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Ter para ler
Director carlos morais josé • sexta-feira 26 de abril de 2013 • ANO XII • Nº 2839
trovoadas min 21 max 24 hum 75-95% • euro 10.1 baht 0.2 yuan 1.2
Venham mais cinco (séculos)
UMAC Novo campus esta atrasado
Ilha da montanha pode ser realidade apenas em 2014 Página 5
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• A poesia
saiu à rua
Wifi go Governo bloqueia acesso ao site do jornal A Bola
Ridículo não mata
Caricato. Tentar aceder ao site do diário desportivo A Bola é coisa impossível se estivermos a usar a Internet que o Governo da RAEM disponibiliza gratuitamente pelas ruas do território. A culpa, dizem os responsáveis do WiFi GO, prende-se com a secção A Bola das Estrelas onde existem “ligações e fotos de material para adultos, o que é provocador”. Contactado pelo Hoje Macau, o director do jornal, Vítor Serpa, mostra-se surpreendido e preocupado com a situação. Mais: lamenta a falta de conversação. “Não termos sido informados pelo Governo deixa-me preocupado”. Quem paga é a comunidade lusófona. Página 16
caso das campas
Benefício da dúvida para Raymond Tam Página 3 pub
Investimento Público
Chui sai On promete mais fiscalização Página 2
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política
sexta-feira 26.4.2013
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Investimento público Despesas altas podem ser apresentadas aos deputados
A fiscalização que todos esperavam joana.freitas@hojemacau.com.mo
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s despesas com os investimentos públicos de grande envergadura podem começar a ser apresentados para análise dos deputados. Em resposta a Lam Heong Sang, o Chefe do Executivo – que se deslocou à Assembleia Legislativa (AL) para responder às perguntas dos deputados -, admitiu que nem sempre as despesas daAdministração podem ser baixas. “Nós pretendemos que os números [das despesas] se mantenham num determinado âmbito, claro que há valores imprevistos, mas, no geral, pretendemos que se [fixe] num certo nível”, explicou Chui Sai On. Lam Heong Sang questionou o Chefe do Executivo sobre a existência de um eventual regime de controlo das despesas, apresentando números que ditam que as despesas do ano passado foram 3,2 vezes mais altas do que as de 2007. O líder do Governo diz que percebe que as os aumentos nas despesas de determinadas obras ou investimentos preocupem os deputados e cidadãos e admite, por isso, que possa ser apresentada uma solução. “Em relação
aos projectos onde haja grande aumento, podemos apresentar um mecanismo junto da Assembleia Legislativa, que permite conhecimento sobre as razões que levaram a este aumento.” Recorde-se que já há algum tempo que é pedido um mecanismo deste tipo, que permita aos deputados aprovar orçamentos destinados a grandes investimentos ou que ultrapassem os orçamentos iniciais. A ideia dos deputados era impedir que casos como o do campus da Universidade de Macau na Ilha da Montanha – cujo financiamento derrapou em 300% - ou do metro ligeiro, por exemplo, que subiu cerca de sete mil milhões. Esta é a primeira vez que Chui Sai On apresenta um hipótese de diálogo com a AL neste sentido, mas o líder do Executivo não deixou de avisar os deputados que há despesas que não podem ser controladas. “Em 2007, cerca de 66% das despesas estavam relacionadas com a vida da população, numero que subiu para 77% em 2011 e 73% o ano passado. Não é tão fácil medir os benefícios sociais como [os valores económicos], mas há tarefas [no âmbito da vida da população] que têm de ser feitas.”
tiago alcântara
Joana Freitas
Habitação Executivo garante que é prioridade e que novos aterros não são para indústria de jogo
Conceito novo assusta Chui Sai On habitação pública voltou a ser tema no dia em que Chui Sai On, Chefe do Executivo, se deslocou à Assembleia Legislativa (AL) para responder a perguntas dos deputados. O líder do Governo começou por pedir desculpa pelo atraso na abertura de concurso de candidatura para habitação pública, mas assegura que o Governo tem planos para recuperar o tempo perdido. “Em Maio abre o concurso para a candidatura e o motivo do atraso foi um avolumada carga de trabalho, vamos tentar, mesmo com atrasos, recuperar o problema.” O líder do Governo diz que a prioridade continua sempre a procura de terrenos, mas assegura que os cinco novos aterros a
serem construídos – um deles estará concluído em 2015 – serão apenas disponibilizados para habitação. “Posso assegurar que nos cinco terrenos não haverá nenhuma adjudicação para o sector do tiago alcântara
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jogo. Os cinco terrenos terão cerca de 40 mil fracções, isto não é um número certo, mas, de acordo com o Governo Central, os novos aterros servem para as necessidades da população.”
Chui Sai On diz ainda que, nos terrenos que existem já em Macau, vai ser analisada a possibilidade de serem construídas habitações em terrenos revertidos ao Governo.
No âmbito da habitação, foi novamente questionado o conceito de ‘Terras de Macau, para gentes de Macau’, mas Chui Sai On parece estar com dúvidas sobre o conceito apresentado nas Linhas de Acção Governativa para este ano. Ontem, o Chefe do Executivo recuou e disse estar com medo que esse conceito traga não só aspectos positivos, como negativos. “Temos que ver os contras, esse conceito poderá contribuir para atenuar a subida do preço imobiliário, mas provavelmente vai reduzir a competitividade e pode prejudicar a camada de base.” Chui Sai On diz que esta ideia merece um estudo mais aprofundado, por ser um conceito novo. – J.F.
Violência Doméstica Lei não deverá mudar para crime público
Uma noção familiar “muito pesada” e, de novo, o prejudicar da harmonia. São os dois factores que, na opinião de Chui Sai On, Chefe do Executivo, impedem que a violência doméstica seja transformada em crime público. O líder do Executivo foi novamente questionado ontem sobre o facto de se ter desistido de tornar o crime de violência doméstica como crime público e a resposta voltou a não ser diferente do que já tem vindo a ser defendido. “Quando o tribunal intervém, perde-se a harmonia. Eu ouvi opiniões de que alguns maridos nem são violentos e às vezes são as vítimas que querem desistir da queixa. Segundo a polícia, os casais preferem ter um centro de serviços para se acalmarem e a tendência é que não se criminalize o acto.” - J.F.
sexta-feira 26.4.2013
Caso das Campas Chui Sai On quer esperar por tribunal para tomar decisão sobre Raymond Tam
Dualidade de critérios Kun foram tambem constituídos arguidos. No entanto, nenhum dos nomes foi exonerado do cargo que ocupa e Raymond Tam foi ainda, recentemente, nomeado como membro da Comissão Eleitoral. Uma escolha que Pereira Coutinho não percebe e pede que seja explicada. “O caso de Ao Man Long demorou seis anos a ser descoberto, as dez campas são o segundo caso mais escandaloso do Governo, mas alguns titulares
de principais cargos continuam a não assumir responsabilidades. Como é que a decisão de constituir arguidos cargos do Executivo cai em saco roto?” Chui Sai On não se descartou de responder à questão e disse mesmo que estava mais preocupado que os cidadãos sobre o caso. “Como Chefe do Executivo eu tenho respeito pela lei e pela independência dos tribunais. O Ministério Público já disse que quatro pessoas do IACM estão
envolvidas, mas como estamos na fase de instrução temos de respeitar a confidencialidade e depois agir de acordo com as leis”, frisou Chui Sai On. “O caso pode seguir ou ser arquivado, só depois dos tramites judiciais é que a Administração segue os procedimentos adequados, ou então estaríamos a violar a lei.”
Então e os outros?
A resposta, contudo, não satisfaz nem Pereira Coutinho nem Melin-
tiago alcântara
É uma acusação feita por Pereira Coutinho: o Governo tem critérios diferentes no que diz respeito à decisão de suspender ou não titulares de cargos da Administração, que se viram envolvidos em processos. Se Raymond Tam, presidente do IACM – arguido no Caso das Campas -, vai poder esperar pelo tribunal para ver o seu futuro, já num outro caso semelhante, a directora das Finanças foi imediatamente suspensa. O Chefe do Executivo diz que não pode violar a lei, o deputado contrapõe que a decisão do Executivo é feita ao sabor do vento
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Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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sperar pela decisão do tribunal. É tudo o que o Chefe do Executivo tem a dizer face ao facto de alegados arguidos no chamado Caso das Campas pertencerem à Comissão Eleitoral e permanecerem nos seus cargos no Governo. No dia em que Chui Sai On se deslocou à Assembleia Legislativa (AL), o deputado José Pereira Coutinho aproveitou para questionar o líder do Executivo sobre a situação de Raymond Tam. O presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) foi constituído arguido no caso da atribuição de dez sepulturas perpétuas no Cemitério de São Miguel Arcanjo. O caso, que remonta a 2001, diz respeito à atribuição dos espaços, de forma alegadamente ilegal, que terá sido feito com conhecimento da secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, e com o aval do então presidente da Câmara Municipal de Macau Provisória, José Luís de Sales Marques. Em conjunto com Raymond Tam, também o vice-presidente Lei Wai Nong, o chefe do departamento dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, Fong Vai Seng, e ainda um funcionário, ajudante de encarregado, de nome Siu Kok
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da Chan. É que o problema reside em existirem diferentes critérios face a decisões do tribunal e exonerações de cargos, por parte do Governo. Por exemplo, recorde-se que Orieta Lau, antiga directora dos Serviços de Finanças, foi suspensa do seu cargo por se suspeitar – apenas suspeitar – que estaria envolvida em ilegalidades decorridas no período entre 2006 a 2008, no âmbito da Comissão de Avaliação de Veículos Motorizados. Outro caso ainda, diz respeito à recente anulação da concessão dos terrenos onde estava a ser construído o La Scala – é que ainda não se deu como provado pelo tribunal que Joseph Lau e Steven Lo, os detentores do terreno, sejam culpados. Os homens foram constituídos arguidos, mas não julgados –à semelhança do que acontece com Raymond Tam. Pereira Coutinho não deixa escapar o que chama de dualidade de critérios. “Lembrem-se que Orieta Lau e a subdirectora das Finanças, Anita Cheong, tiveram de saltar dos seus lugares na direcção pelo facto de terem sido envolvidas num processo que desembocou no tribunal. Ou seja, antes de qualquer coisa ocorrer no tribunal já tinham que deixar os cargos, mas esses como têm a madrinha podem ficar lá até decisão do tribunal.” ‘Madrinha’ que, diz Pereira Coutinho, é Florinda Chan. O deputado considera a decisão injusta e de uma dualidade incompreensível. Questionado sobre se a diferença de decisões poderia depender do Chefe do Executivo, tendo em conta que o caso de Orieta Lau aconteceu com Edmund Ho, o deputado só tem uma resposta: “Só há um Governo, que é o da RAEM. Não há o Código de Procedimento Administrativo de Ho e o de Chui.” Também Melinda Chan apoia Pereira Coutinho. “No caso de Raymond Tam a lei não determina que ele tem necessariamente de fazer parte da comissão eleitoral, pode ser escolhida outra pessoa. Há questões em torno dele e não sabemos se pode ser suspenso.”
Saúde Lei do Erro Médico chega este ano à Assembleia Legislativa
Para a próxima legislatura
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Lei do Erro Médico vai ser entregue na Assembleia Legislativa (AL) depois do mês de Outubro, na próxima legislatura. O anúncio foi ontem feito por Chui Sai On, Chefe do Executivo, que esteve na AL pela primeira vez este ano, para responder às questões dos deputados.
A questão foi levantada por Paul Chan Wai Chi, que acusou Chui Sai On de ter prometido a apresentação da proposta de Lei do Erro Médico para breve, mas nunca mais o ter feito. O Chefe do Executivo frisou que o diploma era “complexo”, mas que ainda este ano será apresentado aos deputados.
Também na área da saúde, Chui Sai On anunciou ainda que o prontuário medico – que indica os casos clínicos de cada paciente – estará concluído até ao final do ano. Em resposta a Mak Soi Kun, que interrogou o Governo sobre as filas de espera nos hospitais. Chui Sai On aponta o dedo a todos os
países e desculpa-se com a necessidade de ter de haver sempre lista de espera. “Não somos só nós, o tempo de espera acontece em todo o mundo, até nos países desenvolvidos. Podemos investir mais e encurtar tempo para atendimento, mas é difícil garantir que nunca haja espera.” – J.F.
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Planeamento Urbanístico Expropriações não serão usadas abusivamente, diz o Governo
Proprietários não serão prejudicados
A expropriação de bens imóveis está definida na proposta de lei de Planeamento Urbanístico quando há necessidade de execução dos planos de pormenor. Algumas dúvidas foram levantadas pelos deputados que estudam o diploma, nomeadamente, sobre o eventual “abuso de poder” do Governo com esta norma. O Executivo responde com o facto de até hoje não ter sido utilizada a legislação sobre esta matéria, já em vigor há mais de 20 anos no sublinhou que se trata de um último meio de recurso porque há que recorrer em primeiro lugar a vias de direito privado”, explicou ontem Chan Chak Mo, presidente da 2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL). A garantia veio depois. “Aliás, a lei 12/92/M e o decreto-lei 43/97/M que tem a ver com o regime de expropriação nunca foram aplicados ao longo destes 21 anos. Portanto, podemos ficar descansados que não há abuso sobre este regime.”
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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evantaram-se várias questões sobre o direito de expropriações de bens imóveis pelo Executivo na comissão que estuda na especialidade a proposta de lei de Planeamento Urbanístico, mas o Governo assegurou aos deputados e sua assessoria que esta prerrogativa é usada apenas em último caso. Tal foi assegurado pelo facto de nunca a Administração ter recorrido aos diplomas vigentes que já definem os critérios de expropriação, nomeadamente, os cálculos sobre a indemnização. A expropriação, neste caso, servirá para assegurar a execução de planos de pormenor, nomeadamente, para o alarga-
mento ou regularização de ruas, praças, jardins e outros lugares públicos. “A assessoria perguntou em relação à expropriação de bens se pode dar lugar a abusos, como é que se consegue salvaguardar a propriedade privada mas o Gover-
Recurso a tribunal é direito dos proprietários
E mais, nos cálculos previstos nestes dois diplomas, caso o proprietário não fique satisfeito pode sempre recorrer a tribunal. Mas, para já, caso a comissão e sua
Eleições 2013 Juventude Dinâmica entrega terceira carta ao Governo
Campanhas eleitorais nas escolas: não e não Cecília Lin
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
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Juventude Dinâmica de Macau (JDM) entregou ontem mais uma carta junto da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) para reclamar da existência de campanhas eleitorais nas escolas, mas desta vez promete apresentar provas concretas. Isto porque o grupo Macau Consciência (MC), que contem membros em comum com a JDM, foi acusada pela comissão eleitoral de não apresentar provas concretas para as suas reclamações. Leung Hoi Ian, membro da JDM, frisou que a escola secundária dos filhos e irmãos dos operários, escola secundária técnico-profissional da associação geral dos operários de Macau, e ainda a escola de São Paulo. “São estes três nomes apontados como fazendo acções que violam a lei”, aponta.
Leung Hoi Ian disse ainda que as primeiras escolas sob alçada da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) receberam promoções da associação, bem como “fórmulas para os alunos seniores para recolher as assinaturas dos candidatos”. “Não aceitamos que as escolas recebam financiamento para fazer promoção às eleições e usar os alunos para isso. Cabe ao Governo descobrir a verdade. A DSEJ e a comissão eleitoral não podem sempre dizer que estão atentas ao assunto. Deve existir cooperação para que se ensinem os valores correctos aos jovens.”
A defesa das escolas
O Hoje Macau ligou para a escola secundária dos filhos e irmãos dos operários. Uma professora, que preferiu não revelar o seu nome, disse que este ano ainda não houve qualquer tipo de campanha. “A escola é da FAOM. Claro que às vezes promovemos a associação
assessoria tiverem dúvidas sobre a adequação da legislação que o define, já em vigor, o Governo mostra abertura para que sejam alterados. “Nestes dois diplomas já falam sobre o valor dos imóveis e também se houver negócios já criados como é que se calcula os prejuízos decorrentes do negócio, ou seja, há normas sobre o cálculo de valores”, frisou o porta-voz dos deputados. Poderá haver injustiça mas o Governo explicou que se [os proprietários] entenderem que há problemas com o regime, este pode ser revisto e aperfeiçoado.” Na presente proposta de lei, esta questão reverte em boa parte para os diplomas publicados nos anos 90, mas já salvaguarda que “a indemnização corresponde ao valor
com informações, mas isso não significa que obrigamos os nossos alunos a apoiar a escola, esse não é o objectivo. Mas se os alunos apoiarem os professores, penso que é normal. Queria salientar que estamos a obedecer à lei”. Quanto às acusações da JDM, diz que “não passam de conversas da boca para fora, não têm provas certas”. O senhor Loi, director dos assuntos ligados aos alunos da escola secundária técnico-profissional da FAON, disse nada saber sobre “a existência de professores que dão fórmulas aos alunos mais velhos para recolher assinaturas para os candidatos”. O senhor Loi disse ainda que ia investigar o caso. Rowena Chong, directora da escola de São Paulo, disse não ter quaisquer conhecimentos sobre estas acusações. “Não vai acreditar, mas eu não sei nem nunca vi nada sobre isso. Por isso não vou fazer mais comentários sobre o caso.”
real da propriedade no momento da expropriação” que é “livremente convertível e paga sem demora”, lê-se no artigo 39.º. Os deputados entenderam ainda que no mesmo articulado deve ficar explícito que as expropriações devem referir-se também ao plano director e não apenas aos planos de pormenor. O Governo assentiu e diz que, de acordo com o artigo 40.º, que remete para os diplomas redigidos no tempo da Administração Portuguesa, tal já está consagrado. Chan Chak Mo referiu que hoje a discussão deverá prosseguir então para o capítulo da proposta de lei que fala sobre o regime de invalidades como, por exemplo, a eventual nulidade de disposições dos planos director e pormenor.
Terrenos Jaime Carion respondeu ao deputado Chan Meng Kam
Permutas todas legais O
deputado Chan Meng Kam apresentou uma interpelação escrita ao Executivo onde questiona a questão da permuta de terrenos, tendo questionado o número de terras disponíveis após a transferência de soberania, bem como as condições dessas alterações. Jaime Carion, director das Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) garantiu, em resposta, que os 14 terrenos alvo de permuta após 1999 foram todos utilizados para o desenvolvimento do sector do jogo, para construir habitação pública, infra-estruturas e para garantir a conservação do património classificado. Jaime Carion refere ainda o caso de 2004 em que um arrendatário desistiu da concessão de quatro terrenos na zona dos NAPE, tendo devolvido o direito de desenvolvimento do terreno para as politicas do Governo. Estes terrenos foram utilizados para a construção de hotéis. Outro terreno no Cotai, onde houve desistência do direito de concessão, serviu para a construção de um resort. Houve também casos em que os terrenos serviram para a construção de habitação pública, tal como a habitação social de Kong Há,
a habitação pública de Seac Pai Van e na Ilha Verde.
Melhorar as zonas antigas
Por forma a melhorar as zonas dos bairros antigos, o Governo fez algumas permutas de terrenos com os proprietários, por forma a ajudar ao desenvolvimento urbano. “Os casos concluídos incluem terras privadas na rua da pedra, e um terreno alugado junto à avenida Almirante Lacerda. Houve ainda outro caso que permitiu uma ligação mais directa à Avenida Marginal do Patane, o que trouxe “efeitos positivos para os transportes”. O director da DSSOPT frisa que, para a primeira fase da obra do Metro Ligeiro, foi necessário utilizar dois terrenos na avenida do comendador Ho Yin e na avenida leste do hipódromo. Jaime Carion disse que todos os processos de permuta respeitam “os princípios de legalidade, equidade, razoabilidade e justiça, sendo o terreno de permuta equivalente. Os proprietários de terrenos privados devem permitir a plena propriedade do terreno para o Governo da RAEM, uma vez que o Governo dá compensação de terrenos, segundo o sistema de concessão”. - C.L.
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Rua de Felicidade vai ter exposição de filmes no sábado
A Federação da Indústria e Comércio de Macau dos distritos do Centro e Sul e a Associação Promotora as Industrias Culturais de Macau vão realizar uma exposição de filmes sobre a Rua da Felicidade. As associações disseram que os edifícios da rua constituem um complexo do que era antes um bordel. Oito criadores locais foram convidados pelas associações a fazer oito minifilmes sobre a zona, cuja estreia acontece por volta das 20 horas. Vão ser mostrados vestidos antigos para recordar os velhos tempos do bordel. - C.L.
Trabalho ilegal PSP e DSAL encontram 38 trabalhadores sem visto de trabalho
UMAC Obras do novo campus da Ilha da Montanha estão atrasadas
Começar ano lectivo... na Taipa Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
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desejo do Governo e da própria Universidade de Macau (UMAC) é de que o próximo ano lectivo possa começar a 100% no novo campus da Ilha da Montanha. Contudo, o Hoje Macau sabe que o desejo poderá esbarra no atraso das obras. De acordo com documentos internos que tem circulado nos corredores da UMAC, alguns departamentos da universidade já informaram professores e funcionários que “como há muitos atrasos nas obras não será possível fazer uma mudança completa no início do próximo ano lectivo”. “Só alguns cursos, muito poucos, é que poderão mudar-se já este ano porque a grande maioria só poderá mudar-se para o início do segundo semestre, no final de Janeiro”, pode ler-se numa das missivas que o nosso jornal teve acesso. Aliás, o próprio calendário académico para o ano lectivo 2013/2014 ainda não saiu do papel. O Hoje Macau também teve acesso ao documento provisório que aponta o início das aulas do primeiro semestre para dia 16 de
Setembro e as do segundo semestre para 6 de Fevereiro, sendo que as mudanças definitivas podem vir a ser realizadas em Janeiro, com ênfase no período compreendido entre o dia 13 e 24, altura de férias escolares.
Ouvido pelo nosso jornal, o vice-reitor da UMAC, Rui Martins, tem outra versão que contradiz até o departamento de Engenharia que é a sua área de especialização e que aguarda ainda verbas para compra de equipamentos. “Nun-
ca ouvi que o campus não será transferido em 2013, nunca ouvi isso. Estamos a tratar precisamente dessa transferência”, começou por dizer. “Atraso nas obras? Isso é uma coisa diferente. O campus ainda não foi entregue à UMAC e essa é uma questão que está a ser tratada entre o Governo de Macau e a construtora. Contudo, todas as indicações dizem que será ainda este ano.” É a primeira vez que se ouvem problemas relacionados com as obras no campus da UMAC na Ilha da Montanha. Até à presente data, Governo e universidade sempre afirmaram que as obras estavam a correr dentro do previsto. A única excepção esteve relacionada com a derrocada do túnel de acesso ao campus, em Julho do ano passado, que acabou por atrasar essa obra que esteve prevista para ser inaugurada em Março ou Abril. O Hoje Macau soube igualmente de um rumor que dava conta de problemas com verbas para compra de equipamentos – que estariam bloqueados -, mas até ao momento ninguém na universidade confirmou a veracidade da situação, respondendo sempre que tudo está normalizado no que diz respeito a orçamentos.
Nas operações de fiscalização do Corpo da Polícia de Segurança Pública (CPSP) e da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) encontraram 38 trabalhadores ilegais em obras de construção civil, residências, estabelecimentos comerciais e industriais. A CPSP fiscalizou 348 locais, onde foram encontrados 33 trabalhadores. Nas operações de combate conjuntas do CPSP e da DSAL, foram fiscalizados 2 locais, nos quais foram encontrados 5 trabalhadores ilegais. Pela DSAL foram fiscalizados 11 locais, nos quais não foram encontrados casos de trabalhadores ilegais.
Sichuan Sands China sucede-se à Galaxy
A operadora de jogo Sands China doou ontem dois milhões de patacas para ajudar as vitimas do sismo de Sichuan, que serão entregues à Cruz Vermelha de Macau. Trata-se da segunda empresa de jogo a fazer uma doação para a mesma causa. A cerimónia de entrega dos fundos contou com membros da Cruz Vermelha e de David Sisk, vicepresidente executivo e chefe de operações na Sands China.
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Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
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remodelação do Terminal Marítimo do Porto Exterior já anda a algum tempo a ser pensada. As obras vão finalmente avançar depois de ontem, a Direcção de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) ter aberto um concurso público onde foram admitidos todos
Porto Exterior Projecto de remodelação mais elevado do que o inicialmente estimado
milhões de patacas, agora o valor poderá subir para o dobro (entre 27 a 54 milhões de patacas). Por outro lado, em indicações ao Hoje Macau, em Maio do ano passado, a CP previa que a concepção e o concurso para a adjudicação fosse concluído no terceiro trimestre do ano passado, de modo a que a obra fosse iniciada no fim de 2012. No entanto, ontem a DSSOPT
Custos a duplicar os projectos apresentados por 15 empresas. Os preços propostos variam entre os 77 e os 104 milhões de patacas.
O valor, no entanto, é bastante superior ao inicialmente estimado pela Capitania dos Portos (CP).
No início do ano passado, Susana Wong, responsável deste organismo, estimava um valor total da obra de 50
Videovigilância Seis empresas apresentaram-se a concurso para o Metro Ligeiro
Três admitidas
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as seis propostas que se apresentaram a concurso público para “Prestação dos Serviços de Produção de Registo de Imagem de Vídeo das Obras do Segmento da Taipa do Sistema de Metro Ligeiro de Macau”, na sede do Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT), apenas três foram admitidas. Os preços variam entre 1,65 e 5,73 milhões de patacas.
Os serviços prestados servirão para gravar todas as cenas de execução do segmento da taipa e das respectivas obras do sistema do Metro Ligeiro (ML) de Macau, durante a sua implementação. O GIT entende que serão usados pela primeira vez vários projectos e metodologias de construção aplicados pela primeira vez em Macau numa infra-estrutura de transporte com influências pro-
fundas e significado importante, pelo que será necessário o recurso a esta videovigilância. Os dados audiovisuais, em forma gráfica, não só podem ajudar o GIT, os empreiteiros e as entidades de fiscalização a conhecer atempadamente a situação de execução de cada parte de construção, como também podem deixar um registo precioso e completo para a implementação do Metro Ligeiro. - R.M.R.
avançou que a obra terá início no 3.º semestre e o prazo de execução da obra será de cerca de um ano. A obra irá criar 130 postos de trabalho e deve contratar prioritariamente mão-de-obra local. O Terminal do Porto Exterior vai ser ampliado, sobretudo, nos átrios das chegadas e partidas nos pisos 1 e 2, num total de 11200 metros quadrados. A obra será realizada em cinco fases, de modo a minimizar o impacto ao mesmo terminal marítimo e aos visitantes. Em articulação com a conservação de energia e a poupança de água, na obra será utilizada tinta amiga do ambiente de baixo índice de emissão de VOC (compostos orgânicos voláteis), equipamento de iluminação eco-eficiente, em particular as lâmpadas LED e turbo 5 e equipamento de economia de água, por forma a minimizar o consumo de energia e água.
Ensino Superior Alemanha é novo destino para estudantes universitários
Milhares de cursos ao dispor
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Alemanha é um “novo destino de escolha para os estudantes de Macau”, explica o Gabinete de Apoio ao Ensino Superior em comunicado difundido na plataforma online do Gabinete de Comunicação Social. Isto porque, o país da chanceler Angela Merkel tem disponíveis mais de 1400 cursos, que conferem graus académicos a nível internacional, ministrados em língua inglesa, além de diversas bolsas de estudo. Ainda assim, explica o GAES, tem propinas relativamente baixas. Por isso, aparece agora como opção atractiva para os alunos de Macau. Como tal, neste sábado, entre as 14h30 e as 16h, haverá uma sessão de esclarecimento sobre as informações do prosseguimento dos estudos na Alemanha, tendo como convidado, especial, o representante do Deutscher Akademischer Austauschdienst (Serviço Alemão de Intercâmbio Académico), no GAES, para falar, de forma detalhada e elucidativa, com os participantes, sobre o sistema educa-
tivo alemão, os requisitos de acesso ao ensino, as propinas e os procedimentos para a candidatura às bolsas de estudo. A sessão está aberta a perguntas e respostas, para que o representante responda às questões levantadas pelos participantes. - R.M.R.
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Educação Jardim de Infância D. José da Costa Nunes com “muito bom” em avaliação externa
Do melhor que há por aqui
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Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, instituição educativa de ensino pré-escolar tutelada pela Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM) recebeu a classificação de “muito bom” numa avaliação externa feita pela Universidade de São José. A avaliação, fruto de um protocolo entre a APIM e a Universidade de São José, ligada à Universidade Católica Portuguesa, foi feita pelo professor João Sampaio Maia, do Instituto Politécnico do Porto, e pela professora Ana Maria Correia, da Universidade de São José. Numa nota enviada à agência Lusa, a directora do Jardim de Infância, Vera Gonçalves, destacou que a avaliação teve como ponto central o novo projecto educativo do estabelecimento de ensino, implementado em Setembro de 2009 e que privilegia, além das “actividades educativas habituais” para uma escola destes níveis etários, “diversos ‘workshops’ em campos como a pintura chinesa e a dança”.
Por outro lado, acrescentou Vera Gonçalves, há ainda actividades extracurriculares, “essencialmente nas áreas do movimento e da música” e sendo uma escola com um leque de origens muito distintas o “mandarim é ensinado como língua não materna e o inglês é também uma das prioridades da escola”. Com uma centena de alunos no actual ano lectivo, distribuídos por seis salas cada uma orientada por uma educadora com o apoio de uma agente de ensino e de uma auxiliar, a escola tem ainda uma educadora dedicada a projectos específicos e apoio aos diversos grupos. Da avaliação Vera Gonçalves destaca que o “enfoque nos aspectos lúdicos, na expressividade e na criatividade e a adopção de um currículo flexível, permitindo adequar a prática pedagógica às capacidades e aos ritmos das crianças, são pontos fortes da escola”. Por outro lado, disse, o “empenhamento dos educadores na criação de uma escola efectivamente
inclusiva, através da recepção e apoio especializado a crianças com necessidades educativas especiais de carácter permanente, é outro ponto positivo a salientar”, bem como a qualidade das instalações e do equipamento disponível. Vera Gonçalves salientou também que a “nota” atribuída tem em conta os progressos alcançados desde a implementação do novo projecto educativo e defendeu que agora, “tendo em conta que é primeira vez que a escola está na posse de um instrumento de reflexão e debate sobre o seu próprio desempenho, espera-se que, em resultado da presente avaliação, os intervenientes possam aperfeiçoar o seu trabalho de modo a seguirem o seu percurso para uma cada vez maior excelência”. O Jardim de Infância é a única instituição privada de Macau a efectuar o ensino pré-escolar em língua veicular portuguesa, mas a Administração de Macau disponibiliza também, em português, o ensino pré-escolar. - Lusa
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H7N9 Governo chinês vai gastar 390 milhões de patacas para combater gripe das aves
O mais letal
O
Governo chinês vai gastar cerca de 390 milhões de patacas para evitar possíveis novas infecções entre humanos da nova estirpe H7N9 da gripe das aves, informou ontem a agência de notícias Xinhua. O Ministério da Economia chinês indicou que o dinheiro será usado para apoiar projectos de acompanhamento dos casos de H7N9, doenças similares à gripe, infecções agudas respiratórias e pneumonia atípica. Como parte das medidas para melhorar o tratamento contra o vírus, o Ministério dos Recursos Humanos e Segurança Social da China ordenou a permissão para aumentar a cobertura médica, por parte dos seguros
de saúde, aos doentes infectados com o vírus, de modo a reduzir a carga financeira sobre os pacientes e famílias causada pela doença. Na quarta-feira, peritos da OMS junto das autoridades sanitárias chinesas confirmaram que o vírus H7N9 não se propaga entre humanos e que a única via de transmissão confirmada é a de aves a humanos. Os especialistas internacionais actualmente a investigar o vírus disseram que este é um dos vírus da gripe mais letais, no dia em que foi relatado o primeiro caso de infecção em Taiwan. A China confirmou 109 casos e 22 mortes desde que as primeiras infecções foram anunciadas a 31 de Março, tendo Taiwan confirmado quarta-feira a sua primeira infecção num
homem que recentemente regressara da zona mais afectada pelo vírus no leste da China. “Este vírus da gripe é sem dúvida um dos mais letais que observámos até hoje”, disse Keiji Fuku-
Guiné-Bissau China entrega 110 postes de iluminação pública solar
Faça-se luz
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China entregou às autoridades da Guiné-Bissau 110 postes de iluminação solar de via pública para colmatar a falta de energia recorrente da cidade de Bissau. No acto da entrega formal dos postes, realizado terça-feira à noite, o primeiro-ministro do Governo de transição, Rui de Barros, elogiou a China pela forma como “tem vindo a consentir sacrifícios em prol do povo da Guiné-Bissau. “É um gesto muito importante que
o povo da Guiné-Bissau agradece do fundo do coração ao povo chinês, pelo sacrifício que tem consentido em prol da Guiné-Bissau”, disse Rui de Barros, salientando que a segurança pública ficará reforçada em Bissau. O projecto, cujo valor global não foi revelado, consiste na fixação de 110 postes de energia solar nalgumas avenidas da capital guineense, sobretudo nas zonas circundantes da Câmara
da, especialista em gripe da Organização Mundial da Saúde (OMS) e que liderou uma equipa de investigadores numa visita à China para estudar o vírus H7N9. Fukuda afirmou, durante
Municipal de Bissau, perímetro da presidência da República e alguns bairros adjacentes. O embaixador da China na Guiné-Bissau, Li Baojun, afirmou que o seu país tem sempre a preocupação com o ambiente “por corresponder aos princípios da cooperação da China com a África” um continente que, notou, “tem uma abundância de energia natural”. O presidente da Câmara Municipal de Bissau, Artur Sanha, considerou que a capital do país passa a ser mais segura com a iluminação pública o que, enalteceu, irá dar uma outra qualidade de vida aos citadinos. “São 110 postes que são inaugurados e entregues ao Governo de transição, mas é verdade que não são suficientes tendo em conta a procura real desses equipamentos”, frisou Artur Sanhá. A capital da Guiné-Bissau, e quase todo país, tem estado sempre às escuras devido à falta de energia eléctrica da rede pública. Em Bissau, por norma, ou falta gasóleo para alimentar os geradores ou hás problemas técnicos na central eléctrica, o que faz com que a capital esteja quase sempre sem electricidade. Como alternativa, as autoridades do país estão a tentar colocar sistemas de energia solar, com apoio nomeadamente das Nações Unidas e da China.
uma conferência de imprensa, que o vírus H7N9 é mais facilmente transmissível que a mais comum estirpe do vírus da gripe das aves H5N1. “Acreditamos que este vírus é mais transmissível a hu-
manos que o H5N1”, acrescentou Fukuda, referindo-se à estirpe do vírus da gripe das aves que a OMS estima que já matou mais de 360 pessoas em todo o mundo desde 2003.
Diplomacia Xi Jinping reúne-se com Kissinger e Paulson
Transição estável O
presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se quarta-feira, em Pequim, com o ex-secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger, e com o ex-secretário do Departamento do Tesouro dos EUA, Henry Paulson.
No encontro com Kissinger, Xi Jinping afirmou que os governos da China e EUA começaram os seus novos mandatos e as relações bilaterais passaram por uma transição estável e tiveram um bom início. Xi Jinping sugeriu o reforço da cooperação e do diálogo ao mais alto nível. O presidente chinês acredita ainda que os dois países devem esclarecer os pontos de interesse, respeitar-se mutuamente com base na igualdade, bem como resolver as divergências adequadamente. Além disto, Xi Jinping acrescentou que os dois países precisam de uma cooperação pragmática e de comunicação e coordenação nas questões regionais e internacionais, de forma a promover o desenvolvimento saudável e estável das relações bilaterais, informa a rádio China. Na reunião com Paulson, Xi Jinping deixou ainda um incentivo para que o Centro de Paulson desempenhe um papel positivo no desenvolvimento das relações bilaterais entre os Estados Unidos e a China.
sexta-feira 26.4.2013
Um dia para responder
Desespero sem controlo
ois monges tibetanos morreram depois de se terem imolado pelo fogo no sudoeste da China, informou um grupo de direitos humanos e um órgão de comunicação social. Lobsang Dawa e Konchog Woeser imolaram-se pelo fogo na quarta-feira na província de Sichuan, onde foram registados vários incidentes, informou a estação de rádio baseada nos Estados Unidos Radio Free Asia (RFA) e o grupo britânico Free Tibet, noticiou a AFP. “Todos os tibetanos que recorrem à auto-imolação fazem-no porque sentem que não têm outra forma de fazer com que a China e o mundo os ouça”, disse em comunicado a directora do grupo Free Tibet, Eleanor Byrne-Rosengren. A RFA disse que monges rezaram pelos dois religiosos mortos, de 20 e 23 anos e que os corpos seriam cremados ontem. Mais de 110 tibetanos imolaram-se pelo fogo desde 2009, e a maioria morreu devido às lesões e ferimentos sofridos, em manifestações contra o que definem como opressão chinesa.
Pequim rejeita estas acusações, apontando os investimentos substanciais no Tibete e noutras regiões com elevadas comunidades tibetanas, embora os críticos indiquem que o desenvolvimento económico aumentou o influxo de chineses da etnia Han e levou à erosão da cultura tradicional tibetana. As autoridades aumentaram a segurança na região, por vezes bloqueando as comunicações, reportou a RFA. Nos meses recentes, alguns tibetanos foram presos sob a acusação de incitarem os protestos e divulgarem a informação sobre este tipo de incidentes no estrangeiro. Pequim condena as imolações pelo fogo e culpa o Dalai Lama, líder tibetano no exílio, de usar estes actos para promover uma agenda separatista. O Dalai Lama, laureado com o Nobel da Paz, e exilado na Índia desde 1959 após uma revolta falhada no Tibete, descreve os protestos como actos de desespero, os quais diz não poder controlar.
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Crise nas Coreias Seul propõe diálogo oficial com Pyongyang para resolver Kaesong
Tibete Dois novos casos de imolação pelo fogo por monges na China
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região
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Coreia do Sul propôs ontem à Coreia do Norte conversações formais sobre o complexo industrial conjunto de Kaesong, interdito aos sul-coreanos por Pyongyang desde 3 de Abril, e prometeu tomar “medidas sérias” em caso de recusa. “Nós propomos oficialmente negociações entre os nossos dois governos”, disse a porta-voz do Ministério da Unificação, Kim Hyung-Seok, ao indicar
que o norte deveria responder à proposta até sexta-feira. “Se a Coreia do Norte recusar estas negociações, teremos de decidir medidas sérias” dentro de 24 horas, acrescentou. A Coreia do Norte proibiu o acesso dos trabalhadores sul-coreanos ao complexo situado no seu território e a uma dezena de quilómetros da fronteira, desde 03 de Abril. Posteriormente retirou os seus 53.000 trabalhadores num
contexto de elevadas tensões na península. A Coreia do Sul tinha cerca de 850 empregados em Kaesong, incluindo uma grande proporção de quadros que administram as 123 empresas sul-coreanas no complexo. Apenas 176 trabalhadores continuam actualmente no local. A proposta de diálogo com a Coreia do Norte também incluiria “o fornecimento de ajuda humanitária” aos quase 200 empregados sul-coreanos que permanecem em Kaesong desde que a Coreia do Norte interrompeu no passado dia 05 as actividades do complexo, ao retirar os seus trabalhadores em plena tensão regional. O complexo de Kaesong é o único esforço remanescente do processo de reconciliação entre as duas Coreias, depois do congelamento das relações bilaterais em 2010. Este projecto de cooperação económica aberto em 2004, constitui uma importante fonte de divisas para a Coreia do Norte e é um negócio favorável para as empresas da Coreia do Sul, devido à mão-de-obra barata dos norte-coreanos.
ASEAN Disputas territoriais no Mar da China Oriental na agenda
Prioridade ao consenso
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disputa com Pequim no Mar da China Oriental é um dos temas principais na cimeira informal da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) no Brunei, disse ontem o Presidente filipino, Benigno Aquino. O Presidente filipino indicou que os mandatá-
rios abordaram na quarta-feira o problema e que o diálogo iria continuar ontem, no último dia da reunião em Bandar Seri Begawan, a capital do Brunei, informou a imprensa filipina. “Poderia haver um consenso que defina os direitos e obrigações de todos. Em vez de estar num nível de
prioridade baixa, foi colocado na frente”, disse Aquino, que acrescentou que a conferência está na “direcção certa”. A China considera como territórios próprios as ilhas Paracel, que disputa com o Vietname e Taiwan, e as ilhas Spratly, reclamadas pelo Brunei, Malásia e Filipi-
Coreia do Sul protesta contra homenagem japonesa aos militares invasores
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Kim Kyou-hyun, entregou ontem ao embaixador japonês em Seul um protesto formal pela visita de autoridades nipónicas ao santuário onde é prestada homenagem aos protagonistas da ocupação japonesa da Coreia. As visitas de ministros japoneses no passado fim-de-semana ao santuário de Yasukuni levaram também Seul a cancelar uma viagem a Tóquio do ministro dos Negócios Estrangeiros Yun Byung-se. De acordo com um despacho da agência sulcoreana Yonhap, nas condições actuais Seul considera que iria ser “difícil manter um debate produtivo” pelo que o ministro cancelou a visita. Por outro lado, Seul não gostou de ouvir as declarações do chefe do governo japonês, Shinzo Abe, que manifestou dúvidas sobre o passado invasor do Japão. Na Coreia do Sul, onde a população mantém um rancor histórico em relação ao país vizinho, as visitas geraram um mal-estar e o governo classificou-as mesmo de “actos irresponsáveis”.
nas, além do Vietname e Taiwan. AASEAN é formada pela Birmânia, Brunei, Cambodja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Singapura, Tailândia e Vietname, grupo de países que tem uma população combinada de cerca de 620 milhões de habitantes.
tiago alcântara
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entrevista
sexta-feira
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Ana Neves Ferreira, pianista
“O piano é com relacionament Helder Fernando info@hojemacau.com.mo
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ovem pianista de Macau, pois Ana Neves Ferreira veio para esta região aos dois anos, hoje tem 30. Pedro Nolasco da Silca, foi a primeira escola, depois o Colégio Dom Bosco, continuando os estudos em Portugal. Foi em Macau que começou a aprender música e ballet, a optar por uma vida dedicada à música e ao piano, a ensinar música também. Recentemente deu um concerto na Galeria da Fundação Rui Cunha, espaço onde ontem voltou mas como curadora de um recital de piano por vários instrumentistas. Ainda jovem pianista, já tem peças compostas e não apenas para piano. Uma carreira em lançamento tranquilo mas firme. Quando começou a relação com a música? Praticamente desde que me lembro da minha existência, a música fez parte de mim, inclusivamente através das aulas de ballet desde criança, três ou quatro anos de idade, na escola Hong Peng Va, aqui em Macau. Algumas pessoas de família são amantes da música e tocam vários instrumentos, embora eu pense que é por vocação própria a opção pela música.
Isso não, o piano como continuidade de mim, não. O piano não faz propriamente o que a gente quer, nós é que temos de fazer como ele quer Ouvir música clássica na escola de ballet passou a ser rotina. E em casa? Como a fascinação por esse tipo de música era realmente muita, em casa consumia muitas cassetes áudio com os bailados mais famosos em várias versões.
E a aprendizagem do piano? Quase ao mesmo tempo, pelos qautro anos, embora me dedicasse mais ao ballet. Em casa via os bailados gravados, ouvia com toda a atenção, já procurava dançá-los. Até que um dia conheci o maestro António Vitorino de Almeida. Numa das viagens do maestro até Macau, conte como o conheceu. Ele foi visitar a escola, falar com os alunos, mas não foi à minha turma. Acontece que nos intervalos, em vez de ir brincar eu ficava a tocar piano. Ele ouviu e pediu à direcção da escola para falar com os meus pais. Foram ao hotel onde ele residia e ouviram-no falar de mim como tenho muito talento, musicalidade, sugerindo que eu devia seguir uma carreira musical. Este estímulo e os bons resultados obtidos nos concursos de jovens músicos de Macau, foram definitivos. Até ser chamada para o Conservatório de Macau com 13 ou 14 anos. Pouco depois voa para Portugal e continua as aulas no Conservatório de Música de Lisboa. Precisamente. Adaptação custou um pouco no início. Com aquelas disciplinas todas, só acabava as aulas pelas 10 da noite, até completar o curso com 20 valores. Para além de algumas “masterclasses”, algumas delas ainda como aluna do Conservatório, em Portugal e em Espanha, por exemplo, bem como o mestrado em piano performance nos Estados Unidos. Continua exercitando quantas horas por dia? Ui, depende se tenho em vista um concerto ou não. Mas em média entre três horas a oito ou mais. Engraçado, arranjei uma aplicação no iPhone precisamente para controlar esses tempos. Entre muitos pianistas, até se tornou quase uma competição para sabermos quem faz mais horas, se bem que o importante é a qualidade e não a quantidade
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mo se fosse um marido, com nto, sensibilidade e manipulação” de horas ao piano. De qualquer forma, pode funcionar como estímulo. Como pratica em casa, a vizinhança não se queixa? Não, aqui em Macau não. Em Portugal houve alguns casos de intolerância. Pianistas que são referência para si? Lembro-me sempre de Dmitri Bashkirov, é russo, tem agora uns 80 anos, deixou há poucos anos de dar recitais devido a problemas de saúde. Um grande pianista e um grande pedagogo que cheguei a conhecer tinha eu 16 anos, e até possuo um autógrafo dele. Foi em Óbidos, numa “masterclass”, ele tinha um temperamento aparentemente terrível, berrava com os alunos, toda a gente tinha medo dele, a tal ponto eu tinha medo que nem fui tocar para ele na “masterclass”. Depois, no concerto final dos seleccionados, toquei Debussy; ele foi ter comigo e escreveu a sua assinatura na minha partitura, dizendo: muito bem tocado, mas cuidado com o pedal! Nunca me esquecerei e tenho um grande orgulho em ter deste grande mestre um elogio e também uma crítica. Outras referências... das novas gerações. Não sendo das novas gerações, não posso esquecer Maria João Pires. Nas gerações mais recentes acho complicado por causa da ênfase que se dá à técnica. Há níveis diferentes de importância entre a técnica e a emoção? Para mim, o mais importante é a emoção. Naturalmente que técnica temos de ter, mas penso que a emoção é mais difícil, possivelmente não se aprende, está dentro de cada um de nós. Como jovem pianista portuguesa que podemos considerar de Macau e aqui residindo, costuma falar de música com quem? Praticamente, falo comigo
mesmo. Acho fundamental a existência de um grupo local, fixo, de música de câmara, exactamente para partilharem experiências, conhecimentos, opiniões sobre música, instrumentos, tudo isso. Tenho pensado muito neste aspecto, gostava bastante de ajudar a constituir um pequeno grupo com essas características. Por outro lado, há peças que gostaria de tocar, e praticamente só com um grupo de música de câmara isso é possível. Tal como eu tenho este sonho, por certo outros músicos o terão. Prefere executar concertos a solo ou com orquestra? Normalmente um pianista não é rígido em relação a esse tipo de opções. Tudo depende do programa, da proposta de trabalho que surge, e também dos custos. Claro que cada músico tem os autores que mais prefere interpretar, tem as suas zonas de conforto, isso é natural. Sei que eu também irei ter a minha área de conforto.
Para mim, o mais importante é a emoção. Naturalmente que técnica temos de ter, mas penso que a emoção é mais difícil, possivelmente não se aprende, está dentro de cada um de nós Também gosta de ensinar música, já tem esse tipo de experiência... É verdade, gosto de ensinar tanto música como piano, até porque acho um pouco difícil separar uma coisa da outra. Talvez seja uma abordagem diferente da que faz o Conservatório, mas é o meu ponto de vista e é assim que prefiro ensinar. Não escolho a idade dos meus alunos, embora prefira os adolescentes que é quando começam a questionar, a abrir os horizontes. Tem dedicado atenção às suas próprias composições? Considero a composição uma parte importante da minha carreira, mais num futuro a médio prazo, ainda estou nos primeiros anos como pianista. Por exemplo, compus uma
peça de música de câmara para flauta e violoncelo, outra peça para flauta, viola, violoncelo e piano. E outro material escrito e ainda não completamente organizado. Os programas escolares deviam contemplar mais o ensino da música como disciplina? Concordo com maior importância da música no âmbito dos estabelecimentos de ensino, mas não de forma impositiva. Mais contacto com a música, sob diversas formas, nas actividades extracurriculares, criação de bandas nas escolas, coros, danças populares, cada escola ter a preocupação de compor o seu próprio hino e cantá-lo em todas as oportunidades. Penso que por estes caminhos
os alunos ganham interesse e muito mais gosto pela música. Como pianista, qual o seu maior sonho? São dois e nenhum deles relacionado com a música. Talvez sejam íntimos, pois pertencem ao universo dos fenómenos da Natureza. Sonho poder estudá-los de modo científico, aprofundadamente: as tempestades severas, tornados, ciclones, vulcões, sismos, tsunamis, como estes fenómenos acontecem, como são formadas estas catástrofes. Entusiasmam-me estas matérias. Já estive no Havai em cima de um vulcão e senti-me felicíssima da vida. Voltemos, preferivelmente, à música. Para si, o que é o piano? Essa pergunta é difícil... Talvez uma continuidade de si mesmo... Isso não, o piano como continuidade de mim, não. O piano não faz propriamente o que a gente quer, nós é que
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temos de fazer como ele quer. Posso dizer que considero o piano como se fosse um marido. Inclusivamente tem de haver um relacionamento físico entre eu como pianista e ele, o piano. E mais: tem de haver tempo, regularidade, sensibilidade, capacidade de manipular; manipulação que muitas vezes é mútua. E a música, como a vê? Vejo a música como a grande oportunidade de comunicar com todos os elementos da Natureza. Em Macau gosta-se verdadeiramente de música? Penso que há muitas pessoas bastante interessadas em música, talvez não pelas razões certas. Isso quer dizer o quê? Quero dizer que existem e talvez tenham grande saída, muitas lojas de vendas de instrumentos. Mas gostava de saber sobre os verdadeiros motivos que levam algumas pessoas a comprar instrumentos musicais. Antigamente parece que era de bom tom, era fino, tocar piano e falar francês. E hoje? Talvez os pais com possibilidades comprem instrumentos para que os filhos ocupem os tempos e não os importunem... é uma questão de mentalidades. Ocuparem assim o tempo não lhes faz mal... Claro que não, só que poderiam ocupar os tempos livres com outros assuntos para os quais tivessem inclinação. Na música, como noutras áreas, há que respeitar a vocação, é essencial. Só assim é possível apurar o gosto, a vontade de ir mais além. Vejo em Macau alunos de piano tocarem a mesma peça de poucos minutos durante o ano inteiro. A intenção é a de não falhar nada, a de ganhar os concursos, o alvo é o extremo perfeccionismo. Esse tipo de cultura musical não é bem a que eu perfilho. Aprecio muito mais que o professor não se limite a exaustivamente dar aulas de execução ao piano. Portanto, o que não deve ser um pianista? Não dever ser pianista quem não gosta de música e de piano. Na agenda de trabalho o que de principal está programado? Posso destacar os dois concertos programados para Setembro em Portugal. Um deles será no Conservatório de Música de Lisboa.
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vida
sexta-feira 26.4.2013
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Sangue Cientista portuguesa inventou teste rápido ao grupo sanguíneo
Em cinco minutos
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ma investigadora da Universidade do Minho inventou um dispositivo portátil que permite em poucos minutos detectar o grupo sanguíneo da pessoa analisada, tendo sido seleccionada para participar na maior competição tecnológica mundial dirigida a estudantes do ensino superior. Ana Ferraz, aluna de doutoramento na Universidade do Minho, ganhou a final nacional da edição 2013 da Microsoft Imagine Cup e irá representar Portugal na final internacional que decorrerá em São Petersburgo, na Rússia, entre 8 e 11 de Julho. “O procedimento demora no máximo cinco minutos, tem baixo custo e é adequado a situações de emergência. É
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publicação pela revista Nature da estrutura em dupla hélice do ADN, a molécula que contém o património hereditário dos seres vivos e permite a replicação da vida, faz neste dia 60 anos. Em jeito de comemoração, a Nature revela, na sua edição de hoje, 25 de Abril de 2013 (que este ano é a uma quinta-feira, o seu dia habitual de publicação), elementos inéditos sobre o processo que culminaria, em 1962, com a atribuição a James Watson, Francis Crick e Maurice Wilkins do Prémio Nobel da Medicina. 1953: na página 737 da sua edição de 25 de Abril, a Nature traz um curto artigo: Estrutura Molecular dos Ácidos Nucleicos - Uma Estrutura para o Ácido Deoxirribonucleico. Assinado por Watson e Crick, da Universidade de Cambridge, Reino Unido, arranca assim: “Vimos sugerir uma estrutura para o sal do ácido deoxirribonucleico (A.D.N.). Esta estrutura tem propriedades inéditas de considerável interesse biológico.” Com peças metálicas de tipo “mecano”, Watson e Crick construíram, no seu laboratório, um modelo 3D a partir de radiografias do ADN obtidas por uma jovem cristalógrafa, Rosalind Franklin,
um sistema bastante pequeno, fácil de transportar e que pode ser usado em diferentes serviços hospitalares, em qualquer ambulância ou até no local do acidente”, explicou a investigadora à Lusa. “A aplicação desenvolvida pode estar no telemóvel, num tablete ou num PC, de onde se envia a mensagem para qualquer laboratório com o resultado do teste”, disse ainda Ana Ferraz, acrescentando que, além de detectar o grupo sanguíneo, o dispositivo dá informações rigorosas que podem auxiliar os profissionais de saúde em situações de emergência, reduzindo os riscos de incompatibilidade e erro humano, nomeadamente em situações de transfusão.
“Gostaria de arranjar investidores e poder avançar com a produção deste sistema, criar uma empresa em Portugal, criar postos de trabalho, assegurando também o meu futuro”, sublinhou a investigadora, que disse estar confiante de que a sua participação na final mundial das olimpíadas de software, na Rússia, lhe possa trazer vantagens a este nível. For a Better World é o nome desta solução tecnológica que Ana Ferraz começou a desenvolver ainda na licenciatura, no Instituto Politécnico do Cávado e Ave. Além de rápida e portátil, esta invenção não representa grandes custos: segundo Ana Ferraz, o protótipo custou-lhe “apenas 1300 patacas”.
ADN Trabalho de James Watson e Francis Crick
Dupla hélice podia ter dado um Nobel que trabalhava com Maurice Wilkins, do King”s College de Londres, procurando também elucidar a estrutura do ADN. O que é que se sabia naquela altura sobre a hereditariedade? Que os caracteres hereditários eram transmitidos por entidades chamadas genes; que os genes estavam nos cromossomas, estruturas que se dividiam em duas cópias idênticas durante a divisão celular, conferindo a cada uma das células-filhas um conjunto de cromossomas idênticos aos da célula-mãe; e que os cromossomas continham ADN. Assim, ao desvendarem a estrutura em dupla hélice do ADN, Watson e Crick permitiam um avanço absolutamente fundamental, que, aliás, também delineavam no seu artigo de 1953: “Não deixámos de reparar que a organização específica das bases [os “tijolos de construção” do ADN] por pares, que nós propomos aqui, sugere imediatamente um mecanismo possível para a replicação do material genético.”
O trabalho de Watson e Crick começou a ser nomeado para o Nobel da Medicina a partir de 1960. Em Dezembro de 1961, Crick enviou a Jacques Monod, a pedido deste que trabalhava no Instituto Pasteur em Paris com François Jacob (que morreu há poucos dias) -, nove páginas descrevendo o trabalho sobre o ADN, explicam hoje na Nature Alexander Gann e Jan Witkowski,
do Laboratório de Cold Spring Harbor (EUA). Mas enquanto outros eminentes cientistas, também solicitados, nomeavam Watson, Crick e Wilkins na categoria de medicina, Monod preparava-se para os nomear, ao contrário do que se pensava até aqui, na da química. A prova disso é a carta de nomeação que Monod escreveu a seguir, recentemente descoberta nos arquivos
do Instituto Pasteur. Todavia, os responsáveis pela atribuição dos Nobel consideraram a descoberta tão importante para a biologia que a escolha que se conhece acabou por vingar. O relatório que Crick enviou a Monod em 1961 restabelece ainda uma justiça histórica. Acontece que, no artigo de 1953 na Nature, Watson e Crick apenas mencionavam Rosalind Franklin em passant, declarando terem sido “estimulados (...) pelos [seus] resultados experimentais ainda não publicados”. A jovem cientista morrera em 1958 - e portanto nunca poderia ter sido incluída nas nomeações para o Nobel, mas muitos criticaram os laureados por terem menorizado o seu contributo. Ora, na sua carta a Monod, explicam ainda Gann e Witkowski, Crick já reconhecia claramente “a importância das imagens de Franklin para a determinação de certas características da estrutura do ADN”.
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Teatro Companhia nova-iorquina inova tradição chinesa
Marionetas e uma Xbox fora da sombra Tiago Quadros
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m grupo nova-iorquino está a fundir uma tradição com novas tecnologias com vista à preservação de uma arte tradicional chinesa. É o conto de Chang Er como nunca o ouvimos: quando os dez sóis decidem celebrar, fazem-no com batatas fritas, cerveja e bolas de queijo; quando as pessoas na terra sentem intensamente o calor, reclamam acerca do aquecimento global; e em vez de ser um herói, Ho Yi, o marido de Chang Er, é um imperador cruel que aumenta os impostos e controla a imprensa. O conto tradicional da senhora que vivia na lua foi adaptado pelas marionetas utilizadas no teatro de sombras chinesas da companhia nova-iorquina Chinese Theatre Works. A história, com guião do director artístico Stephen Kaplin, atraiu recentemente uma audiência de 200 pessoas a um espectáculo no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque. As marionetas são manipuladas pela mulher de Kaplin, nascida em Taiwan, e pelo co-director artístico, Fong Kuang-yu, bem como por um conjunto de estudantes nascidos na China, utilizando um projector à frente do ecrã em vez de esconderem tudo na parte anterior, como é comum. No final de cada espectáculo, os membros da audiência são convidados a manipular as marionetas de Chang Er, com recurso a uma Xbox e um
programa de animação que permite a manipulação das marionetas no ecrã, com base na movimentação dos corpos. É provavelmente a primeira tentativa de utilização de meios e tecnologias modernas, associadas aos vídeo jogos, na encenação de um espectáculo de sombras chinesas. As marionetas utilizadas em espectáculos de sombras chinesas, construídas a partir de figuras lisas e articuladas para representarem pessoas e objectos, têm uma história em muitos países asiáticos. As raízes deste espectáculo remetem-nos para o período relativo à dinastia Han (206 BC – AD 220). A história por detrás do casamento entre as técnicas narrativas tradicionais e modernas é tão intrigante como o próprio espectáculo. Yang Yang, o designer do espectáculo Chang Er em 3D, de 24 anos, é o último capítulo desta história. Há dois anos, Yang Yang deixou a China para ir estudar artes interactivas no Pratt Institute em Nova Iorque, tendo ouvido falar da companhia Chinese Theatre Works em Junho último. Yang Yang recorda-se dos recortes em papel nas janelas e das óperas com as quais cresceu em Ganzhou, na Província de Jiangxi mas não poderia supôr que nos Estados Unidos havia uma equipa a trabalhar sobre estas tradições e de um modo tão inovador. De acordo com Yang Yang este é um processo muito importante pois, entre outras coisas, está a ajudar a recuperar uma tradição que para muitos jovens chineses
cultura
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Música Entre Bach e Haydn no Clube Militar
As Jornadas de Música do Clube Militar, apresentam esta noite, pelas 19h o concerto com os músicos Melody Wang (Violino), Vit Polasek (Violino) e Yan Lu (Violoncelo),que terão como repertório Bach, Pleyel, Halvorsen, Leclair e Haydn. Como de costume, em conjunto com o concerto, o Clube Militar organiza um jantar, aberto a todos os participantes, com um menu especialmente preparado para o evento. Este projecto musical, com o apoio de alguns dos seus associados e músicos profissionais de Macau, conta também como a colaboração da YunYi, uma associação sem fins lucrativos que trabalha para promover a arte a cultura em Macau.
Arte O Livro de Artista na China
já não existe. Para a sua tese final de licenciatura, na Escola de Animação e Comunicação da Universidade da China, em 2010, Yang Yang e alguns dos seus colegas produziram uma animação em 3D a propósito das origens do Ano Novo Lunar. O projecto acabou por atrair mais de 160,000 visualizações online, tendo sido distinguido com diversos prémios, motivando Yang Yang a prosseguir o mesmo caminho. Foi nas marionetas utilizadas em espectáculos de sombras chinesas em Nova Iorque que Yang Yang viu a sua oportunidade. Kaplin, de 55 anos, desenhou e construiu um conjunto vasto de marionetas para espectáculos na Broadway, incluindo o The Lion King. Fong, de 57 anos, actuou durante anos como cantora de Ópera de Pequim. Kaplin e Fong são defensores das artes tradicionais mas não conservadores quando está em questão a inovação. Pouco tempo depois de ter chegado aos Estados Unidos para estudar teatro na Universidade de Nova Iorque, em 1983, Fong conheceu Jo Humphrey, que tinha fundado o Yueh Lung Shadow Theatre, a única organização
dedicada às marionetas utilizadas em espectáculos de sombras chinesas. Fong começou por fazer traduções para o Yueh Lung Shadow Theatre, antes de se iniciar como interveniente nas actuações da companhia. A colaboração continuou, mesmo depois de Fong ter fundado a sua própria companhia de Ópera de Pequim, em 1990. Quando Jo Humphrey se reformou, em 1998, Fong foi vista como a sua natural sucessora. Mas Fong hesitou dado que já tinha formado a sua própria companhia. Kaplin acabou por convencer a sua mulher de que o legado de Jo Humphrey não podia ser perdido ou abandonado. Nesse instante, Fong percebeu que a oportunidade que estava a ter, poderia significar uma mudança nos conteúdos, eventualmente nas linguagens que vinha usando nos últimos anos. Fong decidiu aceitar a proposta de Jo Humphrey com a condição de renovar os conteúdos e processos da companhia. Kaplin começou por redesenhar as figuras, escrever os guiões e ensaiar os participantes. Para além disso, Kaplin adaptou o projector e posicionou as marionetas e participantes à frente do ecrã. Segundo Yang Yang houve uma razão prática para esta mudança. Quando todos os equipamentos, marionetas e participantes estavam posicionados na parte anterior do ecrã, era necessário um espaço físico que muitas vezes não existia, prejudicando a boa execução do espectáculo. Ao trazer o ‘backstage’ para a frente do ecrã, a equipa de Kaplin e Fong introduziu uma mudança real na dinâmica do teatro. Segundo a equipa de Kaplin e Fong, as expectativas quanto ao futuro são muitas. E a Broadway está mesmo ali ao pé.
Tumbler. indie print in China é uma exposição de livros escritos, desenhados, concebidos e editados por artistas. A mostra, organizada pela 3030Press, abrirá ao público no próximo dia 9 de Maio no Chinese Arts Centre em Manchester. Estarão em exibição cerca de 50 edições independentes, entre livros e revistas de arte produzidos na China, nos últimos dois anos, por cerca de 20 artistas, designers e pequenos editores. As publicações apresentadas corresponderão a uma selecção de trabalhos realizados nas áreas da autopublicação de livros de arte, projectos artísticos pessoais, bem como portfolios e compilações, muitas vezes produções com poucos exemplares, feitas manualmente para distribuição limitada. As regras e normas impostas à indústria da edição na China, tem levado, sobretudo nos últimos anos, a que muitos artistas recorram à produção manual de livros, com edições de poucos exemplares, salvaguardando desse modo uma plataforma física autónoma de expressão independente. No dia 9 de Maio, entre as 17h30 e as 19h30, será realizado um encontro que reunirá diversos autores de edições independentes. indie print in China é um projecto da 3030Press publishing, uma editora de livros de arte independente, sedeada em Hong Kong e Shanghai, fundada por John Millichap. Muitas das publicações apresentadas em Tumbler. indie print in China, estão disponíveis para venda em www.3030press.com
Arte Escultura no parque do M+
Depois do enorme sucesso em Yau Ma Tei, no Verão passado, as séries “Mobile M+” estão de regresso com “Inflation!”, motivando o público antes mesmo da abertura do M+, futuro Museu de Cultura Visual do Cultural District de West Kowloon, em Hong Kong. A inauguração de “Inflation!” ocorreu ontem, no parque no Cultural District em West Kowloon e estará patente ao público até ao dia 9 de Junho. A mostra reúne um conjunto de 6 esculturas de grandes dimensões, realizadas nos últimos anos para a cidade de Hong Kong por artistas de renome internacional como é o caso de Choi Jeong Hwa (Coreia do Sul), Jeremy Deller (Reino Unido), Jiakun Architects (China), Paul McCarthy (Estados Unidos da América), assim como trabalhos da autoria de artistas locais como Tam Wai Ping (Hong Kong) e Cao Fei (China). As seis esculturas serão acompanhadas por um acto performativo desenvolvido por Tomás Saraceno (Argentina) que será apresentado nos dias 4 e 25 de Maio, e 8 de Junho. Como um prelúdio para a abertura do M+ e do parque, “Mobile M+: Inflation!” não irá apenas criar uma experiência que comprove o papel da arte pública no contexto de um território em permanente mutação mas irá certamente destacar as possibilidades futuras acerca de uma programação artística multidisciplinar para o futuro parque. Artistas, compositores e membros da comunidade serão convidados a responder aos temas avançados na exposição pelas obras apresentadas através de uma série de eventos, como workshops, visitas guiadas e conversas com artistas, que decorrerão no espaço e no tempo da exposição.
cultura
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Fundo Cultural Art for All Society vai bem destacada na corrida
Actividades trazem bom retorno
Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo
A
Art For All Society (AFA) é novamente a associação que mais apoios financeiros recebeu do Fundo Cultural. Entre Janeiro e Março, auferiu 333,9 mil patacas para participação em três actividades da área de artes visuais no exterior o que
representa 1,7% dos 2,8 milhões de patacas cedidos por este mecanismo de incentivo às associações culturais no primeiro trimestre deste ano. No ano passado, a AFA foi já a sociedade mais beneficiada no ano passado, auferindo 1,4 das 43 milhões de patacas garantidas pelo Fundo de Cultura a estas colectividades e artistas a título individual. Recorde-
-se que, quando divulgados os números em Boletim Oficial, James Chu, director da AFA, disse ao Hoje Macau que os números ainda assim são insuficientes já que é necessária uma política cultural mais sólida. Entre Janeiro e Março de 2013, houve outras três organizações apoiados com valores similares. A Chinese and Western Cultural Creativity
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HM 26.4.13 - 2ª vez
CV2-12-0071-CEO
2º Juízo Cível
EXEQUENTE: MELCO CROWN JOGOS (MACAU), S.A./ 新濠博 亞博彩(澳門)股份有限公司, com sede em Macau, na Avenida Dr. Mário Soares, nº 25, Edifício Montepio, 1º andar, Comp.13, registada na Conservatória dos Registos Comercial e de Bens Móveis sob o nº 24325(SO). EXECUTADO: LAM PAK KEI/林白己, solteiro, maior, com última residência conhecida na Estrada Nordeste da Taipa 86, Edf. Hoi Wan Garden, 12º andar M, Taipa, ora ausente em parte incerta. *** Correm éditos de trinta (30) dias, a contar da segunda e última publicação do anúncio, citando o executado acima identificado, para no prazo de vinte (20) dias, decorrido que seja o dos éditos, pagarem ao exequente a quantia de MOP$6,449,527.64 (Seis Milhões, Quatrocentas e Quarenta e Nove Mil, Quinhentas e Vinte e Sete Patacas e Sessenta e Quatro Avos) e legais acréscimos, ou no mesmo prazo, deduzirem oposição por embargos ou nomearem bens à penhora, sob pena de, não o fazendo, ser devolvido ao exequente o direito de nomeação de bens à penhora, seguindo o processo os ulteriores termos até final à sua revelia. Tudo conforme melhor consta do duplicado da petição inicial que neste 2º Juízo se encontra à sua disposição e que poderá ser levantado nesta Secretaria Judicial nas horas normais de expediente. E ainda que é obrigatória a constituição de advogado caso sejam opostos embargos ou tenha lugar a qualquer outro procedimento que siga os termos do processo declarativo. Macau, 19 de Abril de 2013.
A série norte-americana “A Bíblia”, protagonizada por Diogo Morgado, vai ser adaptada a cinema, num filme com cerca de três horas de duração. A confirmação é de Mark Burnett, um dos produtores da série, em entrevista ao “The Hollywood Reporter”. A série, onde Diogo Morgado encarna o papel de Jesus Cristo e que tem fascinado os norte-americanos, vai chegar agora ao grande ecrã. O filme vai incluir “cenas editadas e extras” e deverá chegar às salas norte-americanas no Outono. O enfoque será o tema da “Ressurreição de Cristo”, explica o produtor. Mais de 13 milhões de pessoas assistiram à série norte-americana só nos Estados Unidos da América. A série televisiva “A Bíblia”, que foi emitida em Portugal pela SIC, na Páscoa, é já a mini-série mais rapidamente vendida de sempre. “A projecção anual de vendas de DVD foi superada em 6 dias”, conta Burnett.
Museu do Oriente Cinco anos com entrada gratuita e programação especial
Património museológico com 15.000 peças
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Execução Ordinária n.º
Industry Promoting Association (Macao) em 294 milhões de patacas para realização de um fórum da área das indústrias culturais e criativas. A Love Creation Society recebeu 208,9 milhões de patacas para a realização de três actividades da área das indústrias culturais e criativas e a Escola Hou Kong 202,2 milhões de patacas para a participação numa acção de intercâmbio cultural da área musical no exterior. Nestes primeiros três meses do ano ainda foram cedidos montantes a 35 artistas para participação na ExposiçãoAnual de Artes Visuais de Macau 2013 no valor total de 285 mil patacas. O valor atribuído neste primeiro trimestre foi superior em 1,5 milhões de patacas face ao primeiro trimestre do ano passado, no entanto, menor em 12,9 milhões de patacas comparativamente ao valor total atribuído no último trimestre de 2012.
“A Bíblia” com Diogo Morgado adaptada para cinema
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Museu do Oriente, em Lisboa, anunciou esta semana que vai celebrar o 5º aniversário a 08 de Maio com entrada gratuita e uma programação especial de actividades para todas as idades. De acordo com o Museu do Oriente, nesse dia haverá entrada gratuita no museu para todas as exposições e para participar nas actividades organizadas, como espectáculos, ateliers e visitas guiadas. Inaugurado em 2008, o museu da Fundação Oriente foi criado para mostrar ao público o património cultural da entidade e divulgar a ligação entre a civilização ocidental e oriental, em particular os vínculos criados por Portugal desde o período dos Descobrimentos. O museu possui um património museológico com cerca de 15.000 peças, que vão desde as máscaras ao
mobiliário, passando por armaduras, mapas, têxteis, biombos, porcelanas, terracotas, desenhos e pinturas. O acervo está dividido em duas colecções, uma delas alusiva à presença portuguesa na Ásia, com mais de um milhar de objectos artísticos e documentais. Integra diversos biombos chineses e japoneses dos séculos XVII e XVIII, peças de arte namban, uma colecção de peças de porcelana da Companhia das Índias e um acervo relacionado com a cultura dos povos de Timor. Mas a maior parte da colecção, com mais de 13.000 peças, resultou de uma doação efectuada nos anos 1970 pela Association du Musée Kwok On, de Paris, com peças relacionadas com as artes performativas da Ásia e os rituais do hinduísmo, budismo, as religiões animistas e com os cultos xamânicos.
Também possui colecções de máscaras de toda a Ásia, teatros de sombras e outras marionetas da Índia e da China. Uma das peças mais relevantes da colecção é um biombo namban que retrata a chegada dos portugueses ao Japão no século XVII, com marinheiros e jesuítas. Para celebrar os cinco anos do museu vão ser feitas visitas guiadas intituladas “Peça a peça” durante todo o dia, em sessões de 15 minutos. Além da exposição permanente, o museu tem actualmente patentes as exposições “Cartazes de propaganda chinesa - A arte ao serviço da política”, “Macau. Memórias a Tinta-da-China” e a mostra de fotografia “Do vasto e belo porto de Lisboa”. Para o dia 08 de Maio, cada um dos monitores do
museu escolheu a peça da colecção que mais gosta e irá contar a história dessa peça ao público, como por exemplo as “Colunas Hindus”, o “Menino Jesus Bom Pastor”, o “Biombo Namban”, o “Biombo de Coromandel”, o “Biombo representando a Nau do Trato”, facas de cordão umbilical, a fachada do edifício dos armazéns frigoríficos de Alcântara e o cartaz “Leiamos os livros do Presidente Mao. Obedeçamos às suas palavras”. Para o público infantil estão previstas oficinas, como “A Ilha do Crocodilo”, que conta a história de uma lenda acerca da amizade e da busca pela felicidade, que deu origem a Timor Lorosae, e espectáculos como “O Rouxinol e o Imperador”, que conta a história de um rouxinol e de como o seu canto curou o imperador da China.
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José C. Mendes info@hojemacau.com.mo
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ob o lema de Museus + Memória + Criatividade = Mudança Social, foram ontem apresentadas, pelas 15h30, no Centro de Convenções do Centro de Ciência de Macau as actividades previstas para o mês de Maio com vista a celebrar o Dia Mundial dos Museus. Com a presença de representantes dos 14 museus existentes em Macau o programa apresentado inclui muitas acções de promoção do museu enquanto elemento que pode de forma construtiva transformar a sociedade. Assim, durante o próximo mês todos os museus locais estarão abertos ao público gratuitamente em dias diferentes. Cada museu irá realizar uma série de actividades especiais que incluem seminários, exposições temáticas, oficinas de trabalho, jogos, etc. oferecendo à população a oportunidade de participar activamente nestas celebrações e de ganhar vários prémios. Associando-se às comemorações os serviços de correios irão também emitir um bilhete-postal do Dia Internacional dos Museus, com circulação entre o dia 2 e 18 de Maio.
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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m 2011 o chef português Fausto Airoldi esteve no território para participar num festival de gastronomia promovido pelo Clube Militar. Agora, o cozinheiro prepara-se para deixar os tachos em Portugal e regressar ao território que o acolheu durante um curto período. A notícia é avançada pelo projecto online do diário Público para as áreas do lazer e bem-estar, intitulado Life and Style. Em entrevista, Fausto Airoldi
cultura
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Dia Mundial dos Museus Macau celebra com seminários, exposições, workshops e feira no Tap Seac
De mãos dadas
Gastronomia Chef participou em 2011 num festival no Clube Militar
Fausto Airoldi deixa Portugal para regressar a Macau
assume a sua partida. “Vou para Macau, mas a intenção é ir para fora de Portugal, seja Macau ou onde for. Não há mágoa nenhuma, vivi muito bem aqui, não posso cuspir no prato onde comi. Mas estou com 50 anos e não vejo grande mais-valia em ficar”.
“Uma pessoa tem que ser útil onde acha que o pode ser, e aqui não me sinto tão útil como quero ser. Nunca fui pessoa de baixar os braços, sempre fui ambicioso, mas agora as minhas ambições estão viradas para outro lado”, acrescenta o cozinheiro, sem revelar projectos concretos que venha a desenvolver na RAEM. Contudo, já tem ideias em mente. “Vou aproveitar para estudar a cozinha macaense, que tem uma fusão portuguesa de muitos anos”.
Bacalhau “medíocre” em Macau
Fausto Airoldi está ligado à culinária há cerca de 30 anos, possuindo uma larga experiência nas cozinhas de grandes hotéis e restaurantes. Em Macau, esse talento pôde ser saboreado de perto no 13º Festival de Gastronomia e Vinhos de Portugal, onde, ao lado de
Celestino Grave, ficou prometido “fazer comida verdadeiramente portuguesa”, disse à agência Lusa. Ao Público, o chef disse que falta promover mais Portugal ao mundo, principalmente no que diz respeito à gastronomia. “Em Macau dificilmente consigo um bom produto português. Não consigo bons enchidos, bom queijo, o bacalhau é medíocre. Porquê? Todos os casinos são obrigados a ter um restaurante português. Porque é que não temos lá bons produtos? Em Macau há uma casa de bifanas com fila à porta todo o dia. É de uma chinesa que aprendeu a fazer bifanas. Alguém pensa que aquilo é português?”. E fala ainda da fraca promoção do país na China. “Sabe como é que estamos a vender Portugal na China? Sol e mar. Os chineses detestam sol. Quando vem o sol
abrem logo um guarda-sol. Eles adoram coisas antigas, monumentos, gastronomia, era isso que devíamos estar a vender na China, que tem milhões de pessoas. Mas estamos a vender mar e sol porque é o que vendemos em todo o lado. Custa-me ver estas contradições.” Fausto Airoldi fala ainda da questão da identidade portuguesa numa das mais famosas sobremesas portuguesas: o pastel de nata. “Chateia-me ver que a CNN fez um trabalho sobre os 50 pratos mais famosos do mundo e entre eles estava o pastel de nata, atribuído a Hong Kong. Perdemos essa identidade. O pastel de nata é nosso, devíamos lutar para que o mundo soubesse que é nosso. Hong Kong vende milhares de pastéis de nata, Macau também, e nós cá ainda andamos na guerrinha do pastel de Belém ou do de Campo de Ourique.”
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Um dos pontos altos da festa será A Feira comemorativa deste evento que terá lugar no dia 5 de Maio, na Praça do Tap Seac, e que contará com a presença de museus e instituições culturais vizinhas, para além dos museus locais. Estarão presentes, entre outros, O Museu Municipal de Zhuhai, o Museu Municipal de Zhaoqing, o Museu de Fengkai, o Departamento de Assuntos Culturais e de Lazer de Hong Kong, e o Museu Cultural de Hong Kong. A cerimónia de abertura da feira será às 15h contando com uma variedade de actividades e com entrega de prémios. De entre os muitos jogos interactivos, poderá destacar-se o “Simulador do Circuito da Guia” e o “Jogo de Aromas de Vinho”, apresentado pelo Museu do Grande Prémio e do Vinho, respectivamente, ou a “Demonstração ao vivo – Simulação de Relâmpagos.” Para além de uma série de workshops a Feira vai também incluir espectáculos de dança, de magia, concertos, etc. Os participantes que se deslocarem à Praça do Tap Seac poderão ganhar mini iPads, câmaras digitais, livros cheques entre muitos outros prémios.
China inclui mapa antigo e inscrições oraculares em lista de protecção
A China acrescentou 1.516 peças escritas antigas numa lista de património literário nacional, incluindo o primeiro mapa de papel do mundo e inscrições esculpidas em ossos. Entre os documentos, 286 são escritos em idiomas de minoria étnica, anunciou a Biblioteca Nacional da China. Um mapa produzido durante a Dinastia Han do Oeste (206 a.C. - 220 d.C.), descoberto em 1986, foi incluído na lista, fornecendo provas de que a China inventou a arte da produção de papel, visto que é o mapa de papel mais antigo descoberto no mundo, informou a biblioteca. As peças literárias antigas incluídas na lista são protegidas da melhor forma, disse Zhang Zhiqing, subdirector da biblioteca. Um total de 16 bibliotecas ou instituições foram seleccionadas como unidades mais importantes para a protecção de patrimónios literários, incluindo quatro no Tibete.
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desporto
Aceder ao site do jornal português A Bola enquanto está a dar uma volta a pé pelo centro da cidade é uma tarefa impossível. O diário desportivo está catalogado como página para adultos nos arquivos da WiFi GO
Internet Site do jornal português A Bola está bloqueado no WiFi GO
Conteúdo dedicado aos adultos tagged.com - conhecida rede social -, onde quem quiser poder ver, literalmente, convites para sexo e partilha de fotos iguais ou piores àquelas que costumam aparecer na secção A Bola de Estrelas. Em relação a isso o WiFi GO não se manifestou.
A surpresa vinda de Lisboa
Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
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história foi descoberta pela página do Facebook Macao Football News Gazzette e trata-se, no mínimo, de uma situação caricata. A página na Internet do jornal desportivo português A Bola não pode ser visualizada quando se está a usar a plataforma gratuita de Internet sem fios que o Governo disponibiliza no território. Para testar a veracidade da situação, o Hoje Macau tentou aceder ao site pub
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do diário em diversos pontos da RAEM, incluindo Coloane e Taipa. Resultado: página vom conteúdo impróprio. Apresentada queixa ao WiFi GO, a resposta para o sucedido não poderia ser mais surpreendente. “Acedemos à página www.abola. pt e reparámos que existem ligações e fotos de material para adultos – secção A Bola de Estrelas -, o que é provo-
cador”, explicou Kelvin Ao, do serviço aos consumidores do WiFi GO, ao Hoje Macau. “Desde que o WiFi GO providencia livre acesso à Internet, que temos como prioridade proteger as crianças e jovens de certos tipos de informação. Por isso, o nosso sistema tem esse filtro.” Mas o mais surpreendente, e a título de exemplo, é existirem sites como o www.
Quem não acreditou naquilo que o Hoje Macau estava a contar ao telefone foi o director de A Bola. Vítor Serpa mostrou-se muito surpreendido e não entende como é que isso pode ter acontecido. “É uma grande surpresa e lamentamos profundamente que esteja a acontecer”, começou por dizer ao nosso jornal. “A Bola sempre teve o cuidado, nos seus conteúdos, de não fazer qualquer tipo de apelo ao racismo, violência ou pornografia. Cumprimos com sentido de responsabilidade esse dever.”
Seja como for, Vítor Serpa lembra que os meios de comunicação têm de ter a maior diversidade de conteúdos possíveis, por forma a agradar aos seus leitores, todos eles diferentes. “A diversidade de conteúdos deve-se às mais diversas preferências. Muito sinceramente, não vejo qualquer tipo de atentado à moral nos nossos conteúdos, inclusive em A Bola das Estrelas.” A secção que está a dar brado é um pequeno espaço na página do jornal diário onde se mostram fotos de diversas mulheres em biquíni ou, por vezes, em topless. As pessoas que por ali aparecem são atletas, mulheres de jogadores de futebol, adeptas de clubes, árbitras de futebol, entre outras. E a secção, garante o director de A Bola, é para continuar. “Quem começou por publicar esse tipo de conteúdos foi o Record. Naturalmente,
e numa conjuntura de mercado, A Bola também o fez e vai continuar.” O director de A Bola lamenta ainda que o Governo de Macau não tenha contactado o jornal antes de o bloquear. “Não termos sido informados pelo Governo deixa-me preocupado. O jornal A Bola é o jornal desportivo mais antigo de Portugal e muito conceituado no mundo. É visto pelas diversas comunidades portuguesas pelo mundo afora e, como sabemos, em Macau existem muitos portugueses e macaenses que gostam de ler o nosso jornal. Estamos seriamente abertos a conversações com as autoridades de Macau por forma a resolver aquilo que me parece ser um equívoco. A melhor solução para os nossos leitores de Macau não é, de todo, o bloqueio da nossa página.”
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[ ] Cinema
futilidades
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Cineteatro | PUB Sala 2
iron man 3 [3d] [c]
Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
iron man 3 Sala 1
iron man 3 [c]
Um filme de: Shane Black Com: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle 14.30, 19.15
Evangelion 3.9: you can (not) redo [c] (FALADO EM JAPONÊS E LEGENDADO EM CHINÊS) Um filme de: Hideaki Anno 17.00, 21.55
Sala 3
the host [B]
Um filme de: Andrew Niccol Com: Saoise Ronan, Max Irons, Jake Abel, Diane Kruger, William Hurt 14.30, 16.45, 19.15
Oblivion [B]
Aqui há gato
Um filme de: Joseph Kosinski Com: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko 21.30
Soluções do problema
Sudoku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Osso chato e delgado que separa as duas fossas nasais; Pátria de Santa Teresa de Jesus. 2-Parte do pistilo que encerra as sementes (Bot.); Pertences. 3-O lado do vento (Náut.); Figuras mal distintas. 4-Calçado próprio, com rodas ou lâminas de aço, para deslizar em superficies lisas ou no gelo. 5-Enredado e confuso. 6-Andava para lá; Jibóia; Poema lírico. 7-Transfere o direito ou a posse de; Gratifica; Cabo do Canadá, na província da Nova Escócia. 8-Pesquisador de nascentes de água; Fruto silvestre. 9-Língua dos Árias, antepassados da família indo-europeia; Sufixo designativo de aumento. 10-Embaraçar quem está fazendo alguma coisa. 11-Pão de milho; Planta vulgarmente conhecida por jarro. VERTICAIS: 1-Regressei; Vazia. 2-Germe; Amolecer em molho com tempero. 3-Nociva; Parte larga do remo que mergulha na água; Ordem judicial publicada por anúncios. 4-Desacertar; Fizera doação. 5-Graceja; Casa de pasto ordinária. 6-Ovídeo; Capa sem mangas usada em confrarias religiosas. 7- Arranhadura ou ferimento feito com a unha; Parecença. 8-Dança de salão de ritmo moderado; Enfada. 9-Comiseração; A parte central e mais tenra de certas hortaliças. 10-Constelação conhecida por Leão; Fragrância. 11-Submete à acção directa do fogo um alimento; Época fixa, a partir da qual se começam a contar os anos; Zomba.
[Tele]visão TDM 13:00 13:30 14:45 19:00 19:30 20:30 21:20 21:30 22:10 23:30 23:00 23:45 00:30 01:00
TDM News - Repetição Telejornal + 360º (Diferido) RTPi Directo TDM Talk-Show (Repetição) Vingança Telejornal Ler + Ler Melhor Cenas do Casamento Escrito nas Estrelas Resumo Liga Europa TDM News Portugueses Pelo Mundo Telejornal – Repetição RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM
RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:40 Percursos 15:35 Correspondentes 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 AntiCrise 17:20 Sexta às 9 18:00 Feitos ao Bife 19:10 Depois do Adeus 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:15 Salvador 22:50 Portugal no Coração
13:30 14:00 15:00 17:00 18:00 20:00 20:30 21:00 21:30 22:00 23:00 23:30
2 Wheels Sports Max 2012/13 GP2 Series 2013 Hot Water 2012/13 Russian Premier Liga 2012/13 Anzhi Makhachkala vs. Dinamo Moscow 2 Wheels Mobil 1 The Grid 2013 Inside WTCC (LIVE) Score Tonight 2013 MotoGP World Championship 2013 Highlights Grand Prix of The Americas FIM Mx1 & Mx2 World Championship 2013 Highlights Grand Prix of Trentino SBK Superbike World Championship 2013 - Highlights
40 - FOX Movies 11:10 The Avengers 13:35 Spider-Man 3 15:55 Year One 17:35 Zombieland 19:05 Act Of Valor 21:00 Men In Black 22:40 Men In Black Ii 00:10 Transporter: The Series 00:55 Zombieland
30 - FOX Sports 13:00 Inside WTCC 13:30 AFC Champions League 2013 Buriram United vs. Vegalta Sendai 15:30 MLB Regular Season 2013 Toronto Blue Jays vs. New York Yankees 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 (LIVE) Asean Basketball League 2013 Indonesia Warriors vs. Westports Malaysia Dragons 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Football Asia 2013/14 23:00 Smash 2013 23:30 The Football Review 2012-2013
HORIZONTAIS: 1-Vómer; Ávila. 2-Ovário; És. 3-Ló; Vultos. 4-Patins. 5-Emaranhado. 6-Ia; Boa; Ode. 7-Cede; Dá; Or. 8-Vedor; Amora. 9-Ariano; Ol. 10-Atrapalhar. 11-Broa; Arão. VERTICAIS: 1-Voltei; Vã. 2-Ovo; Macerar. 3-Má; Pá; Édito. 4-Errar; Doara. 5-Ri; Taberna. 6-Ovino. Opa. 7—Unhada; Ar. 8-Valsa; Amola. 9-Dó; Olho. 10-Leo; Odor. 11-Assa; Era; Ri.
31 - STAR Sports 12:30 Hot Water 2012/13
41 - HBO 12:50 Paul 14:30 Friday Night Lights 16:30 The First Wives Club 18:15 Honey, I Shrunk The Kids 19:50 The Mummy Returns 22:00 Haywire 23:35 Your Highness 42 - Cinemax 12:30 Carnivale 14:30 Rage Of The Yeti 16:00 Marooned 18:15 Spies Like Us 20:00 The Thirteenth Floor 21:45 Epad On Max 22:00 Xiii 22:50 Battle Los Angeles 00:45 The Plague
À venda na Livraria Portuguesa Um Amor Imenso • Danielle Steel
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior
No regresso de uma maravilhosa viagem de noivado a bordo do Titanic com os pais e o namorado, Edwina passa, numa noite, de jovem e feliz noiva com uma vida risonha pela frente a mulher que carrega o pesado luto pelos pais e pelo homem que ama, bem como a responsabilidade de criar os cinco irmãos mais novos, deixados órfãos pela catástrofe. Vergada prematuramente pelo peso do desgosto e das responsabilidades, Edwina nem pensa na hipótese de voltar a apaixonar-se e evita cuidadosamente qualquer envolvimento amoroso durante doze longos anos. No entanto, à medida que cada um dos irmãos encontra o rumo que o leva ao sucesso e à felicidade para destinos tão vários como Hollywood ou a Europa, Edwina vai começando finalmente a libertar-se do peso opressivo e dos fantasmas que a assombram desde aquela fatídica noite e descobre que a vida pode ser bem mais alegre do que alguma vez imaginou. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Uma bofetada aqui outra ali Decerto os deputados não conhecem o ditado popular português “quanto mais me bates mais eu gosto de ti” porque se conhecessem não hesitariam em invocá-lo. Ouvir as declarações de certos deputados na Assembleia Legislativa (AL) fez-me perceber que umas bofetadas ou encontrões ligeiros são sinais de afecto. A ideia já tinha sido transmitida pelo Governo - nomeadamente por certos membros - e pensei, ingenuamente, que tal tinha suscitado a mesma reacção de surpresa aos deputados que nos provocou a nós “amigos da comunicação social”. Mas percebi que não. Quando oiço declarações como as que Ho Ion Song, representante dos “Kaifong” - que deveria estar mais próximo dos problemas da população - proferiu penso que a composição da AL é um espelho muito triste da sociedade. As barbaridades ainda me chocam porque vê-se a falta de progressão desta mentalidade retrógrada e machista. “Há casos de violência familiar que não são intencionais devido a certos factores. Se classificarmos esses mais ligeiros como crime público isto vai impedir a reconciliação”, afirma o deputado. Penso ter de elucida-lo sobre o conceito de violência doméstica? Estamos a falar de casos sérios, humilhações escondidas, de medo, falta de liberdade e constrangimentos de natureza financeira que põe estas mulheres de pés atados. Há que incriminar estas bestas. Qual segunda oportunidade, qual prevenção com terapias de casais, qual noção de casamento... se for feita com base no que estas alminhas pensam ainda lhes aconselham a manterem-se caladinhas, dizendo-lhes que levar umas pancadas é sinal de obediência ao pai de família e respeito pelo lar. E aqui fala um menino com eles no sítio. Fico chocado por ver que as leis não ganham outro espectro porque quem está responsável por fazê-las - sem deixar que o Governo tome as rédeas de tudo - tem a mesma mentalidade do Governo. E quando um deles tem iniciativas é reprimido. E enxovalhado. Ainda que seja manobra de campanha eleitoral não deixa de ter o seu valor. Porque por trás das leis há ideias e trabalho, coisa que os restantes não mostram. E não digo que deveria ser Pereira Coutinho o premiado, afirmo antes que os restantes são quem deveria ser penalizado. Porque, muito simplesmente, não estão a ser competentes. Não estão a cumprir as suas funções. E não passam de fantasmas na AL. Venham mais pró-democratas este ano, para que haja mais umas poucas mentes iluminadas naquele hemiciclo. Caso contrário, a nossa sanidade mental está claramente comprometida. E, por favor, encapuzem estes bárbaros e deitem-nos ao rio.
Pu Yi
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opinião
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Arnaldo Gonçalves
crepúsculo dos ídolos
Um país à beira-mar plantado Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.
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Fernando Pessoa, A Mensagem
omemora-se o 39.° aniversário do 25 de Abril de 1974 com uma amálgama de desilusão e pessimismo. Desilusão porque a conta-corrente dos três “D” daquele dia apenas mostra saldada os dois primeiros: democracia e descolonização. Portugal é apesar das máculas com o exercício das liberdades fundamentais e os mecanismos da representação um país livre. Todos diz o que querem e ainda há espaço para insultar o Primeiro-Ministro ou o ministro X ou Y sem problemas de maior. Critica-se o sistema de partidos mas os mais verrinosos críticos do sistema escondem-se por detrás de associações de indignados e abaixo-assinados, indisponíveis para criarem partidos alternativos. Dá trabalho e o sucesso é duvidoso. Falha o “D” do Desenvolvimento. O país vive hoje uma situação de pobreza dissimulada, como não acontecia desde os anos 60 quando muitos dos nossos compatriotas se tiveram que fazer à vida entre saltos para França, pelas veredas de Espanha, a emigração para o Brasil e para África. Sobram as justificações quanto ao descalabro do anterior governo e as culpas da Troika mas falta imaginação (se calhar soluções) para dar a volta aos problemas crassos do desemprego, da falta de perspectivas para os jovens saídos do sistema escolar, para a ruptura do sistema nacional de saúde ou a irresponsabilidade dos nossos banqueiros. Não se percebe se o problema reside na falta de escapatórias ou no limitado desembaraço dos que, por oportunidade geracional, tinham a obrigação histórica de cumprirem o seu papel e prepararem o tempo das gerações futuras, porque as actuais já não se vai manifestamente a tempo. Não parece que percam muito tempo com isso, preocupados com a passagem pelo gabinete ministerial porque isso é capaz de ajudar ao curriculum quando “se pirarem” para a iniciativa privada, no sector que porventura acompanhavam. Portugal é um país de tristonhos, um atoleiro de empresas falidas, banqueiros com pretensões de políticos, sem indústria, agricultura, ou empresas de tecnologia, apenas com sol, praias e veraneio para adiar para um “amanhã logo vejo” o ataque aos problemas. Ao tempo em que sai este artigo, o Sr. Presidente da República fez o seu undécimo discurso de denúncia da situação difícil do país. Falará da falta de consensualização na classe política, das nossas obrigações perante os credores internacionais, da falta de visão da Europa. Falará “redondo”, como gosta de fazer, entre abstracções e lugares comuns. Será recebido, com o estio
que impera em Lisboa, com o bocejo dos deputados e a sonolência das personalidades da Terceira República, que ocupem os lugares de convidados. O país vê-lo-á à hora do telejornal e os porta-vozes dos partidos farão a “leitura” da praxe, descobrindo nas entrelinhas do discurso a interpretação que antecipadamente preparam sobre a situação política e a “bondade” das políticas do governo. Ajudarão a encher os directos, essa invenção da televisão mandriona. No dia seguinte, o país seguirá em frente preocupado para onde irá o Mourinho no próximo ano, com o último escândalo que envolverá – porventura – uma outra Casa Pia, um outro banqueiro, uma estrela dos programas cor-de-rosa que enchem a programação pública e que entretêm os pobres velhos que se aglomeram nos lares e nas casas de repouso da nossa vergonha social. O português comum lerá com curiosidade as capas dos jornais de escândalos nas bancas, porque falta o dinheiro para os transportes, para o saco de pão ou para o chupa-chupa do miúdo. Somos um país de revista Corin Tellado. Com as nossas vedetas “pires” a acotovelarem-se nas festas que fazem notícia, com os comentadores a agastarem-se em directo nas televisões com a última decisão gover-
Pergunto-me se a história do século XXI, no pequeno parágrafo “Portugal” falará destes “albuquerques”, “gamas” e “mendes pintos” do nosso descontentamento. Haveria justiça se o fizesse pois a vida é de quem abre horizontes e após pisar a areia da praia se faz ao mar largo namental que “não foi explicada”, que “põe em causa direitos constitucionais”, que nos “vende à Troika”. Somos um país de lamechice e queixumes mas pouco nos preocupamos em querer mudar. Não a mudança é com o Estado, pois o Estado é o culpado de tudo, mesmo quando o Benfica, o Sporting ou o Porto perdem. O culpado nunca somos nós; são sempre os outros, “uns ladrões”, uns “FDP” lê-se no FB em profusão. Se o país lá dentro parasse um bocadinho e olhasse para os portugueses que vivem cá fora talvez não tivesse esta visão apocalíptica sobre o futuro e as hipóteses de regeneração.
Sim “regeneração” é a palavra apropriada. Regenera-se o tecido que está doente, envelhecido ou apenas ressequido. Sobe em espiral o número de portugueses que escolhem a Europa, a África, o Brasil ou a Ásia para começarem uma nova vida. Vêm muitas vezes com a roupa que têm no corpo, com alguns euros na carteira (e com os filhos atrás) mas com uma vontade indómita de recomeçarem, de darem a si próprios outra oportunidade. São sobretudo jovens licenciados, com outras qualificações, com o domínio do inglês e de outras línguas. Não parece que tenham representação no Conselho das Comunidades Portuguesas, pois as associações que o formam preocupam-se com outra coisa qualquer. São muitas vezes tomados como ameaça aos interesses “portugueses” instalados. Viram-se. Umas vezes triunfam e ficam na cidade que os acolheu; outras regressam à Pátria à espera do próximo “salto”, da próxima oportunidade. Pergunto-me se a história do século XXI, no pequeno parágrafo “Portugal” falará destes “albuquerques”, “gamas” e “mendes pintos” do nosso descontentamento. Haveria justiça se o fizesse pois a vida é de quem abre horizontes e após pisar a areia da praia se faz ao mar largo.
sexta-feira 26.4.2013
opinião
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Isabel Castro
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contramão
Nós e os outros
H
á uma praceta na Taipa que os motociclistas usavam como parque de estacionamento. Esta praceta, com duas rampas de acesso laterais e umas escadas ao meio, sofreu uma alteração de que me apercebi esta semana: para evitar o acesso dos motociclos, alguém decidiu colocar uma espécie de pilar no meio das rampas. Parece que a solução agradou aos moradores, fartos de ver a praceta enfeitada com veículos de duas rodas. A ideia à la RAEM terá funcionado: como a proibição de estacionamento não estava a ser respeitada, toca a dar a volta ao texto, acabando-se com um problema e dando-se a origem a outro. É que se duas rodas não passam, quatro também não – as quatro de uma cadeira de rodas, por exemplo. Explicaram-me que os pilares podem ser removidos, que não estão trancados – não me passaria pela cabeça experimentar arrancá-los, assim como não passará pela cabeça de ninguém fazer tal exercício de braços. Braços que, se conduzirem uma cadeira de rodas eléctrica, não tentarão tal possibilidade, por mais informados que estejam acerca das características do adorno – os pilares são demasiado altos para que alguém sentado os alcance. Não é um drama a história da praceta que ficou sem rampas de acesso, mas é um exemplo de um clássico de Macau: a criação do obstáculo. A cidade tem cada vez mais grades e gradinhas e pilares e objectos metálicos que se enferrujam à segunda chuvada que apanham. Quer-me parecer que há alguém (ou vários alguéns) na Administração com um gosto especial pelo obstáculo,
Mas voltando aos pilares da praceta da pela barreira, pelo impedimento criado por objectos – ainda por cima, muito discutíveis Taipa e aos outros que andam por aí espado ponto de vista da estética urbana. Em lhados: não sou contra a segurança adicional Macau não se educa, complica-se. Não se que alguns destes obstáculos representam limpa o horizonte – tapam-se as vistas. Os em certos (muito poucos) pontos da cidade. jardins têm grades, as ruas têm grades, os Mas faz-me uma certa confusão que não se acessos têm pilares. E sabemos bem que, se opte pela educação, em vez da proibição que é para fugir às regras, há sempre alguém que resulta de uma dimensão física. É que só passa a ser proibido o que se lembra de saltar um é fisicamente intranspocanteiro e de se atirar Quer-me parecer que há nível – o vermelho dos para a estrada como se semáforos continua a não houvesse carros, alguém na Administração com ter uma função deconem amanhã. Há depois os obs- um gosto especial pelo obstáculo, rativa, as passadeiras continuam a ser umas táculos naturais que pela barreira, pelo impedimento riscas brancas pintadas ninguém parece estar no chão que quebram a interessado em resolver: criado por objectos – ainda por monotonia do cinzentochoca-me saber que, à cima, muito discutíveis do ponto -alcatrão. saída de um barco, seja Isto está tudo ao impossível obter ajuda de vista da estética urbana. Em contrário – o não da do pessoal das opera- Macau não se educa, complicaproibição impede o acto, doras ou de quem gere o não ensina a fazer, a agir, terminal marítimo para se. Não se limpa o horizonte – a deixar passar à frente chegar em segurança tapam-se as vistas na fila o velho com idade ao controlo fronteiriço. para ser avô, a respeitar Quem tem dificuldades de locomoção tem de se arrastar por entre a ordem, a não atropelar com o cesto das malas, lombas e piso escorregadio, e per- compras todos os seres que apareçam no correr a pé o trajecto do ferry até ao termi- passeio, a saber esperar. Isto é tudo coisa que se aprende de penal, rezando a todos os santos e budas que uma alma caridosa dê uma mãozinha, que quenino, na escola, para depois levar para a malta do jetfoil não está para caridades. casa e explicar aos mais velhos que não Aos obstáculos naturais e aos que nascem da tiveram escola que os ensinasse. É assim criação de quem nos administra, juntam-se que se mudam as mentalidades – mas sem assim os obstáculos mentais, de quem parece grandes palhaçadas, nem criancices, que não ter dois olhos na cara para demonstrar as crianças não levam a sério adultos com a capacidade de iniciativa que não consta discursos de cinco anos de idade mental. O do contrato de trabalho ou do contrato de que falta é que alguém nos ensine a saber olhar para nós e para os outros. concessão.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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ca rtoon por Steff
Avô detido por vender neto pelo Facebook
O negócio estava feito. A polícia do Norte da Índia deteve, esta quarta-feira, Feroz Khan, um homem de 47 anos que vendeu o próprio neto através do Facebook, com a ajuda de dois funcionários do hospital onde o bebé nasceu. Feroz Khan sequestrou o neto no inicio do mês de Abril, com intuito de o vender, por 6400 patacas, a um empresário indiano de Nova Deli, a quem enviou fotografias do bebé através da rede social. Após a denúncia do rapto, feita pela mãe da criança, a polícia de Ludhiana, no estado de Punjab, resgatou a criança e devolveu-a a Noori Khan que já tinha apresentado queixa contra o pai. O bebé teve que receber tratamento médico, pois já se encontrava doente. Satish Malhotra, porta-voz da polícia, disse à agência France Presse que o avô e os dois cúmplices foram detidos e o empresário que pagou pela criança será interrogado.
Gwyneth Paltrow considerada a mais bonita do mundo
Depois de ter sido votada como a celebridade mais odiada pelos leitores da revista “Star”, Gwyneth Paltrow foi considerada pela revista “People” a mulher mais bonita do mundo. Aos 40 anos, a actriz confessa que, apesar de ter sido considerada a celebridade feminina mais bonita do mundo - na habitual eleição anual daquela publicação -, em casa a sua imagem em nada se assemelha àquela que costuma exibir na passadeira vermelha. “Em casa, uso calções largos e ando com o cabelo despenteado. Raramente uso maquilhagem. É a essa imagem que o meu marido e os meus filhos estão habituados”, revela a estrela do filme “Iron Man”. A vencedora de um Oscar pelo filme “A paixão de Shakespeare” é casada com Chris Martin, vocalista dos Coldplay, com quem tem dois filhos, Apple e Moses, ficou à frente de outras beldades de Hollywood como Jennifer Lawrence ou Kerry Washington.
Minarete de mesquita do século XII destruído em Aleppo
O minarete da Grande Mesquita de Aleppo, construída no norte da Síria no século XII, foi destruído durante a guerra que dura há dois anos. Aleppo entrou em 1986 para a lista do Património Mundial da Unesco e a destruição do edifício foi denunciada pela Coligação Nacional Síria (CNFROS), que culpou a artilharia do regime de bombardeamentos que atingiram a mesquita Umayyad. A cidade, a segunda maior da Síria, tem sido das mais castigadas pelos confrontos entre exército e rebeldes.
derrocada no bangladesh
Investimento Wan Chao falou das vantagens de Macau
Defender o bilinguismo
Boston Detonações por telecomando de brinquedo
As duas bombas que explodiram na Maratona de Boston, matando três pessoas e ferindo 264, foram detonadas com um tipo de dispositivo remoto, o comando de um carro telecomandado, revelaram investigadores norteamericanos a uma comissão da Câmara dos Deputados dos EUA, nesta quarta-feira. «Foi um comando para carros», disse o deputado Dutch Ruppersberger. «O que o irmão número dois tem dito é que tiraram informações sobre como construir a bomba na revista Inspire [uma revista ligada à Al-Qaeda]», acrescentou Ruppersberger, citado pela Reuters. A Inspire foi criada pelo americano-iemenita Anwar al-Awlaki, líder da filial da AlQaeda no Iémen, entretanto morto num ataque de drones dos EUA. Ruppersberger disse que o artigo sobre a construção da bomba na Inspire tinha como título «como construir uma bomba na cozinha da sua mãe». Ruppersberger disse também que alguns dos explosivos usados na bomba de panela de pressão eram fogo-de-artifício.
Wang Chao, vice-ministro do comércio de Pequim, esteve ontem em Macau para participar no seminário para a política de investimento da China. Não falou aos jornalistas mas frisou que a presença da língua portuguesa na RAEM “já fez com que a China tivesse uma melhor relação com vários países lusófonos Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
S
e Francis Tam, secretário para a economia e finanças, falou da existência de “uma estável e saudável situação financeira”, com um crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) de 10%, o vice-ministro do comércio da China, Wang Chao, falou das vantagens que Macau possui e que só tem de explorar, nomeadamente o bilinguismo. Foram assim os discursos optimistas dos dois governantes, que falaram ontem numa sala cheia do edifício do World Trade Center, por ocasião do seminário sobre politica de investimento da China. Wang Chao frisou que Macau “tem infra-estruturas completas com vantagens para desenvolver no sector MICE (de convenções e exposições, em inglês), que ainda pode ter um desenvolvimento mais brilhante. Tem recursos humanos qualificados em língua chinesa e portuguesa. É uma vantagem que Macau pode aproveitar e já fez com que a China tivesse uma melhor relação com vários países lusófonos. Espero que Macau possa desenvolver a sua vantagem.”
A nível regional, Wang Chao não deixou de sublinhar ainda a “grande potencialidade” que Macau possui e no facto da região poder ser “pioneira a nível regional”, graças às “oportunidades de investimento na Ilha da Montanha”. “Neste momento há mais de dez mil projectos de investimento e estamos a promover mais colaborações. Tudo isto é importante para concretizar a estabilidade de Macau e as perspectivas das pessoas. A China vai continuar o seu caminho de reforma e abertura e estabelecer mais estratégias, para poder continuar a apoiar Macau”, acrescentou.
Maior competitividade
Na mesma ocasião, a sub-directora do gabinete de ligação do Governo Central da RAEM lembrou que “as indústrias de Macau têm de reforçar a sua con-
cepção de serem donas de casa. Quer isto dizer que há que elevar a competitividade e diversificar os ramos de actividade”. Gao Yan frisou, mais uma vez, que o Executivo “tem que ter ponderações e promover o desenvolvimento de outras indústrias para além do jogo. Têm de estar preparados para enfrentar todos os desafios e ter uma visão para o exterior”. Francis Tam disse ainda no seu discurso que o valor das exportações para o interior da China, com isenção de taxas alfandegárias, já atingiu o valor de 400 milhões de patacas. O secretário considera que, para investir no continente, “os empresários têm de dominar os pulsos do desenvolvimento do interior da China e conhecendo as alterações do ambiente de investimento”.
Vitório Cardoso ainda é tabu Rita Santos, secretária-geral adjunta do Fórum Macau, continua a não fazer comentários sobre a já noticiada nomeação de Vitório Cardoso como representante de Portugal para esta entidade. E frisa que não teve ainda informações oficiais. “Não queria comentar mais porque o Governo da RAEM é responsável apenas pelo apoio logístico de todos os delegados que estão a trabalhar em Macau. Qualquer nomeação de um delegado cabe ao próprio país, o Governo da RAEM não interfere na decisão de cada país. Isso independentemente de cada pessoa que virá para Macau, ou não, porque ainda não temos nenhum documento.”
Acreditou que sexo com uma virgem curava o HIV
Um homem de Soweto, na África do Sul, terá violado a própria filha, de 2 anos, acreditando que sexo com uma virgem poderia curá-lo do vírus HIV. De acordo com o jornal IOL, o caso aconteceu há dois meses e está sob investigação policial, com a mãe da bebé a sofrer pressões da parte da família do ex-marido - em parte incerta - e queixandose de que o caso não avança. A mãe conta que teve há meses uma conversa sobre o tema com o marido: «Ele perguntou-me se eu sabia que sexo com virgens cura o HIV. Eu ri-me, achei que era uma brincadeira e até perguntei onde ia ele encontrar uma virgem. Respondeu que uma criança serviria. Achei que fosse uma piada doentia.» No entanto, depois de ter passado algumas horas com o pai, a criança queixou-se de dores e a mãe verificou a existência de feridas na bebé, relatando o caso à polícia.