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Director carlos morais josé • quarta-feira 23 de fevereiro de 2011 • ANO X • Nº 2315
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Deputado cria “think tank” para ajudar Executivo Uma lição de história As Obras Públicas querem recuperar um antigo convento na Ilha Verde, mas não são capazes de apontar nenhum dado histórico sobre o edifício. O Hoje Macau dá uma ajuda: tem muito mais de 180 anos, foi construído pelos jesuítas e passou pelas mãos de privados. > Página 10
Mais um gabinete do pensamento
Tem 39 representantes da elite e chama-se “Progresso”. É o novo “think tank”, mas desta vez não tem o dedo do Governo. Foi criado com a ajuda da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), apesar de trabalhar de forma independente. O deputado Ho Ion Sang garante que vai trazer uma nova forma de “pensar a política”. Os democratas acreditam que o organismo vai mudar o panorama “aborrecido” de Macau. > Página 4
Motoristas, procuram-se A seis meses de pôr os seus autocarros a rodar, a nova operadora Reolian está a ver-se grega para arranjar motoristas. A empresa precisa de 400 profissionais, mas nem um terço das vagas está preenchido. Para piorar, os candidatos já têm mais de 46 anos e poucas qualificações. Recrutar fora pode ser a saída. > Última pub
entrevista Fernando Gomes
A CONFUSÃO QUE É GERIR O CONSELHO DAS COMUNIDADES
Caso insólito
Idosa encontrada morta em casa depois de meses • página 6
• Páginas 2 e 3
Funcionários públicos
TRAVãO NOS GASTOS • PÁGINA 5
quarta-feira 23.2.2011 www.hojemacau.com.mo
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entrevista
Fernando Gomes fala sobre orçamento do Conselho das Comunidades Portuguesas
“Quando se cria um órgão sem verbas de O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) tem, entre outras, as funções de “gerir o seu orçamento”, “assegurar a sua representação em reuniões internacionais” e “apresentar anualmente ao Governo o projecto de orçamento para o exercício das suas actividades”. No entanto, em entrevista ao Hoje Macau, Fernando Gomes, presidente do Conselho Permanente há dois anos, explica que esta legislação tem falhas e que o orçamento disponibilizado pelo Governo português não permite as obrigações nela inscritas. A educação no estrangeiro e recentes “injustiças”, também causam discussão. Joana Freitas
A
joana.freitas@hojemacau.com.mo
ntes de ir a Portugal, em Janeiro, falava da necessidade do CCP ter um “orçamento claro para definir actividades”. De que actividades estamos a falar e de que forma um orçamento definido poderia ajudar o CCP? O problema é que nós não sabemos quanto dinheiro temos. O CCP poderia ter um orçamento autónomo, por exemplo relacionado com as verbas provenientes do próprio fundo que alberga os honorários pagos pelos emigrantes aquando do uso dos serviços relativos ao consulado, passaporte, certidão, etc. Há uma parte que custeia o pessoal ou a manutenção, mas o dinheiro dos emolumentos vai para um fundo, que tem sido um saco azul dos próprios embaixadores e dos senhores cônsules, fiquei a saber pelos conselheiros mais veteranos. Mas se provém de serviços prestados aos portugueses de fora e aos
luso-descendentes, porque não haver uma atribuição indexada a este valor para que asseguremos as nossas actividades? O CCP não tem rubrica orçamental e isso é que assusta. Hoje eles podem dizer-nos que temos 150 mil euros de orçamento e amanhã dizer que afinal só temos 100 mil. Desde que a Direcção Geral dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades começou a funcionar, está lá o “bolo” todo, nós não sabemos quanto nos cabe. O ano passado por exemplo alertamos que no mínimo teríamos de ter 300 mil euros para poder funcionar minimamente incluindo plenário. Agora o Secretário de Estado assumiu a culpa porque ele disse que nunca haveria falta de dinheiro para o conselho das comunidades, mas a realidade foi contrária, o que provocou alguma revolta. Foquemo-nos então no problema orçamental do CCP actualmente. O plenário teria que ser no final de 2010 mas não foi possível porque
130 mil euros não eram suficientes para cobrir as despesas que passam, [por exemplo] por deslocações de 73 conselheiros. Foi adiada para Março deste ano, mesmo assim houve uma reunião agora em Janeiro, vai haver outra no fim do ano e o plenário, que também vai ser aproveitado para reunir os conselhos de especialidades, já que estes têm que se reunir até duas vezes por ano. “Até” é um subterfúgio inteligente de quem criou a lei que não obriga a que haja mais reuniões. Essa diminuição no orçamento afecta o próprio trabalho do CCP? Afecta tudo. Honestamente, quando se cria um órgão sem verbas de funcionamento é patético, é uma iniciativa coxa. Com este orçamento é ridículo trabalhar. Aliás, as notícias recentes [da nomeação de um “conselheiro técnico” para Marrocos, onde já existe um], indigna-me. Uma pessoa num ano vai ganhar tanto ou mais do que é disponibilizado para o CCP. Como é que pode ser? Portanto estamos a falar de um órgão que aborda quantos países? Todos onde exista comunidade portuguesa. Se formos pelos 5,5 milhões de portugueses espalhados pelo mundo, é meio Portugal. Chamarem o CCP de órgão importante e de consulta é digno mas é embelezamento. De todos os países que têm ou estão a criar Conselhos de Comunidades só o português é que tem menos verba e não tem apoio de um gabinete próprio. Há aqui um modelo que tem de ser pensado. Em Janeiro decidiu-se que temos que pensar reajustar a lei actual. Além de que dentro do CCP os 73 conselheiros são pessoas diferenciadas,
com cursos desde empresários, a técnicos ou administrativos. Isto só mostra um esbanjamento de recursos praticamente gratuitos. A forma como somos tratados não tem razão de ser, não há retribuição. Não podemos, em temos de funcionalidade, estar assim.
forma, o nosso Conselho Permanente, o deste mandato, tem funcionado bem. Dizem-nos isso e que não tem tido querelas como o anterior que era terrível. Ameaças, cartas abertas, insultos… De que forma é que isso afecta o actual CCP? As pessoas têm que ter
“A imagem foi denegrida porque os conselheiros entravam em guerra uns com os outros, o que não ajudava a ver uma posição isenta ou única quando o CCP tinha de servir como parceiro de consulta” A que reajustamentos se refere quando fala em “mudanças necessárias”? Não quero pôr as ideias em público, mas o modelo actual não funciona porque não há gabinete próprio de apoio, que não teria de responde a nós, mas ao secretário de estado do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Desta forma dá muita confusão. Sentem negatividade da parte do público? Não. O maior inimigo são os próprios conselheiros. Alguns, pelo menos. É um “bota abaixo” continuado, não sei porque funciona assim. De qualquer
noção de que estamos a evoluir e a tentar encontrar forma de actuarmos. Alguns membros dizem que o CCP não é considerado pelos órgãos de poder. Isso não é verdade, não podemos esquecer que no passado não havia comportamentos dignos, o que fez com que chegássemos a uma altura em que a entidade se afasta do governo e vice-versa. Agora no actual CCP as coisas são diferentes. Em que sentido, quais as mudanças? Como presidente do Conselho Permanente, tenho tentado incutir
uma postura responsável, um diálogo aberto, com projectos concretos e objectivos. Levar a discussão matérias importantes, que infelizmente não têm tido uma correspondência suficiente da parte de quem nos tutela, mas esse caminho está aberto. O CCP não é um órgão executivo nem legislativo, é de consulta e, naturalmente, quando é consultado tem que saber assumir esse papel. Eu não tenho tido vida fácil mas também este CCP não é o mais difícil. Em Outubro de 2010, depois da eleição houve probemas no tribunal e o funcionamento do CCP estava limitado. Qualquer entrevista acabava com “aguarda-se justiça do tribunal, este conselho tem um processo pendente”, isto fragiliza a nossa posição e a própria intervenção. Por acaso o processo foi rápido até ao resultado final, mas foi um ano e meio perdido onde não se trabalhou normalmente e onde se perdeu a postura pública. Como se prevê o futuro do CCP? Na altura em que assumi
Acreditem que hoje não me apetecia escrever sobre política. Que me apetecia, isso sim, elogiar apenas a melhoria no arranjo dos jardins, seja na zona dos lagos Nam Van, seja a plantação de flores e arbustos na avenida à saída da Ponte de Sai Van, do lado da Taipa, ou relatar o prazer de calcorrear os trilhos de Coloane. Ainda mais quando o sol, ainda que timidamente, deu um sinal da sua graça e convida ao bucolismo. Correia Marques, P.15
funcionamento é patético” a posição tinha um objectivo e assumi-o nesta reunião e hei-de assumi-lo no plenário outra vez em frente aos outros conselheiros. Como conselheiro de Macau, o que eu quero nestes dois anos que ainda faltam, é transformar a imagem maligna do CCP perante os órgãos do Governo, seja quem for o partido, aliás pelo que sei o PSD não funcionava melhor que o PS, às vezes por culpa própria do CCP, que não incutia uma aproximação colaborante. Por minha vez, eu gostaria de poder transmitir esta transformação entre o CCP que era, o que é e o que será. O do futuro vai ser melhor porque este está a criar uma imagem de melhoria e estabilização. Ser parceiro do Governo é o meu objectivo e obrigação. Essa transição não é fácil, tenho sofrido muita pressão porque eu não sou reactivo as provocações, só gosto de intervir quando há realmente matéria para tal. E há neste momento matéria para intervir? Sim. Esta que acabei de referir e outras, sobre o Conselho Nacional da Educação, a própria constitucionalização do CCP. Por exemplo, na altura do adiamento do plenário eu sei que não
houve cumprimento da lei mas eu compreendi a situação difícil do estádio português entre Março e Junho. Quer dizer, no fundo não houve suspensão do plenário, houve adiamento. Mas houve muita pressão da parte de muitos conselheiros que achavam
“Honestamente, quando se cria um órgão sem verbas de funcionamento é patético, é uma iniciativa coxa. Com este orçamento é ridículo trabalhar” necessário intervir, eu achei que não e assumo isso. Do outro lado, isto é, da parte do Governo português já houve essa compreensão? Sim, houve uma maior abertura, a secretaria de estado assumiu posições de ajuda. O CCP deve funcionar de forma pró-activa, sem afastar as responsabilidades. Quando há matérias que merecem ir até às últimas consequências deve intervir-se. E nós, por exemplo, interviemos na altura do veto para a mudança de lei de voto dos emigrantes. Não
Conselheiro em Rabat ganha mais do que o CCP A notícia é dada pela revista Sábado e confirma a nomeação de Francisco Guerra Tavares, inspector-geral das finanças português, para conselheiro técnico da embaixada de Portugal em Rabat (Marrocos). Francisco Tavares era director-geral de Administração do Ministério dos Negócios Estrangeiros e vai cumprir uma comissão de três anos, renovável, a ganhar cerca de 11 mil euros mensais. A notícia causou polémica devido à época de cortes orçamentais que se vive em Portugal. Ainda mais porque já existia um conselheiro na embaixada, procedimento normal para as embaixadas que não são consideradas principais. Assim, Guerra Tavares ganha cerca de 154 mil euros por 14 meses/ano, mais do que o disponibilizado para o orçamento anual do Conselho das Comunidades Portuguesas.
achamos oportuno e o governo ouviu-nos. Nós não estamos contra uma pessoa ou um partido, estamos contra uma ideia, nós debatemos ideias e projectos, não ideologia política. Como funcionam em relação ao estado português? O nosso partidarismo é único. Há muitas cores políticas dentro do CCP e não é fácil arranjar um equilíbrio lá dentro. Mas posso dizer que ao fim de 2 anos fico satisfeito em afirmar que temos um objectivo único, que são as comunidades. Ideias partidárias ficam de fora, prevalece o principio orientador das comunidades, eu não permito que haja porque talvez por não ter filiação partidária estou mais à vontade. Há muitas pessoas que dizem que eu estou próximo do PS. Ainda bem, quem está no governo é o PS. Eu posso ser criticado se não estiver próximo do governo, como presidente do CCP, devo estar ao lado seja de que partido for, próximo de diálogo com ele, para poder levar matéria. A minha função é criar o alicerce de transição do que foi e do poderá ser o CCP. No que toca ao ensino, que foi matéria de discussão recentemente, o que tem se passado? As escolas portuguesas e o Instituto Camões estão sob tutela do Ministério dos Negócios Estrangeiros, ao contrário do Conselho Nacional da Educação. Ou seja há separação. O MNE acha que o CNE diz respeito às matérias de educação tanto no país como fora, e dispensa o CCP. É ridículo porque sendo o CNE um órgão de consulta que diz que as políticas, a cultura e a língua portuguesa são essenciais, tem de perceber que naturalmente elas,
por osmose, irão depois lá para fora. O que se passa em termos de política educacional no país acaba por ser orientador para o ensino do português no estrangeiro. Mas o MNE tem a noção de como é esse ensino no estrangeiro? É confuso. O problema do Instituto Camões é que está a transformar o ensino de Língua Portuguesa em formação para estrangeiros. Não sabemos a própria posição nem do Instituto nem das políticas. O IC parece que está a funcionar mais como ensino para língua não materna. A língua materna ou não materna tem de ser opção, é nosso dever, até porque há imigrantes sazonais que voltam a Portugal passado dois anos. Os critérios que se utilizam em Portugal não podem ser utilizados cá. As escolas portuguesas funcionam com uma transcrição do programa oficial de Portugal, com adaptações locais. E funcionam sob tutela do MNE e existem em países de expressão portuguesa e onde existe uma comunidade de diáspora. Mas e nos EUA, Canadá, Alemanha e Suíça, como funciona? A nível da Europa está a funcionar uma política generalizada de que os países tentam integrar a sua comunidade estrangeira culturalmente, o que significa que a comunidade portuguesa se adapta à língua à cultura e à religião. O Instituto Camões está a tentar acelerar esse processo, o que não achamos correcto. Escolher português como língua não materna é um erro. Este assunto vai voltar a estar em cima da mesa no plenário? Não sei, o especialista na matéria vai submeter estudos nessa área, eu concordo que seja. Aliás, tem de ser. O CCP quer
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cumprir um papel isento e interventivo na matéria. Como órgão consultivo estamos à espera de maior correspondência da parte de quem nos governa. A obrigação agora está no lado de lá, nós temos equipa e o interesse aqui é a comunidade portuguesa. Três mudanças imediatas para o CCP funcionar a 100%? Atribuição orçamental clara é o alicerce de qualquer organismo, pode ser motivado mas sem orçamento próprio não
funciona. 130 mil euros é quanto custa muitas vezes uma associação filarmónica ou um rancho folclórico. Nós somos um organismo com artigos e alíneas para quê? Segundo, que o próprio Governo nos obrigue, nos dê trabalho, nos incuta responsabilidades para que consigamos criar uma sinergia entre diversas partes para benefício do país. Terceiro, que se realizem os outros dois. Não é difícil, é preciso perseverança.
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HM-2ª vez 23-02-11 Execução Ordinária
n.º
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CV2-09-0130-CEO
2º Juízo Cível
EXEQUENTE: Hang Seng Bank Limited, com sede em Hong Kong e sucursal em Macau, na Avenida do Infante D. Henrique, nºs 43-53A, Edifício Macau Square, 11º andar H, I, J e K, registo comercial nº 17558. EXECUTADA: Fábrica de Malhas Três Estrelas (Macau) Limitada, com sede em Macau, na Rua Dois do Bairro da Concórdia, nº 62, Edifício Industrial Vang Tai, 6º andar, “A6”, “B6”, “D6”, “E6” e “F6”, registo comercial nº 2516. Faz-se saber que nos autos acima indicados são citados os credores desconhecidos da executada para, no prazo de QUINZE DIAS, que começa a correr depois de finda a dilação de vinte dias, contada da data da segunda e última publicação do anúncio, reclamar o pagamento dos seus créditos pelo produto do bem penhorado sobre que tenham garantia real e que é o seguinte: Imóveis penhorados Verba 1 Denominação: Fracção autónoma “A6” do 6º andar “A”. Situação: Macau, na Rua Um do Bairro da Concórdia, nºs 57 a 77, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 12 e 14 e na Rua Dois do Bairro da Concórdia nºs 58 a 80. Fim: Para indústria. Número de matriz: 37953. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21533 a fls. 29 do Livro B51. Número de inscrição da propriedade horizontal: 644 a fls. 127v do Livro F20A. Verba 2 Denominação: Fracção autónoma “B6” do 6º andar “B”. Situação: Macau, na Rua Um do Bairro da Concórdia, nºs 57 a 77, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 12 e 14 e na Rua Dois do Bairro da Concórdia nºs 58 a 80. Fim: Para indústria. Número de matriz: 37953. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21533 a fls. 29 do Livro B51. Número de inscrição da propriedade horizontal: 644 a fls. 127v do Livro F20A. Verba 3 Denominação: Fracção autónoma “D6” do 6º andar “D”. Situação: Macau, na Rua Um do Bairro da Concórdia, nºs 57 a 77, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 12 e 14 e na Rua Dois do Bairro da Concórdia nºs 58 a 80. Fim: Para indústria. Número de matriz: 37953. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21533 a fls. 29 do Livro B51. Número de inscrição da propriedade horizontal: 644 a fls. 127v do Livro F20A. Verba 4 Denominação: Fracção autónoma “E6” do 6º andar “E”. Situação: Macau, na Rua Um do Bairro da Concórdia, nºs 57 a 77, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 12 e 14 e na Rua Dois do Bairro da Concórdia nºs 58 a 80. Fim: Para indústria. Número de matriz: 37953. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21533 a fls. 29 do Livro B51. Número de inscrição da propriedade horizontal: 644 a fls. 127v do Livro F20A. Verba 5 Denominação: Fracção autónoma “F6” do 6º andar “F”. Situação: Macau, na Rua Um do Bairro da Concórdia, nºs 57 a 77, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 12 e 14 e na Rua Dois do Bairro da Concórdia nºs 58 a 80. Fim: Para indústria. Número de matriz: 37953. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21533 a fls. 29 do Livro B51. Número de inscrição da propriedade horizontal: 644 a fls. 127v do Livro F20A. Verba 6 Denominação: Fracção autónoma “D12” do 12º andar “D”. Situação: Macau, na Avenida da Concórdia, nºs 159, 165 e 171 a 199, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 156, 164 e 176, no Pátio da Concórdia, nºs 4, 10, 20, 32, 44 e 48 e na Travessa Norte do Patane, nºs 25, 27 e 31. Fim: Para indústria. Número de matriz: 70593. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21915 a fls. 106v do Livro B106. Número de inscrição da propriedade horizontal: 26447 a fls. 52 do Livro F34. Verba 7 Denominação: Fracção autónoma “B12” do 12º andar “B”. Situação: Macau, na Avenida da Concórdia, nºs 159, 165 e 171 a 199, na Rua do Conselheiro Borja, nºs 156, 164 e 176, no Pátio da Concórdia, nºs 4, 10, 20, 32, 44 e 48 e na Travessa Norte do Patane, nºs 25, 27 e 31. Fim: Para indústria. Número de matriz: 70593. Número de descrição na Conservatória do Registo Predial: 21915 a fls. 106v do Livro B106. Número de inscrição da propriedade horizontal: 26447 a fls. 52 do Livro F34. Móvel Penhorado Saldo bancário da executada, é o seguinte: Banco Nacional Ultramarino, de conta no valor de..........MOP324,45 Aos 11 de Fevereiro de 2011.
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política
Kahon Chan
“P
kahon.chan@hojemacau.com.mo
rogresso” é o nome de um novo “think tank” que está a ser formado para “participar na política”, confirmou Ho Ion Sang, deputado da Assembleia Legislativa (AL) eleito numa lista chamada “União Promotora para o Progresso”. O grupo será composto por 39 membros compreendendo profissionais e representantes de elites, mas o responsável garante que não estará estruturalmente afiliado na União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM) e que a porta estaria sempre aberta para receber a participação do público em geral. A Associação Novo Macau Democrático saúda a nova formação, que espera possa trazer alguma frescura ao panorama aborrecido da cena política de Macau. Ho Ion Sang, que além de deputado é também director-geral interino da UGAMM, confirmou que um grupo chamado Centro “Think Tank” Progresso tinha sido formado a 30 de Dezembro de 2010, com 39 membros-fundadores, compreendendo engenheiros e profissionais dos serviços financeiros e educação, embora o registo do novo grupo enquanto associação ordinária está ainda pendente de aprovação do Governo. Ho sublinhou que os objectivos da Progresso abarcariam a “convergência da opinião pública” e “envolvimento no debate político”, mas que não havia ainda um plano para concorrer às próximas eleições para a AL no âmbito desse “think tank”. O grupo “irá concentrarse na investigação e estudos no princípio para assistir o meu trabalho na assembleia e também para funcionar como uma plataforma para que os iniciantes aprendam sobre envolvimento político”, afirmou. “A UGAMM tem-se concentrado no serviço social e esperamos atrair mais atenção para o debate político e outros assuntos. De facto, o debate tem estado a decorrer entre os membros por mais de um ano sem a moldura da associação”. Seminários abertos, aulas sobre
Ho Ion Sang confirma novo “think tank” de intervenção política
Em nome do progresso assuntos sociais e políticos, e o anúncio dos resultados de estudos foram listados entre as actividades planeadas do novo “think tank”. O responsável deixou claro por mais do que uma vez que a Progresso não estaria de nenhuma forma afiliada à UGAMM e que “a porta estará sempre aberta a toda a gente”. “Sentimos que a juventude de Macau está disposta a participar na sociedade, apenas a plataforma não está tão bem construída e por isso o centro irá resolver o problema”, afirmou. A altura escolhida para a fundação da Progresso parece ter sido sincroniza-
da para coincidir com a da Choi In Tong Sam e Ho não confirma nem desmente que um consenso tenha sido estabelecido com a Federação das Associações dos Ope-
Tong Sam ser revelada ao público. A publicação em Boletim Oficial, contudo, chegou mais cedo para a associação da FAOM. Na sequência da forma-
O grupo “irá concentrar-se na investigação e estudos no princípio para assistir o meu trabalho na assembleia e também para funcionar como uma plataforma para que os iniciantes aprendam sobre envolvimento político”, afirma Ho Ion Sang rários de Macau (FAOM) para que ambas criassem as suas derivações políticas, mas nota que a Progresso foi formada antes de a Choi In
ção da Progresso, ambas as organizações não-governamentais “peso pesado” de Macau terão as suas próprias derivações políticas criadas
com ênfase no envolvimento político, um passo a ter em conta na opinião de um académico que aponta para o desenvolvimento de partidos políticos. O deputado da AL Au Kam San, daAssociação Novo Macau Democrático, acredita que a concorrência levou as grandes associações a darem esse passo e deu as boasvindas à nova associação. “A política em Macau tem sido aborrecida e esperemos que estas mudanças tragam alguma frescura”, afirmou, observando que a Novo Macau partilhava muitas opiniões em comum com a UGAMM e a FAOM, sobretudo quando
demonstram apoiar as reformas eleitorais, e espera que haja mais cooperação dentro da AL. “Aprecio a sua motivação para se reforçarem e prevejo que o vão conseguir”, disse, mantendo reservas quanto à formação de partidos políticos em Macau, porque um partido político capaz exigiria muitos recursos para funcionar e simplesmente não há suficientes eleitores para formar um partido. A falta de recursos é pelo menos verdade na Associação Novo Macau e os democratas simplesmente não têm recursos para reagir a movimentações antecipadas da Choi In Tong Sam e da Progresso.
Chineses gastam 12 mil patacas numa visita a Hong Kong
Os chineses gastam, em média, 12.000 dólares de Hong Kong em cada visita que efectuam à antiga colónia britânica. De acordo com um estudo ontem divulgado, 60% da despesa é feita na compra de cosméticos e produtos electrónicos, 23% em quartos de hotel e 18% em alimentação. O estudo focado no consumo em diversos pontos do globo foi desenvolvido pela empresa Nielsen e baseou-se em 500 entrevistas a turistas do continente chinês no final de 2010. Cerca de 70% dos inquiridos disseram ter planeado as despesas antes da visita e 61% disse pretender adquirir produtos cosméticos e de tratamento da pele. Dos cerca de 36 milhões de turistas que entraram em Hong Kong em 2010, 22,47 milhões eram oriundos do continente chinês, um mercado que cresceu, segundo os números oficiais, 27%.
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Executivo avança para revisão das normas das deslocações dos funcionários públicos
Joana Freitas
joana.freitas@hojemacau.com.mo
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epois de na segundafeira o Comissariado de Auditoria ter apresentado relatórios a afirmar que alguns funcionários da Administração Pública “procedem ao custo das ajudas diárias no exterior sem fundamento legal”, Chui Sai On pôs mãos à obra. Ontem, à margem de um almoço de ano novo da União Geral das Associações dos Moradores de Macau, o Chefe do Executivo revelou que é necessário rever as normas das ajudas de custo de deslocações ao exterior. Florinda Chan vai ter agora mais trabalho pela frente, já que a respub
ponsabilidade ficará com a sua pasta. A legislação geral menciona um valor de 1100 patacas para todos os gastos diários, mas, segundo o CA, a insuficiência deste valor, já que há hotéis que cobram 900 patacas por noite, leva a que 70% dos serviços públicos recorram ao regime alternativo, que prevê que, em missão oficial fora do território, os funcionários recebam o reembolso dos gastos após a apresentação das facturas. No entanto, a lei exige também que sejam apresentados relatórios para que não hajam pagamentos de quantias indevidas. Durante cerca de um ano, esta foi uma norma
Gonçalo Lobo Pinheiro
Hora de apertar o cinto, diz o chefe que quase não foi respeitada, com serviços a aceitar relatórios fora de data e outros que não fizeram sequer questão em que este fosse apresentado. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) já fez questão de salientar que vai “examinar e acompanhar aspectos a serem melhorados”, desejo subscrito também pelo Instituto de Acção Social. Estabelecimento Prisional de Macau e pelo Fundo de Turismo. Já Chui Sai On anunciou ontem a nomeação da secretária para a Administração e Justiça para exercer a função de fiscalização das normas e coordenar os serviços competentes, incluin-
do a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública e a Direcção dos Serviços de Finanças. No plano da secretária estão inseridos outros objectivos além da concreta revisão da legislação, que passam por definir orientações e critérios que sirvam para a consulta dos serviços durante as deslocações. O Governo disse “pretender uma aplicação adequada do erário público” e Florinda Chan afirma que a administração “dá muita importância a todas as sugestões apresentadas no relatório de resultados do Comissariado da Auditoria”. Em declarações aos jornalistas, a secretária considerou este um problema “com uma grande necessidade de rectificação”. O CA apelou ainda à atenção e responsabilidade dos serviços públicos no que diz respeito a esta matéria.
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sociedade Idosa pode ter passado seis meses morta dentro de casa
História repete-se em Macau Uma senhora de 85 anos foi encontrada ontem morta dentro do seu apartamento, depois de há um mês a família ter notificado a polícia do seu desaparecimento. Testemunhas falam que a mulher, viúva e com o filho a viver no Brasil, pode já ter estado morta por cerca de seis meses. Só ontem as autoridades arrombaram a porta da casa na zona do Clube Militar Joana Freitas
L
joana.freitas@hojemacau.com.mo
No retalho é que está o ganho O volume dos negócios do comércio a retalho totalizou 29,5 mil milhões de patacas em 2010, mais 32% do que em 2009. Dados revelados pelos Serviços de Estatística relativos ao quarto trimestre de 2010 indicam que as subidas mais significativas do volume de negócios aconteceram nas vendas de artigos de couro (mais 64%), relógios e artigos de ourivesaria (mais 48%) e nos automóveis (mais 43%). O valor do comércio a retalho no último trimestre de 2010 traduz um aumento de 9% face ao montante revisto do terceiro trimestre de 2010 destacandose os acréscimos nas vendas de vestuário para adultos (mais 34%), produtos cosméticos e de higiene (mais 33%) e mercadorias de armazéns e quinquilharias (mais 21%). O volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho totalizou 8,18 mil milhões de patacas, mais 25% do que no quarto trimestre de 2009. As principais mercadorias vendidas foram os relógios e artigos de ourivesaria (23%), as mercadorias de armazéns e quinquilharias (16%), o vestuário para adultos (11%), os artigos de couro (10%), os automóveis e as mercadorias de supermercados, ambos com 7%, os cosméticos e produtos de higiene (4%) e os combustíveis para veículos a motor (3%).
uíza Canavezes Marques tinha 85 anos e morava em frente ao Clube Militar, lugar onde foi encontrada ontem já sem vida, depois de meses sem nenhum contacto com a família. Conhecidos da vítima acreditam que a idosa pode ter passado seis meses morta dentro de casa, à semelhança de uma série de casos que despoletaram este mês em Portugal (ver caixa). Ao Hoje Macau, a Polícia Judiciária disse ter estado a efectuar buscas desde o dia 24 de Janeiro, altura em que a irmã e o cunhado da idosa de nacionalidade portuguesa reportaram o seu desaparecimento às autoridades. As autoridades, no entanto, não quiseram confirmar ainda quanto tempo a mulher teria estado morta dentro do seu apartamento. “Chegamos a pedir intervenção da polícia meses antes, mas a porta estava sempre trancada com o ferrolho”, explica ao Hoje Macau Rufino Ramos, cunhado da vítima, sem querer especificar quando perdeu o contacto com a familiar. Sabe-se apenas que Luíza Marques era uma mulher reservada, que apenas saia à rua para o indispensável e poucas relações sociais mantinha. Como confirma o cunhado, “ela recusavase a falar” com a família e a sair de casa, o que tornava complicada a tentativa de contacto. Fonte próxima da família disse ainda ao Hoje Macau que a idosa era viúva, morava sozinha e não mantinha muito pouco contacto com o filho, que trabalha no
Brasil. A testemunha define a mulher como uma pessoa “simpática” mas “sem grande relacionamento familiar” e que aparentava problemas de depressão. Terá sido precisamente o facto de se encontrar longe do filho, Carlos Manuel, que levou a idosa a manterse fechada em casa. “Ela
queria que o filho voltasse do Brasil e recusava-se a sair [de casa]”, diz Rufino Ramos. A demora em encontrar Luíza Marques deveu-se sobretudo à impossibilidade dos familiares no território autorizarem o arrombamento da porta, permissão a ser cedida apenas pelo filho, on-
tem. “Só após a autorização dos familiares identificados é que o pessoal da polícia e dos bombeiros conseguiu forçar a porta”, salienta a PJ em comunicado. O caso está agora entregue às autoridades, que aguardam a chegada de Carlos Manuel do Brasil para prestar declarações. O
cunhado salientou ao Hoje Macau que a razão da morte não está ligada à “fome, uma vez que tinha o frigorífico cheio”. Também a PJ disse que as causas da morte não estão, para já, relacionadas com agressão ou indícios criminais, mas ainda se esperam os resultados da autópsia.
9 dias, 7 casos em Portugal •8 de Fevereiro O corpo de uma idosa que terá falecido há nove anos foi encontrado no seu apartamento da Rinchoa, concelho de Sintra. O cadáver da idosa, desaparecida desde 2002, foi encontrado pela PSP, chamada ao local a pedido da nova proprietária, que adquiriu o imóvel num leilão realizado pelas Finanças. • 11 de Fevereiro Um idoso de 70 anos que estaria morto há três meses foi encontrado pelas autoridades na sua habitação, no concelho Cantanhede, não havendo suspeita de crime.
• 13 de Fevereiro Um homem de 80 anos foi encontrado sem vida encontrado em casa. Era desconhecida a existência de parentes da vítima. • 14 de Fevereiro Um senhor de 67 anos e que vivia sozinho foi encontrado morto e estaria assim há oito dias. Manuel Correia era natural dos Açores e a única familiar era uma nora que vive no Canadá. • 14 de Fevereiro Um homem de 67 anos foi encontrado morto
na sua residência passados dois dias. Vivia sozinho. • 16 de Fevereiro Um homem, de 62 anos, divorciado e com uma filha, vivia sozinho e foi encontrado morto em casa. Suspeita-se que tivesse morrido há mais de dois meses. Vivia afastado da família. •17 de Fevereiro Uma mulher de 92 anos foi encontrada sem vida na sua residência, onde vivia com um filho doente mental. Desde o início do mês que Zulmira Soares, sem mais familiares, não era vista.
Guangdong | 63 mil milhões de yuans em linhas ferroviárias A província de Guangdong tem planos para gastar 63.000 milhões de yuans na expansão da rede de caminho de ferro nos próximos cinco anos. De acordo com a Comissão de Reforma e Desenvolvimento do Governo de Cantão, o projecto inclui a construção de três novas linhas de metropolitano - que ficará com um total de 11 - e o desenvolvimento de ligações ferroviárias entre as diversas cidades da província. O desenvolvimento ferroviário irá ser financiado através de recurso ao crédito bancário. Cantão pretende ainda melhorar o sistema de transporte público e a qualidade de vida da população nos próximos cinco anos.
Mais de 24% dos trabalhadores ligados a actividades culturais
Esta terra são só artistas M
ais de 24% das 322 mil pessoas empregadas em Macau trabalhavam no final de 2010 nas indústrias ligadas às actividades culturais e recreativas, lotarias e outros serviços, indicam dados estatísticos oficiais. Os dados estatísticos do emprego ontem divulgados indicam que no final do último trimestre, o território tinha uma população activa de 331 mil pessoas, das quais 322 mil estavam empregadas e 8900 desempregadas, ou seja, 2,7% do total. Face ao terceiro trimestre, o número da população activa subiu em 1300 pessoas e a população empregada em 1.700, enquanto que o número de desempregados baixou em 500 pessoas. Além dos 24,1% de empregados nas indústrias culturais e recreativas, lotarias pub
e outros serviços, 13,7% estava empregado no comércio por grosso e a retalho. A média do rendimento mensal das pessoas empregadas foi de 9000 patacas, nível que se manteve inalterado face ao trimestre anterior. A população subempregada estava estimada em 5700 pessoas, das quais 62,9% dedicavam-se à construção e 15,3% aos transportes, armazenagens e comunicações. Do total de desempregados, 89,5% estava à procura de novo emprego e 10,5% do primeiro emprego. Já na análise dos agregados familiares, o número médio de empregados era de 1,8 pessoas em 2010 com uma média de rendimento de 16.300 patacas, mais 3,2% do que em 2009.
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CEM vê lucros caírem 50 milhões de patacas em 2010 A Companhia de Electricidade de Macau (CEM) fechou 2010 com um lucro de cerca de 514 milhões de patacas, menos 50 milhões de patacas do que em 2009. O presidente da Comissão Executiva empresa, Franklin Willemyns, disse ontem aos jornalistas que as contas da empresa, ainda não aprovadas em AssembleiaGeral, fecharam 2010 com um “aumento das vendas de cerca de 10% para cerca de 4,4 mil milhões de patacas”. Os lucros “são ainda inferiores ao valor do nosso investimento. Em 2010 investimos cerca de 600 milhões de patacas face a lucros de cerca de 500 milhões de patacas e prevemos que o investimento aumente este ano”, acrescentou. O novo contrato de concessão do serviço público de fornecimento de energia eléctrica, que entrou em vigor a 1 de Dezembro de 2010 por 15 anos, ao invés dos 25 anos previstos anteriormente, será revisto de cinco em cinco anos e retirou à CEM o monopólio da produção e importação de electricidade. Segundo os novos moldes do contrato, a taxa de retorno sobre o investimento será reduzida de 12% para 9,5%, estimando-se que, como consequência, as receitas da
CEM diminuam cerca de 100 milhões de patacas por ano. Neste contexto, Franklin Willemyns prevê que os lucros da companhia sejam este ano inferiores aos alcançados em 2010. “Temos hoje um nível de rentabilidade inferior ao de Hong Kong”, salientou o responsável em declarações à agência Lusa, sublinhando que “as pessoas às vezes esquecem que esta indústria é intensiva em capital”. “Somos obrigados a reinvestir os lucros e, particularmente, devido ao grande desenvolvimento de Macau os investimentos superam mesmo os lucros”, constatou ao realçar que esta “é uma actividade que gera resultados, mas que obriga a um esforço financeiro muito grande por parte dos accionistas para manter a infra-estrutura”. O rápido desenvolvimento económico de Macau fez com que o consumo de energia registasse um aumento de 120% nos últimos dez anos e, só em 2010, um crescimento de mais de 4%. O nível de fiabilidade do fornecimento de energia da CEM atingiu os 99,9% em 2010, um dos “melhores resultados do mundo”, salientou o presidente da comissão executiva.
vida
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Metade de
O Grande Museu de Lon tivessem sido guardados da conservação dos exem deitado ao lixo pelo cons
Lançado primeiro autocarro eléctrico 100% português
Portugal pioneiro nos transportes “v O grande dia
Além do secretário de Estado da Energia e Inovação, o primeiroministro português, José Sócrates, e o ministro da Economia, Vieira da Silva, também assistiram à saída da linha de produção do primeiro autocarro eléctrico completamente concebido e produzido em Portugal, o Caetano 2500EL, na CaetanoBus, em Gaia. Um investimento total de 4 milhões de euros (cerca de 40 milhões de patacas), sendo que um milhão é dado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). No portal oficial do Governo português pode ler-se que “o desenvolvimento e produção do autocarro eléctrico permitem responder à difícil questão da mobilidade urbana, poupando o ambiente e diminuindo a factura energética das empresas de transportes”. O crédito também é dado à criação da rede de infraestruturas de recarregamento de baterias em Portugal, Mobi.E, que permitiu o desenvolvimento de vários projectos ligados à mobilidade eléctrica juntamente com a evolução actual da tecnologia, em especial no campo das baterias. Actualmente cerca de 53% do mix eléctrico português é proveniente do aproveitamento de fontes renováveis de produção de energia, e o Governo prevê atingir os 60% em 2020.
A empresa Salvador Caetano lançou ontem o primeiro autocarro eléctrico fabricado e produzido em Portugal. O Caetano 2500EL começa a circular em Abril, na cidade de Gaia Filipa Queiroz
T
filipa.queiroz@hojemacau.com.mo
em capacidade para 70 pessoas, autonomia mínima de 100 a 150 quilómetros, 12 metros de comprimento e é alimentado por baterias de iões de lítio (150KWh). Preço: 500 mil euros (cerca de 5 milhões de patacas), com baterias incluídas. É assim o primeiro autocarro português 100% eléctrico que a empresa portuguesa Salvador Caetano lançou ontem, em Gaia. Vocacionado para o transporte nos centros das cidades, aeroportos e grandes superfícies, o Caetano 2500EL sai da fábrica Caetano Bus em Abril seguindo directamente para Gaia, onde circulará por um período de três meses, fase durante a qual será monitorizado por técnicos da empresa subsidiária do grupo e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. De acordo com a empresa, o preço do veículo será variável, de acordo
com a procura, e não vai ficar-se por solo luso. Um segundo exemplar vai seguir para a cidade de Offenbach, na Alemanha, já em Abril, e existem mais duas encomendas na calha para Frankfurt e Wiesbaden.
Portugal líder
O presidente da Salvador Caetano, José Ramos, disse ontem à agência Lusa que o novo projecto da empresa, reconhecida internacionalmente pelos
Autocarros verdes já circulam em Zhuhai
O exemplo mora ao lado D
esde Outubro do ano passado que a cidade chinesa que faz fronteira com Macau tem cerca de 20 autocarros eléctricos da Yintong Energia em circulação. Os veículos “amigos do ambiente” não fazem ruído e percorrem uma distância de 13,5 quilómetros desde o Terminal Rodoviário Jida até ao terminal de Cui Hua Yuan. Com um motor de 120KW, os autocarros eléctricos atingem uma velocidade máxima de 80 quilómetros por hora e levam 18 segundos para
acelerar dos zero aos 50km/h, o que é mais rápido do que o padrão mínimo de 30 segundos fixado pelo Governo. Os veículos levam cerca de oito horas a carregar para obterem uma autonomia de 150 quilómetros e 250 quilómetros cada um, mas as companhias já asseguraram que também possuem baterias que permitem que os autocarros rodem cerca de 350 a 450 quilómetros. Com o sistema eléctrico, estima-se que possam economizar-se cerca de
40 mil litros de combustível fóssil e reduzir em cerca de 100 quilos as emissões de carbono. Zhuhai tem neste momento uma frota de 2600 autocarros públicos e 100 carreiras em funcionamento e o Governo prevê que cerca 1600 dos veículos sejam substituídos por modelos eléctricos, além de mil a funcionar a gás natural. A ideia do município de Zhuhai é que metade dos autocarros públicos utilizem energias alternativas em 2012.
autocarros Cobus que circulam nos aeroportos de quase todo o mundo, está a atrair “muito interesse”. Já o secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, declarou que a concepção e produção do autocarro eléctrico fará da Salvador Caetano “pioneira a nível mundial” e porá Portugal “na liderança da mobilidade eléctrica também no transporte colectivo”. Considerando “muito importante” o lançamento do primeiro autocarro
eléctrico completamente concebido e produzido em Portugal, o secretário frisou que “o importante é Portugal estar na liderança da tecnologia da mobilidade eléctrica ao nível do transporte colectivo, tornando as cidades mais atractivas e criando oportunidades de emprego”. Questionado sobre a possibilidade das empresas públicas de transportes virem a incluir nas suas frotas o autocarro eléctrico, o secretário disse apenas que espera que as empresas portuguesas o façam progressivamente, comprando os autocarros”, e destacou o potencial de criação de emprego e de exportação.
Negócio em ascensão
Carlos Zorrinho disse que “a partir da mobilidade eléctrica em Portugal está a desenvolver uma área económica, sendo já uma referência no fabrico de carregadores para carros
Planeta em núm
41.800
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e um pássaro dodo estava guardado no Museu de Londres
ndres encontrou uma caixa com ossos de dodo, a misteriosa ave das Maurícias, extinta no século XVII, misturada com ossos de crocodilo. “Não é assim tão surpreendente que s juntos. De facto há mais em comum entre crocodilos e aves do que possamos pensar. Foi um erro compreensível”, disse Jack Ashby, da comunicação do museu. A história mplares de museu desta ave é quase tão trágica como a da sua própria extinção. O único exemplar embalsamado de dodo existia no Museu de História Natural de Oxford e foi servador do museu, no século XIX. Foi este exemplar embalsamado que inspirou Lewis Carrol para criar o animal que faz parte da história de Alice no País das Maravilhas.
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Investir 2% do PIB mundial até 2050 pode ser a fórmula para a “economia verde”
A salvação num número pequenino
verdes” Descrição do Caetano 2500EL • Autocarro para circuito urbano • Capacidade: 70 pessoas • Autonomia mínima: 100 a 150 quilómetros, sem recarga de baterias • Carroçaria em alumínio, elevada durabilidade e resistência e redução de peso • Chassis piso baixo com motorização à frente • Baterias montadas nas paredes laterais com grande acessibilidade pelo exterior • Portas para passageiros em ambos os lados, extra-largas, garantindo um rápido acesso dos passageiros • 12 metros de comprimento (passível de sofrer variações) • Largura: 2,55 metros • Equipado com ar condicionado • Motorização, motor magnético síncrono • Alimentação, baterias de iões de lítio, 150KWh • Preço na fase inicial: 500 mil euros
eléctricos”, acrescentando ainda que “os autocarros terão um custo superior mas um consumo inferior” e que “à medida que o tempo passa, o preço vai-se aproximando dos autocarros convencionais”. O negócio do consórcio constituído pela CaetanoBus, da Salvador Caetano, e pela Efacec, fabricante de carregadores, representa um investimento de quatro milhões de euros e está prevista a produção de dez a 20 autocarros. Em 2012, as empresas esperam aumentar a produção “predominantemente para exportação” para 50 autocarros, que dará emprego directo a 60 pessoas. A necessidade crescente de veículos não poluentes, principalmente nos centros urbanos, é a principal razão apontada pela Salvador Caetano para voltar a apostar nos veículos eléctricos, depois do fracasso de uma encomenda de oito autocarros de aeroporto para o mercado alemão nos anos 90, devido à fraca fiabilidade das baterias na altura.
meros
atts de potência é a capacidade já instalada ques eólicos na China. O país ultrapassou os s Unidos e é agora o primeiro do mundo no itamento da energia do vento
O
crescimento económico e a protecção do Ambiente podem ser compatíveis se o mundo investir, todos os anos até 2050, dois por cento do PIB global em dez sectores cruciais como a construção, energia e pescas, defende o Programa da ONU para o Ambiente (Pnua). O investimento – correspondendo a 1,3 biliões de dólares (cerca de 9,48 biliões de patacas) - iria fazer a economia mundial crescer ao mesmo ritmo, se não mesmo a um ritmo superior, em relação às actuais políticas económicas, considera o relatório “Toward a Green Economy” do Pnua. Além disso, lembra o Pnua, não traria os “riscos,
a escassez de recursos e as crises inerentes à economia” baseada nos combustíveis fósseis. “Ainda que as causas da crise sejam variadas, todas têm uma característica comum: a má repartição do capital”, estima Pavan Sukhdev, economista do Deutsche Bank que conduziu os trabalhos do Pnua. “Actualmente, o mundo gasta entre um e dois por cento do PIB global numa série de subsídios que, muitas vezes, perpetuam usos insustentáveis na área dos combustíveis fósseis, agricultura, água e pescas”, admite a ONU. O relatório refere, nomeadamente, as subvenções contra-produtivas pagas aos sectores da pesca (27 mil milhões de dólares por ano; 19,7 biliões de patacas) ou aos combustíveis fósseis (650 mil milhões de dólares por ano; 4,74 biliões de patacas). Agricultura, edifícios, abastecimento energético, pescas, florestas, indústria, turismo, transportes, gestão de resíduos e água são os sectores que podem ser mais “verdes”, lista o relatório, que está recheado de exemplos.
O estudo - realizado em colaboração com economistas e especialistas de todo o mundo - estima que se investirmos anualmente 108 milhões de dólares (78,8 mil milhões de patacas) no sector dos resíduos,
O estudo estima que se investirmos anualmente 78,8 mil milhões de patacas no sector dos resíduos, a taxa de reciclagem pode triplicar em 2050 e o lixo nos aterros poderá diminuir em mais de 85%. a taxa de reciclagem pode triplicar em 2050 e o lixo nos aterros poderá diminuir em mais de 85%. As políticas mais “verdes” farão crescer as economias e reduzir a sua pegada ecológica em cerca de 50% nos próximos 40 anos. Mas alguns postos de trabalho desaparecerão em consequência, como por exemplo, no sector das pescas. Ainda assim, o investimento em activida-
des produtivas mais sustentáveis deverá compensar, criando outros postos de trabalho, nomeadamente no sector das energias renováveis. “Os Governos têm um papel central” na orientação do dinheiro do sector privado para investimentos “verdes”, através de políticas e mecanismos financeiros apelativos, considera Sukhdev. O relatório ambiciona ainda ajudar a erradicar a pobreza nos países em desenvolvimento, onde em alguns casos, cerca de 90% do PIB dos mais pobres está ligado ao capital natural, como as florestas e os rios. “É evidente que precisamos continuar a desenvolver as nossas economias”, considerou Achim Steiner, director-executivo do Pnua, em comunicado, lembrando que 2,5 mil milhões de pessoas vivem com menos de dois dólares (14 patacas) por dia e que até 2050, a população mundial terá mais dois mil milhões de pessoas. “Mas este desenvolvimento não pode ser feito à custa dos sistemas que suportam a própria vida, na terra, nos oceanos ou na nossa atmosfera”, lembrou.
Comer sardinhas em vez de bacalhau pode minimizar desgaste nos oceanos
Uma má notícia para os estômagos A
ideia não é uma solução mas pode ajudar, escolher sardinhas e outros peixes pequenos para a refeição, em vez do atum ou do bacalhau, é uma forma de evitar o desgaste total dos ecossistemas dos oceanos. Nos últimos cem anos a pesca diminuiu em dois terços a quantidades de peixes grandes como a garupa, que estão normalmente nos topos das cadeias e alimentamse dos mais pequenos. Por isso, peixes como a sardinha, o badejo ou as anchovetas, ao ficarem sem predadores, têm vindo a aumentar de número. “Ao retirarmos espécies grandes e predadoras dos oceanos, deixamos os pequenos peixes prosperarem”, explicou Villy Christensen, professor do Centro de Pescas da British Colombia University, durante a conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, que decorre em Washington, nos Estados Unidos. O investigador apresentou os resultados dos seus estudos. Christensen e a sua equipa
Apesar do aumento de espécies como a sardinha, a quantidade total de peixes não é suficiente para o consumo humano. Em 2006, foram retirados dos oceanos 76 milhões de toneladas de peixe em todo o mundo examinaram mais do que 200 modelos de ecossistemas marinhos e extraíram mais de 68 mil estimativas da biomassa entre 1880 e 2007. Segundo os resultados, 54% do declínio dos peixes predadores aconteceu nos últimos 40 anos. “Estamos a dirigir-nos de um oceano selvagem para um sistema que é muito mais parecido com um sistema de aquacultura”, explicou o cientista. O cientista alerta que os peixes mais pequenos também estão a ser cada vez mais utilizados para alimentar os peixes da aquacultura.
Apesar do aumento de espécies como a sardinha, a quantidade total de peixes não é suficiente para o consumo humano. Em 2006, foram retirados dos oceanos 76 milhões de toneladas de peixe em todo o mundo. Jacqueline Alder, que pertence ao programa das Nações Unidas para o Ambiente, alerta que os países necessitam de cortar rapidamente o número de barcos pesqueiros e de dias de pesca para permitir que os stocks de peixe recuperem os números. “Se conseguirmos fazer isto imediatamente vamos ver um declínio na captura de peixes. No entanto, isso vai dar oportunidade para a recuperação dos stocks e para a expansão das populações”, disse. Há outro perigo à espreita para as espécies de peixes: as alterações climáticas. “Águas com temperaturas mais altas significam que vai existir menos peixes nos oceanos”, alertou Villy Christensen.
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cultura
Ilha Verde | Edifício ocupado por sucateiros pode ter sido erguido por jesuítas
O incógnito convento da Ilha dos Diabos Convento? Seminário? Casa de recolhimento? Local de veraneio? A história do convento da Ilha Verde perdeuse no tempo. Há quem diga que foi erguido pelos jesuítas e que, depois da sua expulsão do território, foi ocupado por privados e pela Igreja Católica. Hoje é ocupado por sucateiros e oficinas de automóveis. Mas não por muito tempo Gonçalo Lobo Pinheiro
E
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xiste na Ilha Verde um convento que, de acordo com os novos projectos da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), vai ser remodelado e devidamente entregue à população. “É um monumento com cerca de
180 anos de história e tem interesse cultural. Pretendemos desocupá-lo e reabilitá-lo. Pode ser que nasça ali uma biblioteca ou um centro de exposições”, revelou Lau Iong, chefe do gabinete de planeamento urbanístico da DSSOPT no passado domingo aquando da apresentação do novo plano urbanístico para a Ilha Verde. O Hoje Macau procurou saber mais acerca deste “monumento de interesse cultural”. De acordo com o arquitecto Francisco Vizeu Pinheiro, o monumento em causa “pode ser o que resta da presença jesuíta na Ilha Verde”. Se assim for, este convento terá muito mais que 180 anos. “A existência daquele património tem de ser mais antiga do que
a data avançada pela DSSOPT”, disse o arquitecto. A 18 de Setembro de 1883, o escritor Adolfo Loureiro descreveu, aparentemente, o monumento: “A Ilha Verde, pequeno cone que emerge das águas, e onde existe uma casa pertencente ao seminário ou à mitra, é um soberbo bloco de granito onde no entanto a árvore do pagode conseguiu introduzir as suas raízes pelas fendas da rocha, vestindo a penedia de um manto de verdura”, escreveu no seu documento “No Oriente, de Nápoles à China”. Os anais da história descrevem que os jesuítas, comandados por Alessandro Valignano, ocuparam a Ilha dos Diabos – como era conhecida naquele tempo -, no início
Jornadas musicais no Clube Militar
Cordas para todos os gostos N
a continuidade do projecto iniciado em 2010, terá início, no próximo dia 25 de Fevereiro, o segundo de dez concertos da série “Jornadas Musicais do Clube Militar” - Concertos de Música de Câmara. Os concertos realizar-se-ão no salão Stanley Ho do Clube Militar, ao final da tarde da última sexta-feira de cada mês. Este segundo concerto, sob o tema “Festival de Cordas”, terá início marcado para as 19h, contando com a participação do guitarrista Francis Wan e o violinista Jack Tang. “O nosso intuito é promover os músicos locais e dar oportunidade à população de Macau de ouvir temas de vários compositores de renome internacional”, revelou Carol Kam ao Hoje Macau. O alinhamento do concerto inclui temas de compositores tão diversos como Heitor Villa Lobos, Astor
Piazzolla, Niccolo Paganini e The Beatles, sendo as peças apresentadas em guitarra a solo e dueto. Associado a cada concerto, o Clube Militar organizará também um jantar-convívio, aberto a todos os participantes, com um menu especialmente preparado para o evento. A temporada 2011 da série de Concertos “Jornadas Musicais do Clube Militar” vai incluir 10 concertos, sendo apenas interrompida nos meses de Julho e Agosto. Apresentando uma vasta diversidade de temas, irá explorar a música de diversos compositores, de Bach a Beethoven e Shostakovich, épocas desde o renascimento ao contemporâneo e diversas regiões. Os bilhetes encontram-se à venda na Recepção do Clube Militar, ao preço de 50 patacas ou 230 patacas, quando incluído o jantar.
do século XVII, quando esta era habitada por “malfeitores e gente fugida” por forma a não ser, entre várias justificações, ocupada pela China. “Era lugar de pouca segurança quando o Colégio de São Paulo decidiu ali se instalar para local de veraneio e retiro. Há quem defenda que foi uma forma de garantir que os chineses não a ocupassem”, referiu Vizeu Pinheiro. Depois de muito negociado, em 1624 os Jesuítas começaram a erguer capelas, conventos e casas no sentido de ter uma alternativa ao Colégio de São Paulo que estava sediado em Macau. O livro “A Pedra de Afinidade Conjugal” de Luís Gonzaga Gomes relata que “a Ilha Verde fora, primitivamente, escolhida pelos jesuítas para lhes servir bem como aos estudantes do seu Colégio de São Paulo, de estância de repouso e de recreio, durante a estação calmosa, tendo esta ilha sido, em diversas épocas, causa de vários distúrbios políticos, alguns de certa gravidade, e de complicadas questões judiciais, que são do conhecimento de todos aqueles que andam familiarizados com a acidentada história desta Colónia”.
Sem dono
Com a expulsão dos jesuítas em 1762, baseada no quadro político português encetado pelo Marquês de Pombal durante o século XVIII, a supressão da Companhia de Jesus
fez com que todos os edifícios por si erguidos ficassem ao abandono, como foi o caso do Colégio de São Paulo ou da Igreja da Madre de Deus. Nesse momento todos os edifícios acabaram ocupados pelas autoridades portuguesas, muitos tendo sido utilizados como quartéis militares. Depois disto, a história dilui-se um pouco. Alguns documentos referem que, na década de 50 do século passado, o convento agora degradado seria propriedade do Seminário de São José que o arrendava, em parte, ao Governo da Colónia. “Sabese que passou por mãos privadas até chegar a ser um seminário diocesano da Igreja Católica”, explicou o arquitecto Vizeu Pinheiro. Hoje em dia o edifício está ao abandono, completamente descaracterizado e ocupado por oficinas e sucateiros. Mesmo não se sabendo da sua história concreta ou se alguma vez teve nome, duas coisas são certas: o monumento terá mais que 180 anos e para o Governo da RAEM este edifício é património de “interesse cultural e valor histórico”.
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“Margem” de Maya Da-Rin
Festival de documentários chega este fim-de-semana
Este Brasil brasileiro “A
ideia é mostrar as diferenças culturais entre o Brasil e a Ásia numa perspectiva de criar uma relação positiva”, revelou Roberval Silva, um dos organizadores do DocBrasil, o festival de documentários brasileiros que chega este fim-de-semana ao território. A ideia surgiu com o desejo de divulgar a diversidade da arte brasileira na Ásia, inspirando-se em três pilares sócio-criativos essenciais: o respeito pela diversidade, a conectividade entre culturas e a busca pelo desconhecido. “Estes filmes representam
uma visão geral do país, o Brasil mais bucólico, onde São Paulo está muito presente bem como a Amazónia. É o encontro entre a cidade e a floresta”, referiu Roberval Silva. Para os responsáveis desta iniciativa a quebra de preconceitos pela diversidade é a grande meta a atingir. “Esperamos que seja muito participado e contamos com uma plateia multicultural para assistir o Brasil”. A mostra terá lugar na Casa Garden da Fundação Oriente de 25 a 27 de Fevereiro. Os filmes têm legendagem em inglês. – G.L.P.
DocBrasil | 25 a 27 de Fevereiro (Casa Garden, Fundação Oriente) 25 de Fevereiro
26 de Fevereiro
27 de Fevereiro
• 19h30 – Mesa de abertura com o debate “O Cinema e a construção do respeito pela diversidade”
• 19h00 – “Sou negro, não sei sambar” de Patrício Salgado (55 min) O documentário narra a história de um homem negro, com educação de classe média, que foi criado em um ambiente predominantemente branco e que nunca aprendeu a sambar. Sua educação de classe média, em um ambiente predominantemente branco, nunca o incentivou a afirmar sua negritude, apesar de seu avô ser um dos fundadores do movimento negro e da escola de samba Nenê da Vila Matilde. Passados 34 anos, ele decide aprender a sambar e a tocar cuíca. E ainda entra para a bateria de uma escola de samba.
• 18h30 – “Expedição São Paulo 450 Anos”, de Sergio Roizenblit (55 min) O documentário acompanha 30 especialistas de diversas áreas que formam duas equipes, deslocando-se uma delas pelo eixo Norte-Sul e a outra pelo eixo Leste-Oeste da cidade de São Paulo, durante uma semana. As impressões e relatos dão as cores e formas deste caleidoscópio, esta metrópole pulsante capital financeira do Brasil. O filme convida o espectador a desvendar os bastidores destas viagens
• 20h30 – “Margem” de Maya Da-Rin (55 min) Uma embarcação navega lentamente pelo rio Amazonas, partindo da fronteira do Brasil com a Colômbia em direcção à cidade peruana de Iquitos. A margem se revela diante da câmara à medida que os passageiros com bagagem multicultural das margens, divagam sobre um território de múltiplas feições e em constante transformação. • 21h15 – “Periferia.com” de João Daniel Donadeli e Alexandre Rampazzo (55 min) O documentário aborda as transformações sociais dos moradores da periferia de São Paulo a partir dos avanços tecnológicos. Trabalha a questão da inclusão social, da democratização do acesso à internet e sua produção de conteúdo, estimulando uma reflexão sobre o papel educativo e o teor da informação pesquisa.
• 20h20 – “Histórias de Morar e Demolição”, de André Costa (55 min) O documentário regista a trajectória de quatro famílias vítimas da reorganização urbana da cidade de São Paulo, que para dar lugar a incorporadores imobiliários terão suas casas demolidas. O propósito do director é que cada morador capture em imagens e sons, cómodos, recantos e detalhes e objectos das casas que remetam às memórias afectivas de seus habitantes com o intuito de conservar vivo as origens arquitectónicas da cidade e suas histórias.
• 19h30 – “Nenhum Motivo Explica a Guerra”, de Cacá Diegues e Rafael Dragaud (85 min) “Nenhum Motivo Explica a Guerra”, de Cacá Diegues e Rafael Dragaud A história do grupo AfroReggae e todo o contexto em que foi criado no projecto desenvolvido na favela carioca de Vigário Geral. O documentário mescla o panorama desolador em que aqueles jovens viviam com uma nova esperança surgida através das iniciativas culturais. O Grupo Cultural AfroReggae nasceu a partir de oficinas musicais dadas no início dos anos 90, quando Vigário Geral estava entre os locais mais violentos do Brasil, e logo se tornou referência em projecto cultural voltado aos jovens carentes do país.
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12 EDITAL
DIRECÇÃO DOS SERVIÇOS DE FINANÇAS EDITAL Contribuição Predial Urbana RECLAMAÇÕES Faz-se saber, face ao disposto no artigo 71.º do Regulamento da Contribuição Predial Urbana, aprovado pela Lei n.º 19/78/M de 12 de Agosto, com nova redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 19/87/M de 13 de Abril, que, durante o período de 1 a 31 de Março do corrente ano, as matrizes prediais serão postas a reclamação dos contribuintes, podendo estes reclamar contra qualquer inexactidão, porventura, existente na fixação do rendimento, relativamente ao exercício de 2010. O respectivo impresso será fornecido por estes serviços, no Edifício de Finanças, no Centro de Serviços da RAEM
e Centro de Atendimento Taipa, ou pode ser descarregado através do endereço electrónico www.dsf.gov.mo. E, para constar, se passou este e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares públicos de costume, e publicados nos principais jornais chineses e portugueses, sendo reproduzido no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau. Aos, 2 de Fevereiro de 2011. A Directora dos Serviços, Vitória da Conceição
ESCOLA PORTUGUESA DE MACAU Av. Infante D. Henrique – Macau Tel. 28572240, 28510605 www.epmacau.edu.mo
Inscrições para o Ano Lectivo de 2011/2012 Informam-se os Senhores Encarregados de Educação de que estão abertas as inscrições na Escola Portuguesa de Macau. Período de inscrição: de 1 a 11 de Março Local: Secretaria da Escola Portuguesa de Macau Horário: das 8:30 às 13:00 ; das 14:30 às 18:30 Valor de inscrição: $ 500,00 (quinhentas patacas) não-reembolsáveis, que serão descontadas ao montante da primeira prestação de propinas.
Os alunos de outros estabelecimentos de ensino que pretendam frequentar a Escola Portuguesa de Macau devem trazer, no acto de inscrição, documentos relativos à avaliação, excepto os que pretendam frequentar o 1º ano. Para mais informações pode consultar a nossa página da internet em www.epmacau.edu.mo ou a Secretaria da escola (tel.28572240) ou contactar-nos por email em epmacau@macau.ctm.net.
中國 – 澳門汽車總會 ASSOCIAÇÃO GERAL DE AUTOMÓVEL DE MACAU-CHINA Inscrição Curso de Formação para os Comissários Desportivos do AAMC para o ano 2011 A Associação Geral de Automóvel de Macau - China (AAMC) com o intuito fomentar o desenvolvimento do desporto automobilismo, comunica-se a todos os interessados que as inscrições do curso de formação para os comissários desportivos do AAMC para o ano 2011 estão abertas a partir do dia 28 de Fevereiro do corrente ano. Todos os interessados devem preencher uma ficha de inscrição fornecida pelo AAMC, juntando 1 fotocópia do Bilhete de Identidade de Residente Macau, incluindo 2 fotografias e 1 atestado médico apto para prestar o cargo acima referido e entregá-la até ao dia 11 de Março de 2011 na sede do Associação Geral de Automóvel de Macau - China (AAMC), sita na Avenida Amizade, Ed.do Grande Prémio, Torre Controle, R/C – Macau. Horário - de 2ª. Feira a 6ª. Feira: das 09H30 às 13H00 e das 14H30 às 18H30 Informação - Telefone: (853) 2872 6578 PROPINA PARA INSCRIÇÃO: Mop$100.00 por inscrição. (o montante será reembolsado após da frequência de todas as aulas do referido curso) Nota: Relativamente ao horário do curso de formação para os comissários desportivos, está afixado no placar e na página electrónica da Associação Geral de Automóvel de Macau – China, www. aamcauto.org.mo (Nota)
Prédio em mau estado de conservação Edital N.o :30/E/2011 Processo N.o : 153/AR/2010/F Local : Rua da Madre Terezina n.o 23, em Macau Chan Pou Ha, Subdirectora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, em uso das competências delegadas pelo n.º 8 do artigo 1.º do Despacho n.º 09/SOTDIR/2009, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.º 16, II série, de 22 de Abril de 2009, faz saber por este meio ao proprietário, inquilinos, sublocatários ou demais ocupantes do prédio acima indicado, que o mesmo se encontra em mau estado de conservação, conforme parecer da Comissão de Vistoria constante do processo em curso nesta Direcção de Serviços, devendo, nos termos do artigo 54.o do Decreto-Lei n.o 79/85/M de 21 de Agosto, e por meu despacho de 14/02/2011, proceder à reparação do edificio, no prazo de 30 dias a contar a partir da data da publicação do presente edital e à resolução do problema da proliferação da formiga branca no referido prédio.
Para o efeito, deverão apresentar previamente nestes Serviços o projecto de obra respactivo, de acordo com o Decreto-Lei n.º 79/85/M de 21 de Agosto. Caso não seja dado cumprimento ao teor do presente edital, esta Direcção de Serviços, sem prejuízo da aplicação da sanção estabelecida no artigo 67.o do citado diploma legal, promoverá, nos termos do disposto no artigo 56.o, os trabalhos acima referidos a partir do termo do prazo atrás referido, a expensas do seu proprietário. Na falta de pagamento voluntário da despesa, proceder-se-á à cobrança coerciva da quantia em dívida pela Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças. Da decisão cabe recurso hierárquico para o Chefe do Executivo, a interpor no prazo de 15 dias a contar da publicação do presente edital, nos termos do artigo 59.º do referido diploma legal. RAEM, 14 de Fevereiro de 2011
A Subdirectora dos Serviços Chan Pou Ha
EDITAL Prédio em mau estado de conservação Edital N.o :31/E/2011 Processo N.o : 151/AR/2010/F Local : Rua da Bacia Sul nos 229 - 327, Vai Choi Garden, Macau Chan Pou Ha, Subdirectora da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, em uso das competências delegadas pelo n.º 8 do artigo 1.º do Despacho n.º 09/SOTDIR/2009, publicado no Boletim Oficial da RAEM n.º 16, II série, de 22 de Abril de 2009, faz saber por este meio aos condóminos, inquilinos, sublocatários ou demais ocupantes do prédio acima indicado, que o mesmo se encontra em mau estado de conservação, conforme parecer da Comissão de Vistoria constante do processo em curso nesta Direcção de Serviços, devendo, nos termos do artigo 54.o do Decreto-Lei n.o 79/85/M de 21 de Agosto, e por meu despacho de 14/02/2011, proceder à reparação do edificio, no prazo de 30 dias a contar a partir da data da publicação do presente edital. Para o efeito, deverão apresentar previamente nestes Serviços
o projecto de obra respactivo, de acordo com o Decreto-Lei n.º 79/85/M de 21 de Agosto. Caso não seja dado cumprimento ao teor do presente edital, esta Direcção de Serviços, sem prejuízo da aplicação da sanção estabelecida no artigo 67.o do citado diploma legal, promoverá, nos termos do disposto no artigo 56.o, os trabalhos acima referidos a partir do termo do prazo atrás referido, a expensas dos seus condóminos. Na falta de pagamento voluntário da despesa, proceder-se-á à cobrança coerciva da quantia em dívida pela Repartição das Execuções Fiscais da Direcção dos Serviços de Finanças. Da decisão cabe recurso hierárquico para o Chefe do Executivo, a interpor no prazo de 15 dias a contar da publicação do presente edital, nos termos do artigo 59.º do referido diploma legal. RAEM, 14 de Fevereiro de 2011
A Subdirectora dos Serviços Chan Pou Ha
[f]utilidades Cineteatro | PUB
[ ] Cinema
Sala 1
Sala 3
(Falado em cantonense) Um filme de: Chung Shu Kai, Eric Tsang Com: Tony Leung, Sandra Ng, Eric Tsang 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
(Falado em putonghua/cantonense, legendado em chinês e inglês) Um filme de: Benny Chang Com: Andy Lau, Nicholas Tse, Jackie Chan 14.30, 21.15
I love hong kong [B] Preço: Mop50.00
SALA 3
Um filme de: Clint Eastwood Com: Matt Damon, Cecile De France 14.30, 16.45, 19.15, 21.30
(Falado em cantonense) Um filme de: Byron Howard, Nathan Greno Com: Mandy Moore, Donna Murphy, Zachary Levi 17.00, 19.30
Soluções do problema HORIZONTAIS: 1-ILEOLOGISTA. 2-TACCA. ANUAL. 3-ATA. MESTRIA. 4-MENTAR. ERAR. 5-BROI. ERRO. D. 6-EI. NASAL. CO. 7-TZAR. TONO. 8-XEU. EFEBICO. 9-I. ABAULADOR. 10-LETERA. DORA. 11-ABEL. ODORAR. VERTICAIS: 1-ITAMBE. XILA. 2-LATERITE. EB. 3-ECANO. ZUATE. 4-OC. TINA. BEL. 5-LAMA. AREAR. 6-O. ERES. FUAO. 7-GAS. RATEL. D. 8-INTERLOBADO. 9-SURRO. NIDOR. 10-TAIA. COCORA. 11-ALARDO. ORAR.
solução do problema do dia anterior
Su doku [ ] Cruzadas
VERTICAIS: 1-Itaimbé. Imundície. 2-Laterita. Abrv. Náut., estibordo. 3-Género de insectos coleópteros. Ânus. 4-Sim, em Roma. Vasilha de aduelas, espécie de dorna. Belo. 5-Mistura de terra com água. Deitar abundo químico em pó. 6-Adornos de tartaruga. Contracção de fulano. 7-Vapor do estômago e dos intestinos. Mamíferos carnívoro do Cabo da Boa Esperança. 8-Que está entre lobos. 9-Sujidade no rosto, nas mãos ou nos pés, especialmente a que provém do suor. Cheiro que sobe e sai do estômago em que há indigestão. 10-Cobra venenosa, temível e vulgar em Nova Granada. Castanha cozida. 11-Gente preparada para combate. Pronunciar em discurso.
Insira algarismos nos quadrados de forma a que cada linha, coluna e caixa de 3X3 contenha os dígitos de 1 a 9 sem repetição
13
Tangled [a] Preço: Mop50.00
HORIZONTAIS: 1-Aquele que se ocupa de ileologia. 2- Taca. Que sucede ma vez por ano. 3-Amarra. Grande saber. 4-Ementar. Comprar bezerros de ano para criação e engorda. 5-Bom. Afastamento da honestidade ou da justiça. 6-Primeira pessoa. Parte do capelo do ferro, destinada a defender o nariz. Pancada que alguém dá no alto da cabeça de outrem. 7-Imperador da Rússia. Elemento de origem grega que significa tensão. 8-Pessoa ordinária, desprezível. Relativo à efebia. 9-O que abaúla. 10-Letra. Espécie de sorgo ou de milho da Índia. 11-Segundo filho de Adão e Eva. Exalar odor ou cheiro.
REGRAS |
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shaolin [c] Preço: Mop50.00
SALA 2
Hereafter [b] Preço: Mop50.00
quarta-feira 23.2.2011
[Tele]visão www.macaucabletv.com
TDM 13:01 TDM News - Repetição 13:30 Jornal das 24h 14:30 RTPi DIRECTO 19:00 Montra do Lilau (Repetição) 19:30 Ganância 20:25 Acontecimentos Históricos 20:30 Telejornal 21:00 Jornal da Tarde da RTPi 22:10 A Muralha 22:55 Acontecimentos Históricos 23:00 TDM News 23:30 Desperate Housewives Sr.6 (Donas de Casa Desesperadas Sr.6) 00:15 Telejornal (Repetição) 00:45 Retrospectivas 01:00 Liga Europa: FC Porto vs Sevilha FC (Directo) 03:00 RTPi DIRECTO INFORMAÇÃO TDM RTPi 82 14:00 Telejornal Madeira 14:30 Bravo – Ana Lacerda 15:00 Magazine Argentina Contacto 15:30 A Hora De Baco 16:00 Bom Dia Portugal 17:00 O Preço Certo 17:45 O Olhar Da Serpente 18:30 Trio D’Ataque 20:00 Jornal Da Tarde 21:15 O Preço Certo 22:00 Magazine Argentina Contacto 22:30 Portugal No Coração TVB PEARL 83 06:00 Taking Stocks 07:00 First Up 07:30 NBC Nightly News 08:00 Putonghua E-News 09:00 CCTV News - Live 10:00 Market Update 10:30 Inside the Stock Exchange 11:00 2011/2012 Budget Address (Live) 12:30 Inside the Stock Exchange 12:35 Market Update 13:00 CCTV News - LIVE 14:00 Market Update 14:40 Inside the Stock Exchange 14:43 Market Update 15:58 Inside the Stock Exchange 16:00 Tinga Tinga Tales 16:30 ZingZillas 17:00 Olivia 17:30 Let’s Get Inventin’ 18:00 Putonghua News 18:10 Putonghua Financial Bulletin 18:15 Putonghua Weather Report 18:20 Financial Report 18:30 Foot Brazil 19:00 Planet Luxury 19:30 News At Seven-Thirty 19:50 Weather Report 19:55 Earth Live 20:00 Glamour Puds 20:30 Bones 21:30 Man vs Wild 22:20 Global Ideas 22:30 Marketplace 22:35 The Mentalist 23:30 World Market Update 23:35 News Roundup 23:50 Earth Live 23:55 Medium 00:50 Money Magazine 01:15 Get Reel Music Mix 01:40 A World Of Luxury 02:10 European Art At The MET 02:30 Bloomberg Television 05:00 TVBS News 05:30 CCTV News ESPN 30 13:00 Big East Conference Basketball Syracuse vs. Villanova 15:00 2nd Asian Beach Games Muscat 2010 Beach Handball 16:00 2011 US Figure Skating Championships Men’s Free Program 18:00 Nations Of Champions 18:30 Global Football 19:00 Men’s Health Survival Of The Fittest - Nottingham 19:30 (LIVE) Sportscenter Asia 20:00 Airsports World Series
20:30 Chang World of Football 21:00 2nd Asian Beach Games Muscat 2010 Beach Volleyball 22:00 Sportscenter Asia 22:30 Nations Of Champions 23:00 Chang World of Football 23:30 Sportscenter Asia STAR SPORTS 31 13:00 US Open 9-Ball C’ship 2010 Darren Appleton vs. Mika Immonen 16:00 F1 Classics - 1986 Australian Grand Prix 17:00 F1 Classics - 1986 Hungarian Grand Prix 18:00 FEI World Cup Jumping 2010/11 19:00 FA Cup 2010/11 West Ham United vs. Burnley 20:00 Goal! - FA Cup 2010/11 20:30 Full Throttle 2010/2011 21:00 Golf Focus 2011 21:30 (LIVE) Score Tonight 22:00 FINA Aquatics World 2011 22:30 Ace 2011 23:00 Mtg Fight Nights STAR MOVIES 40 12:55 83Rd Academy Awards Nominations Annoucement 13:25 Slumdog Millionaire 15:30 The Replacement Killers 17:05 In The Line Of Fire 19:20 Every Day 21:00 Black Hawk Down 23:25 Die Hard HBO 41 13:00 The Messenger 14:55 Hbo Central 15:25 It Takes Two 17:25 Buddy 19:00 Shorts 20:45 The Making Of Couples Retreat 21:00 Couples Retreat 22:55 Van Wilder: Freshman Year 00:30 The Limits Of Control CINEMAX 42 12:00 Bad Jim 13:45 The Dogs Of War 15:45 Eagle Eye 17:45 Airport 20:15 The Making Of The Ruins 20:30 The Ruins
22:00 True Blood 00:00 Poison Ivy Ii: Lily MGM 43 12:30 Fires Within 14:00 The Tenth Man 15:45 Starcrossed 17:30 The Woman in Red 19:00 Midnight Cowboy 21:00 The Fortune Cookie 23:15 Some Like it Hot DISCOVERY CHANNEL 50 13:00 Mythbusters - Speed Cameras 14:00 Speed Of Life 15:00 Howe & Howe Tech 16:00 Worst Case Scenario 16:30 Survive This - Wild Fire Escape 17:00 Dirty Jobs - Buoy Cleaner 18:00 Factory Made 19:00 Raw Nature 20:00 Deadliest Catch 21:00 Really Big Things With Matt Rogers 22:00 Howe & Howe Tech 23:00 Worst Case Scenario 23:30 Survive This - Skydive Hangup 00:00 Really Big Things With Matt Rogers NATIONAL GEOGRAPHIC CHANNEL 51 13:00 ABOUT ASIA - Taiwan 14:00 Naked Science - Journey To Jupiter 15:00 Aftermath - World Without Oil 16:00 Air Crash Investigation 17:00 Monster Fish Of The Congo 18:00 Jurassic C.S.I. - Walk Like A Dinosaur 19:00 True Stories - Cold Case 20:00 ABOUT ASIA - Taiwan 21:00 Monster Fish Of The Congo 22:00 In Living Color 23:00 Squid Vs. Whale 00:00 Monster Fish Of The Congo ANIMAL PLANET 52 13:00 Corwin’s Quest - The Falcon’s Swoop 14:00 Echo And The Elephants Of Amboseli 15:00 Big Cats Uncovered 16:00 There’s A Rhino In My House! 17:00 Human Prey - Killers On The Loose 18:00 K9 Cops - Gangs 19:00 Groomer Has It - Knowing Your Dog 20:00 Corwin’s Quest - The Shark’s Jaws 21:00 Big Cats Uncovered 22:00 River Monsters - Death Ray 23:00 Human Prey - Killers Of The Savannah 00:00 Corwin’s Quest - The Shark’s Jaws HISTORY CHANNEL 54 13:00 The Conquistadors 14:00 Battleplan 15:00 Shootout! 16:00 Weapons Races 17:00 Sudirman Arshad 18:00 Malaysia’s Very Able Troopers 19:00 Race And Intelligence 20:00 Modern Marvels 21:00 Sudirman Arshad 22:00 Beyond Bars: KL’s Pudu Prison 23:00 History’s Hot Spots 00:00 Rise And Fall Of An Empire STAR WORLD 63 13:00 Glee 13:50 America’s Next Top Model 14:45 Gary Unmarried 15:00 How I Met Your Mother 15:35 Ugly Betty 16:25 Grey’s Anatomy 17:00 Bachelorette 18:00 Australia’s Next Top Model 19:00 How I Met Your Mother 19:30 Gary Unmarried 20:00 America’s Next Top Model 20:55 Live To Dance 21:50 Bachelorette 22:45 America’s Next Top Model 23:40 Desperate Housewives 00:35 America’s Next Top Model
(MCTV 50) Discovery Channel 23:00 Worst Case Scenario
Informação Macau Cable TV
quarta-feira 23.2.2011 www.hojemacau.com.mo
14
opinião
A regionalização e o país de gatas Paulo Ferreira in Jornal de Notícias
O
presidente da Câmara do Porto traçou ontem um retrato negro do país, ao falar durante um debate sobre regionalização promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). Rui Rio acha - e com razão - que a nossa economia está “de gatas”; acha - e com razão - que o descrédito da classe política é grave e que a qualidade do “regime tem vindo a degradar-se”; e acha, também com razão, que são necessárias “reformas profundas” para pôr o regime a “funcionar”. Caso contrário, “vai ser mau”. Pois vai. E a regionalização no meio disto tudo? O autarca do Porto, convertido recentemente aos benefícios da dita, prefere, nesta altura, uma revisão constitucional a sério...
ca r t o o n por Steff
O desassossego de Rui Rio é compreensível. O argumentário que o sustenta também. Ocorre que, ao misturar tudo para desenhar no horizonte uma imagem de desnorte, o presidente da Câmara ajuda, com certeza sem querer, os que não apreciam as virtudes da regionalização. Porquê? Porque, como todos sabemos, está no ADN dos portugueses quererem fazer tudo e mais alguma coisa, para acabarem a não fazer nada de verdadeiramente relevante. É um erro sério permitir que a regionalização seja embrulhada num pacote em que nos é dado a escolher o seguinte: é preferível ter contas públicas sãs ou a regionalização? É preferível uma Justiça a funcionar em pleno ou a regionalização? É preferível um Sistema Nacional de Saúde em ordem ou a regionalização? Ainda que mal comparado, é o mesmo que perguntar a um pai se gosta mais de um filho do que do outro.
É um erro sério permitir que a regionalização seja embrulhada num pacote em que nos é dado a escolher o seguinte: é preferível ter contas públicas sãs ou a regionalização? É preferível uma Justiça a funcionar em pleno ou a regionalização? É preferível um Sistema Nacional de Saúde em ordem ou a regionalização? Ainda que mal comparado, é o mesmo que perguntar a um pai se gosta mais de um filho do que do outro
Não faz sentido colocar o problema desta forma. O que faz sentido é pedir - melhor: exigir - aos partidos políticos que desatem o nó górdio que montaram a propósito da regionalização. O cálculo de circunstância que armadilha o tema desde há demasiados anos pode bem ser ultrapassado, com bom senso e sensibilidade, em sede de revisão constitucional. A mesma que Rui Rio reclama. O contrário disto é isto - no segundo semestre do ano passado, foram investidos em Lisboa 19 milhões de euros de fundos comunitários que tinham sido atribuídos às regiões Norte, Centro e Alentejo. Por junto, Lisboa já arrecadou 173 milhões de euros que, espantemo-nos, serão contabilizados como tendo sido gastos naquelas regiões! Chamase a isto “efeito difusor”. O nome é bonito, não é? As consequências para as regiões mais necessitadas é que nem por isso...
Khadafi e a espada de damocles
confiança
Procuremos inspirar e proporcionar aos outros os meios de realizarem as suas aspirações. Padre Manuel teixeira [1912-2003]
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15 a p a l i ça d a Correia Marques
Tempos de incerteza Vós que lá do vosso império prometeis um mundo novo calai-vos que pode o povo querer um mundo novo a sério. António Aleixo, poeta popular português.
n
ão, não é de hoje esta quadra. Isto porque o seu autor faleceu em Loulé a 16 de novembro de 1949. Logo, a mesma, tem mais de 60 anos. Mas continua perene e assim continuará enquanto o mundo for mundo e o ser humano também espírito, para além de matéria. Isto é, enquanto o homem se assumir como um ser pensante e não se deixar induzir como um autómato manipulado pela propaganda. Afinal a busca da felicidade e a luta pela subsistência são imanentes à natureza humana. Acreditem que hoje não me apetecia escrever sobre política. Que me apetecia, isso sim, elogiar apenas a melhoria no arranjo dos jardins, seja na zona dos lagos Nam Van, seja a plantação de flores e arbustos na avenida à saída da Ponte de Sai Van, do lado da Taipa, ou relatar o prazer de calcorrear os trilhos de Coloane. Ainda mais quando o sol, ainda que timidamente, deu um sinal da sua graça e convida ao bucolismo. Infelizmente, olhando o mundo, facil-
mente se enxerga que mesmo o sol quando nasce não é para todos. Por isso, o protesto político fervilha em vários lugares. Tragicamente com muitas mortes a lamentar. Isto porque, na vida e na sociedade, tudo é mutante e mutável. Tudo menos a estupidez que dura para sempre, como já escrevia o ateniense Aristófanes (447 a.c a 385 a.c): «A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre». Na verdade a história ensina-nos que a estupidez da prepotência e do inerente terror se repetem, mas também nos mostra que nenhum regime alicerçado na estupidez durou para sempre, mesmo quando os ditadores, fazendo jus à máxima, persistiram na estupidez até ao fim. E, assim sendo, superada que seja a ignorância, os povos aprendem que vale a pena lutar contra a estupidez dos opressores, mesmo quando estes, perante a inevitabilidade do seu fim, antes de abandonarem o barco (quantas vezes de forma covarde), deixam atrás de si rastos de sangue. Vivemos tempos de incerteza e de angústia. Nada do que hoje existe pode ser tido como adquirido: o desemprego surge quando menos se espera; o emprego para muitos jovens (mesmo licenciados) é uma miragem; as pensões de reforma, se as houver, serão
pagas em idade mais avançada; a qualidade do ambiente degrada-se; a água ora escasseia ora leva tudo na voragem das inundações; o preço do petróleo aumenta e, na ausência de energias alternativas, arrasta consigo o aumento dos preços de bens essenciais; os alimentos escasseiam e, como tal, sobem de preço e conduzem à situação de fome extrema cada vez mais pessoas (sobretudo crianças) em todo o mundo.
Infelizmente, olhando o mundo, facilmente se enxerga que mesmo o sol quando nasce não é para todos. Por isso, o protesto político fervilha em vários lugares. Tragicamente com muitas mortes a lamentar Enganaram-se todos os «fukuyamas» que vaticinaram que a queda do Muro de Berlim seria o fim da história e das ideologias e que o neoliberalismo parasita do capitalismo financeiro traria a prosperidade e a felicidade aos povos, permanecendo como o regime dominante per seculum seculorum. Afinal, nem sequer a democracia tal como a concebemos no Ocidente, podemos ter como um bem adquirido.
Isto porque a globalização da economia, a crescente deslocação de pessoas e bens e o fluxo de informação instantânea e em tempo real, aproximam cada vez mais o Mundo e, no planeta, os regimes não inteiramente democráticos são a maioria. Sendo que alguns deles apresentam os maiores índices de crescimento não só económico como também demográfico. Isto para além de os deserdados da democracia poderem deixar de acreditar nela. E, não vale a pena enterrar a cabeça na areia como a avestruz. É preciso um empenhamento mundial, de forma aberta e honesta, para a erradicação da pobreza e para a educação das massas mais carenciadas, na busca cuidadosa de um sistema social mais justo e menos corrupto, salvando assim a democracia, reinventando-a para que ela não seja apenas liberdade de expressão e de pensamento, mas também maior justiça social e efetiva participação na gestão da coisa pública. O Mundo está em ebulição. Urge que cada um de nós, à sua maneira e de acordo com as suas possibilidades, seja parte ativa, faça o que pode para que não haja recuos. Que quem faz o que pode, faz o que deve. Este texto é um pequeno contributo. E, com esperança, sigamos os conselhos do latino Horácio: CARPE DIEM.
Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editor Vanessa Amaro Redacção António Falcão; Filipa Queiroz; Gonçalo Lobo Pinheiro; Joana Freitas; Kahon Chan; Rodrigo de Matos Colaboradores Carlos Picassinos; José Manuel Simões; Marco Carvalho; Maria João Belchior (Pequim); Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas Arnaldo Gonçalves; Boi Luxo; Correia Marques; Gilberto Lopes; Hélder Fernando; João Miguel Barros, Jorge Rodrigues Simão; José I. Duarte, José Pereira Coutinho, Luís Sá Cunha, Marinho de Bastos; Paul Chan Wai Chi; Pedro Correia Cartoonista Steph Grafismo Catarina Lau; Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia António Falcão, Gonçalo Lobo Pinheiro; António Mil-Homens; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Laurentina Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Av. Dr. Rodrigo Rodrigues nº 600 E, Centro Comercial First Nacional, 14º andar, Sala 1407 – Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo
Pensa-se que o convento é jesuíta. Portugal “Geração à rasca” na rua Mais de 20 mil pessoas confirmaram até ontem através da rede social Facebook que vão participar no Protesto da Geração à Rasca, agendado para 12 de Março em Lisboa e Porto e “fruto da frustração de muita gente”. Na página do Facebook da iniciativa, o apelo é lançado aos “desempregados, ‘quinhentoseuristas’ e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal!”. O movimento, que se afirma “apartidário, laico e pacífico”, protesta pelo direito ao emprego e à educação, pela melhoria das condições de trabalho e o fim da precariedade, pelo “reconhecimento das qualificações, competência e experiência, espelhado em contratos e salários dignos”.
Nova Zelândia Sismo de 6,3 deixa 65 mortos Um sismo de magnitude 6,3 na escala de Richter abalou ontem Christchurch, a segunda maior cidade da Nova Zelândia. Há pelo menos 65 mortos e centenas de pessoas estão soterradas debaixo dos escombros. O sismo foi sentido às 12h51 locais e o epicentro situouse a cinco quilómetros de Christchurch, a apenas quatro quilómetros de profundidade. Foram já sentidas várias réplicas (a mais forte de 5,6 na escala de Richter). O primeiro-ministro, John Key, confirmou pelo menos 65 mortos, não descartando que o número venha a aumentar. Este “poderá mesmo ser o dia mais negro da Nova Zelândia”, considerou. O número de mortos já fez deste o segundo pior sismo do país, só ultrapassado por um tremor de terra de magnitude 7,9 em 1931 na Baía Hawke. Morreram 286 pessoas. Várias dezenas estarão soterradas debaixo do edifício Pyne Gould Guinness, de vários andares, que ruiu como um “baralho de cartas”, avança o jornal “New Zealand Herald”. Mas as operações de resgate estão a ser dificultadas por causa da chuva que entretanto começou a cair na cidade, pelo anoitecer e pela descida acentuada das temperaturas.
Ainda hoje seria se não fosse...
quarta-feira 23.2.2011
...o marquês
!!!
Reolian reclama da falta de motoristas locais
Com a boca no trombone Responsáveis da companhia de autocarros que entra ao serviço em Agosto queixam-se de falta de motoristas e fazem apelos ao Governo Filipa Queiroz
O
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problema da falta de motoristas de autocarros, sobretudo qualificados, em Macau não é novidade. Mas a Reolian está mesmo preocupada e coloca a hipótese de não conseguir dar conta do recado com as novas carreiras que terá a seu cargo a partir de 1 de Agosto. A nova concessionária dos autocarros reuniu ontem à tarde com a comunicação social para alertar a população para este facto e apelar ao Governo que tome medidas no sentido de resolver o défice de motoristas no território, entre outras inquietações. O director-geral da companhia francesa, Cedric Rigaud, disse ao Hoje Macau que “com a abertura do novo resort [Galaxy], e o aumento dos shuttle bus” não haverá motoristas suficientes para conduzir os autocarros todos de Macau. Rigaud referiu que se trata de “uma preocupação de todo o sector”, e não apenas da Reolian, que até agora recebeu 198 candidaturas. O director-geral da concessionária frisa que haverá um total de 400 vagas a preencher em Agosto, e que provavelmente as pessoas contratadas a partir dos cursos de formação da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) “não serão suficientes”. “De entre 539 inscritos no último curso [de Formação de Condutores de Automóveis Pesados de Passageiros] da DSAL só 73 assinaram contratos, 43 deles com a Reolian”, explica. “É muito pouco comparado com os 400 que são necessários.” Na mais recente edição do curso, criado para atenuar a urgente procura de recursos humanos no sector, foi estabelecido um novo mecanismo de selecção. O esquema implica que seja dada prioridade aos indivíduos que tenham uma promessa com qualquer empresa que se comprometa a contratá-los imediatamente após a obtenção, por exame, da carta de condução de condutor de automóveis pesados de passageiros. Os inscritos
também devem ter celebrado um “Acordo de promessa antecipada de contratação”, de modelo indicado pela DSAL.
Soluções?
Cedric Rigaud aponta ainda para o factor idade como um problema a ser colmatado. “No ano passado cerca de 200 pessoas queriam tornar-se motoristas de autocarros, mas apenas duas delas tinham menos de 25 anos”, diz. De acordo com o relatório da DSAL, a maioria dos inscritos no último curso era indivíduos de meia-idade (51,9%), com 46 a 55 anos, seguindo-se os indivíduos com 36 a 45 anos de idade, representando 23,7% do total. Amaioria com habilitações académicas baixas. O director-geral da concessionária, que será responsável pela gestão de 26 rotas a partir de Agosto, defende que “é preciso tomar medidas” e sugere que uma delas seja “reduzir o tempo de licença permitido aos inscritos de três para um ano”. Recrutar profissionais da China continental não está fora de questão. Apesar de Cedric Rigaud vincar que “é preciso recrutar motoristas locais”, a companhia apela ao Governo que aceite importar cerca de 50 motoristas do outro lado da fronteira de forma “temporária”, até conseguirem obter o número necessário de trabalhadores locais. Wong Wang, director da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) disse à TDM que o caso será ainda avaliado. “Mediante um pedido formal vamos
pensar nisso de forma elaborada mas, por agora, consideramos que é mais importante cumprir com a política de trabalho que existe em Macau.” O responsável acrescentou que “importar trabalho não é exactamente a responsabilidade da DSAT” mas que o gabinete vai acompanhar de perto os desenvolvimentos da situação, apesar de considerar que os trabalhadores locais serão suficientes para dar conta do recado. A Reolian também pediu que fossem disponibilizados quatro locais para estacionamento nocturno dos autocarros na península de Macau, incluindo junto ao Terminal Marítimo. A concessionária vai operar a movimentada carreira número 3 e por isso defende que “é um desperdício de gás” os autocarros não poderem estacionar naquele local. A isto, o director da DSAT respondeu que não haverá espaço suficiente para acorrer ao pedido, mas que a Reolian já tem um sítio reservado no Cotai, e uma zona junto à Macau Tower também está a ser ponderada. O gerente da Transmac, Keith Ko, comentou apenas que a sua companhia terá motoristas suficientes para operar os novos serviços e que prefere empregar trabalhadores locais. O consórcio que junta a francesa Veolia e a companhia local H. Nolasco admite que irá concentrarse em promover as vagas no sector e as “boas” condições de trabalho na empresa, que terá 240 autocarros a circular em Macau durante o Verão.
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Insólito Reanimação a um cadáver O corpo de António Ferreira Alves estava dentro do caixão e mexeu-se. O filho chamou o INEM, mas de nada valeu a reanimação. “Tenho a certeza que estava vivo. Vi-o agarrar com força na mão da minha mãe, antes de deitar algumas lágrimas, como se estivesse a despedir-se”. As palavras são do filho e estão escritas na edição do jornal “Correio da Manhã”. O INEM e os bombeiros de Coruche foram chamados ao velório, no domingo, retiraram o cadáver do caixão e fizeram-lhe reanimação. Mas o óbito foi certificado. O fenómeno pode ser explicado com um processo ligado à evolução da rigidez cadavérica. Violência doméstica Pandemia latina A violência machista está a disparar na América Latina. Em menos de um ano, foram assassinadas 477 mulheres só em El Salvador, onde este tipo de crime aumentou 197% na última década. O que confere ao país a taxa de “feminicídio” (homicídio de mulheres, em razão do sexo) mais elevada do mundo. Nas Honduras, entre 2003 e 2010 morreram 1464 mulheres, das quais 44% tinham entre 15 e 29 anos. Já na Guatemala - que ocupa o 3.º lugar a nível latinoamericano em homicídios de mulheres -, entre 2001 e 2010 faleceram de causas violentas cerca de 5300. Líbia Kadhafi aparece NA TV Muamar Kadhafi fez uma breve aparição televisiva na noite de segunda-feira para atacar a comunicação social internacional e provar que permanece na Líbia. “Vou ver os jovens na Praça Verde. Só para mostrar que estou em Tripoli e não na Venezuela, e desmentir as televisões, essas cadelas”, disse Kadhafi. Durante esse dia tinham surgido várias notícias que dariam Kadhafi a caminho da Venezuela, informações que foram desmentidas. A capital, Tripoli, está sobre tensão com cadáveres espalhados pelas ruas e disparos de artilharia ouvidos pela cidade, segundo testemunhas citadas pela agência EFE. A TV estatal falou sobre uma operação das forças de segurança “contra os sabotadores e aqueles que semeiam o terror”, na qual “várias pessoas morreram”. Organizações internacionais de defesa dos direitos humanos indicavam entre 200 e 400 vítimas mortais da repressão aos protestos. A emissora oficial de televisão desmentiu a existência de “massacres”, e denunciou “mentiras e rumores”.