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AGÊNCIA COMERCIAL PICO • 28721006
hojemacau MOP$10
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DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ • SEGUNDA-FEIRA 23 DE MAIO DE 2011 • ANO X • Nº 2373
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El Mayor!
A tortura de apanhar um táxi É a vergonha da face de Macau. Os táxis estão sujos, são pequenos e têm, geralmente, a bagageira cheia de mais. Para além disso são insuficientes. Mas as operadoras também têm os seus argumentos. As versões dos uns e dos outros. >Página 6
Ausência de mestrados e doutoramentos em Português causa queixa do CCP
Ponte coxa
Fala-se muito de Macau como ponte para a Lusofofonia mas as instituições académicas não respeitam as indicações de Pequim. Assim, a ausência de mestrados e doutoramentos em língua portuguesa nas principais universidades da RAEM motivou uma queixa do Conselho das Comunidades Portuguesas. Numa carta dirigida ao secretário Cheong U, é referido que Macau está, basicamente, a perder oportunidades. > PÁGINA 5
OPINIÃO José I. Duarte
O PARADOXO DA HABITAÇÃO • PÁGINA 15
João Garcia
A BANDEIRA JUNTO AO CÉU • PÁGINAS 12 E 13
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EPOIS de terem comprado dívida em Janeiro, existe a possibilidade de investidores chineses avançarem com uma oferta pelo Banco Português de Negócios (BPN), aproveitando o prazo apertado que o novo Governo português terá para privatizar o banco. No início do ano a China comprou 1,1 mil milhões de euros em dívida soberana nacional. Agora, uma notícia avançada pelo Diário de Notícias dá conta que existem investidores chineses a estudar o pacote de privatizações inscrito no Memorando de Entendimento entre o Governo e a troika, tendo já mostrado interesse na TAP, EDP e BPN. No caso do banco, a oficialização de uma oferta é muito provável. “Eles estão muito interessados no BPN e é praticamente certo que farão uma oferta”, adianta uma das fontes. “Também estão a olhar com atenção para a TAP, EDP e porto de Sines”, disse fonte conhecedora do processo à publicação portuguesa. O Memorando da troika estabelece que o novo Governo terá de “acelerar o programa de privatizações”, cuja receita está estimada em 5,5 mil milhões de euros. Para a EDP e TAP, isso significa vender até ao final deste ano, enquanto no caso do BPN o prazo é mais apertado: terá de
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Investidores chineses interessados em comprar o BPN
Chineses aproveitam crise portuguesa para fazer negócio encontrar comprador, no máximo, até Julho, sem estabelecer um preço mínimo. As tentativas anteriores do Governo para tentar vender o banco acabaram por fracassar. O Montepio, BIC e Barclays levantaram o caderno de encargos, mas nenhum fez uma oferta. O preço mínimo para vender o banco tinha sido fixado pelo Executivo em 180 milhões de euros. No que diz respeito a interessados chineses, uma das fontes contactadas pelo DN apontou o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) como um dos possíveis candidatos à compra do BPN. Quanto à TAP, além do interesse já público da LATAM (empresa resultante da fusão da brasileira TAM com a chilena LAN), estão também a decorrer conversas com
o IAG (British Airways e Iberia) e a Lufhtansa. Fontes do mercado garantiram ao DN que não existem, para já, negociações com empresas chinesas. Em relação à EDP, fonte da empresa refere que a entrada de capital chinês na energética não é mal- visto. “Não temos o fantasma dos chineses. A China Power International Holding (CPI) já disse que estava interessada em entrar no capital da
EDP. Temos uma relação boa com eles em Macau.” Tal como a CPI, a EDP tem uma participação no capital da Companhia de Electricidade de Macau (CEM). Esta semana, Xu Yongqian, senior partner da Dacheng Law Offices, uma das maiores sociedades de advogados chinesas, esteve presente numa conferência conjunta da AI-
CIMEIRA EM TÓQUIO UNE LÍDERES DO JAPÃO, CHINA E COREIA DO SUL
Ajuda entre vizinhos O
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S líderes da China, Coreia do Sul e Japão iniciaram ontem em Tóquio uma cimeira trilateral que visa atenuar as diferenças e juntar esforços em vários assuntos de uma agenda comum a países vizinhos. Além das diferenças de posição face à gestão da crise nuclear que afecta o Japão depois do sismo e tsunami de 11 de Março, os líderes dos três países querem também reforçar a união baseada nas questões comerciais e de segurança. No sábado, Naoto Kan, primeiro-ministro japonês, Wen Jiabao, primeiro-ministro da China e Lee Myung-bak, da Coreia do Sul, encontraram-se em Fukushima para demonstrar a união entre os povos e o desejo de um rápida recuperação japonesa da devastação e crise nuclear provocada pelo sismo seguido de tsunami que afectou a região nordeste do Japão. Wen Jiabao disse a Naoto Kan que Pequim aceitou levantar o bloqueio aduaneiro imposto a produtos agrícolas de duas províncias japonesas por receio de estarem contaminados com radioactividade.
Após o desastre, a China proibiu a entrada de produtos de 12 províncias japonesas, enquanto que para alimentos do resto do país passou a exigir certificados do Governo com a garantia de não estarem contaminados pela radioactividade. Ainda na noite de sábado, os ministros da Economia do Japão e do Comércio e Indústria da China acordaram promover o comércio bilateral de forma a ajudar o Japão a recuperar das consequências do sismo.
Chen Deming, ministro do Comércio e Indústria da China, e Banri Kaieda, ministro da Economia do Japão, encontraram-se à margem do programa da cimeira tripartida. O ministro chinês garantiu ao representante nipónico que a China “prestará toda a cooperação possível para ajudar o Japão no processo de reconstrução”, fornecendo os bens necessários a esse objectivo. Já o representante de Tóquio prometeu os esforços necessários à rápida reabilitação do sector produtivo do país num período “tão depressa quanto possível”. As duas partes assinalaram também que vão realizar os investimentos e actividades comerciais para reforçar a cooperação e o intercâmbio de pessoal facilitando ainda os fluxos do comércio bilateral de modo a promover o desenvolvimento sustentável. Os dois governantes assinaram um documento que reforça a cooperação económica e comercial bilateral e reafirmaram que um aberto e livre comércio ajudará o Japão nos esforços de reconstrução.
CEP e da PLMJ sobre oportunidades de investimento em Portugal mas também noutros países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). A Dacheng serve muitas vezes como intermediário para o investimento de empresas chinesas no estrangeiro. Em declarações ao DN, Xu Yongqian não quis referir uma empresa portuguesa em particular, embora tenha admitido que “energia e recursos, manufactura de equipamento e energia renovável” são sectores que interessam. “Temos conhecimento do pacote de privatizações português. São muitas empresas. É uma boa oportunidade para as empresas chinesas, provavelmente para as estatais, por terem mais recursos e melhor reputação.” O ICBC é uma dessas empresas.
CHINA APOIA PAQUISTÃO NO COMBATE AO TERRORISMO O presidente chinês Hu Jintao prometeu cooperação antiterrorista com o Paquistão durante uma reunião com o chefe do Governo paquistanês, Yusuf Raza Guilani, revelou a imprensa oficial. No encontro, que decorreu na sexta-feira , Hu Jintao salientou que Pequim colaborará na luta contra os crimes transfronteiriços “com o objectivo de criar um bom clima de segurança que favoreça o desenvolvimento económico e social dos dois países”, indica um despacho da agência Xinhua. Já Yusuf Raza Guilani disse que o seu país lutará de todas as formas contra a ameaça terrorista e sublinhou que o Paquistão está interessado em aumentar a cooperação com a China em áreas como a energia, infra-estruturas, tecnologia e finanças. A visita de Yusuf Raza Guilani a Pequim coincide com o 60º aniversário do estabelecimento de relações bilaterais e também com o distanciamento, actual, do Paquistão aos Estados Unidos depois da operação que culminou com a morte de Osama bin Laden. O distanciamento é uma consequência do fato de sectores americanos terem colocado em causa o empenho do Paquistão na luta contra o terrorismo dado que Bin Laden estava numa casa a poucos quilómetros da capital, Islamabad, enquanto que a diplomacia paquistanesa protestou contra uma invasão territorial derivada da operação. Analistas internacionais defendem que a morte de Bin Laden poderia acelerar a saída dos Estados Unidos da Ásia Central – Paquistão e Afeganistão – enquanto que a China, país vizinho, aproveitaria para aumentar a sua influência e apoio contra o terrorismo na região. A China e o Paquistão são aliados tradicionais desde o tempo da independência paquistanesa com a separação da Índia, país com que ambos mantêm conflitos territoriais há algumas décadas. Durante a visita de Yusuf Raza Guilani à China foram ainda assinados três acordos de cooperação económica e foi negociado o aumento da ajuda humanitária de Pequim a Islamabad.
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Se na China é assim como podemos nós aqui em Macau ter confiança nos produtos que vêm do outro lado das Portas do Cerco? Maria João Belchior info@hojemacau.com.mo
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ALINHAS alimentadas à pressa, farinha adulterada, melancias que explodem, no último mês os escândalos sucederam-se a uma velocidade mais rápida do que o governo consegue assimilar. E perante o receio de uma população insatisfeita e pronta a exigir explicações, o governo central em Pequim deu em Abril ordens para uma maior investigação a todos os casos que possam envolver a segurança alimentar. E os jornalistas receberam uma nota interna para terem a liberdade de investigar histórias que possam parecer suspeitas a nível local. Os escândalos, com aditivos químicos que colocam em risco a saúde dos consumidores, têm-se sucedido desde que, em 2008, o caso da melanina no leite mostrou a falta de credibilidade de marcas antes consideradas exemplares pelo governo chinês. Depois de em Abril mais de 300 pessoas terem sido hospitalizadas devido à ingestão de carne de porco, este mês a notícia das melancias que explodem encheu as televisões nacionais. O caso que começou há uns dias na província
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Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) vai assinar dois protocolos de cooperação com as universidades de Tóquio e Federal do Rio de Janeiro durante o verão, revelou Luís Barreto, presidente da instituição sediada em Lisboa. Luís Barreto está em Macau para participar no I Encontro sobre a História da Tradução, que decorre no Instituto Politécnico até terça-feira, numa iniciativa conjunta com o Centro de Estudos Culturais Sino-Ocidentais. O mesmo responsável salientou que os acordos de formação e apoio à investigação deverão ser assinados até Julho e que os programas de intercâmbio deverão arrancar no próximo ano lectivo.
PREÇOS SOBEM EM ABRIL COM REFEIÇÕES E GASOLINA NA FRENTE
O índice de preços ao consumidor (IPC) geral atingiu 108.74 em Abril, tendo crescido 4,88% em relação ao idêntico mês de 2010, impulsionado principalmente pela ascensão dos índices de preços das refeições adquiridas fora de casa, da gasolina, da joalharia em ouro e dos serviços de cabeleireiro e beleza. Segundo a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos, o IPC geral médio dos 12 meses terminados no mês de referência, em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, elevou-se 3,88%. Comparando com Abril do ano passado, as subidas mais notáveis deram-se nos transportes (8,73%), na recreação e cultura (7,33%) e nos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas. Pelo contrário, o índice de preços da secção das comunicações desceu 8,25%, em termos anuais.
China | Os escândalos sobre segurança alimentar sucedem-se
O que andamos a comer de Jiangsu parece dever-se a mais um químico usado para acelerar o crescimento da fruta. E a notícia transmitida pela CCTV mostrou melancias cujo interior é amarelo em vez de vermelho. O fenómeno ainda está longe de ser explicado, uma vez que produtores que dizem não ter utilizado fertilizantes também viram as melancias a explodir.
DINHEIRO POR SILÊNCIO
Mas a polémica instalou-se na sociedade e muitos consumidores
dizem terem cada vez menos confiança nos produtos, assim como nos organismos responsáveis por controlos de qualidade. Em Fevereiro foi acrescentado ao Código Penal chinês a responsabilidade criminal sob quem esconda ou deturpe resultados de análises à segurança alimentar. Com o leite em pó da marca Sanlu, em 2008 as queixas dos pais de bebés intoxicados com melanina chegaram vários meses antes da notícia ter sido tornada
pública. A presidente da empresa mandou encobrir os resultados, dando dinheiro aos pais como forma de os silenciar. Ainda fresco na memória de muitos, o leite contaminado trouxe o assunto para a ordem do dia. Quase três anos depois, e com o crime já previsto no Código Penal, as queixas continuam. Entre as classes urbanas com cada vez maior poder de compra começa-se a exigir que o governo central regule os organismos lo-
cais onde se analisa a qualidade dos produtos. As histórias de vegetais que largam tinta ou das melancias que explodem levaram os blogues chineses a encher-se de comentários, uns mais irónicos que outros, sobre o que anda a China a comer. Uma notícia publicada no jornal “Southern Weekly” no princípio de Maio referia as quintas privadas onde se produzem vegetais e carne para consumo único de altos membros do governo. Uma história que alguns já conheciam do período olímpico, estas quintas especiais ficam nos arredores de cidades como Pequim e Xangai e são sítios livres de químicos. Os pesticidas são biológicos e os fertilizantes orgânicos. Sítios vigiados por guardas, as quintas destinam-se a abastecer, além de Pequim e Xangai, os governos provinciais e departamentos agrícolas. Numa altura sensível para o governo, uma vez que se aproxima o aniversário do Partido Comunista, foi dada ordem para apagar o registo destas notícias na internet. Mas entre a população urbana chinesa, antes da censura ter apagado a notícia, já se tinha espalhado o rumor de que afinal os chineses não andam todos a comprar nos mesmos mercados.
CENTRO CIENTÍFICO E CULTURAL DE MACAU ASSINA PROTOCOLOS COM UNIVERSIDADES DO JAPÃO E BRASIL
Ahhh... afinal existem... “No caso da Universidade de Tóquio, a ideia é receber alunos japoneses – finalistas da licenciatura, mestrandos ou doutorandos – para estágios de investigação aplicada no CCCM, em áreas como a documentação e geologia”, adiantou, acrescentando que o protocolo segue as linhas de um documento idêntico já assinado entre a Universidade de Lisboa e aquela instituição japonesa, que também prevê o intercâmbio de alunos. Já o acordo com a Uni-
versidade Federal do Rio de Janeiro “é mais virado para a criação de um corpo conjunto de investigadores, especializado em estudos chineses e sobre Macau, temas que têm suscitado um interesse crescente até pelas relações comerciais entre o Brasil, China e Portugal”, observou. Estes serão os primeiros acordos com universidades do Japão e do Brasil, disse Luís Barreto. Com a assinatura dos protocolos, o Centro Científico e Cultural de Macau
alarga o âmbito da cooperação, uma vez que desde a sua criação, em 1999 – no ano da transição de Macau para a China –, tem estabelecido parcerias sobretudo com universidades da China e da Europa, nomeadamente de Itália (Roma e Viterbo). Para Luís Barreto, a “tradução não é uma coisa do passado”, mas sim “um mecanismo de troca com altíssimo valor económico porque baixa custos, abre mercados e acelera os sistemas de troca”. A tradução “é cada vez
mais importante, sobretudo se pensarmos a língua portuguesa em termos de globalização e de mundialização, tanto ao nível do Brasil, que é cada vez mais um parceiro estratégico da República Popular da China – a ver pela recente visita oficial da Presidente Dilma Rousseff e crescente número de acordos de cooperação estabelecidos entre os dois países –, como dos PALOP, nomeadamente de Angola, via matérias-primas, petróleo, agricultura, comércio, entre outras áreas”.
O presidente do CCCM observou ainda a mais-valia da tradução “em termos de circulação de informação, de quadros, e do estabelecimento de programas conjuntos”, frisando que “as potencialidades e diminuição dos graus de conflitualidade são enormes, daí a importância do papel intermediário do tradutor-intérprete”. O primeiro encontro sobre a História da Tradução levou a Macau nove investigadores portugueses, italianos e chineses.
POLÍTICA Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
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S queixas já são muitas no gabinete do Conselho da Comunidade Portuguesa (CCP). Na Universidade de Macau (UMAC), das 47 áreas especializadas só quatro admitem a tese em língua portuguesa, e todas ligadas ao Direito. O CCP enviou, entretanto, um ofício ao secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Cheong U, dando conta das suas preocupações. “Muitos alunos lusófonos, não dominando fluentemente a língua chinesa ou inglesa, também não puderam apresentar a sua tese em língua portuguesa porque não havia nenhum professor que pudesse dar-lhes orientação em português”, pode ler-se na missiva. Para piorar a situação, ao que o CCP apurou, não é só um problema de português mas também de cantonês porque no chinês só são aceites teses em chinês escrito mas em mandarim falado. “Muitos alunos irão ponderar se valerá a pena tirar um doutoramento na Universidade de Macau. Até porque, sendo obrigados a fazê-lo apenas em chinês ou em inglês, é natural que optem por uma instituição com melhor reputação em Hong Kong”, argumentaram os conselheiros do CCP.
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Português discriminado nos mestrados e doutoramentos da UMAC
Ao cuidado de Cheong U Para o CCP é muito claro que “apesar de ser uma língua oficial na RAEM, o português é uma língua completamente desprezada”. “Custa-nos ver uma instituição de ensino da RAEM, que deveria ser uma das primeiras promotoras do ensino da língua portuguesa e da investigação dos assuntos lusófonos, relegar para último plano a importância de um dos idiomas oficiais da RAEM. Como é que será possível tornar Macau numa plataforma para os países lusófonos quando nem sequer a principal universidade do território valoriza essa oportunidade?”, questiona-se na carta dirigida a Cheong U. O CCP relembra que o português é muito imporPUB
DEPOIS DO IPM, CCAC VIRA-SE PARA A CAPITANIA DOS PORTOS
Razão pela metade O
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Comissariado contra a Corrupção (CCAC) resolveu dar provimento parcial à queixa apresentada ao organismo por um funcionário da Capitania dos Portos (CP) que acusa o organismo de funcionar com “diversas ilegalidades e irregularidades” no âmbito da gestão de pessoal, nomeadamente com matérias de alterações de escala de serviços, chefias funcionais e abuso de poder. Durante o tempo compreendido da queixa até à redacção do relatório – oito meses -, o CCAC pediu esclarecimentos à CP, tendo a primeira ficado plenamente esclarecida no passado dia 7 de Março. Para o CCAC o que está em questão, para além da defesa dos direitos do queixoso, é a legalidade do funcionamento do organismo em questão e em particular do
departamento - Equipa de Prestação de Serviços Marítimos - onde o queixoso trabalhava. O caso em questão não se apresentou de grande relevância mas proporcionou ao CCAC detectar problemas relacionados com o funcionamento e o cumprimento da lei por parte do organismo. De acordo com o relatório emitido pelo CCAC, a CP “não efectuou quaisquer diligências de investigação” no sentido de apurar algumas responsabilidades. Mas o Comissariado não se escusou a recomendar que a CP proceda a uma reflexão profunda sobre a escala de serviço dos trabalhadores da Equipa de Prestação de Serviços Marítimos e, essencialmente, intensifique “a fiscalização interna a fim de assegurar a legalidade dos diferentes procedimentos”. – G.L.P.
Como é que será possível tornar Macau numa plataforma para os países lusófonos quando nem sequer a principal universidade do território valoriza essa oportunidade? tante para a China e que “a importância do crescente do volume de trocas comerciais e de intercâmbio cultural” já foi devidamente realçada com as palavras do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao. Seja como for, o CCP acredita que “a resolução
da presente questão é uma oportunidade para confirmar a importância que é dada à língua portuguesa, uma das suas duas línguas oficiais, conforme consta do artigo 9º da Lei Básica (...) e que é também um dos pilares fundamentais do princípio “um país, dois sistemas”. O CCP não esqueceu o recente protocolo assinado entre a UMAC e um grupo de universidades portuguesas e vê nisso uma porta que poderá ser aberta para um intercâmbio de professores cuja língua nativa é o português. “Parece-nos existir aqui uma oportunidade preciosa, que a Universidade de Macau deverá aproveitar e dar prioridade.”
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Virginia Leung
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PANHAR um táxi em Macau pode ser um verdadeiro inferno, para não dizer um deserto. As duas companhias de táxis actualmente a operar no território não estão a dar conta do recado, conforme admitiu Wu Keng Kuong, presidente da Associação da Indústria Turística de Macau, em conversa com o Hoje Macau. É preciso, defendeu o responsável, que o Governo arregace as mangas e ponha mãos à obra para combater o evidente desequilíbrio existente entre a enorme procura e a escassa oferta, nomeadamente tendo em conta o número de táxis que há a circular e emitindo com urgência mais licenças. Actualmente, existem duas empresas a prestar o serviço de táxis em Macau: a “Black Cab” (táxis pretos) e a Companhia Vang Iek Rádio-Táxi (amarelos), que somam juntas um total de 980 táxis. Desde a última aprovação de licenças para os táxis pretos já lá vai muito tempo, lembra Wu Keng Kuong. O Governo, defende, tem de rever urgentemente a situação do serviço de táxis, atendendo às inúmeras queixas das pessoas, cansadas das longas esperas para encontrar um táxi livre nas ruas de Macau. Quanto aos táxis amarelos, o contrato com a Vang Iek Rádio-Táxi está quase a terminar. Wu Keng Kuong observa que mesmo
SOCIEDADE
Companhias de táxis não estão a dar conta do recado
O insustentável deserto
Tanto os turistas como os residentes têm a mesma ideia: apanhar um táxi em Macau é como encontrar uma agulha num palheiro. Em entrevista ao Hoje Macau, os presidentes da Associação da Indústria Turística de Macau e da Associação de Mútuo Auxílio dos Condutores de Táxi de Macau traçaram o panorama do mercado dos táxis no território, um sector em que a procura é claramente superior à oferta. solicitar um táxi por telefone pode ser uma experiência bem demorada por não haver suficientes viaturas a circular, pelo que o Governo tem de reavaliar a posição dos rádio-táxis no mercado. Além disso, os táxis amarelos não operam como uma verdadeira empresa centralizada e organizada. Pelo contrário, são os taxistas que alugam os carros à empresa para realizar o seu próprio sustento consoante os serviços que cada um realiza. A centralização das operações em “modo empresa” poderia, na opinião de Wu, ajudar a que os serviços funcionassem de forma mais eficiente. O responsável sublinha, por isso, que o Governo deve considerar muito bem se será conveniente que a Vang Iek continue a operar nos actuais moldes e permanecer apenas restrita aos rádio-táxis. Dado o actual excesso de procura em Macau, considera Wu,
um aumento no número de táxis a circular possivelmente aumentaria a competitividade ente eles, o que só por si deveria incentivar os taxistas a prestar melhores serviços. Por outro lado, Wu sublinhou também que, para Macau se empenhar verdadeiramente no objectivo de se tornar uma capital mundial de turismo e lazer, não basta considerar a quantidade de táxis a circular para a satisfação da conveniência das pessoas, é também importante elevar os padrões de qualidade do serviço de táxi em si. Essa necessidade de aumento dos níveis de qualidade é, de resto, a mesma verificada um pouco por todos os outros sectores. Dos 980 táxis actualmente a operar em Macau, apenas 100 correspondem aos rádio-táxis amarelos. Dos 880 táxis pretos, há 630 a beneficiar de licença permanente. Os restantes 230 estão sujeitos a contratos anuais.
Kuok Leong Son, presidente da Associação de Mútuo Auxílio dos Condutores de Táxi de Macau, também considera que não há suficientes táxis para responder à situação actual de Macau, até se tivermos em conta que há milhões de turistas a viajar para Macau todos os anos. Kuok concentrou os seus depoimentos nas queixas recebidas por maus serviços prestados pelos taxistas em Macau. Uma queixa frequente das pessoas tem sido a recusa de certos taxistas em prestar um serviço consoante o destino pretendido pelo cliente. Quem nunca ouviu um taxista perguntar “Bindouh a?” (para onde?) antes de deixar entrar o candidato a passageiro e recusar-se a prestar o serviço quando não lhe é conveniente? Para evitar essa situação, o Governo deveria estabelecer um sistema dissuasor da rejeição, com base nas reclamações e denúncias.
Os taxistas poderiam ser alvo de uma punição como a inibição de conduzir táxis durante um mês para que pensassem duas vezes antes de rejeitarem um passageiro. Outro grande alvo de queixas dos consumidores tem sido o serviço de rádio-táxis. Muitos clientes queixam-se de que não conseguem aceder ao serviço mesmo telefonando várias vezes. Kuok sublinha que a função dos rádio-táxis é, antes de mais, receber chamadas e recolher os passageiros, e recomenda que, na altura da renovação do contrato com a Vang Iek, a 1 de Agosto deste ano, o Governo empreenda uma fiscalização mais abrangente do sistema de funcionamento dos rádio-táxis. Para o responsável, se o Executivo mantiver a intenção de renovar o contrato com a mesma empresa, é preciso que estabeleça com clareza nas cláusulas contratuais o sistema de funcionamento do serviço.
NEGÓCIOS A RETALHO AUMENTAM EM 38% NO PRIMEIRO TRIMESTRE
Nos primeiros três meses do ano, o total de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho atingiu 9,60 mil milhões de patacas, um crescimento de 38%, comparativamente ao trimestre homólogo. Em termos de negócios realizados destacam-se os relógios e artigos de ourivesaria, com 25% do total, seguindo-se as mercadorias de armazéns e quinquilharias (15%), os artigos de couro (11%), o vestuário para adultos (10%), as mercadorias de supermercados (7%), os automóveis (6%), os produtos cosméticos e de higiene (3%) e os artigos de comunicação (3%). Segundo os Serviços de Estatística e Censos, cerca de 79% dos responsáveis de estabelecimentos do comércio a retalho, prevêem vir a obter no segundo trimestre aumentos ou estabilizações no volume de vendas.
Virginia Leung
Virginia.leung@hojemacau.com.mo
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ARA tornar-se o tão no tão almejado “centro mundial de turismo e lazer”, Macau precisa primeiro assegurar e melhorar a qualidade do seu turismo, defendeu Ho Chon Chun, director interino do comité de serviço social da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM). Os sítios do Património Cultural da UNESCO têm de ser mais bem aproveitados e estão entre os alvos das melhorias de que Macau precisa. Promover de forma mais eficaz as rotas das atracções do património cultural é uma das prioridades que o responsável da UGAMM defende, em entrevista ao jornal “Ou Mun”. Ho Chon Chun observa que Macau tem muitos pontos de interesse histórico e considera que, para os promover de forma mais conveniente, o Governo tem de fazer algum trabalho de recolha e classificação de estatuto patrimonial e da respectiva utilização dos locais, de forma a encaminhar os recursos adequados aos trabalhos de protecção. Outra das apostas do Executivo para tirar o melhor partido da riqueza histórica e arquitectónica do território deveria ser a organização de algumas actividades relacionadas com os locais em si, divulgando e promovendo o potencial cultural por trás desses edifícios. Mas o responsável alerta também para a situação do aumento do número de turistas que todos os anos visitam Macau e para os desafios que esse fenómeno representa também em termos de gestão do património: com o previsível aumento do fluxo de gente aos locais de interesse, o Governo precisa reforçar os níveis de segurança com inspecções mais regulares e o ajustamento de certas instalações de forma a garantir o cumprimento das normas de segurança e evitar incidentes. Garantir o funcionamento dos dispositivos anti-incêndio das instalações turísticas em geral
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Macau aconselhada a melhorar qualidade do seu turismo
Tornar o Património atractivo
e a prontidão das equipas de socorro deveria ser, de resto, uma das prioridades, bem como reforçar a educação cívica dos residentes e turistas, o que acabaria por contribuir também para uma melhoria da imagem da cidade. Mas Ho Chon Chun não se ficou só pelo património cultural e avançou uma série de outros aspectos que deveriam prender a atenção dos responsáveis do turismo de Macau. Além de completar e melhorar as instalações e equipamentos, é também necessário reforçar e diversificar a formação do pessoal dos serviços para melhorar a qualidade geral do turismo. Sublinhando que o Governo Central já confirmou que Macau se deveria concentrar no desenvolvimento da cidade como centro
mundial de turismo e lazer, o responsável defendeu que a RAEM precisava cooperar de forma vigorosa com os trabalhos de desenvolvimento local e implementar o aparecimento dos profissionais competentes o mais depressa possível. Serviços de “catering”, hotéis, transportes, agenda turística, instalações de apoio, etc. são aspectos que devem prender a atenção das autoridades. Os guias turísticos merecem receber uma melhor formação profissional para elevar o nível do serviço e do mecanismo de vigilância. É preciso para isso, defende, reforçar o controlo dos sectores em causa.
CENTRO DE FORMAÇÃO NA ILHA DA MONTANHA
A respeito da formação dos profissionais do turismo, Gary Mak, director-geral
do hotel Lan Kwai Fong, referiu ao Hoje Macau que havia espaço suficiente no projecto para a Ilha da Montanha para que o Governo considerasse a
construção de um campus para formar talentos e quadros para a indústria dos serviços e criar instalações mais adequadas à aprendizagem, participação e co-
municação no âmbito dos cursos. “Se Macau quiser prestar serviços padronizados, é melhor que tenha um determinado campus para concentrar-se na formação dos candidatos em potencial e a partir daí, depois da formatura eles poderão proporcionar melhores serviços em Macau.” A transformação de Macau em centro turístico mundial, na opinião de Ho Chon Chun, também passa por começar a construir uma cidade limpa e amiga do ambiente, com baixas emissões de gás carbónico. Para tal, sugere que o Governo proceda à estandardização e promoção dos chamados “hotéis verdes”. A implementação das bases necessárias para a transição poderia começar com as leis de construção e licenciamento, de forma a incentivar as organizações a participar na modernização do modelo de protecção ambiental. Segundo Ho, Macau também precisa desenvolver hotéis económicos para responder à procura de diferentes classes de turismo, para que a atmosfera não se resuma aos hotéis de cinco estrelas e revele também alguma preocupação com as necessidades mais globais dos turistas.
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MANDADO DE NOTIFICAÇÃO N.º 211/AI/2011 -----Atendendo à gravidade para o interesse público e não sendo possível proceder à respectiva notificação pessoal, pelo presente notifique-se a infractora 闵天影 que, na sequência do Auto de Notícia n.º 81/DI-AI/2010, de 24.10.2010, levantado pela DST, por prestação ilegal de alojamento da fracção autónoma situada na Rua Cidade de Coimbra, Edifício Pak Tak (China Civil Plaza) 6V, bem como por despacho do signatário de 19.05.2011, exarado no Relatório n.º 237/DI/2011, de 13.05.2011, foi determinada a aplicação de uma multa de “200.000,00 (duzentas mil patacas), e ordenada a cessação imediata da prestação ilegal de alojamento no prédio ou da fracção autónoma em causa, nos termos do n.º 1 do artigo 10.º e n.º 1 do artigo 15.º, todos da Lei n.º 3/2010.---------O pagamento voluntário da multa deve ser efectuado na Divisão Administrativa e Financeira destes Serviços, no prazo de 10 dias, contado a partir da presente publicação, de acordo com o n.º 1 do artigo 16.º dos Lei n.º 3/2010, findo o qual será cobrada coercivamente através da Repartição de Execuções Fiscais, nos termos do n.º 2 do artigo 16.º do mesmo diploma.---------------------------------------Da presente decisão cabe recurso contencioso para o Tribunal Administrativo, a interpor no prazo de 60 dias, conforme estipulado na alínea b) do n.º 2 do artigo 25.º do Código do Processo Administrativo Contencioso, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 110/99/M, de 13 de Dezembro e no artigo 20.º da Lei n.º 3/2010.-----------------------------------------------------------------------------------------Haverá lugar à execução imediata de decisão caso esta não seja impugnada.-----------------------------------------------------------O processo administrativo pode ser consultado, dentro das horas normais de expediente, no Departamento de Licenciamento e Inspecção desta Direcção de Serviços.---------------------------------------------------------------------------------------------------------Direcção dos Serviços de Turismo, em Macau, aos 19 de Maio de 2011. O Director dos Serviços, João Manuel Costa Antunes
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AMAZÓNIA | DESFLORESTAÇÃO DA DISPARA. GO
Nos últimos dois meses subiu exponencialmente a desflorestação da Amazónia. Uma análise prel 593 quilómetros quadrados de floresta foram arrasados em Março e Abril. A maior parte da desflo Grosso. Em 2004, no mesmo local foram cortados 12 mil quilómetros quadrados de floresta – ma Brasil, Izabella Teixeira, considerou a situação “inaceitável” e lançou uma operação para combate
Pequim admite problemas “urgentes” na barragem das Três
A ir por água abaixo
É
a maior central hidroeléctrica do mundo e está a dar problemas que devem ser “urgentemente” resolvidos, reconheceram as autoridades chinesas. Abarragem das Três Gargantas foi desenhada para acalmar as poderosas cheias do Rio Yangtzé e para gerar energia, mas a água está a tornar-se poluída e os deslizamentos de terra estão a dificultar a vida perto da barragem. Depois de um encontro presidido pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, sobre o futuro do projecto, o Conselho de Estado admitiu a existência de “problemas que devem ser
PORTUGAL “CORRE O RISCO DE TER DE ABATER UM MILHÃO E MEIO A DOIS MILHÕES DE ÁRVORES” O alerta foi dado na sexta-feira pelo presidente da Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal (AIMMP). O nemátodo da madeira, um verme que faz com que os pinheiros murchem, está a atacar milhões de árvores em Portugal. “Quanto mais tarde se fizerem os cortes cirúrgicos” de resinosas expostas àquela doença “mais se corre o risco de se terem que fazer cortes rasos”, afirmou Fernando Rolin. Afirmando desconhecer as razões pelas quais o corte cirúrgico de árvores contaminadas ainda não foi feito e/ou continua a ser adiado, Fernando Rolin não tem dúvida, no entanto, de que a perspectiva de se terem que cortar mais de um milhão e meio de árvores (essencialmente pinheiros) é “muito forte”. O nemátodo e os incêndios florestais são os maiores problemas da floresta portuguesa, a “par dos ministros da Agricultura que Portugal tem tido desde sempre”, disse o dirigente da AIMMP. Os dois problemas não seriam, no entanto, difíceis de resolver, sublinhou Fernando Rolin, considerando que bastava criar pequenas centrais de produção de energia através de biomassa. Mas essas centrais só poderiam utilizar o “excedente lenhoso”, adverte o presidente da AIMMP, garantindo que a associação a que preside “pode demonstrar” que há, em Portugal, centrais de biomassa que utilizam “madeira de serração”.
Planeta em números
100 MILHÕES É o número necessário de árvores para fazer os flyers publicitários distribuídos porta-a-porta.
urgentemente resolvidos” e que se referem especificamente ao “realojamento de residentes, à protecção ecológica e à prevenção de desastres geológicos”. Uma confissão que vem de um país que sempre apresentou o projecto como um poderoso símbolo da sua nação. O comunicado, citado pela AFP, adianta ainda que a barragem, situada no maior rio da Ásia, teve também impacto nos transportes marítimos e na irrigação e abastecimento de água. Isto apesar dos “enormes benefícios” que o projecto das Três Gargantas trouxe ao país, realça o texto. A construção da gigantesca bar-
ragem começou em 1993 - com um investimento total de 18 mil milhões de euros - e ficou terminada em 2006. Mas desde o momento da construção até hoje a controvérsia girou à volta deste projecto e foram vários os críticos que alertaram para os seus altos custos ambientais e sociais. Com 185 metros de altura, a barragem pode reter mais de 39 mil milhões de metros cúbicos de água. Em 2003, a subida das águas da albufeira obrigou ao realojamento de 1,3 milhões de pessoas que viram as suas casas ficar submersas. De acordo com Michael Bristow, o correspondente da BBC em Pequim, o Governo
Click ecológico
ESPECIALISTAS AJUDAM BALEIAS ENCALHADAS PERTO DA COSTA • Especialistas em animais marinhos preparamse para o encalhe de cerca de cem baleias-piloto nas ilhas Ocidentais, localizadas no norte da Escócia. O grupo de baleias foi visto na tarde de quinta-feira na região de Loch Carnan. Cerca de 20 delas já apresentariam ferimentos nas cabeças, que teriam sido causados pelas tentativas de irem para a faixa litoral da região, que é rochosa. Baleias doentes ou feridas geralmente vão para as praias, onde morrem. No entanto, em alguns casos, baleias saudáveis também as seguem. As equipas de resgate afirmaram que plataformas flutuantes infláveis já estão a caminho da região, para ajudar a colocar as baleias de volta no caminho certo.
veio agora mais pelas çadas a des trabalho, m mais benef admitiu o C “Quand desta escala deve ser a p à CNN, ain barragem, Centro par biental na U “Infelizmen projecto, e d ao longo do
OVERNO BRASILEIRO EM ALERTA
liminar do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revela que orestação, 477 quilómetros quadrados, ocorreu no estado do Mato ais de duas vezes a área do Algarve. A ministra do Meio Ambiente do er o corte ilegal da floresta.
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Gargantas
dizer que era preciso fazer populações que foram forslocar-se. Precisam de mais mais acessos a transportes e fícios na segurança social, Conselho de Estado. do se constrói alguma coisa a, a resolução dos problemas primeira prioridade”, disse nda antes da conclusão da John Byrne, director do ra a Energia e Política AmUniversidade de Delaware. nte, a China decidiu lançar o depois resolver os problemas o caminho”.
“A MEXER” PARA GERAR ENERGIA
Pistas de dança ecológicas U
MA pista de dança geradora de energia, muita música e dança vão inundar Portugal, a partir de 4 de Junho. Festas MADE.OUT Green Energy marcam o calendário de Verão este ano A sustentabilidade e a preservação ambiental são o grande tema das Festas MADE.OUT Green Energy: as festas mais sustentáveis de sempre realizadas em Portugal. Uma pista de dança geradora de energia, iluminação LED e a utilização de eco-mobílias são apenas alguns dos ingredientes que vão fazer parte das Festas MADE.OUT Green Energy que para além de minimizarem a poluição sonora, farão também a reciclagem dos materiais utilizados durante
os eventos e a compensação de todas as emissões de CO2 (através da CarbonoZero( R )). Uma acção experiencial de sensibilização inovadora é o grande objectivo do MADE. OUT Green Energy que desde o início defendeu a sua atitude «verde». A primeira festa MADE. OUT Green Energy, realiza-se em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, no próximo dia 4 de Junho e contará, além de outras actuações, com a presença de, pela primeira vez em Portugal, Junior Jack & Kid Creme, vencedores do Best House Deejays do DJ Awards 2005 e autores dos mega hits “Dragonfly”, “Essa Boca Linda” e “É Samba”. A festa ecológica segue para Alcobaça e Algarve em Julho.
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10 Trabalhos de Edgar Martins, James Chu, Alice Kok, João Magalhães e Ana Mafalda Botelho podem ser vistos a partir de quarta-feira e até 21 de Agosto no Museu de Arte de Macau Filipa Queiroz
filipa.queiroz@hojemacau.com.mo
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Á não são apenas ideias e nomes. As obras que vão representar Macau na 54ª Bienal de Veneza já têm corpo e vão estar exposição a partir de quarta-feira no segundo piso do Museu de Arte de Macau (MAM). Depois de “Lugar” e “Divergência”, em 2007 e 2009 respectivamente, o tema atirado este ano aos artistas locais foi “Mobilidade e Memória” – inspirado pelo mote da Bienal “Ilumination”. Sentir o que restou da Ilha Verde, caminhar entre alguns dos singulares edifícios residenciais de Macau, observar a cidade através de um caleidoscópio muito especial e viajar no espaço sem sair do lugar foram as propostas eleitas entre as 49
CULTURA Macau na 54ª Bienal de Veneza
Obras à vista analisadas pelo júari internacional do MAM, em Março. António Conceição Júnior, o representante de Macau, confessou que a votação foi “consensual”. “Acho que fizemos as escolhas certas, a minha consciência está bem consigo mesma e ver as peças passarem agora de protótipos a objectos reais é sentir que as coisas estão a andar e que nos tornámos parte delas”, comentou o consultor na apresentação das obras ontem à tarde no MAM. Ng Fong Chao, curador do Pavilhão de Macau em Veneza, disse que também já se sente “emocionalmente ligado” ao projecto e às obras, graças ao empenho colectivo da “equipa” que parte no final do mês para Itália. Chan Hou Seng, director do MAM, mostrou-se satisfeito com a aproximação de mais uma “excelente oportunidade para Macau de mostrar a sua produção artística no palco internacional”.
MACAU MULTIPLICADA
Não é a primeira vez que concorrem à representação da RAEM na Bienal de Veneza e à segunda foi de vez. João Magalhães, designer, e Mafalda Botelho, arquitecta,
vão levar o seu “Espelho Vivo” a Veneza e mostrar a cidade “por um canudo”. Mas não um canudo qualquer. “Pegámos no conceito do caleidoscópio porque quando olhamos através dele tudo se transforma, apesar de não estarmos a ver nada mais do que a realidade”, explicou Mafalda. Na lente da peça (que terá maior dimensão em Itália do que aquela exposta no MAM, cerca de dois metros) estão desenhados edifícios característicos de Macau que, cruzados e multiplicados, se fundem com a imagem captada na outra extremidade do caleidoscópio. “A ideia é pôr as pessoas a pensar se realmente têm consciência do que as rodeia ou se às vezes o que elas vêem é uma ilusão.” O co-autor, João Magalhães, recordou que o caleidoscópio é um objecto que tem centenas anos e que “não mudou assim tanto”, que as pessoas continuam a utilizá-lo para brincar com o efeito da transformação. “Macau é um sítio onde a transformação esteve sempre presente mas que é, ao mesmo tempo, um lugar de memória que nos faz questionar constantemente
como era, o que mudou, por que mudou.” Os artistas foram buscar a inspiração para a forma de “Espelho Vivo” aos cones de incenso pendurados nos templos chineses de Macau que “queimam lentamente”, explicou João Magalhães. “Como nós vamos mudando lentamente também.”
SENTIR A ILHA VERDE
Na mesma altura em que o MAM lançou o desafio aos artistas locais para enviarem os seus projectos, jornais e noticiários do território repetiam diariamente as imagens das demolições das barracas da Ilha Verde. Quando a poeira baixou, Alice Kwok, artista especialmente dedicada à vídeo-arte, decidiu pegar na câmara e fazer do local e dos eventos o seu estúdio, captando o que tinha restado naquele lugar. O resultado foi “Passing – Green Island” (em português “Caminhando pela Ilha Verde” ). “Quis ir lá ver o que é que tinha restado, na altura já estava tudo demolido. Comecei pelo templo Shak Kum Dong, que foi a única coisa que restou. As pessoas ainda podiam entrar lá e acender o seu incenso”, contou
a artista. “Comecei a filmar as ruínas, o lixo, e a tentar perceber se ainda restava alguma energia naquele lugar apesar de já ninguém viver lá.” Através de uma técnica que combina fotografia e vídeo, e que consiste em usar a focagem para criar sequências em que o espectador “viaja pela textura dos objectos”, Kwok tentou captar “a energia daquele lugar”. E não é só o vídeo a preencher a sala reservada à artista na galeria do MAM. No chão os visitantes podem sentar-se em pequenos troncos que a artista recolheu em Coloane. “Normalmente depois dos tufões ou noutras ocasiões o Governo corta árvores e leva-as para lá. Resolvi trazer algumas para que pudessem ser vistas e servissem como elementos de memória, que um dia fizeram parte da Natureza e agora...estão aqui.”
LUZES DA CIDADE
Entre as quatro obras que vão representar Macau na Bienal de Veneza a de James Chu é, provavelmente, a mais pessoal. O artista plástico e director do colectivo artístico Art For All (AFA) apresenta “Five-Storey Mansions” (em
TAMBÉM NA EXPOSIÇÃO
Ao lado das quatro obras que vão ser levadas a Veneza ficam também expostas, no segundo piso do Museu de Arte de Macau, as restantes oito peças finalistas de artistas locais, entre elas “The Journey of Qi” de Ho Veng Yin, Kok Sin Chai e José Drummond, “Crossing the Box of Memory” de Vicente Bravo e “Deloix” de Shen Wen Jin.
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11 de estar a andar no meio daqueles edifícios de Macau, porque a luz vai mudando e simulando esse percurso.”
FÓRMULA EXTRA
português “Mansões de Cinco Andares”), uma instalação de 14 imagens de edifícios residenciais de Macau que, reproduzidas à escala humana, compõem uma espécie de mini quarteirão, iluminada por um foco de luz que vai mudando ao longo da visita. Uma melodia criada propositadamente pelo compositor local Lei Vai Fan
acompanha o passeio entre as estruturas/edifícios, que giram graças a um mecanismo rotativo que têm na base provocando o efeito de um jogo de espelhos com as imagens das janelas e varandas reflectidas nas paredes. A ideia é recriar a mobilidade da cidade. Da cidade construída de memórias. Como as de Chu.
“Tenho uma ligação especial a estes edifícios porque o meu pai foi operário e ajudou a construir alguns deles. Eu próprio vivi toda a minha infância em alguns destes edifícios”, explicou o artista. Porquê de cinco andares? “A dada altura [década de 1970] havia uma regra de segurança em Macau que determinava que
nenhum prédio podia ter mais de cinco andares, por isso naquela altura a cidade estava cheia de edifícios destes, é uma das suas memórias.” Lembranças que marcaram o desenvolvimento social e populacional do território. “A ideia é que ao andar por entre as diferentes instalações o visitante da exposição possa ter a sensação
Edgar Martins foi o único artista ausente da apresentação de ontem e é também o único a representar Macau na Bienal de Veneza com peças que nada têm a ver com a cidade. O fotógrafo viveu em Macau e reside actualmente no Reino Unido, onde exerce a sua actividade sempre no limbo entre a glória e a polémica, com a paisagem, o lugar, o espaço e a arquitectura debaixo de foco. “A Metaphysical Survey of British Dwellings & Dwarf Exoplanets” é a obra que leva ao Pavilhão de Macau em Veneza e que esteve em exposição no ano passado em Londres. Na altura, Martins explicou que o conjunto é composto por uma série de imagens que misturam um trabalho topográfico urbano, onde expõe as dificuldades da relação entre arquitectura moderna e o desenvolvimento comercial e residencial inspirado nas moradias britânicas, e questões filosóficas relativas ao modo como nos relacionamos com o mundo e a posição que nele ocupamos através da representação de planetas. As imagens estarão projectadas numa das salas da Galeria de Exposições Especiais do MAM, mas na Bienal de Veneza serão exibidas as fotografias originais.
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12 Gonçalo Lobo Pinheiro glp@hojemacau.com.mo
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UDO começou em 1984 com a escalada do Aig Argentiere, França. Ainda se lembra de como foi? Em 1984 foi a primeira vez que escalei nos Alpes, mas tudo começou um ano antes na Serra da Estrela. Depois da Aig Argentiere subi ao Monte Branco pela primeira vez. Era muito miúdo, tinha 17 anos na altura e a inexperiência tornou difícil a chegada ao cume. Percebi que o alpinismo é um desporto justo, que só atinge o topo quem se esforça, não quem é mais velho ou tem melhor equipamento. Tornou-se o décimo alpinista do mundo a ascender às 14 montanhas com mais de 8000 metros de altitude, todas sem recurso a oxigénio artificial e
ÍCONESPORTUGUêS
DO DESPORTO
João Garcia, alpinista, 43 anos
“Levei a bandeira portuguesa mais próximo do céu” O alpinista João Garcia é o nosso entrevistado de hoje na rubrica Ícones do Desporto Português. Tornou-se o décimo alpinista do mundo a subir às 14 montanhas com mais de oito mil metros existentes no planeta, todas sem recurso a oxigénio artificial e sem carregadores de altitude. O primeiro português a escalar o Monte Evereste vê-se como embaixador do desporto português na área do alpinismo e assume admirar Carlos Lopes e Rosa Mota. sem carregadores de altitude. O que é que sentiu? Foi mais uma fase da minha vida com um objectivo comprido. Foram 17 anos de esforço e
dedicação e estou muito contente por ter conseguido realizar esse meu objectivo. O que é que aconteceu a 18 de Maio de 1999?
Tive a honra de levar a bandeira de Portugal mais próximo do céu que se consegue estar com os pés na terra. Em entrevista ao jornal Jogo
disse que expedições 100% portuguesas nunca mais. Porquê? Nunca é uma palavra muito forte. Quem sabe o futuro?
NEPALÊS CHEGOU AO CUME DO EVERESTE PELA 21.ª VEZ
Apa Sherpa pisou o ponto culminante do planeta pela primeira vez em 1990, então como guia de uma expedição internacional. Daí para cá, Apa Sherpa coleccionou sucessos no monte Evereste e, 21 anos depois, passou a somar outros tantos cumes, um recorde mundial. Este mês, superou o seu próprio recorde de 20 ascensões bem sucedidas e não parece disposto a ficar por aqui. Com 52 anos, o alpinista sherpa (a etnia local dos vales no sopé do Evereste) já não trabalha para expedições comerciais. Desde 2008, integra a expedição anual que assumiu como missão retirar lixo da montanha mais alta da Terra. Uma missão que, como se percebe, não o impede de continuar a subir ao ponto mais alto do mundo – desta vez, na companhia de um alpinista norte-americano, um suíço e mais quatro guias de altitude, todos sherpas.
Quem é João Garcia? • Nome completo
João Silva Abranches Garcia
• Modalidade
Alpinismo
• Data de nascimento
11 de Junho de 1967
• Naturalidade
Lisboa
• Nacionalidade
Portuguesa
• Peso
68 kg
• Altura
1,81 m
Palmarés • 14 MONTANHAS MAIS ALTAS DO MUNDO
1993 - Cho Oyo (8201 m) 1994 - Dhaulagiri (8167 m) 1999 - Monte Evereste (8848 m) 2001 - Gasherbrum II (8035 m) 2004 - Gasherbrum I (8068 m) 2005 - Lhotse (8516 m) 2006 - Kanchenjunga (8586 m) 2006 - Shishapangma (8046 m) 2007 - K2 (8611 m) 2008 - Makalu (8463 m) 2008 - Broad Peak (8047m) 2009 - Manaslu (8163m) 2009 - Nanga Parbat (8125m) 2010 - Annapurna (8091m)
• SEVEN SUMMITS
Aconcágua (América do Sul) Monte Everest (Ásia) Monte McKinley (América do Norte) Maciço Vinson (Antártida) Kilimanjaro (África) Elbrus (Europa) Monte Kosciuszko (Oceânia)
• OUTRAS MONTANHAS
1984 - Monte Branco. Alpes (4807 m) 1994 - Jbel Toubkal, Marrocos (4167 m) 2000 - Chopicalqui, Perú (6354 m) 2000 - Urus, Perú (5495 m)
Como são os treinos do João Garcia? Sei que fazia muita natação, ciclismo e corrida, mas também não descura o treino na montanha nem o treino psicológico. Conte-nos como é a sua preparação. O melhor treino para a montanha é na montanha, por isso sempre que posso desloco-me ás montanhas mais próximas da Serra de Gredos e Pirineus para treino especifico. Na cidade faço o treino aeróbio possível, ou seja, corro, nado, escalo e pedalo. Quando estou a treinar e a pensar num objectivo estou de alguma forma a realizar o meu treino psicológico, mas é algo em que não penso muito. Como é que a sua família convive com a actividade que escolheu? A minha profissão é fruto da evolução de um desporto que pratico há mais de 25 anos. Assim a minha família também aprendeu a conviver bem com o alpinismo.
“O melhor treino para a montanha é na montanha, por isso sempre que posso deslocome ás montanhas mais próximas da Serra de Gredos e Pirineus para treino especifico” Em 10 de Junho de 2010 João Garcia foi agraciado como Comendador da Ordem Honorífica Portuguesa do Mérito, pelo Estado da República Portuguesa, pelas mão do Presidente Aníbal Cavaco Silva. O que significou isso para si? Fiquei grato de ver o meu trabalho reconhecido pela sociedade civil. Todos nós gostamos de ver o nosso trabalho reconhecido. João Garcia foi ainda embaixador da prevenção contra a SIDA 2006-2009. Como correu essa experiência? Correu bem e foi para mim um orgulho poder responder à minha responsabilidade social desta forma.
Quais são os seus ídolos do desporto? Carlos Lopes e Rosa Mota em Portugal, Reinhold Messner entre outros pioneiros no alpinismo. Quem é o João Garcia como pessoa e fora do desporto? Sou uma pessoa calma e ponderada. Gosto de viajar, conhecer novos países e culturas. Treino praticamente todos os dias e fora isso tenho uma vida comum. Já esteve em Macau? Ainda não estive em Macau. FOTO GONÇALO LOBO PINHEIRO
“A minha profissão é fruto da evolução de um desporto que pratico há mais de 25 anos. Assim a minha família também aprendeu a conviver bem com o alpinismo”
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13 Quais são as suas metas para os próximos anos? Tenho novos projectos, para fazer mais e melhor e vou continuar a lutar para os concretizar. Vê-se como uma embaixador do desporto português? Sim. Vejo-me embaixador do desporto Português na área do alpinismo. Uma palavra à comunidade portuguesa de Macau... Todos nós temos um Evereste nas nossas vidas, não desistam de prosseguir os vossos sonhos.
[f]utilidades SEGUNDA-FEIRA 23.5.2011 www.hojemacau.com.mo
Cineteatro | PUB
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[ ] Cinema SALA 2
FAST & FURIOUS 5 [C] Um filme de: Justin Lin Com: Vin Diesel, Paul Walker 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
SALA 1
VERTICAIS: 1-Nome científico da espadana. Planta medicinal da Guiana inglesa. 2-Armar novamente. Cidadão do Transval. 3-Relativo ao oídio. Diz-se do número cardinal formado de cinco e mais um. 4-Antig., para onde. Algodão de panheira. 5-Símbolo químico de hélio. Trave que entra numa cavidade das lajes que forram ao poço de certos moinhos. 6-Elemento de origem grega que significa ombro. Átomo electrificado. Espécie de calçado. 7-Apertar na prensa. Circuito fechado. 8-Acto de arremessar o laço aos pés. Estado da Índia. 9-Que tem sabor azedo. Meias. 10-Presidente de corporação administrativa, entre os Mouros. Jogo de cartas, muito popular em São Paulo. 11-Gradear com arame. Arrastar ou guiar barcos à sirga.
SOLUÇÕES DO PROBLEMA HORIZONTAIS: 1-TROCHO. PADA. 2-IEI. EMPECER. 3-FADA. ORARIA. 4-ARIDO. ELE. M. 5-MAURINO. XA. 6-PAL. RAS. PIR. 7-AR. PEOAGEM. 8-R. SAI. ROUBA. 9-ABEIRO. AGIL. 10-RUINOSO. ACA. 11-URSA. ANISAR. VERTICAIS: 1-TIFA. PARARU. 2-REARMAR. BUR. 3-OIDIAL. SEIS. 4-C. ADU. PAINA. 5-HE. ORREIRO. 6-OMO. IAO. OSA. 7-PRENSAR. ON. 8-PEALO. GOA. I. 9-ACRE. PEUGAS. 10-DEI. XIMBICA. 11-ARAMAR. ALAR.
REGRAS |
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO DIA ANTERIOR
Su doku [ ] Cruzadas
HORIZONTAIS: 1-Pau tosco. Pequeno pão de farinha ordinária. 2-Icica. Impedir. 3-Personagem imaginária. Antiga embarcação. 4-Seco. O objecto ou o indivíduo de que se fala. 5-Relativo à congregação religiosa. Título do soberano da Pérsia. 6-Sistema de TV. a cor. Chefe etíope. Elemento de origem grega que significa fogo ou inflamação. 7-Suf., designa acção. Peonagem. 8-Espécie de macaco, saitaia-chorão. Tira. 9-Chapéu de aba larga. Que tem facilidade em se mover. 10-Que produz ruína. Cheiro fétido. 11-Nome de duas constelações boreais, que se distinguem por ...Maior e ... Menor. Dar sabor de anis a.
PIRATES OF THE CARIBBEAN ON STRANGER TIDES [B]
SALA 3
Um filme de: Rob Marshall Com: Johnny Depp, Penelope Cruz, Geoffrey Rush 14.15, 16.45, 19.15, 21.45
Um filme de: Duncan Jones Com: Jake Gyllenhaal, Vera Farmiga 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
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[Tele]visão www.macaucabletv.com TDM 13:00 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h RTPi 14:30 RTPi Directo 17:30 Final da Taça de Portugal: Guimarães vs Porto (Repetição) 19:00 TDM Entrevista (Repetição) 19:30 Ganância 20:25 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde RTPi 22:10 Viver a Vida 22:55 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 TDM Desporto 00:00 Há Conversa 01:00 Telejornal - Repetição 01:30 RTPi Directo INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Entre Pratos 15:00 Magazine EUA Contacto – N. Jersey 15:30 De Sol A Sol 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 Quem Quer Ser Milionário – Alta Pressão 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 Linha Da Frente 19:00 Maternidade 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Magazine EUA Contacto – N. Jersey 22:30 Ingrediente Secreto 23:00 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 Charlie Rose 07:00 First Up 07:30 NBC Nightly News 08:00 Putonghua E-News 08:30 ETV 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 Market Update 11:30 Inside the Stock Exchange 11:32 Market Update 12:00 Inside the Stock Exchange 12:02 Market Update 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 ZingZillas 16:30 I.N.K. Invisible Network of Kids 17:00 The Penguins of Madagascar 17:30 Natural Born Hunters 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 America’s Funniest Home Videos 18:50 6 billion Others 19:00 The Wall Street Journal Report 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 The Pearl Report 20:30 The Vampire Diaries 21:25 Portraits Self-portraits 21:30 Lonely Planet Roads Less Travelled 22:30 Market Place 22:35 House 23:30 The CEO Connection 23:35 World Market Update 23:40 News Roundup 00:55 Earth Live 00:00 24 00:55 The Wall Street Journal Report 01:20 FIFA Football World 01:50 European Art At The MET 02:00 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 11:30
2011 US Figure Skating Championships
13:30 14:00 15:00 18:00 18:30 19:30 20:00 20:30 22:00 22:30 23:00 23:30
FINA Aquatics World 2011 Big Ten Championship Men’s Golf 2011 Big Ten Outdoor Champ Stihl Timbersports Series (Delay) Baseball Tonight International 2011 (LIVE) Sportscenter Asia The Monday Night Verdict Tiger Street Football 2011 Sportscenter Asia The Immortals The Monday Night Verdict Nations Of Champions
STAR SPORTS 31 13:00 GP2 Series 2011 15:00 Fleet Racing Tour 2011 470 Spring Cup Finals 15:30 FIA F1 World Championship Raceday 2011 Spanish Grand Prix 16:15 FIA F1 World Championship 2011 - Main Race Santander Spanish Grand Prix 18:15 FIA F1 World Championship Chequered Flag 2011 Santander Spanish Grand Prix 19:00 Le Mans Series 2011 20:00 Sk Telecom Open Day 4 H/ls 21:00 FINA Aquatics World 2011 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 Sbk Superbike World Championship 2011 Special Highlights 22:30 Engine Block 2011 23:00 FIA F1 World Championship Highlights 2011 Spanish Grand Prix STAR MOVIES 40 11:15 Fireflies In The Garden 13:05 Vip Access 13:35 I Love You, Beth Cooper 15:20 Christmas With The Kranks 17:05 Half Past Dead 2 18:40 A Few Good Men 21:00 Sniper 3 22:35 Deuce Bigalow: Male Gigolo 00:05 Nobel Son HBO 41 13:00 Robin Hood 15:20 Wolf 17:25 Moonstruck 19:05 Capote 21:00 Big Daddy 22:35 Bored To Death 23:10 The Lovely Bones CINEMAX 42 12:00 13:30 14:00 16:00 18:00 19:40 20:00 20:55 22:00 23:30 23:45
Smokin’ Aces 2: Assassins’ Ball Hollywood Buzz 16 Lakeview Terrace Distant Thunder Evil Never Dies (G) The Making Of The Pacific The Pacific The Pacific Carlito’S Way: Rise To Power Epad On Max 111 American Outlaws
MGM 43 13:00 14:45 16:45 18:30 21:00 23:00 00:45
The Cure Harry & Son April Morning Mayrig Defiance The House on Carroll Street After Midnight
DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - Voice Flame Extinguisher 14:00 Colour of War: Adolf Hitler 15:00 Unsolved History - Hunting Nazis 16:00 Nazi UFO Conspiracy 17:00 Dirty Jobs - Wine Maker 18:00 How It’s Made 18:30 How Do They Do It? 19:00 Extreme Peril - Georgia Bombings 20:00 Surviving Disaster - Mall Shooting 21:00 Bear’s Mission Everest 22:00 Swamp Loggers 23:00 Gold Rush: Alaska 00:00 Bear’s Mission Everest
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OPINIÃO
SEGUNDA-FEIRA 23.5.2011 www.hojemacau.com.mo
15 n a m a r g em
O paradoxo da habitação A
S questões da habitação têm vindo a ocupar uma posição de destaque na agenda política do território. A evolução do sector nos últimos anos criou desequilíbrios que afectaram negativamente alguns segmentos da população, com destaque para as famílias de menores rendimentos e os jovens em início de carreira profissional ou desejando principiar uma vida familiar autónoma. Isso fez com que as questões da habitação social ou económica, sobretudo no que respeita à construção e venda de habitações a custos controlados, tenha vindo para a ribalta do discurso político. Outros instrumentos poderiam e podem ser considerados, mas é neste tema que se tem concentrado a discussão. Relembre-se que, em finais de 2009, a administração se comprometeu a concluir, até ao final do próximo ano, 19000 fracções de habitação pública. Aí se incluíam, note-se, um pequeno número de unidades que já então se encontravam efectivamente concluídas, bem como outras cujas obras estavam em curso. Estes valores representam um significativo esforço de construção de habitação pública num curto espaço de tempo. E resultarão num aumento não negligenciável do parque habitacional desta natureza. Das cerca de 32000 unidades existentes passar-se-á para, a cumprirem-se as promessas, para mais de 50000. Note-se, ainda, que os grandes picos de construção social se verificaram nos anos 80 e 90, procurando dar resposta a influxos de trabalhadores motivados pela expansão das indústrias locais e que se encontravam, em muitos casos, precariamente alojados. Nesse contexto económico e demográfico, consideravelmente diferente do actual, construíram-se cerca de 80% das habitações das existentes até há pouco tempo. As unidades agora prometidas representam, assim, um esforço equivalente ao daquelas duas décadas, concentrado num período de tempo mais curto. Mas a construção de habitação económica não é um fim em si, é um instrumento de política para responder a questões concretas. O que supõe um diagnóstico rigoroso da situação existente. Ora, no caso em apreço, revela-se difícil obter elementos que permitam ajuizar sobre a adequação, na forma e na intensidade, das opções concretas que entretanto foram sendo tomadas.
Embora se façam, aqui e ali, referências ao objectivo de responder às “necessidades reais” da população, estas nunca não efectivamente definidas ou quantificadas. Em lado algum, que me tenha sido possível verificar, se fundamentam em concreto as opções tomadas, seja em termos da sua quantidade, da sua localização ou da sua tipologia. E de justificação se diria que estas carecem. Quais os perfis – reais, não abstractos - das famílias consideradas necessitadas? Qual o seu número? Quais as suas condições de habitação actuais e que outras mecanismos de apoio alternativos foram ou podiam ser considerados? Qual a evolução demográfica e de distribuição do rendimento previsível para os próximos anos? Que necessidades se podem antecipar no horizonte, digamos, da próxima década? Certamente, não se questiona aqui que existem em Macau famílias cujas condições de vida podem justificar a adopção de mecanismos de apoio social no domínio da habitação. Entre os quais se encontrará, plausivelmente, a construção de habitação social ou a custos controlados. Mas o volume de construção comprometido surpreende. Desde logo, porque o número de habitações a construir
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Embora se façam, aqui e ali, referências ao objectivo de responder às “necessidades reais” da população, estas nunca não efectivamente definidas ou quantificadas. Em lado algum, que me tenha sido possível verificar, se fundamentam em concreto as opções tomadas, seja em termos da sua quantidade, da sua localização ou da sua tipologia.
excede largamente o número de candidatos em lista de espera. E, depois, porque todos os indicadores sociais e económicos recentes sugerem que as necessidades de apoio social deveriam estar em declínio. E isto, por variadas razões. Demográficas, desde logo: porque a população residente está a crescer lentamente e essa tendência vai
Jodé I. Duarte
manter-se; e, por outro lado, porque os mais recentes residentes provindos do exterior não são, por diversas razões, elegíveis nem o serão, plausivelmente, no futuro. E de riqueza, em seguida, porque vários indicadores sugerem um melhoria dos padrões de vida: o rendimento per capita cresceu e situa-se hoje entre os mais elevados do mundo; a mediana salarial nunca foi tão alta; a taxa de desemprego é, por qualquer padrão internacional ou histórico, mínima; a taxa de participação no mercado de trabalho cresceu; e o departamento de estatísticas ainda recentemente assegurava que as assimetrias de distribuição de rendimento se vinham atenuando. Assim sendo, à luz das tendências demográficas e de rendimento, seria de esperar, repito, um decréscimo acentuado das necessidades de apoio social, em todas as suas vertentes. Ora, no caso em apreço, ao contrário, encontramo-nos perante uma situação paradoxal. Quando nunca a população residente foi tão próspera, e o seu crescimento tão baixo, lança-se aquele que constituirá, provavelmente, o maior e mais intenso investimento de sempre em habitação pública. Como se explica isto?
REINICIANDO O PROCESSO DE PAZ DO MÉDIO ORIENTE
por Steff
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Rodrigo de Matos; Virginia Leung Colaboradores António Falcão; Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
Ronaldo na história da Liga espanhola com 40 golos JAIME PACHECO MANTÉM SEGUNDO LUGAR
A equipa treinada pelo português Jaime Pacheco, o Beijing Guo’An, empatou ontem a zero no terreno do Liaoning Hongyun, mas mantém-se no segundo lugar da Liga chinesa de futebol, com 17 pontos. Ao fim da oitava sétima jornada, o Beijing Guo’An continua a ser a equipa mais goleadora da competição, com 16 golos, e está a um ponto do primeiro, o Guangzhou Evergrande, o único clube ainda invicto, mas que também não foi além de um nulo nesta ronda. Em Janeiro, Jaime Pacheco começou a treinar o Beijing Guo’ An, que se sagrou campeão chinês em 2009 e é um dos mais prestigiados clubes da China, fundado em 1992, quando a profissionalização do futebol foi autorizada. Na última temporada, porém, o Beijing Guo’An ficou em quinto lugar, um dos piores resultados da sua história.
Cristiano histórico
C
RISTIANO Ronaldo terminou, com 40 golos na Liga espanhola, uma segunda época para a lenda ao serviço do Real Madrid, que bem pode agradecer ao internacional português não ter vivido um 2010/2011 de absoluta desilusão. Na primeira época de José Mourinho, o conjunto madrileno não conseguiu acabar com a hegemonia do FC Barcelona, tricampeão e finalista da “Champions”, valendo Ronaldo, que “resgatou” o único título, a Taça do Rei, e catapultou a equipa para 102 golos no campeonato.
BI “BOTA DE OURO” COMO EUSÉBIO E GOMES
Os 100 milhões de euros, pagos pelo Manchester United no verão de 2009, parecem cada vez mais uma “pechincha”, para um jogador que soma quase um golo por jogo pelos “merengues” (86 em 89 jogos) -- mais do que isso na Liga (66 em apenas 63 encontros) - e assegurou a segunda “Bota de Ouro”. Três anos depois de, ao serviço do Manchester United, ter conquistado o troféu que premeia o melhor marcador de todos os campeonatos europeus, o jogador formado no
Sporting repete, assim, o feito ao serviço dos “merengues”. Cristiano Ronaldo consegue também imitar o feito dos seus compatriotas Eusébio (43 golos em 1967/68 e 40 em 72/73) e Fernando Gomes (36 em 82/83 e 39 em 84/85), ambos vencedores por duas vezes da “Bota de Ouro”.
53 GOLOS EM TODAS AS COMPETIÇÕES
Em 2007/2008, Ronaldo coroou-se com “apenas” 31 golos, mas, agora, fez ainda melhor, ao concluir a Liga espanhola com imponentes 40 (41 contando com um golo atribuído a Pepe, em San Sebastien), registo que nunca ninguém tinha conseguido na história da prova, iniciada em 1928/29. O jogador do Real Madrid, que bateu largamente o seu máximo em termos globais numa época (53 golos, contra os 42 de 2007/2008), superou os “míticos” 38 tentos de Zarra (Athletic), em 1950/51, e do mexicano Hugo Sanchez (Real Madrid), em 1989/90.
SEMPRE A MARCAR
Curiosamente, o internacional luso arrancou para a segunda “Bota de Ouro” após a maior decepção da época, a eliminação
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COMO. ULTIMAMENTE TENHO ANDADO COM TENDÊNCIAS...
pelo FC Barcelona (0-2 em casa e 1-1 fora) nas meias finais da Liga dos Campeões. Depois disso, Cristiano Ronaldo selou o segundo “poker” da época, em Sevilha (6-2), onde ultrapassou em definitivo Messi (acabou com 31 golos), prosseguiu com o quinto “hat-trick”, na recepção ao Getafe (4-0), e fechou como dois “bis”, para um total de nove, no reduto do Villarreal (3-1) e em casa com o Almeria (8-1): 11 golos em quatro jogos. O internacional luso brilhou na Liga espanhola, mas também na Taça do Rei (sete golos), sendo mesmo o grande responsável pelo facto de o Real Madrid, na primeira época de José Mourinho, não ter acabado em “branco”. A 20 de Abril, em Valência, Ronaldo foi o autor do golo que deu o triunfo aos “merengues” na final da “Copa del Rey”, com o “Barça” (1-0), que só caiu no prolongamento, face ao cabeceamento do português, servido por Di Maria. Para o total de 53 tentos, em 54 encontros, o jogador do Real Madrid conta ainda seis na Liga dos Campeões, mas em 12 jogos, sendo esse o motivo de não ter fechado a temporada com a média de um golo por jogo.
... SUICIDAS
!!!
SEGUNDA-FEIRA 23.5.2011 www.hojemacau.com.mo
ISLÂNDIA EUROPA SEM NUVEM DE CINZAS A Agência Europeia para a Segurança na Navegação Aérea (Eurocontrol) referiu ontem que a nuvem de cinzas na sequência da erupção do vulcão Grimsvotn não deverá afetar o resto do espaço aéreo europeu nem os voos transatlânticos. Os responsáveis da Eurocontrol anunciaram, através da rede social Twitter, que o espaço aéreo islandês permanecerá fechado de forma temporária. A Eurocontrol acrescentou que irá discutir o impacto da erupção do Grimsvotn e possíveis medidas para a gestão do tráfego aéreo em coordenação com os centros vulcânicos de Londres e Toulouse (França). STRAUSS-KAHN “ILIBADO” O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn será «ilibado» das acusações de tentativa de violação e agressão sexual, afirmou um dos seus advogados, numa entrevista publicada hoje no jornal israelita Haaretz. Strauss-Kahn, que está em prisão domiciliária nos Estados Unidos, acusado de tentativa de violação de uma empregada de hotel de Nova Iorque, «declarar-se-á não culpado, e, no fim, será absolvido», considera Benjamin Brafman na entrevista ao jornal israelita, a primeira desde a prisão do antigo homem forte do FMI, a 14 de Maio. «Nada é certo, mas o que eu retiro do inquérito, ele [Strauss-Kahn] será ilibado. Ele impressionou-me bastante. Apesar das circunstâncias, está a aguentar-se bem», adianta um dos responsáveis pela defesa do antigo diretor-geral do FMI, que se demitiu do cargo na sequência do escândalo em que está envolvido.