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Hoje Macau 24 JANEIRO 2022 #4935

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Nº 4936 SOFIA MARGARIDA MOTA

SEGUNDA-FEIRA 24-1-2022 DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ

MOP$10

APOMAC

“DESCARTÁVEIS” HOJE MACAU

GRANDE PLANO

JOGO

AS CORES DO DINHEIRO

Exclusão de partes www.hojemacau.com.mo•facebook/hojemacau•twitter/hojemacau

TIAGO ALCÂNTARA

PÁGINA 4

hoje macau

JUSTIÇA

OS TERRENOS DE PEDRO CHIANG PÁGINA 7

CINEMA

UMA FITA PARA TODOS EVENTOS

O direito de votar volta a ser menosprezado em Macau. Quarentenas obrigatórias de 21 dias e boletins de voto que não chegam às caixas de correio, são alguns dos motivos para que nem todos os portugueses consigam pôr em prática um direito constitucional. “É uma vergonha, mas já estamos habituados”, diz o Conselheiro das Comunidades Portuguesas, Gilberto Camacho. PÁGINA 5


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ASSOCIATIVISMO

JORGE FÃO ACHA QUE APOMAC ESTÁ A SER TRATADA INJUSTAMENTE

Jorge Fão considera que o papel da APOMAC está a ser esquecido e que a inflexibilidade governativa face ao financiamento da clínica está longe do espírito de respeito pelos idosos verificado no Interior da China

HOJE MACAU

Cartas fora do baralho

24.1.2022 segunda-feira

N

A sequência da crise de financiamento à clínica da Associação de Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC), o presidente da Assembleia-Geral, Jorge Fão, sente que a instituição e os associados estão a ser tratados como “descartáveis”. Em causa estão as alterações quanto à distribuição de subsídios, no final do ano passado, que fizeram com que a clínica da APOMAC só possa ser subsidiada pelos Serviços de Saúde (SSM) e, nesse caso, abrindo as portas a toda a população. A associação recusa o modelo, porque, nos últimos 20 anos, a clínica funcionou exclusivamente para os associados, através do financiamento da Fundação Macau, que era feito para todas as actividades, incluindo a clínica. “Tenho a impressão que somos descartáveis, após anos de uso”, lamentou Jorge Fão ao HM, pedindo que o Governo da RAEM aprenda com as políticas do Governo Central: “A verdade pura é que no Interior têm uma política precisamente contrária, o que é altamente louvável, uma vez que mostram um carinho e um apoio dos quadros aposentados”, atirou. Segundo o representante da associação, é difícil de compreender como é possível deixar de apoiar uma associação virada para a população idosa, quando as Linhas de Acção Governativa prometem este tipo de acção social. Para Fão, esta é uma realidade que contrasta demasiado com o que acontece no Interior.

“Tenho a impressão que somos descartáveis, após anos de uso.” JORGE FÃO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA-GERAL DA APOMAC

“Fizemos visitas ao Interior para conhecer a situação das associações para quadros aposentados. E eles têm tudo, salas de dança, de música, aulas de computador, medicina, refeitórios. Visitamos algumas províncias e todas as instalações eram melhores do que a nossa”, recordou. “Nós aqui tentámos replicar esse modelo, mas nunca chegamos nem aos calcanhares deles. A única coisa que tínhamos mais próxima era a clínica, porque sentimos que era uma necessidade, face à idade dos nossos sócios”, sublinhou.

O peso da História

Jorge Fão lamenta também a inflexibilidade de quem mudou as regras sem olhar para as situações das associações do território, por isso, pede que se reconheça a história e o modelo de operar da

HOJE MACAU

2 grande plano


segunda-feira 24.1.2022

SOFIA MARGARIDA MOTA

“A APOMAC não funciona porque alguém se quer meter em bicos de pés.”

grande plano 3

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JORGE FÃO

APOMAC. “As regras de agora não funcionam connosco. Estávamos há 20 anos a receber um subsídio para o bolo todo da APOMAC, em que a clínica está integrada. A Fundação Macau reconhece que temos de ser subsidiados, mas mudaram as regras”, explicou. “Todas as regras e as leis são feitas pelos homens. Se não querem mudar o que está na lei e nos regulamentos dos Serviços de Saúde, adoptem uma estratégia diferente”, apelou. Por outro lado, o dirigente associativo e ex-deputado deixou o desejo que o Governo de Macau imite o Governo Central. “Se no Interior, o Governo apoia todas as associações de quadros aposentados, e nós também somos uma associação de quadros aposentados, porque temos um tratamento diferente?”, questionou “O Governo Central nesse aspecto fez bem em criar aqueles organismo e instituições. Em muitas coisas, Macau copia o Interior. Mas, numa política para tratar de forma preferencial os quadros aposentados, que contribuíram para o País, não o faz. Eu pergunto-me porque é que este apoio não está a acontecer em Macau”, desabafou.

Trabalho aos sócios

Jorge Fão vincou ao HM que a contestação à actual política decorre exclusivamente da vontade de servir os sócios e que ninguém procura protagonismo. “A APOMAC não funciona porque alguém

se quer meter em bicos de pés. Antes, porque a associação assume a responsabilidade social, se não política, devido a problemas legados pela história, que só vão terminar com a morte de todos os aposentados antes de 1999, acrescidos dos seus cônjuges vivos”, indicou o responsável. De acordo com o acordo da transferência, Portugal ficou responsável pelo pagamento de

O

“Em muitas coisas, Macau copia o Interior. Mas, numa política para tratar de forma preferencial os quadros aposentados, que contribuíram para o País, não o faz.” JORGE FÃO

S Serviços de Saúde reiteraram que só podem financiar clínicas privadas que são abertas ao público. O esclarecimento foi emitido na quinta-feira à noite, quando os SSM recordaram o conteúdo dos encontros com a APOMAC. A versão coincide com a apresentada anteriormente, por Francisco Manhão, presidente da associação, ao HM. Segundo o comunicado, os Serviços de Saúde deixaram sempre muito claro que “com base nos princípios de justiça e preferências generalizadas, os destinatários dos serviços médicos prestados nas instituições médicas sem fins lucrativos subsidiadas são obrigatoriamente todos os cidadãos de Macau elegíveis, não

todas as pensões dos reformados antes de 20 de Dezembro de 1999. A situação sempre foi um grande desafio para os pensionistas, principalmente para os que não dominam a língua portuguesa. A APOMAC nasceu para responder a estas situações: “Todo o nosso trabalho vai ao encontro das necessidades da sociedade, porquanto existem centenas de sócios que precisam do nosso apoio para fazerem

prova de vida junto de Portugal e preencherem toda a burocracia para a isenção do imposto profissional actual”, recordou. “E isto é sem contar com a constituição da pensão de sobrevivência para os cônjuges que sobreviveram e que também são velhinhos”, sublinhou. João Santos Filipe

Posição firme

Serviços de Saúde insistem que só há “dinheiro” com abertura ao público

podendo servir apenas os seus membros”. Por isso, caso a clínica da APOMAC disponibilize serviços destinados a toda a população, os SSM prometem fazer o financiamento. “Os Serviços de Saúde reiteram que irão, como sempre, colaborar com instituições médicas sem fins lucrativos elegíveis na prestação conjunta de serviços de cuidados de saúde adequados aos cidadãos de Macau”, foi prometido.

Versões que coincidem

Sobre as reuniões, os SSM reconheceram a existência de opiniões diferentes e que

lhes foi dito que a clínica da APOMAC tinha de fechar as portas, caso abrisse ao público. “Os representantes dessa associação referiram que, de acordo com a finalidade da constituição da associação, os serviços de cuidados de saúde que prestam destinam-se apenas aos seus membros. A prestação de serviços médicos a todos os cidadãos de Macau elegíveis está contra a finalidade da constituição da associação, sendo difícil explicar essa prerrogativa aos seus membros”, relataram. “Acresce que esta associação afirmou caso fosse apoiada pelos Serviços

de Saúde com base na quantidade de serviços prestados a título gratuito aos cidadãos elegíveis, nesse pressuposto, de acordo com o modo de funcionamento da clínica, os custos não permitiriam manter em funcionamento os seus serviços médicos, portanto, seria necessário estudar ao pormenor as propostas dos Serviços de Saúde”, foi acrescentado. O comunicado dos SSM foi publicado depois de nas últimas semanas terem surgido várias posições públicas por parte da APOMAC, devido ao encerramento da clínica que, sem financiamento, vai levar ao despedimento de três pessoas e deixar centenas de sócios sem acesso aos serviços que usufruíam na associação. J.S.F.


4 política

24.1.2022 segunda-feira

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AL Ron Lam critica postura de Raimundo Rosário

Ron Lam ficou desiludido com o que considera falta de vontade do secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, na resposta a perguntas dos deputados na Assembleia Legislativa. As críticas do deputado prendem-se com a sessão de perguntas e respostas que decorreu na semana passada no hemiciclo. Segundo Ron Lam, que publicou um artigo de opinião no jornal Son Pou, o secretário não respondeu às questões colocadas, nem mostrou vontade de esclarecer a população, principalmente no que diz respeito à suspensão do Metro Ligeiro e aos custos de construção da Linha Leste. Outro dos aspectos atacado foi a queda de azulejos na habitação pública Ip Heng. Na AL, Raimundo do Rosário recusou comentar o assunto por estar a ser investigado pelo Comissariado Contra a Corrupção. Ron Lam lamentou que Rosário “tivesse fugido às questões”, e que os esclarecimentos sobre o assunto dependam apenas do CCAC.

Assembleia Legislativa Lei do jogo votada esta tarde

A lei do Jogo vai ser votada na generalidade esta tarde na Assembleia Legislativa. De acordo com a agenda do plenário, a votação na generalidade da lei do jogo é o segundo ponto, antecedido pela votação na especialidade da lei da troca de informações em matéria fiscal. A reunião plenária tem hora marcada para as 15h, mas, antes das votações, há espaço para intervenções antes da ordem do dia dos deputados.

A associação de Cloee Chao apelou ao Chefe do Executivo para distribuir uma nova ronda do cartão de consumo, no valor de 8 mil patacas

JOGO CLOEE CHAO PEDE MEIO SALÁRIO PARA TRABALHADORES DE “BAIXA”

O amarelo e o vermelho

Desporto Ho Iat Seng encontrou-se com Yao Ming

Yao Ming, primeiro chinês a jogar na NBA e presidente da Associação Chinesa de Basquetebol (ACB), reuniu com Ho Iat Seng e, segundo o Gabinete de Comunicação Social, elogiou as infra-estruturas desportivas da RAEM. “Durante a estadia em Macau, [Yao Ming] visitou os complexos desportivos e centro de formação e estágio de atletas, considerando que Macau dispõe de boas infra-estruturas desportivas e reúne condições para a realização das provas dos Jogos Nacionais”, citou o GCS. Por sua vez, Ho Iat Seng terá afirmado que o “Governo está a promover activamente o desenvolvimento da indústria de desporto e de outras áreas, no sentido de fomentar novas formas de crescimento económico”.

A presidente da Associação Novo Macau pelos Direitos dos Trabalhadores de Jogo quer que as concessionárias paguem metade do salário a quem faltar por estar retido em Zhuhai ou ter código de saúde com cores amarela ou vermelha A prática actualmente adoptada contrasta com a anterior, quando os trabalhadores recebiam metade do salário se ficassem impossibilitados de se deslocarem ao local de trabalho devido ao código de saúde, ou à obrigatoriedade de cumprir quarentena. A presidente da associação de direitos laborais defendeu o regresso à prática antiga: “Se fosse pago metade do salário, os empregadores e os trabalhadores assumiam ambos uma parte da responsabilidade. Esta medida permitiria que os funcionários recebem pelo menos uma parte do pagamento, para poderem sobreviver”, sustentou.

Cloee Chao apelou assim à intervenção do Governo para ajudar os funcionários com código de saúde amarelo ou vermelho.

Queixas em banho-maria

Segundo a presidente da associação, alguns funcionários apresentaram queixa à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) sobre a situação. As queixas foram apresentadas através de conversas telefónicas, e a DSAL limitou-se a sugerir que negociassem com as entidades patronais. Ainda de acordo com as explicações na DSAL, não

SATÉLITES FORA DE ÓRBITRA Cloee Chao está preocupado com a nova Lei do Jogo devido à cláusula que obriga a que os hotéis com casinos satélites tenham de ser vendidos às concessionárias. “Sabemos que, para já, 18 casinos satélites não pertencem às concessionárias actuais, caso estes casinos não possam operar, estimamos que mais de 10 mil funcionários possam ser afectados”, destacou. Segundo a líder associativa, não só estão em jogo os empregos de croupiers mas também de outros elementos, como seguranças, funcionários de limpeza e restaurantes. “Todos podem perder o emprego”, vincou.

existe nenhuma lei que regule a impossibilidade de comparecer no local de trabalho devido à cor do código de saúde. Contudo, Cloee Chao considerou que os trabalhadores estão numa situação para a qual nada contribuíram, uma vez que grande parte dos afectados vive em Zhuhai, onde surgiram casos. “No passado, houve funcionários que tiveram de tirar licenças sem vencimento porque tinham um código de cor amarela. Mas, esses funcionários tinham viajado para lugares de risco, foram eles que viajaram”, sublinhou. “Desta vez, os funcionários que nos pediram ajuda não fizeram viagens, só estiveram em Zhuhai ou Zhongshan, onde vivem”, justificou. A associação de Cloee Chao apelou ainda ao Chefe do Executivo para distribuir uma nova ronda do cartão de consumo, no valor de 8 mil patacas. Nunu

Wu (com J.S.F)

Trabalho Lei Chan U quer convenções aplicadas a Macau

O deputado Lei Chan U, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), quer saber se o Executivo vai adoptar as medidas necessárias para que sejam adoptadas as convenções da Organização Internacional do Trabalho sobre férias anuais pagas e protecção da maternidade. De acordo com a convenção de protecção de maternidade, uma mulher deve gozar, pelo menos, de um período de 14 semanas sem trabalhar, depois de dar a luz. No caso da convenção sobre as férias pagas, é definido um período de três semanas por cada ano de trabalho, ou seja, 15 dias. O pedido de esclarecimento faz parte de uma interpelação escrita, divulgada no fim-de-semana, e o deputado considera que ao adoptar as convenções mencionadas o Executivo estaria a “melhorar de forma gradual” a situação laboral dos residentes. RÓMULO SANTOS

A

presidente da Associação Novo Macau pelos Direitos dos Trabalhadores de Jogo, Cloee Chao, defende que as operadoras de jogo têm de pagar metade dos salários dos trabalhadores que faltam ao trabalho por terem código de saúde, amarelo, vermelho ou por terem ficado retidos em Zhuhai. O pedido consta de uma carta de reivindicações entregue ontem na sede do Governo, após a associação ter recebido queixas de funcionários que foram forçados a tirar licenças sem vencimento. “As queixas principais são dos funcionários da SJM e Galaxy. A única forma que foi utilizada para quem não pode ir trabalhar foi a obrigação de tirar licenças sem vencimento”, revelou Cloee Chao, após a entrega da carta. De acordo com a responsável, dezenas de pessoas que não puderam deslocar-se aos casinos por terem o código de saúde amarelo ou vermelho apresentaram queixa à associação laboral.


segunda-feira 24.1.2022

Na ponta da língua

Crise leva mais pessoas a estudar português, diz empresário

A

crise económica decorrente da pandemia está a aumentar a procura de cursos de ensino de português por parte de chineses, considera o presidente da Associação Comercial Internacional para os Mercados Lusófonos (ACIML), Eduardo Ambrósio. A associação abriu na quinta-feira candidaturas ao primeiro curso de português para negócios em 2022, em parceria com o Centro de Produtividade e Transferência de Tecnologia de Macau. Só nos primeiros sete meses de 2021, cerca de 200 pessoas inscreveram-se em cursos de português organizados pela ACIML, disse a secretária-geral da associação, Latonya Leong Wai Meng, citada pela imprensa local de língua chinesa. Eduardo Ambrósio disse que os cursos têm atraído trabalhadores do sector financeiro, empresários dedicados ao comércio internacional e advogados, assim com alguns jovens que terminaram recentemente cursos universitários. A crise na maior indústria de Macau, o jogo, fez com que seja agora “muito mais difícil” encontrar um emprego na cidade chinesa, lamentou. A taxa de desemprego subiu de 1,7 por cento no final de 2019, antes do início da pandemia de covid-19, atingiu os 2,8 por cento em Novembro, sendo que as empresas locais despediram ainda quase 26 mil trabalhadores não residentes. A economia de Macau contraiu-se 56,3 por cento em 2020 e ainda não regressou aos níveis registados antes da pandemia, com as receitas dos casinos de Macau em 2021 a mostrarem uma descida de quase 70 por cento em comparação com 2019. “Pessoas que trabalhavam nos casinos, estão a mudar de ramo e querem saber português para fazer negócios com os países de língua portuguesa”, explicou Eduardo Ambrósio. Há oportunidades tanto na importação de produtos, “principalmente do Brasil e Portugal”, como na exportação para países como Angola e Moçambique, defendeu o empresário.

Fórum da esperança

Mais de duas mil pessoas já frequentaram os cursos da ACIML, que começaram em 2006, acrescentou. O Governo de Macau tem defendido uma aposta num papel de serviços comerciais e financeiros entre a China e os países de língua portuguesa para diversificar a economia da cidade. “Eu não vejo onde é que estão a apoiar quem faz este trabalho”, disse Eduardo Ambrósio. “O que tem sido feito é muito pouco”, lamentou. O empresário disse depositar esperanças no diplomata chinês Ji Xianzheng, que tomou posse em 10 de Janeiro como novo secretário-geral do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), lugar que estava por preencher há mais de um ano.

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ELEIÇÕES ATRASOS NO ENVIO DE BOLETINS E IMPOSSIBILIDADES PARA VOTAR

História que se repete A realização de uma quarentena de 21 dias em Macau vai retirar a alguns portugueses a possibilidade de votarem nas próximas eleições legislativas. Gilberto Camacho, conselheiro das Comunidades Portuguesas alerta para novos atrasos no envio de boletins de voto. Cartas ficaram retidas em Macau para desinfecção

V

ÁRIOS portugueses residentes em Macau não terão qualquer possibilidade de votar nas eleições legislativas do próximo domingo, dia 30, devido à realização da quarentena de 21 dias à chegada ao território. É o caso de Nelson Moura, que também não iria conseguir votar caso as autoridades de Macau tivessem estendido a proibição de voos estrangeiros. “Uma pessoa quer ter o direito de votar em qualquer circunstância. Tendo em conta que a pandemia já dura há algum tempo, seria de esperar que as autoridades tivessem acautelado uma alternativa para quem não tem forma de votar pela via postal ou pelo consulado através de Macau”, referiu. Este residente, contactou o Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, que sugeriu o envio de uma procuração, para que alguém pudesse levantar o boletim de voto por si nos correios, enviando-o novamente para Portugal. Nelson Moura contactou também o Ministério da Administração Interna, que não apresentou qualquer alternativa, pelo facto

de estar recenseado no território e não em Portugal. Contactado pelo HM, o conselheiro das Comunidades Portuguesas, Gilberto Camacho, voltou a apelar à implementação do voto electrónico. “O processo fica mais prático e não há atrasos, nem deslocações.”

Boletins que não chegam

Além dos constrangimentos da quarentena, muitos portugueses a residir em Macau, Hong Kong

“Os boletins de voto chegam sempre atrasados. Todos sabem quando é o dia das eleições, por isso é incompreensível que Portugal os envie à última hora, tendo em conta que agora temos as ligações aéreas suspensas.” GILBERTO CAMACHO CONSELHEIRO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS

ou China poderão não conseguir votar devido ao atraso no envio dos boletins de voto, tendo em conta a redução de voos. Disso mesmo, dá conta Gilberto Camacho. “Os boletins de voto chegam sempre atrasados. Todos sabem quando é o dia das eleições, por isso é incompreensível que Portugal os envie à última hora, tendo em conta que agora temos as ligações aéreas suspensas.” O conselheiro estima que “de Macau vão chegar [a Lisboa] zero votos, porque não há tempo”. “Seriam necessárias, no mínimo, três semanas para o envio de todos os votos. É uma vergonha, mas já estamos habituados. É por isso que as pessoas não votam”, frisou. Gilberto Camacho ainda não recebeu o seu boletim de voto por correio, tal como Jason James Santos, português a residir em Hong Kong. “Não me espanto. A intenção é nobre, mas falha a execução. A representatividade democrática só se atingirá quando conseguirmos votar de modo electrónico”, defendeu. Paulo Costa, presidente da associação “Também somos portugueses”, tem tido contacto

estreito com o Ministério da Administração Interna a propósito do envio dos boletins, a fim de verificar problemas e atrasos. Os dados não são ainda públicos, tendo o MAI adiantado apenas a Paulo Costa que “até ao momento China/Macau é o terceiro país com mais cartas-resposta [de boletins de voto] recebidas em Lisboa”. “A alternativa é mesmo o voto electrónico, mas havemos de lá chegar”, acrescentou Paulo Costa. Numa nota divulgada ontem nas redes sociais, o Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong informa que as cartas com os boletins de voto ficaram retidas nos Correios por um período de 70 horas para serem desinfectadas. “Foi-nos confirmado que foi já concluído o serviço de distribuição das mais de 50 mil cartas, restando neste momento cerca de 20 mil cartas devolvidas e por levantar nos Serviços de Correios, nomeadamente aquelas com morada incompleta ou que não foi possível de entregar no domicílio.” Andreia Sofia Silva


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24.1.2022 segunda-feira

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COVID-19 CRIANÇAS DA CRECHE FONG CHONG TERMINARAM QUARENTENA

É bom voltar a casa GONÇALO LOBO PINHEIRO

As 38 crianças da Creche Fong Chong, submetidas a quarentena por serem “contacto próximo por via secundária”, estão em casa em autogestão de saúde. Devido ao surto em Zhuhai, mais de 19 mil pessoas de Macau fizeram 55 mil testes de ácido nucleico, todos com resultado negativo

P

OUCO mais de uma semana depois, as 38 crianças da Creche Fong Chong, na Taipa, saíram do hotel de quarentena onde estiverem em isolamento desde o passado dia 14 de Janeiro, por terem sido consideradas contactos próximos por via secundária. A medida surgiu depois da confirmação de uma infecção por covid-19 na vila de Tanzhou, em Zhongshan,

cidade adjacente a Zhuhai, e pela descoberta de que duas pessoas que terão participado num banquete com uma pessoa infectada circularam em Macau, uma delas trabalhadora na Creche Fong Chong. Na sequência destes dois casos próximos, 241 pessoas de Macau foram enviadas para quarentena. Pais e crianças que estiveram em isolamento no hotel de quarentena pouco mais de uma semana, estão

agora a cumprir um período de autogestão de saúde em casa. Em declarações à TDM, o presidente do Instituto de Acção Social, Hon Wai, apontou que a creche pode voltar a abrir portas na próxima sexta-feira, dois dias depois de uma nova limpeza geral às instalações. O Centro de Coordenação de Contingência informou na sexta-feira que cinco pessoas, “que tiveram actividades em

Macau”, foram classificadas como contactos próximos com casos confirmados em Zhuhai e Zhongshan. Deste universo de cinco pessoas, quatro estão em Macau e apresentaram resultado negativo nos 25 testes de ácido nucleico a que foram submetidas. As autoridades contaram um total de 1.374 pessoas de contacto próximo por via secundária. Na sexta-feira, as autoridades de saúde de Macau davam

conta de 19.142 indivíduos com código de saúde amarela, que declararam voluntariamente ter passado por zonas consideradas de risco. Estas pessoas fizeram 55.383 testes de ácido nucleico, todos com resultados negativos.

Aplicações e máscaras

No sábado começou o 38.º Plano de fornecimento de máscaras que até 20 de Fevereiro disponibiliza a cada habitante de Macau a compra de 30 máscaras por um custo de 24 patacas. As máscaras estão disponíveis para venda nas farmácias convencionadas dos Serviços de Saúde e em duas associações cívicas (Federação das Associações dos Operários de Macau e Associação Geral das Mulheres de Macau) num total de 64 locais de venda de máscaras em Macau.

O presidente do Instituto de Acção Social, Hon Wai, apontou que a Creche Fong Chong pode voltar a abrir portas na sexta-feira, dia 28, dois dias depois de uma nova limpeza geral às instalações Noutra frente preventiva, as autoridades referiram que até às 16h de sexta-feira a aplicação móvel “Código de Saúde de Macau, que regista entradas em serviços públicos e estabelecimentos privados, foi descarregada por “um número acumulado de mais de 554.000 pessoas”. João Luz

Covid-19 Zhuhai notificou Macau de um contacto próximo

Os Serviços de Saúde de Macau foram notificados no sábado pelo Departamento de Saúde de Zhuhai que “uma pessoa de contacto próximo de um caso confirmado esteve em Macau e regressou posteriormente a Zhuhai, indicaram ontem as autoridades locais. Segundo o centro de coordenação de contingência, a investigação das autoridades do Interior revelou que a pessoa esteve no dia 10 de Janeiro num restaurante ao mesmo tempo que um indivíduo que testou positivo no dia 17 de Janeiro. O contacto próximo permaneceu em Macau entre 13 e 22 de Janeiro. As autoridades locais estão a acompanhar sete indivíduos em Macau que contactaram com o indivíduo, incluindo colegas e uma pessoa com quem vive, que ficaram com código de saúde amarelo. Estas pessoas, designadas como contactos por via secundária, foram sujeitas a autogestão de saúde e submetidas a dois testes de ácido nucleico. Até ontem à tarde, todos os testes realizados deram negativo.

Igreja Bispo dispensa de missa fiéis incapazes de usar Código

O Bispo Stephen Lee dispensou os fiéis incapazes de utilizar o Código Local ou que têm um código com a cor vermelha ou amarela da “obrigação de assistir às missas”. A medida foi comunicada através de um comunicado, partilhada na passada quinta-feira, em nome da Cúria Diocesana, assinada pelo Padre Cyril Law. No comunicado, não consta a data em que a obrigação para estas pessoas é retomada.

COVID-19 MORADORES EXIGEM ORIENTAÇÕES CLARAS PARA QUEM TEM CÓDIGO AMARELO

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HAN Ka Leong, presidente da União Geral dasAssociações de Moradores de Macau (UGAMM), defendeu que as autoridades devem emitir instruções mais claras para quem tem o código de saúde amarelo. Segundo o Jornal do Cidadão, este responsável pede que sejam alocados

mais recursos humanos para as linhas abertas de atendimento, uma vez que há muitas pessoas que ficaram com o código de saúde amarelo sem terem estado em Zhuhai ou outras cidades do Interior da China nos últimos dias. Chan Ka Leong acrescentou também, que os responsáveis do

Centro de Coordenação e de Contingência do novo tipo de coronavírus deveriam responder a mais questões nas conferências de imprensa, bem como estabelecer um maior contacto com associações. Por sua vez, a vice-presidente do conselho dos serviços sociais

da associação Aliança do Povo de Instituição de Macau, Chan Ian Ian, apelou à criação de linhas de atendimento específicas para os residentes com código de saúde amarelo. Chan Ian Ian lembrou que muitos destes residentes podem ser idosos ou pessoas que não sa-

bem consultar a Internet, ficando sem resposta no caso das linhas de atendimento dos Serviços de Saúde estarem permanentemente ocupadas.


segunda-feira 24.1.2022

JUSTIÇA TSI DECLARA NULA PERDA DE TERRENOS DE PEDRO CHIANG

Regresso à partida TIAGO ALCÂNTARA

Um juiz do TJB decidiu que Pedro Chiang e a mulher perdiam para a RAEM três terrenos no Lilau, mas o TSI veio declarar que o juiz não tinha competência para dar este veredicto. O caso vai voltar a ser decidido

sociedade 7

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O

Tribunal de Segunda Instância (TSI) anulou a decisão que deu como perdidos três terrenos de Pedro Chiang e da esposa para a RAEM, e ordenou uma nova deliberação sobre o destino dos lotes no Lilau. Este desenvolvimento foi divulgado na sexta-feira pelo portal dos tribunais da RAEM, mas a decisão já tinha sido tomada em Outubro do ano passado. O processo envolve uma troca de terrenos entre Pedro Chiang, a esposa Leong Lai Heng, e a RAEM. O negócio, autorizado em 2006, implicava que Chiang e Leong entregavam à RAEM três terrenos na zona do Lilau, e, em troca, recebiam a concessão dum terreno situado junto à Estrada da Penha, para a construção de uma vivenda. A permuta foi autorizada em 2006, e, segundo os tribunais, resultou de Chiang e Ao Man Long, ex-secretário

Acidente Idoso de cadeira-de-rodas atropelado

Um homem que circulava de cadeira-de-rodas, no meio da estrada, foi ontem atropelado por um táxi. As imagens do acidente com o idoso de 74 anos circularam ontem online, momentos depois do incidente. Segundo o jornal Ou Mun, o homem terá dito às autoridades que estava a atravessar a estrada, na cadeira-de-rodas eléctrica, quando foi atingido. Devido ao impacto, foi transportado para o Hospital Conde São Januário, consciente, mas a queixar-se de dores num joelho. Por sua vez, o taxista não apresentou qualquer ferimento.

ordenou que fossem declarados perdidos para a RAEM.

Nova frente jurídica

A decisão de 2020 desagradou à mulher de Pedro Chiang e a Leong Lai Heng, com esta a recorrer para a Segunda Instância, para tentar reverter a decisão. Segundo o desenrolar dos acontecimentos, revelados na sexta-feira, Leong conseguiu uma pequena vitória, uma vez que o TSI considerou que o juiz que declarou a perda dos terrenos para a RAEM não tinha competência para o fazer. Ainda de acordo com a decisão da Segunda Instância, apenas o tribunal colectivo que condenou o empresário tinha a competência para declarar o destino a dar aos bens.

O processo envolve uma troca de terrenos entre Pedro Chiang, a esposa Leong Lai Heng, e a RAEM

dos Transportes e Obras Públicas terem combinado “aproveitar a competência e influência” de Ao para que houvesse um parecer favorável da RAEM.

Na sequência do escândalo com o ex-secretário, Pedro Chiang foi condenado a 25 de Março de 2011, pela prática de oito crimes de corrupção activa para acto

Trânsito 133 milhões em multas cobradas em 2021 A Polícia de Segurança Pública de Macau arrecadou 133 milhões de patacas multas, em 2021, um aumento de 12,6 por cento em relação ao ano anterior. Este valor corresponde a 585.284 infracções à lei do trânsito registadas em 2021, num aumento de 6,2 por cento relativamente a 2020, indicou o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). O CPSP acrescentou ter registado 2.138 bloqueamentos de automóveis (1.822) e motociclos (316) em

vias públicas (mais 76 por cento) e mais de 13 mil bloqueamentos de automóveis (10.891) e motociclos (2.658) em lugares de estacionamento tarifados/com parquímetros (mais 7,3 por cento). Até Novembro, o território contava 247.049 veículos, incluindo 112.985 automóveis ligeiros, 7.071 pesados, 21.316 ciclomotores e 105.606 motociclos, de acordo com dados da Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos.

ilícito, com uma pena de seis anos e 10 meses de prisão. Nestes desenvolvimentos, a troca de terrenos foi declarada nula por um despacho do Chefe do Executivo.

Inflação Taxa com aumento marginal no ano passado A taxa de inflação em Macau fixou-se em 0,03 por cento em 2021, em comparação com o ano anterior, segundo dados oficiais divulgados. As subidas mais significativas registaram-se no preço dos transportes (+3,58 por cento) e dos equipamentos e serviços domésticos (+3,52 por cento), indicou em comunicado a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Na mesma nota, as autoridades acrescentam ainda que em 2021 foram registados aumentos dos preços “dos bilhetes de avião;

Como o destino dos três terrenos no Lilau não tinha ficado definido, em Julho de 2020, um juiz do Tribunal Singular do Juízo Criminal do Tribunal Judicial de Base

do gás de petróleo liquefeito; da gasolina e das refeições adquiridas fora de casa, assim dos salários dos empregados domésticos”. Por outro lado, os decréscimos maiores foram registados na recreação e cultura (-6,23 por cento) e comunicações (-5,36 por cento). “A diminuição das rendas de casa e a redução dos preços da carne de porco, dos quartos de hotéis, das excursões e dos serviços de telecomunicações compensaram parte do crescimento do índice de preços”, concluiu a DSEC.

“Não tendo o tribunal colectivo decidido sobre o destino a dar a coisas ou objectos relacionados com o crime no acórdão, esta matéria também tem de ser decidida posteriormente pelo mesmo colectivo”, pode ler-se na decisão mais recente. Como consequência, o colectivo inicial vai voltar a debruçar-se sobre o assunto e o destino dos três terrenos no Lilau, ao contrário do que tinha feito na primeira decisão, em que o assunto não tinha sido mencionado. João Santos Filipe

Imobiliário Associação defende isenção de taxas para agentes A Associação de Mútuo Auxílio do Bairro, abrangendo a Rua Cinco de Outubro, ligada aos Moradores de Macau, defende que os agentes imobiliários devem ficar isentos de pagar taxas de renovação da licença ao Governo. A opinião foi defendida por Lam Cheok Kai, vice-presidente da associação, ao jornal Cheng Pou, que argumentou que o sector está a atravessar uma fase complicada, devido à crise económica e à redução da procura

por habitações de luxo. Actualmente, há cerca de 6.054 agentes imobiliários em Macau. Segundo as taxas em vigor, a renovação de uma licença de mediador imobiliário, em que o singular é o dono do negócio, custa 2.400 patacas. No caso de a licença ser emitida para uma sociedade comercial o custo é de 3 mil patacas. Finalmente, por cada agente, não proprietário, a renovação exige o pagamento 1.500 patacas.


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DANÇA “O ANO FORMIDÁVEL” CHEGA AO CENTRO CULTURAL NO MÊS DE MARÇO

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pequeno auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) irá receber, entre os dias 11 e 12 de Março, o espectáculo de dança intitulado “O Ano Formidável”, com a dupla de bailarinos Tracy Wong e Mao Wei. Este é um espectáculo criado no âmbito do plano de comissões do CCM. Os bilhetes estão à venda desde ontem. O duo criativo de bailarinos vai subir ao palco para interpretar uma coreografia contemporânea “honesta, quase brutal, que explora visualmente a complexa aventura da maturação humana”, e que se mistura com uma “série de efeitos sonoros e visuais mesclados com música rock original”.

O espectáculo “é apresentado com um cenário simples através de uma arguta combinação de adereços e iluminação que, de modo efectivo, cria a atmosfera”, descreve ainda o Instituto Cultural (IC). Tracy Wong e Mao Wei já criaram “inúmeros trabalhos de vanguarda”, tal como “Prazo de Validade” ou “As Franjas Curiosas - Explosão da Caverna”, em colaboração com artistas de França e Bélgica. “O Ano Formidável” é uma produção totalmente criada em Macau e surge “como antecâmara de lançamento para os novos horizontes coreográficos desta dupla criativa”.

IC “EU E O MEU PAI MOTORISTA”, DE NIKO HO, SELECCIONADO PARA APOIO

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Instituto Cultural (IC) escolheu o projecto cinematográfico “Eu e o meu pai motorista”, de Niko Ho, natural de Macau, para o prémio de melhor argumento. Niko Ho recebe agora 60 mil patacas no âmbito do “Programa avançado de argumentos cinematográficos”, uma iniciativa conjunta do IC com aAdministração de Cinema da província de Guangdong e Create Hong Kong. “Eu e o meu pai motorista” conta o dia-a-dia de uma família de três pessoas sustentada pela actividade comercial de uma frutaria depois de esta ter passado pelo tufão Hato. Este projecto de Niko Ho foi também seleccionado pela China Film Director’s Guild para integrar a lista de 20 melhores filmes do programa “Young Shoots”. Outro projecto seleccionado foi “Silent Few”, do realizador Li Jing, natural de Guangdong. Esta produção baseia-se numa história verídica e contém uma narrativa sobre o esforço e o contributo de

um advogado especializado em assistência jurídica na promoção do estabelecimento do sistema jurídico em regiões de etnias minoritárias da China. Os dois projectos foram escolhidos de um total de seis candidatos, que receberam ainda um curso de formação nesta área, realizado entre os meses de Junho e Setembro do ano passado. De Macau, concorreram quatro realizadores. O objectivo do “programa avançado de argumentos cinematográficos” é “facultar orientações sobre argumentos, com o objectivo de fomentar o talento no âmbito da criação cinematográfica e de gerar um maior número de filmes criativos, a fim de estimular o desenvolvimento da indústria cinematográfica”. O júri foi composto pelo ex-director assistente da Create Hong Kong, Wellington Fung, pelo produtor de Hong Kong, John Chong, e pela guionista do Interior da China, Yuan Yuan.

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No próximo sábado, dia 29, será exibido “Abe”, o filme que encerra a sexta edição de um cartaz de filmes virados para a família. A iniciativa, promovida pela Associação Audiovisual CUT, inclui ainda um workshop com Helen Ko sobre pratos tradicionais do Ano Novo Chinês. Rita Wong, directora da CUT, adiantou que um novo cartaz de filmes já está a ser pensado

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BE”, um drama com toque de comédia, de Fernando Grostein Andrade, é a escolha da Associação Audiovisual CUT para encerrar um programa de cinema dedicado a miúdos e graúdos. A exibição acontece no próximo sábado, dia 29, na Casa Garden, sendo antecedida por um workshop sobre pratos tradicionais chineses com a artista Helen Ko. Os dois eventos têm lugar entre as 15h e as 17h. Ao HM, Rita Wong, directora da CUT, contou que a escolha do filme visou, precisamente, reunir toda a família. “Este filme é mais ajustado para crianças um pouco mais velhas, entre oito a dez anos de idade, porque tem mais diálogos. Também fazemos a curadoria de

“Abe” conta a história de um menino de 12 anos que mora na zona de Brooklyn, em Nova Iorque, com a mãe judia e o pai palestiniano. Com tantas diferenças no seio familiar, Abe decide começar um curso de gastronomia, tornandose amigo e aprendiz de Chico, personagem interpretado pelo músico brasileiro Seu Jorge

CINEMA CUT APRESENTA “ABE, DE FERNANDO

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O GROSTEIN ANDRADE

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da a família

actividades e desta vez convidamos uma artista, Helen Ko, que nos vai falar sobre os pratos tradicionais do Ano Novo Chinês. Queremos, desta vez, aproximar-nos desta festividade, apresentar às crianças as comidas que tradicionalmente se preparam nesta altura do ano e dar-lhes a conhecer o seu significado e como estão ligadas à família. Queremos criar também uma maior consciência da criatividade.”

“Ao longo deste ano observámos que podemos ter mais filmes e eventos associados à natureza e aos modos de vida. Penso que há ainda mais espaço para criar novos programas com artistas locais.” RITA WONG Este ciclo de cinema para as famílias teve início no ano passado, estando neste momento a CUT a preparar a edição de 2022. No entanto, como está dependente do apoio financeiro do Instituto Cultural, Rita Wong não quis adiantar grandes detalhes sobre o cartaz, que já está em preparação. “Ao longo deste ano observámos que podemos ter mais filmes e eventos associados à natureza e aos modos de vida. Penso que há ainda mais espaço para criar novos programas com artistas locais.” Acima de tudo, a CUT pretende “ter mais recursos para continuar com esta actividade, porque tem um grande significado e as famílias gostam bastante de assistir aos filmes em conjunto, bem como de participar nas actividades complementares que criamos”, frisou a responsável.

Outras fitas

Tendo em conta o cenário de pandemia, Rita Wong confessou que continua a haver bastante espaço para a exibição de filmes além das salas de cinema habituais e da Cinemateca Paixão, anteriormente gerida pela CUT. “Nesta altura de pandemia as pessoas não conseguem sair e procuram por mais bons programas para fazerem sozinhos ou em família. Já são exibidos muitos filmes comerciais e penso que há de facto espaço para mostrar outro tipo de cinema diferente do que é produzido em Hollywood.” “Abe” conta a história de um menino de 12 anos que mora na zona de Brooklyn, em Nova Iorque, com a mãe judia e o pai palestiniano. Com tantas diferenças no seio familiar, Abe decide começar um curso de gastronomia, tornando-se amigo e aprendiz de Chico, personagem interpretado pelo músico brasileiro Seu Jorge. Andreia Sofia Silva

ÓBITO BRASIL DESPEDIU-SE DE ELZA SOARES, ‹A VOZ DO MILÉNIO›

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OM muitas flores e aplausos, centenas de brasileiros deram o seu último adeus sexta-feira à icónica cantora Elza Soares, escolhida como «a Voz do Milénio» pela BBC em 1999, que morreu no dia anterior a completar 91 anos, no Rio de Janeiro. Dona de uma das vozes mais poderosas e reconhecidas do samba, da bossa nova e da música popular brasileira (MPB), a carreira de Elza Soares foi marcada por um histórico de altos e baixos, seja pela fome, a morte de dois filhos, violência sexista e racismo. “Apesar de todas as adversidades, nos seus 70 anos de carreira, Elza Soares deixou uma mensagem simples, mas poderosa para o país. Por pior que pareça, devemos amar. E Elza amou incondicionalmente”, disse o empresário da cantora, Pedro Loureiro, aos jornalistas presentes no velório. “Elza respondeu com um beijo a toda a agressividade, preconceito, racismo e violência doméstica contra a mulher. Ela respondeu com força, com protesto, mas com beijos e amor. Elza ensinou este país a amar”, acrescentou. A cantora, que tinha uma voz rouca incomparável e uma carreira musical de sucesso de sete décadas, alcançou fama nacional na década de 1960 quando também conheceu o jogador de futebol Manuel Francisco dos Santos, conhecido mundialmente pelo apelido de “Garrincha”, com quem viveu um relacionamento apaixonado e conturbado por quase duas décadas. “Ela ia fazer 70 anos de carreira e só nos últimos seis atingiu o ápice que merecia”, disse Loureiro. Apenas dois dias antes de sua morte, a Elza Soares concluiu a gravação de seu último DVD, no palco do Theatro Municipal de São Paulo, e, em Dezembro, gravou seu último álbum de estúdio, que será lançado nos próximos meses com cinco músicas inéditas. O último disco de Elza Soares chamado “Planeta Fome” foi lançado em 2019. Com uma discografia ampla e diversificada, Elza Soares foi eleita a voz do século pela BBC britânica em 1999.


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COOPERAÇÃO CHINA E ALEMANHA APROFUNDAM RELAÇÕES

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Lembrar os esquecidos Aumenta pressão sobre empresas para melhorarem direitos laborais

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Governo chinês aumentou a pressão sobre as principais plataformas de comércio electrónico e serviços para melhorarem as condições de trabalho e garantirem direitos laborais dos seus empregados, noticiaram os 'media' oficiais. Quatro ministérios emitiram uma directiva na sexta-feira à noite a exortar 11 empresas, incluindo gigantes como Alibaba, Tencent, Meituan (serviços digitais) e Didi (o Uber da China) a intensificarem os esforços para salvaguardar os direitos e interesses dos trabalhadores, noticiou o diário económico Caixin. Esta é a segunda vez desde Setembro que as autoridades abordam esta matéria com as empresas, uma das questões para as quais o Governo tem como alvo as empresas tecnológicas e que envolve milhões de trabalhadores, incluindo centenas de milhares de funcionários da distribuição de alimentos e condutores de veículos de transporte privado com longas horas de trabalho. De acordo com o Global Times, o objetivo é "monitorizar o sector para um desenvolvimento saudável". Práticas como a redução das tarifas de transporte para ganhar competitividade são suspeitas de "infringir os legítimos direitos e interesses dos motoristas", de acordo com um comunicado do Ministério dos Transportes chinês, que exigia que as empresas garantissem "pagamento razoável" e "tempo de repouso" para os motoristas. As autoridades citaram também, no caso de empresas privadas de táxis, a

falta de transparência nos mecanismos de distribuição, ajustamentos arbitrários nas políticas de preços e a cobrança de comissões exorbitantes para cada transação. Por outro lado, criticaram a externalização das medidas de prevenção de riscos e dos seguros de saúde dos trabalhadores para reduzir os custos, escreveu o Caixin.

Contra monopólios

Pequim está numa cruzada regulatória contra gigantes tecnológicos há mais de um ano, incluindo pesadas multas por práticas monopolistas. Durante anos, o sector floresceu na China devido ao enorme mercado do país, mas também devido a regulamentações frágeis, ou pouco rígidas na sua aplicação laxista, algo a que o Governo central está determinado a pôr fim. Em Abril, Alibaba recebeu a maior sanção antimonopólio da história da China, equivalente a cerca de 2,8 mil milhões de dólares. Em Outubro foi a vez da Meituan, embora no seu caso a sanção tenha sido inferior ao esperado, em cerca de 533 milhões de dólares. E no caso da Didi, a empresa anunciou que vai retirar-se de Wall Street apenas meio ano após a sua estreia, face à investigação de cibersegurança que as autoridades - que, segundo alguns relatórios, se tinham oposto à Oferta Pública Inicial (OPI) - abriram contra o grupo. A investigação ainda está a ser realizada e que resultou para já numa proibição temporária do 'download' das suas aplicações e do registo de novos utilizadores na China.

PACÍFICO ESTADOS UNIDOS E JAPÃO DISCUTEM PRESENÇA CHINESA

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Presidente dos EUA, Joe Biden, e o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, realizaram a sua primeira reunião formal para discutir preocupações comuns sobre armas nucleares e sobre a presença militar da China no Pacífico. Kishida disse que parte significativa do encontro de 80 minutos, em formato virtual, foi dedicada a matérias relacionadas com a China, incluindo preocupações de ambas as partes sobre a crescente ameaça de Pequim sobre Taiwan.

Biden e Kishida também discutiram as situações em Hong Kong e na província chinesa de Xinjiang, com o Presidente norte-americano a criticar repetidamente Pequim por causa da repressão a activistas pró-democracia, no primeiro caso, e práticas de trabalho forçado da minoria uigure, no segundo caso. “O Presidente Biden e eu pudemos trocar opiniões de forma aberta, muito calma e tranquila, sobre como o Japão e os

Estados Unidos podem cooperar, o que acredito que levará a um maior fortalecimento da aliança Japão-EUA”, disse Kishida no final da reunião. Kishida disse ainda que expressou a sua determinação em fortalecer o poder de defesa do Japão, enquanto Biden falou do compromisso

dos EUA em cumprir o tratado de segurança Japão-EUA de 1960, na semana em que a Coreia do Norte sugeriu que poderia retomar os testes de mísseis nucleares e de longo alcance que foram interrompidos por mais de três anos. Os dois líderes discutiram igualmente os

esforços de combate à pandemia de covid-19 e a crise nas fronteiras ucranianas, onde a Rússia concentrou cerca de 100.000 soldados, indicando a possibilidade de uma invasão. Kishida - que é natural de Hiroshima, onde os EUA lançaram uma bomba atómica no final da Segunda Guerra Mundial - também disse que discutiu com Biden preocupações sobre segurança nuclear e a ideia de alcançar “um mundo sem armas nucleares”.

Covid-19 Norte-americanos cancelam 44 voos da China

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos anunciou o cancelamento de 44 voos da China, em resposta à mesma restrição avançada por Pequim às companhias aéreas norte-americanas devido à pandemia da covid-19. De acordo com Washington, o Governo chinês suspendeu 44 voos das transportadoras norte-americanas Delta Airlines, American Airlines e United Airlines depois de alguns dos seus passageiros terem acusado positivo à covid-19 ao aterrarem na China. O Departamento de Transportes dos EUA chamou-lhe uma "acção unilateral (...) contrária ao interesse público" e "totalmente fora do controlo" das companhias aéreas, uma vez que os passageiros tinham testado negativo antes de embarcarem nos aviões. Em resposta, os EUA ordenaram esta sexta-feira a suspensão de 44 voos da Air China, China Eastern Airlines, China Southern Airlines e Xiamen Airlines, programados para entre 30 de Janeiro e 29 de Março, que deveriam partir de Los Angeles e Nova Iorque para o país asiático.


segunda-feira 24.1.2022

E A DESCARTAM “DIPLOMACIA DO MICROFONE”

o volume Ao comemorarem 50 anos de relações diplomáticas, China e Alemanha prometem mais diálogo, cooperação e, sobretudo, mais relações económicas

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China e a Alemanha comprometeram-se a melhorar a compreensão mútua e a abster-se de "diplomacia do microfone" com base no respeito mútuo, na quinta-feira, quando o Conselheiro de Estado chinês e Ministro dos Negócios Estrangeiros wwmanteve conversações com a Ministra dos Negócios Estrangeiros alemã Annalena Baerbock através de uma ligação vídeo. Este ano marca o 50º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e a Alemanha, "um ano importante para ambas as partes comemo-

rarem", disse Wang. Nos últimos 50 anos, a China e a Alemanha respeitam-se mutuamente e promovem o desenvolvimento económico e estabelecem uma parceria estratégica global. Wang felicitou novamente Baerbock pela sua nomeação como Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha. Baerbock expressou o seu prazer em realizar o primeiro encontro com o Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês como ministro dos Negócios Estrangeiros do novo governo federal alemão e enviou antecipadamente os melhores votos de um feliz Ano do Tigre.

"A China e a Alemanha devem reforçar a concepção política dos intercâmbios de alto nível na próxima fase, e liderar o desenvolvimento saudável e estável das relações bilaterais em conjunto, e saudar o 50º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países de uma forma mais positiva", observou Wang. "Nos últimos 50 anos, o volume do comércio bilateral entre a China e a Alemanha aumentou mais de 800 vezes", acrescentou. Em 2021, o comércio bilateral entre a China e a Alemanha atingiu um nível recorde, apesar do impacto da pandemia, o que demonstrou plenamente a complementaridade e a resiliência das duas economias, disse Wang. "Os dois lados deveriam criar conjuntamente novos pontos altos para a cooperação nos sectores, incluindo a tecnologia digital, comunicações, comércio de serviços, ciência e tecnologia agrícola, bem como o desenvolvimento verde".

Bons princípios

“Nos últimos 50 anos, o volume do comércio bilateral entre a China e a Alemanha aumentou mais de 800 vezes.”

"A China dá as boas-vindas às empresas alemãs para expandir os seus investimentos na China e espera que a Alemanha defenda o princípio de justiça e imparcialidade, excluindo interferências externas, proporcionando um bom ambiente de negócios para as empresas chinesas na Alemanha", disse Wang. "Tomando o 50º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas como uma oportunidade, a Alemanha está empenhada em desenvolver uma parceria estável com a China e continuará a prosseguir a

ZHENGZHOU AUTORIDADES CULPADAS POR MORTES EM INUNDAÇÕES

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Conselho de Estado chinês acusou as autoridades de Zhengzhou de “falta de preparação e percepção de risco”, responsabilizando-as pelos quase 400 mortos registados durante as cheias que assolaram a cidade em Junho passado, informou a imprensa local. Zhengzhou foi a cidade da província de Henan mais afectada pelo desastre causado por “chuvas extremas”, segundo o relatório do Conselho de Estado. As autoridades locais são “responsáveis” pela tragédia, apontou o documento oficial. Apesar do alto nível de precipitação, que atingiu metade da média anual em algumas localidades, em poucos dias, o relatório citado pela agência noticiosa oficial Xinhua mencionou a “falta de preparação”, “resposta inadequada

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à emergência” e a “negligência no cumprimento do dever”, por parte das autoridades de Zhengzhou. A investigação concluiu que a negligência foi especialmente grave nos túneis e no metro de Zhengzhou, onde alguns passageiros registaram imagens nas quais podiam ser vistos com água até ao pescoço. As autoridades locais demonstraram uma “grave falta de entendimento” sobre “eventos climáticos ex-

tremos” e não conseguiram “estabelecer uma liderança unificada” perante a crise, lê-se no relatório. O governo de Zhengzhou “não implementou” as decisões tomadas pelo governo provincial e pelo Comité Central do Partido Comunista da China, segundo o mesmo documento. A investigação apurou ainda irregularidades financeiras, já que alguns funcionários usaram “fundos para a reconstrução” para distribuir indemnizações entre os afectados. Segundo o relatório, as chuvas intensas na província de Henan, ocorridas entre 17 e 23 de julho, afetaram 14,7 milhões de pessoas e fizeram 398 mortos, quase todos na cidade de Zhengzhou. As perdas económicas ascenderam a 120.000 milhões de yuans.

“A Alemanha está disposta a tratar igualmente todas as empresas, incluindo as empresas chinesas.” política de uma só China, aprofundando o intercâmbio e a cooperação entre os dois países em vários domínios; a Alemanha está disposta a tratar igualmente todas as empresas, incluindo as empresas chinesas", disse Baerbock. As duas partes concordaram em realizar

celebrações adequadas para o 50º aniversário, e preparar-se para a sétima ronda de consultas do governo China-Alemanha, e reforçar o planeamento para a cooperação futura. Os dois países trocaram pontos de vista sobre o reforço da cooperação em assuntos multilaterais. "A China e a Alemanha são ambos países com influência global e uma importante força motriz para as relações China-UE; devemos não só considerar a cooperação bilateral, mas também concentrar-nos na promoção da cooperação China-UE, para além do desenvolvimento regional e global", disse Wang. "Face a múltiplos desafios globais, a cooperação entre os dois países tem um significado significativo", disse Baerbock. "A Alemanha atribui grande importância ao importante papel da China na comunidade internacional e está disposta a reforçar a comunicação e coordenação com a China para enfrentar conjuntamente as alterações climáticas e combater a pandemia da COVID-19", concluiu.

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ANÚNCIO N.º 03/DCTNR/2022 Considerando que não se revelou possível notificar os interessados ,pessoalmente, por ofício ou telefone, nos termos do artigo 68.º e do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, notifica-se dos actos administrativos os interessados abaixo mencionados, no n.º3 do artigo 11.º da Lei n.º 21/2009 (Lei da contratação de trabalhadores não residentes), revogada a cláusula de renovação automática de autorização de contratação de trabalhadores domésticos não residentes autorizados dos seguintes indivíduos, ou seja, a referida autorização deixará de ser renovada automaticamente: 1. WONG KAT TENG, n.º do despacho de autorização de contratação: 13138/IMO/GRH/2016; 2. CHUI KAR CHUNG, n.º do despacho de autorização de contratação: 24685/IMO/DSAL/2016; Os interessados acima mencionados podem, nas horas de expediente, deslocar-se ao Departamento de Contratação de Trabalhadores Não Residentes da DSAL, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.os 614A640, Edifício Long Cheng, 9.º andar, Macau, para levantamento da cópia do despacho, podendo ainda requerer, por escrito, a consulta do processo. Nos termos dos artigos 145.º, 149.º e 155.º do Código do Procedimento Administrativo, os interessados podem, sobre a decisão acima referida, interpor: a) Reclamação para o autor do acto, devendo ser apresentada no prazo de 15 (quinze) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio; b) Recurso hierárquico necessário para o Secretário para a Economia e Finanças, devendo ser apresentado no prazo de 30 (trinta) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio. Mais se informa que as decisões administrativas acima referidas não são susceptíveis de recurso contencioso. 19 de Janeiro de 2022. O Director da DSAL, Wong Chi Hong


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A dignidade expressa num traço da tinta de Gong Kai PAULO MAIA E CARMO texto e ilustração

«Uma acumulação de nuvens e nevoeiros sobre o desfiladeiro celeste pousada,/ Vazios e exaustos os estábulos da dinastia passada./ Hoje em dia quem tem pena de um cavalo emagrecido até aos ossos,/ Mas ao entardecer, na margem de areia - um vulto, será uma montanha ou a sua sombra projectada?»

Zhong Kui o asfixiador de demónios cuja lenda de infatigável protector contra o mal data da dinastia Tang, alcançaria durante os Yuan uma proeminência que lhe advinha das suas inúmeras possibilidades metafóricas. É isso que se pode ver numa das primeiras e invulgares pinturas que o representam com as suas características feições terríveis, que denunciam a sua condição de alma penada (gui) sendo transportado numa espécie de cadeirinha, tal como a sua irmã, à frente de uma estranhíssima procissão. O autor da pintura Zhong Kui em viagem (Zhongshan chuyou tu, rolo horizontal, tinta sobre papel, 32,8 x 169,5 cm, no Smithonian) era um antigo funcionário menor durante os Song, nascido em Huai’an (Jiangsu) mas que na mudança dinástica se mudara para os arredores de Hangzhou, passando a viver pobremente, chamado Gong Kai (1222-1307). Aí vivia como um yimin (restos da antiga dinastia) que para evitar o opróbio de comercializar a sua arte, trocava muitas vezes as suas pinturas por bens em espécie, entendidos então como ofertas. Sobre a sua exótica pintura escreveu: «Alguns dizem que pintar demónios com tinta é apenas ser um brincalhão com um pincel mas isso certamente não é verdade. Este género de pintura é como o trabalho dos mais divinos uilizadores do género cursivo entre os calígrafos… Yizhen pintava demónios com grande talento mas era vulgar. Recentemente um pintor excessivo figurou o peludo (Zhong

Kui) num campo privado sendo abordado por um porco-espinho, com o seu cabelo despenteado e um pau na mão a enxotá-lo. Que raio de pintura é essa? O meu objectivo ao pintar o Zhongshan chuyou tu é lavar a vulgaridade de Yizhen de modo a não destruir a alegria pura do pincel e da tinta. Em termos caligráficos a pintura é algo entre a escrita regular e a cursiva.» Gong Kai exprimia assim um entendimento, semelhante ao de Guo Ruoxu no final do século XI, citando o mestre Yang: «Palavras são sons do coração (ou da mente) caligrafia é pintura do coração; ambas revelam o carácter superior ou inferior do homem.». E ao relacionar a sua pintura com essa outra arte de meios humildes mas larga nas possibilidades de revelação e interpretação, abriu um leque de hipóteses para a sua bizarra procissão. Houve quem visse nela a fuga do imperador Minghuang para Sichuan, outros Huizong levado em 1127 pelas tropas invasoras Jurchen, os transportadores do palanquim seriam então os seus captores, outros simplesmente viram ali a o inevitável êxodo pela redução do território dos Song durante a transição dinástica. Mas quando pintou um único cavalo, magro, de orelhas baixas e virado para o fim da pintura, de onde se desprende uma sensação desconfortável, na pintura Shouma tu,do Museu Municipal de Osaka (rolo horizontal, tinta sobre papel, 29,9 x 56,9 cm) a percepção unânime foi de que se referia a si mesmo.

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segunda-feira 24.1.2022

Cláudia Ribeiro, no seu livro, No dorso do dragão (2001), escreveu que “a China sofre do facto de ter sido sempre, por excelência, o repositório de todos os sonhos impossíveis do Ocidente, pois este tem no Oriente a sua noite.” (2001, p. 11-13)). De certa forma, podemos dizer que Macau foi o travesseiro onde alguns escritores portugueses sonharam uma narrativa diferente. Este será o caso de Duarte Braga em Salitre, seu livro mais recente (2021), publicado em Macau pela Capítulo Oriental. Diz-se que a criação é uma dor e que o autor (re)constróise através da sua obra. Este é o mistério do texto literário, que resiste a ser desvendado, como se fosse uma gruta de segredos que só ganha significado quando se consegue entrar nela. E o acto de ler é o “abre-te sésamo” que só se completa, só é eficaz, quando se consegue ver “o não escrito”, como diz Guimarães Rosa (Ed. 10, O Sindicato, 1999), e tocar a nudez do texto. Assim o leitor tem de olhar para o livro, Salitre de seu título, como a gruta do poeta, onde este se confronta consigo mesmo e com os seus fantasmas. É nesta solidão quase iniciática, que, umas vezes o ouvimos murmurar palavras leves de que só apanhamos a sombra; outras vezes, palavras pesadas de água que nos encharcam. Em Salitre, Duarte Braga vaise mostrando na confissão das emoções, aflorando a velha arte de trovar escárnios e maldizeres, uma pegada antiga, deixada na cidade que neste livro tem lugar central. É uma metáfora de Macau, uma acumulação de sinais, a maior parte deles muito familiares aos seus habitantes, como o bolor, o mofo, o próprio salitre, mas que, neste contexto, exigem uma outra leitura. Aqui o autor reinventa-se na personagem principal do poema, salgando a carne dos seus próprios versos. Apresenta uma identidade subterrânea e traça um perfil líquido, impreciso, uma espécie de biografia esfumada. Aparentes contradições perturbam uma leitura menos atenta e exemplo disso é o poeta afirmar que se sentiu perdido num deserto interior que depressa se ampliou em outro deserto, quando o que o sufoca permanentemente é a humidade. Porém, a nebulosidade constante não o impede de observar o que o cerca, olhar as pessoas que

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ARTES, LETRAS E IDEIAS

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DE DUARTE DRUMOND BRAGA

SOFIA MARGARIDA MOTA

JORGE ARRIMAR

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passam, ouvir a língua que falam, a escrita que desenham… Afinal, a pátria sínica chega até ali, está em todo o lado, ao virar da rua, ao dobrar da esquina. E tenta chegar-lhe, tocá-la com cuidado como se fosse uma antiga porcelana, interpretar-lhe os sinais. Mas não é empreendimento fácil. É como se pretendesse descodificar a tatuagem das folhas que as árvores deixam cair sobre a face turva do tempo. Por isso tem vontade de vir a “ser poeta da natureza” para “ler os nomes das árvores”, confessa. Mas desilude-se depressa pois só consegue ver magros calígrafos que recolhem lírios e os depositam nos “rodapés dos dicionários”. Incomoda-o este conhecimento de nota de pé-de-página e, ao que parece, resta-lhe esperar na varanda dos dias e depois juntarse aos demais, aos outros, no “pátio da harmonia irrefutável”, para se deliciar com “gomos da felicidade”. O “poeta é um fingidor”, já dizia Pessoa, e fingir a dor que deveras sente, é assumir que esta faz parte da matéria-prima da criação, seja

ela de que área artística for, da pintura à poesia. Neste caso, o autor, através do texto, (d)escreve o que não é dito ou ouvido. Como diz Catherine David “Pedacinhos da realidade, fragmentos de luz, estas experiências minúsculas participam no silêncio da realidade, como as pinceladas de Cézanne participam na montanha” (Catherine David - La Beauté du geste [A beleza do gesto], Actes Sud, Babel, 2006). Salitre é apenas um dos pedacinhos dessa realidade complexa que é Macau, uma pincelada literária e perturbada, uma gota de tinta grossa na tela da escrita, versos de salitre no corpo do poema. E o poeta, “com o rosto a arder no escuro”, recolhe à cidade eternamente sitiada, conservando, contudo, o cheiro ao alecrim das janelas de sacada que guarnecem a calçada de Santana, em Lisboa; acompanha-o um vendilhão de sonhos e de azulejos da Praia Grande, a de S. Luís do Maranhão e a da cidade do Nome de Deus de Macau. É o sujeito de uma aventura com o gosto acre das laranjas agras

EM SALITRE CONSTRÓI-SE UMA UTOPIA DE PERNAS PARA O AR, DENUNCIANDO-SE O LUGAR ONDE OS BONS POETAS ESCREVEM MAUS POEMAS E O PRÓPRIO AUTOR QUER ACREDITAR ENCONTRAR-SE PRESO NUM HAIKU DE POUND OU NUMA OSTRA ENCONTRADA NOS TINTINS

que decoram as cidades velhas e sitiadas, “pequenas lisboas de troca e insalubridade jogadas pelos trópicos”, onde o poeta se recolhe, confessando, contudo, que as ama. Em Salitre constrói-se uma utopia de pernas para o ar, denunciando-se o lugar onde os bons poetas escrevem maus poemas e o próprio autor quer acreditar encontrar-se preso num haiku de Pound ou numa ostra encontrada nos tintins. E neste passo do bailado da escrita, o poeta deixa um legado patético, um “molho de imagens” e um tropel de sugestões. O salitre que corrói as paredes é o que brilha nas palavras e envenena a língua. Assim o poema nasce como o nenúfar num pântano e a apoteose é o grande aquário, de onde se retiram peixes dourados, mortos, secos ao sol e convenientemente salgados, enquanto ao longe, veem-se “barcos de flores a chegar e partir entre felácios e rosas (os lábios do carmim desflora)”. A poesia é, afinal, uma fuga… não da realidade, mas para a realidade, como diria o poeta brasileiro, Mário Quintana. (Gabriel Perissé – As experiências reversíveis […]. Dispon. em: < http://www.hottopos. com/convenit4/perisse.htm >). Salitre não é de leitura fácil e dócil. O seu autor não se deixou ir na corrente literária mais em voga, antes preferiu ser disruptivo em relação a ela, o que torna o texto diferente, tanto em termos de conteúdo, como a nível estético e conceptual. Por tudo isto, não será de estranhar que Salitre possa vir a ter um lugar especial enquanto criação literária.


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6 8 7 4 5 9 0 2 1 3 3 2 0 6 1 4 5 8 7 9 1 5 2 8 9 3 6 4 0 7 9 4 3 0 NOTIFICAÇÃO 8 7 1 6N.º 01/DCTNR/2022 2 5 7 9Considerando 6 3 que0não se5revelou 2 possível 1 4 8 contactar os inpessoalmente, 0teressados 1 5 7 2por8ofício,3telefone 9 ou6outras4formas, nos termos dos n.º 2 do artigo 72.º e 93º do Código do Procedi4mento7Administrativo, 1 9 6 0 pelo8Decreto-Lei 5 3 n.º 2 aprovado 57/99/M, notifica-se os indivíduos abaixo mencionados, para no prazo de 215 dias, 3 a 4contar5do dia7seguinte 6 da9 data0da emissão 8 1do presente anúncio, comparecer no Departamento de Contratação de 8Trabalhadores 6 9 Não 1 Residentes, 4 2sito7na Avenida 3 5do Dr.0Rodrigo 5Rodrigues 0 8n.ºs 614A-640, 2 3 Edifício 1 4Long7Cheng,99.º andar, 6 em Macau, para tratar de assuntos do seu interesse e relacionados

com autorização da contratação de trabalhadores não residentes, caso contrário a autorização será cancelada: 1. 創新餐飲管理有限公司; 2. COMPANHIA DE INVESTIMENTO LUK HING LIMITADA; 3. LEI POU KIN, proprietário do estabelecimento “BROS HAIR STUDIO”; 4. QUATRO EQUIPE TECNOLOGIAS COMPANHIA LIMITADA, proprietário do estabelecimento “AQUA VIDA”; 5. COMPANHIA DE LIMPEZA DAS ESCADAS ROLANTES EASY FIX LIMITADA; 6. WANG DONGXIAN, proprietário do estabelecimento “齊昌號”; 7. CHEN SHIJIA, proprietário do estabelecimento “美 派全球購”; 8. COMPANHIA DE SEGURANÇA DE AO LONG LIMITADA; 9. LONG KA MAN, proprietário do estabelecimento “BEAUTY BOX”. Os indivíduos acima mencionados devem deslocar-se, durante as horas de expediente, ao endereço acima mencionado, para levantamento do ofício da audiência prévia, podendo ainda requerer, por escrito, a consulta do processo. Decorrido o prazo acima referido, sem que seja apresentada a defesa por escrito, é considerada como efectivamente feita a audiência acima referida. 19 de Janeiro de 2022. O Director da DSAL, Wong Chi Hong

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como Proud Boys, terraplanistas, motoqueiros anti-covid, entre 21 outros freaks. O canal tem mais de 91,65milhões 4 6de subscritores 7 0 8 no 2 Youtube, com perto de 65 milhões 2visualizações. 0 3 9 5 João 7 1Luz4 de

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NO WAY HOME [B] filme de: Giddens Ko 8SPIDER-MAN: 8 2 Um 6 7 0 4 Um filme de: Jon Watts 1 Com: Kai Ko,3 Com: Tom Holland, Zendaya, 16.45, 21.30 Cumberbatch 7 14.30,Benedict 0 7 3 5 4 6 9 2 18.30, 21.15 2 4 9 8 PIL’S 7ADVENTURES 1 [B]3 5 FALADO EM0 CANTONÊS Um filme de: Julien Fournet ALINE [B] filme de: Valerie Lemercier 9Um 5 6 0 14.30,116.30,919.308 2 3 Com: Valerie Lemerier, Sylvain Marcel, KING’S MAN [C] Danielle Fichaud 414.30, 19.15 2 1 5 THE 4Vaughn7 9 Um 3 filme de:6 Matthew Com: Ralph Fiennes, Harris Dickinson, Stanley Tucci TILL WE MEET AGAIN [C] 5FALADO EM PUTONGHUA 9 4 7 21.302 1 0 8 6 LEGENDADO 1 6 2 9 8 5 3 1 0 6 8 0 4 9 7 5 6 1 0 3 5 1 0 8 2 4 7 3 7 3 6 4 2 9 5 8 SALA 3

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2. WONG SIN KA, proprietário do estabelecimento “ESTABELECIMENTO DE COMIDAS CHON HA CHAO TON MARISCOS E FONDUE”, atendendo ao facto da suspensão da actividade comercial por período superior a dois meses, de acordo com os n.ºs 3 e 4 no artigo 5.º da Lei n.º 21/2009 (Lei da contratação de trabalhadores não residentes), através do Despacho n.º 29205/IMO/DSAL/2021, foi revogada a autorização de contratação de 35 trabalhadores não residentes não especializados, concedida pelo Despacho n.º 27279/IMO/DSAL/2020. 3. LU JIANBIN, proprietário do estabelecimento “匠心煮意”, atendendo ao facto da suspensão da actividade comercial por período superior a dois meses, de acordo com os n.ºs 3 e 4 no artigo 5.º da Lei n.º 21/2009 (Lei da contratação de trabalhadores não residentes), através do Despacho n.º 29192/IMO/DSAL/2021, foi revogada a autorização de contratação de 3 trabalhadores não residentes não especializados, concedida pelo Despacho n.º 01822/IMO/DSAL/2021. Os interessados acima mencionados podem, nas horas de expediente, deslocar-se ao Departamento de Contratação de Trabalhadores Não Residentes da DSAL, sito na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues n.os 614A-640, Edifício Long Cheng, 9.º andar, Macau, para levantamento da cópia do despacho, podendo ainda requerer, por escrito, a consulta do processo. Nos termos dos artigos 145.º, 149.º e 155.º do Código do Procedimento Administrativo, os interessados podem, sobre a decisão acima referida, interpor: a) Reclamação para o autor do acto, devendo ser apresentada no prazo de 15 (quinze) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio; b) Recurso hierárquico necessário para o Secretário para a Economia e Finanças, devendo ser apresentado no prazo de 30 (trinta) dias a contar do dia seguinte ao da publicação do presente anúncio. Mais se informa que as decisões administrativas acima referidas não são susceptíveis de recurso contencioso. 19 de Janeiro de 2022. O Director da DSAL, Wong Chi Hong

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Liu Xianfa*

JUNTOS PARA OS JOGOS OLÍMPICOS DE INVERNO DE PEQUIM, JUNTOS POR UM FUTURO COMPARTILHADO NO SEU DISCURSO de ano novo de 2022, o Presidente Xi Jinping enfatizou que “Não pouparemos esforços para apresentar excelentes Olimpíadas ao mundo. O mundo está voltando os olhos para a China, e a China está pronta. ”A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022 será revelada no dia 4 de Fevereiro, o dia do “Início da Primavera” no calendário lunar chinês, indicando que os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022 irão penetrar no Inverno frio da pandemia de COVID-19 que envolve o mundo e, iluminarão um futuro brilhante para a humanidade com o espírito olímpico deixar brilhar. Os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim apresentarão ao mundo uma gala simples, segura e maravilhosa. A China compromete-se a sediar uma Olimpíada “simples, segura e maravilhosa” com uma abordagem “verde, inclusiva, aberta e honesta”, estabelecendo um novo padrão para os Jogos Olímpicos. A China realiza preparativos gerais de maneira suave e ordenada contra a pandemia que tem estado a expandir-se pelo mundo. Entretanto, a China tira proveito do legado dos Jogos Olímpicos de Verão de Pequim 2008, modernizando vários locais desportivos para “Estádios Olímpicos Duplos”. Pela primeira vez na história das Olimpíadas, todos os estádios dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim serão sustentados de maneira totalmente verde. Tendo publicado duas versões de livro de instruções sobre contramedidas COVID-19 e aderido ao gerenciamento preciso e de circuito fechado da epidemia, a China coloca a saúde e a segurança dos participantes em primeiro lugar. Os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim serão realizados conforme programado, demonstrando o espírito chinês de cumprimento de promessas, autoconfiança e abertura. Os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim envolveram mais de 300 milhões chineses em desportos de Inverno e, assim promoveram efectivamente a cultura olímpica e os intercâmbios e aprendizado mútuo entre as civilizações. Nos últimos 6 anos , desde que Pequim ganhou a licitação para sediar esta Olimpíadas de Inverno, os desportes de Inverno na China têm continuado a aquecer nas regiões do sul, oeste e leste, dando forte impulso à China, com o objectivo de construir uma nação de potência desportiva e saudável, expandindo notavelmente o mercado global de desportos de inverno. A China, aproveitando os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim como uma oportunidade, adopta novas práticas para melhorar o ambiente ecológico, constrói novos modelos para o desenvolvimento de regiões e cidades e cria um novo ambiente para o progresso do ser humano e da socie-

Os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim coincidirão com o Ano Novo chinês. A China mostrará ao mundo uma civilização oriental antiga enquanto vigorosa, uma moral de grande país de abertura e inclusão, e reunirá a vontade e a força para construir conjuntamente um futuro compartilhado *Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China na RAEM

dade. Os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim coincidirão com o Ano Novo chinês. A China mostrará ao mundo uma civilização oriental antiga enquanto vigorosa, uma moral de grande país de abertura e inclusão, e reunirá a vontade e a força para construir conjuntamente um futuro compartilhado. Os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim têm conquistado amplo apoio da comunidade internacional. Politizar os desportos e interromper os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim não será suportado. Actualmente, as grandes mudanças do mundo sem precedentes no último século e a pandemia ocorrem combinadas, o apelo ao fortalecimento da solidariedade e cooperação para enfrentar desafios comuns está se tornando mais forte do que nunca. O slogan dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, “Juntos por um futuro compartilhado”, está alinhado com o lema olímpico “Mais rápido, mais alto, mais forte, juntos”, a tendência dos tempos de paz, desenvolvimento e cooperação, bem como as expectativas do mundo. A 76.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou por consenso a resolução sobre a Trégua Olímpica para os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, co-patrocinada por 173 estados membros. A 10ª Cimeira Olímpica, realizada pelo COI, declarou o apelo da comunidade desportiva internacional para apoiar os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim e opor-se à politização dos desportos. Mecanismos multilaterais, incluindo o G20, Fórum de Cooperação China-África, Fórum China-CELAC e Organização para Cooperação de Xangai, juntamente com a maioria dos países,expressaram firme apoio aos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, reflectindo plenamente a justiça e a aspiração da comunidade internacional. É de destacar, que mesmo a imprensa dos EUA admite, que a posição dos EUA sobre os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim foi seguida por somente 9 países, incluindo Reino Unido, Canadá, Austrália e Lituânia etc., demonstrando o fracasso do governo dos EUA em politizar o evento. O desporto é a linguagem comum da humanidade que transcende as fronteiras e civilizações nacionais. O espírito olímpico é o melhor retrato do progresso contínuo e da autotranscendência da humanidade. Os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim vão injectar um forte impulso na reparação das feridas da epidemia, aumentando a confiança no desenvolvimento, consolidando a solidariedade e a amizade no mundo e promovendo a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade. Vamos dar as mãos com toda a confiança e trabalhar juntos por um futuro compartilhado!


“Mesmo no mais alto trono do mundo estamos sempre sentados sobre o nosso rabo.” PALAVRA DO DIA

China Sismo de 5,8 sem registo de vítimas ou danos materiais

Um terramoto de 5,8 graus na escala de Richter abalou ontem a província chinesa de Quinghai (noroeste), sem registo de vítimas ou danos materiais, noticiaram os meios de comunicação estatais. O sismo, sentido principalmente na cidade de Delingha, ocorreu às 10:21 a uma profundidade de 8 quilómetros, de acordo com o Centro de Redes Sismológicas da China (CENC). A 8 de Janeiro, outro sismo de 6,9 graus foi registado na mesma província, que com pouco menos de seis milhões de habitantes é uma das menos densamente povoadas da China. O terramoto causou então nove feridos ligeiros, danos em mais de 200 casas e o colapso de uma secção de dois metros da Grande Muralha da China na província de Gansu, a 114 quilómetros do epicentro do sismo.

Michel Eyquem de Montaigne

Mais uma voltinha Novas excursões locais continuam até ao fim de Agosto

PERU RECUPERADOS 109 BENS CULTURAIS RETIRADOS DO PAÍS

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Peru recuperou 109 bens culturais, entre peças arqueológicas e documentos antigos, que tinham sido ilegalmente levadas do país e estavam à venda em leiloeiras ou ‘online’, anunciou sábado o Ministério da Cultura peruano. Entre o material recuperado, encontram-se 88 peças arqueológicas das culturas Moche, Nazca, Vicus, Wari, Chancay, Chimú e Inca, e de estilos culturais desenvolvidos nos períodos Intermédio Inicial (entre o século I a.C. e o século VII) e Horizonte Médio (século VIII a século XII), que foram repatriadas dos Estados Unidos, Países Baixos, México, Argentina, Reino Unido e Portugal. E também 21 bens documentais dos séculos XVI, XVII e XVIII, recuperados de Espanha e Portugal, que são ilustrativos sobre diversos aspectos da administração pública durante o período colonial no Peru. “Começar o ano com este importante resultado incentiva-nos a continuar a defender a soberania sobre o nosso inestimável legado, um ânimo que estamos certos também existe nas entidades que uniram esforços nesta grande responsabilidade”, declarou a ministra da Cultura peruana, Gisela Ortiz, após assinar a acta de entrega. A responsável acrescentou que se trata de um trabalho conjunto entre o Ministério da Cultura e o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

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BREM hoje inscrições para os novos roteiros de excursões locais, que oferecem 15 propostas turísticas a residentes de Macau para usufruir entre o próximo sábado e 31 de Agosto. A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) afirma que os benefícios do programa deste ano são semelhantes aos de 2021. Tal como no ano passado, cada residente de Macau tem direito a um subsídio para uma excursão local no valor máximo de 280 patacas, que inclui cartão de refeição no valor de 100 patacas (com excepção de alguns roteiros). Além disso, cada residente de Macau poderá receber um subsídio de 200 patacas para estadia em hotel, e para cada quarto de hotel poderá ser usado no máximo um subsídio de 400 patacas de dois residentes de Macau. A oferta deste ano não incluiu a muito concorrida “experiência de helicóptero”, que, face ao elevado número de interessados, obrigou nas edições anteriores à realização de sorteios, mas tem uma novidade: o roteiro “Sentir Macau ao Seu Estilo”, uma excursão que permite ao participante criar o seu próprio itinerário, incluindo “dois ou mais pontos turísticos”.

Para esta experiência, a DST indica que os interessados devem “consultar as agências de viagens que aderiram ao programa para escolherem as atracções e actividades do seu agrado”, sendo que o número de pessoas por grupo deste roteiro deve ser composto por 4, 10, 30 ou mais pessoas. O passeio irá durar cinco horas. Em relação às estadias em hotéis abrangidas pelo programa, popularmente designadas como staycations, a DST informa que podem ser efectuadas reservas a partir das 10h da manhã de hoje.

Festa móvel

A DST afirma também que “o grupo de trabalho para os “Pas-

Tal como no ano passado, cada residente de Macau tem direito a um subsídio para uma excursão local no valor máximo de 280 patacas, que inclui cartão de refeição no valor de 100 patacas

seios, gastronomia e estadia para residentes de Macau” tomou como referência as experiências anteriores, incluindo destinos e actividades como” Vila de Nossa Senhora de Ká-Hó, o Museu do Grande Prémio de Macau, Experiência à realidade virtual (VR)/Encontro com celebridades, Experiências de ZIPCITY e GoAirborne”. O programa inclui ainda um “passeio de barco entre a Ponte Cais da Barra e a Ponte Cais de Coloane, o visionamento de um filme novo no Planetário do Centro de Ciência de Macau, a participação num workshop de magia para pais e filhos, um filme sobre a história de Macau e buffets em restaurantes”. Em relação à prevenção da pandemia, a edição deste ano das excursões locais continua a “seguir rigorosamente as medidas preventivas dos Serviços de Saúde, incluindo o uso de máscara, medição de temperatura corporal e exibição do Código de Saúde de Macau, entre outras. Indivíduos com Código de Saúde de Macau Vermelho ou Amarelo não podem participar nas excursões”. J.L.

segunda-feira

24.1.2022

NOVA ZELÂNDIA PM CANCELA CASAMENTO

A

primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disse ontem que teve de cancelar o seu próprio casamento devido às restrições impostas pelo seu Governo para impedir a disseminação da pandemia de covid-19. "O meu casamento não vai acontecer. Não sou diferente de milhares de outros neozelandeses afectados pela pandemia. O mais desanimador é não poder estar com um ente querido quando este está doente", disse a chefe de Governo, durante uma conferência de impressa. O Governo de Jacinda Ardern impôs, desde a meia-noite de ontem, regras mais rígidas sobre o uso de máscara, bem como a limitação de pessoas em eventos, devido ao aparecimento de um surto de nove casos da variante Ómicron após um casamento. Bares, restaurantes e eventos como casamentos terão uma afluência máxima de 100 pessoas (25 se não for exigido o certificado covid), o que obrigou a própria primeira-ministra a cancelar a sua festa de matrimónio. Nesta altura, 94 por cento dos neozelandeses com mais de 12 anos já receberam duas doses de vacinas contra a covid-19, enquanto 56 por cento receberam uma terceira dose de reforço. ANova Zelândia - que manterá as fronteiras encerradas para viajantes estrangeiros até Abril de 2022 - foi um dos países que agiu mais cedo e com mais medidas para travar a pandemia, tendo conseguido manter o número total de infecções em cerca de 15.550 e as mortes em 52. No entanto, em Outubro, o país abandonou a estratégia de “zero casos”, devido ao aumento da vacinação, e adoptou um sistema de “semáforos”, que consiste em vários níveis de alerta e restrições que podem ser aplicados por zonas geográficas.


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Hoje Macau 24 JANEIRO 2022 #4935 by Jornal Hoje Macau - Issuu