TIAGO ALCÂNTARA
CASO IPIM
CINCO ANOS DE PRISÃO PÁGINA 7
UE | RELATÓRIO
REPÚDIO SÍNICO PÁGINA 6
CCAC
CERÂMICA DE RISCO PÁGINA 4
V STUDIO
À DESCOBERTA DA ÍNDIA EVENTOS
HOJE MACAU SEGUNDA-FEIRA 23-5-2022 MOP$10
Nº 5013
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
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Bem-vindos a Macau
Macau abriu as portas aos portugueses não residentes. A partir da próxima sexta-feira, quem vier de Portugal, Hong Kong ou do Interior da China, tem licença para entrar no território. A medida, além de permitir a reunião familiar, possibilita também dar seguimento aos projectos profissionais e académicos interrompidos pela covid-19. GRANDE PLANO
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PORTUGUESES SEM BIR AUTORIZADOS A ENTRAR EM MACAU. COMUNIDADE ENALTECE MEDIDA
Apartir de sexta-feira, portugueses sem BIR que viajem de Portugal, Interior da China e Hong Kong, estão autorizados a entrar em Macau, cumprindo as exigências que vinculam os residentes, como a obrigação de quarentena. A medida permite reencontros familiares e a continuidade de projectos académicos e profissionais suspensos pelas medidas de restrição da pandemia. Figuras da comunidade portuguesa em Macau ficaram agradadas com a medida criativa da UNESCO na área da gastronomia”. “Tinha um território interdito e um objecto de estudo que desapareceu (o turismo). Poderia virar-me para a delegação da Direcção dos Serviços de Turismo em Lisboa, mas, entretanto, fechou portas abruptamente no ano passado. Fiquei, de facto, sem contexto de pesquisa”, acrescentou.
Na sexta-feira, o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus anunciou que, a partir da próxima sexta-feira, 27 de Maio, os portugueses que não tenham BIR e que “não tenham estado em locais fora do interior da China, Macau, Hong Kong ou Portugal” nos últimos 21 dias podem entrar em Macau “sem autorização prévia das autoridades de saúde”.
“Esta possibilidade ajuda a serenar um pouco o estado de espírito dos residentes de Macau que não conseguem que as famílias venham cá.” AMÉIA ANTÓNIO PRESIDENTE DA CASA DE PORTUGAL EM MACAU
A alma do negócio
Bernardo Mendia, secretário-geral da Câmara de Comércio Luso-Chinesa, também ficou agradado com a novidade, destacando que muitos negócios, assim como as actividades da própria câmara de comércio, terem agora maior margem de manobra para acontecer. “Acho esta medida espectacular, é uma óptima notícia. Estas restrições [afectam sempre], mas temos agora de olhar para a frente. Há projectos da Câmara de Comércio que ganham novos contornos com esta medida e, sobretudo, vamos poder organizar visitas, finalmente. O próximo passo seria o alargamento desta medida aos países de língua oficial portuguesa.” Bernardo Mendia também pondera visitar Macau o mais brevemente possível, falando do lado humano que a restrição de
“É uma excelente notícia para a Escola Portuguesa de Macau, que emprega professores portugueses, porque deixamos de depender de autorizações prévias. Sem dúvida que ficámos mais aliviados.” JOSÉ SALES MARQUES ADMINISTRADOR DA FEPM
entrada implicava. “Uma notícia destas é óptima sobretudo para casos particulares de famílias. Penso que todos devem ficar bastante satisfeitos e aproveitar.” No entanto, o responsável aponta a possibilidade de faltarem quartos de hotel em Macau para quarentena. “Deveria ser seguido o modelo de Hong Kong em que existe uma lista grande de hotéis aprovados pelas autoridades para cumprir quarentena e os visitantes podem seleccionar
“Vem contribuir para o alívio das dificuldades há muito sentidas por muitos residentes que nos últimos dois anos e meio têm experimentado a dor da distância de familiares e amigos e também a dor da distância.” PAULO CUNHA ALVES CÔNSUL-GERAL DE PORTUGAL EM MACAU E HONG KONG SOFIA MARGARIDA MOTA
ANTÓNIO FALCÃO
ARISAGaspar pode, finalmente, avançar com o pós-doutoramento que estava suspenso devido à impossibilidade de entrar em Macau. A antropóloga e estudiosa das áreas da gastronomia, património e turismo locais, que não tem estatuto de residente da RAEM, foi apanhada de surpresa pela notícia de que a partir da próxima sexta-feira pode regressar ao território. “Não estava mesmo à espera desta decisão, e não sei quando poderei fazer a viagem porque tenho cá muitos compromissos. Provavelmente, irei no final do ano”, contou ao HM. Académica ligada ao Instituto Superior de Economia e Gestão, Marisa Gaspar tem a decorrer, desde 2017, um projecto de pós-doutoramento que se debruça “sobre o facto de Macau ser cidade
As autoridades afirmam ainda que tiveram em conta “as necessidades dos residentes ou entidades da RAEM”, razões pelas quais decidiram “dispensar, a título excepcional, o cumprimento da medida por parte de determinado grupo de pessoas”, uma vez que “o intercâmbio entre pessoas de Macau e Portugal é necessário”. Além disso, o centro de contingência concluiu que em Portugal “a situação epidémica é considerada moderada”. Ainda assim, para entrar em Macau é preciso cumprir “requisitos de entrada e apresentação de documentos exigidos pelas autoridades sanitárias”. Mantém-se, a obrigatoriedade quarentena de 14 dias num dos hotéis designados para o efeito. Assim sendo, os portugueses abrangidos pela medida têm de apresentar passaporte português válido, certificado de resultado negativo no teste à covid-19, certificado de vacinação, “confirmação de reserva emitido pelo hotel de observação médica”. Em relação aos documentos que comprovem que nos 21 dias anteriores à entrada em Macau o declarante não esteve em locais fora de Portugal, Interior da China e Hong Kong existem duas opções: Pedir um atestado às entidades autárquicas de Portugal ou assinar uma declaração, sob compromisso de honra para o mesmo efeito. Importa referir que caso se venha a constatar que as informações não corresponde à verdade, o declarante pode ser acusado de prestação de declarações falsas. Na contagem dos 21 dias, é permitido a soma do tempo nos três territórios, ou seja, antes de entrar em Macau, a cidadão português pode passar sete dias em Portugal, outros sete no Interior da China e outros sete em Hong Kong.
GONÇALO LOBO PINHEIRO
No bom caminho M
HOJE MACAU
COVID-19
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o hotel que querem mediante os preços.” “Temos de olhar para isto de forma positiva e sem dúvida que a economia de Macau vai beneficiar com esta abertura e com as próximas que se realizarem. Isto era esperado por toda a gente há muito tempo. Devemos aproveitar para ir a Macau”, frisou Bernardo Mendia. Amélia António também sublinhou o lado humano da permissão de entrada no território a portugueses sem BIR. “O peso económico das pessoas que viajam de Portugal não é notório, mas são notórios aspectos culturais, sociais, com as famílias que estão com problemas há muito tempo. Existem imensos aspectos positivos e a parte económica até terá eventualmente menos peso. Esta possibilidade ajuda a serenar um pouco o estado de
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espírito dos residentes de Macau que não conseguem que as famílias venham cá”, descreveu ao HM a presidente da Casa de Portugal em Macau (CPM). A também advogada descreve casos, já conhecidos, de “crianças que nasceram e que nunca viram os pais” ou “problemas sociais e familiares que se vinham arrastando ao longo destes anos”. A entrada de cidadãos portugueses, “pode trazer mais estabilidade psicológica aos residentes”, frisou. Amélia António pede até o alargamento da permissão de entradas no território, pois “chegámos a um ponto em que é necessário que aconteçam coisas, não apenas em relação aos portugueses, mas em termos gerais”. “A economia começa a estar cada vez mais estrangulada”, descreve Amélia António, que fala também das dificuldades na
área cultural com a organização de eventos com pessoas de fora e na renovação de quadros na Escola de Artes e Ofícios da CPM. “Do ponto de vista cultural, é muito importante para fazer coisas, porque estamos aqui há três anos sem poder fazer nada de especial. Temos formadores a saírem e não os conseguimos substituir, por exemplo. Isso diminui a capacidade de realização e de intervenção na comunidade.” À TDM - Rádio Macau, o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong Paulo Cunha Alves também destacou os efeitos positivos desta decisão. “São óptimas notícias do ponto de vista humanitário. Este programa de restrições de entrada na RAEM para cidadãos portugueses não-residentes constitui uma excelente notícia para todos nós e congratulo a medida anunciada,
que vem contribuir para o alívio das dificuldades há muito sentidas por muitos residentes que nos últimos dois anos e meio têm experimentado a dor da distância de familiares e amigos e também a dor da distância. Vamos ver, na prática, como é que a medida se traduzirá, em dados concretos.”
Os ganhos para a EPM
José Sales Marques, presidente do Instituto de Estudos Europeus, economista, administrador e da Fundação Escola Portuguesa de Macau (FEPM), refere que a medida era desejada há muito tempo e que os seus efeitos não se vão sentir apenas na economia, mas no sector cultural e educativo. Sobretudo para a EPM, que há algum tempo se depara com dificuldades na contratação de professores. “Sobretudo com a questão da EPM, que emprega professores portugueses.
Obviamente que esta é uma excelente notícia, porque já não temos esse problema das autorizações prévia. Sem dúvida que ficámos mais aliviados”, acrescentou. “Esta medida facilita muito as coisas, porque já se pode pensar que um casal não precisa de ficar separado. Também as empresas que recorrem a quadros estrangeiros podem contratar pessoal sem problemas. Sem dúvida que em termos gerais é uma medida com um bom impacto económico.” José Sales Marques entende que a própria comunidade portuguesa pode ser animada por uma nova dinâmica. “Há quem esteja a pensar sair de Macau devido ao afastamento familiar. Talvez agora mudem de ideias”, aponta. Andreia Sofia Silva
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QUEDA DE AZULEJOS CORRUPÇÃO DESCARTADA, MAS SEGURANÇA DE MORADORES EM RISCO
Cuidado com a cabeça
O Comissariado contra a Corrupção concluiu que não há indícios de corrupção no caso da queda dos azulejos das zonas comuns dos edifícios de habitação pública do Lago e Ip Heng, mas alerta que “já se atingiu um nível que ameaça a segurança dos moradores”. É exigida, portanto, “resposta activa dos serviços competentes”
H
Á muito que a queda de azulejos nas partes comuns dos edifícios de habitação pública do Lago e Ip Heng é debatida na sociedade, mas um relatório do Comissariado contra a Corrupção (CCAC) divulgado na última sexta-feira vem provar que não existem “indícios de corrupção” cometida por parte da empresa responsável pela colocação dos azulejos. “Depois de o CCAC ter analisado as provas testemunhais e documentais recolhidas na investigação, não se conseguiu confirmar a existência de actos de corrupção nos processos de concurso, apreciação, aprovação e supervisão das obras no Edifício do Lago e no Edifício Ip Heng”, aponta uma nota de imprensa. De frisar que o CCAC recebeu, entre 2016 e 2020 “queixas contínuas” sobre esta questão, uma matéria que tem vindo a ser abordada por vários deputados da Assembleia Legislativa. Mesmo sem indícios de corrupção, o CCAC entende que a queda dos azulejos atingiu um nível tal que “já ameaça a segurança pessoal dos moradores”, pelo que é proposto “que os serviços competentes respondam às necessidades dos cidadãos e procurem, em conjunto com os moradores, uma solução eficaz, a fim de resolver definitivamente o caso”. Nestes anos, tanto os “órgãos administrativos, como os emprei-
teiros e entidades fiscalizadoras, concluíram e apuraram, de forma plena e séria, os motivos da queda de azulejos, o que deu origem à perda de várias oportunidades para resolver definitivamente o problema”. Desta forma, “é impossível recuperar, na prática, a situação
FAOM CONCORDA COM CONCLUSÕES A Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) apoia as conclusões do Comissariado Contra a Corrupção sobre a queda de azulejos nos edifícios Ip Heng e do Lago. Segundo o jornal Ou Mun, o vice-presidente da associação, Leong Meng Ian, sugeriu ao Governo que prolongue o prazo de garantia das habitações públicas, no futuro, enquanto o deputado Leong Sun Iok defendeu a responsabilização dos responsáveis do Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas e do Instituto de Habitação (IH), por “incumprimento dos deveres funcionais”. Leong Meng Ian criticou a postura IH, uma vez que como o maior proprietário do Edifício do Lago
devia ter apoiado as propostas de alguns condóminos para que os azulejos fossem reparados. Segundo Leong, o IH absteve-se sempre nas reuniões, o que foi visto como um entrave à recuperação do edifício. Por sua vez, Leong Sun Iok apontou que além de se poder responsabilizar as autoridades e o empreiteiro pelo caso, houve igualmente falhas de supervisão, pelo que exige também a responsabilização dos supervisores. Já o vice-presidente da União Geral das Associações dos Moradores de Macau, Cheng Son Meng, deixou o desejo de que no futuro o IH alinhe os seus interesses com os dos proprietários que desejam fazer obras importantes de reparação dos edifícios.
a cem por cento e confirmar qual foi a causa principal da queda de azulejos”.
Questão de tamanho
Desde 2016, o CCAC abriu diversos processos de inquérito, que foram arquivados por “não se verificarem manifestas ilegalidades ou irregularidades administrativas”. No entanto, os azulejos continuaram a cair sem que tenham sido “apuradas as causas do problema ou sido atribuídas responsabilidades”. Foi ainda permitido que os empreiteiros abandonassem os estaleiros e deixassem de acompanhar a situação, aponta a mesma nota de imprensa. O CCAC recolheu posteriormente “mais informações, tal como documentação que não tinha sido entregue pelos serviços competentes”. Foi então que, no ano passado, foi reaberto o caso do edifício Ip Heng, sendo que já
decorria novamente a investigação relativa ao edifício do Lago. Uma das razões para a queda de azulejos, prende-se com o facto de a sua dimensão não corresponder ao pedido inicial do Governo. “Na fase de vistoria e recepção, em mais de 95 por cento das inspecções realizadas de forma aleatória às paredes dos corredores públicos do Edifício do Lago, foram detectadas situações de azulejos com tambores vazios. No entanto,
“Não se conseguiu confirmar a existência de actos de corrupção nos processos de concurso, apreciação, aprovação e supervisão das obras no Edifício do Lago e no Edifício Ip Heng.” CCAC
MAIOR REGULAMENTAÇÃO Horas depois de ser divulgado o relatório do CCAC, tanto a Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSSOP) e o Instituto de Habitação (IH) reagiram dizendo que concordam com o conteúdo do documento e que “atribuem elevada importância às opiniões” nele citadas. Os dois organismos públicos prometem “continuar a cumprir, de forma rigorosa, o princípio de garantia de qualidade e quantidade na promoção de construção de habitação pública”. A DSSOP promete “pedir aos empreiteiros para apresentarem uma proposta de reparação segundo as Orientações de Concepção e Construção de Habitação Pública actualizadas”. Por sua vez, o IH “irá coordenar com os órgãos administrativos no sentido de se alcançar um consenso que permita dar início aos trabalhos de reparação com maior brevidade possível”. Ficou ainda a promessa de a DSSOP vir a reforçar “a regulamentação sobre a responsabilidade das entidades de fiscalização e de controlo de qualidade relativamente à supervisão das obras, com vista a assegurar a sua qualidade”.
apesar disso, foi assinado o auto de recepção provisória”, lê-se. Além disso, está em causa “a concepção do revestimento das paredes”, bem como os materiais dos azulejos ou a “qualidade do trabalho manual” na sua aplicação. Outra das razões, prende-se com o “nível de rigor da fiscalização de vistoria, bem como o nível de acompanhamento das reparações na posterior queda de azulejos”. Houve “acções negligentes” nas várias fases da obra, sendo apontada uma “falta de coordenação e de cooperação” entre o Instituto da Habitação e o então Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas. Estas duas entidades “apenas exortaram o empreiteiro a efectuar o acompanhamento e a reparação, mas não averiguaram atempadamente as causas do problema, nem apuraram exactamente qual o momento da ocorrência do problema”, descreve o CCAC. Como sugestão, o CCAC propõe que as autoridades competentes possam “quantificar, por escrito, em termos legislativos e técnicos, as obras e os critérios” para este tipo de trabalhos. É também defendida a possibilidade de fixar “um limite máximo ou uma proporção sobre os defeitos surgidos aquando da recepção provisória das obras”. Quanto aos futuros projectos de habitação pública na zona A dos novos aterros, o CCAC defende que o Governo aprendeu a lição e que “se empenhou no aperfeiçoamento da concepção e da qualidade da construção da habitação económica”. Andreia Sofia Silva
segunda-feira 23.5.2022
RÓMULO SANTOS
Empréstimos Preocupação com dívidas de alunos
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Ma Io Fong alertou o Governo para a necessidade de ajudar os alunos que contraíram empréstimos para pagar os estudos e que atravessam dificuldades, devido à falta de empregos. Numa interpelação o deputado da Associação da Associação das Mulheres de Macau, apontou que existem cerca de mil alunos por ano que recorrem a empréstimos para financiar os estudos, mas que com a crise podem ser incapazes de devolver o dinheiro. Apesar de reconhecer que os ex-estudantes têm um período em que não precisam de devolver o dinheiro, depois de saírem das instituições de ensino, Ma alertou que com a entrada no mercado do trabalho cada vez mais complicada muitos podem não ter condições para o fazer. Nesse sentido, pediu ao Executivo que pondere a necessidade de avançar com apoios aos estudantes.
Juventude Apreensão com emprego e habitação
Emprego e habitação são algumas das questões que mais preocupam os jovens locais, de acordo com um evento da Associação Choi In Tong Sam, ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau. A iniciativa decorreu no sábado, contou com a participação do deputado Lam Lon Wai, e teve como objectivo ouvir as opiniões dos mais jovens sobre os assuntos locais. Entre as preocupações manifestadas, segundo a associação, constaram ainda matérias como a renovação dos bairros antigos, embelezamento das ruas, protecção ambiental, tratamento das máscaras utilizadas e a saúde mental. No final, Lam prometeu, enquanto deputado, fazer com que as opiniões cheguem ao Executivo.
Emprego Mais de 70 vagas para portadores de deficiência
Até ao próximo dia 2 de Junho, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) estará a aceitar inscrições online para um total de 74 vagas de emprego destinadas a pessoas portadoras de deficiência. Denominada “Feliz de ver – Vontade de contratar”, a sessão de emparelhamento em si terá lugar no dia 14 de Junho no Centro de Formação Profissional da DSAL, estando disponíveis 18 tipos de trabalhos de 16 empresas dos sectores da hotelaria, restauração, vendas a retalho, limpeza e segurança. De acordo com uma nota oficial divulgada na sexta-feira, com a iniciativa, a DSAL espera “proporcionar oportunidades de entrevista directa entre as empresas de Macau e as pessoas portadoras de deficiência que necessitem de emprego”, com o objectivo de “reforçar o conhecimento e a aceitação das empresas na sua empregabilidade” e, através da disponibilização de oportunidades de emprego, “intensificar a sensibilização destas pessoas para o mercado de trabalho”.
TERRENOS RECUPERADA ÁREA EQUIVALENTE A 72 CAMPOS DE FUTEBOL
Acerto de terras
Até ao final de Março, o Executivo recuperou 512.900 metros quadrados em 54 terrenos com o prazo de exploração caducado. A área pode subir para 721.400 metros quadrados, dependendo dos processos em tribunal
A
TÉ 31 de Março deste ano, o Governo recuperou 512.900 metros quadrados em terrenos, por declaração de caducidade, o equivalente a 72 campo de futebol. Os dados foram avançados na resposta a uma interpelação do deputado Ron Lam, que vem assinada por Lai Weng Leong, director dos Serviços de Solos e Construção Urbana. A área recuperada divide-se em 54 terrenos na RAEM, mas os números podem aumentar, uma vez que há ainda mais 31
parcelas de terrenos com a concessão declarada expirada, que correspondem a uma área de 208.500 metros quadrados. No caso de o Governo conseguir recuperar todos os terrenos cuja caducidade foi declarada, vai conseguir arrecadar um total de 85 terrenos, com uma área de 721.400 metros quadrados, o que equivale a 101 campos de futebol. Com os números apresentados, o Governo está em condições de pagar as dívidas de terrenos da RAEM, que foram detalhadas em 2016, durante visitas do Chefe do
Executivo, então Chui Sai On, e do secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário. “Terras pagam-se com terras. Conforme disse o Chefe do Executivo quando veio à Assembleia Legislativa, reconhecemos que temos 88.806 m2 de dívida de terras”, afirmou o secretário macaense,
na altura. “Não há terras, portanto como vamos pagar essa dívida? Com os terrenos que voltarem para a posse do Governo por via das caducidades”, acrescentou. Feitas as contas, e no pior cenário, em que o Governo não tem mais nenhum caso decidido a seu favor nos tribunais,
“Terras pagam-se com terras. Conforme disse o chefe do Executivo quando veio à Assembleia Legislativa.” RAIMUNDO DO ROSÁRIO, SECRETÁRIO PARA OS TRANSPORTES E OBRAS PÚBLICAS
depois de pagas todas as dívidas, a RAEM ainda fica com uma área de 424.094 metros quadrados, ou seja, o que equivale a 59 campos de futebol.
Centro de Saúde afastado
Na resposta a Ron Lam, Lai Weng Leong afasta também o cenário da construção de um centro de saúde ou parque de estacionamento público nos lotes 12 e 25 do NAPE, terrenos estes também recuperados pela RAEM. “Segundo as plantas de condições urbanísticas emitidas, ambos os lotes destinam-se a escritórios e instalações governamentais, pelo que as finalidades de centro de saúde, parque de estacionamento público, mercado ou supermercado não se enquadram nas finalidades definidas nas plantas de condições urbanísticas em causa”, foi explicado. Em relação à construção de um Centro de Serviços da RAEM no NAPE, foram remetidas explicações para os “serviços competentes”. João Santos Filipe
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Governo de Macau “Ao longo dos mais de 20 anos de retorno de Macau à Pátria, a implementação do princípio de ‘Um País, Dois Sistemas’, com características de Macau, alcançou reconhecimento a nível internacional.”
RELATÓRIO UE GOVERNO REJEITA CRÍTICAS A “UM PAÍS, DOIS SISTEMAS”
Galhardetes trocados A União Europeia aponta que o princípio “Um País, Dois Sistemas” reduziu “direitos políticos e liberdades fundamentais de um povo”. O Governo de Macau reagiu pedindo à UE para não “interferir nos assuntos internos da China”
O
Governo de Macau manifestou no sábado “firme repúdio” ao relatório da União Europeia (UE) que aponta para a restrição de direitos e liberdades em 2021 na região. O Governo exortou ainda a UE a “parar de interferir nos assuntos internos da China, designadamente da RAEM”. “Ao longo dos mais de 20 anos de retorno de Macau à pátria, a implementação do princípio de ‘Um País, Dois Sistemas’, com características de Macau, alcançou reconhecimento a nível internacional, criando uma das melhores conjunturas de sempre de desenvolvimento em que os residentes de Macau gozam plenamente os direitos e liberdades conferidas pela Constituição e pela Lei Básica, factos que são inegáveis”, sustentou em comunicado.
A implementação do princípio “Um País, Dois Sistemas” em Macau “minou os direitos políticos e as liberdades fundamentais do povo” do território, acusou Bruxelas no último relatório sobre a evolução política e económica na região administrativa, divulgado na sexta-feira. No domínio político, as eleições para a constituição da séti-
ma Assembleia Legislativa, em Setembro, mereceram particular atenção no documento europeu. “Pela primeira vez, as autoridades de Macau desqualificaram 21 candidatos por não se comprometerem com a fidelidade à RAEM ou não apoiarem a Lei Básica”, aponta-se no texto, no qual se lembra a desqualificação
CRÍTICAS DO COMISSARIADO DO MNE O Comissariado do Ministério dos Negócios Estrangeiros (CMNE) criticou o relatório publicado pela União Europeia (UE) sobre Macau, que acusou de difamar um modelo bem-sucedido. Segundo o CMNE, o relatório foi um “truque antigo e repetido”, “deformou os factos” e “estigmatizou a prática bem-sucedida do princípio Um País, Dois Sistemas em Macau”. O comissariado destacou ainda que sente um elevado grau de insatisfação e se opõe firmemente à posição
da União Europeia. Ainda de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, desde a transferência de soberania que a prática do princípio Um País, Dois Sistemas foi implementada com sucesso e é reconhecida a nível mundial. Além disso, o MNE destacou que os cidadãos gozam de direitos e liberdades que nunca gozaram no tempo da Administração Portuguesa. Finalmente, o comunicado indica também que a China não tolera a intervenção de forças externas nos seus assuntos internos.
de 15 candidatos do campo pró-democracia de Macau. No texto reconhece-se ainda que, “embora a Lei Básica e outros actos legislativos não prevejam a introdução do sufrágio universal”, a UE continua a “encorajar as autoridades de Macau a fomentar um maior envolvimento público nas eleições para o cargo de Chefe do Executivo e para a Assembleia Legislativa”.
Mais e mais desafios
No relatório aponta-se, por outro lado, de forma particularmente detalhada, os “crescentes desafios que se colocam aos meios de comunicação social de Macau para exprimir um amplo leque de opiniões”, assim como “a prática de cada vez mais auto-censura”. Os relatores europeus recordam as preocupações da Asso-
ciação de Imprensa Portuguesa e Inglesa de Macau com a directriz que impedia os jornalistas de televisão e rádio públicas “de transmitir informações ou opiniões contrárias às políticas do Governo Central da República Popular da China”. A administração da TDM “encorajou” elementos da redacção a “respeitar o princípio de ‘amar o país e amar Macau’ e “os comentários e informações relacionados com a comemoração de 4 de Junho foram alegadamente censurados em dois programas de actualidades”, aponta-se no relatório.
Testes Song Pek Kei exige redução de preço
A deputada considera que o Governo tem a obrigação de reduzir ainda mais o preço do teste de ácido nucleico. Segundo a deputada ligada à comunidade de Fujian, a realização de testes de ácido nucleico tornou-se uma necessidade social, o que faz com que o Executivo tenha a obrigação de reduzir os custos impostos à população. Actualmente, o teste de ácido nucleico, que tem de ser feito a cada dois dias para quem atravessa a fronteira, é de 70 patacas em Macau, se for misturado, ou seja, a amostra recolhida é colocada no frasco com a de outras pessoas e analisada em conjunto. No entanto, em Cantão o preço para um teste misturado é de 5 renminbis. Por isso, a deputada quer Macau a seguir o exemplo do outro lado da fronteira e a reduzir os custos para a população.
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SSM Apoio rápido a cidadãos com problemas psicológicos Os Serviços de Saúde garantem que os residentes que precisam de acompanhamento psicológico conseguem receber toda a ajuda no período de uma semana, de acordo com a resposta a uma interpelação do deputado Leong Hong Sai, citada pelo canal chinês da Rádio Macau. De acordo com a explicação, actualmente
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há sete centros de saúde com serviços para a saúde mental, além de duas associações sem fins lucrativos que também têm centros semelhantes, para ajudarem os cidadãos. Também o Hospital Conde de São Januário, criou um mecanismo de comunicação para encurtar o tempo de espera para este tipo de pacientes.
CPSP Imigrantes identificadas por venderem roupas em segunda mão O Corpo de Polícia de Segurança Pública anunciou ter interceptado quatro trabalhadoras não-residentes que estavam a vender roupas de segunda mão no cruzamento da Rua de Entre-Campos com a Rua do Capão. A situação aconteceu a 8 de Maio e foi revelada na sexta-feira. De acordo com as autoridades, a venda de roupa em segunda mão é consi-
derada trabalho ilegal, pelo que o caso foi reencaminhado para a Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais. As três suspeitas são empregadas domésticas vietnamitas com autorização de trabalho e uma quarta apenas apresentou um visto de permanência. No total, as quatro terão obtido um lucro de 100 patacas, com a venda de 14 peças de roupa.
IPIM JACKSON CHANG CONDENADO A CINCO ANOS
O segundo acto
Na repetição do julgamento do caso IPIM, o antigo presidente do organismo, Jackson Chang, foi condenado a cinco anos de prisão efectiva. A defesa recorreu da decisão e tem 40 dias para apresentar alegações. O empresário Ng Kuok Sao, detido em Abril, foi condenado a 23 anos de prisão
O
antigo presidente do Instituto para a Promoção do Comércio e Investimento (IPIM) voltou a ser condenado, na repetição do julgamento em primeira instância. Jackson Chang foi condenado a cinco anos de prisão efectiva pela prática de um crime de corrupção passiva, três crimes de branqueamento de capitais e outros três de abuso de poder. Segundo o colectivo de juízes, que proferiu a decisão na passada sexta-feira, ficou provado que o funcionário público violou a lei com a prática de crimes que envolveram “montantes elevados” em seu favor e tirando partido das vantagens e poder associados ao cargo que desempenhava. A par da decisão, o juíz anunciou também que as medidas de coação a aplicar ao antigo presidente do IPIM não deviam sofrer alterações. Recorde-se que Jackson Chang esteve em prisão preventiva entre Julho de 2019 e Outubro de 2020 e foi condenado a dois anos de prisão no final do primeiro julgamento. Mais tarde, o Tribunal de Segunda Instância (TSI) decidiu que Jackson Chang iria ser novamente julgado em primeira instância pelos crimes de corrupção passiva, branqueamento de capitais e abuso de poder. Na sexta-feira, logo após a leitura da sentença, o Ministério Público (MP)
requereu de novo a prisão preventiva de Jackson Chang, alegando existir “elevado perigo de fuga”. Na réplica, Álvaro Rodrigues, advogado responsável pela defesa de Chang, apontou já estar à espera da exigência MP e refutou haver perigo de fuga, argumentando que o arguido já esteve preso preventivamente sem qualquer medida de proibição de saída de Macau e que, nem por isso, fugiu. Ouvidas as partes, o juíz acabou por concordar com a defesa dado que, durante o período de recurso “não houve fuga à responsabilidade criminal” e o arguido compareceu sempre em tribunal. “Objectivamente, não vemos possibilidade de fuga imediata”, vincou. Terminada a sessão, Álvaro Rodrigues voltou a abordar o tema com os jornalistas, alegando que o pedido do MP “não foi lógico”. “[Jackson Chang] continua em liberdade, pese embora o MP ter pedido a aplicação da prisão preventiva. Na nossa perspectiva isso não foi lógico porque ele está cá, sempre esteve cá e nunca fugiu (…) mesmo sem a proibição de ausência do território. Como disse, não há razões para o mandar prender preventivamente e o juiz aceitou”, referiu.
Pontos de vista
O advogado de defesa confessou não esperar a decisão tomada pelo tribunal, mas recordou que já havia dito
anteriormente que “um segundo julgamento é sempre mau”. Perante a condenação, a defesa apresentou, desde logo, recurso e pediu ainda alargamento do prazo para apresentar alegações. “Não estávamos à espera desta decisão e, por isso mesmo, interpusemos recurso. É um novo julgamento feito por um novo colectivo e esse colectivo teve um entendimento diferente na valoração das provas do que o colectivo anterior”, começou por dizer. “Disse várias vezes que um segundo julgamento é sempre mau. Ainda temos mais duas instâncias de recurso. Vamos ver, estamos confiantes”, acrescentou. Sobre o alargamento do prazo de 20 dias para apresentar alegações, entretanto aceite, Álvaro Rodrigues, argumentou que o pedido foi feito “dada a complexidade do processo e o facto de a decisão estar em chinês”. Contas feitas, a defesa terá agora 40 dias para apresentar as alegações referentes ao recurso. Questionado sobre as implicações práticas em termos de cumprimento de pena por parte de Jackson Chang, dado o arguido já ter cumprido mais de um ano
durante a prisão preventiva, Álvaro Rodrigues disse que esse desconto temporal terá que ser feito, mas remeteu mais certezas para depois de uma leitura atenta do acórdão. “Significa que, em princípio, terá que se fazer esse desconto mas ainda não vimos o acórdão. Vamos ler o acórdão com atenção nessa parte e agir em conformidade”, partilhou.
Sempre a somar
Por seu turno, o empresário Ng Kuok Sao, detido em Zhuhai, e entregue às autoridades de Macau no final
“Disse várias vezes que um segundo julgamento é sempre mau. Ainda temos mais duas instâncias de recurso. Vamos ver, estamos confiantes.” ÁLVARO RODRIGUES ADVOGADO
do mês passado, compareceu pela primeira vez em tribunal, depois de ter sido julgado à revelia e condenado a 18 anos de prisão no final do primeiro processo. Na sexta-feira, a sentença anunciada pelo tribunal ditou a condenação do empresário a 23 anos de prisão efectiva por um crime de corrupão activa e por outros três de branqueamento de capitais. Isto, a juntar aos crimes de associação criminosa, falsificação de documentos e burla, pelos quais já tinha sido condenado anteriormente. O advogado de defesa de Ng Kuok Sao, Pedro Leal, diz que vai também recorrer da decisão. Recorde-se que, juntamente com a mulher, Wu Shu Hua, o empresário Ng Kuok Sao criou uma associação criminosa para vender
autorizações de fixação de residência. Por seu turno, Júlia Chang, filha de Jackson Chang foi absolvida de um crime de branqueamento de capitais, pelo qual estava novamente acusada. “O TSI entendeu na altura que podia haver matéria que não estava bem esclarecida e que tinha de ser esclarecida em segundo julgamento e foi isso que aconteceu. Voltou uma vez mais a ser absolvida”, explicou o advogado Rui Moura. “Estamos parcialmente satisfeitos porque trabalhei numa equipa em que defendemos dois elementos da mesma família, o primeiro arguido Jackson Chang e a filha. Obviamente que não podemos estar completamente satisfeitos com a pena que foi aplicada a Jackson Chang, da qual vamos recorrer”, acrescentou. Pedro Arede
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CINEMA INSTITUTOS EUROPEUS LANÇAM FUNDO PARA AUMENTAR DIVERSIDADE
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OVE fundos públicos europeus, entre os quais o ICA - Instituto Português do Cinema e do Audiovisual, lançaram ontem, no Festival de Cannes, um fundo de apoio à produção, no valor de 900 mil euros. A informação foi divulgada em comunicado pelo ICA, especificando que o objectivo deste novo fundo, designado “New Dawn”, é “fomentar uma maior diversidade da indústria cinematográfica internacional”. O fundo New Dawn funcionará como um fundo de produção, atribuindo financiamento adicional para produções cinematográficas e apoiando cineastas na criação de redes. Isto porque, segundo o ICA, a indústria cinematográfica de hoje em dia é ainda desigual em muitos aspectos, e cineastas de todo o mundo, de diferentes origens, “têm lutado para obter financiamento para os seus projectos e terem acesso aos mercados”. Assim, o fundo atribuirá um apoio máximo de 200 mil euros para uma longa-metragem (ficção ou animação) e até 100 mil euros
para um documentário de longa-metragem. Apenas um número limitado de projectos pode ser apoiado pelo New Dawn todos os anos, sendo que para 2022 o orçamento é de 900 mil euros. Com a criação do New Dawn, os institutos de cinema e fundos participantes pretendem alargar e consolidar a variedade e a representatividade na indústria cinematográfica, expandindo as oportunidades internacionais às muitas vozes e perspectivas existentes. Além do ICA, apoiam o Fudo New Dawn os seguintes institutos de cinema: Communauté française de Belgique- Centre du Cinéma et de l'Audiovisuel; FundoAudiovisual da Flandres; Film Fund Luxemburg; Finnish Film Foundation; Instituto Norueguês de Cinema; Instituto Sueco de Cinema; Screen Ireland; Netherlands Film Fund. Um comité consultivo conjunto de consultores internacionais independentes será responsável pela avaliação das candidaturas, que têm de ser submetidas até 27 de Junho de 2022.
VALE DO CÔA ARQUEÓLOGOS DESCOBREM GRAVURA COM 12 MIL ANOS
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E acordo com a presidente da da Fundação Côa Parque, Aida Carvalho, a placa de xisto agora descoberta representa uma cabra montesa que foi identificada num novo sítio com arte móvel no território do Parque Arqueológico do Vale do Côa, no concelho de Foz Côa, distrito da Guarda. “Durante trabalhos de prospecção, a equipa de arqueologia da Fundação Côa Parque, juntamente com os estagiários de doutoramento Tania Mosquera Castro, da Universidade de Santiago de Compostela, e Ignacio Triguero, da Universidade de Alcalá de Henares, em Espanha, identificaram uma placa de arte móvel com a representação de uma cabra montesa, num novo sítio arqueológico do Vale do Côa”, explicou a responsável. Segundo os investigadores, a arte móvel é um tipo de arte paleolítica que se inscreve em suportes
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de pequeno tamanho (pedra, osso, haste ou marfim), passíveis de serem transportados. “A placa de xisto encontra-se queimada e apresenta numa das faces a representação dos quartos dianteiros do que parece ser uma pequena cabra montesa, que segue um segundo animal de maior tamanho, cuja cauda curta e encurvada sugere tratar-se de um veado ou de uma cerva, ao qual falta a cabeça devido a fractura do suporte”, explicou à Lusa o director científico da fundação, Thierry Aubry. De acordo com o especialista em arte rupestre, estas figuras apresentam os corpos muito geometrizados e são gravadas por incisão, o seu interior encontra-se totalmente preenchido por linhas igualmente incisas, um tipo de preenchimento a que os arqueólogos chamam “preenchimento estriado”.
CULTURA ASSOCIAÇÃO ORGANIZA JORNADA DE UM DIA PELA CULTURA
Viagem intern No próximo dia 3 de Junho, a Associação Cultural Indiana de Macau propõe uma viagem de um dia à Índia através dos sabores, danças e cultura do país. Ao longo do dia, serão organizados workshops onde os “viajantes” podem aprender a fazer o tradicional chá com leite indiano, comida, danças, tatuagens de henna e experimentar a exuberância de Bollywood
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TENÇÃO aos passageiros com cartão de embarque válido, a viagem à Índia está prestes a começar. Esta é a sensação que Victor Kumar, presidente da Associação Cultural Indiana de Macau (ICAM na sigla em inglês Indian Culture Association Of Macau), pretende transmitir durante o evento “Jornada pela Índia, Vamos à Índia”, marcado para o dia 3 de Junho, das 10h30 às 20h30. A expedição será interior, conduzida através de uma série de workshops dedicados a várias facetas da cultura indiana, que terão lugar no V Studio, na Rua Norte do Patane. “Como não podemos viajar, queremos dar a experiência de uma viagem interior pela Í ndia. Se não podemos lá ir, o mais aproximado será trazer a Índia para Macau”, conta ao HM Victor Kumar, um dos organizadores do evento e fundador da ICAM.
A ideia será transmitir a sensação de uma viagem real. Assim sendo, a organização da “Jornada pela Índia, Vamos à Índia” vai providenciar um cartão de embarque aos participantes e um itinerário que irá percorrer alguns dos pontos incontornáveis da cultura indiana. O dia começa com um workshop de yoga terapêutica e ayurveda (medicina alternativa de raízes no subcontinente, muito usada na Índia e Nepal), com uma sessão entre as 10h30 e as 11h30. A jornada continua apelando a outros sentidos, com o workshop dedicado à gastronomia indiana
“Como não podemos viajar, queremos dar a experiência de uma viagem interior pela Índia. Se não podemos lá ir, o mais aproximado será trazer a Índia para Macau.” VICTOR KUMAR ICAM
entre as 12h e as 13h30. Entre alguns pratos tradicionais, “os participantes vão aprender a fazer masala chai, o tradicional chá com leite indiano”, revela Victor Kumar.
Tons e sons
Depois dos aromas e paladares, a viagem prossegue pelo alucinante mundo das cores e danças indianas. A primeira “paragem” é uma aula de maquilhagem ao estilo de Bollywood, das 14h às 16h, que inclui uma sessão fotográfica com os participantes vestidos a rigor, envergando vestimentas que mostram a exuberância típica do cinema indiano. A jornada prossegue com um workshop de tatuagens temporárias de henna, uma tinta extraída das folhas da planta com o mesmo nome, entre as 16h e as 18h. “Encontrámos duas especialistas em Macau que vão ensinar a fazer as pinturas corporais. Este tipo de 'tatuagem' não só é usada por motivos cerimoniais, como casamentos, mas também ajuda a arrefecer o corpo”, conta o organizador. Das 18h às 20h30, a jornada tem como destino o movimento corporal e os ritmos contagiantes das danças
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INDIANA
na à Índia tradicionais indianas e das coreografias dos filmes de Bollywood. O workshop de dança de fusão indiana será dado por uma profissional que estudou dança clássica da Índia e que, vestida a rigor, irá revelar alguns dos truques básicos e passos fundamentais. Para fechar em beleza, a jornada termina com uma sessão de danças de Bollywood. “Será uma actividade muito divertida para casais”, prevê Victor Kumar, que acrescenta que serão expostos livros sobre vários aspectos da cultura indiana, com algumas obras traduzidas para chinês, incluindo filosofia, yoga, arte e história da Índia. Com mais de uma década em Macau, a ICAM tem marcado presença em actividades organizados pela Direcção dos Serviços de Turismo, Instituto Cultural, com participações em eventos como o Festival de Artes de Macau e a Parada Internacional de Macau.
Para fechar em beleza, a jornada termina com uma sessão de danças de Bollywood. “Será uma actividade muito divertida para casais”, prevê Victor Kumar
Para participar na jornada à Índia, é necessário fazer inscrição na página de Facebook da associação, fundamental para a emissão do cartão de embarque. Cada sessão irá custar 200 patacas, mas o preço da viagem completa, com direito a participar em todas as actividades custa 600 patacas. João Luz e Pedro Arede
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ECONOMIA CHINA TENTA PÔR TERMO A “CRESCIMENTO FICTÍCIO” POR VIA DA CONSTRUÇÃO
Segundo o economista da Universidade de Pequim, Michael Pettis, a covid-19 veio acelerar o processo de desinvestimento do país em activos não produtivos. Pequim tenta afastar-se do modelo de crescimento assente no sector imobiliário
O
abrandamento económico suscitado pela covid-19 vai obrigar a China a alocar capital de forma mais eficiente, pondo termo a décadas de “crescimento fictício”, alimentado pelo sector da construção, explica à Lusa o economista Michael Pettis. O professor de teoria financeira na Faculdade de Gestão Guanghua, da Universidade de Pequim, vê no colapso de algumas das maiores construtoras do
BLOOMBERG
Contra a especulação
O termo “crescimento fictício” foi usado pela primeira vez pelo Presidente chinês, Xi Jinping, num ensaio publicado em 2021, que frisou a importância de o país alcançar um crescimento
país um sinal de que a China se está a afastar do modelo de crescimento assente no investimento em activos não produtivos. “Há muito crescimento fictício na China”, nota Pettis. “O excesso de investimento em todo o tipo de projectos de construção inflaciona o crescimento há vários anos”, descreve. O termo “crescimento fictício” foi usado pela primeira vez pelo Presidente chinês, Xi Jinping, num ensaio publicado em 2021,
que frisou a importância de o país alcançar um crescimento “genuíno”. Em entrevista à agência Lusa, Michael Pettis, que vive no país asiático há duas décadas, considera que a campanha para desalavancar o sector imobiliário faz parte dos esforços de Pequim para pôr termo a esse modelo. No ano passado, os reguladores chineses passaram a exigir às construtoras um tecto de 70 por cento na relação entre passivo e
activos e um limite de 100 por cento da dívida líquida sobre o património, suscitando uma crise de liquidez no sector, que foi agravada pelas medidas de combate à covid-19. Este mês, a Sunac tornou-se a mais recente construtora chinesa a entrar em incumprimento. O caso mais emblemático envolve a Evergrande Group, cuja dívida, que supera o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal, vai ser reestruturada.
“A maioria das estimativas coloca a contribuição do sector imobiliário para o PIB [Produtos Interno
Em Pequim ou Xangai, o valor médio dos imóveis ascende a cerca de 23 vezes o vencimento médio anual dos residentes
Bruto] da China entre 25 por cento e 30 por cento. Isto é duas a três vezes superior ao de outros países. O investimento em imobiliário por si só representa cerca entre 13 por cento e 14 por cento do PIB”, observa Pettis. O rácio entre o preço dos imóveis e o valor das rendas no país asiático está entre os mais altos do mundo, sugerindo um retorno negativo sobre o capital investido. Em Pequim ou Xangai, o valor médio dos imóveis
5G PEQUIM CONDENA DECISÃO “INFUNDADA” DO CANADÁ DE BANIR HUAWEI DA REDE
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China criticou sexta-feira a decisão “infundada” do Canadá de excluir as gigantes chinesas das telecomunicações Huawei e ZTE da infraestrutura 5G (quinta geração), em nome da segurança nacional. Os Estados Unidos pressionaram os aliados a excluir a participação dos grupos chineses das redes 5G, argumentando que
Pequim pode usar essas empresas para monitorar as comunicações e o tráfego de dados de um país. Após anos de hesitação, o Canadá decidiu na quinta-feira banir os dois grupos da sua rede 5G. “Isto segue uma revisão completa feita pelas nossas agências de segurança e em consulta com os nossos aliados mais próximos”, disse o ministro da Indústria do
Canadá, François-Philippe Champagne, na quinta-feira. Pequim expressou no dia seguinte a sua insatisfação. “A China opõe-se firmemente” a esta decisão, disse o porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin, em conferência de imprensa. O porta-voz assegurou que o seu país vai tomar “todas as medidas necessárias” para proteger
as empresas chinesas, sem avançar mais detalhes. O desenvolvimento de redes de quinta geração permitirá aos utilizadores conexões ‘online’mais rápidas e fornecerá uma vasta capacidade de dados para atender à elevada procura e ao aumento de atividades ligadas à Internet ou inovações como realidade virtual, jogos imersivos ou veículos autónomos.
A Huawei é a maior fornecedora global de equipamentos de rede para empresas de telecomunicações e tem sido um dos símbolos do progresso da China para se tornar uma potência mundial tecnológica. O Canadá já proibiu a Huawei de participar em concursos públicos para fornecer equipamentos básicos de rede.
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REUTERS
imobiliária
assemelha-se a um esquema pirâmide, onde o activo não gera por si fluxo de capital, mas depende antes de um próximo investidor estar disposto a pagar mais pelo bem imóvel. A crise no imobiliário tem fortes implicações para a classe média do país. Face a um mercado de capitais exíguo, o sector concentra uma enorme parcela da riqueza das famílias chinesas – cerca de 70 por cento, segundo diferentes estimativas. Michael Pettis aponta para o exemplo de Espanha antes da crise financeira internacional de 2008. “O período de rápido crescimento da economia espanhola foi impulsionado pelos fundamentos errados: a construção de imóveis nos quais ainda hoje ninguém mora, e uma enorme quantidade de infraestrutura, que foi além daquilo que o país necessitava”, descreve. “Enquanto isto dura é óptimo”, nota. Mas, quando o aumento da dívida é incapaz de gerar retorno, o modelo torna-se insustentável, suscitando uma “desaceleração económica e potencial aumento do desemprego”. Pettis prevê agora o fim de décadas de trepidante crescimento económico do país asiático. “A China poderia ter continuado com o modelo actual por mais três ou quatro anos”, observa. “Mas, com o impacto económico da covid-19, estão a ficar sem tempo”.
“genuíno”
ascende a cerca de 23 vezes o vencimento médio anual dos residentes. Para o economista, a alocação de capital para investimentos não produtivos na China ascende a uma “escala sem precedentes” na História. “Normalmente, quando os economistas querem falar sobre um caso proeminente de grande quantidade de investimento não produtivo, eles apontam para o Japão na década de 1980”, indica. “O meu palpite é que em 10 ou
20 anos vão estar a falar da China”, acrescenta.
Exemplo espanhol
Diferentes analistas estimam existir na China propriedades vazias suficientes para abrigar mais de 90 milhões de pessoas – cerca de nove vezes a população portuguesa. Em muitos casos, as casas são mantidas vazias pelos proprietários, por serem assim mais fáceis de vender a um próximo especulador. A estrutura
Com toda a tranquilidade
China espera que visita de Biden à Ásia não vise novos “confrontos”
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Governo chinês disse sexta-feira esperar que a primeira viagem à Ásia do Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vise a “cooperação” e evite mais “conluios em busca de confrontos”. Biden principiou a visita sexta-feira na Coreia do Sul, onde ficou durante três dias, antes de seguir para o Japão, onde chegou ontem (ver última). “A China espera que os factos sejam consistentes com as declarações feitas [pela Casa Branca], e que a viagem sirva a cooperação com os países da região”, disse o porta-voz governamental chinês, Wang Wenbin, em conferência de imprensa. “Esperamos que não seja uma nova conspiração para procurar o confronto ou formar círculos exclusivos que tragam caos ou distúrbios à região”, acrescentou. A viagem de Biden ocorre num período em que os Estados Unidos tentam travar a ascensão da China, bem como num momento de tensões crescentes com a Coreia do Norte. A Casa Branca alertou que há uma “possibilidade genuína” de que a Coreia do Norte lance um míssil de longo alcance ou realize o seu primeiro teste nuclear
Milhares de residentes de Pequim foram colocados em quarentena forçada durante a madrugada de sábado, após 26 casos de covid-19 terem sido detectados num complexo habitacional. Mais de 13.000 residentes do complexo residencial Nanxinyuan, no sudeste da capital, apesar de terem testado negativo, foram transportados para
hotéis de isolamento e ameaçados com represálias, se resistissem. "Especialistas decidiram que todos os residentes de Nanxinyuan ficarão em quarentena a partir da meia-noite (...) durante sete dias", informaram as autoridades sanitárias do distrito de Chaoyang. "Por favor cooperem, caso contrário sofrerão consequências legais", acrescentaram.
Críticas internas
A imprensa oficial chinesa criticou sexta-feira a viagem, assegurando que tem o “ambicioso propósito de unir os aliados dos Estados Unidos para conter a China” e “lançar um acordo que só trará divisões à região”. “Os Estados Unidos têm promovido energicamente este acordo para corrigir as deficiências da sua estratégia para o Indo-Pacífico. O mecanismo QUAD, orientado para a segurança, ou o pacto AUKUS, não atendem às necessidades dos países da Ásia - Pacífico. Este acordo é mais um truque de Washington para minar a cooperação regional existente com a China”, dis-
se o académico Xu Liping, citado pelo jornal oficial do Partido Comunista Chinês Global Times. O especialista chinês afirmou que este novo quadro económico “atende apenas os interesses dos Estados Unidos, em detrimento dos países da região" e prevê que "Washington encontrará vários obstáculos para implementá-lo". O Quadro Económico Indo-Pacífico foi apresentado por Biden na última Cimeira da Ásia Oriental, em Outubro, e procura fortalecer a cooperação económica entre os Estados Unidos e parceiros da região do Indo-Pacífico, em áreas como a protecção da cadeia de fornecimento, energia limpa ou comércio. A iniciativa é também vista como uma tentativa de conter a China, visando afastar o país das principais cadeias de fornecimento globais. O mecanismo QUAD, um grupo de cooperação no âmbito de segurança e da diplomacia, que inclui ainda Austrália, Índia e Japão, visa também conter as ambições regionais da China. O pacto AUKUS é uma parceria estratégica que junta Austrália, Estados Unidos e Reino Unido.
REUTERS
GETTY IMAGES
Pequim Mais de 13 mil em quarentena
em cinco anos durante a visita de Biden. E avisou que tal “provocação” fará com que os Estados Unidos "ajustem a maneira como os seus militares estão posicionados na região", para defender os seus aliados. Joe Biden também vai apresentar formalmente o Quadro Económico Indo-Pacífico, uma iniciativa de cooperação regional destinada a impulsionar o comércio e o investimento entre os Estados Unidos e a região.
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XUNZI
O Céu não deixa de produzir o Inverno pelo facto dos seres os humanos detestarem o frio, a Terra não deixa de ser vasta pelo facto dos seres humanos detestarem as longas distâncias e a pessoa exemplar não elimina a sua conduta por causa do palrar das pessoas mesquinhas. O Céu tem um comportamento constante, a Terra tem uma medida constante e a pessoa exemplar tem uma substância constante. No seu percurso, a pessoa exemplar baseia-se naquilo que é constante, ao passo que a pessoa mesquinha calcula aquilo que consegue realizar. As Odes dizem, “[Eu não abandonei as tradições da alta antiguidade, nem me desviei de ritual e justiça]. Por que me preocupariam as palavras dos outros?”. Isto exprime o que quero dizer. Se o rei de Chu tem mil carros de guerra que o seguem, tal não se deve a ser sábio. Se a pessoa exemplar come apenas legumes crus e bebe apenas água, tal não se deve a ser tola. Devese apenas às circunstâncias. Aquilo que me incumbe é cultivar o meu coração e os meus pensamentos, fazer abundantes a minha boa conduta e virtude, iluminar o meu entendimento e deliberações, vivendo no presente, mas dirigindo as minhas intenções para os antigos. E, assim, a pessoa exemplar respeita aquilo que lhe concerne e não anseia por aquilo que concerne ao Céu. A pessoa mesquinha põe de lado aquilo que lhe concerne e anseia por aquilo que concerne ao Céu. Uma vez que a pessoa exemplar respeita aquilo que lhe concerne e não anseia por aquilo que concerne ao Céu, todos os dias se melhora. Uma vez que a pessoa mesquinha põe de lado aquilo que lhe concerne e anseia por aquilo que concerne ao Céu, todos os dias perde terreno. Por isso, os factores pelos quais a pessoa exemplar se melhora todos os dias e a
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ELEMENTOS DE ÉTICA, VISÕES DO CAMINHO
Discurso sobre o Céu
pessoa mesquinha perde terreno todos os dias são um e o mesmo. As razões pelas quais a pessoa exemplar e a pessoa mesquinha distam tanto uma da outra residem nestas coisas. Se as estrelas caem ou as árvores gemem, as pessoas do estado enchem-se de medo e dizem, “O que é isto?” E eu respondo: “Nada é”. São apenas ocorrências raras entre as mutações do Céu
e da Terra e transformações de yin e yang. É permissível nos maravilharmos com elas, mas temê-las é errado. Os eclipses do sol e da lua, os ventos e chuvas fora de estação, ou aparecimento inesperado de estranhas estrelas – não há época em que não ocorram. Se os superiores forem iluminados e o governo for estável, mesmo que todas estas coisas sucedam numa mesma época, não vem daí
PARTE III
qualquer mal. Se os superiores estiverem nas trevas e o governo for instável, mesmo que nenhuma destas coisas ocorra daí não virá qualquer benefício. A queda de estrelas e o gemer das árvores são apenas coisas que ocorrem raramente entre as mutações do Céu e da Terra e as transformações de yin e yang. Maravilharmo-nos com elas é permissível, mas temêlas é errado.
Xunzi (荀子, Mestre Xun; de seu nome Xun Kuang, 荀況) viveu no século III Antes da Era Comum (circa 310 ACE - 238 ACE). Filósofo confucionista, é considerado, a par do próprio Confúcio e Mencius, como o terceiro expoente mais importante daquela corrente fundadora do pensamento e ética chineses. Todavia, como vários autores assinalam, Xunzi só muito recentemente obteve o devido reconhecimento no contexto do pensamento chinês, o que talvez se deva à sua rejeição da perspectiva de Mencius relativamente aos ensinamentos e doutrina de Mestre Kong. A versão agora apresentada baseia-se na tradução de Eric L. Hutton publicada pela Princeton University Press em 2016.
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As ásperas porém, sensíveis pinturas de Cheng Sui PAULO MAIA E CARMO texto e ilustração
«O conforto ao abrir este rolo de pintura torna manifesto o desejo de conhecer o princípio do caminho,/ Onde em sonhos claros tantas vezes vagabundeei sem rumo,/ Sem uma forma visível, sem limites, sem ter uma figura definida,/ Até divinos continentes e depois e ainda mais além , outros divinos continentes.»
Liu Daochun (c.1028-c.1094) que escreveu um tratado sobre a pintura utilizando a divisão em seis como no texto fundador de Xie He (activo c. 500-35) deixou bem clara a necessidade de o pintor transmitir ao observador a experiência do autor no momento da criação. Mas uma das suas originalidades foi definir as «seis qualidades ou méritos» utilizando sempre uma adversativa, como quando aponta na segunda qualidade o ser «estranho e rude, porém sensível». Durante a transição dinástica Ming-Qing alguns pintores que se quiseram longe dos habituais modelos, acabaram muitas vezes fazendo pinturas de aspecto invulgar que, se foram entendidas por outros pintores, por vezes seriam desprezadas por observadores contemporâneos e que podem ser incluidas nesse rótulo de «estranho e rude, porém sensível». É o caso de Cheng Sui (1605-1691) em que na largueza do movimento caligráfico do pincel se pressente essa silente liberdade do pensamento livre. Numa pintura intensamente pessoal que mostra um homem velho sentado junto de uma criança dentro de uma casa, ele recordou o seu mestre Cheng Yuanji (rolo vertical, 232, x 25,4 cm, no Museu de Arte Asiática de São Francisco). Escreveu nela uma memória: «O Senhor Yuanji era membro da minha família – era tio do meu pai. Quando se retirou da Academia Hanlin e regressou a casa, praticou a virtude e viveu sozinho. Afastando as confusões do mundo exterior ele
não punha os pés nos mercados. Só era íntimo dos clássicos e no entanto, dedicou-se á instrução dos rapazes da nossa família e foi assim que também eu acabei a estudar com ele. A sua esperança era de que os corações daqueles que fizessem uma carreira honrada pudessem continuar verdadeiros e generosos. Mas pensando agora, percebendo que o que o Sr. Yuanji conseguiu ao abrir-nos o espírito foi algo tão difícil de conseguir, fiz esta pintura para pendurar na minha cabana de palha. Quando limpo os olhos e me sento à sua frente por um longo período de tempo, é como se eu fosse outra vez um garoto e ele me continuasse a ensinar…» Cheng Sui era de Shexian (Anhui) mas viveu quase sempre em Nanquim e Yangzhou e aí com outros literatos pintores com quem se enontrou em viagens, que muitas vezes faziam juntos, partilhou a sensibilidade. Na pintura Paisagem para Qiu Yuanwu, um funcionário erudito que estava de passagem pela cidade (rolo horizontal, tinta sobe papel, 21 x 283,2 cm, no Smithonian) fez um panorama em colaboração com os amigos Fang Henxian (1620-1679) e Zhang Xun (activo no meio do séc. XVII). Este último escreveria no fim do rolo: «E assim, os três unimos os nossos espíritos e as nossas mãos e fizemos deles, um só (…) Quanto a saber qual de nós os três fez qual colina, qual árvore, qual casa, barco ou figura humana, só aqueles que nos conhecem muito bem as podem distinguir sem que lhes seja dito.»
ARTES, LETRAS E IDEIAS
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SOLUÇÃO DO PROBLEMA 32
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GRANDE REPORTAGEM | JOSÉ MANUEL BARATA FEYO
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TOP GUN: MAVERICK [B]
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Uma obra com a coordenação do jornalista José Manuel Barata Feyo que reúne 16 grandes reportagens de conhecidos repórteres portugueses, como é o caso de José Pedro Castanheira, Cândida Pinto e Paulo Moura, entre outros. Estão, assim, compiladas em livro textos que fizeram história no jornalismo português e que venceram alguns prémios. Andreia Sofia Silva
Um filme de: Joseph Kosinski Com: Tom Cruise, Jennifer Connely, Val Kilmer, Miles Teller 14.30, 21.30
JUJUTSU KAISEN: ZERO [B] Um filme de: Seong-Hu Park 17.30, 19.30 SALA 2
UNPLANNED [C]
Um filme de: Cary Solomon, Chuck Konzelman Com: Ashley Bratcher, Emma Rose Roberts, Michael J. Lindell, Jared Lotz 14.30, 16.45, 19.30
DOCTOR STRANGE IN THE MULTIVERSE OF MADNESS [B] Um filme de: Sam Raimi Com: Benedict Cumberbatch, Elizabeth Olsen, Benedict Wong 21.45 SALA 3
EVERYTHING EVERYWHERE ALL AT ONCE [C] Um filme de: Daniel Kwan, Daniel Scheinert Com: Michelle Yeoh, Stephanie Hsu, Ke Huy Quan, James Wong 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
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2 5 7 6 TOP GUN : MAVERICK 8 3 0 4 5 8 3 Propriedade 4Fábrica 5 de Notícias, 6 Lda Director Carlos Morais José Editores João Luz; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; João Santos Filipe; Pedro Arede, Nunu Wu Colaboradores Anabela Canas; António Cabrita; Ana Jacinto Nunes; Amélia Vieira; Duarte Drumond Braga; Gonçalo Waddington; José Simões Morais; 6 8 1 9 Julie Oyang; Paulo Maia e Carmo; Rosa Coutinho Cabral; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Colunistas André Namora; David Chan; João Romão; Olavo Rasquinho; 5 Chan 6 Wai 9 Chi; 7 Paula Bicho; Tânia dos Santos Grafismo Paulo Borges, Rómulo Santos Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Paul
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ai, portugal, portugal
opinião 15
André Namora
TIMOR COM 20 ANOS DE INDEPENDÊNCIA NA VERDADE, o tempo passa depressa. Parece que foi ontem que vi o novo Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, em condições precárias de vida em Nova Iorque lutando pela libertação do seu país e correndo o mundo a tentar convencer os diplomatas que Timor-Leste nada tinha a ver com a Indonésia e, infelizmente, com Portugal muito pouco. Portugal esteve militarmente no território anos e anos. Os portugueses sofreram lá as agruras das colunas negras dos japoneses e javaneses, durante a Segunda Guerra Mundial, que mataram milhares de timorenses e portugueses. As autoridades de Lisboa nunca se preocuparam com Timor-Leste, muito menos em enraizar a língua portuguesa de forma bem audível. As autoridades portuguesas do antigo regime apenas souberam enviar deportados políticos para morrerem em Timor-Leste. Felizmente, muitos conseguiram contar a história da nulidade da administração portuguesa junto de um povo que o que aprendia em português nunca mais esquecia. A língua portuguesa tem sido de tal forma divulgada, que nem um jornal ou uma revista em português é editado. Mas, o bahassa-indonésio não falta nas páginas de um pasquim que se vende diariamente. O nosso Presidente Marcelo Rebelo de Sousa esteve em Timor-Leste pela primeira vez para as comemorações dos 20 anos de independência e para a posse de Ramos-Horta como o novo Chefe de Estado, que por sinal, proferiu, em português, um discurso memorável. Triste é que tenha sido anunciado que a presença do Presidente Marcelo visou essencialmente reforçar uma série de (in)verdades sobre Timor-Leste como as políticas de cooperação. Basta atendermos à implantação da língua portuguesa, que é oficial, e que apenas serve para justificar orçamentos ou a balela do investimento português naquele país, que nunca existiu nem existirá em termos significativos. Em 20 anos nem uma fábrica de nada. Em Manatuto existe uma das melhores minas de mármore de grande qualidade e nunca se fez nada. No território existe um lugar paradisíaco com águas sulfurosas que daria uma das melhores termas da Ásia que poderia atrair centenas de turistas para a cura do reumatismo, além de se poder construir no local um hotel de luxo que de imediato daria emprego a centenas de nativos. Em 20 anos é lamentável que apenas se tivesse apresentado ao Presidente português um hotel com o mesmo nível de uma pensão em Sintra, um mercado que foi renovado por portugueses e umas águas límpidas para Marcelo mergulhar e deliciar-se com uma temperatura que nem no Algarve. Em 20 anos alargaram-se umas estradas e nas primeiras chuvadas tempestuosas logo se assistiu a derrocadas por todo o lado.
Recordo-me de uma conversa em Díli, com o ex-Presidente Bill Clinton, onde ele afirmava que o petróleo e o gás natural iriam proporcionar que Timor-Leste fosse um dos países mais ricos em toda a Ásia e Oceânia. Afinal, onde estão os milhões de dólares oriundos da exploração do petróleo e gás natural no Mar de Timor, mais concretamente no Great Sunrise (?), onde os australianos têm manifestado grande satisfação pelos lucros do acordo que fizeram com as autoridades timorenses. Essa riqueza imensa ainda não deu para construir escolas pelo país com o ar refrigerado, ainda não deu para construir bairros sociais e apenas se tem assistido à ocupação de terrenos por crápulas que sabem perfeitamente que a terra não lhes pertence, ainda não deu para ocupar as crianças que deambulam pela rua a vender jornais, algumas órfãs do tempo da invasão militar indonésia, ainda não deu para renovar o aeroporto de Bacau, que tem uma pista de dimensão dupla à de Díli, ainda não deu para os timorenses terem uma residência decente, transporte que não os ponha em perigo de vida e ainda não deu para que seja criada uma Autoridade Contra a Corrupção. Timor-Leste tem de mudar radicalmente para que daqui a 20 anos alguém não escreva estas mesmas palavras. Os estudantes que terminam os cursos superiores têm emprego
As autoridades de Lisboa nunca se preocuparam com Timor-Leste, muito menos em enraizar a língua portuguesa de forma bem audível
aonde? Na função pública? Não chega nem para um terço dos que se tornam “doutores”. Os jovens timorenses estão a aderir a gangues ou a grupos disfarçados de arte marcial para que possam ter um pecúlio resultante do crime praticado, nem que seja a venda de estupefacientes. Os jovens têm um futuro muito negro pela frente porque a tecnologia não avança. Até nos dias em que o povo viveu em festa pela comemoração de 20 anos de independência, a Timor Telecom, fez o favor aos jornalistas e demais servidores de não lhes fornecer internet. Em 20 anos não se construiu uma Central Eléctrica que não danificasse os aparelhos eléctricos domésticos e que não estivesse constantemente a energia a falhar. Em 20 anos não se construiu uma marina para abarcar os muitos iates que passam pela frente da ilha do crocodilo. Em 20 anos parece que estão quase a terminar um novo porto, o qual há muito já devia estar finalizado para que o desenvolvimento de Timor-Leste deixasse de ser uma batata frita... Esperemos que o Presidente Marcelo tenha tido vergonha do pouco que fizemos em Timor e que a tal cooperação tem sido uma falácia ao longo de 20 anos de independência. Esperemos que o novo Presidente Ramos-Horta consiga obrigar os governantes a trabalhar para o povo e não para os seus palacetes e vivendas compradas na Austrália...
“Os preconceitos têm mais raízes do que os princípios.” PALAVRA DO DIA
LYNSEY ADDARIO / THE NEW YORK TIMES
OMS Previstos mais casos de varíola dos macacos
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A ajuda destina-se a apoiar a Ucrânia até Setembro e supera a medida de emergência anterior de 13,6 mil milhões de dólares
UCRÂNIA EUA APROVAM APOIO DE 40 MIL MILHÕES DE DÓLARES A KIEV
Guerra para durar O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou sábado um decreto para apoiar a Ucrânia com mais de 40 mil milhões de dólares em assistência para fazer face à invasão da Rússia. Segundo a Associated Press (AP), a legislação, que foi aprovada pelo Congresso com o apoio de democratas e republicanos, aprofunda o compromisso dos EUA com a Ucrânia num momento de incerteza sobre o futuro da guerra, que vai para o seu quarto mês. A Ucrânia defendeu Kiev com sucesso, o que obrigou a Rússia a reorientar a sua ofensiva para o leste do país, mas as autoridades americanas alertam para o potencial de um conflito prolongado. O financiamento destina-se a apoiar a Ucrânia até Setembro e
supera a medida de emergência anterior, que disponibilizou 13,6 mil milhões de dólares. A nova legislação fornecerá 20 mil milhões de dólares em assistência militar, garantindo um fluxo constante de armas avançadas, que foram usadas para impedir os avanços da Rússia. Há também oito mil milhões de dólares para apoio económico geral, cinco mil milhões de dólares para fazer face à escassez global de alimentos, que pode resultar do colapso da agricultura ucraniana, e mais de mil milhões de dólares para ajudar os refugiados.
Assinatura em Seul
Biden assinou a medida em circunstâncias incomuns. Por estar no meio de uma viagem à Ásia, um funcio-
nário dos EUA levou uma cópia do projecto num voo comercial para Seul para o Presidente assinar, referiu um funcionário da Casa Branca, citado pela AP. A logística reflecte a necessidade urgente em torno do apoio contínuo dos EUA à Ucrânia, mas também os desafios internacionais sobrepostos que Biden enfrenta. Biden também assinou uma medida não relacionada, destinada a aumentar o acesso à fórmula infantil num momento em que as provisões permanecem escassas nos Estados Unidos. A legislação permitirá que os benefícios governamentais do Programa Especial de Nutrição Suplementar para Mulheres, Bebés e Crianças – mais conhecido como WIC – sejam usados para comprar mais tipos de fórmula infantil.
JAPÃO PRESIDENTE JOE BIDEN REÚNE-SE COM LÍDERES DO GRUPO QUAD
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Presidente dos Estados Unidos chegou ontem ao Japão para uma visita centrada no reforço da cooperação económica e de segurança com os parceiros do grupo Quad face à ascensão da China e à guerra na Ucrânia, noticia a EFE. A agência de notícias espanhola realça que na visita de Joe Biden aquele país asiático, a primeira desde que tomou posse, o líder norte-americano vai fazer o lançamento formal do Quadro Económico Indo-Pacífico
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VISITANTES NÚMEROS CAEM EM ABRIL EM TERMOS ANUAIS
(IPEF), um novo projecto de cooperação regional destinado a promover o comércio e o investimento entre os EUAe os países da região, bem como a reforçar a resiliência das cadeias de abastecimento. Segundo a EFE, o conselheiro de segurança nacional de Biden, Jake Sullivan, disse aos jornalistas, ainda a bordo do avião presidencial norte-americano, que o IPEF é um acordo “muito amplo”, no qual vários países da região demonstraram interesse.
Sullivan adiantou ainda que na reunião do grupo Quad, que junta EUA, Japão, Índia e a Austrália, que terá lugar amanhã em Tóquio, os líderes dos quatro países pretendem “enviar uma mensagem clara de dissuasão” contra “agressão militar ou alterações unilaterais ao status quo” no Indo-Pacífico. O aumento das tensões no Estreito de Taiwan pode igualmente ser “uma das questões de segurança” abordadas nas discussões
quadripartidas, embora não esteja inicialmente na agenda da cimeira. Além da reunião entre os quatro países, Joe Biden irá ter encontros bilaterais com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o Presidente eleito da Austrália, Anthony Albanese, que deverá viajar para o Japão esta terça-feira, logo a seguir à sua tomada de posse, estando também agendada uma cimeira com o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.
número de visitantes em Macau caiu, em Abril, 23,7 por cento em termos anuais, mas subiu 15,2 por cento em relação a Março, devido ao alívio das medidas anticovid-19 para entrar no território, foi anunciado na sexta-feira. No mês passado, 606.841 visitantes chegaram a Macau, sendo que o número de excursionistas (425.903) subiu 23,7 por cento, em termos anuais, enquanto o de turistas (180.938) baixou 59,8 por cento, de acordo com um comunicado da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). A maioria dos visitantes em Abril era oriunda da China (534.899), uma descida de 26,8 por cento, em termos anuais, dos quais 118.589 com visto individual, indicou. Daqueles, 394.246 visitantes eram oriundos das nove cidades da Grande Baía, dos quais 66,2 por cento de Zhuhai, cidade chinesa que faz fronteira com Macau, acrescentou. Entre Janeiro e Abril, chegaram a Macau 2.483.688 visitantes, menos 2 por cento em relação a igual período do ano passado, sendo que o número de excursionistas (1.622.025) aumentou 39,4 por cento, mas o de turistas (861.663) baixou 37,1 por cento. GCS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou ontem esperar que os casos de varíola dos macacos continuem a aparecer, uma doença que foi detectada nos últimos dez dias em 12 países. O foco e rota de contágio ainda não foram estabelecidos. “A situação está a evoluir de tal forma que a OMS acredita que haverá mais casos de varíola a serem identificados à medida que a vigilância for estendida em países que não são endémicos”, refere a nota epidemiológica da organização. As informações actuais indicam que quem tem maior risco de contágio são aqueles que têm contacto físico próximo com alguém que está infectado e apresenta sintomas. Portugal contabiliza 23 casos de infecção pelo vírus Monkeypox segundo a Direcção-Geral da Saúde, que aguarda resultados relativamente a outras amostras.
23.5.2022
Maquievel
Cartão de consumo Carregamento arranca hoje
Começa esta manhã o carregamento dos cartões de consumo para os residentes que já se inscreveram no programa. A partir das 09h, os residentes podem deslocar-se aos sítios escolhidos para fazer a operação e carregar o cartão com montante inicial de 5 mil patacas, a que se juntam 3 mil patacas aplicadas em descontos. No entanto, além de terem de se inscrever online, onde escolhem o local para fazer o carregamento do cartão, os residentes precisam ainda de ter um valor com um saldo igual ou inferior a 10 patacas para poderem proceder ao “levantamento” do dinheiro. O carregamento do cartão de consumo pode ser feito até 17 de Janeiro de 2023.
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