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Hoje Macau 26 ABRIL 2022 #4995

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TERÇA-FEIRA 26-4-2022

Nº 4996

MOP$10

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

Preços justos

Com o aproximar da nova ronda de distribuição do cartão de consumo, deputados alertam para o perigo de aumentos oportunistas do preço dos produtos. Já a Associação Industrial e Comercial de Macau, pede que o Governo volte a apoiar as PME, asfixiadas pelo impacto da pandemia e agora também pressionadas pelos bancos.

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PÁGINA 4

LIVRO BRANCO

AS CORES DO AMANHÃ GRANDE PLANO

IMPOSTOS

HÁS-DE CÁ VOLTAR PÁGINA 5

EDIFÍCIO YOHO

O LUXO E O LIXO PÁGINA 6

DOCA DOS PESCADORES

FEITOS DE CONTRASTES EVENTOS


2 grande plano

26.4.2022 terça-feira

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JUVENTUDE

NOVO LIVRO BRANCO REITERA COMPROMISSO COM “VALORES SOCIALISTAS”

Rumo ao futuro Pequim acaba de lançar mais um livro branco sobre a juventude, onde se salienta a importância de os jovens chineses se focarem “nos valores socialistas”. O documento oficial aponta ainda que os hábitos de consumo mudaram nos últimos anos e que existem agora mais oportunidades de carreira graças ao desenvolvimento e prosperidade do país. O relatório dá também conta de uma crescente participação política dos mais novos

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Partido Comunista Chinês (PCC) tinha, em Junho do ano passado, cerca de 24 milhões de membros com menos de 35 anos, sendo que 25 por cento tinha uma plena participação no partido. E foi a pensar nos jovens e no caminho que estes devem traçar no país nos próximos tempos que Pequim decidiu lançar, na última semana, um novo livro branco sobre a juventude chinesa. Trata-se de um documento oficial do Governo Central que traça metas e balanços sobre as vidas dos jovens na China actual e do futuro. O documento, divulgado na íntegra pela agência Xinhua, começa por afirmar que os jovens devem, acima de tudo, ter um “compromisso no foco dos valores socialistas”. “A orientação do valor da juventude vai decidir os valores de toda a sociedade. Os jovens chineses aprendem valores morais de heróis e de personalidades modelo dos nossos tempos. Eles promovem, de forma pró-activa, os valores socialistas, como a prosperidade, a democracia, o civismo, a

harmonia, a liberdade, a igualdade, a justiça”, pode ler-se. Aos jovens chineses pede-se ainda “confiança no caminho chinês”, pois, “através da comparação com o passado e com o resto do mundo, e de uma observação social, a juventude chinesa consegue compreender a importância da liderança do

“Os jovens estão a mudar de um padrão de compra de produtos básicos para comprarem coisas que permitem desfrutar da vida, de ter apenas roupas para vestir, para hábitos de vestir mais elegantes.”

Partido, os méritos do sistema social e o reforço das pessoas”. O livro branco cita mesmo um inquérito realizado aos jovens, em 2020, que revela que a maioria dos inquiridos “apoia incondicionalmente o socialismo com características chinesas, e tem plena confiança sobre o rejuvenescimento da nação chinesa”. O mesmo documento dá conta de uma crescente participação política dos mais jovens nos últimos anos, tendo em conta que “um grande número” participou “como deputados nos congressos do povo ou como membros da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) em todos os níveis”. “Através destas organizações eles cumpriram os seus deveres e participaram na deliberação e administração dos assuntos de Estado”. Em 2019, aponta o relatório branco, “os jovens participaram, em 10,9 por cento, ao nível dos congressos do povo e em 13,7 por cento a nível dos comités da CCPPC”. Desta forma, “os jovens são participantes activos nas eleições democráticas, no processo de tomada de decisões, na gestão e supervisão, fazendo sugestões para a maior parte das questões relacionadas com o desenvolvimento económico e social, e no exercício dos seus direitos democráticos”.

moderno e realizar o Sonho Chinês do rejuvenescimento nacional”, pode ler-se.

Uma questão de talentos

Em 1978 a China enviou 800 alunos para estudarem no estrangeiro. Esse número chegou aos 700.000 em 2019 Muito antes de expor os valores que devem definir o caminho da juventude chinesa para os próximos anos, o relatório branco vai buscar referências históricas para afirmar que, sem o PCC “o movimento da juventude chinesa teria atingido muito pouco”. “Numa nova era, a juventude chinesa abraça oportunidades preciosas para realizar as suas ambições e revelar os seus talentos, uma vez que devem ter a importante responsabilidade de construir um grande país socialista

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Para Pequim, o milagre económico chinês dos últimos anos deu aos jovens a oportunidade para estes aproveitarem melhor as oportunidades de carreira, além de que os seus hábitos de consumo mudaram profundamente em relação à geração dos seus pais. No que diz respeito aos talentos, o livro branco dá conta de que “a nação chinesa atingiu uma profunda transformação ao obter uma maior independência e ao tornar-se mais próspera com um forte crescimento”. O período actual traz “prosperidade e esperança”. “Vivendo nos melhores tempos da história da China, a actual geração de jovens desfruta de um ambiente propício para o seu desenvolvimento, com espaço para crescer e com grandes oportunidades para terem uma boa carreira”, lê-se ainda. Quanto aos hábitos de consumo, os jovens estão a apostar em produtos cada vez mais adaptados às suas necessidades individuais. “Eles estão a mudar de um padrão de compra de produtos básicos para comprar coisas que permitem desfrutar da vida, de ter apenas roupas para vestir, para

“Os jovens estão a espalhar energia positiva e a moldar novas tendências sociais, num esforço para garantir um ciberespaço mais limpo.”


terça-feira 26.4.2022

hábitos de vestir mais elegantes, de ter comida para comer para comer melhor em prol de uma melhor saúde.” Sobre o uso da Internet e ciberespaço, o livro branco dá conta que a juventude chinesa recorre a este mundo virtual “para ter acesso à informação, partilhar ideias, fazer amigos e compras”. “Uma vez que se tornam cada vez mais como grandes produtores de informação, e sendo consumidores de serviços e promotores de tecnologias relacionadas com o ciberespaço, os jovens são uma profunda influência nas tendências da Internet.” Desta forma, acrescenta-se, “os jovens estão a espalhar energia positiva e a moldar novas tendências sociais, num esforço para garantir um ciberespaço mais limpo”.

Educação para todos

Para as autoridades chinesas, os jovens têm, no país, “um acesso à educação igual para todos”, tendo em conta as prioridades definidas pelo Governo Central e as oportunidades educacionais de elevada qualidade oferecidas.

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“Em 2021 o cumprimento da escolaridade obrigatória atingiu uma taxa de 95,4 por cento, com a taxa da educação no ensino secundário a chegar aos 57,8 por cento, com um total de 44,3 milhões de estudantes no ensino superior. Há cada vez mais jovens que atingiram este caminho importante em prol do sucesso

Os jovens devem, acima de tudo, ter um “compromisso focado nos valores socialistas”

e da excelência”, é referido no documento. Pequim afirma que tem vindo a desenvolver, nos últimos anos, um sistema de ajuda financeira aos estudantes, desde o ensino infantil ao superior. Em 2020, foram dados subsídios no valor total de 240 mil milhões de yuan, tendo sido dada assistência a cerca de 150 milhões de estudantes. Uma das tendências mais visíveis nos últimos anos, e que está directamente relacionada com o aumento do nível de vida e na construção de uma nova classe média, prende-se com o facto de cada vez mais jovens estudarem no estrangeiro. O livro branco dá conta que “estudar no estrangeiro é a forma mais importante para que os jovens chineses aprendam sobre o mundo”. Em 1978, a China enviou 800 alunos para estudarem no estrangeiro, mas esse número chegou aos 700 mil em 2019. “Nas últimas quatro décadas, o número total de chineses a estudar no estrangeiro ultrapassou os 6,5 milhões, tendo regressado

Um inquérito realizado aos jovens, em 2020, revela que a maioria dos inquiridos “apoia incondicionalmente o socialismo com características chinesas” 580 mil em 2019, contra 248 em 1978”. O conhecimento da juventude chinesa sobre o mundo faz-se também através de “viagens, programas de visita, passeios de negócios e cooperação a nível laboral”.

Lado diplomático

Apesar de este ser um documento oficial sobre a juventude chinesa, faz também referência ao crescimento do “círculo de amigos” com o qual a China “consegue comunicar e cooperar”. “A juventude chinesa encara cada oportunidade para contar as histórias da China e participa

numa governança global dos assuntos da juventude”, sempre numa visão de cooperação e de ganhos mútuos.” Desta forma, ao abrigo da Parceria Global da Juventude Chinesa, o país estabeleceu programas de intercâmbio e cooperação com mais de 100 organizações internacionais, agências governamentais da juventude ou partidos políticos. Os jovens chineses participam em diversos programas de intercâmbio com países e regiões “como a Rússia, EUA, Europa, Índia e Japão” em áreas como a educação, ciência, cultura, artes e desporto. “A juventude chinesa tornou-se mais activa na adesão às organizações internacionais, na participação em conferências internacionais e numa governança global. Como resultado, os jovens abraçaram, de forma bem sucedida, a imagem internacional da juventude chinesa”, remata o documento. Andreia Sofia Silva


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BANCA ELLA LEI PEDE VAGAS DE TRABALHO PARA RESIDENTES

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Os deputados não excluíram a possibilidade de “uma minoria de ovelhas negras” aproveitarem a oportunidade para cancelar descontos ou aumentar preços

INFLAÇÃO ESPERADA “HONESTIDADE” NOS PREÇOS E MEDIDAS DE CONTROLO

À luz do aumento da inflação, os deputados eleitos por sufrágio indirecto pelo sector industrial, comercial e financeiro esperam que os comerciantes não aumentem intencionalmente os preços dos produtos e que o Governo lance medidas de controlo. A Associação Industrial e Comercial defende novos apoios financeiros às PME e alerta para a crescente pressão dos bancos

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OSÉ Chui Sai Peng, Ip Sio Kai e Vong Hin Fai, os deputados eleitos por sufrágio indirecto pelos sectores industrial, comercial e financeiro, esperam que, à luz do aumento da inflação e com o aproximar de uma nova ronda de cartões de consumo, os comerciantes não aumentem intencionalmente o preço dos produtos. Ouvidos pelo jornal Ou Mun, os deputados não excluíram a possibilidade de “uma minoria de ovelhas negras” aproveitarem a oportunidade para cancelar descontos

ou aumentar preços, de forma a capitalizar com o actual contexto, vincando tratar-se de acções que “perturbam o funcionamento do mercado”. No entanto, os legisladores acreditam também que 90 por cento dos proprietários das pequenas e médias empresas (PME) são “honestos” e que o aumento de preços dos últimos tempos se deve à carestia do custo dos transportes, causado, sobretudo, pelos efeitos da pandemia. Como consequência, os deputados eleitos por sufrágio indirecto sugerem que o Governo continue a

Sem fundo de maneio

Por seu turno, a Associação Industrial e Comercial de Macau defende que está na hora de o Governo voltar a lançar medidas de apoio financeiro destinado às PME. Em causa, apontou o presidente da associação Ng Wah Wai, está o facto de o prolongamento da pandemia ter levado muitas empresas sem fluxo de caixa, a recorrer a créditos, cujo reembolso começa agora a ser exigido pelos bancos. Para o responsável, o Governo deve, por isso, repetir o apoio económico destinado a atribuir subsídios “directos e de uma só vez” a trabalhadores e empresas no valor de 10 mil milhões de patacas, lançado em 2020, no início da pandemia. Outra medida, que Ng Wah Wai gostaria de ver repetida, passa pela bonificação de juros de créditos bancários para as PME, de forma a reduzir os seus encargos financeiros. Também ao jornal Ou Mun, uma outra associação comercial que preferiu não ser identificada apontou que várias entidades bancárias, ao reavaliarem o risco dos devedores e exigirem o pagamento antecipado dos empréstimos, estão a contribuir “indirectamente” para “acelerar o encerramento” das empresas. Por isso mesmo, a associação defende que o Governo deve fornecer orientações ao sector bancário, de forma a que a concessão de empréstimos às PME possa ser mais “relaxada”. Nunu Wu e Pedro Arede

de não-residentes para o sector financeiro, entre as quais 800 para a banca. No entender da legisladora dos Operários, estas vagas dizem respeito a trabalhos que podem ser feitos por residentes. Para Ella Lei, há vários desempregados em Macau com experiência no sector financeiro, nomeadamente na banca, mas que não conseguem encontrar vagas. Por isso, a deputada espera que o Executivo explique o fenómeno de aprovar novas autorizações de trabalho para não-residentes. Por outro lado, face ao que pode ser uma falta de mão-de-obra local, a legisladora apelou ao Executivo para que lance iniciativas para formar residentes, para assim poderem desempenhar estas funções.

TESTES LO CHOI IN CRITICA PREÇOS PARA QUEM VEM DO ESTRANGEIRO

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deputada Lo Choi In criticou a medida do Governo que obriga os residentes vindos de Hong Kong, Taiwan ou de Portugal, e outras partes do mundo, a pagarem 250 patacas por cada teste de ácido nucleico, durante o período da quarentena. Dependendo dos casos, a medida representa um custo acrescido de 1.250 patacas a 2.000 patacas para quem sai de Macau. Numa opinião partilhada pelo jornal Ou Mun, Lo Choi In atacou a medida por complicar a vida dos residentes que estudam nas jurisdições afectadas e que assim têm de pagar muito mais pela quarentena, quando já atravessam várias dificuldades para visitarem as famílias no Verão. Com estas dificuldades, a deputada reconhece que o processo de regresso a RAEM é cada vez mais complicado e stressante, não só devido à exigência de quarentena, como ao nível da compra dos bilhetes, da duração das viagens e ainda devido à marcação do hotel de quarentena. Apesar de concordar com a política de uma boa gestão dos

RÓMULO SANTOS

A preparar o que aí vem

acompanhar a situação financeira das empresas ligadas ao comércio, “conheçam bem” as razões que levam ao aumento dos preços e implemente medidas de “apoio e controlo da inflação”.

deputada Ella Lei criticou o Governo por permitir a entrada de trabalhadores não-residentes para o sector financeiro. A opinião foi partilhada através de um comunicado emitido ontem, e surge na sequência das afirmações do Chefe do Executivo. Há duas semanas, no plenário da Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng indicou que o sector financeiro é uma área com boas perspectivas profissionais para os residentes e que se vai desenvolver nos próximos anos. No entanto, na opinião partilhada, Ella Lei defende que a aposta nos quadros formados de Macau está a ser relegada para segundo plano. Como exemplo, indica que desde o início do ano foram emitidas 1.000 autorizações para a contratação

fundos públicos, Lo mostrou-se surpreendida com a medida, uma vez que em Zhuhai o preço de testagem foi reduzido de 40 yuan para 20 yuan. Além disso, existem outros centros onde o preço é mais baixo. No que diz respeito ao turismo, a deputada considera que a medida é um tiro nos pés, uma vez que a RAEM tem cada vez mais dificuldade em receber visitantes e este tipo de políticas só faz com que o território se torne menos atractivo, mesmo para os residentes do Interior.

Saúde mental Ngan Iek Hang quer apoio psicológico proactivo O deputado e vice-presidente do Gabinete de Assuntos Académicos, Ngan Iek Hang defende que, perante a pressão económica e social imposta pela pandemia, o Governo deve ser mais proactivo em garantir a saúde mental da população. Isto, tendo em conta que o actual mecanismo de prevenção está dependente da iniciativa das pessoas afectadas. Segundo o jornal Ou Mun, Ngan

Iek Hang vincou que, por norma, as pessoas que necessitam de apoio psicológico estão geralmente “deprimidas” e, por isso, sem vontande de pedir ajuda. “Neste momento, a população está mais susceptível a sintomas como a ansiedade, a inquietação, a depressão e a perda e torna-se pessimista perante os eventos trágicos que estamos a vivenciar”, referiu.


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RÓMULO SANTOS

Telemóveis Ho Ion Sang pede mais atenção ao uso por menores

Após ter sido tornado público o caso de abuso de um menor pelo professor do centro de explicações, o deputado Ho Ion Sang alertou os encarregados de educação para a necessidade de controlar a utilização dos dispositivos móveis e da Internet pelos filhos. Em declarações ao jornal Ou Mun, Ho indicou que os pais devem controlar os filhos, mas também ensiná-los a evitarem os perigos da navegação online. O deputado afirmou ainda que esta parte deve ser igualmente ensinada nas escolas. Ho Ion Sang mostrou-se também muito preocupado com o facto de o explicador ter registo criminal relacionado com práticas de abuso de menores. No entender do legislador, este é um sinal claro da necessidade urgente de reforçar a supervisão do processo de contratação nos centros de explicações.

Locação financeira Autorizadas operações de nova sociedade

O Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, autorizou o funcionamento de uma nova sociedade de locação financeira, intitulada “Companhia de Locação Financeira (Macau) Namyue S.A”. Segundo a ordem executiva publicada ontem em Boletim Oficial (BO), esta entidade irá funcionar apenas “para o exercício exclusivo da actividade de locação financeira”.

Centro de Ciência Mais recursos prometidos

O Governo promete investir mais em “recursos para apoiar as escolas locais em termos de inovação, formação de competências práticas abrangentes e popularização da ciência”. A propósito da celebração do “Dia do Espaço da China”, comemorado no domingo, o director da Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, disse que serão melhor aproveitadas “as vantagens dos recursos do Centro de Ciência de Macau para torná-lo no berço da popularização da ciência local”. Está também prevista a aposta no encorajamento dos alunos no estudo das áreas da ciência e engenharia, “de modo a cultivar mais talentos diversificados” para o território. O “Dia do Espaço da China” celebrou-se no Centro de Ciência este domingo num evento organizado não apenas pela DSEDJ mas também pela Associação Promotora das Ciências e Tecnologias de Macau e a Sociedade Chinesa de Astronáutica.

Vong Hin Fai, deputado “Se o sujeito passivo não for residente fiscal em Macau, então não vai ser notificado se estiver no estrangeiro.”

FISCO CONTRIBUINTES FORA DE MACAU DEIXAM DE SER NOTIFICADOS

Longe da vista

Os contribuintes com domicílio fiscal fora de Macau vão deixar de ser notificados pela Autoridade Tributária e passam a ter que nomear um representante fiscal. Governo admite mudanças legislativas a pensar nos residentes que pretendam viver em Hengqin e manter domicílio fiscal em Macau

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Autoridade Tributária vai deixar de notificar os contribuintes no estrangeiro que não possuam domicílio fiscal em Macau. Além disso, à luz da nova lei que regula o código tributário, os residentes que moram no estrangeiro passam a ter que designar um representante fiscal para assegurar o cumprimento dos seus direitos e obrigações no território. A novidade foi avançada ontem pelo presidente da 3.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL), Vong Hin Fai, que se encontra a analisar o diploma.

“Durante a reunião, o Governo disse que a Autoridade Tributária, quando tiver que notificar o sujeito passivo ou enviar correspondência, não vai fazê-lo para fora de Macau. Por exemplo, se o sujeito passivo não for residente fiscal em Macau, então não vai ser notificado se estiver no estrangeiro”, explicou Vong Hin Fai. Segundo o deputado, perante os pedidos de esclarecimento dos membros da Comissão sobre a forma de alteração da morada fiscal, o Governo indicou que “não é preciso esperar pela aprovação da Autoridade Tributária”, bas-

tando aos contribuintes proceder à alteração a qualquer momento através da “conta única”. Após a reunião de ontem, o deputado vincou que o novo diploma estipula ainda a obrigatoriedade de os residentes ausentes de Macau por mais de 183 dias terem que designar um representante fiscal com morada habitual em Macau, que ficará responsável por fazer cumprir as obrigações e os direitos daquele que representa. “O Governo salientou que a designação de um representante fiscal é um conceito que serve para proteger os interesses do

contribuinte. A intenção (…) não é impor a obrigação de designar um representante fiscal, mas sim salvaguardar os interesses dos contribuintes”, foi sublinhado. No entanto, partilhou Vong Hin Fai, faltam detalhes sobre os moldes concretos para a designação do representante fiscal, nomeadamente se a nomeação é feita verbalmente, por escrito ou outra via e se o acto irá requerer, por exemplo, reconhecimento notarial. “O Governo não respondeu à nossa questão, mas vai pensar sobre isso e depois vai dar uma resposta”, acrescentou.

Novos contos da montanha

Durante a discussão, o Governo admitiu ainda introduzir alterações legislativas, de modo a que os residentes de Macau que decidam morar na zona de cooperação aprofundada de Hengqin (Ilha da Montanha) não tenham necessidade de alterar o seu domicílio fiscal, nem de nomear um representante. “Neste momento, o conceito de domicílio fiscal refere-se a Macau e não abrange a zona de cooperação aprofundada. No entanto, não está afastada a possibilidade de, no futuro, o Governo tomar uma iniciativa legislativa para abranger os residentes de Macau que moram em Hengqin”, partilhou Vong Hin Fai. Pedro Arede


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EDIFÍCIO YOHO QUEIXAS E PREOCUPAÇÕES ENTRE OS COMPRADORES

Problemas de luxo

Alguns compradores de apartamentos no Edifício Yoho, no Cotai, estão insatisfeitos com os acabamentos das casas, e temem pela sua segurança em virtude dos problemas revelados

China. E alguns estavam inclusive danificados, como um micro-ondas, que apresentava danos em resultado da instalação. Ao mesmo tempo, uma máquina de lavar roupa tinha um cano que pingava para o interior da casa. Também a junção entre a parede e o chão estava mal feita, apresentando uma racha, além de haver rodapés soltos.

Milagre da multiplicação

Face aos problemas apontados, alguns compradores decidiram pagar a empresas de obras para corrigir os defeitos, principalmente por recearem as consequências de infiltrações. Para este efeito, pediram às Obras Públicas que fornecessem a planta do prédio. Foi assim que muitos compradores ficaram a saber que as suas unidades T2 tinham sido planeadas como T1. Como se não bastasse, um dos trabalhadores das empresas contratadas pelos compradores, em declaração ao jornal Exmoo, considerou que o trabalho dos acabamentos só foi concluído a 70 por cento.

O grupo afirmou ainda ser um dos principais construtores de Macau, uma marca responsável e que cada comprador que encontrar problemas pode contactar a empresa para resolver as questões

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AREDES com infiltrações, grades de varandas presas com silicone, paredes desniveladas e acabamentos incompletos. Estas são algumas das queixas apresentadas pelos compradores de apartamentos no edifício de luxo Yoho, no Cotai, em declarações ao jornal Exmoo. Segundo o relato apresentado por um dos compradores, que não surge identificado, em 2019, quando começaram as vendas dos apartamentos no edifício Yoho, eram prometidos acabamentos de luxo.

No entanto, este comprador deparou-se com várias situações, que considerou estarem muito longe dos padrões prometidos e mostrados no andar modelo. Uma das queixas está relacionada com o facto de uma parede no quarto principal ter uma superfície irregular, com ondas, além de apresentar sinais de infiltrações, que podem fazer com que em pouco tempo a tinta se solte. No caso de um armário embutido na parede, o vendedor não incluiu a porta, o que faz com que o mesmo não possa ser utilizado, porque não

pode ser fechado. Além disso, em vez de duas janelas num dos quartos, apenas existe uma. Outra das questões, prende-se com os electrodomésticos que deviam ser incluídos com a compra da casa. De acordo com a brochura de venda, os equipamentos eram de algumas das marcas internacionais mais conhecidas, como Bosch, Pioneer, Teka, ou Rinnai. No entanto, outro comprador deparou-se com um cenário muito diferente. Em vez das famosas marcas internacionais, os produtos representavam marcas do Interior da

Após ter sido publicada a história, o Grupo Yoho, responsável pelo empreendimento, considerou as críticas injustas e afirmou que os problemas relatados são “casos individuais”. O grupo afirmou ainda ser um dos principais construtores de Macau, uma marca responsável e que cada comprador que encontrar problemas pode contactar a empresa para resolver as questões. Na resposta, foi ainda prometido, que os problemas detectados após a ocupação no espaço de um ano serão resolvidos. João Santos Filipe

CPSP Detido por conduzir bêbedo

Um residente de 31 anos foi detido depois de ter sido interceptado a conduzir alcoolizado uma moto, na madrugada de ontem. A informação foi divulgada ontem pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), que explicou que quando o homem foi mandado parado tinha um forte cheiro a álcool. Após ter sido realizado o teste do balão, o homem acusou uma taxa de duas gramas por litro de sangue. O residente admitiu que tinha saído com os amigos e bebido. Depois, antes de voltar a casa, ficou com vontade de andar de moto e por essa razão acabou por ser interceptado. Após a realização do primeiro teste, o homem recusou realizar a contraprova e assumiu o erro. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.

PJ Apalpou seios de menor de 12 anos

Um homem com 62 anos foi detido pela Polícia Judiciária, depois de ter apalpado o peito a uma menor, com 12 anos. O caso foi relatado ontem pelas autoridades, e o autor do crime confessou os factos. Segundo o relato apresentado pelas autoridades, a menina foi com o irmão mais novo a uma loja de roupa, na Zona Norte da Cidade, no dia 18 deste mês. No entanto, quando via roupas foi atacada pelo proprietário, que lhe apertou o peito. A vítima fugiu imediatamente do local do crime, mas só conseguiu contar o ataque três dias depois, a um professor da escola. Por sua vez, o docente não hesitou e contactou as autoridades. Alertada, a polícia foi à loja e interrogou o homem, que confessou ter apertado o peito da menor. O homem afirmou ainda ter agido por impulso. O crime de abuso sexual de crianças é punido com uma moldura penal que começa em um ano e pode ultrapassar os oito.

CONFLITOS FAMILIARES ASSOCIAÇÃO APOIOU 1.092 CASOS DURANTE O ANO PASSADO

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O longo de 2021, o Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais Sheng Kung Hui prestou aconselhamento familiar em 1.092 casos. Em comunicado, a associação revelou que a maioria das situações, está relacionada com problemas emocionais resultantes da

convivência diária do casal (35 por cento) ou devido a problemas de comunicação ou de gestão financeira (35 por cento). Do total de pedidos de apoio, 25 por cento estão relacionados com a discórdia em relação à educação dos filhos e 5,0

por cento dizem respeito a situações de violência doméstica. Até ao final do ano, o coordenador-chefe da associação, Ip Kam Po, estima que o stress provocado pela pressão económica gerada pela pandemia irá levar ao aumento dos pedidos de ajuda.

Citando um estudo realizado pelo Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais Sheng Kung Hui em 2020, Ip Kam Po revelou que 62,4 por cento dos 345 entrevistados admitiu utilizar o telemóvel ao mesmo tempo que partilha refeições com o companheiro.

Além disso, 50 por cento dos inquiridos revelou sentir que o companheiro prefere despender tempo ao telemóvel ao invés de gastar tempo consigo. Por último, 37 por cento dos inquiridos admitiu utilizar o telemóvel ao mesmo tempo que está com os filhos. N.W.


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Hác-Sá Restaurante Fernando com negócio a 20 por cento

Em declarações ao jornal Ou Mun, o proprietário do Restaurante Fernando, apontou que o negócio é de apenas 20 por cento, quando comparado com o período antes da pandemia. Para Fernando Gomes, dado que Macau é um território pequeno, a única saída possível para contornar a fraca procura interna e revitalizar o sector da restauração passa pela abertura de fronteiras ao exterior. O proprietário do restaurante localizado em Hác-Sá há 35 anos vincou que o estabelecimento dá trabalho a mais de 30 funcionários e que, desde o início da pandemia, não houve lugar a despedimentos. Fernando Gomes recorda ainda que antes da pandemia era normal os clientes não se importarem de esperar duas horas para se sentar, tal era a procura. Agora, conta, há dias em que apenas são servidas duas mesas.

Covid-19 Código de saúde com mais de 690 mil utilizadores

Os Serviços de Saúde de Macau (SSM) apontam, num comunicado, que a aplicação do código de saúde conta hoje com cerca de 690 mil utilizadores registados, sendo realizados, por dia, cerca de 530 mil leituras do código QR dos estabelecimentos. Actualmente, mais de 20 mil espaços comerciais disponibilizam este código. Tendo em conta os surtos ocorridos na China devido à variante Ómicron do novo coronavírus, os SSM acrescentaram, ao código de saúde, a função de verificação de risco no registo de itinerários, “a fim de preparar a rápida identificação das pessoas em risco e a implementação de medidas de prevenção e controlo no caso de surgirem surtos em Macau”.

Turismo Registada “subida gradual” de visitantes

As autoridades apontam que, na primeira sexta-feira e sábado após a entrada em vigor dos testes covid-19 com uma validade de 48 horas para quem viaja da província de Guangdong, verificou-se “uma subida gradual” do número de turistas. Segundo uma nota de imprensa, a média do número de visitantes diários de Macau ultrapassou os 22 mil, um aumento de mais de 15 por cento em relação à média diária da semana anterior (de 15 a 21 de Abril) de 19.191 visitantes.

JP MORGAN ANALISTAS PREOCUPADOS COM SITUAÇÃO FINANCEIRA DA SJM

Céu muito carregado

O banco de investimento considera que as reservas financeiras da concessionária só chegam para fazer face às despesas de seis meses. O encerramento dos casinos-satélite é visto como mais um peso, por aumentar os custos operacionais da concessionária

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banco de investimento JP Morgan Securities (Asia Pacific) considera que a situação da SJM Holdings, empresa que controla a concessionária Sociedade de Jogos de Macau, é “de alguma forma preocupante”. Segundo uma nota emitida aos investidores, e citada pelo portal GGR Asia, as reservas financeiras da empresa só chegam para fazer face às necessidades dos próximos seis meses. “De uma perspectiva financeira, a nossa análise sugere que a SJM Holdings só tem liquidez para seis meses, que é de longe a mais curta (em comparação com a liquidez das outras operadoras que varia entre um ano e meio até mais de 30 anos) e que nos faz sentir inconfortáveis”, pode ler-se na nota dos analistas DS Kim, Amanda Cheng e Livy Lyu. A JP Morgan destaca também que os esforços de financiamento

da operadora estão “suspensos” e a aguardar pela aprovação do Governo. A informação já tinha sido avançada em Março deste ano pela agência de notação financeira Moody’s. Neste contexto, em que aguarda pelo Governo há meses, a JP Morgan adianta que a operadora tem grandes probabilidades de precisar de “recorrer a financiamento de fora”, através da emissão de títulos de dívida ou mesmo através da venda de mais acções na bolsa.

Mais despesas

Os problemas da SJM não acabam no financiamento. Com o encerramento dos casinos satélites, as despesas operacionais vão registar um aumento. “As despesas operacionais da SJM Holdings vão provavelmente crescer na segunda metade de 2022. Com o provável encerramento de alguns casinos satéli-

tes, acreditamos que a SJM vai ter de assumir as despesas com esses trabalhadores. Isto vai fazer com que as reservas financeiras da empresa se desgastem mais rapidamente”, é acrescentado. Anteriormente, o Governo afirmou que os funcionários dos casinos satélite são uma responsabilidade das concessionárias, com quem têm contrato. Por isso, o Executivo espera que as operadoras assumam os respectivos custos.

A JP Morgan estima que o EBITDA das operadoras sofra uma quebra superior a 50 por cento entre o primeiro trimestre e o segundo trimestre do ano

Na nota para os investidores, a JP Morgan abordou ainda o desempenho do novo casino da SJM, o Grand Lisboa Palace, com as expectativas a serem baixas. “O empreendimento vai demorar um longo momento até começar a ganhar tracção e atingir a massa crítica de jogadores para poder cobrir o investimento inicial”, foi escrito. O cenário negro não se fica apenas pela SJM. A nível do mercado, a situação não é muito melhor. A JP Morgan estima que o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) tenha uma quebra superior a 50 por cento entre o primeiro trimestre e o segundo trimestre do ano. Segundo o banco de investimento “este seria o pior nível das receitas desde que foram reabertas as fronteiras” há um ano e meio. João Santos Filipe


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DOCA DOS PESCADORES EXPOSIÇÃO DE PIBG E MCZ PARA VER ATÉ MAIO

Unidos por c Patuá em Lisboa Projecto do Centro Científico e Cultural de Macau visa criar teatro em crioulo de Macau

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ULAS de patuá serão tema de uma acção de formação em Lisboa a partir do dia 30 de Abril, uma iniciativa de Joaquim Ng Pereira, que sonha criar na capital portuguesa um grupo de teatro amador. Até Outubro, o Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa, vai acolher 32 sessões da oficina, que terá um máximo de 25 alunos a estudar uma língua minoritária considerada pela UNESCO como estando “em risco de extinção”. “Não me interessa tanto o aspecto técnico, formal do patuá, mas sim a sua forma artística, porque tem uma musicalidade muito própria, e creio que as pessoas se têm inscrito precisamente para conhecer o espírito, a alma do patuá”, disse Joaquim Ng Pereira à Lusa. Sara Roncon Leotte, co-organizadora da oficina, disse à Lusa que dois dos interessados na iniciativa têm já ligações a outras línguas minoritárias: o mirandês, de Miranda de Douro, e o crioulo da Guiné-Bissau. No final da oficina, Joaquim Ng Pereira quer integrar os melhores alunos num teatro em patuá, até ao fim de 2022, na Casa de Macau de Portugal, em parceria com Miguel de Senna Fernandes, dramaturgo dos Dóçi Papiaçam di Macau, grupo de teatro em patuá. O primeiro projecto deste novo grupo de teatro seria

“fazer filmagens nos lugares mais icónicos aqui de Lisboa, mas comentados de forma humorística em patuá”, e depois adaptar peças dos Dóçi Papiaçam di Macau, explicou o macaense. O objectivo seria “estabelecer uma ponte cultural entre os dois territórios” e “não deixar esquecer” os mais de 400 anos em que Macau foi a ligação entre Portugal e China, disse Joaquim Ng Pereira. Uma meta que o levou também a gravar, com a sinóloga Ana Cristina e o académico macaense Álvaro Rosa, uma série de oito episódios de rádio a explicar expressões idiomáticas em mandarim, cantonês e patuá.

Rádio em Belém

O programa irá ser emitido na rádio da Junta de Freguesia de Belém. “Só falta agendar”, diz Joaquim Ng Pereira. Para a mesma rádio, o macaense está a preparar um outro programa, exclusivamente sobre o patuá e o universo de Macau, em parceria com Miguel de Senna Fernandes, para arrancar no final de Maio. O programa vai incluir a declamação de poesia em patuá ou poesia em português sobre Macau, convidados macaenses ou portugueses que viveram em Macau, e uma intervenção de Miguel de Senna Fernandes, “de forma mais formal”, sobre o patuá, explicou Joaquim Ng Pereira.

Intitula-se “Screw in the Land” e é a exposição que, desde sábado e até ao dia 30 de Maio, poderá ser vista na Galeria Lisboa, na Doca dos Pescadores. O destaque vai para o trabalho dos artistas locais Pat Lam, que assina as suas obras como PIBG, e Thomas Lo, que assina como MCZ. Ambos fazem graffiti, mas não só

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CREW in the Land” é a nova exposição organizada pela Sociedade dos Artistas de Macau e que pode ser visitada até ao dia 30 de Maio na Galeria Lisboa, na Doca dos Pescadores. Esta é uma mostra marcada pelos trabalhos de arte visual, instalação e graffiti dos artistas locais Pat Lam (PIBG) e Thomas Lo (MCZ), com curadoria de Cassidy A. Segundo um texto assinado pela curadora, os dois artistas “mostram as suas próprias especificidades através da arte visual, criando dois pontos de contraste em torno da unificação de uma só ideia”. Nesta mostra, os dois artistas são convidados a despirem a sua pele habitual como elementos criativos e a explorarem novas dimensões artísticas, “apresentando as suas próprias experiências e pensamentos através de instalação e obras de arte”. Os trabalhos são construídos em torno das ideias do “regresso à natureza, como permanecer no chão”, sempre com o contraste como ponto de partida, entre o “sombrio e o brilhante” e “a simplicidade e a diversidade”. Na Galeria Lisboa podem, assim, ser vistas duas instalações de arte de grandes dimensões, cada uma explorada pelo artista conforme o seu estilo de criação. No caso de PIBG, foi criada uma espécie de parque de diversões, enquanto que MCZ, através de materiais como o aço inoxidável, entre outros, criou quatro quadros e oito peças. Desta forma, “o público será levado a começar a visita no espaço de instalação de MCZ, de uma zona mais escura até chegar ao palco mais brilhante com as criações de PIBG. “Independentemente do meio e do método aplicado, o ponto principal é a expressão de uma essência. Vivemos, experimentamos e sentimos.

PIBG e MCZ fazem parte da vaga de n também em espaços artísticos de rua

As experiências do passado são parte de uma etapa e razões daquilo que nós somos”, lê-se no texto da curadora desta exposição.

Nova vaga

PIBG e MCZ fazem parte da vaga de novos artistas de Macau e têm revelado o seu trabalho não apenas em salas de exposições ou galerias de arte, como também em espaços artísticos de rua.


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contraste

HOJE TERAPIA Paula Bicho

Naturopata e Fitoterapeuta • obichodabotica@gmail.com

Febre

(PARTE I)

• DESCRIÇÃO Diariamente despendemos o nosso capital de energia e, à noite, um sono restaurador proporciona-nos a energia necessária para enfrentarmos um novo dia. Mas nem sempre é assim quando nos sentimos fatigados. A fadiga pode ser um sintoma de diversas patologias, ou ter origem em maus hábitos alimentares (excesso de açúcares, deficiências nutricionais, alergias alimentares, intoxicação), estilo de vida desadequado (excesso de trabalho, maus hábitos de sono, stress, consumo excessivo de cafeína ou de álcool) ou até na toma de alguns medicamentos. Neste caso, convém averiguar a causa de forma a, sempre que possível, ser corrigida ou tratada.

Diversas plantas medicinais podem ser úteis para o controlo da febre, sendo de destacar aquelas com propriedades febrífugas, sudoríficas, térmicas ou refrescantes. As plantas febrífugas ou antipiréticas combatem a febre através de uma acção directa sobre o centro de regulação da temperatura no cérebro; as sudoríficas ou diaforéticas induzem a sudação favorecendo a eliminação de toxinas e o arrefecimento; as térmicas estimulam a circulação e o afluxo de sangue à pele promovendo a sudação e, desta forma, a redução da temperatura na presença de febre; as plantas refrescantes acalmam a sede e fazem descer a temperatura do corpo. A tisana quente é a forma de eleição para serem administradas. Vamos conhecer Hoje algumas destas plantas:

novos artistas de Macau e têm revelado o seu trabalho não apenas em salas de exposições ou galerias de arte, como a

No caso de PIBG, este tem trabalhado essencialmente com graffiti, sendo que o seu trabalho se caracteriza por “figuras estilizadas e animais que parecem absurdos e divertidos, em contraste com as cores vivas que revelam vitalidade”. Produzindo obras deste género desde os anos 90, PIBG também fez formação na área da escultura, caligrafia, pintura moderna e design gráfico. Desde o ano 2000 que viaja

pela China, Austrália, França e Japão, entre outros países, para revelar ao público as suas criações de graffiti, nomeadamente o trabalho intitulado “Color way of Love”, exposto em Xangai. Como designer, foi convidado para colaborar com marcas como Balenciaga, Swatch, MIU MIU e DIOR. MCZ também faz do graffiti o seu foco criativo, trabalhando também com projectos multimédia. MCZ é, desde

2004, membro da Macao Graffitied Team - GANTZ5, tendo realizado exposições em diversos países. MCZ é autor de uma instalação de arte na Torre de Macau e no Outloud Art Festival, além de ter criado a loja conceptual “SCREWIN” em 2020. MCZ possui também uma loja pop up no The Parisian.

Gengibre, Zingiber officinale, rizomas: Originário da Ásia, onde é venerado desde tempos remotos, o Gengibre é uma conhecida especiaria tropical e um reputado remédio. Apresenta folhas lanceoladas, belas flores de cor branca ou rosada agrupadas em espigas terminais e rizomas fortemente aromáticos; pode crescer até 60 cm de altura. Contém uma óleo-resina, de aroma semelhante ao do Limão, com substâncias de sabor acre e picante (os gingeróis e sogaóis) responsáveis pela propriedades térmicas e estimulantes. Deste modo, a planta activa a circulação periférica e favorece o afluxo de sangue à superfície do corpo, promovendo a sudação e auxiliando a reduzir a temperatura na presença de febre. Muito recomendado para o tratamento de constipações, gripes e outras infecções respiratórias, combate os vírus e a inflamação, reduz a febre, acalma a tosse, melhora a resistência e proporciona uma sensação de bem-estar. Pode ainda ser útil, como anti-séptico e tónico digestivo, em caso de infecções gastrointestinais, incluindo alguns tipos de intoxicação alimentar, aliviando náuseas, vómitos, cólicas e diarreia, e controlando a febre. Pode

ser tomado em infusão, cápsulas ou tintura. Milefólio (Milfolhada, Mil-folhas), Achillea millefolium, partes aéreas e folhas: Nativo da Europa e Ásia Ocidental, o Milefólio cresce em estado selvagem nos prados e bermas dos caminhos das regiões temperadas de todo o Mundo. Trata-se de uma herbácea perene, com vistosas flores brancas agrupadas em ramalhetes terminais e folhas grandes e alongadas finamente recortadas, que pode atingir 1 metro de altura. O seu uso medicinal remonta à Antiguidade. Excelente para o tratamento de constipações e gripes, exerce uma acção anti-inflamatória e estimula a sudação, favorecendo a eliminação de toxinas, reduzindo a febre e acelerando a recuperação. Pode também ser usado em caso de infecções digestivas, pelas propriedades febrífugas e anti-sépticas, e para aliviar as náuseas, vómitos, cólicas e diarreia. A planta é ainda um tónico amargo revigorante, estimulando o apetite e a actividade digestiva. Pode ser tomado em infusão, tintura ou cápsulas. Salgueiro (Salgueiro-branco, Sinceiro, Vimeiro-branco), Salix alba, cascas: Árvore de folha caduca, que pode atingir 25 metros de altura, o Salgueiro cresce nas margens dos rios e em locais húmidos da Europa. Possui casca gretada de cor acinzentada, ramos flexíveis, folhas lanceoladas de bordo serrado e inflorescências de tipo amentilho. É usado há milhares de anos para aliviar dores articulares e fazer baixar a febre. Com efeito, contém derivados salicílicos, substâncias semelhantes à aspirina, que lhe conferem actividade analgésica, anti-inflamatória e febrífuga; é igualmente um tónico digestivo. De eleição para o tratamento de todo o tipo de afecções febris, é particularmente útil em caso de estados gripais, reduzindo a febre, combatendo as dores no corpo, abrindo o apetite e aliviando o mal-estar e o desconforto. Pode ser tomado em infusão, tintura, cápsulas e comprimidos.

ADVERTÊNCIAS: Este artigo tem como objectivo apenas a divulgação e não deve substituir a consulta de um profissional de saúde, nem promover a auto-prescrição. Além disso, algumas plantas têm contra-indicações, efeitos adversos ou interacções com medicamentos.


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FRANÇA/ELEIÇÕES XI JINPING “FELICITA” MACRON PELA REELEIÇÃO

Luta na continuidade Emmanuel Macron venceu a segunda volta das Presidenciais em França com 58 por cento dos votos, derrotando a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen. O Presidente chinês, Xi Jinping, prometeu continuar a trabalhar com Macron em prol dos compromissos firmados desde o início das relações diplomáticas entre os dois países

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Presidente chinês, Xi Jinping enviou ontem uma mensagem ao seu homólogo francês Emmanuel Macron para “felicitar” pela reeleição, informou a televisão chinesa CCTV. “Quero continuar a trabalhar com o Presidente Macron para defender [...], como desde o estabelecimento das nossas relações diplomáticas, os princípios da independência, da compreensão mútua, da clarividência e do benefício mútuo”, declarou Xi Jinping. O centrista Emmanuel Macron foi no domingo reeleito Presidente de França, obtendo 58,55 por cento dos votos na segunda volta das eleições, contra 41,45 por cento de Marine Le Pen, a candidata de extrema-direita, segundo resultados oficiais definitivos divul-

gados pelo Ministério do Interior francês. Em 2017, a primeira vez que os dois se enfrentaram nas eleições presidenciais, Emmanuel Macron venceu com mais de 66 por cento dos votos, contra 33,90 por cento de Marine Le Pen, ou seja, com uma vantagem significativamente mais clara do que nas eleições de domingo. Discursando perante os franceses junto da Torre Eiffel, no domingo, Emmanuel Macron prometeu

dar respostas aos eleitores que se abstiveram. “A partir deste momento já não sou o candidato de um campo, sou o Presidente de todos. Sei que para muitos dos nossos compatriotas que hoje escolheram a extrema-direita, a raiva e o desacordo que os levaram a votar pela extrema-direita deve encontrar uma resposta. É essa a minha responsabilidade”, disse Macron no discurso de vitória, em frente à Torre Eiffel.

“Sei também que um grande número dos nossos compatriotas votou hoje por mim, não por me apoiarem, mas para fazerem barreira à extrema-direita. E quero dizer-lhes que tenho consciência da minha dívida nos próximos anos.” EMMANUEL MACRON PRESIDENTE DE FRANÇA

O Presidente reeleito de França fez um curto discurso perante cerca de 1.000 apoiantes que vieram até ao Champ de Mars para agradecer a mobilização dos seus apoiantes, mas também para agradecer a todos os franceses que não o escolheram na primeira volta, mas lhe deram o voto para erguer uma “barreira” contra Marine Le Pen. “Sei também que um grande número dos nossos compatriotas votou hoje por mim, não por me apoiarem, mas para fazerem barreira à extrema-direita. E quero dizer-lhes que tenho consciência da minha dívida nos próximos anos”, afirmou o Presidente francês. No caso de Le Pen, esta afirmou: “Um grande vento de liberdade poderia ter-se levantado sobre o país. A escolha das urnas, que respeito, decidiu de outra maneira”,

Xangai Registadas 51 mortes, maior número diário desde o início da pandemia A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou ontem a morte de 51 pessoas por covid-19, entre domingo e segunda-feira, o número mais elevado desde Fevereiro de 2020, no início da pandemia. As mortes foram todas registadas na metrópole de Xangai,

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elevando o número total de óbitos desde o início da pandemia no país para 4.776. A capital económica chinesa soma um total de 138 mortes desde que os 25 milhões de habitantes da cidade foram colocados em confinamento, há mais de um mês, após um aumento

acentuado de casos. Segundo as autoridades chinesas, os idosos que sofrem de doenças crónicas, como hipertensão, são responsáveis pela maioria das mortes anunciadas em Xangai. O Governo chinês continua a implementar uma estratégia de ‘tolerância zero’ à doença,

que inclui o isolamento de todos os casos positivos e o bloqueio de cidades inteiras. Apesar do confinamento rigoroso em Xangai, quase 2.500 novos casos positivos e mais de 17.500 casos assintomáticos foram registados entre domingo e segunda-feira.

declarou a candidata, no discurso de derrota, no Pavilhão d’Armenonville, no nordeste de Paris. A candidata da União Nacional afirmou que, “apesar de duas semanas de métodos desleais, brutais e violentos, semelhantes àqueles que os franceses aguentam no seu quotidiano”, as ideias que o seu partido representa “atingiram um pico nesta noite de eleições presidenciais”. “Com mais de 43 por cento dos votos, o resultado desta noite representa uma vitória esmagadora. Milhões de compatriotas escolheram o campo nacional e da mudança”, afirmou.

Parabéns de Putin

Muitos analistas encaram esta vitória como sendo positiva para a continuação do projecto europeu. Numa altura em que a Europa se vê a braços com o conflito na Ucrânia, Vladimir Putin, Presidente russo, também felicitou Macron. “Desejo-lhe sinceramente sucesso na sua acção pública, bem como boa saúde”, afirmou Vladimir Putin num telegrama enviado a Emmanuel Macron. O chanceler alemão Olaf Scholz foi o primeiro dirigente estrangeiro a falar com Emmanuel Macron após a vitória deste na segunda volta das presidenciais francesas, revelaram fontes da Presidência. As mesmas fontes do Eliseu, citadas pela EFE, adiantam que Scholz telefonou a Macron para felicitá-lo pela vitória sobre Marine Le Pen, candidata da extrema-direita, e enfatizou que o contacto logo após a reeleição é um reflexo da amizade franco-alemã. Antes da chamada, Scholz recorreu ao Twitter para felicitar Macron em francês pela sua reeleição, mas continuou em alemão, considerando que eleitores franceses enviaram “um sinal forte à Europa”. “Anseio pela nossa boa e contínua cooperação”, sublinhou.

ILHAS SALOMÃO MNE JAPONÊS MANIFESTA PREOCUPAÇÕES SECURITÁRIAS

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vice-ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Kentaro Uesugi, visitou ontem as Ilhas Salomão, após o arquipélago ter assinado um acordo de segurança que prevê a possibilidade de uma “presença militar permanente” da China. Segundo o ministério, durante a visita de três dias, Uesugi vai transmitir a preocupação do Japão com o pacto de segurança e discutir questões bilaterais e regionais. “Acreditamos que o acordo pode afectar a segurança de toda a região da Ásia-Pacífico e estamos a observar este desenvolvimento com preocupação”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Yoshimasa Hayashi, na sexta-feira. O Japão tem acusado a China de, ao reforçar a sua actividade militar nos mares do Leste e do Sul da China, ameaçar algumas das rotas marítimas mais movimentadas do mundo. O Japão está especialmente preocupado com a actividade das forças armadas e da guarda costeira chinesas no Mar da China Oriental, perto das ilhas Senkaku, controladas pelos japoneses, que a China também reivindica e chama de Diaoyu. No domingo, o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, alertou que a construção de uma base militar pela China nas Ilhas Salomão seria uma “linha vermelha” para vários países da região e também para os EUA. “Esta é uma preocupação partilhada, não apenas pela Austrália, é pela Austrália e pelos governos regionais, particularmente lugares como as Fiji e a Papua Nova Guiné”, disse Morrison, numa conferência de imprensa na cidade de Darwin, segundo a televisão ABC. Emissários da Casa Branca e do Departamento de Estado dos EUA encontraram-se com o primeiro-ministro salomónico, Manasseh Sogavare. “Sogavare reiterou as suas garantias de que não vai haver base militar, presença de longo prazo e capacidade de projecção de força”, segundo um comunicado da Presidência norte-americana.


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AUTOMOBILISMO PILOTO DE MACAU CORRE NA EUROPA MAS GOSTARIA DE REGRESSAR AO GP

Pelo velho continente... Kevin Tse Wing Kin foi o único piloto de Macau a realizar provas no estrangeiro em 2021 e este ano muito provavelmente será novamente o único a fazê-lo. Fomos encontrar este exvencedor da Taça GT - Corrida da Grande Baía no fim de semana de Páscoa em Oulton Park, no Reino Unido, na primeira prova do Campeonato Britânico de GT

Continuar pelos GT

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U preciso de viajar para o Reino Unido algumas vezes por ano. Antes de vir costumo ver o que há no calendário desportivo para tentar participar. Devido à pandemia, é muito difícil correr na Ásia, assim aproveito o facto de ter de viajar para também realizar algumas corridas”, explicou ao HM o piloto que este ano conduz um Mercedes-AMG GT3 da equipa inglesa Sky Tempesta Racing. Apesar de não ser um novato nestas andanças, o continente europeu ainda tem muito a explorar para o piloto residente em Hong Kong. No entanto, Oulton Park não era um palco novo para Kevin Tse, pois trata-se do circuito onde venceu uma corrida do Campeonato Britânico de GT à geral no ano passado. No regresso, em que fez dupla com Chris Froggat, voltou a ser bem-sucedido, com Kevin Tse a terminar no 12º lugar na primeira corrida e a subir ao pódio na terceira posição no segundo confronto. “Estou viciado neste formato de provas”, afirma o piloto que ostenta a bandeira da RAEM e

sência notada no evento nos dois últimos anos. Se as condições assim o permitirem, Kevin Tse não esconde que gostava de regressar, e talvez a participar numa das corridas “cabeça de cartaz” do programa. “Infelizmente nos dois últimos anos não pude ir a Macau devido aos problemas derivados da quarentena; é que catorze dias é muito tempo para apenas um fim de semana. Se Macau abrir em 2022, claro que estarei interessado em correr, principalmente na Taça do Mundo de GT da FIA”, esclareceu ao HM. “Se houver a corrida este ano em Macau, estarei definitivamente interessado.”

que dentro de quinze dias tem confirmado a participação na segunda prova do campeonato, em Silverstone. “Talvez, mesmo quando a Ásia abrir, talvez regresse aqui para correr”. Comparativamente às corridas no

continente asiático, na Europa “o nível é mais alto, a qualidade dos pilotos, equipas, engenheiros, organizações e comissários desportivos é muito superior. E o dinheiro que realmente gastas na Europa é menos do que na

“Infelizmente nos dois últimos anos não pude ir a Macau devido aos problemas derivados da quarentena; é que catorze dias é muito tempo para apenas um fim de semana. Se Macau abrir em 2022, claro que estarei interessado em correr.” KEVIN TSE PILOTO

Ásia, por causa das viagens. Na Ásia, para correres na Malásia, Japão, ou Interior da China, há muito transporte aéreo e marítimo envolvido. Nas competições europeias, faz-se tudo por camião e isso diminui bastante as despesas.”

Interessado na Taça do Mundo

O vencedor da Taça GT – Corrida da Grande Baía de 2019, cujo o Mercedes-AMG GT4 que guiou nessa edição se encontra hoje exposto no Museu do Grande Prémio de Macau, foi uma au-

O empresário-piloto correu com um pouco de tudo na última década e meia, mas admite que os GT são o tipo de carros que melhor se adequam aquilo que procura no desporto. “Os Formula Renault e os protótipos LMP3 são bastante estimulantes, puros e muito físicos. Tirar o máximo destes carros é bastante difícil, e como estou a ficar velho, essas experiências jamais esquecerei, mas correr neles hoje seria um pouco difícil”. A escolha vai para as viaturas de Grande Turismo, pois “os carros modernos das categorias de GT são fantásticos, podes travar tão tarde, o controlo de tracção é tão sofisticado… uma coisa que eu adoro nos actuais GT3 é a sua fiabilidade, porque foram pensados para correr em provas de vinte e quatro horas. Ao todo não me recordo exactamente quantas corridas de GT3 e GT4 já fiz, mas só uma vez me lembro de ter desistido com problemas mecânicos e foi por causa de uma correia de alternador que rebentou”. Esta será a categoria que Kevin Tse quer permanecer nas próximas temporadas. “Só tenho que me preocupar em conduzir e isso eu gosto, como também gosto de corridas de resistência. São carros relativamente fáceis de conduzir para um piloto Bronze como eu, um ‘gentleman driver’, mas como acontece em qualquer carro, para extrair aquele último segundo ou meio segundo, em comparação com os pilotos profissionais, é realmente muito difícil e requer técnicas especiais, como tenho vindo a aprender com a experiência e com os piloto profissionais”, acrescenta, levantando um pouco o véu do que ainda poderá fazer esta temporada: “Nos últimos anos fiz as 24 Horas do Dubai e este ano também deverei fazer as 24 Horas de Spa”. Sérgio Fonseca


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JOSÉ SIMÕES MORAIS

Durante a dinastia Xia (20701600 a.n.E.), a princesa Yi Di usando arroz glutinoso fez vinho amarelo com cinco diferentes sabores e Du Kang desenvolveu a técnica de produção pela fermentação de sorgo e daí ficarem considerados na China os deuses Patronos da Criação do Vinho, apesar de este existir já há mais de cinco mil anos. Com grande teor alcoólico bastava um copo de vinho para embriagar quem o bebesse e daí a necessidade de várias regras tanto para o consumir como para o fazer. Com o exemplo da queda das duas anteriores dinastias, a Xia e a Shang, na dinastia Zhou do Oeste, o Rei Wu (1046-1043 a.n.E.) criou uma autoridade para regular e manter sob estreita vigilância a produção e consumo de vinho. Este era feito com milho, arroz e o denominado chang, produzido com painço preto e preparado especialmente para o ritual das cerimónias de sacrifícios, sendo apenas levemente fermentado e logo de seguida consumido. Nessa dinastia ocorreu o uso de fermento no vinho para lhe dar maior vigor alcoólico, começando a ser fabricado sob licença e eram precisas seis etapas para a sua confecção, segundo o registado no Livro dos Ritos (Li Ji). Constavam: ter o milho completamente amadurecido, água pura, tempo suficiente para fermentar, instrumentos limpos para manusear, apropriado calor, assim como boas e limpas vasilhas para armazenar. O vinho feito com estas precauções era excelente e gostoso. Do Período dos Reinos Combatentes (475-221 a.n.E.), nos túmulos descobertos nos anos 70 do século XX no concelho de Pingshan, província de Hebei, foram encontrados inúmeros potes e dois deles ainda continham vinho feito de trigo de há 2280 anos. Na dinastia Han (206 a.n.E.-220), devido ao grande progresso na agricultura houve um incremento da produção de grão e daí aparecer o sake, o licor chinês, o vinho tinto, o vinho da primavera, o vinho rehmannia resinoso e o vinho de mel. No reinado do Imperador Wu (Wu Di, 140-87 a.n.E.) o vinho foi taxado e o seu preço aumentou. No segundo século da nossa Era surgiu o monopólio do vinho e na Dinastia Tang (618-907) começou o monopólio da sua venda, sendo

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Vinhos para comemorações

criadas as lojas imperiais de vinho fino. O poeta Bai Juyi (772846) refere-se à destilação, que apareceu durante esse período, sendo o vinho bebido em copos mais pequenos, não existentes anteriormente. Li Bai (701-762) falava já do vinho de Lanling e Du Fu (712-770) do vinho Chongbi. Ainda durante a dinastia Tang, o cultivo de uvas e a produção de vinho dava um imenso lucro. Na dinastia Ming (1368-1644), o licor destilado era bebido no Norte, onde em quase todas as povoações havia uma destilaria, enquanto no Sul era o vinho de arroz o mais popular. Usa-se vinho para as cerimónias de sacrifício, para beber em convívio, assim como para cozinhar e na medicina. FESTIVIDADE DO ANO NOVO Yuan Dan (元旦, Un-Tán) é o nome actualmente dado pelos chineses ao primeiro dia do ano solar, mas até à dinastia Qing era empregue para designar o primeiro dia do calendário lunar. Na dinastia Han, para celebrar a Festa do Ano Novo Chinês as pessoas bebiam um vinho feito com grãos de pimenta, pois o tempo era frio e este servia assim para aquecer o corpo. Na primeira hora do ano, entre as 23 h e a 1 da manhã, quando os panchões rebentavam, a família reunida brindava com este vinho para desejar um bom ano e muita saúde, sendo oferecido primeiro aos mais novos por ficarem com mais um ano de idade, devido à entrada do novo ano. Os mais idosos eram os últimos a beber, pois significava terem menos um ano de vida.

Na dinastia Tang começouse a beber vinho feito de uma fórmula dada por os especialistas de medicina tradicional dias antes de terminar o ano, sendo a receita vendida às pessoas com os ingredientes colocados dentro de um saco de tecido, que em casa era mergulhado no recipiente com vinho. No primeiro dia do ano daí se retirava este vinho chamado TuSuJiu (屠苏酒), sendo bebido para dar às pessoas saúde e protegê-las das doenças. Já na dinastia Song (960-1279) este tipo de vinho feito por receita da tradicional medicina caiu em desuso e no último dia do ano, o costume era fazer visitas de cortesia aos vizinhos, para não deixar assuntos pendentes, provando-se o vinho preparado por cada família e retirandose cada um para suas casas, continuavam noite dentro a beber e comer, sem dormir. Acção denominada Shou Sui (守岁), significava proteger a idade e servia para desejar longa vida aos mais velhos da família. Na dinastia Yuan (1271-1368) voltou-se a usar a prática da dinastia Han e Tang, bebendose o vinho feito com grãos de pimenta e a partir da receita medicinal. No período Ming, Qing e até hoje, seguiu-se o Shou Sui, mas apenas com a família reunida dentro de casa, acção denominada então Tuan NianJiu ( 团年酒), sendo escolhido o melhor vinho para acompanhar o repasto dessa longa noite sem dormir. FESTA DAS LANTERNAS A encerrar as cerimónias do Ano Novo Chinês, tem lugar

NA PRIMEIRA HORA DO ANO, ENTRE AS 23 H E A 1 DA MANHÃ, QUANDO OS PANCHÕES REBENTAVAM, A FAMÍLIA REUNIDA BRINDAVA COM ESTE VINHO PARA DESEJAR UM BOM ANO E MUITA SAÚDE, SENDO OFERECIDO PRIMEIRO AOS MAIS NOVOS POR FICAREM COM MAIS UM ANO DE IDADE

a Festa das Lanternas (元宵 节, Deng jie em mandarim, Tâng-Tchit em cantonense), também chamada Festividade da Primeira Lua Cheia. Desde a dinastia Han, no dia quinze do primeiro mês lunar, como à noite as lojas não fechavam, as pessoas saiam de casa e iam passear para as decoradas ruas principais do comércio, levando diferentes tipos de lanternas vermelhas, símbolo das almas dos antepassados, que estando de visita eram depois reconduzidas de novo para o outro mundo. Em convívio se passava toda a noite a falar, beber e comer e a assistir na rua a peças de ópera e teatro. O imperador Han Wu Di (14087 a.n.E.) neste dia prestava homenagem à Divindade da Primeira Causa, mas o religioso significado da festa, ligada ao culto dos Antepassados e ao fogo, perdeu-se. No reinado de Ming Di (57-75), imperador Han de Leste, apareceram as lanternas e por sua ordem, na primeira Lua Cheia do Ano as famílias colocavam-nas acesas nas portas das casas, conjuntamente com ramos de abeto, a atrair Prosperidade e Longevidade. No reinado do Imperador Yang (604-617) da dinastia Sui a Festa das Lanternas foi oficializada para ser celebrada na capital, em Da Xing (Xian) e popularizada na dinastia Tang, realizava-se durante três dias. O Imperador Rui Zong (710-712) na noite de 15 da primeira Lua abria as portas do recinto do Palácio Imperial em Dong Du (Luoyang) para a população admirar a gigantesca árvore iluminada com cinquenta mil lampiões. Nessa noite o Imperador saía do palácio e convivia com os súbditos, havendo uma alegria generalizada. Eram as únicas noites do ano sem toque para recolher a casa e por isso as ruas enchiam-se de pessoas até à alvorada. Na dinastia Song, a festividade passou a ser realizada durante cinco dias e no período Ming, do oitavo ao décimo sétimo dia do primeiro mês lunar, estendendo-se a celebração da capital ao resto do país. As ruas e praças estavam decoradas com lanternas e as pessoas com elas andavam, tornando-se costume nelas escrever advinhas, charadas e enigmas. Encerrados os quinze dias de festa, regressava-se à quotidiana abstinência de vinho.


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ANABELA CANAS

Fico indecisa entre primeira e terceira pessoa do plural, quando penso nisto. Um dia jantava com alguém, uma amizade próxima e recente, à época, se bem que transatlântica, numa sala grande de restaurante, ruidosa e cheia e eu, todo o tempo, com a subtil sensação de que uma curiosa observação, alternada mas um pouco mútua, sempre me dirigia o olhar para aquela mesa próxima e para os olhos escuríssimos daquela mulher. Sei lá porquê. Eu tenho esta curiosidade de observar rostos e imaginar vidas por detrás dos rostos. Inibe-me pensar que posso incomodar alguém com o meu olhar inconsequente e inócuo e tenho tendência a pensar que se me olham é em virtude do meu olhar. Veio no final falar comigo. Assustei-me - fui invasiva, pensei. Uma colega da escola primária. Nunca a reconheceria mas reconheci-a de imediato no sucinto retorno àquele contexto. No nome. E depois no rosto, nos olhos. Não consigo acreditar como me reconheceu - ainda não consigo. Mas eu sou assim. A achar que muito mais eu poderia reconhecê-la do que ela a mim e foi o contrário. Mas não importa. Poderia dizer que aquela que ela identificou já não existe. Mas a situação teima e tende a dizer o contrário. Ou não. Se pensar que as pessoas não existem por si, mas em relação e essa foi interrompida há meio século. Que resta desta e daquela pessoa? Nada para além do corpo. Esse ainda recuperável para um contexto de memória. Cristina Isabel. Quem será? Depois daquela doce e equilibrada figura de menina, como todas, a parecer mais crescida do que eu, mais sólida do que eu, mais segura e mais feliz do que eu. Se a conhecesse hoje, veria uma mulher pequena, magra e frágil, com um certo fogo interior e decisão. Como se o corpo não tivesse crescido a acompanhar essa solidez, ou crescido menos e por isso intensificada essa chama. Que não se sabe o que faz arder. Mas sei lá. Dificilmente nos encontraremos de novo em tempo de vida. Ou seríamos já ambas, de novo, terceiras pessoas, vistas à distância. Senão, seria estranho mas

ARTES, LETRAS E IDEIAS

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ANABELA CANAS

cartografias

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Terceira pessoa do plural curioso, conhecer esta mulher completamente estranha. Porque é isso que cinquenta anos de intervalo, deixaram entre nós as duas. Sem uma segunda oportunidade, e lembrei-me agora de que preciso de a rever, nas fotografias da escola, agora com uma necessidade de nitidez relativa àquela altura, que a memória já não cumpre depois de sobre ela ser substituído um rosto por outro. Porque a memória visual não é pura e recobre-se de outras impressões emocionais, factos que disfarçam o desaparecimento do rosto. Mas já passaram anos e esqueci-me de a rever. Coisa que me surge agora com uma enorme urgência. Preciso de comparar os dois rostos. Mesmo se também este, recente, já meio esfumado à custa das palavras que me vêm ao pensamento sobre ele.

Brincava com ela depois da escola, a um jogo qualquer com botões nos mosaicos frios mas próximos, da cozinha. Dela. Ou talvez de uma outra. Tão diferente, mas à distância dos anos, tão semelhante, parada no tempo. Isabel Margarida, esfuziante ansiosa e brejeira sempre aquele sorriso nervoso, Fátima, Victória, Leonor - mas essa não se dava muito, a melhor aluna, excepto com a Palmira, também boa aluna, companheira

QUE RESTA DESTA E DAQUELA PESSOA? NADA PARA ALÉM DO CORPO. ESSE AINDA RECUPERÁVEL PARA UM CONTEXTO DE MEMÓRIA

de carteira. Uma menina pequena e empertigada ou somente segura. Ali nas imediações, nas carteiras dos lugares inalteráveis e lá mais para trás um mundo distante. De meninas mais altas e com um olhar mais triste. Uma delas, Fernanda, talvez, que era minha amiga e eu dela, vivia lá para cima, numa dessas orlas que produzem casa precárias, barracas. E levou-me lá um dia, por qualquer razão que não me lembro, daquelas nossas de crianças, mas por um motivo que não tinha nada a ver senão com esse de, ainda assim, ser a casa dela. Mas outras meninas, geográficas, não se davam. Não. Hoje, as pessoas cada vez mais, não se dão. Que será feito, de umas e de outras, territórios tão distantes? O que desmoronou, o que se inverteu.


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4 5 6 8 3 0 2 7 2Lançada 0 9 no6 início 4 7do1mês, 3 Chinatown Detective Agen8cy 7é uma 1 aventura 0 5 9point 3 and 2 click, feita em estilo retro, 3 2 7 5 1 8 6 4a lembrar os jogos do início 5dos6anos 8 90. 2 O7jogador 4 9con0 9trola 4 a3 personagem 1 6 5 Amira 0 8 Darma, uma ex-agente da 7 1 0 9 8 2 4 5 Interpol, que está a come1çar8uma 5 nova 3 0carreira 6 7 com 9 investigadora privada, na 6 9 4 7 2 3 5 1 Chinatown de Singapura. Ao 0longo 3 de 2 diferentes 4 9 1missões, 8 6

que a que viaje um pouco por toda a Ásia, Amira vai 21 descobrir uma conspiração 6maior, 5 0que3ameaça 2 4Singapu8 7 ra. João Santos Filipe

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BEASTS: THE SECRETS 9FANTASTIC 7 3BEASTS: 9 THE 4 SECRETS 2 8 OF DUMBLEDORE [B] 5 1 0 FANTASTIC Um filme de: David Yates OF DUMBLEDORE [B] Redmayne, Jude Law, filme de:6 David 0 Yates 5 5Com: Eddie 2 8 4 Um 1 9 7 Ezra Miller, Dan Fogler Com: Eddie Redmayne, Jude Law, 14.15, 19.00, 21.45 Ezra Miller, Dan Fogler 6 6 3 9 16.300 8 2 7 5 4 SING 2 [A] FALADO EM CANTONENSE, 0LEGENDADO EM INGLÊS 7 9 6 MOONFALL 8 1[B] 3 2 4 5 Um filme de: Garth Jennings Um filme de: Roland Emmerich 117.00 8 7 3 Com:9Halle Berry, 4 Patrick 5 Wilson, 6 1 0 John Bradley, Michael Peña 2KAMEN RIDER BEYOND4 0 5 14.15,316.45,221.306 1 8 9 [B] 3GENERATIONS 2 1 SING42 [A]7 8 9 3 6 FALADO EM JAPONÊS, 0 LEGENDADO EM CHINÊS FALADO EM CANTONENSE, Um filme de: Takayuki Shibasaki 4Com: Kentaro Maeda, Subaru3Kimura,4 7 LEGENDADO 5 9EM INGLÊS 1 0 6 2 Um filme de: Garth Jennings Shuichiro Naito, Wataru Hyuga 19.30 8 1 5 2 6 0 4 8 7 3 7 9 6 8 2 5 7 3 0 1 SALA 3

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8 7 4 2 6 3 0 9 5 1 5 0 3 2 6 1 4 8 9 7 9 5 3 4 1 7 8 0 2 6 1 6 9 3 8 7 5 2 4 0 2 1 6 0 9 5 4 8 7 3 4 7 2 1 0 9 8 3 5 6 0 9 1 8 5 2 6 7 3 4 8 9 4 5 7 2 0 6 3 1 4 8 0 9 3 1 7 5 6 2 0 5 8 9 4 3 6 7 1 2 ANÚNCIO 5 6 2 3 7 8 1 4 9 0 3 1 7 8 2 N.º 6 10/DCTNR/2022 9 4 0 5 (Notificação da revogação de autorização de contratação de trabalhador não residente) 6 3 7 5 que4não0se revelou 2 1possível 8 notificar 9 os interessados, 7 pessoalmente, 2 6 0por ofício 1 5 3 9nos termos 8 4 Considerando ou telefone, 68.º e6do n.º 7do artigo 0 5 2 2 do 4 artigo 9 72.º 3 do1Código 8 do Procedimento2Administrativo, 8 5 4 aprovado 9 0pelo7Decreto-Lei 1 6 n.º3 57/99/M, notifica-se dos actos administrativos os interessados abaixo mencionados: 11. 4 9 7 8 6 3 2 0 5 9 3 1 6 5 4 2 0 7 8 COMPANHIA DE SEGURANÇA DE AO LONG LIMITADA, atendendo ao facto de não ter efectuado o pagamento8de taxa 3 2 1 de0contratação 9 5 de6trabalhadores 4 7 não residentes do61º trimestre 4 0 de72021,3 de 8acordo1com5o n.º22 do9 artigo 18.º da Lei n.º 21/2009 (Lei da contratação de trabalhadores não residentes), através do Despacho n.º 07497/ IMO/DSAL/2022, foi revogada a autorização de contratação de 15 trabalhadores não residentes não especializados, concedida pelo Despacho n.º 15876/IMO/DSAL/2020.

2. LONG KA MAN, proprietário do estabelecimento “BEAUTY BOX”, atendendo ao facto de não ter efectuado o pagamento de taxa de contratação de trabalhadores não residentes do 1º e 2º trimestre de 2021, de acordo com o n.º 2 do artigo 18.º da Lei n.º 21/2009 (Lei da contratação de trabalhadores não residentes), através do Despacho n.º 07496/IMO/DSAL/2022, foi revogada a autorização de contratação de 2 trabalhadores não residentes não especializados, concedida pelo Despacho n.º 32071/IMO/DSAL/2020. 3. QUATRO EQUIPE TECNOLOGIAS COMPANHIA LIMITADA, proprietário do estabelecimento “AQUA VIDA” atendendo ao facto de não ter efectuado o pagamento de taxa de contratação de trabalhadores não residentes do 1º trimestre de 2021, de acordo com o n.º 2 do artigo 18.º da Lei n.º 21/2009 (Lei da contratação de trabalhadores não residentes), através do Despacho n.º 07494/IMO/DSAL/2022, foi revogada a autorização de contratação de 1 trabalhador não residente não especializado, concedida pelo Despacho n.º 01974/IMO/DSAL/2021. Os interessados acima mencionados podem, nas horas de expediente, deslocar-se ao Departamento de Contratação de Trabalhadores Não Residentes da DSAL, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.os 614A-640, Edifício Long Cheng, 9.º andar, Macau, para levantamento da cópia do despacho, podendo ainda requerer, por escrito, a consulta do processo. Nos termos dos artigos 145.º, 149.º e 155.º do Código do Procedimento Administrativo, os interessados podem, sobre a decisão acima referida, interpor: a) Reclamação para o autor do acto, devendo ser apresentada no prazo de 15 (quinze) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio; b) Recurso hierárquico necessário para o Secretário para a Economia e Finanças, devendo ser apresentado no prazo de 30 (trinta) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio. Mais se informa que as decisões administrativas acima referidas não são susceptíveis de recurso contencioso. 21 de Abril de 2022.

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9 1 7 8 6 4 2 0 5 4 8 0 9 3 1 5 7 6 2 6 5 1 7 0 3 8 9 3 4 9 2 5 8 0 6 7 0 2 8 4 9 6 7 3 1 6 NOTIFICAÇÃO 5 3 7 0N.º209/DCTNR/2022 1 4 8 Considerando que não se revelou possível 1 3 pessoalmente, 4 5 9por 2ofício,0 contactar8os 7 interessados telefone 7 ou outras 3 2formas, 6 nos 1 termos 9 8dos 5n.ºs 42 do artigo 72.º e 93.º do Código do Procedimento 1 0 6aprovado 5 2 pelo7 4Decreto-Lei 9 3 Administrativo, n.º 57/99/M, 5 9notifica-se 4 0 os8 indivíduos 3 6 abaixos 1 2 mencionados, para no prazo de 15 dias, a contar do dia seguinte da data da emissão do presente anúncio, comparecer no Departamento de Contratação de Trabalhadores Não Residentes, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.ºs 614A-640, Edifício Long Cheng, 9.º andar, em Macau, para tratar de assuntos do seu interesse e relacionados com autorização da contratação de trabalhadores não residentes, caso contrário a autorização será cancelada: 1. GUAN YANPING, proprietário do estabelecimento “華帝家居”; 2. WONG MAN TIM, proprietário do estabelecimento “WONG KUAI KEE TRADING”. Os indivíduos acima mencionados devem deslocar-se, durante as horas de expediente, ao endereço acima mencionado, para levantamento do ofício da audiência prévia, podendo ainda requerer, por escrito, a consulta do processo. Decorrido o prazo acima referido, sem que seja apresentada a defesa por escrito, é considerada como efectivamente feita a audiência acima referida. 21 de Abril de 2022. O Director da DSAL, Wong Chi Hong

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0 4 8 6 2 7 5 9 9 2 5 8 1 3 0 6 3 1 6 0 4 9 7 5 7 6 3 4 5 1 8 2 4 0 1 3 9 6 2 7 5 8ANÚNCIO 9 7 N.º611/DCTNR/2022 2 3 0 Considerando que não se revelou possível notificar os interessados, 1pessoalmente, 7 2 por 9 ofício 8 ou0telefone, 4 nos 3 termos do artigo 68.º e do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, 6 9 0 aprovado 5 3pelo8Decreto-Lei 1 4n.º 57/99/M, notifica-se dos actos administrativos os interessados abaixo mencionados, 2 5no 7n.º 3 1do artigo 0 11.º 4 da6Lei 8n.º 21/2009 (Lei da contratação de trabalhadores não residentes), revogada a cláusula 8 de3 renovação 4 2automática 7 5de autorização 9 1

de contratação de trabalhadores domésticos não residentes autorizados dos seguintes indivíduos, ou seja, a referida autorização deixará de ser renovada automaticamente: 1. LEUNG KAM HO GILBERT, n.º do despacho de autorização de contratação: 26582/IMO/ DSAL/2017; 2. CHAN KAM SENG, n.º do despacho de autorização de contratação: 00129/IMO/DSAL/2020; 3. HO PAK KUAN, n.º do despacho de autorização de contratação: 22319/IMO/DSAL/2018. 4. DA SILVA PINTO TÂNIA CRISTINA, n.º do despacho de autorização de contratação: 10014/ IMO/DSAL/2019. Os interessados acima mencionados podem, nas horas de expediente, deslocar-se ao Departamento de Contratação de Trabalhadores Não Residentes da DSAL, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.os 614A-640, Edifício Long Cheng, 9.º andar, Macau, para levantamento da cópia do despacho, podendo ainda requerer, por escrito, a consulta do processo. Nos termos dos artigos 145.º, 149.º e 155.º do Código do Procedimento Administrativo, os interessados podem, sobre a decisão acima referida, interpor: a) Reclamação para o autor do acto, devendo ser apresentada no prazo de 15 (quinze) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio; b) Recurso hierárquico necessário para o Secretário para a Economia e Finanças, devendo ser apresentado no prazo de 30 (trinta) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio. Mais se informa que as decisões administrativas acima referidas não são susceptíveis de recurso contencioso. 21 de Abril de 2022. O Director da DSAL, Wong Chi Hong

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terça-feira 26.4.2022

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macau visto de hong kong

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David Chan

LOJAS PIRATEADAS RECENTEMENTE, a Hong Kong TV transmitiu um programa sobre “lojas pirateadas”, um dos muitos crimes informáticos. Os criminosos roubam fotos de lojas online verdadeiras, e criam lojas online falsas, anunciam promoções comerciais e induzem os clientes a comprar esses produtos. Depois de fazerem o pagamento, as pessoas não recebem os artigos e contactam a polícia para pedir ajuda. Este incidente prejudica as verdadeiras lojas online. Numa entrevista à estação de televisão, o proprietário de uma loja verdadeira explicou que estes crimes afectam indirectamente o seu negócio, porque desacreditam as vendas online. Embora a loja real tenha publicado uma queixa no website a denunciar este esquema, e solicitando a eliminação da loja falsa, o website respondeu muito tarde e o culpado escapou. O programa entrevistou também a polícia de Hong Kong, que informou que após os pagamentos, os culpados transferiam imediatamente o dinheiro para contas no estrangeiro. Como nem as contas nem os infractores estão em Hong Kong, torna-se muito difícil localizá-los. Este tipo de crime informático já ocorreu na China continental, em Hong Kong e em Macau. Os clientes que compram produtos nas falsas lojas online são vítimas. O bom nome das lojas verdadeiras também fica comprometido e, nesse sentido, são igualmente vítimas. Que medidas devem ser tomadas para lidar com esta situação? As pessoas que fazem compras nas falsas lojas online são as vítimas directas. O primeiro passo é ser cauteloso. Neste programa, a polícia de Hong Kong salientou que estas lojas piratas contratam muitos “trabalhadores” para escreverem as mensagens promocionais e forjarem recordes de vendas, de forma a atrair compradores. Se prestarmos atenção, veremos que nenhuma destas mensagens é escrita por habitantes locais. Portanto, se virmos anunciados recordes de venda no estrangeiro, devemos verificar se essas informações são verdadeiras, e se os registos de vendas locais são bons antes de decidirmos comprar nas lojas online. Em segundo lugar, os compradores devem verificar os antecedentes da loja online antes de fazer uma compra. Por exemplo, se houver uma loja online associada a uma loja física local, a probabilidade de fraude é reduzida. Segundo o Artigo 51, Parágrafo 2, Secção 1 da Lei de Protecção dos Direitos do Consumidor de Macau, ao concluir um contrato de venda, o negociante deve fornecer aos consumidores informações como a morada das suas instalações, nome,

Os clientes que compram produtos nas falsas lojas online são vítimas. O bom nome das lojas verdadeiras também fica comprometido e, nesse sentido, são igualmente vítimas. Que medidas devem ser tomadas para lidar com esta situação?

contactos, etc. Estas informações permitem que o consumidor fique a saber mais sobre a loja. Actualmente, a Lei de Venda de Bens, Cap. 26, da Legislação de Hong Kong não contém disposições relevantes nesta matéria. Se Hong Kong vier a rever esta lei, deve considerar adicionar disposições semelhantes para proteger os consumidores da cidade. Claro que seria preferível que as lojas online fossem obrigadas por lei a informar se também estão associadas a uma loja física. Quando uma loja tem uma plataforma de vendas online, fica sujeita a ver as suas fotos e o seu logótipo roubado por criminosos. As lojas online podem inserir marcas de água nas fotos, indicando que detêm os seus direitos de autor e usar “screenshots” para manter os registos das fotos carregadas. Estes procedimentos servem de prova que as verdadeiras lojas online detêm os direitos sobre o site. Se puderem provar que são os proprietários dos direitos de autor, se uma foto for roubada, podem accionar um processo jurídico, pedir uma indemnização e proteger a sua propriedade.

Todas as legislações fornecem meios de lidar com diferentes situações. Por exemplo, na China continental, se uma pessoa pouco escrupulosa plagiar um website de outrem, à luz do Artigo 6, parágrafo 3 da Lei Contra a Concorrência Desleal da República Popular da China, o uso de lojas online não autorizado é considerado um acto desordeiro, proibido por lei. Claro que, como este acto viola a lei dos direitos de autor, a vítima pode processar o infractor com base nesta lei. Algumas pessoas defendem que o ramo do comércio online tem de proibir a “pirataria das lojas”. Mal sejam descobertas, estas lojas falsas devem ser encerradas. Se o Governo criar um departamento para supervisionar o comércio online, vai ser mais fácil lidar com este tipo de pirataria. Caso contrário, as verdadeiras lojas online só podem contar com a troca de informações entre si, trabalhando de forma autónoma e arranjando maneira de fazer distinguir uma loja verdadeira de uma falsa, para minimizarem a perda de clientela.

Professor Associado da Escola Superior de Ciências de Gestão/ Instituto Politécnico de Macau • Consultor Jurídico da Associação para a Promoção do Jazz em Macau • legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog


‘‘A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.’’ PALAVRA DO DIA

Seneca

terça-feira

26.4.2022

HK CORRESPONDENTES CANCELAM PRÉMIOS DE JORNALISMO DE DIREITOS HUMANOS

Uma questão de linhas O Clube de Correspondentes Estrangeiros em Hong Kong cancelou ontem a edição deste ano dos prémios de jornalismo sobre Direitos Humanos alegando preocupações com a possibilidade de infracção da lei local, que impõe “linhas vermelhas” aos jornalistas. Os vencedores da 26.ª edição destes prémios seriam anunciados em 3 de Maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. O presidente do Clube dos Correspondentes Estrangeiros, frequentado por jornalistas, advogados, empresários e diplomatas em Hong Kong, disse que a decisão “difícil” foi tomada depois de uma reunião da direcção. “Sei que é uma decisão fora do comum quando o processo estava já muito avançado”, disse Keith Richburg, num comunicado. “Nos últimos dois anos, os jornalistas em Hong Kong operaram sob ‘linhas verme-

lhas’ que delimitam o que está e não está autorizado, mas há áreas significativas de incerteza e não queremos infringir a lei de forma involuntária. É neste contexto que decidimos cancelar os prémios”, lê-se na nota divulgada hoje. Richburg, um antigo correspondente norte-americano e hoje director do Centro de Estudos de Jornalismo e Meios de Comunicação da

Universidade de Hong kong, disse que o clube continuará a promover a liberdade de imprensa, “reconhecendo que os desenvolvimentos recentes poderão requerer mudanças na estratégia”.

Vem de longe

Os Prémios de Jornalismo de Direitos Humanos começaram a ser entregues em 1996, numa iniciativa organizada pelo

Clube dos Correspondentes Estrangeiros, a organização não-governamental Amnistia Internacional e a Associação de Jornalistas de Hong Kong (HKJA, na sigla em inglês). No sábado passado, a HKJA, a maior associação de jornalistas de Hong Kong, realizou uma reunião extraordinária para debater o futuro da organização, incluindo a dissolução. No final, o presidente da HKJA, Ronson Chan, afirmou que a associação continuará a existir “num futuro próximo”. A associação tem estado sob pressão governamental, com o secretário da Segurança do executivo da cidade a ter posto em causa a sua neutralidade política. Já o Clube de Correspondentes Estrangeiros está em conversações com o Executivo de Hong Kong para a renovação do contrato de arrendamento do ofício em que está instalado, que termina em Janeiro de 2023.

25 DE ABRIL SEMPRE!

TNR PEDIDOS DE ENTRADA PARA FILIPINOS JÁ PODEM SER APRESENTADOS

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S empregadores de trabalhadores não residentes (TNR) de nacionalidade filipina podem, desde as 10h de ontem, apresentar o pedido às autoridades locais para a sua entrada no território. O despacho assinado pelo Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, determina que os TNR que sejam “elegíveis para exercício de actividade profissional referente a trabalho doméstico” podem apresentar este pedido. Os “pedidos de isenção das restrições de entrada podem ser apresentados pelo seu empregador ou, através de uma agência de emprego. Desde a meia noite de hoje que estão revogados ou ajustados vários despachos com medidas de prevenção à pandemia, relativas à entrada e saída do território.” Estes pedidos visam a contratação de trabalhadores para “cuidar de idosos, crianças pequenas e doentes”, sendo que estes TNR têm de ser vacinados contra a covid-19. As autoridades prometem ainda, “numa próxima etapa”, aliviar as restrições aplicadas aos TNR que não sejam residentes do Interior da China, Hong Kong ou Taiwan, nomeadamente “docentes ou investigadores estrangeiros, pessoal de gestão de instituições de ensino que são actualmente considerados em número insuficiente em Macau, bem como estudantes que tenham sido admitidos em escolas de ensino superior de Macau”. Estes pedidos poderão ser feitos em coordenação com a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude e a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais.

Petróleo Hipótese de novas restrições na China baixam preço

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• Além das celebrações no restaurante Lvsitanvs e no Clube Militar, o 25 de Abril foi também festejado no restaurante Escondidinho. A poesia escorreu pela noite, acompanhada pelos magníficos pitéus de Lia Furtado, em homenagem à liberdade conquistada em 1974.

Os preços do petróleo oscilaram ontem com a perspectiva de uma menor procura na China, o maior importador de crude a nível mundial, onde as autoridades enfrentam um ressurgimento da pandemia da covid-19. A possibilidade de confinamentos no país, que impedirão a actividade industrial e viagens, impactou a negociação do barril de Brent para entrega em Junho, a referência europeia, em 4,51%, para 101,84 dólares, segundo a Efe. Já a referência norte-americana, o barril da West Texas Intermediate (WTI), para entrega no mesmo mês caiu cerca de 4,55% para 97,43 dólares. “O ânimo do mercado sofreu com a situação na China, onde a pandemia da covid-19 está a piorar”, afirmou o analista da XTB Walid Koudmani, citado pela Efe. Apesar de quase todos os 25 milhões de habitantes de Xangai estarem confinados desde o início de Abril, os investidores temem que um cenário semelhante em Pequim, onde o número de casos detectados está a aumentar. “Como a China é a segunda maior economia do mundo, isto tem um efeito directo no mercado das matérias-primas”, acrescentou o analista.


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Hoje Macau 26 ABRIL 2022 #4995 by Jornal Hoje Macau - Issuu