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terça-feira 25 de agosto de 2015 • ANO XIV • Nº 3401
documentário
“Nuclear Empire” atravessa fronteiras
Agência Comercial Pico • 28721006
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eventos
hojemacau CA acusa ias de ilegalidades
terreno minado
O relatório do Comissariado de Auditoria não poupa críticas à actuação do Instituto de Acção Social. Falta de fiscalização das transacções, parcialidade de funcionários ou dupla atribuição de financiamentos, são apenas algumas das irregularidades denunciadas no documento do CA.
opinião
Ao léu
tânia dos santos Página 15
bolsa
Mercados no vermelho china página
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A morte de Lorca amélia vieira
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grande plano
O Comissariado da Auditoria acusa o IAS de minar a atribuição de subsídios com uma série de irregularidades. O organismo denuncia ainda casos de sobrecarga laboral, parcialidade na atribuição ou falta de comprovativos de transacções bancárias. Ausência de comunicação interna, afirma o CA
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IAS CA acusa Instituto de ilegalidades na atribuição de subsídios
Desigualdade, Parcialidade tiago alcântara
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O
Comissariado da Auditoria (CA) detectou uma série de ilegalidades no processo de atribuição de subsídios do Instituto de Acção Social (IAS), denunciando casos de falta de fiscalização das transacções feitas por assistentes sociais em nome dos beneficiários, parcialidade por parte dos funcionários deste organismo, dupla atribuição de financiamentos não acumuláveis, falta de requisitos suficientes para pedir o subsídio, sobrecarga laboral dos assistentes sociais dos centros mais movimentados do IAS. O CA detectou ainda casos graves de falta de mecanismos de fiscalização e obrigatoriedade de apresentação de comprovativos na entrega de subsídios a beneficiários portadores de deficiência intelectual, mobilidade reduzida ou viciados em Jogo. Os casos anómalos, que têm lugar em diferentes circunstâncias, resultam na falta de comprovativos, cuja apresentação à tesouraria do IAS não é exigida aos assistentes sociais. No caso dos subsídios regulares, os assistentes
Só em 2013 foram atribuídos, em dinheiro, mais de 4,3 milhões de patacas, acção que o CA condena, considerando que “esta forma de pagamento comporta riscos”
sociais podem sugerir às pessoas que depositem grande parte do valor recebido pelo IAS no banco, para, de forma fraccionada, irem levantando o dinheiro durante o mês. Já no caso do subsídio ser atribuído ocasionalmente, os assistentes sociais têm mesmo o direito de recolher, em primeira mão, o dinheiro fornecido pelo centro aos beneficiários, fazendo posteriormente a entrega do valor ao mesmo. “No IAS não existem mecanismos de fiscalização para controlar as situações atrás referidas, não sendo sequer exigido aos Centros que enviem à tesouraria os documentos comprovativos dos pagamentos”, confirma o CA no relatório. O organismo sublinha a gravidade da situação, referindo
que “desta forma, o IAS não acompanha nem regista devidamente os levantamentos efectuados pelos beneficiários ao longo do mês e eventuais remanescentes em cofre respeitantes a verbas não entregues a beneficiários”.
Brincar ao telefone estragado
Outro dos problemas é a falta de definição de instruções escritas para a atribuição, por parte do IAS, de forma a garantir que o dinheiro é distribuído de forma justa. “O IAS não definiu instruções por escrito para garantir a uniformidade dos critérios de exclusão dos benefícios sociais (...), o que deu aso a que os Centros [do IAS] adoptassem diferentes critérios de cálculo com consequências na
apreciação e autorização de pedidos”, escreve o CA no seu mais recente relatório publicado ontem. De acordo com o organismo, só em 2013 foram atribuídos, em dinheiro, mais de 4,3 milhões de patacas, acção que o CA condena, considerando que “esta forma de pagamento comporta riscos”. O
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e Irregularidades Comissariado considera que uma parte significativa destes subsídios poderiam ser pagos por outros meios, como por exemplo através de cheques”.
Instruções moucas
O relatório começa por denunciar a falta de instruções escritas e de comunicação entre o IAS e os seus vários centros espalhados pelo território. Como consequência, escrevem, muitos dos mecanismos de verificação de requisitos para a atribuição, descritos no Guia oficial do Instituto, “não coincidem com as instruções verbais transmitidas aos trabalhadores”. Um dos exemplos da falta de coordenação entre as normas constantes do Guia e daquelas passadas verbalmente tem que ver com o esclarecimento de dúvidas acerca dos dados fornecidos pelo requerente: “Consta do Guia que quando se suscitem dúvidas em relação aos dados fornecidos pelo requerente deve ser consultado o registo de bens do requerente junto da Direcção dos Serviços de Finanças, porém, de acordo com as instruções verbais essa consulta tem de ser efectuada sempre que
“O IAS não acompanha nem regista devidamente os levantamentos efectuados pelos beneficiários ao longo do mês e eventuais remanescentes em cofre respeitantes a verbas não entregues a beneficiários” Relatório do CA
os requerentes tenham idade igual ou superior a 18 anos e se trate do pedido inicial”, esclarece o CA. A isto, o Comissariado acrescenta que as instruções verbais não têm fiabilidade, uma vez que estão “sujeitas a distorções ou diferentes interpretações, bem como ao esquecimento”.
Assistente não empata assistente
A investigação do CA teve início depois de ter sido detectada a
“O IAS, reconhecendo que existem riscos nos actuais mecanismos respeitantes quer ao levantamento do subsídio regular de forma fraccionada quer ao levantamento do subsídio eventual pelo assistente social para posterior pagamento ao beneficiário, vai proceder à revisão desses procedimentos” Resposta do IAS
atribuição total, em termos mensais, de uma avultada quantia de dinheiro. Assim, foram auditados 30 pedidos de subsídios de dois centros do IAS, ou seja, 20 de um e 10 do outro. Os resultados mostram irregularidades em 19 casos do total, ou seja, 16 e 3 casos em cada um dos centros, respectivamente. O mesmo relatório mostra que a avaliação, feita por assistentes sociais, é executada de forma parcial, sendo que estes “privilegiam muitas vezes,
por motivos de formação pessoal, o contacto com o requerente e a informação por ele prestada, não concedendo, por isso, tanta atenção aos mecanismos de verificação estabelecidos”. Com isto, quer-se dizer que parte destes funcionários negligencia as normas em prol dos utentes.
Requeira um, receba dois
Outra das críticas do CA ao IAS recai sobre o facto dos seus funcionários estarem sobrecarregados com trabalho, o que provoca um descuido no cumprimento das normas, frisam. “Nos Centros com maior volume de trabalho os assistentes sociais, para além de realizarem o acompanhamento e aconselhamento de pessoas, executam trabalhos de natureza administrativa, estando por isso sujeitos a uma maior sobrecarga de trabalho, o que pode prejudicar a sua qualidade, incluindo na parte que respeita à aplicação de certos procedimentos”, justificou o CA. A amostra revelou que o centro A – que tem mais movimento do que o B – autoriza 10 vezes mais pedidos do que o B, “sendo as situações de incumprimento de mecanismos de verificação mais frequentes no primeiro”, além de nestes pedidos estarem dados em falta para a apreciação dos casos. A falta de comunicação entre os diferentes centros e seus funcionários dá lugar, conforme o relatório do Comissariado, à dupla atribuição de financiamentos que não são, por lei, acumuláveis. Os resultados do IAS denunciaram dois casos deste género, “em que os beneficiários recebiam, ilegalmente, ao mesmo tempo Apoio Suplementar à Renda do IAS e Abono de Residência do IH”.
Muito a fazer
O CA recomenda que o IAS deve fazer uma revisão integral dos critérios para a atribuição de subsídios, definindo quais os tipos de financiamento que podem deixar de ser atribuídos em dinheiro ou depósito bancário. O Instituto deve ainda clarificar, no seu Guia, os critérios de exclusão e fundamentos legais adjacentes, “com vista a assegurar a aplicação dos mesmos critérios aos requerentes”, de forma escrita. O Comissariado sugere ainda que sejam contratados mais funcio-
Foram auditados 30 pedidos de subsídios de dois centros do IAS. (...) Os resultados mostram irregularidades em 19 casos do total
nários para aliviar a carga laboral dos recursos humanos. “[O IAS deve] resolver carências ao nível dos recursos humanos, por forma a dispor de quadros aptos e em número suficiente para assegurar a qualidade do trabalho”, escreve. O IAS deve ainda “reduzir as quantias depositadas” de forma a diminuir a ocorrência de incidentes, estudando simultaneamente, formas de pagamento dos subsídios alternativas, como são as transferências bancárias e por cheque. Para resolver a escassez de estatísticas de contabilidade do organismo público, o relatório sugere que sejam armazenados comprovativos das movimentações dos recursos do IAS, incluindo os já referidos depósitos feitos por terceiros em nome dos beneficiários. Tudo isto deve estar listado na tesouraria.
As sugestões são para acatar
Em resposta, o IAS reconheceu a existência de “riscos” nos dois actuais sistemas de atribuição dos subsídios. No caso do regular, o assistente sugere o levantamento fraccionado do montante. No caso do ocasional, é muitas vezes o próprio assistente quem recolhe o dinheiro do centro e o entrega, em mão, ao beneficiário. “O IAS, reconhecendo que existem riscos nos actuais mecanismos respeitantes quer ao levantamento do subsídio regular de forma fraccionada quer ao levantamento do subsídio eventual pelo assistente social para posterior pagamento ao beneficiário, vai proceder à revisão desses procedimentos”, informou. Em resposta ao relatório, o IAS reconhece ainda que “existe uma certa ambiguidade em expressões utilizadas no Guia e que é necessário fixar prazos para a verificação dos dados”, acrescentando que vai proceder à revisão destas normas, para “colmatar essas insuficiências”. O IAS afirma concordar com o conteúdo do relatório, “dando grande importância aos problemas e insuficiências detectados”, assegurando a implementação posterior de medidas de salvaguarda. No que diz respeito ao armazenamento oficial de dados, o Instituto assegura que está a ter lugar a “implementação de dois programas informáticos” de arquivo electrónico e de gestão de processo no âmbito do serviço social. Quanto à forma de pagamento dos subsídios, o organismo também deixou a promessa de rever o sistema, admitindo que “nem todos os casos respeitantes ao subsídio eventual podem ser consideradas” urgentes. “Reavaliada a situação pessoal do beneficiário será equacionada a possibilidade do pagamento do subsídio por transferência bancária ou cheque”, assegurou o IAS. Leonor Sá Machado
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política
Pereira Coutinho garante que faz parte de uma lista, mas por “respeito e lealdade” prefere não o divulgar. Sempre teve um partido interessado e nunca andou a mendigar é o que defende o deputado
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Legislativas Candidaturas fechadas. Coutinho com lista
Foste de carrinho? António Falcão
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“Não andámos a mendigar. (...) Não quero divulgar absolutamente nada, não quero faltar à verdade ao partido” pereira Coutinho Deputado
O
deputado José Pereira Coutinho confirma que faz parte de uma lista para a corridas às eleições legislativas da Assembleia da República, a acontecer no próximo 4 de Outubro. Sem desvendar ainda qual o partido político do qual diz fazer parte, o deputado vem agora dizer que “sempre existiu uma lista interessada”. “Não andámos a mendigar”, frisou o deputado, explicando que “por respeito e lealdade ao partido [em questão]” não o irá divulgar até as listas se tornarem públicas. “Não quero divulgar absolutamente nada, não quero faltar à verdade ao partido”, reforça. Ontem, pelas 18 horas de Portugal, uma da madrugada em Macau, encerraram as apresentações de candidaturas para as legislativas portuguesas.Até ao fecho deste jornal não foi possível aceder às listas que mais tarde foram afixadas à entrada do Tribunal da Comarca de Lisboa.
“Já começou a campanha e estamos a tentar mobilizar as pessoas e desse modo se avançarmos com outras questões para outras eleições pode causar confusão às pessoas. As pessoas não estão habitadas a tantas eleições, depois fica tudo confuso”, explicou. Com viagem marcada para Macau no próximo sábado, 30 de Agosto, termina assim uma agenda preenchida de encontros com representantes das várias cores partidárias de Portugal. O fim-de-semana passado foi marcado com um jantar em casa da agora candidata à presidência da república, Maria de Belém, em que, segundo um comunicado da delegação dos conselheiros, foram reforçados as relações entre Macau e Portugal. Hoje, a delegação marcará presença num encontro com o vice-presidente e porta-voz do Partido Social Democrata (PSD), Marco António Costa.
Fechado em copas
Mantendo sempre o segredo, Pereira Coutinho continua sem
Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
criticada fraca comunicação entre CTM e Mtel
Em busca da rede perdida O deputado Au Kam San acusou a Direcção dos Serviços de Regulação de Telecomunicações (DSRT) de ignorar o problema da falta de interligação da Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) com a Mtel, argumentando que tal prejudica o interesse dos consumidores. Numa interpelação escrita, Au Kam San lembrou que o direito à exclusividade da rede fixa da CTM acabou em 2011, pelo que considera que a introdução de mais empresas no mercado pode ajudar à
dar respostas concretas. Ainda assim, quando questionado sobre a realista participação nestas eleições, o deputado preferiu não responder. “Não quero falar mais nada, agora só penso nas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas”, disse.
diminuição dos preços e à melhoria da qualidade dos serviços de telecomunicações locais.
Oportunidade perdida
No entanto, Au crê que o Governo perdeu a oportunidade de abrir um concurso público para uma nova operadora da rede fixa logo após ter findado o contrato de exclusividade da CTM. É que a Mtel só foi criada há dois anos, em 2013. “Mesmo que actualmente a Mtel continue a providenciar rede fixa a todo o território, tem vindo a sofrer
com restrições na aprovação de obras, por parte do Governo”, começa por dizer. O deputado diz ter recebido uma queixa de um cidadão que tem conhecimento da existência de rede frente à sua casa, mas a quem foi dito ser impossível ter os serviços devido à falta de ligações à máquina principal da rede CTM. Au Kam San considera que embora a nova operadora esteja já integrada no mercado, a CTM continua a ter exclusividade, na prática. “Aparentemente, a CTM não tem direito a exclusividade mas na realidade
tem”, queixou-se Au, que aponta que os cidadãos têm assim que manter-se fiéis a um serviço “pouco rápido e caro”. Au Kam San citou ainda um artigo do Regime de Interligação de Redes Públicas de Telecomunicações apontando que “as operadoras que fornecem a interligação não podem recusar, discriminar ou impôr dificuldades injustificadas à interligação entre as redes de telecomunicações, ga-
rantindo a compatibilidade técnica, a segurança dos equipamentos de comunicações e a observância das disposições legais e regulamentares aplicáveis”. Au considera que a DSRT não cumpriu a responsabilidade de facilitar a interligação das redes das duas empresas. “A DSRT não se mostrou preocupada em quebrar a situação de exclusividade, e prova disso são os números de rede fixa da CTM, com
a abertura do indicativo ‘28’ no início de cada número telefónico, mas a Mtel não tem nenhum até agora”, justificou. Posto isto, o deputado questiona a DSRT no sentido de apurar se a Direcção já tem uma estratégia para construir a interligação das redes, pedindo ainda que fosse acelerado o processo de expansão da linha. Au espera ainda que possam ser introduzidas mais empresas no mercado das telecomunicações, de forma a fortalecer a competição e assim oferecer mais opções e protecção aos consumidores. Assim, perguntou ainda ao Governo se este tem ideias para ajudar a segunda operadora a vingar no mercado. Flora Fong
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política 5
tiago alcântara
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AMCM Especialistas consideram acordo com China positivo
Combate determinado
Especialistas em economia acreditam que o acordo assinado entre a China e Macau é apenas mais um passo na atitude de tolerância zero para com a corrupção e o branqueamento de capitais. “Um passo positivo” e uma “atitude determinada” irão permitir a Macau atingir uma economia saudável área na Universidade de Macau (UM) para o novo acordo. “Isto é claramente positivo e um dos efeitos da postura que o Governo Central assumiu, especialmente por causa dos casinos de Macau”, começou por explicar o docente. Ter uma boa cooperação com as
gcs
O
acordo de reforço de cooperação assinado, na semana passada, entre a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) e o Banco Popular da China é considerado um “bom passo” na posição assumida pelo o Governo Central: o fim à corrupção. Apesar das poucas informações das cláusulas deste acordo, a entidade bancária explicou que o que se pretende é reforçar a troca de informações e acções de fiscalização entre os assinantes para prevenir o branqueamento de capitais. Para José Sales Marques, economista, não existe “outra leitura possível”, este acordo é claramente um “tópico de trabalho de cooperação entre duas autoridades de supervisão bancária e portanto o objectivo é o que se tem divulgado, aumentar a colaboração para detectar, precaver e controlar a lavagem de dinheiro”. Os efeitos, do ponto de visto económico, são também eles claros para o especialista: “as medidas que têm por finalidade este tipo de situações, assim como a fraude ou actividades que tenham que ver com um certo tipo de criminalidade, são sempre boas iniciativas”. “Não vejo nada em contrário quanto a este tipo de acordo”, reforçou Sales Marques, acrescentando ainda que acções como estas são de “aplaudir”. Uma postura francamente positiva é a classificação atribuída ainda por Liu Bolong, professor da
entidades bancárias da China é também uma vantagem para que tudo seja mais transparente, conforme indica Liu Bolong.
Jogo em causa
Relativamente às quedas do Jogo e à perda de jogadores,
Sales Marques não tem dúvidas, as coisas têm de ser vistas de uma forma diferente daquelas que têm sido. “É de facto preocupante que este tipo de medidas estejam aliadas ao ‘prejudicar a economia de Macau’. Isto faz-nos questionar: o que
é a economia de Macau?”, argumenta. Até agora, diz, tem-se vivido “com os olhos fechados aqui e acolá”, mas estas questões económicas começam a ser combatidas e “isto só pode ser positivo”. “Não queremos ser conotados
como a capital da lavagem do dinheiro. Como tudo na vida, estas medidas podem ter algum efeito nos negócios, naturalmente que sim, mas este efeito não pode ser visto como algo negativo, nunca”, remata. Uma nova postura é o que o académico da UM aconselha as operadores a assumir. O Governo Central está “determinado e a sua postura é clara”, por isso, o Governo de Macau e a indústria de entretenimento local “devem tentar arranjar uma nova forma de gestão, abandonando o sistema de junkets, (...) para que Macau seja saudável e tenha um desenvolvimento sustentável dessas mesmas indústrias”, conclui. Filipa Araújo
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Exigida divulgação do relatório final sobre terrenos
O
deputado José Pereira Coutinho entregou mais uma interpelação escrita ao Governo onde exige a publicitação do estudo realizado sobre os terrenos com condições para serem reaproveitados. “Quando será divulgado publicamente o estudo sobre o destino final dos terrenos que reúnem condições de aproveitamento em função do plano urbanístico, bem como a localização concreta dos mesmos terrenos, para eventual aproveitamento na construção de habitações públicas?”, questiona o deputado. Coutinho lembra ainda que o ex-director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes
(DSSOPT), Jaime Carion, disse, citando dados oficiais até Junho de 2014, que Macau dispunha de uma área de 30,2 km2 “excluindo o campus da Universidade de Macau (UM) em Hengqin e os terrenos da RAEM omissos na RPC, que perfaziam uma área de cerca de 2,3 km2”. Tendo em conta estes terrenos, o deputado e presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) pretende saber “que medidas serão tomadas pelo Governo para proteger os legítimos interesses da RAEM no tocante aos terrenos omissos da RPC”. O deputado referiu ainda mais detalhes de um processo que arran-
cou em 2009, quando o Executivo iniciou “o tratamento de forma programada quanto à questão dos terrenos não aproveitados”. “Quanto aos terrenos disponíveis que reúnem condições para o seu aproveitamento, será realizado pelo Governo um estudo sobre o seu destino final em função do plano urbanístico e da sua localização concreta, de forma a articular com as necessidades do desenvolvimento sócio-económico de Macau e a política de habitação pública, sobretudo em termos de realização de um estudo específico sobre a viabilidade do seu aproveitamento para a construção de habitação pública”, disse o deputado. A.S.S.
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sociedade
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Conselho dos Consumidores recebe queixas sobre Pearl Horizon
Obras de Santa Engrácia LECM Mais de quatro milhões para inspeccionar infiltrações
O Governo adjudicou ao Laboratório de Engenharia Civil de Macau (LECM) um contrato de prestação do “Serviço de Inspecção de Infiltração de Água nos Edifícios”, o qual terá a duração de 1 de Setembro a 31 de Agosto de 2016. Com este contrato, o Executivo vai gastar, segundo o despacho publicado ontem em Boletim Oficial (BO), mais de 4.797 milhões de patacas para inspeccionar infiltrações de água nos edifícios, um problema muito comum e que já levou vários deputados a pedirem soluções ao Governo.
DSAT gasta 13,8 milhões com gestão de transportes
Os Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) vão despender 13,8 milhões de patacas com a renovação do contrato com a Mega, empresa dedicada à gestão dos transportes terrestres do território. De acordo com um despacho publicado em Boletim Oficial, o bolo total é tripartido até 2017, com 2,7 milhões a serem entregues ainda este ano, outros 8,2 milhões em 2016 e mais 2,7 milhões de patacas no ano seguinte. A Mega Tecnologia Informática Limitada foi criada em 2001 e trata de solucionar problemas informáticos de empresas locais.
E
m reacção às declarações aos dois grupos representantes do sector das empregadas domésticas – que pediam maior comunicação entre as partes envolvidas – a União dos Empregadores Domésticos de Macau diz que “união será bem-vinda”. As palavras são do director da união, Ao Ioeng Keong, que explicou ao HM concordar que a “comunicação com as empregadas poderá resolver os problemas”. “Já estamos a negociar com o Governo como regulamentar as agências. Caso as empregadas domésticas tenham necessidade ou vontade de se unir connosco a esta acção podem fazê-lo”, explicou.
Proprietários de apartamentos do edifício Pearl Horizon queixaram-se ontem junto do Conselho dos Consumidores por terem receio de ficarem sem as suas casas, uma vez que as obras ainda não terminaram. Deputada Ella Lei critica o processo
É
mais um caso de residentes que investiram as suas poupanças numa casa nova que um dia ficará pronta, mas não sabem quando. O Conselho de Consumidores (CC) recebeu ontem um grupo de 30 proprietários de casas compradas em regime de pré-venda no edifício Pearl Horizon. O encontro foi organizado pela Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e contou com a presença da deputada Ella Lei, representante do grupo de proprietários. Recorde-se que vários terrenos estão em risco de verem o seu prazo de concessão terminar este ano sem que vários edifícios habitacionais estejam prontos a habitar. O presidente da comissão executiva do CC, Wong Hon Leng, disse ao HM que os proprietários necessitam de disponibilizar os contratos de compra e venda para que o organismo possa analisar as queixas uma a uma e acompanhar os processos.
Promessas adiadas
Ella Lei, também vice-presidente da FAOM, explicou na conferência de imprensa que a empresa responsável pelo projecto, o Grupo Polytec, havia garantido que todos o edifício
poderá estar concluído em 2018, sendo que as fundações deverão estar prontas ainda este ano. A empresa alega, segundo a deputada, que o atraso na obra se deveu ao processo moroso de aprovação por parte do Governo e a necessidade de entrega de um grande número de relatórios de avaliação de impacto ambiental. Num encontro entre os proprietários e Ella Lei com a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), no passado dia 13, a entidade explicou que devido à necessidade da entrega de relatórios e das plantas da obra por parte do Grupo Polytec, a obra só começou em Agosto do ano passado, sendo que apenas 47% das fundações estão feitas. “É difícil concluir as fundações no final de 2015, o que o Grupo Polytec prometeu aos proprietários não pode ser cumprido”, disse Ella Lei. A deputada citou ainda informações dadas pela DSSOPT sobre o facto do Grupo Polytec ainda não ter entregue a documentação relativa aos andares de cima para o Governo, incluindo a colocação de tubos. Ella Lei teme, assim, que surja novo atraso na obra depois da conclusão das fundações. Flora Fong
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Domésticas Empregadores não recusam união
Não é uma má ideia
No domingo passado, o Peduli Buruh – Grupo de Interesse dos Trabalhadores Migrantes Indonésios e a União Progressiva Laboral pediram, numa conferência organizada pela Associação Novo Macau, um maior esforço para a união entre trabalhadores e empregados contra as agências de trabalho e as suas irregularidades.
Finca pé
Ainda assim, Ao Ioeng Keong considera que não
existe uma verdadeira percepção da dimensão dos problemas e que tanto as empregadas como os próprios meios de comunicação estão a ignorar e minimizar a situação. “Os problemas são uma constante. Às vezes as empregadas que supostamente deviam entrar a horas, não chegam, ou saem mais cedo ou chegam até a desaparecer durante o dia sem sequer apresentar uma justificação. Estes problemas incomodam os empregadores, sobretudo aqueles que precisam de garantir que podem ir descansados para os seus trabalhos. Para não falar dos roubos, tudo isto
preocupa a classe dos empregadores”, argumentou o director. Na opinião do representante “o número de empregadas domésticas problemáticas é bem maior que os das profissionais”, e nem a própria classe tem essa noção. É já no próximo domingo que tem lugar a manifestação organizada pela união contra as empregadas domésticas. Em esclarecimento, Ao Ieong Keong, explica que o protesto não visa as empregadas domésticas a 100%, mas inclui também os processos jurídicos. Filipa Araújo (com Flora Fong) filipa.araujo@hojemacau.com.mo
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Sheraton Funcionária despedida por alegada violação de conduta exige investigação
O último cheque na ferida U
Tse trabalhou quase dois anos no Sheraton Macau até ter tido um acidental laboral que a deixou em casa durante um mês. Quando quis voltar às suas funções, soube que estava despedida e alega que o fundamento não é válido. O caso, diz, está já na PJ
tiago alcântara
ma funcionária do hotel Sheraton Macau alega ter sido despedida sem justa causa e com base num documento que, diz, tem a sua assinatura falsificada. O caso teve início em Dezembro passado, quando uma mulher, de apelido Tse, teve um acidente laboral e ficou de baixa médica. De acordo com o diagnóstico, o seu problema está relacionado com uma lesão incurável na lombar. Cerca de um mês depois do acidente, a agora ex-funcionária quis voltar ao trabalho, quando, para sua surpresa, foi informada de que já havia sido despedida. Questionando a entidade sobre a justificação para o despedimento, o Sheraton alega que Tse violou uma norma de conduta dos funcionários daquele complexo, que determina a impossibilidade de entrar em qualquer espaço dos casinos da mesma operadora. Esta afirma que “não é permitida a entrada em nenhum casino da mesma operadora de Jogo”, bloqueando assim a entrada no Sands e no Venetian. O documento, assegura a empresa, está assinado pela funcionária, que condena a alegada entrada de Tse numa zona de altas apostas no Venetian, fora do seu período de trabalho.
“Foi uma acusação falsa”, alega Tse, admitindo que já entrou várias vezes no casino, mas apenas na zona de massas. A norma dita então a proibição de entrada no Sands e no Venetian. Contudo, Tse disse ao HM desconhecer a existência desta norma, pelo que também alega nunca ter assinado qualquer documento relacionado com esta regra. “A empresa não me enviou qualquer notificação de despedimento até Janeiro deste ano, quando a Direcção
Jogo Funcionários despedidos do gr upo Jimei Segundo o líder do grupo Forefront of tha Macao Gambing, Ieong Man Teng, 20 membros do grupo Jimei foram despedidos devido à queda nas receitas do negócio. “A performance laboral de alguns destes trabalhadores foi negativa, mas outros também foram despedidos depois de terem ido trabalhar para fora de Macau”, disse Ieong. O responsável assegurou que os funcionários já estão a receber as indeminizações devidas, de acordo com o regulamento da Lei das Relações Laborais. O grupo Jimei é originário de Hong Kong e já tem um casino e sete salas VIP em Macau.
dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) me questionou acerca da assinatura do tal documento”, começou por explicar. “Embora eu tivesse afirmado que nunca assinei o papel, o organismo não deu importância e encerrou o assunto”, disse a ex-trabalhadora do Sheraton ao HM. Tse pediu ainda à DSAL para que fossem vistas as gravações contidas no sistema de videovigilância do casino, onde era visível que esta nunca havia entrado numa zona de apostas elevadas. No entanto, o despedimento continua de pé. Tse considera que o despedimento foi injusto, argumentando que está certamente relacionado com os ferimentos sofridos na zona lombar durante o acidente laboral, em Dezembro.
Fé na justiça
A mulher culpa o Sheraton pelo despedimento e refere que alguém falsificou a sua assinatura, facto já comprovado por um agente da PJ, segundo disse. A ex-trabalhadora alega que o despe-
dimento foi injusto. “Espero que as leis de Macau possam resolver esta injustiça, além de que um agente da PJ já me confirmou que a assinatura é realmente falsa, podendo dar origem à comprovação da prática de crime. Acredito na justiça”, rematou. O caso encontra-se num impasse: de acordo com o Sheraton, a funcionária assinou um documento, mas a lesada conta outra história. Numa conferência de imprensa realizada pelo líder do grupo Forefront of the Macao Gambing, Ieong Man Teng, a funcionária disse ter sido contratada pelo hotel Sheraton, em Fevereiro de 2013 como empregada de mesa. “A empresa não queria assumir este encargo e então optou por me despedir”, justificou. A funcionária queixou-se ainda da demora da DSAL no tratamento do seu caso. De acordo com Tse, tal dura há cinco meses, estando ainda a aguardar a indeminização por parte do Sheraton. Além disso, assegurou ao HM que já entregou um comprovativo da falsificação da sua assinatura à PJ. Em resposta ao sucedido, o Sheraton Macau mostrou-se impossibilitado de fazer qualquer comentário, uma vez que o caso se encontra “actualmente sob investigação pela PJ”. A empresa afirma ainda estar a “cooperar com a PJ e a DSAL, apoiando a investigação a 100%”.
Serviços de Saúde reforçam fiscalização de medicamentos tradicionais chineses
O
s Serviços de Saúde anunciaram a implementação de um sistema de notificação relativo à qualidade de medicamentos locais e efeitos secundários dos mesmos, de forma a fiscalizar e prevenir reacções adversas a determinadas substâncias. O anúncio foi feito pelo chefe do Departamento dos Assuntos Farmacêuticos dos SS, Choi Peng Cheong, num workshop que teve lugar no fim de semana passada.
O organismo alerta ainda para a integração das medicinas tradicional chinesa e ocidental que, quando combinadas, podem trazer “um maior risco de ocorrerem reacções adversas” aos medicamentos da medicina oriental. Isto porque os SS asseguram ter recebido, nos últimos anos, vários casos de intoxicação devido a estes medicamentos em Macau.
Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
O workshop aconteceu sob o mote da “segurança de medicamente e farmacovigilância”. De acordo com os oradores do evento, o departamento de farmacovigilância deve reforçar a capacidade de gestão de risco, além de ser necessário que todos os profissionais de saúde façam um esforço para que o sistema de monitorização de medicamentos possa ser efectivo”.
Oito crianças infectadas com enterovírus
Oito crianças, três rapazes e cinco raparigas, com idades entre um e dois anos, apresentaram ontem sintomas da Doença de Mãos, Pés e Boca. O caso de infecção colectiva por enterovírus aconteceu na creche A Andorinha, da Associação Geral das Mulheres de Macau, e, para já, “o estado clínico dos doentes é considerado ligeiro e não houve registo de qualquer caso com sintomas anormais do sistema nervoso ou outras complicações graves”, apontam os Serviços de Saúde (SS).
Novo ano lectivo arranca na Universidade de Macau
Começaram ontem as aulas no campus da Universidade de Macau (UM), na zona de Hengqin. Segundo um comunicado, o arranque das actividades lectivas decorreu a bom ritmo, sendo que no primeiro dia de aulas mais de nove mil alunos passaram pelos campus, incluindo dois mil novos alunos e também de pósgradução.
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eventos
Concerto Kay Tse inicia digressão em Macau
“P
rocura o amor de Kay Tse dez anos depois” é o tema do concerto da cantora de Hong Kong, que comemora este ano uma década de carreira. No concerto, Kay relembra a plateia das suas primeiras músicas, as que contam histórias ignoradas pela sociedades, relacionadas com sem-abrigo e empregadas domésticas. A artista vê na música um escape para estes grupos vulneráveis. Passaram mais de dez anos desde que a adolescente de Hong Kong cantava músicas românticas, afirmando que agora entende que a vida é feita de altos e baixos. O panorama musical actual até pode ser já muito diferente desde há uma década, mas Kay canta com a atitude de sempre. “Não sei quantas
décadas mais posso ter de vida, mas sei que recordo o passado vivido”, afirmou. Mesmo sendo considerada a “rainha da música de Hong Kong”, Kay continua a ver-se como uma “menina amável”. O concerto conta com a cooperação da Cáritas de Macau e a associação oferece dez bilhetes gratuitos para pessoas da instituição que não tenham possibilidades financeiras. Estas poderão, assim, usufruir de uma “festa visual e auditiva”, sentindo músicas que trazem poder ao espírito. É no palco da Cotai Arena, no Venetian, que a cantora dá início à sua digressão, a 10 de Outubro. A mostra é organizada pelas empresas de produção Chessman, Maya, Sun e Hong Kong Marketing. F.F.
O maior museu da Europa sobre as menores peças de arte do mundo
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ma caravana de 12 camelos no buraco de uma agulha, uma minúscula Torre Eiffel numa semente de papoula ou a oficina de Gepetto dentro da concha de um pistachio contam-se entre as miniaturas do maior museu europeu do género. Micromundi é o maior museu de miniaturas na Europa e resulta do desafio que o joalheiro catalão Lluís Carreras se propôs há oito anos, disse em entrevista à Efe. “Ir sempre um bocadinho mais longe – acrescentou -, procurar peças sempre um pouco mais pequenas” e dar-lhes abrigo no Micromundi, em Besalú (Girona). Formado em Belas Artes e joalheiro de profissão, Lluis Carreras fundou o museu, a fim de “despertar a curiosidade” do público para o mais ínfimo das artes.
“O que é impossível imaginar para muitos, aqui torna-se realidade”, diz Lluís Carreras. A maioria dos 200.000 visitantes que passaram pelo museu entrou pela porta com curiosidade e saiu absolutamente espantada e até mesmo descrente. Carreras foi comprando peças minúsculos. Empreendeu “uma peregrinação” pelo México, Peru, Argentina, Rússia, Bélgica, Alemanha e até mesmo a China, para encomendar peças individuais de artistas mais famosos, com uma média de idades superior a 50 anos. Carreras escolheu 2.000 miniaturas para começar a colecção, que, em oito anos, mais do que duplicou e que já alcança as 5.000 peças, com as quais o Micromundi se consolidou como o maior museu de miniaturas Europa.
hoje macau terça
Documentário “Nuclear Empire” exibido no Canadá e EUA
De Macau para o mu O documentário produzido por Patrícia Neves e Carolina Rodrigues sobre o desastre nuclear de Fukushima vai ser exibido no Montreal World Film Festival de 4 a 7 de Setembro, com paragem em Nova Iorque. O trabalho já foi distinguido com dois prémios em Jakarta e Ohio
A
película que conta as histórias das vítimas de um dos desastres nucleares mais graves dos últimos tempos não pára de correr mundo. O documentário “Nuclear Empire”, com argumento de Patrícia Neves e realização de Carolina Rodrigues, vai ser exibido de 4 a 7 de Setembro no Montreal World Film Festival, no Canadá, no Cinema Quartier Latin. Mais tarde, a 16 de Outubro, o documen-
À venda na Livraria Portuguesa
tário irá ser exibido no NYC Independent Film Festival, em Nova Iorque, Estados Unidos. O documentário vai continuar por terras norte-americanas, onde será exibido já no próximo dia 30 de Agosto em Hudson, Ohio, depois de ter ganho o primeiro prémio na categoria de documentário estrangeiro. Em Jakarta, Indonésia, “Nuclear Empire”
venceu o prémio de mérito nos World Filme Awards.
No terreno
“Nuclear Empire” é resultado do trabalho jornalístico que Patrícia Neves fez na cidade japonesa aquando do acidente. As histórias de vida de quem sobreviveu e viu a catástrofe resultaram não só neste documentário mas também num livro, “Império Nu-
“Nuclear Empire” é resultado do trabalho jornalístico que Patrícia Neves fez na cidade japonesa aquando do acidente. As histórias de vida de quem sobreviveu e viu a catástrofe resultaram não só neste documentário mas também num livro, “Império Nuclear – A era pós-Fukushima”
clear – A era pós-Fukushima”. Ambos os projectos tiveram lançamento em Macau e Portugal e contaram com o apoio da Fundação Macau. O projecto de Patrícia Neves e Carolina Rodrigues mostra imagens recolhidas junto à central nuclear de Fukushima Daiichi, onde a explosão acabou por deixar tudo destruído à sua passagem, tal como aconteceu em Chernobyl, Ucrânia, em 1986. O primeiro desastre nuclear do século XXI ocorreu em Março de 2011 e aconteceu depois do sismo e tsunami que abalaram o Japão e causaram milhares de vítimas. O HM tentou chegar à fala com Patrícia Neves para obter um comentário sobre os prémios obtidos, mas até ao fecho desta edição não foi possível contactar a autora. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
O Inverno do Mundo • Ken Follett Depois do extraordinário êxito de repercussão internacional alcançado pelo primeiro livro desta trilogia, A Queda dos Gigantes, retoma-se a história no ponto onde ficou. Uma segunda geração assume pouco a pouco o protagonismo, a par de figuras históricas e no contexto das situações reais, desde a ascensão do Terceiro Reich, através da Guerra Civil de Espanha, durante a luta feroz entre os Aliados e as potências do Eixo, o Holocausto, o começo da era atómica inaugurada em Hiroxima e Nagasáqui, até ao início da Guerra Fria. Como no volume anterior, a totalidade do quadro é oferecido como um vasto fresco que evolui a um ritmo de complexidade sempre crescente.
Miramar • Naguib Mahfouz Um romance coeso e de grande carga emocional sobre vidas que se cruzam, Miramar desenrola-se na Alexandria do início dos anos 60. Seis personagens, todas agora exiladas por força das circunstâncias, tornam-se residentes da elegante e decadente Pensão Miramar. A figura central é Zohra, a bela camponesa cuja relação com as outras cinco personagens simboliza a essência da realidade política e social da época.
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inquieto”, a primeira parte do filme “As mil e uma noites”, de Miguel Gomes, inspirado em histórias verídicas ocorridas num tempo de austeridade, estreia-se na próxima quinta-feira, em cerca de vinte salas de cinema. “As mil e uma noites”, um filme dividido em três partes, chega aos cinemas portugueses com um rasto de elogios da crítica internacional e com alguns prémios conquistados em festivais ao longo dos últimos meses. Em Setembro, será exibido no Festival de Cinema de Nova Iorque. Os três filmes inspiram-se na estrutura do livro de contos “As mil e uma noites”, mas Xerazade é narradora de ficções baseadas em testemunhos verídicos que retratam a sociedade portuguesa no meio da crise social e económica, em 2013 e 2014. Em “O inquieto”, Miguel Gomes incluiu, por exemplo, depoimentos dos trabalhadores dos estaleiros navais de Viana do Castelo, em luta
“O inquieto”, de Miguel Gomes, estreia esta quinta-feira
“Canção de amor aos derrotados” pela manutenção da empresa, recuperou a história de uma desavença entre vizinhas, por causa de um galo barulhento, e ficcionou as negociações do Governo com a ‘troika’.
A caminho
“As mil e uma noites” integra ainda os filmes “O Desolado”, que se estreia a 24 de
Setembro, e “O Encantado”, com estreia a 1 de Outubro, totalizando seis horas, com actores profissionais e amadores. A actriz Crista Alfaiate interpreta o papel de Xerazade. Entre os actores profissionais do elenco estão Luísa Cruz, Teresa Madruga, Adriano Luz, Carloto Cotta, Gonçalo
Waddington, Joana de Verona e Rogério Samora. Em entrevista à agência Lusa, Miguel Gomes, 43 anos, explicou que uma das razões que o levaram a criar “As mil e uma noites” foi “querer fazer um filme em que a ficção é muito assumida e é quase delirante”. “Para contrapor à má ficção que é a mentira dos
políticos que fazem de conta que tudo está bem. E essa é a má ficção, porque é a ficção que se finge real, que se tenta passar pela real. A boa ficção só pode ser a ficção que se assume como ficção, não quer mentir”, disse. Os três filmes tiveram estreia mundial em Maio, em Cannes, e foram considerados pela crítica um dos acontecimentos do festival, com chamadas de primeira página na imprensa. O jornal Libération descreveu-o como um “épico” e o Le Monde afirmou que é “uma epopeia fantástica, uma canção de amor aos derrotados da História, que são os portugueses de uma Europa em crise”. Rodado em película, o filme é uma co-produção entre Portugal, França e Alemanha, e teve um orçamento de 2,7 milhões de euros.
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artes, letras e ideias
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Poesia de Nuno Guimarães
Fragmento Terceiro I Campos de ira, tão vasto sentimento vos afasta. íris morta! Os actos radicais constroem, em projecto, um frágil universo – a tinta, o espaço óptico. Descansam os sentidos sobre pródigas defesas: os filtros turvos, as precauções na sua cura. Os nervos tersos da análise da vida e da matéria. II
Câmara Escura A meu pai
A biografia. Revejo-a em tecidos fibrosos, retraindo-se. É já visível a anquilose o vento austero disperso pelos gestos, mais lentos e difíceis. A migração das aves inicia-se. Junto à costa atlântica, falava-me do tempo, a viração nefasta, o nevoeiro poroso, sobre os ossos. Era o período de estado: rajadas cubitais, golpes de vento, as migrações da dor, articulares... As metáforas clínicas. Procura, apesar disso, algum sossego. Invoca ainda o elemento natal, o livro prematuro do inverno. E a dureza da neve, os domínios do gelo, imprevisíveis. Com as chuvas de abril, a migração atinge órgãos vitais. A violência perdida pelos móveis, nas janelas translúcidas, no rumo vagaroso da voz. Vigia os gestos, os indícios de pânico, a previsível eclosão da crise. Deformações, desvio dos dedos no lado cubital, arthritis - o peso das noções. Endurecem os sons, as linhas vistas até ao declínio, o vento imóvel semeado nos campos. Todo o regresso persiste na matéria: os vários motores de frio, a opressão em fornos, o gelo amontoado em caverna e sombras, pulmonares. in ‘Os Campos Visuais’
Desviam-se dos livros. Hoje escreve contra a morte dos olhos, a existência passível de leitura. Ineptos, os sons perdem-se na encosta. o vento fere ainda? Inscrito na área da cabeça, é esse rastro ainda vivo. Domino a sua queda, os seus poderes punitivos, a sua força hereditária. III Persistir no imóvel. Preencher os anos que nos moldam no vigor da fibra, no duro movimento interior — a que destino, a que imaturo ritmo, sem preço? Pois é o caro prémio deste dorso de o cumprir, pensar, até ao fim. Ou de saber adestrá-lo até que, exausto, só impulso vigore — a morte lida num próximo sentido, ainda vivo. IV Como contacto único, a distância entre as fontes. Solidários, os campos de visão? Fonte comum, brilho, sintomas de amizade? Tudo o que, fora, comovemos. O ar, as linhas variáveis do horizonte, comuns, reflectidas. Assim crescemos, paisagens de uma lógica imprecisa. V Uma lógica preside a esta noite. Expulsa as sílabas, destrói a ilusão dos livros, é táctil e real. Assisto à sua composição, perdida a luz e os reflexos: o breve ritual da desfocagem, o movimento científico do sol; os crânios submissos entrando na penumbra e no exílio.
VI Nos dias revelados, na posse do que dita o pó e as vigílias, nessa lenta profusão de imagens e de rostos traídos, roídos de beleza —um dorso descomposto, deitado sob a treva. E a cabeça inclinada cada vez mais no seu lençol. VII Ordem exterior, sentidos renitentes à aniquilação, ao extermínio. O problema de uma moral primeira, de sinais. É o lugar de um movimento, de imutável fidelidade nos limites. Suporta-se o silêncio. A crosta do imóvel. Mas quem exerce este poder primário e punitivo? VIII Descemos para o mar. A economia dos gestos, da matéria perecível é árdua e inútil. Os deuses cegos perderam o seu brilho, sobre as águas. Rodeiam a pupila, cansada pelo sol, enfraquecida pela acção dos nervos e das vagas. Reproduzem imagens lógicas, construções sólidas e rígidas. Todo o rigor possível destas praias. IX Mas nada aqui, embora estável, nos redime do fim e do excesso, viáveis à demência. Exíguo, o pensamento constrói paisagens sóbrias: um rosto magro, insociável, corrompido por hábitos marítimos. A sombra intensa e dura. A exímia e nítida cegueira. X Quem poderá deter a extrema organização: os nervos dispersivos, os gestos do saber, os tensos soros despendidos — a perfeição perdida? Domina-se o crânio, a pobreza do espaço, na mais áspera mestria. Junto aos pulmões descobrem: as formações etílicas, o pó, a ressonância. Ainda quentes, os órgãos de um ser vivo. in ‘Antologia Poética’
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Amélia Vieira
A MORTE SAIU À RUA NUM DIA ASSIM
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ezanove de Agosto de mil novecentos e trinta e seis. E, naquela noite de Estio, cumprir-se-ia um destino singular às margens do Guadalquivir: Federico Garcia Lorca assassinado pela corrente Falangista na sua Granada natal onde se havia refugiado, cede ao cansaço de estar fechado em casa e passeia-se na noite luarenta, alguém o reconhecera -volta a casa - e não tarda a baterem para o irem buscar, naquilo que foi talvez aquele instante: estou pronto e só. Porém, ele aninhara-se no seu berço para fugir ao perigo que a partir de Julho se afigurara real, fugiu para a sua terra onde politicamente tinha amigos das duas facções rivais, certo estando que nada aí lhe poderia acontecer. E, mais uma vez, se estende a questão: ninguém deve abrigar-se na sua terra em caso de perigo, é aí que estão os delatores, os algozes, talvez até entre insuspeitos que secretamente jamais perdoaram a vitória de alguns. Este erro, aliás, é cometido por todos. E todos aí encontram o mesmo fim. Lorca seguiu sempre o trilho da sua própria universalidade não estando filiado em nenhuma das correntes que fizeram a guerra. Exigir tais coisas a personalidades assim seria o mesmo que amputá-las. Garcia Lorca devia ter o encanto das crianças e a natureza brutal dos homens era-lhe talvez intimamente desconhecida, pois que não se pode ter feito aquela obra com noções estreitas de razão e de vontade. Tudo nele pertence a outros interiores, onde não raro o trágico habita, mas sempre pleno de focos redentores. Com uma aturada atenção dei-me conta o quanto a sua morte está cravejada na sua poesia: uma noção visionária, um destino irredutível, uma visão soberana plasmada nele como uma certeza. Os poetas sabem tudo do futuro das coisas, não sabendo contudo que já sabem, mas uma grande obra poética revela esse assombro para lá das incertezas humanas e das perguntas sem sentido. Ela dá-se onde os outros não têm voz, ela exercita-se nos canais subtis de um mecanismo de sonda que é raro acontecer. Mas está lá, como uma certeza toda de dimensão precisa, outra, inquietante. Este homem tão regional, foi também um grande cosmopolita, um ser que viajou, desde a sua bolsa em Nova Iorque, passando pela América Latina, Europa, Venezuela, conheceu escritores da sua têmpera, recitou, tocou,
Amo a Federico, nada me poderia ser mais amante, mais tocante, mais rasante a todas as lágrimas de agradecimento que o seu luminoso exemplo de Poeta conferenciou mundo fora. Grande parte da sua obra foi compilada, revista, nas alturas que antecediam as viagens. Depois, ele tinha um enorme encanto pessoal, era imensamente sedutor criando uma aura quase hipnótica, reportando-nos às palavras de Alberti. Existe mesmo na sua morte uma nuvem de enigma tipo “Salieri-Mozart” com o poeta Luís Sales, que se tornaria o poeta do regime franquista, mais tarde, e a quem Lorca propôs o Hino Falangista conjunto, dúvidas que nunca vieram à luz do dia.
Ele estava perto e teria podido intervir na sua libertação, teria sido muito fácil intervir…. mas é um assunto controverso. Eles adormecem, com o vinho da noite quando os amigos são condenados à morte, já tinha sido assim com alguém que nos é familiar. O facto de ser seu amigo não excluía que o fosse de todos os vanguardistas como Fernando Del Rio, republicano e fundador do Partido Socialista, onde fizeram parte dos grupos de vanguarda formados por Alberti, Guillin e Salinas, o chamado grupo dos «Poetas de Van-
guarda». Não nos esqueçamos que foi ele o fundador da «Barraca» teatro ambulante destinado a educar as massas nas cidades e nos campos (não como a nossa Cilampus) e que em plena ditadura de Primo de Rivera pôs em palco « Bernarda Alba», um hino libertador. Por tudo isto e por muito menos são os homens abatidos e hoje, dezanove de Agosto, nunca é demais lembrar que aquilo que um poeta avança numa geração precisam os homens por vezes de séculos. Claro que fora descuidado e confiante, claro que facilitou a vista ao algoz, mas porquê matar um homem assim?! «Romanceiro Gitano» é das obras mais belas do mundo, todo um poder regional condensado a obra universal, pois que ainda agora quando desejo o cheiro das laranjas, meninos a correr, ciganos, pombos, burros e cães procuro-os nestas páginas de um chão transfigurado em Poema, tão sagrado como a Galileia, tão divina Granada como Jerusalém. O seu corpo nunca foi encontrado, para que serve um corpo, quando se é Lorca? Talvez para amar e morrer de amor, estes corpos têm coisas estranhas por dentro. Mas morto, é a universalidade que o instala sem sombras no nosso espectro de luzes. Amo a Federico, nada me poderia ser mais amante, mais tocante, mais rasante a todas as lágrimas de agradecimento que o seu luminoso exemplo de Poeta. O amor vive-se a muitos níveis - sabem-no eles - e, mesmo que os corações sejam de lama e carne, existirá um reduto de outros elementos que batem por este belo ser em uníssono, sem tempo, nem distância. Mais meridional que os seus imensos olhos castanhos, nem as fogueiras de Saloon, mais passivo que o seu semblante, nem as impressões de Cristo, e mais belo que o seu saber, nem mesmo Salomão. Os políticos hão-de todos morrer, os homens fortes e os fracos, as coisas boas e más, mas o que fica (recorro agora à bela frase de Holderlin)« o que fica, os poetas o fundam». Do Oriente ao Ocidente Levo tua luz redonda. Tua grande luz que sustém Minha alma, em tensão aguda. Do Oriente ao Ocidente. Que trabalho me dá. Levar-te com teus pássaros. E teus braços de vento! 19 de Agosto de 2015
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china
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Desde 12 de Junho passado, caiu 37,9%.
Todos no vermelho
Nova derrocada bolsista em Xangai
Segunda-feira negra É a maior quebra de capitalização bolsista na China desde 2007, superando a derrocada de 27 de Julho. O índice composto de Xangai fechou esta segunda-feira com perdas de 8,49%, ligeiramente superiores às registadas a 27 de Julho, quando se verificou uma quebra de 8,48%. O índice CSI 300 fechou esta segunda feira com perdas
superiores, de 8,8%. Esta derrocada bolsista em Xangai lidera as quedas na Ásia. Na semana passada, o índice composto perdeu 11,5%. Desde a decisão de desvalorização do yuan, a moeda chinesa, pelo Banco Popular da China, a 11 de Agosto, as perdas bolsistas somam mais de 4,3 biliões de euros, o equivalente a metade do PIB anual da
China (em valor nominal), a segunda maior economia do mundo. A actual correcção a partir de 15 de Junho de 2015 ocorre depois de uma subida espectacular de mais de 150% desde Junho de 2014. De 19 de Junho de 2014 até 12 de Junho de 2015, o índice composto de Xangai subiu 155% durante este ciclo de “bolha” de quase um ano.
As bolsas asiáticas estiveram esta segunda-feira mergulhadas no vermelho. O índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, fechou a perder 4,6%, o Kospi da Coreia do Sul registou perdas de quase 2,5% e o índice da bolsa de Taiwan caiu quase 5%. O índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, está a cair mais de 5% e o BSE Sensex de Mumbai perde mais de 3%. As bolsas europeias e os futuros em Wall Street abriram no vermelho. O PSI 20, da Bolsa de Lisboa, abriu a perder mais de 4%. Nesta segunda-feira a vaga vermelha atinge, também, em força os mercados de matérias-primas. Estão a registar quedas superiores a 2,5%, os preços do petróleo da variedade norte-americana WTI (o barril está a cotar abaixo dos 40 dólares), do óleo de soja, do cobre, do porco, do algodão e do Brent (o barril desceu para 44 dólares pelas 7h). O índice geral da Bloomberg para as commodities está a registar esta segunda-feira uma descida de mais de 1,7%. Desde o início do ano já caiu mais de 17%.
Foxconn quer contratar 100.000 pessoas para lançar novo iPhone
A
empresa de Taiwan Foxconn, principal fabricante da Apple, prepara-se para contratar mais de 100.000 trabalhadores face ao lançamento do novo modelo do iPhone, previsto para o próximo mês, escreve ontem o South China Morning Post (SCMP). Segundo o jornal de Hong Kong, que cita informação de fontes do sector e a imprensa de
Taiwan, espera-se que os mais recentes modelos do iPhone (o 6S, o 6S Plus e o 6C) sejam anunciados no próximo dia 9 de Setembro e lançados no mercado a 18. Para que os novos dispositivos estejam prontos, a Foxconn tem aumentado as suas linhas de montagem para poder contratar milhares de novos trabalhadores para a sua fábrica de Zhengzhou, no centro da China, donde sai a maioria dos modelos actuais do iPhone. Apesar de a empresa exigir, regra geral, que os trabalhadores tenham entre 23 e 40 anos decidiu, desta vez, flexibilizar os limites para entre 18 e 45 anos. Prevê-se que os contratados trabalhem pelo menos mais três horas do que uma jornada laboral habitual por um salário mensal de cerca de 3.500 yuan (477,2 euros).
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DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE FINANÇAS EDITAL FIXAÇÃO DO RENDIMENTO COLECTÁVEL DO IMPOSTO PROFISSIONAL RESPEITANTE AO EXERCÍCIO DE 2014 Faz-se saber que, o apuramento do rendimento colectável dos contribuintes do 1.º grau (assalariados e empregados por conta de outrem) e do 2.º grupo (profissões liberais e técnicas) do imposto profissional, respeitante ao exercício de 2014, já se encontra concluído. De harmonia com o disposto no artigo 23.º, n.º 1, do Regulamento do Imposto Profissional, que no Núcleo do Imposto Profissional destes Serviços, de 16 a 30 de Agosto e durante as horas do expediente, o rendimento colectável apurado estará patente ao exame dos respectivos contribuintes, podendo os contribuintes inscritos como utilizadores do “Serviço Electrónico” destes Serviços examiná-lo através da página electrónica da DSF (www.dsf.gov.mo). Caso não se conformem com o rendimento fixado, os contribuintes podem reclamar, por forma escrita, para a Comissão de Revisão até 30 de Agosto, não terminado, porém, o prazo, sem que hajam decorridos vinte dias sobre a data do registo dos avisos postais enviados aos contribuintes, nos termos do artigo 79.º, n.º 2 do mesmo Regulamento.
Aos 24 de Julho de 2015. O Director dos Serviços Iong Kong Leong
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hitman: agent 47 [c] Filme de: Aleksander Bach Com: Rupert Friend, Hanna Ware, Thomas Kretschmann 14.15, 16.05, 17.55, 21.30
attack on titan [c]
Falado em japonês legendado em chinês e inglês Filme de: Shinji Higuchi Com: Haruma Miura, Kiko Mizuhara 19.45 Sala 2
pixels [3d] [b]
legendado em chinês Filme de: Chris Columbus Com: Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan 19.30 Sala 3
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Falado em cantonês legendado em chinês Filme de: Yoshihiro Osugi 14.15
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legendado em chinês Filme de: Chris Columbus Com: Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan 14.30, 16.30, 21.30
Falado em cantonês e mandarim legendado em chinês e inglês Filme de: Ringo Lam Com: Louis Koo, Shawn Yue, Tong Liya 16.05, 17.55, 19.45, 21.45
Quarta-feira ‘Blademark’, exposição de pintura de Fortes Pakeong Albergue SCM Entrada livre
Aconteceu Hoje
25 de agosto
Sábado Concerto de Jazz de Chakseng & Friends, 21h00 Fundação Rui Cunha Entrada livre
Diariamente Exposição de Fotografia de Velhos Templos de Macau Museu de Arte de Macau (até 31/12) Entrada livre Exposição “Artefactos de Excelência – Gravações de Carimbos por Luo Shuzhong” Museu de Arte de Macau, das 10h00 às 19h00 (até 28/2) Entrada livre Exposição “Saudade” (até 30/9) MGM Macau Entrada livre “A Arte de Imprimir” (até Dezembro) Centro de Ciência de Macau Entrada livre Exposição “De Lorient ao Oriente - Cidades Portuárias da China e França na Rota Marítima da Seda” Museu de Macau (até 30/08) Entrada livre Exposição “Valquíria”, de Joana Vasconcelos (até 31 de Outubro) MGM Macau, Grande Praça Entrada livre
Galileu Galilei apresenta ao mundo o telescópio
h o j e h á f i l m e While We’re Young, (Noah Baumbach, 2014) Millenials versus a Geração X. Que conceitos, valores e princípios estão entre este fosso geracional e que gostos, situações ou realidades as aproximam? Este é, seguramente, um dos melhores filmes de Ben Stiller, que entre a comédia sem sentido – que lhe é dolorosamente típica – e a maturidade de um homem a caminho dos seus “entas”, seduz o espectador pela mordaz crítica ao universo do tão democratizado conceito de Hipster. “While We’re Young” explora vários conceitos relacionados com o medo de ter filhos, a durabilidade do amor, a frescura de ser jovem e a força que a mentira e a manipulação têm no mundo, seja ele o de há 30 anos, de hoje ou de amanhã. Ao lado da grande Naomi Watts e dos jovens Adam Driver e Amanda Seyfried, o realizador conta a história de como uma amizade pode nascer e morrer com traições, novas tecnologias ou o regresso aos passeios de bicicleta, às cassetes de áudio ou aos vinis. Este é, sem dúvida, um filme a não perder, que embora seja de fácil compreensão, deixa qualquer a pensar. No que é, no que foi ou no que será um dia. Leonor Sá Machado
fonte da inveja
• O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1900) e o escritor português Eduardo Prado Coelho (2007) nasceram neste dia, em que se recorda Galileu Galilei, que apresentou a 25 de Agosto um equipamento ao qual poucos deram importância… Corria o ano de 1609 quando, a 25 de Agosto, o astrónomo italiano Galileu Galilei exibia ao mundo o telescópio, sua mais recente invenção. Poucos deram relevância ao instrumento que era, afinal, um dos mais importantes avanços tecnológicos da história. Galileu Galilei foi a primeira pessoa a observar a Lua através de um telescópio, equipamento que, mais de quatro séculos depois, continua actual. Outros factos ficam marcados na história do dia 25 de Agosto. No ano de 1580, na Batalha de Alcântara, Espanha vence Portugal. E em 1911, Manuel Arriaga é eleito Presidente da República. Já em 1940, durante a II Guerra Mundial, aviões britânicos bombardeiam Berlim, pela primeira vez. Lisboa recorda com amargura este dia, já que em 1988 um grande incêndio destrói o centro histórico da capital portuguesa. Nasceram a 25 de Agosto Hans Adolf Krebs, bioquímico e médico alemão (1900), Leonard Bernstein, maestro e compositor norte-americano (1918), Sean Connery, actor britânico (1930), Tony Ramos, actor brasileiro (1948), Gene Simmons, baixista e vocalista dos Kiss (1949), Elvis Costello, músico britânico (1954), Tim Burton, realizador norte-americano (1958), Billy Ray Cyrus, actor e cantor norte-americano (1961), e Claudia Schiffer, modelo alemã (1970).
João Corvo
Ser de direita implica acreditar na superioridade de alguns. Normalmente de gente da pior espécie.
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opinião
hoje macau terça-feira 25.8.2015
Pacheco Pereira
in Visão
L
á fora ouve-se pela enésima vez a Cabritinha, a Garagem da Vizinha, o Perfume de Mulher, Chama o António, e o Afinal Havia Outra. Um conjunto típico de passagem cantou de vivo corpo uma coisa a que chamou o “Vira da Troika”. Não se percebia uma palavra da letra a não ser que havia um coelho. Ninguém lhes liga mais nem menos. O que é isso da troika? Já se foi. O relógio do CDS já está desligado. Estes que cá vêm de vez em quando, são o fantasma da troika. Lá fora está tudo bem e quase tudo como dantes. As tasquinhas, que na realidade é só uma, está cheia. O negócio vai bem. O que se consumia antes, continua a consumir-se hoje. Cerveja, cerveja, cerveja, frango assado, moelas, chouriça, morcela, bacalhau. Há uma roulotte de farturas e uma banca da Tupperware, uma novidade. Aliás a única novidade. O tempo parou? Não, o tempo não parou, anda é devagar. Onde não há factores de mudança, muda-se muito pouco. Gente de sempre, os mais velhos. É uma terra de velhos, como quase todo o País. Os mais novos foram-se na maioria. Estão em Angola para as obras, e devem estar a regressar. Foram para Lisboa, ou andam por aí com trabalhos de circunstância ou desempregados. De que vivem? Não se sabe,
Henry King, Carousel
Olha o passarinho!
ou sabe-se demais. É certo que o mesmo Coelho do “Vira” diz que a culpa é deles. Se calhar é, mas é por não fazerem outras coisas. É o mal da terra, da nossa terra maior, Portugal. pub Claro que há outros sinais. Quase metade das casas estão à venda. São ruas de “vende-se” casa sim, casa não. Isto aumentou exponencialmente nos últimos quatro anos. À venda INSCRIÇÕES PARA AS PROVAS DO e não se vendem. Não há actividades económicas 62.º GRANDE PRÉMIO DE MACAU locais a não ser um café, um café-restaurante e um miniInício das inscrições: 17 de Agosto de 2015 mercado. Há uma pequena Fim das inscrições: 11 de Setembro de 2015 empresa de construção civil. Já houve muito mais, Em relação aos Regulamentos Desportivos das corridas, cabeleireira, mais merceafavor de redigir à Página Electrónica do Grande Prémio rias, restaurante, pecuária, de Macau: aviários e, muitos anos atrás, www.macau.grandprix.gov.mo vinho, agricultura. Não há uma única fábriLocal das inscrições: ca. Compreende-se. Quem é que abre aqui um negócio Associação Geral de Automóvel de Macau - China apesar de estar a 45 minutos Avenida da Amizade, n.° 207, de Lisboa, numa terra que Edifício do Grande Prémio deixou de ter posto de saúde, posto de correios e que para Horário de funcionamento: toda a burocracia exige que De Segunda-feira a Sexta-feira, das 09:30h às 13:00h, se ande 15 quilómetros, sem 14:30h às 18:30h. um sistema de transportes (excepto aos Sábados, Domingos e feriados Públicos) capaz? Com excepção de uma camioneta de manhã e Para informações poderá ligar para o seguinte número outra à noite, só táxi a pedido de telefone: (853) 28726578 e muito caro para os recursos das pessoas.
Fechou a escola. Fechou o centro de dia. Fechou o atendimento médico. Fechou a farmácia, agora há um posto que precisa de encomendar os medicamentos de um dia para o outro. Com a fusão das freguesias, a proximidade da Junta deslocou-se para outra aldeia, e já não é próxima. Parece pouca a distância? É enorme, são dois mundos que se fizeram com outros “centros”, como dizem os geógrafos, e o resultado é que a ordem administrativa não tem qualquer relação com a realidade. Poupou-se algum dinheiro? Duvido, mas a qualidade dos serviços, apesar da enorme dedicação dos autarcas, vai -se deteriorando. Deixou de haver limpeza regular, só há pontual. A gente olha para o passarinho como nos mandam os cartazes do PAF. É verdade que parece não ter havido nenhum cataclismo com a chamada crise, mas há uma usura em várias coisas que significavam melhorias e progresso, andou-se para trás, não no que era inútil, mas no que significava o progresso material de uma terra ou seja o aumento das oportu-
Há um pó fino de desgaste nas pessoas, e nas coisas, e não há qualquer dinamismo e futuro. Só longe. Até a música da Festa é hoje pior, muito pior
nidades para quem cá vive. Só isso, cada vez mais oportunidades e não cada vez menos. Será que nos gabinetes já se sabe o que isso é? Há um pó fino de desgaste nas pessoas, e nas coisas, e não há qualquer dinamismo e futuro. Só longe. Até a música da Festa é hoje pior, muito pior. Não há dinheiro para comprar mais do que uma cassete, ou melhor, os direitos de autor destas músicas que passam em festas. Não há dinheiro para contratar melhores conjuntos e cantores. Ficamos presos na Cabritinha, que é de 2004, na Garagem da Vizinha e no Afinal Havia Outra que são de 2000. Na verdade, as datas das canções são até mais modernas do que o tempo para que Portugal recuou, meados dos anos 90. O poder aquisitivo das pessoas não é suficiente para justificar virem mais atracções, e onde antes havia matrecos e tiros, artesanato e outras distracções e pequenos comércios, hoje há farturas e algodão de açúcar. Ah! e os Tupperware. Ponto. É importante haver tirinhos? Perguntarão os que gozam profissionalmente com estas coisas, do alto do seu conforto serventuário ao poder? Não, não é importante haver tirinhos, nem matrecos, nem artesanato, nem nada em si mesmo, o que é importante é haver coisas que melhorem e não que andemos para trás. Nenhuma destas coisas é vital, mas vinham como agora se diz “em pacote”, moviam-se junto com outras que desde o 25 de Abril mudaram Portugal. Como ter um razoável serviço de correios, médico na Casa do Povo uma vez por semana, e algum trabalho e comércio local: tudo coisas irrelevantes, como agora se diz, de um “País que vivia acima das suas posses”. Isto é “Portugal profundo”? Não, isto é Portugal, o meu muito amado país. Rude, pouco qualificado, sem grandes exigências, que só se move quando sai para fora daqui e pode, depois, voltar daqui a 10, 15 anos diferente. É só Portugal que é assim? Não, é muita da Espanha, da Itália, da Grécia, do Sul da Europa, dos países do Leste, e também alguma coisa do Norte, mas mais escondida por outra parte que já não é assim. A minha querela com o PAF, um excelente nome se corresponder ao gesto, é que eles não conhecem nada disto e estão absolutamente indiferentes a que “este” Portugal, que nem sequer é o dos mais pobres, mas que arrasta consigo na sua melhoria os mais pobres, avance. Pelo contrário acham-no um anacronismo, em detrimento de deslumbramentos vários e interesses muitos. É por isso, por esta usura do tempo do futuro e do tempo das pessoas, que estamos pior neste ano da graça de 2015. Se houvesse na oposição a Sua Majestade outra competência, era isto que estava em causa nas eleições. Olha o passarinho!
opinião 15
hoje macau terça-feira 25.8.2015
Tânia dos Santos
sexanálise
Taylor Hackford, An Officer and a Gentleman
taniarsdossantos@gmail.com
Ao léu
A
finais de Agosto fica a saudade de um Verão de aroma costeiro-rural ou a frustração de quem não pôde ficar de papo para o ar. Sofrendo de uma ou de outra, neste hemisfério norte é impossível não ficar indiferente à quantidade de pele em exposição, seja na praia ou no calor urbano, as indumentárias são as que favorecem o pessoal. Ainda para mais Verão rima com tesão. Há qualquer coisa no ar, nas peles bronzeadas que já passaram pelos pólens da primavera, manchas de sal e o cheiro a protector solar que suscita toda uma outra percepção do corpo e eventualmente, do sexo. Há uma liberdade hippie que se apodera dos mamilos mais tímidos e das pernas de todos os feitios. O entendimento do corpo nu, que é tendencialmente sexual, da exposição e do voyeurismo se alimenta nesta estação tão sexy. Contudo, estes nichos de libertação corporal são raramente a norma, porque da exposição à afronta não vai muito. Disto sabem as mulheres que viajam um pouquinho (ou muito). O corpo da mulher, de beleza mais do que reconhecida, transporta a política que a pele à mostra exige, até às formas que as sustêm. Ninguém fica indiferente às ditaduras do corpo e às culturas (paranóias) individuais e colectivas de ideais inatingíveis. Que seja um
rabo gigantesco ou umas pernas palito, pele moreníssima ou de brancura leitosa, mamas grandes ou para quem prefira pequenas. A diversidade que deveria ser tomada como um parque de diversões – a descoberta do corpo novo! – tem o peso e a preocupação das normas de beleza em vigor. Experimentem passar uns três minutos (mais do que isso é tortura) a olhar para as capas de revistas ditas ‘femininas’ que tentam auxiliar as mulheres por esse mundo fora na sua prática de identidade de género. Do ridículo ao castrador se sentem as sugestões que perpetuam pura estupidez que muita revolta provoca. ‘O que os homens gostam’. Puff. Com os homens, as inseguranças são outras. Queria encontrar paranóias anedóticas das inseguranças do corpo, mas com pouco sucesso. Parece que a preocupação se deita na performance sexual e no medo de ficar nu só com meias. Não acho absolutamente terrível tal imagem mental, mas para os que se preocupam: é tirar as meias assim que se tirar as calças. Garantias de não ficar preso no ‘sock gap’. Mas no Verão talvez não seja tão problemático, talvez usem chinelos e sandálias mais regularmente. Sabemos também que os homens são percebidos como mais visuais que as mulheres, ou seja, dependem mais do estímulo visual para pô-lo para cima e as mulheres menos, para ficarem molhadas. A evolução explica o fenómeno pela necessidade das mulheres
copularem, não com genes bonitos, mas com os indivíduos mais capazes de assegurar a protecção no complicado processo que é criar filhos (no tempo em que o sexo era só para isso). Os homens, por seu lado, na futilidade evolutiva, procuram meninas de carga genética invejável, para ter a certeza que a linhagem continua. Se hoje isto faz sentido, deixo ao vosso critério. Mas que não é fácil viver com o fantasma da futilidade e superficialidade quando se quer ter uma relação sexual saudável, não é. A praia para estes lados ocidentais, de uma forma terapêutica, corta com qualquer pudor que os corpos que menos se assemelham a cartazes publicitários possam ter. Há um orgulho especial entre homens e mulheres de todas as idades, na celulite, no peito mais ou menos caído, numas barrigas mais ou menos cheias de cerveja. De uma beleza natural, de
Pensem nos vossos corpos como templos eternos de prazer onde esse órgão enorme, a pele, se aproveita de toda e qualquer carícia que haja para oferecer
um desenvolvimento natural, torna-se num alívio saber que HÁ diferenças, lindas de morrer. Todo o orgulho transportado neste veículo potenciador de orgasmos influencia toda a e qualquer actividade sexual. Porque o sexo precisa de uma entrega total, da sensualidade feminina ao vigor masculino, pela sua dinâmica e comunicação. Nesta minha reflexão semanal, onde todos e todas exibiam tudo o que de melhor tinham, pensei no sexo, no seu corpo, e nas suas limitações físicas, mas que de pouca realidade são encaradas. Pensa-se no pénis e no clitóris – sim, partes extremamente importantes – mas que se possa estender para todo e qualquer pormenor do corpo, com mais ou menos interesse. Pés, pulsos, joelhos, cocuruto, de homens e mulheres. Pensem nos vossos corpos como templos eternos de prazer onde esse órgão enorme, a pele, se aproveita de toda e qualquer carícia que haja para oferecer. Sim, os homens têm um tecido adiposo mais grosso e talvez não se arrepiem tanto como as mulheres o fazem. Mas também gostam de festinhas. Festinhas, lambidelas, apalpões. Com os nervos da performance do casal igualmente, pessoas atacam única e exclusivamente as zonas erógenas nesse momento tão crucial pré-coito – os preliminares. Não totalmente errado, mas aborrecido. Aproveitem o calor e desfrutem (quiçá com umas rapidinhas ou lentinhas ao ar livre). Mais preliminares em breve.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau terça-feira 25.8.2015
Rui Vitória «Fizemos mais do que suficiente para ganhar»
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O treinador do Benfica, Rui Vitória, considera que a derrota frente ao Arouca (0-1) está ligada às sucessivas falhas na finalização, visto que criaram inúmeras oportunidades para chegar ao golo. «O Benfica falhou na finalização, mas teve lances mais do que suficientes para fazer um ou dois golos. O Arouca também concentrou os jogadores perto da área, mas tivemos bolas mais do que suficientes para fazer o golo, porque fizemos vinte e tal remates, mas a bola batia numa perna de um jogador ou ia ao lado. Eles marcaram cedo e isso afectou a minha equipa, pelo que forçou a uma mudança na estratégia», afirmou Rui Vitória, em declarações à Sport TV. Embora o estádio de Aveiro estivesse lotado de benfiquistas e os encarnados praticamente jogassem em casa, o Benfica acabou por perder. «Nós queríamos ganhar e queríamos ter premiado os nossos adeptos. Agradeço a presença dessas pessoas, mas acho que fizemos mais do que suficiente para ganhar, só que o futebol é assim. A bola não entrava... Quero apenas dizer que o nosso caminho vai continuar.»
Tailândia Fotógrafo de Hong Kong detido
cartoon por Stephff
A polícia da Tailândia desactivou ontem um artefacto explosivo a leste de Banguecoque, uma semana depois do atentado bombista que atingiu o centro da capital causando 20 vítimas mortais, informam os ‘media’ locais. Fontes policiais confirmaram ao jornal Matichon que os peritos inutilizaram uma granada, a qual não teria, porém, qualquer relação com o ataque terrorista de segunda-feira passada, que fez 20 mortos e mais de uma centena de feridos num popular templo da cidade. As autoridades procuram o principal suspeito do massacre, captado pelas câmaras de segurança enquanto escondia uma mochila no lugar do atentado antes de se colocar em fuga. Desconhecese, porém, a sua nacionalidade ou se ainda se encontra no país. A autoria do atentado não foi, até hoje, reivindicada.
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DSSOPT não descarta CCAC no Parque Central da Taipa
A mão de André Cheong O director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Li Canfeng, confirmou à deputada Kwan Tsui Hang que vai consolidar o mecanismo de supervisão da qualidade das obras públicas, depois da experiência obtida com o Parque Central da Taipa. O director da DSSOPT referiu que
KELSEY WILHELM
Banguecoque Desactivado artefacto explosivo
o caso ainda está a ser revisto, defendendo que poderá ser entregue ao Comissariado contra a Corrupção (CCAC), caso sejam descobertas infracções ou indícios de corrupção. Numa interpelação escrita em Maio do ano passado, a deputada Kwan Tsui Hang criticou a existência de 50 falhas na obra do Parque Central da Taipa, onde
foram gastos 500 milhões de patacas e que foi analisada pelo Comissariado de Auditoria (CA). O organismo liderado por Ho Veng On chamou ainda a atenção para o facto da DSSOPT não ter assumido responsabilidades ou de ter havido falhas na comunicação entre departamentos e empresas. Perante estes dados, Kwan Tsui Hang pretendia saber se o Executivo iria analisar a existência de infracções administrativas, casos de prevaricação ou corrupção durante o processo de construção do parque.
Falhas de comunicação
Tal como já tinha dito na Assembleia Legislativa (AL), Li Canfeng prometeu consolidar a comunicação com os diversos serviços nas várias fases da obra, com a introdução de diversas opiniões de profissionais, por forma a evitar futuras falhas. No caso do Parque Central da Taipa, Li Canfeng explicou à deputada que “a maioria das falhas” já havia sido reparada antes da entrega da obra aos serviços competentes, mas como não foi elaborado um documento com todas as falhas reparadas, fez com que os documentos “revelassem a existência de falhas”. Flora Fong
flora.fong@hojemacau.com.mo
m fotógrafo de Hong Kong afirmou ter sido detido na Tailândia por transportar um colete balístico e um capacete que utilizou durante a cobertura do rescaldo do atentado bombista, ocorrido na semana passada, na capital. Anthony Kwan Hok-chun, que trabalha para o grupo de ‘media’ Initium, com sede em Hong Kong, foi detido pela polícia depois de tentar partir na tarde de domingo do aeroporto Suvarnabhumi. “Ainda à espera no gabinete da polícia no aeroporto”, disse ontem à agência AFP através de uma mensagem de texto, acrescentando: “Tudo o que sei é que vou a tribunal”. Os ‘media’ internacionais voaram para a Tailândia na sequência do atentado à bomba, que aconteceu na passada segunda-feira no templo Erawan no centro da capital tailandesa, muito frequentado pelos turistas, nomeadamente asiáticos, o qual resultou em 20 mortos e em mais 120 feridos. O Clube de Correspondentes Estrangeiros da Tailândia criticou a detenção, indicando que lhes foi dito que o fotógrafo vai ser julgado por um tribunal militar. “Ele está a ser acusado de posse de arma ilegal, o que implica uma sentença de até cinco anos de prisão, a qual vai ser ditada por um tribunal militar”, referiu a entidade em comunicado.