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q u i n ta - f e i r a 2 6 d e n o v e m b r o d e 2 0 1 5 • ANO X V • N º 3 4 6 2
Orçamento menor. Despesa vai aumentar. Confuso?
Au Kam San não “engole” argumentos da Secretária O deputado do Novo Macau considera a razão avançada por Sónia Chan (o estado da economia) para não avançar na reforma política “um disparate”. página 5
Página 4 lusa
Agência Comercial Pico • 28721006
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Director carlos morais josé
hojemacau
o governo
Costa no castelo
violência doméstica
Governo e associações assinam compromisso de tolerância zero
Agir antes da lei A lei demora a sair. Associações de defesa das vítimas e Instituto de Acção Social antecipam-se. A ideia é monitorizar situações. E fazer qualquer coisa. Página 8
opinião Problema Duas pedras sistémico em cada mão aurelio porfiri leocardo
Nove mbro
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amélia vieira
grande plano
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diário de bordo
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hoje macau quinta-feira 26.11.2015
por carlos morais josé
“Existiu em todo o processo negocial um ponto delicado, que foi o de Macau, que a parte chinesa, após a abertura das negociações, colocara como questão prévia. Todavia, o realismo de ambas as partes e a vontade de chegar a um acordo permitiu que, sobre Macau, se chegasse a um entendimento que prevaleceu e se consignou no acordo assinado”
Ramalho Eanes •Ex-presidente português
“O CCAC recebeu, na semana passada, a carta encaminhada pelo Gabinete do Chefe do Executivo e irá responder formalmente a todas as questões nela suscitadas sobre o relatório de averiguação interna”
Da divulgação do Direito local Em absorvente manchete do Jornal Tribuna de Macau, o deputado e membro do Conselho Executivo Leonel Alves proclamava ontem a necessidade de uma maior divulgação do Direito de Macau. Entende o também enorme causídico da nossa praça que o Governo deve assumir responsabilidades nessa área. Não podemos estar mais de acordo. Parte integrante da autonomia da RAEM, o Direito merece uma atenção redobrada por parte de todos os que erigem o dístico “Amar Macau, amar a Pátria” como farol das suas acções e da sua ética. A própria existência dessa especificidade – o corpus jurídico local – constitui uma mais-valia para a China, enquanto fomento de diversidade e compreensão/inserção no mundo global. O funcionamento da máquina judicial da RAEM é, de igual modo, (ou deveria ser)
um laboratório para os que na RPC procuram os modos legislativos e operativos para a ciclópica mudança que se opera nos contextos jurídicos/judiciais do continente. Enquanto parte constitutiva da RPC, o Direito de Macau acrescenta-lhe uma perspectiva humanista, bem mais interessante que a Common Law de Hong Kong, por, pelo menos, duas ordens de razões: primeiro, porque se trata de um corpo jurídico “irmão”, na medida em que segue, tal como a RPC, o modelo romano-germânico por contraste com o que vigora na ex-colónia britânica; segundo, porque introduz no Direito chinês conceitos inexistentes como a abolição da pena de morte, da prisão perpétua, do respeito inalienável das liberdades individuais, etc.. E tudo isto num contexto, por assim dizer, “familiar”.
édito É por isso que são de louvar as iniciativas que contribuem para a divulgação do Direito local, partam elas do Governo ou da iniciativa privada. Leonel Alves entende que o Governo deve assumir a condução da viatura. Contudo, como o próprio refere tal não tem acontecido de forma brilhante ou sequer eficaz. De facto, talvez seja o momento em que, por razões da mais variada ordem, a sociedade civil se organize e, de acordo com os ditames do segundo sistema, se substitua ao Estado na divulgação e promoção de assuntos que lhe dizem respeito. Não se poderá dizer que os operadores do Direito – juízes, delegados do MP, advogados, etc. – careçam de meios para o fazer. Seria injusto não dar o exemplo da Fundação Rui Cunha, cujo
A polícia forense tunisina inspecciona um autocarro que foi alvo de um ataque à bomba, enquanto transportava a guarda presidencial do país. Pelo menos 13 pessoas morreram EPA/MOHAMED MESSARA EPA/MOHAMED MESSARA
ontem macau
trabalho na área do Direito local tem sido exemplar e um modelo a seguir, sobretudo por outros igualmente afortunados mas cujo contributo para a sociedade tem sido significativamente mais discreto ou invisível. Certamente que Leonel Alves tem participado nos debates e discussões que por lá se desenvolvem e poderá mesmo tomar o projecto como excelente para desenvolver noutros contextos, lugares e patronos. Alguns ficam-se pelas palavras e esperam que o Governo actue. Outros entendem que podem realmente fazer qualquer coisa pela RAEM, sem esperar pelo que a RAEM pode fazer por eles. Certamente que todos os operadores do Direito de Macau compreendem que a sua própria sobrevivência está intimamente ligada a esta questão.
horah
• CCAC sobre funcionário falecido
“Se não nos focarmos na prestação de serviços, não vamos ter sucesso. Portanto, a nossa lógica é obviamente, pouco a pouco, ir melhorando os serviços que prestamos e aumentar também esses serviços” Pedro Cardoso • Presidente da Câmara de Comércio Europeia de Macau
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“Alguns estão hesitantes nos seus ideais, confusos nas suas crenças, recusando acreditar no Marxismo-leninismo, mas acreditando em fantasmas, e quebrando a lealdade para com o partido” Xu Hairong, Comissão Central de Disciplina do PCC | P. 12
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; Aurelio Porfiri; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos; Thomas Lim Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
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hoje macau quinta-feira 26.11.2015
Com caras bem conhecidas da vida do PS e outras menos, António Costa formou equipa. O novo Governo parece agradar a gregos e troianos, mas terá de arrumar o que foi deixado por resolver
grande plano
Portugal Novo Governo é uma equipa coesa com muito trabalho pela frente
Cadeiras quentes
Cara-a-cara
“Há vários ministros e secretários de Estado que participaram em Governos anteriores, também há alguma novidades, pessoas com currículo de qualidade inegável como acontece na educação”, defendeu Tiago Pereira, destacando algumas das caras novas que forma
XXI Governo Constitucional Primeiro-Ministro
António Costa
Ministro-adjunto Eduardo Cabrita Formado em Direito Mário Centeno Ministro das Finanças Formado em Economia Ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva Formado em Sociologia Maria Manuel Leitão Marques Ministra Modernização Administrativa Professora catedrática
“U
m grupo que não deixa margem para dúvidas quanto à qualidade”. É assim que Tiago Pereira, secretário-geral da secção socialista em Macau, classifica a equipa de ministros e secretários apresentada por António Costa, actual primeiro-ministro de Portugal, indigitado pelo Presidente da República, Cavaco Silva. “Finalmente temos um Governo em Portugal, esta situação prolongou-se muito além do razoável, mas finalmente a decisão veio de encontro à única coisa que poderia ter acontecido. Qualquer outra opção era absolutamente impensável”, defendeu o secretário-geral. Arnaldo Gonçalves, militante do Partido Social Democrata (PSD), caracteriza esta nova equipa como “coesa”, que junta algumas das “figuras conhecidas, como o Ministro da Agricultura, Capoulas Santos que são históricos do Partido Socialistas (PS), a vários técnicos e académicos, em áreas que são fundamentais, como a defesa, educação, saúde e economia”. Para o também comentador a equipa nomeada é um grupo com experiência mostrada nas áreas de formação tornando-se por isso “bastante balanceada”. A presença do novo Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, é elogiada também por Arnaldo Gonçalves, que considera ter o perfil mais que indicado para o papel. Para Albano Martins, economista e comentador, a questão não se deve prender à especialidade de cada um mas sim ao que realmente é preciso. “Ele têm de ser bons gestores e terem uma equipa de base que os apoie (...) só assim é que irão conseguir trabalhar”, reforçou.
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Ministra da Justiça Francisca Van Dunem Procuradora-geral-adjunta
a equipa “capaz” nomeada por António Costa. “Mário Centeno, Ministro das Finanças, estará muito em foque, nomeadamente nas próximas semanas com a elaboração do projecto do orçamento de Estado e a sua discussão em Portugal e em Bruxelas. A par com o António Costa será uma figura central deste Governo, portanto merece esse destaque”, apontou. Há ainda outras pessoas, como por exemplo, José António Vieira da Silva, Ministro da Segurança Social, que “no fundo é uma repetição do desafio a quem já tinha sido dirigido em 2005, quando pegou nesta pasta e fez a reforma social”. Também Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros, parece “uma grande aposta, mais do que acertada”, apontou, frisando ainda o regresso de Capoulas Santos à pasta da Agricultura. “[O nomeado] tem um longo percurso como ministro e eurodeputado, tendo até sido reconhecido como melhor deputado da área”, afirmou.
“Finalmente a decisão veio de encontro à única coisa que poderia ter acontecido. Qualquer outra opção era absolutamente impensável” Tiago Pereira PS-Macau
A nomeação de Pedro Nuno Santos, para Secretário de Estado para os Assuntos Parlamentares, foi uma “decisão muito acertada”,
tendo em conta o papel “fundamental que o Secretário terá no equilíbrio e gestão dos acordos com os partidos à esquerda do PS”.
“Vão encontrar provavelmente equipas e gabinetes de serviços baseadas pela ex-coligação e aí vão ter um problema complicado para resolver” Albano Martins Economista e comentador
Apesar dos grupos políticos diferentes, a nomeação de Francisca Van Dunem, nova Ministra da Justiça, é vista com muito bons olhos por Arnaldo Gonçalves. “É uma mulher com muita experiência, até como Procurada GeralAdjunta”, apontou, indicando que o facto de ser de etnia africana mostra que “o país também se abre à sua própria realidade, representando a comunidade enorme de africanos que tem”.
Arrumar a casa
Albano Martins não tem dúvidas quando diz que este novo Governo irá “enfrentar algumas dificuldades”. “Vão encontrar provavelmente equipas e gabinetes de serviços baseadas pela ex-coligação [referindo-se à PàF], e aí vão ter um problema complicado para resolver”, argumenta. O caminha não se espera fácil, reforça, mas “desde que tenham ideias claras dos principais objectivos da Governação para cada ano”, o comentadora acredita que “tudo correrá bem”. “Há áreas difíceis, mas ai terão de ter um grupo de pessoas que os
Ministra da Administração Interna Constança Urbano de Sousa É investigadora, especialista em Segurança e Justiça da União Europeia, imigração e direito de asilo. Azeredo Lopes Ministro da Defesa Docente na Universidade Católica do Porto Ministro do Planeamento e Infraestruturas Pedro Marques Economista Manuel Caldeira Cabral Ministro da Economia Economista Ministro do Trabalho e Segurança Social José António Vieira da Silva Formado em Economia Ministro da Saúde
Adalberto Campos Fernandes Especialista em saúde pública
Tiago Brandão Rodrigues Ministro da Educação Investigador bioquímico Ministro do Ambiente
José Pedro Matos Fernandes Presidente das Águas do Porto
Ministro da Agricultura Capoulas Santos Licenciado em Sociologia Ana Paulo Vitorino Ministra do Mar Engenheira Civil Ministro da Cultura
João Soares Editor literário e político
Secretária de Estado Adjunta Mariana Vieira da Silva Socióloga Secretário de Estado Assuntos Parlamentares Pedro Nuno Santos Ex-secretário-geral da Juventude Socialista Miguel Prata Roque Secretário de Estado Presidência Advogado
aconselhe de forma a evitar conflitos. O Governo de Passos Coelho deixou praticamente em todas as áreas muitas zonas de conflito latente e portanto esta não é a postura que o PS deverá ter nesta fase. Terá de haver muito cuidado para conseguir resol-
ver estes conflitos, ou pelo menos atenuar. Apesar de não a conhecer, acho que esta equipa poderá fazê-lo. O que é importante é que este grupo trabalhe”, rematou. Filipa Araújo
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Política
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Crise das despesas
Três dos deputados presentes questionaram-se acerca do aumento da despesa do Executivo, justificando que a crise económica deveria forçar o Governo a cortar nas despesas
Orçamento Aprovada diminuição de 14%. Deputados criticam acréscimo
No gasto é que está a poupança Em 2016, o Governo calcula gastar mais 1,5% do que até ao final deste ano, devido ao investimento em projectos. Ainda assim, o orçamento será menor em 14% do que em 2015, devido à queda das receitas do Jogo gcs
orçamento da RAEM para 2016 vai cifrar-se nos 103,2 mil milhões de patacas, o que representa uma diminuição de 14 mil milhões face ao ano corrente. A razão é simples: as receitas do Jogo sofreram uma queda e por isso o Executivo estima arrecadar cerca de 70 milhões de patacas através do imposto especial sobre o jogo, ou seja, menos 14 mil milhões quando comparando com o valor conseguido este ano. No entanto, o valor da despesa será em um milhão de patacas mais elevada do que aquela prevista no orçamento de 2015, ficando-se pelos 85 mil milhões. A justificação dada pelo Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, tem que ver com os investimentos planeados. Durante a sessão de perguntas na sessão plenária de ontem, o deputado Ng Kuok Cheong quis ter em mãos a especificação das tranches a pagar pelo Plano de Investimentos (PIDDA) – que financia obras públicas e outros investimentos – durante este ano. “Quando ao PIDDA, queria saber: se em 2016 temos 16 projectos e muitos custam mais de 500 milhões de patacas, será possível saber quanto é que vai ser pago e em que altura?”, perguntou Ng Kuok Cheong ao Secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong.
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e não a aumentar. O deputado Au Kam San usou da palavra para questionar a necessidade do aumento da despesa governamental nas contas do próximo ano. “Porque é que as despesas vão subir, se temos que conter?”, questionou-se Au Kam San. O deputado lamenta que o Executivo possa gastar mais do que o indicado e que não tenha de dar satisfações à AL. Já Song Pek Kei citou a nota justificativa da apresentação do
População dá nota “média” a deputados directos s deputados directos àAssembleia Legislativa (AL) recebeO ram nota “média” num inquérito
realizado pela Associação Nova Visão de Macau sobre o nível de satisfação dos deputados. Segundo um comunicado, o deputado José Pereira Coutinho é o deputado “mais conhecido”, mas Ng Kuok Cheong obteve a classificação mais alta. Em termos de popularidade, os entrevistados deram 90 pontos (de zero a 100) ao desempenho de Pereira Coutinho, enquanto que Chan Meng Kam obteve 89 pontos. Kwan Tsui Hang recebeu 87 pontos, seguindo-se na classificação a deputada Angela Leong, Ng Kuok Cheong e Au Kam San. No entanto, na nota dada ao desempenho dos deputados directos, Ng Kuok Cheong e Au Kam San ocupam os primeiros dois lugares, com 68 e 67 pontos respectivamente. Os deputados Zheng Anting, Wong Kit Cheng e
Song Pek Kei são os três deputados menos conhecidos pelos residentes entrevistados. De entre 837 residentes entrevistados em Novembro, 49% considera que o desempenho geral no hemiciclo este ano foi “médio”, sendo que 16% acha que o desempenho dos deputados foi “satisfatório”, enquanto que 5% se mostrou “muito insatisfeita”. Esta foi a segunda vez que a Associação Nova Visão de Macau realizou este inquérito, sendo que, face ao ano passado, o nível de satisfação aumentou apenas 1%, enquanto que o nível de insatisfação subiu 3%. Para a associação, este tipo de inquéritos tem um valor de referência para os deputados directos, para que consolidem os trabalhos de promoção e de comunidade, por forma a serem mais aceites pela população. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Orçamento da RAEM para 2016 para lembrar que a prática comum em época de austeridade é cortar nos investimentos. “No orçamento do próximo ano não estou a ver a introdução de quaisquer ajustamentos, o que quer dizer que o Governo vai cortar no investimento em obras públicas?”, questionou. José Pereira Coutinho aproveitou para lembrar que a Função Pública adoptou recentemente a política de substituir a comunicação de serviços públicos em papel para formato electrónico. Este método, explica, deveria servir para poupar, mas o orçamento dita exactamente o contrário. “Com a queda das receitas, é necessário termos contenção das despesas e por isso não percebo como é que nas despesas gerais continuamos a ter um aumento”, começou por dizer. “O nosso plano tem como objectivo o serviço electrónico e não percebo esta nova política de, em 2016, comparando com as despesas gerais, temos este aumento no orçamento”, lamentou Pereira Coutinho. Assim, junta-se mais um deputado às vozes que pediram a Lionel Leong que esclarecesse esta matéria. Aos deputados, Lionel Leong respondeu que a crise será vencida através de três pilares: “dependemos dos investimentos, exportação e consumo para manter a vivacidade da nossa economia (…) o novo orçamento do PIDDA está em concordância com a nova proposta da Lei Orçamental”, assegurou.
Um tecto para todos
Um local onde todos os serviços públicos possam concentrar-se,
dando assim vazão a todos os locais dispersos que actualmente ocupam pela cidade. Esta é a sugestão de Ella Lei, Ng Kuok Cheong e Pereira Coutinho. A deputada afirma que o número de aluguer de espaços para estes funcionários “aumentou 69%” só este ano. A isto, soma a necessidade de reparações a estes mesmos locais, cujos custos recaem também sobre o erário público. Lionel Leong admitiu estar aberto à criação deste mesmo edifício, ainda que seja necessário saber onde e quando poderá este ser construído. “Entendemos
que a construção de um edifício para todos os serviços públicos é um bom investimento e contribui para um melhor controlo da nossa situação financeira”, anunciou o Secretário. “Temos que entrar em contacto com os serviços competentes para saber qual a área necessária exactamente, o terreno não pode ser demasiado grande”, esclareceu. A ideia surgiu devido ao gasto avultado que o arrendamento de espaços de trabalho e armazéns representa para o Executivo. Leonor Sá Machado
leonor.machado@hojemacau.com.mo
Lei do Enquadramento Orçamental para o ano A Lei do Enquadramento Orçamental vai estar pronta para debate na AL para o ano. Essa foi a ideia deixada ontem pelo director dos Serviços de Finanças, Iong Kong Leong, durante a sessão plenária. “Recebemos cerca de 410 opiniões de associações e estamos a finalizar alguns estudos para depois dar a conhecer esse relatório (…) as opiniões estão mais relacionadas com a execução
e transparência do orçamento e a população apoia esta nova lei do enquadramento orçamental, onde não há grandes alterações”, começou o director por informar. “Vamos ter em conta certos pontos e em termos de funcionamento, vamos continuar a melhorar e após melhoramento técnico, vai entrar em processo legislativo para ser debatida em 2016 na AL”, anunciou Iong Kong Leong.
CAM Mais de 86 milhões já foram reembolsados A Sociedade de Aeroporto de Macau – CAM já reembolsou ao Executivo cerca de 86 milhões de patacas dos 17 mil milhões que este emprestou para a construção do aeroporto. O número foi anunciado por um responsável dos Serviços para os Transportes e Obras Públicas numa resposta a
Pereira Coutinho, que questionou ontem o Governo sobre quanto é que a Sociedade de Aeroporto de Macau – CAM já devolveu. “O Governo já sabe que a CAM já começou a reembolsar os 16,4 mil milhões, tendo sido já devolvidos 86 milhões”, disse o responsável.
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Alterações de 2012 foram “falsa reforma”, acusa deputado
A lógica da batata
Au Kam San voltou a fazer menção à reforma política e ao sufrágio universal, considerando um “disparate” a justificação económica para que não se avance na Lei Eleitoral Tiago Alcântara
Leonor Sá Machado
Leonor.machado@hojemacau.com.mo
Administração mobilidade e benefícios
Ponham-se a mexer D urante a sua intervenção de ontem na Assembleia Legislativa (AL), Ho Ion Sang optou por questionar o Governo acerca de uma maior aposta na formação de formação dos funcionários públicos. Para o deputado, a mobilidade vertical viria melhorar de forma significativa a eficiência do serviço público. Ho Ion Sang criticou a escassez de processos de mobilidade, afirmando mesmo que esta “não é frequente”, expondo alguns números no hemiciclo: “de 2005 a 2014 a média foi de 474 pessoas e é por isso que cada serviço público está virado para si próprio, havendo falta de comunicação sobre a mobilidade vertical”. A falta de comunicação, critica Ho Ion Sang, faz com que haja “coisas sem que haja pessoas para as fazer e pessoas sem nada para fazer”, disse, defendendo o fomento da mobilidade horizontal. O Governo deve reforçar a formação dos funcionários públicos e
O deputado chega mesmo a justificar o seu pedido pela reforma política citando a Assembleia Popular Nacional (APN): “continuar a promover gradualmente o desenvolvimento do sistema política da RAEM”. Esta directriz da APN, assegura Au, não vem em nada contrariar o seu pedido. “Muito pelo contrário, só com a vontade de progredir é que se consegue equilíbrio social e estabilidade nos diversos sectores, incluindo no sistema político”, continuou. A opinião de Au Kam San vem assim juntar-se à dos dois especialistas políticos e activista ontem contactados pelo HM. Nenhum deles considera plausível a justificação da crise económica para a não realização da reforma política, acreditando mesmo que a decisão está relacionada com os acontecimentos que tiveram lugar em Hong Kong, conhecidos como Occupy Central, quando milhares de pessoas se juntaram em manifestações e acampamentos para pedir a mudança do sistema político, onde existisse um sufrágio universal verdadeiro.
as exigências aumentaram, explica o deputado, devido às mudanças da economia local. “[Queremos] um Governo capaz de prestar serviços”, pediu ontem. Também José Pereira Coutinho voltou a insistir na “criação de um mecanismo de apreciação imparcial” do desempenho dos funcionários públicos. Além disso, o deputado pede que seja facilitada a categorização de pessoal e que se aumentam os salários das classes de trabalhadores mais baixas. Ademais, pede que sejam pagas “diuturnidades” aos trabalhadores da Administração ao invés de tal ser feito em regime parcial. A atribuição de benefícios aos funcionários públicos é um dos assuntos em que Pereira Coutinho mais tem insistido. Na mesma interpelação, frisa ainda aquilo a que chama uma “intenção” do Governo em construir habitações para os seus trabalhadores, pedindo que mais pessoas possam usufruir da atribuição. L.S.M.
DICJ Paulo Chan fica um ano à frente do organismo
Paulo Chan, ex-procurador adjunto do Ministério Público, ficará um ano à frente dos destinos da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). A nomeação do novo director do organismo, que substitui Manuel Joaquim das Neves, foi ontem tornada oficial através de um
despacho no Boletim Oficial. Paulo Chan, que detém uma Licenciatura em Direito na Universidade de Macau e Mestrado em Direito na Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, fica, assim, até Dezembro de 2016 no cargo de director da DICJ. Paulo Chan foi
Chefe do Centro de Tradução da Administração Pública dos Serviços de Administração e Função Pública, desde 1995 a 1998, tendo sido depois nomeado como Delegado do Procurador e Procurador-Adjunto desde 1 de Dezembro de 2009 até à presente data.
São Januário Wong Kit Cheng critica despedimentos
Os dirigentes e os mexilhões P ara Wong Kit Cheng, a melhoria da qualidade dos serviços públicos passa pela responsabilização de quem comete erros. A deputada baseia-se no episódio de abandono de ficheiros clínicos na via públicos por funcionários dos Serviços de Saúde. A deputada argumenta que o despedimento dos trabalhadores culpados “não é a mais racional” das soluções, já que não afecta quem realmente interessa: os dirigentes que, por dois meses, não detectaram qualquer anomalia. “Isto demonstra falta de iniciativa dos dirigentes na fiscalização e na salvaguarda da concretização das instruções e demonstra que tudo depende do sentido de responsabilidade e da consciência de cada trabalhador quanto ao seguimento das instruções para tratamento de documentos com dados pessoais”, critica. Além disso, Wong Kit Cheng diz que esta prática vem contra-
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deputado Au Kam San voltou a pôr as garras de fora ontem, pedindo que a reforma política fosse levada a cabo. Para o deputado da bancada democrata, as alterações à Lei Eleitoral levadas a cabo em 2012 foram uma completa “falsa reforma” pois apenas aumentaram o número de assentos na AL, mas não ajudaram, diz, a implementar um sistema democrático. Au Kam San voltou a trazer a lume a justificação dada pela Secretária para a Administração e Justiça para a não realização da reforma, que disse, na passada segunda-feira, durante o debate das Linhas de Acção Governativa, que esta não poderia ter lugar porque dava azo a instabilidade social, acrescentando que o clima económico não era o mais favorável. “Disse ainda que uma alteração a curto prazo seria desfavorável para a estabilidade do sistema político. Segundo esta lógica, depois da reforma de 2012, já não são possíveis mais alterações. Isto é um absoluto disparate”, atirou Au Kam San.
riar a afirmação do Governo de que existem regimes eficazes de fiscalização. A deputada pede então que se aperte o cerco às práticas dos trabalhadores da
Função Pública, que apenas dá importância “aos problemas depois destes acontecerem ou serem descobertos pelo Comissariado da Auditoria”. L.S.M.
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Notificação n.° 24/DLA/SAL/2015 ( Aviso aos proprietários de salões de beleza, cibercafés, estabelecimentos de máquinas de diversão e de jogos em vídeo com infracções sobre a dedução de acusação) Considerando que não se revela possível notificar os interessados, por ofício ou outras formas, para efeitos de acusação a respeito dos respectivos processos administrativos, nos termos dos artigos 10° e 58° do “Código do Procedimento Administrativo”, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, nos termos do n.° 2 do artigo 72° do “Código do Procedimento Administrativo”, os seguintes proprietários de estabelecimentos, dos conteúdos das respectivas acusações, para que o Instituto possa tomar uma decisão final, em relação aos processos de autuação actualmente em curso: Caso 1: Por despacho do signatário, exarado em 24 de Março de 2015, foi deduzida acusação contra CHOI IENG HONG (Bilhete de Identidade de Residente de Macau n.° 1327XXX(X)), proprietária do “CIBERCAFÉS V8 SENG VIC”, sito na Avenida do Nordeste, Edf. POLYTEC GARDEN, r/c, loja AL. O facto de infracção que o auto de notícia deste Instituto n.º 11/DFAA/SAL/2014, de 09 de Janeiro de 2014, refere, comprovado por testemunhas e prova documental, foi objecto de instrução de um processo, cujos resultados de averiguação constam do relatório elaborado pelo respectivo inquiridor a 19 de Março de 2015. Caso 2: Por despacho do signatário, exarado em 14 de Maio de 2015, foi deduzida acusação contra CHOI IENG HONG (Bilhete de Identidade de Residente de Macau n.° 1327XXX(X)), proprietária do “CIBERCAFÉS V8 SENG VIC”, sito na Rua Quatro do Bairro da Areia Preta, n.° 33, Edf. MAN FONG, r/c, «J». O facto de infracção que o auto de notícia deste Instituto n.º 99/DFAA/SAL/2014, de 24 de Fevereiro de 2014, refere, comprovado por testemunhas e prova documental, foi objecto de instrução de um processo, cujos resultados de averiguação constam do relatório elaborado pelo respectivo inquiridor a 11 de Maio de 2015. Comprovadas as infracções, cometidas pela mencionada proprietária destes cibercafés ao disposto no n.º 1 do artigo 32º-C do Decreto-Lei n.º 47/98/M, de 26 de Outubro, com alterações introduzidas pela Lei n.º 10/2003 (os softwares de filtragem instalados não surtiam, quase completamente, o devido efeito; daí não funcionarem, tal como se não tivessem sido instalados), pode ser aplicada à infractora (pessoa singular) em cada caso, nos termos da alínea d) do artigo 46.º do mesmo Decreto-Lei, uma multa de dez mil patacas (MOP10.000,00) a quarenta mil patacas (MOP40.000,00). Caso 3: Por despacho do Presidente do Conselho de Administração, substituto, Lo Veng Tak, exarado em 11 de Maio de 2015, foi deduzida acusação contra LUCKY STAR – CENTRO DE MÁQUINAS DE DIVERSÃO, LIMITADA (inscrição de empresa comercial n.° 11083(SO)), proprietária do “CENTRO DE JOGOS ELECTRONICOS LAI VA”, sito na Rua da Saúde, n.º 55, Edf. LAI VA SAN CHUN, Bloco 1, r/c. loja U. O facto de infracção que o auto de notícia n.° 13/DFAA/SAL/2014, de 21 de Janeiro de 2014, refere, comprovado por testemunhas e prova documental, foi objecto de instrução de um processo, cujos resultados de averiguação constam do relatório elaborado pelo respectivo inquiridor a 05 de Maio de 2015. Comprovada a infracção, cometida pela mencionada proprietária deste estabelecimento de máquinas de diversão e de jogos em vídeo, ao disposto na alínea c) do n.º 3 do artigo 32º do Decreto-Lei n.º 47/98/M, de 26 de Outubro (alteração do número das máquinas abrangidas pela licença), pode ser aplicada à infractora (pessoa colectiva), nos termos da alínea d) do artigo 46º do mesmo Decreto-Lei, com alterações introduzidas pela Lei n.º 10/2003, uma multa de vinte mil patacas (MOP20.000,00) a cem mil patacas (MOP100.000,00). Caso 4: Por despacho do Presidente do Conselho de Administração, substituto, Lo Veng Tak, exarado em 08 de Julho de 2015, foi deduzida acusação contra CENTRO DE BELEZA CY, LIMITADA (inscrição de empresário comercial, pessoa colectiva n.° 50784(SO)), proprietária do “CENTRO DE BELEZA CY”, sito na Travessa de Má Káu Séak, n.º 106, Edf. BAI YUN GARDEN, r/c. «U». O facto de infracção que o auto de notícia n.° 415/DFAA/SAL/2014, de 09 de Junho de 2014, refere, comprovado por testemunhas e prova documental, foi objecto de instrução de um processo, cujos resultados de averiguação constam do relatório elaborado pelo respectivo inquiridor a 03 de Julho de 2015. Comprovada a infracção, cometida pela mencionada proprietária deste salão de beleza, ao disposto no artigo 3º do Decreto-Lei n.º 47/98/M, de 26 de Outubro (exploração, sem autorização administrativa, de salão de beleza), pode ser aplicada à infractora (pessoa colectiva), nos termos da alínea c) do artigo 46º do mesmo Decreto-Lei, uma multa de trinta mil patacas (MOP30.000,00) a duzentas mil patacas (MOP200.000,00). Nos termos do artigo 11° do Decreto-Lei n.o 52/99/M, de 4 de Outubro, e dos artigos 93° e 94° do “Código do Procedimento Administrativo”, os infractores poderão apresentar defesa escrita a respeito da respectiva acusação, ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, e todas as provas admitidas pela legislação vigente, dentro de 10 (dez) dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação. Para quaisquer esclarecimentos ou consulta do processo, queira dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo dos Serviços de Ambiente e Licenciamento, sita na Avenida da Praia Grande n.o 804, Edf “China Plaza”, 3º andar.
Aos 10 de Novembro de 2015. O Presidente do Conselho de Administração Vong Iao Lek
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hoje macau quinta-feira 26.11.2015
Xu Hong, representante do Ministérios dos Negócios Estrangeiros da China, terá referido que os acordos de extradição com Macau e Hong Kong são uma questão de “um país” sem intervenção das leis internacionais. Novo Macau diz que ainda há espaço de debate
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Associação Novo Macau (ANM) traçou ontem o balanço de uma semana de presença em Genebra, Suíça, no âmbito das reuniões do Comité da Tortura da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a ANM, a China terá assumido uma posição unilateral na questão dos acordos de extradição de presos que estão a ser discutidos com Macau e Hong Kong. “O director-geral do departamento de tratados e leis do Ministério dos Negócios Estrangeiros,
Extradição China terá recusado avisos da ONU, avança Novo Macau
Não têm nada a ver com isso unilateral da parte de Xu Hong e ainda temos espaço para intervir na questão dos acordos, porque é algo que não está finalizado”, referiu. A actuação da ANM nesta questão ainda não está definida, uma vez que a ONU só lança o relatório com as conclusões oficiais a 9 de Dezembro.
Fim dos choques eléctricos
Xu Hong, disse ao Comité que a transferência de fugitivos entre Macau, Hong Kong e a China é uma questão de ‘Um país’ e que não está ligada às leis internacionais”, pode ler-se no comunicado distribuído aos jornalistas. Ao HM, Jason Chao, membro da direcção da ANM que esteve em Genebra, considerou que a posição oficial da China merece preocupação. “Um membro do Comité lançou a questão ao Governo de Macau, mas na reunião foi um oficial do Governo chinês que deu a resposta. Vai haver uma possibilidade de que os fugitivos transferidos para Hong Kong ou China sejam sujeitos a penas de prisão perpétua ou pena de morte. É preocupante o facto da China ter negado a aplicação de princípios
internacionais no caso da extradição de prisioneiros com Hong Kong e Macau”, defendeu. Jason Chao lembrou o caso ocorrido em Julho deste ano, quando um preso em Macau foi transferido para a China. “Oficialmente ainda não há regras e, de acordo com a lei, nenhum fugitivo deveria ser extraditado para a China. Penso que é um anúncio
Quem te avisa... O
o Chefe do Executivo da altura, Edmund Ho revogou o regulamento sobre o limite de altura de edifício”, alegou Hou Chi Tou, director geral da Companhia de Desenvolvimento de Nam Van. Versão também defendida pelo advogado e administrador da empresa em causa, Neto Valente, ao HM. “Em 2006 e 2007 mudaram os projectos e uma parte de empresas estrangeiras avançou com o pedido de aprovação dos mesmos ao Governo. O Executivo suspendeu todos os planos alegando a entrada na lista de património mundial. Em 2009 e 2010, o Governo realizou sessões públicas sobre o planeamento de reordenação das zonas C, D, mas acabou por não publicar qualquer propostas. A responsabilidade não deve ser nossa”, alegou Man, Representante de uma concessionária de uma parte dos lotes da zona C. Ao canal chinês da Rádio Macau, Au Kam San considerou que as
Segundo a ANM, o Governo de Macau terá sido alertado pela ONU para a necessidade de pôr fim à aplicação de choques eléctricos a prisioneiros em risco de fuga. A medida nunca foi aplicada, mas é possível de ser concretizada pelas autoridades. “Até agora não houve um caso de fuga, então o membro do Comité pediu ao Governo de Macau para reconsiderar a necessidade de ter este tipo de medidas activadas. Esse membro considerou que a aplicação de choques eléctricos
“O director-geral do departamento de tratados e leis do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Xu Hong, disse ao Comité que a transferência de fugitivos entre Macau, Hong Kong e a China é uma questão de ‘Um país’ e que não está ligada às leis internacionais”
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casos de aplicação de electrochoques a prisioneiros em fuga. Mas, segundo Jason Chao, a legislação permite
é uma medida desumana e disse que é uma medida desnecessária, já que não há qualquer risco de fuga de prisioneiros. Esperamos sempre que o Governo reconsidere esta medida”, disse Jason Chao ao HM. O facto das relações de pessoas do mesmo sexo não estarem contempladas na futura Lei de Prevenção e Correcção da Violência Doméstica também foi debatido, mas o Governo manteve a posição de que o casamento homossexual ainda não foi legalizado. Para Jason Chao, o Governo de Macau “perdeu a face” nas reuniões do Comité contra a Tortura. “O Governo apenas copiou as medidas que aplicou em Macau e integrou-as num contexto internacional. Penso que foi uma vergonha ou perda de face apresentar aquele tipo de argumentos em frente de especialistas em Direito Internacional”, rematou. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
SS Reforço com China para supervisão e controlo de medicamentos
Terrenos Governo cumprirá a Lei de Terras
Governo já disse e volta a reforçar. Qualquer contrato de concessão de terrenos que entre em caducidade será retirado à empresa concessionária. “O Governo irá sempre cumprir a Lei [de Terras]”, indicou o Gabinete dos Transportes e Obras Públicas, ao HM. Em reacção às declarações dos administradores das concessionárias que indicam que tudo fizeram para que pudessem construir atempadamente nos lotes que lhes correspondiam – atribuindo a falha ao próprio Governo - o deputado Au Kam San considera que há falha de verdade. “Os terrenos da zona B concebidos foram alienados para outra empresa de Jogo em 2002. Depois de dois anos, o despacho do Governo prometeu alienar mais de um terreno na zona C ou D como forma de troca. Para corresponder ao desenvolvimento económico, a empresa ajustou a proposta do planeamento em 2006,
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concessionárias dos 11 terrenos da zona C do Lago Nam Van, concedidos em 1991, tiveram tempo, pelo menos dez, antes de Macau entrar para a Lista de Património Mundial. “É irracional as construtoras não terem construídos nos seus lotes”, defendeu, afirmando que quem terá que assumir a responsabilidade são as próprias empresas. Na opinião do advogado Mak Hen Ip, a Lei de Terras regulamenta efectivamente que qualquer terreno de concessão temporária não pode ser renovada se este não tiver cumprido o seu objectivo, ainda assim, num impasse que as concessionaras indicam, a lei não prevê situação semelhante. Sendo quem, acredita, os construtores devem avançar com processos em tribunais para reivindicar o seu direito. Filipa Araújo (com Flora Fong) filipa.araujo@hojemacau.com
Administração de Alimentos e Medicamentos da China, representada pela subdirectora Wang Mingzhu, visitou os Serviços de Saúde (SS) na passada terça-feira para trocar opiniões sobre o sistema de supervisão e controlo de medicamentos em Macau. Lei Chin Ion, Director dos SS, recordou a cooperação entre as duas partes, datada a 2012 com a assinatura de um protocolo, frisando que os intercâmbios e cooperações no âmbito de supervisão farmacêutica têm abrangido a formação de recursos humanos, intercâmbio de legislações, teste laboratoriais à qualidade dos medicamentos e comunicação de informações de medicamentos. O director indicou que foram enviados especialistas para dar uma opinião profissional técnica na construção do novo Centro de Inspecção de Medicamentos, contribuindo para o desenvolvimento dos trabalhos. Foram ainda apresentados o sistema de supervisão e gestão de medicamentos, o regime de inscrição dos profissionais de
farmácia, a situação actualizada dos recursos humanos farmacêuticos, o sistema de avaliação e fiscalização de medicamentos bem como os mecanismos de supervisão do mercado. “As partes reviram a situação de implementações dos protocolos de cooperação, incluindo os testes de qualidade de medicamentos, a formação dos recursos humanos e pessoal, a comunicação de informações de segurança de medicamentos e a construção do Centro de Inspecção de Medicamentos. Neste âmbito foram tidas discussões aprofundadas sobre os assuntos de cooperação futura”, indicou um comunicado dos SS à imprensa.
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Violência Doméstica IAS e associações assinam compromisso de tolerância zero
Das palavras aos actos O Instituto de Acção Social (IAS) e 12 unidades de serviços de apoio familiar e comunitário assinaram ontem um compromisso que pretende impor a tolerância zero à violência doméstica. De acordo com um comunicado do IAS, o compromisso intitula-se “Adesão de toda a cidade, tolerância zero à violência doméstica” e partiu de uma ideia do próprio organismo. “A cerimónia representa uma declaração clara do reconhecimento do espírito de compromisso, que se traduz na elevação do alerta da comunidade prestadora de serviços na prevenção e detecção precoce de casos de violência doméstica no sentido de activar o mecanismo de tratamento de casos de crise, evitar a continuação ou agravamento do problema de violência doméstica e ajudar no desenvolvimento saudável da família”, começa por indicar o IAS. Para a vice-presidente do instituto, Vong Yim Mui, “nos anos recentes” o organismo tem vindo a melhorar “constantemente” o trabalho de tratamento e prevenção da violência doméstica, através do estabelecimento de um mecanismo
de colaboração com outros serviços públicos e instituições particulares de serviço social e após a criação de um “sistema de registo centralizado
de casos de violência doméstica, da rede de serviços de apoio aos casos de família, da rede de serviços de apoio de 24 horas às famílias em
risco e da linha aberta de apoio às vítimas da violência doméstica”. Sem data para a implementação da Lei de Prevenção e Cor-
candidaturas para protecção de crianças O Instituto de Acção Social (IAS) abriu as candidaturas para a atribuição de subsídio para a Educação Comunitária sobre o Aumento da Auto-protecção das Crianças, cujo
prazo de apresentação decorre até 29 de Janeiro de 2016. A ideia é incentivar e assistir as instituições particulares de solidariedade social de Macau a desenvolver diversas actividades de
promoção sobre a auto-protecção das crianças. Estas têm de apresentar uma proposta de actividade sobre o tema. O valor máximo de subsídio a atribuir será de 40 mil patacas.
Dois hospitais num só A
instalações que existem no São Januário, por exemplo, à noite para que os residentes consigam ter uma consulta com mais facilidade. “Os horários do hospital vão alargar, então, até à noite. O plano vai aumentar a eficácia do São Januário e dar mais oportunidade à formação de profissionais de saúde.” O Secretário prevê, contudo, que o hospital vá precisar de mais de 2000 funcionários e diz mesmo que já começou o recrutamento. Cheong U Kuok, director do hospital, concorda com a ideia, mas segundo o jornal Ou Mun, Chan Iek Lap e Wong Kit Cheng, deputados e membros do sector da Saúde, não estão muito a favor. “Embora os Serviços de Saúde venham a recrutar mais profissionais de
Joana Freitas
Joana.freitas@hojemacau.com.mo
SS Amamentação difícil de vender
Hospital Alexis Tam quer alargar horários e recrutar mais
lexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, referiu esta semana que pretende implementar a ideia de se “usar um hospital como dois”, o que significa que o Governo pretende alargar os horários do Centro Hospitalar Conde de São Januário até que esteja concluída a construção do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas, prevista para 2020. Alexis Tam acredita que a ideia vai beneficiar os residentes, mas os deputados dizem que só vai dar mais pressão aos profissionais de Saúde. Em declarações ao canal chinês da TDM, Alexis Tam disse que não iria esperar pelo fim da construção do novo hospital público nas ilhas, sendo que iria antes utilizar melhor os equipamentos e as
recção da Violência Doméstica, o IAS acredita que a assinatura dese compromisso conjunto entre o IAS e as instituições consiste na concretização da meta de “Tolerância zero à violência” e “promove um modo de comunicação interactiva de consideração e amor e eliminando actos de violência doméstica”. O programa inclui acções de formação, mais de 60, sobre a prevenção e tratamento de incidentes de violência doméstica destinadas aos serviços públicos e às associações que lidam com estes casos, “com vista a elevar a atenção dos cerca de três mil trabalhadores da linha da frente para a problemática de violência doméstica e a sua capacidade profissional de lidar com esses casos”, informa o IAS. Da lista de comprometidos fazem parte a União Geral das Associações dos Moradores de Macau, a Federação das Associações dos Operários de Macau, a Cáritas de Macau, a Associação Geral das Mulheres de Macau, a Associação Exército de Salvação (Macau), a Secção de Serviço Social da Igreja Metodista de Macau, o Movimento Católico Apoio à Família – Macau, a Associação de Luta contra os Maus-Tratos às Crianças de Macau, a Associação Promotora do Desenvolvimento de Macau, a Há Wan Baptist Church e a Associação de Mútuo Auxílio do Bairro.
L Saúde, o número dos médicos que vão ser recrutados não excede os 50 e, aos novos, vai faltar alguma experiência clínica, o que pode aumentar mais o trabalho dos trabalhadores que existem. É provável que a qualidade clínica piore”, disse Chan. Já Wong Cheng quer que o Secretário dê mais detalhes sobre a ideia e defende que, antes de tudo, é preciso que o Governo ajuste o regime de trabalho por turnos. Tomás Chio
info@hojemacau.com.mo
ei Chin Ion, director dos Serviços de Saúde (SS), considera difícil promover a amamentação em Macau devido à publicidade “exagerada” ao leite em pó. O responsável, que participava num programa do canal chinês da Rádio Macau, apontou que o SS já começaram a promover a amamentação desde 2003, fazendo com que a proporção de mães que amamentam os bebés passasse de “55% para 88%”. No entanto, o director considera que os anúncios esmagadores a leite em pó são exagerados e não correspondem à verdade, além de que influenciam a promoção
da amamentação. “Os anúncios declaram que os bebés ficam inteligentes depois de beber o leite em pó, o que causa dificuldade na promoção da amamentação. Mas o SS vão continuar a fazer promoção”, explicou. F.F.
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IC dá luz verde a novo edifício para doenças contagiosas
A população na cabeça O Conselho do Património Cultural aprova a construção do edifício de doenças contagiosas ao lado do hospital público, o qual está pensado desde 2004. Foi também aprovada a demolição de dois prédios para acelerar o processo
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projecto de construção do edifício de doenças infecto-contagiosas ao lado do hospital Conde de São Januário foi ontem apresentado aos membros do Conselho para o Património Cultural e recebeu luz verde para avançar. “Todos os membros consideraram que os edifício das doenças infecto-contagiosas é para construir e que o prazo tem de ser cumprido. Mas não estão de acordo com o início da avaliação de duas construções nesse âmbito”, disse Guilherme Ung Vai Meng. As construções de que fala o presidente do IC irão, assim, ser demolidas, para que o novo centro nasça ao lado do hospital. Os
edifícios em causa, com “muitos anos”, dizem respeito ao complexo de apoio aos toxicodependentes e outro serve de armazenamento do hospital. “A localização [do centro de doenças infecto-contagiosas] não pode ser alterada e, como a construção do edifício é muito urgente, foi aprovada a demolição dos dois prédios a fim de se prosseguir rapidamente com a construção do edifício nesta zona, de acordo com o projecto respectivo. Após a votação, os votos dos membros resultaram unanimemente no sentido de não se proceder à abertura dos procedimentos de classificação dos dois prédios, apoiando a construção do edifício na data programada”, pode ler-se no comunicado posteriormente divulgado. O centro de doenças infecto-contagiosas começou a ser pensado
É de cor amarela, janelas de madeira e fica na Rua Central, bem perto do Teatro D.Pedro V. É assim o edifício que vai ser recuperado com a ajuda do IC. O pedido de preservação foi feito pelos proprietários e foi ontem aprovado pelo Conselho do Património Cultural, ainda que o IC não tenha revelado números. “Eles (proprietários) pediram apoio,
Uma nova cara por todo o lado O Inteligente, baseado nas novas tecnologias e que seja de linguagem universal. A colaborar estão funcionários dos Serviços de Turismo (DST), o Instituto Cultural (IC) e do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais. “A DST irá cooperar com o IACM para acrescentar os códigos de QR nas placas de sinalização clássica ao longo das ruas”, explica um comunicado do grupo. Mais de 30 pontos turísticos têm já a instalados códigos QR
nas placas informativas em bronze, acção da responsabilidade do IC. Outra das novidades é a instalação, em vários pontos, do serviço gratuito de internet, que o IC espera estar pronto “até final deste ano”. “No futuro, o grupo de trabalho irá discutir sobre a possibilidade da criação da sinalização turística interactiva (E-mupi) e a utilização das paragens de autocarros para apresentar pontos de atracção turística em volta”, refere o mesmo documento. Além disso, o IACM ficou responsável por fazer obras de embelezamento de ruas e zonas movimentadas da cidade. “O IACM apresentou as obras de embelezamento das ruas e das zo-
Filhos “não têm tempo” para conversar com os pais
Um inquérito da Cáritas de Macau mostra que existe uma divergência entre o contacto que os pais esperam ter com os filhos e o que acontece na realidade. Segundo o Jornal Exmoo, Wong Pui Kei, a chefe do Centro de
Serviços Gerais de Famílias “Fountain of Love and Joy” da Caritas, indicou que o resultado demonstra que 91% dos entrevistados acham importante conversar com os pais, mas 57% consideram que têm pouco
Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Prédio recuperado
Turismo Online invade ruas da cidade com informações culturais
formato de informações digitais vai mesmo ser implementada pelo grupo interdepartamental de Optimização da Sinalização Turística e Ambiente Turístico, a partir do próximo mês. Em Dezembro, deverá estar na rua uma aplicação móvel com a explicação das rotas Sentir Macau Passo-a-passo. Na calha está ainda a colocação, nas placas clássicas de pontos turísticos, de códigos QR – legíveis através de uma aplicação em telemóveis android –, de um mapa online que indique onde se localizam as principais zonas turísticas da cidade. Estas medidas fazem parte da vontade do Governo em criar um modelo de Turismo
em 2004, um ano após o surto da SARS e contemplava a expansão do hospital público. Contudo, um despacho do Chefe do Executivo, de 2008, baixou o limite máximo das construções em redor do Farol da Guia de cem para 60 metros. Em 2010, o projecto teve de sofrer ajustamentos, depois do IC ter descoberto árvores antigas e detectado o lado histórico das muralhas. Este ano, o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, confirmou que o edifício, que servirá de “instalação de contingência”, deverá ser construído até 2018. Os membros do Conselho para o Património Cultural reconheceram a importância do edifício ficar localizado ao lado do hospital, para evitar o transporte de doentes infectados na cidade.
tempo de comunicação com os pais. Uma das perguntas do inquérito é se os pais são o destinatário das conversas quando o aluno tem dificuldades ou preocupação e o resultado mostra que apenas 42,1% dos
nas marginais, em que irão usar mosaicos para formar desenhos no chão, placas de sinalização clássica e cobertura de sombra, para optimizar e embelezar o ambiente turístico”, assegurou o grupo de trabalho em comunicado. “A DSSOPT já concluiu alguns dos trabalhos de pintura e obras de remodelação das paredes do exterior de vários edifícios ao longo dos oito roteiros turísticos “Sentir Macau passo-a-passo”. Em 2016 irá proceder-se à pintura e obras de remodelação das paredes do exterior dos restantes edifícios ao longo dos roteiros nas Freguesias de Nossa Senhora de Fátima e de Santo António”, concluiu. L.S.M.
filhos escolhem primeiro os pais, 37% encontram amigos e apenas 2,3% buscam assistentes sociais. Conforme o inquérito, feito a alunos até aos 14 anos, a Cáritas pede que haja mais interacção entre a família.
porque esta localização é muito importante. A habitação está ligada ao Teatro D.Pedro V, e tem uma história de 130 anos. Era uma rua importante na altura, com a igreja e lojas. Ponderando o seu valor arquitectónico, e que exige uma alta dificuldade no seu restauro, estamos a favor de que o IC proceda à restauração”, explicou Ung Vai Meng.
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Anúncio HM 1ª vez 26-11-15 Execução Ordinário n.º Exequente: Executados:
CV2-14-0133-CEO
2º Juízo Cível
BANCO INDUSTRIAL E COMERCIAL DA CHINA (MACAU) S.A. (中國工商銀行(澳門)股份有限公司), com sede em Macau, na Avenida da Amizade, no. 555 – Macau Landmark, Torre ICBC, 18º andar. (1) LEONG IONG CHIT (梁勇捷), de nacionalidade chinesa, residente em Macau, Taipa, na Rua de Viseu, no. 395-451, Edifício Man Fai, 8º andar “G”; e a sua mulher (2) LIU SHUANG (劉爽), de nacionalidade chinesa, residente em Macau, na Rua Cidade de Sintra, no. 422, Dynasty Garden, Bloco A, 11º andar “U”.
Faz-se saber que nos autos acima indicados são citados os credores desconhecidos dos executados para, no prazo de quinze dias, que começa a correr depois de finda a dilação de vinte dias, contada da data da segunda e última publicação do anúncio, reclamar o pagamento dos seus créditos pelo produto dos bens penhorados sobre que tenham garantia real e que são os seguintes: Imóveis penhorados * 1º Denominação da fracção autónoma: “C1” do 1º andar “C”. Situação: Em Macau, na Rua do Almirante Costa Cabral nºs 20 a 20-A e na Avenida do Ouvidor Arriaga nºs 43-A a 47-C. Fim: Para habitação Número de matriz: nº. 037642 Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: nº. 13497, a fls. 75v do Livro B36. Número de inscrição da propriedade horizontal: nº. 10624, a fls. 16 do Livro F12. * 2º Denominação da fração autónoma; “U11” do 11º andar “U”. Situação: Em Macau, na Avenida Sir Anders Ljungstedt nºs 392 a 438, na Rua Cidade de Santarém nºs 397 a 501, na Rua Cidade de Sintra nºs 394 a 506 e na Alameda Dr. Carlos D´Assumpção nºs 393 a 437. Fim: Para habitação Número de matriz: nº. 073086. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: nº. 22306, a fls. 132 do Livro B&K. Número de inscrição da propriedade horizontal: nº. 21095, do Livro F. Aos 20 de Novembro de 2015.
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Mahjong Campeonato Mundial passa por Macau no próximo mês
Macau vai receber o principal evento do Campeonato Mundial de Mahjong no próximo mês. Dias 5 e 6 de Dezembro, “centenas de participantes” chegam ao território para aquele que é tido como o maior evento de Mahjong em termos de participações e prémios monetários. O evento terá lugar no Venetian, começando no dia 5 pelas 11h30 e estendendose até ao final da tarde de domingo. A Macau chegam vencedores anteriores, como Hui Chung Lai, Ho Kwok Hung e Chan Tak Kwan. A entrada é livre.
UM Alexandre Ma Iao Lai dá palestra sobre economia de Macau
Alexandre Ma Iao Lai apresenta, amanhã, a palestra “Charting the Socio-Economic Course of Macau: Its past and Opportunities Ahead”. A conversa, inserida na série de apresentações orais por honoris causa, começa às 11h30 e tem lugar na Faculdade de Gestão da Universidade de Macau. A palestra, com entrada livre, será conduzida em Mandarim, com tradução simultânea para Inglês.
Música CCM apresenta James Galway em Janeiro
Os sons da fla
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Centro Cultural de Macau (CCM) vai trazer a Macau Sir James Galway, um famoso flautista reconhecido pela sua participação em bandas sonoras como as do filme “O Senhor dos Anéis”.
Num recital “dedicado aos amantes da música”, como indica a organização do espectáculo em comunicado, James Galway traz interpretações de diversas obras-primas assinadas por autores de renome como os compositores franceses
Sands Festival de Compras de Macau começa a dia 5
A Sands vai ser novamente parceira do Festival de Compras de Macau, que começa a dia 5 de Dezembro e se estende até ao final do mês. Para isso mesmo, a operadora vai oferecer descontos em mais de 650 lojas de roupa e relojoaria de diferentes marcas. O evento conta ainda com sorteios para os clientes que participarem no festival.
Venetian Banda Air Supply actua em Dezembro
O duo de rock Air Suply actua este mês no Venetian, naquele que será um regresso aos palcos de Macau depois do ultimo espectáculo de há três anos. A 12 de Dezembro, pelas 20h00, os australianos enchem ao Venetian Theatre e os bilhetes estão à venda já a partir de hoje. O grupo começou a cantar há 40 anos e conta com o vocalista e compositor Graham Russell e o vocalista principal Russell Hitchcock. Reconhecidos especialmente pela sua música “All Out Of Love”, um sucesso do rock, que antecedeu a “Lost in Love” e “Making Love out of Nothing at All”, os Air Supply venderam milhões de discos ao longo de diferentes gerações. Os bilhetes custam entre 380 e as 1080 patacas.
Coldplay Obama participa em novo álbum da banda
Os Coldplay publicaram, esta terça-feira, excertos de todas as músicas do novo álbum “A Head Full Of Dreams”, que estará à venda a partir do dia 4 de Dezembro. O disco vai ter uma gravação do presidente dos EUA, que participa no álbum cantando “Amazing Grace”. A performance de Obama durante o funeral de uma vítima do tiroteio de Charleston, Clementa C. Pinckney, em Junho, será integrada “por causa do valor histórico das coisas feitas por ele e também pelo teor da canção: ‘estive perdido mas agora encontrei-me’”, disse o vocalista, Chris Martin, à imprensa. Obama terá dado autorização para que a sua voz fosse usada por ser um grande fã da banda britânica. No álbum da banda será ainda possível ouvir as vozes das norte-americanas Beyoncé e Merry Clayton, do britânico Noel Gallagher, ex-Oasis, e da sueca Tove Lo.
À venda na Livraria Portuguesa Casa de Bonecas • Jemima Pipe Bem-vindo à Alameda das Acácias n.º 51, a casa da família Castro. Porque é que no século XIX se costumava tomar banho apenas uma vez por semana? Que objecto era feito com cerdas de porco? Porque demorava três horas a limpar uma sala de estar? Descobre como era viver nesta época, entrando nesta encantadora casa. Depois abre as janelas para aprenderes tudo sobre os utensílios que se usavam neste tempo, desvendares o mistério da família e encontrares tesouros perdidos!
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
Noite Sobre as Águas • Ken Follett Em 1939, com a guerra a acabar de ser declarada, um grupo de pessoas privilegiadas embarca no mais luxuoso avião de sempre, o Pan American Clipper, com destino a Nova Iorque: um aristocrata britânico, um cientista alemão, um assassino e a sua escolta, uma jovem em fuga do marido e um ladrão encantador, mas sem escrúpulos. Durante trinta horas, não há escapatória possível desse palácio voador. Sobre o Atlântico, a tensão vai crescendo até finalmente explodir num clímax dramático e perigoso.
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a-feira 26.11.2015
eiro
auta dourada Phillipe Gaubert e Cécile Chaminade ou o mestre do barroco Marin Marais, entre muitos outros. Naquela que é a sua estreia em Macau, o músico não vai tocar a só, já que chega com o pianista Phillip Moll e a flautista Lady Jeanne Galway, sua esposa. O concerto está agendado para o dia 29 de Janeiro, às 20h00, e os bilhetes estão já à venda a preços que vão das 150 às 300 patacas. “Reconhecido como um defensor apaixonado da composição e do ensino musical, a mestria de Sir Galway atravessou fronteiras, enquanto músico de orquestra e solista. O flautista virtuoso tocou nas mais prestigiadas orquestras mundiais, da Real Filarmónica e Sinfónica de Londres à Filarmónica de Berlim, com a qual actuou sob a batuta do icónico maestro Herbert von Karajan. Ao longo de um sólido percurso artístico rumo à afirmação internacional, Galway ganhou a pub
alcunha de ‘O Homem da Flauta Dourada’”, explica o CCM. Galway vendeu mais de 30 milhões de álbuns, incluindo um extenso alinhamento de composições clássicas, e fez colaborações como a participação na banda sonora de “O Senhor dos Anéis”, uma gravação com a banda de salsa cubana Tiempo Libre e actuações com uma série de músicos de géneros diversos, de Ray Charles a Elton John ou Andrea Bocelli. Foi agraciado por duas vezes pela Rainha Isabel II pelos serviços prestados à música, em 1979 e 2001, o seu génio foi reconhecido por inúmeros galardões, como o Prémio Carreira que lhe foi atribuído pela Gramophone. Além do concerto, há ainda uma actividae que será conduzida pelo crítico musical Chow Fan Fu, que vai apresentar uma tertúlia pré-espectáculo que introduzirá o público à carreira musical de James Galway.
discutir crise dos refugiados em simulação de cimeira
Uma triste realidade virtual E studantes de diversas instituições superiores de Macau participam, este fim-de-semana, num debate que tem como objectivo simular uma cimeira de chefes de Estado e governos da União Europeia.A actividade, organizada pelo Programa Académico da UE na Universidade de Macau (UM), debruça-se sobre a questão dos refugiados na Europa. “The Macau Model European Union” conta com o apoio da Youth Association of International Affairs (YAIA) e traz ao debate 56 estudantes da própria universidade, da Universidade Cidade de Macau, do Instituto
de Estudos Turísticos, do Instituto Politécnico de Macau, da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau e da Universidade de São José. “Os estudantes vão ser divididos em equipas de dois, cada equipa representando um dos 28 membros da UE. Vão discutir a posição da Europa face à onda de refugiados que está a afectar a Europa e os três melhores estudantes vão ser galardoados com uma missão de estudo à Europa. Os quatro segundos melhores vão ser premiados com prémios monetários, bem como a equipa que apresentar o melhor ensaio sobre a questão em
discussão”, explica a organização em comunicado. A simulação tem como objectivo alargar o espectro de assuntos internacionais do conhecimento dos estudantes, aumentando também o seu entendimento sobre os assuntos da UE e suas instituições e cultivando o debato, o falar em público e a capacidade de negociação. O evento, que acontece no Senate Room da UM, tem início marcado para as 10h00 de dia 28 de Novembro e a cimeira acontece às 18h00, estendendo-se todo o dia 29. A entrada é aberta ao público.
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china
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Xinjiang Funcionários do Partido terão participado em ataques terroristas
Vermelhos por fora, islâmicos por dentro F uncionários do Partido Comunista Chinês (PCC) terão apoiado ataques terroristas no Xinjiang, região habitada pela minoria muçulmana Uigur, no noroeste do país, admitiu ontem o responsável pela Comissão Central de Disciplina do PCC no local. “Alguns quadros comunistas terão mesmo apoiado ou participado de violentos ataques terroristas”, admitiu Xu Hairong à publicação estatal China Discipline Inspection News. O Xinjiang é frequentemente palco de conflitos entre a minoria étnica chinesa Uigur e a maioria Han, predominante em cargos de poder político e empresarial regional. A China considera os separatistas do Xinjiang responsáveis, enquanto peritos e grupos de defesa dos Direitos Humanos consideraram que a política repressiva de Pequim relativamente à cultura e religião dos uigures alimenta as tensões. Sem acrescentar detalhes, Xu acrescentou que alguns funcionários estão “indecisos em questões importantes como o combate ao separatismo e a manutenção da unidade étnica”. Na semana passada, a polícia do Xinjiang desmantelou um alegado grupo terrorista, abatendo 28 dos seus membros, numa operação que durou 56 dias, anunciaram
as autoridades locais, citadas pela agência oficial Xinhua. No mesmo período, um editor do jornal Xinjiang Daily, o órgão oficial do PCC na região, foi afastado do cargo por infracções, incluído criticar publicamente
políticas do partido, segundo a Comissão Central de Disciplina. As autoridades chinesas lançaram no ano passado uma “dura campanha”, após uma bomba ter explodido na principal estação de comboios de Urumqi, a capital
China investirá 939 mil milhões de euros até 2020
Dinheiro a rodar O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse na terça-feira que a China deverá investir mais de um bilião de dólares (939 mil milhões de euros) além-fronteiras nos próximos cinco anos e importar matérias-primas num valor dez vezes superior. Li, que falava à margem de um fórum económico e comercial entre a China e os países do centro e leste da Europa, lembrou que, apesar do abrandamento da economia chinesa, o volume do crescimento tem aumentado todos os anos. A economia do país registou no terceiro trimestre deste ano o crescimento mais baixo desde o pico da crise financeira internacional (6,9%), mas dentro da meta do governo chinês para 2015, “cerca de 7%”. “Desde que a economia continue a crescer acima dos 6,5% ao longo dos próximos anos, estaremos próximos de ser um país de rendimento elevado em 2020”, referiu, perante os líderes de 16 países, desde a Albânia à Estónia.
“Isto proporcionará mais oportunidades para o mundo, incluindo para os países do centro e leste da Europa”, acrescentou, apontando que o comércio entre a China e aquele grupo de nações excedeu os 60 mil milhões de dólares no ano passado. O primeiro-ministro disse ainda que a China poderá apoiar os países da região com financiamento destinado a modernizar o sistema de transportes, produção elétrica, equipamento industrial e outras áreas. “Desde que utilizem equipamento e produtos chineses, a China irá oferecer condições de financiamento mais flexíveis”, frisou. Segunda maior economia mundial, a seguir aos Estados Unidos da América, a China é também o terceiro maior emissor de investimento directo estrangeiro. Durante o fórum de dois dias, os líderes irão ainda discutir a iniciativa chinesa “Um Cinturão e Uma Rota”, um gigante plano de infraestruturas que pretende reactivar a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa.
do Xinjiang, numa altura em que o Presidente chinês, Xi Jinping, visitava a cidade. Grupos de direitos humanos condenaram os julgamentos colectivos e várias execuções que se seguiram.
Esta semana, um jornal oficial do PCC acusou “alguma” imprensa ocidental de “estar cega pelo radicalismo político, ao ousar desafiar a norma humana fundamental de que matar civis inocentes é um crime”. Em editorial, o Global Times considera um artigo publicado na revista francesa Le Nouvel Observateur, sobre as políticas do Governo chinês e o aumento do terrorismo na região do Xinjiang, como um “exemplo típico da dupla moral do ocidente”. “No seu ponto de vista, apenas os civis mortos no ocidente merecem compaixão, mas não os civis chineses que sofrem o mesmo destino”, referiu o jornal, aludindo a uma crónica assinada pela jornalista Ursula Gauthier. Limítrofe à Ásia Central, o Xinjiang corresponde a 18 vezes o território português, possuindo uma imensa riqueza natural. Oficialmente ateísta, o PCC proíbe os seus funcionários - incluído os de etnia uigur - de fé religiosa. Mas alguns quadros persistem com as suas crenças religiosas, admitiu Xu. “Alguns estão hesitantes nos seus ideais, confusos nas suas crenças, recusando acreditar no Marxismo-leninismo, mas acreditando em fantasmas, e quebrando a lealdade para com o partido”, afirmou.
13 milhões de pessoas sem autorização de residência
O lugar onde eu moro A China quer dar autorização de residência (Hukou, em chinês) a 13 milhões de pessoas que não estão registadas na administração pública do país, privadas assim de vários serviços básicos, como o acesso à educação e saúde pública. Segundo o jornal oficial China Daily, o ministro da Segurança Pública chinês, Guo Shengkun, presidiu no sábado passado a um encontro, tendo vincado que a ausência de uma solução acarretará o aumento da instabilidade social e desigualdade. Em 2010, havia 13 milhões de chineses sem ‘Hukou’, segundo o Censo Demográfico chinês. O número real é, contudo, desconhecido, e, provavelmente, muito maior, devido às dificuldades inerentes ao cálculo da maior população do mundo. No conjunto, este valor corresponde a 1% da população chinesa, que não tem assim acesso a múltiplos serviços públicos. É também um efeito da política “um casal, um filho”, que vigorou na China durante mais de 30 anos. Segundo um estudo da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, 60% das pessoas não registadas são filhos de famílias que não o fizeram para evitar pagar a multa imposta
aos casais com mais de um filho. Outros casos envolvem crianças abandonadas ou nascidas fora do matrimónio. A autorização de residência ‘Hukou’ é um sistema implantado em 1958, durante o Governo de Mao Zedong, para controlar a migração massiva dentro do país e assegurar a continuidade da produção agrícola e a estabilidade social nos centros urbanos. O sistema acabaria por gerar vários problemas: a migração do campo para a cidade levou a que muitos trabalhadores migrantes perdessem o direito a aceder a serviços básicos, visto que o seu ‘hukou’ era do local de origem e não da cidade onde trabalhavam.
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Chineses compram mais marcas de luxo no estrangeiro
O que é estrangeiro, é bom O s chineses compram cada vez mais produtos de luxo no estrangeiro e menos no seu país, forçando várias marcas de gama alta a encerrar lojas no ‘gigante asiático’, segundo um estudo elaborado por uma consultora chinesa. O trabalho, desenvolvido pela Fortune Character Institute e publicado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post, estima que o consumo de luxo realizado por chineses além-fronteiras aumentará este ano 9% em termos homólogos. No conjunto, o valor gasto previsto até ao final de 2015 ascende a 117.000 milhões de dólares, mais de metade do Produtos Interno Bruto (PIB) português. O mesmo estudo calcula que os consumidores de produtos de luxo oriundos da China são os principais clientes a nível global, correspondendo a 46% da totalidade, e que fazem 78% das compras além-fronteiras. Contudo, o aumento do consumo de bens de luxo por parte de chineses contrasta com as dificuldades que o sector atravessa no mercado doméstico. Segundo a Fortune Chapub
Xi em Paris, Zimbabué e África do Sul O Presidente da China, Xi Jinping, viajará a Paris para assistir à Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), deslocandose depois ao Zimbabué e África do Sul, entre os dias 29 de Novembro e 5 de dezembro. O líder chinês espera assegurar em Paris um acordo juridicamente vinculativo sobre as alterações climáticas, uma posição que Xi defendeu o mês passado, durante a deslocação do
Presidente de França, François Hollande, a Pequim. Entre o dia 1 e 2 de Dezembro, Xi realiza uma visita de Estado ao Zimbábue. A seguir, o líder chinês assistirá à reunião do Fórum de Cooperação China África em Joanesburgo, depois de ter concordado com o Presidente sul-africano, Jacob Zuma, elevar o nível da cimeira, visando a presença de chefes de Estado.
Transmitida à Alemanha preocupação com a crise dos refugiados
racter Institute, o segmento de luxo no ‘gigante asiático’ sofrerá este ano uma contração equivalente a 10% do montante global, um ponto percentual abaixo da queda sofrida em 2014. Em 2015, mais de 80% das marcas de luxo internacionais encerraram lojas na China, com a consultora a prever que no próximo ano essa cifra aumente para 95%. Uma das marcas, a francesa Louis Vuitton anunciou na semana passada que vai encerrar três lojas na China,
incluindo a primeira que abriu, na cidade de Cantão, no sul do país. Vários peritos apontam a desaceleração da economia, que cresceu no último trimestre ao nível mais baixo desde o pico da crise financeira internacional (6,9%), e a persistente campanha anticorrupção lançada pelo Governo, como as causas principais desta contração. O estudo da Fortune Character Institute incluiu uma sondagem a 3.800 cidadãos chineses com rendimentos superiores a 5 milhões de yuans.
O Governo chinês transmitiu à Alemanha a sua preocupação na busca por uma “melhor solução” para a crise dos refugiados que se vive na Europa, durante um diálogo bilateral sobre os direitos humanos, informou hoje a imprensa estatal. Representantes do executivo, legislativo, justiça e Partido Comunista da China manifestaram aos representantes alemães a sua preocupação com os “pensamentos exclusivistas” e o “excessivo uso de força” por parte da polícia no ‘velho continente’. A China demonstrou por várias vezes
nas últimas semanas estar disposta a prestar assistência aos países de origem dos refugiados que estão a chegar à Europa, sem anunciar medidas concretas. Segundo dados do Alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, a China acolhe cerca de 300.000 refugiados reconhecidos, quase todos oriundos das antigas colónias francesas na Indochina (Vietname, Camboja e Laos). A política do país asiático é ambígua, sendo que por vezes se refere aos refugiados como “emigrantes económicos” para evitar ter que responder a pedidos de asilo de cidadãos norte-coreanos.
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artes, letras e ideias
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Michel Reis
Itzhak Perlman dá recital em Hong Kong
As virtudes das cordas
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tzhak Perlman, um dos mais conceituados e virtuosos violinistas dos séculos XX e XXI, deu um raro recital em Hong Kong no passado dia 8 de Novembro, no Concert Hall do Centro Cultural de Hong Kong, no âmbito do Ciclo Encore do Leisure and Cultural Services Department do Governo da R.A.E. de Hong Kong. Perlman foi acompanhado pelo pianista cingalês Rohan de Silva, seu parceiro habitual. Este recital está inserido numa digressão asiática dos artistas que os leva ainda durante todo o mês de Novembro a Pequim, Xangai, Daejeon, Seul, Tóquio, Osaka e Nagoya. Neste extraordinário concerto, Perlman, que celebrou o seu 70º aniversário no passado dia 31 de Agosto, e de Silva, executaram obras de Jean-Marie Leclair, Johannes Brahms, César Franck e Igor Stravinsky, e vários encores, entre os quais o Tema da Lista de Schindler, de John Williams, Sevilla de Isaac Albéniz e a Dança Húngara No 1 em Sol menor de Johannes Brahms, entre outras peças. Inegavelmente o virtuoso reinante do violino, Itzhak Perlman goza de um estatuto de super-estrela raramente concedido a um músico clássico. Amado pelo seu charme e humanismo, bem como pelo seu talento, é estimado pelo público em todo o mundo, que responde não só ao seu notável talento artístico, mas também à sua alegria irreprimível de fazer música. Nascido em Tel Aviv em 1945, Perlman teve poliomielite aos quatro anos de idade, com graves sequelas, razão pela qual utiliza muletas ou uma scooter eléctrica para se deslocar e toca sempre sentado. Os seus pais, Chaim e Shoshana Perlman, oriundos da Polónia, haviam emigrado independentemente para o Mandato Britânico da Palestina (actualmente Israel) em meados dos anos 30 antes de se conhecerem e casarem. Ao ouvir na rádio um trecho de música clássica, o pequeno Itzhak interessou-se pelo violino mas a sua entrada no Conservatório Shulamit, em Tel Aviv, aos 3 anos de idade, foi recusada por ser pequeno demais para segurar um violino. Assim, aprendeu a tocar sozinho usando um violino de brinquedo até ter idade suficiente para entrar no Conservatório, onde estudou com Rivka Goldgart, e na Academia de Música de Tel Aviv, onde deu o seu
primeiro recital aos 10 anos de idade, antes de partir para os Estados Unidos para estudar na The Juilliard School, em Nova Iorque, com os célebres professores do instrumento Ivan Galamian e Dorothy Delay. Aos 13 anos de idade ficou famoso pela sua interpretação do Concerto para Violino de Beethoven com a Orquestra Filarmónica de Berlim. Perlman foi apresentado ao grande público americano quando apareceu no “The Ed Sullivan Show” duas vezes em
tral Park, dirigido pelo maestro Zubin Mehta e emitido ao vivo pela estação de televisão ABC. Em 1987 colaborou com a Orquestra Filarmónica de Israel (IPO) em concertos em Varsóvia e Budapeste, assim como noutros países de leste. Participou na “tournée” da IPO na Primavera de 1990, a sua primeira actuação na União Soviética, com concertos em Moscovo e Leningrado. Ainda com a IPO, actuou na China e na Índia em 1994.
1958. Pouco depois, iniciou digressões por todo o mundo. Fez a sua estreia no Carnegie Hall em 1963 e ganhou o altamente prestigiado Concurso Internacional Leventritt (hoje extinto) em 1964. Também em 1964, volta a participar no The Ed Sullivan Show, no mesmo programa em que participam os Rolling Stones. Além de inúmeras gravações começa a aparecer em emissões televisivas tais como “The Tonight Show” e “Sesame Street” e actua muitas vezes na Casa Branca. Em 1986, tocou no centésimo tributo da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque à Estátua da Liberdade, no Cen-
Sendo sobretudo um violinista solista, Perlman, para além da sua actividade como maestro e professor, tem actuado com muitos outros músicos notáveis, entre os quais Yo-Yo Ma, Jessye Norman, Isaac Stern e Yuri Temirkanov. Também actuou e gravou com o seu amigo violinista israelita Pinchas Zukerman em inúmeras ocasiões ao longo dos anos. Além de música clássica, Perlman também toca jazz, sendo de mencionar um álbum com o pianista de jazz Oscar Peterson. Perlman tem actuado como solista em muitos filmes, com destaque para “A Lista de Schindler” em 1993, com música de John
Williams, premiado pela Academia de Cinema Americana. Mais recentemente foi o violinista solista do filme “Memórias de uma Gueisha” em 2005, juntamente com Yo-Yo Ma. Em 2009 interpretou Air and Simple Gifts, de John Williams, na cerimónia de inauguração presidencial de Barack Obama, juntamente com o violoncelista Yo-Yo Ma, a pianista Gabriela Montero e o clainetista Anthony McGill. No princípio da sua carreira usou um violino Carlo Bergonzi. Posteriormente comprou o Stradivarius “General Kid” de 1714, que vendeu em meados de 1980, tendo adquirido o violino de Yehudi Menuhin, o famoso Stradivarius “Soil” de 1714, considerado um dos melhores Stradivarius. Passado algum tempo também adquiriu o “Sauret” Guarneri ‘del Gesù’ de 1740-1744. Desde 2003 Perlman ocupa o lugar que pertenceu à sua professora Dorothy DeLay (já falecida), na Escola de Música Juilliard, como detentor da cátedra de Estudos de Volino da Fundação Dorothy Richard Starling. Dá aulas privadas no Perlman Music Program (Programa de Música Perlman), em Long Island, Nova Iorque. Também deu aulas no Centro Comunitário de Be’er Sheba, em Israel, partilhando generosamente o seu saber com o público fora das aulas formais. O Programa de Música Perlman foi fundado pela sua mulher, Toby Perlman, também violinista e por Suki Sandler, em 1995. Este programa permite aos estudantes serem treinados por Itzhak Perlman antes de se apresentarem em audições em locais como o Sutton Place Synagogue e escolas públicas. Também permite que os estudantes se encontrem e desenvolvam uma rede de amigos e colegas de profissão. Itzahk Perlman recebeu vários prémios e distinções, entre os quais 16 Prémios Grammy e 4 Prémios Emmy e ainda a Medalha da Liberdade atribuída pelo Presidente Reagan em 1986; a National Medal of Arts atribuída pelo Presidente Clinton em 2000, Kennedy Center Honors em 2003 e títulos honoríficos pelas Universidades de Harvard, Yale, Brandeis, Roosevelt, the Cleveland Institute of Music, Yeshiva e Hebrew. Itzhak Perlman deu um recital em Macau no âmbito do XXV Festival Internacional de Música de Macau, em 2011.
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Amélia Vieira
NOVEMBRO OU O MUNDO MUTANTIS
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ascidos das trevas e do breu, formamos pactos com a luz, pois que toda a estrutura é sombra ainda de outros reflexos, prostrados em cada mancha que o movimento cobre. É uma impudência este cerco com um imenso campo de probabilidades, que tanto prendem como libertam da imensa, e ainda, escuridão. Podemos ser aqueles que ansiaram a cólera e a tragédia como reflexo da origem, plasmadas em vício e trauma, como escamas antigas de um reino morto. Tudo aquilo que os lassos sentidos não firmaram, arrancados nos são em Novembro, quando o tempo se abre para a ranhura inescrutável do abismo. A Festa dos Mortos, esse paradoxo, um Verão de noites que não são pequenas, um afundar na beberragem gratuita e fausta antes de se fechar o grande postigo do tempo cíclico: avança então para os úteros infernais de onde sairá a dois de Fevereiro, Festa da Candelária, Senhora da Purificação, cruzando com os mitos Eulesianos, mas de carácter judaico-cristão, a contar depois do Natal: (trinta e nove dias as mulheres seriam purificadas do nascimento de um menino). Mas Novembro era em si tão grande, que Outubro não tinha casa zodiacal, acabando por ficar subdividido com o símbolo da Balança as qualidades de César. Novembro começava em Setembro e tudo era outro tempo na roda das Estações. Novembro hoje, agora, este ano foi todo ele o mês do breu. E se existe de facto uma hora propícia para as acções devastadoras, essa hora é a das manhãs, este Novembro adensou a escuridão, a mudança do paradigma; treze de Novembro, Lua-Nova e sexta-feira, a escuridão foi um selo que nos sitiou. Até os antigos condenados sabem bem do ar da Alba... dos amanheceres. Mundo-Mutandis. Esta noite, este Novembro, este sangue, este medo, esta contaminação do terror em nossas praças, estas mandíbulas de cercos que avançam como se fossemos a Jibóia engolida pelo ventre da Baleia, faz mais escuros os dias que nos cercam. Vivemos sem pensar que a melhor herança da Liberdade, fora afinal a confiança no outro, e, sem pensar, o nosso tempo, não sendo o melhor, tinha tido esse alto grau da consciência humana; neste Novembro, vemos com a perplexidade dos que acordam no meio dos pesadelos, o que quer dizer a
falta dela. Sitiados, os nossos sentidos estão cautelosos, em alerta. São jovens a maior parte dos assassinos e também as suas vítimas. O sangue jovem sempre foi aquele que os deuses gostaram mais para saciar as suas sedes, como se um lado sacrificial do Novilho ainda fosse a condição «Tão jovem! Que idade tem? Jaz morto e arrefece o menino de sua mãe». Novembro nove, novo, é sempre o que restou das noites muito curtas do Verão. Disse Flaubert: “Felizes aqueles que comem demoradamente... afastam convivas insaciáveis que os importunam com pedidos e que, no último dia, à sobremesa, quando uns dormem e outros se foram
embora doentes, podem beber finalmente os vinhos mais finos, saborear os frutos maduros, gozar os últimos fins da orgia, esvaziar o que restou, de um grande trago, apagar as velas e morrer!” O ciclo das coisas alterou-se, e até quem gostava das brisas da manhã para as ideias irrigadas de fresco oxigénio, até elas, entram agora pela noite no transbordo de um ciclo transformado. Que as trevas não nos vejam chorar que lágrimas nos caem sem sentido aparente na nebulosa Estação vivente, e que um Mundo tão mudado não nos tire uma certa claridade a que nos agarrámos como últimos sobreviventes. Ainda temos Goethe que às portas da
Esta noite, este Novembro, este sangue, este medo, esta contaminação do terror em nossas praças, estas mandíbulas de cercos que avançam como se fossemos a Jibóia engolida pelo ventre da Baleia, faz mais escuros os dias que nos cercam
morte exclamava com transcendente apelo....«Luz, mais Luz...». Mas os poetas morreram há muito neste mundo que se foi mudando sem eles, e quando morrem os poetas, levantam-se agrestes, as trevas. Eles estavam anulados mas ainda equilibravam o mundo nas coisas mais funestas tal como as sentinelas nos seus postes, seria preciso uma quase imolação para salvarem o que tanto se perdeu. Novembro tirou-me a tranquilidade para amanhã pensar que a noite pode ser como os «Hinos de Novalis» e entrar nela cantando. Já não há Cânticos que apaziguem as feras, nem cítaras para que elas fiquem em paz. As flautas de Pan estão partidas nestes caminhos e os Concertos, a alegria, o som que se produz, parece até enraivece-las um pouco mais. Flautistas de Hamelin procuram-se para afugentar as pragas. Uma música concertada que dê rumo aos que não sabem que o som pode vir dos acordes e dos acordos mais bonitos. Talvez compor um Hino e pô-lo a cantar no Coração das Nações.
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Notificação no 25/DLA/SAL/2015 (Aviso aos proprietários de cibercafés e estabelecimentos, onde se exploram máquinas de diversão e jogos em vídeo que infringiram a Lei, sobre as respectivas decisões sancionatórias) Considerando que não se revela possível notificar directamente os interessados, por ofício ou telefone, para efeitos de prosseguimento dos respectivos processos administrativos sancionatórios, nos termos dos artigos 10° e 58° do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n° 57/99/M, de 11 de Outubro, notifico, pela presente, nos termos do n° 3 do artigo 3° do Decreto-Lei n° 52/99/M, de 4 de Outubro, conjugado com os artigos 68° e 72° do Código do Procedimento Administrativo, os seguintes proprietários de estabelecimentos, do conteúdo das respectivas decisões administrativas e sancionatórias: Estabelecimento: “CIBERCAFÉS V8 SENG VIC” , sito na Avenida do Hipódromo, nos 332-388, Edf. Fei Choi Kong Cheong, cave, lojas 1G, H, I e J (licença n.° 20/2005). Proprietária: CHOI IENG HONG (Bilhete de Identidade de Residente de Macau no 1327XXX(X)) O presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n° 1602/DFAA/SAL/2013, de 28 de Outubro, comprovado por testemunhas e fotografias anexas, resulta da infracção, cometida pela interessada, ao disposto no no 1 do artigo 32.º-C do Decreto-Lei n° 47/98/M, de 26 de Outubro, alterada pela Lei n.º 10/2003 (os softwares de filtragem instalados não surtiam, sem qualquer dúvida, o devido efeito; daí não funcionarem, tal como se não tivessem sido instalados). Em 17 de April de 2015, a interessada foi notificada, através da notificação n° 02851/571-CC/DLA/ SAL/2015, por edital sobre o conteúdo da acusação, não havendo apresentado a sua audiência por escrito, dentro do prazo determinado. Assim, por despacho do signatário, exarado em 22 de Maio de 2015, no uso das competências conferidas pela proposta de deliberação, tomada na sessão do Conselho de Administração no 01/PDCA/2014, de 9 de Maio, e de acordo com a alínea d) do artigo 46º do Decreto-Lei no 47/98/M, alterado pela Lei no 10/2003, é sancionada com uma multa de dez mil patacas (MOP10.000,00). Estabelecimento: “CENTRO DE DIVERSÕES KAM SENG”, sito na Rua da Alegria, nos 93-103, Jardim Cheong Meng, Fase I, r/c, Loja “CG”, (licença n.° 51/1994). Proprietário: LUCKY STAR – CENTRO DE MÁQUINAS DE DIVERSÃO, LIMITADA (inscrição de empresa comercial n.° 11083 (SO)) O presente procedimento administrativo, proveniente do auto de notícia n° 1196/DFAA/SAL/2013, de 3 de Junho, comprovado por testemunhas e fotografias anexas, resulta da infracção, cometida pelo interessado, ao disposto na alínea c) do no 3 do artigo 32° do Decreto-Lei n° 47/98/M, de 26 de Outubro, (alteração das características das máquinas ou equipamentos abrangidos pela licença). Em
5 de Junho de 2015, o interessado foi notificado, através da notificação no 11/DLA/SAL/2015, por edital sobre o conteúdo da acusação, não havendo apresentado a sua audiência por escrito, dentro do prazo determinado. Além disso, de acordo com o auto de notícia no 119/DLA/SAL/2014, de 7 de Fevereiro e o auto de notícia no 129/DLA/SAL/2015, de 13 de Fevereiro, a situação da infracção acima referida continuava a existir. Assim, por despacho do signatário, exarado em 22 de Julho de 2015, no uso das competências conferidas pela proposta de deliberação, tomada na sessão do Conselho de Administração no 01/PDCA/2014, de 9 de Maio, e de acordo com a alínea d) do artigo 46º do Decreto-Lei no 47/98/M, alterado pela Lei no 10/2003, é sancionado com uma multa de vinte mil patacas (MOP20.000,00). Excepto em caso de actos nulos, nos termos dos artigos 145º, 148º e 149º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei nº 57/99/M, de 11 de Outubro, o infractor pode apresentar reclamação ao autor do acto, no prazo de 15 (quinze) dias, contados da data da publicação da presente notificação, e/ou, nos termos do nº 1 do artigo 151º, nº 1 do artigo 155º e do 156º do mesmo Código, pode interpor recurso hierárquico necessário para o Conselho de Administração do IACM no prazo de 30 (trinta) dias. Quanto às sanções, o infractor pode interpor recurso contencioso, no prazo e requisitos previstos nos artigos 25º a 28º do Código de Processo Administrativo Contencioso, para o Tribunal Administrativo. Nos termos do nº 1 do artigo 50º do Decreto-Lei nº 47/98/M, de 26 de Outubro, o infractor deverá pagar as referidas multas no prazo de 10 (dez) dias, contados a partir do dia seguinte ao da publicação da presente notificação, no Centro de Serviços do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, n° 804, Edifício China Plaza, 2° andar, pois, caso contrário, o Instituto procederá à sua cobrança coerciva, salvo disposição legal de efeito suspensivo em contrário. Para consulta e mais informações sobre os processos, o interessado poderá dirigir-se à Divisão de Licenciamento Administrativo dos Serviços de Ambiente e Licenciamento do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, sita na Avenida da Praia Grande, nº 804, Edifício China Plaza, 3º andar. Aos 10 de Novembro de 2015.
www. iacm.gov.mo
O Presidente do Conselho de Administração Vong Iao Lek
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Cinema
Sala 1
The Hunger Games: Mockinghay Part 2 [B]
Filme de: Francis Lawrence Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth 14.15, 16.45, 21.45
The Hunger Games: Mockinghay Part 2 [3D][B]
Filme de: Francis Lawrence Com: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth 19.15 Sala 2
Keeper of Darkness [c] Falado em Cantonense Legendado em Chinês e Inglês
Filme de: Nick Cheung Com: Nick Cheung, Kuo Tsai Chieh, Louis Chueng, Sisley Choi 14.30, 16.30, 21.30
Return of the cuckoo [B]
Falado em Cantonês Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Patrick Kong Com: Chi Lam Cheung, Charmaine Sheh, Joe Chen, Nancy Sit 19.30 Sala 3
Victor Frankenstein [c] Filme de: Paul McGuigan Com: James McAvoy, Daniel Radcliffe 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Apresentação do álbum “Pessoa”, da banda Sunny Side Up Teatro D. Pedro V, 20h00 Bilhetes à venda por 100 patacas Apresentação do Documentário “As crónicas de Wu Li no Colégio de São Paulo” Galaxy Cinema, 20h00 Entrada livre
Aconteceu Hoje
Diariamente
Transferência da Corte Portuguesa para o Brasil
Exposição Casal Notável – artefactos de Sun Wan, segunda filha de Sun Yat Sen Museu de Macau Entrada livre Exposição de Zhou Chunya MAM Entrada livre Exposição “Refugiados de Xangai” Arquivo Histórico de Macau Entrada livre Exposição “A Jornada de Um Mestre” Albergue SCM Entrada livre Exposição “Salão de Outono”, obras de 29 artistas locais (até 28/11) Fundação Macau Entrada livre Exposição “Aguadas da Cidade Proibida” (até 07/2016) Museu de Arte de Macau (MAM) Entrada a cinco patacas
26 de novembro
ho j e h á f i l me “Era uma vez no Oeste” (Sérgio Leone, 1968) Nunca um filme pareceu tão perfeito. Estão lá as imagens do velho Oeste e a belíssima música do compositor Ennio Morricone. Depois há o suspense estampado no rosto de actores como Henry Fonda ou Charles Bronson, o som das armas e do vento lá longe. A bela Cláudia Cardinale, chegada de um comboio do meio do nada e com um mistério escondido por detrás da beleza, compõe o enredo desta obra prima do cinema antigo. Andreia Sofia Silva
• A 26 de Novembro de 1807 iniciou-se a viagem do príncipe regente Dom João e da sua corte em direcção ao Brasil. Outros 12 mil portugueses abandonaram o país em direcção ao solo brasileiro. É criado o Reino Unido de Portugal, Algarves e Brasil, que culminaria anos mais tarde na independência brasileira. A transferência da corte portuguesa para o Brasil foi o episódio da história de Portugal e da história do Brasil em que a família real portuguesa, a sua corte de nobres e mais servos e demais empregados domésticos (tais como valetes) se radicaram no Brasil, entre 1808 e 1821, tendo a leva inicial sido de 15 mil pessoas. Posteriormente, após 1821, muitos destes voltaram a Portugal. A capital do Reino de Portugal foi estabelecida na capital do Estado do Brasil, a cidade do Rio de Janeiro, registando-se o que alguns historiadores denominam de “inversão metropolitana”, ou seja, da antiga colónia passou a ser exercida a soberania e a governação do império ultramarino português. Pela primeira e única vez na história uma colónia passava a sediar uma corte europeia. A ideia começou a ser colocada em prática aquando da invasão de Portugal por tropas espanholas, no contexto do chamado Pacto de Família, tendo o marquês de Pombal chegado a ordenar o apresto de uma esquadra que transportaria D. José I, a Família Real e a corte. À época, Pombal considerava alguns exemplos estrangeiros, como a recomendação de Sébastien Le Prestre de Vauban ao futuro Filipe V de Espanha para que se refugiasse na América e nomeadamente o precedente da Imperatriz Maria Teresa de Áustria que se dispusera a descer o rio Danúbio, caso a sua Corte em Viena viesse a correr perigo. No início do século XIX, no contexto internacional criado pela ascensão do Império de Napoleão Bonaparte, a ideia da retirada da Família Real para o Brasil voltou à tona.
fonte da inveja
Não há sede que não dê em ressaca.
João Corvo
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opinião
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o observador
Robert Wise, The Sound of Music
Aurelio Porfiri
Problema sistémico
N
os últimos dias que passei em Macau, antes de deixar a Cidade do Santo Nome de Deus, dei uma série de entrevistas a vários órgãos de comunicação social. Quiseram saber o que achei da cidade e de que forma é que eu pensava que se poderia elevar o nível das suas actividades culturais. Quando falo de assuntos que me interessam verdadeiramente, tendo a ser muito directo, profundamente honesto comigo próprio e com quem me escuta. É por isso que quero desmistificar a ideia feita de Macau ser um local onde o Oriente e o Ocidente se encontram, preferindo pensar este assunto a um nível, sobretudo, metafísico. Também denunciei diversas tentativas de auto-promoção de algumas instituições culturais, através de eventos que apenas se destinavam a exibir uma vã “magnificenza”, uma grandeza que de facto não existe. Mas, qual é que o problema de organizar eventos culturais? Não era isso que eu
fazia no decurso da minha actividade em Macau? É claro que parece que eu fazia o mesmo que agora condeno, mas de facto, existe uma diferença de intenções, que é bastante relevante. Mas sejamos um pouco mais específicos. Sempre afirmei que o problema de Macau é sistémico. E o que é que isto quer dizer? Considera-se que o fundador da teoria de sistemas foi o biólogo Ludwig
O melhor que se pode esperar para uma sociedade é o bem-estar dos seus habitantes, entendido não apenas no sentido material, mas também no sentido de oferecer aos cidadãos oportunidades e níveis de vida aceitáveis
von Bertalanffy (1901-1972): “Teoria Geral de Sistemas consiste numa série de definições, assunções e de postulados, relacionados e aplicáveis a todos os sistemas, desde as partículas atómicas, aos átomos, moléculas, cristais, vírus, células, órgãos, aos indivíduos, pequenos grupos, sociedades, planetas, sistemas solares e às galáxias” (James Grier Miller (1956) «Comportamento Padrão - sistemas teoria e sumário”. In: Journal of Counseling Psychology. 3 (2) 120-124.). Sendo assim, um sistema é o modo, através do qual, as pessoas se organizam. Por isso, na minha opinião, não é fácil entender Macau quando olhamos, apenas, para algumas partes isoladas. Chamo repetidamente a atenção das pessoas para a necessidade de olhar Macau a partir de uma perspectiva mais ampla, ver a cidade como um sistema: “A Teoria dos Sistemas é anti-reducionista; afirma que nenhum sistema pode ser integralmente percebido, ou totalmente explicado, se for separado nos seus componentes” (Charles Zastrow (2009) Introdução ao Trabalho e Bem Estar Social: Dar Poder às Pessoas.
p. 49). Sim, devemos abraçar esta abordagem anti-reducionista, para compreendermos o preço que Macau irá pagar, por se ter estruturado da forma que conhecemos. Não faz sentido criticarmos uns aspectos e elogiarmos outros, porque nos arriscamos a perder a noção do geral. Desta forma, quando analisamos uma sociedade como um sistema, devemos interrogarmo-nos sobre os resultados que podem advir do sistema vigente. Posso afirmar, que o melhor que se pode esperar para uma sociedade é o bem-estar dos seus habitantes, entendido, não apenas, no sentido material, mas também no sentido de oferecer aos cidadãos oportunidades e níveis de vida aceitáveis. Nestas oportunidades incluo o desenvolvimento cultural, a capacidade de inovar e, a possibilidade de as pessoas se organizarem de forma significante. Mas no “Sistema de Macau” não é exactamente isso que acontece, é um sistema que considera mais relevante outro tipo de prioridades. Mas serão, ou não, essas prioridades a favor dos macaenses?
opinião 19
hoje macau quinta-feira 26.11.2015
bairro do oriente
Leocardo
H
oje vou precisar de ser sucinto, pois isto que tenho para dizer requer detalhe e minúcia, não vá eu juntar duas palavras que entram depois num contexto diferente do original, e nem vindo desmentir mais tarde a mais peluda e marreca das deturpações alguém acredita na minha versão – a única, no fundo. Mas indo directo ao assunto, vi no outro dia um vídeo que tem circulado pelas redes sociais onde um serviço noticioso já à primeira vista de idoneidade suspeita dá conta de um caso de violência extrema, onde alegadamente um grupo de crianças “muçulmanas” teria apedrejava fiéis cristãos à saída da missa numa igreja do sul de França, e logo num dia de feriado religioso. Só esta descrição já seria o suficiente para que milhares de utilizadores da rede partilhassem este travesti (“notícia” daria azo a “interpretações extensivas»), com outros que entretanto faziam o mesmo, entre igualmente milhares de “likes”, e comentários que variavam entre o fatalismo resignado (“olha, quéqueu diçe, quiamos todes morrer”), o juízo final (“até que enfim, Deus, este mundo vai acabar!”), e a máquina de matar (“bombas já neles todos””). Mas então e o vídeo, era autêntico? Era, um autêntico balde de fezes ralas. Via-se uma igreja cristã, certo, que podia ser no sul de França ou na Capadócia, mas o locutor, um canadiano se não estou em erro, dizia “France”, e nós “oui oui”. E via-se crianças a atirar pedras, de facto, e pareciam “muçulmanas”, não porque atiravam pedras, mas sim porque o faziam no sítio onde é comum deparar com esse cenário: nos territórios ocupados da Palestina - e estas eram imagens “vintage” desse “cromo” da nossa (falta de) civilização. No fim, e após tecer oportuníssimas considerações a respeito das tais crianças, que “nascem a pedir para morrer como mártires”, o locutor chega-se próximo da câmara, faz uma cara de maníaco e conclui berrando uma tirada fulminante de analise política: “É a religião da paz, minha gente!”. Como é que eu sei se o vídeo é falso? Essa pergunta preocupa-me por uma série de razões que nada têm a ver com o conteúdo da falsa notícia – e digo falsa porque é a única (des)informação que tenho. Fico preocupado porque basta ter dois olhos, estar acordado e mais ou menos sóbrio para perceber que o vídeo é falso, mas isto não deteve milhares de pessoas de o partilhar e comentar sem uma única referência a esse detalhe, que é tudo o que importa, no fundo. Pior ainda são os que não vêem o clip, porque “não têm coragem”, mas não se inibem de comentar: “não vi porque não aguento ver estas coisas, mas esses demónios deviam estar todos mortos” – neste timbre, ou pior. São tempos difíceis, estes que atravessamos, e nada pior do que o éter das religiões para inebriar as massas, que devem já estar fartas de paz. Pelo menos é que eu entendo
Terry Jones, Monty Python’s Life of Brian
Duas pedras em cada mão
São tempos difíceis, estes que atravessamos, e nada pior do que o éter das religiões para inebriar as massas, que devem já estar fartas de paz. Pelo menos é que eu entendo pelos apelos à guerra, aos festejos quando se dá conta de bombordeamentos, e sobretudo à relativização que se faz da vida humana em nome da religião pelos apelos à guerra, aos festejos quando se dá conta de bombordeamentos, e sobretudo à relativização que se faz da vida humana em nome da religião, ou neste caso contra uma delas. Sei que as pessoas de bem preferem não entrar discussões fúteis, ou tentar chamar a atenção para o facto de se estar a usar um discurso extremista para se combater o outro “extremismo”, com o pretexto de o afastar da sua zona de conforto, e tudo com o terrorismo a servir inicialmente de mote, mas entretanto relegado para segundo plano. Era bom no entanto que quem de direito pudesse colocar alguma água na fervura, nem que fosse pelo autêntico deboche que tem sido a falsificação de factos, números e como já referi em cima, imagens. Também já me foi dito que isto é uma “fase”, e que esta tamanha bizarria explica-se pelo súbito aparecimento de um estrato menos educado da população a comentar nos fórums e nas
redes sociais, e que apesar de escrever mal e estar dotada de um raciocínio simplista, partilha com os restantes um sentimento que a desinibe: o medo. Por esse mesmo motivo se explica também a radicalização de outros comentadores, outrora mais moderados, mas que justificam esta mudança em nome do combate ao “radicalismo”. O medo, seja ele ou não justificado, pode explicar muita coisa, mas não explica tudo. Leio entre os muitos comentários na rede, e até alguns artigos de opinião na imprensa, gente que vem falar de uns tais “valores europeus”, ou “europeístas”; não sei bem do que se trata, mas concerteza que não tem nada a ver com a União Europeia, que desde que me recordo só oiço dizer horrores e manifestações de indiferença e desprezo. Também não entendo como é que alguns portugueses pularam com tanta facilidade para dentro da carroça do ódio, e aqui talvez seja uma
boa oportunidade para recordar aquilo que me mantém numa posição de neutralidade. Não nasci nem cresci com os tais “valores europeus”, e o que me ensinaram, e se calhar foi por acaso, é que a nossa natureza humanista e globalizada dotou-nos de tolerância e respeito pela diferença, que foi, e espero ainda ser aquilo que nos distingue dos povos que à força impuseram o seu jugo à custa da repressão, segregacionismo e exclusão – um pouco como na “lei do mais forte”, no contexto da selecção das espécies. Aceitei estas valências como justas e irrevogáveis, e suficientemente sólidas para não se deixarem derrubar por uma provocação vinda de quem não se identifica com elas. E em retrospectiva, dá-me vontade de questionar os tais valores que desconheço, pois se na sua defesa a primeira opção é o conflito e a agressão, não deverão ser tão válidos assim, que os justifique preservar.
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CONVOCATÓRIA Rita Botelho dos Santos, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, vem, nos termos do nº2 do artigo 30º dos estatutos desta Associação, convocar a Assembleia Geral para o próximo dia 11 de Dezembro de 2015 (sexta-feira), pelas 18H00, na sede da A.T.F.P.M., sita na Avenida da Amizade Nºs. 273-279 r/c, Macau, com a seguinte ordem de trabalhos: 1. Aprovação do orçamento e plano de actividades para o ano de 2016. 2. Outros assuntos. Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau, aos 26 de Novembro de 2015. A Presidente da Mesa da Assembleia Geral Comendadora Rita Botelho dos Santos
hoje macau quinta-feira 26.11.2015
Rússia cancela torneio na Turquia
Sector da educação anseia por escolas fora de edifícios
Mão-de-obra importada aumenta 10%
O universo de mão-de-obra importada de Macau mantém a tendência de alta, com o número de trabalhadores não residentes a aumentar 10,7% em Outubro, em termos anuais homólogos, para 182.135, indicam dados oficiais ontem divulgados. De acordo com dados da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Macau, disponíveis no portal do Gabinete para os Recursos Humanos, 182.135 trabalhadores não residentes integravam o mercado laboral, equivalendo a 45,2% da população activa e a 46,1% da população empregada, estimadas no final de Setembro. No intervalo de um ano, Macau ganhou, assim, 17.673 trabalhadores não residentes, ou seja, uma média de 48 por dia. Face a Setembro, o universo de mão-deobra importada teve um reforço de 1.384 pessoas. O interior da China continua a ser a principal fonte de trabalhadores recrutados ao exterior, com 117.262 (64,3% do total), mantendo uma larga distância das Filipinas, que ocupa o segundo lugar (24.243) num pódio que se completa com o Vietname (14.618).
Macaenses e portugueses em Fujian
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20 membros das comunidades macaense e portuguesa vão estar dois dias em Fujian, na China, a convite do Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau. Segundo a Rádio Macau, a delegação é chefiada pelo presidente da Associação de Promoção da Instrução dos Macaenses (APIM), José Manuel Rodrigues, e inclui nomes como Jorge Neto Valente, Jorge Fão, Jorge Rangel, Alfredo Ritchie e Anabela Ritchie, Carlos Marreiros e Isabel Marreiros, Miguel Senna Fernandes, José Manuel dos Santos, José Maneiras e António Dias Azedo. A Rádio Macau avança ainda que nomes como Amélia António, Guiomar Pedruco, António Conceição Júnior e Eduardo Ambrósio foram também convidados, sem esquecer Francisco Manhão, Edith Silva, Rufino Ramos, Sales Marques, Fátima Santos Ferreira e Lourenço do Rosário.
Alunos podem esperar O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, disse esta semana que espera transferir todas as escolas instaladas em prédios para locais com espaço e “céu aberto” até 2035, mas os directores das escolas esperam que o plano seja acelerado, já que dizem que é muito importante que os alunos tenham melhores condições em breve. O “Projecto Céu Azul”, lançado por Alexis Tam há dois dias, prevê que todas as escolas a funcionar em edifícios sejam relocalizadas para um local com ar livre e campos desportivos daqui a 15 ou 20 anos. Para Ho Sio Kam, presidente da Associação de Educação de Macau, a ideia é boa, mas o Governo deve auscultar mais opiniões do sector, disse ao jornal Ou Mun. A também ex-deputada nomeada entende a falta de terrenos em Macau, mas espera que o Governo resolva o problema das 15 escolas instaladas em edifícios por fases, por forma a avaliar de forma científica a situação de cada uma, incluindo o número de alunos, o uso de instalações, a segurança ou a higiene. Vong Kuok Ieng, director da escola Choi Nong Chi Tai, acredita que o período de 15 a 20 anos é demasiado longo. “Espero que se possa acelerar a recuperação dos terrenos desocupados e que se elabore uma lista das escolas a serem tratadas como prioridade. Deve-se
ainda comunicar com as escolas, por forma a gerar consenso de cooperação com as Obras Públicas e os Serviços de Educação e Juventude (DSEJ).” A escola Choi Nong Chi Tai é uma das 15 que funciona num edifício. O director considera que o crescimento e a educação dos alunos não pode esperar mais 20 anos. “A nossa escola tem sofrido os desafios de salas de aula com pouca ventilação, os edifícios são antigos, há infiltrações de água e temos pouco espaço. É urgente resolve este assunto para melhorar a qualidade do ensino”, frisou Vong Kuok Ieng. Um dos membros da Associação das Escolas Católicas de Macau, que não quis ser identificada, disse ao HM que actualmente “todas as escolas não têm espaço suficiente para responder ao número de alu-
nos”, sobretudo para responder à lei que define o aumento de tempo de actividades de desporto para alunos.
Sem justiça
Alexis Tam já confirmou que as escolas da Caritas e da Associação Geral das Mulheres de Macau têm prioridade, mas esta responsável da Associação das Escolas Católicas de Macau fala de “injustiça”. “A sociedade dá sempre atenção a determinadas escolas, mas há outras que são ignoradas e que têm urgência em mudar de espaço. A DSEJ deve ser mais justa a aplicar este projecto e deve compreender de forma profunda a situação das outras escolas, listando o tratamento por carácter de urgência.” A responsável deu como exemplos urgentes a escola Tak Meng e escola Hoi Fai. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
Organização americana pede encerramento do canídromo
A
Grey2K USA, uma organização norte-americana de defesa dos galgos, voltou a apelar ao encerramento do canídromo de Macau, de corridas de cães, dois dias depois de o Governo ter renovado a concessão do espaço por mais um ano. Em comunicado, a presidente Christine Dorchack acusou Companhia de Corridas de Galgos Macau (Yat Yuen), que opera o canídromo, de “crueldade”, já que continua a funcionar sem um programa que permita adoção de animais aposentados que são, ao invés disso, abatidos quando já não conseguem correr. Na segunda-feira, a concessão do canídromo foi renovada até 31
de Dezembro de 2016, depois de uma longa campanha, local e internacional, para que fechasse portas, que inclui uma petição reuniu mais de 300.000 assinaturas. A operar há 50 anos, a Yat Yuen tinha visto a licença renovada em 2005, por dez anos, levantando-se expectativa de que a pista de corridas pudesse, por fim, encerrar. No âmbito da campanha para fechar o canídromo, que reuniu nove organizações internacionais em Macau em Julho e levou a vigílias em 26 cidades de diferentes países, a Grey2K USA assistiu a várias corridas e pôde observar directamente o estado dos ani-
mais, depois de várias denúncias de maus tratos e acomodação deficiente. Dorchack voltou a lembrar a estimativa de que 30 animais são mortos por mês, sendo substituídos pelo mesmo número através da importação de países como a Austrália. Só este ano, indicou, mais de 200 animais foram abatidos. A presidente da Grey2K sublinhou ainda que as receitas das corridas de galgos encontram-se em acentuada queda, com uma descida de 60% desde 2010, o que significa que “galgos mansos estão a morrer por absolutamente nada”.
A Rússia cancelou ontem o torneio de inverno da liga russa de futebol, que se tem disputado na Turquia, na sequência do abate de um avião russo por alegada invasão do espaço aéreo turco. “Devemos secundar as posições do nosso governo. A nossa liga não disputará a Taça da Liga Nacional de Futebol na Turquia. Procuraremos alternativas”, disse o ministro russo do Desporto, Vitali Mutkó. Desde 2012, os clubes russos disputam um torneio de futebol na Turquia, em meados de Fevereiro, aproveitando a pausa de inverno da liga.
Benfica empata em Astana
O Benfica falhou ontem o apuramento imediato para os oitavos de final da Liga dos Campeões em futebol, ao empatar a dois no reduto do Astana, em encontro da quinta jornada do Grupo C. A formação ‘encarnada’, que precisava de ganhar para garantir desde já qualificação, esteve a perder por 2-0, depois de tentos de Patrick Twumasi (19 minutos) e Marin Anicic (31), mas chegou ao empate, com um ‘bis’ do mexicano Raúl Jiménez (40 e 72). Com este resultado, o Benfica passou a somar 10 pontos, contra sete do Atlético de Madrid, quatro do Galatasaray e três do Astana, e pode qualificarse, desde que os turcos não vençam na capital espanhola.