hoje macau
Nº 4773 SEGUNDA-FEIRA 24-5-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
MOP$10
NOVO ESPAÇO CULTURAL
MONTRA IMPROVISADA EVENTOS
NAVE DE NUVENS PAULO MAIA E CARMO AUSTERIDADE
LIMITES SOCIAIS PÁGINA 4
JUSTIÇA
MIGUEL IAN SEM FUNDO PÁGINA 6
MELCO
PATACA POR VACINA PÁGINA 7
DAS MOLUCAS A ESPANHA JOSÉ SIMÕES MORAIS
TEMOS DE FALAR VALÉRIO ROMÃO
Povo que brincas no rio
A Associação Novo Macau quer que o terreno em frente ao Hotel Regency, na Taipa, seja transformado num espaço de lazer à beira-rio. A associação rema con-
tra a maré, depois de o Executivo ter revelado que o terreno onde esteve projectado o Parque Oceanis seria aproveitado para fins comerciais. GRANDE PLANO
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Preocupada com o aumento populacional e a necessidade de espaços públicos abertos, a Associação Novo Macau defende que o terreno anteriormente destinado ao “Parque Oceanis” não deve ser transformado em zona comercial. Rocky Chan argumenta que a opinião geral na consulta pública “foi muito clara”
PARQUE OCEANIS
A terra
HOJE MACAU
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“Vão transformar a proposta num espaço público aberto ou vão insistir em planear o ‘Ocean World’ como uma área comercial? Estamos muito preocupados com isso”
NOVO MACAU QUER
“Conseguimos ver que os espaços públicos abertos têm decrescido ao longo da última década. (...) No entanto, com a população a aumentar torna-se um problema público cada vez mais sério” ROCKY CHAN VICE-PRESIDENTE DA ANM
E crachá ao peito, os membros da Associação Novo Macau (ANM) distribuíram ontem panfletos por quem passava junto a uma das entradas para o Parque Central da Taipa. A acção de rua teve como objectivo endereçar a finalidade do terreno que chegou a destinar-se ao projecto “Parque Oceanis”, que o Governo pretende aproveitar como zona comercial. A ANM entende que seria preferível usar a área como zona aberta de lazer. “A ideia passa por equilibrar o volume de terrenos destinados a espaços de lazer. “Não é apenas porque a localização é adequada a um espaço aberto para os cidadãos de Macau, mas também [porque] conseguimos ver que os espaços públicos abertos têm decrescido ao longo da última década. (...) No entanto, com a população a aumentar torna-se um problema público cada vez mais sério”, disse o vice-presidente da Novo Macau, Rocky Chan. Na folha distribuída, a ANM sugere a integração de vários elementos no terreno: um corredor verde e pista de bicicletas, parque infantil, parque de skate, zona para passear cães, espaços desportivos, zona de pesca, espaços de espectáculo ao vivo e de exposições artísticas e culturais, relvados e local para piqueniques – mas também um centro comercial. “A opinião geral foi muito clara durante a consulta [pública], por isso o Governo não a pode ignorar e insistir na sua proposta”, indicou Rocky Chan. Recorde-se que na consulta pública sobre o Plano Director, registaram-se 77 opiniões sobre o desenvolvimento de uma nova zona comercial marginal no lote que estava destinado ao Parque Oceanis, 53 delas “discordantes”. O relatório final indica que estas vozes defendem que devia destinar-se a zonas verdes ou espaços públicos abertos, que além de preservar a paisagem visual ao longo da costa respondesse à procura de espaços para o crescimento da população dos próximos 20 anos. Entre as opiniões consideradas neutras sugeriu-se disponibilizar uma parte da zona comercial para espaços verdes ou parques, através dos planos de pormenor. Em resposta às preocupações expressas, o Governo disse que
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grande plano 3
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TERRENO NA TAIPA APROVEITADO COMO ESPAÇO DE LAZER
a quem a goze a nova área comercial “será desenvolvida em conjunto com a construção do espaço de lazer marginal, um corredor verde à beira-mar e uma ciclovia”. Está também previsto o encorajamento de “concepções arquitectónicas que possam elevar a classe da cidade e o estilo de paisagem mais homogéneo da zona habitacional, quebrando a monotonia da homogeneidade das zonas residenciais”.
Preocupação crescente
A iniciativa da ANM surge no seguimento da recente divulgação dos resultados da consulta pública do Plano Director, com Rocky Chan a indicar que depois da publicação do relatório final o PUB.
Conselho do Planeamento Urbanístico tem 30 dias para expressar a sua opinião, até 15 de Junho. “De momento, não vemos discussão
A recente abertura da Zona de Lazer da Marginal da Estátua de Kun Iam foi apresentada como exemplo da procura dos cidadãos por espaços públicos abertos. Em apenas 3 dias foi visitada por mais de 16 mil pessoas
pública sobre a diferença entre a proposta do governo e a opinião geral, e o Governo nunca respondeu publicamente a esta questão: vão transformar a proposta num espaço público aberto ou vão insistir em planear o ‘Ocean World’ como uma área comercial? Estamos muito preocupados com isso”, explicou. Além da actividade de rua para comunicar com o público, o vice-presidente indica que a associação enviou uma carta à Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, bem como ao Conselho de Planeamento Urbanístico. Rocky Chan deixou também a ideia de que combinar a zona comercial com espaços verdes não tem dado os resultados necessários. “Foi
o que fizeram na década passada. Estabelecem um espaço aberto na área residencial ou comercial, mas não é suficiente. De acordo com o nosso relatório do meio ambiente (...) o espaço público aberto e verde tem decrescido na última década. É por isso que acho que esta política não teve sucesso”, comentou. A recente abertura da Zona de Lazer da Marginal da Estátua de Kun Iam foi apresentada como exemplo da procura dos cidadãos por espaços públicos abertos, com Rocky Chan a apontar que em apenas três dias foi visitada por mais de 16 mil pessoas. Salomé Fernandes
Parque Oceanis Historial do lote marcado por reviravoltas
A concessão por arrendamento à sociedade Chong Va – Entretenimento Limitada do terreno com mais de 134 mil metros quadrados na Taipa foi publicada em boletim oficial em 1997. O lote estava então destinado à construção do “Parque Temático – Parque Oceanis”. O arrendamento era válido pelo prazo de 25 anos, e previa-se que na zona fossem instaladas diversas atracções como um santuário de aves, minigolf, um museu de cera, escorregas de água, e um aquário. O aproveitamento do espaço deveria acontecer dentro de 36 meses, tendo o prazo sido prorrogado até Março de 2001. Anos depois, em 2018, o então Chefe do Executivo, Chui Sai On, proferiu o despacho que declarou a caducidade da concessão por falta do aproveitamento nas condições contratualmente definidas. Mas a empresa concessionária, cujo principal accionista é Fong Chi Keong, recorreu da decisão para os tribunais. Em Setembro do ano passado, o Tribunal de Última Instância negou provimento ao recurso imposto pela sociedade Chong Va – Entretenimento Lda. No início do ano passado, a directora dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) indicou que caso as condições fossem adequadas, era ponderado aproveitar o terreno situado em frente ao Hotel Art Regency para habitações ou instalações públicas. Mas meses depois o rumo do terreno voltaria a mudar. Desta vez, com o Plano Director, o lote onde deveria ter sido construído o “Parque Oceanis” passou a ser destinado a uma zona comercial. Em Setembro de 2020, o secretário para os Transportes e Obras Públicas argumentou que Macau sofre de escassez de terrenos com finalidade comercial, frisando a necessidade de equilíbrio entre as oito finalidades de terrenos.
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RÓMULO SANTOS
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CCAC IPIM e DST dão “grande importância” a relatório
Em reacção ao relatório divulgado pelo Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) comunicou que “dá grande importância aos pareceres e coopera activamente” com a entidade. A DST garante estar “atenta” à interpretação jurídica do CCAC sobre as sanções do processo disciplinar instaurado no seguimento de uma denúncia relativa a uma chefia funcional que se teria ausentado frequentemente durante o horário de trabalho. A DST diz que vai dar a conhecer a instauração e tratamento de todos os processos disciplinares. Por sua vez, também o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) nota que atribui “grande importância” às sugestões que o relatório do CCAC apresenta sobre a apreciação dos pedidos de fixação de residência, acrescentando que procede “de modo proactivo e contínuo” à melhoria dos trabalhos. De acordo com um comunicado, o IPIM vai rever as autorizações de fixação de residência temporária concedidas. Além disso, pretende “elevar a transparência de informação” e rever periodicamente a eficácia dos procedimentos.
3.500
Mop
Gasto médio por turista
O deputado está preocupado com o desemprego, que diz se ter transformado em estrutural porque se mantem em 4,8 por cento, apesar de haver recuperação económica
CORTES ORÇAMENTAIS LEONG SUN IOK PEDE PARA NÃO SE MEXER EM APOIOS SOCIAIS
Não cheguem ao osso
O deputado ligado aos Operários considera importante manter os apoios sociais, garantir que há dinheiro para pagar horas extra aos funcionários públicos e assegurar a qualidade do serviço
A
PÓS o Governo de Ho Iat Seng ter anunciado que vai manter os cortes de 10 por cento no orçamento do próximo ano, o deputado Leong Sun Iok vem exigir garantias de que os mais desprotegidos da sociedade não serão afectados. O pedido foi feito através de interpelação escrita, divulgada na sexta-feira pelo membro da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). “O Governo decidiu continuar com os cortes orçamentais para o próximo ano. A sociedade está preocupada com a forma como a sua vida e bem-estar vão ser afectados. Por isso, como é que
o Governo pode garantir que a vida da população e o bem-estar não vão sofrer alterações com os cortes”, questiona Leong Sun Iok. Contudo, o legislador dos Operários foca também as preocupações dos funcionários públicos e a possibilidade de não serem compensados pelo trabalho prestado nas horas extra. “Como é que vai ser garantido que o orçamento para pagar aos funcionários públicos e as horas extra vai ser suficientes para as necessidades?”, acrescenta. No documento, Leong Sun Iok sustenta que o pagamento de horas extra é essencial para aliviar a pressão dos funcionários públicos
e garantir a qualidade dos serviços prestados à população.
Controlo da inflação
A partir do próximo mês, arranca o programa de consumo do Governo, que disponibiliza 5.000 patacas aos residentes, além de descontos, financiados pelo Erário Público, que podem chegar às 3.000 patacas. Contudo, depois dos exemplos do ano passado, Leong Sun Iok indica que existe a preocupação de que os preços possam aumentar. “Há muitos cidadãos preocupados com os aumentos irrazoáveis dos preços. Em relação à fiscalização dos preços, quais são as medidas de que o Governo dispõe?”, questiona.
“Será que as autoridades vão ter medidas para impedir que os empresários que aumentarem os preços de forma irrazoável sejam afastados do programa de descontos”, pergunta. Na interpelação escrita, o deputado está igualmente preocupado com o desemprego, que diz se ter transformado em estrutural, uma vez que se mantem nos 4,8 por cento, apesar de dar conta da “recuperação económica”. Neste sentido, pergunta ao Executivo como vai melhorar os mecanismos para expulsar trabalhadores não-residentes de Macau e libertar empregos para os locais. João Santos Filipe
Durante os primeiros três meses do ano, cada visitante gastou em média 3.556 patacas em Macau, o que representa um aumento de 128,5 por cento em relação ao período homólogo. Os dados foram divulgados na sexta-feira pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), que calcularam a despesa total dos visitantes em 6,18 mil milhões de patacas, um aumento de 23,5 por cento em termos anuais. Os turistas do Interior foram os que mais gastaram, com uma média de 3.647 patacas. Contudo, quando avaliados os que vieram em visto individual de turismo, o número sobe para 7.132 patacas. As despesas não incluem os gastos nos casinos. As principais despesas dos turistas entre Janeiro e Março deste ano foram compras, que representou 64,1 por cento dos gastos totais, alimentação (16,2 por cento) e ao alojamento (15,9 por cento).
GDI Recebidas 14 propostas para acessos a nova ponte
O Governo recebeu 14 propostas para as obras de construção da rede viária de ligação à quarta ponte Macau-Taipa na Zona A dos Novos Aterros, com valores entre 462 milhões e 558 milhões de patacas, de acordo com o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI). Entre as 14 propostas uma foi excluída e outra foi admitida condicionalmente, mediante a supressão de irregularidades. As propostas sugerem ainda prazos para terminar os trabalhos que variam de 600 a 615 dias, ou seja períodos superiores a um ano e meio. Segundo as explicações do GDI, a empreitada visa construir a rampa de acesso do viaduto que fará a ligação entre a ilha artificial do Posto Fronteiriço Zhuhai-Macau da Ponte HKZM e a Nova Zona de Aterro A, através de uma rampa de circulação desnivelada para motociclos e estação elevatória de águas pluviais. As obras têm de começar no quarto trimestre deste ano.
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política 5
RÓMULO SANTOS
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Administração Ng Kuok Cheong quer responsabilização de chefias
Ng Kuok Cheong questionou a responsabilização de titulares de altos cargos da Administração Pública e da máquina executiva. Em interpelação escrita, o deputado pergunta se o Governo desistiu de pedir a responsabilização das chefias que os relatórios do Comissariado contra a Corrupção (CCAC) criticaram por abuso de competência. Além disso, pediu exemplos de pessoas que tenham sido responsabilizadas ou retiradas dos cargos. O deputado recordou que em resposta a uma interpelação, a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública declarou que “o regime disciplinar geral dos trabalhadores da função pública é aplicado ao pessoal de direcção e chefia, deste modo, surgem situações de falta de articulação”, e como a inexistência de um regime disciplinar dirigido aos titulares de altos cargos é um entrave à sua responsabilização. Neste sentido, Ng Kuok Cheong questionou se Governo tem planos concretos para melhorias e a concretização de um novo regime.
Cibersegurança Mak Soi Kun quer medidas contra “hackers”
PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA SONG PEK KEI QUER SEGUROS PARA COMÉRCIO
Para afinar a máquina Song Pek Kei defende que o portal do IPIM para investidores nos Países de Língua Portuguesa precisa de mais informação, como as leis, regulamentos e normas para as diferentes indústrias dos países destino do investimento
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ARA promover trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa, a deputada Song Pek Kei defende que deve ser criada uma instituição para fornecer seguros de crédito às exportações. A ideia surge numa interpelação escrita, em que a deputada ligada à comunidade de Fujian afirma que uma instituição deste tipo poderia complementar os serviços das instituições de seguro e apoiar as Pequenas e Médias Empresas (PME). “O Governo da RAEM continua empenhado na construção de uma plataforma de serviços financeiros e cooperação empresa-
rial com os Países de Língua Portuguesa, para a assumir o papel de ponte e promoção das trocas económicas e comerciais entre a China e o os Países de Língua Portuguesa”, começa por destacar Song. “Mas, para construir verdadeiramente uma plataforma comercial, é necessário aprofundar o sistema de seguro de crédito à exportação. Será que o Governo considerou criar uma instituição de crédito global e unificada, seguindo os exemplos do Interior e Hong Kong, para que haja mais protecção às empresas e Pequenas e Médias Empresas que fazem o comércio entre a China e os países de Língua Portuguesa?”, questiona. Actualmente, existe um sistema de seguro de crédito às exportações, promovido pelo Executivo, em cooperação com as instituições bancárias, mas para a deputada é insuficiente e pouco abrangente.
Comércio com potencial
Ainda segundo os dados da legisladora, apesar da pandemia, e contra a tendência mundial, as trocas comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa atingiram 140 mil milhões de dólares norte-americanos. Por isso, Song Pek Kei acredita que passados os efeitos da pandemia vai ser possível promover ainda mais o comércio, e pede ao Executivo que se prepare atempadamente, para que Macau assuma o papel de plataforma.
“Será que o Governo considerou criar uma instituição de crédito global e unificada, seguindo os exemplos do Interior e Hong Kong?” SONG PEK KEI DEPUTADA
Como parte da preparação, Song Pek Kei indica que é necessário melhorar a informação disponível do site “Portal para a Cooperação na Área Económica, Comercial e de Recursos Humanos entre a China e os Países de Língua Portuguesa”. Segundo a deputada, o portal que começou a operar em 2015 e pertence ao Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) não tem informação que é indispensável para os investidores. Entre os exemplos de informação Song indica leis, regulamentos e normas que se aplicam às diferentes indústrias dos países envolvidos. Por isso, a legisladora questiona o Governo de Ho Iat Seng se vai aproveitar totalmente as potencialidades do portal e oferecer este tipo de informação, também como forma de atingir a diversificação económica de Macau. João Santos Filipe
Em interpelação escrita, o deputado Mak Soi Kun quer saber se o Governo tem métodos de defesa em cibersegurança e se há planos para lidar com “hackers”. O deputado de Jiangmen apontou que enquanto cidade turística ao nível mundial, quando Macau se desenvolve numa cidade inteligente precisa de manter a operacionalidade da internet. Mak Soi Kun alertou que caso os hospitais, instalações enérgicas e telecomunicações sofram ataques informáticos, as informações do Governo e dos residentes podem ser divulgadas. PUB.
Edital (34/FGCL/2021) Nº de pedido: 44/2021
Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “NEW CHINA STARS (MACAU) ENGENHARIA LIMITADA”, com sede na Avenida de Venceslau de Morais, Edf. Centro Industrial De Macau, 4 Andar C, em Macau, o seguinte: Relativamente ao ex-trabalhador Chan Hon Peng, no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 14 de Maio de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015(Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa ao ex-trabalhador acima referido, no valor total de $268 755,67(Duzentas e sessenta e oito mil e setecentas e cinquenta e cinco patacas e sessenta e sete avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquele ex-trabalhador, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 18 de Maio de 2021 O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong
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TIAGO ALCÂNTARA
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Crime Detido suspeito de abuso sexual de menor
TUI CONFIRMADA LEGALIDADE DO AFASTAMENTO DE MIGUEL IAN DO FUNDO DE PENSÕES
Fica o caso arrumado
A defesa pretendia anular a dispensa por considerar que não tinha sido justificada, mas o tribunal legitimou a medida de Sónia Chan ao dispensar o ex-chefe de departamento. Miguel Ian está em Coloane a cumprir quatro anos de prisão na sequência do caso IPIM
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Tribunal de Última Instância (TUI) considerou que Sónia Chan, enquanto secretária para a Administração e Justiça, actuou de forma legal quando dispensou Miguel Ian Iat Chun, ex-chefe do Departamento do Regime de Aposentação e Sobrevivência do Fundo de Pensões. A decisão do TUI foi revelada na sexta-feira, e o despedimento ocorreu a 9 de Setembro de 2019. Segundo o HM apurou, a defesa do ex-funcionário público, que foi condenado a quatro anos de prisão efectiva no âmbito do caso do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), pretendia que a decisão fosse anulada por falta de fundamentação. No Boletim Oficial, a decisão de finalizar a “comissão de serviço” foi justificada com o facto
de o “titular” estar “impedido de exercer funções por mais de seis meses” e por lhe ter sido atribuída uma avaliação do desempenho de “satisfaz”. Na altura, Miguel Ian estaria suspenso das funções, devido a processo disciplinar. Contudo, Miguel Ian decidiu recorrer aos tribunais para reverter a decisão, tendo agora visto o TUI recusar-lhe as pretensões, numa decisão que é final e não admite mais nenhum recurso. Logo após o Fundo de Pensões ter sido informado pelo Comissariado Contra a Corrupção do processo que envolvia Miguel Ian, a 6 de Novembro de 2018,
de Abril. Os dados revelados na sexta-feira são referentes às operações de combate ao trabalho ilegal. No passado mês de Abril foram realizadas
A cumprir pena
Miguel Ian encontra-se actualmente a cumprir a pena de prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Coloane, depois de ter sido provado que tinha praticado sete crimes de falsificação de documento. O ex-director-adjunto do Departamento Jurídico e de Fixação de Residência por Investimento foi
Os representantes de Miguel Ian pretendiam que a decisão de terminar a comissão de serviço no Fundo de Pensões fosse anulada por falta de fundamentação
CPSP 45 trabalhadores ilegais identificados O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) identificou 45 trabalhadores que suspeita terem trabalhado de forma ilegal, durante o mês
Sónia Chan nomeou um inspector “independente” para o processo disciplinar. Este foi instaurando um ano antes do ex-chefe do Departamento do Regime de Aposentação e Sobrevivência ter sido dispensado.
fiscalizações em 454 locais, entre estaleiros de construção civil, edifícios privados e ainda estabelecimentos comerciais e industriais.
condenado com a pena mais pesada entre os funcionários públicos do caso IPIM, em que constavam igualmente Jackson Chang, presidente, e Glória Batalha, ex-vogal. Na sentença lida em Outubro do ano passado, a juíza que presidiu ao colectivo, Leong Fong Meng, afirmou que Miguel Ian não tinha feito parte da alegada associação criminosa criado pelo empresário Ng Kuok Sao para vender autorizações de residência em Macau, mas isso não impediu que tivesse utilizado conhecimentos adquiridos no IPIM para contornar obstáculos na aprovação dos pedidos de residência. A decisão do caso IPIM foi contestada para o Tribunal de Segunda Instância, que ainda não se pronunciou. Contudo, o TSI recusou a Miguel Ian um pedido para que aguardasse pelo desfecho final do caso em liberdade. João Santos Filipe
Areia Preta Espaços de lazer encerrados Os espaços da Zona de Lazer da Avenida 1.º de Maio e do Parque Canino na Avenida da Ponte da Amizade, junto da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), foram encerrados na semana
passada, devido às obras de construção de habitação no Lote P da Areia Preta. Este é o terreno onde vai ser construída habitação pública, em substituição do empreendimento Pearl
Um jovem que já tinha registo criminal de violação é suspeito de ter abusado de uma menor com quem namorou três dias através de uma aplicação móvel. Segundo o jornal Ou Mun, a Polícia Judiciária (PJ) abriu uma investigação depois de ter recebido notificação do hospital na passada quinta-feira. A menor foi acompanhada ao hospital por familiares e pelo assistente social da escola, depois de ter denunciado que foi violada. Segundo a investigação, a vítima conheceu o suspeito a 16 de Maio através de uma aplicação de mensagens e começaram rapidamente um relacionamento online. Dias depois, a 19 de Maio, o suspeito encontrou-se com a menor num café na zona norte. No entanto, levou-a para sua casa sob o pretexto de visitar a irmã doente e terá acabado por violar a menor depois desta ter recusado envolver-se sexualmente. O residente de 25 anos, foi, entretanto, detido pela PJ e já tinha registo criminal por abuso sexual de menores, em 2012. O caso foi encaminhado para o Ministério Público por suspeitas de abuso sexual de criança.
Hac Sá Acidente entre carro e mota causa três feridos
Um acidente entre um carro e uma mota, na sexta-feira na Estrada de Hac Sá, resultou em três feridos ligeiros. Entre os feridos, o condutor do motociclo, de 27 anos, foi o que ficou em pior estado e na altura de ser levado para o hospital suspeitava-se que tinha partido um braço. No carro seguiam uma mulher com 54 anos, condutora, e um passageiro, ambos com lesões faciais. Todo os feridos foram transportados para o Hospital Kiang Wu. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a polícia suspeita que o acidente se tenha ficado a dever ao facto de um dos veículos não ter respeito as regras da cedência de passagem.
Horizon. De acordo com as explicações do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), os espaços foram encerrados devido a um pedido da Direcção dos Serviços de Solos, Obras
Públicas e Transportes. As zonas já se encontram fechadas e o IAM “solicita a atenção dos cidadãos para não entrarem no local, de modo a garantir a sua segurança”.
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sociedade 7
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SAÚDE DESCARTADA LIGAÇÃO ENTRE CASO GRAVE E VACINAÇÃO
COVID-19 MELCO VAI SORTEAR SEIS MILHÕES PARA ENCORAJAR VACINAÇÃO
A
A empresa de Lawrence Ho subiu a “parada” no esforço das concessionárias para encorajar a vacinação e atingir imunidade de grupo em Macau. Cada funcionário da Melco habilita-se a receber mil patacas depois de receber duas doses da vacina contra a covid-19
S autoridades de saúde determinaram que um caso grave depois de vacinação contra a covid-19 notificado pelo Kiang Wu se tratou de epiglotite necrosante aguda, sem relação com a vacina. “O Grupo de Trabalho de Avaliação concluiu que o evento adverso do paciente não está relacionado com a vacinação e trata-se de um incidente ocasional”, comunicou o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus. O utente foi vacinado a 13 de Maio num centro de saúde, com a primeira dose da vacina da BioNTech contra a covid-19, sem registar “desconforto significativo”. No dia 17 de Maio, o homem de 48 anos de idade manifestou dores de garganta. Com as dores a agravarem-se e falta de ar, acabou por recorrer a uma clínica privada na quarta-feira passada, que lhe prescreveu um tratamento anti-infeccioso oral. Horas mais tarde, quando se encontrava em casa, “desenvolveu dificuldades respiratórias, desmaiou e perdeu a consciência, foi transportado por ambulância para o Serviço de Urgência do Hospital Kiang Wu”. Depois de manobras de reanimação, o utente recuperou o batimento cardíaco e foi internado na Unidade de Cuidados Intensivos. O doente está em estado grave e a receber tratamento, tendo-lhe sido diagnosticada epiglotite necrosante aguda. Na sexta-feira de manhã, o centro de coordenação foi notificado pelo Hospital Kiang Wu de um caso grave após inoculação contra a covid-19. O Grupo de Trabalho de Avaliação de Eventos Adversos após a Inoculação da Vacina contra a Covid-19 analisou a situação e concluiu que o caso não tem ligação à vacina. “A epiglotite necrosante aguda é causada por infecção bacteriana e não há evidências de que a vacinação aumente o risco de epiglotite necrosante aguda”, indica a nota do centro de coordenação.
Uma chuvada de dinheiro dois sorteios, para distribuir mais 2 milhões de patacas. No entanto, o ‘El Gordo’ chega só numa terceira fase, quando a empresa chegar à meta dos 75 por cento dos trabalhadores locais vacinados, vão realizar-se três sorteios, para atribuir os restantes três milhões de patacas.
A medida recebeu elogios de Cloee Chao, presidente da Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo
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operadora Melco Entertainment vai entregar 1000 patacas a cada funcionário vacinado com as duas doses contra a covid-19 e ainda sortear 6 milhões de patacas, consoante o grau de imunidade dos trabalhadores locais da empresa. A informação foi divulgada pela empresa aos trabalhadores na semana passada e partilhada por Cloee Chao, presidente da Associação Novo Macau para
os Direitos dos Trabalhadores do Jogo, nas redes sociais. Segundo a informação apresentada, os trabalhadores locais que forem vacinados com as duas doses vão ter direito a 1.000 patacas. Além dessa recompensa, e para reforçar o encorajamento à vacinação, as pessoas inoculadas ficam igualmente habilitadas a participar em seis sorteios que vão distribuir 6 milhões de patacas. O primeiro sorteio vai realizar-se quando 25 por cento dos
SSM Código de Saúde com falhas na sexta-feira
A aplicação do Código de Saúde, necessária para entrar em edifícios e serviços públicos, falhou por volta das 13h40 de sexta-feira e regressou à normalidade às 16h15 do mesmo dia, de acordo com um comunicado dos Serviços de Saúde, citado pelo canal chinês da Rádio Macau. A falha exigiu intervenção imediata de técnicos do Governo, que pediu desculpa à população pelos inconvenientes causados pela situação. Face à falha, os Serviços de Saúde apelaram à população para gerarem o código de saúde atempadamente e tiraram screenshots do mesmo. Durante a falha, os SSM dizem ter activado o plano de emergência, que envolveu a deslocação de mais pessoas para os postos fronteiriços, onde as pessoas precisam de mostrar o código para poderem passar.
trabalhadores locais da empresa estiverem vacinados, o que significa 3.350 vacinas. Nessa ocasião, a Melco realizar o primeiro sorteio, de um milhão de patacas. O vencedor é responsável por assumir o encargo com os impostos. Com 25 por cento da imunidade da empresa alcançada, a companhia sobe a parada. Quando 50 por cento dos trabalhadores locais estiveram vacinados, e for atingida a marca de 6.700 vacinas, a empresa de Lawrence Ho vai fazer
A medida recebeu elogios de Cloee Chao, presidente da Associação Novo Macau para os Direitos dos Trabalhadores do Jogo, que explicou ainda que a Melco vai organizar dias de vacinação e disponibilizar transporte aos interessados. Além disso, os trabalhadores que levarem a vacina vão ter direito a dois dias extra de folga, que serão pagos. A Melco é a operadora responsável pelos casinos City of Dreams, Studio City, no Cotai, e ainda Altira, em Macau. A empresa pertence a Lawrence Ho, milionário e filho do falecido Stanley Ho. João Santos Filipe
Turismo Dona do Hotel 13 com perdas de 950 milhões
A empresa South Shore, proprietária do Hotel 13, vai apresentar resultados anuais com perdas de 950 milhões de dólares de Hong Kong. A informação foi avançada em comunicado emitido na sexta-feira à Bolsa de Hong Kong. Apesar das perdas, os resultados apresentam uma melhoria face a 2020, quando a empresa registou perdas de 1.019 milhões de dólares de Hong Kong. Segundo a justificação da empresa, as melhorias são justificadas com a redução de 14 por cento das despesas no custo de vendas e serviços de hotel, e ainda com a diminuição de 34 por cento nos custos administrativos, relacionados com a suspensão do funcionamento do hotel. No sentido contrário, os custos de financiamento subiram aproximadamente 20 por cento, em relação a 2020. Além de um hotel em Macau, a empresa tem negócios de construção em Hong Kong, China, Malásia e Singapura
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Um lugar de l
IMPROMPTU STOREFRONT GALERIA NASCE NO ESTÚDIO DE JOÃO Ó E RITA MACHADO
João Ó, arquitecto “A montra não se vende, o objecto artístico é uma apresentação formal de alguém que nunca esteve em Macau. É um estímulo visual e estético para quem passa na rua, é uma surpresa.”
Bernardo Amaral Arquitecto, Investigador
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O final do ano passado a editora Circo de Ideias lança “Macau – Diálogos sobre Arquitetura e Sociedade” - uma publicação que propõe fazer um ponto de situação do pensamento crítico sobre as transformações urbanas e sociais que a cidade viveu nos últimos 20 anos. Editado por Tiago Saldanha Quadros e Margarida Saraiva, o livro é composto por nove entrevistas a arquitetos, urbanistas e investigadores e por um ensaio visual da autoria de Nuno Cera. A iniciativa dos editores surge da necessidade de “dar corpo, reunir, arquivar, partilhar uma espécie de estado da arte no que ao urbanismo de Macau diz respeito, permitindo o alargamento do debate sobre o futuro da cidade e sua relação com as regiões vizinhas”, como afirma Margarida Saraiva no prefácio. O livro foi inicialmente publicado em 2015, em inglês, pela organização cul-
Um Presente ao Futuro: Macau – Diálogos sobre Arquitetura e Sociedade tural BABEL, fundada em Macau, no ano de 2013, com o objetivo de gerar oportunidades de investigação e aprendizagem nas áreas da arte contemporânea, arquitetura e ambiente numa abordagem interdisciplinar. Em 2019, o livro é publicado em português pela Circo de Ideias, dando a conhecer aos leitores portugueses o conjunto de entrevistas conduzidas por Tiago Saldanha Quadros entre 2013 e 2014. Para Quadros, “a relevância deste livro passa por analisar o tempo da nossa condição contemporânea, lançando a partir de Macau olhares reflexivos acerca dos desafios que a vida urbana moderna em Macau supõe.” De facto, Macau é hoje mais uma cidade numa aldeia global, testemunho da maior revolução urbana de sempre, nomeadamente o atual processo de urbanização do território chinês. Fundada por mercadores por-
tugueses no séc XVI, Macau é definida, a par de Hong Kong, como uma Região Administrativa Especial desde 1982. Enquanto tal, beneficiando de autonomia política e administrativa, estas duas cidades vão servir de tubo de ensaio para o “socialismo de mercado” planeado por Deng Xiaoping; processo também conhecido pelo mote “um país, dois sistemas”. Em 1999, a soberania administrativa de Macau é transferida para a China e desde então são implementadas uma série de medidas estratégicas no sentido de transformar a cidade numa atração turística e na capital mundial do jogo. O centro histórico de Macau, protegido pela UNESCO desde 2005, compete hoje com a monumentalidade dos edifícios dos casinos, cada vez em maior número (cerca de 38). É sobre este período que se centra o livro, sobre a rápida transformação da pacata
cidade portuária, que nos últimos 20 anos ganhou 10 quilómetros quadrados de terreno ao mar e aumentou a sua população em mais 200 mil habitantes. Ao selecionar 9 pensadores com diferentes experiências vividas de Macau e de nacionalidades diversas, Tiago Quadros reúne distintas perspetivas sobre o tema, oferecendo ao leitor um retrato multifacetado da condição contemporânea da cidade. Nas entrevistas são abordados temas como a arquitetura, a representação, a história e a memória, questões inevitáveis perante a velocidade a que a paisagem urbana muda, mas também perante regimes de representação que manipulam despudoradamente os signos da história da arquitetura. Um dos entrevistados é o arquiteto Jorge Figueira, que visita Macau desde 2006, no quadro da sua investigação sobre a pós-modernidade na arquitetura
portuguesa. Figueira demonstra particular interesse na vida e obra do arquiteto português Manuel Vicente, mas será igualmente fascinado pela condição contemporânea da cidade, como a alta densidade urbana e a sua constante transformação. Manuel Vicente, falecido em 2013, irá projetar e construir em Macau desde os anos 60. Marcado pela sua experiência profissional nos Estados Unidos com Louis Kahn e influenciado pela obra de Robert Venturi, Vicente desenvolve uma obra original, que seduz muitos arquitetos portugueses a descobrirem a exótica cidade, como é o caso de Manuel Graça Dias ou Diogo Burnay, este último também entrevistado por Tiago Quadros. Tendo lá vivido de 1992 -97, Diogo Burnay oferece um testemunho fascinante de como era trabalhar com Manuel Vicente e viver em Macau antes da transição para a administra-
ção chinesa. Também Wang Wejien, arquiteto formado em Taiwan e Berkeley e professor em Hong Kong, conhece a cidade desde essa altura, recordando o valor da arquitetura vernacular chinesa e do tecido urbano caracterizado pelos largos e pátios, que ainda hoje se encontram preservados. Por outro lado, Werner Breitung, geógrafo e urbanista alemão, professor em Hong Kong, que assistiu à transformação da cidade desde os anos 90, demonstra mais interesse no conceito de fronteira como lugar de contacto e gerador de urbanidade e de identidade coletiva ao longo dos últimos anos. Jianfei Zhu, historiador da arquitetura chinesa do século XX e formado na Universidade de Tianjin, faz uma leitura das transformações urbanas de Macau à luz da cultura urbana chinesa e enquadrada no processo de urbanização de todo o território continental.
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Chama-se Impromptu Storefront e é um novo espaço cultural concebido pelos arquitectos João Ó e Rita Machado dentro do seu próprio estúdio de trabalho. A inauguração está marcada para esta quarta-feira com a apresentação do livro “Macau. Diálogos sobre Arquitectura e Sociedade”, transformado em instalação, pela mão da BABEL
“A Outros pensadores e investigadores entrevistados por Tiago Quadros como Thomas Daniell, Mário Duque, Hendrick Tieben e Pedro Campos Costa, revelam, a par das suas reflexões pessoais sobre outros temas, preocupações com o impacto do turismo e do jogo na urbanização cidade, questionando a qualidade do espaço público, do acesso à habitação, e alertando para o perigo da transformação de Macau num “Parque Temático”. Alertas pertinentes, que espelham a condição contemporânea de uma sociedade de lazer e consumo, que Tiago Quadros irá aprofundar no texto do posfácio. O ensaio visual de Nuno Cera surge no início do livro como um preâmbulo, ilustrando as contradições de uma cidade em “permanente mutação”. Ao longo das 47 imagens realizadas em 2018, o leitor deambula por um território denso e tropical, estranhamente familiar e simultaneamente irreal. Como num palimpsesto, sobrepõem-se
edifícios de diferentes tempos e lugares, caracterizando fielmente a condição urbana da cidade peninsular. Para além dos massivos prédios de habitação e suas características “gaiolas”, Nuno Cera capta também a arquitetura festiva dos casinos, que apesar da sua excentricidade surge integrada no quotidiano da cidade. Um ensaio visual que é também um diálogo entre o autor e a cidade, convidando o leitor a percorrer os seus passos. Na entrevista a Diogo Burnay e como resposta à questão sobre a importância da memória como mecanismo de “progresso”, Burnay responde citando Manuel Vicente: “O Manel costumava dizer-nos que o presente é um presente ao futuro e o passado é um presente ao presente.” Eu diria que esta frase atravessa todo o livro e que caracteriza exemplarmente o espírito deste bem sucedido projeto editorial. Um livro para conhecer Macau, enquanto espelho do mundo onde vivemos.
ideia é fazer aquilo que nos apetece, porque o espaço é nosso”. É desta forma que João Ó, arquitecto, fala da Impromptu Storefront, uma nova galeria de arte que desenvolveu em parceria com Rita Machado no estúdio onde ambos trabalham, na Travessa de Inácio Baptista, perto da Igreja de São Lourenço. Inaugurado esta quarta-feira às 18h30, o espaço será porto de abrigo para trabalhos de artistas internacionais, aberto 24 horas por dia e sete dias por semana. O novo lugar de exposições e debates terá também uma vertente de aposta no vitrinismo. “A montra não se vende, o objecto artístico é uma apresentação formal de alguém que nunca esteve em Macau. É um estímulo visual e estético para quem passa na rua, é uma surpresa”, adiantou João Ó. A apresentação da edição em português do livro “Macau. Diálogos sobre Arquitectura e Sociedade”, pela associação BABEL Organização Cultural, é o pontapé de saída do projecto. A aposta no vitrinismo, uma área criativa muito explorada pelas grandes marcas do mundo da moda, faz deste projecto algo único em Macau, acrescentou João Ó, que nunca quis estar num espaço onde só pudesse trabalhar. “Somos pessoas jovens e criativas e pareceu-nos interessante retirar parte do espaço para possibilitar mais este lado criativo. Tínhamos um projecto para a montra que era convidar só artistas internacionais que não tivessem hipótese de vir a Macau, mas que quisessem mostrar o seu trabalho.”
A Impromptu Storefront consiste, assim, “num modelo de exposição inovadora para mostrar intervenções comissariadas a artistas estrangeiros”, e pretende “provocar e estimular a consciência pública, abordando questões locais e globais”.
Instalar um livro
Lançado em 2019 em Portugal, o livro “Macau. Diálogos sobre Arquitectura e Sociedade”, editado por Tiago Quadros e Margarida Saraiva, fundadores da BABEL, é agora apresentado no território num formato diferente. “Colocámos a nós próprios a questão: como é que se expõe um livro?”, disse ao HM Margarida Saraiva. “Transformámos a obra num livro-objecto, e ele é exibido como uma obra de arte. O que se vê na micro-galeria é uma instalação composta por livros-objecto.” Além disso, os sons das entrevistas utilizadas para a obra serão usados numa instalação sonora, da autoria de Rui Farinha, e que apenas poderá ser ouvida na inauguração de amanhã. O livro reúne um conjunto de entrevistas a figuras como Hendrik Tieben, Thomas Daniell, Mário Duque ou Wang Weijen, entre outros, e apresenta “abordagens retroactivas e prospectivas” acerca da arquitectura e do urbanismo em Macau. Traz também temáticas “importantes que não são exclusivas de Macau, mas que aqui se vivem de uma forma muito importante”, tal como a circulação de pessoas entre fronteiras, a história, a memória ou a representação. A instalação estará patente até 15 de Julho. Andreia Sofia Silva
O Jogo das Escondidas
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um folhetim por Fernando
Sobral
OR isso não escutou as palavras do padre Augusto, que soavam a despedida: - Lembra-se do jogo das escondidas, tenente? Em crianças, contávamos até cem, com os olhos fechados, antes de podermos ir à procura dos que se tinham ido esconder. Trouxémos esse jogo de Portugal para Macau. E continuamos a jogá-lo aqui. Mas, às vezes, fechamos os olhos e não fazemos intenção de descobrir quem está escondido. E escondemo-nos tão bem que temos medo de voltar a aparecer. 2. Os olhos de Ding Ling eram negros. Tão escuros como a cor do seu cabelo, comprido, mas enrolado e travado por agulhas vermelhas. O cheongsam branco, com dragões verdes nas mangas, que vestia, ajustava-se perfeitamente ao atraente corpo da chinesa. Nos dedos anelares cintilavam anéis de jade verde e de ouro com esmeraldas. Caminhou até junto do tenente Félix Amoroso, entre a nuvem de fumo que se movia muito devagar dentro da sala. A luz das lâmpadas de gás era ténue, mas mesmo assim era visível o brilho hipnótico dos seus olhos. Algo que Amoroso bem conhecia. A sua voz era aveludada e acolhedora: - Deseja um chá, tenente? - Se tal for possível. Ding Ling aproximou-se de uma jovem chinesa, a quem fez o pedido. Esta retirou-se sem falar e sem olhar para o tenente. - Os seus empregados são todos assim, silenciosos como gatos, menina Ling? - Gosto do silêncio. Traz-me conforto e segurança. Em grande parte da “Noite Tranquila”, na discreta casa de jogo e de ópio de Ding Ling, na Calçada das Verdades, quase não se escutava o ruído das conversas. Quem procurava a tranquilidade tinha de a procurar. Os seus clientes eram selectos. Tal como as cortesãs que ali se encontravam. E isso tinha um preço. “Porque tudo na vida tem um preço”, dizia, sem emoção visível, Ding Ling. Amoroso sentiu o odor do fumo do ópio que vinha do piso superior e que se misturava com o do tabaco. Ela fez sinal para subirem. Ele seguiu-a até a uma pequena sala, onde se sentaram junto a uma mesa de madeira de cerejeira. (continua)
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GANSU INTEMPÉRIE DURANTE CORRIDA DE MONTANHA FAZ 21 MORTOS
CIÊNCIA PRIMEIRO VEÍCULO ENVIADO A MARTE COMEÇA A EXPLORAR O PLANETA
Tragédia na Floresta de Pedra Vinte e uma pessoas morreram devido ao mau tempo no noroeste da China que vitimou participantes de uma corrida de montanha de 100 quilómetros, num novo balanço divulgado ontem pelas autoridades locais
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mau tempo extremo, com queda de granizo, chuva gelada e vento forte, fez 21 mortos ao atingir uma área onde decorria uma corrida, na reserva natural da Floresta de Pedra do Rio Amarelo, perto da cidade de Baiyin, na província de Gansu. No total, a prova contou com 172 participantes. Entre as vítimas estavam duas figuras da maratona nacional chinesa, Liang Jing e Huang Guanjun, segundo os meios de comunicação locais, que citam o treinador do primeiro, Wei Pulong, e um amigo do segundo, que disse ter a confirmação da morte de Huang por parte dos organizadores do evento. Liang tinha ganhado várias multimaratonas na China nos últi-
mos anos. Huang, que era surdo e mudo, vencera a maratona masculina para deficientes auditivos nos Jogos Paraolímpicos Nacionais de 2019 em Tianjin. Oito participantes foram transportados para o hospital com ferimentos menores, adiantou o autarca de Baiyin, Zhang Xuchen. A agência de notícias oficial chinesa, a Xinhua, noticiou que alguns dos participantes foram encontrados com sinais de hipotermia. “Por volta do meio-dia, a secção de alta altitude da prova (...) foi subitamente afectada por condições meteorológicas desastrosas. Em pouco tempo, pedras de granizo e chuva gelada caíram subitamente nesta área, e houve ventos fortes. A temperatura caiu
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Sobrevivente “Todo o meu corpo estava encharcado, incluindo os meus sapatos e meias. Não me conseguia levantar e ficar direito por causa do vento, tinha muito medo de ser levado pelo vento. O frio tornou-se cada vez mais insuportável. Ao descer a montanha, já estava a sentir sintomas de hipotermia.”
acentuadamente”, descreveu Zhang Xuchen. Pouco depois de receberem pedidos de ajuda, os organizadores da maratona enviaram uma equipa de salvamento que conseguiu salvar 18 participantes, segundo o presidente da câmara. Contudo, as condições meteorológicas pioraram e a corrida foi cancelada, enquanto as autoridades locais enviavam mais ajuda para o local, acrescentou. “Este incidente é um incidente de segurança pública causado por alterações súbitas do tempo numa área local”, concluiu.
Na primeira pessoa
No total, mais de 700 socorristas foram mobilizados para procurar os desaparecidos.
“Todo o meu corpo estava encharcado, incluindo os meus sapatos e meias. Não me conseguia levantar e ficar direito por causa do vento, tinha muito medo de ser levado pelo vento. O frio tornou-se cada vez mais insuportável”, disse um sobrevivente aos meios de comunicação locais. “Ao descer a montanha, já estava a sentir sintomas de hipotermia”, sublinhou. As temperaturas caíram mais durante a noite, tornando o salvamento e a busca ainda mais difícil, de acordo com a Xinhua. A Floresta de Pedra do Rio Amarelo é uma reserva natural famosa pelas suas formações rochosas de quatro mil milhões de anos, que são frequentemente utilizadas como cenário de filmes e programas de televisão na China.
SISMOS ABALOS REGISTADOS NAS PROVÍNCIAS DE QINGHAI E YUNNAN
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M sismo de magnitude 7,3 atingiu na sexta-feira a província chinesa de Qinghai, no nordeste, segundo o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos, horas depois de um primeiro terramoto ter causado pelo menos dois mortos no sudoeste do país. O epicentro do terramoto em Quinghai, registado às 02:14 locais de sábado (00h04 de Macau), ocorreu a uma profundidade de 10 quilómetros, a cerca de 400 quilómetros a sudoeste da cidade de Xining, de acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos
(USGS, na sigla em inglês). Numa primeira avaliação, foi medida uma magnitude de 7,4, mas foi posteriormente revista para 7,3 pelo
USGS. Esta província chinesa está localizada no planalto do Tibete. Em 2010, um terramoto de magnitude 6,9 em Qinghai deixou pelo menos 3.000 mortos ou desaparecidos. Também na sexta-feira, um sismo de magnitude 6,1 atingiu a província de Yunan, no sudoeste da China, provou a morte a pelo menos duas pessoas e outras 17 ficaram feridas. Esse tremor ocorreu às 21h48 locais (coincidente com a hora de Macau), com epicentro próximo da cidade de Dali, um destino turístico popular, a uma profundida-
de de 10 quilómetros, acrescentou a mesma fonte. O centro de monitorização de terramotos chinês disse que o tremor de terra ocorreu após “uma série de sismos menores” que aconteceram menos de uma hora antes. Yunnan é altamente vulnerável a terramotos, devido à colisão das placas tectónicas da Índia e da Eurásia, que formam a vasta cordilheira dos Himalaias.Em 2020, um terramoto de magnitude 5 na mesma província matou quatro pessoas e feriu 23, segundo o centro chinês.
primeiro astromóvel levado pela China até Marte começou a explorar a superfície do planeta vermelho no sábado, uma semana depois de nela ter pousado a sonda em que viajou, anunciaram as autoridades do país asiático. Segundo a Administração Nacional do Espaço da China (ANEC), o veículo começou a rodar sobre a superfície marciana pelas 10h40 de Macau. A imprensa local destaca que o feito torna a China o segundo país a pousar e operar um robot no quarto planeta do Sistema Solar, após os Estados Unidos, que já transportaram cinco. Espera-se que durante a missão sejam transmitidas, através de uma sonda situada na órbita do planeta, imagens tridimensionais de alta resolução, que analisará a composição da superfície e procurará vestígios de água congelada, entre outras tarefas. O veículo tem uma velocidade máxima de 200 metros por hora e pode superar obstáculos de até 30 centímetros, bem como subir encostas com até 20 graus de inclinação. O Zhurong faz parte da missão chinesa Tianwen-1, que foi enviada para o espaço em Julho de 2020 e cuja sonda de transporte alcançou a superfície do planeta a 15 de Maio, na parte sul da denominada Utopia Planitia, uma planície situada no hemisfério norte de Marte.
Gaza China oferece dinheiro e vacinas anti-covid-19
O Governo chinês anunciou que vai oferecer dinheiro e 200.000 doses de vacinas contra a covid-19 aos palestinianos atingidos pelos confrontos em Gaza. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China Zhao Lijian disse vai doar um milhão de dólares como assistência humanitária de emergência e mais um milhão para a UNRWA, a agência das Nações Unidas que fornece assistência vital à população do enclave. A China vai “continuar a fornecer apoio humanitário dentro da sua capacidade e a participar activamente na reconstrução de Gaza, de acordo com as necessidades do lado palestiniano”, declarou Zhao, em conferência de imprensa. Os combates colocaram o sistema de saúde de Gaza à beira do colapso e a sua campanha de vacinação contra a covid-19, já lenta, foi interrompida, de acordo com o principal funcionário da OMS em Gaza, Sacha Bootsma.
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A Nave de Nuvens de Xuezhuang PAULO MAIA E CARMO
texto e ilustração
«A montanha está cheia de silvas com espinhos, misturadas com orquídeas perfumadas,/ Esse aroma fragrante das orquídeas permanecerá oculto entre os arbustos das silvas./ As silvas com espinhos serão apanhadas pelos lenhadores para fazer lenha,/ As orquídeas odoríferas serão abandonadas, ficarão resistindo ao frio do Inverno.»
Zhou Lianggong, o elegante literato de Nanquim recebia por vezes os seus amigos a bordo de uma embarcação para lhes mostrar pinturas, ler poemas, uma pequena viagem que se prolongava pois, na distância do espírito. Outros porém, na mesma altura soltaram as amarras de um desejo irreprimível de conhecer outros espaços, paisagens e gentes e fizeram longas viagens. Foi o caso notório e não repetido do intrépido viajante culto Xu Hongzu (1587-1641) a quem o seu amigo literato Chen Jiru (1558-1639) atribuiu o nome Xiake, «o viajante do nebuloso entardecer» com que seria mais conhecido. Na relação das suas aventuras de mais de trinta e quatro anos pelo território da China, iniciadas em 19 de Maio de 1613, e que seriam editadas postumamente em 1776, com o título Xu Xiake Youji, uma frase saltaria para a linguagem comum, sendo repetida como um estribilho: «Não vale a pena ver outras montanhas se tiveres visto as Cinco grandes montanhas; mas não vale a pena ver as Cinco grandes montanhas se já tiveres estado na Montanha Amarela.» Lugar de belezas extravagantes a montanha Amarela, Huangshan em Anhui, onde Xu Xiake esteve duas vezes, atraiu como um espelho os peregrinos admiradores da natureza, os solitários e contemplativos amantes da poesia e naturalmente pelas suas formas, os pintores que aí identificaram certas «rugas». Lá se refugiaram brevemente alguns, como Shitao, que queriam escapar das obrigações da nova dinastia que não queriam
reconhecer, e lá ficaram outros como o preclaro Jian Jiang, depois de assumir o seu nome de monge, Hongren (1610-1668). Outros ainda deixariam na montanha além das marcas dos seus pés, quase só traços inesquecíveis dos seus pinceis. Como o monge conhecido apenas pelo nome Xuezhuang (c.16461719) dois caracteres que podem ser traduzidos por «Herdade de neve». Xuezhuang, escrevendo em pinturas, é o próprio a dar notícia do seu percurso vital. Diz que estava em Nanquim nos anos setenta desse século dezassete. Daí iria viver para a montanha Cuiluo, Dangtu, durante cinco anos. Até que desde 1689, o monge «despenteado» como se caracterizou, se estabelece na montanha Amarela, num local chamado Pipeng, onde uma abertura entre cumes permite que as nuvens se acumulem à passagem formando o que ele designou de «um mar de nuvens». Numa pintura que está no Metmuseum (rolo vertical, tinta e cor sobre papel, 121,3 x 49,5 cm) intitulada Grupo de picos do barco de nuvens (Yunfang Qunfeng) ele dá a entender, ao chamar à sua morada «embarcação de nuvens», como tencionava aí viver mostrando o cenário diante da sua janela. Lá faria pinturas para dar, como o álbum de dezoito folhas (tinta e cor sobre papel, 22,5 x 29,2 cm) para o seu amigo Wang Shihong, que está no Museu de Arte Asiática do Smithonian. Ali passou os últimos trinta anos da sua vida; como as suas pinturas, entregue aos amigos.
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JOSÉ SIMÕES MORAIS
Conduzidas por um junco chinês desde a ilha de Mindanao, as duas naus espanholas já nas Molucas ao passar por Mean e Zoar avistaram as montanhas vulcânicas nas ilhas de Ternate e Tidore. Chegaram a 8 de Novembro de 1521 a Tidore e no dia seguinte visitaram o sultão Almanzor a bordo do seu grande barangai, que muito bem os acolheu. Como resultado, encheulhes as naus de cravinho a troco de bugigangas e indígenas capturados por corso, entre os quais três mulheres a pedido do sultão. Os portugueses desde 1512 ligavam a Europa às Molucas pela rota oriental e agora, em 1521, eram as ilhas das Especiarias alcançadas desde Espanha pelo caminho ocidental, ficando assim o mundo englobado num todo. Gómez de Espinosa ia como capitão da armada e da nau Trinidad e a Victoria era comandada por Sebastián de Elcano. Em Ternate visitaram a viúva e os filhos de Francisco Serrão e aí souberam terem os portugueses enviado António de Brito para aprisionar as naus de Magalhães, se estas chegassem às Molucas. Assim, para haver sucesso na viagem e pelo menos um chegar a Espanha, os dois capitães combinaram a Victoria seguir para Oeste, pelo mar português a dobrar o Cabo da Boa Esperança e a Trinidad retornaria por águas espanholas, como fora planeada a inicial viagem. Com as naus bem carregadas de especiarias, a 18 de Dezembro de 1521 saiu do porto de Tidore primeiro a Victoria e como a Trinidad de repente estalou, começando logo a meter água, foi abortada a partida. A Victória aproveitou reforçar a calafetagem, mas a Trinidad teria de permanecer longo tempo a reparar e por isso, decidiu o capitão-mor Espinosa dar aval à partida de Elcano, o que ocorreu com vento favorável a 21 de Dezembro. Espinosa, ficando com os cerca de cinquenta tripulantes em terra acolhidos com agrado por o sultão Almanzor, aproveitou para estabelecer contactos com outras ilhas vizinhas, onde em Gilolo, a troco de ajuda militar para aí controlar uma revolta, rapidamente solucionada pela precisão dos tiros de artilharia feitos por Pedro de Bruxelas, o soberano tornou-se também súbdito do Imperador Carlos V. As especiarias eram trazidas em abundância e Almanzor disponibilizou-lhes homens para
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Das Molucas a Espanha
ajudar no reparo da Trinidad e na construção de um armazém para guardar a mercadoria. Concebendo-o para feitoria espanhola, Espinosa preparou-a, colocando-lhe torres de vigia e em frente, peças de artilharia provenientes da Concepción. A 14 de Fevereiro de 1522 em Tidore morria João Lopes de Carvalho. Naquele paraíso, com uma população afectuosa passaram sem preocupações deliciosos tempos a recuperar das tormentas da já realizada meia viagem e a prepararem-se animicamente para o restante percurso, vivendo aí sem o medo de uma emboscada por parte dos locais. Como referido: <Aqui tudo é simples e nada tem valor além da paz, da comodidade e das especiarias>. TENTATIVA FALHADA Após cinco meses, deixando uma pequena guarnição a tomar conta da feitoria de Tidore e ajudar militarmente os súbditos sultões das Molucas, a 16 de Abril de 1522 partia enfim a Trinidad para Leste. Estava então a nau Victória já em frente ao Cabo da Boa Esperança. O capitão Espinosa, para a navegação da Trinidad tinha o mestre genovês Juan Bautista de Punzorol e o piloto León Pancaldo, que se tornou o cronista da viagem desta nau. Fizeram aguada durante uma semana em Halmahera, a maior ilha das Molucas também na dependência de Almanzor, e depois,
rumando a Nordeste perceberam ter perdido o vento favorável para os levar ao continente americano, pois soprava agora para Oeste, sentido contrário ao que precisavam. Tal levou a mudar-se o rumo para Norte e sem o saber, estavam novamente na ilha dos Ladrões (Marianas). Avançaram ainda mais para Norte na procura de ventos favoráveis e a 43º Norte foram apanhados durante doze dias por um tufão, que destruiu todo o velame da nau. Em Julho ainda pouco tinham avançado para Leste do Pacífico e já a fome, o frio e os enfermos apelavam ao retorno a Tidore, pois teriam o vento de feição. “Entre Setembro e Outubro morriam 25 tripulantes e entre eles estava o médico Juan de Morales”, segundo Núñez de la Fuente, de onde provem a maior parte das informações deste artigo. Sete meses a lutar contra condições adversas e já sem metade da tripulação encontravam-se a trinta léguas de Tidore, onde souberam por um barco de Gilolo que uma expedição portuguesa vinda de Ternate prendera a guarnição espanhola da feitoria de Tidore e roubara todo o cravinho. Desesperado, sem meios para levar a nau para Tidore, Espinosa por carta pedia aos portugueses que os viessem salvar e por isso, António de Brito enviou primeiro uma embarcação a remos (caracoras) e depois a caravela São José para recolher a tripulação da Trinidad e aprisionar a sua preciosa carga, exigindo a rendição de Espinosa.
“APÓS CINCO MESES, DEIXANDO UMA PEQUENA GUARNIÇÃO A TOMAR CONTA DA FEITORIA DE TIDORE E AJUDAR MILITARMENTE OS SÚBDITOS SULTÕES DAS MOLUCAS, A 16 DE ABRIL DE 1522 PARTIA ENFIM A TRINIDAD PARA LESTE.”
Na nau a situação era de total calamidade, pois inanimada pela doença a tripulação moribunda não se conseguia levantar, metendo medo aos portugueses, quando ao pretender nela entrar se lhes deparou tal cenário, crendo-a empestada. Confiscaram tudo o que encontraram na capitã nau, toda a documentação e registos da viagem, tal como o diário de Fernão de Magalhães ficou na posse dos portugueses. Levada para Ternate, a nau desfez-se contra as rochas no dito porto e a tripulação, que já nela não vinha, presa foi usada para construir o forte dos portugueses em Ternate, juntando-se aos três espanhóis capturados na feitoria de Tidore, pois um quarto conseguira fugir. Em finais de Fevereiro de 1523 foram transferidos para uma ilha de Banda, daí para Sunda e por fim levados para Malaca, seguindo depois para Goa, onde ficaram presos por ordem do Vice-Rei Vasco da Gama. Chegavam cinco a Lisboa a 24 de Julho de 1526, entre os quais Espinosa, onde permaneceram sete meses no cárcere, sendo libertados a pedido do Imperador Carlos V ao Rei de Portugal D. João III; D. Manuel morrera em Lisboa a 13 de Dezembro de 1521. DE ALGUAZIL A CAPITÃO O espanhol Gonzalo Gómez de Espinosa (1474-1540?) partira de Sevilha na armada de Fernão de Magalhães como responsável da justiça (alguazil) e a ele se deveu o volte face da revolta dos capitães castelhanos na baía de San Julián a 2 de Abril de 1520, quando foi à nau Victoria para que o capitão Luís de Mendonza se rendesse e por este ter reagido mal o matou. Tal ocorreu ainda a armada navegava no Atlântico e durante a travessia do Pacífico, até à morte de Magalhães, foi de todos os tripulantes quem mais apoiou o capitão-general, provando-lhe sempre a sua grande dedicação. A ele muito se deve a viagem ter alcançado o objectivo, apesar da sua participação directa e já como capitão da armada ter-se ficado pelas Molucas. Resgatado aos portugueses, Carlos V numa Audiência em 1528 fez-lhe muitas mercês. Solicitando à Casa de Contratación de las Indias o vencimento acordado no início da viagem em Sevilha de 800 maravedis por mês, os oficiais nas contas descontaram-lhe do salário os meses em que estivera preso dos portugueses.
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Temos de falar sobre isto
ofício dos ossos
Hieronymus Bosch, The Charlatan
VALÉRIO ROMÃO
Com mais de cem anos de prática de ciência a sério no lombo, já era tempo de falarmos mais seriamente das charlatanices que vamos aceitando porque erradamente, lhes atribuímos uma inocente função paliativa. Sim, eu sei o que é olhar nos olhos de uma pessoa cuja réstia de esperança ficou no chão do consultório do oncologista. Eu sei o que é perceber subitamente a radical impotência das palavras e dos gestos perante o mais absurdo desespero: «mas eu sinto-me bem… Como é que é possível que isto esteja a acontecer quando eu me sinto tão bem, é só uma dor aqui junto às costelas, mas nem é nada de mais…» A medicina tem de lidar muitas vezes com a questão do fim de vida. Nem sempre o faz bem, muito especialmente em Portugal e nos países onde existe uma forte tradição de a família se substituir ao doente quando um diagnóstico é especialmente difícil. Mas tem de lidar com isso; não pode dizer «olhe, não perca a esperança porque pode acontecer um milagre». Não digo que milagres não aconteçam. Mas um milagre, do ponto de vista da medicina, é apenas um fenómeno para o qual ainda não temos uma explicação adequada. É qualquer coisa ao modo da Terceira Lei de Clarke: «qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia.» Quando a medicina capitula, consciente dos seus limites tecnológicos e éticos (sim, há uma ética em comunicar o fim, uma ética sobre a qual se funda, aliás, todo o edifício do que deve ser o comportamento adequado de um médico) entra então sorrateiramente a chamada «terapia alternativa». Normalmente, não promete a cura. Regra geral, as terapias alternativas são astutas em relação ao que oferecem (até porque a única coisa que têm, de facto, para oferecer, está do lado do paciente e reside na capacidade que este tem de ser sugestionado). Não podem oferecer uma cura, pelo menos ao modo da medicina, porque não a têm. Pelo que têm de percorrer caminhos tão alternativos como o adjectivo que as qualifica. Na maior parte das vezes, dizem-se preventivas: nesse aspecto são uma espécie de «medicina» no
ARTES, LETRAS E IDEIAS
sentido grego da palavra: uma forma de vida cujo objectivo fundamental é preservar a saúde e impedir a doença. Mas quem muitas vezes lá chega já está para lá desse pináculo. Precisa de soluções. Não podendo prometer curar o cancro (e, ainda assim, alguns têm o descaramento moral de o fazer, sendo essa forma de exploração da fragilidade alheia um dos rostos mais asquerosos da ganância humana) advogam toda uma panóplia de mezinhas
para «tornar a vida mais confortável», «ajudar com os efeitos secundários», «lidar com a dor» e, com alguma esperança (quase sempre albardada no lombo do paciente que «tem de ter fé no poder se curar!», recaindo sobre este o motivo do sucesso ou insucesso da terapia), «prolongar a vida» ou mesmo «ousar o milagre», coisa que dizem quase em surdina, acendendo assim uma luzinha na consciência do desesperado sem se comprometerem em demasia.
“DIR-ME-ÃO «MAS QUE MAL TEM? AS PESSOAS PRECISAM DE ESPERANÇA!» NÃO. O QUE AS PESSOAS PRECISAM, E ESSA É UMA COMODIDADE RELATIVAMENTE EM DESUSO NESTA ÉPOCA, MAL-GRADO OS NOSSOS AVANÇOS TECNOLÓGICOS E A NOSSO ORGULHO NA MODERNIDADE, QUE USAMOS COMO UM BRINCO DE PÉROLA À ORELHA, É DA VERDADE. DA RADICAL E MUITAS VEZES DOLOROSA VERDADE.”
Dir-me-ão «mas que mal tem? as pessoas precisam de esperança!» Não. O que as pessoas precisam, e essa é uma comodidade relativamente em desuso nesta época, mal-grado os nossos avanços tecnológicos e a nosso orgulho na modernidade, que usamos como um brinco de pérola à orelha, é da verdade. Da radical e muitas vezes dolorosa verdade. Porque essa é que nos permite traçar um caminho exequível com o pouco tempo que nos resta. Sim, estamos todos a prazo. Muitas vezes, o prazo chega anunciase mais cedo e nesse tempo, nesse pouquíssimo tempo que nos resta, precisamos de estar atentos àquilo que de facto nos pode iluminar, mesmo que por breves segundos apenas, o rosto. Não precisamos de todo daqueles que antes mesmo de nos termos findado já nos vêm somente como carniça, caveiras sorridentes para onde riem enquanto nos metem as mãos nos bolsos.
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 33
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PROBLEMA 34
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35 1 5 3 8 4 2 7 6 9 2 9 8 7 5 6 3 4 1 6 7 4 1 3 9 5 2 8 7 4 9 AVISO 2 6N.º 63/AI/2021 8 1 3 5 8-----Atendendo 2 5à gravidade 3 para9o interesse 1 público 6 e não 7 sendo4possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se as abaixo discriminados:----------------------------------------------3infractoras 6 de 5Notificação 7 n.°4442/AI/2021:WEI 9 8 2 ----- 1.1 Mandado SHUTAO, portadora do Salvo Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da n.°3C61951xxx, 9RPC 2 que 4 na sequência 1 7do Auto8de Notícia 5 n.°6106/DIAI/2019 levantado pela DST a 25.04.2019, e por despacho da signatária 23.04.2021, exarado no Relatório n.° 487/DI/2021, de 21.04.2021, nos 4determos 6do n.° 17do artigo 9 10.°8e do n.°51 do 2 1 ambos 3 da Lei artigo 15.°, n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 5(duzentas 8mil patacas) 1 6por controlar 2 a3fracção4autónoma9 situada7 na Rua Cidade de Coimbra n.° 416, Jardim Brilhantismo, 13.° andar Y, Macau
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onde se prestava alojamento ilegal.---------------------------------------------------- 2. Mandado de Notificação n.° 464/AI/2021:JIANG LIYING, portadora do passaporte da RPC n.° E90030xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 110/DI-AI/2019 levantado pela DST a 29.04.2019, e por despacho da signatária de 29.04.2021, exarado no Relatório n.° 511/ DI/2021, de 26.04.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Rua Cidade de Coimbra n.° 416, Jardim Brilhantismo, 10.° andar AC, Macau onde se prestava alojamento ilegal.------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 60 dias, conforme disposto na alínea b) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.--------------------------------------------------------------------------------Desta decisão pode as infractoras, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.-----------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.---------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ‘‘Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 17 de Maio de 2021. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
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UM32 LIVRO HOJE 9 5 3 6 7 2 6 7 4 9 8 1 4 3 2 5 8 2 9 4 4 3 6 8 1 1 7 9 2 5 3 9 1 7 6 6 2 8 5 3 7 4 5 1 8 34 2 5 8 3 4 1 7 6 9 6 9 7 5 2 3 1 8 4 9 7 5 www. 8 1 2 hojemacau. com.mo 4 3 6
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GRANDE REPORTAGEM | JOSÉ MANUEL BARATA FEYO
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C I N E M A Tyrese Gibson, Helen Mirren 16.30
SALA 1
FAST AND FURIOUS 9 [C]
Uma obra com a coordenação do jornalista José Manuel Barata Feyo que reúne 16 grandes reportagens de conhecidos repórteres portugueses, como é o caso de José Pedro Castanheira, Cândida Pinto e Paulo Moura, entre outros. Estão, assim, compiladas em livro textos que fizeram história no jornalismo português e que venceram alguns prémios. Andreia Sofia Silva
YUAN
Um filme de: Justin Lin Com: Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Helen Mirren 14.30, 18.45, 21.30 SALA 2
77 HEARTWARMINGS [B]
FALADO EM CANTONÊS LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Herman Yau Com: Pakho Chau, Charlene Choi 14.30, 19.30, 21.30
FAST AND FURIOUS 9 [C]
Um filme de: Justin Lin Com: Vin Diesel, Michelle Rodriguez,
SALA 3
THE MAURITANIAN [C]
Um filme de: Kevin MacDonald Com: Tahar Rahim, Jodie Foster, Shailene Woodley, Benedict Cumberbactch 16.45, 21.30
HOME SWEET HOME [C]
FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Leste Chen Com: Aaron Kwok, Hsu Wei Ning 14.30, 19.15
4 7 3 6 9 1 8 6 9 2 7 5 1 2 5 8 3 4 FAST AND FURIOUS 9 5 8 1 3 4 2 7 9 4 1 8 6 6Propriedade 3 2Fábrica9de Notícias, 5 7Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede; Salomé Fernandes Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; António de Castro Caeiro; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Emanuel Cameira; 3Gonçalo1M.Tavares; 6 4Gonçalo 2 Waddington; 8 Inês Oliveira; João Paulo Cotrim; José Simões Morais; Luis Carmelo; Nuno Miguel Guedes; Paulo José Miranda; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Teresa Sobral; Valério Romão Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Jorge Rodrigues Simão; 9Olavo 4Rasquinho; 7 5 6 Wai3 Chi; Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; Paul Chan GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia 2Welfare5Morada 8 Pátio 7 da1Sé, n.º22, 9 Edf. Tak Fok, R/C-B, Macau; Telefone 28752401 Fax 28752405; e-mail info@hojemacau.com.mo; Sítio www.hojemacau.com.mo
36 7 6 2 1 4 9 8 5 3 5 3 8 6 2 7 9 1 4 4 9 1 8 5 3 2 6 7 2 5 AVISO 3 N.º 9 65/AI/2021 8 1 7 4 6 -----Atendendo 1 à4gravidade 6 para7o interesse 3 público 2 e não5sendo9possível8 proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se os infractores abaixo discriminados:----------------------------------------------8 de 7Notificação 4 n.°6462/AI/2021:CHAN 5 3 2CHIO1 ----- 1. 9 Mandado IEONG, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.° que na sequência 615318xx(x), 2 4 5 7do Auto8de Notícia 1 n.°3126/DI-9 AI/2019 levantado pela DST a 08.05.2019, e por despacho da signatária de 06.05.2021, exarado no Relatório n.° 509/DI/2021, de 26.04.2021, nos 8n.° 11do artigo510.° e3do n.°91 do artigo 4 15.°,6ambos7da Lei2 termos do n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas3mil patacas) a fracção 7 9por controlar 2 1 6autónoma 4 situada 8 na5 Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.° 1142-M, Centro Internacional de Macau, Bloco 12, 9.° andar F, Macau onde se prestava alojamento ilegal.----- 2. Mandado de Notificação n.° 466/AI/2021:LEI MAN FAI, portador do Bilhete de Identidade de Residente Permanente da RAEM n.º 51326xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 123/DI-AI/2019 levantado pela DST a 06.05.2019, e por despacho da signatária de 05.05.2021, exarado no Relatório n.° 513/DI/2021, de 27.04.2021, nos termos do n.° 1 do artigo 10.° e do n.° 1 do artigo 15.°, ambos da Lei n.° 3/2010, lhe foi determinada a aplicação de uma multa de $200.000,00 (duzentas mil patacas) por controlar a fracção autónoma situada na Alameda Dr. Carlos D’Assumpção n.° 25, Vista Magnifica Court, Bloco 1, 8.° andar A onde se prestava alojamento ilegal.----------------------------------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado no Departamento de Licenciamento e Inspecção destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o disposto n.° 1 do artigo 16.° da Lei n.° 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.° 2 do artigo 16.° do mesmo diploma.----------------------------------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo conforme disposto no artigo 20.° da Lei n.° 3/2010, a interpor no prazo de 30 dias, conforme disposto na alínea a) do n.° 2 do artigo 25.° do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 110/99/M, de 13 de Dezembro.------------------------------Desta decisão pode os infractores, querendo, reclamar para o autor do acto, no prazo de 15 dias, sem efeito suspensivo, conforme o disposto no n.° 1 do artigo 148.°, artigo 149.° e n.° 2 do artigo 150.°, todos do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 57/99/M, de 11 de Outubro.------------------------------------------------------------------------Há lugar à execução imediata da decisão caso esta não seja impugnada.--------------------------------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício ''Hot Line” (Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau.--------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 17 de de 2021. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
Edital (32/FGCL/2021)
Edital (33/FGCL/2021)
Nos dos pedidos: 98/2021, 101/2021, 102/2021
Nos dos pedidos: 24/2021, 31/2021
Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos, “SERVIÇOS DE CONSULTADORIA CONCIERGE DE LUXO LIMITADA”, com sede na Avenida Comercial de macau, 251A-301,AIA Tower, 10 Andar, Sala 1003, Macau, o seguinte: Relativamente aos 3 ex-trabalhadores(Chan Kun Weng, Ip Kit Chi e Pan Jinping), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 14 de Maio de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa aos extrabalhadores acima referidos, no valor total de $119 689,80 (Cento e dezanove mil e seiscentas e oitenta e nove patacas e oitenta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento do adiantamento para aquele ex-trabalhadora, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.º da referida Lei, após efectuado o pagamento do adiantamento, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 18 de Maio de 2021
Nos termos da alínea 1) do n.º 1 do artigo 9.º da Lei n.º 10/2015 (Regime de garantia de créditos laborais), conjugado com o n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, vem o Conselho Administrativo deste Fundo notificar o devedor dos pedidos acima referidos,“SOCIEDADE DE PAREDE DE CORTINA HANG LEI (MACAU) LTD”, com sede na Rua da Vitória, nº 6, Edf. Ma Pou, Loja A, R/C, Macau, o seguinte: Relativamente aos 2 ex-trabalhadores (Lo Io Tong e Ho Wah Tin), no que diz respeito ao requerimento junto deste Fundo para pagamento dos créditos emergentes das relações de trabalho, o Conselho Administrativo deste Fundo, em 14 Maio de 2021, deliberou, nos termos do artigo 6.º da Lei n.º 10/2015(Regime de garantia de créditos laborais), efectuar o pagamento dos créditos e dos juros de mora em causa aos ex-trabalhadores acima referidos, no valor total de $70 109,70(Setenta mil e cento e nove patacas e setenta avos). Mais se informa o devedor que este Fundo irá efectuar o pagamento dos créditos àquelas ex-trabalhadoras, oito dias após a data da publicação da presente notificação. De acordo com o artigo 8.o da referida Lei, após efectuado o pagamento dos créditos, este Fundo fica sub-rogado naqueles créditos. O devedor pode, durante as horas de expediente, deslocar-se à sede da DSAL, sita na Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado nos 221 a 279, Edifício Advance Plaza, Macau, para consultar o referido processo. 18 Maio de 2021
O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong
O Presidente do Conselho Administrativo do Fundo de Garantia de Créditos Laborais, Wong Chi Hong
segunda-feira 24.5.2021
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ai, portugal, portugal
opinião 15
André Namora
HÁ CADEIRAS QUE NÃO ARREFECEM
DETERMINADOS FULANOS quando ocupam um cargo de relevo resolvem nunca mais arrefecer a cadeira do poder. Pensam-se os donos do mundo e fazem o que querem. Estou a lembrar-me de dois portuenses e por acaso portistas. Jorge Nuno Pinto da Costa e Rui Moreira são dois exemplos de indivíduos que andam sempre sob suspeita de irregularidades e pensam que são intocáveis. Têm acontecido as maiores suspeitas de irregularidades nas hostes da SAD do FC Porto e o presidente Pinto da Costa tem sempre ficado a rir-se das investigações e dos tribunais. Mas, na semana passada talvez tenha torcido o nariz quando a Polícia Judiciária (PJ) iniciou buscas na sede e nas casas do FC Porto e do Portimonense devido a investigações iniciadas há muito tempo sobre a falsificação dos testes à covid-19 a vários jogadores, nomeadamente o japonês Nakagima que viajou infectado e ao suborno a determinadas unidades laboratoriais, facto gravíssimo que pode atingir cerca de oito anos de prisão por se tratar de um atentado contra a
“Estamos à porta de novas eleições autárquicas e infelizmente assistimos a candidaturas de certos indivíduos que deixaram muito a desejar quanto à seriedade na função que exerceram enquanto presidentes de Câmara.”
saúde pública. O caso vai dar que falar e pode ser que desta vez Pinto da Costa fique a saber que afinal ainda há lei em Portugal. Por outro lado, tivemos um caso que é há muito badalado na cidade do Porto com o presidente da Câmara Municipal, Rui Moreira, na berlinda.Aconteceu que Rui Moreira e a sua família diziam ter um terreno em local privilegiado na margem do Douro, que deu origem ao célebre caso Selminho. O presidente da Câmara do Porto terá de responder em tribunal no âmbito da discordância Selminho que opõe a família de Rui Moreira e a lei nacional, no sentido de que o terreno pertence ao Estado. Moreira é acusado de agir em benefício da imobiliária Selminho – à qual tem ligações familiares – em detrimento do interesse municipal. A decisão de levar o edil a julgamento partiu do Tribunal de Instrução Criminal – a juíza Maria Antónia Ribeiro acusou Moreira nos mesmos termos do Ministério Público (MP) - exarando uma acusação muito violenta onde salienta no despacho que “submetido a
julgamento venha a ser aplicada ao arguido em função da prova recolhida nos autos, uma sanção penal”. Moreira é acusado de prevaricar em abuso de poder beneficiando-se a si próprio e à sua família. O MP acrescenta ainda que o presidente da Câmara Rui Moreira deve perder o mandato. E aqui é que a cadeira não arrefece. Moreira e tantos outros pelo país fora, mesmo acusados de factos graves não largam o poleiro. Já anunciou que se vai recandidatar nas próximas eleições autárquicas e que tudo isto não passa de uma manobra política tal e qual como aconteceu há quatro anos. A verdade é que a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, já afirmou que o caso é muito grave e que Moreira deve demitir-se de imediato. Já o antigo líder do PSD, Luís Marques Mendes, em 2009, barrou as candidaturas autárquicas de Isaltino Morais a Oeiras e de Valentim Loureiro a Gondomar. Também o PS adoptou uma postura semelhante não deixando Luís Correia candidatar-se ao município de Castelo Branco. No caso de Rui Moreira, sendo independente, certamente não terá quem o obrigue a abdicar. Mas devia ter. O tribunal podia já decidir a sua exoneração do cargo, já que o exemplo é vergonhoso e demonstrativo como estes senhores quando se apanham sentados na cadeira do poder tudo fazem para que a mesma não arrefeça. O que é certo é que Rui Moreira irá a julgamento. O Tribunal de Instrução Criminal do Porto diz que o edil-arguido “agiu com intenção directa de beneficiar os interesses da imobiliária Selminho da qual também era sócio, em detrimento da Câmara Municipal”. A Selminho pretendia construir um edifício de apartamentos de luxo num terreno da Calçada da Arrábida, perto da ponte com o mesmo nome, torres essas que valeriam muitos milhões de euros. Com exemplos destes que pululam pelo país no seio da comunidade autárquica, a situação tem de mudar, tem de se demonstrar que não se aceitam intocáveis e muito menos cidadãos eleitos pelo povo e que depois apenas se limitam a prejudicar esse mesmo povo e a beneficiarem-se a si próprios, aos amigos e aos familiares. No território nacional temos tido casos gravíssimos de autarcas que abusam do poder que lhes é conferido pela via democrática e que se comportam como autênticos ditadores. Estamos à porta de novas eleições autárquicas e infelizmente assistimos a candidaturas de certos indivíduos que deixaram muito a desejar quanto à seriedade na função que exerceram enquanto presidentes de Câmara. Devia ser absolutamente proibido que cidadãos que tenham exercido dois mandatos à frente de uma edilidade voltassem a aquecer a cadeira do poder. É uma tristeza ver que a Assembleia da República nunca se preocupa com estas especificidades e é assim que o nosso país vai caminhando sempre baseado na falta de honorabilidade por parte de quem devia dar o exemplo. *Texto escrito com a antiga grafia
“Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria ao homem tal como é: infinito.” segunda-feira PALAVRA DO DIA
William Blake
INFLAÇÃO TAXA FIXA-SE EM 0,64% EM ABRIL
MYANMAR LÍDER DA JUNTA MILITAR DIZ QUE PLANEIA CRIAR SISTEMA DEMOCRÁTICO
A
Covid-19 China regista 19 casos em 24 horas, um por contágio local
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A Comissão Nacional de Saúde da China anunciou ontem que foram detectadas 19 pessoas infectadas com o novo coronavírus, uma delas localmente, na província de Anhui. Nos últimos dias, foram comunicados dois pequenos surtos nas províncias de Anhui e Liaoning, o que levou à realização de campanhas de testes em massa ou restrições de mobilidade. As autoridades informaram ainda que cinco pacientes tiveram alta, com o número total de infectados activos na China continental a situar-se nos 315, três dos quais em estado grave. O número total de pessoas infectadas na China continental desde o início da pandemia é de 90.973, sendo que 4.636 morreram.
Ajuda a caminho Cabo Verde recebe 31.200 doses da vacina pela Covax nos próximos dias
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ABO Verde deverá receber este mês 31.200 doses da vacina contra a covid-19 pelo mecanismo Covax e espera 300.000 doses fornecidas pela China, para acelerar o processo de vacinação, disse à Lusa o ministro da Saúde. “Tudo indica que até finais deste mês, início do próximo essa quantidade chegará a Cabo Verde. Faltam receber 80.000 [pelo mecanismo Covax], neste momento está prevista a chegada de 31.200 doses”, disse o ministro da Saúde de Cabo Verde, em declarações à Lusa. Cabo Verde já tinha recebido 24.000 doses da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca em 12 de Março e 5.850 da Pfizer dois dias depois, no âmbito do mecanismo Covax, iniciativa fundada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa garantir uma vacinação equitativa contra o novo coronavírus. Através do mecanismo Covax, Cabo Verde tem atribuídas mais 80.000 doses de vacinas da AstraZeneca. Em 14 de Maio,
Cabo Verde recebeu de Portugal uma doação de 24.000 doses de vacinas também da AstraZeneca, pelo que a garantia de entrega nos próximos dias de mais 31.200 doses é um “bom sinal”, segundo o ministro da Saúde. Acrescentou que Cabo Verde já aplicou desde 19 de Março, quando arrancou o plano de vacinação contra a covid-19 no arquipélago, aproximadamente 20.000 doses de vacinas, num
Em 14 de Maio, Cabo Verde recebeu de Portugal uma doação de 24.000 doses de vacinas também da AstraZeneca. A garantia de entrega nos próximos dias de mais 31.200 doses é um “bom sinal”, segundo o ministro da Saúde
processo que deverá acelerar a partir do próximo mês, com o aumento da disponibilidade de vacinas no país. “A previsão é que durante todo o mês de Junho possamos ter mais vacinas e acelerar todo esse processo de vacinação e atingir a meta de 70 por cento [da população elegível] até final do ano”, explicou Arlindo do Rosário.
A grande remessa
Avançou ainda que está em negociação a entrega de 300.000 doses de uma das vacinas chinesas contra a covid-19, das quais 50.000 serão doadas pelo Governo da China. “É um processo que está a decorrer, está a seguir os seus trâmites normais. Nós apontamos no mais breve possível que possamos ter essa vacina também aqui em Cabo Verde”, disse. Cabo Verde registava na quinta-feira 2.512 casos activos de covid-19, com um acumulado de 28.898 infectados, 26.116 recuperados e 253 mortes por complicações associadas à doença desde 19 de Março de 2020.
O
líder da junta militar de Myanmar garantiu que planeia estabelecer um sistema federal democrático e multipartidário no país no prazo de um ano. Min Aung Hlaing afirmou também que a líder deposta, Aung San Suu Kyi, “fez o que pôde” no Governo e confirmou que a vencedora do Prémio Nobel da Paz está de boa saúde, que deve comparecer na segunda-feira em tribunal. O general, que tomou o poder no golpe de 1 de Fevereiro, fez estas declarações na sua primeira entrevista com a Phoenix Television, um canal de televisão pró-governamental em Hong Kong. A entrevista foi realizada na quinta-feira e ainda não foi transmitida, embora partes da mesma tenham sido publicadas nas redes sociais. Em contraste com os 815 civis mortos na repressão militar, tal como estimado pelos activistas pró-democracia, Min Aung Hlaing disse que o número de mortos é de 300 e que entre as forças de segurança registaram-se 45 óbitos desde o golpe. Na semana passada, os meios de comunicação locais birmaneses noticiaram que a junta militar isentou Min Aung Hlaing e o seu ‘número dois’, Soe Win, de terem de se reformar aos 65 anos, pelo que, em teoria, podem permanecer no poder indefinidamente. O chefe da junta, que faz 65 anos em Julho, já atrasou a sua reforma quando devia fazer 60 anos, o limite para a maioria dos funcionários públicos.
CIÊNCIA CARTA COM EQUAÇÃO DE EINSTEIN LEILOADA POR 1 MILHÃO DE EUROS
A
carta manuscrita de Albert Einstein com a equação da teoria da relatividade (E = mc2) foi leiloada nos Estados Unidos por cerca de um milhão de euros, quase três vezes mais do que o esperado. De acordo com documentalistas do Projeto Einstein Papers, do Instituto PUB
taxa de inflação em Macau fixou-se em 0,64 por cento nos 12 meses terminados em Abril, relativamente aos 12 meses imediatamente anteriores, segundo dados oficiais. As descidas mais significativas registaram-se no preço das excursões, serviços de telecomunicações, vestuário e calçado, bem como na carne de porco e produtos hortícolas, indicou em comunicado a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). No entanto, o aumento do preço dos bilhetes de avião, electricidade, refeições fora de casa e consultas externas, “bem como o acréscimo dos salários dos empregados domésticos”, acabaram por compensar “parte da diminuição do índice de preços”, pode ler-se na nota. Arecreação e cultura, bem como as comunicações, “desceram 9,87 por cento e 7,70 por cento, respectivamente”, em termos anuais. Em contrapartida, “os índices de preços das secções da saúde, bem como dos equipamentos e serviços domésticos, subiram 2,24 por cento e 2,15 por cento”, de acordo com a nota. Em Abril, a taxa de inflação cresceu 0,18 por cento, em termos mensais.
24.5.2021
de Tecnologia da Califórnia e da Universidade Hebraica de Jerusalém, referidos pelos meios de comunicação locais, há apenas três outras notas manuscritas do físico alemão, com a famosa equação. A carta leiloada por 1,2 milhões de dólares, que pertencia a um colec-
cionador particular, foi adquirida esta semana por um comprador anónimo, no leilão virtual organizado pela RR Auction, em Boston (Massachusetts). A missiva tem apenas uma página, contém a data 26 de Outubro de 1946, está escrita em alemão e é dirigida ao físico
polaco-americano Ludwik Silberstein. A equação energia (E) igual a massa (m) multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz (c2) - revolucionou o mundo da Física ao mostrar que o tempo não era absoluto e que tanto a massa como a energia eram equivalentes.
O vice-presidente executivo da RR Auction, Bobby Livingston, disse, na sexta-feira, em comunicado, que a raridade da carta de Einstein desencadeou “uma guerra de licitações” entre os participantes do leilão. O leilão decorreu entre 13 de Maio e quinta-feira.