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Hoje Macau 21 SET 2015 #3419

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ar | eleições

Assumir qualidades shitao

opinião

Coutinho e as pressões de Portugal política

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Nobel para o Papa rui flores

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Agência Comercial Pico • 28721006

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Director carlos morais josé

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lee hay ip

Obras deviam ser investigadas por engenheiros geotécnicos

Caso dore lesados ponderam avançar para tribunal

Onde ´ para o dinheiro? As vítimas do roubo de milhões de patacas de uma sala VIP no Wynn reuniram-se na sede da ATFPM para pedirem a restituição do dinheiro investido e que se leve a cabo uma investigação oficial. Mais de 60% são residentes da RAEM e apresen-

taram documentos comprovativos de transacções e depósitos. Enquanto se avalia a possibilidade de ir para tribunal, Pereira Coutinho, deputado e líder da ATFPM, pede a responsabilização das concessionárias e mudanças na Lei do Jogo.

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entrevista

hoje macau segunda-feira 21.9.2015

Lee Hay Ip Presidente da Associação de Engenharia Geotécnica e membro do CPU

Obrigar as construtoras a contratar profissionais específicos para avaliar o solo antes de qualquer construção é uma das sugestões de Lee Hay Ip, que diz que, durante anos, nunca se prestou muita atenção a este problema. O engenheiro afirma ainda que a construção de mais uma ponte para ligar Macau à Taipa seria mais viável do que um túnel

Quais são os trabalhos principais da Associação de Engenharia Geotécnica de Macau? A nossa Associação já foi fundada há cerca de oito anos e é constituída por membros de diferentes áreas, como engenheiros civis, funcionários da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), professores da Universidade de Macau e empreiteiros. Trocamos experiências, por exemplo eu sou conselheiro de design. Todos nós temos interesse na área geotécnica, que é a construção das fundações de um edifício. Ao longo do tempo em Macau, não tem vindo a ser dada muita atenção à engenharia geotécnica. Antigamente os edifícios não eram altos, os mais altos tinham apenas cerca de dez andares e não tinham muitos problemas. Mas depois da transferência de soberania e da abertura das licenças de Jogo, foram construídos muitos prédios altos, começando pela Torre de Macau, que foi o segundo projecto em Macau no qual participei na construção, em 1999. Depois, os casinos, o metro ligeiro, o Terminal do Pac On, entre outros. Podemos observar que acontecem várias vezes a prorrogação e excesso de despesas das obras de grandes dimensões e 80% foram por causa da engenharia geotécnica. Portanto, o objectivo da nossa Associação é aumentar a consciência dos residentes de Macau face à importância desta engenharia geotécnica, bem como aumentar o nível de conhecimento dos engenheiros do sector, através da realização de seminários anuais. A Associação participou em algumas obras públicas nos últimos anos? Não participámos através da Associação. Macau ainda não chegou a este nível, nem tem este hábito. Se tivermos em conta Hong Kong e Taiwan, as associações podem participar na construção de obras, ainda que sem fins lucrativos.

“Seria melhor se todas obras fossem investigadas por engenheiros civis e geotécnicos devidamente licenciados”

Seria bom se Macau pudesse atingir esse nível? Sim, e acredito que vai ser desenvolvido gradualmente. Por exemplo, a Associação de Engenharia Geotécnica de Macau foi convidada para avaliar os concursos da construção do Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa Guangdong-Macau na Ilha da Montanha. Isto acontece pela primeira vez e espero que, quando abrirem concursos públi-

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“Não é dada muita atenção à engenharia


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geotécnica em Macau” “Espero mesmo que se aprenda com tantos problemas que têm acontecido nas obras e se adicione a engenharia geotécnica entre as profissões necessárias, assegurando a segurança e a qualidade das obras” cos de obras de grande dimensão em Macau, o Governo possa convidar mais as associações para avaliação, aumentando a imparcialidade. A questão do problema de solo no parque de materiais e oficina do metro ligeiro - grande percentagem do solo era lodo, não permitindo a fixação das estacas – já foi admitido pelo Gabinete para as Infra-Estruturas e Transportes (GIT), ainda que o organismo tenha já garantido que as fundações já encontraram a rocha mãe e a aplicação das estacas já foi concluída no essencial. Tem conhecimento desta questão? Não participei na obra, apenas li notícias. Na minha opinião, este projecto é um óptimo exemplo para mostrar a importância de se investirem mais recursos na engenharia geotécnica no início de uma obra. Um dos trabalhos importantes é a investigação do solo, antes de se construir, para saber não só de que é composta a terra, bem como onde está a rocha. Seria melhor se todas obras fossem investigadas por engenheiros civis e geotécnicos devidamente licenciados. Portanto actualmente em Macau não se faz uma investigação desse tipo ao solo? Não. O Governo recruta apenas as empresas de construção para investigar o solo. Como o Regime de Qualificações nos Domínios da Construção Urbana e do Urbanismo entrou em vigor em Julho, existe uma tendência para melhorar, mas o regime ainda não regulamenta isso, porque entre os 13 domínios não são classificados os engenheiros civis e os geotécnicos. Espero mesmo que se aprenda com tantos problemas

que têm acontecido nas obras e se adicione a engenharia geotécnica entre as profissões necessárias, assegurando a segurança e a qualidade das obras. O contrato de exclusividade do Canídromo vai expirar no final do ano e existem diversas opiniões sobre preservar o negócio ou alterar o local noutras instalações. Qual a sua opinião? É uma boa oportunidade para aproveitar o espaço subterrâneo para resolver o problema das inundações, que tem influenciado as zonas mais baixas e o porto interior quando há tufão. Acho considerável que, no espaço subterrâneo da área de 200 mil quilómetros quadrados do Canídromo, se construa uma grande piscina para escoar as águas da inundação, até porque as propostas do Governo para resolver o problema não têm funcionado. A largura da barragem [pensada pelo Executivo] poderá impedir o funcionamento da via marítima, os barcos e os bens transportados, além de que existe um potencial risco de falha da barragem, o que pode piorar a situação da inundação. Sobre as estações de bombeamento a ideia não é completa o suficiente, sobretudo quando houver tufões, porque o nível de água é muito alto. Assim, poderia bombear-se a

“Macau tem um desenvolvimento rápido, está carente de habitações e cheio de problemas de trânsito. Vale a pena colocar a qualidade de vida em modo de espera por causa do plano director?”

água para um determinado espaço, de forma temporária, que seria o do Canídromo. O terreno do Canídromo é adequado para construir a piscina que apontou? Essa é uma boa questão, porque através de um mapa geológico de Macau que a nossa Associação fez em 2013, o Canídromo pertence a uma zona de aterro e existe condições de se construir por baixo do campo desportivo dentro do Canídromo, como por exemplo o Auto-Silo da Nam Van (Pak Wu) que também pertence à zona de aterro e foi escavado vários andares subterrâneos sem problemas. Pela minha análise preliminar, a piscina poderia ter até quatro metros de altura e ocupar um terço da área toda do campo, que já seria suficiente para guardar a água das inundações. Se for construída isso iria não só resolver o problema das inundações, mas também iria permitir que a água pudesse ser utilizada para regar as plantas. É também membro do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU). A DSSOPT afirmou numa reunião recente que a elaboração do plano director vai precisar de três a cinco anos para ser feita. Qual é a sua opinião? Parece-me um pouco devagar demais e mostra que a ordem das coisas foi trocada. Normalmente, os planeamentos de cada zona são elaborados após um plano director. Aqui, temos o exemplo das consultas públicas sobre o planeamento das várias zonas dos novos aterros, que acabaram há pouco tempo. Muitas pessoas acham que as etapas estão ao contrário. Mas não podemos esperar e não fazer nada antes de sair o plano director, Portanto, o Governo não tem escolha, a construção de 32 mil habitações na Zona A deve começar já, bem como outros planeamentos. Esta troca na ordem das coisas pode causar conflitos ou falta de coordenação entre os planeamentos preparados para as diversas zonas e o plano director? De certeza que vai acontecer isso, mas é a escolha de esperar ou desenvolver. Macau tem um desenvolvimento rápido, está carente de habitações e cheio de problemas de trânsito. Vale a pena colocar a qualidade de vida em modo de espera por causa do plano director? Isso é inevitável. No que toca à quarta passagem entre Macau e Taipa, a DSSOPT vai decidir a construção em ponte ou túnel no final deste ano. Tem preferência? Pela minha experiência em engenharia há mais de trinta anos, a forma mais viável é a ponte. Em primeiro lugar, construir pontes é mais barato do que construir um

túnel. Depois, de forma geral, um túnel é construído apenas quando não puder ser construída uma ponte. Como por exemplo em Hong Kong, no porto de Victoria não há pontes mas foram construídos vários túneis, porque as pessoas não gostam de pontes que podem tapar a vista e não deixar passar iates grandes. Em Macau é diferente e, pelas informações que obtive, não vi razões para não se construir uma quarta ponte. Além disso, o nível da dificuldade na construção de um túnel da futura zona A para zona E é alto devido à sua inclinação necessária, que implicaria utilizar mais espaço nos dois lados da ponte.

Pela minha experiência em engenharia há mais de trinta anos, a forma mais viável [de ligação TaipaMacau] é a ponte. Em primeiro lugar, construir pontes é mais barato do que construir um túnel. Depois, de forma geral, um túnel é construído apenas quando não puder ser construída uma ponte” É também melhor pôr o metro ligeiro a funcionar de forma elevada do que subterrâneo? Neste caso não, porque construir passadiços elevados ao longo das estradas causa um grande impacto no trânsito e faz as ruas ficarem mais estreitas. É melhor os traçados construídos pela forma subterrânea na península de Macau. No entanto, as leis de Macau não permitem que o Governo possa aproveitar todo o espaço subterrâneo, por exemplo o dos terrenos privados. Só a revisão das leis poderia que as passagens do metro fossem construídas totalmente em subterrâneo. Flora Fong

flora.fong@hojemacau.com.mo


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Política

hoje macau segunda-feira 21.9.2015

AR Coutinho diz ter sido pressionado por “grande partido” para não se candidatar

“Uma forma de dizer ‘pensem duas vezes’” “A ignorância é de tal modo que as pessoas pensam que estas atitudes e comportamentos levam a melhor (...). Talvez isto funcione em Portugal, onde as pessoas nunca sabem quando vão precisar dos políticos para um tacho ou um ‘job for the boys’”

Gonçalo lobo Pinheiro

Pereira Coutinho diz ter sido pressionado por um “grande partido” português para não se candidatar a deputado pela Assembleia da República lusa. O líder da ATFPM não revela nomes, mas lamenta a “muita ignorância” que existe em Portugal

Pereira Coutinho Deputado

O

deputado da Assembleia Legislativa (AL) José Pereira Coutinho, que agora se encontra na lista “Nós, Cidadãos!” para as Legislativas na Assembleia da República (AR) portuguesa, diz ter sido pressionado por um “grande partido” luso para não se candidatar. “Houve um alto dirigente de um dos maiores partidos políticos [portugueses] que nos disse que se desistíssemos destas eleições, viria

cá antes de 4 de Outubro”, começou o também presidente da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau por dizer. “Por várias vezes, até disse que iria ser uma das pessoas mais importantes dentro do partido e assumir funções de responsabilidade governativa,

que nunca se sabe as voltas que o mundo dá. Foi uma forma de dizer ‘pensem duas vezes, porque candidatarem-se pode prejudicar a vossa vida política no futuro”, acrescentou. O responsável preferiu manter o anonimato do líder português,

mas sublinha haver, em Portugal, “muita ignorância” da parte da classe política sobre Macau e a vida na região. “Têm realmente uma visão errada de quem somos e daquilo que estamos a fazer aqui”, destacou. O presidente da ATFPM lamenta ainda que haja “muita gente em Portugal que não faz a mínima ideia do que é a comunidade portuguesa” do território. “A ignorância é de tal modo que as pessoas pensam que estas atitudes e comportamentos levam a melhor (...). Talvez isto funcione em Portugal, onde as pessoas nunca sabem quando vão precisar

dos políticos para um tacho ou um ‘job for the boys’”, ironizou Pereira Coutinho. O deputado afasta qualquer relação com a referida figura política, dizendo que a sua lista “não precisa disto”.

Campanha à vista

A campanha de Pereira Coutinho teve início oficial domingo, 20 de Setembro e prolonga-se até 2 de Outubro. Só a partir de hoje é que a equipa pode começar a enviar os formulários para casa dos residentes recenseados, incluindo o boletim de voto. Questionado sobre as previsões para as Legislativas, o líder da ATFPM afirma que “já ganhou” pelo simples facto de ter conseguido integrar a lista portuguesa. “Aqui nesta zona [do mundo] passamos despercebidos e já é muito bom termos oportunidade para participar”, justificou. Pereira Coutinho sublinhou que respeita a lei e por isso só começará a fazer campanha esta semana, mas reforça que a angariação de adeptos é feita “desde 2003”, ano em que se tornou figura activa no Conselho das Comunidades Portuguesas. “Faço campanha todos os dias”, acrescentou. As declarações foram feitas na passada sexta-feira, depois da conferência da ATFPM acerca do caso Dore. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

Jogo Lionel Leong pede a operadoras “que assumam responsabilidades”

Despedimentos obrigatórios L ionel Leong pede responsabilidade às operadoras, depois de recentes queixas terem dado conta que os empregados da indústria de Jogo com 60 anos ou mais estarão a receber cartas de despedimento. O Secretário para a Economia e Finanças admite, em comunicado,

que “apelou às empresas locais, nomeadamente às operadoras de jogo que, neste momento em que a economia local atravessa uma fase de ajustamento, assumam as suas responsabilidades sociais”. As declarações de Leong surgem após um encontro com um grupo

de representantes da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). O vice-presidente executivo da FAOM, Chan Kam Meng, afirmou ter recebido pedidos de apoio de trabalhadores mais velhos do sector, “devido à não renovação dos contratos e ao pedido de aposentação

uma Chamada de atenção Na sexta-feira, Lionel Leong teve ainda um encontro com representantes das seis operadoras de jogo, a quem falou das promessas feitas sobre a formação dos trabalhadores locais. Um comunicado do Governo dá conta que todos concordam com esta situação, mas pedem também atenção aos seus próprios problemas. “Na exploração das suas actividades [encontram dificuldades], tais como recursos humanos, regulamentação dos promotores do jogo, redução dos clientes”, pode ler-se. “Ao mesmo tempo, manifestaram desejos de que o Governo, face às mudanças da economia local, proporcione apoio adequado ao sector, como por exemplo, manutenção da estreita comunicação com o sector a fim de se inteirar a situação operacional do mercado e aposta de maior energia para promover Macau no exterior, atraindo a vinda a Macau dos turistas de alta qualidade.”

obrigatória por parte das empresas a que prestavam serviços”. A FAOM diz ainda que alguns trabalhadores das operadoras de jogo foram ainda convencidos a tirar licenças sem vencimento. O grupo solicitou, por isso, ao Governo que intensifique a fiscalização às operadoras e reveja “o mecanismo vigente sobre a substituição dos TNR”. A falta de uma idade legal para aposentação é outra das questões que leva a problemas, na óptica da FAOM. “Os trabalhadores [com 60 anos ou mais], mesmo prestando dezenas de anos de serviços às empresas do

jogo, estão prestes a perder os seus empregos”, atira o grupo.

Governo atento

Lionel Leong voltou a frisar que a importação de TNR serve apenas para suprir a insuficiência dos trabalhadores locais e referiu que o Governo “tem dado muita importância às questões do emprego dos residentes e à garantia dos seus direitos e interesses legítimos a emprego”. O Secretário diz que já deu instruções à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, ao Gabinete

para os Recursos Humanos e ao Centro de Produtividade e Transferência de Tecnologia de Macau para, em conjunto, “tomarem iniciativas no sentido de se inteirarem a situação evolucionária dos recursos humanos nas empresas, acompanhando, de perto, a mudança do mercado laboral, e, ao mesmo tempo, facultando atempadamente aos trabalhadores necessitados cursos de formação e serviços de colocação profissional direccionados”. Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo


política 5

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O

Mais de cinquenta queixas

Segundo os SS, um salão de beleza “nunca pode fornecer serviços” deste género, nem sequer o tão famoso “botox”, caso contrário incorre numa infracção. “Quanto a outros materiais, não classificados como produtos farmacêuticos, que sejam utilizados na área plástica e de beleza (nomeadamente, preenchimentos injectáveis de ácido hialurónico), e a operação invasiva no corpo humano através de injecção devem ser administrados por um médico inscrito. (...) Convém que este tipo de operação seja apenas aplicado após a avaliação de um médico inscrito e sujeito à formação desta área”, escrevem ainda no comunicado. A publicidade com “expressões médicas e de cuidados de saúde promovidos por um salão de beleza” pode

Medicina Estética SS garantem regulação e fiscalização de acordo com a lei

Regulamentados ao pormenor hoje macau

s Serviços de S a ú d e ( SS ) lançaram esta semana um comunicado onde frisam que a cosmetologia médica não é uma especialidade da Medicina e que estão atentos às infracções cometidas em Macau. Após o Centro da Política da Sabedoria de Macau ter vindo criticar a Lei do Erro Médico por considerar que esta não tem em conta os riscos que a cirurgia plástica envolve, os SS explicam que os centros que prestam estes serviços já são regulados. “As profissões e actividades relacionadas com exercício da actividade privada da prestação de cuidados de saúde em Macau são regulamentadas, razão pela qual a natureza da actividade de um centro de cosmetologia médica está enquadrada no âmbito de prestação de cuidados de saúde. O diploma legal [que regula o exercício da actividade privada de prestação de cuidados de saúde no território] também se aplica a este tipo de centro”, explicam. Os SS dizem que qualquer estabelecimento de cuidados de saúde que queira funcionar tem de entregar a classificação de actividades médicas a prestar, sendo que só pode prestar os serviços registados. No ano passado, foram registados 287 estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde, sendo que 21 deles tinham como actividade principal a cosmetologia médica e 26 tinham como actividade adicional a prestação destes serviços.

levar a que os SS peçam uma investigação, que pode chegar a tribunal. Dados do organismo mostram que desde 2011 foram abertos 51 processos contra a cosmetologia médica (num total de 81 infracções), sendo que em 26 casos o destinatário da queixa foi o estabelecimento de prestação de cuidados de saúde e os restantes 25 casos foram estabelecimento que não estavam autorizados a prestar cuidados de saúde. “Após o início dos procedimentos de investigação foram punidos 23 casos com pena de infracção, em 19 casos foi efectuada uma advertência. A maioria destas situações ocorreu devido a infracções por publicidade médica ilegal, seguido da prática de actos médicos sem licença e da violação de normas de medicamentos de uso exclusivo hospitalares.”

Revisão necessária?

Diversos deputados têm vindo a público pedir a introdução da cosmética

de beleza na Lei do Erro Médico, evocando precisamente a falta de informação e regulação deste serviço. Apesar de não mencionarem qualquer intenção de especificar a medicina estética no diploma – até porque este já não está nas mãos dos SS -, o organismo liderado por Lei Chin Ion assegura que criou mecanismos de fiscalização para supervisão dos serviços de cosmetologia médica devido ao facto de o conceito “se ter tornado cada vez mais recorrente em Macau”. Mas esta não foi a única medida. “O desenvolvimento da actividade cosmética, em alguns casos, envolve elevados riscos médicos. Os SS, neste contexto, criaram um grupo de trabalho interno, para a investigação da regulação dos serviços de beleza relacionados com o processo médico, incluindo a qualificação de operadores, instalação e equipamentos no estabelecimento, avaliação de risco e processo de operação”, salientam, acrescentando que,

se “for necessário pode ser considerada a apresentação de uma proposta de revisão, de modo a reforçar e regular as respectivas actividades, para impedir a ocorrência de infracções”.

Na semana passada, a deputada Wong Kit Cheng, que já tem vindo a defender a inclusão deste tipo de medicina na Lei do Erro Médico, apontou que a legislação actualmente em

vigor não obriga à realização de qualquer exame para o regime de credenciação de profissionais, fazendo com que os funcionários deste sector tenham níveis de experiência e qualidade divergentes. Para os SS, o apelo parte também para os residentes. “A cosmetologia médica não é uma especialidade médica. Geralmente uma operação cirúrgica simples pode ser realizada por um clínico geral. Porém, relativamente à operação cirúrgica num determinado local ou numa situação mais complicada, a mesma deve ser realizada por médicos especialistas, nomeadamente por médicos dentistas, dermatologistas, cirurgião plástico ou, oftalmologistas”, indica o organismo. Joana Freitas

joana.freitas@hojemacau.com.mo

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Open Tender Notice Request for Proposal – MIA – Replacement of Arrival Claim Carousels (RFQ-220) 1.

Company: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM)

2.

Tendering method: Open tendering

3.

Objective: To select a Contractor for the replacement work of arrival claim carousels at Macau International Airport.

4.

Request for tender documents: Tender Notice and Tender Document can be downloaded from the website www.camacau.com until 7 days prior to the deadline for submission of Bidders’ tenders. Please regularly check the website for any clarification or changes/ modification/ amendment in the Tender Document.

“A cosmetologia médica não é uma especialidade médica. (...) Relativamente à operação cirúrgica num determinado local ou numa situação mais complicada, a mesma deve ser realizada por médicos especialistas, nomeadamente por médicos dentistas, dermatologistas, cirurgião plástico ou, oftalmologistas”

5.

Location and deadline for submission of Bidders’ tenders: Macau International Airport Co. Ltd. (CAM) 4th Floor, CAM Office Building, Av. Wai Long, Taipa, Macau Before 12:00 noon on 30 October 2015 (Macau Time) The addressee of the tender shall be Mr. Deng Jun – Chairman of the Executive Committee. The tenders received after the stipulated date and time will not be accepted.

6.

CAM reserves the right to reject any tender in full or in part without stating any reasons.

-END-


sociedade

A ATFPM pede ao Governo que investigue o caso do roubo de milhões da empresa de junkets Dore. Mais de 60% dos lesados são residentes e há quem se assuma perto da ruína. Pereira Coutinho vai mais longe e pede a responsabilização das concessionárias e a revisão da Lei do Jogo

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tiago alcântara

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O

escândalo do roubo de milhões de patacas de investidores da uma sala VIP da Dore na Wynn continua a trazer caras novas a público. Desta vez, foi na sede da Associação de Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) que várias vítimas pediram o seu dinheiro de volta, mas também uma investigação oficial. Para o líder da Associação, esta deve ser levado a cabo pela Autoridade Monetária (AMCM), pelo Governo e pela Polícia Judiciária, na qual já se encontram parte das queixas. Cerca de 66% das vítimas são residentes da RAEM, seja por terem nascido no território ou simplesmente por cá terem investido avultadas quantias na compra de casas ou outro tipo de investimentos. Até ao passado dia 17, a empresa contabilizava uma perda de mais de mil milhões de dólares de Hong Kong, valor contido num comunicado onde a própria Dore se considerava como uma das entidades lesadas. As vítimas – presentes numa conferência na ATFPM na sexta-feira - confirmaram que existem mesmo comprovativos, em papel, das transacções e depósitos efectuados.

Sem legislação

Indiscutível é o facto destes investidores – alguns deles com três milhões de patacas lá colocados – terem perdido grandes somas de forma repentina e sem aviso prévio. Mas será este tipo de investimento totalmente legal? O HM contactou um jurista do território especialista na área do Jogo e a resposta é clara: “Actualmente, não há qualquer regulamentação desta actividade”. Tal significa, então, que o

investimento em salas VIP de empresas de junkets, com sucursais em funcionamento dentro de casinos locais, não é fiscalizado por uma entidade oficial. Assume-se, portanto, que quem investiu do seu bolso – sejam as poupanças de uma vida ou os frutos de uma aposta sortuda – fê-lo por sua conta e risco, sem que qualquer entidade tenha agora a obrigação legal de monitorizar o percurso deste dinheiro.

E a culpa é minha?

São ainda desconhecidas as percentagens de juro de retorno que os investidores podem receber e o trajecto que estes milhões fazem desde que são depositados em contas da empresa até voltarem ao bolso dos seus proprietários. “As pessoas depositam dinheiro na sala VIP e os junkets utilizam os montantes como ‘cash-flow, que é normalmente utilizado para emprestar aos jogadores e pagar ao casino”, explica o advogado, que não quis ser identificado, contactado pelo HM. A culpa, neste momento,

Caso Dore Lesados podem seguir para tribunal

Muito perto da “ruína” é atribuída a Chao Ioc Mei, ex-contabilista chefe da Dore Entertainment. No entanto, a quem deverá ser atribuída a responsabilidade judicial? De acordo com o jurista, estarão três hipóteses em cima da mesa. “Quem comete o crime é aparentemente a responsável pelo desvio (...). A haver responsabilidade dos junkets e alguma irregularidade por parte destes,

não implica, necessariamente, a responsabilização da operadora”, destaca o mesmo especialista. No entanto, acrescenta, “em determinadas circunstâncias, a operadora responde solidariamente”. Isto faz com que a dívida dos junkets “deva também ser imputada à operadora” em questão. Tudo dependerá da infracção em causa, que está ainda por apurar. O HM tentou contactar

“Este ano, tive vários registos e, a 10 de Setembro, fui lá para tirar o dinheiro e disseram-me que a minha conta não tinha mais dinheiro, pelo que fiquei muito surpreendida e não quis acreditar” Lesada do caso Dore

a Polícia Judiciária, mas tal não foi possível.

Uma é pouco, três são demais

Pereira Coutinho insiste que também a Sociedade de Jogos de Macau (SJM) e a MGM têm salas VIP desta empresa nas suas instalações. E todas elas ainda em funcionamento. O HM tentou obter confirmação deste facto junto das duas operadoras, mas desde quinta-feira que nenhuma resposta chegou à redacção. Na passada sexta-feira, estavam na sede da ATFPM cerca de 60 pessoas, quase todas de cara tapada e todas dizendo-se vítimas de roubo de milhões de patacas. Em regime de anonimato, três dos lesados falaram publicamente, pedindo o seu dinheiro de volta. Duas das vítimas – residentes, com idades compreendidas entre


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Contabilista “tentou pedir empréstimo” antes de desvio

os 50 e os 70 anos – queixavam-se de terem investido na Dore as suas poupanças. O homem e mulher, visivelmente indignados, expuseram o seu caso: em causa estavam poupanças de uma vida e até a hipoteca de uma casa. “Em Setembro do ano passado, tirei o dinheiro do banco, hipotecando a minha casa para obter um valor que depositei na sala do Wynn”, confessou uma das mulheres, que perdeu agora três milhões. Em Mandarim, expôs a sua história, contando que usava aquele dinheiro para emprestar a jogadores que vinham do continente. “Este ano, tive vários registos e, a 10 de Setembro, fui lá para tirar o dinheiro e disseram-me que a minha conta não tinha mais dinheiro, pelo que fiquei muito surpreendida e não quis acreditar”, lamentou. Sem mais esclarecimentos por parte da empresa, mostrou-se indignada pelo facto do Governo não fiscalizar estas matérias. “O Governo dá a licença ao Wynn e [a operadora] pode fazer o que quiser?”, questionou. Em seguida foi a vez de um outro lesado falar da sua situação. O idoso investiu 300 mil dólares de Hong Kong na sala Dore do Wynn. “No passado dia 10 fui lá verificar e o montante continua registado, mas não há dinheiro para devolver”, explicou. “O dinheiro faz-me muita falta porque preciso de tratar da minha saúde.” Os intervenientes pedem que os princípios de protecção de propriedade e herança da Lei Básica sejam respeitados. Há ainda quem some perdas até quatro milhões. Entre desgraças tantas, Pereira Coutinho sugere que sejam tomadas uma série de medidas. O deputado da AL aproveitou para insistir, uma vez mais, na necessidade da revisão da Lei do Jogo. “Tenho vindo a lutar para que as apostas de Jogo sejam reconhecidas como empréstimo. Muitas salas de Jogo estão endividadas até ao pescoço porque não conseguem cobrar, por via legal, os empréstimos concedidos aos jogadores”, apontou. “Não podemos dizer que o Governo desconhece o que se passa dentro das salas de Jogo”, sublinha Pereira Coutinho. O deputado argumenta que, para efeito do imposto sobre o Jogo e contagens mensais das receitas, o Executivo terá que saber tudo o que se passa nos casinos. O líder da ATFPM alega “irracionalidade” na lógica da cobrança do imposto de Jogo às operadoras, mas um pulso pouco firme na cobrança das dívidas dos junkets. Os lesados presentes na ATFPM asseguram que poderão vir a tomar outras medidas para reaver o dinheiro, entre as quais seguir para tribunal. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

harie Choi, o alegado responsável do Wonderful World site onde eram expostas informações dos devedores da indústria do Jogo, revelou ontem que a ex-funcionária da Dore que desviou mais de mil milhões de dólares de Hong Kong da empresa pediu dinheiro emprestado antes de cometer o crime. De acordo com Choi, a necessidade de dinheiro terá a ver com um problema nos empréstimos que a contabilista oferecia a investidores da China continental. “Há cerca de um mês, [a contabilista] disse precisar urgentemente de dinheiro e pediu-me dinheiro para um movimento de capital. Acredito firmemente que ela teve algum problema em empréstimos que ofereceu e acredito que seja possível que esse problema foi com investidores da China continental”, disse Choi ao jornal online Bastille Post, com quem falou na qualidade de presidente da Associação de Informações de Jogo de Macau.

Charlie Choi – condenado a pena suspensa de prisão de seis meses por controlar o site dos devedores dos casinos revelou que Chao Ioc Mei, a ex-funcionária, lhe pediu dinheiro pessoalmente e a outras pessoas do sector. A mulher precisaria de “cinco a dez milhões de dólares de Hong Kong o mês passado”. Questionado sobre se considera existirem falhas no actual funcionamento das salas VIP, Charlie Choi diz que

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o problema não é único das empresas junket, ainda que tenha admitido a necessidade de melhorias. “Até nos bancos, se os chefes desviarem o dinheiro, pode acontecer a mesma situação”, frisou, defendendo que a maioria das salas VIP tem um funcionamento estável, ainda que ache necessário melhorar as leis que regulamentam as empresas junket. Flora Fong

flora.Fong@hojemacau.com.mo

Pedida conversão de salas VIP em instituições de crédito

Para te fiscalizar melhor O deputado Si Ka Lon quer saber se o Governo considera classificar as futuras salas VIP e empresas junket como instituições de crédito de forma a facilitar a supervisão destes locais. O deputado pede ainda que sejam emitidas licenças para os colaboradores dos promotores de jogo. Numa interpelação escrita, Si Ka Lon faz uso do caso de desvio de mil milhões de dólares de Hong Kong por

tiago alcântara

Um mar de soluções

Um problema urgente C

uma contabilista da empresa Dore para dizer que se deveria ajustar o sector. Para o deputado, as salas VIP contribuíram muito para o desenvolvimento da indústria de Jogo, mas, devido ao ajustamento do sector, os problemas de “angariar capital através da oferta de juros altos” e “a dificuldade em recuperar os empréstimos oferecidos pelos colaboradores de promotores” tem-se demonstrado cada vez mais.

DICJ identifica ilegalidades e colabora com Polícia Judiciária

O número três de Chan Meng Kam considera que o Governo necessita de consolidar a supervisão das salas VIP aproveitando a revisão das licenças de Jogo que agora está a ser levada a cabo. O deputado quer saber como é que o Executivo vai ajudar as vítimas do caso Dore a recuperar o dinheiro investido nas salas VIP e diz que considerar transformar as empresas junket em instituições de crédito, poderá proteger o investimento dos residentes de melhor forma, uma vez que funcionaria como forma de depósito num banco. Além disso, como actualmente existem colaboradores de promotores de Jogo a oferecer empréstimos e a receber comissões, o deputado questiona se o Governo vai rever o Regime de Jogo de forma a emitir licenças e exigir tributação destes. F.F.

epois dos lesados da Dore terem pedido ao Governo para dar a cara e falar sobre o caso, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) lançou um comunicado onde assegura que a recolha de dinheiro pela empresa promotora de jogo é ilegal. “De acordo com o Regime Jurídico de Sistema Financeiro, só as instituições de crédito regularmente constituídas e autorizadas nos termos do mesmo diploma ou em legislação especial podem exercer uma actividade que compreenda a recepção, do público, de depósitos ou outros fundos reembolsáveis”, começa por apontar o organismo. Ainda assim, pouco ou nada haverá a fazer face ao dinheiro perdido pelos lesados. É que, como diz a DICJ, a “angariação de fundos” através da contrapartida “de se tornar sócio de um promotor de jogo” deve ser feita por uma entidade que submeta à DICJ um formulário que comprove a sua idoneidade e dos seus sócios. “Ou seja, qualquer sócio ou administrador que não tenha sido sujeito ao processo de verificação de idoneidade realizado pelo Governo não será reconhecido legalmente”, explica o organismo. A DICJ afirma que vai colaborar com a Polícia Judiciária, ainda que “dentro das suas competências”. O organismo liderado por Manuel Joaquim das Neves assegura ainda que a PJ já está a investigar. J.F.

Casinos Mês deve fechar com receitas pouco acima dos 18 mil milhões

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s casinos deverão encerrar Setembro com receitas brutas entre 18.100 e 18.600 milhões de patacas, o que poderá confirmar o mês como o segundo pior desde que em Junho de 2014 as receitas registam quedas homólogas. Dados compilados pela agência Lusa em operadores como a Melco Crown e a Sociedade de Jogos de Macau indicam que em Setembro os casinos poderão ver as receitas brutas caírem para 18.100 milhões de patacas, fixando assim o valor no segundo mais baixo desde o início das quedas homólogas. O intervalo mais baixo é previsto por fontes da Sociedade de Jogos de Macau, enquanto uma fonte da Melco Crown estima que as receitas podem, ainda, chegar a 18.600 milhões de patacas. As duas fontes acreditam que a aproximação de feriados como a semana do Dia da República Popular da China, que se assinala a 1 de Outubro, poderá permitir “alguma recuperação” com a presença de mais turistas na cidade, muito embora salientem que a “tendência dos últimos dias até levaria a estimar valores abaixo de 18 mil milhões de patacas”. A confirmarem-se as estimativas, o sector dos casinos mantém a tendência de quedas homólogas pelo 16.º mês consecutivo com os valores das receitas mensais a aproximarem-se da média do final de 2010 e do início de 2011.


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hoje macau segunda-feira 21.9.2015

ANÚNCIO 【N.º 64/2015】 Para os devidos efeitos vimos por este meio notificar o elemento do agregado familiar da lista de candidatos a habitação social abaixo indicado, no uso da competência delegada pela alínea 1) do n.º 3 do Despacho n.º 06/IH/2015, publicado no Boletim Oficial da RAEM, n.º 7, II Série, de 18 de Fevereiro de 2015 e nos termos do n.º 2 do artigo 72.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro: Nome CHAN CHONG KEONG

N.º do boletim de candidatura 31201302563

Por causa do elemento do agregado familiar acima mencionado não apresentar os documentos mencionados no prazo fixado, pelo que, este não reúne os requisitos exigidos para a candidatura, nos termos dos n.º 3 do artigo 9.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 296/2009. Tendo este Instituto publicado um anúncio na imprensa de língua chinesa e língua portuguesa, no dia 15 de Junho de 2015, a solicitar ao interessado acima mencionado para apresentar por escrito a sua contestação pelo facto acima referido no prazo de 10 (dez) dias a contar da data de publicação do referido anúncio, entretanto não o fez. Nos termos dos artigo 5.º, nº 3 do artigo 9.º e alínea 1) do artigo 11.º do Regulamento de Candidatura para Atribuição de Habitação Social, aprovado pelo Despacho do Chefe do Executivo n.º 296/2009, assim como da decisão do despacho do Chefe do Departamento de Habitação Pública, exarado na Proposta n.º 0403/DHP/DHS/2015, a respectiva candidatura foi excluída da lista geral de espera por IH. Caso queira contestar a respectiva decisão, de acordo com o disposto no n.º 24 do Despacho n.º 06/IH/2015, e no artigo 155.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 57/99/M, de 11 de Outubro, cabe recurso hierárquico necessário da respectiva decisão adminstrativa, ao Presidente do Instituto de habitação, no prazo de 30(trinta) dias a contar da data de publicação do presente anúncio, o recurso hierárquico tem efeito suspensivo. O Chefe do Departamento de Habitação Pública, Subst.º

Chan Kuan Kit 16 de Setembro de 2015


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hoje macau segunda-feira 21.9.2015

São mais de 200 as novas câmaras de vigilância que serão instaladas em Macau na primeira fase da instalação já prometida, que avança com atraso. A fronteira das Portas do Cerco é o primeiro local a receber as câmaras

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omeçam hoje as obras de instalação do Sistema de Monitorização Digital da Cidade, que pretende colocar em Macau um total de 1500 novas câmaras de vigilância. Com um atraso de seis meses, o Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas (GDI) indica agora, num comunicado à imprensa, que a obra estará dividia em três fases, sendo que a primeira corresponde à instalação dos equipamentos de apoio relacionados com as 219 câmaras que vão entrar em funcionamento nas salas de chegada e partida de todos os postos fronteiriços e suas periferias. “O primeiro ponto da obra fica no posto fronteiriço das Portas do Cerco. A obra é dividida em duas partes, destinadas principalmente aos trabalhos preliminares de instalação de tubos para o sistema do futuro”, indica o gabinete. Com um prazo de conclusão de três meses, a primeira fase da obra irá ainda incluir a zona dos autocarros dos casinos. A segunda fase da obra irá abranger as “estradas principais e centros modais de transportes” e por

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rande parte das tendas disponíveis do Parque de Campismo da Colónia balnear da praia de Hac Sá foram alugadas por turistas no fim-de-semana passado, tendência que parece crescer como um plano das próprias agências de viagem para fugir aos elevados preços dos hotéis de Macau. Segundo indica o jornal Ou Mun, cerca de 108 tendas, com um custo de cinco patacas cada, foram reservadas

Fumo Lista negra para estabelecimentos com mais de cinco queixas

Videovigilância Câmaras começam a ser instaladas

Olhos que vêem do céu último, na terceira fase, irão estar incluídos “os pontos de interesse turístico, instalações importantes e os lugares em risco de crime”.

Equipa funcional

De forma a facilitar o trabalho, o GDI informa que foi criado um grupo de trabalho interdepartamental, “definido para acompanhar activamente o andamento dos trabalhos da implementação da primeira fase do sistema”, entre os serviços da Polícia de Segurança Pública, a Polícia Judiciária, a Direcção dos Serviços das Forças de Segurança de Macau e o próprio gabinete. O sistema em causa, também conhecido pelo nome “Olhos no

Céu” pretende reforçar a rede de pontos de vigilância instalada em Macau, que permite transmitir os vídeos e imagens assim que gravados para a central de monitorização, permitindo, diz o gabinete, vigiar “as situações reais das zonas da cidade a tempo, gerindo e arquivando sistematicamente os vídeos e imagens”.

Privacidade garantida

O Gabinete para a Protecção dos Dados Pessoais (GPDP) assegurou que vai acompanhar a par e passo a instalação e o funcionamento das câmaras de videovigilância, de forma a garantir que o direito à privacidade dos residentes de Macau seja respeitado.

“O sistema de videovigilância tem por grande finalidade prevenir o crime, mas não pode colocar em risco a privacidade das pessoas”

Em declarações aos jornalistas, Vasco Fong, coordenador do GPDP, clarificou, no segundo trimestre deste ano, que não seria dada autorização de instalação de nenhuma câmara que colocasse em causa a privacidade de qualquer cidadão. “Vamos verificar a posição de cada câmara e o seu ângulo, de modo a evitar que as câmaras sejam utilizadas para captar imagens privadas”, indicou na altura, frisando que de acordo com a legislação em vigor, a instalação de cada uma das câmaras dependerá sempre do parecer do GPDP. “O sistema de videovigilância tem por grande finalidade prevenir o crime, mas não pode colocar em risco a privacidade das pessoas. É nosso papel fiscalizar a instalação das câmaras. Quando elas forem montadas, a protecção dos dados pessoais será assegurada”, garantiu.

Vasco Fong Coordenador do GPDP

Filipa Araújo

filipa.araujo@hojemacau.com.mo

Hac Sá Tendas para fugir aos preços elevados dos hotéis por turistas para as três zonas do parque de campismo de Hac Sá. A única zona que ficou livre, indica o jornal, foi a zona reservada a residentes de Macau. Mais de cinquenta turistas formavam uma fila para o local de inscrição, desde o meio dia de sábado. Às quatro da tarde estavam montadas mais de cem tendas, acção

que obrigou a que guardas policiais se deslocassem ao local para garantir a segurança. Duas campistas, do interior da China, afirmaram que os preços dos hotéis locais são muito elevados e que o campismo é mais económico. A publicação avançou que existem campistas que foram transportados em grupo por autocarros de

viagem, acção que aumenta a suspeita de que as próprias agências de viagens estejam a criar planos de campismo. Suspeita esta negada pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), que afirma não ter conhecimento de nenhum plano alternativo aos hotéis por parte das agências. Para Lam U Tou, vice-presidente da Associação

Choi In Tou Sam, o grande número de campistas pode trazer problemas de higiene e segurança, caso seja ultrapassando o nível de suporte do parque de Hac Sá. O responsável espera que o organismo dê, por isso, mais atenção à situação. F.F.

O subdirector dos Serviços de Saúde (SS), Cheang Seng Ip, afirmou que os restaurantes podem ser colocados numa lista negra caso existam mais de cinco queixas de fumadores a não cumprir a lei. Segundo o Jornal Ou Mun, o subdirector criticou a agressão ao idoso que reclamou por estarem a fumar no interior de um café onde o próprio também estava. Cheang Seng Ip garantiu que o Governo vai tratar deste caso com rigor. Ainda assim, o subdirector explicou que o Regime de Prevenção e Controlo do Tabagismo tem feito um bom trabalho e é suficiente. Cheang indica ainda que os SS irão criar uma lista negra, uma espécie de base de dados, e que assim que um estabelecimento atinja as cinco queixas as autoridades irão inspeccionar o local.

DST organiza workshop de cultura islâmica

Hong Kong foi o cenário escolhido para dois workshops que aconteceram este mês, subordinados ao tema “Turismo e Cultura Islâmica”. Os momentos, organizados pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST), tiveram como destinatários operadores de hotéis, de agências de viagem, guias turísticos de Macau e funcionários da DST, para, conforme indica a entidade em comunicado, “elevar os conhecimentos da indústria turística sobre a religião islâmica, para assim poder oferecer um serviço mais adequado e conveniente aos visitantes muçulmanos”. A conduzir os workshops estiveram agentes turísticos e o imã do Centro Islâmico Masjid Ammar e Osman Ramju Sadick de Hong Kong, Uthman Yang. O programa do workshop foi dividido em parte teórica e visita a uma mesquita, para apresentar os hábitos de vida dos muçulmanos, as funções e o significado da religião islâmica. Foram ainda organizadas visitas à cerimónia de oração, para aprofundar o conhecimento sobre os aspectos a ter em conta na recepção aos muçulmanos.


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eventos

Actividades Culturais Cinema lidera preferências dos residentes

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erca de metade dos residentes de Macau participaram em actividades culturais no segundo trimestre do ano, com o cinema a liderar as preferências: 36,6% da população deslocou-se às salas, mais 9,1% que no mesmo período de 2014. Segundo dados dos Serviços de Estatística e Censos divulgados esta semana, 290.100 pessoas participaram em actividades culturais, o que representa 52,8% da população com idade igual ou superior a 16 anos. A actividade mais popular foi o cinema, que atraiu 157 mil pessoas, seguida das idas a bibliotecas, que contaram com 110.900 pessoas, ou 25,8%, mais 2% em termos anuais. Já as deslocações a museus ou locais de património mundial diminuíram:

95.600, menos 2,1% que no mesmo período de 2014. Cada participante efectuou, em média 2,8 visitas no segundo trimestre do ano. A maior queda verificou-se nos espectáculos, com menos 12,8% dos residentes a assistirem a este tipo de oferta cultural. Foram 91.200 os que o fizeram, com cada participante a assistir, em média, a 2,3 espectáculos entre Abril e Junho.

“O Primeiro Verão” representa Portugal no Festival de Cinema da UE na China

O filme O Primeiro Verão, de Adriano Mendes, representará Portugal no VIII Festival de Cinema da União Europeia na China, um certame destinado a mostrar a diversidade cultural da Europa, que começa no dia 29 de Setembro em Pequim. O Primeiro Verão, estreado em 2014, com Anabela Caetano e Adriano Mendes nos papéis principais, será exibido no dia 21 de Outubro no Instituto Cervantes de Pequim, legendado em chinês e inglês. É a primeira longa-metragem dirigida por Adriano Mendes. A programação do festival inclui também, entre outros, A Most Wanted Man (Inglaterra), Mother, I love you (Letónia), Day of the Crows (França), White God (Hungria), Hotell (Suécia). Além de Pequim, o festival será apresentado em Chengdu, Shenzhen e Jinan. Trata-se de uma iniciativa da delegação da UE na China, em colaboração com os serviços culturais das embaixadas dos ‘28’ em Pequim e a câmara de comércio UE-China.

hoje macau segund

São cartazes históricos que mostram uma das formas mais comuns de publicidade da China. Estão, agora, em exposição no MAM

Publicidade de

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Museu de Arte de Macau (MAM) inaugurou na passada sexta-feira uma mostra de ilustrações de calendários antigos da autoria de Guan Huinong. A galeria está aberta das 10h00 às 19h00 de terça-feira a domingo e a entrada custa cinco patacas. As 40 peças em exposição foram doadas pela família deste artista chinês, que dominava, de acordo com comunicado do MAM, “a mestria da pincelada, traço e palete”, estando os originais com estas características mais vivas do que as suas versões impressas. “Alguns dos originais são mostrados ao lado do correspondente cartaz impresso, para o público poder apreciar as diferenças e a relação entre as fases de pré e pós-produção deste tipo de ilustrações”, informa a organização. O chamado “calendário-cartaz” foi, durante o século XX na China, uma das formas mais comuns de publicidade, divulgando produtos de consumo e que comummente mostravam mulheres jovens da classe alta em ambientes urbanos modernos. Os exemplares agora nas mãos e ao cuidado do MAM servem para datar uma época histórica em que o país assistiu a uma forte evolução, com grande influência do mundo ocidental. “[As obras providenciam] informação essencial para compreendermos hoje o panorama social, estilos de vida, tendên-

À venda na Livraria Portuguesa Pessoa & Cia • Laura Pérez Vernetti

MAM Exposição de cartazes de Guan Huinong até Novem

Este livro apresenta a vida e obra de Fernando Pessoa em BD. O livro divide-se essencialmente em três partes: as biografias, a obra poética de Fernando Pessoa e a dos heterónimos. A biografia do autor está desenhada a preto e branco, inspirada nas fotografias do poeta e na pintura de Almada Negreiros, bem como as biografias dos heterónimos, enquanto na adaptação dos poemas de Pessoa e dos heterónimos os desenhos são a cores de forma a ilustrar a grande criatividade e imaginação do poeta.

“[As obras providenciam] informação essencial para compreendermos hoje o panorama social, estilos de vida, tendências e produtos de consumo dominantes no início do século XX” cias e produtos de consumo dominantes no início do século XX”, acrescenta o MAM no comunicado.

Publicidade desenhada

O artista Guan Huinong nasceu em 1878 e morreu em 1956, em Xiqiao, cidade na província de Guangdong

e ficou conhecido pelas sua mestria na área da ilustração. No entanto, o talento parece ser hereditário, uma vez que já o seu bisavô, Guan Zuolin, ficou igualmente famoso em Cantão, no século XIX. “Huinong nasceu no seio de uma família conhecedora de pintura ocidental e por isso

cedo se familiarizou com a utilização da perspectiva e da luz e sombra como elementos de composição”, explica a organização. O autor estudou Pintura com o mestre Ju Lian, da escola de Lingnan. Foi com base na fusão das culturas ocidental e oriental que Huinong começou

Rua de S. Domingos 16-18 • Tel: +853 28566442 | 28515915 • Fax: +853 28378014 • mail@livrariaportuguesa.net

Cinzas da Revolta • Miguel Peres

Angola, 1961. Um grupo de rebeldes ataca uma fazenda. Os donos são mortos, mas a filha consegue escapar... 1963. Chegamos a Angola. Somos um contingente militar formado na sua maioria por jovens inexperientes. A guerra amedronta-nos. A nossa missão é encontrarmos a rapariga desaparecida em 61... 1966. O inesperado acontece... Afinal, qual o porquê de tantos anos perdidos na busca de uma única pessoa?


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da-feira 21.9.2015

vembro

esenhada

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té ao final do ano há uma agenda bem preenchida com muita música, teatro e arte em Macau. Da organização da Fundação Macau, o festival “Produções em Macau, Paixão por Macau” conta com vários momentos lúdicos para a população. Este mês é marcado por três concertos, sendo eles “As Melhores músicas de Filmes”, o “MACA Festival de Música 2015 – Guitarra: A Alma da Música” e “Os Três Músicos Chineses e Coreanos – Concerto de Flautas de Dragão e Fénix”. A abrir Outubro está a peça em teatro silencioso “Fuga do Mimo de Macau” e também o concerto “Na Rua – A Cappella”. Novembro e Dezembro, os meses mais frios, os interessados podem dançar enquanto assistem ao Teatro de Dança “Viajante”, ou ao concerto “Tentação de Vozes”. Como sorrir é o melhor do mundo, em Dezembro está ainda marcada a exibição da peça de comédia de música clássica “Hanky-Panky Rhapsody” III.

De agenda cheia

Feitas as contas, até ao final do ano os amantes da

Fundação Macau promove música, teatro e dança

Dias de festa na cidade

O último concerto deste ano será“Hanky-Panky Rhapsody-Comédia de Música Clássica 2015”, apresentado pela Associação de Piano de Macau, que volta a tocar um concerto que combina a música clássica com a música popular, no sentido de juntar a harmonia entre os dois tipos de músicas, transmitindo a sintonia que existe hoje em dia entre “comunicação”, “convívio” e “respeito”.

Teatro pelas ruas música terão ao seu dispor cinco concertos. No dia 20 de Setembro, subirão ao palco “Os Três Músicos Chineses e Coreanos – Concerto de Flautas de Dragão e Fénix”. Caberá ainda à Associação dos Compositores, Autores e Editores de Macau apresentar o Concerto “MACA Festival de Música 2015 – Guitarra: A Alma da Música”. No dia 1 de Outubro, o grupo coral da Associação A Cappella de Macau cantará,

sem acompanhamento de instrumento musical, várias canções populares, algumas produzidas localmente, mostrando a complexidade e a flexibilidade das vozes. Em meados de Novembro, “Dream Theater Association” apresentará o Concerto “Tentação de Vozes”, cuja ideia é contar, a vozes, a viagem de uma rapariga, fazendo com que a “música possa ser vista e a imagem possa ser ouvida”.

Nos dias 20 e 29 de Setembro, a Rota Artes Associação irá organizar uma “Fuga para os Mimos de Macau”. Nos dias 28 e 29 de Novembro, a Associação de Dança Ieng Chi apresentará um teatro de dança com o título “Viajante”. Os bailarinos irão dançar com objectos e movimentos corporais de modo a explorar a existência e a perplexidade de todos os sentidos que acompanham uma viagem. Para os interessados os bilhetes estão à venda na Fundação Macau.

CCM Actores locais sobem ao palco em Novembro

as

a aperfeiçoar a sua técnica de pintura nas ilustrações de calendários. As personagens neles integrados são maioritariamente mulheres jovens e femininas, com aspecto sofisticado e moderno. Reconhecidas ficaram algumas das suas

obras, como é o caso de “Duas Jovens”, usado para publicitar a marca de cosméticos chinesa, Kwong Sang Hong Limitada. A mostra sai de cena a 8 de Novembro. Leonor Sá Machado

leonor.machado@hojemacau.com.mo

Centro Cultural de Macau (CCM) apresenta em Novembro a peça “Abraços”, uma produção que leva três jovens actores locais e um profissional de Hong Kong ao palco do pequeno auditório. Numa série de cinco espectáculos que sobem ao palco de 6 a 8 de Novembro, os artistas exploram em conjunto com a audiência vivências íntimas, numa produção que traz monólogos que contam quatro “invulgares” histórias. “Com humor, Maggie Im relata como cresceu sendo a ‘miúda gorda’, enquanto Simon Lou desvenda as peripécias que vive por ser parecido com um conhecido comediante de Hong Kong. Num terceiro monólogo Caroline Lam descreve a paixão pelas artes performativas e revela a sua vontade de mudar o mundo, enquanto Mak Pui Tong sobe ao palco para fazer uma comparação entre a sua profissão de ac-

ccm

Abraços e monólogos teatrais O

tor e um emprego paralelo de criador de camarões”, explica a organização em comunicado.

Exploração íntima

O espectáculo encerra os “Diários em Monólogo”, um intercâmbio cultural que levou Maggie Im, Simon Lou e Caroline Lam a frequentar uma residência artística no Teatro Chung Ying, uma das companhias mais prestigiadas

de Hong Kong. Depois de ter completado um intenso programa de quatro semanas dedicado a ensaios e representação, o trio regressa a Macau para apresentar o espectáculo final. Interpretado em cantonense e encenado por Edmond Lo, director artístico assistente do teatro CY, “Abraços” convida o público a olhar para si próprio através da exploração dos pensamentos íntimos dos intérpretes.

Edmon Lou estará ainda à conversa numa tertúlia pré-espectáculo durante a qual vai partilhar as suas perspectivas sobre este projecto de intercâmbio, apresentando também noções básicas do monólogo teatral. “Abraços” é apresentado pelo de 6 a 8 de Novembro e os bilhetes para os cinco espectáculos custam 120 patacas, estando já à venda. J.F.


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Xi Jinping diz a Murdoch que media ocidentais são bem-vindos

Presidente chinês, Xi Jinping, disse ao magnata da comunicação social Rupert Murdoch que as empresas de media ocidentais são “bem-vindas” na China, apesar do bloqueio a numerosos ‘sites’ estrangeiros devido a reportagens sobre Pequim. “Damos as boas-vindas aos media e correspondentes estrangeiros na cobertura de histórias da China, apresentando o desenvolvimento da China no mundo e ajudando o mundo a aproveitar as oportunidades [apresentadas] pelo desenvolvimento” do país, disse na sexta-feira Xi Jinping a Murdoch, em Pequim, noticia a agência de notícias estatal Xinhua. O presidente da News Corp foi recebido pelo Partido Comunista chinês, em Pequim. “Estamos muito felizes, nos meus jornais e diferentes canais de notícias, por tentar promover uma maior compreensão entre os nossos dois países [Estados Unidos e China], não só a nível formal como

“Damos as boas-vindas aos media e correspondentes estrangeiros na cobertura de histórias da China, apresentando o desenvolvimento da China no mundo e ajudando o mundo a aproveitar as oportunidades [apresentadas] pelo desenvolvimento” Xi JInping Presidente chinês

Quase 200 intoxicados em simulacro de incêndio

hoje macau segunda-feira 21.9.2015

Portas abertas ao mundo

também com as próprias pessoas”, afirmou Murdoch ao China Daily.

Viagem a Washington

A visita de Murdoch precede a viagem do líder chinês a Washington, que o magnata dos media garantiu a Xi Jinping que terá cobertura total, de acordo com a Xinhua. Mas não é só nos media que Rupert Murdoch está focado. As suas subsidiárias de entretenimento pre-

Um simulacro de incêndio numa escola chinesa resultou na intoxicação de 190 pessoas, nove das quais com gravidade, depois de inalarem o fumo utilizado para simular as condições de um incêndio, adiantou ontem a agência oficial Nova China. Mais de 400 alunos do estabelecimento de ensino em Tianshui, na província de Gansu (noroeste da China) participaram na sexta-feira no exercício de simulação de um incêndio e ataques aéreos. As autoridades utilizaram fumo artificial para o simulacro e acabaram por perder o controlo sobre a situação, adianta a agência AFP. “Vários alunos começaram a tossir e a vomitar depois de inalar o fumo”, reportou a agência Nova China, citando autoridades locais.

tendem expandir-se para o mercado chinês, com a 21st Century Fox à procura de um parceiro chinês para construir parques temáticos sobre filmes e séries de televisão como os Simpsons. Os comentários do Presidente chinês surpreenderam alguns observadores, uma vez que o governo tem ordenado o bloqueio dos ‘sites’ em língua chinesa dos media New York Times, Bloomberg News,

Reuters e até o jornal de Murdoch Wall Street Journal. O tratamento da China a correspondentes estrangeiros tem sido largamente criticado depois de Pequim ter recusado vistos de residência aos novos repórteres do The New York Times e Bloomberg, numa aparente retaliação por investigarem histórias sobre a riqueza acumulada pelas famílias dos líderes chineses.

Lançado novo foguetão, o Longa Marcha 6

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China lançou ontem um novo modelo de foguetão que servirá sobretudo para colocar satélites em órbita, anunciou a imprensa oficial. A China destina milhões de dólares à conquista do espaço, algo que é entendido como um símbolo da nova potência do país asiático. O novo foguetão, baptizado Longa Marcha 6, foi lançado a partir de uma base situada na província de Shanxi. A nave transportava 20 “micro” satélites, explicou a agência Xinhua, citada pela AFP. Segundo imagens de televisão transmitidas pela CCTV, o

Longa Marcha -6 é branco e a sua extremidade superior está decorada com uma bandeira chinesa. O foguetão mede 29,3 metros de altura e utiliza combustível composto por uma mistura de oxigénio líquido não poluente e de querosene, acrescentou a imprensa oficial chinesa. Os “micro” satélites serão usados para realizar experiências em tecnologia e novos produtos, informou a CCTV, sem fornecer mais detalhes. O governo chinês declarou em 2011 que o Longa Marcha

6 teria capacidade para transportar uma tonelada e poderia colocar carregamentos em órbita até 700 quilómetros de distância. O nome do programa dos foguetões “Longa Marcha” é inspirado na epopeia de Mao Tse Tung, fundador da China comunista. Entre os objectivos mais ambiciosos de Pequim figuram o envio de uma sonda para Marte por volta do ano 2020, a realização de uma estação orbital permanente cerca de dois anos mais tarde, e o envio de um homem para a Lua, depois de 2025.

Ex-chefe da maior empresa do país detido por corrupção

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China anunciou sexta-feira a detenção e expulsão do Partido Comunista Chinês (PCC) de Wang Tianpu, ex-presidente da Sinopec, a maior empresa chinesa e principal refinaria da Ásia, por acusações de corrupção. Segundo a comissão de disciplina do partido, o organismo encarregue de combater a corrupção, Wang “aceitou enormes subornos, procurou benefícios para si próprio e para os seus familiares, aproveitando-se da sua posição”. O ex-chefe da Sinopec, que se encontrava sob investigação desde Abril, continuou a “favorecer” os seus familiares, mesmo após ter sido advertido pelas autoridades, lê-se num comunicado da comissão, publicado pela agência oficial chinesa Xinhua. Wang, 53 anos, chefiou a Sinopec entre 2011 e 2014, quando foi afastado na sequência da explosão de um oleoduto na cidade costeira de Qingdao, no este do país, que provocou a morte a 62 pessoas e cerca de 136 feridos. Dezenas de quadros dirigentes, alguns dos quais ministros, têm sido atingidos pela campanha anti-corrupção em curso na China desde que o actual Presidente, Xi Jinping, assumiu a chefia do PCC, em Novembro de 2012. Desde que subiu ao poder, o actual líder chinês prometeu “combater tanto as moscas como os tigres”, numa alusão aos altos quadros do PCC que durante muito tempo pareciam agir com total impunidade. A Sinopec ocupa o 2.º lugar da lista das “500 maiores companhias globais” identificadas pela revista Fortune, com receitas a rondar os 389 mil milhões de euros e 313 mil milhões em activos.


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Mais de 20 países aguardam adesão ao BAII

Na lista de espera

M

ais de 20 países aguardam a adesão ao Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII), disse sábado o presidente daquela instituição financeira internacional proposta por Pequim, e na qual Portugal é membro fundador. “Temos cinquenta e sete países (potenciais membros fundadores) e segundo o que sei, mais 20 estão em lista de espera”, disse o presidente do BAII, Jin Liqun, numa pub

conferência em Singapura, sem detalhar quais os países. “Estou certo que mais nações estão interessadas em aderir”, acrescentou Jin, ex-vice-ministro chinês das Finanças, eleito em Agosto pelos países membros. O BAII pode assim vir a superar o Banco Asiático de Desenvolvimento, criado pelo Japão em 1966, e que conta com 67 membros, 19 dos quais exteriores à região da Ásia-Pacífico. Proposto pelo Presidente chinês, Xi Jinping, em 2013,

o BAAI é visto como uma reacção do governo chinês ao que considera o domínio norte-americano e europeu em instituições globais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. Cinquenta e sete países de cinco continentes estão aprovados como membros fundadores, mas sete aguardam ainda a respectiva “autorização interna”.

Portas abertas

Entre as grandes economias do planeta, apenas Estados

Unidos, Canadá e Japão não fazem parte, mas Jin Liqun lembrou que “as portas estão abertas”. “Em alguns países será preciso tempo até que cheguem a um consenso interno”, disse. “Nós temos sido pacientes, quando se decidirem, é só fazer uma chamada, que nós tratamos do resto”. O banco terá sede em Pequim e deverá ser estabelecido até ao final de 2015 com um capital de 100.000 milhões de dólares. A China é o maior accionista, com uma participação de cerca de 30% do capital, seguida pela índia e Rússia. Portugal, que em 29 de Junho assinou o acordo constitutivo do BAII, tornando-se membro fundador, tem uma participação de cerca de 11,6 milhões de euros. O Brasil, o outro país lusófono a integrar a instituição, é o nono maior accionista, com uma participação 2,87 mil milhões de euros. No “top 10” dos principais investidores constam ainda a Alemanha, França e Reino Unido, todos países membros da União Europeia.

Warner Bros. regressa à China com nova parceria

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produtora de cinema norte-americana Warner Bros. e o fundo China Media Capital (CMC) anunciaram ontem a criação de uma empresa conjunta para produzir e distribuir filmes em chinês e inglês. A nova empresa, que permite o regresso da Warner ao mercado chinês, terá o nome de Flagship Entertainment, com sede em Hong Kong e escritórios em Los Angeles, Estados Unidos, e Pequim. A CMC, um fundo de investimento apoiado pelo governo chinês, terá 51% do capital, enquanto a Warner manterá 49%. A TVB, uma televisão privada de Hong

Kong, terá 10% do capital nas mãos do fundo. A nova empresa irá beneficiar da experiência técnica e de gestão da Warner Bros. na produção de filmes, enquanto os parceiros chineses permitirão acesso a talentos locais com o seu conhecimento do mercado. A CMC é liderada por Liu Ruigang, um especialista em investimento na indústria cultural. Em Junho passado, uma das subsidiárias do fundo, Whaley, aliou-se à Alibaba e à Tencent para entrar num serviço de televisão ‘online’que aspira ser o “Netflix chinês”. Por sua vez, a Warner Bros. espera com este acordo voltar ao grande mercado chinês depois de em 2009 ter saído da empresa que tinha em conjunto, desde 2006, com a China Film Group, para a produção e distribuição de filmes.


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artes, letras e ideias

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Shitao

Propósitos Sobre a Pintura do Monge Abóbora Amarga

Capítulo XVIII Assumir as Suas Qualidades (Continuação)

Se não for expressa esta acção recíproca da montanha e da água, não existirá nada que possa explicar este derramamento e este abraço universal. Sem a expressão deste derramamento e deste abraço universal, a disciplina e a vida (da tinta e do pincel) não podem encontrar o seu campo de acção; mas a partir do momento em que a disciplina e a vida (da tinta e do pincel) se exercem, o derramamento e o abraço universais encontram a sua causa e uma vez que eles encontrem a sua origem, a missão da paisagem encontra-se completa. Quando nos aplicamos à montanha e à água, deixa de ser necessá-

rio trabalhar a partir da imensidão, e assim será possível controlar a nossa tarefa; não é preciso trabalhar a partir da complexidade e assim a tarefa será simples. Sem esta simplicidade, não se saberia compreender a complexidade; sem este controle não se saberia realizar a imensidade. A obra não reside no pincel, o que lhe permite ser transmitida; ela não reside na tinta, o que lhe permite manifestar-se; ela não reside na montanha, o que lhe permite exprimir a imobilidade; ela não reside na água, o que lhe permite exprimir o movimento; ela não reside na Antiguidade, o que lhe permite ser ilimitadas; ela não re-

side no presente, o que lhe permite ser imparcial. De modo que, se a sucessão dos tempos decorrer sem desordem e que pincel e tinta subsistirem na sua permanência, é porque eles são intimamente penetrados deste trabalho. Esta obra repousa, em verdade, sobre o princípio da disciplina e da vida: pelo Um, dominar a multiplicidade; a partir da multiplicidade, dominar o Um1; ela não recorre nem à montanha, nem à água, nem ao pincel nem à tinta, nem aos Antigos, nem aos Modernos, nem aos Santos. Tal é a obra verdadeira, aquela que se baseia na sua própria substancia.

1 - Variante do capítulo VII: «a partir do Um, distinguir a multiplicidade, a partir da multiplicidade, dominar o Um».


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artes, letras e ideias 15

Paulo Maia e Carmo tradução e ilustração


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( F ) utilidades

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tempo Aguaceiros Ocasionais min 25 max 31 hum 70-95% • euro 9.02 baht 0.22 yuan 1.25

Cineteatro

O que fazer esta semana Diariamente

Exposição “Tensão de Talento” (até 15/11) Museu de Arte de Macau Entrada livre Exposição de Arte Africana (até 1/10) Casa Garden Entrada livre

Cinema

Maze Runner: The scorch Trials Sala 1

Maze Runner: The scorch Trials [c]

Filme de: Wes Ball Com: Dylan O’Brien, Ki Hong Lee, Kaya Scodelario 14.30, 16.45, 21.30

Maze Runner: The scorch Trials 3D [c]

Filme de: Wes Ball Com: Dylan O’Brien, Ki Hong Lee, Kaya Scodelario 19.15

Exposição “Macau 5.0” de Gonçalo Lobo Pinheiro (até 10/10) Consulado Geral de Portugal Entrada livre

Sala 2

Everest [b]

Filme de: Baltasar Kormakur Com: Jason Clarke, Josh Brolin, John Hawkes, Robin Wright 14.30, 16.45, 21.30

Exposição “Discovering Manuel Vicente” (até 10/10) Macau Design Centre Entrada livre

Everest 3D [b]

Filme de: Baltasar Kormakur Com: Jason Clarke, Josh Brolin, John Hawkes, Robin Wright 19.15 Sala 3

Guia in Love [b]

Falado em cantonês legendado em chinês e inglês Filme de: Sam Leong Com: Wong You Nam, Stephy Tang, Annie Lau 14.15, 17.45, 19.30

Attack on Titan: End of the world [C]

Falado em Japonês legendado em chinês e inglês Filme de: Shinji Higuchi Com: Haruma Miura, Kiko Mizuhara 16.00, 21.30

Projecto Influxus 2015 (até 23/09) Babel Entrada livre

Aconteceu Hoje 21 de SETEMBRO Pré-proclamação da RPC

h o j e h á f i l m e “Captain Phillips” (Paul Greengrass, 2013) Exposição “Saudade” (até 30/9) MGM Macau Entrada livre “A Arte de Imprimir” (até Dezembro) Centro de Ciência de Macau Entrada livre

Exposição “Valquíria”, de Joana Vasconcelos (até 31 de Outubro) MGM Macau, Grande Praça Entrada livre

A história já é conhecida. Richard Phillips, capitão, conduzia o cargueiro Maersk Alabama com bens essenciais para a Somália. Foi a 8 de Abril de 2009 que tudo aconteceu. Um barco de piratas da Somália tomou comando do navio – depois de uma tentativa frustrada no dia anterior – e fez refém a tripulação. Com acções improvisadas e muita prudência, o Capitão Phillips consegue alterar a história que só se mostrava negra. Com a tripulação a conseguir sequestrar o capitão pirata, Phillips vê-se numa troca que o faz refém dos quatro piratas. Em direcção à Somália, os piratas, com o seu refém, são perseguidos pelas autoridades marítimas e aéreas. Contar o fim seria estragar a surpresa. Intenso do início ao fim, talvez por estar acrescida a certeza de que esta é uma história verídica. Tom Hanks contribui de forma estupenda para colar os olhos aos ecrã. “Captain Phillips” tem ainda uma particularidade que o faz diferente de todos os outros filmes: o fim não é ao estilo americano, com abraços de famílias e sorrisos, mas sim um relato exímio da natureza humana. Filipa Araújo

• No dia 21 de Setembro de 1949 é proclamada a República Popular da China, menos de um mês antes desta se tornar oficial. É nesta data que começa a chamada era de Mao. Por mais de quatro mil anos, o sistema político da China foi baseado em dinastias, até 1911, quando terminou a última dinastia – Qing -, com a fundação da República da China (RC) pelo Partido Nacionalista Kuomintang (KMT). Na primeira metade do século XX a China mergulhou num período de desunião e guerras civis que dividiram o país em dois principais campos políticos - o Kuomintang e os Comunistas. As hostilidades terminaram em 21 de Setembro de 1949, quando a República Popular da China foi estabelecida pelos comunistas. O KMT, liderado pelo governo da República da China, recuou para Taipei, em Taiwan. Foi neste dia que se iniciou a I Sessão Plenária da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e dela participaram representantes dos diversos partidos, grupos e círculos sociais e democratas sem filiação partidária. Nessa ocasião foi elaborado o Programa Comum, que desempenhou a função da Constituição Provisória, e se elegeu o Conselho do Governo Popular Central da República Popular da China, com Mao Zedong como Presidente e Zhou Enlai como Primeiro Ministro do Conselho Administrativo do Governo e Ministro das Relações Exteriores. Em 1 de Outubro de 1949, foi feita oficialmente a proclamação da República, em Tian’anmen. Neste dia, em 1930 Johann Ostermeyer patenteia o flash. A 21 de Setembro de 1866 nasce Herbert George Wells, conhecido como H. G. Wells, um escritor britânico, autor d’ “A Guerra dos Mundos”. Assinala-se, neste data, o Dia Internacional da Paz e o Dia Mundial do Doente de Alzheimer.

fonte da inveja

Secretamente, talvez muitos gostem da guerra.

Porque é o único meio de realmente mudar a vida.

João Corvo


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opinião

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David Chan* legalpublicationsreaders@yahoo.com.hk • http://blog.xuite.net/legalpublications/hkblog

macau visto de hong kong

Será suficiente indemnizar?

cartoon por Stephff

básico da compensação em caso de quebra de contrato é a “expectativa”. Em termos gerais, a parte que quebra o contrato só é obrigada a indemnizar na proporção do seu conhecimento da situação. Por exemplo, no momento da venda do bilhete, a companhia apenas sabe que o passageiro o comprou e nada mais do que isso. Quando a companhia entra em quebra de contrato, por exemplo, “despromovendo” o passageiro de “Executiva” para “Turística”, a compensação devida é o reembolso da diferença do preço dos bilhetes.

Steven Spielberg, Catch Me If You Can

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o passado dia 19 deAgosto, o website de Hong Kong “yahoo.com.hk” publicou uma notícia relacionada com a companhia aérea Kong Dragon Airlines Limited, onde se conta que dois passageiros, o Sr. e a Sra. Wong, desejavam deslocar-se de Hong Kong para Haikou, na China, a 14 de Agosto. Quando chegaram ao aeroporto foram informados pela companhia aérea Hong Kong Dragon Airlines Limited – DragonAir - que, devido a uma grande afluência de passageiros, teriam de embarcar num voo para o aeroporto de Shenzhen e daí apanhar outro avião para o destino final. A Sra. Wong ficou muito transtornada. O casal tinha-se inscrito numa visita turística à zona de Haikou, China. Se não conseguissem chegar a tempo perderiam a viagem. Apesar disto, os funcionários da Hong Kong Dragon Airlines Limited não lhes deram qualquer resposta. Por fim Wong chamou a polícia e a companhia acabou por arranjar o voo conforme estava planeado. Mas o caso não ficou por aqui. Quando os Wong chegaram a Haikou aperceberam-se que a bagagem não tinha vindo no avião. As malas tinham “perdido” o avião. A Hong Kong Dragon Airlines Limited enviou a bagagem aos Wong no dia seguinte e voltou a apresentar as suas desculpas. Um caso semelhante ocorreu com a companhia Cathy Pacific Airline. Uns dias depois, a 22 de Agosto, duas passageiras com bilhetes para a classe “Executiva”, a Sra. e a Menina Lai, foram obrigadas a viajar em “Turística”. As duas senhoras eram mãe e filha. A mãe tinha sido operada a uma perna e precisava de mais espaço durante o voo. Por este motivo a filha comprou bilhetes para a classe “Executiva”, mas acabaram

por se ver forçadas a viajar em “Turística”. A Cathy Pacific Airline não só lhes baixou a categoria de “Executiva” para “Turística”, como ainda lhes atrasou a viagem mais de 25 horas. A filha também perdeu uma excursão que tinha marcada. Não é a primeira vez que casos de sobrevenda de lugares acontecem com a Cathy Pacific Airline. No passado dia 27 de Julho o website “localpresshk”, de Hong Kong, divulgou a seguinte notícia: o Sr. Lai tinha comprado dois bilhetes para viajar de Hong Kong para Jakarta, Indonésia. Devido à sobrevenda de lugares, o Sr. Lai acabou por não conseguir o voo que tinha marcado. O voo acabou por atrasar mais de 7 horas. Recebeu uma indemnização de 1000 dólares, jantar pago, estadia no hotel e o seu bilhete de classe “Turística” transitou para “Executiva” sem custos acrescidos. Quando o jornalista entrevistou o representante da Cathy Pacific Airline, a companhia respondeu que a sobrevenda é prática corrente nesta actividade. A Cathy Pacific Airline também salientou que a

a Sanita

companhia iria fazer o possível para ajustar o número de lugares disponíveis ao número de passageiros que é expectável chegarem a horas ao aeroporto. As compensações serão variáveis conforme o caso. O termo “sobrevenda” significa que a companhia vende mais bilhetes do que os lugares que tem disponíveis no avião. Por exemplo, se o avião tem 100 lugares, a companhia vende mais de 100 bilhetes. Existem vários motivos para este procedimento. Em primeiro lugar um passageiro, designemo-lo por X, tem a possibilidade de mudar a marcação do seu bilhete com antecedência. Se X não puder voar no dia marcado – dia 1 –, depois de pagar uma taxa, pode mudar o voo para outro dia – dia 2. Neste caso, no dia 1 o seu lugar no avião vai ficar vazio. Se o passageiro B fizer o mesmo que o passageiro X, mas alterar a marcação do dia 3 para o dia 1, então o passageiro B será beneficiado e a companhia usufruirá de um aproveitamento total dos lugares por voo. O lucro da companhia será maximizado desta forma. Na prática a companhia aérea não só permite que o passageiro mude o dia do seu voo, mas também que possa mudar para outro horário no próprio dia, antecipando ou adiando o voo. Em termos gerais 40 minutos antes da descolagem, se houver lugares vazios no avião, a companhia aceita que o passageiro em causa possa antecipar o seu voo. Nem todas as companhias permitem fazer a alteração de horário de voo. Com as companhias que vendem bilhetes mais baratos geralmente não é possível. É por isso que este tipo de situação só acontece com as companhias mais conhecidas. “Ajuste” é a melhor palavra para descrever este fenómeno. Baseia-se, puramente e simplesmente, no “acaso”. No caso das necessidades do passageiro e da companhia se ajustarem, não existirão casos como os dos Wong e dos Lai. No entanto se o ajuste falhar, os passageiros sujeitam-se a atrasos e alterações de voo. Nestes casos deve a companhia aérea indemnizar os passageiros? Em Hong Kong, a compra e venda de bilhetes é um contrato, e este tipo de transacções é regulada pela Lei da Contratação. O principio

Embora a Lei da Contratação estipule formas de compensação em caso de quebra de contrato, não pode impedir a actuação de quem conhece as consequências do procedimento e tem a capacidade financeira para indemnizar. A menos que haja uma nova lei para regular este tipo de transacções existe sempre o risco de o cliente colaborar com este processo Se a companhia vende duas vezes o mesmo lugar e o passageiro não pode voar como previsto, a companhia tem de indemnizar o passageiro pelos “custos de demora”, onde são incluídas refeições, estadia, custos de deslocação entre o hotel e o aeroporto, etc. “O Passageiro perdeu o seu tempo” e por este motivo deverá também ser indemnizado. A compensação monetária é necessária, mas o montante varia de caso para caso. A não ser que e, até que, o risco seja demasiado elevado, a companhia não necessita compensar o passageiro com somas elevadas. Se o lucro por vender um bilhete de avião for superior às indemnizações, é fácil perceber porque é que a sobrevenda é prática corrente nesta actividade. Embora a Lei da Contratação estipule formas de compensação em caso de quebra de contrato, não pode impedir a actuação de quem conhece as consequências do procedimento e tem a capacidade financeira para indemnizar. A menos que haja uma nova lei para regular este tipo de transacções existe sempre o risco de o cliente colaborar com este processo. Conselheiro Jurídico da Associação de Promoção do Jazz de Macau


opinião 19

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Rui Flores

ruiflores.hojemacau@gmail.com

dissonâncias

O

Papa Francisco está por estes dias em Cuba, seguindo-se depois uma visita pontifícia aos Estados Unidos da América. Antes de se meter a caminho das Américas, Francisco chamou ao Vaticano os ministros do Ambiente da União Europeia para lhes dizer três coisas: que o combate ao aquecimento global não se faz apenas por palavras; que a União deveria tomar a liderança na preparação e na negociação da conferência internacional sobre as alterações climáticas marcada para o início de Dezembro, em Paris; e que o combate ao aquecimento global tem de ser feito a par do combate à pobreza, pois os mais pobres são invariavelmente aqueles que mais sofrem com os problemas relacionados com o aquecimento global. A questão das alterações climáticas é apenas uma das várias questões em que o Papa tem mantido um papel de destaque, chamando a atenção para a necessidade de o mundo agir antes que seja tarde de mais. Em Junho, divulgou uma encíclica sobre o tema. Nela, Francisco dizia que o ambiente era um “bem comum” e que a humanidade tinha que mudar o seu estilo de vida. A forma como age sobre as matérias de cariz social, económico e político, é bem distinta da dos políticos populistas que acordam para os problemas em tempos de crise e que lançam tiradas desprovidas de conteúdo para serem repetidas pela comunicação social, sem consequências directas mais do que parecerem que estão a tentar fazer alguma coisa. O Papa foi dos primeiros líderes mundiais a chamar a atenção para o drama dos refugiados que assola agora o continente europeu. Quando visitou o Parlamento Europeu em Novembro do ano passado – revelando uma capacidade de antecipar os problemas que têm marcado a União Europeia neste Verão – apelou ao despertar humanista de uma certa Europa “envelhecida”. O Vaticano teve um papel decisivo na reaproximação de Havana a Washington. É evidente que a Igreja Católica tem um interesse directo na normalização das relações diplomáticas de Cuba com o mundo. Mas acima de tudo, aprecia ver a normalização do regime dos irmãos Castro com os direitos humanos, entre os quais está a liberdade religiosa. A revolução cubana de 1959 restringiu a prática religiosa no país. Francisco visita, pois, como Papa, um país que está aos poucos a “normalizar-se” com a prática religiosa. A seguir à revolução, Fidel decretou o ateísmo como a doutrina reinante no país. Ao longo

Nanni Moretti, We Have a Pope

Nobel para o Papa, já!

dos anos, a narrativa de que a prática religiosa era reaccionária e anti-governo fez o seu caminho. Quando, em reportagem, em 1996, visitei Cuba pela primeira vez, a Catedral de Havana, de São Cristóvão, estava fechada, a cadeado. E o lixo que a escadaria ostentava era um sinal de que a preservação imaculada da casa de Deus não era uma prioridade. Nessa viagem, que decorreu em simultâneo com os Jogos Olímpicos de Atlanta, assisti a um comício de Fidel, de mais duas horas, na província de Holguín, em que o presidente cubano afirmava que as medalhas conquistadas pelos cubanos valiam a dobrar: não eram apenas um sinal de que os atletas cubanos eram os melhores, tinham também um sabor especial por serem ganhas em território “gringo”. Francisco intervém, pois, de forma estruturada. Inteligente. Responsável. Com o poder moral que a Igreja deveria sempre ostentar, mas que os casos de assédio sexual têm minado ao longo dos anos. Nesse aspecto, também Francisco se distingue dos outros, tendo tomado, em várias ocasiões, medidas disciplinares contra prelados que encobrem casos de assédio sexual, tendo até deixado cair bispos e arcebispos. As

Numa altura em que faltam líderes políticos com capacidade de movimentar massas e de apontar o caminho, o Papa transformou-se numa espécie de farol moral que a Igreja Católica tinha perdido alterações que promove dentro da Igreja não são de somenos, com resultados práticos para os praticantes. Os procedimentos para a anulação dos casamentos, possibilitando que católicos tornem a casar, foram recentemente facilitados. A dessacralização do cargo que ocupa é outra das marcas do seu papado. Há dias, ao entrar no avião que o levaria a Cuba, o Papa carregava ele próprio a sua pasta de cor preta. O chefe máximo da Igreja Católica deixou de ostentar o vermelho e o dourado

– cores que estavam sempre presentes em Benedito XVI – para usar o simples branco. Com os seus gestos, com a forma simples e directa como é capaz de falar com a pessoa comum, Francisco transformou-se num fenómeno de popularidade. Na visita às Filipinas, em que chorou ao ouvir a história da vida atormentada das crianças de rua, reuniu à sua volta, numa missa, em Manila, uma multidão avaliada em seis milhões de pessoas. Um recorde. Numa altura em que se diz que há uma crise de valores, que faltam líderes políticos com capacidade de movimentar massas e de apontar o caminho, o Papa transformou-se numa espécie de farol moral que a Igreja Católica tinha perdido. Numa semana em que o ex-secretário do comité Nobel publicou o seu livro de memórias e veio dizer aquilo que muitos pensam, que a atribuição do Nobel da Paz a Barack Obama, em 2009, foi prematura e que os anos seguintes da sua governação provaram o erro que foi a atribuição do prémio ao presidente norte-americano, está na altura do Comité Nobel olhar para a obra que Francisco está a erguer e distingui-lo com uma honra perfeitamente justa.

Propriedade Fábrica de Notícias, Lda Director Carlos Morais José Editores Joana Freitas; José C. Mendes Redacção Andreia Sofia Silva; Filipa Araújo; Flora Fong; Leonor Sá Machado Colaboradores António Falcão; António Graça de Abreu; Gonçalo Lobo Pinheiro; José Simões Morais; Maria João Belchior (Pequim); Michel Reis; Rui Cascais; Sérgio Fonseca Colunistas António Conceição Júnior; Arnaldo Gonçalves; André Ritchie; David Chan; Fernando Eloy; Isabel Castro; Jorge Rodrigues Simão; Leocardo; Paul Chan Wai Chi; Paula Bicho; Rui Flores; Tânia dos Santos Cartoonista Steph Grafismo Paulo Borges Ilustração Rui Rasquinho Agências Lusa; Xinhua Fotografia Hoje Macau; Lusa; GCS; Xinhua Secretária de redacção e Publicidade Madalena da Silva (publicidade@hojemacau.com.mo) Assistente de marketing Vincent Vong Impressão Tipografia Welfare Morada Calçada de Santo Agostinho, n.º 19, Centro Comercial Nam Yue, 6.º andar A, Macau Telefone 28752401 Fax 28752405 e-mail info@hojemacau.com.mo Sítio www.hojemacau.com.mo


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Aconteceu na passada sexta-feira, dia 18 de Setembro, uma visita do Secretariado Permanente do Fórum de Macau a Nanchang, na província de Jiangxi, que teve como objectivo o reforço dos laços com a China e os países de Língua Portuguesa. Um comunicado do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os PLP indica que a participação na “Semana de Macau em Nanchang de Jiangxi e Promoção Dinâmica de Macau”, realizada naquela cidade, permitiu apresentar o ambiente de investimento e de negócios e respectivas políticas dos países que falam Português à Província de Jiangxi, para que os cidadãos do interior da China conheçam melhor estes países e o Fórum de Macau. Foi ainda, explica o comunicado, reforçada a cooperação, “de forma pragmática”, entre as empresas do interior da China, com vista a estabelecer uma ligação de intercâmbio entre estes empresários.

Drenagem pode custar até 70 milhões

Foram nove as propostas admitidas pela Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) para a obra de execução do novo sistema de drenagem de águas pluviais na Colina da Taipa Grande e ao longo da Estrada Almirante Magalhães Correia. A construção vai permitir a recolha de parte de águas pluviais que se acumulam quando ocorrem chuvas intensas e as obras poderão custar entre 40 a 70 milhões de patacas, sendo o prazo máximo de execução de 500 dias.

SS começam vacinação contra gripe

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Os Serviços de Saúde (SS) começam na segunda-feira a vacinar gratuitamente os grupos mais vulneráveis da população com a vacina antigripal do hemisfério norte para 2015-2016. Os SS disponibilizam 110 mil doses da vacina quadrivalente capazes de prevenir dois tipos de gripe A e um tipo de gripe B. Inicialmente, os SS referem como grupos prioritários crianças e jovens entre os seis meses e menos de 18 anos e pessoas com 60 anos ou mais, portadores de doenças crónicas, funcionários de lares, creches, jardins-de-infância, escolas primárias e secundárias, mulheres grávidas e pessoas obesas. Entre Outubro e Dezembro serão enviados funcionários às escolas procedendo à vacinação dos alunos cujos encarregados de educação autorizaram a vacinação. O pico de gripe ocorre entre Fevereiro e Março na região geográfica onde se insere Macau.

GAES organiza intercâmbio até Portugal • O Gabinete de Apoio ao Ensino Superior (GAES) realizou, recentemente, uma sessão de partilha de experiências sobre a actividade “O Ser e Saber da Língua Portuguesa – Curso de Verão em Portugal”, que contou com 99 estudantes que estudam nas instituições do ensino superior, em Macau e no exterior. A actividade teve a duração de quatro semanas e foi realizada pelas Universidades de Lisboa e do Porto.

gaes

Fórum Macau Oportunidades de negócio em Jiangxi

Canídromo Associações internacionais criticam Chui Sai On

Preparativos que incomodam O rganizações internacionais de defesa dos animais criticaram Chui Sai On por, na semana passada, ter dito que “não é justo” encerrar “de um dia para o outro” o Canídromo, cujo contrato de concessão termina em Dezembro. “Compreendo que Chui Sai On tem de ter muitos factores em consideração, mas a história das corridas de cães em Macau deve, de facto, ser um dos motivos mais fortes para apoiar o encerramento do Canídromo”, afirmou, em resposta à agência Lusa, Lyn White, representante da Animals Australia, uma das nove organizações envolvidas na campanha para encerrar a pista de corrida de galgos. Lyn White reagia às palavras do Líder do Executivo que, na quinta-feira, sugeriu que o Canídromo pudesse não ser encerrado no final do ano, ao fim de 50 anos de funcionamento. “A indústria de jogo foi sempre a indústria principal de Macau. As corridas de galgos têm a sua história e são uma componente importante para a diversificação do sector. Não é de um dia para o outro que vamos suspender as corridas de galgos,

isso também não é justo”, disse aos jornalistas, indicando, ao mesmo tempo, que foi encomendado um estudo sobre o assunto a uma universidade local. A representante da maior organização de defesa dos animais da Austrália, de onde chega a maioria dos cães que corre em Macau, lembrou que “há mais de quatro décadas que [o Canídromo] mantém dezenas de milhares de cães em condições miseráveis e inapropriadas, ao mesmo tempo que matou milhares de animais cujo único ‘crime’ foi não correrem rápido o suficiente”. Lyn White disse ainda que, mesmo sabendo que o prazo da concessão estava a chegar ao fim, os operadores do Canídromo, a Companhia de Corridas de Galgos de Macau (Yat Yuen), “falharam em apresentar uma única razão legítima para que continue a operar” e, assim sendo, “a não renovação da concessão não pode ser vista como súbita ou injusta”. “O facto de o Canídromo continuar descaradamente a importar cães, sabendo que as instalações podem vir a fechar, revela como não se importam com as vidas e o bem-estar destes animais. Pedimos a Chui Sai On que suspenda imediatamente a

importação de mais galgos para Macau, enquanto os estudos encomendados pelo Governo estão a ser conduzidos”, apelou.

De todos os lados

Reacção semelhante teve a presidente da Grey2K USA, Christine Dorchak: “O Canídromo é a pior pista de corrida de cães do mundo porque nenhum cão sai de lá vivo”. Reafirmando os esforços da organização norte-americana para o encerramento do espaço, Dorchak lembrou a vigília que se realiza no dia 30 deste mês, em homenagem aos galgos de Macau e que vai decorrer em 26 cidades mundiais. Nestas vigílias, será lida uma carta do presidente da associação local Anima, Albano Martins.

“O Canídromo é a pior pista de corrida de cães do mundo porque nenhum cão sai de lá vivo” Christine Dorchak Presidente da Grey2K USA

O documento indica que cerca de 30 animais são mortos por mês, quando deixam de ser competitivos. “Só nos últimos dez anos, estimamos que o número de animais mortos chegou aos quatro mil”, lê-se na carta, que termina com um pedido de apoio à petição que insta o Governo de Macau a não renovar a concessão, uma campanha já com 340 mil apoiantes. Além das questões do bem-estar animal - a Anima estima que só este ano tenham sido abatidos 160 a 170 cães -, Albano Martins invocou ainda motivos de ordem financeira e comunitária. O Canídromo está localizado na zona norte da cidade, a mais densamente populosa do mundo, onde escasseiam espaços públicos. “Qual é a razão para que uma área daquelas, que não tem equipamentos sociais, que não tem zonas verdes, continue a ter às suas portas animais a ganir a noite inteira e, sobretudo, instalações totalmente degradadas, e uma das pistas consideradas das piores do mundo?”, questionou. O canídromo paga também menos impostos que os outros espaços de jogo, disse Martins: 25% ao invés de cerca de 40%. Para o presidente da Anima, só com esta benesse é que o espaço pode operar. LUSA/HM


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Hoje Macau 21 SET 2015 #3419 by Jornal Hoje Macau - Issuu