MARCAS E PATENTES AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
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LEI DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL VAI SER REVISTA
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MOP$10
Ter para ler
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • QUINTA-FEIRA 24 DE OUTUBRO DE 2013 • ANO XIII • Nº 2960
• ASSEMBLEIA LEGISLATIVA • LA SCALA DEFESA CONTINUA A PEDIR FACTOS
CCAC FALA EM TELEFONEMAS COMPROMETEDORES MAS DIZ NÃO SABER QUAL O CONTEÚDO DAS CHAMADAS PÁGINA 5
Novo Macau volta a pedir transmissão de plenários em directo PÁGINA 3
ÁGUA RECICLADA Uma realidade em 2016
A solução “Prontos e preparados com os recursos” para reciclar a água de Macau. A garantia foi ontem dada por António Trindade, presidente da CESL-Asia, no dia da comemoração do 25.º aniversário da empresa. Contudo, a reutilização de
água, uma imposição do Governo, só deverá ser uma realidade em 2016, uma vez que todo o processo carece ainda do estudo de todas as soluções. Paralelamente, a empresa aposta na exportação de tecnologia de reaproveitamento da luz solar para a China. PÁGINA 7
• EM VEZ DOS VALES DE SÁUDE
DEPUTADO QUER IMPLEMENTAÇÃO DO CARTÃO DE CRÉDITO MÉDICO PÁGINA 2
• HABITAÇÃO PÚBLICA
OFAP propõe políticas modernas e científicas PÁGINA 6
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POLÍTICA
hoje macau quinta-feira 24.10.2013
SAÚDE SI KA LON QUER CARTÃO DE CRÉDITO MÉDICO EM VEZ DE VALES DE SAÚDE
Depósito nas contas pessoais se faz favor cecilia.lin@hojemacau.com.mo
S
I Ka Lon é adepto de um sistema de saúde universal em Macau. O deputado sugeriu, numa interpelação escrita ao Governo, um cartão que se usa comummente no continente: o cartão de crédito médico. O instrumento poderia substituir o “cartão dourado (ou médico)” e os vales de saúde para resolver as dificuldades de consultas médicas dos residentes. Sem deixar de louvar o sistema de vales de saúde e de cartão dourado - que garantem um subsídio para os residentes quando consultam o médico e o serviço médico gratuito para os doentes com mais de 65 anos, a alunos de ensino não superior, a mulheres grávidas, pacientes com psicoses, com doenças infecciosas e cancro - o deputado critica o desajustamento dos estabelecimentos de saúde. “Por causa de instalações inadequadas, ainda há muitas doenças crónicas que não podem ser curadas num curto espaço de tempo. Muitos residentes [permanentes] ainda precisam de pagar altos custos em consultas de especialidade. Por isso, muitos residentes querem cancelar o vale de saúde [cujo prazo é de um ano, no valor actual de 600 patacas] e preferiam fazer uso do sistema de saúde universal no continente. Desta forma, seria preferencial que o vale de saúde fosse acreditado nas suas
contas pessoais para usar quando caso tenham uma doença grave.”
TIAGO ALCÂNTARA
CECÍLIA LIN
CHINA É REFERÊNCIA
No continente, existe um mecanismo rigoroso de avaliação na cooperação entre hospitais e empresas farmacêuticas qualificadas, e tal aumenta a confiança dos cidadãos e facilita-lhes a escolha sobre a consulta médica. “Será que o Governo vai considerar alterar o cartão dourado por um cartão de crédito médico e creditar o valor do vale de saúde numa conta pessoal?”, questionou o deputado, avaliando que “cada vez mais residentes têm uma vida transfronteiriça”. “Será que o Governo vai considerar fazer uma junção entre o sistema médico de Guangdong, Hong Kong e Macau, a fim de satisfazer a necessidade dos serviços de saúde transfronteiriça e, ao mesmo tempo, dá mais uma escolha aos residentes quando consultam um médico?” Si Ka Lon lembrou que nas Linhas de Acção do Governativa (LAG) para 2013, o Chefe do Executivo mencionou a melhoria de serviços de tratamento externo. “Nas LAG, também foi mencionada a criação de um mecanismo de saúde a longo prazo. Como o sistema de saúde universal é o mais popular no mundo, o Governo relevou muitas vezes que vai fazer estudos sobre o mesmo. Aqui gostaria de perguntar se o Executivo já confia nalguma organização para fazer este estudo. Será que já existe alguma conclusão ou análise preliminar? Poderá ser publicado?”, questionou o deputado.
CROUPIERS ELLA LEI E MELINDA CHAN PEDEM A MESMA POLÍTICA
Pelo bem-estar no seio da classe média S
ÃO duas deputadas de diferentes associações, mas Ella Lei e Melinda Chan entregaram ontem ao Executivo duas interpelações onde pedem o mesmo: uma nova legislação sobre a politica de contratação de croupiers. Deputada indirecta eleita pelo sector dos operários, Ella Lei aponta que as profissões de croupier, supervisor de salas de casinos ou motorista profissional são profissões que oferecem um bom salário e estabilidade laboral no seio da classe média. “Para garantir estes empregos para os residentes locais não se trata apenas de criar uma política sobre os
benefícios, mas é também uma questão que envolve o principio da estabilidade sobre toda a sociedade. Por isso estas três profissões têm de ter uma legislação própria para garantirem os
direitos dos residentes de Macau.” Ella Lei diz ainda que quando a lei for feita o Governo deve reduzir a quota de trabalhadores não residentes para os médios e altos car-
gos nas operadoras de jogo. “Deve-se definir o prazo de um ano para a saída destes trabalhadores, para que se possa garantir a oportunidade de promoção dos residentes locais. A longo prazo a políti-
ca pode garantir mais agentes profissionais de Macau.” Por sua vez Melinda Chan mencionou que o número de não residentes já atingiu os 130 mil, e que o Governo deve dar atenção à “racionalidade” dos recursos humanos. “O Governo já analisou a actual situação sobre a importação de trabalhadores? Será que existe um problema de desequilíbrio estrutural em número e na distribuição por sectores de indústria?” A deputada pede ainda que as empresas e outras entidades do sector publiquem as razões pelas quais os seus pedidos de recrutamento de não residentes são aprovados pelo Governo. - C.L.
Durrão Barroso desloca-se à RAEM em Novembro
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, vai estar em Macau a 26 de Novembro. De acordo com o que a Rádio Macau apurou, Durão Barroso vem ao território no âmbito da cooperação União Europeia–Macau. Esta já não é a primeira vez que Durão Barroso se desloca ao território onde esteve pela última vez em 2005.
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hoje macau quinta-feira 24.10.2013
DEPUTADOS DA ASSOCIAÇÃO NOVO MACAU QUEREM TRANSMISSÃO AO VIVO DE PLENÁRIOS
AL deve criar condições para a TDM, dizem CECÍLIA LIN
cecilia.lin@hojemacau.com.mo
N
G Kuok Cheong e Au Kam San, os dois deputados da Associação Novo Macau, pediram ontem à TDM que respondesse ao discurso de Ho Iat Seng no primeiro dia em que começou a nova legislatura, quando o agora presidente da Assembleia Legislativa (AL) afirmou não ter nada contra que os plenários passassem em directo na televisão. Ng Kuok Cheong aponta que, tanto Ho Iat Seng, como o director da TDM, Leong Kam Chun, já mostraram a sua vontade em que isso acontecesse, mas, diz, os dois precisam de conversar directamente. “No ano passado, Leong Kam Chun disse numa reunião connosco que tem tecnologia para que se possa fazer o directo, mas o antigo presidente da AL disse que ainda era preciso analisar o Regimento da AL. Depois da análise, não se descobriu nenhuma disposição que não permita o directo das reuniões plenárias [na televisão]. Por isso, este ano visitamos outra vez o Conselho Executivo da TDM e o director revelou que, depois da sua análise, descobriu que noutros países ou regiões, a AL precisa de instalações e de
equipamento para se adaptar a emissões em directo.” Ng Kuok Cheong considera, portanto, que se a AL incluir no orçamento para 2014 a aquisição de
equipamento e instalações para os directos, a TDM vai “com certeza” arranjar tempo ao nível dos programas televisivos para que esses directos aconteçam.
Ho Iat Seng frisa, ainda assim, que, segundo o Regimento da AL, ainda é impossível permitir a transmissão directa das Comissões Permanentes, onde
os deputados discutem os pormenores das leis e que são sempre à porta fechada. Au Kam San considera que estas reuniões são para discutir assuntos públicos,
LEI DO ERRO MÉDICO GOVERNO REAGE A CRÍTICAS SUGERINDO DEFINIÇÕES “CLARAS”
Preto no branco O S Serviços de Saúde (SS) não se fizeram tardar na resposta às críticas de profissionais do sector sobre a proposta da lei do erro médico, que deu já entrada na Assembleia Legislativa (AL), e será discutida para aprovação na generalidade em plenário na próxima terça-feira. O comunicado dos SS, lançado na madrugada de ontem, começa por defender que não foi encontrada uma entidade e regulamento que acumulem conjuntamente os “direitos de investigação e aplicação de sanção”. E, porque a nova legislação se reserva, sobretudo, salvaguardar os interesses e direitos de médi-
cos e pacientes, procedeu-se à “definição de erro médico”, que não era clara, - “erro culpado” da parte dos profissionais de saúde. E, por outro lado, tratar de “forma justa, razoável e eficaz” os litígios decorrentes dos erros médicos. Outra das questões que o Executivo quis salientar prende-se com a vontade de “uniformizar” as instituições médicas e o seu pessoal, objecto de regimes público e privados diferentes, e aplicar o mesmo regime. O reconhecimento médico é, de outro modo, outra matéria importante para “o reconhecimento de erro”, que se prende com o sistema de avaliação profissional. Pelo que
foi proposta a Comissão de Perícia do Erro Médico, “à qual cabe proceder à investigação e perícia técnica para a verificação do erro médico”. “A Comissão procede à investigação e perícia técnica, de forma independente, não estando sujeita a qualquer ordem, instrução ou intervenção. A Comissão pode
ser composta por um ou dois membros que não são profissionais da área de medicina, por se considerar que os procedimentos de perícia de erro médico poderão envolver muitas questões jurídicas, sendo necessária a participação de profissionais com formação jurídica”, salientou o organismo tutelado por
não tendo conteúdo sensível ou de segredo, e espera, por isso, alterar o Regimento da AL, a fim de também as reuniões das comissões sejam transmitidas na televisão.
Lei Chin Ion, referindo que “o dever de sigilo” se exclui aquando da investigação e às medidas por ela determinadas se deve obedecer sob pena de se incorrer no “crime de desobediência”. Mas há sempre a possibilidade de recurso a tribunal, sendo que o relatório de perícia “não é a única prova aceitável” nem tão pouco “exclusivo”. “Porém, considerando o profissionalismo, independência e autoridade da Comissão de Perícia do Erro Médico, o relatório de perícia e conclusão feito por esta Comissão tem um efeito chave, quer no recurso contencioso, quer noutros processos.” Por outro lado, adiantam ainda, não se deve confundir as queixas sobre o erro médico com as falhas profissionais. “Esta enquadra-se no âmbito das competências da entidade que emite licenças”, frisaram os SS. – R.M.R.
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TIAGO ALCÂNTARA
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Fong Chi Keong e Eddie Wong
FONG CHI KEONG E EDDIE WONG MANTÊM-SE CONSELHEIROS SOBRE A CONCESSÃO DE TERRENOS
Vira o disco e opinam os mesmos Os “profissionais” que integram o Grupo Consultivo para o Desenvolvimento de Terrenos vão manter-se por mais cerca de quatro meses. A renovação de mandatos, que se estendem desde a criação do organismo, por Chui Sai On, mantém o deputado nomeado Fong Chi Keong, o membro do Conselho Executivo Eddie Wong e o advogado Paulino Comandante como membros RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo
A
INDA não foi desta que houve a tal “rotatividade”, muito falada nas recentes eleições legislativas, em órgãos de consulta do Governo. O Grupo Consultivo para o Desenvolvimento de Terrenos, criado em 2007, viu novamente renovada a nomeação dos seus
membros pelo Chefe do Executivo, num despacho assinado por Chui Sai On a 10 de Outubro e publicado ontem em Boletim Oficial (BO). Desde a sua implementação o Grupo reconhece como membros “profissionais”: o deputado Fong Chi Keong, empresário e presidente da Associação da Beneficência do Hospital Kiang Wu, e Paulino Comandante, membro da direcção da Associação dos Advogados de
O ESSENCIAL Desde a sua implementação o Grupo reconhece como membros “profissionais”: o deputado Fong Chi Keong, empresário e presidente da Associação da Beneficência do Hospital Kiang Wu, e Paulino Comandante, membro da direcção da Associação dos Advogados de Macau. A esta parelha junta-se o arquitecto Eddie Wong, membro do Conselho Executivo, no cargo desde 2009
Macau. A esta parelha junta-se o arquitecto Eddie Wong, membro do Conselho Executivo, no cargo desde 2009. O Grupo Consultivo para o Desenvolvimento de Terrenos pode, no entanto, ser composto por mais um “membro profissional” - além do director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, entendido como coordenador, um representante do Instituto Cultural e outro da Comissão Executiva do Conselho do Ambiente. Até 2009, era também o arquitecto Nuno Jorge, presidente de duas organizações ligadas à droga e família, com estatuto consultivo junto da Organização das Nações Unidas, um dos conselheiros. O mandato destes membros, escolhidos pelo Chefe do Executivo, sempre teve a duração de um
ano, no entanto, esta renovação apenas foi aprovada pelo período de cerca de quatro meses - de 1 de Novembro de 2013 a 28 de Fevereiro de 2014. O objectivo da equipa é estudar e emitir pareceres relativos à concessão e troca de terrenos, à transmissão de situações resultantes da concessão provisória, à alteração de finalidade e modificação de aproveitamento de terrenos concedidos mas não aproveitados, tendo sempre em consideração o planeamento urbanístico, a conservação do património histórico-arquitectónico e a protecção ambiental. Os membros estão sujeitos
a “impedimento”, “escusa” ou “suspeição” quando, por exemplo, tenham interesse - por si, como representante, ou enquanto gestor de negócios de outra pessoa - no procedimento administrativo, segundo código aprovado em 1999. As audiências públicas para a concessão de terrenos são realizadas “periodicamente”, segundo a DSSOPT. Recentemente, os membros do Grupo Consultivo para o Desenvolvimento de Terrenos têm estado a discutir a cedência de um terreno à Diocese de Macau para construção de um mosteiro em Coloane.
ARQUITECTO DIZ QUE O TRABALHO CONHECIDO “NÃO É ENTUSIASMANTE” “[A falta de rotatividade] preocupa não só nessa área. Mas é natural que quem exerce o poder e tem a prerrogativa de continuar a exercer não cede facilmente à tentação de se ver substituído. Só me vem à ideia um que fez essa opção que foi o presidente da África do Sul, Nelson Mandela”, comenta ao HM o arquitecto Miguel Campina sobre a renovação de mandato aos membros profissionais do Grupo Consultivo para o Desenvolvimento de Terrenos, à margem da comemoração dos 25 anos da CESL-ASIA. “O conhecimento geral da população relativamente às decisões que são tomadas é limitado portanto não fujo à maioria nesse particular. Sabe-se pouco. E aquilo que se sabe não parece ser entusiasmante”, avalia.
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joana.freitas@hojemacau.com.mo
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M mais uma audiência do chamado caso La Scala, durante o dia de ontem, o inspector do Comissariado contra a Corrupção (CCAC) que tem estado a depor nos últimos dias, Iu Fu Chun, voltou a repetir o que diz a acusação: a empresa de Steven Lo, a Moon Ocean, recebeu informação antecipada de Ao Man Long, que lhe permitiu fazer uma proposta mais detalhada para o concurso a convite em que participou para a aquisição dos cinco terrenos, em conjunto com mais duas empresas. Essa informação, segundo a acusação, ajudou a empresa a ganhar o concurso. Contudo, os advogados Rui Sousa e Jorge Neto Valente, defensores de Steven Lo, dizem que as teses do CCAC são fracas, porque não há provas e o inspector “selecciona informação”. Telefonemas que o CCAC diz existirem é um dos maiores problemas para a defesa. Iu Fu Chun garante que houve contactos telefónicos “indirectos” entre Steven Lo e Ho Meng Fai, empresário de Macau condenado num processo conexo, e entre este e Ao Man Long no período em que estavam a ser feitos relatórios de avaliação aos terrenos pela empresa Savills. Telefonemas que serviriam para ajudar Lo a receber informação privilegiada através de Ho, que seria o intermediário. Contudo, os advogados atacam. O próprio CCAC admite que nunca houve telefonemas directos entre Lo e o ex-secretário para as Obras Pública e também refere que não houve escutas telefónicas, pelo que não se sabe o conteúdo das conversas entre Ho Meng Fai e Ao e Ho Meng Fai e o arguido. Iu Fu Chun defende o seu depoimento frisando que é a conjugação entre estes registos telefónicos – que acontecem entre intermediário e alegados corruptor e corrompido “com segundos de diferença” - com datas de alegados encontros com Lo marcados nas agendas de Ao que formam a convicção de prova do organismo investigador. “Depois de surgir o [primeiro] relatório da Savills, Lo e [Joseph] Lau [outro dos empresários a ser julgado, representante da empresa Chinese Estates Holdings que tinha a Moon
CASO LA SCALA CCAC GARANTE EXISTÊNCIA DE TELEFONEMAS ENTRE ARGUIDO E SECRETÁRIO, MAS DIZ NUNCA TER TIDO ACESSO AO CONTEÚDO DAS CHAMADAS
“Queria factos, em vez de histórias” Ocean como subsidiária] avançaram com um projecto [de estudo para os terrenos], porque houve contactos especiais. Não ouve escutas [telefónicas], apenas registos, mas chegámos à conclusão que tinha a ver com proposta para o concurso e depois eles tiveram [encontros] para isso.” Os advogados, por outro lado, têm uma interpretação diferente e, fazendo uso dos mesmos registos telefónicos que o CCAC, mostram que já havia contactos telefónicos entre Steven Lo e Ho Meng Fai e este e Ao Man Long noutras datas, anteriores às dos factos da acusação, até porque Lo e Ho tinham negócios conjuntos em Macau. O CCAC selecionou telefonemas feitos entre Fevereiro e Junho, data da altura das avaliações da Savills, que eram “confidenciais”, segundo Iu Fu Chun. A defesa assegura que, se a empresa tivesse tido acesso a isto, teria usado imediatamente todos os pormenores na primeira planta entregue à empresa de arquitectura contratada para fazer o projecto do terreno, em 2005, mas a empresa de Lo, diz Neto Valente, “não usou essa informação”.
TIAGO ALCÂNTARA
JOANA FREITAS
CONTA-ME HISTÓRIAS
Mesmo depois de ter admitido que não se sabem os conteúdos das chamadas telefónicas, Iu Fu Chun continuou a afirmar categoricamente que Ho Meng Fai se utilizava de uma forma “manhosa” para fazer os telefonemas, usando um cartão anónimo, para onde transferia as chamadas feitas com Ao Man Long. No entanto, apresentou a defesa, os dois números de Ho aparecem diversas vezes com as mesmas chamadas feitas e recebidas, “como se este telefonasse para si próprio”. Um ponto que a defesa diz ser inadmissível como facto, já que o cartão anónimo não está registado em nome de ninguém e nem este, nem o telefone foram encontrados. O CCAC assegura que, na altura da investigação, ligou para o número e era de Ho Meng Fai, mas mesmo assim acrescentou que “há muitos
O ESSENCIAL Se a Moon Ocean tivesse tido informação privilegiada sobre os lotes de terreno em frente ao aeroporto onde estava a ser construído o La Scala, então teria usado logo nos primeiros estudos encomendados à Heng Ip - a empresa de arquitectura encarregue de fazer o projecto para o concurso por convite a que a empresa concorreu. A tese é da defesa de Steven Lo, um dos empresários de Hong Kong a ser julgado no Tribunal Judicial de Base por ter, alegadamente, corrompido o ex-secretário para as Obras Públicas, Ao Man Long, que aponta ainda o que diz serem fraquezas nas declarações de um inspector do CCAC
motivos para uma pessoa ligar a si próprio” e que basta “pela lógica” perceber que eram ambos cartões do empresário. A aparente exaltação dos advogados – que continuam a demonstrar que o CCAC se “baseia em suposições e não apresenta provas” – e do próprio arguido, bastante
inquieto no banco dos réus, não impediu que Iu Fu Chun mantivesse o depoimento de que “havia encontros e contactos telefónicos um bocado especiais” entre Ao Man Long, Ho Meng Fai e Steven Lo, em datas “importantes”, como era o caso dos dias de abertura das propostas a concurso. “Mas
o que tem isto a ver com o resultado do concurso, se a Moon Ocean foi a que apresentou o preço mais alto [para a compra dos terrenos] e isso era um dos principais requisitos, como já foi aqui dito pelo próprio CCAC?”, questionava Neto Valente. “O essencial era conseguir ajudar [Lo], era dar-lhe notícias”, contrapunha Iu Fu Chun. “O essencial era o acto de ajudar a Jones Lang LaSalle [que representava a Moon Ocean] a ganhar os terrenos, era o acto de convidar de forma não-pública. Foi um acto feito propriamente para [Lo], fizeram isto tudo para ajudar a Moon Ocean.” Neto Valente apressou-se a responder. “Eu queria mas era factos, em vez de histórias. Tudo o que diz não tem provas, não tem existência no mundo terreno.”
Os advogados de Lo evocam o facto de o que consta da pronúncia ser que Lau e Lo foram escolhidos por Ao Man Long, mas, apesar de ter sido o ex-secretário a escolher as empresas participantes no concurso – onde se encontrava a STDM -, a Jones Lang LaSalle – que representava a Moon Ocean – “não foi obrigada a escolher a Moon Ocean”, o que aconteceu, por exemplo, com a empresa de Stanley Ho. “A STDM foi obrigatoriamente convidada com a Vigars, mas a Jones [Lang LaSalle] não foi obrigada a escolher a Moon Ocean. Se isto era um esquema fraudulento, como diz o CCAC, e estava tudo combinado entre as empresas, então porque é que a Jones não é arguida neste processo?”, questionou Rui Sousa, ouvindo de Iu Fu Chun que “o essencial era Lo e Lau”. Outra das teses da defesa de Lo ontem apresentada é a de que as sociedades que detinham os terrenos – constituídas por ser necessário transferir os terrenos que eram do aeroporto para serem vendidas, devido a dívidas da Sociedade do Aeroporto – eram privadas, não tendo, por isso, que fazer concursos para vender os lotes. “Porque é que não vendeu directamente à Moon Ocean, se queria que ela ficasse com os terrenos? Como fez com a empresa de Ng Fok”, atirou Rui Sousa. Este era um dos sócios detentores dos lotes a quem foi, ao mesmo tempo, adjudicado um outro lote também em frente ao aeroporto. Para o CCAC, a adjudicação directa não aconteceu porque “a venda tinha de ser feita de forma aceitável” e, caso não fosse, “como a Moon Ocean tinha acabado de ser constituída, a adjudicação directa indicaria uma clara fraude”. Os advogados insurgiram-se e acabaram a sessão dizendo que a escolha dos vencedores foi feita por uma comissão de avaliação de propostas que, dizem, “nunca sofreu pressões de Ao Man Long para escolher a Moon Ocean”. Iu Fu Chun continua no banco das testemunhas na próxima segunda-feira.
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SOCIEDADE
Prisão preventiva por burla em 2,8 milhões e website falso
Um sítio online, estabelecido nos Estados Unidos da América, colocava à disposição informações falsas sobre o sector do jogo e dos casinos em Macau. A Policia Judiciária descobriu que um indivíduo de apelido Lam, com ajuda de cúmplices, contactava várias “vítimas femininas” fazendo-se passar por um gerente de um casino com nome falso. Às vítimas foi dito que ganhariam “grandes prémios pecuniários”, servindo-se de um oficio falso do Ministério Público (MP), e foi-lhes pedido que pagassem os respectivos impostos sobre para determinadas contas bancárias. Três mulheres estrangeiras enviaram um total de 2,8 milhões de patacas ao suspeito. Este mês, o suspeito foi detido no Aeroporto de Macau quando tentou entrar no território e confessou o crime. O MP considerou haver indícios fortes do crime de burla, pelo que o suspeito se encontra em prisão preventiva.
Obras de drenagem na Taipa levarão três meses
O sistema de drenagem vai ser melhorado na rua de Hong Chau, na Taipa. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) deu início às obras na passada sexta-feira, que se irão estender por 90 dias úteis (mais de três meses). As obras compreendem a instalação de novos canos de drenagem de águas residuais para satisfazer as necessidades do rápido crescimento da população da zona e, por outro lado, limpam os canos de drenagem de águas residuais existentes, com vista a aumentar a capacidade de escoamento e evitar inundações por altura das chuvas intensas. Após a instalação dos novos canos, o IACM reconstruirá os passeios para peões com uma pavimentação de granito e repavimentação de betume. Durante o período da execução da obra, a Rua de Hong Chau ficará sem saída, ficando, por isso, suspenso o estacionamento. Em simultâneo, o troço da Avenida Dr. Sun Yat Sen ficará com o trânsito condicionado até sábado.
hoje macau quinta-feira 24.10.2013
HABITAÇÃO PÚBLICA OFAP ENTREGOU SUGESTÕES AO IH
Sem formatações Os arquitectos Nuno Roque Jorge e Francisco Vizeu Pinheiro, da Organização das Famílias da Ásia-Pacífico, revelam hoje as sugestões para a política da habitação pública do Governo
“URBANISMO TRANSPARENTE”
ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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TILIZAR os velhos edifícios industriais da zona norte para criar mais casas, bem como as regiões vizinhas, como a Ilha da Montanha ou Zhuhai. Mas, sobretudo, criar políticas “modernas e científicas de planeamento urbanístico integrado”. São estas as grandes sugestões assinadas pelos arquitectos Nuno Roque Jorge e Francisco Vizeu Pinheiro para a futura política de habitação pública do Executivo. Entregues ao Instituto da Habitação (IH) o ano passado, no âmbito da consulta pública, vão hoje ser discutidas publicamente na con-
e não se pode estar a mudar as pessoas para estes monstros como o que se fez na zona de Seac Pai Van. Se havia um problema de espaço no ensino superior e a solução foi ir para a Ilha de Hengqin, porque é que não se há-de fazer o mesmo, fazendo uma habitação de qualidade, na Ilha da Montanha?”, acrescenta.
ferência sobre droga e família da IFNGO. Tratam-se das primeiras sugestões tornadas públicas desde que o IH anunciou a consulta pública sobre o assunto, em Maio de 2012. “A habitação é para as pessoas e não as pessoas para a habitação, não se pode obrigar a formatar a família para a habitação. Sobretudo na habitação social, obrigando a casas reduzidas, como T1 ou T2, o que vai limitar natu-
ralmente o crescimento familiar”, explica Vizeu Pinheiro ao HM. O arquitecto frisa mesmo que o Governo “está a apostar numa resposta (à habitação) tipo fast-food, de produção em massa e o mais pequeno possível” e que as pessoas, tal como em Hong Kong, “não estão satisfeitas”. “É tudo uma questão de política e planeamento urbano, porque a cidade tem um tamanho limitado
No documento, distribuído na conferência, lê-se que a OFAP defende que “outros recursos deveriam ser considerados, como a conversão de edifícios industriais abandonados e que ocupam muitas áreas da cidade, na Areia Preta, Bairro do Iao Hon e Pac On, na Taipa”. Apostando na “conectividade” futura que vai existir com a nova ponte Macau-Zhuhai-Hong Kong, os arquitectos afirmam que poderiam ser usados os “recursos disponíveis nas regiões vizinhas para manter e preservar áreas para o turismo, saúde e cultura”. “Macau iria beneficiar da grande transparência ao usar métodos modernos de planeamento urbanístico. A falta de dados credíveis sobre a ocupação dos edifícios e a sua função torna muito difícil de determinar a actual situação e as futuras necessidades”, pode ainda ler-se no documento. Ao HM, Francisco Vizeu Pinheiro lembrou a questão do envelhecimento da população e frisou que poderiam ser criadas casas nas regiões vizinhas, como Zhuhai. “Uma alternativa aos familiares é o Estado, portanto a questão é quem é que deve dar esses cuidados. (O assunto) tem que ser discutido agora, antes que seja muito tarde”, disse ainda, frisando que é esperado que, na China, em 2050, existam 330 milhões de pessoas com mais de 75 anos.
PROPRIEDADE INDUSTRIAL GARANTIA DADA POR SOU TIM PENG, DA DSE
Lei de protecção de marcas vai ser revista O actual regime jurídico de propriedade industrial, em vigor desde a década de 90, vai entrar em processo de revisão e deverá chegar à Assembleia Legislativa (AL) já no próximo ano. A garantia foi dada ontem por Sou Tim Peng, director dos Serviços de Economia (DSE), à margem de um debate organizado pela Fundação Rui Cunha sobre o tema. “Estamos a fazer a revisão do regime jurídico da propriedade industrial, incluindo a protecção de marcas e patentes. Também vamos expandir o âmbito de protecção, para que
possamos adaptar a lei às convenções internacionais, para que se possa proteger os direitos da propriedade intelectual. No próximo ano vamos apresentar a nova proposta de lei, mas agora ainda está na fase de discussão e não posso revelar mais pormenores.” Gonçalo Cabral, assessor jurídico do secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam, defendeu a revisão do diploma e apontou várias criticas de carácter técnico. “Não acho que o nosso regime tenha sido bem feito e a lei peca por uma grande falta de rigor. A sua elaboração não
tem em conta a jurisdição da RAEM. Regulamenta algumas questões de forma insuficiente e contem, provavelmente, algumas mentiras.” “A nossa lei só peca por falta de clareza e rigor. Mas todas as formas de protecção da propriedade industrial estão reguladas de acordo com os padrões internacionais. Pode ser pedida em Macau uma patente para qualquer invenção, como mandam as regras da Organização Mundial do Comércio. O que há a fazer é aperfeiçoar a lei do ponto de vista técnico”, disse ainda. - A.S.S. com C.L.
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RITA MARQUES RAMOS rita.ramos@hojemacau.com.mo
A
reutilização da água é já uma imposição na agenda do Governo para finais de 2015. As tubagens estão já incorporadas na habitação pública de Seac Pai Van e no novo campus da Ilha da Montanha, falta concluir a estação de água reciclada, na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), em Coloane, para posterior abastecimento. A empresa responsável pela gestão da ETAR da Areia Preta, CESL-ASIA, acredita que 2016 vai ser um ano de reaproveitamento dos recursos hídricos de Macau. António Trindade, presidente da empresa local, diz-se a “ investir seriamente” e com as “relações” certas para adaptar as soluções mais adequadas à RAEM. “Temos de providenciar ao Governo uma rede de reciclagem de água até finais de 2016. Esses são os grandes planos em que estamos a cooperar. A distribuição ainda não está pronta mas em 2016 espero que esteja disponível para alguns consumidores”, frisou ontem o líder da CESL-Asia, em dia de cerimónia de comemoração dos 25 anos da empresa. “Estamos prontos e preparados com os recursos e com as relações que temos, por exemplo, com a Tsinghua TongFang, uma empresa de referência nas áreas do ambiente, e outras japonesas nas áreas de tecnologias ligadas à purificação da água. Estamos a estudar soluções. Mas não é a empresa que quer e as coisas fazem-se porque estamos a falar de infra-estruturas públicas mas da capacidade da Administração”, salientou, deixando escapar também “contactos” com alguns hotéis para o uso de água reciclada. Macau vê neste um dos “mercados [em expansão]” da empresa, já que a “reciclagem é claramente uma área importante para suprir as carências de água em Macau”, de modo a minimizar a dependência face ao continente, de onde importa os recursos hídricos necessários. Segundo dados oficiais, estima-se que o recurso ao reaproveitamento de água permite uma poupança de entre 20 a 30 por cento. “A capacidade de reciclar água é extremamente complexa. É
CESL-ASIA PROPÕE-SE A RECICLAR ÁGUA EM 2016
“Estamos prontos e preparados” O limite da CESL-Asia, em linha de conta com os objectivos da Administração, são três anos. Tempo para pôr em funcionamento a reutilização de água e o fornecimento de água reciclada. Em dia de celebração das “bodas de prata”, António Trindade diz que outra das oportunidades de mercado está na exportação de tecnologia para a China na área de energia solar de alta sofisticação, quer em tecnologia, na construção e na operação. E depois de tratada, como é que se vai usar? [...] Estamos agora a investir seriamente. Estamos a avaliar o que se faz no mundo. E quais as soluções para Macau.”
EXPORTAR TECNOLOGIA DE ENERGIA SOLAR
A CESL-Asia investiu já, por meio de um consórcio, em duas centrais de energia solar em Portugal no valor de cerca de 20 milhões de euros, em finais do ano passado. “Estamos na fase de construção das centrais solares. O processo está a andar e ainda não concluímos sequer as construções. Pensamos que podemos começar a ligar as nossas centrais a partir do fim deste ano, princípios de Janeiro. É um processo que se vai desenvolvendo”,
explicou. Em Macau não há essa ambição. Mas na China as portas abrem-se até porque um dos planos da empresa é desenvolver, nos próximos 10 a 15 anos, a área de investimento em tecnologia. “A CESL-Asia está a montar essa capacidade [de fornecer
tecnologia] e desenvolvê-la. É uma vertente nova de há um ano e tal [...] E é esse processo de conhecimento e o acrescentar de características próprias ao investimento que nos vai poder permitir levar para a China”, garantiu Trindade. Com essa mesma aborda-
gem perspectiva-se o desenvolvimento de projectos com países da lusofonia.
“20% DO POTENCIAL DE MERCADO”
A empresa não nega que “não se pode fazer omeletas sem ovos” mas pode-se “fazer mais com menos”. A lógica
é aplicada à falta de recursos humanos que pretendem recrutar, preferencialmente, a nível local. “Uma empresa de serviços sempre precisou de profissionais locais. Não é de agora, é de há 20 anos. 80% dos nossos colegas são de Macau porque têm essas características. Se tivéssemos o dobro ou triplo das pessoas tínhamos o correspondente em trabalho. Temos de melhorar o que temos e dar formação às pessoas”, explicou Trindade. “Em Macau, estamos bem estabelecidos. Somos de longe, na nossa área, a empresa de referência de Macau. Temos quase 400 pessoas. O desafio é mantermos a capacidade de desenvolvermos para o dobro e para o triplo nos próximos anos porque o mercado existe. Macau está a crescer e está a mudar e temos de nos manter actuais [...] Se tivermos 20% do potencial de mercado que está estabelecido em Macau, diria que não será muito longe disso. Ainda podemos crescer cinco ou seis vezes com aquilo que existe hoje. O crescimento e desenvolvimento cria pressões e temos de acompanhar”, afiançou o presidente da CESL-Asia, num balanço face às “bodas de prata”.
CONSELHEIRO DA ONU DEBATEU BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS
“O papel fundamental” dos casinos ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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segundo dia da conferência mundial sobre a droga e família trouxe para discussão a temática da corrupção e do tráfico de influências em todo o mundo. Shervin Majlessi, conselheiro da Organização das Nações Unidas (ONU) para a aplicação da Convenção Transnacional contra o Crime Organizado (UNCAC) na região da Ásia-Pacífico, revelou desconhecer em concreto a situação de Macau, mas não deixou de afirmar que onde há jogo, há casos de dinheiro ilícito. “Os casinos têm um papel fundamental ao nível do branqueamento de capitais e nos últimos anos temos visto muitos casos. Em qualquer lugar onde haja
grandes transacções de dinheiro há lugar ao branqueamento, e os casinos não são uma excepção.” Contudo, o responsável acredita que “é melhor olhar para as instituições financeiras”. “A grande questão a colocar no que diz respeito aos casinos é o papel das instituições financeiras, que são muito importantes. Os grandes centros financeiros têm vindo a fazer esforços, principalmente nos últimos anos, para criar alguns regulamentos”, disse, lembrando que “se não há controlo de onde vem o dinheiro, é fácil levá-lo a certos canais e perder o rasto”. À margem da conferência, organizada pela Federação Internacional de Organizações Não-governamentais para a Prevenção das Drogas e Abuso de Substâncias (IFNGO), Shervin Majlessi comentou ainda o facto do
Comissariado contra a Corrupção (CCAC) estar a preparar um projecto sobre o tráfico de influências. “É um passo muito importante e legislar o tráfico de influências é algo que já existe em muitos países. Trata-se de algo que pode ser uma novidade em muitos sistemas jurídicos.” O conselheiro da ONU lembrou ainda que “os crimes económicos, como é o caso da corrupção, não são fáceis de provar. As provas não são como as dos outros crimes, às vezes não há uma vítima”.
A PROPOSTA DE MARIA DE BELÉM
Numa sessão que serviu para mostrar que o crime organizado gere na região da Ásia-Pacífico cerca de 90 mil milhões de dólares norte-americanos, Maria de Belém Roseira, política portuguesa e actual
presidente do Partido Socialista em Portugal, sugeriu a criação de uma convenção específica, ao nível da ONU, para a regulação das offshores e sector financeiro. Shervin Majlessi defendeu que a actual convenção já abrange muitas destas áreas, mas, ao HM, Maria de Belém Roseira não se mostrou satisfeita com a resposta. “Encara-se a questão dos paraísos fiscais como um problema muito grande, mas depois acaba-se por não se dar origem a nenhumas conclusões e é retirado da agenda. Seria importante, independentemente da agenda do G20, se as organizações internacionais se debruçassem sobre esse assunto. Tudo isso é importante para a transparência dos movimentos financeiros, sobretudo para prevenir a evasão fiscal.”
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CHINA
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POLUIÇÃO DO AR ‘FECHA’ METRÓPOLE CHINESA PELO TERCEIRO DIA CONSECUTIVO
‘Arpocalipse’ veio para ficar U MA espessa camada de poluição do ar paralisou pelo terceiro dia consecutivo a metrópole de Harbin, no nordeste da China, com o encerramento do aeroporto e das escolas e os transportes dificultados. Apesar de ter baixado em relação a segunda-feira, a poluição atmosférica nesta aglomeração com mais de 10 milhões de habitantes estava ao início da noite em níveis que excediam em 15 vezes os mínimos preconizados pela Organização Mundial de saúde (OMS). Um engenheiro, de 25 anos, Zhao Yao (bien: Yao), declarou: “Ontem foi o pior. Sentimo-nos mal quando respiramos. Não vemos quase ninguém na rua e algumas pessoas põem até três máscaras para sair”. O que já foi designado ‘arpocalipse’ fez ontem a capa em vários jornais chineses, cada vez mais inquietos com a degradação do ambiente. A imprensa publica em particular fotografias de residentes, com a cara coberta por máscaras, perdidos num nevoeiro que não deixa ver para além de algumas dezenas de metros. O nevoeiro sobre Harbin, capital da província de Heilongjiang, acumulou-se desde que a cidade pôs a funcionar o seu sistema de aquecimento público à medida que se aproxima o inverno, particularmente rude nesta região fronteiriça com a Sibéria russa. O tráfego aéreo permaneceu ontem fortemente perturbado, de-
STARBUCKS CRITICADA POR PRATICAR PREÇOS ALTOS
50% mais caro do que nos EUA A
televisão estatal chinesa, CCTV, protagonizou o último ataque a uma empresa estrangeira, ao anunciar que a cadeia Starbucks praticava na China preços muito mais altos do que em outros países, como os Estados Unidos, o Reino Unido ou a Índia. Os preços chegam a ser 50% mais caros do que nestes países, noticiou a televisão chinesa. A reportagem indicava também que a margem de lucro da cadeia norte-americana na região asiática era excessi-
va, chegando aos 32%, em comparação com os 21% nos EUA e 1.9% na Europa, África e Médio Oriente. Em resposta a empre-
sa sediada em Seattle, disse que os números não reflectem de forma precisa as operações da empresa, porque os dados
financeiros incluem resultados de outros países da região Ásia-Pacífico, para além da China. A empresa americana não revela os seus resultados financeiros por país, mas sempre vai dizendo que “compreende as preocupações levantadas pela imprensa chinesa”. A Starbucks disse ainda que os seus preços variam consoante as condições dos mercados e dependem dos custos da mão-de obra, das rendas, das commodities, e dos investimentos em infra-estruturas.
pois da anulação de mais de 250 voos na segunda-feira, relataram os meios de comunicação. Os dados das estações de controlo do ar no centro de Harbin indicam que as concentrações de partículas finas, designadas PM2,5, consideradas particularmente nocivas para a saúde, atingiam os 247 microgramas por metro cúbico em média (uma estação chegou a registar 367), depois de quase terem atingido as mil na segunda-feira. Estes níveis superam em muito os 25 recomendados pela OMS. A China, segunda economia mundial e primeiro mercado automóvel do planeta, vê o seu ambiente ameaçado pelas numerosas indústrias poluidoras, o seu tráfico rodoviário em constante expansão e o seu laxismo na protecção dos ecossistemas. Por outro lado, o país obtém mais de 70% da sua energia da queima do carvão, o que o torna o primeiro emissor de gases com efeito de estufa. O governo tinha anunciado em Junho que iria responsabilizar os quadros locais pela melhoria da qualidade do ar nas suas cidades. A municipalidade de Pequim, por sua vez, anunciou na quinta-feira a intenção de instaurar um sistema de circulação automóvel alternada nos dias em que a qualidade do ar estiver particularmente degradada. Na sexta-feira, a cantora norte-americana de jazz Patti Austin anulou um concerto em Pequim, devido a “uma violenta crise de asma” depois de ter chegado à capital chinesa, como divulgou no seu sítio na internet. A poluição do ar contribuiu para a morte prematura de 1,2 milhões de pessoas na China em 2010, estimara a organização Health Effects Institute, num estudo que divulgou em Março.
Luanda e Pequim concordaram no reforço cooperação militar
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ÍDERES militares da China e de Angola concordaram esta terça-feira no reforço da cooperação entre as forças armadas dos dois países, anunciou a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. O acordo foi manifestado durante um encontro em Pequim do ministro chinês da Defesa, Chang Wanquan, com o Chefe do Estado-maior das forças
armadas angolanas, Geraldo Sachipengo Nunda, que se encontra desde domingo na China. É a primeira visita de Geraldo Nunda à China, numa deslocação de sete dias que incluirá ainda Nanquim e Xangai, indicou fonte angolana. A China valoriza a sua tradicional amizade com Angola e está disposta a fazer avançar a cooperação bilateral, disse Chang Wanquan, citado pela Xinhua. O general Chang Wanquan, 64 anos, é também conselheiro de Estado, cargo superior ao de ministro, e membro do Comité Central do Partido Comunista Chinês.
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JORNAL CHINÊS QUEBRA CENSURA E PEDE LIBERTAÇÃO DE REPÓRTER DETIDO
Liberdade de imprensa em causa U M jornal do sul da China decidiu enfrentar esta quarta-feira, de forma aberta e inédita, as autoridades do país ao publicar na primeira página um editorial intitulado “Por favor, libertem-no”, depois da polícia ter detido um dos seus repórteres após a revelação de uma fraude cometida por uma grande empresa. “Queridos leitores, o nosso jornalista Chen Yongzhou escreveu sobre os problemas financeiros da empresa Zoomlion e foi detido pela polícia acusado de danos no prestígio empresarial. Por isso temos que fazer ouvir a nossa voz”, explicou o jornal “Modern Express” da província do Cantão, aos seus leitores. A detenção de Chen aconteceu na semana passada em Cantão, capital da província de mesmo nome, após uma série de notícias publicadas pelo “Modern Express” entre Setembro de 2012 e Junho de 2013. O jornalista relatou que a Zoomlion, a segunda maior fabricante de equipamentos para a construção da China, inflacionou artificialmente o seu lucro e manipulou o mercado. A prisão é a segunda entre repórteres do “Modern Express” em poucos meses, depois de Liu Hu ter sido detido por difamação, após
Chen Yongzhou
pedir na internet uma investigação sobre a actuação de Ma Zhengqi, subdirector da Administração do Estado para a Indústria e o Comércio.
De acordo com a publicação, Chen foi detido pela polícia de Changsha, capital da província vizinha de Hunan - onde fica a sede da Zoomlion -, que estende-
QUESTÃO FRONTEIRIÇA NA AGENDA DE MANMOHAN SINGH EM PEQUIM
Gigantes procuram acordo C
HINA e Índia deverão assinar esta semana um acordo de cooperação sobre defesa ao longo da fronteira, procurando aliviar um velho foco de tensão entre os dois países mais populosos do planeta, anunciou esta terça-feira a imprensa oficial chinesa. Trata-se de um acordo com “regras mais estritas” para as forças militares fronteiriças e será assinado durante a visita de três dias que o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, iniciou terça-feira à China, indicou o jornal Global Times. China e Índia partilham uma fronteira com cerca de 3.300 quilómetros de extensão cujo traçado é ainda motivo de disputa e já provocou uma guerra entre os dois países, no início da década de 1960. Na primavera passada, as autoridades indianas acusaram um pelotão fronteiriço chinês de ter penetrado 19 quilómetros no seu território.
A solução das questões fronteiriças “é uma base fundamental para melhorar as relações sino-indianas em todas as áreas”, disse um jornal indiano, citado pelo Global Times. “Acordo fronteiriço impulsionará os laços (entre a China e a Índia) “, afirma o China Daily na primeira página.
Comércio e cooperação económica ocupam também lugar de destaque na agenda de Singh em Pequim. China e Índia têm, no conjunto, cerca de 2.620 milhões de habitantes, o que representa mais de um terço da população do planeta.
ram a sua jurisdição para prender o jornalista, a quem acusam de “prejudicar a reputação comercial” da empresa. A polícia de Changsha só anun-
ciou terça-feira a prisão de Chen, ao publicar na sua conta oficial no Weibo - o Twitter chinês -, que estão a investigar o caso e que o repórter foi detido legalmente no último dia 19. “Sempre acreditámos que se trabalhássemos de forma responsável, não teríamos problemas; e se, por qualquer motivo, tivéssemos algum problema, poderíamos publicar correcções e pedir desculpas. E se a coisa se tornasse muito séria, prepararíamo-nos para um julgamento, e se perdêssemos, pagaríamos a compensação exigida”, lamentou o “Modern Express”. “Os factos evidenciam que fomos muito ingénuos”, acrescentou o jornal. Posto isto, a publicação decidiu arriscar com esta acção inédita que rompe com a censura habitual sobre os meios de comunicação, após terem permanecido “calados” desde a prisão do repórter com a esperança de que o assunto pudesse ser resolvido à porta fechada. É uma decisão vista como um último acto de “desespero” em busca do apoio da opinião pública. “O editorial que ocupa ontem a sua capa, com um tom irónico e amargo, foi aparentemente uma medida tomada pelo jornal como um último recurso”, afirmou o investigador do projecto China Media da Universidade de Hong Kong, David Bandurski, que destacou os riscos da publicação do editorial. “Casos como este raramente se discutem de forma tão aberta” na China, advertiu o especialista.
SEGURANÇA REFORÇADA EM HOSPITAIS APÓS ONDA DE ATAQUES CONTRA MÉDICOS
Pacientes sem paciência O governo da China ordenou um aumento das medidas de segurança nos hospitais do país para diminuir os frequentes ataques de pacientes contra o pessoal médico que, apenas em 2012, causaram sete mortes e 28 feridos. O jornal “Global Times” informou esta quarta-feira que a legislação, elaborada conjuntamente pelo Ministério de Segurança Pública e a Comissão de Saúde Nacional e Planeamento Familiar, também incluirá aparelhos electrónicos de inspecção e campanhas para que os pacientes “defendam os seus direitos e interesses de forma racional”. Nos últimos anos, a imprensa chinesa relatou dezenas de ataques
contra instalações hospitalares e agentes de saúde por parte dos pacientes, que os acusavam de cobrar valores excessivos e de realizarem um péssimo serviço. Os ataques são uma consequência indirecta do actual sistema de saúde chinês, no qual o atendimento médico costuma ser caro e no qual o pagamento deve ser feito antecipadamente. A previdência social cobre apenas uma pequena parte da população, principalmente os funcionários públicos. O governo chinês reconhece que a falta de um sistema de saúde gratuito e universal é um dos principais motivos do descontentamento da população, e promete reestruturá-lo para 2020.
JOSÉ SIMÕES MORAIS
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TRADIÇÃO
hoje macau quinta
FESTIVAL INTERNACIONAL DA CULTURA JI GONG 2013
Pelo coração e não pelas p JOSÉ SIMÕES MORAIS info@hojemacau.com.mo
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E três em três anos realizam-se os Encontros Mundiais Da Jiao, os Ensinamentos da Virtude. Este ano aconteceram em Macau entre os dias 13 e 21 de Outubro e estiveram a cargo do Grupo Ji Xiu (Ji Xiu Ge) de Macau da Associação De Jiao, tendo contado com a presença de mais de 2500 pessoas. O Oitavo Encontro Mundial de Amizade De Jiao (da Escola da Virtude) ficou integrado nos Encontros dos Oito Tesouros do Festival Internacional da Cultura Ji Gong de 2013, que constaram ainda do Nono Encontro Mundial do Divino Cálamo, do Festival Internacional da Cultura Ji Gong 2013, da Exposição dos Escritos (Sheng Luan) feitos pelos Sábios do Espírito De Jiao, das Comemorações do Aniversário de Ji Gong, da Comemoração dos 88 anos do Mestre Lam Tong, Presidente da Associação Budista Tung Cheng Yuen, da Comemoração dos 16 Anos da Associação Budista Tung Cheng Yuen e dos Oito Anos do Grupo Ji Xiu (Ji Xiu Ge) de Macau da Associação De Jiao. Já se escreveu sobre Ji Gong e por isso aqui deixamos apenas uma breve apresentação. Com o nome Li Xiuyuan (1130-1207) nasceu e cresceu na montanha de Tiantai, província de Zhejiang, durante a dinastia Song do Sul. Praticante do Budismo Chan, tornou-se monge com o nome Daoji. Excêntrico, com um comportamento pouco ortodoxo, pois bebia vinho e comia carne, possuía ainda poderes mágicos, o que levou a ser expulso do templo do Recolhimento das Almas em Hangzhou. Então, o mestre Ji mudou-se para o templo Jing Ci, junto ao lago Oeste, também na capital de Zhejiang, onde mostrou os seus mágicos poderes ao viajar num instante longas distâncias. Daoji finou no décimo quarto dia da quinta Lua, 17 de Junho de 1207, sendo pouco depois reverenciado tanto pelos budistas, como pelos tauistas. Foi só na dinastia Ming que o culto a Ji Gong passou para o resto da China. A Filosofia de Ji Gong é a prática pelo coração e não pelas palavras, pretendendo com um espírito puro ajudar os seres nos momentos das suas grandes aflições e problemas, afirmando ser o coração Buda e a sua vida uma gota do CaoXi, ribeiro que atravessa o templo Baolin onde Hui Neng, o sexto Patriarca do Budismo Chan, aí ficou 40 anos a
dar os ensinamentos e de onde se originou a Escola Chan do Sul. Em 2006, a Cultura Ji Gong tornou-se Património Intangível da China.
A CULTURA JI GONG
No Domingo, dia 20 de Outubro, o HM foi ao Fórum de Macau onde se realizava a grande concentração dos membros da Associação Budista Tung Cheng Yuen e da Associação Da Jiao que vieram do mundo inteiro. Não assistimos ao chamar do espírito de Ji Gong para entrar no corpo de cada mestre, disponibilizando-os, como intermediários,
para ajudar todos os que traziam questões por resolver. Ji Gong ali se encontrava em espírito no corpo de cada um dos mestres presentes, oferecendo os seus poderes mágicos para curar as pessoas, que nele confiavam. Muitos eram os crentes que aí se encontravam para escutar o que o espírito comunicava através dos caracteres escritos pelo cálamo na areia espalhada de cada uma das mesas. A pergunta era feita e pelos movimentos do cálamo, seguro pelo mestre e um ajudante, apareciam na areia os caracteres, como se fossem enviados por uma força sobrenatural. Ao lado, prestando atenção
A Filosofia de Ji Gong é a prática pelo coração e não pelas palavras, pretendendo com um espírito puro ajudar os seres nos momentos das suas grandes aflições e problemas, afirmando ser o coração Buda e a sua vida uma gota do CaoXi, ribeiro que atravessa o templo Baolin onde Hui Neng, o sexto Patriarca do Budismo Chan, aí ficou 40 anos a dar os ensinamentos e de onde se originou a Escola Chan do Sul. Em 2006, a Cultura Ji Gong tornou-se Património Intangível da China
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tradição 11
济公文化 Cultura Ji Gong
que lhe disse: Caminha, caminha. Para espanto do Sr. Lam, o seu espírito deu a ordem de caminhar e assim deixou de estar paralítico. Ji Gong rematou –Tu vens para aqui, eu vou para aí. Assim Ji Gong é Lam Tong e Lang Tong é Ji Gong. Tudo é Vazio. Lam Tong tornou-se em 1989 o monge Chang Lin no Templo de Nanhua em Guangzhou (Cantão), apesar de não ficar a viver no mosteiro. Voltou para Tanzhou e formou a Associação Budista Tung Cheng Yuen, que passou a existir em Macau em 1996, quando para aqui veio viver. O espírito da Associação está ligado ao respeito pelos idosos, ao Amor por todos os seres, à ajuda abnegada e a ensinar os jovens sobre a cultura tradicional chinesa (Confucionismo e Daoismo). Apela a toda a sociedade para ter um espírito caritativo.
palavras aos caracteres escritos um a um no tampo da mesa, um outro ajudante lia e anotava-os numa folha. No final da consulta, era lido todo o texto em voz alta. Pelo pavilhão do Forum estavam espalhadas estas mesas octogonais, em que cada um dos lados se apresentava com um dos oito trigramas a representar o Céu, a Terra, a água, o fogo, a montanha, o trovão, o vento e o lago. Sobre essas mesas, umas com areia a fazer de suporte para a escrita, outras com óleo e tinta vermelha, eram onde se materializavam os caracteres enviados pelo espírito do excêntrico mestre Ji, cuja fama era grande na cura de pessoas. Uma personagem que sobressaía pela veneração com que todos o saudavam era o mestre Lam Tong, que em Macau conta com um grande número de devotos, já que personifica Ji Gong. O mestre Lam Tong, cuja terra natal é Da Chong, em Zhongshan, nasceu no dia 18 do nono mês lunar de 1903. Três dias depois, o seu pai faleceu e a mãe, muito desgostosa, deu-o para adopção a um tio afastado, ficando a viver numa família muito pobre. Durante a sua meninice acompanhava os tios na mendicidade e após estes finarem, continuou a vaguear pelas ruas até aos 19 anos, quando foi para Tanzhou onde encontrou
A CULTURA DA VIRTUDE
O actual mestre Lam Tong e a imagem de Ji Gong
um templo abandonado e em ruínas dedicado a Tu Di. Passou a aí viver, dedicando-se às limpezas no templo e das estátuas dos deuses. Em 1951 casou-se com uma rapariga a quem tinha salvado a vida e mudou de habitação. Vivendo-se o período da Revolução Cultural, as pessoas desfaziam-se das estátuas dos deuses que tinham em casa e o senhor Lam recolhia-as e limpava-as, guardando-as. Devido ao trabalho árduo para
sustentar a família, que já contava com um novo elemento, ficou paralítico. Um dia, repousando ao Sol após limpar uma nova estátua, estava prestes a adormeceu quando viu uma luz descendo devagar do Céu e que trazia a imagem do deus que acabara de limpar. Era Ji Gong e então viu a estátua que estivera a limpar a mover-se e chegar à sua beira dizendo-lhe vir da parte dos outros deuses, que o tinham escolhi-
do para os representar já que, entre ambos havia mais compatibilidade (Yuan Fen). Ji Gong questionou-o sobre o que se passava com a sua mão e o Sr. Lam respondeu que a tinha partida. Ji Gong disse-lhe para a mexer e qual o espanto do Sr. Lam quando conseguiu mexer a mão. -E o que aconteceu ao teu corpo? -Estou paralítico. -Quem? perguntou Ji Gong. E o Sr. Lam respondeu: -Eu! -Quem é esse Eu? Retorquiu Ji Gong
A antiquíssima Cultura Wu, existente há mais de 8000 anos e pelo Ancestral Fu Xi retransmitida até aos nossos dias, permite uma alta consciência das leis da Natureza. Nessa base, em 1939, no período da Guerra Sino-japonesa, quando a população chinesa estava nos limites do sofrimento, o senhor Yang Rui De rezou em ChaoShan (Chaozhou e Shantou) para que a paz chegasse rapidamente. Recebeu uma mensagem do Céu para formar a Associação De Jiao (Escola da Virtude) dedicada a ensinar as pessoas a encontrar dentro delas a virtude e a tentarem ajudar os outros. Desesperadas, as pessoas necessitavam de perceber porque é que sofriam e era preciso pô-las a acreditar de novo na vida. Para tal, era imperativo reencontrar o Amor, construir a fé pela Virtude e assim foi formada a Associação De Jiao, que conta em todo o mundo com mais de 300 filiais. Estão sempre presentes nos lugares onde haja calamidades, ajudando tanto materialmente, como a nível espiritual. Em 2005, por uma revelação, a Associação Da Jiao criou uma filial no Canadá, que deveria ser organizada pelo Sr. Lam Tong da Associação Budista Tung Cheng Yuen, aí já existente. Este primeiro intercâmbio entre as duas Associações levou a que em 2006 fosse fundada em Macau a Associação De Jiao, cuja filial é denominada Ji Xiu Ge. Em toda a China não existe um templo dedicado a Ji Gong. No entanto, este ano a Associação conseguiu finalmente arranjar um terreno em Jiangmen para a construção e por isso, na segunda-feira passada realizou-se uma visita ao local onde irá aparecer na China o primeiro templo a Ji Gong. Em Macau a não existência de um templo dedicado a Ji Gong, apesar da sua imagem estar espalhada por muitos templos, é devido ao exorbitante preço da terra disponível e não haver local para o construir.
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hoje macau quinta-feira 24.10.2013
VIDA
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INDONÉSIA AMBIENTALISTAS CRITICAM EMPRESAS POR UTILIZAREM ÓLEO DE PALMA
Greenpeace acusa Oreo e Gillette A organização ecologista Greenpeace acusa a produtora de bolachas Oreo e empresa Gillette, que comercializa produtos para depilação, de favorecerem a desflorestação na Indonésia, ao utilizarem óleo de palma proveniente de terrenos onde o corte de árvores foi feito de forma ilegal. Num relatório intitulado Licença para matar, publicado nesta terça-feira na sua página de Internet, a Greenpeace acusa a empresa Wilmar, de Singapura, que se apresenta como o maior produtor mundial de óleo de palma, de utilizar plantações que resultam da destruição de parte da floresta do Parque Nacional de Tesso Nilo, na ilha indonésia de Sumatra.
Nesta ilha vivem 400 tigres, que estão ameaçados de extinção – classificados como “criticamente em perigo” no Livro Vermelho da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais – devido à desflorestação, que ocorre a um ritmo de 250 mil hectares por ano, segundo a Greenpeace. “A expansão das plantações de óleo de palma e de árvores para a produção de papel foi responsável pela destruição do habitat dos tigres entre 2009 e 2011”, lê-se no relatório, segundo o qual as plantações de óleo de palma foram responsáveis por 15% da perda de habitat desta espécie. “Enquanto a Wilmar não se comprometer com uma política de não-des-
Mochila criada para recolher os gases produzidos durante a digestão Já imaginou uma vaca de mochila às costas? E com um tubo ligado directamente a um dos seus quatro “estômagos”? É precisamente isso que uma equipa de cientistas argentinos pretende fazer, para recolher os arrotos das vacas. Tudo para ajudar a reduzir os gases com efeito de estufa emitidos pelos bovinos. A produção de energia, para a indústria ou para os transportes, é a principal responsável pela emissão de gases com efeito de estufa, por estar ainda demasiado dependente da queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão. Mas a produção animal representa também um dos grandes factores de emissão destes gases, contabilizando já 14,5% dos gases de efeito estufa devido às actividades humanas, segundo um relatório recente da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura
(FAO, na sigla em inglês). “Como os bovinos libertam gases com efeito de estufa para a atmosfera, propomos uma forma económica e prática de sequestrar essas emissões e utilizá-las como substituto energético”, anuncia Guillermo Berra, coordenador do grupo de Fisiologia Animal do Instituto Nacional de Tecnologia Agro-pecuária (INTA), em Castelar (na Argentina), num comunicado do instituto. A retenção e o aproveitamento dos gases, em particular do metano, produzido pelas vacas, foram testados pelos investigadores do INTA, para reduzir a emissão de gases com efeito de estufa e contribuir para a produção de biocombustível, uma fonte de energia alternativa aos combustíveis fósseis. Solução de particular importância num país como a Argentina, um dos maiores consumidores e exportadores de carne de vaca do mundo.
florestação, a venda do seu óleo de palma às marcas de grande consumo, como os fabricantes das bolachas Oreo ou os produtos para a barba da Gillette, torna os
consumidores cúmplices involuntários do desaparecimento dos 400 tigres de Sumatra que ainda existem na Indonésia”, disse à AFP Bustar Maitar, responsável
pelas campanhas da Greenpeace na Indonésia. Questionada pela AFP, uma porta-voz da Wilmar, Lim Li Chuen, indicou que a empresa está actualmente
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“a rever as suas regras de funcionamento e em particular a sua política de fornecimento”. A Wilmar emitiu uma “severa advertência” dirigida a todos os seus funcionários, pedindo-lhes que apenas utilizem plantações legais. Qualquer fornecedor que tente vender óleo fruto de plantações ilegais deverá ser “totalmente excluído”, acrescentou a porta-voz. A Indonésia, arquipélago onde vivem 240 milhões de pessoas, tem a terceira maior bacia de florestas equatoriais do mundo, depois do Brasil e da República Democrática do Congo. A maioria das florestas nacionais desapareceu nos últimos 50 anos à custa do aumento das plantações de óleo de palma. Segundo as estimativas oficiais, citadas pela AFP, a área de terreno onde este produto é cultivado aumentou 27 vezes em duas décadas. E o país ambiciona aumentar ainda mais a produção, em 60%, até 2020. O Governo indonésio estabeleceu em 2011 regras para a autorização da desmatação de florestas primárias, mas sem grande efeito.
PUB
HM-1ªvez 24.10.2013 Acção Ordinária n.º
ANÚNCIO CV2-13-0071-CAO _____________________
ANÚNCIO
2º Juízo Cível
AUTORES: 1) LEI LAI KUN/李麗娟, viúva, de nacionalidade chinesa, residente em Macau, na Rua do Almirante Costa Cabral, nº 136, Edf. Kuong Lei, Bloco I, 7º andar B; 2) LEE LAI SIM/李麗嬋, viúva, de nacionalidade chinesa, residente em Macau, na Rua Francisco Xavier Pereira, nº 117, 3º andar D; 3) LE VENG CHEONG, de nacionalidade chinesa, casado com Kuong Wai Leng, de nacionalidade chinesa, no regime da comunhão de adquiridos, ambos residentes em Macau, na Avenida do Almirante Lacerda, nº 168, Edf. Venceslau de Morais, 14º andar F; 4) LEE CHUN, casado, de nacionalidade chinesa, casado com Ng Po Lin, de nacionalidade chinesa, no regime da comunhão de adquiridos, ambos residentes em Macau, na Travessa do Coelho do Amaral, nº 16, Edf. Camilo Pessanha, 8º andar F; 5) LEI LAI SEONG/李麗嫦, viúva, de nacionalidade chinesa, residente em Macau, na Avenida de Venceslau de Morais, nº 194, Soi On Lau, 3º andar B; 6) CHAN LAI WAN/陳麗雲, viúva, de nacionalidade chinesa, residente em Hong Kong, 屯門良景邨良華樓1103室; 7) LEE KIT CHING/李潔貞, solteira, de nacionalidade chinesa, residente em Hong Kong, 屯門良景邨良華樓1103室; 8) LEE KIT MEI/李潔薇, solteira, de nacionalidade chinesa, residente em Hong Kong, 屯門良景邨良華樓1103室; 9) LEE SIU FAI/ 李兆輝, solteiro, de nacionalidade chinesa, residente em Hong Kong, 屯門良景邨良華樓1103室 ; 10) LEE KIT FONG/李潔芳, solteira, de nacionalidade chinesa, residente em Hong Kong, 屯門良景邨良華樓1103室 ; RÉUS: INTERESSADOS INCERTOS *** Correm éditos de trinta (30) dias, a contar da segunda e última publicação do anúncio, citando os RÉUS INTERESSADOS INCERTOS, para no prazo de trinta (30) dias, decorrido que seja o dos éditos, contestarem , querendo, o pedido formulado na petição inicial nos mencionados autos, que resumidamente consistem que: Termos e nos mais de Direito, deve a presente acção ser julgada procedente por aprovada e, consequentemente, serem os Autores declarados, para todos os efeitos legais, nomeadamente de registo, legítimos proprietários e únicos titulares, na proporção e 1/6 para cada um dos 1.ª , 2.ª, 3.º, 4.º e 5.ª Autores, e 1/6 para os 6.ª, 7.ª, 8.ª, 9.ª e 10.ª. Autores conjuntamente, do prédio urbano sito em Macau, no Beco de Marques de Oliveira, nº 21, descrito na Conservatória do Registo Predial de Macau sob a descrição nº 10822, a fls. 55 do Livro B29, e inscrito sob o nº 8989, a fls. 128 verso do Livro G8, a favor de LU-SI, por o haverem adquirido por usucapião. Conforme tudo melhor consta do duplicado da petição inicial que neste 2º Juízo Cível se encontra à sua disposição e que poderá ser levantado nesta secretaria nas horas normais de expediente, de que a falta da contestação, não implica o reconhecimento dos factos articulados pelos autores. E ainda é obrigatória a constituição de advogado – artº 74º do C.P.C.M. Macau, aos 8 de Outubro de 2013.
HM-1ªvez 24.10.2013 禁治產案
第
CV3-13-0193-CPE
AUTOS DE INTERDIÇÃO
號
第三民事法庭 3º Juízo Cível
REQUERENTE: O MINISTÉRIO PÚBLICO.---------------------REQUERIDA: HO IOK SAN, do sexo feminino, residente no Centro de Santa Margarita, sito na Rua de Tin Chon, Povoação de Cheok Ka, Taipa, Macau.--------------------------------------------------------***** FAZ SABER que foi distribuída neste Tribunal em 30 de Setembro de 2013, uma Acção de Interdição com o número acima indicado contra a Requerida HO IOK SAN, acima identificada para efeito de ser decretada a sua interdição por anomalia psíquica.- Macau, 9 de Outubro de 2013.
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CULTURA
hoje macau quinta-feira 24.10.2013
FUNDAÇÃO GULBENKIAN QUER ORGANIZAR CONFERÊNCIA EM LISBOA
Jazz francês em Macau entre hoje e amanhã
O Remi Panossian Trio está em Macau para dois concertos, hoje e amanhã, na Universidade de Ciências e Tecnologia e no Instituto Politécnico, respectivamente. Descrito como um conjunto lírico e energético, o Remi Panossian Trio, foi eleito em 2010, pela TSF Jazz francesa, o conjunto “Revelação do ano”, tendo actuado na altura no Olympia Hall Paris. Em apenas três anos o conjunto francês deu mais de 150 concertos, em países como a França, Brasil, Portugal, Alemanha, Bélgica, etc. tendo também efectuado cinco digressões à Ásia, actuando em festivais no Japão, Coreia do Sul ou Nanquim, entre outros. O concerto na Universidade de Ciências e Tecnologia está marcado para as 18h30, enquanto o do Instituto Politécnico tem início previsto para as 17h30. Ambos os concertos são de entrada livre.
Bruxas no Albergue este sábado ao fim do dia
O Bairro de São Lázaro vai receber a Festa das Bruxas, este sábado, pelas 18h. O evento co-organizado pelo Albergue SCM e pelo restaurante Albergue 1601, terá um cocktail de recepção ao ar livre, com bar aberto e snacks até às 20h30, informa a nota de imprensa da organização. Do programa da Festa, constam actividades como um concurso de máscaras, penteados e maquilhagem do dia das bruxas, com prémios de cerca de 15 mil patacas, a projecção de um filme de terror e uma exposição de arte relacionada com o tema, entre outras.
Discutir o futuro da China A Fundação Gulbenkian tenciona reunir em Lisboa académicos chineses de várias áreas para debater o futuro da China e promover “um melhor conhecimento” acerca da nova potência emergente, anunciou em Pequim o presidente da instituição, Artur Santos Silva. “A nossa função é também contribuir para reflectir e debater as grandes questões do nosso tempo”, disse Artur Santos Silva à agência Lusa, na terça-feira à noite, no final de uma visita de uma semana à China com a Orquestra Gulbelkian. Referindo-se especificamente às relações luso-chinesas, Santos Silva salientou que a Fundação Gulbenkian defende “um relacionamento mais estreito na área cultural” e deseja contribuir “para que a China seja melhor conhecida em Portugal e Portugal melhor conhecido na China”. Esse contributo, cujo formato está ainda a ser “ponderado”, deverá ser “uma conferência, com pessoas de diferentes áreas que nos falem do futuro da China, e dos grandes desafios que enfrenta quer no seu processo de desenvolvimento económico, social e político, quer nas relações internacionais”, adiantou. Santos Silva mostrou-se peremptório: “O sucesso chinês no plano económico e o seu grande pragmatismo no plano político são aspectos que nos devem levar a procurar conhecer melhor a
China”. “A China foi, de longe, o país que mais avançou no combate à pobreza e no alargamento da classe média”, realçou. Já em 2012, a Gulbenkian patrocinou um ensaio sobre o futuro da China realizado pelo European
Council on Foreign Relations, grupo de reflexão constituído por intelectuais, académicos e antigos governantes, entre os quais a administradora da fundação para a área da música, Teresa Gouveia, que acompanhou Santos Silva.
Artur Santos Silva
O ensaio, intitulado “China 3.0”, foi lançado na Fundação Gulbelkian, em Novembro passado, com a presença de alguns dos autores chineses que colaboraram no livro. “Vivemos num mundo globalizado, mas somos muito ignorantes acerca da cultura de alguns dos seus grandes protagonistas, como a China e a maior parte dos países asiáticos, que têm grande impacto nas nossas sociedades e das quais não sabemos nada”, justificou Teresa Gouveia. A Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo seu novo maestro-titular, Paul McCresh, concluiu no domingo uma série de três concertos em outras tantas cidades da China: Macau, Cantão e Pequim. “Consideramos muito importante esta oportunidade de tocar na China, em espaços fantásticos, e com uma receptividade muitíssimo boa do público”, disse Santos Silva. Em Pequim, Santos Silva e Teresa Gouveia visitaram também duas mais prestigiadas universidades chinesas (Beida e Qinghua). A Fundação Gulbenkian quer “intensificar a cooperação” entre as principais universidades portuguesas e as congéneres chinesas e promover “um maior relacionamento entre investigadores, professores e alunos” dos dois países, nomeadamente nas áreas das ciências da vida e da tecnologia. “É um terreno (de cooperação) que em breve dará resultados”, referiu Artur Santos Silva.
MÚSICA CLÁSSICA, MÚSICA POPULAR PORTUGUESA E MACAENSE NOS PALCOS DO FIMM ESTE FIM-DE-SEMANA
Último concerto pela Filarmónica de Dresden O XXVII Festival Internacional de Música de Macau (FIMM) prossegue no fim-de-semana com um programa diversificado. Esta quinta-feira, pelas 20:00 horas, o Grande Auditório do Centro Cultural de Macau recebe uma das mais notáveis violinistas da actualidade, Kyung-Wha Chung, que alcançou fama internacional com a sua vitória no Concurso Leventritt, em 1967 e que tem, desde então, sido reconhecida globalmente ao mais alto nível, recebendo inúmeras outras distinções. A violinista sul-coreana
irá interpretar sonatas de Beethoven, Grieg e Franck, acompanhada pelo pianista Kevin Kenner, informa o comunicado de imprensa da organização. De 24 a 26 de Outubro, pelas 20:00 horas, Fado e Naamyam Cantonenses (Canções Narrativas) reúnem-se num concerto único de fusão entre expressões de música popular ocidental e oriental envolto na atmosfera da centenária Casa do Mandarim, inscrita na Lista do Património Mundial. O Fado foi elevado a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2011, enquanto as Naa-
myam Cantonenses foram inscritas na Lista Provisória dos Itens do Património Cultural Imaterial da R.A.E. de Macau em 2009 e na Lista
Kyung-Wha Chung
Nacional do Património Cultural Imaterial em 2011. A Orquestra Chinesa de Macau (OCHM) traz este ano ao FIMM Música Chi-
nesa de Televisão e Cinema, num concerto a ter lugar no sábado, pelas 20:00 horas, no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau. Dirigida pelo seu Maestro Principal e Director Artístico, Pang Ka Pang, a OCHM alia-se à premiada intérprete de erhu Zhou Ting Ting e à cantora Cui Rui para apresentar um concerto repleto de conhecidas músicas de televisão e cinema, levando o público numa viagem pelas últimas décadas, acrescenta a nota de imprensa A Filarmónica de Dresden, uma das mais célebres orquestras alemãs e o seu Director Musical, Michael
Sanderling, irão dar o último concerto sinfónico do XXVII FIMM, a ter lugar no domingo, pelas 20:00 horas também no Grande Auditório do Centro Cultural. Desde a sua fundação em 1870, a Filarmónica de Dresden tem sido a principal força motriz da cultura musical da sua cidade, atraindo a colaboração de grandes maestros e de músicos notáveis. A violinista alemã Julia Fischer, reconhecida como uma artista de raro talento e dotes excepcionais, colabora com a Filarmónica de Dresden no último concerto do FIMM, finaliza a nota.
cultura 15
hoje macau quinta-feira 24.10.2013
MODA MACAU NA “CHINA FASHION WEEK 2013” EM PEQUIM
Estilistas com o sonho de desfilar Fernandes entende que se deve olhar para um patamar mais elevado, e que esse patamar passaria por promover localmente um evento de qualidade, que se poderia intitular “ Macau Fashion Week” que ajudasse Macau a crescer neste sector. Estes contactos internacionais e troca de experiências de certo trariam uma mais valia, diz o comunicado de imprensa da organização. Paulo de Senna Fernandes diz ainda que Macau tem muitos estilistas e todos deles têm o sonho de poder desfilar. AAssociação Moda Macau tem procurado promover e desenvolver a moda mas
ESPAÇO DEDICADO A CESARINY ABRE A 2 DE NOVEMBRO
A Casa da Liberdade A
Casa da Liberdade, projecto museológico dedicado ao artista plástico e poeta Mário Cesariny (1923-2006), vai ser inaugurada em Lisboa a 2 de Novembro, com uma exposição e o lançamento de uma antologia sobre o surrealismo. O projecto é da responsabilidade do Colectivo Multimédia Perve, associação cultural sem fins lucrativos fundada em 1997, em parceria com a Perve Global, empresa proprietária das duas Galerias Perve, em Lisboa. A Casa da Liberdade - Mário Cesariny, em Alfama, instalada num imóvel recuperado, contíguo à Galeria Perve, foi criada com o objectivo de ser um espaço cultural para colher os espólios dos artistas surrealistas portugueses, apresentar exposições, vídeos e performances. De acordo com a galeria, no espólio encontram-se obras doadas pelos artistas, outras adquiridas pelos galeristas, e documentação que poderá ser consultada pelos investigadores. “A Estrada Começa” é o título da exposição inaugural, que vai reunir obras
inéditas de quatro figuras maiores do movimento surrealista português: Cruzeiro Seixas, Isabel Meyrelles, Carlos Calvet e do próprio Mário Cesariny. O programa inaugural inclui ainda, entre outras iniciativas, a realização do Congresso “Surrealismo(s) em Portugal”, quando se assinalam os 60 anos da morte de António Maria Lisboa, e uma homenagem ao artista que dá o nome à casa, após sete anos da sua morte.
Em Junho deste ano, quando o edifício estava em obras de adaptação, o director da Perve Galeria, Carlos Cabral Nunes, artista multimédia e um dos responsáveis pelo projecto, explicou à agência Lusa que a ideia de criar um espaço multidisciplinar, centrado em vários espólios dos surrealistas portugueses, surgiu em 2000. “Não sendo um museu, a casa tem carac-
terísticas museológicas centradas em vários espólios, com milhares de obras, desde artes plásticas a correspondência e outros textos”, de Mário Cesariny e de criadores como Artur Cruzeiro Seixas, Luís Pacheco e Ernesto de Melo e Castro, entre outros. “Até agora, não tivemos nenhum apoio para o projecto, que tem sido desenvolvido gradualmente, através da vertente comercial das galerias de arte”, apontou na altura Carlos Cabral Nunes. A inauguração está agendada para 2 de Novembro, e será também marcada pelo lançamento de uma antologia poética organizada por Isabel Meyrelles, intitulada “Pós-Pessoa - Antologia do Surrealismo em Portugal e suas derivações”. Depois de ter regressado de Paris, onde conheceu o artista André Breton, em 1947, Cesariny participou na criação do Grupo Surrealista de Lisboa, juntamente com outros artistas, escritores e figuras da cultura como António Pedro, José Augusto França, Cândido Costa Pinto, Vespeira, Moniz Pereira e Alexandre O’Neill.
entende que seria bom se as entidades se unissem e em conjunto pudessem elevar a qualidade do trabalho produzido em Macau. Neste âmbito, Associação Moda Macau, que comemora este ano 10 anos de existência, poderia vir a ser o movimento dinamizador, promotor e congregaria os estilistas registados em Macau com vista à realização de tal evento acrescenta a nota de imprensa. A associação enviou ao Instituto Cultural o seu plano de actividades para o ano de 2014, com quatro propostas, para além da participação na “China Fashion Week”.
ROGÉRIO MIGUEL PUGA NA FUNDAÇÃO RUI CUNHA
Primeiro Museu da China O
CRED-DM e a Fundação Rui Cunha organizam no próximo sábado, às 17h, uma Conferência/ Debate subordinada ao Tema: The First Museum in China – The British Museum of Macau (1829-1834). Inserida na rubrica Pauta de Histórias, a palestra estará a cargo de Rogério Miguel Puga, Doutor em Estudos Portugueses e Ingleses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. A intervenção terá como ponto nevrálgico, o primeiro museu da China, e o facto de o mesmo não ter sido o Zhendan Museum em Xangai, fundado pelo Padre Jesuíta Pierre Marie Heunde (1836-1902), em 1868, mas sim o British Museum in China, fundado em 1829 por três membros da Companhia Inglesa das Índias, em Macau, território ocupado pelos portugueses e localizado na Foz do Grande Delta do Rio das Pérolas, desde 1577, informa a nota de imprensa da organização. Pelos estudos e pesquisas efectuadas pelo orador, é possível compreender de uma forma mais clara e objectiva, todo o contexto em que os fundadores viviam e se relacionavam em Macau, assim como a importância que todo o seu trabalho de pesquisa no terreno veio a assumir para as Instituições Académicas Britânicas, designadamente o British Museum em Londres, e ainda a forma como o British Museum of Macao foi descoberto, tornando-se o primeiro (western-styled) museu na China, acrescenta a nota de imprensa. A Conferência será realizada em Língua inglesa e terá lugar na Sede da Fundação Rui Cunha.
ANTÓNIO FALCÃO
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AULO de Senna Fernandes, presidente da Associação Moda Macau, lidera uma delegação de 20 pessoas para assistir ao evento “China Fashion Week 2013” “Spring/ Summer 2014 a ter lugar em Pequim, de 25 a 31 de Outubro. Para Paulo de Senna Fernandes, esta é uma ocasião para manter contactos com agentes ligados ao sector. O presidente da Associação Moda Macau diz que é muito importante deslocar-se anualmente a este evento internacional, a“China Fashion Week”, sendo que esta é a 9.ª edição em que a Associação Moda Macau se faz representar. Este programa encontra-se contemplado no plano de actividades previsto para o ano de 2013 e apresentado ao Instituto Cultural, tendo sempre merecido o patrocínio, mas Paulo de Senna
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DESPORTO
BOXE PUGILISTAS FORAM SUBMETIDOS A TESTES ANTI-DOPING
MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo
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ANNY Pacquiao e Brandon Rios só esgrimem argumentos na Arena do Venetian a 24 de Novembro, mas o duelo entre os dois pugilistas já mexe. A um mês exacto daquele que é visto por muitos como o combate do ano, a imprensa da especialidade dá conta de um intensificar da preparação tanto por parte do filipino, como por parte do norte-americano, mas também de um reforçar da vigilância por parte da organização do certame. A Top Rank, promotora liderada pelo empresário Bob Arum, quer que o combate entre Pacquiao e Ríos seja o mais transparente possível. Os dois pugilistas submeteram-se nos últimos dias a análises de sangue conduzidas pela Associação Voluntária Anti-Doping (VADA), tal como estava estipulado no contrato que regula o combate de 24 de Novembro. O documento prevê que os
Duelo Rios-Pacquiao já mexe
dois atletas se submetam de forma voluntária a controlos surpresa de despistagem de substâncias anabolizantes. De acordo com os regulamentos, os testes podem ser solicitados a qualquer altura pela Associação Voluntária Anti-Doping, ainda que os resultados não sejam tornados públicos pelo
organismo. Margaret Goodman, directora da Associação, confirmou que tanto Manny Pacquiao como Brandon Rios se submeteram voluntariamente ao controlo sanguíneo e garantiu que apenas as entidades envolvidas na organização do combate serão notificadas em caso de eventuais irregularidades:
“Confirmo que os dois lutadores foram testados pela VADA. Os resultados dos exames anti-doping será comunicado aos lutadores ou aos seus representantes legais, à Top Rank enquanto promotora do combate e às Associações de Boxe envolvidas na organização do certame”, revela a dirigente. A recusa por parte de Manny Pacquiao de se submeter a testes surpresa foi uma das razões que conduziram ao fracasso das negociações tendo em vista um duelo entre o filipino e o norte-americano Floyd Mayweather. Longe do protagonismo de que gozou outrora, Pacquiao adoptou desde então uma posição mais flexível e aceitou ser regularmente alvo de controlos surpresa. Aos 34 anos, o fenómeno fili-
pino não dispõe de grande margem de erro e terá necessariamente de vencer o adversário para se manter na elite do pugilismo mundial. Sem combater desde Dezembro último, quando sofreu uma humilhante derrota perante o mexicano Juan Manuel Marquez, Pacquiao disputa na Arena do Venetian um combate decisivo. O facto do filipino ter aparentemente entrado na recta descendente da carreira não convence, no entanto, Brandon Rios. O norte-americano de origem mexicana não espera facilidades a 24 de Novembro e já anunciou que vai viajar para Macau com mais de duas semanas de antecedência com o objectivo de se adaptar a cem por cento às condicionantes que poderão influir no desenlace do duelo que vai protagonizar com Pacquiao.
CICLISMO TOUR DO PRÓXIMO ANO CONTA APENAS UM CONTRA-RELÓGIO
Volta à França de 2014 arranca em Inglaterra A
edição de 2014 da Volta à França em bicicleta, que arranca a 5 de Julho em Inglaterra, será marcada por cinco chegadas em alto, pelas passagens em diversos troços de empedrado e pela existência de um só contra-relógio. Apresentado nesta quarta-feira, em Paris, pelo director da corrida, Christian Prudhomme, o percurso da 101.ª edição vai contemplar os Vosges (nordeste), depois os Alpes (sudeste) e por fim os Pirenéus (sudoeste), antes de conduzir o pelotão aos
Campos Elísios, em Paris, a 27 de Julho. Em contraste com os cinco finais de montanha propostos, número acima da média e que não se via desde 2002, o programa inclui somente um contra-relógio, uma opção rara que não era tomada desde os anos 50 do século passado. O itinerário, revelado sob o olhar do vencedor deste ano, o britânico Chris Froome, numa plateia em que também estava o português Rui Costa, campeão do mundo, vai sair de Leeds, no
Yorkshire, sete anos após a histórica partida de Londres, que voltará a figurar no mapa do Tour para acolher o final da terceira etapa. Após a entrada em solo francês, os ciclistas vão encontrar nove sectores de empedrado habitualmente utilizados na “rainha das clássicas”, o Paris-Roubaix, num total de 15,4 quilómetros, que figuram no programa antes da passagem nas regiões de Champagne e Lorraine e antecedem a média montanha dos Vosges. Será nesta cordilheira, mais especificamente em
La Planche des Belles Filles, palco de um triunfo de Froome em 2012, que estará instalada a primeira chegada em alto, na 10.ª etapa. As restantes quatro repartem-se
pelos Alpes (Chamrousse e Risoul) e pelos Pirenéus (Pla d’Adet e Hautacam). Enquanto os Alpes escondem desta vez os seus grandes topos, à excepção
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do Izoard, que se sobe antes do inédito final de Risoul, os Pirenéus, colocados no último terço da corrida, propõem uma sucessão de grandes dificuldades em Port de Balès, Portillon, Peyresourde, Azet e Tourmalet. Os três dias no maciço pirenaico antecedem um único contra-relógio, de 54 quilómetros, entre Bergerac e Périgueux, na véspera da etapa de consagração. Desde 1953, a Volta à França teve sempre um mínimo de dois “cronos”, prólogos incluídos. Com um total de 3.656 quilómetros, repartidos por 21 etapas que serão interrompidas por dois dias de descanso, a 15 e 21 de Julho, este Tour será pouco favorável aos roladores e vai privilegiar os trepadores.
FUTILIDADES
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TEMPO
POUCO
NUBLADO
[TELE]VISÃO TDM 13:00 13:30 14:30 18:00 19:00 19:30 20:30 21:00 21:30 22:00 23:00 23:30 23:50 00:45 01:15
TDM News - Repetição Telejornal + 360° (Diferido) RTPi DIRECTO Caminho das Índias (Repetição) Montra do Lilau (Repetição) Vingança Telejornal TDM Talk Show Conta-me História Caminho das Índias TDM News Resumo Liga dos Campeões Herman 2013 Telejornal (Repetição) RTPi DIRECTO
RTPi 82 14:00 14:35 15:30 16:00 17:00 17:25 19:00 20:00 21:15 22:05 22:35
Telejornal Madeira Poplusa Destinp: Portugal - II Bom Dia Portugal Linha da Frente Portugueses Pelo Mundo Podium Jornal da Tarde O Preço Certo Grande Reportagem – SIC 2012 Portugal no Coração
MIN
[
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MAX
28
HUM
35-75%
] C I N E M A SALA 1
CAPTAIN PHILLIPS [C] Um filme de: Paul Greengrass Com: Tom Hanks 14.15, 16.45, 19.15, 21.45 SALA 2
CAPTAIN PHILLIPS
THE SECOND SIGHT [3D] [C]
(FALADO EM TAILANDÊS LEGENDADO EM
40 - FOX Movies 12:00 Shallow Hal 13:55 The Other Guys 15:45 The Day After Tomorrow 17:50 Ultraviolet 19:20 Legion 21:00 Vamps 22:35 2012 41 - HBO 12:00 Dark Shadows 13:50 Lost In Translation 15:30 About Schmidt 17:35 Dolphin Tale 19:30 Paranorman 21:00 Safe House 22:55 Boardwalk Empire 23:55 Source Code 42 - Cinemax 12:30 American History X 14:30 High School High 16:00 True Grit 18:05 Mississippi Burning 20:15 Above The Law 22:00 Urban Legends: Bloody Mary 23:30 Grabbers
EURO
Justin Cheung, Hanjin Tan, Shiga Lin 14.30, 16.30, 21.30
SALA 3
Um filme de: Richard Curtis Com: Rachel McAdams, Domhnall Gleeson, Bill Nighy 19.15
THE BEST PLAN IS NO PLAN [C] Um filme de: Patrick Kong Com: Sammy Sum,
10.9
0.2
YUAN
1.3
ABOUT TIME [B]
M A C A U [ S Ã ] A S S A D O SEGUE...
BAHT
Cineteatro
CHINÊS E INGLÊS) Com: Nawat Kulratanarak, Rhatha Phongam, Jirawetsuntorakul 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Foto: Facebook
• Parece que o Segway é um veículo que veio para ficar. Vai na volta, ainda seria uma boa hipótese de transporte em Macau, um território tão pequeno. Não polui... Mas o que nós não sabíamos é que tal veículo podia circular numa ponte. Não seria preciso estar legalizado com matrícula?
30 - FOX Sport 12:30 Liga Bbva 2013/14 Real Madrid CF vs. Malaga CF 14:00 (LIVE) Golf Focus Special - Asia Pacific Amauter Championship 2013 14:30 (LIVE) Asia-Pacific Amateur Championship 2013 Day 1 16:30 Road To Kona Highlights 17:00 World Series 2013 19:00 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 Liga Bbva 2013/14 La Liga World 20:30 Liga Bbva 2013/14 Weekly Review 21:30 Thursday Fight Night With UFC 22:00 The Ultimate Fighter 23:00 (LIVE) FOX SPORTS Central 31 - STAR Sports 13:00 Rolex Spirit Of Yachting 2013 13:30 Smash 2013 14:00 AFC Cup 2013 East Bengal vs. Kuwait SC 16:00 Sports Max 2013/14 17:00 Rolex Spirit Of Yachting 2013 17:30 Liga Bbva 2013/14 RCD Espanyol vs. Atletico de Madrid 19:00 Smash 2013 19:30 SBK Superbike World Championship 2013 - Highlights 20:00 Inside Grand Prix 2013 20:30 Total Rugby 21:00 2 Wheels 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Total Rugby 22:30 2 Wheels 23:00 La Liga 2013/14 CA Osasuna vs. FC Barcelona 23:00 La Liga 2013/14 Real Madrid CF vs. Malaga CF
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À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA E A MÚSICA DE TOM JOBIM • Caetano Veloso, Roberto Carlos Roberto Carlos e Caetano Veloso, dois dos maiores cantores brasileiros, encontram-se pela primeira vez em palco para uma homenagem a Tom Jobim. O CD A Música de Tom Jobim é o resultado desse encontro. O IRMÃO DO MEIO • Sérgio Godinho “Eu tenho essa coisa de puto, que é achar que o presente se digna sempre a vir ter connosco, sorrateira ou ruidosamente. Fui ter então com uns quantos músicos, instrumentistas, cantores, cantoras e dei-lhes o que tinha a dar, as minhas canções como pretendentes prometidas: casa-não-casa, no fundo convites honestos à prática da bigamia.” “Como a fome vai ao osso, o certo é que todos se deram valorosamente à tarefa. E nos breves encontros, trocamos muita informação, pintores trocando tintas, criando, cada forma e cada cor, o seu fresco colectivo.” “Seja dito que nada disto é definitivo.” “Nunca vi qualquer canção como sendo prisioneira, ou de si mesmo salvadora. Ela raspa no chão, arranca e ataca, e logo se imobiliza: assim respira, à espera de quem ouça e a reconheça.” (Sérgio Godinho). RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
POR MIM FALO
Pu Yi
Experimentar no ringue Há muito que se sabe que Jason Chao gosta de nos mostrar uma rebeldia, no mínimo original. Entre greves de fome de um dia, dióspiros e petições entregues a entidades públicas, vale tudo para mostrar posições políticas. Contudo, Jason Chao pode ter tanto de rebelde como de incoerente. Fiquei a pensar nisto depois de ter lido a entrevista que deu ao jornal Ponto Final na sua edição de ontem. Eis que, um mês e alguns dias após as eleições legislativas, Jason Chao assume que as coisas com Au Kam San não correram bem. E pior: poderão continuar a não correr bem nos próximos anos no seio da Associação Novo Macau (ANM), ao ponto de estar mesmo prevista a sua saída e a adopção de um novo projecto político. Façamos, agora, uma reflexão: há quanto tempo está Jason Chao na ANM? Há quanto tempo priva com Au Kam San nos projectos sociais e políticos da associação? Há quanto tempo debatem ideias fervorosamente na sua sede da Calçada de Santo Agostinho? Diria eu que há tempo suficiente para se compreenderem mutuamente. Agora que decidiu ir para a batalha politica é que Jason Chao percebeu que as coisas não correm bem? Não percebe que, se calhar, não fica assim tão bem dizer isto publicamente tão perto do fim das eleições e dos seus resultados? Tudo isto pode resultar numa perda de credibilidade da sua parte, se, em 2017 como diz, decidir ser candidato outra vez. Porque estas declarações são sinónimo de que não pondera bem os seus passos antes de seguir em frente. Jason Chao experimenta enquanto está no ringue. Depois diz que não dá.
OPINIÃO
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PIERRE PUVIS DE CHAVANNES, JOGOS PATRIÓTICOS
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A
Alberto Castro in Jornal de Notícias
Suécia é o adversário que nos separa do campeonato do Mundo de futebol de 2014. A campanha de qualificação foi penosa: num grupo em que só havia uma outra selecção de qualidade, entretivemo-nos a perder pontos, em casa, com rivais menos cotados. Pior! Nunca jogámos futebol de qualidade como se viu nos dois últimos jogos, por comparação com os quais até o Benfica e o Porto parecem estar a jogar bem. Se chegou até aqui e não gosta de futebol, não desista. Esta crónica não é sobre o chamado desporto-rei. Há quem diga que não podia ter sido muito diferente. Embora constituída por jogadores que alinham, quase todos, em equipas estrangeiras, a sua qualidade não deslumbra. Há bons defesas-centrais, um excelente centro-campista e um avançado que, quando aparece, tem nível mundial. O resto é mediano. Pior é o treinador, com um discurso de uma nota só, incapaz de dar o braço a torcer e de galvanizar, jogadores ou público. Não admira, por isso, que o melhor que conseguimos tenha sido qualificarmo-nos para o “bota-fora” ou play-off, no calão futebolístico. Afinal já o mesmo tinha acontecido, se a memória não me falha, nas duas últimas vezes. Tudo isto é uma boa metáfora. Em rigor, na economia, estamos, também, a disputar os últimos jogos de qualificação, sendo que o melhor a que podemos aspirar é o play-off, aqui designado “plano cautelar”. Como no futebol, demos tiros nos pés e estamos nesta situação muito por culpa própria. Se nos qualificarmos, e passarmos, teremos acesso ao campeonato do Mundo: o financiamento
Play-off No sorteio para o play-off calhou-nos a Suécia. Um país do Norte da Europa, dos tais que nos impõem regras (e juízo). Mesmo com deficiências no plano de jogo e na equipa, vamonos a eles ou ficamo-nos? E não estou a pensar só no futebol em mercado livre, sem tutelas. Faltam-nos poucos jogos: ver como acaba o desafio em curso, esperando que a execução orçamental não seja tão má quanto aparenta aos 75 minutos, ou seja, em início de Outubro; preparar o próximo encontro, o orçamento para 2014, para o qual partimos com um mau plano de jogo que pode ser ainda prejudicado por algumas “entradas violentas” do Tribunal Constitucional (embora, neste caso, não sejam, como no futebol, à “margem da lei” mas “à letra da lei”...). A equipa só tem um craque (Paulo Macedo) e, tal como o seleccionador, o primeiro-ministro é fraquinho. Não é, porém, a altura de o mandar embora: só criaria perturbação e nem ao bota-fora iríamos o que, ao contrário do futebol, seria catastrófico. Com sorte, mesmo sem cumprir estritamente o plano de preparação, falhando
nas execuções orçamentais deste ano e dos primeiros meses do próximo, pode ser que o organizador nos deixe ir ao play-off. Ou então, que mude as regras que dele dependem (i.e, juros e prazos), tornando mais fácil participar no campeonato. Em vez de andar a clamar pelo fair-play e em jogar limpo, talvez o “treinador” devesse empenhar-se em convencer as entidades competentes a fazerem isso mesmo, usando o exemplo de Scolari e mobilizando a nação em torno desse outro desafio. Entretanto, é preciso pensar no futuro. Andar de play-off em play-off, de intervenção do FMI em intervenção da troika não é vida. Como no futebol, Portugal também se tem tornado num exportador de talentos. Nem por isso o futebol que se joga por cá se tem ressentido já que as principais equipas têm recrutado, nos mercados emergentes, jogadores em quem pressentem qualidade e que, depois, revendem com boa margem. Criaram, para o efeito, estruturas capazes, a começar nos clubes e a acabar em empresários que se tornaram uma referência mundial. Ainda assim, perante a crise financeira e o aumento de preços dos activos nos mercados externos, passaram a olhar com mais atenção para os recursos internos, jogadores nacionais que substituem as importações. Não obstante, continua a ser a nossa indústria mais globalizada, que só não é melhor dada a falta de concorrência num mercado dominado por duas equipas, para não dizer só uma. Em todas estas dimensões, o futebol é não só uma metáfora como uma lição, discussões clubistas à parte. No sorteio para o play-off calhou-nos a Suécia. Um país do Norte da Europa, dos tais que nos impõem regras (e juízo). Mesmo com deficiências no plano de jogo e na equipa, vamo-nos a eles ou ficamo-nos? E não estou a pensar só no futebol.
opinião 19
hoje macau quinta-feira 24.10.2013
Ricardo Pinho
disse-me um passarinho...
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«Quero isto para ontem», diz o idiota que não sabe usar advérbios de tempo.
UANDO eu tinha os meus doze anos, numa visita ao zoo de Lisboa, assisti a uma cena que nunca mais esqueci, e que me ensinou muito sobre a vida. Numa jaula estavam três macacos, que encostados à grade aguardavam pelos amendoins que os visitantes lhes atiravam. Um deles, aparentemente o chefe, açambarcava todos os amendoins, e crescia para os outros dois se estes tentavam apanhar algum. A certa altura um deles enche-se de coragem, apanha um amendoim, trepa pelos troncos, e é perseguido pelo “chefe”. O terceiro, sozinho perante os visitantes, estica o braço de fora das grades com a mão aberta, enquanto vai virando a cabeça para se certificar que o macaco guloso não o via. Se falasse dizia qualquer coisa como “vá lá, despachem-se; dêem-me um amendoinzito antes que ele volte”. Foi uma imagem que me ficou na retina. Estes primos distantes dos humanos a comportarem-se igualzinho a eles. Ou será que somos nós que nos comportamos às vezes como macacos? Em Macau temos macacos no jardim da Flora. Pelo menos penso que ainda lá estão. Temos ainda pessoas, muitas pessoas, mais de meio milhão e com tendência a aumentar. Em vez de amendoins, estas pessoas gostam de patacas. Os que têm poucas querem muitas, os que têm algumas querem mais, e os que têm muitas nunca estão satisfeitas. Em comum têm apenas uma coisa: a fome de patacas, e são as patacas a única coisa que os faz sair à rua, bater o pé, sacudir as grades da jaula, pular e urrar. Tal como naquela cena com os macacos a que assisti na infância, há pessoas que apanham todas as patacas, deixando as outras à míngua. Ao contrário dos amendoins, o apetite pelas patacas é insaciável, e os que têm poucas não podem sequer esperar que os mais gulosos fiquem empanturrados e deixem os restantes apanhar algumas. Macau é um mercado livre, dizem. Viva a liberdade, mas só na hora de fazer dinheiro. Mas do que vos queixais? Todos têm a mesma oportunidade, ora essa. Só que há uma regra de bolso da Economia: “dinheiro chama dinheiro”, e quem tem muitas patacas pode investi-las e obter cada vez mais patacas. Quem não tem o suficiente para investir chupa no dedo. Nem se pode dizer que existe um fosso entre ricos e pobres em Macau, até porque aqui não há assim tantos
Três macacos pobres – valha-nos isso. O que há é um fosso entre os remediados e os estupidamente ricos. E esses são sempre os mesmos, as suas famílias, e eventualmente os seus filhos. É como se o macaco mandão morresse um dia e deixasse lá um dos seus filhos a sacar os amendoins aos outros dois. A inflação é um fenómeno interessante. No outro dia fui ao mercado aqui atrás de casa, e comprei duas batatas médias, que nem eram grande coisa, e paguei 15 patacas. Ainda me lembro de pagar 12 patacas pelas mesmas batatas alguns meses antes, e 10 patacas o ano passado. Uns dias antes
comprei um molho de brócolos pequenos, deprimidos, com um verde já algo pálido, era o que havia ao fim do dia, paciência. Paguei 14 patacas. Fazia algum tempo que não comprava brócolos, mas tinha a ideia que aqueles custariam qualquer coisa como 7 ou 8 patacas; pelo menos esse seria o preço mais que justo. A habitação anda pelas ruas da amargura, com as rendas a aumentar todos os anos, sem que se saiba porquê. Uma renda de 5000 passa a seis mil no ano seguinte, mas é a mesma casa, no mesmo sítio, com a mesma área. Às vezes os senhorios não investem um centavo no imóvel, respon-
HUGO SIMBERG, O JARDIM DA MORTE
Q
LEOCARDO
As pequenas e médias empresas têm a vida cada vez mais difícil, com as rendas absurdas que se vão praticando nos espaços comerciais. Mesmo que um comerciante encontre um buraquinho mais ou menos jeitoso a um preço acessível, o proprietário vai lá espreitar de vez em quando para saber como vai o negócio, qual abutre à procura de carniça
bairro do oriente sabilizam os inquilinos pelas reparações, e deixam qualquer melhoramento ao seu critério. Tudo aumenta, e porquê? Não é preciso reunir uma equipa dos melhores detectives para encontrar o motivo. Cada vez que o Governo anuncia subsídios, aumentos na função pública, ou os cheques do plano de comparticipação pecuniária, tudo aumenta. Especialmente no caso dos cheques: vai o Chefe à televisão anunciar o dinheiro grátis, e no dia seguinte tudo aumenta. Há quem considere que esta forma de distribuição das receitas é um caso raro em todo o mundo, especialmente nestes tempos de vacas magras, e que a população de Macau “tem muita sorte”. A verdade é que o Executivo tem capacidade para dar oito mil patacas a cada residente todos os meses, e não apenas uma vez por ano. O problema é que as batatas e os brócolos iam passar a custar 100 patacas ou mais, em vez de 14 ou 15. Pouco importa se atiram dez, vinte ou cinquenta amendoins para a jaula, pois o macaco guloso vai apanhá-los todos, e os outros ficam a coçar as pulgas. As pequenas e médias empresas têm a vida cada vez mais difícil, com as rendas absurdas que se vão praticando nos espaços comerciais. Mesmo que um comerciante encontre um buraquinho mais ou menos jeitoso a um preço acessível, o proprietário vai lá espreitar de vez em quando para saber como vai o negócio, qual abutre à procura de carniça. Se a loja está sempre cheia, pimba!, afinca-lhe com um aumento da renda, apenas “porque sim”. O lucro obtido pelo comerciante é fruto do seu esforço, do suor do seu rosto, da qualidade do seu serviço e da sua persistência, enquanto o senhorio não mexeu um dedo, e ainda se acha no direito de meter foice em seara alheia. Aquilo para mim só tem um nome: roubo. Agarra que é ladrão! Macau é livre. O mercado de Macau é livre. Viva o neo-liberalismo “Macau style”. Viva a liberdade. Yupi! Cheira-me que anda aqui alguém muito enganado quando ao conceito de “liberdade”. Para perceber o que isso é não basta apenas consultar o dicionário. A minha liberdade não me dá o direito de fazer o que muito bem me apetece, entrando pela liberdade dos outros. Liberdade não é apanhar os amendoins todos, e se alguém reclama, dizer: “O que é que querem? Apanho mais amendoins porque caíram no chão da minha jaula, e depois vão cair muitos mais, e toda a gente tem direito aos seus”. Já era tempo deste macaco fazer uma dieta, e deixar os outros engordar um pouco.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana de Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos; Zhou Xuefei [estagiária] Colaboradores Amélia Vieira; Ana Cristina Alves; António Falcão; António Graça de Abreu; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; David Chan; Fernando Eloy ; Fernando Vinhais Guedes; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Tiago Alcântara; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
hoje macau quinta-feira 24.10.2013
Lula da Silva FMI nunca resolveu nada
O antigo presidente do Brasil, Lula da Silva, criticou o Fundo Monetário Internacional e disse que a instituição nunca resolveu qualquer problema. As palavras de Lula foram proferidas aos jornalistas em Lisboa no âmbito de uma conferência promovida pelo grupo Odebrecht: «Eu penso que o FMI nunca resolveu nenhum problema. Muitas vezes o FMI empresta dinheiro a um país, que ao receber o dinheiro paga a dívida de outros bancos e o prejuízo fica para a parte pobre da população que trabalha. Sempre foi a assim e sempre será assim.» Na conferência, que contou com a participação de José Sócrates, António Pires de Lima e Miguel Relvas, o antigo chefe de estado do Brasil revelou que o FMI não é solução para as crises económicas e fez saber que o investimento de empresários chineses em Portugal podia ter sido ultrapassado por investimentos de empresários brasileiros: «Portugal privatizou algumas empresas importantes e os chineses compraram coisas que poderiam ter sido adquiridas por empresários brasileiros, em parceria com empresários portugueses.»
EUA Atirador de Sparks tinha 12 anos
O atirador que causou um morto e dois feridos numa escola no estado do Nevada era um estudante de doze anos. A informação é avançada pela emissora noticiosa CNN, que cita uma aluna da escola de Sparks, onde ocorreu o tiroteio. A adolescente, também de doze anos, explicou que o atirador era «um bom menino» que chegou a sofrer abusos de bullying. O rapaz terá entrado na sala de aula e aberto fogo, em circunstâncias ainda por apurar. O responsável municipal Shawn Carey informou que o atirador cometeu suicídio após o ataque. Além do estudante, cuja identidade permanece desconhecida, morreu ainda o professor de matemática e veterano da Marinha, Michael Landsberry, de 45 anos. Outros dois alunos foram alvejados. Segundo contaram testemunhas à agência EFE, o docente estaria a conversar com o aluno, presumivelmente para o convencer a entregar-lhe a arma, quando o adolescente disparou sobre ele à queima-roupa.
Eurostat Dívida pública portuguesa acima de 131% do PIB
cartoon por Stephff
SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE DELEGAÇÃO NA CHINA PARA NEGOCIAR
Aproximação comercial U MA delegação do governo são-tomense está na República Popular da China para negociar um acordo comercial com Pequim, disse à Lusa fonte governamental em São Tomé e Príncipe. A referida delegação, que deixou a capital são-tomense no principio desta semana, é chefiada pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Natália Umbelina, e integrada pelo assessor jurídico do presidente são-tomense, Paulo Jorge do Espírito Santo e Henrique Pinto da Costa, da fundação Pinto da Costa. A visita da delegação são-tomense à China ocorre poucos
Banco de Espanha anuncia fim da recessão
O Banco de Espanha deu esta quarta-feira por terminada a recessão no país, ao apresentar estimativas de crescimento económico do país de 0,1% entre Julho e Setembro. Segundo o boletim económico, quebra-se o ciclo de nove trimestres consecutivos de crescimento negativo. Estas estimativas deverão ser reforçadas na próxima semana pelo Instituto de Estatística espanhol.
A dívida pública portuguesa aumentou para 131,3% do PIB no segundo trimestre deste ano, contra 127,5% registados no trimestre anterior e 118,1% observados um ano antes. De acordo com dados do Eurostat, é a terceira mais elevada da União Europeia. Segundo os dados trimestrais da dívida pública do Eurostat, só a Grécia (169,1%) e a Itália (133,3%) registaram valores superiores ao de Portugal, no mesmo período. Os mais baixos pertenceram à Estónia (9,8%), à Bulgária (18%) e ao Luxemburgo (23,1%). Na zona euro, o rácio de dívida pública em percentagem do PIB aumentou de 92,3% no primeiro trimestre para 93,4% no segundo, enquanto na UE foi registada uma subida de 85,9% para 86,8%.
Natália Umbelina
dias antes da realização, nos dias 5 e 6 de Novembro, da 4.ª conferência ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, mais conhecido por Fórum Macau. No âmbito deste fórum, a China e os países de língua portuguesa têm cooperado em diversas áreas, tais como o comércio, investimento, agricultura, recursos humanos, turismo, indústria farmacêutica e saúde e cultura, encontrando-se São Tomé e Príncipe excluído desta cooperação por reconhecer Taiwan, contra a vontade de Pequim. O primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, que regressou
do Chade, no final da tarde desta terça-feira ao seu país, desmentiu que a deslocação desta missão a Pequim se destine ao estabelecimento de relações diplomáticas com a China. “Nós não estabelecemos quaisquer relações diplomáticas com a China continental”, explicou Gabriel Costa, lamentando as “especulações” decorrentes do relacionamento bilateral de São Tomé com Taipé e com Pequim. Prometeu, entretanto falar “publicamente” sobre os motivos da deslocação desta importante missão do seu país a Pequim, cujo regresso à capital são-tomense está marcado para esta sexta-feira.
Moçambique Guebuza culpa Renamo, mas defende diálogo Um dia depois de as tropas governamentais terem tomado a base militar do principal partido de oposição, o presidente de Moçambique, Armando Guebuza, insistiu que se deve manter o diálogo com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo). Esta é a primeira vez que o Chefe de Estado moçambicano se pronuncia acerca deste caso, e diz que este momento «não é apropriado para inimizades, pois o maior perdedor é o povo moçambicano». Em Mucheve, local em que nasceu Afonso Dhlakhama (líder da Renamo) e onde se encontra o presidente, este último culpou a Resistência Nacional Moçambicana pelos recentes confrontos armados, na serra da Gorongosa.
Uruguai Governo vai vender droga para tirar clientes a traficantes
Um dose de marijuana a 73 cêntimos. Esta é uma das medidas que o Governo do Uruguai está a preparar para combater o narcotráfico. O executivo vai vender droga com o objectivo de retirar clientes aos cartéis e aos traficantes. Segundo o jornal uruguaio El País, será criado um regime para a venda de marijuana, mas o Governo não se vai ficar por aí. Está prevista a regulamentação de clubes de fumo e a legalização do auto-cultivo desta substância. «É o tempo de colher e vender», disse o secretário-geral da Junta Nacional das Drogas do Uruguai, Julio Calzada, além de explicar que as medidas devem arrancar no segundo semestre do próximo ano.