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Hoje Macau 23 MAI 2013 #2856

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Agência Comercial Pico • 28721006

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Mop$10

Ter para ler

Director carlos morais josé • quinta-feira 23 de maio de 2013 • ANO XII • Nº 2856

trovoadas min 24 max 28 hum 80-98% • euro 10.0 baht 0.2 yuan 1.2

vistos

Venham mais cinco (séculos)

Ingleses têm direito a seis meses. portugueses apenas três

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fotografias retiradas do facebook

• ponte sai van

Aberto concurso público para nova concessão

MAU TEMPO Território enfrenta o caos pela segunda vez este mês

Maio, águas mil A tempestade que assolou Macau na madrugada e parte do dia de ontem deixou o território num autêntico caos. Tal como em 1982, ou até como nos anos 60 do século passado, Macau recebeu água em catadupa e trovoada incessante. Resultado: ruas alagadas, acidentes de viação, incêndios, prejuízos avultados e outros que tais. O Governo assumiu que não fez tudo o que estaria ao seu alcance mas cada

departamento parece chutar a culpa para canto, justificando-se com a chuva “demasiado forte”. O mecanismo de bombagem de água parece não estar a dar conta do recado e as contas saíram todas furadas. Maio de 2013 fica assim registado na história da climatologia de Macau como um mês de fortes intempéries e as inundações podem não ficar por aqui, pois está prevista mais chuva. CENTRAIS

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calçada do gaio

Obras Públicas dão luz verde a prédio de doze andares

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• as maiores de sempre

Governo destina 17 milhões para as eleições à AL

reserva verde

Coloane é para proteger, dizem deputados página 2 Página 3 pub


política

Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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oloane vai ter um lugar naAssembleia Legislativa (AL), depois de uma aprovação rara no hemiciclo: a maioria dos deputados votou a favor de um debate sobre a protecção do “pulmão verde da cidade”. Só Ung Choi Kun e Cheang Chi Keong se abstiveram na votação do pedido feito a 11 de Abril por Paul Chan Wai Chi e Ng Kuok Cheong. Os colegas da bancada democrata pediram que fosse debatido entre deputados e Governo a possibilidade de se recorrer ao planeamento urbanístico para a manutenção de Coloane enquanto reserva verde e a suspensão da autorização de quaisquer projectos de construção de grande envergadura incompatíveis com esta realidade. Os deputados definiram a questão como um assunto de “relevante interesse público” e dão como exemplo da necessidade de proteger Coloane o facto de ter sido admitido recentemente um projecto na Estrada do Campo, cujo edifício pretende subir mais do que a altura definida para o local. “Estas situações mostram

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Protecção ambiental Deputados aprovam debate no plenário sobre reserva verde

Quase todos por Coloane que todos querem ocupar esta zona natural protegida e, se não tivermos cuidado, Coloane será devorada aos poucos, até que não seja mais possível protegê-la”, reiterou Paul Chan Wai Chi. Recorde-se que Coloane foi admitido, durante a Administração Portuguesa, como uma zona natural protegida e reserva verde. Recentemente, José Pereira Coutinho apresentou um projecto de lei para que fosse cumprido o despacho que definia Coloane como essa reserva ecológica. O projecto não foi, no entanto, aprovado, ao contrário do pedido de debate feito pelos dois democratas. Só falta, agora, marcar a data para o debate.

Agradado com os nomeados

Visivelmente satisfeito, Ng Kuok Cheong disse aos jornalistas estar

entusiasmado não pela votação, mas pelo facto de os colegas se quererem “levanter perante a justiça de algo de interesse público”. O deputado lembra que as votações a favor não significam que todos os deputados concordem com a proposta. “Precisamos de um debate público com o Governo, de forma a que o Chefe do Executivo possa saber as vantagens e desvantagens das construções de edifícios altos em Coloane. “Depois de construir tantos casinos, é tempo para o Governo rever se vale a pena fazer danos ao ambiente para ganhar dinheiro.” Ng Kuok Cheong admitiu ter ficado sensibilizado com a votação a favor de deputados nomeados. “Só posso dizer nunca pensei nisso, mas também não é uma surpresa. Eu vivo em Macau, sei que os indirectos e nomeados não são pessoas más, só que não têm a mesma [responsabilidade] dos deputados directos, a de estarem sempre preocupados com o povo.” Já Ung Choi Kun, um dos deputados que se absteve, considera que, apesar de apoiar a protecção de Coloane, “não há tempo” para discutir o assunto.

AL Deputados reprovam todos os projectos de lei apresentados por Pereira Coutinho

Chumbos em tempo recorde

Coutinho. “É compreensível a apresentação dos projectos, mas, como já dissemos antes, quando o meu colega gonçalo lobo pinheiro

eprovado, reprovado, reprovado e reprovado. Bastaram 25 minutos para que os deputados da Assembleia Legislativa (AL) chumbassem quatro projectos de lei entregues por José Pereira Coutinho. Os membros do hemiciclo não quiseram sequer perder tempo com debates ou análises às propostas do colega, sendo que alguns deputados nem compareceram na AL. Só Ung Choi Kun decidiu fazer uma declaração de voto no final das quatro reprovações, onde justificava não ter votado a favor devido à falta de tempo para analisar os projectos. Esta foi, aliás, uma das justificações dadas anteriormente pelos deputados, quando reprovaram outras propostas apresentadas por Pereira

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tiago alcântara

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apresentou outros diplomas [para aprovação], há insuficiência de tempo, pelo que tenho dificuldades em dar o meu apoio. Só temos agora cerca de 60 dias úteis de trabalho, daí eu não ter votado a favor.”

O mesmo fim

Entre os projectos de lei apresentados por Pereira Coutinho, estava o Regime de Actualização das Rendas de Bens Imóveis Destinados à Habitação. Este projecto tinha como intenção colocar um tecto nas rendas e impedir que estas pudessem ser “actualizadas livremente”,

sem terem como base a inflação. Impedir que os valores dos arrendamentos possam ser alterados no decorrer dos primeiros dois anos obrigatórios de contrato era outro dos pontos fulcrais da proposta de lei. O projecto chumbou com apenas quatro de 20 votos a favor – os três deputados da bancada democrata apoiaram o colega, que também votou a favor. Cinco dos outros deputados abstiveram-se. Um regime para controlar os Call Centers e outro sobre um Processo Especial sobre a Tutela do Trabalhador – que previa que a pri-

vacidade dos trabalhadores na relação com o patronato fosse defendida – foram também chumbados. Sorte semelhante teve ainda o Processo Especial de Tutela dos Trabalhadores com Base na Igualdade e Não Discriminação em Função do Sexo e da Orientação Sexual que, como o nome indica, previa a possibilidade de os trabalhadores poderem recorrer aos tribunais caso sejam discriminados: reprovou com dez votos contra, seis abstenções (de Ng Kuok Cheong, Cheang Chi Keong, Au Kam San, Chn Meng Kam, Gabriel Tong e Ho Ion

Situação dos projectos apresentados por Pereira Coutinho Regime de Actualização de Rendas

• Reprovado com 11 votos contra, cinco abstenções e quatro votos a favor. • Tempo para apresentação e votação: 7 minutos • 8 deputados ausentes

Processo Especial da Tutela de Personalidade do Trabalhador

• Reprovado com 11 votos contra, oito abstenções e dois votos a favor • Tempo para apresentação e votação: 2 minutos • 7 deputados ausentes

Processo Especial sobre a Não-Discriminação no Trabalho em Função do Sexo e Orientação Sexual

• Reprovado com 10 votos contra, seis abstenções e três votos a favor • Tempo para apresentação e votação: 3 minutos • 9 deputados ausentes

Regime Jurídico sobre os Call Centers

• Reprovado com 10 votos contra, nove abstenções e dois votos a favor • Tempo para apresentação e votação: 4 minutos • 7 deputados ausentes

Sang) e três votos a favor, de Kwan Tsui Hang, Mak Soi Kun e o próprio Pereira Coutinho. A reprovação dos projectos de lei não surpreendeu, tendo em conta o historial de Pereira Coutinho - seis projectos apresentados pelo deputado em Março tiveram o mesmo fim – e o desinteresse de alguns deputados era visível aquando da apresentação das propostas.

Coutinho “cumpridor”

Na declaração de voto no final da aprovação dos seus quatro projectos, Pereira Coutinho limitou-se a dizer que estava apenas a cumprir as suas competências enquanto deputado e não descartou tecer críticas à AL. “É raro que a Assembleia Legislativa apresente projectos de lei. Mas a alegação da falta de tempo [não convence], já que em todos os projectos não se ultrapassam os 12 artigos. Se estivermos determinados, poderíamos cumprir esses trabalho. Dispomos de tempo e é irracional as críticas tecidas contra mim.” – J.F.


quinta-feira 23.5.2013

política

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Eleições 2013 Reforçado orçamento em mais 17 milhões de patacas

“As maiores de sempre” Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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orçamento para as eleições à Assembleia Legislativa vai ser reforçado em 17 milhões de patacas. O anúncio foi ontem feito em Boletim Oficial, num despacho assinado por Francis Tam, secretário para a Economia e Finanças. A justificação para a subida – que eleva, assim, o orçamento das eleições para 47,89 milhões de patacas – é a de que as eleições deste ano são “as maiores de sempre”. “A Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) esclarece que a envergadura das eleições deste ano é a maior de sempre, com o aumento do

número de assembleias de voto, trabalhadores, equipamentos e despesas de propaganda, de modo que considera o aumento razoável para que se assegurar o sucesso das eleições.” O trabalho por turnos, para facilitar as votações, é um dos motivos que leva a CEAL a considerar ser preciso mais dinheiro. “Para assegurar o sucesso das eleições do corrente ano, adoptar-se-á o regime de trabalho por turnos para determinados tipos de trabalho. Prevê-se que seja necessário mais de três mil trabalhadores para exercerem funções eleitorais no próximo Dia de Votação, enquanto que, nas últimas eleições, apenas mais de dois mil trabalhadores

Emprego Francis Tam assegura que Lei do Trabalho vai ser revista para o ano

tiago alcântara

Cecília Lin

cecilia.lin@hojemacau.com.mo

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rancis Tam, secretário para a Economia e Finanças, disse ontem que o Governo vai fazer alterações à Lei Laboral no próximo ano. Alterações

onde se incluem assuntos como a licença de paternidade e os feriados sobrepostos, entre outros temas. Num encontro entre o Governo e a Associação de Mútuo-Auxílio dos Operários de Macau (AMOM), o respon-

Macao Tri-Decade recolhe assinaturas contra estudantes do exterior A Macao Tri-Decade Action Union começou a recolher assinaturas dos residentes de Macau no Facebook contra a possibilidade de o visto de estudante se tornar um visto trabalho ou BIR. A associação disse no Facebook que vai fazer recolhas na rua e entregar as assinaturas ao Governo, afim de parar o estudo da política. A associação assegura que não tem medo da competição, mas está contra porque o Governo não tem dados sobre a proposta.

exerceram o mesmo tipo de trabalho, e, por conseguinte, o orçamento das despesas com o pessoal das funções eleitorais, irá ter um aumento superior a 70%, em comparação com as despesas efectuadas nas últimas eleições.” A inflação tem também culpas no cartório. “Devido à inflação e à subida de preços no mercado, prevê-se um aumento de 25% nas despesas com a publicidade e propaganda para as eleições do corrente ano e um aumento para o dobro no orçamento para as obras relacionadas com as Assembleias de voto.” A CEAL explica que, para as eleições por sufrágio directo, houve um aumento de 30 mil novos eleitores, quando comparado com as últimas eleições, fazendo com que existam mais de 270 mil eleitores inscritos. Já nas eleições por sufrágio indirecto, com a eliminação do mecanismo de “candidato automaticamente eleito”, será também aumentado o número de colégios eleitorais.

Terrenos Tudo para “viabilizar” novo posto transfronteiriço com Guangdong

Operários reúnem com Governo

sável disse ainda que o Governo continua a acompanhar o caso da chamada lista negra dos casinos. O presidente da associação, Cheong Weng Fa, afirmou que existe uma lista negra entre os casinos, que indica quando um funcionário é despedido para que os outros casinos não recrutem a mesma pessoa. Francis Tam respondeu que os casinos disseram que não existia esta lista negra, mas promete continuar a averiguar. Além disto, e um dia depois do Gabinete de Estudo das Políticas (GEP) ter afirmado que o Governo ainda não tem nenhuma conclusão sobre a política dos estudantes não-residentes, chegou a vez de Francis Tam vir a público reiterar que não há ainda qualquer posição estabelecida. O tema tem dado que falar recentemente e, ontem, Francis Tam e o director da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), Wong Chi Hong, tiveram um encontro com cerca de 20 representantes da AMOM. Da reunião saiu o anúncio de que, por agora, o Governo vai fazer estudos mais aprofundados sobre o assunto.

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IACM desiste de terrenos públicos Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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m despacho do secretário para as Obras Públicas e Transportes, Lau Si Io, publicado ontem em Boletim Oficial, determina que os quatro terrenos detidos até agora pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) vão passar a estar na posse do Governo. Tudo porque a entidade presidida por Ray-

mond Tam desistiu dos terrenos. Porquê? Para facilitar a nova fronteira que, apesar de não ter data para nascer, está pensada para servir de segunda alternativa às Portas do Cerco. “A fim de viabilizar o estabelecimento do novo posto transfronteiriço entre Guanhdong e Macau, o IACM, através da declaração de 10 de Julho de 2012, veio comunicar a desistência das concessões dos aludidos terrenos (...) situados

na península de Macau, junto à avenida do Comendador Ho Yin”, pode ler-se no despacho. No total, os quatro terrenos têm um valor aproximado de 900 milhões de patacas. “Em consequência da desistência referida, os terrenos identificados, com um valor atribuído de 25,486 milhões, 7,433 milhões, 3,557 milhões e 863 mil patacas revertem, livre de ónus ou encargos, à posse da RAEM.”


política

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Património Associação do sector defende mão pesada

“Governo poderia ter mais poderes”

Criadas petições online contra inundações e violência doméstica

A exercer cidadania Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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uma altura em que os deputados trabalham a todo o vapor na discussão da proposta de lei da salvaguarda do património cultural, uma associação da área defende que o Governo poderia fazer mais para garantir a sua posição na protecção dos espaços históricos. “O Governo necessita de intensificar a cooperação com a Assembleia Legislativa (AL) para que a proposta de lei da salvaguarda do património cultural seja aprovada o mais depressa possível. Nesse sentido, o Governo deveria ter mais poderes para proteger o património cultural e seguir as regras e regulamentos por forma a incluir mais potenciais edifícios históricos na lista de conservação”, defende a associação dos embaixadores do património de Macau numa resposta ao Hoje Macau. A mesma associação foi ainda

Preocupam-se sobretudo sobre o ambiente exterior aos edifícios, que podem ser afectados com desastres naturais e outros factores causados pelo Homem.” “Sugerimos que o Governo poderia reforçar a comunicação com o público e mostrar mais o mecanismo (de queixas) para informar o público. Dessa forma o Governo poderia efectivamente monitorizar mais as situações referentes aos edifícios históricos”, acrescentam. Segundo resposta escrita do IC, muitas das queixas recebidas prendem-se com o ambiente que envolve os edifícios e espaços históricos, os serviços disponibilizados aos turistas e outras informações sobre actividades culturais. O organismo garante que a resposta é dada “o mais rápido possível e de acordo com os procedimentos”. O objectivo é “manter a comunicação entre o organismo e o público em geral”.

tiago alcântara

Andreia Sofia Silva

confrontada com as queixas dos cidadãos sobre o património. Segundo dados do Instituto Cultural (IC), foram cerca de 50 só no ano passado. Muitas dessas queixas também são apresentadas junto da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Justiça (DSAJ), no seu mecanismo disponível online. Neste ponto, a associação considera que o Governo também deveria melhorar. “Os casos mostram que o público está cada vez mais preocupado sobre o património cultural e sobre o trabalho de conservação dos edifícios históricos.

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Consulta Pública sobre a Revisão do Regime Jurídico da Administração das Partes Comuns do Condomínio 2013.04.30 – 2013.07.31

Locais para a obtenção do documento: 1. Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional 2. Instituto de Habitação 3. Centro de Informações ao Público 4. Centro de Serviços da RAEM 5. Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça 6. Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e respectivos Centros de Prestação de Serviços ao Público e Postos de Atendimento e Informação Consulta e descarregamento do documento de consulta: 1. Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional: http://www.dsrjdi. ccrj.gov.mo 2. Instituto de Habitação: http://www.ihm.gov.mo Apresentação de opiniões e sugestões: Direcção dos Serviços da Reforma Jurídica e do Direito Internacional Correio electrónico: consultation@dsrjdi.gov.mo Fax: (853) 2875 0814 Endereço postal: Alameda Dr. Carlos D’ Assumpção, n.º 398, Edifício CNAC, 6.º andar, Macau Realização de 3 sessões de consulta ao público: Sessão

Data

Hora

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1 de Junho de 2013 (sábado)

15:00-17:00

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8 de Junho de 2013 (sábado) 15 de Junho de 2013 (sábado)

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Local

Idioma

Centro de Formação para os Trabalhadores dos Serviços Públicos dos SAFP (Centro Comercial Cheng Feng, 7.° andar) 15:00-17:00 Sala de reuniões do Instituto de Habitação

Chinês (com tradução em português)

15:00-17:00

Chinês (com tradução em português)

Centro de Formação para os Trabalhadores dos Serviços Públicos dos SAFP (Centro Comercial Cheng Feng, 7.° andar)

Chinês

Os interessados podem inscrever-se através do seguinte número:8795 7111

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s cidadãos de Macau estão mais activos no Facebook no que diz respeito a situações relacionadas com a vida da população. Depois de uma petição sobre a violência doméstica, ontem foi criada uma nova página na rede social, a pedir ao Executivo que resolva o problema das inundações. Criada por dois cidadãos do território, a petição on-line pede compensações e assistência do Governo pelas perdas e danos causados pelas inundações “anormais”, que, dizem os autores, têm origem em bloqueios dos esgotos por estes estarem entupidos com materiais de construção do metro ligeiro. O grupo acusa o Executivo de se querer esquivar às responsabilidades das inundações e pede que sejam penalizados os departamentos responsáveis pelo problema das inundações. “É tempo de falarmos por nós próprios”,

salientam na página do Facebook. Outro dos pedidos é a melhoria dos sistemas de drenagem das águas no território. Esta é a segunda petição criada on-line no espaço de dois dias. A outra pretende que o Governo considere o crime de violência doméstica na Lei que está a ser elaborada e chega depois de muita polémica sobre o assunto. Criada pelo universitário e candidato à Assembleia Legislativa, Sou Ka Hou, de acordo com o Jornal Tribuna de Macau, a petição conta já com 700 pessoas (até à hora do fecho desta edição), sendo a maioria da comunidade chinesa. De acordo com o mesmo jornal, as assinaturas começaram a ser recolhidas na quinta-feira e todos poderão assinar a missiva até 23 de Junho. Mais de sete mil pessoas foram convidadas a assinar a petição. Ambas as petições podem ser encontradas na página do Facebook do Hoje Macau, em www. facebook.com/hoje.macau.


quinta-feira 23.5.2013

sociedade

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Vistos Turistas ingleses com mais tempo de permanência do que portugueses

“É e não é um problema”

Os portadores de passaporte português apenas podem permanecer três meses na RAEM, enquanto que os cidadãos do Reino Unido têm direito a estar seis meses. As decisões datam do tempo da transferência de soberania, mas Fernando Gomes, do Conselho das Comunidades Portuguesas, diz que não há discriminação Andreia Sofia Silva

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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ma consulta à lista de 105 países que concedem a isenção de vistos aos titulares de passaporte da RAEM, presente no website dos serviços de emigração, revela um facto curioso: os turistas ingleses podem permanecer no território durante seis meses, enquanto que os turistas portugueses têm apenas três meses para estar em Macau. Da lista, são os que mais tempo podem permanecer na região, seguindo-se os

cidadãos das Ilhas Fiji, que podem estar quatro meses. Trata-se de uma situação que data do tempo da transferência de soberania, como explicou fonte dos serviços de emigração ao Hoje Macau. “Antes da transferência os portugueses não estavam sujeitos a prazos de permanência, e a partir de Dezembro de 1999 ficaram sujeitos a um prazo estipulado no decreto-lei 55\95\M de 90 dias.” Depois, quando Portugal passou a fazer parte do espaço europeu, passou a ficar determinado que os re-

cialmente 90 dias, “mas houve um acordo com o Governo da RAEM, quando saíram os passaportes de Macau depois da transferência. O que aconteceu foi que os titulares do passaporte da RAEM passaram a ter direito a seis meses de permanência.”

Sem discriminação

sidentes da União Europeia (UE) também ganhariam o direito a permanecer 90 dias na RAEM. Por sua vez, os titulares de passaporte da

RAEM só podem ficar 90 dias em Portugal. No caso do Reino Unido, e segundo a mesma fonte, os turistas também tinham ini-

Religião Estudo americano fala de liberdades de escolha

Macau e Hong Kong respeitam a diferença O

Departamento de Estado norte-americano salienta num relatório que as Regiões Administrativas Especiais chinesas de Macau e Hong Kong respeitam de forma geral a liberdade religiosa e não registaram casos de abusos no ano passado. No último relatório anual sobre a liberdade religiosa, publicado esta semana, o Departamento de Estado norte-americano salienta que os Governos de Macau e Hong Kong “respeitam de forma geral a liberdade religiosa”, protegida na Lei Básica, a mini-Constituição das Regiões Administrativas Especiais chinesas. Em Macau, aponta o documento, citado hoje pelo Jornal Tribuna de Macau, cerca de 80% dos mais de 560 mil habitantes são budistas praticantes, existindo ainda cerca de 30 mil católicos romanos, dos quais cerca de metade são estrangeiros a residir no território, mais de 8.000 protestantes, 2.500 bahais e 400 muçulmanos. O território “não registou em 2012 abusos sociais ou discriminação baseada na religião”, sublinha o relatório, apontando que as

“relações entre os diversos grupos religiosos são boas e os cidadãos são, em geral, tolerantes com as opiniões e práticas religiosas dos outros”. O Departamento de Estado realça que vários grupos religiosos oferecem em Macau uma vasta gama de serviços sociais e que o Governo local apoia financeiramente alguns deles, como escolas, creches, clínicas, lares e centros de reabilitação. Em Hong Kong, cerca de 43% dos sete milhões de habitantes praticam algum tipo de religião, sendo a maioria da população budista e taoista, segundo o relatório norte-americano. De acordo com os dados do Departamento de Estado, a ex-colónia britânica conta com 1,5 milhões de budistas e taoistas, 480 mil protestantes, 363 mil católicos romanos, 20 mil mórmones, 220 mil muçulmanos, 40 mil hindus, 10 mil sikhs e entre 5.000 e 6.000 judeus. “Não houve registo de abusos da liberdade religiosa em 2012, no entanto, houve registo de restrições sobre o Falun Gong”, movimento

proibido na China desde 1999, refere o relatório. Representantes do Falun Gong alegaram, segundo o Departamento de Estado norte-americano, que as “autoridades da China continental pressionaram Hong Kong a restringir as suas actividades na região”. Segundo os dados do Governo norte-americano, Hong Kong conta com cerca de 300 a 500 praticantes do Falun Gong e Macau com cerca de 50. O mesmo documento realça que a comissão que elege o chefe do executivo de Hong Kong, com 1.200 membros, conta com 60 representantes dos seis maiores grupos religiosos do território, nomeadamente a Diocese Católica, a Associação Muçulmana, o Conselho Cristão, a Associação Taoista, a Academia Confuciana e Associação Budista. Vários grupos religiosos também oferecem em Hong Kong serviços sociais e o Governo da antiga colónia britânica cobre em 90 % o orçamento das escolas geridas por essas entidades. - Lusa

Contactado pelo Hoje Macau, Fernando Gomes, presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas, considera não existir discriminação, pois estamos perante uma situação explícita na lei.

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“É uma integridade de posturas entre estados e não é discriminação. A nossa posição é neutra”. Fernando Gomes diz ainda que esta situação “é e não é um problema: é a lei que vigora”. “O Reino Unido não faz parte do espaço Schengen e tem autonomia sem a interferência da UE. Se houve um acordo bilateral penso que funciona, foi uma excepção. Penso que até beneficia os portadores do passaporte da RAEM que podem ficar seis meses no Reino Unido. Só traz vantagens e penso que não é discriminatório, porque trata-se de uma situação em bloco.” O responsável frisa ainda que “ninguém faz turismo em Macau durante 90 dias”, apontando como casos excepcionais a visita de familiares. Em casos de procura de emprego, Fernando Gomes considera que “as pessoas que entram com visto de 90 dias já com uma colocação profissional conseguem resolver a sua situação antes disso, com a tal emissão de residência temporária”.

Banca Novos empréstimos bancários para habitação subiram 12,8%

Comprar casa a todo o custo

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s novos empréstimos hipotecários para habitação aprovados pelos bancos de Macau aumentaram 12,8% em Março face ao período homólogo do ano passado, indicam dados oficiais ontem divulgados pela Autoridade Monetária (AMCM). Já em termos mensais, os novos empréstimos hipotecários para habitação aprovados pelos bancos deram um ‘pulo’ de 50%, de acordo com as estatísticas publicadas pela AMCM, atingindo 3,1 mil milhões de patacas. Do total, 97,3% foram concedidos aos residentes. Ao nível dos montantes aprovados, os novos empréstimos hipotecários para habitação concedidos aos residentes locais ascenderam 52,3%, enquanto os atribuídos aos não-residentes 5%. Já os novos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias aprovados diminuíram 67,3% face a Fevereiro, atingindo 2,4 mil milhões de patacas e 34,9% em relação a Março de 2012.

No final de Março, o saldo bruto dos empréstimos hipotecários para habitação alcançou as 100,4 mil milhões de patacas, um acréscimo de 1,5% em termos mensais e de 28,9% face ao mesmo mês de 2012. A subir estava também o saldo bruto dos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias, que aumentou 2,4% em relação a Fevereiro e 20,1% face ao período homólogo de 2012, atingindo 74,6 mil milhões de patacas. No final de Março, o rácio das dívidas não pagas aos empréstimos hipotecários para habitação foi de 0,06%, mantendo-se inalterado face ao mês anterior e recuando 0,02 pontos percentuais em termos anuais. Já o dos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias em dívida, diminuiu 0,03 pontos percentuais em relação ao mês anterior e aumentou 0,03 pontos percentuais em relação ao período homólogo, atingindo 0,12%. - Lusa


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Calçada do Gaio Construção de 12 andares teve luz verde do Governo

Protecção à Guia garantida Na zona de protecção do monte da Guia irá nascer nos próximos três anos um novo edifício. O Governo deu ontem aval à construção de um prédio de 12 andares, numa área onde as infra-estruturas não podem ser superiores a 52,5 metros. Jaime Carion explica ao Hoje Macau que houve um “parecer favorável” do Instituto Cultural face às cotas altimétricas do projecto pelo que a altura obedece ao “limite” legal permitido Rita Marques Ramos rita.ramos@hojemacau.com.mo

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s Obras Públicas deram ontem o aval final à Sociedade de Fomento Predial San Son On para a construção de um edifício de 12 pisos num terrenos de 1462 metros quadrados na esquina entre a Calçada do Gaio e a Calçada da Vitória. Poucos metros abaixo está situado o prédio da San Va Construções e Fomento Predial, a empresa que viu embargado uma estrutura com altura de 80 metros, depois de publicado um despacho oficial

em 2008 que definia novas cotas altimétricas na zona de protecção da Fortaleza e Farol da Nossa Senhora da Guia (bem como na Zona de Aterros do Porto Exterior e nos Novos Aterros do Porto Exterior) até 52,5 metros. A concessão por aforamento à empresa de dois terrenos nesta área servirá para habitação, comércio e estacionamento, segundo publicado ontem em Boletim Oficial (BO). No entanto, no contrato anexo ao despacho assinado por Lau Si Io, secretário para os Transportes e Obras Públicas, não vem

anunciada a altura do prédio. Jaime Carion, director dos Serviços para Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), contactado pelo Hoje Macau, assegurou que o novo prédio está no limite estipulado pela lei. “A cota altimétrica do edifício obedece à altura máxima permitida de 52,5 metros face ao nível médio das águas do mar. Fica mesmo no limite”, avançou o responsável. “Durante a apreciação do projecto, ouvimos o parecer do Instituto Cultural (IC) que verificou o projecto quanto à

BNU Lucros líquidos de 327 milhões em 2012

Mais do que em 2011

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Banco Nacional Ultramarino em Macau fechou 2012 com lucros líquidos de 327,1 milhões de patacas, mais 0,5% do que em 2011, disse ontem à agência Lusa o presidente da Comissão Executiva. Nas contas do banco, publicadas em Boletim Oficial (BO), Pedro Cardoso, que lidera o banco localmente desde o final de 2011, destacou também a “melhoria significativa” do rácio de crédito vencido que baixou de 1,7% para 0,8%. A 31 de Dezembro, o BNU tinha 22.553 milhões de patacas em depósitos à ordem e a prazo além de outros 10.858 milhões de patacas do sector público. Com mais de 200.000 clientes o BNU passou também de uma carteira de 2,4 produtos por cliente para 3,1 produtos actualmente, factor que Pedro Cardoso salienta como uma “melhoria no trabalho de fidelização do cliente do banco”. Apesar de se escusar a dar garantias sobre o futuro da instituição ou a detalhar números, Pedro Cardoso disse também que os resultados trimestrais têm vindo a subir consecutivamente desde o último trimestre de 2011 até ao primeiro trimestre de 2013 com a subida de Janeiro a Março deste ano face a Outubro a Dezembro de 2011 a ser de cerca de 40%. “Estas contas significam que, por um lado, o processo de transformação que foi iniciado em 2011 está a ter bons frutos, sobretudo no crescimento

sua questão altimétrica, tendo dado um parecer favorável, de modo que o edifício cumpre exactamente a lei que é definida sobre a protecção do valor da guia (decreto-lei 83/92/M) e do despacho de 2008 (que fixa as cotas altimétricas máximas permitidas para a construção de edifícios nas zonas de imediações do Farol da Guia).” O aproveitamento do terreno (apresentação e apreciação do projecto e emissão de licenças), segundo contrato publica do em BO, deverá ter lugar nos próximos três anos e meio sob pena de sanções.

emissor de moeda, tem 14 agências na cidade - vão abrir mais quatro em 2013 - e 430 trabalhadores e experimentou um “efeito atípico” nas contas da instituição ao “reavaliar o seu património imobiliário”. “(Por um lado) permitiu um aumento dos fundos próprios do banco, mas, por outro lado, implicou um aumento muito significativo, de 24%, dos custos de amortizações”, explicou Pedro Cardoso. As contas do banco foram ainda influenciadas pela concorrência no sector em Macau onde estão em operação 29 bancos, verificando-se nos últimos anos uma tendência de “estreitamento da margem financeira”, ou seja, a diferença entre a taxa média de concessão de crédito face à taxa média de captação de recursos de clientes, “tem-se vindo a estreitar”.

Futuro sustentado

de negócio que se cifrou em cerca de 19% entre crédito e depósitos”, disse ao salientar, no entanto que o crescimento do volume de negócio significa na actividade bancária sempre mais custos no imediato ou no curto prazo e proveitos mais tarde. Entre 2011 e 2012, o BNU Macau, que é a par do Banco da China um banco

Para o futuro, e face ao crescimento sustentado do volume de negócios, Pedro Cardoso preconiza um “crescimento sustentado da rentabilidade do banco” num resultado que não pode ser alheado do crescimento da economia de Macau, da modernização que tem sido implementada, da segmentação do mercado e das abordagens diferenciadas para os diferentes segmentos. Recordou ainda que apesar da inflação em Macau tem rondado os 6% e de 2012 ter sido um ano de celebração do 110.º aniversário do BNU, os custos da instituição aumentaram apenas 3%, o que reflecte “melhor organização, melhor eficiência nos recursos que o banco dispõe”. - Lusa

Indemnizações sim, troca de terrenos não

As negociações entre a “San Va Construções e Fomento Predial Limitada” - detentora do prédio de 80 metros embargado há cinco anos na Calçada do Gaio por despacho que inviabiliza a construção de edifícios acima de 52,5 metros após aprovação do projecto - e o Governo pode ter os dias contados. A ideia é deixada por Jaime Carion, director da DSSOPT. “Espero que o assunto esteja resolvido ainda este ano porque há muitos serviços intervenientes neste processo, não apenas as Obras Públicas”, indica ao Hoje Macau. Embora a próxima reunião entre o grupo de trabalho interdepartamental e a promotora do projecto ainda não esteja agenda, as propostas em cima da mesa quando se reunirem não passam pela permuta de terrenos. “Essa hipótese foi logo excluída no início do processo de negociação. Será uma compensação monetária sobre a forma de indemnização, é isso que está em discussão. Há já valores equacionados mas ainda não posso adiantálos”, explica Carion. “Há várias propostas mas uma coisa é certa, é que não seguirá o processo de troca de terrenos”, reforça. Apesar dos últimos comunicados publicados pelo promotor do projecto, que expressa insatisfação com a falta de celeridade do Governo na resolução deste problema, o dirigente do organismo indica ainda que a intenção de ambos é a de se chegar a um “consenso de forma pacífica” pelo que não pretendem recorrer aos órgãos judiciais, já que desta forma seria ainda mais moroso.

Imobiliário Preço médio do metro quadrado subiu 20%

Mais caras que o ouro

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preço médio das fracções autónomas habitacionais transaccionadas em Macau no primeiro trimestre deste ano aumentou 20% para quase 78.000 patacas, indicam dados estatísticos oficiais, divulgados ontem. De acordo com os mesmos dados, entre Janeiro e Março foram transaccionadas 5.423 fracções autónomas e lugares de estacionamento pelo valor global de 25.690 milhões de patacas, uma queda, respectivamente, de 25% e 18% face ao último trimestre de 2012. No período em análise, os Serviços de Estatística e Censos revelam que foram transaccionadas 3.585 fracções autónomas destinadas à habitação, menos 958 do que no último trimestre de 2012,

e destas 1.491 fracções, ou 42%, não estavam ainda concluídas. Com os dados disponíveis, os Serviços de Estatística e Censos salientam que o preço do metro quadrado aumentou 20% para 77.975, uma subida influenciada pela subida de 15% no metro quadrado das fracções autónomas ainda não concluídas que atingiu 97.307 patacas. Já o preço médio do metro quadrado das fracções existentes aumentou 5% comparativamente ao último trimestre de 2012 para 59.756 patacas. O preço médio do metro quadrado para escritórios subiu 33% para 63.511 patacas, enquanto que das fracções industriais se aumentou em 12% para 28.606 patacas. - Lusa


quinta-feira 23.5.2013

andreia.silva@hojemacau.com.mo

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Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) aceita até ao dia 7 de Junho propostas de empresas privadas para a gestão e manutenção da ponte Sai Van entre Outubro deste ano e Setembro de 2015. O concurso público foi publicado em Boletim Oficial (BO) recentemente. Segundo o documento, assinado pelo director Jaime Roberto Carion, a empresa vencedora será responsável pela monitorização da ponte durante 24 horas através do sistema de videovigilância, “manutenção e aperfeiçoamento do seu estado normal de utilização” e “gestão dos equipamentos e instalações da ponte aquando da execução das obras do Metro Ligeiro”. Cabe ainda a essa empresa a gestão da abertura “condicional à circulação do trânsito no tabuleiro inferior durante o período de tufões”. pub

Ponte Sai Van Desde 2005 que é concessionada a privados

Novo concurso público para entregar gerência Foi publicada há dias em Boletim Oficial a abertura de um novo concurso público para gerir a ponte Sai Van até Setembro de 2015. Ao Hoje Macau, as Obras Públicas dizem que a gestão e manutenção entregue a privados é necessária porque “a situação é diferente quando comparado com as outras duas pontes” A entrega deste tipo de serviços a empresas privadas acontece desde 2005 e, segundo a DSSOPT, deve-se ao facto da ponte Sai Van ter outras condições de utilização. “Uma vez

que compreende o tabuleiro inferior e os equipamentos electromecânicos, a situação é diferente quando comparado com outras duas pontes de ligação entre Macau e Taipa”, diz

tiago alcântara

Andreia Sofia Silva

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sociedade

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o organismo em resposta ao Hoje Macau. Para além disso, “o tabuleiro inferior da ponte Sai Van é o único acesso entre Macau e a Taipa durante o período de tufão sinal 8, necessitando assim de alta flexibilidade em termos de reparação e manutenção quotidiana de vários sistemas e colocação de trabalhadores, pelo que é mais apropriado a contratação de uma companhia particular”. “A contratação de uma companhia particular para a gestão da ponte ou túnel é também um modelo de funcionamento amplamente adoptado pelos governos das regiões vizinhas”, acrescenta. A última empresa a quem foi adjudicada a concessão da ponte foi o Grupo HN Limitada, com um contrato avaliado em mais de 7,800 milhões de patacas. A mesma empresa, mas com a designação H. Nolasco e Companhia Limitada, venceu igualmente o concurso entre 2009 e 2011, num contrato avaliado em 9,300 milhões de patacas.


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nacional

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Portugal/China Dinamismo nas relações económicas apesar de queda das exportações Síria Pequim adopta postura aberta em relação ao Irão

O porta-voz do Ministério dos Negócios estrangeiros da China, Hong Lei, afirmou esta terçafeira em Pequim que o país vê com bons olhos quaisquer esforços favoráveis à resolução da crise síria por via política e saúda a proposta dos envolvidos sobre a organização de uma reunião internacional. Hong Lei acrescentou ainda que o país possui uma atitude aberta em relação à participação do Irão e da Arábia Saudita na reunião. O porta-voz confirmou que se está a discutir o programa do evento. Hong Lei sublinhou que a questão síria não pode ser resolvida sem a intervenção dos países da região, especialmente dos membros que exercem influência sobre a situação interna do país. Finalmente, Hong Lei disse que a China quer esforçar-se, juntamente com a comunidade internacional, para promover uma solução justa e adequada para o conflito.

Explosão em fábrica provocou 13 mortos

Uma explosão numa fábrica de explosivos na China matou 13 pessoas, enquanto 20 estão desaparecidas, afirmou terçafeira fonte oficial. Além dos mortos e desaparecidos, 19 ficaram feridos no desastre, que destruiu por completo o edifício de três andares propriedade da empresa estatal Poly Explosives, localizada na província oriental de Shandong, referiu a agência noticiosa Xinhua. Imagens transmitidas pela televisão mostraram socorristas e pessoal dos serviços de emergência a procurar sobreviventes no meio dos destroços do edifício, que desabou com a força da explosão. Um responsável da cidade de Shangqiu, onde se deu a explosão, afirmou que ainda não há informação sobre as causas. Ainda segundo a Xinhua, pela fábrica, construída recentemente, passavam anualmente pelo menos 30 mil toneladas de dinamite.

Embaixador optimista

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embaixador de Portugal em Pequim, Jorge Torres Pereira, procurou terça-feira desdramatizar a queda das exportações portuguesas para a China no primeiro trimestre de 2013, salientando que “há um dinamismo crescente” nas relações económicas entre os dois países. “Ainda é cedo para se perceber se os dados do primeiro trimestre são apenas conjunturais ou se vamos chegar ao fim do ano com números efectivamente menos positivos”, disse Jorge Torres Pereira à agência Lusa. Pelas contas chinesas, entre Janeiro e Março deste ano, as exportações portuguesas para a China diminuíram 13,8% em relação a 2012, para cerca de 2,45 mil milhões de patacas, contrariando a tendência dos últimos três anos. Segundo João Marques da Cruz, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCIL-C), aquele resultado “não está desfasado da tendência geral das exportações portuguesas” e reflecte, também, o aparente “arrefecimento do mercado chinês” quanto à importação de maquinaria, veículos e materiais de construção. “Os bens de equipamento têm um grande peso nas nossas exportações para a China. A própria Alemanha (o maior exportador europeu) diminuiu as suas exportações (naquele sector)”, disse Marques da Cruz.

quinta-feira 23.5.2013

Em declarações à agência Lusa, o embaixador de Portugal destacou a inauguração na semana passada de uma fábrica de componentes para automóveis da Sodecia, empresa com sede no Porto e que protagonizou um dos maiores investimentos portugueses na China, no valor de cerca de 200 milhões de patacas. A fábrica, com cerca de 200 trabalhadores, está situada em Dalian, cidade portuária do nordeste da China. “A nível global não há dúvida que o crescimento económico está aqui e os empresários portugueses têm de ir procurar mercados onde está o crescimento”, afirmou o diplomata. Em Julho próximo, também em Dalian, a Salvador Caetano, associada a uma empresa chinesa, vai inaugurar uma unidade para fabricar autocarros de aeroporto, área em que o grupo português é considerado um dos líderes mundiais. “Há uma nova dinâmica nas relações económicas luso-chinesas. A China já está no radar das empresas portuguesas”, disse Torres Pereira. Comentando aqueles dois projectos industriais, Marques da Cruz afirmou: “É muito importante que, além do investimento chinês em Portugal, haja investimento português na China”. “Um país cuja economia cresce acima dos sete por ano tem imensas oportunidades e, além disso, há mais sectores que se irão abrir ao investimento estrangeiro”, acrescentou. As exportações portuguesas para a China mais do que triplicaram nos últimos três anos, atingindo em 2012 o valor recorde de cerca de 10.128 mil milhões de patacas.

Cooperação Primeiro-ministro chinês no Paquistão em visita com cariz económico

Impulsionar cooperação bilateral

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primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, chegou esta quarta-feira ao Paquistão para uma visita previsivelmente de cariz económico, na qual se reunirá com as autoridades locais, assim como com o vencedor dos últimas eleições, Nawaz Sharif, que se tornará primeiro-ministro do país pela terceira vez. O primeiro-ministro chinês, que assumiu o cargo há dois meses, encontrou-se ontem com o presidente do Paquistão, Asif Alí Zardari, e com o primeiro-ministro Hazar Khan Khoso, e esta quinta-feira irá reunir-se com Sharif, segundo uma nota da diplomacia paquistanesa. O comunicado paquistanês, que qualifica a relação com a China como “um pilar da política externa

do Paquistão”, afirma que a visita “dará novo ímpeto” à cooperação bilateral e destaca que “ambos os países compartilham visões idênticas em assuntos globais”. Segundo a imprensa e analistas locais, a visita do primeiro-ministro chinês será marcada por um forte tom económico, já que o novo governo do Paquistão, liderado por Sharif, tem uma necessidade urgente de injectar capital investidor para atenuar a crise financeira do país. O Paquistão é a segunda escala da primeira viagem internacional do líder chinês, que, após visitar a Índia, ainda passará pela Suíça e Alemanha. A última visita de um primeiro-ministro chinês ao Paquistão aconteceu em 2010.


quinta-feira 23.5.2013

região

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Japão Político japonês acusa militares sul-coreanos de usarem mulheres como escravas sexuais

Sexo no campo de batalha

Toru Hashimoto

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m político japonês acusou esta terça-feira soldados da Coreia do Sul de abusarem de mulheres durante a guerra, dias depois da polémica que causou ao afirmar que as escravas sexuais na Segunda Guerra Mundial foram uma necessidade militar. Numa declaração que provocou uma resposta de Seul e aumentou a tensão entre os dois países, o presidente da câmara de Osaka (centro do Japão), Toru Hashimoto, disse que militares sul-coreanos forçaram mulheres

a serem escravas sexuais durante a Guerra do Vietname. A escravidão sexual é uma questão particularmente sensível na Coreia, cuja população compôs grande parte das cerca de 200.000 “mulheres de conforto” forçadas a trabalhar em bordéis para os militares japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. Na semana passada, Hashimoto declarou que estas mulheres desempenharam um “papel necessário” para manter na linha soldados oriundos da frente de batalha, desencadeando uma série

de críticas de países ocupados pelo Japão nas décadas de 1930 e 1940, e também dos Estados Unidos. Desde então, Hashimoto - co-líder do Partido da Restauração Japonês - continuou a atear a polémica, com novas declarações. “O Japão esteve mal”, disse num encontro partidário, noticiado pelo diário Asahi Shimbun. “É verdade que usámos mulheres para resolver o problema do sexo no campo de batalha. Posto isto, os Estados Unidos, o Reino Unido, a Alemanha e a França, e até os militares da Coreia do Sul

no Vietname e depois da Segunda Guerra Mundial, todos usaram mulheres para resolver a questão”. “O Japão esteve mal, mas temos que encarar a História. É isto que os políticos japoneses devem dizer”, afirmou, de acordo com o Asahi. Durante o regime militar Park Chung-hee, pai da actual presidente sul-coreana, Park Geun-hye, a Coreia do Sul destacou mais de 300.000 soldados no Vietname nas décadas de 1960 e 1970 para apoiar as forças dos Estados Unidos. Um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano disse que as classes políticas precisam de “corrigir formas de pensar anacrónicas”. “Não podemos deixar de considerar deplorável que o presidente da câmara de Osaka continue a fazer comentários que ferem os sentimentos das mulheres forçadas à escravidão sexual e tentar ocultar problemas fundamentais... com toda esta conversa sobre as acções dos soldados sul-coreanos”, afirmou. “Estamos realmente preocupados com a direcção que os líderes japoneses estão a tentar imprimir ao país e com aquilo que estão a tentar ensinar à geração mais jovem”, acrescentou. Numa sondagem realizada no fim de semana, 75% dos inquiridos consideraram as declarações de Hashimoto inapropriadas. De acordo com a agência noticiosa francesa AFP, não há provas aceites internacionalmente de que outra força militar, além do Japão, tenha usado um sistema de escravidão sexual, antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

Japão Parlamento aprovou adesão à Convenção de Haia sobre rapto de crianças

Pressionados durante décadas

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parlamento japonês aprovou ontem a adesão do Japão à Convenção de Haia sobre o rapto de crianças, depois de décadas de pressão dos Estados Unidos e de outros países ocidentais, como o Canadá e França. O Japão é o único país do G8 que não ratificou a convenção de 1980 refe-

rente ao rapto de crianças em caso de separação de um casal de nacionalidades diferentes e que obriga a devolver a criança raptada ao país da sua residência habitual. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, comprometeu-se a ratificar a convenção durante um encontro que teve em Wa-

shington com o Presidente norte-americano, Barack Obama. Esta é uma decisão pela qual os Estados Unidos, França e Canadá aguardam há muito tempo. Actualmente, os Estados Unidos têm cerca de 100 casos declarados de rapto de crianças, o Canadá 39 e França 33.

A Convenção sobre os Aspectos Civis do Rapto Internacional de Crianças é ratificada actualmente por 89 Estados. Depois da aprovação da adesão do Japão pelo parlamento, será criado um organismo no seio do Ministério dos Negócios Estrangeiros nipónico que ficará responsável por lo-

calizar as crianças raptadas por um dos pais. A mesma entidade encorajará os pais separados a resolverem o seu diferendo e, se esta opção falhar, os litígios serão analisados por dois tribunais, um em Tóquio e outro em Osaka. O Japão espera ratificar a convenção até Março de 2014.

Líder norte-coreano enviou alto responsável militar à China

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, enviou ontem um alto responsável militar à China como seu representante, informou a agência noticiosa oficial nortecoreana KCNA sem precisar a razão desta deslocação. Choe Ryong-Hae, director do politburo do Exército Popular da Coreia, partiu ontem para a China, segundo a KCNA, que destacou o seu papel como “enviado especial” de Kim Jong-un. Choe é alegadamente a principal figura do regime norte-coreano a visitar a China desde o ex-líder Kim Jong-il, em Agosto de 2011. Kim Jong-un nunca visitou a China desde que tomou o poder na Coreia do Norte na sequência da morte do pai, em Dezembro de 2011.

Banco do Japão anuncia início da recuperação da economia nipónica

O Banco do Japão (BOJ) anunciou ontem que manterá o seu programa de estímulo e que a economia nipónica “começou a recuperar”, porque as exportações, que representam cerca de 40 % do PIB do país, pararam de recuar. Em comunicado, o banco central japonês acrescentou que a economia do país manterá a senda da recuperação porque a “procura interna se mantém resistente devido aos efeitos das medidas de flexibilização monetária” e também devido às políticas de estímulo aprovadas recentemente no país. Após a reunião de dois dias, ficou acordado também a manutenção da compra da dívida pública e de activos de maior risco de forma a duplicar a base monetária em dois anos para acabar com a deflação registada no país há quase 15 anos.


Fotografias retiradas do Facebook

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tempestade

Rita Marques Ramos Cecília Lin rita.ramos@hojemacau.com.mo

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ma chuva intensa e ininterrupta acompanhada de relâmpagos e trovões sucessivos durante, pelo menos, seis horas. Ontem de madrugada, a tempestade que se abateu sobre Macau foi idêntica ao recente temporal do passado dia 8, com a excepção de ter sido bem mais prolongada, por isso a precipitação penosa foi não só denominada de “rara” como considerada pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) como a pior desde 1982 e uma das piores desde há mais de 60 anos. “Registámos uma chuva intensa rara durante esta madrugada entre a 1h e as 6h da manhã, um período muito prolongado que faz desta a quarta pior vivida desde 1952. Até às 9h foram registados mais do que 300 ml de chuva e ocorreram muitas inundações em Macau e na parte antiga da Taipa e Jockey Club”, relatou Fong Soi Kun, director dos SMG ao Hoje Macau ao fim da manhã de ontem, antevendo um cenário de pouca bonança para as primeiras horas do dia. “Os aguaceiros podem ser bastante fortes ainda com trovoadas na madrugada [de hoje]. Mas se vai ser tão intensa como esta é muito difícil prever porque geralmente esta previsão é de muito curto prazo. A subida das águas é possível que chegue ao mesmo nível nesta madrugada”, admitiu, num cenário que deverá repetir-se também no fim-de-semana. O forte dilúvio não se previu com exactidão, antes de ser içado

quinta-feira

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Inundações em Macau e na Taipa não foram evitadas

Chuva envergonha Governo Água em catadupa, trovoada incessante e ruas alagadas. Macau ficou inundada pela segunda vez no espaço de um mês. Desta feita, a intensidade do temporal foi apenas comparável com o cenário vivido há 32 anos. Avenidas cortadas, lojas e casas inundadas, acidentes rodoviários. Situações a que Governo não conseguiu, mais uma vez, pôr cobro porque a chuva foi “demasiado forte”. Na manhã de ontem, as escolas não abriram portas e hoje os aguaceiros podem ser igualmente “fortes ainda com trovoadas na madrugada”, explicou Fong Soi Kun, director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG). A chuva, finalmente, abrandará mas só até sábado o sinal pelas 00h55, mas a causa é conhecida. “Ao longo da costa do sul da China há uma banda nebulosa bastante activa e vai continuar a influenciar Macau. Esta nuvem vai-se prolongar também amanhã [hoje] durante a manhã toda.” O sinal de trovoada acabou por ser cancelado ontem passava pouco das 17h. Quanto aos estragos, as imagens falam por si e dão conta de uma cidade debaixo de água, fora e dentro de portas. Isto porque o sistema de drenagem continua a falhar, nomeadamente, nas zonas ribeirinhas do Porto Interior, nas áreas baixas da zona norte e, sobretudo, no hipódromo e no centro da Taipa. Houve registo de pelo menos cinco acidentes de viação, segundo indicação do Corpo de Bombeiros (CB), provocando seis vítimas com necessidade de tratamento hospitalar. Estacionamentos, viadutos e terminais

subterrâneos ficaram alagados e um homem ficou aprisionado no carro devido à maré de chuva. Entre a uma e as 10 da manhã houve mais de 100 chamadas telefónicas para o CB que reportou dois incêndios e diversas inundações, nomeadamente, em lojas e apartamentos no rés-de-chão na península e vila da Taipa. Mas também no interior de apartamentos mais altos, a água entrava pelas varandas e alguns elevadores ficaram inutilizados, em prédios com mais de 30 andares, pelo vazamento da água.

Mecanismo furado novamente pela chuva

Os mecanismos públicos foram accionados mas não fizeram frente mais uma vez a estragos. Lau Si Io, secretário para as Obras Públicas e Transportes, admitiu falhas difíceis de evitar face ao impacto inesperadamente forte das chuvas, ainda


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que tenha sido reforçado o mecanismo inter-departamental depois da tempestade de há duas semanas. “Foi alvo de revisão e foi utilizado nesta tempestade para minimizar o impacto, mas, infelizmente, houve muita chuva. O departamento fez o seu melhor e já foi instruído para tratar os danos o mais rapidamente possível”, explicou ontem de manhã aos jornalistas, à margem da discussão da 1.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) sobre a Lei de Terras. Mas deixou garantias de futuro. “Vamos rever novamente [o mecanismo] e no curto prazo limpar redes de drenagem e analisar a adequação da capacidade de drenagem.” À tarde Lau Si Io convocou também uma reunião urgente com os serviços da sua tutela, onde fez saber que a previsão da chuva não foi totalmente acertada, tendo em conta os métodos científicos e a divulgação dos prejuízos, podendo ter sido mais reduzidos o número de prejuízos, pelo que assumiu que os SMG e os serviços de telecomunicações necessitam de uma melhor coordenação. Ao final do dia, em comunicado, a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), tutelada por Jaime Carion, disse ter enviado pessoal às zonas mais críticas da cidade para um melhor conhecimento das inundações, nomeadamente, na Avenida de Horta e Costa, no bairro de San Kio e na Estrada Governador Albano Oliveira na península. E, explicou, várias foram as queixas de deslizamento de terra localizadas sobretudo na Estrada de Cacilhas e na Estrada da

tempestade

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CTM e as falhas com a tempestade O sistema de armazenamento central falhou. Esta foi a justificação da operadora de telecomunicações CTM para as falhas registadas nos serviços de telemóveis pré-pagos a partir das 3h30. As chuvas, disse a CTM em comunicado, não estão relacionadas com o problema da madrugada de ontem. Apesar de ser altamente seguro e fiável, a operadora diz ter acontecido um caso “raro” de “falha do sistema de armazenamento central e sistema de apoio ao mesmo tempo”. Também alguns sítios online deixaram de funcionar, nomeadamente dos SMG, dos Serviços de Administração e Função Pública e Instituto de Habitação Social. Os serviços tanto móveis como de Internet só foram totalmente repostos pelas 9h. A CTM assegura, em comunicado, que está a “monitorar de perto o funcionamento do fornecedor do sistema para garantir um serviço de comunicações estável”.

Terminal das Portas do Cerco alagado Ao início da madrugada a entrada do terminal de autocarros nas Portas do Cerco começou rapidamente a ver ali retidas as águas da chuva torrencial que caía no exterior. Os autocarros, quando retomaram o serviço, ao início da manhã, tiveram de começar e terminar a sua carreira fora do terminal, totalmente intransitável, tendo-se mudado para a Rua da Tribuna. Só já por volta das 16 horas da tarde de ontem a circulação no local voltou ao normal.

Ponta da Cabrita, onde foi interditado o acesso viário para limpeza dos escombros, na Colina da Penha e em Ká-Hó onde está a ser construído o Novo Estabelecimento Prisional de Macau (EPM).

Obras do Metro são empecilho

Na Taipa, a Estrada Governador Albano de Oliveira, em frente ao Jockey Club, ficou submersa, vedada à passagem de carros até meio da manhã, e o Edifício Nam San ficou novamente alagado levantando-se a possibilidade de serem causadas pelas obras do Metro Ligeiro. O Gabinete de Infra-estruturas de Transportes (GIT) disse à rádio chinesa da TDM que, durante a tempestade, foram colocadas quatro bombas de drenagem de água. O próprio Lei Chan Tong, director do GIT, foi controlar as inundações antes do sinal de aviso de tempestade. O organismo, em comunicado, diz ter feito a vistoria nos últimos dias com o empreiteiro e a entidade fiscalizadora a situação das obras do traçado do ML, tendo investigado com o IACM a situação de escoamento das caixas de visita, pontos colectores de água e da rede de canalizações complementar da obra, tendo-se encontrado sedimentos durante esse processo de investigação, resíduos de construção civil no troço do canal principal da Estrada Governador Albano de Oliveira que afectavam a velocidade de escoamento. O GIT diz ter instruído o empreiteiro a eliminar os resíduos e mandou acrescentar um ramo de canal provisório, para acelerar o processo. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) tam-

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bém foi vencido pelas chuvas. Em declarações ao canal chinês da rádio, um porta-voz do organismo admitiu ter “falhado na retirada oportuna de água.” “Antes da população ser avisada, os SMG avisaram o IACM que imediatamente procedeu à inspecção às estações de bombeamento de cada zona, bem como aos vários pontos de possíveis inundações, nomeadamente, verificando se havia lixo a bloquear os esgotos.”

Aulas canceladas

Na manhã de ontem os alunos ficaram retidos em casa, depois da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) terem cancelado as aulas nas escolas. “Sempre que haja fortes chuvas, a suspensão das aulas de Macau pode ter lugar de acordo com um despacho do Secretário dos Assuntos Sociais e Culturais [68/2010]. A DSEJ deu aviso às 6h42 de hoje [ontem] para a interrupção das aulas de ensino não-superior”, explicou o organismo ao nosso jornal. No entanto, segundo apurado pela TDM, muitos alunos saíram fardados à rua na expectativa de terem aulas por não terem sido notificados em tempo oportuno. As aulas entretanto foram retomadas da parte da tarde, com excepção de duas escolas, não identificadas pela DSEJ, devido às inundações de que foram alvo. “A DSEJ contactou as escolas e enviou funcionários para ajudar”, indicou. O organismo explicou ainda que todas as escolas apresentam já um Grupo de Gestão de Crise, responsável por métodos de prevenção para lidar com fortes chuvas e tufões, que “tem sido alvo de revisões”.


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quinta-feira 23.5.2013


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a China, milhares de pessoas saíram à rua na última semana numa manifestação contra a instalação de uma refinaria. Nas províncias de Sichuan e Yunnan, no sudoeste do país, os manifestantes exigiram mais informação à população em nome da protecção do ambiente na região. “Queremos viver! Devolvam-nos a nossa cidade bonita!”. Frases de ordem que se espalharam pela cidade de Kunming, no sudoeste da China na última manifestação contra a construção de uma refinaria. A terceira manifestação em menos de um mês é um claro sinal dos tempos de mudança na China. O ambiente é mais importante que o desenvolvimento, disse uma jovem que viajou seis horas de autocarro para juntar-se à contestação na cidade. Cada vez mais consciente dos riscos ambientais, a sociedade civil chinesa exige respostas ao governo. O projecto da refinaria foi aprovado sem consulta pública e a dúvida sobre onde vai ser instalada levou milhares de pessoas à rua. O poder da opinião pública já levou o governo local

vida

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China Milhares saem à rua contra instalação de refinaria

“Queremos viver!”

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a garantir o adiamento do projecto, antes de mais informação ser tornada pública. Três décadas de desenvolvimento a alta velocidade começam a reflectir-se cada vez mais no ambiente. E para a nova classe média chinesa, o preço a pagar pelo crescimento económico não pode ser tão alto. Em Pequim, a falta de qualidade do ar reflecte-se num descontentamento generalizado. A compra de máscaras e purificadores de ar tornou-se um novo negócio da China. Em Janeiro, a poluição chegou a níveis de alerta com avisos para crianças e idosos não saírem à rua. Nas províncias do sudoeste, o turismo é um dos sectores mais importantes. Conscientes da poluição que existe nas grandes cidades como Pequim e Xangai, os chineses que vivem no sudoeste exigem saber o que estão a respirar. É um movimento sem nome que se organiza através das redes na Internet e que junta cada vez mais pessoas em manifestações pacíficas. E embora longe de Pequim, são milhares de vozes que o governo central não pode ignorar.

Aquecimento global Ritmo de aumento da temperatura pode ser menor nas próximas décadas

Terra pode aquecer mais devagar

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Terra poderá aquecer a um ritmo menor do que se previa no médio prazo, mas ainda assim atingirá níveis elevados a longo prazo, conclui um estudo publicado na revista Nature Geoscience. O estudo, envolvendo 17 cientistas de oito países, faz novas projecções sobre o que poderá acontecer no futuro, levando em conta os dados mais recentes sobre o aquecimento global. Depois de uma forte subida desde a década de 1970, a curva de crescimento da temperatura média global tem estado num patamar mais estável na última década. Ainda assim, segundo a Organização Meteorológica Mundial, todos os 12 anos entre 2001 e 2012 estão entre os 13 mais quentes desde cerca de 1850, data a partir da qual há registos fiáveis. Partindo dos dados actuais e também dos últimos 40 anos, os investigadores avaliaram um cenário hipotético no futuro, associado à duplicação da concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, em relação aos níveis

pré-industriais. Neste tipo de exercício, comum em estudos sobre as alterações climáticas, procura-se determinar a chamada “temperatura de equilíbrio” – ou seja, a do momento em que o termómetro teoricamente pára de subir, algo que só ocorre muito depois de a concentração de CO2 ter estabilizado. Mas também se determina uma temperatura intermédia, no instante em que a concentração de CO2 chega ao dobro – o que dá uma visão mais clara do ritmo de aceleração no curto e médio prazo. Quando a concentração de CO2 chegar a 550 partes por milhão – contra os 275 da era pré-industrial –, o termómetro global terá subido entre 0,9 e 2,0 graus Celsius, com um valor mais provável de 1,3 graus, acima da média de há um século e meio. No longo prazo, também ao ritmo da última década, a temperatura subiria 1,2 a 3,9 graus. Segundo o estudo, os valores para o momento intermédio estão abaixo dos cenários mais gravosos

que estão a ser obtidos por uma série de experiências com modelos climáticos que têm vindo a ser desenvolvidas nos últimos anos, num projecto internacional conhecido pela sigla CMIP5 (Coupled Model Intercomparison Project Phase 5). Para o prazo mais longo, os valores tendem, no entanto, a aproximar-se, embora haja ainda muitas incertezas. “O possível aquecimento a longo prazo, após a estabilização [do CO2], permanece bastante incerto, mas para a maior

parte das decisões políticas, a resposta nos próximos 50 a 100 anos é o que interessa”, afirma o autor principal do estudo, Alexander Otto, da Universidade de Oxford.

Variabilidade natural climática

Um dos co-autores, Jochem Marotzke, do Instituto Max Planck para a Meteorologia, em Hamburgo, completa que não se deve dar um valor interpretativo excessivo a uma única década, dado o que se

sabe e não se sabe sobre a variabilidade natural climática. “Na década passada, o mundo como um todo continuou a aquecer, mas o aquecimento ocorreu muito mais abaixo da superfície dos oceanos do que à superfície”, acrescenta. Os resultados deste estudo surgem num momento em que o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, das Nações Unidas, está a finalizar a sua quinta avaliação do que se sabe sobre o presente e o futuro do clima na Terra. As conclusões serão apresentadas em Setembro e levarão em conta os cenários do CMIP5. O último relatório do painel climático da ONU, divulgado em 2007, previa que uma duplicação da concentração de CO2 aumentaria a temperatura global em 1,9 a 4,4 graus Celsius. O nível de CO2 na atmosfera ultrapassou, este mês, a fasquia das 400 partes por milhão (ppm). Sem medidas mais eficazes para conter o aumento, a concentração pode chegar aos 550 ppm em meados deste século.


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cultura

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Cidades Morreu Costa Lobo, “pioneiro do urbanismo” em Portugal

Trabalhou intensamente em Portugal e no estrangeiro, assinando planos e estudos urbanísticos para Coimbra, Seixal, Moçambique, Brasil e Macau. Manuel da Costa Lobo foi um dos “pioneiros do urbanismo” em Portugal, professor catedrático do Instituto Superior Técnico de Lisboa e de Urbanismo no departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra. Costa Lobo recebeu de Jorge Sampaio a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, em 2006, tendo sido também presidente da Comissão para a Investigação Urbana e Regional e Vice-Presidente do Grupo de Estudos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) sobre a política de planeamento urbano a prever para a década de 1980. Entre outros trabalhos, realizou o plano do bairro residencial de Beja da Base Aérea Luso-Alemã (anos 60), o plano da Vila de Óbidos (vila histórica) e o plano do Vale de Milhaços – Seixal. Foi também no Seixal que trabalhou como urbanista durante quase duas décadas. O plano da Praia da Vitória, nos Açores; o do Caniço, em Moçambique, e vários Estudos Urbanísticos em Cabo Verde (cidades da Praia e Mindelo) são da sua responsabilidade, assim como o Plano de Salvaguarda e Valorização da Encosta de Ajuda-Belém (áreas histórica monumental de Lisboa); os Estudos de Expansão de Ankara e Parque Ataturk, na Turquia; o Plano Regional da Região Autónoma da Cantábria (Equipa internacional - 1990), em Espanha; e o Plano de Macau. – T.Q.

Arquitectura Exposição de alunos da Universidade de São José no Creative Macau

Inaugura hoje, pelas 18h30, no Creative Macau, uma exposição de alunos do curso de arquitectura da Universidade de São José. Da exposição constam trabalhos realizados no decurso do ano lectivo de 20122013. Concebidos enquanto propostas para o futuro da arquitectura e do urbanismo em Macau, os projectos apresentados contemplam programas de escalas diversas, entre a habitação e o plano urbanístico. As propostas serão apresentadas através de desenhos, renderings e maquetas. Também no Creative Macau estará em exposição uma pequena instalação feita de bambu. Por volta das 20.00 será inaugurado um pavilhão concebido e construído pelos alunos do curso de arquitectura da Universidade de São José, numa demonstração da capacidade de realização a partir de materiais como o bambu, o tecido e sistemas de iluminação LED. O pavilhão, denominado de Pulse Pavilion, estará implantado na Praça de Sai Van, nas proximidades da Torre de Macau. A exposição estará patente ao público até ao dia 10 de Junho. – T.Q.

Teatro Cate Blanchett e Isabelle Huppert juntas na Austrália

É um encontro que o cinema não previu mas que o teatro proporcionará. Cate Blanchett e Isabelle Huppert protagonizam, a partir de 4 de Junho, As Criadas, de Jean Genet, em Sydney, na Austrália. Até 20 de Julho as duas actrizes serão dirigidas por Benedict Andrews, que há dois anos encenou Grande e Pequeno, de Botho Strauss, com Blanchett. As sádicas criadas que Genet imaginou num texto de escândalo apresentado em 1947 são bisbilhoteiras da vida alheia, figuras moralmente corruptas e legalmente servis. Depois de jogos psicológicos sádicos e macabros, as duas criadas planeiam transformar a ficção diária numa realidade eterna, planeando a morte da Madame, que desprezam acima de qualquer ordem. Blanchett será Claire e Huppert será Solange, estando o papel de Madame, normalmente interpretado por uma actriz mais velha, entregue a Elizabeth Debicki, de 23 anos, e uma das intérpretes de Gatsby, do australiano Baz Luhrmann (é a rapariga recusada por Nick, a personagem de Tobey Maguire, no início do filme ). As criadas será a última produção que a actriz australiana apresenta na Sydney Theater Company, na Austrália, companhia que dirigiu, desde 2008, com o marido Andrew Upton. Benedict Andrews foi nomeado para um Olivier, os prémios de teatro britânicos, pela sua encenação de Calígula, para a English National Opera, e recebeu, no ano passado, o prémio de encenação do Círculo de Críticos Britânicos. – T.Q.

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Arte O crescimento do mercado aqui ao lado

o mercado da arte em Hong Kong continua a florescer. Disso são exemplo os números: 67,000 visitantes na edição do ano passado da Art Basel Hong Kong contra uns tímidos 19,000 na edição inaugural de 2008. Para além disso, houve um aumento substancial das feiras, de pequena e média dimensão, como a recente “Affordable Art Fair”, com peças mais económicas (abaixo dos 100,000 dólares de Hong Kong). Os resultados dos leilões realizados em Hong Kong confirmam a tendência e o crescimento exponencial em termos de negócio. A pergunta que se impõe é: “Até que ponto é que este crescimento desmedido reflecte um aumento do interesse por parte do público face à arte contemporânea? Claire Hsu, directora do Asia Art Archive defende a ideia de que ao crescimento do mercado está associado um crescimento de público. Segundo Claire Hsu, a expressão máxima dessa constatação está no aumento da afluência a programas paralelos, como conferências, debates, visitas guiadas e venda de publicações da especialidade. Claire Hsu refere que há dez anos era impensável ter salas com mais de dez pessoas a assitirem a um debate sobre arte contemporânea. Hoje, o cenário é o oposto. As salas, auditórios e galerias estão sempre lotadas. O exemplo mais recente aconteceu em Janeiro, quando, apenas em três semanas, a exposição de Song Dong recebeu mais de 7,000 visitantes. De acordo com Magnus Renfrew, director da Art

Basel, as pessoas já perceberam que só se pode aprender mais sobre arte contemporânea, vendo mais e melhor arte contemporânea. Com o público a aumentar em quantidade e qualidade, o mercado primário da arte contemporânea em Hong Kong terá, necessariamente, de elevar a fasquia, proporcionando mais e melhor ao público local. Com efeito, o tempo é de júbilo para quem gosta de arte contemporânea. A par das feiras e leilões, muitas vezes terrenos pouco didácticos para quem quer aprender mais sobre arte contemporânea, muitas galerias internacionais estão a investir mais em Hong Kong. Finalmente o mercado primário parece estar a assumir o seu papel. A contribuir para esta tendência está também a equipa de curadores que integra o M+ – o museu de cultura visual que abrirá portas no final de 2017, em pleno West Kowloon Cultural District – e tudo aquilo que têm apresentado ao público. Quando em Setembro último, o M+ adquiriu 1,510 obras de arte contemporânea chinesa ao coleccionador suíço Uli Sigg, a tendência das reacções foi de regozijo pela opção de aquisição. A oposição foi sentida, de modo mais intrépido, no seio da comunidade artística de Hong Kong, onde algumas

Tiago Quadros

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Hong Kong preparada para a Art Basel? vozes se levantaram contra a opção de compra por parte do M+. A maioria das críticas punham em causa a qualidade dos trabalhos e, consequentemente, o valor artístico das obras. Mas o debate não se deteve na suposta sobrevalorização do valor total da compra. No dia 2 de Fevereiro, o programa News Magazine do canal de televisão TVB Jade teve como convidado o conhecido pintor a óleo Lin Minggang – que poucos dias antes tinha escrito uma carta aberta, a propósito da colecção adquirida a Uli Sigg, referindo-se às obras compradas como lixo. Lin afirmava na carta que escreveu: “Algumas destas obras não fazem sentido. Algumas representam o contrário daquilo que deve ser a arte. Apesar disso, determinadas pessoas procuram dizer o melhor possível acerca destes trabalhos.” Acrescentando: “Uma obra de arte deveria ser fonte de prazer, fazer-nos sentir confortáveis.”

Visão desactualizada

Se a visão de Lin está desactualizada, pelo menos um século, esse parece ser também o caso do autor do programa de televisão News Magazine, que a dada altura defendeu que: “Uma das principais características da arte contemporânea é,

provavelmente, a sua incompreensão.” Estas alusões confirmam aquilo que já se sabia. Hong Kong permanece longe do mundo da arte – estará Hong Kong preparada para a Art Basel? A preferência, vulgar, em insistir na procura de definições para um determinado objecto, em vez de procurar entender a sua origem, contexto ou até mesmo o processo criativo que lhe está subjacente, reflecte o miserável entendimento que os media têm da arte contemporânea. Porém, o mal de que padece Hong Kong tem, também, o seu paralelo em Macau. Todos os anos, milhares de alunos, terminam o ensino secundário sem nunca terem tido contacto com disciplinas como filosofia ou história da arte. Se é verdade que as organizações culturais, as galerias e organismos do governo têm um trabalho grande pela frente, este não se pode cingir, apenas, aos mesmos de sempre. Importa dizer que a escola tem de saber ocupar o seu lugar e assumir, de uma vez por todas, um papel fulcral neste processo. A transformação só poderá ser profunda e eficaz, e a humanização do ensino público em Macau uma realidade, se os planos curriculares contarem, desde cedo, com a inclusão de disciplinas como a filosofia e a história da arte.


quinta-feira 23.5.2013

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m 2011, ao ganhar a Palma de Ouro honorífica, e no ano passado, quando mostrou Io e Te na Croisette, Bernardo Bertolucci disse que era uma amarga ironia que precisamente ele, que amava tanto os travellings, tenha sido confinado pela doença a uma cadeira de rodas. “Transformei-me num travelling ambulante”, autodefiniu-se. Bertolucci voltou no fim de semana a Cannes e no domingo deu um reduzido número de entrevistas - três - para pequenos grupos de jornalistas. Veio apresentar a versão restaurada de “O Último Imperador” em Cannes Classics. Embora a decisão de converter o filme para 3D não tenha sido dele, Bertolucci concordou com o repórter que lhe disse que ele parecia haver antecipado o formato, há quase 30 anos. Só para situar no tempo e no espaço – “O Último Imperador” é de 1987. Ganhou os principais prémios do ano - incluindo quatro Globos de Ouro e nove Óscares, entre eles os de melhor filme e melhor realização. A magnífica cena em que o imperador menino brinca

Restaurado e em formato 3D com a bola na Cidade Proibida ficou ainda mais deslumbrante em 3D, com a profundidade do espaço, proporcionada pela terceira dimensão. Mesmo preso à cadeira de rodas, Bertolucci não é do tipo de se lamentar. O melhor filme é o último - Io e Te. Por quê? “Porque é uma história de iniciação, e eu sempre gostei do tema. Porque foi um filme feito com muito amor, porque é muito bonito.” Embora não se prenda ao passado e prefira olhar para o futuro, Bertolucci não se furta a comentar de forma elogiosa o seu épico intimista sobre o último imperador da China. Criado como Deus, Pu Yi, interpretado por John Lone, foi destituído do trono pela revolução comunista e terminou os seus dias como jardineiro no palácio em que havia reinado. “O filme

de Johanna Rosine, filha de um padeiro. Dois séculos depois, o que então foi um acontecimento que passou despercebido, toma dimensões de efeméride à escala global. Afinal, em Richard Wagner (1813-1883) reconhecemos um dos nomes maiores da história da música e referência de primeiro plano no universo da ópera. 2013 é, de resto, invulgarmente rico em grandes efemérides ligadas à ópera: no mesmo ano que via Wagner nascer, a família Verdi,

de Busseto (Parma, Itália), acolhia a 10 de Outubro a chegada ao mundo de Giuseppe, que se faria referência maior da ópera romântica italiana; e cem anos depois, a 22 de Novembro, nascia Benjamin Britten, um dos maiores compositores de ópera numa etapa do século XX em que poucos mais o fizeram com a sua dedicação e resultados. Os três são, por isso, presença inevitável na programação dos teatros de ópera e nas agendas de lançamentos.

continua vivo e a primeira parte é muito plástica”, avalia o realizador. “O Último Imperador tem algumas das cenas mais belas que criei.” Bertolucci encarregou-se pessoalmente da restauração, feita pela Recorded Picture Company e pelo Grupo Repremiere. O realizador trabalhou com o director de fotografia do filme, o grande Vittorio Storaro. Usaram tecnologia digital de 4-K. A decisão de converter o filme para 3D foi dos produtores, mas o realizador admite que saiu melhor do que esperava. É o seu trabalho mais popular, mas com a nova ferramenta poderá aumentar ainda mais o seu público. Vale lembrar que Bertolucci queria fazer o intimista Io e Te em 3D, mas desistiu por medo do que classificou de vulgaridade do formato. O que o terá feito mudar de opinião?

“Novas Coisas da China”, de António Caeiro, apresentado a 6 de Junho em Lisboa

Ano de referência

ovas edições discográficas, produções em teatros de ópera e uma muito esperada programação para a edição deste ano do Festival de Bayreuth assinalam bicentenário do compositor. Fez ontem 200 anos que nascia no número três de uma célebre artéria comercial de Leipzig (Alemanha) o nono filho de Carl Friedrich Wagner, funcionário da polícia (apesar de subsistirem dúvidas sobre a sua paternidade), e

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Cinema “O Último Imperador” exibido em Cannes

Ópera O mundo celebrou ontem os 200 anos de Richard Wagner

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cultura

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Retrato de um país em transformação

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ornalistaprofissional há mais de 40 anos, António Caeiro chegou à China em 1991 e desde então tem presenciado as mudanças vertiginosas que o país tem atravessado e que mudaram radicalmente o rosto da nação. Há 17 anos a trabalhar como repórter da Lusa, António Caeiro retrata a nova realidade chinesa no livro “Novas Coisas da China” (“Mudo Logo Existo”) que será apresentado no próximo dia 6 de Junho, pelas 18:30, na Sociedade de Geografia de Lisboa. A apresentação estará a cargo de Jaime Gama, antigo Presidente da

Assembleia da República e antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros. “O aeroporto de Pequim é hoje o segundo mais movimentado do planeta, à frente de Londres ou Nova Iorque, e grande parte dos produtos que usamos diariamente – os

António Alberto Banha de Andrade homenageado em Lisboa

O filósofo e historiador, António Alberto Banha de Andrade vai ser homenageado no próximo dia 26 de Junho, pelas 18h, no Centro Científico e Cultural de Macau, na rua da Junqueira ,em Lisboa. A homenagem contará com intervenções de familiares e ainda de Artur Anselmo, Pinharanda Gomes e Luís Filipe Barreto, e de um representante da Câmara Municipal de Montemor-oNovo, de onde era natural. Durante o evento haverá ainda uma exposição sobre os livros publicados e será lançado um projecto para a reedição da sua Obra Completa.

originais, as cópias e as imitações – são Made in China. O mais surpreendente, no entanto, é o ritmo com que essas ‘coisas’ aconteceram e estão ainda a acontecer”, pode ler-se em “Novas Coisas da China” que tem a chancela da Dom Quixote.


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desporto

Leões estudam contratação de Rolando

O Sporting estuda as melhores possibilidades de reforçar a sua equipa principal e um dos nomes em cima da mesa é o do defesa-central Rolando, que o FC Porto emprestou ao Nápoles esta temporada e que tem mais um ano de contrato com os dragões. Ou seja, todo e qualquer acordo terá de passar sempre pelo FC Porto, e, aqui, pode voltar à discussão o negócio que levou Izmailov até ao Dragão, em Janeiro passado, numa transacção que levou Miguel Lopes e Ventura ao Sporting. Sem espaço no FC Porto, tendo mesmo acabado por ser emprestado, Rolando pode ter em Alvalade uma óptima oportunidade para seguir a sua carreira, ele que acabou por não ser feliz em Nápoles, realizando apenas sete jogos sem ter feito qualquer golo - os italianos, de resto, já fizeram saber que não vão exercer o direito de opção de compra em relação ao internacional português. O processo está, pois, numa fase embrionária, mas poderá ter pernas para andar, uma vez que, tendo em conta a relação entre Sporting e FC Porto, é bem possível um acordo entre as partes.

Vítor Pereira tem pré-acordo com o Everton

Vítor Pereira tem um pré-acordo com o Everton já há dois meses. Os contactos foram estabelecidos pelo seu empresário, Christophe Henrotay, ainda em fase de prospecção de mercado, mas evoluíram para entendimento tácito por o ciclo do treinador estar confinado a dois anos de contrato e não ter sido aventada pela SAD portista a hipótese de renovação. Negociações com o emblema de Liverpool que se precipitaram entretanto dada a entrada da equipa portista numa espiral de maus resultados a partir de 13 de Março, com a eliminação da Champions, derrota na final da Taça da Liga e dependência de terceiros na Liga após empate com o Marítimo que deixou os dragões a quatro pontos do então líder Benfica. A já há muito anunciada, mas só agora oficializada saída do treinador do Everton, David Moyes, para o Manchester United fez também com que os contactos se tenham intensificado mesmo à distância no tempo e no espaço, com a salvaguarda dos blues manterem em aberto outras possibilidades no caso de qualquer das partes denunciar o acordo.

João Moutinho e James estão a caminho do Mónaco

Na companhia do empresário Jorge Mendes, o português João Moutinho e o colombiano James Rodríguez seguiram viagem, na manhã desta quartafeira, do Aeroporto Francisco Sá Carneiro para o Mónaco. A comitiva deslocou-se num avião particular tendo como destino o aeroporto de Nice, cidade que fica a poucos quilómetros do Principado, explica a Antena 1. Os dois jogadores deverão acertar os últimos pormenores dos respectivos vínculos que os irão ligar ao Mónaco, emblema que assegurou, após duas épocas de ausência, o regresso à Ligue 1 e é propriedade de Dmitri Rybolovlev. O magnata russo tem 2 mil milhões de patacas para gastar em reforços para o plantel dos monegascos. Os tricampeões nacionais deverão arrecadar cerca de 700 milhões de patacas com a venda dos passes de João Moutinho e James Rodríguez, afirma a Sky Italia. Recorde-se que a cláusula de rescisão do português é de 400 milhões de patacas. Já o colombiano tem uma cláusula de rescisão de 450 milhões de patacas. Com esta dupla contratação, Rybolovlev poderá ter poupado 150 milhões de patacas.

quinta-feira 23.5.2013

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Ténis de mesa China confirma credenciais

Zhang Jike revalida título mundial Marco Carvalho info@hojemacau.com.mo

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em 25 anos e uma ainda vasta carreira pela frente, mas já é tido por muitos como o melhor intérprete de sempre de uma modalidade que a República Popular da China aprendeu a dominar sem oposição nas últimas décadas. Paris recebeu a 52.ª edição do Campeonato do Mundo de Ténis de Mesa e os atletas chineses voltaram a firmar credenciais,

ao conquistarem 14 das 20 medalhas distribuídas no Palácio Polidesportivo de Bercy. Entre os atletas medalhados, um houve que se destacou dos demais. Zhang Jike tornou-se na capital francesa uma lenda do ténis de mesa por direito próprio, ao revalidar em Paris o título de campeão do mundo da modalidade. Com o triunfo obtido frente ao compatriota Wang Hao, Zhang tornou-se no primeiro atleta a encadear dois títulos mundiais, entremeando o ouro olímpico – conquistado

no Verão do ano passado em Londres – entre os dois campeonatos. Para inscrever o nome no Olimpo do desporto internacional, Zhang Jike viu-se obrigado a levar a melhor sobre o compatriota Wang Hao no desafio decisivo da edição número 52 do Campeonato do Mundo da modalidade. Frente ao companheiro de equipa na selecção chinesa, Zhang teve de colocar em cena o seu melhor jogo, acabando por derrotar o adversário em seis

longos sets, pelos parciais de 11-7, 11-8, 6-11, 14-12, 5-11 e 11-7. Desde que o ténis de mesa se tornou um desporto olímpico, nas Olimpíadas de Seul, em 1988, nenhum atleta tinha conseguido levar a bom porto o feito assinado por Zhang Jike em Bercy. O atleta chinês triunfou há dois anos em Roterdão, no Verão passado frustrou as expectativas de Wang Hao nas Olimpíadas de Londres e agora voltou a levar a melhor sobre o compatriota, revalidando a coroa mundial. O domínio da República Popular da China foi, de resto, total na categoria de singulares masculinos: para além do ouro de Zhang Jike e da prata de Wang Hao, a China conquistou também a medalha de bronze em Paris, ao colocar no pódio Xu Xin e Ma Long. O amarelo e vermelho das cores da bandeira chinesa dominaram também nas lides do torneio feminino de duplas, com Li Xiaoxia e Guo Yeng a conquistarem o seu terceiro título mundial consecutivo. Li e Guo derrotaram na final as compatriotas Ding Ning e Liu Shiwen pelos parciais de 5-11, 11-5, 11-7, 11-5 e 11-7. A final confirmou o domínio da República Popular da China na categoria: a vitória na competição de duplas feminina dos Campeonatos do Mundo já não foge a atletas chinesas desde 1989. Para Li Xiaoxia, o triunfo na prova de pares foi o segundo alcançado na capital francesa. A jovem mesa-tenista, de 25 anos, conquistou também o ouro na prova de singulares femininos, ao derrotar a compatriota Liu Shiwen no principal desafio da competição. Dos cinco torneios que integravam o quadro competitivo dos Mundiais de Paris, os atletas da República Popular da China venceram três e não conseguiram – pela primeira vez em dez anos – arrecadar todas as medalhas de ouro que estavam em disputa no certame. A comitiva chinesa deixou escapar o título no torneio masculino de pares, ganho pelos taiwaneses Chiang Chu-yuan e Chen Chien-an e repetiu o desaire na prova de duplas mistas, na qual se impuseram os norte-coreanos Kim Hyok-bong e Kim Jong.


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[ ] Cinema

futilidades

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Cineteatro | PUB Sala 2

star trek: into darkness [b] Um filme de: JJ. Abrams Com: Benetic Cumberbatch, Alice Eve 14.30, 19.15

star trek: into darkness [3D] [b] Um filme de: JJ. Abrams Com: Benetic Cumberbatch, Alice Eve 16.45, 21.30 Sala 3

Fast & furious 6 Sala 1

Fast & Furious 6 [c]

Um filme de: Justin Lin Com: Vin Diesel, Paul Walker, Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez 14.30, 16.45, 19.15, 21.30

the great gatsby [b]

Um filme de: Baz Luhrmann Com: Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan 14.15, 16.45, 19.45

Aqui há gato

the great gatsby [3d] [b]

Um filme de: Baz Luhrmann Com: Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan 19.15

VERTICAIS: 1-Aparelho de propulsão accionado por um motor e aplicado aos navios, aviões, torpedos, etc.. Estímulo, incitamento. 2-Mau cheiro (Bras.). Diz-se do ácido oxigenado resultante da combinação de um anidro com a água (Quím.). 3-Orangotango, chimpanzé. Que não estão lesos. 4-Fazer bojo. Criminosa. 5-Semelhante, na forma e no tamanho, a um ovo de galinha. Relação, lista. 6-Grupo de palavras que exprimem uma ideia. Decrépita, velha. 7-Abalavam. Designo, aponto. 8-Sopro. Deixara para outro dia. 9-Tailândes. Em forma de asa. 10-Palmeira da India. Rincho do cavalar (Onomat.). 11-O m. q. Ohm. Extensão de água salgada que rodeia os continentes.

Soluções do problema

Sudoku [ ] Cruzadas

HORIZONTAIS: 1-Exista. Sucesso desairoso. 2-Reflexão de um som. Discursariam. 3-Revestiam de laca. Nome de homem. 4-Peça de artilharia, parecida com um morteiro comprido. Planta apiácea. 5-Cobalto (s.q.). Semelhante ao azeite. 6-Reclame com direito. Em isto. 7-Alarido. Do corrente ano (abrev. lat.). 8-Bordo (planta). Recitará, alegará. 9-Flor-de-lis. Avelórios para colar ou rosário. 10-Aromático, odorífero. Departamento de França. 11- O m. q. orvalhinha (planta). Solitário.

[Tele]visão TDM 13:00 TDM News Repetição 13:30 Telejornal + 360º (Diferido) 14:40 RTPi DIRECTO 19:00 Montra do Lilau (Repetição) 19:30 Vingança 20:30 Telejornal 21:00 TDM Talk-Show 21:30 Castle Sr.4 22:10 Escrito nas Estrelas 23:00 TDM News 23:30 Herman 2013 00:30 Telejornal – Repetição 01:30 RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:35 VIAJAR É PRECISO 15:10 Biosfera 15:35 Destino.pt 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Cuidado com a Língua! 17:15 Portugal Aqui Tão Perto 18:10 O Teu Olhar (Telenovela) 19:05 República 20:00 Jornal da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:05 A Hora de Baco 22:35 Destinos.pt 22:50 Portugal no Coração

31 - STAR Sports 13:00 Mobil 1 The Grid 2013 13:30 Smash 2013 14:00 HSBC FEI Classics 2012/2013 15:00 Sports Max 2012/13 15:55 (LIVE) FIA F1 World Championship 2013 Practice Session 1 Grand Prix de Monaco 17:30 FIA World Rally Championship 2013 18:30 Le Tour Auto 2013 18:55 Mobil 1 The Grid 2013 19:25 2 Wheels 19:55 (LIVE) FIA F1 World Championship 2013 Practice Session 2 Grand Prix de Monaco 21:30 (LIVE) Score Tonight 2013 22:00 Inside Grand Prix 2013 22:30 2 Wheels 23:00 (LIVE) Formula Friday 23:30 Inside WTCC 40 - FOX Movies 12:00 Freelancers 13:40 Water For Elephants 15:40 The Odd Life Of Timothy Green 17:30 Anger Management 19:15 Hide And Seek 21:00 The Big Year 22:40 The House Bunny 00:20 Dylan Dog

30 - FOX Sports 13:00 Chang World Of Football 2012/13 13:30 Tour Of California 2013 14:30 MLB Regular Season 2013 New York Yankees vs. Baltimore Orioles 17:30 (Delay) Baseball Tonight International 2013 18:30 Total Rugby 19:00 ABL Crossover 2013 19:30 (LIVE) FOX SPORTS Central 20:00 (LIVE) Asean Basketball League 2013 22:00 FOX SPORTS Central 22:30 Thursday Fight Night With UFC 23:00 UFC Countdown/ Unleashed T

41 - HBO 13:00 Sherlock Holmes 15:05 The Big Bounce 16:30 Showtime 18:05 Peter Pan 20:00 The Eagle 22:00 Game Of Thrones 23:00 Contraband 00:50 The Dukes Of Hazzard 42 - Cinemax 12:15 Twins 14:00 Hollywood On Set 493 14:35 Green Lantern 16:00 Villa Rides 18:10 Hollywood Homicide 20:15 Never Back Down 2 22:00 Six Bullets 23:55 Navy Seals

HORIZONTAIS: 1-HAJA. FIASCO. 2-ECO. ORARIAM. 3-LACAVAM. ARI. 4-I. OBUS. AMIO. 5-CO. OLEIDEO. 6-EXIJA. NISTO. 7-ALARIDA. AC. 8-ACER. DIRA. E. 9-LIS. ROCALHA. 10-ODOROSO. AIN. 11-ROSELA. ERMO. VERTICAIS: 1-HELICE. ALOR. 2-ACA. OXACIDO. 3-JOCO. ILESOS. 4-A. ABOJAR. RE. 5-OVULAR. ROL. 6-FRASE. IDOSA. 7-IAM. INDICO. 8-AR. ADIARA. E. 9-SIAMES. ALAR. 10-CARIOTA. HIM. 11-OMIO. OCEANO.

À venda na Livraria Portuguesa A Luz é Mais Antiga que o Amor • Ricardo Menéndez Salmón

Numa segunda-feira de 1350, quando a Europa recupera da Peste Negra, o futuro papa Gregório XI visita o pintor toscano Adriano de Robertis para destruir a sua última obra, a blasfema Virgem Barbuda. A 25 de Fevereiro de 1970, o pintor norte-americano Mark Rothko corta as veias no seu estúdio de Nova Iorque. A 11 de Setembro de 2001, enquanto o mundo penetra na Era do Desconsolo, o pintor russo Vsévolod Semiasin redige uma carta onde revela as razões da sua loucura. Depois da aplaudida “Trilogia do Mal”, Ricardo Menéndez Salmón regressa com um texto audacioso que pode ser lido como um ensaio sobre o génio artístico, como um romance de aprendizagem e até como uma obra de mistério.

REGRAS |

Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição solução do problema do dia anterior

O Corpo Humano • de Paolo Giordano

Um pelotão de jovens comandados pelo marechal Antonio René. O último a chegar, Roberto Letri, tem apenas vinte anos e sente-se inexperiente em tudo. Para ele, tal como para tantos outros, a missão no Afeganistão é o primeiro grande desafio da sua vida. Quando se preparam para a partida, ainda não sabem que o sítio para onde vão é um dos mais perigosos do conflito. Chegado o momento de penetrar em território inimigo, irão descobrir que é também tempo de lidar com aquilo que deixaram para trás, em casa. Alternando ligeireza e drama, Paolo Giordano traça com precisão os contornos das “novas guerras”. E, ao fazê-lo, revela a existência de outras guerras, mais elusivas, mas não menos insidiosas. Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

As infra-estruturas de uma cidade em colapso Está aí mais uma vez expo dedicada ao jogo, a G2E Asia, que termina hoje no Venetian. Mais do que um espaço de promoção ao que de melhor se fabrica e vende em termos de maquinaria para apostas, este espaço apresenta-se como um lugar de debate e reflexão sobre uma indústria que não pára de crescer no continente asiático. Na conferência de imprensa desta terça-feira, que serviu de apresentação ao que se poderá ver este ano, Frank Fahrenkopf, presidente da Associação Americana de Jogo, fez um discurso muito importante, no sentido em que olha para o futuro. Mas mais do que isso, aponta o dedo aos problemas. O responsável, que deixa o cargo de presidente da associação (que ocupa há 18 anos), disse que uma das consequências negativas do ‘boom’ do jogo são a invasão de turistas e, consequentemente, do facto das infra-estruturas da cidade não serem suficientes. Frank Fahrenkopf disse mesmo que esse é “um desafio contínuo em Macau”, mas parece que o desafio não está ter uma resposta imediata por parte das nossas entidades governamentais. Recentemente em entrevista ao Jornal Tribuna de Macau, Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo, disse que “depois daquele episódio que aconteceu no terceiro dia do Ano Novo Chinês, julgo que todos os departamentos reflectiram sobre isso e estamos a procurar maneiras de melhorar a nossa oferta turística”. Não se trata apenas de um episódio, mas sim de uma novela que acontece todos os dias da semana. Continuamos a não ver mudanças e melhorias significativas, e continua a ser muito difícil (diria penoso) andar em Macau aos fins-de-semana e mesmo durante a semana. Para quando uns percursos verdadeiramente alternativos nos bairros antigos? Para quando a remodelação desses bairros com cafés e espaços culturais para cativar a atenção das pessoas? Há muito estudo e pouca acção.

Pu Yi


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quinta-feira 23.5.2013

Cavaco, o ás dos 110 m barreiras Fernando Santos in Jornal de Notícias

O

segundo mandato do presidente da República tem gerado poucos elogios e muitas críticas. Cavaco Silva potencia análises para todos os gostos, quer quando está em acção silenciosa (nos bastidores, diz ele), quer quando resolve abrir a boca sem jeito. As linhas fracturantes do comportamento do presidente são por norma abordadas sem ter em conta o seu perfil psicológico e, já agora, marcas inamovíveis geradas pelo seu passado. Pecha gritante: Cavaco Silva nunca é avaliado pelo seu vínculo de praticante de atletismo entre 1958 e 1963. E é relevante esse dado, sobretudo quando não andou a calcorrear ruas armado em maratonista ou se dedicou à velocidade pura e dura nas pistas. Não. O actual presidente da República, envergando a camisola do CDUL, foi um emérito especialista em 110 metros barreiras, tendo-se sagrado vice--campeão nacional em 1963 com mais três centésimos de segundo que o seu recorde pessoal (16.1). Claro, os anos passaram, mas Cavaco

O vice-campeão nacional dos 110 metros barreiras em 1963 é sabedor de todos os perigos - e procurará fintá-los em nome do seu próprio sossego. Até por ser demasiado idoso e não se ver a ficar com a criança nos braços. Sim, tem esperança numa safa decorrente do 22 de Setembro, data em que, na Alemanha, vai Angela Merkel a votos, mas até Junho de 2014 viverá de coração nas mãos. São demasiados os imponderáveis capazes de levar ao trambolhão numa das barreiras... Silva não renegou o gosto. E o envelhecimento activo leva-o a manter exercícios, sempre com o fito do sucesso na chegada à meta. Só por esquecimento ou ignorância os profissionais da opinião publicada - em jornais, televisões, rádios, blogues - não foram capazes, por exemplo, de descodificar a preocupação do agendamento do Conselho de Estado de anteontem para perspectivar o pós-troika. E como é fácil perceber o raciocínio de Cavaco Silva: Junho de 2014, a data prevista para o fim do programa de resgate de Portugal, funciona como uma meta! A experiência de vida de Cavaco Silva, mais ou menos pendente da fé, acaba por fazê-lo repercutir no país o pensamento do

barreirista convicto do sucesso: ultrapassar sucessivos obstáculos até ao corte da linha de meta. Acredite-se: o presidente da República visiona barreiras só possíveis de suplantar pela conjugação da boa técnica e do esforço. O primeiro (e sério) obstáculo, logo após o taco de saída, dispensar-se-ia, mas é incontornável: a existência de uma coligação governamental marcada pelas diferenças - ideológicas mas também de carácter e experiência entre os protagonistas do PSD e CDS-PP. Como um atleta reformado convertido em treinador, a Cavaco Silva fica reservada a espinhosa missão de os con-

vencer ao conserto de posições.... E como é difícil o papel do presidente da República! Estando presente um juiz atento a tudo (a troika), até Junho de 2014 a influência de Belém acaba por transformar uma especialidade do atletismo em espargata! São muitas as barreiras, de facto. O défice exigido para 2013 (5,5%) só por milagre será cumprido; o Orçamento do Estado de 2014 será marcado pela necessidade de reorientar as contas e aprofundar a austeridade para 4% de défice - e esse é mais um momento crítico. E há, na panóplia de angústias, os reflexos das eleições autárquicas deste ano; os efeitos imprevisíveis do desconcerto social; a intriga e o namoro pegado da Oposição para tentar descolar Paulo Portas do Governo. E, e... O vice-campeão nacional dos 110 metros barreiras em 1963 é sabedor de todos os perigos - e procurará fintá-los em nome do seu próprio sossego. Até por ser demasiado idoso e não se ver a ficar com a criança nos braços. Sim, tem esperança numa safa decorrente do 22 de Setembro, data em que, na Alemanha, vai Angela Merkel a votos, mas até Junho de 2014 viverá de coração nas mãos. São demasiados os imponderáveis capazes de levar ao trambolhão numa das barreiras...


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Leocardo

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bairro do oriente

Verão cinzento

A

malta da minha geração deve lembrar-se certamente da série “Verão Azul”, produção da espanhola TVE e exibida na RTP no início dos anos 80, que contava as aventuras de um grupo de jovens da andaluza Costa del Sol durante as férias grandes. Um verão azul digno desse nome, azul, azulinho, com idas à praia, passeios de bicicleta, acicatados com a componente da descoberta dos mistérios da vida, das suas novidades, o travo a agridoce que entra na receita do ser maior, da experiência única que é a adolescência. E tudo isto com um sol e mar que é recebido de braços abertos, sem nuvens cinzentas, debaixo de um calor abrasador que se ameniza com um mergulho, um gelado, ou com uma simples sombra que torna suportável uma temperatura acima dos 40.º célsius. Longe dos amenos caprichos do Verão mediterrânico, eis-nos em Macau, na Ásia das monções, sujeitos ao calor, humidade, tempestades repentinas um clima perfeitamente imprevisível, ao qual faça chuva ou faça sol, o resultado é o mesmo: molhado. O Verão húmido e chuvoso em Macau tem início em Maio e prolonga-se até Outubro, e mesmo quem opte por fugir e desfrutar de um ou dois meses em Portugal ou outra paragem onde a época estival tem sabor não escapa ao “castigo”. As temperaturas na ordem dos 30º, a humidade a rondar os 100%, os aguaceiros que chegam sem

Por aqui temos o “Verão cinzento”, os meses mais quentes e apaixonados do ano manchados pela incerteza e pela dúvida. É deprimente sair de casa debaixo de um sol abrasador sem saber se poucas horas depois cairá um bátega diluviana que nos apanha desprevenidos e nos molha da cabeça aos pés aviso, a ditadura do guarda-chuva e do ar-condicionado, as contas de electricidade astronómicas, os três banhos por dia, os planos de uma simples ida à praia ou um mero piquenique cancelados pela chuva, fins-de-semana em casa a contemplar a canícula. É assim o Verão em Macau, para mal dos nossos pecados. Que o digam os organizadores da joanina festa de S. João, que cheios de boas intenções mantêm viva a tradição todos os anos no Bairro de S. Lázaro, e que acabam com as sangrias, as sardinhas e as bifanas arruinadas pelo clima. Quem aqui nasceu e cresceu estará certamente conformado, e não se incomoda com a sorte que lhe saiu na lotaria geoclimática. Quem se habitou aos climas temperados, à

pontualidade das quatro estações, às folhas caducas do Outono que antecedem o frio e a chuva e às flores primaveris que antecipam o calor, a praia e o os mergulhos no mar, é muito mais difícil. Por mais anos que passemos deste lado ainda custa sair de casa em pleno Agosto debaixo de chuva torrencial e chegar ao trabalho com a roupa encharcada, quando devíamos estar no Algarve a empurrar mariscadas à força de imperiais geladinhas, a aproveitar as noites curtas que caem a horas tardias, a voltar para o hotel com o nascer precipitado de um novo dia, sem que uma única nuvem no céu anilado o obrigue a alterar o programa de festas. Por aqui temos o “Verão cinzento”, os meses mais quentes e apaixonados do ano manchados pela incerteza e pela dúvida. É deprimente sair de casa debaixo de um sol abrasador sem saber se poucas horas depois cairá um bátega diluviana que nos apanha desprevenidos e nos molha da cabeça aos pés. E mesmo a chuva que cai durante os rigores do calor e da humidade serve de consolo; é uma chuva que cai e nem por isso refresca. Em Macau nos meses de Verão pode estar a chover e fazer sol e calor ao mesmo tempo, que resultado é o mesmo: suado e pegajoso. Não há nada pior que a sensação que sair do trabalho e querer ir para casa “secar” debaixo do ar-condicionado, em vez de ir aproveitar o que nos resta dos dias mais longos do ano. Se existe realmente um Inferno, deve ser mais ou menos assim.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Gonçalo Lobo Pinheiro Redacção Andreia Sofia Silva; Cecilia Lin; Joana Freitas; José C. Mendes; Rita Marques Ramos Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Fernando Eloy; Hugo Pinto; José Simões Morais; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca; Tiago Quadros Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Carlos M. Cordeiro; Correia Marques; David Chan; Gonçalo Alvim; Helder Fernando; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; José Pereira Coutinho, Leocardo; Maria Alberta Meireles; Mica Costa-grande; Paul Chan Wai Chi; Vanessa Amaro Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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A

investigadora portuguesa Maria Helena do Carmo lançou ontem em Macau o livro “Mercadores do Ópio”, que retrata, de forma romanceada, a História do território na segunda metade do século XVIII, marcada pela intensificação do comércio do ópio. “A ideia desta obra surgiu porque fiz um mestrado na Universidade de Macau [na década de 90] sobre a primeira metade do século XVIII e encontrei muita documentação sobre este período e fiquei interessada em investigar a segunda metade do século, o que acabei por fazer e escrever um livro”, disse a investigadora à agência Lusa. “Mercadores do Ópio” é resultado de uma pesquisa realizada em Macau, Goa e Lisboa e foi lançado no ano passado em Portugal. Maria Helena do Carmo, professora de História aposentada que deixou Macau para regressar a Portugal em 1999, explicou que a sua obra “tende a retratar Macau na segunda metade do século XVIII, mais propriamente a partir de 1735/36, acompanhando o reinado de Quianlong, que governou durante 60 anos” na China. A obra serve-se da vivência de uma “família macaense que era bastante poderosa e rica, sobretudo porque vivia do comércio e, através dela e do convívio com outras, retrata a História de Macau, que atravessa períodos difíceis por causa da introdução das leis Qing no território”, o que levou mercadores a “recorrerem ao comércio do ópio para sobreviverem”. “É uma história romanceada de uma época da História de Macau que está ainda muito mal conhecida quer pelos macaenses quer pelos chineses”, apontou. Maria Helena do Carmo constatou, quando fez o mestrado em Macau, que o “século XVI já estava bastante trabalhado e também havia muita documentação sobre o século XIX, mas que os séculos XVII e XVIII eram, de facto, os que estavam menos trabalhados, porque a documentação estava muito dispersa”. A intensificação do comércio do ópio surge, indicou, “quando o imperador Yung Xing proibiu o mesmo, em 1729, precisamente porque já havia muitos viciados nas cidades do litoral da China” e quando o comércio

cporaSteff r t oo n

tragédia no Oklahoma

Portuguesa lançou livro sobre “Mercadores do Ópio”

O sumo das papoilas de Macau “era mais direcionado para Timor e Manila”. “Quando o ópio passou a ser clandestino, tornou-se também rentável e os barcos começaram a direccionar-se para a Índia para irem buscar [essa droga] para venderem na China e o seu comércio intensificou-se na segunda metade do século XVIII”, explicou a investigadora. Para Maria Helena do Carmo, Macau teve um “papel importante” na distribuição do ópio na China, “principalmente porque neste porto vivia-se essencialmente do comércio e era

mais fácil para os chineses, como estavam proibidos de navegarem para outros lados e o império estava muito fechado, comprarem aos barcos portugueses”. “Mercadores do Ópio” foi apresentado no Instituto Internacional de Macau e Maria Helena do Carmo disse à Lusa que está já a trabalhar na próxima obra, que será uma “biografia romanceada do antigo governador de Macau João Maria Ferreira do Amaral, o único que foi assassinado no território”, que deverá ser lançada no próximo ano. - Lusa

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Pai de Passos Coelho já tinha dito “vais-te lixar”

A situação do País não tem solução à vista e o melhor é sair do Governo. Quem o diz é Passos Coelho, não o primeiro-ministro, mas o pai. Diz que o chefe do Executivo está farto e aconselha-o a demitir-se. “O governo perde as eleições porque estes desígnios da austeridade são tramados”, defendeu António Passos Coelho, em declarações ao jornal i. Mas “temos de viver em austeridade, não há volta a dar”, considerou o pai do primeiro-ministro, que lamenta a situação do filho. “Nunca gostámos que ele fosse para onde foi, porque a ideia cá em casa, na família, é que isto não tem conserto. Há muitos anos, não é de agora”, lembrou o médico reformado, de 86 anos. O pai de Pedro Passos Coelho contou ao i que tem seguido as críticas dirigidas ao primeiro-ministro, devido à constante austeridade aplicada no País: “Julgam que o meu filho não sabe? Coitado, sabe Deus o que ele passa. Está morto por se ver livre disto. A gente vai fazer uma festa, cá na família, quando ele se vir livre disto. Vamos fazer uma festa, nem queira saber.” António Passos Coelho já tinha deixado um aviso ao filho quando se ele decidiu ser candidato às legislativas, há mais de dois anos: “Vais-te lixar”. O alerta foi agora reforçado: “Toda esta gente que está aqui vai vaiar-te. Agora estão aqui todos contigo, mas daqui a um ano vão vaiar-te. Não disse isto porque parecia mal na altura.”


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Hoje Macau 23 MAI 2013 #2856 by Jornal Hoje Macau - Issuu