Nº 4899 QUARTA-FEIRA 24-11-2021 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
hoje macau
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NUNO PINTO FERNANDES | GLOBAL IMAGENS
MOP$10
NUNO JÚDICE
OLHAR PARA DENTRO ENTREVISTA
TURISMO
PONTO DE LUZ PÁGINA 4
ENSINO | VACINAS
SEPARAR AS ÁGUAS PÁGINA 5
FORGES
LÍDERES EM HARMONIA PÁGINA 3
Sem talento
A resposta à pergunta sobre que nacionalidades estão excluídas do programa, actualmente em consulta pública, de captação de indivíduos com características talentosas, continua sem resposta. A Comissão de Desenvolvimento de Talentos limita-se a dizer que a medida de exclusão segue o princípio aplicado por Hong Kong. PÁGINA 2
2 política
24.11.2021 quarta-feira
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Não é para quem quer A nova lei de captação de talentos que se encontra em consulta pública prevê a exclusão de indivíduos de “determinadas nacionalidades”. A Comissão de Desenvolvimento de Talentos recusou-se a especificar ao HM os países excluídos e vincou que a medida tem como referência a experiência das regiões vizinhas, nomeadamente Hong Kong
A
Comissão de Desenvolvimento de Talentos (CDT), entidade responsável por submeter a consulta pública o novo Regime de Captação de Quadros Qualificados, escusou-se a esclarecer as nacionalidades que podem justificar a exclusão de candidatos que pretendam trabalhar em Macau. Recorde-se que no capítulo referente aos factores de ponderação, a nova lei prevê, sem especificar, que algumas nacionalidades possam servir de argumento para excluir candidatos. “O Programa de Captação de Quadros Qualificados não é aplicável a indivíduos de determinadas nacionalidades (caberá aos serviços competentes a apreciação e imposição de restrições)”, é referido no documento que está em consulta pública até 24 de Dezembro. Questionado pelo HM sobre os países a que se refere o novo regime e as razões para introduzir as restrições, a Comissão de Desenvolvimento de Talentos, limitou-se a dizer que a medida está em linha com as práticas de outros países e regiões. “O facto de prever a não aplicabilidade do programa a indivíduos de determinadas nacionalidades tem por referência a experiência adquirida em programas semelhantes praticados por outros países e regiões, cabendo futuramente aos serviços competentes proceder à apreciação desta matéria”, pode ler-se na resposta enviada ao HM. Sobre a possibilidade de a medida ser considerada discriminatória,
De referir que o “Quality Migrant Admission Scheme” não é aplicável a nacionais do Afeganistão, Cuba, Laos, Coreia do Norte, Nepal e Vietname, não constando no regulamento do plano qualquer explicação adicional sobre a matéria.
Como água
dado que pode resultar na exclusão de talentos necessários a Macau, não pela sua qualificação profissional, mas devido à proveniência dos quadros qualificados, a CDT não respondeu directamente, mas acrescentou que a sua principal inspiração foi o “Quality Migrant Admission Scheme”, de Hong Kong.
“Tomando como referência as experiências das políticas de captação dos quadros qualificados das outras regiões, também existem restrições dirigidas a determinados destinatários, como o ‘Quality Migrant Admission Scheme’ de Hong Kong, que também não é aplicável aos cidadãos de certos países”, acrescentou o organismo.
O plano de Hong Kong não é aplicável a nacionais do Afeganistão, Cuba, Laos, Coreia do Norte, Nepal e Vietname, não constando no regulamento qualquer explicação adicional
Na resposta enviada ao HM, a Comissão de Desenvolvimento de Talentos vinca que o novo Regime de Captação de Quadros Qualificados “irá prever critérios de notação que sejam abertos e transparentes”, assentando sobretudo em factores de ponderação como a habilitação académica, qualificação profissional ou credenciação sectorial, experiência profissional e realização pessoal. “Os indivíduos provenientes de outros locais podem apresentar a sua candidatura e aqueles que satisfaçam os requisitos essenciais, de acordo com a sua classificação e pontuação atribuída, poderão preencher as devidas quotas”, apontou a CDT. Recorde-se que o novo regime de captação de talentos prevê três programas de diferentes níveis, designados como “quadros altamente qualificados”, “quadros de excelência” e “quadros altamente especializados”. Entre as principais metas está a necessidade de desenvolver as áreas da saúde, finanças modernas, tecnologia de ponta e cultura e desporto para construir a zona de cooperação de Hengqin e colmatar lacunas de recursos humanos. O número total de quotas anuais de todos os programas não deve exceder as mil. Pedro Arede
L
EI Chan U está preocupado com a possibilidade de os novos talentos serem canalizados exclusivamente para o desenvolvimento do projecto da zona de cooperação em Hengqin, deixando Macau para segundo plano. Para o deputado, o Regime de Captação de Quadros Qualificados, “não apresenta recomendações claras” sobre
a forma de desenvolver os talentos locais. “O futuuro regime deve definir claramente as obrigações e responsabilidades que os talentos devem cumprir para fomentar e orientar os talentos de Macau”, declarou Lei Chan U em comunicado. Por isso mesmo, o deputado ligado aos Operários defende que a nova lei deve definir como
“requisito obrigatório” que os talentos “importados” ao abrigo do diploma contribuam para o crescimento da economia local. Isto, quando o documento de consulta prevê a atribuição de “pontos adicionais” para candidaturas destinadas a desenvolver as áreas da saúde, finanças modernas, tecnologia de ponta e cultura e desporto, apontadas a Hengqin.
“Se não se exigir aos quadros qualificados (…) que invistam e desenvolvam Macau, como é que isso poderá contribuir para o crescimento das indústrias locais, especialmente das emergentes, e à criação de empregos para a população local, especialmente para os jovens?”, questionou Lei Chan U. P.A.
5G Wong Kit Cheng pergunta quando lei chega à Assembleia
Wong Kit Cheng quer saber quando a futura lei das telecomunicações vai entrar na Assembleia Legislativa. A deputada afirma, em interpelação escrita, que a tecnologia 5G é fundamental para Macau alcançar o estatuto de “cidade inteligente”, um dos objectivos do Executivo. Apesar da consulta pública sobre a futura lei ter terminado em 2019, a proposta ainda não chegou ao hemiciclo. Por isso, a legisladora ligada à Associação das Mulheres quer ser actualizada sobre o andamento dos trabalhos. No mesmo documento, Wong Kit Cheng questiona o Governo sobre os resultados dos testes com postos de iluminação inteligentes, que além de alumiarem as ruas, têm câmaras de videovigilância e recolhem dados sobre o número de pessoas nas ruas, temperatura, níveis de poluição, entre outras funções.
DSSOPT Chan Pou Ha vai aposentar-se
A directora dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Chan Pou Ha, vai abandonar o cargo, avançou ontem a TDM-Rádio Macau. Licenciada em engenharia civil pela Universidade de Hua Qiao, Chan Pou Ha assumiu as actuais funções em 2020, após ocupar o cargo de técnica superior assessora principal da Divisão de Estudos e Documentação da DSSOPT. A actual directora da DSSOPT fez toda a carreira profissional no organismo, tendo assumido também os cargos de subdirectora substituta (2008 a 2009) e subdirectora (2009 a 2015).
SOFIA MARGARIDA MOTA
LEI CHAN U LEI DE CAPTAÇÃO DE TALENTOS DEVE DESENVOLVER MACAU
HOJE MACAU
TALENTOS COMISSÃO NÃO ESCLARECE EXCLUSÕES POR NACIONALIDADE
quarta-feira 24.11.2021
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Instituto Politécnico de Macau e o Instituto Politécnico de Setúbal recebem até sexta-feira a 11.ª Conferência do Fórum de Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa (FORGES), transmitida simultaneamente na internet para países e regiões de língua portuguesa, para o Interior da China e para Macau. O evento tem como objectivo “aproximar toda a comunidade académica, em especial decisores da política educativa, membros dos órgãos de gestão das instituições de ensino superior, administradores, docentes e investigadores”, com o intuito de reflectir sobre os principais temas estruturantes do ensino superior, assumindo-se como espaço de cooperação, partilha, aprendizagem e investigação de referência”. Ao longo desta semana, até sexta-feira, o evento vai reunir investigadores e instituições de ensino superior de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor.
“Como académico que sempre fui e serei, mas também como Presidente da República Portuguesa, quero testemunhar-vos a solidariedade, em torno dos valores que são os nossos e são os vossos.” MARCELO REBELO DE SOUSA
No discurso de abertura, o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, começou por afirmar que o formato da conferência online se “enquadra perfeitamente no tema ‘A Cooperação no Ensino Superior dos Países e Regiões de Língua Portuguesa Perante os Desafios Globais’”. O Chefe de Estado agradeceu a hospitalidade do Instituto Politécnico de Setúbal e o "empenho particular do Instituto Politécnico de Macau", e afirmou que o Ensino Superior tem de es-
política 3
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EDUCAÇÃO MARCELO E HO APLAUDEM COOPERAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR
Unidos na língua
Ho Iat Seng e Marcelo Rebelo de Sousa participaram na abertura da Conferência do Fórum de Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa. Os governantes destacaram o papel da cooperação das instituições de ensino superior na divulgação da língua portuguesa, na formação de quadros qualificados e na preparação para os desafios da era pós-pandémica
tar à altura dos desafios que o Mundo tem pela frente. O Presidente português destacou o desempenho
das instituições académicas durante as fases mais difíceis da pandemia, principalmente em termos de resposta
científica, pedagógica e de apoio social aos estudantes e o serviço à comunidade. Mas também minimizando
Bem-estar garantido
Deputados querem mais segurança nos centros de explicações
A
garantia da segurança física e psicológica é a principal preocupação dos deputados que estão a analisar a lei da actividade dos centros particulares de apoio pedagógico complementar. O objectivo foi traçado por Ella Lei, presidente da 1.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa, após a reunião de ontem. “No nosso encontro de hoje [ontem] discutimos a questão do número mínimo de alunos para que os centros estejam regulados pela lei. A proposta do Governo diz que os centros são abrangidos se tiverem pelo menos cinco alunos”, começou por destacar Ella Lei. “Mas, e os centros com menos de cinco alunos, com por exemplo três?
Ficam num vazio legal e fora da regulamentação? São vários os deputados preocupados porque o essencial é garantir a segurança e a integridade física e psicológica dos alunos”, justificou. Com a proposta, espera-se também afastar dos centros os funcionários que tenham sido condenados por crimes de violência doméstica e crimes sexuais. O assunto esteve ontem em cima da mesa, mereceu grande atenção, e é visto como um dos requisitos mais importantes para que os centros possam ser licenciados para o exercício da actividade pelo Governo.
O nome das coisas
Ainda para assegurar o bem-estar dos alunos do ensino não-superior
o impacto da pandemia, contribuindo com conhecimento importante para a testagem, criação de equi-
há mais aspectos da lei que colocam reservas aos legisladores, como a exigência de condições de iluminação e ventilação “adequadas”. Segundo os membros da comissão, a definição do diploma é demasiado geral. “Na proposta de lei consta que as instalações dos centros têm de ser adequadas ao nível da iluminação e ventilação, para assegurar a integridade dos alunos. Só que nos parece que o texto deve ser mais concreto nas exigências face a estes aspectos e ao que se entende pelas condições adequadas”, justificou. Os temas em discussão identificados nesta primeira reunião interna, que só envolveu deputados, vão ser levantados junto dos representantes do Governo, numa próxima reunião que deve ser agendada rapidamente.
pamentos e sensibilização para a vacinação. “Como académico que sempre fui e serei, a dimensão mais importante da minha vida, mas também como Presidente da República Portuguesa, quero testemunhar-vos a solidariedade, em torno dos valores que são os nossos e são os vossos”, afirmou realçando o empenho das instituições, “no sentido de recomeçar e ressurgir neste período, quase, quase, quase pós-pandémico”.
O papel que lhe cabe
Por seu lado, Ho Iat Seng garantiu que Macau assumirá o papel de servir de “plataforma sino-lusófona, aprofundando os intercâmbios e a cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa”. O Chefe do Executivo assinalou que o Governo da RAEM apoia a cooperação profunda com os Países de Língua Portuguesa no ensino superior e na formação de quadros qualificados. Assim sendo, o governante garantiu que serão dadas condições para o “intercâmbio de professores e alunos, de organização conjunta de cursos conferentes de grau académico e de construção conjunta de laboratórios de investigação e a formação de mais quadros bilingues em chinês e português”. O evento junta mais de 500 participantes, vindos de mais de 60 instituições de ensino superior e instituições dos países e regiões de língua portuguesa. João Luz
Hengqin Pedidas mais garantias
Ma Io Fong, deputado apoiado pelas Mulheres de Macau, quer saber quais são os planos do Governo para promover serviços para idosos na Ilha da Montanha. Numa interpelação escrita, o legislador elogiou o projecto da zona de cooperação aprofundada, mas considerou que para haver uma maior deslocação de residentes de Macau para Hengqin é necessário promover outras garantias, principalmente ao nível da qualidade dos cuidados médicos. Nesse sentido, o legislador pergunta ao Governo o que está a pensar fazer em cooperação com as autoridades de Zhuhai para melhorar as condições em Hengqin dos residentes de Macau.
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24.11.2021 quarta-feira
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TURISMO NÚMERO DE VISITANTES A SUBIR E CCTV ELOGIA MACAU
Empurrão do Interior Um “ponto iluminado”. É desta forma que um dos principais órgãos estatais chineses elogiou a RAEM e as medidas de controlo da pandemia
A
RAEM é um “ponto iluminado” para o turismo, devido à segurança e às medidas aplicadas para controlar a pandemia. Os elogios partiram de um artigo publicado na segunda-feira no canal estatal CCTV, citado pela Reuters, sobre o mercado do turismo do Interior este ano. A região de Macau é assim destacada no que diz respeito às previsões sobre o crescimento do turismo por parte dos cidadãos do Interior. De acordo com as estimativas oficiais, apresentadas pela CCTV, até ao final do ano o mercado do turismo do Interior deverá ser de 25,62 milhões de viajantes, o que representa um aumento de 25 por cento face a 2020, quando o número registado foi de 20,34 milhões de viajantes.
Indústrias culturais Registada quebra anual de receitas e funcionários Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que, na área das indústrias culturais no território, houve, no ano passado, uma quebra no número de funcionários nas empresas e também uma diminuição das receitas. Em 2020, existiam 2.483 empresas ou entidades em operação nas áreas das exposições, espectáculos, design criativo ou media digitais, entre outras, um aumento de 28 sociedades face a 2019. No entanto, o número de funcionários foi, no ano passado, de 11.862 pessoas, menos 13,4 por cento em termos anuais. As receitas obtidas por
estas entidades totalizaram cinco mil milhões de patacas, menos 36,9 por cento em termos anuais. O valor acrescentado bruto, que reflecte o contributo económico destas indústrias, fixou-se em 2,14 mil milhões de patacas, uma queda anual de 27,9 por cento. Os dados mostram que a área das indústrias culturais representa apenas 1,1 por cento do VAB (Valor Acrescentado Bruto) de todos os ramos de actividade económica do território em 2020. Ainda assim, deu-se um ligeiro aumento de 0,4 por cento no contributo económico face a 2019.
SJM Aposta na diversificação do turismo A concessionária SJM está empenhada em ajudar o Governo na promoção do território como destino turístico diversificado. A promessa foi reforçada ontem pela presidente da direcção Daisy Ho, filha de Stanley Ho, através de um comunicado, que surge na sequência do envolvimento da operadora no Grande Prémio de Macau e no Concerto de Rock no Litoral. “A SJM está empenhada em promover o desenvolvimento
do turismo diversificado em Macau. Por isso, tivemos a honra de ser o patrocinador da prova de Fórmula 4 do Grande Prémio de Macau e o patrocinador do palco do Concerto de Rock no Litoral [do evento Hush!]”, afirmou a responsável. “Através do apoio a estes dois eventos locais, temos como objectivo ajudar na integração entre sectores através do conceito ‘turismo mais desporto’ e ‘turismo mais cultura”, acrescentou.
No ano de 2019, o último antes da pandemia, a RAEM tinha recebido 27,93 milhões de turistas do Interior
No entanto, grande parte dos turistas não viajaram para Macau. De acordo com as estatísticas oficiais, entre Janeiro e Setembro, a RAEM foi visitada por 5,24 milhões de pessoas do Interior. O número de 25,62 milhões de viajantes está muito longe dos níveis pré-pandemia, quando o mercado do turismo do Interior representava um valor superior a 100 milhões de turistas e 255 mil milhões de dólares norte-americanos em despesas nos lugares visitados.
Macau tem sido um dos destinos mais afectados com a queda do turismo do Interior. No ano de 2019, o último antes da pandemia, a RAEM tinha recebido 27,93 milhões de turistas do Interior. Em 2020, os visitantes foram “apenas” 4,75 milhões.
E o futuro?
As estatísticas oficiais não apresentam estimativas para o mercado do turismo no próximo ano. No entanto, a mensagem transmitida é que as viagens podem ser facilitadas, dependendo das medidas de controlo da PUB.
Lembrete Plano de comparticipação pecuniária no desenvolvimento económico para o ano de 2018 1. O prazo limite para a apresentação do pedido de atribuição do Plano de comparticipação pecuniária no desenvolvimento económico para o ano de 2018 é fixado em 31 de Dezembro do corrente ano. 2. Os indivíduos que satisfaçam os requisitos de atribuição, mas não tenham ainda formulado o pedido, devem dirigir-se até ao termo do prazo supracitado ao Centro de Serviços do Instituto para os Assuntos Municipais, sito na Avenida da Praia Grande, n.º 762 – 804, Edf. “China Plaza”, 2.º andar, Centro de Serviços da RAEM, sito na Rua Nova da Areia Preta, n.º 52, ou Centro de Serviços da RAEM das Ilhas, sito na Rua de Coimbra, n.º 225, 3.º andar, Taipa, para efeitos de tratamento das respectivas formalidades. 3. Por último, solicita-se que os cheques ainda não sacados sejam apresentados, com a maior brevidade, junto de qualquer instituição bancária de Macau. Macau, aos 20 de Outubro de 2021.
pandemia adoptadas pelos diferentes destinos. Segundo a CCTV, citada pela Reuters, o ritmo da recuperação em 2022 vai “depender de como cada destino lidar com a pandemia”. Com as medidas restritivas de circulação em Macau e o encerramento ao exterior, tal poderá indicar que o mercado vai continuar a crescer. Macau é uma das poucas jurisdições com uma bolha de viagem com o Interior, que dispensa o cumprimento de medidas de quarentena. Estas só são implementadas quando são detectados casos em regiões específicas ou na própria RAEM. O Governo já mostrou vontade de recuperar entradas ao nível das visitas de excursionistas, suspensas desde o início da pandemia. Esta retoma seria um reforço para o turismo local. Contudo, Ho Iat Seng já indicou que a taxa de vacinação entre a população vai ter de subir para 80 por cento. Por outro lado, o esforço pode implicar que a RAEM vai continuar a exigir quarentenas elevadas a destinos considerados de risco elevado, como é classificado todo o mundo, à excepção do Interior, Hong Kong e Taiwan. João Santos Filipe
PEARL HORIZON DIREITOS DE AQUISIÇÃO EM VENDA JUDICIAL
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NCONTRAM-SE em venda judicial dois “direitos de aquisição” de fracções no empreendimento Pearl Horizon. A informação consta do portal dos tribunais da RAEM e os direitos resultaram de contratos-promessa assinados com a Sociedade de Importação e Exportação Polytex, a 19 de Março de 2013. Segundo os dados revelados, a venda é o resultado de um pedido de execução de dívida. O direito de aquisição da fracção habitacional B35 tem um preço mínimo de 2,5 milhões de patacas. O direito para a fracção E25 tem um preço mínimo de 3,1 milhões de patacas. O empreendimento de luxo Pearl Horizon era para ser construído na Areia Preta. Contudo, a
construção foi abortada, porque o Governo da RAEM recuperou o terreno, por considerar que o mesmo não foi aproveitado durante a concessão de 25 anos. A decisão, ao abrigo da nova Lei de Terras, resultou em vários lesados e vários processos em tribunal com diferentes envolvidos. Após a recuperação do terreno, o Governo decidiu utilizar a terra disponível para construir habitação económica e habitação para troca, no âmbito do futuro programa de Renovação Urbana. Os lesados do empreendimento tiveram direito de preferência na compra das fracções que vão ser construídas pela Administração, e 1.902 deles aceitaram a opção de ficar com uma casa na futura construção.
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ESCOLA ALVIS LO REJEITA VACINAÇÃO OU TESTE OBRIGATÓRIO EM CRIANÇAS
Vamos lá por partes GCS
No seguimento da aprovação da vacinação a partir dos três anos, o Director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo Iek Long, garantiu que a apresentação de certificado de vacinação ou teste negativo à covid-19 não será obrigatória para ir à escola, como já acontece na Função Pública. Nova aplicação do código de saúde com função de rastreio já foi descarregada 40 mil vezes
Alvis Lo director SSM “Não podemos impor esse tipo de restrições ao nível da vacinação, impedindo assim as crianças [não vacinadas] de ir à escola.”
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LVIS Lo Iek Long, director dos Serviços de Saúde (SSM) assegurou ontem que, apesar da inclusão da faixa etária entre os 3 e os 11 anos no grupo elegível para ser inoculado contra a contra a covid-19, a apresentação de certificado de vacinação ou resultado negativo de um teste de ácido nucleico, não será obrigatória para as crianças irem à escola. Citado pelo canal chinês da TDM-Rádio Macau, o responsável disse que, pela sua
natureza, as escolas não podem seguir o exemplo da Função Pública, mas que o aumento das exigências de vacinação será bem-vindo, desde que não vá contra a o princípio da voluntariedade. “Não podemos impor esse tipo de restrições ao nível da vacinação, impedindo assim as crianças [não vacinadas] de ir à escola”, apontou o director dos SSM, referindo-se aos alunos do ensino não superior. Recorde-se que, actualmente, as orientações dos Serviços
Plantas cadastrais Lançado novo serviço online
A Direcção dos Serviços de Cartografia e Cadastro lançou um novo serviço online para fazer pedidos e receber plantas cadastrais, através da página electrónica. No entanto, o acesso ao serviço requere o registo na conta única de acesso comum aos serviços públicos da RAEM. A planta cadastral possui força legal, servindo para identificação física dos prédios no que se refere à sua localização, áreas e confrontações. De acordo com a DSCC este serviço foi lançado para “corresponder com as orientações políticas do Governo na promoção da Governação electrónica”, foi explicado na nota de imprensa.
de Administração e Função Pública (SAFP) estipulam que todos os funcionários públicos tenham de apresentar comprovativo de vacinação ou teste de ácido nucleico com resultado negativo feito nos últimos sete dias.
Tudo vai bem
Sobre a nova aplicação para telemóvel do Código de Saúde, que inclui a funcionalidade de registo de itinerários das população e está actualmente em fase experimental, Alvis
Lo revelou que o software já foi descarregado por 40 mil utilizadores desde o seu lançamento a 28 de Novembro. O responsável classificou ainda a resposta da população como “positiva” e salientou que “não foram identificados grandes problemas” com a utilização da aplicação. Paralelamente, acrescentou, está a decorrer um programa de sensibilização que visa os proprietários de estabelecimentos e outras instituições. Questionado sobre a utilização da aplicação de rastreamento será obrigatória para frequentar transportes públicos, Alvis Lo disse que o tópico terá que ser estudado. Recorde-se que a nova aplicação serve para fazer um ‘scan’ a um código QR dos locais frequentados, permitindo assim a entrada no interior dos espaços e registar o percurso dos utilizadores. Relativamente ao alargamento do prazo dos testes de ácido nucleico de 48 horas para sete dias, para entrar em Zhuhai, Alvis Lo referiu que a decisão foi tomada após um “estudo de ambos os lados da fronteira”, lembrando que as medidas anti-epidémicas de Macau são “altamente consistentes” com as restrições impostas pela Comissão Nacional de Saúde. Pedro Arede
IAM Biografia de Pedro José Lobo editada em inglês
O Instituto Internacional de Macau (IIM) vai apresentar no próximo sábado no Salão Nobre do Instituto para os Assuntos Municipais
(IAM), uma edição em língua inglesa da biografia de Pedro José Lobo intitulada “Everyday is Mine”. Lançada originalmente em 2020, a obra da autoria do seu neto, Marco Lobo, retrata a vida do antigo presidente do Leal Senado de Macau (1959-1964), nascido em Timor-Leste e considerado um importante empresário, político, filantropo, funcionário público, músico, dirigente associativo e dinamizador cultural. A biografia
agora integrada na colecção “Suma Oriental”, pode ler-se num comunicado oficial, relata ainda o período de Pedro José Lobo enquanto chefe de Repartição Central dos Serviços Económicos, altura em que se destacou durante a Segunda Guerra Mundial, na resolução do Incidente das Portas do Cerco. A sessão de apresentação acontece pelas 18h00 e requer uma inscrição prévia por parte dos participantes.
Ponte de Sai Van Acesso encerra temporariamente
A entrada da Ponte de Sai Van junto à Panorâmica do Lago Sai Van vai estar encerrada entre as 2h e as 5h, de 29 de Novembro (segunda-feira) e 30 de Novembro (terça-feira), de acordo com um comunicado do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI). O encerramento é justificado pela necessidade da reposição dos equipamentos de tráfego, ou seja, o pórtico à entrada da ponte. Como alternativa, o GDI recomenda que os veículos circulem pela Rua de S. Tiago da Barra e, em seguida, virem em direcção à Avenida da República para acederem à zona de Nam Van. PUB.
MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.° 892/AI/2021 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se o infractor LUO YUNLONG, portador do passaporte da RPC n.° E69315xxx e do Salvo Conduto para Deslocação a Hong Kong e Macau da RPC n.° C29572xxx, que na sequência do Auto de Notícia n.° 34/DI-AI/2020, levantado pela DST a 19.01.2020, e por despacho da signatária de 17.11.2021, exarado no Relatório n.° 972/DI/2021, de 22.10.2021, em conformidade com o disposto no n.° 1 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010, lhe foi desencadeado procedimento sancionatório por suspeita de controlar a fracção autónoma situada na Rua Onze Bairro Tamagnini Barbosa n.° S/N, Jardim Cidade Nova, Bloco 7, 2.° andar D, Macau onde se prestava alojamento ilegal.-------------------------------No mesmo despacho foi determinado que deve, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, apresentar, querendo, a sua defesa por escrito, oferecendo nessa altura todos os meios de prova admitidos em direito, não sendo admitida a apresentação de defesa ou de provas fora do prazo conforme o disposto no n.° 2 do artigo 14.° da Lei n.° 3/2010. -------------------------------------A matéria apurada constitui infracção ao artigo 2.° da Lei n.° 3/2010, punível nos termos do n.° 1 do artigo 10.° do mesmo diploma.-------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços, sito na Alameda Dr. Carlos d’Assumpção n.os 335-341, Edifício “Hot Line”(Centro “Hot Line”), 18.° andar, Macau. -------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, aos 17 de Novembro de 2021. A Directora dos Serviços, Maria Helena de Senna Fernandes
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NUNO JÚDICE
24.11.2021 quarta-feira
HOJE MACAU
“A poesia é a relação POETA
“A Estrofe que Dança”, uma antologia de poemas do mexicano Rámon López Velarde é o mais recente projecto editorial de Nuno Júdice, mas o poeta português está a preparar dois novos livros, um inédito e uma antologia poética. Em conversa com o HM, o autor lamentou que a poesia contemporânea tenha esquecido as influências clássicas
Acaba de lançar uma antologia de poesia de Ramón López Velarde. Como surgiu a oportunidade de editar este projecto? Conheci a poesia de Velarde no México. Foi o primeiro contacto que tive com a biografia. Na Cidade do México, a Casa da Poesia foi construída no sítio onde viveu. É um espaço que todos conhecem, um centro da poesia da América Latina. [Velarde] interessou-me porque tem, no fundo, um universo com tópicos que passam pela vida na província, pelos costumes camponeses, pela memória da infância, muito ligada à Igreja, e as figuras dessas cidades. Eram, na altura, cidades muito pouco cosmopolitas. Isso tem muito
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com a vida”
em Portugal. É do Algarve e também fala na sua poesia da sociedade do seu tempo. Publicar Velarde em português permite o acesso à poesia sul-americana? É uma poesia ainda pouco conhecida no universo da língua portuguesa? Sim. Têm havido algumas traduções dos grandes poetas sul-americanos da época, mas o mais conhecido continua a ser o Jorge Luís Borges que apaga um pouco todos os outros. Em relação a nós, é o Fernando Pessoa. Julgo que esta tradução pode ajudar a suscitar curiosidade por outros poetas e pela grande poesia da América Latina desde o fim do século XIX. Alguns dos grandes poetas espanhóis são sul-americanos. Publicou no ano passado “O Regresso a um cenário campestre”, depois de ter lançado também um livro de poesia em 2019. Depois desta antologia, planeia escrever um novo livro de poemas? Sim. Estou a preparar uma antologia dos 50 anos de poesia, o primeiro livro é de 1972 (risos). Já lá vai um tempo. Esse livro deve sair em Março ou Abril. Estou também a escrever um novo livro que sairá depois do Verão, lá para Setembro ou Outubro.
a ver com as minhas memórias do Algarve e dessa relação com uma vida ainda rural. A antologia nasceu do facto de este ano ser o centenário da morte do poeta e por sugestão da embaixada do México para que fizesse esta antologia. Como tenho relações pessoais com o México, e sendo um país de que gosto muito, não foi uma imposição, foi algo que aceitei com muito gosto. Que linha orientadora seguiu para a selecção dos poemas? Velarde tem uma obra relativamente escassa, só publicou três livros, e não foi muito difícil fazer essa selecção. Quis dar um pouco os vários aspectos da sua poesia. Há uma parte que está ligada à influência da poesia sul-americana da época, uma poesia influenciada pelo pan-asianismo francês, com um certo formalismo na escolha do vocabulário, uma escolha muito erudita, mas não incompreensível, como alguns pan-asianos. Depois existem os poemas que se ligam a memórias da sua adolescência, o tempo passado no seminário, e os personagens familiares, pessoas ligadas a uma burguesia rural rica. Ele descreve
“[A nova poesia tem] uma maior aproximação ao quotidiano, com uma linguagem mais próxima realidade contemporânea. Já não é uma língua poética como era na minha geração.” os interiores das casas, as mulheres que tinham uma sensualidade que o atraía, embora ele fosse religioso. Depois um outro campo de poemas que são inspirados pelos dois amores que teve. São poemas em que esse amor é quase um canto desesperado para atingir o impossível. Quando vai para a Cidade do México já tem uma vida mais cosmopolita, e é a terceira parte da poesia, em que vemos toda a cultura da época, a atracção pelos bailados. A obra de Velarde tem também poemas relativos a esse cosmopolitismo e às mudanças políticas, em que se passa de um momento em que o país vive agitado e entra depois na normalidade. É um poeta muito rico
em termos de figuras da sociedade e, ao mesmo tempo, dá-nos um lado biográfico fascinante. Ao lermos Velarde acabamos por compreender o México. Traduzi o poema final, que se tornou numa espécie de poema nacional do México, e onde temos uma visão do país desde a conquista até à actualidade. Esse é um dos grandes poemas do Velarde, embora já não tenha um aspecto mais pessoal da sua vida. Há dois poetas em Portugal que podemos comparar [com Velarde]. Um deles é o Cesário Verde, que dá a visão de uma Lisboa que ainda é campo, mas que já começa a ser uma cidade cosmopolita, e depois João Lúcio, um poeta pouco conhecido
“O que talvez distinga a poesia da ficção é esse olhar para dentro. Quando olhamos para dentro há muitas memórias e imagens, lembranças da cultura e do que lemos.”
Está no processo retrospectivo de olhar para tudo o que já escreveu. Como tem sido esse trabalho? Quando se lê tudo o que está para trás às vezes temos a tentação de pôr muitas coisas de lado. Ao longo da minha poesia tenho mantido a escrita sobre os mesmos temas, há um desenvolvimento e uma aproximação dessas realidades que vão amadurecendo com o tempo. Não rejeito nada daquilo que escrevi. É como se fosse um livro que tivesse começado a ser escrito em 1972 e que ainda continua. Fazer esse exercício é como se olhasse para si próprio. Sim. Há por vezes poemas que têm a ver com a época, um bocado mais formais, dos anos 70 e princípios de 80. São mais jogos de palavras. Mas, felizmente, nunca fui muito por esse caminho. Tenho mantido uma linguagem e uma temática muito pessoais. Considera-se um poeta dos sentimentos? Sim. O que talvez distinga a poesia da ficção é esse olhar para dentro. E quando olhamos para dentro há muitas memórias e imagens, lembranças da cultura e do que lemos. Mas o que há também é a relação com a vida. O sentimento tem uma parte importante. Como olha para a poesia que se faz hoje em dia? Há uma nova poesia e poetas importantes que ganharam já um lugar, na poesia feminina, mas também alguns
poetas que se têm afirmado neste século. Na minha geração tínhamos muita influência da poesia francesa, e líamos e aprendíamos com a poesia portuguesa do século XIX, com Almeida Garrett, António Nobre, Cesário Verde. Hoje essas marcas culturais já não estão tão presentes. Há um afastamento da cultura mais clássica? Sim. E há também uma maior aproximação ao quotidiano, com uma linguagem mais próxima realidade contemporânea. Já não é uma língua poética como era na minha geração. Falamos de uma “poesia express”, para se ler no rodopio dos dias? Sim, e às vezes o problema é esse, porque depois perde-se. É uma poesia que vai desaparecendo quando a realidade passa a ser outra. Mas esse é o problema em relação à poesia desde sempre. Acha que a poesia tem menos qualidade? Não. A língua portuguesa presta-se muito à poesia, e é uma forma de expressão histórica e natural. Diria que, nesse aspecto, a qualidade da escrita a poesia mantém-se a um nível elevado. Às vezes é só preciso atingir a capacidade de fazer com que o poema permaneça e que comunique. Para mim, um aspecto essencial é que o poema fale com o leitor e que haja um diálogo entre os dois. Isso é o mais difícil.
“A língua portuguesa presta-se muito à poesia, e é uma forma de expressão histórica e natural.” Com as redes sociais e a era digital é mais fácil publicar poesia e ficção sem que haja um filtro? Claro. O poema impresso, o livro, é fundamental. No meu caso, quando estou a ler as provas, percebo o que funciona e o que não funciona. Ver na Internet, num ecrã, há um contacto demasiado directo e não há distância que permita separar o que é bom do que é mau. Esse trabalho sobre a linguagem é fundamental. Andreia Sofia Silva
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XINHUA
ESTUDO CIENTISTAS PROPÕEM PÔR ASAS EM COMBOIOS
Toca a acelerar U
O acrescento de pequenas asas pode gerar sustentação suficiente para reduzir o seu peso em um terço, aumentando a velocidade para 450 quilómetros por hora
M estudo científico chinês propôs adicionar cinco pares de asas a cada vagão dos comboios de alta velocidade do país para reduzir o seu peso e aumentar a velocidade em 28,6 por cento, segundo um jornal de Hong Kong. De acordo com o South China Morning Post, o estudo, parte do projecto oficial CR450, que visa aumentar a velocidade dos comboios actuais, constatou que o acrescento de pequenas asas pode gerar sustentação suficiente para reduzir o seu peso em um terço, aumentando a velocidade para 450 quilómetros por hora. Os comboios tradicionais de alta velocidade chineses atingem actual-
mente 350 quilómetros por hora. Engenheiros japoneses tiveram uma ideia semelhante na década de 1980, mas esta foi descartada porque as asas eram muito grandes e tornavam impossível que os comboios circulassem nas linhas ferroviárias e túneis existentes. No entanto, os cientistas chineses optaram por colocar asas menores no tecto dos comboios, em vez de nas laterais, segundo o South China Morning Post.
Grande malha
De acordo com os cientistas, que publicaram o estudo na revista científica Acta Aerodynamica Sinica, a ideia é um “avanço no campo da aerodinâmica dos comboios de alta velo-
cidade que reduzirá custos e energia”, embora alertem que velocidades maiores podem reduzir “a vida útil das rodas e que as asas teriam que ser instaladas e cuidadosamente projectadas”. Com 37,9 mil quilómetros de extensão, a malha ferroviária de alta velocidade da China compõe mais de dois terços do total do mundo. A primeira linha chinesa de alta velocidade - um troço de 117 quilómetros entre Pequim e Tianjin começou a funcionar em 2008, quando a capital chinesa organizou os Jogos Olímpicos, 28 anos depois do nascimento do TGV francês.
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PENG SHUAI PEQUIM PEDE QUE SE PARE DE POLITIZAR CASO DA TENISTA CHINESA
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China pediu ontem que se pare de “politizar” o caso da tenista Peng Shuai, durante uma reacção oficial excepcional ao escândalo sexual que visa um antigo alto quadro do Partido Comunista Chinês (PCC). “Acho que algumas pessoas deviam parar de usar deliberadamente esta questão para fins hostis e, especialmente, transformá-la numa questão política”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao Lijian, em conferência de imprensa. Peng Shuai, que venceu o Torneio de Roland Garros em duplas, em 2014, acusou o ex-vice-primeiro-ministro Zhang Gaoli, no início de Novembro, de forçá-la a ter relações sexuais há três anos. Até agora, e apesar de questionado quase que diariamente, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China
recusou comentar o assunto, afirmando que não se tratava de uma questão diplomática. Zhao Lijian não especi- ficou exatamente a quem se dirigiram as declarações de ontem. Além de muitas estrelas do ténis mundial, como Chris Evert e Novak Djokovic, vários países ocidentais, incluindo França, Estados Unidos e Reino Unido, pediram a Pequim para esclarecer o assunto de Peng Shuai. A campeã finalmente apareceu, no domingo, durante uma videoconferência com o presidente do Comité Olímpico Internacional, Thomas Bach, a garantir que está bem. AAssociação de Ténis Feminino (WTA), órgão que supervisiona o circuito profissional feminino, ameaçou retirar os seus negócios da China se não se esclarecer as acusações de Peng.
Acidente Pelo menos quatro mortos em desabamento de dormitório Pelo menos quatro pessoas morreram no desabamento de um dormitório de trabalhadores, na província de Jiangxi, sul da China, informou ontem a imprensa estatal. O prédio no Novo Distrito de Ganjiang desabou na noite de segunda-feira na China, segundo a imprensa oficial. O prédio abrigava trabalhadores de uma fábrica farmacêutica local. Não foram avançados detalhes sobre o prédio ou o número de trabalhadores feridos. A
China tem procurado melhorar a qualidade da construção e os padrões de segurança industrial, mas continuam a ocorrer acidentes, à medida que as empresas infringem os regulamentos para economizar custos. Infraestruturas envelhecidas também são um problema crescente, com explosões frequentes em tubulações de gás, junto com a fraca adesão aos padrões de segurança para o manuseio de produtos químicos voláteis.
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JOÃO PAULO COTRIM
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SANTIAGO, ÓBIDOS, QUINTA, 14 OUTUBRO Embrenhado que andava na celebração de certa ideia de resistência, devo ter achado que o tempo me acompanhava a par e passo, na vez de insistir naquela tão sua corrida inexorável. É de contar ainda com as muitas hesitações em torno da celebração de uma década titubeante, sinuosa, arriscada, exuberante, excessiva. Mas estava decidido, por razões várias, fazer prova de vida nesta edição do Folio. De súbito, os dias viraram semanas e estas quinzenas e a areia revelava que estavam os livros estavam por fazer. Eram só sete e um cd. Para aqui chegar, portanto, foi uma oficina de milagres. Para falhar que não seja por pouco. Começamos por este lugar sagrado com a exposição a partir do «Diário das Nuvens». O João Francisco [Vilhena] não consegue esconder o seu entusiasmo em torno de uma biblioteca das nuvens que radica em Aristófanes e espalha por séculos e séculos. Chama a atenção para a luz que se projecta no altar, sem outra imagem que uma enorme nuvem, em diálogo com as massas que abandonam com vagar as lombadas e enchem de mais céu o recanto. Este resplendor prolonga-se na obscuridade da capela mínima de São Martinho, com a projecção dos pequenos filmes, cruzamento de vozes e sons do etéreo e da terra. Foi momento de relembrar o Edgar Libório, mestre da luz e do som. Bebíamos já uma Cadáver Esquisito, isto se tivesse chegado. Ainda teremos que apresentar a vida amarrotada de Jean Moulin e as ilustrações para Natália [Correia] e Aurelio [Arturo] de uma mão-cheia de colombianos e portugueses, antes de nos dedicarmos à cerveja literária, que tardou em chegar. Suspensas das vigas da Artes & Letras, do mano Luís [Gomes], estão as ilustrações que acompanham cada um dos seis contos. Alguns cartapácios talvez não tenham apreciado a quebra no sossego imposta pelos amantes do lúpulo. Mas por estes dias, o ponto de encontro para perdidos e desorientados fixou-se aqui. CASA DA MÚSICA, ÓBIDOS, SEXTA, 15 OUTUBRO O nó teimava em não descer da garganta. Os miúdos que iam interpretando os poemas de «Tens é garganta! – Só se pode ser poema no Outono», acompanhados pelos colegas que compuseram os acompanhamentos musicais, voavam alto. Custa-me não enumerar aqui cada um dos nomes, quando preciso de dizer que foi o Luís Germano, que anda a fazer da sua escola Josefa d’Óbidos laboratório exemplar de promoção da leitura, que o Henrique [Manuel Bento Fialho] fez uma primeira escolha de poemas das nossas edições, depois selecionados pelos jovens leitores, que José [Anjos] animou depois as oficinas à procura da respiração exacta. O CD está bastante bem, mas o palco transfigurou-se em jardim semeado e esta
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Colhido por nuvens a alta velocidade JOÃO FRANCISCO VILHENA
diário de um editor
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celebração da palavra afirma a escola como lugar vivo. SANTIAGO, SÁBADO, 16 OUTUBRO Saltada a Lisboa, digo Setúbal, para a inauguração da «Ilustração Portuguesa», na Festa da Ilustração, com livro incluído. Mais uma corrida, soltando o perfume da tinta e das imagens, e logo me encontro frente à lareira enquanto se entrava Luiz Pacheco adentro, no clube de leitura dedicado aos malditos. «Comunidade» continua um ser vivíssimo. Nunca o corpo foi avaliado, medido, devorado, celebrado assim. Todos conhecem o Pacheco, mas afinal quase nenhum o lê. Apetecia-me uma Cadáver Esquisito, mas os hóspedes dos dias anteriores protegeram-nas com a própria vida. O Jorge [Silva] deu magnífico ritmo ao pequeno volume que reúne os 80 textos nascidos da provocação fotográfica diária do João Francisco [Vilhena]. Nunca antes me tinha obrigado à prática diária da escrita e o resultado escalda-me as mãos. Apesar de uma ou outra ideia, da volúpia da descrição, dos socos na narrativa, foi sobretudo a palavra que persegui, os ossos do sentido, a transfiguração da oralidade. Fui livre que nem cumulus. A riqueza de formas e subtilezas, a gama do épico ao sussurrado, destas imagens não deixam de interpelar. No ecrã não estavam mal, com a luz a parecer surgir do seu interior. Mas o seu lugar é o papel, tal como parecem ter sido feitas para encher capelas, igrejas, catedrais. São objectos do mistério, onde nos espelhamos de mil modos. Assim os poemas quando cumpridos. TEATRO DA RAINHA, CALDAS, TERÇA, 19 OUTUBRO Vejo da plateia o círculo de luz projectado
sobre o José Luiz [Tavares] no palco do Diga 33. O rigor da sua poesia impressiona sempre, tanta oficina e leitura, muito horizonte e ideia. A que se somam depois os pedaços de vida, as causas, os interesses, paixões e ódios. Há uma fulgurante verdade no que faz. Podia até ser puro artifício, desde que escrevesse o mesmo, mas assim brilha no escuro. ESPAÇO Ó, ÓBIDOS, QUARTA, 20 OUTUBRO Está mais confessional hoje, o Miguel [Martins], no baile de apresentação à sociedade de «Do Outro Lado». Atira episódios intensos, conta bastidores da recolha dos dispersos de tantos anos, que está longe de ser completa, mas seja esta a sua vontade quase sempre da frugalidade e do apuro. De qualquer modo, exemplifica na perfeição o percurso de uma voz que pratica a mais terna das raivas. Ou será o inverso? ÓBIDOS, SEXTA, 22 OUTUBRO Não podia deixar de ser festa, a apresentação de «Micróbios», do Henrique [Manuel Bento Fialho], pelos modos, temas e práticas. O Fernando Mora Ramos fez leitura de abrir apetites, partindo tudo e lançando aos quatro ventos. O autor estava em casa e foi de espadeirar com ironia o alto e o baixo. Que bem sabia agora uma Cadáver Esquisito. Lá iremos, mas antes «O Ângulo Raso», acabado de chegar da gráfica, deu azo a bela sessão em torno de Fernanda Botelho, com intervenções substanciais da Joana [Botelho], da Paula Morão e do José Manuel dos Santos. Agora a cerveja, outra vez. Com livro onde recolhem os seis contos expostos nos corpos das garrafas. Vieram dizer que as sucessivas intervenções acabaram sendo sessão de stand up. Se isto fosse brincadeira. ÓBIDOS, SÁBADO, 23 OUTUBRO Estou para ver as reacções a este «Puta de Vida», começando pelo título. (Estou furioso por não ter dado por título próximo do Miguel Esteves Cardoso). Contém uma energia que se comprovou no modo como tocou a plateia durante a leitura a várias vozes de um capítulo fulcral. O tema será a violência, também a conjugal, mas os romances não se medem aos temas. Aprendo com gozo que o Luís [Cardoso] é animal de palco, não apenas no modo como enfrenta as questões nos debates, mas a ler e a cantar o seu Timor. A noite cresceu nos Bons Malandros, como habitualmente, desta vez regadas a Cadáveres.
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24.11.2021 quarta-feira 2www.hojemacau.com.mo 7 2 4 2 9 4 8 7 1 5 HUM 40-65% UV 5(MODERADO) • EURO 9.03 BAHT 0.24 YUAN 1.25 5 9 ´ 9 6 7 CINETEATRO 1 2 8
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Fish Liew, Louis Koo, Lam Ka Tung 14.00, 19.15, 21.45
(FALADO EM PUTONGHUA LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Chen Kaige, Tsui Hark, Dante Lam Com: Wu Jing, Jackson Yee, Duan Yihong, Zhang Hanyu, Zu Yawen 14.30, 21.00
ETERNALS [B]
THE BATTLE AT LAKE CHANGJIN [C]
O amor moderno assume muitas formas 0 e contém histórias incríveis. Foi a pensar 8 4 nisto que o jornal New York Times re2 6 solveu contar estas histórias de amor em projecto que depois evoluiu para 9 4 6podcast, uma série em formato streaming. Nas duas 7 3 9 temporadas contam-se histórias reais de encontros e desencontros, interpretadas 4 2 1 por alguns dos actores mais conhecidos 8 9 4dos nossos dias. Andreia Sofia Silva
ETERNALS [B]
Um filme de: Chloe Zhao Com: Angelina Jolie, Gemma Chan, Richard Madden, Salma Hayek 18.15 SALA 2
ANITA [C]
(FALADO EM CANTONENSE LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS) Um filme de: Longman Leung Com: Louise Wong, Lau Chun Him,
Um filme de: Chloe Zhao Com: Angelina Jolie, Gemma Chan, Richard Madden, Salma Hayek 16.30
GHOSTBUSTERS AFTERLIFE [B]
Um filme de: Jason Reitman Com: Paul Rudd, Finn Wolfhard, Mckenna Grace 14.30, 16.45, 21.30 SALA 3
VENOM: LET THERE BE CARNAGE [C]
Um filme de: Andy Serkis Com: Tom Hardy, Michelle Williams, Naomie Harris, Woody Harrelson 19.30
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2 4 3 9 5 6 0 7 1 8 9 4 0 1 7 6 5 8 3 2 5 1 6 7 0 3 8 4 2 9 7 3 5 9 0 1 2 4 8 6 8 7 1 4 9 2 5 0 6 3 8 6 4 5 2 9 0 7 1 3 0 3 2 8 7 9 1 5 4 6 ANÚNCIO 2 1 8 6 3 7 9 5 4 0 6 8 4 2 1 7 3 9 VENDA 5 0 EM HASTA PÚBLICA 3 2 1 8 6 0 4 9 7 5 Faz-se público que se vai realizar uma venda em hasta pública de sucata resultante de veículos, de sucata de bens e de bens, que reverteram a favor Os locais, 9 da0Região5Administrativa 3 6 Especial 4 2de Macau 1 nos8termos 7 da lei ou que foram abatidos 6 5à carga9pelos4serviços 8 públicos. 3 1 2 dias0e horas 7 marcadas para visualização dos bens agora colocados à venda, para efeitos de prestação da caução e da hasta pública propriamente dita, são os seguintes: 1 6 0dos bens 5 2 8 7 3 9 4 0 7 3 2 5 8 6 1 9 4 Visualização 1. Sucata resultante de veículos, sucata de bens e bens 4 encontram-se 0 6 discriminados 2 7 os5lotes de sucata resultante4de veículos, 9 7de sucata 0 de1bens5e de bens 3 colocados 6 2à 8 3 Na 9 tabela 8 abaixo1 indicada venda, bem como, a respectiva data, hora e local para visualização dos mesmos na presença de trabalhadores da Direcção dos Serviços de 7Finanças: 2 9 6 3 5 4 8 0 1 5 0 2 7 9 4 8 3 6 1 Local de Data de Local 7 0 5 9 4 5 7 N.º0de lote 8 1 9 armazenamento 6 3 2 identificação Horário 1 8 6 3 4 2 (1)
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VS01 (parte), VS02, VS03 e VS04 Taipa, Coloane MS01, MS02 e MS03 e Ed. Multifuncional do Governo - Pac On 30/11/2021 10:00 L01 (parte), L02 (parte), L04, L05(I) Macau (Rua da Felicidade, Taipa) B01 IS01 VS01 (parte) Armazém Fu Tai da DSF L01 (parte), Macau 30/11/2021 15:00 (Edf. Industrial Fu Tai, 5.º andar Avenida L02 (parte), L03 Venceslau de Morais, nº 243, Macau) BL01 Nota (1) A visualização de sucata resultante de veículos, de sucata de bens e de bens inicia-se, impreterivelmente, quinze minutos após a hora marcada, não sendo disponibilizada uma outra oportunidade para o efeito. Os interessados devem providenciar meio de transporte para se deslocarem ao local de armazenamento de cada lote. (2) Para se dirigirem aos locais de armazenamento de sucata resultante de veículos, de sucata de bens e de bens, devem os interessados concentrar-se nos locais acima indicados. Não há lugar à visualização de sucata resultante de veículos, de sucata de bens e de bens no dia da realização da hasta pública, mas são projectadas fotografias dos mesmos através de computador. 2. As listas de bens podem ser consultadas na sobreloja do Edifício “Finanças”, ou na página electrónica desta Direcção dos Serviços (website: http://www.dsf.gov.mo). Prestação de caução
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sexanálise
Tânia dos Santos
AS VISÕES alternativas do sexo estão cada vez mais na moda. Esta popularidade, em parte, deve-se ao fenómeno Goop da Gwyneth Paltrow, que tem divulgado terapias alternativas em várias áreas, incluindo o sexo. Claro que isso nunca vem sem controvérsia. O programa/empresa da actriz já teve que pagar uma indemnização por sugerir tratamentos sem validade cientifica. Agora, ela volta a dar que falar com uma série sobre o sexo e o amor. Esta é uma série onde vários casais - que estão a passar por alguma frustração sexual – submetem-se a uma série de terapias alternativas para tentar transformar e crescer com o sexo. O meu objetivo não é comentar de forma aprofundada os temas e visões que lá se propõem, mas refletir sobre o debate aparentemente polarizado sobre o tema e sugerir que até as terapias alternativas nos fazem aprender. Esta análise da polarização tem sido meramente experiencial, não é uma recolha empírica ou sistemática. Tenho assistido os sistemas profissionais criticar tudo o que é alternativo à partida, como ginecologistas ou terapeutas sexuais com uma orientação mais positivista. Tendencialmente, as terapias alternativas são rotuladas como a mercantilização do “new age” e são vistas como a venda da banha da cobra. Vai tudo para o mesmo saco, como se todas as terapias alternativas fossem a mesma coisa. Os beneficiários destes métodos são vistos como “cegos” sem sentido crítico para aquilo que deve fazer-lhe bem. Esta polarização de “tudo ou nada” serve de pouco e é bastante contraproducente. Os sistemas formais não estão a contribuir para públicos com sentido crítico, que possam olhar para estas terapias e consigam retirar algo bom dali – ou rejeitá-las com conhecimento de causa. Não abrindo espaço para o diálogo, resultado da crescente demonização de tudo o que é “alternativo”, é um grande erro. Sabemos que o sexo precisa de uma visão tão ampla e complexa que o sistema exclusivamente bio-médico e psicológico talvez não seja suficiente. Não se deve descurar a visão - vamos chamá-la de - espiritual/ energética do sexo, da qual aprendemos a desligar porque não é mensurável ou palpável. Muito menos desligarmo-nos das narrativas sociais do mundo que balizam muitas desigualdades, estigma, preconceito e violência dentro dos sistemas formais do sexo. O sexo é complexo, e nenhum sistema vigente consegue olhar para ele com essa complexidade. Só permitindo o diálogo entre estas epistemolo-
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APRENDER COM O SEXO: AS LIÇÕES DO OUTRO LADO
Se for possível reter alguma lição das tão demoníacas – e sim, muitas vezes suspeitas – terapias alternativas é que todos estamos numa curva perpétua de aprendizagem
gias aparentemente opostas é que se pode avançar com uma visão verdadeiramente complexa e que lhe faça justiça. Conseguir explorar o prazer na relação com o outro é provavelmente das coisas mais difíceis de fazer. Vivemos todos com expectativas que o sexo tem configurações definidas, que os homens são assim, as mulheres são assadas, os casais heterossexuais são de uma forma, casais homossexuais de outra forma. Todas estas representações criam barreiras à inovação e transformação - e o sexo precisa deste equilíbrio entre o conforto e o desafio. Só que esses são terrenos movediços e desconhecidos, pelos quais não nos aventuramos. Isto porque tendencialmente o que é disruptivo tende a ser confrontado com resistência. Diria que o mais importante nas terapias alternativas, como as que são contempladas
na série que referi, é a ressignificação da inovação. A inovação não é experimentar posições diferentes, ou técnicas XPTO. A inovação vem da nossa transformação. Os seres humanos, ao contrário do que a psicologia do senso-comum parece sugerir, crescem e desenvolvem-se a vida toda. Uns momentos serão mais desafiantes do que outros. Mas tudo o que é “alternativo” obriga-nos a estar em contacto com o desconhecido, avaliá-lo e até contestá-lo. Se for possível reter alguma lição das tão demoníacas – e sim, muitas vezes suspeitas – terapias alternativas é que todos estamos numa curva perpétua de aprendizagem. No sexo não existem químicas perfeitas ou fórmulas perfeitas. O sexo precisa de dores de crescimento que, honestamente, não fazia mal falarmos mais abertamente sobre elas.
quarta-feira
‘‘A ciência compõe-se de erros, que por sua vez são passos para a verdade.’’ PALAVRA DO DIA
DSAJ Leong Weng In toma posse como subdirectora
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EONG Weng In tomou posse esta segunda-feira como subdirectora da Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ). A responsável referiu, no seu discurso, que “os trabalhos prioritários na área dos assuntos da justiça irão articular-se com a legislação relacionada com a diversificação adequada da economia da RAEM e no âmbito da vida da população”. Além disso, “a inovação na edificação do sistema jurídico da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin trará também novos desafios”, pelo que, neste cargo, Leong Weng In promete uma “atitude humilde”. A subdirectora da DSAJ ocupará o cargo durante um ano, com efeitos desde 26 de Outubro deste ano. Leong Weng In é licenciada em Direito pela Universidade de Macau e possui um bacharelato em Tradução e Interpretação (Português-Chinês) pelo Instituto Politécnico de Macau. Está na Função Pública desde 2005, tendo desempenhado as funções de técnica superior na área jurídica e os cargos de chefe da 2.ª Divisão de Produção Legislativa e de chefe do Departamento de Estudo do Sistema Jurídico e Coordenação Legislativa da DSAJ. Desde Julho deste ano que Leong Weng In ocupava o cargo de subdirectora substituta da DSAJ.
Violência sem fronteiras África Central e Ocidental com maior número de crianças-soldado em todo o mundo
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S crianças da África Ocidental e Central são as integram mais grupos armados em todo o mundo e as que em maior número são vítimas de violência sexual, segundo um relatório da UNICEF divulgado ontem. A região tem vindo a assistir ao aumento do número e da intensidade dos conflitos nós últimos cinco anos, período em que mais de 21.000 crianças foram recrutadas por forças governamentais e grupos armados, afirma o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF na sigla em inglês). Por outro lado, mais de 2.200 crianças na região foram vítimas de violência sexual desde 2016, ainda segundo o mesmo texto. Mais de 3.500 crianças foram raptadas, o que dá a esta região o segundo maior registo de raptos em todo o mundo. “Os números e tendências são extremamente preocupantes para as actuais e futuras gerações de crianças”, afirmou Marie-Pierre Poirier, directora regional da UNICEF para a África Ocidental e Central, em declarações à Associated Press (AP). “Não só as violações graves contra crianças levadas a cabo pelas partes envolvidas nos conflitos não cessaram em toda a África Ocidental e Central, como assistimos mesmo a um pico nos últimos cinco anos, com um aumento de 50 por cento no número total de violações graves verificadas”, acrescentou.
Prevenir e responsabilizar
Desde 2005, ano em que a ONU estabeleceu um sistema para monitorizar e denunciar violações graves contra crianças, tais como recrutamento, rapto, violação e ataques a escolas e hospitais, uma em cada quatro violações a nível global foi come-
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M navio de guerra dos Estados Unidos cruzou ontem o Estreito de Taiwan, que separa a ilha da China continental, pela primeira desde a cimeira virtual entre Joe Biden e Xi Jinping. A passagem pelo Estreito de Taiwan
do USS Milius, navio da classe Arleigh Burke equipado com mísseis, foi um trânsito simples de rotina, indicou a Sétima Frota dos Estados Unidos. Esta travessia “demonstra o compromisso dos Estados Unidos com
Caso Dore TUI entende que Wynn também deve pagar indemnização
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Marie-Pierre Poirier, directora da UNICEF para a África Ocidental e Central “Os números e tendências são extremamente preocupantes para as actuais e futuras gerações de crianças.”
tida na África Ocidental e Central, acrescenta o relatório. Mais de 57 milhões de crianças necessitam de assistência humanitária, um número que duplicou desde o ano passado, em resultado dos conflitos e do vírus SARS-CoV-2. As crianças associadas a grupos armados são frequentemente expostas a “níveis insuportáveis de violência” e o seu recrutamento pode ser precedido ou seguido de outras violações, tais como rapto, violência sexual e assassinato e mutilação de crianças, afirmou em declarações
à AP a Representante Especial do Secretário-Geral para as Crianças e Conflitos Armados, Virgínia Gamba. A ONU apela às partes envolvidas em conflitos para que previnam e ponham termo às violações contra crianças e que os perpetradores sejam responsabilizados. A UNICEF fez saber que necessita de mais de 92 milhões de dólares para proteger as crianças em situações de emergência em toda a África Ocidental e Central, e que mais de metade daquele valor não tem ainda financiamento garantido.
TAIWAN NAVIO DE GUERRA DOS EUA CRUZA ESTREITO APÓS CIMEIRA BIDEN - XI
U
24.11.2021
Júlio Verne
um Indo-Pacífico livre e aberto”, lê-se num comunicado. Há uma semana, o Presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se com o seu homólogo norte-americano, Joe Biden. Taiwan foi um dos temas da reunião. O
líder chinês advertiu Joe Biden que encorajar a independência da ilha é “uma tendência muito perigosa que equivale a brincar com fogo”. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Zhao
Lijian, condenou ontem a travessia, apontando-a como uma “tentativa deliberada de interromper e minar a paz e a estabilidade regionais”. “Os Estados Unidos deveriam corrigir imediatamente o seu erro”, alertou.
Tribunal de Última Instância (TUI) entende que a operadora de jogo Wynn deve pagar, juntamente com a Dore, empresa promotora de jogo, a indemnização aos lesados de um caso de desvio de fundos de uma sala VIP ocorrido em 2015. O acórdão, ao qual a TDM Rádio Macau teve acesso, confirma a decisão do Tribunal de Segunda Instância (TSI) e condena a Wynn e Dore a pagarem um total de seis milhões de dólares de Hong Kong, mais os juros de mora, aos lesados que investiram nesta empresa. Recorde-se que o Tribunal Judicial de Base (TJB) entendeu que apenas a Dore tinha de pagar a indemnização, mas numa decisão proferida em 2018 o TSI decidiu que a Wynn também devia suportar este pagamento. O caso Dore diz respeito ao desvio de 700 milhões de dólares de Hong Kong de uma sala VIP por parte de uma funcionária da Wynn. Paulo Martins Chan, ex-director da Direcção de Promoção e Inspecção de Jogos, defendeu à Macau News Agency que esta decisão pode fazer com que as operadoras de jogo fiquem mais cautelosas quanto à exploração das salas VIP por parte dos junkets, podendo optar por explorarem, por si próprias, este segmento de jogo.