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Hoje Macau 24 MAIO 2022 #5013

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TERÇA-FEIRA 24-5-2022

Nº 5014

MOP$10

AFP

HOJE MACAU

PCC

CEM ANOS DE SUPERAÇÃO GRANDE PLANO

DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

Linhas de acção locomotiva

IDOSOS | VACINAS

ESTÍMULOS GÁSTRICOS PÁGINA 6

Conclusão da linha de Seac Pai Van, ligação da Taipa à Barra e conexão a Hengqin até 2025, foram algumas das metas apresentadas ontem pelo Governo e integradas no Planeamento Geral de Trânsito e Transportes Terrestres (2021-2030). Mas a maior novidade, apresentada por Raimundo do Rosário e Lam Hin San, prende-se com a construção de um teleférico entre o Centro de Ciência e a Zona A dos Novos Aterros.

TAIWAN

CHINA AVISA AMERICANOS

PÁGINAS 4-5 ANTÓNIO MIL-HOMENS

PÁGINA 10

VARÍOLA DOS MACACOS

ATENTOS COMO SEMPRE PUB.

ÚLTIMA

ANTÓNIO MIL-HOMENS

ANTES DO ADEUS PUB PUB.

PUB

EVENTOS


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24.5.2022 terça-feira

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ANÁLISE ACADÉMICO ESTUDA PERCURSO HISTÓRICO DO PARTIDO COMUNISTA DA CHINA

O poder visto à Luís Cunha analisou o percurso do partido centenário com “uma notável capacidade adaptativa” aos novos tempos, no artigo intitulado “A Resiliência do Partido Comunista da China”. O académico encara o slogan “socialismo com características chinesas” como uma via para o fortalecimento do partido, cuja legitimidade para governar continua inquestionável

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OM cem anos de existência, o Partido Comunista da China (PCC) parece ter resistido a todos os contratempos da diplomacia mundial, nomeadamente à queda da União Soviética, mas não só. A “resiliência” do PCC é tema do último artigo do académico Luís Cunha, publicado na revista Janus Observare, da Universidade Autónoma de Lisboa. O autor é investigador integrado no Instituto do Oriente e do Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Luís Cunha traça uma análise do percurso histórico de um partido que soube manter o poder ao longo da história e que readapta com novas fórmulas políticas e ideologias. “Ao longo de um século, o PCC foi capaz de superar, com maior ou menor grau de sucesso, todas as suas crises e contradições internas, transformando-se no maior e mais poderoso Partido Comunista do mundo”, começa por afirmar Luís Cunha. Graças ao PCC, houve uma “inigualável projecção de poder

na história da China, graças a uma gestão competente da agenda geoestratégica e geoeconómica”. O país é hoje “um laboratório político sem paralelo”, governado por um “omnipresente Partido-Estado”. Luís Cunha cita Richard MacGregor, que no livro “The Party” [O Partido], considera a sobrevivência do PCC “um milagre político”. “Se tivermos em conta que a sua inspiração fundacional, o Partido Comunista da União Soviética (PCUS), foi extinto há três décadas, a asserção mostra-se válida. Há, no entanto, outras importantes variáveis em jogo. No monolítico sistema político chinês nada se perde e tudo se transforma, por obra e engenho de um Partido capaz de notável capacidade adaptativa”, escreve Luís Cunha. Cem anos depois da fundação, o PCC revela “um modelo singular de desenvolvimento político e social”, sendo que o “excepcionalismo chinês” se baseia numa “forte visão nacionalista” e é veiculado através de uma “nova era transformacional”. Em termos gerais, o PCC “soube superar as inúmeras adversidades

ao longo da sua história e surge agora, no primeiro quartel do século XXI, aparentemente fortalecido no domínio do seu desígnio ideológico de desenvolvimento para a China”. Para Luís Cunha, o partido assume hoje “abertamente, um projecto autónomo”, diferente “dos modelos enraizados nas propostas das democracias liberais do Ocidente”.

Luís Cunha traça também um olhar sobre os Livros Brancos publicados ao longo dos anos sobre as mais diversas áreas de actuação política, económica, social e diplomática. Todos fazem referência “à originalidade do caminho escolhido pelo PCC para o desenvolvimento da China”, além de darem ênfase “ao acervo civilizacional do país e à recusa

em alinhar [o país] no modelo da democracia liberal do Ocidente”. Uma forma de revisionismo? Quanto ao secretário-geral do PCC, é visto como o “núcleo central” do comité central do partido, que tem como ideologia de base “o pensamento de Xi Jinping”, nomeadamente no que diz respeito ao conceito de “socialismo com características chinesas na nova era”.


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funciona’ baseada em inovações teóricas.” São elas “a adaptação do marxismo à realidade chinesa” além das teorias desenvolvidas por Deng Xiaoping, a ideia da “tripla representatividade” de Jiang Zemin ou ainda a “teoria científica do desenvolvimento”, de Hu Jintao. Desta forma, a ideia do “sonho chinês”, também preconizada por Xi Jinping, propõe, segundo Luís Cunha, “um processo inclusivo e harmonioso para o desenvolvimento e afirmação da China, mas também uma ordem multipolar”. Está, portanto, em causa “um processo de renovação ideológica e política, com recurso ao reabilitado confucionismo e ao tradicionalismo cultural, mesclado com o incontornável marxismo em versão sínica”. Persiste “uma lógica leninista”, em que o PCC assume para si a autoridade em consonância com o Estado e o Exército Popular de Libertação.

Uma “certa democratização”

“A China poderá ascender à condição de maior potência económica mundial num futuro não muito distante.” LUÍS CUNHA ACADÉMICO

Luís Cunha denota que este conceito, introduzido por Xi Jinping, aponta a uma via de fortalecimento partidário. “É de notar que o PCC colocou especial ênfase no delicado processo de selecção e recrutamento para os seus quadros, transformando-se desse modo numa organização política elitista”, acrescentou o autor do artigo.

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O conceito é também “um tipo de revisionismo com características chinesas”. “Assumindo-se como um partido genuíno e pragmático, intimamente ligado às aspirações populares, o PCC repudia reiteradamente aquilo que considera ser o ‘caos da democracia ao estilo ocidental’, oferecendo em contrapartida uma ‘democracia que

No ano passado, o Conselho de Estado lançou o Livro Branco “A Democracia que Funciona”, e que recorda que existem na China oito partidos políticos que obedecem ao PCC. Esta democratização apontada pelos líderes chineses não representa uma mudança de mentalidades, denota Luís Cunha. “Na realidade, a abertura parcial do PCC a processos de cariz democrático não deve ser lida como uma liberalização ideológica, mas antes como uma tentativa de refinar e melhorar os seus métodos funcionais e orgânicos.” Actualmente, o PCC defende “um modelo alternativo de globalização”, tendo em conta a necessidade de ultrapassar “o esgotamento do modelo económico adoptado desde a abertura da China ao mundo em 1978”. Segundo o autor, persiste a ideia de “destino partilhado para a humanidade” e a aposta num modelo multilateral pacífico com todos os povos. “Embora o PCC não admita abertamente que o ‘modelo chinês’ é exportável, considera que ‘a experiência e prática do PCC podem oferecer boas referências a outros’”, lembrou Luís Cunha. O académico destaca ainda declarações de Xi Jinping, que no 95º aniversário do partido disse que “o que está em causa não é tanto o ‘modelo chinês’, mas antes a ‘solução chinesa’”. Já no discurso do 19º Congresso do PCC, o Presidente chinês “ficou muito perto de promover um modelo chinês de relações internacionais, ao referir que o caminho trilhado pela China ‘oferece uma nova opção para os outros países e nações que querem acelerar o seu desenvolvimento, ao mesmo tempo que preservam a sua independência’”.

Uma contradição

Como partido que ao longo da sua história foi ultrapassando proble-

“É inegável que o PCC conseguiu alcançar um dos principais objectivos que presidiu à sua fundação: a transformação da China num país forte e independente.” LUÍS CUNHA ACADÉMICO

mas e contradições, Luís Cunha aponta aquela que será “a principal”: o facto de a China ainda não ter atingido o comunismo quando o PCC chegou aos cem anos de existência. “Esta aparente contradição é abertamente admitida na Constituição do Partido, quando refere que ‘o objectivo máximo do PCC é a realização do comunismo’ e que ‘o ideal mais importante do comunismo perseguido pelos comunistas chineses só poderá ser realizado quando a sociedade socialista estiver totalmente desenvolvida e altamente avançada’”. Desta forma, Luís Cunha destaca que este é “um objectivo que poderá ser parcialmente alcançado em 2049, aquando da celebração dos 100 anos da implantação da República Popular da China” e quando termina o estatuto especial da RAEM. “No léxico do PCC, esse marco do duplo centenário, assinalará o ‘rejuvenescimento da nação chinesa’” mas, na verdade, denota o autor, “a quimera comunista não será facilmente alcançável”. E aqui a história da segunda metade do século XX pode explicar a questão, dada a queda da URSS e do próprio PCUS. “Alguns académicos sustentam mesmo que os soviéticos nunca chegaram a implantar o comunismo, uma vez que os dirigentes partidários da URSS teriam optado pelo capitalismo de Estado”, frisou Luís Cunha.

“Assumindo-se como um partido genuíno e pragmático, intimamente ligado às aspirações populares, o PCC repudia reiteradamente aquilo que considera ser o ‘caos da democracia ao estilo ocidental’, oferecendo em contrapartida uma ‘democracia que funciona’ baseada em inovações teóricas.” LUÍS CUNHA ACADÉMICO

Sobre a figura de Xi Jinping, o autor entende ser um “líder transformacional, só comparável a Mao e Deng, líderes carismáticos”, estando “imbuído de uma infabilidade histórica quanto à missão de transformar a China na mais poderosa das nações”. Características de “um líder forte, com um projecto político bem definido”, tendo traçado as “linhas vermelhas” em 2013 com um memorando interno do PCC que “elencou as principais ameaças existenciais do Partido, incluindo a democracia constitucional de matriz ocidental e o neoliberalismo”.

O poder com Xi

Para Luís Cunha, desde 2014, com Xi Jinping no poder, que o país passou a mostrar “todo o seu poder e assertividade”, uma vez que a narrativa oficial veiculada pelo actual Presidente “eliminou definitivamente a estratégia discreta para a afirmação externa da China recomendada por Deng Xiaoping”. Desta forma, a “China poderá ascender à condição de maior potência económica mundial num futuro não muito distante”, com foco no reforço do poder militar. “O PCC não venceu a utopia, mas ultrapassou-a”, descreve Luís Cunha, que acredita que, nos últimos cem anos, o partido “aprendeu a (sobre) viver com inúmeros paradoxos e contradições”, tendo-se transformado “numa máquina centrifugadora híbrida, capaz de absorver, regenerar e devolver à sociedade as diferentes abordagens políticas e económicas”. O PCC mantém a sua legitimidade com a aposta no nacionalismo e numa “comunidade política imaginada”, sendo que a legitimidade é transposta para o plano internacional com os projectos de “uma faixa, uma rota”. É, portanto, a proposta chinesa “para uma nova ordem centrada no desenvolvimento, com claras implicações geopolíticas e geoeconómicas”. Em jeito de conclusão, Luís Cunha considera que a legitimidade do PCC não estará ameaçada nos próximos tempos, “tendo em conta os indicadores disponíveis que indicam que o PCC desfruta de um elevado grau de popularidade, ao mesmo tempo que a elite partidária mantém a necessária coesão”. Estes são “factores cruciais para a perpetuação da necessária legitimidade”, pelo que “a sede do poder estratégico no sistema político chinês – o PCC – não estará ameaçada num futuro próximo”. “É inegável que o PCC conseguiu alcançar um dos principais objectivos que presidiu à sua fundação: a transformação da China num país forte e independente. O PCC conduziu a China a um patamar nunca alcançado na sua longa história”, remata o autor do artigo. Andreia Sofia Silva


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Xangai Governo procura trazer estudantes locais

A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) reuniu com a Autoridade de Aviação Civil (AAC), com o intuito de responder aos pedidos de ajuda de residentes de Macau que estão a estudar em Xangai e desejam voltar ao território. De acordo com o canal chinês da TDM-Rádio Macau, ainda existem “restrições consideráveis” à circulação e, por isso, a possibilidade de retomar as ligações aéreas entre Xangai e Macau é “limitada”. O organismo reiterou ainda estar a “acompanhar de perto” o relaxamento das medidas anti-epidémicas de Xangai, nomeadamente, as suas implicações para a eventual retoma de rotas de ligação com Macau através de diversos meios de transporte. Assim que possível, a DSEDJ irá partilhar a “informação relevante” com os estudantes de Macau que estão em Xangai.

Plenário Sete deputados saíram a meio da sessão

Pelo menos sete deputados abandonaram a apresentação do Governo sobre o planeamento de transportes, na fase de perguntas e respostas. A sessão começou às 15h e prolongou-se até pouco depois das 17h30, hora para a qual estava agendado o final. No entanto, às 17h10, cerca de sete deputados tinham deixado a sala, e uma deputada deixou a sessão imediatamente depois de fazer uma pergunta, neste caso já depois da hora prevista para o fim. Contudo, Raimundo do Rosário não se mostrou incomodado: “Não dei conta da saída dos deputados, estava muito focado a responder às perguntas. E não me afecta, venho fazer uma apresentação e foi o que fiz. Não tem problema nenhuma”, afirmou. O secretário esclareceu também que a sessão de apresentação aos deputados foi uma iniciativa do Governo.

Habitação social Suspensão do aumento de rendas sugerida

O deputado Nick Lei defendeu que o Governo deve isentar os inquilinos que vivem em fracções de edifícios de habitação social de ver as suas rendas aumentadas. Isto, tendo em conta que, devido à crise económica, alguns destes inquilinos receberam indemnizações por despedimento que estão a ser tratadas como rendimentos, ficando assim sujeitos ao aumento das rendas. Segundo o jornal Ou Mun, o deputado considera que o Governo deve rever a lei e introduzir melhorias no regime de isenção de aumentos “para evitar lacunas”. Nomeadamente, vincou, que arrendatários e candidatos a arrendar fracções de habitação social não sejam prejudicados, numa altura de em que os seus rendimentos foram reduzidos e atravessam muitas “dificuldades económicas”.

IPIM Presidente Benson Lau Wai Meng vai deixar cargo

Benson Lau Wai Meng, actual presidente do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau (IPIM) vai abandonar o cargo. De acordo com a TDM-Rádio, o responsável terá solicitado ao secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, a passagem à reforma, após o término da comissão de serviço a 26 de Maio. Benson Lau Wai Meng foi nomeado presidente do IPIM em Maio de 2020 depois de ter exercido o cargo de subdirector dos serviços de economia. Antes disso, exerceu ainda funções como subdirector e coordenador adjunto do Gabinete de Recursos Humanos da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e outros cargos no Comissariado de Auditoria, nos Serviços de Finanças (DSF) e nos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).

TRANSPORTES GOVERNO EQUACIONA TELEFÉRICO ENTRE CENTRO DE CIÊNCIA A ZONA A

Cabo dos trabalhos

O Executivo está a estudar a possibilidade de construir um teleférico entre o Centro de Ciência e a Zona A dos novos aterros, solução que o director da DSAT considera conveniente. Até 2025, o Governo quer terminar a Linha de Seac Pai Van, a ligação da Taipa à Barra e conexão à Ilha da Montanha

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construção de um teleférico entre o Centro de Ciência e a Zona A dos Novos Aterros foi uma das principais novidades apresentadas ontem pelo Governo aos deputados, no âmbito do Planeamento Geral do Trânsito e Transportes Terrestres de Macau (2021-2030). Apesar do plano só ser conhecido esta manhã, para entrar em consulta pública, os deputados tiveram direito a uma apresentação ontem, por parte do secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, e do director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), Lam Hin San.

Os detalhes do projecto para construção do teleférico ainda são escassos, mas o deputado Leong Hong Sai admitiu preocupações com a segurança da infra-estrutura. Actualmente, apenas existe um teleférico em Macau, no Jardim da Flora. Em resposta, Lam Hin San justificou o projecto com a conveniência para os cidadãos, mas reconheceu que o plano concreto para a infra-estrutura ainda não está concluído.

Ponte e metro mais longe

Dois projectos que estão mais longe e que podem não ser concluídos nos próximos 10 anos são a Linha Oeste do Metro, que fará a

ligação entre as Portas do Cerco e a Estação Intermodal da Barra e a 5.ª Ligação entre Macau e a Taipa. “Aprobabilidade da 5.ª Ligação entre Macau e a Taipa ser efectivamente feita é de cinquenta por cento. Não nos esquecemos desse projecto, mas não sabemos se devemos avançar. É muito complexo, principalmente a ligação perto do Hotel MGM Macau, na Avenida Dr. Sun Yat Sen”, reconheceu Raimundo do Rosário, face a uma pergunta do deputado Ho Ion Sang. Cenário muito semelhante foi traçado para a ligação do Metro Ligeiro entre as Portas do Cerco e a Barra. “Não sabemos se vamos fazer esse trabalho, ainda não temos uma decisão”,


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AUTOCARROS ATRASO NA COMPRA DE HÍBRIDOS

RÓMULO SANTOS

“Temos cerca de 85 carreiras e 400 paragens, por isso, temos de encontrar equilíbrio. Não podemos continuar a aumentar o número de carreiras e paragens.” RAIMUNDO DO ROSÁRIO

Ainda em relação ao metro foi anunciado que a ligação a Hengqin deve ficar concluída em 2025. Também até essa data ficam concluídas as ligações entre a Taipa e a Estação da Barra e a Linha de Seac Pai Van, o que pode levar ao aumento da média diária de passageiros para 137 mil em 2030.

Autocarros limitados

Mais tarde, já em declarações aos jornalistas, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, falou de um problema que abrange vários sectores no território. “Os problemas de abastecimento abrangem todos os sectores. Como se sabe, algumas fábricas pararam ou reduziram a produção, isso é de domínio público,

e também estamos a ser afectados”, afirmou Raimundo do Rosário. “Não é só na área dos transportes, mas também nas obras”, acrescentou. Ainda assim, o secretário prometeu “fazer os possíveis para que não haja atrasos”, e, no caso de estes existirem, que sejam “com o menor tempo possível”.

DSAMA EXECUTIVO RECUSA TRANSFORMAR LAGOS EM RESERVATÓRIOS DE ÁGUA DOCE

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Governo afasta a possibilidade de transformar os Lagos de Nam Van e Sai Van num reservatório de água doce. A posição foi tomada na resposta a uma interpelação da deputada Song Pek Kei, assinada por Susana Wong, directora dos Serviços e Assuntos Marítimos e de Água. Segundo as explicações do Executivo, a transformação dos lagos implica “um grande volume de dragagem e de escavação com grande profundidade”. Além disso, a transformação implica ainda “obras de impermeabilização e de construção de muretes para a retenção de água no

fundo dos lagos e diques circundantes”. Como os trabalhos referidos têm “um impacto profundo e a longo prazo para o ambiente hídrico e ecológico”, assim como efeitos negativos para a “paisagem geral da zona circundante dos lagos”, o Executivo considera que não se justifica a transformação, optando por manter a situação actual. No entanto, foi explicado que para aumentar a capacidade de armazenamento em Macau, as obras de ampliação da Barragem de Ká Hó e da Ampliação do Reservatório de Seac Pai Van vão ficar concluídas no

próximo ano e em 2026, respectivamente. Com as obras terminadas em 2026, a capacidade de armazenamento de água vai subir para 3,12 milhões de metro cúbicos, o que representa a quantidade de água consumida em Macau em 12 dias. Sobre a utilização de água reutilizável, ou seja, água não potável, mas tratada e que pode ser usada para descargas, o Governo diz ter finalizado um estudo no ano passado e que está a ouvir os diversos serviços competentes.Após escutar as opiniões, vai concluir, ainda este ano, uma rede de canalizações para a implementação da água reutilizável. RÓMULO SANTOS

apontou o secretário. “Actualmente, estamos a trabalhar na construção de três linhas do metro, incluindo a linha do Leste [que liga as Portas do Cerco, pela Zona A, ao Pac On] e é muito complexa É um trabalho enorme. Por isso, acho que ultrapassa a nossa capacidade para os próximos anos”, justificou. “Não queremos repetir os erros da construção do Parque de Oficinas e Materiais”, acrescentou O secretário que completa 66 anos de idade em Agosto, admitiu ainda a hipótese de não ter tempo de vida suficiente para ver concluída a Linha do Oestes. “Não sei se a minha vida aguenta mais 10 anos”, afirmou, declaração que fez vários deputados rirem.

Um meio de transporte que vai ser mais limitado é o autocarro. Apesar de ser o principal transporte do território, Raimundo do Rosário explicou que só vão ser criados novos percursos com a exclusão de outros. “Temos cerca de 85 carreiras e 400 paragens, por isso, temos de encontrar equilíbrio. Não podemos continuar a aumentar o número de carreiras e paragens”, afirmou o secretário. “Nesta altura, temos de ser equilibrados, por isso, se criarmos uma carreira nova, vamos ter de reduzir uma”, atirou. O ponto de vista foi reforçado por Lam Hin Sai: “O número de percursos de autocarros é três vezes superior à distância da rede viária”, argumentou. Ainda sobre autocarros, os representantes do Governo admitiram que actualmente é difícil entrar nos autocarros e que tal faz com que mais pessoas optem pelo transporte individual. Os indicadores mostram que nos últimos 10 anos, aumentou a satisfação dos passageiros. Ainda assim, o Governo quer aliviar a pressão sobre o trânsito e reduzir o número de transportes individuais, como carros e motociclos. João Santos Filipe

EGUNDO o Governo, até ao final do corrente ano metade da frota de autocarros públicos será constituída por 50 por cento de autocarros híbridos, e até 2030, a proporção aumentará para 90 por cento. Contudo, devido aos problemas pandémicos, como o encerramento de fábricas e os entraves às redes de distribuição, a meta pode não ser totalmente alcançada. Os desafios foram primeiramente reconhecidos por Lam Hin San, director da DSAT. “Este ano vamos tentar atingir uma proporção de 50 por cento de autocarros híbridos. Mas, por causa da pandemia, que levou ao encerramento de fábricas está a haver muitos desafios”, justificou Lam.

TIAGO ALCÂNTARA

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IDOSOS VALES PARA VACINADOS INCLUEM DESCONTOS EM FAST FOOD

Conquistar pela barriga Os vales de 250 patacas para idosos vacinados contra a covid-19 incluem descontos em cadeias de fast food. Fundação Macau diz que a escolha dos estabelecimentos que aceitam os vales está do lado das associações, permitindo aos idosos escolherem “produtos saudáveis e que mais necessitem” de entre três tipos de lojas

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S vales de 250 patacas que estão a ser distribuídos aos idosos vacinados contra a covid-19 como forma de aumentar a taxa de vacinação em Macau, incluem a distribuição de descontos em cadeias de fast food como o restaurante McDonald's. A confirmação foi feita ao HM por um beneficiário que levantou os vales na Associação Geral das Mulheres de Macau. Segundo a mesma fonte, que preferiu não ser identificada, quando levantou os vales no valor de 250 patacas, recebeu três cartões de desconto, de 50 patacas cada, para utilizar no supermercado Luen Fong, quatro descontos de 20 patacas cada, para usar na pastelaria Maxim’s e dois descontos de 10 patacas cada, para comprar produtos no McDonald's. Contactada pelo HM sobre o plano de incentivos e o que esteve na base da escolha dos estabelecimentos onde os vales podem ser descontados, a Fundação Macau explicou que está do lado das associações envolvidas na iniciativa decidir as lojas onde estes podem ser aplicados, desde que sejam de três tipos diferentes e permitam aos idosos “escolher produtos saudáveis e que mais necessitem”.

“O projecto irá ser realizado por associações envolvidas que irão adquirir vouchers para os idosos, os vouchers têm o valor de 250 patacas e devem permitir aos portadores adquirir produtos em, pelo menos, três tipos de lojas, permitindo aos idosos escolher produtos saudáveis e que mais necessitem”, pode ler-se na resposta enviada ao HM. Na mesma nota, a Fundação Macau frisou ainda que o chamado Projecto de distribuição de “kits de apoio ao combate à epidemia para idosos” conta também com a organização do Instituto de Acção Social (IAS) e dos Serviços de Saúde, visando “incentivar a vacinação de idosos para Macau alcançar a imunidade de grupo, como forma de combate mais eficiente à epidemia permitindo criar condições para a revitalização da economia local, e, também,

reflecte uma tradição chinesa de amor e cuidado com os idosos”.

Moeda de troca

Contactada pelo HM sobre a opção de distribuir vales de desconto em cadeias de fast food, tendo em conta que, pelo teor calórico e base de processamento, muitos produtos podem não ser indicados para a manutenção de uma alimentação saudável entre os idosos, a Associação Geral das Mulheres

“[Os vales ] devem permitir (…) aos idosos escolher produtos saudáveis e que mais necessitem.” FUNDAÇÃO MACAU

de Macau remeteu uma resposta para mais tarde. Recorde-se que as regras da iniciativa da Fundação Macau ditam que os residentes com 65 anos, ou que cumpram 65 anos até ao final do ano, podem receber o vale de 250 patacas, desde que estejam vacinados com duas doses de qualquer vacina contra a covid-19, até 30 de Junho. Caso já estejam vacinados, podem dirigir-se a um dos 55 pontos de recolha dos vales. Os idosos com 80 anos ou mais, podem levantar os vales desde 12 de Maio e com 75 anos ou mais, desde 16 de Maio. Já os idosos com mais de 70 anos, passaram a estar autorizados a levantar o montante desde ontem, ao passo que as pessoas com 65 anos ou mais, podem aceder ao montante a partir de 30 de Maio. Os 55 pontos de levantamento estão distribuídos por vários espaços que pertencem a oito associações: Federação das Associações dos Operários de Macau, União Geral das Associações dos Moradores de Macau, Associação Geral das Mulheres de Macau, Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau, Cáritas Macau, Aliança de Povo de Instituição de Macau e Associação de Beneficência Tong Sin Tong. Pedro Arede com N.W.

INFLAÇÃO ÍNDICE DE PREÇOS AUMENTOU 1,06% EM ABRIL

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índice de preços no consumidor aumentou 1,06 por cento em Abril relativamente ao mesmo período do ano passado. Segundo uma nota oficial, divulgada ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o aumento foi principalmente impulsionado pelo aumento dos salários dos empregados domésticos e dos preços da gasolina, electricidade, bilhetes de avião e refeições em restaurantes. Por contraponto, a diminuição das rendas de casa, preço dos serviços de telecomunicações e da carne de porco “atenuaram parte do aumento do índice de preços”. De entre os índices de preços das secções de bens e serviços, os das secções dos “equipamentos e serviços domésticos” e “transportes” aumentaram 11,02 e 7,64 por cento, respectivamente, em termos anuais. Em Abril, o índice de preços no consumidor geral subiu 0,16 por cento comparativamente com o mês anterior, de acordo com a DSEC. Recorde-se que, em Março, a inflação atingiu em Macau o segundo valor mais elevado desde o início da pandemia de covid-19, depois de quase um ano em deflação, com uma descida acentuada dos preços. De referir ainda que o índice de preços no consumidor geral médio dos 12 meses terminados no mês de referência, em relação aos 12 meses anteriores, cresceu 0,67 por cento, sendo que os preços dos “equipamentos e serviços domésticos” e dos “transportes” cresceram, respectivamente, 6,17 e 5,80 por cento. P.A.

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OM o objectivo de controlar o aumento da proliferação de mosquitos, os Serviços de Saúde vão reforçar o controlo químico em 143 “pontos negros de salubridade”. Além disso, pode ler-se numa nota oficial divulgada ontem, perante a chegada do

“clima quente e chuvoso” propício à propagação de mosquitos, o organismo irá aplicar insecticidas para larvas de mosquito em cerca de 25.800 valetas e canais de escoamento de águas nas ruas de Macau. “O controlo e prevenção de mosquitos requer uma abordagem

de gestão integrada, entre as quais, a remoção das fontes de proliferação, é a medida mais eficaz. O pessoal dos Serviços de Saúde irá realizar inspecções regulares e limpeza dos locais considerados de alto risco na comunidade (incluindo terrenos desaproveitados)” pode

ler-se no comunicado. Quanto a trabalho feito, os Serviços de Saúde revelam ter efectuado 2.353 inspecções em “fontes de proliferação” em áreas de “alto risco” como hotéis, floristas, templos e áreas públicas de edifícios entre Janeiro e Abril de 2022.

GCS

MOSQUITOS REFORÇO DE CONTROLO QUÍMICO EM 143 PONTOS NEGROS Também para reduzir o risco de transmissão de doenças como a febre do denge, o organismo promete aumentar a frequência do controlo químico nestes locais e aplicar insecticidas em valetas e canais de escoamento “para duas vezes por mês”.


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Um consultor MACAU LEGEND CONSULTOR NÃO ACHOU IRREGULARIDADES EM NEGÓCIOS COM LEVO CHAN independente investigou os negócios feitos entre a Macau Legend e Levo Chan e as suas Chan. A informação foi anunciada “Apesar de existirem empresas sem ter numa nota enviada à bolsa de vatransacções comerciais de Hong Kong pela Macau detectado quaisquer lores Legend. recorrentes e nãoRecorde-se que Levo Chan, irregularidades. O -recorrentes entre a fundador da promotora de jogo Macau Legend e Levo Chun, foi detido pela Polícia maior accionista da Tak Judiciária no passado dia 28 de Chan”, o conselho de Macau Legend e Janeiro, por suspeitas dos crimes administração da Macau de actividades de jogo ilegal, CEO da Tak Chun associação criminosa e lavagem Legend concluiu que de dinheiro, dois meses depois da foi detido no final o “incidente” não teve detenção de Alvin Chau, presidente Suncity. impacto significativo de Janeiro suspeito do Grupo Levo Chan é o maior accionos negócios e dos crimes de nista da Macau Legend e presidiu grupo proprietário do Macau operações do grupo actividades de jogo ao Fisherman’s Wharf que operou os casinos-satélite Babylon e Legend ilegal, associação Palace sob a concessão de jogo da da Macau Fisherman’s Wharf SJM. Após ter sido detido, Chan estabeleceu um comité especial criminosa e lavagem abdicou das posições que ocupava para identificar e avaliar o impacna empresa. de dinheiro to dos negócios das empresas de

Está tudo nos conformes

“N

ÃO foi identificada qualquer irregularidade.” Esta foi a conclusão de um consultor independente que analisou as operações e transacções entre Levo Chan (e as suas empresas) e o grupo Macau Legend Development Ltd. O consultor em questão foi uma empresa de contabilidade escolhida pelo grupo actualmente liderado por Melinda

Convento Ilha Verde Ocupante nega acusações da Wui San

Wu Tak Nang, ocupante do terreno na Ilha Verde onde está situado um antigo convento jesuíta, nega as acusações feitas pelo responsável da empresa já considerado, pelo tribunal, a verdadeira proprietária do terreno, a Companhia de Desenvolvimento Wui San. Além disso, o proprietário criticou a CEM, por permitir que o convento tivesse electricidade, através de um contador instalado num terreno adjacente. No entanto, Wu Tak Nang lembrou que esta decisão apenas implica a sua saída do terreno onde está situado o convento. O advogado de defesa adiantou que a Companhia de Desenvolvimento Wui San ainda tem um processo a decorrer na justiça, um recurso contra a Empresa de Fomento e Investimento Kong Cheong e uma outra subordinada, a Companhia de Desenvolvimento Platinum, das quais Wu Tak Nang é administrador. A audiência relativa a este processo judicial está agendada para Setembro.

Na nota assinada por David Chow, a Macau Legend afirma que a revisão às operações da segunda maior junket que operou em casinos do território incidiram sobre o período entre 1 de Setembro do ano passado e 31 de Janeiro de 2022. “Apesar de existirem transacções comerciais recorrentes e não-recorrentes entre a Macau Legend e o Sr. Chan Weng Lin (Levo Chan)”, o conselho de administração da Macau Legend concluiu que o “incidente” não teve impacto significativo, nem efeito,

Levo Chan aquando da sua detenção

nos negócios e operações do grupo. Sem especificar de que “incidente” se trata, subentende-se estar em causa a detenção de Levo Chan e a investigação às suas empresas promotoras de jogo.

Pratos limpos

A nota enviada na sexta-feira à bolsa de valores de Hong Kong,

CASINOS-SATÉLITE ELLA LEI QUER ASSEGURAR MANUTENÇÃO DE EMPREGOS

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PESAR das cedências incluídas na última versão da nova proposta de lei que está a ser analisada na Assembleia legislativa, a deputada Ella Lei defende que o Governo deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para manter os postos de trabalho dos funcionários dos casinos-satélite.

De acordo com o jornal Ou Mun, mesmo que passe a ser possível aos casinos-satélite operarem em imóveis não detidos pelas operadoras, a deputada diz que ainda existem muitas “incertezas”, que apenas serão dissolvidas aquando da aprovação final da nova lei e a obtenção de novos contratos de concessão por parte das concessionárias. Além disso, Ella Lei indicou que a Federação das Associações dos Operários de Macau tem recebido muitos pedidos de ajuda de funcionários de casinos-satélite que temem pelo futuro dos seus postos de trabalho. Nesse sentido, a deputada sugeriu que, caso o encerramento de um casino-satélite esteja iminente, as concessionárias ou os estabelecimentos hoteleiros envolvidos devem ser responsáveis por absorver os trabalhadores que ficarem sem emprego. N.W.

a dar conta do resultado da vistoria do consultor independente, culmina um processo de averiguação promovido por um comité especial da Macau Legend, que tenta colocar-se a “salvo” da investigação criminal que incide sobre a Tak Chun. O processo começou em Março, quando a empresa proprietária

Levo Chan no grupo. Na altura, a empresa descreveu o consultor independente como “uma empresa de contabilidade com reputação internacional”. A compra e venda de acções da empresa liderada na actualidade por Melinda Chan, ex-deputada e esposa do fundador da Macau Legend, David Chow, foi suspensa no passado dia 1 de Abril por não ter os seus resultados anuais. João Luz

SANFORD C. BERNSTEIN CONSULTORA FALA DE SINAIS DE “ESPERANÇA”

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consultora Sanford C. Bernstein Ltd defendeu, num relatório, que a permissão de entrada de cidadãos portugueses não residentes em Macau a partir da próxima sexta-feira “levanta algumas esperanças de que Macau poderá eventualmente abrir a visitantes internacionais”, apontam, segundo o portal GGRAsia, os analistas Vitaly Umansky, Louis Li e Shirley Yang. O documento aponta ainda que, tendo em conta o panorama negativo do sector do turismo, o Governo pode reduzir os impostos sobre o

jogo a fim de levar as operadoras a atrair mais clientes estrangeiros. “O panorama negativo levou o Governo de Macau a adoptar iniciativas que encorajam os operadores de jogo a atrair clientes estrangeiros - através do potencial do corte de impostos sobre as receitas do jogo de massas e, com início no dia 27, a permitir, em primeiro lugar, a entrada de não residentes portugueses em Macau, através de uma quarentena de 14 dias ainda obrigatória”, referiu a consultora. Relativamente às receitas brutas do jogo, na semana de 16 a 22 de Maio, houve uma recuperação para as 100 milhões de patacas, estando prevista uma quebra mensal de 85 por cento em relação a Maio de 2019. Caso se confirmem estas previsões, as receitas de Maio podem ser de 3.89 mil milhões de patacas.


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10 DE JUNHO “METROPOLIS”, DE ANTÓNIO MIL-HOMENS, ABRE PORTAS DIA 31

Um olhar sobre a malha urbana

Inserida no programa das comemorações do 10 de Junho, a exposição de pintura “Metropolis”, de António Mil-Homens, abre portas dia 31 deste mês na galeria da Fundação Rui Cunha. Eis um olhar, visto de cima, sobre a vida urbana que nos rodeia, não apenas em Macau, mas nas cidades em geral

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no final deste mês que se dá início ao programa cultural de celebrações do 10 de Junho - Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, e o pontapé de saída é dado, dia 31, com a exposição “Metropolis”, de António Mil-Homens. O público poderá ver, até ao dia 11 de Junho, na galeria da Fundação Rui Cunha (FRC), um total de 15 obras que remetem para a ideia da cidade vista de cima, todas

“Quero acreditar que faço uma boa despedida de Macau e espero que seja essa a opinião das pessoas que forem à exposição.” ANTÓNIO MIL-HOMENS FOTÓGRAFO E ARTISTA

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historiadora Irene Flunser Pimentel faz o retrato dos informadores da PIDE, "a figura mais odiada" no pós 25 de Abril, numa investigação que será publicada esta quinta-feira, em Portugal, mas onde preserva as identidades para não atingir as famílias. O livro "Informadores da PIDE - A Tragédia Portuguesa" demonstra que a rede de grandes dimensões montada pela polícia política do Estado Novo é ainda uma realidade escondida que marcou a sociedade portuguesa do século XX, apesar da curiosidade que despertou logo após a Revolução dos Cravos.

Histórias do lápis azul

Historiadora portuguesa traça retrato dos informadores da PIDE

"Curiosamente, quando lemos os jornais publicados logo após o 25 deAbril (1974), a figura mais odiada é a do informador. É absolutamente revoltante a figura do delator, do "bufo" ou do denunciante", disse à Lusa Irene Pimentel. "Impressiona o aperfeiçoamento, ao longo dos anos, do sistema de recrutamento de informadores em virtude da longevidade do regime e da existência de elementos da PIDE peritos na captação de informadores ou delatores", explica

a historiadora à agência Lusa. A investigação histórica demonstra que a PIDE infiltrou todos os "grupos" que se mostravam contra o regime, desde os "reviralhistas" até aos republicanos, monárquicos ou militares descontentes e ainda o PCP, "que foi o principal alvo", sendo que muitos militantes comunistas foram "virados" depois de serem presos.

De todos os lados

O "perfil" do informador começa por ser o de uma

pessoa de baixa condição social, "como a Polícia Judiciária", mas a polícia política também foi buscar pessoas às classes mais privilegiadas da sociedade portuguesa, como médicos, advogados, presidentes de câmaras municipais, governadores civis ou jornalistas. Verifica-se também - ao longo dos 48 anos de regime ditatorial - a colaboração no "trabalho sujo" de muitas pessoas que não o faziam directamente, como os administradores de empresas

que pediam à própria PIDE para estabelecer redes de informadores nas suas companhias. "A PIDE era muito importante para a obtenção do emprego porque era a polícia política que dava oficialmente a qualificação dos empregados da Função Pública e o Estado era o maior empregador do país", recorda Irene Pimentel, referindo-se à penetração dos métodos da polícia política no mundo do trabalho. Após quase cinco décadas passadas da Revolução, ainda não se sabe quantos informadores colaboraram com a polícia política que recorria a métodos violentos, como a tortura.

FRC Tributo a Pat Martino

“Tribute Project - Pat Martino + Ao Fai Group” é o nome do espectáculo integrado na iniciativa “Saturday Night Jazz” que acontece este sábado, às 21h, na Fundação Rui Cunha. O concerto contará com os músicos Tony no saxofone, Ao Fai no órgão e trompete, Edwin ao piano, Meng & Mars na guitarra, Jovis no baixo, Tung & Fai na bateria e Roy na percussão. Tal como nome indica, este é um espectáculo de tributo a Pat Martino, músico norte-americano falecido no ano passado considerado um dos grandes guitarristas de jazz contemporâneo.


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elas pintadas pelo também fotógrafo durante a quarentena realizada em 2020, mas não só. “Metropolis” é a segunda exposição de pintura de António Mil-Homens, que se estreou neste campo com a mostra “Monochrome”, depois de anos a guardar as telas numa gaveta. Estes trabalhos revelam agora um espaço citadino que remete não apenas para Macau mas para várias cidades. “Abordei esse tema de uma forma que considero distante”, contou ao HM. “Em termos estéticos é como se estivesse a observar de longe, de muito alto, o que nos rodeia em termos citadinos. Foi uma ideia espontânea e sem esta intenção. Comecei a pintar sem decidir previamente o quê.” Essencialmente, o processo de pintura de António Mil-Homens começou de forma mais intensa em 2020, ano em que a produção criativa foi muito frutífera. “De certa forma dei um salto qualitativo. Comecei por pintar de forma instintiva, o que deu lugar aquela exposição variada no que diz respeito às peças [Monochrome], mas depois dei comigo a abordar um tema e uma determinada estética, com consistência, em cada uma das telas que ia pintando. Em 2020 fiquei com material que eu considerava como tendo potencial para uma nova exposição. PUB.

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E dei-lhe imediatamente um título, ‘Metropolis’”. Mais tarde, já em contexto de quarentena, António Mil-Homens pediu telas e acrílicos a um amigo e deste período de clausura saíram mais cinco pinturas, que também integram esta mostra.

Na hora da despedida

António Mil-Homens está de saída de Macau e acredita que esta é uma boa forma de se despedir. “Quero acreditar que faço uma boa despedida de Macau e espero que seja essa a opinião das pessoas que forem à exposição. Sinto que consegui algum progresso do ponto de vista estético, e em termos de coerência, que não aconteceu em relação à primeira exposição. Pintava de forma compulsiva todos os dias e era aquilo que acontecia em cada tela.” Com “Metropolis” as coisas acabaram por funcionar “de modo completamente diferente”. “Continua a ser um pouco estranho este processo, na medida em que não tenho qualquer formação na área da pintura e dei comigo a não querer ver, sequer, tutoriais de pintura, para deixar fluir aquilo que ocorre”, frisou. No comunicado a propósito desta mostra, o autor destes trabalhos

“Em termos estéticos é como se estivesse a observar de longe, de muito alto, o que nos rodeia em termos citadinos. Foi uma ideia espontânea e sem esta intenção. Comecei a pintar sem decidir previamente o quê.” ANTÓNIO MIL-HOMENS FOTÓGRAFO E ARTISTA

destaca o facto de “Metropolis” simbolizar também “o tempo de virar uma página” da sua vida, 26 anos após a sua primeira visita a Macau, encerrando “uma permanência de cerca de 15 anos”. “Não a vejo como um adeus. Antes como um até sempre, em que a lógica dessa mesma constância se inverte. Reitero o meu convite para que guardem, se do exposto gostarem, mais estas peças que o território e as circunstâncias me inspiraram. Lançarão mais uma pedra na construção dos projectos futuros”, apontou. Andreia Sofia Silva


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TAIWAN CHINA AVISA BIDEN PARA NÃO SUBESTIMAR DETERMINAÇÃO DE PEQUIM

Princípios intocáveis

A resposta de Joe Biden à pergunta de um jornalista sobre a posição dos Estados Unidos face a uma possível intervenção de Pequim na antiga Formosa não agradou às autoridades chinesas. O MNE chinês replicou de imediato e aconselhou os norte-americanos a não enviarem sinais errados aos independentistas de Taiwan

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China avisou ontem o Presidente dos Estados Unidos para não “subestimar” a “firme determinação” de Pequim em “proteger a sua soberania”, depois de Joe Biden ter prometido defender Taiwan em caso de uma invasão chinesa. “Ninguém deve subestimar a firme determinação, a forte vontade e a poderosa capacidade do povo chinês de defender a soberania nacional e a integridade territorial”, disse Wang Wenbin, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China. “Pedimos aos Estados Unidos (...) que evitem enviar sinais errados às forças independentistas” de Taiwan, acrescentou. Biden, que se encontra no Japão após uma passagem pela Coreia do Sul, naquela que é a sua primeira viagem à Ásia desde que tomou posse, admitiu ontem que os Estados Unidos poderiam intervir militarmente caso a China invadisse Taiwan. Foram as declarações mais fortes e abertas de apoio a Taipé por um líder da Casa Branca em décadas. O Presidente norte-americano disse que a obrigação de proteger a ilha tornou-se “ainda mais forte” após a invasão da Ucrânia pela Rússia. “Esse é um compromisso que assumimos”, disse o chefe de

Wang Wenbin, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China “Ninguém deve subestimar a firme determinação, a forte vontade e a poderosa capacidade do povo chinês de defender a soberania nacional e a integridade territorial.”

Estado norte-americano, numa conferência de imprensa, em Tóquio.

Um único país

Sob o princípio “Uma só China”, os Estados Unidos reconhecem Pequim como o governo legítimo

da China e cortaram relações diplomáticas com Taiwan. No entanto, Washington mantém contactos não oficiais com o território, incluindo uma embaixada de facto em Taipé. Os Estados Unidos também fornecem equipamento militar

para a defesa da ilha. China e Taiwan vivem como dois territórios autónomos desde 1949, altura em que o antigo governo nacionalista chinês se refugiou na ilha, depois da derrota na guerra civil frente aos comunistas.

VATICANO PAPA DIZ TER ESPERANÇA DE QUE IGREJA POSSA OPERAR EM LIBERDADE

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Papa Francisco falou no domingo sobre os católicos na China, afirmando ter esperança de que a Igreja opere em “liberdade” no país, mas sem mencionar o cardeal recentemente detido em Hong Kong. Dirigindo-se ao público, reunido na Praça de São Pedro para o tradicional discurso que antecede a missa dominical, Francisco observou

que a Igreja celebra, em 24 de Maio, a “Santíssima Mãe Maria, Auxiliadora dos Cristãos”, lembrando que Maria é a padroeira dos católicos na China. “Esta alegre circunstância oferece a ocasião de renovar a certeza sobre a minha proximidade espiritual”, disse Francisco. “Acompanho com atenção a vida e os assuntos dos fiéis e pastores, muitas vezes complexos,

e rezo todos os dias por eles”, acrescentou. Joseph Zen foi detido, no dia 11 de Maio, acusado de um conluio com forças estrangeiras que pôs em perigo a segurança nacional da China. O cardeal de 90 anos foi libertado mais tarde. Francisco convidou os fiéis na praça a unirem-se em oração “para que a Igreja na China, em liberdade e tranquilidade,

possa viver em comunhão efectiva com a Igreja universal e possa exercer a sua missão de anunciar o Evangelho a todos, oferecendo, assim, uma contribuição positiva para o progresso espiritual e material da sociedade”. O acordo Vaticano-China visa reduzir as tensões sobre a insistência do Partido Comunista de influenciar a nomeação de bispos, que, segundo

o Vaticano, é prerrogativa dos pontífices. O Vaticano alegou que o acordo evita uma cisão ainda mais profunda na Igreja chinesa, depois de Pequim ter, no passado, nomeado bispos sem o consentimento do Papa. O acordo regularizou o estatuto de sete desses bispos “ilegítimos”.

COVID-19 PEQUIM PROLONGA REGIME DE TELETRABALHO FACE AO AUMENTO DE CASOS NA CAPITAL

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EQUIM prolongou ontem o regime de teletrabalho e o ensino à distância, e ordenou nova ronda de testes em massa, após o número de casos de covid-19 ter voltado a aumentar na capital chinesa. Vários bairros da cidade restringiram as entradas e saídas, embora as condições permaneçam muito menos severas do que em Xangai, onde milhões de cidadãos estão sob diferentes níveis de confinamento há dois meses. Pequim relatou 99 casos, nas últimas 24 horas – um aumento em relação à média diária anterior de cerca de 50. No conjunto, a China registou 802 novos casos, marcando um declínio face às semanas anteriores. Apesar disto, o Governo mantém medidas de quarentena, confinamento e testes, face à estratégia de ‘zero casos’ de covid-19. Xangai informou que 480.000 pessoas ainda estão confinadas, enquanto 1,59 milhões foram autorizadas a movimentar-se dentro dos seus bairros e 21,2 milhões enfrentam restrições mais leves. A reabertura dos transportes a partir de Xangai criou um êxodo de trabalhadores migrantes e estrangeiros, desesperados para escapar da cidade, após dois meses de bloqueio, marcados pela escassez de alimentos, medicamentos e outros bens básicos. Entre os que permanecem na cidade, muitos podem apenas sair uma hora para fazer compras, e ficam encarregados de adquirir mantimentos e outros bens de primeira necessidade para todo o prédio.

Direitos Humanos Bachelet inicia visita ao país

A alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, iniciou ontem uma visita à China, tendo prevista uma deslocação a Xinjiang, onde Pequim é acusada de abusos contra a minoria étnica chinesa de origem muçulmana uigur. Michelle Bachelet “chegou [à China] e está a ter uma reunião”, disse Ravina Shamdasani, porta-voz do alto comissariado, citada pela agência France Presse. A alta-comissária vai dar uma conferência de imprensa no último dia da visita, esclareceu o comunicado divulgado pelo seu gabinete. Um grupo do gabinete das Nações Unidas liderado por Bachelet chegou à China no dia 25 de Abril, para preparar a visita. O grupo teve de cumprir um período de quarentena, imposto a quem chega ao país asiático oriundo do exterior. Nos próximos meses, Michelle Bachelet deverá publicar um relatório sobre a situação em Xinjiang, que ficará à consideração de Pequim, para que as autoridades chinesas se possam pronunciar.


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Lee Lung Nien, Vice-Presidente da FIA “Eu espero que assim que as quarentenas forem colocadas de parte em toda a China, tudo vai voltar ao que era. Estou bastante confiante.”

AUTOMOBILISMO VP DA FIA PARA A ÁSIA NÃO ESTÁ PREOCUPADO COM O GP MACAU

A Ásia mais ao centro

O Vice-Presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA) para a Ásia, Lee Lung Nien, está confiante de que a Ásia irá ganhar uma nova preponderância no automobilismo mundial e acredita que o Grande Prémio de Macau vai voltar ser o que foi antes da pandemia

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homem escolhido para gerir os assuntos asiáticos por Mohammed ben Sulayem, que em Dezembro passado sucedeu a Jean Todt na presidência da FIA, está convicto que o automobilismo asiático irá recuperar da estagnação em que se encontra desde Março de 2020. “Este ano a recuperação ainda será lenta, mas no próximo ano vai acelerar”, afirmou Lung ao HM. “Neste momento, ainda há países com restrições. Singapura está a abrir, Malásia já abriu. Indonésia e Tailândia estão também no bom caminho. Infelizmente, é apenas Macau, Hong Kong e China. Eu espero que assim que as quarentenas forem colocadas de parte em toda a China, tudo vai voltar ao que era. Estou bastante confiante”. Para o novo responsável da FIA na Ásia, o Grande Prémio de Macau vai manter a sua relevância no calendário internacional, assim que as quarentenas impostas à entrada de estrangeiros sejam desbloqueadas,

uma das condições colocadas pelas várias competições internacionais para um regresso ao Circuito da Guia “A equipa da AAMC (Associação Geral-Automóvel de Macau-China) é excelente, sabem o que estão a fazer e fazem-no há muitos anos. O Grande Prémio de Macau é um “ponto-alto” para muita gente. Quando falas com as pessoas, elas mostram vontade em querer voltar”.

Tão longe, mas mais perto

Com o primeiro presidente não Europeu, a FIA quer dar mais autonomia às regiões. Um escritório na Ásia poderá ser uma realidade no futuro, indo de encontro aos desejos das Autoridades Desportivas Nacionais (ADN) que há muito se queixam da distância para o poder central. “É um facto conhecido que a antiga equipa esteve em funções durante doze anos e agora, com uma nova equipa, estamos a passar por uma auditoria financeira e por outra de governança, para ver como melhorar processos e políticas de decisão”, explicou o ex-presidente

da federação de desportos motorizados de Singapura. “Estamos também à procura de um CEO. No passado, todas as decisões eram tomadas pelo presidente Jean Todt, a nova equipa acredita que esta não é a abordagem correcta. A equipa presidencial quer tomar isto como uma direcção empresarial e entregar as operações do dia-a-dia a uma equipa de gestão profissional.” Esta estratégia poderá beneficiar o continente, pois “a Ásia terá mais a dizer. Acreditamos que a Ásia é uma área de crescimento. Veja-se a China, com 1,2 mil milhões de pessoas, e a

“O Grande Prémio de Macau é um ‘pontoalto’ para muita gente. Quando falas com as pessoas, elas mostram vontade em querer voltar.” LEE LUNG NIEN VICE-PRESIDENTE DA FIA

Índia, com quase mil milhões. Há muitas coisas que podem ser feitas, e uma das coisas é a melhoria da comunicação entre a FIA, as regiões, as ADN e os clubes de cada país. Por exemplo, eu próprio, tenho tido chamadas quase todos os dias com os vários países e territórios. Ainda há pouco tempo falei com o Patrick (ndr: Patrick Castro da AAMC) e a equipa e foi não foi a primeira vez que falei com ele este ano. No passado, isto não acontecia”. Lung crê que “a partir do momento em que teremos melhor comunicação, melhor serão tomadas as decisões. Assim todos teremos uma melhor percepção do que se passa no terreno e poderemos dar um feedback ao quartel-general em Paris”. Caso contrário, “Paris e Genebra decidem e a Ásia fica colocada de lado.”

Aposta na base

Com Mohammed ben Sulayem à frente da FIA, há uma aposta clara nas categorias de formação e de base. Com um Vice-Presidente que também ele foi e é praticante do

karting, é normal que a categoria que serve de porta de entrada no automobilismo para os mais novos receba alguma atenção suplementar nesta parte do globo. Isto, porque as competições asiáticas de karting desapareceram com a pandemia. “O Campeonato Open Asiático de Karting (AKOC) era bom, o Grande Prémio International Macau um excelente evento, até Taiwan estava a construir algo muito interessante. Mas não nos podemos comparar com a Europa, por exemplo, pois este é um continente interligado, onde os custos de transportes são muito inferiores. Se tiveres uma prova em Lonato, em Itália, e estiveres na Alemanha só precisas de um dia para chegar lá. Na Ásia, isto é impossível”, esclareceu Lung, acrescentando que “uma das coisas que quero fazer junto da FIA é diminuir os custos do desporto motorizado na Ásia. Temos pensado muito nisso, como melhorar os processos, criando grupos de trabalho em várias categorias, como o karting, gincanas ou ralis, para discutir como diminuir os custos do automobilismo, como descer os custos de entrada e melhorar as categorias de base”. Contudo, Lung, que construiu uma carreira profissional de relevo ligado à banca no Sudeste Asiático, não entra em falsas ilusões: “Antes temos que primeiro montar a infraestrutura as finanças. Só estamos em funções há pouco mais de 150 dias. Há muitas coisas a acontecer, mas precisamos de montar as fundações primeiro.” Sérgio Fonseca


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JOSÉ SIMÕES MORAIS

Na China há três tipos de vinho: o huang jiu, licor amarelo, originário do país é o mais antigo, sendo produzido através da fermentação do arroz, adicionando por vezes outros cereais, sobretudo milho-miúdo; o bai jiu, ou vinho transparente feito por fermentação de cereais como sorgo, trigo, milho, milho-miúdo e arroz e pode ser depois destilado; e o putao jiu, proveniente da fermentação do sumo de uva, apareceu na China no reinado do Imperador Han Wu Di (140-87 a.n.E.). Já a cerveja denomina-se pi jiu, é um produto do século XX. O forte licor destilado transparente é bebido no Norte, onde em quase todas as povoações havia uma destilaria, enquanto no Centro e Sul da China o vinho amarelo de arroz é o mais popular. O arroz é cultivado no Sudeste Asiático pelo menos desde 8200 a.n.E. e o vinho feito pela sua fermentação tem mais de 4 mil anos de História, sendo por vezes conjugado com milho-miúdo, milho e trigo. Pertence a um dos três principais grupos de vinho amarelo baseados no material com que é confeccionado: o vinho amarelo de arroz de Shaoxing, da província de Zhejiang, o Jimo Laojiu da província de Shandong feito com painço (diferente do milho-miúdo) e o HongQujiu, vinho de arroz fermentado vermelho produzido em Fujian, Guangdong e Taiwan. Chamados também Laojiu (vinho antigo) eram usados com propósitos medicinais desde a dinastia Zhou de Leste. O Huang jiu feito a partir de arroz glutinoso, normal arroz e milho-miúdo, é ensopado na água durante dois a três dias [antigamente usava-se 16 a 20 dias para a água absorver os componentes do arroz decomposto e aumentar a acidez] sendo o arroz levado a cozer a vapor e depois arrefecido. Adicionando fermento (pão de trigo Qu) no arroz frio coloca-se uma nova quantidade de água e a 30° durante 5 a 7 dias realiza-se a primeira fermentação. Aberta a tampa para baixar a temperatura, faz-se a 15° uma segunda fermentação entre 30 a 60 dias. A fermentação fica completa por metabolismo das enzimas que produzem as características do

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Huang jiu - Vinho Amarelo ele para tributo, passando assim a ser denominado Zhujiu.

sabor, aroma e na passagem do açúcar a álcool, sendo afectada pelo clima, temperatura e a estação do ano em que se realiza. O líquido fermentado vai à máquina de prensar, de onde escorre já o vinho amarelado e filtrado, repousa para perder o turvo e clarificar, sendo esterilizado e depois engarrafado. Rico em aminoácidos, o seu teor alcoólico anda à volta dos 15% e é um excelente tonificador do estômago, relaxante muscular e vigorante para a circulação sanguínea. Os três mais famosos vinhos amarelos de arroz são o de Shaoxing, na província de Zhejiang, o vinho Chengang de Longyan, a Sudoeste de Fujian e o vinho Jintan Fenggang de Changzhou, em Jiangsu. O vinho Chengang (沉缸酒), como indica o nome [chen (沉) sedimentar e gang (缸) pote] refere ser o arroz glutinoso mergulhado em água e por três vezes empurrado para o fundo do pote, depois de subir e ficar à tona a flutuar. Começou a ser feito em 1796 e apresentase com uma cor avermelhada, usando mais de trinta produtos de medicina tradicional. Já a História do vinho Jintan Fenggang (金坛封缸酒) refere, no final da dinastia Yuan andava Zhu Yuanzhang (13281398) a lutar contra os mongóis e ao passar por Changzhou provou o local vinho de arroz glutinoso. Gostando, pediu para enterrarem o pote de barro com o que sobrou do líquido, a fim de na volta o beber. Já como Imperador, lembrando-se do vinho, aí regressou e mandando desenterrar, ao provar achou-o muito melhor. Ordenou servir

VINHO DE SHAOXING A Norte da província de Zhejiang encontra-se Shaoxing, local do mais famoso vinho amarelo de arroz da China. Berço da dinastia Xia, onde Da Yu foi sepultado na base da montanha de Kuaiji, como cidade foi construída no Período Primavera-Outono (770-476 a.n.E.) e o actual nome Shaoxing só apareceu na dinastia Song do Sul (11271279), pois até então chamarase Kuaiji, Shanyin e Yuezhou. Cidade sempre disputada entre os reinos Wu e Yue, quando o Rei Gou Jian (497-465 a.n.E.) voltou a restaurar o reino de Yue (473-306 a.n.E.), após a retomar aos Wu passou-a em 473 a.n.E. a capital com o nome de Kuaiji. Este rei foi quem pela primeira vez produziu o considerado melhor vinho amarelo de arroz da China, o Shaoxing Laojiu (Vinho de Arroz de Shaoxing), conhecido na Dinastia do Sul (280-589) por Vinho Shanyin, famoso por ser doce. Nesse período, na dinastia Jin (265420) aqui viveu o Mestre Supremo dos Calígrafos, Wang Xi Zhi (303-361), nascido em Linyi na província de Shandong, mas passou a maior parte dos seus 59 anos de vida em Zhejiang, onde foi Governador da Prefeitura de Wenzhou e depois veio residir para Shaoxing. Devido à excelência do seu trabalho em todo o tipo de escritas e em particular na semi-cursiva e escrita corrida, a graciosidade do traço era admirada por todos, sendo o mais famoso trabalho “Prefácio aos Poemas Compostos

OS TRÊS MAIS FAMOSOS VINHOS AMARELOS DE ARROZ SÃO O DE SHAOXING, NA PROVÍNCIA DE ZHEJIANG, O VINHO CHENGANG DE LONGYAN, A SUDOESTE DE FUJIAN E O VINHO JINTAN FENGGANG DE CHANGZHOU, EM JIANGSU

no Pavilhão das Orquídeas”, onde caligrafou trezentos e vinte e quatro caracteres, após realizar um encontro no ano de 353 em Shaoxing. Aí juntara quarenta e um grandes poetas, no dia 3 do terceiro mês lunar, Duplo 3, para reverenciar o Aniversário da Deusa Mãe do Oeste. Após as cerimónias foram descansar nas margens de um canal no sopé da montanha Kuaiji e criaram um jogo com um recipiente de laca cheio de vinho a flutuar nas águas. Onde este parasse ou rodasse, quem mais próximo estivesse, ou fazia um poema, ou bebia três taças. Daí a colecção de 37 poemas escritos no livro Lantingji Xu, para os quais Wang Xi Zhi caligrafou o prefácio. O vinho de Shaoxing não vai a destilar e é feito de arroz refinado branco glutinoso, levedura do trigo e água de boa qualidade do Lago Jianhu. A sua preparação conta com quatro fases, três vezes de fluido e quatro vezes de água. Feito a temperatura baixa, o processo para a sua produção começa com o ensopar o arroz, cozê-lo a vapor, preservá-lo em túneis e deixar que haja uma prolongada e perfeita fermentação (uma das suas melhores características). Revolvido, é depois espremido e decantado, levando o vinho a ferver para se extrair por decocção o sabor e aroma. Com uma cor amarela, é transparente sem sedimentos e um baixo teor alcoólico, entre os 12 e 17%. Feito com uma excelente qualidade, a sua técnica passou de geração em geração e quanto maior for o tempo de fermentação, um, dois, três anos, melhor é o vinho, mais saboroso, mais intenso e forte. Além de muito nutritivo e usado na medicina tradicional, é também utilizado para cozinhar. Há uma grande variedade de técnicas usadas para fazer o Vinho de Shaoxing e as mais famosas são: yuanhong, shanniang, xiangxue e jiafan. Com maior produção, o vinho jiafan leva um reforço de arroz glutinoso e o trigo é adicionado durante a fermentação, atingindo entre os 18° e 19° após três anos a maturar. Este por ser vendido num famoso pote de porcelana ganhou a notoriedade como Huadiao jiu, um vinho para ser guardado longo tempo e feito para comemorar uma data especial.


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diário de próspero

ANTÓNIO CABRITA

18/05/22 A necessidade de reler a Odisseia faz-me vasculhar na net. Fico deliciado com a capa que reproduzo na imagem. É a mais bela capa de todas as edições que conheço da Odisseia. Por dentro, como era comum na Cosac Naify, a paginação corresponde. Só tenho a elogiar, do ponto de vista gráfico. O longo prefácio também me parece bastamente informado. Mas passo para o texto do Homero e sai isto: «Do varão me narra, Musa, do muitas-vias, que muito vagou após devastar a sacra cidade de Troia. De muitos homens viu urbes e a mente conheceu, e muitas aflições sofreu ele no mar, em seu ânimo, tentando garantir sua vida e o retorno dos companheiros. Nem assim os companheiros socorreu, embora ansiasse: por iniquidade própria, a deles, pereceram, tolos, que as vacas de Sol Hipérion devoraram. Esse, porém, tiroulhes o dia do retorno. De um ponto daí, deusa, filha de Zeus, fala também a nós.» Compare-se com o mesmo trecho, na tradução de Frederico Lourenço: «Fala-me, Musa, do homem versátil que tanto vagueou, depois que de Troia destruiu a cidadela sagrada. De muitos homens viu as cidades e a mente conheceu; e foram muitas no mar as dores que sofreu em seu coração para salvar a vida e o regresso dos companheiros. Mas nem os companheiros salvou, embora o quisesse. Pereceram devido às suas próprias loucuras, tolos, que o gado de Hiperíon, o Sol, comeram; e este lhes negou o dia do regresso. Destas coisas, a partir de um ponto qualquer, ó deusa, filha de Zeus, fala-nos também a nós.» Nem sequer comento qual a que vou ler. 20/05/22 Incrédulo, volto atrás, gaguejo, releio: «Juan Carlos, monarca del Estado español, impuesto como gobernante aunque hoy sea más bien una figura decorativa, nos

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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Leituras ha salido con que “nunca fue la nuestra lengua de imposición, sino de encuentro; a nadie se obligó nunca a hablar en castellano: fueron los pueblos más diversos quienes hicieron suyo, por voluntad libérrima, el idioma de Cervantes”. Uff. El dislate es, literalmente, regio.». De facto. Há sempre um pequeno colonialista que nos habita a sombra e que mete a cabeça de fora e os seus irreais à primeira oportunidade. 21/05/22 Sergei Loznitsa, o realizador ucraniano que se demitiu da Academia Europeia de Cinema (a 28 de Fevereiro) pela posição tímida à invasão da Ucrânia pela Rússia, foi agora expulso da Academia de Cinema da Ucrânia por ter manifestado o seu apoio aos cineastas russos e ser insuficientemente leal ao seu país de origem. Loznitsa fez os filmes mais esclarecedores quanto à farsa dos argumentos russos sobre Donbasse e Maidan, mas a sua utilidade não foi reconhecida por simplesmente lembrar, justamente, que a cultura russa não é o Putin. Foi então acusado de ser um “cosmopolita”. É vergonhoso e absurdo – a prova evidente de que a guerra nivela tudo e que a sua duração só promove uma irracionalidade que passa a operar em 360º. Talvez um excerto de um poema de Tomas Transtömer seja o melhor comentário: «Os portões altos fecham-se novamente/ Eis-nos dentro do pátio da prisão/ Numa nova temporada».

LOZNITSA FEZ OS FILMES MAIS ESCLARECEDORES QUANTO À FARSA DOS ARGUMENTOS RUSSOS SOBRE DONBASSE E MAIDAN, MAS A SUA UTILIDADE NÃO FOI RECONHECIDA POR SIMPLESMENTE LEMBRAR, JUSTAMENTE, QUE A CULTURA RUSSA NÃO É O PUTIN

23/05/22 Extraordinária, a biografia de Marina Abramovic (Pelas Paredes, Editora José Olympio, 2017). Mesmo para alguém, como eu, que mantém uma reserva em relação à prática artística que circunda as “instalações” e as “performances”, é inevitável que o livro desperte um extremo respeito pela senhora. É, além do mais, uma narradora nata: «A fixação de Danica (a mãe) pela ordem penetrou no meu inconsciente. Eu costumava ter um pesadelo recorrente sobre simetria – que era extremamente perturbador. Nesse sonho estranho, eu era uma general que passava revistando uma enorme fileira de soldados, todos perfeitos. De repente, eu tirava um botão do uniforme de um deles, e toda aquela ordem desabava. Eu acordava num pânico total, tamanho era o pavor que tinha de destruir a simetria das coisas.» Este sonho é claramente inventado, surgiu-lhe das amiudadas leituras de Marina das parábolas sufis, mas encaixa à perfeição. E a dado momento Marina conta-nos a história espantosa do encontro entre Tsvetaeva e Pasternak, que escreviam sonetos um para o outro, ela em Moscovo, ele em Paris, e sobre o destino trágico da poeta: «E então, como era casada com um russo-branco que fora encarcerado pelos comunistas, ela teve de deixar a Rússia com seus dois filhos pequenos. Foi para o sul da França, mas seu dinheiro acabou, e precisou voltar para a Rússia.

Tanto ela quanto Pasternak decidiram que, depois de quatro ou cinco anos dessa correspondência apaixonada, ela faria uma parada na Gare de Lyon em Paris, no caminho de volta para casa, e eles de fato se encontrariam pela primeira vez. Quando acabaram se encontrando, ambos estavam num nervosismo terrível. Ela carregava uma velha mala russa, tão cheia de pertences que estava estourando. Ao ver sua dificuldade para fechar a mala, Pasternak saiu correndo e voltou com um pedaço de corda. Amarrou e fechou a mala. Agora, os dois estavam simplesmente sentados ali, mal conseguindo falar. Seus escritos os tinham levado tão longe que, quando eles se viram de fato na presença um do outro, as emoções eram avassaladoras. Pasternak disse-lhe que ia comprar cigarros. Foi embora e não voltou. Tsvetaeva ficou ali sentada, esperando, esperando, até que chegou a hora de embarcar no trem. Pegou a mala consertada com a corda e voltou para a Rússia. Ela retornou a Moscou. Seu marido estava preso. Tsvetaeva não tinha dinheiro. E, assim, foi para Odessa. Lá, desesperada para sobreviver, escreveu uma carta para o clube de escritores, perguntando se poderia trabalhar para eles como faxineira. Eles responderam que não precisavam dos seus serviços. Então ela pegou a mesma corda que Pasternak tinha usado para consertar a mala estourada e se enforcou.» O poder, por aquelas paragens, nunca mereceu os seus artistas.


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THE BLETCHLEY CIRCLE

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TOP GUN: MAVERICK [B]

Um filme de: Joseph Kosinski Com: Tom Cruise, Jennifer Connely, Val Kilmer, Miles Teller 14.30, 21.30

JUJUTSU KAISEN: ZERO [B] Um filme de: Seong-Hu Park 17.30, 19.30 SALA 2

UNPLANNED [C]

Um filme de: Cary Solomon, Chuck Konzelman Com: Ashley Bratcher, Emma Rose Roberts, Michael J. Lindell, Jared Lotz 14.30, 16.45, 19.30

Com34 personagens femininas fortes, a história foca-se em quatro mulheres trabalharam a decifrar a segunda 7 códigos 3 5 durante 0 1 8 4 9 Guerra 6 2 Mundial. Depois da guerra, a percepção do contributo destas mulheres para a guerra não se traduziu numa mudança de vida - foram 8 2para 1 um5 percurso 3 6 tranquilo 9 7 4ou até 0 mesmo doméstico. Até que se reúnem para remetidas decifrar 0 uma 9 6série4de 2homicídios, 7 5 8através 3 da 1 identificação de padrões que os ligam. “The Bletchley Circle” é uma minissérie que destaca a inteligência das mulheres e a capacidade 4 6 0 1 7 3 8 2 9 5 de resolverem desafios quando lhes é dada a oportunidade. Hoje Macau

3 7 4 9 5 1 2 8 1 8 9 6 2 5 3 7 www. 9 0 7 2 hojemacau. com.mo 6 4 8 3

YUAN

DOCTOR STRANGE IN THE MULTIVERSE OF MADNESS [B] Um filme de: Sam Raimi Com: Benedict Cumberbatch, Elizabeth Olsen, Benedict Wong 21.45 SALA 3

EVERYTHING EVERYWHERE ALL AT ONCE [C] Um filme de: Daniel Kwan, Daniel Scheinert Com: Michelle Yeoh, Stephanie Hsu, Ke Huy Quan, James Wong 14.15, 16.45, 19.15, 21.45

TOP GUN : MAVERICK

6 0 2 1 5 8 9 4 0 6 7 3 5Propriedade 2 3 Fábrica 4 0de Notícias, 7 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Gonçalo Waddington; José Simões Morais; 4Julie9Oyang; 1 Paulo 0 Maia 8 e6Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo Rasquinho; 8Paul5Chan6Wai3Chi; Paula 1 4Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare 0Morada 1 Pátio 7 da5 Sé,2n.º22,9Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo 3 7 2 8 9 1 6 5 0 4

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terça-feira 24.5.2022

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carta ao director 15

HOJE MACAU

Senhor director...

Duvido que em Macau alguma vez tenha sido feito um estudo sério sobre a prevalência do ruído no dia a dia dos seus habitantes. Existem, no entanto, muitos estudos sobre a influência nefasta que a exposição constante ao barulho tem sobre as pessoas (e animais irracionais). É usado, o ruído, como forma de tortura. Uma das características da paisagem sonora do território é, sem dúvida, o barulho constante de obras. Num espaço pequeno este tipo de ruído tende a ser muito presente. Não há praticamente lugar nenhum onde não sejamos confrontados com ele. Muitas dessas obras parecem desnecessárias ou fruto de falta de planeamento. É normal as pessoas queixarem-se de obras numa rua onde apenas uns meses antes outras tinham incomodado as pessoas durante semanas. Para além das obras em espaços públicos há, como todos sabemos, muitas obras em casas particulares. Mas há outros tipos de ruído excessivo. Um deles é o barulho do tráfego de carros, motas e autocarros de turismo e de trans-

porte público e o de camiões de transporte, camiões cisterna ou betoneiras ou tráfego de outros tipos de camiões ligados à construção. Num território tão pequeno uma administração amiga dos seus habitantes (coisa que Macau nunca teve) preocupar-se-ia certamente em reduzir ao máximo o inconveniente que estes veículos causam a todos os níveis, da poluição sonora à poluição atmosférica. Uma administração consciente reduziria ao máximo o trânsito de automóveis ligeiros particulares fazendo com que o seu uso se tornasse muito inconveniente. Outro tipo de poluição sonora resulta da obsessão com a música de entretenimento. Há música nos atendedores de chamadas, nos restaurantes, nos cafés, nos supermercados, nos centros comerciais, nos lobbies dos hotéis, em algumas ruas, em alguns elevadores, etc. Na zona do Cotai existe por vezes música na rua, ecoando por toda a zona. A música enlatada é omnipresente. Já Schonberg chamara a atenção para o modo como a música gravada e difundida em

espaços públicos estava a matar a própria música. O excesso retira a exclusividade. Tudo isto se inclui naquilo que Bernie Krause chama a antropofonia, o som provocado pelo homem. As outras fonias são, lê-se no extraordinário livrinho de Carlos Alberto Augusto, Sons e Silêncios da Paisagem Sonora Portuguesa, a geofonia, os sons da natureza, do mar, do vento, dos trovões, e a biofonia, constituída pelos sons causados pelos animais e pelas plantas. Outra fonte de ruído em espaços públicos provém dos telemóveis, aparelhos que são usados por vezes de modo a interferir com o sossego das pessoas circundantes. São os toques, os sons de jogos, o som das pessoas a falar, o som dos vídeos, etc. Os transportes públicos (os autocarros) são uma fonte de cacofonia: os toques para saída, os constantes avisos em 4 línguas diferentes, o barulho dos vídeos dos aparelhos de televisão que quase todos os autocarros têm e, mais uma vez, o barulho dos telemóveis, dos jogos, das pessoas a falar, dos filmes, etc. Pedro Catalão


“A humildade é a única base sólida de todas as virtudes.” PALAVRA DO DIA

Confúcio

terça-feira

24.5.2022

O princípio da macacada

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S Serviços de Saúde (SSM) apelam à população e profissionais de saúde para terem atenção a eventuais sinais de varíola dos macacos e para “evitar contactos com animais como macacos e ratos da África Central e Ocidental”. As autoridades referiram dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) relativos a vários surtos no estrangeiro, entre 14 a 19 de Maio” deste ano. A entidade liderada por Alvis Lo Iek Long publicou ontem uma lista de países onde foram encontradas infecções, que inclui França, Itália, Portugal, Espanha, Suécia, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Austrália. Os SSM adiantam ainda que “os relatos de casos da varíola dos macacos, principalmente na Europa, estão a ser diagnosticados em homens jovens, muitos dos quais se identificam como homossexuais”. Em relação às consequências, as autoridades indicam que “a maioria dos sintomas está presente com lesões genitais ou peri-genitais, suge-

Covid-19 Quatro novos casos importados

Quatro pessoas que entraram em Macau, provenientes de Singapura, Estados Unidos da América, Hong Kong e Taiwan testaram positivo para a covid-19 no passado domingo. Entre os casos importados, três foram classificados como assintomáticos e um como caso de recaída. O caso de recaída diz respeito a uma residente de Macau de 20 anos proveniente dos Estados Unidos, que já tinha contraído a doença este mês. Os casos assintomáticos são referentes a um trabalhador não residente de nacionalidade americana de 40 anos de idade, proveniente de Singapura, uma residente de Hong Kong de 41 anos de idade, proveniente do território vizinho e um residente de Taiwan de 63 proveniente dessa mesma região. Todos os pacientes estão vacinados contra a covid-19 e foram encaminhados para o Centro Clínico de Saúde Pública no Alto de Coloane para isolamento médico. Até ao momento, foram registados em Macau 82 casos confirmados de covid-19 e 135 casos assintomáticos.

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ESDE Janeiro de 2022, a Associação Geral das Mulheres de Macau acolheu 20 vítimas de violência doméstica. De acordo com a TDM-Canal Macau, a maioria das vítimas tem cerca de 30 anos e recorreu ao Centro de Solidariedade Social Lai Yuen para receber aconselhamento jurídico e apoio no cuidado de crianças. Isto, tendo em conta que muitas das mulheres compareceram no centro acompanhadas pelos filhos. Das duas dezenas de vítimas registadas desde o início do ano, uma em cada três é dona de casa e está desempregada. Na maioria HOJE MACAU

Entre 16 e 20 de Maio, os Serviços de Alfândega (SA) detectaram um total de 35 casos de contrabando envolvendo a entrada ilegal em Macau de tabaco, cartuchos de videojogos, telemóveis usados e componentes de computador. De acordo com um comunicado divulgado ontem pelos SA, os contrabandistas foram interceptados nos postos fronteiriços das Portas do Cerco e Qingmao e recorreram ao próprio corpo, roupa, transformadores e a uma cadeira de rodas eléctrica para transportar a mercadoria. Entre os detidos, estão residentes de Macau, Hong Kong e do Interior da China com idades entre os 27 e os 73 anos.

A partir de hoje os utilizadores do Metro Ligeiro podem começar a utilizar o cartão Macau Pass. O anúncio foi feito ontem através da publicação em Boletim Oficial, e era um pedido antigo de vários deputados. Actualmente, o Metro está a oferecer descontos, pelo que as pessoas podem pagar entre 1,5 patacas e 2,5 patacas se utilizarem o Macau Pass. No caso de estudantes, idosos e pessoas com deficiências as viagens são gratuitas. O serviço de Metro esteve suspenso durante grande parte do ano e só foi retomado a 3 de Abril. Nesse primeiro mês registou uma média diária de 1.700 passageiros.

Os SSM indicam que “os relatos de casos da varíola dos macacos, principalmente na Europa, estão a ser diagnosticados em homens jovens, muitos dos quais se identificam como homossexuais”

rindo que a transmissão pode ter ocorrido através do contacto físico próximo durante a actividade sexual”.

Perigos selvagens

Até a 20 de Maio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) contabilizava aproximadamente 80 casos confirmados a nível mundial, enquanto 50 casos estão a serem investigados.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA ASSOCIAÇÃO DAS MULHERES ACOLHEU 20 VÍTIMAS EM 2022

Alfândega 35 casos de contrabando em cinco dias

Metro Ligeiro Macau Pass aceite partir de hoje

REUTERS

Governo atento a surtos internacionais de varíola dos macacos

dos casos, as vítimas possuem também um baixo nível de escolaridade e qualificações. Nesse sentido, a directora do Centro de Solidariedade Social, Wong Li Li, apontou que a Associação das Mulheres tem vindo a desenvolver iniciativas de colaboração com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). “Uma vez que estas mulheres não têm emprego, estamos a ajudá-las a inscrever-se nas plataformas da DSAL. Assim é mais fácil encontrarem trabalho”, explicou, segundo a TDM-Canal Macau.

A varíola dos macacos é uma doença causada pelo vírus da varíola, transmitida principalmente entre primatas africanos (muitas espécies de macacos), roedores (esquilos africanos, esquilos de PUB.

árvores, ratos gambianos, ratos adormecidos etc.) e, ocorre ocasionalmente em humanos”, indicaram os SSM. Até agora, os casos registados e relatados eram diagnosticados principalmente em pessoas que vivem em ou viajam até à África Central e Ocidental, ou pessoas que entravam em contacto com animais como ratos e macacos de África. O período de incubação é de 6 a 13 dias, mas pode chegar a 21 dias, enquanto os sintomas incluem febre, dores de cabeça, dores musculares, dores nas costas, gânglios linfáticos inchados, arrepios e fadiga. Para já, os SSM indicam que a taxa de mortalidade nos países africanos se situa entre 3 e 6 por cento, com taxas mais elevadas em crianças, adolescentes e indivíduos com problemas imunológicos. A vacina contra a varíola confere imunidade perante a varíola dos macacos.


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Hoje Macau 24 MAIO 2022 #5013 by Jornal Hoje Macau - Issuu