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Hoje Macau 24 MAI 2013 #2857

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Amnistia internacional Agência Comercial Pico • 28721006

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Macau volta a ser lembrado, dois anos depois

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Mop$10

Ter para ler

Director carlos morais josé • sexta-feira 24 de maio de 2013 • ANO XII • Nº 2857

aguaceiros ocasionais min 26 max 31 hum 80-95% • euro 10.1 baht 0.2 yuan 1.2

Venham mais cinco (séculos)

h Vox populi

Residentes estão contra permanência de estudantes da China continental

POLUIÇÃO coloane

DSPA assegura que água com espuma não vem da ETAR Página 13 pub

São cada vez mais as vozes que se levantam contra a permanência na RAEM dos estudantes da China continental depois destes terminarem os estudos. A Macao Tri-Decade Action Union iniciou ontem uma recolha de assinaturas contra a possibilidade aventada pelo Governo e são muitos os que já assinaram. “Governo sem planos”, “falta de capacidade de decisão”, “desinteresse pelos residentes locais” ou “o preço da habitação dispara com esta medida” são algumas das observações de quem já assinou a petição. O deputado Chan Chak Mo também defende uma selecção de quem deve ou não ficar. página 12

• estudo faom

Trabalhadores dão mais do que aquilo que recebem Página 4 pub

• Futebol

Sporting vence e carimba subida à Liga de Elite Página 16

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educação ou barbárie


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política

Em 2011 e 2012, Macau ficou de fora do relatório anual da Amnistia Internacional. Este ano, a organização resolveu dar um lugar ao território, tendo resumido os problemas de Macau a um parágrafo Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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Direitos humanos Macau volta a ser falado pela Amnistia Internacional

Pouco a apontar A inclusão de Macau no documento marca o regresso de uma análise feita pela AI ao território, depois de a RAEM ter ficado de fora do relatório dois anos consecutivos. Em quatro páginas dedicadas à China e às suas regiões especiais ou autónomas (Macau, Hong Kong, Tibete e Uigur), a AI dedica 16 linhas a Macau. A organização recorda a decisão de 29 de Fevereiro de 2012 da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, quando, em nome da reforma política, o Governo Central concluiu que Macau não terá eleições directas

para o Chefe do Executivo no próximo ano. A AI realça que essa escolha vai continuar a ser feita por uma Comissão Eleitoral e frisa que esta era composta por 300 pessoas, “sendo que apenas seis eram directamente eleitas”. Recorde-se que esta comissão subiu agora o número para 400 membros. “Políticos pró-democratas pediram ao Governo que reformasse o sistema eleitoral, incluindo o aumento de assentos directos na Assembleia Legislativa”, pode ler-se no documento analisado pelo Hoje Macau. “Numa auscultação pública feia

em Abril [de 2012], a maioria dos participantes apoiaram uma reforma eleitoral.” O segundo e último tema que leva a AI a apontar o dedo ao território é o que a organização denomina de “interferência policial numa manifestação pacífica”. A AI recorda acontecimentos de 1 de Maio de 2012, quando membros da Juventude Dinâmica de Macau se manifestaram pela liberdade de imprensa. AAI fala em “dezenas de jornalistas”, apesar de a imprensa de Macau ter contado cerca de seis, referindo que estavam no local envergando t-shirts pretas e “protestando contra a censura nos principais meios de comunicação de Macau”. Contudo, de acordo com o que foi dito aos jornais do território na altura, a manifestação foi apenas dirigida ao canal chinês da TDM.

Regresso a Macau

No ano passado, o relatório da AI sobre os direitos humanos deixou

a RAEM de fora. Confrontada pelo Hoje Macau, na altura, a organização desculpou-se com o facto de não possuir “recursos” no território para realizar investigações sobre os direitos humanos e para elaborar o documento. Maria Teresa Nogueira, coordenadora do Grupo da China da AI em Portugal, mostrou-se surpreendida e considerou a situação “inadmissível”, considerando que Hong Kong poderia ter feito essa investigação. Uma das questões que ficou por referir no relatório do ano passado, por exemplo, prendeu-se com o caso Lau Fat-wai, o cidadão português de etnia chinesa, residente em Macau, que foi condenado à morte em 2009. Além disto, também diversos deputados falaram ao Hoje Macau, dizendo que o território não cumpre muitas das convenções sobre os direitos humanos que assinou, pelo que o relatório da AI seria algo de importante.

tiago alcântara

m Chefe do Executivo que não é eleito de forma directa e a intromissão da polícia numa manifestação contra a censura nos média. É tudo o que a Amnistia Internacional (AI) tem a apontar a Macau, no seu relatório anual de 2012.

sexta-feira 24.5.2013

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China, os motivos de sempre

Hong Kong com motivos de alerta

A perseguição aos activistas políticos e defensores dos direitos humanos e a sua detenção arbitrária é um dos alertas dados pela AI. Sem surpresa, a China volta a pecar pelos mesmos problemas: a falta de independência dos tribunais, a pena de morte como sentença “após julgamentos injustos” e os despejos e expropriações de terras sem compensação são alguns dos pontos que servem de crítica à organização.

A eleição do Chefe do Executivo sem ser pela via directa é um dos aspectos apontados pela AI, a par do “medo” pela independência judiciária e de outros departamentos governamentais. Apontado está também o desejo do Executivo da região vizinha de introduzir a disciplina de educação nacional. “Muitos perceberam isto como sendo propaganda política, porque diziam que os estudantes seriam avaliados não só pelo conhecimento da matéria, mas também com a sua identificação emocional perante o Estado.” A exclusão de trabalhadores de receber o salário mínimo é outro dos motivos de crítica da AI.

Tibete sob pressão Sobre o Tibete, a AI tem a dizer que as autoridades continuam a reprimir os direitos dos tibetanos em promover a sua cultura e a sua liberdade religiosa, de expressão e associação. “A discriminação sócio-económica contra os tibetanos continua a não ser controlada”, expressa o documento, referindo as imensas imolações pelo fogo levadas a cabo por diversos monges. “As autoridades [chinesas] utilizam as expressões ‘patriótico’ e ‘educação legal’ para forçar os tibetanos a denunciar o Dalai Lama.”

Uigur, os religiosos ilegais A AI aponta que as autoridades chinesas continuam a utilizar a força e a criminalizar o que chamam de activistas “de religião ilegal” e “separatistas” e a reprimir expressões pacíficas acerca da identidade cultural dos uigures.

Polícia portuguesa usa força excessiva A “força excessiva” exercida pela polícia portuguesa, a situação da violência doméstica e impacto da austeridade sobre os direitos humanos são alguns dos pontos que a AI critica sobre Portugal.


sexta-feira 24.5.2013

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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hama-se Leong Veng Chai e foi ontem oficialmente apresentado como número dois de José Pereira Coutinho na corrida à Assembleia Legislativa (AL). Nascido e criado em Macau, o candidato às eleições de Setembro pela lista Nova Esperança vem substituir Rita Santos e promete lutar pelos funcionários públicos e jovens de Macau. “Devemos continuar a lutar pelos funcionários públicos, que não têm segurança devido aos contratos [com termos especiais]”, frisou Leong Veng Chai. “E os jovens, que não têm uma

Diplomas vão voltar à AL Na próxima legislatura, em Outubro, Pereira Coutinho vai voltar à carga. O deputado assegurou que iria apresentar novamente os projectos de lei que chumbaram na AL “por falta de tempo”. Pereira Coutinho assegura que, se o problema foi falta de tempo, então a apresentação dos projectos em Outubro não sofrerá do mesmo mal.

Eleições 2013 Pereira Coutinho apresenta número dois da lista Nova Esperança

“Encontrámos o melhor parceiro que podíamos ter” habitação nem formação e a maioria trabalha no sector dos casinos, limitando-se a trabalhar em horários [complicados], sem tempo para actividades.” Leong Veng Chai já foi, em 2005, o parceiro de Pereira Coutinho, que admite ter escolhido o colega por este “conhecer profundamente os problemas de Macau”. Já Leong Veng Chai diz ter aceite por considerar não poder rejeitar um convite de alguém que “luta há oito anos sozinho” na AL.

tiago alcântara

Joana Freitas

Carreira na função pública

O agora candidato foi guarda no Estabelecimento Prisional de Macau, tendo depois sido promovido a comissário-chefe até 2005, altura em que se aposen-

Branqueamento de capitais Governo quer rever lei de combate

algumas áreas deverão ser objecto de melhoria ou revisão e são dados exemplos como a avaliação de riscos, o método de supervisão com base no risco, a avaliação de riscos (ao nível nacional e sectorial), os beneficiários, entre outros”, diz a Rádio Macau. Esta não é a primeira vez que o sector segurador é criticado. Já em 2007, o Grupo Ásia Pacífico – a organização responsável pela supervisão da aplicação das normas internacionais no âmbito da prevenção da lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo criticou instruções dadas pela Autoridade Monetária às empresas e mediadores. “O principal problema era a identificação dos titulares dos produtos oferecidos pelas seguradoras”, frisa a Rádio.

tou devido a problemas familiares. Devido a ter estado “30 anos na função pública”, diz Pereira Coutinho, conhece bem a máquina administrativa. A responsabilização dos altos cargos é, por isso, outro dos pontos de luta de Leong Veng Chai. “Notei que, depois da criação da RAEM, a responsabilização dos titulares dos principais cargos desapareceu totalmente. Os titulares dos principais cargos só querem receber salários e quando há situações graves dizem apenas que vão fazer uma revisão. São os funcionários da linha da frente que trabalham e os funcionários de cargos médios que assumem as responsabilidades”. Para Pereira Coutinho, Leong Veng Chai é alguém sem interesses comerciais e total disponibilidade para os cidadãos de Macau. “Encontrámos o melhor parceiro que podíamos ter. Estou com ele de carne e osso e sei que se pautará sempre pelos valores fundamentais e especiais das comunidades minoritárias que existem em Macau.” A Nova Esperança já conseguiu reunir 200 assinaturas.

Ameaça à segurança marítima?

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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deputada Kwan Tsui Hang entregou uma interpelação escrita ao Governo onde procura saber as razões de um caso ocorrido no inicio deste ano, na praia de Cheock Va, em que um residente foi ferido depois de ter sido atingido por uma hélice de um barco, suspeito de ser ilegal. Kwan Tsui Hang questiona os Serviços de Alfândega sobre o controlo dos barcos que não têm licença para navegar em Macau, bem como a garantia da segurança marítima. tiago alcântara

Governo está a preparar a revisão da Lei de Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Financiamento do Terrorismo. Segundo a Rádio Macau, que cita o jornal Ponto Final, a Autoridade Monetária anuncia a intenção no relatório de contas de 2012. O documento frisa que a Lei, que está em vigor desde 2006, vai ser revista, depois de consultas junto do sector segurador. As seguradoras são, aliás, um dos motivos de alertas no relatório. De acordo com o relatório, os problemas na actividade seguradora acontecem por causa das novas exigências no campo da prevenção e combate ao branqueamento de capitais e a entidade avisa que o sector segurador pode fazer melhor. “No documento lê-se que

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Barcos ilegais Kwan Tsui Hang fala de embarcações do continente

Impedir lavagem de dinheiro

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política

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“Segundo os residentes, todos os dias há barcos ilegais que aparecem na zona destinada a nadadores, mas nunca há nenhum guarda posicionado na praia de Cheock Van, por isso os nadadores apresentam reclamações à Alfândega. Mas a situação continua.” A deputada diz que os residentes esperam que as autoridades possam intensificar as patrulhas e instalar os equipamentos de monitorização, a fim de proteger a segurança dos nadadores. “Os barcos sem licenças já tinham aparecido há muito tempo, e não apenas a segurança dos

nadadores como toda a segurança marítima de Macau ficou ameaçada. Gostaria de perguntar quantas reclamações é que a Alfândega recebeu em cinco anos, e quantos casos ilegais foram descobertos.” Kwan Tsui Hang questiona se existem mecanismos para fazer com que os barcos ilegais deixem de entrar em Macau e em que seja permitido fazer um acompanhamento das reclamações. “Como os barcos são do continente, será que o Governo da RAEM pode cooperar mais com o Governo de Zhuhai para resolver a questão?”


política

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sexta-feira 24.5.2013

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Estudo FAOM Trabalhadores dão mais de oito horas à casa e não recebem horas extraordinárias

Trabalho a mais, salário a menos cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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esde Novembro do ano passado até Janeiro deste ano, a Federação das Associações de Operários de Macau (FAOM) fez uma pesquisa conjuntamente com a Associação Económica de Macau (AEM) sobre as condições de emprego dos trabalhadores locais no ano passado. Entre mais de 10 mil questionários válidos, apurou-se que 22% dos trabalhadores têm horas extras não pagas, nomeadamente, nas áreas de seguros e sector de financeiro. Por

Nova Lei beneficia patrões, defende FAOM O Governo vai fazer a revisão da Lei Laboral no próximo ano, o Secretário para a Economia e Finanças já revelou anteriormente que ainda há mais opiniões a considerar na modificação de feriados sobrepostos (que calhem ao fim-de-semana). O presidente da FAOM, Chiang Cheong Sek, disse ontem que os operários ainda não receberam nenhuma proposta do Governo no Conselho Permanente de Concertação Social. Chiang Cheong Sek considera que os disposições existentes na Lei Laboral já dão flexibilidade máxima para os patrões na questão de compensação de férias obrigatórias. “Por exemplo, na lei antiga os patrões dão três vezes o valor do salário para compensar o feriado mas nas disposições existentes de compensação existem a opção entre dois salários ou um dia de férias mas os patrões é que decidem.”

Ho Ion Sang pede mudança de regras tiago alcântara

outro lado, 33% dos entrevistados trabalham mais de oito horas por dia. E 60% dos entrevistados trabalham seis dias por semana. O estudo revela ainda que 60% dos entrevistados admitiram que o salário não foi aumentado desde 2011 e dos 36% a quem foi aumentado fazem parte, principalmente, de organizações de ensino, saúde e Administração Pública. Aos funcionários das áreas fabris, construção e de seguros disseram até que o salário foi diminuído. A nível de quantidade de trabalho, 44% entrevistados disseram estar mais sobrecarregados, sobretudo nos sectores de exposições, financeiro e saúde. Apesar dos trabalhadores se manterem pressionados no emprego e com dificuldades em equilibrarem a sua vida laboral e pessoal, esta preocupação não é tão sentida como em anos passados, tendo baixado de 74,1% em 2008 para 68,5% em 2012. Ainda assim, dizem também, sentem medo de serem substituídos pelos trabalhadores não-residentes.

Cecília Lin

Habitação Social Fracção para duas famílias gera reacção política

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deputado Ho Ion Sang entregou ontem uma interpelação escrita ao Governo onde questiona o caso de um apartamento de habitação social que alegadamente serve para duas famílias. “Arranjar duas famílias estranhas para morar juntas é ridículo, porque é algo que pode causar muitos conflitos depois. Mas o Instituto da Habitação (IH) disse que segundo um despacho do Chefe do Executivo, se os candidatos não estiverem satisfeitos com o arranjo do Governo, podem desistir da casa e voltar para o

fim da lista de espera. Mas na vez seguinte ficam na mesma situação: ou aceitam o arranjo do Governo ou perdem a oportunidade de morar na habitação social.” Ho Ion Sang disse que como essas disposições são feitas por despacho do Chefe do Executivo, o Governo poderá “facilmente alterar as disposições irracionais”. É isso que exige na sua interpelação. “Insto o Governo a alterar as disposições que permitem que numa casa morem duas famílias, porque se foram feitas pelo Executivo podem corrigir-se erros do passado. Recusar fazer a revisão não é uma razão aceitável. O Governo está sempre a dizer que serve a população, mas o exemplo da habitação social mostra que o Governo domina e não tem consideração sobre a população. - C.L.

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AVISO Faz-se público que as seguintes Piscinas, afectas ao Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, estarão abertas ao público com o seguinte horário de funcionamento e tabela de preços: Piscinas de Hac-Sá e de Cheoc Van

Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes

Edital Assunto: Notificação da inscrição de empresa após a entrada em vigor das “Instruções do regime de apreciação e aprovação, de vistoria e de operação dos equipamentos de elevadores”

Aberta entre 24 de Maio e 31 de Outubro 2a feira : 13h00 às 21h00 3a feira a Domingo : 8h00 às 12h00 e 13h00 às 21h00 * Às 2as feiras as piscinas estarão encerradas durante o período da manhã para efeitos de limpeza e manutenção periódica, reabrindo às 13h00. Caso a 2ª feira coincida com um feriado, a piscina permanecerá aberta e o encerramento para a devida limpeza e manutenção passará para o período da manhã de 3ª feira.

Preços, em patacas, dos Bilhetes de Ingresso e Passes da Piscina de Hac-Sá e da Piscina de Cheoc Van Tipo

Bilhetes Simples

Passe Mensal

Adultos

$15.00

$180.00

Portadores de cartão de estudante

$7.00

$75.00

Crianças com idade inferior a 12 anos

$5.00

$75.00

Senióres com idade superior a 65 anos

$7.00

$90.00

* A aquisição dos passes que dão acesso simultâneo às duas piscinas é efectuada na bilheteira dessas piscinas, mediante a apresentação de 2 fotografias de 1.5” (uma polegada e meia) e uma fotocópia do documento de identificação válido.

Por meu despacho em 22/05/2013, faz saber por este meio às empresas de instalação, reparação e conservação dos equipamentos de elevadores em Macau que no prazo de 20 dias a partir da publicação do presente edital se devem entregar o pedido de inscrição da empresa de instalação, reparação e conservação dos equipamentos de elevadores (elevadores/escadas rolantes/tapetes automáticos do passeio) nesta Direcção dos Serviços. Esta Direcção dos Serviços emitirá o número exclusivo de inscrição à empresa de instalação, reparação e conservação dos equipamentos de elevadores após a sua aprovação para efeitos de comprovação da inscrição emitida posteriormente. As empresas inscritas devem proceder-se, no prazo de 60 dias a partir da recepção do número de inscrição, à entrega da lista de itens correspondente à responsabilidade de instalação, reparação e conservação dos equipamentos de elevadores, da qual deve conter os equipamentos de elevadores geridos pela entidade emissora de licenciamento administrativo ou os possuídos e administrados pelo órgão administrativo para além dos equipamentos nos edifícios privados. Os pormenores das formalidades sobre o pedido de inscrição e a declaração da lista de itens, bem como os dados necessitados de entregar tais como os impressos, os documentos e os discos ópticos podem ser consultados e descarregados no website desta Direcção dos Serviços (www. dssopt.gov.mo). Aos 22 de Maio de 2013. O Director dos Serviços

Macau, aos 23 de Maio de 2013. O Presidente do Conselho de Administração Tam Vai Man www. iacm.gov.mo

Jaime Roberto Carion


sexta-feira 24.5.2013

sociedade

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Jogo G2E Asia terminou ontem com números de participação “recorde”

Novos casinos no centro das atenções A sexta edição da expo do jogo no Venetian revelou que as empresas que comercializam produtos e equipamentos para casinos ainda mantém um forte interesse no mercado de Macau, mas não deixam de estar atentos aos novos mercados que prometem nascer na Ásia Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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arcus Prater tem espelhado no rosto o sucesso. Director-executivo da Associação de Equipamentos e Manufacturas do Jogo (AGEM, na sigla inglesa), que representa mais de 120 empresas que comercializam produtos como mesas de jogo ou

‘slot-machines’, Marcus Prater tem uma certeza: a sexta edição da G2E Asia foi um sucesso. “Foi um recorde em termos de tamanho do pavilhão de exposições e de participações também, o que significa que tanto as empresas como os compradores de toda a Ásia estão a chegar em número recorde”, revela em declarações ao Hoje Macau. Muitas das empresas representadas pela AGEM estiveram no Venetian durante três dias, lugar que espelhou um pouco do que se vive actualmente no mercado asiático do jogo: uma expansão crescente e oportunidades que não param de crescer. “Macau, especificamente, é muito importante para os nossos parceiros, por ser o centro do jogo na Ásia. Não há dúvida de que aquilo que está a acontecer nas Filipinas, ou o potencial de Taiwan, mostra que a Ásia vai ser um mercado crescente nos próximos anos”, acrescenta Marcus Prater. Fazendo uma ronda no espaço que acolheu muitas ‘slot-machines’ de cores brilhantes, fichas de jogo e mesas de póquer, não é difícil encontrar empresas que queiram mostrar os seus produtos no sudoeste asiático. Muitos deles já têm uma presença firmada, como é o caso da SHFL

os outros países asiáticos não ficam de fora. “A Ásia é um novo mercado para nós e estamos muito expectantes perante o seu crescimento”, aponta.

Tecnologia de topo

Entertainment. “Temos vindo a crescer em toda a Ásia. Nos últimos dois anos conseguimos presenças em países como o Vietname e temos produtos pensados para a Índia e Sri Lanka”, disse Gavin Isaacs, presidente executivo da empresa. O seu parceiro Ken Jolly não tem dúvidas de que pela G2E Asia passam “produtos pensados a nível global”. “Esta feira tornou-se tão importantes que trazemos produtos já a olhar para essa perspectiva mundial”, acrescenta.

Oportunidades asiáticas

No stand da Kama Games vive-se a expectativa de quem tem um novo produto e que pretende levá-lo o mais longe possível. Trata-se da Pokerist, apontada como “a única rede social de Póquer”, onde não se joga a dinheiro. “Joga-se apenas por diversão. Essa é a ideia e temos uma presença

Autocarros DSAT garante que número de passageiros subiu 10% face a 2012

Governo paga 21 milhões

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Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) pagou, nos primeiros três meses do ano, um total de 170 milhões de patacas à Reolian, Transmac e TCM. Contudo, 78 milhões dizem respeito à recente actualização de tarifas aprovada pelo Governo para a Transmac e TCM, enquanto que cerca de 70 milhões dizem respeito às receitas das tarifas obtidas pelas empresas. Em comunicado oficial, a DSAT explica que “depois de descontar os apoios financeiros das tarifas e as receitas das tarifas, o valor que o Governo pagou efectivamente para os serviços dos autocarros no primeiro trimestre é de 21,390 milhões de patacas”. Da fatia de 78 milhões, a maior parte, 41 milhões, foi destinada à população, enquan-

Dia Mundial da Criança Alunos do ensino primário com o Exército de Libertação do Povo Chinês

É de pequenino que se aprende a marchar

to que 11,9 milhões de patacas foi para os estudantes, 9 milhões para os idosos e 990 mil patacas para os cidadãos portadores de deficiência. As restantes 13,9 milhões de patacas serviram para subsídios e passes mensais. No mesmo comunicado, a DSAT garante que “tem exercido de forma contínua a fiscalização sobre as operações dos autocarros”. No total, os autocarros realizaram cerca de 260 mil percursos, com uma média mensal de 13 milhões de passageiros, o que significa uma subida de 10% face a 2012. Por dia, andam nos autocarros de Macau cerca de 440 mil pessoas, segundo contas da DSAT.

Autocarros eléctricos a caminho

O organismo liderado por Wong Wan aponta ainda que pode estar para breve a implementação dos primeiros autocarros eléctricos. “O plano piloto está a ser preparado, esperando-se que entre em funcionamento a título experimental no primeiro semestre deste ano, introduzindo nos transportes públicos de Macau a utilização desta nova fonte de energia.” - A.S.S.

tão global que já temos quase 30 milhões de utilizadores registados”, explica Maxim Ruzaev. Também eles querem firmar-se neste lado do mundo. “Começámos em Londres, fomos para São Francisco e agora estamos na Ásia. Estamos à procura de parceiros para expandir a nossa rede social. Em Macau temos muitas perspectivas de clientes, e procuramo-las também em países asiáticos como as Filipinas, Tailândia ou Malásia.” As apostas também são altas para a Poker Tek, que, sem qualquer presença em Macau, espera trazer “o mais breve possível” uma mesa de póquer electrónica e também de bacará. Embora Mark Roberson afirme estarem “à procura de uma longa presença no mercado de Macau”, por ser “muito atractivo na área das mesas de jogo electrónicas”,

A G2E Asia ficou sobretudo marcada pela presença do último grito do jogo electrónico, no póquer, bacará ou ‘Black Jack’. Estará Macau no topo da utilização dessa mesma tecnologia, face à sua concorrente Las Vegas? A maioria dos participantes da expo diz que sim. “Está no topo, porque tudo é novo aqui, com novos projectos e casinos, o que significa a introdução de novas tecnologias. Não há dúvidas de que Macau tem vantagens a este nível face a qualquer outro mercado em todo o mundo”, aponta o director-executivo da AGEM. Por sua vez o responsável da Poker Tek frisa que “Macau tem mais tecnologia nos dias de hoje do que há dois anos. Temos visto uma grande expansão de jogos de bacará electrónicos, obviamente que é algo que está a crescer e cada vez mais os produtos electrónicos estão a ganhar aceitação. O mercado está a mover-se na direcção de se adaptar à tecnologia muito rapidamente.”

Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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o dia 1 de Junho as crianças vão poder elevar o seu “espírito nacional e patriótico”. Esta é a intenção do Instituto de Acção Social (IAS), e de outros organismos do Governo,

que organizaram um encontro no Fórum de Macau, entre as 10 e as 12 horas, entre alunos dos seis aos 12 anos com a Guarnição do Exército de Libertação do Povo Chinês em Macau. O Governo prevê que cerca de 1800 alunos do ensino primário possam participar neste encontro. A actividade inclui conhecimento da bandeira nacional, na cerimónia do hastear da bandeira nacional, espectáculo artístico, jogos interactivos entre alunos e soldados, bem como espectáculo conjunto de bandas musicais, com a intervenção da Bando do Exército. Neste dia, da parte da

tarde, pelas 15h30 e as 17 horas, a Comissão Organizadora das comemorações deste dia - IACM, Serviços de Juventude e Serviços de Justiça - e as representantes das Obras das Mães visitarão as crianças e bebés internados no Hospital Kiang Wu e no Centro Hospitalar Conde de São Januário. Para iniciar as celebrações vai ter lugar no dia 26 de Maio, no Fórum de Macau, um bazar com 23 tendas de jogos e uma zona tridimensional de exposição para as obras premiadas do Concursos de Pintura Criativa do Dia da Criança, cujos resultados foram conhecidos no dia 18 de Março.


sociedade

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sexta-feira 24.5.2013

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Relações sino-africanas Primeiro doutorado de Direito em português na Universidade de Macau defende liberalização do comércio

Ganhos para ti, vantagens para mim Chama-se Almeida Zacarias Machava e é natural de Moçambique. O primeiro doutorado em Ciências Jurídicas Económicas, em língua portuguesa, defendeu a sua tese sobre “As relações económicas e comerciais entre a China e os países africanos de língua oficial portuguesa: alguns aspectos jurídicos e económicos”. Vê com bons olhos a cooperação sino-africana, que poderá seguir outro rumo mais liberalizante ao nível de trocas comerciais Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

O

ntem, durante cerca de mais de duas horas e meia, o moçambicano Almeida Zacarias Machava defendeu a sua tese de doutoramento em Ciências Jurídicas Económicas na Faculdade de Direito da Universidade de Macau, que levou cerca de três anos a ficar concluída. No fim, “ficou o sentimento de dever cumprido”, com a aprovação pelo jurado do seu diploma. Mas, confessa, as questões que colocou em cima da mesa ontem para debate são apenas um “ponto de partida”. Até porque, uma das principais ideias que defende, passível de ser contestada, é a ideia de uma zona de comércio livre entre a China e os países africanos, numa perspectiva bastante optimista. “Isso permitirá que o países africanos recebam mais daquilo que a China produz ao mesmo tempo que terão a oportunidade de exportar mais e isso implica criar-se novas

instituições e novos padrões de produção, apostar-se mais naquilo que é a qualidade e a abertura dos mercados pois abrirá o espaço para que a concorrência de mercado aumente”, explica Machava, rejeitando desvantagens. “Só vem beneficiar as próprias economias africanas porque se apostarem no proteccionismo, em algum momento precisarão de colocar os seus produtos e onde os vão colocar se tiverem as economias fechadas? (...) Além de que estão a ir contra os ditames do comércio internacional e não devemos esquecer que todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) são membros da Organização Mundial de Comércio (OMC).” E à capacidade para os produtos ganharem na concorrência com os chineses? Em seu entender, não há dúvidas. “Acho que iria provocar a necessidade dos países africanos se especializarem mais e poderem responder aos desafios trazidos pelos produtos chineses. (...) [Os PALOP] são integrados

em regiões em que há necessidade de se colocar lá os produtos não estarão necessariamente a produzir só para o mercado interno mas para o próprio mercado chinês. E quando apostam mais na qualidade terão portas abertas para outros mercados.”

China pode ser exemplo na descentralização

Por outro lado, Machava defende ainda que os PALOP deveriam olhar para o modelo chinês, não em termos políticos, nem tampouco ambientais ou de direitos humanos, mas mais a nível de reformas sociais, que incentivaram a estabilidade social, descentralizando o poder de modo a não haver desequilíbrios no desenvolvimento. “Grande parte das populações dos PALOP, neste caso concreto, são pobres e vivem nas zonas rurais onde

há uma certa centralização das políticas económicas, de investimentos, para os centros urbanos. O que estou a defender é que na aposta no sistema chinês deve-se olhar para as zonas rurais e de lá tirar as bases necessárias para desenvolver a economia.” E acrescentou o exemplo do seu país. “Este parece ser o caminho que se está a usar concretamente em Moçambique onde o Governo instituiu o fundo de desenvolvimento local onde tem estado a alocar fundos no sentido de gerar rendimento nos distritos.”

Bilinguismo de Macau é “ideal”

O território também tem uma participação nestas relações, não apenas pelo Fórum de Macau mas pela seu regime jurídico, que resulta da política de “Um país, dois sistemas”, que é visto como

Empresa da RAEM vai investir na construção de marina para iates em Xiamen

Turismo Visitantes em queda apesar de serem quase 10 milhões

Menos turistas

ais de 9,4 milhões de pessoas visitaram Macau nos primeiros quatro meses do ano, uma queda de 1,6% face ao mesmo período de 2012, indicam dados oficiais ontem divulgados pelos Serviços de Estatística e Censos. De acordo com os mesmos dados, entre Janeiro e Abril o número de excursionistas totalizou 51,9% do total de pessoas entradas na actual Região Administrativa Especial de Macau (RAEM). Os visitantes da China continen-

tal totalizaram 5,9 milhões de pessoas, ou 62,8% do total, traduzindo um crescimento de 5,9% face aos primeiros quatro meses de 2012 e reforçando o peso do turismo chinês na cidade, a única da China onde o jogo em casino é legal. Por outro lado, os 2,26 milhões de visitantes de Hong Kong e os 320.195 de Taiwan, outros dois importantes mercados do turismo de Macau, recuaram, respectivamente, 4,7% e 4,6% em comparação com o mesmo período de 2012. - Lusa

tiago alcântara

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um caso de sucesso na cooperação entre os dois mundos. Esta é também a opinião do doutorado. “Se formos olhar para as relações entre a China e os PALOP temos, por um lado, uma comunidade jurídica e a realidade chinesa, por outro. É nessa perspectiva que Macau pode contribuir nessas relações. Macau não pode ser um mero espectador mas mais inclusivo. Através de Macau facilmente poder-se ia aproximar as duas realidades jurídicas, a chinesa e lusófona.”, evidencia. Almeida Zacarias Machava está agora de regresso a Moçambique, onde irá leccionar na Faculdade de Direito da Universidade de Maputo. Ontem, defendeu a tese perante uma plateia de examinadores que incluía três académicos da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra - José Manuel Quelhas, Luís Pedro Cunha e Manuel Carlos Lopes Porto.

A empresa Macau AoXing Investment vai investir 230 milhões de patacas na construção da primeira marina de iates na cidade chinesa de Xiamen, que incluirá hotéis e ambiciona atrair à região corridas internacionais, informou ontem a imprensa local. A empresa sediada na Região Administrativa Especial chinesa conseguiu o terreno de 128 mil metros quadrados na baía de Xiang’an’s Dongkeng num leilão público realizado esta semana em Xiamen ao oferecer pela parcela 34,73 milhões de yuan, segundo avançou o portal What’s On Xiamen. O projecto, segundo o

mesmo portal, inclui a construção de hotéis, infra-estruturas comerciais, museus e uma marina e a empresa pretende vir a captar corridas internacionais de iates, feiras náuticas e outras actividades depois da sua conclusão. O presidente do Iate Clube Zhong’ao de Xiamen, Su Jianhua, disse que a empresa, com capital da Macau AoXing, pretende iniciar a construção nos próximos três meses e que a marina deverá estar operacional dentro de dois anos. O mesmo responsável indicou que a marina vai ainda organizar passeios de iate para o público. - Lusa


sexta-feira 24.5.2013

sociedade

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Habitação Macau vai ter mais de sete fracções de habitação devido à construção de mais 88 empreendimentos

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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acau vai ter mais de sete mil fracções de habitação, com a península de Macau a ser o local onde mais prédios vão nascer. As estatísticas são da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) e mostram que, até aos primeiros três meses deste ano, há 88 edifícios em construção – todos empreendimento privados. A maioria dos prédios estão localizados em Macau (71), seguindo-se Coloane (10) e Taipa, com apenas seis. Dos 88 edifícios em construção – e ainda não vistoriados -, 21 têm mais de 50 metros de altura, proporcionando cerca de 6622 habitações privadas. Estes estão previstos para acabar ou este ano ou nos próximos três. Já Coloane ocupa a maior fatia de fracções habitacionais em construção e a DSSOPT explica porquê. “Por causa do pub

tiago alcântara

Península e Coloane preferidos

início da construção de um empreendimento habitacional privado de grande dimensão localizado junto da Estrada de Seac Pai Van, que é com-

posto por cinco projectos individuais”, pode ler-se num comunicado da DSSOPT. Após a conclusão destes edifícios, a sociedade vai contar com mais

2640 casas e mais de mil lugares de estacionamento. A maioria das casas que serão disponibilizadas com a finalização da construção dos prédios (4500) serão T2 ou inferior. Os 88 edifícios vão ainda proporcionar mais de seis mil lugares de estacionamento. Além destes dados, a DSSOPT diz ainda ter recebido quatro pedidos de realização de vistoria em prédios concluídos e seis novos pedidos para a autorização de construção de prédios de habitação privados, que se acumulam com mais 239 outros – estes números implicam que possam ser disponibilizados em Macau mais de 30 mil casas. De acordo com a DSSOPT, alguns destes pedidos ainda não reúnem condições para ser aprovados. “Casos respeitantes a terrenos não aproveitados, edifícios altos, paisagem do património, legislação ou plano de pormenor [têm de ser mais analisados].”

Economia Fitch considera Macau muito dependente do jogo, mas mantém nota

A agência de notação financeira Fitch manteve a nota de Macau me ‘AA-’, mas deixa um alerta sobre a forma como é composta a economia de Macau. A Fitch considera Macau muito dependente dos casinos e das actividades relacionadas com o jogo, de acordo com a revista Macau Business. Esta avaliação é a quarta melhor nota, mas deixa no ar o alerta de que Macau é passível de riscos. Apesar de dizer que Macau dispõe de um sistema fiscal robusto, a Fitch realça a exposição de Macau à China continental e à política das autoridades do Governo Central relativamente ao jogo. O relatório diz que a economia local e as finanças públicas tornaram-se cada vez mais ligadas ao desempenho do sector do jogo. Recorde-se que as receitas dos casinos representaram 87,7% do Produto Interno Bruto e o Governo estima que tenha contado com esse sector para 76,5% da sua receita em 2012.


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nacional

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China propôs enviar mais de 500 soldados para o Mali, naquela que é a sua maior contribuição para uma missão de manutenção de paz das Nações Unidas, anunciaram na quarta-feira diplomatas com assento naquela organização em Nova Iorque. A decisão da China de enviar este contingente militar pode ser interpretada como uma tentativa de apaziguar as tensões com o ocidente no que diz respeito ao conflito na Síria e como uma forma de re-

Mali Pequim propõe envio de mais de 500 soldados para força de paz

Maior contingente forçar as suas relações com o continente africano, que lhe vende grandes quantidades de petróleo, além de outros recursos, afirmaram diplomatas e peritos citados pela AFP. O Mali enfrentou em

Março de 2012 um golpe de Estado organizado por soldados que culpavam o Governo pela humilhação do exército frente aos rebeldes tuaregues, que tinham começado uma revolta no norte do país dois meses antes.

Maior banco do mundo, o chinês ICBC, vai mudar de presidente

O actual vice-presidente do Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), Yi Hiuman, vai passar a presidente daquele que é o maior banco do mundo em lucros e capitalização do mercado, informou ontem a imprensa estatal chinesa. Yi Hiuman, de 49 anos, substituirá o até agora presidente, Yang Kaisheng, de 64 anos, à frente do banco desde 2005, disseram fontes da instituição financeira à agência Xinhua. Não foi, no entanto, avançada a data da entrada em vigor da nomeação. O ICBC, com activos de cerca 20,2 mil milhões de patacas, tornou-se a maior empresa do mundo cotada em bolsa, segundo o ranking revelado este mês pela revista Forbes, suplantando o grupo petrolífero norte-americano ExxonMobil. Yi Hiuman assume a liderança do estatal ICBC numa altura em que o Governo chinês lançou várias medidas “pró-mercado”, impulsionando uma menor intervenção do regime na economia nacional.

Produção industrial contrai pela primeira vez em sete meses

A produção industrial na China diminuiu em Maio pela primeira vez em sete meses, indicou ontem o HSBC (Hong Kong & Shanghai Bank Corporation), evidenciado um novo sinal da lenta recuperação da segunda maior economia do mundo. De acordo com os indicadores da actividade industrial, o Purchasing Managers Index (PMI) caiu para 49,6 este mês, depois de se ter fixado em 50,4 no final de Abril. O índice mensal mede as actividades de produção numa escala de 100 pontos, sendo que quando está abaixo de 50 sugere uma contracção da produção. A União Europeia e os Estados Unidos são os principais mercados das exportações chinesas. A publicação de indicadores negativos sobre a evolução da economia chinesa pelo banco britânico reflectiu-se ontem na negociação na Bolsa de Tóquio, que encerrou a sessão com o principal índice, o Nikkei 225, a cair mais de 7 %.

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Activistas ligados à Al-Qaeda tomaram conta da rebelião tuaregue, forçando forças francesas a intervir em Janeiro, numa tentativa de impedir o avanço para sul das forças islamitas. Cerca de 6.500 solda-

dos africanos, oriundos de países da África Ocidental e do Chade, encontram-se já no país e devem ser integrados na força de paz Minusma (Missão Integrada das Nações Unidas para a estabilização do Mali) criada no fim de Abril e composta por 12.600 capacetes azuis. O número total e a natureza das tropas chinesas que irão integrar as forças da ONU ainda não foram decididos, disseram os diplomatas. Pelo menos 155 mem-

bros do contingente proposto serão provavelmente engenheiros, indicou, ainda assim, um responsável da ONU, acrescentando que as negociações nesse sentido estão em andamento. A China rejeitou as missões da ONU como uma interferência indevida quando ela se juntou à organização em 1971. A China tem actualmente 2.000 elementos envolvidos em missões da ONU, a maior parte dos quais engenheiros, pessoal médico e de logística.

Diplomacia Viagem de Xi Jinping à América Latina inicia nova página nas relações com a região

Uma questão de estratégia

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presidente chinês, Xi Jinping, vai fazer uma visita oficial, entre os dias 31 de Maio e 6 de Junho, a Trindade e Tobago, Costa Rica e México. O director do centro de pesquisa sobre América Latina do Fundo dos Estudos Internacionais da China, Wu Changsheng, disse que a visita de Xi

Jinping vai iniciar uma nova página nas relações entre China, a América Latina e o Caribe, além de revitalizar as relações bilaterais entre a China e estes três países. Wu disse que esta é uma visita estratégica e também uma grande acção diplomática após a mudança da

liderança chinesa. A visita de Xi Jinping reflecte a estrutura estratégica da diplomacia do novo governo que terá uma grande influência na cooperação entre a China e aquela região. O ex-embaixador da China na Costa Rica, Li Changhua e o ex-embaixador chinês em Trindade e Tobago, Yang Youming, consideram que o intercâmbio entre a China e a América Latina tem tido uma boa tendência de desenvolvimento nos últimos anos. A visita do presidente Xi Jinping mostra uma disposição sincera da China em promover as relações de cooperação amistosa com os países da América Latina e do Caribe, afirmaram os diplomatas. Existe o pleno consenso de que a visita de Xi Jinping vai reforçar ainda mais o intercâmbio de alto nível entre a China e os países visitados. A amizade entre os líderes é também uma importante força para promover as relações bilaterais. A viagem à América Latina é uma acção que coloca em prática o conceito diplomático do país sobre a reciprocidade e o desenvolvimento comum, informa a rádio China.


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região

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Santa Sé Papa reza para que católicos chineses sejam fiéis a Roma

Francisco renova apelo de Bento XVI O

papa Francisco pediu esta quarta-feira aos católicos de todo o mundo para rezarem para que os crentes chineses continuem “a anunciar” o Evangelho e “sejam fiéis à Igreja e ao sucessor de Pedro”. No final da audiência geral semanal, perante mais de 50.000 pessoas reunidas na praça de São Pedro, o Papa lembrou que na sexta-feira se celebra a festividade “da Virgem Maria venerada com grande devoção no santuário de Sheshan, em Xangai”. Francisco renovou o apelo que o Papa emérito Bento XVI fazia todos os anos, por ocasião da festividade. “Convido todos os católicos do mundo a unirem-se em oração com os irmãos e irmãs que estão na China, para pedir que anunciem com humildade e alegria Cristo (...) e serem fiéis à sua Igreja e ao sucessor de Pedro”. É preciso rezar para que estejam “ao serviço do país e dos concida-

dãos de forma coerente com a fé professada”, disse o Papa. “Maria, Virgem, fiel, apoia os católicos chineses, torna os seus compromissos difíceis sempre os mais preciosos aos olhos do Senhor”, orou. Os católicos chineses - 5,7 milhões, de acordo com as estatísticas oficiais, 12 milhões, segundo fontes independentes - estão divididos entre a Igreja oficial, dependente das autoridades comunistas, e uma Igreja dita “silenciosa” ou “clandestina”, que obedece ao Vaticano. A divisão refere-se principalmente à ordenação dos bispos, sobre a qual o Vaticano exige o restabelecimento da sua autoridade. Os católicos fiéis a Roma sofrem várias limitações, perseguições e humilhações e os que estão submetidos ao controlo de uma associação patriótica. No final de Abril, o Vaticano saudou a memória de uma grande personalidade católica, Aloysius Jin Luxian, bispo de Xangai, que pertencia à Igreja católica oficial e morreu com 96 anos. Este padre era uma figura amada, mas controversa, criticado por alguns por ser demasiado próximo do regime. No entanto, este jesuíta era respeitado além da Igreja oficial. Durante cerca de duas décadas foi detido pelas autoridades comunistas, até 1972.

Ilhas Diaoyu Nova incursão de navios chineses registada ontem

Rotina habitual

T

rês navios do Governo chinês entraram ontem nas águas territoriais das ilhas disputadas com o Japão no Mar da China Oriental, informou a guarda costeira nipónica, citada pela AFP. Os navios patrulha marítima entraram pelas 9h30 na zona de cerca de 22 quilómetros ao largo do arquipélago das Diaoyu, administrado pelo Governo nipónico, e reivindicado pela China. A mais recente incursão realizada pela China na região remonta a 5 de Maio. No fim de Abril, navios governamentais chineses realizaram acção idêntica, ao entrarem nas águas em volta do arquipélago, o que levou o Japão a convocar o embaixador da China para protestar. A China envia regularmente

navios, e pontualmente aviões, para a região desde que o Estado nipónico nacionalizou, em Setembro, três de cinco ilhas do arquipélago, após aquisição a um proprietário privado japonês. Face ao recrudescimento das tensões, Tóquio anunciou a constituição de uma força especial de 600 elementos e 12 navios para patrulhar e defender as Diaoyu situadas a 200 quilómetros a nordeste da costa de Taiwan, que as reivindica igualmente, e a 400 quilómetros a oeste da ilha de Okinawa, no sul do Japão. O primeiro-ministro Shinzo Abe advertiu, em Abril, que o Japão responderia “pela força” contra qualquer desembarque chinês nas ilhas.

Timor-Leste Missão empresarial portuguesa analisa prioridades de investimento

Apalpar terreno

U

ma missão empresarial portuguesa, organizada pelo Banco Espírito Santo, chegou ontem a Timor-Leste para analisar as prioridades de investimento no país, nomeadamente nas áreas das infra-estruturas e da habitação social. “É uma missão empresarial grande e com muito interesse (...), o nosso objectivo como banco é, no fundo, perceber exactamente quais é que são as prioridades

de investimento no país e que se enquadrem na estratégia de desenvolvimento”, afirmou o director coordenador do departamento da Unidade Internacional Premium do Banco Espírito Santo, Ricardo Bastos Salgado. A missão, organizada em conjunto com a Câmara de Comércio e Indústria Indonésia-Portugal, com o apoio das embaixadas de Timor-Leste em Lisboa e de Portugal em

Díli, inclui 12 empresas portuguesas. “Estamos com uma mente perfeitamente aberta para ver quais são os projectos de infra-estruturas - e sabemos que há projectos de infra-estruturas importantes para serem desenvolvidos -, mas também uma outra área que nos interessa olhar é a da habitação social e saber quais os projectos nesta área e como podemos participar”, disse Ricardo Bastos Salgado.

Tailândia Crocodilo infiltrou-se no parlamento e levou horas a ser capturado Funcionários do zoológico de Banguecoque necessitaram de várias horas para capturar um crocodilo de dois metros que se infiltrou no sistema de ventilação do Parlamento da Tailândia, informou ontem a imprensa local. Na quarta-feira, um jornalista alertou as autoridades depois de avistar o réptil através do tejadilho do edifício, onde estão instalados os tubos de ventilação. Os funcionários do hemiciclo tailandês tentaram sem sucesso atrair o crocodilo com um pau, mas o barulho e agitação assustou o animal, relatou um deles ao “Bangkok Post”. O réptil acabou por ser capturado após a intervenção de uma equipa especializada do zoo Dusit, e de membros do gabinete para a Prevenção de Desastres, que tiveram de desmontar várias partes do tecto. As autoridades desconhecem como é que o crocodilo conseguiu entrar no parlamento tailandês, situado ao lado do zoológico.


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entrevista

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sexta-feira

Celina Veiga de Oliveira, editora e investigadora da História de Macau

Helder Fernando info@hojemacau.com.mo

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rofessoraem várias frentes: no Liceu Nacional Infante D. Henrique, Escola do Magistério Primário, Escola Técnica dos Assuntos Chineses, Escola Superior de Línguas e Tradução do Instituto Politécnico de Macau. Fez investigação histórica no Arquivo Histórico e no Tribunal da Comarca local, assessora da Fundação Macau, coordenadora do Gabinete Técnico do Ambiente, assessora para a Cultura do Governador Rocha Vieira. Não é tudo, Celina Veiga de Oliveira, o entusiasmo, a irrequietude cultural à flor da pele, mas de profunda consistência, deixou marca em organismos como a Comissão dos Descobrimentos, a Revista Administração de que foi directora-executiva durante anos, o conhecido entusiasmo em cada projecto cultural que tornou ou ajudou a tornar realidade. Há dois dias lançou no Instituto Internacional de Macau, repleto de assistentes, mais um livro da sua editora, a Tágide, sobre Macau e o continente chinês no séc. XVIII: Mercadores do Ópio, de Maria Helena do Carmo. De novo em Macau e, como sempre, motivada por temas desta terra... Rever Macau, e já estava cheia de saudades, alguns bons amigos, que fazem falta, e apresentar um livro da Tágide: Mercadores do Ópio – Macau no Tempo de Quianlong, de Maria Helena do Carmo, uma historiadora que tem uma dedicação enorme à história desta terra. Este projecto editorial tornado realidade insere-se totalmente na política editorial da sua editora, a Tágide? O mais possível. A Tágide é uma editora que privilegia temas orientais – Goa, Macau, China, Japão – e a Lusofonia. Mercadores do Ópio – Macau no Tempo de Quianlong, o que é?

tiago alcântara

“Macau tem História, cruzamentos de povos, provincianismo, talentos e também o seu reve É um romance histórico sobre o século XVIII de Macau e da China, durante 6 décadas, ocupando todo o reinado do imperador Quianlong. É uma saga familiar, a história da família Vicente Rosa, rica e influente, que assenta a fortuna e o poder no comércio marítimo. Quem foi esse Manuel Vicente Rosa, personagem real, que existiu de facto naquela época e cujos actos e circunstâncias consequentes relatados no livro são verdadeiros, como afirma a autora, Maria Helena do Carmo? O “patriarca”, Manuel Vicente Rosa, é um reinol casado com uma rica senhora macaense. Mas aumenta, com a sua inteligência e diplomacia, o património da mulher. Não tem filhos e manda vir do reino dois sobrinhos, que vão continuar a sua obra. O mais velho, Simão, casa com uma jovem macaense, torna-se influente, tem uma posição social elevada no Senado da Câmara e é uma das figuras tutelares do livro. Uma incursão algo profunda pela sociedade macaense e chinesa do século XVIII, então? Precisamente, mas não apenas. A autora não se confina ao território de Macau, vai até à corte imperial e abre-nos as portas da Cidade Proibida e do imperador Quianlong, referindo-nos os seus gostos, a sua sensibilidade artística, os seus caprichos e os seus amores. Há uma história de amor, trágica diga-se, que é muito bonita e que foi muito bem escrita pela autora Maria Helena do Carmo. O livro termina com a morte de Quianlong. Proponho que fale da sua editora, a Tágide. A Editorial Tágide é uma editora pequena, que publica pouco, mas bom. Normalmente procura assinalar datas e acontecimentos da nossa história. Em 2011, publicou-se um livro muito interessante: As Maçãs Azuis – Portugal


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singularidade de Macau. Esta singularidade não é retórica: existe mesmo, e Macau será tanto mais apreciado quanto maior for essa marca civilizacional. Somos dois povos antigos e com uma grande cultura. Podemos aprender muito um com o outro, com o que de melhor cada um tem.

, cosmopolitismo, erso” e Goa, 1948-1961, de Edila (Dutra de Andrade) Gaitonde, a primeira portuguesa, católica, que casou com um hindu, o Dr. Pundlik Gaitonde, médico goês que conheceu em Lisboa. E desvenda-nos nesse livro o interior das famílias brâmanes hindus, universo que até aí era muito pouco conhecido, a vida em Goa, a beleza das praias, o cosmopolitismo de Nova Deli, a multicolorida cidade de Bombaim, sei lá, tanta coisa! Também publicámos um romance histórico da mesmo autora, sobre o século XVI em Goa, A Cruz de Fogo – Amor e Ódio em Goa no Tempo de Garcia de Orta, está pronto e vai sair em breve. Este ano assinalam-se os 450 anos da 1.ª edição de Colóquios dos Simples e Drogas da Índia, de Garcia de Orta, em Goa. E por isso aqui está um livro a enaltecer essa figura maior da ciência portuguesa. Em fase de conclusão, está uma antologia de contos lusófonos – Um Mar de Contos - que tem também participação de escritores de Macau, portugueses e chineses. Normalmente as editoras evitam falar sobre os critérios de selecção, é o seu caso? O critério da Editorial Tágide é a qualidade do tema e da escrita, claro! Escreve-se bem em Portugal, mas também se escreve muito mal. Uma das situações mais difíceis costuma ser a distribuição. A distribuição é um problema. As editoras pequenas não têm capacidade para serem autónomas neste capítulo. Se eu tivesse um investidor rico e com bom gosto, outro galo cantaria. Mas assim… Quem faz a distribuição da Tágide é a Gradiva, uma editora que ombreia em qualidade com os grandes impérios editoriais. Mas é justo que seja dito que a Tágide, apesar de pequena, vai sendo cada vez mais conhecida e é muito solicitada para editar. Os nossos lançamentos são sempre momentos culturais bem conseguidos, provavelmente diferentes de alguma rotina.

entrevista

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Como lembrou, escreve-se muito em Portugal e também se publica bastante. Onde fica a exigência do leitor? Há vários públicos, os que querem qualidade, os que ‘assim, assim’, os que ‘nem por isso’. É como tudo! Mas eu acho que os mais jovens gostam de ler, apesar da concorrência dos jogos de computadores e do lixo televisivo.

Há uma história de amor, trágica diga-se, que é muito bonita e que foi muito bem escrita pela autora Maria Helena do Carmo. O livro termina com a morte de Quianlong Macau, seja do passado, do presente ou do futuro, é tema inspirador? Sem dúvida! Não é fácil encontrar um lugar tão pequeno e tão mágico como é Macau. Está aqui tudo: História, com letra grande, cruzamentos de povos, cosmopolitismo, provincianismo, talento(s), amizades e também o seu reverso. Há melhores ingredientes do que estes para um bom livro? Para não falar da beleza do pôr-do-sol, que por

acaso, na ocasião desta minha vinda, ainda não fez o favor de dar o ar de sua graça. Só tem chovido e de que maneira! Mais de duas décadas em Macau, como professora, autora e co-autora de obras fruto de investigação da História de Macau, e tendo exercido outras funções de âmbito cultural, como observa os dias que passam nas relações entre os dois povos? Ainda faz sentido ter como referencial o enorme património de hábitos, relações e cultura entre portugueses e chineses? Boa pergunta! Mas julgo que depende das circunstâncias. Por exemplo, em Portugal: há muitas pessoas - as que viveram a experiência de Macau e que se consideram, por isso, privilegiadas, entre as quais eu me incluo, que sentem o relacionamento entre os dois povos como devendo ser mais fortalecido, mais presente. Aqui em Macau esse relacionamento, a nível pessoal, é muito bom. Tantos anos depois de ter partido, eu venho e fico em casa da minha amiga Fong U – ou Fuí, como entre amigos carinhosamente a chamamos; os alunos do 1.º curso, salvo erro, de intérpretes-tradutores da Escola Técnica dos Assuntos Chineses, que são todos doutores e que ocupam hoje postos muito importantes na administração ou na actividade

privada, celebraram na terça-feira, comigo, num belo jantar num hotel da cidade, esse tempo fantástico em que eu aqui ensinava História de Macau. A nível institucional, julgo que os responsáveis políticos estão conscientes da importância do legado histórico para afirmar a

pub

A vivência em Macau terá contaminado as suas filhas, Filipa e Leonor. Ambas, pelo que sei, têm o Oriente como referência. Pudera! A Filipa chegou cá com quatro anos e a Leonor com dois! Fizeram cá todo o percurso escolar (embora a Filipa tivesse frequentado o Colégio Moderno em Lisboa entre os três e os quatro anos). São muito orientais, sem dúvida, mas isto acontece com quase todos os que viveram em Macau muitos anos. Agora são as minhas duas netas, a Carlota e a Johanna, que vivem a sua experiência oriental em Bali, onde a Filipa está a viver. O orientalismo da Leonor é talvez mais fundo, mais intelectual, porque ela fez o mestrado (clássico) sobre Arte Contemporânea Indonésia, ela fala bahasa!, e

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agora está em Leiden a fazer o doutoramento em Arte Contemporânea Asiática, que vai incluir Macau também. Nos últimos anos antes de 20 de Dezembro de 1999, data da transição de Macau para a administração chinesa, assessora para a Cultura junto do último Governador de Macau, o general Rocha Vieira. Quer falar dessa experiência pelos corredores do último poder digamos que colonial da História portuguesa? Como assessora para a Cultura do Sr. Governador, vivi um tempo muito interessante, sob o ponto de vista intelectual, pelas inúmeras solicitações que tivemos de enfrentar naqueles últimos tempos de responsabilidade administrativa. E também um pouco cansativo porque era preciso fazer muito e bem. Todos nós nos esforçámos por atingir esse objectivo. Foram tempos inesquecíveis, porque quando o “homem do leme” tem as características do último Governador de Macau, o difícil fica menos pesado. Foi uma honra que nunca esquecerei ter trabalhado com o General Vasco Rocha Vieira.


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reportagem

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Não-residentes Estudantes da China continuam a gerar debate aceso

Medida que “bajula o Governo Central” ou “direitos dos residentes locais ignorados”. São algumas das opiniões dos residentes sobre a polémica medida que poderá permitir que os estudantes do continente possam continuar a trabalhar em Macau, depois de uma associação local ter lançado uma recolha de assinaturas contra a medida Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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preconceito contra os estudantes do continente, estudei na Universidade de Ciências e Tecnologia (MUST) e acho que são bem vindos os que sejam qualificados, para reforçar a sociedade, tal como nós, residentes. Também acredito que os estudantes locais têm capacidades suficientes para enfrentar os desafios da sociedade.” Porém, Lavin Hou considera que “não há limites para a entrada de pessoas do continente em Macau, e é fácil questionarmo-nos se o Governo da RAEM estará ou não a bajular o Governo Central através desta política. Estou contra porque o Governo não tem planos específicos e mostra vontade de avançar com esta

politica. Há falta de capacidade de decisão e estou preocupada quanto ao futuro de Macau”. A antiga estudante do curso de comunicação questiona ainda a qualidade dos licenciados. “O Governo disse que a política é para atrair os profissionais para que possam servir Macau, mas podemos chamar de profissionais os recém-licenciados? É difícil convencer as pessoas.” Lavin Hou diz ainda que a maior preocupação dos jovens locais, que estão contra esta politica, não é apenas a falta de emprego, mas sim o facto do “Governo estar a ignorar o interesse dos residentes locais”. “Se os governantes insistirem em aplicar esta

política, de certeza que vão criar uma divisão social.” Na página da MTAU há ainda mais opiniões dos residentes. Filipa Chan questiona “se a nova política for para atrair os profissionais estrangeiros, então como fica a actual política que o Governo criou para a emigração técnica?”. Leong Iu Si é outra residente que se mostra contra, afirmando que Macau já tem uma via para a importação de trabalhadores estrangeiros, considerando que “não é preciso dar mais privilégios aos estudantes do continente”. Louis Kou acredita que, como o território é pequeno, a vinda de um grande grupo de estudantes da China pode fazer disparar os

Chan Chak Mo defende selecção de licenciados

Na edição de ontem do jornal Ou Mun o presidente da Associação dos Jovens Empresário de Macau, Ma Chi Seng, disse que apesar da taxa de desemprego de 2% ainda é necessário importar mão-de-obra estrangeira, porque as universidades locais formam, na sua maioria, profissionais de Gestão e Direito, faltando graduados em áreas como a Matemática, Física, Química ou outros cursos comuns a outras universidades a nível mundial. “A abertura aos estudantes não-residentes é uma maneira rápida e fácil de resolver a escassez de recursos humanos nas Pequenas e Médias Empresas (PME). Mas a politica não pode fomentar o desemprego junto dos locais.” Já o deputado Chan Chak Mo defende a selecção de 5% de um grupo de dois mil licenciados estrangeiros para uma entrevista com empresas, porque áreas como o sector das exposições necessitam de mais recursos humanos. Chan Chak Mo diz ainda que a permanência de estudantes estrangeiros é apenas um direito ao trabalho, não se tratando de emigração técnica. Já a deputada Kwan Tsui Hang disse que o sector dos operários sempre esteve contra o facto de estudantes estrangeiros poderem trabalhar em Macau, e que a sociedade “nunca chega a um acordo”. Kwan Tsui Hang diz que não é totalmente contra a permanência dos estudantes, mas mostra-se contra o método. “O Governo deve garantir que os estudantes são mesmo necessários para a sociedade, o mesmo para os cursos que estes tiram”, defende a deputada, que diz que as politicas para a importação de trabalhadores estrangeiros e a imigração técnica já estão nas mãos dos patrões, e que o Governo precisa terminar com isso. “Os pedidos devem responder a uma necessidade económica, se não o Governo não deve aprovar.”

Lista Nova Esperança contra política dos estudantes do exterior

tiago alcântara

Macao Tri-DecadeAction Union (MTAU) iniciou ontem uma actividade de recolha de assinaturas dos residentes contra a política de captação de estudantes não-residentes vindos do continente. Os participantes são também convidados a escrever o que pensam sobre o assunto na página oficial da entidade no Facebook. Lavin Hou, empregada de escritório, foi uma das participantes e falou ao Hoje Macau sobre o assunto. “Não tenho nenhum

tiago alcântara

Governo acusado de “ignorar” interesses dos locais

preços da habitação devido à grande procura.

“Complicada e sem bases”

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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nstados a comentar sobre a situação de estudantes do exterior no mercado de trabalho local, José Pereira Coutinho e o recentemente apresentado número dois, Leong Veng Chai, mostraram-se contra a permanência desses estudantes no território. Leong Veng Chai diz

que há ainda falta de bases para esta aceitação. “De acordo com as notícias [essa política] é muito superficial. Basta ter boas notas para ficarem cá? São especialistas só porque vêm da China e estudam em Macau? Então os de Macau são o quê? Quais são os critérios para que sejam considerados especialistas?” Leong Veng

Chai diz que a forma correcta para esta política é seguir o mecanismo actual: efectuar o pedido ao Instituto de Promoção do Investimento e Comércio de Macau (IPIM). “Esse organismo é quem avalia os especialistas que Macau precisa.” Já Pereira Coutinho diz que é muito complicado aceitar esta política, quan-

do não há um mecanismo de responsabilização dos titulares dos principais cargos, que podem utilizar a sua influência para beneficiar da política, colocando amigos ou familiares em Macau. “Vamos ter que defender os estudantes de Macau, ao não permitir que pessoas do continente tenham trabalho pela porta do cavalo.”


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vida

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Poluição ETAR de Coloane sem culpa no aparecimento de água com espuma

“Tudo normal no funcionamento” joana.freitas@hojemacau.com.mo

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Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) assegura que tudo está bem na Estação de Tratamento das Águas Residuais (ETAR) de Coloane. Em resposta dada ao Hoje Macau, depois de ter sido detectada espuma nas águas descarregadas pela ETAR, o organismo revela ter recebido o relatório da análise às águas. Análise que, diz a DSPA, foi feita por uma terceira entidade. “Recebemos o respectivo relatório da análise e terminámos a análise do mesmo e, no que respeita à qualidade das águas junto da ETAR de Coloane, concluiu-se que

Peixes mortos não preocupam

tiago alcântara

Joana Freitas

Sobre a notícia avançada esta semana pelo Hoje Macau no que diz respeito ao aparecimento de peixes mortos na areia e águas de Cheok Van, a DSPA assume não ter recebido nenhum queixa. Presente no local, o Hoje Macau testemunhou, pelo menos, uma dúzia de peixes mortos, tanto na praia, como no mar e, apesar da existência de nadadores salvadores de vigia na praia, não havia qualquer aviso para a não permanência de nadadores nas águas, estando diversas pessoas a nadar. “Após terem sido consultados os registos, não foi recebido, ultimamente, qualquer reclamação relativamente a peixes mortos em Cheoc Van”, diz a DSPA. Sobre o assunto, o organismo diz também não poder avançar mais nada, reencaminhado a responsabilidade e competência de monitorizar e avaliar a qualidade das águas para os Serviços de Saúde. “Sugerimos que consulte essa Direcção de Serviços para obter informações.”

os resultados das análises sobre os metais pesados e as substâncias tóxicas satisfazem todos aos critérios

Tuberculose resistente Solução pode passar pela vitamina C Por agora, a ideia ainda não saiu dos laboratórios, mas os dados preliminares são entusiasmantes: os casos de tuberculose mais resistente aos antibióticos convencionais podem ter uma melhoria significativa se ao tratamento for adicionada vitamina C. A descoberta foi feita por mero acaso, por um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina Albert Einstein da Universidade de Yeshiva, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. E acabou por resultar num estudo agora publicado na edição online da revista científica Nature Communications. De acordo com os investigadores, a ideia principal passa por conceber novos medicamentos para a tuberculose onde ao antibiótico seja adicionada a vitamina C, o que, além de revelar melhores resultados, também parece conseguir encurtar o tempo de tratamento

(que, muitas vezes, vai de seis meses a dois anos) e torná-lo mais barato. Porém, por agora, os testes ainda não saíram do laboratório e não se sabe que resultado terá o mesmo tratamento em humanos e que doses seriam necessárias. A infecção por tuberculose, uma doença que afecta os pulmões, é causada por estirpes da espécie de bactéria Mycobacterium tuberculosis. Em 2011, as estimativas da Organização Mundial de Saúde apontam para que tenha infectado 8,7 milhões de pessoas em todo o mundo, matando 1,4 milhões. O problema é que, ao mesmo tempo que se tem conseguido reduzir o número de novos casos de tuberculose em todo o mundo, estão a aumentar as situações em que os doentes não respondem aos antibióticos que existem – e que são praticamente os mesmos há várias décadas.

constantes do Anexo X do Regulamento de Abastecimento e Drenagem”, frisa a DSPA.

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Os problemas começaram no mês passado, quando foi detectada espuma que poderia indicar a presença de substâncias nocivas à saúde. A DSPA já tinha avançado que, recentemente, têm chegado à ETAR resíduos como óleos e gorduras, descarregados ilegalmente por consumidores. O organismo diz, no entanto, que nada de ilegal se passa na ETAR. “O actual funcionamento da ETAR de Coloane está normal e, segundo os registos sobre a situação dos animais e da flora, as espécies de seres vivos mantêm-se basicamente estáveis, assim como o crescimento dos mangais. As actividades das aves também se mostram normais”, salienta a resposta da DSPA ao Hoje Macau. A empresa não deverá ser, por isso, multada, como tinha avançado a DSPA caso se registassem problemas com as descargas.


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cultura

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Arte Chinoiserie no Museu de Macau

Inaugura amanhã, no Museu de Macau, a exposição Chinoiserie, Mundo de Fantasia. Missionários europeus entraram na China a partir de meados da dinastia Ming, levando conhecimentos de filosofia, religião, ciência, tecnologia e arte chinesa para a Europa. Assim, durante o período florescente que vai do Imperador Kang Xi ao Imperador Qian Long, do princípio do séc. XVII ao final do séc. XVIII, houve um entusiasmo generalizado pela Chinoiserie em toda a Europa. Na época, os europeus apreciavam e procuravam produtos chineses assim como gostavam dos estilos e costumes chineses, uma moda que permeava muitos aspectos da vida europeia. Organizada conjuntamente pelo Instituto Cultural do Governo da R.A.E. de Macau e pelo Museu de Macau, esta exposição apresenta essencialmente a formação e o impacto da Chinoiserie em França, mostrando o conhecimento e o interesse dos europeus pela cultura chinesa. As peças em exposição provêm de Les Arts Décoratifs – Musée des Arts Décoratifs (Paris), Musée du Louvre -Département des Arts Graphiques, Cité de la Céramique - Sèvres et Limoges, Musée des Beaux- Arts et d’Archéologie (Besançon), e ainda da Wynn Resorts (Macau) S.A., abarcando cerca de 80 tesouros de arte, de pinturas a óleo e a gravuras, cerâmicas e tapeçarias. Chinoiserie, Mundo de Fantasia estará patente ao público até ao dia 18 de Agosto. - T.Q.

Teatro Amochai Divoto no Centro Cultural

Amanhã e Domingo, sempre pelas 20:00, o Grupo de Teatro Dóci Papiaçám di Macau sobem ao palco do Centro Cultural. Miguel de Senna Fernandes, escreveu e encenou Amochai Divoto, uma história de amor, rivalidades e política. Ernesto e Amália estão unidos pelo amor, mas separados pelas respectivas famílias, tradicionalmente rivais em todos os aspectos. O seu desejo de união definitiva é dificultado quando se acentua a guerra familiar, pelo facto de cada uma das famílias apoiar forças políticas opostas no rescaldo de umas eleições políticas em Macau. Uma vez mais Miguel de Senna Fernandes surge como o principal rosto na defesa do patuá de Macau. Língua crioula, em vias de extinção, falada em casa e em situações informais pela comunidade macaense de Macau, o patuá tem a sua base vocabular no português, bem como no malaio, cingalês, inglês e espanhol e, a partir do séc. XIX, também no dialecto cantonense. O Teatro em Patuá foi inscrito, em 2012, na Lista de Património Cultural Imaterial da R.A.E. de Macau, sendo este dialecto considerado pela UNESCO uma língua em sério risco de extinção. O grupo de teatro em patuá Dóci Papiaçám tem como objectivo preservar este dialecto único, apresentando peças humorísticas e originais nesta linguagem, baseadas em acontecimentos da sociedade e costumes locais e protagonizadas por naturais da cidade. - T.Q.

Poesia Novo livro de Herberto Helder, Servidões

Chega na segunda-feira às livrarias, com a chancela da Assírio & Alvim, um novo livro de Herberto Helder, Servidões , que reúne largas dezenas de poemas inéditos. Tal como os anteriores títulos de Herberto Helder, Servidões não será reeditado autonomamente, embora seja de admitir que venha a integrar uma próxima edição de Ofício Cantante, a sua poesia completa. Dado que a tiragem deste novo livro não excederá os cinco mil exemplares, tudo indica que terá o mesmo destino de A Faca Não Corta o Fogo, de 2008, que se esgotou num mês. Mais uma vez, depois de a energia e a capacidade de inovação de A Faca Não Corta o Fogo terem assombrado os que não julgavam possível uma tal voltagem poética num autor de 80 anos, Herberto Helder repete o milagre. Servidões abre com um texto em prosa construído a partir de três textos anteriores. É significativo que Herberto Helder tenha querido iniciar este livro com um texto marcadamente autobiográfico, que começa com a sua infância na Madeira, povoada de “visões” e “vozes” que terão contribuído para selar precocemente o seu destino de poeta. Embora a proximidade da morte seja um tópico recorrente em Servidões, nem há aqui melancolia alguma, nem o corpo que se lê nestes poemas dá grandes sinais de decadência física. Mas o que é realmente digno de assombro não é tanto isso, é um cérebro de 82 anos ser capaz desta intensidade criativa. - T.Q.

Arquitectura O professor chinês, os micróbios eléctricos e a purificação da água

Uma casa pequena para Sage Rad Tiago Quadros

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ada vez mais pessoas optam por construir a sua própria casa, minúscula, e viver nela. A consciência ecológica, a filosofia do “faça você mesmo”, a crise financeira e do sector imobiliário foram as condições para que o movimento eclodisse. Nos Estados Unidos daAmérica, e um pouco por todo o mundo, cada vez mais pessoas optam por construir a sua própria casa. Só assim se sentem donas das suas vidas. Já as moradas podem parecer estranhas. Sage Rad, por exemplo, vive no “Quintal do n.º 50 da Rua W…” O número 50 corresponde a uma casa enorme, de madeira, idêntica a todas as outras de Roslindale, um bairro quase tão distinto como tantos outros no centro de Boston. Esta é a morada de Sage, uma cabana de madeira que ele próprio construiu, há quatro anos, num quintal emprestado. O contexto é polvilhado de materiais vários, como tábuas, troncos, quadros, espelhos, baldes, cadeiras e mesas, serviços de porcelana, plásticos, relógios, vasos, escadotes, candeeiros, guitarras, galinhas… O seu mundo escapa a qualquer arrumação lógica.

A cabana, o terreno à volta, e a garagem, transformada em oficina. Contíguo ao seu quintal, existe um enorme campo de golfe. Por vezes, as pequenas bolas brancas aterram no mundo de Sage, como meteoritos provenientes de uma galáxia hostil. Sage nunca as devolve. No interior da pequena casa há um fogão para cozinhar e uma salamandra para aquecer. A electricidade é fornecida por painéis solares instalados no exterior. Uma cama, num beliche, e nas paredes prateleiras com centenas de frascos, latas, recipientes, facas, utensílios de cozinha, fruta, nabos, cebolas, ovos, chávenas e bules de chá, quadros, papéis pendurados. Por baixo da cama é o lugar da roupa, razoavelmente amarrotada. Por cima do colchão, e atrás do saco-cama engelhado, dispõem-se os livros, alinhados como num escaparate. Em destaque, à cabeceira, A Origem das Espécies, de Darwin. A madeira é utilizada por Sage enquanto matéria-prima de uma arquitectura não convencional para, de modo intencional, se diferenciar. Na cabana de Sage, mas também em tudo o que constrói – paredes exteriores, divisórias interiores,

tectos, pavimentos, isolamentos, móveis, escadas e janelas – a madeira está presente. O que Sage Rad propõe é que sendo a madeira tão multifacetada, de modo inverso deveria ser possível criar uma arquitectura que satisfizesse todas as funções mediante um único processo e um único método para usar diferentes tipos de madeira. Trata-se de uma inversão da versatilidade. A partir dela surge uma nova arquitectura que mantém a condição indiferenciada de um todo harmonioso, anterior à divisão de funções e papéis. Com efeito, ela transcende o que costumamos designar de “madeira” e torna-se numa “existência”, num material completamente diferente. E as galinhas parecem saber coabitar da melhor forma com o microcosmos de Sage – sobre as prateleiras da comida, debicando aqui e ali, esvoaçando pela casa.

O essencial

Sage Rad (abreviatura de Radachowski, o seu apelido eslovaco), de 39 anos, não concorda com a actual organização da sociedade, portanto decidiu não gastar dinheiro. Consegue tudo por outras vias, garantindo sempre aquilo que precisa

mais: comida, água, abrigo e calor. Trata-se de um exercício de simplificação total, onde não existe espaço para a aquisição de bens por intermédio de dinheiro. A comida, Sage procura-a nos contentores de lixo, ou em alternativa encontra-a na floresta, cultivando também muito daquilo que come. As galinhas dão-lhe ovos, as abelhas o mel. Sage prossegue o objectivo de deixar de usar dinheiro. Procura ser livre mesmo que para isso, saiba que tem de viver nas margens do sistema. Sage vive das folhas de couve e do estrume que usa nas suas plantações. Vive daquilo que os outros deitam fora. É um respingador contemporâneo, nos materiais para construir a casa, a roupa, os sapatos. Sage Rad apresenta-se como carpinteiro, acrescentando que também trabalha em Harvard, na área da electrónica. Numa das universidades mais prestigiadas do mundo, Sage Rad está envolvido num projecto de investigação muito relevante. Sage trabalha com um professor chinês num projecto para produzir tecnologia de purificação de água, que será aplicada na China. Remover arsénico da água, eliminar a poluição. Sage e o professor chinês trabalham com micróbios e electricidade, no fundo são micróbios eléctricos. O processo chama-se bioelectrossíntese e, basicamente, consiste em ter micróbios a viver num pedaço de grafite, na lama. Outro eléctrodo, na água, produz algumas reacções metabólicas, que ajudam a purificar a água”. Na universidade, pedem-lhe que trabalhe a tempo inteiro, mas ele recusa. Vai lá apenas uma hora por dia.


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cultura

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Ai Weiwei Vídeo de artista plástico chinês descreve detenção em 2011

Insultos e caranguejos

O

artista dissidente chinês Ai Weiwei publicou esta quarta-feira na Internet um vídeo que descreve, de forma irónica e sombria, a sua detenção em 2011. No vídeo, que tem como título “Dumbass” (“Estúpido”), o preso Ai Weiwei surge com um capuz, onde está escrito “criminoso”, é interrogado, deixa a impressão digital num documento oficial, e levado para os duches, onde é observado pelos polícias. O vídeo tem cinco minutos, está recheado de insultos e mostra sanitas cheias de caranguejos, cujo nome em chinês se pronuncia como a palavra “harmonia”, um dos principais conceitos da propaganda do regime. Detido na primavera de 2011 durante 81 dias, Ai Weiwei explicou à agência noticiosa francesa AFP que criou uma “réplica exac-

ta” da cela onde esteve mantido, em segredo, para o vídeo. “Há tantos presos políticos na China que são mantidos em piores condições do que eu estive”, declarou o artista plástico. “Quando estava detido, os guardas pediam-me para cantar canções... mesmo

num tal lugar, as pessoas têm sempre imaginação”. O vídeo foi filmado pelo cineasta australiano Christopher Doyle, conhecido por ter trabalhado nomeadamente com o realizador de Hong Kong Wong Kar-wai.

Ai Weiwei será este ano um dos representantes da Alemanha na bienal de Veneza, que começa a 1 de Junho. “Ainda não recuperei o meu passaporte e as autoridades nunca me explicaram porque” o confiscaram, acrescentou o dissidente, que viajou recentemente para Hong Kong para denunciar, numa obra feita com latas de lei em pó, o problema da segurança alimentar na China. “Ainda não sei se posso ir a Veneza”, sublinhou. Ai Weiwei espera publicar este ano um álbum de ‘hard-rock’, intitulado “A divina comédia”, em parte inspirado pela obras do cantor britânico Elton John, que dedicou um concerto a Ai no ano passado. O vídeo pode ser visto em http://aiweiwei.com/music. Ai Weiwei é um dos mais conhecidos artistas plásticos chineses. Filho de um consagrado poeta, nasceu em 1953.

Literatura Opereta escrita por Eça de Queirós e Batalha dos Reis publicada

Inédito escondido há 120 anos A

opereta “A morte do diabo”, que Eça de Queirós escreveu com o crítico e diplomata Jaime Batalha Reis em 1869, até agora inédita, vai ser publicada em livro em Junho, revelou esta quarta-feira a Editorial Caminho. A morte do diabo, com libreto de Eça de Queirós e Batalha dos Reis e música do compositor Augusto Machado, não foi terminada nem chegou a ser estreada em palco. Mais de 140 anos depois, a investigadora Irene Fialho descobriu a partitura desta ópera cómica no espólio de Augusto Machado, na Biblioteca Nacional, em Lisboa.

“Não tinha qualquer título nem referência, mas vi que alguns versos remetiam para versos do Batalha dos Reis sobre Antero de Quental”, explicou Irene Fialho à agência Lusa. Da opereta, havia algumas referências em artigos de jornais da época, mas “há 120 anos que ninguém sabia dela”. O libreto de A morte do diabo, que é editado agora em livro juntamente com a partitura – “pronta a ser tocada e cantada” – com estudos de Irene Fialho, de Mário Vieira de Carvalho e de José Brandão, foi escrito sobretudo por Eça de Queirós e isso percebe-se nos versos, defendeu a inves-

tigadora. Irene Fialho descreve que “a cena [da opereta] passa-se no inferno, onde estão todos os diabos; e o inferno está muito chato, estão todos a morrer de tédio e começam a pensar que é melhor estar no Chiado – apesar de também ser chato – do que estar no inferno”. Para a estudiosa, a ópera cómica reflecte sobre Lisboa daquele tempo, mas o texto é actual, porque “se baseia na sociedade portuguesa”, como muitas outras obras de Eça de Queirós. “A morte do diabo” será editado pela Editorial Caminho, do grupo Leya, a 4 de Junho.

Concurso Estudante bolsista do Instituto Cultural vence com vídeo musical

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Criatividade “Made in” Macau

heok Wai Lei, natural de Macau que se encontra a estudar nos E.U.A. com uma bolsa do Instituto Cultural , ganhou o primeiro prémio no concurso de vídeos musicais ‘BomBom’, do duo americano de hip hop Macklemore & Ryan Lewis. O concurso decorreu entre

Fevereiro e Abril deste ano e após uma selecção que contou com mais de 200 submissões, a organização premiou Cheok Wai Lei, salientando a extraordinária criatividade do seu trabalho. Lei terá direito a uma viagem de ida e volta ao Festival Sasquatch 2013, o qual terá lugar em Seattle já esta sexta-feira.

Cheok Wai Lei, aluno do segundo ano do Curso de Cinema da Faculdade e Centro de Arte de Design (ACCD), na Califórnia, é um dos muitos estudantes bolsistas do IC no exterior. Lei afirmou que o prémio constitui um grande incentivo para prosseguir o seu

sonho de se tornar num cineasta, manifestando igualmente a sua firme vontade de continuar a persistir nas actividades criativas, contribuindo assim para o enriquecimento da indústria de cinema local e dando a conhecer ao mundo os criativos do cinema de Macau.

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Caminhos da Lusofonia no Instituto Internacional de Macau

O Instituto Internacional de Macau apresenta na próxima segunda-feira, 27 de Maio, pelas 18h, o projecto “Pernambuco-Macau nos caminhos da lusofonia”. Durante a apresentação terá lugar uma conversa com José Lobo do Amaral e com Adalberto Tenreiro subordinada ao tema “Macau, espaços no tempo – desenhos de vários autores, desenhos feitos no Brasil.”

Morreu o cantor Georges Moustaki

O cantor francês de origem egípcia e grega Georges Moustaki, morreu esta quinta-feira aos 79 anos em Nice. Nascido no Egipto filho de pais gregos, George Moustaki teve uma carreira de 50 anos. Retirou-se em 2009 devido a doença nos brônquios que o impedia de cantar. Na sua carreira, êxitos como «Méteque» e «Milord», interpretada por Edith Piaf, e também «Portugal», em homenagem ao 25 de Abril, adaptando a melodia de «Fado Tropical», de Chico Buarque, em que também invoca a situação política na Grécia, quando houve um golpe de estado em 1967.

Henri Dutilleux morre aos 97 anos

O compositor francês Henri Dutilleux morreu ontem em Paris aos 97 anos, informou a sua família. Descrito como “clássico moderno”, Henri Dutilleux é o autor de composições ousadas e ao mesmo tempo acessíveis. A sua última obra gravada, “Correspondances”, criada em 2003 em Berlim, foi lançada em Janeiro por ocasião do 97.º aniversário do músico. “É um dos poucos compositores contemporâneos que entrou para o repertório ainda em vida. Ele tinha isso em comum com Olivier Messiaen”, declarou à AFP o director da Orquestra Laurent Petitgirard e presidente da Sociedade de Autores, Compositores e Editores de Música (Sacem). “A sua obra permanecerá intensamente presente depois de sua morte”, acrescentou.


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desporto

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joão Monteiro

Chelsea Abramovich oferece a Mourinho 292 mil por semana A Imprensa inglesa revela que o multimilionário russo Roman Abramovich estará disposto a triplicar o salário de José Mourinho para garantir a sua contratação. De acordo com o Daily Star, a proposta apresentada pelo Chelsea é cerca de três vezes superior ao que José Mourinho ganhava quando chegou a Stamford Bridge pela primeira vez (2004). Mourinho, de 50 anos, terá entre as mãos uma proposta para um salário semanal em torno dos 292 mil euros e mensal na ordem dos 1.168 milhões. O clube inglês pretende o treinador português por quatro temporadas.

Benfica Duván Zapata colocado na rota das águias

O avançado colombiano Duván Zapata, que joga na Argentina, ao serviço do Estudiantes de La Plata, estará a suscitar o interesse do Benfica, segundo noticia a imprensa argentina. Internacional sub-20 pelo seu país - jogou com o portista James Rodríguez -, Zapata, conhecido por El Toro, tem 22 anos e já terá motivado contactos por parte de representantes do Benfica junto do Estudiantes de La Plata. O jogador estará avaliado em cinco milhões de euros e terá também clubes espanhóis interessados, sendo que o Benfica estará assim a tomar a dianteira.

Liga dos Campeões Elefante prevê que Bayern vai ganhar

Depois do sucesso das adivinhas do polvo Paul no Mundial de 2010, muitos animais têm sido utilizados para prever resultados de jogos de futebol. O mais recente caso é da elefante Nelly, que prevê que o Bayern de Munique vai ganhar o confronto alemão da final da Liga dos Campeões. Com duas balizas à frente, Nelly foi convidada a rematar uma bola na direção de uma das balizas. Rematou para dentro da baliza do Dortmund, pelo que, para os seus treinadores, o Bayern vai fazer um golo na baliza adversária e ganhar a Champions.

EUA New York City quer estrelas na mesma equipa

Uma verdadeira constelação de estrelas. Os New York City Football Club, clube que surge com os apoios do Manchester City e dos New York Yankees e que começara a competir na Major League Soccer a partir de 2015 sonha alta e já definiu alguns dos alvos que pretende contratar. De acordo com o Mundo Deportivo, a lista contempla os seguintes nomes: Ronaldinho Gaúcho, actualmente ao serviço do Atl. Mineiro, Xavi, do Barcelona, Andrea Pirlo, da Juventus, Lampard, do Chelsea, Ibrahimovic, do PSG, e Tevez, do Manchester City. Em Nova Iorque, os City Football Club vão rivalizar com os Red Bulls, clube onde actua Thierry Henry.

II Divisão Sporting vence Casa de Portugal e sagra-se campeão

Crónica de um título anunciado Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo

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festa já há muito se fazia adivinhada e no encontro de todas as confirmações os leões do território não defraudaram. O Sporting Clube de Macau festejou ao início da noite de ontem a maior conquista do seu historial recente, ao garantir de uma assentada o triunfo no Campeonato de Futebol da II Divisão e a consequente subida ao convívio dos grandes do futebol do território. A festa da formação orientada por Mandinho e por João Maria Pegado fez-se à custa das esperanças da Casa de Portugal. A formação do Organismo Autónomo Desportivo da colectividade presidida por Amélia António ainda não garantiu a permanência no segundo escalão, mas ontem, no campo da Universidade de Ciência e Tecnologia, não foi por falta de entrega e de ambição que o grupo de trabalho orientado por Pelé não consegui demarcar-se de forma mais arreigada dos lugares do fundo da tabela. No desafio do título, o Sporting Clube de Macau venceu, mas não convenceu de forma desafrontada e a culpa é da postura combativa com que a

Casa de Portugal se apresentou em campo. Com Cuco no banco no lugar do irmão Pelé, o onze rubro-verde entrou de forma frenética no desafio e inaugurou o marcador antes ainda do cronómetro assinalar os dois minutos de jogo. O tento madrugador foi apontado de cabeça por João Magalhães, na sequência de uma jogada geométrica da linha ofensiva do onze que alinha com as cores de Portugal. O golo teve o condão de fazer explodir de alegria o banco do Organismo Autónomo Desportivo, mas a festa durou menos de um átimo. Na jogada imediata, o Sporting conquista uma grande penalidade, depois de Paulo Santista ter derrubado um adversário em plena área à guarda de João Guedes. O guarda-redes da Casa de Portugal tentou o melhor que pode ensombrar a cobrança por parte de Leandro Fernandes, mas o avançado brasileiro não se intimidou e repôs sem dificuldade a igualdade no marcador. A partida continuou a evoluir de forma frenética e durante os primeiros vinte minutos a Casa de Portugal foi a formação que mais fez por conseguir chegar ao segundo golo, mas acabaram por ser os leões a marcar novamente. Uma desatenção defensiva do grupo de trabalho de emblema

orientado pelo são-tomense Pelé abriu as portas ao tento da vitória dos leões. Solto à entrada da pequena área adversária, Henrique Ferreira recebeu um passe atrasado de um colega de equipa e rematou sem oposição para o fundo das redes de João Guedes. A partir de então, o eixo de rotação da partida deslocou-se para o meio campo e o desafio perdeu interesse. Só no início da segunda parte se voltaram a ver ofensivas perigosas, com a Casa de Portugal a dar o tudo por tudo para inviabilizar a festa do Sporting. Com um instinto ofensivo mais apurado, os leões voltam a abeirar-se do golo à passagem da hora de jogo, mas o guarda-redes João Guedes consegue boicotar com sucesso o que poderia ser o terceiro golo do adversário, ao defender o remate de Leandro Fernandes. O Sporting Clube de Macau voltou a abeirar-se do golo a treze minutos dos noventa regulamentares, mas o guarda-redes da Casa de Portugal voltou a responder à altura ao assédio da linha avançada do onze verde e branco. Dois minutos depois, foi a vez da formação orientada por Pelé desperdiçar uma oportunidade de ouro para chegar ao empate, com Leonel

Fernandes a rematar ao lado da baliza leonina quando tinha tudo para fazer o golo.

Ninguém pára os leões

A entrega dos jogadores da Casa de Portugal não se revelou suficiente para impedir que o Sporting fizesse a festa. Os leões do território vão disputar na próxima temporada a Liga de Elite e a época de estreia da equipa no principal campeonato de futebol do território deve começar a ser perspectivada nos próximos dias, assegura Mandinho. O técnico, que foi com João Maria Pegado um dos obreiros da temporada excepcional protagonizada pelos leões, não escondia a satisfação por ter conseguido levar o Sporting ao principal escalão do futebol da RAEM na sua última temporada como jogador: “Não foi fácil e esta festa que hoje celebrámos só foi possível porque houve um grupo de jogadores que trabalharam com muita seriedade ao longo de uma temporada. O resultado desse trabalho está à vista e é portentoso a todos os níveis: o Sporting consegue subir à primeira divisão a quatro jornadas do fim do Campeonato e no meu último ano como jogador não podia pedir melhor”, remata o agora treinador dos leões.


sexta-feira 24.5.2013

[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB Sala 2

star trek: into darkness [b] Um filme de: JJ. Abrams Com: Benetic Cumberbatch, Alice Eve 14.30, 19.15

star trek: into darkness [3D] [b] Um filme de: JJ. Abrams Com: Benetic Cumberbatch, Alice Eve 16.45, 21.30 Sala 3

Fast & furious 6 Sala 1

Fast & Furious 6 [c]

Um filme de: Justin Lin Com: Vin Diesel, Paul Walker, Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

the great gatsby [b]

Um filme de: Baz Luhrmann Com: Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan 14.15, 16.45, 19.45

Aqui há gato

the great gatsby [3d] [b]

Um filme de: Baz Luhrmann Com: Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan 19.15

VERTICAIS: 1-Suprimiam. Tatu-bola (Bras.). 2-Arco. Enfado, cansaço (Interj.). A letra muda do nosso alfabeto. 3-Choquei, colidi. Pôr touca. 4-Impelira com força. 5-Aférese de até. Comprometi-me. 6-Condene a exílio. Combate, assalta. 7-Comportei-me. Duas vogais. 8-O m. q. Curricada, espécie de cegonha da América. 9-Que tem óleo. Em que parte?. 10-Puxador, pega. Rio que banha Berna. De ti. 11-Embarcação estreita, movida a remos. Telefonia (pl.).

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Barbeiro. Filtrai. 2-Pira, altar. Obrigado a sair. 3-Repare, observe. Que não é real. 4-Solicito. 5-Apartamento (abrev.). Indispensável, exacta. 6-Recíproco. Dar eco. 7-Que obteve formatura numa universidade. Rádio (s.q.). 8-Relativo a urina e ao canal da ureta. 9-Bonacheirona, calma. Oposição (Pref.). 10-Cogumelo que nasce em árvores velhas ou cortadas. Dueto. 11-Que não é comum, insólita. Suspensas no ar.

[Tele]visão TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Telejornal + 360º (Diferido) 14:40 RTPi DIRECTO 19:00 TDM Talk-Show (Repetição) 19:30 Vingança 20:30 Telejornal 21:20 Ler +, Ler Melhor 21:30 Cenas do Casamento 22:10 Escrito nas Estrelas 23:00 TDM News 23:30 Portugueses Pelo Mundo 00:20 Telejornal – Repetição 01:00 RTPi Directo

31 - STAR Sports 13:00 Inside Grand Prix 2013 13:30 2 Wheels 14:00 Hot Water 2013/14 15:00 V8 Supercars Championship Series 2013 - Highlights 17:00 Le Tour Auto 2013 17:30 Russian Premier Liga 2012/13 CSKA Moscow vs. Kuban Krasnodar 19:00 Russian Premier Liga 2012/13 Zenit St Petersburg vs. Volga Nizhny Novgorod 20:30 MotoGP World Championship 2013 - Highlights Grand Prix De France 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Jet Ski World Cup 2012 23:00 FIA World Rally Championship 2013 INFORMAÇÃO TDM

RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 Percursos 15:30 Correspondentes 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Sexta às 9 17:30 Somos Nós Os Teus Cantores 18:10 O Teu Olhar (Telenovela) 19:05 Depois do Adeus 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:10 Ingrediente Secreto 22:40 Ler +, Ler Melhor 22:50 Portugal no Coração 30 - FOX Sports 13:00 AFC Champions League 2013 Bunyodkor vs. Buriram United 15:00 FINA Aquatics World 2013 15:30 MLB Regular Season 2013 Baltimore Orioles vs. Toronto Blue Jays 18:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 (LIVE) Asean Basketball League 2013 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Football Asia 2013/14 23:00 Smash 2013 23:30 The Football Review 2012-2013

40 - FOX Movies 12:15 The Big Year 13:55 One For The Money 15:30 Once Upon A Time 16:15 Da Vinci’S Demons 17:15 I, Robot 19:10 Conan The Barbarian 21:00 The Darkest Hour 22:30 The Girl With The Dragon Tattoo 41 - HBO 12:15 Pitch Black 14:00 The Chronicles Of Riddick 16:00 The Wedding Singer 18:00 Happy Feet Two 19:40 Batman Begins 22:00 Source Code 23:30 Friends With Benefits 42 - Cinemax 12:15 Flypaper 14:05 Berry Gordy’S The Last Dragon 16:00 The Pink Jungle 18:00 Get Smart’S Bruce And Lloyd Out Of Control 19:15 Bloodsport 20:45 Epad On Max 215 21:00 Xiii S204: Tempest 22:00 Xiii S205: Joust 22:45 Unknown 00:45 Kalifornia

HORIZONTAIS: 1-BABETE. COAI. 2-ARA. EXPULSO. 3.NOTE. IRREAL. 4-I. IMPLORO. E. 5-AP. PRECISA. 6-MUTUO. ECOAR. 7-FORMADA. RA. 8-A. URETICO. D. 9-PACATA. ANTI. 10-AGARICO. DUO. 11-RARA. AEREAS. VERTICAIS: 1-BANIAM. APAR. 2-APRO. PUF. AGA. 3-BATI. TOUCAR. 4-E. EMPURRARA. 5-TE. PROMETI. 6-EXILE. ATACA. 7-PROCEDI. OE. 8-CURRICACA. R. OLEOSO. ONDE. 10-ASA. AAR. TUA. 11-IOLE. RADIOS.

À venda na Livraria Portuguesa Tigres Sob um Céu Vermelho • Liza Klaussmann

Nick e a sua prima, Helena, cresceram a compartilhar os quentes verões em Tiger House, propriedade da família. Como a Segunda Guerra Mundial entretanto termina e elas estão à chegar à idade adulta, preparam-se para partir à conquista do mundo. Nenhuma delas encontra a vida que tinha imaginado e, com o passar dos anos, as viagens até Tiger House assumem uma nova complexidade. Então, à beira da década de 1960, a filha de Nick e o filho de Helena fazem uma descoberta sinistra que faz mergulhar numa sombra profunda o calor daquela ilha outrora brilhante. Magnificamente contado a partir de cinco perspectivas, Tigres Sob Um Céu Vermelho é um romance latente de violência traição, paixão e segredo por trás de uma fachada pura e delicada.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

Senhor Comandante • Romain Slocombe

Escritor e académico na Paris pré-guerra, Paul-Jean Husson retirou-se para uma pequena vila da Normandia com o intuito de se dedicar à sua obra, marcada por um anti-semitismo “patriótico”. Quando a guerra rebenta e o seu filho Olivier é obrigado a partir, toma a seu cargo a protecção da nora, Ilse, uma alemã de traços arianos e luminosos. A sua beleza faz surgir nele uma atracção que vai contra todos os seus valores, uma vez que descobre que ela é de origem judaica. Pouco a pouco, o universo confortável do grande escritor pétainista, modelo do bom burguês, começa a vacilar. Apenas uma carta dirigida ao comandante da Kreiskommandantur pode permitir a Husson salvar a sua honra. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Coloane à vista Foi com regozijo que ontem os jornalistas viram quase todos os deputados a aprovarem um debate na Assembleia Legislativa sobre a protecção da reserva ecológica de Coloane. Não deixou de ser surpreendente já que há cerca de dois meses Pereira Coutinho apresentou um projecto-lei que visava clarificar melhor a noção de reserva ecológica e reforçar o conceito em termos legislativos mas não teve - nem de perto nem de longe - o mesmo apoio. Na passada quarta-feira, porém, os deputados mostraram sensibilidade. E respeito pelo único pulmão verde de Macau. E deram um passo no caminho de boicotar os lobbies de construção maciça - para fins habitacionais, nomeadamente - numa zona que deve permanecer o mais intocável possível. Levantaram-se para algo de “interesse público”, indicou Ng Kuok Cheong, visivelmente satisfeito, que juntamente com Chan Wai Chi apresentou o debate a votação em plenário. “Precisamos de um debate público com Governo, de forma a que o Chefe do Executivo possa saber as vantagens e desvantagens das construções de edifícios altos em Coloane”, explicou também. Chan Wai Chi também argumentou forte. “Todos querem ocupar esta zona natural e, se não tivermos cuidado, Coloane será devorada aos poucos até que não seja mais possível protegê-la.” Nem mais. Talvez seja desta que, finalmente, a ilha terá a atenção que merece e, quiçá, possa aguentar verdejante por mais uns anos se mais alguma legislação proteccionista for feita. Embora, já se sabe, com os novos moradores da habitação pública, a quietude do lugar já não volte a ser a mesma. Um erro crasso do Governo ou uma medida inevitável? Ainda procuro descobrir.

Pu Yi


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Paul Chan Wai Chi*

um grito no deserto

Acender uma luz na escuridão

O

Partido do poder ganhou as recentes eleições na Malásia, no meio de protestos e acusações de fraudes e corrupção. O líder da oposição prometeu criar um movimento para contestar o que apelidou de resultados eleitorais fraudulentos. Embora a situação na Malásia seja preocupante, a situação em Hong Kong e Macau não é melhor. No dia 5 de Maio fui a um seminário em Hong Kong sobre a “luta pelo sufrágio universal,” organizado pela Alliance for True Democracy, para ver como agiam os membros radicais do Caring Hong Kong Power, já que no último seminário tinham causado uma série de problemas. Mas ao chegar ao evento, o sítio estava cheio, com mais de 100 pessoas de t-shirt amarela, membros do People Power. Perante a presença da “equipa amarela” os membros do Caring Hong Kong Power e do Voice of Loving Hong Kong nem se atreveram a participar nos debates. A sua ausência foi colmatada pelos discursos direccionados dos membros do People Power, que não pouparam os convidados. No dia 1 de Maio houve uma manifes-

cartoon por Steff

Participei na manifestação do 1.º de Maio tação em Macau. Um dos organizadores, a resultaram em confrontos sociais. Mas se Juventude Dinâmica de Macau, quis entregar o processo eleitoral foi imparcial e justo a e fui convidado pela Juventude Dinâmica de uma carta de acusação ao Ministério Público oposição não tem desculpa para contestar os Macau para ser o seu representante nas negociapara instaurar um processo disciplinar contra resultados. Acredito que os leitores sabem ções com a polícia. Tentei convencer a polícia Lei Siu Peng, o Comandante do Corpo de quem provocou a sociedade da Malásia para a desfazer o cordão policial o mais depressa possível para evitar problemas Polícia de Segurança Pública, entre os dois lados. Não obstante, porque este interrompeu a maSe uma sociedade entra por caminhos radicais isso o oficial em comando manteve o nifestação. Nesse dia, quando cordão, segundo as instruções do a manifestação da Juventude está obviamente relacionado com os seus dirigentes. Se seu superior, tal como aconteceu Dinâmica de Macau já tinha no ano passado. Se a Juventude percorrido 30 metros da Avenida deixarmos a corrente seguir o seu curso a luz e a escuridão Dinâmica de Macau não evacuasse Panorâmica do Lago Nam Van, aparecerão alternadamente. Mas tentar construir um muro havia grandes hipóteses de haver a polícia fechou a faixa esquerda confrontos violentos com a polícia. da avenida para garantir a segu- de escuridão é forçar as pessoas a acender uma luz que Se uma sociedade entra por rança dos manifestantes. Mas, quebre a negritude. O slogan “sem luta não há mudanças” caminhos radicais isso está obnão sabe porquê, o corpo policial viamente relacionado com os seus formou um cordão no outro lado acaba por ser o lema dos que mandam. É o melhor dos dirigentes. Se deixarmos a corrente da avenida para impedir o avanço tempos, é o pior dos tempos seguir o seu curso a luz e a escuda manifestação. Os últimos 60 ridão aparecerão alternadamente. metros do protesto acabaram por se transformar em confrontos entre a polícia que houvesse confrontos. Em Hong Kong, Mas tentar construir um muro de escuridão é e manifestantes que duraram cerca de uma o movimento Ocupar Central apenas luta forçar as pessoas a acender uma luz que quebre hora. A Juventude Dinâmica de Macau por um verdadeiro sufrágio universal sem a negritude. O slogan “sem luta não há mudanacabou por cancelar o protesto e desistir um mecanismo de selecção. Na verdade, ças” acaba por ser o lema dos que mandam. de entregar a carta de acusação para evitar quem impulsionou o radicalismo do campo É o melhor dos tempos, é o pior dos tempos. um possível choque violento entre o grupo Pró-democracia? É interessante, que quanto maior é a resistência, maiores são os apoios e a polícia. *Deputado e membro Não faço ideia se os resultados na Malásia . Qual é a verdadeira razão por detrás disto? da Associação Novo Macau Democrático

atentado em londres


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Arnaldo Gonçalves

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crepúsculo dos ídolos

O dissenso I O dissenso é a medida para testar a qualidade da democracia e das sociedades abertas, recordando a feliz adjectivação de Sir Karl Popper. Regime que coarcta ou espezinha o direito à discordância revela uma reserva mental que conduzirá mais tarde mais cedo ao autoritarismo e ao fechamento. Como disse William Fulbright, em democracia o dissenso é um acto de fé. O dissenso faz ainda mais sentido em sociedades tradicionais onde prevalece a errónea ideia que é o conformismo, a obediência, a integridade propalada que cria os bons cidadãos, aqueles que ajudam a sociedade a desenvolver-se e a modernizar-se. Tratam-se de sociedades em que o pseudo-apego aos valores patriarcais e à ideia confuciana da “obediência filial” é invocada para marcar o seu carácter distintivo quanto à cultura universalizada implícita no conceito sociológico de modernidade. É nefasto quando a opinião da maioria veiculada pelo “status quo” esgota qualquer possibilidade de diferença, de verdadeiro contraditório de políticas e alternativas, como se aquela (a maioria) ditasse orientações por direito divino ou pela inteligência reservada a alguns, poucos, eleitos. Das forças mais díspares, do meio empresarial ao meio laboral, temos assistido nos últimos meses ao desfilar de profissões de fé nos poderes arcanos, na obscuridade das políticas, no conservantismo mais serôdio, do apego à tradição contra quem pensa ou se comporta diferentemente. É igualmente muito curioso que esta profissão de fé receba o aplauso de meios jornalísticos que por definição têm o mister de procurar a verdade e difundi-la pelo público e prefiram o alinhamento mais pardacento com o que está errado e não faz sentido, porque é contra a pátria, perdão contra Macau. Estes dois sinais revelam um incontornável deslizar do sistema de representação de Macau para o obsoleto, o estático, o conservantista, deslizar aparentemente aplaudido pelos membros da Assembleia Legislativa, numa interesseira estratégia de conservação, a qualquer preço, dos seus “assentos”. São por isso infantis e irrealizáveis as aspirações de democratização do sistema político de Macau, enquanto a elite que fecha o sistema de representação no convénio da Baía da Praia Grande não abrir a possibilidade da sua renovação. O que em política é um “non-sense” já que não há nenhum político que faça campanha para a sua remoção do poder. Os políticos e as estruturas que eles integram servem apenas para conquistar o poder e assegurar a sua manutenção quando o detém ou pelo menos o seu espaço de influência e lobbying.

As divergências entre as forças do situacionismo “macaísta” e os chamados “democratas” quanto aos apelos ao intervencionismo do Governo Central imputados é um acto de teatro, de ópera bufa, uma das teatralizações fomentadas pelo sistema – e ao que penso acarinhadas por Pequim. Servem para mostrar ao público que há pluralidade e liberdade de expressão em Macau, logo respeito pela Lei Básica e o princípio “Um País, dois Sistemas” As divergências entre as forças do situacionismo “macaísta” e os chamados “democratas” quanto aos apelos ao intervencionismo do Governo Central imputados é um acto de teatro, de ópera bufa, uma das teatralizações fomentadas pelo sistema – e ao que penso acarinhadas por Pequim. Servem para mostrar ao público que há pluralidade e liberdade de expressão em Macau, logo respeito pela Lei Básica e o princípio “Um País, dois Sistemas”. Em Macau veleja-se à vista e o fim do mandato do Chefe do Executivo está aí por pouco mais de um ano. Esse é o verdadeiro pano de fundo, o tempo em que se contarão espingardas e os apoios (aqui e em Pequim). II Uma das oportunidades perdidas da política educacional em Macau é a reforma e internacionalização do ensino universitário, uma medida mil vezes anunciada e mil vezes adiada, porque falta sempre um estudo que permite desenhar um novo modelo ou, a contrario, manter o que existe. Estou em crer que isso acontece por falta de vontade política, pois é sempre mais arriscado inovar e isso até nem é uma prioridade. Nunca houve claramente um plano B, se a dependência crónica da economia de Macau do sector do jogo e dos proventos dos casinos fracassar pela emergência de um sério concorrente externo, nas vizinhanças do enclave, ou pelo crescer das turbulências sociais que se fazem sentir do outro lado das Portas do Cerco. Está tudo entregue, segundo essas almas bondosas, aos deuses ou à textura das folhas de chá na chávena do oráculo.

Não é porque faltem instâncias que devam fazer algum “brain storming” a propósito do enunciar de alternativas quer elas tenham uma natureza macro ou digam respeito a sectores especializados. A administração está cheia de conselhos, “task forces” e comissões cujo laborar em termos de inovação é redutor, para não empregar uma expressão mais forte. Uma das instituições é o Gabinete de Estudos de Política liderado pelo ex-deputado Lau Pun Lap (劉立本). Recordo-me dele dos anos 1990 de reuniões que no âmbito da tutela económica do governo tiveram lugar e em que aparecia em representação do Grupo Nam Kwong. Sempre próximo das posições de Pequim tive expectativas que no quadro da RAEM pudesse, com a sua formação económica, dar um contributo mais rasgado à definição de opções estratégicas para Macau. Tem-me parecido que o seu desempenho e contributo tem sido sensaborão, com falta de rasgo e de iniciativa, quando precisamos tanto delas. Pergunto-me se isso acontecerá por falta de empenho ou por razões tácticas. Dada a sua presença “forte” nos meios de comunicação social – pelo que se percebe dos jornais portugueses – estarei mais inclinado pela segunda explicação. Será, como outros quadros comunistas que se encontram do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado e na Xinhua, uma aposta de médio-prazo. Uma carta no baralho da negociação entre Chefe do Executivo e Li Keqiang ( 李克强) que definirá o segundo elenco da administração do Dr. Chui Sai On.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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furacão em Oklahoma

Art Macau Certame de arte vai contar com mil obras de 50 galerias

A primeira de muitas feiras

C

erca de 50 galerias de todo o mundo vão expor aproximadamente 1.000 obras na primeira feira de arte de Macau, que se realiza entre 30 de Maio e 2 de Junho, disse à agência Lusa fonte da organização. A “Art Macau”, que terá lugar no hotel-casino The Venetian, é uma iniciativa da empresa Long Hei Culture & Arts, subsidiária do grupo de investimento Long Hei, em parceria com a Associação das Indústrias Criativas de Macau. “Não fomos os primeiros a pensar em organizar uma feira de arte em Macau, mas ninguém ainda o tinha feito, talvez porque houvesse receio de que não gerasse lucro, mas nós acreditamos que o território precisa deste evento”, disse à Lusa o director adjunto da empresa, Kin U. Afirmando que o Governo local tem “feito muito pela comunidade artística”, Kin U sublinhou a necessidade de a iniciativa privada alavancar o desenvolvimento das pub

indústrias criativas, considerando que Macau “está pronta” para ter uma feira de arte anual e que, por isso, a Long Hei decidiu arriscar. “Macau tem condições para ter uma feira de arte internacional, porque o Governo apoia financeiramente este tipo de evento, o território tem infra-estruturas fantásticas para o acolher, é um porto aberto a todos e um dos destinos turísticos mais populares da Ásia e o nível de vida local melhorou muito na última década”, apontou. Com entrada livre, a “Art Macau” pretende “servir de plataforma para as galerias exibirem as obras dos artistas que representam”, segundo Kin U, tendo sido convidadas para esta primeira edição “cerca de 50 galerias de Xangai, Pequim, Israel, Canadá, Portugal”, entre outros territórios. Portugal estará representado pela galeria Cordeiros, do Porto. Algumas das cerca de 1.000 obras de arte da feira, entre pinturas, desenhos, fotografias e esculturas, serão exibidas pela primeira

vez na Região Administrativa Especial chinesa e “a maior parte estará à venda a preços entre as 10 mil patacas e os 20 milhões de patacas”, indicou o director adjunto da empresa organizadora. Macau “não pretende concorrer

com Hong Kong ou com Singapura”, garantiu, defendendo que o território “terá de encontrar a sua identidade”. Mas, disse, o grupo Long Hei planea “duplicar ou triplicar o tamanho (do evento) já no próximo

ano”. “Estamos entusiasmados e sem medo de experimentar algo novo na próxima edição, porque, com a Internet e a tecnologia, o mercado mudou e pensamos apresentar de forma diferente as obras, focando-nos mais nos artistas do que nas galerias”, adiantou. De acordo com Kin U, a “Art Macau” quer ir ao encontro dos “diferentes gostos dos visitantes de Macau”, a maioria proveniente da China continental, onde as transacções no mercado de arte ascenderam a 100 mil milhões de yuan no ano passado. “Os chineses investem mais em arte antiga, mas, como há muitas falsificações, as pessoas estão a começar a perceber que investir em arte contemporânea é mais seguro”, observou. A “Art Macau” vai apostar em trabalhos de artistas contemporâneos a par de obras antigas e contará com exposições de artistas locais e de jovens artistas japoneses e coreanos. O grupo Long Hei, criado há cerca de dois anos, tem uma casa de leilões em Macau e um museu privado na cidade chinesa vizinha de Zhuhai com artefactos antigos chineses, cuja saída do país é proibida, e vai abrir no fim do ano uma galeria no The Venetian, que “será a maior e melhor equipada do território”, segundo Kin U. - Lusa


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Hoje Macau 24 MAI 2013 #2857 by Jornal Hoje Macau - Issuu