TIAGO ALCÂNTARA
DIRECTOR CARLOS MORAIS JOSÉ
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hojemacau
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Q U A R TA - F E I R A 2 2 D E O U T U B R O D E 2 0 1 4 • A N O X I V • N º 3 1 9 8
DADOS PESSOAIS
REVER A LEI, SEGUIR A UE NOVO MACAU PÁGINA
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JUIZ JOSÉ CRUZ VILAÇA
As estratégias europeias para o mercado chinês e outras histórias ENTREVISTA PÁGINAS
TRANSMAC NOS LIMITES DA CAPACIDADE
ALTA˜ PRESSAO Todos os dias mais de 500 mil pessoas tentam apanhar um autocarro em Macau. A pressão sentida por quem presta os serviços é cada vez maior. É o que diz a directora da Transmac, Chan Hio Ieong, que apela ao Governo para intervir e resolver as dificuldades que têm conduzido ao aumento de agressões entre condutores e passageiros.
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AGÊNCIA COMERCIAL PICO 28721006
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SAÚDE Profissionais e estudantes apoiam proposta de exame de avaliação A recente sugestão do Conselho para os Assuntos Médicos encontra eco dentro da comunidade do sector.
SOCIEDADE PÁGINA PUB
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ENTREVISTA
hoje macau quarta-feira 22.10.2014
JOSÉ LUÍS DA CRUZ VILAÇA, JUIZ DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA UNIÃO EUROPEIA
“UE considera o mercado chinês A política portuguesa de ‘vistos gold’ tem sido considerada um brilhante exemplo de sucesso no plano internacional, admite José Luís da Cruz Vilaça, que alerta, contudo, que este não é o único caminho para investir em Portugal. Em entrevista concedida por e-mail, o representante de Portugal junto do Tribunal de Justiça europeu defende ainda que “o nível de liberalização ainda é insuficiente” em relação à entrada de empresas no mercado chinês
em finais de 2015. Este não é, contudo, o único nem o mais significativo caminho de acesso para o investimento chinês em Portugal, como atesta a parte importante do capital chinês no programa de privatizações (EDP, REN) e na aquisição de outras empresas, nos sectores dos seguros ou da saúde, entre outras áreas. Foi detido um cidadão chinês com ‘visto gold’ no âmbito de um mandado de captura internacional. As autoridades portuguesas devem estar melhor preparadas para uma eventual subida deste tipo de casos, ou de eventuais crimes ligados a esta política? De acordo com as informações de que disponho, o caso que cita não resultou de uma qualquer falha do sistema de ‘vistos gold’. Pelo contrário: a emissão de mandado de captura internacional foi posterior à atribuição do visto e facilitou e tornou mais rápido o processo de identificação e captura do visado. O mecanismo de fiscalização e cooperação internacional está montado e a sua eficácia testada, não havendo, creio eu, motivo para pensar que as autoridades portuguesas não estão preparadas para qualquer eventualidade desse tipo.
ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
Como olha para o quadro geral de comércio entre a UE e a China? A UE de 28 países representava em 2012, 15% do comércio mundial de mercadorias, sendo o maior importador e o maior exportador no plano global. Neste contexto, a China é o segundo maior importador mundial de produtos provenientes da UE, a seguir aos Estados Unidos, e o primeiro exportador para a UE, à frente da Rússia e dos EUA. De quase inexistente há 20 anos, o comércio entre a China e a UE passou a representar actualmente mais de mil milhões de euros por dia. Pode, por estes números, verificar-se a importância que, para ambas as partes, representa esta parceria comercial. Não admira, por isso, que a UE considere o mercado chinês como um mercado estratégico, cuja importância no comércio bilateral não pode senão aumentar à medida que a economia chinesa cresce e se desenvolve.
E quanto à entrada de empresas no mercado chinês? O nível de liberalização é ainda claramente insuficiente no que respeita aos serviços, queixando-se as empresas europeias, em especial, das dificuldades de acesso aos mercados públicos na China. No plano do investimento directo, a situação é ainda desequilibrada, não representando a China mais do que 2,6% do investimento estrangeiro na Europa, contra 20% da Europa no total de investimentos directos estrangeiros na China. Há portanto, um vastíssimo espaço de abertura e cooperação no caminho do comércio e da cooperação económica bilateral entre a UE e a China, de que ambos os blocos podem, a curto prazo, tirar importantes benefícios. Como analisa a política do Governo português em relação aos ‘vistos gold’? É a melhor forma de atrair investimento e projectos para Portugal? A política portuguesa de ‘vistos
gold’ tem sido considerada um brilhante exemplo de sucesso no plano internacional. Ainda recentemente, o Financial Times considerava o programa português de ‘vistos gold’o mais bem sucedido na UE. Em menos de dois anos, foi atribuído um total de 1360 vistos, 81% (1100) dos quais a cidadãos chineses. Só no sector imobiliário, o programa representou uma entrada de 900 milhões de euros, estimando-se que possa atingir dois mil milhões
De quase inexistente há 20 anos, o comércio entre a China e a UE passou a representar actualmente mais de mil milhões de euros por dia
Relativamente à Europa, como encara o problema dos emigrantes ilegais que todos os anos lá chegam? A imigração ilegal é, antes de mais, um reflexo dos tremendos problemas económicos, sociais e políticos que alguns países enfrentam. Alguns desses países estão situados na vizinhança da Europa, seja no norte de África, no Próximo Oriente ou na fronteira leste da UE. Mas a extensão do problema vai bem mais longe. A política de imigração europeia é generosa e aberta e pode constituir um importante factor de sustentação do crescimento económico e de renovação social, mas um fluxo incontrolado de imigrantes por razões económicas deve ser evitado. A capacidade de absorção dos países europeus é limitada, sobretudo em período de crise económica, e há que evitar as dificuldades que, a prazo, podem resultar da criação de focos de instabilidade - sobretudo na periferia das grandes cidades - resultantes da dificuldade de integração e da condução de políticas de imigração mal concebidas. Os países periféricos do sul da UE (Itália, Espanha, Grécia, em menor medi-
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como um mercado estratégico” Ainda recentemente, o Financial Times considerava o programa português de ‘vistos gold o mais bem sucedido na UE da Portugal) são os mais expostos a este fenómeno, na medida em que constituem uma fronteira externa da União. O problema, no entanto, deve ser tratado como uma questão de interesse comum, dado o princípio da livre circulação no interior do mercado único e do espaço de liberdade, segurança e justiça criado pelos Tratados e pelo acordo de Schengen. Só em
JUIZ QUE JÁ FOI POLÍTICO José Luís da Cruz Vilaça vai dar uma palestra na próxima segundafeira na Fundação Rui Cunha sobre as relações entre a Europa, China e Macau, sem esquecer as temáticas da importação, ajudas de Estado e a livre circulação de pessoas. O juiz do Tribunal de Justiça da UE licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, tendo feito um mestrado em Ciências PolíticoEconómicas na mesma instituição académica. Posteriormente, fez um doutoramento em Economia Internacional na Universidade de Paris I Panthéon Sorbonne. José Luís da Cruz Vilaça desempenhou ainda o cargo de Secretário de Estado da Administração Interna em Portugal, tendo sido também Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e Secretário de Estado para a Integração Europeia, no período entre 1980 e 1983. Foi também deputado à Assembleia da República. A entrada nas instituições europeias deu-se em 1989, quando assumiu o lugar de presidente do Tribunal de Primeira Instância das Comunidades Europeias. Seria ainda presidente do Conselho de Disciplina da Comissão Europeia, entre 2003 e 2007, antes de entrar para o Tribunal de Justiça em Outubro de 2012.
Entendo que o Estado Social na Europa não está em causa. O que está em causa é, sim, a sua reforma, de maneira a assegurar a sua sustentabilidade e o seu reforço
espírito de solidariedade pode pois fazer-se face às dificuldades daqui resultantes. Os Estados europeus devem ajudar estas pessoas que se vêem sem recursos num país estrangeiro? Há que distinguir a emigração de natureza económica - que pode exigir um apoio imediato e temporário em situações de penúria, mas que deve enquadrar-se nos limites de uma sensata política europeia de imigração - da que resulta de situações de perseguição que, muitas vezes, põem em risco direitos fundamentais das pessoas, a sua liberdade ou mesmo a vida. Neste último caso, a UE dispõe de uma política de asilo consistente e enquadrada por legislação da União, sujeita ao controlo do Tribunal de Justiça, o que permite uma aplicação segura e respeitadora dos direitos fundamentais. O presidente cessante da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, foi a favor do aumento do salário mínimo em Portugal para 502 euros, mas houve muitas vozes contra. É uma boa medida para melhorar o cenário de crise que se vive no país? A política social é, no que respeita ao nível das remunerações, da competência dos Estados membros, tendo a UE neste domínio uma mera competência subsidiária ou de apoio das políticas nacionais. Em Portugal, o nível do salário mínimo é objecto de discussões no âmbito da concertação social e, se foi possível aumentar o salário mínimo, foi porque se reconheceu, por um lado, que o congelamento a que o mesmo estava sujeito era penalizador dos rendimentos mais baixos e, por outro lado, que a situação geral das empresas permitia o seu aumento sem prejuízo da recuperação do nível de emprego na economia. Não há dúvida de que aqueles que vão poder beneficiar deste aumento o considerarão uma boa medida. O Fundo Monetário Internacional (FMI) assumiu erros em alguns programas de resgate europeus, nomeadamente no caso da Grécia. Considera que os Estados-Membros da UE devem adoptar mais políticas de apoio social e evitar o fim do chamado Estado Social? Entendo que o Estado Social na Europa não está em causa. O que está em causa é, sim, a sua reforma, de maneira a assegurar a sua sustentabilidade e o seu reforço,
sem prejuízo da manutenção de um nível elevado de protecção social para todos os casos que dela necessitem. Flexibilidade na economia e previsibilidade e segurança nas relações sociais e laborais têm sido a chave do sucesso dos programas sociais dos países mais bem sucedidos neste domínio. Cada período
e cada fase do ciclo requer as soluções adequadas ao momento. A crise que conhecemos na Europa, sobretudo em certos países - como Portugal, a Grécia, a Espanha e outros -, foi violentíssima e os custos da restauração dos equilíbrios económicos e financeiros perdidos foram enormes. É chegada a altura
de procurar novos caminhos de recuperação do crescimento e do emprego que reforcem a competitividade internacional das nossas economias e que, sem pôr em causa os equilíbrios essenciais (como em qualquer economia doméstica), não percam de vista as reformas necessárias.
SOBRE AS FRONTEIRAS E A PROPAGAÇÃO DO VÍRUS ÉBOLA
“Não é de excluir que mais medidas sejam tomadas” D EPOIS do alerta do surto do vírus Ébola ter chegado à Europa e aos Estados Unidos, José Luís da Cruz Vilaça não tem dúvidas: as fronteiras só devem fechar em casos extremos, mas mais medidas preventivas devam ser tomadas pelos países. O juiz do Tribunal de Justiça da UE, que vai estar em Macau a 27 de Outubro para uma conferência na Fundação Rui Cunha, assegura que “a resposta dos Governos da UE tem sido ajustada às circunstâncias específicas de cada país”, no que ao Ébola diz respeito, e que “a exposição à contaminação é variável de país para país”, sendo que, até à data apenas alguns casos confirmados de infecção pelo vírus têm sido registados na Europa, levantando, “como em Espanha, natural alarme nos países afectados”. José Luís da Cruz Vilaça assegura que “Portugal,
como outros Estados membros da UE, tem tomado importantes medidas de prevenção e informação”, mas alerta também para o facto de, “perante um flagelo desta natureza e dimensão” - que já matou cerca de quatro mil pessoas e terá infectado mais de oito mil -, “é necessária uma acção concertada a nível mundial e não apenas europeu”. O juiz do Tribunal de Justiça da UE considera que os “países africanos que são o foco principal do vírus têm reclamado [essa acção] com crescente vigor” e que “a liberdade de circulação das pessoas já está, de certa maneira, afectada pelos controlos e as medidas preventivas adoptadas”. Ainda assim, diz, “não é de excluir que mais medidas devam ser tomadas, dada a velocidade de propagação e a agressividade do vírus”. Contudo, deixa o alerta de que “fechar as fronteiras deve ser uma medida a tomar apenas se a gravidade da situação o exigir”. - A.S.S.
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POLÍTICA
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DADOS PESSOAIS NOVO MACAU PEDE REVISÃO DE DIPLOMA
Pelo “direito a ser esquecido” A Associação Novo Macau quer uma actualização da Lei de Protecção de Dados Pessoais que esteja de acordo com as indicações da União Europeia Chan Hong Menos carga horária nas escolas
A deputada Chan Hong defendeu que o Estatuto do Pessoal Docente, da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, deve ser alternado permitindo diminuir a carga lectiva por semana dos docentes das escolas públicas. Não é a primeira vez que o assunto é mencionado pela deputada, tendo já esta falado na Assembleia Legislativa (AL) sobre o assunto, na semana passada. Chan Hong quer saber se existe um calendário dedicado à alteração e diz que, caso não exista, é injusto para os docentes das escolas públicas, porque estes não conseguem ter tempo para se dedicar ao aconselhamento aos alunos. Além disso, a deputada pergunta também ao Governo se este irá elaborar regulamentos sobre a avaliação ao desempenho e desenvolvimento profissional dos professores.
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ASON Chao e vários membros da Associação Novo Macau (ANM) estiveram ontem reunidos com os responsáveis do Gabinete de Protecção de Dados Pessoais (GPDP), tendo exigido a revisão da Lei de Protecção de Dados Pessoais, segundo novas directrizes aprovadas pela União Europeia (UE) em Janeiro deste ano. Segundo um comunicado enviado às redacções, a ANM exige mudanças que consistem em dar maiores direitos aos indivíduos quando está em jogo a utilização de dados pessoais. Pede-se que seja mantido “o direito a ser esquecido”, para que “quando não se deseja que os dados sejam processados e não há fundamentos legítimos para os manter, os dados serão apagados”. A ANM pede ainda que
seja criado um “acesso mais facilitado aos dados”, como “o direito a ter dados portáteis para que seja mais fácil de transferi-los para diversos prestadores de serviços”.
PODER DE DECISÃO
Jason Chao e os restantes membros querem ainda que seja permitido a uma pessoa decidir como é que os seus próprios dados serão utilizados por empresas. “Quando o consentimento é necessário para o processamento de dados, deve ser pedido explicitamente.
Não pode ser algo assumido à partida. Dizer nada não é a mesma coisa que dizer sim. Empresas e organizações devem ainda informar o indivíduo sem atraso sobre eventuais violações que possam afectar o portador dos dados”, explica a ANM em comunicado. Pegando na máxima que “a protecção de dados deve vir em primeiro lugar e não depois”, a ANM quer ainda que a lei, aquando da sua revisão, possa permitir ao indivíduo saber quando os dados foram utilizados. “Empresas e organi-
“Quando o consentimento é necessário para o processamento de dados, deve ser pedido explicitamente. Não pode ser algo assumido à partida” COMUNICADO DA ASSOCIAÇÃO NOVO MACAU
zações devem notificar as autoridades sobre sérias violações de dados o mais depressa possível, no máximo em 24 horas, para que os utilizadores possam tomar as medidas mais adequadas”.
EM NOME DA TRADIÇÃO
Em declarações à agência Lusa, Jason Chao, ex-presidente da ANM, disse que “Macau não tem a obrigação de seguir as directivas da UE, mas é tradição que a lei de Macau siga as leis europeias, e em particular as portuguesas”, apontou. Em comunicado, o GPDP apenas referiu que houve uma “troca de opiniões sobre a interpretação e revisão da lei”, mas não avançou mais dados sobre o assunto. Recorde-se que, aquando da realização do referendo civil promovido pela ANM e mais duas associações pró-democratas
locais, Jason Chao e mais quatro participantes acabariam por ser presos. Apesar de terem sido libertados no mesmo dia, os promotores foram acusados de desobediência qualificada por não terem suspendido as acções de rua do referendo, após a emissão de uma ordem do GPDP, que considerou que a recolha de informações dos votantes - feita voluntariamente por quem votava e com o conhecimento dos eleitores - constituía uma violação da Lei de Protecção de Dados Pessoais. Na altura, os promotores argumentaram que o consentimento dos participantes bastava para que pudessem processar os dados e Jason Chao chegou mesmo a apresentar uma queixa no Ministério Público contra o gabinete por abuso de poder, mas ainda não obteve qualquer resposta. - A.S.S. com LUSA
AL Kwan Tsui Hang pode sair em 2017
Kwan Tsui Hang, deputada à Assembleia Legislativa (AL) eleita pela via directa, deverá estar de saída do hemiciclo daqui a três anos. Conforme disse ao HM, a deputada ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) tem mais três anos para continuar os trabalhos legislativos e concluir a V Legislatura da AL. Kwan Tsui Hang garantiu que “será possível sair do hemiciclo daqui a três anos por causa da idade”, mas defendeu ainda que “se tiver capacidade, mesmo que não esteja na AL”, fará “o máximo trabalho possível pelos assuntos sociais, incluindo a ajuda aos residentes”.
política 5
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FUNÇÃO PÚBLICA DEPUTADOS À ESPERA DE PROPOSTA SOBRE CONTRATOS
2.ª Comissão Permanente da Assembleia Legislativa (AL) explicou ontem que continua à espera de uma nova proposta do Governo sobre o Regime do Contrato de Trabalho nos Serviços Públicos, prometida desde Junho. Segundo explica a rádio Macau, o Governo não apresentou qualquer alteração à proposta de lei. O presidente da Comissão, Chan Chak Mo, explicou ontem que o Governo “tem de apresentar a versão alternativa”, porque foram apresentadas muitas opiniões e o “Executivo assumiu algumas promessas”, cita a rádio. O presidente da Comissão mostrou também algumas dúvidas sobre quando é que pode ser concluída a análise da proposta. “Está previsto os trabalhos estarem concluídos em Dezembro. O Governo deve apresentar a nova proposta de lei até 20 de Dezembro. Se não a entregar rapidamente não conseguimos desenvolver os nossos trabalhos”, disse Chan Chak Mo, citado pelo canal português da rádio.
Ou vem, ou não racha
Os deputados alertam que se o Governo não entregar a proposta sobre o Regime do Contrato de Trabalho nos Serviços Públicos até 20 de Dezembro não terão condições para trabalhar
FORA DA LEI
Recorde-se que de fora da nova lei deverão ficar mais de sete mil funcionários públicos com contrato além do quadro, bem como cerca de quatro mil com contrato de assalariado. Segundo a Secretária para a Administração e Justiça, Florinda Chan, estes números não incluem os trabalhadores dos organismos especiais, como é o caso da Autoridade Monetária e Cambial (AMCM), Instituto de Promoção ao Comércio e Investimento (IPIM), Universidade de Macau (UM), Instituto Politécnico de Macau (IPM) ou o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), entre outros. Estes têm estruturas orgânicas próprias e normas de contratação de pessoal.
A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) confirmou ontem que a Educação Patriótica vai começar a ser ensinada nas escolas no ano lectivo de 2016/2017, para o ensino primário, sendo que para o ensino secundário geral e complementar essas aulas só vão começar no ano lectivo de 2017/2018. O conteúdo da disciplina terá como base disposições de 1999, que definem que “os alunos devem desenvolver um bom carácter, ter valores correctos sobre a vida, com valores espirituais e de cumprimento da lei”. Devem ainda ter “uma atitude de amor ao mundo, amor à pátria, amor à nação, sentimentos de amor a Macau, bem como ter uma atitude democrática, aberta, racional, pragmática, positiva e inclusiva”. A DSEJ garante ainda que é importante ter uma formação do ponto de vista físico, explicando que já existem diplomas desde a década de 90 que regulamentam a educação patriótica.
Chan Meng Kam Criticas a instalações em Seac Pai Van
da Kwan Tsui Hang revelou estar “desiludida”. “Este regime só faz a fusão do contrato de assalariado e além do contrato, e aquilo que o Governo
DESENCANTOS E INJUSTIÇAS
Se o deputado Au Kam San acusou o Governo de estar a criar esta nova lei para “determinadas pessoas e determinados serviços”, a deputa-
está a fazer é muita parra e pouca uva. Deve-se caminhar para a uniformização de direitos e deveres, e esta proposta continua a não conseguir saltar do panorama da
“O Governo deve apresentar a nova proposta de lei até 20 de Dezembro. Se não a entregar rapidamente não conseguimos desenvolver os nossos trabalhos” CHAN CHAK MO Presidente da 2.ª Comissão Permanente da AL
Wong Kit Cheng acusa SS de culpar residentes
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Educação patriótica Nas escolas em 2016
deputada Wong Kit Cheng apontou que há utilizações inapropriadas dos mecanismos públicos de saúde, devido a falhas existentes no sistema dos Serviços de Saúde (SS). A deputada acusa a entidade de não resolver nem valorizar os problemas, inclusivamente imputando a responsabilidade nos residentes. Numa interpelação escrita, Wong Kit Cheng lembrou que os SS haviam referido que a utilização inadequada dos mecanismos de saúde oferecidos pelo Governo se devia ao facto destes serem gratuitos e mais convenientes. A entidade afirmou ainda que já reuniu um conjunto de medidas para responder à grande necessidade dos diversos departamentos de saúde.
No entanto, e para a deputada, a utilização indevida tem origem nas falhas no próprio sistema público existente em Macau e que nunca foram valorizadas ou resolvidas pelos responsáveis. No mesmo documento, Wong critica a autoridade por estar apenas a imputar a culpa pelas falhas nos residentes. Wong Kit Cheng questionou o Executivo sobre se as insuficiências do sistema público de saúde vão ser revistas. Na interpelação, Wong apela ainda aos SS para que não ignorem as causas reais para o elevado número de residentes que insistem em pedir assistência nos serviços públicos de saúde, mesmo que para isso tenham que esperar várias horas.
renovação de contrato de dois em dois anos”, disse recentemente. Já a deputada Ella Lei falou de “injustiças”. “O Governo não estudou seriamente sobre as questões levantadas. Já recebemos críticas de trabalhadores que não cometeram nenhum erro mas que foram avisados da não renovação do contrato, porque a lei o permite, e saem sem uma indemnização. O Governo deve alterar a situação de renovação de trabalho anual, senão esta proposta não vai ter grande significado”, concluiu.
O deputado Chan Meng Kam que saber como será resolvida a questão do controlo de qualidade dos serviços de cuidados de saúde e instalações de entretenimento para os idosos nas habitações públicas de Seac Pai Van. Numa interpelação escrita, o deputado voltou a reforçar o seu pedido de esclarecimento quanto a este assunto. Recorde-se que, em Agosto, Chan Meng Kam questionou o Governo sobre a mesma temática. Chan sublinhou agora que os moradoras da zona são na maioria idosos e deficientes e, por isso, pergunta se as autoridades consideram criar uma rota entre o local e os hospitais facilitando o transporte de doentes.
Chui Sai On na AL a 11 de Novembro
O Chefe do Executivo vai estar presente na Assembleia Legislativa (AL) para a “apresentação do balanço dos trabalhos do Governo referentes ao ano económico de 2014 e da preparação do orçamento para o ano económico de 2015”, aponta um comunicado oficial ontem divulgado pelo gabinete de Chui Sai On. O mesmo comunicado volta a referir que o Chefe do Executivo “apresentará as Linhas de Acção Governativa para o ano de 2015 no primeiro trimestre do próximo ano”.
SOCIEDADE
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AUTOCARROS DIRECTORA DA TRANSMAC PEDE AUMENTO DE FREQUÊNCIA EM 20%
Duelos entre passageiros e motoristas A directora da Transmac garante que a empresa tem vindo a sentir dificuldades em cumprir os requisitos do Governo na frequência de autocarros e diz que é necessário aumentar a sua frequência em 20%. Chan Hio Ieong diz ainda que os motoristas sentem cada vez mais pressão por parte dos residentes CECÍLIA LIN
cecília.lin@hojemacau.com.mo
A
Transmac, operadora de autocarros públicos, assume estar a sentir dificuldades nas operações diárias. Depois do confronto físico que aconteceu no passado domingo entre um passageiro e um condutor da empresa (ver caixa), Chan Hio Ieong, directora da Transmac, garantiu ao HM que já houve um
“Os nossos colegas sentem cada vez mais pressões. Apelo a que o Governo possa ter a determinação para resolver as dificuldades em apanhar um autocarro” CHAN HIO IEONG Directora da Transmac
encontro com a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). “Temos tido muitas dificuldades. Já contactámos a DSAT e fizemos as nossas queixas, porque a frequência dos autocarros e a colocação dos veículos em circulação devem corresponder aos requisitos do Governo. A nossa empresa não pode simplesmente aumentar a frequência dos autocarros”, garantiu a directora. Entretanto, a DSAT garantiu ao HM que já aumentou a frequência dos autocarros em circulação nas ruas. As dificuldades de que fala Chan Hio Ieong fazem com que os motoristas sejam os primeiros a sofrer acusações dos passageiros. “Os nossos colegas sentem cada vez mais pressões. Apelo a que o Governo possa ter a determinação para resolver as dificuldades em apanhar um autocarro”, disse ao HM. Ainda sobre o confronto, a DSAT garante não ter medidas específicas para resolver eventuais incidentes futuros. “Temos de analisar o que causou esta situação. Mas o facto é que todos os dias há mais de 500 mil pessoas
a apanhar um autocarro em Macau, pelo que a pressão sentida pelo serviço é cada vez maior”, disse o organismo liderado por Wong Wan.
MAIS 20% PRECISA-SE
Chan Hio Ieong apontou ainda que, dos incidentes ocorridos este ano, houve muitas lutas entre condutores e passageiros, mas isso é porque a satisfação do serviço não acontece.
“Às vezes, os passageiros têm de esperar muito tempo por um autocarro, mas também não podemos aumentar mais a frequência, porque já estamos no máximo da capacidade” CHAN HIO IEONG
“Às vezes, os passageiros têm de esperar muito tempo por um autocarro, mas também não podemos aumentar mais a frequência, porque já estamos no máximo da capacidade. Penso que é necessário aumentar a frequência dos autocarros em 20% para responder às necessidades gerais dos passageiros”, defendeu a directora da Transmac. Em relação ao recrutamento, Chan Hio Ieong disse que os funcionários com mais de dez anos de casa ficam mais tempo, mas que não é fácil manter os jovens. “Temos uma escola de formação de condutores. Temos cerca de 400 condutores, mas precisamos de mais. Espero que os funcionários possam ter orgulho no seu trabalho, tendo uma atitude mais positiva para com os passageiros”, frisou. A directora da Transmac disse ainda que o salário dos novos condutores se situa acima das 18 mil patacas por mês, sendo que com horas extra podem ganhar até 20 mil. “As três empresas têm salários iguais para atrair novos condutores”, apontou Chan Hio Ieong.
TRANSMAC NÃO QUER CASINOS PARA JÁ Chan Hio Ieong admitiu que já houve operadoras de Jogo que contactaram a Transmac para alugar veículos para o transporte de funcionários. Contudo, neste momento, a empresa diz querer concentrar-se no “trabalho que presta ao público e ainda não considera a cooperação com os casinos”, disse ao HM. A DSAT garantiu ainda que o aluguer de autocarros para as empresas de Jogo não pode afectar o serviço público. “As autoridades têm vindo a fazer uma avaliação da frequência dos autocarros”, disse o organismo, não tendo avançado mais dados sobre a renovação dos contratos com a Transmac e TCM, por ainda estar a ser feita uma avaliação e estarem envolvidas muitas questões legais.
AGRESSÃO LEVA ASSOCIAÇÃO A PUBLICAR CARTA O incidente ocorrido este domingo por volta das 00h40 da manhã, em que um passageiro agrediu um condutor da Transmac, levou a Associação dos Trabalhadores de Segurança e Saúde Ocupacional da Transmac a publicar uma declaração no jornal Ou Mun. O texto refere que este é o nono condutor que ficou ferido em trabalho este ano. A associação refere que, nos últimos anos, os condutores de autocarros tornaram-se no “saco de pancada” dos passageiros por causa dos problemas de trânsito. “Servimos os cidadãos dia e noite, mas tornámo-nos no saco de pancada devido à dificuldade em apanhar um autocarro. Muitas vezes sofremos abusos verbais até sermos agredidos”, pode ler-se no jornal chinês. A associação refere ainda que “não podemos controlar o plano de frequência dos autocarros, esperamos poder contar com a vossa compreensão e apoio, para que juntos possamos ter um bom serviço”.
DEPUTADA PEDE PROTECÇÃO A CONDUTORES Ella Lei, deputada indirecta no hemiciclo e responsável pelo Conselho dos Direitos da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), lembrou que os confrontos deste tipo podem causar situações de violência na rua. Ella Lei defende então a instalação de câmaras de videovigilância, bem como a formação a condutores e aconselhamento.
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TÁXIS ASSOCIAÇÃO ENTREGA NOVA PETIÇÃO PARA PEDIR MUDANÇAS NO SECTOR
Mais pressão para ver se muda A Associação de Passageiros de Táxi já recolheu cerca de uma centena de assinaturas a favor de mudanças no sector dos táxis. O documento pretende responder a outra petição entregue por taxistas que estão contra a introdução de agentes policiais à paisana nos carros
ANDREIA SOFIA SILVA
andreia.silva@hojemacau.com.mo
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EPOIS da entrega da lista dos maus condutores de táxi, a recém-criada Associação de Passageiros de Táxi (MTPA, na sigla inglesa) continua a pressionar o Executivo para que haja uma melhoria no sector. A criação de uma petição é a nova medida, que já conta com cerca de uma centena de assinaturas, conforme disse ao HM Andrew Scott, presidente e mentor da MTPA. “A petição apenas refere que é dado o apoio a medidas que tornem a indústria dos táxis melhor. O Governo tem vindo a ser desafiado a reagir à opinião pública. Queremos pôr mais pressão junto do Governo, porque temos de resolver o problema
dos táxis em Macau”, explicou Andrew Scott. O presidente da MTPA confirma ainda que a iniciativa pretende servir de resposta a uma outra petição protagonizada por taxistas que não estão de acordo com a introdução dos agentes à paisana, algo que poderá ser criado com a nova lei. “Tivemos o período de consulta pública até 29 Setembro e entregámos um documento com algumas ideias, que estão agora a ser analisadas pelo Governo. Mas os maus condutores iniciaram uma petição a dizer que não querem mudanças na indústria e a MTPA quer que essas mudanças aconteçam. Então, se os maus taxistas apresentarem centenas de assinaturas queremos apresentar mais. Queremos que as pessoas de Macau mostrem que, de facto, querem uma mudança”, garantiu Andrew Scott.
ASSINAR VIA INTERNET
O arranque da petição já foi tornado público na rede social Facebook e, até agora, a recepção por parte das pessoas tem sido positiva. “Já temos cerca de cem assinaturas, mais do que eu estava à espera. Mesmo que sejam apenas os membros da associação a assinar, ficaremos com cerca de 400. Estou confiante e esperamos atingir as mil assinaturas, que seria bem mais do que conseguiu a petição dos maus taxistas”, disse o presidente da MTPA.
Preços em Macau continuam a subir
A taxa de inflação em Macau atingiu os 6,03% nos 12 meses terminados em Setembro e em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, revelaram ontem os Serviços de Estatística e Censos (DSEC). De acordo com os dados, a subida dos preços em Macau ficou a dever-se, fundamentalmente, a um acréscimo de 11,83% nas secções “habitação e combustíveis” e de 6,24% nos “produtos alimentares e bebidas não alcoólicas”. Em sentido inverso foi registada uma queda de 0,8% na secção “comunicações”. Só no mês de Setembro, e contra o mesmo mês de 2013, os preços subiram 5,82% devido aos aumentos de 12,15% na “habitação e combustíveis” e de 5,46% nos “produtos alimentares e bebidas não alcoólicas”. Contra Agosto deste ano, os preços em Macau subiram em Setembro 0,53%, acrescenta a DSEC. A taxa de inflação em Macau tem registado fortes subidas desde 2009, tendo atingido em 2011 os 5,81%, em 2012 6,11% e em 2013 os 5,5%.
“Se os maus taxistas apresentarem centenas de assinaturas queremos apresentar mais. Queremos que as pessoas de Macau mostrem que, de facto, querem uma mudança” ANDREW SCOTT Presidente da MTPA
Recorde-se que o “Grupo de Atenção a Direitos e Interesses do Sector de Táxis” começou a recolher assinaturas em Setembro junto ao terminal marítimo do Porto Exterior contra a criação do regime de agentes à paisana. Segundo a imprensa chinesa, Au Iat Sun garantiu que foram recolhidas 400 assinaturas. “Existem poucos taxistas que fazem irregularidades como
rejeitar passageiros ou cobrar tarifas excessivas. Caso seja implementado o regime de agentes à paisana ou seja feita a instalação de equipamentos de gravação, não será justo para a maioria dos taxistas que tem bom comportamento. Isso também vai violar a privacidade dos taxistas e passageiros, o que vai trazer rótulos para o sector”, garantiu o porta-voz do grupo na altura.
Ébola São Januário com dispositivos de protecção para três meses
O
S Serviços de Saúde (SS) anunciaram ontem que a Unidade de Isolamento do Centro Hospitalar do Conde de São Januário reúne dispositivos de protecção suficientes para colmatar as necessidades que possam surgir durante, pelo menos, três meses. Em comunicado, os SS afirmam ainda que reforçaram os programas e medidas preventivas contra o Ébola e que os planos de contingência, activos desde 31 de Julho, continuam em moção. Estes, recorde-se, monitorizam o estado de saúde de todas as pessoas que cheguem da Guiné Conacri, Libéria e Serra Leoa, tendo sido mais tarde alargado para a Nigéria. Para além disto, a entidade
aconselha todos os residentes, se possível, a adiar ou cancelar viagens para os países afectados, que incluem Guiné-Conacri, Libéria, Serra Leoa, Nigéria e, mais recentemente, Estados Unidos e Espanha. Os SS têm vindo a reforçar a formação dos profissionais de saúde e a criar mais programas de prevenção relativos ao Ébola, diz o organismo, de modo a melhor controlar a doença e preparar os médicos e enfermeiros para lidar com a mesma. De acordo com dados disponibilizados pela Organização Mundial de Saúde em meados deste mês, há mais de 9000 casos registados de pessoas infectadas pelo vírus Ébola e que resultaram em 4546 mortes.
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SAÚDE TODOS DE ACORDO COM EXAME DE AVALIAÇÃO Profissionais e estudantes de Medicina apoiam a recentemente anunciada proposta exame, mas no prazo de 12 me- deve avaliar da mesma forma o “Acho óptimo. ses após a entrada em vigor do que chama de “partes igualmente do Conselho Quando terminei os diploma, devem renovar as suas importantes”. para os Assuntos licenças apresentando documenestudos em Taiwan, tos posteriormente pedidos pelas ALUNOS COM RETICÊNCIAS Médicos: exame para ter licença autoridades. Licença essa que terá No quarto ano de Medicina Clíuma validade de apenas três anos. nica da Universidade de Jinan, no para atribuição da profissional também interior da China, está Izzue Lei, que não discorda com a proposta NOVAS EXIGÊNCIAS tive que fazer um licença, estágio A proposta dos SS prevê a criação avançada também noutro contexto. exame. Assim como e divisão em Recorde-se que a nova proposta de um regime de registo e reajuste das carreiras médicas de modo a prevê uma requalificação às cateacontece em Hong categorias. Ainda estabelecer critérios de ingresso gorias dos profissionais de saúde, Kong, na Austrália mais exigentes, sendo que vai organizando-as em quinze cargos: assim, os alunos ser, então, obrigatória a feitura de médico, classificado em gerais e e em tantos pedem cuidados nos exames tanto escritos, como de especialistas, médico de medicina outros países” operação clínica. tradicional chinesa, quiropráctico, conteúdos, porque Também Chong Wai Cheng, médico dentista, farmacêutico, enCHONG WAI CHENG Médica dentista médica dentista desde 2002, fermeiros, enfermeiros especialistas, o que é importante formada em Taiwan, concorda técnico de laboratório médico, técnicom a ideia de que os profis- co de análises clínicas, radiologista para Macau, pode sionais tenham de fazer exame de radiodiagnóstico, radiologista de distribuídas” e o exame é uma não ser nos países para conseguirem a licença. Algo radioterapia, fisioterapeuta, terapeuta prática “necessária para avaliar as que, diz mesmo, é de padrão ocupacional, terapeuta da fala, psico- competências”, mas, na sua opinião, onde estudam, já internacional. terapeuta, adjunto-técnico de farmá- as autoridades devem ter em conta o “Acho óptimo. Quando termiA esta lista foram acrescentadas conteúdo dos exames e as matérias que o território não nei os estudos em Taiwan, para cia. duas novas categorias: nutricionistas seleccionadas para avaliação. “Por exemplo, no meu curso, tem uma faculdade ter licença profissional também e farmacêutico de medicina tradicioMacau não tem a licenciatura de tive que fazer um exame. Assim nal chinesa. de Medicina como acontece em Hong Kong, Para a residente de Macau, Medicina Clínica, por isso todos os
Desejo de qualidade
FILIPA ARAÚJO
filipa.araujo@hojemacau.com.mo
FLORA FONG
flora.fong@hojemacau.com.mo
A
LGUNS profissionais de saúde concordam com que seja feito um exame para atribuição de licença, algo recentemente proposto pelo Conselho para os Assuntos Médicos. Billy Ng é médico de clínica geral numa clínica privada e defende que “o exame obrigatório para atribuição de licença é um passo importante” para os profissionais de saúde de Macau. O profissional diz que isto vai trazer um “aumento de qualidade profissional”, que advém, aliás, dessa avaliação. O médico formado na China continental, tendo a sua licença activa, já não necessitará de fazer o exame em causa, mas ainda assim, concorda com a ideia. Segundo a proposta elaborada pelo Conselho - e que será em breve entregue no gabinete jurídico dos Serviços de Saúde (SS) para se transformar em proposta de lei - os profissionais no activo não são obrigados a realizar este
na Austrália e em tantos outros países”, defende. Para a profissional chinesa, a qualidade dos profissionais deve ser estudada e colocada à prova e o “exame final é uma boa forma para perceber se os conhecimentos foram adquiridos ou não”, sejam eles “teóricos ou práticos”. A dentista considera também que este exame sugerido pelo Conselho, e que contém exame teórico e prático,
as novas categorias “estão bem
médicos estudam no estrangeiro e
L ADO LUSO EM SILÊNCIO Foram várias as tentativas para dialogar com profissionais e representantes portugueses da área da saúde, mas sem qualquer sucesso. O HM entrou em contacto com médicos e farmacêuticos que preferiram não se pronunciar sobre o assunto, alegando que existem representantes de associações que têm como função essa comunicação com os média. Ao tentar o contacto com esses mesmos representantes, contudo, o feedback foi ainda mais vago: ou não sabiam do que se falava ou não “podiam” comentar.
depois voltam para o território para exercer as suas actividades profissionais. Ou seja, muitos cursos são diferentes e até não existe um consenso de matérias e cursos nos diferentes locais, como a China continental, Macau, Hong Kong, Taiwan, etc”, começa por dizer ao HM. “Na minha opinião, é necessário regulamentar os critérios e conteúdos dos conhecimentos e matérias. O que eu estudo em Hong Kong pode não ser o mesmo, ou o mais importante para Macau, logo é preciso uma regulamentação, uma adaptação geral às matérias”, defendeu a estudante. O exame não assusta Izzue, mas a aluna não esconde que esta medida poderá trazer algumas dificuldades para os recém-licenciados. “Não é o meu caso, mas muitos licenciados poderão pensar que esta medida é um pouco injusta, porque os profissionais que já estão a trabalhar para conseguir a licença não têm que se submeter ao exame”, explica. A aluna considera ainda que, se o verdadeiro motivo é a avaliação dos profissionais, então a medida deverá ser aplicada a todos, novos e os que estão no activo. “Espero que o Conselho pense um pouco mais sobre este assunto”.
PARA SE ADAPTAR
Questionada sobre o estágio que também é contemplado em certas áreas, a aluna não tem dúvidas: “é com certeza uma boa forma dos médicos e todos os outros profissionais se adaptarem ao ambiente do trabalho na área da saúde de Macau”. O mesmo pensa Óscar Tou, recém-licenciado do curso de Farmácia no Instituto Politécnico de Macau (IPM), licenciatura contemplada pela proposta do Conselho. “Actualmente, já é necessário a inscrição para o reconhecimento da qualificação profissional, portanto esta proposta não vem alterar o [que] os meus colegas que terminarão os estudos nos próximos anos [têm de cumprir]”, defende, sublinhando “caso a proposta se torne mesmo lei”. O farmacêutico considera que a introdução de novas categorias, o exame e o estágio, são medidas que trazem “confiança” aos utentes e “credibilidade” aos profissionais. Segundo Óscar, o utente sentir-se-á e confiará mais no seu médico caso saiba que este se submeteu a um exame para avaliar as suas competências, assim como o estágio, deixando de ser um médico principiante.
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HABITAÇÃO PÚBLICA 16% A 35% DOS CANDIDATOS JOVENS SÃO EXCLUÍDOS
Querida casinha, tão longe do céu Quem casa, quer casa. Tarefa que parece ser cada vez mais difícil para os jovens de Macau
através do agregado familiar, basta algo de errado acontecer para serem excluídos e não se poderem candidatar de novo.
35%
dos boletins de candidatura de jovens ao concurso para atribuição da
FLORA FONG
flora.fong@hojemacau.com.mo
habitação social de 2013 rejeitados
S
EGUNDO informações fornecidas pelo Instituto de Habitação (IH) ao HM, são muitos os jovens que concorrem à habitação pública. Contudo, os números mostram que nem todos conseguem ter uma casa. Na sequência da reportagem do HM sobre a compra de casa pelos jovens em Macau, o IH enviou ontem dados sobre os jovens que tentam aderir à habitação pública. De acordo com as informações, no concurso geral de 2013 para a aquisição de fracções autónomas de habitação económica de T1, do Edifício Ip Heng, foram preenchidos 11406 boletins de candidatura, sendo
que destes 7939 pertenciam a jovens entre os 18 e os 29 anos. Contudo, depois de tornada pública a lista definitiva dos candidatos escolhidos para este ano, foram excluídos cerca de 35% dos jovens candidatos, ou seja 1331 pessoas. De acordo com o IH, os motivos da exclusão estão ligados “ao limite máximo de rendimento mensal inferior ao previsto na Lei do Regulamento Administrativo”,
Droga Cinco pessoas em prisão preventiva
Três mulheres e dois homens, oriundos de Hong Kong e da China continental, estão em prisão preventiva por posse de droga, segundo informou ontem o Ministério Público (MP). Nos passados dias 18, 19 e 22 de Setembro, a polícia interceptou os suspeitos em diferentes ruas do território. Os suspeitos tinham em sua posse 33 gramas de Ketamina, 75 gramas de ice e 15 pílulas de ‘ma gu’ e mais 40 gramas de outro tipo droga. Segundo informa o MP, os cinco indivíduos aguardam agora julgamento no Estabelecimento Prisional de Macau.
Governo Medidas de controlo para obesidade infantil
Um inquérito realizado pelos Serviços de Saúde (SS), relativo a 2013, mostra que 14% dos alunos do primeiro ano do ensino primário têm excesso de peso, uma diminuição de 2% face aos anos de 2010 e 2009. Em relação aos jovens com idades compreendidas entre os 12 e 19 anos, o inquérito revela também que 12,1% têm peso a mais. Por forma a controlar a expansão da obesidade infantil, os SS garantiram ao HM que são feitos todos os anos exames médicos a alunos das escolas primárias, sendo os mesmos exames feitos a cada cinco anos no ensino secundário. O Governo garante ainda que os casos mais graves são transferidos para receberem tratamento. Os SS garantem continuar a promover a amamentação infantil, defendendo que o leite materno pode prevenir a obesidade nas crianças.
aos “elementos que estavam figurados nos agregados familiares de habitação económica” e aos “beneficiários do regime de bonificação de crédito”.
PARÂMETROS MALDITOS
Este foi um dos problemas apontados pelos jovens de Macau quando se trata de comprar casa: raramente conseguem corresponder aos critérios do IH e, quando conseguem
No que respeita ao concurso para atribuição da habitação social de 2013, pertencem à lista provisória de espera, publicada no dia 8 do presente mês, 706 inscrições deste mesmo grupo de jovens. Cerca de 248 - 35% - dos boletins de candidatura de jovens foram, contudo, também rejeitados por causa da “ultrapassagem do limite máximo de rendimento”. Recorde-se que a reportagem do HM dava conta que os jovens de Macau não conseguem arranjar casa facilmente, por serem excluídos da habitação social e devido aos preços altos das rendas, sendo que a Ilha da Montanha é uma das soluções apontadas.
Hotelaria Lucros de mais de 3 mil milhões
A
indústria hoteleira de Macau obteve lucros de 3,7 mil milhões de patacas em 2013, principalmente devido às receitas do alojamento em hotéis de cinco estrelas. Segundo dados dos Serviços de Estatística e Censos ontem publicados, Macau tinha no ano passado 67 hotéis e 33 pensões, com 39.909 trabalhadores ao serviço, mais 1% do que no ano anterior. As
receitas do sector totalizaram 25,30 mil milhões de patacas, mais 15% em termos anuais. As receitas do alojamento atingiram 11,94 mil milhões de patacas, mais 17% que em 2012, devido ao aumento do número de quartos e de hóspedes, especialmente em hotéis de cinco estrelas, que representaram 79% do total. Já as receitas dos serviços de restauração e do arrendamento
de instalações foram de 5,58 mil milhões e 4,71 mil milhões de patacas respectivamente, aumentando 14% e 23%, em termos anuais. Por seu lado, as despesas do sector atingiram 21,54 mil milhões de patacas, mais 10% que em 2012. O valor acrescentado bruto, que reflecte o contributo económico do sector, totalizou 12,15 mil milhões de patacas, mais 17%, em termos anuais. A formação bruta de capital fixo atingiu 2,26 mil milhões de patacas, correspondentes a uma queda significativa de 73%, já que em 2013 não foram construídos novos hotéis.
Singapura Aeroporto de Macau distinguido com prémio
O Aeroporto Internacional de Macau foi considerado o “Pequeno Aeroporto Internacional do Ano na região Ásia-Pacífico”, prémio que foi atribuído na cerimónia dos Prémios de Excelência em Aviação do Centro para a Aviação (CAPA), que ocorreu este mês em Singapura. Segundo a Rádio Macau, que cita um comunicado oficial, um representante do CAPA lembrou que Macau vai aumentar este ano o tráfego de passageiros em 10%, algo que acontecerá pelo segundo ano consecutivo. O mesmo comunicado diz que o júri que atribuiu o prémio reconheceu que o aeroporto teve um milhão de passageiros que voaram em companhias aéreas de baixo custo nos primeiros oito meses do ano, o que trouxe impulso à economia. O aeroporto já tinha ganho dois prémios do CAPA em 2004.
MIF Orçamento de 2014 sobe 4%
A 19ª edição da Feira Internacional de Macau (MIF) vai ter este ano um orçamento de 36 milhões de patacas, o que representa uma subida de 4%. Os dados foram divulgados ontem em conferência de imprensa pelo Instituto de Promoção ao Comércio e Investimento (IPIM) e citados pela Rádio Macau. Apesar do maior orçamento, o número de participantes mantém-se, cifrando-se em 1900 pavilhões de 50 países e regiões. Irene Lau, do IPIM, disse ainda que o aumento do orçamento se deve à vinda de mais participantes da região da Ásia-Pacifico e dos países de língua portuguesa. O pavilhão luso vai ter um total de 126 expositores, sendo que em 2013 foram apenas 92, com um total de 287 participantes. A Rádio Macau avança ainda que já estão pensados 77 protocolos de cooperação. Echo Chan, do IPIM, disse que os acordos vão representar “investimentos de muitos milhões”.
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EVENTOS
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EPM Entrega de Prémio Identidade e Prémios Escolares
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A sexta-feira, às 17h00, a Escola Portuguesa de Macau (EPM) recebe nas suas instalações a Cerimónia de Atribuição do Prémio Identidade 2014, entregue pelo Instituto Internacional de Macau (IIM) à instituição escolar. O IIM distinguiu a EPM com este galardão que contempla, em cada ano, personalidades ou instituições que tenham contribuído de forma continuada e consequente para a preservação e valorização da identidade macaense. O prémio vem, assim, reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo de mais de 15 anos pela EPM em prol da língua e da cultura portuguesas. A cerimónia terá lugar na EPM,
sendo que contará com a presença de diversas individualidades e de representantes dos vários sectores da comunidade educativa, conforme anuncia a escola. No dia seguinte, sábado, às 11h00, a entrega de prémios é outra. A decorrer no Ginásio da EPM, a Cerimónia de Entrega de Menções e Prémios Escolares, que se realiza anualmente, vai homenagear os alunos galardoados pela Direcção dos Serviços de Educação e Juventude de Macau, por diversas instituições locais e pela própria EPM, salientando o bom trabalho académico, cívico e artístico realizado ao longo do lectivo de 2013/2014.
“A Rapariga com Brinco de Pérola” na versão de Banksy
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OVO mural de Banksy surgiu em Bristol, Inglaterra, inspirado no quadro de Vermeer, mas já foi vandalizado. O artista Banksy atacou de novo e desta vez deixou a sua versão do quadro A Rapariga com Brinco de Pérola numa rua de Bristol, Inglaterra. O mural, a que Banksy chamou Girl with Pierced Eardrum (Rapariga com Tímpano Furado) surgiu segunda-feira na zona portuária da cidade. O trabalho parece ter sido vandalizado na manhã de terça-feira, com uma mancha de tinta preta. Banksy incorporou uma caixa de alarme no mural, no lugar do icónico brinco no quadro de Johan-
nes Vermeer. O antes e depois da pintura da parede pode ser visto na página de Banksy, assim como vários ângulos do mural visto da rua. Da última vez que Banksy fez um trabalho em Bristol, a sua terra natal, este iniciou uma disputa entre um clube de jovens, que pretendia vender a peça para angariar dinheiro, e a câmara municipal, que queria colocá-lo num museu. Banksy, numa carta, autorizou o clube de jovens a fazer o que entendesse com a peça. Embora segunda-feira algumas páginas noticiosas tenham relatado a prisão de Banksy à saída do seu estúdio em Londres, e que a sua identidade tinha sido revelada, tratava-se, afinal, de um embuste. - DN
AZULEJOS PORTUGUESES SÃO UM DOS TESOUROS DA EUROPA
“Haverá um país mais azu O O The New York Times classifica os azulejos de Lisboa como um dos maiores ícones da cidade colocando-os entre os 12 tesouros europeus
À VENDA NA LIVRARIA PORTUGUESA O COLECCIONADOR DE ERVA • Francisco José Viegas
Jaime Ramos, o investigador protagonista dos livros de Francisco José Viegas, vê-se a braços com duas investigações paralelas: a do assassínio de dois imigrantes russos (antigos militares soviéticos), cujos corpos são encontrados no interior de um carro semi-carbonizado, nos arredores do Porto, e o desaparecimento de uma jovem de vinte anos, oriunda de uma família tradicional do Minho. Se uma das investigações o transporta às suas memórias de militante comunista e a uma velha paixão pela literatura russa, a outra leva-o a um mundo onde coabitam velhas famílias do Minho ou do Porto, sexo, marijuana, espionagem a políticos, venda de armas, negócios em Angola e as memórias de um país que vive entre ruínas (as do império e as das fortunas recentes e antigas), corrupção e luta pelo poder, e que guarda os seus loucos no armário, para não parecer mal. Com capítulos perdidos nos quatro cantos do mundo (entre Portugal, Rússia, Angola, Brasil ou Cabo Verde) “O Coleccionador de Erva” funciona como uma montagem cinematográfica sem princípio, meio ou fim, onde vários crimes são cometidos sem nexo aparente, onde personagens aparecem e desaparecem sem justificação, e onde a solução nunca está à vista senão apelando à nossa imaginação, como num ‘road movie’.
S típicos azulejos portugueses são um dos 12 tesouros da Europa para o The New York Times. O jornal norte-americano escolheu-os como símbolo principal da cidade de Lisboa numa lista que traça o perfil de uma dúzia de metrópoles europeias a partir dos seus maiores ícones, que vão desde a arte de rua aos chapéus ou à seda. “Haverá um país mais azul que Portugal?”, pergunta-se Seth
Sherwoord, que assina o excerto do artigo dedicado à azulejaria nacional publicado na secção de ‘Viagens’ do jornal do passado domingo, destacando a forma como o azul e branco dos azulejos se unem ao azul do céu e do Atlântico e ao espírito melancólico do Fado. Um pouco por todo o território português, “os tradicionais desenhos azuis dos azulejos estão espalhados por igrejas, mosteiros, castelos, palácios, universidades, jardins, estações de comboio,
RUA DE S. DOMINGOS 16-18 • TEL: +853 28566442 | 28515915 • FAX: +853 28378014 • MAIL@LIVRARIAPORTUGUESA.NET
PORTO SEGURO • Danielle Steel
Uma história inesquecível de sobrevivência... De como duas pessoas que perderam tudo reencontram a esperança ... E dos actos extraordinários de fé e de coragem que motivam e mantêm as famílias juntas... Com graça e compreensão Danielle Steel explora os laços ténues entre mães e filhas, maridos e esposas, membros da família e amigos ao longo da vida. Este romance leva-nos através da paisagem complexa da perda e do bem que também sempre surge associado às mais terríveis tragédias. Em síntese, uma história de triunfo e uma elegia comovente para aqueles que sofrem e sobrevivem, “Porto Seguro” é, talvez, seu romance mais poderoso de afirmação da vida.
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IFT Concurso e prova de vinhos do Porto
O Instituto de Formação Turística (IFT) vai organizar um concurso de decantação e uma prova de vinhos do Porto, entre as 15h30 e as 20h00 de sexta-feira, no restaurante do próprio instituto de ensino. A primeira fase do evento é reservado a um concurso de decantação de vinhos, onde os membros das equipas concorrentes terão que utilizar os conhecimentos de decantar esta bebida alcoólica frente aos juízes e plateia. É então das 17 às 20 horas que se realiza a prova de vinhos do Porto aberta ao público e sem custos. Os eventos referidos fazem parte da iniciativa de promoção do vinho tipicamente nortenho, “O amor pelo Porto”, patrocinada por marcas como Taylor’s Port ou Graham’s. O evento do IFT é organizado conjuntamente com a Associação de Culinária de Macau e a Associação de Vinho de Macau.
Moda Festival de Macau começa amanhã
ul que Portugal?” ‘halls’ de hotéis e fachadas de edifícios”, escreve Sherwoord.
BELEZA E HISTÓRIA
O resultado, acrescenta, é uma “terra embelezada com santos cristãos, episódios bíblicos, reis portugueses, glórias históricas, cenários idílicos, actividades de lazer aristocráticas, paisagens marítimas, desenhos florais e, principalmente, motivos geométricos”. O norte-americano dá destaque à casa “Solar”, um estabelecimento com 60 anos de existência situado em Lisboa que se especializa nos azulejos - desde o século XV até à década de 1930 - e que chegou, recentemente, a Nova Iorque, pela mão de um familiar do dono que abriu naquela cidade um novo ‘showroom’ para os dar a conhecer aos EUA. “O azul e o branco são as protagonistas, mas cores como o amarelo, o verde e o castanho também desempenham, por vezes, papéis secundários”, explica o artigo, que revela que os preços dos azulejos podem começar nos 20 euros e ir até aos 9.300 euros no caso de um painel do século XVIII disponível na Solar.
“Os tradicionais desenhos azuis dos azulejos estão espalhados por igrejas, mosteiros, castelos, palácios, universidades, jardins, estações de comboio, ‘halls’ de hotéis e fachadas de edifícios” SETH SHERWOORD The New York Times
Na peça publicada no The New York Times, Seth Sherwood dá ainda destaque ao nome de Rafael Bordalo Pinheiro, “um ilustrador e ceramista do século XIX muito aclamado e cujo trabalho já foi adquirido pelo British Museum [em Londres, Inglaterra]”. Entre os restantes tesouros europeus estão, por exemplo, os chapéus-de-chuva de Paris, em França, o chocolate de Bruxelas, na Bélgica ou a seda de Florença, em Itália.
Começa amanhã o Festival de Moda de Macau, que irá decorrer até domingo, dia 26. Com o objectivo de promover os produtos nacionais para o exterior, o festival vai estar integrado na Feira Internacional de Macau (MIF), o que é considerado como uma mais valia para os designers pela organização. Shuen Ka Hung, director-geral do Centro de Produtividade e Transferência de Tecnologia de Macau (CPTTM), assegura que, depois da transferência de soberania, a área da moda tem ganho cada vez mais destaque. Na edição deste ano, marcarão presença designers de Hong Kong, Taiwan, China continental e uma grande massa local - 64 profissionais de Macau. Além das peças de vestuário e acessórios, este ano o festival será marcado com a introdução de um novo produto: jóias. Em paralelo aos desfiles, estão também organizados seminários com a presença de orientadores dos países vizinhos. O Festival decorrerá nas instalações do Venetian, em conjunto com a MIF, e o primeiro desfile está agendado para as 16h30 de amanhã.
Moda Morreu Oscar de la Renta
Oscar de la Renta, de 82 anos, morreu esta segundafeira, na sua casa em Kent, no Connecticut, confirmou a sua mulher, Annette de la Renta, ao diário New York Times. O estilista lutava há dez anos contra um cancro e a doença acabou por levar a melhor. Oscar de la Renta nasceu em 1932, na República Dominicana, e começou a sua carreira no mundo moda na década de 1950, altura em que se mudou para Madrid para estudar pintura e teve a oportunidade de estagiar com outra lenda das passerelles, o espanhol Cristóbal Balenciaga. Trabalhou também em Paris, na Lanvin, e em 1963 trocou a Europa pelos Estados Unidos para trabalhar para Elizabeth Arden em Nova Iorque. Foi precisamente nessa época que o seu talento começou a ser reconhecido, tendo lançado a sua primeira colecção em 1965. Entre as personalidades que admiravam o seu trabalho encontram-se as antigas primeiras damas norte-americanas Jackie Kennedy, Betty Ford, Nancy Reagan, Laura Bush e Hillary Clinton e também muitas celebridades. Entre elas Cameron Diaz, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Amy Adams ou Sarah Jessica Parker.
Design Vice-presidente de associação em evento de Taiwan
A edição deste ano do Concurso Internacional de Estudantes de Design de Taiwan contou com a presença no painel de jurados de Dirco Fong, vice-presidente da Associação de Designers de Macau, cujo evento aconteceu no passado dia 16 de Outubro. Segundo um comunicado, Dirco Fong foi ainda convidado a dar uma palestra na Biblioteca Nacional em Taichung no dia seguinte, onde falou do desenvolvimento da área de animação ao nível do design.
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CHINA
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CY LEUNG OS MAIS POBRES DOMINARIAM O VOTO EM CASO DE ELEIÇÕES LIVRES
Um acto impossível
INTERDIÇÕES
O Chefe do Executivo da ex-colónia britânica reafirma a impossibilidade de se levarem a cabo eleições livres
“A
comunidade empresarial é na realidade um pequeno grupo de elites que controla os destinos da economia em Hong Kong. Se ignorarmos os seus interesses, o capitalismo em Hong Kong vai parar (de trabalhar)”, assinalou Wang Zhenmin A possibilidade de os residente da antiga colónia britânica elegerem livremente os seus dirigentes permitiria aos mais pobres dominarem o processo eleitoral, deu a entender o chefe do Executivo de Hong Kong, CY Leung, segundo notícias publicadas ontem na imprensa internacional.
Numa entrevista de que fazem eco os jornais Wall Street Journal e o New York Times, Leung Chung-ying, também conhecido por CY Leung, considerou novamente que seria impossível organizar eleições livres em Hong Kong. As declarações de CY Leung são publicadas poucas horas antes de responsáveis do governo de Hong Kong e líderes estudantis reunirem pela primeira vez após mais de três semanas de protestos pró-democracia nas ruas de Hong Kong. “Se é uma questão de jogo de números e de representação numérica, obviamente que estamos a falar
teresses, o capitalismo em Hong Kong vai parar (de trabalhar)”, assinalou Wang Zhenmin.
de metade da população de Hong Kong que tem um vencimento inferior ao equivalente a 1.400 euros mensais. Então teríamos de acabar com esse tipo de políticos e políticas”, disse.
EQUILÍBRIOS NECESSÁRIOS
As declarações de CY Leung estão de acordo com as palavras de Wang Zhenmin, director da faculdade de Direito na Universidade Qinghua, na capital chinesa, e consultor regular de PUB
Pequim nas questões de Hong Kong. Wang Zhenmin disse em Agosto que uma maior liberdade democrática em Hong Kong tem de ser equilibrada com a elite empresarial de Hong Kong que deve partilhar a sua “fatia do bolo” com os eleitores. “A comunidade empresarial é na realidade um pequeno grupo de elites que controla os destinos da economia em Hong Kong. Se ignorarmos os seus in-
Na segunda-feira, o Supremo Tribunal da Região Administrativa Especial chinesa de Hong Kong emitiu uma medida cautelar que proíbe a ocupação do distrito de Mong Kok, um dos locais dos protestos pró-democracia, iniciados há 24 dias. A ordem judicial foi tomada na sequência de queixas interpostas por operadores de transportes públicos de Hong Kong para que as ruas, que foram tomadas pelos manifestantes, recuperem a normalidade. As manifestações pró-democracia em Hong Kong, que visam a aceitação por Pequim de eleições directas sem qualquer selecção dos candidatos a chefe do Executivo em 2017, constituem um dos maiores desafios para a China desde as manifestações de 1989 em Tiananmen, que terminaram com a entrada das tropas chinesas na praça e um número desconhecido de vítimas. CY Leung disse ainda
“A comunidade empresarial é na realidade um pequeno grupo de elites que controla os destinos da economia em Hong Kong. Se ignorarmos os seus interesses, o capitalismo em Hong Kong vai parar [de trabalhar]” WANG ZHENMIN Director da faculdade de Direito na Universidade Qinghua
que Hong Kong tem alguma “sorte” por Pequim ainda não ter sentido a necessidade de intervir no caso.
Executivo diz estar disponível para prosseguir diálogo
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governo de Hong Kong manifestou disponibilidade para prosseguir as conversações com os dirigentes do protesto pró-democracia, após as primeiras negociações formais
de ontem entre responsáveis governamentais e líderes estudantis. “O diálogo será certamente o primeiro de diversas rondas de conversações”, sugeriu em conferência de imprensa Carrie Lam, a vice-chefe do Executivo da Região Especial Administrativa Chinesa, após uma reunião de duas horas com líderes estudantis. Lam, que definiu o diálogo como “construtivo”, referiu no entanto que a firme posição do governo consiste em seguir a insistência da China em seleccionar os candidatos à liderança do executivo local por um comité pró-Pequim. Se os
estudantes não aceitarem esta posição, receio que vamos continuar a manter perspectivas diferentes”, disse. O governo de Hong Kong e representantes do movimento pró-democracia iniciaram na tarde de ontem um diálogo difícil após mais de três semanas de manifestações que têm perturbado o funcionamento da cidade chinesa. O encontro, transmitido em directo pelas televisões locais, decorreu numa pequena sala da faculdade de medicina, na presença de cinco delegados estudantis e cinco representantes do executivo, incluindo Lam.
ONG Pequim executou 2.400 condenados em 2013
A China, país que executa o maior número de condenados a nível mundial, aplicou a pena capital a 2.400 pessoas no ano passado, anunciou ontem uma organização não-governamental. A execução de 2.400 pessoas constitui, todavia, uma queda de 20% em relação a 2012, e uma descida considerável comparativamente às 12.000 execuções registadas em 2002, indica um comunicado da Fundação Dui Hua (‘Diálogo’), sedeada nos Estados Unidos. Um balanço que não é comparável ao recorde de 24.000 condenações à morte anunciadas em 1983, quando a China era liderada por Deng Xiaoping. O número de pessoas executadas na China nunca foi divulgado pelas autoridades por ser considerado segredo de Estado, mas, segundo várias organizações de defesa dos direitos do Homem, a China sozinha executa mais pessoas do que o conjunto de países com pena capital.
DESPORTO
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KUOK CHI KIN DISPUTOU FINAL DO SALTO EM COMPRIMENTO
Macau ainda sem medalhas em Incheon MAR CO CARVALHO info@hojemacau.com.mo
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segunda edição dos Jogos Para-Asiáticos já leva quatro dias nas pernas, mas a comitiva que representa a Região Administrativa Especial de Macau no certame ainda não garantiu qualquer medalha na principal competição asiático de desporto adaptado. As cores do território fazem-se representar em Incheon por um total de 25 atletas, que já competiram ou vão ainda competir em modalidades tão distintas como o atletismo, o badminton em cadeira de rodas, a natação, o ténis de mesa em cadeira de rodas, o boccia ou a esgrima, também em cadeira de rodas. Ontem, os atletas do território estiveram em acção em
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ACAU vai participar no 42.º Mundial B de hóquei em patins, uma presença no Uruguai que tem como objectivo “fazer melhor” do que o sexto lugar na edição anterior. “Renovámos o título de campeão asiático, o que nos tornou líderes da modalidade na região pela sexta vez consecutiva e nona no total, mas as exigências e os condicionamentos de um mundial são mais elevados e não podemos aspirar a um grande resultado”, explicou à agência Lusa António Aguiar, presidente da Associação de Patinagem de Macau. A equipa de Macau está a preparar-se para o mundial, que se realiza em Montevideu entre 15 e 22 de Novembro, sob a orientação de Alberto Lisboa, o mais experiente atleta da modalidade no território e que vai revelar na próxima segunda-feira a equipa que seguirá para o Uruguai. “Primeiro vamos falar com os atletas e só depois disso os nomes serão conhecidos”, disse António Aguiar ao salientar que existem ainda acertos a fazer “para que a representação seja condigna”.
COLECÇÃO DE TÍTULOS
“Somos a modalidade colectiva que mais títulos tem dado a Macau e vamos para
modalidades como o boccia e o atletismo, mas não conseguiram emular o desempenho alcançado pela delegação que representou Macau, há cerca de um mês, na décima sétima edição dos Jogos Asiáticos, disputados nas mesmas instalações que agora acolhem o mais competitivo certame do desporto adaptado do continente asiático.
SEVERAS DESILUSÕES
Na mais emblemática das modalidades para atletas com portadores de deficiência – o boccia – os atletas de Macau ficaram aquém das expectativas, ao não conseguirem levar a melhor sobre os adversários. Nas provas mistas da categoria BC1, os três representantes do território somaram por derrotas os desafios disputados. Tang U Kei foi a primeira a entrar
em cena, perdendo frente ao sul-coreano Lee Dong-won por 5-1. Ngai Tong Loi competiu pouco depois e não esteve muito melhor, ao perder frente a Sun Kai, da República Popular da China, por 7-0. Choi Io Hong encerrou a participação dos atletas de Macau nas provas da categoria BC1 com nova derrota, desta feita frente a Leung Mei Yee. A atleta da vizinha Região Administrativa Especial de Hong Kong derrotou Choi Io Hong por 9-1. Mais severa foi a derrota encaixada por Wong Mei San nas provas mistas da categoria BC4. A atleta de Macau perdeu por 18-0 frente ao tailandês Larpyen Pornchok.
MAIS DO QUE COMPETIR
Não foi, no entanto, apenas nas andanças do boccia que as cores da RAEM se fizeram representar.
No atletismo, Kuok Chi Kin esteve ontem em destaque na final da prova masculina de salto em comprimento na categoria T20. O atleta, de 18 anos, completou a prova na décima primeira e
última posição da tabela, num evento ganho pelo malaio Abdul Latif Romly. Vistos mais como um mecanismo de integração do que um desafio ou do que um convite à competitividade, os Jogos Para-Asiáticos exponenciam o papel do desporto como elemento de valorização pessoal, mas as principais potências desportivas do continente asiático nem por isso deixam créditos por mãos alheias. Ao fim de quatro dias de competição, a República Popular da China encabeça a lista dos países e territórios mais medalhados, com 179 galardões, seguida da anfitriã Coreia do Sul com 79 medalhas. Há quatro anos, em Cantão, Macau esteve representada em quatro modalidades, tendo encerrado a participação na edição inaugural da prova sem qualquer medalha.
HÓQUEI MACAU PARTE PARA O 42.º MUNDIAL, A 15 DE NOVEMBRO
“Sempre com o objectivo de honrar a região”
dentro do ringue sempre com o objectivo de honrar a camisola que vestimos e a região que representamos, PUB
mas não podemos aspirar a grandes resultados sem que nos sejam dadas as condições necessárias de
treino e desenvolvimento da actividade”, afirmou. António Aguiar volta a reafirmar a necessidade de um pavilhão ou um campo onde seja possível treinar assiduamente e sem grandes constrangimentos de horários como acontece actualmente e lembra que o hóquei em patins e as restantes modalidades da patinagem “já mereciam mais apoios oficiais”. No mundial do Uruguai participam oito formações que vão jogar num regime de
todos contra todos, subindo ao grupo A os três primeiros qualificados. Além de Macau marcam
presença em Montevideu os Estados Unidos, Áustria, Uruguai, Inglaterra, Holanda, Egipto e Costa Rica. - Lusa
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AVISO Recrutamento do pessoal Pretende admitir-se, em regime de contrato individual de trabalho, o seguinte: 1) Dois fiscais técnicos de 2.a classe, 1.° escalão; e 2) Três operários qualificados, 1.° escalão, área de logística. Os avisos de abertura de concurso são publicados no Boletim Oficial da Região Administrativa Especial de Macau, n.° 43, II Série, de 22 de Outubro de 2014 e o prazo para inscrição é de 23/10/2014 até 11/11/2014, inclusive. Os candidatos interessados podem consultar, nas horas normais de expediente, o aviso de abertura que se encontra afixado no 2.o andar do Edifício Sede da DSC, sito no Largo do Senado, em Macau. E também podem consultar o aviso em causa no Website da mesma Direcção (http://www.macaupost.gov.mo/ - “Recrutamento”). Para quaisquer esclarecimentos, favor contactar o Sector de Pessoal da DSC, nas horas normais de expediente, através do telefone 83968207. Aos 15 de Outubro de 2014.
A Directora dos Serviços, Lau Wai Meng
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ARTES, LETRAS E IDEIAS
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WANG CHONG
王充
OS DISCURSOS PONDERADOS DE WANG CHONG
Sobre a morte – 7 [Num certo sentido] a morte é comparável ao sono, e o próprio sono não difere muito do desmaio. O desmaio é comparável à morte. Quando alguém não volta a si depois de uma perda dos sentidos, é porque está morto. Recobrar os sentidos depois de um desmaio, voltar à vida depois de morrer, não difere muito de acordar do sono: deste ponto de vista, o sono, a perda dos sentidos e a morte são uma e a mesma coisa. Quem dorme não se consegue lembrar do que fazia acordado; do mesmo modo, o morto não consegue lembrar-se do que fazia enquanto vivo. Podemos fazer ou dizer seja o que for ao lado de alguém que dorme, sem que a pessoa tenha disso a mínima consciência; do mesmo modo, um morto não tem consciência dos actos, bons ou maus, que praticamos à beira do seu caixão. Quem dorme não perdeu os seus fluidos subtis, o seu corpo está intacto. Todavia, é incapaz de percepção. Imagine-se, portanto, o caso de um morto, cujos fluidos subtis se dissiparam e cujo corpo se corrompeu. Tradução de Rui Cascais Ilustração de Rui Rasquinho
Wang Chong (王充), nasceu em Shangyu (actual Shaoxing, província de Zhejiang) no ano 27 da Era Comum e terá falecido por volta do ano 100, tendo vivido no período correspondente à Dinastia Han do Leste. A sua obra principal, Lùnhéng (論衡), ou Discursos Ponderados, oferece uma visão racional, secular e naturalista do mundo e do homem, constituindo uma reacção crítica àquilo que Wang entendia ser uma época dominada pela superstição e ritualismo. Segundo a sinóloga Anne Cheng, Wang terá sido “um espírito crítico particularmente audacioso”, um pensador independente situado nas margens do poder central. A versão portuguesa aqui apresentada baseia-se na tradução francesa em Wang Chong, Discussions Critiques, Gallimard: Paris, 1997.
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artes, letras e ideias 15
O morto n達o consegue lembrar-se do que fazia enquanto vivo.
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VISOR DO CINEMA ASIÁTICO APRESENTA “A FOTO QUE FALTAVA” (CAMBOJA) Centro Cultural de Macau, 19h30 60 patacas CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE A LUSOFONIA Universidade de São José, 9h30 Entrada livre
• Amanhã
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YUAN
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CINEMA
THE GIVER SALA 1
THE GIVER [B]
JUON - THE BEGINNING OF THE END [C]
Um filme de: Phillip Noyce Com: Brenton Thwaites, Odeya Rush, Jeff Bridges 14.15, 16.00, 17.45, 21.30
FALADO EM JAPONÊS E LEGENDADO EM CHINÊS E INGLÊS Um filme de: Masayuki Ochiai Com: Nozomi Sasaki, Sho Aoyagi, Reina Triendi 19.45
ANNABELLE [C]
VISOR DO CINEMA ASIÁTICO APRESENTA “UMA VEZ EM QUCHI” (TAIWAN) Centro Cultural de Macau, 19h30 60 patacas “PINKTOBER” – CONCERTO DE ANGARIAÇÃO DE FUNDOS PARA VÍTIMAS DO CANCRO DA MAMA COM A BANDA CONCRETE/LOTUS Hard Rock Café Macau, 21h00 150 patacas, com oferta de uma T-Shirt ESPECTÁCULO DE MÚSICA E DANÇA DOS PALOP Largo do Senado, 19h00 – 23h00 Entrada livre
Um filme de: James Wan Com: Annabelle Wallis, Ward Horton 19.30
SALA 3
WHIPLASH [C]
SALA 2
LET’S BE COPS [C]
Um filme de: Damien Chazelle Com: Miles Teller, J. K. Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist 14.30, 16.30, 19.30, 21.30
Um filme de: Luke Greenfield Com: Jake Johnson, Damon Wayans Jr. 14.15, 16.05, 17.55, 21.30
ACONTECEU HOJE
• Sexta-feira
22 DE OUTUBRO
Papa João Paulo II inicia o seu pontificado
I MUSICI APRESENTAM “ÓSCARES E FANTASIA DE DESENHOS ANIMADOS” (FIMM) Teatro D. Pedro V, 20h00 200 a 250 patacas VISOR DO CINEMA ASIÁTICO APRESENTA “A RAVINA DO ADEUS” (JAPÃO) Centro Cultural de Macau, 21h30 60 patacas
• Sábado
VISOR DO CINEMA ASIÁTICO APRESENTA “EM FLOR” (GEÓRGIA) Centro Cultural de Macau, 16h30 60 patacas I MUSICI APRESENTAM “AS QUATRO ESTAÇÕES” (FIMM) Teatro D. Pedro V, 20h00 200 a 250 patacas VISOR DO CINEMA ASIÁTICO APRESENTA “CARVÃO NEGRO, GELO FINO” (CHINA) Centro Cultural de Macau, 21h30 60 patacas
• Domingo
VISOR DO CINEMA ASIÁTICO APRESENTA “MAU ROSÁRIO” (TURQUIA) Centro Cultural de Macau, 16h30 60 patacas FADO DE COIMBRA COM “ALMA DE COIMBRA” Galeria da Fundação Rui Cunha, 18h30 Entrada livre VISOR DO CINEMA ASIÁTICO APRESENTA “RAINHA” (ÍNDIA) Centro Cultural de Macau, 19h30 60 patacas ANONYMOUS 4 APRESENTA “GRAÇA E GLÓRIA” (FIMM) Igreja de São Domingos, 20h00 Entrada com bilhete gratuito
H O J E H Á F I L M E “O ESCAFANDRO E A BORBOLETA” (JULIAN SCHNABEL, 2007)
• Diariamente
OKTOBERFEST (ATÉ DIA 25/10) MGM, 18h00 às 24h00 120 patacas FESTIVAL DE GASTRONOMIA MACAENSE (ATÉ 5 DE NOVEMBRO) Hotel Four Seasons, Cotai 18h00 às 22h00 498 patacas por adulto, 249 para crianças até aos 12 anos EXPOSIÇÃO “BEYOND PIXELS” DE VICTOR MARREIROS (ATÉ DIA 31/12) Signum Living Store, Rua Almirante Sérgio Entrada livre “VIAGEM À TERRA DOS SONHOS” DE SU JIAN LIANG (ATÉ DIA 23/10) Galeria da Fundação Rui Cunha Entrada livre WORLD PRESS PHOTO (ATÉ 2 DE NOVEMBRO) Casa Garden Entrada Livre
BAHT
Cineteatro
O QUE FAZER ESTA SEMANA • Hoje
10.2
Jean–Dominique Bauby era editor da revista de moda Elle em Paris quando um Acidente Vascular Cerebral lhe roubou a vida de glamour que levava até então. Depois disso, não voltou a andar, a falar ou a conseguir expressar-se. Apenas um olho manteve o seu contacto com a vida real. Com um simples pestanejar Jean-Dominique Bauby conseguiu criar o livro auto-biográfico que daria origem ao filme. Uma película para pensar o amor e o sentido da vida. - Andreia Silva
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João Corvo
• No dia 22 de Outubro de 1978, João Paulo II inicia o seu pontificado, tornando-se no 264.º Papa. Karol Wojtyła foi líder da Igreja Católica durante 27 anos, até à data da sua morte, a 2 de Abril de 2005. Karol Wojtyła, que nasceu a 18 de Maio de 1920, foi líder mundial da Igreja Católica durante 27 anos, o que representa o terceiro maior pontificado da história, apenas superado pelos papas São Pedro (34 anos) e pelo Papa Pio IX (31 anos). O Papa João Paulo II foi o único eslavo e polaco a liderar a Igreja, até à sua morte, e quebrou o domínio italiano, que se mantinha desde o Papa holandês Adriano VI, em 1522. Aclamado como um dos líderes mais influentes do século XX, Wojtyła assumiu uma função preponderante no fim do comunismo na Polónia e na Europa, além de ter contribuído decisivamente para a melhoria das relações entre a Igreja Católica e diferentes religiões. “Precisamos de Santos sem véu, ou batina. Precisamos de Santos de calças de ganga e sapatilhas, de Santos modernos, do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos”, afirmou um dia João Paulo II. Ao longo do seu pontificado, visitou 129 países, beatificou 1340 pessoas e canonizou 483 santos (mais do que todos os seus antecessores juntos, em cinco séculos). Hoje, dia em que se assinala o início do pontificado de João Paulo II, recordamos o Papa que queria a paz. Outros factos se assinalam neste dia 22 de Outubro. Em 1946, é criada a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE), que tinha como objectivo a defesa do Estado Novo. Já em 1955, é proclamada a República do Vietname do Sul. Nasceram a 22 de Outubro D. João V (1689), José Leitão de Barros, realizador, argumentista e actor português (1896), Bao Dai, último imperador do Vietname (1913), Joaquim Chissano, político moçambicano (1939), Catherine Deneuve, actriz francesa (1943), e Rita Guerra, cantora portuguesa (1967). Morreram neste dia D. Fernando, rei de Portugal (1383), Henry Bergman, actor e director norte-americano (1946), Oswald de Andrade, escritor modernista brasileiro (1954), e Paul Cézanne, pintor francês (1906).
fonte da inveja
Fátima, Fado e Futebol: um país de F’s e mal pagos.
OPINIÃO
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Rui Tavares
in Público
De pé, vítimas da dívida
Ninguém acredita que a dívida seja pagável dentro da lógica exigida pelo Tratado Orçamental e todos estão conscientes de que o serviço da dívida, ao nível em que se encontra, deprime o país e asfixia qualquer possibilidade de crescimento económico Na oposição e na opinião pública, contudo, o cenário é diferente. Pode dizer-se que, em grande medida, a necessidade da renegociação da dívida já ganhou o debate. Ninguém acredita que a dívida seja pagável dentro da lógica exigida pelo Tratado Orçamental e todos estão conscientes de que o serviço da dívida, ao nível em que se encontra, deprime o país e asfixia qualquer possibilidade de crescimento económico. A questão, então, é saber o que fazer com este outro consenso que vem de baixo e que desafia o consenso imposto de cima. Em primeiro lugar, é importante conhecer bem as condições políticas para uma renegociação da dívida. Estas são,
em larga medida, europeias. Infelizmente, apesar da sua glorificação e diabolização, a União Europeia continua a ser uma grande desconhecida para a elite política, jornalística e opinativa nacional. Sem surpresa, é claro, este desconhecimento estende-se às escolhas eleitorais. Daí a persistência, em alguns dos partidos que mais defendem a renegociação da dívida, de estratégias de pura oposição que estão derrotadas à partida. Só tendo voz no Conselho de Ministros em Portugal se tem voz no Conselho Europeu, e é aí que a batalha da renegociação terá de ser travada. Em segundo lugar, há que saber qual é o objectivo da renegociação: o alívio da canga que nos oprime, que pode chegar sob várias formas. Um grande plano de investimentos, um aumento da inflação, um estímulo ao crescimento económico podem ter tanto efeito como um corte nos montantes, a diminuição dos juros ou o alongamento dos prazos – e tão ou mais interessantes do ponto de vista do desenvolvimento económico. Para tudo isto, uma vez mais, é preciso saber jogar, e ganhar, no tabuleiro europeu, a começar por uma nova política de alianças no primeiro dia de um novo Governo. A renegociação já ganhou na opinião pública, e poderá vir a ganhar nas urnas. Mas para ganhar onde interessa – na economia – é importante não substituir as superstições da austeridade pelas superstições do isolacionismo.
JOHN FORD, THE GRAPES OF WRATH
F
OI pela dívida que esta crise nasceu – lembram-se dos produtos tóxicos, derivados de vários tipos de empréstimos, incluindo a clientes de alto risco nos Estados Unidos da América? E só cortando o nó górdio da dívida poderemos superar a crise de uma vez por todas. Enquanto isso não for feito, a dívida vai fazendo vítimas de cima a baixo, pequenas e grandes: o desempregado que não consegue pagar a casa, o sistema bancário cheio de crédito malparado, os Estados cortando nas despesas sociais para pagar uma dívida pública que não cessa de aumentar, os cidadãos mais endividados porque não há emprego nem apoios, as empresas abrindo falência porque não há consumo nem acesso ao crédito – o ciclo não se interrompe, antes se repete e agrava. Esta semana vai ser discutido no Parlamento o Manifesto dos 74 que defende a renegociação da dívida. Não se espera do Governo que abandone as suas superstições, segundo as quais um país deprimido deve ser empobrecido para pagar uma dívida imparável. Como prova o Orçamento do Estado para este ano, essas superstições exigem sacrifícios aos deuses da austeridade, e este Governo continuará com fé nos seus rituais até ao dia em que o deixarem governar.
cartoon por Stephff
REPÚBLICA
ócios / negócios
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CENTRAL POINT, EMPRESA DE COMUNICAÇÃO DIGITAL JOÃO LUÍS, CRIADOR
OFERECEMOS SERVIÇOS CRIATIVOS
A Central Point começou há menos de um ano, mas parece já ter grande parte do que é preciso para singrar no mercado da criatividade. Em Macau há já três anos e meio, João Luís sempre quis ter o seu próprio projecto e esta foi uma boa altura para lançar as suas ideias ao mercado local
LEONOR SÁ MACHADO
leonor.machado@hojemacau.com.mo
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OÃO Luís voou para Macau há três anos e meio para, há cerca de oito meses, pôr mãos e mente à obra e abrir a sua própria agência criativa, a Central Point. A título de freelancer, o artista e criador multifacetado – especializou-se em Fotografia, Design Industrial e Cinema – tem vindo a criar parcerias com vários grupos empresariais em Macau, sejam elas dedicados à imprensa ou ao Jogo. “Decidi que queria avançar com uma coisa minha, porque sempre fui uma pessoa de projectos próprios. O desafio era interessante para mim, não só como realizador, mas também como criativo”, explica ao HM. A par daquilo a que se pode chamar o “agenciamento de ideias”, a Central Point integra ainda uma casa de produção, onde são construídos e cozinhados outros produtos. Embora tudo esteja a correr dentro dos conformes, o designer revela que nem tudo é fácil, principalmente pelo mercado local ser “um bocado fechado”, já para não falar no problema da língua, um dos maiores que as empresas portuguesas no território enfrentam. É cada vez mais em cantonês que as coisas acontecem e os negócios se fecham por estes lados, mas nem isso pareceu prejudicar o trabalho do criativo, que se precaveu, contando com a ajuda de profissionais falantes da língua. “Tenho que ter sempre parceiros que falam a língua e o facto do mercado ser um pouco fechado é outra barreira, que faz com que o processo de implementação da empresa seja muito mais lento”, conta.
Para fazer face aos obstáculos, o também músico e produtor de vídeo estabeleceu já várias parcerias com profissionais de outras áreas.
e trabalham, a acrescentar que, aqui em Macau, há o problema da língua, que dificulta os canais de comunicação”.
SERVIÇOS A PERDER DE VISTA
Antes de se instalar por terras macaístas, João Luís era já uma criador sem fronteiras, que vivia entre a música, a fotografia, as curtas metragens e várias outras áreas criativas. O campo da criação multimédia e a três dimensões são outros dos enfoques do profissional, que agora se dedica, quase a tempo inteiro, ao seu novo projecto, ainda novo, mas já com longas pernas para andar. Antes de criar a Central Point, João Luís trabalhou como Director de Vídeo numa das maiores operadoras de Jogo do território. “Sou um autodidacta, até porque a grande maioria dos conhecimentos de cinema foram adquiridos com vários workshops, muita literatura e experiência”, conta João Luís ao HM. O mesmo se passou com o design porque, revela João Luís, é uma pessoa “curiosa”, levando os seus interesses e gostos para além dos tempos livres. “Tenho conseguido fazer isso com a música, o vídeo, a fotografia...”, diz. A par de tudo isto, tem ainda outros projectos pessoais que englobam produção e realização de vídeo, fotografia e várias outras áreas do universo infinito que é o da criatividade e dos meios multimédia. “É para isso que eu realmente respiro, vivo e acordo”, confessa o criativo. Um dos seus objectivos é, no mundo da sétima arte, apoiar artistas locais, criando parcerias nesse sentido. A Central Point pode ser visitada em www.centralpointproductions.com.
“A Central Point oferece serviços criativos”. É assim mesmo, sem meias medidas ou palavras, que João Luís descreve o seu mais recente projecto profissional. “Desdobramos esse serviço de criatividade para várias áreas, como fotografia, design ou 3D”, continua. Tudo isto, diz, é feito com base nos pedidos dos clientes com necessidade de comunicar um produto ou uma ideia. “Nós arranjamos soluções criativas para comunicar essas ideias, bem como os meios pelo qual isso acontece”, explica João Luís ao HM. “É difícil trabalhar com qualquer outra comunidade”, aponta o criativo, quando questionado sobre o facto de operar, profissionalmente, com e para a comunidade local. Agora com 41 anos, João Luís já teve diferentes experiências em África e na Europa e o desafio, confessa, é sempre o mesmo: “são pessoas que se ligam umas às outras
“Desdobramos esse serviço de criatividade para várias áreas, como fotografia, design ou 3D”
DE TUDO UM POUCO
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DIÁRIO DE BORDO
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POR CARLOS MORAIS JOSÉ
EPA/VALDRIN XHEMAJ/LUSA
ontem macau
ESTA FOTOGRAFIA mostra um chão em mosaico encontrado na antiga cidade de Ulpiana, no Kosovo. Acredita-se que Ulpiana foi estabelecida como cidade romana em 169, chamando-se “Municipium Ulpiana”. Atingiu o seu pico de desenvolvimento durante os séculos III e IV. Tinha redes de estradas, reservatórios de água, casas, um teatro e outros edifícios “religiosos e profanos”.
horah
“Às vezes, [os jovens de Macau] têm de desistir da sua licenciatura para integrar um cargo qualquer nos casinos ou hotéis, porque assim ganham mais do que nas PME. Mas isto e um ‘lose, lose’, porque eles perdem a oportunidade de carreira e as PME perdem a mão-de-obra” SI KA LON
• Deputado
“O Governo sabe perfeitamente que há interesses comerciais fortes no âmbito dos galgos e cavalos, o que impede que os animais estejam perfeitamente protegidos com direitos básicos” JOSÉ PEREIRA COUTINHO • Deputado, sobre a proposta de Lei de Protecção dos Animais entregue pelo Governo
“Os meus vínculos com os países estrangeiros estão limitados ao meu telemóvel coreano e ao meu Gundam (uma série animada de robôs japoneses). E claro, todos estes são ‘Made in China’” JOSHUA WONG • Líder do movimento pró-democracia em Hong Kong sobre as alegadas interferências externas nas manifestações citadas pelo Chefe do Executivo CY Leung
www. hojemacau. com.mo
“Na minha opinião, é necessário regulamentar os critérios e conteúdos dos conhecimentos e matérias. O que eu estudo em Hong Kong pode não ser o mesmo, ou mais importante para Macau, logo é preciso uma regulamentação, uma adaptação geral às matérias” Izzu Lei, estudante de Medicina, sobre a recente proposta de exame para atribuição de licença aos profissionais de saúde de Macau | P.7
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édito
O desafio VAMOS ENTRAR em breve num período decisivo para a comunidade portuguesa de Macau: os próximos cinco anos do Governo de Chui Sai On. No término desse período, a RAEM fará 20 anos e será, com certeza, um tempo de balanço. É normal que o espaço da nossa comunidade se irá encolhendo, nomeadamente na Função Pública e nas áreas ligadas ao Direito, por exemplo, onde vemos aparecer cada vez mais gente de etnia chinesa capaz de dar conta do recado. É por isso que urge, cada vez mais, pensar estratégias que nos permitam continuar a ser úteis a Macau, tendo em conta, por um lado, a comunicação que terá de ser cada vez mais forte com os países lusófonos e, por outro, áreas culturais, na medida em que a cultura local, para garantir a sua verdadeira identidade, precisará sempre da contribuição portuguesa, quer a nível de língua, quer de cultura. Sem estes sinais, a RAEM não terá capacidade para se distinguir da Grande China, a não ser que a região queira ser unicamente conhecida pelos casinos e a luxúria falsa do betão e do gesso. Ora, Macau é muito mais do que isso, sobretudo se forem consideradas as camadas históricas que a constituem e que serão no futuro, quando as questões patrimoniais entrarem no justo caminho, um dos seus principais motivo de atracção. Não há, na China, Ásia e no mundo, outra cidade como esta. Mas este carácter único não tem sido devidamente valorizado pelos Governos, em grande parte, creio que por falta de jeito e não por falta de vontade. É verdade que alguns elementos são xenófobos e temos de contar com eles. Mas, na sua grande maioria, a população de Macau começa a apreciar esse carácter único da cidade e sabe perfeitamente que ele não depende somente da comunidade maioritária mas, sobretudo, das minorias que a compõem e lhe oferecem essa individualidade. A comunidade portuguesa, na sua diversidade interna (que inclui os macaenses) deverá estar atenta e esforçar-se por ser parte útil desse Macau que aí vem. Para isso, convém valorizar a existência cultural da cidade, pois esse é um dos nichos em que obviamente teremos uma palavra a dizer. Ou seja, temos de mostrar como fazemos falta, como somos um garante de diferença e como a nossa língua é imprescindível para interpretar e exprimir a cultura deste magnífico lugar. Assim saibamos corresponder a este desafio que a História, uma vez mais, nos coloca.
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OSCAR PISTORIUS CINCO ANOS DE PRISÃO
Sentença polémica para Blade Runner Defesa e acusação têm duas semanas para apresentar recurso
O
atleta paralímpico Oscar Pistorius foi condenado esta terça-feira a cinco anos de pena de prisão efectiva pelo homicídio involuntário da namorada, Reeva Steenkamp. Este poderá não ser, no entanto, o ponto final do mais mediático julgamento na África do Sul do pós-apartheid, uma vez que tanto a defesa como o Ministério Público têm ainda duas semanas para decidir se recorrem da sentença. O atleta foi ainda condenado a três anos de pena suspensa por uso de arma de fogo. Ao contrário de anteriores ocasiões, Pistorius manteve-se impávido no banco dos reús após a leitura da sentença, recebida em total silêncio na sala de audiências. Peritos legais sul-africanos adiantam que Pistorius terá de cumprir um sexto da pena na prisão (cerca de dez meses) antes de pedir transferência para prisão domiciliária, mas o Ministério Público diz que ele terá de passar na prisão pelo menos um terço do tempo a que foi condenado, ou seja, 20 meses.
NEGLIGÊNCIA
Pistorius, que se tornou mundialmente famoso por ser o primeiro duplo amputado a competir em Jogos Olímpicos, na edição de 2012 em Londres, foi condenado em Setembro por ter disparado os quatro tiros que mataram a modelo na noite de 14 de Fevereiro
O tribunal acolheu os argumentos da defesa, considerando não ter ficado provado que o atleta tinha intenção de matar Steenkamp, mas concluiu que agiu de forma negligente ao disparar contra a porta fechada da casa de banho onde ele acreditava ter entrado um ladrão
de 2013. O tribunal acolheu os argumentos da defesa, considerando não ter ficado provado que o atleta, de 27 anos, tinha intenção de matar Steenkamp, mas concluiu que agiu de forma negligente ao disparar contra a porta fechada da casa de banho onde ele acreditava ter entrado um ladrão. A lei sul-africana não prevê limites máximos e mínimos para o crime de homicídio involuntário, mas a maioria das penas aplicadas varia entre os sete e os 15 anos de prisão. O Ministério Público pediu que o atleta fosse condenado a dez anos de prisão efectiva, enquanto a defesa alegou que trabalho comunitário e prisão domiciliária seriam uma pena mais adequada.
JUÍZA DECIDE
Na leitura da sentença, a juíza Thokozile Masipa, que presidiu ao processo durante os sete meses que durou o julgamento, afirmou que a decisão é “sua e apenas sua” e sublinhou que a aplicação de uma pena a um crime não é um “exercício perfeito”. “Asentença apropriada tal como é decidida por um juiz pode não ser a única sentença apropriada”, afirmou, sabendo à partida que o veredicto será controverso num país que elevou Pistorius ao estatuto de herói nacional antes da sua queda em desgraça. No entanto, Masipa desvalorizou os argumentos de que o sistema prisional não tem condições para acolher alguém com a deficiência de Pistorius, que segundo a defesa está também num estado emocional muito frágil. As mulheres grávidas que cometem um crime vão para a prisão “e também elas são vulneráveis”, afirmou Masipa, insistindo que “não pode haver uma lei diferente para ricos e para pobres” e que, dado o grau de negligência manifestado pelo atleta, a prisão domiciliária não seria uma pena adequada.
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