HOJE MACAU Nº 4995
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
Em liberdade Frederico Rosário foi absolvido dos 47 crimes de burla pelos quais estava acusado pelo MP, no caso criptmoeda. Apesar de ter de indemnizar as vítimas envolvidas no processo, num montante que poderá chegar aos 6 milhões de patacas, o filho de Rita Santos fica fora da prisão e resgata a sua honra. Dennis Lau foi condenado a 10 anos de prisão.
QUARENTENAS
O FIM DAS BORLAS ÚLTIMA
POLÍCIA JUDICIÁRIA
CUIDADO COM AS EMOÇÕES PÁGINA 7
PAULO MAIA E CARMO
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SEGUNDA-FEIRA 25-4-2022 MOP$10
ESTADO FORTE XUNZI
BIGODES DE ZHANG PAULO MAIA E CARMO
GONÇALO LOBO PINHEIRO
GRANDE PLANO
OPINIÃO
O ERRO DA AR ANDRÉ NAMORA
PORTUGAL | CHINA
PEDRAS NO CAMINHO PÁGINAS 10-11
USJ | ERIC SAUTEDÉ
SENTENÇA ENSOMBRADA PÁGINA 5
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CASO CRIPTOMOEDA
FREDERICO ROSÁRIO ABSOLVIDO DOS CRIMES DE BURLA E DENNIS LAU CONDENADO A 10 ANOS DE PRISÃO
Honra lavada F
REDERICO Rosário, filho da Conselheira das Comunidades Portuguesas, Rita Santos, foi absolvido da prática de 47 crimes de burla de que era acusado pelo Ministério Público, no âmbito de um esquema de investimento em criptomoeda, que terá gerado perdas de 21 milhões de patacas. A decisão foi conhecida na
HOJE MACAU
Apesar de ter de indemnizar cerca de 29 vítimas, numa quantia que pode chegar a 6 milhões de patacas, o filho de Rita Santos não vai ter de cumprir pena de prisão. Sobre a indemnização, a defesa ainda vai ponderar apresentar recurso
sexta-feira, no Tribunal Judicial de Base, numa sessão em que o arguido voltou a estar ausente. Apesar de inocente do procedimento criminal, Frederico do Rosário vai ter de indemnizar 29 das vítimas. O desfecho foi encarado para advogado do filho de Rita Santos, Luís Almeida Pinto, como uma vitória, porque mais do que
“Perante a comunidade de Macau, Frederico Rosário jamais pode ser apontado como um criminoso ou delinquente.” LUÍS ALMEIDA PINTO ADVOGADO DE DEFESA
conseguir que o cliente fosse considerado inocente, o importante era que ficasse provado que não tinha cometido os crimes. “Decorre inequivocamente da sentença que Frederico Rosário não praticou qualquer crime. O tribunal foi claro nisso. Muitas vezes os arguidos são absolvidos na dúvida, [...] porque há um princípio no direito, in dubio
pro reo, que deve levar o tribunal a absolvê-los sempre que houver dúvidas”, começou por argumento o advogado. “Neste caso, Federico Rosário foi considerado não culpado, ou seja, que não era responsável pelos crimes de burla. Isto significa para Federico Rosário e para a família, que o tribunal de Macau lavou a sua honra”, acrescentou.
“Se a sua mãe não tivesse conhecimento do plano, será que teria imediatamente esta quantia [200 mil patacas] consigo?” CHEONG WENG TONG JUÍZA
“O tribunal com este acórdão decidiu que ele teve comportamentos negligentes, mas nunca e jamais que cometeu um crime, ou crimes de burla” completou. Por outro lado, o advogado destacou também que Frederico Rosário não pode ser visto como um criminoso ou delinquente, ao contrário do que pretendia o Ministério Público. “Perante a comunidade de Macau, Frederico Rosário jamais pode ser apontado como um criminoso ou delinquente, conforme havia sido na acusação do Ministério Público”, realçou.
Sem dolo
A condenação por crime de burla implica que se prove que os arguidos tiveram intenção de cometer o crime. E para o tribunal, foi esse aspecto que distinguiu o arguido Frederico Rosário do outro, Dennis Lau, condenado a uma pena efectiva de prisão de 10 anos. Segundo o acórdão lido pela juíza Cheong Weng Tong, Frederico do Rosário não teve intenção de fazer com que as vítimas perdessem o dinheiro, quando conseguiu que enviassem os seus investimentos para o outro arguido. “O segundo arguido [Frederico Rosário] teve uma conduta negligente, que não constitui crime”, afirmou Cheong,
na leitura do acórdão. “Foi absolvido de todos os crimes, mas em relação a uma das acusações houve desistência, pelo que o crime foi extinto e não houve absolvição”, acrescentou. Por outro lado, o tribunal deu como provado que Dennis Lau, desde o início, teve como objectivo usar Frederico do Rosário para amealhar uma grande quantia de dinheiro. “O Tribunal tem a opinião de que o primeiro arguido agiu de acordo com o factos de que foi acusado e que são todos dados como provados. Tinha a intenção de enganar a vítimas e fê-lo através do segundo arguido”, concluiu.
Banco vazio
Como Dennis Lau está em Hong Kong, não deve cumprir a pena em Macau. Apesar disso, foi condenado a 10 anos de pena de prisão por cinco crimes de burla simples, 24 de burla de valor elevado e 16 crimes de burla de valor consideravelmente elevado. “A pena é de prisão para atingir os objectivos de penalização, a ilicitude é elevada, os ofendidos tiveram prejuízos e o dolo foi muito elevado, até na forma como recorreu a formas de investimento mais modernas, o que fez com que as pessoas aderissem aos seus planos. Também não indemnizou qualquer dos ofendidos”, destacou a juíza, face a um banco que esteve sempre vazio, no que diz respeito a Dennis Lau, ao longo de quase um ano de julgamento. Nas considerações sobre a pena aplicada ao criador das empresas Forgetech e Genesis, Cheong
EM BAIXO A leitura da sentença era para ter decorrido no mês passado, mas foi adiada. Na altura, Frederico Rosário também não compareceu na sessão, e Luís Almeida Pinto, advogado de defesa, afirmou ter sido informado que tal se deveu a um excesso de comprimidos. “Da outra vez ficou em casa com medicamentos. Está muito em baixo, penso que pode ter cedido um pouco a esta pressão”, contou o advogado à juíza. “Sei que da última vez tomou medicamentos e foi necessário fazer um tratamento. É uma coisa de grande pressão e é natural que em determinada altura as pessoas quebrem”, detalhou, momentos depois, já fora da sala da audiência.
RITA SANTOS EM LÁGRIMAS Foi com o filho absolvido e com a juíza fora da sala de audiência, que Rita Santos, Conselheira das Comunidades Portuguesas, se desfez em lágrimas, entre abraços ao pai do filho, Frederico Rosário, familiares presentes e à equipa de advogados. A também presidente da mesa da Assembleia Geral da ATFPM esteve sempre ao lado do filho em todo o julgamento e não faltou a qualquer sessão. No final, teve uma descarga de adrenalina.
Weng Tong sublinhou igualmente que foram tidas em conta as “consequências muito graves” do esquema criado.
Assumir responsabilidades
Se a nível criminal Frederico Rosário não tem de enfrentar consequências, o mesmo não acontece ao nível dos pedidos de indemnização civil. O tribunal entendeu que o filho de Rita Santos vai ter de indemnizar 29 vítimas por ter responsabilidade solidária, a par de Dennis Lau, em factos ilícitos assim como culpa nas perdas geradas. “O tribunal é da opinião que [Frederico Rosário] agiu com negligência e que também não cumpriu o dever de prudência. Nessas circunstâncias, o tribunal considera que deve indemnizar os ofendidos porque está mais do que provado que teve responsabilidade pela entrega dos montantes”, foi considerado pelo tribunal. No entanto, a juíza Cheong Weng Tong não revelou o montante que vai ter de ser pago a cada vítima, limitou-se a ler o nome dos burlados que terão de ser indemnizados. Segundo as estimativas da defesa, o valor total deve ser inferior a 12 milhões de patacas, o que implicará que o valor deverá ser inferior a 6 milhões de patacas. Contudo, Luís Almeida Pinto não afastou a possibilidade de recurso. “O Frederico Rosário não ficou com um avo do dinheiro das vítimas. Não deixa de ser estranho que seja condenado solidariamente a pagar indemnizações a 29 das vítimas, quando o tribunal reconhece inequivocamente que o dinheiro dos ofendidos foi apropriado pelo arguido de Hong Kong”, afirmou o advogado. “É matéria que vamos estudar e eventualmente recorrer”, sublinhou.
Críticas a Rosário
Apesar da vitória a nível criminal, a postura de Frederico Rosário foi alvo de críticas pela juíza, por
não ter verificado se os planos de investimento eram viáveis, nem percebido como iriam funcionar as empresas Genesis e Forgetech, utilizadas na burla. “O segundo arguido apresentou todos estes planos de investimento, mas não foi prudente, não se inteirou sobre as empresas nem sobre programas que apre-
PRÁTICAS MEDIEVAIS À saída do tribunal, Luís Almeida Pinto criticou o procedimento da Polícia Judiciária que frequentemente enfia um capuz preto nos arguidos, para que sejam fotografados pela comunicação social, antes de serem levados para o Ministério Público. “Falei no procedimento de aparecer na televisão com um capuz enfiado na cabeça. É um procedimento de Idade Média da nossa Polícia Judiciária e que é reprovável”, criticou. “Desde esse momento até ao presente, podem imaginar a pressão que o Frederico Rosário sofreu no dia-a-dia, estando aqui, vivendo na comunidade, enfrentando os olhares das pessoas, lutando para fazer a prova da sua inocência. Podem calcular a carga emocional”, acrescentou. HOJE MACAU
“O arguido [Frederico Rosário] podia não estar tão a par da situação como o primeiro arguido (...) mas não tinha tão poucos conhecimentos como quis deixar parecer.”
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sentou. Praticou os actos, para que os familiares, amigos e ele mesmo obtivessem comissões. [...] Levou a que os ofendidos acreditassem nele, no seu poder de fiscalização sobre os investimentos e causou prejuízos”, afirmou a juíza. As críticas estenderam-se às apresentações feitas na sede da Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau e às alegações de Frederico Rosário que desconhecia a situação. “O segundo arguido compareceu em tribunal e negou prática dos factos. Referiu que foi enganado, e que todos os actos foram praticados pelo primeiro arguido, sem ter conhecimento. O tribunal considera que o arguido estava mais a par da situação do que disse”, atirou Cheong. “Quando investiu na companhia sabia que estava a participar nos planos de minerização e pretendia que mais pessoas participassem nos planos para ter uma recompensa para si e para os familiares”, destacou. Para indicar que Frederico Rosário percebia os planos de investimentos e que não se limitava a dedicar a atenção à parte do jogo electrónico, pelo menos na primeira sessão, a juíza recordou a conduta da mãe. “Na primeira sessão de apresentação [na ATFPM] o arguido podia não estar tão a par da situação como o primeiro arguido [...] mas não tinha tão poucos conhecimentos como quis deixar parecer”, afirmou a juíza. “Na altura, a sua mãe entregou 200 mil patacas em numerário. Se a sua mãe não tivesse conhecimento do plano, será que teria imediatamente esta quantia consigo?”, questionou. “A experiência faz-nos acreditar que os planos já tinham sido apresentados, que havia pessoas que estavam a par e que estavam preparadas para fazer logo as transferências ou entregar o dinheiro”, justificou. João Santos Filipe
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PASSEIOS BURACOS PREOCUPAM DEPUTADO
M
Ma Io Fong, deputado “O Governo dispõe de algum plano (…) de forma a assegurar que os alunos tenham uma compreensão directa e clara do conceito, objectivos, princípios e significado da segurança nacional?”
SEGURANÇA NACIONAL MA IO FONG QUER PROGRAMA CURRICULAR CONCRETO
Começar pelo princípio Tal como acontece em disciplinas como a matemática ou a história, o deputado Ma Io Fong quer que o Governo especifique os conteúdos programáticos sobre os cursos de segurança nacional, a serem leccionados. O objectivo passa por assegurar que os estudantes possam ter uma compreensão “directa e clara” do conceito
O
deputado Ma Io Fong quer saber se o Governo tem planos para definir e detalhar “claramente” o conteúdo curricular e os materiais didáticos dos cursos sobre segurança nacional leccionados no ensino primário e secundário. Isto, quando considera que o actual currículo de ensino é insuficiente e diz ser fulcral assegurar que, à luz do actual contexto internacional “complexo”, os estudantes compreendam o conceito e os objectivos da segurança nacional na sua totalidade. “No actual currículo e materiais didáticos, a importância da segurança nacional é essencialmente apreendida pelos estudantes de forma paralela ou indirecta através de tendências e indicadores de desenvolvimento histórico
e económico”, começou por dizer o deputado numa interpelação escrita divulgada ontem. “O Governo dispõe de algum plano para especificar os conteúdos e os elementos de aprendizagem que irão constar no currículo programático, de forma a assegurar que os alunos tenham uma compreensão directa e clara do conceito, objectivos, princípios e significado da segurança nacional?”, questionou. Lembrando que o Governo “atribuiu sempre” uma grande importância à segurança nacional e à educação do amor pela Pátria e por Macau, Ma Io Fong considera ser “importante” que o conceito geral de segurança nacional esteja “profundamente enraizado” em todas as vertentes da sociedade de Macau. O objectivo passa por tornar todos os residentes “conscien-
tes e atentos” dos riscos que as ameaças podem colocar à segurança “tradicional e não tradicional”, preparando-os assim “para lidar com múltiplas incertezas e potenciais desafios”.
Apostar no online
O deputado mostra-se ainda preocupado com o facto de a actual situação epidémica colocar entraves à realização de visitas de estudo de índole patriótica no Interior da China, pedindo, por isso, que o Executivo elabore alternativas para complementar a formação dos estudantes no campo da segurança nacional. Como sugestão, Ma Io Fong propõe que seja feita uma aposta no desenvolvimento de conteúdos multimédia que possam alcançar facilmente os alunos através das plataformas online.
“O Governo está a ponderar lançar novos conteúdos de sensibilização e educação sobre a segurança nacional no formato multimédia, de modo a chegar eficazmente aos jovens (…) e aumentar o apoio prestado aos docentes na disponibilização de mais material didático sobre o tema?”, apontou. Pedro Arede com N.W.
O HOJE MACAU ERROU Na versão de sexta-feira foi escrito que a proposta de lei do Regime Jurídico de Intercepção e Protecção de Comunicações vai permitir às autoridades interceptarem comunicações para crimes com penas superiores a três anos, desde que obtenham nas 72 horas a validação por um juiz. No entanto, a proposta permite a utilização deste mecanismo para aceder ao registo das comunicações. Aos leitores e aos visados o HM pede desculpas pelo lapso.
A Io Fong está preocupado com os passeios públicos, que em muitos casos considera serem um perigo para os transeuntes, e quer saber como a situação vai ser resolvida. A pergunta faz parte de uma interpelação escrita do deputado das Mulheres, que foi divulgada na sexta-feira. “De acordo com a utilização diária, não é difícil encontrar passeios em Macau que apresentam buracos, locais onde abateram e ainda superfícies irregulares. Em alguns casos, quando chove ou o tempo está muito húmido são autênticas armadilhas que podem fazer qualquer um escorregar”, afirmou. “Qual é a justificação das autoridades para que os passeios estejam neste estado tão frequentemente?”, perguntou. Dada a preocupação com as superfícies escorregadias do território, Ma Io Fong perguntou ao Governo ainda se vai definir padrões para as estradas e passeios, para que as superfícies sejam sempre adequadas, independentemente de serem dias de chuva ou sol. Outro dos problemas identificados por Ma Io Fong, prende-se com a superfície instalada junto das passadeiras para orientar pessoas invisuais. Segundo o deputado, os trabalhos nestas áreas de orientação são regularmente mal feitos, no que constitui mais um problema. Por isso, Ma pergunta qual é a solução para os trabalhos mal feitos.
IC Sulu Sou refuta explicação sobre livro recusado
O ex-deputado e candidato excluído das últimas eleições, Sulu Sou, considerou que a explicação dada pelo Instituto Cultural (IC) para que a sua obra não fosse aceite numa actividade de troca de livros por envolver “política” e estar “rabiscada”, não é legítima. Numa mensagem publicada no Facebook, Sulu Sou defendeu que a política não deve ser encarada como um “monstro” nem “estigmatizada ou excluída”, dado tratar-se de uma matéria social e científica. Já sobre o facto de o livro estar autografado e isso o ter tornado o livro inelegível, Sulu Sou apontou que não faz sentido a obra ter sido classificada como “estragada” ou em más condições. Recorde-se que um residente tentou participar no evento “Troca de Livros” do IC, apresentando a obra de Sulu Sou, “Dia e Noite de 30 de Junho: Recordações de um Movimento Social em Macau”, mas esta foi recusada pela organização.
Educação especial Wong Kit Cheng pede mais apoios
Através de uma interpelação escrita, a deputada Wong Kit Cheng quer saber que o Governo irá conceder mais apoio às crianças com dificuldades de desenvolvimento. Nomeadamente, sugeriu, o Governo deve reforçar a cooperação com as associações, bem como melhorar os métodos de atribuição de subsídios e prestar mais serviços de aconselhamento destinados às crianças. Com o número de casos que precisam de tratamento a aumentar, a deputada defende ainda que o Governo deve esforçar-se para encurtar o tempo de espera entre o diagnóstico e a primeira consulta, para que as crianças com dificuldades de desenvolvimento possam ser tratadas atempadamente e no “período ideal” definido, ou seja, até aos seis anos. Recorde-se que, segundo os Serviços de Saúde, o tempo médio de espera da terapia ocupacional e terapia da fala é de 6 a 9 semanas.
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Future Bright Empresa paga a fornecedores com vouchers Após anunciar o encerramento de 11 restaurantes, a empresa Future Bright anunciou que vai começar a pagar dois por cento de todas as contas aos fornecedores com vales de dinheiro nos restaurantes e lojas da marca. A informação foi colocada a
circular online, com recurso a uma mensagem interna da empresa liderada pelo deputado Chan Chak Mo. Esta forma de pagamento vai ser adoptada para produtos, serviços e até para as obras realizadas nos espaços da Future Bright.
E
Filipinas Cônsul de Macau não foi informado do plano piloto O Cônsul-geral das Filipinas em Macau, Porfirio M. Mayo diz ter sido apanhado de surpresa pelo anúncio do programa piloto de contratação de empregadas domésticas do país e pede melhores condições de trabalho para as profissionais.
“A maioria (…) das nossas trabalhadoras no sector do trabalho doméstico, foram contratadas directamente (…) sem contrato formalizado antes de virem para cá. [No programa piloto] estamos perante um nível de experiência
diferente (…) mais adaptado a um cuidador. Iremos garantir que existe uma diferença em termos de, talvez, a forma como o contrato estipula o trabalho realizado e isso vem, claro, com o debate sobre o salário”, acrescentou.
Com sombra de discórdia
Está terminado o caso que opunha o académico Eric Sautedé e a Universidade de São José. O Tribunal de Última Instância deu razão à instituição de ensino, mas o juiz José Dias Azedo entendeu que a causa para o despedimento do docente, em 2014, é “legalmente inadequada”, “abusiva” e “ilícita” citando o Código Civil de Macau “em relação ao instituto do ‘abuso do direito’”. É também citada a lei laboral, nomeadamente no que diz respeito às regras da boa fé para a negociação dos contratos de trabalho,
“no cumprimento das obrigações e exercício de direitos” por parte de empregador e trabalhador e na necessidade de “reserva da intimidade da vida privada”. José Dias Azedo descreve na sua declaração que, na USJ, Eric
Sautedé chegou mesmo a evoluir na carreira de docente, “tendo nomeadamente, progredido de ‘professor assistente’ para ‘professor coordenador’. Neste sentido, é considerada que “‘justa’ não se mostra ser
a resolução do seu contrato de trabalho por ‘motivos’ que se vieram a apurar constitui uma súbita discordância e mera intolerância em relação ao simples exercício de direitos fundamentais, expressamente consagrados até mesmo na Lei Básica da RAEM, e que a todo e qualquer um assistem, na sua vida particular, sem que, pelo menos, estivesse comprovada qualquer colisão, desrespeito ou desvio ao objectivamente previsto nos estatutos que regulam a actividade institucional da recorrida (USJ)”.
“‘Justa’ não se mostra ser a resolução do seu contrato de trabalho por ‘motivos’ que se vieram a apurar constitui uma súbita discordância e mera intolerância em relação ao simples exercício de direitos fundamentais.” JUIZ JOSÉ DIAS AZEDO DECLARAÇÃO DE VOTO
A mesma declaração, aponta que “é pública e notória a existência de personalidades locais profissionalmente ligadas a universidades e academias com diversas funções públicas e políticas”, o que constitui, aos olhos de Dias Azedo, uma das causas para a “ilegalidade” da causa para o despedimento.
Direitos na Lei Básica
Na declaração de voto, José Dias Azedo entende que a causa para o despedimento de Eric Sautedé foi “profundamente arbitrária e, assim, legalmente inadequada”
Até porque, apontou, neste caso as trabalhadoras têm de ter outro tipo de qualificações. “Honestamente, não fomos consultados sobre a matéria. Também ficámos surpreendidos”, começou por dizer segundo a TDM-Canal Macau.
USJ ERIC SAUTEDÉ PERDE ÚLTIMO RECURSO, MAS JUIZ APRESENTA POSIÇÃO DISCORDANTE
GONÇALO LOBO PINHEIRO
RIC Sautedé, professor de ciência política despedido pela Universidade de São José (USJ), em 2014, no âmbito de um processo relacionado com a liberdade académica, perdeu o último recurso apresentado junto do Tribunal de Última Instância (TUI). Esta é uma decisão que dá por encerrado um caso que há muito se arrastava nos tribunais. Recorde-se que, em Janeiro do ano passado, o Tribunal Judicial de Base (TJB) entendeu que o despedimento sem justa causa do académico foi “legítimo” e que em nenhum momento esteve em causa uma violação da liberdade académica. Aquando do despedimento, a USJ pagou uma indemnização a Eric Sautedé, mas este exigia mais de 1,3 milhões de patacas de indemnização para compensar danos patrimoniais e morais. Apesar de o TUI ter dado razão à USJ, um dos juízes relatores da decisão, José Dias Azedo, assinou uma declaração de voto onde considera “legalmente inadequada ‘a causa’ subjacente” apresentada pela USJ para o despedimento do docente, considerando-a “abusiva e, por isso, ilícita”. “Afigura-se-nos que outra podia ser a solução para esta parte da pretensão do recorrente”, escreve Dias Azedo no documento, a que o HM teve acesso. Convidado a comentar esta questão, o advogado da USJ, Filipe Regêncio Figueiredo, considerou que a decisão do TUI “é justa” e que “o caso finalmente acabou”. Quanto à posição de José Dias Azedo, o causídico entende tratar-se apenas “de uma opinião de um dos senhores juízes”, não tendo feito mais comentários. Eric Sautedé, apesar de não ter vencido a causa, mostra-se satisfeito com a apresentação de uma opinião diferente por parte de um membro do colectivo de juízes. “Devido às circunstâncias em Macau, e ao estado lamentável da lei laboral, nunca esperei ganhar. Mas claro que estou satisfeito que um dos juízes tenha expressado uma opinião discordante”, disse ao HM.
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Andreia Sofia Silva
Eric Sautedé, ex-professor de ciência política na Universidade de São José
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LEITE EM PÓ MENOR FORNECIMENTO DEVIDO A MEDIDAS PANDÉMICAS
Dores da crise
O Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica recusa o cenário de escassez de leite em pó no território, diz que há “normalidade”, mas reconhece que pelo menos duas marcas foram afectadas e que as quantidades fornecidas são “pequenas”
marcas de leite em pó para bebés e crianças em que o fornecimento regista um aperto temporário devido ao transporte, mas os importadores já efectuaram a reposição de stock, não se verificando a situação de escassez”, foi justificado. “No entanto, recentemente o fornecimento só foi efectuado em pequenas quantidades, devido ao impacto no transporte causado pela epidemia”, foi reconhecido.
Alertas de Wong Kit Cheng
A deputada Wong Kit Cheng relatou na quinta-feira as dificuldades no abastecimento de leite em pó no território, que relacionou com os surtos recentes no Interior e os problemas com as redes de distribuição. A denúncia foi apresentada com base em queixas de residentes que não conseguem comprar as marcas habituais de leite em pó para os filhos. Face ao desenrolar da situação, Wong Kit Cheng visitou ontem algumas das farmácias para dar conta do problema e sugeriu ao Governo que crie um programa temporário de abastecimento de leite em pó, para garantir que os residentes não são afectados.
“Recentemente, o fornecimento só foi efectuado em pequenas quantidades, devido ao impacto no transporte causado pela epidemia.” INSTITUTO PARA A SUPERVISÃO E ADMINISTRAÇÃO FARMACÊUTICA
O
Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF) recusa a existência de uma ruptura de stocks de algumas marcas de leite em pó no território. No entanto, reconhece que no caso de duas marcas, cujos nomes não revelou, o fornecimento foi “apertado” e devido às medidas
pandémicas, o abastecimento é feito em “pequenas quantidades”. “O ISAF entrou em contacto com os importadores das principais marcas de leite em pó para bebés e crianças, tendo os mesmos revelado que as importações e o fornecimento de leite em pó para bebés e crianças continuam normais, não há escassez no mercado”, foi comunicado.
Apesar da normalidade apresentada pelo ISAF, é reconhecido que houve impacto das medidas pandémicas no fornecimento do produto ao território. A informação foi recolhida com base num inquérito feito pelo ISAF junto das farmácias e drogarias. “De acordo com resultados preliminares do inquérito, recentemente há duas
No entanto, o leite em pó não é o único produto cujo abastecimento no território tem sido afectado nas últimas semanas, principalmente a partir do confinamento em Xangai. Pelo menos desde dia 13 de Abril, que quem se dirige aos restaurantes da cadeia McDonald’s depara-se com um aviso a dizer que não há amendoins disponíveis, uma vez que o abastecimento foi afectado pelas medidas pandémicas.
João Santos Filipe
TURISMO NÚMERO DE VISITANTES CAI 19,6% EM MARÇO E 30,3% EM TERMOS ANUAIS
E
M Março, o número de visitantes caiu 19,6 por cento em termos mensais e 30,2 por cento em termos anuais, devido ao aumento dos casos de covid-19 na China, foi anunciado na sexta-feira. No mês passado, 526.912 visitantes chega-
ram a Macau, sendo que o número de excursionistas (369.661) subiu 5,7 por cento, em termos anuais, mas o de turistas (157.251) baixou 61,2 por cento, de acordo com um comunicado divulgado pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).
A maioria dos visitantes veio do Interior China (468.995), apesar de uma descida de 31,9 por cento, em termos anuais, dos quais 91.099 eram detentores de visto individual. No primeiro trimestre do ano, chegaram a Macau 1.876.847 visitantes, mais
8,0 por cento em relação ao trimestre homólogo de 2021, sendo que o número de excursionistas (1.196.122) aumentou 46,0 por cento, mas o de turistas (680.725) baixou 25,9 por cento. Recorde-se que, em Março, a responsável pela
Direcção dos Serviços de Turismo (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, admitiu que Macau “precisa desesperadamente de mais visitantes, de uma forma mais estável e sustentável, sem os altos e baixos causados pelos surtos” de covid-19.
Hotelaria Prevista taxa de ocupação de 70% nos feriados
Lou Chi Leong, presidente da Associação dos Hoteleiros de Macau, disse ao jornal Ou Mun esperar que a taxa de ocupação hoteleira atinja os 70 por cento no próximo fim-de-semana, quando se comemora o Dia do Trabalhador. O dirigente disse estar optimista tendo em conta as diversas acções promocionais já feitas pelo Governo, além de que a região de Cantão já passou ao nível de baixo risco pandémico, o que pode originar um maior volume de visitantes. Lou Chi Leong espera mesmo que os números diários possam ultrapassar os 20 mil turistas, tendo esta sido a previsão feita pela Direcção dos Serviços de Turismo.
Feira de emprego 400 contratados para 3.000 posições
De um total de 3.000 posições, apenas 400 pessoas aceitaram os trabalhos propostos na feira de emprego organizada, entre sexta-feira e domingo, pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e pela Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). De acordo com o canal chinês da TDM-Rádio Macau, as ofertas de emprego de 130 empresas, incluíam posições como segurança, funcionário de limpeza e recepcionista com um salário entre as 6.956 e as 8.000 patacas e outras, em menor número, para lugares de gestão, com um salário inicial entre as 25 e as 30 mil patacas. No final do evento, de três dias, a DSAL apontou que os resultados do evento “corresponderam às expectativas”.
Imobiliário Pedida isenção de impostos para compradores
O presidente da Associação dos Empresários do Sector Imobiliário de Macau Ung Choi Kun quer que o Governo pondere sobre a suspensão temporária do pagamento do imposto de selo, que considerou “irrazoável” nesta fase, a aplicar aos compradores de imóveis. O responsável lamentou ainda que o Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, tenha refutado o lançamento de medidas de apoio destinadas ao sector imobiliário e exemplificou que na zona do NAPE encerraram mais de 80 espaços comerciais, recentemente. Além disso, devido ao ambiente desfavorável e o reduzido número de transacções, Ung Choi Kun apontou que o negócio está “difícil” e teme pelo sustento das agências imobiliárias.
segunda-feira 25.4.2022
CRIME DETIDO POR ABUSAR DE MENOR EM CASA DE BANHO PÚBLICA
A
Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 41 anos, explicador de profissão, por ter abusado sexualmente de um menor de 15 anos numa casa de banho pública e no interior da sua casa. De acordo com a TDM-Canal Macau, o suspeito conheceu a vítima em 2020 através das redes sociais, tendo combinado, desde logo, um encontro num centro comercial, localizado no centro de Macau. Depois disso, suspeito e vítima ainda se encontraram por duas ocasiões na casa da vítima, onde terão ocorrido novos abusos sexuais. “O suspeito levou a vítima para uma casa de banho pública, tirou-lhe as roupas e abusou dela. O suspeito tirou também fotografias do corpo da vítima (…) que não resistiu devido à sua própria curiosidade. No mesmo mês depois do primeiro abuso sexual, o suspeito foi a casa da vítima por duas vezes e abusou dela sexualmente quando não havia outras pessoas no local”, transmitiu o porta-voz da PJ na passada sexta-feira segundo a mesma fonte. Apesar de o caso remontar a 2020, a situação só foi detectada em Fevereiro de 2022, após a vítima ter efectuado uma denúncia na escola que frequenta. O suspeito foi detido na zona norte da cidade e tem antecedentes criminais da mesma índole.
Abuso de menores Nick Lei defende tolerância zero
O deputado Nick Lei defende que a sociedade deve adoptar uma atitude de tolerância zero em relação ao crime de abuso de menores, a fim de se construir um maior conhecimento sobre esta matéria. Segundo o jornal Ou Mun, o também presidente da Aliança do Povo de Instituição de Macau espera que o Governo possa melhorar, em breve, o sistema de aprovação de professores contratados para os centros de explicações, a fim de melhor proteger os alunos que frequentam estes espaços. Apesar de ser obrigatória a entrega de uma série de documentos, tal como certificado de saúde mental ou registo criminal, entre outros, Nick Lei referiu ter recebido queixas do sector do caso de um professor a tempo parcial que se demitiu antes de ser aprovado o seu processo. Desta forma, Nick Lei entende que existe um risco de os centros de explicações poderem não ter um verdadeiro conhecimento da situação pessoal e criminal dos docentes.
sociedade 7
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PJ MENSAGENS “EMOCIONALMENTE NEGATIVAS” EM REDES SOCIAIS PODEM SER CRIME
Coração que não sente
A Polícia Judiciária considera que as publicações de mensagens negativas sobre estados emocionais criam “a ilusão de suicídio”, por isso, considera que a prática pode valer até um ano de prisão pela prática do crime de abuso e simulação de sinais de perigo
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Polícia Judiciária avisou os internautas que caso publiquem “mensagens emocionalmente negativas” nas redes sociais podem ser sujeitos a um ano de prisão. O comunicado foi lançado na quinta-feira, depois das 23h50, numa semana em que ocorreram quatro casos de suicídio em cinco dias. “Recentemente houve um número de publicações com mensagens emocionalmente negativas nas redes sociais. O conteúdo não só transmite a ilusão de tentativa de suicídio, como também encoraja outros a seguir a prática, ou a concordar com esta, o que leva a um aumento dos pensamentos suicidas nas pessoas em stress
emocional”, foi transmitido pelo organismo policial. “A Polícia Judiciária recorda ao público que os actos mencionados violam o Artigo 295.º do Código Criminal sobre ‘abuso e simulação de sinais de perigo’”, foi justificado. “Quem utilizar abusivamente sinal ou chamada de alarme ou de socorro, ou simuladamente fizer crer que é necessário auxílio alheio em virtude de desastre, perigo ou situação de
necessidade colectiva, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias”, é acrescentado. No texto, a polícia deixou outra mensagem: “A Polícia Judiciária apela fortemente ao público que não tente testar a lei”, foi avisado. Como alternativa à escrita nas redes sociais, o comunicado indica que as pessoas que sentirem “stress emocional” podem contactar o Instituto de Acção Social.
Recepção mista
“A Polícia Judiciária apela fortemente ao público que não tente testar a lei.” COMUNICADO DA PJ
A mensagem da Polícia Judiciária teve uma recepção mista. Por um lado, na rede social Facebook, a mensagem obteve o apoio de associações tradicionais como os Moradores ou as Mulheres, que partilharam a publicação,
e ainda do director da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, Adriano Marque Ho, que colocou um like. Por outro lado, também foram recebidas bastantes críticas e até comparações com a situação de Xangai, não só na própria publicação, mas também por diferentes grupos. “Será que estamos como em Xangai? Por um lado, os cidadãos estão a sofrer, por outro, nas estações de televisão só se vê pessoas a cantarem a dançarem na gala anti-pandémica”, escreveu um internauta, citado pelo jornal All About Macau. “Quão distantes da realidade estão?”, questionou. Houve também quem acusasse as autoridades de serem a maior fonte de sentimentos negativos no território. “Pedem para não divulgar sentimentos negativos, mas vocês são quem espalha mais sentimentos negativos”, acusou outro internauta. “Vocês são incapazes de resolver os problemas, mas também não deixam as pessoas falar quando estão a sofrer. É uma sociedade mesmo cheia de harmonia”, ironizou. Também Sulu Sou, ex-deputado, comentou o assunto com uma publicação na rede social Facebook: “Ajudem a resolver o problema, não ‘resolvam’a pessoa que apresenta o problema”, escreveu. João Santos Filipe
PATRIMÓNIO ARQUITECTO RUI LEÃO ALERTA PARA FALTA DE PROTECÇÃO
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presidente do Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP), Rui Leão, alertou que o património construído no século XX nos países lusófonos “está em grande risco de vir a desaparecer em massa. “Em Portugal
menos, mas nos outros países – incluindo na região de Macau – o património está muito mal protegido, porque não existe enquadramento suficiente, estudo contínuo e força política também”, disse à Lusa. “Já tem desaparecido património muito bom”
em Angola, lamentou o presidente do CIALP, e também em Moçambique e Cabo Verde há a “tentação” de demolir edifícios do século XX “porque dá jeito em termos políticos ter mais dois ou três andares”. O Conselho de Ministros da Comunida-
de dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai discutir na primeira semana de Maio uma proposta do CIALP para estabelecer uma listagem de “património notável” do século XX, revelou Rui Leão. Há dois anos que um grupo de trabalho do CIALP tem
vindo a discutir os critérios para cada país. Apesar da listagem não ter um caráter vinculativo, se for adoptada pela CPLP, “vai-nos permitir trabalhar mais a fundo, aí já com equipa de pesquisa e universidades associadas”, acrescentou Rui Leão.
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25.4.2022 segunda-feira
GRANDE PRÉMIO INAUGURADA CAFETARIA AO LADO DA ENTRADA DO MU
25 DE ABRIL CASA DE PORTUGAL E CLUBE MILITAR EM JANTARES DE CELEBRAÇÃO
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M jantar com música ao vivo, no novo restaurante Lvsitanvs, situado na Casa de Vidro, na praça Tap Siac, é a proposta da Casa de Portugal em Macau (CPM) para assinalar o 25 de Abril de 1974, data em que uma revolução pôs fim ao Estado Novo em Portugal. Ao HM, Diana Soeiro, coordenadora da CPM, adiantou que, mesmo sem subsídios, a entidade fez “um esforço para assinalar a data”, ainda para mais após a inauguração do projecto Lvsitanvs num novo espaço. “O jantar será servido em formato buffet e conta com iguarias tipicamente portuguesas, sendo animado com música ao vivo e
uns apontamentos decorativos alusivos ao 25 de Abril feitos na nossa Escola de Artes e Ofícios.” Para Diana Soeiro, “tudo isto transmite a relevância que tem a celebração do 25 de Abril no nosso programa de actividades e datas comemorativas”. Acima de tudo, este jantar, aberto a sócios e não sócios, “é aberto às famílias por considerarmos que é importante os mais novos viverem um bocadinho o espírito de Abril”. Também o Clube Militar realiza hoje, a partir das 19h30, um jantar para marcar esta data, que terá animação musical protagonizada por José Silveirinha.
INSTITUTO CULTURAL INSCRIÇÕES PARA “ARGUMENTOS EM FOCO” ABERTAS
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Á estão abertas as inscrições para a iniciativa “Argumentos em Foco - Programa Avançado deArgumentos Cinematográficos”, co-organizado pelo Instituto Cultural (IC), pela Administração do Cinema da Província de Guangdong e pela Create Hong Kong. Esta actividade de apoio à indústria do cinema tem por objectivo “fomentar mais talentos no âmbito da criação cinematográfica, promover a produção cinematográfica e gerar mais produções criativas na indústria”. Até ao dia 24 de Junho poderão ser entregues projectos de cinema locais, sendo que aqueles que forem seleccionados terão a orientação de realizadores e argumentistas profissionais. Guangdong, Hong Kong e Macau
seleccionam os dois projectos próprios e de entre os seis projectos das três regiões referidas, serão seleccionados dois vencedores, que irão receber, cada um, o prémio de 80.000 patacas. Os candidatos interessados devem ser residentes permanentes e ter uma idade igual ou superior a 18 anos, tendo de ser autores originais do projecto apresentado. Será ainda ministrado um curso, no qual participarão quatro projectos, tendo em conta “o tema e a criatividade da história, as conotações e a narrativa, assim como a experiência
da equipa”. Este curso será ministrado entre Julho e Novembro, em mandarim e sem interpretação disponível. Após a conclusão do curso, num total de 40 horas, com a duração de quatro meses, os candidatos de cada projecto seleccionado deverão apresentar a versão final do argumento. A orientadora da presente edição do programa, Xu Yimeng foi a vencedora do prémio “Melhor Argumento” da 39.ª edição dos “Hong Kong Film Awards” e foi a argumentista na produção de vários filmes bem conhecidos, como Better Days e Soul Mate. Já o outro membro da equipa de orientadoras, a realizadora Huang Ji, foi quatro vezes nomeada pelo Hong Kong - Asia Film Financing Fórum.
Café e cor
A Direcção dos Serviços de Turismo continua a apos do funcionamento do Museu do Grande Prémio e a a inauguração do café este sábado, que passa a fun da entrada do museu e que disponibiliza produtos
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BRIU portas, este sábado, o Café do Museu do Grande Prémio, situado ao lado da entrada do espaço museológico e que representa a junção dos conceitos de turismo com desporto, cultura e criatividade. Este é um espaço temático dedicado ao Grande Prémio e que visa “o enriquecimento dos elementos característicos e o aperfeiçoamento das instalações do Museu”. No café serão servidos “vários tipos de bebidas especiais e refeições
leves”, podendo o público experimentar produtos como o “frappé do Grande Prémio, o café extraído a frio de campeão, bolo de pneus, bolo de meta final ou o waffle de corrida”. Por outro lado, estão à venda produtos culturais e criativos relacionados duma mascote de propriedade intelectual com tema original - o Gato do Grande Prémio (NAKAMA). No primeiro mês de funcionamento do café, todos aqueles que adquirirem um bilhete de entrada para o Museu ganharão dois cupões
de desconto para ofertas limitadas (com um cupão de desconto para bebidas e outro para lembranças), que serão distribuídos em número limitado, até esgotarem.
Fotografia a concurso
Além da abertura do café, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) está também a promover um concurso de fotografia sobre as edições passadas do Grande Prémio, entre os anos de 1954 e 1979, sendo que os residentes podem concorrer com imagens
Livros Semana da Biblioteca arrancou sábado
Teve início, no último sábado, mais uma edição da “Semana da Biblioteca de Macau”, co-organizada pelo Instituto Cultural (IC), pela Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude, pela Biblioteca da Universidade de Macau e pela Associação de Bibliotecários e Gestores de Informação de Macau. Este evento conta com diversas actividades de promoção da leitura e do livro, sendo que este ano 50 entidades concorreram para o estabelecimento de pontos de leitura espalhados pelo território, com a participação de cerca de 1600 pessoas. No próximo fim-de-semana, decorrem ainda mais actividades no edifício do antigo tribunal, sendo também organizadas as actividades “troca de livros” e “venda de revistas”.
No café serão servidos “vários tipos de bebidas especiais e refeições leves”, podendo o público experimentar produtos como o “frappé campeão, bolo de pneus, bolo de meta final ou o waffle de corrida”
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a partir de hoje. Posteriormente, “as fotografias seleccionadas serão exibidas no Museu do Grande Prémio de Macau”, com o objectivo de “partilhar memórias colectivas e testemunhos das mudanças do Grande Prémio”. Através do “Concurso de Fotografias de Grandes Prémios de Macau Passados”, bem como de outras iniciativas semelhantes, o Governo pretende “descobrir mais informações e artigos relacionados com o Grande Prémio, aumentando
do Grande Prémio, o café extraído a frio de
as colecções do museu e enriquecendo o conteúdo das exposições especiais realizadas anualmente”. Desta forma, é permitido que “preciosas memórias históricas do evento sejam apresentadas aos visitantes”.
Além da abertura do café, a DST está também a promover um concurso de fotografia sobre as edições passadas do Grande Prémio, entre os anos de 1954 e 1979 No total, serão seleccionadas 18 fotografias, segundo quatro critérios, tais como “a ligação entre as fotografias e o tema do Grande Prémio, a sua raridade e clareza e ainda o conteúdo e descrição textual”. Serão escolhidas imagens para os três primeiros prémios, sendo atribuídos cinco prémios de menção honrosa e dez prémios de participação. Os vencedores receberão prémios pecuniários no valor de 500 a 6.000 patacas e bilhetes de entrada para o museu. A lista dos vencedores será publicada na página electrónica oficial do museu e as fotografias premiadas serão exibidas também neste espaço. Os interessados em participar no têm de ser residentes de Macau com idade igual ou superior a 18 anos. Os candidatos precisam de preencher o boletim de inscrição (incluindo uma descrição escrita não superior a 100 palavras) e, em conjunto com uma a cinco fotografias, e entregar os documentos entre 25 de Abril e 31 de Maio de 2022. Os participantes podem optar por enviar os documentos por correio electrónico para mgpm@macaotourism.gov.mo, ou entregá-las pessoalmente no museu.
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ECONOMIA EMPRESAS CHINESAS ENFRENTAM “PROBLEMAS” EM PORTUGAL, DIZ EMBAIXADOR
Alertas diplomáticos
Demasiada burocracia ou questões relacionadas com impostos são os “problemas” apontados pelo embaixador chinês em Lisboa, Zhao Bentang, que estarão a ser vividos pelas empresas chinesas sediadas em Portugal. Os alertas foram deixados num encontro com o novo secretário de Estado da Internacionalização
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embaixador da China em Lisboa, Zhao Bentang, disse que as empresas chinesas ou portuguesas de capitais chineses estão a enfrentar “problemas” em Portugal, nomeadamente longas esperas por procedimentos burocráticos. Segundo um comunicado divulgado na sexta-feira pela embaixada, o diplomata mencionou ainda obstáculos relacionados com tributação, “políticas estáveis” e o princípio do tratamento igual para produtos e serviços estrangeiros. O diplomata falava durante um encontro com o novo secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, que terá prometido “estudar cuidadosamente as questões levantadas”.
Por outro lado
Bernardo Cruz, por sua vez, pediu “mais apoio” da China para as empresas portuguesas interessadas em explorar o mercado chinês e “melhores condições” para o seu crescimento. O secretário de Estado defendeu ainda mudanças para tornar o Fundo de Cooperação e Desenvolvimento China-Países de Língua Portuguesa “mais efectivo”.
Bernardo Cruz, por sua vez, pediu “mais apoio” da China para as empresas portuguesas interessadas em explorar o mercado chinês e “melhores condições” para o seu crescimento
Zhao Bentang mencionou ainda obstáculos relacionados com tributação, “políticas estáveis” e o princípio do tratamento igual para produtos e serviços estrangeiros
Em causa está um fundo de cooperação de quase mil milhões de euros criado pelo Banco de Desenvolvimento da China e pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Macau. Segundo o Fórum de Macau, o fundo, com quase dez anos de vida, apoiou um investimento total de mais de quatro mil milhões de dólares de empresas chinesas em países de língua portuguesa. Apesar do impacto da pandemia de covid-19, o comércio bilateral entre os dois países cresceu mais de dois mil milhões de dólares em comparação com 2019, disse Zhao Bentang. O investimento acumulado chinês em Portugal atingiu 10,6 mil milhões de euros, enquanto o investimento português na China ultrapassou 40 milhões de euros, acrescentou o embaixador. O diplomata apelou para a assinatura de acordos bilaterais para facilitar o investimento em áreas como a economia digital e o desenvolvimento 'verde', assim como o investimento conjunto em outros países.
CHINA-ÁUSTRIA PM CHINÊS E CHANCELER AUSTRÍACO CONVERSAM POR TELEFONE
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primeiro-ministro da China, Li Keqiang, realizou uma conversa telefónica com o chanceler da Áustria, Karl Nehammer, na sexta-feira, a pedido deste último. Li felicitou novamente Nehammer por sua posse no cargo de chanceler austríaco. Indicando que a Áustria é um importante parceiro de cooperação da China na União Europeia (UE), Li disse que desde que se estabeleceram as relações diplomáticas há 51 anos, as relações China-Áustria transcenderam as dife-
renças em seus sistemas, culturas e níveis de desenvolvimento, e que a cooperação entre as duas partes foi aprofundada continuamente, informa a Xinhua. Em 2018, o Presidente chinês, Xi Jinping, e seu homólogo austríaco, Alexander Van der Bellen, decidiram estabelecer uma parceria estratégica amistosa China-Áustria, o que elevou a relação a um novo patamar, assinalou Li. A China está disposta a fortalecer o diálogo e a comunicação com a Áustria, aprofundar a cooperação
prática em diversas áreas e impulsionar o desenvolvimento saudável e estável das relações China-Áustria, acrescentou. Li indicou que a actual situação internacional e regional é complexa e volátil, e que a globalização económica enfrenta ventos contrários. Como a China e a UE são parceiras estratégicas abrangentes, ambas relevantes economias no mundo e importantes parceiras comerciais entre si, devem aderir ainda mais à abertura e à cooperação bidirecionais, fortalecer a comuni-
cação e o diálogo, além de enviar conjuntamente um sinal de desenvolvimento estável das relações entre a China e a UE, acrescentou.
Por seu lado, Nehammer disse que a Áustria e a China têm mantido uma relação saudável há muito tempo e os dois países vêm realizando uma bem-sucedida cooperação em diversas áreas. Ao assinalar que a China é uma participante vital dos assuntos internacionais, Nehammer indicou que a Áustria estima suas relações com a China, adere à política de Uma Só China e está disposta a continuar a aprofundar a cooperação com a China e a promover um maior desenvolvimento da parceria estratégica amistosa Áustria-China.
FMI CHINA COMPROMETE-SE A TRABALHAR NA REESTRUTURAÇÃO DA DÍVIDA DOS PAÍSES POBRES
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China, principal credora dos países pobres, comprometeu-se a trabalhar “de maneira construtiva” na reestruturação da sua dívida, disse, na quinta-feira, a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva. “Obtivemos um compromisso muito concreto da China para integrar o comité (sobre a reestruturação da dívida) sobre a Zâmbia e, de forma geral, para trabalhar de maneira construtiva” no quadro comum do G20, declarou, durante uma conferência de imprensa. No início da pandemia do novo coronavírus, os países ricos do G20 tinham oferecido aos países pobres uma moratória sobre o pagamento do serviço da dívida até ao final do ano, prazo que foi depois prolongado até ao final de 2021. Paralelamente a esta iniciativa, de suspensão do serviço da dívida, tinham criado, em Novembro de 2020, um “quadro comum” destinado a reestruturar, e inclusive anular, dívidas. Mas até agora, os credores privados, designadamente chineses, tinham impedido o seu avanço. “Houve um compromisso unânime para reforçar o quadro comum para o tornar operacional e procurar ter um calendário concreto, claro, graças ao compromisso forte de alguns actores-chave”, como a China, sublinhou, por seu lado, Nadia Calvino, a nova presidente do Comité Monetário e Financeiro Internacional, a instância que orienta os trabalhos do FMI. “Trabalhámos muito para que todos os credores se sentassem à mesa, os do Clube de Paris (…), os credores oficiais, como a China, a Arábia Saudita, a Índia, os Emirados Árabes Unidos e os credores do sector privado”, apontou Georgieva.
segunda-feira 25.4.2022
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EZ pessoas morreram e 16 continuam desaparecidas na sequência do naufrágio de um barco turístico no norte do Japão, ao largo da península de Shiretoko, na ilha de Hokkaido, anunciou ontem a guarda costeira. "Confirmamos a morte de todas as 10 pessoas" encontradas após o naufrágio do barco 'Kazu I', disse à agência France-Presse (AFP) um porta-voz da guarda costeira, acrescentando que as buscas pelos desaparecidos continuam. O barco, que naufragou na tarde de sábado, transportava 26 pessoas, sendo dois tripulantes e 24 passageiros, incluindo duas crianças. As 10 vítimas mortais confirmadas são sete homens e três mulheres. Segundo avança a Associated Press (AP), o Ministério dos Transportes do Japão abriu uma investigação sobre o operador da embarcação, que terá sofrido dois acidentes no ano passado. Apesar da previsão de mau tempo, o barco turístico 'Kazu I' partiu na manhã de sábado para uma viagem ao longo de um dos flancos da península de Shiretoko, uma área natural preservada a nordeste da grande ilha japonesa de Hokkaido, no norte do Japão.
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região 11
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Tragédia em Hokkaido Dez pessoas morreram e 16 continuam desaparecidas após naufrágio de barco
terra a vigiar a costa, muito acidentada e com ondas altas, rebentando cheias de espuma contra grandes rochas. Outras imagens da guarda costeira mostraram as equipas de resgate a inspeccionar fendas nas rochas e alguns objectos com a inscrição 'Kazu I' que deram à costa.
Águas geladas
Todos os passageiros usavam coletes salva-vidas, mas as águas da região são muito frias nesta altura do ano, com uma temperatura de apenas dois ou três graus durante o dia, estando mesmo geladas em algumas zonas.
A tripulação enviou um pedido de socorro às 13:13, horário local, informando que o barco estava a afundar, com a proa inclinada a 30 graus. A guarda costeira chegou ao local apenas três horas depois, decorrendo, desde então, as operações de busca, no mar e
com meios aéreos, envolvendo a polícia, as Forças de Autodefesa do Japão (SDF) e os pescadores locais. Imagens aéreas da cadeia televisiva pública japonesa NHK mostraram um helicóptero e barcos de patrulha a explorar a costa da península e equipas de resgate em
O barco, que naufragou na tarde de sábado, transportava 26 pessoas, sendo dois tripulantes e 24 passageiros, incluindo duas crianças
O mar também estava agitado no momento do acidente, o que levou os barcos de pesca nas proximidades a regressar ao porto antes do meio-dia de sábado, devido às ondas altas e vento forte, segundo uma cooperativa de pesca local citada pela agência da imprensa japonesa Kyodo. "Esperava-se que as ondas ficassem cada vez mais altas. Eu não teria ido ao mar nessas condições", disse um operador turístico local à Kyodo, no sábado. Segundo os ‘media’ japoneses, o 'Kazu I' já tinha sofrido danos durante uma excursão em Junho passado, quando atingiu águas pouco profundas perto de seu porto de origem. Este incidente não causou feridos, mas o capitão do barco foi alvo de um inquérito policial por negligência. A Península de Shiretoko é uma importante atracção turística em Hokkaido, estando classificada como Património Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) desde 2005 pelos seus notáveis ecossistemas terrestres e marinhos.
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XUNZI
Se o molde for direito, o metal fino, o artesão talentoso e o calor apropriado, quando quebrares o molde para o abrir encontrarás uma Moye1. No entanto, se não limares o excesso e a afiares, então nem uma corda cortará. Porém, se limares o excesso e a afiares, então cortará placas e taças de metal e decepará bois e cavalos num só golpe. Cada estado é um estado forte acabado de sair do molde. No entanto, se não o educares e treinares, se não o ajustares e unificares, então não te conseguirás defender em casa e, no estrangeiro, serás incapaz de fazer guerra. Porém, se o educares e treinares, se o ajustares e unificares, então os seus soldados serão
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ELEMENTOS DE ÉTICA, VISÕES DO CAMINHO
O Estado Forte
vigorosos e sólidas as suas fortificações – e os estados rivais não se atreverão a tocarlhe. Também para o estado há um método de afiar, que consiste de ritual, yi [justiça], regulação e regras. Tal como o destino de uma pessoa depende do Céu, o destino do estado depende do ritual. Se o líder dos homens exaltar o ritual e honrar os meritórios, então tornar-se-á um verdadeiro rei. Se confiar maioritariamente na lei e se preocupar com o seu povo, então será um tirano. Se for ardiloso, debochado, imprevisível e perigoso, então perecerá. Há três tipos de poder para inspirar temor. O poder de inspirar temor que vem da Via e da virtude. O poder de inspirar
temor que vem de ser duro e severo. O poder de inspirar temor que vem de ser selvagem e temerário. Não devemos deixar de examinar minuciosamente estes três tipos de poder para inspirar temor. No primeiro caso, o ritual e a música são cultivados. As divisões sociais e yi [justiça] são tornadas claras. As políticas e actos de governação têm lugar no tempo certo. A preocupação com o povo e o seu bem-estar são manifestos. Quando assim é, o povo comum honrará o seu líder como a Shang Di, olhando-o como olham o Céu, amando-o como amam seus pais, temendo-o como a uma inteligência sobrehumana. E assim, mesmo sem se
PARTE I
empregarem recompensas, o povo trabalhará arduamente; mesmo sem se empregarem castigos, o poder para inspirar temor tudo permeará. A isto se chama o poder de inspirar temor que vem da Via e da virtude.
1 - 莫邪 (Mó Yè), uma espada lendária do Período da Primavera e Outono (771-476 ACE). Segundo o Wuyue Chunqiu, terá sido encomendada pelo Rei Helü de Wu ao casal de ferreiros Gang Jian e Mo Ye, tendo o esposo fabricado uma espada masculina e a esposa uma espada feminina (à qual, nalgumas versões da lenda, terá juntado o seu qi, sacrificando o próprio corpo).
Xunzi (荀子, Mestre Xun; de seu nome Xun Kuang, 荀況) viveu no século III Antes da Era Comum (circa 310 ACE - 238 ACE). Filósofo confucionista, é considerado, a par do próprio Confúcio e Mencius, como o terceiro expoente mais importante daquela corrente fundadora do pensamento e ética chineses. Todavia, como vários autores assinalam, Xunzi só muito recentemente obteve o devido reconhecimento no contexto do pensamento chinês, o que talvez se deva à sua rejeição da perspectiva de Mencius relativamente aos ensinamentos e doutrina de Mestre Kong. A versão agora apresentada baseia-se na tradução de Eric L. Hutton publicada pela Princeton University Press em 2016.
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Os Bigodes de Zhang Xun PAULO MAIA E CARMO texto e ilustração
«Sobre rochas as flores dos pinheiros caem mas florescem de novo,/ O ailanto, a árvore-do-céu da montanha é inútil, a sua madeira para nada serve./ Carros de junco com as suas rodas não alcançarão os caminhos feitos por lenhadores,/ Chegam cabelos brancos, em vão passaram cinquenta anos.»
Xia Wenyan (1296-1370) que escreveu um raro tratado de pintura durante a dinastia Yuan coloca-a definitivamente como uma forma de expressão espiritual, reiterando a importância da qualidade qiyun (o ritmo espiritual) que «está secretamente misturada com a alma, não sabemos como mas ela está lá.» Ao enumerar nesse tratado uma série de pintores contemporâneos considerados relevantes, refere o nome de um homem «de vasta cultura, que se distingue em composições literárias, excelente tanto na caligrafia como na pintura, notável na representação de bambus usando o método do desenho dos contornos, um estilo em que foi inultrapassável durante a sua vida. Em paisagens ele estudou Juran (activo c. 960-95) mas nelas não se distinguiu tanto como na pintura de bambus.» Desse pintor chamado Zhang Xun (c.1295-depois de 1349) existem hoje claramente atribuídas duas pinturas; uma onde figuram Bambus desenhados com contorno e rochas (rolo horizontal, tinta sobre papel, 43, 4 x 668 cm, no Museu do Palácio, em Pequim) e uma Paisagem rochosa com pinheiros (rolo vertical, tinta sobre seda, 90,8 x 42,5 cm, no Metmuseum). Mas para lá da ausência de outras pinturas, algo que faz despertar a atenção sobre ele é o facto de, pelo menos uma delas ter pertencido ao egrégio pintor Nizan (130674). Que de resto, se referiu ao autor nessa pintura dos bambus, com um lamento: «O «barbudo» ou o «bigodaças» (huxu) Zhang colocou o seu ideal pictórico em contornos
«cabos de ferro» no desenho dos bambus, a sua caligrafia era incomum, a sua poesia destra; como é de lamentar que este nobre sofredor fosse tão pobre quando, desde que segurava no pincel, ele alcançava logo o estilo dos antigos.» Nessa designação (huxu) que descrevia a sua extravagante aparência física, denunciava o seu carácter invulgar. Zhang Xun que viveu durante o período de desagregação e anarquia motivado por desastres naturais e lutas pelo poder da dinastia Yuan admirou, como outros da sua geração, os literatos reclusos do século X que escaparam da efervescência do fim dos Tang, pintando monumentais paisagens onde restabeleciam a ordem cósmica. As suas, porém, eram paraísos temporários onde, através de subtis ausências, se revelavam desoladas emoções. Na pintura Paisagem rochosa, o seu amigo Li Zuan (activo cerca do século XIV) escreveu um poema: «Cumes sucessivos juntam rochas «cabeça de alume», / Bosques como nuvens guardam profundezas sombrias./ Se tu não és o monge budista Juran,/ Como poderás entender o sentido deste trabalho do pincel?» Sem figuras humanas ou arquitecturas a sua pintura austera, abstracta, também revela o homem que vagabundeava trocando o seu saber e arte por alimentos, que escreveria num poema: «Chegam os cabelos brancos, passaram cinquenta anos, em vão.» Porém, na aparente simplicidade da sua paisagem assertiva, sente-se o pulsar de um espírito.
ARTES, LETRAS E IDEIAS
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 14
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PROBLEMA 15
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5 6 8 2 0 9 6 8 76 19 03 3 27 7 51 5 69 84 2 90 4 38 1 73 1 07 9 1 www. 82 56 3 6 98 4 74 hojemacau. com.mo 0 33 21 46
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C I N E M A
JOHANN WOLFGANG VON GOETHE
2 8 3 1 4 7 9 1 8 6 2 8 5 3 4 0
SALA 1
14.30, 19.30, 21.30
Com: Eddie Redmayne, Jude Law, Ezra Miller, Dan Fogler 14.15, 19.00, 21.45
Um filme de: David Yates Com: Eddie Redmayne, Jude Law, Ezra Miller, Dan Fogler 16.30
FANTASTIC BEASTS: THE SECRETS OF DUMBLEDORE [B] FANTASTIC BEASTS: THE SECRETS Um filme de: David Yates OF DUMBLEDORE [B]
Tiro de partida do romantismo, pun intented, “Os Sofrimentos do Jovem Werther” é uma história de amor não correspondido, que degenera em obsessão e suicídio. Um bom livro para o Verão. A publicação, em 1774, catapultou Goethe para uma espécie de estrelato literário setecentista. Porém, a natureza doentia da narrativa e o retrato da espiral descendente do personagem principal acabou por ditar a proibição da obra de Goethe. Para tal contribuiu a “Febre de Werther”, uma vaga de suicídios alegadamente inspirados no livro. Entre o mito e a realidade, conta-se que os desesperados amantes 20 vestidos como o jovem eram encontrados Werther, com 5 o1livro0ao7lado3do9corpo. 4 Se 2 isto não é razão para ler um livro, não sei 2 8 4 6 0 5 9 que o que será. João1Luz
SING 2 [A]
FALADO EM CANTONENSE, LEGENDADO EM INGLÊS Um filme de: Garth Jennings 17.00 SALA 2
KAMEN RIDER BEYOND GENERATIONS [B]
FALADO EM JAPONÊS, LEGENDADO EM CHINÊS Um filme de: Takayuki Shibasaki Com: Kentaro Maeda, Subaru Kimura, Shuichiro Naito, Wataru Hyuga
SALA 3
MOONFALL [B]
Um filme de: Roland Emmerich Com: Halle Berry, Patrick Wilson, John Bradley, Michael Peña 14.15, 16.45, 21.30
SING 2 [A]
FALADO EM CANTONENSE, LEGENDADO EM INGLÊS Um filme de: Garth Jennings 19.30
3 0 2 7 1 9 8 6 46 71 1 3 8 5 7 3 5 9 35 22 44 6 6 3 9 0 8 2 7 5 4 1 10 89 68 4 95 0 7 9 6 8 1 3 2 4 5 0FANTASTIC BEASTS: THE SECRETS OF DUMBLEDORE 7 4 9 06 33 1 8 7 3 9 4 5 6 1 0 2 6 5 0 87 7 22 4 0 5 3 2 6 1 8 9 7 Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais 8 2 4 54 6 35 0 2 1José4Editores 7 João 8 Luz; 9 José 3 C.6Mendes 5 Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Gonçalo Waddington; José Simões Morais; 0Julie6Oyang; 7 Paulo 99 Maia 28 e4Carmo; Rosa Coutinho 3 Cabral; 4 7Rui Cascais; 5 9Sérgio 1 Fonseca; 0 6 Colunistas 2 8 André Namora; David Chan; João Romão; Olavo Rasquinho; 9 3Chan 0 5Wai 7 1Chi; Paula 2Paul 06 8Bicho; Tânia dos Santos 1 Grafismo 5 2 Paulo 6 Borges, 0 4 Rómulo 8 7Santos3 Agências 9 Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare 2 0 7 9Morada 1 Pátio 8 da 6 Sé,5n.º22,7Edf. Tak Fok, R/C-B, 9 Macau; 6 8Telefone 2 28752401 5 7 Fax 3 28752405; 0 1 e-mail 4 info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo 3 8 2 0 6 1 9 7 8 5 3 4 6 3 7 5 9 0 4 1 2 8
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segunda-feira 25.4.2022
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ai, portugal, portugal
opinião 15
André Namora
O ERRO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA HOJE, é feriado aqui em Portugal. É o dia 25 de Abril, que para mim é apenas da liberdade que me acabou com a censura do que escrevia. De resto, celebram a liberdade quando durante 48 anos tem havido mais libertinagem do que liberdade. Mais corrupção do que solidariedade. Mais vigaristas do que homens de bem. Mais governantes que só pensaram em ganhar dinheiro do que beneficiar o povo. Sinceramente, já não festejo esta data. Os meus amigos dizem que sou um “anarca do caraças”. Do caraças, não. Sou anarca porque aprendi a ser independente na análise dos factos. Por esse mundo fora entendeu-se que a invasão da Rússia à Ucrânia não tinha os seus motivos, e vai daí, os russos são uns bandidos, uns nazis, uns filhos da puta. Conhecemos dezenas de russos e de ucranianos. E antes de 2014, os nazis estavam na Ucrânia e em Moscovo liderava um ditador que nunca se saberia o que podia fazer. Começou por reaver a Crimeia, que desde 1773 já era território russo após a guerra entre a Rússia e a Turquia. E o senhor Putin achou que os americanos estavam a abusar e a introduzir na Ucrânia material bélico sofisticado em bases militares subterrâneas que podiam colocar em perigo a segurança da Rússia. Em 2019 iniciou uma acção de espionagem com centenas de homens em território ucraniano para ficar com todos os pormenores militares americanos. E, quando no início de este ano o informaram de que perto da capital Kyiv estavam instalados mísseis americanos que em cinco minutos podiam desfazer Moscovo, o homem passou-se, enlouqueceu e chamou os generais para ordenar a imediata invasão da Ucrânia, começando pelo bombardeamento das bases militares onde existia material americano e pelos prédios onde residiam militares americanos disfarçados de ucranianos. Atenção, que nós não inventamos os factos como faz diariamente José Milhazes na rádio e televisão, depois de ter vivido dezenas de anos à custa dos russos e só agora é que os insulta. Obviamente, que ninguém pode concordar com a loucura de Putin que não perdoa inocentes como as crianças e os velhotes durante os bombardeamentos. Mas, daqui a muitos anos os historiadores hão-de referir estas linhas que acabámos de vos escrever sobre as razões do início da invasão russa à Ucrânia. Mas, a semana passada teve um episódio histórico: o grande erro da Assembleia da República portuguesa. Foi vergonhoso irmos na onda da moda em que o presidente ucraniano anda há meses a dizer a mesma coisa pelos parlamentos europeus. A Assembleia da República portuguesa tinha todo o direito de ouvir o presidente Volodymyr Zelensky dizendo de sua justiça. No entanto, uma guerra tem sempre duas
A razão da nossa posição ficou bem patente na inteligência do secretário-geral da ONU, António Guterres, que amanhã irá manter um encontro com Vladimir Putin, em Moscovo, e de seguida com Zelensky, em Kyiv. Ora aí está a diferença com o nosso Parlamento. Guterres dá um exemplo de política acertada em ouvir as duas partes em confronto
partes em confronto e dois pontos de vista completamente diferentes. A nossa Assembleia da República, até pelo nosso passado histórico-cultural, tinha a obrigação de ser diferente dos outros e só tinha ganho encómios se tivesse convidado também o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para explicar aos deputados portugueses quais as razões do massacre que tem sido levado a efeito pelas suas tropas em terras ucranianas. Putin tinha todo o direito de falar verdade, mentir, inventar ou revoltar quem o escutasse, mas o nosso Parlamento é que não pode expandir um discurso no qual anuncia que Portugal continuará a enviar material bélico para a Ucrânia. Portugal, um país mais pequeno que uma província espanhola, que nem tem pistolas decentes para os seus agentes policiais e anuncia que vai enviar, ou que já enviou, armamento e munições para as tropas ucranianas. Discordo em absoluto e talvez por isso não critico os deputados comunistas que faltaram à sessão solene. A sessão teve os deputados presentes a aplaudir de pé as palavras de Zelensky, o qual no seu discurso relembrou o 25 de Abril. A que propósito? Vangloriando a revolta militar interna contra um regime instalado? Certamente que não. Louvando um Conselho de Revolução que chegou a mandar prender democratas? Não acredito que tivesse sido essa a sua ideia. Comparar a liberdade que o 25 de Abril proporcionou ao povo português
com a liberdade que os russos estão a retirar aos ucranianos. Aí sim, creio que foi esse o motivo pelo qual Zelensky se referiu à data que hoje comemoramos. Contudo, não gostei do discurso de Zelensky porque foi fotocópia do que tem dito pelos parlamentos europeus e muito menos gostei do discurso do presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva. Então, a segunda figura do Estado português toma posição radical contra um país com quem mantém relações diplomáticas, a Rússia, e ameaça com a entrega de armamento ao inimigo desse país? Mas, ao que chegámos em termos oficiais. Em Portugal não se sabe ter uma posição neutra em termos oficiais? Portugal com esta atitude de Santos Silva passou a ficar na lista negra de Putin e se um dia o “maluco” russo carregar no botão nuclear, pois, podem ter a certeza que Portugal leva com uma ogiva mesmo no centro de Lisboa. A irresponsabilidade política portuguesa bateu no fundo e nem sequer sabem analisar o que uma guerra deste tipo que decorre na Ucrânia pode resultar para todos nós. A razão da nossa posição ficou bem patente na inteligência do secretário-geral da ONU, António Guterres, que amanhã irá manter um encontro com Vladimir Putin, em Moscovo, e de seguida com Zelensky, em Kyiv. Ora aí está a diferença com o nosso Parlamento. Guterres dá um exemplo de política acertada em ouvir as duas partes em confronto.
‘‘Assim que nascemos, choramos por nos vermos neste imenso palco de loucos.’’ PALAVRA DO DIA
AIPIM Lista única para eleições no sábado
Quem viajar de Cantão, província de Guangdong para Macau poderá apresentar testes de despistagem à covid-19 com um prazo de 72 horas desde a meia noite de hoje, 25 de Abril. A medida foi anunciada ontem e é valida para quem entre no território via Zhuhai ou por via marítima. Quanto aos não residentes, que não possuírem este certificado, podem não conseguir entrar em Macau, enquanto que os residentes que não tiverem este documento podem fazer um teste no local. Quem deixar Macau com destino a Cantão, Guangdong, deve levar consigo um certificado de teste com um prazo de sete dias, mantendo-se inalteradas outras medidas de combate à covid-19.
Pacote pouco simpático Testes em quarentena vão ser pagos e custam até 2.000 patacas
wan que entrem em Macau, têm de ser submetidos a oito testes de ácido nucleico, com um custo total de 2.000 patacas, enquanto os que entrem em Macau vindos das zonas de risco do Interior da China, têm de ser sujeitos a cinco testes de ácido nucleico, com um custo total de 1.250 patacas”, pode ler-se na nota.
Toca a poupar
Antes de viajar para Macau, os indivíduos provenientes do exterior deverão, além de reservar o hotel de quarentena, “proceder ao pagamento online das despesas do pacote de testes de ácido nucleico”
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partir de 8 de Maio, quem chega a Macau proveniente de locais que exijam a realização de quarentena, vai ser obrigado a pagar as despesas da testagem contra a covid-19 durante o todo o período de observação médica e independentemente do hotel em que se encontre. No final da quarentena, a factura a pagar poderá ser de 2.000 ou 1.250 patacas, consoante o local de proveniência e o número de testes de ácido nucleico realizados. Segundo um comunicado divulgado no sábado pelo Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, a medida aplica-se a todos os que estiveram em países es-
trangeiros, Hong Kong, Taiwan e zonas consideradas “de risco” do Interior da China. Dado que cada teste tem o custo de 250 patacas, valor que inclui a recolha de amostras no local por profissionais qualificados e a sua testagem individual, o Centro de Coordenação revelou ainda que o valor a pagar será de 2.000 patacas para quem vem do estrangeiro, Hong Kong e Taiwan e 1.250 patacas para quem vem do Interior da China. Isto, tendo em conta que o primeiro grupo tem de ser submetido a oito testes e o segundo a cinco testes. “Os indivíduos provenientes de países estrangeiros, da Região Administrativa Especial de Hong Kong e da Região de Tai-
COVID-19 XANGAI REGISTOU 39 MORTOS, O MAIOR NÚMERO DIÁRIO DESDE O INÍCIO DO CONFINAMENTO
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ANGAI registou ontem 39 mortes por covid-19, o maior número diário registado na cidade chinesa, confinada desde Abril, e Pequim já pediu “medidas sem demora” após um aumento do número de casos. “A situação é grave, toda a cidade deve agir sem demora”, apelou no sábado o vice-director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças de Pequim, Pang Xinghuo. Com as 39 mortes registadas ontem, o número de óbitos sobe para, pelo menos, 87, desde o início do confinamento em Xangai, segundo dados divulgados pela agência de notícias francesa AFP, indicando que este é o maior número diário de óbitos registado na cidade, que na véspera reportou 12 vítimas mortais.
25.4.2022
William Shakespeare
A eleição dos novos corpos sociais da Associação de Imprensa em Português e Inglês de Macau (AIPIM), agendada para o próximo sábado, conta apenas com uma única lista candidata, presidida pelo jornalista José Miguel Encarnação. Na direcção este far-se-á acompanhar por Paulo Barbosa, Dinis Chan, Oswald Vas e Elsa Jacinto. Por sua vez, José Carlos Matias, presidente em funções, apresenta-se como candidato a presidente da assembleia-geral, ao lado de António Bilrero e Mei Mei Wong. Guilherme Rego concorre a presidente do conselho fiscal, ao lado de Margarida Vidinha e João Carreira. As eleições decorrem na Casa Garden às 10h.
Covid-19 Exigida validade de 72 horas para testes de Guangdong
segunda-feira
Segundo as autoridades chinesas, os idosos que sofrem de doenças crónicas, como hipertensão, são responsáveis pela maioria das mortes ontem anunciadas. Duas vítimas tinham idades entre os 39 e os 48 anos e apenas cinco estavam vacinadas contra a covid-19. Apesar do confinamento rigoroso em Xangai, quase 22.000 novos casos positivos foram registados ontem, refere a AFP, acrescentando que a maior cidade da China totalizou quase meio milhão de casos desde o início de Março. A China, que tem enfrentado nas últimas semanas o seu pior surto em dois anos de pandemia, colocou em confinamento desde o início deAbril quase todos os 25 milhões de habitantes da capital económica, Xangai, o epicentro do contágio.
O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus justifica a medida com a necessidade de fazer “bom uso” das finanças públicas e com o facto de a responsabilidade de viajar para o exterior estar do lado dos hóspedes. “Uma vez que as despesas (…) resultam de viagens ao exterior dos indivíduos em causa, a fim de ser feito um bom uso do erário público, o pagamento tem de ser feito pelos próprios utentes dos serviços”, é vincado. Assim sendo, antes de viajar para Macau, os indivíduos provenientes do exterior deverão, além de reservar o hotel de quarentena, “proceder ao pagamento online das despesas do pacote de testes de ácido nucleico” e “apresentar o respectivo SMS de confirmação para embarque no avião, veículo ou barco com destino a Macau”. O Centro de Coordenação promete divulgar mais detalhes sobre o assunto nos próximos dias. P.A.
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SUBIDA DA INFLAÇÃO NO MÊS DE MARÇO
A
taxa de inflação homóloga em Macau subiu para 1,07 por cento em Março, sobretudo devido aos preços dos alimentos, refeições em restaurantes, combustíveis e salários das trabalhadoras domésticas, segundo dados oficiais divulgados na sexta-feira. A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) indicou em comunicado que, em comparação com o mesmo mês de 2021, os preços ao consumidor subiram 1,07 por cento em Março, face à taxa de 0,81 por cento registada em Fevereiro. Os dados revelam que o aumento dos preços dos alimentos (mais 1,68 por cento), das refeições adquiridas fora de casa (mais 2 por cento) e da electricidade e gás (mais 6 por cento) foram os principais responsáveis pela aceleração da inflação no mês passado. Recentemente, a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou para o impacto mundial da guerra na Ucrânia, nomeadamente na aceleração da inflação e aumento dos custos da comida e combustível. Também em Macau o preço do combustível automóvel disparou 24,22 por cento em Março, enquanto os custos com serviços domésticos subiram 15,97 por cento. Em Março, a inflação atingiu em Macau o segundo valor mais elevado desde o início da pandemia de covid-19, após quase um ano em deflação, com uma descida acentuada dos preços.