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Hoje Macau 25 MAR 2019 #4254

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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

ATFPM

METAS DO PRESIDENTE PÁGINA 5

Vaga de contágios PÁGINA 8

OPINIÃO

Terminal JOÃO LUZ

FUTEBOL | SUB-23

AMORES DE SHUNZHI

PAULO MAIA E CARMO

JOSÉ SIMÕES MORAIS

hojemacau

Galgo entornado

O veterinário chefe do IAM está suspenso por suspeita de abuso de poder. Arrisca uma pena de oito anos de prisão. O responsável era também sócio da clínica onde foram tratados os galgos, durante o processo de

realojamento, após o fecho do Canídromo. Além de assegurar os contratos de tratamento médico aos mais de 500 cães, a clínica em causa recebeu ainda materiais do IAM para prestar os cuidados necessários.

PÁGINA 7

AUGUSTO GOMES | MACAU DE COLECÇÃO GRANDE PLANO

PÁGINA 17

FAM

ARTES DE MAIO EVENTOS

CHINA

A via romana PÁGINA 13

SOFIA MARGARIDA MOTA

Jogos tradicionais

ZHENG BANQIAO

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SARAMPO

h

MOP$10

SEGUNDA-FEIRA 25 DE MARÇO DE 2019 • ANO XVIII • Nº 4256


2 grande plano

25.3.2019 segunda-feira

HISTÓRIA

DIGNO DE NOTA “S Começou a coleccionar notas e moedas de Macau quando andava na escola, nos anos 60. Hoje tem, provavelmente, a maior colecção do mundo “de dinheiro do território”. São 493 peças, guardadas como um tesouro, que contam a história do uso da moeda desde 1905

AUGUSTO GOMES COLECCIONA MAIS DE UM SÉCULO DE DINHEIRO DE MACAU

OU uma pessoa que gosta de coleccionar tudo o que represente Macau”, começou por dizer ao HM Augusto Gomes, a personificação do coleccionismo que lhe valeu a alcunha de “sucateiro” entre os que lhe são mais próximos. O também presidente da Associação de Coleccionadores de Macau tem actualmente todas as notas e moedas que emitidas no território desde 1905, altura em que o Banco Nacional Ultramarino (BNU) emitiu a primeira nota. Filho de uma família modesta e com vários irmãos, Augusto Gomes recorda que começou as primeiras moedas do seu acervo foram de 10 avos, quando ainda andava na escola. “No início comecei a coleccionar as moedas que se encontravam em circulação, na década de 60”, conta. “Éramos muitos irmãos e todos os meses o meu avô materno nos dava três patacas para gastar na escola e que eram entregues em 30 moedas de 10 avos”. O jovem coleccionador, escolhia as que se encontravam em melhor estado de conservação para guardar e “não gastar”. Se não tinha consigo as melhores, “trocava com os irmãos”. Nos anos 70 ingressa na Polícia Judiciária, altura em que começou

a ter “um pequeno vencimento”. Foi também o momento me que se começou a interessar pela recolha de notas que até aí lhe eram pouco acessíveis. “As notas são mais difíceis de encontrar e de conservar”, diz. No entanto, entre trocas com amigos e, mais tarde, participando em leilões, Augusto Gimes conseguiu reunir exemplares de todas as notas e moedas de Macau desde a sua primeira emissão. Entre a sua colecção “única”, as “peças mais valiosas” são as primeiras notas de Macau datadas do início do séc. XX. “Tenho a primeira nota que saiu logo em 1905”, conta com orgulho. Trata-se de uma nota de cinco patacas, emitida a 4 de Setembro daquele ano, assinada à mão. Chegar às primeiras notas que circularam em Macau não foi tarefa fácil. Uma das maiores dificuldades de quem tem este hobby é o estado de conservação de um objecto de papel impresso para circular. “Na altura, as primeiras notas eram emitidas num tamanho maior das que temos hoje e ninguém tinha carteira ou mala para as guardar. Eram dobradas e postas dentro dos bolsos. É por isso que foi muito difícil encontrar notas antigas e em bom estado”, explica.

“A primeira nota de uma pataca em Macau levava aquilo a que se chama de talonário, é como se fosse um bilhete de cinema. Quando era entregue tirava-se o talonário que ficava no banco e servia como registo.” AUGUSTO GOMES COLECCIONADOR

Augusto Gomes recorda a tentativa de conseguir uma primeira emissão de uma nota que lhe faltava na vasta coleccção. “Encontrei uma nota rara de dez patacas, por acaso, numa loja em Macau. Na altura, o dono da loja pediu-me mil patacas por ela. Foi há mais de trinta anos e o estado de conservação não era bom, estava conservada em cerca de 40 por cento. Mas como ainda não tinha aquela nota, queria comprar”. O dinheiro não chegava e Augusto Gomes pediu um desconto que lhe foi recusado. “Disse-lhe que regressava no dia seguinte, mas quando lá voltei, a nota já tinha sido vendida. Perdi

a nota”, recorda desgostoso. Só passados alguns anos voltou a encontrar a nota desejada num leilão. Desta vez, a elusiva peça não lhe escaparia, mas para tal teve de pagar “uma pequena fortuna”. No momento de escolher a peça preferida, Augusto Gomes destaca a última que adquiriu num leilão em Hong Kong, em 2003: a primeira emissão da nota de 50 patacas. O coleccionador preferiu não avançar com números, mas gesticula dando a entender tratar-se também da peça mais valiosa, adquirida por um valor na casa dos seis dígitos. “A base de licitação foi de apenas 60 mil, mas subiu muito. Como era a última nota que me faltava estava disposto a tudo. Ainda por cima é uma nota assinada à mão”, conta. A acompanhar a história desta peça está o facto de que as notas de 50 e de 5 só terem sido postas em circulação em 1907 porque tinham uma aparência idêntica. “Com receio de que as pessoas confundissem uma com a outra, estas notas foram postas em circulação mais tarde, depois das pessoas já estarem mais familiarizadas com este dinheiro”, diz.

DINHEIRO MARCADO

De entre as notas mais antigas do espólio, algumas apresentam perfurações arredondadas. “São

ALGUMAS PEÇAS DA COLECÇÃO

“A base de licitação foi de apenas 60 mil, mas subiu muito. Como era a última nota que me faltava estava disposto a tudo.” AUGUSTO GOMES COLECCIONADOR

1905

1906

A NOTA PREFERIDA DO COLECCIONADOR


grande plano 3

SOFIA MARGARIDA MOTA

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notas postas fora de circulação. As marcas são inutilização deste dinheiro, pelo próprio banco, feita quando as pessoas iam entregar as notas que já não podiam usar”. Encontrar estas peças não é fácil e aquelas que integram a colecção são as sobreviventes num processo que não favorecia a recolha para memória futura. “Quando as pessoas entregavam as notas, o banco furava-as de imediato e depois enviava-as para serem destruídas. Mas, alguns funcionários guardavam estas notas para recordação e acabaram por passar de pais para filhos. Mais tarde vieram também a ser vendidas em leilão”, explica. Outra característica das notas mais antigas é um rebordo em forma de picotado e que conta como era feito o registo do dinheiro na altura. Por exemplo, “a primeira nota de uma pataca em Macau levava aquilo a que se chama de

talonário, é como se fosse um bilhete de cinema. Quando era entregue tirava-se o talonário que ficava no banco e servia como registo”, conta Augusto Gomes. Por outro lado, através desta coleccção é possível ainda viajar pela história da região. As notas emitidas no princípio de séc. XX sublinhavam a importância das personagens histórias, que passaram pelo território, e que eram representadas enquanto símbolos

“Em Macau é muito complicado manter esta colecção: temos o problema da humidade que estraga as coisas com facilidade.” AUGUSTO GOMES COLECCIONADOR

da administração portuguesa. Prova disso é a impressão da imagem de Camilo Pessanha, Camões ou Venceslau de Morais. Mais tarde, “o BNU passou da impressão de personalidades para a impressão de monumentos e as Ruínas de São Paulo começaram a aparecer nas notas do território”. Por outro lado, através das notas podem-se distinguir vários períodos políticos. “A primeira nota que saiu em 1905, ainda durante a monarquia, e é por isso que ainda apresenta a coroa no reverso”, refere. Após 1910, e a coroa desapareceu da numismática de Macau.

OS TANG TANG

Enquanto entreposto comercial, Macau foi palco de prolíferas transações, essencialmente em moeda de prata, muito antes da emissão da pataca. Ainda assim,

a introdução do papel moeda no território não mereceu a confiança dos residentes. Quando saíram as primeiras notas de Macau, "ninguém gostava” delas. “Os residentes não gostavam e mesmo os funcionários quando recebiam o vencimento iam logo trocar as notas por aquilo a que chamamos de certificados”, os Tang Tang. “Eram uma espécie de ‘cheques’ em outras moedas, que já se utilizavam antes da emissão da pataca”. Estes certificados tinham como referência a moeda estrangeira, e eram emitidos por aquilo a que se poderiam chamar de “bancos privados”. Após 1905, este “dinheiro” circulava paralelamente à nota oficial de Macau. As pessoas não confiavam no dinheiro do BNU, mas sim, nesta espécie de cheques aos quais estavam mais habituadas e que muitas vezes tinham equivalência com a moeda de prata de cantão”, conta. A desconfiança era tal, que mesmo tendo de pagar uma taxa de câmbio, as pessoas preferiam os Tang Tang à pataca de Macau. “Na troca era acrescentada uma espécie de juro, uma taxa, como se fosse uma taxa de troca de moeda como temos hoje. Mas compensava porque nas lojas ninguém queria a pataca. A moeda do BNU só servia para pagar a energia e os impostos ao Governo. Até os bilhetes de autocarro chegavam a ser pagos com estes certificados”, acrescenta Augusto Gomes. A Segunda Grande Guerra Mundial também foi um marco na história da circulação do dinheiro em Macau por se tratar de um dos poucos locais poupados pela campanha expansionista do império japonês. “Durante a Guerra as instituições financeiras de Hong Kong e Guangdong mudaram-se para Macau onde, não tendo permissão para emitir moeda, emitiam estes certificados”. Os “bancos provados” responsáveis pelos Tang Tang começaram a não ter reserva para cobrir as suas responsabilidades. A confiança nesta modalidade de dinheiro paralela foi diminuindo e após a guerra, “o Governo proibiu o uso deste Tang Tang”, aponta. Outro momento marcante da história da pataca foram as primeiras emissões de dinheiro por parte do Banco da China. “Foi o segundo banco a poder emitir moeda de Macau, além do BNU” e acontece na sequência da preparação da transferência de administração que veio a ter lugar em 1999. As primeiras notas e moedas emitidas por esta instituição são de 1995.

METAL A CIRCULAR

1925

1995

Se as notas em patacas apareceram no início do século passado, as moedas tiveram a sua primeira emissão só em 1952. Na altura, foram emitidas moedas de 0,05, 0,1 e 0,5 moedas de níquel de prata.

ETIQUETAS POLÍTICAS A

lém de notas e moedas, Augusto Gomes reúne ainda outros objectos históricos. Um colecção de 7300 etiquetas de caixas de fósforos contam a história destes objectos e do seu papel na sociedade chinesa entre 1880 até 1950. “É uma colecção muito especial, que consiste em etiquetas conseguidas antes de serem coladas nas caixas de fósforos e que espelham para toda a história do continente durante aquele tempo”, conta ao HM. As etiquetas mais antigas datam ainda do final da dinastia Qing e eram caracterizadas pela presença de animais emblemáticos como o pavão. Com a passagem do tempo as temáticas começaram a ser outras. “As etiquetas de fósforos começaram a ser usadas para informar a população das novas leis”, conta. A proibição de fumar ópio, do jogo ou da prostituição foram o mote para slogans que adornam as caixas. “Toda esta informação aparecia nas etiquetas de fósforos até à revolução de 49. Depois de 49, passou a ser cada vez mais difícil encontrar etiquetas de fósforos porque começaram a ser impressas directamente nas caixas”, lamenta.

A estas juntaram-se as de uma e cinco patacas. As moedas de uma pataca ganharam uma alcunha entre a comunidade chinesa que lhe “chamavam de pombinhas brancas”, refere o colecionador. Em Outubro de 1974 foi emitida a única moeda de 20 patacas como celebração da Ponte Macau Taipa, a primeira entre a península e a ilha, e hoje conhecida como Nobre de Carvalho. “Estas moedas eram distinguidas pelo seu alto teor de prata, chegando a atingir o valor de 100 patacas nos anos 80”, aponta. Foi também na década de 80 que o teor português das imagens das moedas de Macau começou a mudar e a possuir mais referências chinesas. Exemplo disso é a emissão da colecção com os signos lunares, ilustra Augusto Gomes. Augusto Gomes é o guardião de um espólio único, onde reúne “modestamente”, “99 por cento de todas as notas e moedas emitidas num total de 493 peças”. Além do valor monetário, o acervo representa “um outro tipo de tesouro” tratado com toda a dedicação, até porque, “em Macau é muito complicado manter esta colecção: temos o problema da humidade que estraga as coisas com facilidade”. Reformado e com os dias totalmente dedicados ao hobby de uma vida, Augusto Gomes conserva a colecção, de que muito se orgulha, “com desedificadores, luvas, pinças e muita paciência”. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo


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A

visita de dois dias do presidente da Câmara de Kaohsiung a Macau, que decorreu no fim-de-semana, ficou marcada pelo lapso de Han Kuo-yan, que desconhecia a existência de voos directos entre a RAEM e a cidade de Taiwan. A gafe aconteceu logo no primeiro dia, depois de uma visita à Sede do Governo, onde Han foi recebido por Chui Sai On. Segundo o portal Macau Concealers, quando saiu da reunião com o Chefe do Executivo, o presidente da câmara de Kaohsiung, Han Kuo-yan, revelou aos jornalistas que Chui Sai On e a mulher, Winnie Fok, já tinham visitado a segunda maior cidade de Taiwan e que apreciavam muito o local. Lamentou, no entanto, que não houvesse voos directos e que esperava que esta questão fosse resolvida no futuro. Foi este o erro de Han Kuo-yan, uma vez que a Air Macau garante dois voos diários nos dois sentidos, assim como a Eva Air e a Tiger Air também com ligações diárias. Esta é uma viagem que demora cerca de hora e meia. Lapsos à parte, no encontro com o Chefe do Executivo, de acordo com um comunicado do Gabinete de Comunicação Social, Han Kuo-yan demonstrou a vontade de que Kaohsiung exportasse mais produtos agrícolas para Macau, um mercado por explorar para o município. Por sua vez, Chui Sai On abriu as portas a todos os municípios de Taiwan que queiram visitar Macau dentro de um espírito de desenvolvimento “de relações amigáveis entre os povos”, desde que respeitem o “Consenso de 1992”. À luz deste consenso, a China e Taiwan reconhecem a existência de uma única China, com cada parte a fazer a sua interpretação do significado da expressão. Além disso, o Chefe do Executivo elogiou ainda as “profundas ligações” entre Macau e Taiwan.

HAN NEGA TRAIÇÃO

Um dos pontos mais sensíveis da visita foi o encontro com de Han com o director do Gabinete de

KAOHSIUNG PRESIDENTE DESCONHECIA VOOS DIRECTOS COM MACAU

A formosa gafe

Han Kuo-yan esteve reunido com Chui Sai On, falou do entusiasmo do Chefe do Executivo e da mulher pela cidade de Kaohsiung, em Taiwan, e no final lamentou a falta de voos directos entre Macau e Kaohsiung...

SAÚDE E JOGO

Ligação em Macau, Fu Ziying. Uma visita semelhante tinha acontecido em Hong Kong, onde o político do Partido Nacionalista (KMT) tinha estado, antes de chegar à RAEM. Desde a

eleição da Presidente Tsai Ing-wen, do Partido Democrático Progressista de Taiwan, em 2016, que as relações entre o Governo Central e a Formosa estão num impasse. Tsai recusa reconhecer

“Alguns taiwaneses acusaram-me de trair Taiwan [...]. Estes comentários não fazem sentido nenhum.” HAN KUO-YAN PRESIDENTE DA CÂMARA DE KAOHSIUNG

o Consenso de 1992, o que levou a uma mudança no discurso e trocas comerciais do Governo Central face à Ilha. Em relação a este aspecto, Han, que pertence ao principal partido da oposição, recusou estar a trair Taiwan. “Alguns taiwaneses acusaram-me de trair Taiwan, porque trouxe a minha chefe de gabinete e a minha mulher a visitar o Gabinete de Ligação [para trair Taiwan]. Estes

FÓRUM DE DESENVOLVIMENTO CHUI SAI ON EM PEQUIM COM LÍDERES DE CANTÃO

O

Chefe do Executivo, Chui Sai On, reuniu-se no sábado, em Pequim, com o secretário do Comité Municipal de Cantão do Partido Comunista Chinês, Zhang Shuofu, e com o presidente do município da mesma cidade, Wen Guohui, com os quais trocou impressões sobre as oportunidades geradas pela Grande Baía.

comentários não fazem sentido nenhum”, respondeu Han, de acordo com Canal Macau. O governante apontou depois o factor económico como o principal aspecto para a visita: “No desenvolvimento da história da humanidade, durante milhões de anos, qual foi a dinastia que não deu importância ao desenvolvimento da economia? Só um governo estúpido não dá importância à economia”, sublinhou. Em relação a este encontro, também o Gabinete de Ligação emitiu um comunicado onde é expresso o desejo que Kaohsiung possa disfrutar dos benefícios gerados pela Grande Baía e que Macau possa ser uma plataforma de contactos entre o Governo Central e Taiwan.

Segundo um comunicado oficial, no encontro, que teve lugar à margem da cerimónia de abertura do Fórum de Desenvolvimento da China 2019, Chui Sai On realçou que no âmbito da cooperação regional, Cantão foi sempre uma das prioridades de Macau, esperando que as relações entre ambas

possam sair reforçadas com a estratégia nacional da Grande Baía, no campo da inovação, ciência e tecnologia, turismo, comércio e cultura, bem como ao nível dos assuntos relativos aos jovens. Zhang Shuofu apontou, por seu turno, que Cantão dará o seu melhor para apoiar o desenvolvimento

de Macau e tem intenções de, ao mesmo tempo, conceder condições preferenciais aos jovens de Macau que pretendam integrar o desenvolvimento da Grande Baía, dando-lhes assim mais oportunidades para empreendedorismo, emprego, estudo ou estágios, refere a mesma nota oficial.

Com uma agenda virada para os assuntos económicos, Han Kuo-yan visitou ao vários locais, como o Centro de Exposição dos Produtos Alimentares dos Países de Língua Portuguesa, a Universidade de Macau, o Gabinete de Ligação ou o Centro de Saúde do Tap Seac. Foi na área da Saúde que o presidente da Câmara Municipal de Kaohsiung viu outra possibilidade de cooperação. Nas últimas declarações prestadas em Macau, Han afirmou que é comum os residentes da RAEM deslocarem-se a Hong Kong ou a Cantão para receberem tratamentos médicos. Por isso, afirmou que gostaria de ver nascer um turismo de saúde dos residentes de Macau para Kaohsiung, onde podem ser recebidos e tratados. No âmbito da vertente económica, o líder da câmara de Kaohsiung teve também encontros com alguns dos responsáveis pelos casinos locais, como Lawrence Ho, proprietário da concessionária Melco, Francis Liu, director-executivo da operadora Galaxy, e responsáveis do Jockey Club. João Santos Filipe

joaof@hojemacau.com.mo


política 5

segunda-feira 25.3.2019

Após a eleição, o presidente da ATFPM afastou a hipótese de apoiar Ho Iat Seng ou Lionel Leong na corrida a Chefe do Executivo e diz que, na condição de deputado, pode ficar de fora da comissão de 400 membros que vai eleger o próximo líder do Governo. Pereira Coutinho entrega amanhã um novo projecto de lei sindical na AL

J

OSÉ Pereira Coutinho foi reeleito no sábado presidente da Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) com 3.647 votos, ou seja 99,6 por cento entre os 3.662 votantes. As eleições tiveram uma lista única e registaram-se 15 votos em branco. Na liderança da ATFPM desde 1998, José Pereira Coutinho, também deputado, poderá ser um dos 400 membros a decidir o próximo Chefe do Executivo. Para já ainda não há candidatos oficiais, apesar dos nomes do presidente da Assembleia Legislativa, Ho Iat Seng, e do secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, serem

ATFPM DEPUTADO REELEITO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO COM 3.647 VOTOS

Coutinho forever apontados como potenciais interessados na corrida. No entanto, José Pereira Coutinho recusa tomar partido. “Não apoio ninguém. Para que serve um Chefe do Executivo que depois vai ter de transaccionar direitos e interesses com 400 membros de uma comissão eleitoral? Em Macau, enquanto não forem legislados os conflitos de interesses e as responsabilidades dos titulares dos principais cargos, vamos ter de estar sujeitos a estes tipos de conflitos”, afirmou José Pereira Coutinho, ao HM. Um aspecto que pode fazer o reeleito presidente da ATFPM reconsiderar um possível apoio seria a promessa por parte de algum dos candidatos de construção de habitações para os funcionários público, uma das grandes causas da associação: “se houver essa promessa, vamos analisar a questão muito bem. Mas não acreditamos nessa possibilidade”, admite. Apesar de já ter tratado das formalidades para ser um dos membros da comissão eleitoral que vai votar o futuro Chefe do Executivo, Coutinho não assume como certa essa realidade, uma vez que está dependente dos votos dos outros membros da Assembleia Legislativa. Em 2014, foi eleito para a comissão, mas o seu colega de lista, Leong Veng Chai, acabou de fora. “Há a possibilidade de ser um dos membros, mas os outros deputados podem chutar-me para fora, como fizeram da última vez com o meu colega Leong Veng

Chai. Fizeram um Plenário para deixar de fora um deputado eleito pela via directa”, recordou.

LEI SINDICAL

Com a eleição de sábado, José Pereira Coutinho vai permanecer na liderança

dos destinos da ATFPM até 2022. Como primeiro acto do novo mandato vai fazer entrar amanhã um novo projecto de lei sindical na Assembleia Legislativa. Apesar de ser um dos direitos consagrados na Lei Básica, os sindicatos não

estão regulados em Macau e a proposta foi chumbada várias vezes pela AL. “Se o Chefe do Executivo quiser deixar uma marca importante no seu mandato de 10 anos, esta é a melhor oportunidade. É a última hipótese de deixar uma

imagem positiva junto dos trabalhadores de Macau”, considerou Pereira Coutinho. O Chefe do Executivo não vota nas questões do hemiciclo, mas nomeia sete deputados. Os votos destes membros normalmente alinham-se com os interesses do Governo. É neste aspecto que Coutinho acredita que Chui Sai On pode fazer a diferença. As outras metas de Pereira Coutinho passam por construção de casas para a função pública e subsídio de residência para os aposentados, que recebem os subsídios através da Caixa Geral de Aposentações. Metas antigas que Coutinho considera que não avançam porque a maior parte dos deputados estão presos aos interesses das concessionárias do jogo.

“Não apoio ninguém. Para que serve um Chefe do Executivo que depois vai ter de transaccionar direitos e interesses com 400 membros de uma comissão eleitoral?” JOSÉ PEREIRA COUTINHO DEPUTADO

Da lista que foi eleita no sábado fazem ainda parte Rita Santos, como presidente da Mesa da Assembleia Geral, e Maria Leong Madalena, que vai liderar o Conselho Fiscal. João Santos Filipe

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COMUNIDADES PORTUGUESAS CONSELHEIROS REUNIDOS COM AUTARCA DE ÁGUEDA

O

S Conselheiros das Comunidades Portuguesas estiveram reunidos, no fim-de-semana, com uma comitiva liderada pelo presidente da câmara de Águeda, Jorge Almeida, que passou por Macau antes de seguir para a Austrália. Em declarações ao HM, o autarca revelou que espera receber uma visita dos Conselheiros das Comunidades Portuguesas no próximo mês de Junho, após os contactos

agora encetados que abrem caminho a futura cooperação. “Estamos a tentar estabelecer pontos de concórdia que, com a toda a certeza, nos vão permitir desenvolver, nos próximos tempos, parcerias entre Águeda e Macau”, afirmou Jorge Almeida. “Temos muitas empresas, pelo que, naturalmente, encontraremos pontos comuns que irão permitir essa cooperação”, complementou, des-

tacando o tecido empresarial “diversificado” de Águeda e a actual fase de “franco desenvolvimento e expansão” que vive. “Penso que há terreno fértil para os empresários de Águeda poderem trazer os seus produtos para Macau, para estabelecerem parcerias e haver espaço em Águeda, inclusivamente, para possível investimento”, sustentou. O presidente da câmara de Águeda falou ainda da “grande

dinâmica cultural” de Águeda, aliás, um dos temas também abordados no encontro com José Pereira Coutinho e Armando de Jesus, a par com o investimento, exportações e geminação de cidades. Já Rita Santos, presidente do Conselho Regional da Ásia e Oceânia tem, de resto, prometida uma deslocação a Águeda no final de Maio, aproveitando a ida a Portugal, onde vai participar da reunião do

Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, mas tem outras ideias na calha. “Estou a ponderar a hipótese de organizar com uma empresária da província de Jiangsu uma iniciativa para levar 200 crianças, de todas as partes da China, a Águeda durante o festival que realizam em Julho [AgitÁgueda]. Seria a primeira actividade cultural entre Macau, China e a cidade de Águeda”, realçou.


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OI assinado, na passada sexta-feira, o acordo de cooperação de serviços comerciais “Cantão – Macau Pass” entre o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), a Administração de Regulação do Mercado de Cantão e a Federação da Indústria e Comércio “Guangdong Macau”. No mesmo dia teve ainda lugar a inauguração dos “Serviços Convenientes para o Registo Comercial nas nove cidades da Grande Baía”.

As iniciativas têm o objectivo de “beneficiar os investidores de Macau” dentro do projecto de cooperação regional, afirmou a presidente substituta do IPIM, Irene Van Kuan Lau no discurso de apresentação. De acordo com a responsável, o lançamento do serviço conveniente de registo comercial transfronteiriço entre Guangdong e Macau vai “tratar gratuitamente as formalidades de registo comercial para as empresas de Macau que estão interessadas em

GRANDE BAÍA ASSINADO ACORDO DE COOPERAÇÃO COMERCIAL COM GUANGDONG

Passos em frente investir ou iniciar negócios nas nove cidades da Grande Baía”. O IPIM espera que desta forma os investidores possam “poupar nos tempos de deslocação frequente para o interior da China e nos procedimentos relevantes”.

POND5

Os investidores de Macau interessados em expandir negócios no âmbito do projecto de cooperação regional podem agora recorrer aos “Serviços Convenientes para o Registo Comercial nas nove cidades da Grande Baía”. O serviço foi inaugurado na sexta-feira, dia em que também foi assinado o acordo de cooperação sobre serviços comerciais “Cantão – Macau Pass”

INVESTIMENTO DE PESO

Para salientar a relevância do referido acordo e a prestação dos novos serviços, o sub-director da Administração de Regulação do Mercado da Província de Guangdong, Zhang Wenxian deixou números que provam o crescente interesse das empresas de Macau na província vizinha. No mercado de Guangdong, existiam no ano passado, 5.902 empresas com capitais de Macau (excluindo filiais), representando 4,22 por cento do PUB

total de pessoas colectivas com investimento externo na província (139,9 mil). O capital social destas empresas cifrou-se em 18,5 mil milhões de dó-

lares americanos, o que representa um aumento de 20,77 do investimento total externo, e de mais 8,42 por cento do investimento de Macau.

O lançamento do serviço conveniente de registo comercial transfronteiriço entre Guangdong e Macau vai “tratar gratuitamente as formalidades de registo comercial para as empresas de Macau que estão interessadas em investir ou iniciar negócios nas nove cidades da Grande Baía”

Em 2018, foram registadas 1.166 novas empresas com capital de Macau, totalizando 1.128 milhões de dólares americanos de capital social. Actualmente, existem 1432 estabelecimentos industriais ou comerciais em nome individual em Guangdong detidos pelos residentes de Macau, com capital de 108 milhões de yuans, apontou o responsável. Sofia Margarida Mota

Sofia.mota@hojemacau.com.mo

CAECE PROPOSTAS PARA ELEGER COLÉGIO ELEITORAL ENTREGUES ATÉ 7 DE MAIO

E

STÁ decretado o prazo de 7 de Maio para a entrega de propostas de participação, por parte de pessoas colectivas, nas eleições para compor o colégio eleitoral que irá eleger o próximo Chefe do Executivo. O sufrágio para a composição do colégio eleitoral tem lugar no próximo dia 16 de Junho. De acordo com um comunicado da Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo (CAECE), os documentos para esse efeito

estão disponíveis para levantamento junto dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP). Os eleitores de pessoas colectivas com capacidade para votar que pretendam exercer o direito de um número máximo de 22 votos conferido por lei, podem, desde o passado dia 4 de Fevereiro, escolher entre os membros dos órgãos de direcção ou de administração que estejam em exercício, um número máximo de 22

votantes que observem o disposto nos regulamentos. Até 7 de Maio deve ser entregue a relação dos votantes nos SAFP juntamente com a “Declaração de Aceitação do Exercício do Direito de Voto em Representação da Pessoa Colectiva”. Antes da entrega da proposta de candidatura será necessário submeter nos SAFP os dados de identificação do representante que assina o boletim antes do dia 23 de Abril.


sociedade 7

segunda-feira 25.3.2019

Crime Prisão preventiva para jovem de 16 anos suspeito de violação O estudante, de 16 anos, que foi detido, na semana passada, pela suspeita de ter violado uma colega, foi colocado em prisão preventiva. Em comunicado, divulgado na sexta-feira, o Ministério Público informa que o juiz de instrução criminal decidiu aplicar a medida de coacção mais gravosa não só devido à “gravidade” e às “circunstâncias concretas do caso, nomeadamente a premeditação e a violência empregada na prática do facto ofensivo

O

“Captura do Lobo” Simulacro de ataque em casino cumpriu objectivos O exercício levado a cabo na madrugada de sexta-feira que simulou um ataque com armas, feridos, tomada de reféns e suspeita de existência de explosivos, no Venetian, terminou com “sucesso”, com os resultados a irem ao encontro das expectativas. É a avaliação que os Serviços de Polícia Unitários (SPU) fazem do exercício com o nome de código “Captura do Lobo” que juntou 360 participantes e 10 entidades públicas. O simulacro, que durou aproximadamente uma hora

e meia, teve como objectivo testar a capacidade de cooperação entre a polícia, as diversas entidades públicas e a operadora de jogo, designadamente na troca de informações, no comando e na coordenação, a fim de avaliar a eficiência do plano de acção e aperfeiçoar o plano de contingência.

IAM SUSPENSO VETERINÁRIO CHEFE POR SUSPEITA DE ABUSO DE PODER

Lucros animalescos

O caso foi descoberto na sequência de uma queixa ao CCAC. O chefe de Divisão e Inspecção e Controlo Veterinário do IAM foi suspenso de funções por ter alegadamente beneficiado uma clínica da qual era sócio durante o processo de realojamento dos galgos TIAGO ALCÂNTARA

chefe de Divisão e Inspecção e Controlo Veterinário do Instituto para osAssuntos Municipais (IAM) foi suspenso do exercício de funções por ter alegadamente beneficiado uma clínica durante o processo de realojamento dos galgos após o encerramento do Canídromo, em Julho. Choi U Fai, suspeito da prática dos crimes de abuso de poder e participação económica em negócio, arrisca uma pena que pode chegar aos oito anos de prisão. O caso, tornado público na sexta-feira, foi descoberto pelo Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) na sequência de uma queixa, recebida em Agosto, dando conta de que “funcionários públicos não teriam acompanhado o caso de forma adequada”. A data e o conteúdo coincidem com a denúncia apresentada por Zoe Tang, ex-funcionária da Sociedade Protectora dos Animais – ANIMA, de que alguém estaria a lucrar, em teoria ilicitamente, com os tratamentos dos galgos do Canídromo.

à liberdade sexual da vítima”, mas também de modo a “evitar que escape às malhas da lei e volte a praticar a conduta criminosa”. O caso, tornado público na quinta-feira pela Polícia Judiciária (PJ), terá acontecido no domingo anterior, dia 16, em casa da vítima, de 17 anos, que alegadamente foi violada depois de ter recusado um pedido de namoro do rapaz. O crime de violação é punível com pena de prisão de 3 a 12 anos.

REACÇÕES

Além da suspensão de funções, decretada pelo Juízo de Instrução Criminal, o IAM instaurou um processo disciplinar interno ao funcionário. “É com grande tristeza que o IAM está a tratar deste caso de suspeita de violação da lei por parte de uma das suas chefias”, diz o IAM num breve comunicado, prometendo o “acompanhamento rigoroso do caso” e levar a cabo “uma revisão dos actuais procedimentos e mecanismos de supervisão, colmatando as insuficiências existentes, de modo a evitar que casos semelhantes se repitam”.

Além do chefe de Divisão e Inspecção e Controlo Veterinário do IAM, actualmente suspenso, um técnico-adjunto dos SAFP e um comerciante também foram proibidos de se ausentarem da RAEM

CONTRATOS DA CASA

Segundo o CCAC, o responsável pela inspecção veterinária – que nunca identifica – “terá praticado o crime de abuso de poder no processo de acompanhamento do caso dos galgos, obtendo benefícios para um centro veterinário do qual era sócio de forma velada, fazendo com que o centro conseguisse os contratos de cuidados médicos e de esterilização relativos a mais de 500 galgos”. Em paralelo, de acordo com o CCAC, Choi U Fai terá também dado ordem aos subordinados para emprestarem equipamentos médicos do IAM para uso da clínica em causa. Dada “a controvérsia em torno da esterilização dos galgos” gerada no seio da sociedade e de modo a “não tornar a situação mais grave”, o

em negócio com pena até cinco anos.

centro veterinário cessou imediatamente a prestação de serviços à Yat Yuen, dando como fundamento a falta de recursos humanos, refere o organismo liderado por André Cheong, em comunicado. A clínica em causa estará actualmente encerrada, segundo a TDM. No decorrer da investigação, o CCAC também descobriu outros crimes praticados alegadamente

desde 2012, sinalizando que, no âmbito do processo de aquisição de bens e serviços, o chefe de divisão “tirou partido, durante muito tempo, dos seus poderes funcionais, dando ordem aos seus subordinados para incluírem uma empresa comercial, da qual era sócio de forma velada, na lista de fornecedores candidatos”. Um acto que levou a que “a empresa conseguisse, por mais de 120 vezes, ad-

judicações daquela divisão, envolvendo um montante de oito milhões de patacas”.

OUTROS IMPLICADOS

Além de Choi U Fai, o caso envolve mais dois arguidos: um técnico-adjunto dos Serviços de Administração e Função Pública e um comerciante, todos sócios da empresa em causa, indiciados por participação económica em negócio. A suspensão

do exercício de funções de Choi U Fai foi determinada pelo Juízo de Instrução Criminal que aplicou também medidas de coacção, com os três a ficarem sujeitos à proibição de ausência da RAEM e à apresentação periódica às autoridades. À luz do Código Penal, o crime de abuso de poder é punível com pena de prisão até três anos, enquanto o de participação económica

A secretária da tutela, Sónia Chan, também reagiu ao caso, exigindo aos serviços que colaborem com a investigação e revejam os procedimentos dos trabalhos internos e regime de gestão e que reforcem a educação da integridade dos trabalhadores. “Todos os trabalhadores devem ser dedicados para com o público e defender o respeito pela lei”, afirmou a titular da pasta da Administração e Justiça, citada numa nota de imprensa enviada pelo seu gabinete. Diana do Mar

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LUSA AGÊNCIA REALIZA DUAS CONFERÊNCIAS EM LISBOA E MACAU

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presidente do Conselho de Administração da Lusa anunciou ontem que a agência vai assinalar um “ano muito específico” das relações entre Portugal, Macau e China com duas conferências internacionais, uma em Lisboa e outra em Macau. “Vamos assinalar este ano muito específico das relações entre Portugal, Macau e China com duas grandes conferências, uma a 16 de Abril, em Lisboa, com oradores que vão falar sobre a China actual do ponto de vista político e económico, e depois em Novembro faremos uma réplica desta conferência, desta vez em Macau, com oradores internacionais”, disse Nicolau Santos. Na base da realização destas conferências está a concretização das duas grandes áreas de intervenção da agência de notícias: “os países de língua oficial portuguesa em África (PALOP), e depois Macau e China”, disse o presidente da Lusa. Na explicação sobre a escolha de Macau enquanto prioridade da Lusa, Nicolau Santos lembrou que “Macau foi definida por Pequim como a plataforma chinesa para a ligação aos países de língua oficial portuguesa, em particular aos países africanos” e acrescentou que a Lusa “é a única agência estrangeira no território”.Além disso, vincou, “é incontornável para os responsáveis do Governo de Macau poderem passar as suas mensagens para fora das fronteiras estritas de Macau”. A conferência decorre dia 16 de Abril no Centro Científico e Cultural de Macau, e conta com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, do embaixador da China em Portugal, Cai Run, e do reitor da Universidade de Lisboa, António Cruz Serra, para além de uma mensagem do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

25.3.2019 segunda-feira

Macau registou, desde o início do ano, 16 casos de sarampo, um número cinco vezes superior ao sinalizado em todo o ano passado. Os Serviços de Saúde apelam à vacinação, particularmente de quem trabalha nos hospitais

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M menos de três meses, foram sinalizados 16 casos de sarampo, contra apenas três no cômputo do ano passado. Os Serviços de Saúde apelam à vacinação, em especial do pessoal de saúde, particularmente

SARAMPO DEZASSEIS CASOS DESDE O INÍCIO DO ANO

Pintas a mais atingido pela recente vaga de contágios. Sete dos 16 casos de sarampo são importados e nove relacionados, isto é, dizem respeito a pessoas que foram infectadas devido à exposição aos primeiros, ou seja, aos pacientes contagiados com sarampo noutro país ou território. Entre os nove doesntes figuram cinco profissionais de saúde – todos pertencentes ao Hospital Kiang Wu. A saber: um médico, três enfermeiros e um auxiliar de enfermagem. Os dois casos mais recentes foram diagnosticados no sábado – um no Centro Hospitalar Conde de S. Januário e outro no Hospital Kiang Wu. O primeiro, classificado como caso importado, tem como paciente um homem, de 30 anos, que regressou às Filipinas para visitar a família, onde teve contacto com um paciente com sarampo; enquanto o segundo envolve uma en-

fermeira do Hospital Kiang Wu, também de 30 anos, que prestou cuidados a um paciente com sarampo importado. Segundo os Serviços de Saúde, ao contrário do primeiro caso, a enfermeira, nascida na China, afirmou ter sido vacinada contra a doença infecto-contagiosa. Já na sexta-feira os Serviços de Saúde deram conta de outros quatro casos ocorridos devido ao contacto ou proximidade com um paciente infectado com sarampo. O ‘paciente zero’ é um residente de Macau, de 38 anos, que viajou para a China, donde é natural. Após o diagnóstico foi transferido para a enfermaria de isolamento a 8 de Março, dias após os primeiros sintomas e de ter recorrido ao CHCSJ e, depois, ao Kiang Wu, que lhe daria alta a 14. Segundo os Serviços de Saúde, o homem, que foi vacinado contra o sarampo, esteve na origem de, pelo

menos, seis casos de contágio, após os dois anteriormente anunciados. Os novos quatro, confirmados na sexta-feira, envolvem duas enfermeiras, um motorista de autocarro e um trabalhador do sector hoteleiro. A RAEM obteve a acreditação da erradicação do sarampo da Organização Mundial de Saúde, em 2014. No entanto, como realçou o director dos Serviços de Saúde, Lei Chin Ion, o facto de Macau ser uma cidade altamente turística e de nas regiões vizinhas existirem epidemia de sarampo, faz com que seja “difícil” suster a infecção devido ao elevado grau de contágio do vírus, tornando-se “inevitável” que os profissionais de saúde possam ser infectados.

APELO GERAL

Os Serviços de Saúde garantem que Macau tem vacinas em número suficiente para responder às

Cinco profissionais de saúde – todos do Hospital Kiang Wu – foram diagnosticados com sarampo após contacto com o mesmo paciente

necessidades, apelando aos residentes e trabalhadores não residentes que não foram vacinados e, em especial, ao pessoal médico, aos professores e empregadas domésticas, para que o façam. A vacina é gratuita para os residentes, sendo cobradas 50 patacas aos portadores de ‘blue card’. Segundo o programa de vacinação de Macau, as pessoas que ainda não tenham completado 18 anos podem receber gratuitamente duas doses de vacina tríplice contra o sarampo. Normalmente, a vacina é administrada aos 12 meses e 18 meses de idade. Desde Setembro do ano passado, os cidadãos nascidos em 1970 ou posteriormente, que não administraram a vacina contra o sarampo após o seu 1.º aniversário, também podem receber uma nova dose de forma gratuita. Já os profissionais de saúde podem administrar a vacina em falta independentemente do ano de nascimento, esclareceram os Serviços de Saúde. Diana do Mar

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segunda-feira 25.3.2019

AMBIENTE FÓRUM VERDE MARCA A ABERTURA DA MIECF 2019 NO PRÓXIMO DIA 28

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Apróxima quinta-feira, dia 28, realiza-se o Fórum Verde subordinado ao tema “Novas Oportunidades da Baía Ecológica – Construção de Cidades Movidas a Energia Verde”. O evento, agendado para as 14h30 na Sala Sicily do Venetian, é

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AUMENTO EXPONENCIAL

O turismo da região cresceu 211 por cento entre 1999 e 2018, passando de 11,5 para 35,8 milhões de pessoas, segundo dados avançados pelas autoridades. Os chineses constituem a esmagadora maioria dos 35 milhões de turistas que visitaram Macau em 2018, mas o Governo pretende atrair outros mercados de turismo internacional,

de Cidades Movidas a Energia Verde”, é o mote para a partilha de políticas e tendências de desenvolvimento em torno da protecção ambiental de diferentes territórios. Participam no Fórum Verde representantes de Timor-Leste, Hong Kong,

Província de Guangdong e da Comissão Municipal de Ciência e Tecnologia de Pequim. No plano do debate, destaque para a discussão entre representantes de empresas do sector energético da região sobre inovação e cooperação

DST GOVERNO ESTUDA A POSSIBILIDADE DE IMPLEMENTAR TAXA TURÍSTICA

Consumo mínimo

A Direcção dos Serviços de Turismo está a ponderar aplicar taxas turísticas a quem escolhe Macau como destino. Helena de Senna Fernandes traça como objectivo para o futuro tornar o território atractivo para os mercados internacionais com apostas em valências fora do sector do jogo GONÇALO LOBO PINHEIRO

Governo de Macau está a efectuar um estudo para a possível aplicação de uma taxa turística no território, como acontece actualmente em Veneza (Itália) e no Japão, disse a directora dos Serviços de Turismo à Lusa. “Estamos a fazer um estudo de comparação em termos das taxas que estão a ser impostas, por exemplo, por Veneza, (…) e pelo Japão”, afirmou Helena de Senna Fernandes em entrevista à agência Lusa. “Não tem uma data [de conclusão], mas não queremos arrastar por muito tempo, porque também queremos apresentar este estudo para que possa ser contemplado em mais pormenor”, adiantou a responsável pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST). “Estamos a fazer uma comparação e um tipo de pesquisa: porque foram lançados e qual o resultado”, esclareceu a directora. “Sem fazermos estes estudos não podemos dizer no que vai resultar”, acrescentou. Sobre a hipótese de ser estabelecido um limite de visitantes, uma ideia que tem sido ciclicamente discutida em Macau dada a pressão turística, Helena de Senna Fernandes sustentou que “em termos práticos, vai haver sempre dificuldades”. “Quem é que pode entrar e quem não pode entrar? Como é que vamos fazer esta distinção entre as pessoas sem fazer muita discriminação? Tem que haver um pensamento mais profundo sobre ambos os casos”, concluiu.

um dos destaques do programa deste ano da Exposição Internacional de Cooperação Ambiental de Macau 2019 (2019 MIECF) que se realiza entre 28 e 30 de Março. O tema deste ano, “Novas Oportunidades da Baía Ecológica – Construção

Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo “Quem é que pode entrar e quem não pode entrar? Como é que vamos fazer esta distinção entre as pessoas sem fazer muita discriminação? Tem que haver um pensamento mais profundo sobre ambos os casos.”

nomeadamente o europeu. Para tal, será necessário apostar na qualificação e passar a imagem de que o território tem mais para oferecer além da indústria do jogo. “Nós não queremos que Macau, no futuro, seja mencionado só pela indústria do jogo”, admitiu Helena de Senna Fernandes em entrevista à Lusa. Mas “esse não é um caminho fácil”, acrescentou. “Em termos de Governo, queremos ver outras

indústrias a crescer, utilizando a indústria do jogo (..), tais como convenções, indústrias criativas e a indústria da gastronomia, que estamos a desenvolver muito”, explicou. Contudo, a responsável da Direcção dos Serviços de Turismo (DST) de Macau defendeu que “é importante continuar a investir nos mercados europeus, asiáticos e americanos (…) e ter visão mais

alargada do que (…) os destinos vizinhos. E para isso é importante o mercado europeu”. “A nossa ligação à Europa é importante porque foi [com] esta nossa ligação, sobretudo com Portugal, que se conseguiu o Macau de hoje. Sem esta ligação não podíamos ter este património mundial”, frisou. “Não quer dizer que vamos transformar de repente Macau num destino completamente internacional por-

na área de energia limpa entre os diversos territórios, rede de electricidade inteligente, inovação na tecnologia eléctrica e comercialização dos resultados da investigação, assim como o desenvolvimento de finanças verdes.

que para ser destino internacional temos ainda que lutar mais e há muitas coisas para fazer”, ressalvou Helena de Senna Fernandes.

TURISMO INTELIGENTE

Sobre a qualificação de profissionais na área do turismo, a directora do DST admitiu a existência de desafios a superar, mas sublinhou que as autoridades estão atentas. “Eu sei que da parte da nossa indústria já se está a dizer que há carência em várias áreas e estamos a discutir a melhor forma de formar (…) as pessoas locais”, afirmou. Por outro lado, “existindo essas carências” é preciso analisar, considerou a responsável. “Se não é possível encontrar essas pessoas em Macau, como é que podemos encontrar pessoas qualificadas”. O tratamento de dados turísticos é outra das prioridades da Região Administrativa Especial de Macau: “o turismo inteligente faz parte do grande projecto do Governo da RAEM da cidade inteligente”, afirmou. “Estamos a apostar mais, numa primeira fase, em como podemos fazer uma previsão de turistas que vão para diferentes áreas de Macau”, sustentou. Por isso, o DST vai “lançar já, agora no primeiro trimestre, um ‘website’ que vai dar informações aos turistas sobre a previsão dos turistas nas próximas quatro horas, 24 horas e próximos sete dias, para que as pessoas possam planear melhor as suas viagens e evitar também os fluxos maiores e concentração maior e turistas”, acrescentou. “O ‘website’ vai dar informação sobre 20 atracções turísticas de Macau. Já testámos no Ano Novo chinês, os resultados foram bastante positivos”, adiantou, referindo-se ao teste de lançamento de três projectos, previstos para este ano, em parceria com grupo Alibaba, na área do turismo: plataforma de trocas de dados do turismo, aplicação de observação dos visitantes e aplicação do fluxo de visitantes. LUSA


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25.3.2019 segunda-feira

Maio a amadur FAM DANÇA E TEATRO PROTAGONIZAM PRIMEIROS ESPECTÁCULOS DA 30ª EDIÇÃO

A trigésima edição do Festival de Artes de Macau acontece entre os dias 3 de Maio e 2 de Junho e já há alguns nomes em cartaz. De Portugal chega o Teatro do Eléctrico com a peça Karl Valentin Kabarett, enquanto que de Pequim a comédia ganha forma com o espectáculo O Sr. Ma e o Filho, da BJAMC Drama

N

O ano em que o Festival de Artes de Macau (FAM) celebra 30 anos de existência, o Instituto Cultural (IC) decidiu criar um cartaz que homenageia os clássicos. Com o tema “um tributo aos clássicos”, o programa pretende mostrar ao público um “leque de espectáculos de diferentes estilos e programa do Festival Extra e convidando o público a apreciar os clássicos”. Os primeiros nomes já são conhecidos e trazem dança contemporânea e teatro. Vertikal é o espectáculo de dança que marca a abertura do FAM no dia 3 de Maio. Trata-se de uma co-produção de Mourad Merzouki, um conceituado coreógrafo francês, e da CCN Créteil &

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já em Abril que serão inauguradas duas exposições incluídas na iniciativa “Arte Macau”, e que terão o Renascimento em Itália, a implantação da República Popular da China e a transferência de soberania de Macau como pano de fundo. A exposição “Desenhos da Renascença Italiana do British Museum” estará patente entre 12 de Abril e 30 de Junho e irá apresentar 52 desenhos originais de 42 mestres da Renascença italiana, como Mantegna, Correggio, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Titian, Raphael e Rosso Fiorentino, e explora

Val-de-Marne / Cie Käfig, considerada “uma das principais companhias de dança hip-hop de renome mundial”. De acordo com o IC, podemos esperar uma performance em que “dez dançarinos deslizam no ar por cordas, libertando-se dos limites da gravidade para criar elementos coreográficos e produzir sequências de hip-hop únicas e contemporâneas”. O público poderá ver o espectáculo também no dia 4 de Maio, no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). No dia 12 de Maio é apresentado Rain, um espectáculo de dança que resulta da colaboração entre o músico contemporâneo Steve Reich, a coreógrafa belga Anne Teresa De Keersmaeker e a sua companhia de dança Rosas.

Anne Teresa, considerada pioneira no mundo da dança, traz Rain novamente a palco 18 anos depois, mostrando ao público uma dança pura e música minimalista. “Impelidos pelos tons pulsantes de Steve Reich, nove bailarinos percorrem o palco com agilidade, dançando variações infinitas de liberdade física e precisão geométrica, com uma leveza de tirar o fôlego”, descreve o IC.

Rain é também composto por “figuras matemáticas, a repetição sustentada, a ocupação geométrica do espaço, a arte da variação contínua”. “Tudo o que gradualmente se tornou a assinatura da coreógrafa, é levado ao extremo em Rain”, acrescenta o IC.

SENTA-TE E RI

Além da dança estão também agendadas duas peças de teatro. Uma delas irá evocar aquele que foi con-

Além da dança estão também agendadas duas peças de teatro. Uma delas irá evocar aquele que foi considerado o “Charlie Chaplin da Alemanha”, Karl Valentin, e será levada a cena pela companhia portuguesa Teatro do Eléctrico

Renascimento e política “Arte Macau” arranca com duas exposições a 12 de Abril

a importância do desenho no processo criativo dos artistas entre 1470 e 1580. Este ano assinala-se o 500.º aniversário da morte de Leonardo da Vinci e a exposição inaugura em Abril que coincide com o aniversário do nascimento do grande mestre renascentista (15 de Abril de 1452). Além disso, e pela primeira vez em Macau, a exposição proporcionará uma experiência táctil aos espectadores com deficiências visuais através

da impressão 3D e tecnologia relevante, promovendo uma experiência cultural universal. A política chinesa merece destaque com a exposição “Beleza na Nova Era”, que marca não só os 70 anos da RPC como os 20 anos do regresso de Macau à China. Esta mostra estará patente entre os dias 4 de Maio e 28 de Julho, tendo sido seleccionadas cerca de 90 obras a partir do acervo do Museu Nacional

siderado o “Charlie Chaplin da Alemanha”, Karl Valentin, e será levada a cena pela companhia portuguesa Teatro do Eléctrico. Karl Valentin Kabarett acontece a 24 de Maio no grande auditório do CCM e “cruza várias peças curtas por ele escritas com canções populares alemãs do início do século XX, cantadas ao vivo em alemão por 11 actores e um cantor lírico, acompanhados por uma orquestra de dez músicos”. Karl

de Arte da China. Será mostrado o trabalho de mestres modernos e contemporâneos como Qi Baishi, Zhang Daqian, Xu Beihong, Liu Haisu, Lin Fengmian, Fu Baoshi e Li Keran, entre outros, permitindo uma visão abrangente do desenvolvimento da arte chinesa nos últimos cem anos.

EVENTO TRANSVERSAL

A iniciativa “Arte Macau” irá decorrer durante cinco meses, entre Junho e Outubro, e conta

com a participação de operadoras de estâncias turísticas, hotéis integrados e consulados estrangeiros que são convidados a acolher exposições de arte simultaneamente. O objectivo deste evento, afirma o Instituto Cultural, é “criar uma atmosfera cultural por toda a cidade e transformá-la numa galeria de arte, espalhando um irresistível ambiente artístico em todos os seus cantos”. O principal local de exposições será o Museu de Arte de Macau, podendo decorrer eventos noutros locais. “Arte Macau” também pretende levar ao público “concertos de grande escala”

protagonizados pela Orquestra de Macau e pela Orquestra Chinesa de Macau, além de estar prevista a realização da Exposição de Artes Visuais das Instituições do Ensino Superior de Macau, do Festival Juvenil Internacional de Música, do Festival Juvenil Internacional de Dança e o Festival Juvenil Internacional de Teatro. O objectivo destas iniciativas é o de “tornar a cidade numa plataforma de intercâmbio cultural e artístico de nível mundial e de partilhar com longo e memorável Verão artístico com todos os residentes e turistas”. A.S.S.


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segunda-feira 25.3.2019

recer Valentin Kabarett revela o “constante complexo de inferioridade” das personagens de Karl Valentin e está carregado de ironia, música, dança e teatro. A encenação desta peça está a cargo de Ricardo Neves-Neves, também fundador do Teatro do Eléctrico. De Pequim chega também outra comédia, intitulada “O Sr. Ma e o Filho”, da companhia BJAMC. Trata-se de uma adaptação do romance de Lao She para comemorar o 120º aniversário do seu nascimento, e é uma peça que revela o intercâmbio entre a cultura chinesa e a cultura ocidental, imbuída dos reflexos da sagacidade de Pequim e do humor inglês. A história acontece à volta do Sr. Ma, que sonha um dia vir a ser mandarim. Devido à morte do seu irmão, o Sr. Ma vai para Londres com o seu filho para assumir a gerência de uma loja de antiguidades por ele deixada, tornando-se num modesto comerciante. Pai e filho ficam hospedados

em casa da Sra. Wedderburn. Com o passar do tempo, vai-se desenrolando uma história de amor satírica e agridoce. O “Sr. Ma e o Filho” é apresentado nos dias 25 e 26 de Maio no grande auditório do CCM. O cartaz provisório do FAM encerra com o espectáculo de ópera cantonense “A Alma de Macau”, que celebra o décimo aniversário da ópera cantonense inscrita na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Esta produção de ópera cantonense foi adaptada pelo dramaturgo Li Xinhua a partir de uma peça original de um autor de Macau e contará com a interpretação de actores de Macau e da Trupe de Ópera Cantonense de Foshan, dando vida à épica história de Macau. Andreia Sofia Silva

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25.3.2019 segunda-feira

5G CORRIDA TECNOLÓGICA COM PARTICIPANTES DE TODO O MUNDO

Aos seus lugares Fórum Boao Primeiro ministro são-tomense em Pequim O primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, viajou sábado para a China para participar no fórum Boao para Ásia, prevendo encontros com o Presidente chinês, Xi Jinping, e o com primeiro-ministro Li Keqiang, indicou fonte oficial. Uma nota de imprensa distribuída aos jornalistas refere que o chefe do Governo de São Tomé e Príncipe estará acompanhado nesta deslocação pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares,

Wuando Castro, e quatro outros membros do seu gabinete. A mesma nota acrescenta que além da participação no anual fórum Boao para a Ásia, conhecido como “Davos asiático” e que reúne líderes de Governo, empresas e universidades da Ásia e de outros continentes, Jorge Bom Jesus aproveitará para encetar contactos com as autoridades de Pequim no sentido de reforçar a cooperação com a China e atrair investimento chinês para os projectos estruturantes no arquipélago. PUB

EXTRACTO DE AVISO Faz-se público que, de harmonia com o despacho do Secretário para a Segurança, de 22 de Outubro 2018, a Direcção dos Serviços Correccionais foi autorizada à abertura dos concursos de avaliação de competências profissionais ou funcionais, externo, do regime de gestão uniformizada, para o preenchimento de: 1)

2)

3)

Entre suspeitas de espionagem, com a gigante chinesa Huawei a ser a principal visada, a corrida tecnológica joga-se um pouco por todo o mundo, com os Estados Unidos, o Japão, a Coreia do Sul e a China a assumirem a liderança no desenvolvimento da rede de quinta geração

A

rede móvel de quinta geração (5G) está a ser desenvolvida em vários países do mundo, estando os asiáticos e os Estados Unidos mais bem posicionados para vencer a ‘corrida’ tecnológica, que tem sido marcada pelas suspeitas de espionagem chinesa. Nesta ‘corrida’ está também a União Europeia (UE), com os Estados-membros a darem passos para que o 5G seja disponibilizado, de forma comercial, em pelo menos uma cidade por país até 2020 e para que haja uma cobertura mais abrangente até 2025. Ainda assim, os avanços são maiores fora da UE, já que “os Estados Unidos, o Japão, a Coreia do Sul e a China são os principais países em termos de desenvolvimento” desta tecnologia, admite o Observatório

Europeu para o 5G no seu relatório de acompanhamento mais recente, datado de final do ano passado. Além de monitorizar o que está a ser feito na União, este observatório criado pela Comissão Europeia acompanha a aposta no resto do mundo, indicando no relatório, a que a agência Lusa teve acesso, que “os Estados Unidos são um país muito avançado no 5G”, sendo esperado em breve que as operadoras AT&T ou Verizon o comercializem, após testes no ano passado. Também a China está “a experimentar o 5G”, prevendo o seu lançamento comercial em 2020 através da China Unicom e da China Telecom, segundo o documento. Antes, para o segundo semestre deste ano, é apontada a comercialização do 5G na

Coreia do Sul, país que chegou a testar esta tecnologia numa zona limitada dos jogos olímpicos de Inverno, em Fevereiro do ano passado, na região de PyeongChang. No próximo ano, esta oferta comercial deverá chegar ao Japão, com “os operadores japoneses a pretenderem lançar o 5G a tempo de acolher os jogos olímpicos e paraolímpicos de Verão em Agosto de 2020”, segundo o relatório. “Além destes países e da UE, outros estão a planear desenvolvimentos no 5G, como a Índia, a Austrália, o Canadá, a África do Sul e os países do Golfo, como os Emirados Árabes Unidos, o Qatar e a Arábia Saudita”, aponta o mesmo documento do Observatório Europeu. No caso da Índia, o lançamento comercial só é estimado para 2022. Entre os restantes,

Seis lugares vagos de técnico superior de 2.ª classe, 1.º escalão, da carreira de técnico superior, área de gestão e administração pública  quatro lugares vagos do quadro  dois lugares vagos em regime de contrato administrativo de provimento (Concurso n.º: 2019/I02/PQ&AP/TS) Dois lugares vagos, em regime de contrato administrativo de provimento, de operário qualificado, 4.º escalão, da carreira de operário qualificado, área de electricista (Concurso n.º: 2019/I03/AP/OQ) Um lugar vago, em regime de contrato administrativo de provimento, de operário qualificado, 1.º escalão, da carreira de operário qualificado, área da oficina de cozinha (Concurso n.º: 2019/I04/AP/OQ)

Os avisos dos concursos encontram-se publicados no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau n.º 12, II Série, de 20 de Março de 2019, com o prazo de inscrição entre 21 de Março e 09 de Abril de 2019. Os interessados podem consultar os referidos avisos, dentro das horas de expediente, no Centro de Atendimento e Informação da Direcção dos Serviços Correccionais (endereço: Avenida da Praia Grande, China Plaza, 8.º andar “A”, Macau), e na página electrónica do SAFP, em http://www.safp.gov.mo/ ou na página electrónica da Direcção dos Serviços Correccionais, em http://www.dsc.gov.mo/. Para qualquer esclarecimento, por favor, entre em contacto, nas horas de expediente, através do tel. n.º 8896 1293 ou 8896 1218, com os trabalhadores da Divisão de Recursos Humanos. O Director da DSC Cheng Fong Meng 13/03/2019

Os avanços são maiores fora da UE, já que “os Estados Unidos, o Japão, a Coreia do Sul e a China são os principais países em termos de desenvolvimento” desta tecnologia, admite o Observatório Europeu para o 5G no seu relatório de acompanhamento mais recente

“o Qatar e os Emirados Árabes Unido reivindicam ter sido os primeiros a lançar o 5G”. Porém, “sem qualquer dispositivo 5G disponível até ao momento [nestes dois países], parece ter sido mais uma ‘luz verde’ para a infraestrutura do que um lançamento comercial completo”, observa o relatório.

ALVO A ABATER

No que toca aos principais fabricantes de equipamentos 5G, o documento aponta a Ericsson, a Huawei, a Nokia, a Samsung e a ZTE, alguns dos quais podem vir a ser lançados ainda este ano. É, contudo, a chinesa Huawei que está no cerne da polémica, estando acusada de 13 crimes por procuradores norte-americanos, incluindo fraude bancária e espionagem industrial. O Congresso dos Estados Unidos chegou, inclusive, a proibir agências governamentais de comprarem produtos da Huawei, ao abrigo da Lei de Autorização de Defesa Nacional, por considerar que a empresa serve a espionagem chinesa. Ao mesmo tempo, o país tem pressionado vários outros, incluindo Portugal, a excluírem a Huawei na construção de infraestruturas para redes de 5G. A empresa tem rejeitado alegações sobre a segurança da sua tecnologia 5G, insistindo que não tem “portas traseiras” para aceder e controlar qualquer dispositivo, sem o conhecimento do utilizador. A Huawei informou ainda que vai processar o Governo dos Estados Unidos por ter proibido a compra dos equipamentos de telecomunicações pelos serviços públicos. Entretanto, em meados deste mês, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Nato), Jens Stoltenberg, disse estar a ponderar eventuais acções contra a Huawei, tendo em conta as preocupações de segurança. Também nessa altura, o Parlamento Europeu mostrou-se preocupado com a ameaça tecnológica chinesa na UE, instando a Comissão Europeia a agir perante possíveis acessos ilegais a dados em equipamentos móveis de 5G. Já esta semana, o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, pediu aos países da UE que garantam livre concorrência para as empresas chinesas, e denunciou tentativas de “afundar” grupos como a Huawei por motivos de segurança. Lusa


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segunda-feira 25.3.2019

“NOVA ROTA DA SEDA” ITÁLIA ASSINA MEMORANDO DE ENTENDIMENTO

Princípios romanos

Apesar do desagrado manifestado pelos Estados Unidos e pelas maiores potências europeias, o Presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, assinaram, em Roma, um acordo “não vinculativo” que torna a Itália no primeiro país do grupo G7 a participar no projecto “nova rota da seda”, desenvolvido por Pequim

Itália torna-se assim o primeiro país do G7, o grupo das sete democracias mais industrializadas do planeta, a apoiar este projecto

O

S Governos italiano e chinês assinaram sábado um memorando de entendimento “não vinculativo” para selar a entrada de Itália na “nova rota da seda”, apesar das preocupações de Bruxelas e Washington. A Itália é o primeiro país membro do G7 a integrar este projecto faraónico de infraestruturas marítimas e terrestres lançado por Pequim em 2013. Com este projecto, Pequim tenciona impulsionar o seu comércio com o Ocidente, apesar das reticências por parte da União Europeia.

O memorando de entendimento articula-se em 29 acordos em áreas como infraestruturas e energia e foram assinados em Roma, na presença do Presidente chinês, Xi Jinping, e do primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, na Vila Madama de Roma. Itália abre-se, assim, à iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, um programa lançado pela China para se ligar às economias ocidentais na Europa, Médio Oriente e África, que vê nos portos italianos o ponto de chegada ideal para difundir os seus produtos e investimentos. Itália torna-se assim o primeiro país do G7, o grupo das

sete democracias mais industrializadas do planeta, a apoiar este projecto. Tal é conseguido através de um memorando de entendimento que não cria vínculos jurídicos, e que aquele país europeu vê como uma lista de intenções, um “acordo programático”, como defendeu nos últimos dias o primeiro-ministro Giuseppe Conte, face aos receios suscitados.

MAUS OLHADOS

Em concreto, os Estados Unidos e importantes membros da União Europeia, como a França ou a Alemanha, vêem com certa desconfiança o projecto chinês,

que suspeitam que possa vir a aumentar a influência da potência asiática no continente. Na Europa, assinaram acordos deste tipo países como Malta, Portugal, Bulgária, Croácia, República Checa, Hungria, Grécia, Estónia, Letónia, Lituânia, Eslováquia e Eslovénia, mas a Itália é o primeiro país do G7 a fazê-lo. Nos termos do memorando de entendimento para a “Nova Rota da Seda”, Itália e China ractificaram 29 acordos entre as suas empresas para aumentar a cooperação em sectores como o das infraestruturas, da energia, da cultura e do turismo.

EXPLOSÃO PELO MENOS 62 MORTOS EM ACIDENTE EM FÁBRICA

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ELO menos 62 pessoas morreram no leste da China na sequência de uma explosão na quinta-feira numa fábrica de produtos químicos, noticiou sábado a agência estatal chinesa Xinhua, em novo balanço. O último balanço apontava para 44 mortos. Centenas de pessoas estão a receber tratamento médico, entre as quais 90 são feridos graves e, segundo a Xinhua, o número de mortos deverá ainda aumentar porque 28 pessoas continuam desaparecidas. A explosão ocorreu num parque industrial em Yancheng, província de Jiangsu, por volta das 14:50, após um incêndio que deflagrou numa fábrica localizada num parque industrial químico. Alguns dos trabalhadores ficaram presos nas instalações da fábrica, após a explosão ter derrubado os edifícios à volta. Testemunhas citadas pela Xinhua afirmam ter visto vários trabalhadores a sair da fábrica cobertos de sangue, na sequência da explosão. Acidentes industriais são frequentes na China, onde, em média, morrem 70.000 trabalhadores por ano, segundo a Organização Mundial do Trabalho. Em 2015, duas explosões nas instalações químicas da zona portuária da cidade de Tianjin, nordeste da China, provocaram pelo menos 165 mortos, e causaram prejuízos de mais de mil milhões de dólares. Segundo a organização de protecção ambiental Greenpeace, a indústria química da China, a maior do mundo, “está terrivelmente pouco regulada”. “Acidentes trágicos acontecem quase todos os dias no país”, afirmou a organização, num relatório difundido no ano passado. A maioria das 33.000 unidades de produtos químicos na China está concentrada no leste do país, onde os níveis de densidade populacional são maiores.

Turismo Incêndio em autocarro faz 26 mortos Um incêndio que deflagrou num autocarro turístico na província chinesa de Hunan, no centro do país, causou a morte a 26 pessoas e fez 28 feridos, cinco dos quais em estado grave, informou a agência de notícias estatal Xinhua. As autoridades locais apontaram que os feridos foram transferidos para três hospitais próximos e que os dois motoristas foram detidos. O inci-

dente ocorreu perto da cidade de Changde, na sexta-feira, quando o veículo, em andamento, subitamente começou a arder. O autocarro de dois andares e com capacidade para 59 passageiros transportava, no momento do incêndio, 53 passageiros, um guia turístico e os dois motoristas. Até ao momento não é conhecido a nacionalidade das vítimas.


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25.3.2019 segunda-feira

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Paulo Maia e Carmo texto e ilustração

ZHENG BANQIAO DAOQING

POSFÁCIO (CONCLUSÃO) No mundo distinguimos os sonhadores daqueles que já despertaram para a harmonia1, Mas rapidamente os seus feitos esfriaram como cerais de sorgo cozido numa tijela2. Na colina à minha frente, ondulante um som débil, será um sopro? Como um murmúrio de nascente, esse canto da flauta vem descendo desde lá do alto da montanha, Pressinto que é Banqiao Daoren, o seguidor do Dao3, que vem chegando até ao sopé, Vem para surpreender a claridade do luar na brisa leve. Sei que não conseguirei resistir a seguir o seu canto, a sua persistente busca da harmonia, E já não poderei ficar para continuar esta conversa. É tempo de nos despedirmos.

1 - «Despertar para a harmonia» (he sheng) é uma expressão técnica referida no Daoísmo para indicar os verdadeiros seguidores do Dao, os que alcançam a harmonia com o mundo. 2 - Utilizado aqui como metáfora da brevidade da vida, o sorgo ou painço, descrito no texto como huang liang, «milhete amarelo», é um milho-miúdo que depois de cozinhado e mesmo quando servido ainda fumegante numa papa, rapidamente arrefece.

3 - Daoren é uma fórmula habitualmente utilizada como um título honorífico para designar os adeptos do Daoísmo que se podem considerar como mestres, geralmente depois de subirem aos cumes das montanhas onde absorvem o brilhante yang e se encontram frente a frente com as constelações. Nessa altura também podem ser referidos através da expressão shanren, os «homens da montanha».


ARTES, LETRAS E IDEIAS 15

segunda-feira 25.3.2019

José Simões Morais

Amores de Shunzhi

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Imperador Qing Huang Taiji morreu em 1643 sem designar sucessor e um comité de príncipes manchus elegeu, entre os seus onze filhos, o nono [e não o terceiro, como por engano ficou referido no artigo da semana passada], Aisin-Gioro Fulin (1638-1661) como continuador da Dinastia Qing. Tal ficou a dever-se em muito ao trabalho de bastidores da sua mãe, Bumbutai (16131688), a Imperatriz Xiaozhuang após Aisin-Gioro Fulin ser Imperador. Era uma das três mulheres que o clã mongol Borjigit enviara à corte nürzhen para estreitar relações, sendo as outras duas, a tia de Bumbutai, a então Imperatriz Xiaoduan (Jerjer, 1599-1649) e a irmã mais velha, a favorita consorte Minhui (Harjol, 1609-1641). Fulin tornou-se o Imperador Shunzhi (1643-1661), o segundo da manchu Dinastia Qing, quando em 8 de Outubro de 1643 no Palácio Imperial de Mukden (Shenjiang) foi entronizado. Por ter apenas seis anos foram nomeados os regentes Jirgalang e Dorgon, filho mais novo de Nurhachi e meio irmão de Huang Taiji. Quando os qing atravessaram em 16 44 a Grande Muralha contava o seu exército aproximadamente dois milhões de homens no sistema das 8 bandeiras. No nono dia da décima Lua de Jiashen (8 de Novembro de 1644) Shunzhi tornou-se em Beijing o primeiro Imperador da Dinastia Qing da China. Aí, os jesuítas acabavam de alcançar uma grande vitória sobre os astrónomos chineses ao conseguirem prever um eclipse solar para o primeiro dia do oitavo mês lunar de 1644, não calculado pelo então calendário chinês. Tal demonstrava a necessidade de substituir o Calendário Shou Shi (Narração do Tempo) feito por Guo Shoujing em 1281. Em Beijing, os jesuítas vinham trabalhando desde 1629 na correcção desse calendário e contra a vontade dos astrónomos da Dinastia Ming preparavam um novo calendário para o substituir. Reinava já a Dinastia Qing quando aconteceu como previsto por Joannes Adam Schall von Bell o eclipse lunar de 15 de Janeiro de 1645, o que levou a ser oficializado o Calendário Shixian feito por esse jesuíta alemão, logo nomeado Director do Departamento de Astronomia de Beijing e a quem o Imperador Shunzhi sempre deu protecção.

LIBERDADE RELIGIOSA

Os padres da Corte puderam continuar em Beijing devido ao entusiasmo da Dinastia Qing para com o novo calendário. O elevado estatuto que gozava o então mandarim jesuíta Schall von Bell e a sua grande intimidade com o Impe-

rador levaram-no a conseguir em 1650 autorização para construir a Igreja da Imaculada Conceição, mais tarde Catedral do Sul (Nantang). Durante seis anos esteve o Imperador Shunzhi liberto da governação do país, entregue ao regente Dorgon, e por isso teve tempo para se dedicar às artes, sendo um bom calígrafo e um excelente desenhador de paisagens. Estudou o confucionismo e como extremoso adepto da piedade filial escreveu uma série de poemas dedicados à sua mãe. Após a morte de Dorgon, no último dia de 1650, Shunzhi iniciou com doze anos a governação do país. Em 1651, numa caçada pela Montanha Jingzhong em Hebei, ao saber encontrar-se ali há nove anos o monge Bieshan em meditação numa gruta, para lá se dirigiu. Após ser por ele recebido, regressou ao palácio e mandou construir um local especial para o acolher, mas o monge recusou. Assim se iniciou o interesse do Imperador Shunzhi pela doutrina budista.

AS ESPOSAS

A concubina Tunggiya hala (16401663) era proveniente de uma família manchu mas vivera sempre entre os chi-

neses han. Entrara na Cidade Proibida em 1653 e a 4 de Maio de 1654 deu à luz Xuanye, o terceiro filho de Shunzhi e por este se ter tornado em 1661 o Imperador Kangxi tomou ela o título Cihe, mãe do imperador e após a morte, Imperatriz Xiaokangzhang. Já por uma questão política e de tradição, para acalmar o clã mongol Borjigit, o Imperador Shunzhi casou-se em 1654 com Alatan Qiqige (1641-1718), que ficou a ser a Imperatriz mãe Xiaohuizhang, apesar do pouco afecto do imperador por ela. A sua favorita era a concubina Donggo hala (1639-1660), que entrara no palácio em 1656 e tornou-se a consorte Xian. A 12 de Novembro de 1657 deu à luz o quarto filho do imperador e tal era o amor por ela que Shunzhi o escolheu para seu sucessor, mas este morreu passado três meses, trazendo um grande desgosto ao casal. Em 1658 Shunzhi mandou chamar o monge budista Yülinxiu do Templo Baoen em Huzhou (hoje Wuxing, em Zhejiang) para ir a Beijing falar com ele. Este recusou e só após várias tentativas acedeu. O imperador ofereceu-lhe o título de mestre Dajue e tomou-o como professor, pedindo para que lhe desse um

O Imperador deprimido quis suicidar-se, obrigando dia e noite a ter uma pessoa a acompanhá-lo. Com uma tristeza imensa, pensou abandonar o trono e fazerse monge. Dois meses após a morte da sua favorita, Shunzhi pediu a Xisen que lhe rapasse o cabelo e nem a Imperatriz viúva sua mãe o conseguiu demover

nome budista e assim ficou a chamar-se Xingchi, aliás Chidaoren. Após dois meses, o mestre regressou ao templo e o Imperador requereu que lhe enviasse um dos seus estudantes. Shunzhi convidou um outro famoso monge do Templo Tiantong de Zhejiang, Muchenqin que nas conversas se apercebeu da sensibilidade do Imperador e seu entendimento sobre a abstracta doutrina do Budismo Chan. Teria na última reincarnação sido um monge, o que Shunzhi concordou pois, cada vez que visitava um templo não tinha vontade de lá sair e não fosse deixar a mãe sozinha já seria monge. A Beijing chegou Xisen, o estudante enviado por Yülinxiu, com quem o imperador falava frequentemente sobre a doutrina e lhe pedia conselhos. Com a sua favorita Donggo hala conversava e discutia sobre os livros Chan tornando-se ela também budista. A sua morte em 23 de Setembro de 1660 afectou profundamente o Imperador, que logo passados dois dias lhe atribuiu o título póstumo de Imperatriz Xiaoxian e mandou celebrar um grande funeral budista, convidando 108 monges para durante 21 dias recitarem orações do Clássico budista. O Imperador deprimido quis suicidar-se, obrigando dia e noite a ter uma pessoa a acompanhá-lo. Com uma tristeza imensa, pensou abandonar o trono e fazer-se monge. Dois meses após a morte da sua favorita, Shunzhi pediu a Xisen que lhe rapasse o cabelo e nem a Imperatriz viúva sua mãe o conseguiu demover. Esta, desesperada, mandou chamar Yülinxiu para vir ao palácio a fim de o obrigar a abandonar tal ideia. Levava 18 dias de monge, quando este chegou, mas nem as várias razões expostas o demoveram e em desespero, Yülinxiu ameaçou com a chantagem de mandar queimar Xisen. Só assim o conseguiu demover. Dos oito filhos masculinos de Shunzhi, o primeiro nascido em 1651 morrera 89 dias depois. Ao preparar a sucessão, dos seis candidatos o imperador inclinava-se para o segundo filho Fuquan (1653-1703), então com nove anos. Mas a mãe de Shunzhi, a Imperatriz viúva Xiaozhuang não concordou e por sugestão de von Bell, o único a saber sofrer o Imperador de varíola, propôs a escolha de Xuanye, pois aos dois anos tivera essa doença, bastante mortífera para os manchus que não tinham defesas contra ela. Assim vacinado, o seu terceiro filho Xuanye com oito anos foi o escolhido. A 5 de Fevereiro de 1661, Shunzhi com 22 anos morreu, sendo sepultado conjuntamente com a sua favorita, a Imperatriz Xiaoxian, no Mausoléu Xiao.


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25.3.2019 segunda-feira

ANNOUNCEMENT 1. Objective:

Open invitation to one tender.

2. Procuring entity:

Macao Science Center Limited.

3. Address of procuring entity:

Avenida Dr. Sun Yat-Sen

4. Works, goods and services to be procured:

For “Acquisition of Fulldome movie production service with topic of the 20th anniversary of Macao’s return to the motherland for Macao Science Center” PA-19-011 Macao Science Center.

5. Location of work and installation: 6. Conditions of entry:

Registered supplier under relevant categories of Macao Science Center Limited. 7. Method for obtaining tender Registered suppliers can send in your request documentation: through email to tender@msc.org.mo. For suppliers not yet registered, please attach with commercial registration documents & contact details. 8. Tender submission location Location: Avenida Dr. Sun Yat-Sen, Macao Science and deadline: Center. Deadline: 24th April, 2019 (WED) at 17:00 (Macao time) 9. Tender opening location and Location: Avenida Dr. Sun Yat-Sen, Macao Science time: Center. Time: The 1st working day after the deadline or 25th April 2019 (THU) at 15:00 (Macao time). Bidder or its representative shall be present at the Tender Opening for clarification of possible questions arisen from submitted tenders. If bidder or its representative cannot be present in the Tender Opening, and clarification is required, Tender Opening Committee will send a notification letter to the bidder. The bidder must present a clarification letter and send back to the Tender Opening Committee before the deadline specified in the notification letter. The qualified list of bidders will be released afterwards. 10. Validity period of the tender: 90 days starting from the date of tender opening (the validity period may be extended according to the Tender Procedures). 11. Provisional guarantee: Exempted. 12. Definitive guarantee: 13. Construction Period: 14. Selection Criteria:

15. Additional information:

16. Base price:

10% of total contract value of works, by bank guarantee. Maximum 300 calendar days. Please refer to Part III. Tender Regulations Evaluation – Open consultation document, tender to be evaluated according to the following elements: Price 40% Movie Script and Proposal 25% Sample of Fulldome movie production 35% technique and visual effects All related information will be uploaded to Macao Science Center website (http://www.msc.org. mo) from the day following the publication of this announcement until the tender closing date. Bidders are responsible to visit the website for additional information. No base price Macao Science Center Limited 25th March, 2019

Aviso ﹝N.º 12/2019﹞ Assunto: Notificação de audiência Local: Travessa dos Faitiões, barraca n.o 11-04-13-005-001, Macau (área assinalada na planta de localização em anexo) Comunica-se aos utilizadores da barraca acima mencionada Tam Keong e outros que, na sequência de verificações efectuadas por este Instituto, se detectou que a actividade de corte de cabelo desenvolvida na barraca n.º11-04-13-005-001 se encontra encerrada por um período superior a 45 dias consecutivos. Nos termos da alínea a) do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 6/93/M, de 15 de Fevereiro, é cancelado o registo no recenseamento de estabelecimento, se for verificado por este Instituto o encerramento ou interrupção de actividade, sem motivo justificado, por período superior a 45 dias consecutivos. De acordo com os artigos 93.º e 94.º do Código de Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, pode apresentar, por escrito, contestação e todas as provas testemunhais, materiais, documentais ou demais provas, no prazo de 10 dias, a contar da data da publicação do presente aviso. Se não for apresentada contestação por escrito no prazo fixado ou a mesma não for aceite por este Instituto, de acordo com o disposto do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 6/93/M, de 15 de Fevereiro, este Instituto irá proceder ao cancelamento de respectivo registo no recenseamento de estabelecimentos; além disso, de acordo com a alínea d) do artigo 17.o do mesmo Decreto-Lei, deve proceder-se ao encerramento dos estabelecimentos comerciais e industriais cujo recenseamento tenha sido cancelado pela verificação de algumas das circunstâncias previstas no artigo 13.º; no caso de o estabelecimento ser efectivamente encerrado, este Instituto irá iniciar o processo de desocupação e demolição da edificação informal de acordo com o previsto nos artigos 21.º, 24.º e 28.º do mesmo Decreto-Lei. Para a consulta do respectivo processo, poderão dirigir-se ao IH, sito na Estrada do Canal dos Patos, n.º 220, Edifício Cheng Chong, L, R/C, Macau, durante as horas de expediente, ou contactar a Divisão de Fiscalização de Habitação P­ública deste Instituto através do tel. n.º 2859 4875. Instituto de Habitação, aos 21 de Março de 2019 O Presidente, Arnaldo Santos


desporto 17

AFC

segunda-feira 25.3.2019

A disputar o Grupo I da fase de qualificação, a selecção local foi goleada por 4-0, no Estádio Thuwunna, pelo Myanmar. Mas já antes disso, na sexta-feira, a formação de Macau tinha sido massacrada pelo Japão por 8-0

SUB-23 MACAU SOFRE DUAS GOLEADAS E DIZ ADEUS AO ASIÁTICO DA TAILÂNDIA

O destino do costume

Os comandados por Iong Cho Ieng surpreenderam na primeira parte diante do Japão, mas no segundo tempo o descalabro foi total. A derrota de ontem diante do Myanmar foi a confirmação do adeus ao Asiático

C

OM duas derrotas em outras tantas partidas no Myanmar, a selecção sub-23 de Macau ficou de fora na fase de qualificação para o Campeonato Asiático do escalão. A competição realiza-se no próximo ano na Tailândia. A disputar o Grupo I da fase de qualificação, a selecção local foi goleada por 4-0, no Estádio Thuwunna, pelo Myanmar, que está a disputar o apuramento em casa. Mas já antes disso, na sexta-feira, a for-

mação de Macau tinha sido massacrada pelo Japão por 8-0. Com a selecção nipónica a ter levado de vencida, ontem, Timor-Leste, o Myanmar entrou em campo a saber que precisava de marcar pelo menos sete golos, sem sofrer, para igualar os nipónicos ao nível da diferença de golos. Caso conseguisse, poderia empatar com o Japão no encontro de amanhã, que vai decidir a equipa quem se apura directamente. A outra vai ficar dependente de ser um dos melhores segundos lugares.

Com este espírito, os birmaneses não facilitaram e adiantaram-se no marcador logo aos dois minutos, através de um canto. O defesa Ye Min Thu cabeceou na área, num lance quase a papel-químico do primeiro golo sofrido contra o Japão. A situação ficou mais complicada aos 19 minutos, com o 2-0, marcado por Win Naing Tun, de penálti. A partir deste momento o jogo acabou. Com a mentalidade do costume, no segundo tempo Macau focou-se em defender e no segundo tempo cedeu mais dois golos, número

FÓRMULA E PENALIZAÇÕES ENCURTAM LIDERANÇA DE FÉLIX DA COSTA

A

penalização sofrida pelo suíço Sébastien Buemi (Nissan), já após a corrida de Fórmula E de sábado na China, deixou a liderança do português António Félix da Costa (BMW) presa por apenas um ponto. O piloto de Cascais reassumiu sábado a liderança do campeonato de Fórmula E depois de ter terminado a sexta prova, disputada na cidade chinesa de Sanya, em terceiro lugar. Félix da Costa terminou a 3,268 segundos do vencedor, o francês Jean-Eric Vergne (DS), que foi o sexto piloto diferente a ganhar uma prova esta tem-

porada em igual número de provas disputadas. No entanto, Buemi sofreu dez segundos de penalização depois de ter sido considerado responsável pela colisão que deixou o brasileiro Lucas di Grassi (Audi) fora de prova na penúltima volta. Isso fez com que o piloto suíço caísse do sexto para o oitavo posto na prova. Assim, Félix da Costa mantém os 62 pontos no campeonato, mas tem agora o belga Jerôme D’Ambrosio (Mahindra) logo atrás, com 61. O britânico Oliver Rowland (Nissan) foi o segundo, depois

de um duelo intenso com Félix da Costa que quase terminava em colisão, mas cuja investigação posterior considerou que se tratou de um “incidente de corrida”. Este foi o terceiro pódio da temporada para António Félix da Costa, depois da vitória na abertura, na Arábia Saudita, e do segundo lugar no México. O campeonato segue, agora, para a Europa, com Roma a acolher a sétima jornada do campeonato, no dia 13 deAbril.

mesmo assim superior às vezes que entrou na área adversária. Win Naing Tun, que bisou, e Lwin Moe Aung foram os autores dos golos que fizeram o 3-0 e 4-0, respectivamente.

LIGEIRA SURPRESA

Na sexta-feira, já Macau havia sofrido outra goleada por 8-0, desta feita diante do Japão, num encontro que seria sempre complicado. Contudo, o jogo até trouxe uma certa surpresa. Com Macau a alinhar em 4-4-2, com U Wai Chon na baliza, Cheng Ka Chon, Ng Wa Seng, Un Kuong Fue Xiao Rongrui, na defesa, Ng Wa Keng, Cheong Hoi San, Wan Tin Iao, Carlos Choi, no meio-campo e Lei Chan Tou e Leong Hou In no ataque, a formação conseguiu aguentar 50 minutos sem sofrer qualquer golos. Apesar do sufoco permanente, os comandados de Iong Cho Ieng acabariam mesmo por ceder num pontapé de canto. Foi o avançado nipónico Ayase Ueda, que desatou o encontro. Na marcação da bola parada, Ueda conseguiu saltar entre Wan Tin Iao e Un Kuong Fu e fez o 1-0, ao cabecear à entrada na pequena-área. O guardião U Wai Chong pouco mais pode fazer do que acompanhar a bola com os olhos.

Ténis Sousa passa à terceira ronda no Open de Miami O tenista português João Sousa qualificou-se sábado para a terceira ronda do Open de Miami, segundo Masters 1000 de 2019, ao vencer o norte-americano Steve Johnson, por 7-6 (8-6) e 6-4. João Sousa, 41.º da classificação mundial ATP, venceu Johnson, 38.º, em uma hora e 36 minutos. Na primeira ronda, o português tinha vencido Chun Hsin Tseng, de Taiwan,

426.º do ‘ranking’ mundial, por 6-4 e 7-5. Na próxima eliminatória, o tenista luso vai defrontar o vencedor do encontro entre o sul-africano Kevin Anderson, sexto pré-designado e sétimo do mundo, e o espanhol Jaume Munar, 61.º na hierarquia ATP. Em 2018, João Sousa chegou aos oitavos de final em Miami, ronda em que acabou eliminado pelo sul-coreano Hyeon Chung.


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O QUE FAZER ESTA SEMANA Diariamente

EXPOSIÇÃO | “A FORMA DOS SENTIMENTOS QUANDO A POESIA INSPIRA A ARTE” Oficinas Navais nº1

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CONCERTO | GALA DA CÂMARA Teatro Dom Pedro V | 30/03

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8 2 4 3 9 0 6 7 US [C] 1de: Jordan 7 Peele3 5 Um filme Com: Lupita Nyong’o, Winston Duke, 5 Elisabeth8 Moss 2 0 14.30, 16.45, 21.30 0 3 5 2 CAPTAIN MARVEL [B] Um filme de: Anna Boden, Ryan Fleck 9 7 1 Com:6 Brie Larson, Samuel L. Jackson 4 21.301 9 14.30,2 16.45,19.15, 4 1 0 6 MASQUERADE HOTEL [B] FALADO EM JAPONÊS 3 5 9 8 LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Masayuki Suzuki 6 8 4 Com:7 Takuya Kimura, SALA 1

SALA 2

Masami Nagasawa 14.15, 16.45, 19.15

1 6 4 5 2 8 3 7 9 0 0 5 8 4 7 3 6 1 2 9 9 2 8 1 6 4 3 5 7 0

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0 5 7 6 1 US 4ESCAPE 1 ROOM 5 [C] 3 8 Um filme de: Adam Robitel 6Com: Taylor 4Russel,9Logan 0 Miller, 2 Deborah Ann Woll, Jay Ellis 321.45 9 6 7 4 8KAMENN 7 RIDER 1 HEISEI 4 9 5GENERATIONS 8 0FOREVER 2 [B]3 FALADO EM JAPONÊS LEGENDADO EM CHINÊS 7Um filme0de: Kyohei8Yamaguchi 5 6 Com: Sou Okuno, Atsuhiro Inukai, 9 14.30,Gaku 2Oshida,3Shieri Ohata 8 7 16.30, 21.30 2I WANT6TO EAT 4 YOUR1PANCREAS 0 [B] FALADO EM JAPONÊS 1LEGENDADO 3 EM CHINÊS 2 E9INGLÊS 5 SALA 3

Um filme de: Ushishima Shinichiro 19.30

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BAHT

6 9 7 6 1 5 5 9 6 0 8 0 4 6 7 0 4 8 7 7 5 0 2 4 6 3 7 5 7 2 6 9 2 1 6 8 6 no7sábado os signatários 0 do8 O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou acordo de paz3 na República Centro-

EXPOSIÇÃO | JU MING MGM Cotai | Até 07/04

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AGENDAS CHEIAS

EXPOSIÇÃO | OBRAS PRIMAS DE ARTE RUSSA MAM | Até 22/04

C I N E M A

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VIDA DE CÃO

EXPOSIÇÃO | “HISTÓRIAS SEM PALAVRAS A ARTE DA ILUSTRAÇÃO” Oficinas Navais nº1

Cineteatro 25

80-98%

OS APELOS DE GUTERRES 26 7 8 4 2 1 6 9 5 0 3

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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 26

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Apresentado na sexta-feira, “A 7 Humidade 9 1 dos 6 Dias”, 4 3 de Luís Mesquita de Melo, 0 como 3 4o primeiro 9 1livro8 figura do autor e o primeiro com 2 7 6 5 8 1 a chancela da recém-criada Capítulo 4 8 Oriental. 5 2 A3obra,9 uma “curta-metragem” nas 3 5 do2 autor, 7 6 palavras reúne0 memórias soltas da infância 9 0 8 3 7 5 e juventude passadas nos Açores. livro,8com2capa4 6 1O7 de Konstantin Bessmertny, desperta “uma imediata adesão afectiva”, desencadeada por páginas “impregnadas de8vozes, 3 1cheiros, 2 6sons,0 cores e sabores”, como es6 0o escritor 9 4e ensaísta 3 5 creveu Victor Rui Dores no prefá4 7Diana5do Mar 0 1 8 cio.

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hojemacau. com.mo

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-Africana “a acelerar a sua aplicação”, um dia após a formação de um novo Governo que inclui representantes de grupos armados. Guterres exorta também “todos os signatários do Acordo Político para a Paz e a Reconciliação a aderirem aos princípios acordados, nomeadamente a rejeição da violência e o respeito dos direitos humanos.”

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PROBLEMA 27

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66 44 0 11 9 3 75 2 8 7 8 6 42 94 3 7 09 20 1 5

22 33 6 0 4 1 8 7 9 15 70 53 97 6 11 04 2 35 48 29

93 76 1 9 7 24 30 85 42 58 1 8 9 2 7 5 6 3 4 0

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S U D O K U

TEMPO

25.3.2019 segunda-feira

9 8 4 2 1 5 7 3 6 0

Quem acompanha um pouco a política em Macau compreende que os debates na 26 Assembleia Legislativa nem sempre são os mais construtivos para não dizer muitas 7 3 1 8 2 vezes inócuos. São horas a fio a discutir (muitas não interessa) que 3 8 0vezes o 2que 7 redundam numa luz verde e quase sempre 8a agenda das por4unanimidade.7 No entanto, reuniões plenárias0 tem limitado ainda 9 mais 5 8 a apreciação de diplomas, deixando pouco 0 sobre as futuras leis que 7 tempo ao debate nos hão-de reger. Na semana passada,0 por 2 exemplo, foram agendadas para votação 9 mesmo 5 7dia 6cinco propostas 1 de lei num e uma proposta de debate de interesse 6 8 público. Com sensivelmente uma hora dedicada 0 8 a intervenções antes 5 da3 ordem 9 do dia, o relógio bate 16h. Ou seja, para 1 a4agenda até à hora normal 0 de 6 se 3 cumprir ‘fecho’ da Assembleia Legislativa às 20h, e já sem contar com a proposta de debate, 28 diploma tem de ser apreciado em cada menos de uma hora. O absurdo da agenda 8 6 6um 4 1 2dia 7 8fez que 9 todos 0 7 prevista5para0 único5 os pontos à excepção apenas do primeiro 8 9 2 1 9 1 4 3 8 7 0 passassem para o dia seguinte e, mesmo 4 5 8 2 7 dia3 0 seguinte 3 9– o6 5limite, 6 dado 4 assim, no que não9 podia continuar num terceiro 8 4 7 6 8 3 5 2 1 dia – o debate terminou por volta das 21h. 2 4 9dois 5 0 chegaram 1 6 1 8 7 para 7 3 Resumindo: dias mal dar conta a seis pontos que o presidente 1 6 8 4 3 8 9 1 0 5 3 6 da AL queria tratar em apenas um. Ainda que mais 6tempo 3 não 0 seja7sinónimo 2 4de mais 8 5 8 0 qualidade, preocupa-me que se reserve 3 4 8 a1 5 2uma2dúzia6 de7 0minutos 9um 9 1 mentalmente diploma. Amanhã há mais um plenário. 9 5 8 7 3 4 0 1 3 4 2 Na agenda constam 18 interpelações orais, 0 datadas 1 5 2 9 7 8de Janeiro. 2 6 4Como 9 diria 0 o4 incluindo outro, é só fazer as contas. Diana do Mar

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5 HUMIDADE 2 7 |1 3LUÍS2 5MESQUITA 0 1 DE 8 MELO 4 9 1 9 5 “A DOS DIAS” 4 0 8 9 2 1 5 3 6 2 9 7 0 8 6 3 6 4 2 2 7 5 8 4 0 9 0 1 7 4 6 0 5 1 7 3 8 2 3 6 7 1 4 8 9 6 90 4 4 0 3 2 9 1 1 5 2 8 9 4 38 9 3 5 7 0 0 4 6 3 1 1 8 9 6 5 2 3 4 9 5 9 8 2 5 8 4 3 7 4 9 1 0 0 6 7 5 9 0 3 7 6 2 0 8 1 5 8 6 7 3 3 3 0 1 7 5 52 6 0 6 4 8 4

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9 5 7 4 5 7 9 4 1 8 2 0 6 3 6 1 8 9 3 4 0 2 7 2 8 1 0 8 3 9 5 7 6 2 4 1 5 4 2 6 7 1 8 9 2 3 9 6 4 1 2 6 3 0 8 5 7 9 9 0 3 4 2 5 7 6 5 7 6 1 3 0 6 2 4 0 9 3 7 1 5 8 7 9 5 1 8 3 6 0 8 4 3 9 0 7 3 9 0 2 4 5 1 7 8 6 1 7 6 2 9 0 5 8 9 6 0 4 2 8 1 6 7 5 8 9 3 4 2 0 3 8 0 7 1 2 4 5 7 2 4 6 5 3 7 5 8 1 6 2 0 9 3 4 0 2 4 5 6 8 3 1 Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Diana do Mar, João Santos Filipe; Sofia Margarida 2 Mota 9 Colaboradores 1 0 6Amélia5Vieira; António Cabrita;9António 3 Castro 1 Caeiro; 7 António 2 6Falcão;4Gonçalo 8 Lobo 0 Pinheiro; 5 João Paulo Cotrim;4José Drummond; 3 1 José 0 Navarro 5 de6Andrade; 9 7 José Simões Morais; Luis Carmelo; Michel Reis; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rita Taborda Duarte; Rui Cascais; Rui Filipe Torres; Sérgio Fonseca; 0 Valério 1 Romão 8 Colunistas 7 4 António 2 Conceição Júnior;2David4Chan;6João Romão; 8 0Jorge1Morbey;5Jorge3Rodrigues 9 Simão; 7 Leocardo; Olavo Rasquinho; 8 5 Paul 9 Chan 3 Wai0Chi; Paula 7 Bicho; 2 4 Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária 4 de3redacção 8 0 5 3 7 4Assistente 9 6de marketing 1 2Vincent Vong Impressão 2 Tipografia 6 7Welfare 8 Morada 4 9Calçada 1 de 3 5 e8Publicidade 1 9Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo

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opinião 19

segunda-feira 25.3.2019

reencarnações

JOÃO LUZ

N

Comunicação Terminal

O princípio era o Verbo e no fim a salada de palavras sem tempero ou qualquer significado. Quando abrimos a boca para falar, quando anotamos palavras num suporte físico, até quando nos expressamos artisticamente, materializamos um pensamento com o intuito de passar mensagens. É assim que trocamos informação, excepto quando contactamos com alguns serviços públicos locais com o intuito de informar os leitores. No passado dia 14 de Março, enviei um par de questões à Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água sobre o estado do Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa. A ferrugem e o aspecto de cenário de filme de terror motivaram o meu contacto, depois de ver nas redes sociais imagens de degradação numa das infra-estruturas mais dispendiosas e atribuladas da RAEM. Para minha surpresa, recebi uma resposta pronta, que dispensou o habitual e subsequente telefonema a sublinhar que tinha enviado um e-mail, já por si sintomático de uma comunicação débil. Procurei saber o que seria feito para resolver a situação, quem

era responsável por aquele estado decante e quais as consequências do desleixo, falta de manutenção ou defeito de construção, que deixou parte do terminal chegar àquele ponto. A resposta chegou quatro dias depois, assinada pelo Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-Estruturas na forma de um quebra-cabeças para o qual peço ajuda para descodificar: “Acusamos recepção da consulta enviada da D.S.A.M.A., sobre a situação em questão, após recebido a informação reflectida, solicitámos no último sábado (dia 16 de Março) a presença da entidade adjudicatária, no local de obra, para atender o acompanhamento, indo este Gabinete programar de imediato o procedimento de entrega e recepção da empreitada de construção após conclusão da limpeza a ser realizada no respectivo local.” Depois de ler a frase cinco vezes acho que sangrei um bocado dos ouvidos.Algo rebentou no meu cérebro durante a tentativa de formar significado a partir deste enigmático arranjo de palavras. Ok, receberam as perguntas que coloquei à DSAMA. Boa! Portanto, este email é uma resposta ao meu email inicial, informação útil se estivesse a sofrer de amnésia. Foi solicitado à adjudicatária a presença no local da obra para atender o acompanha-

mento. Aqui começam os problemas. O que é que isto significa?! Tenho de contratar um espírita, ler nos astros o que isto quer dizer? Será programado o procedimento de entrega e recepção da empreitada de construção?! Que construção?! O que é isto? Estarei a sonhar? Estão a ver aqueles sonhos em que damos por nós na rua sem calças, ou sapatos e não sabemos o que fazer? Como é óbvio, tentei esclarecer o que ali estava, vislumbrar um pouco de significado, algo a que me agarrar noticiosamente. Perguntei ao GDI de que construção estavam a falar, e voltei a questionar qual a entidade adjudicatária e se haveria consequências para o estado lastimável comprovado pelas fotos que enviei. A resposta que recebi foi esta: “Relativamente à pergunta apresentada por V. Exa. e a qual temos respondido ultimamente, informa-se que este Gabinete não dispõe da informação relevante que pode ser complementada. Obrigado.” Apraz-me responder a esta não resposta na mesma moeda: “Após consulta gastrointestinal dos factos de três peças descritos nos anexos A e X e acusando a recepção de coisas imateriais na esfera do etéreo, será prestada a máxima atenção à adjudicação do projecto de

Não sei se este tipo de resposta dos serviços tem aspirações a tornar-se corpo literário ao estilo de ofício kafkiano, mas pelo meio podiam ao menos procurar arranjos de palavras sublimes

vida em estado terminal, sendo que a ferrugem e a decadência visam aprofundar a harmonia entre inox e humanidade”. Um dos meus prazeres maiores é mergulhar em belas conjugações de palavras, especialmente em prosa poética, esse animal indomável que leva tudo à frente. Não sei se este tipo de resposta dos serviços tem aspirações a tornar-se corpo literário ao estilo de ofício kafkiano, mas pelo meio podiam ao menos procurar arranjos de palavras sublimes. No fundo, todos ficamos a perder. Eu fico sem resposta a um par de questões simples sobre uma infra-estrutura que demorou quase 12 anos a ser construída e onde aportaram sucessivas derrapagens orçamentais. Perde-se em clareza e vence a opacidade e ninguém é responsável por absolutamente nada. Também os serviços perdem tempo, com o significado a ficar entalado algures nos dentes da roda burocrática. Mas, acima de tudo, perde o cidadão que além dos agravos justificados em relação ao gigantesco e precocemente decrépito terminal, tem aqui mais um exemplo de que por cá a culpa morre quase sempre solteira. É preciso acontecer algo excessivamente bárbaro e descarado, ou mexer com interesses superiores, para alguém ser chamado à pedra. Por outro lado, as não respostas defendem a falta de escrutínio de um Governo e entidades públicas que se autofiscalizam. Como pode a corrupção não florescer neste canteiro? A resposta será um arrazoado ininteligível de palavras.


Só há grupos onde existem fraquezas individuais. António Lobo Antunes

PALAVRA DO DIA

segunda-feira 25.3.2019

Parlamento condicionado TAILÂNDIA PAÍS VOLTA ÀS URNAS QUASE CINCO ANOS DEPOIS DO EXÉRCITO TER TOMADO O PODER

A

S mesas de voto abriram ontem de manhã na Tailândia para as eleições no Parlamento, o qual permanecerá, contudo, condicionado pelos militares independentemente do veredicto das urnas, quase cinco anos após o exército ter tomado o poder. Cerca de 51 milhões de tailandeses, em aproximadamente 90.000 escolas em todo o país que começaram a funcionar às 8:00, são chamados a votar nas eleições que foram adiadas meia dúzia de vezes pela junta militar desde que assumiu o poder em Maio de 2014, quando os generais justificaram o golpe como forma de acabar com a corrupção e a instabilidade política após meses de protestos de rua. Entretanto, a convocação das eleições, adiada várias vezes, aconteceu após uma reforma legal completa para restringir a margem de manobra dos Governos eleitos e fortalecer a interferência militar na vida política do país. Estas eleições servem para avaliar o apoio ou a rejeição popular à junta militar e ao primeiro-ministro,

O

o general Prayut Chan-ocha, que aspira a renovar o cargo, desta vez com a legitimidade das urnas. O regime militar foi marcado pela intolerância em relação a qualquer forma de dissidência, o que levou centenas de pessoas às prisões.

JOGO DAS CADEIRAS

Neste sufrágio estão disputa 500 lugares na Câmara dos Deputados, dos quais 350 serão eleitos pelos círculos eleitorais, e outros 150 por listas de partidos, por um período de quatro anos. Os deputados serão responsáveis pela nomeação do novo primeiro-ministro numa votação conjunta com os 250 senadores, que são escolhidos a dedo pela junta militar e incluirá os chefes das forças armadas. Prayut, proposto como candidato a chefe de Governo pelo partido Phalang Pracharat, parte com vantagem para estender o seu mandato, uma vez que só precisa do apoio de 126 deputados eleitos. A Comissão Eleitoral também colocou em prática novas regras que prejudicam os principais partidos, com regulamentos destinados a

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Presidente da China, Xi Jinping, começou ontem pelo meio-dia uma visita diplomática ao Mónaco, no âmbito de um périplo europeu, transformando as ruas do principado, que ficaram desertas mas enfeitadas com símbolos e cores chinesas. Depois de uma passagem por Roma, onde selou a entrada da Itália, com a assinatura de um memorando de entendimento “não vinculativo”, no seu projecto económico chinês “nova rota da seda”, Xi Jinping chegou ao Mónaco, uma hora depois de aterrar no aeroporto de Nice Côte D’Azur. Trata-se da primeira vez que o Presidente do país mais populoso do mundo visita o Mónaco, o Estado mais pequeno do planeta depois do Vaticano.

A convocação das eleições, adiada várias vezes, aconteceu após uma reforma legal completa para restringir a margem de manobra dos Governos eleitos e fortalecer a interferência militar na vida política do país

prejudicar as possibilidades do clã Shinawatra, cujas plataformas políticas venceram em todas as eleições desde 2001. Thaksin Shinawatra e sua irmã Yingluck, cujos Governos foram depostos pelos militares em dois golpes, vivem no exílio para evitar a justiça tailandesa e são considerados inimigos

pelos adeptos da monarquia e pelo comando militar. Para ir às urnas, os Shinawatra dividiram o apoio político entre quatro formações, algumas delas novas. O Pheu Thai, que formou o último Governo democrático, é o principal partido dessa facção, que desta vez decidiu participar dividida em quatro formações para evitar a nova

Curva presidencial Xi Jinping no Mónaco para visita diplomática

O governante monegascoAlberto II foi recebido em Setembro em Pequim e forjou laços com Xi, especialmente em torno do desporto.

Não está prevista qualquer conferência de imprensa para esta visita, mas há imagens oficiais. O programa da visita prevê um almoço com 40 convidados, no qual Xi Jiping e Alberto II vão poder discutir “questões económicas e ambientais”. Em 2018, o Mónaco assinou um acordo com o grupo chinês Huawei para tornar o principado o primeiro país totalmente coberto em 5G para as suas comunicações móveis. O Presidente chinês iniciou na quinta-feira um périplo pela Europa, visando "consolidar o bom

regra que limita o número de lugares por partido.

ACTO FALHADO

Numa tentativa de surpreender os militares, o partido Thai Raksa Chart, uma das formações ligadas a Thaksin Shinawatra, propôs a candidatura de Ubolratana Mahidol, irmã mais velha do actual rei da Tailândia.

momento" nas relações e reforçar alianças no comércio e assuntos internacionais, informou o Governo chinês, apesar da crescente suspeição de Washington. A viagem de Xi Jinping decorre até 26 de Março e inclui Itália, França e Mónaco. Itália foi o primeiro país membro do G7 a integrar o projecto "nova rota da seda", de infraestruturas marítimas e terrestres, lançado por Pequim em 2013, (ver página 13). Com este projecto, Pequim tenciona impulsionar o seu comércio com o Ocidente, apesar das reticências por parte da União Europeia.

A candidatura não sobreviveu um dia, já que o monarca Vajiralongkorn declarou publicamente a candidatura da irmã como "inapropriada" e "contra o sistema constitucional". A Comissão Eleitoral apresentou uma queixa ao Tribunal Constitucional, que finalmente dissolveu o Thai Raksa Chart duas semanas antes das eleições. O beneficiário desta situação poderá ser o Anakot Mai, partido recém-formado e liderado pelo empresário Thanathorn Juangroongruangkit, cujo sucesso entre os jovens eleitores e a sua proposta para reduzir o orçamento militar o colocou na mira dos militares. Os Democratas, outro partido na corrida eleitoral, é tradicionalmente preferido pelas elites de Banguecoque, a mesma que apoiou o golpe, mas cujo líder, o ex-primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, anunciou a sua oposição à continuação de Prayut no cargo de primeiro-ministro. As eleições serão as primeiras após a morte do rei Bhumibol, que morreu em Outubro 2016, após 70 anos de reinado.

Selecção nacional João Félix falha treino

O avançado João Félix falhou ontrm o último treino da selecção portuguesa de futebol antes do encontro frente à Sérvia, da segunda jornada do grupo B da fase de qualificação para o Euro2020, devido a queixas físicas. O futebolista do Benfica ainda subiu ao relvado principal da Cidade do Futebol, em Oeiras, mas acabou por sair ainda antes do início da sessão. Nos 15 minutos abertos à comunicação social, os titulares do desafio diante da Ucrânia integraram o treino com o restante grupo, realizando os exercícios de aquecimento com bola, assim como o avançado Gonçalo Guedes, que no sábado tinha feito corrida, e o defesa Mário Rui, que esteve indisposto.


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Hoje Macau 25 MAR 2019 #4254 by Jornal Hoje Macau - Issuu