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q u i n ta - f e i r a 2 2 d e o u t u b r o d e 2 0 1 5 • ANO X V • N º 3 4 3 8
Centro de português na fronteira com o vietname
Parque das missões
São cerca de 800 hectares que deverão albergar recintos desportivos, hotéis e um centro de aprendizagem de português. O “Parque da Lusofonia” é um projecto do empresário local Shi Qingping, presidente da Associação de Comércio e Intercâmbios
Internacionais de Macau e deverá custar cerca de 800 milhões de patacas. Pereira Coutinho e Rita Santos visitaram o local que, entre outros objectivos, terá como missão a divulgação da língua e da cultura portuguesa.
Agência Comercial Pico • 28721006
hojemacau
pub
Director carlos morais josé
angola
Não virar a cara a Luaty grande plano
h Das aparências wang chong
jogo
Mesas para entreter sociedade Página
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página 9
eleições legislativas
“Nós Cidadãos” quer mudar forma de voto página 5
opinião
Amorficidade Meio... meh fernando eloy
leocardo
Páginas 18-19
visita
É preciso dar à Língua durão barroso página
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diário de bordo
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ontem macau
“Em relação à questão do Jogo, estamos num patamar muito evoluído. O Jogo parece que ocupou grande parte de Macau e está num ponto em que não sei se é fácil haver evolução para outras áreas. As taxas de crescimento foram tais que é difícil conceber uma alternativa neste momento”
hoje macau quinta-feira 22.10.2015
Membros da Explosive Ordnance Disposal (EOD) e da polícia forense tailandesa inspeccionam uma carrinha destruída por uma bomba em Tak Bai, que sofreu um ataque bombista. A bomba, activada à distância, tinha como intenção matar um muçulmano tailandês de 54 anos, voluntário, como vingança pela morte de um insurgente. EPA/PADUNG WANNALAK
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horah
Rui Paiva • Economista
“O presidente da AL, que recentemente se tem mostrado muito preocupado com o espírito de cumprimento da Lei Básica, devia ter a mesma preocupação com o cumprimento do Regimento quando os membros do Conselho Executivo, que também são deputados, membros do Conselho Consultivo da RPC e membros da Assembleia Popular Nacional da RPC, utilizam passaportes portugueses para viajar” Pereira Coutinho • Deputado
“O sistema de pontuação é bom porque mesmo que o Governo não tenha casas económicas suficientes, os candidatos qualificados sabem que vão ter uma casa, não importa o tempo de espera. Mas dessa forma é possível que as casas privadas não consigam ser vendidas pelo sector imobiliário, já que os residentes preferem não pagar preços altos durante tanto tempo. É interesse do sector imobiliário e do Governo não prometer [casas] aos residentes”
“O Governo deseja que deste modo se possa melhorar a distribuição das mesas nos casinos de massas, por forma a contribuir para o entretenimento da família e para o Centro Mundial de Turismo e Lazer” Lionel Leong, Secretário para a Economia e Finanças, sobre a atribuição de mesas ao Studio City e à Brodway Macau | P. 7
Au Kam San • Deputado
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hoje macau quinta-feira 22.10.2015
Há um mês que o rapper e activista angolano Luaty Beirão está em greve de fome em Luanda. Apesar da nacionalidade portuguesa, Portugal diz tratarse de uma questão “interna” de Angola. O presidente da Associação Angola-Macau diz que o país só poderia actuar caso se tratasse de pena de morte. Uma especialista em Direito Internacional defende que Portugal pode apenas apelar à defesa dos Direitos Humanos e ao cumprimento da lei
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uaty Beirão, activista e rapper, está em greve de fome em Luanda, Angola, depois de ter sido preso com mais 14 activistas, acusado de preparar um atentado contra o presidente José Eduardo dos Santos. Apesar do julgamento já estar marcado para 16 de Novembro, Luaty Beirão decidiu manter-se em greve de fome. Alexandre Correia da Silva, advogado e presidente da Associação Angola-Macau, considera que o governo português só poderia intervir caso se tratasse de pena de morte, medida que Angola aboliu em 1992. “Acho que o governo português está a agir normalmente. Há um cidadão, que é angolano, e que foi detido em Angola por ter violado a lei angolana. Aplica-se a lei angolana. Admito que Portugal tivesse a possibilidade de intervir, caso estivesse em causa uma eventual pena de morte. O facto de ter dupla nacionalidade não é um instrumento que permita fugir às obrigações perante a lei”, considerou ao HM.
grande plano
Angola Intervenção portuguesa em caso de Luaty Beirão divide
Duplos constrangimentos
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seu cidadão nacional”, frisou a docente de Direito Internacional Público.
“Um acto corajoso”
Para Cristina Ferreira, a greve de fome de Luaty Beirão significa apenas uma coisa. “O facto de Luaty dizer que só cessa a greve de fome caso sejam retiradas as acusações de que é alvo, no meu entender, significa que Luaty não acredita no sistema judicial angolano, não acredita que este julgamento seja justo e imparcial.”
“Admito que Portugal tivesse a possibilidade de intervir, caso estivesse em causa uma eventual pena de morte. O facto de ter dupla nacionalidade não é um instrumento que permita fugir às obrigações perante a lei” Alexandre Correia da Silva Advogado e presidente da Associação Angola-Macau
Cristina Ferreira, docente a tempo parcial de Direito Internacional Público na Universidade de Macau (UM), considera que o Estado português apenas pode apelar ao governo angolano que cumpra a lei e que proteja os Direitos Humanos. “Portugal apenas pode apelar face à sua tradição humanista e de defesa dos Direitos Humanos para que o Estado angolano assegure os direitos fundamentais do arguido, que a justiça seja aplicada de forma justa e imparcial, e que o Direito seja cumprido, designadamente o facto de já terem passado os prazos legais para a detenção preventiva”, explicou. “Embora Luaty Beirão tenha a dupla nacionalidade angolana e Portuguesa (e independentemente de o Estado Angolano não reconhecer a dupla nacionalidade), as regras da dupla nacionalidade não funcionam quando o cidadão nacional está no Estado da sua outra nacionalidade. Isto é, Portugal não pode proteger Luaty enquanto cidadão português, porque este está no Estado da sua outra nacionali-
“O presidente da República tem um dever ético de intervir, apelando às autoridades angolanas para este caso, não só por defender um Estado de Direito e os direitos humanos, mas pela especial relação que Luaty Beirão tem com o Estado português, por ser também seu cidadão nacional” Cristina Ferreira Académica
dade, tendo esta plena jurisdição sobre esse cidadão. Dito isto, Portugal não tem legitimidade para interferir juridicamente neste caso, pois Luaty está em Angola e não noutro país. Ao violar a lei angolana, ele é angolano e está sujeito á jurisdição de Angola”, acrescentou a docente. Até agora o Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse apenas estar a seguir o caso do ponto de vista humanitário, por se tratar de uma questão interna de Angola. No passado dia 17 um diplomata da embaixada de Portugal em Luanda visitou o activista com outros membros das embaixadas do Reino Unido, Suécia e Espanha, países membros da União Europeia (UE). Cristina Ferreira defende ainda uma intervenção de Cavaco Silva. “O presidente da República tem um dever ético de intervir, apelando às autoridades angolanas para este caso, não só por defender um Estado de Direito e os direitos humanos, mas pela especial relação que Luaty Beirão tem com o Estado português, por ser também
Já Alexandre Correia da Silva defende que o acto de greve de fome é apenas uma das muitas formas de luta disponíveis. “É uma atitude de alguém que considera que os seus direitos estão a ser violados e toma uma forma de luta e uma das formas de luta é a greve de fome. O Luaty [Beirão] resolveu escolher uma forma de luta muito radical, que põe em perigo a sua própria vida. Mas é um acto voluntário. O senhor Luaty quis talvez tentar pressionar o governo, não pelos meios legais que tem à sua disposição, mas por um acto que não deixa de ser corajoso, mas que põe em risco a sua própria vida.” Foi a 20 de Junho que Luaty Beirão, juntamente com mais 13 activistas, foi preso acusado de preparar uma rebelião e atentado contra a vida do presidente deAngola, no poder há 36 anos. O prazo legal da prisão preventiva chegou ao fim após 90 dias e o tribunal não prorrogou a medida, o que levou a que os detidos iniciassem uma greve de fome. Só Luaty Beirão se mantém sem alimentos há um mês, desejando agora regressar ao Hospital Prisão de São Paulo, para se manter ao lado dos companheiros detidos. Em Portugal, mas não só, as ondas de solidariedade começam a surgir, exigindo uma intervenção do Estado português. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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política
hoje macau quinta-feira 22.10.2015
Durão Barroso Relações com países lusófonos são importantes
Uma língua que nos une D
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ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso afirmou que o título de professor coordenador honorário do Instituto Politécnico de Macau (IPM), que lhe foi atribuído na terça-feira, tem um significado especial. O facto de Barroso ter sido um dos que participou nos inícios das relações Portugal-China é a justificação. “Tem um significado especial, precisamente por ser aqui, em Macau. (…) Tem valor por ser o reconhecimento de um contributo que me orgulho de ter dado para as relações mais estreitas de Portugal e da Europa com Macau e com a China”, salientou. “Como ministro dos Negócios Estrangeiros, como primeiro-ministro [de Portugal] e também como
mais coisas têm de ser feitas (…). Como amigo de Macau, apenas posso apoiar tudo o que possa trazer mais prosperidade para esta região”, sublinhou, citado pela agência Lusa.
Nova esperança
Para Alexis Tam, Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, a
visita de Durão Barroso a Macau veio criar uma esperança em “novos projectos que possam surgir”. O professor, que veio a Macau a convite do Instituto Politécnico de Macau (IPM), afirmou ainda estar disponível para representar e contribuir como ponte de comunicação entre a China e a RAEM com os países lusófonos e a União Europeia.
gcs
urante a curta visita que o ex-primeiro ministro de Portugal e antigo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, realizou a Macau, o professor destacou a “importância da manutenção das relações entre a RAEM e os países lusófonos para o desenvolvimento sustentável de Macau”. As declarações surgiram num encontro com o Chefe do Executivo, Chui Sai On, na sede do Governo, na passada segunda-feira. Em comunicado aos jornalistas, o Executivo explica que Durão Barroso indicou ainda que as relações com os países lusófonos, através dos planos de intercâmbio de aprendizagem com a União Europeia, têm sido uma mais valia para a formação de “quadros qualificados que dominem a Língua Portuguesa” no território. O ex-primeiro-ministro português destacou ainda a mensagem que lhe foi transmitida no sentido de que as autoridades “estão a trabalhar para manter e valorizar a herança cultural portuguesa, porque isso é visto como uma forma de afirmar a própria especificidade de Macau”. “Parece-me que a escolha estratégica de tornar Macau num centro de excelência em actividades de turismo e lazer, e também as oportunidades do ponto de vista cultural de uma plataforma com os países de Língua Portuguesa, é uma boa escolha (…) e parece-me que já tem frutos concretos. Claro que
No encontro, Chui Sai On, afirmou que desde a transição da soberania em 1999, o Governo tem vindo a dedicar-se ao princípio “um país, dois sistemas”, dedicando-se ainda à transformação de Macau num “centro mundial de turismo e lazer e uma plataforma de serviços comerciais entre a China e os Países Lusófonos”. Em resposta, Durão Barroso mostrou-se satisfeito com o princípio mencionado pelo Chefe de Executivo e disse que Macau tem desenvolvido a sua economia ao longos dos últimos 15 anos, alcançando “grandes avanços, especialmente na economia, turismo e infra-estruturas”. F.A. (com Lusa)
Distinção Título de professor honorário do IPM
“Um significado especial” presidente da Comissão Europeia, trabalhei muito pelas relações com Macau. Como ministro dos Negócios Estrangeiros, estive nas negociações para a transição de Macau, depois, como presidente da Comissão Europeia, visitei Macau e apoiei e lancei alguns programas”, disse, citando o exemplo dos programas de formação de tradutores e intérpretes. Durão Barroso, que realizou a sua última visita oficial ao território aquando do 20.º aniversário da assinatura do Acordo de Comércio e Cooperação União Europeia-Macau, congratulou-se, dois anos depois, pelo
facto de a RAEM estar “no bom caminho”. “Macau, hoje em dia, está muito mais desenvolvido do ponto de vista económico, é uma região também estável, que quer manter com orgulho a herança portuguesa”, sendo que “está-se a estabelecer como um grande ponto de turismo ao nível global e também como uma plataforma importante da China em relação aos países de Língua oficial Portuguesa”, observou.
Elogios rasgados
Com a distinção desta semana – a mais alta conferida
pelas instituições de ensino superior politécnico – Durão Barroso entra para uma “galeria” de que fazem parte outras figuras, como o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger ou o ex-ministro e professor universitário Adriano Moreira, prometendo, agora que faz parte da “casa”, dar o seu contributo, na medida das suas “possibilidades de agenda”, para Macau e também para “uma relação ainda mais forte entre Macau e Portugal e entre a China e a União Europeia”. Durante a cerimónia, o ex-governante português ouviu rasgados elogios, no-
meadamente do presidente do IPM, Lei Heong Iok, que falou de um “protagonista de um percurso cívico, político e académico deveras singular”, e do coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do IPM, Carlos André, a quem coube proferir um longo elogio, que percorreu o extenso trajecto de Durão Barroso, num auditório repleto, sobretudo de estudantes. Durão Barroso, que presidiu aos destinos da Europa durante dez anos, “possui, entre os traços da sua identidade, uma marca especialmente distintiva: abraçou, de vontade, no tempo próprio e sempre que a vida lhe consentiu, a carreira académica; mas experimentou sempre, em cada etapa desse percurso, o drama da encruzilhada;
Em nome da estabilidade O ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso afirmou terça-feira, em Macau, esperar que a coligação PSD-CDS/PP e o PS se entendam para a formação do governo, a fim de dar ao país “condições de estabilidade”. “Visto que não há uma maioria absoluta na Assembleia da República era importante que a força política que ganhou e a principal força da oposição se entendessem, dando ao país condições de estabilidade e um governo coerente”, defendeu, ao sublinhar que “os partidos têm os seus interesses próprios”, mas que “o país está acima dos partidos”. Neste sentido, o ex-primeiroministro considerou que “se não for possível que o governo tenha uma maioria que haja pelo menos acordos parlamentares que permitam a estabilidade em Portugal”. “Portugal fez um grande progresso nos últimos anos. Portugal esteve numa crise financeira profunda, voltou a ganhar a confiança dos investidores internacionais, mas nada é irreversível. É importante que agora se consolide a confiança em Portugal e que não haja problemas políticos que venham a gerar outra vez um ciclo de desconfiança. Eu espero que isso venha a acontecer”, disse. Durão Barroso não quis, contudo, tecer comentários quando questionado relativamente às eleições presidenciais. “Não vou agora entrar mais em política partidária portuguesa”, disse.
porque essa sua opção foi, a cada passo, interceptada pelo apelo do serviço público, pela chamada à actividade cívica, pelo sentido do dever”, afirmou. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, manteve a toada, descrevendo Durão Barroso como “alguém que foi, durante anos, um construtor de diálogos” e um “português de excepção com um percurso brilhante”. E acrescentou: “Não esquecemos, senhor professor, que vossa excelência, nos diversos cargos por onde passou foi sempre um amigo de Macau”. Durão Barroso proferiu, de seguida, uma conferência sob o tema “Globalização no século XXI: das novas rotas da seda a outras ligações entre os continentes”. LUSA/HM
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hoje macau quinta-feira 22.10.2015
Legislativas Rejeitada impugnação de eleições pelo “Nós! Cidadãos”
“Uma bofetada na diáspora portuguesa” O Tribunal Constitucional em Portugal rejeitou o pedido de impugnação das eleições legislativas apresentado pelo partido pelo qual concorreu José Pereira Coutinho, “o Nós! Cidadãos”. Mendo Henriques não recorre da decisão mas critica a situação e vai apresentar uma proposta para novas formas de voto. Pereira Coutinho lamenta a situação
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“Governo vai rever a legislação sobre a habitação económica e social”, garante o Executivo, num comunicado enviado à imprensa, citando o Chefe do Executivo, Chui Sai On. Depois das reivindicações da população durante a semana passada, o líder máximo do território avança com a garantia de revisão das leis, adiantando ainda que o mais recente concurso
Estoril em espera Com poucas novidades está o caso do Hotel Estoril já que, segundo o próprio Chui Sai On, o Governo espera agora pelo resultado da análise da consulta pública terminada em Setembro, sobre as expectativas da população quanto ao hotel e à piscina municipal.
não conseguiu eleger nenhum deputado ao parlamento português. “Podemos até vir a convidar candidatos à Presidência da República para, em colóquios, exprimirem a sua posição, até porque o modo de votação nas eleições presidenciais é diferente, permite o voto presencial, o que não ocorre nas legislativas”, disse Mendo Henriques à agência Lusa. “Vamos apresentar documentos para modificar o modo de participação dos emigrantes portugueses nas eleições. Estamos a ver essa hipótese entre outras [do voto electrónico], ou o voto electrónico presencial, a par do envio postal e iremos apresentar a curto prazo o documento, uma vez que não temos assento parlamentar”, explicou ao HM.
O desastre
“Consideramos que Portugal tem como prioridade neste momento formar Governo e atender aos difíceis problemas de dívida, desemprego e desigualdade crescente e vamos concentrar as nossas energias no debate dos orçamentos que vão ser apresentados e que receamos que vão ser muito maus para os portugueses”, disse Mendo Henriques. Segundo o acórdão, citado pela agência Lusa, o TC referiu que “em suma, como o conhecimento do pre-
sente recurso contencioso não pode influir no resultado geral da eleição, carece de utilidade processual, razão pela qual não deve ser conhecido. Em face do exposto, decide-se não conhecer do objecto da presente acção de impugnação”. Ainda à Lusa, Mendo Henriques acusou o TC de ignorar o facto do Estado ter promovido a abstenção, a não enviar a tempo todos os boletins de voto por correio, o que impediu muita gente de votar.
“Vamos apresentar documentos para modificar o modo de participação dos emigrantes portugueses nas eleições. Estamos a ver essa hipótese entre outras [do voto electrónico], ou o voto electrónico presencial, a par do envio postal”
Mais que fazer
O “Nós! Cidadãos” também decidiu não recorrer da decisão do TC, a qual teria de ser feita a nível internacional, através do Tribunal dos Direitos do Homem. Isto, porque há coisas mais importantes a fazer, neste momento.
Mendo Castro Henriques Líder do “Nós! Cidadãos”
Contactado pelo HM, José Pereira Coutinho disse ter “muita pena” pela decisão do TC. “Não li o acórdão, mas com todo o respeito que tenho pela decisão tomada pelos juízes, posso dizer que isto levanta uma questão muito séria, já que o Governo de Portugal deve ponderar muito bem quanto à forma de eleger os deputados”, referiu. “Todos os problemas levantados pelos meios de comunicação social e as provas apresentadas para impugnação demonstram de forma inequívoca que foi um desastre esse sistema e feriu a imagem de Portugal no estrangeiro”, acrescentou. Para Pereira Coutinho, o voto para as eleições legislativas deve ser feito da mesma forma do que aquele que é utilizado para as presidenciais: presencialmente. “O Governo de Portugal tem de ponderar seriamente o actual sistema de eleição para os deputados da AR, que não garante estabilidade, confiança e seriedade que tem a forma de voto presencial. As eleições não devem estar dependentes dos correios dos países estrangeiros, para que se possa garantir a estabilidade e confiança que merecem estas eleições”, rematou. Andreia Sofia Silva com Lusa andreia.silva@hojemacau.com.mo
Habitação Chui Sai On garante que haverá mais concursos no seu mandato
Está aqui um vosso amiguinho para a habitação económica não será o único do seu mandato, que ainda tem pela frente três anos. “Depois das recentes consultas públicas, o Governo compreende as opiniões da sociedade sobre as famílias nucleares e famílias não nucleares e também as candidaturas individuais, designadamente a dos jovens”, pode ler-se no documento, que acrescenta que, no futuro, o Governo irá apresentar à AL “o seu ponto de vista sobre a revisão da lei, tendo em consideração as opiniões recolhidas junto da população”. Chui Sai On afirmou compreender as exigências da sociedade e ar-
hoje macau
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partido pelo qual José Pereira Coutinho concorreu a um lugar de deputado na Assembleia da República (AR) não conseguiu a aceitação do pedido de impugnação de eleições por parte do Tribunal Constitucional (TC) em Portugal. Ao HM, Mendo Castro Henriques, líder do “Nós! Cidadãos”, diz não se conformar com a decisão. “Foi uma bofetada dada na diáspora portuguesa, porque depois de um esforço para trazer os emigrantes para o recenseamento, atingindo 250 mil, o acto eleitoral teve tais irregularidades que, no círculo fora da Europa, mais de 91% se abstiveram. O ‘Nós! Cidadãos’é um partido que tem a Lusofonia entre os seus princípios e que foi firme e coerente em denunciar as irregularidades, que tiveram o culminar na impugnação, mas não vamos ficar por aqui.” Na calha está uma proposta de lei que pretende alterar o tipo de voto, a qual será apresentada em debates, uma vez que o partido
“O ‘Nós, Cidadãos!’ tomou conhecimento do acórdão, que indeferiu a nossa impugnação e com isso o Tribunal ignorou a enorme ferida que é o facto do Estado estar a promover de uma forma activa a abstenção dos portugueses radicados no exterior e que teve este resultado calamitoso nas eleições de 4 de Outubro”, rematou.
gumentou que para além da vontade, outrora manifestada pelo próprio, em reservar um grande número de terrenos na ZonaAdos novos aterros para a construção de habitação pública, o Executivo quer, no caso de ganhar as acções judiciais relativamente ao terrenos desaproveitados, aproveitá-los para a construção do mesmo tipo de habitação.Adecorrer os processos judiciais, o Chefe do Executivo explica que para já nada poderá adiantar, no entanto, caso o Governo ganhe o processo “então o serviço competente irá publica a informação”. Filipa Araújo
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
Pearl Horizon em estudo Sobre a salvaguarda dos interesses dos pequenos proprietários que compraram as fracções autónomas do Pearl Horizon em construção, Chui Sai On indicou que já deu instruções aos vários Secretários para iniciarem um estudo e análise quanto à questão. “A equipa está em campo e tem-se esforçado por acompanhar e esclarecerá este assunto junto da sociedade assim que concluir o estudo”, indicou.
6 política
Ordem no prédio
Depois de ouvidas quase duas mil opiniões, a Lei da Actividade Comercial de Administração de Condomínios vem tornar a
AL Das leis sobre condomínios e outro pedido de debate
Três de cada vez licença das empresas obrigatórias, fazendo a distinção dos tipos de administração. É proposta ainda uma caução à empresa de administração de condomínios, para garantir o cumprimento das obrigações emergentes do exercício da actividade comercial de administração de condomínios. Propõe-se ainda, na mesma proposta de lei, a previsão de um mecanismo adequado de investigação e sanção que permita apurar as condutas ilegais e em consequência a aplicação de diferentes tipos de sanções aos infractores.
FAOM pede optimização de conselhos consultivos
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presidente da Federação das Associações de Operários de Macau (FAOM), Ho Sut Heng, pediu à Secretária para a Administração e Justiça que os conselhos consultivos sejam optimizados. Numa reunião que teve lugar no passado dia 14, Sónia Chan teve um encontro com a FAOM, que pediu também o aprofundamento dos trabalhos de sensibilização da Lei Básica. “A presidente Ho Sut Heng da FAOM quer que no âmbito de administração e justiça, possa
continuar a concretizar a simplificação da estrutura administrativa, promover o mecanismo de coordenação legislativa, optimizar os concelhos consultivos, criar o mecanismo de tratar as reclamações dos funcionários públicos, bem como aprofundar os trabalhos de promoção e sensibilização da Lei Básica, a fim de contribuir para a estabilidade contínua da RAEM”, escreve o Gabinete da Secretária em comunicado. Além de apresentar os planos para a presente reforma
dos membros da administração. Com a nova proposta serão ainda aperfeiçoadas as regras de funcionamento da assembleia geral do condomínio, para que seja aprovado um orçamento das despesas e outras questões. A proposta vem ainda permitir que o proprietário da fracção autónoma tem o exercício do direito do voto sobre determinados assuntos. Como último ponto da ordem do dia, na segunda-feira, está a análise pelos deputados do debate proposto por Ng Kuok Cheong, que pede que sejam chamados à
Os tipos de sanção podem variar entre as duas mil patacas e as 500 mil patacas, podendo ainda ser aplicada a sanção acessória de interdição do exercício da actividade comercial de administração de condomínios, pelo período de um mês a um ano. Já o Regime Jurídico da Administração das Partes Comuns do Condomínio, o Governo propõe que os próprios condóminos se responsabilizem pelas tarefas de administração das partes comuns dos prédios e procedam, através da assembleia geral, à eleição
da Administração, a Secretária salientou que “o vasto intercâmbio com associações” irá ajudar a aumentar o nível de eficácia dos serviços públicos. Já a presidente da Associação Geral das Mulheres de Macau (AGMM), pretende que seja melhorada a relação entre o conceito de evolução da mulher na sociedade e o avanço dela própria, “com vista a ajudar o Governo a promover as famílias harmoniosas, a participação das mulheres na política, defender
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Assembleia Legislativa (AL) já tem duas novas sessões plenárias marcadas para a próxima semana, que terão como temas principais de discussão a gestão de condomínios e a habitação económica e social. Os deputados viram admitidas pelo hemiciclo três propostas, sendo elas, a Lei da Actividade Comercial de Administração de Condomínios, o Regime Jurídico da Administração das Partes Comuns do Condomínio e a proposta de debate sobre a habitação económica e social apresentada pelo deputado Ng Kuok Cheong, a 13 deste mês.
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Condomínios e aproveitamento de terrenos são os assuntos a discutir já na próxima semana na AL. Novas regras para as administrações dos condomínios serão discutidas e levadas à análise na generalidade. É ainda debatida a eventual anulação dos passes mensais de estacionamento e decidido se um debate sobre os terrenos terá ou não lugar na AL
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os direitos e interesses das mulheres e crianças e acompanhar os assuntos associadas à vida da população”. L.S.M.
AL responsáveis do Governo. O deputado diz que o Governo deve “planear quanto antes os lotes dos terrenos revertidos e dos novos aterros, por forma a aumentar a oferta de habitações económicas e sociais, e reactivar o regime de pontuação para a habitação económica, no intuito de encurtar o prazo de espera para os respectivos candidatos qualificados”. As três propostas serão apresentadas, discutidas e votadas na generalidade já no próximo dia 26 de Outubro, segunda-feira. Dois dias depois, na quarta-feira, vai ter lugar o debate proposto pelos deputados Song Pek Kei e Si Ka Lon, sobre o eventual cancelamento dos passes mensais dos estacionamentos públicos. As duas sessões começam às 15h00. Filipa Araújo
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Novo Comissário do MNE chinês em Macau
A China nomeou Ye Dabo para o cargo de Comissário do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China em Macau. De acordo com a agência de notícias Xinhua, citada pela rádio Macau, Ye Dabo assume funções na próxima semana, substituindo assim Hu Zhengyue, que estava no cargo desde 2011. Nascido em Quanzhou, na provínica de Fujian, Dabo integra o Ministério dos Negócios Estrangeiros desde 1986, tendo já passado por Taiwan e pelos Estados Unidos.
Jogo Lionel Leong justifica atribuição de mesas com falta de salas VIP
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sociedade
hoje macau quinta-feira 22.10.2015
Dar aqui e receber acolá
Para que as operadoras se sintam incentivadas a aderir a elementos de entretenimento e por causa da inexistência de salas VIP nos novos empreendimentos, o Governo deu mais de 250 mesas ao Studio City e à Broadway
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diminuição de salas VIP e a necessidade de apostar mais no entretenimento são as justificações de Lionel Leong para a atribuição de 250 mesas de jogo ao Macau Studio City. Depois da polémica ter estalado já há dois anos –os representantes das Obras Públicas, na altura Lau Si Io, ex-Secretário, e Jaime Carion, ex-director, diziam que o empreendimento não iria ter elementos de jogo e, depois, Chui Sai On e Francis Tam, na altura Secretário para a Economia e Finanças, a virem dizer que sim -, o Governo confirma a entrega de mesas de jogo por, no Studio City, as salas VIP serem “inexistentes”. Mas este não é o único empreendimento nestas condições: também a Broadway, da Galaxy, vai ter casino. “Depois de fazer uma análise integral sobre os pedidos de mesa de jogo feito pela Studio City, o Governo atribuiu 250 mesas [à operadora] e cem mesas de jogo à Galaxy,
para o mercado de massas”, começa por indicar um comunicado do Executivo, que acrescenta que a ideia do Governo é “distribuir da melhor forma possível as mesas no mercado de massas”, para que as operadoras possam ficar mais incentivadas a apostar na exploração dos factores não jogo. “E assim também desenvolve e aperfeiçoa a estrutura industrial de Macau e promove a diversificação adequada da economia”, diz ainda Lionel Leong.
Satisfação governamental
O Executivo decidiu, então, avançar com a atribuição
das mais de duas centenas de mesas ao Studio City, que tinha pedido 400, sendo que 200 destas entrarão em funcionamento logo após a cerimónia de abertura e as restantes 50 a partir de 1 de Janeiro de 2016. O mesmo acontece com a Broadway, que terá cinquenta mesas também nessa altura e que teve já autorização para que metade entrem já em funcionamento. “O Governo está satisfeito de ver as operadoras de jogo a investirem mais de modo a que as pequenas e médias empresas participem nos projectos. O
“Os casinos de massas podem beneficiar do desenvolvimento da indústria da restauração e da indústria hoteleira, razão pela qual o Governo incentiva as operadoras de jogo a aumentar as mesas, por forma a aumentar também o elemento não jogo” Comunicado do gabinete de Leonel Leong
Governo deseja que deste modo se possa melhorar a distribuição das mesas nos casinos de massa, por forma a contribuir para o entretenimento da família e para o Centro Mundial de Turismo e Lazer, fazendo assim um ajustamento adequado ao modelo de desenvolvimento da indústria de jogo”, termina Leonel Leong. O Secretário garantiu que a análise para a atribuição de mesas foi feita de forma “rigorosa” e teve em conta o princípio da taxa de crescimento anual não superior a 3% e os projectos relacionados com turismo e entretenimento. “Os casinos de massas podem beneficiar do desenvolvimento da indústria da restauração e da indústria hoteleira, razão pela qual o Governo incentiva as operadoras de jogo a aumentar as mesas, por forma a aumentar também o elemento não jogo”, remata Leong. Joana Freitas
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IC Levantamento sobre património intangível acontece até Março
Pela dignidade da protecção O Instituto Cultural deu na passada terça-feira início a um levantamento exaustivo do património cultural intangível de Macau, iniciativa que decorre até Março do próximo ano. Em comunicado, o IC convida “toda a população” a participar com as suas opiniões. “O património cultural intangível é passado de geração em geração e está intimamente ligado à vida das pessoas, englobando as artes tradicionais, costumes populares e artes de representação, entre outros, constituindo não só um testemunho histórico do desenvolvimento da cidade mas também um importante recurso cultural local”, explica o IC.
Desde 2006 que o Governo tem actualizado uma série de diplomas legais, levantamentos e estudos e projectos educativos no sentido de preservar o referido património, que neste momento completa uma lista de dez itens. Oito deles fazem já parte da Lista de Património Cultural Intangível da China.
Maior clareza
A presente recolha – com prazo de seis meses – pretende “encorajar a participação de um número ainda maior de cidadãos, o que permitirá ter uma percepção global, aprofundada e diversificada da quantidade de itens do património cultural intangível existentes”.
Depois de concluído o processo de levantamento, alguns dos elementos identificados deverão ser incluídos na lista de património intangível da cidade, para que a sua segurança possa ser garantida. Esta recolha de informações inclui nome do elemento, categoria, zona de disseminação, data de realização, modo de expressão, estado actual e continuidade do elemento, mas também fotografias, documentos e elementos multimédia sobre o património. Para participar, os cidadãos podem preencher o formulário de recolha de informações disponível na página www.macauheritage.net/ ichsurvey.
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Será dado hoje início ao julgamento de Ng Lap Seng, nos EUA, onde o empresário de Macau e representante político foi detido. Ng vai acusado de suborno e conspiração
hoje macau quinta-feira 22.10.2015
Ng Lap Seng presente a tribunal com membros da ONU
Acusação oficial
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empresário e representante político de Macau Ng Lap Seng foi formalmente acusado pela justiça norte-americana, na terça-feira, de conspiração e suborno, num caso que envolve o ex-presidente da assembleia-geral da ONU John Ashe, avança a Bloomberg. Ng Lap Seng, de 68 anos, é acusado de participar num esquema de subornos a dirigentes da Organização das Nações Unidas (ONU) durante três anos. O magnata terá tentado conseguir o apoio de Ashe para a construção de um “centro de conferências milionário” para a ONU em Macau, usando Francis Lorenzo, o embaixador das Nações Unidas na República Dominicana, para transferir esses pagamentos. Ashe e Lorenzo foram igualmente acusados. “A acusação repete meramente as mesmas alegações gerais da queixa original. Ng pretende declarar-se inocente e defender-se das acusações”, disse o seu advoga-
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Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) lançou na terça-feira o serviço de internet 4G+, por ocasião do 34º aniversário da marca. O novo serviço foi fruto de um investimento de 600 milhões de patacas e é, de acordo com comunicado da empresa, o serviço mais avançado de internet do território. “Este serviço pretende trazer mais qualidade, inovação e experiências diversificadas aos residentes locais, pelo que em conjunto com a rede de fibra óptica que vai cobrir toda a cidade complementa-se com zonas de wi-fi, centros de informações e tecnologia cloud”, explica a CTM. Durante a apresentação do sistema, o vice-presidente dos Servi-
do, Ben Brafman, em comunicado, citado pela Bloomberg. Ng foi detido no mês passado no âmbito de outro caso. O empresário, Ashe e Lorenzo foram acusados de suborno dias depois. Agora, foi apresentada a acusação formal através de um grande júri que analisou as provas e deu luz verde para o processo avançar para tribunal. Ashe é acusado de entregar declarações de impostos falsas. O antigo embaixador da ONU para Antígua e Barbuda terá alegadamente escondido mais de 1,2 milhões de dólares em subornos e solicitado pagamentos para a construção de um campo privado de basquetebol na sua casa em Nova Iorque.
Sem comentários
Robert Van Lierop, advogado de Ashe, não comentou o caso. Já o advogado de Lorenzo frisou que o seu cliente “mantém a sua inocência”. “Ele não está envolvido em subornos, lavagem de dinheiro ou qualquer conduta criminosa”, disse.
“A acusação repete meramente as mesmas alegações gerais da queixa original. Ng pretende declarar-se inocente e defender-se das acusações” Ben Brafman Advogado de Ng Lap Seng
CTM Lançamento de serviço 4G+ custou 600 milhões
Expansão que sai cara ços de Rede da empresa, Declan Leong, disse que o lançamento do 4G+ surge em consonância com o desenvolvimento da estratégia ‘Uma Faixa, Uma Rota’. “Numa altura em que Macau está a posicionar-se no mapa internacional em várias áreas, a CTM cria uma nova rede de 4G que suporta ambas as tecnologias de wireless FDD e TDD, reformando as redes já existentes 3G e 4G”, esclarece o comunicado. Foi após implementação da rede 4G, em Agosto, que a CTM
começou a estudar a melhoria desta, tendo já aumentado a qualidade da cobertura de rede em mais de mil locais, actualmente “cobrindo cerca de 99,5% do espaço exterior”, pelo que a internet é agora acessível em mais de 400 espaços, incluindo prédios comerciais, serviços governamentais e zonas de comércio e restauração.
Mais velocidade
A CTM está ainda a estudar a viabilidade de aumentar a velocidade da rede móvel, utilizando
uma tecnologia específica para isso. Neste momento, é possível usufruir de uma velocidade de 112mbps, mas a empresa quer atingir os 450. De acordo com Leong, deverão ser criados mais hotspots de wifi até chegar aos 1200 até final do ano, mas não só: a CTM diz-se “empenhada em transformar a cidade na ‘Macau Digital’, recorrendo a parcerias com escolas, hospitais, empresas e o Governo para instalar sistema de processamento electrónicos em vários pontos” da cidade. L.S.M.
Ng, Ashe e Lorenzo estão entre os cinco acusados neste caso. Todos permanecem sob custódia dos Estados Unidos da América (EUA) e devem comparecer perante o juiz Vernon Broderick hoje. Um magistrado federal disse que Ng, presidente do grupo Sun Kian Ip, podia ser libertado com uma fiança de 50 milhões de dólares desde que permanecesse no seu apartamento em Manhattan, Nova Iorque, vigiado por seguranças. Esta decisão foi contestada, pelo que a libertação de Ng foi adiada até hoje. Ng Lap Seng é membro do Conselho Eleitoral do Chefe do Executivo de Macau e delegado de Macau na Assembleia Popular Nacional. Sobre o processo judicial do caso de Ng Lap Seng, Chui Sai On, Chefe do Executivo, reforça o seu silêncio e não comenta, apesar de, garantiu o próprio, estar a acompanhar as notícias. LUSA/HM
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hoje macau quinta-feira 22.10.2015
S
hi Qingping, empresário local e presidente da Associação de Comércio e Intercâmbios Internacionais de Macau, pretende desenvolver um complexo turístico na cidade de Fangchenggang, província de Guanxi, o qual deverá incluir um centro de aprendizagem do Português. Segundo um comunicado, o nome oficial deverá ser “Parque da Lusofonia” e vai ser construído na zona de turismo,
lazer e de protecção ecológica “Seven Star Crown Resort”. A garantia foi dada ao HM pelo deputado José Pereira Coutinho, o qual foi convidado pelo empresário para uma visita ao empreendimento feita nos passados dias 16 a 18 de Outubro. Rita Santos também esteve presente, mas na qualidade de conselheira do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP). “Em meados do próximo ano o projecto poderá iniciar
Empresário local vai construir centro de Português em Guangxi
Lusofonia no parque atfpm
Bem perto da fronteira com o Vietname vai nascer um “Parque da Lusofonia”, com um centro de ensino do Português, que deverá custar 800 milhões de patacas aos bolsos de um empresário local. Pereira Coutinho e Rita Santos foram convidados a ver “in loco” o projecto
a primeira fase. São 800 hectares de terreno que estão a ser desenvolvidos em diversas fases e diferentes áreas. Vai ter um lago para competição de canoagem, um recinto desportivo e vários hotéis. Vai ainda ter um centro de formação da
Língua Portuguesa e estamos a dar esse apoio para que possa ficar operacional”, contou ao HM.
Aberto a todos
O centro estará aberto a receber tanto alunos chineses que
IPIM Lançamento de novo plano para turismo de negócios em Janeiro
Promoção ao máximo E
António Falcão
m Janeiro do próximo ano, o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) vai lançar um novo plano de financiamento destinado ao sector do turismo de negócios. A implementação da medida enquadra-se no esforço que tem sido feito pelo Governo para aumentar a popularidade de Macau como destino para a realização de convenções e exposições, mas também para ajudar a promover Macau lá fora.
“O IPIM irá implementar diversos Planos Especiais de Apoio às Convenções e Exposições, (...) para a participação em feiras e exposições e turismo de negócios no exterior, que incluem a Asia-Pacific Incentives and Meetings Expo em Melbourne, Austrália (AIME), Incentive Travel & Conventions, Meeting em Shanghai, R.P. C. (IT&CM China), IMEX em Frankfurt, Alemanha, IBTM China e IMEX America”, explica o comumicado.
“O IPIM irá montar o Pavilhão de Macau nas diferentes feiras e convenções de grande escala e organizar delegações para a sua participação, no intuito de reforçar a publicidade e promoção das vantagens do sector de convenções e exposições de Macau e promover o intercâmbio e contactos entre empresas locais e do exterior da indústria de MICE.”
Macau em Las Vegas
O anúncio foi feito pelo IPIM em comunicado, onde o organismo informa também que a entidade marcou presença na IMEX 2015, em Las Vegas. Macau teve o seu próprio stand na maior feira de Convenções e Exposições dos EUA. O stand contou com áreas de exposição do IPIM e de agências de turismo locais, de operadores hoteleiros e organizadores de conferências da RAEM, “tendo em vista expandir os mercados-alvos internacionais e divulgar o ambiente de convenções, exposições e turismo em Macau, assim como os respectivos produtos”. O IPIM organizou uma sessão de promoção sobre as vantagens da organização de convenções e exposicões no território com
uma plateia de representantes de 40 organizações da área. “Irene Lau promoveu activamente as vantagens do sector de convenções e exposições de Macau, bem como o serviço de ‘agência única’ para licitação e respectivo apoio em Macau de actividades MICE, proporcionado pelo IPIM, no intuito de expandir os mercados-alvos internacionais e atrair para Macau, maior número de convenções internacionais”, referiu o IPIM em comunicado. L.S.M. pub
queiram aprender Português como portugueses que queiram aprender Mandarim. O objectivo é que “tenham melhores condições ao nível do ambiente e aprendizagem do Português”. “Pretende-se fazer a divulgação da língua, cultura e produtos portugueses perto da fronteira com o Vietname, o que é muito interessante”, contou ainda Pereira Coutinho. O deputado à Assembleia Legislativa (AL) e também conselheiro do CCP adiantou mais detalhes do projecto. “Trata-se de um investimento 100% de Macau, na ordem das 800 milhões de patacas. Como [Shi Qingping] sabe que estamos muito ligados à língua e difusão do Português aceitámos o convite para presenciar o projecto in loco e compreender as diversas fases do projecto. O projecto conta com apoio de Pequim, uma vez que estiveram
“Pretendese fazer a divulgação da língua, cultura e produtos portugueses perto da fronteira com o Vietname, o que é muito interessante” José Pereira Coutinho Deputado
presentes vários representantes políticos da cidade de Fangchenggang, incluindo Zhao Faqi, presidente do Comité Municipal. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Em Portugal e no Brasil O IPIM pretende ainda abrir uma representação permanente em Portugal até Março e até ao final do próximo ano no Brasil, como confirmou a vogal-executiva do IPIM, Glória Batalha. “Estamos a preparar criar uma representação permanente em Portugal com o fim de ajudar os empresários de pequenas e médias empresas de Macau e da China a entrarem em Portugal primeiro e depois, mais tarde, em outros países de Língua Portuguesa. Gostaríamos de prestar informações especialmente para os de pequenas e médias empresas – porque as grandes têm maneira de ter acesso à China e viceversa”, realçou, indicando que a intenção é abrir a representação em Lisboa no primeiro trimestre de 2016. O plano prevê sinergias com a Delegação Económica e Comercial de Macau – estabelecida em Lisboa – que figura como um serviço de representação da RAEM, sendo responsável pela defesa dos interesses e pela promoção do território em Portugal. Depois de Portugal, a segunda fase vai ser o Brasil, com Glória Batalha a adiantar que pretende que essa representação abra até ao final do próximo ano.
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Instituto Ricci junta Teoria de Jung e Filosofia Chinesa em palestra
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Instituto Ricci de Macau (MRI na sigla inglesa) acolhe, às 18h30 de dia 26, uma palestra co-organizada com a Alliance Française de Macau. A iniciativa integra-se no ciclo de palestras da MRI e é moderado pelo seu director, Stephan Rothlin. A principal oradora de “Teoria de Jung e o Pensamento Filosófico Chinês: um encontro entre Ocidente e Oriente” é Viviane Thibaudier, uma especialista na Teoria de Carl Jung, conhecido filósofo suíço que criou a teoria da Psicologia Analítica. Discípulo de Freud, tem uma vasta quantidade de trabalhos publicados e vários académicos da psicologia contemporânea baseiam a sua própria mestria na de Jung.
“Quando Jung desenvolveu a sua própria noção do conceito de libido, em 1913, Freud sentiu-se pessoalmente atacado e ‘deserdou’ Jung. Depois disso, o suíço escreveu dois artigos onde explicava o seu conceito do funcionamento físico do ser humano, mas só os publicou na década de 50 por considerar que a sua lógica ia contra a mainstream e não iria ser bem acolhida pela comunidade científica de então”, explica a organização em comunicado. São precisamente estes assuntos que estarão na mesa do referido debate. A entrada é gratuita, mas o Instituto pede que os interessados se inscrevam o mais rápido possível devido à escassez de lugares. L.S.M.
Cinemateca Abertas inscrições para seminário sobre cinema independente
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Cinemateca Paixão vai realizar um seminário de cinema com o tema “Produção de Cinema Independente e Suas Perspectivas”. A actividade terá lugar no final deste mês, dia 31 de Outubro, com início às 15h00. O seminário contará com a participação de cineastas de Hong Kong e locais, como são Albert Chu Iao Ian, Presidente da Associação Audio-Visual Cut de Macau, e Vincent Chui, Director Artístico de Ying E Chi, que irão abordar os diferentes aspectos da produção cinematográfica, partilhando e explorando igualmente o potencial do cinema independente e as suas perspectivas futuras. Albert Chu Iao Ian é o realizador da série Histórias de Macau. Em
2000, fundou a Associação Audio-Visual Cut de Macau, uma das associações de cinema em Macau. Vincent Chui é um realizador de cinema independente em Hong Kong, o qual participou na organização do Festival de Cinema Independente de Hong Kong e do Festival de Cinema Independente de Macau. Chui divulgou e coordenou também o “Projecto de Angariação de Fundos para o Cinema Independente Chinês”. As inscrições estão abertas ao público até 28 de Outubro. A entrada é livre, mas os lugares limitados. O Seminário “Produção de Cinema Independente e Suas Perspectivas” constitui uma das actividades de funcionamento experimental da Cinemateca Paixão.
hoje macau quinta
UM Direito e Sexualidade para discutir em conferência internacional
Debater para apren A Universidade de Macau vai realizar uma conferência em que Direito e Sexualidade ocuparão o papel principal. Actos sexuais com relevo criminal, prostituição e homossexualidade são alguns dos temas a discutir no debate que acontece no final do mês
gonçalo lobo pinheiro
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Universidade de Macau (UM), através do Centro de Estudos Jurídicos da Faculdade de Direito, vai organizar, nos dias 29 e 30 do corrente mês, a 8ª Conferência Internacional sobre as Reformas Jurídicas de Macau no Contexto Global, subordinadas, desta vez, ao tema “O Direito e a Sexualidade”. Em cooperação com a Fundação Rui Cunha e a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Justiça, o evento vai contar com académicos e especialistas destas áreas, locais e provenientes da China continental, das regiões vizinhas de Hong Kong e Taiwan e de países parceiros, como Portugal e Brasil.
À venda na Livraria Portuguesa
Aconferência é de dois dias, sendo vários as temáticas em discussão: actos sexuais com relevo criminal, o Direito e a
prostituição, o Direito e a homossexualidade, a sexualidade e outras questões especiais de Direito são algumas delas.
A conduzir a conferência vão estar académicos da Universidade de Coimbra, da Universidade de Porto,
Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net
O Fim do Homem Soviético, Um Tempo de Desencanto • Svetlana Aleksievitch
O Tempo de Sua Graça • Eyvind Johnson
Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento, o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado. O mundo parece voltar ao tempo da Guerra Fria. Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe a Catástrofe Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de outros tempos, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem. Com uma acuidade e uma atenção únicas, Svetlana Aleksievitch reinventa neste magnífico requiem uma forma polifónica singular, dando voz a centenas de testemunhas, os humilhados e ofendidos, os desiludidos, o homem e a mulher pós-soviéticos, para assim manter viva a memória da tragédia da URSS e narrar a pequena história que está por trás de uma grande utopia. Considerado em França o livro do ano 2013.
Brilhante romance histórico, cuja acção decorre entre os séculos VII e IX, em pleno império carolíngio – um dos maiores que a Europa conheceu –, «O tempo da Sua Graça» sobrepõe textos da Alta Idade Média (como a Historia Longobardorum de Paulo, o Diácono, ou a Vita Karoli, de Eginardo) à invenção literária para tecer um singular e notável mosaico de vozes e silêncios, ficção e realidade. Os acontecimentos históricos narrados, bem como o destino das personagens do romance, estão, de um modo ou de outro, ligados à desventurada revolta que opôs, em 775, o duque longobardo Rodgaud ao imperador Carlos Magno, e às terríveis consequências desta, relatadas décadas depois por Johannes Lupigis, desdobramento literário do verídico Eginardo, secretário e biógrafo do imperador. Contudo, o verdadeiro epicentro do romance é a figura silenciosa e ambígua do próprio Carlos Magno: soberano iluminado, amante de cultura e impulsionador das artes, mas igualmente déspota violento e opressivo, cujo poder é exercido com punho de ferro. Johnson, porém, não se limita a descrever a violência intemporal dos vencedores sobre os vencidos, antes fazendo da História, e sobretudo da palavra escrita, matéria de reflexão sobre os processos de construção da memória e da sua relação com a ideologia, traçando paralelismos com o nosso próprio tempo. «O Tempo da Sua Graça», longamente projectado pelo seu autor – a ideia original para a sua redacção remonta aos anos vinte do século XX e finalmente publicado em 1960, foi aclamado pela crítica como uma das obras mais bem conseguidas do prémio Nobel Eyvind Johnson. Encontrava-se até agora, assim como a restante obra deste importante escritor, inédito em Portugal.
Autora vencedora do Prémio Nobel 2015!
Um dos mais aclamados romances históricos da literatura europeia Prémio Nobel da literatura inédito em Portugal
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a-feira 22.10.2015
nder da Universidade Católica Portuguesa, da Universidade Federal do Paraná do Brasil, Universidade de Kainan de Taiwan, Universidade Panamericana e da Universidade de Macau assim como alguns especialistas locais e da China com experiência judiciária e legislativa. O início da conferência está marcado para as 9h00 e o fim para as 18h00. O segundo dia começa meia hora mais tarde e termina pela mesma hora. O Auditório do Edifício Anthony Lau da UM foi o local escolhido para a actividade, que decorrerá em Português e Chinês com interpretação simultânea. A entrada é livre. Filipa Araújo
filipa.araújo@hojemacau.com.mo
pub
O
músico e compositor Edu Casanova está de regresso à China para promover a cultura brasileira do Estado de São Salvador da Baía. Depois de ter passado por Macau para promover o seu mais recente trabalho discográfico, intitulado “Beat Brasileiro”, Edu Casanova vai à cidade chinesa de Dongguan no sábado, onde não só irá apresentar o seu novo disco como irá promover a cultura brasileira. Em entrevista ao HM, em Macau, Edu Casanova, que já compôs canções para Ivete Sangalo e muitas outras cantoras brasileiras, revela ter vontade de aproximar mais as culturas do Brasil e da China. “Estou a fazer a divulgação do meu novo trabalho e estamos a promover o disco com o apoio da Secretaria de Turismo do Estado da Baía, que vem promovendo os artistas e o destino, Salvador da Baía, para que os chineses conheçam um pouco do Brasil. A cultura brasileira ainda é muita desconhecida
Edu Casanova na China para promover a cultura brasileira
Festival a caminho aqui e é uma cultura rica, artística, muito bonita e que é pouco divulgada do lado de cá, pela distância, e pela diferença de idioma e culturas. Mas a alegria do Brasil espalha-se pelo mundo e é uma cultura que interessa aos chineses, porque hoje o Brasil e a China estão a fazer parcerias comerciais que são maravilhosas”, apontou Edu Casanova.
Festival na mira
O compositor brasileiro está também envolvido num outro projecto, que será fruto da parceria entre a Casa do Brasil em Macau e do Governo brasileiro: o Festival Internacional de Arte, Cultura e Música do Brasil. Apesar dos contactos ainda estarem a ser realizados, a ideia é que o festival nasça em Macau em Setembro de 2016 e que possa depois transpor
fronteiras para Hong Kong, Dongguan ou outras cidades da China. “Este festival vai fazer um intercâmbio entre artistas do Brasil, chineses e artistas de Portugal, incluindo também a culinária e artes plásticas. É uma forma de divulgar o Brasil e a Baía como um lugar que os chineses possam visitar e também para que os brasileiros possam conhecer este lado de cá, Macau e a China”, contou ao HM. “A ideia é que o Governo brasileiro promova esse evento, mas precisamos do apoio total do Governo da China. Já estão a ser feitos contactos com as secretarias que cuidam do turismo e grandes redes de hotéis e operadores de turismo para que venham participar”, adiantou Edu Casanova. O festival pretende também estabelecer pontes com
Portugal e países africanos. “Ainda é um sonho para a gente, uma vontade muito grande, que pode se tornar
realidade”, rematou o compositor e músico brasileiro. Andreia Sofia Silva
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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AUTORIDADE DE AVIAÇÃO CIVIL Notificação Edital Chan Weng Hong, Presidente da Autoridade de Aviação Civil, faz saber que, tendo-se esgotado todas as tentativas de notificação pessoal, nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo (CPA), aprovado pelo Decreto-Lei n. º 57/99/M de 11 de Outubro, procede-se à notificação edital de (i) Wang Jinlong, portador do Passaporte n. º W474xxxxx, emitido na República Popular da China, residente em (中國浙江省寧波市鄞州區高橋鎮), (ii) Jiang Li portador do Passaporte n. º E257xxxxx, emitido na República Popular da China, residente em (中國江西省廣豐 縣), (iii) Loo Kee Chuan portador do Passaporte n. º E316xxxxxx, emitido na Singapura, residente em Jurong West, Singapore, (iv) Whang Hoyoung portador do Passporte n. º M149xxxxx, emitido na Coreana, residente em (韓國政治道松蘭市) e (v) Wu Kai portador do Passaporte n. º G318xxxxx, emitido na República Popular da China, residente em (中國中山市坦洲鎮) nos seguintes termos: Por decisão do Presidente da Autoridade de Aviação Civil, datada de 20 de Janeiro de 2014, foi instaurado procedimento administrativo a Wang Jinlong, para averiguação dos factos ocorridos no dia 7 de Janeiro de 2014, a bordo da aeronave da companhia aérea Air Macau, com a matrícula NX161, objecto do relatório da Polícia de Segurança Pública Ref. 101/SEADPI/2014P, datado de 15 de Janeiro de 2014, contendo em anexo o relatório da Polícia de Segurança Pública (Divisão do Aeroporto) Ref. 39/2014/DPA, datado de 7 de Janeiro de 2014, que são susceptíveis de constiuir infracção administrativa prevista e punida na alínea 2 do n.º 1 do artigo 4. º do Regulamento Administrativo n. º 31/2003. Por decisão do Presidente da Autoridade de Aviação Civil, datada de 9 de Junho de 2014, foi instaurado procedimento administrativo a Jiang Li, para averiguação dos factos ocorridos no dia 13 de Maio de 2014, a bordo da aeronave da companhia aérea Jet Star, com a matrícula BL-686, objecto do relatório da Polícia de Segurança Pública Ref. 810/SEADPI/2014P, datado de 29 de Maio de 2014, contendo em anexo o relatório da Polícia de Segurança Pública (Divisão do Aeroporto) Ref. 843/2014/DPA, datado de 13 de Maio de 2014, que são susceptíveis de constiuir infracção administrativa prevista e punida na alínea 2 do n.º 1 do artigo 4. º do Regulamento Administrativo n. º 31/2003. Por decisão do Presidente da Autoridade de Aviação Civil, datada de 4 de Dezembro de 2014, foi instaurado procedimento administrativo a Loo Kee Chuan, para averiguação dos factos ocorridos no dia 24 de Novembro de 2014, a bordo da aeronave da companhia aérea Tiger air, com a matrícula TR2902, objecto do relatório da Polícia de Segurança Pública Ref. 1999/SEADPI/2014P, datado de 2 de Dezembro de 2014, contendo em anexo o relatório da Polícia de Segurança Pública (Divisão do Aeroporto) Ref. 2227/2014/DPA, datado de 24 de Novembro de 2014, que são susceptíveis de constiuir infracção administrativa prevista e punida na alínea 2 do n.º 1 do artigo 4. º do Regulamento Administrativo n. º 31/2003. Por decisão do Presidente da Autoridade de Aviação Civil, datada de 11 de Junho de 2015, foi instaurado procedimento administrativo a Whang Hoyoung, para averiguação dos factos ocorridos no dia 26 de Maio de 2015, a bordo da aeronave da companhia aérea Jin Air, com a matrícula LJ121, objecto do relatório da Polícia de Segurança Pública Ref. 843/SEADPI/2015P, datado de 4 de Junho de 2015, contendo em anexo o relatório da Polícia de Segurança Pública (Divisão do Aeroporto) Ref. 1035/2015/DPA, datado de 26 de Maio de 2015, que são susceptíveis de constiuir infracção administrativa prevista e punida na alínea 2 do n.º 1 do artigo 4. º do Regulamento Administrativo n. º 31/2003. Por decisão do Presidente da Autoridade de Aviação Civil, datada de 11 de Junho de 2015, foi instaurado procedimento administrativo a Wu Kai, para averiguação dos factos ocorridos no dia 26 de Maio de 2015, a bordo da aeronave da companhia aérea Air Macau, com a matrícula NX881, objecto do relatório da Polícia de Segurança Pública Ref. 843/SEADPI/2015P, datado de 4 de Junho de 2015, contendo em anexo o relatório da Polícia de Segurança Pública (Divisão do Aeroporto) Ref. 1037/2015/DPA, datado de 26 de Maio de 2015, que são susceptíveis de constiuir infracção administrativa prevista e punida na alínea 2 do n.º 1 do artigo 4. º do Regulamento Administrativo n. º 31/2003. Mais se notifica que os processos podem ser consultados nas instalações da Autoridade de Aviação civil, sitas na Alameda Dr. Carlos D’Assumpção, 336-342, Centro Comercial Cheng Feng, 18º andar, em Macau, durante as horas normais de expediente. Notifica-se ainda, que nos termos do n.º 2 do artigo 87.º e do n.º 1 do artigo 93.º do CPA, os interessados dispõem de 25 dias a contar do dia seguinte ao dia da fixação do presente edital, para juntar documentos e pareceres ou requerer diligências de prova úteis para o esclarecimento dos factos com interesse para a decisão e para se pronunciarem sobre o conteúdo dos respectivos processos em audiência de interessados. E para constar, se lavrou o presente edital que vai se fixado nos lugares de estilo e publicado em dois jornais mais lidos da Região Administrativa Especial de Macau, um em língua chinesa, outro em língua portuguesa. Autoridade de Aviação Civil de Macau, aos 21 de Outubro de 2015 O Presidente, Chan Weng Hong
China
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Google adquire participação na Mobvoi
A norte-americana Google adquiriu uma participação na Mobvoi, uma empresa chinesa especializada em inteligência artificial, anunciaram terça-feira as duas empresas. A Mobvoi foi criada em 2012 por um antigo pesquisador do Google e investidores já injectaram na empresa 75 milhões de dólares. A Google assumiu uma “participação minoritária”, refere um comunicado, que não especifica o montante injectado pelo gigante da Internet. Um executivo da Google, Don Harrison, elogiou as “tecnologias verdadeiramente únicas” desenvolvidas pela Mobvoi para analisar a voz e os comandos numa “língua natural”. A aquisição ocorre cinco anos depois da polémica retirada das actividades da Google da China continental devido a actividades de censura. Os recursos obtidos pela Mobvoi vão ser utilizados para financiar o desenvolvimento de novos produtos de consumo e tecnologias de inteligência artificial.
Pelo menos nove desaparecidos em explosão em central química
Pelo menos nove pessoas desapareceram e outras duas ficaram feridas depois de uma explosão numa central química na província chinesa de Shandong, informou ontem a emissora oficial CCTV. As causas da explosão são ainda desconhecidas, bem como quantas pessoas se encontravam dentro da fábrica, pelo que se estima que o número de vítimas possa vir a aumentar nas próximas horas. A explosão em Shandong é a primeira desde que 164 pessoas morreram e 700 ficaram feridas quando um terminal de contentores explodiu no porto de Tianjin, em Agosto. O incidente voltou a gerar críticas ao Governo chinês devido às fracas medidas de segurança aplicadas ao sector industrial. Em resposta, Pequim ordenou revisões a todas as fábricas que trabalham com produtos perigosos ou inflamáveis. Segundo as autoridades chinesas, todos os anos 70.000 pessoas morrem em acidentes industriais, apesar de especialistas alertarem para a possibilidade de o número real ser muito superior, já que há muitos acidentes ocultados ou não registados.
Pequim abre investimento de 130 ME ao sector privado
Crescei e multiplicai-vos
A
China anunciou 287 projectos de infra-estruturas no valor de quase um bilião de yuan, que estarão abertos ao investimento e participação privada, noticiou a agência oficial Xinhua. Este pacote inclui a construção de auto-estra-
das, linhas ferroviárias, aeroportos e instalações energéticas, segundo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o órgão encarregado da planificação económica do país. Com estas novas infra-estruturas, as autoridades
Ai Weiwei acusa Governo de “mentir” no Reino Unido
O
artista e dissidente chinês Ai Weiwei denunciou ontem as “mentiras” repetidas pelo Governo de Pequim no Reino Unido, onde o Presidente Xi Jinping se encontra em visita. Na sua conta oficial na rede social Instagram, Ai publicou diversas fotografias com críticas ao embaixador chinês no Reino Unido, Liu Xiaoming, que, numa entrevista à BBC a propósito da visita de Xi, assegurou que o artista “nunca foi posto atrás das grades”. “Um mentiroso profissional e
um país tão obscuro estão em perfeita harmonia”, escreveu ontem o artista na rede social. No encontro com o canal britânico, o diplomata assegurou que Ai tinha sido investigado por suspeitas de “destruição de documentos de contabilidade” e rejeitou que o Presidente Xi tenha viajado até ao Reino Unido para “tratar de temas ligados aos direitos humanos”. Ai Weiwei esteve detido sem julgamento 81 dias, em 2011, acusado de fraude fiscal, uma medida das autoridades que activistas e dissidentes consideraram uma “estratégia” para controlar o artista, muito crítico do Governo. Após a sua libertação, as autoridades confiscaram o seu passaporte, que só lhe foi devolvido em Julho deste ano. A polícia exigiu-lhe ainda o pagamento de 1,7 milhões de euros por alegada evasão fiscal, valor que pagou com a ajuda de contribuições de seguidores e amigos.
querem impulsionar o sector privado e, ao mesmo tempo, aprimorar os serviços e instalações públicas, explicou o subdirector daquele organismo, Zhang Yong, citado pela Xinhua. A liderança chinesa está a encetar uma transição no modelo de cres-
pub
cimento do país, visando maior ênfase no consumo doméstico, em detrimento das exportações e investimento, que asseguraram três décadas de trepidante, mas “insustentável”, crescimento económico. Na terça-feira, o Governo chinês anunciou que entre
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Este pacote inclui a construção de autoestradas, linhas ferroviárias, aeroportos e instalações energéticas, segundo a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma o dia 1 de Dezembro de 2015 e 31 de Dezembro de 2017 abolirá as restrições ao investimento estrangeiro vigentes em alguns sectores, em determinadas regiões, como um programa piloto para a liberação à escala nacional. A economia chinesa registou no terceiro trimestre deste ano um crescimento de 6,9%, o mais baixo desde 2009, aquando do pico da crise financeira internacional.
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artes, letras e ideias
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WANG CHONG
王充
OS Discursos Ponderados DE WANG CHONG
Erros a respeito da Via – 10
O
s livros dos letrados dizemnos que Lu Ao, viajando nos territórios do Norte, percorreu [regiões de] extremo yin, penetrou nas montanhas Xuanque e chegou a Menggu. Lá, vivia um homem de olhos profundamente encovados, nariz no alto do rosto, pescoço longo como o de um ganso, espaldas como asas de açor, espesso por cima e magro por baixo. Quando viu Lu Ao, parou de dançar, baixou os braços e escondeuse atrás de um rocha. Lu Ao observou-o enquanto o homem comia uma ostra, de costas curvadas como uma tartaruga, e depois disse-lhe: “Reprovais-me, pensando que é só por voltar costas ao mundo, por deixar a turba e os meus, que frequento estes ermos. Sabei, no entanto, que viajo desde a minha infância e que ainda não parei a despeito da idade. Tudo visitei nas quatro direcções, excepto o Grande Norte, onde finalmente vos encontro. Talvez possamos tornar-nos amigos?” O personagem escangalhou-se a rir: “Tu, que és das regiões centrais, não devias ter vindo tão longe! Aqui ainda brilham o Sol e a Lua, o céu constela-se de estrelas, as estações sucedem-se, o yin e o yang engendram-se. Em comparação com os lugares que não receberam nome, este lugar que te parece tão extraordinário, não passa de uma montanha ainda mais insignificante. Eu viajo nas infinitas planícies do Sul, descanso nas regiões silenciosas do Norte, calcorreio os obscuros países do Oeste e passo para Leste até onde se levanta o Sol. Nesses lugares não
há terra por baixo nem céu por cima; podemos tentar ouvir, mas nada se escuta e os olhos ardem quando se olha. E, ainda assim, esses lugares mantêm uma aparência de formas! Nada há mais além, nesses lugares onde se vencem milhões de li num só passo, nesses lugares a que nunca consegui chegar. E tu, que só chegaste aqui, dizes ter tudo visitado! Não estarás por acaso ligeiramente enganado? Fica por aqui! Eu já não me posso demorar mais, tenho um encontro com o Ilimitado, no nono nível celeste”. E, dito isto, o personagem ergueu os braços e desapareceu pelas nuvens. Lu Ao, seguiu-o com os olhos até que desaparecesse. Depois, de coração pesado, triste como um enlutado, disse: “Sou para este mestre como um verme para um grou dourado [que montam os imortais]. Todos os dias me desloco, mas só avanço umas polegadas e imagino ter percorrido um longo caminho. Pobre de mim...” Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho
Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論 衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.
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artes, letras e ideias 15
Este lugar que te parece tão extraordinário, não passa de uma montanha ainda mais insignificante.
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Desporto
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Arquitecto português voltou a liderar projecto do circuito de Pequim
Toque lusitano nas ruas da capital
“O circuito será praticamente o mesmo, tendo sido removida somente a primeira chicane e alterada a segunda. Também a definição da última curva será materializada de uma outra forma” Rodrigo Nunes Arquitecto
A Fórmula E vai ter onze corridas em três continentes, onde se destacam esta temporada a entrada no calendário de corridas no centro de Paris e num circuito permanente, o Autódromo Hermanos Rodriguez, bem no coração da Cidade do México. António Félix da Costa, o único piloto que venceu com a bandeira de Portugal o Grande Prémio de Macau de Fórmula 3, é o representante luso no campeonato e tentará repetir o triunfo do ano passado nas ruas de Buenos Aires. A Língua Portuguesa ainda está representada em pista pelos brasileiros Nelson Piquet Jr, Bruno Senna e Lucas Di Grassi, e ainda pelo português Bruno Correia que conduz o BMW i8 “Safety-Car”.
Além da China
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segunda temporada do Campeonato FIA de Fórmula E, o primeiro campeonato mundial para automóveis de motorização eléctrica, arranca no sábado nas ruas da capital chinesa e o traçado citadino localizado nos arredores do Parque Olímpico de Pequim, que relativamente a 2014 não sofreu alterações profundas, voltou novamente a sair da lapiseira do arquitecto português Rodrigo Nunes. “O circuito será praticamente o mesmo, tendo sido removida so-
mente a primeira chicane e alterada a segunda. Também a definição da última curva será materializada de uma outra forma”, explicou o arquitecto português ao HM, referindo ainda que estas alterações, acima de tudo, “são resultado da análise do que se passou na corrida do ano passado e também de um melhor entendimento relativamente ao comportamento destes carros”. O director do gabinete R+S Project aclara que “um ano passou, o carro melhorou, e o que há um ano era uma quase completa incógnita,
este ano já é possível tentar adaptar os circuitos à realidade Fórmula E”. Nunes explica também as novidades introduzidas no circuito de 3439 quilómetros e 17 curvas, o mais longo do campeonato: “O termos retirado a primeira chicane surge na tentativa de criar mais uma zona clara de ultrapassagem que será este ano na travagem para a Curva 3. Os pilotos serão obrigados a efectuar uma forte travagem, o que previsivelmente aumentará as hipóteses de ultrapassagem. Redesenhamos também a segunda chicane dado que tivemos alguns
problemas com a saída o ano passado. Estava demasiado lenta e não ajudava ao espectáculo”. A corrida do ano transacto, a primeira da história da disciplina, ficou marcada pelo espectacular acidente entre Nicolas Prost e Nick Heidfeld na última curva da volta final. Esta colisão, em que o monolugar do piloto alemão acabou por capotar, obrigou a mexidas no traçado. “Mesmo tendo sido o resultado de um conjunto de “azares”, vamos tentar que uma situação semelhante não aconteça”, clarificou Nunes.
GP SJM continua a ser patrocinadora da Theodore Racing
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Sociedade de Jogos de Macau (SJM) continua a ser a patrocinadora da equipa Theodore Racing na edição deste ano do Grande Prémio de Macau. A operadora mantém-se como “parceira oficial e patrocinadora do título” da equipa fundada por Teddy Yip. “A equipa pretende tornar-se campeã do GP pela oitava vez. A Theodore Racing tem sido sinónimo desta compe-
tição desde que o seu fundador, Teddy Yip, conhecido como o ‘senhor Grande Prémio’, competiu pela primeira vez como piloto em 1956 e continuou entrando ou sendo patrocinador de corridas até 1992, conseguindo um total de seis vitórias no GP. Depois de 21 anos de intervalo, o filho, Teddy Jr. reavivou a equipa com a SJM, em 2013, para o que ficou comprovado
como sendo uma vitória triunfante”, explica a SJM em comunicado. A equipa da Theodore deste ano é composta por Felix Rosenqvist, Jake Dennis e Lance Stroll, sendo os carros Mercedes-Benz Dallara de Fórmula 3. Os três pilotos juntam-se, assim, à lista de nomes da Theodore Racing, que inclui nada mais, nada menos do queAyrton Senna, Alan Jones e Mika Hakkinen, entre outros.
Na primeira temporada da competição de carros eléctricos, Nunes não foi só responsável directo da construção do circuito de Pequim, tendo também liderado os projectos de Berlim e Moscovo. Em jeito de balanço, o portuense diz que “é muito interessante concluir que em todos foi diferente trabalhar. As culturas e mentalidades de trabalho são completamente distintas e temos de nos adaptar, dado que o nosso objectivo é claro….terminar a construção do circuito a tempo”. O arquitecto também está envolvido no projecto para o circuito de Hong Kong que em Outubro de 2016 será a prova de abertura da terceira temporada. “Finalmente foi encontrada uma solução que aparentemente permite a realização do evento”, explica sem entrar em detalhes. Sérgio Fonseca
info@hojemacau.com.mo
Canoagem Aluno da UM vence duas medalhas na China
Chan Kit Fong, estudante da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Macau, venceu duas medalhas numa competição de canoagem interuniversitária na China. De acordo com um comunicado da UM, Chan conseguiu a medalha de prata na categoria de “200 metros homens individual” e uma de bronze na de “500 metros homens individual2. Esta foi a primeira que Chan Kit Fong participou no evento, que teve lugar em Zhejiang, e que contou com mais de 200 estudantes de 22 universidades do continente e da RAEM.
( F ) utilidades
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Cineteatro
O que fazer esta semana Hoje
Exposição de Arte Contemporânea de Lai Sio Kit, Eric Fok e Bunny Weng Residência Consular, 17h00 (até 08/11) Entrada gratuita
yuan
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1.25
Cinema
Bridge of spies Sala 1
Goosebumps [b]
Filme de: Rob Letterman Com: Jack Black, Dylan Minnette, Odeya Rush 14.30
Filme de: Steven Spielberg Com: Tom Hanks, Mark Rylance, Amy Ryan, Alan Alda 14.30, 16.45, 21.30 Sala 3
Our times [b]
Falado em Mandarin Legendado em Chinês e Inglês Filme de: Ding Sheng Com: Andy Lau, Liu Ye, Wu Roufu, Wang Qianyuan 16.30, 19.15, 21.45 Sala 2
Bridge of spies [B]
crimson peak [C]
Filme de: Guillermo Toro Com:Mia Wasikowska, Jessica Chastain, Tom Hiddleston 14.30, 21.30
Goosebumps [b]
Filme de: Rob Letterman Com: Jack Black, Dylan Minnette, Odeya Rush 16.45, 19.30
Exposição de Arte Contemporânea de Alex da Silva Galeria Ho Hin, Clube Militar, 19h00 (até 08/11) Entrada gratuita
Amanhã
Abertura do Festival da Lusofonia Casas-Museu da Taipa Entrada livre Exposição de Arte Contemporânea de Nu Barreto Casa de Exposições temporárias da Avenida da Praia, Taipa, 20h00 (até 08/11) Entrada gratuita
Aconteceu Hoje Criação da PIDE
Sábado
Festival da Lusofonia Casas-Museu da Taipa
Domingo
Festival da Lusofonia Casas-Museu da Taipa
Diariamente
Oktoberfest (até 25/10) MGM Macau Bilhetes a 130 patacas com direito a uma bebida Exposição “Aguadas da Cidade Proibida”, de Charles Chauderlot (até 07/2016) Museu de Arte de Macau Entrada a cinco patacas
U m a s é r i e h o j e “How to get away with murder” (Peter Nowalk, 2014)
Exposição “Suspensão”, de Hoi Chong (até 31 outubro) Creative Macau Entrada livre World Press Photo Casa Garden Entrada livre
22 de outubro
Finalmente, um formato completamente inovador de ver a vida de um advogado de defesa, a correria pelos tribunais e, principalmente, as várias formas de manipulação que nos levam a pensar: tudo neste mundo é realmente possível. Por trás de crimes passionais, outros de corrupção e muita mestria de Direito está Viola Davis e uma equipa de cinco jovens aprendizes, dois ajudantes e outras personagens que, sem perder a sua importância no enredo, vão-se esvaindo pelos mais diversos motivos. A morte é um dos principais. “How to get away with murder” vai já na sua segunda temporada e é altamente viciante, mais que não seja pela pitada de mistério, amor e sexo que vai envolvendo o espectador a cada minuto frente ao ecrã. Leonor Sá Machado
fonte da inveja
•A 22 de Outubro de 1945 dá-se a fundação em Portugal da Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE). A PIDE existiu até 1969 e apesar de ser, hoje em dia, sobretudo conhecida como polícia política, as funções da PIDE eram bastante mais abrangentes, sendo especialmente importantes as suas funções nos sectores dos serviços de estrangeiros, fronteiras e segurança do Estado. A PIDE foi criada por decreto-lei, em substituição da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, sendo considerada como um organismo autónomo da Polícia Judiciária e apresentada como seguindo o modelo da Scotland Yard. Mas, foi de facto o prolongamento da PVDE, criada com a consultoria dos fascistas italianos e da Gestapo alemã e continuaria, sob o nome de Direcção-Geral de Segurança (DGS), depois de 1969 e até à Revolução do 25 de Abril. Neste dia, os agentes da DGS foram os únicos que reagiram abrindo fogo e provocando vítimas mortais entre os civis. A PIDE desempenharia tanto funções administrativas como funções de repressão e de prevenção criminal. No âmbito das suas funções administrativas, competia-lhe encarregar-se dos serviços de emigração e passaportes, dos serviços de passagem de fronteiras e dos serviços de permanência e trânsito de estrangeiros em Portugal. No âmbito das funções de repressão e de prevenção criminal, competia à PIDE a instrução preparatória dos processos respeitantes aos crimes de estrangeiros relacionados com a sua entrada ou com o regime legal da sua permanência em território nacional, às infracções relativas ao regime da passagem nas fronteiras, aos crimes de emigração clandestina e aliciamento ilícito de emigrantes e aos crimes contra a segurança exterior e interior do Estado. Neste dia, em 1383 morre o rei Dom Fernando, nono rei de Portugal. A sua morte dará origem a uma crise política resolvida com a subida ao trono de Dom João, Mestre de Aviz, filho natural do rei Dom Pedro. Em 1938 a primeira fotocópia xerográfica é feita nos Estados Unidos. Inicialmente, o processo de impressão não empolgou o mercado.
João Corvo
O que vejo quando olho? — O pequeno nada de que dou conta e o grande tudo que me escapa.
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opinião
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Fernando Eloy | 义來
chá (muito) verde
S
abe aquelas ocasiões em que nos sentimos renitentes de ir a algum lugar ou de fazer alguma coisa inquietos pela possibilidade de desfazermos a magia de tempos passados ou de que a experiência nos faça mesmo arrepender? Um pouco como aquela ideia de não voltarmos onde fomos felizes. Não concordo em absoluto com ela pelo seu implícito determinismo, pois nem sempre assim é, mas acontece. Acontece por tendermos a querer repetidas as sensações daquela incrível e inesquecível vez. O bom senso, todavia, diz-nos para não cairmos nessa tentação, para baixarmos as expectativas sob pena de não nos abrirmos a novas possibilidades, para evitarmos as comparações. Mas, às vezes, mesmo com as cautelas todas de prevenção, mais valia não termos saído de casa. Tal como me aconteceu a passada semana quando as Danças Ocultas tiveram a gentileza de me convidar para assistir ao espectáculo deles na fortaleza do Monte. Não fosse isso e não tinha lá posto os pés porque as boas memórias passadas naquele lugar são preciosas demais para correrem o risco de serem ofuscadas por experiências menores; mas foi o que aconteceu; é como ver fogo de artifício depois de o ter admirado da melhor forma possível, como um dia aconteceu na ribeira de Lisboa: deitado, de barriga para o ar, com o fogo a rebentar lá em cima em ecrã panorâmico. Depois disso podem rebentar as canas que quiserem pois nunca mais vai ser igual. O fogo de artifício vê-se deitado. Ponto. Neste caso, o problema não era o espectáculo, longe disso, o problema foi o Festival de Artes de Macau, ou seja, a forma como agora é organizado, ou seja, tenho dúvidas porque ainda mantém a designação de festival. O problema foi o concerto ser na Fortaleza do Monte, ao ar livre. Estranho, não é? Passo a explicar: no geral e em particular. No geral a sensação que tenho, o leitor poderá ter outra evidentemente, é o que o Festival de Artes de Macau tem vindo a perder a piada e a questão não se prende com os artistas seleccionados mas com a forma amorfa como é organizado. Voltemos à Fortaleza do Monte. Em tempos que infelizmente já lá vão, era uma verdadeira festa. As pessoas passeavam livremente pelo espaço, fumavam, bebiam, riam-se, viviam o espectáculo e confirmavam a ideia de festival, numa palavra: conviviam. Já não. Agora é como ler o manual de uma máquina de lavar; o mesmo nível de excitação. Depois dos espectáculos, na Fortaleza ou noutro lugar, os músicos eram frequentemente conduzidos pela mão das saudosas produtoras do Festival, imiscuíam-se na vida local e andávamos todos em festa por estes dias. A ideia de levar parte do festival para a fortaleza foi excelente e era normalmente o ponto alto. Agora, ao revelar de forma lancinante a falta de espírito com que é
Stephen Herek, Rock Star
Amorficidade
organizado, é seguramente o ponto baixo. Foi arregimentado. As senhoras que vendiam bebidas lá em baixo, na porta dos fundos, foram proibidas de abrirem a porta. A zona de pé junto ao palco foi eliminada e substituída por uma amorfa plateia de cadeiras mal desenhadas que partem as costas a qualquer um ao fim de meia hora, estrategicamente colocada a uma distância “segura” do palco para inibir qualquer interacção mais íntima com os músicos, por isso não terá sido à toa que apesar do excelente espectáculo que as Danças e o Pedro Moutinho proporcionaram não se tenha ouvido um pedido de encore sequer! Estava tudo frio. O espectáculo começou com o anúncio de um rol de proibições: não se pode beber, não se pode comer,
O espectáculo começou com o anúncio de um rol de proibições: não se pode beber, não se pode comer, não se pode fumar (ao ar livre), não se pode fotografar, não se pode, não se pode... Não é mais um festival, é uma aula de escola primária chinesa
não se pode fumar (ao ar livre), não se pode fotografar, não se pode, não se pode... Não é mais um festival, é uma aula de escola primária chinesa. O moral que o mais ingénuo ainda poderia ter ao deslocar-se para uma festa é logo aniquilado ali. Depois o espectáculo segue sem erros nem convulsões com um público a amarfanhar e desejoso de sair daquelas putas daquelas cadeiras. Ainda se poderia pensar que as (mal)ditas estão ali por preocupação (legítima) para com as pessoas que não querem, ou não podem, estar de pé. Mas, se assim fosse, as escadas rolantes não estariam encerradas, nem as cadeiras eram tão más. Claramente o espectáculo na Fortaleza do Monte não é feito para pessoas de mais idade ou com problemas físicos, caso contrário não nos obrigavam a subir uma ladeira a pique ou a escadaria que não mais acaba para lá chegarmos. Um contra-senso sem nome de uma organização aberrante. Organizar um concerto ali ou no Centro Cultural é praticamente a mesma coisa com a vantagem das cadeiras do Centro serem muito melhores. Uma festival é (devia ser) uma festa. Uma oportunidade de contacto e confraternização que não obedece a estes estratagemas rígidos, e ridículos, que o Instituto Cultural tem vindo a implementar. Neste caso particular, o do concerto a que me refiro, não seria mais agradável as pessoas terem uns snacks, um vinho, uma laranjada à disposição e poderem desfrutar do prazer de um concerto ao ar livre? Acham que nessas condições os mú-
sicos teriam saído frustrados (como saíram) sem um pedido de encore? Não foi por falta de merecimento mas porque as condições não estavam criadas para que o público se envolvesse. E as meninas, coitadas, de mão em riste a darem-nos indicações... Credo! De vir às lágrimas. Mesmo! A seguir, porque a perspectiva actual do Instituto Cultural é claramente funcional, ninguém da organização quis saber dos músicos para nada, ninguém os guiou a lado nenhum, ninguém os levou para o contacto com a população... até o autocarro desapareceu deixando-os apeados. Austeridade, talvez... Serviço cumprido, cheque entregue, haveria com certeza mais cadeiras para montar algures. Triste, profundamente triste. Muita coisa mudou para pior em Macau nos últimos anos, algumas para melhor naturalmente, mas as mudanças para pior estão invariavelmente ligadas com a falta de espírito presente nas decisões burocráticas, ou com a aniquilação da alma da cidade. Não basta apregoar que Macau é diferente, tem mesmo de ser e não é com esta atitude cinzenta e fria do Instituto Cultural que essa diferença se assume. Antes pelo contrário. E não me venham com as leis disto ou daquilo, com as queixas, ou lá com o diabo que quiserem. Falta-vos atitude amigos do IC, faltava-vos atitude e calor humano. Um festival faz-se com pessoas que pensam para além das ordens de serviço, para além das horas extraordinárias, para além das propostas burocráticas. Um festival faz-se com alma e respeito pelo que a palavra quer dizer: festa! Talvez o problema esteja na expressão em chinês que aponta apenas para “época das artes”, talvez. Mas numa terra que se orgulha da transferência de culturas ao longo de séculos não pode ser assim. Nem na China assim é, ou já se dignaram a ir ao festival de praia do Dia da República que se organiza em Zhuhai todos os anos? Polícia a rodos, é certo, mas toda a gente pula, come, bebe e confraterniza. Na China avança-se, em Macau recua-se. Bem vindos ao centro MUNDIAL de lazer. Bem vindos ao império da frieza e do funcionalismo. Bem vindos à Amorficidade.
MÚSICA DA SEMANA
Velvet Underground and Nico – “I’ll Be Your Mirror” I’ll be your mirror Reflect what you are, in case you don’t know I’ll be the wind, the rain and the sunset The light on your door to show that you’re home When you think the night has seen your mind That inside you’re twisted and unkind Let me stand to show that you are blind Please put down your hands ‘cause I see you I find it hard to believe you don’t know The beauty you are But if you don’t let me be your eyes A hand to your darkness, so you won’t be afraid When you think the night has seen your mind That inside you’re twisted and unkind Let me stand to show that you are blind Please put down your hands ‘cause I see you I’ll be your mirror I’ll be your mirror
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Leocardo
bairro do oriente
C
omo os seguidores do blogue homónimo desta coluna devem ter percebido (os dois ou três desocupados que ainda me vão aturando) , com a dispersa e (muito) menos frequente actualização a que esse espaço tem sido vetado, ando com pouca “pica” para escrever ou comentar sobre seja o que for. Dá-me preguiça, sei lá, antes sentava-me e produzia um assassinato de carácter em dez minutos ostentando um sorriso nos lábios, ou deixava os dedos correrem pelo teclado e em menos de nada fazia nascer mais uma blasfémia, ou um belo monumento ao politicamente incorrecto. Actualmente para debitar meia dúzia de linhas sobre algo trivial como um jogo da bola, ou uma notícia da imprensa cor-de-rosa, chego a demorar qualquer coisa como três horas. Já tem acontecido deixar ideias a meio, ou não conseguir passar para texto outras já mentalmente elaboradas, com princípio, meio e fim, e nem faço um esforço suplementar para organizar os cacos da cuca, que por esta altura mais parecem as luzes da instalação de Natal, emaranhadas dentro da caixa de cartão onde foram enfiadas à pressa em Janeiro, tempo em que ainda estavam longe de voltarem a constituir um problema. Analisados os sintomas no consultório da razão, e feito o diagnóstico, cheguei a uma conclusão: estou “meh...”. Agora podia acrescentar algo do tipo “vejam só o que tinha que me acontecer”, mas ”meh...”. Como recebi eu esta notícia que me foi dada por mim mesmo? Indiferente, não estivesse eu completamente “meh...”. Se é grave? Se tem cura? Se é regressivo, ou se vou ficar cada vez mais “meh...” com o passar dos anos? Sei lá, e se soubesse era sinal que não estava assim tão “meh...” quanto isso. E o que ganhava eu em fingir que estou “meh...”, se a comunidade médica e científica ainda tem sérias dúvidas se não se trata apenas de uma condição meramente psicossomática, uma vez que não identifica um agente patológico que cause este “meh...”, e mais importante do que isso, não me passa um atestado médico? Podem pensar o que quiserem, que qualquer insinuação maldosa esbarra de frente em cheio com este “meh...”, e que me é igual ao litro. O “meh” forma uma carapaça de...o quê mesmo? Não interessa, pois mesmo para reagir a este diagnóstico de “meh...” sinto-me demasiado... “Meh...”. Não sei se este estado de “meh...” tem algum lado negativo, mas e se tiver? Leva com o mesmo “meh...” com que carimbei o lado positivo. Só sei que agora leio menos, os noticiários são “meh...”, e portanto escrevo menos, e nem sei bem se isso é bom ou mau. Ando menos informado, é verdade, mas também menos ignorante – este é o aspecto metafísico do “meh...”, que é algo, e se querem mesmo que eu vos diga, não passa de outro ”meh...”. Imaginem que só aqui há dois dias é que me apercebi o Festival da
Charles Chaplin, The kid
Estou assim meio...meh
Lusofonia arrancava já este sábado. Até este evento, cuja simples antecipação tinha em tempos a particularidade de me estimular o tecido eréctil, não merece da minha parte mais que um flácido “meh...”. Gostava que me apetecesse por um segundo querer saber como é que apanhei este “meh...”; se foi através de contacto humano, da saliva, ou se o contraí na piscina, e se é ou não contagioso. Porque se for, só me preocupa ter de o partilhar com alguém, quando agora tenho todo o exclusivo de “meh...” – é meu e só meu, ouviram? Mas nem é preciso puxar muito pela cabeça, pois desconfio que o apanhei nas redes sociais (outra vez sem protecção, depois dá nisto, mas olha: “meh...”), e não me recordo de ter levado as mãos à boca, mas garantidamente perdi a conta das vezes que as levei à cabeça. Quanto à piscina, penso que fica eliminada como possível causa de transmissão de “meh...”,
Sinto-me como um fantasma, que em vez de assustar, é ele próprio o assustado
pois apesar do calor e das altas temperaturas que se sentiram neste Verão, foram mais os que trocaram os saltos para a piscina pelos saltos para conclusões precipitadas. O mais estranho é a apatia que este “meh...” provoca, como que uma anestesia geral, só que em pleno gozo de todas as funções cognitivas. Sinto-me como um fantasma, que em vez de assustar, é ele próprio o assustado. Assustado por exemplo com o destaque dado pelos media a certas e alegadas “agressões” que determinado candidato a um cargo público fez a um sistema “democrático” que de infalível tem muito pouco, e de impoluto nada tem (e ainda fica a dever, coitado). Por outro lado, ninguém deu um pio a propósito do suicídio de um funcionário público local, há exactamente uma semana hoje. O funcionário exercia funções, sem que tivessem ficado especificadas quais, num departamento que é amiúde foco de mediatismo pelas razões mais diversas, mas que se faça este “meh...” perante uma lamentável tragédia que, vendo bem as coisas, não acontece todos os dias e pode ter revelar um quadro de sintomas mais grave que um simples “meh...”, se tenha encolhido assim os ombros, gesto que passou a significar na linguagem gestual exactamente isso mesmo:
“meh...”. Não aceito que me digam o que é mais ou menos pertinente, pois no referido caso do “atentado à democracia” ninguém morreu – ninguém foi eleito, quanto mais. E assim estou estes dias, a curtir discretamente a virose deste “meh...”, que me leva a que não me apeteça nada. Mas saibam que não é por nenhuma razão especial – lamento desiludir os meus queridos “inimigos de estimação”, que recebam sempre o dobro do que desejam para mim. Este estado cínico (não confundir com “clínico”) não se deve a uma qualquer condição biológica, ou “crise da meia-idade” – tudo charlatanices, como a cartomância, os esquemas financeiros em “pirâmide”, e o segundo sistema. Uma das vantagens em estar “meh...”, estado que se situa algures entre o estado de graça e o estado gasoso, é adquirir imunidade a certas distracções. Estar “meh...” é um pouco como ter dentadura postiça: é-se desdentado, certo, mas em contrapartida nunca mais se sentem as terríveis dores de dentes, que são mil vezes piores que estar “meh...”. E isto falando com experiência própria. Estar “meh...” não dói de todo, e só chateia um bocadinho. Nada a que já não esteja habituado, portanto, “meh...”.
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cartoon por Stephff
A
PCP diz que indigitar Passos será perder tempo
O secretário-geral do PCP considerou ontem que a indigitação de Passos Coelho será “uma perda de tempo”, sublinhando que existe uma maioria de deputados que permite uma outra solução, “tanto mais duradoura conforme defender os interesses nacionais”. “Há uma maioria de deputados que constitui condição bastante para a formação de um Governo de iniciativa do PS, que permite a apresentação do programa [de Governo], a sua entrada em funções e a adopção de uma política com uma solução duradoura, tanto mais duradoura conforme defender os interesses nacionais e corresponda aos anseios dos trabalhadores e do povo português”, afirmou o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, numa declaração aos jornalistas à saída de uma audiência com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
Monge japonês passa nove dias sem comer, beber ou dormir
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Um monge budista japonês terminou ontem um cansativo ritual de nove dias sem comer, beber ou dormir enquanto entoava escrituras budistas 100.000 vezes, segundo a imprensa japonesa. O ritual cumprido por Kogen Kamahori, de 41 anos, tornou-o uma forma viva do Buda de acordo com as crenças do seu templo, indicou o jornal Asahi. Kogen Kamahori foi a primeira pessoa a completar o teste nos últimos oito anos, referiram media japoneses. Após terminar o ritual num centro no Mount Hieizan, uma montanha sagrada no oeste do Japão com vários templos, o monge foi saudado por 600 espectadores e elementos dos media. O ritual é considerado a parte mais difícil de uma preparação de sete anos que inclui 1.000 dias, não consecutivos, a caminhar na montanha para conseguir a iluminação. O monge começou a caminhada em 2011 e cumpriu 700 dias antes de começar o jejum, prevendo terminá-la no Outono de 2017
AI pede medidas para evitar crise migratória no sudeste asiático
Chung Moon-Joon diz que FIFA o continua a “sabotar”
Atado de pés e mãos O sul-coreano Chung Mong-Joon, candidato à presidência da FIFA, acusou ontem o organismo de não ter uma “decisão fundamentada” na sua suspensão por seis anos, depois de um tribunal suíço ter rejeitado o levantamento da sanção. O empresário, accionista da Hyundai, foi suspenso por seis anos pelo Comité de Ética da FIFA, que suspendeu também o presidente da FIFA, Joseph Blatter, o presidente da UEFA, Michel Platini, e o secretário-geral, Jerôme Valcke, por 90 dias. Chung tinha recorrido para um tribunal suíço, para que pudesse
manter a sua candidatura à presidência da FIFA enquanto decorre o recurso para o Comité de Apelo da FIFA e para o Tribunal Arbitral do Desporto. Ontem, o empresário sul-coreano voltou a dizer que “a FIFA continua a sabotar” a sua candidatura e que, duas semanas depois, não sabe quais as alegações que conduziram à sua suspensão. “Estou duplamente bloqueado: não posso manter a minha candidatura devido a sanções injustificadas e não posso recorrer dessas sanções ou conseguir uma injunção do tribunal suíço porque não tenho
uma decisão fundamentada”, disse Chung Mong-Joon.
Sem vícios
Na terça-feira, o tribunal de Zurique considerou que não houve na sua punição qualquer vício de forma no procedimento da Comissão de Ética. Da mesma forma, o tribunal também descartou os argumentos de que teriam sido violados os seus direitos privados, nos quais se baseava a petição do ex-dirigente. Em comunicado, a FIFA referiu que recebeu “com satisfação” a decisão do Tribunal do Distrito de Zurique, sendo que o sul-coreano pode ainda recorrer ao Tribunal Superior. A 8 de Outubro, o Comité de Ética anunciou a sanção de seis anos e multa de 100.000 francos suíços (cerca de 92.000 euros), depois de uma investigação aberta em Janeiro quanto aos processos de candidatura dos Mundiais de 2018 e 2022, atribuídos à Rússia e Catar, respectivamente.AFIFAconsiderou que Chung Mong-Jong foi culpado de infringir vários artigos do Código Ético sobre normas gerais de conduta (artigo 13), confidencialidade (16), dever de cooperação e informação (18) e obrigação de colaborar (41 e 42).
Amnistia Internacional (AI) instou ontem os governos do sudeste asiático a tomarem medidas urgentes para evitar uma nova crise migratória na região, semelhante à que aconteceu em Maio deste ano. As Nações Unidas estimam que, no primeiro semestre de 2015, cerca de 31 mil pessoas tenham feito a perigosa travessia da Birmânia e do Bangladesh com destino à Malásia. Muitos dos passageiros, a maioria muçulmanos birmaneses de etnia rohingya e emigrantes do Bangladesh, caíram nas mãos de traficantes, que os mantiveram cativos em barcos durante meses. Num relatório publicado ontem, a AI expõe as constantes agressões, violações e homicídios relatados em entrevistas a 180 sobreviventes. “A verdade é que aqueles com quem temos falado são ‘sortudos’ por terem chegado à costa (…) Muitos outros morreram no mar ou foram traficados para campos de trabalho forçado”, diz Anna Shea, investigadora para os refugiados da AI. Com o fim do período das monções, a organização alerta que milhares de pessoas podem voltar a arriscar-se no mar e que existe o risco de uma repetição dos acontecimentos de Maio, quando os traficantes abandonaram à deriva centenas de pessoas depois de a Tailândia e a Malásia terem iniciado uma campanha para combater as redes de tráfico humano que actuam na zona. “Os governos devem fazer mais para prevenir que se repita esta tragédia humana”, afirma a investigadora, recomendando maior cooperação entre os executivos regionais.