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Agência Comercial Pico • 28721006
hojemacau Mop$10
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Director carlos morais josé • quinta-feira 24 de março de 2011 • ANO X • Nº 2336
tempo muito nublado min 13 max 17 humidade 60-90% • câmbios euro 11.4 baht 0.26 yuan 1.23
Elizabeth Taylor (1932-2011)
Adeus
cleópatra • última
Volta, Chui. Pedem os deputados A sessão plenária de ontem na Assembleia Legislativa foi mais animada do que se imaginava. Os democratas acusaram o Chefe do Executivo de ser uma pessoa ausente e de estar sempre em viagem. A discussão foi longa, mas os aumentos da função pública saíram ilesos. >Página 4
Dois degraus acima A Consultadoria de Risco Político e Económico pôs Macau no 6.º lugar do ranking de 16 regiões e países menos corruptos. Falta agora começar a atacar o sector privado para subir um dia a um lugar no pódio. >Página 6
Cinzas de Ká-Hó
Gary Ngai | Falta vontade para tudo
Dinheiro é que estraga Macau O presidente da MAPEAL, Gary Ngai, quer transformar Macau numa cidade de inovação e renovação. A sua ideia é criar um centro de pesquisa sobre tecnologia ambiental, que receba especialistas de todo o mundo. Ngai acredita que o território, apesar de pequenino, pode mudar o mundo. > CENTRAIS
POPULAÇÃO diz que sofre de tudo um pouco • CENTRAIS
actual
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C
oncentrações elevadas de elementos radioactivos foram detectados a 40 quilómetros da central de Fukushima, severamente afectada pelo sismo e tsunami de 11 de Março no Japão. Segundo dados do Ministério da Ciência japonês, a radiação libertada pelo iodo radioactivo encontrado no solo é 430 vezes superior aos valores normais. Pessoas que permaneçam durante um ano nos pontos onde foram colhidas as amostras estariam sujeitas a quatro vezes o limite de radiação admitido para a saúde humana, segundo Keigo Endo, professor da Universidade de Gunma, citado pela televisão japonesa NHK. Ontem, foram detectados também níveis elevados de iodo e césio radioactivo na água do mar, próximo da central de Fukushima. Também há excesso de radioacti-
Radiação de Fukushima aumenta preocupação dentro e fora do Japão
Agitação e ansiedade pelo mundo
As autoridades dizem que não há perigo imediato, mas os níveis de radiação lançados pela central nuclear de Fukushima – palco do segundo maior acidente da história da energia atómica – estão a causar uma crescente ansiedade no Japão e no exterior vidade na água da torneira e em alguns alimentos da província de Fukushima. O Governo assegura que os níveis encontrados não representam risco imediato para a saúde. Mas a venda de alguns produtos da região – como leite e espinafres – foi suspensa. As autoridades japonesas pediram também a províncias a Leste de Tóquiopara reforçarem o controlo e os programas de inspecção dos produtos pescados ao longo das suas costas. A agência japonesa
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Anúncio HM-2ª Vez 24-03-2011 Proc. Insolvência nº CV3-10-0002-CFI
3º Juízo Cível
REQUERENTE: BANK OF CHINA LIMITED (outrora BANCO DA CHINA), com sede em Pequim e sucursal em Macau, na Avenida Dr. Mário Soares, nº 323.----------------------REQUERIDO: LEI WAI SENG, residente em Macau, no Beco de São Lázaro, nº 3, 1º andar.-----------------------------------------***** FAZ-SE SABER que, por sentença de 03/03/2011, proferida nos presentes autos, foi declarada a INSOLVÊNCIA do requerido LEI WAI SENG, residente em Macau, no Beco de São Lázaro, nº 3, 1º andar, tendo sido fixado em 60 DIAS o prazo para os credores reclamarem os seus créditos, conforme o disposto no artigo 1089º, nº. 1 do C.P.C.-------------------------------------------------- Foi nomeada administradora judicial a Srª. Drª. LEONG PEK WA, advogada, com domicílio na Rua de Pequim, nº 112A-136, Edifício Comercial I Tak, 9º andar A, Macau.---------------------MACAU, 11 de Março de 2011.
das Pescas lembrou, no entanto, que muitas das infraestruturas locais ficaram destruídas pelo tsunami e que os pescadores ainda não retomaram o seu trabalho.
Vestígios em França, Islândia e EUA
Entretanto, a pluma de poeiras radioactivas está-se a espalhar, tendo chegado a outros países – como França, Islândia e Estados Unidos – embora com concentrações muito reduzidas. A agência francesa de meteorologia e o seu Instituto de Radioprotecção e Segurança Nuclear (IRSN) têm feito simulações da evolução da pluma, para acompanhar a situação. Segundo o IRSN, a quantidade de materiais radioactivos lançados por Fukushima desde o início da crise equivale a 10% da nuvem causada pelo acidente de Tchernobil, em 1986. As consequências práticas da radiação, diz porém o IRSN, “dependem fortemente das condições meteorológicas”. A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou hoje que a central nuclear continua a libertar radioactividade. “Continuamos a observar a radiação a sair do local. A questão é: exactamente de onde é que está a vir”, disse um representante da agência, James Lyons. De acordo com a AIEA, as estruturas de confinamento dos reactores da central não terão sido fortemente danificadas pelas explosões verificadas na última semana. Mas não se sabe se a radioactividade vem do núcleo dos reactores ou das piscinas que armazenam o combustível usado.
Ondas de 14 metros
Segundo a empresa Tepco – operadora da Fukushima
– as suas centrais nucleares naquela província foram atingidas por uma onda com 14 metros de altura, no dia 11 de Março. O máximo esperado eram ondas entre 5,2 e 5,7 metros. Os edifícios dos reactores e turbinas situam-se em locais a dez e 13 metros acima do nível do mar e ficaram parcialmente inundados. Os geradores e os sistemas eléctricos foram danificados, impedindo o funcionamento dos sistemas de arrefecimento. A Tepco reconheceu que subestimou o sismo, estimando em 8 a sua magnitude (foi na realidade de 9 na escala de Richter). O vice-presidente da empresa, Norio Tsuzumi, pediu desculpas durante uma visita a um centro de abrigo para
as pessoas que tiveram de fugir por causa das radiações. “Lamentamos ter-vos causado tanto sofrimento”, disse o responsável, citado pela agência japonesa de notícias Kyodo. Enquanto isso, as equipas de emergência continuam a lutar para estabilizar a central de Fukushima. Novas nuvens de fumo nos reactores 2 e 3 indicaram, ontem, que a situação continua instável. Grandes quantidades de água voltaram a ser lançadas sobre as piscinas de combustível usado nos edifícios dos reactorers 3 e 4. Um camião com um braço articulado de 50 metros de extensão - normalmente utilizado para betonagem na construção civil - começou
a ser empregue hoje para injectar água nos reactores. Um outro camião, com um braço de 62 metros, também está a caminho de Fukushima, vindo da China.Todos os reactores estão já conectados a fontes externas de electricidade. Em dois – os reactores 2 e 3 – a electricidade foi efectivamente restabelecida, o que poderá permitir em breve reacionar os sistemas de arrefecimento das piscinas de combustível usado, que permanecem sendo a maior preocupação. O ministro da Indústria, Banri Kaieda, disse hoje que a situação em Fukushima continua a ser “extremamente difícil”. “Não é fácil dizer que estamos a fazer progressos”, acrescentou, citado pela Kyodo.
Economia chinesa poderá ultrapassar a dos EUA em 2030
A China poderá tornar-se na maior economia mundial em 2030, ultrapassando os Estados Unidos, se mantiver um crescimento anual médio de 8 por cento durante os próximos 20 anos, disse o economista-chefe do Banco Mundial, Justin Lin. A China ultrapassou o Japão em 2010 e “em 2030, poderá tornar-se a maior economia do mundo”, à frente dos Estados Unidos, disse Justin Lin, o primeiro economista chinês a ascender a um posto de liderança no Banco Mundial, há três anos. Até 2015, o governo chinês preconizou um crescimento anual médio de 7%, mas, segundo a agência noticiosa oficial chinesa, Lin considera que a China “tem potencial para mais duas décadas com um crescimento anual de 8%”.
A operação militar das forças internacionais poderá “parar a qualquer momento” se Khadafi respeitar um cessarfogo, disse o chefe da diplomacia francesa, Alain Juppé. Ontem, o líder líbio falou ao público para assegurar que o país sairá vitorioso perante a investida ocidental
K
hadafi voltou ontem a falar em público, a partir de um edifício destruído. Numa mensagem transmitida pela televisão estatal, o coronel assegurou que ninguém o vai demover e que a Líbia sairá vitoriosa deste conflito. “No final conseguiremos chegar à vitória (...) Não nos vamos render, iremos derrotá-los por todos os meios”, gritou Khadafi, assegurando que o seu regime está “preparado para a luta, seja longa ou curta”. O coronel falou a partir do edifício destruído no passado dia 21 pelas forças da aliança e que fica no interior do seu complexo presidencial, em Tripoli. Diante de si estavam centenas de defensores do seu regime, que cumpriam o duplo papel de espectadores e de escudos humanos, na iminência de novos ataques ocidentais. Os estrondos das antiaéreas e
Khadafi desafia coligação internacional
Recado ao Ocidente fortes explosões ecoaram na capital líbia ao cair da noite, é assim desde sábado. Este foi o dia em que as forças de Khadafi perderam um comandante das forças do regime, Hussein El Warfali, noticiou a estação de televisão Al-Jazira. Em Tripoli ouviu-se primeiro uma grande explosão, depois dispararam as antiaéreas de Khadafi, começou mais uma noite de intervenção militar. A operação das forças internacionais na Líbia já dura há cinco dias, mas a violência entre as forças de Muammar Khadafi e os revoltosos que pedem o fim do seu regime não dá sinais de abrandar. Em Yefren, 130 quilómetros a Sul de Tripoli, os ataques de Khadafi causaram pelo menos 9 mortes, segundo habitantes citados pela AFP. E em Misurata, a terceira cidade do país, e a única a Oeste que a rebelião controla, a ofensiva do regime terá causado mais de 40 mortos, entre eles quatro crianças. Khadafi prometeu um cessarfogo, que aliás já foi anunciado por duas vezes, mas as informações que chegam da Líbia apontam para um aumento da repressão contra os rebeldes, a qual levou o Conselho de Segurança da ONU a aprovar uma resolução que prevê a aplicação de “todas as medidas necessárias” para travar os confrontos. Em Yefren, a cerca de 130 quilómetros de Tripoli, os ataques das forças de Khadafi contra os rebeldes intensificaram-se nos últimos dois dias. “As forças de Khadafi retomaram uma ofensiva mortífera
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3 parte Oeste do país. Hoje voltou a haver ataques, e se ontem responsáveis dos rebeldes já tinham falado em cerca de 40 mortos, agora soube-se que quatro das vítimas eram crianças. “A situação é catastrófica”, disse uma testemunha ao El País. “Os tanques recomeçaram a lançar os seus obuses esta manhã e também há atiradores furtivos a participar na operação. Um carro onde iam crianças foi atingido e nenhuma tinha mais do que 13 anos”. As operações da coligação levaram as forças de Khadafi a tomar o centro da cidade e isso está a causar o que se pretendia evitar: vítimas civis. As autoridades líbias acusam as forças da coligação de já terem causado “inúmeras vítimas” que nada têm a ver com os alvos militares ou do regime e garantem que houve ataques das forças internacionais em Trípoli, Zuara, Misurata e Sirte, nomeadamente contra aeroportos. Os rebeldes, por outro lado, denunciam a intensificação dos ataques em Bengasi, a primeira cidade tomada pelos opositores, e em Ajdabiya, no Leste.
Pilotos resgatados
segunda e terça-feira na região. Os combates fizeram pelo menos 9 mortos em Yefren e muitos feridos”, disse à AFP um habitante desta cidade, que apelou à coligação internacional para intervir na região. “Se não houver uma intervenção da coligação, o regime irá tomar rapidamente o controlo da cidade ao bombardear a região e perpetrar massacres”, adiantou. Em Zenten também houve confrontos, mas na noite de ontem os rebeldes terão retomado o controlo da cidade. A electricidade foi
cortada e muitas famílias tiveram de deixar as suas casas. Com a ajuda de um técnico militar que desertou, os rebeldes conseguiram destruir sete carros de combate e lança-mísseis das forças de Khadafi, adiantou a AFP. “É a euforia em Zenten, os rebeldes fizeram recuar as forças de Khadafi. Não houve ataques da coligação nesta zona”, contou à agência francesa uma testemunha. Em Misurata, no entanto, as forças de Khadafi procuram enfraquecer a posição dos rebeldes na
Um avião caça F-15 norte-americano despenhou-se durante os ataques da noite de ontem devido a uma falha mecânica, mas os dois pilotos a bordo foram resgatados e sofreram apenas ferimentos ligeiros. Uma testemunha do acidente contou ao Daily Telegraph que um dos pilotos saiu de perto do avião com as mãos no ar a gritar “Ok, Ok”. Estaria assustado com o desastre e com a probabilidade de ser detido pelas forças de Khadafi. Mas Younis Amruni contou ao diário britânico que correu para lhe dar um abraço. “Não se assuste. Somos amigos”.
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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO Nº 5/2011
AVISO CONCURSO PÚBLICO N.º 6/P/2011
-----Considerando que não é possível notificar directamente a interessada, pelo presente notifique-se, nos termos do nº 2 do art.º 72º do Código do Procedimento Administrativo, a sociedade “ESTABELECIMENTO DE KARAOKE ETERNO, LIMITADA”, titular da licença do Karaoke “ETERNO”, em chinês “永遠卡拉OK”, sito na Rua Cidade de Santarém, nº 471, Edifício Dynasty Plaza, loja “AJ”, r/c e s/l, Macau, que na sequência do Auto de Notícia n.º 199/09/C3 levantado pela C.P.S.P. em 23.8.2009, bem como, por despacho do signatário de 20.01.2011, exarado no Relatório nº 20/DI/2011, de 19.01.2011, foi aplicada a multa de $20,000.00 (vinte mil patacas), nos termos da alínea d) do art.º 46º do Decreto-Lei n.º 47/98/M, de 26 de Outubro, por infracção ao disposto no nº 2 do Artºnº 35º do mesmo diploma - “Nos estabelecimentos do tipo «karaoke» é vedada a entrada a menores de 16 anos e a estudantes envergando uniforme escolar.”.---------------------O pagamento voluntário da multa deverá ser efectuado na Divisão Administrativa e Financeira destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da publicação deste Mandado, de acordo com o nº 1 do Artº 50º do Decreto-Lei n.º 47/98/M, de 26 de Outubro, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do nº 2 do mesmo artigo.-------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo, a interpor no prazo de 30 dias, conforme estipulado na alínea a) do nº 2 do Artº 25º do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei nº 110/99/M, de 13 de Dezembro.-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------Haverá lugar à execução imediata de decisão caso esta não seja impugnada.--------------------------------------------------O processo administrativo poderá ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção.----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 31 de Janeiro de 2011. O Director dos Serviços,
Faz-se público que, por despacho do Ex.mo Senhor Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, de 11 de Março de 2011, se encontra aberto o Concurso Público para «Fornecimento e Instalação de uma Reembaladora e Dispensador Automático de Medicamentos De Formas Orais Sólidas – Comprimidos e Cápsulas Aos Serviços de Saúde», cujo Programa do Concurso e o Caderno de Encargos encontram à disposição dos interessados desde o dia 23 de Março de 2011, todos os dias úteis, das 9,00 às 13,00 horas e das 14,30 às 17,30 horas, na Divisão de Aprovisionamento e Economato sita na Cave 1 do Centro Hospitalar Conde de S. Januário, onde serão prestados esclarecimentos relativos ao concurso, estando os interessados sujeitos ao pagamento do custo das respectivas fotocópias ou ainda mediante a transferência gratuita de ficheiros pela internet no website dos S.S. (www.ssm.gov.mo). Os concorrentes deverão comparecer no Cave 1 da Divisão de Aprovisionamento e Economato situada no Centro Hospitalar Conde de São Januário, no dia 28 de Março de 2011 às 15:00 horas para visita às instalações a que se destina o objecto deste concurso. As propostas serão entregues na Secção de Expediente Geral destes Serviços, situada no r/c do Centro Hospitalar Conde de São Januário e o respectivo prazo de entrega das propostas termina às 17,45 horas do dia 18 de Abril de 2011. O acto público deste concurso terá lugar no dia 19 de Abril de 2011, pelas 10,00 horas, na sala do «Auditório» situada no r/c do Edifício da Administração dos Serviços de Saúde junto do C.H.C.S.J.. A admissão a concurso depende da prestação de uma caução provisória no valor de $ 30 000,00 (trinta mil patacas) a favor dos Serviços de Saúde, mediante depósito, em numerário ou em cheque, na Secção de Tesouraria destes Serviços ou através da Garantia Bancária/Seguro-Caução de valor equivalente. Serviços de Saúde, aos 17 de Março de 2011 O Director dos Serviços,
João Manuel Costa Antunes
Lei Chin Ion
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4 Joana Freitas
E
joana.freitas@hojemacau.com.mo
m mais um plenário da Assembleia Legislativa, os deputados acusaram a Administração de adoptar apenas resoluções pontuais para eliminar os problemas. Ainda sem a presença dos representantes do Governo na sala do plenário, os deputados fizeram uso do período antes da ordem do dia para apontarem duras críticas à Administração da RAEM. Da especulação imobiliária aos problemas económicos do território, que geraram desemprego e dificuldades às pequenas e médias empresas, tudo serviu para preencher o rol de acusações dos deputados. José Pereira Coutinho fez referência à “avalanche de queixas” dos cidadãos devido aos altos preços dos imóveis, que os fazem adquirir casas em Zhuhai, e aos aumentos das rendas. O deputado criticou a inexistência de uma “política geral da habitação em Macau, desde o estabelecimento da RAEM”. A falta de transparência na área das obras públicas, as “medidas ocas” no combate à especulação imobiliária e a ausência de um plano acerca das habitações públicas foram outras das motivações de queixa dos membros da AL, que salientam que a ineficácia do Governo “aumenta o fosso entre rico e pobres” cada vez mais, conjugando ainda
política Governo da RAEM alvo de fortes críticas pelos deputados
Está mal, Sr. Chui Sai On Frases do dia
• “Qualquer Governo transparente precisa de um sistema jurídico que, no caso de Macau, está doente.” Ung Choi Kun • “Será que existe Governo na RAEM ou apenas uma administração colegial gerida por alguns secretários com provas dadas da sua incompetência?” • “Desde Dezembro de 1999 que a RAEM quase que não tem Governo.” José Pereira Coutinho • “O nosso Chefe do Executivo offshore, que passa todo o tempo fora, deve regressar a Macau e sentar-se. Deve actuar em benefício dos residentes, por forma a demonstrar o seu valor real enquanto Chefe do Executivo!” • “Quando se fala dos preços dos imóveis, muitos residentes reclamam que existe conluio entre Governo e empresários e cedência de interesses. Será que não têm razão?” Au Kam San • “Algumas autoridades sofrem de preguiça para arranjar soluções para questões latentes ligadas a conflitos sociais. Só sabem arranjar pretextos para encobrir as suas omissões.” Mak Soi Kun • “O sistema político de Macau tem de ser alterado para que todos os seus residentes tenham de facto uma vida moderna.” Paul Chan Wai Chi
com o constante aumento da inflação. Paul Chan Wai Chi baseou-se num estudo de um académico chinês para sugerir uma mudança no sistema. “Para haver uma sociedade
harmoniosa é necessário um regime democrático, com eleições universais, para balançar os prós e contras”, salientou o deputado. Pereira Coutinho acusa o Governo de ser auxiliado
por um “batalhão de conselhos consultivos”, que se expandem como “cogumelos”, mas que não são parte importante na resolução de decisões, “actuando sem estratégia e apenas pelos salários”, salienta. A diminuição das 2000 patacas no montante anual da compensação pecuni-
Plenário recheado de sugestões para o Acordo Guangdong-Macau
Planear o futuro e o desenvolvimento É
uma importante medida e, por isso, necessita de rapidez nas decisões e na sua implementação. Foi desta forma que os deputados caracterizaram o “Acordo-Quadro de Cooperação Guangdong-Macau”, ontem na AL. Entre outras temáticas, o acordo dominou parte do plenário, com os membros do hemiciclo a lançarem sugestões ao Governo para uma maior eficácia na cooperação. O Acordo foi aprovado na Assembleia Nacional Popular, em Pequim, e prevê uma cooperação entre as duas regiões, permitindo uma diversificação
adequada da economia e um desenvolvimento sustentável. Criar instituições e um eventual grupo de trabalho de estudos estratégicos e mecanismos e interacção entre governo, indústrias e instituições de investigação são as ideias de Melinda Chan. A deputada fala em excelentes “oportunidades” que não podem ser desperdiçadas e salienta que, apesar da atitude mais dominante de Zhuhai na exploração da Ilha da Montanha, Macau “não pode perder uma posição mais activa e se deve agarrar as oportunidades”. Apoiar e desenvolver iniciativas ao es-
tabelecimento das pequenas e médias empresas do território na Ilha da Montanha como forma de diversificar a economia é outra das sugestões dos deputados. Para Ho Sio Kam, apesar de rumarmos a um desenvolvimento futuro para Macau, nem tudo se faz de oportunidades. A deputada deixa assente que o território enfrentará desafios que, para serem contornados, necessitam de formação de recursos humanos. “Se Macau continuar a não apostar na formação de recursos humanos, as suas gentes correrão o risco de serem ultrapassados pela concorrência regional.” - J.F.
ária foi ainda sublinhada por Pereira Coutinho que diz que a Administração “ao invés de ter compaixão para com as famílias de
baixos rendimentos preferiu diminuir 2000 patacas [naquele montante] que serviram para, supostamente, sustentar o fundo dos pandas, enquanto os cidadãos tem de se debater com a inflação, a subida dos alimentos e falta de qualidade de vida”. Para relembrar, o deputado enumera as “falhas” dos dirigentes: o não controlo da inflação e da subida generalizada dos bens de consumo, a prolongada insuficiência de casas de habitação pública, o combate ineficaz ao trabalho ilegal, a falta de um sistema mínimo de protecção de velhice, a quase ausência de apoio as famílias monoparentais, entre muitas outras que fizeram parte da intervenção do deputado. Mak Soi Kun juntouse aos dedos apontados à Administração da RAEM, acrescentando que o Governo “não consegue resolver os problemas atempadamente” e que os dirigentes se “queixam de que são cada vez mais os problemas, que a sociedade é cada vez mais complexa, o seu trabalho mais difícil e que fazem o possível”. No entanto, sublinha o deputado, “não conseguem satisfazer as necessidades”.
Aumentos salariais e outras leis Foram ontem aprovadas na especialidade sem grande agitação as propostas de lei relativas à “Actualização dos vencimentos e pensões dos trabalhadores da função pública” e ao “Regime do prémio de antiguidade e dos subsídios da residência e família”. Apresentada em Outubro de 2010 e com a discussão concluída em Março, a proposta relativa ao regime de prémio e subsídio de residência, mereceu apenas a atenção dos deputados em dois pontos, que se relacionam precisamente com a definição destes dois conceitos. Os deputados queriam a extensão do prémio de antiguidade ao início das funções na Administração Pública, ao invés das acumulações só contarem a partir de cinco anos de trabalho, e pedem esclarecimentos sobre a inclusão de todos os funcionários no direito ao subsídio de renda, excepto aqueles que habitam em casas do Governo. A secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, esclareceu que estas alterações dizem apenas respeito aos montantes e desconsidera modificações no próprio regime legislativo. Já no que diz respeito à actualização dos vencimentos dos trabalhadores, Pereira Coutinho pediu apenas a implementação de um sistema automático para as actualizações dos salários, hipótese imediatamente afastada por Florinda Chan. Com a entrada em vigor das leis, o vencimento e as pensões dos funcionários públicos ficará actualizado em 5,08%, passando das 5900 patacas mensais para as 6200 no caso do índice 100, e acrescendo despesas de 539 milhões de patacas no orçamento para 2011. O prémio de antiguidade e os subsídios da residência e família, passam para 500, 1500 e 400 patacas mensais, respectivamente. - J.F.
Número de visitantes aumentou 5,2% em Fevereiro
Só em Fevereiro chegaram 2,1 milhões de visitantes, mais 5,2% que no mês homólogo de 2010. De acordo com os Serviços de Estatística e Censos, entraram em Macau 1,1 milhões de excursionistas em Fevereiro, o que perfaz 54,6% do total de visitantes do território, a maioria (mais de 660 mil excursionistas) eram provenientes do interior da China. Da China continental chegaram 1,2 milhões de visitantes, mais 5,1% do que em igual período do ano anterior, dos quais mais de 615 mil eram oriundos da província vizinha de Guangdong. De Hong Kong vieram um total de 657.355 milhões de turistas, da Coreia do Sul cerca de 40 mil e do Japão 32 mil, mercados que registaram acréscimos, ao contrário do de Taiwan, que verificou um decréscimo na emissão de turistas de 13,8% para 86.293 visitantes.
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Deputados querem que Macau siga exemplo do Japão em caso de catástrofe
Homem prudente aprende com desgraça alheia Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
O
ditado é popularmente português, mas os deputados querem torná-lo numa prática do território. Kwan Tsui Hang e José Chui Sai Peng fizeram referência aos recentes acontecimentos no Japão para elogiar o comportamento dos cidadãos japoneses, numa altura em que a catástrofe assolou o país do sol nascente. Para os dois membros da Assembleia Legislativa, “perante os desastres ocorridos a população japonesa permaneceu calma e manteve boas condições de segurança pública”, muito devido à sua formação na acumulação de experiências de medidas de contingência e educação cívica em casos de desastres naturais, oferecidas pela própria Administração japonesa. pub
Segundo os deputados, no entanto, Macau e os seus cidadãos pecam por falta de bom senso e conhecimentos na área da segurança contra incidentes naturais. “O Japão mostrou ao mundo as suas características peculiares de nação cumpridora da lei e de ordem. Mas porque é que face à mesma catástrofe, em Macau, Hong Kong e China se registou uma corrida à compra de sal?”, indagou a deputada Kwan Tsui Hang. José Chui Sai Peng acrescenta ainda que em Macau “actualmente não existe ainda um sistema de normalidade para o exercício de simulação de catástrofes e a população também não tem conhecimento, nem nunca efectuou treinos em caso de situações de calamidade”. Kwan Tsui Hang e José Chui Sai Peng defendem que o Gover-
no deve criar mecanismos para reforçar a divulgação de treinos e educar a população para esta estar prevenida e saber como reagir a situações de catástrofe, como o
tsunami e o terramoto que abalaram o Japão. No território, além da falta de conhecimentos apontada pelos deputados, estes consideram ain-
da que a população não dispõe de informações correctas, motivo que influenciou a corrida ao sal em substituição dos comprimidos de iodo contra a radioactividade. Os membros da AL propuseram no plenário que a Administração da RAEM elabore exercícios de simulação para toda a população, podendo mesmo integrá-la no ensino básico nas escolas. Medidas legislativas ou administrativas para que se elaborem instruções sobre a instalação de equipamentos de socorros nos edifícios e espaços públicos foi outra das sugestões de José Chui Sai Peng. O deputado deixou ainda outra ideia, mais uma vez tendo como referência o Japão: implementar anualmente um “dia de prevenção contra catástrofes”, à semelhança do primeiro de Junho no país nipónico, ou mesmo uma semana inteira dedicada ao tema.
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sociedade
CCAC e sistema judicial tornaram Macau mais transparente
Menos corrupção vale dois lugares Gonçalo Lobo Pinheiro
A
glp@hojemacau.com.mo
Consultadoria de Risco Político e Económico (PERC, na sigla inglesa) publicou ontem o seu relatório anual sobre corrupção para o ano de 2011. O tema deste relatório incide no “impacto da corrupção no ambiente empresarial” e de entre os 16 países e regiões analisadas, Macau sobe de oitavo para sexto lugar, tendo em conta que baixou de 5,71 para 4,68 em um ano. Singapura, Hong Kong e Austrália compõem o pódio. Em relação à RAEM, o relatório refere que existiram casos de prática de corrupção passiva por parte de altos funcionários públicos e que com a intervenção do Comissaria-
virginia.leung@hojemacau.com.mo
A
educação não deve ser afectada por factores económicos, defendeu Tong Chi Kin, presidente do comité administrativo do Fundo de Desenvolvimento para a Ciência e Tecnologia, durante o seu discurso sobre igualdade na educação, no âmbito de uma série de conferências na Universidade de Macau. O professor defendeu que para se alcançar justiça social era preciso uma educação acessível a todos, sem que sejam decisivas as condições financeiras familiares, e atestou: essa igualdade existe em Macau. Envolvido na educação há mais de 42 anos, Tong considera que “a igualdade na educação no território foi um grande feito alcançado”. O resultado é um sistema educativo sem preconceitos, a que as pessoas podem ter acesso independentemente das diferentes origens religiosas ou culturais, raças, géneros, opiniões políticas e, mais importante na opinião do especialista, condição económica – todas as pessoas em Macau podem desfrutar da liberdade para estudar. São livres
poder de investigar a corrupção no sector privado há muito pouco tempo, pelo que se seguir as pisadas da Comissão Independente contra a Corrupção (ICAC), de Hong Kong, a partir da maior importância dada ao sector público, o organismo da RAEM viria, naturalmente e de forma gradual, a dar maior ênfase ao sector privado.
Este relatório, divulgado ano após ano, é elaborado com base em inquéritos de opinião junto dos diversos entrevistados e a pontuação varia entre 0 e 10, correspondendo a mais baixa ao maior nível de integridade. O procedimento, efectuado de Novembro de 2010 a Fevereiro passado, englobou um questionário, enviado através de
carta ou presencialmente, a mais de 1725 empresários e trabalhadores expatriados e que investiram ou trabalham nos países e regiões abrangidos pela análise. O novo documento vai contra um outro o que saiu em Outubro do ano passado. A organização não-governamental Transparência Internacional colocou Macau no 46.º lugar do ranking mundial, distanciando o território do modelo de transparência. Na altura, o professor da Universidade de Macau Elio Yu considerou ao Hoje Macau que a descida de três lugares em relação ao relatório do ano anterior era injusta justificando que os “países estrangeiros têm uma percepção errada em relação a Macau”. E agora, quem tem razão?
Tong Chi Kin considera justo e igualitário o sistema educativo em Macau
Igualdade é justiça social para entrar na escola que quiserem. Quanto aos estudos universitários, Tong Chi Kin observou que os estudantes todos gostariam de encontrar o emprego ideal para a área em que estudaram, mas recomendou aos recémformados que não procurassem apenas com base na natureza do emprego, mas sim que tentassem agarrar as oportunidades. Em Macau, Virginia Leung
Virginia Leung
do contra a Corrupção (CCAC) e do sistema judicial, as situações foram julgadas publicamente e de forma transparente. Essa transparência valeu, segundo os especialistas, uma subida de dois lugares num ranking que, sem explicar, tem dois países não asiáticos: a Austrália e os Estados Unidos. Apesar das boas notícias, a maioria das acções de combate à corrupção continua a concentrarse no sector público, ficando negligenciada a corrupção no sector privado. Neste âmbito o documento ressalvou que “a situação de Macau poderia ser a única, já que poderiam estar mais investidores estrangeiros envolvidos do que o usual na corrupção no sector não público”. O relatório alertou ainda para o facto do CCAC ter adquirido o
reparou, muitos licenciados, mesmo os de gestão de empresas, não querem trabalhar em casinos. Mas ao mesmo tempo, carecem de amplos conhecimentos profissionais e de compreensão da sociedade. Para um dia virem a trabalhar exactamente no que pretendem, eles precisam aumentar a sua auto-competitividade. Tong Chi Kin também introduziu na reflexão o
conceito de colégio-residência, um sistema que permita aos alunos viver num grupo e cultivar o sentido de pertença e identidade. Os estudantes podem assim desfrutar de uma vida divertida ao mesmo tempo em que estudam. Através de jantares e encontros com professores e outros estudantes, podem participar em actividades de leitura e escrita, além de receberem
explicações de ensino geral, aulas com convidados, competições desportivas, cafés com o director para falar de filosofia, tudo para ajudar os estudantes a desenvolverem as suas capacidades potenciais e promover um desenvolvimento global. Tong Chi Kin espera que o conceito possa ser desenvolvido nas universidades de Macau, de forma a aumentar os padrões académicos locais. De volta ao tema da igualdade, Tong Chi Kin ajudou a distinguir os conceitos de “educação obrigatória” e “educação gratuita”, significando o primeiro que a educação é grátis e ao mesmo tempo obrigatória para todos, sendo as pessoas forçadas a ir à escola. No caso da educação gratuita, por outro lado, ninguém é obrigado a seguir a escolaridade até determinado ponto. Os jovens podem ir à escola para gozar os benefícios da educação grátis ou podem desistir dos estudos. Caso o Governo opte por forçar
os alunos a terminarem o ensino secundário, diz o especialista, terá de mudar a legislação do trabalho, subindo o limite da idade mínima para trabalhar, de 16 para 20 ou 21 anos. Os jovens, observou, são a fonte da mão-de-obra na sociedade e, se todos pudessem pelo menos terminar o ensino secundário, isso ajudaria a aumentar os níveis da sociedade. Tong recomendou ao Governo, por isso, que se concentrasse nesses aspectos da “educação obrigatória” e “educação gratuita”, de forma a trazê-los para um mesmo nível, eliminando a actual lacuna que existe entre eles. Estudantes também puderam intervir na palestra. Uma jovem da escola secundária Pui Va disse: “A educação igualitária está mesmo a resultar em Macau. Todos temos a oportunidade de frequentar as escolas. No entanto, penso que a escola nos poderia fornecer disciplinas mais variadas, como aulas de desenho, desporto ou canto, de forma a desenvolvermos melhor as nossas habilidades em vez de apenas absorvermos a informação limitada dos manuais.”
Medicamento feito em França recolhido do mercado De acordo com a notificação dos Serviços de Saúde da RAEHK, foi detectado que o volume de um dos componentes essenciais da loção oftalmológica para tratamento da infecção, fabricada em França, “Cebemyxine Eye Drops”, encontra-se abaixo do padrão, facto que originou a sua recolha. De acordo com as informações dos Serviços de Saúde, o medicamento tem sido importado para Macau, e para assegurar a saúde do público, foi ordenada a recolha às farmácias e aos importadores e exportadores.
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ois agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), de 26 e 31 anos, foram encontrados no último mês mortos em casa e num reservatório de Macau, casos já classificados pela Polícia Judiciária (PJ) como de suicídio e que a PSP atribui a razões pessoais. O agente da PSP de 26 anos e que exercia funções naquela corporação desde 2005, foi encontrado morto na terça-feira na cama da sua residência junto a um recipiente de queima de carvão que se encontrava no chão do quarto, depois de os pais não terem conseguido falar com ele por telefone e terem encontrado a sua porta trancada, acabando por ser arrombada pelos bombeiros. Também no final do Fevereiro um outro agente da PSP, de 31 anos, destacado nos Serviços de Migração e que exercia funções como elemento daquela força polipub
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Dois agentes da PSP encontrados mortos no último mês
Uma história de polícias suicidas cial desde 1999, foi encontrado morto no reservatório. A PJ concluiu que ambos os casos se trataram de suicídios logo no dia em que os corpos foram encontrados e quando decorriam ainda as respectivas investigações. Questionada pela agência Lusa sobre o que levou a PJ a concluir que ambos os casos se trataram de suicídio sem concluída qualquer investigação, uma porta-voz daquela força policial explicou que foram tidos em conta o “ambiente do local onde foram encontrados os corpos e a experiência” da PJ. “Concluímos para já que ambos os casos se trataram de suicídio, mas estamos ainda a investigar, não temos mais informações por
agora”, salientou a porta-voz ao acrescentar que a PJ “vai deixar o Ministério Público concluir os casos e apurar a causa das mortes”. Por sua vez, a PSP concluiu que os alegados suicídios em nada estão relacionados com o “serviço, mas possivelmente com razões pessoais”. Questionada também sobre a base daquela conclusão, uma porta-voz da PSP disse à Lusa que “foram tidas em conta as informações dos superiores e colegas dos agentes que não notaram qualquer anomalia no comportamento dos mesmos (durante o horário de expediente), não vendo, por isso, qualquer razão para os mesmos se terem suicidado
por razões ligadas ao seu serviço”. A mesma porta-voz realçou, porém, que a PSP tem previstos para este ano “cursos de 16 horas sobre estados
emocionais e psicológicos durante o serviço, que envolverão 25 polícias da linha da frente – voluntários e nomeados pelos respectivos departamentos”.
O objectivo do curso é “ajudar os agentes policiais na compreensão, análise e controlo das emoções e sentimentos, reforçar a capacidade de resposta e de expressão dos sentimentos de forma adequada e clara e o conhecimento sobre doenças psicológicas”. Com estes dois casos de alegado suicídio em apenas um mês, a PSP “planeia aumentar o número daqueles cursos para ajudar os agentes da linha da frente a lidarem com as suas emoções e a descarregarem o stress provocado pelos seus problemas”, disse à Lusa a porta-voz da PSP. Entretanto, iniciou-se ontem um curso para 73 superiores e chefias da PSP sobre “técnicas de comunicação com os agentes e identificação, nos subordinados, de indícios de problemas emocionais e psicológicos”.
vida
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8 Gary Ngai quer um centro de pesquisa sobre tecnologia ambiental no território. O presidente da MAPEAL garante que a RAEM pode transformarse num pólo de “cérebros” internacionais pela defesa do meio ambiente Filipa Queiroz
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filipa.queiroz@hojemacau.com.mo
om quase 80 anos, Gary Ngai confessa que não desiste de “sonhar com um mundo melhor”. Foi por isso que há seis anos o antigo professor de História, que entre outras coisas também já foi conselheiro de vários governadores de Macau, criou a Associação de Macau para a Promoção de Intercâmbio entre Ásia-Pacífico e América Latina (MAPEAL). Presença habitual na Feira Internacional de Cooperação Ambiental (MIECF), a organização não governamental vai promover mais um encontro de especialistas à margem do evento que arranca no final do mês. Este ano a MAPEL traz ao território peritos das principais economias do mundo para debater as alterações climáticas e as perspectivas de desenvolvimento para as energias renováveis. Em entrevista ao Hoje Macau, o presidente da associação explicou porque é importante promover o território enquanto plataforma para a transferência de tecnologia e experiências mais verdes entre os maiores países em desenvolvimento, o chamado BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) . A MAPEAL tem sido presença constante em todas as edições da MIECF. Porquê abordar o tema das alterações climáticas? É a continuação do nosso projecto relacionado com a protecção ambiental que
Bruxelas defende normas com
As centrais nucleares europeias devem ter “normas comuns” para limitar os Günther Oettinger. “Esperamos instruções claras da reunião dos dirigentes da liberais do Parlamento Europeu. “A situação na central de Fukushima no Jap 30% da electricidade na Europa é fornecida pelas centrais nucleares. “O nuc
Entrevista | Gary Ngai, presidente da MAPEAL
“Macau pode ser uma cidade de inov tem sido desenvolvido com a MIECF desde 2008. Começámos por ter apenas a participação do Brasil, depois tivemos China, Índia, Malásia, Portugal, muitos países. No ano passado eram cerca de dez os países interessados em “usar” Macau como plataforma de troca de experiências sobre as tecnologias verdes. Este ano quisemos melhorar e ter oradores do BRIC e dos Estados Unidos. Aliás, das Nações Unidas, porque Robert Dixon é membro do painel da ONU sobre alterações climáticas, além de antigo conselheiro da Casa Branca para a segurança energética e Nobel da Paz, em 2007. Ele vai falar sobre as conclusões da última Cimeira sobre as mudanças climáticas no México, e também de Copenhaga, em 2009. Porque é uma pena que nenhuma tenha resultado num acordo. Pelo menos não um como o [Protocolo] de Quioto, há mais de dez anos. Um acordo que unificou os países. Mas agora as pessoas parecem não estar dispostas a fazer isso. Por que é que diz isso? Por causa da economia e da poluição, é muito difícil de controlar. É uma contradição muito grande. Se se quer que a economia evolua é preciso sacrificar o ambiente. Como a Europa e os Estados Unidos começaram a fazer há dois séculos, com a industrialização, e agora a China, a Índia e o Brasil também fazem. O clima está a sofrer e temos de encontrar uma solução para reduzir todas estas emissões de carbono para a atmosfera, que vão destruir o nosso planeta. Ainda estamos muito longe de encontrar essa solução? Toda a gente se questiona sobre isso, sobre qual é a melhor forma de controlar o dilema, mas ninguém consegue dar uma boa resposta. Ainda está a ser discutido. Mas eu acho que, tecnologicamente falando,
“Com um centro de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias ambientais instalado em Macau, as pessoas iriam perceber que o território não se resume a uma cidade de casinos. Também pode ser uma cidade de inovação, de renovação” ainda não temos uma boa resposta para isso. Está-se a tentar com a energia nuclear, mas agora vimos qual foi o resultado disso no Japão, que está longe de ser resolvido, longe disso. Há as novas energias limpas, como o biocombustível. O Brasil já é “número um” mundial com a utilização do etanol (álcool puro) como combustível para os automóveis. Todos os motores conseguem funcionar 100% a etanol ou, mais recentemente, misturando com outros combustíveis não fósseis. Mas eles já estão muito avançados, produzem o biocombustível a partir da cana-de-açúcar. E as
pessoas podem perguntarnos: “Ah mas vocês têm um grande país, podem plantar muita cana-de-açúcar aí também”. Mas na China e na Índia não temos assim tanta terra, usamo-la para plantar outras coisas, para alimentar as pessoas. Não podemos sacrificar a nossa terra para plantar cana-deaçúcar. Também temos o vento para produzir energia eólica, a energia solar, mas a tecnologia ainda não está no ponto certo aqui, está atrasada. De toda a energia utilizada, só 5 ou 10% é que não é fóssil. É muito pouco ainda. Eu também quero ver a economia a crescer rapidamente mas, e
o ambiente? O dilema é cada vez maior, ninguém chega a um acordo em relação a isto. Por isso é que pedi ao professor Robert Dixon para vir cá explicar. Já teve acesso à apresentação do professor? Sim, é muito boa. Ele tenta explicar de uma forma muito objectiva o problema. Ele acredita que lá para o ano 2050 pode ser possível resolvê-lo, mas temos de esperar até lá. Que tipo de soluções é que o professor Dixon sugere? A principal passa por tentar unir os países para encontrar uma solução para atenuar as emissões de carbono para a atmosfera através de uma série de procedimentos, como meter o carbono numa espécie de invólucro fechado de forma a ser reciclado e reutilizado. Mas é preciso a tecnologia para isso... Caso se queime petróleo é emitida uma quantidade tão grande de dióxido
de carbono, como é que podemos reciclá-lo todo? É uma grande questão que ainda ninguém conseguiu solucionar. Mas estão a tentar arduamente. Inclusive a China que está a tentar reduzir as emissões através do uso de novas tecnologias, está no plano quinquenal anunciado recentemente no Congresso Nacional Popular, em Pequim. O Brasil está a fazer o mesmo, a Índia e a Rússia também. Precisamos de cooperação mais próxima com os países em desenvolvimento, especialmente o BRIC, e partilhar ao máximo as inovações tecnológicas. É uma questão que engloba toda a raça humana, não é apenas um país que está em questão, é o mundo inteiro. E o uso da energia nuclear, agora com a situação no Japão, acha que é cada vez mais questionável? Sim, porque o risco ao nível da segurança é muito grande. As pessoas estão cada vez mais a pensar usar a energia nuclear para produzir energia limpa, mas não podemos esquecer que tragédias como esta que está a acontecer no Japão acontecem, até naquele que é um dos países mais avançados do mundo. Há seres humanos que ainda estão a sofrer as consequências de Chernobyl há 30 anos. Foi terrível, milhares e milhares de pessoas foram sacrificadas. Há algum caminho a tomar de forma a evitar tudo isto? A resposta é não, ainda não. Qual é o papel que Macau pode representar nesta matéria? Temos de usar Macau como base para discutir estas coisas com mais frequência. Não pode ser só falar, falar e falar. Falar é importante mas mais importante ainda é agir. Onde é que podemos encontrar a tecnologia certa para superar este tipo de desastres no futuro? Para aumentar a segurança e
muns para centrais nucleares europeias
riscos, uma vez que o nuclear vai continuar a ser uma das fontes de energia da União Europeia (UE), defendeu o comissário com a pasta, da UE de hoje e amanhã”, comentou Oettinger, referindo-se à próxima cimeira europeia, durante uma audição organizada pelos deputados pão continua a ser perigosa, porque os problemas ainda não foram resolvidos e estão longe de o ser”, acrescentou. Actualmente, cerca de clear vai continuar a ser uma fonte de energia a curto, mas também a médio e a longo prazo”, garantiu o comissário.
seguir o caminho em direcção às energias mais limpas? É para responder a estas questões que Macau pode ser útil. Vamos propor ao Governo, não só ao de Macau mas também a Pequim, que seja criado um centro de pesquisa sobre tecnologia ambiental no território. Um centro que funcione em comunhão com os países que nos são mais próximos,
“As pessoas ficam muito preguiçosas quando têm muito dinheiro. É o problema de Macau. Debatem-se muitas coisas na Assembleia mas não se vêem resultados” sobretudo o BRIC, mas não só. Convidar os profissionais mais inovadores neste tipo de tecnologia e pagar-lhes para trabalharem aqui em Macau, aproveitando a extensão da Universidade para a Ilha da Montanha. Há muito espaço lá e já há um plano para construir um novo laboratório. Porque não? Nós precisamos, a China precisa, há vontade de todos os lados para fazer isto. Agora está nas mãos do Governo investir mais. E os profissionais locais? No território não há ninguém para fazer isso. Macau é pequeno, temos recursos humanos reduzidos, mas podemos trazer gente e contribuir para estes assuntos globais. Mas por agora a porta ainda está fechada, ainda é muito difícil para as pessoas entrarem em Macau para trabalhar. É muito pior do que em Hong Kong, lá abrem a porta e dizem “Venham” aos melhores do mundo. Porque é que Macau não faz isso? Empregar pessoa da China, da Europa e dos países latinos e deixálos contribuir para a nossa cultura, economia etc. É preciso que venham de fora até para ensinarem os que estão cá. Com um centro de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias ambientais
O Governo não tem apostado na protecção do ambiente? Acho que o Governo tem uma agenda própria dedicada ao ambiente mas ainda é muito fraca, está longe do ideal. São precisas políticas claras para incentivar e estimular a utilização das novas tecnologias “verdes”. É preciso estimular a poupança de energia, o uso de energias renováveis em vez de combustíveis fósseis. Tentar implementar veículos eléctricos por exemplo, substituir os combustíveis por baterias, que é muito fácil. Claro que é caro mas o Governo pode subsidiar durante algum tempo, o tempo suficiente para que o preço das baterias baixe. O problema do tráfego é gravíssimo em Macau, há demasiados carros, é preciso políticas para melhorar isso. Olhe-se para Singapura, eles têm as regras e veja a diferença. Para não falar na redução da quantidade imensa de energia que é usada pelos casinos... Debatem-se muitas coisas na Assembleia mas não se vêem resultados. A decisão tem de vir do Governo e tem de ser forte. Têm de dizer “Sim, queremos isto!” e legislar, implementar medidas. Se
queremos diversificar a nossa economia, o único caminho é desenvolver coisas novas. O Governo não sabe como gastar o dinheiro, não percebe que é possível gastar o dinheiro de uma forma que beneficie não só a RAEM como o mundo inteiro. Podemos fazer algo pela humanidade, isto é mais importante. Temos de ter uma visão global, perceber o que é que se está a fazer lá fora e quais são os maiores problemas do mundo. O ambiente é um deles. A melhoria da situação ambiental do território tem necessariamente de passar pela população também. Mas estudos apontam para o desinteresse da comunidade. Concorda? Claro. Se compararmos com o Japão há um fosso gigante. Eles estão muito à frente de qualquer país do mundo nesse sentido, estão no topo. Mesmo assim sofrem um desastre destes... Mas é por isso que eles podem resistir, porque as pessoas estão bem formadas e educadas. Em Macau é uma tragédia. É urgente educar as pessoas, implementar a educação cívica nas escolas, a começar pelo jardim de infância. Ensinar as crianças a preservar o ambiente, entre outras coisas. Depois de anos a lutar por estas causas, nomeadamente junto ao Governo, não fica frustrado perante essa inércia das pessoas de que fala? Sim... As escolas, os professores e as associações deviam trabalhar conjuntamente para fazer isto. Mais uma vez, no Japão já o fazem há décadas. Eles sofreram um enorme terramoto há anos que quase destruiu completamente Tóquio e erguerem-se de novo. Cá não há vontade suficiente para mudar. Como o antigo Chefe do Executivo Edmund Ho disse um dia, “em Macau nós somos crianças pequenas a tratar de coisas de adultos”. Não podemos continuar a ser “crianças pequenas” dez anos depois. Nós crescemos e as pessoas deviam ser mais activas e fazer coisas. As pessoas ficam muito preguiçosas quando têm muito dinheiro. É o problema de Macau.
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Residentes de Ká-Hó relatam lista de problemas de saúde
Raios partam as cinzas Kahon Chan
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s residentes da aldeia de Ká-Hó, em Coloane, estão preocupados com o impacto das cinzas volantes na sua saúde e manifestaram o seu desagrado com as políticas do Governo através de uma pesquisa. No total, foram ouvidos 131 estudantes e 113 trabalhadores de escolas da região, que deram nota negativa ao trabalho da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), e manifestaram esperar receber um seguro de saúde como compensação para os riscos que a poluição proveniente do aterro possa ter. A DSPA, contudo, garante que está a fazer os possíveis, mas a verdade é que a construção de um novo aterro para as cinzas volantes continua parada e sem nenhum projecto à vista. A pesquisa foi conduzida por um grupo de trabalho sobre tratamento de lixo tóxico em Ká-Hó formado por vários moradores da aldeia depois de a imprensa ter revelado no ano passado o perigo que as cinzas volantes representavam à saúde humana. Desde Outubro de 2006, os restos da incineração do lixo são depositados nesse aterro , sem que alguma vez tivesse ocorrido controlos. Até ao momento 522 residentes, estudantes e profissionais da aldeia foram submetidos a exames médicos coordenados pelos Serviços de Saúde (SS). Os resultados ainda não são conhecidos e, portanto, não foram determinados se os frequentadores habituais da aldeia deveriam receber qualquer tipo de assistência. O questionário com as 244 pessoas revela uma percepção subjectiva do assunto e não tem valor científico. No entanto, fica claro que o receio é geral. Os resultados indicam que 50% dos estudantes e 65% dos trabalhadores das escolas apresentaram problemas nos olhos; 44% Kahon Chan
vação”
instalado em Macau, as pessoas iriam perceber que o território não se resume a uma cidade de casinos. Também pode ser uma cidade de inovação, de renovação. Podemos estar a salvo de desastres como o do Japão daqui a duas ou três gerações. Podemos ter um mundo melhor. Acha mesmo que isso é possível? Acho. Só não é possível fazer isso a curto prazo mas é possível. Temos de usar os nosso recursos para o bem do mundo e Macau deve servir esta iniciativa para mostrar que apesar de pequeno, o território tem recursos financeiros para fazê-lo.
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dos trabalhadores dizem sofrer de problemas no sistema nervoso, enquanto que 42% dos estudantes e 57% dos trabalhadores relatam ter sofrido de dores de cabeça e tonturas. A descoberta mais reveladora foi a incidência de tumores malignos: um estudante e dois trabalhadores. Outros dois membros das escolas foram diagnosticados com leucemia. O estudo aponta ainda que quanto mais tempo os entrevistados estiveram em Ká-Hó mais problemas apresentaram, de uma lista que se estende de problemas coronários, circulatórios, digestivos, respiratórios, nervosos e dérmicos. No entanto, a pesquisa exclui por completo outras possíveis causas para as desordens. De 0 a 5, os entrevistados deram 2,94 ao desempenho dos SS em lidar com a questão dos exames médicos. A DSPA ficou ainda pior na fita: teve 2,15, o que significa que 73% dos entrevistados têm uma imagem negativa do organismo. A análise chega a conclusão que 80% dos trabalhadores sentem que o problema das cinzas atrapalhou-os no trabalho, enquantoque 79% considera que a sua vida pessoal também ficou prejudicada. No fim, 71% dos estudantes e 75% dos trabalhadores consideram que o mínimo é receber um seguro de saúde como uma das compensações. O grupo responsável pelo estudo considera os resultados “chocantes”, pede uma reunião urgente com Lau Si Io, secretário das Obras Públicas e exames mais detalhados aos residentes. Ontem, a DSPA garantiu que continua a agir no caso e que irá tomar medidas imediatas. Instalar um circuito de vigilância no aterro para monitorar as cinzas ou contratar uma empresa independente para colectar e analisar amostras são ideias avançadas para breve. As melhores saídas, contudo, seriam a redução da queima de lixo em Macau e uma aposta nos resíduos reciclados.
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cultura gonçalo lobo pinheiro
Exposição reúne muito pouco da obra do arquitecto
Niemeyer merecia mais Gonçalo Lobo Pinheiro
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quilo que é apresentado no Museu de Arte de Macau (MAM) é muito pouco daquilo que o arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer já deu ao mundo. A exposição “Oscar Niemeyer: A Geometria da Liberdade”, ontem inaugurada, traça o percurso – não todo -, de uma das mais emblemáticas figuras da arquitectura mundial. O autor, que conta actualmente com 103 anos, projectou diversos edifícios icónicos como a sede das Nações Unidas em Nova Iorque ou os edifícios governamentais de Brasília.
A galeria de exposições no segundo piso do MAM está estruturada por uma plataforma extensa, cuja forma alude às curvas de um elemento clássico da arquitectura de Niemeyer: o alpendre do conjunto Ibirapuera, em São Paulo. Deste modo, o visitante é acolhido no recinto, onde tomará conhecimento da obra do mestre brasileiro. Pode-se ver linhas sinuosas, volumes geométricos, amplos espaços, cores límpidas, corpo feminino e fantasias. Mas sabe a pouco, muito pouco. A obra de Niemeyer é tão rica mas Macau recebeu muito pouco. Apesar de alguns desenhos raros e nunca
vistos, paredes cheias de ampliações fotográficas, apenas está exposto no MAM quatro maquetas, e não são dos projectos mais emblemáticos, bem como um ecrã táctil que apenas tem as imagens 3D dos projectos dos últimos dez anos. Brasil, Argentina, Argélia, França, Inglaterra mas sabendo-se da “ponte” Brasil-Macau-Portugal é estranho que não haja uma alusão ao único edifício desenhado por Niemeyer em Portugal. O casino do Funchal. A exposição estará patente ao público até ao dia 8 de Maio, das 10 às 19 horas, com encerramento às segundasfeiras.
China impregna Bienal de Veneza com aromas tradicionais
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A China vai impregnar a próxima Bienal de Veneza com os seus tradicionais aromas, do chá ao incenso, procurando evidenciar que “tudo o que é agradável aos cinco sentidos pode ser belo”. “Na tradição chinesa, a beleza nunca atinge uma dimensão totalmente abstrata e transcendente, nem pode ser separada das suas raízes, que são os sentidos e a consciência do corpo”, disse o curador da participação chinesa no certame, Peng Feng, citado no jornal China Daily.
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e 2 de Abril a 14 de Maio vai-se respirar cinema em Macau. O Centro Cultural de Macau (CCM) apresenta a 5.ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo 2011 (MIFVF). Desta vez, o CCM aprofunda o foco na singularidade do território e, ao mesmo tempo, o festival alarga horizontes através de uma série de actividades paralelas como o seminário para jovens realizadores, um workshop sobre crítica de cinema e o desafio vídeo “48 Horas a Abrir”.
Filmes internacionais
O programa apresenta uma variada selecção de filmes internacionais do alinhamento do Festival Internacional de Cinema de Hong Kong. Este
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Festival Internacional de Cinema e Vídeo chega no dia 2 de Abril
O melhor da sétima arte no CCM ano serão exibidas películas como “O Último Circo”, do realizador Álex de la Iglesia, que inclui as mais assustadoras criaturas-o palhaço-e foi galardoado com os prémios de Melhor Realizador e Melhor Argumento no Festival de Cinema de Veneza. Há também o thriller político “Matança Essencial” da autoria do mestre Jerzy Skolimowski, com o conhecido actor Vincent Gallo no papel principal. “O Injusto”, um negro e complexo thriller policial dirigido por Ryoo Seung-wan realizador - fenómeno coreano, espe-
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• 3 de Abril (domingo), 16h30 Cameraman: a Vida e Obra de Jack Cardiff (Reino Unido, 2010, 82’) A Metade de Óscar
• 4 de Abril (segunda-feira), 19h30 Almas Silenciosas (Rússia, 2010, 75’) • 5 de Abril (terça-feira), 19h30 Uma Vida Útil (Uruguai, 2010, 67’) Post Mortem
• 7 de Abril (quinta-feira), 19h30 Matança Essencial (Polónia, Noruega, Irlanda, 2010, 83’) • 8 de Abril (sexta-feira), 21h30 Para Além (Suécia, Finlândia, 2010, 83’) • 9 de Abril (sábado) 16h30 O Injusto (Coreia, 2010, 120’) 21h30 Terça-feira Depois do Natal (Roménia, 2010, 99’)
O CCM também convidou os realizadores Craig McCall e Manuel Martín Cuenca para partilharem as suas perspectivas de trabalho numa sessão de “Encontro Com os Realizadores”. McCall é o homem responsável pela rodagem de “Cameraman: a
A fechar o festival, acontece a secção “Macau Indies” de
• 2 de Abril (sábado), 16h30 A Metade de Óscar (Espanha, Cuba, 2010, 89’)
• 6 de Abril (quarta-feira), 19h30 Hi So (Tailândia, 2010, 102’)
Convidados internacionais
Vida e Obra de Jack Cardiff”, um documentário sobre a vida de Johnn Cardiff , um nome cuja história está ligada a muitos dos grandes filmes de Hollywood e que, além de ter introduzido técnicas de filmagem inovadoras, trabalhou com algumas das mais célebres e belas mulheres da história do grande ecrã. Martín Cuenca realizou “A Metade de Óscar”, uma longa metragem que será apresentada no MIFVF e foi rodada em Almeria, uma cidade que raramente é retratada em filme e é a personagem central deste filme.
Incentivo ao talento
Para ver no grande ecrã
• 3 de Abril (domingo), 21h30 Post Mortem (Chile, Alemanha, México, 2010, 98’)
cialista em filmes de acção. O documentário francês “O Amor Louco” de Pierre Thoretton conta a história de amor entre Yves Saint Laurent e Pierre Bergé.
O Injusto
• 10 de Abril (domingo) 16h30 O Amor Louco (França, 2010, 100’) 21h30 O Último Circo (Espanha, França, 2010, 108’) O Último Circo
11 a 15 de Maio, uma mostra das produções feitas na cidade. O CCM começou a receber em Abril de 2010 curtas metragens, vídeos, documentários, filmes de animação e filmes experimentais, num total de 23 trabalhos independentes candidatos. Os 14 filmes seleccionados vão ser exibidos pela primeira vez ao público e a um painel de júris convidados em Maio. O CCM também vai estrear os trabalhos incluídos no “Local Docu Power 2011”, um projecto comissionado pelo Centro Cultural e que tem alimentado a criação de documentários em Macau. Todos os docu-
mentaristas locais estarão na sessão de “encontro com os realizadores” após a projecção de cada filme para revelarem mais sobre as suas criações. Outra iniciativa terá lugar de 22 a 24 de Abril: “48 Horas a Abrir” vai desafiar os participantes a criarem uma curta de cinco minutos em apenas 48 horas utilizando todo o tipo de material de gravação, incluindo câmaras de telemóveis. As inscrições estão abertas até às 18 horas do dia 21 de Abril. Os bilhetes para cada sessão custam 40 patacas e já estão à venda nos balcões do CCM e da rede Kong Seng.
desporto
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Benfica | Subida ao primeiro escalão torna prova mais competitiva
Marco Carvalho
É
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dono de um dos mais populares restaurantes portugueses de Macau, um verdadeiro embaixador do Benfica a Oriente e agora que a representação oficial do clube encarnado na RAEM conseguiu carimbar a passagem ao principal escalão do desporto-rei do território, promete seguir com maior atenção o desempenho da formação orientada por Rui Cardoso entre os grandes do futebol de Macau. Santos Pinto reconhece que a gestão do restaurante de que é proprietário na Taipa não lhe deixa nem tempo livre, nem margem de manobra para acompanhar in loco a evolução do grupo de trabalho das águias do território, mas acredita que a ascensão do onze da Casa do Sport
Todos os Santos ajudam Lisboa e Benfica de Macau ao primeiro escalão vai incutir uma nova dinâmica às lides do desporto-rei da RAEM. “Mesmo entre a comunidade portuguesa, não há muito o hábito de se acompanhar o futebol nos estádios e a meu ver tal acontece, em parte devido ao horário dos jogos, mas também à falta de alguns dos estímulos que existem em Portugal. Agora, com o Futebol Clube do Porto e o Macau e Benfica na Primeira Divisão, acredito que as coisas mudem um pouco”, assevera o empresário do sector da restauração. O proprietário do Restaurante “O Santos” acredita
também que a importação para o território dos preceitos da rivalidade existente entre os “três grandes” de Portugal não pode contribuir senão para o fortalecimento do desporto-rei da RAEM. Santos Pinto
considera que as formações de cariz português que actuam nos Campeonatos de Macau trouxeram níveis de organização mais rigorosos ao futebol local e que um tal contributo acaba por obrigar também as restantes equi-
pas a nivelarem por cima a qualidade do futebol que praticam. Apesar de não acompanhar os jogos nos estádios do território, Santos Manuel Pinto diz que pelo que lhe é dado a ver, o futebol na
pub
HM-1ª vez 24-03-11 Execução Ordinária n.º
Anúncio CV1-08-0050-CEO
1º Juízo Cível
EXEQUENTE: DBS BANK (HONG KONG) LIMITED [星展銀行(香港)有限公司], com sede na Região Administrativa Especial de Hong Kong e sucursal em Macau, na Rua de Santa Clara, nºs 5 a 7E, Edifício Ribeiro, lojas C e D. EXECUTADO: LAM CHON FONG (林俊逢), solteiro, maior, de nacionalidade chinesa, residente em Macau na Rua Madre Teresinha, nº 15 CD, r/c “J”. *** FAZ-SE SABER que nos autos acima indicados são citados os credores desconhecidos do executado para, no prazo de QUINZE DIAS, finda a dilação de vinte dias, contada a partir da segunda e última publicação do anúncio, reclamar o pagamento dos seus créditos pelo produto do(s) bem(ns) penhorado(s) sobre que tenha(m) garantia(s) real(ais) e que é(são) o(s) seguinte(s): IMÓVEIS • “AR/C” e • “BR/C”, ambas do rés-do-chão “A e B”, ambas para comércio, com coc-chai e entradas respectivamente pelos nº 8-A e 6 da Travessa da Louça, do prédio sito em Macau, com os nºs 6 e 8A da Travessa da Louça, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 9017 a fls. 1v, do Livro B-26, inscritas a favor do Executado sob o nº 143813, do Livro G e na matriz predial da freguesia se São Lourenço sob o nº 70837, tendo a sobredita hipoteca sido definitivamente registada a favor do Exequente sob a inscrição nº 73208 do Livro C; • “LR/C” do rés-do-chão “L”, para comércio, com entrada pelos nºs 21-A e 21-C da Rua do Gamboa; • “A1” e • “B1”, ambas do 1º andar “A e B”, para habitação, com entrada pelo nº 21 da Rua do Gamboa, todas do prédio sito em Macau, com os nºs 21 e 21-C da Rua do Gamboa, descrito na Conservatória do Registo Predial sob o nº 13229 a fls. 128v, do Livro B-35, inscritas a favor do Executado sob o nº 143813, do Livro G e na matriz predial da freguesia se São Lourenço sob o nº 22985, tendo a sobredita hipoteca sido definitivamente registada a favor do Exequente sob a inscrição nº 73208 do Livro C; ----- R.A.E.M., 09 de Março de 2011-------------------------------------------------------------***
RAEM apresenta níveis de competitividade mais elevados e não descarta, por isso, a possibilidade de avançar no futuro com um passatempo dedicado ao futebol do território nos mesmos moldes de “O Santos na Superliga”, o popular passatempo da Rádio Macau que patrocinou durante anos a fio. “Se me for colocado esse desafio, estarei aberto a propostas. Estou certo que não faltariam palpites quando o Futebol Clube do Porto e o Benfica de Macau se defrontassem”, prognostica o antigo oficial da Marinha. O onze da Casa do Sport Lisboa e Benfica de Macau conseguiu carimbar na passada sexta-feira a subida ao principal escalão do futebol do território, depois de derrotaram a formação da Autoridade Monetária e Cambial de Macau na derradeira partida da edição de 2011 do Campeonato de Futebol da II Divisão. A formação encarnada impôs-se ao último adversário da época por quatro bolas a uma, com golos de Iuri (2), de Fernando Silva e de Filipe.
Futebol | Benfica é o líder das assistências na época 2010-11
À frente do FC Porto O
Benfica é o clube que regista maior assistência nas primeiras 24 jornadas da Liga portuguesa de futebol de 2010-11, contabilizando mais 22.637 espectadores que o FC Porto. Apesar deste registo, os “encarnados” estão longe da imponência da época passada, quando totalizaram 750.499 espectadores no Estádio da Luz. O Benfica, que ainda recebe FC Porto, Beira-mar e União de Leiria, registou 477.092 presenças nos primeiros 12 jogos em casa, segundo números da Liga Portuguesa de Futebol Profissional. O Estádio da Luz foi também o único palco do campeonato a registar assistências superiores a 50.000 espectadores, no “derby” de Lisboa com o Sporting (51.899), na quinta jornada, e nas recepções ao Marítimo (54.991), na 21.ª, e ao Vitória de Guimarães (54.927),
na 19.ª, coincidindo com a melhor fase das “águias”. Os “dragões”, que na última época somaram 501.966 espectadores, parecem estar perto de superar esta marca, tendo ainda que defrontar no Estádio do Dragão o Sporting e o Paços de Ferreira, numa altura em que contabilizam 454.455 espectadores em 13 jogos. Somando os números dos dois “rivais”, os 931.547 espectadores de Benfica e FC Porto ficam a menos de 90.000 do total acumulado pelos restantes 14 clubes (1.021.369). O Sporting, que conta com a terceira melhor afluência (281.584 espectadores em 12 jogos), ameniza esta diferença, porque os restantes 13 emblemas apresentam um registo bastante inferior, totalizando 739.785, menos 191.762 que Benfica e FC Porto juntos.
Na época de 2009/10, os “leões”, também com uma prestação frágil na Liga, contaram 369.083 entradas no Estádio José Alvalade. Tal como na última temporada, depois dos “grandes”, seguem-se os “rivais” minhotos, Sporting de Braga e Vitória de Guimarães, com 161.844 e 141.266 espectadores, respectivamente, contra 238.257 e 214.112 em 2009/2010. No pólo oposto, o Paços de Ferreira, que tinha sido “lanterna vermelha” nas assistências da última temporada, subiu ligeiramente e praticamente já igualou os números anteriores, muito por causa do seu percurso exemplar na Liga. Actualmente, Naval 1.º de Maio e Rio Ave são os emblemas com piores assistências, mas estes dois clubes ainda têm de receber o Benfica.
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[ ] Cinema
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HORIZONTAIS: 1-PREVALER. MEGA. 2-EIRA. AMADA. UE. 3-DOMITO. GIRAR. 4-MODESTIA. TAZ. 5-VA. AL. OOSSOM. 6-IRIDEAS. CA. IM. 7-D. MEDIANIDO. O. 8-AFA. IA. HAICAL. 9-RUGAS. CO. OIL. 10-CINCERRO. OCA. 11-JANGOTO. ROSAL. 12-ORAL. NASICOLA. 13-BORORO. AXE. AR. VERTICAIS: 1-PED. VIDAR. JOB. 2-RIOMAR. FUCARO. 3-ERMO. IMAGINAR. 4-VAIDADE. ANGLO. 5-A. TELEDISCO. R. 6-LAOS. AIA. ETNO. 7-EM. TOSA. CROA. 8-RAGIO. NHOR. AS. 9-DIASCIA. ORIX. 10-MAR. SADIO. OCE. 11-E. ARO. OCIOSO. 12-GURAMI. ALCALA. 13-AE. ZOMOL. ALAR.
solução do problema do dia anterior
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SALA 3
Soluções do problema
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição
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HORIZONTAIS: 1-Prevalecer. Mosquito mais pequeno que o trombeteiro. 2-Lugar, anexo às fábricas de açúcar, para guardar as canas, antes de empregadas. Namorada. Exprime admiração. 3-Variedade de rocha Agitar-se. 4-Simplecidade. Tás. 5-Vossa Alteza. Indicativo da cultura de vegetais, quantidade ou noção colectiva. Género de insectos coleópteros tetrâmeros. 6-Família de plantas que tem por tipo o género iris. Entre nós. Prefixo, em vez de in. 7-Raia ou estrema entre dois municípios. 8-Ânsia. Papagaio da Amazónia, também chamado vanaquiá. Árvore de Timor. 9-Pregas, dobras. Pancada que alguém dá no alto da cabeça de outrem. Partícula que, no antigo dialecto do Norte da França, significa sim. 10-Campanhia grande, que se pendura ao pescoço da besta que serve de guia às outras. Espécie de jogo, também chamado jogo da glória. 11-Corr. de jingoto. Roseiral. 12-Que é articulado ou pronunciado. Verme que se desenvolve no nariz. 13-Espécie de veado. Linha imaginária, que passa pelo centro de um corpo circular. Fluido transparente e invisível, que forma a atmosfera.a VERTICAIS: 1-Elemento de origem latina que significa pé. Instrumento com que se formavam os dentes dos pentes. Trabalho renumerado que geralmente não é considerado como um verdadeiro emprego. 2-Designação literária do rio Amazonas. Homem muito rico. 3-Crosta escamosa, que se forma na cabeça das crianças. Fantasiar. 4-Elemento de origem latina que significa inglês. 5-Filme de uma canção. 6-Lans. Criada para companhia. Elemento de origem grega que significa raça, povo. 7-Indicativa de lugar onde, de moto, tempo, causa, estado, fim, divisão, etc. Operação de tosar a lã ou aparar-lhe a felpa. Crosta de terreno que não foi mexida recentemente por enxada ou arado. 8-Género de insectos coleópteros, longicórneos e lignívoros. Abrev. de senhor. Assã ou açã. 9-Planta irídea. Espécie de antílopse sul-africano. 10-Abundância. Que tem boa saúde. Você. 11-Suf. indicativo, em química, de um sal formado pela reacção de um ácido. Que não trabalha. 12-Grande peixe. Fio de linha com que se cosem as redes da pesca. 13-Assoc. de Estudantes. Suco de carne dessecada. Arrastar ou guiar barcos à sirga.
REGRAS |
quinta-feira 24.3.2011
[Tele]visão www.macaucabletv.com TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 19:00 Música Movimento (Repetição) 19:30 Ganância 20:25 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde da RTPi 22:10 A Muralha 22:58 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:35 Ásia Global 00:05 Especial Informação 00:30 Telejornal (Repetição) 06:00 RTPi DIRECTO
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opinião
Sinais às avessas. Dinheiro fresco: Precisa-se! Fernando Gonçalves* In i
F
oi recentemente publicado um diploma (DL 33/2011) que tem por objectivo simplificar os processos de constituição de sociedades por quotas e unipessoais, estipulando que o montante de capital social passa a ser definindo pelos sócios, terminando, assim com a imposição de um capital mínimo de 5 mil euros. A meu ver, veicula-se deste modo uma visão muito debilitada da “vontade” de investir e de correr riscos por parte dos empresários. A medida terá virtudes? Certamente que sim, mas ninguém pode ser empresário sem arriscar! Como ilustração, fica claro que o sinal dado é muito frágil. Além do mais, para se cobrir uma eventual falta de capacidade de investimento e criar emprego próprio haverá e há alternativas legais para exercício da actividade. Acresce que esta visão pode ainda enevoar a resolução de um dos grandes
ca r t o o n por Steff
A criação de riqueza é sempre resultado da combinação de factores de produção, estando dependente da forma e do momento em que é feita a sua combinação e ainda da qualidade dos factores envolvidos. Para além disso, há que ter em conta que tal mistura depende fortemente da cultura empresarial dominante em cada espaço económico, a qual, por si só, gera também importantes clivagens na forma de se encararem os negócios
problemas nacionais, que é exactamente o da descapitalização de uma importante parcela das empresas nacionais. O sinal está às avessas. A criação de riqueza é sempre resultado da combinação de factores de produção, estando dependente da forma e do momento em que é feita a sua combinação e ainda da qualidade dos factores envolvidos. Para além disso, há que ter em conta que tal mistura depende fortemente da cultura empresarial dominante em cada espaço económico, a qual, por si só, gera também importantes
clivagens na forma de se encararem os negócios. Em Portugal, o mais corrente modelo de empresa é o (latino) familiar, onde os detentores da empresa elegem, normalmente, como os seus principais focos de actuação o progresso económico da família, o emprego próprio, dos colaterais e dos descendentes, e o crescimento sustentado da relevância social e influência política dos respectivos líderes, apelando assim ao esforço mínimo de mobilização de dinheiro próprio para o negócio.
odisseia
Esta atitude, sendo legítima, compreensível e racional, acaba por trazer complexos problemas de gestão na actual lógica de funcionamento globalizado das economias e de escassez de recursos financeiros. Estes problemas reclamam uma forte competência e agilidade nas aplicações financeiras e na gestão da liquidez, uma vez que o tempo de actuação exigido para a maioria dos negócios só muito raramente se compadece com incertezas de obtenção de crédito e com demoras na respectiva atribuição. Neste cenário, é imperativo actuar articuladamente em termos de inovação, nos seus diferentes planos (produto, projecto, organização e marketing), opção que reclama disponibilidades financeiras próprias que atenuem o prémio do risco de crédito. Nenhuma parcela de empresas está a coberto destas ameaças, uma vez que elas se fazem sentir em todo o espectro de confrontos comerciais, sendo particularmente agressivas para a maioria das nossas PME. Estando a gestão das empresas familiares fortemente apoiada no financiamento bancário - seguramente cada vez mais difícil de obter, pelo menos a médio prazo -, então as empresas apostadas em ganhar os novos desafios têm de pensar, desde já e rapidamente, numa nova configuração do seu capital social e têm de o fazer com injecções de dinheiro fresco, porque, além do mais, é desse tipo que haverá maior escassez. Quem o não fizer a isso será forçado. É uma questão de tempo. Os bancos serão, no plano doméstico, os primeiros a exigir para a concessão de crédito o reforço de capitais assentes em entradas de dinheiro fresco. Se assim não for, as receitas alternativas de recuperação serão bem mais duras, e até nem é muito difícil adivinhar quem serão os prescritores. Para que na economia portuguesa se comecem a vislumbrar os sinais de recuperação, e para que no país se reacendam a confiança e a esperança de forçar a saída da crise, entre outras medidas é vital e urgente recapitalizar a grande maioria das empresas portuguesas viáveis. *Economista
fácil
É tão perder a coragem; é tão fácil esquecer-se de dar corda ao relógio da vida; (...) é tão fácil fracassar. Padre Manuel teixeira [1912-2003]
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Complexo de culpa, Líbia e Alemanha Clóvis Rossi In Folha de São Paulo
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Alemanha foi a única democracia ocidental, além do Brasil, a abster-se na votação do Conselho de Segurança das Nações Unidas que decretou a zona de exclusão aérea sobre a Líbia, o que implica em ataques militares às tropas do ditador Kaddafi. Por isso, achei interessante tentar entender a posição alemã, aproveitando entrevista de seu vice-ministro de Relações Exteriores, Werner Hoyer, a um grupo de jornalistas estrangeiros convidados pelo governo para um seminário sobre a crise econômica europeia. A explicação dá para entender mais do que a do Brasil, o que está longe de significar concordância. Qual foi o motivo principal da abstenção? “Uma história de culpa, que nos faz entender a dimensão militar como absolutamente o último recurso”, responde Hoyer. Refere-se, se alguém aí se esqueceu, do remoto passado alemão de culpados pelas duas guerras mundiais do século passado e, por extensão, das atrocidades inerentes a uma guerra, qualquer guerra. Essa foi a primeira explicação, mas não a única. A segunda: “Sabíamos que não estávamos em condições de participar de um esforço militar. Não fazia sentido, então, dar legitimidade a uma operação militar [legitimidade assegurada pela aprovação pelo Conselho de Segurança], quando, depois, seríamos chamados a participar e não poderíamos”. Antes, Hoyer dissera que a “dimensão militar” estava sendo sobredimensionada. Explicara também que a situação na Tunísia e no Egito ficara apagada pela ação militar contra Gaddafi, quando “há muita coisa a fazer até chegar a eleições livres e justas”. A proposta alemã, para esses países, faz todo o sentido e é parecida com a do Brasil, embora esta tenha sido pouco desenvolvida até agora. Tratar-se-ia de “uma parceira para a transformação”, assim descrita pelo Ministério alemão: “AAlemanha quer dar uma contribuição para o desenvolvimento de partidos democráticos, para o diálogo sobre a vigência da lei, sobre a modernização do Judiciário, sobre o estabelecimento de um justo e transparente sistema eleitoral, sobre a promoção e o trabalho de uma mídia livre e independente”.
Qual foi o motivo principal da abstenção? “Uma história de culpa, que nos faz entender a dimensão militar como absolutamente o último recurso”, responde Hoyer. Refere-se, se alguém aí se esqueceu, do remoto passado alemão de culpados pelas duas guerras mundiais do século passado e, por extensão, das atrocidades inerentes a uma guerra, qualquer guerra. O Brasil bem que poderia tomar idêntico caminho. E bem que seu ministro do Exterior, Antonio Patriota, poderia imitar o colega alemão, Guido Westerwelle, que já visitou tanto a Tunísia como o Cairo e aproveitou para ser fotografado na emblemática praça Tahrir. Voltemos, no entanto, à Líbia. Ponderei a Hoyer que era perfeitamente compreensível as outras “dimensões” nos casos egípcios e tunisiano, posto que seus ditadores já haviam caído. Mas que outra “dimensão” há no caso líbio? Dialogar com Kaddafi?
O diplomata responde que é isso que o ditador quer. Acrescenta: “Mas seu tempo se acabou”. Então, o que a Alemanha propõe? “A caixa de ferramentas das sanções ainda não foi totalmente testada”, responde, aludindo ao pacote aprovado antes, também pelo Conselho de Segurança (aí com o voto do Brasil) para tentar sufocar financeiramente o regime líbio. Mas Hoyer acaba admitindo a diplomacia alemã teve que prender a respiração
para não votar a proposta de zona de exclusão aérea, “porque o pleno efeito das sanções levaria mais tempo do que tínhamos”, em óbvia alusão ao fato de que Kaddafi estava sitiando a capital informal dos rebeldes, Benghazi, e ameaçando um banho de sangue. “Por isso, não dissemos não [às sanções]”. Nem sim nem não, portanto, o que, a meu ver, não é o melhor caminho mesmo com sentimento de culpa por um passado que já está ficando remoto. Hoyer fecha seus comentários com uma ironia: “Fico impressionado com o furor que certos líderes [ocidentais] descobrem agora que Kaddafi é um tirano”. Eu também fico, Hoyer, mas fico ainda mais impressionado com o fato de que outros líderes ainda não fizeram essa descoberta. * Texto não editado
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Kahon Chan; Rodrigo de Matos; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
Eo problema do metro?
Albânia Carro novo graças a desastres O primeiro-ministro da Albânia, Sali Berisha, comprou um automóvel de luxo blindado com 500 milhões de patacas retirados de um fundo de reserva para catástrofes naturais. A aquisição do veículo foi aprovada no ano passado por um decreto do conselho de ministros, que foi inicialmente mantido em segredo. A estação de televisão privada Top Channel mostrou esta semana imagens do automóvel, um Mercedes topo de gama blindado, a chegar à alfândega de Tirana.
Desporto Vitória de Carlos Queiroz O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) condenou o comportamento de Carlos Queiroz durante o controlo de doping à selecção nacional de futebol mas consideraou que o ex-seleccionador não perturbou a recolha das amostras. E socorre-se da legislação portuguesa para sustentar a decisão de anular o castigo de seis meses imposto a Queiroz pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP). O acórdão só é passível de apelo para o Tribunal Federal suíço, mas apenas para contestar erros formais, nunca o conteúdo da decisão do organismo arbitral. Venezuela Estudante sutura boca Um estudante universitário venezuelano, Villa Fernández, em greve de fome junto da sede do Programa da ONU para o Desenvolvimento em Caracas, suturou com dois pontos o lado esquerdo da boca para exigir resposta das autoridades aos grevistas. “É incrível que tenhamos que chegar a este nível para ser ouvidos por um Governo que bloqueia as liberdades. Presidente (Hugo) Chávez, dissemos-lhe que não tínhamos medo e estamos a demonstrá-lo, dissemos-lhe que chegaríamos às últimas consequências e estamos a fazê-lo”, disse. O jovem centrou o seu discurso nas acusações ao Presidente venezuelano de ter “uma política destrutiva” para o país, vincando que cada dia “há mais insegurança, mais escassez de alimentos”.
Pesado, meu filho...
... pesado
!!!
Morreu a lenda de Hollywood, Elizabeth Taylor
Cleópatra diz adeus
Considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo e uma diva dos anos de ouro do cinema norte-americano, a lendária actriz Elizabeth Taylor morreu aos 79 anos, em Los Angeles
A
s causas da morte ainda não são conhecidas mas sabe-se que a actriz estava internada há dois meses no hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde acabou por falecer. Taylor sofria de uma grave insuficiência cardíaca e já em 2009 tinha sido operada ao coração. Há cerca de cinco anos que Elizabeth Taylor usava cadeira de rodas, dada a sua incapacidade. A sua morte já foi confirmada pelo filho da actriz, Michael. “É devastador”, disse o filho ao USA Today. A actriz “morreu tranquila, rodeada pelos filhos Michael Wilding, Christopher Wilding, Liza Todd e Maria Burton”, pode-se ler num comunicado emitido pela família, que lembra também que Elizabeth Taylor tinha dez netos e quatro bisnetos. Elizabeth Taylor, uma das mais mediáticas actrizes de Hollywood, nasceu em Londres a 27 de Fevereiro de 1932. Filha de pais americanos, a actriz mudouse para os Estados Unidos em 1939. Começou a sua carreira no cinema muito nova, tinha 10 anos quando foi contratada pela Universal Pictures, para o filme “There’s One Born Every Minute”. Mas foi em séries infanto-juvenis que começou a revelar o seu talento. Em 1943 participou na série Lassie. E desde então nunca mais parou, como provam os números dos filmes em que participou, mais de 50.
Adorada por todos e muito aclamada pela crítica, Elizabeth Taylor venceu dois Óscares da Academia, na década de 1960, pelos papéis nos filmes “Quem tem medo de Virginia Woolf” (1967) e “Butterfly 8” (1961) e foi ainda nomeada para mais três com os filmes “A Árvore da Vida” (1958), “Gata em telhado de zinco quente” (1959) e “Bruscamente no Verão passado” (1960). Embora “Cleopatra” (1963) não lhe tenha valido nenhuma nomeação aos Óscares, o filme ficará para sempre recordado como um dos grandes sucessos da actriz. Mas não só de glamour se fez a vida da actriz. Elizabeth Taylor foi várias vezes alvo dos tablóides pelos seus hábitos luxuosos, como a sua paixão por jóias que a levou mais tarde a criar uma colecção com o seu próprio nome. A sua longa amizade com Michael Jackson também a pôs no centro das atenções. Quando o cantor morreu, Elizabeth Taylor mostrou-se triste e chocada com a notícia. “Eu amei o Michael com todo o meu coração e não consigo imaginar a vida sem ele. Tínhamos tanto em comum e divertíamo-nos tanto.” Longe das câmaras e dos holofotes da fama, Elizabeth Taylor foi uma activista. A actriz participou e organizou vários eventos a favor de causas humanitárias, tendo sido uma grande voz na batalha contra a SIDA.
quinta-feira 24.3.2011 www.hojemacau.com.mo
Brasil Polícia com ataque psicótico em cuecas Um soldado da Polícia Militar da cidade brasileira de Joinville, no estado de Santa Catarina, teve um surto psicótico em plena via pública, atirou em crianças e depois tirou a roupa. Segundo o comando da corporação, o militar perdeu o controle depois de ser humilhado por um grupo de crianças. Testemunhas contam que o polícia, com 15 anos de serviço, passou de carro na rua quando um grupo de miúdos, com idades entre os 10 e os 12 anos, brincava no meio da via, correndo e gritando muito. O soldado terá parado o carro e pedido para eles pararem com a confusão, o que só fez aumentar a gritaria dos miúdos. O militar, então, mostrando que algo não estava bem com ele, puxou a arma de serviço, mandou os menores encostarem na parede e deu dois tiros. Os disparos não atingiram ninguém, mas provocaram pânico entre os habitantes e os miúdos. No fim, tirou toda a roupa. China Desvio de 187 milhões de yuans O Gabinete de Auditoria Nacional da China anunciou ontem ter detectado um desvio de 187 milhões de yuans na construção da linha férrea de alta velocidade PequimXangai. O desvio foi detectado durante uma inspecção realizada ao projecto entre Maio e Julho de 2010, indicou a mesma fonte, sem precisar quantas pessoas estão envolvidas no desfalque. Segundo a agência noticiosa oficial chinesa, o relatório da auditoria “foi entregue às autoridades superiores” e “está em curso uma investigação”. A linha de alta velocidade Pequim-Xangai – a mais extensa do mundo, com 1.318 quilómetros - representa um investimento de 217.600 milhões de yuans. Cuba Libertados dois últimos presos políticos de 75 Cuba vai libertar em breve os dois últimos presos políticos do grupo de 75 condenados em 2003, encerrando um processo de nove meses de libertações após um acordo entre as autoridades e a igreja católica, anunciou hoje a arquidiocese de Havana. “Na continuação do processo de libertação de presos (...) foi decidida a libertação” de Felix Navarro e José Ferrer, referiu uma nota da arquidiocese. Na primavera de 2003, uma vaga de repressão levou à detenção de 75 dissidentes cubanos. Do total, 23 foram libertados entre 2003 e 2010, essencialmente por motivos de saúde.