma desejava (e deseja) a continuidade do actual programa de saneamento financeiro e orçamental, considerando que tudo é preferível à perspectiva da sua continuidade. No fundo, se quisermos ir mais fundo o “não” do PS deve-se ao que poderia chamar um “complexo de legitimidade de liderança” de António José Seguro. Na verdade, Seguro subiu a líder do PS por desistência de José Sócrates e nunca pode contar com o apoio do Grupo Parlamentar socialista, preenchido por personalidades que são seus adversários políticos. Por isso, a sua liderança tem sido uma liderança à vista, “pranchado” entre ex-lideres e fundadores com enorme visibilidade na comunicação social. Acresce a isso o facto de se ter sabido que os nossos credores não estariam disponíveis

para uma alteração da política de assistência económico-financeira a Portugal, engodo que poderia levar a eleições mas não sobreviveria aos primeiros contactos do governo delas saído, com as autoridades de Bruxelas. Ao dar espaço de manobra ao Presidente da República, Passos Coelho co-responsabilizou-o pelo desenlace das negociações e na legitimação do governo a que presidia, na eventualidade de um insucesso daquelas. A “humilhação” da declaração presidencial anunciada, em chacota, por toda a esquerda traduzir-se-ia na vitória táctica de ver o Presidente aceder, por inteiro, ao que havia proposto três semanas antes. A declaração salomónica de Cavaco de “não abdicarei de nenhum poder institucional” tem o sabor de auto-satisfação do orgulho ferido, por uma iniciativa cujas hipóteses de sucesso haviam sido mal medidas pelo Presidente. Na verdade, o sistema político português é semi-presidencial e não presidencial como alguns defensores da reforma constitucional insistem em defender. O que esperar a partir daqui? O governo está legitimado para governar para muito próximo do fim da legislatura, se nada de grave ocorrer até lá. O novo elenco refaz, num sentido mais equilibrado, os papéis de Passos Coelho e Paulo Portas como conceptores e condutores da política da coligação e adita o contributo de gente com enorme peso político como Moreira da Silva, Pires de Lima e Rui Machete. Gente que fez a sua ascensão, a pulso, nos respectivos partidos, dando garantias de coesão e solidariedade intra-partidária. É como António José Teixeira dizia, na SIC Notícias, um “governo transfigurado”, parecendo mais disponível para o diálogo institucional, para uma postura de aproximação ao cidadão comum (e às suas dificuldades), sabendo que a oitava avaliação da Troika tem de estar fechada a 15 de Setembro para o último cheque do PAEF ser disponibilizado. Um governo onde não há espaço para mais falhanços. A negociação do Orçamento de Estado para 2014 está à porta e o parcelamento dos cortes dos 4.700 mil milhões de euros na despesa pública vai exigir enorme espírito de negociação com sindicatos e confederações patronais e um esforço de convergência com o PS. Acrescem sinais positivos de que os juros da dívida pública, a 5 e 10 anos, possam descer para valores próximos dos 5% bem longe assim dos 7%, de Setembro de 2009, que existiam com José Sócrates. A conclusão final que esta crise induz é que a ideia da soberania nacional na condução da política económica portuguesa é um mito, um mito perigoso. Integrar o espaço europeu e a Zona Euro implica deveres de conformidade e alinhamento que manietam o espaço de manobra dos países que a integram. Se é legítimo esperar solidariedade da parte dos parceiros europeus é razoável entender que aceitámos, como país, jogar por regras do jogo que já lá estavam e aceitámos em tempos das “vacas gordas”. Considerar-nos isentos de as cumprir transformar-nos-ia numa espécie de “párias” da União Europeia e um (mau) exemplo para outros países em dificuldades. Apenas nas efabulações exaltadas da esquerda esse “bater com a porta” teria um efeito positivo e redentor.


18 opinião

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Ricardo Pinho

disse-me um passarinho...

twitter.com/ricardo

Salazar

é o trunfo nacional para reduções ao absurdo. O ad Hitlerum português já merece classificação própria de reductio ad Salazarum.

JORGE RODRIGUES SIMÃO

perspectivas

“The ideal gives us an imaginative picture of what it would mean for all moral agents to exemplify in their character and conduct the two attitudes of respect for persons and respect for nature. The most apt phrase for describing this “best possible world” in its simplest terms is: a world order on our planet where human civilization is brought into harmony with nature.” Respect for Nature: A Theory of Environmental Ethics Paul W. Taylor

O

filósofo francês Augusto Comte, aos vinte e quarto anos, escreveu um breve texto, onde condensa uma das visões mais lúcidas, retrospectiva e profética, simultaneamente, sobre as grandes expectativas da modernidade, desde o filósofo renascentista italiano, Pico della Mirandola, passando pelos filósofos Francis Bacon e René Descartes até ao presente. A premonitória “Oratio de Hominis Dignitate – Oration on the Dignity of Man” de 1486, bem como na “Nova Atlantis” de 1624 ou no “Discurso do Método” de 1637 não é necessário nenhuma especial hermenêutica como referem os seus estudiosos, para detectar o anseio de emancipação humana que fazia da autodeterminação, da co-criação do homem, e em particular da ampliação da sua força e poder pelo conhecimento das forças e poderes da natureza, a sua energia motriz decisiva. Assim, em Francis Bacon e Descartes, encontramos a antecipação de que a construção de uma cultura libertadora dos limites da própria condição natural humana, como doença, sofrimento, morte prematura, pobreza, será conseguida através do potencial técnico das ciências da natureza. É um conhecimento que visa não apenas uma representação teórica, mas uma dominação prática, o que no presente, na experiência extrema desse fenómeno, se designa de “tecnociência”. É a transformação desse “pathos” técnico e produtivo que encontramos nos escritos de Augusto Comte aquando jovem, elevado à condição de filosofia da história. O grande pensador francês diz-nos, na sua obra, que só existem duas finalidades possíveis para a actividade de uma sociedade, não importando se é ou não muito numerosa, assim como para uma pessoa singular, e que são

por um lado a acção violenta sobre o resto da espécie humana, ou a conquista, e por outro lado a acção sobre a natureza para a modificar para proveito do homem, ou a produção. A sociedade que não fosse organizada para uma dessas finalidades não seria mais do que uma organização bastarda e sem carácter. A finalidade militar era característica do antigo sistema, a finalidade industrial é característica do novo sistema. O sonho filosófico do grande pensador positivista pode apresentar-se como a perspectiva de um novo contrato social, salientando o progresso como poder e esperança ligava-se indissoluvelmente à promessa de objectividade da técnica que prometia um projecto concreto e quantificado de poder sobre a “natura dominata”, evitava o confronto entre os homens em troca de uma subordinação da natureza às operações e à violência da técnica, produtora de uma abundância que se substituía à difícil tarefa política da luta pela igualdade e pela justiça. O contrato fáustico de Comte nunca foi cumprido. A era da produção não se substituiu à era militar. A guerra tornou-se um sector industrial que aumentou enormemente as consequências e o alcance dos sofrimentos e destruições. A exploração brutal e sem pudor da natureza não veio em alternativa, mas em suplemento, à submissão e opressão dos homens sobre e pelos homens. Mais ainda, a promessa do fundador do positivismo continha em si a fidelidade a um ideal de total racionalidade. O filósofo francês manteve-se no quadro de uma visão do mundo como um todo congruente e interdependente. A união entre o cientismo, o industrialismo e o capitalismo contemporâneos irão no século e meio seguintes conduzir à destruição da representação da totalidade. O universo onde a tecnociência impera não tem de si uma concepção articulada e coerente, pois, constitui um triângulo onde a eficácia é acompanhada pela parcelização dos saberes, pela fragmentação das competências e pela irresponsabilidade nas decisões. O mais relevante para a compreensão do que se joga na ética ambiental, (conceito novo, pouco pesquisado e estudado) de capital importância para o tempo presente,

ANDY WARHOL, VACA

Os sinos dobram por uma ética ambiental

é a metamorfose ocorrida no conceito de natureza. O primado prático da técnica sobre as diversas modalidades de razão teórica destruiu qualquer visão de conjunto, qualquer veleidade de pensar ou representar o todo. A natureza foi transformada em recurso do operar técnico e um dos elementos fundamentais para a instrumentalização da natureza, para a sua transformação em reserva de recursos, foi essa subordinação da criação natural ao modelo da produção industrial humana, ao modelo do fabricar humano. O filósofo da ciência Homes Rolston III, e um dos líderes do movimento de protecção da biodiversidade e da ética ambiental, considera ser a supressão, na concepção da natureza, da dimensão de fontes que os recursos contêm e são as florestas e solo, luz solar e chuva, rios e céu e o ciclo das estações. Além de serem recursos são também fontes, os perenes bens naturais que suportam tudo o mais. O complexo de valores associados ao conceito de tecnociência, pode ser deduzido da categoria de abstracção e das suas numerosas subcategorias, como as de redução, homogeneização e simplificação. A tecnociência constitui o principal assunto

a pensar por uma ética que se designa por ambiental. A complexidade de interacções, interdependências e complementaridades do conceito de ambiente vê-se suprimida, pois a tecnociência manifesta-se como o reino das múltiplas abstracções, como a luta da simplicidade do poder técnico moderno contra a complexidade diversa da vida. É identificável essa estrutura de múltiplas abstracções através de sete determinações fundamentais sendo, desde logo, a primeira, a abstracção do produzir perante a matéria objecto da produção, sendo a natureza o fundamento essencial de todo o trabalho humano, torna-se uma reserva pretensamente inesgotável, não de formas vivas e inesgotáveis mas de meros recursos e bens transformáveis, vendáveis e consumíveis. A segunda determinação é a da abstracção do produzir perante as consequências do processo de produção em si, e que a economia designa por externalização dos custos ambientais, como expressão de uma não integração no processo técnico-transformativo da degradação ambiental inerente a esse processo. A terceira determinação é a da abstracção do tempo do produzir perante o tempo histórico e vital, pois a tecnociência reduz a multiplicidade do tempo à ditadura do presente. A utopia do crescimento exponencial infinito, que presidiu longamente às políticas de crescimento económico em todo o mundo, não é mais que a repetição acelerada de uma mesma concepção, simplesmente quantitativa e repetitiva de um tempo sem densidade nem textura próprias. A quarta determinação é a da abstracção do produzir relativamente aos produtores como seres humanos, e não apenas na vertente do conceito de alienação tão caros a Hegel, Feuerbach e Marx, mas ainda na cisão entre os lugares de produtor/consumidor e no estilhaçamento do processo de produção, e não é apenas a figura do artífice, senhor de todas as etapas de um dado processo de produção artístico, que desapareceu, que se tenta recuperar com outra singularidade nas indústrias criativas. A totalidade das etapas de um qualquer processo técnico-transformativo é totalmente inacessível à consciência humana. É na memória dos computadores e não na mente dos cientistas, despromovidos à condição de

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei [estagiária] Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Correia Marques; David Chan; Fernando Vinhais Guedes; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Tiago Alcântara; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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direito de resposta operários especializados, que se abriga o simulacro cibernético e electrónico da inteligência total dos processos. A quinta determinação é a da abstracção do produzir perante qualquer valor ou princípio de auto-limitação, pois tal como afirmou, o economista inglês, Ernst Schumacher, o sinal de alarme à volta da tecnociência foi provocado a partir das resistências externas e não por qualquer imperativo de reconversão, interno à consciência ética ou cultural – “no subtil sistema da natureza, a tecnologia, e em particular a super tecnologia do mundo moderno, actua como um corpo estranho, e agora ocorrem numerosos sinais de rejeição”. A ausência de qualquer princípio interno de prudência, que permita neutralizar ou minimizar a nossa ignorância, tornou a tecnociência uma manifestação arrogante de poder e um problema de enormes proporções para a ética em geral e para a ética aplicada em particular. A sexta determinação é a abstracção do produzir perante a exigência de um pensamento crítico, tendência que tem como alma teórica a ideologia do positivismo cientista, isto é, uma grelha conceptual, uma visão do mundo que a impede de vislumbrar, sequer, os abismos que sob os seus pés se abrem. A tecnociência realizou o sonho do século XIX, denunciado por Nietzsche ao afirmar que “O século XIX procura indistintamente por teorias com as quais possa sentir justificada a sua submissão fatalista aos factos, situação traduzida no primado incondicional da técnica e na diminuição das exigências de uma reflexão crítica sobre a praxis. A sétima e última determinação é a abstracção do produzir perante a historicidade processual e complexa que lhe deu origem, sendo curioso, que foi uma bióloga, Rachel Carson, pioneira do ambientalismo moderno, quem de forma mais marcante trouxe tal temática, densa de significados filosóficos, para o debate actual em torno das implicações ambientais da tecnociência. O final da sua obra principal “Silent Spring” faz a denúncia do uso indiscriminado de pesticidas na agro-indústria afirmando que “O controlo da natureza é uma frase concebida pela arrogância, nascida da Idade Neandertal da biologia e da filosofia, quando era suposto que a natureza existia para exclusiva conveniência do homem. A nossa alarmante infelicidade reside no facto de uma ciência tão primitiva se ter armado com as armas mais modernas e terríveis, e que, ao dirigi-las contra os insectos, as tenha voltado igualmente contra o planeta”. O rasgo desmedido da tecnociência consiste numa espécie de transmutação do velho lema da “Liga Hanseática”, que em vez de navegar é preciso, viver não é preciso, temos de ler – tudo o que pode fazer-se deve fazer-se, e neste excesso se tem arriscado a segurança de todo o edifício, do ambiente, os seres, os ecossistemas e a espécie humana, em cujo poder reside a responsabilidade pelo destino global do planeta e da comunidade total dos seus habitantes.

Wan Kuok Koi nega ter dito que deu dinheiro aos portugueses Exmo Senhor Director do Jornal “Hoje Macau” Ao abrigo da Lei de Imprensa - Lei n.° 7/90/M, de 6 de Agosto - artigos 19.° e seguintes, vem Wan Kuok Koi (尹國駒) exercer o direito de resposta e rectificação em relação ao artigo do Jornal “Hoje Macau”, edição nº 2895, de 18 de Julho de 2013, com o realce dado na 1º página e chamada para as páginas centrais, alegadamente reproduzindo uma entrevista à revista “Next” de Hong Kong. Este artigo com o título, debaixo do nome e fotografia do signatário, “Dei muito dinheiro aos portugueses”, imputa-lhe afirmações nunca proferidas. O artigo que ocupa integralmente as páginas centrais daquela edição, aqui publicando uma fotografia actual do signatário, agora com o título “Dente Partido garante que deu cerca de 100 milhões aos portugueses” e, em letras de grande realce, “Foram sempre eles que me pediram...”, passa então a desenvolver aquilo que expressamente refere como “O HM proporciona aos seus leitores o essencial desta peça jornalística”, ou seja, aquela entrevista à revista “Next”. Aqui, refere o autor da peça que o “O homem que também é conhecido por Dente Partido afirma que os governantes lusos lhe pediram muitas vezes dinheiro” e, alegadamente reproduzindo o que o signatário teria dito naquela entrevista, é dito “Se não acreditam em mim podem perguntar aos próprios portugueses. Dei-lhes muito porque com a transferência de Macau para a China pensei que eles iam ficar sem dinheiro. A verdade é que foram eles que sempre me pediram. Naquela época não era difícil para mim, devo ter dado cerca de cem milhões”. Ora, como se disse, o signatário nunca fez estas afirmações, naquela entrevista ou em qualquer outro lugar, e repudia veementemente aquelas imputações que lhe são feitas. Em primeiro lugar, porque não corresponde minimamente à verdade que o signatário alguma vez tenha dado dinheiro aos “governantes lusos”. Em segundo lugar, porque tais imputações são graves e, se verdade fossem (e não são) indiciariam a eventual prática de crimes. Já bem basta tudo aquilo por que o signatário passou... Finalmente, porque teve o signatário conhecimento de que, via “Agência Lusa”, foram tais falsas passagens daquela entrevista amplamente divulgadas em Portugal, país de que o signatário é cidadão, que, além do mais, respeita e onde pretende, bem como em qualquer lugar por onde possa vir a passar, evitar todo e qualquer problema com a Justiça. Importa notar a ligeireza utilizada pelo

jornalista autor da peça ao fazer afirmações que, por um lado, não têm o menor suporte fáctico e, por outro lado, pela gravidade do seu teor, exigiria, no mínimo, que fossem confirmados por quem alegadamente as proferiu. O que não aconteceu...

Considerando que o presente artigo não é exemplo da linha editorial a que o Jornal “Hoje Macau” tem habituado os seus leitores - criando factos que encerram em si reprovação ético-social –������������������ não pode��������� o signatário deixar de referir que, não obstante ter cumprido uma pena de prisão por factos que, aqui, não importa realçar ou impugnar, ele é um cidadão livre e merecedor de respeito como todo e qual outro cidadão da RAEM. Feito o presente reparo, agradece o signatário, conforme estabelecido na Lei de Imprensa, a sua publicação com destaque idêntico ao da notícia que lhe deu origem. Com os melhores cumprimentos, Wan Kuok Koi

NOTA DA DIRECÇÃO Se alguma das afirmações proferidas pelo senhor Wan Kuok Koi à revista Next sofreram erros de tradução da nossa parte, queremos deixar claro que não foi essa a nossa intenção e, na eventualidade de tal ter acontecido, pedimos ao visado as nossas mais sinceras desculpas.

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PCP Governo sem futuro

O secretário-geral do PCP afirmou hoje que os novos ministros que tomaram hoje posse pertencem a um «Governo sem futuro», que vai prosseguir a mesma política, criticando o agravamento do défice, apesar do «confisco», nomeadamente em sede de IRS. «Independentemente dos méritos ou deméritos deste ou daquele ministro, a questão de fundo é, se prosseguem a mesma política, quais vão ser os resultados? É um Governo sem futuro, que recebeu um sopro de vida do Presidente», afirmou Jerónimo de Sousa, nos Passos Perdidos da Assembleia da República, classificando o ato como uma «remendação governamental». O líder comunista apelou aos portugueses para que não permitam «a destruição do seu país por este Governo e pela sua determinação política» e comentou os mais recentes dados da execução orçamental.

Rajoy envia condolências à China

O presidente do Governo de Espanha, Mariano Rajoy, emitiu um comunicado de condolências às vítimas do acidente de comboio de Santiago de Compostela, mas segundo o diário espanhol El Mundo o último parágrafo acabou dedicado às vítimas do sismo ocorrido esta segunda-feira em Gansu, China. “Quero transmitir os meus mais sentidos pêsames pela perda de vidas humanas e pelos avultados danos materiais que trouxe o sismo que teve lugar nesta madrugada em Gansu. Desejo, em particular, transmitir as minhas sinceras condolências aos familiares dos falecidos.”

Julian Assange concorre às eleições

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, criou ontem formalmente um partido político para entrar na corrida ao Senado australiano nas eleições de 2014. Assange disse que o Partido WikiLeaks vai participar na corrida eleitoral com sete candidatos para entrar na câmara alta nos Estados australianos de Nova Gales do Sul, Victoria e Austrália Ocidental, apontando que uma vitória dos seus candidatos será semelhante a colocar os «melhores jornalistas de investigação» no Senado. Apesar de estar refugiado na embaixada do Equador em Londres há mais de um ano, procurando evitar a sua extradição para a Suécia, onde as autoridades o querem interrogar sobre alegados crimes sexuais, Assange, de 42 anos, vai candidatar-se no Estado de Victoria, alegando que pretende ser um «escrutinador da actividade governamental independente».

por Stephff

GUERRA DE ARRANHA-CÉUS

RELATÓRIO SOBRE PME SERÁ ENTREGUE AO GOVERNO

O jogo dita a morte

tuação de “grave desequilíbrio” entre a oferta de recursos e a procura do mercado, o que gerou inflação. “Comparando com as grandes empresas, as PME estão em desvantagem na hora de competir com os recursos do mercado, pelo que a situação ficou pior”, revela o estudo.

CECÍLIA LIN

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

O

Relatório Intercalar de 2013 das Pequenas e Médias Empresas (PME), divulgado ontem pela Associação de PME, revela que a abertura do mercado às concessionárias de jogo norte-americanas teve grande influência no panorama de negócio das PME. A entrada dos casinos de operadoras como a Galaxy ou a Wynn acabou por trazer um efeito de “curta sobrevivência” às PME, com enfoque para quatro grandes consequências: escassez de recursos humanos, aumento dos custos laborais, pouca margem de desenvolvimento e baixa capacidade financeira. O estudo, realizado entre Janeiro e Abril deste ano em parceria com a Universidade de Jinan, dá ênfase a seis sectores económicos, como a indústria, construção civil, comércio, restauração, serviços profissionais e turismo. Depois da apresentação dos resultados, o estudo será entregue ao Governo para posterior análise. De frisar que a associação autora do estudo é presidida por Stanley Au, também director do Banco Delta Ásia.

MERCADO DESEQUILIBRADO

O relatório faz uma divisão entre a situação das empresas antes

MAIS APOIO E LEIS

de 2002 e depois da data de liberalização do mercado. “A abertura do sector e a aplicação dos vistos a residentes do continente trouxeram ao mercado de Macau uma expansão sem precedentes, o que resultou na procura de oportunidades por parte das empresas estrangeiras. Por isso a estrutura económica de Macau ficou liderada por estrangeiros que dominam as grandes empresas, enquanto os residentes locais foram ficando com as PME.” Tal situação gerou uma si-

A Associação das PME deixou no relatório claras sugestões sobre qual deverá ser a postura do Governo no futuro. “Têm de ser criadas medidas de apoio, porque as actuais políticas têm apenas como base regulamentos administrativos e não leis. Faltam organizações profissionais e quanto as políticas não são implementadas, há desperdícios.” Por essa razão, o Governo é exortado a criar um departamento especializado na área das PME. “Para além dessa direcção, deveria ser criada uma comissão composta por vários representantes, sob gestão directa do Chefe do Executivo.” A associação pede ainda a criação de um mecanismo de financiamento de longo prazo para estas empresas. “Deve ser a parte mais importante na política de apoio às PME”, afirma o relatório, que exige ainda mais educação para que existam mais iniciativas empreendedoras.

STANLEY AU FAL A EM “ALTOS PADRÕES” PARA HENGQIN Stanley Au considerou ainda que existem “altos padrões” para a entrada das empresas na Ilha da Montanha e que essa política “deveria ser alterada”. “Como comerciante prefiro fazer negócios em Nansha (província de Cantão) e Qianhai (Shenzen), onde o ambiente de negócios está mais maduro”, disse o presidente do Banco Delta Ásia. Recorde-se que o valor mínimo para investir em Hengqin é de 100 milhões RMB.

Sands Lucros sobem 204%

A operadora de jogo Sands China, subsidiária da norte-americana Las Vegas Sands, anunciou hoje lucros líquidos de 487,6 milhões de dólares no segundo trimestre, mais 204% face a igual período de 2012. Em comunicado, a empresa refere que obteve um EBITDA (resultados antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado de 654,8 milhões de dólares, o que representa um aumento de 54,8% em relação ao segundo trimestre do ano passado. As receitas líquidas da Sands China também atingiram, entre Abril e Junho, 2,07 mil milhões de dólares, mais 39,9% do que no mesmo período de 2012.

EUA estuda proibir cigarros mentolados

A FDA (agência que regula os medicamentos nos EUA) aproximou-se da decisão de banir os cigarros mentolados ao divulgar uma revisão de estudos feita pelo próprio órgão que concluiu que o mentol facilita o início do tabagismo e dificulta o abandono do vício. Os cigarros mentolados correspondem a um quarto dos cigarros nos EUA e são especialmente populares entre os afro-americanos. A agência também abriu uma consulta pública sobre a regulação do mentol em cigarros, o que deve agradar aos oponentes da indústria do tabaco que há muito tempo pedem uma acção da FDA sobre o tema.

Luanda é a cidade mais cara do mundo

Luanda é a cidade com maior custo de vida em todo o mundo, indica um estudo da consultora Mercer divulgado esta terça-feira. A capital angolana, que já havia sido considerada a cidade mais cara do mundo em 2010 e 2011, volta a ocupar o lugar cimeiro do ranking. Atrás de Luanda surge Moscovo, seguida de Tóquio, a líder da lista no ano passado. Ainda no top 10 aparecem Ndjamena, no Chade, Singapura, Hong Kong, Genebra, Zurique e Berna – todas na Suíça, e Sidney. No comunicado de imprensa, não é referida a posição ocupada por Lisboa, sendo mencionadas apenas as dez cidades mais caras.


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Hoje Macau 26 JUL 2013 #2901 by Jornal Hoje Macau - Issuu