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hojemacau
ANIMAIS
Sete anos a lutar por uma lei P.5
MANIFESTAÇÃO SISTEMA DE DEPUTADOS NOMEADOS POSTO EM CAUSA
O EFEITO FONG As declarações de Fong Chi Keong sobre violência doméstica não só receberam a condenação geral da sociedade e inclusive da ONU como levaram a que o sistema de nomeação de deputados seja contestado nas ruas.
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ENTREVISTA A importância de ser macaense PUB
CARLOS PITEIRA PÁGINAS
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“Cronologia da DERBY Sporting empata História de Macau” ao cair do pano em nova edição DESPORTO PÁGINA
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ENTREVISTA
LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
O ano de 2014 ficou marcado como o ano de celebração dos 15 anos da RAEM. Fazendo uma retrospectiva, como vê e caracteriza o estado actual da comunidade macaense no território? De uma forma simplificada direi que ao longo destes últimos 15 anos do período pós-transição, a singularidade de Macau enquanto espaço da RAEM (Macau/ China) saiu reforçada no que toca à sua afirmação identitária, por sua vez, já no que se refere à identidade do grupo de macaenses, provavelmente terá sido mitigada em termos da sua especificidade, o que não quer dizer que a comunidade esteja enfraquecida. Perderam-se apenas algumas referências que lhes dava mais notoriedade como grupo étnico, nomeadamente o facto de ser o grupo híbrido interlocutor entre uma administração portuguesa e o poder chinês sempre presente no território. Há quem diga que a comunidade macaense nunca será uma parte significativamente sonante em Macau. Concorda com esta ideia? Pelo menos a realidade não tem sido essa. O segmento da chamada “elite” macaense continua a ter um papel preponderante na sociedade civil, assim como na própria estrutura da governação directa e indirecta. A questão poder-se-á colocar na fase pós geracional. A ver vamos. Até porque há alguns macaenses a cumprir papéis de relevância no território. Exemplo disso são o deputado José Pereira Coutinho, a ainda Secretária adjunta do Secretariado do Fórum Macau, Rita Santos, ou mesmo o novo Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário. Então, na sua opinião, a ocupação de cargos deste género por macaenses é uma tendência crescente? Ora cá está a constatação da questão anterior, As personalidades que marcam o quotidiano da sociedade macaense passam impreterivelmente pela dita “elite” macaense, assim como de outras personalidades de origem diferente, nomea-
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CARLOS PITEIRA, INVESTIGADOR DO INSTITUTO DO ORIENTE
“É preciso a presença forte de uma
damente dos portugueses aí residentes, que continuam a participar na vida colectiva de Macau por forma a manter e a perpetuar a singularidade que a caracteriza. Sem eles, Macau não teria porventura essa mesma identidade nem esse modo de vida. A Lei Básica proclama que Macau deverá ser ‘governado pelas suas gentes’. Isto obriga ao envolvimento dos macaenses enquanto vozes activas da sociedade local? A enunciação da Lei básica é sempre relativa, depende dos interesses e dos momentos, aliás forma muito subtil da governação chinesa a exemplo da questão da “harmonia social”, no entanto, não deixaria de referir o legado da governação do Senado que atribuía a governação aos “homens bons” (da terra), onde pautaram vários macaenses na sua história.
Em 1997, disse que a comunidade macaense original “vai perdendo os seus referenciais básicos e, tal como no seu processo evolutivo, tenderá a ser aglutinada por outras culturas dominantes que tratarão de apagar os seus traços e os seus modos de viver”. Continua a apoiar esta tese? Ora aqui uma questão que ilustra em certo sentido um pouco a minha posição re-
lativamente ao processo da pós transição dos últimos 15 anos. Do ponto de vista do processo histórico a longo prazo, continuo a aceitar essa premissa, ou seja, podemos dizer que é quase inevitável que tal suceda num futuro distante, ou nem tanto. Provavelmente a identidade macaense daqui a duas ou três gerações será marcada pela emergência de uma identidade local
“É bom não esquecer que todo o macaense tem como origem a matriz lusófona, por direito, herança e vivência. Porém não é possível reduzir a este traço a legitimidade de ser ou não ser macaense, basta pensar na quantidade de macaenses que não sabem falar português ou nem sequer estiveram em Portugal ou mesmo em Macau”
centrada nos chineses naturais de Macau e enraizados nesse modo de vida. Porém, a marca dessa singularidade estará sempre associada ao referencial quer da presença portuguesa, quer do grupo originário dessa reclamação identitária, ou seja os macaenses de hoje. Caso ainda haja descendentes dessa origem a viver em Macau continuarão a marcar essa particularidade no território, caso contrário só será possível ou provável manter essa linha identitária através das referências reconquistadas pelos grupos da diáspora. Admito no entanto outras dinâmicas e variantes sobre o tema, até porque muito dependerá daquilo que a comunidade for capaz de fazer para a perpetuar. A ‘perda identitária’ e dos traços originais é ainda um problema? Neste caso direi que é mais uma questão do processo
adaptativo do que da perda da identidade, a capacidade de reinventar e adequar os traços identitários ao contexto actual não é mais do que uma das formas de sobrevivência e de estratégia de continuidade, aliás, a exemplo de outras situações identitárias onde a questão da extinção (ou enfraquecimento) se possa colocar. Isto, para além da renovação implícita dos ciclos geracionais. A nova geração de macaenses não tem que ter (ou sustentar-se) nos mesmos traços identitários que marcam o passado, o património, esse porém, será sempre o que advém da história dos tempos, mesmo que passe pela reinvenção das tradições. No ano passado, estava envolvido num projecto sobre comunidades macaenses espalhadas pelo mundo. A que conclusões chegou?
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comunidade portuguesa influente” “A nova geração de macaenses não tem que ter (ou sustentar-se) nos mesmos traços identitários que marcam o passado, o património, esse porém, será sempre o que advém da história dos tempos, mesmo que passe pela reinvenção das tradições” Infelizmente foi um projecto que acabou por não ter continuidade por falta de apoio e de financiamento para que fosse minimamente representativo. No entanto, da abordagem exploratória sobre o tema, poderia antecipar que o projecto da identidade macaense projectada na diáspora tende a perpetuar a sua razão de existência, desde que, para tal exista um referencial de convergência. Isto, caso que ainda se verifica na continuidade das “romarias” a Macau por via dos chamados Encontro de
Macaenses (do Mundo). No entanto, também aqui não é pacífico percebermos o que determina o ser ou não ser macaense, pelo que a única ligação que vai perpetuando continua a ser o facto de existir um “sentimento de pertença”, ou seja, o direito a reclamar essa ligação. Diz-se, muitas vezes, que os macaenses não se identificam com nenhuma das culturas portuguesa e chinesa. Aqui a resposta não é pacífica, é bom não esquecer que todo o macaense tem como origem a matriz lu-
sófona, por direito, herança e vivência. Porém não é possível reduzir a este traço a legitimidade de ser ou não ser macaense, basta pensar na quantidade de macaenses que não sabem falar português ou nem sequer estiveram em Portugal ou mesmo em Macau. Situação que hoje é perfeitamente aplicável a outros contextos identitários, pode-se ter ou reclamar uma identidade africana ou angolana sem nunca ter estado em África ou em Angola, aquilo a que nós antropólogos chamamos de “Comunidades Imaginadas” cada vez mais aplicável num mundo global. Neste sentido, as culturas híbridas tomam cada vez mais a particularidade da identidade e não tanto a necessidade da nacionalidade. No caso dos macaenses esse foi o seu próprio processo histórico. Na década de 80, o ex-director dos Serviços de Edu-
cação de Macau, Manuel Coelho da Silva, considerou os macaenses como “eunucos culturais”. O que é que se pode concluir deste conceito, na altura fortemente criticado pela comunidade? Se me é permitido não gostaria de comentar esta ou outras afirmações de natureza idêntica, que são obviamente da responsabilidade de quem as profere. No que diz respeito ao bilinguismo... Há uma opinião crescente de que só as gerações mais velhas da comunidade escrevem, ouvem e falam português e cantonês,
ao passo que os mais novos começam a aliar-se mais à comunidade chinesa local, adoptando e apropriando os seus costumes, língua e tradições. Concorda com a existência desta tendência? Voltamos um pouco a alguns dos pontos já abordados. Pode eventualmente ser um sinal da tal aglutinação da cultura mais forte e dominante à qual o residente de Macau não consegue escapar, até porque é essa a sua possibilidade de adaptação, razão pela qual continuo a persistir na necessidade da presença forte de uma comunidade
“São as pessoas que (aqui) vivem que tornam esta realidade num espaço singular. Sem as pessoas que marcam a diferença do quotidiano, Macau seria por certo apenas um referencial histórico e de memórias”
portuguesa influente, capaz de contribuir para que herdeiros da matriz lusófona em Macau possam continuar a querer esse modo de diferenciação. Em termos contemporâneos, quais são os principais traços caracterizadores da comunidade macaense local? Aqui, vou propositadamente contornar a questão, ou porque não admiti-lo que não me sinto ainda capaz de o conceptualizar, mas também não é a minha preocupação central, até porque cada vez mais as tentativas de caracterização no domínio do social resvalam no volátil e no impreciso, em boa medida na lógica da transição de sociedades “sólidas” para sociedades “líquidas” onde o efémero pauta a par da reinvenção. Sei apenas que [a comunidade] existe e continua teimosamente a afirmar-se como macaense até haver um dia que deixe de existir quem o faça. Será que estamos a assistir à diluição da sua representação e ao conceito de ‘estrangeiro em terra própria’, quando comparando com 1999, por exemplo? A conotação de “estrangeiro em terra própria” foi consequência de um processo político-administrativo entre Estados soberanos que nunca tiveram a preocupação de ouvir os “macaenses”, ou seja, foi uma consequência insolúvel do ponto de vista jurídico, no entanto, não há macaense que não continue a sentir Macau como sua terra. Aliás, [esse] é um sentimento partilhado por muitos portugueses que [aqui] nasceram e/ou viveram, pelo que a diluição ou enfraquecimento dessa representação no território de Macau só depende da vontade em contrariar algumas tendências já visíveis. Para tal seria obviamente necessário uma outra posição ou mesmo estratégia da presença portuguesa em Macau que não seja apenas a dos interesses económicos mas também os culturais aproveitando as sinergias de quem tão bem conhece a realidade. São as pessoas que [aqui] vivem que tornam esta realidade num espaço singular. Sem as pessoas que marcam a diferença do quotidiano, Macau seria por certo apenas um referencial histórico e de memórias.
POLÍTICA
Depois do protesto do passado sábado contra o deputado Fong Chi Keong, Scott Chiang, do grupo Macau Consciência, exige que o Executivo faça uma consulta pública sobre o sistema dos deputados nomeados
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MANIFESTAÇÃO EXIGIDA CONSULTA PÚBLICA PARA SISTEMA DE DEPUTADOS NOMEADOS
Tradicionalismo e minorias
e demitir-se do cargo. Mas não o podem obrigar a sair. O problema é do sistema político, devemos acabar com os lugares nomeados para que todos os deputados sejam responsáveis perante o público”, afirmou. Kam garante que a violência doméstica é um problema significativo em Macau, tendo conhecimento de vários casos entre os seus vizinhos, amigos e familiares. Mesmo quando estas situações são reportadas, a polícia desvaloriza-as, “pensa que são coisas que as pessoas podem resolver sozinhas” e que “não são graves”, relatou.
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A
S palavras que o deputado Fong Chi Keong proferiu na Assembleia Legislativa (AL) sobre a questão da violência doméstica deram o mote para o protesto ocorrido no sábado, no qual terão participado mais de 800 pessoas, de acordo com a organização, já que dados oficiais apontam para 300 participantes. A manifestação começou devido às declarações de Fong Chi Keong sobre a violência doméstica, mas teve também um sentido político: veio pedir a reformulação do sistema, que permite a existência de deputados nomeados pelo Governo. Scott Chiang, membro do grupo e um dos rostos do protesto, reitera o pedido.
“Tudo isto se deve à mentalidade tradicional dos políticos, que não se preocupam em vir cá para fora e falar em nome do que se pode chamar minorias. A população não pode votar para a maioria dos deputados que se senta na AL” SCOTT CHIANG Membro da Macau Consciência
“Gostaríamos de avançar com a reforma e queremos que o Governo comece uma ronda de consulta pública o mais cedo possível”, disse ao HM. Para Scott Chiang, o maior problema dos deputados nomeados é o facto de não representarem as pessoas. “Tudo isto se deve à mentalidade tradicional dos po-
“Ele apelou à violência dentro da AL. É inaceitável. Deve pedir desculpa e demitir-se do cargo” KAM SUT LENG Professora
líticos, que não se preocupam em vir cá para fora e falar em nome do que se pode chamar minorias. A população não pode votar para a maioria dos deputados que se senta na AL”, apontou. Esta crítica versa também a deputada Wong Kit Cheng, da Associação Geral das Mulheres, que não participou na manifestação, nem teve ainda qualquer comunicado oficial contra as palavras do deputado. “Sobre a questão da violência doméstica, ficámos surpreendidos com o facto da Associação ter tido um papel muito passivo. Ontem, passámos junto ao edifício e pedimos alguma reacção, mas até agora não foi feito nenhum comentário”, explicou Scott Chiang. Em relação a Chui Sai On, que nomeou Fong Chi Keong para o hemiciclo, o membro do grupo Macau Consciência pede que fale publicamente sobre o caso. “Até agora não recebemos comentários de nenhuma das partes (AL ou Governo). Chui Sai On deveria comunicar a sua opinião pessoal sobre aquilo que aconteceu, porque foi ele que nomeou Fong Chi Keong. Não basta dizer que existe liberdade de expressão e que o deputado pode falar como quiser”, disse, na altura. Ontem, à partida
para Pequim, o Chefe do Executivo falou sobre o assunto (ver caixa).
DEMITA-SE
Face ao protesto de sábado, Scott Chiang traça um balanço positivo. “Um dia antes estávamos na rua a pedir apoio às pessoas para participarem no protesto e as pessoas primeiro ignoravam-nos, mas quando ouviam o nome de Fong Chi Keong, paravam e diziam ‘vou dar o meu apoio’. Isso mostra-nos
algo. Não é normal uma reacção tão forte a um deputado”, referiu. A manifestação, que tinha como lema “Love me. Don’t beat me” (Ama-me. Não me batas), juntou, segundo a agência Lusa, não só apoiantes do movimento pró-democrata como também idosos. Kam Sut Leng, professora ligada ao grupo Macau Consciência, pediu a demissão de Fong Chi Keong. “Ele apelou à violência dentro da AL. É inaceitável. Deve pedir desculpa
ONU CONDENA FONG CHI KEONG A directora para a China do programa Mulheres das Nações Unidas, Julia Broussard, considera “inaceitáveis” as declarações do deputado Fong Chi Keong sobre a violência doméstica. Citada pelo Ponto Final, Julia Broussard considera, além de inaceitáveis, “retrógradas” as afirmações de Fong Chi Keong. “Todos os políticos têm a responsabilidade de perceber e defender os direitos humanos e a violência doméstica é claramente uma violação do direito fundamental dos cidadãos a uma vida sem violência”, disse a responsável.
“POSTURA DO GOVERNO NÃO VAI SER ALTERADA”, DIZ CHUI O Chefe do Executivo comentou em Pequim a manifestação e o pedido de eliminação dos deputados nomeados, tendo referido que a “postura do Governo não será alterada” e que “o poder de alteração, activação e decisão do sistema político está na mão do Governo Central”, tendo recordado o processo de reforma política feito há dois anos para as eleições para a chefia do Governo e hemiciclo. Chui Sai On referiu ainda “estar satisfeito por ouvir as opiniões”, tendo lembrado que a “postura do Governo em relação à violência doméstica é de intolerância”, mas que “respeita a liberdade de expressão e os direitos do deputado” Fong Chi Keong.
Amancha humana atingiu o ponto máximo em frente ao escritório de Fong Chi Keong, onde a organização estima terem estado cerca de 850 pessoas e a polícia aponta para 230, além de 60 agentes.Aqui a palavra de ordem era “demissão”, com alguns manifestantes a envergarem lençóis com manchas de tinta vermelha, invocando o sangue das vítimas de violência doméstica. O assunto não mobilizou só mulheres. Wilson Hong, professor universitário, juntou-se à marcha por considerar que “Fong Chi Keong chocou a sociedade de Macau”, numa cidade onde “a violência doméstica é um problema sério”. A representar a comunidade portuguesa esteve também a professora universitária Isabel Morais, residente no território há mais de 20 anos, que se manifestou “solidária com todos os pontos defendidos pela manifestação”. “Não é a primeira vez que ele [Fong Chi Keong] tem intervenções deste tipo, só que desta vez foram muito excessivas e de uma certa forma considero que é um boicote a uma legislação que é tão necessária para Macau”, lamentou. Já o deputado Ng Kuok Cheong aproveitou a ocasião para fazer ‘mea culpa’por não ter respondido a Fong Chi Keong no hemiciclo. “Naquele dia não fiz qualquer comentário ao que disse Fong, não estive bem e devo melhorar no futuro. Temos a liberdade de falar do que quisermos na Assembleia mas também temos o fardo da influência social”, comentou à Lusa. - A.S.S. com Lusa
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FOTOS HOJE MACAU
MANIFESTAÇÃO PELA PROTECÇÃO DOS ANIMAIS REUNIU 600 PESSOAS
Conselhos vindos da rua
A Associação de Protecção dos Animais Abandonados de Macau organizou ontem o “passeio pelo amor e atenção aos animais” e pede uma rápida votação da nova lei na especialidade. Foram entregues mais opiniões no hemiciclo flora.fong@hojemacau.com.mo
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ESSOAS, cães e até uma tartaruga. Todos eles participaram na manifestação ocorrida ontem à tarde que veio a praça do Tap Seac até à Assembleia Legislativa (AL). O “passeio pelo amor e atenção aos animais”, promovido pela Associação de Protecção dos Animais Abandonados de Macau (APAAM), terá juntado, segundo contas da organização, cerca de 600 pessoas, enquanto que a polícia fala em 380 pessoas. O protesto, que culminou com a entrega de uma petição com 800 assinaturas e um conjunto de opiniões junto da AL, focou-se na proposta de Lei de Protecção dos Animais, que ainda está a ser analisada pelos deputados. Mais uma vez, exigiu-se urgência no processo. “Existem pessoas que achavam que a lei já está em vigor, mas ainda não está. Esperamos que a 1ª Comissão Permanente conclua o mais depressa possível a
apreciação na especialidade, para que a Lei de Protecção dos Animais possa ficar oficialmente legislada em 2015”, disse Josephine Lau, vice-presidente da APAAM. Sobre o conteúdo do diploma, Josephine Lau afir-
“Esperamos por uma celebração pelos resultados de uma luta de sete anos, depois de tantos protestos” JOSEPHINE LAU Vicepresidente da APAAM
mou que as normas sobre o alojamento dos animais “não podem ser inflexíveis”.
O TAMANHO NÃO É TUDO
“A deputada Kwa Tsui Hang teve razão quando falou, não se pode regulamentar o ambiente de alojamento de forma inflexível, não se pode apenas contar com o tamanho de espaço que um animal precisa. Existem famílias de classe baixa com uma casa pequena, mas que têm um animal grande, mas os donos têm de ter tempo para passear o animal”, disse. Josephine Lau considera que esse espaço deve ser definido por veterinários ou treinadores de cães. “A execução da lei será feita pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), mas o diploma não esclarece nos casos de emergência, se se deve chamar a polícia ou avisar primeiro o IACM”, disse a vice-presidente, acrescentando que, se a lei for apenas executada pelas autoridades policiais, a sua eficácia “pode ser maior”.
SUSANA CHOU DETENÇÃO DE ALAN HO TROUXE “NOVA IMAGEM AO GOVERNO”
Ponto final na vergonha pública S
USANA Chou escreveu mais um texto no seu blogue a comentar a recente detenção de Alan Ho, sobrinho de Stanley Ho, por alegadamente liderar uma rede de prostituição no Hotel Lisboa. A ex-presidente da Assembleia Legislativa (AL) escreveu ter ficado “chocada” com a prisão preventiva do director-executivo do Hotel Lisboa e diz que sente “simpatia” para com as prostitutas. Susana Chou acredita ainda que “a acção da Polícia Judiciária (PJ) trouxe uma nova imagem ao novo Governo”. “De facto as prostitutas atraíam de forma pública os
clientes no Hotel Lisboa, isso não era segredo. Era vergonhoso para todos os residentes cada vez que elas passavam no corredor”, apontou Susana Chou. Apesar dos elogios à iniciativa das autoridades, a ex-presidente da AL aponta que a população ainda sente “preconceitos e tinha suspeitas” quanto à sinceridade dos polícias.
VÍCIOS PRIVADOS
“Durante muito tempo ouvia-se que as prostitutas do Hotel Lisboa tinham apoio das autoridades. Esta acção da PJ veio quebrar esse rumor. No
passado, devido à insuficiência da governação da RAEM, aumentaram as queixas e a raiva da população. Acredito que o novo mandato do Governo vai aumentar a sua autoridade e criar uma imagem positiva”, adiantou. “Ouvi dizer que Alan Ho adorava vinho, gastronomia e roupas. Um amigo disse-me que ele recebia um salário alto mas que tinha pouca acção na Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM). Mesmo assim, os rendimentos dele deviam ser elevados, não devia ter preocupação com o dinheiro. Porque é que correu riscos ao participar num
grupo ligado à prostituição?”, questionou. Susana Chou disse ainda “desprezar” Alan Ho por não ter de se preocupar com dinheiro e, ainda assim, ter “enormes lucros dependendo das prostitutas”. Em relação à idade das prostitutas, que teriam entre 20 e 27 anos, a ex-presidente da AL disse sentir “simpatia e tristeza”. “Para mim, jovens dessa idade são ainda umas crianças e deviam ter sonhos e planos para o futuro. Mas perderam o sentido da vida para ganharem dinheiro rápido, e isso arruinou as suas perspectivas”, disse. - F.F.
“Ouvi os deputados da comissão discutirem que, quando um residente encontrar um animal na rua e achar que está perto da morte, este pode ser abatido. Isso não deve ser assim, devem ser veterinários qualificados a definir se o animal deve ser morto, ou se pode continuar vivo”, disse. Josephine Lau garante que, quando o diploma for aprovado na especialidade, a associação já não irá organizar um protesto, mas sim uma festa. “Esperamos por uma celebração pelos resultados de uma luta de sete anos, depois de tantos protestos. Esse é o resultado do nosso trabalho com todos os participantes”, concluiu.
KELSEY WILHELM
FLORA FONG
Alexis Tam quer educação “mais moderna e avançada”
O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, referiu aos jornalistas que pretende “reforçar” os recursos a investir na área da Educação, por forma a torná-la “mais moderna e avançada”, dando assim “um contributo à formação dos futuros quadros qualificados locais”. Alexis Tam garantiu ainda que o Executivo vai “aproveitar os recursos existentes actualmente e avaliar com prudência os pedidos de apoio solicitados pelas instituições de educação, estudando a atribuição de apoios financeiros de forma imparcial e objectiva”.
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CHUI SAI ON GOVERNO PREPARADO PARA EVENTUAIS SITUAÇÕES DE RISCO O Chefe do Executivo está em Pequim para discutir a cooperação com o continente na vez, a diversificação económica e os projectos de vida da população, a cooperação regional. de acordo com as directrizes da área da medicina “Nos últimos meses as receiacção governativa, para o desentradicional chinesa. tas do Jogo tiveram uma queda volvimento de Macau continuar e o número de salas comuns e próspero e estável”. Aos jornalistas, salas VIP também tiveram um Na área da cooperação regional, ajustamento”, referiu o Chefe do Chui Sai On confirmou que “no referiu que é Governo, que adiantou ser “normal futuro” vai fazer-se acompanhar pelos Secretários Raimundo Arrais “normal a economia que o desenvolvimento de qualquer actividade tenha um ciclo e uma do Rosário e Lionel Leong, das estar numa fase fase de ajustamento”. áreas das Obras Públicas e TransReferindo-se ainda aos projecportes e da Economia e Finanças, de ajustamento” tos que estão em construção no respectivamente, numa visita a
Tudo dentro da normalidade
ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
A
quebra das receitas do Jogo num dos anos mais difíceis para o sector não preocupa o Chefe do Executivo. Chui Sai On partiu ontem para Pequim, não sem antes ter referido à imprensa que “a economia de Macau tem vindo a desenvolver-se a grande velocidade há mais de dez anos e agora é normal estar numa fase de ajustamento”. Citado num comunicado oficial, Chui Sai On garantiu que as políticas a adoptar são, mais uma
Cotai, Chui Sai On disse que “não é possível falar no momento sobre o ajustamento individual de cada casino”, no que diz respeito ao número de mesas de jogo e aos projectos ligados à área de entretenimento. Contudo, disse esperar que “os respectivos projectos possam ser concluídos dentro do prazo previsto no sentido de estimular o sector do Jogo, para este poder ter um desenvolvimento saudável e estável na nova fase de ajustamento”.
NADA A TEMER
Quanto à resposta do Executivo perante esta nova fase da economia, Chui Sai On lembrou que “o
Governo da RAEM criou um regime de reserva financeira estável, incluindo reservas cambial, básica e extraordinária”, pelo que “está
preparado para assegurar futuros riscos da RAEM”. Além disso, Chui Sai On frisou que “o mais importante é garantir
“A economia de Macau tem vindo a desenvolver-se a grande velocidade há mais de dez anos e agora é normal estar numa fase de ajustamento”
TÁXIS PEDIDAS MULTAS PARA TAXISTAS QUE RECEBEM COMISSÕES DE HOTÉIS
Contra os pagamentos por fora flora.fong@hojemacau.com.mo
A
deputada directa Song Pek Kei assegura que existe um “regime de oferta de comissão” entre os hotéis, casinos e taxistas em Macau e, numa interpelação escrita entregue ao Governo, pede ao Governo que aplique multas mais altas a estes motoristas. Song Pek Kei criticou o serviço de alguns táxis que, diz, se torna gradualmente especializado para empresas privadas, e referiu que, actualmente, o sector dos táxis não é apenas protagonizado por episódios de rejeição de passageiros e cobrança ilegal de tarifas, sendo que também existe o pagamento de comissões. “Existem hotéis e casinos que pagam uma comissão aos taxistas para estes transportarem determinados passageiros. Essa comissão é muito maior por comparação ao que recebem por transportarem passageiros normais ou pela entrada nos bairros antigos. Sem dúvida que existe uma enorme tentação, o que atrai
os taxistas a frequentarem mais os casinos e estabelecimentos nocturnos, tornando-os num instrumento especializado para as empresas privadas”, escreveu a deputada.
MULTAS MAIS PESADAS
A número três de Chan Meng Kam apela, por isso, a um aumento das infracções aos taxistas
TIAGO ALCÂNTARA
FLORA FONG
que recebem as comissões, algo que deverá constar no novo regulamento administrativo, actualmente em revisão. Song Pek Kei afirma ainda que, como há falta de praças de táxis oficiais à entrada dos hotéis e casinos, os taxistas podem suspender o serviço de propósito para esperar pelos clientes que lhes valem comissões.
Face aos processos administrativos para aplicar punições, realça, estes chegam a demorar vários meses até dois anos. Por isso, Song Pek Kei pede que a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) melhore os processos, sugerindo a utilização de meios electrónicos para diminuir os processos de acusação aos taxistas.
Guangdong, por forma a “saber mais sobre o andamento da zona de comércio livre”. O Chefe do Executivo está na capital para encontros com a administração estatal de medicina tradicional chinesa, por forma a debater os avanços no Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa de Guangdong e Macau na Ilha da Montanha, bem como para debater com o Ministério do Comércio o protocolo suplementar do Acordo de Estreitamento das Relações Económicas e Comerciais entre o Interior da China e Macau (CEPA) e também analisar a liberalização, reforma e inovação do comércio.
Caritas Au Kam San critica serviço de transporte
O
deputado directo Au Kam San entregou uma interpelação escrita ao Governo onde lembra que, depois do fim dos táxis amarelos, apenas o serviço de transferência médica da Caritas está disponível para transporte de deficientes físicos, idosos ou outros doentes que necessitem do serviço. Contudo, Au Kam San aponta que vários veículos permanecem parados nas instalações junto à Torre de Macau, pelo que o serviço “não desenvolve bem a sua função”. Au Kam San frisou ainda que o mesmo serviço é apoiado pelo Instituto de Acção Social (IAS), mas que não funciona como deveria, sendo que deveria apostar-se na sua promoção para que mais pessoas saibam da sua existência. O deputado da ala pró-democrata pede também à Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) para cooperar o IAS por forma a criar um registo centralizado ou “outras medidas eficazes” para ajudar as pessoas que necessitem do serviço de transporte. O deputado escreveu mesmo que há que evitar casos de “há necessidade do serviço, mas não há automóveis”, ou “há automóveis, mas não há ninguém para os [conduzir]”. - F.F.
SOCIEDADE
hoje macau segunda-feira 26.1.2015
HOSPITAL DAS ILHAS CONFIRMADA CONCLUSÃO PARA DEZEMBRO DE 2017
Pronto a receber pacientes À excepção do centro de reabilitação, o complexo do novo hospital público deverá estar pronto para receber pacientes em 2018. Isto, porque os SS asseguram que todas as obras principais estarão concluídas até 31 de Dezembro de 2017 JOANA FREITAS
joana.freitas@hojemacau.com.mo
O
Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas vai mesmo abrir até 2017. A garantia é dada pelos Serviços de Saúde (SS), que asseguram que a conclusão da maioria das obras está marcada para o último dia do ano. A excepção vai para o centro de reabilitação, que só deverá abrir em 2019. Depois da abertura recente de dois concursos públicos – um para
a fundação por estacas do Instituto de Enfermagem e outro para o do edifício residencial – os SS vieram a público fazer ao balanço da situação no que às obras diz respeito. Actualmente, no local onde vai nascer o hospital, no Cotai, existem apenas as fundações, motivo que já levou os deputados da Assembleia Legislativa a questionarem o andamento das obras. Ainda assim, os SS garantem que corre tudo dentro do previsto. “Os trabalhos relativos ao Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas estão a ser desenvolvidos
de acordo com a calendarização. Entre 2009 e 2012, os SS contrataram diversas empresas de consultadoria que procederam a estudos, planeamentos e programação das concepções de todo o complexo e [que] foram desenvolvidos em Agosto de 2013. As obras de tratamento de solos da fundação tiveram início no dia 14 de Abril de 2014 e, recentemente, foram concluídas as obras de nivelamento do terreno e instalados os drenos”, revela o organismo em comunicado.
Três infra-estruturas concluídas este ano. Seac Pai Van tem de esperar
V
AI ficar concluído este ano o edifício residencial para os trabalhadores do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o Centro de Recuperação de Doenças Infecciosas, no alto da Montanha de Coloane. De acordo com o balanço dos SS, citado em comunicado, as infra-estruturas vão ficar concluídas entre Abril e Junho deste ano. Prevê-se ainda que o Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo, situado no Edifício do Lago, possa entrar em funcionamento até Maio deste ano, dois anos depois do previsto conforme noticiou o HM, e que o Posto de Saúde de Coloane esteja pronto até ao final do ano. Em 2011, o Governo lançou o Projecto de Melhoramento das Infra-estruturas do Sistema de Saúde, onde os Serviços de Saúde (SS) estimaram um investimento na ordem dos dez mil milhões de patacas na construção e renovação de mais centros de saúde
e empreendimentos relacionados com esta área. Anos passados, o organismo diz não saber quanto vai ser o dinheiro alocado no total. “Só após a conclusão dos planos de concepção das instalações é que poderá ser concretizado o orçamento global deste projecto”, realça o organismo em comunicado. Deste projecto, além dos empreendimentos que deverão ficar concluídos este ano, fazem ainda parte o edifício de especialidades do São Januário (meados de 2017), o Complexo Municipal de Serviços Comunitários na Rua da Praia do Manduco (entre Outubro e Dezembro de 2016) e o Centro de Saúde do Bairro da Ilha Verde, cuja conclusão está apontada para o terceiro trimestre de 2016. Na lista, e atrasado, está ainda o Centro de Saúde de Seac Pai Van, em Coloane, que só deve estar a funcionar no final de 2017. - J.F.
Os trabalhos de investigação geológica foram também concluídos em Dezembro do ano passado, altura em que ficaram ainda prontos os projectos de construção de quatro dos edifícios que integram o complexo.
ANTECIPADOS
Até 2017, o edifício hospitalar, onde se incluem os serviços de urgência, as consultas externas especializadas e as enfermarias, ficará então pronto para receber pacientes, ao mesmo tempo que o edifício de serviços
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logísticos, o edifício da administração e o Instituto de Enfermagem, que vai ser entregue ao Kiang Wu. Também o edifício do Laboratório Central e o edifício residencial para trabalhadores ficarão concluídos, já que as obras foram “antecipadas” de acordo com o primeiro calendário dos SS. “Para garantir que Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas possa prestar serviços de saúde de qualidade e abrangentes ao público em geral, os SS decidiram seguir as recomendações apresentadas pela empresa de consultadoria que aconselhou agregar as obras previstas da 1ª e da 2ª fase, sendo que com o novo plano serão construídos em simultâneo o edifício de Urgências e o edifício hospitalar”, avançam os SS num comunicado enviado à imprensa. Na proposta inicial, as obras de construção dividiam-se em três fases. O relatório final da avaliação ambiental dos projectos foi concluído e apresentado à Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental para apreciação, como informam ainda os SS. A obra do Hospital de Reabilitação é mais complexa, de acordo com o que disse aos jornalistas um responsável dos SS, pelo que este estará apenas concluído até Dezembro de 2019. O calendário, contudo, está também de acordo com o inicialmente anunciado. A semana passada foram estimados entre 52 milhões e 113 milhões de patacas os custos com a construção do edifício do Instituto de Enfermagem e esta semana foi dado a conhecer que 15 empresas concorreram à construção do edifício residencial, que poderá custar entre 37,7 milhões e 88 milhões de patacas.
Governo quer alargar cooperação com privados
O Deficientes com subsídio para consultas gratuitas Os Serviços de Saúde (SS) vão passar a pagar o subsídio para os serviços de consulta externa gratuita, prestados por instituições sem fins lucrativos, aos portadores do cartão de registo de avaliação de deficiência. Segundo um comunicado, o Governo afirma “estar a estudar o alargamento do subsídio aos trabalhadores da Função Pública e os seus familiares, assim como aos docentes e a outros trabalhadores que desempenhem funções em instituições de ensino”.
Governo pretende alargar a cooperação entre instituições de saúde privadas e públicas, sendo que os responsáveis do privado pediram mesmo ao Governo que promova “o conceito de o utente pagar parcialmente os cuidados de saúde no sector privado”. Alexis Tam teve esta semana um encontro com a Associação de Beneficência do Hospital Kiang Wu para reunir sobre o assunto e, de acordo com um comunicado, a ideia do Executivo é melhorar a situação no que diz respeito ao tempo de espera nos serviços de saúde públicos. “Através desta cooperação, os residentes poderão aceder facilmente a cuidados de saúde com qualidade”, frisa um comunicado. O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura revelou que os SS vão colaborar, em conjunto com o Hospital Kiang Wu, na área da aplicação de técnicas de imagiologia, de forma a adoptar o mesmo critério e a língua inglesa como língua de
aplicação. Neste contexto, o Hospital Kiang Wu pode proporcionar vários serviços neste âmbito, com o objectivo de reduzir o tempo de espera dos residentes que gozam de serviços de saúde gratuitos. Os responsáveis do privado sugeriam que o Governo possa enviar alunos de Macau para estudar Medicina nas duas universidades de medicina de Hong Kong, de forma a alargar a formação de quadros qualificados necessários, até porque, dizem, “sempre que existem processos de recrutamento no hospital público, os recursos humanos do Hospital Kiang Wu são atingidos”. Para os responsáveis do privado, é ainda necessário que o Governo promova “de forma adequada” o regime de seguro médico. - J.F.
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AUTOCARROS OPERADORAS COM MELHORES RESULTADOS NA AVALIAÇÃO
FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
Tudo sobre rodas
A
Os serviços de todas as operadoras de autocarros a circular em Macau melhoraram com a Transmac a manter a liderança. O anúncio foi feito pela DSAT, que anuncia ainda para Agosto a entrada em funcionamento da via especial para autocarros da Barra à Ponte e Horta sultado que devemos apreciar através de uma comparação, porque no início do seu funcionamento a qualidade não era a ideal, mas agora com o tempo, começou a melhorar”, argumentou o porta-voz do Conselho, Kou Kun Pang, justificando o valor mais baixo da avaliação. De acordo com o porta-voz, a avaliação contemplou uma parte de inquéritos feitos à população.
TIAGO ALCÂNTARA
avaliação está feita. As operadoras de autocarros têm-se portado melhor e prova disso é o resultado da avaliação levada a cabo pelo Conselho Consultivo do Trânsito da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), que se reuniu na passada sexta-feira. A avaliação corresponde ao terceiro trimestre do ano de 2014 e inclui pontos como a limpeza e as frequências de percurso. Apesar das três operadoras terem alcançado os mesmos ou melhores resultados comparativamente ao primeiro semestre do ano passado, foi a Transmac que mais se destacou, alcançando 73,2% em 100% e mantendo assim o lugar na liderança. Na segunda posição ficou a TCM com 70%, seguindo-se a Nova Era, que subiu quatro ponto percentuais para se fixar nos 65,5%. “[As operadoras] obtiveram bons resultados, melhores que os anos anteriores. A companhia Nova Era, antiga Reolian, começou a funcionar há três meses e obteve uma pontuação de 65%. Re-
73,2% em 100%, percentagem alcançada pela Transmac
As vias terão horários de funcionamento exclusivos. “Da parte da manhã, deverá começar às 7h30 até às 9h00 e à tarde das 17h00 às 20h00”, acrescentou o responsável. O Conselho confirmou ainda que, com a existência das vias exclusivas, os lugares de estacionamento irão desaparecer.
VIA EXCLUSIVA EM AGOSTO
Relativamente à via exclusiva para os autocarros, que começa na zona da Barra e termina na Ponte e Horta, vão começar a funcionar em Agosto deste ano. “Estas vias servirão exclusivamente para autocar-
GOVERNO RECONHECIMENTO DA CARTA DE CONDUÇÃO CHINESA
Autorização à vista E STÁ em cima da mesa a possibilidade de Macau reconhecer a carta de condução do interior da China. Algo que, segundo assegura o porta-voz do Conselho Consultivo de Trânsito da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), Kou Kun Pang, não implica a entrada de carros do continente e não deverá ser alargada a todos tipos de licenças para conduzir.
“Um grupo especializado da Universidade de Macau realizou um estudo e visitou muitas associações, mas ainda é necessária maior divulgação e promoção do que efectivamente se trata esta medida e as alterações. Ou seja, o público tem que ter um conhecimento muito claro sobre esta medida”, explicou. O responsável adiantou que a nova medida poderá “trazer
ros, os táxis não poderão usar como locais para [apanhar] ou largar pessoas”, começou por esclarecer o porta-voz, depois de na mesma semana várias associações de taxistas apresentarem as suas queixas, de “falta de espaço” e “inspecção dura” à DSAT. A criação das vias exclusivas é justificada pelo Conselho por “existir um grande número de pessoas a usarem os autocarros como meio de transporte principal”. “Todos os membros se mostraram a favor desta medida, mas vamos discutir muitas práticas em concreto, que ainda carecem de estudo”, esclareceu Kou Kun Pang.
Economia cresce mais devagar em 2015
A algumas confusões” em termos de tráfego, devido aos hábitos diferentes de quem possui carta de Macau e os acartados da China continental, que conduzem do lado oposto ao nosso. “A decisão [do estudo] será mais tarde divulgada”, afirmou o porta-voz, esclarecendo ainda que “esta medida é para adoptar”, mas neste momento é preciso saber como adoptá-la. Recorde-se que o estudo mencionado pelo Conselho, foi iniciado em 2013 pelo director da DSAT, Wong Wan, que afirmava que estaria concluído nos primeiros seis meses de 2014. “O reconhecimento das cartas de condução vai ser apenas para os veículos ligeiros, e não envolve mudanças nas profissões ou na entrada dos veículos do continente. Queremos saber quais as preocupações e a procura ao nível das cartas de condução e depois iremos fazer uma pesquisa quantitativa”, explicou na altura Wong Wan. O director falou ainda da existência de “opiniões diferentes” sobre o assunto dentro do próprio Conselho. - F.A.
economia vai continuar a crescer este ano mas a um ritmo mais lento face a 2014, segundo as previsões da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), que antevê um crescimento a um dígito baixo, devido às incertezas no sector do turismo, em especial no Jogo. De acordo com a rádio Macau, o organismo liderado por Anselmo Teng estima, no entanto, que o sector privado da construção e os equipamentos turísticos vão ajudar a economia. Em 2015, a inflação vai rondar os 5%, abaixo dos 6,05% do ano passado. Já a taxa de desemprego vai manter-se também abaixo dos 2%. O número de turistas vai continuar em alta, o que vai ao encontro das estimativas
dos Serviços de Turismo que antevêem um aumento de 5%. Aliás os turistas, diz a AMCM, são a base da economia local. Quanto ao Jogo, considera-se positiva a redução da diferença entre as receitas dos sectores de massas e VIP, sendo que a AMCM admite a possibilidade das receitas do mercado de massas superarem o VIP, sem, no entanto, avançar quando isso pode acontecer. Nota positiva igualmente para os novos empreendimentos a abrir no Cotai, nos quais a AMCM deposita esperança: os elementos não relacionados com o jogo, avança, podem contribuir para que a economia local dependa menos dos casinos.
Sands Sheldon Adelson substitui Tracy. Goldstein em Macau
O presidente da Las Vegas Sands, Sheldon Adelson, é quem vai assumir a liderança da subsidiária Sands China, que explora os casinos do território, substituindo no cargo Edward Tracy. Tracy, recorde-se, deixa a 6 de Março a direcção da Sands China para se reformar. Ainda que fique como consultor da empresa por algum tempo, Sheldon Adelson fica no seu lugar, ainda que, em Macau, as operações venham a ser controladas por Robert Goldstein, presidente e director de operações da operadora.
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Associação Comercial reuniu com Sands China
A operadora de Jogo Sands China reuniu na passada sexta-feira com a Associação Comercial de Macau (ACM) a fim de mostrar “apoio e continuação de diálogo” face às Pequenas e Médias Empresas (PME) do território. Estas fizeram-se representar por cem empresários, que no evento buscaram por “novas propostas de negócio e de cooperação”. Jaehong Choi, vice-presidente da área de aquisição e fornecimento da Venetian Macau Limited, referiu, citado num comunicado, que “é muito importante para a Sands China continuar a apoiar as PME locais e os fornecedores para os ajudar a crescer e a desenvolver”, acreditando ainda que “as PME são uma parte essencial da economia”.
Mais transacções suspeitas. Menos 34 ‘junkets’
O Gabinete de Informação Financeira (GIF) registou em 2014 um aumento do número de participações sobre transacções suspeitas. Dados cedidos à Rádio Macau revelam que foram registadas 1812 denúncias a esta entidade, mais 217 face a 2013. Nesse ano houve 1595 participações, menos do que em 2012, que foi o ano com mais denúncias, um total de 1840. Contudo, nos últimos cinco anos apenas houve duas condenações por branqueamento de capitais. O gabinete dirigido por Deborah Ng garante que a maioria das denúncias feitas tem origem nos operadores de Jogo. Em 2014, 1370 participações foram feitas a partir daí. Entretanto, a Rádio Macau avança ainda que existem actualmente menos 34 promotores de Jogo do que em 2014, altura em que havia 217 profissionais licenciados. Segundo a Rádio, 19 dos ‘junkets’ pediram para cancelar a actividade, enquanto que os restantes 15 não renovaram os pedidos de licença para operar. A queda das receitas do Jogo deverá ser de 17% no final deste mês, com receitas brutas na ordem das 23 a 24 mil milhões de patacas.
ECONOMIA RAEM COM MAIOR DESEMPENHO MUNDIAL EM 2014
No melhor dos mundos Na análise conjunta da Brookings e da JPMorgan Chase ao desempenho das 300 maiores áreas metropolitanas do mundo a RAEM surge à frente do ranking com uma excelente combinação de dados de crescimento
A
RAEM foi a área metropolitana com melhor desempenho no mundo em 2014, revela um relatório conjunto da Instituição Brookings e da JPMorgan Chase divulgado na semana passada e que estabelece uma lista de 300 cidades. De acordo com o documento, “o comércio e o turismo, ancorados pela indústria do Jogo, são os responsáveis pela maior parte do crescimento” em Macau no ano passado, seguindo-se na lista as cidades turcas de Izmir, Istambul e Bursa. O relatório “Global MetroMonitor 2014 - Uma Recuperação Incerta” analisa dados sobre o desempenho das 300 maiores áreas metropolitanas do mundo - que acolhem a residência ou os postos de trabalho de 20% da população
mundial e são responsáveis por quase metade do Produto Interno Bruto (PIB) global - com base nas taxas de crescimento anuais do seu PIB ‘per capita’ e de emprego e combina os dois itens. Macau apresentou um crescimento de 8% no PIB ‘per capita’ e uma subida de 4,2% na taxa de emprego, a melhor combinação das duas categorias. A análise constatou que, em geral, o PIB ‘per capita’ nas 300 principais áreas metropolitanas cresceu 1,3% em 2014, por comparação com 1,6% em 2013, enquanto o emprego cresceu 1,5% no ano passado, o mesmo que há dois anos. Olhando para a economia global através de uma lente metropolitana “vemos quão desigual é o crescimento entre as regiões”, assinala Joseph Parilla, analista da Brookings e autor principal do estudo. “Em economias desenvolvidas, como a América do Norte e a Europa Ocidental, cidades como Londres e Houston voam alto,
enquanto Roterdão e Montreal estão em esforço”, exemplificou o investigador, adiantando que, no geral, os mercados em desenvolvimento estão a crescer mais depressa, mas existem grandes diferenças entre as cidades do centro e as do nordeste da China, bem como entre cidades no Peru e na Colômbia e metrópoles no Brasil e na Argentina.
MUNDO EM ANÁLISE
O estudo conclui que as economias que apresentam um crescimento mais rápido estão nas regiões em desenvolvimento da Ásia Oriental, Europa Central e Ásia-Pacífico, enquanto as que apresentam um crescimento mais lento estão localizadas na Europa Ocidental, América do Norte e nas zonas desenvolvidas da Ásia-Pacífico. Apesar de o crescimento nacional ter desacelerado em 2014, a China responde por mais da metade das 30 economias que mais cresceram no mundo, estan-
do Hefei (20ª posição) a liderar as áreas metropolitanas com um crescimento de 9,5% (embora o aumento do emprego se fique por 1%, o que não lhe permite um melhor lugar na tabela). A par de vários mercados emergentes estão quatro áreas metropolitanas norte-americanas (Austin, Houston, Raleigh e Fresno) e duas áreas no Reino Unido (Londres e Manchester), que figuram no ‘top 60’ das 300 metrópoles avaliadas. No derradeiro lugar da lista surge Banguecoque, que viu a sua economia destruída pelos conflitos políticos na Tailândia.
Macau apresentou um crescimento de 8% no PIB ‘per capita’ e uma subida de 4,2% na taxa de emprego, a melhor combinação das duas categorias O “Global MetroMonitor 2014 - Uma Recuperação Incerta” também analisa em que medida as economias metropolitanas voltaram aos níveis de 2007 em termos de PIB per capita e emprego, concluindo que as metrópoles norte-americanas que tiveram uma recuperação total quase duplicou face ao relatório de 2012, com 32 (entre 80) nesta categoria em 2014, contra 17 em 2012. Seis anos após a crise financeira global, a maioria das economias alcançou ou excedeu os seus níveis pré-recessão, mas 57% das áreas metropolitanas da América do Norte e 65% das da Europa Ocidental ainda têm de conseguir a recuperação completa, revela o estudo. - LUSA/HM
Assistentes sociais Eleição de membros da Comissão em aberto
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Instituto de Acção Social (IAS) decidiu prolongar até 28 de Fevereiro a segunda consulta pública sobre o Regime de Credenciação e Inscrição para o Exercício de Funções de Assistente Social, que teve início a 15 de
Janeiro. Até ao momento já foram realizadas sete sessões que contaram com a presença de 850 pessoas. Entretanto, e depois da consulta pública onde cerca de 20 participantes levantaram cartazes solicitando mais autonomia
na profissão e criticando a composição do Conselho para a credenciação dos assistentes sociais, o director do IAS, Iong Kuong Io, afirmou que entende as solicitações do sector sobre a autonomia da profissão, mas passa a bola da
composição ao Governo. “Quando o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, disser que uma eleição na 2ª sessão da comissão é aceitável, então, os membros representantes do sector podem ser eleitos mutuamente por
assistentes sociais. Espero que isto possa ser escrito no Regime”, frisou. O responsável acrescentou que, como os primeiros trabalhos da área “são muito pesados”, foi escolhido o método de nomeação. - F.F.
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EVENTOS
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GALAXY NOVO COMPLEXO ABRE EM MAIO COM MONTANHA RUSSA E PISCINA DE OND
Mais entretenimento e h Museu da Gulbenkian é um dos melhores da Europa
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Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, é uma das 17 melhores instituições museológicas da Europa. A opinião é da edição espanhola da revista especializada Condé Nast Traveler, que reuniu uma série de “autênticos museus ‘Michelin’ capazes de justificar” uma viagem às cidades onde estão. Numa “compilação” divulgada há alguns dias, a publicação turística escreve que “o facto de estar situado no Norte” da capital portuguesa retira a este museu “a afluência de público que merece”, mas que esta localização acaba, em muitos casos, por ser uma vantagem. “Assim, é possível desfrutar do seu precioso jardim e do seu edifício surpreendente”, realça a Condé Nast, que considera todo o complexo da Fundação Calouste Gulbenkian como “um oásis
entre a clássica decadência lisboeta”. A revista salienta, também, a “divisão” do museu em duas vertentes: uma clássica e outra moderna. “De um lado, há um importante acervo de obras de arte decorativa e arte antiga, ainda que o seu forte sejam as pinturas de Monet, Millet ou Ghirlandaio”, destaca a Condé Nast. O seu lado mais “moderno” transforma o Museu Gulbenkian “numa espécie de ‘Pompidou’ português onde cabem obras de Alvar Aalto, quadros de Kokoshka ou colagens de Tàpies”, acrescenta a publicação. Entre os outros museus destacados pela Condé Nast estão o Städel Museum, em Frankfurt, um dos mais importantes da Alemanha, o Palais de Beaux Arts, na cidade francesa de Lille, ou o Kelvingrove, em Glasgow, na Escócia.
A maior piscina de ondas do mundo e uma montanha russa aquática. Seis hotéis e cinemas em 3D. A segunda fase da Galaxy abre daqui a quatro meses e promete trazer mais entretenimento ao território
A
segunda fase do Galaxy abre já a 27 de Maio. O anúncio foi feito pela própria operadora, no sábado passado, sendo que a inauguração está marcada para daqui a quatro meses. A segunda fase do complexo integra também as antigas instalações do Grand Waldo, um dos primeiros espaços de jogo da companhia, que agora abre portas sob a denominação de ‘Broadway Hotel’. Ao todo, a nova fase do Galaxy traz a Macau mais seis hotéis com cerca de quatro mil quartos. Destes, 250 suites pertencem à cadeia Ritz-Carlton, o primeiro hotel da marca apenas com suites, e mil quartos da marca JW Marriot, o maior hotel da cadeia na região asiática.
O ‘Broadway Hotel’terá 320 quartos, espaço de jogo e lojas. O espaço da Galaxy vai ainda duplicar para 1,1 milhões de metros quadrados a área construída no local e apresentar novas atracções como uma montanha-russa aquática ao longo de 575 metros e “a maior piscina de ondas” do mundo, no topo do empreendimento. O local vai ainda ter mais uma arena de concertos, esta com três mil lugares, e um cinemas 3D, dando continuidade às salas de cinema da Galaxy.
INVESTIMENTO SEM MEDO
O investimento global da primeira e segunda fases já totaliza 43 mil milhões de dólares de Hong Kong. A abertura da segunda fase decorre numa altura em que as receitas do Jogo em casino estão em queda homóloga desde Junho de 2014 e se perspectiva a manutenção dos números negativos até Maio deste ano, mas Francis Liu, vice-presidente da com-
Chef do MGM representa China nas olimpíadas da pastelaria
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Micky Ma, chef de pastelaria do MGM, foi escolhido para representar a China na edição final daquelas que são consideradas as olimpíadas na área da pastelaria, “La Coupe du Monde de la Pâtisserie 2015”. No evento, os maiores chefs da área competem pelo título de melhor a nível mundial na arte da doçaria e pastelaria. Micky Ma vai colaborar com mais dois profissionais chineses, sendo que cada equipa terá de elaborar, em nove horas, nove sobremesas.
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA
mil milhões de dólares de Hong Kong, valor total do investimento da Galaxy no Cotai
panhia, desvaloriza qualquer queda. “Entramos numa fase de adaptação. Por um lado, o crescimento das receitas estava centrado no mercado vip, de grandes apostadores, e agora verificamos um ajustamento para o mercado de massas”, disse. Francis Liu acredita também que a abertura de alguns postos fronteiriços 24 horas por dia ou o próprio alargamento do horário de funcionamento das Portas do Cerco vai ajudar a atrair mais visitantes. Por outro lado, o respon-
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
QUERES NAMORAR COMIGO? • João Ricardo Era uma vez uma girafa de pescoço muito, muito comprido e um caracol que, apesar de pequenino, se apaixona por ela. A diferença de altura não o desencoraja, mas conseguirá ele chegar ao coração da amada? O amor, afinal de contas, tem o dom de trocar as voltas - e os tamanhos - às coisas. Com um humor quase tridimensional em que se sobrepõem colagens e desenhos, a ilustradora Ana Sofia Gonçalves dá forma ao romance improvável entre uma girafa e um caracol. O texto do actor João Ricardo, por sua vez, recria a ternura e a inocência da linguagem da infância, demonstrando que os afectos são sempre - sejam quais forem as espécies animais envolvidas - deliciosamente ridículos.
HISTÓRIAS DE PRINCESAS • Vários autores Esta coletânea de histórias de princesas, com belas ilustrações, irá maravilhar e entreter as crianças. Inclui os maiores clássicos das histórias infantis, como a Gata Borralheira, a Pequena Sereia, a Branca de Neve e a Rapunzel, e ainda cinco histórias originais!
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DAS
hotéis para o Cotai
sável manifestou-se satisfeito pelo prolongamento a presença dos visitantes em Macau que acabam recorrer às diversas unidades hoteleiras da cidade que, no caso do grupo PUB
Galaxy registam uma taxa de ocupação de 95%. Em todo o projecto no Cotai, a Galaxy vai investir o equivalente a cerca cem mil milhões de dólares de Hong Kong.
Com a nova fase, a Galaxy passa também a disponibilizar cerca de 120 restaurantes e 200 lojas, incluindo várias marcas internacionais de renome.
AFA ANO ARRANCA COM EXPOSIÇÃO “TRANSCENDER”
Luz e Tempo na ponta do pincel S
ÃO jovens artistas e são de Macau. A partir do dia 3 de Fevereiro e até 7 de Março, a AFA – Art for All Society inaugura a exposição “Transcender – Trabalhos de Lai Sio Kit e Sylvie Lei”. O público poderá ver as dez obras dos artistas, onde se incluem oito quadros de Sylvie Lei, que pertencem à colecção “Virtual Shape”, e dois trabalhos de Lai Sio Kit, inseridos na série “Elapse”. A primeira exposição da AFA do ano terá como temas a “Luz” e o “Tempo”, “dois temas importantes tanto para a física como para a ciência”, considera a entidade. “Por coincidência, os dois artistas ganharam inspiração a observar as pessoas e o seu dia-a-dia em Macau. Depois de se licenciarem na China, Sylviye Lei e Lai Sio Kit regressaram a Macau há alguns anos e passaram pela grande mudança de viver numa pequena cidade, com diferentes pensamentos e emoções.” Foi então que a pintura surgiu como uma resposta a essa mudança. “Como artistas, em vez de expressarem as suas ideias através das palavras, utilizaram
o pincel para pintar as suas ideias”, sendo que os conceitos de “Luz” e “Tempo” se destacaram de imediato. Nos trabalhos de Sylviye
Lei a inspiração veio dos casinos, de onde a artista “utilizou as cores artificiais para começar a explorar a essência da luz”. Já Lai Sio Kit arranca inspiração para a sua obra da “natureza efémera da vida”, pintando “muitas ruas de cerâmica para ilustrar a essência do tempo através das mudanças imperceptíveis de cada rua”. A abertura da exposição terá lugar nas instalação da AFA, na Estrada da Areia Preta, edifício da Fábrica de Baterias. O evento começa às 18h30 e é parcialmente patrocinado pelo Instituto Cultural. - A.S.S.
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CHINA
Meses depois do fim dos protestos que paralisaram as ruas da antiga colónia britânica, a tensão continua latente. Para dia 1 de Fevereiro está marcada a primeira manifestação desde Dezembro
O
S fundadores do movimento ‘Occupy Central’ foram detidos e libertados no passado sábado, tendo o chefe da polícia defendido que a investigação aos protestos de Hong Kong não era “um espectáculo”. Vários líderes dos protestos têm sido detidos e libertados sem acusação, com alguns a queixarem-se da investigação. O co-fundador do ‘Occupy Central” Benny Tai disse que ele e os outros dois co-fundadores Chan Kin-man e Chu Yiu-ming foram formalmente detidos sob a acusação de organizarem e participarem em assembleias ilegais, mas
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HONG KONG LÍDERES DO ‘OCCUPY CENTRAL’ DETIDOS E LIBERTADOS
Espectáculo de curta duração desistir”, disse Benny Tai num discurso para as pessoas no local antes de entrar na esquadra.
que não foram acusados. Os três foram libertados três horas depois da detenção, escreve a agência francesa AFP. “Mostrámos alguns vídeos e artigos… Fomos libertados incondicionalmente”, disse. Os protestos que ocuparam as ruas de Hong Kong durante mais de dois meses terminaram em Dezembro mediante a acção das autoridades, tendo a polícia prometido investigar os “principais instigadores” do movimento.
MANTER A PRESSÃO
EM PRIVADO
O chefe de polícia de Hong Kong, Andy Tsang, defendeu sábado a investigação. “A polícia tomou as diligências (para as detenções) em privado e nunca as tornou públicas. Como é que podem dizer que (isto) é um espectáculo? Quem é que vos disse que eles iriam para a esquadra da polícia? Devemos ser claros sobre quem é que está a fazer espectáculo”, disse aos jornalistas. Andy Tsang confirmou que os líderes do ‘Occupy Central’ podem ser convocados novamente a apresentar-se às autoridades durante a investigação em curso.
“Acredito firmemente que os residentes de Hong Kong não vão desistir” BENNY TAI Co-fundador do ‘Occupy Central”
Enquanto outros líderes dos protestos questionaram os motivos da polícia, Benny Tai disse que “confiava” no primado da lei. “Eu continuo a acreditar que a polícia e a procuradoria… vão seguir rigorosamente as leis de Hong Kong em qualquer investigação”.
Dezenas de apoiantes, incluindo deputados, concentraram-se no exterior da esquadra com faixas e guarda-chuvas amarelos, o símbolo do movimento pró-democracia em Hong Kong. “Acredito firmemente que os residentes de Hong Kong não vão
Polícia de Hong Kong procura adolescente por furto de colar de diamantes
A
polícia de Hong Kong informou que está à procura de uma rapariga com idade estimada entre 12 e 14 anos pelo furto numa joalharia de um colar de diamantes avaliado em mais de 4,1 milhões de euros. De acordo com a polícia, a rapariga realizou o furto com a ajuda de duas mulheres e um homem, todos com idades entre os 30 e 40 anos.
Os adultos fizeram-se passar por clientes enquanto a menina furtou o colar. Segundo o jornal South China Morning Most (SCMP), trata-se de um colar em ouro com mais de 30 diamantes. A polícia confirmou que o colar estava avaliado em 4,6 milhões de dólares de Hong Kong. A rapariga terá conseguido roubar a chave de uma gaveta para abrir o armário enquanto os
funcionários estavam distraídos, informou o SCMP, citando uma fonte policial não identificada. “Os três adultos fizeram-se passar por grandes compradores e pediram aos empregados para lhes mostrarem jóias numa aparente manobra para desviar as atenções dos empregados”, disse a fonte. Os quatros abandonaram a loja antes de os funcionários se terem apercebido da falta do colar.
A tensão continua na região administrativa especial de Hong Kong, depois de meses de protestos desencadeados com a decisão tomada por Pequim em Agosto de aceitar o sufrágio universal para o chefe do Executivo em 2017, mas só depois de os candidatos serem pré-seleccionados por um comité eleitoral. O empresário dos media Jimmy Lai e os líderes estudantis do movimento ‘Scholarism” e Federação dos Estudantes, Joshua Wong e Alex Chow, respetivamente, foram recentemente detidos e libertados no âmbito da investigação. Ambos os líderes estudantis questionaram o processo, dizendo que a polícia os devia acusar no caso de haver provas. Benny Tai confirmou sábado que vai participar numa manifestação pró-democracia agendada para dia 01 de Fevereiro – a primeira após o fim da ocupação das ruas – com uma adesão estimada pela organização em cerca de 50.000 pessoas.
Um morto e sete feridos em ataque com faca
Um ataque com faca na província de Hubei, no centro da China, causou sábado a morte de uma pessoa e ferimentos noutras sete, informou a polícia local, citada pela agência Xinhua. A polícia de Wuhan, capital de Hubei, recebeu o alerta do ataque com faca numa rua do distrito de Jianghan por volta das 09:40, tendo-se deslocado ao local e detido um homem de 38 anos. Oito feridos foram enviados para o hospital e um deles não resistiu aos ferimentos. As autoridades abriram uma investigação ao incidente.
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MACAU ANGLICAN COLLEGE
PARENTS ARE WELCOME TO ATTEND A PARENTS’ INFORMATION MEETING FOR ENROLING NEW K1 PUPILS FOR SEPTEMBER 2015 AT MACAU ANGLICAN COLLEGE AV. PADRE TOMÁS PEREIRA, NO. 109-117, TAIPA, MACAU THIRD FLOOR, SCHOOL HALL ON TUESDAY, FEBRUARY 10th 2015, 7:30 P.M. *Four new K1 classes commence in September 2015. *100 places will be offered to new K1 pupils aged 3, in 4 classes of 25. *English and Putonghua are the main languages of instruction. *Creative teaching styles; child centred learning. *Application Days, from March 2nd to 5th 2015. *Assessment Day, Saturday, March 7th 2015, from 9:00 a.m. (Details to follow).
EXTRACTO DE AVISO Faz-se público que, de harmonia com o despacho de 18 de Dezembro de 2014 do Secretário para a Segurança, Cheong Kuoc Vá, se acha aberto o concurso comun abaixo indicado, de ingresso externo, de prestação de provas, para o preenchimento: 1. em regime de assalariamento, de um lugar de motorista de pesados, 2.º escalão, área de transporte, da carreira de motorista de pesados do Estabelecimento Prisional de Macau (Concurso n.º 2015/ I01/CA/MPE). O motorista de pesados, 2.º escalão, vence pelo índice 180 (a que corresponde ao vencimento mensal de MOP$14,220.00), e usufrui dos direitos e regalias previstos no regime geral da função pública. O aviso do concurso encontra-se publicado no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 2, II Série, de 14 de Janeiro de 2015, com o prazo de inscrição entre 15 de Janeiro e 03 de Fevereiro de 2015. Os interessados podem consultar o referido aviso, dentro das horas de expediente, no Centro de Atendimento e Informação do Estabelecimento Prisional de Macau (endereço: Avenida da Praia Grande, China Plaza, 8.º andar “A”, Macau) ou no Website deste Estabelecimento Prisional: www.epm.gov.mo. Para qualquer esclarecimento, é favor entrar em contacto, nas horas de expediente, através do tel. n.ºs 8896 1293 ou 8896 1218, com os trabalhadores da Divisão de Recursos Humanos. Director do EPM Lee Kam Cheong 20/01/2015
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primeiro-ministro japonês qualificou ontem de “ignóbil e imperdoável” a execução de um refém nipónico pelos ‘jihadistas’ do Estado Islâmico, enquanto Obama, Cameron e Hollande condenam assassinato e expressam solidariedade. Shinzo Abe, que falava após a divulgação de um vídeo da execução que o Japão considerou credível, exigiu a “libertação imediata” de um segundo refém, o jornalista Kenji Goto, raptado pelo Estado Islâmico em Outubro do ano passado. “Este é um acto terrorista ignóbil e imperdoável, condeno fortemente”, declarou ShinzoAbe, que exprimiu as suas condolências à família do seu compatriota assassinado, Haruna Yukawa, que terá sido presumivelmente raptado na Síria em Agosto último. “Vamos continuar a lutar contra o terrorismo ao lado da comunidade internacional”, prometeu o primeiro-ministro japonês. Também os líderes dos principais partidos políticos japoneses manifestaram ontem a sua indignação face ao assassinato de Haruna Yukawa.
SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL
O Presidente norte-americano, Barack Obama, foi o primeiro
JAPÃO CLASSIFICA DE “IGNÓBIL” EXECUÇÃO DE REFÉM
Acto imperdoável
Dois dias depois do ultimato feito pelos ‘jihadistas’ exigindo 200 milhões de dólares, um dos dois reféns japoneses foi executado. A comunidade internacional já repudiou o acto e promete continuar a lutar contra o terrorismo
a reagir, ao garantir que os Estados Unidos estão “ao lado do seu aliado japonês para trazer os assassinos à justiça e tomar medidas para reduzir e, finalmente, eliminar o Estado Islâmico”.
Barack Obama ligou a Abe da Índia, onde se encontra de visita, para exprimir a sua “solidariedade com o povo japonês”. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou
que esta morte e as outras ameaças do Estado Islâmico demonstram a “barbárie destes terroristas”. Também o Presidente francês, François Hollande, condenou o “assassinato bárbaro” e congratulou-se “com a forte determinação do Japão na luta contra o terrorismo internacional e o seu papel activo a favor da paz no Médio Oriente”. A execução do cidadão japonês acontece menos de dois dias após o fim do ultimato de 72 horas feito pelos ‘jihadistas’ do Estado Islâmico, que ameaçavam executar os dois japoneses se não recebessem 200 milhões de dólares.
Myanmar Mais de 400 crianças soldado libertadas pelo exército
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AIS de 400 crianças soldado foram libertadas no ano passado pelos militares de Myanmar, confirmaram sábado as Nações Unidas, um número recorde desde que o exército “Tatmadaw” assinou um pacto com a ONU sobre este tema em 2012. Não existem dados que possam ser verificados sobre quantas crianças estão actualmente ao serviço dos militares de Myanmar, que têm sido acusados de abuso de direito, incluindo o recrutamento forçado de menores para detectar minas humanas. Desde que o pacto foi assinado, um total de 595 crianças foram libertadas, com 70% das libertações - 418 - a terem lugar nos últimos 12 meses, incluindo 42 na sexta-feira, adianta as Nações Unidas. “No período de um ano, este é um número recorde de crianças que saíram das Forças Armadas, reflectindo os esforços acelerados do governo de Myanmar e do Tadmadaw para acabar com a prática de recrutamento e uso de crianças”, disse a coordenadora das Nações Unidas em Myanmar, Renata Lok-Dessallien. Todos os que foram libertados pelos militares tinham menos de 18 anos.
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DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE FINANÇAS EDITAL DECLARAÇÃO DE RENDIMENTOS DO IMPOSTO PROFISSIONAL RESPEITANTE AO EXERCÍCIO DE 2014 1. Em conformidade com o disposto no artigo 10.º, n.º 1 do Regulamento do Imposto Profissional, avisam-se todos os contribuintes do 1.º Grupo (assalariados e empregados por conta de outrem) e do 2.º Grupo (profissões liberais e técnicas) – sem contabilidade devidamente organizada – do referido imposto, que deverão entregar, durante os meses de Janeiro e Fevereiro de 2015, na Repartição de Finanças de Macau, em duplicado, uma declaração de rendimentos, conforme o modelo M/5, de todos os rendimentos do trabalho por eles recebidos ou postos à sua disposição no ano antecedente, podendo os contribuintes inscritos como utilizadores do “Serviço Electrónico” destes Serviços declará-lo através da página electrónica da DSF (www.dsf.gov.mo). 2. Ficam dispensados da apresentação da referida declaração os contribuintes do 1.º Grupo cujas remunerações provenham de uma única entidade pagadora. 3. Os contribuintes do 2.º Grupo (profissões liberais e técnicas) – com contabilidade devidamente organizada conforme n.º 1 do artigo 11.º do mesmo Regulamento – deverão entregar, a partir de 1 de Janeiro até 15 de Abril de 2015, na Repartição de Finanças de Macau, uma declaração de rendimentos, conforme o modelo M/5 e o Anexo A, em duplicado, juntamente com os seguintes documentos: a) Balanços de verificação ou balancetes progressivos do razão geral, antes e depois dos lançamentos de rectificação ou regularização e de apuramento dos resultados do exercício; b) Mapa modelo M/3 de depreciações e amortizações dos activos fixos tangíveis e intangíveis e mapa modelo M/3A da discriminação dos elementos alienados a título oneroso e dos abatidos a que se refere a alínea d) do n.º 1 do artigo 13.º do Regulamento do Imposto Complementar de Rendimentos; c) Mapa modelo M/4 do movimento das provisões a que se refere a alínea e) do n.º 1 do artigo 13.º do Regulamento do Imposto Complementar de Rendimentos. 4. Todas as entidades patronais deverão entregar nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2015, na Repartição de Finanças de Macau, uma relação nominal, em duplicado, conforme o modelo M3/M4, dos assalariados ou empregados a quem, no ano anterior, hajam pago ou atribuído qualquer remuneração ou rendimento. 5. Conforme o Regulamento do Imposto Profissional, a falta da entrega da declaração de rendimentos e das relações nominais dos empregados ou assalariados, ou a inexactidão dos seus elementos, será punida com a multa de 500,00 a 5.000,00 patacas. 6. Os impressos da declaração e das relações nominais são disponíveis no Núcleo do Imposto Profissional do Edifício “Finanças”, no Centro de Atendimento Taipa e no Centro de Serviços da RAEM.
Aos 4 de Dezembro de 2014. A Directora dos Serviços, Vitória da Conceição
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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Nova edição reformulada e aumentada da “Cronologia da História de Macau”
FIXAR A HISTÓRIA, DESPERTAR SENSIBILIDADES
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MA nova edição da Crodas Ilhas; dos Capitães dos Portos de Macau; e dos Comandantes Militares. nologia da História de Macau, O quarto volume insere ainda os ínreformulada e aumentada dices remissivos onomástico e temático. pela autora, Beatriz Basto O Prof. Luís Filipe Barreto, presida Silva, vai ser lançada na próxima dente do Centro Científico e Cultuquinta-feira, dia 29, às 18 horas, no ral de Macau em Lisboa, que assina o Clube Militar. A apresentação da obra prefácio desta edição, considera que “A será feita por António Vasconcelos de Cronologia da História de Macau de Beatriz Saldanha. Basto da Silva é também uma obra de A edição, com que se iniciam as afinidade existencial e intelectual com celebrações dos 25 anos da editora LiMacau, um resultado vros do Oriente, está de décadas de trabadividida em quatro lho historiográfico volumes, num to- “A CRONOLOGIA DA HISTÓRIA ao serviço da cidatal de 1500 páginas, de região autónoma tratando o primeiro DE MACAU DE BEATRIZ BASTO e das suas múltiplas volume dos séculos XVI, XVII e XVIII; o DA SILVA É TAMBÉM UMA OBRA comunidades, instituições, faces. Todos segundo volume do DE AFINIDADE EXISTENCIAL E os que sentem e pulséculo XIX e o terceiro do século XX. INTELECTUAL COM MACAU, UM sam Macau ou seja, a sua consistência mulO quarto volutissecular a caminho me inclui as rela- RESULTADO DE DÉCADAS DE do meio milénio de ções dos Papas do modernidade global, século XV ao sécu- TRABALHO HISTORIOGRÁFICO lo XX; dos Reis de estão agradecidos à Portugal a partir da AO SERVIÇO DA CIDADE REGIÃO autora de um trabaII Dinastia; dos Prelho árduo mas essensidentes da Repú- AUTÓNOMA E DAS SUAS cial para a objectiva blica Portuguesa; MÚLTIPLAS COMUNIDADES, compreensão desta dos Capitães-gerais terra e das suas gene Governadores de INSTITUIÇÕES, FACES” tes no passado, preMacau; dos Secretásente e futuro”. rios-adjuntos pós-25 Por seu lado, a de Abril; dos Imperadores da China; autora escreve numa “Nota prévia” que dos Presidentes da China; dos Bispos esta edição terá dois principais propóe Governadores do Bispado de Macau; sitos: “permitir aos Portugueses, através dos Reitores do Colégio de S. Paulo de Macau, serem mais Portugueses” e em Macau (1564-1762); dos Vice-reis “sensibilizar a China para a memóriae Governadores da Índia Portuguesa -herança humana e cultural que Macau (1505-1961); dos Governadores de representa, quer num passado secular Timor; dos Procuradores do Leal Sede convergência, quer no futuro de nado; dos Presidentes do Leal Senado; generosas perspectivas que se abrem, à das Autoridades que estiveram à frente escala mundial.”
Beatriz Basto da Silva
Cronologia da História de Macau
“NOTA PRÉVIA”
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ASSARAM-SE mais de 15 anos sobre a anterior edição, em língua portuguesa, do V e último volume da Cronologia da História de Macau, e alguns anos, também, sobre a sua versão em língua chinesa. A evolução da historiografia e a divulgação de novas fontes nesta área abrem vastas perspectivas. Atendendo à necessidade de reeditar uma obra esgotada, e também por desejar dilatar o período apreciado, que ia só até à assinatura da Declaração Conjunta Luso-Chinesa e vai agora até ao final da Administração Portuguesa do Território, entendo reformular os volumes anteriores e apresentar um todo actualizado. Bem sei que, se a “Ciência procura, acima de tudo, gerar conhecimento”, nos seus pressupostos não se dispensa a Qualidade. Igualmente basilar é a Honestidade, entre outros valores1. A fácil difusão de originais na Internet convida a muitas colagens sem assinatura dos verdadeiros autores. Essa nefasta prática está hoje muito generalizada, quer em publicações mais correntes quer mesmo em trabalhos académicos superiores. E isso é crime. Ora eu vivo de contributos alheios, não sempre, mas na quase totalidade, e não posso apor todos os créditos de autoria numa obra que, à partida, se limita à apresentação cronológica dos acontecimentos. Não apareço como autora, a não ser nos comentários em que é evidente o estudo, expressão e linguagem pessoais. Fiz, sim, a minha busca e selecção, por vezes com mais do que uma versão para os mesmos sucessos e, nessa circunstância, apresentei sempre as fontes. Procurei, em transcrições mais longas, mais pitorescas, mais científicas, citar os seus redactores. Para meu próprio conforto, a bibliografia que apresento é bastante extensa. Chego mesmo a indicar bibliografia, indirectamente, isto é, citada nas fontes que credencio e sigo, mas que não pude consultar pessoalmente. Se pretendo
ajudar, entendo que essa menção, mesmo indirecta, consubstancia auxílio e pode iluminar percursos de outrem. A Qualidade, quesito atrás mencionado, diz-me que, num trabalho de Cronologia, há sempre a obsessão por melhorar. A dispersão e as informações suspeitas obrigam a muitos anos de esforço intelectual e físico. Os olhos jovens que não crivavam sempre o erro, não vêem também agora as boas achegas que lhe escapam e o prejuízo é dobrado. Mas, honestamente, reconheço que as limitações humanas podem comprometer e adiar sine die a publicação. Pesando essas limitações e o mérito de tão porfiada colheita, decidi correr o risco e partilhar. “O que não se publica não existe” 2! Deposito, nas mãos de quem se empenha em “gerar conhecimento”3, este contributo. Ao utilizá-lo, é mister desfazer erros e completar lacunas. Estarão, em contrapartida, abertos muitos caminhos e dadas muitas respostas. Agradeço os incontáveis apoios de natureza vária e evoco as palavras de Fr. Gaspar de São Bernardino no Itinerário da Índia por Terra, quando diz que “Antigo Costume É De Todos Os Que Escrevem Pedir Perdão Das Faltas e Erros Em Suas Escrituras Cometidos”. O tempo julgará a entrega, o empenho desinteressado com que fiz esta reedição. Que a obra sirva dois propósitos: – Permitir aos Portugueses, através de Macau, serem mais Portugueses – Sensibilizar a China para a memória-herança humana e cultural que Macau representa, quer num passado secular de convergência, quer no futuro de generosas perspectivas que se abrem, à escala mundial. PP. 5-6 do Volume I Oliveira, Luís Adriano (2013), Ética em Investigação Científica – Guia de boas práticas com estudos de caso, ed. DITEL – Lisboa. 2/3 Ibidem 1
artes, letras e ideias 15
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Beatriz Basto da Silva
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ARECE impossível privar com a História, com intuitos científicos ou mesmo por curiosidade, sem o apoio de uma Cronologia. Inúmeras obras produzidas até hoje no Extremo-Oriente, sobretudo em língua chinesa, japonesa e inglesa, apresentam esse auxílio indispensável. Eis por que há anos venho tentando aperfeiçoar, para a História de Macau, um instrumento de trabalho desta natureza, na esteira de vários ensaios que outros estudiosos portugueses e eu própria já demos à estampa. Uma Cronologia de base, a apresentar, por hipótese, em Monografia, será necessariamente restrita ao essencial. Porém o que pretendo oferecer agora é um cenário cronológico envolvente mas de acesso fácil, que ajude a enquadrar a presença de Portugal em Macau, a partir do Século XVI, e o desenrolar irradiante da sua forma de estar até ao final do Século XX. O equilíbrio entre a importância e o desenvolvimento da notícia é sempre de difícil precisão, porque, por um lado não é tarefa objectiva que alicie e se entregue a um técnico desinserido da problemática histórica e, por outro, o historiador que organize Cronologia tem que combater a tendência subjectiva de sobrevalorizar por empatia, tem que escolher criteriosamente, tem que se espartilhar nas coordenadas tempo-espaço-interesse. Ora o facto histórico, cientificamente visto como tal, não nos parece o único a interessar, portanto, à Cronologia; há uma área grande de flexibilidade ao fornecer informações que o podem esclarecer. Para o investigador que se socorre deste auxílio, os mínimos dados são pistas preciosas. Daí a perplexidade: até onde ir? Qual será, em Cronologia, o balanço correcto, para o utente dos nossos dias, entre pormenor e essência. Confesso-me ainda reticente, depois de ter compulsado o esmagador volume de dados que concorreram para este trabalho, penitenciando-me pelas falhas que me cabem no resultado. De qualquer modo, uma empresa destas fica sempre em aberto para rectificações e acréscimos em reedições posteriores, beneficiadas pela crítica que entretanto merecer e pelas buscas pessoais que nunca se dão por findas. As fontes que utilizei nada têm de comum entre si, nem pretendi homogeneizar estilisticamente as informações. Cotejei-as para poder credenciá-las, mas conservei muitas vezes, dado o colorido que possuíam, as expressões e a construção original das ideias.
Cronologia da História de Macau
A ABRIR Segui documentos e espécies bibliográficas de épocas diferentes e de diferentes idiomas, nomeadamente em latim. Não foram poucos, dentro de cada língua, os confrontos de evolução semântica e ortográfica. Nomes e lugares, ultrapassadas dúvidas de identidade, aparecem pois, e frequentemente, escritos, nesta Cronologia, de forma arcaica, se europeus, ou com diferente romanização, se chineses. Na generalidade, acomodei-me à fonte, para cada caso. Mas entendi por indispensável todo o rigor possível na referência uniforme a dinastias e imperadores da China, porque as propostas fonéticas são, mesmo considerando apenas a moldura dos dialectos chineses, inúmeras. Por esse motivo recorri a dados oficiais em vigor no então Território de Macau, consignados no Decreto Lei n.o 88/85/M, de 11 de Outubro de 1985, publicado no Boletim Oficial n.o 40 (Suplemento) da mesma data. Usei, na maioria dos casos, a citação do ano, mês e dia de cada assento. Por vezes surgiram dúvidas que não consegui ultrapassar. Sempre que me apercebi de discordância ou complementaridade, alertei e encaminhei para o confronto de dados. Entendi não dever tirar conclusões, pelo que a opção – como a crítica – ficam à consideração do leitor. Naturalmente nem as fontes ocidentais nem as orientais serão totalmente isentas. Mas podê-las comparar dar-nos-á matéria para, evidenciando pontos de convergência, encontrar uma posição de equilíbrio que dignificará, assim o creio, ambas as partes e que, acima de tudo, nos conduzirá à verdade dos factos. Os Séculos XVI e XVII, em especial, foram iluminados pelas recentes versões, em português, de documentos chineses de que não dispus na primeira edição da Cronologia. Tais achegas permitiram agora uma abordagem mais esclarecedora, assim o desejo. O Século XVIII revela-se muito mais documentado do que os anteriores. Os Jesuítas da Corte de Pequim recebem as maiores distinções e cargos, são íntimos do Imperador que os admira. A Missão prospera, conforme relatam nas Cartas Ânuas. Traduzem, publicam e divulgam a Filosofia e Cultura Chinesas, até aí des-
conhecidas no exterior. A abertura e circulação de informes nos dois sentidos é franca e influencia a Europa das Luzes: Multiplicam-se encomendas de porcelanas armoreadas e não só. Copiam-se em todos os suportes artísticos os motivos chineses (chinoiserie). Correm a organizar-se viagens e embaixadas. Os relatos e pinturas dessas viagens são verdadeiros quadros vivos da época. Macau, porto europeu na China, torna-se centro de paragem/ descanso, muito retratado. O Marquês de Pombal, a meio do século, atinge os jesuítas e, com eles, a Missão da China, já afectada pela Questão dos Ritos. O Ensino em Macau é abalado. Sofrendo as ondas de choque políticas e económicas do século precedente, o entreposto português vive em aperto. Mesmo assim é chamado a prover diplomática e monetariamente as embaixadas que vêm do Reino à China e deverão apresentar-se ao Imperador, pomposas e luzidas. Adensa-se o tráfego Goa-Macau-Timor. A Santa Casa soma ao seu papel social-assistencial a vertente económico-financeira. Assiste-se à pressão dos mandarins do sul e à diplomacia fronteiriça. Estes aspectos têm sido objecto de estudo aturado. A correspondência entre as partes é publicada. As traduções dos respectivos originais e seu cotejo explicam e exibem mais convergência do que poderia pensar-se. O Século XIX é iluminado pela proximidade ao nosso tempo. Quase todas as notícias têm algum relevo histórico, retratando o seu quotidiano, tão próximo e tão distante dos hábitos de hoje, tão curioso, porque cenário dos nossos antepassados recentes. Há jornais e outras publicações . Enfim, cada pessoa gostará de encontrar factos de que ouviu falar, apreciará apoiar a sua imaginação em documentos e gestos que desencadearam as mil e uma facetas que herdámos e conhecemos, mais ou menos desvanecidas pelo tempo. Fiquei perplexa no tratamento a dar à imprensa periódica. São interessantíssimos os exemplares mas não tinha sentido trazê-los com pormenor para as páginas de uma Cronologia. Cabia-me apenas registar os passos essenciais para a percepção arrumada dos factos. Por isso não esgotei os
jornais mas mencionei o seu início e termo, alguns aspectos da ideologia própria de cada um e, isso sim, as notícias mais marcantes que veicularam. De resto eles existem ainda em grande parte, estão microfilmados e podem consultar-se paralelamente a outras fontes – Revistas, Boletins, etc. - nos sites do Arquivo Histórico, das Bibliotecas de Macau e Hong Kong, para lá das buscas informáticas, hoje de acesso global. Por força dos motivos indicados, e de alguns mais que adiantarei, a Cronologia do Séc. XIX tem um volume muito maior do que os antecedentes. Basta lembrar que à imprensa de comunicação, que desabrochou aquando do Liberalismo, se juntou toda a literatura referente aos Tratados e Missões Diplomáticas entre Potências Europeias e a China; depois, a existência – a partir de 1841 – de Hong Kong, a que a História de Macau e sua gente está tão intimamente ligada, a multiplicação de feitorias no Sul da Grande Nação vizinha, e, por causa delas, o movimento, em Macau, de pessoas, embarcações e mercadorias que os documentos registam, alargando o cosmopolitismo que os portugueses no Oriente sempre acarinharam. É no Séc. XIX que se desenvolve o tráfego de cules, que também aqui registo, se bem que, em livro indicado na Bibliografia, o desenvolva mais por extenso. Há ainda que contar com a Administração, acrescentada à da Península de Macau, das Ilhas da Taipa e Coloane, onde tudo estava por fazer; há que juntar todos os circunstancialismos que a Macau cabia atender a propósito de Timor, suas riquezas, necessidades, quer materiais, quer espirituais. Os piratas viviam em redor de Macau uma época de força. O Senado da Câmara atinge um ponto alto, na luta contra estes fora-da-lei, o que, somado a outras razões, lhe vale por parte de D. João VI o título de LEAL. A organização político-administrativa em Portugal tem no enclave os seus ecos, uns mais radicais, outros, pela própria determinação régia, adaptados aos costumes e regras de viver orientais. É a época das Associações e Clubes, dos Estatutos por que se pautam, dos Regulamentos que regem as novas Escolas, da nova organização do funcionalismo, dos novos Códigos e Leis, com suas revisões cada vez mais precisas e objectivas. Se a passagem breve por todas estas alíneas poderá falar da extensão (Continua na página seguinte)
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deste volume, cabe-me ainda focar outro aspecto: de início, só tive acesso, com raras excepções em que consegui tradução, a obras escritas em línguas ocidentais, visto não dominar o chinês escrito, muito menos o chinês antigo, e de japonês não dominar a língua escrita nem falada. A presente edição beneficia, em grande parte, da actividade editorial da Fundação Macau da RAEM, que se tem desdobrado em traduções e estudos, bem como da historiografia desenvolvida entretanto pela nova geração de empenhados académicos portugueses, e de outras nações que têm na sua própria história pontos de interesse comum. Nos documentos, a referência sobretudo à toponímia muda muito conforme as fontes e a sua respectiva data. Shanghai (Shangae, Xangai) é um exemplo paradigmático das diferentes grafias. Tais diferenças acabaram por ser, também, históricas. Assim, adoptei para esses casos, como regra, a modalidade expressa em cada documento que consultei, guardando para a palavra-chave no índice remissivo a uniformização pela grafia mais usada, ao abrigo da qual se encontram referenciadas as menos comuns, sem comprometer a localização de todas, ao longo do trabalho. A elaboração da Cronologia do Século XX foi tão penosa como gratificante, tantos eram os dados e novos filões informativos que ganhavam lugar imperativo na lista de fontes a consultar. A meio do século há como que uma divisória sugerida pelas convulsões da II Guerra Mundial e seus ecos. No panorama oriental, observa-se, além do mais, o enquadramento na nova ordem, decorrente da implantação da República Popular da China. Sendo certo que chegámos ao Século XXI, o Século XX é, para a maioria dos presentes leitores, o “nosso Século”. Carregado de memórias, familiares ou colectivas, tem a vantagem de oferecer muito mais documentos primários do que os séculos anteriores, desde os Boletins Oficiais ao panfleto político, dos processos em arquivo ao bilhete de cinema, dos port-folio com projectos ao registo fotográfico. O nó do problema foi, assim, na alta vaga de tanto material reunido, escolher e trazer a público, com o equilíbrio que desejo respeitar, matéria onde palpitasse o apainelamento, rico e articulado, da vida de Macau. O tratamento dado em geral aos periódicos segue a posição enunciada anteriormente para o século XIX. Sempre atendendo ao valor da História como “Mestra da Vida” pro-
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Luís Filipe Barreto
curei apresentar sem sobrecarga nem leviandade o registo sóbrio mas também o pitoresco, enfim o que globalmente considerei que melhor serve à transmissão útil do passado ao presente e de ambos ao futuro. O Século XX foi também o último século de Administração Portuguesa do Território de Macau. Na edição anterior tracei como limite da Cronologia a Assinatura da Declaração Conjunta Luso-Chinesa, por estar muito envolvida a nível pessoal e político no “Período de Transição” e considerar que a falta de perspectiva não é boa conselheira. Em nada... e muito mais num trabalho histórico. Quase duas décadas depois, considero que o meu ponto de observação é livre e isento para avançar até 19 de Dezembro de 1999. Não obstante, ainda acolhi no trabalho anterior aquilo a que chamei “Apêndice Cronológico – 1988- 1996. Modernização e Internacionalização de Macau: Figuras e Factos”, um anúncio breve mas que reputei como essencial enunciar, pensando um dia desdobrar a riqueza que continha. E esse dia chegou com a presente edição da Cronologia. A vertigem do tempo desde o início até ao fim do Período de Transição, o volume de iniciativas desencadeadas e levadas a bom termo, sob a pressão do compromisso e da honra, levam-me a dizer algumas palavras de apreciação – que desejo sejam lidas como oportunas e justas – a respeito do epílogo da Administração Portuguesa. Serão expressas no lugar que lhes cabe nesta Cronologia. Também há um lugar, e creio ser este o momento, para expressar quanto me valeu o apoio, o empenho e a paciência “beneditina” com que o meu marido – um biólogo – se adaptou às especificidades da História, para me ajudar. Este trabalho não é meu, mas nosso. É sempre difícil apor a palavra Fim a um trabalho, pela simples razão de que o Homem não foi feito para possuir, mas para buscar. A insatisfação humana guarda na sua dolorosa natureza o outro lado da medalha da Vida – a alegria de poder sempre progredir. Quando muito, vencemos etapas. Sei que nunca pararei de tentar esclarecer-me e de recolher elementos sobre Macau. Sei também que, enquanto puder, partilharei o que for descobrindo, junto de tantos estudiosos que se têm interessado pelo meu trabalho, incitando-me a continuar. Pp. 7-12 do Volume I
Cronologia da História de Macau
PREFÁCIO
G.
W. Leibniz (1646 – 1716) um dos maiores historiadores do seu tempo e influente figura da protosinologia afirma, em carta de 1692, que: “... para compreender distintamente a história podemos compará-la ao corpo de um animal em que os ossos tudo suportam ... por isso, considero a cronologia ou o conhecimento do tempo como a base ou o esqueleto que forma os fundamentos de todo o resto porque a história sem verdade é um corpo sem vida é necessário nada afirmar sem base factual...” A história como investigação racional protocolada, de que Leibniz é um dos fundadores, é conhecimento da realidade sociocultural humana enquanto temporalidade. Lógica de sucessão, de antes e depois, em série relacional e processual. A história é racionalidade temporoespacial, explicação do humano por relacionamentos de posição e de sucessão, de possibilidade e de necessidade. Apre(e)nder uma cronologia é adquirir o primeiro saber ler, contar e escrever da lógica temporal. Sem tempoespaço não existe historiar, nem sequer é possível a mais elementar racionalidade e objetivação dos fenómenos humanos porque, “...o primeiro nível de estudo nas ciências sociais...é o das práticas sociais organizadas no Tempo e no Espaço...” (Anthony Giddens/1984) A Cronologia da História de Macau de Beatriz Basto da Silva, surgida pela primeira vez em 1992 a 1998, cinco volumes, agora acrescentada, aprofundada e reeditada é uma obra chave de imprescindível consulta para o conhecimento de Macau, no passado e no presente. Um dos trabalhos obrigatórios a ler quer pelo grande público curioso de contactar com a situação deste ou daquele dado quer por todo e qualquer especialista em matérias de Macau. A cronologia é a tabuada do sendo sociocultural que possibilita, a alguns, elementares operações de adição intelectual e a outros complexos cálculos de probabilidade relacional. Criar uma cronologia é um trabalho de alta precisão, atenção, pormenor. Um trabalho de acumulação, seriação, selecção de dados e de informação. De comparação de fontes afinando datas e detalhes, eliminando e corrigindo falsa informação ao mesmo tempo que se selecionam acontecimentos mais relevantes que devem compor o sentido
estrutural e processual daquela e não doutra data e sequência temporal. O ordenamento temporal do relevante para uma cronologia é trabalho historiográfico de fundamentada e criteriosa seleção: “...constrói-se no tempo, recebe do tempo a sua forma como ordem de uma sucessão e daí o seu sentido...” (Pierre Bourdieu/1980). É harmonização de diferentes ritmias temporais que se escondem e manifestam na aparência linear do calendário. Numa data inscrevem-se plurais e diferenciais tempos locais e globais, sociais e culturais, próximos e distantes. Macau é um micro-espaço em rede global, uma fronteira marítima única da Europa/Portugal com a China. Esta condição espacial de Macau, como ponto em conexão múltipla de áreas, faz com que a cronologia de Macau seja uma paradoxal e complexa mistura de tempos mais próprios e internos e tempos mais externos em confluência. Tempos múltiplos, mais locais ou mais globais, em fusão. O meridiano de Macau pulsa tempos locais das comunidades e instituições da cidade portuária internacional mas, ao mesmo tempo, pulsa tempos mais globais desde os regionais do Sul e dos Mares da China (das províncias de Guangdong e do Fujian ao Nanyang e Quiuxu) aos dos distantes centros estatais de Pequim, Lisboa, Madrid. Tempos locais das rotas e mercados de Cantão, Hong Kong e tempos globais de rotas e mercados de Manila, Malaca/ Singapura, Índico e Pacíficos Asiático e Americano, Atlânticos Africano, Americano, Europeu. Na lógica dos tempos de Macau inscrevem-se mil e uma sucessões temporais próximas e distantes porque Macau é, desde cerca de 1555- 1557, um local global de tempo plural, um espaço-tempo da China aberta à Europa e ao resto do mundo. A Cronologia da História de Macau de Beatriz Basto da Silva é também uma obra de afinidade existencial e intelectual com Macau, um resultado de décadas de trabalho historiográfico ao serviço da cidade região autónoma e das suas múltiplas comunidades, instituições, faces. Todos os que sentem e pulsam Macau ou seja, a sua consistência multissecular a caminho do meio milénio de modernidade global, estão agradecidos à autora de um trabalho árduo mas essencial para a objectiva compreensão desta terra e das suas gentes no passado, presente e futuro.
DESPORTO
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LIGA DE ELITE SPORTING EMPATA COM BENFICA NOS ÚLTIMOS MINUTOS DO JOGO
A prenda do rei Gaspard
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“Não temos capacidade orçamental para ter mais opções” JOÃO MARIA PEGADO Treinador do Sporting de Macau
Muito bem disputada e leal, a primeira parte mostrou um irrequieto Jorge Tavares, bem coadjuvado pelo criativo Bruno Brito, por parte do Sporting, e um Edgar Teixeira a encher o campo por parte do Benfica. Aliás, o centro-campista do Benfica terá sido, na nossa óptica, o melhor jogador em campo. Bem a defender, bem a distribuir e até bem a ir à frente, Edgar Teixeira, conseguiu fazer um excelente jogo de futebol. Do lado do Benfica, destaque ainda para uma boa primeira parte de Fabrício, sempre rápido a abordar cada lance.
Ka I
6 – Chuac Lun 1
Monte Carlo 2 – Sub-23
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Lai Chi
1 – Polícia
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Sporting
1 – Benfica
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o esférico para dentro da baliza ainda com a ajuda de um dos defesas encarnados. Estava feito o empate. A estrelinha estava no céu e ajudou o Rei Mago francês a repor a igualdade, e a nosso ver, a justiça no marcador. No final do encontro, os treinadores das duas equipas apresentaram semblantes diferentes e, leitura de jogo igualmente dispares. João Maria Pegado, do lado do Sporting de Macau, disse aos jornalistas que o resultado foi “justo”. “Sofremos até ao fim mas acho que foi justo este golo no final. Na primeira parte, o Sporting defendeu bem o jogo e criou as melhores ocasiões de golo.”
GONÇALO LOBO PINHEIRO
ROMETIA e valeu a pena. Quem se deslocou ao estádio da Universidade de Ciência e Tecnologia (MUST) para assistir ao derby de matriz portuguesa teve uma tarde bem passada. À segunda jornada da Liga de Elite, Sporting e Benfica deram um espectáculo bem disputado que no final se materializou num empate a um golo. As equipas começaram o jogo com vontade de mostrar serviço. O Benfica, mais organizado e afoito, conseguia ir mais vezes até ao último reduto sportinguista. Contudo, e em contra-ataque, o Sporting metia algum medo às águias do território. Não fosse os verdes-e-brancos não terem soluções de ataque no plantel e a história da finalização na baliza de Rui Nibra poderia ter sido outra.
RESULTADOS 2.ª JORNADA Chao Pak Kei 5 – C. Portugal 1
GONÇALO LOBO PINHEIRO
O derby de matriz portuguesa era o jogo grande da jornada e não defraudou. Disputado desde o primeiro minuto, Benfica e Sporting anularam-se com um final onde a estrelinha sorriu aos verdes e brancos, com um Dia de Reis fora de tempo
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“Foi um jogo disputado e nós criámos diversas oportunidades para ganhar” Equilibrado, o jogo viu o guarda-redes do Sporting, Juninho, a cometer grande penalidade sobre o jogador encarnado muito perto do descanso. Aos 43 minutos, o avançado William, marcador de serviço do Benfica nos penáltis, colocou o Benfica em vantagem – à segunda tentativa, uma vez que o árbitro anulou a primeira marcação do castigo máximo. Um golo que colocou os encarnados em vantagem ao intervalo.
MENOS FUTEBOL E MAIS NERVO
Na segunda parte, mais do mesmo mas com menos intensidade. Os jogadores começaram a envolver-se mais em faltas e, apesar de continuar a ser um jogo agradável de ser visto, nem sempre se desenrolou com a desenvoltura que se viu no primeiro tempo. Jorge Tavares deixou de ser solução para os leões e para o seu lugar entrou a única opção avançada do plantel Chan Kin Seng, que não tem argumentos para, sequer, estar no plantel leonino. Trata-se de um jogador lento, com pouco poder de elevação e sem técnica. Com Jardel lesionado a época inteira, o Sporting de Macau terá muitas dificuldades para chegar aos golos. O jogo prosseguiu. A toada mais
morna que no primeiro tempo mostrava, ora ataques do Benfica, ora ataques do Sporting. Tempo ainda para estreia na Liga de Elite de Luisinho, avançado goleador contratado pelo Benfica que substituiu William aos 78 minutos de jogo. O médio ofensivo Marco Meireles e o médio internacional por Macau Tang Hou Fai também entraram para o xadrez das águias substituindo, respectivamente, o inconsequente Iuri e o esgotado Fabrício.
Do lado do Sporting, entraram ainda Alex Sampaio e Henrique substituindo, respectivamente, Pedro Maia e Éder Timba.
REI MAGO FORA DE TEMPO
Quem permaneceu em campo foi Gaspard Laplaine, e o médio direito acabou por dar uma prenda ao seu clube. Aos 90 minutos de jogo, numa jogada na grande área, e em disputa no chão com o guarda-redes Rui Nibra, o jogador verde-e-branco consegue enviar
CLASSIFICAÇÃO
J V E D GM-GS P
1. Chao Pak Kei
2
2
0
0
11-1
6
2. Monte Carlo
2
2
0
0
5-1
6
3. Benfica
2 1 1 0 3-2
4
4. Lai Chi
2
1
1
0
2-1
4
5. Ka I
2
1
0
1
7-3
3
6. Sporting
2 0 2 0 1-1
2
7. Sub-23
2 0 1 1 1-1
1
8. Polícia
2 0 1 1 0-1
1
9. Casa de Portugal
2
0
0
2
1-8
0
10. Chuac Lun
2
0
0
2
1-12
0
BRUNO ÁLVARES Treinador do Benfica de Macau
Para o treinador verde-e-branco o “Sporting tem equipa” e mesmo a falta de opções atacantes não o esmorece. “Temos um avançado e vamos recorrer a adaptações como sucedeu hoje com o Jorge Tavares. Não temos capacidade orçamental para ter mais opções.” Já Bruno Álvares referiu tratar-se de um resultado “injusto” para as cores encarnadas. “Se olharmos para a primeira parte só deu Benfica. O Sporting procurou fechar a sua baliza com muita gente. Tentámos ser pacientes e procurar lá entrar. Apesar de termos ido para intervalo a ganhar, na segunda parte tivemos oportunidades para fazer o 2-0 e não fizemos.” O treinador dos encarnados fala mesmo “em coisas de futebol” e descarta alguma displicência dos seus jogadores depois do 1-0. “Longe disso. Foi um jogo disputado e nós criámos diversas oportunidades para ganhar. Não tenho ideia de qualquer relaxamento.” Última palavra para o árbitro do encontro que teve uma tarde de grande nível.
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( F ) UTILIDADES
TEMPO
MUITO
?
NUBLADO
MIN
16
MAX
hoje macau segunda-feira 26.1.2015
21
HUM
75-95%
•
EURO
8.9
BAHT
Cineteatro
O QUE FAZER ESTA SEMANA
0.2
YUAN
1.2
CINEMA
BLACKHAT SALA 1
Com: James Corden, Emily Blunt, Meryl Streep 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
BLACKHAT [C]
• Amanhã
Um filme de: Michael Mann Com: Chris Hemsworth, Viola Davis, Tang Wei, Wang Leehom 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
ABERTURA DA EXPOSIÇÃO ‘BEPPIN’, DE ARTE JAPONESA Casa Garden, Fundação Oriente, 18h30 Entrada livre
SALA 3
AMERICAN SPINER [C]
Um filme de: Clint Eastwood Com: Bradley Cooper, Sienna Miller 14.315, 16.45, 19.15, 21.45
SALA 2
INTO THE WOODS [B] Um filme de: Rob Marshall
• Quinta-feira CONVERSAS ILUSTRADAS COM MÚSICA: “O ORIENTE NA ÓPERA OCIDENTAL – LAKMÉ” Fundação Rui Cunha, 18h30 Entrada livre
• Sexta-feira BUFFET DE VINHO E CERVEJA E ESPECTÁCULOS AO VIVO Soho, City of Dreams, a partir das 19h00 Bilhetes a 150 patacas
• Diariamente
ACONTECEU HOJE
EXPOSIÇÃO “PONTO DE PARTIDA: PINTURAS DE DENNIS MURREL E DOS SEUS ARTISTAS” (ATÉ 31/01) Fundação Rui Cunha, 18h30 Entrada livre
Turquia perde territórios
EXPOSIÇÃO DE SÂNDALO VERMELHO (ATÉ 22/03) MGM Resort Entrada livre EXPOSIÇÃO DE PINTURA “KOREAN ART”, COM OH YOUNG SOOK E KIM YEON OK (ATÉ 15/02) Galeria Iao Hin Entrada livre EXPOSIÇÃO DE DESIGN DE CARTAZES “V•X•XV:” (OBRAS DE 1999, 2004 E 2009) [ATÉ 15/03] Museu da Transferência da Soberania de Macau, 10h00 às 19h00 Entrada livre EXPOSIÇÃO “TRANSMUTATION” E “FOAM TIP” (PINTURA E PORCELANA, POR CAROL KWOK E ARLINDA FROTA) Signum Living Store, 18h30 (até 31/01) Entrada livre “SELF/UNSELF” – EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS DE ARTISTAS HOLANDESES (ATÉ 15 DE MARÇO) Centro de Design de Macau Entrada livre
26 DE JANEIRO
U M D I S C O H O J E “RITUAL UNION” (LITTLE DRAGON) Directamente de Gothenburg, Suécia, recebemos Little Dragon. Uma banda guiada pela vocalista Yukimi Nagano, que é acompanhada por Erik Bodin, na bateria, Fredrik Källgren Wallin, baixo, e Håkan Wirenstrand nas teclas. Little Dragon surgiu em 1996 durante o ensino secundário dos membros. Foi em 2006 que o grupo saltou barreiras e, desde aí, tem vindo a conquistar uma legião de seguidores da música electrónica. ‘Ritual Union’ é um dos quatro álbuns de estúdio lançados e data do ano de 2011. Yukimi, de origem sueca, de aspecto doce e frágil, arrasa com uma voz alegre e viciante em vários registos, tendo inclusive trabalhado com a banda Gorillaz. - Filipa Araújo
João Corvo
• A 26 de Janeiro de 1699, após terminar a guerra turco-austríaca - de 1593 a 1648 -, é escrita a ‘Paz de Karlowitz’, que determinava que os turcos só conservariam o Banato de Temesvar, região que perdem 19 anos depois. Neste dia, a Hungria, a Transilvânia e a Ucrânia deixam de pertencer à Turquia. O ‘Tratado de Karlowitz’, assinado em 1699 em Karlovci (Karlowitz em alemão; Karlofça em turco, hoje uma cidade na Voivodina), encerrou a Guerra Austro-Otomana de 16831697, que resultou na derrota otomana. O tratado foi assinado neste dia, após um congresso de dois meses de duração entre o Império Otomano, de um lado, e a Santa Liga (coalizão formada por diversas potências europeias, incluindo o Império Austríaco, a União Polaco-Lituana, a República de Veneza e o Czarado da Rússia). Os otomanos cederam a maior parte da Hungria, a Transilvânia e a Eslovénia à Áustria, e a Podólia à Polónia. A maior parte da Dalmácia foi entregue a Veneza, juntamente com a Moréia (a Península do Peloponeso), que os otomanos ganharam de volta pelo Tratado de Passarowitz em 1718. O Tratado de Karlowitz marcou o início do declínio otomano na Europa Oriental e fez do Império Austríaco a potência dominante no sudeste da Europa. Também neste dia, mas em 1998, o presidente americano Bill Clinton nega, pela última vez, ter mantido relações sexuais com a estagiária Monica Lewisky. Anos antes, em 1987, a Coca-Cola recebe o título de refrigerante número um nos Estados Unidos. Isso dá início à “guerra publicitária” entre a empresa e a Pepsi na disputa pelo mercado dos refrigerantes tipo cola.
fonte da inveja
Os casinos são grandes templos ao deus
dos nossos dias: o dinheiro.
OPINIÃO
hoje macau segunda-feira 26.1.2015
DAVID CHAN* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog
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macau visto de hong kong
O seu próprio escritório por um dólar
N
O dia 19 de Janeiro deste ano, o site “news.qoos.com” publicou uma notícia sobre uma pessoa, que pediu para permanecer anónima, que havia generosamente doado um escritório para a associação “Hong Kong Federation of Youth Groups”. O espaço está localizado na Shanghai Street, de Hong Kong, e tem cerca de 700 pés quadrados. Ficou ainda concordado que o espaço seria arrendado por períodos de dois anos e, apesar de a propriedade valer uma renda estimada entre 50 e 60 mil dólares de Hong Kong, apenas um dólar por mês seria cobrado aquela entidade. Os jovens desta associação, que têm idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, ficaram então de submeter uma proposta em que se comprometeriam a: • iniciar o negócio dentro de um ano; ou então • a especificar os ramos de negócio a explorar durante os próximos três anos Além disto, os jovens teriam ainda de prometer que: • se dedicariam apenas ao seu próprio ramo de actividade; e que • não dispunham de fundos para investir no seu próprio negócio A notícia adiantava ainda que a preferência seria dada aqueles jovens que estivessem preparados para operar um restaurante nestas instalações, tendo a associação salientado que esta era a primeira vez que havia recebido um donativo deste gênero. A oferta destas instalações insere-se no plano “Youth Business Hong Kong”, que visa ajudar os jovens do território vizinho a montar o seu próprio negócio. O candidato escolhido poderá ainda candidatar-se a empréstimos sem juros, assim como ao apoio de um mentor, a assistência para a operação diária do negócio propriamente dito e ainda solicitar acesso a uma extensa rede de contactos. Antes de avançarmos, convém perguntar a razão para cobrar uma renda de 1 dólar de Hong Kong por mês? Que tipo de pessoa é que está disposta a abdicar de uma renda tão avultada de forma a ajudar os jovens em questão? Na lei contratual de Hong Kong, um contrato tem de possuir consideração (um tipo de toma lá dá cá), o que é o mesmo do que dizer que uma das partes concorda em pagar por algo que a outra parte fica obrigada a fornecer. Por exemplo, se eu for a um supermercado comprar um gelado e pagar 10 dólares de Hong Kong, a minha consideração para este contracto de compra-e-venda equivale a 10 dólares e a con-
sideração da parte do supermercado é o próprio gelado. Se, por sua vez, o supermercado optar por me oferecer o gelado, não há contrato, pois eu não tive de fornecer qualquer consideração. Contudo, a consideração fornecida por ambas as partes pode não ser igual em valor. O supermercado pode até pedir-me apenas um dólar em troco pelo gelado, mas isto representa na mesma um contrato, pois a lei contratual de Hong Kong não estipula que o valor da consideração trocada entre ambas as partes tem de ser de igual valor. Mas se eu não pagar nada pelo gelado, um contrato não chega a ser efectuado. É por esta razão que o proprietário generoso optou por cobrar uma renda de um dólar de Hong Kong por mês. A maior parte da população de Hong Kong apoia esta iniciativa, que continua a receber muitos comentários positivos. Isto deve-se ao facto de as rendas no território vizinho serem hoje em dia muito elevadas. O site “cna.com. tw” publicou o resultado de um inquérito denominado “Demographia International Housing Affordability Survey” em que Hong Kong aparece no primeiro lugar a nível mundial dos sítios em que a população não é capaz de comprar a sua própria casa. Nesta cidade, o preço médio das casas é equivalente a 17 vezes o salário anual médio dos seus cidadãos. No segundo lugar da lista aparece Vancouver, no Canadá, onde uma casa equivale a 10.6 vezes o salário médio anual dos seus residentes. Em terceiro lugar aparece Sydney, na Austrália, onde uma casa vale o equivalente a 9.8 vezes o salário médio anual da sua população. Um outro relatório publicado pela companhia internacional de recursos humanos ECA (ver o site “news.qoos.com” do dia 21 de Janeiro deste ano) aponta Singapura como o sítio ideal para se viver, distinção que a cidade ganhou pela 16ª vez. Neste mesmo documento, Hong Kong aparece no 17º lugar no ano passado, enquanto que este ano a sua posição sofreu uma descida acentuada ao aparecer na 33ª posição. A listagem tem em consideração critérios como a educação, infra-estruturas, (a organização física e estrutural necessária para a operação de uma sociedade), clima, serviços médicos, acomodação, qualidade do ar, segurança pessoal e o ambiente político, entre outros. Hong Kong aparece este ano na 33ª posição devido à boa qualidade do seu sistema de ensino, infra-estruturas e cuidados médicos. Tanto o “Demographia International Housing Affordability Survey” como o relatório da ECA indicam claramente as dificuldades que Hong Kong enfrenta no presente. Podemos facilmente imaginar que se tivermos de alocar mais de 40% dos nossos rendimentos para o pagamento de uma renda, a nossa qualidade de vida vai ser extremamente afectada. Mas, na realidade, a situação é ainda mais grave do que isto. Se uma pessoa trabalhar em Hong Kong e pretender comprar a sua própria casa,
Talvez a experiência de Macau seja benéfica para os nossos vizinhos de Hong Kong. Aqui, temos muito menos área disponível mas, nos últimos 10 anos, a população local cresceu de 0.45 milhões para cerca de 0.6 milhões. A falta de terrenos disponíveis implica que haja cada vez menos espaço para os residentes de Macau. Contudo, o Governo de Macau foi corajoso o suficiente para considerar pedir mais terrenos a Pequim tem de passar 17 dias por mês num regime “sem comida, sem bebida e sem qualquer outra despesa” para poder suportar este investimento, o que representa uma verdadeira catástrofe. Assim sendo, a doação de um espaço para que jovens possam começar o seu próprio negócio é uma ideia muito bem recebida. Apesar de este gesto ser positivo, representa apenas uma gota num copo de água e não pode extinguir o enorme fogo que representa a realidade actual. Para superar o problema da acomodação, o Governo da RAEHK aponta
com frequência a necessidade de aumentar o volume de terrenos disponíveis para construção como a melhor opção disponível para controlar o preço das casas. O chefe do Executivo de Hong Kong, C. Y. Leung, sugeriu nas suas Linhas de Acção Governativas para 2015 que a população devia considerar mudar a legislação que protege os parque naturais de modo a permitir que aí se construíssem edifícios para fins comerciais e residenciais. Esta sugestão mereceu obviamente muitas críticas por parte dos grupos de defesa ambiental. Se tal medida fosse adoptada, a cidade acabaria por ter ainda menos espaços verdes, e isto faria com que a qualidade do ar viesse a sofrer ainda mais deteriorações no futuro. Não faz sentido que os cidadãos do território vizinho tenham de sacrificar o meio ambiente apenas para ter mais sítios para comércio ou habitação. Talvez a experiência de Macau seja benéfica para os nossos vizinhos de Hong Kong. Aqui, temos muito menos área disponível mas, nos últimos 10 anos, a população local cresceu de 0.45 milhões para cerca de 0.6 milhões. A falta de terrenos disponíveis implica que haja cada vez menos espaço para os residentes de Macau. Contudo, o Governo de Macau foi corajoso o suficiente para considerar pedir mais terrenos a Pequim, sendo exemplos disso a ilha da Lapa, de Dom João e da Montanha. Com a adição destes novos terrenos, o futuro de Macau parece ser muito promissor. Será que o Governo de Hong Kong deve considerar fazer o mesmo? *Professor Associado no Instituto Politécnico de Macau
cartoon por Stephff
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong (estagiária); Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Agnes Lam; Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy; Fernando Vinhais Guedes; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau Pineda; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau segunda-feira 26.1.2015
SYRIZA E EUROPA SUAVIZAM POSIÇÕES PARA NEGOCIAÇÃO PÓS-ELEITORAL
Encurtar distâncias SÉRGIO ANÍBAL in Público
Q
Stock de sangue é normal em Macau
Os SS asseguraram a semana passada que não há carência de sangue em Macau. O esclarecimento surge depois de alguns rumores circularem na internet sobre o que seria falta de sangue em armazém destinado a transfusões, nomeadamente no que ao tipo A dizia respeito. Os SS negam a informação. “As reservas de sangue em Macau são normais. O stock de sangue do tipo AB existente é de 33 unidades. No Centro de Transfusões de Sangue existem de dez unidades de sangue do tipo AB, no Centro Hospitalar Conde de São Januário existem 14 unidades de sangue do tipo AB e no Hospital Kiang Wu existem nove unidades de sangue do tipo AB. Em Macau cerca de 6,5% da população possui sangue de tipo AB e, como o sangue (eritrócitos) só é válido durante 42 dias, o Centro de Transfusões de Sangue não conserva grandes quantidades do sangue de tipo AB”, realça o comunicado, que assegura ainda que as informações sobre o armazenamento de sangue estão disponíveis na internet.
UANDO forem conhecidos os resultados eleitorais, começa um novo período de tensão que, além do novo Governo grego, terá como actores principais a troika, os mercados e os líderes das maiores economias da zona euro. A primeira dúvida que poderá surgir é se, das eleições, sai realmente um novo Governo. O partido com mais votos terá três dias para formar uma maioria parlamentar que lhe dê um mínimo de estabilidade. Se não conseguir, serão dados os mesmos três dias ao segundo partido para tentar fazer o mesmo. Se, no final, não houver capacidade entre as forças parlamentares gregas para chegar a acordo para um Governo, as autoridades europeias ficarão sob pres-
são para prolongar o actual programa de ajustamento, que tem o seu fecho marcado para o último dia de Fevereiro. O anterior Governo, de Antonis Samaras, deixou a última avaliação dos técnicos da Comissão Europeia por concluir e ainda não foi aprovada a última tranche do empréstimo. Se não houver Governo, é preciso marcar novas eleições e a Grécia não pode ficar sem um programa vigor, uma vez que isso significaria que o BCE deixaria de emprestar dinheiro aos bancos gregos. Se um Governo acabar por ser formado, entra-se então noutra fase, também ela cheia de incertezas. O novo executivo vai ter de negociar com as autoridades europeias não só a conclusão do actual programa como a concretização do próximo, já que não parece viável que a Grécia consiga cumprir todos os seus compromissos
O que faz as duas partes aproximarem-se, à medida que chega o momento de começar a negociação? A verdade é que ambos os lados arriscam muito com um cenário de desacordo metade, por via de uma reestruturação. Do outro lado, os líderes europeus, principalmente na Alemanha, afirmavam que reestruturar a dívida estava fora de hipótese e que não havia espaço de manobra para reduzir o ritmo de consolidação orçamental. As negociações entre a Europa e a futura liderança grega pareciam caminhar para o fracasso e o país para fora da zona euro. Recentemente, contudo, parece haver uma clara suavização das posições assumidas por ambas as partes. Do lado do Syriza,
PUB
de dívida com o recurso, sem apoios externos, apenas ao financiamento do mercado. Com as taxas de juro outra vez acima dos 10%, uma saída limpa, como a conseguida pela Irlanda e Portugal, não parece viável.
MENOS PEDRAS NO CAMINHO
Estas negociações não serão fáceis. Há alguns meses pareciam mesmo quase impossíveis. De um lado, o partido que lidera as sondagens na Grécia e que parece ser o que mais hipóteses tem de formar Governo, o Syriza, afirmava sem hesitações que não aceitaria qualquer nova austeridade e que a dívida do país tinha de ser cortada a
embora o fim da política de austeridade continue a ser a principal bandeira eleitoral, os seus responsáveis têm insistido que o país não irá sair do euro, mostrando-se confiantes na possibilidade de conclusão de uma forma positiva de um processo negocial com as autoridades europeias. Ao mesmo tempo, os partidos pequenos que têm mais possibilidades de participar numa coligação governamental têm afirmado que só o farão se a Grécia não arriscar uma saída do euro. Do lado dos líderes europeus, também se têm ouvido diversas vozes a abrir caminho a um alívio da política de austeridade e a uma
reestruturação da dívida. Na sexta-feira, o primeiro ministro da Finlândia, um dos países que costuma colocar mais problemas na aprovação de programas de apoio aos países periféricos, disse que via como possível uma renegociação dos termos da dívida pública grega com o futuro Governo. O que faz as duas partes aproximarem-se, à medida que chega o momento de começar a negociação? A verdade é que ambos os lados arriscam muito com um cenário de desacordo. O Syriza (no caso de este partido a formar Governo) teria muitas dificuldades em explicar aos eleitores (que maioritariamente defendem a permanência do euro) como é que não se concretizou o cenário prometido na campanha eleitoral, de negociação bem sucedida com a Europa. O que tornaria a sua sobrevivência ainda mais difícil, num cenário económico extremamente instável de default da Grécia nos mercados internacionais. Os outros países europeus, apesar de haver quem defenda que os efeitos de contágio de uma saída grega poderiam ser agora menores, sofreriam perdas directas significativas e ficariam à mercê da disposição dos mercados para acreditar que a Grécia seria caso único. É que, se é verdade que, ao contrário do que acontecia nos primeiros anos da crise, os grandes bancos europeus têm agora uma exposição muito menor à Grécia, não se pode esquecer que quem ficou com essa exposição directa foram os próprios Estados.