GCS
ORÇAMENTO
TERCEIRA DOSE PÁGINAS 2-3
Nº 4901 SEXTA-FEIRA 26-11-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
MOP$10
hoje macau
TRÂNSITO
SELO NÃO IMPOSTO
O Hotel Tesouro começa amanhã a aceitar reservas para a quarentena obrigatória de 21 dias imposta a quem chega a Macau via Singapura, incluindo quem vem de Portugal. As marcações podem ser feitas por telefone ou e-mail. PÁGINA 5
PÁGINA 4
OPINIÃO
A CO-CRIAÇÃO DA VIOLÊNCIA JOÃO ROMÃO
MALANDRO E PRINCESA PUB.
GONÇALO M. TAVARES
MACAU ART TOY FESTIVAL 2021 COMEÇA NA SEGUNDA-FEIRA
ANDAMOS AQUI A BRINCAR EVENTOS
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Tesourinho deprimente
2 assembleia legislativa
26.11.2021 sexta-feira
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ORÇAMENTO DEPUTADOS APROVAM REFORÇO DE 6,3 MIL MILHÕES
FINANÇAS LEI DE GESTÃO DE FORTUNAS APROVADA NA GENERALIDADE
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OI ontem aprovada na generalidade a proposta de lei da fidúcia, que estabelece um regime de gestão de fortunas, sendo que apenas sete tipos de instituições em Macau têm autorização para gerir fortunas. O secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, adiantou que
com a aprovação da lei foi dado um passo para a “construção de um sistema financeiro moderno”, enquanto que o presidente da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM), Chau Sau San, adiantou que desde a transferência de soberania, em 1999, o número de contas de gestão de fortunas tem
aumentado. Actualmente são mais de 400 mil contas abertas no território, que movimentam mais de 270 mil milhões de patacas. O deputado Ip Sio Kai considerou que a lei era esperada “há muito tempo” e que é importante “para desenvolver o sector financeiro”, tendo em conta que muitos bancos “já de-
senvolvem actividades de gestão de fortunas”, apesar da ausência de regulamentação que uma separação clara dos capitais. Por seu lado, Pereira Coutinho questionou como serão fiscalizados estes processos e garantida a qualificação dos profissionais ligados à gestão de fortunas. Já Song Pek Kei
disse ser necessário “criar confiança” com este novo regime, pelo facto de estar ligado à gestão de patrimónios de avultado valor. O secretário assegurou que a AMCM será responsável pela fiscalização dos processos.
HOJE MACAU
A tapar buracos
sexta-feira 26.11.2021
Ella Lei exige plano de operações do Metro Ligeiro
A
deputada Ella Lei utilizou o período antes da ordem do dia para exigir ao Governo um planeamento da futura operação do Metro Ligeiro, uma vez que o contrato “já passou da metade” e “nos próximos três a quatro anos vão ser construídas mais linhas”. “O Governo tem de planear atempadamente as opções e os planos para a futura operação”, apontou a deputada, que pediu, no entanto, que estejam em cima da mesa várias opções, sobretudo em matéria de recursos humanos. “O Governo deve ter objectivos claros de formar pessoal local para continuar a operar o Metro Ligeiro, e criar uma equipa local de operação, sobretudo pessoal especializado em técnicas essenciais”, disse Ella Lei. A deputada dos Operários lembrou que, de acordo com o plano delineado, cerca de 95 por cento dos postos de trabalho no Metro Ligeiro serão ocupados por residentes. No entanto, defendeu que faltam esclarecimentos sobre a percentagem de funcionários especializados e não especializados, além de que a sociedade receia que os trabalhadores locais “continuem a ser incapazes de desempenhar funções técnicas especializadas ou assumir cargos
Lei Wai Nong garantiu que o Governo continua “a reduzir as despesas desnecessárias”, reforçando “as que dizem respeito ao bem-estar da população” Na mesma proposta, o Executivo declara também que “as perspectivas para as receitas das finanças públicas não são muito optimistas para os restantes meses do ano”, tendo sido ordenado aos serviços e organismos públicos “a avaliação das despesas orçamentais necessárias” até Dezembro.
Obras por pagar
Ron Lam U Tou pediu explicações sobre a redução da verba do PIDDA (Plano de Investimentos e Despesas
da Administração) no valor de 4,6 mil milhões de patacas, mas o Governo justificou o corte com o facto de muitas obras públicas não terem sido realizadas devido à pandemia. “Temos de fazer a liquidação tendo em conta a execução da obra, só depois é que pagamos. Se as obras não forem concluídas este ano serão pagas com o orçamento do próximo ano. Está reservada uma verba no orçamento para pagar essas obras do PIDDA, neste aspecto há continuidade”, explicaram os responsáveis da Direcção dos Serviços de Finanças (DSF). Os dirigentes da DSF disseram também que, caso o ritmo de construção destes projectos públicos avance, aumentam também as despesas a pagar pelo Executivo. Essas despesas serão pagas com o montante destinado à dotação profissional, que para o próximo ano será de 2,9 mil milhões de patacas. Andreia Sofia Silva
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA WONG KIT CHENG EXIGE NOVAS MEDIDAS
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NTEM celebrou-se o Dia Mundial da Violência Doméstica e a deputada Wong Kit Cheng aproveitou o período antes da ordem do dia na Assembleia Legislativa (AL) para exigir alterações ao actual sistema de recolha de provas e tratamento dos casos, alertando para as poucas condenações na justiça.
Wong Kit Cheng entende que é preciso aperfeiçoar “o procedimento de participação dos casos de violência doméstica”, uma vez que, cinco anos depois da entrada em vigor da lei, continuam a existir “dificuldades na recolha de prova”. Desta forma, a deputada entende que as vítimas devem ser avaliadas psicologicamente e receber apoio terapêutico.
Wong Kit Cheng pede que os serviços de apoio às famílias das vítimas sejam melhorados, podendo as autoridades estudar “a possibilidade de fornecer recursos financeiros, alojamento e outros apoios adequados de acordo com a situação real antes, durante e depois do processo”, indo além da mera definição das medidas na legislação.
relevantes de chefia na área de operação, gestão e manutenção”. Ainda em matéria de recursos humanos, Ella Lei adiantou que “os trabalhadores locais se queixaram muitas vezes de serem tratados de forma injusta e optaram por se demitir”, situação que levanta dúvidas quanto à estabilidade destes postos de trabalho.
Pedido orçamental
Na mesma intervenção antes da ordem do dia, a deputada referiu também que o Executivo deve “preparar-se com as duas mãos para a futura operação geral” dp meio de transporte “caso a equipa local não consiga assumir as suas responsabilidades e seja preciso adjudicar parcialmente o serviço”. A legisladora ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau, sugeriu mesmo que as autoridades escolham “outras empresas adjudicatárias experientes e capazes” para evitar problemas contratuais. Além disso pediu a divulgação do orçamento global do novo traçado do Metro Ligeiro, e que todo o processo seja fiscalizado para “evitar situações em que o financiamento não possa ser custeado no futuro”. A. S. S.
RÓMULO SANTOS
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Duas mãos precisam-se
GCS
A Assembleia Legislativa aprovou ontem, com carácter de urgência, um reforço orçamental de cerca de 6,3 mil milhões de patacas vindos da Reserva Financeira. A revisão orçamental prevê também a redução dos montantes atribuídos a organismos com gestão autónoma e financiamento público Assembleia Legislativa (AL) aprovou ontem a terceira proposta de revisão do orçamento para este ano que prevê uma injecção de 6,3 mil milhões de patacas da Reserva Financeira e a redução dos orçamentos de organismos especiais com gestão autónoma, mas financiamento público. A revisão contempla também a redução da despesa do orçamento ordinário integrado no valor acima das 10,4 mil milhões de patacas. Relativamente às receitas do orçamento integrado, a redução foi superior a 16,7 mil milhões de patacas. Na proposta apresentada, com carácter de urgência, pelo secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong é referido que a revisão orçamental se deve ao facto de não ser possível garantir um equilíbrio entre receita e despesa face à queda das receitas brutas do jogo e, consequentemente, dos impostos arrecadados pelo Governo. Até Outubro deste ano, as receitas do jogo foram de 72,1 mil milhões de patacas, valor “longe da estimativa anual de 130 mil milhões de patacas”. A proposta apresentada a plenário refere ainda que o valor acumulado do imposto sobre o jogo foi de apenas 26,5 mil milhões de patacas, ou seja, “não chegou aos 60 por cento da taxa de execução orçamental”. Com esta alteração, o saldo do orçamento ordinário integrado da RAEM para este ano será superior a 675 milhões de patacas. O secretário frisou que o Governo continua “a reduzir as despesas desnecessárias”, reforçando “as que dizem respeito ao bem-estar da população”.
assembleia legislativa 3
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Defendendo o reforço de medidas de controlo destes casos entre fronteiras, Wong Kit Cheng quer também que seja melhorada a eficácia do trabalho interdepartamental. A deputada deseja ver regulamentada a conciliação familiar, para que instituições de serviço social privadas possam proporcionar esse tipo de serviço.
Fronteiras Ma Io Fong pede relaxamento de medidas
O deputado Ma Io Fong disse ontem no período de intervenções antes da ordem do dia, que as autoridades devem “aproveitar o abrandamento da pandemia para relaxar os requisitos de passagem fronteiriça” para assegurar a recuperação do sector do turismo. “Nos últimos dias a taxa de vacinação ultrapassou 70 por cento, e com o seu aumento gradual, os três territórios já implementaram o registo de itinerários. Há 48 dias que não há novos casos em Macau. Sugere-se que se lute para que a passagem das fronteiras entre Guangdong, Hong Kong e Macau volte ao normal antes do final do ano, atraindo visitantes a Macau e dinamizando a comunidade”, apontou.
4 política
26.11.2021 sexta-feira
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RÓMULO SANTOS
IMPOSTO DE CIRCULAÇÃO DEPUTADOS TEMEM QUE NOVA LEI CRIE CONFUSÃO
O tempo foge
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA ASSOCIAÇÃO DAS MULHERES PEDE ESFORÇO COMUM
A partir de Janeiro deixa de ser obrigatório afixar nos veículos o selo do imposto de circulação. Os deputados que estão a analisar na especialidade o diploma temem que o tempo para explicar as mudanças à população não seja suficiente
A
S alterações legais que vão abolir a obrigação de afixar nos veículos o dístico do imposto de selo estão a causar preocupações aos deputados da comissão da Assembleia Legislativa que analisa na especialidade o diploma. Falta pouco mais de mês para a entrada em vigor das mudanças e teme-se que o tempo para promover e explicar as alterações à população não seja suficiente. “O objectivo da lei é eliminar a afixação do dístico. O senhor secretário explicou-nos que não vai alterar o dever do pagamento do imposto de circulação. As pessoas têm de pagar entre Janeiro a Março, como nos anos anteriores, mas não precisam de imprimir ou afixar o dístico”, começou por explicar Ella Lei, presidente da comissão.
No entanto, o tempo para a entrada em vigor das alterações começa a apertar. Até Janeiro, ainda falta concluir a análise na especialidade, a comissão emitir o seu parecer e a proposta de lei ser votada em plenário. “Hoje é 25 de Novembro, estamos preocupados. O Governo diz que ainda vai fazer alguns ajustes na redacção da lei, que tem poucos artigos, e a proposta tem de ser aprovada antes de 1 de Janeiro do próximo ano”, traçou como cenário. “Estamos preocupados porque falta pouco mais de um mês e não sabemos se o Governo vai ter tempo”, acrescentou a deputada.
Tudo nos conformes
Contudo, o Executivo, que ontem se fez representar pelo secretário para a Administração e Justiça, André Cheong, acredita que
tem meios para terminar a lei a tempo. “O Governo respondeu-nos que está preparado para responder às dúvidas dos cidadãos [após a entrada em vigor da lei]. Disseram-nos também que vão ter tempo para formar pessoal antes da entrada em vigor das alterações à lei”, revelou Lei, sobre a posição do Executivo. Sem a obrigação de afixar o dístico espera-se uma simplificação dos processos relativos ao imposto de circulação. Contudo, não haverá redução do preço, o que não implica que as mudanças não beneficiem a população. Foi esta opinião da deputada que lidera a comissão. “Se as pessoas não têm de imprimir o dístico, ficam numa situação melhor. Antes, elas podiam fazer o pagamento, mas como
A
Ella Lei, deputada “Os cidadãos ficam a ganhar, o processo torna-se mais conveniente.”
não tinham colado o dístico num lugar bem visível do veículo ficavam sujeitas a uma sanção. Agora, o cidadão fica apenas com o dever de pagar o imposto,
não tem de afixar o dístico”, justificou Ella Lei. “Os cidadãos ficam a ganhar, o processo torna-se mais conveniente”, acrescentou. João Santos Filipe
FINANÇAS ECONOMISTA DEFENDE EMISSÃO DE OBRIGAÇÕES
O
presidente da Associação Económica de Macau defende que o Governo deve emitir obrigações para promover o desenvolvimento dos serviços financeiros na RAEM. A ideia foi defendida numa entrevista ao jornal Ou Mun e, segundo Lao Pun Lap, presidente da associação, se o Executivo pretende desenvolver os serviços financeiros tem de assumir as rédeas. Apesar de reconhecer que Macau está numa situação muito
estável, com abundantes reservas financeiras e sem dívida pública, o presidente considera que a pandemia veio mostrar as fragilidades do modelo económico da RAEM, além de colocar pressão na reserva financeira. Por isso, Lao considera essencial desenvolver os serviços financeiros. Na óptica do economista a emissão de dívida devia ser feita para atrair investidores para a RAEM, uma vez que o território é avaliado pelas agências de notação
financeira como um dos mercados mais seguros do mundo. Por outro lado, com uma maior iniciativa de participação nos mercados financeiros, Lao acredita que os fundos de investimento regionais começariam a integrar activos de Macau nos seus produtos, desenvolvendo o mercado local de obrigações e consolidando a RAEM na indústria. O presidente da associação sustenta que com a emissão de dívida os residentes ficam mais ferramentas
de investimento para valorizar as suas poupanças. Segundo Lao, a emissão de obrigações iria permitir aos residentes fazer investimentos seguros e reduzir os efeitos da inflação nas suas poupanças. Neste sentido, considera que Macau pode seguir o que é feito em Hong Kong. Por último, face à pouca popularidade da pataca nos mercados internacionais, o economista defendeu que as obrigações devem ser emitidas em renminbi, por ser essencial para o desenvolvimento da Grande Baía. J.S.F.
Associação das Mulheres apela à população para se mobilizar e auxiliar os vizinhos, caso sejam registados crimes de violência domésticas. O pedido foi feito por Chao Kam Kin, director do Centro de Serviços à Família da associação, num artigo publicado no jornal Ou Mun. Assinalou-se ontem o Dia da Violência Contra a Mulher e a associação defendeu a necessidade de aumentar a consciência para o problema, principalmente quando existem receios de casos ocultos. Por isso, o dirigente pediu à população que se mantenha atenta e que não tenha medo de alertar as autoridades. Apesar do apelo, Chao Kam Kin elogiou o trabalho do Governo, que diz ter sido eficaz na redução do número de casos suspeitos de 79, em 2018, para 38 casos no ano passado. Numa outra nota, o dirigente da associação avisou para o impacto da pandemia, que considera poder aumentar as tensões nas famílias e ser um factor de risco para potenciais casos. Neste cenário, Chao sugeriu três medidas para mitigar o fenómeno: adopção de uma política de tolerância zero, estabelecimento de relações mais harmoniosas na comunidade, principalmente entre vizinhos, promoção da educação contra a violência contra as mulheres. A classificação da violência doméstica como crime público foi uma das vitórias do ex-secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam. Antes da proposta de Tam, a Associação das Mulheres contribuiu para que a mudança para a classificação como crime público fosse chumbada na Assembleia Legislativa, ao abster-se na votação.
sexta-feira 26.11.2021
Alibaba Escolhidos 35 jovens para estágios A lista de jovens de Macau seleccionados para fazerem estágio de formação na Alibaba, em Hangzhou, foi divulgada ontem no portal da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais. Entre os 166 interessados, foram escolhidos 35 para participarem no estágio de formação na empresa. Entre os estagiários
sociedade 5
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Take-away Quase 800 estabelecimentos pediram registo
escolhidos, 17 vão focar-se na área de negócios de comércio electrónico, 6 para negócios internacionais da Alibaba Cloud, 3 para negócios de Chief Technology Officer CTO, 2 para negócios de eWTP de Globalization Office, 6 para negócios de Chief Customer Officer CCO e 1 para o Departamento de filantropia.
Desde 15 de Novembro, o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) recebeu 792 pedidos de registo de estabelecimentos take-away, tendo sido emitidas 104 autorizações. Recorde-se que os responsáveis têm até 15 de Maio para se inscreverem no novo sistema de registo de estabelecimentos take-away. Caso contrário,
HOTEL TESOURO MARCAÇÕES DISPONÍVEIS PARA QUEM VEM DA UE
Casa por 21 dias
A partir de amanhã, os residentes vindos de Portugal vão poder marcar a estadia no Hotel Tesouro para cumprir quarentena. Cerca de 53 mil pessoas já fizeram download da aplicação que permite guardar o percurso
odem ser punidos com uma multa de 20 mil patacas. De acordo com o canal chinês da TDM-Rádio Macau, o IAM apontou ainda que, após a entrada em vigor do novo regime, os estabelecimentos take-away estão obrigados a exibir um certificado visível no local ou, digitalmente, nas aplicações móveis em que operam.
A
S marcações para o Hotel Tesouro ficam disponíveis a partir de amanhã, de acordo com a informação avançada ontem pelos Serviços de Turismo (DST), na conferência de imprensa sobre a evolução da covid-19. Segundo Liz Lam, representante do turismo, as marcações podem ser feitas através de contacto telefónico ou do portal do hotel, mas não foram disponibilizados mais pormenores. “As pessoas que quiserem saber mais sobre as marcações e outros pormenores podem contactar o hotel por email ou telefone”, respondeu Lam, quando questionada sobre os procedimentos. A medida cumpre o anúncio do Governo, feito há duas semanas, que obriga quem chegue a Macau através de Singapura, como acontece com as ligações áreas entre a RAEM e Portugal, a fazer quarentena no Hotel Tesouro. A medida deve entrar em vigor a 1 de Dezembro, obrigando igualmente a testes diários nos primeiros 10 dias do total de 21.
App gerou 159 mil códigos
Na conferência foi igualmente revelado que entre terça-feira e as 09h de ontem, a nova aplicação dos Serviços de Saúde foi utilizada para gerar 159.255 códigos de saúde. Este número significa que cada um dos 53.079 utilizadores recorreu, em média, três vezes à app para gerar o código de saúde e entrar em diferentes espaços públicos. A nova aplicação dos SSM, lançada recentemente, permite gravar o percurso dos utilizadores, e o Governo tem como objectivo torná-la obrigatória para todos os cidadãos. A médica Leong Iek Hou revelou
8% da população de Macau fez download da aplicação que permite registar percursos
que até ao momento 8 por cento da população descarregou a aplicação, que ainda está em fase de teste. A coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância da Doença apelou ao download do programa para o smartphone, para que as pessoas gravem o seu percurso e sejam alertadas quando tiverem de ser colocadas em quarentena forçada, ou submetidas a testes.
O sol nasce para todos
A conferência de imprensa serviu ainda para comentar a possibilidade de os atletas chineses medalhados nos Jogos Olímpicos visitarem Macau, vindos de Hong Kong, sem cumprirem quarentena. A coordenadora do Núcleo de Prevenção de Doenças Infecciosas e Vigilância da Doença explicou que a quarentena é aplicada com base no percurso dos indivíduos nos últimos 21 dias. “Não consideramos se as pessoas são medalhadas ou não. Na nossa decisão vamos considerar onde estiveram nos últimos 21 dias antes de entrarem em Macau. E dependendo do percurso vamos aplicar as medidas de controlo pandémico”, justificou. A circulação entre Macau e Hong Kong pode estar cada vez mais perto de ser concretizada. Segundo o South China Morning Post, os governantes do Interior estiveram ontem na RAEHK para ultimar os detalhes sobre a retoma da circulação. “Se o Interior e HK abrirem as fronteiras, já podemos avançar para a abertura [com Hong Kong]”, admitiu Leong. Contudo, por agora, aguarda-se por fumo branco. João Santos Filipe
FEIRA DE PRODUTOS MARCAS DE MACAU E GUANGDONG EM FOCO NO VENETIAN
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Feira de Produtos de Marca da Província de Guangdong e Macau (GMBPF na sigla inglesa) abre hoje portas e disponibiliza aos visitantes do Pavilhão D do Venetian quase 400
stands de exposição, dedicados à promoção de produtos de Macau, Guangdong no âmbito da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”. De acordo com uma nota do Instituto de Promoção do
Comércio e do Investimento (IPIM) a exposição inclui uma zona dedicada à “Vida Inteligente” que visa “exibir elementos científicos e tecnológicos” e ainda, produtos como electrodomésticos, itens
de criatividade cultural, produtos alimentares, produtos turísticos, objectos de uso diário e acessórios de joalharia. A edição deste ano irá contar com a participação de um total de 351 empresas
expositoras, entre as quais 174 na Zona de Exposição de Produtos Específicos de Macau, 150 na Zona de Exposição de Produtos de Marca da Província de Guangdong e 27 na Zona
de Exposição “Uma Faixa, Uma Rota”. A par disso, haverá ainda workshops gratuitos de gastronomia, sorteios de prémios e visitas guiadas pela feira.
6 publi-reportagem
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26.11.2021 sexta-feira
Sands China Lança Programa de Pagamento Agilizado 2021 para as PME Locais O Programa proporciona apoio às PME reduzindo o prazo de pagamento para sete dias
A
Sands China Ltd. está a lançar um programa de ajuda financeira às PME locais que fornecem a empresa, numa acção de apoio ao pacote de recuperação da crise do Governo da RAEM, o qual inclui oito medidas de assistência às PME, no contexto da pandemia. • O Programa de Pagamento Agilizado 2021 visa ajudar todas as PME locais que fornecem a Sands China – que esta considera como seus parceiros estratégicos – a enfrentar as dificuldades do ambiente empresarial decorrentes da pandemia de COVID-19, aliviando as pressões de fluxo de caixa no quadro dos desafios operacionais. • A situação pandémica que vivemos tem causado problemas económicos em todo o mundo, sendo as PME particularmente
vulneráveis ao impacto da COVID-19. Em consonância com a filosofia da empresa de apoio ao crescimento das PME locais, a Sands China, no início da pandemia, tomou a iniciativa de contactar por telefone as pequenas e médias empresas que a fornecem, com vista a compreender melhor os seus problemas e necessidades a nível financeiro e operacional. • Após ter oferecido aos seus fornecedores mais necessitados pagamentos antecipados e um processo de faturação agilizado no rescaldo do Tufão Hato em 2017, a Sands China está agora, mais uma vez, a proporcionar apoio adicional às PME que a fornecem – através do programa de apoio às PME. • Entre 1 de novembro de 2021 e 31 de janeiro de 2022, os parceiros das PME
da Sands China podem candidatar-se ao Programa de Pagamento Agilizado 2021, para poderem encurtar os seus prazos de pagamento de 30 para 7 dias. Os parceiros das PME que reunirem as condições necessárias podem candidatar-se por email para SME_Info@sands.com.mo ou eva.wong@sands.com. mo. Quando a candidatura for aprovada, os prazos de pagamento para novas encomendas e contratos serão reduzidos para sete dias, durante o período de vigência do programa. Para mais informação, é favor consultar: https:// www.sandschina.com/the-company/ SME-Support.html. • “Ao longo dos últimos 17 anos, a Sands China tem desbravado o caminho de mãos dadas com os comerciantes locais,” declarou o Dr.
Wilfred Wong, Presidente da Sands China Ltd. “Embora a pandemia tenha atingido gravemente a economia de Macau, especialmente a indústria do turismo, não nos esquecemos das nossas raízes, e estamos mais empenhados do que nunca em apoiar as empresas locais, no âmbito dos nossos esforços para cumprir a nossa responsabilidade social corporativa. Depois de termos realizado, pela segunda vez, a Feira de Compras da Sands, estamos agora a lançar o programa de apoio às PME – que se espera vir a envolver até 350 milhões de patacas – a fim de responder aos desafios operacionais e financeiros que as PME locais enfrentam actualmente. E aconteça o que acontecer, continuaremos a caminhar lado a lado com as PME locais de Macau.”
sexta-feira 26.11.2021
Entre 29 de Novembro e 5 de Dezembro, a Travessa dos Trens, acolhe o “Macau Art Toy Festival 2021”, uma mostra que, além de obras de Taiwan, Hong Kong, China, Escócia e América Latina, inclui workshops e bancas de produtos. Para a curadoria, esta é uma forma de arte que utiliza o brinquedo enquanto meio para contar histórias e expressar sentimentos
N
ÃO são propriamente brinquedos, mas às vezes parecem. A partir da próxima segunda-feira e até 5 de Dezembro, o Nº6 da Travessa dos Trens, junto á Praça Ponte e Horta, vai acolher a 1ª edição do “Macau Art Toy Festival”, evento dedicado à exibição de cerca de 60 brinquedos artísticos da autoria de criadores locais, do Interior da China, Taiwan, Escócia e América Latina. O conceito de brinquedo enquanto forma de arte, explica uma das curadoras do evento, Anny Chong, é algo que já existe há algum tempo, pelo menos desde que apareceram artistas como Michael Lau (Hong Kong), que no final dos anos 90 captaram a atenção do circuito comercial e, consequentemente, de uma crescente comunidade de interessados, nas suas criações e noutras que começaram a nascer a partir daí. Aqui, explica Chong, ao contrário dos brinquedos típicos, é a vertente artística e a expressão criativa que está
eventos 7
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TOY FEST EXPOSIÇÃO DE BRINQUEDOS ARTÍSTICOS ARRANCA SEGUNDA-FEIRA
Arte que não é brincadeira no centro da equação, já que o brinquedo em si, assume apenas a função de suporte. “Esta é uma grande indústria que tem já uma vasta comunidade fora de Macau. Aqui, esta é uma área pouco conhecida, pois as pessoas focam-se essencialmente no brinquedo em si e não na vertente artística, mas é precisamente o contrário. Normalmente os coleccionadores e designers focam-se mais na vertente artística e o brinquedo, enquanto objecto, é encarado apenas como meio para expressar as suas histórias e criatividade”, começou por dizer ao HM. Por isso, acrescentou Anny Chong, o evento tem como principal objectivo “mostrar às pessoas de Macau que os brinquedos artísticos não são brinquedos como as Barbies, que podemos comprar na Toys "R" Us”. “Queremos mostrar a toda a gente que estamos a falar de obras de arte”, rematou. Ao longo dos setes dias em que decorre a iniciativa, além da exibição de cerca de 60 obras de artistas de Hong Kong, Taiwan, Escócia e países da América Latina como a Colômbia, Argentina e Venezuela, os interessados poderão ainda participar em workshops de criação de brinquedos artísticos entre os dias 4 e 5 de Dezembro ou visitar as bancas de venda de produtos que estarão disponíveis nesses mesmos dias.
“Os brinquedos artísticos são para admirar, observar cores e texturas, vivenciar história e experimentar o seu processo de criação até ao resultado final.” FELIPE WONG CURADOR
Além disso, frisando que todas as peças expostas em Macau são originais, Cassidy Chan, explicou que será ainda possível participar numa visita guiada online ao espaço,
numa das sessões agendadas para o dia 5 de Dezembro.
Para todos os gostos
Para Felipe Wong, também curador do “Macau Art Toy Festival”, a iniciativa tem a mais-valia de permitir aos visitantes “perceber os diferentes processos técnicos e criativos associados a este tipo de arte” e “assimilar histórias contadas por pessoas de contextos muito diferentes, através de brinquedos”. “No nosso festival, os visitantes podem efectivamente
conhecer os artistas que fizeram as obras que estão a ver, com as suas próprias mãos em vez de interagir com uma peça feita, muito provavelmente, por uma máquina”, começou por evidenciar. “Os brinquedos artísticos são para admirar, observar cores e texturas, vivenciar história e experimentar o seu processo de criação até ao resultado final”, acrescentou. Sobre o processo de selecção dos artistas e obras que podem ser vistas a partir de segunda-
-feira, Anny Chong vincou a ideia de relegar o aspecto comercial para segundo plano, trazendo à tona, sobretudo a “personalidade forte” dos artistas. “Procurámos, sobretudo, obras de arte que não pareçam demasiado comerciais (…), pois queríamos trazer a Macau obras de artistas e designers independentes. O nosso principal critério passou por mostrar a personalidade dos designers, independentemente do estilo, técnicas ou materiais utilizados”, partilhou a curadora.
Acerca do desenvolvimento do sector em Macau, Anny Chong não tem dúvida de que “as pessoas estão a começar a despertar para a existência dos brinquedos artísticos”, apesar de, muitas vezes, “não saberem exactamente do que se trata”. “Tem havido um crescimento sólido na procura por este tipo de trabalhos e peças”, rematou. Pedro Arede
FRC Mostra de antiguidades de porcelana a partir das 18h30
Em comunhão com a Câmara de Comércio de Móveis e Antiguidades de Macau, a Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta hoje, pelas 18h30, a palestra “Elegância dos Literatos III – Introdução
aos Objectos de Porcelana da Classe Intelectual”. Ao longo da iniciativa, Catherine Fong e o seu pai, Fong Lin Wa, irão partilhar experiência e conhecimentos sobre a cultura e a história de
quatro objectos raros em porcelana. São eles, um Jarro Conta-Gotas em formato de melão “Qingbai”, um Incensário em Tripé “Jun”, um Pote de Pincéis “Famille-Rose” e um Biombo de Mesa de
Quatro Painéis “Famille-Rose” com o selo de marca “Wang Xi Liang”. O público será ainda convidado a observar e a tocar nos objectos, podendo apreciar de perto as antiguidades.
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26.11.2021 sexta-feira
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Notificação n.o 007/DCN/DZVJ/2021 (Aviso a interessado sobre a acusação legalmente deduzida contra a infracção administrativa por ele praticada) Considerando que não se revela possível notificar, nos termos dos n.os 1 e 2 do artigo 49.º da Lei n.º 7/2003 – “Lei do Comércio Externo”, aplicável por remissão do artigo 20.º do Regulamento Administrativo n.º 40/2004, e do n.º 1 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, os interessados, pessoalmente, por ofício, telefone, ou outra forma, para efeitos de acusação a respeito dos respectivos processos administrativos, nos termos dos artigos 10.º e 58.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, nos termos do n.º 3 do artigo 49.º da Lei n.º 7/2003 – “Lei do Comércio Externo” e do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, os seguintes interessados, do conteúdo das respectivas acusações, a fim de o Instituto tomar uma decisão final em relação aos processos de acusação actualmente em curso: Comprovado que os interessados abaixo discriminados, não transportaram as mercadorias provenientes do exterior da RAEM e sujeitas ao controlo sanitário e fitossanitário para o local de inspecção sanitária e fitossanitária, são suspeitos das infracções previstas no n.º 1 do artigo 15.º do Regulamento Administrativo n.º 40/2004 e, de acordo com o n.º 3 do artigo 15.º do mesmo regulamento, os infractores podem ser sancionados com multa de montante igual ao valor das mercadorias desviadas, não podendo ser inferior a MOP 1000,00 (mil patacas), e as mercadorias são apreendidas e declaradas perdidas a favor da RAEM. Os respectivos factos ilícitos e os resultados das averiguações constam dos autos de notícia e relatórios elaborados por instrutores. O Vice-Presidente do Conselho de Administração para os Assuntos Municipais deste Instituto, Lo Chi Kin, exarou, relativamente aos interessados abaixo discriminados, despacho sobre as respectivas acusações, nos termos do Despacho n.º 18/PCA/2020, de 27 de Novembro. Nome do interessado 許秀貞 HOI SAO CHENG 馬明子
涂爱珍 TU, AIZHEN 钟婷婷 ZHONG, TINGTING
Data em que foram exarados Tipo e n.o do documento N.º e Data do auto de os despachos de acusação e de identificação notícia respectivas bases Bilhete de Identidade de 15/06/2021 004/DCN/ Residente Permanente da DZVJ/2021 Proposta n.o 036/DCN/ R.AE.M. 15/03/2021 DZVJ/2021 C9883XXXX Salvo-Conduto da R.P.C. 002/DCN/ 21/09/2021 para DZVJ/2021 Proposta n.o 058/DCN/ Hong Kong e Macau 15/03/2021 DZVJ/2021 CB981XXXX Salvo-Conduto da R.P.C. 005/DCN/ 21/09/2021 para DZVJ/2021 Proposta n.o 058/DCN/ Hong Kong e Macau 15/03/2021 DZVJ/2021 C7428XXXX Salvo-Conduto da R.P.C. 014/DCN/ 21/09/2021 para DZVJ/2021 Proposta n.o 058/DCN/ Hong Kong e Macau 27/05/2021 DZVJ/2021 C3338XXXX
Nos termos do artigo 48.º da Lei n.º 7/2003 – “Lei do Comércio Externo”, aplicável por remissão do artigo 20.º do Regulamento Administrativo n.º 40/2004, os aludidos interessados poderão apresentar, no prazo de 20 (vinte) dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, defesa escrita a respeito das referidas acusações, a este Instituto, ou dirigir-se, pessoalmente, ao posto de inspecção sanitária e fitossanitária da área de inspecção de carga de chegada do Posto Fronteiriço da Ponte Hong Kong – Zhuhai - Macau, e têm o direito de apresentar todas as provas admitidas pela legislação vigente, quanto à testemunha, podendo arrolar até três testemunhas por cada infracção administrativa, sem prejuízo da aplicação dos artigos 74.º e 75.º do Código do Procedimento Administrativo. Por fim, os processos administrativos em questão encontram-se disponibilizados no Posto de inspecção sanitária e fitossanitária da área de inspecção de carga de chegada do Posto Fronteiriço da Ponte Hong Kong - Zhuhai - Macau. Os interessados ou quaisquer outros particulares que provem ter interesse legítimo em conhecer informações mais pormenorizadas dos elementos constantes dos processos poderão invocar o direito à informação, dentro do horário de expediente. Para quaisquer informações, queiram ligar para a linha de consulta da inspecção fitossanitária das plantas de decoração: 6222 8993, dentro do horário de expediente. Aos 16 de Novembro de 2021. Chefe do Departamento de Zonas Verdes e Jardins Chio Wai Meng www. iam.gov.mo
As empresas têm que designar um operador de segurança para ficar ao volante atento à estrada, apesar de não conduzir, e só quando tiverem “quilómetros de deslocamento autónomo acumulado” poderão prescindir do operador
Parque do futuro Pequim inaugura área experimental para veículos autónomos
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município de Pequim abriu ontem uma área experimental de cerca de 20 quilómetros quadrados para promover a circulação de veículos autónomos, que transportarão passageiros, informou a imprensa estatal. A superfície inclui, no conjunto, 100 quilómetros de extensão de estradas e ruas, no sudeste da capital. A experiência dos passageiros ao andar nestes carros é semelhante a “apanhar um autocarro”, segundo a televisão oficial CCTV. Os veículos são operados pelas empresas Pony.ai e Baidu. De acordo com Wang Shengnan, director de opera-
ções automotivas autónomas do Baidu, “colocar paragens em áreas com alto índice de acidentes” foi evitado e “a segurança dos passageiros é a prioridade”. Em “qualquer tipo de acidente” envolvendo os veículos, a empresa licenciada vai ser “responsabilizada”, disse Teng Xuebei, representante da Pony.ai, citado pela imprensa local. O director do gabinete oficial responsável pela área de testes, Jie Fei, explicou que esta zona foi escolhida pela sua “baixa densidade de tráfego”, mas os veículos autónomos devem “evitar circular nas horas de ponta da manhã e da tarde”. Os veículos devem anunciar “claramente” a sua natureza
como carros de teste autónomos na sua carroçaria.
Plano b
Por enquanto, as empresas têm que designar um operador de segurança para se sentar ao volante e ficar atento à estrada, apesar de não conduzir, e somente quando tiverem “quilómetros de deslocamento autónomo acumulado” poderão prescindir do operador, disse Jie. Durante a fase piloto, também vai ser oferecida uma tarifa reduzida, de modo que uma viagem que custaria cerca de 30 yuans está actualmente com um preço inferior a dois yuans. Outras cidades da China, como Xangai, lançaram circuitos piloto semelhantes para esta tecnologia.
Tencent ‘Apps’ submetidas a inspecção antes do lançamento As autoridades chinesas exigiram que a gigante da internet Tencent envie as novas aplicações móveis ou actualizações de ‘apps’ já existentes para inspecção antes de serem disponibilizadas ao público. Vários grupos de tecnologia foram multados, nos últimos meses, por práticas monopolistas ou por infringirem regras de protecção de dados dos utilizadores. Segundo a cadeia televisiva CCTV, o grupo Tencent foi notificado por nove infracções, desde o início
do ano, cuja natureza não foi especificada. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação tomou “medidas administrativas” contra a Tencent, incluindo a exigência de que qualquer nova aplicação ou actualização sejam submetidas para inspecção, informou a CCTV. A medida, descrita como “temporária”, não tem consequências para os utilizadores das aplicações do grupo, que vão continuar a funcionar normalmente por enquanto.
sexta-feira 26.11.2021
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FICÇÃO, ENSAIO, POESIA, FRAGMENTO, DIÁRIO
entre oriente e ocidente
GONÇALO M. TAVARES
Família, infância
Legendas sem Fotografias (9)
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Malandro e Princesa
RECORDAÇÕES DE M. Aqui estou eu, com a cruz ao peito, mas com ar malandro. Está aqui a minha vida toda. Sempre tive este sorriso de quem diz: estão a ver-me aqui, mas eu estou também noutro lado. É de alguém que se diverte com a vida. Sempre percebi isso, sem humor e um sorriso a vida não se leva a bem como uma maleta pouco pesada. Tem que se ter pouco pesa na mala, isso é evidente. (pausa) E o riso também é importante para a sedução. Um sorriso é o mais importante. Sempre o usei desta maneira. Como se me estivessem a fotografar e eu tivesse que estar com ar sério, mas, ao mesmo tempo, quisesse mostrar que era um rebelde. Quando uma fotografia nos apanha assim, a sorrir, significa que não somos dominados por ela. A imagem não manda em mim. É isso que eu estou a dizer aqui nesta fotografia. Não estou aqui na vida só para ser um bom obediente. Não quero ficar bem na imagem, quero divertir-me também. Foram bons tempos estes, mas agora também são. Estou bem velho, mas continuo com aquele ar malandro. Acho que quando morrer e abrirem o caixão eu vou estar com este ar malandro. Podem fotografar à vontade que não me vão apanhar com ar sério. RECORDAÇÕES DE C. Pareço uma princesa, não é? Como as imagens enganam. Não sou de todo uma princesa. Acho que sou um bocadinho mais abaixo (risos). Abaixo de princesa é o quê, duquesa? Nunca soube as hierarquias militares ou estas. Mas no mínimo gostava de estar logo abaixo de uma princesa, é disso que me lembro. Como se fosse uma possível substituta de princesas. Como no futebol, se um jogador jogo mal entra outro. Eu podia entrar, caso a princesa se magoasse ou ficasse feia (risos). Por mim, não me importava até de ser eu a lesionar a princesa (risos) desde que ninguém visse. Estou a brincar. a partir da Natureza Fantasma de Marco Martins e Companhia Maior
ILUSTRAÇÃO ANA JACINTO NUNES
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1 9 0 26.11.2021 sexta-feira 3 6 6 7 8www.hojemacau.com.mo 4 9 2 7 9 2 6 1 0 3 7 9 4 6 7 4 2 1 7 3 9 4 5 3 6 4 2 1 NUBLADO MIN 16 MAX 242 HUM 40-70% • EURO 9.01 BAHT 0.24 YUAN 1.25 7 1 6 8 9 4 UV 5 (MODERADO) ´ 1 4 9 4 0 7 4 5 8 9 6 4 8 CINETEATRO 7 0 9 43 44
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ANA GOMES I A VIDA E O MUNDO | EDITORA PALIMPSESTO (2020)
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6 1 8 7 2 4 3 0 2 9presidenciais 3 5 4 em7Portugal 1 8 As eleições estão aí5 à porta 4 e9Ana8Gomes, 0 6candidata 2 7 independente mas com um vínculo 0 ao3Partido 6 1Socialista, 7 9 4 2 histórico acaba 1 esta 0 2biografia 6 5 escrita 3 8pelo 4 de lançar jornalista João Pedro Henriques. 7 8 4 3 9 5 0 6É a história da ex-eurodeputada que se 9 5 à0diplomacia 2 6 1 3 tem dedicado e ao7combate contra a corrupção. Ana Gomes 3 6 1 0 8 2 5 9 já abraçou inúmeras lutas, tal como 4 de 7 Timor-Leste, 5 9 3 8e muitas 6 1 a questão mais estão livro9 que 8 2por7 vir. 4 Um 1 0 5
parte de uma conversa franca sobre uma personagem política portuguesa 46 controversa e corajosa. tida como Andreia 5 Sofia 4 3Silva7 8 2 1 9
C I N E M A
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[C] 9ANITA (FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) filme de: Longman Leung 0Um Com: Louise Wong, Lau Chun Him, Liew, Louis Koo, Lam Ka Tung 314.15,Fish 19.00 SPY [B] 5SHOWBIZ (FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) 7Um filme de: Keian Chui Com: Anson Lo@Mirror, Chole So, Chan, Heidi Lee, Alina Lee 1 16.45,Summer 21.30 8 ENCANTO [A] EM CANTONENSE) 4(FALADO Um filme de: Byron Howard, Jared Bush 14.30, 16.30, 19.30 2 6 SALA 2
GHOSTBUSTERS AFTERLIFE [B] Um filme de: Jason Reitman Com: Paul Rudd, Finn Wolfhard, Mckenna Grace 21.30 SALA 3
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(FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Keian Chui Com: Anson Lo@Mirror, Chole So, Summer Chan, Heidi Lee, Alina Lee 14.30, 19.30
SWORD ART ONLINE THE MOVIE - PROGRESSIVE - ARIA OF A STARLESS NIGHT [B] (FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Ayako Kono 16.30, 21.30
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confeitaria
João Romão
VÃO-SE TORNANDO mais violentas as vagas de contágio por covid-19 em algumas das zonas mais ricas e educadas do planeta, tradicionalmente pacíficas cidades do norte da Europa, insuspeitas de germinar movimentos anti-sistema capazes de transformar praças e avenidas em campos de batalha. Mas afinal há por estes dias sinais de confrontos entre manifestantes e polícias de vários países europeus, incluindo a Alemanha, a Holanda, a Bélgica, a Suíça, a Áustria, a Itália ou a Croácia. Com algumas nuances locais, nestas manifestações contestam-se regras relativas ao controle ou à limitação da mobilidade para abrir nova frente de combate à propagação do vírus. O caso não parece ser para menos: nesta quinta vaga da pandemia registam-se números de casos de contágios sem precedentes, os lugares para cuidados intensivos em hospitais começam a escassear e a capacidade de tratamento - não só de covid-19, mas também de outras doenças - volta a ser posta em causa. Há mais de dois meses (a 10 de Setembro) escrevia aqui sobre a quinta vaga de infecções no Japão, na altura também a registar números de casos sem precedentes durante a pandemia. O país tinha começado tarde o processo de vacinação generalizada e na altura pouco mais de 40% da população tinha recebido duas doses da vacina. Passados estes dois meses, praticamente tada a população adulta está vacinada e o número diário de novos contágios em todo o país tem rondado os 100 (o que corresponde a cerca de 7 casos diários por cada 10 milhões de habitantes, o que pode ser comparado com os cerca de 2000 que se registam actualmente em Portugal). Em todo o caso, continua a haver um uso massificado de máscaras protectoras em locais públicos e uma quase absoluta ausência de discussão sobre o assunto. Na Europa há um problema semelhante de escassez de vacinação e parte significativa da população não recebeu as vacinas, tal como acontecia no Japão no início desta quinta vaga de infecções. A causa é diferente, no entanto: no Japão houve um atraso na aprovação de vacinas e na sua aquisição às grandes empresas que controlam globalmente o negócio, enquanto na Europa a causa é uma recusa sistemática da inoculação por parte de uma parte significativa da população - a mesma, aliás, que também recusa novas restrições à mobilidade ou imposição da utilização de máscaras. Em causa, alegam, está a defesa do direito à liberdade individual. Felizmente este fervoroso apego à liberdade não se tem aplicado noutros âmbitos em que a regulamentação e restrição dos comportamentos individuais são feitas em defesa da comunidade - e, em última análise - em defesa da liberdade. Por exemplo, não consta que tenha havido grandes manifestações contra a proibição de os automóveis circularem pela esquerda, pela obrigatoriedade de se parar nos sinais de “stop” ou nos semáforos
GIUSEPPE LAMI EPA-EFE
A CO-CRIAÇÃO DA VIOLÊNCIA
vermelhos, ou mesmo contra as restrições impostas sobre a transposição de traços contínuos a separar as faixas de rodagem. Não é difícil perceber, nestes casos, que o nosso direito à mobilidade automóvel requer estas pequenas restrições, estas imposições de um regulamento que nos garanta a coordenação e a segurança do tráfego de toda a comunidade. Também não consta que tenha havido manifestações contra as severas restrições à liberdade de se trazer dos estabelecimentos fornecedores os diversos produtos de que vamos precisando, sem antes efectuar o respectivo pagamento. Mesmo quem passa fome, não tem liberdade para trazer do supermercado a comida de que precisa, se não a pagar. Um estudante de fracos recursos económicos não pode trazer da livraria os livros que gostava de ler. Não há liberdade que valha, mesmo em caso de extrema necessidade, quando está em causa o direito de propriedade. Na realidade, nem a pessoas sem-abrigo é concedida a liberdade para ocupar as casas que agiotas vão retirando do mercado de habitação para colocar no mercado de arrendamento turístico de curto prazo. Em todos estes casos, há um entendimento claro de que a liberdade individual requer um conjunto de regulamentações e restrições que se aplicam a toda a comunidade, sem as quais é a própria liberdade que está em causa. O mesmo se passa, na realidade, em relação ao covid-19: é a defesa urgente do nosso direito generalizado à liberdade de circulação e de comunica-
Em todos estes casos, há um entendimento claro de que a liberdade individual requer um conjunto de regulamentações e restrições que se aplicam a toda a comunidade, sem as quais é a própria liberdade que está em causa
ção com outras pessoas que justifica, quer as medidas restritivas que se vão impondo, quer a procura de soluções (como as vacinas) que permitam erradicar o problema. Se a doença se propaga através de contac-
tos entre membros de comunidades, qualquer solução que possa vir a ser encontrada implica a mobilização de toda a comunidade. Não se resolve um problema colectivo como este com soluções individuais, mesmo que em defesa de uma suposta liberdade - da mesma forma que não se resolvem os problemas do trânsito ou da regulação do comércio e da economia com base no livre arbítrio individual, mas com regras que se apliquem a toda a comunidade. A recusa da vacina, das restrições à mobilidade, ou da utilização de máscaras protectoras, não constituem apenas a expressão de uma discordância: estas são acções e decisões que desvinculam quem as pratica das comunidades em que normalmente se inserem. Não só não estão disponíveis para se enquadrar nas medidas colectivas definidas, como não sentem qualquer responsabilidade para apresentar alternativas para a superação de um problema que é comunitário e que só poder ser resolvido enquanto tal. Na realidade, ao ouvir falar quem defende tais práticas, frequentemente se descobre que o próprio problema - as consequências das infecções massivas por covid-19 - não é sequer reconhecido. Nem os 5 milhões de mortos no planeta, nem o esgotamento dos lugares para tratamento intensivo de doentes em hospitais, nem a exaustão dos profissionais de saúde envolvidos parecem assumir relevância suficiente para justificar a imposição de regras e formas de regulamentação que procurem - com as suas limitações e insuficiências defender as comunidades e a sua liberdade. Na realidade, essas regras passaram a ser vistas como uma restrição desnecessária e injustificada de liberdades fundamentais. Não há abordagem científica que defenda ou valide as ideias e propostas associadas às acções de violência que começam a emergir numa das zonas do planeta com mais altos níveis de escolaridade e onde maior valor se dá à ciência. Na realidade, parte da população parece impermeável ao discurso científico e altamente predisposta à partilha de opiniões em redes digitais, num processo de alegada “co-criação” de conteúdos informativos e de conhecimento, não validada nem mediatizada por qualquer processo colectivo reconhecido e transparente - seja o da responsabilidade editorial da imprensa, seja o da avaliação por “pares” nas comunidades científicas. Na realidade, a emergência destas ondas massivas de informação gerada por utilizadores e mediada, validada e/ou promovida de acordo com interesses comerciais e políticos das empresas que controlam a sua difusão, é contemporânea da desvalorização da ciência e das formas de conhecimento que requerem processos de avaliação e validação críticas. Tudo isto, em todo o caso, em nome da crítica e da liberdade. Incluindo, pelos vistos, a liberdade da violência.
“O desporto é uma guerra sem armas.” PALAVRA DO DIA
Internet Ho Iat Seng quer ordem na informação disponível
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Chefe do Executivo afirmou ontem que “a Internet não é um sítio sem lei” e que não pode haver “liberdade sem ordem”, anunciando mudanças na cibersegurança no território. “A Internet não é um sítio sem lei e nada pode ser feito sem normas, não havendo liberdade sem ordem”, afirmou Ho Iat Seng, no China Internet Media Forum 2021. O Chefe do Governo frisou ainda que “com evolução das tecnologias digitais, diferentes formas de difusão de conteúdos na Internet já penetraram no quotidiano das pessoas, tornando-se numa fonte importante de obtenção de informação”. Por essa razão, o responsável defendeu a regulamentação e ordem da Internet, caso contrário vai inquietar e afectar a estabilidade da sociedade. “Além das possíveis irregularidades na difusão de informações pelos ‘media’ na Internet, vários órgãos governamentais ou empresas privadas em todo o mundo, incluindo Macau, sofreram ataques cibernéticos, o que fez soar o alerta da cibersegurança no território”, disse. Por essa razão, Ho Iat Seng prometeu que o Executivo dá e continuará a dar “elevada importância à questão da cibersegurança”, adoptando “medidas de resposta para garantir que a segurança da sociedade de Macau e do país não sofre eventuais ameaças”.
George Orwell
Um prato, todos os sabores China Media Group e RAEM em parceria para promover o território no mundo
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Governo espera que uma parceria com o China Media Group, proprietário do canal CCTV, ajude a divulgar ao mundo os “elementos mais maravilhosos, histórias e cultura de Macau”. O desejo foi deixado por Ho Iat Seng, durante a cerimónia de parceria com o grupo estatal chinês, que serviu também para a estreia do documentário “Sabor de Macau”, que apresenta parte da história gastronómica da RAEM. No discurso da cerimónia, o Chefe do Executivo sublinhou também que no âmbito da construção da Grande Baía, a RAEM tem de criar “uma base de intercâmbio e cooperação que, tendo a cultura chinesa como predominante, promova a coexistência de diversas culturas”. O multiculturalismo com predominância da cultura chinesa foi de resto apontado como “vantagem única de Macau”. Ho Iat Seng garantiu que “Macau é uma cidade turística segura e adequada para viajar” e todos os turistas são convidados a “experimentar o encanto único e multicultural do território”.
Contar bem a história
Por sua vez, Shen Haixiong, vice-ministro do departamento de publicidade do Comité Central
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plano de apoio pecuniário incluído nas oito medidas de apoio às PME e trabalhadores começa hoje a ser distribuído a um total de 116.946 beneficiários através de transferência bancária ou envio de cheque postal. Em comunicado, a Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) aponta que o pagamento dos
26.11.2021
FDCT Escolhidos 31 projectos para bolsas de contacto
Dos 101 projectos de investigação científica subsidiados em 2021, o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) seleccionou 31 projectos para participar em roadshows e usufruir de bolsas de contacto realizadas por empresas da Grande Baía. Em comunicado, o FDCT apontou ainda que, ao longo do ano, lançou a “Plataforma Online de Bolsas de Contacto da Indústria-Universidade-Investigação” e o “Programa de Apoio Financeiro para Combinar Indústria-Universidade-Investigação com Empresas”. O objectivo passa por concretizar a “valorização e reconversão” de produtos e serviços e “promover a transformação dos resultados”.
OMS Alerta para nova variante com “elevado número de mutações”
do Partido Comunista da China e presidente do China Media Group, considerou que a parceria vai permitir não só “contar bem a história de Macau na nova era”, mas “divulgar a execução bem-sucedida do princípio ‘Um País, Dois Sistemas’ com características de Macau
e apoiar activamente a integração da RAEM na conjuntura do desenvolvimento nacional”. Shen Haixiong explicou também que a parceria entre o Governo da Macau e o China Media Group cumpre o espírito do discurso de Xi Jinping durante as celebrações
Ho Iat Seng sublinhou que a RAEM tem de criar “uma base de intercâmbio e cooperação que, tendo a cultura chinesa como predominante, promova a coexistência de diversas culturas”
do 20.º aniversário da RAEM, de concretizar “um maior alargamento das áreas de cooperação com o Governo da RAEM” e ainda o “o enriquecimento da implementação pelos média do princípio de ‘um país, dois sistemas’”. O documentário estreia a 20 de Dezembro, no canal CCTV-9 do China Media Group, com transmissão simultânea no China Media Group Mobile e CCTV.COM. No exterior a transmissão vai ficar a cabo do CGTN. J.S.F.
ECONOMIA MAIS DE 110 MIL COMEÇAM HOJE A RECEBER APOIO PECUNIÁRIO
O
sexta-feira
montantes será feito “dentro de quatro dias”, envolvendo uma verba total de 1,84 mil milhões de patacas. Ao todo, serão apoiados 101.502 trabalhadores, 4.148 profissionais liberais e 11.296 estabelecimentos comerciais. Recorde-se que o apoio prevê a atribuição de 10 mil patacas a
todos os contribuintes do imposto profissional, com rendimentos obtidos em 2020 inferiores a 144 mil patacas, ou seja, remunerações mensais de cerca de 12 mil patacas. Abrangidos estão também profissionais liberais que reúnam os mesmos requisitos, contribuintes do imposto complementar de rendimentos que
não obtiveram lucros operacionais em 2020 e operadores de estabelecimentos comerciais. Para os dois últimos casos será atribuído um apoio pecuniário entre 10 mil e 200 mil patacas, calculado com base em 5 por cento da média dos custos operacionais por si efectuados nos últimos três anos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada para a “ocorrência de uma nova variante de covid-19” na África do Sul e Botsuana, com “elevado número de mutações”, anunciou ontem a directora da OMS para África, Matshidiso Moeti. “Fomos alertados na quarta-feira para a ocorrência de uma nova variante de covid-19, que a OMS classifica como variante em monitorização, a B11.529, acerca da qual precisamos de obter mais informação”, indicou a responsável na conferência de imprensa semanal da organização através da internet. Moeti destacou que “é importante saber até que ponto esta variante se encontra em circulação na África do Sul e no Botsuana” e que a organização está igualmente muito atenta ao que se conseguir saber sobre as “características deste vírus”, que está agora no centro das preocupações dos laboratórios de análise e investigação dos daqueles países.
UE Bruxelas quer vacinados sem restrições de viagens
A Comissão Europeia propôs ontem o reforço da coordenação sobre viagens na União Europeia (UE) devido ao aumento de casos do coronavírus, sugerindo que vacinados não sejam submetidos a restrições adicionais e que não vacinados sejam mais testados. Em causa está a recomendação actualizada para “coordenação para facilitar a livre circulação segura durante a pandemia” e enviada pelo executivo comunitário ao Conselho, que sugere uma “abordagem baseada na pessoa”, para que quem tenha “um Certificado Covid-19 Digital da UE válido não seja, por princípio, sujeito a restrições adicionais, tais como testes ou quarentena, independentemente do seu local de partida” na União. Por seu lado, “as pessoas sem Certificado Covid-19 Digital da UE podem ser obrigadas a submeter-se a um teste realizado antes ou depois da chegada”, propõe a instituição aos Estados-membros, aos quais cabe a decisão final sobre viagens.