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Hoje Macau 26 ABR 2011 #2356

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Agência Comercial Pico • 28721006

hojemacau Mop$10

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Director carlos morais josé • terça-feira 26 de abril de 2011 • ANO X • Nº 2356

tempo pouco nublado min 20 max 28 humidade 50-95% • câmbios euro 11.7 baht 0.26 yuan 1.23

Governo divulga relatório de Ká-Ho

Culpa dos cancros não é das cinzas

As cinzas volantes do aterro de Ká-Ho podem, afinal, não estar por detrás de vários casos de cancro e outras doenças nos moradores da aldeia de Coloane. Os Serviços de Saúde garantem que quem mora mesmo ao lado do aterro está de perfeita saúde. Mas ainda é preciso esperar anos para avaliar as consequências das cinzas. > PÁGINA 3

Acordo ortográfico

Mais uma vítima na polícia

• Página 6

• Página 7

TODOS EM LINHA ATÉ 2013

suicídio chega à alfândega

Segurança Social

FUNDO INSUSTENTÁVEL A CURTO PRAZO • Página 4

DJ mais bombástica dos EUA dá música cá É filha de chineses, mas considera-se completamente norte-americana. É DJ, actriz e modelo, veio de Los Angeles directamente para Macau para pôr música no Clube da Playboy. Lá é uma celebridade. Cá quer mostrar que tem talento por detrás do corpo sexy. > Páginas 10 e 11


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urante a 2.ª Guerra Mundial, os produtores de vinho da França esconderam as melhores garrafas em porões e até mesmo enterraram parte da produção para que não fosse levada pelos alemães. Agora, o Governo francês volta a preocupar-se com o destino de suas vinícolas. Paris anunciou leis que impedem a venda de certas terras, vinhedos e vinícolas tradicionais para estrangeiros. A preocupação, desta vez, não são os alemães. Mas, sim, os chineses que começam a investir pesado na compra de vinícolas da França. Se até pouco tempo o vinho era um produto de luxo na China, nos últimos anos a bebida ganhou espaço, transformou-se num sinal de status e o interesse chinês pelo vinho europeu explodiu. Em 2010, a China transformou-se no maior consumidor de Bordéus do mundo, com uma importação de 33,5 milhões de garrafas. Segundo o Conselho de Vinhos de Bordéus, a China garantiu vendas de mais de 450 milhões de dólares apenas para a região. No total,

actual Franceses de cabelos em pé com propostas chinesas

Não nos levem o vinho Pequim já importa mais de 1 bilião de dólares em vinhos por ano. Agora, empresas chinesas não querem apenas comprar as garrafas e, sim, controlar a produção e garantir o abastecimento. Christine Delorme não esconde que está preocupada com a chegada dos chineses. Ela dirige uma pequena produção de vinhos na vila de Santenay, na Borgonha. “Sou a sexta geração da minha família a produzir vinho e estamos a ser assediados por empresas chinesas que estão dispostas a pagar caro para ficar com a nossa produção”, contou. Delorme produz vinho em 11 hectares mantidos pela família desde o século XIX. “Há muita gente que está com problemas financeiros e, diante de uma oferta tentadora dos chineses, acabam por vender tudo o que tem.” A dona da vinícola

apoia a decisão do Governo francês de impedir a venda de determinadas terras para estrangeiros. “Temos de proteger o

nosso património, que é cultural também”, disse. A proprietária conta que por meses tem visto a chegada de missões chinesas a per-

correr a região e mantendo negociações com diversos donos de vinícolas. “Eles são espertos. Quando não podem comprar, entram como sócios em empresas locais que, depois de alguns meses, investem em determinadas produções.” A principal ofensiva vem da estatal chinesa Cofco que comprou no início do ano o tradicional Chateau Viaud, na região de Bordéus. Outra propriedade já adquirida pelos chineses foi o Château de la Salle, além do Chateau Richelieu, que serviu de residência para amantes do polémico cardeal francês. Prova da ligação entre o vinho francês e o status social na China foi a compra do Château Laulan. O comprador foi a empresa de jóias da China, a Tesiro.

automóveis de luxo encontram oportunidade de ouro

Chineses ao volante

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s carros de luxo começaram a sua época de ouro na China, o mercado que mais cresce no mundo, segundo os maiores fabricantes que participaram no salão automóvel de Xangai, alguns com encomendas superiores à capacidade de produção. O director Executivo da Rolls Royce, Torsten Muller-Otvos, não esquece um episódio do salão de 2010 em Pequim, quando um cliente chinês surgiu entre os visitantes do seu stand carregando uma grande mala. Abriu-a e Muller-Otvos disse que viu “milhões de yuans”. “Realmente, era inacreditável, ele comprou um Phanton”, modelo top de luxo da marca, que pela primeira vez lançou em estreia mundial um novo modelo na Ásia. Nenhum saco de notas apareceu durante o salão automóvel de Xangai, que agora terminou , mas o negócio está em crescendo num momento em que a China se tornou o mercado que mais cresce, a nível mundial, para carros de luxo. A Rolls Royce vendeu, mesmo antes do salão abrir ao público, dois Phantom, com o preço base de 9 milhões de yuans, e quatro modelos Ghost, por 5,1 milhões de yuans, apesar de um imposto de 145% sobre os veículos importados. A China superou no ano passado a

Grã-Bretanha ocupando o segundo lugar no ranking de vendas da Rolls Royce, atrás dos Estados Unidos. As vendas totais de carros de luxo na China devem aumentar este ano, para 909.900 unidades, contra 727.200 o ano passado, segundo previsões da IHS Automotive, que acredita que possam chegar a 1,6 milhões em 2015. Esse crescimento reflecte a explosão de riqueza na economia mundial, segundo o qual tem 115 bilionários, segundo a revista Forbes. “Há cidades com mais milionários na China do que na Europa agora”, disse à France Press Matthew Bennett, director para a ÁsiaPacífico da marca de luxo Aston Martin. A Ásia é o mercado de maior crescimento para a Aston Martin, e a China ultrapassou o Japão para se tornar o principal mercado para a marca britânica naquela região, com mais de 100 veículos vendidos, número que Bennett espera dobrar em 2011. A italiana Lamborghini acredita que a China também se vai tornar o seu maior mercado este ano. China está a gerar ordens de compra mais rápido do que as marcas conseguem produzir alguns modelos e os clientes que vivem em Xangai foram informados que deveriam esperar até 2012 pelas entregas, segundo o China Business News.

Japão Produção de carros em baixa A produção dos construtores de automóveis japoneses Toyota, Nissan e Honda caiu mais de metade em Março relativamente ao mesmo mês de 2010, devido ao sismo que abalou o nordeste do arquipélago. Em Março, o principal construtor mundial, Toyota, produziu 129.491 veículos no Japão, ou seja menos 62,7% do que no mesmo mês do ano passado. A produção do seu concorrente Nissan também registou uma queda de 52,4% no arquipélago, com 47.590 unidades, e a Honda produziu apenas 34.754 veículos no Japão, ou seja menos 62,9% do que no mesmo mês do ano passado. Os construtores de automóveis japoneses sofrem com a escassez de peças que os obriga a atrasar o ritmo ou a parar as suas cadeias de produção no arquipélago. A catástrofe natural danificou ou destruiu as fábricas dos fornecedores dos construtores de automóveis japoneses na região do Tohoku (nordeste). Tailândia Conflitos fazem 12 mortos Os violentos combates entre soldados tailandeses e cambojanos na fronteira contestada entre os dois países provocaram 12 mortos desde sextafeira, indicaram ontem responsáveis das duas partes. Seis soldados cambojanos e quatro tailandeses morreram durante os dois primeiros dias destes confrontos com artilharia pesada. Um paramilitar tailandês morreu domingo, indicou um portavoz do exército tailandês na fronteira, o coronel Prawit Hookaew. Outro soldado cambojano foi morto também domingo, segundo o comandante do exército cambojano Suos Sothea. De acordo com a mesma fonte, outro é dado como desaparecido desde 22 de Abril. Os dois países vizinhos enfrentaram-se várias vezes nos últimos anos na selva perto de antigos templos situados numa fronteira que nunca foi totalmente demarcada, nomeadamente devido às minas colocadas no solo durante décadas de guerra civil no Camboja.


Os últimos dias têm-se revelado animados na praça pública. Em discussão continuam esses temas que ameaçam tornar-se perenes: inflação, habitação e a comparticipação pecuniária. A intensificação do debate e a multiplicação de intervenções e interventores nem sempre tem, todavia, acrescentado à claridade do entendimento. Alguns argumentos novos surgiram nos últimos dias. Trouxeram algo de novo ou mais rigor ao debate? Tomemos o caso da inflação. José I. Duarte, P. 15

Gonçalo Lobo Pinheiro

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glp@hojemacau.com.mo

epois de exames e mais exames foram detectados três casos de cancro em indivíduos que moram perto do aterro de Ká-Ho. Segundo os Serviços de Saúde (SS) os casos em questão, devidamente encaminhados para a especialidade de otorrinolaringologia, não estão relacionados com as cinzas volantes que andaram a pairar no aterro da aldeia de Coloane. Foi detectada numa mulher de média idade um caso de cancro no sistema respiratório, cujo diagnóstico patológico foi de carcinoma semelhante a linfoepitelioma. Mas este tipo de cancro é geralmente causado pela infecção pelo vírus raro EB. Os outros dois casos relacionam-se com oncologias na tiróide e neoplasias malignas que atingem o sangue, vulgarmente chamada de leucemia. Estes casos, de acordo com os testes efectuados pelos SS e posteriormente confirmados por especialistas de Hong Kong e da China Continental, não estão associados ao problema das cinzas volantes uma vez, que os doentes em questão já padeciam da doença, como assegurou ontem os SS. Na análise preliminar foram examinadas 522 pessoas neste trabalho promovido pelos SS. Desses 503 foram sujeitos a radiografias para um melhor diagnóstico e 120 apresentaram problemas de natureza leve como anemias (6,3%), transaminase anormal (2,9%) ou creatinina anormal (1,5%). Uma quantidade reduzida (0,4 e 1,3%) apresentaram problemas de ordem benigna como fibrose ou sombras nos pulmões,

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Três casos de cancro não relacionados com cinzas de Ká-Ho

Culpa morre solteira

Lei Chin Ion que deixou uma promessa: “Precisamos de avaliar a quantidade de exposição a que estes grupos de pessoas estão sujeitos”.

Vem de longe a polémica

A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) viu-se confrontada, no final do ano passado, com diversas acusações por parte da comunicação social local bem como por parte de alguns moradores da zona de Ká-Hó, em Coloane, relacionados com a falta de segurança no transporte das cinzas resultantes da incineração e a eventual disseminação de elementos nocivos para a atmosfera. pub

respectivamente, e com necessidade de observação posterior. Ocorreram ainda quatro casos de miomas uterinos e três casos de fibromas mamários. Um outro dado revela que 49 pessoas tiveram necessidade de tratamento hospitalar ou acompanhamento no centro de saúde, sendo estes últimos mais relacionados com problemas de diabetes e hipertensão. Os SS, segundo o seu director, explicaram aos jornalistas que as pessoas têm de ser acompanhadas com regularidade, durante

três anos, pois este tipo de doenças, de índole ambiental, “não aparecem de um dia para o outro, podendo levar anos a manifestar-se”. Por outro lado, Lei Chin Ion garantiu, igualmente, que “as pessoas que vivem mais perto do aterro foram aquelas que demonstraram menos problemas de saúde”. “O resultado pode alterar-se mas por agora não podemos afirmar que estes casos de doenças tenham alguma ligação com o problema ambiental relacionado com as cinzas volantes do aterro de Ká-Ho”, afirmou

20,6 biliões para os cofres públicos A Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) anunciaram ontem que a receita anual do Governo proveniente do pagamento de impostos pelo sector do jogo aumentou 46,7%, para 20,6 biliões de patacas durante o primeiro trimestre deste ano. Os impostos directos sobre o jogo compunham 85,9% do total de receitas dos cofres públicos no ano passado, mas no primeiro trimestre deste ano sofreram uma ligeira queda ao situarem-se nos 84,8% do total. Ainda assim, as receitas totais do Governo subiram 48,5% para 24,3 biliões de patacas nos três primeiros meses deste ano. A despesa também sofreu um aumento volumoso de 104,4%, ou seja, 1,06 biliões de patacas, resultando num saldo positivo de 17,29 biliões de patacas, mais 34% em relação ao trimestre passado. As receitas brutas da indústria do jogo alcançaram as 58,5 biliões de patacas no primeiro trimestre, o que representa uma subida de 42,9% em comparação a 2010, e passa a ser considerado o maior valor já registado num período de três meses. – S.L.

Na altura, especialistas explicaram que as partículas inaláveis de suspensão e dioxinas e metais pesados nos espaços analisados, junto ao aterro de Ká-Ho, apresentavam valores inferiores aos níveis padrão. A incineração de resíduos hospitalares é, na verdade, comum noutras partes do mundo – 90% do lixo médico nos Estados Unidos é incinerado – mas apenas em incineradoras especialmente concebidas para essa tarefa, já que muitos dos resíduos hospitalares são compostos de plástico e a sua incineração pode produzir dioxinas e furanos. Por isso, exigências rigorosas foram impostas

nos EUA às incineradoras de lixos médicos, que têm de instalar complexos sistemas de filtragem do ar e limpeza de gases poluentes. A mesma preocupação também se aplica aos lodos de esgoto e à borracha, enquanto as cinzas resultantes da incineração de lodo de esgoto frequentemente contêm um alto índice de metais pesados, que requerem um tratamento especial. A Sinogal, empresa que é uma “joint-venture” entre a portuguesa Consulgal e a CTCI Corporation de Taiwan, é a responsável pela operação da incineradora e apresentou o relatório dos especialistas à DSPA a explicar a situação.


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política

Tempo de pensar o desenvolvimento sustentável de Macau

Especialistas defendem reforma social Virginia Leung

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om o envelhecimento da população e a necessidade de ajustar o montante das contribuições sociais, o Governo deveria desenvolver um sistema sustentável de segurança social para aumentar os níveis dos benefícios e da protecção, defenderam Li Lue, professor assistente de administração pública do Instituto Politécnico de Macau (IPM); Sunny Chan Cheuk Wah, professor assistente do IPM; e Dicky Lai Wai Leung, coordenador assistente do programa de Serviço Social, em conversa com o Hoje Macau. Os números da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) não enganam: no final de 2010, a população de Macau era de 552.300 habitantes, com uma taxa de crescimento de 1,9%. Os cidadãos com mais de 65 anos perfazem apenas 8% do total (79,8% têm idades entre os 15 e os 64, e as crianças dos 0 aos 14 anos contam para 12,2% do total). No entanto, espera-se que até 2020, os idosos venham a aumentar para qualquer coisa entre 12,4% e 17,7%, para atingirem os 19% em 2031.

Reforma da segurança social

Os níveis de protecção e benefícios

Sarih Leng

sarih.leng@hojemacau.com.mo

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Governo de Macau dizse preocupado com a inflação quando lança uma segunda ronda de distribuição de ajuda pecuniária do ano, com cheques de três mil patacas para serem entregues aos residentes permanentes. Além disso, 300 milhões de patacas vão ser investidos em assistência social. No entanto, observadores sociais têm dúvidas de que o Governo da RAEM tenha elaborado um plano de longo prazo para combater o aumento dos preços. Em vez de aumentar os subsídios sociais que proporcionam um alívio a curto prazo, o Executivo

do Fundo de Segurança Social (FSS) “não são suficientes na fase actual”, assinalou Dicky Lai, lembrando que o conceito de fundo social era “assegurar que os reformados” tivessem “protecção de rendimentos”. O académico defendeu que era necessário aumentar as contribuições para o FSS e que o

Governo tivesse por referência os países desenvolvidos. “A maior parte dos países tem o fundo social ligado aos rendimentos”, observou Lai. “De acordo com o nível de rendimentos, é decidida a percentagem com que têm de contribuir”, explicou, defendendo também que, para ter uma sociedade justa, os

altos rendimentos deveriam contribuir mais e os baixos rendimentos, menos, de forma a concretizar o conceito de base do fundo social. Dicky Lai sugeriu que o Governo definisse percentagens aceitáveis de forma a ajudar os reformados e os verdadeiramente pobres da sociedade, exercendo uma melhor redistribuição de recursos. “O principal problema do FSS não tem a ver com o montante da contribuição, mas sim com a configuração de um sistema de consumação e como optimizar o sistema. Relativamente à próspera economia e baixa taxa de desemprego em Macau, o Governo deveria estudar uma boa alocação do programa de acção financeira de forma a ter um desenvolvimento sustentável.” É necessário “aumentar as contribuições para o fundo de segurança social de acordo com a inflação” referiu, por sua vez, Sunny Chan, lembrando que “a

População à lupa Percentagem (em 2010) Variação (comparativamente a 2009) População jovem (0-14 anos)

12,2%

-0,5%

População adulta (15-64)

79,8%

+0,3%

8%

+0,3%

População idosa (>65)

população envelhecida” era também “parte das responsabilidades sociais dos cidadãos”. Contudo, alertou, “os montantes e a percentagem cada vez maiores precisam ser calculados tendo em conta todas as estatísticas necessárias, tais como a velocidade de envelhecimento da população e o retorno de investimento esperado”. Chan sublinhou que o aumento das contribuições para o FSS não implicava necessariamente um aumento dos encargos patronais, defendendo que o Governo devia planear de antemão e que as contribuições para o fundo social deviam ser suficientes.

Bem-estar social

O subsídio único da segunda metade de 2011 é, na visão de Li Lue, uma boa medida de curto prazo e mostra que o Governo deu ouvidos à opinião pública. “A distribuição de dinheiro pode não ser muito boa a longo prazo”, referiu, no entanto. “Pode haver efeitos colaterais e vozes negativas se o Governo parar de distribuir dinheiro. Por isso, mais vale ter subsídios indirectos do que apenas dar dinheiro”, afirmou defendendo que o “Programa de desenvolvimento e aperfeiçoamento contínuo” era uma boa política para motivar os cidadãos a desenvolverem as suas aptidões e aumentar a auto-estima.

Analistas acusam Governo de falta de estratégia para controlar preços

Inflação negligenciada deveria concentrar-se em para combater o problema da inflação no interior do mercado imobiliário e nos mercados de abastecimento alimentar, para acabar com as dificuldades financeiras sentidas pelo público de Macau. O professor de serviço social e comentador político Larry So observou que o valor dos terrenos e dos empreendimentos imobiliários tem disparado, bem como o custo dos alimentos provenientes da China Continental. O académico apelou ao

Governo para que abrisse o mercado alimentar para tentar evitar que os preços continuem a subir. O deputado da Assembleia Legislativa (AL) José Pereira Coutinho destacou os efeitos do aumento de preços dos imóveis no custo de vida de Macau e propôs que a especulação imobiliária fosse combatida com a construção de mais habitação pública. Além disso, exortou o Executivo a abrir mais leilões públicos de terrenos e expandir a política de habitação social. E lembrou

que, apesar de Macau viver um momento económico de sucesso, o Governo carecia de um plano global, bem como de boas políticas de habitação e saúde.

Por sua vez, o secretáriogeral da Cáritas de Macau, Paul Pun Chi Meng, concordou que o recentemente aumentado subsídio mínimo de subsistência poderia

proporcionar uma ajuda, sobretudo aos mais pobres. Por outro lado, Pun advertiu que a inflação iria continuar a aumentar, alinhando com So e Coutinho na ala dos que defendem a abertura dos mercados de habitação pública e abastecimento alimentar. Pun propôs também que o Governo, em vez de ajudar a poupar dinheiro, incentivasse o consumo através do aumento dos subsídios às contas mensais de electricidade e da isenção do pagamento de renda para as famílias que vivem em unidades de habitação social. O Governo destinou mais de 311,7 milhões de patacas para medidas sociais de combate à inflação, que foi de 4,7% em Fevereiro.


Novo grupo irá rever estatutos da UMAC

Foi criado ontem, através de despacho em Boletim Oficial, o grupo de trabalho para a Revisão dos Estatutos da Universidade de Macau. O grupo vai analisar e rever o regime jurídico, o estatuto da instituição e do pessoal. O grupo é presidido pelo académico Tse Chi Wai, antigo coordenador do Centro de Estudos Estratégicos para o Desenvolvimento Sustentável. Compõem ainda o grupo outros dez membros - Iao Man Leng, Lei Pui Lam, Peter Lam, Anabela Ritchie, Tong Chi Kin, Chui Sai Peng, Leong Heng Teng, Vong Hin Fai, Wei Zhao e Sou Chio Fai. Os trabalhos terão a duração inicial de um ano.

Uma comissão só para os ex O

s secretários e directores de serviços, considerados como altos cargos, vão ter de submeter os seus pedidos para trabalharem no sector privado a uma nova comissão que começa hoje a funcionar. Ontem, em Boletim Oficial, o Chefe do Executivo, Chui Sai On, determinou a criação da “Comissão de apreciação de pedidos relativos ao exercício de actividade privada por parte dos ex-titulares do cargo de Chefe do Executivo e dos principais cargos”, mas ainda não revelou quais serão as três “personalidades de reconhecida idoneidade cívica” que irão estar a frente do grupo. O trio ficará agora responsável por analisar e emitir parecer sobre os pedidos de autorização para o exercício de actividades privadas após a cessação de funções por parte dos ex-titulares do cargo de pub

Chefe do Executivo e dos principais cargos. A criação do grupo surge na sequência da lei 22/2009, cujos artigos 2.º e 3.º impõem limitações aos antigos altos cargos para exercer actividades remuneradas em instituições privadas. Aprovada Dezembro de 2009 em Assembleia Legislativa, altura em que Edmund Ho era o Chefe do Executivo da RAEM, a lei viria a alterar o anteriormente prescrito no diploma legal de 1993, onde estava impossibilitada qualquer trabalho no sector das empresas públicas ou privadas para os ex-titulares de altos cargos. O grupo terá também a responsabilidade de elaborar e propor, para homologação e divulgação, os princípios e critérios susceptíveis da recusa de autorização para o exercício de actividades privadas. Até então, competia única e

exclusivamente ao líder do Governo essa tarefa. Em Julho do ano passado, a invocar o princípio da “defesa da imagem de isenção, integridade e imparcialidade” do Governo, o Chefe do Executivo avançou com novos critérios para os directores dos serviços públicos que queiram dar o salto para o sector privado. O artigo 19.º da lei 15/2009 já estipulava que os titulares e ex-titulares de cargos de direcção que pretendam exercer actividades privadas nos seis meses subsequentes à cessação da sua comissão de serviço devem solicitar a autorização prévia do Chefe do Executivo. Fernando Chui Sai On justificou depois que o pedido pode ser indeferido se entender que “tal exercício poderá prejudicar a imagem de isenção, integridade e imparcialidade da Administração”.

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5 Gonçalo lobo pinheiro

Altos cargos que queiram ir para o privado com nova avaliação

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6 Até Dezembro de 2012 o processo de transição para adopção do Novo Acordo Ortográfico tem de ficar finalizado. O Hoje Macau ouviu o presidente da Comissão para o Ensino e Investigação da Língua Portuguesa do IPM, Li Changsen, que apela as autoridades do território para que revejam a lei. As instituições que ensinam o português podem ser a alavanca

sociedade António Falcão | bloomland.cn

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Gonçalo Lobo Pinheiro

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Novo Acordo Ortográfico é para ser implementado. Essa é a grande conclusão da conferência “Implementação do Novo Acordo Ortográfico em Macau: Implicações Oficiais e Pedagógicodidáticas” que teve lugar na semana passada no Instituto Politécnico de Macau (IPM) e promovido pela Comissão para o Ensino e Investigação da Língua Portuguesa. Na ocasião, o professor João Malaca Casteleiro fez uma retrospectiva da longa história de negociações sobre a elaboração de ortografia da língua portuguesa entre os países lusófonos e apresentou as características do novo acordo da ortografia. Li Changsen, presidente da Comissão, afina pelo mesmo diapasão de Malaca Casteleiro. Para o professor especialista em português no território, Macau “tem de seguir esta nova norma e implementá-la até 31 de Dezembro de 2012”, altura em que se finaliza o período de transição para as novas regras ortográficas. “Trata-se de uma grande novidade de relevante significado em Macau. O primeiro passo tem de ser dado pelas instituições de ensino da língua portuguesa como o Instituto Politécnico de Macau, a Universidade de Macau e a Escola

Macau está em processo lento de adopção do Acordo Ortográfico

Se até a Galiza... Portuguesa, que é onde se ensina o português”, afirmou Li Changsen ao Hoje Macau. O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é um tratado internacional assinado em 16 de Dezembro de 1990, em Lisboa, com os diversos países representantes da língua de Camões e que contou até com uma delegação da Galiza, onde se pretende aplicar o documento com a mesma eficácia que em países como Portugal, Brasil ou Angola. Mas falta Macau. O problema, segundo o académico do IPM, é a lentidão com que no território o acordo pode ser aplicado, mas deixa a promessa. “O IPM tudo fará para promover cursos para os seus docentes no sentido destes aprenderem as regras no novo acordo. Só assim é que depois se pode ensinar os alunos”. Li Changsen não esquece que a China também tem uma palavra a dizer, porque Macau, “apesar de

ser uma região autónoma, agora pertence à China, e pelo que vejo da política vinda no continente o português é uma aposta de futuro”. “Há uns anos havia três cursos de português nas milhares de universidades da China e agora há mais de 30 cursos da língua de Camões. Penso que é suficientemente elucidativo da importância do português para a China”, justificou o professor. “É premente que Macau adopte as novas regras até ao fim do prazo de transição. É muito útil para todos e para a China que isso aconteça pois todos os países lusófonos já o estão a usar”, explicou o professor do IPM.

Uma questão do Ocidente

E o Novo Acordo Ortográfico é benéfico? Li Changsen acha que sim e dá como exemplo a China. “Isso da ortografia é uma questão que só se resume às línguas ocidentais.

No Oriente é diferente mas mesmo assim a China, com uma língua tão ancestral como se sabe já mudou os seus caracteres de tradicionais para simplificados.” Seja como for o Novo Acordo é para seguir em frente e Macau não deve perder o autocarro. “Se a Galiza também o vai seguir Macau não tem qualquer tipo de desculpa”, finalizou o académico. Sendo o português uma das línguas oficiais da RAEM, o Governo de Macau “deverá tomar uma posição explícita sobre o assunto ainda que já não haja um vínculo a Portugal mas os outros países também não têm qualquer tipo de vínculo a não ser na língua falada”. Apesar de tudo, o académico aceita que Macau não possa ser um dos signatários do acordo mas, por outro lado, defende que seja respeitado no território todas as estipulações do documento, “pois além de facilitar os contactos com

os países da língua portuguesa” – que o Governo Central tanto almeja -, “a aplicação do novo acordo em Macau demonstrará o estrito cumprimento da Lei Básica e a maior atenção à comunidade portuguesa”. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa é um tratado internacional firmado em 1990 que tem por objectivo criar uma ortografia unificada para o português, a ser usada por todos os países de língua oficial portuguesa. Foi assinado por representantes oficiais de Angola, Brasil, Cabo Verde, GuinéBissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe em Lisboa, em 16 de Dezembro de 1990. Depois de obter a sua independência, Timor-Leste aderiu ao Acordo em 2004. O processo negocial que resultou no Acordo contou com a presença de uma delegação de observadores da Galiza. Faltou sempre Macau...


Março fecha com mais de 2 milhões de turistas

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Mais de 6,4 milhões de pessoas visitaram Macau no primeiro trimestre do ano, um número 5,2% superior ao apurado no mesmo período de 2010, indicam dados estatísticos oficiais. A maior parte dos visitantes, 57,2% ou 3,67 milhões, era oriunda do continente chinês, cujo número de visitantes para Macau aumentou 10,3% face a idêntico período do ano passado. De Hong Kong chegaram 1,77 milhões de pessoas, mais 3%, e da Coreia do Sul 106.430 ou mais 28%.

Virginia Leung

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m responsável dos Serviços de Alfândega de Macau (SAM) cometeu suicídio na sua residência, perto das Ruínas de São Paulo, com um tiro no peito. Trata-se da quarta vítima em casos de alegado suicídio entre as forças de segurança nos últimos dois meses. Tam, de 42 anos, era verificador principal alfandegário e trabalhava nos SAM desde 1990. Foi transferido para o Aeroporto Internacional de Macau e para o Porto de Pac On em serviço no mês passado. O “Va Kio” indica que Tam preparava-se para realizar testes de actualização e que se encontrava submetido a diversos tipos de pressão, mas ainda não terá sido possível confirmar se essa terá sido a razão que o levou a acabar com a própria vida. O incidente terá ocorrido por volta das 9h da quinta-feira passada. O corpo ensanguentado de Tam terá sido encontrado pelo próprio pai. Quando chegaram os bombeiros, foi anunciado que o homem se encontrava gravemente ferido. pub

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Quarta vítima em casos de alegado suicídio nas forças de segurança desde Março

Fiscal da alfândega atira no próprio peito A Polícia Judiciária (PJ) terá encontrado uma carta presumivelmente deixada por Tam, embora o conteúdo do documento não faça referência às razões que levaram o homem a cometer suicídio. A PJ verificou que a arma encontrada ao

lado do corpo pertencia a Tam e que dela tinha sido disparado um tiro. As suspeitas apontam para que tenha sido o próprio Tam a disparar a bala que lhe penetrou fatalmente no lado esquerdo do peito, pelo que o suicídio é a hipótese mais provável.

Mais investigações serão levadas a cabo pela PJ e pelos SAM. No mês passado, três agentes da polícia terão alegadamente tentado cometer suicídio. Um agente da PSP de 26 anos foi encontrado morto na cama da sua residência

junto a um recipiente de queima de carvão. Um outro agente da PSP, de 31 anos, destacado nos Serviços de Migração, foi encontrado morto no Reservatório de Macau. Um terceiro foi encontrado com ferimentos graves, também por alegada tentativa de suicídio. Quanto à mais recente vítima, os SAM declaram que Tam vinha trabalhando normalmente, sem demonstrar quaisquer sinais estranhos. Os SAM também manifestaram o seu pesar e tristeza pela morte de Tam, tendo já designado um funcionário para apresentar as condolências e prestar apoio à família. “A PJ está agora encarregada do caso e vamos prestar assistência à família, se necessário. No entanto, tudo tem de passar ainda pelos procedimentos legais. Sentimos muita pena pela morte de Tam”, declaram os responsáveis dos serviços alfandegários.


vida

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Buraco na camada de ozono explica se

Os cientistas concluíram que outros factores também têm influência, como a emissão dos gas do clima, como os que causaram secas no passado. “O estudo ilustra o papel importante que têm para o impacto que vemos o clima ter”, diz uma das maiores autoridades britânicas em c vez de assumir que qualquer impacto que vemos é causado por gases do efeito estufa.” As se fazendas e a um maior investimento em outras tecnologias como as de dessalinização da água

Quase metade dos hotéis de Macau têm selo “verde”

Poupar para vencer

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enos água, electricidade e lixo consumidos valeram a 11 hotéis do território o selo de “verde” por parte da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). O organismo anunciou ontem a lista dos estabelecimentos galardoados com Prémio Hotel Verde Macau 2010. O The Westin Resort e a Pousada de Mong-Há aparecem nos postos cimeiros, seguidos por Hotel Hard Rock, Grandview Hotel, Metropole Hotel, Emperor Hotel, Crown Towers, Hotel Beverly Plaza, Holiday Inn, Hotel Lan Kwai Fong e Riviera Hotel. Comparando os dados recolhidos dos hotéis premiados, respeitantes ao período de Janeiro a Novembro de 2010 e ao período homólogo de 2007, o consumo de energia eléctrica diminuiu entre 7% e 42%, o volume de água consumida reduziu entre 13% e 41% e a produção de resíduos baixou entre 13% e 36%. Além disso, parte dos hotéis premiados conseguiram reduzir, efectivamente, o consumo de recursos mediante a instalação, substituição e introdução de equipamentos de eficiência energética e de redução de emissões. “Estas unidades hoteleiras têm, ainda, participado em diversas actividades de educação e sensibilização ambiental organizadas localmente, assumindo, quanto à protecção ambiental, a responsabilidade das próprias acções”, aponta a DSPA através de um comunicado ontem difundido. O Prémio Hotel Verde Macau, instituído em 2007, tem em vista a necessidade de apoiar o Governo no que diz respeito à definição e futura

implementação de normas e regulamentos jurídicos ambientais para o sector, de responder às aspirações da sociedade e de adaptar e agir de acordo com o definido posicionamento de Macau como centro de turismo e de lazer a nível mundial. Para a edição 2010, a DSPA afirma que elevou os critérios de avaliação, “reforçando as exigências no que diz respeito à conservação de água e energia e à redução de resíduos e dando particular ênfase ao controlo das emissões de gases poluentes pelos veículos dos hotéis aderentes, da poluição luminosa, dos fumos oleosos provenientes da restauração e do ruído proveniente de obras, entre outros aspectos”. Parte dos hotéis galardoados nesta edição do prémio já havia sido premiada na primeira edição, em 2007, “tendo aperfeiçoado constantemente as medidas ambientais e conquistado resultados notáveis na poupança de energia, de água e na redução de resíduos ao longo dos últimos três anos”, ressalta a DSPA. No que diz respeito ao acompanhamento e avaliação do desem-

penho dos hotéis premiados com o Prémio Hotel Verde Macau de 2008 a 2009, de acordo com os critérios de avaliação relativos àqueles anos, o Júri confirmou que mantêm a de-

signação “Hotel Verde de Macau”, então atribuída, outros 11 hotéis: Wynn Macau, Grand Waldo Hotel, Hotel Golden Dragon, Sands Macao Hotel, MGM Macau, Hotel Taipa Square e Hotel Guia, galardoados em 2009; Grandview Hotel, Pousada Marina Infante, The Venetian e Grand Emperor Hotel, galardoados em 2008. Assim sendo, até ao presente, juntando os hotéis que foram galardoados com o Prémio Hotel Verde Macau 2010 aos que, após os procedimentos de acompanhamento e avaliação dos resultados mantêm a sua posição atribuída durante o Prémio Hotel Verde Macau de 2008 a 2009, um total de 22 hotéis foi designado “Hotel Verde de Macau”, o que corresponde a 45% da totalidade dos hotéis de 3 estrelas ou superior existentes em Macau. A cerimónia de entrega do Prémio Hotel Verde Macau 2010 irá decorrer ao final de Junho, altura em que se aceitará, também, a candidatura ao Prémio Hotel Verde Macau 2011.

Click ecológico

População q

E É

o povo que diz: é preciso faze mais, muito mais pelo meio ambiente de Macau. A Direcção do Serviços de Protecção Ambienta (DSPA) efectuou uma pesquisa entre os residentes na semana passada, para assinalar o Dia da Terra, e o resultado é consensual. Medidas urgentes são a palavra de ordem. O organismo não quis revelar contudo, detalhes do resultado do inquérito, avançando que a informa ção será usada posteriormente para a criação de novas políticas. Contudo de forma genérica, “verifica-se que o habitantes concordam que é urgente e importante a promoção das acçõe de protecção ambiental e afirmam que cada um de nós tem responsabilidade de colocar essas acções em prática mas que ainda não foram totalmente concretizadas”, assinala um comuni cado divulgado pela DSPA. O Governo garante que irá definir segundo os resultados da pesquisa, es tratégias de sensibilização oportuna e adequadas, usando diferentes meio de comunicação para dar conhecer à população a importância de protege o ambiente, através de promoção da acções, como a recolha selectiva e re dução de resíduos a partir da fonte, a valorização de recursos, a participação no “Passeio Ecológico”, com vista

Em Tóquio, milhar

Japoneses M

Uma flor pestilenta • É conhecida como flor-cadáver e pode atingir até três metros de altura e chegar aos 75 quilos de peso. É uma das maiores flores do mundo (já foi considerada a maior de todas), mas ainda mais do que pela dimensão é conhecida por ser muito malcheirosa: depois de desabrochar, exala um cheiro “de cadáver” para atrair os insectos que a polinizam. A amorphophallus titanum é uma planta tropical que cresce habitualmente na floresta da Sumatra, na Indonésia. Quando floresce não permanece assim mais do que alguns dias – e pode mesmo não passar uma só noite –, mas não morre verdadeiramente e costuma dar uma nova flor três anos após a primeira.

ilhares de pessoas manife de Tóquio durante o fim-de “adeus” ao nuclear e pedir o d energias renováveis, depois do ac Fukushima 1, há mês e meio. Erguendo cartazes onde se lia “ (Adeus nuclear), os manifestante ruas da capital, a partir do Parque participantes, crianças e famílias preocupados. Antes de Fukushima Mas agora precisamos fazê-lo, p explicou Hiroshi Iino, 43 anos, que por uma “mudança de energia” co dois filhos, com cinco e nove anos Esta é a segunda vez que Yoko de 48 anos, desde às ruas para se acidente com a central nuclear de Fu não tinha consciência dos perigos “Mas hoje, é preciso mobilizar tod aconteceu em outros países, como exemplo”. Para Junichi Sato, director-ex zação Greenpeace no Japão e um da manifestação, a mobilização


eca australiana

ses que causam o efeito estufa e os ciclos naturais mecanismos diferentes das mudanças climáticas clima, Myles Allen. “É importante diferenciá-los em ecas australianas levaram ao encerramento de várias a do mar.

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quer acções imediatas para o ambiente

Espera-se mais

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r, sas os à er as ea o a

a cultivar um estilo de vida “mais ecológica” e “de baixo carbono”. “A DSPA está ciente de que a sociedade tem uma atitude a favor da protecção do ambiente, o que constitui condições prévias para que as acções de protecção ambiental sejam eficazmente implementadas. Assim, a política ambiental pode ter uma base mais sólida e que melhor

se adeqúe à sociedade”, refere o organismo. Até 2020, no “Quadro Geral do Planeamento Conceptual da Protecção Ambiental de Macau (2010-2020)”, o Governo promete que serão implementadas e concretizadas ordenadamente as “seis grandes estratégias” - o melhoramento do ambiente habitacional, o incentivo para a conservação de recursos, a participação no Passeio Ecológico, a conservação do património mundial e preservação ecológica, a implementação de medidas de redução das emissões das empresas, e a integração regional. Estas estratégias têm por objectivo contribuir para proteger o ambiente e transformar Macau num centro habitacional de baixo carbono.

Planeta em números

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de Abril de 2003 Os ministros do Ambiente dos oito países mais ricos do mundo (G8) abrem em Paris dois dias de debates sobre a saúde ecológica do planeta, retomando pela primeira vez o contacto desde a guerra no Iraque.

res exigiram o encerramento das centrais

s já não querem nuclear

estaram-se no centro e-semana para dizer desenvolvimento de cidente na central de

“Bye Bye Genpatsu” es desfilaram pelas e de Yoyogi. Entre os s inteiras. “Estamos a, nunca pensei nisto. pelos nossos filhos”, e veio à manifestação om a sua mulher e os s. o Onuma, professora manifestar, desde o ukushima 1. “Antes, s do nuclear”, disse. das as pessoas, como o na Alemanha, por

xecutivo da organim dos organizadores relativamente fraca

no país até agora explica-se com o drama dos 28 mil mortos e desaparecidos no sismo e tsunami de 11 de Março. “Até aqui, a prioridade estava concentrada nas vítimas”, explicou. “No estrangeiro, a problemática era diferente. Agora, o debate energético vai subir de tom” no Japão. A poucos quilómetros, uma outra manifestação. Organizada com o slogan “Anti-Tepco” – nome da empresa operadora da central nuclear -, a marcha saiu do Parque de Shiba e reuniu alguns milhares de pessoas. A questão de uma eventual saída do nuclear ainda não foi debatida abertamente no palco político japonês. “Não podemos passar sem energia nuclear mas devemos reflectir nos planos e no calendário de construção das nossas centrais”, comentou na sextafeira o número dois do partido de centro-esquerda no poder, Katsuya Okada. A energia nuclear representava, antes do tsunami de 11 de Março e a suspensão do funcionamento de uma dezena de reactores, perto de 30 por cento da electricidade consumida no Japão. A Tepco estima que serão precisos nove meses para pôr um fim à crise nuclear.

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cultura

Entrevista | Sophia Lin, DJ oficial do Clube da Playboy de Macau

“Gosto de mostrar o meu lado feminino, mas A imprensa americana considera-a a “disc-jockey mais bombástica da América” e coloca-a no top-10 das melhores DJs femininas de Los Angeles. Sophia Lin, ou Sophia como quer passar a ser conhecida, está em Macau como DJ oficial e residente do Clube da Playboy. Em entrevista ao Hoje Macau, a americana de raízes chinesas contou como se foi tornando conhecida na suas carreiras de DJ, actriz e modelo. Sophia Lin deixou-nos ainda espreitar para a sua vida comum, mas sem permitir que bisbilhotássemos muito velha quis começar a viajar, a fazer coisas. Nas discotecas via que apareciam DJs convidados de outras cidades, por vezes até de outros estados, e eu pensei “ei, eu consigo fazer isto!”. “Adoro música, adoro viajar, adoro entreter as pessoas. Sou bem disposta e tenho muita energia.” Era perfeito para mim. A juntar ao facto de não existirem muitas raparigas DJs. Quais foram as maiores dificuldades que encontrou quando começou a tocar? Foi difícil o início, porque era muitas vezes mal interpretada. Não há muitas DJs femininas. As que há dividem-se em dois grupos, que passam por ter um estilo mais normal, digamos, ou até mesmo “arrapazado”, ou

Joana Freitas

C

joana.freitas@hojemacau.com.mo

ontou-nos algumas coisas sobre si, mas há uma coisa que não conta a ninguém. Explique porque é não podemos saber a sua idade? Não respondo a isso nunca e até acho engraçado! Ninguém consegue descobrir a minha idade em lado nenhum. Eu não quero dizer que tenho 19 anos para ninguém me levar a sério, pensarem que não sei nada da vida... mas também não quero dizer que tenho 25 anos ou mais e as pessoas criticarem-me pela forma como me apresento, percebe? Mas tenho mais de 20, pronto. Onde nasceu e onde vive agora? Nasci em Washington D.C. Depois fui viver para Maryland e durante a adolescência os meus pais separaram-se e eu mudei-me para o Kansas. Há quatro anos que vivo sozinha em Los Angeles, quando não meses noutro local, como é o caso. Por causa dos seus olhos rasgados, podemos perguntar se tem alguma ligação à China. Sim, tenho. Os meus pais nasceram na China e os meus avós, tanto paternos como maternos, também. Eu sou chinesa de família, mas eu e a minha irmã nascemos na América... Somos totalmente americanas. Como se tornou DJ? Estudou para isso? Não, nunca. A música sempre foi uma paixão minha, desde sempre. Desde que me lembro. Quando era mais nova andava sempre a sair, a ir para discotecas e clubes para dançar. Conhecia muitas músicas, sabia quais faziam as pessoas felizes, sabia quais as que me faziam. Comecei a perceber quais as músicas que toda a gente quer dançar e quais as que não querem... Entendia perfeitamente quais os sons que levavam o

“Quero ser reconhecida pelo meu trabalho. E as pessoas costumam entender de forma errada o facto de ser extrovertida e divertida e de gostar de me vestir de forma sexy” público à loucura e gritar “esta é a minha música”! Comecei a gostar de sentir aquela energia tanto de quem estava a pôr música como de quem estava na pista. Como descreve essa sensação? Tu sabes que estás ali. Mas não sabes qual foi a primeira música que puseste, nem qual a segunda, nem quando vais acabar. Dás por ti e estás a pôr música há já uma dou duas horas... e nem notas e nem queres saber. Eu via os DJs a divertirem-se, a passarem músicas que eu e todo o público conhecia e que gostamos. Mas não nos lembramos por qual começamos. E é essa sensação, de te deixares levar pela música, é óptima.

Como entrou para a indústria do “djing”? É como se tivesse caído nela. Eu aprendi a misturar em 2001, quando era realmente muito nova, praticamente menor para ir para clubes. Saía todas as noites e queria aprender um bocadinho, queria ser capaz de aprender só o suficiente para misturar algumas músicas. Mas fazer isso a noite toda? Na altura nunca pensei que ia conseguir! Não me sentia preparada, não sabia nada. Era um bebé nessa indústria. E quando despertou realmente para essa nova vida de ser DJ a tempo inteiro? Começou tudo há três ou quatro anos. Quando fui ficando mais

então pelo extremo de parecer uma estrela pornográfica. Eu quis tentar e achei que devia tentar, mas queria assumir-me como uma verdadeira profissional e não só aparecer numa festa a pôr música por causa de ser uma rapariga com bom aspecto. Comprei equipamento, alguns amigos mostraram-me como o usar. Eu não sabia como se fazia nada na mesa de mistura. As primeiras vezes que experimentei as músicas mudavam de CD para CD, era literalmente gravar muitos e muitos CDs. Agora, é tudo digital e eu tive que me habituar a isso. O que é muito melhor e mais rápido. Mas consegui habituar-me bem e

rapidamente arranjei trabalhos. Como os conseguiu? Principalmente porque tinha muitos amigos na indústria e eles quiseram pôr-me a experimentar tocar nas festas onde eram convidados. Punham-me a tocar durante uma ou duas horas e eu conseguia acompanhar a festa e fazer as coisas. Nunca tive a pista de dança a olhar para mim de forma crítica, como que a perguntar “o que estás a fazer?”. Como acompanha a sua evolução? Nunca se sentiu amedrontada com algum público ou DJ mais experiente? Não, na verdade até fui aprendendo tanto com o público como com os outros DJs que tocavam na mesma noite que eu. Eu via os outros DJs a fazerem determinadas coisas e aquilo que achava boa ideia guardava para mim e via o feedback do público e saía tudo naturalmente. Cheguei a pensar que nunca conseguiria fazer o que faço agora, mas via que ia conseguindo... nem tinha tempo para praticar porque trabalhava. Era chegar e tocar, mas tive sorte com isso, porque fazer as performances ao vivo e em frente ao público ajuda a evoluir. O tipo de público difere de clube para clube, certo? Tem de fazer adaptações consoante o local? Sim, tenho de ver como reage o público que está na sala. Cada noite é um público diferente e isso faz com que tenha de me adaptar às pessoas, ao lugar, às idades. Consoante o ambiente. E eu consegui e consigo fazer isso em todos os trabalhos que tive, antes de ser DJ e enquanto DJ. Quais as principais diferenças entre Macau e outros sítios onde já tocou? Eu costumo tocar em todo o lado os chamados grandes êxitos, que normalmente todos conhecem e sabem a letra. Aqui, os jovens chineses não conhecem muita música. Mas mesmo não sabendo às vezes os nomes, pedem-me para


Livraria Bertrand do Chiado é a mais antiga do mundo

A Livraria Bertrand do Chiado foi reconhecida pelo Guiness como a livraria mais antiga do mundo ainda em actividade. O atestado, certificado pelo Guiness Book of Records, está exposto desde ontem à noite no interior da loja. A livraria Bertrand do Chiado está em funcionamento desde 1732. Um espaço ao lado da livraria foi recentemente recuperado e passará agora a chamar-se a Sala do Autor onde se realizarão lançamentos de livros e tertúlias como a “Ler No Chiado”. Foi nessa sala que José Fontana, que foi durante 16 anos empregado da Bertrand do Chiado se suicidou por estar doente com tuberculose. Personagem real que inspirou o romance “Na próxima semana, talvez”, de Alberto Nessi, e que já está à venda nas livrarias.

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quero que me conheçam pelo meu trabalho” passar uma determinada música. Por exemplo, uma vez uma rapariga pediu-me para passar a “tonight is gonna be a good night”... Eu fiquei a pensar naquilo porque não havia nenhuma música chamada assim, até que percebi que o que ela estava a pedir era o “I got a felling” do Black Eyed Peas. A culpa não é deles. Tem de se perceber que muitas dessas músicas não passam na rádio e eles não têm tanto acesso a muitos locais da Internet e nem toda a gente pode comprar CDs. Descreva como prepara o seu trabalho. É uma questão de conheceres o teu material. Saber as músicas, os timings... o importante é manter um fluxo constante, tipo água, sempre um fluir de sons. As pessoas gostam de ouvir uma mistura explosiva na pista, e outra e outra e de repente esse som quebra! Como uma montanha russa, sempre a subir e de repente cai. E depois voltar a fazer outra vez, não se pode manter o mesmo ritmo a noite toda.

Qual é o seu estilo de música preferido? Eu adoro passar hip hop, mas prefiro música house. Acho que é o estilo de música que dá boa vibração, faz a energia circular e ninguém fica aborrecido mesmo que passes 20 músicas de seguida. Depois também gosto daquelas músicas que marcam a história das pessoas, que elas me pedem porque ouvem quando estão no ginásio ou quando andam de carro ou mesmo quando já não a ouviam há dez anos e lembram-se de repente dela. Há pouco mencionou que o início tinha sido complicado por ser rapariga. Como é ser uma rapariga no “djing”, precisamente uma área mais virada para os homens? É complicado porque por vezes pensas que tens a hipótese de alguma coisa porque os produtores e agentes contactam contigo mas eles querem outras coisas, que ficam além do teu trabalho. Eu não quero isso, quero ser reconhecida pelo meu

trabalho. E as pessoas costumam entender de forma errada o facto de ser extrovertida e divertida e de gostar de me vestir de forma sexy. Alguns sugerem que eu faça “tudo” menos ser apenas DJ. Eu quero que olhem para mim e vejam uma possibilidade de negócio, de fazer dinheiro para mim e para eles. Uma transacção de negócio, não outro tipo de transacções. Mas também sou rapariga, quero mostrar o meu lado feminino e sexy, mas quero sobretudo ser profissional. Como é o seu trabalho em concreto aqui em Macau? Aqui sou a DJ residente e oficial do Clube da Playboy. Tive a oportunidade de fazer a abertura do clube, fui para os EUA e depois voltei. Agora tinha a oportunidade de estender a minha estadia mas tenho muitos trabalhos que estou a perder nos EUA. Desde Maio a Junho tenho tudo marcado já! Por isso em Maio vou embora de Macau mas prometo voltar. Além de ser DJ, faz outro tipo de trabalhos? Participei em alguns videoclipes, trabalhei em alguns filmes, faço parte de uma agência de modelos. Estou na indústria da moda, faço compras como estilista para as pessoas, uma espécie de “personal stylist”. Trabalho no que conseguir e no que vai aparecendo, desde que seja divertido. Mas o “djing” é mais o que quero fazer. Além de ser mais lucrativo e divertido e é a minha paixão. Todos os meus trabalhos se encaixam, digamos assim. É possível fazê-los todos. Como descreve a passagem de uma rapariga simples para uma DJ/actriz/modelo conhecida internacionalmente? Não sei explicar. Não é como se tivesse mudado e tivesse ficado mais especial. As coisas foram acontecendo porque eu sou muito amigável e simpática e conheço muita gente desta forma. Consigo criar uma ligação e acho que é isso que faz com que me torne conhecida. Eu gosto de conversar com as pessoas que vêm ter comigo sem ter qualquer estatuto de estrela. Gosto de convidar para festas, construir conexões. E acho que isso faz com uma pessoa tenha sucesso. Projectos futuros?

“Nas discotecas via que apareciam DJs convidados de outras cidades, por vezes até de outros Estados, e eu pensei ‘ei, eu consigo fazer isto!’. ‘Adoro música, adoro viajar, adoro entreter as pessoas. Sou bem disposta e tenho muita energia.’ Era perfeito para mim” Bem, agora vou voltar para os EUA e já tenho muitos trabalhos. Se tudo correr bem, não posso avançar muitos pormenores, mas vou entrar num filme onde faço de namorada de um pugilista, começo a filmar em Agosto. Vou fazer um plano de negócios também, porque quero abrir a minha própria editora. E uma coisa que quero mesmo fazer é ser cantora. Alguma coisa que podemos ficar a saber sobre a Sophia como rapariga, deixando de lado a faceta de DJ? Adoro saber coisas, tenho sede de conhecimento. Inscrevi-me em

Diário de Sophia Lin Mais informação sobre a DJ em: • Facebook www.Facebook.com/djsophialin • YouTube www.YouTube.com/djsophialin Filmes: • Velocidade Furiosa 4 • Should’ve Been Romeo • Kissing Strangers Videoclipes: • Love in This Club – Usher • Miss Independent - Ne-Yo

aulas de francês aqui em Macau. Fiz aqui alguns amigos músicos com quem gosto de me sentar a conversar e com eles estou a aprender a tocar bateria. Já sei tocar piano, agora não muito bem porque fui esquecendo alguma coisa, mas quero aprender línguas e instrumentos. Aqui em Macau compro imensas revistas para ler. Gosto de cozinhar, de cuidar da pele e de mim. Gosto de tirar tempo para tratar de mim e fazer pequenas coisas. Mas também uso muito do meu tempo livre para tratar do meu trabalho, porque não é só aparecer por uma hora e já está. Tenho de me preparar como mulher, a nível de guarda roupa, maquilhagem, cabelo, bem como DJ, o meu equipamento. E depois eu ofereço sempre CDs meus nas festas, tenho de os preparar. Quero que as pessoas os tenham e que os partilhem, o que não é só bom a nível comercial, mas também para as pessoas se lembrarem de mim. Depois acho muito importante manter o contacto com o público. Passo muito tempo a escrever em blogs, por exemplo. Não se pode ser uma DJ fantástica, se não se criar compatibilidade com as pessoas.


António Mil-Homens

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Marco Carvalho

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onze da Casa do Futebol Clube do Porto em Macau e o seu equivalente encarnado no território – o grupo de trabalho da Casa do Sport Lisboa e Benfica da RAEM – carimbaram este fim-de-semana a passagem à segunda ronda da Taça da Associação de Futebol de Macau (AFM), ao levarem de vencida as formações do Hac Ieng e da Selecção de Sub-18 em partida a contar para a primeira eliminatória da competição. A formação encarnada foi a primeira a entrar em acção, ao fim da tarde de sexta-feira, frente a um adversário com o qual já havia esgrimido argumentos na presente temporada. Em Janeiro, no primeiro jogo da época, o embate entre o Benfica e a mais jovem das formações regulares da AFM saldou-se por uma vitória confortável do onze encarnado por três bolas a uma e desta feita, apenas o resultado se revelou distinto. Sem Rui Cardoso no banco, o Benfica voltou a ser orientado por Fernando Margarido. O treinador-adjunto das águias do território colocou em campo as principais referências do Macau e Benfica e a aposta rendeu dividen-

desporto

Futebol | Sporting e Casa de Portugal ficam pelo caminho

Águias e dragões brilham na Taça dos logo na recta inicial do encontro, com o guineense Taylor Gomes a inaugurar o placard à passagem do terceiro minuto. O golo insuflou confiança aos jogadores da formação encarnada, que dominaram sem dificuldades o andamento da partida. O Benfica só consolidou, no entanto, a vitória na segunda meia hora do encontro (os jogos da Taça, recorde-se, têm uma duração de apenas sessenta minutos), com Bruno Novo, primeiro, e Daniel Silva Melo, depois, a consolidarem o triunfo das águias do território. O Futebol Clube do Porto, por sua vez, precisou apenas de trinta minutos para carimbar a passagem à segunda eliminatória da Taça. Frente ao Hac Ieng, o conjunto orientado por Dani marcou por duas ocasiões, antes do árbitro do encontro dar por concluída a partida pelo facto do adversário da formação azul e branca se ter apresentado apenas com três atletas para a segunda parte. O brasileiro Marcus Tavares inaugurou o marcador logo

nos primeiros minutos do encontro e Pang Chin Hang, jogador que se estreou no domingo com a camisola dos dragões do território, dilatou a vantagem portista pouco depois, construindo aquele que viria a ser o resultado final do encontro. Na segunda metade, e para espanto dos responsáveis pelo Futebol Clube do Porto de Macau, o Hac Ieng apresentou-se com apenas três atletas em campo, uma decisão que atapetou caminho para um triunfo fácil do onze azul e branco, mas que acabou por ser acolhida com críticas duras por parte da equipa técnica do Futebol Clube do Porto: “É lamentável que estes episódios continuem a ocorrer. Não sei se o objectivo passava por evitar um resultado mais volumoso, mas o Futebol Clube do Porto gosta de vencer encontros dentro das quatro linhas, não fora delas”, remata Daniel Pinto.

Derrotados

Para as duas outras formações de cariz lusófono da RAEM, a passagem pela

Taça revelou-se pouco mais do que meteórica. O onze do Organismo Autónomo Desportivo da Casa de Portugal em Macau despediu-se da prova ao fim de 120 minutos, depois de ter sido goleado no domingo pelo Monte Carlo, numa partida em que ficou bem patente o poderio da formação orientada por Dionísio Ramos. O grupo de trabalho orientado por Pelé ainda assinou um brilharete na competição ao derrotar na quinta-feira passada o onze do Jardim Amizade por quatro bolas a zero (com golos de Rui Lemos, Marcelino e Jean Friedman) em partida de qualificação para a prova, mas frente a um adversário com um futebol mais estruturado a Casa de Portugal não conseguiu evitar o desaire. Não bastasse já a qualidade do adversário, o onze lusitanista não pode contar com algumas das suas principais pedras e coube ao próprio treinador, Pelé, a defesa das redes da Casa de Portugal. Com pouca experiência entre os postes, o técnico-jogador encaixou três golos quase de

rajada, antes da formação por si orientada ter reduzido ainda por intermédio de Marcelino. O golo da Casa de Portugal poucos ou nenhuns efeitos teve na moral da equipa, que acabou por encaixar mais dois golos na segunda parte, despedindose da Taça da Associação de Futebol de Macau vergada ao peso de uma copiosa derrota por cinco bolas a uma. O desaire não basta, ainda assim, para desmotivar a formação orientada por Pelé. O jovem técnico aceita como natural a supremacia do Monte Carlo no encontro e diz que a equipa está já a pensar no desafio da próxima sextafeira, frente ao J. Speed: “O Monte Carlo é uma equipa de outro campeonato e não tinhamos ilusões quanto ao desenlace da partida. Os jogadores brasileiros que o Monte Carlo tem no plantel são dos melhores que actuam em Macau, pelo que esta é uma derrota que não encarámos como melindrosa. O nosso objectivo para esta temporada não passa, de resto, pela Taça. Passa sobretudo pelo Campeona-

to e pela subida de divisão e é com esse objectivo que vamos entrar em campo na próxima sexta-feira”, sustenta o técnico. Ligeiramente melhor esteve o Sporting Clube de Macau, no embate frente ao Lam Pak. A formação orientada por Agostinho Caetano despediu-se da competição com uma derrota por duas bolas a zero frente a uma formação que pontifica todos os anos entre as mais fortes do futebol de Macau. O triunfo da formação orientada por Chan Man Kin foi dedicado à memória de Cheung Sai Ho, antigo internacional de Hong Kong que faleceu na sexta-feira passada. O jogador, que alinhou com a camisola do Lam Pak, nos primeiros jogos da presente temporada, foi homenageado no início do encontro, com ambas as equipas a observarem um minuto de silêncio em memória do atleta. Cheung Sai Ho, que capitaneou a selecção da RAEHK entre 1998 e 2003, tinha 35 anos e estava afastado dos relvados da antiga colónia britânica desde 2008.


[f]utilidades Cineteatro | PUB

[ ] Cinema

Sala 1

Sala 2

Um filme de: Daniel Barnz Com: Vanessa Hudgens, Alex Pettyfer, Mare-Kate Olsen 14.30, 18.00, 19.45, 21.30

Um filme de: Catherine Hardwicke Com: Amanda Seyfried, Gary Oldman, Billy Burke 14.30, 16.30, 19.30, 21.30

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red riding hood [C]

Beastly [B]

SALA 3

rango [a]

rio [a]

Falado em cantonense Um filme de: Gore Verbinski 14.30, 16.15, 18.00, 19.45

Falado em cantonense Um filme de: Carlos Saldanha 16.15

Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-HACOS. RABIA. 2-EFABULAR. SN. 3-AE. COI. RIOS. 4-REEGUER. I. 5-CRIC. AVIACA. 6-TORAL. AGRA. 7-O. OREADA. GD. 8-NAI. IMERSAO. 9-IV. UTAR. URL. 10-COAXO. EMBRI. 11-OSTIARIA. AM. VERTICAIS: 1-HEA. CTONICO. 2-AFERRO. AVOS. 3-CA. EIROI. AT. 4-OBCECAR. UXI. 5-SUOR. LEITOA. 6-LIGA. AMA. R. 7-RA. UVADEREI. 8-ARREIGAR. MA. 9-B. IRAR. SUB. 10-ISO. CAGARRA. 11- ANSIA. DOLIM.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Su doku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Tribo indígena. Hidrofobia. 2-Fabular. Estanho. 3-A. de Estudantes. Coio. Curso de água, pl. 4-Erguer novamente. Em numeração romana, significa um. 5-Elemento de formação do peito da camisa. Campo. 7-Interjeição, para chamar ou invocar. Oréade Símbolo químico de gadolínio. 8-Instrumento de sopro, muito usado entre os Árabes, Persas e Turcos. Princípio de um eclipse. 9-4, em romano. Examinar. Unif. Res. Loc. 10-Voz das rãs. Elementos de origem grega que significa embrião. 11-Caixa para guarda ou deposito de hóstias. Símbolo químico de amerício. VERTICAIS: 1-Espécie de macaco do Amazonas. Ctoniano. 2-Aferramento. Pais dos pais. 3-Cálcio. Eiró. Símbolo do astato. 4-Obscurecer o espírito de. Designação de vários frutos silvestres do Norte do Brasil. 5-Grande trabalho. Variedade de pêra, parecida com a carvalhal. 6-Combinação química de dois ou mais metais. Antiga medida de comprimento entre os antigos. Abrev. de réu ou ré. 7-Símbolo químico de rádio. Casta de uva transmontana. 8-Arraigar. Feminino de mau. 9-Letra que ocupa o segundo lugar no alfabeto português. Produzir ira em. Elemento de origem latina que significa inferioridade, substituição, aproximação. 10-Organização internacional de normalização. Espécie de gaivota, que em Ílhavo se chama argau. 11-Perturbação, causada pela incerteza. Espécie de machila, usada principalmente por mulheres, na Índia.

[Tele]visão www.macaucabletv.com TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:20 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 17:31 Taça da Liga: Benfica - Paços de Ferreira (Repetição) 19:00 TDM Desporto (Repetição) 19:30 Ganância 20:25 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde da RTPi 22:15 Viver a Vida 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 Montra do Lilau 00:00 Conversas de Escritores 00:30 Telejornal (Repetição) 01:00 RTPi DIRECTO 02:40 Liga dos Campeões: Schalke 04 - Manchester United (Directo) 04:45 RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Magazine Canadá Contacto 15:00 Memórias de Mim Mesmo 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Quem Quer Ser Milionário – Alta Pressão 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 A Alma E A Gente 19:00 Maior Que O Pensamento 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Magazine Canadá Contacto 22:30 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 Bloomberg West 07:00 First Up 07:30 NBC Nightly News 08:00 Putonghua E-News 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 ZingZillas 16:30 I.N.K. Invisible Network of Kids 17:00 Escape from Scorpion Island 17:30 Survive This 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 Football Asia 19:00 The Works 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 A Taste of Greenland 20:30 Drop Dead Diva 21:25 Portraits Self-portraits 21:30 Wonders of the Solar System 22:30 Market Place 22:35 Chase 23:30 The CEO Connection 23:35 World Market Update 23:40 News Roundup 23:55 Earth Live 00:00 Monk 00:55 The Pearl Report 01:25 Transworld Sport 02:20 European Art At The MET 02:30 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00

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opinião ca d er n o d i á r i o Pedro Correia

SEGUNDA, 18 Uma frase: «O impossível é o refúgio dos cobardes.» (Napoleão) TERÇA, 19 Em Portugal, o autoproclamado defensor do “estado social” decretou o fim do abono de família para agregados familiares que recebiam cerca de 700 euros por mês, o fim da comparticipação a 100 por cento dos medicamentos dos idosos com pensões mais baixas, a perda de apoios à compra de material escolar e refeições dos filhos em famílias com mais de 275 euros de rendimento por cabeça, o corte das deduções fiscais nas despesas de saúde e educação para quem ganha mais de 605 euros mensais, a redução dos salários da função pública superiores a 1500 euros, o fim do prolongamento por seis meses do subsídio social de desemprego, o fim da redução em 3 por cento das contribuições para a segurança social de micro e pequenas empresas com trabalhadores com mais de 45 anos... É obra. QUARTA, 20 Num mundo em que a História acelera, em Cuba parece ter parado. A sensação de irrealidade que nos chega da ilha comunista, aprisionada há mais de meio século por uma “revolução” que a pôs à margem dos sonhos e aspirações da generalidade dos povos, atingiu por estes dias o cume: - O congresso do Partido Comunista Cubano reuniu enfim, com nove anos de atraso, em clara violação dos seus próprios estatutos. - Soube-se agora que o primeiro secretário do partido, Fidel Castro, havia secretamente transferido estas funções em 2006 para o irmão, o general Raúl Castro, também em flagrante violação das normas estatutárias. - Procedeu-se à “renovação” do partido nomeando para braço direito de Raúl, com 80 anos incompletos, um dos cabecilhas da revolução, José Machado Ventura, com 80 anos já feitos. - A Comissão Política do PCC, que integra 15 dirigentes, conta com três novos membros - todos com mais de 50 anos, idade em que ainda se é jovem para os padrões cubanos. - Numa suprema demonstração de cinismo, Raúl, figura cimeira do regime desde 1959, vem agora estabelecer um limite de dez anos para o exercício de cargos políticos. Seguida à letra, no caso dele, a norma permitir-lhe-á governar até aos 90 anos. Mas na Cuba comunista, onde a biologia manda mais do que a ideologia, nunca se sabe: os governantes são os primeiros a violar as próprias normas que impõem ao povo. O que este congresso que devia ter ocorrido em 2002 confirma é a manutenção de um regime de partido único, profundamente hierarquizado, em que as hostes partidárias se confundem com as forças armadas (que embolsam 60 por cento das receitas turísticas) e o aparelho de Estado. Um regime em que a cúpula do poder permanece nas mãos de membros da mesma família há 52 anos. Um regime que destruiu o tecido produtivo do

A última coisa de que o sistema português precisa é de um segundo partido comunista, apenas um pouco mais citadino e com vestuário de marca. Se for por essa via, o Bloco torna-se um partido inútil - e não admira que as sondagens estejam a castigá-lo. Convém recordar que o PCP já tem um apêndice - o dito partido Os Verdes, que merece figurar no Guinness Book por existir há quase 30 anos sem nunca ter concorrido isoladamente a uma eleição país e hoje se vê forçado a importar 80 por cento do ali se come - importando por sua vez 80 por cento desses alimentos dos Estados Unidos, o poderoso vizinho que continua a diabolizar para efeitos propagandísticos. Um regime mergulhado num irreversível e penoso crepúsculo, confundindo o seu destino com o do país. Há meio século, a palavra de ordem era “socialismo” - a toda a velocidade. Agora a palavra que está nas mentes de todos é “capitalismo” - o mais devagar possível. Com mais de dois milhões de cubanos forçados a viver fora da ilha e milhão e meio à beira do desemprego porque o Estado-patrão deixou de ter verba para pagar os magros salários - os segundos mais baixos do hemisfério ocidental - e as esquálidas pensões de reforma de oito euros mensais. Cuba é hoje uma nação envelhecida,

ca rtoon por Steff

sem esperança, com a segunda mais larga população de idosos da América Latina: 46% da população tem mais de 40 anos. Os jovens tudo fazem para abandonar um país onde o partido-Estado persiste em oprimir a sociedade. Em nome da “liberdade”, o que torna tudo ainda mais trágico. QUINTA, 21 PCP e Bloco de Esquerda recusaram qualquer encontro com a delegação europeia composta por membros do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu que se encontra em Lisboa a avaliar as condições do resgate financeiro a Portugal. Ao contrário do que fizeram os restantes partidos parlamentares, as associações patronais, as confederações sindicais (incluindo a CGTPIntersindical) e diversas personalidades, como Boaventura Sousa Santos, coordenador

do Observatório da Justiça. Os dois partidos da esquerda radical portuguesa perderam uma oportunidade irrepetível de dizer olhos nos olhos, cara a cara, tudo quanto pensam destes técnicos financeiros e quais as soluções que preconizam para retirar Portugal da situação de quase bancarrota em que vivemos, com o colapso iminente das finanças públicas. Agiram ambos sem qualquer sentido de responsabilidade, preocupados apenas em garantir a habitual vozearia de rua e de telejornal. Que o PCP assim proceda, é normal. Os comunistas portugueses sempre foram profundamente eurocépticos, combateram desde o início a integração de Portugal na Comunidade Económica Europeia, contestaram Maastricht, a diluição das fronteiras, a transferência de competências para a Comissão Europeia e a adopção da moeda única. São internacionalistas de cartilha mas profundamente nacionalistas na prática, utilizando uma retórica semelhante à dos partidos da direita populista e xenófoba que também não quer “os estrangeiros” a perturbar a sacrossanta “soberania nacional”: ainda há dias um dirigente comunista comparava, nas páginas do oficiosíssimo Avante!, qualquer político português que dialogue com o FMI a uma “espécie de Miguel de Vasconcelos dos dias de hoje”. Quando o BE procede exactamente como o PCP, pelo contrário, está a trair o espírito de cidadania europeia que parecia animá-lo desde a fundação, no final da década de 90: uma das principais diferenças programáticas entre comunistas e bloquistas residia na relação com a Europa. Mas também aqui o Bloco tem vindo a tropeçar no próprio pé - na sequência da fracassada tentativa de apropriação da candidatura presidencial de Manuel Alegre e do monumental tiro de pólvora seca que foi a moção de censura apresentada em Fevereiro contra o Governo socialista. O bloco, que devia assumir-se como o parceiro de coligação natural com o PS para possibilitar maiorias parlamentares de esquerda, segue afinal uma estratégia de bunker, decalcada do PCP, que se esgota na gritaria contra todos os governos sem ter jamais a pretensão de influenciar qualquer solução governativa: ser um partido de protesto é quanto lhes basta. A última coisa de que o sistema português precisa é de um segundo partido comunista, apenas um pouco mais citadino e com vestuário de marca. Se for por essa via, o Bloco torna-se um partido inútil - e não admira que as sondagens estejam a castigá-lo. Convém recordar que o PCP já tem um apêndice - o dito partido Os Verdes, que merece figurar no Guinness Book por existir há quase 30 anos sem nunca ter concorrido isoladamente a uma eleição. Por mim, confesso, custar-me-ia ver um dia Francisco Louçã e Luís Fazenda no lugar de Heloísa Apolónia a trautear o hino da CDU.


outras

Experimenta sensações: envereda resolutamente pelos trabalhos científicos e artísticos.

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Padre Manuel Teixeira [1912-2003]

cr ep ú scu l o d os í d ol os Arnaldo Gonçalves

O papel do governo

O

s últimos dias têm-se revelado animados na praça pública. Em discussão continuam esses temas que ameaçam tornar-se perenes: inflação, habitação e a comparticipação pecuniária. A intensificação do debate e a multiplicação de intervenções e interventores nem sempre tem, todavia, acrescentado à claridade do entendimento. Alguns argumentos novos surgiram nos últimos dias. Trouxeram algo de novo ou mais rigor ao debate? Tomemos o caso da inflação. Deixemos de lado o que o governo não pode controlar: a taxa de inflação na China e a evolução cambial do renminbi. E, também, aquilo sobre que ainda ninguém parece ter ainda procurado reflectir com profundidade – a possibilidade do realinhamento cambial da pataca. Neste quadro, a medida de maior alcance no combate à inflação, na sua mais pesada componente, a alimentação, parece ser a promoção de uma maior concorrência na importação e nas fontes de abastecimento alimentar. Finalmente, a administração parece reconhecer esse facto. E propõe-se alterar os regimes de monopólio ou quase monopólio existentes. Todavia, aquilo que aparenta querer fazer com uma mão, arrisca-se a desfazer com a outra. De acordo com os poucos dados que chegam através da comunicação social, o governo estará empenhado - muito empenhado mesmo - em negociar, com fornecedores de uma determinada província chinesa e com um grupo limitado de importadores locais,

a abertura de novas fontes e canais de abastecimento. É admissível - mas não certo - que a reorientação das importações possa aliviar temporariamente os números. Mas não altera as tendências fundamentais ou as suas causas. Compra tempo, mas não resolve. Acresce que este não é o papel que se espera do governo, nem para tal ele parece especialmente habilitado. Ao governo cabe fixar as normas de higiene, segurança ou outras que se revelem apropriadas à defesa dos consumidores e da saúde pública. Compete-lhe, ainda, fixar as responsabilidades dos importadores e promover as acções de fiscalização e controlo que a protecção daqueles interesses impõe. Quanto ao resto, deve deixar que os importadores - quaisquer importadores, existentes ou a constituir procurem as fontes de abastecimento que mais garantias de qualidade, fiabilidade e preço lhes dêem, estejam elas onde estiverem. Quanto à selecção de fornecedores locais, essa compete aos seus clientes. Em condições de concorrência acrescida, estes últimos favorecerão aqueles que se mostrem capazes de lhes proporcionar os bens que desejam adquirir, a preços a que podem aceder - e penalizarão os outros. É isto a concorrência. Algo que não seja isto, poderá levará talvez à divisão dos lucros por mais uns poucos. Mas não trará benefícios significativos aos consumidores, nem alterará qualquer tendência de preços de forma duradoura. Outras sugestões (apelos?) recentes foram no sentido de uma redução voluntária no

O que se continua a ignorar nos debates sobre os preços do imobiliário é enigma da oferta. Muito se sublinha a pressão da procura, que existe, é real; que era (e é) previsível, numa cidade cujo rendimento cresce rapidamente e cuja população aumenta de forma mais ou menos contínua; e que tende a ser exacerbada pela entrada de operadores externos consumo; dir-se-ia mesmo, um forte apelo à frugalidade. É uma abordagem que julgo sem precedente. E que levada ao seu limite lógico resultaria absurda. Mas, independentemente de outras considerações, nos casos a que a comunicação social deu relevo, ela parece, ou inconsequente ou inexequível. Quanto à alimentação, parece claro que a temperança tem limites. E o facto de comermos em nossa casa, nas casa dos amigos ou no restaurante tem efeitos sobre a as nossas despesas com alimentação, é certo. Mas não é a causa principal, se causa é sequer, da subida dos preços dos alimentos. As suas forças motoras são evidentemente outras. A outra sugestão avançada, a redução na compra de casas, também não parece feliz.

A verificar-se a abstinência voluntária de compra – pouco provável, como se acreditará – resolver-se-ia o problema? Ou teríamos que deixar também de arrendar? É que, em casa própria ou arrendada, a procura de habitação não cairia; e existe uma interligação óbvia entre os dois mercados, o de aquisição e o de arrendamento. Ademais, este apelo destina-se apenas aos compradores locais, ou também aos externos? E isso tem algum significado ou efeito prático? O que se continua a ignorar nos debates sobre os preços do imobiliário é enigma da oferta. Muito se sublinha a pressão da procura, que existe, é real; que era (e é) previsível, numa cidade cujo rendimento cresce rapidamente e cuja população aumenta de forma mais ou menos contínua; e que tende a ser exacerbada pela entrada de operadores externos. Mas esse desequilíbrio é acentuado pela inadequação da oferta. Esta não acompanha, em quantidade e nas tipologias, as necessidades reais dos residentes e os influxos de trabalhadores que o crescimento económico requer. Ora, com tantos estudos e grupos dedicados à análise do sector imobiliário e ao segmento da habitação, em particular, o enigma está em que a única referência às questões da oferta se cinja, e apenas recentemente, à construção de habitação social. A qual, salvo no caso de uma minoria efectivamente carenciada, é assim um pouco como os cheques. Serve para ir calando alguns protestos mais veementes e adiando algumas decisões mais delicadas - mas não resolve nenhuma questão essencial.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Rodrigo de Matos; Sarih Leng; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


Ó Julião, passa o milhão! Líbia NATO deixa 60 mortos Pelo menos 30 mortos e 60 feridos era, até a noite de ontem, o balanço da grande ofensiva em curso das forças de Muammar Khadafi contra Misurata. O regime dá às forças da oposição dois dias para se renderem. Esta cidade da metade oriental da Líbia é considerada crucial para o desfecho da guerra entre as forças armadas e a oposição que exige o fim do regime do coronel. Situada a 200 quilómetros de Tripoli, a sua tomada significaria o fraccionamento do país, uma vez que está a meio caminho entre a capital e a cidade onde a oposição tem instalado o seu governo, Bengasi. Indonésia Sismo de 6,2 em Sulawesi Um sismo de magnitude 6,2 ocorreu ontem nas ilhas Sulawesi, na Indonésia, anunciou o Instituto geofísico norte-americano (USGS). O abalo sísmico ocorreu a uma profundidade de nove quilómetros na madrugada de domingo para segunda-feira, cerca de 75 quilómetros a sudeste da cidade de Kendari. Por seu lado, a agência indonésia de meteorologia e de geofísica avaliou em 6,0 a magnitude do sismo, indicando que o abalo ocorreu 55 quilómetros a sudeste da cidade de Kendari a uma profundidade de 18 quilómetros. Voo Paris-Roma Homem tenta desvio Um homem tentou domingo, com uma pequena faca, imobilizar uma hospedeira num voo da Alitalia Paris-Roma, com o propósito de desviar o avião para Tripoli, Líbia, noticiou a agência ANSA, citando a companhia aérea. O incidente ocorreu cerca das 21h30, com o homem, presumivelmente natural do Cazaquistão e com sinais de agitação, a ser depois imobilizado pela restante tripulação. À chegada ao Aeroporto de Fiumicino, em Roma, o homem foi detido. Portugal Casais sem emprego triplicam O número de casais portugueses em que nenhum dos cônjuges tem emprego quase triplicou em cinco meses, passando de 1530 em Outubro do ano passado para os 4369 em Fevereiro, segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). No final de Fevereiro, os casais desempregados eram 4.369, mais 5,2% que em Janeiro (4152) e mais 185,5% do que em Outubro (1530). Segundo o IEFP, este “aumento poderá não reflectir ainda um crescimento do desemprego nestas situações, mas sim um maior número de casos registados”, isto tendo em conta que esta informação só começou a ser recolhida no último trimestre do ano passado.

Tu andas é a comer muito...

... requeijão

!!!

Mais um ataque da Sands contra Steve Jacobs

Agora já é extorsão Joana Freitas

O

joana.freitas@hojemacau.com.mo

processo que rola nos tribunais americanos entre a concessionária Las Vegas Sands e o exdirector executivo da Sands China, Steve Jacobs, volta a estar em destaque. Segundo o jornal Las Vegas Sun, a Las Vegas Sands e a Sands China intentaram novas acusações no processo levantado contra Jacobs em Julho do ano passado, acusando o ex-director executivo de extorsão e de ser lento em eliminar as relações entre os casinos do grupo Sands em Macau e uma figura do crime organizado. O processo remonta a um outro interposto pelo próprio ex-director executivo. Após o despedimento, Steve Jacobs processou a Las Vegas Sands, em Outubro do mesmo ano, acusando a empresa de não lhe ter pago um ano de indemnização e negando o despedimento por justa causa. Jacobs acusou ainda a concessionária do jogo de se recusar a deixá-lo intervir nas acções que lhe haviam sido concedidas pela empresa. Mas o ex-director executivo foi mais longe e afirmou que Sheldon Adelson, presidente da Las Vegas Sands, o demitiu por este se recusar a participar em várias condutas ilegais, nomeadamente o alegado suborno ao Chefe do Executivo para que o governante lhe cedesse os terrenos no Cotai. As alegações de Jacobs moti-

varam investigações da parte das autoridades americanas e chinesas. A Las Vegas Sands negou as acusações e disse que Jacobs foi demitido por trabalhar em negócios não autorizados e violar a política de não concorrência entre as empresas de jogo. A meio deste mês, um juiz americano recusou-se a aceitar a demissão de Jacobs, mas a semana passada as operadoras do jogo reforçaram o processo, apresentando documentos ao tribunal com uma nova expansão das alegações contra Jacobs.

Steve Jacobs

A reconvenção alega ainda que Jacobs colocou em perigo as relações que a Las Vegas Sands e a Sands China tinham com os governos da China e de Macau, porque, alegadamente, Jacobs terá encomendado um relatório detalhado de investigação sobre os funcionários públicos do território através de uma empresa de consultadoria. O documento reafirma a ligação de Jacobs e a recusa em pôr termo a contratos com os casinos da Sands de Macau e Cheung Chi Tai, identificado como um membro de uma tríade. O documento apresentado na semana passada menciona ainda que Jacobs chantageou Adelson com a acusação de suborno ao Chefe do Executivo, dizendo-lhe que se não lhe pagasse o ano de indemnização iria tornar pública essa notícia. A reconvenção diz que Jacobs sabia que essas declarações eram falsas e que elas foram feitas de forma imprudente e com malícia “em prol de seu esquema para extorquir dinheiro a que ele não tinha direito”. Adelson disse ao jornal Wall Street que tinha uma lista de razões para ter demitido Steve Jacobs. “Temos uma lista considerável de razões pelas quais Steve Jacobs foi demitido por justa causa e, curiosamente, ele não desmentiu uma única delas. Em vez disso, tentou explicar sua demissão usando mentiras descaradas e invenções que parecem ter as suas origens na ilusão.”

Mulher testa namorado ao causar incêndio

Amor é fogo que arde e que se vê Sarih Leng

sarih.leng@hojemacau.com.mo

A

Polícia Judiciária anunciou que uma mulher foi detida no sábado por fogo posto, depois de ter tentando testar se o namorado realmente preocupava-se com ela. A jovem, de 26 anos, ateou fogo dentro do seu próprio apartamento, na Estrada dos Cavaleiros, o que levou à ruptura da relação de alguns meses. A mulher, de apelido Wu, é residente de Macau e trabalha como gestora financeira num casino. A vida amorosa não lhe corria bem, tampouco a profissional, razões que a motivaram a testar o namorado. Wu

trancou-se no apartamento e ateou fogo a usar três sacos de carvão e uma garrafa de vinho de arroz. Quando o fogo começou, a jovem desesperada também lançou à fogueira peças de roupa. Wu ligou então ao namorado, a informá-lo que a sua casa estava em chamas. O namorado contactou o irmão de Wu e pediu que ele verificasse o que se passava. Às 6h de Sábado, o Corpo de Bombeiros foi alertado para o incidente e foi para o local. Wu, o irmão e um vizinho tiveram de ser hospitalizados devido à inalação do fumo. O caso, contudo, está agora sob investigação, com Wu detida sob a acusação de tentativa de fogo posto.

terça-feira 26.4.2011 www.hojemacau.com.mo

Afeganistão Rebeldes libertam 478 presos Um grupo de rebeldes libertou 478 prisioneiros de uma prisão no Sul do Afeganistão, na província de Kandahar. A operação foi levada a cabo através de um túnel, entre os prisioneiros estão uma centena de comandantes taliban. “Isto é um duro golpe, é algo que nunca deveria ter acontecido”, disse à Reuters Waheed Omer, o porta-voz do presidente afegão, Hamid Karzai. “Estamos a investigar como é que isto aconteceu e o que está a ser feito para compensar este desastre na prisão.”

Palestina Polícia mata judeu Agentes de segurança palestinianos dispararam ontem contra uma caravana de três veículos que entraram sem autorização no túmulo do patriarca José, um dos lugares de peregrinação do judaísmo perto de Nablus, na Cisjordânia. Um cidadão israelita morreu e três ficaram feridos, segundo o diário “Haaretz” citando fontes do Exército. Israel exige a punição dos responsáveis. Para entrar no recinto do túmulo é necessário um salvo-conduto da Autoridade Palestiniana. A polícia abriu fogo por ter “identificado movimentos suspeitos”. Inglaterra Guarda ofende noiva Um guarda do Palácio de Buckingham foi excluído da celebração do casamento de William e Kate Middleton, que se realiza na sexta-feira, por ter escrito no Facebook que a noiva é uma “vaca”. Cameron Reily, 18 anos, escreveu na rede social da Internet que se sentiu desprezado depois de um episódio que aconteceu na sexta-feira. “Ela e o William passaram por mim e tudo o que consegui foi um gesto com a mão enquanto olhava par o outro lado. Estúpida, vaca. Não sou suficientemente bom para eles?”, escreveu o guarda, que tem como principais interesses, segundo a sua página no Facebook, “cerveja forte” e “provocar estragos”. Cameron Reiley fazia a guarda no exterior do palácio e estava convocado para o casamento de sexta-feira entre o herdeiro da coroa britânica e Kate Midleton.


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